10.

CIRCUITO TRIFÁSICO

A maior parte da geração, transmissão e utilização em alta potência da energia elétrica envolve sistemas polifásicos, ou seja, sistemas nos quais são disponíveis diversas fontes de mesma amplitude com uma diferença de fase entre elas. Por possuir vantagens econômicas e operacionais, o sistema trifásico é o mais difundido. Uma Fonte Trifásica é constituída de três fontes de tensões iguais

defasadas 120° uma da outra. As figuras abaixo apre sentam o esquema de um gerador trifásico com as tensões produzidas.

10.1 PRODUÇÃO DA TENSÃO TRIFÁSICA

Fig. 74 - Gerador

Supondo o rotor girando no sentido anti-horário com 3600 RPM (f = 60 Hz) um seu campo magnético corta os rolamentos do induzido, induzindo neles as tensões senoidais ilustrados na figura. Estas tensões atingem seus valores máximos e mínimos com uma distância de 1/3 de um período, ou seja, com uma defasagem de 120° , e isto devido ao deslocamento espacial de 120 ° dos enrolamentos do induzido. Como resultado, visto que as bobinas são iguais (mesma seção e mesmo número de espiras), o alternador produz 3 tensões de mesmo valor eficaz com uma defasagem de 120 ° entre elas. Normalmente estas tensões são geradas em 13,8 kV. Tem-se portanto:

2

O diagrama fasorial destas tensões é apresentado a seguir.

Fig. 75: Fasores trifásicos

Dependendo do autor, poderá ser usada uma nomenclatura diferente para indicar as tensões, como V1, V2, V3, A, B, C ou R, S, T, mas sempre serão 3 fases e defasadas de 120° uma da outra.

10.2 VANTAGENS DO SISTEMA TRIFÁSICO

- Permite transmissão de potência de forma mais econômica. - Motores trifásicos não necessitam de capacitores para a partida, motores monofásicos sim. - Maior versatilidade para a montagem do circuito, pois de um circuito trifásico, podem derivar vários monofásicos.

3

SISTEMAS EM TRIÂNGULO E ESTRELA

Fig. 76: Enrrolamentos do motor

Variando o modo de ligação destes 3 enrolamentos do gerador, se obtém 2 tipos de ligações em circuitos trifásicos, a ligação em estrela (Y) e a ligação em triângulo (∆). 10.3 LIGAÇÃO EM ∆. A figura abaixo apresenta o esquema de ligações que deve ser realizado com os três enrolamentos do gerador para que se obtenha uma conexão em ∆.

Fig. 77: Ligação triângulo

Quando um gerador tem seus enrolamentos ligados em ∆, as tensões de linha são iguais as tensões de fase e as correntes de linha são diferentes das correntes de fase. A figura abaixo apresenta a nomenclatura utilizada para as tensões e correntes em um circuito em ∆.

se obtém as equações fundamentais para circuito trifásico em ∆: 10.4 LIGAÇÃO EM Y A figura abaixo apresenta o esquema de ligações que deve ser realizado com os três enrolamentos do gerador para que se obtenha uma conexão em Y.4 Figura 78: Tensão e corrente em triângulo E deste tipo de ligação. .

Figura 80: Tensão e corrente em estrela E deste tipo de ligação.5 Figura 79: Ligação em estrela Quando um gerador tem seus enrolamentos ligados em Y. as tensões de linha são diferentes das tensões de fase e as correntes de linha são iguais as correntes de fase. se obtém as equações fundamentais para circuito trifásico em ∆: . A figura abaixo apresenta a nomenclatura utilizada para as tensões e correntes em um circuito em Y.

1 Três resistências de 20Ω cada são ligadas em Y a uma linha de 3-Ø de 240V funcionando com um FP de uma unidade. . a corrente da linha e a potência consumida pelas três resistências.5.6 10.5 EXERCÍCIO RESOLVIDO: 10.5. Calcule a corrente através de cada resistência. 10.2 Calcule as correntes e a potência agora para uma ligação em triângulo.

3 Em um sistema trifásico em ∆ a corrente de linha é 30A.6 EXERCÍCIOS 10. um motor trifásico e um banco de capacitores. Calcule a corrente de cada fase e a tensão de linha.1 Desenhe uma rede trifásica ligada em estrela com tensão de linha de 380V mais neutro.6. unitário)? .7 Em Y: Em ∆: 10.P.6.2 Um gerador ligado em Y fornece 40A para cada linha e tem uma tensão de fase de 50V. se a tensão de linha for 220V qual a potência liberada (considerar F. um motor monofásico. 10. nesta rede ligue 2 circuitos monofásicos de iluminação com 220V.6. 10.

4 Para cada um dos circuitos que se seguem.5 Para o circuito trifásico abaixo determine: a) A potência ativa do motor trifásico.8kW com FP = 0. a carga consome 15. b) A potência reativa do motor trifásico.6. Sabe-se que. em ambos os casos.8. determinar (a) a corrente de linha e (b) a impedância Z. do conjunto de iluminação e do conjunto de motores monofásicos. 10. c) Potência aparente da fonte.8 10. . d) Corrente de linha. do conjunto de iluminação e do conjunto de motores monofásicos.6.

reativa e aparente do motor trifásico. durante quase três séculos. d) A corrente de linha do circuito. deve-se mencionar que esta máquina elétrica. que. pois foi nesta data que o cientista alemão Werner Siemens inventou o primeiro gerador de corrente contínua auto-induzido. Foi o engenheiro eletricista Dobrowolsky.1 HISTÓRICO O ano de 1866 pode ser considerado. da firma AEG. com o pedido de patente de um motor trifásico com rotor de gaiola. 11 MOTORES ELÉTRICOS 11. em 1889. em termos práticos. de Berlim. b) As potências ativa.6.9 10. Entretanto. As vantagens do motor com rotor de gaiola em relação ao de corrente contínua eram marcantes: construção .6: Para o circuito abaixo determine: a) As potências ativa. que revolucionou o mundo em poucos anos. pesquisas e invenções de muitos outros cientistas. c) O triângulo de potência total do circuito. foi o último estágio de um processo de estudos. O motor apresentado tinha uma potência de 80 watts. como o ano de nascimento da máquina elétrica. reativa e aparente do conjunto de motores monofásicos. persistindo na pesquisa do motor de corrente alternada entrou. um rendimento aproximado de 80% em relação à potência consumida e um excelente conjugado de partida.

que produz o que se designa de campo girante. Fig. .5kW. Os pólos do rotor seguem o campo girante imposto ao estator pela rede de alimentação trifásica. o motor síncrono é composto de um enrolamento estatórico trifásico. desta forma são amplamente utilizados na geração de energia elétrica. Dobrowolsky desenvolveu. Basicamente.10 mais simples. a velocidade do motor é a mesma do campo girante. em 1891. nas potências de 0.4 a 7.2 MOTOR SÍNCRONO Os motores síncronos são motores de velocidade constante e proporcional com a freqüência da rede. silencioso. e de um rotor bobinado (de pólos salientes ou de pólos lisos) que é excitado por uma tensão CC. a primeira fabricação em série de motores assíncronos. Assim. menor manutenção e alta segurança em operação. 85: O Universo Tecnológico em Motores Elétricos 11.

1 Rotor Gaiola Os motores deste tipo também são comumente chamados de motores de GAIOLA DE ESQUILO.11 Fig. por serem robustos e mais baratos. Basicamente os motores assíncronos se subdividem em dois tipos principais. como mostrado na figura a seguir: . são os motores mais largamente empregados na indústria.3. Entretanto ao ser aplicado o conjugado externo ao motor. o campo girante tem a velocidade síncrona. passe a produzir um conjugado eletromagnético igual e oposto ao conjugado externamente aplicado. o rotor teria também a velocidade síncrona. o seu rotor diminuirá a velocidade na justa proporção necessária para que a corrente induzida pela diferença de rotação entre o campo girante (síncrono) e o rotor. como nas máquinas síncronas. assemelhando-se a tal. Nestes motores.3 MOTOR ASSÍNCRONO Os motores assíncronos ou de indução. o Rotor de Gaiola e o Rotor Bobinado 11. pois seu enrolamento rotórico tem a característica de ser curto-circuitado. Teoricamente. 86: Motor síncrono 11. para o motor girando em vazio e sem perdas.

se comparado aos outros tipos de motores. Sendo um sistema específico e direcionado a aplicações dedicadas. pois é muito mais barato que os demais.12 Fig. 87: Motor assíncrono de rotor gaiola Este é o motor mais utilizado em todo mundo. em função do seu princípio de funcionamento. permitem variar a velocidade de zero até a velocidade nominal aliada com a possibilidade de se ter conjugado constante. . 11. sua manutenção também e barata e dificilmente apresenta problema. onde na maior parte das situações é produzida sob encomenda. pois dessa forma torna-se possível fazer o acionamento em várias aplicações que exigem ampla faixa de variação de velocidade com uma ótima regulação e precisão de velocidade.4 MOTOR CC As máquinas de corrente contínua. vindo com isto a acarretar em uma elevação dos custos de produção e ser considerado como uma máquina diferenciada. Esta característica é de fundamental importância. os motores de corrente contínua são dimensionados de forma a ter as suas características definidas especialmente ao acionamento.

Fig. para que permitam a sua operação em velocidades reduzidas sem problemas de sobreaquecimento e redução de sua vida útil. 89: Motor Corrente Contínua 11. sob tensão e freqüência nominais.13 Outra característica destes motores é que possuem em sua maioria ventilação independente e classe de isolamento melhorada (classe F). A velocidade nominal depende do escorregamento (para motores assíncronos) e da velocidade síncrona.5 VELOCIDADE NOMINAL É a velocidade (rpm) do motor funcionando à potência nominal. A velocidade síncrona nS (para motores síncronos) é função do número de pólos e da freqüência de alimentação: .

Fig.7.7 LIGAÇÕES DOS MOTORES 11. juntamente com o circuito auxiliar. os enrolamentos principais são ligados em paralelo. Observe a Figura 1. enrolamento auxiliar e capacitor.14 Tabela 2: Velocidades síncronas para os diferentes números de pólos 11.1 Motores Monofásicos Os motores monofásicos normalmente possuem dois enrolamentos principais e um circuito auxiliar de partida. composto por uma chave centrífuga.12. . como mostra a figura a seguir. 90: Bobinas de motor monotásico Para fazer a ligação em 127 V.6 RELAÇÃO ENTRE UNIDADES DE POTÊNCIA 11.

13 traz esta ligação. Fig. . A Figura 1. os enrolamentos principais são ligados em série e o circuito auxiliar é ligado em paralelo com um dos enrolamentos.14 mostra a configuração dos bornes de um motor trifásico.7.15 Fig. 11. basta inverter os auxiliar de partida. ou seja.2 Motores Trifásicos Os motores Irifásicos não necessitam de circuito auxiliar de partida e normalmente possuem um enrolamento por fase. A Figura 1. 92: Bobinas de motor monotásico Para fazer a inversão de um motor monofásico. trocar os bornes 5 e 6. 91: Bobinas de motor monotásico Em 220 V.

16 Fig. a tensão sobre os enrolamentos é a mesma da tensão de rede. enquanto que a corrente se divide Para a ligação estrela. 94: Ligação em Y Fig.16 . 93: Enrrolamentos Existem duas formas básicas de ligação de um motor trifásico: estrela e triângulo. a tensão de rede é dividida entre’es enrolamentos enquanto que a tensão se divide.15 traz a ligação estrela e a Figura 1.16 a ligação triângulo. Observe a Figura 1. A Figura 1. Fig. 95: Ligação triângulo Na a ligação triângulo.

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.
Fig. 96: Ligação estrela e triângulo

As relações entre as tensões e correntes de linha e sobre enrolamentos são:

Para a ligação triângulo:

Para a ligação estrela:

Para o motor, o que é inalterável é a tensão sobre os enrolamentos, que é a mesma para ambas ligações. Então, para um motor ligado em triângulo com uma tensão de 220 V (que é a tensão sobre o enrolamento), para ser ligado em estrela deverá ser ligado numa rede de 380 V, a fim de que se tenha os mesmos 220 V sobre os enrolamentos.

11.8 EXERCÍCIOS 1) Explique com suas palavras o que é motor elétrico. 2) Quais as vantagens e desvantagens de um motor CC. 3) O que são motores síncronos? 4) Qual é o motor mais utilizado nas indústrias e por quê?

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5) Qual a corrente de um motor de 20CV ligado na tensão trifásica nominal de Joinville? 6) Se o motor da questão anterior fosse ligado estrela na tensão trifásica de Joinville, este poderia ser ligado em alguma cidade com tensão nominal trifásica de 220V? Se sim, qual seria a corrente de linha deste? 7) Faça o esquema de ligação em uma rede trifásica em Joinville de um motor monofásico, um motor trifásico ligado em estrela e outro motor trifásico ligado em triângulo. 8) Se um motor ligado em estrela tem a tensão nominal de 380V, qual é a tensão de ligação em triângulo? Explique sua resposta. 9) Calcule a rotação de um motor síncrono de VI pólos ligados em 60Hz. 10) Calcule a rotação de um motor assíncrono de II pólos, 60Hz com 3% de escorregamento.

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12.TRANSFORMADORES

12.1 Princípio De Funcionamento

Vimos anteriormente que a indução corresponde a geração de uma corrente elétrica a partir do deslocamento de um campo magnético próximo a um condutor, ou vice-versa. Quando se tem uma corrente elétrica circulando em uma bobina, um campo magnético é gerado. Se a corrente elétrica for variável o campo magnético também será variável. Sendo assim, existe um movimento do campo magnético em relação ao condutor. Se próxima a esta bobina (primeira bobina ou bobina indutora) houver uma segunda bobina, esta também será cortada pelas linhas de força. Em conseqüência surgirá nesta segunda bobina uma tensão (figura 2 e 3). Esta tensão é conhecida por tensão induzida, e seu valor depende de:

- Intensidade da tensão aplicada na bobina indutora; - Número de espiras da bobina indutora (primeira bobina); - Número de espiras da segunda bobina.

Fig. 97: Indução Eletromagnética

Fig. 98 – Campo magnético devido a uma corrente elétrica.

próximas de modo que as linhas de fluxo de uma bobina (bobina indutora ou bobina primária) cortem as espiras de outra bobina (bobina induzida ou bobina secundária). então. Um transformador consiste em duas (ou mais) bobinas enroladas sobre um núcleo de material magnético ou. A figura 4 mostra um transformador Ideal. já a figura 5. 101: Transformador Real .20 Fig. 99 – Indução de uma tensão na bobina secundária devido a estar próxima de uma bobina indutora. Fig. mostra um esquema eletromagnético de um transformador real. sem perdas. 100: Transformador Ideal Fig.

Histerese: Os materiais ferromagnéticos são passíveis de magnetização. Este processo consome energia. o primário. o secundário. que . chamada campo remanente. o material geralmente mantém uma magnetização. E2 = N2 df/dt Aplicando aos dois enrolamentos. Pela Lei de Faraday. se este for enrolado sobre uma mesma forma ou núcleo. se aquecendo. e 2. Perdas por correntes parasitas ou de Foucault: São devidas à condutividade do núcleo. sofrendo sucessivas imantações num sentido e noutro. através do realinhamento dos domínios. uma espira em curto.21 O campo magnético pode induzir uma tensão noutro indutor. I1/I2 = N2/N1 O índice 1 se refere ao indutor ao qual se aplica tensão. a tensão induzida será proporcional à velocidade de variação do fluxo. que altera tensões e correntes. PERDAS Além das perdas no cobre dos enrolamentos (devidas à resistência). E1/E2 = N1/N2 A relação de correntes é oposta à de tensões. de alta eficiência (podendo ultrapassar 99%). e ao se aplicar um campo variável. àquele que sofre indução. que forma. e isola circuitos. O transformador é um conversor de energia elétrica. a lei permite deduzir a relação básica do transformador. o que ocorre ao se aplicar um campo (como o gerado por um indutor ou o primário do transformador). e ao número de espiras deste indutor. no caminho fechado do núcleo. os transformadores e bobinas apresentam perdas magnéticas no núcleo. Ao se interromper o campo. o material tenta acompanhar este.

2. no acoplamento entre etapas amplificadoras e saída ao alto-falante. Às vezes possuem blindagens. isoladas uma das outras por verniz. o que limita seu uso. convertendo a tensão da rede na necessária aos circuitos eletrônicos. por isto é muito eficiente.1 Transformador de alimentação: É usado em fontes. que elimina esta perda. mesmo usando materiais de alta qualidade no núcleo. Em vários casos. o núcleo contém um entreferro. em baixas freqüências. não é perfeitamente plana. de alimentação em forma e no núcleo de aço-silício.2 Transformador de áudio: Usado em aparelhos de som a válvula e certas configurações a transistor. 20 a 20000 Hz. embora também se use a ferrite. Para minimizá-las.2. invólucros metálicos. 102: Transformadores de alimentação 12. onde não se requer grandes indutâncias. Geralmente é semelhante ao t. .22 consome energia do campo. 12. Seu núcleo é feito com chapas de açosilício. usam-se materiais de baixa condutividade. como a ferrite e chapas de aço-silício. Fig. Sua resposta de freqüência dentro da faixa de áudio. que tem baixas perdas. uma separação ou abertura no caminho do núcleo.2 TIPOS DE TRANSFORMADORES 12.

e pode ser monofásico ou trifásico (três pares de enrolamentos). . que circula pelo núcleo dentro de uma carapaça metálica com grande área de contato com o ar exterior. Seu núcleo também é com chapas de aço-silício.2.23 Fig.3Transformador de potência e distribuição: Encontrado nos postes e entradas de força em alta tensão (industriais). são de alta potência e projetados para ter alta eficiência (da ordem de 99%). 103: Transformador de áudio 12. de modo a minimizar o desperdício de energia e o calor gerado. Possui refrigeração a óleo.

104. 105.24 Fig.Transformador seco Tabelas 3 e 4 .Transformador de distribuição Fig.

iluminação e medição. 13.2. A corrente é medida por um . Fig. com núcleo de chapas de aço-sílicio e enrolamento com poucas espiras. Podem ser mono ou trifásicos.5 Transformador de corrente: Usado na medição de corrente. para alimentar os dispositivos de controle da cabine reles de mínima e máxima tensão (que desarmam o disjuntor fora destes limites). em geral. este atua como o primário.4 Transformadores de potencial: Encontra-se nas cabines de entrada de energia. 106: Transformador de potencial 12. que se instala passando o cabo dentro do furo.2. fornecendo a tensão secundária de 220V.25 12. envolvido por blindagem metálica. Consiste em um anel circular ou quadrado.8kV ou maior. A tensão de primário é alta. em cabines e painéis de controle de máquinas e motores. com terminais de alta tensão afastados por cones salientes. O núcleo é de chapas de aço-sílicio. adaptados a ligação às cabines.

Fig. com a do medidor sendo padronizada em 5A. Este é o princípio do autotransformador. variando apenas a escala de leitura e o número de espiras do TC.26 amperímetro ligado ao secundário (terminais do TC). Fig. É especificado pela relação de transformação de corrente.3 Autotransformadores Se aplicarmos uma tensão a uma parte de um enrolamento (uma derivação). o campo induzirá uma tensão maior nos extremos do enrolamento. 108: Autotrasformador . 107: Transformador de corrente 12.

109. que um transformador.Autotransformador Uma característica importante dele é o menor tamanho. o que reduz este.27 Fig. mas ao fato da corrente de saída ser parte fornecida pelo lado alimentada. São muito usados em chaves de partida compensadoras. limitando as aplicações.. 110: Autotransformador .taps . para motores (circuitos que alimentam motores com tensão reduzida fornecida pelo autotransformador. permitindo um núcleo menor. por alguns segundos. para certa potência. o circuito de controle seleciona uma delas como saída. acima e abaixo do ponto de entrada. reduzindo o pico de corrente durante a aceleração) e em estabilizadores de tensão (autotransformador com várias derivações . Isto não se deve apenas ao uso de uma só bobina. Fig. elevando ou reduzindo a tensão. mais leve e mais barato. A desvantagem é não ter isolação entre entrada e saída. parte induzida pelo campo. conforme a entrada).

5 TAP Tap é um conjunto de conexões que podem ser feitas no primário de um transformador de potência que permite variar a tensão no secundário. 12. interligados da maneira apresentada na figura – é uma espécie de estrela “desmembrada”. •O tap pode ser variado manual ou automaticamente. •Pode-se variar a relação entre as espiras de um transformador quando se deseja controlar a tensão em um dos terminais. •O termo utilizado para nomear a tomada para variar a relação de espiras “tap” do transformador. A terceira forma – ligação em zig-zag – pressupõe a partição de cada um dos três enrolamentos em dois semi-enrolamentos.4 Formas De Ligação De Transformadores Trifásicos Seguidamente apresentam-se as diferente formas de ligação dos enrolamentos de transformadores trifásicos: Fig.28 12. 111: Ligações dos enrolamentos do transformador As duas primeiras formas são as ligações em Estrela e Triângulo. é .

750. A ABNT (Associação Brasileira De Normas Técnicas) Estabeleceu Normas Nacionais De Operação. 50. 25. Em kVA. 37. As Potências Padronizadas Para Transformadores De Distribuição. 112. 150 c) Transformador Trifásico Instalado Em Plataforma: 225.5. 5.5. 1000 .6 Valores Nominais Como O Estudo Dos Transformadores Envolve As Principais Grandezas Elétricas. 45. Manutenção E Uso Dos Mesmos. 75. 112: Placa de identificação do transformador 12. 500. 75. 30. 100 b) Transformador Trifásico Instalado Em Poste: 15. 10. São: a) Transformador Monofásico Instalado Em Poste: 3. 300. 15. Segundo A NBR 5440. Construção.29 No caso de variação automática a tensão num dos terminais é a uma referência e o erro é utilizado para gerar um sinal que do tap. comparada corrige a posição Fig.

115: Transformador Trifásico Em Subestação Abrigada 12. 113: Transformador Monofásico Fig. 114 : Transformador Trifásico Em Poste Fig. se houver 20 espiras no secundário.30 Fig. qual o número de espiras no primário? .7 EXERCÍCIOS 1) Um transformador para uma campainha reduz a tensão de 110 para 11V.

com um FP de 0. através de chaves que se encontram fora do painel de comando. tensão de fase e de linha e as ligações do transformador. já que o mesmo não estará em contato direto com a alimentação de força da máquina. com proteção em caso de falhas. com 380V no primário.000 espiras no secundário. O acionamento é remoto. além de garantir uma maior segurança ao operador da máquina. não havendo necessidade de se abrir o painel para ligar ou desligar uma máquina. com mesmo número de expiras no primário e secundário. 13. DISPOSITIVOS DE PROTEÇÃO E COMANDO A instalação de máquinas diversas requer uma grande gama de dispositivos que possibilitem o perfeito funcionamento. se o primário está ligado a um alternador de 12V. Além disso.31 2) Calcule a tensão nas velas de ignição ligadas ao secundário de uma bobina com 60 espiras no primário e 36. Qual seria o melhor transformador para este caso? 7) Desenhe o esquema de ligação de um transformador de potência ligado na rede de média tensão e Joinville.92. indicando as tensões no primário e secundário. 3) Explique com suas palavras o princípio de funcionamento de um transformador. de preferência o mais automatizado possível. Qual é a tensão de linha e de fase em ambos os lados do transformador? 6) Um conjunto de cargas trifásicas consomem uma demanda de aproximadamente 110kW. alimenta uma carga ligada em estrela. o equipamento fica protegido contra eventuais . Os quadros de comando proporcionam essa confiabilidade. 4) Quais as vantagens e desvantagens dos transformadores a seco e a óleo? 5) Um transformador ligado em triângulo na alta e estrela na baixa.

cuja função é de extinguir o arco elétrico criado pela queima do fusível. Estudaremos agora os principais componentes de quadros de comando. 16. Também possuem uma chapa ou pino colorido. 35. Os fusíveis de uso industríal. c) Quanto à forma construtiva: Diazed (diametral) ou NH. 6. como sobrecarga. para proteção de equipamentos eletrônicos sensíveis. Em outro tópico. os contatos. 20. vamos aprender como usamos a curva dos fusíveis para dimensioná-los. 13. prata ou estanho. que é um condutor geralmente de cobre.1 FUSÍVEL O fusível é um dispositivo de proteção contra as correntes de curto-circuito. que estão ligadas pelo elemento fusível. durante a partida de um motor.32 problemas causados por fatores diversos. curto-circuito ou erro de operação. para correntes maiores. 25. que indica quando o fusível atua. Os fusíveis NH são idênticos aos Diazed em funcionamento. A Figura 116 mostra um fusível Diazed. Os fusíveis de efeito retardado são fabricados para suportar uma corrente maior que sua corrente nominal durante um certo tempo. Assim.4. 50 e 63 A. b) Quanto ao nível de tensão: de baixa ou alta tensão. Sua atuação é baseada no elemento fusível. porém seu . levando nosso foco para a partida de motores elétricos. 10. Os fusíveis podem ser classificados: a) Quanto à capacidade de interrupção: em fusíveis retardados. de pequena seção que se funde ao ser atravessado por uma corrente de valor maior que a estipuladá pela sua curva de atuação. que são fabricados no valores nominais de corrente 2. No interior do corpo cerâmico há areia de quartzo epvolvendo o elemento fusível. para proteção de motores e máquinas em geral ou ultra-rápidos. os fusíveis não queimam. são feitos de um corpo cerâmico ladeado por placas metálicas. em que a corrente alcança valorõs maiores do que as de trabalho.

33 formato é diferente. A cada fase é ligado um componente chamado bimetálico. Figura 117: Fusível NH 13.2 RELÉ TÉRMICO Também chamado de relé de sobrecarga ou bimetáfico. é preferível que se use fusíveis Diazed. Por questões econômicas. que consiste em duas lâminas de metais . A Figura 2 mostra um fusível NH em corte. sempre que possível. Figura 116: Fusível Diazed E Peças Os fusíveis NH são fabricados de 4 até 630 A. pois são montados em bases com contatos tipo faca e devem ser removidos com o uso de sacadores especiais. seu funcionamento baseia-se no princípio da dilatação térmica dos metais.

Como os metais são diferentes. fazendo com que as lâminas se enverguem. Figura 118: Relé térmico 13. por efeito Joule aquecem e se dilatam. Quando a corrente percorre o relé térmico. Desta forma o relé funciona como um equipamento de proteção contra sobre corrente. as lâminas. Figura 119: Disjuntor . DISJUNTORES Um disjuntor é um equipamento que une as funções do relé térmico e do fusível e tem mais a função se seccionadora. Como a temperatura é função direta da intensidade de corrente que circula. desta forma ele protege contra correntes de curto circuito. pode-se fazer uma relação entre a corrente e o ângulo de desvio do bimetálico.3. sobre carga e também interrompe o circuito.34 diferentes soldadas entre si. a dilatação também é diferente.

4 DISJUNTOR – MOTOR Os disjuntores-motor possuem as mesmas características básicas de um disjuntor termomagnético convencional.35 Como disjuntor mais comum fabrica-se o disjuntor magnetotérmico que possui um relé eletromagnético que protege contra curto – circuitos e um relé térmico. os disjuntores-motor possuem acionamento por alavanca rotativa e indicação de disparo (TRIP). 13. Normalmente. bobina. inclusive sobrecargas no funcionamento. E o principal dispositivo de comando e o mais utilizado. juntamente com a característica de retardo dos fusíveis retardados e o ajuste da corrente de desarme por sobrecarga. que protege contra sobrecargas. com uma única posição de repouso e é capaz de estabelecer. A Figura 2. constituído por uma lâmina bi metálica. Figura 120: Disjuntor Motor 13.5 CONTATOR Por definição. núcleo.5 mostra um disjuntor motor da Siemens. conduzir e interromper correntes em condições normais no circuito. . Os principais elementos construtivos são contatos. molas e carcaça. o contator é uma chave de operação eletromagnética.

assim suas dimensões acompanham a magnitude da corrente que são capazes de conduzir. que impede o contator de se desligar em caso de queda brusca de tensão e outros. que podem ser contatos abertos ou fechados ou contatos conjugados. Normalmente os contatores possuem apenas um ou nenhum contato auxiliar. mas boutros contatos podem ser adicionados através de encaixes específicos na superfície superior ou lateral do contator. São os chamados blocos de contatos. muitas vezes. conforme categoria de emprego. Os contatos auxiliares têm a função de implementar a lógica de comando. Os contatos prindpais têm a função de interromper ou estabelecer a corrente de carga. Figura 121: Contator Os contatos são divididos em contatos principais ou de força e contatos auxiliares ou de comando. é importante aplicar cada tipo de contator corretamente. que impede mecanicamente que dois contatores sejam ligados ao mesmo tempo. que faz um comando temporizado regulável. limentando a própria bobina do contator. dispositivo de intertravamento. um aberto e um fechado. Há outros acessórios para contatores. . como: bloco pneumático temporizado. observe a Tabela 5. interrompendo ou estabelecendo a corrente que vai alimentar os dispositivos que fazem a seqüência lógica de operação da carga. bloco de retenção mecânica.36 A Figura 6 mostra um contator. Assim.

Ficam afixadas nas portas dos painéis. Possuem encaixe universal. de forma que o operador tenha acesso rápido. CHAVES FIM-DE-CURSO E Para ligar ou desligar motores.37 Tabela 5 13. Alguns modelos possuêm . depois de terem sido acionados voltam à sua posição normal pela torça de molas. normalmente três. selecionar modos de funcionamento ou realizar qualquer operação manualmente. As botoeiras são dispositivos de comando manual que possuem uma única posição de repouso.6 BOTOEIRAS. é necessário que existam dispositivos comandados pelo operador. SINALIZADORES CHAVES MANUAIS. para blocos de contatos NA ou NF. ou seja.

Os sinalizadores indicam situações específicas. defeitos ou operações transitórias. São mais comumente chamados de knob. das cores de botões e sinalizadores.38 superfície translúcida para o encaixe de soquetes de lâmpadas. São utilizados para selecionar operações ou fazer comando liga e desliga de máquinas ou processos. E ocaso de botões de emergência do tipo cogumelo. 122: Botoeiras A tabela 6 indica o significado usual. definido segundo a IEC 733 VDE 0199. sendo necessário girar o botão para que se solte e volte à posição normal. como energização. integrando a função de sinalizador. Os seletores são chaves de acionamento giratório que possuem duas ou mais posições de repouso. Fig. . Outros tipos possuem uma trava para que permanepam acionados.

.7 SIMBOLOGIA Segue alguns itens da simbologia usada nos diagramas elétricos. mostrado na figura 8. tabela 4. os símbolos do Contator. figura 9 e uma tabela com alguns dos principais componentes usados em instalações elétricas. uma chave de partida direta.39 Tabela 6: Identificações de cores 13.

8 SOFT START O Soft-starter é uma chave de partida que utiliza chaves eletrônicas chamadas tiristores que permitem que se controle a abertura ou o fechamento da chave através de pulsos de corrente. jogando para o motor uma tensão eficaz menor do que a nominal durante a partida. Essas chaves recortam a forma de onda de tensão da entrada á cada ciclo. aumentando gradativamente até atingir tensão nominal. desta forma. a corrente de partita aumenta gradativamento junto com a tensão.40 Fig123:Diagrama da chave de partida direta 13. .

Para partir o motor.41 Fig. Dessa forma. . o tiristor está bloqueado e a tensão de entrada U não passa para a carga. Antes disso. o Soft-stãrter gera uma rampa de tensão. ou seja. 124: Tiristores Os tiristorês atuam de forma unidirecional. é visível qua tensão eficaz que passa para a carga é menor do que a tensão eficaz de entrada. Na figura. aplicando uma tensão inicial e aumentando-a gradatiamente (diminuindo o tempo de disparo dos tiristores no semi-ciclo) até chegar à tensão nominal. já que a corrente flui da carga para a rede. é necessário ter dois tiristores em anti-paralelo para conduzir a corrente nos dois semi-ciclos. mas também apenas uma parte do tempo. ó conduzem corrente em um sentido. é o tiristor de cima que conduz. No semi-ciclo negativo. Assim. a partir do ponto mostrado no gráfico. o tiristor de baixo conduz a corrente no semi-ciclo positivo.

um dos . ainda em fase inicial no Brasil.Start 13. com isto uma grande infinidade de equipamentos foram desenvolvidos para as mais diversas variedades de aplicações e setores industriais. a necessidade de aumento de produção e diminuição de custos. 125: Ligação do Soft – Start Fig. 125: Soft .Ligação do Soft-Start Fig.42 .9 INVERSOR DE FREQÜÊNCIA Atualmente. se fez dentro deste cenário surgir a automação.

consiste na retificação da tensão trifásica CA que é aplicada na alimentação do equipamento. e deixar o eixo parado mas com torque. E após produzir uma tensão contínua. um equipamento versátil e dinâmico. Vamos expor agora o princípio básico do inversor de freqüência. que é indicada pelo capacitor. notase que a primeira etapa do processo de conversão de frequencia.43 equipamentos mais utilizados nestes processos é o Inversor de Freqüência. a mesma passa por um filtro. este filtro deixa a forma de onda da tensão sem variações bruscas. Após a tensão ser retificada. A figura abaixo mostra resumidamente o diagrama em blocos de um inversor de freqüência escalar: Fig. porém com não mais na forma de senoide pura. é a transforamção de corrente alternada em corrente comtínua (CA/CC). esta é transformada novamente em alternada. . Além da velocidade o inversor de frequência pode inverter o sentido de rotação do motor. e sim em várias formas de onda que possam controlar a velocidade do motor de indução trifásico. Um inversor de frequência é um dispositivo capaz de gerar uma tensão e freqüência trifásicas ajustáveis. 126: Blocos do Inversor de Frequência Baseado no diagrama de blocos simplificado do inversor de frequencia. com a finalidade de controlar a velocidade de um motor de indução trifásico. Retificação.

preto. verde.10 EXERCÍCIOS 1) Explique o funcionamento do fusível. 2) Qual a função do Relé Térmico? 3) Qual a função de um disjuntor? 4) Qual a diferença entre um Disjuntor e um Disjuntor Motor? 5) Qual a finalidade de um Contator? 6) Com relação a botoeiras. qual o significado da cor vermelha. amarelo e azul? 7) E com relação aos sinalizadores.44 Fig. 127: Inversor de Frequência 12. qual o significado da cor vermelha. .

e k3 separado. k1. 10) Desenhe um diagrama de comando para ligar: a) 3 contatores simultaneamente. consulta prévia Normas de fornecimento em baixa e alta tensão Dimensionamento de condutores e proteção Locação dos pontos de força e comando de motores e demais cargas. devem ser seguidos os seguintes itens: • • • • • • • Lay-out industrial Estimativa de carga.1 CONTEÚDO PROGRAMÁTICO Para a execução de uma instalação elétrica. Elaboração de um projeto elétrico industrial Levantamento de material 14. . uma botoeira e um fusível.45 amarelo e branca? 8) Desenho o símbolo de um contator. 11) Qual a função do Soft-Start? 12) Quais as funções do Inversor de frequência? 14. sendo que k3 não pode ser ligado quando k1 e k2 estão acionados e vice-versa. Potência.2 DADOS FUNDAMENTAIS • • • Tipo de instalação. 9) Desenhe o diagrama de força e comando de uma chave de partida que liga simultaneamente 2 motores. Tensão. INSTALAÇÕES ELÉTRICAS 14. k2 e k3 b) 2 contatores simultaneamente. k1 e k2.

e) Tomadas monofásicas e trifásicas para cargas diversas de 3kW aproximadamente.92.85. A demanda também serve para dimensionar o transformador da instalação elétrica em análise. Localização das cargas. No cálculo das faturas é considerado o período mensal e este é expresso em kWh (quilo watts hora). Tipo de partida. 14.92. .Consumo Consumo refere-se ao registro do quanto de energia elétrica foi consumida durante determinado período.3 EXERCÍCIO 1 – LAYOUT DA FÁBRICA Elabore um layout de um galpão contendo as seguintes cargas: a) 6 luminárias com lâmpadas vapor de metálico de 400W cada e FP 0. 14.4 CONSUMO E DEMANDA DA INSTALAÇÃO .46 • • • Regime de funcionamento das cargas. Conforme legislação brasileira é determinado para fins de faturamento que este período seja de 15 minutos. . b) 2 injetoras de plástico com potência aproximada de 35kW cada e FP 0.Demanda Demanda corresponde ao consumo de energia dividido pelo tempo adotado na verificação. c) 1 estrusora de 45kW e FP 0. d) 1 triturador de plástico com um motor de 50cv e FP 0.85.

4.4.2 Exercícios de Consumo e Demanda 1 . . 128: 14.1 Curva Diária de Demanda Fig.Baseado na figura abaixo.47 14. responda as questões a seguir.

c) Como diminuir a demanda sem mudanças drásticas nas cargas? 2 . FORNO . AR COND.1600W a) Calcule o consumo de cada aparelho e o valor a ser pago pelo consumo considerando o kWh a R$=_______ no período de um dia e de um mês. . b) Qual é a demanda da instalação. . COMPUTADOR 200W.600W. CHUVEIRO .100W.1000W. LÂMPADA .5000W.Escolha um transformador para fornecer energia para a fábrica do layout feito anteriormente. FERRO . MICROONDAS .300W. 129: GELADEIRA .1500W.48 Fig.

. em condições de entrar em funcionamento. n nom max sendo Di a potência nominal da carga i em W ou VA (observar que Ddiv tem de estar na mesma unidade) Pode ser definido para − um sistema − parte de um sistema − uma carga Geralmente ≤ 1 (fdem>1 significa operar com sobrecarga) O fator de demanda é um item muito importante em uma instalação elétrica.4 Tarifações de energia elétrica.49 14. 14.3 Fator de Demanda Relação entre demanda máxima em um intervalo de tempo e carga instalada (nominal) f dem = ∑ max Ddiv nom D i i =1. pois é através deste que se obtém a demanda real da instalação e consequentemente o dimensionamento do transformador da instalação. Porém a obtenção deste fator não é algo preciso. disjuntores geral e condutores. expressa em quilowatts (kW).4. Carga instalada É a soma das potências nominais dos equipamentos elétricos instalados na unidade consumidora.4. o que geralmente é feito é utilizar um fator de demanda baseado na experiência do profissional ou utilizar tabelas com valores aproximados por concessionárias. varia muito de acordo com a instalação elétrica.

legalmente representada. expressa em quilowatts (kW). conforme valor e período de vigência fixados no contrato de fornecimento e que deverá ser integralmente paga. ou comunhão de fato ou de direito. Consumidor Pessoa física ou jurídica. Consumidor livre Consumidor que pode optar pela compra de energia elétrica junto a qualquer fornecedor. Demanda de ultrapassagem Parcela da demanda medida que excede o valor da demanda contratada. de uso e de conexão ou de adesão. assim vinculando-se aos contratos de fornecimento. Demanda faturável Valor da demanda de potência ativa.50 Concessionária ou permissionária Agente titular de concessão ou permissão federal para prestar o serviço público de energia elétrica. no ponto de entrega. conforme cada caso. . Demanda contratada Demanda de potência ativa a ser obrigatória e continuamente disponibilizada pela concessionária. que solicitar a concessionária o fornecimento de energia elétrica e assumir a responsabilidade pelo pagamento das faturas e pelas demais obrigações fixadas em normas e regulamentos da ANEEL. expressa em quilowatts (kW). conforme legislação e regulamentos específicos. expressa em quilowatts (kW). identificado de acordo com os critérios estabelecidos e considerada para fins de faturamento. com aplicação da respectiva tarifa. seja ou não utilizada durante o período de faturamento.

integralizada no intervalo de 15 (quinze) minutos durante o período de faturamento. bem como de tarifas diferenciadas de demanda de potência de acordo com as horas de utilização do dia. . e) Período úmido (U): período de 5 (cinco) meses consecutivos. verificada por medição. compreendendo os fornecimentos abrangidos pelas leituras de dezembro de um ano a abril do ano seguinte. expressa em quilowatts (kW). Tensões de Fornecimento. conforme especificação a seguir: a) Tarifa Azul: modalidade estruturada para aplicação de tarifas diferenciadas de consumo de energia elétrica de acordo com as horas de utilização do dia e os períodos do ano. b) Tarifa Verde: modalidade estruturada para aplicação de tarifas diferenciadas de consumo de energia elétrica de acordo com as horas de utilização do dia e os períodos do ano. d) Horário fora de ponta (F): período composto pelo conjunto das horas diárias consecutivas e complementares àquelas definidas no horário de ponta. Tensão secundária de distribuição: quando a carga instalada na unidade consumidora for igual ou inferior a 75kW. compreendendo os fornecimentos abrangidos pelas leituras de maio a novembro. f) Período seco (S): período de 7 (sete) meses consecutivos. domingos e feriados nacionais. exceção feita aos sábados. considerando as características do seu sistema elétrico. c) Horário de ponta (P): período definido pela concessionária e composto por 3 (três) horas diárias consecutivas. Estrutura tarifária horo-sazonal Estrutura caracterizada pela aplicação de tarifas diferenciadas de consumo de energia elétrica e de demanda de potência de acordo com as horas de utilização do dia e dos períodos do ano. bem como de uma única tarifa de demanda de potência.51 Demanda medida Maior demanda de potência ativa.

é a bíblia dos profissionais da eletrotécnica. 4) Princípios fundamentais e características gerais.500kW.5 NBR 5410 – INSTALAÇÕES ELÉTRICAS DE BAIXA TENSÃO A NBR 5410 é a norma que regulamenta a forma de instalação. . 14. 2) Referências normativas. 14. qual a melhor tarifação? 4) Se a empresa passar a trabalhar 24h por dia qual a melhor tarifação? Explique sua resposta. 7) Verificação final e Inspeção. Tensão primária de distribuição igual ou superior a 69kV: quando a demanda contratada ou estimada pelo interessado. for superior a 2. 2) Qual a tensão de fornecimento? 3) Se esta empresa vir a trabalhar das 7:30 as 17:30. 3) Definições.500kW. É dividida basicamente nos seguintes itens: 1) Objetivo. manutenção e reparos das instalações elétricas de baixa tensão. para o fornecimento.52 - Tensão primária de distribuição inferior a 69kV: quando a carga instalada na unidade consumidora for superior a 75kW e a demanda contratada ou estimada pelo interessado.4. 8) Manutenção. para o fornecimento. 6) Seleção e instalação do componente. for igual ou inferior a 2.5 – Exercício Tarifação 1) Calcule a demanda contratada da empresa do layout. 5) Proteção para garantir segurança.

5. 90. 4. 10. 6. 20. 16. até correntes elevadas em torno de 1200A. 1. Fig. Curva D. 250. 350. como já foi estudado anteriormente. Para proteção de circuito com cargas resistivas. 40. 200. 150. 50. 40. semelhante aos fusíveis diazed usados para partirem motores.. 130 E os valores comerciais dos disjuntores monofásicos em AMPÉRES são: 0. 100. 32. 25.. 50. 175. 300. 125. 16. para cargas resistivas e Indutivas. A diferença entre as curvas é o efeito de retardo de disparo. 400. utiliza-se disjuntores Curva B. 2.53 14. 20. . 63. Curva C e para cargas puramente indutivas e grande corrente de partida. 32. 225. Para disjuntores trifásicos: 10. 80. 70. 25.6 DIMENSIONAMENTO DE DISJUNTORES Para dimensionar um disjuntor deve ser levando em consideração a tensão. 63 e raramente acima disso. corrente e tipo de carga/partida na qual o disjuntor fará a proteção.

freqüência e tipo de cabo que será utilizado como condutor. mas também de qualquer fabricante de cabos. Para nosso estudo. que utiliza cabo de cobre do tipo PVC. como cabos de silicone e outros. Desta forma é necessário calcular a corrente de cada circuito e mais uma série de considerações devem ser feitas para ter a bitola exata do condutor a ser utilizado.54 14. .1 – Exercício de Disjuntores 5) Dimensione o transformador da Instalação elétrica. não necessariamente as da NR5410. Porém outras tabelas podem ser usadas para dimensionamento de condutores. bem como cabos específicos que não se encontram na norma. vamos utilizar como base a tabela 36 da NR5410/2004. 7) Dimensione o disjuntor geral da instalação elétrica.6. que suporta 70° C no condutor a 30° C de temperatura ambiente. 14. ventilação. temperatura. 6) Dimensione os disjuntores para os circuitos do Layout. queda de tensão permitida. tipo de acionamento. tipo de duto.7 Dimensionamento de Condutores O dimensionamento dos condutores é feito com base na corrente que irá passar por estes e outros fatores como fator de agrupamento.

55 Fig. 131 Tabela 7 .

56 Tabela 8 14.1 Queda de tensão segundo NBR 5410 .7.

Segue um exemplo de diagrama unifilar: . c) Um motor de 100CV com F. visando o entendimento do Diagrama Unifilar. Bitola dos condutores do circuito.7.Determine. 2 .92.85.8 Simbologia e Diagrama Unifilar Nesta parte do nosso estudo teremos uma análise superficial a respeito de Simbologia usada em projetos de instalações elétricas. com F. Diagrama Unifilar é a representação de um ou mais circuitos de forma resumida e compacta.2 Exercícios de dimensionamento de cabos 1 . Indicação dos componentes de proteção. Tipo de disjuntores (mono. b) Um motor trifásico de 50CV. de 0. a bitola dos cabos para os seguintes casos: a) Um aquecedor monofásico de 5kW.Para as cargas definidas no exercício 14. com todos os dados necessários para a análise completa do circuito. Condutores dos circuitos. 0. b) Os condutores de cada circuito.3 Layout. 14. Corrente nominal dos disjuntores.P. porém. utilizando a tabela 36 da NR5410/2004. bi ou trifásicos). Todo Diagrama Unifilar deve conter no mínimo os seguintes itens: • • • • • • Tensões aplicadas no circuito.57 14.P. determine: a) O condutor do secundário do transformador.

58 .

59 .

8. .1 Exercício de Simbologia e Diagrama Unifilar 1) Faça o diagrama unificar da fábrica dos exercícios anteriores.60 14.

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