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Anotações e Observações

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Anotações e Observações:

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Universidade Federal de Pernambuco Centro de Tecnologia e Geociências Departamento de Engenharia Química Curso de Química Industrial APOSTILA DA DISCIPLINA DE QUÍMICA ANALÍTICA

Anotações e Observações:

ÍNDICE
Pág.

01- Tratamento dos dados / Química Analítica ......................................................... 02- Métodos gravimétricos (Gravimetria) .................................................................. 03- Métodos volumétricos (Volumetria) .................................................................... 04- Revisão/ Química das soluções aquosas ........................................................... 05- Cálculos de equílibrios para sistemas complexos ............................................ 06- Titulações de precipitação ................................................................................... 07- Curvas de titulação para sistemas ácido / base simples .................................. 08- Aplicações de titulações de neutralização ......................................................... 09- Titulações complexométricas .............................................................................. 10- Equílibrio de oxi-redução e teoria eletroquímica ............................................... 11- Titulações de oxi-redução / Teoria ...................................................................... 12- Titulações de oxi-redução / Aplicações .............................................................. 13- Esquema de separação de Cátions ..................................................................... 14- A Balança Analítica .............................................................................................. LISTAS (Exercícios) .................................................................................................... PRÁTICAS ....................................................................................................................

5 11 16 19 26 31 38 46 52 59 61 65 71 72 75 93

AGENDA

BIBLIOGRAFIA
01- SKOOG, D.A, WEST, D.M AND MOLLER, F.J., Fundamentals of Analytical Chemistry. a Saunders College Publishing, 5 ed., 1988. 02- CRISTIAN, G.D, Analytical Chemistry, John Wiley & Sons, 4 ed., 1986. 03- OHLWEILER, O.T. Química Analítica Quantitativa. Livros Técnicos e Científicos editora, a 3 ed., 1982, vol. 1 e 2. 05- BACCAN, N, ANDRADE , J.C., GODINHO, O.E.S. BARONE, J.S. Química Analítica a Quantitativa elementar. Edgard Blücher, 2 ed.
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com .Anotações e Observações: 4 Editada por: Anderson Santos – silvasantos@walla.

o instrumental . 2. 5. Seleção do método® experiência e intuição exatidão x custo Amostragem. Calibração: Função que relaciona ‘’x’’ com C.o sistema material em estudo . 7. TRATAMENTO DOS DADOS A medida de uma quantidade física envolve: . Cálculos dos resultados e estimativas da confiabilidade. Preparação da amostra ® Sólidos (moagem.Métodos Eletroanalíticos . Anotações e Observações: è è 1. identificação e determinação das quantidades relativas dos componentes que constituem uma amostra.Métodos Volumétricos . De acordo com esta medida final: . Análise ® qualitativa e quantitativa Importância crescente em várias áreas da ciência e tecnologia Quanti ® 2 medições: Peso ou volume da amostra Após completa a análise ® determinação de alguma quantidade a a quantidade da espécie. homogenizar.Métodos Espectroscópicos è ETAPAS DE UMA ANÁLISE QUANTITATIVA 1. 4.o observador Sujeita a erros Dados que não se conhece sua confiabilidade não tem significado.01 . MÉDIA E MEDIANA Média: n å x i x = i =1 n Editada por: Anderson Santos – silvasantos@walla. estocar) Pode absorver / dessorver H2O Secagem Medição da umidade Solubilização das amostras. Eliminação de interferências. Completando a análise ® Medição de uma propriedade física ‘’x’’ que se relacione de uma forma reprodutível com a concentração da espécie. 2. 6. 3.com 5 .Métodos Gravimétricos .TRATAMENTO DOS DADOS / QUÍMICA ANALÍTICA Química Analítica ® separação.

1 s ® mesma unidade dos dados 2 variância = s DESVIO PADRÃO RELATIVO (RSD) RSV = s ´ 100 x coeficiente de variância (cv ) s=1 ® x = 20 x = 200 cv = 5% cv = 0.desvio padrão da média DESVIO PADRÃO (AMOSTRAL) E VARIÂNCIA S = å ( x i .3 Concordância entre 2 ou mais medidas realizadas da mesma maneira.desvio padrão relativo .m m ® valor aceitável ERRO RELATIVO x -m E = i ´ 100 r m 6 Editada por: Anderson Santos – silvasantos@walla.8 Anotações e Observações: 9.7 2 19.Mediana: resultado em torno do qual todos os outros estão igualmente distribuídos. Pode ser expresso: .faixa .desvio padrão . ERRO ABSOLUTO E = xi .5% FAIXA DE VARIAÇÃO æ ö -X çX ÷ = FV MIN ø è MÁX EXATIDÃO Quão perto a medida. ou série de medidas.com .x ) 2 n .6 + 19.4 19.1 mediana: 19. ex: 19. se ‘’n’’ ímpar ® valor central se ‘’n’’ par ® média do par central. está no valor aceitável.6 PRECISÃO 20.5 20.8 = 19.variância .

Proporcionais ex: Presença de interferentes na amostra. em princípio. 3. Grosseiros: ocorrem ocasionalmente ® são altos (+ ou -) ® levam às anomalias.Sintéticas . ex: copreciptação de impurezas. 2. Constantes ® Independe do valor da quantidade medida. reações lentas e reações paralelas interferentes. Fontes de Erros Determinados q q q Instrumentais ® Ligados a imperfeições nos aparelhos. Efeito dos Erros Determinados nos Resultados 1. ® ex: perdas de material e secagem incompleta da amostra. Método ® São difíceis de detectar (mais sério dos 3) ®. Detecção dos Erros Determinados 1. Concentração errada da solução padrão usada na calibração. etc. ex: usando-se uma quantidade fixa de um reagente que possui uma substância interferente. Operacionais ® Relacionados com o analista. Método ® A) Análise de amostras padrão . Determinados ou sistemáticos: média da série difere do valor aceitável. pode ser identificada (e portanto eliminado ou corrigido). Excesso de reagente para virar o indicador. 2. Caráter unidirecional ® sistemáticos. Erros Determinados Fonte definida. Instrumentais ® Calibração Operacionais ® Cuidado e autodisciplina. ® Podem ser eliminados por calibração. vidrarias. que.Padrões internacionais B) Comparação com um método padrão C) Provas em branco D) Variação da quantidade da amostra Editada por: Anderson Santos – silvasantos@walla. reagentes.I Anotações e Observações: II III IV I – exato e preciso IV – erro grosseiro TIPOS DE ERROS II – preciso e ineexato III – impreciso e inexato è è è q q Indeterminados ou aleatórios: fazem com que os resultados flutuem ao acaso ® são refletidos na precisão dos dados.com 7 .

Quando N ³ 20 s ® s. flutuam de maneira aleatória. Seguem uma distribuição normal ou gaussiana. Amostra ® uma parte da população. + s 2n n n 2 s = 1 1 2 2 c ån Ex: 8 Editada por: Anderson Santos – silvasantos@walla.m) i s= n DESVIO PADRÃO DA MÉDIA s · · m = d N s m = s N A incerteza no cálculo de ‘’s’’ diminui medida que ‘’N’’ aumenta. trasnposição de números. ESTIMATIVA CONJUNTA DE s (s ) c s 2n + s 2n + . usar a escala errada ( afeta todos os resultados ). inexperiência ex: Cálculos errados.Erros Grosseiros Anotações e Observações: q Maioria ® operacional ® falta de cuidado.com . normalmente selecionada com o objetivo de se fazer inferências acerca da população.. TRATAMENTO ESTATÍSTICO DOS ERROS ALEATÓRIOS è è è Estatística ® probabilidades População ® o conjunto de todos os valores possíveis de uma dada situação. derramar solução..x) i n -1 m s= 2 å(x . O alvo de qualquer investigação experimental é a população. Efeito: resultados de medidas repetidas. Erros Indeterminados q q q Sequência das inúmeras variáveis incontroláveis que existem associadas a qualquer medida. MÉDIAS E DESVIOS Amostral Populacional n å x i i = 1 x= n 2 å ( x .

965 0.24 ml ( bureta de 50 ml com graduação 0.Cercados de outros dígitos ® é Algarismo significativo ( AS ) 90.01 ´ 100 = 1.2 24 0.1 ´ 100 = 10 1.3660 .001 ´ 100 = 0.062) 2 ´ 3 + (0. ex: 24 ´ 4.1 ml ) certos (3 0 e 2) incerto (4 ) ZEROS: 1.965 100. ex: 3.S do número original.(0.1 0. (III.10 REGISTRO DE DADOS ANALÍTICOS Incluir informação sobre a CONFIABILIDADE 1.02 = 0.1) O log de um número deve ter tantos dígitos à direita do ponto decimal quantos forem os A.5 = 3 x 10 12 5 ( 1 dígito ) Editada por: Anderson Santos – silvasantos@walla.7 o o II) Multiplicação e Divisão: a incerteza relativa do resultado deve ser da mesma ordem do que a do componente com maior incerteza relativa.114) 2 ´ 2 + (0.01 ´ 100 = 0.1 100.com 9 .0 1 ´ 100 = 4.2) No antilog de um número deve-se reter tantos dígitos quantos dígitos existirem à direita do ponto decimal do número original.4 + 0.Zeros terminais 936600 ® quantos AS ? ® dúvida 5 Notação científica ® 9.020 + 7.04 0.4. o Anotações e Observações: 30.156) 2 s 2c = 6 sc = 0.96 0.000 x10 = .0670 ® 3 AS 3.31 = 10.Servindo apenas para localizar o ponto decimal ® Não é AS 0.7 ® 3 AS 2.Convenção dos algarismos significativos ALGARISMOS SIGNIFICATIVOS ( AS ) · Os algarismos significativos são todos os dígitos certos e o 1 dígito incerto.0 incerteza relativa: 0.0 0.Apresentar o desvio padrão ou coeficiente de variação (expressar N) 3.3979 4 AS 4 AS ex: antilog 12.73 = 10.96 III) Logs e antilogs (III. 10 ® 5AS Cálculo com algarismos significativos I) Somas e diferenças: retem-se o número de casas decimais = n de casas decimais do n o com menor n de casas decimais.02 0.Apresentar os limites de confiança (90 ou 95%) 2.1 ´ 100 = 0.25 4. ex: log 4.

65 = 8.4 Último AS = 5 ® par ex: 8.43 = 9.75 = 8.55 = 8.47 = 9.5 9.6 Anotações e Observações: 10 Editada por: Anderson Santos – silvasantos@walla.8 8.ARREDONDAMENTOS Último AS > 5 ® arredondamento para o próximo maior número Último AS < 5 ® mantido ex: 9.6 8.com .

NaHCO3 é convertido quantitativamente em Na2CO3. ác. 2 NaHCO3(s) ® Na2CO3(s) + CO2(g) + H2O(g) A ignição de 0.com 11 .2362g. · · FORMAS DE PESAGEM Fe (III) + NH4OH ® Fe2O3.5g Quero o resultado em P F = 2´ PM ( P) 30.®C2H6O ) Peso Molecular® Peso em gramas (g) de 1 mol da substância.E.95g.97 = 2´ = 0. Ex: C2H5OH (F.5 %( P ) = 0.Q. Forma de pesagem suporte temperaturas altas 4) Fator gravimétrico alto ( 800-1000°C) CÁLCULOS EM GRAVIMETRIA % A = (peso de A / peso da amostra) x 100 F = (o que se quer / o que se tem) x (a / b) Ex: obtive 0.) ® Relação entre o n° de átomos de um composto químico Fórmula Química (F. Editada por: Anderson Santos – silvasantos@walla.54 ´ = = 0. Os cloretos são convertidos em hidróxidos e levados à ignição.Q. Calcule o % de impurezas na amostra. 2-Exercício: A elevadas temperaturas. resultando em Al2O3 e Fe2O3. e F. glicose (C6H12O6) Fórmula Molecular® Dá a informação sobre a estrutura do composto.2783 ´ Ex: pesei em Fe2O3 Quero em Fe3O4 F= 2 PM ( Fe3 O4 ) 2 ´ 231.62g.2783 PM ( Mg 2 P2 O7 ) 222.Q.6H2O 0 (1000 C) Mg2P2O7 Requisitos para formas de pesagem: 1) Composição perfeitamente definida 2) Não deve ser higroscópio 3) Precipitado convertido na forma de pesagem a temperaturas relativamente baixas.E.02 .) ® Específica o n° de átomos na molécula Ex:CH2O ® F.NH3 ® NH4MgPO4.2g de Mg2P2O7 Amostra 0. do formaldeído F.GRAVIMETRIA Anotações e Observações: è è · · Métodos de Precipitação Métodos de Volatilização Fórmula Empírica (F.3592g de uma amostra contendo NaHCO3 e impurezas não voláteis resultou num resíduo pesando 0. acético (C2H4O2). Calcule o % de Fe e Al na mistura original. A mistura de óxidos pesa 2.6 0.E.69 1-Exercício: uma mistura contendo apenas FeCl3 e AlCl3 pesa 5.9666 3 PM ( Fe2 O3 ) 3 ´ 159.1% 0.2 ´ 100 = 11. xH2O Fe2O3 Mg (II) + (NH4)2HPO4 .

Ex: Hidróxidos [Fe(III). Cr(II)].) · Soluções diluídas ( Q¯ ) · Adição lenta do reagente precipitante com agitação (Q¯ ) · Controle do pH do meio quando a solubilidade do ppt. Coloidal SR baixa ® ppt. E Editada por: Anderson Santos – silvasantos@walla. sulfitos de metais pesados. Cristalino Q-S S CONTROLE EXPERIMENTAL DO TAMANHO DAS PARTÍCULAS: Para minimizar a SR: · T altas ( S .precipitação em meio ácido onde S é alta.redução da acidez por adição de NH4OH remove quantitativamente o ppt. Região Instável C Região Metaestável D G B F Região Não Saturada A AB ® Curva de solubilidade.com 12 . é afetada por esta variável. Ex: oxalato de cálcio 1. Al.PROPRIEDADES DOS PRECIPITADOS E AGENTES PRECIPITANTES Reagente deve ser seletivo e produzir um sólido que: 1) Solubilidade baixa 2) Facilmente filtrável e lavável livre de contaminantes 3) Não seja reativo e tenha composição conhecida após secagem ou ignição · · · · · · · · · Precipitados Cristalinos Cristais individuais bem desenvolvidos Partículas densas que sedimentam rapidamente Facilmente filtráveis Não se contaminam facilmente Suspensões Coloidais -6 -4 Partículas pequenas (d =10 a 10 mm) Não decantam facilmente Não são retidas em papel de filtro comum Tamanho das Partículas Composição química Condições do meio 4 Temperatura 4 Concentração dos reagentes 4 Velocidade de adição dos reagentes 4 Solubilidade no meio Anotações e Observações: SUPERSATURAÇÃO RELATIVA SR = Q® Concentração do soluto a qualquer instante S® Solubilidade de equilíbrio SR alta ® ppt. 2. · Quando S é muito baixa® (Q-S) é sempre alto®ppt coloidal.

COPRECIPITAÇÃO · · · Compostos normalmente solúveis são carregados junto com o precipitado I.Adsorção Superficial II.) è è è AgC remoção do HNO3 por aquecimento. Lavagem dos ppts. Aumento da concentração de eletrólitos® reduz o volume da solução para neutralizar a partícula. Lavagem com eletrólito volátil: lavado com HNO3 (dil.com 13 . com agitação e adição de eletrólito. Peptização: colóide coagulado reverte ao seu estado original disperso.MECANISMO DE FORMAÇÃO DE PPT Nucleação x Crescimento de cristais Anotações e Observações: Nucleação Velocidade Crescimento dos cristais SR PRECIPITADOS COLOIDAIS è Coagulação ou aglomeração® massa não cristalina filtrável que facilmente decanta.Oclusão I . Tratamento prático dos precipitados coloidais · Precipitação à quente. · Repouso em contato com a solução mãe ( digestão ).Adsorção Superficial Editada por: Anderson Santos – silvasantos@walla. + H Camada de íons contrários + + K H Camada de Adsorção Primária Cl - Cl - Cl - Ag+ Cl - Ag+ Cl - Ag+ Cl - Cristal Cl - Ag+ Cl - Ag+ Cl - Ag+ è 1) 2) Contribui para a coagulação: Aquecimento por um curto tempo com agitação® diminui a adsorsão. com água: remove o eletrólito® aumenta o volume da camada de íons contrários® restabelece as forças repulsivas. · Lavagem com eletrólito volátil.Formação de Cristais Mistos III.

+ Ex: MgNH4PO4 MgKPO4 K É bastante nociva. Mn ( íons contrários ) - II .q · Anotações e Observações: Comum em ppts. Este tipo de contaminação aumenta quando aumenta Soluções: · Remover contaminante · Escolher outro reagente æ [contaminan te] ö ç ÷ ç ÷ [analito] è ø III . colóides). é alta (substâcias pouco solúveis ) ® não há troca completa® contaminação com BaCl2 Solução®digestão. Contaminantes® íon adsorvido + íon da camada contrária + Ex: AgCl® Ag na superfície NO3 na camada contrária Para minimizar a adsorção: 4 Digestão 4 Lavagem com eletrólito volátil 4 Reprecipitação AgNO3 é coprecipitado · Fe +3 + NH4OH (exc) ® FeOH3 adsorve OH (prim) Zn. Na2SO4 BaCl2 1) Excesso Ba ++ Adsorção primária: Ba Íons contrários: Cl ++ 2) Adição de mais Na2SO4 è è Se Vcresc.Oclusão q EX: Íons estranhos são ‘’aprisionados’’ durante o crescimento do cristal.Formação de Cristais Mistos q 4 4 Um dos íons da rede cristalina é trocado por um íon de outro elemento.com . reprecipitação Erros de Coprecipitação 14 Editada por: Anderson Santos – silvasantos@walla. com grandes áreas específicas superficiais (isto é. Cd.

Exemplos: 8-hidroxiquinolina ® Mg. baratos. mas seletivos ® ppts. Al Solubilidade varia de cátion para cátion e depende do pH. mais facilmente filtrável. Seletividade pode. ser melhorada ajustando fatores como pH. mais puro (menor área superficial). fáceis de obter e manter. 4 · ESPECIFICIDADE Não são específicos. 4 · · · OBS: amostras muito complexas ®exatidão comparável com outros métodos. A maioria dos ppts possui natureza física favorável à filtração e a lavagem. 4 DESVANTAGENS Solubilidade dos reagentes orgânicos em meio aquoso limitada. 4 · Reagentes Precipitantes Orgânicos 4 VANTAGENS: Muitos são bastante insolúveis® precipitação quantitativa Peso equivalente elevado com respeito à espécie ® sensibilidade Alguns são bastante seletivos. - Ex1: Geração de OH + (NH2)2CO + 3 H2O ® CO2. SR® mantida em níveis baixos.com 15 . em alguns casos.1% método mais exato. Ex2: Geração de SO4 + 2HSO3NH2 + HNO3® 2H + SO4 + N2O + H2O Ba Uma Visão Crítica dos Métodos Gravimétricos 2- 4 · · · · TEMPO Lento em termos de ti e tf Tempo de operador ®moderado Não há calibração e padronização Eficiente para analisar poucas amostras SENSITIVIDADE E EXATIDÃO Não sofre limitação do instrumento ( balança ) É limitada por: Perdas por solubilidade Erros de coprecipitação Perdas mecânicas do ppt.+ 2NH4 + 2 OH Fe(III) e Al(III) Ppts mais densos. Zn. Quando o contaminante: è Não é um composto do íon determinado ® ( + ) Ex: AgCl adsorve AgNO3 . na determinação de Cl . (só usado p/ concentração > 0. na própria solução onde se encontra a espécie a analisar. Ni (alcalina) Editada por: Anderson Santos – silvasantos@walla.1% ) Para concentração> 0.1. Anotações e Observações: è Contém o íon a ser determinado ® ( + ou . Muitos ppts não fornecem formas de pesagem satisfatória.) Ex: BaSO4 ( determinação de Ba). Dimetilglioxima ® Pd (ácida). oclusão de outros sais de Ba. · Ba(Cl)2 ® ( – ) ® menor PM que o BaSO4 · Ba(NO3)2 ® ( + ) ® maior PM que o BaSO4 Precipitação em Solução Homogênea è è O reagente precipitante é formado através de uma reação química lenta. com grupos de íons EQUIPAMENTOS Simples.

*Solução padrão secundária 16 Editada por: Anderson Santos – silvasantos@walla. Métodos para Estabeler sua Concentração: 1) 2) Direto Pesar padrão primário ® Dissolver ® Completar o volume em balão volumétrico. 2°) Reagir rapidamente com o analito. 6°) Peso molecular razoável (minimizar erros de pesagem ) Alternativa: Padrão secundário SOLUÇÃO PADRÃO Propriedades Desejáveis: 1°) Ser estável. (b) quantidade pesada de padrão secundário(*). Ponto Final ® É o sinal desta mudança. 2°) Estabilidade em relação ao ar . Anotações e Observações: Ponto de equivalência x Ponto final ® Ponto de equivalência Teórico Pode ser estimado observando-se alguma mudança física associada à condição de equivalência. 3°) Reagir mais ou menos completamente com o analito.VOLUMETRIA Solução Padrão: Reagente de concentração conhecida Ponto de equivalência: Ponto da titulação onde a quantidade do titulante adicionado é quimicamente equivalente a quantidade de analito na amostra. Titulação de retorno: Adiciona-se um excesso de solução padrão ao analito e este excesso é titulado com uma 2° solução padrão. 5°) Razoavelmente solúvel no meio da titulação. PADRÕES PRIMÁRIOS Composto altamente purificado Requisitos: 1°) Alta Pureza. Por Padronização A solução a ser padronizada deve ser titulada com: (a) quantidade pesada de padrão primário. (c) Um volume medido de outra solução padrão(*). 4°) Reagir seletivamente com o analito e que esta reação possa ser descrita por uma equação balanceada simples. 3°) Ausência de água de hidratação. Indicador ® Substância complementar adicionada para detectar o ponto final. Erro titulométrico ® Devido a inadequação da mudança física e da nossa habilidade de observá-la.com .03 . 4°) Facilmente disponíveis e de baixo custo.

000l. OBS.000l de uma solução 0.: Se 0.1 x 5 = neq = 0.Concentração de Soluções Molaridade e Normalidade Anotações e Observações: M= no. ® Expressa a conc.99 2 = 26. assumindo que a solução será usada para titulações cuja reação química é: 2+ CO3 + 2H ® H2O + CO2 PM (Na2CO3 ) = 105.10N de Na2CO3 a partir do sólido padrão primário.deEquivalentes V (l ) N = m / PM neq = m / PEq PEq .5g e dilui-se em balão volumétrico para 5. Dissolve-se 26. molar de uma espécie particular que existe na solução em equilíbrio ( [ ]) Editada por: Anderson Santos – silvasantos@walla.00g Þ n = m / PM Þ Molaridade analítica ou total ( conc.50g.1 x 5 = 0. EXEMPLO I: (+3) (+7) (+4) (+2) 2+ +2 5C2O4 + 2 MnO4 + 16H ® 10 CO2 + 2 Mn + 8 H2O Mn: (+7) ( +2 ) D nox = 5 PEq ( MnO4 ) = PM/ 5 EXEMPLO II: (+7) (+4) MnO4 + 3e + 2OH ® MnO2(s) + 4 OH Mn: ( +7) (+3 ) D nox = 3 Peq ( MnO4 ) = PM / 3 3) Reações de precipitação e formação de complexos PE – É aquele que reage ou consome: 1 mol do cátion ( se este é univalente ) 1/2 mol do cátion ( se este é divalente ) 1/3 mol do cátion ( se este é trivalente ) EXEMPLO III: AlCl3 + 3Ag + ® Al +3 + 3 AgCl ¯ PEq ( AlCl3 ) = PM / 3 EXEMPLO IV – 01: Descreva a separação de 5.5 x PM = 53. M = n / V( l) Þ n = 0.10 M .depende da reação Peso Equivalente 1) Reações ácido / base + PE – É a quantidade da substância que fornece ou consome 1 mol de H . formal )®n° total de um soluto em 1l de solução(C ) Molaridade de equilíbrio ou das espécies(conc.99 2 0. HCl PM = PEq b) Ba( OH )2 PM / 2 = PEq + ++ Ba( OH )2 + 2H ® Ba + 2H2O 2) Reações de oxidação / redução PE – É aquele que diretamente ou indiretamente produz ou consome 1 mol de életrons.5 x 105. molar).demoles V (l ) N= no.5 Þ m = neq x PEq = 0.99 Peso equivalente (Na2CO3 ) = N= neq n°eq V (l ) m = PEq 105.5 m = 0.com 17 . a) KOH.

6 x 36.EXEMPLO V – 02: Calcule a concentração analítica de equilíbrio de uma solução aquosa contendo 285 mg ácidotricloroacético.5 HCl puro 37 % Em peso 37 -------------.solução x 100 %p/v= pesodosoluto vol. Percentagem: %p/p= pesodosoluto pesodasolução x 100 %v/v= vol.00 mg Fe2O3 ml .6 x36.: V = m / d .2 ml do ácido comercial devem ser tomados e diluídos para 100 ml. EXEMPLO VII – 04: Uma amostra de 0. CL3COOH ( M = 163.0ml de H2SO4 0.847 ) b) % Fe3O4 ( PM = 231.1214M.4 ) em 10. Título: Define a conc.22 ml de KMnO4 0.solução x 100 Reagentes aquosos comerciais ® p / p.0ml de solução.13ml de NaOH 0.2 ml 50.1121 N.10 ). O ácido dissocia-se 73% em H2O .5 -------------.18 ). EX. Outras Formas de Expressar Concentrações 1. Calcule: a) % N (PM = 14. EXEMPLO VI – 03: Descreva a preparação de 100 ml de HCl a partir do reagente comercial concentrado ( 37% HCl e d = 1.5 x100 37 = 59.solução(l ) 3.: n = 6 x 0. EXEMPLO IX – 06.05035M. Partes por milhão e por bilhão: C ( ppm ) = pesodosoluto pesodasolução x 10 6 c ( ppb ) ® 10 9 Se o solvente é H2O e a sol. é bem diluída ( d = 1.100 0.54 ) A reação do analito com o reagente é: +2 + +2 +3 MnO4 + 5 Fe + 8H ® Mn + 5 Fe + 4 H2O EXEMPLO VIII – 05. Calcule o resultado desta análise em termos de : a) % Fe ( PM = 55.: K2Cr2O7 com título 5. 0. O excesso de H2SO4 foi retrotitulado com 11. M=n/v .8040g de minério de ferro foi dissolvido em ácido.02242 M.: m = 0.com . 4.18 = 50. da solução em termos de massa ( mg ) de algumas espécies que é equivalente a 1 ml de solução.6 x 36. 18 Editada por: Anderson Santos – silvasantos@walla.1 = 0. O NH3 liberado foi destilado em 50. Densidade: d = m / V ( Kg / l ) Anotações e Observações: 2.19 / 1.4755g de uma amostra contendo ( NH4)2C2O4 e compostos inertes foi + dissolvido em H2O e alcalinizada com KOH que converte o NH4 em NH3.6 moles N = m / PM .soluto vol.x x= 0. Idem ao Exemplo 04 só que a concentração do KMnO4 é 0.007 ) b) % ( NH4)2C2O4 ( PM = 124.19 g de reagente comercial d=m/v .00 mg / ml ) C ( ppm ) = pesodosoluto(mg ) vol. O +2 ferro foi então reduzido para Fe e titulado com 47.: v = 59.

A solução contém o ácido e sua base conjugada Editada por: Anderson Santos – silvasantos@walla. etanol.04 – REVISÃO / QUÍMICA DAS SOLUÇÕES AQUOSAS Eletrólitos ® substâncias que se dissolvem em água para produzir íons livres suficientes para aumentar significativamente a condutividade elétrica do meio Eletrólitos fortes ® Ionizam-se completamente Eletrólitos fracos ® Ionizam-se parcialmente Anotações e Observações: Ácidos e Bases (Bronsted & Lowry) ® Um ácido é uma substância capaz de doar prótons e uma base é uma substância capaz de aceitar prótons è NH3 Muitos solventes são doadores ou aceptores de prótons + H2O Ácido 2 + = NH4 + + OH - Base1 Ácido 1 Base 2 - H2O Base1 + HNO2 Ácido 2 = H3O + NO2 Base 2 Ácido 1 è è NH3 Água ® solvente ANFIPRÓTICO Outros ® Metanol. ácido acético anidro + CH3OH Ácido 2 = NH4 + + CH3O - Base1 Ácido 1 + Base 2 - CH3OH + Base1 HNO2 Ácido 2 = CH3OH2 Ácido 1 + NO2 Base 2 + + CH3O - Autoionização ou Autoprotólise ® Solventes anfipróticos + H2O + H2O = H3O CH3OH + + OH - CH3OH = CH3OH2 + H3O ® íon hidrônio + -7 Autoionização da água ® [H3O ] = [OH ] = 10 M Força dos Ácidos e Bases Ácido mais forte HClO4 HCl H3PO4 H2PO4 NH4 + - + + + H2O H2O H2O H2O H2O H2O = = = = = = H3O H3O H3O H3O H3O H3O + + + + + + + + + + + + ClO4 Cl - - H2PO4 HPO4 NH3 – - H3COOH + + + H3COO = Base mais forte Ácidos fortes Ácidos fracos ® não se dissociam completamente.com 19 .

008x10 -14 » 1.® Equilíbrio desloca-se na direção que consome esse reagente Expressão da Constante de Equilíbrio mM p q + nN = pP + qQ K = [P] [Q] [M] m [N] n ® P.00 x10 - -14 EX: Calcular a [H3O ] e [OH ] em água a 25 C e a 100 C.2 + [OH ]H2O » 0.2 -14 [H3O ] = 5.2M de NaOH NaOH ® Na + OH + + - 2H2O - = H3O + OH [OH ] = 0. [H3O ] = [OH ] Kw(25 C) = [H3O ] [OH ] = [H3O ] = 1.2 M ® aproximação é válida 20 Editada por: Anderson Santos – silvasantos@walla. Q.00 x10 -14 » 0.00 x10 0.00 x10 + -14 M OBS: [OH ] = 0.00 x10 Kw(100 C) = [H3O ] [OH ] = [H3O ] = 49 x10 + 0 + + 2 0 + + 2 -14 + - + 0 0 ® [H3O ] = 10 M + -7 -14 ® [H3O ] = 7 x 10 M + -7 EX: Calcular a [H3O ] e [OH ] em uma solução 0.EQUILÍBRIO QUÍMICO H3AsO4 + 3I - Anotações e Observações: + 2H + = H3AsO3 + Ác. Arsênico íon triiodeto Laranja Princípio de Le Chatelier ® A posição do equilíbrio é deslocada na direção que tende a minimizar a pertubação imposta T .2 + 5. M.® Favorece os participantes que ocupam menor volume [R] . Arsenoso I3 - + H2O Ác.com .® Equilíbrio desloca-se na direção que absorve calor (ENDO) P .2 M [H3O ] = + Kw [OH ] - = 1. N ® concentração molar ou pressão parcial (atm) ® Válido para solutos ideais em soluções infinitamente diluída ® Não há informação sobre a velocidade com que o equilíbrio é alcançado Constantes de Equilíbrio Comuns na Química Analítica Produto Iônico da Água 2H2O K = [H3O ] [OH ] [H2O] 2 + - = H3O + + OH - Constante (55 mol/l) Kw = K [H2O] = [H3O ] [OH ] 25 C 0 2 + - ® 1.

Produto de Solubilidade Ag2CO3 (s) K = [Ag ] [CO3 ] [Ag2CO3 (s)] Concentração molar constante Kps = K [Ag2CO3 (s)] = [Ag ] [CO3 ] + 2 = + 2 = Anotações e Observações: + = = 2Ag + CO3 EXEMPLO I: Quantas gramas de Ba(IO3)2 (PM=487) podem ser dissolvidas em 500 ml de água a 25 C Kps(Ba(IO3)2) = 1.57 x10 -9 0 Solubilidade de precipitados na presença de um íon comum EXEMPLO II: Calcular a solubilidade molar do Ba(IO3)2 numa solução contendo 0.02M de Ba(NO3)2 Constante de Dissociação Ácido-base HNO2 + + H2O - = H3O + + NO2 - Ka = [H3O ] [NO2 ] [HNO2] NH3 + + - H2O = NH4 + + OH - Kb = [NH4 ] [OH ] [NH3] Relação entre as constantes de dissociação para pares conjugados ácido/base NH3 + H2O = NH4 + + OH - Kb = [NH4 ] [OH ] [NH3] NH4 + + - + H2O = NH3 + H3O + Ka = [NH3] [H3O ] [NH4 ] Ka x Kb = [NH3] [H3O ] x [NH4 ] [OH ] [NH4 ] Ka x Kb = Kw [H3O ] em Soluções de Ácidos Fracos HA + H2O = A + + + + + + = Kw [NH3] + H3O + (I) Ka = [A ] [H3O ] [HA] + 2H2O + = - H3O + + OH - (II) Kw = [H3O ] [OH ] [H3O ]totla = [H3O ](I) + [H3O ](II) + + + [H3O ](I) =[A ] + - Editada por: Anderson Santos – silvasantos@walla.com 21 .

120 M EXEMPLO IV: Calcular a concentração do íon hidrônio em uma solução 2. Qual a concentração mínima de +3 2 KSCN requerida para que se possa detectar 1 ppm de Fe na água? Kf = 1.[H3O ] Aproximação2: CHÁ » [HA] + 2 + ( [H3O ]<< CHÁ) Ka = [H3O ] CHÁ OBS: O erro na aproximação [H3O ]<< CHÁ aumenta se CHÁ¯ e Ka+ Devemos obter [H3O ] e compará-la com CHÁ + EXEMPLO III: Calcular a concentração do íon hidrônio numa solução aquosa de ácido nitroso 0.4x10 Constante de Equilíbrio de Reações de Óxido-redução 6Fe +2 + Cr2O7 +2 6 = + 14 H3O +3 2 = + = 6Fe +3 + 2Cr +3 +21H2O K= [Fe ] [Cr ] +2 6 [ Fe ] [Cr2O7 ] [H3O ] + 14 K ® pode ser calculada através dos potenciais padrão Constante de Distribuição I2(aq) = I2(org) ® coeficiente de distribuição ou de partição Kd = [I2]org [I2]aq Constantes de Equilíbrio em Etapas Muitos eletrólitos se associam ou se dissociam em etapas 22 Editada por: Anderson Santos – silvasantos@walla.00x10 M de C6H5NH3Cl Constante de Formação para Íons Complexos Fe +3 -4 + SCN - = +2 Fe (SCN) +2 Kf = [Fe (SCN) ] [SCN ][ Fe ] +2 +3 EXEMPLO V-5: Uma pessoa pode ver a cor vermelha do Fe (SCN) numa solução quando -6 a concentração deste complexo é de 6.[H3O ] Ka = [H3O ] + 2 + + + + CHÁ .4x10 M ou maior.com .Anotações e Observações: O H3O da reação (I) reprime a reação (II) + Aproximação1: [H3O ] = [A ] + CHÁ =[A ] + [HÁ] Como: [H3O ](I) »[A ] CHÁ=[H3O ] +[HA] [HÁ] = CHÁ .

com 23 .75 x10 (HOAc) -5 Se em vez de NaCl tivéssemos KNO3 ou NaClO4 ® curvas similares ® MESMAS CARGAS O efeito do eletrólito tem origem nas forças eletrostáticas de atração e repulsão que existem entrem os íons do eletrólito e os íons envolvidos no equilíbrio Editada por: Anderson Santos – silvasantos@walla. M Valores limites ® Kw =1.5x104 Zn(NH3 )2 +2 + NH3 = Zn(NH3 )3 +2 K3 = 2 [Zn(NH3 ) + 2 ][NH3 ] = 3.Quando NH3 é adicionado a uma solução contendo Zn : +2 Anotações e Observações: +2 [ZnNH3 ] Zn +2 + NH3 = ZnNH3 +2 K1 = [Zn +2 ][NH 3 ] = 2.0x10 (água) -14 Kps=1.3x10 (BaSO4) -10 Ka = 1.2x104 b2 = K1 x K2 =6.2x104 Zn(NH3 )3 +2 + NH3 = Zn(NH3 )4 +2 K4 = +2 [Zn(NH3 ) 3 ][NH3 ] 2 [Zn(NH3 ) + 4 ] = 3.5x10 4 ZnNH3 +2 + NH3 = Zn(NH3 )2 +2 K2 = 2 [Zn(NH3 ) + 2 ] [ZnNH3 ][NH3 ] +2 [Zn(NH3 ) 3 ] +2 = 2.2 x10 8 b3 = K1 x K2 x K3 =2.0 x10 13 Efeito da Concentração do Eletrólito no Equilíbrio Químico Observou-se experimentalmente que a posição do equilíbrio depende da concentração eletrolítica do meio (mesmo quando o eletrólito adicionado não contém íons comuns com aqueles em equilíbrio) Concentração de NaCl.

Soluções diluídas ® m é mínimo ® f =1 ® aA =[A] A m moderada (m < 0.. 2.33a m m ® força iônica da solução 0 aA ® diâmetro efetivo do íon hidratado ( A) 0 0.EXEMPLO: BaSO4(s) = Ba +2 +2 + SO4 = (+NaCl) + = Anotações e Observações: Cl Cl - Na Cl - Diminuição da atração Na + Ba Cl - Na + SO4 Na + entre Ba +2 e SO4 ® = AUMENTA A SOLUBILIDADE Ba =2 menos (+) SO4 menos (-) = OBSERVAÇÕES: 1.CARGAEm uma faixa de concentração considerável do eletrólito.log f A = 2 0.1 ® O efeito do eletrólito não depende do tipo dos íons.) 2 [A].51Z A m 1 + 0.1) ® f< 1 A altos m (m > 0. [C] ® concentração molar dos íons em solução Za. Interpretação do comportamento da solução é difícil ® Em soluções não muito concentradas: f ® independe do TIPO do eletrólito f ® depende apenas de m ® A um dado m ® f depende da carga da espécie ® f para um dado íon descreve seu comportamento em todos os equilíbrios em que ele participa Equação de Debye-Huckel . [B]..33 ® constantes (para soluções aquosas a 25 C) 24 Editada por: Anderson Santos – silvasantos@walla.com .51 e 0. só de m Atividade e Coeficiente de Atividade aA = [A] fA aA ® atividade de A [A] ® concentração molar de A fA ® coeficiente de atividade para A ® admensional e varia com o m Ka = a H3O+ aAaHA = [A-] [H3O+] x fH3O+ fA[HA] fHA Ka ® numericamente constante em uma faixa grande de m (constante de equilíbrio termodinâmica) Propriedades do coeficiente de atividade ® f é uma medida de quanto a espécie influencia o equilíbrio no qual ela participa. o efeito do eletrólito depende apenas de um parâmetro de concentração chamado FORÇA IÔNICA (m) m =1/2 ([A]Za + [B]Zb 2 2 + [C]Zc . Zb... A magnitude do efeito de eletrólito depende das cargas dos íons que participam do equilíbrio ® EFEITO.1) ® f pode ser maior que 1. Zc ® carga dos íons Para soluções com m £ 0.

870 0.740 0.925 0.725 0.75 0. Ni .46 0.76 0.81 0.78 0.900 0. HPO4 3+ 4. Hg .902 3. Fe(CN)6 4+ 4+ 334+ Th . ftalato Sr . S 2+ 222+ 2+ 2+ 2+ 2222- 2+ 0.048 0. Zr .924 0.926 0.964 0.80 0. HCOO Rb .57x10 Editada por: Anderson Santos – silvasantos@walla. HS .57 0. Ag . C2O4 Hg2 . CO3 .021 Omissão de f nos cálculos ® Discrepâncias significativas quando: § m ³ 0.46 0.01 0.45 0. SCN .44 0. ClO4 .35 0.5 0.24 0.065 H3O + + Li . Ce PO4 .54 0.872 0. C5H5COO + - 6 Na . F . Fe .86 0.84 0. OH .40 0. NH4 Mg . 0 A 9 - 0 Anotações e Observações: Coeficiente de atividade em m 0.82 0.com 25 .665 0.5 0.10 0. H2AsO4 .868 0. 2+ 2Co . OAc .749 0.80 0.37 0.44 0. 3+ 3+ 0. SO3 .76 0.67 Pb .40 0.38 0. Cu .001 0.50 0. MnO4 K .1 0. Be 2+ 2+ 2+ 2+ 2+ 2+ 2+ 2+ + + + + + + - 4-4. Cr .31 0. Sn Fe(CN)6 . I .744 0. Zn .20 CrO4 . ClO3 . Cd . Cl .36 0. 3+ 3+ 2+ 22S2O3 .255 0.742 0.5 8 6 5 4. BrO3 .Atividade e coeficientes de atividade para íons a 25 C Íon aA.899 0.095 0.IO3 .914 0.033M de -9 Mg(IO3)2 .965 0. NO2 .898 0. Ba . Br .907 0.005 0.83 0.675 0. Kps = 1.52 0.964 0.0 9 4 Al .5 3 2.967 0. IO4 .80 0.755 0. HCO3 . NO3 .05 0.868 0. SO4 .964 0.16 0. Tl . 4- 4+ 11 5 0.588 0.738 0.69 Ca . Cs .928 0.48 0. Ce .660 0. CN .964 0.933 0. Mn .18 0.HSO3 . La . H2PO4 . Sn .01 § íons com cargas múltiplas EXEMPLO: Use atividades para calcular a solubilidade do Ba(IO3)2 numa solução 0. Fe .929 0.867 0.

+ 2H2O = H3O + OH Uma solução 0.010 = [NH3] + [NH4 ] + 2[Ag(NH3)2 ] Equações de balanço de carga [ÂNIONS] = [CÁTIONS] O número de moles de carga fornecido por um íon é igual a carga do íon x sua concentração molar Sistema: Solução que contém NaCl.com . CO3 .00x10 / 3.7x10 +2 -4 S = [Mg ] = 1.010 M saturado com AgBr Descrição dos equilíbrios: AgBr(s) = Ag + Br + + Ag + 2NH3 = Ag(NH3)2 + NH3 + H2O = NH4 + OH + + Única fonte de Br .CÁLCULOS DE EQUILÍBRIO PARA SISTEMAS COMPLEXOS Anotações e Observações: Dois ou mais equilíbrios que operam simultaneamente Exemplo: Sistema preparado dissolvendo-se 1 mmol de NaHCO3 em 100 ml de água CNaHCO3 = 0.010M pois = + HCO3 + H2O = CO3 + H3O HCO3 + H2O = H2CO3 + OH E ainda. relativamente básica®[H3O ] <<[Mg ] +2 2[Mg ] » [OH ] (balanço de massa) VI – Resolvendo [Mg ][OH ] = 1.6x10 M +2 -4 -4 OH = 2[Mg ] = 2x1. [OH ] e [H3O ]) V – Aproximações + +2 Kps (Mg(OH)2)® relativamente alto ® sol.010 M NaHCO3 ® sal ® eletrólito forte + NaHCO3 ® Na + HCO3 + [Na ] = 0.6x10 = 3. Hidróxidos Metálicos Exemplo: Calcular a solubilidade molar do Mg(OH)2 em água I – Equilíbrios +2 Mg(OH)2 (s) = Mg + 2OH + 2H2O = H3O + OH II – Expressão das Constantes de Equilíbrio +2 .010 M [HCO3 ] < 0.2 -11 Kps = [Mg ] [OH ] = 1. OH Equações de balanço de massa Sistema: NH3 0.05 .010M de NaHCO3 contém: Na . Al2(SO4)3 (não considerando a dissociação da água) + +2 +3 = [Na ] + 2[Mg ] + 3[Al ] = [Cl ] + [NO3 ] + 2[SO4 ] 1. Mg(NO3)2.7x10 +2 3 -11 4[Mg ] = 1. H3O .00x10 +2 -11 +2 +2 2 -11 +2 + + + = + (I) (II) - Aproximação OK + -14 [H3O ] = 1.2x10 = 3. Ag e Ag(NH3)2 ® AgBr + + [Br ] = [Ag ] + [Ag(NH3)2 ] + + CNH3 = 0.1x10 M -4 -11 26 Editada por: Anderson Santos – silvasantos@walla.7x10 + -14 Kw = [H3O ] [OH ] = 1.00x10 III – Balanço de massa + +2 [OH ] = [H3O ] + 2[Mg ] OH vindo da água OH vindo do Mg(OH)2 IV – Balanço de carga + +2 [OH ] = [H3O ] + 2[Mg ] 3 equações independentes e 3 incógnitas ([Mg ]. H2CO3.2 x10 M + -14 [H3O ][OH ] = 1.7x10 ® [Mg ](2[Mg ]) = 1. HCO3 .

a contribuição do OH vindo da dissociação da água é negligenciável É aplicável para compostos moderadamente solúveis.1x10 -4 CuI(s) + I = CuI2 K2=7.Anotações e Observações: Solubilidade de Ppts na Presença de Agentes Complexantes S. é dependente do pH Exemplo VI-02 – Calcular a solubilidade molar do oxalato de cálcio numa solução que tem pH constante e igual a 4.36x10 = + -5 HC2O4 + H2O = C2O4 + H3O Ka2 = 5.42x10 pH Variável Saturando-se uma solução não tamponada com um sal pouco solúvel feito de um ânion básico ou de um cátion ácido ® VARIAÇÃO DE pH Exemplo: Água pura saturada com BaCO3 (s) ® BÁSICA +2 = BaCO3(s) = Ba + CO3 = CO3 + H2O = HCO3 + OH HCO3 + H2O = H2CO3 + OH [OH ] ® desconhecida - Desprezar pode levar a erros (-) principalmente quando: · Kps diminui (e portanto S¯) · A base conjugada torna-se mais forte 1/2 Ppt ® MA Se é desprezado S = Kps Aproximações que podem ser feitas: 1. Calcular a solubilidade do CuI numa solução 1.1x10 .com 27 . Assume-se que a [OH ] é alta e.9x10 O Efeito do pH na Solubilidade S de precipitados que contêm um ânion com propriedades básicas. A constante de formação K2 para a reação do CuI -4 -4 com I dando CuI2 é 7.9x10 . portanto. contendo um íon que tem Ka/Kb relativamente alto + Editada por: Anderson Santos – silvasantos@walla.00 Dados: +2 = -9 CaC2O4(s) = Ca + C2O4 Kps = 2. Em outras palavras.na presença de reagentes que formam complexos com o ânion ou cátion do precipitado Exemplo: Al(OH)3 na presença de F Al(OH)3 (s) - = Al + + 6F êê 3AlF6 -12 +3 3OH - Exemplo VI-01 – O Kps (CuI) = 1. não é necessário considerar a [H3O ] nos cálculos.3x10 + -2 H2C2O4 + H2O = HC2O4 + H3O Ka1 = 5.0x10 M de KI + -12 CuI(s) = Cu + I Kps=1. um cátion com propriedades ácidas. ou ambos.

13x10 -8 HCO3 + H2O = H2CO3 + OH Kb2 = Kw/Ka1 = 2.® (O) e (1) para a esquerda (2) e (3) para a direita Consequência ® S x [Cl ]adicionado ® mostra um mínimo - EXEMPLO: Derivar uma equação que descreva o efeito da concentração analítica do KCl na solubilidade do AgCl em solução aquosa. Calcular a concentração de KCl para que a solubilidade seja mínima S = [AgCl(aq)] + [Ag ] + [AgCl2 ] + [AgCl3 ] Equilíbrios: Kps = [Ag ][Cl ] = 1.0x10 1 (6) (7) (8) -5 Balanço de massa ( = Balanço de carga) + = [Cl ] = CKCl + [Ag ] .00x10 Equilíbrios: +2 = -9 Kps = [Ba ] [CO3 ] = 5.9x10 [AgCl(aq)] Kd x Ks = Kps = [Ag ] [Cl ] - + - Solubilidade do AgCl como uma função da concentração de Cl AgCl (s) AgCl(aq) AgCl(s) AgCl2 - = = + + Cl Cl - AgCl (aq) Ag = = + (0) = Excesso de Cl - + Cl (1) (2) (3) AgCl2 AgCl3 [Cl ] . e que a 25 C estas concentrações são 10 M É aplicável para precipitados com S muito baixa.1x10 = -4 CO3 + H2O = HCO3 + OH Kb1 = Kw/Ka2 = 2. principalmente um ânion que tem Ka/Kb baixo - Anotações e Observações: Exemplo VI-03 – Calcular a solubilidade molar do carbonato de bário em água Dados: +2 = -9 BaCO3(s) = Ba + CO3 Kps = 5.1x10 (A) = -4 Kb1 = ([HCO3 ] [OH ]) / [CO3 ] = 2.82x10 Kd = [Ag ] [Cl ] = [AgCl(aq)] K2 = [AgCl2 ] = [Cl ] = K3 = [AgCl3 ] = [Cl ] [AgCl2 ] + + -10 + - (4) (5) -4 3.2.[AgCl2 ] .25x10 + -14 2H2O = H3O + OH Kw = 1.13x10 (B) -8 Kb2 = ([H2CO3 ] [OH ] / [HCO3 ] = 2. haletos de prata ® agem como eletrólitos fracos e não se dissociam completamente em água Exemplo: Solução saturada de AgCl AgCl (s) = AgCl (aq) AgCl(aq) = Ag + (I) - + Cl (II) K(I) = [AgCl (aq)] [AgCl (s)] + - K(I) x [AgCl(s)] = Ks = [AgCl (aq)] ( a uma dada T a [AgCl(aq)] é constante) -4 K(II) = Kd = [Ag ] [Cl ] = 3.com .25x10 (C) Balanço de massa: +2 = [Ba ] = [CO3 ] + [HCO3 ] + [H2CO3] (E) Balanço de carga: +2 + = 2[Ba ] + [H3O ] = 2[CO3 ] + [HCO3 ] + [OH ] (F) O Efeito do Soluto Não Dissociado na Solubilidade CaSO4.2[AgCl3 ] êê [Cl ] AgCl(aq) (9) 28 Editada por: Anderson Santos – silvasantos@walla. Assume-se quer a dissolução do precipitado não altera significativamente a [OH ] e + 0 -7 [H3O ].9x10 2.

0030 = 6.[AgCl2 ] .7x10 + 6.0030) = 1.[AgCl2 ] . (11) em (4): .7x10 Substituindo-se (12).0030M » [Cl ] Checagem: + -10 -8 [Ag ] = Kps / [Cl ] = 1.1x10 + 6.0x10 x (0.0030 = 6.0x10 M = .2[AgCl3 ] - = << CKCl ® [Cl ] » CKCl - (10) Encontrando a equação: = .9x10 M Log C C.2 S = Kps + Kps + K2 [Cl ] + K2K3 [Cl ] Kd [Cl ] Ou S = Kps + Kps + K2 CKCl + K2K3 CKCl Kd CKCl 2 (11) (12) CKCl onde S é mínima: 2 dS/dCKCl = 0 = -(Kps/ CKCl ) + K2 + 2 K2 K3 CKCl 3 2 Rearranjando: 2 K2 K3 CKCl + CKCl K2 .8x10 = 5.2[AgCl3 ] ® OK ! Solubilidade Mínima: -7 -8 -8 -10 -7 S = 4.com 29 .2 -5 Multiplicando-se (7) por (8): K2 x K3 = [AgCl3 ] / [Cl ] = 2x10 -10 -4 -7 Dividindo-se (5) pr (6): [AgCl(aq)] = Kps / Kd = 1. M · Em S Mínimo ® AgCl(aq) é a espécie mais concentrada Editada por: Anderson Santos – silvasantos@walla.8x10 M + CKCl >> [Ag ] .1x10 M -5 -8 [AgCl2 ] = K2 [Cl ] = 2.9x10 = 4.Aproximação: Kps pequeno ® de (9) [Ag ] + Anotações e Observações: .Kps = 0 Por aproximações sucessivas: CKCl = 0.0x10 + 1.82x10 / 0.2 -5 2 -10 [AgCl3 ] = K2 K3 [Cl ] = 2.0x10 x 0.82x10 / 3. (6).

00x10 ) [OH] = 4x10 -11 -5 3 -38 +3 (1) [OH ] = 2x10 M -5 - -11 Assim. a [Fe ] = 1x10 M +2 - (2) O Mg(OH)2 só irá se formar quando [Mg ] [OH ] > Kps 0. Cálculo da [OH ] necessária para precipitar quantitativamente o Fe Cálculo da [OH ] na qual o Mg(OH)2 começa a precipitar +3 Se (1) < (2) ® Separação é possível · OBS: A precipitação é dita quantitativa se 1 parte em 10.7x10 [HS ] Nas separações com sulfeto ® solução continuamente saturada com H2S ([H2S]»0. de uma Kps (Mg(OH)2) = [Mg ] [OH ] = 1.3x10 M (Concentração máxima tolerável) - -5 Quando [OH ] = 1. [Fe ] << 1x10 (arbitrário) (1.8x10 0.2 +3 .1 M -23 [S ] = = 6.1M de cada íon -28 -22 Kps(CdS) = 2x10 Kps(Tl2S) = 1x10 +2 + 30 Editada por: Anderson Santos – silvasantos@walla. Cd e Tl podem ser separados quantitativamente com H2S a partir de uma solução 0. teoricamente.Separação de Íons pelo Controle da Concentração do Reagente Precipitante íon A íon B Exemplo: Podemos separar quantitativamente Fe solução que é 0.8x10 + [H3O ] -24 Exemplo VI .3x10 precipitação) Conclusão [OH ] - - -5 M ® solução supersaturada com respeito ao Mg(OH)2 (inicia a maior que 2x10 -11 M ® para precipitar quantitativamente o Fe -5 +2 menor que 1.8x10 .000 do íon permanecer em +3 -5 solução.2 -11 [OH ] = 1.10 [OH ] = 1.3x10 M ® para não precipitar p Mg(OH)2 Separação de Sulfetos + = Controlando-se a [H3O ] ® controla-se a [S ] ® Precipitação seletiva H2S ® ácido fraco usado como agente precipitante H2S + HS - H2O H2O = H3O H3O + + HS = - K1 = [H3O ][ HS ] = 5.3 -38 -11 +3 Anotações e Observações: Precipita primeiro o composto menos solúvel +2 e Mg . na forma de hidróxidos.7x10 [H2S] + = + - -8 K2 = [H3O ][ S ] = 5.04 – Encontrar as condições nas quais.8x10 · Kps do Fe(OH)3 << Kps do Mg(OH)2 ® parece que Fe(OH)3 precipita 1 0 ETAPAS: 1. isto é.1M) K1 x K2 = [H3O ] [ S ] [HS ] + 2 = + = + + S -15 = 6.1 M de cada íon? Kps (Fe(OH)3) = [Fe ] [OH ] = 4x10 +2 . se [OH ] = 2x10 M. 2.com .

0100) -3 = 3.1000 M 20 30 40 50 60 70 Construção da Curva de Titulação ® 3 tipos de cálculo. 2.00 x 10 -10 10 8 pA pR Curva de titulação pA ou pR 6 4 2 0 0 10 V (ml) de R 0. A (aq ) + R (aq) Anotações e Observações: ® AR (s) Kps ( AR ) = 1.0050 M com AgBr 0. Após a adição de 5.64 x 10 -3 [Br ] @ 3.00 ml do reagente: A concentração de Br diminui por causa da diluição e precipitação + ( Br + Ag = AgBr ( s) ) CNaBr = CNaBr = - (n°demolesinicial . è Construção da curva de titulação para a reação de 50.0050) .0050 M em Br pBr = 2.64 x 10 50 + 5 - [ Br ] = [ Br ](não reagiu ) + [ Br ]AgBr ( solubilizado) -3 + [ Br ] = 3.00 ml de NaBr 0. correspondendo a 3 estágios : 1. Ponto inicial: Solução: 0. AgNO3 ® Reagente mais importante (métodos argentométricos ) O ponto de equivalência de uma titulação é caracterizado por uma grande variação nas concentrações relativas do analito e reagente.(5. No PE. Antes do PE.44 = 9.28 – 2.30 + 0.44 pAg = 12.0000 M em Ag .64 x 10 M + [Ag ] A não ser que a CNaBr seja muito pequena : [Ag ] < < 3.84 + -10 [Ag ] = 1. -Poucos indicadores são satisfatórios.com 31 .64 x 10 pAg + pBr = Kps + -3 pBr = 2.0 x0. 3. Após o PE.n°demolesquereagiu ) Volumetotaldasolução (50 x0.4 x 10 Editada por: Anderson Santos – silvasantos@walla.0100 M.06 – TITULAÇÕES DE PRECITAÇÃO -Poucas reações de precipitração são suficientemente rápidas.

88 = 7.50.10 x0.33 x 10 pBr = 12.21 x 10 + -7 + - Anotações e Observações: [ Ag ] = [Br ] = pAg = pBr = 6. ml A ® 50.0010 M Reação mais completa ü Quanto mais completa a reação (sal menos solúvel ) região de eqüivalência ® maior a variação do pAg na 32 Editada por: Anderson Santos – silvasantos@walla.14 + - 5.40 -5 Fatores que Influenciam os Pontos Finais Um ponto final fácil de se localizar é observado quando pequenas adições do titulante causam grandes variações na função p.00 ml de NaBr 0.0 C B A InA pAg =7 AgIn B C 0 10 20 30 Volume (AgNO3). nem o analito estão em excesso.0100 .0500M com AgNO3 0.n°demolesquereagiu ) Volumetotaldasolução (25.00 ml de NaBr 0.0005M com AgNO3 0. 1 – Concentração do reagente ü C(reagente) ou C(analito)pBr) Aumenta a variação de pAg na reação de equilíbrio (idem para Pontos finais fáceis de detectar e menor o erro titulométrico Efeito da concentração do titulante (Figura A) pAg 10.1000 M B ® 50. Kps = [ Ag ][Br ] [ Ag ] = 7.33 x 10 pAg = 4.0 6.00 ml de NaBr 0.1 ml do reagente: Há excesso de AgNO3 CAgNO3 = CAgNO3 = (n°demolesadicionados .0 4.2 x10 -13 Após adição de 25.00 + 25.0 8.com .33 x 10 50.00 x0.28 – 4.0050M com AgNO3 0.0 2.10 -5 [Ag ] = 1.Ponto de Eqüivalência: + Nem Ag .0100 M C ® 50.88 + + [Br ] » 1.0050) -5 = 1.

0 12.05 M I e 0.00 ml de 0.7 x 10 Curvas de Titulação para Misturas · è -17 Kps ( AgBr ) = 5.3 x 10 -10 Kps ( AgCl ) = 1. com AgNO3 0.] = 4. ml -13 Kps ( AgI ) = 8.3 x10 -17 1.56 x 10 -7 [I . Titulação de uma mistura de 50.Efeito do Kps Anotações e Observações: pAg 14.com 33 .] [I .0 BrO3IO3I- pAg =7 0 10 20 30 Volume (AgNO3).82 x10 -10 = 4. Quanto de AgI é formado antes que uma quantidade apreciável de AgCl se forme : Kps (AgI ) = [Ag ] [I ] + Kps ( AgCl ) = [Ag ] [Cl ] Quando se adicionar Ag em quantidade suficiente para originar um ppt que contenha ambos os compostos : + + - [Ag ] = + Kps ( AgI ) [I .] Editada por: Anderson Santos – silvasantos@walla.0 Cl8.56 x 10 -7 [Cl .8 x 10 -5 Kps ( AgBrO3 ) = 5.] = Kps( AgI ) Kps( AgCl ) = 8.0 6.08 M Cl .0 2.1 M - Estágio Inicial: Curva idêntica a do I Até que AgCl se forme ® Cálculos idênticos aos já exemplificados .] = Kps ( AgCl ) [Cl .2 x 10 -8 Kps ( AgIO3 ) = 3.] [Cl .0 x 10 Misturas de analitos que formam ppts de diferentes solubilidades.0 Br10.0 4.

0 Volume AgNO3 0.0 + 30.05) .0438 + Indicadores Químicos para Titulações de Precipitação Reagem competitivamente com um dos reagentes da titulação. Neste ponto: CCl = [Cl ] = - Anotações e Observações: 50.0 ml AgNO3 (molesI . EX.41 x 10-9 pAg = 8. - [Ag ] = + 1.47 Adição posterior de AgNO3: Diminui a [Cl ].82 x10 -10 0.01) 50.0 = 4.0 34 40.+ molesCl .43 x 10 M n° de moles que restaram de I = 75 x 10 n° de moles que originais de I = 50 x 10 -3 - -8 * 2. o AgCl não se forma e a curva é igual a do iodo sozinho. Nível em que o decréscimo rápido no pAg é interrompido bruscamente: Quando o Cl começa a pptar. até 7.0 x0.0 60.0533 M [I ] = 4.com .3 x 10 % do ponto de equivalência do I .43 x 10 = 1.total da solução mmol Cl - [Cl ] = - (50.82 x 10 * 0. e a curva torna-se a do cloreto sozinho.(30 x0. pA g - I + Cl- Br + Cl- - 0 20.Assim podemos considerar que a formação de AgCl irá ocorrer apenas depois que 25.10 M (ml) Editada por: Anderson Santos – silvasantos@walla.3 x 10 -5 % - Portanto.(moles que reagiu) CCl = [Cl ] = - vol.00 ml do titulante tenha sido adicionado.08 + 50 x0.50 x 10 -3 -8 -9 -3 % I que não precipitou = -5 - 1.0533 = 2.0 + 0.16 x 10 M -9 mmol I- moles que reagiram = 0.) .56 x 10 x 0.50 x10 -3 = 7.08 50 + 25 -7 = 0.: Após adição de 30.0438 1.05 = 2.0533 = 3.82 x10 -9 2.82 x10 -10 [Ag ] = 0.

a cor vermelho tijolo aparece com o 1° + excesso de Ag acima da concentração de equivalência. nesta concentração de CrO4 .82 x10 -10 = 1.1 ml ) ® erro titulométrico mínimo ® D V < 0.1x10-12 (1.com 35 .: Indicador In 1. pois AgIn forma-se 1 ml antes do PE e se estende por 1 ml. Variação de pAg no PE muito pequena ® Não há indicador adequado. § Titulação do I e Br ® Kps suficientemente pequeno para prevenir a forma de § quantidades significativas de AgIn antes do PE.05 ml ( D V = 0.2 ml ® D V = 1 . D V < 0.: Analito A com reagente R Indicador In A + R In + R = = AR (s) InR Kps KIn Alteração na aparência da mistura Anotações e Observações: Indicador na forma In Indicador na forma InR Quantidade de InR requerida para uma variação observável na aparência da mistura deve ser pequena (minimiza o consumo de R ) KIn = [ InR] [ In][ R] Þ [ InR] = KIn x [ R] [ In] Deve variar 1 a 2 ordens de magnitude para que a variação de cor seja detectada pelo olho humano (1 ou 2 em pR ) EX.3 Em princípio.] = Kps [ Ag + ] = 1.95 . Se In ® pAg 4 a 6 ® OK O Método de Mohr Formação de um segundo precipitado Cl e Br 2Indicador ® CrO4 (Ag2CrO4 ® Vermelho tijolo ) S (Ag2CrO4 ) >> S (AgCl ) ou S (AgBr ) Ø Ø Ajustando-se a [CrO4 ] a formação de Ag2CrO4 pode ser retardada até que [Ag ] na solução alcance a concentração do ponto de equivalência: 2+ - - [ Ag + ] = [Cl . Editada por: Anderson Santos – silvasantos@walla.0100 M 0.EX.25.1000 M ® 5 ® 0.35 x10 -5 Ø A quantidade de CrO4 2- necessária para iniciar a precipitação nestas condições: 2[CrO4 ]= Ø Kps [ Ag ] + 2 = 1.0010 M não é possível 24.01 ml Titulação do Cl ® Este indicador não é satisfatório.35x10 ) 2- -5 2 = 6 x10. Mudança perceptível da cor quando pAg 7 ® 5 ( Figura B ) § Titulação do IO3 e BrO3 ® Indicador já está na forma de AgIn. - Mudança perceptível da cor quando pAg 7 AgNO3 titulando Br ( Figura A ) AgNO3 0. 3 1 m l l o c a l i za ç ã o e xa t a d o p o n t o f i n a l 2.

+ - Ag + SCN = AgSCN (s) Ø Indicador: Fe ³ ® forma complexo vermelho com SCN + + + 2 - Fe ³ + SCN = FeSCN ² Kf = 1. O AgNO3 em excesso é titulado com solução padrão de SCN .4 x 10 Ø Ø pH ácido ® evita a precipitação do Fe(OH)3 Vantagem do ácido ® CO3 . oxalato. Branco do Indicador ® CaCO3 suspenso com a mesma quantidade de In de cor. com caráter de ácidos ou bases fracas. 36 Editada por: Anderson Santos – silvasantos@walla. uma quantidade finita de AgNO3 tem que ser adicionada para que se forme uma quantidade detectável de Ag2CrO4.5 x 10 Nesta concentração a precipitação do Ag2CrO4 começa quando + -5 [Ag ] = 2. 2. - Método de Volhard Formação de um complexo colorido Ø Excesso medido de AgNO3 é adicionado à solução de interesse.Anotações e Observações: Na prática ® [CrO4 ] @ 2. São corantes orgânicos. Indicadores de Adsorção Introduzidos por Fajans. Padronizar AgNO3 com NaCl puro Acidez do Meio: 2+ 22 CrO4 + 2H = Cr2O7 + H2O [ H+] ® Padrão - . Desloca-se para a direita + Ag2Cr2O7 é mais solúvel que Ag2CrO4 ® Maior consumo de Ag Se o meio é fortemente alcalino: 2 Ag + OH = 2AgOH( s ) = Ag2O ( s) + H2O pH ideal ® 7 a 10 OBS.: AgCl é mais solúvel que AgSCN 2- AgCl(s) + SCN = AgSCN(s) + Cl Ø Ø Ocorre de maneira signifcativa perto do ponto final da retrotulação ® erro (-) Solução ® Filtrar o AgCl antes da retrotulação. A mudança de coloração se deve à adsorção ou dessorção do corante como consequência de uma modificação da dupla camada elétrica em torno das partículas do ppt na passagem do ponto de equivalência.: Método de Mohr não é usado para I pois o CrO4 2+ - oxida o I a I2.1 x 10 M 2-3 Além disso.com .Eq. Causam um erro + Solução 1. arsenato não interferem (no pH neutro estes + íons formam sais pouco solúveis com Ag ) OBS.

ppt coloidal ® maximizar a adsorção. O ppt deve adsorver fortemente seus próprios íons (características de ppts coloidais ). Editada por: Anderson Santos – silvasantos@walla. Evitar altas concentrações de eletrólitos (ppt não deve coagular ).com 37 . são poucas as reações onde o ppt coloidal forma-se rapidamente. Titulações com indicadores de adsorção são: Ø Ø Ø Ø Ø Rápidas Reprodutíveis Confiáveis Porém. 4.: Anotações e Observações: Propriedades do ppt e do indicador: 1.EX. 2. O pH da solução deve ser tal que a forma iônica do indicador predomine. O corante deve ser fortemente adsorvido na camada de íons contrários pelos íons primariamente adsorvidos. 3.

1 Se [In ] / [HIn] ³ 10 Entre este dois valores entre as 2 cores cor ácida: [H3O ] [In ] [HIn] + + - olho humano não consegue destinguir = [H3O ] x1 10 = Ka [H3O ] = 10 ka cor básica : [H3O ] = ka /10 Faixa de pH do indicador: . Conc.com .Sols. A: tipo ácidoHIn + H2O = H3O + In B: básico In + H2O = InH + OH + - + - 38 Editada por: Anderson Santos – silvasantos@walla.07 . quentes INDICADORES Ácidos/bases fracas orgânicas. Padrão Ácidos: HCl HClO H2SO4 Ácidos ou base fortes (reagem mais completamente) Bases: NaOH KOH Ba(OH)2 perigoso e agente Oxidante Anotações e Observações: - .CURVAS DE TITULAÇÃO PARA SISTEMAS ÁCIDO / BASE SIMPLES Sols.log Ka 10 1 + pKa Ex: Ka 1x10 pKa = 5 Uma mudança completa da cor se dá quando o pH da solução varia de 4 a 6. HIn + H2O cor ácida In + H2O cor básica Ha = [H3O ] [In ] [HIn] [ In ] [HIn] + - = H3O + + In cor básica OH - - = InH + cor ácida + Kb = [InH ] [OH ] [In] Ka + [H3O ] indicador exibe sua cor ácida indicador exibe muita cor básica cor intermediária + + - = Se [In ] / [HIn] £ 0.log 10Ka -1 + pKa -5 + a a pka ± 1 .

meio alcalino diversas cores Pouco solúveis em H2O e bastante solúveis em etanol Anotações e Observações: + H2O +H+ Incolor Fenolftaleína Incolor +H+ Vermelha 2 – Sulfoftaleínas Editada por: Anderson Santos – silvasantos@walla.com 39 .INDICADORES A/B – ESTRUTURAS 1 – Ftaleínas meio moderadamente ácido INCOL.

60 Ponto de equivalência: [H3O ] = [OH ] = + - Kw = 1.88 pH = 10.10 x 0.10 – 50.0500 M com NaOH 0.3 – Azocompostos Anotações e Observações: TITULAÇÃO DE ÁCIDO FORTE COM BASE FORTE Titulação: 50.33 x 10 M 75.100M NaOH 0.30 Adição de 10.00 x 0.00 -4 Adição de 25.00M NaOH 0.com .00 ml NaOH: + -2 [ H30 ] = 5.12 Fenolftaleína Azul de Bromotimol Alaranjado de metila Vol NaOH (ml) A B C NaOH 1.00 x 0.10 POH= 3.05 = 1.50 x 10 60.1000M -2 Ponto inicial : [ H30 ] = 5.00 ml HCl + 0.00 x 10 pH=1.00 x 10-7 pH = 7.10 ml NaOH: [OH ] = 25.00 x 0.0100M 100 ml HCl 40 Editada por: Anderson Santos – silvasantos@walla.05 – 10.10 = 2.00 pH = 1.

1) Ácido fraco apenas Titulações de Ácidos / Bases Fracas (*) Anotações e Observações: Início 2) Mistura do ácido fraco (HA) e sua base conjugada (A ) NaOH HA + NaOH ® NaA + H 2 O NaA ® Na Antes do P.76 x 10 [NH3] Ka = [ NH3] [ H3O ] = 5. o 1 equilíbrio predomina ® solução Básica Mas se [NH4 ] / [NH3] > 200 ® Solução Ácida.com 41 .68 x 10 + [NH4 ] o + + - -5 NH4 + H2O = NH3 + H3O + -10 · · Kb >> Ka ® + em princípio.E. + +A- 3) Base conjugada do ácido fraco apenas (A ) NaOH - (*) No ponto de equivalência 4) Mistura da base conjugada do ácido fraco (A ) e base forte (NaOH) NaOH - Após o ponto de equivalência (*)Já foi visto (2) pH de Sistemas Contendo Pares Ácido/Base conjugada I HA + H2O = H3O + + A - Ka = [ H3O ] [ A ] [HA] Kb = [OH ] [HA] [A ] + - + - II A + H2O - = OH + HA - Este sistema pode ser ácido. Editada por: Anderson Santos – silvasantos@walla. básico ou neutro ® [H3O ] = Ka [HA] [A ] Ex: NH3 + H2O + = NH4 + OH + - Kb = [ NH4 ] [ OH ] = 1.

400M em ácido formico e 1.Anotações e Observações: Ex: Sistema contendo HA e NaA HA + H2O A + H2O [A ] = CNaA + [H3O ] .05 M em NaOAc -5 Calcule o pH desta solução Ka (HOAc) = 1. Ácido fraco / base conjugada O EFEITO DA DILUIÇÃO HA + H2O = H3O + A A + + -4 qtds altas e ≈ iguais + H2O = HA + OH - [A ] = CNaA + [H3O ] – [OH ] ≈ CNaA [HA] = CHA + [OH ] – [H3O] ≈ CHA [H3O ] = Ka CHA CNaA + 42 Editada por: Anderson Santos – silvasantos@walla.0 x 10 M em NaOH e 0.NH4Cl HCl + NH4 + Cl + H + Cl + - I II + NH4 + H2 O = NH3 + H3O [H3O ] = CHCl + [NH3] Aproximação: + [H3O ] = CHCl + III Exemplo II – A 0.NaA Na + A + NaOH Na + OH A + H2O + -4 I II - HA + OH III [OH ] = CNaOH + [HA] Aproximação: excesso de NaOH reprime III [OH ] = CNaOH II.0 x 10 M SOLUÇÕES TAMPÃO Resiste à variações de pH quando é diluída ou quando pequenas porções de ácido ou base são adicionados.00M em formiato de sódio? (Ka = 1.10ml após o ponto de equivalência na titulação do ácido acético com NaOH.[ OH ] + [HA] = CHA . a solução estava: 1.[H3O ] + [OH ] Aproximação: [A ] = CNaA [HA] = CHA -3 + - = = H3O HA + + A + - OH - · Ka = [H3O ] CNaA CHA + Falha se : Ka ou Kb > 10 .com .75 x 10 M -8 Exemplo III – Idem ao anterior. mas o ácido a ser titulado é o HOCl Ka(HOCl) = 3.77 x 10 ) pH de Base Conjugada/ Base Forte ou Ácido Conjugado / Ácido Forte (4) I . CNaA e/ ou CHA pequena [H3O ] = CHA x Ka CNaA + + [H3O ] Não varia com a diluição ® TAMPÃO Exemplo I – Qual o pH de uma solução que é 0.

(Kb: 1.pH permanece cte até que as concentrações das espécies sejam tão pequenas que a aproximação [A ] = CNaA e [HA] = CHA sejam inválidas Exemplo IV . como também com a razão destas concentrações. . formiato de sódio 1. M ADIÇÃO DE ÁCIDOS E BASES Exemplo V . alto .Calcular a variação de pH que ocorre quando são adicionados 100ml de uma solução (a) 0.Ajusta-se ao pH desejado adicionando-se ácido / base conj. VIII – 01) Anotações e Observações: Após uma diluição de um fator de: (a) 50 (b) 10.77 x 10 ) -4 A HCl (não tamponado) -4 B HA (não tamponado) K(HA) = 1. Razões: Preparação: Incertezas nos K’s. pH do tampão ¹ pH calculado teoricamente.000 (Ka = 1. I II Editada por: Anderson Santos – silvasantos@walla.400 M . CT é o número de equivalentes de um ácido/ base forte que causa uma mudança de uma unidade no pH em 1.0500M de HCl a uma solução tampão (400ml) que é -5 0.200M em NH3 e 0.Faz-se solução de pH aproximado. CT máxima quando [HA] = 1 pH = pHa [A ] Para que o tampão tenha uma CT razoável: pKa = pH ± 1 PREPARAÇÃO DE TAMPÕES Na prática.0500M de NaOH (b) 0.76 x 10 ) CAPACIDADE TAMPONANTE Está relacionada com a concentração total das espécies tamponantes.Calcule o pH do tampão: Ácido fórmico 0.00 M (Ex.Usar “receitas” dos Handbooks.com 43 . .300M em NH4Cl.00 L de tampão. Simplificações usadas nos cálculos.00 x 10 C HA + NaA (tampão) pH -1 -3 -5 10 10 10 Concentração dos reagentes.

32 x 10 Depois do decréscimo rápido no pH região tamponada com adição de base forte.10) /51 = 0.96 x 10 -3 Δ[H3O ] = 8.0 ml de ácido acético NaOH 0.10M (b) HOAc 0.1000H Ácidos fracos (HA) x Ácidos fortes - pH inicial (HA) é maior (dissociação incompleta) Com as 1 adições de reagente: Variação de pH (HA) é maior Ka = [H3O ] [A ] [HA] + as [H3O ] = Ka [HA] diminui pouco [A ] aumenta + + EX: Calcular a variação percentual na [H3O ] quando 1.4.6 x 10 – 1.6 x 10 -3 1.096 CNaOAc = (1.0ml de NaOH 0.1M é adicionado a 50.CURVAS DE TITULAÇÃO PARA ÁCIDOS FRACOS Anotações e Observações: pH Ácido forte Ácido fraco -6 (Ka = 10 ) V (ml) NaOH 0.Construa a curva de titulação para 50.32 x 10-3 -3 -4 CHOAc = (50 x 0.0 x 0. No PE Após PE pH > 7 (base conjugada se dissocia) Curva comandada pelo excesso de base forte ( = ácido forte) Exemplo VI . - + -4 pH varia pouco Próximo ao PE adição de base não altera muito [A ] (que é alta).com .96 x 10 [H3O ]a = 1.10M + + a) [H3O ]i = 0.1000M.096 – 0.096 = 8.75 x 10 + -5 x 0.0% b) [H3O ]i = KaCHOAc = 1.10M Δ[H3O ] = 0.32 x 10 x 100 = -35% -3 1. 44 Editada por: Anderson Santos – silvasantos@walla.0 x 0.10 x 100 0.10) / 51=0.10 + + [H3O ]a = (50 x 0.096 = .10) /51 = 1. mas altera bastante a [HA ] (que é baixa) maior variação do pH.10 – 1.0ml de (a) HCl 0.1 – 1 x 0.

analítica do ácido = Conc.OBS: Conc. 2. analítica da base conjugada quando metade do ácido foi neutralizado ( no exemplo anterior V = 25. Erro determinado ® Quando o pH onde o indicador muda de cor ¹ pH de equivalência.com 45 .0 ml) Ka = [H3O ] [ OAc ] [HOAc] + - Anotações e Observações: C. Erro indeterminado ® habilidade do analista em detectar a “virada” do indicador Variáveis que afetam o comportamento dos indicadores: Intervalo de pH de “virada” depende: T. m Presença de solventes orgânicos Presença de partículas coloidais · Editada por: Anderson Santos – silvasantos@walla.T é máxima Erros de Titulação com Indicadores Ácido/Base 1.

estáveis.) + H2O (1:1) Destila-se ¼ Final do Destilado Composição constante (ácido clorídrico de ponto de ebulição cte) ® composição depende da P atmosférica Dilui-se uma quantidade pesada deste ácido para balão volumétrico I.2-) Com Tris-(hidroximetil) amino-metano (TRIS ou THAM) (HOCH2)3CNH2 I-2.2 – Por padronização Reagente comercial diluição padronização com base I. H2CO3 CO2 HO (g) + 2 I.08 . ácido perclórico Anotações e Observações: Mais comum.3-) Com tetraborato de sódio decahidratado + + 3 H2O B4O 7 + 2 H3O 46 _ _ 4 H3BO 3 Editada por: Anderson Santos – silvasantos@walla.2.1-) Com carbonato de sódio (padrão primário) Dois pontos de equivalência _ _ CO + H3O+ 3 _ _ HCO3 1º pH = 8.APLICAÇÕES DE TITULAÇÕES DE NEUTRALIZAÇÃO I – Preparação de Soluções Padrões Ácidas HCl.com .2.8 Maior variação do pH no PE Levar a solução à ebulição ponto final mais evidente. I-1 – A partir de HCl de ponto de ebulição constante HCl(conc. H2SO4.3 HCO3 + H3O+ H2CO3 2º pH = 3.

NaOH KOH Ba(OH)2 Não são padrões primários. Requerem padronização. A) Se a base irá titular um ácido. Mas. 50% NaOH ® Na2CO3 precipita ® filtra ® dilui Observações: 1) Usar H2O livre de CO2 (leva-se a ebulição a água destilada) Absorvente de CO2 (ascarile II) Conservação de solução padrão alcalina 2) NaOH e KOH ® atacam o vidro dissolvendo a sílica (formação de silicatos solúveis) Ba(OH)2 ® silicato de bário insolúvel .usar vidro à base de borossilicato (mais resistente) . usando um indicador básico (fenolftaleína) + CO3 + H3O _ _ HCO3 + H O 2 _ A concentração efetiva da base é diminuída ® erro determinado (erro de carbonato) OBS. -2 2) Presença de CO3 nos reagentes sólidos usados para preparar a solução de base. SOLUÇÕES DE HIDRÓXIDOS LIVRES DE CO3 -2 1) Ba(OH)2 BaCO3 insolúvel ® filtra 2) NaOH Na2CO3 é pouco solúvel em solução fortemente alcalina. independentemente do indicador.: Com Ba(OH)2: _ +2 CO 2 (g) + Ba + OH BaCO3 (s) + H O 2 Erro determinado. usando um indicador ácido _ + CO3 + 2 H3O + _ H2CO3 + 2 H2O (II) - A quantidade de H3O consumido em (II) é igual a quantidade de OH consumido em (I) ® Não há erro.com 47 .II – Preparação de Soluções Padrões Alcalinas. Anotações e Observações: Erro de Carbonato 1) Efeito da absorção de CO2 atmosférico: _ CO2 (g) + 2 O H - CO3 + H2O _ _ (I) Há consumo de OH .usar frascos de polietileno (entretanto estes são permeáveis ao CO2) Editada por: Anderson Santos – silvasantos@walla. B) Se a base irá titular um ácido.

dilui-se.HCO3 .3) NH3 é destilada e coletada em solução ácida padrão c NH3 + (c + d)HCl ® c NH4Cl + d HCl 1. 5% Zn) 2 .metade do CO3 : CO3 + H3O ® HCO3 + H2O 2º PE (virada do verde de bromocresol): + . VVB > 0 2VF > VVB 2VF < VVB CO3 + H3O ® HCO3 + H2O (fenolftaleína) -2 + CO3 + 2 H3O ® H2CO3 + H2O (bromocresol) -2 + - (III) (IV) HCO3 + H3O ® H2CO3 + H2O (bromocresol) + OH + H3O ® 2 H2O (fenolftaleína) -2 + CO3 + H3O ® HCO3 + H2O (fenolftaleína) -2 + CO3 + 2 H3O ® H2CO3 + H2O (bromocresol) + (V) CO3 + H3O ® HCO3 + H2O (fenolftaleína) -2 + CO3 + 2 H3O ® H2CO3 + H2O (bromocresol) + HCO3 + H3O ® H2CO3 + H2O (bromocresol) -2 + - 48 Editada por: Anderson Santos – silvasantos@walla.2) Resfria-se. D a CO2 + ½ b H2O + cNH4HSO4 catalisador 1. 45% Al. CO3 -2 CO3 .1) Decomposição do N ligado em NH4 CaHbNc H2SO4. adiciona-se base forte em excesso _ Anotações e Observações: c NH4HSO4 OH _ _ c NH 3 + c SO4 1. CO3 .carbonato: CO3 + 2 H3O ® H2CO3 + 2 H2O Constituintes OH -2 CO3 HCO3 -2 OH .Padronização (muitos padrões primários ácidos): 1) Ftalato ácido de potássio (hidrogeno ftalato de potássio) KHC8H4O4 2) Ácido benzóico 3) Hidrogenodiiodato de potássio KH(IO3)2 APLICAÇÕES 1 – NITROGÊNIO aminoácidos. fertilizantes KJELDAHL: + 1. CO3 -2 Nenhum ® CO3 Duas titulações: indicador alcalino (fenolftaleína) indicador ácido (verde de bromocresol) -2 - · · 1º PE (virada da fenolftaleína): + . proteínas.bicarbonato todo: HCO3 + H3O ® H2CO3 + H2O -2 + .com . HCO3 OH + H3O ® 2 H2O (fenolftaleína) + (I) (II) (III) (IV) (V) (I) (II) VF = VVB 2VF = VVB VF = 0. OH Só podem existir DUAS destas espécies ® reação elimina a 3ª -2 OH + HCO3 Û CO3 + H2O Excesso de: -2 OH ® OH .consumo de todo o OH : OH + H3O ® 2 H2O -2 -2 + . CO3 -2 HCO3 ® HCO3 .4) Retrotitulação do excesso de ácido com base padrão d HCl + d NaOH ® ½ d H2O + d NaCl Observações: 1) Sais de Amônio + NH4 + base forte ® NH3 ® Kjeldahl 2) NO3 e NO2 ® NH3 ® Kjeldahl base forte liga de devarda (50% Cu.

Ácidos sulfônicos ® fortes e solúveis em H2O. Ponto final obtido após ebulição para remover CO2. Uma segunda alíquota de 50. -2 CO3 / OH Titulação até "virada" do indicador ácido (verde de bromocresol).Grupos hidroxilas 1-) Esterificação com anidridos .4 .1 x 0. 3.2 . -2 Numa 2ª alíquota ® converter o HCO3 em CO3 adicionando excesso de base padrão.Uma solução contém NaHCO3.4 – 22.0084 M.Ácidos carboxílicos e sulfônicos -4 -6 XCOOH ® (Ka ® 10 a 10 ) ® titular (fenoftaleína) Quando não solúvel em água ® dissolver em álcool ® titular com base aquosa.com 49 .21 = 0.3 x 0.42 / 50 = 0. 3.63 – 2. 3.1 mL de HCl até o ponto final da fenolftaleína. Titular o excesso de base com ácido padrão (fenolftaleína).1 . 3 .1) = 26. Otimização do método: BaCO3 ® insolúvel em soluções neutras ou básicas.63 x 10 -3 n(NaHCO3) = 2.00 mL requer 22.3 . Deduza a composição e calcule a concentração molar das espécies na solução original.3 + -2 Titula-se o H3O do HCO3 vindo do CO3 -3 -3 n(NaHCO3) + n(Na2CO3) = 26.1 x 10 = 2.Grupamentos ésteres saponificação: R1C OOR2 + NaO H excesso de base titulado com ácido forte. Adicionar BaCl2 em excesso. Titular o OH com fenolftaleína. A titulação de 50.1 VVB = 48.GRUPOS FUNCIONAIS ORGÂNICOS 3.EXEMPLO I .21 / 50 = 0. sozinhos ou em combinações permissíveis.21 x 10 moles CO 3 Da fenolftaleína para o verde de bromocresol: (48.1 x 10 = 2.4 mL de HCl quando titulada com verde de bromocresol. -2 Adicionar excesso de BaCl2 a uma 2ª alíquota para precipitar o CO3 .42 x 10 C Na2CO3 = 2.Grupos amino -5 aminas alifáticas ® Kb » 10 ® titulação com ácido forte.00 mL requer 48. Na2CO3 e NaOH. -10 Aminas aromáticas ® Kc » 10 ® muito fracas para serem tituladas em meio aquoso ® usar ácido acético anidro como solvente ® aumenta a basicidade. VPH = 22. HCO3 / CO3 -2 - Titular ambos até a "virada" do verde de bromocresol (levar à ebulição).0442 M C NaHCO3 = 0.4 VVB > 2 VPH ® Na2CO3 e NaHCO3 Anotações e Observações: Equivalência da fenolftaleína -2 + CO 3 + H3 O HCO 3 -3 -3 = = n (CO 3 ) = 22. refluxo 1 2 h _ R1C OO Na + HOR2 ( CH3CO)2O + ROH anidrido acético (volume conhecido) CH3 COOR + CH COO H 3 Editada por: Anderson Santos – silvasantos@walla.

coeficiente de expansão > água ® mais propício a erros de medida de volume. fenóis. em água: + + B + H3O BH + H2O (x [OH.]) [B] [H3 O [BH+ ] Kb + [BH ] [OH. 2) Constante de autoionização do solvente. Desvantagens: .solventes caros .Ácidos / bases de alto PM ® insolúveis em água.com . 3) Constante dielétrica do solvente.Ácidos / bases muito fracos (K < 10 ) Ex: aminas aromáticas. 4) Características ácidas / básicas do solvente.] + ] [OH [B] [H 3 O Kw Kb K= Kw K depende de KW. -8 .] K= .]) K= + ] (x [OH. 3. B + HClO4 em ácido acético anidro: HClO4 + CH 3COOH + CH 3COOH 2 + ClO4 Próton solvatado (equivalente ao H3O ) + + B + CH 3 COOH2 + BH + CH3 COOH 50 Editada por: Anderson Santos – silvasantos@walla. 4-) Fazer branco para determinar a quantidade inicial de anidrido.) Titulações de Neutralização em Meio Não Aquoso . O EFEITO DA CONSTANTE DE AUTOPROTÓLISE Lembrando.voláteis e tóxicos . Solventes ® autoionizam – se 2 CH3 C OOH 2 C 2 H5 OH 2 NH 2C H C H NH 2 2 2 + CH3 C OOH 2 + CH3 C OO C 2 H5 OH + C2H O 5 + NH 2C H2C H2 NH + NH C H C H NH 2 3 2 2 2 + K depende: 1) Força do analito como ácido ou base.5 – Grupos carbonilas R1 C R2 O + NH2OH HCl Hidrocloreto de hidroxilamina R1 C R2 NOH + HCl + H O 2 Titula-se HCl com base forte (Lenta ® ½ h a 1 h.Anotações e Observações: 2-) Hidrólise do excesso de anidrido (CH3CO2)2O + H2O 2 CH3COOH 3-) O ácido acético é titulado com KOH (alcoólico).

Editada por: Anderson Santos – silvasantos@walla. Ex: Anilina ® em ácido acético ® base forte ® o solvente tem mais facilidade de fornecer prótons que a água.: HClO4 em H2O ® ácido forte -4 em t-butil álcool ® Ka = 1. Acét. EFEITO DAS CARACTERÍSTICAS ÁCIDAS E BÁSICAS DO SOLVENTE Ácido acético Ácido fórmico H2SO4 Solventes ácidos melhores doadores de prótons que aceptores. Kb' = . = 6.: Efeito de D quando não há necessidade de separação é mínimo. ACÉT.5 ® alta ® pouco “trabalho” para separar DMETANOL = 33 DÁC.] [BH+ ] [CH3 COO Nestes solventes as características básicas do soluto aão aumentadas e as ácidas atenuadas.5) OBS.2 Ex.Anotações e Observações: K'b K= = + ] Ks [B] [CH3 COOH 2 K’b = constante de dissociação da base em ácido acético Ks = constante de autoionização do ácido acético [BH+ ] B + CH3 COOH BH + + CH3 COO [B] Reação de neutralização: competição por prótons entre o solvente e a base. DH2O = 78.1 x 10 (D = 12.) > Kb (água) Etilenodiamina ® solvente básico EFEITO DA CONSTANTE DIELÉTRICA DO SOLVENTE A constante dielétrica de um solvente é uma medida da capacidade do solvente de separar partículas de cargas opostas.com 51 . Kb’ (ác. ESCOLHA DO SOLVENTE: 1) Ks pequeno 2) Base fraca ® solvente ácido Ácido fraco ® solvente básico 3) D alto.

09 – TITULAÇÕES COMPLEXOMÉTRICAS Anotações e Observações: Determinação de Íons Metálicos Íons complexos ® Íon metálico + espécie doadora de par de elétrons (ligante) Ex: Cu(NH ) 2+ 34 Cu( NH 2CH 2C OO) 2 2- Cu Cl 4 Classe importante de compostos de coordenação: Quelatos ® Íon metálico coordena-se com dois ou mais grupos doadores de UM ÚNICO LIGANTE formando anéis heterocíclicos de 5 ou 6 membros.com . . Ex 1: M (NC=4) + D Û MD Ligante tetradentado Kf = [MD] / [M][D] Ex 2: M (NC=4) + 2B Û MB2 Ligante bidentado Etapas: M + B Û MB MB + B Û MB2 K1 = [MB] / [M][B] K2 = [MB2] / [MB][B] 2 b2 = K1K2 = {[MB] / [M][B]} X {[MB2] / [MB][B]} = [MB2] / [M][B] Curvas para titulações complexométricas Volume de reagente adicionado A ® formação de MD ( uma única etapa) 12 8 B ® formação de MB2 K1 = 10 K2 = 10 8 6 4 C ® formação de MA4 K1 = 10 K2 = 10 K3 = 10 K4 = 10 2 52 Editada por: Anderson Santos – silvasantos@walla.Geralmente reagem com o íon metálico numa única etapa. Cu 2+ NH2 O O C O H 2C N H2 Cu O C O N CH 2 H2 + 2H C H C OH + 2 H+ Ligante bidentado Vantagens dos ligantes multidentados: Normalmente reagem mais completamente com o cátion (melhores pontos finais).

02 x 10 -2 -2 C O OH C OOH H4Y + H2O Û H3O + H3Y + H3Y + H2O Û H3O + H2Y H2Y HY -2 K2 = 2.92 x 10 K4 = 5.14 x 10 K3 = 6.EDTA Editada por: Anderson Santos – silvasantos@walla. bastante estáveis.com 53 . devido aos diversos sítios complexantes (o cátion fica numa espécie de “gaiola”.50 x 10 -3 + H2O Û H3O + HY + -3 -7 -3 + H2O Û H3O + Y + -4 -11 6 sítios 4 grupos ácidos 2 grupos amino Hexadentado O EDTA O C C O CH2 N CH 2 Reage 1:1 não importando a carga do cátion + -4 -3 Ag + Y Û AgY +3 -4 Al + Y Û AlY Forma complexos com todos os cátions.Titulações com Ácidos Aminopolicarboxílicos NTA – Ácido Nitrilotriacético Anotações e Observações: HOOC CH 2 CH2 COOH N CH2 COOH EDTA – Ácido Etilenodiaminotetracético HOOC HO O C CH2 N CH2 + - CH2 CH2 CH2 N CH2 K1 = 1. isolado do solvente) M + Y Û MY (4-n)n+ -4 Kf = [M Y ] / [M ][ Y ] n+ -4 (4-n)- O Co O C C H2 O O N CH 2 C H2 CH2 C O Complexo octaédrico Co . estes complexos são. na maioria.

com . (Competição entre M + H pelo EDTA) Ex. [Y ] = a4 x CT (n-4) +n KMY = [MY ] / [M ] a4 CT (n-4) +n KMY’ = a4 x KMY = [MY ] / [M ] CT -4 Constante de formação condicional (descreve as relações de equilíbrio apenas onde o pH para o qual a4 é aplicável) + 4 + 3 + 2 + a4 = [K1K2K3K4] / {[H ] + K1[H ] + K1K2[H ] + K1K2K3[H ] + K1K2K3K4} a0 = [H ] / D + 4 + a1 = K1[H ] / D + 3 a2 = K1K2[H ] / D + 2 a3 = K1K2K3[H ] / D a4 = [ K1 K2 K3 K4 ] / D pH: 3 a 6 ® H2Y predomina -2 pH > 10 ® Y predomina -4 a4 para EDTA a diversos pH: 54 Editada por: Anderson Santos – silvasantos@walla.Anotações e Observações: Espécie ativa ® Y -4 [Y ] depende do pH -4 Consequência ® A formação dos quelonatos é afetada pelo pH.: em pH = 4 a espécie predominante é H2Y +2 2 -2 + Cu + H2Y ® CuY + 2H Cálculos de Equilíbrio com EDTA Curvas ® ordenada: pM ® (indicadores respondem a variações da [M ]) +n -2 n+ eo No início: CM +n = [M ] +n No ponto de equivalência e depois dele: +n -4 (n-4)M + Y Û MY KMY = [MY -4 (n-4) ] / [M ][Y ] +n -4 [Y ] ® depende do pH. mas as titulações com EDTA são tamponadas a um determinado pH. -4 a4 = [Y ] / CT -4 -3 -2 CT = [Y ] + [HY ] + [H2Y ] + [H3Y ] + [H4Y] Constantes de formação condicionais ® constantes que dependem do pH e aplicam-se a um só pH.

0. Mas.0100 M numa solução tamponada a um pH Constante igual a 10.0 ml +2 de Ca 0.Anotações e Observações: EXEMPLO I – Calcule a4 e a % molar de Y numa solução de EDTA tamponada a pH = 10. Zn(NH3)4 .Deduza a curva para Ca versus o volume de EDTA para a titulação de 50. Zn(NH3)3 .20. isto implica que a +n reação M com EDTA é menos completa. +n aM = [M ] / CM CM ® Soma das concentrações das espécies que contém o íon metálico fora aquela combinada com EDTA.EDTA)) +2 +n .0050 M com EDTA 0.com 55 . -4 EXEMPLO II . EFEITO DA PRESENÇA DE OUTOS AGENTES COMPLEXANTES A ação complexante do EDTA é máxima em solução fortemente alcalina (onde Y predomina).agente auxiliar) EX. Reação durante a titulação: +2 -4 -2 Zn(NH3)4 + Y Û ZnY4 + 4NH3 O agente complexante auxiliar compete com o EDTA pelo íon metálico. CM = [Zn ] + [Zn(NH3) ] + [Zn(NH3)2 ] + [Zn(NH3)3 ] + [Zn(NH3)4 ] Zn +2 +2 +2 +2 +2 +2 + +2 NH3 +2 Û Zn(NH3) +2 K1 = [Zn(NH3) ] / ([Zn ][NH3]) [Zn(NH3) ] = K1 [Zn ][NH3] [Zn(NH3)2 ] = K1 K2 [Zn ][NH3] +2 +2 +2 +2 2 +2 +2 [Zn(NH3)3 ] = K1 K2 K3 [Zn ][NH3] +2 +2 3 [Zn(NH3)4 ] = K1 K2 K3 K4 [Zn ][NH3] +2 2 4 3 4 CM=[Zn ] (1 + K1[NH3] + K1K2[NH3] + K1K2K3[NH3] + K1K2K3K4[NH3] ) Como aM = [Zn ] / CM +2 aM = 1 / (1 + K1[NH3] + K1K2[NH3] + K1K2K3[NH3] + K1K2K3K4[NH3] ) 2 3 4 Constante Condicional para o equilíbrio Zn [MY +n (n-4) +n +2 e EDTA num tampão NH3. Zn(NH3)2 . -4 Adiciona-se um agente complexante auxiliar ® (o complexo (M +n deve ser menos estável que (M .: Titulação do Zn com EDTA na presença de NH3 e NH4Cl. a pH altos ® metais pesados formam hidróxidos ou sais básicos pouco solúveis. NH4Cl : ] / ([M ] CT) = a4KMY = K'MY [MY (n-4) [M ] = aM x CM ] / [CM CT] = a4 aM KMY = K"MY Se aplica para um unico pH e [NH3] Editada por: Anderson Santos – silvasantos@walla. NH3 evita precipitação de Zn(OH)2 formando: +2 +2 +2 +2 Zn(NH3) . os quais: servem como tampão.

Anotações e Observações: EXEMPLO III – Calcule o pZn de uma solução preparada pela adição de 20.00 ml 2+ +2 de EDTA 0.0.100 M em NH3 e 0.176 M em NH4Cl de forma a tornar o pH = 9.com . 56 Editada por: Anderson Santos – silvasantos@walla.00 ml de Zn 0.0100 M a 50. Assuma que ambas as soluções (Zn e EDTA) são 0.00 ml e 30.0050 M.

Ca . A cor depende não só de pM como do pH.Anotações e Observações: Efeito da Concentração de NH3 A ® CNH3 = 0. Cd .0 x 10 HInd Azul -2 -7 + H2O Û Ind + H3O Laranja -12 K2 = 2.0 ® para observar a variação de cor (de forma que a cor azul do HInd predomine na ausência de íon metálico) M – Ind Vermelho +2 -2 + +2 +2 +2 HY +2 -3 Û Azul +2 +2 +2 HInd -2 + MY -2 Mg . Para os prótons fenólicos: H2Ind Vermelho - + H2O Û HInd Azul - -2 + H3O + K1 = 5. Pb . M – Ind.8 x 10 + EBT + Metal ® Vermelho pH <= 7.0100 M B ® CNH3 = 0. Forte ® próton completamente dissoc. Ba . no entanto. Zn Editada por: Anderson Santos – silvasantos@walla. NEGRO DE ERIOCROMO T (EBT) 1–(1– hidroxi–2–naftilazo)–6–nitro–2 naftol–4 sulfonato de sódio OH OH OS 3 N N Vermelho (H Ind ) 2 - NO2 Grupo ácido sulfônico ® ác. + EDTA Cor A Û M – EDTA + Ind. Cor B Complexo Metal – Indicador: deve ser suficientemente estável. Indicadores: Possuem propriedades ácido/base.com 57 . Deve.100 M Indicadores Metalocrômicos Compostos orgânicos corados capazes de reagir com íons metálicos e formar quelatos com colorações diferentes daquelas que possuem os próprios corantes livres. Mn . Sr . ser menos estável que Metal – EDTA.

5 x 10 MUREXIDA +2 e Ca +2 Anotações e Observações: O H N O C N H C C C N C O C H N C C O N H O H4Ind Vermelho – Violeta pH < 9. Este método é útil na análise de amostras que contém ânions que formariam precipitado com o analito nas condições de análise. +2 +2 Titula-se o excesso com solução padrão de Mg ou Zn . A medida que a titulação se processa: +2 +2 Ca desloca Mg ® (Ca – EDTA) (Mg – EBT) Vermelho Quando todo o cálcio for consumido ® Mg complexa com EDTA novamente.2 – Método baseado em indicadores para um metal adicionado Adiciona-se à solução de EDTA pequena quantidade de um cátion que forma um complexo com EDTA menos estável que o complexo EDTA – analito e para o qual existe um bom indicador. +2 +2 OBS. I. +2 Início ® Mg complexado com EDTA. +n Complexo M – EDTA deve ser mais estável que Mg – EDTA ou Zn – EDTA. Co . deve-se adotar outros métodos. Ni +2 +2 +2 + - Û H3Ind Violeta pH 9 a 11 CaH3Ind Violeta +2 -2 Û H2Ind Azul pH > 11.: Determinação de Ca .EXEMPLO XI – 04 – Determine a faixa de transição para o EBT na titulação do Mg no pH = 10.0 x 10 +2 -3 5 Ca + Ind Û CaInd Kf = 2. Se não há bons indicadores e/ou se a reação metal – EDTA é lenta.0 CaH2Ind Vermelho pH 8 a 9.3 – Métodos potenciométricos Eletrodos íons – seletivos.0. MgY M +2 -2 + M +2 ® MY -2 + Mg +2 ® cátion a ser analisado Titulado com solução padrão de EDTA 58 Editada por: Anderson Santos – silvasantos@walla.5 - -3 Û Û e Cu pH = 11 ® vermelho ® azul MÉTODOS DE TITULAÇÃO ENVOLVENDO EDTA I – TITULAÇÃO DIRETA I. Adiciona-se MgCl2 à solução de EDTA.: Complexos (Mg / Zn – EDTA) MENOS estáveis que o complexo (analito – EDTA).0 CaH4Ind Amarelo – alaranjado pH ~ 8. usando EBT como indicador. II – MÉTODOS DE RETROTITULAÇÃO Adiciona-se excesso de EDTA. I.8 x 10 +2 -3 -7 Mg + Ind Û MgInd Kf = 1.0 Ca . III – MÉTODOS DE DESLOCAMENTO Excesso de uma solução contendo o complexo Mg – EDTA ou Zn – EDTA é adicionado à solução que contém o íon a ser analisado. +2 EX. -2 -3 + -12 HInd + H2O Û Ind + H3O K2 = 2.com .1 – Métodos baseados em um indicador para o íon a ser analisado Solução que contém o íon metálico é tamponada e titulada diretamente com EDTA na presença de indicador.

+ + Anotações e Observações: Editada por: Anderson Santos – silvasantos@walla. Expressa em CaCO3.OBSERVAÇÕES GERAIS Controle de pH aumenta a seletividade. +2 +2 Águas naturais : [Ca ] e [Mg ] > outros cátions. Agente mascarante ® ligante que forma complexo com o interferente.com 59 . Determinação da Dureza da Água Capacidade dos cátions presentes na água em substituir Na e K em sabões e formar produtos pouco solúveis.

) ® se oxida (dá elétrons) Ox1 + Red2 Red1 + Ox2 Anotações e Observações: Recebe elétrons de Red2 Ex: 5 Fe 2+ Semi – reações: (Ag. Mas. Oxid.) 5 Fe CÉLULAS ELETROQUÍMICAS 2+ ⇆ 5 Fe + 5é Os elétrons são transferidos até que [Cu ] e [Zn ] se encontrem nas concentrações de equilíbrio para a reação: Zn(s) + Cu 2+ 2+ 2+ ⇆ Zn 2+ + Cu(s) POTENCIAIS ELETRÓDICOS Potencial de cela ® "diferença entre os 2 potenciais dos eletrodos".10. aq) + - Reação global: H2(g) ⇆ 2H (aq) + 2é Potencial depende: T aH+ P do H2(g) Para aH+=1.) MnO4 + 8H + 5é ⇆ Mn + + MnO4 + 8H ⇆ 5 Fe + 3+ + Mn 2+ + 4 H2O 2+ + 4 H2O 3+ (Ag. P=1 atm ® Potencial igual a ZERO (qualquer T) H2 ® perigoso Superfície platinizada ® difícil de manter H2(sat. aq) ⇆ 2H (aq) + 2é + 60 Editada por: Anderson Santos – silvasantos@walla.EQUILÍBRIO DE OXI-REDUÇÃO E TEORIA ELETROQUÍMICA Agente oxidante (Ox. POTENCIAIS RELATIVOS DE SEMI-CELAS ® referência ® ELETRODO PADRÃO DE HIDROGÊNIO Eletrodos de Pt imersa em solução eletrolítica mantida saturada com H2(g).) ® se reduz (recebe elétrons) Agente redutor (Red. H2(g) ⇆ H2(sat. instrumentos de medida de voltagem medem DIFERENÇAS DE POTENCIAL.com . Red.

+ Pt.0.0592 log +2 2 [H ] Ex. Eº (V) 0.334 0. KCl.00) || KCl(sat)..2: Fe +3 + é = Fe +2 Ex.4: AgCl(s) + é = Ag(s) + Cl E = E0 - 0.244 V (25ºC) DEFINIÇÃO DO POTENCIAL DO ELETRODO: É o potencial de uma cela onde o eletrodo em questão age como CATODO e o SHE age como ANODO.403 . Eº ® potencial padrão do eletrodo R ® constante dos gases (8. Ex.com 61 ..ELETRODO DE CALOMELANO Eletrodo de referência secundário ® pode converter para SHE Sistema eletródico ® Hg. + ne ⇆ cC + dD + .1: Zn +2 + 2é = Zn(s) E = E0 E = E0 - 0.303 log gás ® pressão parcial. 1) Cu + 2é = Cu(s) +2 + Cu + H2(g) = Cu(s) + 2H 2) Zn + 2é = Zn(s) + +2 Zn(s) + 2H = H2(g) + Zn IUPAC ® reduções Semi .485 C Ln ® 2.334V espontâneo E = -0.reação Cu +2 +2 +2 Anotações e Observações: E = 0.763 + 2é = Cu(s) 2H + 2é = H2(g) Cd Zn +2 + + 2é = Cd(s) + 2é = Zn(s) +2 EQUAÇÃO DE NERNST aA + bB + .0592 [ Fe +2 ] log 1 [ Fe + 3 ] Ex..3: 2H + 2é = H2(g) + E = E0 - pH 0..763V espontâneo Atividades ® "1". potencial do eletrodo. Hg2Cl2(sat) | Hg ESCE = +0. Hg2Cl2.0592 log[Cl .314 J/molK) n ® nº de moles de elétrons F ® Faraday = 96.0592 1 log 2 [ Zn + 2 ] 0.0. H2 | H (a=1.000 .] 1 Editada por: Anderson Santos – silvasantos@walla.

1)/75.0592 log {[Ce ] [Fe ]}/{ [Ce ] [Fe ]} +3 +3 +2 +4 como: [Fe ] = [Ce ] e [Fe ] = [Ce ] Eeq = (EºCe+4 + EºFe+3)/2 EXEMPLO I .0592/1 log (2/55)/(0.1 + [Fe ] » 0.300 V 62 Editada por: Anderson Santos – silvasantos@walla. Fe e Ce . ® Usar o sistema Ce(IV) / Ce(III) nos cálculos forneceria o mesmo resultado (necessário o +4 valor de K para obter [Ce ]) No ponto de Equivalência Eeq = (EºCe+4 + EºFe+3)/2 = (1.com .)) +2 +4 +3 +3 Fe + Ce ® Fe + Ce (Determinação de Fe) Reação rápida e reversível ® sistema em equilíbrio durante a titulação +4 +3 Esistema = ECe = EFe Se um indicador redox está presente ® a razão [oxidada]/[reduzida] deve ser tal que: +4 +3 EInd = Esistema = ECe = EFe Esist.1 .0500 M com Ce +4 + Ce +4 = Fe +3 + Ce +3 Potencial Inicial • Solução não contém espécie de Ce +3 • Pequenas e desconhecidas quantidades de Fe Informações insuficientes para cálculo do potencial Após a adição de 5 mL de Ce(IV) +2 +3 +3 • Presença significativa de Fe .[Fe ] » 2.0 mL de Fe 0. +4 • [Ce ] ® pequena [Fe ] = (5.1000 M em meio que é 1.TITULAÇÕES DE OXI– REDUÇÃO / TEORIA Ordenada ® potencial do eletrodo (α log(conc.44 – 0.Deduza uma equação para o potencial de equivalência da titulação do Sn com MnO4 .1 x 0.06V Após a adição de 25.00 +3 +4 E = 0. ® Equação de Nernst para o Ce(IV) ou Fe(III) Na Prática : Antes do PE ® EFe +4 Após o PE ® ECe +3 Anotações e Observações: ([Fe ] alta) +2 POTENCIAL NO PONTO DE EQUIVALÊNCIA +4 +2 [Ce ] e [Fe ] pequenas +3 +4 Eeq = Eº Ce+4 – 0.00/55.05)]/75.5/75.0 M em H2SO4 (cte).1 +3 + +3 +4 E = 1.500/55.05 – 5 x 0.100)/(50.0592/1 log [(2.1)/(0.1)/55 + [Ce ] » 2.00) – [Ce ] » 0.11 .01/75. A reação é +2 + +4 +2 5 Sn + 2 MnO4 + 16 H = 5 Sn + 2 Mn + 8 H2O EXEMPLO II– Deduza uma expressão para o potencial do ponto de equivalência para a reação: +2 -2 + +3 +3 6 Fe + Cr2O7 + 14 H = 6 Fe + 2 Cr + 7 H2O +2 CURVAS DE TITULAÇÃO EXEMPLO XIII – 03) Gerar a curva para a titulação de 50. Fe +2 +2 0.0592/1 log([Ce ]/[Ce ])= 1.00 +2 +4 [Fe ] = (50 x 0.0592 log [Fe ]/[Fe ] Adicionando: +3 +2 +4 +3 2Eeq = Eº Ce+4 + Eº Fe+3 – 0.1 +3 +2 [Ce ] = [(25.0592 log [Ce ]/[Ce ] +2 +3 Eeq = Eº Fe+3 – 0.50/75.68 – 0.1 mL de Ce(IV) [Ce ] = (25 x 0.5/55) = 0.00 + 5.1) – (50 x 0.64V ® E independe da diluição (até que a solução seja tão diluída que as aproximações feitas não sejam mais válidas).68)/2 = 1.00 x 0.1)] E = 1.01/75.44–0.44/0.

OBS. TITULAÇÕES DE MISTURAS 2 agentes redutores ou 2 agentes oxidantes ® 2 inflexões ® se EA é bem diferente de EB (>0. variação de 1 elétron.com 63 .000 V V(OH)4 + 2H + e = VO Curva de titulação do V (1º) V +3 +3 + 3 H2O com um agente oxidante forte (KMnO4) ® 2 pontos de inflexão (2º) VO 2+ ® VO 2+ +2 ® V(OH)4 + EX: Titulação de Fe TiO Fe +2 + +3 e Ti +3 com KMnO4 +3 + 2H + e = Ti +2 + H2O Eº = 0.099 V Eº = 0. DE na região de equivalência CRESCE quando a Cte de equilíbrio CRESCE. EX: VO 2+ + 2H + e = V + + + +3 + H2O 2+ Eº = 0.359 V Eº = 1.20 V. E ® independe da diluição se o nº de moles dos reagentes e produtos das semi – reações são idênticas e quando a aproximação CA = [A] é válida.77V + e = Fe Editada por: Anderson Santos – silvasantos@walla.Anotações e Observações: A ® Fe +2 + Ce +2 +4 = Fe - +3 + Ce + +3 +3 B ® 5 Fe + MnO4 + 8H = 5 Fe + Mn +2 + 4H2O DE na região de equivalência MAIOR pois Keq maior.2 V).: EAº = 0.

87/2 – 0.771 – 0. Ex.0592 log{([Ti ][Fe ])/([TiO ][Fe ][H ] )} [Fe ] = [Ti ] E = 0.536 V 64 Editada por: Anderson Santos – silvasantos@walla.0592/n Ex: complexos de Fe(II) com ortofenantrolina (Phen)3Fe azul claro +3 + e = (Phen)3Fe +2 vermelho (ferroína) N Fe N +2 3 INDICADORES ESPECÍFICOS Amido ® Complexo azul com I3 . +3 - Este complexo pode sinalizar o ponto final de reações com I2. mas só depende da variação no ESISTEMA que ocorre durante a titulação Indicadores específicos In(oxidada) + ne = In(reduzida) E = EºIn – 0. se a solução contém I3 ou I . E na primeira parte ® como Ti +3 +3 sozinho +2 + 2 E = 0.099 – 0.0592 log {[Ti ]/([TiO ][H ] )} No 1º PE 2H + TiO + +2 +2 +3 +3 + Fe = Fe + Ti + H2O +3 +2 +2 +3 + 2 Usa-se EFe e ETi 2E = 0.com .0592/2 log {[Fe ]/([TiO ][H ] )} [TiO ] = CTiO+2 [Fe ] = CFe+2 Após o 1º PE: ® Como Fe +2 +2 +2 +2 +2 + 2 +3 +3 sozinho +2 +3 E = EºFe+3 – 0.0592/n log {[Ind(red)]/[In(ox)]} · · A variação da cor é vista quando {[Ind(red)]/[In(ox)]} £1/10 varia para {[Ind(red)]/[In(ox)]} ³10 A variação em E necessária para produzir uma “completa” mudança na cor do indicador: E = EºIn ± 0.099 + 0. - OBS: O amido pode ser um indicador geral redox. Anotações e Observações: Até quando houver quantidade apreciável de Ti o potencial do sistema não pode tornar-se +2 alto o suficiente para variar a concentração de Fe de forma considerável.0592 log {[Fe ]/ [Fe ]} INDICADORES DE OXIDAÇÃO – REDUÇÃO Indicadores redox gerais INDICADORES REDOX GERAIS · · Mudam de cor quando oxidados ou reduzidos A variação da cor independe da natureza do analito ou titulante. Tiocianato de Potássio ® Complexo vermelho com Fe .Primeiras adições de KMnO4 ® usadas para titular o Ti +3 +3 que é mais facilmente oxidado.: titulação de Fe +3 +3 - com Ti . I3 + 2e = 3 I Eº = 0.

redutor.com 65 .· · Na presença de um excesso de ag. - Anotações e Observações: Editada por: Anderson Santos – silvasantos@walla. oxidante. Na presença de um excesso de ag. [I3 ]/[I ] é baixa ® incolor. [I3 ]/[I ] é alta ® cor azul.

.: Quando uma amostra contendo ferro é dissolvida: Mistura de Fe Fe +3 +2 e Fe +3 Fe +2 Agente redutor auxiliar ( consome sol. 66 Editada por: Anderson Santos – silvasantos@walla. . Pb.01V 4SO4 + O2(g) + 4H 2+ O excesso: 2S2O8 + 2H2O 2- Peróxido de Hidrogênio: H2O2 + 2H+ + 2e = 2H2O E°=1. Redutor de Walden: Ag(s) + Cl AgCl(s) + e Ag(s) granulada colocada numa coluna de vidro.12 . Empacotamento do metal ou Prato Perfurado Vácuo Redutor de Jones: Zn(Hg) Zn + Hg + 2e Amálgama de zinco: (Zn(Hg)(s)) Vantagem sobre o Zn(s): + +2 Inibe a redução do H pelo zinco. Anotações e Observações: Ex. Al. o sólido é removido.Pedaços de metal são colocados na solução. . .1) AGENTES REDUTORES AUXILIARES ( Pré – redução do analito ) Metais Zn.Filtração da solução de interesse (remove pedaços e pós do metal). padrão usada para titular o Fe+2 ). I.TITULAÇÕES DE OXI-REDUÇÃO / APLICAÇÕES I) AGENTES REDOX AUXILIARES O analito deve estar em um único estado de oxidação no início da análise. . . O excesso do agente deve ser facilmente removido ( para não consumir a solução padrão ). . .com . Ag(s) é um bom redutor na presença de Cl ou outro íon que forme sal pouco solúvel com a prata Usa-se solução hidroclórica do analito.2) AGENTES OXIDANTES AUXILIARES Bismutato de sódio ( NaBiO3. Ni. I. Cu. Cd. Ag.Após a reação se completar.78V O excesso: 2H2O 2H2O + O2(g) Ebul. Etapas que precedem a titulação podem converter o analito em uma mistura de seus estados de oxidação Necessidade do agente auxiliar O agente auxiliar deve reagir quantitativamente com o analito. . pouco solúvel ) Poderoso agente redutor Peroxidissulfato de Amônio ( (NH4)2S2O8 ) S2O8 + 2e = 2SO4 2- +2 E° = 2. reação que contamina fortemente a solução com Zn ). Walden mais seletivo que Jones.

Sol.Não oxida Cl (pode titular sols hidroclóricas do analito) .Filtrar o MnO2 antes da padronizar o KMnO4.com 67 . .Ce(NO3)4 . CUIDADOS: .51V ( concentração de ácido forte ³0.Oxidação do Cl leva a um superconsumo da sol.Guardar ao abrigo da luz após padronizar.61V Comparação entre os dois reagentes: +4 Ce Força Oxidante Comparável . bases.Sempre repadronizar. Se a concentração for menor. PADRÕES PRIMÁRIOS PARA PADRONIZAR AS SOLS.Ce(OH)4 ( grau reagente ) Dissolver numa sol. K»10 Ce : A sol.Caro. em H2SO4 estável .padrão primário disponível . PADRÕES KMnO4: Não é totalmente estável na água: 4MnO4 + H2O 4MnO2(s) + 3O2(g) + 4OH K é alto.Sol. 2NH4NO3 Padrão primário ( também pode ser encontrado em grau reagente padronização ) . depois torna-se rápida ) + +2 +4 +4 +4 Editada por: Anderson Santos – silvasantos@walla.MnO2 é um contaminante do KMnO4(sólido) .01 ml de sol.II) AGENTES OXIDANTES PADRÕES II.02M de KMnO4 em 100ml de H2O já fornece a cor perceptível.70V Em HNO3 1M E°f = 1. deve ser deixada em repouso por 21/4 h ou aquecida para que toda a matéria orgânica se oxide.Antes desta filtração a sol. Mn(IV) ou Mn(VI) ) Ce +4 Anotações e Observações: + e = Ce +3 E°f=1.MnO2 se forma nas sols. .Mn e MnO2 . . recém preparadas devido à reação do MnO4 com matéria orgânica e poeira presentes na água usada para preparar as solução. o produto pode ser Mn(II). de num mínimo 0.1M H2SO4 para evitar precipitação de sais básicos.1) KMnO4 e Ce(IV) Agentes oxidantes fortes + +2 MnO4 + 8H + 5e = Mn + 4H2O E°= 1. ácidos. DE Ce+4 e KMnO4: Oxalato de Sódio: 2+ Em sols. KMnO4 – decompõe-se lentamente . .Não usar papel para filtrar ( reage formando MnO2 ). de Ce é laranja não intensa Deve-se usar indicador PREPARAÇÃO E ESTABILIDADE DAS SOLS. aquecimento. Ce : .1M.44V em H2SO4 1M Em HClO4 1M Não são muito estáveis E°f = 1. Ponto Final não é permanente: +2 + 47 2MnO4 + 3Mn + 2H2O 5MnO2(s) + 4H lenta. 0. porém V é baixa +2 É catalisada pela luz. padrão .Cor pode funcionar como indicador ( violeta ) Pontos Finais KMnO4: 0. Ácidas: C2O4 + H3O = H2C2O4 KMnO4: 2MnO4 + 5H2C2O4 + 6H = 2Mn + 10CO2(g) + 8H2O +2 Mn catalisador ( no início a reação é lenta.

I2(s) + I I3 Espécie predominante Solução não é estável pois.Tartarato de pótassio e antimônio(III) APLICAÇÕES Titulações devem ser realizadas em meio ácido ou neutro.que contém o analito for incolor ). .). Outros padrões primários: Ferrocianato de potássio. Para evitar: .Adicionar 90 a 95% do KMnO4 requerido a uma sol.Pode ser aquecida barato . .e E°Ce+4. K2Cr2O7 Grau reagente é suficientemente puro para preparação direta da sol. .33V Verde -Estáveis (sols. a ação das bactérias.Tiossulfato anidro de sódio ( primário ). Em sol. PADRONIZAÇÃO . padrão. Ácido difenilamina sulfônico Indicador III.I2 ataca lentamente a matéria orgânica ( não usar tampa de borracha. do sistema é pouco afetado pela formação de I3 . alcalina: + I2 + OH = IO + I + H 3IO = IO3 +2I 68 Editada por: Anderson Santos – silvasantos@walla.amilose Suspensão de amido decompõe-se em poucos dias devido. menor que E°MnO4.Decompões-se em altas concentrações de I2 adicionar o amido próximo ao ponto final.68x 10 Então.536V E°.2) DICROMATO DE POTÁSSIO 2+ +3 Cr2O7 + 14H + 6e = 2 Cr + 7H2O E°=1. . . II. 2 I2 + I = I3 k= 7.Volatilidade. +4 Ce : 50°C em HCl contendo monocloreto de iodo como catalisador. Útil para aumentar a PREPARAÇÃO E PROPRIEDADES Solubilidade do I2 em H2O é baixa dissolve-se o elemento em uma sol. relativamente concentrada de KI. proteger de fumos orgânicos ) .3) IODO I2 + 2e = 2I E°=0. fria de oxalato.5355V Mas.Anotações e Observações: Se a for realizada a 60-90°C há um consumo de KMnO4 menor que o teórico oxidação do oxalato pelo ar.amilose ) Amido solúvel vendido comercialmente primário b.Extração do iodo em tetracloreto de carbono violeta.E°. -6 - Pode . E°= 0.A cor do I3 ( amarelo-marrom) pode ser distinguida em uma solulção 5x 10 M servir como indicador ( se a sol. . Deve-se preparar e estocar o indicador sob condições estéreis e adicionar Hg(II) (iodeto) ou clorofórmio.Não reage com Cl-.536V Baixo Só reage com redutores fortes seletividade. tem-se o seguinte sistema: I3 + 2e = 3I E°=0.Amido + I2 Azul (devido a b. Depois que o MnO4 for totalmente consumido (incolor). . . .Oxidação do iodeto pelo ar + 4I + O2(g) + 4H = 2I2 + 2H2O PONTOS FINAIS . fio de ferro. é aquecida (60°C) e titula-se até a cor rosa persistente por 30s.Tiossulfato de bário monohidratado ( primário). a sol. no entanto. principalmente. sal de Oesper.com .

pH .FeC2H4(NH3)2(SO4)2 . .Presença de microorganismos* +2 . usar bactericida .1) Fe(II) Preparadas a partir de: Semi-reação: H3AsO3 + H2O = H3AsO4 + 2H + 2e + H3SbO3 + H2O = H3SbO4 + 2H + 2e +2 +4 Sn = Sn + 2e + C6H8O6 = C6H6O6 + 2H + 2e 222S2O3 = S4O6 + 2e + Anotações e Observações: raramente usadas para titulações diretas. deve-se padronizar a sol. pH = 9 a 10 ( ação das bactérias é minimizada ) A decomposição pode fazer a concentração ‘’ AUMENTAR ‘’ ou ‘’ DIMINUIR ’’ 2+ 22- 1 mol HSO3 consome 1 mol de I2 2( S2O3 consome ½ mol ) - HSO3 é oxidado pelo ar a 2SO4 ( não reativo ) - Editada por: Anderson Santos – silvasantos@walla.Imediatamente antes ou depois da titulação. ela tende a se decompor: S2O3 + H = HSO3 + S(s) Variáveis que afetam esta reação: .Titula-se imediatamente o excesso com dicromato ou Ce+4 +2 .ascórbio 2S2O3 III) AGENTES REDUTORES A maioria reage com O2 atmosférico III.Luz do sol.Substância: As Sb Sn As. em atmosfera inerte.Presença de Cu . pois a cor intensa do produto não permite a visualização do ponto final. Em pH muito alcalino: + I2 + OH = IO + I + H IO + tissulfato sulfato ESTABILIDADE DAS SOLS DE TIOSSULFATO Embora resistente à oxidação do ar.O I2 produzido é titulado com Na2S2O3 ( um dos poucos agentes redutores estáveis à oxidação do ar ) 2S2O3 = S4O6 + 2e 22I2 + 2S2O3 2I + S4O6 pH neutro ou levemente ácido Se o pH for muito ácido deve-se prevenir a oxidação do ar pelo excesso de I mantendose a sol. 4H2O ( sulfato de etileno diamina ) +2 Oxidação do Fe pelo ar é inibida na presença se ácidos ( H2SO4 »0.Adiciona-se excesso de KI . 6H2O . III.Fe(NH4)2(SO4)2 .2) IODETO / S2O3 2- 2I = I2 + 2e Titulação indireta.com 69 . *Evitar Usar condições estéreis. Sol.Adiciona-se excesso de Fe .5M ) +2 . de I instáveis oxidação do ar pelo reagente . de Fe .

PADRONIZAÇÃO DO TIOSSULFATO KIO3 padrão primário - Pesa-se o KIO3 e dissolve em H2O em presença de KI - Acidifica-se: + IO3 + 5I + 6H = 3I2 + 2H2O 2- O I2 é titulado com S2O3 21 mol IO3 º 3 moles I2 º 6 moles e º 6 moles S2O3 Outros padrões primários: - Dicromato - Bromato de potássio. IV) OXIDANTES ESPECIAIS IV.1) KBrO3 como fonte de Br2 Br2 + 6H + 6e = Br + 3H2O E°= 1,44V Excesso de BrO3 : + BrO3 + 5Br + 6H 3Br2 + 3H2O Sol. de Br2 é instável processo indireto elimina este problema 1 mol BrO3 º 3 moles Br2 º 6 moles e
+ -

Anotações e Observações:

- Excesso medido de KBrO3 e adicionado à solução contendo a amostra de KBr - Acidifica-se - Deixa-se reagir em frasco fechado - Adiciona-se excesso de KI: 2I + Br2 I2 + Br 2- O iodo é titulado com S2O3 APLICAÇÃO: Compostos orgânicos com = Br2 reage por substituição ou adição: Substituição:

OH Br + 3 Br 2
Adição:

Br + 3 HBr Br

H H H C C H + Br 2

H H H C C B r Br H

IV.2) REAGENTE DE KARL FISCHER Dióxido de enxofre é oxidado pelo iodo na presença de água Reagente de Karl Fischer:SO2, I2, piridina e metanol I) C5H5N . I2 + C5H5N . SO2 + C5H5N + H2O 2C5H5N . HI + C5H5N . SO3 II) C5H5N . SO3 + CH3OH C5H5N(H)SO4CH3 Na etapa (I) ocorre oxidação do SO2 a SO3 pelo I2, com consumo de H2O. A etapa (II), que ocorre na presença de um excesso de metanol, previne o consumo de água pelo complexo piridina / SO3 C5H5N . SO3 + H2O C5H5NHSO4H Reação global: SO2 + I2 + 3C5H5N + CH3OH + H2O 2C5H5N . I + C5H5N(H)SO4CH3 1 mol I2 º 1 mol SO2 º 3 moles piridina º 1 mol H2O Na prática: excesso de piridina e SO2, assim a estequiometria é dada pelo I2. Reagente decompõe-se padronizar diariamente. Cuidados devem ser tomados para não contaminar o reagente com a umidade do ar. Ponto final: - Quando toda a água for consumida aparece o 1° excesso de piridina / I2 (amarelo marrom ) - Métodos eletrométricos. Interferentes: - Substâncias que reagem com um dos componentes do reagente para produzir H2O

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EX.: Compostos carbonílicos

Anotações e Observações:

RCHO + 2 CH 3OH
EX.: óxidos metálicos MO + 2HI = MI2 + H2O Agentes oxidantes e redutores

R

OC H3 CH OC H3

+ H 2O

Reoxidam o I- produzido ou reduzem o I2 do reagente.

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13 - ESQUEMA DE SEPARAÇÃO DE CÁTIONS

Anotações e Observações:

HCl diluído

H2S/H

+

GRUPO 1 - Grupo dos cloretos insolúveis (Ag+ , Pb++ Hg2++)

NH4OH/ NH Cl

GRUPO 2 - grupo dos sulfetos ácidos (Bi+3 , Pb++ Hg++ Cu+2 Cd+2 As+3 Sb+3 Sn+2)

H2S/NH4OH

GRUPO 3 A - grupo dos hidróxidos insolúveis (Fe+3 , Al+3 Cr+3 Mn+2)

(NH4)2CO3/NH4Cl

GRUPO 3 B - grupo dos sulfetos alcalinos (Co+2 , Ni+2 Zn+2 Mn+2)

GRUPO 4 - grupo dos carbonatos insolúveis (Ba+2 , Sr+2 Ca+2)

GRUPO 5 - grupo dos cátions solúveis (K+ Na+ Mg+2 NH4+)

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Instituto de Química) Rogério Custodio (UNICAMP. Deixar sempre a balança conectada à tomada e ligada para manter o equilíbrio térmico dos circuitos eletrônicos. Destes.com. já estão bastante aperfeiçoadas a ponto de dispensarem o uso de salas especiais para a pesagem.Anotações e Observações: 14 . O prato de pesagem Colocar o frasco de pesagem sempre no centro do prato de pesagem. A temperatura do frasco de pesagem e seu conteúdo devem estar à mesma temperatura que a do ambiente da câmara de pesagem. Cuidados Operacionais · · · Cuidados básicos Verificar sempre o nivelamento da balança. Instituto de Química) A balança analítica é um dos instrumentos de medida mais usados no laboratório e dela dependem basicamente todos os resultados analíticos.br) Material preparado por: João Carlos de Andrade (UNICAMP. o simples emprego de circuitos eletrônicos não elimina as interações do sistema com o ambiente.1 µg a 0. geralmente nos cantos da sala. Não pesar próximo a irradiadores de calor. de modo a transmitir o mínimo de vibrações possível. que podem cobrir faixas de precisão de leitura da ordem de 0. Não usar frascos plásticos.A BALANÇA ANALÍTICA (www. Pode-se usar uma bancada de laboratório bem estável ou uma bancada de pedra. Ser pouco susceptível a choques e vibrações. O frasco de pesagem Usar sempre o menor frasco de pesagem possível. Ficar localizada nas posições mais rígidas da construção. As condições da bancada Ficar firmemente apoiada no solo ou fixada na parede. quando a umidade estiver abaixo de 30-40%. As balanças analíticas modernas. Mesmo assim. etc.1 mg. Localização da Balança A precisão e a confiabilidade das pesagens estão diretamente relacionadas com a localização da balança analítica. computadores. Ter o mínimo de janelas possível. para evitar a luz direta do sol e correntes de ar. Manter a umidade entre 45% e 60% (deve ser monitorada sempre que possível). os efeitos físicos são os mais importantes. Não permitir a incidência de luz solar direta.) ou perto da porta. Colocar as luminárias distantes da bancada.chemkey. Deixar sempre a balança no modo stand by. Ser antimagnética (não usar metais ou aço) e protegida das cargas eletrostáticas (não usar plásticos ou vidros). pois não podem ser suprimidos.com 73 . O uso de lâmpadas fluorescentes é menos crítico. Nunca tocar os frascos diretamente com os dedos ao colocá-los ou retirá-los da câmara de pesagem. Os principais itens a serem considerados para o seu correto posicionamento são: · · · · · · · Características da sala de pesagem Ter apenas uma entrada. Ser rígida. As informações contidas neste texto visam indicar os pontos mais importantes a serem considerados nas operações de pesagem. · · · · · · · · · · · Editada por: Anderson Santos – silvasantos@walla. As condições ambientais Manter a temperatura da sala constante. para evitar distúrbios devido à radiação térmica. evitando a necessidade de novo tempo de aquecimento (warm up).: ar condicionado. não podendo ceder ou vergar durante a operação de pesagem. Evitar pesar perto de equipamentos que usam ventiladores (ex.

com . A leitura Verificar se o mostrador indica exatamente zero ao iniciar a operação. contaminantes ou gotas de líquidos. usar uma tira de papel. Isto faz com que um objeto frio pareça mais pesado ou um objeto mais quente mais leve. especialmente os pós e grânulos. Estas cargas formamse por fricção ou durante o transporte dos materiais. 74 Editada por: Anderson Santos – silvasantos@walla. Os erros de pesagem acontecem por forças de atração eletrostáticas que atuam entre a amostra e o ambiente. Medidas corretivas: · Usar frascos de pesagem limpos e secos e manter o prato de pesagem sempre livre de poeira. é encoberto pela flutuação dinâmica. Manutenção Manter sempre a câmara de pesagem e o prato de pesagem limpos. o filme de umidade que cobre qualquer amostra. Se não for possível. enquanto que sob o efeito de cargas opostas [+ e -]. Este efeito só desaparece quando o equilíbrio térmico for estabelecido. Estas correntes de ar geram forças sobre o prato de pesagem fazendo a amostra parecer mais leve (chamada flutuação dinâmica). Calibração Calibrar a balança regularmente. · Usar frascos de pesagem com a menor área possível. Motivo: A existência de uma diferença de temperatura entre a amostra e o ambiente da câmara de pesagem provoca correntes de ar. observam-se atrações. principalmente se ela estiver sendo operada pela primeira vez. seja por variação contínua da leitura para mais ou para menos ou simplesmente se a leitura estiver errada… ATENÇÃO: Você estará observando influências físicas indesejáveis sobre a operação. Anotações e Observações: · · · · · As Influências Físicas na Pesagem Quando o mostrador da balança ficar instável. Ler o resultado da operação tão logo o detetor automático de estabilidade desapareça do mostrador. ou refrigeradores. As mais comuns são: Temperatura Efeito Observado: O mostrador varia constantemente em uma direção. Eletrostática Efeito Observado: O mostrador da balança fica instável e indica massas diferentes a cada pesagem da mesma amostra. A reprodutibilidade dos resultados fica comprometida. · Usar frascos de pesagem com gargalo estreito. Tare a balança. se tiver sido mudada de local. Se o ar estiver seco (umidade relativa menor que 40%) estas cargas eletrostáticas ficam retidas ou são dispersadas lentamente. Medidas corretivas: · Nunca pesar amostras retiradas diretamente de estufas. após qualquer nivelamento e após grandes variações de temperatura ou de pressão atmosférica. · Deixar sempre a amostra atingir a temperatura do laboratório ou da câmara de pesagem. se for preciso.· Remover o frasco de pesagem do prato de pesagem tão logo termine a operação de pesagem. Motivo: Ganho de massa devido a uma amostra higroscópica (ganho de umidade atmosférica) ou perda de massa por evaporação de água ou de substâncias voláteis. Além disso. Usar somente frascos de pesagem limpos e secos. muflas. Se a amostra e o ambiente estiverem sob o efeito de cargas elétricas de mesmo sinal [+ ou -] ocorrem repulsões. Variação de massa Efeito Observado: O mostrador indica leituras que aumentam ou diminuem. Motivo: O seu frasco de pesagem está carregado eletrostaticamente. · Usar tampas ou rolhas nos frascos de pesagem. e que varia com a temperatura. continua e lentamente. · Não tocar a câmara de pesagem com as mãos. · Procurar sempre manusear os frascos de pesagens ou as amostras com pinças.

a pressão e a umidade atmosféricas. Os trabalhos comuns de laboratório geralmente dispensam estas medidas. separar a amostra do prato usando um suporte não-magnético (ex.: no térreo e em outros andares de mesmo prédio) devem ser corrigidas.: Hg) ou pouco densos (ex. Quanto mais próximo do equador maior a força centrífuga devido à rotação da Terra. Motivo: Este fenômeno é explicado pelo princípio de Arquimedes.com 75 .370 km) h = altura do local onde se fez a medida (m) mc = massa medida a uma altura (h). que se contrapõe à força gravitacional. As pesagens dependem também da altitude em relação ao nível do mar (mais exatamente. etc. em favor da precisão. Magnetismo Efeito Observado: Baixa reprodutibilidade. Editada por: Anderson Santos – silvasantos@walla. Quanto mais alto. · Como as forças magnéticas diminuem com a distância. · Usar o gancho superior do prato da balança. Medidas corretivas: · Pesagens diferenciais ou comparativas ou de muita precisão. efetuadas em dias diferentes. levando-se em conta a temperatura.: um béquer invertido ou um suporte de alumínio). O resultado da pesagem de uma amostra metálica depende da sua posição sobre o prato da balança. desmagnetize as amostras ferromagnéticas.Anotações e Observações: Medidas corretivas: · Aumentar a umidade atmosférica com o uso de um umidificador ou por ajustes apropriados no sistema de ar condicionado (umidade relativa ideal: 45-60%). Motivo: Se o material for magnético (ex. Medidas corretivas: · Pesagens diferenciais ou comparativas ou de precisão. se existir. Medidas corretivas: · Se possível. · Conectar a balança a um "terra" eficiente. colocando o frasco de pesagem em um recipiente de metal. 2 mh = (rt} x mc 2 (rt + h) ms = massa medida ao nível do solo rt = raio da Terra (~ 6. que decresce com o quadrado da distância. efetuadas em diferentes latitudes ou altitudes (ex. níquel. aço.) pode estar ocorrendo atração mútua com o prato da balança. Quando materiais muito densos (ex. devem sempre ser corrigidas com relação ao empuxo. a força atuando sobre uma massa é maior nos pólos que no equador. · Descarregar as forças eletrostáticas. menor a atração gravitacional. em relação ao nível do solo Empuxo Efeito Observado: O resultado de uma pesagem feita em ar não é o mesmo que no vácuo.: água) são pesados. Gravitação Efeito Observado: As pesagens variam de acordo com a latitude. criando forças que levam a uma medida errônea. antes da pesagem . correções devem ser feitas. em relação ao centro da Terra). segundo o qual "um corpo experimenta uma perda de peso igual ao peso da massa do meio por este deslocado".: ferro. Desta forma.

com .Anotações e Observações: 76 Editada por: Anderson Santos – silvasantos@walla.

Anotações e Observações: Editada por: Anderson Santos – silvasantos@walla.com 77 .

Calcule o percentual de carbono na amostra se 0.5613g de BaCO3 foi formado.2000g e contendo somente Ag e Pb foi dissolvida em ácido nítrico. Após a adição de um excesso de reagente. Peso atômico do Ba – 137.6407g de uma amostra contendo cloreto e iodeto forneceram um precipitado com prata de 0. Os produtos (CO2.2466g. 0.Química Analítica 1 Lista de Exercícios 01) Explique a diferença entre precisão e exatidão 02) Cite três formas de verificar a presença de erros sistemáticos de método 03) O que são erros indeterminados? 04)Uma amostra de liga pesando 0.2795g de uma amostra de inseticida contendo apenas Lindano (C6H6Cl6) e DDT (C14H9Cl5) foi queimada numa corrente de oxigênio em um tubo de quartzo. Calcule o percentual de cloreto e iodeto na amostra. b)O peso de cloreto de chumbo que não precipitou por adição de ácido clorídrico a frio. O íon SCN é precipitado como AgSCN pela adição de AgNO3. Calcule: a)O percentual de prata na amostra.4430g. Calcule a percentagem de Lindano e DDT na amostra. o precipitado pesou 0.3181g. Após acidificação. O tratamento da solução resultante com ácido clorídrico a frio forneceu um precipitado de AgCl e PbCl2 pesando 0. Após completo esse tratamento.1799g de uma amostra de um composto orgânico foi queimada em fluxo de O2 e o CO2 produzido foi coletado numa solução de hidróxido de bário. 09)0.19 Cl-35.453 05)Uma solução aquosa contém NaNO3 e KSCN.2067g de cloreto de prata permaneceram na forma sólida. o cloreto em solução produziu 0. a Anotações e Observações: 78 Editada por: Anderson Santos – silvasantos@walla. Pesos atômicos: Ag-107.3 08)0.com .870 Pb-207. Este precipitado foi então fortemente aquecido em um fluxo com Cl2 para converter o AgI em AgCl.7161g de AgCl. H2O e HCl) foram passados através de uma solução de NaHCO3. a)Qual a carga na superfície da partícula coloidal? b)Qual a fonte dessa carga? c)Quais os íons que fazem a camada de íons contrários? 06)O que é precipitação em solução homogênea? Qual a sua vantagem? 07)0. Quando esse precipitado misto foi tratado com água quente para dissolver todo o cloreto de chumbo.

Anotações e Observações: Editada por: Anderson Santos – silvasantos@walla.com 79 .

com . A reação é: I) I2O5 (s) + 5CO (g) ® 5CO2 (g) + I2 (g) O iodo destilado nesta temperatura foi coletado em um absorvente contendo 8.25 ml de Na2S2O3 0.70 ml de NaOH. Calcule a molaridade da base.) + 2I (aq) O excesso de Na2S2O3 foi retrotitulado com 2. 4) Calcule a concentração molar de uma solução a 25%pp de H2SO4 com d= 1. Calcule o peso. em mg. --II) I2 (aq.16 ml de I2 0.) + 2S2O3 (aq. Em um experimento separado 25 ml de NaOH neutralizaram 27. A solução foi levada à ebulição para remover o CO2 e o excesso de HClO4 foi retrotitulado com 8.4793 g do padrão primário Na2CO3.42 ml de base. 2) Exatos 40.0 ml de uma solução de HClO4 foram adicionados a uma solução contendo 0. Calcule a molaridade do HClO4 e do NaOH.01) por litro de solução. O ponto final foi observado após a adição de 44.1016 g do padrão primário ácido benzóico.) ® S4O6 (aq.Química Analítica 2 Lista de Exercícios 1) A concentração de CO numa amostra gasosa foi obtida passando-se 20. a Anotações e Observações: 80 Editada por: Anderson Santos – silvasantos@walla.19 Kg/L. 3) Uma solução de Ba(OH)2 foi padronizada contra 0.01101M.3 l de gás sobre o pentóxido de iodo aquecido a 150 C.43 ml de HCO4. de CO (PM=28. C6H5COOH (PM=122.12).00947M.

com 81 .Anotações e Observações: Editada por: Anderson Santos – silvasantos@walla.

10M.1x10 PM(PbI2) = 460.1x10 e do AgCl é 1.1x10 m f(H3O ) f(NO2 ) 0.99 05)A uma solução contendo Cl e CrO4 adiciona-se gota a gota uma solução de AgNO3.01M com 50.050M em NaCl. -10 -12 Kps(AgCl)=1.010M.05 0.899 0. se a aproximação de usar concentrações molares pode trazer erros consideráveis aos resultados dos casos (a) e (b).00x10 03)Usando atividades. Por que é errado concluir que o Ag2CO3 é menos solúvel que o AgCl porque seu Kps é menor ? 07)Hg forma um complexo solúvel com Cl : +2 13 Hg + Cl = HgCl2 Kf=1.01M com 100ml de NaIO3 0.83 0.6x10 +2 Calcule a concentração de Hg em cada uma das seguintes soluções (usando concentrações molares): a-)0.1M.05x10 06)O Kps do Ag2CO3 é 8.Química Analítica 3 Lista de Exercícios a Anotações e Observações: 01)Calcule a solubilidade do Ba(IO3)2 numa solução resultante da mistura de 200ml de Ba(NO3)2 0.010M moles de HgCl2 em 1. A concentração de íons cromato em solução é 0.80 0. -9 Kps(Ba(IO3)2)=1.00x10 M KI (c-)2.56x10 .04M e NaNO3 0.10 0.76 04)Calcule o peso em gramas de PbI2 que se dissolve em 100ml de -2 -2 (a-)água (b-)2.56x10 KPs(Ag2CrO4)=4.0ml de Hg(NO3)2 0. calcule a concentração do íon hidrônio numa solução 0.com . E ainda responda.57x10 02)Calcule a concentração do íon hidrônio numa solução de hipoclorito de sódio 0.0ml de NaCl 0.00x10 M Pb(NO3)2 -9 Kps(PbI2)=7. +2 -12 -10 = 82 Editada por: Anderson Santos – silvasantos@walla.00 l de água b-)misturando-se 50.120M de -4 HNO2 que é também 0. Calcular a concentração mínima de Cl na solução que começará a precipitar o Ag2CrO4. -8 K(HClO)=3.86 0. Explique sua resposta.914 0. Ka=5.01 0.06M.

Anotações e Observações: Editada por: Anderson Santos – silvasantos@walla.com 83 .

0204M (b)HCl 0.7x10 .Química Analítica 4 Lista de Exercícios 1-)Calcular a solubilidade do Fe(OH)3 em água.7x10 Ka2(H2S)=1.01M e KI 0.0x1O + = 8 Ag + S2O3 = AgS2O3 K1=6.com .2x10 a Anotações e Observações: Kps=6. 4-)Calcular a solubilidade do Ag2S em água pura. Dados: + -17 AgI(s) = Ag + I Kps=8.4x10 3= 5Ag(S2O3)2 + S2O3 = Ag(S2O3)3 K3=4.9 3-)Calcule a concentração de equilíbrio de cada íon numa solução resultante da adição de 0.7x10 . Dados: + = Ag2S(s) = 2Ag + S = S + H2O = HS + OH HS + H2O = H2S + OH + 2H2O = H3O + OH -8 -15 Ka1(H2S)=5.0x10 -50 5-)Calcular a solubilidade molar do Ag2CO3 numa solução cuja concentração de H3O é -6 igual a 1x10 M.45x10 Ka2(H2CO3)=4.6x10 = 34 AgS2O3 + S2O3 = Ag(S2O3)2 K2=4.3x10 -9 AgI(s) = AgI(aq) Kd=6. -12 -7 -11 Kps(Ag2CO3)=8.204M. 2-)Calcular a solubilidade do AgI numa solução contendo tiossulfato de sódio (Na2S2O3) 0. + 84 Editada por: Anderson Santos – silvasantos@walla. -48 Kps(Fe(OH3))=4x10 . Kps(Mg(OH)2)=1.1x10 Ka1(H2CO3)=4.180g de Mg(OH)2 a 45 ml de -11 (a)HCl 0.01M.

com 85 .Anotações e Observações: Editada por: Anderson Santos – silvasantos@walla.

após a adição de 30.Química Analítica a Anotações e Observações: 5 Lista de Exercícios 1-)Uma amostra sólida contém apenas NaCl.00 ml da solução da amostra foi titulada pelo método de Volhard.63 ml de KSCN na titulação de retorno. -12 Kps(AgSCN)=1.0 ml de NH4SCN.00 ml de AgNO3 0. 6-)Na titulação de 25. NaOH e água.0 ml em balão volumétrico. Qual a composição percentual da amostra original? 2-)Descreva o método de Mohr e Volhard.700g desse sólido foi dissolvida em água destilada e diluída para 250. A quantidade de água na amostra foi determinada por diferença.22 ml de HCl 0.1x10 .00 ml da solução consumiu 22. escrevendo as equações químicas para as reações principais e dos indicadores.com .0 ml de NH4SCN. 3-)Como funcionam os indicadores de adsorção? 4-)Por que a determinação de íons cloreto pelo método de Volhard requer mais etapas que a determinação de brometos pelo mesmo método? 5-)No método de Mohr indique 2 formas de eliminar o erro de titulação causado pelo consumo de prata pelo indicador. 86 Editada por: Anderson Santos – silvasantos@walla. 35.497M para atingir o ponto final da titulação usando fenolftaleína como indicador.00 ml de AgNO3 0. Uma alíquota de 25.0250M. Quando uma outra alíquota de 25. Uma amostra de 6. calcule as + concentrações do cátion e do ânion (Ag e SCN ) iniciais.1117M foram adicionados e gastou-se 4. no ponto de equivalência e após a adição de 51.0500M com NH4SCN 0.

com 87 .Anotações e Observações: Editada por: Anderson Santos – silvasantos@walla.

5-)Qual o peso de formiato de sódio que deve ser adicionado a 400 ml de ácido fórmico 1. A reação é CN - + H3O + = HCN + H2O Calcule o pH após a adição de (a)0. (b)misturado com 25.050 M foi titulada com HCl 0. -4 Ka(ácido fórmico)=1.Química Analítica 6 Lista de Exercícios a Anotações e Observações: 1-)Uma alíquota de 50. (c)misturado com 25.00 e (d)26.00 ml de uma solução de formiato de sódio 0.50 ? 88 Editada por: Anderson Santos – silvasantos@walla.050 M NH3 + 0.com .00 mmol de um ácido forte é adicionado a 100.0 ml com água destilada.00 M para produzir um tampão de pH=3.160 M. -9 Ka(HCN)=2.76x10 ) (c)0.00 ml de NaOH 0.1x10 2-)Calcule o pH de uma solução que resulta quando 20.00 (c)25.2M.77x10 3-)Calcule a variação de pH que ocorre em cada uma das soluções abaixo como resultado de uma diluição 1:10 em H2O -5 (a)0.050M NH4Cl.050 M NaOH (b)0.00 (b)10.00 ml de NaCN 0.00 ml do ácido.00 ml de ácido fórmico 0.0 ml das soluções do problema anterior.200M é (a)diluído para 45.100 M.050 M NH3 (Kb=1. 4-)Calcule a variação de pH que ocorre quando 1.

Anotações e Observações: Editada por: Anderson Santos – silvasantos@walla.com 89 .

25 216 Constante de formação para o CoY = 2.052 03-)Como funcionam os indicadores metalocrômicos? 04-)Descreva 3 métodos para realizar titulações com o EDTA. 25.0. Dados: Constantes de formação dos complexos do cobalto com a amônia: K1=125.3 K5=1.040 M com EDTA 0.00 ml de Sr 0. 10.040 M. 10.00.00 e 30.050 M numa solução mantida a pH=9.3x10 a4(pH=11.com .Química Analítica a Anotações e Observações: 7 Lista de Exercícios 01-)Calcule o pSr após a adição de 0.8 K3=10 K4=6.0)=0.020 M. 20.0x10 e a4(pH=9.00.00 ml de EDTA para a titulação de 25. tamponada a pH 11.6 K6=0. 90 Editada por: Anderson Santos – silvasantos@walla.010 M com EDTA 0.9 K2=39.0 com NH3/NH4. 8 Dados:K(SrY )=4.10 ml de EDTA para a titulação de 50.85 02-)Calcule o pCo após a adição de 0.00.0)=0.00 e 25.00 ml de Co 0.00. Assuma que a concentração de NH3 é constante e igual a 0.

com 91 .Anotações e Observações: Editada por: Anderson Santos – silvasantos@walla.

00 e 50. 10)A decomposição de uma solução de tiossulfato pode fazer com que sua concentração aumente ou diminua. + +2 2MnO4 + 5HNO2 + H = 2Mn + 5NO3 + 3H2O Dados: + +2 0 MnO4 + 8H + 5e = Mn + 4H2O E =1.10 ml do reagente. 11)Descreva a padronização da solução de tiossulfato com KIO3.94V 02)Para a titulação de 50.com . 06)Cite uma maneira de realizar a padronização do KMnO4 com oxalato de sódio de forma a minimizar erros.00.154V +3 +2 0 V + e = V E =-0. calcule os potenciais 03)Para que servem os agentes auxiliares de óxido-redução? Dê exemplos e indique como eles são utilizados de forma a não consumir solução padrão numa posterior titulação. Explique. 92 Editada por: Anderson Santos – silvasantos@walla. Dados: +4 +2 0 Sn + 2e = Sn E =0.1 M. 50. 05)Cite os cuidados que se deve ter na preparação de uma solução padrão de KMnO4. 07)Por que a espécie predominante em soluções de iodo é o íon triiodeto? 08)Escreva sobre a estabilidade das soluções de iodo.100 M com Sn após a adição de 10.51V + 0 NO3 + 3H + 2e = HNO2 + H2O E =0. Quando necessário assuma que a concentração de H é igual a 0. 09)Escreva sobre as reduções com iodeto.256V +2 +4 0.00ml de V 0.Química Analítica a Anotações e Observações: 8 Lista de Exercícios 01)Calcule o potencial eletródico do sistema no ponto de equivalência para a seguinte + reação. 04)Fale sobre as vantagens e desvantagens do KMnO4 sobre o Ce +4 como agente oxidante.050 M.

Anotações e Observações: Editada por: Anderson Santos – silvasantos@walla.com 93 .

com .Anotações e Observações: 94 Editada por: Anderson Santos – silvasantos@walla.

Anotações e Observações: Editada por: Anderson Santos – silvasantos@walla.com 95 .

Prática – Análise Gravimétrica Determinação do Teor de Sulfato em Gesso Introdução

Anotações e Observações:

O método baseia-se na precipitação do sulfato de bário insolúvel, pela adição lenta de uma solução diluída de cloreto de bário a uma solução quente e acidulada com HCl, que contenha o sulfato. +2 2Ba + SO4 ® BaSO4 o O precipitado é filtrado, lavado com água quente, calcinado a cerca de 850 C e pesado. A solubilidade do sulfato de bário em água é muito baixa cerca de 0,3 - 0,4 mg/100ml na temperatura ambiente. Os ácidos minerais aumentam essa solubilidade por causa da formação do íon HSO4 , porém ela é menor em presença de um excesso de íons de bário. A presença de uma pequena quantidade de HCl na solução evita a formação de sais de bário de ânions como cromatos, carbonatos e fosfatos que são insolúveis em soluções neutras, além disso o precipitado de sulfato assim obtido é formado por cristais grandes e facilmente filtráveis. A precipitação deve ser efetuada na temperatura de ebulição para diminuir a supersaturação. O sulfato de bário é um precipitado sujeito a impurezas em virtude do efeito de coprecipitação. Dependendo da natureza dos sais coprecipitados o resultado poderá ser mais elevado ou mais baixo. Cloretos e nitratos, se presentes, coprecipitam sob a forma de seus sais elevando consideravelmente os resultados. O erro ocasionado pelo cloreto, poderá ser evitado adicionando-se lentamente e com agitação constante a solução de cloreto de bário, enquanto que o nitrato deverá ser eliminado previamente. Em presença de certos cátions como sódio, potássio, lítio, cálcio, alumínio, cromo e ferro III, ocorre a coprecipitação de seus sulfatos levando a erros sistemáticos negativos nos resultados. Estes interferentes deverão ser previamente removidos. A água presente na solução é ocluída e adsorvida pelo precipitado sulfato de bário, porém durante a calcinação ela é eliminada. O sulfato de bário quando puro não se decompõe ao ser aquecido ao ar seco até o cerca de 1400 C, entretanto é facilmente reduzido a sulfeto pelo carbono do papel de filtro o em temperaturas superiores a 600 C. BaSO4 + 4C ® BaS + 4CO A redução poderá ser evitada fazendo-se uma carbonização do papel lentamente e a temperaturas baixas em corrente de ar.

Gesso A Gispita é um sulfato de cálcio hidratado natural (CaSO4.2H2O), depositado em decorrência da evaporação de águas de grande salinidade no passado geológico. Contém cerca de 32,5% de CaO, 46,0% de SO3 e 20,9% de H2O. É um mineral pouco solúvel em água dissolvendo-se totalmente em HCl. Quando o aquecido a aproximadamente 230 C perder a água de cristalização transformando-se em gesso (CaSO4.1/2H2O) Pode ocorrer ainda na natureza o sulfato de cálcio anidro (CaSO4) conhecido como anidrita contendo cerca de 41,2% de CaO e 58,8% de SO3. Procedimento Experimental 1. 2. 3. 4. Pesar cerca de 0,5 da amostra seca em cápsula de porcelana, juntar 50 ml de HCl 1+5 e levar à secura em banho Maria. o Aquecer a 105 ± 5 C durante duas horas, para desidratar a sílica. Retirar da estufa e umedecer o resíduo com 20 ml de HCl 1+5. Aquecer para dissolver os sais formados e filtrar em papel de filtração lenta, recolhendo o filtrado em balão volumétrico de 250 ml. Lavar a cápsula e o papel de filtro várias vezes com água quente. Desprezar o resíduo. Deixar o conteúdo do balão esfriar e completar o volume com água destilada. Tomar uma alíquota de 100 ml, transferir para um béquer de 400 ml e adicionar água destilada até 200 ml. Aquecer até ebulição e lentamente adicionar 10 ml de BaCl2 (10%) agitando continuamente. Deixar em repouso por uma noite Filtrar por papel de filtração lenta. Lavar o béquer e o papel de filtro várias vezes com água quente, tendo o cuidado de não colocar grande quantidade de água no funil, para evitar que o precipitado formado ultrapasse o papel de filtro. Passar várias vezes o bastão de vidro com ponta de borracha nas paredes e no fundo do béquer para transferir quantitativamente todo o precipitado. Lavar até eliminar cloretos (coletar um pouco de água de lavagem em um
1

5. 6. 7. 8. 9.

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tubo de ensaio e adicionar algumas gotas de solução de AgNO3. Se não houver turvação, os cloretos foram eliminados). 10. Transferir o papel de filtro com o precipitado para cadinho de porcelana previamente o tarado, carbonizar lentamente o papel e calcinar em mufla a cerca de 900 C. 11. Esfriar em dessecador e pesar. Calcular o teor de sulfato presente na amostra como SO3. Bibliografia 1. Norma ABNT MB –3471 – Gesso para Construção – Determinação da água livre e de cristalização e teores de óxido de cálcio e anidrido sulfúrico – Método de Ensaio, 1991 2. VOGEL – BASSET, J., DENNEY, R.C., JEFFREY, G.H., MENDHAM, J. Análise a Inorgânica Quantitativa, 4 edição, pág. 371. a 3. KOLTHOFF, I.M., SANDELL, E.B.-Tratado de Química Analítica Quantitativa, 4 edição, pág. 391. [1]A amostra deve ser previamente seca em estufa a 230±100C até peso constante

Anotações e Observações:

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Prática – Volumetria Titulações de Precipitação 1- Introdução O processo de precipitação mais importante na análise titrimétrica utiliza o nitrato de prata (AgNO3) como reagente (processo argentométrico). Para determinação do teor de cloreto em solução pode-se usar ou o método de Mohr ou o método de Volhard. No primeiro caso ocorre a formação de um precipitado colorido pouco solúvel e no segundo caso a formação de um composto colorido solúvel. MÉTODO DE MOHR Pode ser utilizado para a determinação de cloretos e brometos. Na titulação de uma solução neutra de Cl , por exemplo, com uma solução de nitrato de prata, adiciona-se um pouco de solução de cromato de potássio (K2CrO4) para servir como indicador. No ponto final da titulação os íons cromatos combinam-se com os íons prata para formar o cromato de prata vermelho e pouco solúvel. Como o cloreto de prata (AgCl) é o composto menos solúvel e sua concentração inicial é elevada, ele precipita primeiro que o cromato de prata. Deve ser usada uma solução diluída de cromato de potássio para evitar que a solução que está sendo titulada adquira uma coloração alaranjada muito escura, o que dificulta a visualização do aparecimento do cromato de prata no ponto final da titulação. Para evitar o erro de titulação deve ser feito um ensaio em branco, isto é, medida do volume de nitrato de prata necessário para dar uma coloração perceptível quando adicionado à água destilada que contenha a mesma quantidade de indicador que foi utilizada na titulação. Este volume é então subtraído do volume de nitrato de prata utilizado na titulação da amostra. A titulação deve ocorrer em solução neutra ou levemente alcalina (pH de 6,5 a 9,0). Em solução ácida ocorre a formação de bicromato de potássio segundo a reação: -+ -2CrO4 + 2H = 2HCrO4 = Cr2O7 + H2O -Como o HCrO4 é um ácido fraco, a concentração de íon cromato é reduzida e o produto de solubilidade do cromato de prata não é alcançado. Em solução fortemente alcalina pode ocorrer a precipitação do hidróxido de prata. Para neutralizar uma solução ácida pode ser adicionado um excesso de carbonato de cálcio; uma solução fortemente alcalina pode ser acidificada com ácido acético e depois neutralizada com carbonato de sódio. A titulação deve ser efetuada na temperatura ambiente porque o cromato de prata torna-se solúvel com o aumento da temperatura. Usando-se uma mistura de cromato e dicromato de potássio em proporções tais que formem uma solução neutra, evita-se o perigo de variação do pH; o indicador misto produz um efeito tampão ajustando o pH em 7,0 ± 0,1. Na presença de sais de amônio o pH não deve passar de 7,2 por causa do efeito dos sais de amônio sobre a solubilidade dos sais de prata. MÉTODO DE VOLHARD O íon Ag pode ser determinado em meio ácido por titulação com tiocianato de potássio (KSCN) ou de amônio (NH4SCN), usando-se o sulfato férrico amoniacal como indicador. A adição do tiocianato de prata do tiocianato produz inicialmente um precipitado pouco solúvel de tiocianato de prata: + Ag + SCN ® AgSCN Quando esta reação se completa, o excesso de tiocianato produz uma coloração marrom-avermelhada devido à formação do íon complexo. +3 +2 Fe ® (FeSCN) Este método pode ser aplicado à determinação de cloretos, brometos e iodetos em soluções ácidas. Adiciona-se um excesso de solução padronizada de nitrato de prata e por titulação de retorno com solução padronizada de tiocianato determina-se o valor deste excesso. Para calcular o cloreto devem ser levados em consideração os seguintes equilíbrios durante a titulação do excesso de íons prata: + Ag + Cl = AgCl + Ag + SCN = AgSCN +3 Essa reação ocorrerá antes que haja a reação com íons Fe presentes na solução e haverá então um erro na titulação. Para evitar que esta reação ocorra, pode-se filtrar o cloreto de prata antes da titulação em excesso. Como o precipitado de cloreto de prata estará contaminado por íons prata adsorvidos, deve-se ferver a suspensão por alguns minutos para coagular o precipitado e + remover a maior parte dos íons Ag adsorvidos. A filtração posterior deve ser feita a frio. 2- Procedimento Experimental 2.1- Método de Mohr - Determinação de Cloreto em Água 2.1.1- Preparação das soluções 1- SOLUÇÃO DE NaCl 0,1N o Dissolver 5,8500g de NaCl (previamente seco a 140±1 C durante 1 horas) em água destilada e diluir para 1000 ml em balão volumétrico. Armazenar em recipiente de polietileno
+

Anotações e Observações:

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Diluir para 100 ml com água destilada e adicionar 1.Com uma pipeta volumétrica medir exatamente 10.00 ml da solução de NaCl 0.marrom persistente.1.1N para um erlenmeyer de 250 ml.1N Pesar 17. 3.SOLUÇÃO INDICADORA DE K2CrO4 A 5% Pesar 5. 2. sob agitação constante até aparecimento da coloração vermelho.Titular com uma solução de AgNO3. Editada por: Anderson Santos – silvasantos@walla.0 g de AgNO3 e dissolver em água destilada completando o volume para 1000 ml.2.0 ml de solução de K2CrO4 a 5%.Anotações e Observações: 2. 3.SOLUÇÃO DE AgNO3 0.Padronização da solução de AgNO3 com solução de NaCl 1. 2.com 99 .00 g de K2CrO4 e transferir para um balão volumétrico de 100 ml.

Transferir para um erlenmeyer de 250 ml 100 ml de água destilada 2.Determinação de Cloreto na amostra 123456Com uma pipeta volumétrica medir exatamente 100.1.Preparação das soluções 1.Determinação de Cloreto na amostra 1234567Tomar 10 ml de ácido clorídrico concentrado usando uma bureta e transferir para o balão volumétrico de 1000 ml. Prova em branco: Fazer o mesmo procedimento citado anteriormente. 3.2. Ferver a suspensão por alguns minutos.2.SOLUÇÃO DE SULFATO FÉRRICO AMONIACAL Dissolver 9.Adicionar 1.SOLUÇÃO DE TIOCIANATO DE AMÔNIO 0.1N. recebendo o filtrado e as águas de lavagens no mesmo recipiente.50 g de carbonato de cálcio. Titular vagarosamente com o tiocianato até a coloração ligeiramente marrom.1.Prova em branco Uma prova em branco deve ser feita a fim de determinar o volume de AgNO3 requerido para formar o precipitado de Ag2CrO4.3.0 ml do indicador (K2CrO4 a 5%). Titular com solução padrão de AgNO3 até que a coloração vermelho-marrom.19) 100 Editada por: Anderson Santos – silvasantos@walla.1.Padronização da solução de tiocianato com AgNO3 123Pipetar 25 ml da solução padronizada de AgNO3 0. Completar o volume com água destilada. Usar balão volumétrico.com .0 ml do indicador e aproximadamente 0.Vbranco) Onde: VNaCl ® volume adicionado de NaCl (no caso.1N.Teor de HCl no Ácido Clorídrico Concentrado 2.1N para um erlenmeyer de 250 ml Adicionar 20 ml de HNO3 (1:10) e 2 ml de sulfato férrico amoniacal. homogeneizar e pipetar 25 ml desta solução para um erlenmeyer de 250 ml. Calcular o teor de HCl na amostra em percentagem p/p (d=1.Titular com solução de AgNO3 até que a coloração do ensaio em branco seja igual a da solução titulada. 10 ml) VAgNO3 ® volume gasto de AgNO3 na titulação Vbranco ® volume gasto no branco 2. 1.2. Cálculo do fator: f =VNaCl / (VAgNO3 .0 g de FeNH4 (SO4)2 . Adicionar 5 ml de ácido nítrico 6N e 35 ml de nitrato de prata 0.3.1. Calcular o teor de cloreto em mg/L Anotações e Observações: 2.SOLUÇÃO DE ÁCIDO NÍTRICO 6N Adicionar 375 ml de HNO3 concentrado a 500 ml de água destilada e completar o volume para 1000 ml com água destilada.2. esfriar um pouco e filtrar por papel de filtração lenta Lavar várias vezes o erlenmeyer e o papel de filtro com solução de HNO3 (1:100). 2. 2.0 g de NH4SCN em água destilada e completar o volume para 1000 ml. 2.2.12 H2O em 25 ml de água destilada e juntar HNO3 6N até desaparecer a cor marrom. Cálculo do fator: f= VAgNO3 / VNH4SCN Onde: VAgNO3 ® Volume adicionado de AgNO3 (no caso 25 ml) VNH4SCN ® Volume gasto de NH4SCN.2. 3.2. Agitar vigorosamente durante 2 minutos e caso a coloração desapareça continuar a titulação. Adicionar 1. Adicionar 1 ml de sulfato férrico amoniacal e titular com tiocianato de amônio 0.00 ml da amostra (água da torneira) para um erlenmeyer de 500 ml.Método de Volhard .1N Dissolver 8.

Introdução Alcalinidade da água é a sua capacidade neutralizante ácida. bicarbonatos e hidróxidos.1 N gasto na titulação com fenolftaleína VT = volume total de HCl gasto na titulação com fenolftaleína + metilorange N = normalidade do HCl 0. O valor medido pode variar significativamente com o pH do ponto final.1 N f = fator de correção do HCl 0. Os carbonatos podem estar presentes juntamente com os hidróxidos ou com os bicarbonatos. Para identificar e quantificar as diferentes espécies de alcalinidades presentes numa amostra. As seguinte reações mostram o que ocorre quando cada um dos três tipos de compostos são titulados com ácido: + a) Hidróxidos: OH + H3O ® 2H2O 2+ b) Carbonatos: CO3 + H3O ® HCO3 + H2O + HCO3 + H3O ® H2CO3 + H2O + c) Bicarbonatos HCO3 + H3O ® H2CO3 + H2O Há cinco condições de alcalinidade possíveis de ocorrer em uma amostra de água: devida apenas aos hidróxidos.1 N até que a solução mude a coloração de rosa para incolor.3 e de amarelo para vermelho do metilorange em um pH=4. Se os boratos. 4. devida só aos bicarbonatos Chamando de P a alcalinidade parcial e de T a alcalinidade total e levando-se em consideração o que foi dito acima podemos compor a seguinte tabela comparativa (em mg/L de CaCO3): Os valores de alcalinidade são sempre expressas em termos de mg / l CaCO3. 3.1 N VL = volume tomado da amostra OBS: Quando adicionar o indicador fenolftaleína e a solução não tornar-se rosa ® VP=0 e P=0. Alcalinidade parcial (P) = VP ´ N ´ f ´ 50000 VL (em mg / l CaCO3) Alcalinidade total (T) = Onde VT ´ N ´ f ´ 50000 VL (em mg / l CaCO3) VP = volume de HCl 0. Existem três espécies de alcalinidade: de hidróxidos (OH).com 101 . porém os hidróxidos e bicarbonatos não podem estar presentes ao mesmo tempo numa mesma amostra. fosfatos.devida só aos carbonatos. Anotar o volume gasto (VP) de HCl. da amostra e transferi-la para erlenmeyer de 250 mL. silicatos e outras bases estiverem presentes. Os indicadores utilizados são a fenolftaleína que produz uma coloração rósea apenas na presença de hidróxidos ou carbonatos e o metilorange que é amarelo em presença de qualquer uma das três espécies de alcalinidade e torna-se vermelho em presença de ácidos. A mudança de coloração de rosa para incolor ocorre em um pH=8. por isso ela pode ser tomada como uma indicação da concentração destes constituintes. 3. Em muitas águas superficiais a alcalinidade é função dos carbonatos. Adicionar 2 gotas do indicador de fenolftaleína e titular com HCl 0. é feita uma titulação com um ácido padrão usando-se dois indicadores sucessivamente. Os valores da alcalinidade são usados na interpretação e controle dos processos de tratamento de água e efluentes. 2. de carbonatos (CO3) e de bicarbonatos (HCO3).Preparação de Soluções a .Prática Anotações e Observações: Volumetria de Neutralização . Anotar o volume gasto (VT) de HCl.4. Adicionar então 2 gotas de metilorange e continuar a titulação com HCl 0.1N até que a coloração da solução mude de amarelo para alaranjado. elas podem contribuir para os valores medidos da alcalinidade. devida aos carbonatos e bicarbonatos.Alcalinidade da Água 1. É a soma de todas as bases tituláveis. devida aos hidróxidos e carbonatos. 2. Tomar uma alíquota de 100 ml.Solução de Fenolftaleína 1% Editada por: Anderson Santos – silvasantos@walla.Procedimento Experimental 1.

A.A.1 N. Aquecer enquanto a coloração avermelhada persistir esfriar e continuar a titulação com HCl 0.Solução de Ácido Clorídrico 0..5 g de metilorange em 50 mL de água destilada quente. 4. Usar balão volumétrico.Solução de Carbonato de Sódio 0.1 N o Secar em estufa à 250 ± 4 C durante 24 horas.5 mL de HCl P.0 g de fenolftaleína em 100 mL de etanol P.1 N até que a coloração da solução mude de amarelo para levemente vermelha.A. 1992 102 Editada por: Anderson Santos – silvasantos@walla. Aquecer.Bibliografia American Public Health Association.1N V1 = volume de Na2CO3 usado V2 = volume de HCl gasto na titulação. f = V 1 V 2 Anotações e Observações: f = fator da solução de HCl 0. esfriar e completar para 100 mL com água destilada.Solução de Vermelho de Metila 0. Standard Methods for the Examination of Water a and Wastewater – 18 ed. e.APHA. c.1 N.1 g de vermelho de metila em 100 mL de etanol P.5% Dissolver 0.com . transferir para erlenmeyer de 250 mL. d. completar para 1000 mL e deixar em repouso por 24 horas. dissolver em água destilada recém fervida (isenta de CO2) e completar o volume para 1000 mL. Padronização do HCl Tomar 25 mL de solução de Na2CO3 0. cerca de 8.Dissolver 1. Usar balão volumétrico. esfriar e titular a solução até que a coloração avermelhada permaneça.1N Em 500 mL de água destilada adicionar 8. adicionar 2 gotas de vermelho de metila e titular com HCl 0.3266 g do carbonato seco. b.0 g de Na2CO3. Pesar cerca de 5.Solução de Metilorange 0. .1% Dissolver 0.

porque em valores de pH mais alto pode ocorrer a precipitação do CaCO3 ou do Mg(OH)2 e o indicador muda sua cor. A quantidade de dureza em excesso é chamada de dureza de ‘’não carbonato’’.Química Analítica . Quando o EDTA é adicionado. Editada por: Anderson Santos – silvasantos@walla. cloretos e nitratos de Ca e Mg.com 103 . A dureza de ‘’carbonatos’’ é devida a presença de carbonatos e bicarbonatos de Ca e Mg e a dureza de ‘’não carbonatos’’ incluem sulfatos. Ortofosfato precipita o cálcio no pH de teste. O pH especificado de 10. o qual é precipitado em temperaturas altas. A dureza temporária é causada principalmente pela presença de bicarbonatos enquanto que a dureza permanente é devida principalmente ao sulfato de cálcio. sulfatos e algumas vezes como cloretos e nitratos. porém em quantidades insuficientes para ter significado na determinação da dureza. Pode-se avaliar a dureza total da água através de titulação com EDTA onde é feita a medida dos íons Ca e Mg.1 . a quantidade equivalente ao total da alcalinidade é chamada de dureza de ‘’carbonato’’. Estrôncio e bário interferem positivamente e alcalinidade maior que 300mg/L pode causar um ponto final difícil de visualizar em águas duras. como um tampão. reage seletivamente com a Ca apenas. Ela pode ser eliminada evaporando-se a amostra até secura e o calcinando-a a 550 C até completa oxidação da matéria orgânica. A dureza temporária é aquela removida por fervura e a permanente não é removida por fervura.2mg/L. Pb+2 – 5 mg/L. Na prática corrente a dureza total é definida como a soma das concentrações do Ca e Mg ambos expressos como carbonato de cálcio (CaCO3) em mg/L. A dureza da água pode ser temporária ou permanente. A matéria orgânica coloidal ou em suspensão também pode interferir no ponto final. para isso adiciona-se uma pequena quantidade de u sal de EDTA-Mg complexometricamente neutro. O íon Mg deve estar presente no meio para produzir um ponto final bem definido. neste caso.2ciclohexanodiaminotetracético) é um complexante seletivo para metais pesados além de introduzir Mg no meio podendo ser usado para substituir inibidores tóxicos ou malcheirosos. A titulação deve durar no máximo 5 minutos para minimizar a tendência do CaCO3 precipitar. a solução torna-se vermelho-vinho. O indicador usado. O ferro e o alumínio freqüentemente estão presentes em águas.0 ± 0. Essa adição de Mg evita a necessidade de uma correção com um branco. Sob as condições de teste as seguintes concentrações de íons não causam interferências significativas na dureza do cálcio: Cu+2.1 é satisfatório para uma boa visualização do ponto final. Os sulfatos são freqüentemente os únicos compostos presentes na dureza de ‘’não carbonatos’’. embora eles possam acarretar outros efeitos indesejáveis. Al+3 – 5mg/L e Sn+4 – 5 mg/L. Mn+2 – 10 mg/L. Essa interferência pode ser reduzida pela adição de certos inibidores.Introdução A dureza da água é causada principalmente pelos elementos Ca e Mg e algumas vezes pelo Fe e Al. os íons Ca e Mg são complexados e após completa a reação a cor da solução passa para azul indicando o ponto final da titulação. Fe+2 – 20 mg/L. Se uma pequena quantidade de indicador como o Negro de Ericromo T é adicionada em uma solução aquosa contendo íons de Ca e Mg a um pH = 10. O ácido etilenodiaminotetracético (EDTA) e seus sais de sódio formam complexos solúveis quando adicionados a uma solução de certos cátions metálicos.Titulação Complexométrica Anotações e Observações: Determinação da Dureza da Água 1.0 ± 0. Quando a dureza é numericamente maior que a soma de alcalinidade de carbonato e bicarbonato. carbonatos.Prática . O CDTA-Mg (sal de Mg do ácido 1. Os íons cálcio e magnésio estão presentes em águas naturais como bicarbonato. Os compostos causadores de dureza permanente são sempre chamados de ‘’incrustantes’’. Zn+2 – 5 mg/L. Fe+3 – 20 mg/L. O resíduo deve ser redissolvido com HCl e depois a solução é neutralizada com NaOH O cálcio pode ser determinado diretamente com EDTA em pH suficientemente alto para que o Mg precipite na forma de hidróxido. Alguns íons metálicos interferem causando um ponto final indistinto ou consumindo estequiometricamente o EDTA.

Dureza total 1. como mostra a seguinte fórmula de mg de magnésio/L = 0. 2. 2.01M até a cor mudar de vermelho-vinho para azul limpo (sem tintura de vermelho) anotando o volume gasto (V) 4.01´ f ´ 1000 V2 V1 = Volume de EDTA 0.01 M 2.08 ´ 0. O teor de magnésio é obtido pela diferença entre a dureza total e a dureza de cálcio. Mantendo a agitação constante (usar agitador magnético) titular com EDTA 0. Preparação da amostra – Devido ao alto valor de pH empregado.com .3 – Teor de Magnésio 1. Usar 50ml da amostra ou menor quantidade diluída para 50 ml de forma que o teor de cálcio seja em torno de 5 a 10 mg.01M até a cor mudar de vermelho para azul-violeta anotando o volume gasto (V) 5.2. permitindo que a titulação seja finalizada em 5 minutos (contados a partir da adição do tampão). A ausência de um ponto final fácil de visualizar normalmente significa que um inibidor deve ser usado ou que o indicador está deteriorado. Adicionar 2 ml da solução de NaOH ou um volume suficiente para produzir um pH de 12 a 13.243 x [dureza total (em mg de CaCO3/L) – dureza de cálcio (em mg CaCO3/L)] 3.Soluções e Reagentes 104 Editada por: Anderson Santos – silvasantos@walla. Adicionar um pouco do indicador (Negro de Eriocromo) 3. Normalmente 1 ml é suficiente para manter o pH em 10.01 M gasto na titulação V2 = Volume de amostra tomado f = Fator da solução de EDTA 0. Calcular a dureza pela expressão: Dureza Total (mg / L CaCO3) = ** Anotações e Observações: V1 ´ 100 ´ 0.01 M ** Selecione um volume da amostra que requer menos que 15 ml do titulante EDTA. Calcular a dureza pela expressão: Dureza de Cálcio (mg / L Ca) = Onde: V1 ´ 40. titular imediatamente após a adição do álcali e indicador.Procedimento Experimental 2.01 M gasto na titulação V2 = Volume de amostra tomado f = Fator da solução de EDTA 0.2 g do indicador (Murexida) 4.1 .1. Adicionar 0. Diluir 25 ml da amostra para 50 ml com água destilada em um erlenmeyer e adicione 1 a 2 ml da solução tampão (NH4Cl +NH4OH). 2.0 a 10. Diluir águas duras com alcalinidade maior que 300 mg/L ou neutralizar a alcalinidade com ácido. deixar em ebulição por 1 min e resfriar antes da titulação. Mantendo a agitação constante (usar agitador magnético) titular com EDTA 0. ambas expressas em mg/L de CaCO3.1 a 0.2 – Teor de Cálcio 1. Agite 3.01´ 1000 ´ f V2 Onde: V1 = Volume de EDTA 0.

5 . Armazenar em recipinetes plásticos ou de vidro de borossilicato por um prazo máximo de 1 mês. 4.9 g de NH4Cl e 143 ml de NH4OH concentrado. Solução Padrão de EDTA 0. Pesar 1g de Murexida p.9 g de NH4Cl em 143 ml de NH4OH concentrado..0..01 M Dissolver 3.5 g de vermelho de metila em 100 ml de etanol P. Conservar em frasco de polietileno.com 105 . 1992 Editada por: Anderson Santos – silvasantos@walla.3. Despreze o tampão quando 1 a 2 ml adicionados à amostra não produzir um ph de 10±1 no ponto final da titulação Solução de Vermelho de Metila 0.3-74.644 g de cloreto de magnésio (MgCl2. Solução tampão de cloreto amônio e hidróxido de amônio (pH=10) (a)Dissolver 16. Esfriar. Washington.a.25g de de sal de magnésio de EDTA e diluir para 250 ml com água destilada (b)Se o sal de Mg de EDTA não estiver disponível: Dissolver 1. USA. Anotar o volume de EDTA 0. colocar 5 gotas de vermelho de metila e gotejar NH4OH 3 N até que a coloração mude de vermelho para amarelo. Homogeneizar e diluir para 250 ml com água destilada.a. Padronização Tomar 10 ml da solução padrão de CaCO3 0. (purpurato de amônio) e tranferir para o almofariz. Adicionar HCl (1+1) até completa dissolução do carbonato. 18 ed. Triturar e misturar bem e transferir para frasco ambar de boca larga. WPCF .01 M gasto na titulação Solução Padrão de CaCO3 0.Soluções e Reagentes Solução de HCl (1+1) Adicionar um volume determinado de HCl concentrado a um mesmo volume de água destilada.1.7H2O) ou 0. e dissolver ml de água destilada.01 M.2 a 0. AWWA. Solução de NaOH a 4% p/v (1N) Pesar 10g de NaOH p. pg.179 g de sal dissódico de EDTA com 0. American Public Health Association. Triturar e misturar bem e transferir para frasco ambar de boca larga.6H2O) em 50 ml de água.01 M utilizado V2 = Volume de EDTA 0.78 g de sulfato de Mg (MgSO4. diluir com 50 ml de água destilada e proceder como descrito no item 2.2% Diluir 0. Adicionar 1. 2-36.A. e tranferir para o almofariz.a. Indicador Negro de Eriocromo 0 Pesar 100g de NaCl previamente seco a 110 C e passar para almofariz de porcelana.Standard Methods for the Examination of Water and a Wastewater. 3-57. Indicador Murexida 0 Pesar 100g de NaCl previamente seco a 110 C e passar para almofariz de porcelana.01 M gasto na titulação e calcular o fator f da solução usando a expressão: Anotações e Observações: f = V1 V2 Onde: V1 = Volume de CaCO3 0.8 g de EDTA ou Tritiplex III (sal dissódico do ácido etilenodiaminotetraacético) em água destilada e completar o volume do balão para 1000. juntar 50 ml de água destilada e levar à ebulição durante 5 minutos.01 M o Pesar 0.25 g de CaCO3 seco em estufa a 180 ± 5 C.Bibliografia APHA. Transferir para balão de 250 ml e completar o volume. Adicionar a esta solução 16. Pesar 1g de Negro de Eriocromo T p.

As soluções de permanganato podem ser padronizadas usando-se como padrões primários. Padronização o Pesar 0. entretanto a água destilada comum contém usualmente um excesso de dióxido de carbono (CO2) que pode causar uma Anotações e Observações: 106 Editada por: Anderson Santos – silvasantos@walla. ao abrigo da luz. Na2C2O4 (previamente seco a 105 – 110 C em estufa por 2 horas). transferir para balão volumétrico de 1000 mL e completar o volume. Pode-se também. Aquecer a 70 – 80 C e titular com KMnO4 até aparecimento de uma coloração rósea persistente por 30 segundos. Deixar em repouso por uma semana. facilmente obtido com elevado teor de pureza existindo entretanto. na temperatura ambiente e em recipiente escuro para evitar a decomposição da solução pela ação da luz. O dicromato não é reduzido pelo ácido clorídrico frio.2 g de KMnO4 em água destilada.com . seco em estufa a 140 – 180 C por 1 hora.1 N Dissolver 3. mantida no banho-maria por 1 hora. A semi-reação de oxidação é 22 S2O3 = S4O6 + 2 e As soluções aquosas preparadas são muito estáveis. sendo que este último é o mais utilizado porque pode ser obtido puro e anidro.5 H2O é um cristal incolor.903 g de K2Cr2O7 . Solução de Permanganato de Potássio 0. Além disso o dicromato é estável. o o O tiossulfato se decompõe a 100 C e 100 mL de água. desde que a concentração do ácido não seja maior que 1 – 2M. 3.Preparação da Solução de Dicromato de Potássio O dicromato de potássio (K2Cr2O4) pode ser obtido puro por dupla recristalização o em água e posterior secagem dos cristais formados a 150 – 180 C. Dissolve-se o sal com 60 ml de água o destilada. Portanto as soluções cujas concentrações devem ser exatas podem ser preparadas utilizando-se o sal puro e seco dissolvendo-se o mesmo volume de água adequado. 2+ 3+ Cr2O7 + 14 H + 6 e ® Cr + 7 H2O K2Cr2O7 = K2O + Cr2O3 + 3 H2O Solução de Dicromato de Potássio 0. adiciona-se 15 mL de H2SO4 (1:8).Química Analítica Prática .Preparo de Soluções para Titulações de Oxidação e Redução 1. O dicromato de potássio sendo considerado padrão primário não é necessário padronizá-lo. O título da solução depende da acidez. dissolver em água destilada. não acarretando variações nas concentrações da soluções quando protegidas contra a evaporação. dissolve 75 g a 0 C e 302 g o a 60 C do mesmo. uma variação quanto ao teor de água em virtude da natureza higroscópica do mesmo. esfriada e filtrada para eliminar o dióxido de manganês.1 N o Pesar exatamente 4. da velocidade de agitação e da velocidade de adição do KMnO4. por essa razão deve-se usar um indicador. óxido de arsênio II ou oxalato de sódio. deixar esfriar. da temperatura. além disso a água destilada usualmente empregada contém geralmente traços de substâncias redutoras (Ex: matéria orgânica) que reagem lentamente com o permanganato formando MnO2 hidratado.25g de oxalato de sódio.Preparação da Solução de Permanganato de Potássio O permanganato de potássio (KMnO4) é difícil de ser obtido puro e completamente livre de dióxido de manganês. o qual acelera a auto decomposição da solução de permanganato armazenada.Preparação da Solução de Tiossulfato de Sódio O tiossulfato de sódio Na2S2O3 . em erlenmeyer de 250 ml. Por essa razão o tiossulfato não pode ser considerado um padrão primário. O meio filtrante mais usado é a lã de vidro ou um cadinho filtrante de vidro sinterizado G-4. sendo rapidamente reduzido a um sal verde de cromo III que dificulta a visualização do ponto final. a solução é aquecida até a ebulição. Por esta reação é considerado um excelente padrão primário. ferver. Sabendo-se que a reação envolvida na padronização é: + = +2 2MnO4 + 16H + 5CeO4 ®10CO2 + 2Mn + 8H2O Calcula-se a normalidade da solução de permanganato 2. O dicromato só é utilizado em meio ácido. Para evitar que isso aconteça. transferir para balão volumétrico de 1000 mL e completar o volume. filtrar através de lã de vidro e padronizar. deixar a solução em repouso por uma semana antes de filtrá-la.

1 g/L de carbonato de sódio para elevar o pH da solução e diminuir a ação bacteriana.5 H2O e dissolver em água destilada recém fervida e fria. 4. porque pode haver uma aceleração da decomposição. 2H2O em 10 mL de HCl.1 N em erlenmeyer de 250 mL com tampa de vidro esmerilhado. Transferir para balão volumétrico de 1000 mL e completar o volume usando a mesma água em que se dissolveu a substância. Guardar em recipiente escuro. juntar 1 g de iodeto de potássio (KI) e 4 mL de HCl (1+1). agitar e deixar em repouso por 5 minutos em ambiente escuro. adicionar 0. carbonatos de sódio (>0. ou 10 mg de iodeto de mercúrio II / litro ou 0. 2+ S2O3 + H = HSO3 + S Além disso quando as soluções de tiossulfato são armazenadas por muito tempo.1 g/L) e tetraborato de sódio. A água a ser utilizada deve ser recém fervida Adicionar três gotas de clorofórmio. pode ocorrer uma decomposição por ação de bactérias. o que é indicado pelo aparecimento de uma cor amarela. esfriar e completar o volume para 100 mL com água destilada.lenta decomposição do tiossulfato com formação do enxofre. 5H2O usado na titulação. Padronização Tomar com bureta 25 mL da solução padrão de dicromato de potássio 0.1 N Pesar 25 g de Na2S2O3. Solução de Tiossulfato de Sódio 0. Tampar o erlenmeyer.com 107 . aquecendo para dissolver se necessário. adicionar 1 mL de solução de amido 1% e continuar a titulação até mudança de cor do indicador de azul para verde. Não se deve adicionar hidróxidos alcalinos. Se a solução for guardada por algum tempo. Portanto deve-se ter alguns cuidados ao preparar a solução de tiossulfato.Solução de Cloreto de Estanho II a 5 % Dissolver 5 g de SnCl2.1 g de carbonato de sódio ou 3 gotas de clorofórmio. Cr2O7 + 14 H + 6 I = 2 Cr 222 S2O3 + I2 = S4O6 + 2 I 2+ 3+ Anotações e Observações: + 3 I2 + 7 H2O Cálculo do fator f = 25 / V Onde: V = mL Na2S2O3. Lavar a tampa e as paredes do erlenmeyer com água destilada e recém fervida e titular o iodo liberado com solução de tiossulfato de sódio 0. Esta solução deverá ser preparada no dia em que for ser utilizada.1 N. Editada por: Anderson Santos – silvasantos@walla. Quando a maior parte do iodo liberado reagir.

etc. Os iodetos e cromatos. Os sulfatos também coprecipitam com o oxalato de cálcio devido a baixa solubilidade do sulfato de cálcio acarretando um erro positivo nos resultados quando se pesa o precipitado sob a forma de carbonato. tais como: mármore. sob a forma de carbonato ou de óxido ou pode ser determinado por método permanganimétrico. O magnésio pode coprecipitar em quantidades consideráveis enquanto os metais alcalinos precipitam em quantidades muito pequenas. lavado. constituída de no mínimo 50% de carbonato de cálcio com impurezas em percentagens variadas. Os fosfatos e arseniatos não interferem se a precipitação for em solução ácida com posterior neutralização.com .Química Analítica Prática .03 / 5 = 31. A precipitação do cálcio em soluções frias neutras ou amoniacais forma um precipitado muito fino e de difícil filtração. o magnésio forma um sal complexo com íon oxalato.Oxidação com Permanganato de Potássio Determinação de Óxido de Cálcio em uma Amostra de Calcário 1Introdução Anotações e Observações: O cálcio pode ser precipitado sob a forma de oxalato de cálcio. a solubilidade é menor devido ao efeito do íon comum. dissolvido em ácido sulfúrico diluído e o ácido oxálico formado é então titulado com solução padrão de permanganato de potássio. após calcinação. sendo as mais frequentes silício. O permanganato de potássio é um agente oxidante forte e em solução ácida a redução pode ser representada por: + 2+ MnO4 +8H +5e = Mn +4H2O De onde concluímos que o equivalente é 1/5 mol. A precipitação do cálcio sob a forma de oxalato requer a ausência de todos os metais que formam oxalatos pouco solúveis. magnésio. CaC2O4 = Ca + C2O4 2+ C2O4 + H = HC2O4 + HC2O4 + H = H2C2O4 2+ 2- Foi demonstrado experimentalmente que o cálcio precipita quantitativamente a um pH = 4 ou pH > 4. A interferência mais frequente é provocada pela presença do magnésio e dos metais alcalinos. 108 Editada por: Anderson Santos – silvasantos@walla. Já no método permanganimétrico ocorre uma erro sistemático para menos nos resultados. Entretanto o calcário é geralmente considerado como uma rocha contendo principalmente o mineral calcita. A interferência do Mg pode ser pode ser reduzida. fazendo-se essa filtração a quente e em meio ácido neutralizando-se em seguida com hidróxido de amônio e deixando-se em repouso por cerca de 1 hora. De um modo geral o termo calcário inclui qualquer material que contenha CaCO3. Pode-se obter um precipitado formado por cristais grandes e de fácil filtração. como conseqüência + da entre o H e os íons oxalatos que se transformam em ácido oxálico. sendo necessário uma dupla precipitação. quando se trata a quente com uma solução de oxalato de amônio. O cálcio precipitado como oxalato de cálcio pode ser pesado. O ácido sulfúrico é o ácido mais adequado porque não age sobre o permanganato o que não acontece com o ácido clorídrico que reage com o mesmo para formar o cloro.dm a 95 C. alumínio. coral e marga. A solubilidade do oxalato de cálcio aumenta com o aumento da concentração do íon hidrogênio da solução. evitando-se ferver a solução nem deixar em digestão muito tempo antes da filtração. em solução neutras com concentração moderada de oxalato de amônio. + 2t 2MnO4 +10Cl +16H = 2Mn +5Cl2+8H2O Em soluções alcalinas o permanganato é reduzido quantitativamente a dióxido de manganês. giz. MnO4 +2H2O+3e = MnO2+4OH Calcário O calcário é uma rocha de origem sedimentar. ferro.7 mg. ou seja: 158. 2+ 2Ca + C2O4 + H2O ® CaC2O4 + H2O 3 o A solubilidade do oxalato de cálcio monohidratado é alta: 6.606. sulfatos. O cálcio após precipitação com o oxalato de amônio é filtrado. se presentes podem interferir. Utiliazndo-se também um excesso de oxalato de amônio.dm a 25 C e 14 3 o mg. Os calcários podem ser classificados segundo o teor de magnésio em: Calcítico ou cálcico___________________0 a 5% MgO Magnesiano_________________________6 a 12% MgO Dolomítico__________________________13 a 20% MgO Dolomita ____________________________acima de 20% de MgO O calcário é muito utilizado para produção de cal após calcinação.

Solução de (NH4)2C2O4 10% . aicionar 10 mL de H2SO4 o (1+1). retirar o vidro de relógio. etc.dissolver 20 g de nitrato de amônio em água destilada e completar o volume para 1000 mL. sobre a borda do béquer onde foi feita a precipitação e. Filtrar por lã de vidro e padronizar. Cobrir o béquer com o vidro de relógio e deixar em repouso no banho-maria por cerca de 30 minutos. aquecer a 70 – 80 C e titular com KMnO4 até coloração levemente rósea permaneça por 30 segundos.7 – 0. Imergir o papel e continuar a titulação. Desprezar o filtrado. f = A 2. 100 g de oxalato de amônio em cerca de 500 mL de água destilada.3939 ´ B Onde: A = grama Na2C2O4 pesadas B = mL KMnO4 usado na titulação.3 – 11. Solução de KMnO4 N/3 – dissolver 11. Filtrar por papel de filtração lenta e lavar 10 vezes com água quente. Solução de H2SO4 (1+1) – adicionar a um dado volume de água o mesmo volume de ácido sulfúrico. Anotações e Observações: 2- Procedimento Experimental Pesar 0.1% de etanol) e hidróxido de amônio até mudança de cor do indicador de vermelho para amarelo. Terminada a reação. Deixar esfriar um pouco e completar o volume para 1000 mL. o % CaO = mL × KMnO4 ´ f ´ 100 peso × da × amostra 3- Preparo de Soluções Solução de HCl (1+1) – adicionar a um dado volume de água destilada. Adicionar 1 mL em excesso de NH4OH. diluir para 150 mL de água destilada. cobrir com vidro de relógio e lentamente adicionar 30 mL de HCl (1+1). Deixar decantar em banho-maria por 1 hora. aquecer até cerca de 80 C e precipitar o Ca com 30 mL de solução saturada de oxalato de amônio e juntar algumas gotas de hidróxido de amônio. igual volume de HCl.CaCO3 ® CaO + CO2 (D) Pode-se também ser utilizado na indústria.1% . ferver. Titular com KMnO4 N/3 (as primeiras gotas descoram lentamente) até que a solução se torne levemente rósea. esfriar. Tomar cuidado quando adicionar o H2SO4 à água porque a reação é muito exotérmica. Solução de NH4NO3 2% . lavá-lo com um jato de água destilada sobre o béquer bem como as paredes do mesmo e juntar 50 mL de água. se necessário.dissolver 0. Aconselhamos imergir o recipiente em um pouco de água. Colocar o papel de filtro aberto com o precipitado. Reservar o papel. em béquer de 400 mL. Solução de vermelho de metila 0. Levar a ebulição. adicionar algumas gotas do indicador de vermelho de metila (0. adicionar 25 mL de o H2SO4 (1+1) e aquecer até 70 – 80 C. Editada por: Anderson Santos – silvasantos@walla. na engenharia civil.com 109 . Diluir acerca de 200 mL com água destilada.5 g da amostra em béquer de 250 mL.1 g de vermelho de metila em 100 mL de etanol. Filtrar por papel médio lavando com solução de NH4NO3 2% quente. 1 mL KMnO4 N/3 = 0. transferir para balão volumétrico de 1000 mL e deixar em repouso por uma semana em ambiente escuro. na agricultura.010 mg CaO.dissolver a quente.8 g de oxalato de sódio (Na2C2O4) seco a 105 – 110 C durante 2 horas. com um jato d’água transferir o precipitado para dentro do béquer. - - Padronização o Pesar 0. até coloração rósea clara. Reduzir o volume até cerca de 200 mL.35 g de permanganato de potássio em água destilada.

que é visível mesmo com baixa concentração de iodo. formando um complexo de cor azul escuro. podendo ser considerada desprezível.suas soluções são instáveis. este reagirá como um agente redutor e o oxidante será reduzido quantitativamente. O ponto final da titulação se torna mais sensível se é usada uma solução de amido com indicador.: etanol). As titulações devem ser efetuadas a frio. Nesta prática nos deteremos apenas na reação entre o iodo e o tiossulfato.forma com o iodo um complexo insolúvel em água. . o qual é titulado com solução padronizada de tiossulfato de sódio. A primeira produz uma cor azul escuro com o iodo e a segunda uma cor púrpura-avermelhada. O amido reage com o iodo na presença de iodeto. pela formação do íon I3 .Titulação de Redução e Oxidação Envolvendo Iodo Determinação de Cloro Livre em Hipoclorito de Sódio 1Introdução O iodo exerce uma ação redutora sobre os sistemas fortemente oxidantes com formação de uma quantidade equivalente de iodo. Em meio fortemente ácido ocorre a hidrólise do amido não sendo portanto um indicador recomendável. A solução de amido deve ser recente e deve ser guardada em condições adequadas. dicromato de potássio e sulfato de cério produzem uma oxidação incompleta a sulfato. O tiossulfato é oxidado a tetrationato pelo iodo segundo a reação: 222S2O3 + I2 = S4O6 + 2I Os agentes oxidantes como o bromo e hipoclorito oxidam quantitativamente o tiossulfato a sulfato. por isso. I2 + 2 OH = I + IO + H2O 3 IO = 2 I + IO3 Há duas fontes de erro importantes nas titulações que envolvem iodo: Perda de iodo liberado por volatilização Oxidação pelo oxigênio do ar das soluções ácidas de iodeto + 4 I + 4 H + O2 = 2 I2 + 2 H2O Na presença de um excesso de iodeto a volatilização do iodo liberado diminui consideravelmente. Na temperatura ambiente a volatilização do iodo de uma solução contendo cerca de 4% de KI é desprezível se a titulação não for muito lenta. Em pH mais alto o iodo reage com o íon OH formando iodeto e hipoiodito. As titulações que envolvem iodo não devem ser efetuadas sob luz direta do sol e as soluções que contenham iodeto devem ser guardadas em recipientes de vidro de cor âmbar. Esse método é denominado Iodometria. O amido possui algumas desvantagens: . em soluções incolores. por esse motivo nas titulações que envolvem iodo. o iodo funciona como indicador próprio. O amido pode ser separado em dois componentes principais: a amilose e amilopectina. Entretanto a velocidade de oxidação aumenta rapidamente se o pH diminuir e é muito acelerada pela luz direta e pela presença de certas substâncias que exercem um efeito catalisador.1 N de iodo produz uma cor amarelada em 100 mL de água. Uma gota de uma solução 0. Por essa razão sempre se acrescenta um excesso de iodeto na determinação destas substâncias oxidantes antes de titular com tiossulfato.Química Analítica Prática -. o indicador (amido) só deve ser adicionado próximo ao fim da titulação (quando a cor da solução passar para amarelo claro). liberando uma quantidade de iodo. em erlenmeyer e se for necessário que a solução permaneça em repouso por algum tempo o erlenmeyer deverá possuir tampa de vidro esmerilhada. . o que evidencia a sua presença mesmo em soluções muito diluídas. Hipoclorito de sódio Anotações e Observações: 110 Editada por: Anderson Santos – silvasantos@walla. A oxidação do iodeto pelo oxigênio do ar é muito lenta se o meio é neutro. O iodo produz uma coloração que vai do amarelo intenso até o marrom nas soluções aquosas de iodeto. que se transforma rapidamente em iodato. O potencial de redução do sistema iodo-iodeto independe do pH da solução desde que este seja menor do que aproximadamente 8. muito instável. A sensibilidade da cor diminui com o aumento da temperatura da solução e com a adição de solventes (ex.é insulúvel em água. As reações mais importantes nas titulações iodométricas são aquelas entre o tiossulfato de sódio e o iodo e entre o óxido arsenioso e o iodo. I2 + 2 e = 2 I Quando um agente oxidante forte é tratado em solução neutra ou ácida com um excesso de íon iodeto. Outros oxidantes como permanganato de potássio.com .

Transferir 25 mL dessa solução.3 % PM NaOCl = 74. completar o volume com água destilada e homogeneizar.214 g de cloro ativo / litro. Adicionar então 1 mL de amido e continuar a titulação até desaparecimento da cor violeta Determinar a percentagem de cloro livre na água sanitária 3 – Cálculos Editada por: Anderson Santos – silvasantos@walla. usando uma pipeta volumétrica para um erlenmeyer de 250 mL contendo 3-4 g de KI e 100 mL de água. 3. para uso doméstico e vários outros em virtude de suas propriedades alvejante. desodorizante e removedora. Fe e suas ligas catalisam a solução de hipoclorito formando oxigênio segundo a reação (1).5 = 95. Cl2 + H2O = HCl + HOCl = 2 HCl + O O teor de cloro ativo no hipoclorito de sódio é: NaOCl = NaCl + O Uma molécula de NaOCl tem o mesmo poder oxidante que uma Cl2 . a ionização do hipoclorito de sódio nas soluções aquosas usuais (0. + + - Anotações e Observações: 21. 5. OCl ) tem ações diferenciadas sobre a matéria orgânica.1 N de tiossulfato de sódio até coloração fracamente amarela. Cu. A reação (2) na qual ocorre a formação de clorato de sódio (NaOCl3) é favorecida por: concentração elevada de hipoclorito aumento da temperatura ação direta da luz solar presença de catalisadores (sais de amônio e substâncias orgânicas) A formação do clorato em meio alcalino (pH = 11) é muito lenta e razoavelmente rápida quando o pH = 6.5 PM Cl2 = 71 Em um pH > 9. Acidular com 20 mL de ácido acético (1:4) e titular o iodo liberado com solução 0. Procedimento Experimental Pipetar 25 mL da amostra em balão volumétrico de 500 mL. ocorre uma “retrogradação” da atividade da solução e a mesma pode então decompor-se: 2 NaOCl = 2 NaCl + O2 (1) 3 NaOCl = 2 NaCl + NaClO3 (2) Certos metais como Na.O hipoclorito de sódio é produzido pela ação do cloro sobre uma solução aquosa de soda cáustica (NaOH). HOCl. 2. indústria de papel. segundo a reação: HOCl + H = Cl2 + H2O As três formas de cloro (Cl2.5-7. 4. o 1 clorométrico = 3. no tratamento de água. desinfetatnte. O hipoclorito é um sal instável em presença de ar.1 N) pode ser considerada total em temperaturas normais. O hipoclorito de sódio tem vários campos de aplicação principalmente na indústria têxtil.com 111 . O teor de cloro ativo de um produto clorado é a quantidade de cloro puro em solução aquosa que tem o mesmo poder oxidante que uma unidade do produto. Para reduzir a formação dos cloratos as soluções de hipoclorito de sódio são mantidas a um pH próximo de 11 e contendo algumas gramas de NaOH livre por litro. Como o hipoclorito de sódio tem um caráter instável. segundo a reação: 2NaOH + Cl2 = NaOCl + NaCl + H2O Hipoclorito de sódio comercializado Obtém-se portanto uma solução aquosa de cloreto de sódio e hipoclorito de sódio. correspondentes ao cloro ativo de 1 litro de solução). Com o aumento da acidez (5 < pH < 9) da solução de hipoclorito de sódio forma-se ácido hipocloroso: NaOCl + H2O = HOCl + Na + OH que é um ácido fraco e facilmente se dissocia em: HOCl = OCl + H Nas soluções fortemente ácidas (pH < 5) forma-se cloro elementar. É uma solução amarelo esverdeada cuja concentração (título) pode ser expressa em: % (em peso) de cloro ativo = g cloro ativo x 100 / 100 g de solução % (em volume) de cloro ativo = g de cloro ativo x 100 / 1 litro de solução o o em graus clorométricos ( n de litros de cloro gasoso a 0 C e 760 mm Hg. Co. portanto o teor de cloro ativo é 71 x 100 / 74.

com . NBR-9425 – Determinação de cloro ativo em soluções de hipoclorito de sódio pelo método volumétrico 112 Editada por: Anderson Santos – silvasantos@walla.035453 A Onde: N = normalidade da solução de Na2S2O3 f = fator de correção da normalidade da solução de Na2S2O3 D = diluição da amostra A = alíquota tomada da diluição Reações ClO + 2I + 2H ® Cl + I2 + H2O 2Na2S2O3 + I2 ® Na2S4O6 + 2NaI + - 4 – Bibliografia Associação Brasileira de Normas Técnicas.Anotações e Observações: g/100 ml de cloro livre = ml de Na2S2O3 x N x f x D x 0.ABNT.

Química Analítica Prática – Titulação de Redução e Oxidação Envolvendo Permanganato Determinação do Oxigênio Consumido 1. INTRODUÇÃO O permanganato de potássio é um agente oxidante forte e em solução ácida a redução pode ser representada por: + 2+ MnO4 + 8H + 5e = Mn + 4H2O De onde se conclui que o equivalente é 1/5 mol, ou seja: 158,03 / 5 = 31,606. O ácido sulfúrico é o ácido mais adequado porque não age sobre o permanganato. Já o ácido clorídrico reage com o mesmo para formar o cloro. + 2t 2MnO4 + 10Cl + 16H = 2Mn + 5Cl2 + 8H2O Em soluções alcalinas o permanganato é reduzido quantitativamente a dióxido de manganês. MnO4 +2H2O+3e = MnO2+4OH 2. PROCEDIMENTO 2.1 OXIGÊNIO CONSUMIDO ((PARA AMOSTRA COM MENOS DE 300mg/L DE Cl ) MÉTODO: PERMANGANATO DE POTÁSSIO EM MEIO ÁCIDO (CLORETO > 50mg/L) 1. PIPETAR 100 mL DA AMOSTRA E TRANSFERIR A UM ERLENMEYER DE 250mL. 2. ADICIONA-SE COM BURETA, 10mL DE PERMANGANATO DE POTÁSSIO 0,0125N. AGITA-SE BEM. 3. ADICIONA-SE 5mL DE ÁCIDO SULFÚRICO 1+3. AGITA-SE BEM. 4. AQUECE-SE E LOGO QUE SE INICIA A FERVURA DEIXA-SE A EBULIÇÃO LENTA, DURANTE 10 MINUTOS. 5. RETIRA-SE DO BICO DE BUNSEN, ESFRIA-SE E ADICIONA-SE, COM BURETA, 10mL DE ÁCIDO OXÁLICO 0,0125. AGITA-SE BEM. 6. FÉRVE-SE DURANTE 3 MINUTOS. TITULAÇÃO DA AMOSTRA: 1. TITULA-SE O EXCESSO DE ÁCIDO OXÁLICO, À (QUENTE) ADICIONANDO NOVAMENTE A SOLUÇÃO DE PERMANGANATO DE POTÁSSIO 0,0125N, GOTA A GOTA, ATÉ UM APARECIMENTO DE UMA COLORAÇÃO ROSA PERSISTENTE. 2. ANOTA-SE OS mL GASTOS DE PERMANGANATO DE POTÁSSIO NA TITULAÇÃO E CALCULA-SE mg/L DE OXIGÊNIO 2.2 OXIGÊNIO CONSUMIDO - (PARA AMOSTRA COM MENOS DE 300mg/L DE Cl ) MÉTODO: PERMANGANATO DE POTÁSSIO EM MEIO BÁSICO (CLORETO < 50mg/L) 1. PIPETAR 100 mL DA AMOSTRA E TRANSFERIR A UM ERLENMEYER DE 300mL. 2. ADICIONA-SE 0,5mL DE SOLUÇÃO DE HIDRÓXIDO DE SÓDIO 1N. AGITA-SE BEM. 3. ADICIONA-SE, COM BURETA, 10mL DE PERMANGANATO DE POTÁSSIO 0,0125N. 4. AQUECE-SE E LOGO QUE SE INICIA A FERVURA DEIXA-SE A EBULIÇÃO LENTA, DURANTE 10 MINUTOS. SÓ ENTÃO ADICIONA-SE 5mL DE ÁCIDO SULFÚRICO 1+3. 5. RETIRA-SE DO BICO DE BUNSEN, ESFRIA-SE E ADICIONA-SE, COM BURETA, 10mL DE ÁCIDO OXÁLICO 0,0125N. AGITA-SE BEM. 7. FERVE-SE DURANTE 3 MINUTOS. TITULAÇÃO DA AMOSTRA: 1. TITULA-SE O EXCESSO DE ÁCIDO OXÁLICO, À QUENTE, ADICIONANDO NOVAMENTE A SOLUÇÃO DE PERMANGANATO DE POTÁSSIO 0,0125N, GOTA A GOTA, ATÉ UM APARECIMENTO DE UMA LEVE COLORAÇÃO ROSA PERSISTENTE. 2. ANOTA-SE OS mL GASTOS DE PERMANGANATO DE POTÁSSIO NA TITULAÇÃO E CALCULA-SE mg/L DE OXIGÊNIO
-

Anotações e Observações:

NOTA: QUANDO SE CONSOME MAIS DE 10mL OU MENOS DE 3mL DE KMnO4, DEVESE TOMAR RESPECTIVAMENTE UMA QUANTIDADE MENOR OU MAIOR DA AMOSTRA. CALCULO: (AMOSTRA - BRANCO) mL GASTO DE KMnO4 x 0,8 = mg/L DE OXIGÊNIO. REAGENTES : 1. ÁCIDO SULFÚRICO 25% 2. SOLUÇÃO DE ÁCIDO OXÁLICO 0,0125N 3. SOLUÇÃO DE KMnO4 0,0125N

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Anotações e Observações: Química Analítica Prática – Titulação de óxido-redução com dicromato DETERMINAÇÃO DA DEMANDA QUÍMICA DE OXIGÊNIO 1.PRINCÍPIOS DO MÉTODO A Demanda Química de Oxigênio (DQO) mede a quantidade de oxigênio (em mg de O2/L) consumida pela matéria orgânica total (biodegradável e oxidada quimicamente) e inorgânica (substâncias minerais: sulfetos, nitritos, etc), existente na água e oxidáveis por um agente químico oxidante forte. Este oxidante pode ser o dicromato de potássio em meio ácido ou o permanganato de potássio em meio ácido ou básico. É uma medida importante no controle de qualidade de rios e plantas de tratamento de esgotos. O valor obtido é, portanto, uma indicação indireta do teor de matéria orgânica presente. C6 H12O6 + 6O2 -------- 6CO2 + 6H2O 180 g 192g DQO = 192 = 1,067 180 300 mg/L de glicose apresenta, portanto, uma DQO de : 300 mg/L x 1,067 = 320 mg/L.

2. PRINCIPAIS VANTAGENS DO TESTE DA DQO · · · · Necessita de 2 a 3 horas para ser realizado; O resultado do teste fornece uma indicação do oxigênio requerido para a estabilização da matéria orgânica; O teste não é afetado pela nitrificação, dando uma indicação da oxidação apenas da matéria orgânica carbonácea (e não nitrogenada ); método de refluxo com dicromato tem sido escolhido para determinação da DQO, devido às suas vantagens sobre outros oxidantes (oxidabilidade e facilidade de manipulação).

3. PRINCIPAIS LIMITAÇÕES DO TESTE DA DQO · · · São oxidadas, tanto a fração biodegradável, quanto a fração inerte do despejo. O teste superestima, portanto, o oxigênio a ser consumido no tratamento biológico dos despejos; Não fornece informações sobre a taxa de consumo da matéria orgânica ao longo do tempo; Certos constituintes inorgânicos podem ser oxidados e interferir no resultado.

4. RESUMO DO MÉTODO O método da DQO consiste em oxidar a amostra com excesso de K2Cr2O7 a quente, em meio ácido sulfúrico e sulfato de prata como catalisador. Após duas horas num sistema de refluxo, titula-se o dicromato de potássio residual com solução padronizada de sulfato ferroso amoniacal utilizando-se ferroína como indicador. As determinações são feitas pelo menos em duplicata (inclusive o branco). O resultado final do teste expressa a quantidade em mg de oxigênio equivalente proporcional ao dicromato de potássio (K2Cr2O7) consumido para oxidação da matéria orgânica de um litro de amostra. O método é aplicativo em águas poluídas, despejos, e sedimentos. Diferentes concentrações de matéria orgânica e de cloreto de sódio nas amostras determinam pequenas variações no método. O método do dicromato dá uma oxidação mais completa que o método do permanganto que não se relaciona com a demanda bioquímica de oxigênio.

5. INTERFERÊNCIAS · Traços de matéria orgânica proveniente da vidraria ou da atmosfera causam erro positivo na análise. A limpeza do material e do ambiente de trabalho é essencial na

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eliminação dessa interferência. Os cloretos são oxidados quantitativamente pelo dicromato de potássio dando interferência positiva nos resultados obtidos. O uso de sulfato de mercúrio (HgSO4) proporcionalmente à concentração de cloretos na amostra minimiza os erros causados por esse interferente.

Anotações e Observações:

6. CONSIDERAÇÕES · · · · · Homogeneizar bem as amostras, principalmente àquelas que contenham muitos sólidos sedimentáveis. Balões e condensadores devem estar bem limpos para evitar erros grosseiros. A solução de sulfato ferroso amoniacal deve ser padronizada momentos antes de ser usada. Tomar bastante cuidado no manuseio do sulfato de mercúrio pois este reagente é muito tóxico. Evitar contato com a pele e também mantenha-o sempre distante do rosto. Respingos de ácido sulfúrico na pele e nas roupas deverão ser imediatamente lavados e neutralizados.

7. PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL 7.1. REAGENTES 1. Solução de dicromato de potássio (K2Cr2O7) 0,25N: Dissolver exatamente 12,259g de dicromato de potássio de qualidade padrão primário, 0 previamente seco a 105 C por 2h, em água destilada e diluir a 1000ml em balão volumétrico. 2. Solução de ácido sulfúrico - sulfato de prata Dissolver 9,9g de Ag2SO4 p.a. em 1000ml de H2SO4 conc. Misturar e aguardar de 1 a 2 dias até completa dissolução. 3. Solução de sulfato ferroso amoniacal 0,25N Dissolver 98g de Fe(NH4)2(SO4)2.6H2O em água destilada. Adicionar 20ml de ácido sulfúrico concentrado. Completar o volume do balão de capacidade 1000 ml com água destilada. Esta solução deve ser padronizada com o dicromato de potássio no dia em que for usada. Padronização da solução de sulfato ferroso amoniacal : Pipetar 10ml da solução de dicromato de potássio 0,25N para um erlenmeyer de 250ml e adicionar 90ml de água destilada. Em seguida adicionar 20ml de ácido sulfúrico concentrado lentamente em banho de gelo ou em água corrente. Agitar levemente deixando esfriar. Adicionar 3 gotas do indicador ferroin (a cor muda de laranja para esverdeado) e titular com o sulfato ferroso amoniacal. O final da titulação é observado pela cor vermelho castanho. Calculo do fator do sulfato ferroso amoniacal: f = Vt / Vp , onde f : fator do sulfato ferroso amoniacal Vt: volume em ml de K2Cr2O7 (no caso10 ml) Vp: volume em ml gasto na titulação 4. Ferroin (indicador) Dissolver 1,485g de 1-10 fenantrolina monohidratada (C12H8N2.H2O) juntamente com 0,95g de FeSO4. 7H2O em água destilada e diluir para 100ml em balão volumétrico. (Essa solução indicadora pode ser adquirida já preparada). 7.2. DETERMINAÇÃO DA DQO 1. Colocar cerca de 0,4 g de sulfato de mercúrio em um balão de fundo chato com boca esmerilhada de 250ml; Pipetar 20ml da amostra e 10ml do dicromato de potássio 0,25 N introduzindo no balão junto com 5 pérolas de vidro; Adicionar ao balão, com cuidado e vagarosamente, 30ml de solução ácido sulfúrico /sulfato de prata, agitando em banho de gelo ou de água corrente (se a solução ficar verde, despreza-se e faz-se diluições da amostra original); Fazer um branco utilizando 20ml de água destilada no lugar da amostra e adicionando os outros reagentes como descrito para as amostras; Adaptar os balões contendo a amostra e o branco ao condensador do refluxo; Deixar em refluxo por 2 h;

2.

3.

4.

5. 6.

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Deixar 1 ou 2 dias para completa dissolução. O Hidrogênio Ftalato de Potássio tem DQO teórico de 1. 8.5mL da amostra) e de 600-1200 mg/L (1.176 mg de O2/mg e esta solução tem 500mg de O2/mL. Esta solução é estável por três meses quando guardada sob refrigeração na ausência de visível crescimento biológico.5mL). Molaridade usada no Volume de K2Cr2O7 Sulfato ferroso Amoniacal = ----------------------------------- 116 Editada por: Anderson Santos – silvasantos@walla. esfriar e completar o volume para 1000mL com água destilada. f = fator de correção do sulfato ferroso amoniacal (determinado diariamente). Adicione cerca de 30mL de Ácido Sulfúrico. 1. 4-Solução padrão de sulfato ferroso amoniacal (+/. f .95g de Sulfato Ferroso Amoniacal com água destilada completando o volume para 100ml.913g de K2Cr2O7 seco a 103 C por duas horas e diluir para 500mL com água destilada .com .12g de AgSO4 e dissolver em 1000mL de H2SO4. 5-Solução de hidrogênio ftalato de potássio (HOOCC6H4COOK) o Dissolver 425mg de Hidrogênio Ftalato de Potássio seco a 120 C até peso constante em água destilada para 1000 Ml em balão volumétrico.Solução Catalisadora Pesar 10. CÁLCULOS DQO (em mg/l de O2) = (A .2g de Sulfato Ferroso Amoniacal em água destilada. Após o período de refluxo. N = normalidade do sulfato ferroso amoniacal (0. 6-Ácido sulfâmico Adicionar 10mg de Ácido Sulfâmico para cada mg de NO2 presente no volume de amostra tomada. MÉTODO PARA DETERMINAÇÃO DE DQO (MICRO) Este método é apropriado para DQO de 0-600mg/L (2. lavar o interior do condensador com água destilada e retirar o balão. Esfriar e completar o volume para 1000mL com água destilada.0.B) . N . 10. Esfriar completo em banho de gelo ou em água corrente. S = volume em ml da amostra utilizado na análise 8. 9.Anotações e Observações: 7. REAÇÃO K2Cr2O7 + FeSO4 + 7H2SO4 --. Adicionar cerca de 20mL de Ácido Sulfúrico. 7-Padronização do sulfato ferroso amoniacal Diluir 10mL do padrão de Dicromato de Potássio para 100mL de água destilada. deve-se fazer diluições adequadas. O final da titulação é observado pela cor vermelho castanho.3g de HgSO4.3.Solução Digestora o Pesar 4. Fazer o mesmo para o branco.25 N). 8000 S onde: A = ml gastos de sulfato ferroso amoniacal na titulação do branco.1M) Dissolver 39. Esfriar e titular com Sulfato Ferroso Amoniacal adicionando 2 a 3 gotas de indicador (Ferroin). Adicionar 167mL de H2SO4 concentrado e 33.485g de Ferroin e 6. 3-Solução do ferroin Dissolver 1. B = ml de sulfato ferroso amoniacal gastos na titulação da amostra. Para DQO mais alta. 2.Cr2(SO4)3 + K2SO4 + 3Fe(SO4)3 + 7H2O 9. Adicionar ao branco e à amostra 3 gotas do indicador ferroin e titular com a solução de sulfato ferroso amoniacal (após a adição do indicador ferroin a cor mudará de laranja para esverdeado). 7. Tranferir o conteúdo do balão para erlenmeyer de 250 mL lavando com água destilada até cerca de 100 ml.

Adicionar 3.5 +/. Adicionar uma gota de solução indicadora de Ferroin. Anotar como A. Misturar bem.5 +/.2 C por 2 horas +/. mas não por inversão. o 6.5 minutos. Anota como B.Volume usado no Sulfato Ferroso PROCEDIMENTO 1. Daí em diante os equipamentos de segurança devem ser usados. Tampe o tubo o mais apertado possível usando a tampa rosqueada com a camada de pressão adequada inserida. usando água sufici6ente para produzir um volume final de 25mL.0. 9. Adicionar 2.01mL da solução de digestão no tubo.0. 2. Calcular a DQO segundo a fórmula abaixo: Anotações e Observações: (B – A) x M x F x 8000 DQO mg de O2/L = -----------------------------------mL da amostra onde: A – ml do FAS usado na titulação da amostra B – ml do FAS usado na titulação do branco M – molaridade da FAS F – Fator da FAS FAS – Sulfato Ferroso Amoniacal.0. Remover o tubo e deixá-lo esfriar. Levar o tubo ao bloco digestor a 150+/.02mL da amostra bem homogeneizada. Titular com solução de Sulfato ferroso Amoniacal (FAS) até a cor azul pálida mudar para vermelho. 5. 8. 7. 11.05mL da solução catalisadora de modo que desça pelas paredes do tubo e forme uma camada no fundo do tubo. 4. 10.5 +/.com 117 . Transferir o conteúdo do tubo para um frasco de erlenmeyer de 125mL. Editada por: Anderson Santos – silvasantos@walla. Adicionar 1. O conteúdo do tubo deve ser misturado. Fazer uma prova em branco substituindo a amostra por água destilada. 3. Lavar o tubo com água destilada.

Adicione à solução de Cromo NaOH + H2O2 + algumas mL de Chumbo. IDENTIFICAÇÃO DE CÁTIONS DO 4° GRUPO 4.6. 3.2. Observe se forma um precipitado. Verifique o que ocorre.PRATA Adicione 1.0 mL de Oxalato de amônio.3. Adicione tiocianato de amônio à solução contendo ferro ligeiramente ácida por adição de uma gota de HCL diluído.0mL de Dimetilglioxima. Adicione NH4OH à solução contendo Cobre (observe o que ocorre ).0mL de Cloreto estanoso lentamente à solução contendo mercúrio. Verifique o que ocorre. 2. 3. Adicione à solução de cálcio algumas gotas de hidróxido de amônio + 1. Adicione à uma solução de Alumínio ligeiramente alcalina algumas mg de NH4CL. Adicione no mesmo tubo NaOH.1. IDENTIFICAÇÃO DE CÁTIONS DO 1° GRUPO 1. Adicione à solução de estrôncio algumas gotas de hidróxido de amônio + 1.1.0mL de cloreto estanoso + NaOH até dissolver ).Química Analítica Prática de Química Analítica Qualitativa Anotações e Observações: 1. Verifique o que ocorre. Verifique o que ocorre. Adicione à solução de níquel ligeiramente alcalina 1. Verifique o que ocorre.CHUMBO Adicione 1. Verifique o que ocorre.4. IDENTIFICAÇÃO DE CÁTIONS DO 2° GRUPO 2. 1.1.com . Verifique o que ocorre. 3.0mL de Cromato de Potássio à solução contendo Chumbo.1. 1. Aqueça se necessário. Verifique o que ocorre.0 mL de Iodeto de Potássio à solução contendo prata. Adicione 1.5. 2.3. Observe a mudança de coloração. Adicione à solução de cobalto NH4SCN + álcool amílico.2. Verifique o que ocorre. ( obtenção do estanito de sódio = 1. Filtre e adicione ao resíduo 1.0 mL de ferrocianato de potássio. 4. Verifique o que ocorre. Verifique o que ocorre quando se adiciona a solução de NaOH e quando se adiciona a solução de chumbo. Comente o que aconteceu a nível de oxidação e redução. 3. Verifique o que ocorre em cada fase.0mL de NH4OH concentrado à solução contendo Bismuto.2. 3.MERCÚRIO Adicione 1. 4.2. Adicione 1.0mL de estanito de sódio. 3. 118 Editada por: Anderson Santos – silvasantos@walla. Adicione algumas gotas de HNO3 à solução de Manganês + Bismutato de sódio em uma cápsula de porcelana.0 mL de sulfato de amônio. IDENTIFICAÇÃO DE CÁTIONS DO 3°GRUPO 3. Verifique o que ocorre.

Observe a cor da chama. Observe a cor da chama.Umedeça a alça de platina na solução de Na e K e leve à chama. Umedeça a alça de platina na solução de K e leve à chama. Verifique o que ocorre. 5. Editada por: Anderson Santos – silvasantos@walla. 5. Observe a cor da chama. Adicione à solução de magnésio 1.3. 5.Anotações e Observações: 4. 5.0mL de fosfato de amônio em meio alcalino e observe o que ocorre.4. Use o filtro e observe a cor da chama. Adicione à solução de bário algumas gotas de hidróxido de amônio + 1. Umedeça a alça de platina na solução de Na e leve à chama.1.com 119 . IDENTIFICAÇÃO DE CÁTIONS DO 5° GRUPO 5.3.2.0 mL de Cromato de Potássio.

3 ml de HCl conc.0 de tiocetamida aquecer e filtrar Adicionar (NH4)2CO3 e filtrar 120 Editada por: Anderson Santos – silvasantos@walla.0 ml de NH4OH Adicionar KOH. Ferver. Adicionar 1.Pesquisa de Cátions HCL ( adicionar HCL diluído.0 ml de HCl conc. Adicionar NH4Cl em pó (1g/100 ml). Aquecer. Filtrar Adicionar 1. Evaporar para eliminar H2S. Adicionar tiocetamida.0 ml de HNO3. gota à gota. Adicionar 1. aquecer e filtrar Adicionar 1. colocando papel de filtro umedecido com Pb(NO3)2 sobre o béquer até que não precipite o Pb negro. Aumentar o volume com água destilada para 100 ml e adicionar 1.com . (a quente). frio e em pequeno excesso ) Anotações e Observações: Levar à secura em Banho Maria.0 ml de HCl conc. + 50 ml de água contendo 0.

2. ( obtenção do estanito de sódio = 1. IDENTIFICAÇÃO DE CÁTIONS DO 2° GRUPO 2. Verifique o que ocorre. Adicione no mesmo tubo NaOH.3.PRATA Adicione 1. Adicione NH4OH conc. 2HgCl2 + SnCl2 ® Hg2Cl2(s) + SnCl4 branco aos poucos vai escurecendo 2Hg2Cl2 + SnCl2 ® 2 Hg + SnCl4 2.1. 4 Cu ++ ++ + 4NH3 -----.0mL de Cloreto estanoso lentamente à solução contendo mercúrio. Verifique o que ocorre.2Bi + Na2SnO3 + 3 H2O preto 2.0mL de NH4OH concentrado à solução contendo Bismuto. a)PREPARAÇÃO DO ESTANITO DE SÓDIO SnCl2 + 2 NaOH ----------Sn(OH)2 + 2 NaCl Sn(OH)2 + 2NaOH ----------. à solução contendo Cobre (observe o que ocorre ). Ag + I + - ® AgI(s) ppt amarelo claro 1.Bi(OH)3 + 3 NH4 + ppt branco gelatinoso Filtre e adicione ao resíduo 1.0 mL de Iodeto de Potássio à solução contendo prata.0mL de Cromato de Potássio à solução contendo Chumbo. Verifique o que ocorre. Comente o que aconteceu a nível de oxidação e redução. Verifique o que ocorre. IDENTIFICAÇÃO DE CÁTIONS DO 1° GRUPO 1.2. Pb ++ PbCrO4 + 4 NaOH ® Na2PbO2 + Na2CrO4 + 2H2O deve dissolver-se Na2PbO2+ Na2CrO4 + 4 CH3COOH ®PbCrO4+4NaCH3COOH+ 2H2O + CrO4 ® PbCrO4(s) -- ppt amarelo ouro 1.0 mL de ferrocianato de potássio.Cu(NH3)4 ---- ++ navy solúvel 2Cu + [Fe(CN)6]4 ---------------- Cu2[Fe(CN)6](s) vermelho telha 3. IDENTIFICAÇÃO DE CÁTIONS DO 3°GRUPO Editada por: Anderson Santos – silvasantos@walla. Verifique o que ocorre.MERCÚRIO Adicione 1.1. Adicione 1.com 121 .0mL de cloreto estanoso + NaOH até dissolver ).Anotações e Observações: Química Analítica Prática de Química Analítica Qualitativa 1.0mL de estanito de sódio. Verifique o que ocorre.Na2 SnO2 + 2H2 O b) REAÇÃO DE IDENTIFICAÇÃO DO BISMUTO 2Bi(OH)3 + Na2SnO2 -----. Bi 3+ + 3 NH3 + 3 H 2 O --. Verifique o que ocorre. Adicione 1.CHUMBO Adicione 1.

Verifique o que ocorre.0 mL de Oxalato de amônio. Adicione à uma solução de Alumínio solução de NaOH em excesso e algumas mg de NH4CL.3. Verifique o que ocorre quando se adiciona a solução de NaOH e quando se adiciona a solução de chumbo. CoCl2 + NH4SCN ® Co(SCN)2 + 2 NH4Cl Co(SCN)2 + 2NH4SCN ® (NH4)2[Co(SCN)4] anel azul entre as fases indica cobalto 3.4. 2MnO2 + 5NaBiO3 +20HNO3 ® 2HMnO4 +O2 + 9H2O + 5NaNO3 + 5Bi(NO3)3 ácido manganoso cor uva 3. Adicione à solução de Cromo NaOH + H2O2 + algumas mL de Chumbo. Adicione à solução de estrôncio algumas gotas de hidróxido de amônio + 1.com . 4. Observe a mudança de coloração.2.0 mL de sulfato de amônio.1. Ca + (NH4)2C2O4 ® CaC2O4 + 2NH4 ++ + ppt branco 4. Verifique o que ocorre em cada fase. Verifique o que ocorre.1. Adicione tiocianato de amônio à solução contendo ferro ligeiramente ácida por adição de uma gota de HCL diluído. Verifique o que ocorre.3.5. Fe 3+ Anotações e Observações: + 3NH4SCN ® Fe(SCN)3 + 3NH4 + vermelho tijolo 3. Adicione à solução de cobalto NH4SCN + álcool amílico. Observe se forma um precipitado. 2Cr(OH)3 + 4NaOH + 3H2O2 ® 2Na2CrO4 + 8H2O -Pb(OAc)2 + CrO4 ® PbCrO4(s) + 2 OAc amarelo vivo 3.2. Adicione algumas gotas de HNO3 à solução de Manganês + Bismutato de sódio em uma cápsula de porcelana. Verifique o que ocorre. Aqueça se necessário. Al(OH)3 + NaOH ® NaAlO2 + 2H2O ppt branco que com o excesso dissolve-se reprecipita branco NaAlO2 + NH4Cl + H2 O ® Al(OH)3 + NaCl + NH3 3. Adicione à solução de níquel ligeiramente alcalina 1.6.0mL de Dimetilglioxima. Sr ++ + (NH4)2SO4 ® SrSO4 + 2NH4 + ppt branco 122 Editada por: Anderson Santos – silvasantos@walla. IDENTIFICAÇÃO DE CÁTIONS DO 4° GRUPO 4. Adicione à solução de cálcio algumas gotas de hidróxido de amônio + 1.

2.4.6H2O ppt branco Editada por: Anderson Santos – silvasantos@walla.com 123 .1. + CrO4 ® BaCrO4 -- Anotações e Observações: Ba 2+ ppt amarelo 5. Adicione à solução de bário algumas gotas de hidróxido de amônio + 1. Umedeça a alça de platina na solução de K e leve à chama. Verifique o que ocorre. Umedeça a alça de platina na solução de Na e leve à chama. Observe a cor da chama. Mg++ + (NH4)2HPO4 + H2O ® MgNH4PO4.3.4. amarela 5. Adicione à solução de magnésio 1. Observe a cor da chama. violeta 5. IDENTIFICAÇÃO DE CÁTIONS DO 5° GRUPO 5.0 mL de Cromato de Potássio.0mL de fosfato de amônio em meio alcalino e observe o que ocorre.