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MARCELLO MINELLI JUNIOR

CUSTO OPERACIONAL DE EQUIPAMENTOS DE TERRAPLENAGEM

JOINVILLE – SC 2009

UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA CENTRO DE CIÊNCIAS TECNOLÓGICAS DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA CIVIL

MARCELLO MINELLI JUNIOR

CUSTO OPERACIONAL DE EQUIPAMENTOS DE TERRAPLENAGEM

Trabalho de graduação apresentado ao curso de Engenharia Civil da Universidade do Estado de Santa Catarina – UDESC, como requisito para obtenção do grau de Bacharel em Engenharia Civil. Orientador: Especialista Dieter Neermann Co-orientador(a): Msc. Lígia Vieira Maia Siqueira

JOINVILLE – SC 2009

MARCELLO MINELLI JUNIOR

CUSTO OPERACIONAL DE EQUIPAMENTOS DE TERRAPLENAGEM

Trabalho de graduação aprovado como requisito para obtenção do grau de Bacharel, no curso de graduação em Engenharia Civil da Universidade do Estado de Santa Catarina.

Banca Examinadora:

Orientador:

__________________________________________________ Prof. Especialista Dieter Neermann Universidade do Estado de Santa Catarina – UDESC

Co-orientador(a):

__________________________________________________ Prof(a). Mestre Lígia Vieira Maia Siqueira Universidade do Estado de Santa Catarina – UDESC

Membro:

__________________________________________________ Eng.(a) Vanessa Farias Mafra Terraplenagem Medeiros Ltda.

Joinville / SC 17 de Novembro de 2009

” . a meu pai Marcello. que me apoiaram incondicionalmente durante todo o curso. a minha mãe Jussara e a meu irmão Leonardo.“Dedico este trabalho e todo o suor d os meus anos de estudo.

Gerson Mello Borges e Rafael Veiga. sugerir mudanças e correções. Lígia Vieira Maia Siqueira pela sua disponibilidade de tempo. por ler. pela colaboração nas informações concedidas e a oportunidade de conhecer um pouco mais do trabalho desenvolvido pela empresa. por ser um excepcional professor. em ser minha co-orientadora e fazer parte da banca examinadora. Ao Prof. pensamentos positivos e muitas orações. o que contribuiu para o desenvolvimento deste trabalho. Aos funcionários da PESA – Caterpillar do Brasil. fatores determinantes para que eu viesse a realizar o sonho de me tornar engenheiro civil. Nélson Álvares Trigo. foi sem dúvidas um dos melhores professores que já tive. Msc. À Prof(a) Msc. Ao Prof. ao incentivo dado desde o começo. por ter ajudado muitos alunos a seguirem no curso e não desistirem. em especial a Pedro Medeiros de Farias e a Eng(a) Vanessa de Farias Mafra pela colaboração em me auxiliar com o . À Terraplenagem Medeiros Ltda.AGRADECIMENTOS Agradeço primeiramente a Deus aos meus pais Marcello Minelli. que me ajudaram através de conselhos. Jussara Minelli e a meu irmão Leonardo Minelli. ajuda prestada na pesquisa junto às empresas.. Especialista Dieter Neermann pelo seu conhecimento da área.

A todos os antigos moradores do “Residencial Lübeck” onde tudo começou: Marcel. João Evaristo. . Jones. Paulo “Carioca” e família. Aos meus colegas e amigos de curso. Jian Carlos. Avelino Scarton Neto. Yuri. e ao mestre de obras Gilmar. Mário Joaquim (In memorian). Francine. pelos anos de amizade com meu grande e eterno amigo de Ijui/RS. com quem tive meus maiores aprendizados do que é fazer engenharia. Milton. pessoas com quem convivi maravilhosos anos na faculdade. Vladimir. Márcio. Jonas. Juliana. Andreisse Aparecida Hannmann. Luciano.fornecimento dos dados dos equipamentos que foram fundamentais para este trabalho e se disponibilizar a fazer parte da banca examinadora. Rodrigo. Murilo. E um agradecimento especial. Vilmar. Vinicius. A todos os meus amigos da Construtora Dona Francisca Ltda. Flávio. Gustavo. Jorge. Vanderlei. Raquel e Luís Renato. aonde tive a oportunidade de aprender na prática a construir. Charles. Gevaerd. ao meu mestre com quem aprendi muito sobre orçamentos Amarildo. Hugo César Parra Santos e Jéferson da Silveira. Rafael Jacob. Meus mais profundos agradecimentos. Dr. Ricardo Fabrício Dias de Toledo.

ninguém lembra que existe. dizem que não existe Quando é para gastar. todos concordam que deveria existir.MANUTENÇÃO É ISTO AI: Quando tudo vai bem. A. Quando vai mal. SUTER . acha-se que não é preciso que exista Porém quando realmente não existe.

No decorrer dos capítulos apresentaram-se os objetos do estudo. Custos . pás-carregadeira e moto-niveladoras. rolo compactador.RESUMO Esta pesquisa visa dar um parecer teórico de como poderia ser calculado o custo operacional de alguns equipamentos de terraplenagem. com o auxílio de uma coleta de dados junto a Terraplenagem Medeiros Ltda. escavadeiras hidráulicas. e a metodologia utilizada pelo DNIT (Departamento Nacional de Infra estrutura e Transportes). Palavras-chave: Equipamentos. com o objetivo de analisar entre as metodologias utilizadas. Após efetuar os cálculos. estes da área de equipamentos florestais. tratores de esteira. Método de FAO/ECE/KWF e o Método de Battistella/Scania. os métodos utilizados. apresentou-se os resultados finais através de gráficos comparativos entre os métodos. caminhões basculante. por métodos estatísticos e matemáticos existentes. Método de FAO. aonde se buscou identificar as principais diferenças entre as metodologias. Terraplenagem. retro-escavadeiras. qual a que mais representaria a realidade do setor. A estimativa destes custos foi realizada. empresa e índice da SOBRATEMA (Associação Brasileira de Tecnologia para Equipamentos e Manutenção). da cidade de Joinville/SC. Métodos.

SC. and the methodology used by DNIT (National Department Infra structure and Transports). Finally are shown the final results by comparative graphics between the methods. sheepsfoot rollers. Was analyzed the costs by the following methodologies.ABSTRACT This research aim a teorical vision about to calculate the operational costs of land planing equipments. Land planing. bulldozers. Methods. company and SOBRATEMA (Associação Brasileira de Tecnologia para Equipamentos e Manutenção) index. these from forestry equipment area. mixer trucks. Costs . through a data collection from Terraplenagem Medeiros Ltda. FAO method. . doing an analisis based on searched methodologies. which one could represent this sector reality better. The evaluation of these costs was held using some statistical and mathematical existing methods. FAO/ECE/KWF method. Throughout the chapters will be presented the study objects. and Battistella/Scania method. backhoes. track-type tractors. wheel loaders and motor graders. where was searched indentify the main differences through the studied methods. Keywords: Equipments. at Joinville.

....................37 Figura 9 – Esboço de uma escavadeira tipo “backhoe”..............58 Figura 20 – Pá carregadeira trabalhando em condição “leve” de serviço ........................38 Figura 12 .................Detalhe de um Rípper do tipo multi-dente..................Vista frontal de um rolo compactador pé de carneiro.......................30 Figura 6 – Vista de um rolo compactador liso .....Moto-niveladora trabalhando em condição “média” de serviço............................................................86 Figura 23 – Caminhão trabalhando em condição “média” de serviço................48 Figura 17 – Esboço de passagem contínua de uma moto-niveladora......87 Figura 25 – Rolo trabalhando em condição “média” de serviço.......50 Figura 19 – Distribuição das locadoras de equipamentos pelo país .....................................................41 Figura 13 – Escavadeira hidráulica usada pela Terraplenagem Medeiros.......................36 Figura 8 – Esboço de uma escavadeira tipo “drag-line”..........Vista de um trator esteiras sendo transportado por um caminhão ........................87 .37 Figura 10 – Esboço de uma escavadeira do tipo “clam-shell”...................Vista da escavadeira PC 200-8 Hybrid da Komatsu...................................25 Figura 3 ............................................................................85 Figura 21 ..............LISTA DE FIGURAS Figura 1 .......26 Figura 5 ....85 Figura 22 ...................................Caminhão basculante Off-Road................................41 Figura 14 – Retro-escavadeira usada pela Terraplenagem Medeiros ...32 Figura 7 – Esboço de uma escavadeira tipo “shovel” ...............................................................Detalhe do Rípper uni-dente.........44 Figura 15 – Pá-carregadeira usada pela Terraplenagem Medeiros........Trator de esteiras trabalhando em condição “média” de serviço.38 Figura 11 ...................23 Figura 2 ...............................................25 Figura 4 ................86 Figura 24 – Escavadeira trabalhando em condição “média” de serviço........................Alcance máximo do braço de uma escavadeira hidráulica .....................................................................................48 Figura 18 – Moto-niveladora usada pela Terraplenagem Medeiros ..47 Figura 16 – Esboço de trajetória de ida e volta de ré de uma moto-niveladora..................................................................

.....................29 Tabela 6 – Especificações de alguns rolos de chapa lisa.............93 Tabela 23 – Tabela de encargos sociais incidentes....26 Tabela 4 – Especificações de algumas patas para rolos “pé de carneiro” ............24 Tabela 3 – Especificações de alguns tratores de esteira.....................91 Tabela 22 – Tabela de coeficientes de padrão salarial ..................................DNIT..22 Tabela 2 – Especificações de alguns caminhões basculante.................30 Tabela 7 – Tabela de locais de utilização dos rolos compactadores ............................................................................................................85 Tabela 19 – Tabela de percentuais residuais dos equipamentos – DNIT...........................87 Tabela 20 – Tabela de coeficientes de manutenção – DNIT................................DNIT...........106 Tabela 25 ...............................................................................................60 Tabela 17 – Condições de trabalho dos equipamentos – DNIT.............................37 Tabela 9 – Especificações de algumas retro-escavadeiras.................................46 Tabela 13 – Coeficientes de rolamento para alguns tipos de superfície ............57 Tabela 16 – Classificação dos itens gerados numa manutenção...................................LISTA DE TABELAS Tabela 1 – Comparativo entre obras......43 Tabela 12 – Especificações de algumas moto-niveladoras.....................................................................................................................................41 Tabela 10 – Especificações de algumas pás carregadeiras sobre rodas...............................Tabela de coeficientes de consumo p/ caminhões – DNIT..........28 Tabela 5 – Especificações de alguns rolos compactadores pé de carneiro.......80 Tabela 18 – Tabela de equipamentos cadastrados – DNIT.................................94 Tabela 24 ............................51 Tabela 14 – Coeficientes de aderência..........................................................107 .........................89 Tabela 21 – Tabela coeficientes de consumo .................................52 Tabela 15 – Tabela de vida útil em relação à condição de serviço ..................................32 Tabela 8 – Especificações de algumas escavadeiras................................................Tabela de coeficientes de consumo dos equipamentos – DNIT..........................................43 Tabela 11 – Produtividade de pás carregadeira.....

..........................69 Equação 21 – Depreciação quando o valor do umbral é maior que a hora efetiva de trabalho por ano pelo método de FAO/ECE/KWF...62 Equação 10 – Impostos pelo método de FAO.................................................66 Equação 16 – Pneus pelo método de FAO..........................70 ...................65 Equação 13 – Graxas e lubrificantes pelo método de FAO ................68 Equação 19 – Umbral pelo método de FAO/ECE/KWF .............................................................................Tabela 26 .................................................................................................61 Equação 8 – Hora efetiva de trabalho por ano.............................................................................66 Equação 15 – Hora efetiva de viagem por ano....53 Equação 6 – Força do ar.............................................................................................................................................................................................................50 Equação 2 – Força de rolamento.......................69 Equação 20 – Depreciação quando valor do umbral é menor que a hora efetiva de trabalho por ano pelo método de FAO/ECE/KWF..................................................53 Equação 7 – Juros pelo método de FAO..................51 Equação 4 – Força de aderência........................................................................................................... 109 LISTA DE EQUAÇÕES Equação 1 – Esforço trator máximo........................64 Equação 12 – Combustíveis pelo método de FAO................63 Equação 11 – Depreciação pelo método de FAO.............................65 Equação 14 – Manutenções e consertos pelo método de FAO...................................................62 Equação 9 – Seguros pelo método de FAO........................69 Equação 22 – Consertos quando o valor do umbral é maior que a hora efetiva de trabalho por ano pelo método de FAO/ECE/KWF...........67 Equação 17 – Mão de obra pelo método de FAO.....................................................................................................................................................................................................................52 Equação 5 – Força de inércia............Resumo fórmulas dos métodos florestais.....108 Tabela 27 ...................................................................................................67 Equação 18 – Administração pelo método de FAO..............................................................................................................................................................................Tabela de custo horário da SOBRATEMA...........................................50 Equação 3 – Força de rampa.............................................................................................................

.................75 Equação 31 – Depreciação pelo método de Battistella/Scania............ 90 Equação 37 – Seguros e impostos pelo método do DNIT.................... 78 Equação 36 – Depreciação pelo método do DNIT................................................................................74 Equação 28 – Pneus..............................................73 Equação 26 – Óleo de transmissão/hidráulico pelo método de Battistella/Scania ................................70 Equação 24 – Combustíveis pelo método de Battistella/Scania .............................................Equação 23 – Consertos quando o valor do umbral é maior que a hora efetiva de trabalho por ano pelo método de FAO/ECE/KWF.............73 Equação 27 – Lavagem e lubrificação pelo método de Battistella/Scania...................................88 Equação 38 – Manutenção pelo método do DNIT.................................91 Equação 40 – Equipamentos movidos a gasolina pelo método do DNIT................77 Equação 35 – Seguros pelo método de Battistella/Scania............................................................. ....... 76 Equação 32 – Remuneração do capital (Juros) pelo método de Battistella/Scania... câmaras e recapagens pelo método de Battistella/Scania.. .............................76 Equação 33 – Salários e encargos dos operadores pelo método de Battistella/Scania........................... 77 Equação 34 – Licenciamento pelo método de Battistella/Scania.........................75 Equação 30 – Salário de oficina e leis sociais................74 Equação 29 – Peças e materiais p/ oficina pelo método de Battistella/Scania........... 92 Equação 41 – Custo horário da mão de obra pelo método do DNIT...................................... 89 Equação 39 – Equipamentos movidos a diesel pelo método do DNIT..............72 Equação 25 – Óleo do motor pelo método de Battistella/Scania .. .............................................................. 93 .....................

......21 Gráfico 2 – Produtividade de um rolo pé de carneiro.............................................................................................................98 Gráfico 9 – Custo final p/ a escavadeira hidráulica..658m..................................................101 Gráfico 11 – Custo final p/ a retro-escavadeira...............................104 ........................................99 Gráfico 10 – Custo final p/ o rolo compactador..............................................................................................................102 Gráfico 12 – Custo final p/ a pá carregadeira sobre rodas .........48 Gráfico 5 – Produtividade de uma moto-niveladora c/ lâmina de 4..............................................LISTA DE GRÁFICOS Gráfico 1 – Porcentagem dos itens gastos em uma obra de terraplenagem.......................................267m...............49 Gráfico 6 – Percentuais gastos com manutenção dos equipamentos ..........103 Gráfico 13 – Custo final p/ a moto-niveladora........33 Gráfico 4 – Produtividade de uma moto-niveladora c/ lâmina de 3......97 Gráfico 8 – Custos finais p/ o trator de esteiras.....................59 Gráfico 7 – Custos finais p/ o caminhão basculante ............................33 Gráfico 3 – Produtividade de um rolo liso trabalhando no asfalto ................................................

..........9...................................................SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO.......................................55 2.......................7 Custo de operação...........................1..........6 PÁS CARREGADEIRAS SOBRE RODAS.....22 2......................58 2.........19 1...........49 2....2 OBJETIVO...................................61 ...................61 3..............................................................................................................................61 3.............................. .....................................................3 ROLOS COMPACTADORES............................2 TRATOR DE ESTEIRAS.....4 Custo de oportunidade de capital – Juros.....................................8 VERIFICAÇÃO DA ESCOLHA DE UM EQUIPAMENTO DE TERRAPLENAGEM ATRAVÉS DA SUA POTÊNCIA............................19 1...........................................................................................2 Valor residual...................................34 2................3 Vida útil do equipamento.........5 RETRO ESCAVADEIRAS.............................57 2..................................................1 CAMINHÃO BASCULANTE.........................................................................................................................................................................................................................2 Custos fixos......................................................27 2............................................................9.......................54 2..........40 2...................................................................................9 OS ITENS CONSIDERADOS PARA A ESTIMATIVA DO CUSTO OPERACIONAL........21 2.1 MÉTODO DE FAO............................................24 2..................61 3.......................................................................................................................................42 2...................55 2.....................1 JUSTIFICATIVA................................................9...............................58 2............................9..............................................................54 2...................9.........44 2.......1 Descrição do método................................................60 3 MÉTODOS TEÓRICOS DA ÁREA FLORESTAL...................18 1.....4 ESTRUTURA DO TRABALHO....................4 ESCAVADEIRA HIDRÁULICA......................................................................................................7 MOTO-NIVELADORA.............9.......................................................................................1.........................17 1.............................3 LIMITAÇÕES DO TRABALHO..............5 Seguros e impostos...............1 Custo de aquisição dos equipamentos................................................ ........................19 2 OS EQUIPAMENTOS DE TERRAPLENAGEM..................... .......................................................................................................6 Custo de manutenção........................9.......

...............................5 MANUTENÇÃO.............................. .......................... ...........................................3 Manutenções e consertos...................91 4.......1.................................2....................3......................................................................................................73 3......92 ............2..3 Salários e encargos sociais dos operadores.........................3 Impostos..3............3...........67 3..1.......................2....1 Custo horário dos materiais................................2.1.......................................................................................3.........................63 3.....................68 3.....................................................................................................................71 3...................3....68 3............79 4.......1.............................5 Seguros..........................................................................................................5 Pneus.................1 Juros..........76 3.......................................................3.........3..........2 MÉTODO DE FAO/ECE/KWF......................1 Combustíveis..................................................3..67 3.............3 Custos semi-fixos..6 OPERAÇÃO.......................6 Administração................................................................2 Custos fixos........70 3.................................3.........74 3...................................3...................................................1 Equipamentos movidos a diesel................................................3.......................3......................................................................................................................................1......................66 3...........................................86 4.............68 3...........3 MÉTODO DE BATTISTELLA/SCANIA............3....4 SEGUROS E IMPOSTOS...90 4...........................................................................3...........79 4.......7 Salário de oficina e leis sociais.......................1..........3...................................................................... câmaras e recapagens........................73 3.......72 3.......3.........................................1 Combustíveis.............................2.......................2..................................................1 Depreciação.....................2 VIDA ÚTIL DO EQUIPAMENTO..................................1 Descrição do método......................................75 3.2 Graxas e lubrificantes..............3..................................61 3.2.................79 4............................76 3.............................2 Equipamentos movidos a gasolina.......3.........................64 3......................3 Óleo de transmissão/hidráulico........................................2......................................................... ............75 3.................72 3.....................1..........3..................1 Descrição do método............................................................................1..............1....2 Óleo do motor........................3.......3.........................4 Lavagem e lubrificação.........................................70 3...............3....67 3......................................4 Licenciamento..............63 3.......................................................................74 3.....................62 3.....................................2 Seguros................2 Remuneração do capital........3 Custos variáveis...................... ..................1...........2...................................5 Mão de obra...................................................................................6 Administração........................................................3...........4 Custos variáveis...........................71 3.1 CUSTO DE AQUISIÇÃO DOS EQUIPAMENTOS......................68 3..........4 Pneus.............2.................................78 4 METODOLOGIA UTILIZADA PELO DNIT .......77 3.3.................................75 3..............................................................65 3...............................................................68 3........3......................3 DEPRECIAÇÃO.............................................................................88 4..64 3...........................................................................................................3.1...........90 4........................................................3..77 3............................2...................6........2.................2.....2 Consertos..............................3..............6 Peças e material de oficina.............................................................................................................88 4..........................................1 Depreciação........6.....................................................3............................3...............................1...............2...................1..............................3.............................................2.........73 3.......................................................6.........................................................4 Depreciação.............2....................................3 Custos fixos................................................2..2 Custos variáveis..

.............................1. ...................................................101 5...............................................................1...............................8 CUSTO HORÁRIO IMPRODUTIVO.............1...........................................................105 ANEXOS......................................................................................................95 4......................................................... ..............4.........................................................................................................................................3 Escavadeira hidráulica..........................................................98 5...............92 4.............2 Custo horário da mão de obra.1.............100 5.......97 5........................................ .....................103 CONCLUSÃO.......4 Rolo compactador......1..................................139 .................109 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.........2 Trator esteira................................................................................5 Retro-escavadeira................95 5 APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS FINAIS..................96 5...........................102 5...................1 Caminhão basculante..........1 MÉTODO DE FAO X FAO/ECE/KWF X BATTISTELLA/SCANIA X DNIT ...............................................................6 Pás carregadeiras sobre rodas.........................7 Motoniveladora.............1.......................... .....1.............................................................................................................106 APÊNDICE.............................................................................................................................................96 5.96 5.....7 CUSTO HORÁRIO PRODUTIVO..................6........................................................................

não sendo aplicado para outras faixas de potência. Foi quando surgiram grandes empresas no setor como a CASE Construction. Portanto a estimativa do custo operacional dos equipamentos de terraplenagem é uma tarefa das mais importantes. levam este motivo em consideração. o que representa diferentes gastos. Muitos são os métodos para estimar este custo de operação. o fato dos coeficientes multiplicadores da composição do custo ser disponível apenas para uma faixa de potência. descrevendo o custo final do equipamento de uma forma mais real. BOMAG Fayat Group. Caterpillar. Conhecer este custo é fundamental. Terex. Porém este é visto como duvidoso pelos orçamentistas das empresas. através da experiência do proprietário ou gerente junto ao mercado. teve um grande avanço no início do século XX. Para que isto ocorra será necessária uma grande quantidade de equipamentos de terraplenagem. repercutindo no sucesso ou não na contratação do serviço por um cliente. Dynapac entre outras. sendo determinado muitas vezes. com combustível. manutenções. pneus e peças por exemplo. INTRODUÇÃO O desenvolvimento de máquinas pesadas para a construção civil. . com a aproximação de grandes eventos esportivos nos próximos anos. o que nem sempre é realizado com o devido cuidado pelas empresas. No Brasil estas máquinas estão presentes na maioria dos canteiros de obras. o mais conhecido e usado por muitas empresas é a TCPO (Tabela de Composição de Preços para Orçamentos). por um motivo muito simples. Porém alguns métodos utilizados na área florestal e a utilizada pelo DNIT (Departamento Nacional de Infra-estrutura e Transportes) e que serviram para abordar esta questão no trabalho.17 1. trabalhando a uma grande velocidade de modo a cumprir cronogramas e orçamentos dos custos previstos. mudando definitivamente a história econômica e social da nação. com o objetivo de produzir equipamentos que facilitassem o trabalho da construção civil. o mundo volta os olhos para as grandes obras de infra-estrutura que ocorrerão podendo selar o tão esperado desenvolvimento sustentado do país.

GREILBERGER e TIVERON. O engenheiro civil e consultor de empresas Aldo Dórea Mattos em seu artigo publicado na revista Construção e Mercado. conforme se observa na citação dos engenheiros João Carlos Chimara do Tribunal de Contas do município de São Paulo.2007) Porém a dificuldade se expande também para o setor público. O fato de não se observar os custos estimados por parte das empresas de terraplenagem para seus equipamentos. (REVISTA CONSTRUÇÃO E MERCADO nº 72. até a tabela data base de janeiro de 2005 e os critérios para o cálculo do custo horário de equipamentos eram os mesmos desde cerca dos dez anos anteriores. pois os custos envolvidos com os maquinários nos serviços de movimentação de terra são relativamente caros. 34 . a falta de entendimento leva a erros de orçamento e a negociações de preços e reivindicações contratuais feitas sobre bases equivocadas. Quando se trata do setor de terraplenagem quanto menor for o custo de operação de um equipamento mais atraente este é para o mercado. através da falta de atualização de bancos de dados com a realidade. Alguns custos de serviços de engenharia estão diretamente relacionados. observa a dificuldade das empresas privadas em determinar os custos operacionais de seus equipamentos: É corrente o desconhecimento sobre como se chega ao custo da hora de um equipamento. p. ou mesmo são exclusivamente determinados pelos custos de equipamentos. ambos da Prefeitura municipal de São Paulo. não são vistos desta forma. através de redução de custos.M Tiveron. todas buscando possuir o preço mais atraente para o cliente. Jony Pedro Camacho Greilberger e Valéria P. Este é o caso dos serviços de movimento de terra em geral e.2) . s. formulada conforme a política de cada empresa. É explanada a experiência da Prefeitura da Cidade de São Paulo. mais especificamente.18 1. faz com que se percam boas oportunidades de ganhar valiosos contratos de prestação de serviço por exemplo. envolvendo uma boa parte do investimento previsto para uma determinada obra. sem que se submetesse a nenhuma atualização (CHIMARA. onde. no entanto.1 JUSTIFICATIVA O mercado apresenta hoje uma competição muito grande entre empresas.d p. do transporte de terra.

Portanto o presente trabalho foi tratado como um estudo de caso.4 ESTRUTURA DO TRABALHO Visto que os métodos para efetuar esta estimativa são muitos. que são utilizadas no decorrer dos cálculos para chegar ao custo final. 1. o que reflete que apresentem características similares em relação à confecção dos componentes mecânicos. verificando a validade de quatro metodologias teóricas utilizadas analisando por fim. qual que mais se aproxima da realidade dos valores usados pela empresa. A quarta metodologia escolhida foi a do DNIT.2 OBJETIVO Com o intuito de melhor conhecer como deve ser feita a composição do custo operacional. dos utilizados em obras de terraplenagem como é o caso da Caterpillar. o objetivo principal deste trabalho. é investigar os valores finais estimados pela Terraplenagem Medeiros da cidade de Joinville/SC. observando através de análise gráfica final dos resultados obtidos. Esta escolha foi sanada quando entrou-se em contato com Carlos Cardoso Machado. é investigar os valores estimados pela Terraplenagem Medeiros para seus equipamentos.UFV um dos autores do artigo “Estudo comparativo envolvendo três métodos de cálculo do custo operacional para o caminhão bitrem” aonde o mesmo afirmou que poderia ser utilizado os métodos sem problemas e que não influenciariam no resultado por se tratar de uma área diferente da construção civil. onde se . professor e pesquisador da Universidade Federal de Viçosa . utilizando para isto quatro metodologias diferentes. 1. concentrou-se a atenção em três metodologias da área florestal. onde através de dados estatísticos o órgão obtém uma série de tabelas através de modelos matemáticos próprios. a escolha destes três métodos foi definida pelo fato dos equipamentos desta área serem produzidos pelos mesmos fabricantes. qual método melhor espelha a estimativa de custos da empresa.3 LIMITAÇÃO DO TRABALHO A limitação do trabalho.19 1.

a empresa. O quarto capítulo da mesma forma que o segundo. No segundo apresentaram-se os equipamentos de terraplenagem utilizados. O quinto e último capítulo destacou-se os itens que apresentaram maior para o menor gasto. e os itens que devem ser considerados para estimarmos o gasto operacional. no primeiro está a introdução. No terceiro capítulo descreveram-se os três métodos da área de equipamentos florestais utilizados. O trabalho se divide em cinco capítulos. para cada método aplicados e através de gráficos pode-se visualizar os valores encontrados nas teorias. seus custos nas obras. limitações do trabalho e a estrutura do trabalho. como pode ser determinada a potência de um equipamento e realizar a sua escolha através de um catálogo técnico. suas fórmulas e os itens que compõem cada um. que foi a Terraplenagem Medeiros da cidade de Joinville/SC onde se coletaram dados de seus equipamentos para efetuar o respectivo estudo. aonde se coloca todas as expressões e uma série de tabelas utilizadas pelo método. questões relacionadas à produtividade. para Equipamentos e . novidades do mercado. objetivo. e o valor estimado pela SOBRATEMA (Associação Brasileira de Tecnologia Manutenção). com o valor utilizado pela empresa. ficou reservado para a metodologia utilizada pelo DNIT. descrevendo de cada um.20 escolheu os equipamentos.

Em cima disto Pedrozo (2001). Mello e Almeida (2007) dizem que. estes equipamentos tem um percentual de 52% do custo de uma obra de terraplenagem. pode-se observar também uma grande presença destes equipamentos. conforme indicado no gráfico 1 abaixo. proporcionando o sucesso ou o insucesso de uma obra. definição inicial de equipamentos de terraplenagem.Porcentagem dos itens gastos em uma obra de terraplenagem Fonte: PEDROZO . apresenta uma tabela (ver tabela 1 na página seguinte) aonde é feita uma análise . Unidades aplainadoras. Unidades escavoelevadoras. Unidades escavocarregadoras. OS EQUIPAMENTOS DE TERRAPLENAGEM Conforme. Segundo Pedrozo (2001). são máquinas destinadas a obras de terra.21 2. Santos. Unidades compactadoras. Unidades transportadoras. Gráfico 1 . Ricardo e Catalani (1990) classificam estes equipamentos em sete categorias diferentes: Unidades escavoempurradoras.(2001) Em outras obras tais como pavimentação e drenagem. e que representam um elevado investimento. Unidades escavotransportadoras.

a anos atrás um percentual que variava na ordem de 22% a 53% dependendo do tipo da obra. Estes podem ser utilizados segundo Ricardo e Catalani (1990) em terraplenagem em substituição ao “motoscraper”. Diversas características são determinantes. pneus. devido à facilidade deste equipamento tem em percorrer maiores distâncias. mão de obra. Greilberger e Tiveron (s. potência. sendo indicados para grandes distâncias. para a escolha de um caminhão. consumo de combustível. O engenheiro de transportes Antônio Laura Valdívia Neto em entrevista a Revista O Carreteiro diz que a escolha de um caminhão deve ser feita respeitando vários fatores.d). destinados ao transporte e á descarga de material.(2001) Em seu estudo realizado no estado de São Paulo. Tabela 1 – Comparativo entre obras OBRA Terraplenagem Pavimentação Drenagem MATERIAIS 18% 74% 69% MÃO DE OBRA 15% 3% 23% EQUIPAMENTOS TRANSPORTES 52% 19% 4% 15% 4% 4% Fonte: PEDROZO . equipamentos e transportes. afirmaram que os equipamentos representavam. porém se destacam os seguintes: Preço de compra (quanto vai se gastar para adquirir o equipamento) Preço de venda (quanto se conseguirá na hora da troca no futuro) Gasto com manutenção (que caminhão tem o menor custo) Consumo de combustível (quanto ele gasta com diesel) Capacidade de carga útil .22 dos percentuais gastos com materiais.1Caminhão basculante Os caminhões basculantes são equipamentos de carga. 2. Chimara. manutenção entre outras.

23 Segundo a Revista M&T (2007) os caminhões basculantes tornaram-se um padrão no transporte de materiais em canteiros de obras.d). . algo em torno de 22% do custo da obra. substituindo antigos modelos. os custos com caminhões em uma obra de terraplenagem representam em média. Figura 1 . (ver figura 2).Caminhão basculante Off – Road Fonte: Terraplenagem Medeiros – Joinville/SC De acordo com Chimara. Para vencer as severas condições do terreno os caminhões já estão sendo projetados como verdadeiros equipamentos Off – Road. este eficiente equipamento sofre grandes desgastes conforme os anos de utilização. para suprir esta necessidade. Faria (2009) apresenta uma especificação geral deste equipamento para diferentes fabricantes. por este motivo. ocuparam o espaço antes reservado aos tradicionais “fora de estrada”. os novos modelos presentes no mercado atual. Atualmente novos caminhões vêm sendo lançados no mercado brasileiro. A Revista M&T (2007 nº 100) observa que. usados apenas em aplicações específicas. conforme se observa na tabela abaixo (ver tabela 2). Greilberg e Tiveron (s.

Magirus. nivelamento execução de taludamento nas laterais das estradas. aonde a lâmina frontal não consegue cortar. com o auxilio de duas lâminas uma que fica na parte da frente do equipamento. ou escarificador (ver figura 2 e 3).24 Tabela 2 – Especificações de alguns caminhões basculante Comprimento Largura Altura Comprimento útil do chassis Distância ao solo em carga Altura do chassis em carga Massa vazio Carga útil Potência (DIN) Regime trabalho do motor Vida técnica 6.55 – 2.3 t 162 – 270 ch 2100 – 2800 rpm 8000 horas Taxa anual de grande conservação 20 % MARCAS: Berliet. Ford. realizando tarefas como limpeza de terreno.83 – 7. Esta lâmina posterior tem a função de efetuar acabamentos sobre o solo através de ranhuras é utilizada principalmente em solos mais duros. Na página 26 se encontra uma imagem do equipamento utilizado pela Terraplenagem Medeiros (ver figura 4).06 m 0. Mack.14 m 6. trabalham sobre duas esteiras de aço. aterro e trabalho de acabamento para construções paisagísticas e obras de estradas. Pereira et al (2006) e Ricardo e Catalani (1990) de “Rípper”.30 – 2. Dodge.2 Trator de esteiras Segundo Pacheco (2008).0 m 2.6 – 16. Hanomag.29 – 1. os tratores de esteira são utilizados para construções residenciais.94 m 3. . que pode ser do tipo uni-dente ou multidente. A segunda lâmina é chamada por Pacheco (2008). DAF. Mercedez-Benz.97 – 1.19 m 0.(2009) 2.1 – 24. Estes equipamentos segundo Pereira et al (2006) e Pacheco (2009). Saviem.50 m 2.1 t 16. Unic Fonte: Adaptado de FARIA . Deutz.34 – 10. e outra na parte traseira do equipamento.

25 Figura 2 . que pode ser superior a 80% da sua massa total. .4 kgf/cm2) e da regularidade da distribuição da carga em toda a superfície de apoio. e têm como vantagens: .elevada força de tração. .impossibilidade de circulação pelas estradas devido ao estrago causado .Detalhe de um Rípper do tipo multi-dente Fonte: PACHECO .maior estabilidade em terrenos inclinados devido à grande superfície de apoio do sistema de locomoção e da pequena distância do centro de gravidade ao solo. conforme a citação: Estes tratores são geralmente utilizados em trabalhos pesados de mobilização do solo.(2009) Furlani e Silva (2006) apresentam algumas vantagens e desvantagens do trator de esteiras. devido à grande superfície de contacto rasto – solo. Desvantagens: .0. .pequeno raio de giro devido à imobilização de uma das esteiras.(2004) Figura 3 .Detalhe do Rípper uni-dente Fonte: Caterpillar . que pode ser observada.3 .baixa compactação do solo devido à baixa pressão exercida (0. e baixa patinagem.

de um trator de esteiras similar. John Deere.(2009) .75 m Largura 1. Massey Ferguson Fonte: Adaptado de FARIA .0 km/h Velocidade p/ trás 0 – 13.11 – 7.60 m Massa 2.26 pelas esteiras ao pavimento. Case.custo de aquisição e encargos com manutenção bastante altos.11) Figura 4 . tem se observado uma tendência em aproximar os custos com as esteiras ao dos pneus. Tabela 3 – Especificações de alguns tratores de esteira Comprimento 3.5 km/h Esforço máximo de tração 2.98 – 4. (FURLANI e SILVA 2006 p.25 – 0. especialmente das transmissões e esteiras.0 – 8. . conforme tabela 3.Vista de um trator de esteiras sendo transportado por um caminhão Fonte: Terraplenagem Medeiros – Joinville/SC Faria (2009) apresenta algumas especificações gerais para diferentes fabricantes.40 m Distância ao solo em carga 0. International Harvester.89 m Altura 1.5 – 80 t Vida técnica 6000 – 10000 horas Taxa anual de amortização 16. Hanomag. Deutz.6 – 46 t Potência (DIN) 38 – 531 ch Velocidade p/ frente 2.59 – 3. Fiat. Caterpíllar.66 % MARCAS: Allis Chalmers. Komatsu.

3 Rolos compactadores Schiavo. A ação do compactador é semelhante ao passo de um rebanho aonde seus inumeráveis pés penetram ao solo e o compactam. 2. que só possam ser extraídos após redução em blocos. os matacões maciços e os blocos e rochas fraturadas de volume igual ou superior a 2. 2ª categoria: Compreendem os materiais com resistência ao desmonte mecânico inferior ao da rocha não alterada. o material rodante dos tratores de esteiras. sendo que este último destina-se a obras de pavimentação. Pereira et al (2006) apresentam as seguintes definições para materiais de 1ª. p. pé de carneiro. 152 e 206 – 2007). saibros independentemente do teor de umidade apresentado. Nascimento e Coutinho (2007) dizem que. chegando a representar quase 40% deste gasto. e que podem ser de três tipos.0 m³. 2ª e 3ª : 1ª categoria: Compreendem os solos em geral.27 Segundo o Manual de Custos de Infra-estrutura de Transportes do DNIT (V. material granular. chamados pé-de-carneiro. os rolos compactadores são máquinas destinadas a compactar. os tratores de esteira apresentam uma produtividade estimada para obras de terraplenagem em média de 234m3/h para materiais de primeira categoria e de 177m3/h para os de segunda categoria. a produção cai para 63 m3/h em média. exigindo o uso contínuo de explosivos para desagregação da rocha.1972 apud SOTOMAYOR . Segundo Arquie (1972) apud Sotomayor (2008) os rolos do tipo pé de carneiro trabalha da seguinte forma: Os rolos pé-de-carneiro têm como elementos ativos cilindros metálicos eriçados de protuberâncias geralmente fixas. (ARQUIE . figura entre os mais relevantes no quesito custo de manutenção.4. liso e pneumático. 3ª categoria: Compreendem a rocha sã. Para construção de aterros de rocha. A Revista M&T (2007) diz que.2008) . de natureza sedimentar ou residual.

5 82 254 Fonte: PACHECO . influi diretamente na pressão e na compactação do solo.5 82. numa profundidade da ordem dos 6 centímetros. Conforme se vão dando passadas e o material vai se compactando. chegando um momento em que já não se produz nenhuma compactação adicional.28 Jeuffroy (1973) apud Sotomayor (2008).4 27. Tabela 4 – Especificações de algumas patas para rolos “pé de carneiro” TIPO DE PONTA ou PATA A b c d Tamping E Cônica Área de contato Pressão no solo com tambor vazio Pressão no solo tambor com lastro de água Altura das patas cm2 Kg/ cm2 Kg/ cm2 Mm 45 52. dizem que este equipamento é útil em solos finos mais ou menos coesivos. exercendo pressões estáticas maiores nos pontos em que as mencionadas protuberâncias penetram ao solo. os pés aprofundam cada vez menos no solo. Segundo Rico e Del Castillo (1982) apud Sotomayor (2008) esses rolos concentram seu peso sobre a pequena superfície de todo um conjunto de pontas de forma variada. para os rolos tipo pé de carneiro.7 29. Abaixo. o tipo de ponta ou pata que o rolo possui.2 178 45 52.6 216 116 20. têm-se alguns modelos de “patas” comercialmente usadas representados.4 44.0 216 77 31. Segundo Pacheco (2008). A esta peculiar maneira de compactar. com algumas características de cada uma (ver tabela 4).(2008) . denomina-se “amassado”. Não é recomendável para materiais pulverulentos nem para materiais pétreos.5 216 135 17. sendo um fator determinante para que se atinja mais rápido o índice de compactação desejado.

0 km/h Nº de patas 108 – 384 und Largura de compactação 1.85 – 3.Vista frontal de um rolo compactador pé de carneiro Fonte: Terraplenagem Medeiros – Joinville/SC Os rolos lisos segundo Guimarães (2001) apud Sotomayor (2008) pode ser entendido da seguinte forma: .5 t Potência (DIN) 48 – 360 ch Velocidade p/ frente 0 – 37.00 – 3. (ver tabela 5) e ilustrado na figura 5. Tabela 5 – Especificações de alguns rolos compactadores “pé de carneiro” Comprimento 5. Tramac.26 – 4. Caterpillar.75 m Massa 10. Weller Fonte: Adaptado de FARIA .29 Faria (2009) apresenta alguns dados gerais de vários fabricantes de um rolo compactador “pé de carneiro” apresentados na tabela a seguir.8 – 30.0 km/h Velocidade p/ trás 0 – 37.66 % MARCAS: Bomag.23 – 7. Rex.80 m Vida técnica 30000 horas Taxa anual de amortização 16.00 m Altura 2.80 m Largura 2. Hyster.(2009) Figura 5 .

62 m 1. seu peso varia comumente de 14 a 20 toneladas e podem se incrementar enchendo um depósito sobre o marco com água ou areia úmida.10 m 5.0 km/h 3.0 – 19. Novamente Faria (2009). e empregados para auxílio no acabamento da superfície superior das camadas compactadas (acabamento do subleito. da base e de misturas asfálticas).0 t 27 – 120 ch 1800 – 2800 rpm 0 – 24. se fabricam com pesos de 3 a 13 toneladas.0 – 9. Geralmente estes.66 % MARCAS: AB. Os autopropelidos constam de uma roda dianteira e uma ou duas traseiras. Richier. (GUIMARÃES .57 – 6. Bomag. Estes equipamentos se dividem em dois grupos: rebocáveis e autopropelidos. Weller Fonte: Adaptado de FARIA . são utilizados em areias e britas relativamente limpas.38 – 2. Tramac.(2009) .2001 apud SOTOMAYOR . Tabela 6 – Especificações de alguns rolos de chapa lisa Comprimento Largura Altura Massa Potência (DIN) Regime Velocidade p/ frente – trás Raio de giro Freqüência Vida técnica Taxa anual de amortização 3.00 – 3.30 São equipamentos dos quais a parte que entra em contato com o material a ser comprimido é responsável pela operação e o componente da parte rodante. apresenta uma descrição geral de vários fabricantes de rolos liso (ver tabela 6) e que pode ser visto na figura 6 na página seguinte.2008) Este tipo de rolo segundo Rico e Del Castillo (1982) apud Sotomayor (2008) têm seu campo de aplicação restrito aos materiais que não requerem concentrações elevadas de pressão. são rodas metálicas aonde o peso do equipamento é transferido ao terreno. A-B. Os primeiros constam geralmente de dois tambores montados num marco ao que se sujeitam os eixos.5 m 1100 – 2500 nº/min 8000 horas 16. Albaret.90 m 2.

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Figura 6 - Vista de um rolo compactador liso Fonte: Terraplenagem Medeiros – Joinville/SC

Vivar (1991) apud Sotomayor (2008) colocam uma observação importante relativo ao modo de utilização dos rolos compactadores, e como eles influenciam num melhor ou pior resultado numa obra conforme citação abaixo.
Apesar de ter sido comprovada que a vibração é um fator importante para obter a densidade requerida de uma maneira mais rápida, tem se determinado também que a velocidade de rolamento é o parâmetro talvez mais importante na compactação de solos. Quanto mais lento se movimente o rolo sobre a superfície que se compacta, mais perto estarão os pontos de impacto devidos à vibração e, pelo contrário, quanto mais rápido se movimenta o rolo, mais apartados estarão os pontos de impacto. Isto significa que de dois rolos com as mesmas amplitudes, o de maior velocidade necessitará dar maior número de passadas para conseguir os mesmos resultados que o de menor velocidade. (VIVAR – 1991 apud SOTOMAYOR - 2008)

Hackbarth (2005) apresenta as seguintes vantagens do equipamento:

Pode completar um ciclo sobre o mesmo ponto, indo e voltando na mesma faixa, por serem autopropulsados, ou seja, é um equipamento assim como os demais que tem a capacidade de se impulsionarem por seus próprios meios. Possuem tração e vibrações independentes acionadas por bombas de vazão variável, em função do tipo de material com que está trabalhando.

32 Os rolos de compactação podem atuar em qualquer terreno, sem problemas de rendimento.

Segundo Arquie (1972) apud Sotomayor (2008), a produção de um equipamento de compactação, num solo determinado e para uma densidade especificada fixada como objetivo é o número de metros cúbicos que o compactador pode conseguir com essa densidade específica em uma unidade de tempo. Para Jeuffroy (1973), os problemas essenciais da compactação estão na escolha do equipamento que melhor se adapte aos solos ou aos materiais a compactar e determinação do número de passadas mais econômico. Abaixo Schiavo,

Nascimento e Coutinho (2007) apresentam uma tabela (ver tabela 7), que compara diversos tipos de rolos compactadores em relação a seu peso, espessura máxima da camada após compactação, uniformidade da camada e tipo de solo aplicável.
Tabela 7 – Tabela de locais de utilização dos rolos compactadores
Tipo de rolo Pé de carneiro estático Pé de carneiro vibratório Pneumático leve Pneumático pesado Vibratório c/ rodas metálicas lisas Liso metálico, c/ 3 rodas Rolo de grade ou malha Combinados Peso Max (t) 20 30 15 35 30 Espessura Max após compactação 40 cm 40 cm 15 cm 35 cm 50 cm Tipo de solo Argilas e siltes Misturas de areia c/ silte e argila Misturas de areia c/ silte e argila Praticamente todos Areias, cascalhos, material granular, brita Materiais granulares, brita

20

10 cm

20 20

20 cm 20 cm

Materiais granulares ou em bloco Praticamente todos

Fonte: SCHIAVO, NASCIMENTO e COUTINHO - (2007)

Sotomayor (2008) realizou em sua pesquisa uma determinação de produtividade envolvendo um rolo compactador pé de carneiro, encontrando o seguinte gráfico (ver gráfico 2) onde “n” represe nta o número de passadas.

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Gráfico 2 – Produtividade de um rolo pé de carneiro Fonte: SOTOMAYOR - (2008 p. 94)

Para um rolo liso trabalhando no asfalto, Sotomayor (2008) apresenta os seguintes resultados de produtividade (ver gráfico 3 ):

Gráfico 3 – Produtividade de um rolo liso trabalhando no asfalto Fonte: SOTOMAYOR - (2008 p.95)

Em relação aos custos numa obra de terraplenagem. Chimara. As escavadeiras tipo “shovel” são utilizadas geralmente a escavar taludes acima do nível que a máquina se situa. 40) Pereira et al (2006).34 O Manual de Custos de Infra-estrutura de Transportes do DNIT (V. afirmam em seu estudo no estado de São Paulo. conforme a classificação anteriormente ressaltada. caçamba de arrasto ou “drag-line”. Para rolos lisos na compactação final de um aterro com rocha a produção estimada ficou em torno de 144 m3/h. deve-se encontrar uma escavadeira adequada. A descarga do material escavado se dá pelo giro da plataforma. Este equipamento é composto de por um braço móvel aonde se encontra acoplado um braço móvel. escavadeira hidráulica pode ser entendida conforme a seguinte forma: São equipamentos constituidos por uma infra-estrutura. p 205 e 206 – 2007) em seu estudo.4. podendo ser do tipo pá frontal ou “shovel”. dizem que para cada tipo de serviço. que suporta conjunto superior que pode girar em torno do seu eixo vertical. é quando então aberta a tampa móvel inferior desta caçamba.4 Escavadeiras hidráulicas Segundo Pereira et al (2006). que estes equipamentos podem representar em média um total de 5% do custo de uma obra de movimentação de terra. . encontrou uma produção para os rolos pé de carneiro estimada em 224 m3/h para os materiais de primeira e segunda categoria. caçamba de mandíbula ou “clam shell” e retroescavadeira ou “backhoe”. 2. Greilberger e Tiveron (s. (PEREIRA et al 2006 p. em geral apoiada sobre esteiras.d). (ver figura 7). até que a caçamba se posicione sobre o veículo transportador. O acionamento do braço é feito por um sistema de cabos ou hidraulicamente. e de 168 m3/h para os de terceira categoria. sendo que este acionado em movimento ascendente permite a caçamba efetuar o corte do talude.

(2002 p.(2002 p. mesmo quando possuindo elevado fator de umidade. (ver figura 9).3) As escavadeiras tipo “backhoe” segundo define Pereira et al (2006) é um equipamento similar as do tipo “shovel”. diferenci ando-se pelo fato da caçamba trabalhar invertida.35 Figura 7 – Esboço de uma escavadeira tipo “shovel” Fonte: CARDOSO . Figura 8 – Esboço de uma escavadeira tipo “drag-line” Fonte: CARDOSO .3) Segundo Pereira et al (2006) as escavadeiras tipo “drag -line” objetivam escavar em níveis situados abaixo do terreno de apoio da máquina. destinada para operações abaixo do nível em que se apóia. aonde a operação de escavação é feita pelo arrastamento da caçamba devidamente posicionada pelo operador. voltada para baixo. garantindo boas precisões na vala escavada. sendo sua grande aplicação estendida a uma grande gama de materiais pouco consistentes. ou seja. a qual se aciona a caçamba por um sistema de cabos e roldanas. Sua superestrutura é composta por uma treliça metálica. . (ver figura 8).

(2002 p. as quais caem sobre o terreno fechando-se ao serem erguidas (ver figura 10).3) Abaixo pode-se observar.3) Por fim Pereira et al (2006) dizem que as escavadeiras do tipo “clam-shell” realizam a remoção do material avançando verticalmente e em profundidade. uma figura (ver figura 11) aonde se detalha. destinado a abrir valas com dimensões restritas mesmo com a presença de água. no lado esquerdo tem-se as faixas máximas de trabalho quando a escavadeira necessita de grande alcance e a direita as faixas máxima de trabalho para grandes volumes de escavação. duas condições em que uma escavadeira hidráulica moderna pode trabalhar nos dias atuais. isto é possível pelo fato do equipamento possuir uma lança treliçada que aciona uma caçamba composta por duas partes móveis.36 Figura 9 – Esboço de uma escavadeira tipo “backhoe” Fonte: CARDOSO .(2002 p. Figura 10 – Esboço de uma escavadeira tipo “clam -shell” Fonte: CARDOSO . .

Hidromac. apresenta algumas especificações gerais deste equipamento.1 – 4. Tabela 8 – Especificações de algumas escavadeiras Comprimento 3. esta eficiência depende das características do solo e fator de carregamento.6 – 137.37 Figura 11 . a caçamba da escavadeira hidráulica pode ser classificada por sua capacidade rasa e coroada.60 – 10.39 – 11.70 m Largura 2.0 t Potência (DIN) 31 – 780 ch Velocidade translação 1.0 – 8000 litros Profundidade de trabalho 3.(2009) . Faria (2009). Hanomag. segundo alguns fabricantes deste equipamento. (ver tabela 8).6 km/h Capacidade standard 50.50 m Vida técnica 8000 – 10000 horas Taxa anual de amortização 16. Bucyrus Erie.58 m Altura 2. e a quantidade que pode ser carregada na caçamba em cada ciclo de escavação. Fiat – Simit.Alcance máximo do braço de uma escavadeira hidráulica Fonte: Catálogo técnico modelo 336DL da Caterpillar .68 m Massa 5.05 – 5.30 – 5. Liebherr Fonte: Adaptado de FARIA .(2004) Hackbarth (2005) coloca que.66 % MARCAS: Atlas.

ou seja. o seu equipamento no mercado japonês apontando nos testes preliminares com a nova escavadeira lançada. Outro aspecto observado por Pedrozo (2001). poderão eliminar o uso do teodolito por exemplo. a produção média das escavadeiras é de 192 m3/h para materiais de primeira categoria e de 127m3/h para os de segunda categoria. CASE Construction.38 De acordo com o Manual de Custos de Infra-estrutura de Transportes do DNIT (V. Pedrozo (2001). As escavadeiras são sinônimas disso. A Revista M&T (2009) afirma que empresas fabricantes de escavadeiras hidráulicas. é que estes sistemas eletrônicos modernos. com uma concha de capacidade de 1m3 é de aproximadamente 160m3 por hora trabalhando no solo comum. a nova tecnologia implantada na nova escavadeira.4. diz que a produtividade das escavadeiras. Os fabricantes apresentaram esta tecnologia que proporciona o equipamento ser operado por diesel ou eletricidade. como uma solução já comercialmente disponível. conforme as obras vão se tornando cada vez mais complexas. pois a topografia estará por satélite na tela da cabine do operador. Cardoso (2002). uma redução equivalente a 20% de combustível. Outra empresa citada pela revista. movida com combustível híbrido. como a Volvo. Em comum eles apontam uma redução equivalente a 10% no consumo de combustível pelo maquinário. para argilas úmidas coesivas este valor cai para metade cerca de 90m3 por hora. a Komatsu lançou a sua nova escavadeira. 172 e 198 – 2008). apresentaram recentemente modelos de escavadeiras movidas com combustível híbrido. Komatsu. afirma que o gerenciamento eletrônico proveniente nas escavadeiras hidráulicas. E para solos moles a estimativa para uma escavadeira com caçamba de 600l de capacidade é de 38 m3/h. a CASE Construction lançou. sendo esta a primeira a ser. possibilita observar diversos problemas caso a máquina necessite de manutenção. proporcionou uma redução de combustível na ordem de 25%. ecologicamente correto. denominada PC200-8 Hybrid (ver figura 12 na página seguinte). Caterpillar. a tecnologia acaba evoluindo quase que proporcionalmente. e vem se atualizando muito rapidamente ao mercado consumidor. Porém. Ainda segundo a Revista M&T (2009). quando a máquina estava em operação. podendo este chegar a 41%. O presidente da Komatsu em entrevista e revista ressalta que. p. No decorrer da reportagem a revista .

(2009) Abaixo se tem uma imagem do equipamento utilizado pela Terraplenagem Medeiros e que será estudado a estimativa de custo operacional. a redução no consumo de combustível é de 41% em serviços efetuados quando a máquina está operando na lama.39 aponta que. Figura 13 .Escavadeira hidráulica usada pela Terraplenagem Medeiros Fonte: Terraplenagem Medeiros – Joinville/SC . segundo pesquisa solicitada pela Komatsu. Figura 12 . (ver figura 13).Vista da escavadeira PC200-8 Hybrid da Komatsu Fonte: Revista M&T nº 124 . caindo para 31% nas operações no solo e 30% para o serviço de remoção de entulhos.

De acordo com a funcionalidade Cardoso (2002) destaca que: As escavações com uma retro-escavadeira são bastante simples de serem executadas. Isso permite que o equipamento fique alinhado com a escavação.5 Retro-escavadeiras Cardoso (2002) diz este equipamento pode ser definido como sendo um trator composto de uma pequena pá na parte frontal com capacidade de 0. Cardoso (2002) diz que a produtividade média das retro-escavadeiras varia de 100 a 240 m3/h. caso ocorra este tipo de situação o equipamento estará submetido a grandes custos com manutenções. As suas maiores desvantagens ainda segundo Cardoso (2002) é o fato de ser meio “desajeitada” para despejar o solo nos equipamentos de transporte. a de poder pressionar fortemente o solo que é escavado com a pá frontal. eletricidade e telefone. sobretudo no caso da largura da vala ter exatamente a largura da caçamba.3m3 .6m3. e uma segunda pá chamada de “retro” na parte traseira com capacidade de 0. estes valores são bastante elevados superiores a uma escavadeira . Isto se deve a sua limitação de força no braço.2002) A vantagem deste equipamento é a sua versatilidade segundo Cardoso (2002). pequenas escavações que não sejam tão profundas e volumosas. e que de qualquer modo. Portanto este deve ser usado para serviços mais leves tais como. portanto submetidos a atolamentos Ricardo e Catalani (1990) ressaltam que.40 2. transportes de materiais para construção. ou seja. dependendo das condições de serviço e do tipo de solo. esta advém da combinação de uma característica da escavadeira do tipo “shovel”. (CARDOSO p. ou seja. e de boa parte destes serem pneumáticos. estando. alcançando assim razoáveis profundidades de escavação. Segundo Cardoso (2002) e Pacheco (2008) as retro-escavadeiras são máquinas que trabalham com comandos hidráulicos e são muito utilizadas para efetuar serviços como. e em obras de infra-estrutura de abastecimentos de água e esgoto. este equipamento não é indicado para serviços muito pesados. 21 . construção de valas. remoção de entulhos. depositando o material ao seu lado. terem pneus ao invés de esteiras como forma de se deslocarem. nivelamento de terrenos. limpeza de terrenos. capacidade de carga da concha.

Jcb.49 m Altura 2.41 de colher tipo “shovel”.1 km/h Velocidade p/ frente 4 – 10.Retro-escavadeira usada pela Terraplenagem Medeiros Fonte: Terraplenagem Medeiros – Joinville/SC . Faria (2009) apresenta algumas especificações gerais de alguns fabricantes de retro-escavadeira.0 km/h Capacidade da pá 450 – 1150 litros Capacidade de retro 42 – 450 litros Carga máxima da pá 910 – 3100 kg Máxima profundidade trabalho da retro 2. John Deere.80 – 2. Figura 14 . MF. Ford.(2009) Abaixo podemos visualizar o modelo de retro-escavadeira usada pela Terraplenagem Medeiros (ver figura 14).87 – 5.0 rpm Velocidade p/ trás 0 – 40. IH. e que será feita a análise de custo.1 – 9. Tabela 9 – Especificações de algumas retro-escavadeiras Comprimento 4.66 % MARCAS: BM Volvo.60 – 4. Case.48 m Vida técnica 6000 horas Taxa anual de amortização 16.2 t Potência (DIN) 40 – 93 ch Velocidade p/ frente 0 – 34.09 m Massa 4.47 – 8. (ver tabela 9). Fonte: Adaptado de FARIA .48 m Largura 1.

42 Chimara. sendo necessário um caminhão prancha para isso. Faria (2009) apresenta abaixo algumas especificações (ver tabela 10). No entanto. além das carregadeiras de rodas ou pneumáticos. em qualquer caso as pás-carregadeiras por trabalharem diretamente sobre as superfícies escavadas são mais recomendadas para terrenos mais secos e duros. Pereira et al (2006) e Santos. . Shimizu (2002) destaca este último como indicado para terrenos acidentados. na fase de corte e aterro de terrenos. comparado com o trator de esteiras. tornando o seu custo final de operação maior do que o pneumático que se desloca por condições próprias. pois desta forma as esteiras ou as rodas não causam danos á superfície acabada.6 Pá – carregadeira sobre rodas Segundo Pereira et al (2006). Porém no caso do equipamento com esteiras. as pás carregadeiras são equipamentos destinados principalmente a transportar material para veículos de carga. 2. Grieilberg e Tiveron (s. representam algo em torno de 10% do custo de uma obra de terraplenagem. e também por empresas fornecedoras de material de construção e indústria. similares ao que se observou para o trator de esteiras no item 2.2. a manutenção mecânica se torna mais cara e com custos elevados. como os caminhões basculantes. Shimizu (2002) diz que. afirmam que os custos com equipamentos do tipo retro-escavadeiras. deste equipamento.d). existe um segundo tipo de carregadeira que é a carregadeira sobre esteiras. aonde a carregadeira sobre rodas não consegue chegar. pás carregadeiras e as escavadeiras. porém a carregadeira sobre esteiras apresenta a desvantagem de locomoção até o local de operação. Utilizado em obras de terraplenagem principalmente. Mello e Almeida (2007) dizem que.

96 190 175 160 140 120 1.38 88 85 73 57 45 0. CMC. Kramer.58 125 120 105 85 72 0. Aveling Barford.96 m Largura 1. conforme podemos observar abaixo (ver tabela 11). Tabela 11 – Produtividade de pás carregadeiras (m3/h) MATERIAL Terra úmida ou argila Areia e pedregulho Terra comum Argila dura Rocha bem fragmentada Terra comum e pedra Argila molhada e pegajosa Rocha mal fragmentada MATERIAL CAPACIDADE DA CAÇAMBA (m ) 0.35 245 230 205 180 155 1.43 Tabela 10 – Especificações de algumas pás carregadeiras sobre rodas Comprimento 2.6 km/h Velocidade p/ trás 0 – 58. (ver figura 15 na página seguinte). John Deere. Kawasaki. Caterpillar.7 t Potência (DIN) 32 – 562 ch Velocidade p/ frente 0 – 51. Fiat. Allis Chalmers.2 – 71. Na página seguinte apresenta-se uma imagem do equipamento utilizado pela Terraplenagem Medeiros.29 65 60 53 38 30 0. Hanomag International. Michigan. o mesmo varia dependendo do tipo de solo aonde se encontra o maquinário.12 m Altura 1.36 m Massa 2. BM Volvo.90 – 11.0 km/h Capacidade da pá 360 – 9200 litros Carga máxima da pá 1. Benatti. Case.00 – 19 t Vida técnica 6000 – 8000horas Taxa anual de amortização 16. Fonte: Adaptado de FARIA . MF.61 – 4.50 270 250 230 200 175 1.66 % MARCAS: Agrip. Jcb. Yale.15 220 205 185 160 140 1.20 – 4. Ford.77 155 150 135 110 95 0.90 310 300 270 235 210 3 23 38 61 80 100 120 140 155 185 19 30 54 73 92 110 125 140 175 12 20 38 57 73 88 110 3 122 150 CAPACIDADE DA CAÇAMBA (m ) . Benoto.(2009) No que se refere à produtividade deste equipamento.

30 350 345 310 275 245 2.70 400 385 345 310 280 3.Pá-carregadeira usada pela Terraplenagem Medeiros Fonte: Terraplenagem Medeiros – Joinville/SC 2.05 445 425 390 345 315 3.60 610 565 525 460 440 4.44 2.7 Motoniveladora Segundo o Manual de Custos de Infra-estrutura de Transportes do DNIT (V.10 Terra úmida ou argila Areia e pedregulho Terra comum Argila dura Rocha bem fragmentada Terra comum e pedra Argila molhada e pegajosa Rocha mal fragmentada 330 320 290 255 230 2.45 485 460 430 375 350 3.80 525 495 460 405 380 4. MELLO e ALMEIDA . p.95 640 600 555 490 465 205 220 255 290 320 350 380 415 440 190 205 235 265 295 320 350 375 400 165 180 205 235 260 285 315 335 360 Fonte: SANTOS.20 565 530 495 460 405 4. 251 – 2008) a moto-niveladora é empregada nos serviços de terraplenagem e .4.(2007) Figura 15 .

abertura de valetas de drenagem superficial. apresenta dois modelos de trajetória utilizados empregado pelos operadores deste tipo de equipamento: a de trajetória de ida e volta de ré com a lâmina virada e a de passagem contínua conforme ilustra as (figuras 16 e 17). o espalhamento e regularização das camadas a serem compactadas nos aterros. que proporcionam movimento vertical e horizontal e de rotação e translação em seu próprio plano. Este equipamento possui uma lâmina de corte.45 pavimentação para a execução de diversos trabalhos tais como manutenção dos caminhos de serviço. Sotomayor (2008). que é usada quando o material a ser cortado se apresentar muito duro para o corte da lâmina. a conformação dos taludes de corte. Além desta lâmina a moto-niveladora apresenta também o escarificador ou “rípper”. principal. Figura 16 – Esboço de trajetória de ida e volta de ré de uma moto-niveladora Fonte: SOTOMAYOR . A ferramenta de escarificação é normalmente composta de 11 dentes removíveis que podem ser ajustados a uma profundidade de até 30 cm.(2008) .

BM Volvo.27 m 0.66 % MARCAS: Allis Chalmers.7 km/h 3. Caterpillar. John Deere. Austin Western.(2009) . Aveling Bardford. Galion.1 t 58 – 228 ch 0.0 – 4.5 – 49.46 Figura 17 – Esboço de passagem contínua de uma moto-niveladora Fonte: SOTOMAYOR .74 m 4.87 – 2.81 t 10000 horas Taxa anual de amortização 16.11 – 2.50 m 1.95 m 2.39 – 0. Fonte: Adaptado de FARIA . Richier.(2008) Faria (2009) apresenta (ver tabela 12) algumas especificações de uma moto niveladora produzida por algumas empresas Tabela 12 – Especificações de algumas moto-niveladoras Comprimento Largura Altura Massa Potência (DIN) Velocidade p/ frente – trás Largura da lâmina Altura da lâmina Vida técnica 5.8 – 21.94 – 9.

Moto-niveladora usada pela Terraplenagem Medeiros Fonte: Terraplenagem Medeiros – Joinville/SC A produtividade de uma moto-niveladora é difícil de ser determinada conforme a citação de Day (1989) apud Sotomayor (2008) pelos seguintes motivos: A produtividade de uma moto-niveladora. as vezes que a motoniveladora tem que percorrer a área até nivelá-la completamente. O número de passadas depende do estado inicial da superfície a ser nivelada e da precisão no acabamento.47 Abaixo temos uma imagem (ver figura 18) da moto niveladora utilizada pela Terraplenagem Medeiros em suas obras. ou seja. Essa é a diferença com a produtividade de um trator de lâmina frontal e de outros equipamentos empregados para a movimentação de terras. o volume real de material movido é demasiado variável e não é considerado de primeira importância. (2002) apud Sotomayor (2008) reforçam a dificuldade de se encontrar a produtividade das motoniveladoras. Figura 18 . No caso de uma motoniveladora. com a seguinte citação: . (DAY – 1989 apud SOTOMAYOR – 2008) Do mesmo modo. Helio de Souza e Catalani G. os quais se calculam baseando-se nos metros cúbicos movimentados por hora. em sua operação básica de nivelamento. O que é mais significativo para esse equipamento é o número de passadas que se requerem para nivelar uma área dada. se calcula de acordo com o tempo utilizado para fazer seu trabalho.

a não ser para algumas tarefas simples. onde “n” representa o número de passadas por um determinado terreno: Gráfico 4 – Produção de uma moto-niveladora c/ lâmina de 3. Sotomayor (2008) realizou em sua pesquisa. 658m Fonte: SOTOMAYOR . (SOTOMAYOR .48 As motoniveladoras. uma estimativa de produção envolvendo para motoniveladoras com tamanhos de lâminas diferentes atuando em uma mesma velocidade. por serem máquinas para acabamento de terraplenagem. como o espalhamento e regularização de camadas de terra para a compactação.(2008 p. encontrando assim dois gráficos (ver gráficos 4 e 5). torna impraticável a determinação da estimativa de produção. através de muitas passadas de ida e retorno da lâmina do equipamento.2008) Devido a estas dificuldades apresentadas. sendo seu emprego muito diversificado. 82) .

representa segundo Gonçalves (2009): . 267m Fonte: SOTOMAYOR . 83) 2.(2008 p. um fator determinante na escolha de um equipamento é a potência utilizável do equipamento. que pode ser determinada analisando os seguintes fatores: Esforço trator Resistência de rolamento Resistência de rampa Aderência Inércia Ar O item denominado esforço trator. além dos fatores econômicos.49 Gráfico 5 – Produção de uma moto-niveladora c/ lâmina de 4.8 Verificação da escolha de um equipamento de terraplenagem através da sua potência Segundo Gonçalves (2009).

FROL = R ROL . – a uma determinada velocidade de trabalho (marcha).Velocidade do equipamento (km/h) (equação1) . (GONÇALVES p.Coeficiente de rolamento (kg/toneladas) P .9 Segundo Gonçalves (2009) e Pacheco (2008) a resistência ao rolamento é à força de repressão das rodas/esteiras sobre o solo devido à movimentação do maquinário sobre uma superfície horizontal.Esforço Trator (kg) POT . rebocar.Peso do equipamento (toneladas) (equação 2) . E pode ser determinado utilizando-se a equação abaixo (ver equação 2).Potência do equipamento (HP) V .8 a 0.50 Trata-se de parte da potência do motor da máquina efetivamente usada para promover o movimento da mesma nas diversas operações – escavar.Força de rolamento (kg). empurrar. P Onde: FROL . etc. apresenta a seguinte expressão (ver equação 1): ET = 273. Gonçalves (2009). com o auxílio da tabela de coeficiente de rolamento que representa a força que o terreno exerce por tonelada do equipamento. transportar.8 . 9 .2009) Para determinar este item. V Onde: ET .Pot .coeficiente de eficiência que varia de 0. RROL . (ver tabela 13 na página seguinte).

E pode ser determinada pela expressão abaixo (ver equação 3): FRAM = + 10 .120 22. conservação precária Terra escarificada Estr. agindo contra o peso de um equipamento de pneus ou esteiras.51 Tabela 13 – Coeficientes de rolamento para alguns tipos de superfície Superfície Placas de concreto de cimento Concreto betuminoso Estr. P Onde: FRAM . terra lamacenta. descendo a rampa esta resistência é tomada como negativa. terra compactada. mole Coeficiente de rolamento Pneu pressão Pneu Esteira baixa pressão alta 27. já que não há esforço proveniente da rampa e positiva no caso contrário. Com relação à aderência para Gonçalves (2009) e Pacheco (2008) esta representa a capacidade que as esteiras ou pneus têm de aderirem ao solo. i . boa conservação Estr. o que influencia diretamente na força tratora. em que quanto menor a aderência menor a . i – ângulo de inclinação do talude (%) P .Força de rolamento (kg). terra c/ sulcos. Gonçalves (2009) e Pacheco (2008) dizem que este representa a força da gravidade que deve ser superada ao subir uma ladeira. terra c/ sulcos. s/ conservação Areia e cascalho soltos Estr.5 20 – 32. ou seja.5 20 – 35 50 – 70 95 90 – 110 130 – 145 150 – 200 Fonte: GONÇALVES .(2009) Para a resistência de rampa.5 25 – 30 25 – 35 35 – 50 45 75 – 100 110 – 130 140 – 170 17.5 30 – 35 30 – 40 40 – 55 65 70 – 90 80 – 100 100 .Peso do equipamento (toneladas) (equação 3) Segundo Gonçalves (2009) e Pacheco (2008) se equipamento estiver no sentido adverso a subida. lamacenta.

40 0.35 0.70 0.Coeficiente de aderência (equação 4) Abaixo Pacheco (2008) apresenta a tabela (ver tabela 14) de coeficientes de aderência para diversos tipos de superfícies.35.52 força tratora.60 Para melhor entendimento deste coeficiente.30 0.(2008) ESTEIRAS 0.50 0. e da tabela de coeficientes de aderência (ver tabela 14): ET máx = Pm .45 0.70 0. Onde: ETmáx .45 Fonte: PACHECO . Este fator pode ser determinado segundo a expressão abaixo (ver equação 4) colocada por Gonçalves (2009). se o coeficiente de aderência para um terreno encascalhado é de 0.40 0.55 0.55 0. isto significa que o esforço máximo de .55 0. Pm – Peso sobre os eixos motrizes (kg) .45 0.90 0.65 0. Tabela 14 – Coeficientes de aderência COEFICIENTES DE ADERÊNCIA ou TRAÇÃO PARA TRATORES MATERIAL Concreto Argila seca Argila molhada Estrada comum mal conservada Areia solta seca Areia solta úmida Material de pedreira Estrada encascalhada Terra firme Terra solta PNEUS 0.20 0.50 0.90 0.Força de aderência (kg).90 0.

P (equação 5) t Onde: FINÉR .0.Variação da velocidade (km/h) t . A partir disto. conforme Gonçalves (2009) coloca que esta surge devido à ação do vento e ao deslocamento da máquina em relação à massa de ar.Variação de tempo entre as acelerações ou desacelerações (seg) P .Força de inércia (kg) V . P (equação 6) 13 Onde: FAR – Força do ar sobre o equipamento (kg) S – Área de incidência do ar sobre o equipamento (m2) V – Velocidade do vento (45 km/h) P – Peso do equipamento (toneladas) K – coeficiente de forma – 0. segundo Gonçalves (2009) a energia final mínima necessária para o equipamento em uma dada atividade será igual à diferença entre o esforço trator e a somatória de todos os esforços resistentes. pois esta surge devido à alteração de velocidade da máquina E pode ser determinada com auxílio da seguinte expressão (ver equação 5): FINÉR = + 28. V2 .3 . Para determinar esta influência.07 (veículos) . utiliza-se a expressão abaixo (ver equação 6): FAR = K .02 a 0. de acordo com Gonçalves (2009). deve ser levada em consideração. depende da velocidade da mesma.Peso do equipamento (toneladas) Por fim a resistência do ar. da projeção vertical da área de sua seção frontal e de sua forma. A inércia do equipamento.53 tração para este terreno é de 35% do peso suportado pelas rodas motrizes. V .07 (máquinas) Portanto. S . entra-se em contato com o fabricante que passará as opções de equipamentos para esta situação. .

médio e às vezes a longo prazo.54 2. tanto quanto possível das inversões de capital. Abaixo se apresenta uma distribuição das locadoras pelo país (ver figura 19). carregamento e compactação. Segundo a Revista M&T (2009). O setor de locação de equipamentos colabora com 15% do mercado de equipamentos pesados. a presença cada vez maior das locadoras. No Brasil. na qual devem ser considerados a denominação do equipamento. Custos unitários de produção sempre menores do que aqueles que resultariam do emprego de outras máquinas ou de outros quaisquer métodos de trabalho.9 Os itens considerados para a estimativa do custo operacional 2. é definida em função de pesquisa do mercado.9. a vida útil. e que os custos com a locação pelas construtoras não representam mais que 3% do custo com equipamentos em uma obra. Chaves (1955) apud Ricardo e Catalani (1990) mencionam que a seleção de um equipamento de terraplenagem no momento de sua aquisição deve obedecer aos seguintes princípios básicos: Redução. sua potência. Equilíbrio de trabalho entre os equipamentos.1 Custo de aquisição Segundo Pereira et al (2007) a aquisição de um equipamento por uma empresa. afim que o rendimento de cada máquina seja o máximo. o número de horas trabalhadas por ano. existem diversas delas. o que torna o custo de operação relativamente alto de ser administrado. se destaca no mercado brasileiro de equipamentos. algumas que possuem frotas de quase 400 equipamentos de escavação. e pelo elevado custo de pelas empresas. Segundo o . os equipamentos de terraplenagem estão relativamente caros para uma aquisição a curto. Sabemos que nos dias atuais em meio à crise econômica global. o crescimento no setor de locação de equipamentos pesados tem uma previsão de crescimento entre 10 a 15% para o ano de 2009. Em virtude da necessidade destas máquinas nos canteiros de obras.

para se manter no mercado.(2009 nº 72. 12) 2.9.55 presidente da Alec (Associação Brasileira das Empresas Locadoras de Bens Móveis) Expedito Arena. e que a locação será cada vez maior quanto mais rápida. Neto (2005) observa que o valor residual do maquinário deve ser levado em consideração para a estimativa dos custos operacionais.9. Vanderlei Florenzo. em entrevista a Revista Guia da Construção (2009) a disponibilidade de equipamentos acompanha o ritmo da demanda de cada estado. A aquisição de um equipamento só se justificaria se uma empresa depende diretamente deste. 2. o valor de venda após transcorrido o período de vida útil deste. afirma que muitas pessoas já perceberam as vantagens da locação.Distribuição das locadoras de equipamentos pelo país Fonte: Revista Guia da Construção . consultor de marketing da Alec.2 Valor residual Ricardo e Catalani (1990) e Pereira et al (2007) afirmam de forma sucinta que o valor residual pode ser entendido como sendo. p. aonde se superou a cultura da propriedade. pois isto faz diminuir os custos com depreciação e por conseqüência seu custo final. Figura 19 . segura e planejada for uma obra.3 Vida útil do equipamento . referindo-se a questão de posse dos equipamentos por parte de uma construtora por exemplo.

. trabalham com seus equipamentos de uma forma mais “suave”. muitos dos clientes buscam trocar o maquinário logo com 3 anos de uso. o tempo em que o equipamento irá operar gerando recursos econômicos.56 A vida útil de um equipamento pode ser definida como sendo. sugestiva destes valores de vida útil para diferentes condições de serviço (ver tabela 15 na página seguinte). Segundo entrevista feita com a empresa CASE via email no dia 14/09/2009. Em função desta dificuldade. Em relação ao plano de troca segundo a empresa. Plano de troca do maquinário. A vida da máquina pode ser prolongada através de reparos e reformas dos equipamentos. A primeira dependerá dentre outros fatores. envolvendo principalmente os seguintes fatores: Periodicidade de manutenção. Modo de operação. do projeto adequado. não tendo a necessidade de fazer a troca dos componentes com tanta freqüência. Porém existem proprietários que. Tipo de aplicação. a determinação deste fator é extremamente difícil de ser determinada. Ricardo e Catalani (1990) apresentam uma tabela. aumentando assim a sua vida útil. e algumas poucas atingindo a impressionante marca de 30 a 40 anos de uso Determinar o seu real valor é um fator extremamente delicado e difícil para os fabricantes destes equipamentos. motivo do qual que existe uma boa parte de máquinas trabalhando nos dias atuais a mais de 10 anos. das condições de operação e especialmente de manutenção. pelo fato de poderem ocorrer elevados gastos com manutenção após este período. a vida útil técnica e a econômica. Ricardo e Catalani (1990) observam que deve ser considerada dois modos de ver a vida útil de um equipamento.

5 anos 10000 a 15000 horas 5 a 6 anos 10000 a 12000 horas 5 anos 10000 horas 6 anos 12000 horas 7. pelo fato de aplicar num negócio específico.4 Custo de oportunidade de capital – Juros Atualmente.9.5 anos 15000 horas Condição severa 4 a 7. O juro relativo aos equipamentos. os juros acabam representando o capital incidido. pode se enquadrar em duas alternativas de atribuição: Tradicionalmente. a taxa de juros do Brasil se configura entre as mais altas do mundo.5 anos 8000 a 15000 horas 6 anos 12000 horas 7. .5 anos 25000 horas 6 a 10 anos 12000 a 20000 horas 6 a 7. Quando é computado diretamente no BDI de cada uma das empresas.57 Tabela 15 – Tabela de vida útil em relação à condição de serviço Equipamento Trator de esteiras Condição favorável 6 a 11 anos 12000 a 22000 horas 10 anos 22000 horas 12. Para Pereira et al (2007).(1990) 2. onde a margem de lucro prevista é que deve remunerar o capital.5 anos 12000 a 15000 horas 6 anos 12000 horas 7. o que proporciona um custo relativamente significante sobre os equipamentos pesados no momento de adquiri-los.5 anos 15000 horas 4 a 5 anos 8000 a 10000 horas 4 a 5 anos 8000 a 10000 horas 4 anos 8000 horas 4 anos 8000 horas 5 anos 10000 horas Motoniveladora Caminhão fora de estrada Motoscraper Carregadeira de pneus Carregadeira De esteiras Compactadores Escavadeiras Fonte: RICARDO e CATALANI . aonde são atribuídos diretamente no custo horário de um equipamento.5 anos 15000 horas 10 anos 20000 horas 5 a 7.5 anos 15000 horas 9 anos 18000 horas Condição média 5 a 9 anos 10000 a 18000 horas 7.

Dias (2001) e Pereira et al (2007) afirmam que o IPVA (Imposto sobre Propriedade de Veículos Auto-Motores). Todos os materiais rodantes que incluem os pneus. atual DNIT (1996) observa um importante quesito relacionado a custos com manutenção durante a vida útil de um equipamento: Este custo pode oscilar conforme o tipo de equipamento entre 50% a 100% do custo de aquisição.9. tratores esteira e caminhões é a de licenciamento anual. Para Pereira et al (2007).5 Seguros e Impostos Os seguros e impostos. percentuais estes que incluem gastos na manutenção preventiva e corretiva. e que por conta disto muitos proprietários acabam assumindo os riscos principalmente com avarias. Lavagem dos equipamentos. talvez sejam os menos preocupantes para os proprietários de equipamentos e maquinários pesados. não é incidido sobre estes equipamentos.9. acessórios para a reposição e gastos com mão de nas oficinas. os custos de manutenção denominam-se o conjunto de operações necessárias para manter o equipamento em perfeitas condições de uso. é pelo altíssimo custo envolvido. o fato que leva os proprietários destes equipamentos a não fazerem seguro de toda a sua frota. De acordo com o DNER (Departamento Nacional de Estradas e Rodagem). pás-carregadeiras.58 2.6 Custo de manutenção Segundo a análise de Pereira et al (2007). (MANUAL DE PAVIMENTAÇÃO DO DNER 1996 p. que incluem as peças. pois o roubo destes equipamentos é considerado raro. 2. e que a taxa cobrada para as escavadeiras. pintura e outros. esteiras e demais gastos. retro-escavadeiras. regulagens. parafusos. Pereira et al (2007) e Mattos (2007) englobam estes custos como sendo: Os reparos em geral. motoniveladoras. rolos- compactadores. câmaras de ar. correias. lâminas. 292) .

os óleos muitas vezes exigem uma troca periódica mesmo não sendo . 26. óleos entre outros acabam sendo descartados em aterros sanitários. mais confiáveis são as estimativas futuras Porém um problema que está sendo debatido por muitos setores da sociedade e analisados por. Lubrificação correta e constante.60% Motor.59 Abaixo. peças substituídas. Ferreira e Ferreira (2007) que é o fator de agressão ao meio ambiente onde. tem-se um gráfico (ver gráfico 6) que ilustra os itens que apresentam os maiores gastos numa manutenção de equipamentos de terraplenagem. graxas. o tempo e as despesas empregadas nestes cuidados. 54% Gráfico 6 – Percentuais gastos com manutenção dos equipamentos Fonte: Adaptado de BAESO e GONÇALVES . uma proveitosa fonte de informações para estimar os custos de manutenção. Para Santos. provocando a degradação do mesmo. Manutenção preventiva eficiente.. Eixos. Por exemplo. Mello e Almeida (2007) a manutenção de motores a diesel em 90% dos casos pode ser evitada com as seguintes medidas: Inspeções periódicas.70% Transmissão. são uma pequena fração da despesa total com o equipamento para uma empresa. 7. 11. Mattos (2007) reforça dizendo que empresas com longa história de trabalho têm registros. e que quanto mais valioso for o banco de dados desta. freios etc.70% Pneus.(2003) Segundo Santos. Mello e Almeida (2007).

Graxas. Abaixo Benaci (2006) apud Ferreira et al (2007) colocam uma classificação dos resíduos gerados numa manutenção mecânica (ver tabela 16). enfatizam a sua idéia de custos de operação como sendo. Os itens que compõem este item. filtros para combustíveis. transmissão e comandos. sendo um desperdício tanto de recurso material quanto de dinheiro. .(2006) apud FERREIRA et al . Óleos para sistema hidráulico.9. Salários dos operadores. Tabela 16 – Classificação dos itens gerados numa manutenção Resíduo Pneu Óleo queimado Sucata Embalagens sujas Estopas sujas Classificação natureza Classe III (Inertes) Classe I (Perigosos) Classe I (Perigosos) Classe I (Perigosos) Classe I (Perigosos) Classificação origem Industrial Industrial Industrial Industrial Industrial Classificação utilização Reciclável Reciclável Reciclável Reciclável Não reciclável Fonte: BENACI . Os pneus são os itens que mais agridem o meio ambiente sendo descartados pelas empresas em aterros.60 totalmente consumido.7 Custos de operação No que se vem a entender sobre custos com operação Santos. Pereira et al (2007). Mello e Almeida (2007). os custos decorrentes da utilização do equipamento necessários para o funcionamento e operação dos mesmos. ou seja.(2007) 2. afirmam que estes representam todos os gastos com componentes necessários para o equipamento operar em condições normais. pois ainda não existe um programa eficaz para a deposição desse material. diferentemente dos gastos com manutenção são os seguintes: Combustíveis. materiais e mão de obra. Óleos lubrificantes do Carter. Este óleo restante é comumente chamado de óleo queimado.

1. seguros. 3. apresentado pelo método de FAO.1. impostos e depreciação. O presente método acabou sendo aceito pela maioria dos países europeus satisfatoriamente desde então.1 Descrição do método Conforme Stöhr (1977) e Freitas et al (2004) publicam em seus artigos que. 3.1 Juros Segundo.2 Custos fixos Representa segundo Stöhr (1977) e Freitas et al (2004) o somatório dos custos com juros.1 Método de FAO 3.2.61 3. uma metodologia prática para estimativa dos custos operacionais de seus equipamentos florestais. MÉTODOS TEÓRICOS DA ÁREA FLORESTAL No Brasil os métodos de estimativa de custo horário operacional da área florestal são bem utilizados por muitos profissionais desta e foram escolhidos. Stöhr (1977) e Freitas et al (2004). os juros são expressos pela seguinte fórmula (equação 7): J = Va x i x f (equação 7) hf Onde: J – Juros a serem pagos pela aquisição do equipamento (R$/hora). aonde o custo total operacional é dividido em fixo e variável. a Food and Agriculture Organization (FAO) desenvolveu em 1956 através de um comitê voltado para técnicas de trabalho florestal e ensino dos operários. 3.1. . Va – Valor de aquisição do equipamento (R$). pelos motivos já justificados na introdução deste trabalho.

55 e 0. da taxa de juros e do período de depreciação. Para calcular o valor de hf. 3. dependendo da importância do valor da aquisição.a).75.82) Timinger (1974) apud Neto (2005) determinou que este fator varia entre 0. O cálculo dos custos com juros tem por finalidade corrigir o montante calculado pelo juro simples. veríamos que os custos são superiores àqueles calculados pelos juros simples. os seguros sobre o equipamento podem ser estimados pela seguinte expressão apresentada (ver equação 9): S = Sa hf Onde: (equação 9) . devem ser obtidos junto aos fabricantes de cada equipamento. apresentada por Stöhr em (1977) e Freitas et al (2004): hf = vida útil (horas) (equação 8) Tempo máximo de uso (anos) Ambos os itens. f – Fator de correção. Para as condições tropicais em que o Brasil. Kunze (1973) apud Neto (2005) justificam o coeficiente f da seguinte forma: Trata-se de um fator que corrige o valor do equipamento em virtude de sua depreciação.60. hf – hora efetiva de trabalho por ano do equipamento (horas).62 i – Taxa de juro anual 12% a.1.2 Seguros Conforme metodologia elaborada e expressa pelo método de FAO e publicada por Stöhr (1977) e Freitas et al (2004). Bendz et all (1974) apud Neto (2005) sugere utilizar um fator de correção igual a 0. já que se usasse o juro composto. utiliza-se a seguinte expressão (ver equação 8). (KUNZE 1973 apud NETO 2005 p. vida útil (horas) e tempo máximo de uso (anos).2.

da mesma maneira que os seguros. como sendo igual a 5% do valor gasto com a aquisição do equipamento. O primeiro caso o fisco permite um abatimento de 25% ao ano sendo que este equipamento irá se depreciar em 4 anos.1.63 S – Valor do seguro (R$/hora). 3. Em que Sa.1. conforme sugestão dos autores. hf – hora efetiva de trabalho por ano do equipamento (horas). Ia – Valor dos impostos anualmente (R$). 3. Isso em termos práticos significa que 25% do valor de aquisição da máquina poderá ser lançado como despesa.2. o valor dos impostos anuais sobre o equipamento pode ser expresso. os impostos tem uma expressão (ver equação 10) sugerida por Stöhr (1977) e Freitas et al (2004) para estimarmos o seu valor: I = Ia hf Onde: I – Valor dos impostos expressas em (R$/hora).2. Ao final de 4 anos o valor contábil deste equipamento será zero e a máquina estará totalmente depreciada contabilmente.3 Impostos Do mesmo modo que os seguros. pode ser considerada como igual a 5% do valor da aquisição do equipamento. (equação 10) Conforme enfatizam os autores.4 Depreciação Ricardo e Catalani (1990) observam que a depreciação pode ser interpretada sob dois sentidos: a contábil-fiscal e a econômica. diminuindo consideravelmente o lucro tributável no presente ano. Sa – Valor do seguro anual (R$). hf – hora efetiva de trabalho por ano do equipamento (horas). .

1. Para o valor residual do equipamento. 3. Em resumo a depreciação não é uma despesa e sim uma reserva futura. Com este esclarecimento apresentado. graxas e lubrificantes.1 Combustível .64 No segundo aspecto o econômico Ricardo e Catalani (1990) a depreciação deve ser tratada de modo diverso.Vr H Onde: (equação 11) D – Valor da depreciação por hora efetiva de trabalho (R$/hora). a metodologia. manutenções e consertos. segundo a metodologia exposta pelo método de FAO e apresentada também por Stöhr (1977) e Freitas et al (2004) é a depreciação do equipamento. 3. multiplicando-se a vida útil do equipamento pelo número de horas efetivas trabalhadas por ano pelo equipamento.3. mão de obra e administração. H – Vida econômica do equipamento (horas). et al (2004) o somatório dos custos com combustíveis. porque se trata de formação de uma fonte de fundos para uma substituição do maquinário com alto custo operacional e cujo valor de revenda seja muito baixo. Vr – Valor residual da aquisição do equipamento (R$). Va – Valor da aquisição do equipamento (R$). pneus.1. A vida econômica – (H) é obtida. Na realidade esta não deve ser tomada como um custo. sugere utilizar um valor de aproximadamente 20% da aquisição do equipamento. o último custo fixo de um equipamento.3 Custos variáveis Representa segundo Stöhr (1977) e Freitas. aonde os autores demonstram a partir da expressão elaborada abaixo (ver equação 11) quanto é o seu custo: D = Va .

121 x PB x p (equação 12) Onde: Ccb – Valor gasto com combustível (R$/hora).3. e Freitas et al (2004). Contudo. colocam a seguinte expressão (ver equação 12) para estimar este gasto: Ccb = 0.20 x Ccb (equação 13) Onde: GL – Valor gasto com óleos e lubrificantes (R$/hora). aonde Sthör (1977) e Freitas et al (2004). 3. são as graxas e lubrificantes a seguinte expressão (ver equação 13).121 – constante para estimar o consumo dos motores a diesel. que já forneceu o consumo médio de combustível por hora dos seus equipamentos. Cechin (2009). colocada por eles para estimar este gasto é a seguinte: GL = 0. Ccb – Valor gasto com combustível (R$/hora).85). 0. afirma que o coeficiente 0.1. 0.20 – constante que representa a porcentagem do custo do combustível. devido a informações mais precisas disponibilizadas pela empresa.65 O primeiro custo variável operacional são os combustíveis.20 pode ser variável conforme as hipóteses abaixo: .2 Graxas e lubrificantes O segundo custo variável operacional colocado por Sthör (1977). não se utilizou a expressão acima. p – Preço do litro do diesel (R$ 1. sendo colocada apenas para fins de registro do método. PB – Potência bruta do motor (CV).

3 Manutenções e consertos Sthör (1977. hv – representa a hora efetiva de viagem por ano. Va – Valor da aquisição do equipamento (R$).20 – Quando representam máquinas com sistema hidráulico simples.66 0. e Freitas et al (2004). Sthör (1977) e Freitas et al (2004) propõem a seguinte expressão (ver equação 15): hv = hf x (1 . 0. disseram que o terceiro custo operacional variável são os representados manutenções e consertos a seguinte expressão (ver equação 14). 0.__TE__ ) (TV + TE) Onde: (equação 15) hf – Hora efetiva de trabalho por ano do equipamento. TV – Tempo de viagem. TE – Tempo de espera na oficina (horas). t – Vida útil do equipamento (anos). . ou para levar até a oficina (horas).3. por exemplo.30 – Quando representam máquinas de alta pressão e relativamente complexo como.50 – Quando representam máquinas com sistema hidráulico de alta pressão muito complexo. as carregadeiras de rodas grandes. colocada por eles para estimar este gasto é a seguinte: Co = Va t x hv Onde: (equação 14) Co – Valor gasto com consertos e manutenções (R$/hora). Para calcularmos o valor de hv.1. tratores de esteira e caminhões. 3. como por exemplo.

colocado por Sthör (1977) e Freitas et al (2004). 3. proposta para estimar este gasto se encontra abaixo: Co = 12 x Sm x (1+S) Hf Onde: CMD – Valor gasto com mão de obra (R$/hora).4 Pneus O último custo operacional variável.5 Mão de obra O custo operacional variável.67 3. 3. hf – Hora efetiva de trabalho por ano do equipamento. B – representa a substituição de 50% do jogo de pneus do equipamento (R$). N – representa a vida útil dos pneus em horas de viagem. relativo aos materiais. 12 – Constante equivalente aos 12 meses do ano. A seguinte expressão (ver equação 17). T – Custo para substituição de um jogo de pneus (R$). colocada por eles para estimar este gasto se encontra a seguir (ver equação 16): Cp = Va + ( T+B) x (Txhv – N) (equação 16) t x hv N x T x hv Onde: Cp – Valor gasto com pneus (R$/hora).1. são os pneus a seguinte expressão.1.3. é o representado pelo custo com salários e encargos para colocar em funcionamento o equipamento. (equação 17) Sm – representa a soma do salário mensal de um operador mais um ajudante.3. relativo a mão de obra.6 Administração . colocado por Sthör (1977) e Freitas et al (2004).3. S – Representa o fator de encargos sociais (tabela 13).1.

2.3 Custos semi-fixos Representa segundo Stöhr (1977) e Freitas. et al (2004) o somatório dos custos com depreciação e consertos. abordado por Sthör (1977) e Freitas et al (2004). CD – Custo direto. K – Representa o coeficiente de administração (5%). relativa a este custo se encontra a seguir: CAD = CD x K Onde: (equação 18) CAD – Valor gasto com administração (R$/hora). 3.1 Descrição do método Conforme Sthör (1977) e Freitas et al (2004) enfatizam.2. 3. apenas os itens depreciação ficou fora destes custos agora. 3. a Kuratorium für Waldarbeit und Forstechnick (KWF) e a Economic Commission for Europe (ECE) modificarão um pouco o antigo método. 3. aonde os custos operacionais foram divididos em fixos. é custo com a administração.2 Método de FAO/ECE/KWF 3. sendo vistos como custo semi-fixo.3.68 O último custo operacional variável. coloca que os custos fixos representado por esta metodologia. que após a criação do Método de FAO. são similares ao Método de FAO. que é igual a soma de todos os itens anteriores.2 Custos fixos Sthör (1977).2.2. semi-fixos e variáveis. A seguinte expressão (ver equação 18).1 Depreciação .

Portanto. H – vida econômica do equipamento (horas). utilizaremos as expressões colocadas por Sthör (1977) e Freitas et al (2004). com o valor do umbral (U) definido. Da mesma forma como apresentado no método de FAO no item depreciação. (equação 21) . aonde o valor do umbral. portanto temos: U=H E Onde: (equação 19) U – Relação entre a vida econômica pelo envelhecimento técnico.69 Para estimarmos o custo equivalente com depreciação. a vida econômica – (H) é obtida. E – envelhecimento técnico (anos).Vr H (se U <= hf) (equação 20) D = Va – Vr (se U > hf) E x hf Onde: D – custo com depreciação (R$/hora). dividido pelo envelhecimento técnico (ver equação 19). representa o valor em anos que o equipamento está em usado. chamado de umbral pelos pesquisadores. partimos para o cálculo da depreciação. como descrevem Sthör (1977) e Freitas et al (2004) têm-se as seguintes expressões (ver equações 20 e 21): D = Va . deve ser comparado com o valor das horas efetivas de trabalho do equipamento (hf). O valor do envelhecimento técnico – (E) de forma simples de entender. Va – valor de aquisição (R$). primeiramente deve-se conhecer o valor da relação entre a vida econômica do equipamento. Vr – valor residual correspondente a 20% de Va H – vida econômica do equipamento (horas). Logo. multiplicando-se a vida útil do equipamento pelo número de horas efetivas trabalhadas por ano pelo equipamento.

são idênticos .2.3. a máquina fica depreciada antes ou até se cumprir o envelhecimento técnico. 3. E na segunda equação a máquina é depreciada só pelas horas efetivas de uso atingidas até seu envelhecimento técnico. (equação 23) U – Relação entre a vida econômica pelo envelhecimento técnico. chamado de umbral pelos pesquisadores.4 Custos variáveis Segundo Sthör (1977) e Freitas et al (2004). D – custo com depreciação (R$/hora).2.70 E – envelhecimento técnico (anos). hf – Hora efetiva de trabalho por ano do equipamento. U – Relação entre a vida econômica pelo envelhecimento técnico. os custos variáveis. N – vida útil dos pneus em horas de viagem. é parecida com a metodologia utilizada para o calculo da depreciação aonde. hf – Hora efetiva de trabalho por ano do equipamento. Cechin (2009) coloca que na primeira equação. que varia de 5% a 15%. conforme é descrito abaixo: Co = D x C (se U <= hf ) (equação 22) Co = (D x C x N x hf) (se U > hf) H Onde: Co – custo com consertos (R$/hora). C – coeficiente de conserto. primeiramente devemos conhecer o valor do umbral (U). para em seguida escolhermos uma das fórmulas (ver equações 22 e 23). 3.2 Consertos A expressão matemática colocada por Sthör (1977) e Freitas et al (2004).

E do item consertos que é tratado como semi-fixo. aonde é colocado um item chamado de “manutenç ão”. visto que os mesmos não são aplicados em todos os casos. que é calculado agora com uma variação de 30% a 40% do gasto com combustíveis.1 Descrição do método Conforme Freitas et al (2004) e Cechin (2009) enfatizam que. diferente dos anteriores que colocam seus custos por hora efetiva de trabalho. e que este método é diferente dos outros dois apresentados.A.71 ao Método de FAO. que transforma os valores obtidos por custo/km para custo/hora trabalhada.3. A depreciação e os juros são calculados englobando o valor do conjunto. gastos com manutenção do equipamento num momento inoportuno em que este parou de operar. utiliza um fator de correção ( K ). foi desenvolvido por uma organização chamada Battistella em parceria com a Saab Scania do Brasil S. com uma pequena diferença nos itens. mão de obra operacional. Freitas et al (2004).3 Método de Battistella / Scania 3. Por último no item administração aonde o custo com administração que representa 5% da somatória de todos os itens. Pelo fato dos resultados obtidos terem que ser transformados para custo horário. pelo fato de se determinar o custo operacional por kilometro rodado. graxas e lubrificantes. o Método de Battistella/Scania. Que consiste em dividir o valor da kilometragem mensal do equipamento. equivale a 5% do custo/hora do operador. pelo número de horas trabalhadas . 3. Cechin (2009) afirma que o presente método tem como base os seguintes princípios: As depreciações são calculadas com base na vida útil de 8 anos. visto que estes são tomados como valores variáveis em outro item do custo. Não são considerados os custos com seguros facultativos. No cálculo da depreciação não se consideram os pneumáticos. que representa eventuais. Além disso.

cd – custo do litro do combustível (R$ 1. utilizou-se os seguintes valores médios de velocidades. . lavagem e lubrificação. colocam em seu artigo. peças e material de oficina e salário de oficina. Porém devido a falta de dados relativos a kilometragem percorrida durante o mês.2.Caminhão basculante: 50 Km/h . óleo de motor.Motoniveladora: 40 km/h 3.Escavadeira hidráulica: 5. referenciadas no Manual de Custos de Infra-estrutura e Transportes do DNIT (2007): . pneus câmaras e recapagens.85).Retro-escavadeira: 26 Km/h .Rolo compactador: 7 Km/h .72 no mês.1 Combustíveis Freitas et al (2004). K – fator de conversão para transformar o custo/km em custo/hora efetiva de trabalho. óleo de transmissão.3.Trator de esteiras: 4.5 km/h .3.Pá-carregadeira: 20 Km/h .2 Custos variáveis Representa segundo Freitas et al (2004) o somatório dos custos com combustíveis. cm – consumo médio.5 Km/h . 3. que os custos com combustíveis podem ser expressos segundo a metodologia como sendo (ver equação 24): Ccb = cd x K (equação 24) cm Onde: Ccb – custo com combustíveis (R$/hora).

3.2. uma expressão para estimarmos o custo com os óleos de transmissão do equipamento. apresentam uma expressão para estimarmos o custo com as lavagens dos equipamentos e da sua lubrificação.73 3. kmt – km de troca do óleo (200hs/trab p/ equipamentos e 8000km p/ caminhões).3. (R$ 7. que de maneira idêntica como o óleo do motor. 3. apresentam em seu artigo. QT – volume das caixas.55). Freitas et al (2004). apresentam em seu artigo.2 Óleo de motor Neste item Freitas et al (2004). kmt – km de troca do óleo (200hs/trab p/ equipamentos e 24000km p/ caminhões). utiliza-se a seguinte expressão (ver equação 26): OT = CT x QT x K (equação 26) kmt Onde: OT – custo com óleo lubrificante / hidráulico (R$/hora). 3.3. Co – custo do litro do óleo lubrificante.4 Lavagem e Lubrificação Para este item Freitas et al (2004).3 Óleo de transmissão / hidráulico Seguindo a metodologia.2. . uma expressão (ver equação 25) para estimarmos o custo com os óleos do motor como sendo: OC = Co x Qo x K (equação 25) kmt Onde: OC – custo com óleo do motor (R$/hora).00) Qo – volume de armazenagem.2. CT – custo do litro do óleo de transmissão / hidráulico (R$ 6.

5 Pneus. Devido a seu alto preço este item necessita de cuidados especiais. Cr – custo de uma recapagem. por diferentes trajetos. 3. Estes pneus devem suportar grandes cargas.3. Cc – custo de uma câmara. colocam uma expressão para estimarmos este custo. CI – custo de uma lavagem.2. Kmp – kilometragem que um pneu novo roda a mais que um recapado.6 Peças e material de oficina .3.74 utilizando a seguinte expressão (ver equação 27): LL = CI x NI x K (equação 27) km Onde: LL – custo com lavagens e lubrificação (R$/hora). NI – número de lavagens por mês. objetivando um menor custo por quilômetro rodado e por hora trabalhada. km –kilometragem mensal. câmaras e recapagens Em seu trabalho. Santos. e estes devem ser escolhidos conforme o tipo de equipamento. utilizando a seguinte expressão (ver equação 28): PCR = Cp + Cc + Cr x K kmp Onde: (equação 28) PCR – custo com pneus. os pneus para máquinas de terraplenagem. Para analisar este fator Freitas et al (2004). são geralmente peças muito caras. câmaras e recapagens (R$/hora). Cp – custo de um pneu. Mello e Almeida (2007) afirmam que.2. 3.

gastos com: depreciação. 3. seguros e custos administrativos. V – número de veículos. salários e encargos sociais dos operadores. 3.3. 4 – representa o número de veículos que podem ser atendidos por homem/oficina.3 Custos fixos Os custos fixos segundo a metodologia de Battistella/Scania representam os custos operacionais. remuneração do capital. So – salário de oficina mensal (mecânico mais um ajudante). câmaras e recapagens (R$/hora). licenciamento do equipamento. Km – kilometragem mensal.3. 3.3.3.75 Para estimarmos este custo fator Freitas et al (2004).1 Depreciação . apresentam a seguinte expressão (ver equação 29): PM = Vf x K (equação 29) km Onde: PM – custo com pneus. Vf – valor mensal gasto com oficina para o equipamento. S – fator de encargos sociais – (ver tabela 23). podem ser estimados a partir da seguinte expressão (ver equação 30): SS = So x (1+S) x K 4 x V x km Onde: (equação 30) SS – custo com salário de oficina e leis sociais (R$/hora).7 Salário de oficina e leis sociais Os custos com salários e leis sociais segundo Freitas et al (2004).2.

P – custo do equipamento. n – vida útil do equipamento (anos).76 Neste item Freitas et al (2004). Freitas et al (2004). apresentam a seguinte expressão (ver equação 32): RC =(( P-vr) x (n+1) x i + (Vr x i)) x (1/180) 24 x n 12 Onde: RC – custo com remuneração do capital (R$/hora). Vr – valor residual (20% de P). os juros ocorridos no decorrer do tempo.3.3. i – taxa anual de juros. 1/180 – fator de conversão que transforma o custo mensal com depreciação para custo por hora efetiva de trabalho.3. utilizando a seguinte expressão (ver equação 31): D = P x (1-k) x (1/180) 12 x n Onde: D – custo com depreciação (R$/hora).(Juros) Este item representa segundo a metodologia. ou seja. k – porcentagem residual do equipamento em relação ao valor de aquisição. n – vida útil do equipamento (anos).3. Para estimarmos este custo. um custo relativo à recuperação do capital gasto com os custos operacionais.2 Remuneração do capital . (equação 31) 3. P – custo do equipamento. apresentam uma expressão para estimarmos o custo com a depreciação do equipamento.3 Salários e encargos sociais dos operadores . (equação 32) 3.

5 Seguros O custo com seguros dos equipamentos.3. 1/180 – fator de conversão que transforma o custo mensal com licenciamento para custo por hora efetiva de trabalho 12 – representa os 12 meses do ano. podemos representar o custo com salários e encargos dos operadores através da seguinte fórmula (ver equação 33): SM = Sm x (1+S) x (1/180) Onde: (equação 33) SM – custo com salários e encargos dos operadores (R$/hora). s – fator de encargos sociais – (ver tabela 23). pela seguinte expressão (ver equação 34): L = la x (1/180) 12 Onde: L – custo com licenciamento (R$/hora). pode ser expressa segundo Freitas et al (2004).3. 3. pela seguinte expressão (ver equação 35): . pode ser expressa segundo Freitas et al (2004).4 Licenciamento O licenciamento. anteriormente. (equação 34) la – custo anual com licenciamento que pode ser representada como 5% do custo de aquisição do equipamento segundo a metodologia. 1/360 – fator de conversão de dois trabalhadores representativo por custo/mês para custo/hora efetiva de trabalho.77 Conforme Freitas et al (2004) apresentaram.3. Sm – salário mensal (mecânico mais um ajudante).3. 3.

3. tem a mesma expressão apresentada anteriormente. Freitas et al (2004) dizem que o método de Battistella/Scania. . para estimarmos os custos com a administração. Sa – custo anual com seguros que pode ser representada como 10% do custo de aquisição do equipamento segundo a metodologia.78 S = Sa x (1/180) 12 Onde: S – custo com seguros (R$/hora). (equação 35) 3.6 Administração De forma idêntica ao método de FAO e FAO/ECE/KWF.3. 12 – representa os 12 meses do ano. 1/180 – fator de conversão que transforma o custo mensal para custo por hora.

METODOLOGIA UTILIZADA PELO DNIT Conforme referência inicial. do Manual de Custos de Infra estrutura de Transportes do DNIT (2008 V. primeiramente.” 4. vida útil pode ser definida como sendo.1 Custo de aquisição dos equipamentos Segundo Dias (2001) e Pereira et al (2007). 4. “Se trata de um dos melhores sist emas de custos americanos. semelhantes aos usados por alemães. p. oferecer ao DNIT. (ver tabela 17 na página seguinte) . possui uma tabela de condições de serviço. iniciado no momento da aquisição. devemos ter idéia das condições de serviço que estes equipamentos estão sendo submetidos. estes custos são definidos baseados em pesquisas de mercado. a metodologia. incidência de impostos tais como ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) e IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados). o número de horas trabalhadas por ano (obtido por catálogo dos fabricantes). 47) transcrevem dizendo que.1 p. até sua retirada do serviço. (Departamento Nacional de Infra estrutura e Transportes). 2). um padrão nacional de referência de custos para empresas governamentais e privadas. através dos fatores de carga para os equipamentos. Em conta disso o DNIT. o SINCTRAN (Sistema Nacional de Custos de Transportes) apresenta esta metodologia com o objetivo. Para sabermos a vida útil de um equipamento. Kaplan e Cooper apud Pedrozo (2001.2 Vida útil do equipamento Para Pereira et al (2007). a vida útil. utilizada pelo DNIT. o período de tempo. se baseia no sistema de custeio da Caterpillar.79 4. a potência do motor. Pedrozo (2001) cita em sua tese dizendo que. porém menos sofisticados. aonde são observados alguns fatores determinantes no momento da aquisição.

Piso úmido ou irregular . não sendo necessário para cálculo. Pouca ou nenhuma marcha lenta ou percursos de marcha á ré Trator de esteira marcha lenta ou de percurso sem carga Moto-scraper rampas favoráveis com baixa resistência ao rolamento e material de fácil carregamento Uso típico em construção de estradas Condições contínuas de alta resistência total com ciclos constantes Operação constante. espalhamento Moto-niveladora Acabamento.Piso em pedras soltas e lamelares Transporte moto-niveladoras . Tempo considerável em marcha lenta distâncias de transportes ou trabalho no ciclo básico.Freqüentes aclives . reboque de srapers e Tempo considerável em numerosas operações de carregamento por empuxo. escarificação. tráfego em estradas Manutenção rodoviária média trabalho de mistura em estrada escarificação. de aterro e de material de base.Rodovias de curvas moderadas . manutenção rodoviária pesada Retro-escavadeira ou Escavadeira hidráulica Serviços gerais com ciclos intermitentes em aplicações leves e médias Trabalhos gerais com ciclos normais em aplicações médias Trabalhos de produção com ciclos longos ou com a utilização de ferramentas de fluxo contínuo .Distâncias irregulares (longas e curtas) . manutenção leve. e baixo teor de areia. carregamento de vai e vem por empuxo e trabalho de lâmina em declives.Pouca patinagem ao material de rodante terreno rochoso . .Deslocamento contínuo em .Resistência ao rolamento entre 4% e 7% .Aclives e declives constantes .Superfícies conservadas por .(2008) Conforme informa o Manual de Custos de Infra estrutura de Transportes do DNIT (2008 V.DNIT Equipamento Fator de carga baixo Fator de carga médio Produção de lâmina.1 p.41).Resistência ao rolamento maior que 7% .Piso de areia frouxa e seca sem aglutinante . .Metodologia e Conceitos . A grande maioria dos equipamentos trabalha em condições razoavelmente uniformes. Alguma marcha lenta e alguns percursos sem carga Uso médio com longos períodos em marcha lenta ou Fator de carga alto Escarificação contínua.Resistência ao rolamento menor que 4% Fonte: Manual de Custos de Infra estrutura de Transportes – DNIT Volume 1 . mas Carregadeira de pneus Serviços gerais leves. estabelecer diferenciação das condições em que são utilizados. com freqüentes períodos de marcha lenta Operação constante no ciclo básico da carregadeira Valetamento.80 Tabela – 17 Condições de trabalho dos equipamentos .Superfícies com apoio total ás sapatas.

1 p. Com isto. 41) diz que. finaliza dizendo que: O conceito de vida útil de um equipamento é eminentemente econômico. (MANUAL DE CUSTOS DE INFRA-ESTRUTURA DE TRANSPORTES DNIT V1. pois embora nesse preciso instante. Este seria o ponto ideal de troca. Existe um momento em que a economia de custo de manutenção e de ganhos de produtividade que se pode obter pela utilização de um equipamento novo. é suficiente para cobrir a diferença para mais no custo de depreciação. Nestes casos.41 . no custo horário esse desgaste.1 p. 41) outros equipamentos no entanto podem sofrer expressiva variação de desgaste em função das condições de trabalho que lhes são impostas. “média” e “pesada” (ver figuras 20. 22. Manual de Custos de Infra estrutura de Transportes do DNIT (2008 V. o Manual de Custos de Infra estrutura de Transportes do DNIT (2008 V. p. em regime de custos crescentes e o novo. dois são os fatores que influem sobre a maior ou menor vida útil de equipamentos: Tipo de solo com que o equipamento está operando. os fabricantes sugerem vincular sua vida útil às condições em que operam. com o objetivo de melhor espelhar. em regime de custos decrescentes. Por último. o Manual de Custos de Infra estrutura de Transportes do DNIT. o equipamento antigo entrará.81 Ainda segundo. 23 . . Condições da superfície de rolamento sobre a qual ele trabalha. os custos totais das duas opções sejam os mesmos. 25). 24. 21.2008) A seguir observam-se alguns equipamentos trabalhando segundo as classificações “leve”.

(2008) . trabalhando em condição “leve” de serviço Fonte: Manual de Custos de Infra-estrutura de Transportes DNIT .82 Figura 20 .Moto-niveladora.Pá carregadeira trabalhando em condição “leve” de serviço Fonte: Soterra Terraplenagem – Vitória/ES Figura 21 .

83 Figura 22 .Trator de esteiras trabalhando em condição “média” de serviço Fonte: JP Bechara Terraplenagem – São Caetano do Sul/SP Figura 23 – Caminhão basculante trabalhando em condição “média” de serviço Fonte: JP Bechara Terraplenagem – São Caetano do Sul/SP .

Pereira et al (2007). . apresentam uma tabela (ver tabela 18).Máquinas Com esta informação.84 Figura 24 – Escavadeira hidráulica trabalhando em condição “pesada” de serviço Fonte: JP Bechara Terraplenagem – São Caetano do Sul/SP Figura 25 – Rolo trabalhando em condição “pesada” de serviço Fonte: BRASIF . aonde se encontram todos os equipamentos cadastrados por este órgão.

85 Tabela 18 .1 m 3 3 82 82 82 104 104 104 228 228 228 104 104 104 78 78 78 127 127 127 57 57 57 85 228 228 228 138 138 138 79 79 79 80 156 166 166 166 166 Diesel Diesel Diesel Diesel Diesel Diesel Diesel Diesel Diesel Diesel Diesel Diesel Diesel Diesel Diesel Diesel Diesel Diesel Diesel Diesel Diesel Diesel Diesel Diesel Diesel Diesel Diesel Diesel Diesel Diesel Diesel Diesel Diesel Diesel Diesel Diesel Diesel 6 5 4 6 5 4 11 9 7.33 m3 Carregadeira de pneus 1.72 m Carregadeira de pneus 3.5 6 6 5 4 6 5 4 6 5 4 6 11 9 7.5 10 7.33 m Rolo pé de carneiro vibratório Rolo pé de carneiro "tamping" Escavadeira hidráulica de esteiras Escavadeira hidráulica de esteiras Escavadeira hidráulica de esteiras Escavadeira hidráulica de esteiras cap 600l longo alcance 3 3 Leve Média Pesada Leve Média Pesada Leve Média Pesada Leve Média Pesada .1 m Retro-escavadeira Retro-escavadeira Retro-escavadeira Rolo pé de carneiro autopropulsado 11.72 m3 Carregadeira de pneus 1.1 m3 Carregadeira de pneus 3.8 7 5 4 7 Carregadeira de pneus 3.Tabela de equipamentos cadastrados – DNIT Condição de trabalho Descrição Potência (KW) Comb V.5 6 6 5 4 6 6.5 10 7.25t (vibratório) Trator de esteira c/ escarificador Trator de esteira c/ escarificador Trator de esteira c/ escarificador Moto-niveladora (150 a 180 hp) Moto-niveladora (150 a 180 hp) Moto-niveladora (150 a 180 hp) Carregadeira de pneus 1.U (anos) Leve Média Pesada Leve Média Pesada Leve Média Pesada Leve Média Pesada Leve Média Pesada Leve Média Pesada Leve Média Pesada Trator de esteiras c/ lâmina Trator de esteiras c/ lâmina Trator de esteiras c/ lâmina Trator de esteiras c/ lâmina Trator de esteiras c/ lâmina Trator de esteiras c/ lâmina Trator de esteiras c/ lâmina Trator de esteiras c/ lâmina Trator de esteiras c/ lâmina Moto-niveladora (105 a 130 hp) Moto-niveladora (105 a 130 hp) Moto-niveladora (105 a 130 hp) Carregadeira de pneus 1.72 m3 Carregadeira de pneus 1.33 m3 Carregadeira de pneus 1.

8 6.(2007) 4.8 6 5.8 6 6 6. a obsolência que ocorre durante a sua vida útil.6 t Rolo compactador liso vibratório autopropulsor 7.2 t Rolo compactador de pneus autopropulsor 21 t Rolo compactador de pneus estático autopropelido 23 t Rolo compactador liso vibratório 6.3 4 6 5.3 4 6 5. é apresentada pela metodologia do DNIT em seu manual conforme se descreve: .3 4 Leve Média Pesada Leve Média Pesada Leve Média Pesada Leve Média Pesada Leve Média Pesada Fonte: Adaptado de PEREIRA et al .8 6.86 Rolo compactador liso vibratório autopropulsor 11. Uma observação importante de ser destacada a fim de esclarecer o conceito de depreciação.3 Depreciação Segundo o Manual de Custos de Infra estrutura de Transportes do DNIT (2008 V.3 4 6 5.1 p.6 t Rolo compactador liso autopropulsor vibratório Rolo compactador de pneus Rolo compactador estático Caminhão basculante 5 m3 Caminhão basculante 5 m3 Caminhão basculante 5 m3 Caminhão basculante 6 m Caminhão basculante 6 m3 Caminhão basculante 6 m3 Caminhão basculante 10 m3 Caminhão basculante 10 m3 Caminhão basculante 10 m3 Caminhão basculante 4 m3 Caminhão basculante 4 m3 Caminhão basculante 4 m3 Caminhão basculante 14 m3 Caminhão basculante 14 m Caminhão basculante 14 m 3 3 3 108 57 97 83 59 85 74 70 125 125 125 150 150 150 170 170 170 112 112 112 279 279 279 Diesel Diesel Diesel Diesel Diesel Diesel Diesel Diesel Diesel Diesel Diesel Diesel Diesel Diesel Diesel Diesel Diesel Diesel Diesel Diesel Diesel Diesel Diesel 6 6 6.3 4 6 5. 50) pode ser entendida como a parcela do custo operacional correspondente.

a função de gerar um fundo. n – vida útil do equipamento em anos.87 A inclusão da depreciação como parcela de custo tem. igual àquele que estaria sendo retirado da linha de produção.37 – 2008) Pedrozo (2001) e Pereira et al (2007). 50) a depreciação pode ser determinada pela expressão abaixo (ver equação 36). relacionada ao número de horas em que o equipamento presta serviços efetivos) de outros dois conceitos que não se aplicam no caso do cálculo de seu custo horário: a idade cronológica do equipamento e a depreciação para fins contábeis. e o Manual de Custos de Infra Estrutura de Transportes do DNIT (2008 V. com o auxílio das tabelas 18 e 19: D = Va .(2008) . portanto. de tal forma que.Tabela de percentuais residuais dos equipamentos – DNIT (equação 36) Equipamento Caminhão basculante Trator de esteiras acima de 200KW Trator de esteiras até 200KW Carregadeira de pneus Moto-niveladora Retro-escavadeira de pneus Rolo compactador estático Rolo compactador vibratório VR(%) 20 15 20 20 20 5 15 10 Fonte: Adaptado Manual de Custos de Infra estrutura de Transportes – DNIT Volume 1 .Vr n x Hta Onde: D – custo horário com depreciação (R$/hora).Metodologia e Conceitos . regulamentada por legislação específica.1 p. (MANUAL DE CUSTOS DE INFRA-ESTRUTURA DE TRANSPORTES DNIT V.1 p. Va – valor de aquisição do equipamento. Seu conceito é importante no sentido de desvincular esta pelo uso (ou seja. ao final da vida útil do equipamento. sendo Vr = Vr(%)*Va/100. Vr – valor residual do equipamento. Tabela 19 . o valor do fundo adicionado ao valor residual do equipamento seja suficiente para a aquisição de um equipamento novo. Hta – número de horas trabalhadas por ano.

além do seguro obrigatório. junto ao mercado de máquinas usadas nas praças do Rio de Janeiro e São Paulo. n – vida útil do equipamento em anos. Va – valor de aquisição do equipamento. foram apoiados em atualizações das pesquisas. no estado. (Sistema Nacional de Custos de Transportes).5 Manutenção . sendo aplicado somente aos veículos e não aos equipamentos. 4. que varia conforme a idade. para complementar. após o transcurso de sua vida útil.88 Os percentuais residuais apresentados merecem a seguinte observação colocada pelo manual do DNIT: Os percentuais utilizados pelo SINCTRAN. observam que a diferença que existe entre os estados brasileiros. impostos sobre o licenciamento. aqueles que o mercado estaria disposto a pagar por eles. isto é. para estimar os valores residuais dos equipamentos.1 p.1 p. Pereira et al (2007). (ver tabela 13). (MANUAL DE CUSTOS DE INFRA-ESTRUTURA DE TRANSPORTES DNIT V. o que em média corresponde a uma incidência de 2.025 2n x Hta Onde: (equação 37) IS – custo horário relativo a impostos e seguros (R$/hora). o custo de propriedade do equipamento. Pereira et al (2007) e o Manual de Custos de Infra Estrutura de Transportes do DNIT (2008 V. apresentam a seguinte expressão (ver equação 37) para estimativa do custo com seguros e impostos: IS = (n +1) x Va x 0. seguros e impostos não são incididos na soma final do custo operacional. relativo ao IPVA. Hta – Horas trabalhadas por ano. 50). Porém.38 – 2008) 4.4 Seguros e impostos Por último.5% sobre o investimento médio.

9 1. vida útil. . com o custo de aquisição do equipamento.89 Pereira et al (2001). cadastrados junto ao órgão. Va – valor de aquisição do equipamento.8 Fonte: Adaptado Manual de Custos de Infra estrutura de Transportes – DNIT Volume 1 .9 1. mão de obra envolvida para efetuar este serviço.7 0.DNIT Equipamento Caminhão basculante Trator de esteiras acima de 200KW Trator de esteiras até 200KW Carregadeira de pneus Moto-niveladora Retro-escavadeira de pneus Rolo compactador estático Rolo compactador vibratório K 0. adotando-se. número de horas trabalhadas e um coeficiente de manutenção (K) (ver tabela 20). H – vida útil do equipamento em horas trabalhadas.0 0. menciona que a quantificação destes custos é muito variada devido a diferentes fornecedores.7 0.Tabela de coeficientes de manutenção .Metodologia e Conceitos . tipos de peças envolvidas. um método que vincula o valor gasto com manutenção.0 0. Portanto o custo de manutenção de um equipamento pela metodologia pode ser expresso pela seguinte fórmula (ver equação 38): M = Va x K H Onde: (equação 38) M – custo horário com a manutenção (R$/hora). K – coeficiente de manutenção.(2008) No anexo do trabalho se encontra algumas tabelas (ver tabelas 24 e 25). relativo aos coeficientes de consumo para alguns equipamentos pesados e caminhões respectivamente. Tabela 20 .8 0.

p. graxas e filtros e a mão de obra de operação propriamente dita. A despesa horária com filtros corresponde a 50% do valor total. os seguintes componentes: combustível.1 Custo horário dos materiais Pereira et al (2007). que esta proporção se mantenha constante. O Manual de Pavimentação do DNER (1996. o valor do óleo diesel e 5 vezes o da gasolina. dizem que a quantificação. 4. Dias (2001) cita. As condições de trabalho poderão exigir períodos longos de operação com aceleração próxima do máximo. também. e que este item vai englobar. os materiais e a mão de obra para operação destes.90 4. conforme o trabalho que realiza. para cada equipamento. admitindo-se inclusive. será feita a partir das seguintes hipóteses: Preço médio único para todos os óleos lubrificantes utilizados pelos equipamentos. O preço do óleo lubrificante é igual a aproximadamente a 6 vezes. é baseada em dados médios de consumos horários de combustíveis e lubrificantes. Pedrozo (2001).6.55) afirma que: Este custo é muito variável e seus valores médios são considerados apenas como estimativa pelos fabricantes. utilizada por esta metodologia. fornecidos por ábacos. que a quantificação dos gastos com os materiais de operação.1. O Manual de Custos de Infra estrutura de Transportes do DNIT (V. Os consumos previstos variam. já foram previstas no item manutenção. dois itens são considerados para a sua determinação. 305) complementa dizendo de forma mais sucinta que. p. afirma que os custos com peças. óleos lubrificantes. ou curta. inversões de . devido a constantes manobras. os custos com materiais. depende diretamente da potência do equipamento e do custo do combustível. fabricantes e na proporção entre os preços dos materiais. O preço unitário da graxa equivale ao dobro do óleo lubrificante.6 Operação Com relação aos custos relativos a operação.

58 .Tabela de coeficientes de consumo– DNIT Equipamento Equipamentos a diesel Caminhões e outros veículos a diesel Veículos a gasolina Equipamentos a gasolina Veículos a álcool Equipamentos elétricos Veículos especiais a diesel Coeficiente de consumo em L/KW/h 0.16 x PB x p Onde: (equação 39) Cmd – custo horário dos materiais de um equipamento.55 . Caso. graxas e lubrificantes para os equipamentos movidos a óleo diesel. gasolina e diesel.85). Tabela 21 . (ver tabela 21) retirada do Manual de Custos de infra estrutura de Transportes do DNIT (V1. o Manual de Custos de Infra estrutura de Transportes do DNIT (V1. p.70 0. 58).6. devem-se utilizar as .91 marcha ou deslocamentos sem carga.1.2008).08 Fonte: Adaptado Manual de Custos de Infra estrutura de Transportes – DNIT Volume 1 .16 0. apresenta a seguinte expressão (ver equação 39).(2008) 4. P – preço de um litro de óleo diesel (R$ 1.Metodologia e Conceitos . p.17 0.2008) Abaixo apresenta-se uma tabela adaptada. PB – Potência do motor em KW. (MANUAL DE CUSTOS DE INFRA-ESTRUTURA DE TRANSPORTES DNIT V.25 0.1 Equipamentos movidos a diesel Para estimarmos o custo com combustíveis. não se tenha o valor da potência em KW. relativo aos coeficientes de consumo para equipamentos movidos a álcool.1 p. movido a diesel. Cmd = 0.24 0. filtros.20 0.

001 litros por HP Conforme a citação de Dias (2001) no item 4. p.002 litros por HP 0. para equipamentos a gasolina: Gasolina Óleos lubrificantes Graxa 0.225 litros por HP 0.225 litros por HP 0. o DNIT.6.015 HP 4.34044 KW 1CV = 1. para estimarmos o custo com combustíveis.245 x PB x p (equação 40) Para justificar o uso dos coeficientes nas fórmulas.1.6.002 litros por HP x 6 0. Dias (2001) apresenta os itens que o compõem. para que a expressão seja válida: 1HP = 1. .1 deste trabalho.6. graxas e lubrificantes para os equipamentos movidos a gasolina.2 Equipamentos movidos a gasolina Do mesmo modo que o anterior. filtros. 58 – 2008).001 litros por HP x 10 0.92 seguintes regras de conversão.2 Custo horário da mão de obra Segundo o Manual de Custos de Infra estrutura de Transportes do DNIT (V1.245 litros por HP 4. apresenta a seguinte expressão (ver equação 40) para a sua estimativa de gasto: Cmd = 0. com os respectivos coeficientes de utilização. aplicando os coeficientes em cada um dos itens tem-se: Gasolina Óleos lubrificantes Graxa TOTAL: 0. para estimarmos o custo horário com a mão de obra operacional.

6 3.4 2.1 3.1 3. K – coeficiente de padrão salarial (ver tabela 22).1 2. Tabela 22 .0 3.6 2.1 3.6 2.1 3.4 2.5 1.1 3.0 4.5 3.5 7.7 3.7 3.6 2.4 2.6 2.7 7.5 2.9 3.1 3.0 3.4 2.0 3.5 3.4 7.6 2.6 2.1 3.7 2.5 3.7 3.4 2.1 3.6 2.1 3.0 4.4 2.1 3.2 2.1 3.1 2.6 1.9 3.0 3.3 7.7 3.9 3.7 3.2 3.4 2 1.1 2.1 7. SM – salário mínimo (R$ 465.0 3.5 3.6 3.2 3.6 2.4 2.4 2.7 4.9 3.2 3.6 7.5 2.0 4.1 3.7 3.1 3.6 2.4 7.0 3.0 2.5 3.1 3.0 2.6 2.7 3.1 2.0 4.3 7.4 2.7 4.1 3.6 2.2 3.7 3.1 2.0 4.7 3. SB = SM x (1 + Encargos) x K 220 Onde: SB – salário base horário do operado.0 3.7 3.0 3.7 3.6 2.4 2.5 2.9 2.7 4.1 3.4 2.1 2.Tabela de encargos sociais incidentes .0 2.9 2.7 3.6 2.7 3.6 2.5 2.4 2.1 3.0 4.4 2.9 3.9 3.4 2.2 Fonte: PEREIRA et al .7 3.9 3.8 2.7 3.(2007) Tabela 23 .5 3.8 2.9 1.5 2.0 3.4 2.5 3.0 3.6 2.0 2.0 4.2 3.4 2.2 3.7 3.00).0 4.7 3.6 2.0 3.7 3.4 2.4 2.6 2.9 2.5 2.2 3.4 2.6 2.4 2.4 2.Tabela de coeficientes de padrão salarial Profissão Motorista de veículo leve Motorista de caminhão Motorista de veículo especial Operador de equipamento leve 1 Operador de equipamento leve 2 Operador de equipamento pesado Operador de equipamento especial Pré-marcador Encarregado de turma Encarregado de pavimentação Blaster Montador Carpinteiro Pedreiro Armador Pintor Soldador Jardineiro Serralheiro Ajudante Servente Perfurador de tubulão Norte Nordeste (equação 41) Sudeste Sul CentroOeste Rio de Janeiro São Paulo Minas Gerais 2.2 3.7 1.1 3.0 3.7 3.93 utiliza-se de uma tabela auxiliar de encargos sociais e uma segunda relativo ao coeficientes de padrão salarial e a expressão a seguir (ver equação 41).7 4.5 2.9 3.5 3.1 2.5 2.0 3.4 2.4 2.4 2.1 2.0 3.7 2.1 1.7 3.

p.50 % 1.16 % 0.80 % 4.56 % 50.86 % 0.13 % 14.93 % 18.00 % 0.Metodologia e Conceitos.00 % 0.00 % 1.60 % 36.62 % 0.32 – (2008) .17 % 11.61 % 4.20 % 2.00 % 8.09 % 14.34 % 18.67 % 19.87 % 1.50 % 3.94 RESUMO DOS ENCARGOS SOCIAIS REGIME DE CONTRATAÇÃO: Contrato direto dos serviços SALÁRIO: Horário REGIME DE TRABALHO: Normal GRUPO A INSS FGTS SESI SENAI INCRA Salário Educação Seguro Acidente de Trabalho SEBRAE TOTAL DO GRUPO A GRUPO B Repouso Remunerado Feriados e Dias Santificados Férias e 1/3 de Férias Auxílio doença Acidente de trabalho 13º Salário Licença Paternidade Faltas Justificadas TOTAL DO GRUPO B GRUPO C Multa por Rescisão Contrato Aviso Prévio Indenizado Indenização Adicional TOTAL DO GRUPO C GRUPO D Incidência do Grupo A sobre o B Incidência da Multa FGTS sobre 13º Salário TOTAL GRUPO D TOTAL DOS ENCARGOS SOCIAIS 20.13 % 1.96 % 126.10 % 0.80 % 17.30 % Fonte: Manual de Custos de Infra estrutura de Transportes – DNIT Volume 1 .

o equipamento vier a quebrar ou ficar inoperante. com seus motores ou acionadores ligados. 70 . que o custo com mão de obra é colocado como improdutivo.2008) 4. que fica parte do tempo aguardando o lançamento de seu conteúdo numa praça de aterro.7 Custo horário produtivo Pedrozo (2001). um caminhão pipa. Primeiramente o custo horário produtivo. pelo fato de se. quando se tratar de equipamento não propelido mecanicamente. Dias (2001) e Pereira et al (2007). 70 . (MANUAL DE CUSTOS DE INFRA-ESTRUTURA DE TRANSPORTES DNIT V1. material e mão de obra. p.8 Custo horário improdutivo Segundo a metodologia do DNIT. já que os outros custos serão incididos durante a vida útil do equipamento.2008) Pedrozo (2001) afirma também. esta mão de obra continuará a disposição. É sugerido. para suprir este gasto. este custo corresponde à hora onde o equipamento fica a espera de serviço e o funcionário ocioso. como sendo o custo horário “produtivo” e o “improdutivo”. (MANUAL DE CUSTOS DE INFRA-ESTRUTURA DE TRANSPORTES DNIT V1. p. Mattos (2007) observa que. como por exemplo. colocam os dois últimos itens finais da metodologia utilizada pelo DNIT. quando for o caso. . manutenção. Segundo o DNIT o custo produtivo ou operativo pode ser definido conforme a citação: É aquele em que o equipamento está dedicado ao serviço. representa o somatório dos seguintes. na frente de trabalho. este custo pode ser entendido conforme a citação abaixo: O custo improdutivo corresponde a mão de obra de operação. gastos: depreciação. adicionar um percentual aproximadamente de 3 % do custo improdutivo ao custo final. ou em condições de trabalho.95 4.

e o método de Battistella/Scania ainda menor de R$ 70. lubrificantes.34/hora. Segundo a SOBRATEMA. Os itens que tiveram os maiores custos. composto de combustíveis. A proposta do DNIT foi a que apresentou o maior resultado de R$ 111. R$ 74. utilizaram-se dos dados coletados junto à empresa. o item que proporcionou esta diferença foi o relacionado aos materiais.38 / hora. que dependem do coeficiente multiplicador representando uma relação entre todos os equipamentos do gênero coletados pelo órgão no país. APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS FINAIS Para efetuar os cálculos. filtros e demais peças. (Associação Brasileira de Tecnologia para Equipamentos e Manutenção).45/hora. o custo horário de um equipamento similar é de R$ 71. graxas.78/hora. o método de FAO/ECE/KWF apresentou um resultado mais baixo.37 (ver tabela 26 do anexo).96 5. e alguns catálogos dos fabricantes. conforme os cálculos realizados estão classificados abaixo de acordo com cada método. óleos DNIT Materiais Manutenção Depreciação Mão de obra . MÉTODO FAO Combustível Mão de obra Depreciação Juros Impostos/Seguros/Consertos Pneus Graxas/lubrificantes Administração MÉTODO DE FAO/ECE/KWK Combustível Mão de obra Depreciação Juros Impostos/Seguros Graxas/lubrificantes Administração Consertos/Manut MÉTODO DE BATISTELLA/SCANIA Seguros Salários operadores Depreciação Juros Combustível Licenciamento Salários oficina Peças e materiais Administração Pneus. o custo de operação do caminhão basculante ficou estimado em R$ 81. 5.1 Métodos de FAO x FAO/ECE/KWF x Battistella/Scania x DNIT 5.1.1 Caminhão basculante Para o método de FAO.

00 R$ 30.00 Método de FAO R$ 81.00 R$ 40. conforme os cálculos realizados estão classificados na página a seguir de acordo com cada método.00 R$ 80. Os itens que tiveram os maiores custos.37 Gráfico 7 – Resultados finais do custo horário para o caminhão basculante 5. apresentou um custo de operação estimado em R$ 138.00 R$ 0.75/hora (ver tabela 26 do anexo).00 R$ 90. R$ 70.00 R$ 100.00 R$ 20.00 R$ 70. MÉTODO FAO Depreciação Combustíveis MÉTODO DE FAO/ECE/KWK Depreciação Combustíveis MÉTODO DE BATISTELLA/SCANIA Depreciação Seguros DNIT Manutenção Depreciação .1.76/hora.00 R$ 50. (Associação Brasileira de Tecnologia para Equipamentos e Manutenção).38 Método de FAO/ECE/KWF.97 Abaixo pode-se observar uma comparação gráfica entre os resultados obtidos entre os quatro métodos de cálculo.00 R$ 60.2 Trator de esteiras Para o trator de esteiras o método de FAO. Por fim a metodologia do DNIT apresentou o resultado de R$ A SOBRATEMA. e diferentes modelos de equipamentos analisados.00 R$ 110. para o método de FAO/ECE/KWF R$ 118. Este valor acima dos métodos exposto pela SOBRATEMA se deve principalmente ao valor de aquisição por parte das empresas.34 R$ 120.97/hora.78 Terraplenagem Medeiros R$ 80.00 SOBRATEMA R$ 71. 119. DNIT R$ 111. o valor da estimado pela Terraplenagem Medeiros e a SOBRATEMA (ver gráfico 7). e o método de Battistella/Scania próximo ao utilizado pela empresa R$ 107.45 Método de Battistella/Scania. R$ 74.25/hora.00 R$ 10.60/hora. o custo horário de um equipamento similar é de R$ 150.

67/hora.00 R$ 15.60 Terraplenagem Medeiros R$ 100.3 Escavadeira hidráulica Para o método de FAO.34/hora. o método de FAO/ECE/KWF apresentou um resultado mais baixo.98 Juros Consertos Juros Impostos/Seguros Administração Graxas/lubrificantes Juros Mão de obra Impostos/Seguros Graxas/lubrificantes Administração Consertos/Manut Juros Salários operadores Administração Licenciamento Peças e materiais Salários oficina Óleo de transmissão/hidr Óleo motor e combustivel Material Mão de obra Abaixo pode-se observar uma comparação gráfica entre os resultados obtidos entre os quatro métodos de cálculo.75 Método de FAO/ECE/KWF R$ 118.00 R$ 45. Segundo a SOBRATEMA.97 R$ 165.00 R$ 105.00 R$ 60.25 SOBRATEMA R$ 150.00 R$ 150. porém próximo dos métodos florestais.00 Gráfico 8 – Resultados finais do custo horário para o trator de esteiras 5. o custo .1. Método de FAO R$ 138. A proposta do DNIT foi a que apresentou o maior resultado de R$ 120. o valor da estimado pela Terraplenagem Medeiros e a SOBRATEMA (ver gráfico 8). (Associação Brasileira de Tecnologia para Equipamentos e Manutenção).00 R$ 90. e o método de Battistella/Scania ainda menor de R$ 107. o custo de operação da escavadeira ficou estimado em R$ 110. R$ 103.00 R$ 0.76 DNIT R$ 119.00 Método de Battistella/Scania R$ 107.00 R$ 135.69/hora.76/hora.00 R$ 120.00 R$ 30.00 R$ 75.

99 horário de um equipamento similar é de R$ 147,22 (ver tabela 26 do anexo). Esta diferença de valores deve-se, aos mesmos motivos já apresentados para o trator de esteiras e caminhão basculante. Os itens que tiveram os maiores custos, conforme os cálculos realizados estão classificados na página a seguir de acordo com cada método.

MÉTODO FAO Combustível Mão de obra Depreciação Juros Impostos/Seguros/Consertos Pneus Graxas/lubrificantes Administração

MÉTODO DE FAO/ECE/KWK Combustível Mão de obra Depreciação Juros Impostos/Seguros Graxas/lubrificantes Administração Consertos/Manut

MÉTODO DE BATISTELLA/SCANIA Depreciação Seguros Salários operadores Juros Licenciamento Peças e materiais Óleo de transmissão/hidr Salários oficina Administração Óleo motor e combustível

DNIT Manutenção Depreciação Material Mão de obra

Abaixo, pode-se observar uma comparação gráfica entre os resultados obtidos entre os cinco métodos de cálculo, o valor da estimado pela Terraplenagem Medeiros e a SOBRATEMA (ver gráfico 9).

Terraplenagem Medeiros R$ 160,00 R$ 165,00 R$ 150,00 R$ 135,00 R$ 120,00 R$ 105,00 R$ 90,00 R$ 75,00 R$ 60,00 R$ 45,00 R$ 30,00 R$ 15,00 R$ 0,00 Método de FAO R$ 110,69 DNIT R$ 120,67 Método de FAO/ECE/KWF Método de R$ 103,34 Battistella/Scania R$ 92,66

SOBRATEMA R$ 147,22

Gráfico 9 – Resultados finais do custo horário para a escavadeira hidráulica

100 5.1.4 Rolo compactador

Para o método de FAO, o custo de operação do rolo compactador ficou estimado em R$ 105,24/hora, o método de FAO/ECE/KWF apresentou um resultado mais baixo, R$ 95,76/hora, e o método de Battistella/Scania ainda menor de R$ 84,40/hora. A proposta do DNIT foi a que apresentou o maior resultado de R$ 99,96/hora, próximo dos valores adotados pela empresa e pela SOBRATEMA, onde o custo horário de um equipamento similar é de R$ 104,32 (ver tabela 25 do anexo). Os itens que tiveram os maiores custos, conforme os cálculos realizados estão classificados abaixo de acordo com cada método.

MÉTODO FAO Combustível Mão de obra Depreciação Juros Impostos/Seguros/Consertos Pneus Graxas/lubrificantes Administração

MÉTODO DE FAO/ECE/KWK Combustível Mão de obra Depreciação Juros Impostos/Seguros Graxas/lubrificantes Administração Consertos/Manut

MÉTODO DE BATISTELLA/SCANIA Depreciação Seguros Juros Administração Licenciamento Salários operadores Óleo de transmissão/hidr Salários oficina/ Peças Pneus Óleo motor e combustivel

DNIT Depreciação Material Manutenção Mão de obra

Abaixo pode-se observar uma comparação gráfica entre os resultados, o valor da estimado pela empresa e a SOBRATEMA (ver gráfico 10).

101
Método de FAO R$ 105,24 R$ 110,00 R$ 100,00 R$ 90,00 R$ 80,00 R$ 70,00 R$ 60,00 R$ 50,00 R$ 40,00 R$ 30,00 R$ 20,00 R$ 10,00 R$ 0,00 Método de FAO/ECE/KWF R$ 95,76 R$ 84,48 SOBRATEMA DNITTerraplenagem Medeiros R$ 104,32 R$ 100,00 R$ 99,96

Gráfico 10 – Resultados finais do custo horário para o rolo compactador

5.1.5 Retro escavadeira

Para o método de FAO, o custo de operação da retro-escavadeira ficou estimado em R$ 76,12/hora, o método de FAO/ECE/KWF apresentou um resultado mais baixo, R$ 66,52/hora, e o método de Battistella/Scania, com um resultado próximo ao primeiro de R$ 72,26/hora. A proposta do DNIT apresentou o maior resultado de R$ 80,16/hora, idênticos aos utilizados pela empresa. Segundo a SOBRATEMA, (Associação Brasileira de Tecnologia para Equipamentos e Manutenção), o custo horário de um equipamento similar é de R$ 69,63 (ver tabela 26 do anexo). Os itens que tiveram os maiores custos, conforme os cálculos realizados estão classificados abaixo de acordo com cada método.

MÉTODO FAO Combustível Mão de obra Depreciação Juros Impostos/Seguros/Consertos Pneus

MÉTODO DE FAO/ECE/KWK Combustível Mão de obra Depreciação Juros Impostos/Seguros Graxas/lubrificantes

MÉTODO DE BATISTELLA/SCANIA Salários operadores Depreciação Seguros Juros Combustível Administração

DNIT Manutenção Material Depreciação Mão de obra

102
Graxas/lubrificantes Administração Administração Consertos/Manut Peças oficina Salário oficina Pneus Óleos

Abaixo pode-se observar uma comparação gráfica entre os resultados obtidos entre os cinco métodos de cálculo, o valor da estimado pela Terraplenagem Medeiros e a SOBRATEMA (ver gráfico 11).

Método de FAO R$ 76,12 R$ 90,00 R$ 80,00 R$ 70,00 R$ 60,00 R$ 50,00 R$ 40,00 R$ 30,00 R$ 20,00 R$ 10,00 R$ 0,00

Método de FAO/ECE/KWF Método de R$ 66,52 Battistella/Scania R$ 72,26

DNIT Terraplenagem Medeiros R$ 80,16 R$ 80,00 SOBRATEMA R$ 69,63

Gráfico 11 – Resultados finais do custo horário para a retro-escavadeira

5.1.6 Pá carregadeira

Para o método de FAO, o custo de operação da pá carregadeira ficou estimado em R$ 130,97/hora, o método de FAO/ECE/KWF apresentou um resultado mais baixo, R$ 115,94/hora, e o método de Battistella/Scania ainda menor de R$ 107,10/hora, porém próximo ao estimado pela empresa, a proposta do DNIT foi a que apresentou o maior resultado de R$ 111,34/hora. Segundo a SOBRATEMA, o custo horário de um equipamento similar é de R$ 126,50 (ver tabela 26 do anexo). Os itens que tiveram os maiores custos, conforme os cálculos realizados estão classificados abaixo de acordo com cada método.

103
MÉTODO FAO Combustível Mão de obra Depreciação Juros Impostos/Seguros/Consertos Pneus Graxas/lubrificantes Administração MÉTODO DE FAO/ECE/KWK Combustível Mão de obra Depreciação Juros Impostos/Seguros Graxas/lubrificantes Administração Consertos/Manut MÉTODO DE BATISTELLA/SCANIA Depreciação Seguros Salário operad/ Juros Administração Licenciamento Peças oficina Combustível Salário oficina Óleo transmiss/hidr Pneus, óleo motor DNIT Depreciação Manutenção Material Mão de obra

Abaixo pode-se observar uma comparação gráfica entre os resultados obtidos entre os cinco métodos de cálculo, o valor da estimado pela Terraplenagem Medeiros e a SOBRATEMA (ver gráfico 12).

Método de FAO R$ 130,97 R$ 135,00 R$ 120,00 R$ 105,00 R$ 90,00 R$ 75,00 R$ 60,00 R$ 45,00 R$ 30,00 R$ 15,00 R$ 0,00

Método de Battistella/Scania; R$ SOBRATEMA 107,10 R$ 126,50 Método de FAO/ECE/KWF DNIT R$ 115,94 R$ 111,72 Terraplenagem Medeiros R$ 100,00

Gráfico 12 – Resultados finais do custo horário para a pá carregadeira

5.1.7 Motoniveladora

Para o método de FAO, o custo de operação da motoniveladora ficou estimado em R$ 163,17/hora, sendo este o método que mais se aproximou do valor estimado pela empresa, o método de FAO/ECE/KWF apresentou um resultado mais baixo, R$ 151,11/hora, e o método de Battistella/Scania ainda menor de R$

00 R$ 60.00 R$ 90.00 R$ 0.00 FAO/ECE/KWF Método de R$ 154.00 R$ 165.00 R$ 15.25/hora.01 Gráfico 13 – Resultados finais do custo horário para a moto-niveladora . A proposta do DNIT foi a que apresentou o maior resultado de R$ 154.85 (ver tabela 26 do anexo).00 R$ 30. conforme os cálculos realizados estão classificados abaixo de acordo com cada método.00 Terraplenagem Medeiros DNIT Método de R$ 180.00 R$ 150.01/hora. o valor da estimado pela Terraplenagem Medeiros e a SOBRATEMA (ver gráfico 13).00 R$ 135. o custo horário de um equipamento similar é de R$ 156. Os itens que tiveram os maiores custos.00 R$ 45.104 147. Método de FAO R$ 163.17 R$ 180. Para a SOBRATEMA.00 R$ 105.85 Battistella/Scania R$ 147. MÉTODO FAO Combustível Mão de obra Depreciação Juros Impostos/Seguros/Consertos Pneus Graxas/lubrificantes Administração MÉTODO DE FAO/ECE/KWK Combustível Mão de obra Depreciação Juros Impostos/Seguros Graxas/lubrificantes Administração Consertos/Manut MÉTODO DE BATISTELLA/SCANIA Depreciação Seguros Juros Salário operadores Administração Licenciamento Peças oficina Combustível Pneus Óleos DNIT Manutenção Depreciação Material Mão de obra Abaixo pode-se observar uma comparação gráfica entre os resultados obtidos entre os cinco métodos de cálculo.00 R$ 120.25 SOBRATEMA R$ 151.11 R$ 156.00 R$ 75.

escavadeiras e rolos compactadores. já que está se analisando apenas o custo de operação. quanto mais elevado este for.105 CONCLUSÃO Analisando os métodos observou-se que. Porém pôde-se observar após a efetuação dos cálculos. pelo fato de poder estudar qualquer equipamento. . mas com o apoio incondicional da Terraplenagem Medeiros Ltda. e como estes são manejados. foi possível desenvolver este trabalho da forma mais clara possível e colaborar com a empresa que cedeu os seus dados de alguma forma. com uma vida útil mais realista do mercado e com resultados próximos na sua maioria. não foi considerado devido a falta de informações mais precisas. Logo as metodologias teóricas apresentadas. taxas de valores residuais diferentes para cada tipo de equipamento. A metodologia do DNIT. de modo a terem uma referência de valores por hora dos seus equipamentos. o trabalho teve as suas principais dificuldades relacionadas exclusivamente com a coleta de informações mais técnicas junto a alguns fabricantes. Por último. e da PESA – Caterpillar do Brasil. maior será o seu custo horário operacional final. No entanto esta metodologia apesar de mostrar resultados também próximos não leva em consideração dois fatores importantes para a contabilidade das empresas. e outros fatores. os impostos incidentes e os juros. independente de modelo. o que é fundamental para haver um ideal controle financeiro por parte das empresas. O item lavagem e lubrificação. os primeiros três métodos apesar de não estarem relacionados diretamente com a construção civil. tratores de esteiras. acaba mostrando uma melhor realidade dos equipamentos espalhados pelo país. que o custo de um equipamento depende diretamente do seu custo de aquisição e que. Estes garantem uma maior liberdade de análise. pelo fato desta considerar possivelmente as regulamentações da Receita Federal relativo à depreciação. mas que alteraria em alguns centavos de Reais os valores apresentados. que trabalha com margens de vida útil menores. apresentaram resultados surpreendentes. poderiam sim ser usadas pelas empresas do setor de terraplenagem. Todos os métodos não consideram custos relativos ao transporte de alguns equipamentos como.

DNIT (continua) .Tabela de coeficientes de consumo dos equipamentos .106 Anexos Tabela 24 .

2008” – DNIT Volume 1.56 e 57 Tabela 25 .57 .2008” – DNIT Volume 1.107 (conclusão) Fonte: “Manual de Custos de Infra estrutura de Transportes .Metodologia e Conceitos .DNIT Fonte: “Manual de Custos de Infra estrutura de Transportes . p. p.Tabela de coeficientes de consumo p/ caminhões .Metodologia e Conceitos .

acessado dia 07/09/2009 .108 Tabela 26 .Tabela de custo horário da SOBRATEMA Fonte: Associação Brasileira de Tecnologia para Equipamentos e Manutenção – disponível em www.sobratema.br.com.

20xCcb Cgl = 0.121xPxp COMBUSTÍVEIS Ccb = 0.Vr H (se U <= hf) D = Va – Vr E x hf (se U > hf) Co = D x C (se U <= hf ) L = la x (1/180) 12 S = Sa x (1/180) 12 SEGUROS DEPRECIAÇÃO D = Va .30xCcb PNEUS Cp = Va + ( T+B)x(Txhv – N) t x hv N x T x hv - PCR = Cp + Cc + Cr x K Kmp SM = SM x (1+S) x (1/180 MÃO DE OBRA Co =12xSmx(1+S) Hf CAD = CDxK Co =12xSmx(1+S) Hf CAD = (CP+CM)xK ADMINISTRAÇÃO CAD = (CP+CM)xK LAVAGEM E LUBRIFICAÇÃO - - LL = CI x NI x K Km OC = Co x Qo x K Kmt OT = Ct x Qt x K Kmt PM = Vf x K Km SS = So x (1+S) x K 4 x V x km ÓLEO MOTOR - - ÓLEO LUBRIFICANTE/HID - - PEÇAS E MAT DE OFICINA - - MÃO DE OBRA DA OFICINA - - .109 Apêndice Tabela 27 – Resumo das fórmulas dos métodos florestais ITEM JUROS FAO J = Va x i x f Hf FAO/ECE/KWF J = Va x i x f Hf BATTISTELLA/SCANIA RC =(( P-vr) x (n+1) x i + (Vr x i)) x (1/180) 24 x n 12 IMPOSTOS I = Ia Hf S = sa Hf I = Ia Hf S = sa Hf D = Va .Vr H D = P x (1-k) x (1/180) 12 x n MANUTENÇÕES E CONSERTOS Co = Va t x hv Co = (D x C x N x hf) H (se U > hf) Ccb = 0.121xPxp Ccb = cd x K Cm - GRAXAS E LUBRIFICANTES GL = 0.

110 .

111 .

112 .

113 .

114 .

115 .

116 .

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136 .

137 .

138 .

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