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Fluxo 06

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Fluxo de Potência

Revisado em setembro 2007

1 - Introdução
Fluxo de potência é uma das ferramentas básicas em análise de sistemas elétricos. As equações de fluxo de potência podem ser aplicadas tanto em sistemas de grande porte quanto em pequenas instalações. Através da análise do fluxo de potência pode-se conhecer o desempenho de sistemas sob o ponto de vista de operação ou planejamento. A operação de um sistema é considerada adequada quando os níveis de tensão permanecem dentro de determinadas faixas. Em sistemas de grande porte, na maioria das vezes, considerase como normal variações de tensão entre 0,95 pu e 1,05 pu. Valores fora desta faixa pode significar que o sistema opera precariamente, entretanto existem exceções como por exemplo tensões da ordem de 0,90 pu em sistemas de pequeno porte. A análise de fluxo de potência deve também considerar os carregamentos dos componentes do sistema. As equações de fluxo de potência quase sempre se resumem em:

[ ynó ][ vnó ] = [ inó ] =

[s

* * nó / vnó

]

1.0

Na equação acima [y] é a matriz de admitância nodal, [v] é o vetor das tensões, [i] é o vetor das correntes de injeções nodais onde a corrente de cada nó é dada pelo conjugado da divisão da potência pela tensão. A equação acima pode ter característica linear ou não linear, dependendo do modelo das potências nas barras ou de hipóteses simplificadoras. Um sistema de potência normalmente contém barras de carga e barras de geração. Ao se resolver as equações de fluxo de potência, normalmente adotam-se uma barra como referência também conhecida como barra de balanço ou barra infinita. O nome de barra infinita vem do fato de que a tensão permanece constante independente do valor de corrente ou potência. O valor da tensão e do defasamento angular da barra de referência são conhecidos. O mais comum é adotar uma barra de geração como referência. Uma outra denominação para as barras é classificá-las como barras PQ ou barras PV. Denominam-se barras PQ as barras onde os valores da potência ativa (P) e potência reativa (Q) são conhecidos, tanto as barras de geração quanto as barras de carga podem ser do tipo PQ. Nas barras do tipo PQ as correspondentes tensões e defasamentos angulares são incógnitas nas equações de fluxo de potência. A barra PV é um tipo de barra com tensão controlada ou em outras palavras a barra onde se conhece tensão e mantida constante, através de injeções de reativos. Na barra PV a potência

Fluxo de Potência

1

ativa (P) e o módulo da tensão são conhecidos e a potência reativa (Q) e o defasamento angular da tensão são incógnitas.

2 - Fluxo de potência simplificado
O exemplo mais simples é um sistema com duas barras, com uma barra de referência e uma barra PQ ou PV. A figura abaixo mostra o diagrama de impedância de um sistema de duas barras.
1 2 ∼

Fig. 2.0 No sistema da figura a potência que flui da barra 1 para a barra 2 é dado por: s12 = v1 [ (v1 − v 2 ) / z12 + v1 / z10 ] * Supondo um sistema sem perdas e desprezando as conexões à terra obtém-se: s12 = V12 − V1V 2 ∠ (θ 1 − θ 2) /(− jX 12 ) Separando as partes real e imaginária obtém-se: P 12 = [V1V2 sen (θ 1 − θ 2 )] / X12 Q12 = V12 − V1V2 cos (θ 1 − θ 2 ) / X12 2.2 2.3 2.0

[

]

2.1

[

]

A equação da potência ativa pode ser simplificada ainda mais nos casos em que a barra 2 é controlada por reativos. Supondo que as barras 1 e 2 tenham V = 1,0 então obtém-se: P12 = − B12 sen θ 12 2.4

Esta última equação, mesmo muito simples, fornece resultados com razoável precisão para sistemas onde o efeito resistivo é menor do que o efeito reativo. Estas condições se aplicam às diversas configurações especialmente sistemas de grande porte. A figura abaixo mostra a representação gráfica da equação simplificada da potência ativa.

Fluxo de Potência

2

P

θ

Fig. 2.1 A figura 2.1 mostra que a máxima potência transferida ocorre quando o deslocamento angular atinge 90°. Portanto existe um limite para a capacidade de transferência de potência ativa em sistemas com corrente alternada.

Exemplo 2.1 - Qual é o limite de capacidade de transporte de uma LT 69kV com 100 km de extensão? Considere a reatância indutiva série da linha igual a 0,5 Ω/km e tensões nas extremidades iguais a 69 kV , despreze os efeitos resistivo e capacitivo da linha. Utilize como tensão base 69 kV e potência de 100 MVA. SOLUÇÃO - O valor da reatância da linha é: X = 0,5 × 100 Ω = 1,05 pu Através da equação simplificada a máxima transferência de potência é: Pmax = sen 90 / 1,05 pu = 0,952 pu = 95,2 MW

Exemplo 2.2 - Determine a potência máxima que pode ser transferida através de uma LT 138 kV com 1000 km de extensão e reatância indutiva série de 0,5 Ω/km. Despreze os efeitos resistivo e capacitivo e considere como base respectivamente 138 kV e 100 MVA. SOLUÇÃO: A ratância indutiva da linha de transmissão é: X = 0,5 × 100 Ω = 2,625 pu Portanto a máxima potência transferível é: P = 1,0 / X = 0,381 pu = 38,1 MW
Fluxo de Potência 3

3 - Método de Gauss - Seidel
As equações de fluxo de potência não lineares não têm soluções analíticas e a única maneira de resolvê-las é através de métodos iterativos. Existem diversos métodos iterativos para resolver equações não lineares. Os métodos mais empregados em fluxo de potência são o de Gauss - Seidel e o de Newton - Raphson. O método de Gauss - Seidel é de concepção mais simples, entretanto sua aplicação é mais trabalhosa, pois a convergência do processo é lenta. O método de Newton Raphson é de concepção mais complexa, entretanto os resultados são alcançados com poucas iterações. Dentre os dois métodos, o de Gauss - Seidel muitas vezes não alcança soluções que podem ser obtidas pelo de Newton - Raphson. O método de Gauss - Seidel, devido a sua simplicidade, ainda é bastante utilizado em termos acadêmicos. A sua aplicação facilita a compreensão dos processos iterativos. O sistema mostrado na figura 3.0 pode ser utilizado para desenvolver o método iterativo de Gauss - Seidel.
1 2 3


v P+jQ P+jQ

Fig. 3.0 O método de Gauss-Seidel clássico utiliza as equações separadamente. A avaliação da tensão de cada nó corresponde ao termo da diagonal. Por exemplo, para avaliar a tensão da barra 2 utiliza-se a seguinte equação: − y 21v1 + y 22 v 2 − y 23 v3 = ( s 2 / v 2 ) * Isolando a tensão da barra 2 na equação acima obtém-se: v 2 = ( s 2 / v 2 ) * + y 21v1 + y 23 v3 3.0

[

]

/ y 22

3.1

Em termos de processos iterativos a equação 3.1 pode ser adaptada como:
antigo * antigo antigo novo v2 = (s2 / v2 ) + y 21v1 + y 23 v3

[

]

/ y 22

3.2

No processo de Gauss-Seidel clássico repete-se a avaliação da equação 3.2 para cada barra. Se os valores das tensões não atingiram a precisão desejada, repete-se o processo
Fluxo de Potência 4

quantas vezes forem necessárias. Isto demonstra que o processo é simples mas requer uma quantidade enorme de cálculos repetitivos. O método de Gauss - Seidel pode ser melhorado ao se considerar inversões matriciais. Neste caso o seu desempenho compete com os métodos de Newton - Raphson, entretanto somente se aplica a redes que não contenham barras controladas por reativos. O sistema da figura 3.0 pode também ser utilizado para deduzir as fórmulas do método de Gauss - Seidel modificado. A equação matricial simulando o sistema da figura 3.0 é:  y11 − y 21   0  − y12 y 22 − y 32 0  − y 23   y 33    v1   i1   i1   v  =  i  =  s* / v*   2  2  2 2 * *   v3     i3     s3 / v3  

3.3

As cargas correspondentes as barras 2 e 3 podem ser transferidas para a diagonal da matriz de admitância, portanto:  y11   − y 21  0  − y 22 − y12 * 2 s2 / V2    * 2 y 33 − s3 / V3  0 − y 23  v1   i1   v  =  0  2     v3     0 

3.4

− y 32

Considerando que a barra 1 seja a referência, então v1 é um valor conhecido, então o sistema de equações pode ser reduzido como:  y 22 −  −  
* 2 s2 / V2 y 32

  v 2   y 21v1  − y 23   =  * v 0  y 33 − s3 / V32     3 

3.5

Adotando-se valores iniciais para os módulos das tensões desconhecidas, podem-se obter valores mais aproximados, assim:
novo  y −  v2 22 =  novo     v3     antigo 2 * s2 /(V2 )

− y32

 − y23  * y33 − s3 /(V3antigo )2  

−1

 y21v1   0   

3.6

Na equação 3.6 V antigo corresponde aos valores iniciais das tensões. O processo pode ser repetido substituindo os valores de V antigo pelos valores de V novo até que se atinja a precisão desejada. Na equação 3.6, os valores de s* /(V antigo )2 tem a dimensão de admitâncias ou o seu inverso dimensão de impedâncias, desta forma em cada passo do processo iterativo as cargas são vistas com o modelo de impedância constante.

Fluxo de Potência

5

gerador ∼ 1 trafo 1 2 100 km XL = 0. portanto: 1 1.800 2 j4.5 Ω/km 3 trafo 2 4 carga 2 MVA cosφ = 0.400 4 carga 1.201 3 j1. o que corresponde a 0.01900 + j 0.05 ∠ 0º -j 1.1 .7 -j453.9 kV e 100 MVA no gerador.9kV/34.5kV X = 8% 10 MVA XC = 270 kΩ × km 34.7143 4 carga ∼ j 0.7 Diagrama de impedâncias s = 0. A carga do sistema na barra 4 é de 2 MVA.0022 A matriz de admitância tem dimensão 4×4 e tem a seguinte forma: Fluxo de Potência 6 .0022 j 0.Determine a tensão na barra 4 utilizando o método de Gauss . portanto: 1 j0.8kV X = 7% 5 MVA SOLUÇÃO .Seidel.O primeiro passo para a solução do problema é determinar o diagrama de impedâncias em pu do sistema.00624) pu O diagrama de admitâncias em pu pode ser obtido a partir do diagrama de impedâncias.02(cos φ + jsenφ ) = (0.95 (atrasado) 6. conforme mostrado abaixo. O gerador conectado a barra 1 tem uma tensão de 7.05 ∠ 0º ∼ -j453.02 pu.Exemplo 3.245kV.5kV/13.2380 3 -j 0. Use uma base de 6.2500 2 -j 0.

2380 × v3 = 0. PRIMEIRA ITERAÇÃO: Os valores iniciais podem ser representados com o sobrescrito zero e a primeira solução com o sobrescrito 1.9501 + j 0.2500 − j1.0 + j 0.0 Isolando o valor da tensão da barra 2 na equação acima obtém-se: 0 v1 2 = 0.7143  0.05∠ 0  − j1.0   − j1. assim a segunda linha da equação matricial de fluxo de potência corresponde a: 0 j1.0 0. y11 − y12 − y y [ y ] =  21 22  0 − y32  0  0 0 − y23 y33 − y43 0  0   − y34   y44  Os elementos fora da diagonal da matriz de admitância correspondem ao valor negativo das admitâncias entre os nós do circuito e os elementos da diagonal correspondem ao somatório de todas as admitâncias que incidem no nó correspondente. O passo inicial do processo iterativo é estipular valores iniciais para as tensões que não são conhecidas.0 j 0. 3 e 4 podem ser determinadas através do processo iterativo de Gauss Seidel.2380 − j 0. 3 e 4.05∠ 0        v2  =   v   3      v4    − (0.0 j1.0   j 0.0∠0°.01900 + i1   0   0  j 0.0    [ y] =  0.7143  1.0 + 0.1602 × v3 = 1.9501 j 0.2500 0.4858 × v1 2 + j 0.8834 + 0.7143    0.4858 + j 0.2500 0.2380 0.0 Fluxo de Potência 7 .0  j1.2500  j1.0 0.2500 − 0. O processo pode não convergir se este procedimento não for adotado.0 Substituindo a matriz de admitância na equação de fluxo de potência obtém-se: − +     j1.045 + j 0. A tensão de cada barra é obtida a partir de uma determinada linha da equação matricial. O mais usual é iniciar o processo com tensões iguais a 1.25 × 1.2500 + j1.2380 0. As tensões nas barras 2. Assim a matriz de admitância do exemplo é: j1.2380 − j 0.7143  0. A tensão da barra 2 é obtida a partir da linha 2 e assim por diante.0 j 0.4858 j 0.7143 − j 0.7143 − j 0.00624) * / v * 4 As incógnitas na equação matricial de fluxo de potência são a corrente na barra 1 e as tensões nas barras 2.

061 = 1.0087 + j 0.014 + j 0.8834 + 0.5 SEGUNDA ITERAÇÃO: 2 v2 = 0.0266) /(v 4 ) = 1.0087 + j 0.7518 × v 4 = 1.7143 × v1 3 − j 0.8834 + 0.2504 × v 2 + 0.020 2 2 *  v4 = v3 − (0.005∠ − 1.7143 × v 4 = 0.2504 × v 2 + 0.020 − j 0.67  Fluxo de Potência 8 .6 TERCEIRA ITERAÇÃO: 3 2 v2 = 0.015∠ − 4.42  5 v3 = 1.005 − j 0.2504 × v 2 + 0.7518 × v 4 = 1.008 − j 0.0 Isolando o valor da tensão da barra 3 na equação acima obtém-se: 1 0 v1 3 = 0.20  5 v4 = 1.046 = 1.046 + j 0.0087 + j 0.7143 × v 4 = − (0.0 A quarta linha da equação matricial é: 1 * 0 * j 0.1602 × v1 3 = 1.0266) /(v 4 ) = 1.5  Os valores das tensões após a quinta iteração são respectivamente: 5 v2 = 1.9501 × v3 + j 0.012∠ − 3.00624) /(v 4 ) A partir da equação acima o valor da tensão da barra 4 na primeira iteração é: 1 0 *  v1 4 = v3 − (0.01900 + j 0.003 3 3 2 v3 = 0.010 − j 0.A terceira linha da equação matricial de fluxo de potência é: 1 0 j 0.0 2 2 v3 = 0.035 3 3 2 * v4 = v3 − (0.017 − j 0.047∠ − 0.2308 × v1 2 − j 0.0266) /(v1 4 ) = 1.027 = 1.024∠ − 3.7518 × v1 4 = 1.1602 × v3 = 1.009∠ − 2.046 − j 0.

0   − j1.2500 0. A primeira é através das mudanças dos valores dos módulos das tensões após cada iteração.2500  j1. A diferença dos módulos das tensões da quarta e quinta iteração da barra 4 foi de 0.0016.1250 3° passo : L3 → L3 + L2 × 0.7143  0. assim: ∑ s4 = s43 + s4 = v4 × [ − y43v3 + y44v4 ]* + s4 Exemplo 3. os resultados são considerados como precisos. Os seguintes passos podem ser seguidos para zerar as colunas 2 e 3: 1° passo : L2 → L2 / 1.2380 0. Se o somatório das potências é menor que uma tolerância.486 2° passo : L1 → L1 + L2 × 0.2500 − j1.2380 4° passo : L3 → L3 / 0.0 A eliminação dos nós 2 e 3 pode ser conseguida ao zerar os elementos das colunas 2 e 3 da matriz de admitância.9501 j 0.9120 5° passo : L1 → L1 + L3 × 0.0001 pu. SOLUÇÃO: A matriz de admitância do sistema da figura é: j1.2002 Fluxo de Potência 9 . A segunda maneira para se verificar a precisão dos resultados é verificar o somatório das potências que incidem em cada uma das barras.0 j 0.4858 j 0.Resolver o problema 2.7143    0.0   [ y] =   0.7143 − j 0.0 0. Normalmente considera-se que os resultados são satisfatórios quando as diferenças dos módulos das tensões são inferiores a 0.1 procedendo a eliminação dos nós 2 e 3 antes de realizar as iterações do método de Gauss .Seidel. no caso de potências ativas 0. O balanço das potências incidentes na barra 4 pode ser determinado como: ∑ * s 4 = s 43 + s 4 = v 4 × i 43 + s 4 = v 4 × [ (v 4 − v3 ) / z 43 ] * + s 4 O balanço das potência pode também ser calculado através das equações matriciais. por exemplo.0 j 0.2 .2380 − j 0.A precisão dos resultados pode ser verificada de duas maneiras. O somatório das potências incidentes em uma barra é denominado de balanço de potência ou mismatch.01MW.

0403 + j 0.1545 + j 0.016∠ − 6.0624) / v 4  Neste caso o processo é aplicado somente na linha 2 da equação matricial o que corresponde a tensão da barra 4.0    i1    =  * * v4      − (0.Seidel modificado.1227) /(v 4 ) = 1.3 .063 − (0. portanto: * j 0.41 3 2 * v4 = 1.01900 + j 0.1549 × v 4 = − (0.1 utilizando o método de Gauss .0  − j 0.1549   O sistema reduzido equivalente a matriz de admitância acima está mostrado na figura abaixo.1545 + j 0.1568  + j 0.1568  + j 0. Exemplo 3.023 − j 0.05∠ 0.030∠ − 6. 1 -j 0.0403 + j 0.063 − (0.9 2 *  v4 = 1.1568 4 carga 1.1568 × 1.7143 Após a aplicação dos 6 passos a matriz de admitância resultante é: [ y] =  − j 0.05∠ 0.00624)* / v 4 PROCESSO ITERATIVO: assumindo o valor inicial da tensão da barra 4 obtém-se: 0 *  v1 4 = 1.05 ∠ 0º ∼ j 0.1549    1.1900 + j 0.0019 A equação matricial de fluxo de potência do sistema reduzido contendo apenas os nós 1 e 4 é:  − j 0.6° passo : L4 → L4 + L3 × 0. a matriz de admitância modificada é: Fluxo de Potência 10 .0023 j 0.1227) /(v1 4 ) = 1. SOLUÇÃO: Supondo como valores iniciais 1.1227) /(v 4 ) = 1.1568 − j 0.063 − (0.0403 + j 0.53 O processo iterativo prossegue até que a precisão estabelecida seja alcançada.Resolver o exemplo 3.0 para os módulos das tensões.123 = 1.1568 − j 0.017∠ − 6.

019∠ − 5.010∠ − 6. Na lista abaixo.81  2  1    v3  =  1. 01900 + j 0 .7143 0  v3  =       1  * 2   0 j 0 .19    1  1.045∠ − 0. 7143 + ( 0 . Fluxo de Potência 11 .9501 j 0.05 2  1    j 0. 7143 − j 0 .009∠ − 6.7143  0  j 0. dados de barras e dados de linhas e transformadores. seguem comentários.000 + j 0.7143 + (0. Resolver as equações de fluxo de potência através do método de Gauss .01MVAr.7143  * 2 − j 0. A outra maneira de verificar a precisão dos resultados é através do balanço das potências incidentes em cada uma das barras. ou seja uma tolerância próxima dos valores satisfatórios.4 – Determinar as tensões das barras B e C do sistema descrito na lista abaixo. Por exemplo o balanço das potências na barra 4 é: ∑ s4 = v4 × [ − y43 v3 + y44 v4 ]* + s4 = (0.001pu.00006) pu Portanto o maior mismatch na barra 4.10    2  1.045∠ − 0. 00624 ) / 1 0     v4     O resultado após a primeira iteração é:  v1   1.2380 − j 0.01900 + j 0.25 × 1.2380 − j 0. − j1.79    2    2  v3  =  1.00624) / 1   Desta forma o processo iterativo pode ser formulado como: −1  v1   − j1. as colunas identificadas por w descrevem as tensões de operação. é menor do que 0.4858 − 0 / 12  [ y] =  j 0.018∠ − 5.4858 j 0.2380 0   − j1.70   v4         O resultado após a segunda iteração é:  v 2   1. que é o das potências reativas. Nos dados de barras as colunas identificadas por v descrevem as tensões nominais.58   v4         Pelos resultados verifica-se que a maior diferença dos módulos das tensões da iteração 1 e 2 é da ordem de 0. as colunas p = potências ativas em MW e as colunas q = potências reativas em MVAr. Os resultados seriam considerados satisfatórios se os balanços de cada uma das quatro barras fossem menores que a tolerância estabelecida. Exemplo 3.9501 − 0 / 12 j 0.Seidel modificado.2380  0   j 0.

000 pppppprrrrrriiiiii 0.0 * (0.1 0.0   i1  A     1 vB   =  0 1    0 vC     Fluxo de Potência 12 .4432 + j8.61 + j 3.171) = 0.314     1. as colunas i = corrente de excitação % do transformador.61 + j 3.2+ j248.255 -j31.470 + j 0. 310 .09 0  1. 50. as colunas x = reatância série em ohms/km ou reatância %.06   − 1.470+ j.800 0.05∠ 0.500 290.0 17.0 0.132+ j.32 6.61 + j 3.4432 + j8. As impedâncias na figura abaixo estão na base de 100 MVA e 138kV no gerador. a admitancia correspondente a carga é: y = 1.0 bbbbbbbbbbbbtrrrrrrxxxxxxcccccccddddddd BARRAB 0.0 0.400 − .0 0.06   − 1. as colunas d = extensão da linha.0 0.0 0. 1 TESTE APOSTILA ASP 04MAI2006 CASO BASE 0ALL 2bbbbbbbbb BARRAA BARRAB BARRAC FIM 3bbbbbbbbb BARRAA BARRAB FIM 6 7 aaaaaaaaaaaatvvvvvvwwwwwwpppppppqqqqqqqssssssaaaaaaiiiiii TRONCO 2138.053 − j11.0 TRONCO 0138.100 0.4437 − j8.00 97.00 0.4432 + j8.0 0.171 C Diagrama de impedâncias As equações de fluxo de potência na forma matricial são: − 1.0   iA      vB 0   =   *    ( − (0.0 0. as colunas r = perda shunt % do transformador.00 BARRAC 0.0 carga .260 0. .00145.61 − j 3.4 -j31. conforme mostrado abaixo.310    0 − .00 10.O primeiro passo para a solução do problema é determinar o diagrama de impedâncias em pu do sistema.0 0.0 0.09 2. as colunas c = reatância shunt em kOhms*km ou relação de transformação do transformador.0064+ j.000 0.4 B 31.120 v=1. as colunas p = potencia do transformador em MVA.310 .053 − j11.61 + j 3.470 − j 0.0 0.470 − j 0.Nos dados de linhas as colunas r = resistência ôhmica em ohms/km ou resistência % .05∠ 0.0 TRONCO 013. 0.0 0.310     0 − . 4432 + j 8 .09 2.80 SOLUÇÃO . 9137 − j 8 .0 47.171 pu Assim a equação matricial correspondente a primeira iteração é: − 1.400 − .171) / v )  vC c     Supondo que o módulo da tensão na barra C é igual a unidade.09 0  1.05 ∠ 0º ∼ A .61 − j 3.0 0. 485    1.

485   −1  − 1.4 A análise dos resultados mostra que as perdas ativas no sistema são correspondentes a: perdas = geração − c arg a = 51.895 22489.948 tap.4432 + j8.6 0.0 = 4.000 1 BARRAA -47244.028 344.000 + 0.676 0.7% Enquanto que as perdas no transformador equivalem a: perdas = fluxoBC + fluxoCB + PerdasMagnet = 47.2 MW = 8.20 − 47.000 -47003.299-17090.053 − J 11.176-21139.Raphson aplicadas na resolução das equações de fluxo de potência.000 3 BARRAC 0.2% As perdas na linha de transmissão correspondem a: perdas = fluxoAB + fluxoBA = 51. Assim o Jacobiano das equações incrementais pode ser tratado de forma desacoplada.409 0 PerdasMagnet 43.9277∠ − 5.614 3 BARRAC 47201.310 B  1 =    vC    − .400 − .0507 2 BARRAB 0.000 0.Raphson Existem diversas concepções baseadas no método de Newton .000 2 BARRAB 0.tensão 1 BARRAA 1.000 47000.8995 -9.4   pu Segue abaixo o resultado emitido pelo programa computacional: TESTE APOSTILA ASP 04MAI2006 CASO BASE -----barra------.2 − 47. Os sistemas de transmissão de potências elevadas normalmente apresentam uma relação R/X menor do que 1.000 17100. gera-kW kVAr.Reorganizando a equação acima :  v1   2.310 .201 − 47. este fato torna os defasamentos angulares das tensões mais dependentes da potência ativa do que da potência reativa.09)   = 0     [] Após diversas iterações a solução das equações é:  vB   0.9277 ang.244 MW = 0.4432 + j8.kVArS 1.0.carga-kW kVAr0.Métodos iterativos de Newton .901 22489.6   v  =   C   0.8995∠ − 9.151 20795.0 51199.000 0.0 × (− 1. Esta consideração simplifica bastante o equacionamento do problema sem afetar a eficiência do método.000 0.000 0.655 -5. Fluxo de Potência 13 .24 = 3.96 MW = 7.226 0.000 2 BARRAB 51199.9137 − j8.043 = 0.05∠ 0.61 + j 3.48% 4 .

0. desde que se faça algumas adequações. onde a relação R/X pode atingir valores maiores que 1. A dedução das equações pode ser feita utilizando um sistema simplificado de 3 barras. principalmente no método desacoplado. Entretanto a sua grande vantagem aparece em sistemas de grande e médio porte. conforme mostrado na figura abaixo.3 Fluxo de Potência 14 . No sistema da figura a barra 1 é a referência e as barras 2 e 3 são do tipo PQ.1 4.2 A equação que define a potência na barra 2 pode ser reescrita como: 2 * − y 21V1V2 ∠ θ 12 + y 22V 2 − y 23V3V2 ∠ θ 32 = s 2 4. elas são simplificadas. Entretanto o procedimento pode ser estendido para um sistema com n barras. As barras controladas por reativos. Os métodos de Newton . Na barra de referência a tensão (módulo e defasamento) é conhecida e na barra PQ o valor da potência (parte ativa e reativa) é conhecida. ao invés de complicarem as equações.0 A equação matricial do sistema da figura é:  y11 − y 21    0 − y12 y 22 − y 32 0  − y 23   y 33    v1   i1   i1   v  =  i  =  s* / v*   2  2  2 2 * *   v3     i3     s3 / v3   4.0 A segunda linha da equação matricial é: * − y 21v1 + y 22 v 2 − y 23 v3 = s * 2 / v2 * obtém-se: Multiplicando a equação acima por v 2 * * − y 21v1v 2 + y 22V 2 − y 23 v3 v * 2 = s2 4. 4.Raphson facilitam muito a resolução de sistemas com barras controladas por reativos.O método desacoplado pode ser aplicado também em redes de distribuição. 1 2 3 v P+jQ P+jQ Fig.

Supondo que se conheça uma solução aproximada para os defasamentos angulares pode-se escrever que: a 2 a * * − y 21V1V2 ∠ θ 12 + y 22V 2 − y 23V3V2 ∠ θ 32 ≈ s2 + ∆ s2 4. conclui-se que: B21 (∆ θ 1 − ∆ θ 2 ) + B 23 (∆ θ 3 − ∆ θ 2 ) ≈ ∆ P2 Denominando B21 + B 23 = B22 .11 A fórmula resumida da equação para determinar os incrementos angulares é conhecida . e que os valores das tensões são próximos de 1.0 .5 O defasamento angular pode ser decomposto em: 1∠ (θ + ∆ θ ) = cos(θ + ∆ θ ) + j × sen(θ + ∆ θ ) = cos θ cos ∆ θ − senθ sen∆ θ + j × senθ cos ∆ θ + j × cos θ sen∆ θ ≈ cos θ − ∆ θ senθ + j × senθ + j × ∆ θ cos θ = cos θ + j × senθ + j × ∆ θ (cos θ + j × senθ ) = 1∠ θ + j × ∆ θ ∠ θ Assim obtém-se que: c c − y 21V1V2 j∆ θ 12 ∠ θ 12 − y 23V3V2 j∆ θ 32 ∠ θ 32 ) ≈ ∆ s* 2 4.0. então: − B 21∆ θ 1 + B22 ∆ θ 2 − B23 ∆ θ 3 ≈ − ∆ P2 4.7 c Considerando que os defasamentos angulares θ ij são relativamente pequenos. a equação matricial em termos de incrementos angulares do sistema da figura é:  B22 − B 32  como: Fluxo de Potência 15 − B23  B33    ∆ θ 2   − ∆ P2  ∆θ  = − ∆P  3  3  4.6 4.10 4. portanto ∆ θ 1 = 0. então: − j ( A21 + jB21 )∆ θ 12 − j ( A23 + jB23 ) ∆ θ 32 ≈ ∆ s * 2 4.4 Considerando θ aproximado = θ correto + ∆ θ então: c 2 c * − y 21V1V2 ∠ (θ 12 + ∆ θ 12 ) + y 22V2 − y 23V3V2 ∠ (θ 32 + ∆ θ 32 ) ≈ s * 2 + ∆ s2 4.O método desacoplado permite a dedução do Jacobiano relativo aos incrementos angulares independente dos incrementos da tensão.8 Sabendo que ∆ θ ij = ∆ θ i − ∆ θ j e considerando sistemas em que a parte resistiva das linhas e transformadores é bem menor que a parte reativa.9 Sabendo que a barra 1 é a referência.

então: − B 21∆ V1 + B22 ∆ V2 − B23 ∆ V3 ≈ − ∆ Q2 Sabendo que a barra 1 é a referência. nestes casos os Jacobianos não são iguais.0 .18 A fórmula resumida da equação para determinar os incrementos de tensão é conhecida [ B"][ ∆ V ] = [ − ∆ Q] 4. A diferença se explica quando se considera sistemas com barras com tensão controlada. ≈ s 2 + ∆ s* 2 4..17 ∆ V1 = 0.15 Considerando sistemas em que a parte resistiva das linhas e transformadores é bem menor que a parte reativa. assim: c c * − y 21 (V1c + ∆ V1 )(V 2 + ∆ V 2 )∠ θ 12 + y 22 (V2 + ∆ V2 ) 2 − y 23 .[ B'] [ ∆ θ ] = [ − ∆ P] 4. então: − jB21∆ V1 + j (2 B22 − B 21 − B23 ) ∆ V 2 − jB23 ∆ V3 ≈ − j∆ Q2 4. Fluxo de Potência 16 .14 Supondo que as tensões Vic ≈ 1.16 Assumindo que 2 B22 − B21 − B23 ≈ B22 .0 e que os defasamentos angulares θ ij sào relativamente pequenos.19 Nota-se que o Jacobiano das equações incrementais [ B '] angulares é idêntico ao das equações incrementais de tensão [ B"] .. assim a equação matricial  ∆ V2   − ∆ Q2  ∆V  = − ∆Q  3  3  4. então: * ( A22 + jB 22 )(2∆ V 2 ) − ( A21 + jB 21 )(∆ V 2 + ∆ V1 ) − ( A23 + jB 23 ) ( ∆ V 2 + ∆ V3 ) ≈ ∆ s 2 4.13 A equação acima pode ser simplificada como: c c c y 22 (2 V2 ∆ V 2 ) − y 21 (V1c ∆ V2 + V2 ∆ V1 )∠ θ 12 − y 23 (V3c ∆ V2 + V2 ∆ V3 )∠ θ 32 ≈ ∆ s * 2 4.12 A dedução do Jacobiano referente aos incrementos da tensão pode ser feita de maneira semelhante ao que foi adotado para os incrementos angulares. portanto em termos de incrementos de tensão é:  B22 − B 32  como: − B23  B33   4.

5kV/13.05∠ 0   i1      0  v2  =    v    0 3    * *   v4    − (0. -j1.00624) / v4  Os valores iniciais da tensão.95 (atrasado) gerador ∼ trafo 1 trafo 2 6.Conhecendo a tensão na referência.5 Ω/km 3 4 carga 2 MVA cosφ = 0.486 j 0.250 j1.714    0 j 0. 1.250 − j1.05∠ 0    v0     2  =  1.714   1.8kV X = 7% 5 MVA Solução: O diagrama de admitâncias em pu do sistema está mostrado na figura abaixo.Exemplo 4. determine a tensão na barra 4 e o fluxo de potência na LT usando o método de Newton Raphson desacoplado.238  0    0 j 0. valores aproximados para o início do processo iterativo são:  v1   1.238 -j0.714 j0.05 pu na barra 1.00220 -j0.1 .00∠ 0     v4    Conhecendo os valores iniciais da tensão. a equação que fornece os incrementos de potência pode ser na forma de: [ (v ) ] [ y ] [ v ] = [ s * a a Fluxo de Potência * + ∆ s* ] 17 Utilizando a equação acima no sistema do exercício obtém-se: .019 + j 0.25 1.00∠ 0    3    0   1.00220 A equação matricial de fluxo de potência do sistema é: 0 0  − j1.05∠0° ∼ j0.714 − j 0.250   j1.9kV/34. 1 2 100 km XL = 0.950 j 0.5kV X = 8% 10 MVA XC = 270 kΩ × km 34.00∠ 0   v 0   1.238 − j 0.

238 − 0.238  =  0.0636  ∆ P2 + j∆ Q2      =  =  ?− j 0.250 0 0  − j1. então os novos valores dos defasamentos angulares são: θ  θ  θ   1 2 1 3 1 4  θ  = θ  θ   0 2 0 3 0 4  ∆ θ −  ∆θ  ∆ θ   − 0.0 + j ?  =  ∆ P3 + j∆ Q3  =    0.0∠ 7. 0 ∠ − 7 .714    0 0 j 0.4      1 .714  3      0 0 .714  Resolvendo a equação acima obtém-se:  ∆ s2 ∆s  3   ∆ s4 *   1.0 + ∆ s * ) / 1. 714 3  *    *  0 0 j 0.952 0.05∠ 0     *    1.0∠ − 5. assim: *    − j1.019 + j ?    ∆ P4 + j∆ Q4   Conhecendo o Jacobiano [ B '] os incrementos angulares são: ∆ θ ∆θ   ∆ θ 0   − 1. 714 − 0 .250 − j1.950 j 0.714   ( s 4 + ∆ s 4 ) / 1.486 j 0.0 + ∆ s 2 ) / 1.0950         − 0 .0152  0  =  0.9   1.0∠ − 0.9  =  j1.0 + ∆ s 2 ) / 1.0∠ 5. 238 − j 0 .0     1.0   4    − 0.238   (0.0∠ 0    (0.05∠ 0      *  0  (0. 0 ∠ 0        4 4  =   0.0 + j ?   ∆ P2 + j∆ Q2      =  =  0.250 − j1.0065    ∆ P4 + j∆ Q4   Conhecendo o Jacobiano [ B"] .714 − j 0. 0     Resolvendo a equação acima se obtém:  ∆ s2 ∆s  3   ∆ s4 =   ?− j 0.0∠ 0   3     * *   1 .488 0.4   − 7.05∠ 0      1.9       3  =  − 0.486 j 0.j1.250 0 0  s1 / 1.238  0    0 j 0.238 − j 0. pode-se então determinar o incremento das tensões: Fluxo de Potência 18 . os novos valores de ∆ s podem ser calculados a fim de determinar os incrementos de tensão. 950 j 0 .0∠ 0   1.0 + ∆ s * ) / 1.0010 =  ∆ P3 + j∆ Q3  =    ?− j 0.4     0 j 0 .714 − j 0.1216 rad       2 Conhecendo os novos valores dos defasamentos angulares.0950 rad  =  − 5. 0 ∠ 0 ( s + ∆ s ) / 1 .0∠ 0. 019 0 .250 j1.0∠ 0  =  (0. 714 4   2 −1  0   0. 1216     Sabendo que θ a = θ c + ∆ θ .0152 rad   − 0.250   j1.05∠ 0    s1 / 1.

O critério de convergência pode ser através das tensões ou potência.952 0.2 Separando a parte real da equação acima obtém-se: B 21 senθ 12 + B 23 senθ 32 = P2 Fluxo de Potência 5.0469  + 0. então os novos valores das tensões são:  V 1   1.0010 =  − 0.238  ∆ V  =  0.1 Utilizando y ≅ jB e v = 1.0 Multiplicando a equação acima pelo conjugado da tensão da barra 2 obtém-se: 2 * * − y 21v1v * 2 + y 22V 2 − y 23 v3 v 2 = s 2 5. As aproximações podem ser feitas em torno da segunda linha da equação de fluxo de potência de um sistema de 3 barras: * − y 21v1 + y 22 v 2 − y 23 v 3 = s * 2 / v2 5. 5 .3 19 .488 0.0636  − 0. O fluxo linear é utilizado em sistemas com tensões próximas de 1. A dedução das equações pode ser feita com um sistema de apenas 3 barras.Fluxo de potência linearizado O fluxo linear é um método aproximado que leva em conta somente a distribuição de potências ativas do sistema. ou então quando o mismatch de potência.0   V4         O processo é repetido até que os valores das tensões e os respectivos defasamentos angulares tenham convergido. O fluxo linear tem solução analítica e portanto não necessita de processos iterativos. entretanto sua aplicação é para sistemas com qualquer número de barras.0469∠ − 0. 714  4   −1  + 0.0   ∆ V2   − 1. 0168     Sabendo que V a = V c + ∆ V .0259∠ − 5. for menor que uma tolerância de potência que foi estabelecida.0 e com linhas de transmissão onde as resistências são menores que as reatâncias indutivas.238 − 0. O processo pode ser interrompido quando a diferença entre as tensões de uma iteração e outra sejam menores que uma determinada tolerância de tensão.0259         − 0 .714   3       ∆ V 0 0 .0168∠ − 7.0∠ θ na equação acima obtém-se: 2 − jB21 (cos θ 12 + jsenθ 12 ) + jB22V 2 − jB 23 (cos θ 32 + jsenθ 32 ) = P2 − jQ2 5. 714 − 0 .4    1  1.9    2    1  V3  =  1. que equivale a [ ∆ s ] . 0065 − 0 .

25 − 6 .1 .1 Ω/km XL = 0.6 O fluxo de potência definido pela equação 5.3   . ela pode então ser simulada em laboratório por um circuito de corrente contínua.266 6.4 A equação acima permite que a equação de fluxo de potência linear de um sistema de 3 barras seja formulada como:  B11 − B 21    − B31 − B12 B 22 − B32 − B13   θ 1   − P1      − B23    θ 2  =  − P2  B33   θ 3     − P3   5.25 − 6.25      0 6 . 25    0  − P 1 θ  =  0   2       θ + 0 . 3  3   Os resultados dos defasamentos angulares das barras 2 e 3 são dados por:  θ 2   − 8.Determine o defasamento angular da barra 3 e a potência que flui da barra 2 para a 3. 1 ∼ 140kV∠ 0° 200 km R=0. utilizando o modelo de fluxo linear.016  2. a equação acima pode ser reformulada como: B21 (θ 1 − θ 2 ) + B 23 (θ 3 − θ 2 ) = P2 = B21θ 1 − ( B 21 + B23 )θ 2 + B23θ 3 Denominando B21 + B23 = B 22 . Exemplo 5.25   3  A equação acima pode ser resolvida por escalonamento: Fluxo de Potência 20 −1  0  0.25  θ  =  + 6.8kV X = 8% 50 MVA (30 + j10) MVA SOLUÇÃO: A equação de fluxo linearizado do sistema é: 0   − 2.45 Ω/km 2 3 XC = 270 kΩ × km 138kV/13. a equação acima pode ser reescrita como: − B 21θ 1 + B22θ 2 − B 23θ 3 = − P2 5. ou fluxo DC (Direct Current).016 2.6 linear.Utilizando sen θ ≅ θ .016 − 8.5 5. O motivo da denominação é que sendo a equação 5.266 + 6.6 é denominado de fluxo CC (Corrente Contínua).

z 1 Fluxo de Potência 3 2 1 a b 2 i1 T / 1. por exemplo acima de 10 MVA. podendo entretanto existir outras especificações.Passo 1 Passo 2 Passo 3 Passo 3 L1 → L2 → L2 → L1 → L1 /( − 8. Os taps normalmente alteram a relação de transformação entre +5% e -10%.0 e o equivalente π. os que podem ser mudados com o transformador em operação e os que somente podem ser mudados com o transformador desligado. Existem dois tipos de taps.0 → + 0. O primeiro tipo é conhecido como tap variável e o segundo como tap fixo. Devido a fatores econômicos. Este controle é de baixo custo e é empregado de maneira generalizada.1968 O fluxo de potência da barra 2 para a barra3 é dado por: P23 = B23 (θ 3 − θ 2 ) = − 6. 6 .524) L1 + L2 × 0. Os taps fixos também têm a finalidade de controlar tensões. como por exemplo um ano ou mais.25) L2 /(− 1.0 → 0. Os taps variáveis servem para controlar as tensões dos sistemas acompanhando as variações da carga ao longo do dia. O objetivo dos taps é o controle de tensão. tanto nos sistemas de alta potência quanto em redes de distribuição.1488) = 0.3 → 0.000 → − 0.266) L2 + L1 × ( − 6.Controle de tensão através de taps de transformadores Transformadores com diversos taps podem ser utilizados para controlar tensões. somente transformadores de grande porte.7561 Aplicando os passos acima no vetor de injeção de potências obtém-se: θ 2 → 0.25( − 0.0 → 0.1968 + 0. Os transformadores são construídos com diversos taps alem do tap nominal. A figura abaixo mostra um transformador com uma relação de transformação de T/1.1968 → − 0. entretanto em termos práticos a alteração destes taps é feita de tal forma a durar um longo período de tempo relativamente longo.300 O valor da potência encontrado confere com o valor da carga de 30 MW. O modelo π é a permite uma representação simples dos taps de transformadores.3 → 0.3 → − 0. são construídos com taps variáveis.1488 θ 3 → 0.0 i2 = i1 c i2 21 .

0 6.2 Exemplo 6.238 j0.5 Ω/km 3 trafo 2 4 carga 2 MVA cosφ = 0. Considere o gerador como barra de referência com uma tensão de 1.9 kV no gerador e como base de potência 100 MVA.05∠0o e que a barra de carga tem tensão controlada em 1. gerador ∼ 1 trafo 1 2 100 km XL = 0.Já foi demonstrado que: a = z× T b = z × T 2 /(1 − T ) c = z × T /(T − 1) 6.0022 3 j0 j0 -j0.5kV X = 8% 10 MVA XC = 270 kΩ × km 34.95 (atrasado) 6.Seidel modificado.Calcular as tensões nas barras do circuito da figura utilizando o método de Gauss .8kV X = 7% 5 MVA SOLUÇÃO .O processo iterativo pode ser iniciado supondo que a relação de transformação do transformador 2 é 1.05 pu através de taps no lado de alta tensão do transformador 2.9kV/34.0022 j0.0 pu. então a tensão da barra 4 é desconhecida e a correspondente equação de fluxo de potência do exemplo de 4 barras é: Fluxo de Potência 22 .250 2 -j0.714 4 carga ∼ Supondo que a relação de transformação do transformador 2 é 1. O correspondente diagrama de impedâncias está mostrado na figura abaixo. Utilizar como base de tensão 6.1 .1 6.5kV/13.0 pu. 1 -j1.

05 2  1    j 0. 01900 + j 0 .950 j 0. 714 + ( 0 .25 + j1.05 = 0.05∠ 0       j1.0290 4 carga ∼ A correspondente formulação do processo iterativo é: Fluxo de Potência 23 .018∠ − 5.045∠ − 0.238 − j 0.− +     j1.950 + j 0.70   v      4   1 Com o valor de V4 . 00624 ) / 1 .19    1  1.961 SEGUNDA ITERAÇÃO .238 − j 0.00624) / v 4  O processo iterativo pelo método da matriz de admitância modificada pode ser formulado como: PRIMEIRA ITERAÇÃO: −1  v1   − j1.0302 j0.743 -j0. 714 − j 0 .714  v3      0 + j 0.486 + j 0. pode-se estimar qual deveria ser a relação de transformação para controlar a tensão em 1.714 − j 0. 1 -j1.250 2 -j0.238 0   v2  =  j 0. o correspondente diagrama de impedâncias pode ser determinado conforme mostra a figura abaixo.25 − 0 + 0 j1.714  v  4    − (0.25 × 1.0022 3 -j0.05 pu: T 1 = T 0 × V14 / 1.Conhecido o novo valor da relação de transformação.009∠ − 6.238 j0.714 0  v3  =       1  * 2   0 j 0 .01900 + i1   0   0 * * 0. 05 0 v      4   O resultado da equação acima é:  v1   1.486 j 0.0022 j0.238 0   − j1.25 0 0   1.81  2  1   v  3  =  1.

963 A terceira iteração deve ser executada assumindo que a relação de transformação seja de 0.80    2    2  v3  =  1. por outro lado simplifica o processo numérico de Newton .48   v4         Com o novo valor da tensão na barra 4.743 0  v3  =       2  * 2   0 j 0 . A consideração de barras controladas por reativos aumenta a complexidade do processo numérico de Gauss . Em termos de equações de fluxo de potência. e assim por diante o processo prossegue até que a precisão desejada seja atingida.05 = 0.486 j 0. Normalmente a introdução de reativos tende a elevar as tensões e a absorção tende a diminuir as tensões. 7 . referente aos incrementos de tensão. Com isto a matriz [ B"] pode ter dimensões menores que a matriz [ B '] . Fluxo de Potência 24 . o módulo da tensão é fixo e a correspondente incógnita passa a ser a potência reativa. a correspondente estimativa para a relação de transformação é: 2 T 2 = T 1 × V4 / 1.238 − j1.5kV = 33.019∠ − 5.2kV.Barras com tensão controlada por reativos As barras com tensão controladas por reativos melhoram o perfil das tensões em sistemas elétricos. 01900 + j 0 . pois nas barras com tensão controlada os incrementos de tensão são nulos.25 × 1.963.05  2     2 j 0.Seidel.−1  v 2   − j1. Uma relação de transformação equivalente a 0.963×34.045∠ − 0. O objetivo principal do controle de tensão é manter um determinado nível independente das variações das cargas. Os problemas de tensões excessivamente baixas ou elevadas podem ser resolvido ao introduzir no sistema as tensões controladas. A simplificação ocorre no Jacobiano. Os reativos.11   2  1. 743 − j 0 . para se controlar a tensão.009 j 0.Raphson.052∠ − 6. podem ser obtidos através de bancos de capacitores e reatores ou mesmo através de máquinas síncronas. do processo numérico de Newton Raphson. 05 0 v       4  O resultado da equação acima é:  v 2   1.963 significa que o transformador está conectado no tap de 0. 714 + ( 0 . 00624 ) / 1 .238 0   − j1.

As linhas de transmissão têm reatâncias indutivas série de 0.0095 2 -j0.9522∠ θ 3 = − (0.0∠ − θ 3 3        3  PRIMEIRA ITERAÇÃO ..6 . A barra 3 tem uma tensão controlada de 69 kV e fornece uma potência de 10 MW para o sistema. 9522 − j 0 .9522   + j 0.8850v1 2 + j 0.1 .Seidel.15 − j 0.9522 − j1.0095 j0.05) / v 2  1.9522 − j1..Determinar a potência reativa na barra 3 e a tensão na barra 2.10 + jQ ) * / 1. 1 100 km carga (15 +j 5) MVA 2 100 km 3 ∼ gerador ∼ SOLUÇÃO: O diagrama de admitâncias do sistema é: 1 -j0.05) /(v 2 ) 0 0 Os valores iniciais são v 2 = 1.0∠ 0  e θ 3 = 0 .0∠ 0    i1    * *  v 2  =  − (0. A terceira linha da equação matricial é: 1 0 0 j 0.9522 j0.5 Ω/km e reatâncias capacitivas de 250 kΩ×km.9522v1 2 − j 0.9427∠ θ 3 = (0. Utilizar o método de Gauss .Exemplo 7.0∠ θ   (0. portanto o novo valor da tensão na barra 2 é  v1 2 = 0. 9427    1.9522     0 + j 0 .A segunda linha da equação de fluxo de potência é: 0 0 * j 0.10 − jQ3 ) / 1. Considere a barra 1 como referência com uma tensão de 69 kV.0095 3 ∼ carga ∼ A matriz de admitância do sistema é: 0  − j 0. ∠ − θ 3 Fluxo de Potência 25 .9522 j0.9427 + j 0. tensão de base de 69 kV e potência de base de 100 MVA.987∠ − 4.8850 + j 0.0095 j0.15 + j 0.

O valor inicial de Q3 3 3 O novo valor de Q3 pode ser obtido também através da terceira linha da equação matricial 1 substituindo os valores já obtidos assim Q3 = 0. Os cálculos são repetidos da mesma maneira ao longo do processo iterativo. a barra 3 (Usina de Cachoeira Dourada) tem tensão controlada em 230kV e injeta 620 MW no sistema.4Ω/km XC = 260kΩ×km 200km 4 5 ∼ XL = 0. a barra 4 (Subestação Bandeirantes) é de carga com tensão controlada (controle através de um banco estático) em 345kV e a barra 5 (Subestação Anhangüera) é uma barra de carga. Após a quarta iteração os valores obtidos são: 4 v2 = 0.0156 Exemplo 7.2 . As unidades transformadoras são iguais.979∠ − 3.5Ω/km XC = 300kΩ×km (0.2)GVA Solução . a matriz de admitância do sistema é: Fluxo de Potência 26 . Utilizar o método de Newton Raphson desacoplado e considere uma potência de base de 100MVA e 230kV na barra 3.5  .7+j0. portanto o novo valor de θ é θ 1 = 1. cada uma com potência de 225MVA.0+j0.Calcular as tensões nas barras do circuito da figura e a potência que flui nas linhas de transmissão da barra 1 para a barra 4.0 é zero. 3 ∼ 200km 60km 1 ∼ 2 XL = 0.26  4 θ3 = 2. reatância de dispersão de 5% e relação de transformação de 345kV/230kV.2)GVA (1. A barra 1 (Usina de Itumbiara) é a referência com uma tensão de 345kV∠0°.Utilizando tensão de base de 345 kV na barra de referência e potência de base de 100 MVA.89  4 Q3 = 0.0154 .

00∠ − 23.6  0.073 rd   =  − 4.6 17. pois as barras com tensão controlada não possuem ∆ v .6  ∆ v  =  0. pode-se então determinar os incrementos angulares [ ∆ θ ] : 0 0   ∆ θ 2   − 107.0   + 0.6   5  −1  + 0.0      10.8 135.00∠ + 0.8  0 10.0   − 107.9 135.6 − 27.5 17. assim: −1  0. pois as barras 2 e 5 são as únicas que não tem tensão controlada.0   −  + 6.00∠ − 22. A matriz [ B"] tem dimensão apenas 2x2.012 rd   − 0.6 135.2    1   v4   1.6    0 0 − 163.0   29.5  A matriz [ B"] pode ser obtida através da matriz [ B '] ao se desconsiderar as linhas e colunas correspondentes as barras com tensão controlada.0   v1     2   1.00∠ + 0.6   3 =    ∆ θ 4  0 0 − 164.81  =  + 0.2  0.8      0.6  ∆ θ 5  0 Assim os novos valores das tensões são:  v1   1.6 − 28.0 − 145.0 − 107.2   −   =   − 10.0  +     − 7.6 0 0    [ y] = j  0 17. assim: 0.6 135.7     v1 3  = 1.0605  − 5.0  90.7 0 10.0 29.0 − 145.0   ∆ v2   − 107.398 rd   22.5   [ B"][ ∆ V ] = 0.8  1     v5    1. pode-se calcular o mismatch de potência reativa objetivando determinar os incrementos de tensão.2 0 10.00∠ + 4.0 − 145.7    0.0193      Conhecido os incrementos de tensão os novos valores das tensões nas barras são: Fluxo de Potência 27 .411 rd    23.0 − 145.6  ∆ θ   17.9 90.62 E − 4  − 2.8 0   − 118.2  0  Conhecendo o Jacobiano [ B '] e o mismatch de potência ativa [ ∆ P ] .6    ∆ V2   − ∆ Q2  ∆V  = − ∆Q  5  5  Conhecido os valores de tensão após a primeira iteração.

458)]* = 5. Utilizar o método de Gauss Seidel.5  O processo iterativo deve continuar até que a tolerância da tensão ou a tolerância do mismatch de potência sejam alcançadas.77 + j 0. 1 200km XL=0. 7 2     2    v3 = 1. 001 ∠ + 0 .Determinar a tensão na barra 3 e a potência que flui da barra 1 para a barra 2.458 -j14.000∠ + 4.8  2     v5    0. Supondo que os valores de tensão alcançados são suficientemente precisos.981∠ − 23.0∠-22.000∠ + 0.1 .70 A figura abaixo mostra o diagrama com os fluxos de potência representados.0   v2     1 . 1 577 70 4 577 70 8 .000∠ − 22. v1   1.4Ω/km 4 1. Fluxo de Potência 28 .9) + v1( j 0.458 XC=260kΩ×km A potência que flui em cada uma das linhas pode ser dada por: * s14 = v1i14 = v1[ (v1 − v4 )(− j14.2    2    v4   1.EXERCÍCIOS Exercício 8.9 1.8° j0.0∠0° j0. pode-se então determinar a potência que flui da barra 1 para a barra 4 através das linhas de transmissão em 345 kV.

5 Ω/km e a reatância capacitiva de 250 kΩ×km.Raphson desacoplado.Raphson desacoplado e tensão de base de 138 kV na referência e potência de base de 100 MVA. As linhas de transmissão do sistema têm reatâncias indutivas de 0.2 .1 Ω/km XL = 0. tensão de base de 138 kV na barra geradora e potência de base de 100 MVA. A barra 2 é uma barra geradora com uma tensão de 140kV e fornece 50 MW ao sistema.45 Ω/km 2 3 (30 .Determine a tensão na barra 3 do sistema da figura. Determine o reativo da máquina síncrona na barra 2 e a tensão na barra 3 .j10) MVA XC = 270 kΩ × km 138kV/13.j10) MVA 138kV/13. Utilizar o método de Newton .5 ohms/km e reatâncias capacitivas de 300 kohms×km.8kV X = 8% 50 MVA tap = 132 kV XC = 270 kΩ × km Exercício 8. Considere que a barra 3 fornece 10 MW ao sistema. 1 100km ∼ 60km 3 (80+j40)MVA Fluxo de Potência 29 40km ∼ 2 .8kV X = 8% 50 MVA Exercício 8. A tensão na barra geradora é de 140 kV. A reatância indutiva das linhas é de 0.No circuito da figura a barra 1 é a referência com tensão de 138kV.1 ∼ 140kV∠ 0° 300 km R=0. Utilize o método de Newton . gerador ∼ 1 100 km carga (15 +j 5) MVA 2 100 km 3 ∼ Exercício 8.3 . 1 ∼ 140kV∠ 0° 300 km R=0. A barra 3 é uma barra de carga .1 Ω/km XL = 0.45 Ω/km 2 3 (30 .4 .Determine o defasamento angular da barra 3 e o fluxo de potência ativa da barra1 para a 2 utilizando o modelo de fluxo linear.

2 1 ∼ 50 km idem 3 XL=0. 1 ∼ 2 40MW cosϕ =0.5 ohms/km XC=250 kohm×km 3 Exercício 8. Utilize o método de Newton . Sabendo que v 2 = 13. (prova de ASP de jun98) 1 ∼ 230kV/138kV X=10% 50 MVA 2 200km XL=0.No sistema da figura os dois transformadores são idênticos mas um deles está conectado no tap de 13.Exercício 8. determine a tensão na barra 1.8kV Fluxo de Potência 30 .Raphson desacoplado.2kV∠ 0  .5 ohms/km XC=270 kohm×km (80+j20)MVA 138kV/13.92 (atrasado) 25MVA X=9% 138kV/13.Determine o fluxo de potência em cada um dos transformadores do sistema mostrado na figura.7 . A barra 1 é a referência com tensão de 140 kV.8kV X=6% 50 MVA Exercício 8. (prova ASP 04ago98).5 .6 .Determine o tap no lado de alta tensão do transformador para que v 3 = v1 . tensão de base de 138 kV na referência e potência de base de 100 MVA.2kV.

5kV.86 (atrasado) 50MVA X=10% 138kV/13. 1 sG Fluxo de Potência 200 km R=0.15Ω/km XL=0. Determine o valor da reatância indutiva (jX) conectada a barra 3 para controlar v3 = 13.50Ω/km 2 240 km R=0.8 kV A carga na barra 3 é de 40 MW com fator de potência de 0. 1 2 M S 70MVA cosϕ =0.49Ω/km 3 sC 31 XC=270kΩ×km XC=310kΩ×km .49 ohms/km XC=270 kohm×km 138kV/13.8kV X=8% 25 MVA jX idem 3 Exercício 8. 2 1 ∼ 60 km XL=0. 1 ∼ zC zL 2 s2 zC Exercício 8. Considere que v1 é conhecido e que a potência s 2 é representada com impedância constante na base V N .10 .9 .Calcule a potência reativa do motor síncrono M no sistema da figura.8kV Exercício 8. sabendo que os dois transformadores são idênticos mas que um está conectado no tap nominal e o outro no tap de 132kV.8 .14Ω/km XL=0.Exercício 8.93 em atraso.(prova ASP em 27mar99) . Considere que a tensão do sistema supridor seja de 135kV ∠0° e ainda que o módulo da tensão do motor seja de 13.No circuito da figura a tensão da barra 1 é de 138 kV∠0°. (prova ASP 02/mar/99). (prova ASP 04ago98).Determine a solução analítica de v 2 no sistema da figura.0°.11 . sabendo que v1 = 220 kV∠0° e v3 = 210 kV∠-25.Determine o valor das perdas ativas (em MW) do sistema da figura.(prova ASP em 27mar99) .

2 pu Exercício 8.13 .12 .Exercício 8.99) . b) Supondo que o fluxo de potência máximo permitido na linha 1 . de forma a obter.98) . considerando a Barra 1 como referência angular do sistema (θ 1 = 0. você foi encarregado de estudar o problema.0 rad ) .(Exame Nacional de Cursos .9+j0.Uma concessionária de energia elétrica pretende analisar o comportamento dos fluxos de potência ativa em seu sistema.5km SUB02 QC s=0.6+j0.990 -0.2 não seja ultrapassado. A impedância série de cada linha é igual a 0.000 -0.3. adotando 100MVA como base de potência e a tensão de linha como base de tensão. A Divisão de Operação da Companhia executou o fluxo de carga desse sistema para três condições de carga e. uma tensão de 1. a) Calcule os fluxos de potência ativa nas linhas de transmissão. como engenheiro da divisão de planejamento dessa concessionária. A tabela a seguir apresenta alguns resultados da execução do fluxo de carga do sistema.A Companhia de Eletricidade do Vale Dourado dispõe de duas subestações de 130kV alimentadas por um sistema de transmissão cujo diagrama unifilar é apresentado na figura. em pu.2 seja 0. BARRA GER00 SUB01 SUB02 Módulo da Fase da Tensão (pu) Tensão (rad) 1. decidiu que deveria ser instalado um banco de capacitores na SUB02.26+j0.(Exame Nacional de Cursos . de modo que o limite máximo na linha 1 . b)Determine a potência do banco de capacitores instalado em SUB02. baseado n período de carga máxima. Para isso.52 Ω/km e o efeito capacitivo é desprezado. A figura abaixo representa o diagrama unifilar do sistema com as cargas futuras previstas.75km 13km SUB01 s=0. nesse ponto.03037 1.000 0.5pu. do menor banco de capacitores que deverá ser instalado na linha 1 .00 pu. determine a reatância.03039 GER00 ∼ 9. onde GER00 foi considerada como barra como barra de balanço. a)Expresse a impedância das linhas em pu. Dados: [ P] = [ B][θ ] 32 Fluxo de Potência .0000 0. tendo em vista a previsão de carga para um horizonte de dez anos.3 pu 6.

A tensão da barra de referência é 141kV∠0º.5Ω/km 800MW 3 345kV/230kV X=?? 450MVA ~ ~ referência 1 4 Exrcício 8.5 pu 2 X2.15 .16 .15Ω/km XL=0.5Ω/km XC=270kΩ/km P=40MW fp=? 138kV/13.2kV.onde [P] é o vetor de injeção de potência. com fator de potência igual a 0.0 pu Exercício 8. os conceitos de fluxo linear poderão ser utilizados para resolver o problema.3 =1/2 pu PL2 = 0.5ohms/km. referência ~ 200km R=0. X L = 0.8kV X=7.8 / 3 ) kV. Exercício 8. R = 1.5% 50MVA 33 Fluxo de Potência .8 / 3 ) kV. ∼ 1 X1. Determine o banco de capacitores que inserido na linha eleva o módulo da tensão da carga para (13. O efeito capacitivo e a resistência série das linhas de transmissão são desprezados.5ohms/km.(Prova ASP 16jul99) .2 =1/3 pu PG1 = 1. [B] é a matriz de susceptância de barras e [ θ] é o vetor do ângulo das tensões de barra. Determinar o fator de potência da carga que mantém o módulo da tensão em 13.3 =1/2 pu 3 PL3 = 1.85 em atraso. Utilizar como base 100MVA e 138kV na barra de referência.Determinar reatância percentual do transformador entre as barras 3 e 4 que limita P4-3 em 200 MW. abastece uma carga de 30kVA. 600MW 200km 800MW XL=0. A tensão da fonte é de (13.14 – Uma linha de distribuição rural de 15km.5Ω/km 2 345kV/230kV X=5% 450MVA 200km XL=0.(Prova ASP 16jul99) .5 pu X1. Utilizar como base 100MVA e 345kV no gerador da barra 1.

000 0. Determinar em termos aproximados qual o nível de tensão da linha de transmissão planejada. Determinar qual o percentual de redução da carga para que nenhum deles opere com sobrecarga.(Prova ASP 05jul00) .18 .52 Ω/km e o efeito capacitivo é desprezado.9 (atrasado) a uma distância de 200km.000 -0. A Divisão de Operação da Companhia executou o fluxo de carga desse sistema para três condições de carga e.0000 0. A tabela a seguir apresenta alguns resultados da execução do fluxo de carga do sistema.(Prova ASP 05jul00) No sistema da figura a barra 1 é a barra de referência com tensão de 140 kV. prova ASP 16jul99) .9+j0.3 pu 6.(Exame Nacional de Cursos . A impedância série de cada linha é igual a 0. Exercício 8. onde GER00 foi considerada como barra como barra de balanço e também considerando como base 100 MVA e tensão de linha de 130kV.8kV têm cada um uma potência nominal de 25MVA.17 . BARRA GER00 SUB01 SUB02 Módulo da Fase da Tensão (pu) Tensão (rad) 1. Os transformadores com relação nominal de tensão de 138kV/13.(Prova ASP 18dez99) . Exercício 8.Uma concessionária de energia elétrica pretende construir uma linha de transmissão trifásica para transportar uma potência de 70 MW. Os técnicos concluíram que o condutor mais conveniente deveria ter uma resistência ôhmica de 0.2kV.03037 1. Determine a perda de potência ativa no sistema.990 -0.0% e do outro de 9.2 pu 13km Exercício 8. A barra 2 consome 20000 kW e o módulo da tensão é controlado em Fluxo de Potência 34 . baseado n período de carga máxima.15 Ω/km e que as perdas ativas poderiam ser da ordem de 5% da potência a ser transportada.75km SUB01 s=0.Dois transformadores em paralelo suprem uma carga de 40MW com fator de potência de 0.0%..03039 GER00 ∼ 9.98.Exercício 8. fp=0. A reatância indutiva de um deles é de 7.26+j0.20 .5km SUB02 QC s=0.6+j0.A Companhia de Eletricidade do Vale Dourado dispõe de duas subestações de 130kV alimentadas por um sistema de transmissão cujo diagrama unifilar é apresentado na figura.19 .8 em atraso e a uma tensão de 13.

A concessionária local tem um transformador com as seguintes especificações: tensões nominais 230 kV e 138 kV.23 – (Prova ASP 13jun2006) .99%.22 Ω/km XL = 0.14∠-9.93°kV e a tensão na barra C é 13. sabendo que a tensão na barra A é 143.22 . o que corresponde ao processo iterativo de Newton Raphson. potencia 150 MVA.No sistema da figura. Suponha que a carga se mantém constante ao longo do tempo e que o custo da energia é de R$150.135 kV.0 MVAr. A B C Carga 47. A potência reativa que flui da barra A para a barra B é de 10.5 Ω/km 0.5 Ω/km 270 kΩ ×km gerador ∼ 2 carga ∼ Exercício 8. Supondo que a solução para o defasamento angular seja através de [J][∆Θ]=[−∆P]. a tensão na barra B 128.0%. Determine o custo das perdas totais no transformador durante o período de um ano.7 kV. A ∼ B 138kV/13.2∠-5.0 km R = 0.8 kV 50 MVA X = 6.30% e perda no núcleo 0.8kV 25 MVA Exercício 8.3° e na barra B 14. Uma carga de 127 MW com fator de potência 0. O transformador tem uma resistência ôhmica de 0.5% e uma reatância indutiva de 7.(Prova ASP 01set03) . Adotar como tensão de base 138 kV e potência de base 100 MVA. Fluxo de Potência 35 .No sistema da figura a tensão na barra A é 139kV∠5.63°kV.94 (atrasado) ~ 97. impedância 6.5∠0°kV. Determinar o tap no lado de alta tensão do transformador. 1 200km 1.10%. determine o valor do tap do transformador no lado de alta tensão.4 % tap= ? kV Exercício 8.1°.0 por MWh.96 atrasado está conectada no lado de 138 kV cuja tensão de operação é 144. perda nos enrolamentos 0.5 Ω/km XC = 290 kΩxkm 138 kV / 13. determinar o valor do Jacobiano [J] literal e numérico.1kV∠-7.21 – (Prova ASP 07Ago03) .0 MW fp=0.

20°kV Fim Fluxo de Potência 36 .1kΩ*km C ~ 69kV/230kV 100 MVA X = 10.1% ~ v=230.97 ∠6.8kV na barra A.98∠ 3.2km R=0. V=72. na linha de transmissão. em MW.40°kV A B 78. O transformado de 230kV/69kV está conectado no tap de 216 kV.10 Ω/km XL =0.24 – (Prova ASP 15jun207) . Utilizar como base para pu 100MVA e 13.Exercício 8. Os valores das tensões nas barras A e C são conhecidas.Determinar a perda de potência.422Ω/km XC =257.

Os exemplos expostos nas páginas seguintes esclarecem a metodologia. Valor fora desta faixa pode significar que o sistema opera precariamente.Fluxo de Potência Cargas Desequilibradas Revisado em dezembro 2009 1 .05 pu. A operação de um sistema é considerada adequada quando os níveis de tensão permanecem dentro de determinadas faixas.95 pu e 1. por exemplo. A simulação de fluxo de potência com cargas desequilibradas requer a representação do sistema nas três seqüências. A avaliação de fluxo de potência com cargas desequilibradas pode ser feita através de equações de rede trifásicas ou através de componentes simétricas. Através da análise do fluxo de potência pode-se conhecer o desempenho de sistemas sob o ponto de vista de operação ou planejamento. considerase como normal variação de tensão entre 0. entretanto existem exceções como. As equações de fluxo de potência podem ser aplicadas tanto em sistemas de grande porte quanto em pequenas instalações. tensões da ordem de 0. Fluxo de Potência 37 . na maioria das vezes. muitas vezes.90 pu em sistemas de pequeno porte. as cargas são desequilibradas. A análise de fluxo de potência deve também considerar os carregamentos dos componentes do sistema. A simulação de sistemas com cargas desequilibradas é semelhante aos procedimentos utilizados com curto circuito. A simulação de sistemas utilizando componentes simétricas é muito comum quando se analisa curtos circuitos. Em sistemas de grande porte.Introdução Fluxo de potência é uma das ferramentas básicas em análise de sistemas elétricos. Nos sistemas de baixa tensão.

95 (atrasado) 6. 1 j0. conforme mostrado abaixo.201+j4.Determine as tensões na barra 4 utilizando o método de Gauss . Use uma base de 6.800 2 4.201+j4. O gerador conectado a barra 1 tem uma tensão de 6.9kV/34.0+j2.Diagrama de impedâncias de seqüência positiva 1 j0.400 4 carga Fluxo de Potência 38 .0 ∠ 0º ∼ Fig.9 kV.5kV X = 8% 10 MVA 34.Seidel.0) Ω/km e a reatância capacitiva 400 kΩ/km.8kV X = 7% 5 MVA SOLUÇÃO 1 .Diagrama de impedâncias de seqüência negativa 1 j0. 2 . Os dois transformadores são DY aterrado.201 3 j1.804+J16.5 Ω/km XL = 0. gerador ∼ 1 trafo 1 2 100 km R=0. A impedância de seqüência zero da linha é (2.9 kV e 100 MVA no gerador.5 Ω/km 3 trafo 2 4 carga 2 MVA cosφ = 0. a carga está conectada na fase A.201 3 j1.1 . Suponha que na barra 4.804 3 j1.800 2 4.5kV/13.800 2 16.O primeiro passo para a solução do problema é determinar os diagramas de impedâncias em pu do sistema.400 4 carga Fig.400 4 carga 1.Exemplo 1 .

2   Eq.201 + j 4. então as tensões da barra 4 no espaço trifásico: Fluxo de Potência 39 .90  Eq.02 pu. portanto:  ia   0.19  = − 0.800 + 4. e supondo que o valor inicial da tensão na barra 4 seja 1.53 Eq.53 Eq.0  Eq 1  b     0.2   1   0.19  = 0. com um defasamento de 18.006667∠ − 18. portanto a tensão de seqüência positiva na barra 4 equivale a: v 4 + = v1+ − 0.05105∠ 38.19    i  =  0.Diagrama de impedâncias de seqüência zero A carga do sistema na barra 4 é de 2 MVA.05105∠ 38.201 + j1. então a tensão de seqüência negativa na barra 4 equivale a: v 4 − = v1− − 0.0 pu.800 + 4.53 Eq.02∠ − 18. 3 As tensões na barra de geração são fixas e equilibradas.19 graus.2  Em termos de seqüência positiva: v1+ − v 4 + = ( j 0.05105∠ 38.0      0.81 Eq.03180 = 0.009334∠ 71.02∠ − 18. 4 Em termos de seqüência negativa: v1− − v 4 − = ( j 0. 3 .53 = − 0.400) × 0.02∠ − 18.05105∠ 38.201 + j 4. 2    3   a 0.400) × 0. 7 Conhecendo as tensões da barra 4 no espaço de seqüência. 6 De forma semelhante a tensão de seqüência zero na barra 4 equivale a: v 4 0 = v30 − ( j1. 02 ∠ − 18 .006667∠ − 18.05105∠ 38.9606∠ − 1.0  ic     As correntes da carga no espaço de seqüência são:  i0  1 1  + 1   i  = × 1 a  i −  3 1 a 2     0.400) × 0.9601 − j 0. então a corrente na fase A corresponde a 0.Fig. 0 = 0 .02∠ − 18.19  = 0. 5 Como a tensão de seqüência negativa na barra 1 é zero.2     1  a2  × 0 .53 = 0.201 + j1.006667∠ − 18.

90   =  − 0.02∠ − 18.19  = 50.201+j6.05105∠ 38.19 Fig.401 4.4630 − j 0. 9606 ∠ − 1 .401 .400 3 × 50. e possível determinar os novos valores de corrente. idêntico ao equivalente de seqüência negativa e o equivalente de seqüência zero corresponde a j 0. e assim por diante.2    Eq.5  Conhecendo a tensão na barra 4. 4 Simulação de falta FT  De acordo com a Figura 4: Fluxo de Potência 40 .201 + j 6.009334∠ 71.0∠ 18. SOLUÇÃO 2 – Uma outra solução é proceder de forma semelhante ao cálculo de um curto circuito monofásico através de uma impedância.8890   v 4 a   0. 9 O equivalente de seqüência positiva é 4. O valor da impedância equivalente da carga é: z c arg a = 1 / s * = 1 / 0.401 J1. Portanto o diagrama para simular o curto circuito monofásico é: 1.0725       a × 0 .9172 − j 0. v4 a   1 1  v4  =  1 a 2  b   1 a  v4 c     1   − 0. 8  b      v4 c     1.19  Eq.0 ∠ 0º ∼ 4.9619∠ 241.4630 + j 0.81   0.53    − 0.800 .0∠ 18.8431     a2    − 0.51   v 4  =  0.002∠ 117. A impedância seria a carga.9201∠ − 4.201+j6.

O gerador conectado a barra 1 tem uma tensão de 6.83   v 4  =  0.03) = 0.0 /(150.9662∠ 241.5 Ω/km XL = 0.9 kV e 100 MVA no gerador.4645 + j 0.02 pu.9 kV. com um defasamento de 18.04703∠ 34.7  Exemplo 2 .4646 − j 0.0 /(4.9993∠ 117. então a corrente corresponde a 0.98   0.70  v 4 0 = 0. 9617 ∠ − 1 .Determine as tensões na barra 4 utilizando o método de Gauss .201 + j 6. 12     a2    − 0.19  ) = 1.9613 − j 0. 60   =  − 0.5kV X = 8% 10 MVA 34.5kV/13.9215∠ − 3.98  As tensões da barra 4 no espaço trifásico correspondem a:  v4 a   1 1  v4  =  1 a 2  b   1 a  v4 c     1   − 0. gerador ∼ 1 trafo 1 2 100 km R=0.401) × 0.0 − (4.006143∠ − 22.0 − 0.8472 Eq.0+j2. A impedância de seqüência zero da linha é (2.19 graus.201 + j 6.400 + 150∠ 18.401 + j1.401) × 0.008600∠ 67.006143∠ − 22.02  = 1.04703∠ 34.8kV X = 7% 5 MVA SOLUÇÃO .02  = − 0. e supondo que o valor inicial da tensão na barra 4 (fases A e B) seja 1.400) × 0.02  .Seidel.401 + 4. A carga do sistema na barra 4 é de 2 MVA.9194 − j 0. 11  v 4 a   0.95 (atrasado) 6.9kV/34.70    − 0. Use uma base de 6.i + = i − = i 0 = 1.0 pu.02  = − 0. As tensões de seqüência: v 4 + = 1.0 − ( j1.O primeiro passo para a solução do problema é determinar as correntes de seqüência na barra 4.5 Ω/km 3 trafo 2 4 carga 2 MVA(A e B) cosφ = 0.3   Eq.91 + j 61.02  Eq. 10 Portanto as correntes de seqüência equivalem a 0.201 + j 6.0) Ω/km e a reatância capacitiva 400 kΩ/km. Os dois transformadores são DY aterrado.9617∠ − 1.04703∠ 34.0 − (4.0616       a × 0 .006143∠ − 22.70  = 0. 13  b      v4 c     0.008600∠ 67.02677 = 0.201 + j 6. portanto: Fluxo de Potência 41 .60  v 4 − = 0.8848  Eq.006143∠ − 22.006143∠ − 22. Suponha que na barra 4 as cargas estão conectadas nas fases A e B.

9002 − j 0.03800 − j 0.401) × (0.01249  Eq.19    i  =  0.00409 − j 0.0    0.1197       a × 0 .8937∠ 235.02∠ − 18. 16  v 4 a   0.0510∠ 98.0 − ( j1.969∠ 119.02∠ − 18.5026 − j 0.0  ic      As correntes da carga no espaço de seqüência são:  i0  1 1  + 1   i  = × 1 a  i −  3 1 a 2    As tensões de seqüência são: v 4 + = v1+ − (4.01249) / 3 = 1.7  FIM Fluxo de Potência 42 . 95   =  − 0.01958  1 2   a  ×  0.80   0.80  As tensões da barra 4 no espaço trifásico correspondem a:  v4 a   1 1  v4  =  1 a 2  b   1 a  v4 c     1   − 0.01491 + j 0.8  =  0.0  Eq 14  b    0.53 = 0.01958) / 3 = − 0.7390 Eq.52  v 4 0 = 0.95  v 4 − = 0.2   0.00409 − j 0.9223∠ − 3.01333   Eq.0 − 0.400) × (0. 15 3    a 0.0280∠ 11.1021∠ 38. 18  b      v4 c     0.9201 − j 0.01333) / 3 = − 0.52     − 0.201 + j 6.57    v 4  =  0.201 + j 6.8    Eq.01491 + j 0.401) × (0.0280∠ 11. 9223 ∠ − 3 .0636 = 0.0510∠ 98.4799 + j 0.03800 − j 0.02∠ 221. ia   0.0 − (4.9081∠ − 7.8416  a2     1   0. 17    − 0.

As mudanças nos taps dos transformadores. por transformadores ou reguladores. Fluxo de Potência 43 .Fluxo de Potência: Controle de tensão com reguladores de tensão ou taps de transformadores Revisado em maio 2010 1 . Os transformadores podem ter taps que somente são alterados com o transformador fora de operação ou taps variáveis com o transformador em operação. introduz nas equações de fluxo de potencia. ou reguladores de tensão. novas variáveis. Os transformadores com taps variáveis sob carga são mais caros e normalmente este recurso somente é utilizado em transformadores com potencia superior a 10 MVA. que são bastante utilizados na distribuição. Os reguladores de tensão são equipamentos de pequeno porte. ou com a terminologia em inglês LTC ( Load Tap Changer ). podem ser ajustadas para controlar as tensões. O controle de tensão. um valor conhecido que é a tensão controlada e uma incógnita que é o valor do tap. mas no caso do Newton Raphson desacoplado o controle de tensão melhora a convergência. Um outro recurso para controlar tensões são os reguladores de tensão. Os reguladores de tensão são diferentes dos transformadores de potencia mas a simulação destes equipamentos pode ser feita do mesmo modo que os transformadores de potencia com taps variáveis. O segundo tipo é denominado de transformadores com taps variáveis sob carga.Introdução Os transformadores são eficientes no controle das tensões. normalmente da ordem de 10 MVA ou menores. O primeiro tipo é denominado de transformadores com taps fixos. Cada controle introduz duas variáveis nas equações. O método de Newton Raphson desacoplado permite uma solução simples e eficiente na consideração de controle de tensão por taps de transformadores. O controle de tensão por taps dificulta a convergência de diversos métodos.

O transformador entre as barras 2 e 3 controla a tensão da barra 3 utilizando taps variáveis. 2.3 44 .1 Supondo a existência de um transformador entre as barras 1 e 2 na figura abaixo.1 2. 1 2 3 4 v P+jQ P+jQ P+jQ Fig. o equivalente será: i1 v1 T1/T2 i2 v3 z v2 i1 v1 b a c i2 v2 Fig. 2. Na barra de referência a tensão (módulo e defasamento) é conhecida e nas barras 2.2 Onde os valores em termos de impedâncias correspondem as seguintes equações: a = z× T b = z × T 2 /(1 − T ) c = z × T /(T − 1) As equações acima em termos de admitancias correspondem a: 1/ a = y / T = y × H 1/ b = y × (H 2 − H ) 1 / c = y × /(1 − H ) Portanto a equação matricial do sistema da figura é:  y11 − y 21   0   0 Fluxo de Potência 2. Na barra 3. 3 e 4 os valores da potência (parte ativa e reativa) são conhecidos.2 – Equações de Fluxo de Potencia No sistema da figura a barra 1 é a referência e as outras barras são do tipo PQ. o valor da tensão é conhecido e o valor do tap é uma incógnita.2 − y12 y 21 + y 23 H 2 − y32 H 0 0 − y 23 H y32 + y34 − y34 0   v1   i1   i1       * * 0    v 2  =  i2  =  s 2 / v 2  * * y34   v3   i3   s3 / v3       * * y 44   v 4   i4   s 4 / v 4  2.

4 45 .6 3 – Jacobianos de incrementos de ângulos e de tensões O método desacoplado permite a dedução do Jacobiano relativo aos incrementos de ângulos independente dos incrementos de tensões.3 3.1 Determinação dos incrementos angulares .4 2.1.2 O defasamento angular pode ser decomposto em: 1∠ (θ + ∆ θ ) = cos(θ + ∆ θ ) + j × sen(θ + ∆ θ ) = cos θ cos ∆ θ − senθ sen∆ θ + j × senθ cos ∆ θ + j × cos θ sen∆ θ ≈ cos θ − ∆ θ senθ + j × senθ + j × ∆ θ cos θ = cos θ + j × senθ + j × ∆ θ (cos θ + j × senθ ) = 1∠ θ + j × ∆ θ ∠ θ Assim obtém-se que: c c * − y 21V1V2 j∆ θ 12 ∠ θ 12 − ( y 23 H )V3V2 j∆ θ 32 ∠ θ 32 ) ≈ ∆ s2 Fluxo de Potência 3.A segunda linha da equação matricial 2.5 A equação que define a potência na barra 2 pode ser reescrita como: 2 * − y 21V1V2 ∠ θ 12 + ( y 21 + y 23 H 2 )V2 − ( y 23 H )V3V2 ∠ θ 32 = s 2 2.1.1.3 é: * * − y 21v1 + ( y 21 + y 23 H 2 )v 2 − ( y 23 H )v3 = s 2 / v2 * obtém-se: Multiplicando a equação acima por v 2 * * − y 21v1v 2 + ( y 21 + y 23 H 2 )V 2 − ( y 23 H )v3v * 2 = s2 2.Supondo que se conheça uma solução aproximada para os defasamentos angulares pode-se escrever que: a 2 a * * − y 21V1V2 ∠ θ 12 + ( y 21 + y 23 H 2 )V2 − ( y 23 H )V3V2 ∠ θ 32 ≈ s2 + ∆ s2 3.1 Considerando θ aproximado = θ correto + ∆ θ então: c 2 − y 21V1V2 ∠ (θ 12 + ∆ θ 12 ) + ( y 21 + y 23 H 2 )V2 − c * ( y 23 H )V3V2 ∠ (θ 32 + ∆ θ 32 ) ≈ s * 2 + ∆ s2 3. Os incrementos dos taps são tratados da mesma forma que os incrementos de tensões. pois as variações nos taps afetam fortemente as tensões sem grandes mudanças nos ângulos. 3.1.

não sofre qualquer alteração em sistemas com tensões controladas por taps da mesma forma que sistema com tensões controladas por reativos.2.3 é: * * (− y 21 )v1 + ( y 21 + H 2 y 23 )v 2 + ( − y 23 H )v3 = s 2 / v2 3. a parte resistiva das linhas e transformadores é bem menor que a parte reativa.7 3.9 O Jacobiano de incrementos angulares.8 A fórmula resumida da equação para determinar os incrementos angulares é conhecida como: [ B'] [ ∆ θ ] = [ − ∆ P] 3.0. 3. no método de Newton Raphson desacoplado. então: − j ( jB21 )∆ θ 12 − j ( jB23 )∆ θ 32 ≈ ∆ s * 2 Sabendo que ∆ θ ij = ∆ θ i − ∆ θ j .1.1 Fluxo de Potência 46 . a equação matricial em termos de incrementos angulares do sistema da figura é:  B22 − B 32   0  − B23 B33 − B43 0   ∆ θ 2   − ∆ P2      − B34    ∆ θ 3  =  − ∆ P3  B44   ∆ θ 4    − ∆ P4   3. os valores das tensões são próximos de 1.1. Sabendo que a barra 1 é a referência. A segunda linha da equação matricial 2.Considerando que: c os defasamentos angulares θ ij são relativamente pequenos.1.A dedução do Jacobiano referente aos incrementos da tensão pode ser feita de maneira semelhante ao que foi adotado para os incrementos angulares. conclui-se que: B21 ( ∆ θ 1 − ∆ θ 2 ) + B23 (∆ θ 3 − ∆ θ 2 ) ≈ ∆ P2 Denominando B21 + B23 = B22 . portanto ∆ θ 1 = 0.2 Determinação dos incrementos de tensões e taps .5 Uma rápida análise permite concluir que incrementos angulares são independentes dos valores dos taps. os valores de H são próximos da unidade.1.6 3.0 .1. então: − B21∆ θ 1 + B22 ∆ θ 2 − ( B23 A)∆ θ 3 ≈ − ∆ P2 3.

A tensão V3 é conhecida.2. então: − ( A21 + jB21 )(∆ V2 + ∆ V1 ) + ( A21 + jB21 + H 2 ( A23 + jB23 ))(2 ∆ V2 ) + * H ( A23 + jB23 )(2 ∆ H ) − ( A23 + jB23 )(∆ V2 + ∆ H ) ≈ ∆ s 2 3.6 3.5 Sabendo que H tem um valor próximo da unidade a equação acima pode ser simplificada como: − B21 ( ∆ V1 ) + ( B21 + B23 )( ∆ V2 ) + B23 ( ∆ H ) ≈ − ∆ Q2 A terceira linha da equação matricial 2.3: * * − ( y32 H )v 2 + ( y32 + y34 )v3 + (− y34 )v 4 = s3 / v3 3.7 Em termos de incrementos a terceira linha da equação matricial 2.8 A equação acima pode ser simplificada como: * − y32 (V3c ∆ V2 + V3c ∆ H )∠ θ 23 − y34 (V3c ∆ V4 )∠ θ 43 ≈ ∆ s3 3.2.2.2.0 e que os defasamentos angulares θ ij sào relativamente pequenos.2. portanto considera-se a existência de ∆ H ao invés de ∆ V3 .2.2. então: − jB21 (∆ V2 + ∆ V1 ) + ( jB21 + H 2 ( jB23 ))(2 ∆ V2 ) + H ( jB23 )(2 ∆ H ) − jB23 (∆ V2 + ∆ H ) ≈ − j∆ Q2 3.2 A equação acima pode ser simplificada como: − y 21 (V1c ∆ V2 + V2c ∆ V1 )∠ θ 12 + ( y 21 + H 2 y 23 )(2 V2c ∆ V2 ) + * Hy 23 (2 (V2c ) 2 ∆ H ) − y 23 (V3c ∆ V2 + V2c ∆ H )∠ θ 32 ≈ ∆ s 2 3.3 Sabendo que as tensões Vic ≈ 1.2.3: c c 2 − y32 (V2 + ∆ V2 )(V3c )( H + ∆ H )∠ θ 23 + ( y32 + y34 )(V3 ) − c * * y34V3c (V4 + ∆ V4 )∠ θ 43 = s3 + ∆ s3 3.9 Fluxo de Potência 47 . assim a segunda linha da equação matricial: c c − y 21 (V1c + ∆ V1 )(V2 + ∆ V2 )∠ θ 12 + ( y 21 + ( H + ∆ H ) 2 y 23 )(V2 + ∆ V2 ) 2 − c * y 23 ( H + ∆ H )V3c (V2 + ∆ V2 )∠ θ 32 = s 2 + ∆ s* 2 3.4 Considerando sistemas em que a parte resistiva das linhas e transformadores é bem menor que a parte reativa.

2.2.17 Portanto a quarta linha é independente de ∆ V3 como era de se esperar. então: − ( jB32 )(∆ V2 ) − ( jB32 )( ∆ H ) − ( jB34 )(∆ V4 ) ≈ − j∆ Q3 A equação acima pode ser simplificada como: − B32 ∆ V2 − B32 ∆ H − B34 ∆ V4 ≈ − ∆ Q3 A quarta linha da equação matricial 2.11 3. portanto não tem incrementos. A equação acima pode ser simplificada como: c * − y34 (V3c ∆ V4 )∠ θ 34 + y34 ( 2V4 ∆ V4 ) ≈ ∆ s 4 3.13 Em termos incrementais a quarta linha: c c * − y34V3c (V4 + ∆ V4 )∠ θ 34 + ( y34 )(V4 + V4 ) 2 = s 4 + ∆ s* 4 3.15 Sabendo que as tensões Vic ≈ 1.2.3: * * (− y34 )v3 + ( y34 )v 4 = s 4 / v4 3.16 Considerando sistemas em que a parte resistiva das linhas e transformadores é bem menor que a parte reativa. então: * − ( A34 + jB34 )(∆ V4 ) + ( A34 + jB34 ) (2∆ V4 ) ≈ ∆ s 4 3. então: * − ( A32 + jB32 )(∆ V2 ) − ( A32 + jB32 )( ∆ H ) − ( A34 + jB34 )(∆ V4 ) ≈ ∆ s3 3.2.0 e que os defasamentos angulares θ ij são relativamente pequenos.2.2. Fluxo de Potência 48 .10 Considerando sistemas em que a parte resistiva das linhas e transformadores é bem menor que a parte reativa.0 e que os defasamentos angulares θ ij são relativamente pequenos.2.12 3. pois V3 é um valor conhecido.14 Observa-se que na equação acima a tensão V3 é fixa e.18 3.Sabendo que as tensões Vic ≈ 1. então: − jB34 ∆ V4 + jB34 2∆ V4 ≈ − j∆ Q4 A equação acima pode ser simplificada como: B34 ∆ V4 ≈ − ∆ Q4 3.2.2.

2.5kV/13. Exemplo 1. j0.7 j4. assim a equação matricial em termos de incrementos de tensão e de taps é:  B21 + B23  − B 32   0  B23 − B32 0 0   ∆ V 2   − ∆ Q2      − B34    ∆ H  =  − ∆ Q3  B44    ∆ V4     − ∆ Q4   3.O Jacobiano dos incrementos de tensão está mostrado na equação 3.20 -j453.19. a soma das admitancias B22 é substituída pela admitancia do transformador com sinal negativo e por ultimo a admitancia (3-4) fora da diagonal é nula.05 pu. [ B '] e [ B"] são muito simples e permanecem constantes ao longo do processo iterativo. A fórmula resumida da equação para determinar os incrementos de tensão e taps é conhecida como: [ B"][ ∆ V ] = [ − ∆ Q] 3.40xT zT2/(1-T) zT/(T-1) 49 . Uma grande vantagem do método Newton Raphson desacoplado e que as duas matrizes. 1 2 100 km XL = 0. 7.0 . Utilize o método de Newton Raphson desacoplado.19 Na equação acima os termos existem três termos que diferem da matriz [ B"] sem barras controladas por taps.Conhecendo a tensão na referência. Sabendo que a barra 1 é a referência.2.5 Ω/km 3 4 carga 5 MVA cosφ = 0.05∠0° ∼ Fluxo de Potência -j453.8kV X = 7% 5 MVA Solução: O diagrama de impedâncias em pu do sistema está mostrado na figura abaixo. A admitancia (2-3) fora da diagonal ao invés de negativa é positiva.7 j1. determine o tap do transformador que controle a tensão na barra 4 em 1.9kV/34. O fato de serem constantes a assegura iterações mais rápidas e a simplicidade reduzem a possibilidade de erros de programação. portanto ∆ V1 = 0.5kV X = 8% 10 MVA XC = 270 kΩ × km 34.80 1.1 .245 kV pu na barra 1. A assimetria na matriz [ B"] é causada pelas barras controladas por taps.2.20 Deve ser ressaltado que a matriz [ B"] é assimétrica.95 (atrasado) gerador ∼ trafo 1 trafo 2 6.

238 − j 0. valores aproximados para o início do processo iterativo são:  v1   1.0∠ 0   1.7 -j0.238 − j 0.00220 .250 − j1.238 j0.714   1.0∠ 0   3     *  *  1 .0 pu: 0 0  − j1.05∠ 0     *    1. 05 ∠ 0        4 4  Fluxo de Potência 50 .0475 + i1   0   0 * * j 0.486 j 0.05∠ 0        v2  =   v   3      v4    − (0.25 1.0 + ∆ s 2 ) / 1.00220 453.250   j1.250 j1.05∠ 0    s1 / 1.714xH z(H2-H) z(1-H) A equação matricial de fluxo de potência do sistema.7 -j0.00∠ 0   v 0   1.00∠ 0     3   v   1 .O diagrama de admitancias em pu está mostrado na figura abaixo: -j1. a equação que fornece os incrementos de potência pode ser na forma de: [ y ][ v ] = [ a (s* + ∆ s* ) / v* ] Utilizando a equação acima no sistema do exercício obtém-se: 0 0  − j1. supondo que o tap inicial é 1.0 + ∆ s * ) / 1.0∠ 0  =  (0.250 − j1.0156) / v 4  Os valores iniciais da tensão.714 − j 0.714  Resolvendo a equação acima se obtém: *   1.714 − j 0.486 j 0.250   j1.950 j 0.05∠ 0    v0     2  =  1.0∠ 0    (0.714    0 0 j 0. 05 ∠ 0    4   Conhecendo os valores iniciais da tensão.238  0    0 j 0.714    0 0 j 0.238  0    0 j 0. 05 ∠ 0 ( s + ∆ s ) / 1 .950 j 0.05∠0° ∼ j0.250 j1.

0475    0.0156  ??+ 0. 05 ∠ − 17 .0293  + 0. 1416     Fluxo de Potência 51 .486 + 0.61   (0. 2376 rad    3  3 3       θ 1   0   ∆ θ   − 0.43 − j 0.18  − j1.0 + j ?   ∆ P2 + j∆ Q2      =  =  0. os novos valores de ∆ s podem ser calculados a fim de determinar os incrementos de tensão.0593  − 0.238  0    0 j 0.313∠ 92.238  ∆ V  =  0.42   θ      4      4   4  Conhecendo os novos valores dos defasamentos angulares.238 − 0.0475 − j 0.19  = *   ∆ s4      0.0 + ∆ s 2 ) / 1.0∠ 2.714  Resolvendo a equação acima se obtém: *  ∆ s2   1.714   3       ∆ θ 0 0 .0∠ 13.61  3     *  *  1 . pode-se então determinar o incremento das tensões: 0   ∆ V2   − 1.714 − j 0.57    *      ∆ s3  =  0.18  θ 2   2   1  2  =  − 13.238∠ 78.238 − j 0.0316  =  ∆ P − j∆ Q  3    3   ??− j 0.81 − j 0.0316 =  + 0.18   1.488 0.0∠ − 13.0∠ − 2.250 − j1.0593   ∆ P2 − j∆ Q2   ??+ 0.952 0.486 j 0.0542    ∆ P4 − j∆ Q4   *   1. 42        4 4  Conhecendo o Jacobiano [ B"] .714  3       ∆ H 0 0 .952 − 0.238  ∆ θ  =  0.05∠ 0     *     1.0 + j ?  =  ∆ P3 + j∆ Q3  =    0. 714     −1  + 0. 05 ∠ 17 .3041  Sabendo que θ a = θ c + ∆ θ . ∆ s2 ∆s  3   ∆ s4 =   0.05∠ 0    s1 / 1.250   j1.750∠ 86.238 − 0.2376   − 0.750∠ 93.950 + 0.3041 rad   − 17. então os novos valores dos defasamentos angulares são: 1  θ 0   ∆ θ   − 0. 42 ( s + ∆ s ) / 1 .0 + ∆ s * ) / 1. 714  4   −1 0   0. 714 − 0 .787 + 0.250 j1.18  =  (0.61  0 θ = θ − ∆ θ = − 0 .0475 + j ?    ∆ P4 + j∆ Q4   Conhecendo o Jacobiano [ B '] os incrementos angulares são: 0   ∆ θ 2   − 1. 0542 − 0 .0380     0    =  0. 714 0 .0657         − 0 .488 0.0380 rad   − 2.238∠ 101.714    0 0 j 0. assim: 0 0  − j1.950 j 0.

O processo é repetido até que os valores das tensões e os respectivos defasamentos angulares tenham convergido.9343∠ − 13.18   2  1    v3  =  0. então os novos valores das tensões após a primeira iteração:  v1   1.0293∠ − 2. o processo pode ser interrompido quando os valores ∆ V forem menores que a tolerância especificada. FIM Fluxo de Potência 52 . o processo iterativo pode ser interrompido quando os valores de ∆ s forem menores que a tolerância especificada. O critério de convergência pode ser através de tolerâncias de tensões ou tolerâncias de potencia. No caso de tolerância de tensão.1416 = 1.Sabendo que V a = V c + ∆ V .1416 . Os valores de ∆ s são também conhecidos como mismatch.05∠ − 17.0 + 0.61     v1    4   1.42  Enquanto que o novo valor de H 1 = H 0 − ∆ H = 1. No caso de tolerância de potencia.

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