1- Manual Básico de Rotinas Trabalhistas ©

MANUAL DE ROTINAS TRABALHISTAS ©
Autor: Júlio César Zanluca Distribuição: Portal Tributário® Editora e Maph Editora
Atenção: esta obra é atualizável. Recomendamos baixá-la periodicamente em seu computador, utilizando a mesma senha, no endereço www.portaltributario.com.br/downloads

Dica: para pesquisar rapidamente uma palavra, tecle CTRL+L Sumário: (clique no título para acessar o tema desejado) Introdução pág 02 Siglas Utilizadas pág 03 Abandono de Emprego pág 06 Acordo de Compensação de Horas pág 22 Admissão do Empregado – Rotinas Básicas pág 04 Advertência e Suspensão Disciplinar pág 10 Agenda de Obrigações Trabalhistas pág 14 Arquivos Digitais pág 22 Atestado Médico pág 34 Aviso Prévio - Aspectos Gerais pág 26 Aviso Prévio - Cálculo pág 32 Banco de Horas pág 58 CAGED – Cadastro Geral de Empregados e Desempregados pág 13 Cartão Ponto e Quadro de Horário de Trabalho pág 61 Cartão Ponto – Registro Eletrônico do Ponto pág 63 CIPA pág 65 Contrato de Experiência pág 80 Contrato de Trabalho por Prazo Determinado pág 67 Contrato por Safra pág 241 Contribuição Sindical – Relação de Empregados pág 72 Contribuição Sindical do Empregador pág 234 Contribuição Sindical dos Empregados pág 241 Creche - Obrigatoriedade pág 88 Décimo Terceiro Salário – Aspectos Gerais pág 35 Décimo Terceiro Salário – 1a. Parcela pág 37 Décimo Terceiro Salário – 2a. Parcela pág 47 Décimo Terceiro Salário - Salário Variável - Ajuste da Diferença pág 56 Décimo Terceiro Salário – Rescisão – Recolhimento do INSS pág 58 Descanso Semanal Remunerado - DSR pág 98 Descontos Salariais pág 90 Diárias para Viagem e Ajuda de Custo pág 96

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Direitos Constitucionais do Trabalhador pág 245 Discriminação no Trabalho pág 248 Empregado Doméstico pág 104 Empregado Estudante pág 118 Escala de Revezamento pág 118 Estabilidade Provisória pág 120 Estágio Profissional pág 124 Estrangeiro pág 128 Falecimento do Empregado pág 129 Faltas Justificadas pág 133 Faltas Não Justificadas - Reflexos na Remuneração pág 134 Feriado Coincidente com o Sábado pág 250 Férias – Abono Pecuniário pág 144 Férias - Aspectos Gerais pág 135 Férias - Cálculo em mês de 28, 29 ou 31 dias pág 251
Férias Proporcionais - Pedido de Demissão de Empregado com menos de 1 ano de Serviço pág 88

Férias - Remuneração pág 159 Férias Coletivas pág 149 Férias em Dobro pág 153 GFIP/SEFIP pág 155 Guarda de Documentos - Prazos pág 162 Homologação – Rescisão do Contrato de Trabalho pág 164 Horas Extras pág 169 Indenização Adicional Devida na Despedida antes da Data-Base pág 178 Insalubridade pág 181 Intervalos pág 183 Justa Causa do Empregado – Rescisão do Contrato pág 185 Licença Maternidade pág 190 Contrato de Aprendizagem pág 193 Trabalhador Menor de Idade pág 195 Optantes pelo Simples – Obrigações Trabalhistas pág 213 Parcelas não consideradas como Salários pág 202 Prazo de Pagamento de Verbas Rescisórias pág 206 Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) pág 203 Salário Família pág 207 Salário Família - Documentação pág 210 Salários – Prazos de Pagamento pág 212 Salários – Variações no Ponto e Tempo de Transporte pág 213 Trabalho Noturno pág 215 Trabalho Rural pág 221 Vale Transporte pág 229

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LINKS ÚTEIS Para facilitar o acesso à legislação trabalhista e previdenciária, você pode acessar, gratuitamente, o site www.normaslegais.com.br (não é necessário cadastramento).

SIGLAS UTILIZADAS CAGED: Cadastro Geral de Empregados e Desempregados CF: Constituição Federal CIPA: Comissão Interna de Prevenção de Acidentes CLT: Consolidação das Leis do Trabalho (Decreto-Lei 5.452/1943) CPC: Código de Processo Civil (Lei 5.869/1973) CPP: Código de Processo Penal (Decreto Lei 3.689/1941) CTPS: Carteira de Trabalho e Previdência Social DSR: Descanso Semanal Remunerado GFIP: Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social. GPS: Guia da Previdência Social IN: Instrução Normativa INSS: Instituto Nacional de Seguridade Social IR: Imposto de Renda IRF ou IRRF: Imposto de Renda Retido na Fonte LC: Lei Complementar MTb ou MTE: Ministério do Trabalho e Emprego NR: Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho OS: Ordem de Serviço PAT: Programa de Alimentação do Trabalhador PIS: Programa de Integração Social (Lei Complementar 7/70) RFB: Receita Federal do Brasil RPS: Regulamento da Previdência Social (Decreto 3.048/1999) SRF: Secretaria da Receita Federal TST: Tribunal Superior do Trabalho VT: Vale Transporte

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ADMISSÃO DO EMPREGADO – ROTINAS BÁSICAS CARTEIRA DE TRABALHO E PREVIDÊNCIA SOCIAL A Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS) é o documento básico de cada trabalhador, para sua admissão e registro no emprego. Será obrigatoriamente apresentada, contra recibo, pelo trabalhador ao empregador que o admitir, o qual terá o prazo de 48 (quarenta e oito) horas para nela anotar, especificamente: 1) a data de admissão; 2) a remuneração e as condições especiais, se houver. Base Legal: art. 29 da CLT. LIVRO OU FICHA DE REGISTRO DE EMPREGADO Em todas as atividades será obrigatório para o empregador o registro dos respectivos trabalhadores, no livro ou ficha individual respectivo. Base: art. 41 da CLT. EXAME MÉDICO Será obrigatório exame médico, por conta do empregador, ao empregado, por ocasião de sua admissão - art. 168, I, da CLT. É vedado exigir atestado ou exame, de qualquer natureza, para comprovação de esterilidade ou gravidez, na admissão ou permanência no emprego - art. 373A, IV da CLT. CONTRIBUIÇÃO SINDICAL No ato da admissão de qualquer empregado, dele exigirá o empregador a apresentação da prova de quitação da contribuição sindical.Os empregados que não estiverem trabalhando no mês destinado ao desconto da contribuição sindical, serão descontados no primeiro mês subseqüente ao do reinício do trabalho.De igual forma se procederá com os empregados que forem admitidos depois daquela data e que não tenham trabalhado anteriormente nem apresentado a respectiva quitação. Bases: art. 601 e 602 da CLT. CONTRATO DE TRABALHO DE EXPERIÊNCIA Na hipótese da contratação envolver experiência, deve-se proceder ao preenchimento e assinatura do referido contrato, estipulando as condições e o prazo de experiência.O contrato de experiência é utilizado para conhecimento das partes e seu prazo é limitado legalmente em 90 dias.Podem ser prorrogada 1 vez ex: contrato de 45 dias + prorrogação de 45 = 90 dias ou 30+30 ou 60+30.

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VALE TRANSPORTE O empregado para passar a receber o Vale-Transporte deverá informar ao empregador. deve constar no próprio contrato de trabalho cláusula autorizando os citados descontos. a empresa deve providenciar as devidas anotações na CTPS no campo de “Anotações Gerais”. Comprovante de vacinação dos filhos menores de 7 anos (fotocópia). OUTROS DOCUMENTOS COMPLEMENTARES 1 Foto 3 x 4 CPF Comprovante de Inscrição do PIS (“Cartão PIS”) SALÁRIO FAMÍLIA Se o empregado tiver direito ao salário família. nos casos de compensação do horário do sábado com outros dias da semana. www. assinado pelo empregado. DECLARAÇÃO DE DEPENDENTES Caso a remuneração do empregado supere o valor da isenção da tabela do imposto de renda na fonte. dos seus dependentes.os serviços e meios de transporte mais adequados ao seu deslocamento residência-trabalho e vice-versa. deverá ser providenciado a autorização específica. por meio de acordo ou convenção coletiva. assinada pelo empregado. Comprovante de freqüência á escola dos filhos de 7 a 14 anos. acompanhada da seguinte documentação: Fotocópia da Certidão de Nascimento dos filhos menores de 14 anos.5. ainda. AUTORIZAÇÃO DE DESCONTOS Caso o empregador mantenha convênios.Além dessa autorização. O acordo deverá ser escrito. fazer a declaração por escrito. ACORDO DE COMPENSAÇÃO DE HORAS O Acordo de Compensação é documento necessário para a admissão.guiatrabalhista.com. onde o mesmo expressará a sua concordância em fazer horas extras ou. por escrito: . Na readmissão não tem contrato de experiência e só pode ser readmitido depois de 90 dias.seu endereço residencial. assinada pelo empregado.br . e o empregado queira usufruir os mesmos.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © Celebrado o contrato. se individual. . A empresa deverá obter declaração negativa quando o funcionário não exercer a opção deste benefício.número de vezes utilizados no dia para o deslocamento residência/trabalho/residência. . deverá ser preenchida a ficha correspondente.

que estava afastado por benefício previdenciário. .através do correio. não sendo necessária a publicação em jornal. A jurisprudência trabalhista fixa a regra geral. PROCEDIMENTO DO EMPREGADOR O empregador. o que enseja a rescisão por justa causa do contrato de trabalho. mas algum meio que justifique o pleno conhecimento do empregado. artigo 482.Minas Gerais-II. por carta registrada. motivo para rescisão do contrato de trabalho por justa causa quando o empregado. 27.6. uma vez que a prestação de serviço é elemento básico do contrato de trabalho. sem justificativa. então a falta contínua e sem motivo justificado é fator determinante de descumprimento da obrigação contratual. de falta de mais de 30 dias ou período inferior se houver circunstâncias evidenciadoras.via cartório com comprovante de entrega. sem apresentar qualquer justificativa. recebe alta da Previdência Social e não retorna ao trabalho. também. procedendo da seguinte maneira: . comete falta grave. sob pena de caracterização de abandono de emprego. estando sujeito à dispensa motivada por abandono de emprego. é mister que o empregador comprove a ausência do empregado em período superior a 30 dias. com Aviso de Recebimento (AR)."Para que se caracterize o abandono de emprego.guiatrabalhista. O empregador deverá notificar o empregado por correspondência registrada ou pessoalmente.pessoalmente." (Ac un da 4ª T do TRT da 3ª R .Elemento objetivo ou material: é a ausência prolongada do empregado ao serviço sem motivo justificado. O empregador deverá manter um comprovante da entrega da notificação.com. conforme a CLT.RO nº 3. mediante recibo na segunda via da carta. de sua ausência sem justificativa.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © ABANDONO DE EMPREGO O abandono de emprego constitui falta grave.11. CESSAÇÃO DE BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO Constitui.O abandono de emprego configura-se quando estão presentes o elemento objetivo ou material e o elemento subjetivo ou psicológico. . constatando que o empregado está ausente do serviço por longo período.Elemento subjetivo ou psicológico: é a intenção de não mais continuar com a relação empregatícia. O recibo pode ser firmado pelo empregado ou por pessoa da família. eis que tal atitude demonstra a intenção inequívoca de não mais retornar ao trabalho. que a tenha recebido. Juíza Sônia Maria Ferreira de Azevedo . alínea "i". anotando-se na ficha ou no livro de registro de empregados.Tal falta é considerada grave.87) CONTRATO DE TRABALHO COM OUTRO EMPREGADOR O empregado que se ausentar do trabalho.Rel.br .A legislação trabalhista não dispõe a respeito do prazo de ausência injustificada para caracterização do abandono de emprego. deverá convocá-lo para justificar as suas faltas.090/87 . www. por estar prestando serviço a outro empregador.

.. ao estabelecimento desta Empresa... de . como a advertência ou suspensão. por tratar-se de faltas legais....... (nome completo do empregado).. quando: .. Neste caso. utilizar-se apenas de medida disciplinar.......guiatrabalhista. . . Série nº ........ Cidade . etc. neste caso a empresa não poderá nem mesmo descontar as faltas...Sa.................... devido circunstâncias excepcionais...... poderão ambas as partes manifestar a vontade em não mais continuar o contrato de trabalho estabelecido... no prazo de .retornar ao trabalho sem justificar suas faltas.. www.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © Ressalte-se que a publicação em anúncio de jornal não tem sido aceita pela jurisprudência trabalhista predominante.. (nome do empregado) CTPS nº ...... letra "i" da CLT.... computando-as para todos os efeitos legais e descontando-as...com. Prezado empregado: Solicitamos o comparecimento de V......Estado .. detenção.... . da CLT.." ÔNUS DA PROVA O artigo 818 da CLT dispõe que a prova das alegações incumbe à parte que as fizer....7... mesmo após a convocação da empresa..........br . de ...... após o prazo estabelecido na notificação....... À ... como motivo de doença mental../... rescindindo-o sem justa causa. Série ... no prazo de .... ensejando a justa causa do seu contrato de trabalho conforme dispõe o artigo 482.(especificar nº de dias ou horas)... MODELO DE CARTA Curitiba. POSSIBILIDADE DE RETORNO AO SERVIÇO O empregado poderá retornar ao emprego sem caracterizar o abandono de emprego. Atenciosamente. EMPRESA (assinatura autorizada) MODELO DE EDITAL "..... sob pena de caracterização do abandono de emprego previsto no artigo 482... Rua ./.. mas com justificativa de impossibilidade de reassumir a função..(nome da empresa).. exceto quando o empregado se encontrar em lugar incerto e não sabido. (colocar o número de dias ou horas)..... .. Sem mais... no intuito de justificar suas faltas que vêm ocorrendo desde o dia .. sob pena de caracterização de abandono de emprego. se quiser... solicita o comparecimento de . podendo o empregador..retornar ao trabalho.retornar e justificar legalmente as suas faltas... portador da CTPS nº .. pela impossibilidade de provar a sua leitura pelo empregado........ letra "i".

a rescisão do contrato de trabalho é automática (salvo nos casos especiais citados).guiatrabalhista. e manifestar o seu interesse em não mais continuar o contrato de trabalho estabelecido. deverá ser dado baixa na Ficha ou Folha do livro Registro de Empregado. deverá esta ser comunicada ao Ministério do Trabalho através do CAGED.retornar ao trabalho sem justificar suas faltas. FGTS O recolhimento do FGTS do mês anterior e/ou da rescisão no caso de abandono de emprego ocorre normalmente na conta vinculada do empregado. Tal procedimento se deve no sentido do empregador se proteger da multa pelo atraso do pagamento das verbas rescisórias previstas no art. pedindo a sua demissão.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © . "b" da CLT dispõe que o empregado poderá optar por se afastar do serviço quando o empregador não estiver cumprindo com as obrigações do contrato. RESCISÃO CONTRATUAL – AVISO No caso de o empregado não se manifestar dentro do prazo estabelecido na notificação. RESCISÃO INDIRETA – AFASTAMENTO O artigo 483.br . www.com.8. deverá a empresa avisar ao empregado da rescisão. CAGED No mês seguinte ao da rescisão do contrato de trabalho. nestes podendo-se fazer observação do motivo da rescisão. Neste caso. das verbas a que fizer jus. o empregador deverá depositar em consignação em pagamento em banco oficial o valor devido da rescisão do contrato de trabalho. CTPS Na Carteira de Trabalho e Previdência Social do empregado deverá apenas ser dada baixa. mediante carta ou edital (no caso de estar em local incerto ou não sabido). sem se fazer qualquer menção ao motivo do seu desligamento da empresa. § 8º da CLT. ou se preferir. computando-as para todos os efeitos legais e sendo descontadas. PRAZO Uma vez que não há aviso prévio neste tipo de rescisão de contrato. o empregador tem o prazo de 10 dias da data da notificação da demissão. 477.Esta opção do empregado pelo afastamento não poderá ser considerada para efeito de abandono de emprego. REGISTRO DE EMPREGADOS Efetivando-se a rescisão do contrato de trabalho do empregado. O empregado não comparecendo no prazo. depositar em juízo.

A suspensão deve ser aplicada de maneira moderada para ser justa.unicidade da pena: o empregador tem o direito de aplicar uma única vez a punição referente a um ato faltoso. pois se trata de falta injustificada. resgatar o comportamento do empregado conforme as exigências da empresa. uma vez que a CLT protege o trabalhador contra as arbitrariedades que ocorrer por parte do empregador. Ele estará tomando ciência que seu contrato de trabalho poderá até ser rescindido por justa causa se não houver uma reiteração do seu comportamento. pois eventualmente poderá necessitar-se de fazer comprovação futura. não se pode aplicar primeiro uma advertência e depois uma suspensão por uma única falta cometida. SUSPENSÃO A suspensão disciplinar atua como penalidade dada ao empregado como uma medida mais drástica. pois os Tribunais não podem interferir nos assuntos disciplinares das empresas.A advertência poderá ser aplicada verbalmente. por cautela. pois haverá prejuízo ao empregado e ao empregador. poderá o empregado pleitear em juízo seu cancelamento. O juiz analisará o assunto e determinará ou não o cancelamento da suspensão. uma vez que ele perde a remuneração correspondente aos dias de suspensão e a do descanso semanal remunerado correspondente. 2 .com.o passado funcional do empregado (se já cometeu outros atos faltosos).9. exceto quando a falta cometida requeira apuração de fatos e das responsabilidades para se punir.atualidade da punição: a punição sempre deve ser imediata.guiatrabalhista. Exemplificando. Ele nunca diminuirá a quantidade de dias impostos.proporcionalidade: neste item impera o bom senso do empregador para dosar a pena merecida pelo empregado devido ao ato faltoso. e o empregador será prejudicado no que diz respeito à prestação dos serviços.A suspensão visa disciplinar. 3 . www. REQUISITOS ESSENCIAIS O empregador deverá observar determinados requisitos no momento da aplicação da penalidade: 1 . o empregador possui a faculdade de aplicar determinadas penalidades.Haverá prejuízo salarial ao empregado. Deve-se considerar o seguinte: . fazê-la por escrito. Esta falta terá que ser bastante grave. sem intervir no grau da sanção. mas dentro de um senso justo e moderado. A demora na aplicação da penalidade pode caracterizar perdão tácito do empregador. através de sentença. Ela pode ocorrer após advertências ou até mesmo logo após o cometimento de uma falta.Sendo o motivo alegado injusto ou duvidoso. CONCEITOS ADVERTÊNCIA A advertência é um aviso ao empregado para que ele tome conhecimento do seu comportamento ilícito e das implicações que podem advir em caso de reincidência.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © ADVERTÊNCIA E SUSPENSÃO DISCIPLINAR Para se manter a ordem e a disciplina no ambiente de trabalho. mas recomenda-se.br .

etc. 4 .com. impossibilitando assim o empregado de prestar serviços e. quando houver tido de 6 (seis) a 14 (quatorze) faltas.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © .Suspensão: ocorre no caso do Tribunal não proceder ao cancelamento da suspensão. o empregador ou seu representante deverá ler ao empregado o teor da comunicação. como tempo de serviço. necessidade. quando houver tido de 15 (quinze) a 23 (vinte e três) faltas. tendo o empregado direito ao salário dos dias parados. Neste período o contrato de trabalho não vigora. em conseqüência. as faltas do empregado ao serviço.18 (dezoito) dias corridos. ou seja: Art. conforme determina o artigo 130 da CLT. na seguinte proporção: I . . uma vez que caracteriza falta grave do empregador.guiatrabalhista. quando não houver faltado ao serviço mais de 5 (cinco) vezes.12 (doze) dias corridos. uma observação: www.O período de férias será computado. dentro do mesmo mês. . do período de férias. IV .24 (vinte e quatro) dias corridos. exceto para atletas profissionais.Após cada período de 12 (doze) meses de vigência do contrato de trabalho. sem justo motivo. EFEITOS NO CONTRATO INDIVIDUAL DE TRABALHO A suspensão disciplinar pode acarretar a interrupção ou a suspensão do contrato individual de trabalho. acarreta então a redução do período de gozo de férias.Interrupção: ocorre na hipótese da sentença judicial cancelar a suspensão imposta. 13º SALÁRIO Se o período correspondente à suspensão disciplinar for igual ou superior a quinze dias. ao receber a penalidade. o empregado deixará de receber 1/12 referentes ao 13º salário.Após as duas testemunhas ouvirem a leitura.). poderá ensejar a rescisão indireta do contrato de trabalho. FÉRIAS Como a Suspensão Disciplinar é tida como ausência injustificada ao serviço. RECUSA DO EMPREGADO EM RECEBER A PENALIDADE O empregado que. para todos os efeitos.10. ou do empregado não pleitear em juízo o cancelamento da Suspensão Disciplinar.br . § 2º . de receber a remuneração correspondente. na presença de duas testemunhas. bem como aos repousos respectivos.a condição pessoal do empregado (grau de instrução. Havendo rigor na pena ou a advertência mediante humilhação do empregado (na presença de clientes ou colegas). o empregado terá direito a férias. . § 1º . 130 .30 (trinta) dias corridos.É vedado descontar. III . quando houver tido de 24 (vinte e quatro) a 32 (trinta e duas) faltas. deverá se inserir no rodapé da comunicação. se recusar a dar ciência. e nem as transferências punitivas.penas pecuniárias e transferências: não se admite a instituição de penas pecuniárias (multas).os motivos determinantes para a prática da falta. II .

.. em caso de repetirem essas faltas...... . seu conteúdo foi lido por mim (nome da pessoa). de . ____ de _________ de ____.. Solicitamos apor o seu ciente na cópia deste. Reassumindo suas funções em ___ / ___ / ___... por disposição legal (artigo 474 da CLT)..guiatrabalhista.....) dias a partir desta data.).. ___________ . por (.. é a presente para adverti-lo por escrito de que...../...... não pode ser superior a 30 (trinta) dias consecutivos........ sob pena de importar na rescisão injusta do contrato de trabalho..... Atenciosamente. em ....... ___________________________ Empregador www..falta cometida.. por sua repetição.. (data)” DURAÇÃO DA SUSPENSÃO A Suspensão Disciplinar.... ___________________________ Empresa ___________________________ Empregado MODELO DE SUSPENSÃO DISCIPLINAR SUSPENSÃO DISCIPLINAR Nome do Empregador___________________________ Nome do Empregado___________________________ CTPS Nº/Série___________________________ Depto/Seção___________________________ Vimos pela presente aplicar-lhe a pena de suspensão disciplinar. no futuro. observe as normas reguladoras da relação de emprego.......... de .. ... Vimos pela presente informar-lhe que...../.............. (... de tomar as enérgicas medidas que nos são facultadas pela legislação vigente. em razão da seguinte ocorrência: (descrever minuciosamente a falta cometida) _____________________________________ __________________________________________________________________________ Esclarecemos que a reincidência em procedimentos análogos poderá.. dias....br ..... configurar justa causa para a rescisão do contrato de trabalho.. por .11...Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © "em virtude da recusa do empregado em dar ciência do recebimento desta comunicação.. MODELO DE CARTA DE ADVERTÊNCIA CARTA DE ADVERTÊNCIA Á (nome do empregado): ..... na sua presença e na das testemunhas abaixo. ... por parte do empregado (letra "b" do artigo 483 da CLT). lhe será aplicada uma pena de suspensão de ...com... para que não tenhamos.

12. deverão ser mantidos no estabelecimento a que se referem.A cópia do arquivo.A entrega do arquivo referente ao CAGED fora do prazo legal sujeitará a empresa ao pagamento de multa de 4.mte.br . pelo prazo de 36 meses a contar da data do envio.6000 UFIRs por empregado. pelos empregadores nos quais tenha ocorrido movimentação de empregados regidos pela CLT.br.br. com a utilização do Aplicativo do CAGED Informatizado .ACI ou outro aplicativo fornecido pelo Ministério do Trabalho e Emprego . o recibo de entrega e o Extrato da Movimentação Processada.gov. na Internet. EXTRATO DA MOVIMENTAÇÃO PROCESSADA O Extrato da Movimentação Processada estará disponível para impressão. recaindo este prazo em dia não útil.MTE.gov. COMPROVANTE – ARQUIVO O comprovante de entrega será o protocolo emitido pela Internet.com. até o dia 7 do mês subseqüente àquele em que ocorreu movimentação de empregados. deverá ser encaminhado ao MTE. Embora inexista dispositivo legal expresso. PRAZO DE ENTREGA O arquivo do CAGED. para evitar que o empregador arque com as penalidades pela entrega fora de prazo. para fins de comprovação perante a fiscalização trabalhista.guiatrabalhista. DÚVIDAS O Ministério do Trabalho mantém uma equipe para solucionar dúvidas relativas ao CAGED (Atendimento Segunda a Sexta 07:00 às 19:00 horas). opção CAGED. após o dia 20 de cada mês no endereço www. VÁRIOS ESTABELECIMENTOS As empresas que possuam mais de um estabelecimento deverão remeter ao MTE arquivos específicos a cada estabelecimento. www.com.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © Ciente em ____ / ____ / ____ ___________________________ Empregado CAGED – CADASTRO GERAL DE EMPREGADOS E DESEMPREGADOS O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) deverá ser entregue por meio eletrônico.br.O aplicativo poderá ser baixado no site do Ministério do Trabalho – www. o entendimento é de que o CAGED deverá ser entregue no primeiro dia útil imediatamente anterior. O ACI deve ser utilizado para gerar e ou analisar o arquivo do CAGED.2000 a 12. pelo fone 0800 78 6818 ou e-mail cagedinf@datamec.mte. devidamente gravado.

guiatrabalhista. o prazo poderá ser alterado para o dia útil (bancário) imediatamente posterior ao dia 10. para evitar que o empregador arque com as penalidades pela entrega fora de prazo. através de meio eletrônico. Nota²: Havendo o parcelamento do crédito e se o vencimento deste for diferente do dia 10. se não houver expediente bancário neste dia. recaindo este prazo em dia não útil.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © Base: Portaria MTE 235/2003. na hipótese de não reconhecimento de vínculo e do acordo homologado em que não há a indicação do período em que foram prestados os serviços. o entendimento é de que o CAGED deverá ser entregue no primeiro dia útil imediatamente anterior.com.13. 2909. o prazo para recolhimento da contribuição previdenciária é o mesmo do parcelamento. INSS Recolher as contribuições relativas à Previdência Social de acordo com o cronograma abaixo: CONTRIBUIÇ ÃO Contribuição sobre reclamatória trabalhista PRAZO PARA RECOLHIMENTO Até o dia 10 do mês subseqüente. com utilização do aplicativo correspondente fornecido pelo MTE.br . www. 2917. Nota¹: Recolhimento das Contribuições Previdenciárias sobre os pagamentos de reclamatórias trabalhistas referente aos códigos 1708. o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED). 2801. CAGED Encaminhar até o dia 7 do mês subseqüente. 2810. AGENDA DE OBRIGAÇÕES TRABALHISTAS OBRIGAÇÕES MENSAIS SALÁRIOS O empregador deve efetuar o pagamento de salários aos empregados até o 5º (quinto) dia útil do mês subseqüente ao vencido. considerando dia não útil os constantes no calendário divulgado pelo BACEN. Embora inexista dispositivo legal expresso.

guiatrabalhista. cópia da GPS. conforme Medida Provisória 447/2008. das contribuições recolhidas ao INSS. inclusive doméstico No dia 15 (quinze) do mês subseqüente. o recolhimento do INSS era até o dia 02 do mês subseqüente. PRORROGANDO-SE para o 1º dia útil subseqüente. o recolhimento do INSS era até o dia 10 do mês subseqüente. o recolhimento deverá ser feito no primeiro dia útil imediatamente anterior. PRORROGANDO-SE para o 1º dia útil subseqüente.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © Nota³: Até dezembro/2008 (competência novembro/2008). Até janeiro/2007 (competência dezembro/2006). a entrega da cópia da GPS ao sindicato poderá ser efetuada no próprio dia do recolhimento ou no dia útil subseqüente. era até o dia 02 do mês subseqüente. conforme Medida Provisória 447/2008. se não houvesse expediente bancário no dia 02. Até o dia 20 (vinte) do mês subseqüente. se não houvesse expediente bancário no dia 02. Até janeiro/2007 (competência dezembro/2006). se não houver expediente bancário neste dia. conforme artigo 216. Se não houver expediente bancário neste dia.br . Contribuição sobre remuneração e produtos rurais Nota¹: Até novembro/2008 (competência outubro/2008). o recolhimento deverá ser feito no primeiro dia útil imediatamente anterior. O empregador deve encaminhar ao sindicato representativo da categoria profissional mais numerosa entre seus empregados. o prazo poderá ser alterado para o dia útil (bancário) imediatamente posterior ao dia 15.RPS. o recolhimento do INSS era até o dia 10 do mês subseqüente. a partir de fevereiro/2007. Até o dia 20 (vinte) do mês subseqüente.14. Nota: o autor entende que. até o dia 10 de cada mês.com. o recolhimento será: 13º salário  no 1º (primeiro) dia útil imediatamente anterior para os empregados em geral. Até o dia 20 de dezembro. PRORROGANDO-SE para o 1º dia útil subseqüente. se não houver expediente bancário. diante do aumento do prazo do recolhimento do INSS. 13º salário pago em rescisão Nota¹: Nota²: Até novembro/2008 (competência outubro/2008). para o dia 10.  no 1º (primeiro) dia útil imediatamente posterior para os empregados domésticos. se não houvesse expediente bancário no dia 02. relativamente à competência anterior. inclusive para o empregado doméstico. o recolhimento do INSS era até o dia 02 do mês subseqüente. se não houver expediente bancário neste dia. o recolhimento do INSS sobre reclamatória trabalhista nos códigos acima. www. Nota²: Contribuinte individual (carnês). inciso II e VIII do Regulamento da Previdência Social .

obedecendo ao calendário anual. VALE-TRANSPORTE Fornecer o vale-transporte de acordo com a opção exercida pelo empregado. EXAME MÉDICO Realizar exame médico admissional dos empregados contratados antes que eles assumam suas atividades. recolher no 1º (primeiro) dia útil anterior os depósitos relativos ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço.15. se não houver expediente bancário neste dia.036/90). deve ser apresentado atestado médico que confirme este fato. Para os filhos até 6 anos de idade o empregado deverá apresentar no mês de novembro o atestado de vacinação ou documento equivalente e para os filhos a partir de 7 anos de idade. SALÁRIO-FAMÍLIA Preencher a Ficha de Salário-família e o Termo de Responsabilidade para os filhos dos empregados nascidos durante o mês.O recolhimento far-se-á mediante GFIP Guia de Recolhimento do FGTS e de Informações à Previdência Social.guiatrabalhista. CIPA Realizar as reuniões mensais em local apropriado e durante o expediente de trabalho. Assim como os periódicos no período indicado pelo Médico do Trabalho e os demissionais quando necessário. FGTS Recolher até o dia 7 (sete). Veja mais detalhes no tópico “GEFIP/SEFIP”. os empregados ainda não cadastrados no PIS/PASEP. ACIDENTE DO TRABALHO Comunicar à Previdência Social os acidentes do trabalho no 1º (primeiro) dia útil subseqüente ao da ocorrência. O aplicativo é baixado no site da CEF (www.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © PIS – CADASTRAMENTO Cadastrar.cef. www.Utiliza-se o programa distribuído pela CAIXA – chamado programa SEFIP. incidente sobre a remuneração do mês anterior (Lei 8. imediatamente após a admissão.gov. No caso de menor inválido que não freqüenta a escola por motivo de invalidez. comprovante de freqüência escolar nos meses de maio e novembro.br).com.br . juntando a certidão de nascimento ou documentação relativa ao equiparado ou ao inválido.

br . GPIF DECLARATÓRIA DO 13º SALÁRIO A partir do ano de 2005.16. mapa com avaliação anual dos dados relativos a acidentes do trabalho. o ajuste relativo ao 13º salário pago aos empregados com salário variável. no caso de 13º salário pago nas rescisões ocorridas em dezembro/07. as informações devem ser prestadas na GFIP da competência da rescisão. ou seja.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © CONTRIBUIÇÃO SINDICAL DOS EMPREGADOS Os empregadores devem descontar a contribuição sindical dos empregados admitidos no mês anterior e ainda não recolhida por outra empresa referente ao ano financeiro em curso e recolhêlas até o último dia útil do mês seguinte. ao órgão local do MTb. em razão da execução inadequada do Programa.guiatrabalhista. deverão renovar sua opção mediante preenchimento do Formulário Autorização de Manutenção de Ensino – FAME. OBRIGAÇÕES EM DETERMINADOS MESES DO ANO JANEIRO 13º SALÁRIO Efetuar. as informações são prestadas na GFIP da competência 12/2007. SALÁRIO-EDUCAÇÃO As empresas optantes pelo sistema de aplicação direta do salário-educação. podendo ser cancelada por iniciativa da empresa beneficiária ou pelo Ministério do Trabalho e Emprego. PAT . ACIDENTES DO TRABALHO INSALUBRIDADE DOENÇAS OCUPACIONAIS .com. por prazo indeterminado.PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO DO TRABALHADOR A adesão ao PAT poderá ser efetuada a qualquer tempo e terá validade a partir da data de registro do formulário de adesão na ECT. CONTRIBUIÇÃO SINDICAL DA EMPRESA www.AGENTES DE A empresa deve encaminhar. O prazo é até o último dia do mês de janeiro. doenças ocupacionais e agentes de insalubridade.Nota: se o pagamento do 13º salário ocorreu por conta de rescisão de contrato de trabalho. devem ser informados obrigatoriamente em GFIP de competência 13.Os empregados que pretendam receber a metade do 13º salário por ocasião das férias devem requerê-lo à empresa. até o dia 10 (dez). os fatos geradores de contribuições previdenciárias relativos ao 13º salário. durante o mês de janeiro. até o dia 31 de janeiro.

RESUMO ANUAL As indústrias da construção devem enviar.guiatrabalhista. tanto de salários como de outros rendimentos. CONTRIBUIÇÃO SINDICAL RURAL No mês de janeiro recolhe-se a contribuição sindical rural patronal. INDÚSTRIAS DA CONSTRUÇÃO .ANEXO II .br . associados ou não. Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção) até o último dia útil do mês de fevereiro.Resumo Anual da NR 18 (Condições.PLANO DE AÇÃO A entidade beneficente de assistência social deverá apresentar ao INSS. MARÇO CONTRIBUIÇÃO SINDICAL DOS EMPREGADOS Dos salários de março desconta-se a contribuição sindical devida anualmente pelos empregados aos respectivos sindicatos de classe.17. As empresas novas instaladas após 30 de março de cada exercício podem constituir e elaborar. Devem também ser remetidos os comprovantes de retenção e de rendimentos. FEVEREIRO/MARÇO www. ENGENHARIA E MEDICINA DO TRABALHO . no prazo de 90 dias a contar da instalação. os citados serviços e programa. até 30 de março. o Anexo II .SERVIÇO ÚNICO Os empregadores optantes por serviço único com engenharia e medicina do trabalho obrigam-se a elaborar e submeter à aprovação do órgão local do MTb.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © As empresas no mês de janeiro devem recolher aos respectivos sindicatos de classe a contribuição sindical.DECLARAÇÃO DO IMPOSTO DE RENDA NA FONTE A DIRF é uma obrigação de informar à Receita Federal as retenções do imposto de renda.com. até dia 31 de janeiro. o Plano de Ação das Atividades a serem desenvolvidas durante o ano em curso. ENTIDADE BENEFICENTE DE ASSISTÊNCIA SOCIAL . respectivamente. aos respectivos beneficiários. CONTRIBUIÇÃO SINDICAL DOS AUTÔNOMOS E PROFISSIONAIS LIBERAIS Os autônomos e profissionais liberais devem no mês de fevereiro efetuar o pagamento da contribuição sindical às respectivas entidades de classe. FEVEREIRO DIRF . via postagem. um programa bienal de segurança e medicina do trabalho a desenvolver.

NOVEMBRO 13º SALÁRIO .1ª PARCELA Até o dia 30 de novembro. ao INSS de sua sede. ABRIL CONTRIBUIÇÃO SINDICAL DOS EMPREGADOS – RECOLHIMENTO Em abril recolhe-se a contribuição descontada dos empregados em março.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © RAIS .br . anualmente.guiatrabalhista. ENTIDADE BENEFICENTE DE ASSISTÊNCIA SOCIAL A entidade beneficente de assistência social está obrigada a apresentar. o salário e o valor recolhido. A relação pode ser substituída por cópia da folha de pagamento. indicando a função de cada um. CONTRIBUIÇÃO SINDICAL . SALÁRIO-FAMÍLIA . ao sindicato da categoria profissional ou. a RAIS devidamente preenchida. o empregador deve pagar a 1ª (primeira) parcela do 13º salário. dentro de 15 dias. MAIO SALÁRIO-FAMÍLIA . CONTRIBUIÇÃO SINDICAL RURAL No mês de maio recolhe-se a contribuição sindical rural das pessoas físicas.com.DOCUMENTAÇÃO A SER APRESENTADA Para o pagamento do salário-família. relação nominal dos empregados contribuintes.RELAÇÃO ANUAL DE INFORMAÇÕES SOCIAIS Os empregadores são obrigados a entregar. o empregado deverá apresentar neste mês o comprovante de freqüência à escola das crianças a partir de 7 anos de idade e o atestado de vacinação ou documento equivalente para crianças até 6 anos. ao órgão local do MTb. DEZEMBRO www. relatório circunstanciado de suas atividades no exercício anterior.DOCUMENTAÇÃO A SER APRESENTADA Para o pagamento do salário-família.RELAÇÃO – ENTREGA Os empregadores que recolhem a contribuição sindical dos empregados em abril remetem. na falta deste.18. contados da data do recolhimento. até 30 de abril. salvo se o empregado a recebeu por ocasião das férias. o empregado deverá apresentar neste mês o comprovante de freqüência à escola das crianças a partir de 7 anos. no prazo estipulado por cronograma de entrega do MTE.

fiscal.com. em função do número de empregados e do grau de risco.2ª PARCELA:Até o dia 20 de dezembro. durante 10 anos.br . indicando nominalmente os beneficiários atendidos. para receber o vale-transporte.666/2003. por estabelecimento.ARQUIVAMENTO POR 10 ANOS Por determinação da Lei 10. as empresas e equiparados devem arquivar e conservar em meio digital ou assemelhado. deduzindo.317/1996). obrigadas a constituir CIPA. com a substituição do Simples Federal pelo regime do Simples Nacional (LC 123/2006). artigo 8º. VALE-TRANSPORTE O empregado.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © 13º SALÁRIO . por escrito: endereço residencial. o empregador deverá pagar a 2ª (segunda) parcela do 13º salário.guiatrabalhista. após o desconto dos encargos incidentes. SIPAT As empresas. obrigam-se a organizar e a manter em funcionamento. DISPENSA Estavam excluídas da obrigação de arquivamento e conservação em meio digital apenas as empresas optantes pelo Simples Federal (Lei 9. deve informar ao empregador. Entende o autor que.19. sistemas e arquivos utilizados para registro de negócios e atividades econômicas ou financeiras. desde 01/07/20003. escrituração de livros ou produção de documentos de natureza contábil. o valor referente à 1ª parcela. FORMA DE APRESENTAÇÃO DOS ARQUIVOS DIGITAIS www. devidamente atualizado ou preenchido. havendo eleições anualmente. ARQUIVOS DIGITAIS DOCUMENTAÇÃO . OBRIGAÇÕES ANUAIS CIPA As empresas. uma CIPA.CADASTRO DE ALUNOS Os empregadores enviam ao FNDE o Cadastro de Alunos (CA). OBRIGAÇÕES SEMESTRAIS SALÁRIO-EDUCAÇÃO . trabalhista e previdenciária. devem realizar anualmente a Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho (SIPAT). serviços e meios de transporte mais adequados ao deslocamento residência-trabalho e vice-versa.As informações devem ser atualizadas anualmente ou sempre que ocorrer alteração das circunstâncias mencionadas. esta dispensa é mantida.

segundas-feiras que antecedem feriados às terças-feiras.2001) MENORES www. Através dos Enunciados da Súmula nº 85. A prestação de horas extras habituais descaracteriza o acordo de compensação de jornada. dias de carnaval e quarta-feira de cinzas (meio expediente). as horas que ultrapassarem a jornada semanal normal deverão ser pagas como horas extraordinárias e. de maneira que não exceda.com. se não dilatada a jornada máxima semanal. o excesso de horas em um dia for compensado pela correspondente diminuição em outro dia.guiatrabalhista.primeira parte . O artigo 59 da CLT que estabelece o acordo de compensação de horas individuais não foi revogado. no período máximo de um ano.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © A Portaria INSS-DIREP 42/2003. A compensação de jornada de trabalho deve ser ajustada por acordo individual escrito. ACORDO .2003) IV. (ex-OJ nº 182 .2003) II. DJ 21. para se evitar maiores problemas com a justiça trabalhista e até mesmo com a fiscalização. O acordo individual para compensação de horas é válido.20. o empregador deverá realizar o acordo de compensação de horas mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho. Nesta hipótese. deverá ser pago a mais apenas o adicional por trabalho extraordinário. mas a Constituição Federal/88. DJ 21. não implica a repetição do pagamento das horas excedentes à jornada normal diária. a compensação de horas tem como objetivo a redução ou supressão do trabalho aos sábados. XIII. inclusive quando encetada mediante acordo tácito. salvo se houver norma coletiva em sentido contrário. estabelece que a compensação de horas deve ser realizada mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho. 121/2003. mas devido à previsão constitucional.Inserida em 08.11.11. a compensação de horas exige acordo escrito entre empregado e empregador ou contrato coletivo de trabalho. acordo coletivo ou convenção coletiva. nem seja ultrapassado o limite máximo de dez horas diárias. em seu artigo 7º.06. EXCEÇÃO .Res. etc.11.2000) III. por força de acordo ou convenção coletiva de trabalho. (ex-Súmula nº 85 . no qual poderá ser dispensado o acréscimo de salário se. sendo devido apenas o respectivo adicional.br . (ex-OJ nº 220 .BANCO DE HORAS A exceção à regra geral é o banco de horas. nossa lei magna. 121/2003.Res.Normalmente.segunda parte. (ex-Súmula nº 85 . O mero não-atendimento das exigências legais para a compensação de jornada. sem que essas horas configurem como horas extras. à soma das jornadas semanais de trabalho previstas.Inserida em 20. o TST manifestou-se no sentido de que o acordo para compensação possa ser ajustado apenas em nível individual. quanto àquelas destinadas à compensação. a documentação de acompanhamento e as especificações técnicas dos arquivos digitais a serem entregues ao auditorfiscal da Previdência Social.CONTRATO COLETIVO DE TRABALHO Segundo a CLT. estabelece a forma de apresentação. ACORDO DE COMPENSAÇÃO DE HORAS Compensação de horas de trabalho corresponde em acrescer a jornada de determinados dias em função de outro suprimido. sextas-feiras que sucedem feriados às quintas-feiras. nestes termos: I.

eles estarão sujeitos às normas estipuladas. ou seja. Registro – Arquivo Os sindicatos convenentes ou as empresas acordantes providenciam a entrega de uma via do acordo. permite-se prorrogar até o máximo de 2 horas diárias. sem emendas nem rasuras. Menores . Afixação .Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © Em relação aos empregados menores (16 a 18 anos). dentro deste prazo. a compensação de horas somente poderá ser firmada mediante existência de acordo coletivo celebrado com o sindicato da classe.br .guiatrabalhista.com. nos órgãos regionais do Ministério do Trabalho.Novas Admissões Quando ocorrer novas admissões de menores no decorrer da vigência do acordo coletivo. ACORDO DE COMPENSAÇÃO E PRORROGAÇÃO SIMULTÂNEOS www.Local Visível Contados 5 (cinco) dias da data de entrega. além de uma destinada a registro. respeitando-se a duração normal de 44 (quarenta e quatro) horas semanais e o limite máximo diário de 10 (dez) horas. o acordo de compensação deve ser anotado no livro ou ficha de registro dos empregados. LIMITE DE HORÁRIO Na jornada de trabalho para fins de compensação. com validade por até 2 anos. os sindicatos convenentes devem afixar cópia autêntica dos acordos. dentro de 8 dias da assinatura do acordo. para fins de registro e arquivo. de modo visível. desde que previamente avisados.A compensação pode acontecer tanto no início do período de trabalho. nas respectivas sedes e estabelecimentos das empresas compreendidas em seu campo de aplicação. ACORDO COLETIVO Celebração O acordo coletivo é celebrado por escrito. Ficha ou Livro Registro – Anotação De acordo com o art. quanto no seu término. 74. em tantas vias quantos forem os sindicatos convenentes ou as empresas acordantes.21. § 1º. Validade O acordo entra em vigência 3 (três) dias após a entrega. o empregado pode entrar mais cedo do seu horário normal ou sair mais tarde.

ascensoristas (Lei nº 3. PROFISSÕES PROIBIDAS DE CELEBRAR ACORDO Não podem celebrar acordos de compensação de horário de trabalho as seguintes profissões: .22. conforme a extensão da infração e a intenção de quem a praticou. uma vez que determinadas categorias exigem a formalização do referido acordo em modelo específico. para esse efeito.com.2847 Ufirs por menor irregular até o máximo de 1.LICENÇA PRÉVIA Nas atividades insalubres. PENALIDADES Os infratores destas normas estarão sujeitos à multa de 37. senão o contrato será considerado por prazo indeterminado. o empregador deverá observar que o empregado não poderá realizar compensação de dia que seja posterior ao término do contrato.891.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © Nada impede de se firmar acordos de compensação e prorrogação simultaneamente. os infratores estarão sujeitos à multa de 378. quaisquer prorrogações só podem ser acordadas mediante licença prévia das autoridades competentes em matéria de Medicina do Trabalho. aplicada em dobro no caso de reincidência e oposição à fiscalização ou desacato à autoridade. o empregador deverá observar que o empregado na última semana do aviso prévio não poderá realizar compensação de dia que seja posterior ao término do referido aviso.4236 Ufir. TRABALHO INSALUBRE . estaduais ou municipais. senão será desconsiderado e anulado o aviso prévio.8471 Ufirs. CONTRATO A PRAZO – EXTINÇÃO Quando ocorrer a extinção de contrato a prazo (por exemplo: de experiência). Neste caso. perfazendo então jornada normal. Menor Quanto ao trabalho do menor.8285 a 3. art. isto desde que a soma deles não ultrapasse o limite máximo de 10 horas de jornada diária ou 2 horas diárias de acréscimo. procederão aos necessários exames locais e à verificação dos métodos e processos de trabalho. dobrada na reincidência. . 227). ele deverá dispensá-lo naquela semana de realizar a compensação. quer por intermédio de autoridades sanitárias federais.782. as quais. Neste www.270/57).br .guiatrabalhista. ou remunerar as horas excedentes às normais (as que eram compensadas) com adicional de extra de no mínimo 50% (cinqüenta por cento). AVISO PRÉVIO TRABALHADO Quando o empregado estiver cumprindo aviso prévio. com quem entrarão em entendimento para esse fim. MODELO DE ACORDO DE COMPENSAÇÃO DE HORAS O empregador deverá entrar em contato com o sindicato da classe e verificar o modelo a ser adotado. quer diretamente.telefonistas (CLT.

sem justa causa. continuará exercendo as suas atividades habituais. Aviso Prévio Trabalhado É aquele que uma das partes comunica à outra da sua decisão de rescindir o contrato de trabalho ao final de determinado período. antecipadamente. A mesma situação vai ocorrer quando o empregado pede a demissão e cumpre o aviso prévio. o contrato de trabalho por prazo indeterminado. Esta comprovação se faz através de uma carta do novo empregador em papel timbrado. pedido de demissão. 613. sem justa causa.23. ocorrerá a redução da jornada de trabalho do empregado ou a falta ao trabalho por 7 (sete) dias corridos. parágrafo único e 614 da CLT. Dispensa de Cumprimento do Aviso Prévio Trabalhado Tendo o empregador rescindido o contrato de trabalho. o empregador deverá dispensá-lo do cumprimento das horas compensadas na última semana do aviso prévio.Sendo rescindido o contrato de trabalho por iniciativa do empregador. inclusive no que concerne ao aviso prévio. o pedido de dispensa do cumprimento não exime o empregador de efetuar o pagamento do respectivo aviso prévio. poderá solicitar ao empregador a dispensa do cumprimento do aviso prévio.Ocorrendo a rescisão do contrato de trabalho por iniciativa do empregado. uma vez que quando o empregado é dispensado pelo empregador e escolhe a redução de duas horas diárias.Importante observar que as normas coletivas de trabalho podem estipular condições mais benéficas que as previstas na legislação vigente. Aviso Prévio Indenizado www. sendo que. por iniciativa do empregador.Tendo o empregado rescindido o contrato de trabalho. não havendo redução e nem falta ao trabalho. e sendo este um direito irrenunciável do empregado. o mesmo cumprirá a jornada de trabalho integral. quando o empregado pede demissão. ou remunerar as horas excedentes (as que eram compensadas) com adicional de extra de no mínimo 50 % (cinqüenta por cento). cuja concessão é uma faculdade do empregador. ou seja.Bases: artigos 59. no transcurso do aviso prévio. notificar à outra parte. quando uma das partes deseja rescindir. 74. ele deverá dispensá-lo naquela semana de realizar a compensação. ou seja.com. da mesma forma. salvo se o empregado comprovar que obteve novo emprego. 60. a seu critério. MODALIDADES Ocorrendo a rescisão do contrato de trabalho.O aviso prévio tem por finalidade evitar a surpresa na ruptura do contrato de trabalho.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © caso.br . deverá. o empregador poderá ou não liberar o empregado do aviso prévio. ele não pode perfazer horas extras. possibilitando ao empregador o preenchimento do cargo vago e ao empregado uma nova colocação no mercado de trabalho.guiatrabalhista. Já quando o empregado escolhe a redução dos 7 (sete) dias. sem justa causa. poderá ele optar pela concessão do aviso prévio trabalhado ou indenizado. com aviso prévio trabalhado. AVISO PRÉVIO – ASPECTOS GERAIS Nas relações de emprego. através do aviso prévio.

a comunicação deve ser concedida por escrito. aquele descontado pelo empregador dos haveres do empregado constantes do termo de rescisão. deverá a comunicação ser realizada na presença de duas testemunhas e por elas assinada.br . REDUÇÃO DA JORNADA DE TRABALHO www. caso uma das partes se recuse a dar ciência na via da outra. Exige-se também o aviso prévio. isto porque férias e aviso prévio são direitos distintos. e o empregador efetua o desconto do valor respectivo.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © Considera-se aviso prévio indenizado quando o empregador determina o desligamento imediato do empregado e efetua o pagamento da parcela relativa ao período de aviso.Por cautela.O aviso prévio trabalhado dado pelo empregado também integra o tempo de serviço para todos os efeitos legais. Esta modalidade não existe em virtude de falta de previsão legal. nas rescisões motivadas por falência. férias. não podendo então ser utilizada. inclusive reajustes salariais. o seu período de duração integra o tempo de serviço para todos os efeitos legais. Aviso Prévio Domiciliar O aviso prévio domiciliar seria a situação em que o empregador dispensaria o empregado de cumpri-lo trabalhando. outra para o empregador e a terceira para o sindicato. INTEGRAÇÃO AO TEMPO DE SERVIÇO O aviso prévio dado pelo empregador. nos contratos de trabalho por prazo determinado que contenham cláusula assecuratória do direito recíproco de rescisão antecipada.com. Ainda. APLICAÇÕES O aviso prévio. 13º salário e indenizações. sendo uma para o empregado.Considera-se também aviso prévio indenizado quando o empregado se desliga de imediato.guiatrabalhista. sendo autorizado ao empregado permanecer durante todo período em casa.24. O aviso prévio não poderá coincidir simultaneamente com as férias. independente do tempo de serviço do empregado na empresa e da forma de pagamento do salário. concordata ou dissolução da empresa. regra geral. CONCESSÃO Sendo o aviso prévio trabalhado. O mesmo não ocorre com o aviso prévio indenizado. ou seja. atualmente a duração do aviso prévio é de 30 (trinta) dias. em 3 (três) vias. é exigido nas rescisões sem justa causa dos contratos de trabalho por prazo indeterminado ou pedidos de demissão. tanto trabalhado quanto indenizado. fica o empregador obrigado ao pagamento do aviso prévio. PRAZO DE DURAÇÃO Com o advento da Constituição Federal.

2 Horas Conforme determina o artigo 488 da CLT. caso a rescisão contratual tenha sido por iniciativa do empregador. Exemplo: Empregado com jornada normal diária de 8 horas. aplica-se a redução de 2 (duas) horas em qualquer hipótese. para procurar outro emprego. INTERRUPÇÃO E SUSPENSÃO Auxílio-Doença Previdenciário www. Este empregado irá trabalhar durante o curso do aviso prévio 6 horas diárias.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © A forma de redução da jornada de trabalho deve ser escolhida pelo empregado dentro das opções adiante.com. Ausência da Redução Não ocorrendo redução da jornada de trabalho durante o cumprimento do aviso prévio. Redução de 7 Dias O parágrafo único do artigo 488 da CLT faculta ao empregado trabalhar sem a redução das 2 (duas) horas da jornada diária. Pagamento do Período de Redução É nulo também o aviso prévio quando o período de redução da jornada de trabalho é substituído pelo pagamento das duas horas correspondentes. quando a rescisão tiver sido promovida pelo empregador. optou pela redução de 2 horas diárias durante o curso do aviso prévio. durante o aviso prévio. durante o período de aviso prévio. este é considerado nulo.guiatrabalhista. Trabalhador Rural O trabalhador rural. diariamente.25. Redução da Jornada Diária . é reduzida em 2 (duas) horas. terá direito a 1 (um) dia por semana.br . não fez distinção aos empregados com jornada reduzida. sem justa causa. sem prejuízo do salário integral. Desta forma.  Jornada Inferior a 8 Horas ou 7 Horas e 20 Minutos O legislador. substituindo-a pela falta ao serviço durante 7 dias corridos. ao elencar esta redução na CLT. a duração normal da jornada de trabalho do empregado. sem prejuízo do salário. Ressalva-se que temos alguns doutrinadores e membros do Poder Judiciário que entendem que esta redução pode ser proporcional à jornada reduzida.

09.10.09.09.2008.guiatrabalhista. Exemplo 1: Empregado iniciou o aviso prévio no dia 01.09.2008. Sendo assim.09.09. a qual foi introduzida através da Lei nº 8. transcorre normal a contagem do aviso prévio. Exemplo: Empregado iniciou o aviso prévio no dia 01. isto porque.2008.10. o empregado é considerado em licença não remunerada.com. ou será totalmente desconsiderada em virtude da concessão do respectivo aviso ter sido anteriormente ao ocorrido.Desta forma.2008 www.09.10. ficando afastado até o dia 19.09.2008 a 05.2008 Afastamento: 07. somente a Justiça Trabalhista poderá dar uma solução definitiva. continuando em pleno vigor em relação ao tempo de serviço.213/91.2008. ocorrendo afastamento do empregado no curso do aviso prévio.2008 Previsão de término do aviso prévio: 30.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © No caso de auxílio-doença em virtude de enfermidade.2008 Previsão de término do aviso prévio: 30.09. com data de término no dia 30.10.09. ocorre a interrupção do contrato de trabalho. sendo do empregador a responsabilidade pelo pagamento dos salários correspondentes. Adoeceu em 10.2008. cabendo à empresa a decisão em manter ou não o vínculo empregatício. Início do aviso prévio: 01.br . em dispor se realmente será considerada a estabilidade quando o empregado durante o prazo do aviso prévio entrar em auxílio-doença acidentário.09. uma vez que o contrato de trabalho não sofre solução de continuidade.2008. Acidentou-se no ambiente de trabalho em 07. por motivo de auxílio-doença. somente a partir da concessão do benefício previdenciário é que se efetiva a suspensão do contrato de trabalho. ou seja.2008 a 24.09. Auxílio-Doença Acidentário Durante o afastamento por acidente de trabalho.09. suspendendo-se a contagem a partir do 16º dia de afastamento.2008 Período para complementação do aviso prévio: 06.10.Contudo.2008 (6 dias para completar o aviso) Data da baixa na CTPS: 11.Convém ressaltar que até o momento não há uma posição unânime da jurisprudência a respeito da estabilidade do acidentado. considera-se todo o período de serviço efetivo.2008. os 15 (quinze) primeiros dias são computados normalmente no prazo do aviso. com data de término no dia 30.2008 e obteve alta do auxílio-doença do INSS em 05.2008.26.09.2008 Primeiros 15 dias de afastamento pagos pela empresa: 10.09.2008 (13 dias pagos pelo empregador) Retorno do afastamento: 20.09.2008 (total de 24 dias de aviso) Auxílio-doença previdenciário: 25.09.2008 a 19. Início do aviso prévio: 01. lembrando que qualquer que seja a decisão tomada. não havendo suspensão da respectiva contagem. durante os 15 (quinze) primeiros dias de afastamento o período é considerado de interrupção do contrato.2008 a 11.

Sendo a falta grave cometida pelo empregado.com.2008.2008 a 26. RESCISÃO INDIRETA Ocorrendo a rescisão indireta do contrato de trabalho.No caso do empregador. em face de falta grave cometida pelo empregador. INDENIZAÇÃO ADICIONAL www.09. não gerando. uma vez que com o advento do art. Neste caso.09.br . 118 da Lei nº 8. exceto a de abandono de emprego. uma vez que o afastamento por acidente de trabalho se deu em período inferior a 15 dias.09.2008 a 20. não entrando em auxílio-doença acidentário. ou seja.09. com data de término no dia 30. o empregado fará jus.2008 Previsão de término do aviso prévio: 30.2008 normalmente como previsto. ou tácita. antes do término. Início do aviso prévio: 01.213/91. Exemplo 2: Empregado iniciou o aviso prévio no dia 01.09.09.27.2008 Primeiros 15 dias de afastamento pagos pelo empresa: 06.09. fica ele obrigado ao pagamento da remuneração correspondente a todo o período de aviso prévio e as demais parcelas de direito.2008 (total de 20 dias de aviso) Auxílio-doença acidentário: 21.2008. a empresa deverá decidir em continuar ou não o processo rescisório com este empregado. a rescisão por justa causa. Sofreu acidente de trabalho em 06. poderá qualquer das partes rescindir imediatamente o contrato de trabalho.2008 e obteve auxílio-doença acidentário do INSS até 26. se dará o término do aviso prévio no dia 30. fará jus a estabilidade de 12 meses após o respectivo retorno. durante o curso do aviso prévio.09.2008 Neste caso. a controvérsia a respeito da estabilidade provisória.09.2008. o empregado que gozar de auxílio-doença acidentário. FALTA GRAVE NO CURSO DO AVISO PRÉVIO Ocorrendo do empregador ou do empregado cometer.09.09.guiatrabalhista. também.09.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © Data da baixa na CTPS: 30. caso continue a prestação de serviço após expirado o prazo do aviso prévio. uma vez que não há uma posição unânime a respeito até o momento RECONSIDERAÇÃO Se a parte que concedeu o aviso prévio desejar. à outra é facultado ou não aceitar a reconsideração.2008. ao valor correspondente ao período do aviso prévio. perderá o direito ao restante do prazo do aviso prévio. portanto. falta grave.Pode a reconsideração ser expressa quando o notificado aceita a reconsideração proposta. reconsiderar o ato.

integra o tempo de serviço para todos os efeitos legais. então o empregador deverá proceder aos dois cálculos. sofre incidência do INSS.com. no caso de aviso prévio indenizado. Por conseguinte. a qual deverá ser obedecida desde que seja mais vantajosa ao empregado.00 = R$ 1.CÁLCULO Aviso Prévio Trabalhado No caso do aviso prévio trabalhado. que deverá ser formalizada por escrito.28.O prazo de 30 dias correspondente ao aviso-prévio conta-se a partir do dia seguinte do recebimento da comunicação.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © Nos termos da legislação vigente.00 Média da remuneração variável dos últimos 12 meses: R$ 250. 18 da IN SRT/MTE 3/2002. Aviso Prévio Indenizado O aviso prévio sendo indenizado.guiatrabalhista. ENCARGOS SOCIAIS O aviso prévio trabalhado. Recebendo o empregado salário fixo mais parcelas variáveis ou somente salário variável.O aviso prévio. o tempo de aviso será contado para fins da indenização adicional. o empregado dispensado dentro do período de 30 (trinta) dias que antecede a sua data-base tem direito a uma indenização equivalente a um salário mensal. Base: art. ou somente da média dos doze últimos meses ou período inferior. que é considerado de natureza salarial.00 Total do Aviso Prévio: R$ 800.00 + R$ 250. o valor do aviso prévio corresponderá ao salário fixo acrescido da média das parcelas variáveis dos últimos doze meses. a base de cálculo é o último salário percebido pelo empregado. trabalhado ou indenizado. para fazer a devida verificação.br . Exemplo: Valor do salário fixo mensal: R$ 800.050. considerado a data em que terminaria o aviso. www. Metalúrgicos o mês antecessor da data base é maio então não pode terminar o aviso dentro do mês de junho em hipótese alguma. sendo. AVISO PRÉVIO . IRFonte e recolhimento para o FGTS. caso houvesse cumprimento.00 ESTIPULAÇÃO DE PERÍODO INFERIOR PARA CÁLCULO DA MÉDIA Observe-se que normas coletivas de trabalho podem estabelecer período inferior para cálculo da média das parcelas variáveis. no caso de empregado com menos de um ano de serviço dispensado com aviso prévio indenizado. a remuneração corresponderá à que o empregado fizer jus durante o respectivo prazo.

6. AVISO PRÉVIO DURANTE AS FÉRIAS O aviso prévio não poderá ser concedido durante o período das férias. Ao médico somente será permitido fazer constar. o diagnóstico codificado. somente se realiza o recolhimento para o FGTS. Os Tribunais Regionais do Trabalho têm se manifestado no sentido de que os atestados fornecidos pelo INSS ou através do SUS são válidos. não havendo necessidade de serem submetidos ao médico da empresa.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © Sobre o aviso prévio indenizado não há incidência do INSS e IR-Fonte. ou seja. uma vez que tratam-se de direitos distintos. deve ser comprovada mediante Atestado Médico. simultaneamente. Médico de livre escolha do próprio empregado. para não ocasionar a perda da remuneração correspondente. Validade – Requisito Os atestados médicos para justificarem as faltas por doenças. Médico a serviço de repartição federal. conforme o Código Internacional de Doenças (CID). na respectiva localidade onde trabalha. em espaço apropriado no atestado. é inválida a concessão do aviso prévio. 2. 3. com incapacidade até 15 dias.guiatrabalhista. Médico do SESI ou SESC. devem atender aos seguintes requisitos: 1. mesmo que a empresa possua serviço médico próprio ou em convênio. 2. ATESTADO MÉDICO A justificação da ausência do empregado ao serviço. o aviso prévio e a estabilidade.29. estadual ou municipal. por motivo de doença. no caso de ausência dos anteriores. AVISO PRÉVIO DURANTE A GARANTIA DE EMPREGO Por se tratar de dois institutos incompatíveis. se houver www. Tempo de dispensa concedido ao segurado. Ordem preferencial dos atestados médicos (estabelecida em lei e pela jurisprudência): 1.com. Médico de serviço sindical. 5. por extenso e numericamente.br . conforme determina o Enunciado TST nº 348. Médico do SUS. 4. Médico da empresa ou em convênio.

início da dispensa e emissão do atestado não poderão ser retroativas e deverão coincidir. por escrito. FALTAS .Quando na composição do salário do empregado envolver parte variável. inciso III. até 31 de janeiro de cada ano).INTERFERÊNCIA NO 13º SALÁRIO www.Quanto aos empregados vendedores. DÉCIMO TERCEIRO SALÁRIO – ASPECTOS GERAIS Ao pagamento do 13º salário faz jus o trabalhador urbano ou rural. para justificação de faltas ao emprego. ou por ocasião das férias do empregado (quando este o solicitar.Caberá à empresa remunerar o empregado somente pelo tempo declarado em atestado médico. se os valores das comissões deverão ser atualizados e por qual índice. junto ao sindicato da categoria. ainda que por dentista. a empresa deverá verificar. VALOR A SER PAGO O 13º salário será pago proporcional ao tempo de serviço do empregado na empresa.guiatrabalhista. Assinatura do médico ou odontólogo sobre o carimbo do qual conste nome completo e número no registro no respectivo conselho profissional. DATAS DE PAGAMENTO A primeira parcela do 13o. Dentistas O não comparecimento ao trabalho por parte do empregado por motivo de doença.30. dispõe que compete ao cirurgião dentista atestar. mediante expressa concordância consignada no documento. 3. no setor de sua atividade profissional.A importância paga ao empregado a título de primeira parcela será deduzida do valor do 13º salário devido até o dia 20 de dezembro. ou seja. salário deve ser paga até o último dia de novembro de cada ano . devidamente comprovada mediante atestado médico. constitui motivo justificado. A segunda parcela do 13º salário deve ser paga até o dia 20 de dezembro. pelo tempo de ausência do empregado para comparecimento e retorno do local de atendimento. A Lei 5.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © solicitação do paciente ou de seu representante legal. As datas de atendimento. inclusive. estados mórbidos e outros. Acompanhamento ao Médico – Filho ou Dependente A ausência da mãe ou do pai que acompanha o filho ou dependente com problema de saúde. ou seja.br . o trabalhador avulso e o doméstico. deverá ser calculada a sua média. é uma falta justificada. o empregador não está obrigado a pagar a respectiva remuneração (salvo disposição em contrário em acordo e/ou convenção coletiva).com. mas não é abonada.081/66. considerando-se a fração de 15 dias de trabalho como mês integral.

enquanto que o pagamento efetuado entre os meses de fevereiro e novembro de cada ano corresponde a uma liberalidade do empregador. § 2º da Lei nº 4. ou seja. ____ de ___________ de _____.090/62.Caso o empregado não solicite o pagamento da 1ª parcela do 13º salário na época determinada.1ª PARCELA .br .A primeira parcela requerida por ocasião das férias é. conforme o caso).Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © Para fins de pagamento do 13º salário. § 2º da Lei nº 4.guiatrabalhista.31. MODELO DE SOLICITAÇÃO Ao Sr. que pode realizá-lo na época que melhor convenha a seus interesses. no mês de janeiro. sem haver variação. o qual serve tanto para horas extras quanto para horas noturnas. portanto. uma faculdade inerente ao empregado. venho requerer o pagamento da primeira parcela do 13º salário por ocasião do gozo de minhas férias. juntamente com a remuneração de férias. 13º SALÁRIO . HORAS EXTRAS E NOTURNAS As horas extras e o adicional noturno também integra o 13º salário.749/65. apenas deverá incluir-se os valores. prevê que o empregado faz jus ao adiantamento da 1ª parcela do 13º salário por ocasião de suas férias. como são percentuais aplicados sobre valores determinados (salário-mínimo ou salário-base.Estes adicionais. ficará na dependência da liberalidade do empregador sua concessão. não precisará fazer a média. (nome do empregador) Referência: Solicitação do pagamento da 1ª parcela do 13º salário por ocasião das férias.Quando o empregado realizar um determinado número de horas extras ou horas noturnas.1ª PARCELA www. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE E DE PERICULOSIDADE Os adicionais de insalubridade e de periculosidade integram o pagamento do 13º salário. _____________.O valor referente à 1ª parcela do 13º salário correspondente a 50% do salário do mês anterior ao gozo de férias. Quando o empregado realizar números variados de horas noturnas ou extras durante o ano.com.749/65. o empregador deverá fazer a média das horas. que poderá ser feita entre os meses de fevereiro a novembro. O empregado tem até o dia 31 de janeiro para requerer que lhe seja pago. não se faz média. que dispõe sobre o pagamento da gratificação natalina prevista na Lei nº 4.SOLICITAÇÃO POR OCASIÃO DAS FÉRIAS O artigo 2º.As faltas injustificadas só interferirão se em cada mês do ano correspondente do pagamento do 13º salário ocorrer do empregado somar mais de 15 faltas ao trabalho. a 1ª parcela do 13º salário. uma vez que fazem parte da remuneração do empregado. ________________________ assinatura do empregado ________________________ ciente do empregador DÉCIMO TERCEIRO SALÁRIO . Em razão do disposto no artigo 2º. sempre que solicitar no mês de janeiro do correspondente ano. as faltas legais e as justificadas ao serviço não serão deduzidas.

pago conforme legislação trabalhista. desde que a cobertura abranja a totalidade dos empregados e dirigentes da empresa. a empresa deverá verificar.br .com.Quanto aos empregados vendedores. despesas médico-hospitalares e outras similares. Reembolso babá. etc. por força da lei. Bolsa de Estágio. Diárias com viagens. Desta forma.guiatrabalhista. Ajuda de custo. anuênios. óculos. conforme a legislação para crianças até 06 anos de idade. o valor do adiantamento será calculado com base no salário do mês de outubro. considerando-se a fração de 15 dias de trabalho como mês integral. 470 da CLT. se os valores das comissões deverão ser atualizados e por qual índice. biênios Prêmios de assiduidade Quebra-caixa Gorjetas Ajuda de Custos habituais Abonos habituais Salário in Natura – fornecimento habitual de qualquer vantagem concedida ao empregado (aluguel de casa. verbas que NÃO têm incidência do 13º Salário: Abonos eventuais.Quando na composição do salário do empregado envolver parte variável. aparelhos ortopédicos.as importâncias recebidas a título de ganhos eventuais e abonos expressamente desvinculados do salário. parcela única.32. mudança de local de trabalho. desde que não excedam a 50% da remuneração percebida pelo funcionário. para crianças até 06 anos. VERBAS QUE INCIDEM O 13º SALÁRIO Horas Extras Adicional Noturno Adicional de Periculosidade Adicional de Insalubridade DSR Comissões Gratificação (a partir da segunda gratificação) Prêmios – desde que habituais Triênios. junto ao sindicato da categoria.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © O valor do adiantamento do 13o salário corresponderá á metade do salário recebido pelo empregado no mês anterior. sendo pago proporcionalmente ao tempo de serviço do empregado prestado ao empregador. reembolso de despesas com medicamentos. se a primeira parcela for paga no mês de novembro. A importância paga ao empregado a título de primeira parcela será deduzida do valor da segunda parcela do 13o a ser pago até 20/dezembro. carros. Despesas de veículos – ressarcimento de despesas pelo uso de veículo do empregado. escola de filhos. Convênios Médicos. Creche – reembolso.) VERBAS QUE NÃO TÊM INCIDÊNCIA DO 13º SALÁRIO Lembrando. deverá ser calculada a sua média. art. www.

Multa. 21 Lei 9394/96. prevista no § 8º do art. 9º. uma vez que fazem parte da remuneração do empregado. Indenização recebida a título de incentivo a demissão. 28. da Lei 10. Vestuário e Equipamentos utilizados no local de trabalho.00. Base: Lei 8212/91. mensalidade. par. relativa a dispensa no período de 30 dias que antecede a data-base do empregado. Previdência Complementar. Recebe adicional de periculosidade. Vale-transporte.guiatrabalhista. Indenização art. por não serem consideradas como salário as seguintes utilidades concedidas pelo empregador:  I – vestuários.  V – seguros de vida e de acidentes pessoais. nos termos da lei. Os adicionais de insalubridade e de periculosidade integram o pagamento do 13º salário. o qual alterou o §2º do artigo 458 da CLT. 28. Salário mensal de R$ 900.  VI – previdência privada. § 9º e dispositivos citados no texto. não se faz média. 10 das Disposições Constitucionais Transitórias.br .com. Também. art. compreendendo os valores relativos a matrícula. hospitalar e odontológica. da Lei 7238/84. como são percentuais aplicados sobre valores determinados (salário-mínimo ou salário-base. Seguro de vida pago a totalidade dos funcionários. para trabalhar em local distante do da sua residência. equipamentos e outros acessórios fornecidos aos empregados e utilizados no local de trabalho.  IV – assistência médica.243/2001. conforme artigo 2º. em percurso servido ou não por transporte público. empregado não optante pelo FGTS. www. Indenização art.  III – transporte destinado ao deslocamento para o trabalho e retorno. anterior a 05 de outubro de 1988. art. PAT. 477 da CLT. 479 da CLT. Indenização por tempo de serviço. desde que a todos os funcionários Salário família. Transporte. conforme o caso). Participação do empregado nos lucros da empresa. (Lei 8212/91. em estabelecimento de ensino próprio ou de terceiros. 9. art. livros e material didático. alimentação e habitação fornecidos pela empresa. não tem a incidência no cálculo do 13ºSalário. Estes adicionais. para a prestação do serviço. anuidade. nos termos da lei. “j”) Plano Educacional – art.33. prestada diretamente ou mediante seguro-saúde.  II – educação. Licença-prêmio indenizada.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © - Dispensa Imotivada. Exemplo: Empregado admitido em 02 de janeiro. inciso I.

00.34. art. Porque 17 de janeiro? Conforme a Lei 4.66 R$ 291.Empregados Admitidos Após 17 de Janeiro Para os empregados admitidos no curso do ano.00 x 30% = R$ 270. a fração igual ou superior a 15 dias será havida como mês integral.R$ 900. .00 . 1º.00 x 50% = R$ 390. Então do dia 17 ao dia 31 de janeiro. como o exemplo acima.00 b) Horista Multiplica o valor de uma hora por 220 horas .Cálculo: O empregado faz jus a: 5/12 avos R$ 700.guiatrabalhista. a) Mensalista Empregado mensalista admitido em 12 de julho.090/62.170. 2.Cálculo: Adicional de periculosidade: R$ 900. Pagamento da primeira parcela em 30 de novembro.com. Salário de outubro: R$ 780.br .00 = R$ 1. que equivale ao salário do mensalista.Cálculo: R$ 780.83 www. Salário de outubro R$ 700.00 : 12 x 5 = R$ 291.00 x 50% = R$ 585.1a parcela do 13º salário = R$ 1. parágrafo único. SALÁRIO FIXO – CÁLCULOS 1.66 : 2 = adiantamento 13. §2º e Decreto nº 57. correspondendo a 1/12 avos. 1º. o valor da primeira parcela será de 50% do salário do mês anterior ao do seu pagamento. inclusive.00 + R$ 270. Admitidos Até 17 de Janeiro Para os empregados admitidos até 17 de janeiro.155/65.00 . art. . temos 15 dias a) Mensalista Empregado mensalista admitido em 10 de janeiro. o adiantamento corresponderá à metade de 1/12 (um doze) avos da remuneração por mês de serviço ou fração igual ou superior a 15 dias.00.00. salário R$ 145.170. pagamento da primeira parcela em 30 de novembro.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © .

guiatrabalhista.Comissões recebidas no período de janeiro a outubro = R$ 5.00 : 10 = R$ 540. Os empregados que receberem parte fixa terão o respectivo valor somado à parte variável.00 : 2 = R$ 290. b) Comissionista Com Parte Fixa Empregado admitido em 13 de janeiro.16.DSR sobre comissões no período de janeiro a outubro = R$ 1. Pagamento da primeira parcela do 13º salário em novembro.00 em outubro. Salário fixo de R$ 700.00 . Pagamento da primeira parcela em 30 de novembro.800.101.00 : 2 = R$ 270. .32 R$ 118.800.00 DSR: média do DSR sobre comissões: R$ 1.400.183.DSR sobre comissões no período de janeiro a outubro: R$ 1.00 R$ 580.400.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © SALÁRIO VARIÁVEL – CÁLCULOS Para os empregados que recebem salário variável. .60 : 10 = R$ 110.16 = R$ 349.00 .20 : 10 = R$ 118.183. 1.101.00 + R$ 59.00 DSR sobre comissões: média do DSR sobre comissões: R$ 1.com. Empregados Admitidos Até 17 de Janeiro Comissionista a) Comissionista Sem Parte Fixa Empregado admitido em 10 de janeiro.00 R$ 540.35.16 www.00 : 10 = R$ 580.20 Cálculo: Comissões: média das comissões: R$ 5. a qualquer título. a gratificação será calculada na base da soma das importâncias variáveis devidas nos meses trabalhados até o anterior àquele em que se realizar o adiantamento.Comissões recebidas no período de janeiro a outubro: R$ 5.br .32 : 2 = R$ 59.60 Cálculo: Comissões: média das comissões: R$ 5.16 13º= R$ 290.

Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © R$ 110.00 .56 www.00 : 2 = R$ 319.br .com.00 13ºSalário = R$ 319.00 (50% do salário fixo) 13º Salário = R$ 270.00 : 3 = R$ 633.11 : 2 = R$ 105.900. Salário fixo do mês de outubro R$ 638.08 + R$ 350. tendo realizado 160 horas extras no período a 50% e 33 horas extras correspondentes ao DSR.DSR sobre comissões no período de agosto a outubro: R$ 387.16 : 2 = R$ 55.80 DSR: média do DSR sobre hora extra: 33 : 10 = 3.guiatrabalhista.08 Salário fixo: 700.Comissões recebidas no período de agosto a outubro: R$ 1.00 + 34.00 = R$ 675.00 + R$ 55.00. Pagamento da primeira parcela em 30 de novembro.DSR sobre horas extras no período de janeiro a outubro: 33 horas Horas Extras: média das horas extras: 160 : 10 = 16 horas : 2 = 8 horas (50% da média das horas extras) valor da hora extra com 50%: R$ 2.98 2.65h = R$ 7.00 : 220) + 50% = R$ 4. Cálculo: .3 horas : 2 = 1.33 R$ 633. Pagamento da primeira parcela no dia 30 de novembro.35 = R$ 34.18 = R$ 360.11 R$ 211.35 x 1.00 : 2 = R$ 350. Empregados Admitidos Após 17 de Janeiro Comissionista a) Comissionista sem Parte Fixa Empregado admitido em 01 de agosto.60 Cálculo: Comissões: média das comissões: R$ 1.18 Salário fixo: R$ 638.36.90 (638. .horas extras realizadas no período de janeiro a outubro: 160 horas .08 Horas Extras Empregado admitido em 3 de janeiro.65 horas valor do DSR sobre hora extra com 50%: R$ 4.80 + 7.900.35 valor da média das horas extras: 8 horas x R$ 4.33 : 12 x 4 = R$ 211.

40  Salário fixo: R$ 560.40 : 12 x 4 = R$ 40.67 : 2 = R$ 93.54 = R$ 127.74 Horas Extras Empregado admitido em 03 de julho.00 + R$ 20.20 : 12 x 4 = R$ 43.valor da hora extra a 50%: R$ 3.56 + R$ 21.00 : 2 = R$ 100.00 R$ 200.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © DSR: média do DSR: R$ 387.00 .Comissões recebidas no período de agosto a outubro: R$ 1.80 R$ 40.20 : 3 = R$ 122.34 = R$ 213.guiatrabalhista.DSR sobre horas extras: 14.40 R$ 122.00  DSR média do DSR sobre comissões: R$ 367. Salário fixo de R$ 660. .07 R$ 43.54 13º Salário = R$ 105.37.20 Cálculo:  Comissões: média das comissões: R$ 1.00 + 50% = R$ 4.50 www.média das horas extras: 72 : 4 = 18 . Cálculos: .20 R$ 129.DSR sobre comissões no período de agosto a outubro: R$ 367.00 R$ 600.800.10 b) Comissionista com Parte Fixa Empregado admitido em 01 agosto.00 em outubro.34  13 Salário = R$ 100.00 : 12 x 4 = R$ 200.00 : 3 = R$ 600.7 horas  Horas Extras: .7 horas extras correspondentes ao DSR. Pagamento da primeira parcela no dia 30 de novembro.com. Pagamento da primeira parcela em 30 de novembro.60 : 3 = R$ 129.80 : 2 = R$ 20.00 : 12 x 4 = R$ 186.br .00 em outubro.07 : 2 = R$ 21.67 R$ 186.Horas extras realizadas no período: 72 horas . Salário fixo de R$ 560. tendo realizado 72 horas extras no período a 50% e 14.800.40 + R$ 93.

R$ 16.retorno: 22/09 . ficando o encargo deste mês para o INSS.88 (50% dos 5/12 avos a que faz jus)  DSR: .00 : 12 x 5 = R$ 33. Salário mensal do mês de outubro R$ 860.18 horas x R$ 4. porque no mês de agosto os 15 (quinze) primeiros dias do afastamento deu uma fração e no mês de setembro não preencheu a fração.R$ 358.56 .17 www.68h x R$ 4.50 = R$ 81.17 .50 (50% dos 5/12 avos a que faz jus)  13º Salário = R$ 137. Pagamento da primeira parcela do 13º salário no dia 30 de novembro.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © .00 : 2 = R$ 137. Cálculo: .7 : 4 = 3.45 = R$ 157.00 : 12 x 5 = R$ 358.38.68 horas .R$ 660.50 = R$ 16.88 + R$ 3.75 (faz jus a 5/12 avos) : 2 = R$ 16.média do DSR sobre hora extra: 14.00 : 12 x 5 = R$ 275.45 (50% dos 5/12 avos a que faz jus)  Salário fixo: . A partir do 16º dia até o retorno ao trabalho.adiantamento a que faz jus: 5/12 avos. Exemplo 1: Empregado admitido em 01 de junho. retornando no dia 22 de setembro.83 (50% do salário fixo + da hora extra + DSR) AUXÍLIO-DOENÇA PREVIDENCIÁRIO É o afastamento por motivo de doença ou outra incapacidade não decorrente de acidente do trabalho. .guiatrabalhista. O empregado afastou-se por motivo de doença no dia 03 de agosto. com suspensão do contrato de trabalho a partir do 16º dia.afastamento: 03/08 . estendendo-se o tratamento por mais de 15 dias.00. Compete a empresa remunerar o empregado nos 15 (quinze) primeiros dias. a Previdência Social assume pagando o 13º salário em forma de abono anual. assim como é responsável pelo pagamento do 13º salário até o 15º dia do afastamento e posterior retorno.R$ 860.56 : 12 x 5 = R$ 6.33 : 2 = R$ 179.com.33 .50 + R$ 16.valor do DSR sobre hora extra a 50% = 3.90 : 2 = R$ 3.br .1ª parcela do 13º salário: R$ 179.

auxílio-doença acidentário: 20/05 a 20/07 .com. O empregado acidentou-se no trabalho dia 04 de maio.00 R$ 495. ou seja. Cálculo: R$ 660.afastamento: 04/05 . .afastamento: 01/03 .Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © AUXÍLIO-DOENÇA ACIDENTÁRIO A Justiça do Trabalho entende que as faltas ou ausências decorrentes de acidente do trabalho não são consideradas para efeito de cálculo da gratificação natalina (13º salário). afastando-se para o serviço militar obrigatório dia 01 de março e não tendo retornado. as frações são consideradas até o mês de pagamento da primeira parcela.50 1ª parcela do 13º salário: R$ 247.50 SERVIÇO MILITAR OBRIGATÓRIO O empregado afastado para o serviço militar obrigatório faz jus ao 13º salário.00 : 2 = R$ 247. . Salário mensal do mês de outubro R$ 400. Salário mensal do mês de outubro. correspondente ao período anterior e posterior (se houver) ao afastamento.00. R$ 660. o período de ausência não é computado para fins do 13º salário. porque no mês de maio deu fração de 15 dias e nos meses de junho e julho a fração foi inferior a 15 dias e como este empregado não esteve a disposição do empregador durante todos os meses do ano. afastando-se no mesmo momento.00.guiatrabalhista. Exemplo Empregado admitido em 04 de janeiro. novembro.br .retorno: 21/07 . considerando-se na contagem do número de avos a que o empregado faz jus até os primeiros quinze dias do afastamento. Exemplo Empregado admitido em 03 de janeiro. Este entendimento refletirá apenas no momento do pagamento total do 13º salário. neste caso. Pagamento da primeira parcela do 13º salário em novembro. Pagamento da primeira parcela do 13º salário no dia 30 de novembro.67 www.adiantamento a que faz jus: 50% de 2/12 avos (janeiro e fevereiro) Cálculo: R$ 400.00 : 12 x 2 = R$ 66.00 : 12 x 9 = R$ 495. ou seja. retornando dia 21 de julho.39. ou seja.adiantamento a que faz jus: 50% de 9/12 avos. Para pagamento da primeira parcela do 13º salário procede-se normalmente. como demonstrado anteriormente no item Auxílio-Doença Previdenciário.

dobrada na reincidência para as infrações contra os dispositivos da Gratificação de Natal (13º).794/65 em seu artigo 2º impõe o pagamento da 1ª parcela do 13º salário até o mês de novembro.A Lei nº 7. ENCARGOS SOCIAIS INSS: Na primeira parcela do 13º salário. Para o pagamento conjunto das duas parcelas não há previsão legal conforme mencionado acima. não há incidência do INSS.com.34 PAGAMENTO CONJUNTO DAS DUAS PARCELAS A Lei nº 4.40.855/89 estipulou a multa de 160 Ufirs por empregado.67 : 2 = R$ 33. dobrada na reincidência para as infrações contra os dispositivos da Gratificação de Natal (13º). IRF: Sobre a primeira parcela do 13º salário. não há incidência do IRF.br .34 1ª parcela do 13º salário: R$ 33.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © R$ 66.Para o pagamento conjunto das duas parcelas não há previsão legal conforme mencionado acima. PAGAMENTO CONJUNTO DAS DUAS PARCELAS A Lei nº 4. ou seja. A Lei nº 7. o FGTS deverá ser recolhido até o dia 07 de dezembro. RESCISÃO CONTRATUAL Havendo rescisão contratual e já se tenha adiantado a primeira parcela. ENCARGOS SOCIAIS INSS Na primeira parcela do 13º salário. não há incidência do INSS. junto com a folha de pagamento.794/65 em seu artigo 2º impõe o pagamento da 1ª parcela do 13º salário até o mês de novembro.guiatrabalhista. www. efetivamente.855/89 estipulou a multa de 160 Ufirs por empregado. se o pagamento da primeira parcela ocorrer em novembro. FGTS: O FGTS incidirá sobre o valor pago. esta será compensada com o valor da gratificação devida na rescisão. pelo regime de competência.

Cálculo: R$ 780.00 (1ª parcela) = 2ª Parcela do 13º Salário: R$ 390. ou seja.número de horas trabalhadas durante o ano até novembro = 2. Então do dia 17 ao dia 31 de janeiro. Pagamento da segunda parcela em 20 de dezembro.155/65. pelo regime de competência.045. parágrafo único. §2º e Decreto nº 57.74 (*) o número de horas está sendo considerado em sistema centesimal. 1º. DÉCIMO TERCEIRO SALÁRIO . art. se o pagamento da primeira parcela ocorrer em novembro. Porque 17 de janeiro? Conforme a Lei 4.00 Nota: descontar o INSS e o IRF. efetivamente.14 : 11 = 36. o valor da segunda parcela será do salário do mês de dezembro.R$ 390.número de horas correspondente ao descanso semanal remunerado = 404.00. a fração igual ou superior a 15 dias será havida como mês integral. Salário de dezembro R$ 780.guiatrabalhista. Salário-hora de dezembro R$ 4.89. temos 15 dias a) Mensalista Empregado mensalista admitido em 10 de janeiro.12 : 11 = 185. art. www.com.41. Primeira parcela R$ 390. b) Horista Empregado horista admitido em 10 de janeiro. junto com a folha de pagamento. pagamento da segunda parcela em 20 de dezembro. Recebeu de 1ª parcela R$ 523. o FGTS deverá ser recolhido até o dia 07 de dezembro.92 . 1º. PARCELA SALÁRIO FIXO – CÁLCULOS Admitidos Até 17 de Janeiro Para os empregados admitidos até 17 de janeiro. correspondendo a 1/12 avos. deduzido o valor da 1ª (primeira) parcela e os encargos. não há incidência do IRRF.2a.090/62. .Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © FGTS O FGTS incidirá sobre o valor pago. se houver.70. inclusive.00. IRRF Sobre a primeira parcela do 13º salário.00 .br .

046.00 : 12 x 6 = R$ 342. se houver.00 .68 = R$ 1.82 + R$ 172.00 R$ 342.número de horas trabalhadas de julho até novembro = 945 : 5 = 189 .R$ 142.br .00. assim como as horas do respectivo www.50 = 2ª Parcela do 13º Salário: R$ 199.70 x 185. Salário-hora de dezembro R$ 4. não podendo se estimar exatamente o número do mês em curso (dezembro). Recebeu de 1ª parcela R$ 187. Cálculo: R$ 4. para que o mesmo não seja prejudicado.74 h/DSR = R$ 172. a) Mensalista Empregado mensalista admitido em 12 de julho. Convém salientar que nos meses em que o empregado foi admitido no curso do mês.70 x 36.89 = 2ª Parcela do 13º Salário: R$ 522.61 Nota: descontar o INSS e o IRF. Empregados Admitidos Após 17 de Janeiro Para os empregados admitidos no curso do ano. devendo cada empregador verificar o número exato de horas trabalhadas.com. Nota: descontar o INSS e o IRF.50.número de horas correspondente ao descanso semanal remunerado de julho a novembro = 185 : 5 = 37 Nota: Os valores de número de horas acima são apenas exemplificativos.82 R$ 4. uma vez que há variação de número de horas de mês para mês.R$ 523.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © Nota: Os valores de número de horas acima são apenas exemplificativos.68 .Cálculo: O empregado faz jus a: 6/12 avos R$ 684.68 R$ 873. Primeira parcela R$ 142. deve-se considerar para efeito do cálculo o número de horas como se ele tivesse trabalhado o mês todo. .50. por mês de serviço ou fração igual ou superior a 15 dias.92.guiatrabalhista. . assim como as horas do respectivo DSR em cada mês. Salário de dezembro R$ 684. pagamento da segunda parcela em 20 de dezembro. devendo cada empregador verificar o número exato de horas trabalhadas.92 horas trabalhadas = R$ 873. Pagamento da segunda parcela em 20 de dezembro.50 R$ 873.00. Consideramos a média por 11.42. b) Horista Empregado admitido em 16 de julho. o valor da 2ª (segunda) parcela corresponderá a 1/12 (um doze) avos da remuneração devida em dezembro. se houver.82 + R$ 172.

PARCELA VARIÁVEL .00 : 12 x 6 = 378.43.Comissões recebidas no período de janeiro a novembro = R$ 7.00 R$ 756.100. Convém salientar que nos meses em que o empregado foi admitido no curso do mês.com.08.45 DSR : Média do DSR sobre comissões : R$ 1.00 + R$ 74.DSR sobre comissões no período de janeiro a novembro = R$ 1.00 x 37 h/DSR = R$ 148.00 . .Cálculo: O empregado faz jus a: 6/12 avos R$ 4.00 x 189. para que o mesmo não seja prejudicado.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © DSR em cada mês. Consideramos a média por 5.36 13º: www.00 horas trabalhadas = R$ 756. Nota: descontar o INSS e o IRF.70.guiatrabalhista.00 (DSR) R$ 378. deve-se considerar para efeito do cálculo o número de horas como se ele tivesse trabalhado o mês todo.00 Cálculo: Comissões: Média das comissões: R$ 7.00 : 12 x 6 = R$ 74. a qualquer título.br .313. não podendo se estimar exatamente o número do mês em curso (dezembro).00 .ADMITIDOS ATÉ 17 DE JANEIRO Comissionista a) Comissionista Sem Parte Fixa Empregado admitido em 05 de janeiro. .313. se houver.R$ 187. Primeira parcela R$ 362.00 : 11 = R$ 119. SALÁRIO VARIÁVEL – CÁLCULOS Para os empregados que recebem salário variável. uma vez que há variação de número de horas de mês para mês.00 R$ 4. a gratificação será calculada na base da soma das importâncias variáveis devidas nos meses trabalhados até o anterior àquele em que se realizar o pagamento.100.00 : 11 = R$ 645. Os empregados que receberem parte fixa terão o respectivo valor somado à parte variável.00 (horas trabalhadas) R$ 148.92 = 2ª Parcela do 13º Salário: R$ 264. Pagamento da segunda parcela em 20 de dezembro.

00 : 11 = R$ 110.50 Valor da média das horas extras: 15.53 DSR: Média do DSR sobre hora extra: 32 : 11 = 2.18 + R$ 110.10 13º: R$ 660.580. Salário fixo de R$ 800. Salário fixo do mês de dezembro R$ 660.60. Primeira parcela R$ 366. b) Comissionista Com Parte Fixa Empregado admitido em 12 de janeiro. tendo realizado 170 horas extras no período a 50% e 32 horas extras correspondentes ao DSR.73.00 : 11 = R$ 598.R$ 362.70 = 2ª Parcela do 13º Salário R$ 402.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © R$ 645. www.44.com.guiatrabalhista.18 DSR Sobre Comissões Média do DSR sobre comissões: R$ 1.81 . Pagamento da 2ª parcela no dia 20 de dezembro. Cálculo: Horas Extras: Média das horas extras: 170 : 11 = 15.218.50 = R$ 13.00 em dezembro. DSR sobre horas extras no período de janeiro a novembro: 32 horas.br . Horas extras realizadas no período de janeiro a novembro: 170 horas.508.DSR sobre comissões no período de janeiro a novembro: R$ 1.91 R$ 1.81 R$ 764. Pagamento da segunda parcela do 13º salário em dezembro.00.00 : 220) + 50% = R$ 4.45 + R$ 119.90.36 = R$ 764.580.91 – R$ 727.73 R$ 800. se houver.00 .10 .00 + R$ 598.90 = 2ª Parcela do 13º salário= R$ 375.R$ 366. Horas Extras Empregado admitido em 03 de janeiro.53 + 13.50 = R$ 69.60 = 2ª Parcela do 13º Salário: R$ 781.73 = R$ 1.11 Nota: descontar o INSS e o IRF. se houver.218.91 horas Valor do DSR sobre hora extra com 50% : 2.45 horas Valor da hora extra com 50% = R$ 3.Comissões recebidas no período de janeiro a novembro: R$ 6.31 Nota: descontar o INSS e o IRF.45 horas x R$ 4. .508.00 (R$ 660. Primeira parcela R$ 727.91 x R$ 4.00 + 69.00 Cálculo: Comissões: Média das comissões: R$ 6.

00 Cálculo: Comissões: Média das comissões: R$ 2.600.83 13º: R$ 270.83 .15. . Primeira parcela do 13º R$ 136. se houver. Primeira parcela R$ 210.200.51 = 2ª Parcela do 13º Salário: R$ 180.00 R$ 650.00 Cálculo: Comissões: Média das comissões: R$ 2.00 : 4 = R$ 110.600.00 . b) Comissionista Com Parte Fixa Empregado admitido em 03 de agosto.br .17 DSR www.DSR sobre comissões no período de agosto a novembro: R$ 365.00 .00 : 12 x 5 = R$ 229.ADMITIDOS APÓS 17 DE JANEIRO Comissionista a) Comissionista Sem Parte Fixa Empregado admitido em 02 de agosto. se houver.guiatrabalhista.200.00 : 4 = R$ 650. .Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © Nota: descontar o INSS e o IRF.67.00 R$ 550. Nota: descontar o INSS e o IRF. Pagamento da segunda parcela em 20 de dezembro.00 : 12 x 5 = R$ 270.83 DSR: Média do DSR: R$ 440. PARCELA VARIÁVEL .R$ 136.00 em dezembro.51.45.DSR sobre comissões no período de agosto a novembro: R$ 440.00 : 4 = R$ 550.Comissões recebidas no período de agosto a novembro: R$ 2.00 R$ 110.com. Salário fixo de R$ 640.83 + R$ 45. Pagamento da segunda parcela em 20 de dezembro.Comissões recebidas no período de agosto a novembro: R$ 2.00 : 12 x 5 = R$ 45.

R$ 210.52 : 12 x 6 = R$ 5. Nota: descontar o INSS e o IRF.25 : 12 x 5 = R$ 38. AUXÍLIO-DOENÇA PREVIDENCIÁRIO É o afastamento. não decorrente de acidente do trabalho.R$ 166.00 : 4 = R$ 91.52 R$ 11.6 Valor da hora extra a 50%: R$ 3.25 R$ 91.80 13. Horas Extras Empregado admitido em 02 de julho. estendendo-se o tratamento por mais de 15 dias.46.67 .4 horas Valor do DSR sobre hora extra a 50%: 2. Primeira parcela R$ 166.73.00 13º: R$ 32.67.67 = 2ª Parcela do 13º Salário R$ 223. Pagamento da segunda parcela no dia 20 de dezembro.64 DSR : Média do DSR sobre hora extra: 12 : 5 = 2.6 horas x R$ 4.64 + R$ 5.00 : 12 x 5 = R$ 266.20 + 50% = R$ 4.76 + R$ 352. Salário fixo de R$ 704.00 .80 = R$ 65.67 = 2ª Parcela do 13º Salário: R$ 323.guiatrabalhista. www.67 13º R$ 229.80 = R$ 11. com suspensão do contrato de trabalho a partir do 16º dia.28 : 12 x 6 = R$ 32. por motivo de doença ou outra incapacidade.com.76 Salário-fixo: R$ 704.19. Nota: descontar o INSS e o IRF. tendo realizado 68 horas extras no período a 50% e 12 horas extras correspondentes ao DSR.02 Salário-fixo: R$ 640. Horas Extras realizadas no período: 68 horas DSR sobre horas extras: 12 horas valor da hora normal: R$ 3.00 : 12 x 6 = R$ 352.02 + R$ 266. se houver.17 + R$ 38.00.4 x R$ 4.20 (704.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © Média do DSR sobre comissões: R$ 365.br . se houver.00 : 220) Cálculo: Horas Extras: Média das horas extras: 68 : 5 = 13.

Exemplo 2: Empregado admitido em 01 de junho. .retorno: 21 de setembro . diminuindo o valor que o empregado recebeu de abono anual. as faltas decorrentes de acidente do trabalho não influem no cálculo do 13º salário. retornando dia 31 de agosto.Faz jus a 6/12 avos de 13 o salário. complementando o valor a pagar caso na soma dos valores não resulte no valor a que teria direito o empregado. retornando no dia 21 de setembro.número de avos a que faz jus: 7/12 avos." Em virtude do exposto. caso não tivesse se afastado pela Previdência Social. A partir do 16º dia até o retorno ao trabalho a Previdência Social assume.afastamento: 03 de agosto . Exemplo 1: Empregado admitido em 05 de junho. AUXÍLIO-DOENÇA ACIDENTÁRIO A Justiça do Trabalho entende que as faltas ou ausências decorrentes de acidente do trabalho não são consideradas para efeito de cálculo da gratificação natalina (13º salário).Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © Compete à empresa remunerar o empregado nos 15 (quinze) primeiros dias.guiatrabalhista. O empregado afastou-se por doença dia 06 de agosto. ficando o encargo deste mês para o INSS.47. porque no mês de agosto os 15 (quinze) primeiros dias do afastamento deu uma fração e no mês de setembro não preencheu a fração. porque o afastamento por motivo de doença não interferiu na contagem dos avos. Enunciado TST nº 46: “As faltas ou ausências decorrentes de acidente do trabalho não são consideradas para os efeitos de duração de férias e cálculo da gratificação natalina. . uma vez que os primeiros 15 (quinze) dias do afastamento que são de responsabilidade da empresa foi suficiente para determinar o avo correspondente a agosto. O empregado afastou-se por motivo de doença no dia 03 de agosto.retorno: 31 de agosto .afastamento: 06 de agosto . Exemplo: www. A empresa calculará o valor integral.com. pagando o 13º salário em forma de abono anual. assim como é responsável pelo pagamento do 13º salário até o 15º dia do afastamento e posterior retorno.br .

o valor exato deve ser consultado junto ao empregado ou ao INSS) Cálculo: R$ 620. SALÁRIO-MATERNIDADE O salário-maternidade pago pela empresa ou equiparada.00 R$ 620.00 . exceto das destinadas a outras entidades e fundos.afastamento: 04 de março.50 = 2ª Parcela do 13º salário: R$ 297. SERVIÇO MILITAR OBRIGATÓRIO O empregado afastado para o serviço militar obrigatório faz jus ao 13º salário. ou seja.00 R$ 530. correspondente ao período anterior e posterior (se houver) ao afastamento. afastamento: 04 de maio retorno: 20 de julho abono anual recebido do INSS: R$ 90. Para fins da dedução da parcela do 13º salário pago.guiatrabalhista. o período de ausência não é computado para fins do 13º salário. b) o resultado da operação descrita no item “a” deverá ser dividido pelo número de meses considerados no cálculo da remuneração do décimo-terceiro.00. Pagamento da segunda parcela do 13º salário em 20 de dezembro.50. retornando dia 20 de julho. poderá ser deduzido quando do pagamento das contribuições sociais previdenciárias devidas. O empregado acidentou-se no trabalho dia 04 de maio. inclusive a parcela do 13º salário correspondente ao período da licença.00 : 12 x 12 = R$ 620. afastando-se no mesmo momento.00 (valor aleatório . Primeira parcela R$ 232.br .Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © Empregado admitido em 04 de janeiro.com.00 . . proceder-se-á da seguinte forma: a) a remuneração correspondente ao décimo-terceiro salário deverá ser dividida por trinta. Exemplo: Empregado admitido em 03 de setembro afastando-se para o serviço militar obrigatório dia 04 de março do ano seguinte.R$ 90. www. Nota: descontar o INSS e o IRF.48.faz jus a 2/12 avos (janeiro e fevereiro).R$ 232.50. c) a parcela referente ao décimo-terceiro salário proporcional ao período de licença maternidade corresponde ao produto da multiplicação do resultado da operação descrita no item “b” pelo número de dias de gozo de licença-maternidade no ano. se houver. Salário mensal do mês de dezembro R$ 620. e não tendo retornado. .00 (abono anual) = 530.

12. o cálculo do 13º salário será revisto para 1/12 (um doze avos) do total devido no ano anterior.49. Lei nº 4. descontando o valor correspondente em folha de pagamento.2006).65. IN SRF nº 25/96. de 03.AJUSTE DA DIFERENÇA Até o dia 10 de janeiro do ano seguinte. § 1º. Decreto nº 57.07. artigos 320.: As empresas que estiverem obrigadas a recolher a contribuição social adicional de 0. art. dobrada na reincidência.2002 a 31. PENALIDADES A empresa que cometer infrações relativas ao 13º salário será penalizada com multa de 160 Ufir por empregado prejudicado. o valor da diferença do 13º salário poderá ser favorável ou não ao empregado.749. DÉCIMO TERCEIRO SALÁRIO . FGTS O FGTS incidirá sobre o valor bruto pago efetivamente.5% deverão fazê-la inclusive sobre o 13º salário (vigência de 01.11. Decreto nº 27.Após efetuada a revisão. a empresa efetuará a compensação. computada a parcela do mês de dezembro. artigo 14. 216.br .048/49. de 12. § 3º. Sendo favorável ao empregador. artigo 419. referente ao pagamento da 2ª (segunda) parcela. IRRF No pagamento da segunda parcela do 13º salário há incidência do IRRF sobre o total. pelo regime de competência.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © ENCARGOS SOCIAIS INSS No pagamento da segunda parcela há incidência do INSS sobre o valor total do 13º salário.048/99. e Enunciado TST nº 155. DIFERENÇA DO VALOR DO PAGAMENTO Diferença a Favor do Empregado www.155. de 13. parágrafo único do CPC.65. 473 e 822 da CLT. processando-se a correção do valor da respectiva gratificação com o pagamento ou compensação das diferenças verificadas. art.090.12. IN/MTE nº 17/00. Obs. ou seja.62.08. O FGTS deverá ser recolhido até o dia 07 de janeiro junto com a folha de pagamento de dezembro. Decreto nº 3.01.guiatrabalhista.com.SALÁRIO VARIÁVEL . Bases: Lei nº 4.

40 de horas extras e R$ 11. R$ 720.00 DSR: R$ 144.00 .728.00 Diferença a Favor do Empregador Empregado admitido em 04 de janeiro.br .30 www.80 .42 13º Salário: .728.DSR: R$ 11.00.50.média do DSR sobre hora extra: 26 : 12 = 2.horas extras: R$ 62.00.00 = R$ 14.valor da hora extra com 50%: R$ 3.00.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © Empregado comissionista admitido em 10 de janeiro.00 diferença a favor do empregado: R$ 94.valor do DSR sobre hora extra com 50%: R$ 4.60 = R$ 4.00 : 220) + 50% = R$ 4. Recebeu de 13º salário até o dia 20 de dezembro R$ 1.600.40 . Recalculado o 13º salário resultou no valor de R$ 1.23 de DSR.42 = R$ 0.00 .00.00 – R$ 130.00 x 11% = R$ 113.60 DSR: . .20 (704.valor da média das horas extras: 12 horas x R$ 4.00 : 12 = R$ 800.23 – R$ 10. sendo R$ 62.124.81 . DIFERENÇA DO VALOR A SER RECOLHIDO AO INSS Diferença a Favor do INSS Pagamento de 13º salário ao empregado até o dia 20 de dezembro R$ 1.com.80 .R$ 720.600.00 de DSR.00 de comissões e R$ 130.horas extras realizadas no período de janeiro a dezembro = 144 horas .00.DSR sobre horas extras no período de janeiro a dezembro = 26 horas Cálculo: Horas Extras: .média das horas extras: 144 : 12 = 12 horas .63. Então: .diferença a favor do empregador: R$ 5.00 DSR:média do DSR sobre comissões: R$ 1.comissões recebidas no período de janeiro a dezembro = R$ 9.guiatrabalhista.80 x 2.00 Cálculo: Comissões:média das comissões: R$ 9.17h = R$ 10.00 = R$ 80.17 horas . . Salário fixo do mês de dezembro R$ 704. tendo realizado horas extras no período a 50%.00 13º Salário:comissões: R$ 800.80 = R$ 57.030.030.61 O valor acima deverá ser compensado (descontado) na folha de pagamento do empregado do mês de dezembro.12: R$ 1.030. sendo salário fixo R$ 180.00 : 12 = R$ 144.INSS recolhido no dia 20.DSR sobre comissões no período de janeiro a dezembro = R$ 1.R$ 57. Recebeu de 13º salário até o dia 20 de dezembro R$ 777.

inclusive em caso de rescisão. e o 1/12 (um doze avos) devido no período de aviso prévio trabalhado.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © .63.RESCISÃO CONTRATUAL .R$ 84.64 .53 . além da compensação do valor recolhido no campo 6 (parte patronal).64 = R$ 10. e no que diz respeito ao valor recolhido a "Outras Entidades".124. Diferença a Favor da Empresa Pagamento de 13º salário ao empregado até o dia 20 de dezembro R$ 777.diferença a ser compensada na GPS da competência dezembro e devolvida ao empregado: R$ 0.123.br . Exemplo: Rescisão do contrato de trabalho no mês de novembro.30 . com pagamento do décimo terceiro salário proporcional e pagamento das verbas rescisórias no mês de novembro. inclusive proporcional.diferença do recolhimento: R$ 113. INCIDÊNCIA A contribuição do empregado.INSS devido pelo valor recalculado: R$ 772. Recalculado o 13º salário resultou no valor de R$ 772.92 . o recolhimento do décimo terceiro salário pago deverá obedecer ao regime de competência normal. já incluídos os valores variáveis do mês de dezembro.guiatrabalhista.61 .INSS recolhido no dia 20. o recolhimento referente ao décimo terceiro salário pago na rescisão deverá ser no prazo normal do mês de dezembro.02 x 11% = R$ 84.63 x 11% = R$ 85.34 . www.INSS devido pelo valor recalculado: R$ 1.53 . deve ser pedida a restituição. Neste caso.com.00. A contribuição incide sobre o décimo terceiro salário. será calculada mediante aplicação em separado das alíquotas normais de contribuição.valor a ser recolhido na GPS da competência dezembro e descontado do empregado: R$ 10.02.61.RECOLHIMENTO DO INSS COMPETÊNCIA DE RECOLHIMENTO DO INSS Havendo rescisão do contrato de trabalho.92 = R$ 0.34 + os percentuais devidos pela empresa (inclusive terceiros) sobre a diferença da remuneração do 13o R$ 94. Então: .12: R$ 777.51. DÉCIMO TERCEIRO SALÁRIO .00 x 11% = R$ 123. campo 9. inclusive no mês de dezembro. FGTS O valor a ser recolhido para o FGTS referente à 2ª (segunda) parcela do 13º salário deve ser calculado sobre o valor.diferença do recolhimento: R$ 85. uma vez que é proibida a compensação.

sendo concedidas. em número não excedente de 2 (duas).guiatrabalhista. como compensação.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © Base: art. 6. por exemplo.O sistema pode variar dependendo do que for negociado nas convenções ou acordos coletivos. mas que exige autorização por convenção ou acordo coletivo. sem redução do salário. folgas correspondentes ou sendo reduzida a jornada de trabalho até a "quitação" das horas excedentes. Trata-se de um sistema de compensação de horas extras mais flexível. pelo menos. vigente a partir da Lei nº 9. e inseriu o § 3º. nos momentos de pouca atividade da empresa para reduzir a jornada normal dos empregados durante um período. Se o sistema começar em um momento de grande atividade da empresa. à soma das jornadas www. ARTIGO 59 DA CLT (ALTERADO PELA LEI 9601/98) O artigo 59 da CLT. 50% (cinqüenta por cento) superior à da hora normal. § 1º . o excesso de horas em um dia for compensado pela correspondente diminuição em outro dia. fica assim disposto: "Art.048/99. permanecendo um crédito de horas para utilização quando a produção crescer ou a atividade acelerar. possibilitando à empresa adequar a jornada de trabalho dos empregados às suas necessidades de produção e demanda de serviços. mas o limite será sempre de 10 horas diárias trabalhadas.A duração normal do trabalho poderá ser acrescida de horas suplementares. ou seja. I. ressalvado o que for passível de negociação coletiva (convenção ou acordo coletivo). 59 . mediante acordo escrito entre empregador e empregado ou mediante contrato coletivo de trabalho. no prazo negociado no Acordo Coletivo . se por prazo determinado ou indeterminado.52. de maneira que não exceda. por força de convenção ou acordo coletivo de trabalho. que alterou o artigo 59 da CLT. que será. em seu § 2º. as horas extras não serão remuneradas.em período máximo de 1 ano. com o acréscimo previsto na convenção ou acordo coletivo. § 3º do Decreto nº 3. o empregado tem direito ao pagamento destas horas. a importância da remuneração da hora suplementar. Nesse caso. em seu art. não podendo ultrapassar.Do acordo ou do contrato coletivo de trabalho deverá constar. aumenta-se a jornada de trabalho (no máximo de 2 horas extras por dia) durante um período. na hipótese de rescisão de contrato (de qualquer natureza). Vale esclarecer que a inovação do "banco de horas" abrange todos os trabalhadores.Poderá ser dispensado o acréscimo de salário se. que não poderá ser inferior a 50 % da hora normal. independentemente da modalidade de contratação. sem que tenha havido a compensação das horas extras trabalhadas. que trata da compensação. 216. no período máximo de um ano.br . obrigatoriamente. BANCO DE HORAS O chamado "banco de horas" é uma possibilidade admissível de compensação de horas. A cada período fixado no Acordo.601/1998. § 2º . recomeça o sistema de compensação e a formação de um novo "banco de horas". RESCISÃO DO CONTRATO ANTES DA COMPENSAÇÃO DAS HORAS A compensação das horas extras deverá ser feita durante a vigência do contrato. CARACTERÍSTICAS As pessoas estão chamando esse sistema de "banco de horas" porque ele pode ser utilizado. a soma das jornadas semanais de trabalho previstas.com.

. ao permitir a compensação acumulada de dias de repouso.1 Será feito.164-41. 2º da EC nº 32/2001) § 3º .. o balanço das horas individuais por empregado. informará antecipadamente aos seus empregados quando irá efetuar a extensão ou a redução da jornada. assim como o gozo integral dos períodos de feriado sem a interrupção dos trabalhos da organização.3 As horas não compensadas no mês em que prestadas serão acumuladas para que sejam concedidas em dias a mais de gozo de férias.53. 3..3. com pelo menos .. No caso do empregado. Cláusula Quarta ..1 Para cômputo dos dias de férias a serem acrescentados. de tal forma que. assim. calculadas sobre o valor da remuneração na data da rescisão.Do Banco de Horas 4..Trabalho em feriados. Cláusula segunda .. estipulam: Cláusula primeira .. 2.. promoverá calendário para otimização do trabalho em dias de feriados e dias entre feriados. com base no artigo 6° da lei 9.Informação de aumento ou diminuição de jornada 2. nem seja ultrapassado o limite máximo de dez horas diárias.1 O objetivo deste instrumento é estabelecer as regras normativas para constituição do Banco de Horas. 3. nesse dia. evitando. de 24. por forte motivo de compromisso.. 2.. mensalmente.. serão consideradas oito horas acumuladas por dia de férias a mais. 4. dias entre feriados e compensação 3.. visando à otimização do horário de trabalho e ao benefício dos empregados...4 Não valerá como hora a ser compensada aquela que o empregado prestar sem a prévia aprovação de sua chefia imediata.. de 21 de janeiro de 1998... a empresa . eventualmente. valendo igualmente para tanto a fração de horas que não chegar a computar um dia. www. 3.3 Levando em consideração as exigências de serviço.. De acordo com a lei 9601.2001.. DOU 27.... para que a maior parte de seus empregados possa aproveitar integralmente o repouso e compense em dias úteis normais a jornada não laborada. dias de antecedência. ausências prolongadas e cansaço acumulado pelo funcionário.08. o controle do Banco de Horas. mediante o cabível registro...Objeto 1." MODELO DE ACORDO COLETIVO DE BANCO DE HORAS Acordo Coletivo de Trabalho para Instituição de Banco de Horas Instrumento de acordo coletivo de trabalho que celebram Sindicato . em média... (Redação dada ao parágrafo pela Medida Provisória nº 2..com. na forma do parágrafo anterior. a Associação Hipotética envidará esforços no sentido de informar aos seus empregados. o mesmo não sofrerá punição.1 A empresa ..2 Compete à empresa .br .. não sejam ultrapassadas as 44 horas semanais.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © semanais de trabalho previstas. o qual deverá ser mantido conforme legislação trabalhista vigente.(nome do sindicato dos empregados) e Empresa .. dentro do possível...2 Quando se tratar de compensação de dias entre um feriado e outro ou entre um feriado e dia já compensado. o acúmulo de dias a serem compensados por mais de 1 (um) mês do evento que motivou a compensação.2 Será evitado. 2.08. não poder estender a jornada....Na hipótese de rescisão do contrato de trabalho sem que tenha havido a compensação integral da jornada extraordinária. poderá informar a diminuição ou o aumento de jornada.. em vigor conforme o art. de 21 de janeiro de 1998..1 A empresa . Cláusula terceira .. até no mesmo dia. para os empregados da empresa .601.2001. fará o trabalhador jus ao pagamento das horas extras não compensadas.guiatrabalhista..

sempre condicionada à aprovação da chefia.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © 4. mecânico ou eletrônico. MÉTODO DE CONTROLE DO PONTO Inexiste previsão legal especifica no sentido de proibir a diversificação do controle de jornada através dos métodos eletrônico e manual dentro da mesma empresa. (no máximo. em dias programados da compensação. Assim. mediante solicitação do empregado.Vigência do Contrato 5. CARTÃO PONTO E QUADRO HORÁRIO DE TRABALHO OBRIGATORIEDADE DO CARTÃO PONTO Para os estabelecimentos de mais de dez trabalhadores será obrigatória a anotação da hora de entrada e de saída.guiatrabalhista..O horário de trabalho será anotado em registro de empregados com a indicação de acordos ou convenções coletivas porventura celebrados..NOVEMBRO/2007 Empresa: ______________________________________________________________________ Empregado: ______________________________________ Depto/Setor: _______________ Período: 01/11/2007 a 30/11/2007 Horário de trabalho: 08:00 às 12:00 . dois anos). Cláusula Quinta . em registro manual. conforme instruções a serem expedidas pelo Ministério do Trabalho. por exemplo.13:00 às 17:48 Data 01/11/200 7 02/11/200 7 03/11/200 7 04/11/200 7 05/11/200 7 06/11/200 7 07/11/200 Dia Qui-normal Sex-feriado Sabcompensado Dom-folga Seg-normal Ter-normal Qua-normal 07:59 07:56 07:58 12:00 12:00 12:00 13:00 13:00 13:00 17:50 17:49 17:49 08:48 08:48 08:48 Hrs normais trabalhadas Hrs normais trabalhadas Hrs normais trabalhadas Entrada 07:57 Intervalo 12:00 13:00 Saída 17:49 Hrs 08:48 Ocorrências Hrs normais trabalhadas www. assim como os atrasos injustificados. compensados em outros dias. Exemplo de espelho de ponto (parcial) para um empregado que trabalha em horário administrativo de segunda a sexta-feira. compensando o sábado: ESPELHO DO PONTO . E.1 Este acordo tem vigor da data de sua assinatura até . é admissível que se controle a entrada dos funcionários da produção por sistema eletrônico computadorizado e dos funcionários da administração mediante anotação manual. dependendo de aprovação da chefia.com.54. devendo haver pré-assinalação do período de repouso. serão descontados conforme legislação aplicável ou. para que produza os seus efeitos jurídicos e legais.9 As faltas. por estarem justas e acertadas. assinam as partes o presente Acordo Coletivo de Trabalho em 3 (três ) vias de igual teor e forma.br .

II . e afixado em lugar bem visível.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © 7 08/11/200 7 09/11/200 7 Qui-normal Sex-normal 07:59 07:58 12:00 12:00 13:00 13:00 17:51 17:49 08:48 08:48 Hrs normais trabalhadas Hrs normais trabalhadas Nota: neste caso. por internet.restrições de horário à marcação do ponto.510 de 21 de agosto de 2009 estabelece que Sistema de Registro Eletrônico de Ponto . já há muito tempo as empresas vem se utilizando de sistemas eletrônicos para realizar o controle da jornada de trabalho dos empregados.br . A Portaria MTE 1.guiatrabalhista. em registro manual. seja por meio de relógios coletores.SREP O SREP deve registrar fielmente as marcações efetuadas. Com a informatização. organizado conforme modelo expedido pelo Ministro do Trabalho. o horário dos empregados constará. por parte do sistema. explicitamente.SREP é o conjunto de equipamentos e programas informatizados destinado à anotação por meio eletrônico da entrada e saída dos trabalhadores das empresas. os estabelecimentos com mais de 10 (dez) trabalhadores. mecânico ou eletrônico. QUADRO DE HORÁRIO DE TRABALHO O horário do trabalho constará de quadro. tais como: I . III . 74 da CLT. utilizando-se horários predeterminados ou o horário contratual.55. devendo haver pré-assinalação do período de repouso. previsto no art. e IV .Se o trabalho for executado fora do estabelecimento. explicitamente. Esse quadro será discriminativo no caso de não ser o horário único para todos os empregados de uma mesma seção ou turma. de computadores de mesas de trabalho e até mesmo. www. TRABALHO FORA DO ESTABELECIMENTO Se o trabalho for executado fora do estabelecimento. de ficha ou papeleta em seu poder.com. CARTÃO PONTO – REGISTRO ELETRÔNICO DO PONTO Conforme dispõe o § 2º do art. não sendo permitida qualquer ação que desvirtue os fins legais a que se destina. 74 da CLT estão obrigados a anotação da hora de entrada e de saída.existência de qualquer dispositivo que permita a alteração dos dados registrados pelo empregado. o horário dos empregados constará. SISTEMA DE REGISTRO ELETRÔNICO . o intervalo poderá ser pré-assinalado pelo próprio sistema eletrônico. de autorização prévia para marcação de sobrejornada.marcação automática do ponto. dispensando o registro por parte do empregado. de ficha ou papeleta em seu poder.exigência.

56. possa imprimir seu "espelho ponto" a qualquer momento. REGISTRO NO MINISTÉRIO DO TRABALHO . o REP deverá atender aos seguintes requisitos: I .) do "espelho ponto" através de acesso por senha eletrônica. III . possa visualizar seu "espelho ponto" sem que seja necessária sua impressão. IV . SEGURANÇA DAS MARCAÇÕES . c) Geração de arquivo (doc.ser inviolável de forma a atender aos requisitos do subitem acima. e V .IMPOSSIBILIDADE DE MANIPULAÇÃO Visando a segurança das marcações registradas pelos empregados a portaria do MTE estabeleceu algumas restrições de forma a assegurar que os dados não sejam manipulados.br . em que cada empregado.não permitir alterações ou apagamento dos dados armazenados na Memória de Registro de Ponto. pdf e etc.Entendemos que o empregador poderá. b) Internet ou Intranet.Assim.com. no caso do sistema eletrônico o empregador fica obrigado a disponibilizar estas informações para que o empregado possa acompanhar seus registros. referentes à entrada e à saída de empregados nos locais de trabalho.O empregador deverá www.possuir identificação do REP gravada de forma indelével na sua estrutura externa. por meio de senha eletrônica.não possuir funcionalidades que permitam restringir as marcações de ponto.guiatrabalhista.FISCALIZAÇÃO O empregador usuário do Sistema de Registro Eletrônico de Ponto deverá se cadastrar no MTE via internet informando seus dados. por meio de senha eletrônica. II .Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © REGISTRADOR ELETRÔNICO DE PONTO Registrador Eletrônico de Ponto . saída e. quando ocorrer. do registro da jornada extraordinária (entrada e saída). marca. modelo e número de fabricação do REP. em conformidade aos requisitos previstos na portaria. bem como as faltas ou horas extraordinárias realizadas diariamente.REP é o equipamento de automação utilizado exclusivamente para o registro de jornada de trabalho e com capacidade para emitir documentos fiscais e realizar controles de natureza fiscal. intervalo intrajornada.O registro da marcação de ponto consiste nas informações diárias de entrada. contendo CNPJ e nome do fabricante. em que cada empregado. disponibilizar o comprovante de registro de ponto ao trabalhador da seguinte forma: a) Relatório impresso. INFORMAÇÃO AO EMPREGADO – IMPRESSO OU ELETRÔNICO Assim como o empregado que registra suas marcações em cartão-ponto possui o acesso automático do horário registrado. equipamentos e softwares utilizados.não possuir funcionalidades que permitam registros automáticos de ponto.

Quando o estabelecimento não se enquadrar no Quadro I.O número de membros titulares e suplentes da CIPA. de modo a tornar compatível permanentemente o trabalho com a preservação da vida e a promoção da saúde do trabalhador. É vedada a dispensa arbitrária ou sem justa causa do empregado eleito para cargo de direção de Comissões Internas de Prevenção de Acidentes desde o registro de sua candidatura até um ano após o final de seu mandato.57. podendo ser adotados mecanismos de participação dos empregados. conforme o caso.br . ressalvado o disposto nos parágrafos primeiro e segundo do artigo 469. órgãos da administração direta e indireta. cooperativas.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © prontamente disponibilizar os arquivos gerados e relatórios emitidos pelo "Programa de Tratamento de Dados do Registro de Ponto" aos Auditores-Fiscais do Trabalho. 74.As empresas instaladas em centro comercial ou industrial estabelecerão. ressalvadas as alterações disciplinadas em atos normativos para setores econômicos específicos.Comprovada a adulteração de horários marcados pelo trabalhador ou a existência de dispositivos. pois este não se prestará às finalidades que a Lei lhe destina. observará o dimensionamento previsto no Quadro I desta NR.A empresa que possuir em um mesmo município dois ou mais estabelecimentos.O empregador deverá garantir que seus indicados tenham a representação www. pelo Auditor-Fiscal do Trabalho. deverá garantir a integração das CIPA e dos designados. da CLT. DA ORGANIZAÇÃO A CIPA será composta de representantes do empregador e dos empregados. considerando a ordem decrescente de votos recebidos. através de negociação coletiva. Os representantes dos empregadores. titulares e suplentes serão por eles designados. com o objetivo de harmonizar as políticas de segurança e saúde no trabalho. sendo vedada a transferência para outro estabelecimento sem a sua anuência. a empresa designará um responsável pelo cumprimento dos objetivos desta NR.evem constituir CIPA. do qual participem. da CLT. § 2º. e mantê-la em regular funcionamento as empresas privadas. independentemente de filiação sindical.Serão garantidas aos membros da CIPA condições que não descaracterizem suas atividades normais na empresa. O mandato dos membros eleitos da CIPA terá a duração de um ano.CIPA . por estabelecimento. serão eleitos em escrutínio secreto. programas ou sub-rotinas que permitam a adulteração dos reais dados do controle de jornada ou parametrizações e bloqueios na marcação. públicas. CIPA A Comissão Interna de Prevenção de Acidentes . através de membros de CIPA ou designados. o que ensejará a lavratura de auto de infração com base no art. o Auditor-Fiscal do Trabalho deverá apreender documentos e equipamentos. podendo contar com a participação da administração do mesmo. associações recreativas.O descumprimento de qualquer determinação ou especificação constante na Portaria descaracteriza o controle eletrônico de jornada. exclusivamente os empregados interessados.com. bem como outras instituições que admitam trabalhadores como empregados. mecanismos de integração com objetivo de promover o desenvolvimento de ações de prevenção de acidentes e doenças decorrentes do ambiente e instalações de uso coletivo. de acordo com o dimensionamento previsto no Quadro I desta NR. permitida uma reeleição. copiar programas e dados que julgar necessários para comprovação do ilícito.Os representantes dos empregados. sociedades de economia mista. titulares e suplentes.guiatrabalhista.tem como objetivo a prevenção de acidentes e doenças decorrentes do trabalho. instituições beneficentes. ressalvadas as alterações disciplinadas em atos normativos de setores econômicos específicos.

443 .O contrato individual de trabalho poderá ser acordado tácita ou expressamente.Empossados os membros da CIPA. SUBSTITUIÇÃO DE PESSOAL REGULAR E PERMANENTE – VEDAÇÃO www. § 2º . eleitos e designados serão empossados no primeiro dia útil após o término do mandato anterior. a empresa deverá protocolizar. não se aplicando a multa disposta nos artigos 479 e 480 da CLT (50% dos dias faltantes para o término do contrato).Considera-se por prazo determinado o contrato de trabalho cuja vigência dependa de termo prefixado ou da execução de serviços especificados ou ainda da realização de certo acontecimento suscetível de previsão aproximada. ainda que haja redução do número de empregados da empresa. verbalmente ou por escrito e por prazo determinado ou indeterminado. para admissões que representem acréscimo no número de empregados: "Art.490/1998. instituído pela Lei 9.601/1998. e os representantes dos empregados escolherão entre os titulares o vice-presidente. entre os componentes ou não da comissão. de que trata o art. sendo neste caso necessária a concordância do empregador. .Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © necessária para a discussão e encaminhamento das soluções de questões de segurança e saúde no trabalho analisadas na CIPA.com. antes do término do mandato de seus membros.a indenização para as hipóteses de rescisão antecipada do contrato.O empregador designará entre seus representantes o Presidente da CIPA. foi regulamentado pelo Decreto 2." As partes estabelecerão. na convenção ou acordo coletivo: .58. um secretário e seu substituto. . b) de atividades empresariais de caráter transitório. em qualquer atividade desenvolvida pela empresa ou estabelecimento. a CIPA não poderá ter seu número de representantes reduzido. em até dez dias.br . c) de contrato de experiência.As convenções e os acordos coletivos de trabalho poderão instituir contrato de trabalho por prazo determinado. na unidade descentralizada do Ministério do Trabalho. Os membros da CIPA. independentemente das condições estabelecidas em seu § 2º. cópias das atas de eleição e de posse e o calendário anual das reuniões ordinárias.O contrato por prazo determinado só será válido em se tratando: a) de serviço cuja natureza ou transitoriedade justifique a predeterminação do prazo. 443 da CLT (a seguir transcrito). CONTRATO DE TRABALHO POR PRAZO DETERMINADO O contrato de trabalho por prazo determinado.guiatrabalhista. bem como não poderá ser desativada pelo empregador. exceto no caso de encerramento das atividades do estabelecimento.Protocolizada na unidade descentralizada do Ministério do Trabalho e Emprego.as multas pelo descumprimento de suas cláusulas. § 1º . por iniciativa do empregador ou do empregado. de comum acordo com os membros da CIPA.Será indicados.depósitos mensais vinculados.

apurar-se-á a média mensal. aplicar-se-á o percentual de 50% (cinqüenta por cento). o contrato por prazo determinado será de. passará a vigorar sem determinação de prazo.601/98. somando-se o número de empregados com vínculo empregatício por prazo indeterminado de cada dia do mês e dividindo-se o seu somatório pelo número de dias do mês respectivo." Em relação ao mesmo empregado.para estabelecimentos com média semestral até 49 empregados.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © É vedada a contratação de empregados por prazo determinado. PRORROGAÇÃO A esta modalidade de contrato de trabalho por prazo determinado não se aplica o disposto no artigo 451 da CLT. permitindo-se. 451 .com. NÚMERO DE EMPREGADOS A média aritmética prevista no art.para estabelecimentos com média semestral de 50 a 199 empregados. para se alcançar o número máximo de empregados que poderão ser contratados na modalidade do contrato por prazo determinado.guiatrabalhista. dentro deste período. adotar-se-ão os seguintes procedimentos: . aplicando-se o percentual de 35% (trinta e cinco por cento) sobre o remanescente.apurar-se-á a média semestral pela soma das médias mensais dividida por seis. . abrangerá o período de 1º de julho a 31 de dezembro de 1997. Para se alcançar a média aritmética. ou os que não possuíam empregados contratados por prazo indeterminado a partir de 1º de julho de 1997. Os estabelecimentos instalados.O contrato de trabalho por prazo determinado que. proceder-se-á da seguinte forma: . da Lei nº 9.59. parágrafo único. no máximo. 2 (dois) anos. . for prorrogado mais de uma vez. terão sua média aritmética aferida contando-se o prazo de seis meses a começar do primeiro dia do mês subseqüente à data da primeira contratação por prazo indeterminado. www. para substituição de pessoal regular e permanente contratado por prazo indeterminado. Número Máximo de Empregados – Percentuais Fixada a média semestral. somando-se ao resultado 24.br . subtrair-seá 49 empregados. 3º.5 empregados. tácita ou expressamente. Considerar-se-á a contagem de todos os dias do mês. sofrer sucessivas prorrogações. trabalhados ou não. na forma do contrato em questão. que dispõe: "Art.

qualificação da empresa.Comunicação ao INSS e FGTS O Ministério do Trabalho. .60. os dados disponíveis nos contratos depositados. Para efetuar o depósito. em formulário próprio dirigido ao Delegado Regional do Trabalho.br . exigir-se-á depósito do novo instrumento no órgão regional do Ministério do Trabalho. o número de inscrição do trabalhador no PIS e as datas de início e de término do contrato especial por prazo determinado.data de início e de término dos contratos de trabalho. onde o empregador declarará. principalmente: .nome. que no momento da contratação se encontra adimplente junto ao INSS e FGTS e que as admissões representam acréscimo no número de empregados e obedecem aos percentuais legais. www. por intermédio de cada Delegacia Regional do Trabalho.relação dos empregados contratados. que conterá.guiatrabalhista.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © . . e para as frações decimais iguais ou superiores a cinco décimos considerar-se-á o número inteiro imediatamente superior. somando-se ao resultado 77 empregados. sob as penas da lei.para estabelecimentos com média semestral igual ou superior a 200 empregados.com. em formulário próprio. para fins de controle do recolhimento das contribuições do FGTS e INSS/terceiros. número da CTPS e número do PIS do empregado. em 3 (três) vias. subtrair-se-á 199 empregados e aplicar-se-á o percentual de 20% (vinte por cento) sobre o remanescente. No resultado obtido. o interessado apresentará os seguintes documentos: . .3 (três) cópias da convenção ou acordo coletivo que autorizou a contratação. . considerando-se o número inteiro. .requerimento para depósito. o número da CTPS. em 3 (três) vias.segunda via dos contratos de trabalho por prazo determinado. comunicará mensalmente ao órgão regional do INSS e ao agente operador do FGTS. Ministério do Trabalho . dentre outras informações. DEPÓSITO DO CONTRATO NO MINISTÉRIO DO TRABALHO A redução de alíquotas das contribuições ao FGTS e INSS/terceiros será assegurada mediante depósito no órgão regional do Ministério do Trabalho do contrato escrito firmado entre empregado e empregador. Prorrogação Para a prorrogação do contrato de trabalho. as frações decimais até quatro décimos serão desprezadas.

a favor do empregado. TERCEIROS. tais empregados. na folha de pagamento. 10 da Medida Provisória nº 2. a sua condição de contratado por prazo determinado.conforme art.8.3% conforme o caso). Sest (1.164-41. o número de inscrição do trabalhador no PIS e as datas de início e de término do contrato por prazo determinado.0%). no momento da contratação: . obedecerem as médias previstas na Lei 9601/98.guiatrabalhista.2% e 2.1998: a) a 50% as alíquotas destinadas ao Sesi (1. no quadro de avisos da empresa.61. na convenção ou acordo coletivo. serão reduzidas por 60 (sessenta) meses . Senac (1.2001 .CTPS do empregado.o empregador esteja adimplente junto ao INSS e ao FGTS. b) para 2% (dois por cento). em estabelecimento bancário. 2% ou 3%).5%). As partes estabelecerão.0%). . depósitos mensais vinculados. Sebrae (0. Salário Educação (2. cópias do instrumento normativo e da relação dos contratados que conterá. com indicação do número da lei de regência.0%). e discriminar em separado.5%).Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © . o nome do empregado.5%). Requisitos Obrigatórios As reduções previstas serão asseguradas.7% para o FPAS 795). Sesc (1. www. Senai (1. ANOTAÇÕES NA CTPS/FOLHA DE PAGAMENTO O empregador é obrigado a anotar na Carteira de Trabalho e Previdência Social . As referidas reduções subsistirão enquanto: .br . QUADRO DE AVISOS DA EMPRESA – OBRIGAÇÃO O empregador deverá afixar. a alíquota da contribuição para o FGTS. sem prejuízo do disposto na letra "b".cuja vigência irá até a competência janeiro/2003. obrigação de o empregador efetuar. desde que. Senat (1.01.o quadro de empregados e a respectiva folha salarial. com periodicidade determinada de saque.CONTRIBUIÇÃO REDUZIDA ATÉ JANEIRO/2003 Para esta modalidade de contrato.outras informações relevantes da convenção ou acordo coletivo. número da CTPS.5%) e SAT (1%.6% e 0.o contrato de trabalho por prazo determinado. as cópias do instrumento normativo e da relação dos contratados tenham sido depositados no Ministério do Trabalho. contados a partir de 22.com. SAT E FGTS . Incra (0. dentre outras informações. de 24.

no § 1º do art. gratificação natalina e verbas rescisórias indenizatórias.ser calculado somando-se o número de empregados contratados por prazo indeterminado existentes no estabelecimento durante o mês. O pacto acerca dos depósitos mensais vinculados não desonera o empregador de efetuar os depósitos para o FGTS . a periodicidade de saque e as demais condições inerentes. Quadro de Empregados – Média O quadro de empregados contratados por prazo indeterminado. uma vez que a Lei nº 9. Os depósitos mencionados não têm natureza salarial. deixou divergências que foram esclarecidas pela Portaria MTb nº 207/98. DEPÓSITOS MENSAIS VINCULADOS Os depósitos mensais vinculados serão estipulados pelas partes nas convenções ou acordos coletivos. abono pecuniário. Folha Salarial – Média A folha salarial relativa aos empregados contratados por prazo indeterminado. 4º ao elencá-los. A folha salarial média semestral será calculada somando-se as folhas salariais relativas aos empregados contratados por prazo indeterminado existentes no estabelecimento dos meses considerados para cálculo da média de empregados. As partes deverão pactuar sobre o valor dos depósitos mensais vinculados.Fundo de Garantia do Tempo de Serviço.guiatrabalhista. levando-se em conta todos os dias.manter-se igual ou superar a média semestral de empregados contratados por prazo indeterminado. o estabelecimento bancário receptor. deverá: . existente no estabelecimento no mês de referência. A folha salarial média semestral. existentes no estabelecimento no mês de referência.br . www. . dividindo-se por 6 (seis).62. e a folha salarial do mês de referência incluem os valores referentes à remuneração paga aos empregados e excluem os referentes ao terço constitucional.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © Nota: Deve-se obedecer os parâmetros conforme os itens a seguir. trabalhados ou não. deverá ser superior à folha salarial média semestral.601/98.com. e dividindo-se pelo número total de dias do mês.

sujeita-o à multa de 500 (quinhentas) Ufir. observar o fiel cumprimento das disposições contidas na Lei nº 9. MULTA O descumprimento pelo empregador das suas obrigações relativas ao contrato por prazo determinado na forma da Lei 9601/98 e Decreto 2490/98. por trabalhador contratado nesta modalidade.601/98 e Decreto nº 2. FISCALIZAÇÃO Caberá à fiscalização do Ministério do Trabalho e do INSS. no âmbito de suas competências.490/98. do empregado acidentado (acidente de trabalho).guiatrabalhista. CONTRIBUIÇÃO SINDICAL DOS EMPREGADOS www. durante a vigência do contrato por prazo determinado. por prazo indeterminado.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © SUCESSÃO O contrato por prazo determinado poderá ser sucedido por outro.490/98. que não poderá ser rescindido antes do prazo estipulado pelas partes.601/98 e no Decreto nº 2. que passa a gerar os efeitos próprios dos contratos por prazo indeterminado. que se constituirá receita adicional do Fundo de Amparo ao Trabalhador . descaracteriza o contrato por prazo determinado.601/98. ESTABILIDADES PROVISÓRIAS – GARANTIA São garantidas as estabilidades provisórias da gestante. do empregado eleito para cargo de direção de comissões internas de prevenção de acidentes.br . DESCARACTERIZAÇÃO DO CONTRATO A inobservância de quaisquer dos requisitos previstos na Lei nº 9.FAT.com. DENÚNCIA AO MINISTÉRIO DO TRABALHO Os sindicatos ou empregados prejudicados poderão denunciar ao órgão regional do Ministério do Trabalho situações de descumprimento da Lei nº 9.63. ainda que suplente. do dirigente sindical.

582. CONTRIBUIÇÃO DOS EMPREGADOS A Contribuição Sindical dos empregados será recolhida de uma só vez e corresponderá à remuneração de um dia de trabalho.00 dividido por 30 = R$ 40. inclusive o dissídio.200. DESCONTO Os empregadores são obrigados a descontar da folha de pagamento de seus empregados. O desconto da contribuição sindical corresponde a um dia normal de trabalho. as horas extras não irão compor.00 e horas extras de R$ 150. ou de uma profissão liberal. a Contribuição Sindical corresponderá a 1/30 avos da importância que tiver servido de base. quinzena ou mês).guiatrabalhista.Assim.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © Ninguém é obrigado a filiar-se a sindicato. tanto que são obrigadas a contribuir anualmente.br .200. Empregado Afastado www. b) 1/30 (um trinta avos) da quantia percebida no mês anterior.64. gorjetas. Algumas pessoas utilizam-se da terminologia "imposto sindical" para referir-se a esta obrigatoriedade. uma vez que estas horas são realizadas além da jornada normal. ou nos casos em que o empregado receba. se o pagamento ao empregado for feito por unidade de tempo (hora.00 Salário Mensal de R$ 1. Na inexistência dessa categoria. se a remuneração for paga por tarefa. ou seja. relativa ao mês de março de cada ano. habitualmente. semana. o recolhimento será feito à federação correspondente à mesma categoria econômica ou profissional (art. 582. empreitada ou comissão.com.00 Salário Pago em Utilidades Quando o salário for pago em utilidades. qualquer que seja a forma de pagamento. em virtude disso fazem jus a todos os direitos dispostos na convenção coletiva. vai ser composta da remuneração que corresponda à jornada diária normal do empregado.00. § 2º da CLT). 591 da CLT). considera-se um dia de trabalho o equivalente a: a) uma jornada normal de trabalho. Contribuição Sindical: R$ 900. § 1º.00 dividido por 30 = R$ 30. mas todas pertencem a uma categoria.A Contribuição Sindical é devida por todos aqueles que participarem de uma determinada categoria econômica ou profissional. letras "a" e "b" da CLT. dia. em favor do sindicato representativo da mesma categoria ou profissão.Nos termos do art. Exemplos: Salário Mensal: R$ 900.00 Contribuição Sindical: R$ 1. no mês de janeiro para a contribuição do empregado à Previdência Social (art. a Contribuição Sindical por estes devidas aos respectivos sindicatos.

dada por sindicato de profissionais liberais.Se adotássemos o cálculo de contribuição sindical dividindo pelos dias do mês. o profissional deverá exibir a prova da quitação da contribuição. o entendimento é que o desconto será de uma jornada normal de trabalho.com. onde o empregador deixará de efetuar.65. o desconto a que se refere o art. Neste caso. se de 28. na firma ou empresa e.O art. deverá sofrer o desconto da Contribuição Sindical no primeiro mês subseqüente ao do reinício do trabalho. acidente do trabalho ou licença não remunerada. Aposentado O aposentado que retorna à atividade como empregado e. Porque dividir por 30 e não pelo número de dias do mês? Conforme o art. ora teríamos o desconto a maior e ora a menor em relação aos 30 dias. Assim. conforme abaixo demonstrado: Salário R$ 810. o entendimento com base na própria legislação (CLT) é que o desconto deve corresponder a 1/30 avos do salário. por motivo de doença. é incluído em folha de pagamento. portanto. PROFISSIONAL LIBERAL COM VÍNCULO EMPREGATÍCIO Considera-se profissional liberal aquele que exerce com independência ou autonomia profissão ligada à aplicação de seus conhecimentos técnicos e para a qual possua diploma legal que o autorize ao exercício da respectiva atividade. empreitada ou comissão. se tivéssemos esta situação durante o ano e se considerássemos o número de dias efetivos do mês.13 Abril (30 dias) R$ 27. Não é questão de estar prejudicando ou beneficiando o trabalhador. haveria variação de valores. 30 ou 31 dias. e só retornou à atividade em junho. considerando que este sempre recebe por base fixa de 30 dias ou de 220 horas mensais.guiatrabalhista. 582. sejam nelas registradas.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © O empregado que se encontra afastado da empresa no mês de março. 29. O desconto da Contribuição Sindical deverá ser efetuado em julho e recolhido em agosto. efetivamente.93 R$ 26. Exemplo: Empregado sofreu acidente de trabalho em fevereiro.br . independentemente do mês em que está sendo descontado.00 Cálculo sobre o número de dias do mês Fevereiro (28 dias) Março (31 dias) R$ 28. www.00 Neste exemplo foi considerado o mês de fevereiro para demonstrar que. mas de aplicar o princípio da razoabilidade. 8º. letras "a" e "b" da CLT. e não por 1/30. § 1º. no salário do contribuinte. inciso VII da Constituição Federal determina também que o aposentado filiado tem direito de votar e ser votado nas organizações sindicais. por exemplo) e a 1/30 avos se remuneração for paga por tarefa. como tal.Os profissionais liberais poderão optar pelo pagamento da Contribuição Sindical unicamente à entidade sindical representativa da respectiva profissão. o desconto equivale a uma jornada normal de trabalho (no caso do mensalista. 582 da CLT. sem percepção de salários. fica sujeito normalmente ao desconto da Contribuição Sindical. desde que a exerça.Como no caso do mensalista não há variação da remuneração em relação à variação do número de dias de trabalho no mês.

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PROFISSIONAL LIBERAL COM VÍNCULO EMPREGATÍCIO - NÃO EXERCÍCIO DA ATIVIDADE EQUIVALENTE A SEU TÍTULO Os empregados que, embora liberais, não exerçam na empresa atividade equivalente a seu título, deverão contribuir à entidade sindical da Categoria Profissional preponderante da empresa, ainda que, simultaneamente, fora da empresa, exerça sua atividade liberal e efetue a respectiva Contribuição Sindical. ADVOGADOS EMPREGADOS Os advogados empregados que contribuem para a Ordem dos Advogados do Brasil - OAB ficam isentos da Contribuição Sindical (Estatuto da OAB - Lei 8.906/94). TÉCNICOS EM CONTABILIDADE De acordo com o Despacho do Ministro do Trabalho no processo MTb nº 325.719/82, os técnicos em contabilidade têm direito à opção para efeito da Contribuição Sindical unicamente ao Sindicato dos Contabilistas, desde que observem os seguintes requisitos: - exerçam efetivamente na empresa a respectiva profissão; - sejam registrados na respectiva profissão; - exibam prova de quitação da contribuição concedida pelo Sindicato dos Contabilistas; - opção em poder do empregador. ANOTAÇÕES EM FICHA OU LIVRO DE REGISTRO A empresa deverá anotar na ficha ou na folha do livro de Registro de Empregados as informações relativas à Contribuição Sindical paga. A citada anotação deve ser feita para efeitos de controle da empresa, uma vez que a Portaria MTb nº 3.626/91, alterada pela Portaria MTb nº 3.024/92, não exige as referidas anotações. QUADRO DAS PROFISSÕES LIBERAIS 1º Advogados 2º Médicos 3º Odontologistas 4º Médicos Veterinários 5º Farmacêuticos 6º Engenheiros (civis, de minas, mecânicos, eletricistas, industriais e agrônomos) 7º Químicos (químicos industriais, químicos industriais agrícolas e engenheiros químicos) 8º Parteiros 9º Economistas 10º Atuários 11º Contabilistas 12º Professores (privados) 13º Escritores 14º Autores Teatrais www.guiatrabalhista.com.br

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15º Compositores artísticos, musicais e plásticos 16º Assistentes Sociais 17º Jornalistas 18º Protéticos Dentários 19º Bibliotecários 20º Estatísticos 21º Enfermeiros 22º Administradores 23º Arquitetos 24º Nutricionistas 25º Psicólogos 26º Geólogos 27º Fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, auxiliares de fisioterapia e auxiliares de terapia ocupacional 28º Zootecnistas 29º Profissionais liberais de Relações Públicas 30º Fonoaudiólogos 31º Sociólogos 32º Biomédicos 33º Corretores de Imóveis 34º Técnicos industriais de nível médio - 2º grau 35º Técnicos agrícolas de nível médio - 2º grau 36º Tradutores 37º Técnico em Biblioteconomia 38º Oceanógrafo CATEGORIA DIFERENCIADA O conceito de categoria profissional diferenciada encontra-se disposto no § 3º do art. 511 da CLT, onde se estabelece que essa categoria é aquela "que se forma dos empregados que exercem profissões ou funções diferenciadas por força do estatuto profissional especial ou em conseqüência de condições de vida singulares", a qual, quando organizada e reconhecida como sindicato na forma da lei, detém todas as prerrogativas sindicais (art. 513 da CLT). Contribuição Sindical - Recolhimento Separado A Contribuição Sindical de trabalhadores enquadrados em categoria diferenciada destina-se às entidades que os representem, desconsiderando, portanto, o enquadramento dos demais empregados da empresa onde trabalhem. Referida Contribuição Sindical (categoria diferenciada) é recolhida separadamente dos demais empregados, ou seja, daqueles pertencentes à categoria preponderante. Relação das Categorias Profissionais Diferenciadas - Aeronautas; - Oficiais Gráficos; www.guiatrabalhista.com.br

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- Aeroviários; - Operadores de Mesas Telefônicas (telefonistas em geral); - Agenciadores de Publicidade; - Práticos de Farmácia; - Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões (cenógrafos e cenotécnicos, atores teatrais, inclusive corpos de corais e bailados, atores cinematográficos e trabalhadores circenses, manequins e modelos); - Professores; - Cabineiros (ascensoristas); - Profissionais de Enfermagem, Técnicos, Duchistas, Massagistas e Empregados em Hospitais e Casas de Saúde; - Profissionais de Relações Públicas; - Carpinteiros Navais; - Propagandistas, Propagandistas-Vendedores e Vendedores de Produtos Farmacêuticos; - Classificadores de Produtos de Origem Vegetal; - Publicitários; - Condutores de Veículos Rodoviários (motoristas); - Radiotelegrafistas (dissociada); - Empregados Desenhistas Técnicos, Artísticos, Industriais, Copistas, Projetistas Técnicos e Auxiliares; - Radiotelegrafistas da Marinha Mercante; - Jornalistas Profissionais (redatores, repórteres, revisores, fotógrafos, etc.); - Secretárias; - Maquinistas e Foguistas (de geradores termoelétricos e congêneres, exclusive marítimos); - Técnicos de Segurança do Trabalho; - Músicos Profissionais; - Tratoristas (excetuados os rurais); - Trabalhadores em Atividades Subaquáticas e Afins; - Trabalhadores em Agências de Propaganda; - Trabalhadores na Movimentação de Mercadorias em Geral; - Vendedores e Viajantes de Comércio. CONCORRÊNCIA PÚBLICA – PARTICIPAÇÃO O art. 607 da CLT estabelece que "é considerado como documento essencial ao comparecimento às concorrências públicas ou administrativas e para fornecimento às repartições paraestatais ou autárquicas, a prova da quitação da respectiva Contribuição Sindical, descontada dos respectivos empregados". RELAÇÃO DE EMPREGADOS As empresas deverão remeter dentro de 15 dias contados do recolhimento, uma relação com nome, função, salário no mês a que corresponde a contribuição e o seu respectivo valor, relativamente a todos os contribuintes, ao sindicato da categoria profissional ou, em sua ausência, ao órgão regional do Ministério do trabalho. relação poderá ser substituída por cópia de folha de pagamento. ESTABELECIMENTOS DISTINTOS www.guiatrabalhista.com.br

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Nas empresas que possuam estabelecimentos localizados em base territorial sindical distinta da matriz, o recolhimento da contribuição sindical urbana devida por trabalhadores e empregadores será efetuado por estabelecimento. RECOLHIMENTO A contribuição sindical urbana poderá ser recolhida em qualquer agência bancária, bem como em todos os canais da Caixa Econômica Federal - CAIXA (agências, unidades lotéricas, correspondentes bancários, postos de auto-atendimento), até o dia 30 de abril, ou até o último dia útil do mês subseqüente ao do desconto, no caso de empregados admitidos após março de cada ano e que não comprovarem o recolhimento da contribuição sindical respectiva. A GRCSU estará disponível para preenchimento no endereço eletrônico do Ministério do Trabalho e Emprego MTE (www.mte.gov.br) e da CAIXA (www.caixa.gov.br). A CAIXA disponibilizará terminais em suas agências para o preenchimento da guia para os contribuintes que não tiverem acesso a internet. Guia de Recolhimento de Contribuição Sindical, aprovada pela Portaria nº 3.233, de 29 de dezembro de 1983, poderá ser utilizada até o dia 31 de dezembro de 2005. RECOLHIMENTO FORA DO PRAZO O pagamento da contribuição sindical fora do prazo, quando espontâneo, é acrescido de multa, juros e atualização monetária. Na elaboração dos cálculos, seguir instruções do sindicato respectivo, visto não ser uniforme o entendimento quanto à correta aplicação dos acréscimos legais. PENALIDADES De acordo com o art. 598 da CLT, a fiscalização do trabalho pode aplicar multas de 7,5657 a 7.565,6943 Ufir pelas infrações a dispositivos relacionados à Contribuição Sindical. PRESCRIÇÃO O direito à ação para cobrança da Contribuição Sindical prescreve em 5 anos (Código Tributário Nacional, art. 217).

SUCESSÃO DE NOVO CONTRATO Para celebração de novo contrato de experiência, deve-se aguardar um prazo de 6 meses, no mínimo, sob pena do contrato ser considerado por tempo indeterminado.O novo contrato justifica-se somente para nova função, uma vez que não há coerência alguma em se testar o desempenho da mesma pessoa na mesma função antes testada. CUIDADOS QUE DEVEM SER TOMADOS a) Contrato de experiência que termina na sexta-feira, sendo que a empresa trabalha em regime de compensação dos sábados:

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b) Contrato de experiência que termina no sábado: .. OBRIGATORIEDADE DA ANOTAÇÃO NA CARTEIRA DE TRABALHO O contrato de experiência deve ser anotado na parte do "Contrato de Trabalho". durante o período que fica afastado percebendo auxílio-doença previdenciário. após obter alta do INSS.03. www...07 por 90 dias.04. de .... pois desta forma passa a ser contado como de prazo indeterminado. Exemplo 1: Empregado admitido em contrato de experiência em 03... c) Contrato de experiência que termina em dia que não há expediente: . Exemplo: O(a) portador(a) desta trabalha em caráter de experiência pelo prazo de .br .O contrato de experiência que termina no sábado não dá direito ao empregado de receber o domingo. .. bem como nas folhas de "Anotações Gerais".. conforme contrato assinado em separado...70....07. as horas trabalhadas para a compensação do sábado como extras.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © ... tem seu contrato suspenso..guiatrabalhista... que deverá comparecer no primeiro dia útil ao término no departamento pessoal da empresa para recebimento das verbas rescisórias.. de .Desta forma..07. e após o 16º dia fica suspenso.01. serão contados normalmente como dias trabalhados para efeito da contagem do cumprimento do contrato de experiência. Recife...O término do contrato de experiência em dia que não há expediente deve ser pré-avisado ao empregado no último dia trabalhado e já comunicado. completando-se o cumprimento do contrato de experiência quando o empregado retornar. ou dispensar o empregado do cumprimento da referida compensação.. carimbo e assinatura da empresa AUXÍLIO-DOENÇA O empregado. o prazo do contrato de experiência flui normalmente durante os 15 primeiros dias. iniciando o auxílio-doença (16º dia) dia 03..A empresa que trabalha em regime de compensação deve pagar na semana do término do contrato de experiência..A compensação do sábado fará com que o contrato de experiência se transforme em contrato por prazo indeterminado.com. afasta-se por doença.... dia 19.Os primeiros 15 (quinze) dias de afastamento caracterizam interrupção do contrato de trabalho... ..

02. se não houver interesse na continuidade da prestação dos serviços do empregado. os quais serão cumpridos a partir do dia 16. retornando ao trabalho dia 16. Nota: Independentemente de já ter se desligado da empresa o empregado poderá dar entrada junto ao INSS a partir de 03. que se o período de afastamento do empregado resultar menor que o prazo estabelecido no contrato de experiência.07.07.07 por 60 dias. § 2º da CLT. iniciando o auxílio-doença acidentário dia 07. O contrato não sofrerá solução de descontinuidade. ou seja.06.07.07. Nota: art.07.04.07. não será computado na contagem do prazo para a respectiva terminação. acidenta-se no trabalho dia 23. faltando então 10 dias para o término do contrato de experiência. Exemplo 1: Empregado admitido em contrato de experiência em 03. dispõe que nos contratos por prazo determinado. Exemplo 2: Empregado admitido em contrato de experiência nos moldes do artigo 472. ACIDENTE DO TRABALHO No afastamento por acidente do trabalho. porque o atestado médico dos primeiros 15 (quinze) dias. contam como período trabalhado e comportam os dias faltantes para o término do contrato. O contrato de experiência deste empregado extinguiria dia 05.07. que é a data de retorno deste empregado.O contrato de experiência contou seu prazo de cumprimento normal até o dia 25.07.07).07.07.06. retornando ao trabalho dia 26.07. 472.br . § 2º da CLT em 07. Se o período de afastamento do empregado resultar superior ao prazo estabelecido no contrato de experiência. www.07 a 15.07 quando completará os 10 (dez) dias faltantes para o encerramento do contrato. iniciando o auxílio-doença (16º dia) dia 26.04. após a alta médica o empregado continua o cumprimento.07 para recebimento do auxílio-doença. tornando-se por tempo indeterminado se a prestação de serviço ultrapassar esta data. se assim acordarem as partes interessadas.01. porque a partir do dia 26. como já esclarecido anteriormente.No caso do contrato de experiência não haverá problemas quanto a estabilidade provisória. afasta-se por doença dia 11. até os primeiros 15 (quinze) dias do atestado médico pagos pela empresa. devido tratar-se de um contrato por prazo determinado. será extinto na data pré-estabelecida.07.Conclui-se.guiatrabalhista.01.07. considerando-se todo o período de efetivo serviço.02.06. ocorre a interrupção do contrato de trabalho.07.07.05.71. então.07 por 60 dias. o citado contrato.com.O contrato de experiência deste empregado será extinto somente no dia 25. o tempo de afastamento. vigorando plenamente em relação ao tempo de serviço. o seu contrato foi suspenso. fato este que não ocorreu devido ao auxílio-doença.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © O contrato de experiência deste empregado será extinto normalmente na data prevista (02.06.

inclusive a da gestante.07.07. 481 . pois ele retornou no dia 26. só haverá aviso prévio se houver no contrato cláusula recíproca de rescisão antecipada (artigo 481 da CLT): "Art. pelo prazo mínimo de 12 meses a contar da cessão do auxílio-doença acidentário.br . RESCISÃO ANTECIPADA DO CONTRATO Qualquer das partes pode rescindir antes do prazo o contrato de experiência. a estabilidade por acidente de trabalho não altera a natureza do contrato de experiência.07. Contudo. acidenta-se no trabalho dia 09.07. uma vez que o contrato não foi estipulado nos moldes do artigo 472. ESTABILIDADE PROVISÓRIA A legislação previdenciária determina que o empregado que sofrer acidente do trabalho terá assegurada a manutenção de seu contrato de trabalho.08. liberado para retorno ao trabalho a partir do dia 15.Aos contratos por prazo determinado. O contrato de experiência deste empregado extinguiu-se normalmente no dia 04. que contiverem cláusula assecuratória do direito recíproco de rescisão antes de expirado o termo ajustado aplicam-se. Contudo.07 por 90 dias. continuando o cumprimento.07. independentemente da concessão de auxílio-acidente. iniciando o auxílio-doença acidentário dia 24.02.07.07. os princípios que regem a rescisão dos contratos por prazo indeterminado.guiatrabalhista.72.08. caso seja exercido tal direito por qualquer das partes." RESCISÃO MOTIVADA PELO EMPREGADOR SEM JUSTA CAUSA www.03.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © O contrato de experiência deste empregado extinguirá normalmente no dia 03. § 2º da CLT e por neste tipo de contrato não prevalecer a garantia do emprego em função do acidente de trabalho.07. Exemplo 2: Empregado admitido em contrato de experiência em 07.com. do dirigente sindical e membro da CIPA.05. que é incompatível com qualquer forma de estabilidade.

20 dias trabalhados: 10 dias faltam 10 dias para término do contrato salário: R$ 1.00 R$ 500. A indenização não poderá exceder a que receberia em idênticas condições.00 : 30 = R$ 50.00 x 10 = R$ 500. Rescisão Antecipada Ocorrendo rescisão antecipada do contrato de trabalho. 480 da CLT).500.00 : 2 = R$ 250. o empregador. quando houver rescisão do contrato de trabalho no período de 30 dias que antecede a data-base da categoria do empregado.708/79 e 7. este instituto é pouco usual. na prática. INDENIZAÇÃO ADICIONAL Extinção do Contrato A indenização adicional prevista no artigo 9º das Leis 6.guiatrabalhista.03. (Art. ao rescindir o contrato de experiência antecipadamente. Esse prejuízo deverá ser comprovado materialmente. por contrato de experiência de 30 (trinta) dias.73. não será devida quando houver a extinção do contrato de experiência.00 R$ 1.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © Não havendo cláusula recíproca de direito de rescisão.com. 479 da CLT. além da indenização citada no art.00 em 01.238/84. entende-se que o empregado fará jus à indenização adicional do art.500.00 R$ 50. foi dispensado sem justa causa após ter trabalhado 20 dias.00 RESCISÃO MOTIVADA PELO EMPREGADO O empregado. deverá indenizar o empregador dos prejuízos que resultarem desse fato. 9º das Leis 6.708/79 e 7. VERBAS RESCISÓRIAS www. 479 da CLT): Exemplo: Empregado admitido com salário de R$ 1. ou seja. ao dispensar o empregado antes do término. uma vez que ela só é devida quando ocorre rescisão sem justa causa. uma vez que a rescisão antecipada é uma rescisão sem justa causa.br . ou seja.238/84. Cálculo da indenização: contrato de experiência: 30 dias 30 dias . uma vez que em reclamatórias trabalhistas os juízes têm exigido documentos comprobatórios do prejuízo causado pelo empregado ao empregador devido à rescisão antecipada do contrato. fica obrigado ao pagamento de indenização igual à metade da remuneração que o empregado teria direito até o final do contrato (art.00 Indenização a ser paga ao empregado em rescisão: R$ 250.500.07.

d) 13º salário proporcional. se for o caso. g) indenização adicional. c) férias proporcionais acrescidas de 1/3 constitucional. Deposita-se o FGTS do mês da rescisão e do mês anterior.com. h) liberação do FGTS . c) férias proporcionais acrescidas de 1/3 constitucional. e) multa sobre FGTS. www. se for o caso. Rescisão antecipada. em GRFP. em GRFP.iniciativa do empregado: a) saldo de salário. em GFIP. acrescidas de 1/3 constitucional. d) 13º salário proporcional. f) indenização do art. c) férias proporcionais. Deposita-se o FGTS do mês da rescisão e do mês anterior se for o caso. e) liberação do FGTS . c) férias proporcionais. b) salário-família.iniciativa do empregador: a) saldo de salário. e a multa sobre o FGTS. se houver previsão em convenção coletiva (veja também nota específica). f) indenização do artigo 479 da CLT (50% dos dias faltantes para o término do contrato de experiência).guiatrabalhista. 479 da CLT (50% dos dias faltantes para o término do contrato de experiência). se este comprovar o prejuízo. b) salário-família.74. d) 13º salário proporcional.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © Extinção Normal do Contrato: a) saldo de salário. e) indenização ao empregador. b) salário-família. quando for o caso. i) seguro-desemprego: deve ser fornecida a Comunicação de Dispensa . Rescisão antecipada. e) multa sobre FGTS. Rescisão antecipada.código 04. acrescidas de 1/3 constitucional.código 01. sem justa causa . b) salário-família.iniciativa do empregado (rescisão indireta): a) saldo de salário. Deposita-se o FGTS do mês da rescisão e do mês anterior.br . d) 13º salário proporcional. sem justa causa .CD ao empregado. com justa causa .

apesar de constar da CLT o não direito á percepção de férias proporcionais. quando da ausência do aviso prévio.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © g) liberação do FGTS . CRECHE . contado da data da notificação da demissão. no pedido de demissão pelo empregado com menos de 12 meses de serviço.CD ao empregado.OBRIGATORIEDADE www. se for o caso. NOTA ESPECÍFICA SOBRE FÉRIAS PROPORCIONAIS – PEDIDO DE DEMISSÃO DE EMPREGADO COM MENOS DE 1 ANO DE SERVIÇO Portanto. e) liberação do FGTS . quando for o caso. d) 13º salário proporcional.197/1999).75. se for o caso.até o primeiro dia útil imediato ao término do contrato.código 01. deverá se analisar o prazo faltante para o término do contrato de experiência para ver se comporta o prazo de 10 dias. Deposita-se o FGTS do mês da rescisão e do mês anterior. acrescidas de 1/3 constitucional. b) salário-família.2847 Ufirs. faz-se o pagamento das verbas rescisórias no primeiro dia útil imediato ao término do contrato. se houver previsão em convenção coletiva. Deposita-se o FGTS do mês da rescisão e do mês anterior.código 23.com. e a multa sobre o FGTS. para não haver prejuízo ao empregado. h) indenização adicional. baseados na Convenção 132 da OIT (ratificada pelo Brasil através do Decreto 3. quando há extinção do contrato de experiência. os tribunais trabalhistas. Falecimento do Empregado: a) saldo de salário.guiatrabalhista. dobrada na reincidência. reconhecem este direito. indenização do mesmo ou dispensa de seu cumprimento. PENALIDADES A infração às proibições do Título IV da CLT. Em virtude do exposto. PRAZO PARA PAGAMENTO DAS VERBAS RESCISÓRIAS O § 6º do artigo 477 da CLT dispõe que o pagamento das parcelas constantes do instrumento de rescisão ou recibo de quitação deverá ser efetuado nos seguintes prazos: . i) seguro-desemprego: deve ser fornecida a Comunicação de Dispensa . artigos 442 a 510 da CLT. c) férias proporcionais. ou .até o décimo dia. Quando ocorrer rescisão antecipada do contrato de experiência.br . acarreta multa de 378. em GRFP. em GFIP.

com mais de 16 (dezesseis) anos de idade. do SESC. desde que os estabelecimentos ou as instituições forneçam transporte. entre os berços e entre estes e as paredes. Para isto. cabe à autoridade regional competente a faculdade de exigir que os estabelecimentos celebrem convênios com outras creches.50 m (cinqüenta centímetros). .a creche distrital deverá estar situada.deverá constar das cláusulas do convênio: www.br .guiatrabalhista.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © A mulher tem o direito.76. a dois descansos especiais. com outras entidades públicas ou privadas. d) o piso e as paredes deverão ser revestidos de material impermeável e lavável. de meia hora (30 minutos) cada um. a nossa legislação estabeleceu determinados critérios para o cumprimento desta obrigação.com. ou a cargo do SESI. de preferência. As entidades citadas deverão obedecer às seguintes condições: . até que o próprio filho complete 6 (seis) meses de idade. para que as mulheres possam amamentar seus filhos em adequadas condições de higiene e conforto. em regime comunitário. a distância mínima de 0. pelas próprias empresas.nos casos de inexistência das creches distritais. e) instalações sanitárias para uso das mães e do pessoal da creche. é obrigada a ter local apropriado onde seja permitido às empregadas guardar sob vigilância e assistência os seus filhos no período de amamentação. nas proximidades da residência das empregadas ou dos estabelecimentos ou em vilas operárias. b) saleta de amamentação provida de cadeiras ou bancos-encosto. exceto dilatação deste período por prescrição médica. de entidades assistenciais ou sindicais. . nos estabelecimentos em que trabalharem pelo menos 30 (trinta) mulheres. O número de leitos no berçário obedecerá à proporção de 1 (um) leito para cada grupo de 30 (trinta) empregadas entre 16 e 40 anos de idade. c) cozinha dietética para o preparo de mamadeiras ou suplementos dietéticos para a criança ou para as mães. OBRIGAÇÃO Toda empresa. para amamentar. devendo haver. sem ônus para as empregadas. diretamente ou mediante convênios. Local Apropriado Para Amamentação – Requisitos O local para amamentação deverá obedecer aos seguintes requisitos: a) berçário com área mínima de 3 m2 (três metros quadrados) por criança. SUBSTITUIÇÃO ALTERNATIVA A exigência pode ser suprida por meio de creches distritais mantidas.

as empresas e empregadores deverão dar ciência às empregadas da existência do sistema e dos procedimentos necessários para a utilização do benefício. as despesas efetuadas com o pagamento da creche de livre escolha da empregada-mãe.guiatrabalhista. 566 da CLT.o Reembolso-Creche deverá cobrir. remetendo-lhe cópia do documento explicativo do seu funcionamento. Previsão em Acordo ou Convenção Coletiva – Obrigatório A implantação do sistema de Reembolso-Creche dependerá de prévia estipulação em acordo ou convenção coletiva. . integralmente. Comunicação à DRT As empresas e empregadores deverão comunicar à DRT a adoção do sistema de ReembolsoCreche. a quem cabe orientar e fiscalizar as condições materiais de instalação e funcionamento. poderão efetuar contrato com outros estabelecimentos desde que preencham os requisitos exigidos. ainda que em caráter provisório ou eventual. Não Integração no Salário-de-Contribuição www. Os estabelecimentos regidos pela CLT. com a afixação de avisos em locais visíveis e de fácil acesso para os empregados.com.o Reembolso-Creche deverá ser efetuado até o 3º (terceiro) dia útil da entrega do comprovante das despesas efetuadas. bem como a habilitação do pessoal que nela trabalha. .br . independente do número de mulheres do estabelecimento. A exigência não se aplica aos órgãos públicos e às instituições paraestatais referidas no "caput" do art. UTILIZAÇÃO DA CRECHE PARA OUTROS FINS – PROIBIÇÃO É proibida a utilização de creches para quaisquer outros fins. que possuam creche. obedecendo-se as seguintes exigências: . com a mensalidade da creche.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © a) o número de berços que a creche mantiver à disposição de cada estabelecimento. REEMBOLSO-CRECHE A exigência de creche nos moldes pode ser substituída pelo sistema de Reembolso-Creche.77. e sem prejuízo do cumprimento dos demais preceitos de proteção à maternidade.o benefício deverá ser concedido a toda empregada-mãe. pela empregada-mãe. b) a comprovação de que a creche foi aprovada pela Coordenação de Proteção Materno-Infantil ou pelos órgãos estaduais competentes. obedecendo a proporção estipulada. . pelo menos até os seis meses de idade da criança.

AUTORIZAÇÃO E GUARDA DOS DOCUMENTOS Cabe ressaltar que o desconto deverá constar em cláusula contratual. apenas presume-se. os quais podem ocorrer ou não. qualquer desconto sofrido pelo empregado. DESCONTOS SALARIAIS Pode o empregador efetuar descontos nos salários dos empregados. ainda não há ciência sobre a existência ou não dos mesmos. Seria de bom senso. não acarretando assim alteração unilateral do contrato individual de trabalho.com. porém se assim não proceder. ensejado pela forma protecionista da justiça do trabalho.Concordamos que existe um excesso de burocracia. As partes (empregado e empregador) deverão pactuar. A empresa deve se lembrar que está utilizando dinheiro alheio e todo o cuidado é pouco. incisos IV. Assim dispõem os incisos IV. os descontos referentes a outros itens não serão permitidos. garantindo ao trabalhador a remuneração devida e os descontos previstos em Lei. não implicará em prejuízo. que. discriminando qual desconto é permitido. pois houve a materialização do desconto. alteração contratual ou fraude às leis trabalhistas.guiatrabalhista. CONSTITUIÇÃO FEDERAL/88 A atual Constituição Federal/88 contempla no artigo 7º. princípios de proteção salarial. será melhor não manter convênio com outras empresas para efetuar os descontos na folha de pagamento. não integram o salário-de-contribuição do empregado.78. se legalmente previsto.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © O Reembolso-Creche pago em conformidade com a legislação trabalhista. prevista no artigo 468 da CLT.br . se a empresa não provar. CONTRATO.Também é necessário que o funcionário autorize o desconto em folha de pagamento. que foi o funcionário o usuário do medicamento constante na nota fiscal. VI e X. devendo a empresa ressarcir os valores não comprovados. o funcionário efetive a autorização do desconto mensal em sua folha de pagamento. No contrato de trabalho as partes convencionam apenas que poderão ser efetuados tais descontos. Utilizar aditivos contratuais para a inclusão de descontos não constantes no contrato de trabalho inicial. este será considerado inválido. com a devida anuência do primeiro. VI e X da CF/88: www.O empregador deve manter guarda do documento que prova que foi o empregado quem utilizou a mercadoria ou objeto que propiciou o desconto. quando devidamente comprovadas as despesas realizadas. que assim dispõe: Portanto. Por exemplo. Exemplo: desconto de medicamentos da farmácia a qual se tem convênio. por ocasião do primeiro desconto. sobre a qual foi efetuado o desconto. desde que observado o disposto no artigo 462 da CLT. mediante documento (nota fiscal assinada). se incluir no contrato os descontos referentes a seguro de vida e farmácia. constituindo crime sua retenção dolosa.

a possibilidade de desconto ficará sujeita ao prévio acordo entre as partes (empregado e empregador). lazer. A vontade do agente (empregado) é elemento caracterizador da ocorrência do dolo. ou na ocorrência de dolo do empregado (art. sendo vedada sua vinculação para qualquer fim. somente neste caso poderá se descontar do empregado o valor de cheque recebido sem fundo. o desconto no salário será lícito. X .. capaz de atender as suas necessidades vitais básicas e às de sua família com moradia. § 1º da CLT). negligência e imperícia. . constituindo crime sua retenção dolosa. dois requisitos a serem observados: .79. Temos. salvo o disposto em convenção ou acordo coletivo. vestuário." www. praticar ato de natureza dolosa. A permissão legal refere-se apenas aos casos de atitudes do empregado motivadas por dolo.ocorrência de dolo.cláusula contratual dispondo sobre eventual possibilidade de dano causado pelo empregado.guiatrabalhista.br .proteção do salário na forma da lei. desde que pactuado entre as partes (empregado e empregador) e constante em cláusula contratual. VI . Precedente Normativo TST nº 014: “Desconto do Salário. saúde. deliberadamente e por sua própria vontade.. 462. então. educação. .. Dolo No caso de dolo.salário mínimo.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © "Art. salvo se não cumprir as resoluções da empresa. transporte e previdência social. nacionalmente unificado. além de outros que visem à melhoria de sua condição social: . nos casos de ação culposa por imprudência. higiene. IV ." CASO DE DANO Em caso de dano causado pelo empregado. Cheques Sem Fundo Conforme prevê o Precedente Normativo TST nº 014. faz-se necessária a comprovação da intenção do empregado e. alimentação. caso contrário o risco é do empregador.. ou . fixado em lei. se o empregado não cumprir com as normas da empresa para recebimento de cheques.. Proíbe-se o desconto no salário do empregado dos valores de cheques não compensados ou sem fundos. contra as atividades da empresa ou a quem possa prejudicar.irredutibilidade do salário.São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais.com.. com reajustes periódicos que lhe preservem o poder aquisitivo. 7º .

fornecer habitualmente ao empregado. a alimentação. de culpa comprovada do empregado. em cada caso.A habitação e a alimentação fornecidas como salário-utilidade deverão atender aos fins a que se destinam e não poderão exceder.860/94).80. § 2º . respectivamente.guiatrabalhista. Não se permite o desconto salarial por quebra de material. salvo nas hipóteses ou recusa de apresentação dos objetos danificados. para os efeitos previstos neste artigo. Em caso algum será permitido o pagamento com bebidas alcoólicas ou drogas nocivas. § 4º . 81 e 82)." EMPRESA COM ARMAZÉNS/VENDA DE MERCADORIAS E/OU PRESTAÇÕES "IN NATURA" – COAÇÃO É vedado à empresa que mantiver armazéns para venda de mercadorias aos empregados ou serviços destinados a proporcionar-lhes prestações "in natura" exercer qualquer coação ou induzimento no sentido de que estes se utilizem do armazém ou dos serviços (art.com. www.br .Não serão considerados como salário." DIFÍCIL ACESSO DOS EMPREGADOS/ARMAZÉNS OU SERVIÇOS NÃO MANTIDOS PELA EMPRESA Sempre que não for possível o acesso dos empregados a armazéns ou serviços não mantidos pela empresa. ou ainda. habitação. § 3º da CLT). para a prestação dos respectivos serviços. o valor do salário-utilidade a ela correspondente será obtido mediante a divisão do justo valor da habitação pelo número de co-ocupantes. exceto se o mesmo se recusar a apresentar os objetos danificados. vedada.Além do pagamento em dinheiro. equipamentos e outros acessórios fornecidos ao empregado e utilizados no local de trabalho. vestuário ou outras prestações "in natura" que a empresa. Precedente Normativo TST nº 118 “Quebra de Material. § 1º . os vestuários. é lícito à autoridade competente determinar a adoção de medidas adequadas. havendo previsão contratual. visando que as mercadorias sejam vendidas e os serviços prestados a preços razoáveis. a utilização da mesma unidade residencial por mais de uma família (redação da Lei nº 8. 458 . compreende-se no salário. em qualquer hipótese. para todos os efeitos legais. 462. § 2º da CLT). sem intuito de lucro e sempre em benefício dos empregados (art.Tratando-se de habitação coletiva. não podendo exceder. não poderá se descontar dele.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © Quebra de Material Ocorrendo do empregado quebrar material utilizado para realizar o seu trabalho. 462. § 3º . a 25% (vinte e cinco por cento) e 20% (vinte por cento) do salário-contratual (redação da Lei nº 8.Os valores atribuídos às prestações "in natura" deverão ser justos e razoáveis. por força do contrato ou do costume. Sobre prestações salariais "in natura" temos: "Art.860/94). os dos percentuais das parcelas componentes do salário mínimo (arts.

devem constar de documento de autorização para desconto.00%.00% e 11. Descontos Salariais. na ocasião da admissão do funcionário. para ser integrado em planos de assistência odontológica. de valores referentes à assistência médica. DESCONTOS DE ASSOCIAÇÃO ASSISTÊNCIA MÉDICA. em seu benefício e dos seus dependentes. seguro de previdência privada ou até mesmo de entidade cooperativa. com a autorização prévia e por escrito do empregado. ou de entidade cooperativa. mediante aplicação das alíquotas progressivas. constituindo crime sua retenção dolosa. cultural ou recreativa associativa de trabalhadores em benefício deles.guiatrabalhista. médico-hospitalar. 462 da CLT.br . de seguro de previdência privada. Está. SEGURO OU O desconto. observando tabela oficialmente divulgada. etc. cultural ou recreativa associativa dos seus trabalhadores. os descontos de farmácia. www. conforme determina o Enunciado TST nº 342. 462. odontológica. salvo se ficar demonstrada a existência de coação ou de outro defeito que vicie o ato jurídico. contrária à sua vontade e aos critérios legais.65%.65%. mediante a aplicação das alíquotas de 7. consagrado o princípio de proteção ao salário percebido pelo empregado. CLT. desde que autorizado anteriormente pelo empregado." Desta forma. ODONTOLÓGICA. planos de saúde. é considerado lícito pelos nossos tribunais. incidente sobre o saláriode-contribuição de cada um. por qualquer forma. a liberdade dos empregados de dispor do seu salário. DESCONTOS SALARIAIS OBRIGATÓRIOS E REGULAMENTADOS Previdência Social Cabe aos empregadores o desconto relativo às contribuições previdenciárias de seus empregados. Enunciado TST nº 342. Imposto de Renda na Fonte Sobre as remunerações pagas aos empregados há incidência do Imposto de Renda na Fonte.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © EMPREGADO/DIREITO DE DISPOR DO SALÁRIO O artigo 462 da CLT dispõe em seu § 4º da proibição às empresas de limitar. 9. conforme tabela divulgada pela Previdência Social. na forma da lei. não afrontam o disposto no art. Art. o qual deverá constar em cláusula contratual.81. 8. ou através de termo aditivo do contrato de trabalho.com. portanto. “Descontos salariais efetuados pelo empregador.

quando a empresa por este noticiada deverá ser descontada e recolhida normalmente. excluídos quaisquer adicionais ou vantagens. Pensão Alimentícia www. através do Precedente Normativo nº 119. o Tribunal Superior do Trabalho (TST). em seus arts. se o empregado optar por este benefício. conforme prevê o Precedente Normativo TST nº 119. A contribuição confederativa. cabendo ao empregador o seu desconto e recolhimento ao sindicato respectivo da categoria profissional do empregado. somente poderá ser descontada do empregado desde que este seja filiado à entidade sindical. É ofensiva a essa modalidade de liberdade cláusula constante de acordo. “A Constituição da República. revigoramento ou fortalecimento sindical e outras da mesma espécie. Vale Transporte Cabe ao empregador o desconto do percentual de 6% (seis por cento) incidente sobre o saláriobase ou vencimento do empregado. 5º. é obrigatória.82. mediante deliberação da assembléia geral da respectiva representação profissional: Precedente Normativo TST nº 119 .guiatrabalhista. obrigando trabalhadores não sindicalizados. A mensalidade sindical. acordo ou sentença normativa de dissídio coletivo. desde que autorizada pelo empregado. prevista em convenção. tornando-se passíveis de devolução os valores irregularmente descontados. V. convenção coletiva ou sentença normativa estabelecendo contribuição em favor de entidade sindical a título de taxa para custeio do sistema confederativo. muitas vezes denominada contribuição assistencial. do empregado filiado ao sindicato. Sendo nulas as estipulações que inobservem tal restrição. correspondente a um dia de salário por ano.com. nos termos do Parecer Normativo TST nº 119. assistencial.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © Contribuição Sindical. deu seu entendimento pelo não-desconto das contribuições confederativa ou taxa assistencial dos nãofiliados ao sindicato profissional. A reversão salarial. é aplicável tãosomente aos trabalhadores associados ao sindicato. Assistencial e Confederativa A contribuição sindical anual.Inobservância de Preceitos Constitucionais.br . assegura o direito de livre associação e sindicalização. independentemente de autorização.Contribuições Sindicais . XX e 8º." Em resumo.

gratificações ajustadas. quando excedentes a 50% do valor do salário. de acordo com a tabela progressiva PP Percentual da pensão alimentícia DIÁRIAS PARA VIAGEM E AJUDA DE CUSTO Salário é a parte fixa estipulada como contraprestação de serviço. diárias para viagem e abonos pagos pelo empregador. VERBAS QUE NÃO INTEGRAM REMUNERAÇÃO www.comissões. respeitará os termos judicialmente determinados pelo juiz. em ofício endereçado à empresa. percentagens. .percentagens (adicionais). § 1º da CLT que diz: VERBAS QUE INTEGRAM REMUNERAÇÃO Integram a remuneração do empregado: . . Sobre o valor líquido do salário: Quando o juiz determina percentual sobre o valor líquido do salário.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © No caso de sentença judicial transitada em julgado.com. . enquanto que remuneração são as demais parcelas que o integram.gratificações ajustadas.guiatrabalhista. a quem por direito for obrigado a pagá-la. Integram a remuneração do empregado não só a importância fixa estipulada como as gorjetas. . deverá ser utilizada a seguinte fórmula: P= {{RT – CP – [(A / 100) x (RT – CP – (D x PDD) – P)] + PD} x (PP / 100)} Legenda: P Pensão alimentícia RT Rendimentos tributáveis CP Contribuição previdenciária A Alíquota do imposto de renda que estaria sujeito os rendimentos antes do cálculo da pensão alimentícia.diárias para viagem. Sobre o valor bruto do salário: Sobre o valor bruto aplica o percentual determinado pelo juiz. o desconto. comissões. D Numero de dependentes. exceto os beneficiários da pensão PDD Parcela a deduzir por dependente PD Parcela a deduzir do imposto calculado. para determinação de pensão alimentícia.83.abonos e outras denominações que deverão ser analisadas separadamente conforme o caso em específico. consoante determina o artigo 457.br .gorjetas. .

mas sim indenizatório. as ajudas de custo e as diárias para viagem que não excedam a 50% do salário recebido pelo empregado. a remuneração para todos os efeitos legais. . portanto. sujeita. Exemplo: Empregado é transferido definitivamente para a filial da empresa em que presta serviço. transporte. a todas as incidências. A despesa resultante da mudança que corre por conta do empregador.diárias para viagem que não excedam de 50% do salário percebido pelo empregado. A ajuda de custo é paga de uma única vez. em outra cidade.ajuda de custo. AJUDA DE CUSTO A ajuda de custo não tem natureza salarial.84. Quando os valores pagos a título de diárias para viagens excederem a 50% do valor do salário. integrarão.guiatrabalhista. www. a referida denominação é imprópria. nos termos do artigo 470 da CLT.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © Não incluem.br . integra salário para todos os efeitos legais. no valor total. recebendo R$ 250. hotéis. consoante determina o art. por se tratar de verba indenizatória com a finalidade específica de cobrir despesas do empregado em decorrência de mudança do local de trabalho.00 em cada viagem. Exemplo 1: Empregado que percebe R$ 1. nos salários. Na hipótese da "ajuda de custo" ser paga mês a mês para o empregado.00 de salário mensal e realiza 2 viagens no mês. qualquer que seja o valor pago. DIÁRIA PARA VIAGEM As diárias para viagem são valores pagos habitualmente ao empregado para cobrir despesas necessárias. § 2º da CLT e Enunciado TST nº 101: Não integram remuneração: .com. inclusive. não tem caráter salarial. tais como: alimentação.500. 457. para realização de serviços externos. além de outras verbas que não dizem respeito a este trabalho. alojamento.

Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © Diárias para Salário .050. regulamentada pelo Decreto nº 27.00 = R$ 200.500. recebendo R$ 350. exclusivamente.00 Neste caso. art.00 . as diárias para viagem não integrarão a remuneração do empregado.00 em cada viagem.00).713/88. ao pagamento de despesas de alimentação e pousada. INCIDÊNCIAS VERBA Ajuda de Custo Diárias p/viagem até 50% do salário Superior a 50% do valor do salário INSS não não sim FGTS não não sim IR não não não* *As diárias destinadas. não integrará salário.85.00 empregado: x 2 R$ = 500.00). o valor recebido não terá natureza salarial e.00 R$ 350.050. inciso XV. os valores recebidos a título de diárias para viagem integrarão a remuneração do empregado.00 Neste caso.00 1. DESCANSO SEMANAL REMUNERADO .050. inciso II).048/49.com.00 empregado: x 3 R$ =R$ 1. pelo valor integral (R$ 1.R$ 850. REEMBOLSO DE DESPESAS Quando o empregado receber valor superior a 50% (cinqüenta por cento) do seu salário.00 1. juntamente com o artigo 67 da CLT e o artigo 1º da Lei nº 605/49. Exemplo 2: Empregado que percebe R$ 1. www. os R$ 1.br .050. ou seja. não apenas a diferença (R$ 1. em seu artigo 7º.50% do salário: R$ 750.00 de salário mensal e realiza 3 viagens por mês. preferencialmente aos domingos. Diárias para viagem: Salário do .00 farão parte da sua remuneração.DSR Todo empregado tem direito ao repouso semanal remunerado de 24 horas consecutivas. portanto.50% do salário: R$ 850.00 viagem: do R$ 250.guiatrabalhista. por serviço eventual realizado em município diferente do da sede de trabalho (Lei nº 7. Bases: Constituição Federal.700. inclusive o comissionista.700. 6º. mas houver comprovação das despesas através de apresentação de Notas Fiscais.

560.00 x 5 www. A fórmula de cálculo fica: DSR = comissões número de dias úteis x domingos e feriados do mês * Importante: O sábado é considerado dia útil.78 2. Seu DSR corresponderá: DSR = ( R$ 1. além do Enunciado do TST mencionado: Em resumo: . através do Enunciado TST nº 27. Seu DSR corresponderá: Mês Abril = 23 dias úteis 5 domingos e 2 feriados DSR = ( R$ 1.86.somam-se as comissões auferidas no mês. que dispõe: FORMA DE CÁLCULO Para a determinação do cálculo nos utilizamos de outro acórdão.00. EXEMPLOS 1.com. .br .multiplica-se pelo número de domingos e feriados.00 ) x 7 (5 domingos e 2 feriados) 23 DSR = R$ 67.00 e tem um salário fixo de R$ 430.guiatrabalhista.divide-se pelo número de dias úteis. Empregado auferiu no mês de abril/2007 um total de comissões de R$ 1.768.560. exceto se recair em feriado.00.83 x 7 DSR = R$ 474.00 ) x 5 (4 domingos e 1 feriado) 26 DSR = R$68.COMISSÕES A jurisprudência trabalhista também consolidou o direito ao repouso semanal remunerado para o comissionista. Empregado comissionista auferiu no mês de maio/2007 um total de comissões de R$ 1.768.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © DSR . .

87.guiatrabalhista. . exceto se recair em feriado. Durante o mês de março/2008 o empregado realizou 39 horas extras com adicional de 50% (cinqüenta por cento). a média terá que ser feita separadamente.DSR. uma vez que do salário fixo mensal já está incluído nele mesmo. de 9 de dezembro de 1985.00 Observação: Só é devido DSR das comissões.56 DSR = 9.415. EXEMPLOS 1.número de horas extras realizadas: 39 → Valor horas extras = 39hrs x R$7.divide-se o resultado pelo número de dias úteis do mês. .INTEGRAÇÃO DAS HORAS EXTRAS A Lei nº 7. DESCANSO SEMANAL REMUNERADO .50 7.00. FORMA DE CÁLCULO A integração das horas extras no descanso semanal remunerado.com.50 = R$292. Caso as horas extras feitas durante o mês tenham percentuais diferentes. . calcula-se da seguinte forma: . Fórmula: DSR = valor total das horas extras do mês x domingos e feriados do mês número de dias úteis x valor da hora extra atual O sábado é considerado dia útil.número de domingos e feriados no mês de março/2008: 6 (5 domingos e 1 feriado) DSR = ( 39 25 dias úteis DSR = 1.20 horas horas x ) x 6 6 x x R$ R$ 7.multiplica-se pelo número de domingos e feriados do mês.00 + 50% = R$ 7.br .multiplica-se pelo valor da hora extra atual.50 .36 horas x R$ 7. Valor da hora normal R$ 5. .50 .somam-se as horas extras do mês.valor da hora extra com acréscimo: R$ 5.50 DSR = R$ 70.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © DSR = R$ 340.50 www. e o Enunciado TST nº 172 determinam que as horas extraordinárias habitualmente prestadas devem ser computadas no cálculo do Descanso Semanal Remunerado .

00 .00 25 DSR¹ = 0. DESCANSO SEMANAL REMUNERADO .00 = 117.40 = R$311. inciso XVI determina que a remuneração do serviço extraordinário deve ser acrescida de no mínimo 50% (cinqüenta por cento) à do normal. trabalhando o empregado em horário noturno. mas a empresa antes de aplicar nos cálculos da sua folha de pagamento deverá conferir com a Convenção Coletiva de Trabalho se tal percentual não é superior.valor da hora extra com acréscimo de 50%: R$ 6.00.40 .80 .00 + 80% = R$ 10.72 x 5 x R$ 10. .número de horas extras a 50%: 13 → Valor horas extras = 13 x R$9.número de horas extras a 80%: 18 → Valor horas extras = 18 x R$10. Valor da hora normal R$ 6.048/49 preceituam que a remuneração do descanso semanal corresponde a um dia normal de trabalho.40 DSR² = ( 18 ) x 5 x R$ 10.88 ADICIONAL DE SERVIÇO EXTRAORDINÁRIO A Constituição Federal no seu artigo 7º.00 + 50% = R$ 9.guiatrabalhista.80 = R$194.00 .52 x 5 x R$ 9. www. sendo devido o respectivo no DSR.número de domingos e feriados no mês de abril/2008: 5 (4 domingos e 1 feriado) DSR¹ = ( 13 ) x 5 x R$ 9. 13 horas extras com adicional de 50% (cinqüenta por cento) e 18 horas extras com adicional de 80% (oitenta por cento).80 DSR² = R$ 38. Em consequência.00 DSR¹ = R$ 23.valor da hora extra com acréscimo de 80%: R$ 6.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © 2.com.80 25 DSR² = 0. Durante o mês de abril/2008 o empregado realizou 31 horas extras sendo.40 Valor horas extras = R$117. o adicional correspondente faz parte da sua jornada normal.88.HORA NOTURNA Como o artigo 7º da Lei nº 605 e o artigo 10 do Decreto nº 27.00 + 194.br .

Empregado realizou no mês de outubro/2008. o qual deve ser obedecido. . FORMA DE CÁLCULO O descanso semanal remunerado referente ao adicional noturno calcula-se da seguinte forma: . em seu artigo 7º. 156 horas noturnas.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © A CLT assegura em seu artigo 73 um adicional para o trabalho noturno de no mínimo 20%. .00 x R$ 8. diferentemente do cálculo da hora extra.00 x 20% DSR = R$ 208. uma vez que esta pode trazer um adicional superior. 2. inciso IX. normalmente 20%. O valor da hora normal é de R$ 8.00 x 20% 24 DSR = 4.00.60 Nota: Observe que o adicional noturno é um percentual do valor da hora e não sobre o valor da hora.multiplica-se pelo valor da hora normal. EXEMPLOS 1.50. exceto se recair em feriado. O valor da hora normal é de R$6.divide-se pelo número de dias úteis. dispõe que à remuneração do trabalho noturno deve ser superior à do trabalho diurno.multiplica-se pelo número de domingos e feriados.multiplica-se pelo valor do adicional noturno.00 x 20% DSR = 26. Empregado realizou no mês de novembro/2008. 5 domingos e 1 feriado DSR = ( 104 ) x 6 x R$ 8. Mês de outubro/2008 = 26 dias úteis 4 domingos e 0 feriado www. uma vez que a própria Constituição Federal de 1988.guiatrabalhista.somam-se as horas noturnas normais realizadas no mês.89. A fórmula é a seguinte: DSR = soma das horas noturnas normais x nº de domingos e feriados nº dias úteis x valor da hora normal x valor do adicional noturno * Nota: Considera-se sábado como dia útil. O adicional noturno estipulado pela Convenção Coletiva de Trabalho é de 25% (vinte e cinco por cento). . Para se ter certeza do adicional a ser aplicado deve ser consultada a Convenção Coletiva da respectiva Categoria.333 x 6 x R$ 8. O adicional noturno é de 20%.00 x 20% DSR = R$ 41. Mês novembro/2008 = 24 dias úteis.com. .br . 104 horas noturnas.

guiatrabalhista.00 DSR = 36.38 x 5 x R$ 7.00 DSR = R$ 258. . .Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © DSR =( 156 ) x 4 x R$ 6. O descanso semanal remunerado do empregado horista calcula-se da seguinte forma: .00.344. Exemplos: 1. Empregado horista trabalhou no mês de segunda a sexta-feira 8 (oito) horas diárias em 22 dias e nos sábados 4 horas em 4 sábados. .multiplica-se pelo valor da hora normal. elenca em seu artigo 7º que a remuneração do mencionado repouso corresponderá a um dia de serviço.br .50 x 25% DSR = 24 x R$6.50 x 25% 26 DSR = 6 x 4 x R$6.00 = R$ 1.90. Valor da hora normal R$ 7.00 DSR = ( 192 ) x 5 x R$ 7.00 26 DSR = 7. O número de domingos do mês é 5. A fórmula é s seguinte: DSR = soma das horas normais do número de dias úteis da hora normal mês x domingos e feriados x valor Nota: O sábado é considerado dia útil.00 DESCANSO SEMANAL REMUNERADO .multiplica-se pelo número de domingos e feriados.divide-se o resultado pelo número de dias úteis.com. Seu DSR corresponderá:  Número de dias úteis do mês = 22 + 4 = 26  Número domingos e feriados = 5 . que trata do repouso semanal remunerado. exceto se recair em feriado.50 x 25% DSR = R$156.192 horas trabalhadas x R$ 7.00 x 25% DSR = R$39.46 www.HORISTA A Lei nº 605/49.92 x R$ 7.somam-se as horas normais realizadas no mês.

a juízo do empregador. Empregado horista trabalhou no mês de segunda a sexta-feira 8 (oito) horas diárias em 19 dias e no sábado 4 (quatro) horas em 5 sábados.carteira de identidade.guiatrabalhista.1667 x R$ 6. conforme o caso. ou por pessoa idônea.91. a critério do empregador doméstico. deverá apresentar a seguinte documentação: a) Carteira de Trabalho e Previdência Social. ADMISSÃO O empregado doméstico. portando os seguintes documentos: .certidão de nascimento ou casamento.50 24 DSR = 7. Valor da hora normal R$ 6.08. Seu DSR corresponderá:  Número de dias úteis do mês = 19 + 5 = 24  Número domingos e feriados = 7 . . subscrito por autoridade médica responsável.50.50 DSR = 50. c) atestado de saúde. www. Deste conceito. destacamos os seguintes elementos: a) prestação de serviço de natureza não lucrativa.com.ECT para preenchimento do documento de cadastramento do trabalhador/contribuinte individual. Houve 5 domingos e 2 feriados no mês.50 DSR = R$ 326. no momento da sua admissão.br . b) atestado de boa conduta.1667 x 7 x R$ 6. emitido por autoridade policial.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © 2.00 DSR = (172 ) x 7 x R$ 6. EMPREGADO DOMÉSTICO Entende-se por empregado doméstico aquele que presta serviços de natureza contínua e de finalidade não lucrativa à pessoa ou à família no âmbito residencial destas.172 horas trabalhadas x R$ 6. c) continuadamente. b) à pessoa física ou à família. e d) apresentar o número da inscrição junto ao INSS para os devidos recolhimentos previdenciários na GPS. Inscrição na Previdência Social – Documentação O empregado doméstico deverá dirigir-se ao posto do INSS ou à Agência da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos .118.50 = R$ 1. no âmbito residencial das mesmas.

com. O período de experiência deve ser contratado em documento assinado pelo empregador e pelo empregado . h) remuneração. . podendo ser prorrogado uma única vez. g) FGTS. . nos termos da lei. d) repouso semanal remunerado. se o empregador fizer opção pelo FGTS.não é válido acerto verbal. d) espécie de estabelecimento: residencial. e) cargo: empregada doméstica. devendo ser entregue ao empregado uma via do contrato.br . e) férias anuais. 45 ou 60 dias. Tendo o empregado doméstico já trabalhado anteriormente cadastrado no PIS e ainda não tenha efetuado a sua inscrição junto ao INSS. como qualquer outra categoria de trabalhadores.B. www.CTPS . etc.Cadastro de Pessoa Física. como 30. mas não pode ser superior a 90 (noventa) dias.assinada como doméstico (babá. h) seguro-desemprego. b) CPF do empregador.CPF .título de eleitor.).92. CONTRATO DE EXPERIÊNCIA Conforme a cartilha do MTE. babá. então poderá se utilizar do seu número do PIS como número de inscrição perante a Previdência Social. pois as partes sabem quais seus limite de vigência. durante o qual suas aptidões poderão ser melhor avaliadas.O período do contrato é pré-determinado. c) endereço completo. i) aviso prévio. c) décimo terceiro salário. Anotações na CTPS Na CTPS do empregado deverão ser anotados: a) nome do empregador.O g) data de admissão. motorista. acrescidas de 1/3 constitucional f) vale transporte.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © . se o empregador fizer a opção. preferencialmente aos domingos. fixado em lei. DIREITOS TRABALHISTAS O doméstico faz jus: a) ao salário-mínimo.. o empregado doméstico. etc. f) C. b) irredutibilidade do salário. jardineiro. e i) assinatura do empregador.guiatrabalhista. pode ser contratado em caráter experimental. de acordo com o interesse das partes. O contrato de experiência pode ser firmado por períodos breves.

Também deverá pré-avisar o empregado doméstico quando sairá de férias.br . pago diretamente pela Previdência Social.2006. c) ao FGTS. f) ao adicional noturno. o empregador. c) ao auxílio-doença. e) ao adicional de hora extra. b) ao auxílio-reclusão. b) até 19. por força da Lei 11. tem direito á remuneração em dobro. Seus dependentes fazem jus: a) à pensão por morte. no caso também deverão ser acrescidas de 1/3 constitucional. DIREITOS PREVIDENCIÁRIOS O doméstico faz jus: a) ao salário-maternidade. à estabilidade provisória no emprego (gestante). Caso trabalhar neste dia. h) ao adicional de periculosidade. DIREITOS A QUE NÃO FAZ JUS O empregado doméstico não faz jus: a) ao PIS.guiatrabalhista. j) aos benefícios referentes a acidente do trabalho. assim como anotar na CTPS o período referente ao gozo das férias. No que se refere a férias proporcionais quando o doméstico for demitido sem justa causa ou quando pedir demissão com mais de 1 (um) ano. b) à aposentadoria. se o empregador não fizer a opção. d) ao seguro-desemprego.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © j) licença-maternidade de 120 dias.324/2006. uma vez que há controvérsias a respeito do assunto e algumas jurisprudências têm se manifestado neste sentido. www.93. O doméstico e seus dependentes fazem jus: a) à reabilitação profissional. FERIADOS Alguns tribunais têm decidido que o empregado doméstico tem direito ao descanso em feriado.07.2006. porém. l) licença-paternidade. a partir de 20. passa a ter esta estabilidade. i) ao salário-família. m) auxílio-acidente. deverá pagar.com. por cautela.A mesma observação se faz no que diz respeito a férias em dobro.07. g) ao adicional de insalubridade. l) indenização por tempo de serviço. se o empregador não fizer opção pelos depósitos do FGTS.

Entretanto no referido parágrafo não consta como direito o inciso XIII (duração do trabalho normal não superior a oito horas diárias e quarenta e quatro semanais. o empregado deverá cumprir a jornada semanal integral.361/2000 regulamentou o direito do empregado doméstico ao FGTS.br . utilizando-se de um único documento de arrecadação. conferido a partir da competência março/2000. por força da Lei 11.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © JORNADA DE TRABALHO A Constituição Federal. ou seja. entende-se ser possível que a jornada do empregado doméstico seja superior a 44 horas semanais e 8 horas diárias.FPAS: 868 www. Algumas informações importantes que deverão constar no preenchimento da GFIP: . facultada a compensação de horários e a redução da jornada.O referido direito aos depósitos do FGTS é uma opção do empregador doméstico. o empregador doméstico poderá recolher a contribuição do segurado empregado a seu serviço e a parcela a seu cargo relativas à competência novembro até o dia 20 de dezembro.A contribuição previdenciária. o empregado doméstico será automaticamente incluído no FGTS. juntamente com a contribuição referente ao 13º (décimo terceiro) salário. REPOUSO SEMANAL REMUNERADO Com o advento da Constituição Federal/88.com.A inclusão do empregado doméstico no FGTS é irretratável com relação ao respectivo vínculo contratual. sem pagamento de horas extras. prorroga-se para o primeiro dia útil.Para a realização dos recolhimentos o empregador doméstico deverá estar inscrito no CEI e o empregado possuir o cadastro de identificação de contribuinte individual (inscrição na Previdência Social). FGTS O Decreto nº 3.A partir de dezembro/2006. corresponde a 12% sobre o salário-de-contribuição do empregado doméstico. Prazo O prazo para recolhimento da contribuição previdenciária do segurado empregado doméstico é até o dia 15 do mês seguinte à competência.guiatrabalhista. Após o primeiro depósito na conta vinculada. uma vez que o empregador tenha optado em realizar o referido recolhimento a um determinado empregado. obedecerá a tabela de contribuição do segurado empregado. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA A contribuição previdenciária.94. assegura aos trabalhadores domésticos determinados direitos previstos para os demais empregados. os empregados domésticos fazem jus ao repouso semanal remunerado. normalizou a forma do recolhimento. mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho). parte do empregador.Portanto. 7. não poderá deixar de efetuá-los referente a este empregado. parágrafo único. parte do empregado doméstico. art. através da Circular nº 187/2000. a Caixa Econômica Federal. para isto. quando neste dia não houver expediente bancário.324/2006.

ou seja.Código Terceiros: 0000 .95. 214.O empregado doméstico também www.00  contribuição do empregador: R$ 90.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © . parte do empregado e do empregador (Decreto nº 3.0 . Empregador O empregador doméstico durante a licença-maternidade da empregada doméstica deverá recolher apenas a contribuição a seu cargo.Simples: 1 . LICENÇA-PATERNIDADE A Constituição Federal/88 estendeu ao trabalhador doméstico o direito à licença-paternidade.048/99. § 1º). AUXÍLIO-DOENÇA O empregado doméstico faz jus ao auxílio-doença a partir da data do início da incapacidade (não há aquele prazo de 15 dias. apenas 12% sobre o salário-de-contribuição. Salário Mensal R$ 750.00 (750.08.  salário mensal: R$ 750.2007.br . ou seja.guiatrabalhista.SAT: 0.CNAE: 9500100 SALÁRIO-MATERNIDADE – NECESSIDADE DE VIGÊNCIA DE RELAÇÃO DE EMPREGO O salário-maternidade só será devido pela Previdência Social enquanto existir a relação de emprego. de fração de 1/12 avos da remuneração devida em dezembro por mês de serviço do ano correspondente. Exemplo: Empregada doméstica iniciou a licença-maternidade em 01. Valor O salário-maternidade corresponderá a uma renda mensal igual ao seu último salário-decontribuição. o empregador não terá que pagar os primeiros quinze dias de afastamento).00 x 12%).Durante o afastamento o empregador doméstico fica desobrigado do recolhimento da contribuição previdenciária. art. a qual consiste no direito de faltar 5 dias (úteis) por motivo de nascimento de filho.Fração igual ou superior a 15 dias de trabalho considera-se como mês integral.00.com. o qual a Previdência Social pagará diretamente à empregada. 13º SALÁRIO O pagamento do 13º salário segue os critérios já conhecidos.

com. suficiente à sua manutenção e de sua família. SEGURO-DESEMPREGO O empregado doméstico ao fazer jus aos depósitos do FGTS. parcela esta que será descontada do valor integral correspondente ao 13º salário quando do seu pagamento em dezembro ou anteriormente no caso de rescisão do contrato de trabalho.declaração de que não está em gozo de nenhum benefício de prestação continuada da Previdência Social. sendo no mínimo de 30 dias. Para efeito da contagem do tempo de serviço. e . O empregado fará jus: www. além do direito ao aviso prévio. . de modo a comprovar o vínculo empregatício. RESCISÃO CONTRATUAL – DIREITOS DISPENSA SEM JUSTA CAUSA Ocorre quando não há nenhum motivo agravante para a dispensa do empregado. Neste caso.tenha vínculo empregatício por um período de pelo menos 15 (quinze) meses nos últimos 24 (vinte e quatro) meses. durante pelo menos quinze meses nos últimos vinte e quatro meses. passa-lhe a ser estendido o direito ao seguro-desemprego em caso de dispensa sem justa causa.O seguro-desemprego deverá ser requerido de 7 (sete) a 90 (noventa) dias contados da data da dispensa. . .comprovantes do recolhimento da contribuição previdenciária e do FGTS.Ao empregado doméstico não se aplica no caso de rescisão sem justa causa a faculdade do empregado escolher sobre a redução de 2 horas diárias ou de faltar 7 dias corridos. AVISO PRÉVIO A Constituição Federal estendeu este direito ao doméstico.br .O trabalhador doméstico deverá apresentar ao órgão competente do Ministério do Trabalho e Emprego para se habilitar ao seguro-desemprego: . em nome do trabalhador como empregado doméstico. a cada período aquisitivo de dezesseis meses.termo de rescisão do contrato de trabalho atestando a dispensa sem justa causa. durante o período do vínculo empregatício. Considera-se um mês de atividade a fração igual ou superior a quinze dias.Carteira de Trabalho e Previdência Social. na condição de empregado doméstico.96.esteja inscrito no FGTS.O valor do benefício do seguro-desemprego do empregado doméstico corresponderá a um salário mínimo e será concedido por um período máximo de três meses. podendo ser proporcional ao tempo de serviço conforme vier a ser determinado em lei. exceto auxílio-acidente e pensão por morte. na qual deverá constar a anotação do contrato de trabalho doméstico e a data da dispensa.Para que o empregado doméstico faça jus ao benefício do seguro-desemprego é imprescindível que ele: .declaração de que não possui renda própria de qualquer natureza. como empregado doméstico. .Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © faz jus ao adiantamento do 13º salário entre os meses de fevereiro a novembro. por um ou mais empregadores. há a obrigação de concedê-lo ao empregador no caso de um pedido de demissão.seja dispensado sem justa causa.guiatrabalhista. serão considerados os meses em que foram efetuados depósitos no FGTS. de forma contínua ou alternada. .

Não há modelo padrão de recibo a ser adotado. . deverá conceder aviso prévio ao empregador com antecedência de 30 dias. quando o empregador tiver optado em depositar o FGTS.férias vencidas acrescidas de 1/3 constitucional.13º salário proporcional.br . PEDIDO DE DEMISSÃO DO EMPREGADO Quando o próprio empregado solicita ao empregador a rescisão de seu contrato de trabalho.13º salário proporcional.saldo de salário.97. .999. .requerimento do Seguro-Desemprego .multa do FGTS. Por ocasião da rescisão.O empregador doméstico deverá exigir recibo devidamente assinado de todas as verbas trabalhistas que forem pagas ao seu empregado doméstico.999/0001-99 Mês / Ano 999 9 Cargo Sal Base Nome do Empregado (a) Categoria MM / AAAA Depto Admissão Cargo do Empregado(a) R$ 99. Modelos de Recibo DEMONSTRATIVO DE PAGAMENTO Empregador CNPJ Razão Social da Empresa Matr Empregado 99. . .99 - Mensalista Ref Id 220:00 hrs 11 % Setor/Seção Dep (Irrf) DD/MM/AA Filhos (Sal Fam) Período Ponto 0 0 Cód Descrição 001 Salário Mensal 002 Inss Bc Inss Bc Irrf Unit Vencimentos 99.Comunicação de Dispensa-CD. .CLT.guiatrabalhista.99 0. . as verbas rescisórias deverão ser pagas no Termo de Rescisão do Contrato de Trabalho . HOMOLOGAÇÃO . RECIBOS DE PAGAMENTO . por não estarem sujeitos às disposições sobre o assunto contidas na Consolidação das Leis do Trabalho .com.9999.00 Total Vencimentos Descontos 0.FGTS .saldo de salário. . Ressalta-se que quando o empregador tenha feito a opção pelos depósitos do FGTS numa rescisão sem justa causa.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © .depósito do mês da rescisão e anterior se for o caso (quando o empregador tiver optado em depositar o FGTS).00 Total Descontos www.Não há necessidade de homologar-se as rescisões contratuais de Empregados Domésticos.aviso prévio.TRCT. o importante são as verbas trabalhistas e a incidência do INSS estarem discriminadas.férias proporcionais.férias vencidas acrescidas de 1/3 constitucional. . receberá: .

Corrente R$ 0./C.00 R$ 0.00 Bc Fgts R$ 0./C.Corrente R$ 0.00 Pagamento Efetuado em: Dep. Bco/Ag.999.00 Total Vencimentos 0 Descontos Total Descontos R$ 0.98.00 06/02/2009 Assinatura do Empregado 0.00 Pagamento Efetuado em: Dep.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © R$ 0.00 Líquido a Receber 0.00 Bc Fgts R$ 0.br .99 Có d Descrição 001 Adiant.00 Depósito Fgts 0.9999.999/0001-99 Mês / Ano 999 9 Cargo Nome do Empregado (a) Categoria MM / AAAA Depto Admissão Cargo Empregado(a) Sal Base do Mensalista Período Ponto Setor/Seção Dep (Irrf) DD/MM/A A Filhos (Sal Fam) R$ 99.00 06/02/2009 Assinatura do Empregado 0. Bco/Ag.00 Depósito Fgts 0.00 Líquido a Receber 0.guiatrabalhista.00 Dinheiro Férias RECIBO DE FÉRIAS Empresa Unidade WF Industrial Ltda Nome Empregado do Matriz Cargo / Função Nome do Empregado (a) Cargo do Empregado(a) www.00 Vencimentos 0.00 R$ 0. Salário Bc Inss Bc Irrf 0 Ref 40 Id % Unit 0.00 Dinheiro Recibo de Adiantamento Salarial DEMONSTRATIVO DE PAGAMENTO Empregador CNPJ Razão Social da Empresa Matr Empregado 99.com.

Ab.00 0. R$ R$ R$ R$ R$ 0.guiatrabalhista. 1/3 Const.00 RETENÇÃO DESCONTO Inss PARA FINS DE R$ 0.00 (Valor Por Extenso) conforme demonstrativo acima referente a 20 dias de férias.00 Recebi de Razão Social da Empresa a Importância Líquida de R$0.00 0.00 0.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © Ctps / Série Depto / Setor 30. 29/06/2010 www.00 a Salário Mensal : a Média Horas Extras Média Variáveis R$ R$ 0.br . CIDADE / UF .00 0. Pec.00 1/3 Constituição Federal Abono Pecuniário Média HE Variav.com.99. TOTAL REMUNERAÇÃO LIQUIDO A RECEBER R$ 0.00 Imposto de Renda Pensão Alimentícia R$ R$ 0. Aquisitivo Retorno ao Trabalho DEMONSTRATIVO DOS CÁLCULOS VALOR DA REMUNERAÇÃO DE FÉRIAS Férias 20 dias Média Extras/Variáveis H. Férias R$ 0.00 R$ 0. Abono Pec.00 R$ 0.00 Período Aquisitivo Período de Gozo Dias de Ferias Abono Pecuniário Adto 13º Salário Faltas no per.00 0.00 TOTAL DESCONTOS R$ R$ 0.00 0.00 0.543 PR / 0013 Contabilidade 02/02/2009 01/02/2010 01/072010 30/072010 20 10 Não 0 31 / 07 / 2010 Total Remun.

guiatrabalhista.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © _______________________________ _ Empregado OBS: O RECIBO DE FÉRIAS DEVERÁ SER QUITADO PELO EMPREGADO PELO MENOS 2(DOIS) DIAS ANTES DO PERÍODO DE GOZO DE FÉRIAS www.br .com.100.

Corrente R$ 0. 12/12 Adiant.99 Cód Descrição 001 Bc Inss Mensalista Ref Id Avo s Unit 99.00 Setor/Seção Dep (Irrf) DD/MM/AA Filhos (Sal Fam) Período Ponto - 0 Vencimentos 0.99 Cód Descrição 001 002 Bc Inss Mensalista Ref Id Avo s Unit 0.9999.00 Depósito Fgts 0.00 R$ 0.00 Dinheiro 13º Salário .00 R$ 0. 12/12 Bc Irrf Total Descontos R$ 0.br . Bco/Ag.00 Depósito Fgts 0.00 13º Salário 2ª Parc.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © 13º Salário .00 www.com.00 0 Descontos 0.00 Total Vencimentos 0 Descontos 13º Salário 1ª Parc.2ª Parcela DEMONSTRATIVO DE PAGAMENTO – 13º SALÁRIO Empregador CNPJ Razão Social da Empresa Matr Empregado 99./C.999.00 Líquido a Receber 0.999.00 30/11/2009 Assinatura do Empregado 0.00 Líquido a Receber 0.101.00 0.9999. 13º Salário Bc Irrf Total Vencimentos Total Descontos R$ 0.999/0001-99 Mês / Ano 999 9 Cargo Sal Base Nome do Empregado (a) Categoria MM / AAAA Depto Admissão Cargo do Empregado(a) R$ 99.00 Bc Fgts R$ 0.00 Bc Fgts R$ 0.99 Setor/Seção Dep (Irrf) DD/MM/AA Filhos (Sal Fam) Período Ponto - 0 Vencimentos 0.00 R$ 0.00 Pagamento Efetuado em: Dep.999/0001-99 Mês / Ano 999 9 Cargo Sal Base Nome do Empregado (a) Categoria MM / AAAA Depto Admissão Cargo do Empregado(a) R$ 99.1ª Parcela DEMONSTRATIVO DE PAGAMENTO – 13º SALÁRIO Empregador CNPJ Razão Social da Empresa Matr Empregado 99.guiatrabalhista.

Bco/Ag./C.Corrente 20/12/2009 Assinatura do Empregado Dinheiro www.br .guiatrabalhista.102.com.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © Pagamento Efetuado em: Dep.

guiatrabalhista.com.br .Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © Recibo de Quitação de Verbas Rescisórias www.103.

andar.Nome 1 3 .Local e Data do Recebimento 57 . andar.Assinatura do responsável legal do trabalhador 60 .PIS .PASEP 1 2 .Bairro 1 7 .CNPJ / CEI 03 .CNAE 02 .Endereço (logradouro.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © TERMO DE RESCISÃO DE CONTRATO DE TRABALHO 01.CNPJ / CEI Tomador / Obra 28 .Digital do trabalhador 62 .Data Admissão 26 .CPF 21.Remuneração p/ fins rescisórios 25 .Data Nascimento 22 .Carteira de Trabalho (Nº e Série) 08 .Nome Mãe 23 . nº.br .Homologação 61.UF 07 .Recepção pelo Banco (data e carimbo) A ASSISTÊNCIA NO ATO DE RESCISÃO CONTRATUAL É GRATUITA www.Identificação do órgão homologador 64 .Pensão Alimentícia (%) 24 .guiatrabalhista.UF 1 9 . nº.RAZÃO SOCIAL / NOME 04 . apartamento) 1 4 .com.104.Digital do Responsável legal 63 .Bairro 09 .CEP 20 . Prévio 27 .Carimbo e assinatura do empregador ou preposto - 58 .CEP 1 1.Data Av. apartamento) 05 .Municipio 1 8 .Assinatura do trabalhador 59 .Endereço (logradouro.Cód Afastamento 1 6 .Municipio 1 0 .Causa Afastamento 1 5 .Categoria do Trabalhador Descrição dos Vencimentos Valor Descrição dos Descontos Valor TOTAL DE VENCIMENTOS******************************************************* TOTAL DE DESCONTOS ********************************** R$ R$ LÍQUIDO A RECEBER ********************************** R$ 56 .Data de Afastamento 06 .

Assinatura do trabalhador 59 .Local e Data do Recebimento 57 . andar.Pensão Alimentícia (%) 24 .Causa Afastamento 1 5 .Data Av.Data Nascimento 22 .Endereço (logradouro. nº.CEP 1 1.UF 1 9 .CNPJ / CEI 03 .br .Carimbo e assinatura do empregador ou preposto - 58 .PIS .Assinatura do responsável legal do trabalhador 60 .CPF 21.Homologação 61.Municipio 1 0 .com.CEP 20 .UF 07 .Categoria do Trabalhador Descrição dos Vencimentos Valor Descrição dos Descontos Valor TOTAL DE VENCIMENTOS******************************************************* TOTAL DE DESCONTOS ********************************** R$ R$ LÍQUIDO A RECEBER ********************************** R$ 56 .Endereço (logradouro.Carteira de Trabalho (Nº e Série) 08 .PASEP 1 2 . apartamento) 05 .Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © TERMO DE RESCISÃO DE CONTRATO DE TRABALHO 01.Bairro 09 .RAZÃO SOCIAL / NOME 04 .Municipio 1 8 . Prévio 27 .Remuneração p/ fins rescisórios 25 .Digital do trabalhador 62 .guiatrabalhista.Nome Mãe 23 . andar.Recepção pelo Banco (data e carimbo) A ASSISTÊNCIA NO ATO DE RESCISÃO CONTRATUAL É GRATUITA www.Digital do Responsável legal 63 .CNPJ / CEI Tomador / Obra 28 . apartamento) 1 4 .Data de Afastamento 06 .Identificação do órgão homologador 64 .Nome 1 3 .CNAE 02 .Data Admissão 26 .Cód Afastamento 1 6 .Bairro 1 7 . nº.105.

Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © EMPREGADO ESTUDANTE www.guiatrabalhista.br .106.com.

o empregador poderá exigir a apresentação de declaração da escola que o mesmo freqüenta. o qual. salvo motivo de conveniência pública ou necessidade imperiosa do serviço. 67 . com exceção quanto aos elencos teatrais. com as seguintes informações: . elas são consideradas faltas abonadas.guiatrabalhista. ESCALA DE REVEZAMENTO As empresas legalmente autorizadas a funcionar nos domingos e feriados devem organizar escala de revezamento ou folga.com. EXCEÇÕES A nossa CLT faz menção apenas aos trabalhadores menores.comprovação de freqüência do curso.107.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © Do artigo 402 ao 441 da CLT trata do Trabalho do Menor. A nossa Constituição Federal.horário de início das aulas. mas já temos algumas Convenções Coletivas de Trabalho que têm dado o mesmo direito a todos os trabalhadores estudantes. independente de idade.br . inciso XXXIII considera menor o trabalhador de 16 (dezesseis) a 18 (dezoito) anos de idade. FIXAÇÃO DO HORÁRIO – INFORMAÇÕES Para a fixação do horário de saída do empregado menor estudante. o empregador deverá adaptar o horário de trabalho de cada trabalhador menor que estuda. será estabelecida escala de revezamento. deverá coincidir com o domingo.Nos serviços que exijam trabalho aos domingos." www.endereço da escola. Como a CLT não determina a quantidade de tempo que poderia ser considerada como necessária para a freqüência às aulas. de acordo com as informações fornecidas pelo próprio empregado. no todo ou em parte. para que seja cumprida a determinação do artigo 67 e seu parágrafo único da CLT: "Art. DETERMINAÇÃO DO TEMPO PARA SAÍDA ANTECIPADA O artigo 427 da CLT determina que todo empregador que empregar menor será obrigado a conceder-lhe o tempo que for necessário para a freqüência às aulas. VII da CLT. em seu artigo 7º. . . mensalmente organizada e constando de quadro sujeito à fiscalização. Parágrafo único . estabelecendo as normas a serem seguidas por ambos os sexos no desempenho do trabalho.Será assegurado a todo empregado um descanso semanal de vinte e quatro horas consecutivas. No que diz respeito às ausências do empregado para prestação de exames vestibulares. conforme preceitua o artigo 473.

o descanso de outro empregado ou turma. O descanso semanal. O domingo. gozar o descanso. é a ocasião em que o empregado pode ter tempo para seu lazer e recreação. periodicamente. pois algumas prevêem um período máximo de quatro semanas de trabalho. a oportunidade de usufruir pelo menos um domingo de folga. ou turmas de empregados. Em virtude do exposto. portanto. é necessário. a Portaria MTPS nº 417/66 determinou que.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © DIA MAIS APROPRIADO Para a legislação trabalhista. Nesse caso. b) que os turnos sejam em revezamento: isso quer dizer que o empregado.br . em face da interrupção do trabalho. Ressalte-se que o empregador deverá consultar a Convenção Coletiva da Categoria. pois propicia ao empregado a oportunidade de revitalizar suas forças através do convívio com seus familiares e amigos. mediante organização da escala de revezamento.com. Este tipo de jornada dependerá da concorrência concomitante de vários fatores: a) existência de turnos: isso significa que a empresa mantém uma ordem ou alteração dos horários de trabalho prestado em revezamento. NEGOCIAÇÃO COLETIVA . o domingo é considerado o dia mais apropriado para o descanso do empregado. o empregado tivesse em um período máximo de sete semanas de trabalho. bem como propiciar ao empregado o conhecimento de suas folgas com tempo razoável para programar suas atividades. trabalha alternadamente para que se possibilite.TURNOS DE 8 HORAS www. não sofra solução de continuidade no período de 24 (vinte e quatro) horas.guiatrabalhista. a prorrogação da jornada de 6 (seis) horas. além de obrigatório. admite-se o máximo de 2 (duas) horas extras por dia. Salienta-se que o artigo 386 da CLT estabelece que para a mulher que laborar em escala de revezamento. independentemente de haver ou não trabalho aos domingos. É permitida. c) que o revezamento seja ininterrupto. No intuito de garantir ao empregado o repouso semanal no domingo. mediante negociação coletiva. salvo negociação coletiva. TURNO ININTERRUPTO DE REVEZAMENTO As empresas que trabalhem em turnos ininterruptos de revezamento deverão obedecer jornada de seis horas diárias. o seu descanso dominical deverá ser organizado quinzenalmente. NECESSIDADE DA ESCALA DE REVEZAMENTO A escala de revezamento semanal é necessária a fim de que todo empregado possa. o descanso instituído pela CLT é de cunho social. Devido ao fato do empregado de determinadas atividades ser obrigado a trabalhar nos domingos e feriados é que a legislação manda a empresa organizar a escala de revezamento. isto é.108.

por meio de negociação coletiva. desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto.De acordo com a jurisprudência dominante. ESTABILIDADES PREVISTAS EM LEI CIPA De acordo com o artigo 10. os empregados submetidos a turnos ininterruptos de revezamento não têm direito ao pagamento da sétima e oitava horas como extras”. Quanto à controvérsia estabelecida em função da estabilidade provisória dos membros da Cipa. Base: Constituição Federal. art. desde o registro de sua candidatura até um ano após o final de seu mandato. não podendo ser dispensado por vontade do empregador. o empregado eleito para o cargo de direção de comissões internas de prevenção de acidentes. FORMULÁRIO A escala de revezamento pode ser anotada em qualquer impresso ou formulário. podendo a empresa escolher o modelo que mais se adapte às suas necessidades. "b" do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias da Constituição Federal/88 confere à empregada gestante a estabilidade provisória. torna inexigíveis o pagamento das horas extras. uma vez que não há modelo oficial.br . Súmula 423 do TST: “Estabelecida jornada superior a seis horas e limitada a oito horas por meio de regular negociação coletiva. não pode ser dispensado arbitrariamente ou sem justa causa. o Órgão Especial do Tribunal Superior do Trabalho expediu a Resolução nº 39/1994. A referida estabilidade encontra-se expressa em lei ou em acordos e convenções coletivas de trabalho. entende-se que www. 7º. ESTABILIDADE PROVISÓRIA Estabilidade provisória é o período em que o empregado tem seu emprego garantido.109.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © A fixação da jornada de trabalho superior a seis horas diárias em regime de turno ininterrupto de revezamento. horas. Instrução Normativa SRT nº 01/88. inciso II. correspondentes às 7ªs e 8ªs. GESTANTE O artigo 10. salvo por justa causa. alínea "a" do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias da Constituição Federal/88.guiatrabalhista.com. II. que reconhece a referida estabilidade aos empregados eleitos como suplentes.

pelo prazo de 12 meses.A jurisprudência entende que o empregado contratado com contrato de experiência que sofre acidente do trabalho neste período não goza de estabilidade.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © se a gestante estiver em contrato de experiência. prevê que “os empregados de empresas que sejam eleitos diretores de sociedades cooperativas por eles mesmos criadas gozarão das garantias asseguradas aos dirigentes sindicais pelo art.com. o segurado que sofreu acidente do trabalho tem garantida. determinam em Acordos e Convenções algumas estabilidades. não é aplicada à doméstica a estabilidade. "caput" da Lei nº 8. EMPREGADO REABILITADO Consoante determina o artigo 93. não pode ser dispensado do emprego o empregado sindicalizado ou associado.764/71. DIRIGENTE SINDICAL De acordo com o artigo 543. ESTABILIDADES PREVISTAS EM ACORDOS EM CONVENÇÃO COLETIVA Os sindicatos. de entidade sindical ou associação profissional. a Constituição Federal/88 assegura licença de 120 dias.213/91. a partir do momento do registro de sua candidatura a cargo de direção ou representação. art.Contudo. desde a confirmação da gravidez. 55. prevista no artigo 10 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias da CF/88. Sobre a matéria temos o seguinte acórdão: No tocante à categoria dos empregados domésticos. 543 da CLT” – ou seja. tais como: www. salvo se cometer falta grave devidamente apurada nos termos da legislação. com a intenção de assegurar aos empregados garantia de emprego e salário. DIRIGENTE DE COOPERATIVA A Lei nº 5. ACIDENTE DO TRABALHO De acordo com o artigo 118.213/91. parágrafo 3º da CLT. parágrafo 1º da Lei nº 8. a manutenção de seu contrato de trabalho na empresa.110. sem que o empregador fique obrigado a celebrar um contrato por prazo indeterminado ou efetuar qualquer indenização em razão ao período de gestação. após a cessação do auxílio-doença acidentário. independente de percepção de auxílioacidente.br . inclusive como suplente.guiatrabalhista. esta poderá ser desligada no último dia do contrato. até 5 meses após o parto. desde o registro da candidatura até um ano após o término de seu mandato. sem prejuízo do emprego e do salário. a dispensa do trabalhador reabilitado ou deficiente habilitado só pode ocorrer após a contratação de substituto de condição semelhante. caso seja eleito. até um ano após o final do seu mandato. e artigo 8º da Constituição Federal.

. aos sucessores previstos na lei civil. . o companheiro e o filho não emancipado.o irmão não emancipado. de qualquer condição. exclui do direito às prestações os das classes seguintes. FALECIMENTO DO EMPREGADO O falecimento do empregado constitui um dos meios de extinção do contrato individual de trabalho. A empresa deverá verificar. junto ao sindicato. menor de 21 anos ou inválido.os pais.guiatrabalhista.o cônjuge.br .111. Os valores não recebidos em vida pelo empregado. Na existência de dependente de qualquer das classes. Aviso Prévio Empregados. independentemente de inventário ou arrolamento. na sua falta. a companheira. na condição de dependentes do segurado: . indicados em alvará judicial. visto que as situações apresentadas podem não contemplar todas as hipóteses. São beneficiários do Regime Geral da Previdência Social. Estabilidade da Gestante Empregada gestante desfrutará de estabilidade provisória superior ao período concedido pela Constituição Federal/88. mediante declaração escrita do segurado e desde que www. extinguindo automaticamente o contrato. menor de 21 anos ou inválido. as garantias asseguradas à categoria profissional a que pertencem os seus empregados.Para determinação do cálculo das verbas rescisórias considera-se esta rescisão do contrato de trabalho como um pedido de demissão. a um período de estabilidade igual ao do afastamento.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © Garantia ao Empregado em Vias de Aposentadoria Empregados não podem ser dispensados se estiverem em período de pré-aposentadoria.Equiparam-se aos filhos. sem aviso prévio. terão direitos a um período superior a 30 dias de Aviso Prévio. a partir da alta. depois de determinada idade. Complementação de Auxílio-Doença Empregados afastados do serviço por motivo de doença farão jus.com. serão pagos em quotas iguais aos dependentes habilitados perante a Previdência Social ou. de qualquer condição.

pela separação judicial ou divórcio. O FGTS deverá ser recolhido normalmente na GFIP .Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © comprovada a dependência econômica. .código 23. .FGTS da rescisão. salvo se inválidos. .código 23. de qualquer condição.FGTS do mês anterior. DIREITOS TRABALHISTAS Os dependentes ou sucessores deverão receber do empregador do falecido as seguintes verbas rescisórias: a) Empregado com menos de 1 ano: . . o enteado e o menor que esteja sob sua tutela e não possua bens suficientes para o próprio sustento e educação. . Perda da Qualidade A perda da qualidade de dependente ocorre: .FGTS da rescisão.para o filho e o irmão.pela cessação da invalidez.saque do FGTS .guiatrabalhista. .1/3 constitucional sobre férias vencidas e proporcionais. .112. .salário-família. pela anulação do casamento. . . .saldo de salário.saldo de salário. .pelo falecimento.com.br . pela cessação da união estável com o segurado ou segurada.saque do FGTS .13º salário.13º salário.para o cônjuge.Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social. .férias proporcionais. .férias vencidas. PAGAMENTO DAS VERBAS RESCISÓRIAS – PROCEDIMENTO www.salário-família. . pelo óbito ou por sentença judicial transitada em julgado. .férias proporcionais e seu respectivo adicional de 1/3 constitucional. se houver previsão na Convenção Coletiva de Trabalho. enquanto não lhe for assegurada a prestação de alimentos. Para os dependentes em geral: .FGTS do mês anterior. ao completarem 21 anos de idade ou pela emancipação. b) Empregado com mais de 1 ano: . .para a companheira ou companheiro. enquanto não lhe for garantida a prestação de alimentos.

nome completo e filiação dos dependentes. conforme o caso. os herdeiros ou sucessores devem solicitar junto aos órgãos de execução do INSS: . além de alvará judicial. ou . Dependentes . . . . Para isto os dependentes deverão apresentar para a empresa a Certidão de Dependentes Habilitados à Pensão Por Morte ou. número do documento de identidade. Estado.restituições relativas ao imposto sobre a renda e demais tributos recolhidos por pessoas físicas. Distrito Federal. Caixa Econômica Federal – Saque A Caixa Econômica Federal deverá emitir a Solicitação para Movimentação de Conta Ativa SMCA. . .As quotas atribuídas a menores deverão ser depositadas em Caderneta de Poupança. Tais certidões devem ser requisitadas nos órgãos de execução do INSS. grau de parentesco ou relação de dependência com o falecido e respectivas datas de nascimento. em razão de cargo ou emprego. Municípios e suas autarquias.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © O pagamento das verbas rescisórias deve ser em quotas iguais aos seus dependentes habilitados ou sucessores. data do óbito do segurado. rendendo juros e correção monetária. DEPENDENTES . nome completo do segurado.saldos de contas bancárias.113. mediante apresentação de: . Territórios. salvo autorização do juiz para aquisição de imóvel destinado à residência do menor e de sua família ou a dispêndio necessário à subsistência e educação do menor. têm direito aos seguintes valores: . aos respectivos servidores. para fins de pagamento do saque. obrigatoriamente: . .Alvará Judicial. desde que não ultrapassem o valor de 500 (quinhentas) Obrigações Reajustáveis do Tesouro Nacional e não existam. . último empregador.Certidão de Dependentes Habilitados à Pensão Por Morte. no caso dos sucessores. e aos menores de 18 anos. além das verbas rescisórias.quaisquer valores devidos. as quotas serão depositadas em www. a Certidão de Inexistência de Dependentes Habilitados à Pensão Por Morte. Aos maiores de 18 anos serão efetuados os pagamentos. número do benefício. .Certidão de Inexistência de Dependentes Habilitados à Pensão Por Morte (sucessores).com.DIREITO A OUTROS VALORES Segundo o artigo 1º do Decreto nº 85.Valor a Receber O valor referente ao FGTS será rateado em partes iguais aos dependentes.br . .845/81. da qual conste.saldos das contas individuais do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço e do Fundo de Participação PIS/Pasep. na sucessão.guiatrabalhista. e só serão disponíveis após o menor completar 18 (dezoito) anos. outros bens sujeitos a inventário. saldos de cadernetas de poupança e saldos de contas de Fundos de Investimento. FGTS Para levantamento do saldo da conta vinculada do FGTS. os dependentes ou sucessores.Certidão de Dependentes Habilitados. pela União.

048/99. ou para o dispêndio necessário à subsistência e educação do menor. A autorização de pagamento será dada pela Regional CEF/PIS após a agência pagadora ter encaminhado os documentos acima mencionados. podendo ser movimentada apenas quando os respectivos menores completarem 18 anos. rendendo juros e correção monetária. FALTAS JUSTIFICADAS A legislação trabalhista admite determinadas situações em que o empregado poderá deixar de comparecer ao serviço. As dispensas legais são contadas em dias de www. conforme se tratar de quantias devidas pelo empregador ou de contas de FGTS e do Fundo PIS-Pasep. do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço ou do Fundo de Participação PIS-Pasep.88) deve ser apresentada juntamente com: . sem prejuízo do salário. por ocasião do pagamento dos direitos do empregado falecido aos respectivos dependentes ou sucessores. INEXISTÊNCIA DE DEPENDENTES OU SUCESSORES Inexistindo dependentes ou sucessores. salvo autorização judicial para aquisição de imóvel destinado à residência do menor e sua família. do Fundo de Previdência e Assistência Social. ASSISTÊNCIA DA DRT OU SINDICATO O sindicato ou a DRT prestam assistência. BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO Os dependentes do segurado falecido fazem jus à pensão por morte.Habilitação fornecida pela Previdência Social.Indicação constante em alvará judicial. sem caráter homologatório. os dependentes ou sucessores não fazem jus.114.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © Caderneta de Poupança. em virtude deste motivo. sendo aplicada e cobrada nos termos do artigo 286 do Decreto nº 3. até o 1º (primeiro) dia útil seguinte ao da ocorrência e.10. independentemente do tempo de serviço na empresa. em caso de morte. à autoridade competente. É conveniente a empresa se utilizar deste procedimento. MORTE DEVIDO A ACIDENTE DO TRABALHO – COMUNICAÇÃO A empresa deve comunicar o acidente do trabalho à Previdência Social. PIS/PASEP A solicitação de pagamento do saldo da conta do PIS/Pasep do empregado falecido (cadastrado anteriormente a 05. SEGURO-DESEMPREGO O seguro-desemprego é um direito pessoal e intransferível do trabalhador. os valores das verbas rescisórias e os demais valores reverterão em favor. respectivamente.com. de imediato. sob pena de multa variável entre os limites mínimo e máximo do salário-de-contribuição. ou . aumentada na reincidência.guiatrabalhista.br .

em virtude de casamento.período de licença-maternidade ou aborto não criminoso. . então poderá faltar. . não tenha havido trabalho. no decorrer da primeira semana. em caso de falecimento do cônjuge. .nos dias em que foi dispensado devido à nomeação para compor as mesas receptoras ou juntas eleitorais nas eleições ou requisitado para auxiliar seus trabalhos (Lei nº 9.as horas em que o empregado faltar ao serviço para comparecimento necessário como parte na Justiça do Trabalho (Enunciado TST nº 155).licença remunerada. 65 da Lei nº 4.até 2 (dois) dias consecutivos. nos termos da lei respectiva. . em caso de nascimento de filho.período de freqüência em curso de aprendizagem. dispondo que. viva sob sua dependência econômica. . .até 3 (três) dias consecutivos. desde que haja decisão da Justiça do Trabalho.afastamento por motivo de doença ou acidente de trabalho (primeiros 15 dias). este é no sentido de seqüência de dias de trabalho. dias úteis para o empregado. . declarada em sua Carteira de Trabalho e Previdência Social. .por 5 (cinco) dias.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © trabalho.período de afastamento do serviço em razão de inquérito judicial para apuração de falta grave. descendente.com.quando for arrolado ou convocado para depor na Justiça. . . de 17 de agosto de 1964 (Lei do Serviço Militar).os dias em que estiver comprovadamente realizando provas de exame vestibular para ingresso em estabelecimento de ensino superior.375. domingos e feriados. ascendente.br .até 2 (dois) dias consecutivos ou não.faltas ao trabalho justificadas a critério do empregador.guiatrabalhista. julgado improcedente. . .no período de tempo em que tiver de cumprir as exigências do Serviço Militar referidas na letra "c" do art. . . sem prejuízo do salário.paralisação do serviço nos dias que. . quando for impronunciado ou absolvido. não entrando na contagem: sábado que não é trabalhado. em cada 12 (doze) meses de trabalho. ficam mantidos os direitos trabalhistas (Lei nº 7.durante a suspensão preventiva para responder a inquérito administrativo ou de prisão preventiva.nos dias em que foi convocado para serviço eleitoral. este empregado não trabalha aos sábados. por conveniência do empregador.Quando a legislação menciona "consecutivos". irmão ou pessoa que. . durante a paralisação das atividades. . Exemplo: Falecimento do pai do empregado na quinta-feira à noite.comparecimento como jurado no Tribunal do Júri. para o fim de se alistar eleitor.115.504/97). . em caso de doação voluntária de sangue devidamente comprovada. www.783/89). . . FALTAS ADMISSÍVEIS O empregado poderá deixar de comparecer ao serviço sem prejuízo do salário: . a sexta-feira e a segunda-feira.por um dia.os dias de greve.

Bases: Arts. amigo íntimo.737/65. 6 da Lei 605/1949. mãe ou filho. Art.048/49. se seriamente considerada. por motivo de gala.2006. nas faltas por motivo de casamento e falecimento.outras faltas dispostas em acordos ou convenções coletivas. Art. Art.304/2006. salvo se as faltas forem consideradas justificadas.05. e Arts. na qualidade de representante de entidade sindical.guiatrabalhista.até 9 (nove) dias. Daí. têm direito: . FALTAS NÃO JUSTIFICADAS – REFLEXOS NA REMUNERAÇÃO As faltas não justificadas por lei não dão direito a salários e demais conseqüências legais. pai. e a redação do § 2º do art.Entendemos que o desconto do DSR se estende ao empregado mensalista ou quinzenalista. ou de luto. É o caso de doença grave em pessoa da família. DESCONTO DO DIA DE TRABALHO A falta do trabalhador ao serviço enseja o desconto do dia respectivo em sua remuneração.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © . 495 e 822 da CLT. 6º da Lei nº 605/49. § 1º da Constituição Federal/88. 12 do Decreto nº 27. II.com. vedará a punição. por força da Lei 11.br . conforme as circunstâncias ou repetição. 419. e podem resultar em falta leve ou grave. 473. . estiver participando de reunião oficial de organismo internacional do qual o Brasil seja membro. 10. se deduz que o desconto do dia de falta abrangerá também o DSR da respectiva semana.116. 7 da referida Lei considera que o mensalista e o quinzenalista são remunerados pelo DSR na própria remuneração mensal ou quinzenal. Base: art. mas podem ter justificativa imperiosa que. comprovados mediante atestado da empresa concessionária. Art. ou outra hipótese de força maior.a partir de 12. em conseqüência de falecimento do cônjuge. Lei nº 4. quando. www. DESCANSO SEMANAL REMUNERADO O empregado perde a remuneração do dia de repouso quando não tiver cumprido integralmente a jornada de trabalho da semana. 430 e 434 do CPP. e . salvo se a falta for considerada justificada.atrasos decorrentes de acidentes de transportes. porque a Lei 605/1949 não privilegia os mesmos. EXCEÇÃO – PROFESSOR Os professores. parágrafo único do CPC. pelo tempo que se fizer necessário.

"vender as férias". na seguinte proporção: Férias Proporcionais 1/12 2/12 3/12 4/12 5/12 6/12 7/12 8/12 9/12 10/12 11/12 12/12 Até 5 6 a 14 faltas faltas 2. FÉRIAS – ASPECTOS GERAIS Férias é o período de descanso anual. apenas autoriza que 1/3 do direito a que o empregado fizer jus seja convertido em pecúnia.5 dias por avo trabalhado é o resultado de 30 (trinta) dias de férias divididos por 12 (doze) meses do ano. www.: O valor de 2.5 dias 6 dias 10 dias 8 dias 12. a lei não permite a conversão de todo o período em pecúnia. O objetivo do direito do empregado a férias é de lhe conceder um justo e reparador descanso.5 dias 3 dias 4. ou seja.5 dias 10 dias 15 dias 12 dias 17.com. que deve ser concedido ao empregado após o exercício de atividades por um ano.5 dias 12 dias 13. Em virtude disto.5 dias 9 dias 10.br . este perderá o direito á remuneração do dia respectivo. computando-se este período inclusive como tempo de serviço.5 dias 18 dias 24 a 32 faltas 1 dia 2 dias 3 dias 4 dias 5 dias 6 dias 7 dias 8 dias 9 dias 10 dias 11 dias 12 dias Obs. sem prejuízo da remuneração. período este denominado "aquisitivo". ocorrer feriado. Base: § 1º do art.5 dias 6 dias 7. período este chamado de "concessivo". ou seja. 7 da Lei 605/1949.5 dias 2 dias 5 dias 4 dias 7.5 dias 14 dias 20 dias 16 dias 22.guiatrabalhista. por um período de 12 meses.5 dias 22 dias 30 dias 24 dias 15 a 23 faltas 1.5 dias 18 dias 25 dias 20 dias 27.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © FERIADO Se na semana em que houve a falta injustificada. As férias devem ser concedidas dentro dos 12 meses subseqüentes à aquisição do direito.5 dias 15 dias 16. DIREITO ÀS FÉRIAS Todo empregado terá direito anualmente ao gozo de um período de férias.117.

desta forma. e .Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © É proibido o desconto de faltas do empregado ao serviço do período de férias. Por inexistência de previsão legal. em igual prazo. na terça-feira. este perderá o direito às férias. sem motivo justificado. A interrupção da prestação de serviços deverá ser anotada na Carteira de Trabalho e Previdência Social. Neste caso a empresa comunicará ao órgão local do Ministério do Trabalho. sem justificativa.com. embora descontínuos.tiver percebido da Previdência Social prestações de acidente do trabalho ou de auxílio-doença por mais de 6 (seis) meses. perdeu o DSR da semana e sofreu o desconto proporcional do período de atraso. por mais de 30 (trinta) dias. trabalhando o período remanescente. com antecedência mínima de 15 dias.Isto para não haver a dupla penalidade ao empregado.deixar de trabalhar. Para fins de cálculo das faltas não justificadas para cômputo do direito de férias. ao sindicato representativo da categoria profissional. perdeu o DSR da semana correspondente.guiatrabalhista. PERDA DO DIREITO Perderá o direito a férias o empregado que. com percepção do salário por mais de 30 (trinta) dias em virtude de paralisação parcial ou total dos serviços da empresa. Em decorrência. Em decorrência. por ocasião do desconto do repouso DSR durante o ano e outra vez para computar o desconto na proporcionalidade de férias. não se somando o desconto do DSR. . Exemplo 2: O empregado atrasou-se ½ hora. conta-se 1 (um) dia e não 2 (dois). bem como afixará aviso nos respectivos locais de trabalho. nem se somam horas de atraso quebradas ou meio-período. CRITÉRIO DE FALTAS A CONSIDERAR NA PROPORÇÃO DE FÉRIAS As faltas não justificadas se computam individualmente.permanecer em gozo de licença. as datas de início e fim da paralisação total ou parcial dos serviços da empresa. no curso do período aquisitivo: . Para fins de cálculo das faltas não justificadas para cômputo do direito de férias. com percepção de salários. Quando o empregado tiver mais de 32 faltas não justificadas no período aquisitivo. uma vez.br . comunicará nos mesmos termos. . a permuta de faltas por dia de férias. ou seja. Exemplo 1: Empregado faltou na segunda-feira.deixar o emprego e não for readmitido dentro de 60 (sessenta) dias subseqüentes à sua saída. sendo vedado.118. e. não se descontará como falta tal evento. www. as horas quebradas ou meio-período também não podem ser considerados dias inteiros ou “somados” a outros períodos de ocorrências semelhantes.

término do período aquisitivo: 19. portanto. retornando dia 09. retornando ao trabalho em 31.Período total de afastamento auxílio-doença acidentário: 10.03.11. com início do pagamento do benefício em 20.2006 (16º dia de afastamento).02.08.09.2006.2007 (16º dia de afastamento).início do auxílio-doença: 10.07. perdendo assim o direito às férias e iniciando novo período a partir de seu retorno ao trabalho 31.04.2007: . Exemplo 3 (períodos distintos): Empregado admitido em 09.Período total de afastamento auxílio doença: 20.2006 .02.2007 Nota: Tendo o empregado adquirido o direito às férias e caso este se afaste por período igual ou superior ao concessivo.br .07. com início do auxílio-doença em 26.início do auxílio-doença: 20.2007: .2007. iniciando seu período concessivo no dia 20.2007 .01. Exemplo 2: Empregado admitido em 20.2006 que se afastou por doença em 05. .admissão: 09.com.08.retorno: 31.2006.2007 a 30.2007.2007 .08.119.retorno: 09. após o implemento de quaisquer das condições previstas anteriormente.02.05.admissão: 20. sem qualquer obrigação do pagamento em dobro.início de novo período aquisitivo: 31.11.2006 www.2006.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © Novo período aquisitivo iniciará quando o empregado.08. Exemplo 1: Empregado admitido em 06.04.2007 .2007 (16º dia de afastamento).guiatrabalhista.01.09.04.11. visto que o contrato ficou suspenso não gerando. retornando dia 07. com início do auxílio-doença acidentário em 10.2007.11.11. se afastou por acidente do trabalho em 26.2007 (6 meses e 12 dias) .07.2006 .11.08.2007 .2007.admissão: 06.2007 Neste caso o afastamento do empregado não foi superior a 6 meses dentro do período aquisitivo 2006/2007. culpa ao empregador.2007 a 08. retornar ao serviço.02.2007 Neste caso o afastamento do empregado foi superior a 6 meses dentro do período aquisitivo. cabe ao empregador conceder as férias no ato do seu retorno ao trabalho.2007 (3 meses) . se afastou por doença em 11.

Menores de 18 Anos e Maiores de 50 Anos É proibido ao empregador fracionar o período de férias dos empregados menores de 18 (dezoito) anos e maiores de 50 (cinqüenta) anos.01. Os membros de uma família. já que o afastamento deve ser considerado separadamente.05.01.br . durante o período concessivo.09. não perderá o direito às férias em nenhum dos períodos.2007 . Entretanto.09. que trabalharem no mesmo estabelecimento ou empresa. terá direito a fazer coincidir suas férias com as férias escolares.2007 Tempo afastamento neste Total de dias Período 26.2007 Demonstração do afastamento em períodos distintos: 1º Período aquisitivo: 09.01.2007 (7 meses e 12 dias) .2006 a 08.Apenas em casos excepcionais as férias poderão ser concedidas em 2 (dois) períodos.05. menor de 18 (dezoito) anos.01.2006 a 08.09.2007 a 06. terão direito a gozar férias no mesmo período. um dos quais não poderá ser inferior a 10 (dez) dias corridos.término do 1º período aquisitivo: 08.2006 a 06. ÉPOCA DA CONCESSÃO A época da concessão das férias corresponderá ao melhor período de interesse do empregador. O empregado estudante.2007 .2006 . salvo as exceções.retorno: 07.01.01.01.2007 a 08.2007 3 meses e 15 dias 2º Período aquisitivo 09. FORMALIDADES PARA A CONCESSÃO Comunicação ao Empregado www. FRACIONAMENTO DO PERÍODO As férias deverão ser concedidas por ato do empregador.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © .guiatrabalhista.início do auxílio-doença: 26.05.Período total de afastamento auxílio doença: 26. há exceções. em um só período.Início do 2º período aquisitivo: 09.120.2008 Tempo afastamento neste Total de dias Período 09.01. no entanto.2007 3 meses e 27 dias Observe que neste caso o tempo total de afastamento do empregado foi superior a 6 (seis) meses.com. desde que não haja prejuízo para o serviço. a seguir descriminadas.

mediante "aviso de férias" em 2 vias. do adicional de 1/3 (um terço) constitucional e do abono pecuniário deverá ser feito até dois dias antes do início do período de férias. cheque ou dinheiro) dois dias de antecedência ao início do gozo.com. por escrito. no qual deverão constar as datas de início e término do respectivo período. dando o empregado ciência. As microempresas e as empresas de pequeno porte são dispensadas da anotação das férias dos empregados nos respectivos livros ou fichas de registro. conforme artigo 51 da Lei Complementar 123/2006. com antecedência mínima de 30 dias. O entendimento quanto a este prazo.121. Neste momento.guiatrabalhista. ABONO PECUNIÁRIO O empregado tem a faculdade de converter 1/3 (um terço) do período de férias em abono pecuniário. O abono de férias deverá ser requerido até 15 (quinze) dias antes do término do período aquisitivo. Exemplo: www. conforme a própria legislação estabelece. o empregador deverá efetuar. O pagamento das férias dois dias antes do início visa possibilitar ao empregado usufruir do descanso com a devida suficiência econômica. Registro de Empregados Quando da concessão das férias. se a empresa assim o adotar. mencionando o período aquisitivo a que se referem e os dias em que serão gozadas.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © A concessão das férias deverá ser comunicada ao empregado. PRAZO PARA PAGAMENTO O pagamento das férias. As anotações na CTPS podem ser feitas também com o uso de etiquetas gomadas.br . também. em recibo. disponibilizar os valores devidos (seja por depósito. a anotação devida no livro ou nas fichas de registro de empregado ou ainda no sistema informatizado. o empregado dará quitação do pagamento. Após este prazo. autenticadas pelo empregador ou seu representante legal. caberá ao empregador aceitar ou não a solicitação do empregado de converter 1/3 do seu direito em abono pecuniário. não está vinculado diretamente a dois dias úteis e sim. Carteira de Trabalho e Previdência Social – Apresentação A legislação trabalhista determina que o empregado antes de entrar em gozo de férias deverá apresentar sua CTPS ao empregador para que seja anotada a respectiva concessão.

09.2007.09.2007 (sábado)  Feriado Nacional: 07.09. Será computado o período anterior ao afastamento.09.2007:  Data início férias: 10. Depósito ou 06. ou No próprio sábado (08.122.2007 06. Exemplo: Empregado admitido em 03.09.09.2007 (sexta-feira) Formas de Pagamento – Prazo: FORMA PAGAMENTO DE PRAZO (2 DIAS) ENTENDIMENTO O pagamento deverá ser disponibilizado na conta do empregado até dia 06. desde que o empregado tenha tempo/condições previstas em lei para fazer o saque.2007 (quinta-feira) na própria empresa. Se o pagamento for em dinheiro. afastando-se para o serviço militar obrigatório em 05. já que é o último dia de expediente bancário.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © Podemos exemplificar este entendimento demonstrando a situação do empregado mensalista que compensa o sábado e que sairá de férias em 10. SERVIÇO MILITAR OBRIGATÓRIO Durante o período de afastamento para o serviço militar obrigatório não será computado o tempo para efeito de férias.2007 (quinta-feira).09.2007 Pagamento em Dinheiro 08.com.2007 (dentro do prazo legal).2006.09.03.12. www.2007 Transferência Bancária Pagamento em Cheque 06.09.2007) contra-recibo. retornando dia 10. desde que o empregado compareça à empresa dentro de 90 dias contados da respectiva baixa.guiatrabalhista. este poderá ser feito no dia 06.2007 ADIANTAMENTO DA 1ª PARCELA DO 13º SALÁRIO Fazem jus ao adiantamento da primeira parcela do 13º salário os empregados que gozarem férias a partir do mês de fevereiro do correspondente ano.07. se o empregador dispuser de condições e garantias de fazê-lo na residência ou onde o empregado se encontrar. O empregado que quiser receber a primeira parcela do 13º salário deverá requerê-la no mês de janeiro do ano correspondente.09.09. O pagamento deverá ser feito no mesmo prazo do depósito bancário.2007 (segunda-feira)  Prazo de 2 dias antes do início gozo: 08.br .

começará a contar a partir dali os 15 dias para a empresa efetuar o pagamento. conforme determina o artigo 487. FÉRIAS E DOENÇA O empregado que ficar doente durante as férias não terá seu período de gozo suspenso ou interrompido. parágrafo 1º da CLT. ou seja. efetuando-se o pagamento das diferenças salariais ocorridas durante o período da licença-maternidade.11. competindo à Previdência Social conceder o auxíliodoença previdenciário após referido período. trabalhará mais 4 meses. se for o caso.com.123. o Enunciado 261 do TST.04. O aviso prévio também não poderá ser concedido durante o período de férias. exceto quando já exista contrato de trabalho regularmente mantido com aquele. em virtude da incompatibilidade entre os objetivos de cada um desses institutos. como retornou dentro do prazo legal.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © Neste caso o empregado já tinha adquirido 8/12 avos de férias quando se afastou. uma vez que férias é um período para descanso do empregado e aviso prévio é um período para que o empregado procure um novo emprego no caso de demissão sem justa causa e pedido de demissão é um prazo para que o empregador encontre novo profissional para substituí-lo.2008. ocorrer o nascimento da criança. assim dispõe: www.12. para adquirir o direito às férias. o gozo das mesmas ficará suspenso e será concedida a licença-maternidade. as férias serão retomadas. Após o término das férias. iniciando-se novo período aquisitivo dia 10. FÉRIAS E PARTO Se. Entretanto. de 10.2007 até 09. EMPREGADOS COM MENOS DE 12 MESES DE SERVIÇO O empregado só fará jus às férias após cada período completo de 12 meses de vigência do contrato de trabalho.guiatrabalhista.2008. PRESTAÇÃO DE SERVIÇO DURANTE O PERÍODO DE FÉRIAS O empregado em gozo de férias não poderá prestar serviços a outro empregador.2003). reformulado pela Resolução 121/2003 (DOU 19.br . salvo Convenção ou Acordo Coletivo em contrário. se o empregado continuar doente. Se o mesmo solicitar dispensa antes deste período. na rescisão contratual não receberá qualquer verba a título de férias. durante as férias da empregada gestante. FÉRIAS E AVISO PRÉVIO O empregador deverá computar como tempo de serviço para efeito de férias o prazo do aviso prévio trabalhado e do indenizado. Após o término do respectivo benefício.04.

197/1999). na oportunidade. baseados na Convenção 132 da OIT (ratificada pelo Brasil através do Decreto 3. os empregados que não completaram ainda o período aquisitivo ficam impedidos de prestar serviços.2002 . em 01. novo período aquisitivo. então. . que acarrete paralisação das atividades da empresa ou de determinados estabelecimentos ou setores da mesma. ou após 2 anos da extinção do contrato (art. no pedido de demissão pelo empregado com menos de 12 meses de serviço.2006) trabalhará 2 meses para completar o período aquisitivo de férias em 31.01.br .período concessivo: 07.07.2000 a 06.02.02.guiatrabalhista.contagem da prescrição: www.2000. iniciando-se.2006. PRESCRIÇÃO Empregado Urbano e Rural As férias para empregados urbanos e rurais prescrevem no prazo de 5 anos contados do término do período concessivo. o empregado não perde o direito às férias.2006). Exemplo: Empregado obtém 6 meses de licença não-remunerada. 149 da CLT e art.” Portanto.02. Se ele tinha 10 meses de emprego na época de concessão da licença (portanto suas férias proporcionais equivaliam a 10/12 avos). Quando se tratar de férias coletivas. Caso for demitido. apesar de constar da CLT o não direito à percepção de férias proporcionais. 7º da CF/88).com. os tribunais trabalhistas. CONTRATO DE TRABALHO SUSPENSO Caso durante o período aquisitivo tenha ocorrido suspensão do contrato de trabalho (exemplo: concessão de licença não remunerada). quando voltar da licença (01. Nesta data (31. inicia-se um novo período aquisitivo.124. pois o período de suspensão pára a contagem. não tirou férias referente ao período aquisitivo 2000/2001.08.02. férias proporcionais ao tempo de serviço. reconhecem este direito.02. terá direito às férias proporcionais. Exemplo 1: Empregado admitido em 07. Assim.08. o artigo 140 da CLT estabelece que os empregados contratados há menos de 12 meses gozarão.2006. Base: artigo 133 da CLT.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © “O empregado que se demite antes de completar 12 (doze) meses de serviço tem direito a férias proporcionais.2001 a 06.2001 .período aquisitivo: 07.

05 = 3 anos .02 a 10.04 = 2 anos .02.05 a 10.07 a 10.07 = 4 anos .02.08 = 5 anos O direito ao período aquisitivo 2001/2002 prescreverá em 11.02.02 a 06.02. Exemplo 2: Empregado admitido em 11.com.06 a 10. Decreto nº 3. emprego de artifício ou simulação com o objetivo de fraudar a lei.125.03 a 06.contagem da prescrição: .04 = 1 ano .02.02.de 07.02.02.02.2001.02 . FÉRIAS . www.de 11.guiatrabalhista.06 = 4 anos .de 07. a multa será dobrada.02. desde que requerido no prazo estabelecido na legislação trabalhista. não tirou férias referente ao período aquisitivo 2001/2002.de 07.02. Bases: artigos 129 a 145 e 153 da CLT.02.06 = 3 anos .02.02.período aquisitivo: 11.05 a 06.2008.02. Em caso de reincidência.02.02.06 a 06.02.período concessivo: 11.07 = 5 anos O direito ao período aquisitivo 2000/2001 prescreveu em 07.04 a 10.de 11.05 = 2 anos . 440 da CLT).de 07.02.02. Lei nº 8. PENALIDADES As infrações aos dispositivos que regulam a matéria serão punidas com multa de 160 (cento e sessenta) Ufir por empregado em situação irregular. e os citados no texto.de 11.02.036/90.02.de 11. Empregado Menor Contra empregado menor de 18 anos de idade não corre nenhum prazo prescricional (art. É uma opção ao empregado.2007.03 .04 a 06.02.de 11.de 07.02.03 = 1 ano . independente da concordância do empregador.01 a 10. .ABONO PECUNIÁRIO Abono pecuniário é a conversão em dinheiro. embaraço ou resistência à fiscalização.02. de 1/3 (um terço) dos dias de férias a que o empregado tem direito.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © .02.br .048/99.03 a 10.02.

o empregado poderá converter 8.br . quando for o caso. o abono pecuniário também será em dobro. mais recentemente. 6 ou 4 dias em abono pecuniário e gozará 16. pela Instrução Normativa 936/2009 da RFB. foi pacificada através do Parecer PGFN 1. a conversão de 1/3 (um terço) das férias em abono pecuniário deverá ser objeto de acordo coletivo entre o empregador e o sindicato representativo da respectiva categoria profissional. na rubrica própria. tendo em vista que a base de cálculo é a remuneração das respectivas férias.126. até 15 (quinze) dias antes do término do período aquisitivo. Caso o direito seja de 24.A não incidência do imposto de renda (discutida judicialmente por algum tempo) sobre o abono pecuniário.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © Conversão em Abono Se o empregado tem direito a 30 dias de férias. 12 ou 8 dias de férias. concomitantemente ao ADI RFB 28/2009.guiatrabalhista. respectivamente. RECIBO DE PAGAMENTO DO ABONO O valor correspondente ao abono pecuniário deverá constar do recibo de férias. bem como sobre o respectivo 1/3 constitucional. poderá converter 10 dias em dinheiro e gozar 20 dias de férias. deverão ser quitados no prazo previsto na legislação trabalhista para pagamento de salários ou em norma coletiva da categoria. ENCARGOS SOCIAIS Sobre o valor do abono pecuniário de férias não há incidência de contribuição previdenciária e FGTS.905/2004. até 2(dois) dias antes do início do período de fruição das férias. Quando o requerimento do abono pecuniário de férias ocorrer após o prazo legal. PRAZO DE PAGAMENTO O abono pecuniário deverá ser pago juntamente com a remuneração das férias. ao empregador é facultado atender ou não o pedido. os dias trabalhados em parte do mês de concessão das férias. em face de não concessão das férias no prazo legal. MODELO DE REQUERIMENTO DO ABONO www.com. FÉRIAS COLETIVAS No caso de férias coletivas. VALOR DO ABONO O valor do abono pecuniário deve ser calculado sobre a remuneração das férias já acrescidas do terço constitucionalmente garantido. PRAZO DE REQUERIMENTO O empregado que desejar converter 1/3 (um terço) de suas férias em abono pecuniário deverá requerê-lo ao empregador. por escrito. quando mais favorável. mesmo que tenha requerido a conversão na época oportuna. 18 ou 12 dias. bem como. FÉRIAS EM DOBRO Quando ocorrer pagamento em dobro. não importando a vontade individual do empregado. Contudo.

gozará 20 dias de férias...br ...320...127. . ___________________________________ Nome/Assinatura do Empregado Data __/__/___ Ciente do Empregador: EXEMPLOS DE CÁLCULOS a) Empregado com direito a 30 dias de férias e salário mensal de R$ 1...Sas...com.00....... de . conforme me faculta o artigo 143 da CLT..... solicitar a V........Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © Local e data: . www.guiatrabalhista.. Ao Departamento de Pessoal da Empresa .. Atenciosamente... de ..... Prezados Senhores: Venho pela presente.. tendo em vista que converteu 1/3 das férias em abono pecuniário.. a conversão de 1/3 (um terço) das minhas férias referentes ao período aquisitivo de 01/07/2003 a 30/06/2004 em abono pecuniário......

00 1/3 Constituição Federal Abono Pecuniário R$ 146.00 TOTAL DESCONTOS LIQUIDO A RECEBER (Hum mil. seissentos e cinquenta e quatro reais e quarenta centavos) Recebi de WF Industrial Ltda DE R$ 1.33 Imposto de Renda R$ Abono Pecuniário 10 dias R$ 440.760. CIDADE / UF . seissentos e cinquenta e quatro reais e quarenta centavos) CONFORME DEMONSTRATIVO ACIMA REFERENTE A 20 DIAS DE FÉRIAS.67 TOTAL REMUNERAÇÃO R$ 1.com.128. 31 de Outubro de 2008 Empregado OBS: O RECIBO DE FÉRIAS DEVERÁ SER QUITADO PELO EMPREGADO PELO MENOS 2(DOIS) DIAS ANTES DO PERÍODO DE GOZO DE FÉRIAS www.br .Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © RECIBO DE FÉRIAS Empresa Unidade Nome do Empregado Ctps / Série Cargo / Função Depto / Setor Período Aquisitivo 01 / 06 / 2007 a 31 / 05 / 2008 Período de Gozo 03 / 11 / 2008 a 22 / 11 / 2008 Dias de Ferias 20 Abono Pecuniário 10 Adto 13º Salário Não Faltas não justificadas no período aquisitivo 0 Dia de Retorno ao Trabalho 24 / 11 / 2008 Salário Mensal : Média Horas Extras Média Variáveis Total Remuneração para Férias R$ R$ R$ R$ 1 1 DEMONSTRATIVO DOS CÁLCULOS VALOR DA REMUNERAÇÃO DE FÉRIAS RETENÇÃO PARA FINS DE DESCONTO Férias 20 dias R$ 880.guiatrabalhista.40 R$ R$ 1 A IMPORTÂNCIA LÍQUIDA (Hum mil.654.00 Inss 9% R$ 1/3 Constituição Federal R$ 293.

br .00 Inss 9% R$ 105.guiatrabalhista. seissentos e cinquenta e quatro reais e quarenta centavos) Recebi de WF Industrial Ltda DE R$ 1.00 1/3 Constituição Federal Abono Pecuniário R$ 146.40 R$ R$ 105.00 TOTAL DESCONTOS LIQUIDO A RECEBER (Hum mil.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © RECIBO DE FÉRIAS Empresa Unidade Nome do Empregado Ctps / Série Cargo / Função Depto / Setor Período Aquisitivo 01 / 06 / 2007 a 31 / 05 / 2008 Período de Gozo 03 / 11 / 2008 a 22 / 11 / 2008 Dias de Ferias 20 Abono Pecuniário 10 Adto 13º Salário Não Faltas não justificadas no período aquisitivo 0 Dia de Retorno ao Trabalho 24 / 11 / 2008 Salário Mensal : Média Horas Extras Média Variáveis Total Remuneração para Férias R$ R$ R$ R$ 1.00 1.67 TOTAL REMUNERAÇÃO R$ 1.33 Imposto de Renda R$ Abono Pecuniário 10 dias R$ 440.320.654.60 1. seissentos e cinquenta e quatro reais e quarenta centavos) CONFORME DEMONSTRATIVO ACIMA REFERENTE A 20 DIAS DE FÉRIAS. CIDADE / UF .320. 31 de Outubro de 2008 Empregado OBS: O RECIBO DE FÉRIAS DEVERÁ SER QUITADO PELO EMPREGADO PELO MENOS 2(DOIS) DIAS ANTES DO PERÍODO DE GOZO DE FÉRIAS www.654.760.129.00 DEMONSTRATIVO DOS CÁLCULOS VALOR DA REMUNERAÇÃO DE FÉRIAS RETENÇÃO PARA FINS DE DESCONTO Férias 20 dias R$ 880.60 1/3 Constituição Federal R$ 293.40 A IMPORTÂNCIA LÍQUIDA (Hum mil.com.

Nota: Foram utilizadas as tabelas de INSS e IRF vigentes em maio/09.guiatrabalhista. b) Empregado com direito a 18 dias de férias e salário mensal de R$ 1.600. www. gozará 12 dias de férias. tendo em vista as 16 (dezesseis) faltas injustificadas no período aquisitivo e a conversão de 1/3 das férias em abono pecuniário.00.br .Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © Veja que no exemplo acima o valor do abono pecuniário bem como o respectivo 1/3 constitucional sobre o abono não foram considerados para cálculo do imposto de renda.130.com.

00 1/3 Constituição Federal Abono Pecuniário R$ 106.com.br .33 Imposto de Renda R$ Abono Pecuniário 06 dias R$ 320.131.211.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © RECIBO DE FÉRIAS Empresa Unidade Nome do Empregado Ctps / Série Cargo / Função Depto / Setor Período Aquisitivo 01 / 06 / 2007 a 31 / 05 / 2008 Período de Gozo 03 / 11 / 2008 a 22 / 11 / 2008 Dias de Ferias 12 Abono Pecuniário 6 Adto 13º Salário Não Faltas não justificadas no período aquisitivo 16 Dia de Retorno ao Trabalho 17 / 11 / 2008 Salário Mensal : Média Horas Extras Média Variáveis Total Remuneração para Férias R$ R$ R$ R$ 1 1 DEMONSTRATIVO DOS CÁLCULOS VALOR DA REMUNERAÇÃO DE FÉRIAS RETENÇÃO PARA FINS DE DESCONTO Férias 12 dias R$ 640.guiatrabalhista.00 TOTAL DESCONTOS LIQUIDO A RECEBER (Hum mil.280.00 Inss 8% R$ 1/3 Constituição Federal R$ 213. duzentos e onze reais e setenta e três centavos) CONFORME DEMONSTRATIVO ACIMA REFERENTE A 12 DIAS DE FÉRIAS. 31 de Outubro de 2008 Empregado OBS: O RECIBO DE FÉRIAS DEVERÁ SER QUITADO PELO EMPREGADO PELO MENOS 2(DOIS) DIAS ANTES DO PERÍODO DE GOZO DE FÉRIAS www. duzentos e onze reais e setenta e três centavos) Recebi de WF Industrial Ltda DE R$ 1.73 R$ R$ 1 A IMPORTÂNCIA LÍQUIDA (Hum mil.67 TOTAL REMUNERAÇÃO R$ 1. CIDADE / UF .

Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © RECIBO DE FÉRIAS Empresa Unidade Nome do Empregado Ctps / Série Cargo / Função Depto / Setor Período Aquisitivo 01 / 06 / 2007 a 31 / 05 / 2008 Período de Gozo 03 / 11 / 2008 a 22 / 11 / 2008 Dias de Ferias 12 Abono Pecuniário 6 Adto 13º Salário Não Faltas não justificadas no período aquisitivo 16 Dia de Retorno ao Trabalho 17 / 11 / 2008 Salário Mensal : Média Horas Extras Média Variáveis Total Remuneração para Férias R$ R$ R$ R$ 1.com.00 DEMONSTRATIVO DOS CÁLCULOS VALOR DA REMUNERAÇÃO DE FÉRIAS RETENÇÃO PARA FINS DE DESCONTO Férias 12 dias R$ 640. 31 de Outubro de 2008 Empregado OBS: O RECIBO DE FÉRIAS DEVERÁ SER QUITADO PELO EMPREGADO PELO MENOS 2(DOIS) DIAS ANTES DO PERÍODO DE GOZO DE FÉRIAS www.br . CIDADE / UF .33 Imposto de Renda R$ Abono Pecuniário 06 dias R$ 320.00 1/3 Constituição Federal Abono Pecuniário R$ 106.211.27 1.00 TOTAL DESCONTOS LIQUIDO A RECEBER (Hum mil.73 R$ R$ 68.00 1.132. duzentos e onze reais e setenta e três centavos) Recebi de WF Industrial Ltda DE R$ 1.73 A IMPORTÂNCIA LÍQUIDA (Hum mil.211.280.27 - TOTAL REMUNERAÇÃO R$ 1.guiatrabalhista.67 68.00 Inss 8% R$ 1/3 Constituição Federal R$ 213. duzentos e onze reais e setenta e três centavos) CONFORME DEMONSTRATIVO ACIMA REFERENTE A 12 DIAS DE FÉRIAS.600.600.

Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © www.br .com.guiatrabalhista.133.

inciso XVII. inclusive as microempresas. ÉPOCA DA CONCESSÃO As férias coletivas serão gozadas na época fixada em acordo ou convenção coletiva de trabalho. na seqüência das férias coletivas o empregado deve gozar férias individuais para quitar o seu período aquisitivo. de forma simultânea. artigo 7º. cabe ao empregador a adoção do regime e a determinação da época de sua concessão. .Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © Bases: Constituição Federal de 1988. Não havendo tal previsão. e . .br . a todos os empregados de uma empresa. Nota: As microempresas e as empresas de pequeno porte (Lei Complementar 123/2006) são dispensadas de comunicar ao Ministério do Trabalho e Emprego a concessão de férias coletivas.comunicar ao órgão local do Ministério do Trabalho. artigos 129 a 145. com antecedência mínima de 15 (quinze) dias. no prazo de 15 (quinze) dias.134.guiatrabalhista. independentemente de terem sido completados ou não os respectivos períodos aquisitivos. REQUISITOS PARA A CONCESSÃO As empresas.com. com as datas de início e término das férias e quais os setores e departamentos abrangidos. www. Menores de 18 Anos e Maiores de 50 Anos É proibido ao empregador fracionar o período de férias dos empregados menores de 18 (dezoito) anos e maiores de 50 (cinqüenta) anos. FRACIONAMENTO As férias coletivas podem ser gozadas em 2 (dois) períodos anuais desde que nenhum deles seja inferior a 10 (dez) dias corridos. a adoção do regime. as datas de início e fim das férias. CLT. para concederem férias coletivas deverão observar as determinações da legislação trabalhista.indicar os departamentos ou setores abrangidos. mediante a afixação de aviso nos locais de trabalho. ou seja. O empregador deverá: . ou apenas aos empregados de determinados estabelecimentos ou setores de uma empresa. cópia da comunicação aos sindicatos da categoria profissional. FÉRIAS COLETIVAS São férias coletivas as concedidas.comunicar aos empregados com antecedência mínima de 15 (quinze) dias.enviar.

.. ________________________________ carimbo e assinatura da empresa EMPREGADOS COM MENOS DE 12 MESES DE SERVIÇO O empregado só fará jus às férias após cada período completo de 12 meses de vigência do contrato de trabalho........nº.. inscrita no CNPJ nº ... Exemplo: Empregado contratado em 05.... de ... comunicamos que a empresa concederá férias coletivas a (discriminar quem está abrangido pela medida) no período de .....2009.../../.. . férias proporcionais ao tempo de serviço.... § 2º..... Ref......com..... Assim... concedida pelo empregador a todos os empregados da empresa... .. iniciando-se../..... Delegado Regional do Trabalho no Estado de .................135.....05.........: CONCESSÃO DE FÉRIAS COLETIVAS ... Sr../...../.. comunica que no período de .....Inscrição Estadual nº ... se parcial)..nesta cidade. concederá férias coletivas a (discriminar se a todos os empregados ou quais os setores ou departamentos. da CLT..... com sede na Rua ... Aviso Aos Empregados das Férias Coletivas AVISO Em atendimento ao disposto no parágrafo 3º do artigo 139 da CLT.. www.de ... Quando se tratar de férias coletivas....guiatrabalhista.. os empregados que não completaram ainda o período aquisitivo ficam impedidos de prestar serviços. a ...... a ...(nome da empresa).... novo período aquisitivo........ a partir do dia 22.br ......2008 sairá de férias coletivas...../.. _______________________________ carimbo e assinatura da empresa Comunicação ao Sindicato Enviar cópia da comunicação remetida ao órgão local do Ministério do Trabalho para o Sindicato dos trabalhadores da categoria........ que acarrete paralisação das atividades da empresa ou de determinados estabelecimentos ou setores da mesma. de..12...Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © MODELOS DE COMUNICAÇÃO Comunicação à DRT Ilmo. ..... na oportunidade... em atendimento ao disposto no artigo 139......../. o artigo 140 da CLT estabelece que os empregados contratados há menos de 12 meses gozarão.. de .........01../.........2008 até o dia 10. então..

2008 = 08/12 avos (+ 17 dias trabalhados = 1 avo) .136. .07. iniciando novo período aquisitivo a partir do dia 22.05. Exemplo: Empregado contratado em 01. o empregador deverá considerar como licença remunerada os dias que excederem àqueles correspondentes ao direito adquirido pelo empregado.12.2008 a 21. o que corresponde a 10 dias de férias.2008 a 04.06.09 = 15 dias.10. Férias Proporcionais Inferiores às Férias Coletivas Sendo as férias proporcionais do empregado que ainda não tenha 12 meses de trabalho concedido pela empresa. iniciando novo período aquisitivo a partir do dia 22.08 a 05.as férias coletivas de compreende o período de 22.12. não há previsão legal de que o www.2008 = 06/12 avos .08.12.12.05.05.05. Este valor não poderá ser descontado dele posteriormente.11.11.06.2008 = 01/12 avos . O período aquisitivo desse empregado ficará quitado.br .o direito adquirido do empregado constitui 4/12 avos.2008 = 07/12 avos .12. Nota: O empregador estará isento do pagamento da licença remunerada caso haja a possibilidade de o empregado retornar ao trabalho após os 10 dias a que tinha direito.05.guiatrabalhista. Para tanto.2008 = 02/12 avos .12. o que corresponde a 20 dias de férias. ou seja.12.o direito adquirido do empregado constitui 8/12 avos trabalhados sem nenhuma falta injustificada durante este período.12. .08 sairá de férias coletivas.08.08.05.09. Serão pagos como férias coletivas 10 dias e os 5 dias restantes serão pagos como licença remunerada na folha de pagamento normal. concedida pelo empregador a todos os empregados da empresa.09.01. O período aquisitivo desse empregado ficará quitado.2008 a 04.07.as férias coletivas de 22.01.2009 = 20 dias.09.2008 = 03/12 avos . seja em rescisão ou concessão de férias do próximo período aquisitivo.2008 a 10.05.05.2008.2008 = 05/12 avos .2008 a 04. é indispensável que parte da empresa ou alguns setores não tenham saído de férias ou estejam retornando na mesma data do empregado.10.2008 = 04/12 avos . e ainda na impossibilidade de ser excluído da medida.2008 até o dia 05. .05.2008 a 04.2008 a 04.2008 a 04.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © Contagem do período proporcional: .2008 a 04.2009.com. a partir do dia 22.01.

12.2009. o empregado direito às férias proporcionais superiores ao período de férias coletivas concedido pela empresa.guiatrabalhista. www. . ABONO PECUNIÁRIO O empregado tem a faculdade de converter 1/3 (um terço) do período de férias em abono pecuniário. dentro do período concessivo. Férias Proporcionais Superiores às Férias Coletivas Tendo. ou se o empregador preferir. a título de licença remunerada. quando contava com menos de 12 meses de serviço na empresa. na ocasião das férias coletivas. concedida pelo empregador a todos os empregados da empresa. o que corresponde a 25 dias de férias. Essa conversão nas férias coletivas deverá ser objeto de acordo coletivo entre o empregador e o sindicato representativo da respectiva categoria profissional. Serão pagos como férias coletivas 15 dias e os 10 dias restantes deverão ser concedidos posteriormente. dentro do período concessivo.09 = 15 dias.as férias coletivas de 22. . ADICIONAL DE 1/3 CONSTITUCIONAL SOBRE AS FÉRIAS O adicional de 1/3 sobre as férias é um direito atribuído aos trabalhadores empregados pela Constituição Federal de 1988.03.12. o valor pago pelo empregador. poderão ser concedidas na seqüência das férias coletivas.08 sairá de férias coletivas.08. ou ainda conceder ao empregado. RESCISÃO DO CONTRATO DE EMPREGADO COM MENOS DE 12 MESES Ocorrendo a rescisão do contrato de trabalho do empregado beneficiado com as férias coletivas. o período de férias adquirido.08 a 05. não poderá ser descontado quando da quitação dos valores devidos ao empregado. para que haja quitação total.o direito adquirido do empregado constitui 10/12 avos.com.137. Exemplo: Empregado contratado em 03. integralmente.01.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © empregador possa determinar que um único empregado retorne ao trabalho (mesmo sem atividade) com o único objetivo de se isentar do pagamento da licença.2008 até o dia 05. independente de solicitação do empregado. a partir do dia 22. o empregador deverá conceder o período de férias coletivas ao empregado e complementar os dias restantes em outra época.br . O novo período aquisitivo desse empregado inicia-se dia 22.01.12.

... Término... www. __________________________________ carimbo e assinatura da empresa As anotações e as atualizações da Carteira de Trabalho e Previdência Social poderão ser feitas com o uso de etiquetas gomadas.....Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © O referido adicional é calculado sobre a remuneração das férias.... para efeitos de controle..... Estabelecimento................. mas quando da cessação do contrato de trabalho convém... também..... o empregador deverá efetuar..... As microempresas estão dispensadas dessa obrigação. para que seja anotada a respectiva concessão....... Aposição de Carimbo ou Etiqueta Gomada Quando o número de empregados contemplados com as férias coletivas for superior a 300 (trezentos).... quando elas forem concedidas após o término do período concessivo. o empregador deverá proceder as anotações devidas na Carteira de Trabalho e Previdência Social e no Livro ou Ficha de Registro de Empregados..... a anotação devida no Livro ou Ficha de Registro de Empregados. Carteira de Trabalho e Previdência Social A legislação trabalhista determina que o empregado deverá apresentar a sua Carteira de Trabalho ao empregador antes de entrar em gozo de férias......5 cm por 7 cm. a empresa poderá realizar as anotações mediante carimbo. Setor ..... ao empregador anotar... inclusive abono pecuniário. nas medidas de 4... FÉRIAS EM DOBRO O empregado faz jus ao pagamento das férias em dobro.br ..... ANOTAÇÕES No momento da concessão das férias coletivas......guiatrabalhista........138....... e pago juntamente com as mesmas.. autenticadas pelo empregador ou seu representante legal..........com.. Registro de Empregados Quando da concessão das férias... Modelo: FÉRIAS COLETIVAS Início.

00 : 30 x 17) Férias em dobro (26 dias) = R$1.2009 Neste caso.04. Exemplo 2: .04.79 INCIDÊNCIAS Veja o arquivo “Quadro de Incidências Tributárias”.057.remuneração em dobro) Portanto.67) : 3 Total férias a receber = R$3. Assim o empregado goza 30 dias de descanso e recebe pecuniariamente 60 dias.término do concessivo: 01.00 : 30 x 26) 1/3 sobre as férias = R$ 764. sendo: 17 dias estão dentro do período concessivo (17 dias .139.06.04.2008 . O Enunciado TST nº 81 dispõe: "Os dias de férias. www.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © Esta dobra ocorre apenas em relação a remuneração. Considerando que a remuneração mensal do empregado seja de R$1.gozo das férias: 16.04.gozo das férias: 01.67 → (R$1. gozadas após o período legal de concessão. deverão ser remunerados em dobro.00. como o empregado saiu de férias depois do vencimento do período concessivo.04.386.guiatrabalhista.2008 .600.67 + 1.600.600.06.2007 ." Exemplo 1: .2009 a 30.término do aquisitivo: 01. nesta obra.67 → (R$1.com.386.2007 .45 → (R$906.br .remuneração normal) 13 dias estão fora do período concessivo (26 dias .2009 → (12 meses após o vencimento do período aquisitivo) . o empregado fará jus a 30 dias de descanso e 43 dias remunerados (17 + 26).2009 (gozou as férias depois do vencimento do período concessivo) Neste caso.03.2009 a 14.admissão: 02.término do aquisitivo: 01.04. fará jus ao dobro da remuneração (60 dias) e a 30 dias de descanso.2009 → (12 meses após o vencimento do período aquisitivo) .término do concessivo: 01.04. o valor total a receber de férias seria: Férias normais (17 dias) = R$ 906.admissão: 02. parte das férias foram gozadas dentro do período concessivo e parte não.

o empregador está sujeito a pena diária de 5% (cinco por cento) do salário mínimo. Base Legal: art. GFIP . o TST tem decidido que o terço constitucional deve ser calculado e pago sobre o valor dobrado das férias. As informações deverão ser apresentadas por meio magnético. desde Março/2005. PENALIDADES Até que seja cumprida a sentença. 137 da CLT. nos doze meses subsequentes à data em que o empregado tiver direito adquirido. prevendo multas pelo não cumprimento dessa norma.SEFIP GFIP é a Guia de Recolhimento do FGTS e de Informações à Previdência Social. da época de gozo das mesmas. sem que o empregador tenha concedido as férias. A GFIP substituiu a Guia de Recolhimento do FGTS . para fins de aplicação da multa de caráter administrativo. trazendo novas informações de interesse da Previdência Social.guiatrabalhista.cef. FÉRIAS INDENIZADAS E NÃO GOZADAS As férias indenizadas e não gozadas (conhecidas como "acordo de férias"). através do aplicativo Conectividade Social. MEIO DE COMPROVAÇÃO www. disponibilizado pela CAIXA. por sentença. Veja maiores detalhes.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © AJUIZAMENTO DE RECLAMAÇÃO O empregado após o vencimento do prazo de concessão. de 25/02/2005.140. Ainda o artigo 134 da CLT determina que as férias serão concedidas em um só período.com. a entrega da GFIP somente pode ser feita via Internet. poderá ajuizar reclamação pedindo a fixação. gerado pelo programa SEFIP disponível para download no site da Caixa Econômica Federal . devida ao empregado.gov.br). Cópia da decisão transitada em julgado será remetida ao órgão local do Ministério do Trabalho. mesmo que já pagas.br . Isto porque a CLT não dispensa o gozo das férias pelo funcionário. conforme dispõe em seu artigo 129. oferecendo informações para montar um cadastro eficiente de vínculos e remunerações dos segurados da Previdência Social. TERÇO CONSTITUCIONAL Além do pagamento das férias em dobro. podem ser reclamadas novamente pelo funcionário.GRE.CEF (www. Conforme Portaria MPS nº 227. que ultrapassarem 12 meses após o período aquisitivo.

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A concessão de benefícios pelo INSS está condicionada à comprovação, pelo segurado, do tempo de contribuição e das remunerações recebidas. Dificuldades de comprovação muitas vezes fazem com que o trabalhador perca seu direito ao benefício. A Previdência Social retirou esse ônus do segurado quando passou a utilizar a base de dados registrados no Cadastro Nacional de Informações Sociais - CNIS. Entretanto, apesar do grande avanço que esse cadastro representou, ele não supre todas as necessidades de informações da Previdência Social. Por esse motivo o Ministério da Previdência e Assistência Social, o Ministério do Trabalho e a CEF resolveram adaptar a GRE para também atender à Previdência Social e ao CNIS, visto que esse documento já possui grande parte das informações necessárias. Além do mais, a utilização de um documento já existente (GRE/FGTS) reduz sensivelmente os custos de coleta de informações, sendo a alternativa mais eficiente para o governo e para as empresas. BASE LEGAL A Lei n° 9.528, de 10 de dezembro de 1997, ao alterar a Lei n° 8.212/91, obrigou as empresas a prestarem ao INSS informações relativas aos fatos geradores de contribuições previdenciárias e outras que comporão a base de dados para fins de cálculos e concessão de benefícios previdenciários. OBJETIVOS Viabilizar o recolhimento/individualização de valores do FGTS e permitir à Previdência Social:  tornar mais ágil o acesso e aumentar a confiabilidade das informações referentes à vida laboral do segurado possibilitando melhor atendimento nos postos do INSS;  desobrigar o segurado, gradativamente, do ônus de comprovar o tempo de contribuição, a remuneração e a exposição a agentes nocivos, no momento em que requerer seus benefícios;  melhorar o controle da arrecadação das contribuições previdenciárias;  distinguir o sonegador do inadimplente e tratá-los de forma diferenciada. OBRIGAÇÃO São obrigadas a informar todas as pessoas físicas ou jurídicas sujeitas ao recolhimento do FGTS ou às contribuições/informações à Previdência Social. Estão desobrigados de informar:  empregador doméstico;  contribuinte individual sem empregado;  segurado especial. PERIODICIDADE A GFIP deverá ser entregue mensalmente, a partir de 01 de fevereiro de 1999, quando houver:  recolhimento ao FGTS e informações à Previdência Social;  apenas recolhimento ao FGTS;

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142- Manual Básico de Rotinas Trabalhistas ©  apenas informações à Previdência Social. PRAZO DE ENTREGA A GFIP deverá ser entregue até o dia 7 do mês seguinte ao da competência. Caso não haja expediente bancário no dia 7, a entrega deverá ser antecipada para o dia de expediente bancário imediatamente anterior. GPIF DECLARATÓRIA DO 13º SALÁRIO A partir do ano de 2005, os fatos geradores de contribuições previdenciárias relativos ao 13º salário, devem ser informados obrigatoriamente em GFIP de competência 13. O prazo é até o último dia do mês de janeiro. Nota: se o pagamento do 13º salário ocorreu por conta de rescisão de contrato de trabalho, as informações devem ser prestadas na GFIP da competência da rescisão, ou seja, no caso de 13º salário pago nas rescisões ocorridas em dezembro/07, as informações são prestadas na GFIP da competência 12/2007. ONDE ENTREGAR Deverá ser entregue pela internet, mediante aplicativo específico, denominado "Conectividade Social". O aplicativo é baixado no site da CEF (www.cef.gov.br). COMO INFORMAR As informações poderão ser apresentadas por meio magnético, gerado por programa distribuído pela CAIXA - programa SEFIP. CONTEÚDO DAS INFORMAÇÕES As empresas deverão informar os vínculos, remunerações e movimentações de seus trabalhadores. Deverão informar também, quando for o caso, além de outras informações específicas:  valor da comercialização da produção rural;  a receita bruta decorrente dos espetáculos desportivos;  a despesa com patrocínios a clubes de futebol profissional;  os trabalhadores expostos a agentes nocivos. GFIP SEM MOVIMENTO Os empregadores que em determinada competência não estejam sujeitas ao recolhimento do FGTS e não possuam nenhum fato gerador de contribuição previdenciária a informar (tais como: comercialização de produção rural, remuneração de contribuinte individual, retirada de prólabore, valores pagos a cooperativa, eventos desportivos/patrocínio) devem proceder, em relação à GFIP, da seguinte forma: a) entregar GFIP sem movimento na competência janeiro/1999 (início da obrigatoriedade de entrega da GFIP) ou na competência de início de atividades da empresa, ou ainda na competência que ocorreu tal situação; b) após a entrega da GFIP sem movimento, a empresa só deverá voltar a entregar GFIP na competência em que houver fato gerador de contribuição previdenciária ou recolhimento do

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FGTS; c) voltando a ocorrer fato gerador e novamente competência sem movimentação, nova GFIP sem movimento deverá ser entregue, repetindo o processo. PENALIDADES Deixar de apresentar a GFIP, independentemente do recolhimento das contribuições em GRPS, apresentá-la com dados não correspondentes aos fatos geradores e com erro de preenchimento nos dados não relacionados aos fatos geradores, sujeitarão o responsável às multas previstas na Lei 8.212/1991, com as alterações introduzidas pela Lei 9.528/1997, no que tange à Previdência Social e às sanções previstas na Lei 8.036/1990, no que se refere ao FGTS. INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES Para evitar transtornos no preenchimento da nova Guia, os empregadores podem solicitar informações e orientações junto a Central de Telemarketing e agências da CAIXA (Rede de Atendimento), Núcleo de Orientação ao Contribuinte - NOC , da Previdência Social, Postos do INSS, PREVFONE 0800-78-0191 e agências bancárias. SEFIP É um aplicativo que permite a qualquer empregador gerar a GFIP - Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social, e a GRPS - Guia de Recolhimento da Previdência Social. Desenvolvido pela CAIXA, o SEFIP é destinado às empresas que mantenham empregados, independentemente do número, com contrato de trabalho regido pela CLT. VANTAGENS DA SEFIP O Sistema gera e imprime a GFIP, a Relação dos Estabelecimentos Centralizados - REC, a Relação de Empregados - RE, se for o caso, e a GRPS. O SEFIP permite informar alterações cadastrais, detectando qualquer inconsistência nas informações em sua origem; gerar arquivo contendo as individualizações do recolhimento do FGTS, a partir do layout da folha de pagamento, estabelecido no programa; consultar e imprimir o saldo de todos os trabalhadores informados, para efeito de rescisão do contrato de trabalho, quando da carga de retorno da CEF para o empregador. FÉRIAS - REMUNERAÇÃO Durante as férias o empregado perceberá a remuneração que lhe for devida na data da sua concessão. A Constituição Federal, em seu art. 7º, inciso XVII, assegura o gozo de férias anuais com, pelo menos, um terço a mais do salário normal (1/3 constitucional). EMPREGADOS COM SALÁRIO FIXO Os empregados que recebem salário fixo terão a remuneração das férias calculada sobre o salário que percebem no momento da sua concessão.

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Exemplo: Empregado com mais de um ano de serviço e salário mensal de R$ 1.457,00, sairá de férias no período de 02/01 a 31/01.  R$ 1.457,00 : 31 = R$ 47,00/dia. Remuneração das férias:  período de gozo (30 dias): 30 x R$ 47,00 = R$ 1.410,00  1/3 constitucional: R$ 1.410,00 : 3 = R$ 470,00  Total bruto: R$ 1.880,00. Nota: Neste mês o empregado receberá 30 dias de férias com adicional de 1/3 constitucional mais 1 dia de salário no valor de R$ 47,00 (R$ 1.457,00 : 31). EMPREGADOS COMISSIONISTAS Para os empregados que recebem comissões ou percentagem sobre vendas, a remuneração base para o cálculo das férias é a obtida pela média aritmética dos valores recebidos nos 12 (doze) meses anteriores à concessão das férias. Quando o empregado percebe salário fixo mais comissões, na média das comissões será adicionado o valor do salário. Exemplo: Empregado com mais de um ano de serviço, salário fixo de R$ 1.250,00 mensais mais o total de comissões e DSR dos últimos 12 meses conforme demonstrado no quadro abaixo. Sairá de férias no período de 02/01 a 31/01. Mês Janeiro Fevereiro Março Abril Maio Junho Julho Agosto Comissão R$ 760,00 R$ 730,00 R$ 700,00 R$ 725,00 R$ 790,00 R$ 810,00 R$ 825,00 R$ 780,00 DSR R$ 152,00 R$ 146,00 R$ 140,00 R$ 145,00 R$ 158,00 R$ 162,00 R$ 165,00 R$ 156,00 Total R$ 912,00 R$ 876,00 R$ 840,00 R$ 870,00 R$ 948,00 R$ 972,00 R$ 990,00 R$ 936,00

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Setembro Outubro Novembr o Dezembro Total

R$ 660,00 R$ 790,00 R$ 805,00 R$ 910,00 R$ 9.285,00

R$ 132,00 R$ 158,00 R$ 161,00 R$ 182,00 R$ 1.857,00

R$ 792,00 R$ 948,00 R$ 966,00 R$ 1.092,00 R$ 11.142,00

  

salário fixo: R$ 1.250,00 (R$ 1.250,00 : 31 = R$ 40,32/dia) média das comissões: R$ 9.285,00 : 12 = R$ 773,75/mês média do DSR: R$ 1.857,00 : 12 = R$ 154,75/mês Remuneração das férias:      salário fixo: 30 x 40,32 = R$ 1.209,60 comissões: R$ 773,75 DSR s/comissões: R$ 154,75 1/3 constitucional: R$ 2.138,10 : 3 = R$ 712,70 Total bruto: R$ 2.850,80. EMPREGADOS QUE PERCEBEM ADICIONAIS Os adicionais por trabalho extraordinário, noturno, insalubre ou perigoso serão computados no salário que servirá de base ao cálculo da remuneração de férias. Se, no momento das férias, o empregado não estiver percebendo o mesmo adicional do período aquisitivo, ou quando o valor deste não tiver sido uniforme, será computada a média dos 12 meses recebida naquele período. Exemplo: Empregado com mais de um ano de serviço, salário fixo de R$ 858,00 mensais, durante o período aquisitivo realizou horas extras a 50% que somaram 312 horas e de DSR sobre horas extras 60 horas. Sairá de férias de 02/01 a 31/01. - salário fixo: R$ 858,00 - valor das horas extras: R$ 858,00 : 220 = R$ 3,90 + 50% = R$ 5,85 - horas extras: 312 h : 12 = 26 - média das horas extras =R$ 5,85 x 26 = R$ 152,10 - DSR sobre horas extras/média: 60h : 12 = 5h www.guiatrabalhista.com.br

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R$ 5,85 x 5 = R$ 29,25 Remuneração das férias: - salário fixo: R$ 858,00 : 31 x 30 = R$ 830,32 - média das horas extras - 26 h = R$ 152,10 - DSR s/horas extras - 5h = R$ 29,25 - 1/3 constitucional: R$ 1.011,67 : 3 = R$ 337,22 Total bruto: R$ 1.348,89 EMPREGADOS TAREFEIROS A remuneração, utilizada para o cálculo das férias, é obtida pela multiplicação da média das tarefas do período aquisitivo pelo seu valor na data da concessão. Exemplo: Empregado com mais de um ano de serviço, realizou no período aquisitivo 780 tarefas e de DSR 142 tarefas, o valor da tarefa é de R$ 35,00. Sairá de férias no período de 02/01 a 31/01. Remuneração das férias: - média das tarefas: 780 : 12 = 65 - R$ 35,00 x 65 = R$ 2.275,00 - média do DSR: 142 : 12 = 11,83 tarefas - R$ 35,00 x 11,83 = R$ 414,05 - 1/3 constitucional: R$ 2.689,05 : 3 = R$ 896,35 - total bruto: R$ 3.585,40 INCIDÊNCIAS INSS Sobre a remuneração do gozo de férias e do respectivo adicional constitucional (1/3) incide o INSS conforme a faixa em que se enquadre. A composição do salário-de-contribuição para se determinar a alíquota a ser aplicada inclui a remuneração do gozo das férias, do adicional de 1/3 constitucional e do salário do mês. Nota: Sobre o abono pecuniário e seu respectivo adicional constitucional (1/3) não incide INSS. FGTS Haverá incidência normal do FGTS sobre a remuneração do gozo das férias e do seu respectivo adicional constitucional. A base de incidência do FGTS é composta da remuneração do gozo das férias, do adicional de 1/3 constitucional e do salário do mês. www.guiatrabalhista.com.br

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Nota: Sobre o abono pecuniário e seu respectivo adicional constitucional (1/3) não incide FGTS. IMPOSTO DE RENDA O Imposto de Renda na Fonte incidirá sobre o total pago a título de férias, compreendidos nessas a remuneração do gozo, o abono pecuniário e o adicional de 1/3 constitucional. A tributação ocorrerá separadamente do salário do mês. No caso de rescisão de contrato de trabalho, não haverá retenção sobre tais verbas, conforme Solução Divergência SRFB 1/2009. GUARDA DE DOCUMENTOS – PRAZOS

Documento Acordo de Compensação

Período

Base Legal CF, art. 7º, XXIX CF, art. 7º, XXIX CF, art. 7º, XXIX

5 anos durante o emprego, até 2 anos após a rescisão 5 anos durante o emprego, até Acordo de Prorrogação 2 anos após a rescisão 5 anos durante o emprego, até Atestado Médico 2 anos após a rescisão * vide GPS Autorização para desconto não previsto 5 anos durante o emprego, até em lei 2 anos após a rescisão

CF, art. 7º, XXIX CF, art. 7º, Aviso Prévio 2 anos XXIX Port. MTb nº CAGED - Cadastro Geral de Empregados 3 anos a contar da data da 2.115/99, art. e Desempregados postagem 1º, § 2º Dec.-lei nº Comprovante de Cadastramento 10 anos 2.052/83, PIS/PASEP arts. 3º e 10 Art. 81 § 6º Comprovante de Retenção do INSS 10 anos da IN SRP Contribuintes Individuais 3/2005 Declaração de Instalação (NR-2 - Portaria Indeterminado não há 3.214/78) Documentação sobre imposto de renda na Art. 174 do 7 anos fonte CTN Exames Médicos 20 anos, no mínimo, após o Portaria nº www.guiatrabalhista.com.br

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desligamento do empregado FGTS - GFIP - GRFP Folha de votação de eleição da CIPA 30 anos 5 anos

GRCS - Guia de Recolhimento de 5 anos Contribuição Sindical GPS e toda documentação previdenciária quando não tenha havido levantamento fiscal. (Folha de pagamento, recibos, Ficha de Salário-Família, Atestados médicos, guia de recolhimento) Livro de Atas da CIPA Livro de Inspeção do Trabalho Mapa Anual de Acidente de Trabalho Pedido de Demissão PPP Perfil Previdenciário RAIS Profissiográfico 10 anos, exceto na hipótese de dolo, fraude ou simulação, o INSS poderá a qualquer tempo apurar e constituir seus créditos Indeterminado Indeterminado 5 anos 2 anos 20 anos

3.214/78, NR 7 Decreto nº 99.684/90 Portaria nº 3.214/78, NR 5 CTN - Lei 5.172/66, art. 174 Decreto nº 3.048/99, art. 348 não há não há Portaria nº 3.214/78, NR 4 CF, art. 7º, XXIX § 11 Art. 178 IN INSS 118/2005 Dec.-lei nº 2.052/83, arts. 3º e 10 CF, art. 7º, XXIX CF, art. 7º, XXIX Resolução CODEFAT 392/2004 CF, art. 7º, XXIX CF, art. 7º, XXIX

10 anos 5 anos, durante o emprego até 2 anos após a rescisão * vide GPS 5 anos durante o emprego, até 2 anos após a rescisão * vide GPS

Recibo de abono de férias

Recibo de adiantamento salarial

Recibo de entrega da Comunicação de 5 anos Dispensa - CD (Seguro-Desemprego) Recibo de gozo de férias 5 anos durante o emprego, até 2 anos após a rescisão * vide GPS 5 anos durante o emprego, até 2 anos após a rescisão * vide GPS

Recibo de pagamento de salário

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Vale-transporte 2 anos após a rescisão XXIX Indeterminado Indeterminado nº art. desde que dela constem os dados necessários à identificação do beneficiário e à comprovação do direito.422/75. assim como zelar pelo efetivo pagamento das parcelas devidas.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © Registro de Empregados Registro de segurança de caldeiraria não há não há Dec. a assistência na rescisão contratual é devida aos beneficiários habilitados perante o órgão previdenciário. bem como empregador doméstico. 7º. art. art.07. Art. 2 anos * vide GPS Trabalho XXIX 5 anos durante o emprego. APOSENTADORIA OU MORTE DO EMPREGADO Na ocorrência de morte do empregado. 982 do CPC.-lei Salário-Educação . Para maiores detalhes. fiscal. É vedada a cobrança de qualquer taxa ou encargo pela prestação da assistência na rescisão contratual. art. A assistência é devida na rescisão do contrato de trabalho firmado há mais de 1 (um) ano. reconhecidos judicialmente ou previstos em escritura pública lavrada nos termos do art. sistemas e arquivos utilizados para registro de negócios e atividades econômicas ou financeiras. até CF.Documentos de 10 anos 1. 982 Código de Processo Civil: www.guiatrabalhista.2003. convênios 1º. 7º. acesse o tópico Arquivos Digitais. ainda que optante do FGTS. LIMITAÇÃO DA ASSISTÊNCIA Não é devida a assistência à rescisão de contrato de trabalho em que figurem a União.com.149. e consiste em orientar e esclarecer empregado e empregador sobre o cumprimento da lei. até CF. os municípios. trabalhista e previdenciária. durante 10 anos.br . Solicitação de abono de férias 2 anos após a rescisão XXIX Termo de Rescisão de Contrato de CF. § 3º 5 anos durante o emprego. 7º. os estados. suas autarquias e fundações de direito público que não explorem atividade econômica. HOMOLOGAÇÃO – RESCISÃO DO CONTRATO DE TRABALHO A homologação da rescisão do contrato de trabalho deve ser assistida gratuitamente. NOTA: A partir de 01. escrituração de livros ou produção de documentos de natureza contábil. as empresas e equiparados devem arquivar e conservar em meio digital ou assemelhado.

PRESENÇA OBRIGATÓRIA O ato da rescisão assistida exigirá a presença do empregado e do empregador. pela entidade sindical. o Defensor Público. na falta ou impedimento das autoridades referidas. Em caso de categoria não organizada em sindicato. e III . na hipótese de aposentadoria acompanhada de afastamento do empregado. a assistência será prestada pela federação respectiva.cobrança indevida pelo sindicato para a prestação da assistência. nos termos do art. COMPETÊNCIA São competentes para assistir o empregado na rescisão do contrato de trabalho: I . e no pedido de demissão de empregado amparado por garantia provisória de emprego.categoria que não tenha representação sindical na localidade. No pedido de demissão de empregado estável. a assistência somente poderá ser prestada pelo sindicato profissional ou federação respectiva e.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © "Art. II . pela autoridade do Ministério do Trabalho e Emprego ou da Justiça do Trabalho.o representante do Ministério Público ou. são competentes: I .recusa do sindicato na prestação da assistência." A assistência é devida.br . ASSISTÊNCIA – ORDEM DE PREFERÊNCIA A assistência será prestada. na sua falta. e II . reservando-se aos órgãos locais do Ministério do Trabalho e Emprego o atendimento aos trabalhadores nos seguintes casos: I . Faltando alguma das entidades ou órgão referidos. são competentes: Na falta das entidades sindicais ou da autoridade prevista no inciso II. poderá fazer-se o inventário e a partilha por escritura pública. preferencialmente.150. e II . cuja qualificação e assinatura constarão do ato notarial. 500 da CLT.guiatrabalhista. 982.o sindicato profissional da categoria. a qual constituirá título hábil para o registro imobiliário.com. onde houver.a autoridade local do Ministério do Trabalho e Emprego.o Juiz de Paz. § 1º O tabelião somente lavrará a escritura pública se todas as partes interessadas estiverem assistidas por advogado comum ou advogados de cada uma delas ou por defensor público. www.. ainda. Havendo testamento ou interessado incapaz. proceder-se-á ao inventário judicial. § 2º A escritura e demais atos notariais serão gratuitos àqueles que se declararem pobres sob as penas da lei. se todos forem capazes e concordes.

1º da Lei Complementar nº 110. aprovada pela Portaria 3. e XI . PRAZO PARA HOMOLOGAÇÃO Ressalvada a disposição mais favorável prevista em acordo.cópia da convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença normativa aplicáveis. e do art. subseqüente à data da comunicação da demissão. V .Atestado de Saúde Ocupacional Demissional. IX .com. X .guiatrabalhista. a procuração será pública. Quando a rescisão decorrer de adesão a Plano de Demissão Voluntária ou quando se tratar de empregado aposentado.214. em 4 (quatro) vias. de 11 de maio de 1990. EMPREGADO ADOLESCENTE Tratando-se de empregado adolescente. II .o décimo dia. indenização deste ou dispensa do seu cumprimento. VIII .Termo de Rescisão de Contrato de Trabalho – TRCT. quando o aviso prévio for trabalhado. III . ou II . atendidas as formalidades especificadas na Norma Regulamentadora 5.extrato analítico atualizado da conta vinculada do empregado no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço – FGTS e guias de recolhimento dos meses que não constem no extrato. com poderes expressos para receber e dar quitação.guia de recolhimento rescisório do FGTS e da Contribuição Social.demonstrativo de parcelas variáveis consideradas para fins de cálculo dos valores devidos na rescisão contratual. VI .Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © O empregador poderá ser representado por preposto formalmente credenciado e o empregado. que comprovará esta qualidade. de 8 de junho de 1978. também será obrigatória a presença e a assinatura de seu representante legal.prova bancária de quitação.Comunicação da Dispensa – CD e Requerimento do Seguro Desemprego. nas hipóteses do art. www.br .151. no caso de ausência de aviso prévio. de 29 de junho de 2001. convenção coletiva de trabalho ou sentença normativa.comprovante do aviso prévio ou do pedido de demissão. quando no prazo de validade. para fins de habilitação.Carteira de Trabalho e Previdência Social – CTPS. com as anotações atualizadas. quando for o caso. IV . excepcionalmente. a formalização da rescisão assistida não poderá exceder: I . DOCUMENTAÇÃO NECESSÁRIA Os documentos necessários à assistência à rescisão contratual são: I . ou Periódico.036. é dispensada a apresentação de CD ou Requerimento de SeguroDesemprego. por procurador legalmente constituído. No caso de empregado analfabeto.ato constitutivo do empregador com alterações ou documento de representação. 18 da Lei nº 8. VII . e alterações.o primeiro dia útil imediato ao término do contrato. quando devido.

excluindo-se o dia do começo e incluindo-se o do vencimento.a correção das parcelas e valores lançados no TRCT e o respectivo pagamento. É facultada a comprovação do pagamento por meio de ordem bancária de pagamento. www. Multa A inobservância dos prazos previstos sujeitará o empregador à autuação administrativa e ao pagamento. e V . FORMAS DE PAGAMENTO O pagamento das verbas salariais e indenizatórias constantes do TRCT será efetuado no ato da assistência.a observância dos prazos legais. nos termos do art. salvo se houver quitação das diferenças no prazo legal. 487. O pagamento complementar de valores rescisórios.br . do Banco Central do Brasil.152. instituídos pela Portaria MTE 265/2002. o pagamento das verbas rescisórias somente será realizado em dinheiro. III . salvo quando. IV . § 6º. corrigido monetariamente. o termo final será antecipado para o dia útil imediatamente anterior.a regularidade dos documentos apresentados. transferência eletrônica disponível ou depósito bancário em conta corrente do empregado. ainda que indenizado. o empregador informar ao trabalhador a forma do pagamento e os valores a serem disponibilizados para saque. 477 da CLT. nos prazos previstos no § 6º do art. em moeda corrente ou em cheque administrativo.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © Os prazos são computados em dias corridos. Se o dia do vencimento recair em sábado.guiatrabalhista. não configura mora do empregador. Na assistência à rescisão contratual de empregado adolescente ou não alfabetizado.a regularidade da representação das partes. II . em favor do empregado. Neste caso. o estabelecimento bancário deverá situar-se na mesma cidade do local de trabalho. devendo.a existência de causas impeditivas à rescisão.ordem bancária de crédito. facultada a utilização da conta não movimentável conta salário. O pagamento das verbas rescisórias em valores inferiores aos previstos na legislação ou nos instrumentos coletivos constitui mora do empregador. do valor equivalente ao seu salário. da CLT.402/06. ou na realizada pelos Grupos Especiais de Fiscalização Móvel.com. domingo ou feriado. quando decorrente de reajuste coletivo de salários (data-base) determinado no curso do aviso prévio. FORMALIZAÇÃO DA RESCISÃO No ato da assistência. deverá ser examinada: I . comprovadamente. prevista na Resolução 3. o trabalhador tiver dado causa à mora.

poderá ser prorrogada além do limite legalmente permitido. deve-se colocar ressalva expressa a respeito. no máximo. para efeito de serviço extraordinário. e II .as 3 (três) primeiras vias para o empregado. Instrução Normativa SRT/MTE 03. conforme consta do Enunciado nº 330 do TST. HORAS EXTRAS A legislação trabalhista vigente estabelece que a duração normal do trabalho. COBRANÇA PELA ASSISTÊNCIA É vedada a cobrança de qualquer taxa ou encargo pela prestação da assistência na rescisão contratual tanto ao trabalhador quanto ao empregador (artigo 477. sendo uma para sua documentação pessoal e as outras 2 (duas) para movimentação do FGTS. e se o valor consignado da parcela for insuficiente. 18 e Lei Complementar 110/2001. no máximo. para arquivo. EFEITOS DO PAGAMENTO RELATIVO AO TRABALHO EXTRAORDINÁRIO. e II . Não sanadas as incorreções constatadas quanto aos prazos. Todavia. insuficiência documental. PRECEDENTE ADMINISTRATIVO Nº 33: JORNADA.153. é de 8 (oito) horas diárias e 44 (quarenta e quatro) semanais. § 7º da CLT). Excepcionalmente. impedimento legal para a rescisão. valores e formas de pagamentos ou recolhimentos devidos. quando o empregado com ela concordar.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © Se for constatado. serão adotadas as seguintes providências: I . O assistente não poderá impedir ou obstar que a rescisão seja formalizada. convenção coletiva ou sentença normativa. O pagamento do adicional por serviço extraordinário não elide a infração pela prorrogação de jornada além dos limites legais ou convencionais. poderá a jornada diária de trabalho dos empregados maiores ser acrescida de horas suplementares.lavratura do respectivo auto de infração. 477 da CLT.br . de 21 de junho de 2002. se o assistente for Auditor-Fiscal do Trabalho. Bases: art. orientando e esclarecendo as partes. em número não excedentes a duas. salvo os casos especiais.comunicação do fato ao setor de Fiscalização do Trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego. o assistente tentará solucionar a falta ou a controvérsia. art. na medida em que essa concordância vale como quitação relativamente ao exato valor de cada verba especificada no Termo de Rescisão.com.a quarta via para o empregador. uma vez que o serviço www. mediante acordo individual. no ato da assistência. acordo coletivo. as vias do TRCT terão a seguinte destinação: I . IN SRT 12/2009. Lei 8036/90.guiatrabalhista. PRORROGAÇÃO. incorreção ou omissão de parcela devida. Consideram-se extras as horas trabalhadas diariamente além da jornada legal ou contratual. ocorrendo necessidade imperiosa. DESTINAÇÃO DAS VIAS DO TRCT Homologada a rescisão contratual e assinadas pelas partes.

do acordo. pelo menos.br . por motivo de força maior. do TST: "A remuneração do serviço suplementar é composto do valor da hora normal. a duração do trabalho poderá exceder ao limite legal ou convencionado. no que diz respeito ao serviço extraordinário. contudo. obrigatoriamente.CLT. será. contrato. convenção ou sentença normativa. REFERÊNCIA NORMATIVA: Art. não se prestando a retribuição pecuniária como substituta da proteção ao bem jurídico. ser comunicado à Delegacia Regional do Trabalho no prazo de 10 www. integrado por parcelas de natureza salarial e acrescido do adicional previsto em Lei. NECESSIDADE IMPERIOSA Ocorrendo necessidade imperiosa. desde a promulgação da Constituição Federal/1988. nesse caso." TRABALHO DA MULHER Tendo a Constituição Federal disposto que todos são iguais perante a lei e que não deve haver distinção de qualquer natureza. devendo a hora extra ser superior. TRABALHO DO MENOR A prestação de serviço extraordinário pelo empregado menor somente é permitida em caso excepcional. Enunciado nº 264. aplica-se à mulher maior de idade. 50% (cinqüenta por cento) ao da hora normal. devendo. REMUNERAÇÃO DO SERVIÇO EXTRAORDINÁRIO A remuneração do serviço extraordinário. o mesmo tratamento dispensado ao homem. no mínimo. acordo. protegendo-lhe a saúde e o bemestar. fica limitada a 12 (doze) horas. 50% (cinqüenta por cento) superior à da hora normal. que deverá constar. por motivo de força maior e desde que o trabalho do menor seja imprescindível ao funcionamento do estabelecimento. independentemente de sua licitude. Isso porque as normas limitadoras da jornada visam a evitar males ao trabalhador.com.guiatrabalhista.154. realização ou conclusão de serviços inadiáveis cuja inexecução possa acarretar prejuízo manifesto. A duração normal diária do trabalho.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © extraordinário deve ser remunerado. e que homens e mulheres são iguais em direito e obrigações. independentemente de acordo ou contrato coletivo. 59 da Consolidação das Leis do Trabalho . convenção coletiva ou sentença normativa.

pois há o controle de jornada. § 2º da CLT). 50% (cinqüenta por cento) superior à da hora normal. não podem ser paralisados num dia e retomados no seguinte. Observe-se que a Portaria MTB 3626/91. o empregado fará jus a horas extras. que ficará em poder do empregado. sem ocasionar prejuízos graves e imediatos. 59. devendo a remuneração da hora suplementar ser. o horário de trabalho constará também da ficha. não têm direito a horas extras. aos quais se equiparam os diretores e chefes de departamentos ou filial. SERVIÇO EXTERNO Os empregados que prestam serviços externos incompatíveis com a fixação de horário. assim considerados os exercentes de cargos de gestão. a remuneração da hora excedente não será inferior à da hora normal (artigo 61. PRORROGAÇÃO. II . por acarretar atrasos ou outros transtornos. www. I .guiatrabalhista. caput .155. pelo menos. 61 da Consolidação das Leis do Trabalho CLT. a jornada de trabalho não poderá exceder de 12 (doze) horas. parágrafo único. PRECEDENTE ADMINISTRATIVO Nº 31: JORNADA. REFERÊNCIA NORMATIVA: Art. CARGO DE CONFIANÇA – GERENTE Os gerentes.Os serviços inadiáveis ou cuja inexecução possa acarretar prejuízos manifestos autorizam a prorrogação da jornada apenas até 12 horas.br . No caso de força maior.com. papeleta ou registro de ponto. e art. não fazem jus à remuneração pelo serviço extraordinário. NECESSIDADE IMPERIOSA. Neste caso. com registro de tal condição na CTPS e na ficha ou livro de registro de empregados. caracterizando-se como tais aqueles que. Na hipótese de serviços inadiáveis. no seu artigo 13. determina que quando a jornada de trabalho for executada integralmente fora do estabelecimento do empregador. por impossibilidade decorrente de sua própria natureza. pois não lhes aplicam as normas relativas à duração normal do trabalho.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © (dez) dias no caso de empregados maiores e 48 (quarenta e oito) horas no caso de empregados menores.Se a paralisação é apenas inconveniente. a necessidade de continuação do trabalho não se caracteriza como imperiosa e o excesso de jornada não se justifica.

pois o trabalho extraordinário já é remunerado pelas próprias comissões. Enunciado nº 340. tem direito ao adicional de. CONTROLE. no entanto. tem direito. mas que não possua poderes de gestão nem perceba gratificação de função superior a 40% do salário efetivo. calculado sobre as comissões referentes ao período laborado além da jornada normal. adicional noturno. no mínimo. devem ser discriminadas nas rubricas próprias. O entendimento da Justiça do Trabalho. adicional de periculosidade. se o salário do cargo de confiança mais a gratificação de função. horas extras. sujeito a controle de horário.guiatrabalhista. as horas extras e outras parcelas. PRECEDENTE ADMINISTRATIVO Nº 49: JORNADA. é no sentido de que é nula a cláusula contratual que dispõe sobre o salário complessivo.com. remunerado à base de comissões. comissões. 50% (cinqüenta por cento) pelo trabalho em horas extras. calculado www.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © Contudo. REFERÊNCIA NORMATIVA: Art. com finalidade de remunerar vários direitos. tais como. do TST: "Nula é a cláusula contratual que fixa determinada importância ou percentual para atender englobadamente vários direitos legais ou contratuais do trabalhador. O empregador não está desobrigado de controlar a jornada de empregado que detenha simples título de gerente. Enunciado nº 91. apenas. Desta forma. GERENTES.156. quando prestar serviço extraordinário. for inferior ao salário efetivo acrescido de 40% (quarenta por cento). têm direito ao pagamento de horas extras.CLT. quando laboradas. etc. ao adicional de horas extras de no mínimo 50% (cinqüenta por cento).br . por ocasião da elaboração da folha de pagamento. SALÁRIO COMPLESSIVO Salário complessivo é aquele que engloba uma importância fixa ou proporcional ao ganho básico. do TST: "O empregado. adicional de insalubridade. 72 § 2º da Consolidação das Leis do Trabalho . se houver." COMISSIONISTA O empregado que recebe salário somente à base de comissões e sujeito a controle de horário. 62. II e parágrafo único e art. pela prestação do serviço suplementar.

Res.00) : (160 + 40 = 200) = R$ 7. Quando o serviço suplementar for prestado durante o horário noturno.20 x 1.guiatrabalhista.00 (50% de R$ 4. ATIVIDADE INSALUBRE A prorrogação do horário de trabalho nas atividades insalubres. HORA EXTRA NOTURNA Nos termos da legislação vigente.000.00 = R$ 1. DJ 21. o empregado fará jus aos adicionais noturno e extra (20% + 50%.00) R$ 7.80 (20% de R$ 4.00) R$ 2. no mínimo. Base de cálculo das horas extras = (R$ 1.2003. em 20% (vinte por cento) e 50% (cinqüenta por cento).50) www. somente poderá ser realizada mediante licença das autoridades competentes em matéria de segurança e medicina do trabalho.com.00 + R$ 500.500. o adicional de horas extras deverá incidir sobre o valor da hora normal acrescida do respectivo adicional de insalubridade.00 x 1. Exemplo: Salário-hora normal Adicional Noturno Adicional de hora extra Valor da hora extra noturna R$ 4. Exemplo: Empregado que no horário normal de trabalho auferiu comissões de R$ 1. salvo no caso de microempresas. 121/2003. cumulativamente.000.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © sobre o valor-hora das comissões recebidas no mês.00.00 e em horário extraordinário R$ 500. à hora normal. durante o mês. considerando-se como divisor o número de horas efetivamente trabalhadas.br .00 R$ 0. Quando prestado serviço extraordinário em local insalubre.00. para os percentuais).157. Adicional de hora extra é de 50%: Base de cálculo das horas extras = total de comissões no mês dividido por número de horas trabalhadas.50 x 50% x 40 horas extras = R$ 150. a remuneração do trabalho noturno e do serviço extraordinário deve ser superior.20 (R$ 4. vide convenção ou acordo coletivo da categoria." Nova redação .50 Adicional de horário extraordinário: R$ 7.11. respectivamente. O total de horas trabalhadas no mês foi de 160 horas normais e 40 extras.

1993) IV .DJ 20." www. tratando-se de local de difícil acesso ou não servido por transporte público.2005). deve ser computado na jornada de trabalho.Considerando que as horas “in itinere” são computáveis na jornada de trabalho. não afasta o direito à percepção do pagamento das horas "in itinere".Se houver transporte público regular em parte do trajeto percorrido em condução da empresa. Logo. as horas "in itinere" remuneradas limitam-se ao trecho não alcançado pelo transporte público.guiatrabalhista. (ex-Súmula nº 90 . (ex-Súmula nº 325 RA 17/1993. em condução fornecida pelo empregador. até o local de trabalho de difícil acesso. para local de difícil acesso. por qualquer meio de transporte.O tempo despendido pelo empregado.A mera insuficiência de transporte público não enseja o pagamento de horas "in itinere”. 58. o pagamento das horas "in itinere" se limita apenas ao percurso não servido por transporte público.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © HORA "IN ITINERE" O tempo gasto pelo empregado em transporte fornecido pelo empregador. ou não.2001) Ainda. Art. ou não servido por transporte público regular. 129/2005 . DJ 10. DJ 21. destaque-se o teor do Enunciado nº 320. o empregador fornecer a condução. e para o seu retorno é computável na jornada de trabalho.A incompatibilidade entre os horários de início e término da jornada do empregado e os do transporte público regular é circunstância que também gera o direito às horas “in itinere”. DJ 21. (ex-Súmula nº 324 .1978) II .02. não será computado na jornada de trabalho. parcialmente. até o local da prestação dos serviços. § 2º da CLT: "§ 2º O tempo despendido pelo empregado até o local de trabalho e para o seu retorno.1993) V .Inserida em 01.06.04. Caso haja transporte público regular em parte do trajeto percorrido em transporte do empregador." Neste sentido. os enunciados da Súmula nº 90. (ex-OJ nº 236. de ida e retorno. adiante transcritos: I . o excesso deverá ser remunerado como serviço extraordinário.158.1995) III.RA 80/78. de difícil acesso e não servido por transporte público regular.br .12. o tempo que extrapola a jornada legal é considerado como extraordinário e sobre ele deve incidir o adicional respectivo.com. do TST: "O fato de o empregador cobrar. relativo às horas "in itinere". (exOJ nº 50 .11.Inserida em 20.RA 16/1993. ou não servido por transporte regular. do TST (Res.12. salvo quando. se o tempo de percurso mais as horas efetivamente trabalhadas exceder a jornada normal de trabalho. importância pelo transporte fornecido.

inclusive quando encetada mediante acordo tácito. conforme redação dada na Res. DJ 21. DJ 21.Res. desde que previsto em norma coletiva da categoria e a jornada de trabalho semanal não exceda o limite legal.11.11.O regime de 12 por 36 pode ser adotado.J.04. computando-se como extra. Enunciados da Súmula nº 85. tem gerado polêmica. 121/2003.U.guiatrabalhista. Armando de Brito .D. normalmente. por violar norma de ordem pública. havendo decisões nos seguintes sentidos: . 12.S.11. do TST. tais como nos setores de saúde e vigilância. de 25/06/93. Todavia. (ex-Súmula nº 85 . é no sentido de que o tempo despendido pelo empregado para a marcação de cartão ponto. se não dilatada a jornada máxima semanal.primeira parte . sendo devido apenas o respectivo adicional. (ex-Súmula nº 85 . salvo se houver norma coletiva em sentido contrário.Inserida em 08. vem estabelecida em norma coletiva da categoria.2000) III.DJ 20.br .segunda parte.720) JORNADA DE 12 X 36 O regime de trabalho de 12 (doze) horas de trabalho por 36 (trinta e seis) de descanso. p.159. A compensação de jornada de trabalho deve ser ajustada por acordo individual escrito. 121/2003.com.2003) www. adotado em determinadas áreas. por falta de previsão legal. não implica a repetição do pagamento das horas excedentes à jornada normal diária. é considerado como à disposição do empregador.Res. (ex-OJ nº 182 . acordo coletivo ou convenção coletiva.2003) II. O mero não-atendimento das exigências legais para a compensação de jornada.É devido apenas o adicional de horas extras relativamente às horas trabalhadas após a oitava hora.T. .Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © MINUTOS EXTRAS O entendimento da sessão de dissídios individuais do T.São devidas as horas de trabalho excedentes da oitava diária. O acordo individual para compensação de horas é válido. referido regime de trabalho. desde que excedente a 5 minutos (Acórdão unânime . .Rel. Min.2005: I.ERR 9.502/90 . 129/2005 . antes e após a jornada de trabalho. Os Tribunais do Trabalho têm manifestado entendimentos divergentes sobre a matéria.

se compensados pelos empregados. do TST: "Os intervalos concedidos pelo empregador. INTERVALO NÃO PREVISTO EM LEI Os intervalos concedidos pelo empregador. sem importar em excesso na jornada efetivamente trabalhada. Antes da edição da referida Lei. por tratar-se apenas de infração sujeita à penalidade administrativa". Desta forma. www. A prestação de horas extras habituais descaracteriza o acordo de compensação de jornada. era no sentido de que "o desrespeito ao intervalo mínimo entre dois turnos de trabalho. (ex-OJ nº 220 . que acrescentou o parágrafo quarto ao artigo 71 da CLT. todo empregado tem direito a um repouso semanal remunerado de 24 (vinte e quatro) horas consecutivas. ficará obrigado a remunerar o período correspondente com um acréscimo de no mínimo 50% (cinqüenta por cento) sobre o valor da hora normal de trabalho.923/1994. na jornada de trabalho.160." PERÍODO ENTRE JORNADAS Entre duas jornadas de trabalho deve haver um intervalo mínimo de 11 (onze) horas consecutivas. Enunciado nº 118. Nesta hipótese. representam tempo à disposição da empresa. o intervalo entre o término de uma jornada diária de trabalho e o início de outra. não previstos em Lei. não dá direito a qualquer ressarcimento ao obreiro. caracterizam serviços extraordinários.com. as horas que ultrapassarem a jornada semanal normal deverão ser pagas como horas extraordinárias e. remunerados como serviço extraordinário. quanto àquelas destinadas à compensação. durante a jornada de trabalho. se acrescidos ao final da jornada. o empregador que não conceder ao empregado o intervalo legal para repouso e alimentação. deverá ser de no mínimo 35 (trinta e cinco) horas.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © IV. preferencialmente aos domingos.2001) INTERVALO PARA REPOUSO OU ALIMENTAÇÃO Com o advento da Lei nº 8.06. o entendimento do Tribunal Superior do Trabalho. deverá ser pago a mais apenas o adicional por trabalho extraordinário.guiatrabalhista.Inserida em 20. consubstanciado no revogado Enunciado nº 88. tal como intervalo para lanche. Além disso.br . quando da concessão do repouso semanal remunerado.

com adicional de 50%.valor da hora extra: R$ 6. Valor da hora normal R$ 6.10) em outubro = 5 Cálculo: DSR = (valor total das horas extras do mês ) x domingos e feriados do mês x valor da hora extra com acréscimo número de dias úteis www. Exemplo: Durante o mês de outubro o empregado prestou 26 horas extras.75 .multiplica-se pelo número de domingos e feriados do mês.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © Caso ocorra a absorção mútua das horas de descanso entre jornadas e as horas de repouso semanal. Enunciado nº 172.número de domingos + feriado (do dia 12.guiatrabalhista.50. . REPOUSO SEMANAL REMUNERADO As horas extraordinárias trabalhadas deverão ser computadas no cálculo do repouso semanal remunerado. . Caso as horas extras feitas durante o mês tenham percentuais diferentes.somam-se as horas extras do mês. do TST: "Computam-se no cálculo do repouso remunerado as horas extras habitualmente prestadas. a média terá que ser feita separadamente. o cálculo é o seguinte: .com.161. as horas que faltarem para completar o intervalo de 35 (trinta e cinco) horas deverão ser remuneradas como extraordinárias.br . . exceto se recair em feriado.50 + 50% = R$ 9. .divide-se o resultado pelo número de dias úteis do mês." Para elaboração do cálculo do repouso semanal remunerado. Nota: o sábado é considerado dia útil.multiplica-se pelo valor da hora extra atual.

75 DSR = R$48. pela média aritmética dos períodos correspondentes. habitualmente prestado. de 1962. inclusive aviso prévio. determinando que a compensação das horas extras realizadas deve acontecer no prazo de um ano. respeitada a jornada de 10 horas diárias. 59 da CLT.090. Enunciado 45.162." Férias Média do número de horas do período aquisitivo.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © DSR = ( 26 dias úteis DSR = 1 x 5 x R$9. www. as férias vencidas são calculadas pela média do período aquisitivo e as férias proporcionais pelas médias do período proporcional.75 26 horas ) x 5 x R$ 9.br . acrescido do adicional de hora extra.com. verificar o número de domingos do mês de outubro do ano respectivo. BANCO DE HORAS A Lei 9601/1998 alterou a redação do art. acrescido do adicional de hora extra. multiplicada pelo valor do salário-hora da época do pagamento. integra o cálculo da gratificação natalina prevista na Lei nº 4. observados o salário e o adicional vigentes por ocasião do pagamento de cada direito.guiatrabalhista. mas sempre através de convenção ou acordo coletivo. O cálculo acima é apenas exemplificativo. Esta regra é válida para qualquer modalidade de contrato de trabalho. será apurada a média de janeiro até o mês anterior ao da rescisão. multiplicada pelo valor do salário-hora da época da concessão.75 Nota: para cálculos reais. Em caso de rescisão. 13º salário e férias. Observação: nos casos de rescisão de contrato de trabalho quando há férias vencidas e proporcionais. INTEGRAÇÃO AO SALÁRIO As horas extras prestadas com habitualidade integram o salário para todos os efeitos legais. TST: "A remuneração do serviço suplementar. Décimo Terceiro Salário Média do número de horas do respectivo ano.

Fundamentos Legais: . CLT. durante pelo menos um ano. é de cinco anos para o trabalhador urbano. se não houver acordo entre empregador e empregado estabelecendo jornada de trabalho e pagamento por serviço extraordinário. INDENIZAÇÃO ADICIONAL DEVIDA NA DESPEDIDA ANTES DA DATA-BASE www. PRESCRIÇÃO O prazo prescricional para pleitear pagamento de horas extras e seus reflexos em outras verbas. XIII. as horas extraordinárias prestadas com habitualidade. XVI. artigo 5º. se suprimidas. SUPRESSÃO DAS HORAS EXTRAS Nos termos do Enunciado 291 do TST.859/1972. não se encontram a duração do trabalho e remuneração por serviço extraordinário. assegura ao empregado o direito a uma indenização correspondente ao valor de um mês das horas suprimidas para cada ano ou fração igual ou superior a seis meses de prestação de serviço acima da jornada normal. do MTb. o empregado terá direito ao pagamento das horas extras com o acréscimo previsto na convenção ou acordo coletivo. EMPREGADO DOMÉSTICO Os direitos concernentes aos trabalhadores domésticos estão previstos no parágrafo único do artigo 7º da Constituição Federal e na Lei nº 5. e. 192.guiatrabalhista. artigos 58 a 62. parágrafo único. para o trabalhador rural. Lei nº 605/1949. 66. entre eles.Constituição Federal. e. incisos IX.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © Na hipótese de rescisão de contratos (de qualquer natureza) antes que a compensação das horas extras trabalhadas ocorra. . Por conseguinte. 67. 411 e 413. XXIII.Instrução Normativa nº 01/88. 142. que não poderá ser inferior a 50% do valor da hora normal.br . limitado a dois anos após a extinção do contrato. artigo 7º. até dois anos após a extinção do contrato de trabalho. XV.163.com. XXIX. no caso de empregados maiores. o empregado doméstico não faz jus a horas extras.

terá direito à indenização adicional equivalente a 1 (um) salário mensal. seja ele optante ou não pelo Fundo de Garantia por Tempo de Serviço .708.1979.O empregado dispensado. OBJETIVO A indenização adicional foi instituída visando proteger o empregado economicamente quando dispensado sem justa causa às vésperas do mês de negociação da sua categoria. 9º da Lei nº 6. QUEM TEM DIREITO Apenas tem direito aquele empregado que for dispensado sem justa causa pelo empregador.1983. em ambas no artigo 9º. integra o tempo de serviço para todos os efeitos legais (§ 1º do artigo 487 da CLT). determinam uma indenização adicional. Por conseguinte. Aviso Prévio Indenizado No caso de aviso prévio indenizado. equivalente a um salário mensal. caso houvesse cumprimento.br . 9 da Lei nº 7. EXEMPLOS PRÁTICOS Exemplo 1: www.10. o tempo do aviso prévio será contado para fins da indenização adicional.708/79 e a Lei nº 7.FGTS.guiatrabalhista. trabalhado ou indenizado." Redação dada pela Res. será considerada a data em que terminaria o aviso. conta-se para efeito da indenização adicional prevista no art. no período de 30 (trinta) dias que antecede a data de sua correção salarial. no caso de dispensa sem justa causa. VALOR DA INDENIZAÇÃO A indenização adicional será equivalente a um salário mensal do empregado.238/1984: Art. mesmo indenizado. e desde que ocorra dentro do prazo de 30 dias antecedentes à data-base.238/84. em qualquer outra situação de dispensa não será devida.11. DJ 09.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © A Lei nº 6. 9º . AVISO PRÉVIO O aviso prévio.com. sem justa causa. 5/1983. de 30. Art.164. Enunciado TST nº 182: "O tempo do aviso prévio.

início do aviso prévio: 11. a sua data-base ocorrerá no mês de maio.2008.2008.com. pois o aviso prévio termina dentro dos 30 (trinta) dias antecedentes à data-base.03.2008. a sua data-base ocorrerá no mês de junho. início do aviso prévio: 01.04. Neste caso.05. Exemplo 4: Um empregado recebeu a comunicação do seu empregador que a partir do dia 14.04. este empregado não fará jus à indenização adicional.03 a 31.04 a 30.03.03.2008.ano bissexto). os 30 dias antecedentes à data-base: 02.2008. os 30 dias antecedentes à data-base: 01. Exemplo 3: Um empregado recebeu a comunicação de desligamento da empresa a partir do dia 21. Exemplo 2: Um empregado cumprirá aviso prévio concedido pelo empregador a partir do dia 01.br . término do aviso prévio: 11.  os 30 dias antecedentes à data-base: 02.2008. a sua data-base ocorrerá no mês de abril. término do aviso prévio: 30. O aviso prévio será indenizado (último dia trabalhado .2008 Neste caso.2008.2008.03 a 12. este empregado fará jus à indenização adicional.02.2008 estará em aviso prévio indenizado.  os 30 dias antecedentes à data-base: 01.03. www.05 a 31.2008 (mês de 29 dias .2008.165.  projeção do aviso prévio indenizado: 14.04 a 30.2008.2008. este empregado fará jus à indenização adicional.03 a 19.  data-base: junho/2008. Neste caso.03.02. pois o aviso prévio termina antes dos 30 (trinta) dias antecedentes à data-base.guiatrabalhista.     data-base: abril/2008.03. pois o aviso prévio indenizado conta como tempo de serviço. projetando a data de seu término dentro dos 30 (trinta) dias antecedentes à data-base.  projeção do aviso prévio indenizado: 21.2008) e a sua data-base ocorrerá no mês de maio.03.04.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © Um empregado iniciou o cumprimento do aviso prévio concedido pelo seu empregador dia 11.20.     data-base: maio/2008.04.  data-base: maio/2008.03.

pois.2008 estará em aviso prévio indenizado.05. início do aviso prévio: 16.2008.2008. o seu término projeta-se antes dos 30 (trinta) dias antecedentes à sua data-base. este empregado não fará jus à indenização adicional. término do aviso prévio: 14.  os 30 dias antecedentes à data-base são: 01.  projeção do aviso prévio indenizado: 04.04 a 30." Este enunciado visa esclarecer que a indenização adicional é devida sempre que ocorrer a dispensa sem justa causa do empregado no período de 30 dias que antecede a data-base.238/84.2008.03.2008. com as verbas rescisórias corrigidas pelo percentual estipulado na Convenção Coletiva da respectiva categoria.2008. o pagamento das verbas rescisórias com o salário já corrigido não afasta o direito à indenização adicional prevista nas Leis nºs 6.2008 e a sua data-base ocorrerá no mês de abril.com.03 a 31.166. os 30 dias antecedentes à data-base: 02. Neste caso. ENUNCIADO TST Nº 314 .Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © Neste caso. sendo a sua data-base no mês de maio. Neste caso.br . este empregado fará jus à rescisão complementar.     data-base: abril/2008.INDENIZAÇÃO E CORREÇÃO DAS VERBAS RESCISÓRIAS O Enunciado TST nº 314 dispõe: "Ocorrendo a rescisão contratual no período de 30 dias que antecede à data-base.03. No entanto.04 a 03. Exemplo 6: Um empregado recebeu a comunicação do seu empregador que a partir do dia 04. mas este empregado fará jus à rescisão complementar. Exemplo 5: Um empregado cumprirá aviso prévio concedido pelo empregador a partir do dia 16. mesmo o aviso prévio indenizado contando como tempo de serviço. este empregado não fará jus à indenização adicional. independentemente da empresa ter pago as verbas rescisórias com o salário já corrigido.guiatrabalhista. pois o aviso prévio termina dentro do mês da data-base.04. este empregado não fará jus à indenização adicional.03.708/79 e 7. com as verbas rescisórias corrigidas pelo percentual estipulado na Convenção Coletiva da respectiva categoria. observado o Enunciado nº 182 do TST.04.  data-base: maio/2008.04. pois a projeção do aviso prévio que conta como tempo de serviço termina dentro do mês da data-base. www.

comprovadas através de laudo de inspeção do local de trabalho. 12 (Limites de Tolerância para Poeiras Minerais). uma vez que o citado enunciado veio apenas uniformizar jurisprudências que já existiam neste sentido. não veio ampliar o direito. a correção será considerada liberalidade da empresa. INSALUBRIDADE São consideradas atividades ou operações insalubres as que se desenvolvem: . uma vez que não havia a obrigatoriedade do pagamento das verbas rescisórias com a correção salarial. 5 (Limites de Tolerância para Radiações Ionizantes). LIMITE DE TOLERÂNCIA Entende-se por Limite de Tolerância a concentração ou intensidade máxima ou mínima. 13 (Agentes Químicos). mas esta interpretação é incorreta. constantes dos anexos nºs: 7 (Radiações Não Ionizantes). Então. . 11 (Agentes Químicos cuja Insalubridade é caracterizada por Limite de Tolerância e Inspeção no Local de Trabalho). 3 (Limites de Tolerância para Exposição ao Calor). é devida apenas a indenização adicional. relacionada com a natureza e o tempo de exposição ao agente.nas atividades mencionadas nos anexos nºs: 6 (Trabalho sob Condições Hiperbáricas). o pagamento corrigido não exime a empresa do pagamento da indenização adicional.acima dos limites de tolerância previstos nos anexos à NR 15 nºs: 1 (Limites de Tolerância para Ruído Contínuo ou Intermitente).br .com. Este enunciado tem levado alguns sindicatos a exigirem o pagamento das verbas rescisórias corrigidas e a indenização adicional. 10 (Umidade).guiatrabalhista. 2 (Limites de Tolerância para Ruídos de Impacto). 9 (Frio).Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © Se a empresa corrigiu o salário para o pagamento das verbas rescisórias e o término do aviso prévio ou a sua projeção recair no período mencionado. www. se o aviso prévio terminar ou a sua projeção recair dentro dos 30 dias que antecedem a data-base do empregado dispensado sem justa causa. que não causará dano à saúde do trabalhador. . 8 (Vibrações). durante a sua vida laboral.167. 14 (Agentes Biológicos).

Nas perícias requeridas às Delegacias Regionais do Trabalho. para insalubridade de grau médio. Base de Cálculo – Decisão do STF No dia 15. através das DRT’s. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE O exercício de trabalho em condições de insalubridade assegura ao trabalhador a percepção de adicional.10% (dez por cento). o perito do Ministério do Trabalho indicará o adicional devido. para insalubridade de grau mínimo. Portanto. equivalente a: . com o objetivo de caracterizar e classificar ou determinar atividade insalubre. até que se tenha base normativa regulamentando a situação. ou previsão mais benéfica em Convenção Coletiva de Trabalho.07. . isto acarretará aumento salarial para o empregado. nas localidades onde não houver perito. O disposto não prejudica a ação fiscalizadora do MTb. devidamente habilitado.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © ATIVIDADE INSALUBRE – CARACTERIZAÇÃO Cabe à autoridade regional competente em matéria de segurança e saúde do trabalhador.br . sendo vedada a percepção cumulativa. No caso de incidência de mais de um fator de insalubridade. nem a realização "ex-officio" de perícia.2008 o Supremo Tribunal Federal suspendeu a aplicação da Súmula 228 do TST na parte em que permite a utilização do salário básico para calcular o adicional de insalubridade. www.40% (quarenta por cento). a realização de perícia em estabelecimento ou setor deste. será apenas considerado o de grau elevado. desde que comprovada a insalubridade. É facultado às empresas e aos sindicatos das categorias profissionais interessadas requererem ao Ministério do Trabalho.guiatrabalhista. para efeito de acréscimo salarial. para insalubridade de grau máximo. haja vista que se a empresa calcular o adicional de insalubridade com base no salário básico. fixar adicional devido aos empregados expostos à insalubridade quando impraticável sua eliminação ou neutralização.com.20% (vinte por cento). o que tornará irredutível posteriormente. incidente sobre o salário mínimo. comprovada a insalubridade por laudo técnico de engenheiro de segurança do trabalho ou médico do trabalho. quando solicitado pela Justiça.168. entende o autor ser prudente que as empresas continuem a usar o salário mínimo ou salário normativo (desde que previsto em convenção) como base de cálculo do adicional de insalubridade. Entende este autor que as empresas devem se abster da mudança da base de cálculo do salário mínimo para o salário básico (salvo se houver expressa previsão em Acordo ou Convenção Coletiva de Trabalho neste sentido) . . O perito descreverá no laudo a técnica e a aparelhagem utilizadas.

br . cuja duração exceda de 6 horas.214/78. Validade. o qual será. Não excedendo de 6 horas o trabalho.169. INTERVALOS PARA DESCANSO Em qualquer trabalho contínuo. quando ouvida a Secretaria de Segurança e Saúde do Trabalhador (SSMT). é obrigatória a concessão de um intervalo para repouso ou alimentação. 71 da CLT e art. não estiverem sob regime de trabalho prorrogado a horas suplementares. salvo acordo escrito ou convenção coletiva em contrário. será. através da Orientação Jurisprudencial nº 342/SDI-1. entretanto. de 1 hora e. se verificar que o estabelecimento atende integralmente às exigências concernentes à organização dos refeitórios e quando. no mínimo. infenso à negociação coletiva". A eliminação ou neutralização da insalubridade deverá ocorrer: a) com a adoção de medidas de ordem geral que conservem o ambiente de trabalho dentro dos limites de tolerância. garantido por norma de ordem pública (art. a previsão de intervalo para repouso ou alimentação inferior ao limite mínimo legal não é www.com. saúde e segurança do trabalho. "É inválida cláusula de acordo ou convenção coletiva de trabalho contemplando a supressão ou redução do intervalo intrajornada porque este constitui medida de higiene. 7º. b) com a utilização de equipamento de proteção individual. AUTORIZAÇÃO DO MTE Sem expressa autorização do Ministério do Trabalho e Emprego. Os intervalos de descanso não serão computados na duração do trabalho. nestes termos: Intervalo intrajornada para repouso e alimentação. ou autoridade delegada. Não concessão ou redução. XXII. Previsão em norma coletiva. Base: NR 15 da Portaria MTb nº 3.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © Eliminação ou Neutralização da Insalubridade A eliminação ou neutralização da insalubridade determinará a cessação do pagamento do adicional respectivo. obrigatório um intervalo de 15 minutos quando a duração ultrapassar 4 horas. restringiu a possibilidade de redução ou concessão do intervalo mínimo para descanso. os respectivos empregados. RESTRIÇÃO DA REDUÇÃO O TST. da CF/1988). POSSIBILIDADE DE REDUÇÃO DO INTERVALO MÍNIMO PARA DESCANSO O limite mínimo de 1 hora para repouso ou refeição poderá ser reduzido por ato do Ministério do Trabalho. não poderá exceder de 2 horas.guiatrabalhista.

REFERÊNCIA NORMATIVA: art.923/1994 e Portaria MTE 3. mesmo que esteja constante em cláusula de acordo coletivo. 50% sobre o valor da remuneração da hora normal de trabalho. Observação especial: Os intervalos de descanso não serão computados na duração do trabalho. no mínimo. este ficará obrigado a remunerar o período correspondente com acréscimo de. Exceções: Acordo coletivo ou Autorização especial da Secretaria de Segurança e Saúde do Trabalhador. conforme Precedente Administrativo 63 do MTE.intervalo mínimo de 1 hora e máximo de 2 horas. no mínimo. 50% sobre o valor da remuneração da hora normal de trabalho. www. A existência de acordo coletivo com previsão de intervalo para repouso ou alimentação inferior ao limite mínimo legal não é suficiente para que seja considerada regular a jornada de trabalho. JUSTA CAUSA DO EMPREGADO – RESCISÃO DO CONTRATO Justa causa é todo ato faltoso do empregado que faz desaparecer a confiança e a boa-fé existentes entre as partes. pelo Ministro do Trabalho e Emprego ou autoridade delegada. a cada período de 90 minutos de trabalho consecutivo corresponderá um repouso de 10 minutos não deduzidos da duração normal do trabalho. tornando indesejável o prosseguimento da relação empregatícia. O acordo coletivo é apenas um dos requisitos para a imprescindível autorização. Lei 8. escrituração ou cálculo). RESUMO Trabalho contínuo de mais de 4 horas e menos de 6 horas .Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © considerada válida.guiatrabalhista.116.a cada 90 minutos intervalo de 10 minutos para descanso. REDUÇÃO DO INTERVALO INTRAJORNADA. Bases: artigos 71 e 72 da CLT. Penalidades: acréscimo de. Trabalho contínuo de mecanografia . de 5 de abril de 1989.br .com.116/1989.170. Os atos faltosos do empregado que justificam a rescisão do contrato pelo empregador tanto podem referir-se às obrigações contratuais como também à conduta pessoal do empregado que possa refletir na relação contratual. PENALIDADE Quando o intervalo para repouso e alimentação não for concedido pelo empregador.intervalo de 15 minutos. 71 da CLT e Portaria/MTb nº 3. adiante reproduzido: PRECEDENTE ADMINISTRATIVO Nº 63 JORNADA. Trabalho contínuo de mais de 6 horas . da redução do intervalo para menos de uma hora. SERVIÇOS PERMANENTES DE MECANOGRAFIA Nos serviços permanentes de mecanografia (datilografia.

Mau procedimento caracteriza-se com o comportamento incorreto. por escrito ou verbalmente. A incontinência revela-se pelos excessos ou imoderações. na maioria das vezes. ou exerce outra atividade que.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © ATOS QUE CONSTITUEM JUSTA CAUSA Com base no artigo 482 da CLT. que revelam desonestidade. explorando o mesmo ramo de negócio.171. não pode ser recorrível. Negociação Habitual Ocorre justa causa se o empregado. Desídia A desídia é o tipo de falta grave que.br . prejudique o exercício de sua função na empresa. A condenação criminal deve ter passado em julgado. embora não concorrente. cumprindo pena criminal. entendendo-se a inconveniência de hábitos e costumes. exerce. fraude ou má-fé. visando a uma vantagem para si ou para outrem.: furto. Ato de Improbidade Improbidade. pela imoderação de linguagem ou de gestos. Ocorre quando o empregado comete ofensa ao pudor. pornografia ou obscenidade. abuso de confiança. Mau procedimento é gênero do qual incontinência é espécie. e que não se enquadre na definição das demais justas causas. Ex. relaciona-se a seguir os atos que constituem justa causa para a resolução do contrato de trabalho pelo empregador. desrespeito aos colegas de trabalho e à empresa. adulteração de documentos pessoais ou pertencentes ao empregador. tornando impossível ou sobremaneira onerosa a manutenção do vínculo empregatício. o empregado não poderá exercer atividade na empresa. Isto não quer dizer que uma só falta não possa configurar desídia.guiatrabalhista. através da prática de atos que firam a discrição pessoal. é toda ação ou omissão desonesta do empregado. que ofendam a dignidade. atividade concorrente. consiste na repetição de pequenas faltas leves. ou seja. uma vez que. etc. que se vão acumulando até culminar na dispensa do empregado. o respeito. sem autorização expressa do empregador. regra geral. www.com. Condenação Criminal O despedimento do empregado justificadamente é viável pela impossibilidade material de subsistência do vínculo empregatício. de forma habitual. Incontinência de Conduta ou Mau Procedimento São duas justas causas semelhantes. mas não são sinônimas. irregular do empregado.

circunstâncias que fazem caracterizar o abandono antes dos trinta dias. a produção imperfeita e outros fatos que prejudicam a empresa e demonstram o desinteresse do empregado pelas suas funções. São elementos materiais. É o caso do empregado que demonstra intenção de não mais voltar ao serviço. sendo bastante que o indivíduo se apresente embriagado no serviço ou se embebede no decorrer dele. o empregado é surpreendido trabalhando em outra empresa durante o período em que deveria estar prestando serviços na primeira empresa. que esta seja provocada por substâncias de efeitos análogos (psicotrópicos). Ofensas Físicas www. De qualquer forma. as faltas injustificadas ao serviço. a embriaguez deve ser comprovada através de exame médico pericial.172. ainda. patológico ou não. ou a possibilidade de causá-lo de maneira apreciável. Existem.guiatrabalhista.br . a pouca produção. Nada obsta. conforme entendimento jurisprudencial. Só haverá embriaguez habitual quando o trabalhador substituir a normalidade pela anormalidade. é irrelevante o grau de embriaguez e tampouco a sua causa.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © Os elementos caracterizadores são o descumprimento pelo empregado da obrigação de maneira diligente e sob horário o serviço que lhe está afeito. Ato de Indisciplina ou de Insubordinação Tanto na indisciplina como na insubordinação existe atentado a deveres jurídicos assumidos pelo empregado pelo simples fato de sua condição de empregado subordinado. Embriaguez Habitual ou em Serviço A embriaguez deve ser habitual. Violação de Segredo da Empresa A revelação só caracterizará violação se for feita a terceiro interessado. a desobediência a uma norma genérica constitui ato típico de indisciplina. Por exemplo. O álcool é a causa mais freqüente da embriaguez. constitui ato típico de insubordinação. Abandono de Emprego A falta injustificada ao serviço por mais de trinta dias faz presumir o abandono de emprego. tornando-se um alcoólatra. verbal ou escrita. os atrasos freqüentes. A desobediência a uma ordem específica. no entanto. porém. capaz de causar prejuízo à empresa.com. Para a configuração da justa causa.

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As ofensas físicas constituem falta grave quando têm relação com o vínculo empregatício, praticadas em serviço ou contra superiores hierárquicos, mesmo fora da empresa. As agressões contra terceiros, estranhos à relação empregatícia, por razões alheias à vida empresarial, constituirão justa causa se estiverem relacionadas ao fato de ocorrerem em serviço. A legítima defesa exclui a justa causa. Considera-se legítima defesa, quem, usando moderadamente os meios necessários, repele injusta agressão, atual ou iminente, a direito seu ou de outrem. Lesões à Honra e à Boa Fama São considerados lesivos à honra e à boa fama gestos ou palavras que importem em expor outrem ao desprezo de terceiros ou por qualquer meio magoá-lo em sua dignidade pessoal. Na aplicação da justa causa devem ser observados os hábitos de linguagem no local de trabalho, origem territorial do empregado, ambiente onde a expressão é usada, a forma e o modo em que as palavras foram pronunciadas, grau de educação do empregado e outros elementos que se fizerem necessários. Jogos de Azar Jogo de azar é aquele em que o ganho e a perda dependem exclusiva ou principalmente de sorte. Para que o jogo de azar constitua justa causa, é imprescindível que o jogador tenha intuito de lucro, de ganhar um bem economicamente apreciável. Atos Atentatórios à Segurança Nacional A prática de atos atentatórios contra a segurança nacional, desde que apurados pelas autoridades administrativas, é motivo justificado para a rescisão contratual. OUTROS MOTIVOS QUE CONSTITUEM JUSTA CAUSA Além das hipóteses acima elencadas no artigo 482 da CLT, constituem, também, justa causa para resolução contratual os subtópicos a seguir: Bancários - Falta Contumaz no Pagamento de Dívidas Legalmente Exigidas Basta a dívida, sua exigibilidade legal e o vencimento, sem pagamento da obrigação. Por ser a legislação omissa, no que se refere à contumácia do não pagamento, será preciso averiguar se a habitualidade existiu ou não, levando-se em conta o número de dívidas que não foram pagas e o período de ocorrência.

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Pode-se comprovar a reiteração através da movimentação dos credores, quer pelo protesto, quer pela execução judicial das dívidas. Aprendiz - Faltas Reiteradas A falta reiterada do menor aprendiz sem motivo justificado constitui justa causa para a rescisão contratual. Ferroviário Constitui falta grave quando o ferroviário se negar realizar trabalho extraordinário, nos casos de urgência ou de acidentes, capazes de afetar a segurança ou regularidade do serviço. PUNIÇÃO – PRINCÍPIO No caso de cometimento de falta grave, cabe ao empregador, em decorrência das obrigações contratuais assumidas pelo empregado e do poder e responsabilidade do empregador na direção dos trabalhos, o direito de puni-lo, observando-se os elementos a seguir. Elementos da Punição São três elementos que configuram a justa causa: - gravidade; - atualidade; e - imediação. Gravidade A penalidade aplicada deve corresponder ao grau da falta cometida. Havendo excesso na punição, será fator determinante na descaracterização. O empregador deve usar de bom senso no momento da dosagem da pena. A pena maior, rompimento do vínculo empregatício, deve-se utilizar às faltas que impliquem em violação séria e irreparável das obrigações contratuais assumidas pelo empregado, ou para os casos de prática com mais afinco de faltas consideradas leves. Atualidade A punição deve ser aplicada em seguida à falta, ou seja, entre a falta e a punição não deve haver período longo, sob pena de incorrer o empregador no perdão tácito. No que diz respeito ao espaço de tempo, deve-se adotar o critério de punir, tão logo se tome conhecimento do ato ou fato praticado pelo trabalhador. Imediação A imediação diz respeito à relação entre causa e efeito, ou seja, à vinculação direta entre a falta e a punição. www.guiatrabalhista.com.br

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DOSAGEM DA PENALIDADE A jurisprudência trabalhista tem entendimento firmado, no sentido de que o juiz não pode dosar a penalidade, em conseqüência modificar a medida punitiva aplicada pelo empregador. Ao juiz cabe manter ou descaracterizar a penalidade, devido a isto o empregador deve usar a coerência e a justiça ao aplicar a pena. DUPLICIDADE NA PENALIDADE O empregado não pode ser punido mais de uma vez por uma mesma falta cometida. Por exemplo: o empregado falta um dia de trabalho, quando retorna é advertido por escrito pelo empregador e em seguida o empregador aplica-lhe a pena de suspensão pelo motivo da mesma falta ao trabalho. DIREITOS DO EMPREGADO NA RESCISÃO O empregado demitido por justa causa tem direito apenas a: - saldo de salários; - férias vencidas, com acréscimo de 1/3 constitucional; e - salário-família (quando for o caso). Bases: Artigos 240; 342; § 2º; 482; 508 da CLT e os citados no texto. LICENÇA MATERNIDADE A empregada gestante tem direito á licença-maternidade de 120 dias, sem prejuízo do emprego e do salário. PERÍODO DE PERCEPÇÃO O salário-maternidade é devido à segurada da previdência social, durante cento e vinte dias, com início vinte e oito dias antes e término noventa e um dias depois do parto, podendo ser prorrogado. VALOR O salário-maternidade para a segurada empregada consiste numa renda mensal igual à sua remuneração integral. NOTIFICAÇÃO AO EMPREGADOR A empregada deve, mediante atestado médico, notificar o seu empregador da data do início do afastamento do emprego, que poderá ocorrer entre o 28o dia antes do parto e a ocorrência deste.

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AUMENTO DO PERÍODO DE REPOUSO – ATESTADO MÉDICO Em casos excepcionais, os períodos de repouso anterior e posterior ao parto podem ser aumentados de mais duas semanas, mediante atestado médico específico. PARTO ANTECIPADO Em caso de parto antecipado, a mulher terá direito aos 120 dias previstos na Lei. GARANTIAS Á EMPREGADA GESTANTE É garantido à empregada, durante a gravidez, sem prejuízo do salário e demais direitos: I – transferência de função, quando as condições de saúde o exigirem, assegurada a retomada da função anteriormente exercida, logo após o retorno ao trabalho; II – dispensa do horário de trabalho pelo tempo necessário para a realização de, no mínimo, seis consultas médicas e demais exames complementares. Durante o período de 120 dias, a mulher terá direito ao salário integral e, quando variável, calculado de acordo com a média dos 6 (seis) últimos meses de trabalho, bem como os direitos e vantagens adquiridos, sendo-lhe ainda facultado reverter à função que anteriormente ocupava. A segurada aposentada que retornar à atividade fará jus ao pagamento do salário-maternidade. INÍCIO DE AFASTAMENTO O início do afastamento do trabalho da segurada empregada será determinado com base em atestado médico ou certidão de nascimento do filho. PAGAMENTO DO SALÁRIO-MATERNIDADE Para os benefícios requeridos a partir de 01.09.2003, tendo em vista a vigência da Lei 10710/2003, cabe à empresa pagar o salário-maternidade devido à respectiva empregada gestante. Para os benefícios requeridos até 01.09.2003, o pagamento do salário-maternidade é feito diretamente pela previdência social. Entretanto, para os casos que a segurada adotar ou obtiver guarda judicial para fins de adoção de criança, o salário-maternidade continua sendo pago diretamente pela Previdência Social. O salário-maternidade devido à trabalhadora avulsa será pago diretamente pela Previdência Social.

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MÃE ADOTIVA A partir de 16. 392-A (especificamente nos §§ 1º a 3º) da CLT. desde que este seja prejudicial à gestação.010/2009 (que passará a vigorar a partir de 01. estendendo a licença maternidade de 120 dias à mãe adotiva. a mulher terá um repouso remunerado de 2 (duas) semanas. ABORTO NÃO CRIMINOSO Em caso de aborto não criminoso. A licença-maternidade só será concedida mediante apresentação do termo judicial de guarda à adotante ou guardiã.2009) revogou os parágrafos 1º a 3º do referido artigo. a segurada fará jus ao salário-maternidade relativo a cada emprego. dependendo da idade da criança adotada na seguinte proporção:  Até 1 ano de idade: 120 dias. à mulher grávida é facultado romper o compromisso resultante de qualquer contrato de trabalho. quando do recolhimento das contribuições do INSS incidentes sobre a folha de salários e demais rendimentos pagos ou creditados.  A partir de 1 ano até 4 anos de idade: 60 dias. ficando-lhe assegurado o direito de retornar à função que ocupava antes de seu afastamento. No entanto. Quando houver adoção ou guarda judicial para adoção de mais de uma criança. comprovado por atestado médico oficial. através do art.04. é devido um único salário-maternidade relativo à criança de menor idade.11.421/2002 havia estendido à mãe adotiva o direito à licençamaternidade de forma escalonada. independentemente da idade da criança adotada.2002 a Lei 10. observando que no caso de empregos concomitantes.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © A empregada deve dar quitação à empresa dos recolhimentos mensais do salário-maternidade na própria folha de pagamento ou por outra forma admitida. COMPROMISSO DE CONTRATO DE TRABALHO QUE PREJUDIQUE A GESTAÇÃO Mediante atestado médico.177. O salário-maternidade não é devido quando o termo de guarda não contiver a observação de que é para fins de adoção ou só contiver o nome do cônjuge ou companheiro. à pessoa física que lhe preste serviço.  A partir de 4 anos até 8 anos de idade: 30 dias. a qualquer título. COMPENSAÇÃO DO VALOR DO SALÁRIO MATERNIDADE A empresa que pagar o salário maternidade fará a compensação do respectivo pagamento.br . de modo que a quitação fique plena e claramente caracterizada.com.guiatrabalhista. VALOR DO BENEFÍCIO  para segurada empregada: www. a Lei 12.

com.770/2008. instituiu o Programa Empresa Cidadã. sujeito ao limite máximo do salário-de-contribuição. o valor mensal será até o limite de R$ 12.br .  O empregador aderir voluntariamente ao programa. de acordo com a Resolução 236 do Supremo Tribunal Federal de 19 de julho de 2002.2. GUARDA DE DOCUMENTOS A empresa deverá conservar durante 10 (dez) anos os comprovantes dos pagamentos e os atestados ou certidões correspondentes para exame pela fiscalização da Previdência Social. O início da prorrogação do afastamento de 60 dias do trabalho da segurada empregada será. que alterou a Lei 8.  para a contribuinte individual e a segurada facultativa: em 1/12 da soma dos 12 últimos salários de contribuição apurados em um período não superior a 15 meses. observado o limite mínimo e máximo.em caso de salário fixo o valor mensal será igual à sua remuneração integral.  para trabalhadora avulsa: valor mensal igual a sua remuneração equivalente a um mês de trabalho não sujeito do limite máximo no salário-de-contribuição.01.  A empregada adotar ou obtiver guarda judicial para fins de adoção de criança.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © .  No período de prorrogação da licença-maternidade. posterior ao término normal dos 120 dias.010. www. artigos 93 a 103 do Regulamento da Previdência Social e os citados acima.720. imediatamente e ininterruptamente. . RETENÇÃO DO INSS Observar que. PRORROGAÇÃO OPCIONAL DA LICENÇA MATERNIDADE POR 60 DIAS A Lei 11. destinado a prorrogar por 60 (sessenta) dias a duração da licença-maternidade.00.  para a empregada doméstica o benefício tem valor mensal igual ao do seu último salário de contribuição.guiatrabalhista.178.em caso de salário variável o valor mensal será igual à média dos 6 (seis) últimos meses de trabalho. A prorrogação será garantida à empregada da pessoa jurídica quando:  A empregada a requerer até o final do primeiro mês após o parto. será retido do salário maternidade a contribuição do INSS devida segundo a tabela de contribuição. para a segurada empregada. a empregada não exercer qualquer atividade remunerada e a criança não for mantida em creche ou organização similar. Bases: artigos 392 a 395 da CLT.  em se tratando da segurada especial o valor do salário maternidade é de um salário mínimo mensal.212/91.em caso de salário maior que o teto máximo de benefício. . a partir de 01.

O contrato de aprendizagem não poderá ser estipulado por mais de 2 (dois) anos. darão lugar à admissão de um aprendiz. As frações de unidade. que dispunha que na primeira metade do contrato de aprendizagem ao aprendiz era garantido meio salário mínimo e na segunda metade 2/3 do salário mínimo. e o aprendiz. a executar com zelo e diligência. moral e psicológico. compatível com o seu desenvolvimento físico. 428 da CLT. inscrito em programa de aprendizagem. que tenha por objetivo a educação profissional. 429 da CLT. 80 da CLT). Base: art. Base: art. no cálculo da percentagem. 432 da CLT. em que o empregador se compromete a assegurar ao maior de quatorze e menor de vinte e quatro anos. Base: art. e se nelas forem computadas as horas destinadas à aprendizagem teórica.com.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © Nota: Caso o último requisito seja descumprido. ficando vedado prorrogação e a compensação de jornada. OBRIGATORIEDADE DE CONTRATAÇÃO DE APRENDIZES Os estabelecimentos de qualquer natureza são obrigados a empregar e matricular nos cursos dos Serviços Nacionais de Aprendizagem número de aprendizes equivalente a cinco por cento. formação técnico-profissional metódica. no máximo. O limite fixado não se aplica quando o empregador for entidade sem fins lucrativos. CONTRATO DE APRENDIZAGEM Contrato de aprendizagem é o contrato de trabalho especial. A idade máxima no contrato de aprendizagem não se aplica a aprendizes com deficiência. cujas funções demandem formação profissional. JORNADA DE TRABALHO A jornada de trabalho do aprendiz é de máximas 6 horas diárias. a empregada perderá o direito à prorrogação.179. na nova redação dada pela MP 251/2005. VALIDADE www. Ao menor aprendiz foi garantido o salário mínimo hora. podendo chegar ao limite de 8 horas diárias desde que o aprendiz tenha completado o ensino fundamental. as tarefas necessárias a essa formação. ajustado por escrito e por prazo determinado. dos trabalhadores existentes em cada estabelecimento. uma vez que foi revogada a disposição legal (art. e quinze por cento.guiatrabalhista.br . no mínimo.

Na rescisão antecipada do contrato de aprendizagem não haverá a indenização de 50% dos dias faltantes para o término do contrato constante nos artigos 479 e 480 da CLT.com. até que tenha atingido sua maioridade. ou seja. matrícula e freqüência do aprendiz à escola. MENOR – 16 A 18 ANOS O menor adquire sua capacidade jurídica para trabalhar a partir dos 16 (dezesseis) anos de idade.br . 433 da CLT. estabelecendo as normas a serem seguidas bem como as condições a que o menor poderá ou não desempenhar suas funções no ambiente de trabalho. cujo Capítulo V assegura à criança e adolescente o direito ao desenvolvimento.desempenho insuficiente ou inadaptação do aprendiz. 7º.guiatrabalhista. ou antecipadamente quando ocorrer uma das seguintes hipóteses: I . 8.ausência injustificada à escola que implique perda do ano letivo.a pedido do aprendiz. ou IV . na nova redação dada pela MP 251/2005. e inscrição em programa de aprendizagem desenvolvido sob a orientação de entidade qualificada em formação técnico-profissional metódica. EXTINÇÃO DO CONTRATO DE APRENDIZAGEM O contrato de aprendizagem extinguir-se-á no seu termo ou quando o aprendiz completar 24 (vinte e quatro) anos (exceto quanto a aprendizes com deficiência). porém. conjuntamente com os artigos 402 a 441 da CLT.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © A validade do contrato de aprendizagem pressupõe anotação na Carteira de Trabalho e Previdência Social. Há que se mencionar também a Lei nº. 18 (dezoito) anos completos. XXXIII. uma vez que este deve ser assistido pelo seu representante legal na formalização do contrato de trabalho ou no recebimento de seus direitos em caso de rescisão contratual.069 de 13 de julho de 1990 que dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente. Esta capacidade. www.falta disciplinar grave. II . TRABALHADOR MENOR DE IDADE O trabalho do menor está disciplinado pela Constituição Federal em seu art. exercício da cidadania e qualificação para o trabalho. é relativa. III . Base: art.180. caso não haja concluído o ensino fundamental. FGTS – CONTRATO DE APRENDIZ Os depósitos do FGTS nos contratos de aprendizagem tiveram a alíquota reduzida de 8% para 2%.

violência. para o trabalho ocasional. salvo se a remoção de material for feita por impulsão ou tração de vagonetes sobre trilhos. 483 da CLT. crueldade e opressão. ao menor é assegura o salário mínimo integral. §2º da CLT. limitando no total. perigoso. Ao empregador é vedado também empregar menor de 18 anos em serviço que demande o emprego de força muscular superior a 20 quilos. a autoridade competente poderá obrigar o empregador a tomar todas as medidas necessárias para que tal situação seja regularizada. a jornada normal do trabalhador menor é a mesma do trabalhador adulto. que ao menor (16 a 18) anos é proibido o trabalho noturno. 405. Esta limitação é uma garantia de tempo mínimo para que o menor não tenha a sua condição psico-fisiológica ou sua freqüência escolar prejudicada (art.181. Direito às Férias Conforme dispõe o art. deverão ser totalizadas. da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente entre outros direitos. desenvolvimento físico ou à sua moralidade. bem como. A legislação estabelece. o direito à profissionalização. insalubre além do trabalho em locais prejudiciais à sua moralidade (art. 414 da CLT o qual dispõe que as horas de trabalho do menor em caso de mais de um emprego. O art. exploração. se for o caso. ao menor é assegurado fazer coincidir o período das férias laborais com o de férias escolares.205 do STF. a jornada normal de trabalho (8 horas). A prestação de serviço extraordinário pelo empregado menor somente é permitida em caso excepcional. §2º da CLT. da CLT).guiatrabalhista.br . § 5º. salvo na condição de aprendiz a partir de 14 anos. Há uma particularidade que determina a limitação da jornada máxima de trabalho do menor prevista no art. MENOR DE 16 ANOS Ao menor de 16 anos de idade é vedado qualquer trabalho. 136. 407 da CLT prevê que se constatado a negligência por parte do empregador quanto às condições do trabalho do menor. causando-lhe prejuízos à sua saúde. na forma do art. 134. 227 que é dever da família.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © A Constituição Federal dispõe em seu art. No entanto estas férias não poderão ser fracionadas conforme dispõe o art. www. II da CLT). por motivo de força maior e desde que o trabalho do menor seja imprescindível ao funcionamento do estabelecimento.com. 427 da CLT). 134 do TST e súmula nº. discriminação. salvo de toda forma de negligência. 405. o salário profissional. no entanto. Em regra. ou 25 quilos. sob pena de configurar a rescisão indireta. Salário e Jornada do Trabalho Menor Conforme enunciado nº. para o trabalho contínuo. de carros de mão ou quaisquer aparelhos mecânicos (art.

desde que realizados fora das áreas de risco à saúde e à segurança. ao menor aprendiz (14 a 16 anos) é assegurado apenas a bolsa aprendizagem. cabendo à entidade qualificada em formação técnico-profissional metódica fixá-las no plano do curso.com. a executar com zelo e diligência. à garantia de freqüência à escola. No entanto estas férias não poderão ser fracionadas conforme dispõe o art. as tarefas necessárias a essa formação. salvo condição mais favorável fixada em contrato. cujas funções demandam formação profissional.br . e o aprendiz. LOCAIS OU SERVIÇOS CLASSIFICADOS COMO PERIGOSOS OU INSALUBRES A classificação dos locais ou serviços como perigosos ou insalubres decorre do princípio da proteção integral à criança e ao adolescente. Salário e Jornada de Trabalho do Menor Aprendiz A jornada do aprendiz compreende as horas destinadas às atividades teóricas e práticas.guiatrabalhista. o qual deverá ser www. Dentre as várias entidades que proporcionam essa formação ao aprendiz podemos citar o SENAI e SESI no ramo da indústria e o SENAC no ramo do comércio. É compulsória a admissão de aprendizes a todo estabelecimento através das entidades competentes. A proibição poderá ser elidida por meio de parecer técnico circunstanciado. compatível com o seu desenvolvimento físico. em que o empregador se compromete a assegurar ao maior de quatorze anos.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © Contrato de aprendizagem é o contrato de trabalho especial por prazo determinado não superior a 2 (dois) anos. §2º da CLT. que ateste a não-exposição a riscos que possam comprometer a saúde e a segurança dos adolescentes. O trabalho do menor aprendiz fica sujeito entre outras condições. simultâneas ou não. equivalente a no mínimo 5% e no máximo 15% do total de trabalhadores efetivos existentes em cada estabelecimento. Direito às Férias Assim como para o menor entre 16 e 18 anos. inscrito em programa de aprendizagem. 134. convenção ou acordo coletivo. Os trabalhos técnicos ou administrativos serão permitidos. formação técnico-profissional metódica.182. É assegurado ao menor aprendiz o salário mínimo como valor da bolsa aprendizagem. assinado por profissional legalmente habilitado em segurança e saúde no trabalho. moral e psicológico. A aprendizagem visa desenvolver a aptidão profissional do menor sem prejuízo de sua formação escolar básica. não sendo extensiva aos trabalhadores maiores de 18 anos. Enquanto ao trabalhador menor (16 a 18 anos) em regra é assegurado todos os direitos trabalhistas e previdenciários. ao menor aprendiz é assegurado fazer coincidir o período das férias laborais com o de férias escolares. ficando vedado a prorrogação e a compensação de jornada. A jornada de trabalho do aprendiz será de máxima de 6 horas diárias.

com exceção da limpeza. que tornará as providências legais cabíveis. trabalhos no plantio. 10. sendo permitido o trabalho em veículos. 8. trabalhos com utilização de instrumentos ou ferramentas de uso industrial ou agrícola com riscos de perfurações e cortes. Sempre que houver controvérsia quanto á efetiva proteção dos adolescentes envolvidos nas atividades constantes do referido parecer. sem proteção coletiva contra partículas volantes. QUADRO DESCRITIVO DOS LOCAIS E SERVIÇOS CONSIDERADOS PERIGOSOS OU INSALUBRES PARA MENORES DE 18 (DEZOITO) ANOS 1. 6. cortadores e misturadores. trabalhos no plantio. 12. operação. trabalhos no preparo de plumas ou crinas. beneficiamento ou industrialização do sisal. moinhos.br . trabalhos de direção de veículos automotores e direção. trabalhos na construção civil ou pesada. guindastes ou outros similares. forja e de corte de metais. 13. rebolo ou esmeril. quando possuírem sistema que impeça o seu acionamento acidental. trabalhos de douração. equipamentos em fábricas de papel. na colheita. trabalhos de afiação de ferramentas e instrumentos metálicos em afiadora. colheita. 7. galvanoplastia. trabalhos de jateamento em geral. niquelação. prateação. máquinas de fatiar. quando motorizados e em movimento. 9. esmeris. beneficiamento ou industrialização do fumo. máquinas em trabalhos com madeira. anodização de alumínio. máquinas de laminação. 11. serras circulares. 2.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © depositado na unidade descentralizada do Ministério do Trabalho e Emprego da circunscrição onde ocorrerem as referidas oportunidades. 3. sem proteção capaz de controlar o risco. www. trabalhos na lixa nas fábricas de chapéu ou feltro. exceto em processos enclausurados.guiatrabalhista. serras de fita e guilhotinas. manutenção ou limpeza de máquinas ou equipamentos. trabalhos na operação industrial de reciclagem de papel. máquinas de padaria como misturadores e cilindros de massa. 5. máquinas ou equipamentos parados.com. trabalhos em fundições em geral. nivelamento de solo e desbrote. plástico ou metal. 4. o mesmo será objeto de análise por Auditor-Fiscal do Trabalho. a saber: tratores e máquinas agrícolas. trabalhos em cantarias ou no preparo de cascalho. banhos metálicos ou com desprendimento de fumos metálicos.183.

20. cromo e mercúrio) e seus compostos. trabalhos com exposição a radiações ionizantes. pêlos ou dejeções de animais. 24. trabalhos na coleta. sulfúrico. 22. raspagem a seco ou queima de pinturas. 21. bromídrico. 29. metais pesados (cádmio. ultravioleta ou laser). 25. sangue. vísceras. 17. 16. desengraxantes ácidos ou básicos ou outros produtos derivados de óleos minerais. 27. trabalhos com exposição ou manuseio de arsênico e seus compostos. ou substâncias cancerígenas conforme classificação da Organização Mundial de Saúde. granitos. trabalhos com retirada. 26. nítrico. trabalhos no manuseio ou aplicação de produtos químicos de uso agrícola ou veterinário. 15. benzeno. trabalhos em contato com resíduos de animais deteriorados ou com glândulas. ou a ruído de impacto. trabalhos de lavagem ou lubrificação de veículos automotores em que se utilizem solventes orgânicos ou inorgânicos. 28. www. chumbo. seleção ou beneficiamento de lixo. 23. trabalhos na extração ou beneficiamento de mármores. fósforo e seus compostos. acima do nível de ação previsto na legislação pertinente em vigor. 19. descontaminação.br . trabalhos em condições hiperbáricas. trabalhos em tecelagem.guiatrabalhista. semipreciosas ou outros bens minerais. 18.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © 14.com. trabalhos em atividades industriais com exposição a radiações não-ionizantes (microondas. asbestos. ossos. trabalhos com exposição ou manuseio de álcalis cáusticos. trabalhos com exposição ou manuseio de ácido oxálico. trabalhos com animais portadores de doenças infecto-contagiosas. hidrocarbonetos ou outros compostos de carbono. trabalhos que exijam mergulho. pedras preciosas. óleo diesel. disposição ou retorno de recipientes vazios. couros. trabalhos com exposição a ruído contínuo ou intermitente. fosfórico e pícrico. carvão mineral.184. silicatos. incluindo limpeza de equipamentos.

centeio. 43. trabalhos em escavações. trabalhos na produção. 35. trabalhos em indústrias cerâmicas. cevada. trabalhos de processamento ou empacotamento mecanizado de carnes. 34. 36. trigo. gesso. sorgo. trabalhos de manutenção e reparo de máquinas e equipamentos elétricos.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © 30. algodão ou madeira). trabalhos em olarias nas áreas de fornos ou com exposição à umidade excessiva. www.guiatrabalhista. pedreiras garimpos ou minas em subsolo ou a céu aberto. feijão ou soja) e de vegetais (cana.com. trabalhos na fabricação de cortiças. transporte. trabalhos na fabricação de botões ou outros artefatos de nácar. 38. 33. manuseio ou carregamento de explosivos. chifre ou osso. vidros ou vernizes. 41. transmissão ou distribuição de energia elétrica. milho. 44. armazenamento. trabalhos em sistemas de geração. louças. cristais. trabalhos em peleterias. trabalhos de direção e operação de máquinas ou equipamentos elétricos de grande porte. trabalhos em curtumes ou industrialização do couro. trabalhos na fabricação de farinha de mandioca. 48. 31. trabalhos em locais em que haja livre desprendimento de poeiras minerais. 40. 45. 39. trabalhos em fábricas de cimento ou cal. quando energizados. estopas. trabalhos na fabricação de fogos de artifícios. 42. 32. linho. trabalhos na fabricação de porcelanas ou produtos químicos. trabalhos em matadouros ou abatedouros em geral. esmaltes. processamento. trabalhos em colchoarias. 37. 47.br . de uso industrial. trabalhos em locais em que haja livre desprendimento de poeiras de cereais (arroz.185. aveia. 46. gasosos ou liquefeitos. inflamáveis líquidos. 49. subterrâneos.

trabalhos no interior de resfriadores. serviços de emergências.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © 50. 62. trabalhos em laboratórios destinados ao preparo de soro. trabalhos em oficinas mecânicas em que haja risco de contato com solventes orgânicos ou inorgânicos. 60. desengraxantes ácidos ou básicos ou outros produtos derivados de óleos minerais. trabalhos na fabricação de artefatos de borracha. 68. de vacinas ou de outros produtos similares. trabalhos em tinturarias ou estamparias. 64. quando em contato direto com os animais. trabalhos em hospitais. trabalhos na fabricação de bebidas alcoólicas.com. 59. quando em contato com animais. enfermarias.guiatrabalhista. 67. 52. 66. 56. www. 54. trabalhos em esgotos. 55. ambulatórios. trabalhos em salinas. 58. trabalhos em cemitérios. trabalhos em indústria de móveis. óleo diesel. 53. trabalhos em borracharias ou locais onde sejam feitos recapeamento ou recauchutagem de pneus. 63. fornos ou alto-fornos. 51. ou junto de aquecedores. ambulatórios ou postos de vacinação de animais. trabalhos em câmaras frigoríficas. trabalhos em serralherias. trabalhos em hospitais. 57. postos de vacinação ou outros estabelecimentos destinados ao cuidado da saúde humana em que se tenha contato direto com os pacientes ou se manuseie objetos de uso destes pacientes não previamente esterilizados. 65. trabalhos em madeireiras. trabalhos em destilarias ou depósitos de álcool. serrarias ou corte de madeira.br . trabalhos em carvoarias. 61. trabalhos em lavanderias industriais. casas de máquinas.186.

79. 77.187. 70. PARCELAS NÃO CONSIDERADAS COMO SALÁRIOS Segundo a CLT.educação. II . 72.br . beneficiamento ou industrialização da cana-de-açúcar.vestuários.guiatrabalhista. quando realizado raramente. trabalhos na colheita de cítricos ou de algodão. equipamentos e outros acessórios fornecidos aos empregados e utilizados no local de trabalho. em estabelecimento de ensino próprio ou de terceiros. quando realizado freqüentemente. parágrafo 2 (alterado pela Lei 10243/2001). 71. currais. 75. 80. trabalhos em manguezais ou lamaçais. trabalhos em porão ou convés de navio. 458. trabalhos como sinalizador na aplicação aérea de produtos ou defensivos agrícolas. não serão consideradas como salário as seguintes utilidades concedidas pelo empregador: I . trabalhos no plantio. compreendendo os valores relativos a matrícula. 73. anuidade. 76. trabalhos em espaços confinados. trabalhos em estábulos. estrebarias ou pocilgas.com. explosivas ou com deficiência de oxigênio. art. cavalariças. Base: Portaria SIT/MTE nº 20/2001 e 4/2002. 81. 74. 78. ou superiores a 11 quilos para o gênero masculino e superiores a 7 quilos para o gênero feminino. colheita. www.0 (dois) metros. livros e material didático. trabalhos no interior ou junto a silos de estocagem de forragem ou grãos com atmosferas tóxicas. transporte ou descarga manual de pesos superiores a 20 quilos para o gênero masculino e superiores a 15 quilos para o gênero feminino. trabalhos em alturas superiores a 2. trabalhos com levantamento. trabalhos com exposição a vibrações localizadas ou de corpo inteiro.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © 69. trabalhos de desmonte ou demolição de navios e embarcações em geral. sem condições adequadas de higienização. para a prestação do serviço. trabalhos no beneficiamento da castanha de caju. mensalidade.

parágrafo 1 da Portaria Interministerial MTPS/MF/MS 5/1999. mantendo o comprovante de postagem da agência ou o comprovante de adesão via internet. devidamente preenchido e instruído com os seguintes elementos: 1) identificação da empresa beneficiária. A inscrição também pode ser efetuada por meio eletrônico utilizando o formulário constante da página do Ministério do trabalho e Emprego na INTERNET (www. 5) número de trabalhadores beneficiados por faixas salariais. Estes documentos têm validade por prazo indeterminado. em percurso servido ou não por transporte público. aquelas que o fizeram antes. 2 da Portaria SIT 3/2002. VI . 2 da Portaria SIT 3/2002.gov.seguros de vida e de acidentes pessoais. 10 da Lei 9. 6) termo de responsabilidade e assinatura do responsável pela empresa. a pessoa jurídica deve apresentar e registrar formulário junto ao ECT ou enviar via internet constante no "site" do MTE (www. no entanto.mte. convênio e cesta de alimentos). FORMA E PRAZO DE ADESÃO E VALIDADE DO PROGRAMA A adesão ao PAT consiste na apresentação do formulário oficial. As empresas que firmarem o termo de adesão a partir de 2. 3) modalidade de serviços de alimentação e percentuais correspondentes (próprio.assistência médica. PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO DO TRABALHADOR (PAT) Para cadastrar-se no PAT.guiatrabalhista. fornecedor.mte. hospitalar e odontológica. 2) número de refeições maiores e menores.previdência privada. Base: Art. 4) número de trabalhadores beneficiados por UF. IV . O formulário é adquirido nas agências da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT). Base: Art.br).com.br . 2. prestada diretamente ou mediante segurosaúde. devem renovar o mesmo.188.transporte destinado ao deslocamento para o trabalho e retorno. e art. V .532/97 e art.gov. www.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © III .000 não precisam renovar o formulário. que a partir dessa renovação será válido por prazo indeterminado.br). O PAT fica automaticamente aprovado mediante a apresentação e registro do formulário na ECT.

br . art. mediante prestação de serviços próprios ou de terceiros. A documentação relacionada aos gastos com o Programa e aos incentivos dele decorrentes deve ser mantida à disposição da fiscalização. á disposição da fiscalização federal.com. deverão comprovar atendimento à regulamentação técnica da Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura e do Abastecimento. cartões eletrônicos. cabendo-lhes a responsabilidade de fiscalizar a qualidade e o teor nutritivo. de modo a possibilitar seu exame e confronto com os registros contábeis e fiscais exigidos pela legislação pertinente. magnéticos ou outros oriundos de tecnologia adequada) que www.189. QUALIDADE E TEOR NUTRITIVO DA ALIMENTAÇÃO Os programas de alimentação do trabalhador deverão propiciar condições de avaliação do teor nutritivo da alimentação. jantar e ceia) e pelo menos uma porção de frutas nas refeições menores (desjejum e lanche). de 14 de janeiro de 1991. inclusive não preparados (cestas básicas) e 3) firmar convênios com entidades que forneçam ou prestem serviços de alimentação coletiva. Normalização e Qualidade Industrial . 4 da Portaria Interministerial MTPS/MF/MS 5/1999 e § 1 e 2 do art. a pessoa jurídica beneficiária poderá: 1) manter serviço próprio de refeições. matriz e filiais. deverão assegurar qualidade e quantidade da alimentação fornecida aos trabalhadores. condição que deverá constar expressamente do texto do convênio entre as partes interessadas.guiatrabalhista. fornecedoras de componentes alimentícios devidamente embalados e registrados nos órgãos competentes.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © GUARDA DOS DOCUMENTOS DO PAT A cópia do formulário e o respectivo comprovante oficial da postagem ou o comprovante de adesão via INTERNET deverá ser mantida nas dependências da empresa. uma porção de frutas e uma porção de legumes ou verduras. Bases: parágrafo 2. 2 da Portaria SIT 3/2002. para transporte individual. através de organismo designado pelo INMETRO . Quando a pessoa jurídica beneficiária fornecer aos seus trabalhadores documentos de legitimação (impressos. Os cardápios deverão oferecer. desde que essas entidades sejam credenciadas pelo Programa e se obriguem a cumprir o disposto na legislação do PAT e na Portaria SIT 3/2002 (alterada pela Portaria SST 193/2006). nas refeições principais (almoço.para esta finalidade. As empresas produtoras de cestas de alimentos e similares. FORMAS DE EXECUÇÃO DO PAT Para a execução do PAT. As normas específicas do teor nutritivo da alimentação foram estabelecidas pela Portaria Interministerial 66/2006. 2) distribuir alimentos. pelo menos.Instituto Nacional de Metrologia. conforme disposto no art. 3º do Decreto nº 5. As pessoas jurídicas participantes do PAT.

FORNECIMENTO DE CESTA BÁSICA Independentemente da existência de Programa de Alimentação do Trabalhador os gastos com a aquisição de cestas básicas. limitada essa extensão ao período de cinco meses.br . são dedutíveis do lucro liquido. e f) a expressão “válido somente para pagamento de refeições” ou “válido somente para aquisição de gêneros alimentícios". Na emissão dos documentos de legitimação. Bases: Decreto 2.190.guiatrabalhista. INEXISTÊNCIA DE REFLEXOS NA REMUNERAÇÃO DO TRABALHADOR É importante ressaltar que no PAT previamente aprovado pelo Ministério do Trabalho. e) prazo de validade. limitada a extensão ao período de seis meses. o valor do documento deverá ser suficiente para atender às exigências nutricionais do PAT. e art. no período de transição para novo emprego. distribuídas indistintamente a todos os empregados da pessoa jurídica. e b) aos empregados que estejam com o contrato de trabalho suspenso para participação em curso ou programa de qualificação profissional. 27. Empregados de subempreiteira De acordo com o Parecer Normativo CST 08/82. EXTENSÃO DO PROGRAMA Empregados dispensados ou com contrato suspenso O beneficio do PAT pode ser estendido pela pessoa jurídica: a) aos trabalhadores por ela dispensados. c) valor em moeda corrente no País. para fins de determinação do lucro real e da base de cálculo da Contribuição Social sobre o Lucro (IN SRF 11/96.com.101/96. endereço e CGC/CNPJ da prestadora do serviço de alimentação coletiva. deverão ser adotados mecanismos que assegurem proteção contra falsificação. a empresa empreiteira pode estender o PAT aos empregados de subempreiteira que para ela trabalhem no mesmo canteiro de obras. conforme o caso. parágrafo único). 9 e 10 da Portaria SIT 3/2002. não se incorpora á remuneração para www. em seqüência ininterrupta. vinculada à empregadora. b) numeração continua. a parcela paga in natura pela empresa não tem natureza salarial. Nos documentos de legitimação deverão constar: a) razão ou denominação social da pessoa jurídica beneficiária. d) nome.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © permitam a aquisição de refeições ou de gêneros alimentícios em estabelecimentos comerciais. art. 8. não inferior a 30 dias nem superior a 15 meses.

6 do Decreto 05/1991). Bases: art. Exemplo: Valor do Custo Direto da Refeição: R$ 5. ter valor inferior àquele concedido aos de renda mais elevada. desde que esteja garantido o atendimento da totalidade dos trabalhadores que percebam até 5 salários mínimos. contado da data da notificação da demissão. estipula os prazos para o pagamento das verbas rescisórias constantes do Termo de Rescisão do Contrato de Trabalho. sob qualquer pretexto.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © quaisquer efeitos.com. INCLUSÃO DOS TRABALHADORES DE RENDA MAIS ELEVADA NO PROGRAMA — CONDIÇÃO Os trabalhadores de renda mais elevada podem ser incluídos no Programa de Alimentação do Trabalhador. PARTICIPAÇÃO DO TRABALHADOR NO CUSTO DIRETO DA REFEIÇÃO A participação do trabalhador no PAT é limitada a 20% (vinte por cento) do custo direto da refeição. O benefício concedido aos trabalhadores que percebem até 5 salários mínimos não poderá. 4 da Portaria SIT 3/2002. MULTAS O parágrafo 8º do artigo 477 da CLT prevê a multa a favor do empregado no valor equivalente ao seu salário. § 6º da CLT. indenização do mesmo ou dispensa de seu cumprimento. PRAZOS DE PAGAMENTO São os seguintes os prazos a serem observados pelo empregador: a) até o primeiro dia útil imediato ao término do contrato. www.00 = R$ 1.191. não constitui base de incidência de contribuição previdenciária ou do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) nem se configura como rendimento tributável do trabalhador (art. ou b) até o décimo dia. quando da ausência de aviso prévio. PRAZO DE PAGAMENTO DE VERBAS RESCISÓRIAS O artigo 477.br . 2 do Decreto 05/1991 e art.guiatrabalhista. 3 da Portaria SIT 3/2002. independentemente da duração da jornada de trabalho.00 Limite de participação do trabalhador: 20% x R$ 5.00 por refeição. Bases: parágrafo 2o do artigo 585 do Regulamento IR/99 e art.

Como as mencionadas cláusulas são mais benéficas para o empregado. à multa de 160 Ufir.br . elas prevalecem sobre o que é determinado em Lei. CLÁUSULAS MAIS FAVORÁVEIS AO EMPREGADO NAS CONVENÇÕES COLETIVAS – OBEDIÊNCIA Existem convenções coletivas de trabalho que determinam prazos para pagamento de verbas rescisórias menores do que os que constam da CLT. quando de uma fiscalização. por trabalhador. e ao trabalhador avulso que tenham salário-de-contribuição inferior ou igual a remuneração máxima da tabela do salário família. SALÁRIO FAMÍLIA É o benefício previdenciário que têm direito o segurado empregado. Carência Não existe carência para conceder esse benefício. Documentos que devem ser apresentados para recebimento do salário-família Leia maiores detalhes no tópico Salário Família . Pagamento Será pago mensalmente:  Pela empresa ao empregado e deduzido quando do recolhimento das contribuições sobre a folha de salário.Documentação. Quando o salário-família começa a ser pago A partir da comprovação dos documentos mencionados será pago junto com o salário do mês.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © O citado parágrafo sujeita também o empregador.guiatrabalhista. sendo obrigatória. por parte das empresas.  Pelo sindicato ou órgão gestor de mão-de-obra ao trabalhador avulso mediante convênio com INSS. exceto o doméstico.192. www.com. bem como valores de multa superiores aos demonstrados. a sua observância.

45 acima R$ 324.12 Até R$ 472.48 R$ 11.67 Até R$ 435.53 a R$ 654.33 R$ 15.65 R$ 1.45 acima de R$ 324.57 a R$ 654.58 R$ 9.44 até R$ 390.65 R$ 1.99 R$ 20.74 R$ 21.09 R$ 13.43 De R$ 472.00 de R$ 390.93 De R$ 449.00 até R$ 398.74 R$ 22.26 R$ 22.27 R$ 14.guiatrabalhista.com.78 de R$ 414.44 a R$ 710.79 a R$ 623.56 SALÁRIO FAMÍLIA R$ 25. TABELA DE QUOTAS DO SALÁRIO FAMÍLIA VIGÊNCIA A Partir de 01/02/2009 (Portaria MPS/MF 48/2009) de 01/03/2008 a 31/01/2009 (Portaria Interministerial 77/2008) de 01/04/07 a 29/02/08 (Portaria MPS 142/2007) de 01/08/06 a 31/03/07 (Portaria MPS 342/2006) de 01/04/06 a 31/07/06 (Portaria MPS 119/2006) de 01/05/05 a 31/03/06 (Portaria MPS 822/2005) de 01/05/04 a 30/04/05 (MP 182/2004) de 01/06/03 a 30/04/04 de 01/06/02 a 31/05/03 de 01/06/01 a 31/05/02 de 01/06/00 a 31/05/01 de 01/06/99 a 31/05/00 de 01/01/99 a 31/05/99 de 01/12/98 a 31/12/98 de 01/06/98 a 30/11/98 de 01/06/97 a 31/05/98 REMUNERAÇÃO Até R$ 500. Valor do Salário Família Esse valor é calculado com base em cotas.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © A partir do dia em que o segurado empregado ou o segurado trabalhador avulso comprovarem o nascimento.40 De R$ 500. O segurado tem direito a tantas cotas quantos forem os filhos menores de 14 anos ou inválidos.19 até R$ 560. na proporção do respectivo número de filhos ou equiparados.31 R$ 9.60 até R$ 360.07 R$ 8.08 Até R$ 449.00 até R$ 324.48 até R$ 376.94 a R$ 676.25 www.07 R$ 8.08 R$ 24.41 a R$ 752.07 R$ 23.05 R$ 8.08 R$ 16.br .34 R$ 15.47 até R$ 429.61 até R$ 414.56 De R$ 435.27 Até R$ 435.46 até R$ 324.81 até R$ 468.65 R$ 8.45 até R$ 309.23 R$ 17.00 R$ 14.52 De R$ 435.26 R$ 10.193.66 R$ 18.01 a R$ 586.

72 Cr$ 1.10 Cr$ 865.86 acima de URV 174.449.19 Cr$ 366.95 Cr$ 4.48 Até Cr$ 15.02 até Cr$ 88.58 até Cr$ 50.93 Até Cr$ 12.00 Cr$ 168. independentemente do número de dias trabalhados.69 Até Cr$ 4.738.69 acima de Cr$ 9.o valor da cota para o trabalhador avulso será integral.58 acima de Cr$ 88.00 acima de Cr$ 1.625.66 R$ 0.71 Cr$ 26.br .86 Até URV 174.05 Cr$ 38.386.90 Cr$ 50.27 até R$ 287.350.532.95 R$ 6.582.15 Cr$ 385.459.59 Até Cr$ 3.978.25 Até Cr$ 9.26 Proporcionalidade .84 Cr$ 7.80 acima de R$ 249.02 R$ 7.95 Cr$ 135.760.guiatrabalhista.86 Cr$ 17.27 acima de R$ 287.o valor da cota para o segurado empregado será proporcional nos meses de admissão e demissão.183.246.257.60 Cr$ 339.064.31 Cr$ 108.13 acima de Cr$ 40. REMUNERAÇÃO RECEBIDA ACIMA DO LIMITE www.731.434.66 URV 0.194.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © de 01/01/97 a 31/05/97 de 01/05/96 a 31/12/96 de 01/05/95 a 30/04/96 de 01/07/94 a 30/04/95 de 01/03/94 a 30/06/94 01/02/94 01/01/94 01/12/93 01/11/93 01/10/93 01/09/93 01/08/93 01/07/93 de 01/05/93 a 30/06/93 de 01/03/93 a 30/04/93 de 01/01/93 a 28/02/93 de 01/09/92 a 31/12/92 de 01/05/92 a 31/08/92 de 01/01/92 a 30/04/92 acima de R$ 309.214.924.582.40 Cr$ 404.738.259.13 até Cr$ 32.31 Cr$ 86.com.728.087.75 até Cr$ 276.728.95 R$ 7.85 Cr$ 92.76 Cr$ 2.259.536.83 acima de Cr$ 276.58 Cr$ 3.93 acima de Cr$ 15.780.56 até R$ 287.66 R$ 0.459.052.11 Cr$ 923.83 R$ 4.86 até Cr$ 115.514.082.00 Até Cr$ 638.616.33 Cr$ 295.924.58 URV 4.257.434.25 acima de Cr$12.67 R$ 0.15 Cr$ 691.57 acima de Cr$ 50 .87 Cr$ 42.625.57 até Cr$ 40.616.718.064.13 Cr$ 30.83 R$ 1.01 Cr$ 15.59 acima de Cr$ 4.80 até R$ 174.67 acima de Cr$ 32.29 acima de Cr$ 3.74 Cr$ 1.66 R$ 0.256.731.27 acima de R$ 287.126.48 acima de Cr$ 25.86 acima de R$ 174.439.28 Cr$ 241.536.54 Cr$ 11.183.793.080.014.052.02 acima de Cr$ 115.67 Até Cr$ 25.419.27 até R$ 249.793.419. .449.75 acima de Cr$ 638.29 Até Cr$ 1.978.

Todas as importâncias que integram o salário de contribuição são consideradas como parte integrante da remuneração do mês.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © O salário família só é devido até o valor de remuneração máxima mensal constante na tabela do salário família. quando dependente maior de quatorze anos. de modo que a quitação fique plena e claramente caracterizada. a contar do mês seguinte ao da data do aniversário. sindicato ou órgão gestor de mão-de-obra de cada recebimento mensal do salário-família.195. salvo se inválido. SALÁRIO-FAMÍLIA . a contar do mês seguinte ao do óbito.br .guiatrabalhista. das contribuições ao INSS. naquele mês não haverá direito ao benefício.comprovação de invalidez. a contar do mês seguinte ao da cessação da incapacidade. pagas pela empresa. serão deduzidas por ocasião do recolhimento. quando dependente menor de sete anos.caderneta de vacinação ou equivalente. III . exceto o 13º salário e o adicional de férias (1/3 constitucional). IV . DEDUÇÃO NA GPS As cotas do salário-família.certidão de nascimento do filho (original e cópia). para efeito de definição do direito à cota de salário-família. QUITAÇÃO O empregado deve dar quitação à empresa. contados a partir de 2000.CP ou CTPS. sendo obrigatória nos meses de novembro. por exemplo). a documentação abaixo: I . ou d) pelo desemprego do segurado. www. II . Se a remuneração ultrapassar este valor (decorrente de reajuste ou de horas extras. a cargo da Perícia Médica do INSS.DOCUMENTAÇÃO O salário-família será devido a partir do mês em que for apresentada à empresa ou ao órgão gestor mão-de-obra ou ao sindicato dos trabalhadores avulsos ou ao INSS. na GPS. na própria folha de pagamento ou por outra forma admitida. sobre a folha de pagamento de salários.com. Isto porque o artigo 81 do Regulamento da Previdência Social estabelece o teto em relação a "salário de contribuição" e não ao "salário base". c) pela recuperação da capacidade do filho ou equiparado inválido. b) quando o filho ou equiparado completar quatorze anos de idade. CESSAÇÃO DO BENEFÍCIO O direito ao salário-família cessa automaticamente: a) por morte do filho ou equiparado.

196. quando dependente a partir de sete anos. para crianças a partir de 7 anos de idade. APRESENTAÇÃO DE COMPROVANTES MAIO O empregado deverá apresentar no mês de maio o comprovante de freqüência à escola. A comprovação de freqüência escolar será feita mediante apresentação de documento emitido pela escola. na forma de legislação própria. Ou então acesse a página: http://www81. contados a partir de 2000. em nome do aluno.br . Clique aqui para obter o modelo oficial da Previdência Social. 2. Esta obrigação ocorre desde o ano de 2000. para crianças a partir de 7 anos de idade. para agilizar o processo documentário. Caderneta de vacinação ou documento equivalente. COMUNICAÇÃO É importante que o empregador comunique tais regras aos seus empregados com antecedência. deve ser apresentado atestado médico que confirme este fato. No caso de menor inválido que não freqüenta a escola por motivo de invalidez. para dependentes menores de 7 anos.comprovante de freqüência à escola. DECLARAÇÃO E TERMO DE RESPONSABILIDADE Preencher a Declaração correspondente. por exemplo).gov. No caso de menor inválido que não freqüenta a escola por motivo de invalidez. o empregado deverá apresentar: 1. nos meses de maio e novembro. Comprovante de freqüência à escola.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © V . no qual consta o registro de freqüência regular ou de atestado de estabelecimento de ensino.guiatrabalhista.dataprev.br/sislex/paginas/97/trcsf3040. SUSPENSÃO DO BENEFÍCIO A empresa. Referida comunicação pode ser feita através de editais (no quadro de avisos. NOVEMBRO No mês de novembro. circulares e até mesmo uma mensagem no contra-cheque do empregado.com. o órgão gestor de mão-de-obra ou o sindicato de trabalhadores avulsos ou o INSS suspenderá o pagamento do salário-família se o segurado não apresentar o atestado de vacinação www. deve ser apresentado atestado médico que confirme este fato. atestando a regularidade da matrícula e freqüência escolar do aluno.htm.

para exame pela fiscalização do INSS.guiatrabalhista.213/91. Caso o 5º dia útil seja um sábado e a empresa não trabalhe aos sábados. PAGAMENTO O pagamento de salário deve ser efetuado: www. 465 da CLT. deve ser considerado na contagem dos dias o sábado. Bases: Lei 8. o pagamento deverá ser efetuado na sexta feira. salvo critério mais favorável previsto em documento coletivo de trabalho da respectiva categoria profissional.br . Decreto 3. Para a legislação trabalhista o sábado é considerado dia útil. SALÁRIOS . durante 10 (dez) anos. ainda que fora de prazo.265/99 e artigo 233 da IN INSS 11/2006. nas datas fixadas.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © obrigatória e a comprovação de freqüência escolar do filho ou equiparado. o segurado comprovar a vacinação do filho. CONTAGEM DOS DIAS Para efeito de determinar o prazo de pagamento dos salários.197. QUINZENALISTAS E SEMANALISTAS Quando tratar-se de pagamento estipulado por quinzena ou semana. por força do art. GUARDA DOS DOCUMENTOS A empresa deverá conservar.PRAZO DE PAGAMENTO MENSALISTAS O pagamento do salário mensal deve ser efetuado o mais tardar até o 5º dia útil do mês subseqüente ao vencido. excluindo o domingo e feriado. até que a documentação seja apresentada Não é devido salário-família no período entre a suspensão do benefício motivada pela falta de comprovação da freqüência escolar e o seu reativamento. Se após a suspensão do pagamento do salário-família. deve ser efetuado até o 5º (quinto) dia após o vencimento. 67. os comprovantes dos pagamentos e as cópias das certidões correspondentes. caberá o pagamento das cotas relativas ao período suspenso. art.com. salvo se provada a freqüência escolar regular no período. inclusive o municipal.

assinado pelo empregado.transporte. TEMPO DE TRANSPORTE www.243/2001.br .Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © . deve ser assegurado ao empregado: . VARIAÇÕES DE HORÁRIO NO REGISTRO DE PONTO Não serão descontadas nem computadas como jornada extraordinária as variações de horário no registro de ponto não excedentes de cinco minutos. caberá ao Fiscal do Trabalho a lavratura de auto de infração. mediante sua impressão digital. Sistema Bancário O empregador que utilizar o sistema bancário para o pagamento dos salários.198. até o 5º (quinto) dia útil. Lei nº 7. dispondo sobre as parcelas não integrantes dos salários.horário que permita o desconto imediato do cheque. e Instrução Normativa SRT/MTb nº 01/89. 58 da CLT teve acréscimo de parágrafos. 465. dentro do horário do serviço ou imediatamente após o encerramento deste. SALÁRIOS – VARIAÇÕES NO PONTO E TEMPO DE TRANSPORTE O art. O empregador se sujeitará à multa administrativa de 160 UFIR por trabalhador prejudicado. os valores deverão estar à disposição do empregado. observado o limite máximo de dez minutos diários. o mais tardar. ou. Bases: Art.855/89. caso o acesso ao estabelecimento de crédito exija a sua utilização.em dia útil e no local do trabalho. 459. 464. se esta não for possível. § 1º. a seu rogo (em dinheiro). . 501 da CLT. . PENALIDADES Constatada a inobservância das disposições mencionadas neste trabalho. em se tratando de analfabeto. relativos a variações no ponto e tempo de transporte do trabalhador.com. através da Lei 10. Por Meio de Cheque Se o pagamento for efetuado por meio de cheque.contra-recibo.guiatrabalhista.

com. o empregador fornecer a condução.199.br . www. salvo quando. do Distrito Federal e dos Municípios. tratando-se de local de difícil acesso ou não servido por transporte público. que revogou as Leis 9.841/1999. trouxe novas considerações para a Microempresa e Empresa de Pequeno Porte. não será computado na jornada de trabalho. por qualquer meio de transporte.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © O tempo despendido pelo empregado até o local de trabalho e para o seu retorno. dos Estados.317/1996 e 9. bem como normas gerais relativas ao tratamento diferenciado a ser dispensado no âmbito dos Poderes da União. OPTANTES PELO SIMPLES NACIONAL – OBRIGAÇÕES TRABALHISTAS A Lei Complementar 123/2006.guiatrabalhista.

• De empregar e matricular seus aprendizes nos cursos dos Serviços • Nacionais de Aprendizagem.br . Empresa de Pequeno Porte: Serão consideradas Empresas de Pequeno Porte (EPP) o empresário. • Arquivamento dos documentos comprobatórios de cumprimento das obrigações trabalhistas e previdenciárias. LIMITE DE RECEITAS Microempresa: Serão consideradas Microempresas (ME) o empresário. a pessoa jurídica. receita bruta superior a R$ 240.guiatrabalhista. ou a ela equiparada. conforme critérios estabelecidos em função da receita bruta anual.000.A PARTIR DE 01.com. • Da anotação das férias dos empregados • nos respectivos livros ou fichas de registro. a pessoa jurídica. suas dependências. que aufira.00 (duzentos e quarenta mil reais) e igual ou inferior a R$ 2. receita bruta igual ou inferior a R$ 240.406. e • De comunicar ao Ministério do Trabalho e Emprego a concessão de férias coletivas.2007 www.000.07. devidamente registrados no Registro de Empresas Mercantis ou no Registro Civil de Pessoas Jurídicas. Apresentação das Relações Anuais Empregados e da Relação Anual Informações Sociais – RAIS e Cadastro Geral de Empregados Desempregados – CAGED. enquanto não prescreverem essas obrigações. de de do e CONCEITOS DE ME E EPP Consideram-se Microempresas (sigal ME) ou Empresas de Pequeno Porte (sigla EPP) a sociedade empresária.00 (dois milhões e quatrocentos mil reais).Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © OBRIGAÇÕES TRABALHISTAS DISPENSADAS OBRIGADAS • Da afixação de Quadro de Trabalho em • Anotações na Carteira de Trabalho e Previdência Social – CTPS.200. 966 da Lei nº 10. de 10 de janeiro de 2002. • Da posse do livro intitulado “Inspeção do Trabalho”.400. ou a ela equiparada.000. em cada ano-calendário. Apresentação da Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social – GFIP. em cada ano-calendário.00 (duzentos e quarenta mil reais). CONTRIBUIÇÃO SINDICAL – OPTANTES PELO SIMPLES NACIONAL . que aufira. a sociedade simples e o empresário a que se refere o art.

as Microempresas (ME) e Empresas de Pequeno Porte (EPP) estão dispensadas da Contribuição Sindical Patronal conforme § 3 do artigo 13 da citada Lei. § 8º. e na pecuária. no seu artigo 7º. nas atividades urbanas. os valores retidos dos empregados devem ser recolhidos ao sindicato na data fixada. No que diz respeito à contribuição sindical dos empregados. sendo: . entre 20:00 horas às 4:00 horas. art. é computada como sendo de 52 (cinqüenta e dois) minutos e 30 (trinta) segundos. 5. por disposição legal.2007 De acordo com a Instrução Normativa SRF 608/2006. CONTRIBUIÇÃO SINDICAL – EMPRESAS QUE ERAM OPTANTES PELO SIMPLES FEDERAL – Lei 9.317/96. remuneração do trabalho noturno superior à do diurno. Intervalo No trabalho noturno também deve haver o intervalo para repouso ou alimentação.317/1996 – ATÉ 30. o recolhimento é normal. não havendo. www.com. o recolhimento era normal. Nota: no que diz respeito à contribuição sindical dos empregados.guiatrabalhista.jornada de trabalho de até 4 horas: sem intervalo. Nas atividades rurais a hora noturna é considerada como de 60 (sessenta) minutos. portanto. estavam dispensadas da Contribuição Patronal Sindical. as microempresas e empresas de pequeno porte inscritas no SIMPLES FEDERAL – Lei 9.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © De acordo com Lei Complementar 123/2006. ou seja. o trabalho realizado entre as 22:00 horas de um dia às 5:00 horas do dia seguinte. nas atividades urbanas. Nas atividades rurais. inciso IX. estabelece que são direitos dos trabalhadores.br .06. HORA NOTURNA A hora normal tem a duração de 60 (sessenta) minutos e a hora noturna. Assim sendo. além de outros. temos 7 (sete) horas-relógio que correspondem a 8 (oito) horas de trabalho. é considerado noturno o trabalho executado na lavoura entre 21:00 horas de um dia às 5:00 horas do dia seguinte. HORÁRIO NOTURNO Considera-se noturno. a redução como nas atividades urbanas. considerando o horário das 22:00 às 5:00 horas. TRABALHO NOTURNO A Constituição Federal.201.

Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © . utilize o seguinte raciocínio: divida o número de horas-relógio por 52. Ao intervalo para repouso ou alimentação não se aplica a redução da hora. TABELA E CÁLCULO PRÁTICO DE HORAS NOTURNAS A tabela seguinte se faz prática para uma visualização da determinação da jornada de trabalho. Para cálculos.com.5 (corresponde a 52’30") e multiplique por 60': nº de horas : 52.guiatrabalhista.5 x 60 = nº de horas noturnas Exemplos: Utilizando o Coeficiente Exemplo 1 7 horas relógio Utilizando horas-relógio x 60' Exemplo 1 7 horas relógio Horas 35' 1:10' 1:45' 2:20' 2:50' 3:25' 4:00' 4:35' 5:10' 5:45' 6:20' 6:50' 7:25' 8:00' www. deve-se utilizar o cálculo prático na seqüência apresentada: Das 22:00 horas até 22:30 23:00 23:30 24:00 00:30 01:00 01:30 02:00 02:30 03:00 03:30 04:00 04:30 05:00 Cálculo Prático Para se calcular as horas noturnas.jornada de trabalho superior a 4 horas e não excedente a 6 horas: intervalo de 15 minutos. prevalecendo para esse efeito a de 60 minutos.jornada de trabalho excedente a 6 horas: intervalo de no mínimo 1 (uma) hora e no máximo 2 (duas) horas.br . .202.

Nas atividades rurais. TRABALHO NOTURNO DA MULHER Desde a promulgação da vigente Constituição Federal.guiatrabalhista. 8 : 7 = 1. exceto condições mais benéficas previstas em acordo. Enunciado TST nº 265: "A transferência para o período diurno de trabalho implica na perda do direito ao adicional noturno. CESSAÇÃO DO DIREITO O adicional noturno. qualquer que seja a atividade da empresa.5 x 60 = 5. TRABALHO NOTURNO DO MENOR O trabalho noturno dos menores de 18 (dezoito) anos é expressamente proibido pela Constituição Federal e pela CLT. deve ser paga com um acréscimo de no mínimo 20% (vinte por cento) sobre o valor da hora diurna. nas atividades urbanas.71 horas noturnas Nota: O coeficiente acima é determinado pela divisão das 8 horas normais pelas 7 horas reduzidas. ADICIONAL NOTURNO A hora noturna." INTEGRAÇÃO AO SALÁRIO O adicional noturno.142857 = 8 horas noturnas Exemplo 2 5 horas relógio 5 x 1.5 x 60 = 8 horas noturnas Exemplo 2 5 horas relógio 5 : 52.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © 7 x 1. Dessa forma.203. convenção coletiva ou sentença normativa. o acréscimo deve ser de no mínimo 25% (vinte e cinco por cento) sobre o valor da hora diurna. é permitido às mulheres trabalharem no período noturno. integram o salário para todos os efeitos legais. o mesmo perde o direito ao adicional. o empregado sendo transferido para o período diurno. www. bem como as horas extras noturnas.142857.142857 = 5. aplicando-se ao trabalho noturno feminino os dispositivos que regulam o trabalho masculino. ou seja.com. é devido em razão do trabalho ser desenvolvido em horário noturno.br . pagos com habitualidade. pago ao empregado.71 horas noturnas 7 : 52.

integra o salário do empregado para todos os efeitos.90 23 www.50 + 20% + 50%) DSR = (11. multiplicando-se o resultado obtido pelo número de domingos e feriados.br de R$ abril/2007 6.5 x R$ 81.5 horas extras noturnas no mês valor da hora normal: . quinzena ou mês.50 .80 DSR = ( 46 horas noturnas) x R$ 7.80 x 20% x 7 (5 domingos e 2 feriados) 23 DSR = 2 horas noturnas x R$ 7.70 (R$ 6.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © Enunciado I da Súmula TST nº 60: "O adicional noturno. multiplicando-se pelo valor da hora normal.60 x 20% x 7 DSR = R$ 3. multiplicando-se pelo valor da hora extra noturna. multiplicada pelo adicional de 20%.Adicional Noturno A integração do adicional noturno no descanso semanal remunerado se obtém através da média diária do número de horas noturnas realizadas na semana.valor da hora normal R$ 7.80 x 20% x 7 DSR = R$ 15.guiatrabalhista. Fórmula: DSR = (número de horas extras noturnas / dias úteis no mês) x valor da hora extra noturna x número de domingos e feriados Exemplo: 11.12 x 7 DSR = R$ 21.84 Descanso Semanal Remunerado ." Descanso Semanal Remunerado .valor da hora extra noturna: R$ 11.70 x 7 (5 domingos e 2 feriados) = 0.204.com. pago com habitualidade. multiplicada pelo número de domingos e feriados do mês. Fórmula: Horas noturnas mês x valor hora normal x 20% x domingos e feriados = DSR dias úteis Exemplo: 46 horas noturnas no mês de abril/2007 .5) R$ 11.Hora Extra Noturna A integração da hora extra noturna no descanso semanal remunerado far-se-á mediante a média diária das horas extras noturnas realizadas.

205. multiplicado pelo adicional de 20%. se proporcional) hora normal atual x 20% Exemplo: .Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © DSR = R$ 40. multiplicando-se o resultado obtido pelo valor hora de dezembro. 13º Salário As horas noturnas integrarão a remuneração do 13º salário da seguinte forma: .56 12 Média = R$ 31.95 Férias Calcula-se a média duodecimal das horas noturnas realizadas durante o período aquisitivo. multiplicandose ao resultado o adicional de 20%.60 = R$ 19.80 Média = (240 horas noturnas)x R$ 7.valor da hora normal no mês de dezembro = R$ 8.durante o período aquisitivo foram realizadas 240 horas noturnas .00 13º 144 x salário horas 20% 12 período 13º x valor hora dezembro x 20% Média = 12 horas noturnas x R$ 1. Fórmula: Horas noturnas aquisitivo x valor 12 (ou período inferior.00 Média = (144 horas noturnas) x R$ 8. aplicando-se o valor-hora do salário referente ao período de concessão das férias.com.80 x 20% = 20 horas noturnas x R$ 1.20 www.br .20 O Descanso Semanal Remunerado – DSR calculado sobre o adicional noturno também integrará o cálculo para fins das férias.valor da hora normal atual = R$ 7.guiatrabalhista. Fórmula: horas noturnas nº meses período 13º Exemplo: o empregado tem direito a 12/12 avos de horas noturnas realizadas no período do 13º = .determinando-se a média das horas noturnas realizadas durante o período a que se refere a remuneração do 13º salário.

HORA EXTRA NOTURNA Havendo prestação de horas extras no horário noturno. cumulativamente.10 Média = ( 240) 12 Média = 20 x R$ 1. o empregado fará jus aos adicionais noturno e extra (20% + 50%.20 (R$ 7. multiplicada pelo adicional noturno de 20%.40 12 x meses realizou R$ 240 8.o empregado nos últimos .00 20%) 50%) .guiatrabalhista. FORMALIZAÇÃO DO PAGAMENTO O pagamento do adicional noturno é discriminado formalmente na folha de pagamento e no recibo de pagamento de salários. servindo. assim.62 = R$ 32.20 x 6) www.00 + + 20% + 4.valor a pagar de horas extras noturnas: R$ 43.com. se for o caso) Exemplo: . se for o caso.80 (R$ . Abaixo segue exemplo de cálculo: .206.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © O Descanso Semanal Remunerado – DSR calculado sobre o adicional noturno também integrará o cálculo do 13º Salário.00 .Empregado realizou no mês 6 horas extras noturnas. Aviso Prévio Indenizado As horas noturnas integrarão o aviso prévio indenizado.valor da hora extra noturna: R$ 7.br 6 horas R$ 4.10 horas x noturnas 20% x hora normal x 20% = API O Descanso Semanal Remunerado – DSR calculado sobre o adicional noturno também integrará o cálculo do Aviso Prévio Indenizado. de comprovação de pagamento do direito. Salário mensal R$ 880.20 (R$ 4. multiplicando-se pelo valor da hora normal. fazendo-se a média duodecimal dos últimos 12 meses ou período inferior. Fórmula: horas noturnas 12 meses 12 (ou período inferior. vide convenção coletiva no que diz respeito ao valor dos percentuais).00: horas extras noturnas realizadas: valor da hora normal: valor da hora noturna: R$ 4.valor da hora normal: R$ 8.

Inclui-se também neste caso a exploração industrial em estabelecimento agrário.048/99. incisos IX e XXXIII. diretamente ou através de prepostos e com auxílio de empregados. devendo-se observar o piso salarial da categoria a que pertencer o empregado.889/73. Enunciado TST nº 65: "O direito à hora reduzida para 52 (cinqüenta e dois) minutos e 30 (trinta) segundos aplica-se ao vigia noturno. em caráter permanente ou temporário.8472 Ufir’s por infração." Enunciado TST nº 140: "É assegurado ao vigia. EMPREGADOR RURAL Considera-se empregador rural a pessoa física ou jurídica. proprietária ou não. que explore atividade agroeconômica. sujeito ao trabalho noturno." ENCARGOS SOCIAIS Sobre as parcelas referentes ao adicional noturno e seus reflexos incidem: .com.626/74 e no artigo 7º da Constituição Federal/88.626/74. o direito ao respectivo adicional. artigo 7º. artigos 73 e 404 da CLT.207. e .INSS. www.782. 214.br . regulamentado pelo Decreto nº 73.FGTS. Ao trabalhador rural é assegurado no mínimo o salário mínimo. art. PENALIDADES Os infratores dos preceitos relativos ao trabalho noturno de trabalhadores maiores de 18 anos sujeitam-se à multa de 37. . Instrução Normativa FGTS nº 17/00.8285 a 3. Bases: Constituição Federal de 1988.889/73.IRRF. Decreto nº 73.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © VIGIAS E VIGILANTES É assegurado ao vigia e vigilante noturno os mesmos direitos assegurados aos demais trabalhadores noturnos. Lei nº 5. TRABALHO RURAL O trabalho rural está regulado pela Lei nº 5.guiatrabalhista. Instrução Normativa SRT nº 01/88. Decreto nº 3.

execute serviços de natureza agrária.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © Considera-se como exploração industrial em estabelecimento agrário as atividades que compreendem o primeiro tratamento dos produtos agrários "in natura" sem transformá-los em sua natureza como: a) o beneficiamento.br . e por conta de terceiros. referidas no item anterior. mesmo guardando cada uma sua autonomia. em caráter profissional. ou ainda quando. de acordo com o uso e costume do local. Equipara-se ao empregador rural a pessoa física ou jurídica que. Grupo Econômico ou Financeiro – Solidariedade Sempre que uma ou mais empresas. serão responsáveis solidariamente nas obrigações decorrentes da relação de emprego. Não será considerada indústria rural aquela que. b) o aproveitamento dos subprodutos oriundos das operações de preparo e modificação dos produtos "in natura". Entre duas jornadas deve-se estabelecer um período mínimo de 11 (onze) horas consecutivas para descanso. estiverem sob direção. EMPREGADO RURAL Empregado rural é toda a pessoa física que. sem finalidade lucrativa. controle ou administração de outra. a primeira modificação e o preparo dos produtos agropecuários e hortifrutigranjeiros e das matérias-primas de origem animal ou vegetal para posterior venda ou industrialização. mas empregado doméstico. retirando-lhe a condição de matéria-prima. embora tendo cada uma delas personalidade jurídica própria. mediante utilização do trabalho de outrem.guiatrabalhista.208.com. www. altere a sua natureza. habitualmente. A duração do trabalho diário não poderá ser superior a 8 horas. Não é considerado empregado rural. aquele que presta serviços de natureza contínua em chácara ou sítio de lazer e recreação. Em qualquer trabalho contínuo de duração superior a 6 (seis) horas será necessária a concessão de um intervalo mínimo de 1 (uma) hora para repouso ou alimentação. integrem grupo econômico ou financeiro rural. em propriedade rural ou prédio rústico. sob a dependência deste e mediante salário. presta serviços de natureza não eventual a empregador rural. Este intervalo não será computado na duração do trabalho. JORNADA DE TRABALHO A jornada de trabalho é de 44 horas semanais e 220 horas mensais. operando a primeira transformação do produto agrário.

Nos demais casos de excesso. Entende-se por força maior. como de efetivo exercício. e para a realização do qual este não concorreu direta ou indiretamente. a remuneração da hora excedente não será inferior à da hora normal. no mínimo. A duração da jornada de trabalho poderá exceder do limite legal ou convencionado para terminar serviços que. Nos serviços intermitentes não serão computados. sem prejuízo daquela comunicação. desde que conste em acordo ou contrato coletivo. condicionada à prévia autorização da autoridade competente. em no máximo 2 (duas) horas. até o máximo de 2 (duas) horas. Compensação Poderá haver a compensação do excesso de horas de um dia pela correspondente redução em outro dia.com. 5 (cinco) horas. em relação a vontade do empregador. os intervalos entre uma e outra parte da execução da tarefa diária. todo acontecimento inevitável. de modo que não exceda o horário normal da semana. mediante acordo escrito entre o empregador e o empregado ou mediante contrato coletivo de trabalho. Esta prorrogação não poderá exceder a 45 (quarenta e cinco) dias por ano. Considera-se serviço intermitente aquele que.guiatrabalhista. entre uma e outra parte da execução da tarefa. As horas suplementares deverão ser pagas com o acréscimo de. seja normalmente executado em duas ou mais etapas diárias distintas. ou para fazer face a motivo de força maior. Neste caso será dispensado o acréscimo de salário. ou. antes desse prazo. não possam ser adiados. justificado aos agentes fiscais. a remuneração será acrescida de no mínimo 50% à da hora normal. 50% sobre a hora normal. por sua natureza. devendo esta característica ser expressamente ressalvada na CTPS.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © Prorrogação A jornada normal de trabalho poderá ser acrescida de horas suplementares. Nos casos de excesso de horário por motivo de força maior. Interrupções Decorrentes de Causas Acidentais – Compensação A empresa poderá compensar interrupções do trabalho decorrentes de causas acidentais ou força maior.br . podendo a jornada normal de trabalho exceder o limite legal ou convencionado. observando-se o intervalo interjornada.209. desde que haja interrupção do trabalho de. e o trabalho não poderá exceder de 12 (doze) horas. e que seja suscetível de afetar a situação econômica e financeira da empresa. à DRT. dentro de 10 (dez) dias. desde que a jornada diária não exceda a 10 (dez) horas. no mínimo. conforme o artigo 501 da CLT. Descanso Semanal Remunerado www. pela sua natureza. Esse excesso poderá ser exigido independentemente de acordo ou contrato coletivo e deverá ser comunicado.

valor de adiantamentos em dinheiro. os seguintes: .até o limite de 25% (vinte e cinco por cento) do salário mínimo. . desde que autorizados por ele. a qual. de 24 (vinte e quatro) horas consecutivas. salvo na condição de aprendiz a partir de 14 anos.na pecuária: o trabalho executado entre as 20 (vinte) horas de um dia e as 4 (quatro) horas do dia seguinte. . Ao menor é devido no mínimo o salário mínimo federal. TRABALHADOR MENOR Ao menor de 16 anos de idade é vedado qualquer trabalho. inclusive ao menor aprendiz é garantido o salário mínimo hora.com. de acordo com a tradição local (decretados pelo Município).br . pela ocupação da morada. www. Ao menor de 18 (dezoito) anos é vedado o trabalho noturno. e se nelas forem computadas as horas destinadas à aprendizagem teórica.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © Ao trabalhador rural é devido o descanso semanal remunerado. o valor correspondente ao percentual do desconto acima será dividido igualmente pelo número total de ocupantes. satisfaça os requisitos de salubridade e higiene estabelecidos pela DRT.210.até o limite de 20% (vinte por cento) do salário mínimo. Residindo na mesma morada mais de um empregado. sendo vedada a moradia coletiva de famílias. TRABALHO NOTURNO É considerado trabalho noturno: . O trabalho noturno será acrescido de 25% (vinte e cinco por cento) sobre a remuneração normal da hora diurna. preferentemente aos domingos e.na lavoura: o trabalho executado entre as 21 (vinte e uma) horas de um dia e as 5 (cinco) horas do dia seguinte.guiatrabalhista. pelo fornecimento de alimentação. É considerado morada a habitação fornecida pelo empregador. ficando vedado prorrogação e compensação de jornada. uma vez que sua jornada de trabalho será de no máximo 6 horas diárias. nos feriados civis e religiosos. podendo chegar ao limite de 8 horas diárias desde que o aprendiz tenha completado o ensino fundamental. . somente poderão ser efetuados no salário do empregados. DESCONTOS Além dos descontos legais ou decisão judicial. atendendo às condições peculiares de cada região.

com. pelo menos. na proporção de 1/12 avos por mês de serviço ou fração de 15 dias. . assim como proceder a anotação da CTPS antes do início do gozo e também do livro ou fichas de registro de empregados. moradia e sua infraestrutura básica. Expirado o contrato de safra.saque dos depósitos do FGTS. 1/3 a mais do que o salário normal. .13º salário proporcional. O empregado que for dispensado sem justa causa. Sendo as férias concedidas fora do período concessivo. .saldo de salário. antes de completar 12 meses de serviço. com testemunhas e notificação obrigatória ao respectivo sindicato de trabalhadores rurais.FGTS mês rescisão e mês anterior (recolhido em GRFP).guiatrabalhista. desde que caracterizados como tais. assim como bens destinados à produção para sua subsistência e de sua família.Não Integração no Salário Quando o empregador ceder ao empregado. É facultado ao empregado converter 1/3 do período de férias a que tiver direito em abono pecuniário.férias proporcionais com o devido acréscimo de 1/3 constitucional. o empregado fará jus aos seguintes direitos trabalhistas: . . www.br . Contrato de safra é aquele que tenha sua duração depedente de variações estacionais das atividades agrárias. SAFRISTA É considerado safreiro ou safrista o trabalhador que se obriga à prestação de serviços mediante contrato de safra.salário-família proporcional. no valor da remuneração que lhe seria devida nos dias correspondentes.211. o empregado terá o valor da remuneração em dobro. pelo código 04. assim entendidas as tarefas normalmente executadas no período compreendido entre o preparo do solo para o cultivo e a colheita. Moradia e Bens Destinados à Produção Para Sua Subsistência . terá direito à remuneração relativa ao período incompleto de férias. FÉRIAS O empregado rural terá direito a 30 dias de férias com. . O empregador deverá comunicar o empregado da concessão das férias com antecedência mínima de 30 dias. não integram o salário do trabalhador rural. ou cujo contrato de trabalho se extinguiu em prazo determinado.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © O empregado será obrigado a desocupar a morada fornecida pelo empregador dentro de 30 (trinta) dias da data da rescisão ou findo o contrato de trabalho. em contrato escrito celebrado entre as partes. caso ainda não tenha sido depositado.

SEGURO-DESEMPREGO Com o advento da Constituição Federal/88. qualquer que seja a forma de pagamento. sem prejuízo do salário integral. Direito este normatizado pela Lei nº 7. para os menores dependentes.guiatrabalhista. quando ocorrer uma despedida sem justa causa. a uma gratificação natalina correspondente a 1/12 (um doze avos) da remuneração devida em dezembro por mês de serviço do ano correspondente. inteiramente gratuita. durante o ano.br . ESCOLA PRIMÁRIA – OBRIGATORIEDADE O empregador rural que tiver a seu serviço. o trabalhador rural também foi atingido pelo direito ao Seguro-Desemprego. como adiantamento da gratificação. o adiantamento corresponderá à metade de 1/12 avos da remuneração.212. mais de 50 (cinqüenta) trabalhadores de qualquer natureza. AVISO PRÉVIO Tratando-se de um contrato por prazo indeterminado. A fração igual ou superior a 15 dias de trabalho será havida como mês integral. PRESCRIÇÃO TRABALHISTA www.com. o empregador pagará. no mês de dezembro de cada ano. para procurar outro emprego. Nos casos de empregados admitidos no curso do ano.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © 13º SALÁRIO O empregado rural fará jus. com família. sempre que este requerer no mês de janeiro do correspondente ano. por mês de serviço ou fração de 15 dias. nos limites de sua propriedade.998/90 e a Resolução CODEFAT 392/2004. O empregador não está obrigado a fazer o adiantamento a todos os seus empregados no mesmo mês. O adiantamento será pago ao ensejo das férias do empregado. recebido pelo empregado no mês anterior. metade do salário. de uma só vez. Entre os meses de fevereiro a novembro de cada ano. se a rescisão tiver sido promovida pelo empregador. não permanecer à disposição do empregador durante todos os meses. é obrigado a possuir e conservar em funcionamento escola primária. com tantas classes quantos sejam os grupos de 40 (quarenta) crianças em idade escolar. o empregado rural terá direito a 1 (um) dia por semana. ou. a parte que rescindir o contrato de trabalho sem justo motivo deverá comunicar a outra de sua resolução com no mínimo 30 dias de antecedência. Durante o prazo do aviso prévio.

SEGURANÇA E HIGIENE DO TRABALHO O empregador e o trabalhador rural devem observar as normas de segurança e higiene do trabalho aprovadas pelo Ministério do Trabalho. será pago o abono anual . O afastamento da empregada será determinado com base em atestado médico. § 8º: "O produtor rural pessoa física continua obrigado a arrecadar e recolher ao Instituto Nacional do Seguro Social a contribuição do segurado empregado e do trabalhador avulso a seu serviço. LICENÇA-PATERNIDADE www. Contra o menor de 18 (dezoito) anos não corre qualquer prescrição.décimo terceiro salário . sendo paga diretamente pelo INSS. conforme prevê o artigo 200. limitado aos últimos 5 (cinco) anos. O salário-maternidade da empregada consistirá numa renda igual à sua remuneração integral.guiatrabalhista.213. § 8º do Decreto 3.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © O empregado rural tem direito de ação. Juntamente com a última parcela paga em cada exercício. proporcional ao período de duração do benefício.do salário-maternidade. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA O trabalhador rural tem o desconto da contribuição previdenciária sobre a sua remuneração constante em folha de pagamento. assim como a multa rescisória em caso de rescisão sem justa causa. O procedimento para desconto de INSS sobre a folha de pagamento é idêntico ao adotado para os empregados das empresas urbanas. dos créditos trabalhistas. LICENÇA-MATERNIDADE Considerando-se que a trabalhadora rural é uma segurada da previdência social. nos mesmos prazos e segundo as mesmas normas aplicadas às empresas em geral." FGTS O trabalhador rural faz jus aos depósitos do FGTS a partir da competência outubro/88. até o limite de 2 (dois) anos após a extinção do contrato de trabalho.br . descontando-a da respectiva remuneração. Isto se deu com o advento da Constituição Federal/88.com. desde a competência 11/1991.048/99. de acordo com a Tabela do INSS vigente. Artigo 200. esta faz jus à licença-maternidade de 120 dias.

trabalhe individualmente ou em regime de economia familiar.101/00. b) quem. A mencionada Lei não estendeu tal direito para os empregados de pessoa física." PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS Os trabalhadores rurais empregados de empresas pessoas jurídicas fazem jus a participação nos lucros ou resultados da empresa. § 1º do ADCT da CF/88.166/71. mesmo que da mesma empresa ou empregador produtor rural pessoa física. desde que a soma de suas áreas seja superior a dois módulos rurais da respectiva região. tendo empregado. 580 da CLT. Quando o pai e a mãe são segurados empregados. em seu artigo 1º.trabalhador rural: a) pessoa física que presta serviço a empregador rural mediante remuneração de qualquer espécie. na importância correspondente à remuneração de um dia de trabalho. 1º . empreende. www.br . c) os proprietários de mais de um imóvel rural. passando o mencionado artigo a vigorar com a seguinte redação: "Art.com. b) quem. ambos têm direito ao salário-família. quando nela determinou que pessoa física não se equipara à empresa. e mesmo sem empregado.guiatrabalhista. proprietário ou não.214. proprietário ou não. em regime de economia familiar. o salário-família correspondente. conforme determina o inciso I do art. anualmente. 149 da Constituição Federal e 578 a 591 da Consolidação das Leis do Trabalho.Para efeito da cobrança da contribuição sindical rural prevista nos arts.empresário ou empregador rural: a) a pessoa física ou jurídica que. explore imóvel rural que lhe absorva toda a força de trabalho e lhe garanta a subsistência e progresso social e econômico em área superior a dois módulos rurais da respectiva região. SALÁRIO-FAMÍLIA Ao empregado rural com remuneração compatível ao estabelecido pela previdência social é devido na proporção do número de filhos ou equiparados até o mês em que completarem 14 (quatorze) anos. 10. art. considera-se: I . II . 5º. foi alterado pela Lei nº 9. a qualquer título.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © Ao trabalhador rural é estendido o direito à licença-paternidade de 5 dias úteis consecutivos. atividade econômica rural. conforme determina a Lei nº 10.701/98. assim entendido o trabalho dos membros da mesma família. para os efeitos dela. O Decreto-lei nº 1. indispensável à própria subsistência e exercido em condições de mútua dependência e colaboração. CONTRIBUIÇÃO SINDICAL O trabalhador rural contribuirá de uma só vez. conforme tratam os artigos 473 da CLT e art. ainda que com ajuda eventual de terceiros.

tais como: .guiatrabalhista. intermunicipal e interestadual com características semelhantes ao urbano.os atletas profissionais. Não existe determinação legal de distância mínima para que seja obrigatório o fornecimento do Vale-Transporte. então. VALE-TRANSPORTE O Vale-Transporte constitui benefício que o empregador antecipará ao trabalhador para utilização efetiva em despesas de deslocamento residência-trabalho e vice-versa.os empregados a domicílio. por um ou mais meios de transporte. . o empregado utilizando-se de transporte coletivo por mínima que seja a distância. em linhas regulares e com tarifas fixadas pela autoridade competente. UTILIZAÇÃO O Vale-Transporte é utilizável em todas as formas de transporte coletivo público urbano ou.os empregados definidos pela CLT.626/74 e os citados no texto. . BENEFICIÁRIOS São beneficiários do Vale-Transporte os trabalhadores em geral e os servidores públicos federais. qualquer que seja o regime jurídico. Lei nº 5.048/99. . dos Territórios e suas autarquias.215. Lei nº 8. entre sua residência e o local de trabalho.com. operado diretamente pelo poder público ou mediante delegação.br . para os deslocamentos indispensáveis à prestação do trabalho. o empregador é obrigado a fornecê-los. . a forma de remuneração e da prestação de serviços. . Decreto nº 73. do Distrito Federal. Entende-se como deslocamento a soma dos segmentos componentes da viagem do beneficiário.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © Bases: Artigo 7º da CF/88.212/91. ainda.os servidores da União.os trabalhadores de empresas de trabalho temporário.os empregados do subempreiteiro. em relação a este e ao empreiteiro principal. . SERVIDORES PÚBLICOS ESTADUAIS E MUNICIPAIS www.889/73. Decreto nº 3. conforme determina o artigo 455 da CLT. Excluem-se das formas de transporte mencionadas os serviços seletivos e os especiais. percepção de salários e os necessários ao desenvolvimento das relações com o empregador.os empregados domésticos.

2006.com. publicada no Diário Oficial da União em 24. os serviços e meios de transporte mais adequados ao seu deslocamento residência-trabalho e vice-versa. A empresa deverá obter declaração negativa quando o funcionário não exercer a opção deste benefício. exceto se houver falta ou insuficiência de estoque de Vale-Transporte (dos fornecedores). este dispositivo foi revogado pela MP 283. o deslocamento. necessário ao atendimento da demanda e ao funcionamento do sistema.02. da parcela correspondente. EMPREGADOR – DESOBRIGAÇÃO O empregador que proporcionar.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © Pela leitura da Lei e da regulamentação. Portanto.02. número de vezes utilizados no dia para o deslocamento residência/trabalho/residência. www. por escrito: seu endereço residencial. está desobrigado do Vale-Transporte. a despesa para seu deslocamento.br . quando tiver efetuado. FORNECIMENTO EM DINHEIRO A MP 280/2006 permitia. O beneficiário se comprometerá a utilizar o Vale-Transporte exclusivamente para o seu efetivo deslocamento residência-trabalho e vice-versa. o pagamento do benefício em pecúnia. o beneficiário poderia ser ressarcido pelo empregador.2006. NÃO COBERTURA DE TODO TRAJETO O empregador que fornece ao beneficiário transporte próprio ou fretado que não cubra integralmente todo o trajeto deverá fornecer Vale-Transporte para os segmentos da viagem que não foram abrangidos pelo transporte fornecido. por meios próprios ou contratados. vedada a concessão cumulativa com o Vale-Transporte. sob pena de suspensão do benefício até o cumprimento dessa exigência. Neste caso. por conta própria. conclui-se que os servidores públicos estaduais e municipais não têm o direito ao benefício do Vale-Transporte. em veículos adequados ao transporte coletivo. de seus trabalhadores. continua proibido substituir o Vale-Transporte por antecipação em dinheiro ou qualquer outra forma de pagamento. Entretanto.guiatrabalhista.216. salvo se a respectiva Constituição. a partir de 01. residência-trabalho e vice-versa. na folha de pagamento imediata. Lei ou norma estadual ou dispositivo municipal assim o conceder. Essas informações deverão ser atualizadas anualmente ou sempre que ocorrer alteração em um dos dados. REQUISITOS PARA O EXERCÍCIO DO DIREITO DE RECEBER O empregado para passar a receber o Vale-Transporte deverá informar ao empregador.

Salário-base mensal: R$ 500. Na demissão do empregado este deve devolver os passes que sobraram.75 x 20 = 35. em Convenção ou Acordo Coletivo de Trabalho que favoreça o beneficiário. Exemplo: Empregado admitido em 15 de junho. www.00 6% x R$ 500.00.com. O total de passes. esclareceu que toma-se como o seu salário inteiro e não apenas os dias úteis do mês calendário.75. O desconto é proporcional nos casos de admissão. é de 40. o Parecer Normativo SFT/MT nº 15/92. Custo do vale transporte individual: R$ 1.br .00 x 50% = R$ 15. considerando o mês completo de junho.217.pelo empregador. mensalmente. PROPORCIONALIDADE DO DESCONTO O valor da parcela a ser suportada pelo beneficiário será descontada proporcionalmente à quantidade de Vale-Transporte concedida para o período a que se refere o salário ou vencimento e por ocasião de seu pagamento. no que exceder à parcela referida no item anterior. Para efeito da base de cálculo do desconto de 6%. de imediato não mais faz jus o empregado ao benefício concedido.00 – R$ 15. Custo do vale transporte em junho: R$ 1.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © Falta Grave O beneficiário que se utilizar de declaração falsa ou usar indevidamente o Vale-Transporte estará sujeito a demissão por justa causa.00 = R$ 20. na parcela equivalente a 6% (seis por cento) de seu salário básico ou vencimento.00 Desconto proporcional: R$ 30. o valor da parcela equivalente a 6% (seis por cento) do seu salário básico ou vencimento.guiatrabalhista.00 = R$ 30.00. ou então se procede ao desconto do valor real dos passes não utilizados. CUSTEIO O Vale-Transporte será custeado: . A concessão do Vale-Transporte autoriza o empregador a descontar. devendo devolver os VT não utilizados ou ser descontado o valor equivalente. salvo estipulação em contrário. . Proporção de vale-transporte no mês da admissão: 20 divididos por 40 = 50%. excluídos quaisquer adicionais ou vantagens. uma vez que constitui falta grave. do beneficiário que exercer o respectivo direito. Utilizará 20 passes no período de 15 a 30 de junho. desligamento e férias. logo ocorrendo uma demissão no curso de um mês com aviso prévio indenizado.pelo beneficiário. Isto porque o empregador entrega antecipadamente ao empregado os vales que adquiriu.00 Encargo de VT do empregador no mês de junho: R$ 35.

ou seja. a empresa somente poderá descontar o valor dos vales relativos à remuneração da quinzena que está sendo paga. b) no mês seguinte. percentagens. quando da concessão do vale. a empresa poderá deduzir os vales não utilizados no mês anterior. remunerada. c) multiplicar os vales não utilizados pelo valor real dos mesmos. gratificações. e . BASE DE CÁLCULO PARA O DESCONTO A base de cálculo para determinação da parcela a ser descontada do beneficiário será: . férias. não remunerada e etc. dá ao empregado o direito do recebimento do vale transporte. Se o empregador já adiantou o vale referente a este período. podendo optar por uma das situações abaixo: a) exigir que o empregado devolva os vales-transporte não utilizados. excluídos quaisquer adicionais ou vantagens.). FALTAS/AFASTAMENTOS – DEVOLUÇÃO O vale-transporte é para uso no deslocamento residência-trabalho e vice-versa.218. Por exemplo. paternidade.com.95 a título de horas extras a 50%. resta justo o seu desconto ou a compensação para o período seguinte. Neste caso.o salário básico ou vencimento.00 + R$ 50. O empregado que não comparecer ao trabalho por motivo particular.o montante percebido no período. licenças (maternidade. não terá direito ao vale-transporte referente ao período do não comparecimento. Observe que a lei estabelece que o vale-transporte deve ser usado exclusivamente para este fim. Exemplo: O empregado utiliza 4 Vales-Transporte para o seu deslocamento residência-trabalho e viceversa.br .nº de dias de trabalho no mês de julho: 23 .Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © O desconto do Vale-Transporte somente poderá ser feito em relação ao salário pago. o comparecimento mesmo que parcial ou meio período. É válido ressaltar que o desconto ou a devolução do vale só poderá ocorrer nos períodos integrais (o dia inteiro) em que o empregado não comparecer ao trabalho. por compensação de dias em haver ou dias abonados em banco de horas.guiatrabalhista. integralmente do salário do empregado. gorjetas ou equivalentes. de atestado médico. Salário mensal de agosto R$ 500. se a empresa paga por quinzena não poderá descontar no pagamento da 1ª quinzena os vales correspondentes ao mês todo. para os trabalhadores remunerados por tarefa ou serviço feito ou quando se tratar de remuneração constituída exclusivamente de comissões. e descontá-los.nº de Vales-Transporte necessários: 92 www. .

com. proibidos quaisquer descontos e limitada à quantidade estritamente necessária ao atendimento dos beneficiários. EMPREGADO QUE UTILIZA VEÍCULO PRÓPRIO www.OBRIGAÇÃO DO EMPREGADOR A concessão do benefício obriga o empregador a adquirir Vale-Transporte em quantidade e tipo de serviço que melhor se adequar ao deslocamento do beneficiário.valor dos Vales-Transporte: R$ 161. do empregado será descontado: R$ 80.00 .75 x 46) .nº de Vales-Transporte necessários: 46 .00.50 e não R$ 84.00. Comprovação da Compra A venda de Vale-Transporte será comprovada mediante recibo seqüencialmente numerado.a empresa custeará: R$ 131. o empregado poderá optar pelo recebimento antecipado do ValeTransporte. contendo: .6% do salário: R$ 84.valor dos Vales-Transporte: R$ 80. Exemplo: O empregado utiliza 2 Vales-Transporte para o seu deslocamento residência-trabalho e viceversa. VALOR INFERIOR A 6% Sendo a despesa com o deslocamento do beneficiário inferior a 6% (seis por cento) do salário básico ou vencimento.00 Portanto. A aquisição deve ser feita antecipadamente e à vista.guiatrabalhista.50 (1.o período a que se referem.400.a quantidade de Vale-Transporte vendida e de beneficiários a quem se destina.do empregado será descontado: R$ 30. . .00 (1. Salário mensal do mês de agosto R$ 1.00 Portanto: .nº de dias de trabalho no mês de julho: 23 . . cujo valor será integralmente descontado por ocasião do pagamento do respectivo salário ou vencimento.6% do salário básico (R$ 500. uma das quais ficará com a compradora.00): R$ 30.00 (6% do salário) devido o valor integral dos Vales-Transporte ser inferior aos 6% do salário. QUANTIDADE E TIPO DE VALE-TRANSPORTE .Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © .75 x 92) .219. emitido pela vendedora em duas vias. endereço e número de inscrição da compradora no CNPJ.o nome.br .

com. . TRANSPORTE FORNECIDO PELO EMPREGADOR Se o empregador concede o transporte próprio. III e 150. O transporte particular cedido pelo empregador ao empregado também não constitui remuneração. Decreto 95.247/1987).220. deve ser orientado pelo empregador para alterar o termo de opção do vale transporte. nem se incorpora à remuneração do beneficiário para quaisquer efeitos. relativamente às contribuições a que alude o dispositivo.br . conforme determina o art. 3º. como instrumento de sua atuação nas respectivas áreas. Parágrafo único . observado o disposto nos arts. Se parcial. CONTRIBUIÇÃO SINDICAL DO EMPREGADOR A Contribuição Sindical é prevista constitucionalmente no art. III da CLT. Bases: Lei 7. 149 da Constituição Federal/88: Art. estará cometendo falta grave nos termos do § 3º. 146. em benefício destes. . 5º e 7º do Decreto nº 95. sob pena de ter seu contrato de trabalho rescindido por justa causa. I e III. 195.não é considerado para efeito de pagamento da Gratificação de Natal (13º salário).Os Estados. § 2º. que não seja o deslocamento residência-trabalho e vice-versa. art.247/1987 e os citados no texto. § 6º. o Distrito Federal e os Municípios poderão instituir contribuição. a parte não coberta do trajeto.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © O trabalhador que utiliza veículo próprio para seu deslocamento não terá direito ao vale transporte. 7º do Decreto nº 95. 149 . cobrada de seus servidores. não estará obrigado a fornecer o VT. cobrindo todo o trajeto.418/1985.não tem natureza salarial. de sistemas de previdência e assistência social. (artigos 2º. para o custeio. e sem prejuízo do previsto no art. 458.não configura rendimento tributável do beneficiário. de intervenção no domínio econômico e de interesse das categorias profissionais ou econômicas. .não constitui base de incidência de contribuição previdenciária ou do FGTS. Do empregado pode ser descontado até 6% sobre o seu salário (artigos 33 e 34 do Decreto 95.247/87). deverá ser complementada pelo VT.Compete exclusivamente à União instituir contribuições sociais. Caso venha a optar pelo recebimento do benefício e passar a utilizá-lo de forma irregular.guiatrabalhista. NATUREZA SALARIAL O Vale-Transporte no que se refere à contribuição do empregador: . www.247/87.

nos jornais de maior circulação local e até dez dias da data fixada para depósito bancário. sofrerá as seguintes incidências: . 587 da CLT. EMPRESAS CONSTITUÍDAS APÓS O MÊS DE JANEIRO Para as empresas que venham a estabelecer-se após o mês de janeiro. para cálculo e recolhimento da contribuição sindical.br . recolhem a contribuição sindical no mês em que requeiram às repartições o registro ou a licença para o exercício da respectiva atividade.Adicional de 2% por mês subsequente ao atraso.br) e da Caixa Econômica Federal (www.gov.br). PREENCHIMENTO DA GUIA A partir de Janeiro de 2006.com. . Para visualizar as instruções de preenchimento abra o link INSTRUÇÕES.221.PUBLICAÇÃO PELA ENTIDADE SINDICAL O art. 605 da CLT dispõe que: As entidades sindicais são obrigadas a promover a publicação de editais concernentes ao recolhimento da contribuição sindical. conforme prevê o art. Portanto. Para preencher a guia. durante três dias. .Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © EDITAIS . está disponível nos sites do MTE (www.386/76) www. bastar conectar-se à internet e acessar o preenchimento on line da CGCSU da Caixa.caixa.GRCSU. para comprovação da regularidade da arrecadação e outra à entidade arrecadadora.gov. é necessário consulta à respectiva entidade sindical. aprovou a nova guia para recolhimento da contribuição sindical. RECOLHIMENTO EM ATRASO O recolhimento da contribuição sindical realizada espontaneamente fora do prazo estabelecido por lei. o MTE através da Portaria MTE nº 488/05.guiatrabalhista.Multa de 10% sobre o valor nos 30 (trinta) primeiros dias.mte. (Redação dada pela Lei nº 6.Juros de mora de 1% ao mês e correção monetária. aos respectivos sindicatos de classe. PRAZO DE RECOLHIMENTO A Contribuição Sindical deve ser recolhida no mês de janeiro de cada ano (de uma só vez). A GRCSU é composta de duas vias: uma destinada ao contribuinte. é o único documento para recolhimento da contribuição. A nova guia .

será em importância proporcional ao capital social. extinguiu também.500 vezes o MVR acima de 1.8633 UFIR ALÍQUOT A 0.266.2% 0. Com a extinção da MVR. 21.500 até 150. através da Nota Técnica/CGRT/SRT 05/2004. para os empregadores. da firma ou empresa.8621 = 17.000 até 800. através do art.973/2000 (posteriormente convertida na Lei 10. utilizando-se da UFIR.000 MVR (0.br .02% desse montante mais a parcela calculada até a faixa de capital anterior). 3º. art. tributos e contribuições sociais. mediante a aplicação de alíquotas.000 vezes o MVR Contribuição Mínima e Máxima A contribuição mínima é fixada em 60% (sessenta por cento) do maior valor de referência.guiatrabalhista.266.8% 0. inciso III.522/2002.1% 0.222.com.000 vezes o MVR acima de 150. da CLT): CLASSES DE CAPITAL até 150 vezes o maior valor de referência (MVR) acima de 150 até 1. conforme a seguinte tabela (art. através da Lei 8. Extinção do Valor de Referência A Lei 8. desde 01. 29. conforme transcrito abaixo:  1 MVR = Cr$ 2.02% www.1991. a qual instituiu a Unidade Fiscal de Referência (UFIR). inciso II que os valores expressos em MVR deveriam ser convertidos pelo valor de Cr$ 2.178/91) estabelecendo em seu art. 580.02.177/91. o Maior Valor de Referência (MVR) e demais unidades de conta assemelhada que são atualizadas por índice de preços. § 3º).Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © VALOR O valor da contribuição sindical.0083. A contribuição máxima é devida por empresas com capital superior a 800. uma nova lei foi publicada (Lei 8.383/91. de intervenção do domínio econômico e de interesse de categorias profissionais ou econômicas.17 (dois mil duzentos e sessenta e seis cruzeiros e dezessete centavos). O Ministério do Trabalho. Para esta conversão. inciso III.17/ Cr$ 126. que extinguiu diversos índices de caráter indexador. registrado nas respectivas Juntas Comerciais ou órgãos equivalentes. também extinta pela Medida Provisória nº 1. inclusive de contribuições previdenciárias. fixou o valor do MVR em real para atualização dos valores expressos na CLT em R$ 19. deveria se utilizar de um novo indexador criado para o cálculo de atualização monetária.

40 R$ 17. 1 MVR = R$ 19. ainda que sejam diferentes dos valores apresentados na tabela do MTE. por esta não ser um instrumento hábil para atribuição e limitação de valores de cobrança da referida contribuição.MTE através da Nota Técnica MTE 50/2005 e utilizandose dos fatores de conversões estabeleceu limites do capital social bem como do valor da contribuição sindical patronal devida pelas empresas.851. Como o Ministério do Trabalho apenas criou uma tabela base em reais através dos fatores de conversão sem atualização anual.01 em diante Alíquota (%) Contribuição de 0.46 até R$ 2.206.00 De R$ 2.245. a Justiça do Trabalho entende que age de acordo com a lei os sindicatos e confederações que estabelecem valores específicos de contribuição sindical patronal. está prevista em lei (art.95 de Tabela Apresentada pelo MTE e Tabelas Apresentadas Pelos Sindicatos/Confederações O Ministério do Trabalho e Emprego . 580 da CLT) e.425. temos a seguinte tabela prática: Parcela a Adicionar à Contribuição Sindical Calculada Mínima R$ 11.851.326.0083 TABELA PRÁTICA DIVULGADA PELO MTB Utilizando o MVR encontrado acima para converter tais valores em real.8 0.25 De R$ 2.851. conforme tabela apresentada acima. portanto. não pode estar vinculada a uma nota técnica do MTE.0641  Assim.223.8633 x R$ 1.01 até R$ 15.640.02 Contribuição Máxima R$ 5.01 a R$ 1. ou seja. No entanto. MODO DE CALCULAR A CONTRIBUIÇÃO SINDICAL www.11 R$ 45.com.00 De R$ 15.1 0.0641 = R$ 19.512.guiatrabalhista.62 De R$ 1.640.367.2 0.0083.45 De R$ 28. 17.851.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas ©  Último valor dado para a UFIR: R$1. resta ao empregador contribuir com os valores estabelecidos pelas respectivas categorias profissionais.512. o entendimento jurisprudencial é de que a contribuição sindical tem natureza de tributo.26 até R$ 28.62 R$ 2.425.62 Capital Social De R$ 0.206. Portanto.br .63 a R$ 2.245.

Exemplos Práticos de Cálculos com base na Tabela do MTE acima: 1º) Capital Social de R$ 1. sucursais. 581 da CLT dispõe que as empresas atribuirão parte do respectivo capital às suas sucursais.000.com. obedecendo aos seguintes critérios: 1 – Enquadre o Capital Social na “classe de capital” correspondente.guiatrabalhista. cabe ao empregador verificar junto ao seu sindicato da categoria profissional a respectiva tabela que será base para cálculo da contribuição sindical patronal a recolher. SUCURSAIS.80% www.224.35 + R$ 45.350.512. é importante salientar que algumas confederações como a Confederação Nacional do Comércio.00 2 – alíquota correspondente à linha: 0.350.00 X 0. desde que localizadas fora da base territorial da entidade sindical representativa da atividade econômica do estabelecimento principal.851.1% Então: R$ 60.8% = R$ 14.245. fazendo a devida comunicação às Delegacias Regionais do Trabalho. filiais ou agências.750.1% = R$ 60. relativo à linha do enquadramento do capital. conforme a localidade da sede da empresa.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © Embora exista a tabela prevista no art.000.00 Faturamento da matriz em Curitiba (Sindicato Curitiba) R$ 800. FILIAIS OU AGÊNCIAS O art. 3 – Adicione ao resultado encontrado o valor constante da coluna “parcela a adicionar”.35 3 – parcela a adicionar: R$ 45.97. o valor da contribuição sindical será calculada de acordo com a tabela divulgada pelo sindicato da categoria profissional a que a empresa pertence. 2 – Multiplique o capital social pela alíquota correspondente à linha onde for enquadrado o capital. Considera-se base territorial a área geográfica na qual se situa a categoria econômica ou profissional representada pelo sindicato.425.br . da Indústria e do Transporte. Exemplo: Capital da empresa: R$ 920.25 2 – alíquota correspondente à linha: 0. 580.8% Valor da Contribuição Sindical: R$ 1. III da CLT.750. possuem critérios próprios de elaboração da tabela de classes de capital social para fins de cálculo do valor contribuição sindical patronal.851.00 2º) Capital Social de R$ 60.46 até R$ 2.00 . filiais ou agências.00: 1 – classe de enquadramento: de R$ 1.62 = 105. Assim.63 a R$ 2.00 X 0.00: 1 – classe de enquadramento: de R$ 28. na proporção das correspondentes operações econômicas. Portanto.62 Valor da Contribuição Sindical: R$ 60.

§ 2º da CLT. operação ou objetivo final. para fins de enquadramento na tabela de contribuição do sindicato respectivo (o de Curitiba). agências ou filiais.225.000 . a contribuição é destinada aos sindicatos correspondentes a cada atividade.000. ATIVIDADE PREPONDERANTE Conforme dispõe o art. A filial Londrina. EMPRESAS COM VÁRIAS ATIVIDADES ECONÔMICAS Quando a empresa realizar diversas atividades econômicas sem que nenhuma delas seja preponderante. procede-se da mesma forma (art. para referido enquadramento. em regime de conexão funcional. § 1º da CLT).000. terá um capital proporcional de R$ 736. que não estejam obrigadas ao registro de capital social para efeito do cálculo da contribuição sindical.guiatrabalhista.000. cada uma dessas atividades será incorporada à respectiva categoria econômica. § 5º da CLT). FILIAIS PARALISADAS Na hipótese de não ter sido feito juridicamente encerramento das atividades da filial situada em outra base territorial.00 (R$ 920.000. com percentual de faturamento em 80%.000. BASE TERRITORIAL IDÊNTICA No caso de filiais.00 x 20%).00 x 80%). não será aplicado o princípio da atribuição de capital. para cuja obtenção todas as demais atividades convirjam.000.br . exclusivamente. Com relação às sucursais. Assim. sucursais ou agências que pertencem ao mesmo sindicato e estão localizadas na mesma base territorial da matriz.com. 581. 581.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © Faturamento na filial em Londrina (Sindicato de Londrina) R$ 200.00 (R$ 920. www.100% A matriz Curitiba. deverão considerar o valor resultante de 40% sobre o movimento econômico registrado no exercício anterior (artigo 580.00 . sendo a contribuição sindical devida à entidade sindical representativa da mesma categoria.000. EMPRESAS NÃO OBRIGADAS A REGISTRAR O CAPITAL SOCIAL As entidades ou instituições. mas tão-somente paralisação das operações econômicas.20% Total R$ 1. entende-se por atividade preponderante a que caracterizar a unidade de produto. com percentual em 20%. terá um capital proporcional de R$ 184. sem atividade preponderante. é recomendável que se recolha a contribuição sindical mínima.

tanto dos empregadores como dos empregados. é proporcional ao capital da empresa e a época para pagamento é janeiro. . inclusive as destinadas ao Serviço Social do Comércio (Sesc). § 8º da Instrução Normativa nº 608/2006 da Secretaria da Receita Federal que dispõe: "Art. EMPRESA OPTANTE PELO SIMPLES FEDERAL Estavam dispensadas também do pagamento da contribuição sindical as empresas enquadradas no Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte – SIMPLES. poderá optar pela inscrição no Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Simples)..... conforme dispõem os artigos 580. estabelece que as entidades que não exercem atividades econômicas com fins lucrativos excluem-se da regra mencionada acima. Assim. ao Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). e seus congêneres. www. é essencial a apresentação da guia de contribuição sindical quitada. bem assim as relativas ao salário-educação e à contribuição sindical patronal". 5º. 5º . 2º e que não se enquadre nas vedações do art.com.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © Deverão ser observados os limites mínimos de 60% do Maior Valor de Referência e máximo mediante aplicação da tabela progressiva ao capital equivalente a 800. § 6º da CLT...A inscrição no Simples dispensa a pessoa jurídica do pagamento das demais contribuições instituídas pela União.000 vezes o Maior Valor de Referência. as entidades deverão obedecer ao disposto na Portaria MTE 1. 607 da CLT dispõe que para a participação em concorrências públicas ou administrativas e para o fornecimento às repartições paraestatais ou autárquicas. porém não pacífico. CONCORRÊNCIA PÚBLICA O art. as mesmas estão dispensadas da contribuição sindical. ao Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac). ELEVAÇÃO DO CAPITAL APÓS JANEIRO A contribuição sindical dos empregadores.. Para comprovação desta condição. ao Serviço Social da Indústria (Sesi).. ao Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). 580. o entendimento predominante.guiatrabalhista.. ENTIDADES OU INSTITUIÇÕES SEM FINS LUCRATIVOS O art..br .A pessoa jurídica enquadrada na condição de microempresa ou de empresa de pequeno porte. ou seja. é no sentido de que as modificações do capital social durante o ano não implicam em complementação ou restituição de diferenças da contribuição sindical paga. 20.. III e 587 da CLT.226. conforme art.012/2003. § 8º . na forma do art.

. CONTRIBUIÇÃO SINDICAL .67 8....00 de 660..... Modelo: RELAÇÃO DOS EMPREGADOS CONTRIBUINTES EMPRESA : .00 250.33 60..00 de 750.redação dada pela Lei Complementar 118/2005...565.33 Helena da Silva João Adalberto Anita Flores Santos Valmir Dantas Carlos dos Santos José Henrique Silva Flávia Conte Gerente Chefe de Seção Coordenadora Auxiliar Escritório Auxiliar Escritório Auxiliar Servente www..br .00 800.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © PENALIDADES A fiscalização do trabalho pode aplicar a multa de 7.00 26. indicando função de cada um..500. CNPJ: .RELAÇÃO DE EMPREGADOS Os empregadores deverão remeter. à respectiva entidade sindical profissional.5657 a 7... visto que está vinculada às normas do sistema do Código Tributário Nacional (Lei 5.. PRESCRIÇÃO O prazo de cobrança da contribuição sindical prescreve em cinco anos..00 22.. por infração aos dispositivos relativos à contribuição sindical..800....227.00 30.. art...guiatrabalhista. relação nominal dos empregados contribuintes. salário percebido no mês a que corresponder a contribuição e valor recolhido.00 25...00 1........172/66.00 900..... no prazo de 15 (quinze) dias contados da data de recolhimento da contribuição sindical.00 Folha nº 001 Valor da Contribuição (R$) 83.. 174 CTN) . Exercício: 2007 Nome Função Salário (R$) 2. A relação nominal pode ser substituída por cópia da folha de pagamento.6943 Ufir...com.

DOS DIREITOS DO SAFRISTA O safrista deve ser registrado em Carteira de Trabalho e em Livro ou Ficha de Registro. sendo que a data do encerramento está vinculada ao término do plantio ou da colheita. Direitos Previdenciários 1 . b) 13º salário. d) FGTS. ser inscrito no Programa de Integração Social (PIS). 2º e parágrafo único.233/83. b) aposentadoria por idade aos 60 anos para o homem e 55 para as mulheres. c) aposentadoria por tempo de contribuição. f) adicional noturno (a hora noturna não é reduzida.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © Eugênio Telles TOTAIS Office-boy 200. CONTRATO POR SAFRA Contrato de safra é aquele que tem sua duração dependente de variações estacionais das atividades agrárias.00 Base: Portaria MTb nº 3. O adicional noturno rural é de. também.com. 50%.00 7.br . Deve.00 6.860. 25% sobre a hora diurna. c) férias acrescidas de 1/3 da Constituição Federal. Durante a vigência do contrato terá todos os direitos trabalhistas e previdenciários.67 262. g) licença paternidade. o salário mínimo vigente. na pecuária.guiatrabalhista. no mínimo. O contrato de safra é uma modalidade do contrato de trabalho por prazo determinado. art. na lavoura. correspondendo a 60 minutos).228. tais como: Direitos Trabalhistas a) salário de.Quanto ao segurado: a) aposentadoria por invalidez. no mínimo. com acréscimo de. www. O trabalho noturno é executado entre as 21h de um dia as 05h do dia seguinte. no mínimo. assim entendidas as tarefas normalmente executadas no período compreendido entre o preparo do solo para o cultivo e a colheita. e) horas extraordinárias. e entre as 20h de um dia e as 04h do dia seguinte.

devido a melhor aceitação pelo nosso judiciário. f) salário-maternidade. Entende-se por força maior todo acontecimento inevitável. a remuneração será pelo menos 50% superior a da hora normal. 44 horas semanais. O referido acordo deve ser preferencialmente coletivo. mediante acordo de prorrogação de horas entre empregado e empregador. até o máximo de 2 (duas) horas. g) auxílio-acidente. b) auxílio-reclusão. pelo menos. poderá ser exigido independentemente de acordo ou contrato coletivo e deverá ser comunicado. A importância da remuneração da hora suplementar. não podendo ultrapassar a 08 horas diárias.Quanto aos dependentes: a) pensão por morte. 50% (cinqüenta por cento) da hora normal. e) salário-família. O excesso de horas. e para a realização do qual este não concorreu direta ou indiretamente. Serviços Inadiáveis ou Força Maior A duração da jornada poderá exceder o limite legal ou convencionado para terminar serviços. dentro de 10 (dez) dias à Delegacia Regional do Trabalho. e h) reabilitação profissional. Jornada Extraordinária A duração normal de trabalho poderá ser acrescida de horas suplementares.guiatrabalhista. para compensar www. Interrupções Por Causas Acidentais A duração da jornada de trabalho poderá igualmente exceder do limite legal ou convencionado. ou para fazer face a motivo de força maior.com.br .Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © d) auxílio-doença. neste caso. c) reabilitação profissional. em número não excedente de 2 (duas). ou seja. em relação à vontade do empregador. será acrescida de.229. JORNADA DE TRABALHO A jornada de trabalho do safrista é a mesma aplicada aos demais empregados. desde que não exceda a 12 horas. que pela sua natureza não possam ser adiados. durante o número de dias necessários. Nos demais casos. 2 . A remuneração da hora excedente nos casos de força maior não será inferior a da hora normal.

que é devido a indenização do tempo de serviço.guiatrabalhista.230. para cada uma deve ser firmado um contrato próprio. por mês de serviço ou fração superior a 14 dias. pelo empregador. e) indenização do FGTS. RESCISÃO DO CONTRATO Iniciativa do Empregador Sendo o contrato rescindido antes do prazo. Iniciativa do Empregado No caso da rescisão antecipada ser efetuada pelo empregado. A prorrogação em questão não poderá exceder de 45 (quarenta e cinco) dias por ano. cana-de-açúcar ou laranja.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © interrupções de trabalho decorrentes de causas acidentais ou força maior. b) 13º salário proporcional.mesmo que de forma proporcional. também.br . além da indenização. condicionada à prévia autorização da autoridade competente. importância correspondente a 1/12 (um doze avos) do salário mensal. fará jus a: a) saldo de salário. por força de acordo ou convenção coletiva. este responderá com indenização equivalente a 50% da remuneração do empregado até o final do contrato. O empregado. Entende-se. se fizer jus. conforme artigo 14 da Lei 5. desde que a jornada diária não exceda de 10 (dez) horas. Isto porque a falta ou ausência de tal indenização proporcional implicaria em retirar do trabalhador um direito legalmente previsto . c) férias proporcionais acrescidas de 1/3 da Constituição Federal. www. este fará jus a: a) saldo de salário. o excesso de um dia for compensado pela correspondente redução em outro dia. de maneira que não exceda o horário normal da semana. Não haverá aviso prévio. d) salário-família. f) saque do FGTS pelo código 01. acima mencionada. Compensação de Horas Poderá ser dispensado o acréscimo de salário se.com. a não ser que haja uma cláusula recíproca de direito de rescisão antecipada. CONTRATO PARA CADA SAFRA Na hipótese do empregador explorar várias culturas como soja. b) 13º salário proporcional.889/1973 e Precedente Normativo MTE 65.

d) salário-família. dentre outros direitos. por mês de serviço ou fração superior a 14 dias. prevê que.br . além de outros que visem à melhoria de sua condição social: 1 – relação de emprego protegida contra despedida arbitrária ou sem justa causa.com. e) saque do FGTS pelo código 04. o Ministério do Trabalho expediu o Precedente Normativo 65. que em seu artigo 7º. que preverá indenização compensatória. tinha-se entendido que essa indenização foi substituída pelo saque dos depósitos do FGTS. onde expôs o entendimento que tal indenização deve ser cumulada com o percentual do FGTS devido na dispensa. caput e § 1º. II – fica vedada a dispensa arbitrária ou sem justa causa: a) do empregado eleito para cargo de direção de comissões internas de prevenção de acidentes. conhecida como “Indenização de 40% do FGTS”. da Constituição: I – fica limitada a proteção nele referida ao aumento. Decreto 73. em 1988. estendeu aos trabalhadores rurais o regime do FGTS. se fizer jus.107. da porcentagem prevista no artigo 6º.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © c) férias proporcionais acrescidas de 1/3 Constitucional Federal.626/74.889/73.889/73. em seu artigo 14. d) salário-família. desde o registro de sua candidatura até um ano após o final de seu mandato. nos termos de lei complementar.231. Entretanto. DIREITOS CONSTITUCIONAIS DO TRABALHADOR São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais. Base: Lei 5. para quatro vezes. b) férias proporcionais acrescidas de 1/3 da Constituição Federal. se fizer jus. será devido ao safrista.guiatrabalhista. I. ao término normal do contrato de safra. de 13 de setembro de 1966. da Lei nº 5. www.048/99 (RPS) e os citados no texto. se houver a previsão em Convenção Coletiva. c) 13º salário proporcional. Nota: até que seja promulgada a lei complementar a que se refere o artigo 7º. Decreto 3. A Lei nº 5. III. importância correspondente a 1/12 (um doze avos) do salário mensal. a título de indenização do tempo de serviço. EXTINÇÃO DO CONTRATO No término normal do contrato são devidas ao empregado as seguintes verbas: a) saldo de salário. Com o advento da Constituição da República.

no mínimo. O artigo 620 da CLT estabelece que as condições estabelecidas em Convenção. preferencialmente aos domingos. facultada a compensação de horários e a redução da jornada. 3 – fundo de garantia do tempo de serviço. Notas: Dispositivo regulamentado pela Lei 8. sem prejuízo do emprego e do salário. em caso de desemprego involuntário. 14 – jornada de seis horas para o trabalho realizado em turnos ininterruptos de revezamento. com reajustes periódicos que lhe preservem o poder aquisitivo. capaz de atender as suas necessidades vitais básicas e às de sua família com moradia.232. salvo negociação coletiva.salário-família pago em razão do dependente do trabalhador de baixa renda nos termos da lei. quando mais favoráveis. 18 – licença à gestante. lazer. 2 – seguro-desemprego. conforme definido em lei. vestuário.guiatrabalhista. transporte e previdência social. 15 – repouso semanal remunerado. 16 – remuneração do serviço extraordinário superior. 5 – piso salarial proporcional à extensão e à complexidade do trabalho. ou resultados. higiene. a citada garantia constitucional será o valor do piso salarial da categoria do empregado quando for maior que o salário mínimo vigente. desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © b) da empregada gestante. 12 . prevalecerão sobre as estipuladas em Acordo. em cinqüenta por cento à do normal. mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho. participação na gestão da empresa. nacionalmente unificado. 11 – participação nos lucros. 7 – garantia de salário. constituindo crime sua retenção dolosa. sendo vedada sua vinculação para qualquer fim. Desta forma. excepcionalmente. fixado em lei.716/1993. nunca inferior ao mínimo. 10 – proteção do salário na forma da lei. 8 – décimo terceiro salário com base na remuneração integral ou no valor da aposentadoria. 6 – irredutibilidade do salário. www. 4 – salário mínimo. alimentação. desvinculada da remuneração.br . pelo menos. para os que percebem remuneração variável. 17 – gozo de férias anuais remuneradas com. 9 – remuneração do trabalho noturno superior à do diurno.com. 19 – licença-paternidade de 5 dias. com a duração de cento e vinte dias. um terço a mais do que o salário normal. e. saúde. educação. 13 – duração do trabalho normal não superior a oito horas diárias e quarenta e quatro semanais. salvo o disposto em convenção ou acordo coletivo.

ou nos períodos pré-contratuais. 6. na forma da lei. 22 – redução dos riscos inerentes ao trabalho. mediante incentivos específicos. 32 – proibição de distinção entre trabalho manual. 30 – proibição de diferença de salários. 15. nos termos da lei. 33 – proibição de trabalho noturno. TRABALHADORES DOMÉSTICOS – DIREITOS ASSEGURADOS São assegurados à categoria dos trabalhadores domésticos os direitos previstos nos tópicos 4. 7. 19.com. 17. higiene e segurança. até o limite de dois anos após a extinção do contrato de trabalho. www. a cargo do empregador. de exercício de funções e de critério de admissão por motivo de sexo. perigoso ou insalubre a menores de dezoito e de qualquer trabalho a menores de dezesseis anos. a partir de quatorze anos. 29 – ação. de exercício de funções e de critério de admissão por motivo de sexo. 28 – seguro contra acidentes de trabalho. quanto aos créditos resultantes das relações de trabalho. na forma da lei. cor ou estado civil. insalubres ou perigosas. cor ou estado civil. técnico e intelectual ou entre os profissionais respectivos. salvo na condição de aprendiz. 21 – aviso prévio proporcional ao tempo de serviço. Base: art. 27 – proteção em face da automação. com prazo prescricional de cinco anos para os trabalhadores urbanos e rurais. idade. nos termos da lei. 18. 7 da Constituição Federal/1988. que deve ser observado.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © 20 – proteção do mercado de trabalho da mulher. por meio de normas de saúde. inciso XXX da Constituição Federal proíbe a diferença de salários. 21 e 24. bem como a sua integração à previdência social. 34 – igualdade de direitos entre o trabalhador com vínculo empregatício permanente e o trabalhador avulso.233. sem excluir a indenização a que este está obrigado.guiatrabalhista. 25 – assistência gratuita aos filhos e dependentes desde o nascimento até seis anos de idade em creches e pré-escolas. quando incorrer em dolo ou culpa. quer nas relações do trabalho. 26 – reconhecimento das convenções e acordos coletivos de trabalho. Neste inciso constitucional vigora o princípio da igualdade. idade. DISCRIMINAÇÃO NO TRABALHO O artigo 7º. 31 – proibição de qualquer discriminação no tocante a salário e critérios de admissão do trabalhador portador de deficiência. sendo no mínimo de trinta dias.br . 24 – aposentadoria. 23 – adicional de remuneração para as atividades penosas.

tanto no período admissional (pré-contratação).guiatrabalhista. dispõem: "XLI . na mesma localidade. na relação de emprego.a prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritível.a adoção de quaisquer medidas. sem distinção de sexo. ou ainda na rescisão contratual. também. sem distinção de sexo. laudo. nos termos da Lei. corresponderá igual salário." O artigo 7º. realizados através de instituições públicas ou privadas.234. XLII . ou do homem. submetidas às normas do Sistema Único de Saúde . de exercício de funções e de critérios de admissão.Constitui crime as seguintes práticas discriminatórias: I . 461 .SUS. de iniciativa do empregador. II ." DISCRIMINAÇÃO DE RAÇA OU COR A Constituição Federal em seu artigo 5º. prestado ao mesmo empregador.com. por motivo de sexo. declaração ou qualquer outro procedimento relativo à esterilização ou a atestado de gravidez. www. assim considerado o oferecimento de serviços e de aconselhamento ou planejamento familiar. já trouxe a proibição da discriminação por motivo de sexo: "Art 5º . perícia." (grifo nosso) Como já citado anteriormente. a Lei nº 9.029/95 previu como crime as seguintes práticas discriminatórias: "Art.Sendo idêntica a função. atestado.A todo trabalho de igual valor corresponderá salário igual. b) promoção do controle de natalidade. inciso XXX da Constituição Federal assegura aos trabalhadores em geral a proibição de ato discriminatório por motivo de cor. que configurem: a) indução ou instigamento à esterilização genética. sujeito à pena de reclusão.br . incisos XLI e XLII.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © DISCRIMINAÇÃO PELO SEXO A CLT em seus artigos 5º e 461. o inciso XXX do artigo 7º da Constituição Federal proíbe. Caracteriza-se ato discriminatório vedado constitucionalmente as restrições ao trabalho da mulher. nacionalidade ou idade. a todo trabalho de igual valor. (grifo nosso) Art.a lei punirá qualquer discriminação atentatória aos direitos e liberdades fundamentais. 2º . Trabalho da Mulher No que diz respeito ao trabalho da mulher.a exigência de teste. "caput". a diferença de salários. exame.

portanto. tem maiores possibilidades para a maternidade. Não só por este motivo.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © A Lei nº 7. quando casada. de exercício de funções e de critério de admissão por motivo de idade. o fato de a mesma haver contraído matrimônio. o esteio familiar e. os argumentos pela recusa na contratação ou até mesmo dispensa ou remanejamento do cargo em razão da capacidade física deverão ser acompanhados de avaliação decorrente de testes aplicados. ou ainda na rescisão contratual. em que um dos critérios adotados. pelo critério de idade. O homem casado é considerado. DISCRIMINAÇÃO PELO ESTADO CIVIL Estado Civil da Mulher O artigo 7º. que nos casos de discriminação por raça ou cor. No que tange às relações do trabalho. Conclui-se então. inciso XXX da Constituição Federal proíbe a diferença de salários. o empregador correrá risco. A CLT em seu artigo 391. Do exposto. estabelece que não constitui justo motivo para a rescisão do contrato de trabalho. consideram motivo impeditivo para a manutenção da relação de emprego.guiatrabalhista. a previsão constitucional e a previsão celetista são argumentos suficientes para a caracterização do ato discriminatório. o artigo 4º da lei mencionada prevê pena de reclusão de 2 (dois) a 5 (cinco) anos. se tal discriminação for comprovada. dentre outros.716/89 define os crimes resultantes de preconceitos de raça ou de cor. poderão não ser caracterizados como ato discriminatório. muitas vezes.235. durante a relação de emprego. sendo a mulher uma das maiores vítimas desse preconceito. Desta forma. mas alguns empregadores quando o matrimônio ocorre durante a vigência do contrato. Exemplo disso ocorre nas situações de dispensas coletivas de empregados por dificuldades financeiras da empresa. inciso III da Constituição Federal/88 determina que a discriminação pelo estado civil é violação ao preceito constitucional. na hipótese em que em empresa privada se negue ou obste emprego por preconceito de raça ou de cor. uma vez que ela. ainda. nas www. DISCRIMINAÇÃO POR MOTIVO DE IDADE O artigo 7º. como também criminalmente. não fundamentando. de responder por danos morais. tanto no período de précontratação (recrutamento e seleção). Entretanto as não-contratações por capacidade física insuficiente para determinados cargos. Estado Civil do Homem O estado civil do homem muitas vezes é considerado para tomada de decisões por parte dos empregadores. é o fato de o empregador ser casado ou solteiro.com.br .

.. quando a deficiência física não dificulta o exercício da função. É muito usual utilizar-se dessa prerrogativa para suprimir a jornada de trabalho do sábado. enquanto que o homem solteiro tradicionalmente não traça esse perfil. parágrafo 2º.. Por último. entre pessoas cuja diferença de tempo de serviço não for superior a dois anos...236. a fim de responsabilizar civilmente o empregador. "Artigo 7º .... nos casos de funções intelectuais. no período máximo de um ano. deverá ser respeitado o preceito previsto no § 1º do art. inciso XXXI da Constituição Federal trouxe a proibição de qualquer ato discriminatório no tocante a salário e critérios de admissão do trabalhador portador de deficiência. o excesso de horas em um dia for compensado pela correspondente diminuição em outro dia. conforme dispõe o artigo 7º. à soma das jornadas semanais de trabalho previstas. ainda que solteiro. RESPONSABILIDADE DO EMPREGADOR Como os atos discriminatórios podem causar prejuízos morais. em seu artigo 59. o salário do homem. a pessoa poderá ingressar com ação perante a Justiça Comum objetivando a reparação do dano. XIII da Constituição Federal de 1988.. 461 da CLT.. além da responsabilidade civil. www.. dispõe que por força de acordo ou convenção coletiva de trabalho. PORTADORES DE DEFICIÊNCIA FÍSICA O artigo 7º. pode ser fundamental no orçamento familiar.com. nem seja ultrapassado o limite máximo de dez horas diárias. Obviamente.br .. Ressalte-se que tal critério pode ser equivocado. dispõe que o trabalho de igual valor será o que for feito com igual produtividade e com a mesma perfeição técnica. pois muitas vezes.guiatrabalhista.. Nos casos de discriminação do trabalho da mulher ou ainda por motivo de raça ou cor... podendo vir a ser dispensado.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © referidas dispensas poderá ser poupado.. caracterizando assim a discriminação. o empregador poderá ser responsabilizado penalmente. trabalhando-se então de segunda a sexta-feira 8 (oito) horas e 44 (quarenta e quatro) horas semanais. FERIADO COINCIDENTE COM SÁBADO A CLT. de maneira que não exceda. a deficiência física não poderá ser argumento para a não contratação.

uma vez que dia de feriado é considerado repouso semanal remunerado.00 www. 30 ou 31 conforme o caso.CÁLCULOS EM MÊS DE 28. a remuneração deve ser paga em dobro conforme determina o Enunciado TST nº 146: "O trabalho prestado em domingos e feriados. deve ser pago em dobro. corresponde a 28 dias. Procedimento que.129 500. Decreto nº 27. ou seja. Caso ocorra o trabalho além da jornada nas semanas que houver o feriado coincidente com o sábado.048/49. o qual terá que ser de no mínimo 50% (cinqüenta por cento).00.02. No caso de trabalho no feriado. Nestes casos.26 : : 28 28 31 dias = = = R$ R$ R$ 17.237.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © XIII .2003 a 02. irá gerar pagamentos incorretos de férias. 29 OU 31 DIAS Quando temos no mês de gozo de férias número de dias diferente de 30 (trinta) devemos proceder ao cálculo pelo número exato do mês.guiatrabalhista.129 x 2 dias = R$ 32. Salário mensal de R$ 500. as horas ou minutos trabalhados além da jornada deverão ser remuneradas como horas extras.03. facultada a compensação de horários e a redução da jornada. 29. Neste caso o salário do mês de fevereiro. fazer a divisão do salário por 28. para serem somados ao valor dos outros 28 dias): R$ 500. mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho." O feriado pode coincidir com o sábado. FÉRIAS . sem prejuízo da remuneração relativa ao repouso semanal.Res. 121/2003." Nova redação .857 16.11.00 R$ 500. se não observado.857 x R$ 16.com. conforme preceitua a Constituição Federal de 1988. R$ 500.00 R$ 17. DJ 21. não compensado. faltando assim a complementação de 2 dias do mês de março para se determinar o valor total das férias (o salário do mês de março será dividido por 31 e multiplicado por 2. o adicional a ser aplicado deverá ser consultado junto à Convenção Coletiva de Trabalho.br . CÁLCULOS PRÁTICOS Mês de 28 Dias Empregado entra em gozo de férias do dia 01.2003 Base Legal: Lei nº 605/49.2003.00.duração do trabalho normal não superior a oito horas diárias e quarenta e quatro semanais. a compensação não deve ser realizada.

R$ 700.62 Mês de 31 Dias Empregado entra em gozo de férias do dia 01. corresponde a 31 dias.guiatrabalhista.00 R$ 600.br .689 x R$ 19.354 600.2003.238.689 19.2000 a 01.02.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © Total = R$ 532.00.58 x 30 dias = R$ 677.2000 (o ano de 2000 foi bissexto).35 : : 29 29 31 dias = = = R$ R$ 20.00 R$ 20.354 x 30 dias = R$ 580. o salário do mês de agosto.00 O saldo de salário desse empregado no mês de março será correspondente a 30 dias: R$ 19. Devemos dividir o valor do salário mensal por 31 e multiplicarmos por 30.00.com.35 Total = R$ 619.00 : 31 R$ 22. Salário mensal de R$ 600.26 O saldo de salário desse empregado no mês de março será correspondente a 29 dias: R$ 16.2003 a 30. Neste caso. Salário mensal de R$ 700. Neste caso o salário do mês de fevereiro.354 x 1 dia = R$ 19.58 CONCLUSÃO www.00. faltando assim a complementação de 1 dia do mês de março para se determinar o valor total das férias (o salário do mês de março será dividido por 31 e multiplicado por 1 para ser somado ao valor dos outros 29 dias): R$ 600. para obtermos o valor total das férias e pagarmos 1 dia de salário em folha de pagamento: R$ 700.03.58 x 1 dia = R$ 22. R$ 600.00.58 O saldo de salário desse empregado no mês de março será correspondente a 1 dia: R$ 22.74 Mês de 29 Dias Empregado entra em gozo de férias do dia 01.03.129 x 29 dias = R$ 467.40 total das férias = R$ 22.03. corresponde a 29 dias.

br . Ou seja. em conseqüência reflete-se na sua remuneração também.br/obras. se o mês tem 31 dias.guiatrabalhista.239. Depois de encontrado o valor correspondente aos dias de férias calcular-se-á o um terço constitucional e os encargos sociais. poderão fazêlo diretamente com o autor através do e-mail julio@portaltributario.htm Conheça também nossas obras eletrônicas atualizáveis nas áreas tributária. Sugestões e apreciações: os leitores que desejarem remeter comentários sobre o conteúdo desta obra.guiatrabalhista.com. paga-se 30 dias de férias e 1 dia de salário. contábil e jurídica. Bases: artigos 130 e 142 da CLT.br A relação completa de nossas obras eletrônicas nas áreas trabalhistas está em http://www. PORTAL TRIBUTÁRIO® EDITORA – todos os direitos reservados © www.com.com.Manual Básico de Rotinas Trabalhistas © O que deve ser entendido é que as férias correspondem a 30 dias e não a um mês.