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Gilmar - Parecer_técnico_-_Obra_de_esgotamento_sanitário_de_Cru z_das_Almas

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UNIVERSIDADE FEDERAL DO RECÔNCAVO DA BAHIA ENGENHARIA SANITÁRIA E AMBIENTAL

GILMAR SALES MACEDO JUNIOR LUIZ ROBERTO ÍCARO HEITOR

PARECER TÉCNICO E RELATÓRIO FOTOGRÁFICO DA OBRA DE ASSENTAMENTO DA REDE DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO EM CRUZ DAS ALMAS - BA

Cruz das Almas 2013
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ª Andrea Fontes. Cruz das Almas 2013 2 .GILMAR SALES MACEDO JUNIOR LUIZ ROBERTO ÍCARO HEITOR PARECER TÉCNICO E RELATÓRIO FOTOGRÁFICO – OBRA DE ASSENTAMENTO DA REDE DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO EM CRUZ DAS ALMAS Relatório Técnico entregue à Prof. como requisito de avaliação da disciplina Obras Hidráulicas da Graduação em Engenharia Sanitária e Ambiental da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia.

.......... 4............................................................ 18 3 .........Sumário 1....... 3........................................................................................ 4 PARECER TÉCNICO ........................ 4 REFERÊNCIAS .............................................................................................................. 2............................ 4 OBJETIVO .............. APRESENTAÇÃO .........................................

deve também orientar e treinar o trabalhador sobre o adequado uso. que trata sobre a utilização de Equipamento de Proteção Individual. Os principais EPIs devem ser utilizados por trabalhadores na execução obras de esgotamento sanitário são:  Capacete: para proteção contra impactos. PARECER TÉCNICO De acordo com a Norma Regulamentadora 6. OBJETIVO O objetivo deste documento é apresentar um parecer técnico sobre as condições de execução da obra de implantação da rede coletora de esgoto do SES de Cruz das Almas.  Capuz: para proteção contra riscos térmicos. Neste documento. choques e agentes térmicos. faz-se uma análise a cerca da execução da obra na etapa de implantação da rede coletora de esgoto deste SES baseada nas seguintes normas da ABNT: NBR 7367. 4 . armazenamento e conservação.  Óculos: para proteção contra luminosidade e pequenas partículas. 2. o empregador deve adquirir EPIs de qualidade e adequados ao risco de cada atividade e exigir o seu uso.  Protetor auricular: deve ser utilizado durante a manipulação de equipamentos que provoquem ruídos e tenham níveis de pressão sonora superiores ao estabelecido pela NR 15. Sendo que a mais utilizada no presente trabalho foi a NBR 9814-Execução da Rede Coletora de Esgoto Sanitário. NBR 9649 e NBR 9814.1. agentes químicos e abrasivos. 3. APRESENTAÇÃO A obra de implantação do Sistema de Esgotamento Sanitário (SES) de Cruz das Almas está sendo executada pela MAF Engenharia. O empregado deve utilizar o EPI apenas para finalidade a qual é destinado.

para proteção dos pés contra agentes cortantes e perfurantes. necessários devido a emissão de ruídos propiciada pelo equipamento. que embora os operários estejam trajando vestimenta e calçado adequados a função. além de não estarem utilizando luvas e nem todos estarem utilizando capacete óculos para proteção.  Calçado: deve ser apropriado à proteção contra impactos de quedas de objetos. para proteção dos pés contra agentes térmicos. para proteção dos pés e pernas contra umidade proveniente de operações com uso de água. químicos. 5 . contra vibrações. Figura 1-EPI em desconformidade com o serviço.  Luvas: para proteção contra agentes térmicos. Além do uso de EPI´s. abrasivos. não estão utilizando protetores auriculares. pode-se notar o reaterro e a compactação mecanizada da última camada. Vestimentas de corpo inteiro com mangas e pernas compridas e adequadas para controle de umidade e temperatura e proteção contar os raios solares. para proteção dos pés contra agentes abrasivos. contra umidade proveniente de operações com o uso de água. Observa-se na Figura 1.

Figura 3 . pode-se notar a compactação mecanizada da última camada. a adequação dos equipamentos de proteção individual ao serviço executado. Observa-se na figura 3.Figura 2 .EPIs em Conformidade com a função exercida 6 . capacete. Além do uso de EPI´s. luvas e óculos. Utilização de vestimenta de mangas e pernas compridas.EPI em desconformidade com o serviço.

Nos locais visitados não foi observado nenhum elemento de locação. deixar reservada uma área segura para trânsito de pedestres. subterrâneos. sempre que possível deve-se deixar passagem para trânsito de veículos. 7 . e PSs (pontos de segurança) em pontos notáveis da via pública não sujeitos a interferência da obra e demarcar no terreno as canalizações. a área deve ser protegida e sinalizada para evitar riscos de acidentes. caixas. dentre outras orientações técnicas. De acordo com a figura 4. bem como alertam aos motoristas a localização da obra. colocar no local da obra dispositivos de sinalização conforme as leis e regulamentos em vigor. A NBR 9814. interferentes com a execução da obra. Desse modo deve-se: utilizar tapumes e cavaletes para cercamento da área a ser trabalhada. manter livre o escoamento superficial de águas de chuva. Os dispositivos temporários de sinalização como placas. pode-se perceber a carência de sinalização da obra. telas. Figura 4 – Trecho BR 101. entrada do município de Cruz das Almas – BA. De acordo com a NBR 9814/1987. cones. A única sinalização existente é uma tela. para garantir proteção aos trabalhadores e aos pedestres. durante a execução e obras. etc. Este trecho é bastante movimentado e a estrada é permite velocidade máxima de 100km/h . recomenda implantar no mínimo um RN secundário por quadra. e fitas zebradas devem ser instalados para demarcar o perímetro da obra. Não existe nenhuma informação a montante do trecho e nem sinalizações para os operários. dutos. Identifica-se nesta imagem a carência por uma sinalização que atenda às normas..

A distância da sinalização no trecho de proteção da obra deve variar entre 30 e 60 m em vias com velocidades superiores a 70 km/h. E. esta se encontra muito próxima a obra podendo ocasionar transtornos aos tráfego de veículos. mas devem ser mais largas em obstruções de comprimento maiores que 30 metros ou em áreas de grande circulação de pessoas. como:  passagens provisórias com separação física entre pedestres e veículos. A distância mínima recomendada entre o início do trecho de advertência e o próximo de canalização. é de: • 750 metros. As figuras 5 indica que embora haja sinalização e isolamento da área em serviço. alerta para o isolamento da área. para obras executadas em vias arteriais. 8 . identificação de acessos. Quando intervenções nas vias interferem no trânsito de pedestres. Segundo a NR18. deve-se haver sinalização noturna eficiente. para obras executadas em vias de trânsito rápido. advertência de perigos. circulação de veículos e equipamentos na obra. através de setas ou dizeres. as extensões das áreas de advertência podem ser reduzidas em até 70%.Salienta-se que a sinalização dever ser colocada a montante e a jusante da obra com indicações de novas trajetórias. • 300 metros. em situações em que o serviço não esteja finalizado. para obras executadas em vias coletoras. Nos casos em que a obra ocorre na calçada ou em locais que não interferem na pista de rolamento. carrinhos de bebê e. para garantir o trânsito de cadeiras de roda. para obras executadas em vias locais.  passagens devem ter no mínimo 0. Para vias com velocidades inferiores. caso seja necessário o desvio do tráfego. buscando evitar transtornos aos usuários das vias.90 metros de largura. com utilização de tapumes ou outros dispositivos de sinalização auxiliar. deve-se adotar sinalização e mecanismos para protegê-los. no local da obra deve haver indicações de saídas. a distância de sinalização fica condicionada às condições de segurança e ao espaço disponível no local. • 100 metros. • 200 metros.

no que se refere à sinalização. em alguns trechos da obra. 9 . Figura 6 – Escavação da vala com sinalização a montante e a jusante do trecho. evitando assim riscos de acidentes e transtornos no tráfego de pessoas e veículos. visto que os locais estão cercados e sinalizados por placas e cones a montante e a jusante da área em serviço.Figura 5 – Sinalização e Cercamento da Área da Obra As figura figura 6 demonstra que a empresa executora das obras está cumprindo a normatização.

Figura 7 . Figura 8.Utilização incorreta da sinalização A figura 8 demonstra que a faixa de circulação de pedestres na calçada não foi contempla com dispositivos de segurança.Falta de Espaço para Circulação de Pedestres na Calçada 10 . expondo tanto os residentes como os demais pedestres a riscos de acidentes. além de a área de trabalho não se encontrar protegida.Os dispositivos de sinalização demonstrados na Figura 7 estão sendo utilizados de forma inadequada visto que a placa de sinalização está muito próxima à obra e tem sua face de advertência voltada para o lado contrário ao fluxo da via. não cumprindo assim seu papel de alertar aos transeuntes.

prejudicando o trânsito de pedestres. Por intervir na via. Figura 10 – Escavação manual. com separação física entre pedestres e veículos. de um só lado da vala. o material escavado deve ser depositado. como passagens provisórias contendo. sempre que possível. 11 .9m de largura. Figura 9 – Escavação mecanizada.As escavações foram mecanizadas (Figura9) e manuais (Figura 10). no mínimo 0. afastado 1m da borda da escavação. Em campo. foi constatado que as escavações não obedeceram a esta recomendação colocando em risco a segurança dos operários. Segundo a NBR 9814. a empresa deveria adotar sinalização e mecanismos para protegê-los.

drenos junto ao escoramento. protegidos por cascalho ou pedra britada.Em alguns casos da obra de esgotamento sanitário do município. Na figura 12. Porém. Figura 11 – Trecho com necessidade de rebaixamento do lençol freático. observa-se uma caixa de inspeção com ausência de almofada e canaleta. em poços de sucção.30 metro. fora da faixa de assentamento da tubulação.Nos trechos onde a profundidade da vala ultrapassou 1. em alguns trechos esta tecnologia não foi adotada como se pode ver na figura 11. 12 . Um destes trechos localiza-se próximo à Biblioteca Municipal. foi utilizada bomba para esgotamento constante da vala. para que a água seja coletada pelas bombas. estrutura de escoramento da vala e sinalização apropriada. A norma estabelece que o esgotamento da vala deve ser obtido por meio de bombas. recomendada por norma técnica. executando-se. no fundo da vala. conforme a figura 9. onde a profundidade da vala foi de mais de 6 metros. foi utilizado escoramento com estacas (pranchas) metálicas.

Figuras 12 – Caixa de inspeção sem canaleta e almofada. faz-se um teste de espelho em alguns trechos. 13 . a fim de verificar. se a inclinação especificada em projeto está sendo atendida. o que pode estar comprometendo a execução da rede com a declividade especificada em projeto. De acordo com o engenheiro da empresa contratada. não foram identificados os elementos auxiliares ao assentamento da tubulação citados em norma (ver Figura 13). Figura 13 – Tubulação assentada. estatisticamente. Em campo.

Em relação ao solo do fundo da vala. com material de boa qualidade isento de pedras e outros corpos estranhos. deve ser processado o reenchimento da vala. Segundo a NBR 9814. compactadas mecanicamente. 14 . Sendo que a realização desse processo na referida obra foi com a utilização do solo que foi retirado na escavação. Figura 14 – Solo do fundo da vala em condições favoráveis para apoio direto. provenientes da escavação ou importado. A cada camada que é colocada é realizado o processo de compactação mecanizada. se em terra. Sendo que na referida obra não se tem o controle da espessura de cada camada. o apoio direto (que pode ser observado na Figura 14) é aceitável para o assentamento da tubulação. conforme observado nas figuras 1 e 2. até atingir o nível da base do pavimento ou então o leito da rua ou do logradouro. A norma recomenda que a camada de 30 cm imediatamente acima do coletor a camada deve ser levemente apiloada e de forma manual. deve ser reenchido com material de boa qualidade em camadas de 20 cm de espessura. a qual é apiloada manualmente. ainda que esta etapa esteja sendo realizada de forma mecanizada. O restante da vala. com capacidade de suporte satisfatória. Na execução da rede coletora do município de Cruz das Almas-BA não se tem o controle da altura da primeira camada de terra. a NBR 9814 recomenda que em terrenos firmes e secos. de sorte a adquirir uma compactação aproximadamente igual a do solo adjacente. completado o envolvimento lateral do tubo.

a altura da camada compactada mecanicamente poderá ser restringida a 1 m abaixo da base do pavimento. com remoção de entulhos. De acordo com a figura 15. Na obra de esgotamento sanitário do município.A critério da Fiscalização. manualmente. 1987) que as recomposições de pavimento devem ser realizadas de modo a resultar em pavimentação de qualidade igual ou superior à encontrada previamente. em ruas de terra. 15 . da terra solta e demais materiais não utilizados. o reenchimento da vala poder á ser feito em camadas apiloadas. A norma também estabelece que. É normatizado pela NBR 9814 (ABNT. após a realização da recomposição de pavimento. como também. o sistema de compactação é mecanizado e não foi observado controle da altura de compactação. Figura 15 – Acúmulo de resíduos provenientes da obra de repavimentação. a área afetada pela obra deve ser limpa e varrida. pode-se identificar a falta de compromisso da empresa em relação a esta etapa da obra.

Observa-se na figura 17 desconformidade com a norma devido a má qualidade do pavimento recomposto. 16 . a qual se apresenta inferior às condições de pavimentação originais e à grande quantidade de terra solta. indicando qualidade de pavimento recomposto inferior à observada nas condições iniciais. pode-se identificar desconformidade com normatização devido à repavimentação cedida. Figura 16 – Pavimento cedido com utilização da via após serviço realizado em desconformidade com o normativo técnico. indicando ineficiência da limpeza da área após a recomposição.De acordo com a figura 16.

17 . a sinalização é precária. Porém.Figura 17 – Pavimento recomposto em desconformidade com a norma Figura 18 – Recomposição de pavimento em conformidade com a norma.

4. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS NBR 9. 1988.pdf> Acesso em 20 de novembro de 2012. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS NBR 9814: Execução de Rede Coletora de Esgoto Sanitário. 1986. Rio de Janeiro. 1987.2ª Edição. COMPANHIA DE ENGENHARIA DE TRÁFEGO. Rio de Janeiro.Figura 19 – Recomposição em conformidade com a norma.br/media/45679/msuobrasrev1. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS NBR 7367 – Projeto e assentamento de tubulações de PVC rígido para sistemas de esgoto sanitário. Rio de Janeiro. São Paulo.com. Volume 8. 18 .cetsp. 2004.649 – Projeto de Redes Coletoras de esgoto Sanitário. Manual de Sinalização UrbanaObras. Disponível em: < http://www.

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