MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA

Métodos de Lavra
Descrição: Este documento contém informações sobre os principais tipos de lavras e suas aplicações para minerais industriais, argila, agregados para construção civil, gemas, ouro e diamante. Palavras-chave: lavra a céu aberto, lavra subterrânea, dragagem, desmonte hidráulico, mascarita, escafandro, chupadora, cata _________________________________________________________________________

ESCOLHA DO MÉTODO DE LAVRA A escolha do método de lavra é uma das decisões mais importantes que são tomadas durante o estudo de viabilidade econômica. Na fase de planejamento, a seleção é baseada em critérios geológico, social, geográfico e ambiental, todavia as condições de segurança e higiene devem ser garantidas durante toda a vida útil da mina. Os aspectos relativos à estabilidade da mina, à recuperação do minério e à produtividade máxima também devem ser considerados. A seleção do método de lavra é um dos principais elementos em qualquer análise econômica de uma mina e sua escolha permite o desenvolvimento da operação. Numa etapa de maior detalhe, pode constituir-se como fator preponderante para uma resposta positiva do projeto. A seleção imprópria tem efeitos negativos na viabilidade da mina. A mineração é uma atividade que é praticada em todo mundo e as técnicas de extração empregadas estão em constante evolução. Os métodos são limitados pela disponibilidade e desenvolvimento dos equipamentos e, como todos os fatores que influenciam em sua seleção, devem ser avaliados levando-se em conta os aspectos tecnológico, social, econômico e político; a escolha do método de lavra pode ser considerada tanto uma arte como uma ciência. Comumente o método de lavra é designado como sendo a técnica de extração do material. Isso define a importância de sua seleção, já que todo o projeto é elaborado em torno da técnica utilizada para lavrar o depósito. Os trabalhos de infra-estrutura estão diretamente relacionados com o método. Embora possam ocorrer modificações durante os serviços de lavra, implicando custos adicionais, essas alterações, geralmente, não produzirão um projeto ótimo em termos de eficiência operacional, porém, caso seja imperioso essa mudança, será preciso estabelecer um método que possua maior flexibilidade em termos de variações na técnica de extração. O emprego do termo "técnica de extração" reflete os aspectos técnicos da seleção do método, que é parte fundamental da análise, dimensionamento dos equipamentos, disposição das aberturas e seqüência de lavra. A maioria das minas utiliza mais de um método de lavra na sua operação. Um dado método pode ser mais apropriado para uma zona do depósito, todavia em outras partes seu emprego pode não ser a melhor opção. Selecionado o método, este deve ser seguro e produzir condições adequadas para os funcionários, fomentar a redução dos impactos causados ao meio ambiente, permitir condições de estabilidade durante a vida útil da mina, ser flexível adaptando às diversas condições geológicas e à infra-estrutura disponível, permitindo atingir a máxima produtividade reduzindo o custo unitário. As características físicas do depósito limitam as possibilidades de aplicação de alguns métodos de lavra. A profundidade e a extensão do capeamento fornecem uma indicação preliminar sobre a aplicabilidade de técnicas de lavra a céu aberto. O mergulho do corpo é um fator importante que influencia tanto na seleção do método como na escolha dos equipamentos, podendo ser definidos como suave (horizontal a 20º), médio (20º a 50º) e íngreme (50º a vertical). A espessura do depósito e a sua forma também permitem a exclusão de determinados métodos. Os depósitos são classificados como estreito (<10 m), intermediário (10 m a 30 m), espesso (30 m a 100m) e muito espesso (> 100m) (Nicholas, 1968). Além do condicionamento da escolha do método pelo teor do minério e sua distribuição espacial, temse ainda considerações sobre as águas superficiais e subterrâneas, quanto às formas de drenagem e bombeamento; considerações geotécnicas sobre o maciço rochoso relacionadas às propriedades permeabilidade, deformabilidade, resistência etc., aliadas as características da geologia estrutural que procurará determinar feições estruturais (falhas, dobras, diques etc.), devendo todas elas ser consideradas no estágio preliminar do projeto.

questões sociais e geográficas podem influenciar diretamente na escolha do método. A perfuração nesse método é sempre feita no sentido descendente. Um exemplo disto é que a mineração em regiões remotas raramente desperta o interesse de operários qualificados e sua permanência no local. vol. cimentado ou não. por blocos (block caving) e longwall. 54 nº. desde que a espessura da camada permita a operação de equipamentos em seu interior. pois se trata reconhecidamente de uma atividade que está sujeita a riscos elevados. as perfurações podem ser descendentes. Subníveis (sublevel caving): método de perfuração ascendente no qual o teto vai sendo abatido de acordo com o encerramento das atividades de extração das galerias. b) Suporte das encaixantes: os mais comuns são o recalque (shirinkage) e o corte e enchimento (corte e aterro). Câmaras e pilares: método que se presta bem á mecanização. No Brasil pratica-se o abatimento em subníveis. como também. a) Realce auto-portantes: método que costuma exigir elevada continuidade e homogeneidade da qualidade do minério possuindo alta produtividade face á simplicidade das operações conjugadas empregadas. Embora seja possível destacar os métodos de lavra a céu aberto e subterrânea como principais. Os critérios básicos para definição dos custos de cada método devem ser de forma tradicional através da apropriação de seus componentes individuais. “Seleção do método de lavra: arte e ciência”. . Texto extraído da Revista Escola de Minas. configura-se o rejeito hidráulico. as dimensões das plataformas de trabalho dependerão da produção e da conveniência dos equipamentos. no Brasil é bastante empregado em vários locais. que pode ser feito com ou sem adição de cimento. Método de menor produtividade quando comparado com aberturas auto-portantes em condições similares. subníveis e VCR – Vertical Crater Retreat). Subníveis: o método permite grande variação em sua aplicação. levando-se em conta. Os tipos de método de lavra mais comuns. c) Abatimento: os mais comuns são o abatimento em subníveis (sublevel caving). tem-se ainda a garimpagem e a dragagem. A definição entre os métodos a céu aberto ou subterrâneo se baseia sobre o critério econômico. além da influência direta nos custos e na produtividade.MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA Outras considerações como estabilidade política do País. pois existe uma relação entre as dimensões dos equipamentos de perfuração e a espessura e inclinação da camada para que essa permita a operação dos equipamentos no seu interior. a recuperação de pilares aumentando as recuperações na lavra. Provavelmente existem mais de trezentas variações dos métodos tradicionais. A menor produtividade se justifica em função dos desmonte menores. pela primeira vez. e abatimento em minas de grande porte. já que ela depende do desenvolvimento tecnológico. TIPOS DE MÉTODO DE LAVRA A metodologia adotada em um determinado jazimento é aquela que apresenta o menor custo unitário. VCR – Vertical Crater Retreat (Recuo por Crateras Verticais): método de grande importância na mineração por ter permitido. 3 – Ouro Preto. pois uma operação em grande escala exige infra-estrutura adicional. As variações do método ocorrem sob a forma de abertura de poços. provendo diluição e recuperação aceitáveis. jul-set 2001. *Subterrânea: lavra desenvolvida no subsolo em função de dois condicionantes. Quando o material de enchimento é o próprio estéril. a situação financeira da empresa. suporte das encaixantes. também. enquanto que uma operação de pequena escala pode ser feita por um programa sazonal. podem ser: *A céu aberto: método de bancos em cava ou encostas dependente das condições topográficas do terreno. configura-se o enchimento dito mecânico. de um maior número de operações conjugadas e da dificuldade própria de manuseio do minério em recalque ou enchimento. quando o material do enchimento é o rejeito do beneficiamento (backfill). afetando a escala de produção. ascendentes ou radial. túneis e galerias nos maciços das encaixantes ou aplicação de métodos ou técnicas mais sofisticadas como realce auto-portantes (câmaras e pilares. um é a geometria do corpo (inclinação e espessura) e o outro são as características de resistência e estabilidade dos maciços que constituem o minério e suas encaixantes. praticados no Brasil. Corte e enchimento: método que permite lidar com variações quanto á continuidade e homogeneidade da qualidade do minério. onde a profundidade máxima da cava dependerá diretamente do teor e da relação estéril/minério. baseando-se em mais de um critério de avaliação econômica. considerando-se todos os condicionantes operacionais. Recalque: método que não se presta bem á mecanização.

aliadas a alta mecanização e alta produtividade horária. colocando a mostra os níveis cascalhíferos eventualmente mineralizados e concentrando o material carreado pelas enxurradas. em geral retangulares e de dimensões variadas. A mangueira de sucção é monitorada pelo escafandrista. A extração desse material é realizada por meio de um jato d'água em alta pressão levado por mangueiras e direcionado pesadamente na base do talude da frente de lavra. os quais são direcionados ao decapeamento do material estéril de áreas definidas aleatoriamente ou que tenham sido submetidas a anterior trabalho prospectivo.MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA *Garimpagem manual: método onde o processo se dá pela lavagem do cascalho com ajuda de equipamentos rudimentares e ferramentas manuais para retirada do estéril. a catação manual. com a finalidade de se alcançar níveis mineralizados utilizando equipamentos como pá. b) Garimpagem manual com o auxílio da ação de águas fluviais: o método consiste no desvio de pequenos córregos. compressor. alimentado por um compressor de ar. permitindo maior autonomia de mergulho. c) Garimpagem manual por catas: o método consiste na abertura de poços. muitas vezes com lâminas d'água de até 30 metros. carrega o material. Geralmente são utilizadas as chamadas dragas de alcatruzes e de sucção. picareta. ou seja: a draga desmonta. O Escafandro: consiste numa roupa especial. extremamente encachoeirado (caldeirões). escafandro e chupadora: o método consiste num sistema de bombeamento que promove a sucção da polpa formada a partir da superfície de ataque do leito submerso. transporta e beneficia numa única operação. onde são acopladas motor. cuias e bateias. concentrando o material de interesse. A grande vantagem desse método consiste em reunir quatro operações em uma única. Os trabalhos no leito ativo dos rios são antecedidos por investidas prospectivas aleatórias. quando o terreno apresenta uma topografia acidentada e rochas friáveis.20 litros) para a coleta de cascalho. utilizando-se de equipamentos no auxílio dos trabalhos submersos: A Mascarita: consiste numa simples máscara de mergulho. que é posteriormente submetido a apuração por surucagem (peneiramento). b) Garimpagem mecânica por desmonte hidráulico em leitos submersos com auxílio de mascarita. permitindo a concentração do material transportado. onde a lavra é preferencialmente executada contra-corrente e normalmente requer o represamento do curso d'água para proporcionar condições operacionais à draga. adaptada a uma mangueira. eventualmente. *Dragagem: método consiste na utilização de dragas que trabalham nos leitos dos rios. pois transforma depósitos em jazidas aluvionares. através de uma corda amarrada à sua cintura. podendo subdividir-se em: a) Garimpagem manual com o auxílio da ação de águas pluviais: as águas pluviais prestam-se a abertura de sulcos na superfície do terreno. provocando um desmoronamento controlado e a movimentação por gravidade. sendo acumulado num ponto de concentração da polpa (sólido/líquido) assim formada. o ponto de sucção no fundo da água é atingido através de tubulação. suruca (bateria de peneiras com espaçamento das malhas diferenciado) e. a) Garimpagem mecânica por desmonte hidráulico: o método consiste no decapeamento do material estéril quando este recobre o depósito de interesse. permitindo a viabilidade econômica da jazida. caixa de seleção (concentração preliminar do material retirado do fundo do rio). A Chupadora: consiste num sistema flutuante. O mergulhador faz-se acompanhar de uma pá (rabeta ou rabinha) e um saco (+/. provida de um aparelho respiratório adequado. obedecendo as sazonalidades das cheias e vazantes. bomba de sucção. em seguida. procedendo-se. alimentadora de oxigênio por bombeamento a compressão. desnudando o overburden (sobrecarga). em cujo interior a polpa é transportada. . alvo subseqüente de investigação e catação manual. com vista à detecção de eventuais acumulações cascalhíferas nas depressões do leito. enxada. que transmite à superfície sinais codificados. impermeável e hermeticamente fechada. * Garimpagem mecânica: o método resumi-se ao tradicional desmonte hidráulico e subseqüente seleção granulométrica/gravimétrica na resumidora (planta de concentração). enxadeco.

graníticas.MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA Figura 1. a correia transportadora e. SC. Turmalina: lavras a céu aberto. observando-se. acima. e subterrânea por abertura de galerias através de desmonte com utilização de explosivos em pegmatitos. Local: Mina Santa Augusta. anortosíticas e lentes argilo-caulínica tipo semi-flint. Talco: lavra a céu aberto em bancadas. Argilas: lavra a céu aberto bem simplificada. .Draga de ouro em rio (AM) Figura 4. geralmente acompanhando a topografia do terreno. pegmatíticas. e subterrânea por abertura de galerias através de desmonte com utilização de explosivos em pegmatitos. com emprego de métodos convencionais de extração como o uso de trator.Mina de ferro a céu aberto no quadrilátero ferrífero . Figura 3.Lavra de Caulim SUBSTÂNCIAS MINERAIS E OS MÉTODOS APLICADOS NA SUA EXTRAÇÃO Feldspato: lavras a céu aberto. Caulim: lavras a céu aberto.MG Figura 2Plano inclinado em lavra subterrânea de carvão. o sistema de tração de vagonetas. os dutos de drenagem e ventilação. sendo a extração realizada por trabalhadores braçais para melhor aproveitamento da jazida. garimpagem manual (por águas pluviais e catas) e desmonte hidráulico com posterior catação manual. Quartzo: lavras a céu aberto. à esquerda. subterrânea (corte e enchimento). À direita. Mica: lavras a céu aberto. e subterrânea em jazimentos de rochas sedimentares. retro-escavadeira e carregadeira frontal. e subterrânea por abertura de galerias através de desmonte com utilização de explosivos em pegmatitos e alasquitos. vulcânicas.

DNPM (1988). São Paulo. Esmeralda: lavras a céu aberto. (2005). S. Environmental reclamation practice in a Brazilian coal mine – an economical approach. 287-288.scielo. SANTOS.L. apenas por grelhas fixas que separam as frações mais grossas (cascalho. em meia encosta. Coord. v. (2005). 54(3). REVISTA BRASILEIRA DE GEOCIÊNCIAS (1996). DF. T. desmonte hidráulico e dragagem. Cerâmica. S. P. J.. Geral Carlos Schobbenhaus. Caulins brasileiros: Alguns aspectos da geologia e da mineralogia. v. (1968). J. J. essencialmente. A. posteriormente. SANTOS. Rio de Janeiro: CETEM/CNPq.F.MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA Ametista: lavras a céu aberto utilizando escarificadores e detonações. DF. 277-282. (200?). B. Cascalho: subproduto das minerações de areia e brita. 1. Acesso: www. A. Emanuel Teixeira de Queiroz e Carlos Eduardo Silva Coelho. G. 26(2):71-80. J. 31p..br/agregados GERMANI. Principais Depósitos Minerais do Brasil. v. de. L. D. 4a. (2000). I. pp 287-595. seguindo-se.C. H. por vezes muito rudimentares. p. por abertura de poços.C. M. DNPM (1991). SAMPAIO. (1997). Atividades garimpeiras no Brasil: aspectos técnicos. Revista Escola de Minas. 11-48. MACÊDO. “túneis” e “galerias”. M. E. Principais Depósitos Minerais do Brasil. desmonte hidráulico e dragagem. pelotas e concreções) e eventuais sujeiras (matéria orgânica. da. Brita: lavra a céu aberto. Brisbane. Geral Carlos Schobbenhaus. J. Centro de Geociências – UFPA & Laboratoire de Géochimie et Metauogénie – UPMC. v. e garimpagem manual (por águas pluviais e/ou catas). J. Série Rochas e Minerais Industriais. A. E. e garimpagem manual (por águas pluviais..br Koppe. Diamante: garimpagem manual (por águas pluviais. pp 004-301. A. Agregados (brita. iniciando-se com a execução do plano de fogo para desmonte primário (perfuração + detonação por explosivos). fluviais e catas) e/ou mecanizada (desmontes hidráulico e hidráulico em leitos submersos). na maioria das vezes. subterrânea. BAZANTE. subterrânea através da abertura de túneis e galerias e pelos métodos realce auto-portantes a exceção do VCR. Method selection – a numerical approach. Depósitos de caulim e argila semi-flint no nordeste do Pará. WILSON. 3. LUZ. pp. R. J. Ouro: lavras a céu aberto. CHAVES. 39-65.. 61p. A. P. Programa de Capacitação de Gestores de Empresas Mineradoras de Agregados para Construção Civil. 1-6. Costa. FRAZÃO. garimpagem manual (por águas pluviais. A mineração no Brasil.scielo. v. BONATES. F. passando. escavações manuais para extração dos cristais. Série Estudos e Documentos. Tecnologia do caulim: ênfase na indústria de papel.br MIRANDA. v. B. Brasília.. utilizando detonações e.. Convênio DNPM/CVRD/CPRM Brasília. fluviais e catas) e mecanizada (desmontes hidráulico e hidráulico em leitos submersos) e dragagem. Relatório Final. CAVALCANTE.cetec. (1998). folhas e troncos) e por uma simples lavagem para retirada de argila. D. pp. In: Design and operation of caving and sublevel stopping mine. Acesso: ftp. 72p. Panorama da produção e aproveitamento de agregados para construção. suporte das encaixantes e abatimento. Areia: lavra a céu aberto. do desmonte secundário (fogacho + rompedores hidráulicos) e carregamento e transporte dos fragmentos rochosos para os locais de britagem (praças de alimentação) ou diretamente para os britadores primários. fluviais e catas). Beneficiamento de rejeito de moscovita da região do SeridóBorborema (NE) para aplicações industriais. 3-28. Acesso: www. Referências: BARROS. J. areia e cascalho): lavra a céu aberto. p. Grigorieff. P. pp. Seleção do método de lavra: arte e ciência. B. Emanuel Teixeira de Queiroz e Carlos Eduardo Silva Coelho. 4 n. subterrânea por abertura de túneis e galerias. Acesso: www.. Convênio CETEM/MCT. A.gov. XIII Jornada de Iniciação Cientifica – CETEM.mct. (2002). Coal 2005 – 6th Australasian Coal Operator’s Conference. econômicos e sociais. v. (2001). et al. Chapter 4. 38. e dragagem.br/sielo . não necessariamente. sendo quase sempre comercializada na forma como é extraída. NICHOLAS. Coord. E.

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