Sistemas Elétricos de Potência

Departamento Regional de Rondônia

Medidas Elétricas

Federação das Indústrias do Estado de Rondônia Presidente do Sistema FIERO/SESI/SENAI/IEL Euzébio André Guareschi Diretor Superintendente do SESI/RO Valdemar Camata Junior Diretor Regional do SENAI/RO Vivaldo Matos Filho Superintendente do Instituto Euvaldo Lodi - IEL/RO Valdemar Camata Junior Diretora da Escola Centro de Formação Profissional “Marechal Rondon” Elsa Ronsoni Mendes Pereira

Fevereiro 2007

Centro de Formação Profissional SENAI - RO

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UTILIZAÇÃO DE MATERIAL DIDÁTICO.

O SENAI deseja, por meio dos diversos materiais didáticos nivelados em um contexto nacional, aguçar a sua curiosidade, responder às suas demandas de informações e construir links entre os diversos conhecimentos e competências, tão importantes para sua formação profissional. Além dos esforços e dedicação de todo o grupo do SENAI DR/RO na confecção de material didático estamos também utilizando as obras divulgadas no site www.senai.br/recursosdidaticos desenvolvidas por outros Departamentos Regionais, reservados os direitos patrimoniais e intelectuais de seus autores nos termos da Lei nº. 9610, de 19/02/1998. Tal utilização se deve ao fato de que tais obras vêm de encontro as nossas necessidades, bem como têm a função de enriquecer a qualidade dos recursos didáticos fornecidos aos nossos alunos como forma de aprimorar seus conhecimentos e competências.

Sistemas Elétricos de Potência

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“ Material sujeito a alterações sem prévio aviso!”

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...................5................................................ 12 1..................................................................................................5 Reatâncias ___________________________________________________________56 3..............2 O que é geração e cogeração? ...................1 1..........2....................... 17 2......... 65 3.......... 24 2..........................................................2..............1 Turbinas a gás em circuito aberto __________________________________________31 2.....................................64 3....2.................................................................................................... 42 3..................3 Termelétricas...............................2..............1 Introdução ..................1.........................................6 Potência em máquinas de pólos salientes_____________________________________59 3....49 3.................................................63 3.................................................3..........2 Geração de corrente trifásica______________________________________________47 3........1Ligações no sistema trifásico ....................................................................................... 15 1............................61 3..6Transiente de tensão.....................3 1............3 O sistema de geração ........1 Definição de energia e potência.......1 Normas aplicáveis _____________________________________________________65 2 Departamento Regional ....3...........................................................7............................................................1 Hidráulicas ................4 Máquina primária______________________________________________________15 Geradores ___________________________________________________________15 Transformadores ______________________________________________________15 Controle......................2...63 3.......................................................2............................................7 Definições ___________________________________________________________61 3.............2.................... 36 3 GERADORES.............5 Turbina a Gás........._________________________________________33 2...2......5Desbalanceamento de t ensão............3........................................................7............................................................................................RO ........................9 1..........2Fator de desvio ......................1Tipos de acionamentos ..............3 Comportamento do gerador em vazio e sob carga_______________________________52 3.........2.....................................................................2.3.....2 Noções de aplicações ___________________________________________________42 3..................4 Máquinas de pólos lisos e salientes _________________________________________55 3..2 Potência_____________________________________________________________10 1........................6 Turbinas Eólicas ..................... 44 3...2.......................7............2 1.................................................. 21 2...........7..........43 3..............................................................................................................7............................Sistemas Elétricos de Potência Índice 1 Introdução .................1..2Tensão nominal múltipla ......................................2.......47 3.............................................................2......................................1........SENAI ......1Distorção harmônica.................................................2 Diesel ............................................................2........................7.... 30 2.2...2.....1......... 26 2..4Desequilíbrio angular .............17 2....................................................................3.......63 3...2 Cogeração ___________________________________________________________12 1.......................................42 3..........63 3...1 Histórico ____________________________________________________________42 3............. 10 1............3 GERADORES WEG.............2. comando e proteção_____________________________________________15 2 Máquinas Primárias ..7...5.........................1 Energia _____________________________________________________________10 1..2.......................................1 Geração _____________________________________________________________12 1.........................................7Tolerância de tensão ....................................................2........3Modulação de tensão ..1..2 NOÇÕES FUNDAMENTAIS ............4 Termonucleares .2 Turbinas a gás em circuito fechado...........2............................61 3.................................................1 Princípio de funcionamento ______________________________________________44 3...................2..

...........4......3Medida da temperatura do enrolamento ......................4.... 88 3......1Ambientes Agressivos ..................................4Aplicação à máquinas elétricas ...........4 Atmosfera Ambiente ___________________________________________________77 3......5 Motores síncronos _____________________________________________________70 3.3.......1 Componentes Principais ________________________________________________114 3........80 3...8 NOMENCLATURA DAS MÁQUINAS SÍNCRONAS WEG _____________________73 3.2..115 3 Departamento Regional .........5................__________________________________________________76 3..........3 Geradores com excitação sem escovas (Brushless) ______________________________66 3.....5..................................6....................1Estator da máquina principal ...........................1 Potência nominal ______________________________________________________88 3.....85 3.....................................................5..........6..........................3.........................2.....6....................4.......91 3.........1.8.............3..............5..................114 3.5.....4 CARACTERÍSTICAS DO AMBIENTE..............5............RO .................4........1..........................................................................2Proteção térmica de geradores elétricos .....2 Elevação de temperatura-classe de isolamento _________________________________91 3........4..................9..4.92 3..............3..4.........................4..1........................................93 3.....5.................85 3.............................................5Excitatriz auxiliar .......5............................3...114 3.........3.........................................10Regime de serviço ____________________________________________________106 3...6...............6...........................................2 Temperatura ambiente.........................Sistemas Elétricos de Potência 3..2Rotor da máquina principal ..................... 76 3....4Rotor da excitatriz principal e diodos retificadores girantes....4.......................7 Tempo de regulagem da tensão (tempo de resposta) _____________________________72 3...........................................1Cálculo da queda de tensão ....................4.....5..6 Sobrevelocidade______________________________________________________104 3............................2....2Classes de isolamento ...............5.5...................................................12Operação em paralelo de geradores ________________________________________110 3......4..........................................78 3.........5............3...........3....77 3.1 Altitude _____________________________________________________________76 3......96 3......6 Limites de ruído _______________________________________________________80 3..........................1.........3..........5...........................2..........................................13Cálculo da bobina de aterramento do ponto estrela de geradores ___________________113 3.........2Tipos usuais ...................................5.............5.................... 114 3....1Código de identificação ...... Regimes Padronizados 106 3.......3Influência da carga inicial.....5......................................5............1Tipo SL (antigo DL) .................................1............4................................96 3...............3 Determinação da potência útil do gerador nas diversas condições de temperatura e altitude 76 3..5..................6 Regulador de tensão ____________________________________________________72 3..4.9............................5..............8 Conversão de reatâncias ________________________________________________105 3.............4 Geradores com excitação sem escovas para aplicações especiais____________________69 3.....114 3.....10..5..................................................9 Acessórios/especialidades________________________________________________85 3..4.....3........6......7 Vibração ____________________________________________________________81 3..4..........2........1Aquecimento do enrolamento .................................3........2Gerador totalmente fechado ............7 Corrente de curto-circuito _______________________________________________104 3..114 3....SENAI ............................................5..........2 Geradores com excitação por escovas _______________________________________65 3.9 Proteção do gerador ___________________________________________________106 3........1Gerador aberto .1 .................................5....................................................3 Queda de tensão _______________________________________________________94 3....5 CARACTERÍSTICAS DE DESEMPENHO ...............92 3.........5 Graus de proteção _____________________________________________________78 3..................................4 Limitações na partida de motores __________________________________________98 3....94 3..........................5 Sobrecarga__________________________________________________________103 3...................3Estator da excitatriz principal ................2Influência do fator de potência.............65 3...............5..........................4....8 Ventilação ___________________________________________________________82 3..........6 CARACTERÍSTICAS CONSTRUTIVAS .............4...............................................................82 3......................................83 3.........1Resistência de aquecimento...............11Diagrama de carga ____________________________________________________108 3...............8.......................

......2.............................................2....... 121 3...........8.....................7.......7 Condições usuais de serviço _____________________________________________120 3.................2 ENSAIOS DE TIPO___________________________________________________128 3............ 129 5...................2Conversão de Corrente .......................3 ENSAIOS ESPECIAIS_________________________________________________128 3.....6 Forma construtiva_____________________________________________________116 3....1...................2..................8 ENSAIOS...............................................2...4Características gerais dos equipamentos de proteção ..........123 3.........................................6.................136 5..............................................Sistemas Elétricos de Potência 3............1............3 Normas ____________________________________________________________116 3.....2Proteção de motores ..........122 3...............................................1Equipamentos de manobra................................................7....................................125 3.................................................2.......125 3..............7..............................................................9 COLETÂNEA DE FÓRMULAS ...6Geradores linha Industrial ... 128 3...............6...........1.7..........1................5Geradores para CPD..............................1 Características necessárias para a correta seleção ______________________________121 3..........6....................................1..2 Principais aplicações de geradores ________________________________________121 3...........2..126 3........8Geradores alimentando cargas deformantes ...............................7.......6..6..SENAI .....................7...124 3........................................7.....2.............................6Enrolamento auxiliar (ou bobina auxiliar)...........5 Terminais de aterramento _______________________________________________116 3........................126 3...............................7.....4Short-Break Diesel ............8..138 5..............7 SELEÇÃO DE GERADORES ............2...................127 3...132 5................................138 4 Departamento Regional .............................3Proteção de Geradores ........................2.........4 Pintura ..................................................1..........6.........................................2 Placa de identificação __________________________________________________115 3..........................................115 3......1Conversão de freqüência........................7.........................1.....................3NO-BREAK.......2............................7........2......2 Aspectos específicos __________________________________________________136 5...................5Características Funcionais do Releamento .............6...1 ENSAIOS DE ROTINA________________________________________________128 3..Geradores para aplicação geral ____________________________________116 3..7Geradores para Telecomunicações (padrão TELEBRÁS)....................1.........8.......................1..........RO .....................................135 5.

........148 5..........182 7.............161 5.............................................3......3Painéis Interrupter...............3............2..................................6 Considerações de Normalização.RO 7 ................................154 5...........................................................152 5..........Maio 1988)..1 Os Seis Critérios Técnicos de Dimensionamento de Condutores Elétricos ..........1...................4Proteção de transformadores ............2...............4 Princípios de coordenação ______________________________________________142 5......152 5.........2......................................3........................3 Características dos metais _______________________________________________152 5......................151 5.........6.5..................................................................4........................................153 5...........3 Coordenação ________________________________________________________140 5.........2 Diagrama Trifilar _____________________________________________________144 5..........................1...........6..........2Quanto ao local de instalação ..................167 6.........1Condições para o Paralelismo ...........6..............5 Tabelas ....................181 7.....3.......151 5...............................3................167 6...............................................2 Seção do Condutor Neutro .......................................1Painéis Metal Clad .......141 5....3....................2 Diagramas elétricos ....5Proteção de barramentos............................4 Diagramas Construtivos ________________________________________________146 5.........154 5...........................................162 5...................................................................................................................2.......................................................................................................1 Definições (Segundo IEEE C 37.....2...............1 Classificações _______________________________________________________148 5....................................................3...1Proteção de linhas ...............3Quanto ao grau de proteção ......................SENAI .......................................................3......................6................6..2 Proteção Contra Faltas _________________________________________________168 6......................................................................166 6.......2 ............................................................2...........3...................4 Graus de Proteção ................1.......................2........5 Condições Normais de Serviço ..3..3.................3 Consideração a respeito de quadros elétricos.....2Painéis Cubicle ..........................................153 5......139 5.......................................2............................4Quanto ao tipo de construção ..........178 7..1 Grupos Contendo Cabos de Dimensões Diferentes _____________________________193 Departamento Regional ...................................................1.................................1Densidade ...................................2.........139 5............2...................1............164 6.............................147 5...................1..............3..................3.............2Propriedades térmicas ................161 5..............3.......Sistemas Elétricos de Potência 5..................159 5..........................1.....................................4 Cores dos Condutores Neutro e de Proteção .....................2.................1.............3..........1Quanto a função ..3 Projeto Elétrico ______________________________________________________177 7 Dimensionamento de Fios e Cabos de Baixa Tensão..................................164 6......................5Propriedades Mecanicas .............1Diagrama Sinóptico ........................2...........................1 Introdução ............................178 7........................1.20..........................1 Diagrama Unifilar ____________________________________________________143 5......................................................................1..............1 Paralelismo _________________________________________________________166 6..3 Diagrama Funcional ___________________________________________________145 5.........................................................................2..3...2 Comportamento dos metais (estrutura e barramento) ___________________________152 5.......................1993) ________________________________161 5..................1........................................................179 7..1..........3....................1.......................180 7....................................148 5................168 6...........................155 5............2........1........2Métodos para o Sincronismo .....................................3 O Condutor de Proteção .........4Propriedades químicas .................163 6 Produção Independente de Energia Elétrica no Brasil.....4Painéis Baixa Tensão ...........................3Propriedades elétricas ....................2 Ligação em Autoprodutores em paralelo com o sistema de distribuição ...................................1...............162 5..........1 Nomenclatura para Relés (NBR 5175 ...................143 5..........................................................................................................................3........

4 Correntes Máximas de Curto-Circuito ______________________________________206 7.Sistemas Elétricos de Potência 7.3 Correntes Máximas de Curto-Circuito ______________________________________205 7.5.RO .5 Determinação da Integral de Joule (l2t) de Condutores Elétricos ___________________207 REFERÊNCIAS__________________________________________________________209 8 Departamento Regional .5.2 Correntes Máximas de Curto-Circuito ______________________________________204 7.SENAI .5.5.

que através de campanhas informativas incentivavam o uso racional de energia elétrica visando diminuir o desperdício e. através da modificação da legislação regulamentar a geração e a cogeração de energia por grupos e empresas privadas.RO . Com o crescimento do setor industrial no Brasil a partir do inicio dos anos 90. com o objetivo de atrair investimentos no setor e assim “desafogar” o sistema elétrico Brasileiro.Sistemas Elétricos de Potência 1 INTRODUÇÃO A eletricidade é a forma mais fácil de se transportar energia para a sua utilização nos processos de manufatura. pilastra mestra da atual revolução industrial. A economia e a produção de energia elétrica passaram a ser prioridade para o Ministério das Minas e Energia e o DNAEE (hoje ANEEL). Ela surgiu como forma de substituir a energia da máquina a vapor. 9 Departamento Regional .SENAI . o aumento da demanda de energia elétrica superou a capacidade de crescimento do sistema de geração das concessionárias de energia levando o governo a considerar possibilidade de produção de energia elétrica por empresas do setor privado.

600.h] de energia por hora de operação. parte da energia da fonte é dissipada em forma de calor (energia térmica) em função do atrito entre as engrenagens. Ou seja.1. Dizer.s] = 4. moléculas de ar e esforços mecânicos da máquina conversora. que por sua vez pode ser convertida em energia elétrica através de um gerador acoplado ao rotor da turbina. significa que aquela turbina pode produzir 600 quilowatts hora [kW.000 [joules] 1 toe [tonelada de óleo equivalente] = 7. e não apenas quilowatt [kW]. As turbinas eólicas funcionam cerca de 75% das horas do ano. enquanto a energia precisa ser medida em um intervalo de tempo. Unidades de Energia 1 J [joule] = 1 [W.h]. Note que a unidade de energia é quilowatt hora [kW.4 barris de óleo cru na máquina primária = 7. as 10 Departamento Regional . A potência pode ser medida em qualquer instante de tempo.868 PJ 1. quilowatt [kW]. Em cada processo de conversão de energia.2 POTÊNCIA A potência elétrica é normalmente medida em watt [W].1 DEFINIÇÃO DE ENERGIA E POTÊNCIA 1.RO . Para calcular a quantidade de energia produzida por uma turbina eólica é necessário conhecer a distribuição da velocidade do vento por cada turbina. um ano.1 ENERGIA Os físicos definem a palavra energia como a quantidade de trabalho que um sistema é capaz de fornecer. de acordo com os físicos. No caso acima citado. etc. Confundir estas unidades é um erro bem comum. etc. megawatt [MW]. como um segundo.1868 [cal] 1 GJ [gigajoule] = 109 J 1 TJ [terajoule] = 1012 J 1 PJ [petajoule] = 1015 J 1 kWh [quilowatt hora] = 3. Por exemplo. que um país como a Dinamarca possui 1. potência é a quantidade de energia transferida por unidade de tempo. Costuma-se medir a capacidade de produção de energia em quilowatt hora ou megawatt hora durante um certo período de tempo. mas funciona com capacidade máxima apenas durante um numero limitado de horas no ano.8 barris no total de consumo final = 1270 m3 de gás natural 1 Mtoe [milhão de toneladas de óleo equivalente] = 41. Energia. A relação entre a energia que entra no sistema de conversão e a energia que sai desse sistema chama-se rendimento. consumida ou destruída.Sistemas Elétricos de Potência 1. se uma turbina ou gerador possuem uma potência nominal de 600 quilowatts [kW]. por exemplo.000MW de potência eólica instalada. No entanto a energia pode ser transformada ou transmitida de diferentes formas: a energia cinética do movimento das moléculas de ar podem ser convertidas em energia cinética de rotação pelo rotor de uma turbina eólica. uma hora. trabalhando no ponto máximo de eficiência.SENAI . não pode ser criada. não quer dizer quanta energia as turbinas produzem.1.

000MW de potência instalada pelas 2.300. A potência dos motores de automóveis são geralmente medidas em cavalos e não em kW. enquanto a energia da uma idéia de quanto um motor ou gerador “trabalhou” durante um período de tempo. que é igual a 2. No entanto na Alemanha não são encontradas turbinas que trabalham mais que 2. 1 kW = 1. encontramos turbinas que trabalham. na média.RO .000 [MWh] ou 2. na média. 2.300 horas de funcionamento a plena carga. A unidade “cavalo vapor” da uma idéia intuitiva de quanto “músculo” o gerador ou motor possui. Para calcular a energia total produzida multiplica-se os 1.359 CV 11 Departamento Regional . tais como a Escócia.Sistemas Elétricos de Potência turbinas retornam.3 [TW.300 horas de funcionamento a plena carga por ano. ou o oeste da Irlanda. Em outras áreas.000 horas por ano a plena carga.000 horas a plena carga. Unidades de potência. e até mais.h] de energia. 3.SENAI .

2. é utilizado diretamente nos processos de manufatura. conseqüentemente. Como exemplo podemos tomar uma hidroelétrica onde uma turbina hidráulica transforma a energia potencial da água em desnível.1 GERAÇÃO A geração de energia elétrica é a transformação de qualquer tipo de energia em energia elétrica.” Diferentemente da geração. tal como mostrado na figura 1. 12 Departamento Regional . as perdas e. A atividade de cogeração contribui efetivamente para a racionalização energética.Sistemas Elétricos de Potência 1. uma vez que possibilita maior produção de energia elétrica e térmica a partir da mesma quantidade de combustível. aumentando o rendimento e o aproveitamento das fontes de energia.2 COGERAÇÃO De acordo com a ANEEL (Agencia Nacional de Energia Elétrica).2 O QUE É GERAÇÃO E COGERAÇÃO? 1. Na 1a etapa uma máquina primária transforma qualquer tipo de energia. caldeiras. em energia cinética de rotação.2. na cogeração a energia térmica. Esse processo ocorre em duas etapas.SENAI . tais como fornos. capaz de produzir benefícios sociais. econômicos e ambientais. entre outros.RO . assim. Em uma 2a etapa um gerador elétrico acoplado à máquina primária transforma a energia cinética de rotação em energia elétrica. 1. a partir de um mesmo combustível. A cogeração é o reaproveitamento dos “resíduos” de energia dessas fontes para a geração de energia elétrica diminuindo. em energia cinética de rotação que é transferida a um eixo acoplado a um gerador. “Cogeração de energia é definida como o processo de produção combinada de calor e energia elétrica (ou mecânica). ou outro tipo de energia. normalmente hidráulica ou térmica.

do que no processo convencional de geração. A cogeração é a forma mais eficiente de gerar calor e energia elétrica a partir de uma mesma fonte de energia. 8.SENAI . e os equipamentos de cogeração são localizados fisicamente próximos aos processos que utilizam calor. Isto se deve ao fato de ser impraticável o transporte de calor (energia térmica) a grandes distâncias. com o preço do gás natural relativamente baixo. Os equipamentos de cogeração podem utilizar outros combustíveis além do gás natural.RO . 7. mas também pelo seu caráter descentralizador. bagaço de cana-de-açúcar. e outros combustíveis dependendo do local e disponibilidade. podendo chegar a 4 vezes. No meio da década de 80. a cogeração é um dos maiores responsáveis pela grande diminuição da construção de usinas hidrelétricas e termonucleares ocorrida na década de 80. Existem instalações em operação que utilizam madeira.conduto forçado. Hoje a cogeração corresponde a mais da metade da capacidade das novas usinas instaladas na América do Norte na ultima década. a cogeração alcança níveis de eficiência 3 vezes maior. 3. 9. As implicações ambientais da cogeração são bem menores quando comparadas às do processo convencional de geração.casa de máquinas. 6.turbina. Comparando a utilização de combustível fóssil com a quantidade de calor que é normalmente gasta no processo de geração de energia.Sistemas Elétricos de Potência Figura 1 – Central hidráulica em circuito aberto a céu aberto. 1.alternador. 4.grades. Itapu.tomada de águas.pórtico-ponte.Barragem.sistema de transmissão. Rio Paraná.transformadores. Desta forma a energia elétrica tende a ser gerada 13 Departamento Regional . Brasil. No entanto a cogeração passou a ser utilizada a muito pouco tempo. 2. 11. De fato.sistema de descarga 10. não apenas pela sua inerente eficiência. 5. a cogeração tornou-se uma alternativa atrativa como uma nova forma de geração de energia elétrica.

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próxima aos centros consumidores, reduzindo as perdas pela transmissão e a necessidade de equipamentos para a distribuição. Um número significativo de conseqüências positivas para o meio ambiente decorrem deste fato. As plantas de cogeração tendem a ser pequenas por isso podem pertencer e serem operadas por companhias menores e afastadas de um centro industrial. Como regra geral, elas também são construídas próximas a áreas populacionais, o que significa que devem ser mantidas no mais alto padrão ambiental. Como por exemplo, na Europa e ,cada vez mais, na América do Norte, a cogeração é o coração do sistema de calefação da cidade. Calefação distrital e cogeração combinados podem reduzir as emissões de gases poluentes mais do que qualquer outra tecnologia.

Figura 2 – Esquema geral de cogeração em uma industria Para entender cogeração, é necessário saber que a forma mais convencional de se gerar energia é baseada na queima de um combustível para produzir vapor. É a pressão do vapor que gira a turbina e gera energia, em um processo inerentemente ineficiente. Por causa de um principio básico da física, pouco mais que um terço da energia liberada pela queima do combustível pode ser convertida em pressão de vapor para gerar energia elétrica. A cogeração, no entanto, utiliza esse excesso de calor, normalmente na forma de vapor, a uma temperatura relativamente baixa, liberada pelas turbinas. Esse vapor é utilizado em uma gama de aplicações das mais variadas, e efetivamente diminui a combustão de combustíveis a base de carbono, juntamente com todas as implicações ambientais que a queima desses combustíveis possui. Além da cogeração, há um grande número de tecnologias que fazem uso do vapor liberado pelas turbinas a baixas temperatura e pressão. Essas tecnologias são conhecidas como sistemas de “ciclo combinado”. Elas são mais eficientes que a geração convencional de energia, mas não tão eficiente quanto a cogeração.

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1.3 O SISTEMA DE GERAÇÃO O sistema de geração é formado pelos seguintes componentes: Máquina primária, geradores, transformador e sistema de controle, comando e proteção. 1.3.1 MÁQUINA PRIMÁRIA É a maquina primária que faz a transformação de qualquer tipo de energia em energia cinética de rotação para ser aproveitada pelo gerador. Por exemplo, a máquina que transforma a energia liberada pela combustão do gás em energia cinética é a turbina a gás. As principais máquinas primárias utilizadas hoje são motores Diesel, turbinas hidráulicas, turbinas a vapor, turbinas a gás e eólicas. Normalmente as centrais elétricas onde as máquinas primárias são turbinas a vapor, as centrais são classificadas em relação ao combustível utilizado para aquecer o vapor. Onde ocorre o processo de combustão as centrais são chamadas de termelétricas e onde ocorre o processo de fissão nuclear são chamadas de termonucleares. 1.3.2 GERADORES

São os geradores que transformam a energia cinética de rotação das máquinas primárias em energia elétrica. Os geradores são dimensionados de acordo com a potência que a máquina primária pode fornecer. Além da potência, o tipo de máquina primária ( eólica, hídrica, térmica, etc...) define também a velocidade de rotação que irá ser transmitida ao gerador e, em função dessa velocidade é definido o número de pólos do gerador. O funcionamento, especificação e detalhes do projeto serão estudados mais profundamente no capitulo 3. 1.3.3 TRANSFORMADORES

Uma vez gerada a energia elétrica, existe a necessidade de se compatibilizar o nível da tensão de saída com a tensão do sistema ao qual o grupo gerador será ligado. O equipamento utilizado para elevar ou rebaixar o nível de tensão é o transformador. Desta forma um grupo gerador que gera energia a uma tensão de 13.8 kV pode ser ligado a uma linha de transmissão de 69kV desde que um transformador de 13,8/69 kV faça o ajuste da tensão. O funcionamento dos transformadores será estudado com mais detalhes no capitulo 5. 1.3.4 CONTROLE, COMANDO E PROTEÇÃO

Para interligar um grupo gerador a uma rede de transmissão ou distribuição são necessários vários requisitos. Em primeiro lugar, a tensão de saída do gerador não pode variar mais que 10% para cima ou para baixo. O controle da tensão é feito através da excitatriz do próprio gerador e será estudada no capitulo 3. No entanto, não basta apenas compatibilizar a tensão. É necessário que se faça o sincronismo com a rede antes de comandar o fechamento da linha. Para que estas medidas sejam tomadas, são necessários vários equipamentos de manobra e 15
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proteção, tais como TC’s, TP’s, relés e disjuntores. O quadro de comando e proteção reúne todos estes equipamentos, e permite ao operador supervisionar o funcionamento do sistema e atuar imediatamente caso se faça necessário. A freqüência do sistema elétrico é a variável mais importante e a mais difícil de ser controlada. Para que o sistema de geração funcione corretamente, é necessário que a freqüência de tensão de saída do gerador seja constante e de acordo com o sistema elétrico da região em que se encontra. Por exemplo, no Brasil a freqüência de operação do sistema elétrico é de 60 Hz, e o sistema de geração de energia elétrica do Paraguai é de 50 Hz. Esta freqüência é função da rotação do gerador, portanto o gerador deve funcionar sempre em uma rotação fixa, que é aplicada pela máquina primária. Portanto ela depende da velocidade de rotação da máquina primária. Cabe ao sistema de controle atuar nos reguladores de velocidade das máquinas primárias e assim garantir uma freqüência fixa da tensão na saída do gerador. A potência elétrica de saída do gerador é diretamente proporcional a potência mecânica transmitida pela máquina primária através do eixo. Sabemos que a potência mecânica na ponta do eixo de uma máquina girante é diretamente proporcional ao produto da velocidade de rotação e o torque na ponta de eixo: P = k ⋅C ⋅ n onde k é uma constante de proporcionalidade. Portanto, se o gerador precisar entregar mais potência para o sistema devido a um aumento súbito de carga, a máquina primária precisa aumentar o torque transferido ao gerador, uma vez que a rotação deve-se manter constante. Algumas das principais diferenças entre os turbogeradores e os hidrogeradores é a velocidade de rotação e o momento de inércia da parte girante. Nos hidrogeradores a velocidade de rotação é normalmente bem mais baixa e o momento de inércia bem maior do que nos turbogeradores, uma das conseqüências desta diferença é a de que os turbogeradores necessitam de sistemas de controle de corrente de campo e controle da velocidade de rotação da máquina primária mais confiáveis e mais rápidos do que os hidrogeradores, pois uma perturbação na carga requer uma adaptação rápida e precisa do sistema de geração.

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MÁQUINAS PRIMÁRIAS 2.1 HIDRÁULICAS

Toda eletricidade é proveniente de uma fonte de energia encontrada na natureza, como os combustíveis fósseis, os ventos, entre outros. Nas hidrelétricas este princípio não é diferente. A fonte de energia é a energia potencial de um volume de água, em função da diferença de altitude entre o montante e a juzante. Para iniciar o processo de conversão da energia potencial da água em energia elétrica, a água dos reservatórios é captada, através de um sistema de adução onde a água é transportada através de condutos de baixa pressão. Os condutos de baixa pressão possuem uma declividade muito baixa, pois a sua finalidade é apenas o transporte da água até a entrada dos condutos forçados, que conduzem a água até a casa de máquinas onde se encontram as turbinas.

Figura 2.1.1 – Exemplo de turbinas em barragens A turbina hidráulica é uma máquina com a finalidade de transformar a energia cinética do escoamento contínuo da água que a atravessa em trabalho mecânico. Para isso elas são equipadas com uma série de pás (ou conchas, no caso das turbinas Pelton). Quando a água atravessa essas pás, as turbinas giram com uma grande força. A força com que gira essa turbina depende inicialmente da altura da queda de água, que corresponde, aproximadamente, a diferença de altitude entre a adução e a entrada da turbina. Existem várias formas de conseguir um desnível aproveitável: Por represamento, onde uma barragem acumula as águas dos rios em alturas necessárias para obtenção dessa energia. Neste caso as casas de máquinas são localizadas nos pés das barragens. Por Desvio, onde uma parte do rio é desviada de seu curso normal para aproveitar-se um desnível de terreno. Ou por 17
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Figura 2. e turbinas de ação ou impulso.pá. 18 Departamento Regional . eixo vertical. onde parte da água de um rio é desviada e jogada em outro rio aproveitando-se o desnível entre os dois rios.tubo de sucção.caixa espiral.tampa.Sistemas Elétricos de Potência derivação.labirinto interno.labirinto externo. 13. 14. Nestes últimos as casas de máquinas são localizadas o mais próximo possível da jusante dos desníveis. 11.servomotor das aletas ajustáveis.tubo de equilíbrio de pressão.palheta fixa.eixo.2 – Corte longitudinal em uma turbina tipo francis. 6.SENAI .RO . 2. 4. 7. 1.Orifícios de equilíbrio de pressão. 10.flange de acoplamento.1.palheta diretriz. Basicamente existem 2 tipos de turbinas hídricas: as turbinas de reação ou propulsão. 3. 8. 9.rotor. 12. 5.

flange de acoplamento. 8.eixo.tampa intermediaria. 11.anel periférico. de eixo vertical. 3.pá. As turbinas de ação são as do tipo Pelton. Turbinas de Ação (ou impulso): Aquela em que o trabalho mecânico é obtido pela obtenção da energia cinética da água em escoamento através do rotor. As turbinas de reação são as do tipo Francis e Kaplan. 10.caixa.rotor. kaplan. 4. 12.3 . 7. a) b) 19 Departamento Regional .tubo de sucção. 1.tampa externa.1. Turbinas de Reação (ou propulsão): São turbinas em que o trabalho mecânico é obtido pela transformação das energias cinéticas e de pressão da água em escoamento através do rotor. 5.palheta fixa.Sistemas Elétricos de Potência Figura 2.tampa interna.palheta diretriz.Corte longitudinal em uma turbina tipo hélice.SENAI . 9. 6.RO . 2.

1. 8.desviador frontal.blindagem. 12. com capacidade instalada de 12.908GWh. 20 Departamento Regional . O Brasil. a Itaipú Binacional.SENAI . Um dispositivo elétrico chamado transformador converte a tensão de saída do gerador em tensões aproveitáveis pelas concessionárias.600MW. 5. o sistema teve energia disponível da ordem de 311. 4.Sistemas Elétricos de Potência Figura 2. 10. 3.defletor.injetor. 6.canal de fuga. 7. 2. possui uma das maiores usinas hidrelétricas do mundo.379GWh.052MW da capacidade nominal instalada. A turbina hidráulica utiliza a energia cinética de rotação de seu rotor para girar o gerador ao qual está conectado. dos quais somente 25% estão sendo utilizados.8 milhões de consumidores. juntamente com o Paraguai. dos quais 92% são derivados de hidrelétricas.rotor.232MW.tampa.pá. empregava 157. fronteira dos dois países. A ELETROBRÁS participa com 27.RO .cruzeta pelton. capaz de fornecer 1 milhão de GWh de eletricidade anualmente.freio de jato. 13.poço. localizada no rio Paraná. 14.063 trabalhadores e tinha aproximadamente 39. Em 1996. de eixo horizontal e coroa em uma única peça. 1. A capacidade nominal instalada de geração de energia elétrica no Brasil é de 57.coroa de pás. para um consumo de 260. 9-eixo de turbina.000MW. 11.4 – Corte transversal em uma turbina pelton de dois injetores.agulha. Estima-se que o Brasil tenha um potencial de geração de energia hidrelétrica da ordem de 200.

entregando ao meio externo. potência.Máquina térmica motora. Quanto ao movimento do pistão: motores a pistão rotativos ou alternativos.Máquina elétrica geradora.Árvore.RO .Entrada ou saída do fluido refrigerante. entre as quais algumas merecem destaque: • • • • Quanto ás propriedades do gás na fase de compressão: motores Otto e motores Diesel. 2.2 DIESEL O motor Diesel é uma maquina térmica. como os conhecidos motores de automóveis.1 mostra um grupo gerador onde um motor Diesel é a máquina térmica motora que está acoplada a um alternador. Seu objetivo é a obtenção de trabalho através da liberação da energia química do combustível. e no motor 4 tempos são necessários 2 giros para completar um ciclo do processo. A figura 2. Tal potência e calores são resultado da liberação de uma energia química liberada através de reações exotérmicas entre um combustível. Os motores a pistão de combustão interna podem ser classificadas de várias maneiras. no caso o óleo Diesel. transforma energia térmica em energia mecânica através do mesmo principio de funcionamento dos motores a explosão. calor. Observa-se que o motor Diesel fornece na árvore um trabalho em uma unidade de tempo. 21 Departamento Regional . Esses motores são chamados de máquinas térmicas a pistão ou motores de combustão interna. Quanto ao número de cilindros. ou seja. motor Diesel.Saída dos produtos da combustão. no caso o oxigênio do ar. Figura 2.2. através da qual o motor Diesel fornece a potência para o gerador. 5 .2. Quanto ao ciclo de trabalho: Motores de 2 e 4 tempos. 4. 3.Sistemas Elétricos de Potência 2.SENAI . através de seus sistemas de refrigeração e nos produtos de combustão. máquina elétrica geradora ou operadora. Nos motores de 2 tempos ocorre um processo de trabalho a cada giro da árvore.1 – Grupo gerador com motor Diesel 1. e um comburente.

L. constituem um tipo de central muito utilizado até potências de 40 MW.2.2 – Corte no cabeçote de um motor de combustão interna PM1. As centrais Diesel. em 60 ou 50 Hz dependendo do sistema. Isto porque são bastante compactas. Esta regulação de velocidade é fundamental para que a freqüência do grupo gerador seja constante. 2. 22 Departamento Regional . Os motores a pistão de combustão interna mais utilizados em grupos geradores são os motores Diesel.Sistemas Elétricos de Potência Figura 2. ruído e vibração. 1.Pistão ou êmbolo. a regulação de velocidade é feita a partir da injeção de combustível no motor.Ponto morto superior. em estrela e com cilindros opostos. apesar de sua limitação de potência. entre outros motivos.Cilindro. H. Tal fato é uma característica única nos motores a diesel.Vela. PM2. entram em carga em um tempo muito pequeno. Diferentemente do motores Otto. comprimido. 3.Ponto morto inferior.SENAI . V. em que a mistura combustível e comburente é preparada fora do motor pelo carburador e injetada no cilindro. e o combustível é injetado na massa de ar comprimido através de um circuito independente ocasionando assim a inflamação espontânea.RO . nos motores Diesel o ar é admitido no cilindro. W. são de fácil operação e apresentam um plano de manutenção de fácil execução. tal como é feita nos motores diesel convencionais. independentemente da variação da carga. • Quanto a disposição dos cilindros: motores a pistão com cilindros em linha. 4. O ciclo de funcionamento de um motor Diesel é a 4 tempos onde a combustão ocorre com pequena variação de pressão a volume constante sendo sua maior parte desenvolvida a pressão constante.Válvulas. No caso dos motores diesel.

4-0. II – Biela. Vm – volume morto. VI – Injetor.3 – Ciclo de trabalhe de motor Diesel a 4 tempos. 1-2.Sistemas Elétricos de Potência Figura 2. Vc – Volume da cilindrada. D – diâmetro do pistão. Estado 3 – final da combustão. combustão e expansão 4o tempo. VA – Válvula de admissão. 1o tempo. escape. I – Pistão ou êmbolo. R – Raio da árvore de manivelas.2. admissão 2o tempo. IV – Camisa.RO . PM1 e PM2 – Pontos mortos superior e inferior. E – curso. para refrigeração.SENAI . VE – Válvula de escape. compressão 3o tempo. 2-3-4. Estado 2 – Início da injeção. III – Árvore de manivelas. 0-1. 23 Departamento Regional . injeção. V – Cavernas.

SENAI . De um modo geral denomina-se combustível. Com o aparecimento da eletricidade. as máquinas a vapor se tornaram peças fundamentais para a geração de energia elétrica.RO . qualquer corpo cuja combinação química com outro seja exotérmica. S. condições de baixo preço. Entretanto. H2.Sistemas Elétricos de Potência 2. Sendo combustíveis apenas os 4 primeiros elementos. uma vez que já existia o domínio dessa tecnologia. líquidos ou gasosos.1 – Funcionamento de uma instalação de potência a vapor. Os combustíveis sólidos são formados de C.3. Por isto essas máquinas foram fundamentais para o acontecimento da revolução industrial. sendo o circuito aberto muito utilizado quando se pretende utilizar calor para o processo. Essas centrais podem trabalhar em circuito aberto ou fechado. H2O e cinzas. os combustíveis podem ser classificados em sólidos. O2.3 TERMELÉTRICAS As máquinas a vapor foram as primeiras máquinas a produzirem energia mecânica aproveitável para processos industriais. existência na natureza ou processo de fabricação em grande quantidade limitam o número de combustíveis usados tecnicamente. Tendo em vista seu estado físico. O aquecimento da água é feito através da queima de algum combustível. Figura 2. As instalações de potência com turbinas a vapor podem visar apenas a obtenção de energia elétrica ou mecânica ou simultaneamente elétrica ou mecânica e vapor para o processo. Entre os combustíveis sólidos temos os minerais 24 Departamento Regional .

o óleo diesel e o óleo combustível. transmite essa energia para o gerador. turbina e condensador. serragem. Os combustíveis líquidos também podem ser minerais ou não minerais. de pinho etc. 25 Departamento Regional . como produto do processo. Entre os artificiais temos o gasogênio. uma instalação a vapor é composta de bomba. Nas primeiras. A turbina é a máquina que transforma a energia da pressão do vapor em energia cinética de rotação e. nas segundas maior.RO . Os combustíveis gasosos são divididos em naturais e artificiais. Uma vez na tubulação um superaquecedor eleva a temperatura do vapor aumentando assim a pressão para entrar na turbina. Os combustíveis líquidos nãominerais são os álcoois e os óleos vegetais. destilação do xisto betuminoso ou hidrogenação do carvão. caldeira. dentro da câmara de combustão onde são injetados o combustível e o comburente (ar).Sistemas Elétricos de Potência como turfas linhitos e carvão. bagaço de cana. A combustão ocorre na caldeira. gás de alto-forno e gás de esgoto. Os mais usados são a gasolina. gases e cinzas constituídos de produtos não queimados. Entre os naturais destacam-se o gás dos pântanos CH4 e os gases de petróleo. Ao passar pela turbina o vapor perde pressão e vai para o condensador onde volta ao estado líquido e é bombeado de volta para a caldeira. a pressão do vapor na saída da turbina é menor que a atmosférica.SENAI . Tendo em vista a pressão na saída da turbina. através de um eixo de acoplamento. Basicamente. e os não-minerais como lenha. temos as instalações a vapor de condensação e de contrapressão. Os minerais são obtidos pela refinação do petróleo. A liberação de energia térmica devido ao processo de combustão aquece a água na caldeira até evaporar. Após a combustão são retirados.

As forças que mantém as partículas do núcleo unidas entre si são provenientes da repulsão eletrostática entre os prótons e de forças pequenas da natureza que aparecem dentro do núcleo que são chamadas de forças nucleares. 26 Departamento Regional . e a carga total positiva.602 x 10 -19 C). Ele ocupa o centro do átomo.4. mas somente após a descoberta do nêutron por Chadwick e as reações feitas pelo casal Joliot-Curie em 1932 é que o núcleo começou a adquirir a sua real importância.1 – Funcionamento de uma usina nuclear O núcleo do átomo foi descoberto em 1911 por Rutherford ao analisar as partículas liberadas pelos átomos. A energia acumulada por essas forças nucleares são chamadas de energia de coesão e é calculada pela equação de Einstein: E=MC2. o que acontece é uma liberação de energia a nível atômico.1). Figura 2.SENAI . as máquinas que entregam energia para o gerador são as turbinas a vapor (ver figura 2. Os nêutrons são eletricamente neutros.Sistemas Elétricos de Potência 2. Ele é formado basicamente por prótons e nêutrons. Ao invés de uma reação química de combustão. Os prótons possuem uma carga positiva numericamente igual a carga do elétron (1.4.RO . O que torna essas usinas especiais é o combustível utilizado. As partículas do núcleo são chamadas de nucleons. ou seja. bem como quase toda a massa do átomo está no núcleo. O tamanho do núcleo é muito pequeno.4 TERMONUCLEARES A usinas termonucleares funcionam utilizando o mesmo princípio de funcionamento das usinas térmicas.

o que resulta no número atômico 235 : estes são instáveis .Sistemas Elétricos de Potência Ao se determinar a massa do núcleo. Esta reação libera uma grande quantidade de energia e emite dois ou três nêutrons. A soma dessas quantidades determina o número atômico 238 . encontra-se acondicionado no interior de longas hastes. substância que envolve os elementos de combustível no núcleo do reator. As condições sob as quais a bomba atômica foi descoberta e construída fazem parte da historia da humanidade e é familiar a todo mundo. em que a porcentagem de U-235 é elevada de 1 para 3. Os moderador mais comuns são a água pesada e o grafite. porém . O urânio. A diferença entre as duas é chamada de erro de massa (∆m) e a energia de coesão fica E=∆ m. Inicia-se a reação em cadeia bombardeando com nêutrons esses elementos de combustível. entra em cena um moderador. os quais são fontes controláveis de energia proveniente de fissões nucleares. a energia é liberada muito mais rapidamente do que em uma reação química. Os termos energia atômica e energia nuclear são sinônimos e definem o mesmo conceito. formando elementos cilíndricos. descobrimos que ela é menor que a soma das massas dos seus componentes. O calor gerado na reação nuclear é absorvido no circuito de refrigeração. por outro lado. dividem-se em dois núcleos. e assim por diante. Ao se fissionarem. Nesse momento. um com aproximadamente metade da massa do outro. é constituído de átomos com apenas 143 nêutrons . As hastes são feitas de materiais capazes de absorver nêutrons: quanto mais nêutrons forem absorvidos. Se esse valor é baixo. proporcionando uma liberação de energia em progressão geométrica. Este efeito é conhecido como reação em cadeia. dotados de 92 prótons e 146 nêutrons . A fissão nuclear é a reação na qual um núcleo pesado. Estas são arranjadas paralelamente. Se o valor da energia de coesão média é alto. Essa energia é liberada durante a reação nuclear. Este é o principio de operação no qual os reatores nucleares são baseados. Regula-se a taxa com que se dá a reação em cadeia por meio de hastes de controle.RO . Este é o princípio no qual a bomba nuclear é baseado. Se. Neste caso o núcleo é radioativo.SENAI . Na ausência deste. A maior parte dele constitui-se de átomos estáveis . que podem ser introduzidas entre tubos de combustível. então este núcleo é estável. os núcleos de U-235 liberam nêutrons animados de alta energia para que estes possam ser usados na fissão de novos núcleos. o núcleo do reator aqueceria de tal forma que acabaria por derreter. normalmente em forma de óxido. Em vista da velocidade com que a reação nuclear ocorre. Dividindo a energia de coesão pelo número de componentes do núcleo obtemos a energia média do núcleo. 27 Departamento Regional . A razão para esse nome duplo é histórica. O elemento natural mais pesado que se encontra na Natureza é o urânio . Em uma fração de segundos o numero de núcleos que foram divididos liberam 106 vezes mais energia do que a obtida na explosão de um bloco de dinamite de mesma massa. então ele é instável e tende a emitir alguns de seus componentes para tornar-se mais estável. quando bombardeado por nêutrons. menos núcleos experimentam a fissão e menor a energia produzida.C2 Uma parte da massa do núcleo é transformada em energia de coesão para manter as partículas do núcleo unidas. Aproximadamente 1 % do urânio . Estes por sua vez podem causar outras fissões interagindo com outros núcleos que vão emitir novos nêutrons. um valor que indica a estabilidade do núcleo. A maioria dos reatores usa como combustível o urânio enriquecido. sua velocidade de deslocamento precisa ser reduzida. o numero de fissões por segundo passa a ser constante e a reação é controlada. apenas um desses nêutrons liberados produzir apenas uma fissão.

esses reatores de enriquecimento rápido exigem a disponibilidade de uma enorme quantidade de nêutrons. Em compensação.4. mantém seu estado liquido. uma vez que grande parcela deles é absorvida pelos núcleos de U-238. O plutônio é formado nos reatores pela absorção de nêutrons pelos núcleos de U-238. 28 Departamento Regional . para uso no futuro em reatores que o utilizem como combustível . Para que possam funcionar. mesmo em temperaturas na faixa de 300 graus centígrados.2 – Partes componentes de uma usina nuclear Em ambos os tipos de reator. O segundo utiliza água pesada como moderador e água comum pressurizada como refrigerante.RO . As hastes que contém o combustível são então retiradas e em seguida enviadas a uma usina de reprocessamento. O primeiro deles emprega grafite como moderador e um gás no circuito de refrigeração. Em outras palavras. A tabela a seguir mostra o quanto alguns países produzem de energia nuclear em relação ao total de energia gerada. que por sua vez gera eletricidade. Além de alimentar a indústria de armamentos nucleares. Depois de alguns anos o U-235 presente no urânio esgota-se. o fluido refrigerante passa através de um trocador de calor que contém água comum com o intuito de se transformar em vapor. bastante utilizado na confecção de artefatos nucleares. Em muitos países a utilização da energia nuclear é tão grande que ultrapassa 60% de toda a energia gerada. A água é mantida sob uma pressão tão alta que. produz quantidades bem mais elevadas de plutônio.por exemplo sódio liqüefeito. Um novo tipo de reator. Figura 2. Este vapor é usado para mover uma turbina.Sistemas Elétricos de Potência Há dois tipos básicos de reatores nucleares modernos. exigem que o circuito de refrigeração seja preenchido por uma substância capaz de absorver as altas quantidades de calor resultantes . Como deve restar um fluxo de nêutrons suficiente para manter a reação em cadeia do U235. chamado de enriquecimento rápido. Os principais são o próprio urânio e o plutônio. o plutônio produzido nos reatores é armazenado.SENAI . onde se realiza a separação de componentes aproveitáveis. os reatores de enriquecimento rápido trabalham apenas com nêutrons rápidos. não contam com um moderador.

RO .1 – Percentual de eletricidade de origem nuclear 29 Departamento Regional .Sistemas Elétricos de Potência País França Bélgica Suécia Suíça Alemanha Espanha Japão Eletricidade de origem nuclear 70% 67% 50% 39% 30% 29% 25% Tabela 2.SENAI .

e todo o desenvolvimento industrial estava fundamentado neste tipo de máquina.1 – Grupo gerador a gás com turbina em circuito aberto De uma forma bem geral podemos classificar as instalações de turbinas a gás em dois grandes grupos: Turbinas a gás em circuito aberto e Turbinas a gás em circuito fechado. Desta forma surgiram o primeiro turboélices e turbojatos na Segunda guerra mundial. da teoria dos modelos e dos respectivos ensaios. para que houvesse concorrência. abandonaram os motores a pistão para se dedicarem ao desenvolvimento de motores a reação.RO . o que só era possível a temperaturas próximas de 500oC.SENAI . a potência para instalações estacionárias era limitada. necessitando aumentar a velocidade dos aviões. problemas estes que só foram resolvidos nas últimas décadas através do desenvolvimento da mecânica dos fluidos.5. que permitiram a fabricação de turbocompressores com rendimentos superiores a 85%. 30 Departamento Regional . Em função do número excessivo de estágios do turbocompressor. Destacamos entre eles: • A máquina a vapor era o grande avanço da engenharia na época.5 TURBINA A GÁS As primeiras turbinas a gás foram idealizadas a mais de 150 anos. um novo tipo de máquina teria que possuir níveis de rendimento muito altos. • • Não há duvidas que os grandes avanços tecnológicos que viabilizaram o desenvolvimento das turbinas a gás são mérito da indústria aeronáutica que. das técnicas construtivas.Sistemas Elétricos de Potência 2. baixo rendimento dos compressores resultavam em um baixo rendimento para a instalação. ele ainda ocupa a cabeça de muitos engenheiros encarregados de desenvolver esta tecnologia. Portanto. Essas temperaturas só foram alcançadas nos últimos 50 anos com o avanço da metalurgia que passou a fornecer materiais que suportassem esses níveis de temperatura por longos períodos de tempo. Apesar dos avanços consideráveis na resolução deste problema. No entanto o desenvolvimento e a implementação dessa tecnologia foi dificultada por uma série de motivos. Figura 2.

Neste tipo de instalação encontram-se os motores a reação turboélice e turbojato. A força que provoca o deslocamento do pistão é equilibrada por outra de mesma intensidade no fundo do cilindro. enquanto o cilindro é deslocado pela “reação” de uma força de igual modulo e direção. em fuzis. Isto ocorre. Como já sabemos. a idéia é usar a força de reação. se usarmos uma metralhadora que dispara milhares de tiros por minuto. Normalmente utilizamos a ação e procuramos eliminar a reação através de vínculos.2 . O escoamento contínuo de um gás corresponde a realização prática desse princípio. provocando também o seu deslocamento se nenhum vínculo existir para impedir. uma vez que a superfície é cilíndrica. também essas amplitudes o farão. metralhadoras . Como em um balão de borracha cheio onde o ar é expulso através de uma abertura. Consequentemente ela sofrerá uma reação ou impulsão com uma força F de módulo igual a: F = m⋅c 31 Departamento Regional .5. Dizemos que o pistão sofre um deslocamento pela “ação” de uma força. as forças que atuam em um cilindro quando ocorre a combustão no seu interior. mas com grandes oscilações. Esses motores utilizam a força exercida nos pistões devida a rápida expansão dos gases em função da explosão.2 estão representadas. de forma simplificada. as forças que agem nas laterais do cilindro se anulam.Sistemas Elétricos de Potência 2.RO . Figura 2. mas com o sentido oposto ao da força atuante. essa força terá maior duração. O princípio de funcionamento dos motores a reação é simples. Uma vez que as moléculas do gás representarão os elementos expelidos em dimensões diminutas. A figura acima representa uma esfera oca. No item 2. por exemplo. Nos motores a reação.1 TURBINAS A GÁS EM CIRCUITO ABERTO As instalações das turbinas a gás em circuito aberto. em todos os motores a pistão. No entanto essa força é de curta duração. Se essas dimensões tenderem a zero.5. com uma abertura por onde escoa continuamente uma massa m de fluido a uma velocidade c.5. estacionárias. Na figura 2. porem no sentido contrário. como a força do recuo de um tiro. A amplitude das oscilações pode ser reduzida diminuindo-se os tamanhos dos projéteis.SENAI .forças atuantes em um cilindro com pistão Em função do princípio da ação e reação.2 vimos o funcionamento dos motores a pistão. etc. a toda força que exerce uma ação corresponde uma força de reação de mesma intensidade. logo teremos uma força de reação constante. Contudo. canhões. podem ser com ou sem recuperação.

logo.RO .Sistemas Elétricos de Potência Desta forma. Essa energia cinética de rotação pode ser transmitida a um gerador através de um eixo acoplado as hélices. turbojato.5 – Turbina 32 Departamento Regional . O combustível utilizado é o gás natural. pulsojato. em energia cinética de rotação. que sai por causa da diferença de pressão entre o interior e o exterior.3 – Força de reação Este é o princípio de funcionamento dos motores a reação. Figura 2. estatorreator ou impactorreator e o foguete. Se fixarmos essas máquinas e colocarmos na saída uma hélice. quanto maior a massa de gás que sai da esfera por unidade de tempo. maior a reação.4 – Principio de funcionamento do rotor Este é o princípio de funcionamento da turbina a gás em circuito aberto. Figura 2. maior a velocidade para a mesma seção. o ciclo teórico para o funcionamento da turbina.5. dos quais fazem parte o Turboélice. de uma forma simplificada.5. motojato. Figura 2. Em seguida é mostrado.SENAI .5. Este tipo de instalação possui um rendimento médio em torno de 30%. podemos transformar a energia cinética do gás de escape.

podendo ser o próprio ar ou outro gás como o hélio por exemplo.Sistemas Elétricos de Potência Em um ciclo simples da turbina. até a sua expansão após a passagem pela turbina de baixa pressão. onde a combustão ocorre fora do circuito e o funcionamento é semelhante ao das turbinas a vapor. a pressão constante (3-4) Expansão adiabática (4-1) Resfriamento isobárico. Após o estágio de compressão o gás é aquecido. Para entender o funcionamento basta acompanhar os valores de temperatura e pressão em cada etapa do processo. Uma parte do trabalho produzido é utilizado para fazer o compressor funcionar e o restante é utilizado para fazer funcionar o equipamento auxiliar e produzir energia elétrica. Após passar por alguns estágios de turbinas o gás volta a pressão inicial e passa por um trocador de calor onde préaquece o gás que entra no aquecedor. Os diagramas p x v (pressão x volume) e T x s (temperatura x entropia) são mostrados a seguir.5.5.SENAI .2 TURBINAS A GÁS EM CIRCUITO FECHADO. com a diferença que o fluido utilizado é um gás. O esquema mostrado a seguir proporciona uma visão de como ocorre o processo a partir da compressão do gás. aproveitam a energia cinética do gás que passa de um lugar de da alta para um lugar de baixa pressão.6 – Ciclo de Bryton 2. As turbinas funcionam por diferença de pressão. Nas turbinas a gás com circuito fechado o fluido a baixas temperaturas (ambiente) passa por um estágio de compressão onde 2 ou mais turbocompressores elevam a pressão do gás em torno de 5 vezes. isto é. 33 Departamento Regional . aproveitando-se o calor da saída da turbina e passando por uma caldeira. Figura 2. abaixando a sua temperatura para perto de 100oC. As quatro etapas do ciclo são: (1-2) Compressão adiabática (2-3) Aquecimento isobárico.RO . O ciclo de Bryton descreve um ciclo simplificado de uma turbina a gás. O gás então é resfriado e retorna a sua condição inicial recomeçando o ciclo. O combustível é adicionado ao ar comprimido e enviado à câmara de combustão onde ocorre o processo de combustão. O produto desta combustão entra na turbina (estado 3) e se expande para o estado 4. ou seja. até atingir temperaturas superiores a 700oC de onde vai para a entrada das turbinas. o ar a baixa pressão entra em um compressor (estado 1) onde tem sua pressão elevada (estado 2). Instalações com turbinas a gás em circuito fechado.

4 – Redutor. 7 – Refrigerador intermediário.5.8 – Ciclos teóricos da turbina a gás com circuito fechado (Carnot. 5 – Turbina de baixa pressão. 1 – Turbocompressor de baixa pressão.RO . 6 – Pré-refrigerador. 2 – Turbocompressor de alta pressão. que é aproximado na prática pelo ciclo de Ackeret e Keller onde a compressão isotérmica 1. A combustão é feita com qualquer produto combustível com a intenção de fornecer energia térmica ao sistema. Ericsson) Esse tipo de turbina utiliza o ciclo básico teórico de Carnot com duas isotérmicas e duas adiabáticas tal como mostrado na figura 2.5. Figura 2. 8 – Trocador de calor.5.Sistemas Elétricos de Potência Figura 2. onde a energia térmica é gerada a partir de combustível nuclear. Note que a turbina a gás em circuito fechado não usa o gás como combustível.SENAI .2 é substituída por compressões adiabáticas e 34 Departamento Regional .8. Por exemplo existem usinas nucleares que utilizam o sistema de turbinas a gás em circuito fechado para geração de energia elétrica.7 – Esquema geral de uma central térmica a gás em circuito fechado. 9 – Aquecedor de ar. 3 – Turbina de alta pressão. O gás é utilizado apenas como o fluido que transforma a energia térmica em energia cinética para tocar as turbinas.

SENAI .4 é substituída por expansões adiabáticas e aquecimentos isobáricos.RO .Sistemas Elétricos de Potência refrigeração isobárica enquanto a expansão isotérmica 3.9 – Ciclo de trabalho da turbina a gás com circuito fechado (Ackeret e Keller) 35 Departamento Regional .5. Figura 2.

bem como a energia dos combustíveis fósseis.SENAI .1 – Um cilindro de ar de1500m2 e 1m de largura atravessa o rotor de uma turbina eólica. Uma turbina eólica obtém potência convertendo a força dos ventos em um torque atuando nas pás do rotor. Uma vez que o globo está rodando. na latitude 0o. As regiões em volta do equador. Isto também funciona para os ventos. é no sentido horário. apesar de seu princípio de funcionamento aparentemente simples. Figura 2. Toda a energia renovável (exceto a geotérmica e a das marés). Essa força aparente de curvatura é conhecida como força de Coriolis (nome do matemático francês Gustave Gaspard Coriolis 1792 – 1843). Estes dois fatores (as diferenças de temperatura e a força de Coriolis) aliados à geografia. Isto corresponde a cerca de 50 a 100 vezes mais do que a energia convertida em biomassa por todas as plantas do planeta.RO .6 TURBINAS EÓLICAS Para se entender o funcionamento da turbina eólica faz-se necessário conhecer um pouco da origem da energia transformada em eletricidade por esses equipamentos que. os trilhos das estradas de ferro desgastam mais de um lado que do outro. os rios são mais profundos em uma margem que na outra (O lado depende de em qual hemisfério você está). e da velocidade do vento.Sistemas Elétricos de Potência 2.6. enquanto no hemisfério sul. O sol irradia 1014 kwh por hora de energia para a terra. o vento tende a rodar no sentido anti-horário. A quantidade de energia que o vento transfere para o rotor depende da densidade do ar. da área do rotor. desceria e retornaria ao equador. são mais atingidas pelo calor do sol do que o restante do globo. A força de Coriolis é um fenômeno visível. por exemplo. Cerca de 1 a 2% dessa energia proveniente do Sol é convertida em energia eólica. todo o movimento do hemisfério norte é dirigido para a direita. Se não houvesse a rotação da terra o ar simplesmente circularia na direção dos pólos a 10 Km de altitude. Diferenças de temperatura fazem com que o ar circule. se observarmos este fenômeno em uma posição fixa olhando para o equador (no hemisfério sul ela tende para a esquerda). definem o movimento dos ventos. que impõe obstáculos à passagem dos ventos e considera as costas dos continentes. são provenientes do Sol. No hemisfério norte. 36 Departamento Regional . Por exemplo. são hoje o que existe de mais moderno na área de geração de energia elétrica para fins comerciais.

25kg que é o peso de 1m3 de ar.6. Uma turbina eólica típica de 600kW possui um rotor com 43 a 44 metros de diâmetro. o que significa que cobre uma área de 1500m2. 1500 vezes 1. De forma análoga.RO . Como a área do rotor aumenta com o quadrado do diâmetro. Figura 2. cada cilindro de ar pesa 1. A energia cinética de um corpo em movimento é proporcional a sua massa. uma turbina que possua um rotor 2 vezes maior recebe 22 = 4 vezes mais energia. A área do rotor determina quanta energia o rotor está apto a retirar do vento. se a velocidade do vento aumenta 2 vezes. ou seja.2 – Visão geral de uma turbina eólica A velocidade do vento é extremamente importante para a quantidade de energia que uma turbina pode converter para energia elétrica.SENAI . Em altas altitudes (em montanhas por exemplo) a pressão do ar é menor e portanto a densidade é menor.9 toneladas. Com 43m de diâmetro do rotor. quanto mais pesado for o ar. de sua massa por unidade de volume. mais denso. quanto mais frio o ar. Por exemplo. Sob pressão atmosférica normal e a 15oC a massa do ar é de 1.25 kg por metro cúbico. A energia contida no vento varia com o cubo da velocidade média do vento. isto é. A energia cinética do vento também depende da densidade do ar. Em outras palavras.Sistemas Elétricos de Potência A figura mostra como uma fatia de ar de 1 metro de espessura se move através de um rotor de área de 1500m2 de uma típica turbina eólica de 600kW. Mas por que a energia eólica varia com o cubo da velocidade média do vento? Observando o nosso dia-a-dia sabemos que se dobrarmos a 37 Departamento Regional . mas a densidade aumenta com o aumento da umidade. mais energia é recebida pela turbina. a energia convertida aumenta 23 = 2 x 2 x 2 = 8 vezes.

Sistemas Elétricos de Potência velocidade do carro.RO . como no exemplo do carro. Figura 2.6.1 – Valores discretos de potência por unidade de área. A 16 m/s tem-se 8 vezes mais potência. A tabela mostra a potência por metro quadrado exposto ao vento para diferentes velocidades. isto é. 38 Departamento Regional . tem-se duas vezes mais volume de ar por segundo movendo-se através do rotor. m/s 0 1 2 3 4 5 6 7 W/m2 0 1 5 17 39 77 132 210 m/s 8 9 10 11 12 13 14 15 W/m2 314 447 613 815 1058 1346 1681 2067 m/s 16 17 18 19 20 21 22 23 W/m2 2509 3009 3572 4201 4900 5672 6522 7452 Tabela 2. 2509 W/m2.SENAI . No caso da turbina eólica utiliza-se a energia de frenagem do vento.3 – Gráfico da potência por unidade de área em função da velocidade do vento. será necessário 4 vezes mais energia para movimentá-lo (essencialmente isto é conseqüência da Segunda lei de Newton para o movimento dos corpos). O gráfico mostra que a uma velocidade de 8 m/s tem-se uma potência (quantidade de energia por segundo) de 314 Watts por metro quadrado exposto ao vento (o vento que chega perpendicular a área coberta pelo rotor). e se a velocidade do vento for o dobro. e cada unidade de volume possui 4 vezes mais energia.6.

O pessoal da manutenção pode entrar dentro do corpo a partir da torre da turbina quando houver necessidade. Em uma turbina de 600kW. o desenho aerodinâmico cria regiões de diferentes pressões em torno das pás fazendo com que elas se movam. que utiliza o mesmo princípio de funcionamento do motor assíncrono. Em uma das extremidades do corpo fica o rotor. a temperatura do ampliador aumenta e um sistema de refrigeração a óleo é responsável pela manutenção da temperatura dentro de faixas aceitáveis.Sistemas Elétricos de Potência Para “captar” a energia cinética do vento e transferir para a flange do rotor transformando em energia cinética de rotação. o ampliador transmite uma potência recebida da turbina através do eixo de baixa rotação a uma velocidade de 19 a 30 rpm para um gerador através do eixo de alta rotação a uma velocidade de aproximadamente 1500 rpm.5 – Corpo da turbina À flange do rotor está ligado um eixo de baixa rotação que é acoplada a um ampliador. Por causa das perdas em função do atrito mecânico das engrenagens. 50 vezes mais rápido. isto é. as pás do rotor e são desenhadas conforme as asas de um avião. Uma turbina de 600kW possui uma rotação relativamente baixa.SENAI . por exemplo. Figura 2. Em uma turbina de 600kW moderna. as pás interligadas pela flange.4 – Princípio de funcionamento da asa O corpo da turbina eólica faz o encapsulamento dos componentes principais. Ele esta equipado com um freio a disco mecânico de emergência que é usado no caso do freio aerodinâmico falhar ou quando a turbina está em manutenção.6.6. No eixo de baixa rotação estão localizadas bombas para o sistema hidráulico que opera o freio aerodinâmico como veremos mais adiante. Figura 2. as pás do rotor medem cerca de 20 metros.RO 39 . O gerador usado nas turbinas eólicas é um gerador de indução ou gerador assíncrono. Ou seja. cerca de 19 a 30 rpm. isto é. O ampliador é um dispositivo mecânico que transmite potência através de dois eixos girando em velocidades diferentes. incluindo o redutor e o gerador elétrico. Esta característica torna Departamento Regional . na outra o namômetro e o cata-vento. O eixo de alta rotação interliga o ampliador e o gerador.

O mecanismo de direcionamento utiliza um motor elétrico para virar o corpo da turbina de forma que ela fique totalmente contra o vento. A unidade de refrigeração é responsável por manter a temperatura do gerador e do ampliador dentro de uma faixa aceitável para que não se diminua a vida útil destes equipamentos. Mudandose o angulo de ataque das pás. hoje. As torres podem ser tubulares (como mostrado na figura) ou em treliça. uma vez que é utilizado o interior da torre para se alcançar o topo.6 – partes componentes da turbina O papel da torre da turbina eólica é sustentar o corpo e o rotor da turbina. que tem a função de manter a turbina sempre perpendicular à incidência do vento. Torres tubulares são mais seguras para as pessoas que trabalham na manutenção. como o sobreaquecimento do gerador ou do ampliador. 40 Departamento Regional .Sistemas Elétricos de Potência os geradores de turbinas eólicas mais baratos e com um menor custo de manutenção. Ele é operado por um controlador eletrônico que monitora a direção do vento utilizando o cata-vento. o controlador comanda a parada da turbina e avisa o computador do operador via linha telefônica através de um modem. Figura 2. Uma turbina de 600kW. O sistema hidráulico é utilizado para operar o freio aerodinâmico da turbina. fica suspensa a uma altura que varia entre 40 e 60 metros. o que corresponde aproximadamente a uma altura de um prédio de 13 a 20 andares. Desta forma o controlador atua no sistema hidráulico com o objetivo de manter a velocidade da turbina constante. Por isso o sistema de refrigeração possui um ventilador elétrico independente que tem a função de resfriar o gerador. pode-se variar a velocidade da turbina.SENAI . No entanto isso só é possível porque a potência máxima das turbinas eólicas fica compreendida em uma faixa que vai de 500 a 1500kW. No caso de algum defeito. O controlador eletrônico é um computador que monitora continuamente as condições do vento na turbina e controla o mecanismo de direcionamento da turbina. Geralmente é uma vantagem a utilização de torres altas uma vez que a velocidade do vento cresce conforme a distância do solo. bem como o óleo que é utilizado pelo ampliador.6.RO . A vantagem da torre em treliça é que ela é bem mais barata.

SENAI . Os sinais eletrônicos utilizados pelo transdutor de direção do cata-vento são utilizados pelo sistema de controle para acionar o mecanismo de direcionamento.RO . Os sinais eletrônicos enviados pelo transdutor de velocidade do anemômetro é utilizado pelo sistema de controle da turbina para aciona-la quando a velocidade do vento chegar a 5 metros por segundo. 41 Departamento Regional . O computador também para a turbina automaticamente se a velocidade do vento chegar a 25 metros por segundo com a finalidade de proteger a turbina e seus arredores.Sistemas Elétricos de Potência O anemômetro é usado para medir a velocidade enquanto o cata-vento mede a direção do vento.

1. DIVISÃO MÁQUINAS fabrica geradores para as seguintes aplicações: • Geração Eólica.1. Praticamente toda a energia consumida nas indústrias..SENAI . Carros de Som. Figura 3..m.1 INTRODUÇÃO 3. A WEG INDÚSTRIAS LTDA. 3.são proveniente destes geradores.1 HISTÓRICO O gerador elementar foi inventado na Inglaterra em 1831 por MICHAEL FARADAY. por JOSEPH HENRY.Sistemas Elétricos de Potência 3 GERADORES 3. DIVISÃO MÁQUINAS iniciou sua fabricação em 1980. registrado num galvanômetro. etc. A WEG INDÚSTRIAS LTDA. tendo adquirido ao longo destes anos uma larga experiência e tecnologia na fabricação de geradores de pequeno e grande porte. Este gerador consistia basicamente de um ímã que se movimentava dentro de uma espira.RO . 42 Departamento Regional . • Pequenos Centros de Geração de Energia para uso Geral. cidades. residências. e nos Estados Unidos. • Alimentação de Fazendas. • Grupos Diesel de Emergência. mais ou menos na mesma época. provocando o aparecimento de uma f..2 NOÇÕES DE APLICAÇÕES Geradores síncronos são máquinas destinadas a transformar energia mecânica em energia elétrica. • Centro de Processamento de Dados.1 . Sítios.e. Garimpos. ou vice-versa.O galvanômetro "G" indica a passagem de uma corrente quando o ímã se move em relação a bobina.

Petroquímica.Sistemas Elétricos de Potência • • • • Telecomunicações. Arrozeiras. etc.Grupo Diesel São geradores acionados por Motores Diesel. Usinas Hidroelétricas PCH’s.Turbogeradores São geradores acionados por Turbinas a Vapor.000 kVA Rotação: 1800 rpm ( IV pólos ) Tensão: 220 a 13. Potência: 50 a 1500 kVA Rotação: 1800 rpm (IV pólos) Tensão: 220.RO . Cogeração / Turbo Geradores. 380 ou 440 V . Madeireiras. Potência: até 20. 3. Usinas de Açúcar e Álcool.800 V C .50 ou 60 Hz. Aplicações Específicas para uso Naval.1 TIPOS DE ACIONAMENTOS A .SENAI .2.800 V 43 Departamento Regional .000 kVA Rotação: 360 a 1800 rpm (XX a IV pólos) Tensão: 220 a 13. B .Hidrogeradores São geradores acionados por Turbinas Hidráulicas.1. Potência: até 20.

RO 44 .1 PRINCÍPIO DE FUNCIONAMENTO A característica principal de um gerador elétrico é transformar energia mecânica em elétrica.e. θ = ângulo formado entre B e v. que estão ligados ao circuito externo através de escovas. v = velocidade linear. induzida no condutor em movimento de rotação é determinada por: e = B ⋅ l ⋅ v ⋅ sen( θ ) Onde: e = força eletromotriz. vamos considerar inicialmente uma espira imersa em um campo magnético produzido por um ímã permanente (Figura 3. l = comprimento de cada condutor.2).2 NOÇÕES FUNDAMENTAIS 3. Figura 3.2).Sistemas Elétricos de Potência 3. o valor instantâneo da f.Esquema de funcionamento de um gerador elementar (armadura girante) Admitamos que a bobina gira com velocidade uniforme no sentido da flecha dentro do campo magnético "B" também uniforme (Figura 3.SENAI . B = indução do campo magnético. Se "v" é a velocidade linear do condutor em relação ao campo magnético. O princípio básico de funcionamento está baseado no movimento relativo entre uma espira e um campo magnético. Este tipo de gerador é denominado de armadura giratória. Os terminais da espira são conectados a dois anéis. segundo a lei da indução (FARADAY).m.2.2 . Para facilitar o estudo do princípio de funcionamento. Departamento Regional .

A Figura 3.3) a tensão de armadura é retirada diretamente do enrolamento de armadura (neste caso o estator) sem passar pelas escovas. Figura 3.4a. no condutor. A Figura 3. Já nos geradores de campo giratório (Figura 3. por este motivo. A potência de excitação destes geradores normalmente é inferior a 5% da potência nominal. Com um desenho conveniente da sapata poderemos obter uma distribuição senoidal de induções. mostra somente um lado da bobina no campo magnético.m. é determinada pela lei da distribuição da indução magnética sob um pólo. 45 Departamento Regional .SENAI . a f. o tipo de armadura fixa (ou campo girante) é o mais utilizado.Esquema de funcionamento de um gerador elementar (armadura fixa). Esta distribuição tem um caráter complexo e depende da forma da sapata polar.RO .e.3 .e. em 12 posições diferentes. induzida no condutor também varia com o tempo sob uma lei senoidal. Neste caso.m.Sistemas Elétricos de Potência Para N espiras teremos então: e = B ⋅ l ⋅ v ⋅ sen( θ ) ⋅ N A variação da f.4b nos mostra as tensões correspondentes a cada uma das posições. estando cada posição separada uma da outra de 30o. em função do tempo.

Neste caso. Número de pólos 2 4 6 8 60 Hz 3600 1800 1200 900 50 Hz 3000 1500 1000 750 10 720 600 Tabela 3. para formar os pares de pólos.Velocidades Síncronas 46 Departamento Regional . Na tabela 3. as velocidades síncronas correspondentes.1 são mostradas. para uma máquina de um par de pólos.Distribuição da Indução Magnética sob um Pólo A cada giro das espiras teremos um ciclo completo da tensão gerada.RO . que se distribuirão alternadamente (um norte e um sul). teremos um ciclo a cada par de pólos. para as freqüências e polaridades usuais. Sendo "n" a rotação da máquina em "rpm" e "f" a freqüência em ciclos por segundo (HERTZ) teremos: f = Onde: p⋅n [ Hz ] 120 f = frequência (Hz) p = número de pólos n = rotação síncrona (rpm) Note que o número de pólos da máquina terá que ser sempre par. Os enrolamentos podem ser construídos com um número maior de pares de pólos.1 .Sistemas Elétricos de Potência Figura 3.SENAI .4 .

SENAI .2. 47 Departamento Regional . ou vetores girantes mantendo entre si o ângulo correspondente à defasagem (120o). A tensão entre dois quaisquer destes três fios chama-se "tensão de linha" (Vl).a.2. como indica a figura 2. U1 = U2 = U3 o número de espiras de cada bobina também deverá ser igual. podemos eliminar três fios.2 e 2.Sistemas Elétricos de Potência 3.5 . 3. O enrolamento desse tipo de gerador é constituído por três conjuntos de bobinas dispostas simetricamente no espaço.2.5).2. Figura 3.2.3) costuma-se representar as tensões com setas inclinadas. formando entre si também um ângulo de 120o. Se ligarmos os três sistemas monofásicos entre si. indicados por Vf e If.2. U2 e U3 tais que a defasagem entre elas seja de 120o (Figura 3.RO . Nestes esquemas (Figuras 2. representadas nos esquemas seguintes. V e W.Sistema Trifásico A ligação dos três sistemas monofásicos para se obter o sistema trifásico é feita usualmente de duas maneiras.2. e o sistema trifásico ficará reduzido a três fios U. deixando apenas um em cada ponto de ligação. que é a tensão nominal do sistema trifásico. A corrente em qualquer um dos fios chama-se "corrente de linha" (Il).1 LIGAÇÕES NO SISTEMA TRIFÁSICO a) Ligação triângulo: Chamamos "tensões/correntes de fase" as tensões e correntes de cada um dos três sistemas monofásicos considerados. Para que o sistema seja equilibrado isto é.2 GERAÇÃO DE CORRENTE TRIFÁSICA O sistema trifásico é formado pela associação de três sistemas monofásicos de tensões U1 .

6c. o sistema trifásico em estrela é "a quatro fios" ou "com neutro". como mostra a figura 3.577 x IL = 0. A corrente de linha (Il) medida é 10 A. a soma deverá ser feita graficamente. ou seja. Às vezes.732 ⋅ I F Exemplo: Temos um sistema trifásico equilibrado de tensão nominal 220 V. ou corrente de linha "IL".77 A em cada uma das cargas.7a.6b. Pode-se mostrar que I L = I F ⋅ 3 = 1. IF = 0. 48 Departamento Regional .732 x IF. e a corrente de linha são definidos do mesmo modo que na ligação triângulo. O quarto fio é ligado ao ponto comum às três fases.6 . Ligando a este sistema uma carga trifásica composta de três cargas iguais ligadas em triângulo. b) Ligação estrela: Ligando um dos fios de cada sistema monofásico a um ponto comum aos três. A tensão de linha.SENAI .Ligação Triângulo Examinando o esquema da figura 3. qual a tensão e a corrente em cada uma das cargas? Temos VF = V1 = 220V em cada uma das cargas. ou tensão nominal do sistema trifásico. ou seja. vê-se que: 1) A cada carga é aplicada a tensão de linha "Vl".577 x 10 = 5. VL = VF. é a soma das correntes das duas fases ligadas a este fio.RO . Se IL = 1. 2) A corrente em cada fio de linha. IL = IF1 + IF3. que é a própria tensão do sistema monofásico correspondente.Sistemas Elétricos de Potência Figura 3. os três fios restantes formam um sistema trifásico em estrela como na figura 6. Como as correntes estão defasadas entre si.

absorvendo. 3.732 x 220V = 380V IL = IF = 5.2.Ligação Estrela Examinando o esquema da figura 3. ou seja. ou corrente de linha (IL).Sistemas Elétricos de Potência Figura 3.SENAI . Os principais tipos de religação de terminais de geradores ou motores assíncronos para funcionamento em mais de uma tensão são: a) Ligação série-paralela: O enrolamento de cada fase é dividido em duas partes (lembrar que o número de pólos é sempre par.2 TENSÃO NOMINAL MÚLTIPLA A grande maioria dos geradores são fornecidos com terminais do enrolamento religáveis. 5. de modo que este tipo de ligação é sempre possível).732 ⋅ V F Exemplo: Temos uma carga trifásica composta de três cargas iguais.77A.77A) Qual a corrente de linha (IL)? Temos VF = 220V (nominal de cada carga) VL = 1. ou seja.RO . IL = IF.7c das tensões das duas fases as quais estão ligados os fios considerados. 2) A tensão entre dois fios quaisquer do sistema trifásico é a soma gráfica figura 3. Qual a tensão nominal do sistema trifásico que alimenta esta carga em suas condições normais (220V e 5.7b vê-se que: 1) A corrente em cada fio da linha. é a mesma corrente da fase à qual o fio está ligado.2.77 A. cada carga é feita para ser ligada a uma tensão de 220V. 49 Departamento Regional .7 . de modo a poderem pelo menos fornecer duas tensões diferentes. V L = V F ⋅ 3 = 1.

e alterar a referência no regulador de tensão. sem que se altere a tensão aplicada a cada bobina. que é a mais comum em geradores.SENAI . poderemos obter três tensões na ligação Y. a máquina poderá ser alimentada com uma tensão igual à metade da tensão anterior. de modo a se obter a redução de tensão (redução da indução magnética).RO .Tensão Nominal Múltipla É comum em geradores o fornecimento em três tensões 220/380/440. cada metade ficará com a metade da tensão de fase nominal da máquina. 50 Departamento Regional . Veja os exemplos numéricos da figura 3. Figura 3. Ligando as duas metades em paralelo.Sistemas Elétricos de Potência Ligando as duas metades em série.8.8 . O procedimento nestes casos para se obter 380 V é ligar o gerador em 440 V. Deste modo.

440/760V. desde que a segunda seja igual a primeira multiplicada por 3 .Ligação Estrela-Triângulo 51 Departamento Regional . o enrolamento de cada fase tem as duas pontas trazidas para fora do motor.Relação entre tensões(linha/fase) correntes (linha/fase) e potência em um sistema trifásico.Sistemas Elétricos de Potência LIGAÇÃO Y ∆ TENSÃO DE LINHA CORRENTE DE LINHA IL = IF POTÊNCIA (VA) VL = VF ⋅ 3 VL = VF P = 3 ⋅ VF ⋅ I F P = 3 ⋅V L ⋅ I L I L = IF ⋅ 3 Tabela 3. mas entra na faixa da alta tensão.2 .RO . a maior tensão declarada serve somente para indicar que o motor pode ser religado em estrela-triângulo.SENAI .9 . em que as normas são outras. Exemplos:220/380V .9b) 220 Volts. o motor pode ser ligado a uma linha com tensão igual a 220 x 3 = 380 V sem alterar a tensão no enrolamento que continua igual a 220 Volts por fase. Nesta ligação.380/660V . Se ligarmos as três fases em triângulo cada fase receberá a tensão da linha. Se ligarmos as três fases em estrela (figura 3.9a). Note que uma tensão acima de 600 Volts não é considerada baixa tensão. por exemplo (figura 3. Este tipo de ligação exige 6 terminais acessíveis no motor e serve para quaisquer tensões nominais duplas. b) Ligação estrela-triângulo: É comum para partida de motores assíncronos a ligação estrela-triângulo. Figura 3. nos exemplos 380/660 e 440/760V. pois não existem linhas dessas tensões.

a corrente que atravessa os condutores da armadura cria um campo magnético.RO . Figura 3. é gerado pela corrente de carga um campo magnético próprio. Em carga.11b mostra a alteração do fluxo principal em vazio Φ 0 em relação ao fluxo de reação da armadura Φ R. como descrito a seguir: a) Carga puramente resistiva: Se o gerador alimenta um circuito puramente resistivo. Esta alteração depende da corrente. não produzindo uma variação muito grande em relação ao fluxo resultante.10 Característica a Vazio.SENAI .10) onde podemos observar o estado de saturação da máquina.3 COMPORTAMENTO DO GERADOR EM VAZIO E SOB CARGA Em vazio (em rotação constante). O diagrama da fig. 3. e estes exercem sobre os pólos induzidos uma força contrária ao movimento.2. Devido a perda de tensão nos enrolamentos da armadura será necessário aumentar a corrente de excitação para manter a tensão nominal (figura 3. ou ainda da corrente que circula pelo enrolamento de campo. A alteração de Φ 0 é pequena. A relação entre tensão gerada e a corrente de excitação chamamos de característica a vazio (figura 3. do cosϕ e da carga. portanto é nula a reação da armadura cujo efeito é alterar o fluxo total.14) 52 WEG Departamento Regional .Sistemas Elétricos de Potência 3. gastando-se potência mecânica para se manter o rotor girando. Campo magnético induzido produz dois pólos (gerador bipolar figura 3. causando alterações na intensidade e distribuição do campo magnético principal. a tensão de armadura depende do fluxo magnético gerado pelos pólos de excitação. Isto porque o estator não é percorrido por corrente.11a) defasados de 90o em atraso em relação aos pólos principais.

As cargas indutivas armazenam energia no seu campo indutor e a devolvem totalmente ao gerador.14).11 .12a e b). Neste caso. só será necessário energia mecânica para compensar as perdas. a corrente de carga está defasada em 90o em atraso com relação a tensão.SENAI .RO .Carga Puramente Resistiva b) Carga puramente indutiva: Neste caso.Sistemas Elétricos de Potência Figura 3.Carga Puramente Indutiva 53 Departamento Regional . não exercendo nenhum conjugado frenante sobre o induzido. O efeito da carga indutiva é desmagnetizante (figura 3. Figura 3. mas em polaridade oposta. e o campo de reação da armadura estará conseqüentemente na mesma direção do campo principal.12 . Devido ao efeito desmagnetizante será necessário um grande aumento da corrente de excitação para se manter a tensão nominal (figura 3.

nenhum conjugado de frenagem sobre o induzido. O campo de reação da armadura conseqüentemente estará na mesma direção do campo principal e com a mesma polaridade. não exercendo também.13a e b). tem um efeito magnetizante (figura 3.RO .14) Figura 3. como no caso anterior.Carga Puramente Capacitiva Figura 3.14 .Variação da corrente de excitação para manter a tensão de armadura constante.Sistemas Elétricos de Potência c) Carga puramente capacitiva: A corrente de armadura para uma carga capacitiva está defasada de 90o em adiantamento em relação a tensão. As cargas capacitivas armazenam energia em seu campo elétrico e a devolvem totalmente ao gerador.SENAI .13 . 54 Departamento Regional . O campo induzido. neste caso. Devido ao efeito magnetizante será necessário reduzir a corrente de excitação para manter a tensão nominal (figura3.

2. O efeito magnetizante ou desmagnetizante deverá ser compensado alterando-se a corrente de excitação.SENAI . Nestes casos. PÓLOS LISOS: São rotores nos quais o entreferro é constante ao longo de toda a periferia do núcleo de ferro. potência mecânica da máquina acionante. Nestes casos o campo induzido pode ser decomposto em dois campos.Sistemas Elétricos de Potência d) Cargas intermediárias: Na prática.Rotor de pólos lisos PÓLOS SALIENTES: São rotores que apresentam uma descontinuidade no entreferro ao longo da periferia do núcleo de ferro. 3. o que encontramos são cargas com defasagem intermediária entre totalmente indutiva ou capacitiva e resistiva.4 MÁQUINAS DE PÓLOS LISOS E SALIENTES Os geradores síncronos são construídos com rotores de pólos lisos ou salientes.RO .15 . Somente o campo transversal tem um efeito frenante consumindo. Figura 3. desta forma. tornando visível a saliência dos pólos. 55 Departamento Regional . um transversal e outro desmagnetizante (indutiva) ou magnetizante (capacitiva). existem as chamadas regiões interpolares onde o entreferro é muito grande.

e IC. é apreciavelmente maior do que ao longo do eixo interpolar ou quadratura. A permanência ao longo do eixo polar ou direto.2. portanto).RO .17). Id. Para operação equilibrada em regime permanente (figura 3. Iq. na qual as três correntes de fase do estator IA . 56 Departamento Regional .Rotor de pólos salientes 3. são substituídas por três componentes. I0 é nula (não sendo discutida.16 . a componente de eixo direto.SENAI . IB.5 REATÂNCIAS A análise básica do desempenho transitório de máquinas síncronas é muito facilitada por uma transformação linear de variáveis. a componente de eixo em quadratura. conhecida como componente de seqüência zero (eixo zero). e uma componente monofásica I0. O significado físico das componentes de eixo direto e em quadratura é o seguinte: A máquina de pólos salientes tem uma direção preferencial de magnetização determinada pela saliência dos pólos de campo.Sistemas Elétricos de Potência Figura 3.

além do enrolamento de campo principal. no eixo direto.17 . e um curto-circuito trifásico súbito aparece em seus terminais.18 . tal como pode ser obtida num osciloscópio (figura 3.Diagrama Esquemático para uma Máquina Síncrona Um circuito efetivo de rotor.circuito.Sistemas Elétricos de Potência Figura 3. pode ser observada uma onda de corrente de estator em curto.18). No desenho abaixo. é formado pelas barras amortecedoras.Corrente de Armadura Simétrica em Curto-Circuito em uma máquina síncrona 57 WEG – Transformando Energia em Soluções . Figura 3. Considere-se uma máquina operando inicialmente em vazio.

seu valor pode ser obtido pela tensão nos terminais da armadura ao final do período transitório dividido pela respectiva corrente. Assim. Seu valor pode ser obtido dividindo o valor da tensão da armadura antes da falta. antes do curto-circuito I'' = Valor eficaz da corrente de curto-circuito do período sub-transitório em regime permanente.Sistemas Elétricos de Potência Reatância subtransitória É o valor de reatância da máquina correspondente a corrente que circula na armadura durante os primeiros ciclos. E xd = I 58 Departamento Regional .SENAI . Seu valor pode ser obtido dividindo a tensão na armadura correspondente ao início do período transitório pela respectiva corrente. perdurando por um número maior de ciclos (maior tempo).RO . pela corrente no início da falta.18 (Período Subtransitório). x ′′d = Onde: E I ′′ E = Valor eficaz da tensão fase a neutro nos terminais do gerador síncrono. para carga aplicada repentinamente e à freqüência nominal. conforme pode ser visto na figura 3. x ′d = I' = E I′ valor eficaz da corrente de curto-circuito do período transitório considerado em regime permanente Seu valor é: x I′= I m 2 Reatância síncrona É o valor da reatância da máquina correspondente à corrente do regime permanente. após o término do período transitório. Seu valor é dado por: I ′′ = I max 2 Reatância transitória É o valor de reatância da máquina correspondente a corrente que circula na armadura após o período sub-transitório. pode ser conhecido o desempenho da máquina diante de uma falta e as conseqüências daí originadas. A importância do conhecimento destas reatâncias está no fato de que a corrente no estator (armadura) após a ocorrência de uma falta (curto-circuito) nos terminais da máquina terá valores que dependem destas reatâncias. nas mesmas condições de carga. ou seja.

RO . IF .2.19a . I = I m x RP 2 O gerador síncrono é o único componente do sistema elétrico que apresenta três reatâncias distintas.SENAI .Ângulo de Carga em Máquinas de Pólos Salientes 59 Departamento Regional . cujos valores obedecem a inequação: Xd"< Xd' < Xd 3.Sistemas Elétricos de Potência Onde: I = valor eficaz da corrente de curto-circuito em regime permanente. que surge entre os fasores Uf (tensão de fase) e E0 (força eletromotriz induzida) determinado pela posição angular do rotor em relação ao fluxo girante de estator (figura 3. cosϕ m = Número de fases UF = Tensão de fase IF = Corrente de fase A potência elétrica desenvolvida em máquinas de pólos salientes também pode ser expressa em função do ângulo de carga.6 POTÊNCIA EM MÁQUINAS DE PÓLOS SALIENTES A potência de uma máquina síncrona é expressa por: P = m . UF .19a) Figura 3.

é adicional devido a 2  xq xd   diferença de relutância do entreferro. é a potência que xd depende da tensão da rede UF e da excitação da máquina (figura 3.U F sen( δ ) +    sen( 2 ⋅ δ ) xd 2   xq xd  m . a qual não depende da excitação da máquina (figura 3.SENAI . Iq . E 0 .20 .Gerador Síncrono de Pólos Salientes Onde: xd e xq reatância de eixo direto e em quadratura respectivamente P = Pd + Pq Pd = UF . senϕ Pq = UF .20).19b .U F m . O primeiro termo da expressão anterior: Pe = 60 Departamento Regional . cosϕ Figura 3. 2 m .RO . E0 .U F sen( δ ) .Diagrama de Tensão .Curva de potência em máquinas síncronas A potência eletromagnética que é a potência transmitida pelo rotor de um gerador ao estator pode ser expressa por: P= 2  1 1  m .U F  1 1  O segundo termo da expressão:    sen( 2 ⋅ δ ) . Id .Sistemas Elétricos de Potência Figura 3.20).

21) pode ser apresentada como sendo equivalente a soma da fundamental mais uma série de tensões CA relacionadas harmonicamente de amplitudes específicas. E1 = Fundamental.Forma de onda com 15.2.1 DISTORÇÃO HARMÔNICA O formato ideal da onda de tensão de uma fonte de energia CA é senoidal.2. A distorção calculada foi de 15. A distorção pode ser definida para cada harmônica em relação a sua amplitude como uma percentagem da fundamental. Qualquer onda de tensão que contenha certa distorção harmônica (figura 3.7 DEFINIÇÕES 3.21 (a) . (b) .Forma de onda com 2. Na figura 3.2. negativo ou durante o cruzamento por zero (figura 3. A distorção calculada foi de 2.71% ∑ 2 m (E m )2 E1 (a) (b) Figura 3.7.21 está representada a forma de onda tomada entre fase-fase em gerador.04%.Sistemas Elétricos de Potência 3.RO .SENAI . Na figura 3. A distorção harmônica pode ser calculada utilizando-se a fórmula: Distorção = Onde: E m = Tensão harmônica de ordem "m".22) 61 Departamento Regional .71% de distorção harmônica 3.22 temos a forma de onda tomada entre faseneutro.2 FATOR DE DESVIO Desvios ou variações do formato senoidal da onda podem ocorrer durante qualquer parte da onda: positivo.04% de distorção harmônica.7.

Sistemas Elétricos de Potência Figura 3.22 .SENAI . Figura 3.23) expressa como uma percentagem do valor de pico de uma onda senoidal de referência é o fator de desvio.23 .Fator de Desvio A amplitude da variação (figura 3.Amplitude de Desvio O fator de desvio pode ser calculado como: Fdesv = Desvio V pico 62 Departamento Regional .RO .

Figura 3.24 . 3. 3.3 MODULAÇÃO DE TENSÃO É a cíclica variação da amplitude de tensão.5 DESBALANCEAMENTO DE TENSÃO Desbalanceamento de tensão é a diferença entre as tensões de linha mais alta e mais baixa e pode ser expresso em percentagem da tensão média de fase.6 TRANSIENTE DE TENSÃO São picos de tensão de curta duração que aparecem esporadicamente e podem atingir centenas de Volts (figura 3.7.24). Exemplo: Fase U a V Æ VaW Æ WaU Æ Média: Variação: 208 V (1.7.2.RO .9%) 3.4 DESEQUILÍBRIO ANGULAR As tensões de um sistema trifásico são defasadas de 120o .3% abaixo da média) 204.2.67 V 6V (2.2.SENAI .33% abaixo da média) 202 V (1.Sistemas Elétricos de Potência 3.7.6% acima da média) 204 V (0.7.Transiente de Tensão 63 Departamento Regional . Se esta defasagem for diferente de 120o . o referido valor será o desequilíbrio.2. causada pela oscilação do regulador ou pela cíclica variação da carga.

2.7 TOLERÂNCIA DE TENSÃO Desvios máximos aceitáveis na tensão geralmente são expressos como percentagens da tensão nominal.Sistemas Elétricos de Potência 3. por exemplo: + 5% Æ 105% continuamente – 7.5% Æ 92.5% continuamente 64 Departamento Regional .SENAI .7.RO .

3. D5. Esta linha tem como principais vantagens. • Facilidade de manutenção. A linha S foi criada para atender aplicações mais específicas e é composta de produtos engenheirados (motores e geradores) com carcaças a partir da 355 até 2000 em baixa ou alta tensão. pois esta verifica constantemente a tensão de saída. onde aplicáveis. IEC e DIN.3. NBR 5117-Máquinas Síncronas (Especificação).2 GERADORES COM EXCITAÇÃO POR ESCOVAS 3.SENAI . Acionadas geralmente por motores diesel. São fabricados em chapas de aço soldadas. facilitando assim o escorvamento sob qualquer condição. • Excitatriz com imãs permanentes.RO . sendo apto a alimentar cargas deformantes com componentes de 3a harmônica altas.1 NORMAS APLICÁVEIS As máquinas são projetadas. formas construtivas B3.3. acesso facilitado aos diodos e regulador de tensão.3. as seguintes características: • Passo de bobinagem 2/3.2.3 GERADORES WEG Atualmente a WEG MÁQUINAS produz duas linhas básicas de máquinas síncronas: linha S e linha GTA. Acionadas geralmente por turbinas hidráulicas ou a vapor.Sistemas Elétricos de Potência 3. com carcaças a partir da 200 até 500. o campo é alimentado em corrente contínua por escovas e anéis coletores. fabricadas e testadas segundo as normas ABNT. composta somente de máquinas seriadas (geradores) normais. baixa distorção harmônica e baixa reatância subtransitória.2. abertos ou fechados com trocador de calor a ar ou água. 3. A tensão de saída do gerador é mantida constante para qualquer carga e fator de potência. proporcionada pela robustez das máquinas. 3. e nas formas construtivas B15T ou B5/B3T. telecomunicações e navais . Especificamente podemos citar: • • • VDE 0530-Máquinas Elétricas Girantes (Especificação e Características de Ensaio). • Facilidade de manutenção da corrente de curto-circuito devido a presença de bobina auxiliar para alimentação do regulador de tensão. e a tensão alternada é retirada do estator (fig.1). São fabricadas em chapas de aço calandradas. A linha GTA é uma evolução das extintas linhas DK e BTA. NBR 5052-Máquinas Síncronas (Método de Ensaio). Quando acionado na rotação nominal o processo de escorvamento se inicia pela pequena tensão residual do gerador. somente em baixa tensão. abertas. neste sistema normalmente o campo é alimentado por uma excitatriz chamada de excitatriz estática. em relação à linha BTA anterior.1 TIPO SL (ANTIGO DL) No gerador SL. D6 ou V1. 65 Departamento Regional .

GTA (antigo BTA) . Serve para fornecer a tensão para o regulador de tensão.3 GERADORES COM EXCITAÇÃO SEM ESCOVAS (BRUSHLESS) Para aplicação industrial temos os seguintes tipos: a) SP (antigos DKBH e DKBP) . Menor queda de tensão na partida de motores de indução. essa tensão contínua é aplicada ao rotor da máquina (figura 3. Utiliza um enrolamento auxiliar independente. Então. pode-se ter dificuldade de se iniciar o escorvamento. Neste tipo de excitatriz. DESVANTAGENS: • • Exige manutenção periódica no conjunto escovas e porta escovas. devido a possibilidade de gerar rádio interferência em função de mau contato das escovas.O gerador tipo SP possui uma excitatriz auxiliar ao regulador de tensão. Então.26). regulada e retificada pelo regulador de tensão. 3. SS (antigo DKBL) . se a máquina ficar parada por longos períodos.SENAI . A bobina auxiliar é um bobinado auxiliar que fica alojado em algumas ranhuras do estator principal da máquina. alojado nas ranhuras da armadura (bobina auxiliar). No regulador. Não é aconselhável a utilização em centro de processamento de dados. a tensão é retificada e enviada a um gerador de pólos fixos (excitatriz principal) e ponte retificadora girante. Na linha SP a excitatriz auxiliar é montada em compartimento separado do estator principal da máquina.28). formada por ímãs permanentes. • DKBP: excitatriz auxiliar com ímãs. telecomunicações.No gerador tipo SS a alimentação do regulador é obtida através de TAP's do próprio enrolamento para baixa tensão ou TP's (trafos de potencial) para alta tensão. a tensão proveniente da excitatriz auxiliar é retificada. Neste sistema as escovas e porta escovas são eliminados pois a tensão de alimentação do campo do gerador é obtida através da tensão induzida na excitatriz e o único elemento de interação é o campo magnético. A antiga linha D possuia duas variações: • DKBH: excitatriz auxiliar sem ímãs. montada internamente ao gerador. (figuras 3.3. Sua função é fornecer potência para alimentar o campo da excitatriz principal.27 e 3. montada externamente ao gerador (montada na tampa traseira). enviada a um gerador de pólos fixos (excitatriz principal) e ponte retificadora girante .Gerador brushless (sem escovas) sem excitatriz auxiliar. 66 Departamento Regional .Sistemas Elétricos de Potência VANTAGENS: • • Menor tempo de resposta na recuperação de tensão.RO b) c) . no regulador.

67 Departamento Regional .com excitatriz auxiliar).SENAI .26 . Em situações de curto-circuito na saída do gerador. Figura 3. é produzida uma tensão monofásica de terceira harmônica que alimenta o regulador de tensão e mantém o curto-circuito.Gerador tipo DKBH (linha antiga .Gerador com Excitação por Escovas Figura 3. é produzida uma tensão monofásica de frequência nominal do gerador.RO . dependendo do tipo de carga (resistiva.Sistemas Elétricos de Potência Em condições normais de operação do gerador. indutiva ou capacitiva).25 . sofrendo pequenas distorções na forma de onda.

27 . Figura 3.28 .Gerador tipo BTA (linha antiga).RO .Sistemas Elétricos de Potência Figura 3.Gerador tipo GTA (linha atual) 68 Departamento Regional .SENAI .

Os geradores marinizados são projetados e fabricados para atender parâmetros e características técnicas para aplicações em ambientes marítimos.Os geradores para uso naval são projetados e fabricados para atender parâmetros e características técnicas de acordo com as entidades classificadoras e normas afins. independente da tensão de saída. não prejudicam a regulação da tensão.RO . não obedecem a entidades classificadoras. Admite facilmente o controle de tensão manual.0. Transitório de tensão para degrau de 100% da carga: ±10% da tensão nominal.4 GERADORES COM EXCITAÇÃO SEM ESCOVAS PARA APLICAÇÕES ESPECIAIS a) TELECOMUNICAÇÕES . solicitando cuidados apenas na lubrificação dos rolamentos. menor que 0.3. Precisão da regulação de tensão ±0. radares. Faixa de ajuste da tensão nominal pelos potenciômetros: ajuste normal ±15%. entretanto. Tempo de resposta para recuperar a tensão. Deformações na forma de onda gerada. IEC e TELEBRÁS. repetidoras.5% para qualquer valor de carga com fator de potência entre 0. c) MARINIZADO . Características Técnicas: • • • • • • • • • • Normas aplicáveis: VDE. sistema de rádio.SENAI . pois o regulador é alimentado por uma bobina auxiliar. provocada pelas cargas. As aplicações mais comuns são grupos diesel de emergência para centrais telefônicas. Variações de ±5% na rotação do motor diesel. não interferem na regulação.Sistemas Elétricos de Potência 3. ABNT. Reatância sub-transitória de eixo direto (xd") menor que 12%. b) NAVAL . Distorção harmônica total menor que 3% para carga linear.Os geradores tipo Telecomunicações são fabricados elétrica e mecanicamente conforme especificações da norma TELEBRÁS . Não introduz rádio-interferências ocasionado pelo mau contato das escovas. aeroportos e outras cargas críticas. 69 Departamento Regional . de 200% por 15 segundos a cada 1 hora. Vantagens: • • • • Não utiliza escovas e porta-escovas conseguindo-se com isso. Forma construtiva: B5/B3T com flange para acoplamento monobloco a motor diesel. manutenção reduzida.8 e 1.5 segundos. ajuste fino ±5% Sobrecarga admissível: 10% durante 1 hora a cada 6 horas.

O campo magnético criado pelo enrolamento de campo entrelaça-se com o campo magnético da armadura. atingí-la. como se fosse a gaiola de um motor de indução assíncrono. Na prática. o que provocaria a perfuração do isolamento. Os motores síncronos caracterizam-se quanto à dinâmica de funcionamento. Para os motores síncronos de pólos salientes. Deste modo. Este fenômeno transitório é chamado "sincronização". latão ou alumínio nas sapatas polares. Curtocircuita-se o enrolamento de campo com o objetivo de evitar a indução de tensões muito altas entre seus terminais. O motor síncrono apresenta ainda vantagem de poder acionar uma carga no eixo (mecânica). Liga-se a armadura a uma rede de tensão alternada e. A figura 3. enquanto funciona como compensador do fator de potência. movimentando-se à velocidade síncrona.SENAI . A partida do motor síncrono sem escovas ("brushless") é feita com enrolamento de campo (excitação) curto-circuitado e com o induzido (armadura) conectado à rede. A grande vantagem da aplicação destas máquinas é a facilidade no ajuste e a possibilidade da manutenção contínua do valor do fator de potência pré-ajustado.3. pois além de fornecer o conjugado de partida.85 para 0. amortece as oscilações causadas pelas variações de carga. tais motores necessitam de um método de partida.Sistemas Elétricos de Potência 3. o mais comum consiste em dar a partida no motor síncrono como se este fosse um motor assíncrono e depois excitar o indutor (alimentar o enrolamento de campo com corrente contínua). tornou-se mais difícil atender a este limite. manifesta-se o conjugado de motor assíncrono e o rotor acelera até próximo à velocidade síncrona sem contudo. é alimentado o enrolamento de campo com corrente contínua. que são curto-circuitadas nas extremidades por meio de anéis coletores. conjugado de partida. Quando a velocidade do rotor for cerca de 95% da velocidade síncrona. estabilizando a rotação do motor.RO . A gaiola de partida também é chamada de enrolamento amortecedor. então. por si só. por terem a mesma velocidade de rotação do campo girante da armadura em regime permanente e por não terem. 70 Departamento Regional .5 MOTORES SÍNCRONOS Devido a portaria no 85 do DNAEE de 15/03/1992 que alterou o valor mínimo do fator de potência de 0.29a mostra as barras curto-circuitadas nas sapatas polares. a fim de sincronizá-lo. o método de partida consiste na aplicação de barras de cobre. Uma das soluções aplicáveis para a obtenção de fatores de potência dentro da faixa especificada pela portaria é a utilização de motores ou compensadores síncronos.92. manifestando o conjugado de sincronismo e fazendo com que o rotor acompanhe o campo de armadura.

29 – Perfil da chapa do campo (a) e Diagrama esquemático para Motor Síncrono (b) Sistema de Excitação Sem Escovas para Motor Síncrono O sistema de excitação sem escovas é constituído de: • • • Excitatriz auxiliar. O ponto comum desta ligação estrela é inacessível. Seu rotor é constituído de barras axiais encravadas nas sapatas polares do rotor da máquina principal. O enrolamento de campo é montado sobre o rotor da máquina principal. O rotor da excitatriz principal é laminado. assentados sobre dois suportes dissipadores. constituído de chapas. que é alimentado pela rede através dos terminais U1. Excitatriz principal. que são ligadas em série. V1. e suas ranhuras abrigam um enrolamento trifásico ligado em estrela.Sistemas Elétricos de Potência Figura 3. De cada ponto da ligação estrela saem dois fios para os retificadores girantes. possui um enrolamento trifásico. Enrolamento de campo.RO 71 .SENAI . O estator. com as bobinas enroladas sobre os pólos de excitação. A excitatriz principal é um gerador de corrente trifásica de pólos salientes que acomodam as bobinas do campo de excitação. O esquema do sistema de excitação do campo do motor síncrono sem escovas é mostrado na figura 3. W1 induz através das barras axiais encravadas no rotor.29b. que são seus pólos de excitação. A excitatriz auxiliar é uma máquina de pólos externos. uma tensão trifásica na excitatriz Departamento Regional . O estator da máquina principal.

a receber a tensão retificada. 3. o tempo transcorrido desde o início da queda de tensão. Retifica a tensão trifásica proveniente da bobina auxiliar ou do estator da excitatriz ou de TAP's da armadura da máquina principal. Vantagens deste sistema: • • • Não utiliza escovas e porta-escovas. 72 Departamento Regional . A figura 3. 3.40 dá uma indicação aproximada sobre os tempos de regulagem a serem considerados. Quando a tensão cai para 130V (aproximadamente em 95% da rotação). então.3. até o momento em que a tensão entra no intervalo de tolerância estacionária. portanto só pode ser indicado aproximadamente. A tensão induzida no rotor da excitatriz principal é retificada e alimenta o enrolamento de campo. depende na prática de inúmeros fatores.6 REGULADOR DE TENSÃO O regulador de tensão é eletrônico e automático.Sistemas Elétricos de Potência auxiliar. Figura 3. os tiristores deixam de conduzir e o enrolamento de campo passa. subentende-se aqui. Tem por finalidade manter a tensão constante.5 e permanece a mesma (figura 3.SENAI . curto-circuitando o enrolamento de campo. e valem para os degraus de cargas nominais. Esta tensão é retificada e alimenta o estator da excitatriz principal.30). Não introduz rádio-interferência pelo mau contato das escovas.Tempo de Regulagem de Tensão O tempo exato de regulagem. Possui também circuitos de proteção para assegurar um controle confiável do gerador. Na partida é induzida uma tensão muito alta no rotor da máquina e isto faz com que ocorra chaveamento dos tiristores.3.7 TEMPO DE REGULAGEM DA TENSÃO (TEMPO DE RESPOSTA) Como tempo de regulagem. (por exemplo) ± 0.30 . solicitando cuidados apenas na lubrificação dos rolamentos. Manutenção reduzida. independente das variações da carga.RO . levando-a através de um transistor de potência ao enrolamento de campo da excitatriz principal.

3 1 5M I 3 1 S 0 4 C Comprimento da Carcaça S.8 NOMENCLATURA DAS MÁQUINAS SÍNCRONAS WEG GTA . A.Sistemas Elétricos de Potência Em condições diferentes da acima.3. L. B. E .315 M I 3 1 S 0 4C Carcaça .Tempo de Regulagem de Tensão 3. Figura 3.F 73 Departamento Regional .160 até 2000 GTA . C. D. os tempos podem ser calculados proporcionalmente à queda de tensão. 3 1 5 M I 3 1 S 0 4 C Tipo de Máquina G S Máquina Síncrona não Engenheirada Máquina Síncrona Engenheirada GTA.RO .40 . M.SENAI .

315M I31S0 4 C Tipo de Rotor S L Pólos Salientes Pólos Lisos GTA. 3 1 5 M I 3 1 S 0 4 C Característica T P S L D E F M N Q Gerador Brushless c/Bobina auxiliar Gerador Brushless c/Excitatriz auxiliar Gerador Brushless s/auxiliar Gerador com escovas Motor com escovas Motor Brushless sem Excitatriz auxiliar Motor Brushless com Excitatriz auxiliar Monofásico Brushless sem Excitatriz auxiliar Monofásico Brushless com Excitatriz auxiliar Monofásico Brushless com Bobina auxiliar GTA.RO .Sistemas Elétricos de Potência GTA .SENAI . 3 1 5 M I 3 1 S 0 4 C Aplicação I M T N E Industrial Marinizado Telecomunicações Naval Especial G T A .315M I31S04 C Número de Pólos 74 Departamento Regional .315M I 31 S 0 4 C Código do Pacote 00 até 99 GTA.

3 1 5 M I 3 1 S 0 4 C Tipo de Refrigeração A F W I D T L V Aberto Autoventilado Trocador de calor ar-ar Trocador de calor ar-água Ventilacao forçada Independente Auto-Ventilador por Dutos Ventilação Forçada por Dutos Ventilacao Forçada com Trocador Ar -água Ventilação Forçada Aberto 75 Departamento Regional .RO .315MI31104C Tipo de Cálculo C E K Consulta Especificação para OP.Sistemas Elétricos de Potência GTA.AM e AT Catálogo GTA .SENAI .

3. b) Formação de gelo nos mancais provocando endurecimento das graxas ou lubrificantes dos mancais.4. A insuficiente troca de calor entre o gerador e o ar circundante.41.4. leva à exigência de redução de perdas. Geradores que trabalham em temperaturas inferiores a –20oC apresentam os seguintes problemas: a) Excessiva condensação.RO . sem sobre aquecimento. caso o gerador fique longos períodos parado.Sistemas Elétricos de Potência 3. 3. numa razão quadrática com a potência. exigindo drenagem adicional ou instalação de resistência de aquecimento. 76 Departamento Regional . usando materiais isolantes especiais ou pela redução da potência nominal do mesmo. a potência do gerador pode ser obtida multiplicando-se a potência útil pelo fator de multiplicação encontrado na figura 3.2 TEMPERATURA AMBIENTE.Este fato tem que ser compensado por um projeto especial do gerador. exigindo o emprego de lubrificantes especiais ou graxa anti-congelante. b) Altitude (não superior a 1000m sobre o nível do mar).4.4 CARACTERÍSTICAS DO AMBIENTE Entre outros. o enrolamento pode atingir temperaturas prejudiciais a isolação. sua potência nominal. o que significa também redução de potência. dois fatores influem na determinação da potência admissível: temperatura do meio refrigerante e a altitude em que o gerador for instalado. Os geradores tem aquecimento diretamente proporcional as perdas e estas variam aproximadamente. Até nestes valores de altitude e temperatura ambiente considera-se condições normais que o gerador deve fornecer.SENAI .3 DETERMINAÇÃO DA POTÊNCIA ÚTIL DO GERADOR NAS DIVERSAS CONDIÇÕES DE TEMPERATURA E ALTITUDE Associando os efeitos da variação da temperatura e da altitude à capacidade de dissipação.1 ALTITUDE Gerador funcionando em altitude acima de 1000m apresentam problemas de aquecimento causado pela rarefação do ar e consequentemente diminuição do seu poder de arrefecimento. Em geradores que trabalham a temperatura ambiente constantemente superiores a 40oC. a a) Meio refrigerante: Na maioria dos casos o ar ambiente de temperatura não superior a 40oC e isento de elementos prejudiciais. 3.

3. 3. estaleiros. instalações portuárias.Sistemas Elétricos de Potência As máquinas podem ser operadas à potência nominal. indústria de pescado e múltiplas aplicações navais. tais como. Nos casos de geradores para uso naval apresentam características especiais de acordo com as exigências de construção.4.4.1 AMBIENTES AGRESSIVOS Ambientes agressivos.Diagrama de Potência em Função da Altitude e da Temperatura Ambiente. Para aplicação de geradores nestes ambientes agressivos deverá ser feito uma consulta a fábrica. indústria química e petroquímica.RO . entre as quais: 77 Departamento Regional .4.4 ATMOSFERA AMBIENTE 3. 4. desde que as seguintes temperaturas não sejam excedidas: 0 1000 2000 3000 a a a a 1000m 2000m 3000m 4000m 40oC 30oC 20oC 10oC Fig. sem apresentar problemas de qualquer espécie.1 . nas diversas altitudes. exigem que os equipamentos que neles trabalham sejam perfeitamente adequados para suportar tais circunstâncias com elevada confiabilidade.SENAI . inspeção e ensaios estabelecidos nas normas das sociedades classificadoras.

um equipamento a ser instalado num local sujeito a jatos de água deve possuir um invólucro capaz de suportar tais jatos. só com autorização especial. funcionando com classe "B".Potência Máxima de Catálogo em Função da Temperatura Ambiente 1) 2) Linha superior é para navios. a potência precisa ser diminuída para 0.5. Lloyds Register of Shipping. Quando houver anexação de filtro.RO .1 CÓDIGO DE IDENTIFICAÇÃO As normas IEC e ABNT-NBR 6146 definem os graus de proteção dos equipamentos elétricos por meio das letras características IP seguidas por dois algarismos. devem oferecer um determinado grau de proteção. linha inferior para instalações terrestres. REDUÇÃO DA POTÊNCIA CONFORME ENTIDADES CLASSIFICADORAS E NORMAS NORMA VDE 0530 1972 Germanischer Lloyd 1973 IEC 1969 Lloyds Register 1975 ABS 1975 NV 1976 BV 1977 RIN a 1976 Seeregister de UdSSR 1975 MÁXIMA TEMPERATURA AMBIENTE oC 40 45 50 40 45 50 45 50 50 45 SOBRECARGA ADMISSÍVEL S/ POTÊNCIA AQUECIMENTO PREJUDICIAL EM % % TEMPO 100 50 15seg 96 76 100 92 88 92 92 92 96 50%p/ cos 50 50 50%p/ cos 50 50 0. 78 Departamento Regional .5 GRAUS DE PROTEÇÃO 3) Os invólucros dos equipamentos elétricos.4. Assim. Bureau Veritas.3.5 2min 15seg 15seg 2min 15seg 2min 1) 2) OBSERVAÇÃO Tabela 3.SENAI . 3.84 da potência nominal.4. será preciso considerar uma redução de potência de 5%.Sistemas Elétricos de Potência • • • • American Bureau of Shipping. sem que haja penetração de água. Máquinas classe "F". Classe "F". Classe de isolamento "B".3 . e outras conforme tabela 3. por exemplo. Germanischer Lloyd. conforme as características do local em que serão instaladas e de sua acessibilidade. que determinam o limite máximo de potência do catálogo. sob determinados valores de pressão e ângulo de incidência.6 0. 3.

79 Departamento Regional .SENAI .Sistemas Elétricos de Potência 1o Algarismo: Indica o grau de proteção contra penetração de corpos sólidos estranhos e contato acidental.água de chuva até a inclinação de 60 com a vertical 4 . estão resumidos na tabela 3.corpos estranhos de dimensões acima de 50mm 2 .idem. Note que. isto é. de acordo com a norma.imersão permanente As combinações entre os dois algarismos.sem proteção 1 .pingos de água até a inclinação de 15 com a vertical 3 .água de vagalhões 7 . 0 .idem. acima de 1mm.RO . 2o Algarismo: Indica o grau de proteção contra penetração de água no interior do gerador 0 . é bem definida através de ensaios padronizados e não sujeita a duplas interpretações.jatos de água de todas as direções 6 .sem proteção 1 . a qualificação do gerador em cada grau no que refere a cada um dos algarismos.pingos de água na vertical 2 .proteção contra acúmulo de poeiras prejudiciais ao gerador.imersão temporária 8 . entre os dois critérios de proteção. 5 .respingos de todas as direções 5 . acima de 12mm 4 . como acontecia anteriormente.4.

8-001 especificam limites máximos de nível de potência sonora. Para aplicações especiais mais rigorosas. são comuns também os graus de proteção IP54 (ambientes muito empoeirados) e IP55 (casos em que os equipamentos são lavados periodicamente com mangueiras. na escala de ponderação A.Grau de Proteção 3.9 e a NBR . 80 Departamento Regional . 2 o ALGARISMO PROTEÇÃO CONTRA ÁGUA NÃO TEM PINGOS DE ÁGUA ATÉ UMA INCLINAÇÃO DE 15o COM A VERTICAL PINGOS DE ÁGUA NA VERTICAL PINGOS DE ÁGUA ATÉ UMA INCLINAÇÃO DE 15o COM A VERTICAL ÁGUA DE CHUVA ATÉ UMA INCLINAÇÃO DE 60o COM A VERTICAL. 3. dB (A). conforme Tabela 3. em decibéis.4.6 LIMITES DE RUÍDO As normas IEC 39.Sistemas Elétricos de Potência 1 o ALGARISMO PROTEÇÃO CONTRA PROTEÇÃO CONTRA CORPOS CONTATO ESTRANHOS NÃO TEM NÃO TEM NÃO TEM TOQUE ACIDENTAL COM A MÃO NÃO TEM CORPOS ESTRANHOS SÓLIDOS DE DIMENSÕES ACIMA DE 50mm.4.projetos limites 3:02.2 TIPOS USUAIS Embora os algarismos indicativos do grau de proteção possam ser combinados de muitas maneiras.5. somente alguns tipos de proteção são empregados nos casos normais. TOQUE COM OS DEDOS CORPOS ESTRANHOS SÓLIDOS DE DIMENSÕES ACIMA DE 12mm. IP23 (geradores abertos). São eles IP21.4 . como em fábricas de papel).RO .5.SENAI . PINGOS DE ÁGUA NA VERTICAL PINGOS DE ÁGUA ATÉ UMA INCLINAÇÃO DE 15o COM A VERTICAL ÁGUA DE CHUVA ATÉ UMA INCLINAÇÃO DE 60o COM A VERTICAL RESPINGOS DE TODAS AS DIREÇÕES RESPINGOS DE TODAS AS DIREÇÕES JATOS DE ÁGUA DE TODAS AS DIREÇÕES GERADORES CLASSE DE PROTEÇÃO IP00 IP02 IP11 IP12 A B E R T O IP13 IP21 IP22 IP23 IP44 F E C H A D O IP54 TOQUE COM FERRAMENTAS PROTEÇÃO COMPLETA CONTRA TOQUE CORPOS ESTRANHOS SÓLIDOS ACIMA DE 1mm PROTEÇÃO CONTRA ACÚMULO DE POEIRAS NOCIVAS IP55 Tabela 3. para ruídos de máquinas elétricas girantes transmitindo através do ar.

1 1.0 3.5 < P < 15 15 < P < 30 30 < P < 50 50 < P < 75 75 < P< 150 150 < P < 300 300 < P < 860 860 < P < 1500 1500 < P < 3400 3400 < P < 8600 IP22 IP44 IP22 IP44 IP22 IP44 IP22 IP44 IP22 IP44 IP22 IP44 n > 960 960 < n ≤ 1320 1320 < n ≤ 1900 1900 < n ≤ 2360 2360 < n ≤ 3150 3150 < n ≤ 3750 NÍVEL DE POTÊNCIA SONORA dB(A) 71 74 77 81 84 87 90 94 97 99 101 103 105 76 79 82 85 88 91 93 96 99 101 103 105 108 75 78 81 85 88 91 94 97 100 102 105 108 110 78 80 84 88 91 94 97 100 103 105 108 110 112 78 81 85 88 91 94 97 100 103 106 108 110 111 80 83 87 91 95 97 99 103 106 108 111 113 115 80 83 86 90 93 96 98 101 103 106 108 109 111 82 86 90 94 98 100 102 105 108 110 112 113 115 82 85 89 93 96 99 101 103 105 107 109 110 112 84 88 92 96 100 103 105 107 109 111 112 113 115 85 89 93 97 99 101 103 104 106 107 109 110 111 88 91 95 99 102 104 106 108 110 112 114 115 116 Tabela 3.6 indica valores admissíveis para a máxima velocidade de vibração para as diversas carcaças.Sistemas Elétricos de Potência GRAUS DE PROTEÇÃO VELOCIDADE NOMINAL -RPM FAIXAS DE POTÊNCIAS NOMINAIS.5 < P < 3.Nível de potência sonora em dB(A). P GERADORES kW P < 1.5 . dentro de 3 tipos de balanceamento que são: Normal.SENAI .5 7. Os geradores normalmente são balanceados no grau N. 81 Departamento Regional .2 < P < 5.2 2.0 < P < 7. 3.1 1.1 < P < 2.RO .4.5 < P < 11 11 < P < 22 22 < P < 37 37 < P < 55 55 < P < 110 110 < P < 220 220 < P < 630 630 < P < 1100 1100 < P < 2500 2500 < P < 6300 cv P < 1.5 5.7 VIBRAÇÃO A tabela 3. Reduzido e Especial conforme Norma DIN 45665.

divididos por 1.60 2. transferido para o elemento de resfriamento do gerador.60 1.8.SENAI . Neste sistema o gerador apresenta uma proteção IP21 ou IP23.80 2.00 1. ou seja.80 1.71 1. conforme DIN 45666. usualmente o ar ambiente.4.12 1.6. 82 Departamento Regional .60 2.50 2.8 VENTILAÇÃO As perdas são inevitáveis no gerador e o calor gerado por elas deve ser dissipado. EQUIVALENTE DA VELOCIDADE DE VIBRAÇÃO: BALANCEAMENTO FAIXA DE ROTAÇÃO 80 a 132 vef N (normal) 600 até 1800 Além de 1800 até 3600 600 até 1800 Além de 1800 até 3600 600 até 1800 Além de 1800 até 3600 veq vef veq 2 .12 0. O aparelho para medição deve corresponder as exigências.71 1.6 .71 1.30 R (reduzida) 0.RO . Os sistemas usuais são de dois tipos principais: 3.1 GERADOR ABERTO É o gerador em que o ar ambiente circula no interior do gerador em contato direto com as partes aquecidas que devem ser resfriadas.00 1.80 2.Sistemas Elétricos de Potência VALOR LIMITE DA VELOCIDADE DE VIBRAÇÃO VEF E VALOR DE PICO.Não sendo feitas especificações especiais.vef 2 em mm/s para carcaça: 160 a 225 veq vef 250 a 315 veq 1. os valores do nível N de vibrações valem para todas as máquinas elétricas.50 S (especial) Tabela 3.00 4.4.Limites de vibração Para vibrações ainda menores deverão ser tomados os valores de nível S.46 0.80 0. Possui um ventilador interno acoplado ao eixo.80 2.00 1.00 1.60 1.12 1.60 0.50 6.80 4.50 4.63 1. 3. A maneira pela qual é feita a troca de calor entre as partes aquecidas do gerador e o ar ambiente é o que define o SISTEMA DE VENTILAÇÃO do gerador.12 1. Somente para vibrações senoidais puras é possível um cálculo simples da amplitude da vibração.

8. O ar ambiente é separado do ar contido no interior do gerador não entrando em contato direto com as partes internas do gerador. ou seja. No caso da proteção IP21 a veneziana é substituída por uma grade. segundo diversos graus de proteção que foram descritos no ítem 3. isto é. O gerador aberto propriamente dito.4. o ar contido no seu interior se aquece e se expande.Sistemas Elétricos de Potência Figura 3. é raramente usado. A figura 3. aquele em que não há nenhuma restrição à livre circulação do ar ambiente por dentro do gerador.5. pois a saída possui venezianas que dão a proteção contra água a 60o. na realidade. fazendo com que um pouco do ar externo penetre no gerador.42 mostra o esquema do circuito de refrigeração do gerador auto-ventilado. A transferência de calor é toda feita na superfície externa do gerador. o ar interno esfria e se contrai.RO . "respira" em função das oscilações de temperatura. Por exemplo: Quando o gerador começa a funcionar.42 . Dependendo da maneira como é feita a troca de calor na superfície externa do gerador.4.Gerador Aberto O ventilador aspira o ar ambiente que após passar através da máquina é devolvido quente novamente ao meio ambiente. não sendo necessariamente estanque" (Definição da ABNT). assim. O gerador.2 GERADOR TOTALMENTE FECHADO "Gerador Fechado de tal modo que não haja troca de meio refrigerante entre o interior e o exterior da carcaça. as folgas de montagem não impedem totalmente a penetração do ar ambiente para dentro do gerador e a saída de ar de dentro para fora. Quando o gerador para. A proteção neste caso é IP23. as entradas e saídas de ar costumam ser parcialmente protegidas. criando uma leve diferença de pressão e fazendo com que um pouco de ar "escape" do gerador para o ambiente.SENAI . existem os seguintes tipos de geradores totalmente fechado: 83 Departamento Regional . 3. O gerador não é "estanque".

fosfatizado e protegido por uma tinta anti-corrosiva. Figura3.SENAI . O trocador de calor ar-ar é constituído de tubos colocados axialmente e montados na parte superior do gerador. O gerador possui dois ventiladores acoplados no eixo. A figura 3.44 .RO 84 . Figura 3. O trocador de calor é colocado na parte superior do gerador.Sistemas Elétricos de Potência a) Gerador totalmente fechado com trocador de calor ar-ar.Refrigeração do gerador com trocador de calor ar-ar. um interno e outro externo. liga ABNT 1100 e em algumas aplicações.Refrigeração do gerador com trocador de calor ar-água Departamento Regional .44 mostra o esquema do circuito de refrigeração do gerador com trocador de calor ar-água. O tubo é fornecido em aluminio trefilado. em aço sem costura.43 . b) Gerador totalmente fechado com trocador de calor ar-água O gerador possui um ventilador acoplado no eixo.

que varia linearmente com a temperatura. níquel ou cobre). Sua aplicação é ampla nos diversos setores de técnicas de medição e automatização de temperatura nas indústrias em geral.4. Possuem resistência calibrada.9.RO . de cada tipo de máquina e da exigência do cliente. Geralmente. Desvantagem: • Os elementos sensores e o circuito de controle possuem um alto custo. As resistências de aquecimento poderão funcionar em redes de alimentação de 110V.1 RESISTÊNCIA DE AQUECIMENTO As resistências de aquecimento são utilizadas em gerador instalado em ambientes muito úmidos. Dependendo da carcaça. termistores. possibilitando um acompanhamento contínuo do processo de aquecimento do gerador pelo display do controlador com alto grau de precisão e sensibilidade de resposta. 85 Departamento Regional . 220V e 440V.4. em mancais de rolamentos ou buchas. serão empregados os resistores de aquecimento da tabela 3.4.Sistemas Elétricos de Potência 3.4.9.7 . 3. intrínseca a alguns materiais(geralmente platina. CARCAÇA 160 225 250 280 315 355 400 450 POTÊNCIA (W) 48 90 90 180 180 180 180 180 Tabela 3.2 PROTEÇÃO TÉRMICA DE GERADORES ELÉTRICOS A proteção térmica é efetuada por meio de termoresistências(resistência calibrada). como por exemplo. 3.9 ACESSÓRIOS/ESPECIALIDADES 3. Um mesmo detetor pode servir para alarme e para desligamento. Os tipos de detetores a serem utilizados são determinados em função da classe de temperatura do isolamento empregado.9.1 TERMORESISTÊNCIAS(PT-100) São elementos onde sua operação é baseada na característica de variação da resistência com a temperatura. termostatos ou protetores térmicos.Potência das Resistências de Aquecimento por Carcaça A aplicação é opcional.7.2. dependendo da tensão da resistência e da ligação das mesmas. aplica-se em instalações de grande responsabilidade. impedindo a condensação de água ao ficarem parados por longo espaço de tempo.SENAI . A tensão de alimentação das resistências deverá ser especificada pelo cliente. solicitada pelo cliente ou recomendada pela WEG quando ficar evidenciada a aplicação em ambientes desfavoráveis. devido ao fato de aquecerem o enrolamento alguns graus acima do ambiente (5 a l0oC).

quando solicitado pelo cliente. Também pode ser utilizado para sistemas de alarme ou alarme e desligamento (2 por fase). não sofrem desgastes mecânicos e têm uma resposta mais rápida em relação aos outros detetores.2 TERMISTORES(PTC E NTC) São detetores térmicos compostos de sensores semi-condutores que variam sua resistência bruscamente ao atingirem uma determinada temperatura. geralmente são para o PTC. acionando um relé de saída. este volta a sua forma original instantaneamente permitindo o fechamento dos contatos novamente. 86 Departamento Regional . relativamente ao do tipo Pt-100. Para o termistor "NTC" acontece o contrário do PTC. que se abrem quando ocorre determinada elevação de temperatura. porém. o qual desliga o circuito principal.Coeficiente de Temperatura Negativo O tipo "PTC" é um termistor cuja resistência aumenta bruscamente para um valor bem definido de temperatura.2.Sistemas Elétricos de Potência 3. São ligados em série com bobina do contator. Os termistores possuem tamanho reduzido. sub ou sobretensões ou liga-desliga.SENAI . Dependendo do grau de segurança e da especificação do cliente. desligamento ou ambos (alarme e desligamento) de geradores elétricos trifásicos. porém. podem ser utilizados três termostatos (um por fase) ou seis termostatos (grupos de dois por fase).9. embora permitam um acompanhamento contínuo do processo de aquecimento do gerador. Quando a temperatura de atuação do bimetálico baixar. 3.4. especificado para cada tipo. PTC . Essa variação brusca na resistência interrompe a corrente no PTC. pois os circuitos eletrônicos de controle disponíveis. Os termostatos podem ser destinados para sistemas de alarme. Os termistores com seus respectivos circuitos eletrônicos de controle oferecem proteção completa contra sobreaquecimento produzido por sobrecarga.3 TERMOSTATOS São detetores térmicos do tipo bimetálico com contatos de prata normalmente fechados.RO .9. sua aplicação não é normal em geradores elétricos. necessitam de relé para comando da atuação do alarme ou operação.Coeficiente de Temperatura Positivo NTC .4.2. Possuem um baixo custo.

t em ºC (Métodos da variação de resistência) A 60 60 60 60 60 60 60 60 60 60 60 60 60 60 60 E 75 75 75 75 75 75 75 75 70 75 70 75 75 70 75 B 80 80 80 80 80 80 80 80 80 80 80 80 80 80 80 80 80 F 100 100 100 105 105 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 Tabela 3.Máxima sobreelevação de Temperatura Permitida por Classe de isolamento Para operar em alarme e desligamento (dois termostatos por fase).RO .MIO Suécia SEN 22 Suíça SEV 3009 Máxima sobreelevação de temperatura permitida por classe de isolamento.Sistemas Elétricos de Potência Máxima temperatura ambiente ºC ta 40 40 40 40 40 40 40 40 40 40 40 40 40 40 40 40 40 NORMA Brasil ABNT NBR .8 . os termostatos de alarme devem ser apropriados para atuação na elevação de temperatura prevista do gerador.5117 Norma Internacional IEC 34 . enquanto que os termostatos de desligamento deverão atuar na temperatura máxima do material isolante.1 Alemanha VDE 0530 parte USA NEMA MG 1 e ASA Canadá CSA C 22.SENAI .2 N0 54 Grã-Bretanha BS 2613 Austrália BS 2613 Bélgica NBN 7 Dinamarca DS 5002 França NF CS1 -100 Holanda VEMET N 1007 Índia IS: 325-1961 Itália CE 12-3 Noruega NEM AV Áustria OVE . 87 Departamento Regional .

O conceito de potência nominal. + Qn )2 Onde: Pn = componente da potência ativa da fonte consumidora (VA). até mesmo. bem como o fator de potência geral. for exigida do gerador uma potência muito acima daquela para a qual foi projetado.8. IL = corrente de linha [A]. e daí determinar a potência aparente total. Para a determinação do tamanho da máquina devemos conhecer a potência aparente S: S = UL x IL x Onde: S = potência aparente [VA].8 e 1. 3. a potência que o gerador pode fornecer. Para fatores de potência menores que 0. Nos catálogos a potência aparente é dada em kVA. Sabemos que o gerador pode acionar cargas de potência bem acima de sua potência nominal. podendo ele. Qn = componente da potência reativa da fonte consumidora (VAr). S = (P1 + P2 + . porém. UL = tensão de linha [V]. Portanto.. é preciso averiguar antes. se um gerador for conectado a carga com fatores de potência distintos.+ Pn )2 + (Q1 + Q2 + . dentro de suas características nominais.0 (Indutivos). a potência deve ser reduzida conforme a figura 3. c os ϕ = ∑P S 88 Departamento Regional . isto é.10). ou seja.5. sendo válida para os fatores de potência entre 0. isto implica portanto que o cos(ϕ) também deve ser conhecido.Sistemas Elétricos de Potência 3.45. A potência do gerador é fixada em relação a potência das fontes consumidoras. está intimamente ligado à elevação de temperatura do enrolamento (Tabela 3. é que se esta sobrecarga for excessiva. O que acontece.RO . queimar-se rapidamente.. ou de acordo com a potência do motor do acionamento: a) Fixação de potência de acordo com a potência das fontes consumidoras. em regime contínuo.5 CARACTERÍSTICAS DE DESEMPENHO 3.1 POTÊNCIA NOMINAL É a potência que o gerador pode fornecer. até quase atingir o limite de estabilidade..SENAI . quais os componentes de potência ativa e reativa. o aquecimento normal será ultrapassado e a vida do gerador será diminuída..

736 para obter [kW] PM[kW] = PM[cv] x 0. PG = Onde: PM . S= PG PM x η = Cos( ϕ ) 100 x Cos( ϕ ) Exemplos: Numa indústria deve ser instalado um Grupo Diesel para fornecer eletricidade às suas instalações.RO . 89 Departamento Regional . onde existem as seguintes fontes consumidoras.45 – Potência em função do cos(ϕ) b) Fixação da potência de acordo com a potência do motor de acionamento. como fator de potência podemos adotar 0.potência do gerador [kW] PM .potência do motor acionante [kW] η(G) . multiplicar por 0.8. não é possível conhecer a potência exata das fontes consumidoras. para obter a potência ativa que fica a disposição nos terminais do gerador.SENAI . η( G ) 100 [ kW ] P G .rendimento do gerador (%) Para potência do motor acionante dado em [cv]. Neste caso a potência do gerador é determinada a partir da potência de acionamentos e. diminuímos as perdas do gerador.736 Devemos levar em consideração o rendimento dos geradores indicado nos catálogos para fatores de potência entre 0.Sistemas Elétricos de Potência Figura 3. Da potência útil do motor de acionamento.8 e 1. Muitas vezes.0.

η = 90.0 c) 1 motor trifásico WEG . Cos(ϕ) = 0. 55 kW.85 0.9%.8%. IP/IN = 7.9 CARGA Iluminação Aquecimento Motor 40 cv Motor 60 cv Motor 75 cv cos ϕ 0.0 49. Para o cálculo da potência ativa e aparente nos motores geralmente indica-se a potência útil no eixo. a potência ativa consumida abtém-se dividindo pelo rendimento.SENAI .70 1.6 motor 60 [cv].4 26. e para os demais.9 90.8 motor 75 [cv].9%.60 [cv] – IV Carcaça 200L e) 1 motor trifásico WEG .Sistemas Elétricos de Potência a) Iluminação 80 [kVA] Cos(ϕ) = 0.9 . η = 91.8 + 28.1 + 0 + 20. IP/IN = 7.8 91.4 [ kVAr ] Desta maneira.0 S [ kVA ] = = = 38.75 [cv] .8 Q(kVAr) 57. obtém-se a potência aparente total do gerador. bem como o fator de potência para o motor de 40 cv teremos: P [ kW ] = Pm [ kW ] x 100 30 × 100 = = 33. Será analisado posteriormente a influência da partida dos motores. IP/IN = 7.P [ kW ] 2 Q = (38.8 56.0 + 49. Cos(ϕ) = 0.IP54 . Cos(ϕ) = 0.85.8 )2 .88 0.00 0.1 20.3 66.9 )2 S = 375 [ kVA ] O fator de potência geral será: 90 Departamento Regional .8 [ kVA ] cos ϕ 0.5 59.IP54 .Quadro Geral de Potência A potência aparente do gerador será: S = (56 + 152 + 33.4 Para determinação da potência foi considerado serviço contínuo.90. Do valor da potência ativa e da reativa.40 [cv] .9 Tabela 3.8 )2 + (57.7 b) Aquecimento 152 [kVA] Cos(ϕ) = 1. 45 kW.5 + 59.IP54 .4 90.IV d) 1 motor trifásico WEG . η = 90.9 η P [ kW ] 33.0 )2 = 20.88.(33.RO .4 + 26. 30 kW.IV Do catálogo de motores trifásicos WEG obteremos: motor 40 [cv].90 η% S(kVA) 80 38.8 28. obteremos os seguintes resultados da Tabela 3.0 [ kW ] 90.9 P(kW) 56 152 33.85 Q [ kVAr ] = S [ kVAr ] 2 .

para evitar que a elevação de temperatura seja excessiva. quando o isolante se queima e o enrolamento é destruído de repente. o mais importante é. Dentre todos os fatores. ambientes corrosivos e outros. que vai se tornando ressecado. sem dúvida. que são transformadas em calor. O procedimento está descrito no item 3. 3. perdendo o poder isolante.1 AQUECIMENTO DO ENROLAMENTO A potência útil fornecida pelo gerador é menor que a potência acionante. Quando falamos em diminuição da vida útil da máquina. para tensão de 220V com potência de 405 kVA. vibrações. a vida útil de máquina elétrica é determinada pelo material isolante.3 = = 0. em motores resfriados a ar. está indicado no catálogo como 94%. Este material é afetado por muitos fatores. A potência do acionamento do gerador será: PM = PG [ kVA ] x cos( ϕ ) 405 x 0. por exemplo. não nos referimos às temperaturas elevadas.5. como umidade. até que não suporte mais a tensão aplicada e produza o curto-circuito.2 ELEVAÇÃO DE TEMPERATURA-CLASSE DE ISOLAMENTO 3. entretanto antes que o tamanho da máquina possa ser determinado em definitivo. em termos de temperatura de trabalho.3. ainda resta examinar as condições para a partida de motores. à medida que a temperatura de trabalho é mais alta. No motor do automóvel.4 podem ser vistos os diferentes tipos de ventilação. O mesmo acontece em todos os tipos de máquinas elétricas. A diferença entre duas potências representa as perdas. O rendimento do gerador com carga total. A experiência mostra que a isolação tem uma duração praticamente ilimitada.5. o rendimento do gerador é sempre inferior a 100%. Vida útil da isolação. como escovas e rolamentos.934 S 375 Do catálogo de geradores WEG. isto é.SENAI . a temperatura de trabalho dos materiais isolantes empregados. o qual aquece o enrolamento e deve ser dissipado para fora do gerador.Sistemas Elétricos de Potência c os( ϕ ) = ∑ P 350.5. bem abaixo daquela em que o material se queima. Vida útil de máquina elétrica girante Se não considerarmos as peças que se desgastam devido ao uso. Um aumento de 8 a 10 graus na temperatura da isolação reduz sua vida útil pela metade. refere-se ao envelhecimento gradual do isolante. se a sua temperatura for mantida abaixo de um certo limite. No item 3. o calor gerado pelas perdas internas tem que ser retirado do bloco pelo sistema de circulação de água com radiador ou pela ventoinha.934 = η 0.RO .940 P M = 402 [ kW ] Neste exemplo foram analisadas as condições estacionárias do gerador. a vida útil da isolação vai se tornando cada vez mais curta.2. Este limite 91 Departamento Regional . tipo industrial obtemos o gerador GTA315SI25. Acima deste valor.

os materiais isolantes e os sistemas de isolamento (cada um formado pela combinação de vários materiais) são agrupados em Classes de isolamento.5. medida por termômetro.Sistemas Elétricos de Potência de temperatura é muito mais baixo que a temperatura de "queima" do isolante e depende do tipo de material empregado. O método mais preciso e mais confiável de se medir a temperatura de um enrolamento é através da variação de sua resistência ôhmica com a temperatura. 3. ou seja.SENAI . segundo uma lei conhecida.5 + t1 ) + t 1 . Temperatura dos enrolamentos no fim do ensaio. 3.t a = R 2 R1 (234.2.2.2 CLASSES DE ISOLAMENTO Definição das classes: Como foi visto acima. que aproveita a propriedade dos condutores de variar sua resistência. Para fins de normalização. 92 Departamento Regional . cada qual definida pelo respectivo limite de temperatura.t a R1 Onde: ∆t = t1 = t2 = Elevação da temperatura. A elevação da temperatura pelo método da resistência. já para geradores os mais comuns são a F e H.RO . As classes de isolamento utilizados em máquinas elétricas e os respectivos limites de temperatura conforme a Norma NBR 7094 são as seguintes: • • • • • Classe A(105oC). Classe B(130oC). basta um ponto fraco no interior da bobina para que o enrolamento fique inutilizado. As classes B e F são as comumente utilizadas em motores normal. pela maior temperatura que o material pode suportar continuamente sem que seja afetada sua vida útil. o limite de temperatura depende do tipo de material empregado. é calculada por meio da seguinte fórmula. Temperatura do enrolamento antes do ensaio. para condutores de cobre: ∆t = t 2 . praticamente igual a do meio refrigerante.5. Evidentemente. Esta limitação de temperatura se refere ao ponto mais quente da isolação e não necessariamente ao enrolamento todo.3 MEDIDA DA TEMPERATURA DO ENROLAMENTO É muito difícil medir a temperatura do enrolamento com termômetros ou termopares. Classe E(120oC). Classe F(155oC). Classe H (180oC). pois a temperatura varia de um ponto a outro e nunca se sabe se o ponto da medição está próximo do ponto mais quente.

no máximo 40oC. Os valores numéricos e a composição da temperatura admissível do ponto mais quente são indicados na tabela 3. de modo que a temperatura do ponto mais quente fica limitada.Composição da temperatura em função da classe de isolamento 93 Departamento Regional . baseado na prática é 5oC.2. baseada nas seguintes considerações: a) A temperatura ambiente é.Sistemas Elétricos de Potência ta = Temperatura do meio refrigerante no fim do ensaio. R1 = Resistência do enrolamento no início do ensaio. portanto.10 . 10oC para classe B e 15oC para as classes F e H. para as classes A e E. b) A diferença entre a temperatura média e a do ponto mais quente não varia muito de máquina para máquina e seu valor estabelecido em norma.5. 234. R2 = Resistência do enrolamento no fim do ensaio.RO . As normas de máquinas elétricas fixam a máxima elevação de temperatura (∆t). 3. OBS: Para geradores de construção naval deverão ser obedecidos todos os detalhes particulares de cada entidade classificadora.5 = Cte material (cobre).SENAI . estabelecem um máximo para a temperatura ambiente e especificam uma elevação de temperatura máxima para cada classe de isolamento. por norma. Classe de Isolamento Temperatura ambiente ∆ t= elevação de temperatura (método de resistência) Diferença entre o ponto mais quente e a temperatura média Total: temperatura do ponto mais quente o C C A 40 60 E 40 75 B 40 80 F 40 100 H 40 125 o o C C 5 105 5 120 10 130 15 155 15 180 o Tabela 3. Deste modo.4 APLICAÇÃO À MÁQUINAS ELÉTRICAS A temperatura do ponto mais quente do enrolamento deve ser mantida abaixo do limite da classe. fica indiretamente limitada a temperatura do ponto mais quente. e acima disso as condições de trabalho são consideradas especiais.10. As normas de máquinas elétricas. A temperatura total vale a soma da temperatura ambiente já com a elevação de temperatura (∆t) mais a diferença que existe entre a temperatura média do enrolamento e a do ponto mais quente.

Os maiores problemas de queda de tensão e recuperação de tensão ocorrem na partida de motores de indução. o fator de potência é da ordem de 0.1 CÁLCULO DA QUEDA DE TENSÃO Ao se aplicar uma carga no gerador teremos subitamente uma queda de tensão que depende da reatância do gerador. bem como desprezarmos a impedância dos cabos de alimentação e a resistência interna do gerador. Durante a partida de motores de indução. xd' e xd conforme as constantes de tempo próprias) como mostrado no item 3.Impedância para um Gerador Síncrono (modo simplificado) Em função da variação da carga a reatância do gerador varia com o tempo (xd”.SENAI . Na figura 3.5. Para facilitar o cálculo vamos considerar o cos(ϕ) igual a zero. 94 Departamento Regional .3 QUEDA DE TENSÃO 3.Sistemas Elétricos de Potência 3.47 é mostrado a variação da tensão em função do tempo.RO . ∆U = XA X A + Xm Figura 3. da corrente. As curvas mostradas dependem de parâmetros do gerador e do tempo de resposta da excitação e do sistema de regulação.2.3.5. do cos ø da carga e do tipo de regulação.46 .5. Admitindo as simplificações mencionadas (figura 3.46).3.

100 1+ X* d Ou de forma genérica para qualquer valor de Ip/In do gerador.3. 95 Departamento Regional . em pu (Geradores brushless).11 mostra o valor de ∆U em função de X* d e Ip/In para cos(ϕ) igual a zero. In = corrente nominal do gerador.Variação da Tensão em Função do Tempo O cálculo da queda de tensão torna-se complexa se levarmos em consideração a variação da reatância no tempo. para máquinas com excitatriz e regulador eletrônico e a reatância subtransitória (xd") para máquinas com excitação estática (com escovas). A equação da queda de tensão fica então: ∆U% = * X d .Sistemas Elétricos de Potência Figura 5. A tabela 3.2 . vale a relação: ∆U% = Onde: [ X * d . (Ip/In)] X* d = xd'em máquinas com excitatriz e regulador eletrônico. Ip = corrente de partida do motor. X* d = xd" em máquinas com excitatriz estática. 100 1 + [ X * d . (Ip/In)] . Podemos chegar a valores muito próximos da realidade se considerarmos para a queda de tensão a reatância transitória (xd').RO .SENAI . em pu (Geradores com escovas).

a tabela 3.3 INFLUÊNCIA DA CARGA INICIAL As cargas iniciais em geradores podem ser agrupadas em três tipos: • • • Impedância constante. com relação a queda de tensão. na redução da tensão teremos um aumento da corrente. kVA constante. Estes tipos de cargas podemos considerar como o mais comum. Neste gráfico. 3.3. Apesar dos fatores de potência serem diferentes. ∆ U(cos(ϕ) = 0).11. Corrente constante. Exemplo de carga tipo impedância constante: • • • Lâmpadas. podemos encontrar o valor de correção "x" e que deverá ser multiplicada pelo ∆U para cos(ϕ) = 0.RO . a queda de tensão não provocaria variações de corrente e conseqüentemente não haveria queda de tensão. A corrente do gerador reduzirá proporcionalmente à tensão do gerador. Ao se combinar cargas do tipo kVA constante e impedância constante. A queda de tensão. obtemos cargas do tipo corrente constante. para o cálculo da queda de tensão. quando este estiver sob uma carga do tipo impedância constante.50 Esta variação de corrente deverá ser adicionada à corrente de partida do motor de indução. Conseqüentemente este efeito reduzirá a queda de tensão. Aquecedores.3. pode ser vista na figura 3. Podemos utilizar.Neste caso. Quando se tem cargas do tipo kVA constante. pois o efeito é contrário com tendência de se anularem. ∆ U(cos(ϕ) qualquer) = X. ocasionando conseqüentemente um aumento da queda de tensão.48.5.SENAI .2 INFLUÊNCIA DO FATOR DE POTÊNCIA Se houver necessidade de se calcular a queda de tensão para cos ø diferente de zero devemos utilizar o gráfico da figura 3. 96 Departamento Regional . Um exemplo deste tipo de carga são motores de indução. como pode ser visto na curva. Para efeito de cálculo poderá ser desprezado. Resistores.Sistemas Elétricos de Potência 3. iguais. irá reduzir quando o fator de potência crescer. considera-se de forma pessimista.5. A variação da corrente em motores de indução.

Sistemas Elétricos de Potência Figura 3.Correção de ∆U em Função do Cos(ϕ) Figura 3.48 .49 -Fatores de Redução da Corrente (K1) e Conjugado (K2) em Função da Tensão 97 Departamento Regional .RO .SENAI .

Deverá ser analisado o tipo de carga a ser acionada. obtendo-se o valor mínimo de conjugado e conseqüentemente o limite da queda de tensão.SENAI . No caso do uso de geradores em paralelo a reatância total deve ser calculada pela expressão: I T = I G1 + I G 2 + . + I Gn xd* xd * xd * xd * 98 Departamento Regional . Acima deste valor a queda de tensão residual torna-se grande e o tempo de permanência (limite térmico) é pequeno.51.49. é aproximadamente de 20 a 30s.8 x potência aparente [kVA]).49 poderá ser verificado a redução do conjugado (K2)com a queda de tensão.. Esta redução na corrente deverá ser levado em consideração no cálculo da queda de tensão.50 . como pode ser visto no gráfico.RO . A queda de tensão resultante na partida de motores poderá tornar o motor não apto para acionar a carga. A variação da corrente de partida em relação a tensão (K1) pode ser vista no gráfico da figura3.Sistemas Elétricos de Potência Figura 3. normalmente dimensionada cos(ø) = 0. Para reduzir a corrente de partida de motores.8 (potência útil [kW] = 0. podendo ser inferior ao tempo de partida do motor. normalmente são utilizados dispositivos tipo partida estrela triângulo ou chave compensadora.∆I em Motores de Indução 3. No caso específico de 2 x IN o tempo de sobrecarga.4 LIMITAÇÕES NA PARTIDA DE MOTORES Consideramos como limite da corrente na partida de um motor o valor de 2 x IN do gerador.. No gráfico da figura 3. Outro fator também a ser levado em conta é a potência da máquina acionante. como mostrado no gráfico da figura 3.5.

309 0.242 0.117 0.244 0.474 0.074 0.302 0.099 0.139 0.238 0.046 0.049 0.293 0.046 0.153 0.290 0.320 0.800 0.190 0.180 0.178 0.164 0.058 0.364 0.040 0.153 0.138 0.126 0.153 0.545 Tabela 3.303 0.390 0.258 0.462 0.296 0.051 0.235 0.400 1.309 0.200 0.194 0.313 0.600 0.335 0.121 0.064 0.339 0.449 0.194 0..057 0.277 0.081 0.322 0.213 0.310 0.153 0.089 0.130 0.135 0.113 0.539 0.327 0.016 0.213 0.174 0.405 0.310 0.270 0.402 0.091 0.074 0.074 0.435 0.442 0.393 0.398 .154 0.310 0. xd*1.512 0.083 0.112 0.050 0.023 0.165 0.419 0.356 0.438 0.188 0.195 0.233 0.112 0.169 0.088 0.164 0.161 0.503 0.126 0.381 0.309 0.194 0.331 0.457 0.029 0.462 0.206 0.154 0.Sistemas Elétricos de Potência Onde: xd* = reatância total (xd' ou xd".457 0.126 0.275 0.060 0.516 0.107 0. QUEDA DE TENSÃO EM GERADORES SÍNCRONOS QUEDA DE TENSÃO (para Cos(ϕ) = 0.077 0.245 0.174 0.107 0.11 .165 0.242 2.394 0.077 0..438 0.042 0.347 0.528 3.402 0.209 0.132 0.289 0.046 0.161 0.183 0.027 0.051 0.224 .275 0.088 0.370 0.014 0.286 0.071 0.065 0.165 0.230 0.363 0.088 0.315 0.408 0.384 0.482 0.115 0.490 2.097 0.351 0.265 0.160 0.359 0.251 0.074 0.126 0.000 0.307 0.123 0.398 0.284 0.SENAI .204 0.161 0.201 0.260 0.296 0.296 0.387 0.067 0.324 0.238 0.231 0.365 0.210 0.324 0.317 0.400 0.190 0.324 0.157 0.224 0.265 0.060 0.178 0.251 0.083 0.383 0.201 0. conforme o caso).200 0.281 0.210 0.438 0.228 0.209 0.199 0.192 0.259 0.101 0.081 0.126 0.067 0.319 0.072 0.448 0.400 0.274 0.067 0.346 0.097 0.464 0.335 0.522 0.216 0.600 1.133 0.375 0.174 0. OBS: Se for utilizado dois geradores iguais em paralelo.465 0.346 0.280 0.329 0.242 0.384 0.406 0.351 0.186 0.319 0..n = reatância de cada gerador ligado em paralelo.178 0.180 0.150 0.113 0.067 0.421 0.509 0.519 0.446 0.107 0.429 0.029 0.144 0.282 0.350 0.110 0.306 0.372 0.094 0.413 0.294 0.324 0.336 0.219 0.387 0.347 0.048 0.470 0.000 1.214 0.084 0.412 0.RO .088 0.172 0.097 0.062 0.031 0.342 0.294 0.497 0.200 0.138 0.235 0.353 0.077 0.267 0.231 0.476 0.343 0.346 0.286 0.022 0.044 0.144 0.033 0.123 0.107 0.490 0.012 0.295 0.224 0.046 0.200 0.380 0.358 0.365 0..483 0.234 0.333 0. a reatância total é igual reatância individual dos geradores.194 0.390 0.038 0.040 0.277 0.129 0.155 0.110 0.194 0.219 0.302 0.265 0.183 0.454 0.238 0.316 0.038 0.214 0.488 0.468 2.284 0.206 0.219 0.0) IP/IN 1.130 0.072 0.378 0.526 0.097 0.099 0.398 0.138 0.135 0.178 0.123 0.180 0.448 0.222 .107 0.060 0.271 0.352 0.296 0.145 0.267 0.190 0.477 0.473 0.070 0.235 0.483 0.057 0.316 0.107 0.174 0.182 0.167 0.057 0. IT = Corrente nominal total dos geradores em paralelo.269 0.439 0.319 0.035 0.251 0.277 0.144 0.259 0.502 0.800 0.133 0.130 0.800 2.270 0.057 0.161 0.Queda de Tensão em Geradores Síncronos Onde: IP = Corrente de partida do motor IN = Corrente nominal do gerador 99 Departamento Regional .302 0.126 0.237 0.313 0.400 0.431 0.427 0.242 0.206 0.117 0.351 0.135 0.167 0.060 0.359 0.139 0.144 0.037 0.444 x*(pu) 0.497 0.000 0.248 0.093 0.419 0.130 0.248 0.020 0.194 0.505 0.224 0.374 0.120 0.055 0.442 0.160 0.117 0.495 0.153 0.077 0.053 0.324 0.419 0.250 0.340 0.335 0.071 0.101 0.172 0.306 0.403 0.227 0.412 0.330 0.428 0.245 0.126 0.405 0.138 0.282 0.115 0.365 0.140 0.265 0.421 0.332 0.480 0.190 0.251 0.100 0.048 0.360 0.091 0.153 0.389 0.161 .057 0.359 0.088 0.117 0.222 0.253 0.069 0.n = Corrente nominal de cada gerador ligado em paralelo.510 2.281 0.138 0.083 0.412 0.219 0.186 0.254 0.183 0.062 0.380 0.272 0.341 0.430 0.251 0.425 0.335 0.393 0.284 0.434 0.302 0.455 0.065 0.135 0.274 0.290 0.240 0.390 0.204 0. IG1.364 0.400 0.120 0.027 0.148 0.410 0.412 0.150 0.187 0.375 0.231 0.167 0.094 0.233 0.194 0.042 0.381 0.238 0.281 0.224 0.353 0.370 0.123 0.600 0.373 0.064 0.373 0.490 0.201 0.296 0.025 0.169 0.290 0.104 0.469 0.213 0.150 0.065 0.090 0.419 0.180 0.209 0.053 0.035 0.449 0.219 0.067 0.421 0.265 0.113 0.375 0.265 0.091 0.132 0.267 0.183 0.326 0.035 0.101 0.432 0.260 0.392 0.018 0.172 0.355 0.248 0.120 0.170 0.225 0.465 0.150 0.123 0.300 0.533 0.359 0.178 0.107 0.286 0.342 0.010 0.457 0.307 0.020 0.254 0.255 0.031 0.209 0.220 0.144 0.338 0.144 0.080 0.049 0.200 1.074 0.260 0.102 0.053 0.194 0.112 0.101 0.231 0.038 0.322 0.367 0.201 0.384 0.023 0.

1) Primeiramente parte o motor de 100 cv.5 A IP = 271 A c) Condição de recebimento de carga do gerador c. 440V Xd'= 16.Sistemas Elétricos de Potência EXEMPLO DE CÁLCULO DE QUEDA DE TENSÃO EM GERADORES ENVOLVENDO VÁRIOS MOTORES Dados necessários: a) b) Gerador GTA250MI33.5 A IP = 647. da figura 3.85.0.4 pólos .45 = 475 A Mas. 440 = 302 A I .163pu) Motores de indução b.IN = 120 A IP = 1056 A b.2) 75 cv .4 pólos .440 V .IN = 87.440 V . 0.3) 25 cv .RO . 100 Departamento Regional . SOLUÇÃO: Cálculo da corrente do gerador: IG = 230000 3 .45 IPmotor 65% = IP100% .IN = 31. 230 kVA. utilizando chave compensadora com TAP de 65% c. em se tratando de chave compensadora teremos que referir a corrente de partida do motor (secundário da chave compensadora) ao gerador (primário da chave compensadora).2) Outra condição seria a partida (com TAP de 65%) do motor de 75 cv.5 A b.4 pólos .1) 100 cv . considerando que os motores de 100 e 25 cv estejam em funcionamento.3% (Xd'= 0.Cálculo da queda de tensão provocada pela partida do motor de 100cv (através de chave compensadora no Tap 65%) considerando os motores de 25 e 75cv desligados: IN = 120A IP = 1056 A Obs: Supor queda de tensão de 15% no gerador (estimativa inicial) Utilizando chave compensadora com TAP 65 % e queda de tensão no gerador de 15% (0.55) obtemos.65 = 0.SENAI .49: K1 = 0.440 V . K1 IPmotor 65% = 1056 .

163 . 0. 100 = .65 IPmotor ref.163 .RO . 1.023 Refazendo o cálculo (1a iteração) para queda de tensão no gerador de 14.046] II .163 .5 . considerando que os motores de 100 e 25cv já estejam em funcionamento: II.= 647. 189 = = 0. 100 = 14.65 . IP/IN 0. = 486 . 0. temos: 0.29%.627 Ig 302 101 Departamento Regional .46 IPmotor 65% = IP100% .046 Ig 302 Teremos uma queda de tensão de: ∆V = [X ′d .65 = 316A IPmotor ref.SENAI . Teremos uma queda de tensão de: ∆V = X ′d . = IPmotor 65% .0. 0.65 IPmotor 65%ref.65 IPmotor ref.45 . 0.= 189A IPmotor 65% ref.1429) = 0. 0. 1. IP/IN] [0. 0.023 .163 . 0. 1.IN = 87.Cálculo da queda de tensão provocada pela partida do motor de 75cv (através de chave compensadora no Tap 65%). 1.29% 1 + [X ′d .Contribuição individual do motor de 75cv .56 → K1 = 0.46 = 486A IPmotor ref.1 . (1 .046] . IP/IN] 1 + 0. = IPmotor 65% . = 475 .023 302 Ig ∆V = 11.57% 1 + [X ′d .Sistemas Elétricos de Potência = 0. 316 = = 1. IP/IN] 1 + [0.65 I sec IPmotor 65% IPmotor ref.65 = 309 A IPmotor ref 309 = 1. 100 = 14.5 A IP = 647.09% = IP prim = IPmotor ref. 100 = . K1 IPmotor 65% = 1056 .5 A Supondo queda de tensão inicial de 15% e utilizando chave compensadora com TAP 65%: IPmotor 65%ref.

50.627] ∆V = 9. 0. Do gráfico da figura 3.Valor suposto de queda = 15%. 0.1 .103 • Motor de 25cv (IN = 31. 31.2.440 V): Acréscimo = 0.Sistemas Elétricos de Potência A queda de tensão que ocorrerá.2 A ∆i (M100) = Acrésscimo 31.163] ∆V = 11% Como supomos ∆ V = 15% e resultou numa queda de 11% refaremos o cálculo: 102 Departamento Regional . Para o caso em questão temos ∆i = 0.2 .757 .440 V): Acréscimo = ∆i .2 = 0.RO 8.163 .627 .26 .2 = 302 Ig ∆i(M100) = 0.SENAI .757 .120 Acréscimo = 31. os acréscimos de corrente dos motores serão: • Motor de 100cv (IN = 120 A . obtemos a variação da corrente dos motores em carga.2 A ∆i (M25) = Cálculo da queda IP IP = (M75) + _i(M100)+ _i(M25) IN Ig IP = 0.163 ∆V = .163 .027 IN IP = 0.27% II. 120 = 0.26 . 100 1 + [0. considerando somente a partida do motor de 75cv será: ∆V = 0. 100% 1 + [0. 0.Contribuição dos motores de 100 e 25cv quando da partida do motor de 75cv: Nota: o processo de cálculo é iterativo e segue o roteiro mostrado abaixo: II.027 302 .5 A .757 IN 0.627 + 0.26 Logo.5 Acréscimo = 8.103 + 0. 0.

0.067 Motor de 25cv Æ ∆i(M25) = 0.163 ∆V = . da figura 3.1 vezes a corrente nominal durante 1 hora. é mostrada na figura 3.712 . deve-se manter a tensão muito próxima da nominal.627 + 0. na queda geral.RO . como o ∆ V estipulado é aproximadamente igual ao ∆V calculado. 100% 1 + [0. 0. os geradores devem fornecer 1.163] ∆V = 10. para máquinas de execução normal (tipos de catálogos). Para utilização a bordo de navios.Admitindo queda de 11%.4% Então. 103 Departamento Regional .712 IN IP = 0.018 IN 0.712 . através de sua regulagem.5 vezes a corrente nominal durante 15 segundos. Neste caso.50.2 .5 SOBRECARGA Segundo as normas VDE 530 ou ABNT os geradores síncronos devem fornecer 1.2.5 vezes a corrente nominal.Sistemas Elétricos de Potência II.018 IP IP = (M75) + ∆i(M100) + ∆i(M25) IN Ig IP = 0. Poderemos encerrar o cálculo CONCLUSÃO: Podemos observar que a contribuição dos motores já em funcionamento não causaram um acréscimo muito significativo. A sobrecarga momentânea em função da corrente.SENAI . durante 2 minutos. No caso da linha TELEBRÁS a sobrecarga admissível é de 1.067 + 0.5.51. neste caso. ∆i = 17% Motor de 100cv Æ ∆i(M100) = 0. 3.

5.6 SOBREVELOCIDADE As máquinas síncronas estão aptas. A corrente de curto-circuito máxima trifásica pode ser calculada pela seguinte expressão (xd'' em %): 2.Sistemas Elétricos de Potência Figura 5. este acidente normalmente é prejudicial ao circuito elétrico. As correntes de curto-circuito nos sistemas podem ser calculados considerando as reatâncias com seus valores em percentual. segundo a norma NBR 5052 a resistir a 1.55 x I F Icc M`X = x 100 (A) x′d e a corrente eficaz de uma fase será: 104 Departamento Regional .SENAI .7 CORRENTE DE CURTO-CIRCUITO Sempre que se fizer uma conexão entre dois pontos com potenciais diferentes e baixa resistência teremos um curto-circuito.RO .5. Nesta condição a máquina poderá ou não estar excitada. Em regra geral.2 vezes a velocidade nominal durante 2 minutos.1 .Curva de Sobrecarga Momentânea em função da Corrente (para máquinas normais) 3.4. 3.

O gerador sem alteração deverá passar a acionar com 60Hz e fornecer 1000kVA e 440V. o gerador deverá ser desligado o mais tardar após 5 segundos. SN1= potência na base velha. SN2= potência na base nova.5. (UN1/UN2)2 Onde: X2 = reatância na base nova. fica acima de 2 vezes a corrente nominal do gerador.4. 60/50 . X1 = reatância na base velha.0 (pu) UN Se a mesma máquina for utilizada para um número maior de rotações e em vez de 60Hz. Como visto no item 3. UN2= tensão na base nova. No caso de variação de tensão para menos deverá ser reduzido também proporcionalmente a potência.(380/440)2 Xd' 60Hz = 21 x 1.50Hz. S N2/S N1 . 1000/850 . Que grandeza terá a reatância transitória para a nova condição de acionamento? Solução: Xd' 60Hz = Xd' 50Hz . A variação de tensão só será possível para menos ou proporcionalmente a freqüência. Exemplo: É dado um gerador de 850 kVA .Sistemas Elétricos de Potência I cceff = IF x 100 (A) x′d A corrente de curto-circuito permanente.053 = 22% 105 Departamento Regional . XN = (Ω ) 3 x IN X N = 1. Como grandeza de referência vale a reatância nominal.RO .(f2/f1) . f2 = freqüência na base nova. UN1= tensão na base velha.5. Para 50 Hz e 850 kVA a reatância transitória obtida do cálculo foi de xd' = 21%.SENAI . outra tensão ou outra potência a reatância da máquina se modifica conforme a expressão abaixo: X2 = X1 . OBS: Devemos lembrar que para geradores de catálogos só serão possíveis alterações na rotação caso sejam de 50Hz para 60Hz.380 V . cujo ajuste é feita na fábrica. 3.8 CONVERSÃO DE REATÂNCIAS É hábito dar-se as reatâncias de uma máquina como valor de referência por unidade (pu). f1 = freqüência na base velha.

Nestas condições. 3. Quando a seqüência real dos valores no tempo for indeterminada. Nestes casos o gerador deve ter uma supervisão da tensão de modo a desexcitar a máquina. podem aparecer danos nos acoplamentos. acionados com rotações abaixo de 90% de sua rotação nominal.5. o gerador deve ser imediatamente desacoplado da rede. pois estaria fora do objetivo desta apostila.10 REGIME DE SERVIÇO É o grau de regularidade da carga a que o gerador é submetido. e igual à potência nominal da máquina. Nos casos em que a carga não varia ou nos quais varia de forma previsível. (por exemplo S1. com o disparo na rotação da máquina primária. ou quando a referência de tensão terminal (do regulador) é interrompida. por exemplo. 106 Departamento Regional . por tempo indefinido.52) tN = Funcionamento em carga constante. Geradores com regulagem de tensão independente da freqüência.9 PROTEÇÃO DO GERADOR Neste item trataremos de alguns aspectos relativos à proteção dos geradores. θ máx = Temperatura máxima atingida durante o ciclo.5. Conforme a duração do curto e devido ao ângulo de defasagem. ocorrendo curto na rede. isto é. se a tensão cair para 50% da nominal. Como conseqüência.SENAI . o regime poderá ser indicado numericamente ou por meio de gráficos que representem a variação em função do tempo das grandezas variáveis. devem ser desligados. as tensões não estarão mais em fase. e ocorrer um curto-circuito na mesma. aparecem fortes processos de reajustes. certamente não corresponderá a mesma antes do curto-circuito. O gerador é projetado para regime contínuo. deverá ser indicada uma seqüência fictícia não menos severa que a real. 3.Sistemas Elétricos de Potência 3. teremos uma aceleração ou um retardamento. da forma mais exata possível. que podem ser comparados aos de uma saída de sincronismo.RO .10. S2 e S3): a) Regime S1 Funciona à carga constante de duração suficiente para que se alcance o equilíbrio térmico (figura 3.1 REGIMES PADRONIZADOS Os regimes que serão citados foram definidos em vista especialmente na aplicação de geradores. Isto pode ocorrer. A potência fornecida pelo gerador. poderemos ter valores elevados de tensão terminal. desta maneira. Sobre certas condições anormais de funcionamento do gerador. através do torque acionante.5. durante um período prolongado. ocorre uma situação crítica no momento em que o curto é desfeito e a tensão é restabelecida. a carga é constante. mas não nos preocuparemos com características de projetos. Se o gerador estiver alimentando uma rede. Desta maneira. bem como no circuito de excitação. nas bases. A indicação do regime da máquina deve ser feita pelo comprador.

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Figura 3.52 - Regime S1 b) Regime de Tempo Limitado (S2) Funciona à carga constante, durante um certo tempo, inferior ao necessário para atingir o equilíbrio térmico, seguido de um período de repouso de duração suficiente para restabelecer a igualdade de temperatura com o meio refrigerante (figura 3.53).

Figura 3.53 - Regime S2 tN = Funcionamento em carga constante θ máx = Temperatura máxima atingida durante o ciclo c) Regime Intermitente Periódico (S3) Sequência de ciclos idênticos , cada qual incluindo um período de funcionamento a carga constante e um período de repouso durante um ciclo de regime e no qual a corrente de partida não afeta de modo significante a elevação de temperatura (figura 3.54). tN = Funcionamento em carga constante tR = Repouso θ máx = Temperatura máxima atingida durante o ciclo

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Fator de duração do cliclo (ED) ED = tN . 100% tN+tR

Figura 3.53 - Regime S3

3.5.11 DIAGRAMA DE CARGA Para se operar seguramente um gerador devemos conhecer os limites de operação da máquina. Estes limites podem ser determinados pela potência da máquina acionante, estabilidade de funcionamento, excitação do campo, e limite térmico do gerador. Estas condições são todas analisadas através do diagrama de carga(figura 3.56). Neste diagrama podemos analisar a área dentro do qual o gerador pode funcionar, podemos então avaliar as condições de operação da máquina. A construção do diagrama não será analisada neste trabalho, apenas, com base nos diagramas obtidos, são tecidos comentários dos limites do gráfico. O limite da máquina acionante é definida pela potência útil entregue pelo gerador, e determinada pelo limite da máquina (linha FD do gráfico). O limite de estabilidade é determinado pela curva BC, onde é definido a máxima potência (ângulo de carga máxima δ da figura 3.55. Com a redução da excitação (carga capacitiva descrito no item 3.2.3.c).

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Figura 3.55 - Ângulo de carga máximo δ

Figura 3.56 - Diagrama de Carga de Máquinas Síncronas (Curva de Capabilidade) Ao atingir a excitação zero teremos somente a potência que depende do conjugado de relutância, e na variação se faz com dobro do ângulo de carga δ (conforme descrito no item. 3.2.6.). Para excitação zero, o ângulo de carga seria 45o para a máxima potência. Este limite pode ser visto na curva AB. O limite térmico da armadura é determinado pelas perdas no estator e a capacidade de ventilação da máquina. As perdas preponderantes são as joules, ocasionadas pela corrente de armadura (curva CD). O limite térmico do rotor é determinado pela corrente de excitação, e ocorre na região de carga indutiva, onde serão necessários fortes excitações (curva DE). 109
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O gerador deverá ser capaz de operar com uma variação de ± 10% de tensão. A redução de tensão reduzirá a capacidade de fornecer potência reativa capacitiva, aquecerá o estator e aumentará o ângulo de carga. Por outro lado, o aumento da tensão provocará maior estabilidade (carga capacitiva), menor ângulo de potência, e maior aquecimento do enrolamento de excitação. Para uma utilização segura do gerador, todos os pontos de operação deverá estar na região interna do diagrama de carga, observando-se a máxima potência ativa e reativa. Podemos observar no gráfico que a maior limitação se encontra na região de cargas capacitivas. Estas porém não correspondem a condição de funcionamento. Os geradores de baixa tensão tem sua principal aplicação na ligação de equipamentos industriais ou aplicações específicas como telecomunicações, onde teremos cargas normalmente de caráter indutivo e não lineares. Nestas condições o gerador estará sob forte excitação. O limite de carga capacitiva se faz necessário para grandes geradores ligados a longas linhas de transmissão abertas, por estas se tornarem cargas capacitivas. 3.5.12 OPERAÇÃO EM PARALELO DE GERADORES Durante um ciclo de operação de um gerador, ele pode ser exigido, ora em sua potência nominal e ora em valores menores que o nominal. Quando o gerador está sendo pouco exigido, o seu rendimento e da máquina acionante caem. Por este motivo, entre outros, e pelo fato de termos uma maior segurança de fornecimento de energia pode-se optar pela operação em paralelo de geradores. Quando da ligação de geradores em paralelo devemos observar: 1) A tensão do gerador a ligar seja igual à tensão da rede; 2) O ângulo de fase de tensão gerada pelo gerador corresponde a das barras da rede a que é ligado; 3) As freqüências dos sistemas a ligar devem ser praticamente iguais; 4) A ordem de seqüência das fases nos pontos a ligar deve ser mesma. Ligando-se geradores em paralelo, a distribuição da potência ativa depende do conjugado acionante, enquanto que a corrente reativa, depende da excitação de cada gerador. As máquinas acionantes mostram uma tendência de queda de rotação com o aumento da potência ativa, isto é necessário para termos uma distribuição estável da potência ativa. Da mesma maneira, para termos uma distribuição estável de reativos, devemos ter uma diminuição na excitação do gerador, com aumento dos reativos. Isto pode ser mostrado na figura 3.57, onde a curva características da tensão é decrescente.

Figura 3.57- Distribuição estável de reativos 110
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Operação em Paralelo de Geradores Como podemos ver na figura 3. consegue-se enviar ao regulador um valor proporcional. da tensão gerada o qual é a soma geométrica de uma tensão proporcional à tensão U-W e a tensão na resistência estática (figura 3. Com a tensão obtida entre as fases U e W e com o transformador estático que está na fase V. a soma geométrica das duas tensões é máxima quando o gerador fornece corrente reativa.3Ω ) figura 3. Com carga puramente resistiva.59 .Análise geométrica da tensão gerada Figura 3.RO .58).58 .Sistemas Elétricos de Potência Para conseguirmos diminuir a excitação é preciso fornecer ao regulador um sinal de corrente com parte reativa.58.59. Isto é conseguido. Figura 3. utilizando um transformador estático Bf1 (com relação IN:1) e a reatância estática Br2 (2. a soma geométrica 111 Departamento Regional .SENAI .

O controle de carga em uma unidade é conseguida. Um acréscimo de excitação de um dos geradores irá causar um aumento na tensão do sistema e este gerador irá suprir uma maior parcela dos VA reativos. Geradores idênticos com reguladores de velocidade de suas máquinas primárias com características iguais.RO . um aumento na potência reativa.60) e outro tipo "b". Um decréscimo na excitação do outro gerador fará com que a tensão terminal volte ao valor original. O regulador de velocidade age para reestabelecer a velocidade normal. Logo. dividem cargas igualmente e se possuírem mesma excitação dividem VA reativos iguais. Se um sistema tem características de velocidade tipo "a" (figura 3.SENAI . ajustando as características do regulador de velocidade para cima ou para baixo. a qual é sentida pelo sistema de controle de velocidade da máquina primária. Normalmente a influência estática da corrente reativa será escolhida tal que. DIVISÃO DE POTÊNCIA ATIVA Para dois geradores operando em paralelo. se a carga é aumentada.Característica de velocidade DIVISÃO DE (VA) REATIVOS: A tensão aplicada em uma carga conectada à dois geradores é determinada pela excitação total nos mesmos. para uma corrente reativa da ordem de grandeza da corrente nominal do gerador corresponde a uma queda na tensão de aproximadamente 5%. determinam não só a tensão aplicada à carga mas também a divisão de reativos entre os geradores. Ajustes da excitação do gerador então. Cada gerador opera com mesmo FP. 112 Departamento Regional .Sistemas Elétricos de Potência quase não desvia da tensão proporcional entre U e W. faz com que o gerador "veja" um aumento do valor atual da tensão do gerador. eles irão dividir a carga numa proporção Pa e Pb quando estiverem operando em uma velocidade S.60 . existe uma redução em suas velocidades. mas irá agravar a diferença na divisão dos VA reativos. teremos então uma diminuição da corrente de excitação provocando estabilidade na tensão terminal. Figura 3. A divisão de carga entre dois geradores é determinada pelas características do regulador de velocidade da máquina primária.

13 CÁLCULO DA BOBINA DE ATERRAMENTO DO PONTO ESTRELA DE GERADORES Quando ligamos cargas monofásicas em geradores trifásicos.5. Esta reatância pode ser calculada da seguinte forma: Xdr = Onde: Un 3 In .4 x In. deve-se utilizar uma reatância limitadora da corrente no neutro aterrada do gerador. Para conseguirmos eliminar ou diminuir este efeito. 0. Por conseqüência.SENAI . b) Deverá resistir termicamente a 0.3 UN = tensão nominal do gerador. teremos uma influência considerável da terceira harmônica.Sistemas Elétricos de Potência 3. principalmente se estas ligações forem desequilibradas. teremos circulação de corrente de seqüência zero pelo circuito.3 x In. 113 Departamento Regional .RO . Ainda devemos observar: a) A bobina deverá ter característica linear até 0. IN = corrente nominal de fase do gerador.

6. Os enrolamentos são normalmente produzidos para classe de isolamento F ou H e são fixadas por uma cunha de fechamento. que são ligadas em série. 3.6.1. com seu respectivo enrolamento. Os pólos salientes acomodam as bobinas de campo.6. um é ligado ao retificador sobre o suporte positivo e o segundo. O pacote de chapas do estator.1 COMPONENTES PRINCIPAIS O gerador completo. e com carga irregular.2 ROTOR DA MÁQUINA PRINCIPAL O rotor acomoda o enrolamento de campo. As cabeças dos enrolamentos são fortalecidas para que possam resistir a choques e vibrações (figura 3. Dos dois fios. cujos pólos são formados por pacotes de chapas. e está presa à placa do mancal não acionado por vários parafusos (figura 3.1 ESTATOR DA MÁQUINA PRINCIPAL A carcaça é de aço calandrado (GTA) ou chapa soldada (S). ao mesmo retificador sobre os suporte negativo. De cada ponto da ligação estrela saem dois fios para os retificadores girantes. composta de material isolante.61).SENAI . 3.6. que são mostradas a seguir.4 ROTOR DA EXCITATRIZ PRINCIPAL E DIODOS RETIFICADORES GIRANTES O rotor da excitariz principal está montado sobre o eixo da máquina principal. pode ser desmontado numa série de unidades funcionais.6.6 CARACTERÍSTICAS CONSTRUTIVAS 3. 3.3 ESTATOR DA EXCITATRIZ PRINCIPAL A excitatriz principal é um gerador de corrente trifásica de pólos salientes. assentados os suportes dissipadores.RO . A composição dos geradores depende do tipo de máquina (linha GTA ou linha S).1.1. sendo que sua extremidade é levada ao bloco de conexão na caixa de bornes.Sistemas Elétricos de Potência 3. O rotor é laminado e suas ranhuras abrigam um enrolamento trifásico ligado em estrela. está assentado sobre as nervuras da carcaça. Um enrolamento em gaiola. para amortecimento compensa serviços em paralelo. 3.1.61). O ponto comum desta ligação estrela é inacessível. 114 Departamento Regional .

Seu rotor é constituído por imãs.Sistemas Elétricos de Potência 3. A maneira pela qual o fabricante comunica estas informações ao cliente.1.6. Sua função é fornecer potência para alimentar o campo da excitatriz principal. O conjunto desse valores constitui as "características nominais" do gerador. que são seus pólos de excitação. é através da placa de identificação do gerador (figura 3. ele tem que partir de certos valores adotados para: .62).2 PLACA DE IDENTIFICAÇÃO Quando o fabricante projeta um gerador e o oferece à venda. O estator.6.6 ENROLAMENTO AUXILIAR (OU BOBINA AUXILIAR) É um bobinado auxiliar monofásico. .Placa de identificação 115 Departamento Regional .5 EXCITATRIZ AUXILIAR Somente na linha SP . Figura 3.condiçoes em que o gerador irá funcionar.RO . e encontra-se no lado não acionado.1.A excitatriz auxiliar é uma máquina de pólos externos. regulado e retificado pelo regulador de tensão. que fica alojado em algumas ranhuras do estator pricipal.SENAI .6.62 . 3. constituído de chapas. 3. possui um enrolamento trifásico.características de carga alimentada.

as peças são pintadas com tinta fundo alquídica. utilizadas em geradores de grande porte utilizados principalmente em hidro e turbogeração. 3.SENAI . A espessura da película seca é de .RO 116 . aplicada por imersão.6 FORMA CONSTRUTIVA Os geradores WEG são construídos nas formas construtivas B15 (single bearing). no mínimo. O sistema de aterramento se localizará normalmente no pé direito do lado da caixa de ligação. desviando-a desta forma do operador da máquina. Além disso é preciso que os valores apresentados sejam objetivos e não dêem margem diversas sobre seu significado ou limites de variação. As formas construtivas D5 e D6 são. 3. 30µm. A espessura da película seca é de.6. normalmente.6. no mínimo. contra possíveis curto-circuitos entre uma parte energizada e carcaça da máquina.6.4 PINTURA . conforme pode ser observado no catálogo de geradores. 3. Para isto.GERADORES PARA APLICAÇÃO GERAL A pintura destes geradores consiste em duas camadas: • Fundo: após a limpeza. consiste de uma demão de esmalte sintético alquídico. Departamento Regional .3 NORMAS Evidentemente é impossível colocar na placa de identificação todas as informações por extenso.Sistemas Elétricos de Potência 3. feita após a máquina completamente montada. Para linha GTA as formas construtivas padrões normalmente oferecidas são: • • Mancal único com acoplamento por discos flexíveis (B15T).6. Os geradores WEG são fabricados segundo as normas ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) e as normas internacionais da IEC (International Eletrotechnical Commission). 30µm. de modo que é preciso recorrer a certas abreviações. Mancal duplo com acoplamento por flange (B5/B3T). B5/B3. aplicado com pistola. • Acabamento: a pintura final. Esta proteção se dá pelo oferecimento de um caminho mais fácil para o fluxo de corrente. o fabricante tecnicamente apto recorre a Normas Técnicas que padronizam as abreviações e símbolos e também estabelecem de uma só maneira o significado e os limites de validade dos valores declarados.5 TERMINAIS DE ATERRAMENTO O aterramento tem a finalidade de proteger os operadores de máquinas elétricas ou de máquinas acionadas pelo mesmo.

Módulo 4 – Geração de Energia Figura 3.63 .Forma construtiva B15T (GTA) 117 Departamento Regional .SENAI .Partes integrantes do gerador GTA Figura 3.RO .61 .

no mínimo.GERADORES PARA APLICAÇÃO GERAL A pintura destes geradores consiste em duas camadas: • Fundo: após a limpeza. A espessura da película seca é de.6. contra possíveis curto-circuitos entre uma parte energizada e carcaça da máquina. aplicada por imersão. o fabricante tecnicamente apto recorre a Normas Técnicas que padronizam as abreviações e símbolos e também estabelecem de uma só maneira o significado e os limites de validade dos valores declarados.RO . Os geradores WEG são fabricados segundo as normas ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) e as normas internacionais da IEC (International Eletrotechnical Commission).3 NORMAS Evidentemente é impossível colocar na placa de identificação todas as informações por extenso. Além disso é preciso que os valores apresentados sejam objetivos e não dêem margem diversas sobre seu significado ou limites de variação.Sistemas Elétricos de Potência 3. 3. as peças são pintadas com tinta fundo alquídica. 30µm. • Acabamento: a pintura final. consiste de uma demão de esmalte sintético alquídico.5 TERMINAIS DE ATERRAMENTO O aterramento tem a finalidade de proteger os operadores de máquinas elétricas ou de máquinas acionadas pelo mesmo. feita após a máquina completamente montada. A espessura da película seca é de . Para isto. no mínimo. 118 Departamento Regional . aplicado com pistola.6 FORMA CONSTRUTIVA Os geradores WEG são construídos nas formas construtivas B15 (single bearing). conforme pode ser observado no catálogo de geradores. Mancal duplo com acoplamento por flange (B5/B3T). Para linha GTA as formas construtivas padrões normalmente oferecidas são: • • Mancal único com acoplamento por discos flexíveis (B15T).4 PINTURA . utilizadas em geradores de grande porte utilizados principalmente em hidro e turbogeração.6. 3.SENAI . normalmente. O sistema de aterramento se localizará normalmente no pé direito do lado da caixa de ligação.6. As formas construtivas D5 e D6 são. de modo que é preciso recorrer a certas abreviações. 3. desviando-a desta forma do operador da máquina. B5/B3. 30µm. Esta proteção se dá pelo oferecimento de um caminho mais fácil para o fluxo de corrente.6.

Forma construtiva B5/B20 (antiga linha DKB) Figura 3. com trocador de calor ar-água) 119 Departamento Regional .RO .67 .SENAI .66 .Forma construtiva D5 (linha S.Sistemas Elétricos de Potência Figura 3.

6.Sistemas Elétricos de Potência Figura 3. as "condições usuais de serviço". b) Localização à sombra. estão as condições sob as quais o gerador foi feito para funcionar. 120 Departamento Regional . Se o gerador for comprado para trabalhar em condições especiais.RO .SENAI .Forma construtiva D6 (linha S. ou seja. c) Altitude não superior a 1000 m sobre o nível do mar.68 . máquina aberta) 3.7 CONDIÇÕES USUAIS DE SERVIÇO Dentre as informações padronizadas por norma que não precisam ser declaradas por extenso na placa de identificação. o fato deve ser claramente indicado no pedido. As condições usuais de serviço são: a) Meio refrigerante (na maioria dos casos o meio ambiente) de temperatura não superior a 40ºC e isento de elementos prejudiciais ao gerador.

telecomunicações.1 CARACTERÍSTICAS NECESSÁRIAS PARA A CORRETA SELEÇÃO Para a correta especificação do gerador.SENAI .Sistemas Elétricos de Potência 3. Ex: partida de motores de indução 15) Faixa de ajuste da tensão 16) Precisão da regulação 17) Acessórios 18) Sobrecargas ocasionais 19) Tensão de alimentação dos aquecedores internos 20) Tipo de regulação (U/f constante ou U constante) 21) Tipo de acoplamento 22) Máquina acionante 3. em fazendas. 121 Departamento Regional . vilarejos. principalmente no interior onde as redes de distribuição de energia elétrica ainda não estão presentes. Marinizado 14) Característica da carga. Troc. Telecomunicações. aeroportos. centros de comandos de sistemas.sistema com escovas com excitatriz estática 9) Grau de proteção 10) Forma construtiva 11) Temperatura ambiente 12) Altitude 13) Tipo de aplicação: Industrial. são necessárias as seguintes informações na fase da consulta: 1) Potência nominal (kVA) 2) Tipo de refrigeração (Aberto.sem escovas .RO . ar-ar ou Troc. Naval.7. etc. centrais de computação. ar-água) 3) Rotação (no de pólos) 4) Fator de Potência 5) Tensão nominal 6) Número de fases (Trifásico ou Monofásico) 7) Freqüência de operação (Hz) 8) Tipo de excitação: . etc. unidades repetidoras de telecomunicações. Outra aplicação típica é o uso de geradores agrupados a motores para a transformação de freqüência ou tensão e conversores rotativos. Por exemplo.2 PRINCIPAIS APLICAÇÕES DE GERADORES Devido a sua simplicidade na instalação e manutenção os geradores são muito utilizados como pequenos centros de geração de energia. É usado como NO-BREAK (fornecimento sem interrupção ou de emergência) em hospitais.7 SELEÇÃO DE GERADORES 3.7.

Acoplamento por correia com motor assíncrono e gerador síncrono (relação de polias).70 .Sistemas Elétricos de Potência 3. Pequena influência dos consumidores na rede de alimentação. Freqüência tão constante como a da rede de alimentação quando usado um motor síncrono.7.69 . Figura 3.1 CONVERSÃO DE FREQÜÊNCIA • • • Acoplamento a redutor com motor e gerador síncrono (relação de engrenagens). Acoplamento direto (no mesmo eixo) com motor síncrono de 12 pólos e gerador síncrono de 10 pólos ou múltiplos destes (relação de pólos). são: • • • • • Melhor forma de onda de tensão.Acoplamento entre motor assíncrono e gerador 60/50 Hz Características: As vantagens da conversão de freqüência com máquinas girantes sobre a conversão estática de estados sólido. Mantém a tensão no gerador durante uma breve falta na rede com o uso de um volante de inércia no eixo.SENAI .Acoplamento entre motor CA e gerador 122 Departamento Regional .RO .2. Sofre pouca influência nas variações da tensão da rede. Figura 3.

123 Departamento Regional . Laboratórios.Sistemas Elétricos de Potência Aplicações: • • • • Equipamentos militares. Equipamentos portuários em geral.2 CONVERSÃO DE CORRENTE Figura 3. a alimentação é fornecida pelo banco de baterias. pois o motor pode ser alimentado pela rede CA por intermédio de um conversor estático e na falta da rede. Clínicas/hospitais. Acionamento de equipamentos importados. Aplicações: • • • • Navios com rede de alimentação em CC.Conversor de corrente CC/CA Possibilidades: a) Acoplamento direto de motor cc com gerador síncrono. Mantém a tensão gerada durante breve interrupção da rede CC (Ex: nas comutações) quando usado um volante de inércia no eixo. mais um volante de inércia opcional. É ideal para uso em NO-BREAK's.71 . Laboratório de ensaio de máquinas.7.2. Pode-se obter tensão gerada com distorção harmônica menor que 3%. 3. Subestações de grande porte. o sitema de regulagem é mais complexo. Características: • • • • A freqüência do gerador varia em função da carga.RO . pois o motor CC apresenta variações na rotação.SENAI . Para uma rotação constante. b) Acoplamento direto de motor cc com gerador síncrono.

73 . Refinarias. As principais aplicações são: • • Estações de rádio e televisão.7. volante de inércia.3 NO-BREAK a) Bateria: funciona como sistema de fornecimento de energia ininterrupta. volante de inércia. composta basicamente por motor CC. gerador síncrono. motor diesel e base comum (Fig.2.Sistema de alimentação ininterrupta com motor Diesel 124 Departamento Regional . 7. acoplamento eletromagnético. Figura 3.RO . composta basicamente de gerador síncrono. Sistemas NO-BREAK's. base comum de montagem e banco de baterias.Sistemas Elétricos de Potência • • • Centrais de energia elétrica.2. Centro de processamento de dados Figura 3.72 . etc.5).Sistema de alimentação ininterrupta Poderá ser associado a rede um grupo diesel de emergência para assegurar tempo de operação ilimitado. 3. b) No-Break Diesel: como no caso anterior funciona como sitema de energia ininterrupta.SENAI .

2.74).7. severas sub ou sobretensões e ainda descontinuidades (faltas) de até 120 ms. mas com pequena interrupção e queda de velocidade durante a partida do motor diesel. 3.1 a 1s). Figura 3.5 GERADORES PARA CPD Figura 3. etc. motor diesel e base comum de montagem (figura 3.Acoplamento entre motor-gerador O motor síncrono recebe energia da rede de alimentação e aciona o gerador síncrono que fica separado e eletricamente isolado da rede.74 . volante de inércia. ao faltar a rede. acoplamento eletromagnético.RO .2. o grupo motor-gerador alimentará o equipamento eltrônico com tensão limpa e estabilizada. vias férreas.75 .SENAI .Sistemas Elétricos de Potência 3. 125 Departamento Regional . que é auxiliada pelo volante de inércia. Mesmo que a rede apresente transientes de centenas de volts.Short-break diesel Assegura o fornecimento de energia com tempo ilimitado.7. salas operatórias. É composto basicamente por: motor de indução. As aplicações principais são: controle de tráfico de ruas. gerador síncrono.4 SHORT-BREAK DIESEL Funciona como sistema de suprimento de energia com interrupção momentânea (0.

5%. • Queda de tensão admissível igual a 5%. radares. independente da tensão de saída.0 x IN durante 20 s. • Sobrecargas momentâneas igual a 2. aeroportos e outras cargas típicas. 220/440 ou 380 V. Transitório de tensão para degrau de 100% da carga igual a ± 10% da tensão nominal. • Normas aplicáveis VDE. Distorção harmônica total menor que 3% para carga linear. conseguindo-se com isso manutenção reduzida. ABNT e IEC. As aplicações mais comuns são: Grupos Diesel de emergência para centrais telefônicas. Não introduzem rádio-interferência pelo mau contato das escovas. repetidoras. provocadas pelas cargas.0.5% para qualquer valor de carga com fator de potência entre 0. • Corrente de curto-circuito permanente de 3 x IN. Vantagens: • • • • • • • • • • • • Não utilizam escovas. Admitem facilmente o controle manual da tensão. Características técnicas Normas aplicáveis: VDE.0 de 0.8 e 1.7. • Ajuste do valor de referência de 5%.6 GERADORES LINHA INDUSTRIAL Os geradores da linha industrial são considerados geradores tipo standart e apresentam as seguintes carcaterísticas básicas para o tipo GTA: • Tensão nominal 220/380/440. pois o regulador é alimentado por uma excitatriz auxiliar.Sistemas Elétricos de Potência 3.2. Deformações da forma de onda gerada.5 segundos. 126 Departamento Regional . • Comportamento estacionário da tensão entre vazio e plena carga e para fator de potência entre 0. Reatância subtransitória de eixo direto (Xd'') menor que 12%. ABNT.RO .2.. • Carga assimétrica máxima igual a 30%. sistemas de rádio. Precisão de regulação de tensão ± 0. Forma construtiva B5/B3T.SENAI . IEC e TELEBRÁS.7. não interferem na regulação. • Comportamento dinâmico da tensão: tempo de regulagem em média de 200 a 700 ms na ligação da carga nominal. solicitando cuidados apenas na lubrificação dos rolamentos. com uma queda de tensão de 12 a 20% dependendo da máquina.7 GERADORES PARA TELECOMUNICAÇÕES (PADRÃO TELEBRÁS) Os geradores síncronos tipo TELECOMUNICAÇÕES são fabricados conforme especificações da norma Telebrás. 3. • Distorção harmônica entre fases menor que 5%. Tempo de resposta para recuperar a tensão menor que 0.8 e 1.

Fornos a arco. quadros. A forma de onda das correntes dessas cargas não é senoidal. ajuste fino ± 5%. Aquecimento das chapas do estator e rotor. reatores). comerciais e residenciais e como tal deve ser determinada para uma condizente aplicação do gerador. devido ao aumento das perdas no ferro.Sistemas Elétricos de Potência • • • Variações de ± 5% na rotação do motor diesel não prejudicam a regulação da tensão. conforme seguem: Aquecimento excessivo dos enrolamentos estatóricos e barras de amortecimentos. máquinas de solda. etc. proteções. carregadores de bateria. A alimentação desses tipos de cargas pelos geradores pode causar alguns inconvenientes nas máquinas e também em seus sistemas. devido ao aumento das perdas no cobre. Devido às observações acima deve-se. Atualmente este tipo de carga encontra-se presente em muitas aplicações industriais. para cargas com alto teor de 3a harmônica. ocasionadas por desbalanceamentos. entre eles: Utilização de uma máquina mais robusta. pode-se tomar alguns cuidados nos geradores a serem utilizados. conversores de frequência. 3. 127 Departamento Regional . 200% por 15 segundos a cada 1 hora. Correntes de neutro excessivas. que levam a certas considerações na utilização das máquinas. Sobrecarga admissível: 10% durante 1 hora a cada 6 horas. o que ocasiona uma corrente que não traduz a nominal solicitada pelo equipamento.8 GERADORES ALIMENTANDO CARGAS DEFORMANTES Nas aplicações com uso de geradores não podemos deixar de citar as cargas do tipo não lineares. Alguns exemplos de cargas deformantes: • • • • • • • • • • • • Equipamentos eletrônicos (no-break’s. dependendo do tipo. Máquinas com bobinas e núcleos de ferro que normalmente trabalham saturadas (motores.RO . Utilização de máquina com passo de bobinagem 2/3. Sobredimensionamento de cabos. antes da aplicação. computadores.2. com potência equivalente maior. com grande quantidade de harmônicos. Faixa de ajuste da tensão nominal pelos potenciômetros: ajuste normal ± 15%. Com os resultados desse estudo e sua interpretação. transformadores. reatores eletrônicos).SENAI . elaborar um estudo das cargas e realizar um levantamento do teor e conteúdo de harmônicos do sistema a ser atendido pelo gerador. fontes. Cargas ditas deformantes são tipos de cargas com comportamento não linear de corrente e/ou tensão e ainda.7. o que se traduz principalmente em menor reatância e consequentemente menor queda de tensão e menos aquecimento.

Vibração. Sobrevelocidade. Seqüência e Equilíbrio de Fases. Para as potências superiores os resultados serão extrapolados. Desempenho do Regulador de Tensão.8 ENSAIOS Os ensaios são agrupados em ENSAIOS DE ROTINA. 128 Departamento Regional . 3.3 ENSAIOS ESPECIAIS • • • • • • • • • Relação de Curto Circuito Trifásico Permanente.8. Tensão Elétrica Aplicada ao Dielétrico.1 • • • • • • • ENSAIOS DE ROTINA Resistência ôhmica dos enrolamentos.Sistemas Elétricos de Potência 3. Rendimento. Saturação em Vazio.RO . Manutenção da Corrente em Curto-Circuito. Distorção Harmônica. Curto-Circuito Trifásico Permanente. OBS: Os ensaios serão limitados a potência de 500 kVA. 3.SENAI . Nível de Ruído. Determinação das características em "V" de máquinas síncronas. Outros ensaios não relacionados poderão ser realizados mediante consulta previa.8. realizados conforme norma VDE 530 e NBR 5052. ENSAIOS DE TIPO E ENSAIOS ESPECIAIS. Em Vazio com Excitação própria (Regulador de Tensão).8. Resistência do Isolamento. Determinação do fator de Interferência Telefônica (para Teleco). Reatância Subtransitória do Eixo Direto. Elevação de Temperatura.2 ENSAIOS DE TIPO • • • • Ensaios de Rotina. 3.

9 COLETÂNEA DE FÓRMULAS Fem induzida Rotação Síncrona e = B . (Un1/Un2 )2 If x 100 x′′d 2. Sn2/Sn1 . 3 Vf = UL I1= If U1 = Uf . (f2/f1) . 3 [A] [V] [A] [V] [VA] 2 Ligação estrela Potência Potência Eletromagnética S = U1 .55 x If x 100 x′′d x′′d em % [pu] [A] Corrente de Curto-Circuito Icceff = Icc M`X = [A] 129 Departamento Regional . I1 . (Ip/In)]  1    xq   sen2δ [W]   [kW] Potência do Acionamento Pn = Queda de Tensão ∆U% = [pu] Conversão de Reatâncias X2 = X1 .Uf senδ + xd 2 Pg(kW) . 3 P= m . f p [V] [rpm] Ligação triângulo I1= If .SENAI . 1 . v . Uf m . 100 1 + [ X * d . (Ip/In) .Sistemas Elétricos de Potência 3. E 0 . 100 η (g) * X d .RO . sen (B^ v) n= 120 .

Forma construtiva B5/B3T (GTA) Figura 3.Forma construtiva B3 (Linha S.65 .Sistemas Elétricos de Potência Figura 3.64 . fechado com trocador de calor ar-ar) 130 Departamento Regional .SENAI .RO .

66 . com trocador de calor ar-água) 131 Departamento Regional .Forma construtiva D5 (linha S.67 .Forma construtiva B5/B20 (antiga linha DKB) Figura 3.SENAI .RO .Sistemas Elétricos de Potência Figura 3.

a probabilidade de que o defeito possa propagarse e envolver outro equipamento. 2) Se existe defeito nessa zona. Chega-se a conclusão de que o custo do sistema de proteção é um seguro barato.). se não existe defeito na sua zona de controle (desligamentos intempestivos podem ser piores que a falha). (custo do equipamento versus custo relativo do sistema de proteção). devidos principalmente ás facilidades de manutenção. 5. intensidade e localização do defeito. uso de fio piloto). regimes e características gerais dos equipamentos. O releamento é de extrema importância para a proteção dos sistemas elétricos porque minimiza: os custos de reparação dos estragos.1. condições de operação. as ordens devem corresponder exatamente àquilo que se espera.4 CARACTERÍSTICAS GERAIS DOS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO Existem dois princípios gerais que devem ser obedecidos.Sistemas Elétricos de Potência Um estudo mais completo de proteção.1. etc. c) físicos. considerada que seja a forma. quando começa a operar de modo anormal que possa causar danos. reduzindo a necessidade de reservas. devida a características dos sistemas de potência (natureza das faltas. sensibilidade para a instabilidade. quando esse sofre um curto-circuito. principalmente se for considerado o tempo usual para depreciação dos equipamentos.RO . em seqüência: 1) Em nenhum caso a proteção deve dar ordens. distância entre os pontos de releamento (carregamento dosTC´s. tem que levar em consideração os seguintes aspectos: a) elétricos. etc.1). o tempo que o equipamento fica inativo. a perda de renda e o agastamento das relações públicas enquanto o equipamento está fora de serviço. ou interferir com a correta operação do restante do sistema. ou então um fusível engloba as duas funções (figura 5. Nessa função um relê (elemento detetor-comparador e analisador) é auxiliado pelo disjuntor (interruptor). 132 Departamento Regional . devidos à importância funcional do equipamento. b) econômicos. acomodação(dos relês e redutores de medidas). Portanto o releamento possui duas funções principais: a) função principal – que é a de promover uma rápida retirada de serviço de um elemento do sistema.SENAI .

Nestas condições é desejável que o releamento de retaguarda seja arranjado independentemente das possíveis razões de falha do releamento primário.SENAI . ou na fonte de corrente de acionamento do disjuntor. se isso de fato ocorre. ou no próprio rele. cuja finalidade é a de atuar na manutenção do releamento primário ou falha deste. visando ao socorro em caso de falha da proteção principal.Sistemas Elétricos de Potência Figura 5.RO . pelo que disjuntores são colocados na conexão de cada dois elementos.1 – conjunto relê disjuntor b) função secundária – promovendo a indicação da localização e do tipo de defeito. sua previsão deve-se à probabilidade de ocorrer falhas. há uma superposição das zonas em torno dos disjuntores. com vistas a seletividade. ou no circuito de disparo ou no mecanismo do disjuntor. prejudica-se a seletividade. 133 Departamento Regional . seja na corrente ou tensão fornecida ao rele. No entanto. etc. por motivos econômicos. Uma observação importante é que o releamento de retaguarda não substitui uma boa manutenção e vice-versa. só é usado. obviamente. para determinados elementos do sistema e somente contra curto-circuito. b) O releamento de retaguarda.2): a) O releamento primário é aquele em que uma zona de proteção separa da é estabelecida ao redor de cada elemento do sistema. Dentro dessa idéia geral. os chamados princípios fundamentais do releamento compreendem (figura 5. visando mais rápida reparação e possibilidade de análise da eficiência e caráter de mitigação da proteção adotada. mas esse é o mal menor.

2 – Zoneamento de proteção c) O releamento auxiliar tem função como multiplicador de contatos.RO .SENAI . 134 Departamento Regional .Sistemas Elétricos de Potência Figura 5. sinalização ou temporizador. etc.

Ipp →corrente primária de operação da proteção (valor mínimo da corrente de acionamento ou de pick-up exigida pelo fabricante do relé). do que resulta economia global aumentada (evita-se as vezes.1. c) Defini-se confiabilidade como a probabilidade de um componente. e isso traduz-se em fabricação empregando matéria prima adequada com mão-de-obra não só altamente capaz. etc. A longa inatividade. relês rápidos devem ser associados a disjuntores rápidos. diminuir o tempo total de não liberação de potência. seletividade.Sistemas Elétricos de Potência 5. na ocorrência de um curto-circuito. De fato. Evidentemente. com o aumento da velocidade do releamento. b) Por sensibilidade entende-se a capacidade da proteção responder as anormalidades nas condições de operação. É apreciado por um fator de sensibilidade da forma: k= onde. um equipamento ou um sistema satisfazer a função prevista. por exemplo.RO . seguida de operação em condições difíceis. e aos curtos circuitos para os quais foi projetada. a) A velocidade ou rapidez de ação. tem o objetivo de: • • • • • • diminuir a extensão do dano ocorrido (propporcional a RI2. mais carga pode ser transportada sobre um sistema.5 CARACTERÍSTICAS FUNCIONAIS DO RELEAMENTO Sensibilidade. sob dadas circunstâncias. Iccmin → calculada para o curto-circuito franco no extremo mais afastado da seção de linha e sob condição de geração mínima. mas também experimentada. velocidade e confiabilidade são termos comumente usados para descrever as características funcionais do releamento. I cc min I pp 135 Departamento Regional .t). auxiliar a manutenção das máquinas operando em paralelo. melhorar as condições de ressincronização dos motores.1. diminuir o tempo total de paralização dos consumidores de energia. assegurar a manutenção de condições normais de operação nas partes do sistema. de modo a dar um tempo de operação total pequeno. durante a verificação de dano. a necessidade de duplicar certas linhas ).SENAI . exige do equipamento de proteção simplicidade e robustez.

todos os equipamentos de manobra devem.1. portanto. no menor tempo possível. como também são utilizados para a proteção de todos os componentes elétricos contra a atuação perigosa de sobrecargas. transformadores.1 EQUIPAMENTOS DE MANOBRA Os equipamentos de manobra são componentes do sistema elétrico que não tem somente a função de estabelecer a união entre geradores. todas as correntes normais e anormais. consumidores e linhas de transmissão e separa-los e secciona-los de acordo com as exigências desse serviço. os equipamentos de manobra devem. sem serem avariados através das conseqüências térmicas e dinâmicas dessas solicitações. até as maiores correntes de curtocircuito que possam ocorrer na instalação.3 – Relacionamento da potência transmitida e velocidade do releamento 5.Sistemas Elétricos de Potência d) Por seletividade entende-se a propriedade da proteção em reconhecer e selecionar entre aquelas condições para as quais uma imediata operação é requerida. e aquelas para as quais nenhuma operação ou um retardo de atuação é exigido.RO .1. serem capazes de abrir desde as menores correntes de carga de linhas. correntes de curto-circuito e contatos à terra. Alguns equipamentos de manobra. 136 Departamento Regional . os chamados disjuntores.2 ASPECTOS ESPECÍFICOS 5. Finalmente.SENAI .2. ou correntes de magnetização de transformadores a vazio. suportar quaisquer solicitações de tensão entre seus contatos (espaço de interrupção) sem quaisquer descargas. devem ser capazes de interromper ou fechar. Figura 5. quando abertos. Levando-se em consideração algumas exceções e casos especiais.

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Podemos dividir os equipamentos de manobra em: a) Chaves seccionadoras: Servem única e exclusivamente, para estabelecer a conexão ou separação de dois componentes ou circuitos de um sistema elétrico, ou a escolha e conexão entre um componente e um sistema de barramentos. Não se exige das seccionadoras a capacidade de abertura e ruptura de quaisquer correntes. Em funcionamento, isto é, com os seus contatos fechados, elas devem ser capazes de manter a condução de sua corrente nominal, sem sobre-aquecimento. Além disso devem suportar todos os efeitos térmicos e dinâmicos das correntes de curto-circuito sem se avariar. A vazio, isto é, com seus contatos abertos, devem estabelecer um nível suficiente de isolamento, sem quaisquer descargas. Finalmente, as chaves seccionadoras são equipamentos de manobra que servem única e exclusivamente para separação de circuitos e componentes, sem quaisquer exigências de abertura de correntes. b) Interruptores: São equipamentos de manobra que podem interromper correntes de qualquer natureza, até algumas poucas vezes a corrente nominal. Normalmente, os interruptores são pequenos disjuntores, ou disjuntores de pequena capacidade, não sendo exigidas muitas características para interrupção das correntes do circuito. c) Chaves seccionadoras sob carga: São chaves seccionadoras que são construidas com dispositivos especiais de extinção de arco, em seus contatos fixos e móveis, capazes de interromper até a corrente nominal. d) Disjuntores: É o equipamento de manobra cuja a função principal é a interrupção de correntes de curto-circuito. Paralelamente o disjuntor deve ser capaz de interromper pequenas correntes indutivas e capacitivas sem sobre-tensões. Portanto são equipamentos que não oferecem qualquer limitação para quaisquer operações de fechamento e abertura de circuitos. Na realidade, os chamados “disjuntores” são também “conjuntores”, pois igualmente devem ser capazes de fechar quaisquer circuitos sob quaisquer condições de condução de corrente. e) Chaves seccionadoras disjuntoras: São disjuntores que igualmente atendem as condições de chaves seccionadoras. São construídas excepcionalmente e, por motivos de serviço, somente para pequenas capacidades principalmente de interrupção. f) Contatores: são dispositivos de manobra para circuitos de baixa tensão, com a função de uma chave, não manual, eletromagnética, que tem uma única posição de repouso e é capaz de estabelecer, conduzir e interromper correntes em condições normais de operação, inclusive sobrecargas no funcionamento.

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5.1.2.2 PROTEÇÃO DE MOTORES Nas instalações de motores o contator, que é o dispositivo de manobra utilizado, recebe o comando de alguns dispositivos de proteção atuando no desligamento do circuito. Outros dispositivos de proteção atuam diretamente no desligamento do circuito, como por exemplo o fusível. Alguns dispositivos de proteção tem sua utilização obrigatória em todo circuito de alimentação de motores. São os casos dos: • • Fusíveis; Relês térmicos.

Outros dispositivos têm a sua utilização dependente do grau de proteção dado ao circuito, da sequencia de atuação da proteção e da manobra, do nível de redundância, etc.: • • • • • • • Relês de sobrecarga; Relês de tempo; Protetores térmicos; Relê de sequencia de fase; Relê PTC; Relê de falta de fase; Relê de mínima e máxima tensão.

Na instalação dos circuitos de manobra e proteção são também necessários equipamentos que façam medidas e a alimentação do circuito auxiliar. Para tanto pode-se enumerar alguns tais como: • • • • • Transformadores de corrente; Transformadores de potêncial; Controladores de nível; Sensores; Transformadores de comando, etc. 5.1.2.3 PROTEÇÃO DE GERADORES Os dispositivos de proteção usuais podem ser classificados em duas categorias principais e que compreendem: a) medidas preventivas e dispositivos de proteção contra os defeitos exteriores ao gerador; b) proteção contra os defeitos internos dos mesmos. Ao lado de alguns outros dispositivos não constituídos por meio de relês, tais como pára-raios, indicadores de circulação de óleo, termostatos, etc., os seguintes elementos fazem parte do primeiro grupo:
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Módulo 4 – Geração de Energia

1) relês térmicos contra sobrecarga; 2) relês temporizados, a máximo de corrente, contra curtos-circuitos; 3) relês a máximo de tensão, contra as elevações de tensão devidas às manobras normais do sistema; 4) relês sensíveis a corrente de seqüência negativa, para proteção contra funcionamento sob carga assimétrica, ou desequilibrada; 5) relês de potência inversa, para impedir o funcionamento do gerador como motor, etc.; Já a proteção contra defeitos internos compreende, basicamente os seguintes dispositivos: 1) 2) 3) 4) 5) proteção diferencial contra curtos-circuitos entre elementos de fases diferentes; proteção contra defeitos à massa do estator; proteção contra defeitos à massa do rotor proteção contra curtos-circuitos entre espiras de mesma fase; proteção contra a abertura acidental ou não dos circuitos de excitação, etc.

Além disso, há ainda que se considerar outros dispositivos que, não sendo relês, estão intimamente ligados à proteção do gerador: os dispositivos de rápidas desexitação, que evitam uma destruição maior dos enrolamentos devido a tensão própria, e a proteção contra incêndio, que atua na extinção do fogo iniciado devido aos arcos voltaicos dos defeitos. 5.1.2.4 PROTEÇÃO DE TRANSFORMADORES Deve-se considerar basicamente as proteções contra as sobrecargas e as de curtoscircuitos. Para os grandes transformadores, na proteção contra os curtos-circuitos, desempenhando um papel importante na continuidade do serviço, a proteção diferencial e a proteção bucholz. Para pequenas unidades (menores que 1000 kVA), e para os transformadores de média potência em sistemas radiais, os relês de sobrecorrente temporizados e os fusíveis. Na proteção contra as sobrecargas usam-se imagens térmicas e relês térmicos. Embora a construção dos transformadores tenha atingido um nível técnico bastante elevado, devem-se considerar duas causas principais de defeito nos sues isolamentos, e resultantes de sobretensões de origem atmosférica e de aquecimentos inadmissível dos enrolamentos devido a sobrecargas permanentes, ou temporárias repetitivas, mas que, mesmo sendo toleráveis na exploração do sistema, conduzem ao envelhecimento prematuro do isolamento dos enrolamentos e, finalmente, aos curtos-circuitos entre espiras ou mesmo entre fases. 5.1.2.5 PROTEÇÃO DE BARRAMENTOS A proteção seletiva dos jogos de barras adquire grande importância nas redes equipadas com sistemas de proteção, tais como a diferencial e por fio-piloto, e que em caso de defeito, não podem agir senão sobre trechos de linha bem delimitados. Nesse caso a deteção de defeito nas
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barras, se não fosse específica, ficaria a cargo da proteção de reserva, em geral insuficientemente seletiva. Tal inconveniente seria menor se a rede estivesse protegida por meio de relês de distância, caso em que a barra poderia ser protegida pela segunda zona do relé, uma razoável solução em muitos casos. De um modo geral, contudo, a importância de uma rápida proteção de barras é considerável, pois que produzem-se grandes concentrações de energia nesses locais o que conduz, em caso de defeito, a grandes prejuízos materiais e a sérias perturbações à exploração do sistema elétrico. Diversos fatores dificultam a generalização do emprego da proteção dos jogos de barras: a) a existência de segurança de serviço e seletividade absolutas, já que os desligamentos intempestivos podem ter repercussões desagradáveis sobre a distribuição da energia e sobre as conexões; b) no caso de barras múltiplas, e/ou secionadas, a comutação a ser feita automaticamente nos circuitos dos auxiliares, em caso de defeito em uma seção, torna-se complexa, já que se exige para cada forma de acoplamento a manutenção da seletividade. Assim a estrutura da proteção depende das particularidades de cada caso. Basicamente há, entre outras, as seguintes possibilidades: a) colocação de relês temporizados tipo mínimo de impedância, nas linhas de alimentação da barra; b) uso de relês de sobrecorrente, em conexão diferencial, ou relês diferenciais compensados, vendo-se a diferença entre as correntes que entram e saem da barra. 5.1.3 COORDENAÇÃO

Um sistema elétrico deve ser equipado com diversos dispositivos protetores, estrategicamente situados, destinados a protege-lo efetiva e seguramente contra todos os defeitos de isolamento ou outros funcionamentos anormais. Para a proteção de um sistema são utilizados equipamentos como os relês, fusíveis disparadores de ação direta, entre outros. Cada um desses dispositivos têm uma função específica. Tais dispositivos não atuam independentemente; pelo contrário, suas características de operação devem guardar entre si uma determinada relação, de modo que uma anormalidade no sistema possa ser isolada e removida sem que as outras partes do mesmo sejam afetadas. Isto é, os dispositivos protetores devem ser coordenados para operação seletiva. Nessas condições, podemos dizer que as finalidades da coordenação seriam: a) isolar a parte defeituosa do sistema, tão próximo quanto possível de sua origem, evitando a propagação das conseqüências; b) fazer esse isolamento, no mais curto tempo possível, visando a redução dos danos.

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Sistemas Elétricos de Potência

São usados para isto, tanto dispositivos protetores, quanto os fusíveis, os disparadores e os relês que vigiam constantemente os circuitos, como também dispositivos interruptores, que desligam os circuitos quando necessários. Um primeiro passo nesse estudo, seria a determinação das condições de operação (nominais, máxima e mínima, de sobrecarga), de defeito (diversas correntes de curto-circuito), e mesmo de situações excepcionais como partida de motores, magnetização dos transformadores, etc. Necessita-se pois de um perfeito conjunto de informações iniciais, obtidas nas placas dos equipamentos, catálogos, medições diretas no campo ou dadas pelos fabricantes. 5.1.3.1 PROTEÇÃO DE LINHAS Os mais importantes defeitos nas linhas são devidos aos curtos-circuitos, mas a sobrecarga também precisa ser considerada. Uma vez que nas redes de extra alta tensão se deva obter a máxima rapidez de desligamento por motivos de manutenção da estabilidade, pode-se admitir, por vezes, em redes menos sensíveis, tempos de desligamento atingindo até alguns segundos. Os equipamentos de proteção são tanto mais simples quanto menor for a exigência de alta velocidade no desligamento, e a simplicidade é sempre um objetivo a ser procurado na proteção. São usuais os recursos a seguir indicados. a) Proteção temporizada, com relês de sobrecorrente de tempo definido, nos casos de redes radiais, ou nas redes em anel quando o disjuntor de acoplamento se abre instantaneamente, em caso de curto-circuito, tornando a rede radial. Esta é uma técnica tipicamente européia. b) Proteção temporizada, com relês de sobrecorrente de tempo inverso, nos casos de média tensão, onde a corrente de curto-circuito, for largamente superior à corrente nominal do relê, permitindo a coordenação dos tempos de desligamento dos disjuntores sucessivos a partir do mais próximo ao defeito. Podem ter ainda um dispositivo de desligamento instantâneo, a máximo de corrente, particularmente útil em redes contendo cabos que não admitem senão uma carga limitada. Esta é uma técnica predominantemente americana. c) Proteção direcional de sobrecorrente temporizada, usada nas redes de até 20kV, com alimentação unilateral, mas tendo linhas paralelas fechando-se sobre barramentos comuns, ou no caso de linhas únicas, mas com alimentação bilateral. d) Proteção com relês de distância para redes de altas e extra-altas tensões, bem como redes de média tensão em malha e realimentação multilateral. É o padrão de proteção utilizado ultimamente. e) Proteção diferencial longitudinal, por fio-piloto, usada nas linhas aéreas e em cabos de média e alta-tensão, tendo até cerca de 10km de comprimento, e nos quais são eventualmente inseridos transformadores. Para linhas curtas, de algumas centenas de metros, usa-se a proteção diferencial comum, semelhante à dos transformadores. f) Proteção diferencial transversal, empregada como proteção seletiva para os cabos e linha aéreas paralelas, e baseada na diferença entre as correntes circulantes em cada linha, em caso de defeito. Já que ela exige também relês direcionais e outros orgão suplementares, só será usada quando não for razoável a proteção longitudinal ou a de distancia.
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5. O religamento rápido é feito alguns décimos de segundo . usada nas linhas aéreas e cabos onde. estão coordenados se seus ajustes são tais que ao segundo dispositivo. devido a dificuldade da extinção do arco residual realimentado pelo efeito capacitivo entre as fases. Nas redes aéreas de média tensão. Dependendo da forma de ligação a terra. 142 Departamento Regional . mas o religamento tripolar é preferido nas linhas muito longas (algumas centenas de quilômetros) e tensões muito elevadas. falhe na atuação. Isso conduz o projetista a analisar.1.4 PRINCÍPIOS DE COORDENAÇÃO Costumamos dizer que dois dispositivos em série. e que deve cobrir pelo menos o tempo próprio do disjuntor. Assim. as limitações de coordenação fixadas pelos códigos. pode aparecer tanto corrente ativa. ou cascata.SENAI . tendo em vista aspectos de segurança. em sistemas industriais (disjuntores até 8Hz) tal degrau é da ordem de 0. Denomina-se tempo ou degrau de coordenação o intervalo de tempo que separa as duas hipóteses anteriores. em geral. facilidade de manutenção e custo. é utilizado o religamento monopolar. flexibilidade. Tanto relês simplesmente indicadores quanto eliminadores. como correntes capacitivas (rede com neutro isolado) também de baixo valor. etc. o desempenho térmico e dinâmico dos equipamentos. por exemplo. havendo esquemas clássicos. economia. mais próximo do defeito. com maior incidência de defeito. muitos fatores contraditórios. Por isso são usados relês térmicos diversos com constante de tempo igual ou inferior àquela do cabo a proteger. será dado um sinal para que sejam tomadas medidas evitando-se o desligamento propriamente dito. por exemplo. simplicidade. (cerca de 80% dos casos).4-0. Naturalmente na busca de uma perfeita coordenação devemos respeitar certas diretrizes para o ajuste dos dispositivos. da ordem da nominal ou menor. e já que elas costumam ter neutro isolado ou aterrado por meio de resistência de grande valor ôhmico. quando a temperatura máxima for atingida. freqüentemente.5[s]. e aplicável somente a linhas aéreas. Uma última observação diz respeito ao religamento automático. polêmicos mesmo. precisam ser utilizados. nunca aos cabos. mais o tempo próprio do relê e uma certa margem de tolerância. por vezes. Portanto é importante que o leitor saiba que um projeto de proteção depende da busca de aprendizagem própria e análise de risco em suas decisões futuras. uma única vez.Sistemas Elétricos de Potência g) Proteção contra os defeito a à terra. mais próximo da fonte. é permitido eliminar a falta caso o primeiro. A proteção contra sobrecarga deve permitir a máxima utilização da linha sem que o aquecimento resultante a danifique. só o religamento automático tripolar é indicado. muito útil na presença de defeitos auto-extintores. Em redes de alta e extra-alta tensão. o incidente mais freqüente é o defeito monofásico.RO . previsão de expansão.

etc. a escolha adequada de um equipamento. vários são os diagramas elétricos. deve-se representar todos os seus componentes de tal forma que se obtenha uma visão global de toda a instalação. como de sua função e desempenho. Diagramas Construtivos (sinópticos.Sistemas Elétricos de Potência 5.SENAI . determina o conhecimento detalhado de sua função e comportamento. São eles: • • • • Diagramas Unifilares. Neste diagrama devem aparecer destacadamente as partes as partes de força do sistema (aquelas que se destinam à condução de enrgia. como finalidade principal). tanto sob aspecto de disposição e localização no sistema elétrico. Diagramas Trifilares.2. que se tornaram os mais usuais. 5.2 DIAGRAMAS ELÉTRICOS Para o projeto elétrico de um cubículo ou quadro. deve conter a maior quantidade possível de informações.1 DIAGRAMA UNIFILAR É um diagrama onde representa-se o circuito elétrico por uma de suas fases. Diagramas funcionais. Assim. ou os diagramas elétricos. A representação gráfica de um sistema elétrico de potência. cuja definição é feita através de diagramas elétricos. com o objetivo de representar realmente todos os componentes e funções especificadas. Consequentemente.). 143 Departamento Regional . disposição de aparelho.RO . daí o nome unifilar.

fusíveis.2. de uma maneira mais quantitativa que qualitativa. relês.2 DIAGRAMA TRIFILAR É a representação de um circuito elétrico. dispositivos de proteção e medição. 5. sem entretanto entrar em detalhes da forma de conexão.SENAI .. dando uma excelente idéia de conjunto. disjuntores.Sistemas Elétricos de Potência Figura 5. etc. Como inconveniente apresenta aquele de ser um desenho com todo 144 Departamento Regional . que serão inclusive transportados para outros esquemas.RO . transformadores de potência e de corrente. contém muitos outros detalhes. além de conter as informações básicas do diagrama unifilar. seccionadores de passagem de aterramento. sendo importante como subsídio para elaboração dos demais esquemas de detalhamento de um determinado projeto. tais como. tomando em consideração suas três fases. são representados neste diagrama. O diagrama trifilar..4 – Diagrama unifilar Os aparelhos de manobra. tais como: pára-raios.

pode-se identificar todas as restrições ao funcionamento de um disjuntor ou contator. Para entendermos a relação entre os diagramas.SENAI . as condições de operação são diferentes neste diagrama. por exemplo. mas sim como ponto de referência. Para um perfeito entendimento destes diagramas. 5.5 mostra o detalhe do disjuntos da entrada do gerador a partir do diagrama unifilar mostrado na figura 5. Por este diagrama.3 DIAGRAMA FUNCIONAL A utilidade do diagrama funcional é mostrar de maneira esquemática como funcionam os equipamentos de proteção. contato normalmente fechado é o contato que está sempre fechado quando o equipamento está desenergizado. os exemplos serão mostrados baseando-se no desenho da figura acima.RO . A tensão mais usual no Brasil para comando é de 125V CC.5 – Diagrama trifilar – detalhe do cubículo de entrada do gerador A figura 5. deve-se fixar os seguintes conceitos: Contato normalmente aberto é o contato que está sempre aberto quando o equipamento está desenergizado.4. 145 Departamento Regional .2. controle e sinalização de uma instalações elétrica.Sistemas Elétricos de Potência o conjunto. Figura 5. não devendo por esta razão ser usado para trabalhos específicos (como montagem). Portanto.

Sistemas Elétricos de Potência Figura 5.2.RO . Figura 5. uma listagem indicando onde começa e termina cada ligação é bastante útil. em manutenção e em busca de defeitos. Os mais utilizados são: • Diagrama de Fiação Este diagrama mostra a ligação dos cabos de comando interligando os equipamentos entre casa de comando e o cubículo ou pátio onde os equipamentos e encontram.6 – Diagrama funcional – disjuntor do gerador 5.SENAI . Como os cabos de comando sempre terminam em réguas de bornes.4 DIAGRAMAS CONSTRUTIVOS Os diagramas construtivos são diagramas auxiliares e muito importantes na montagem da instalação.7 – Diagrama de fiação 146 Departamento Regional .

4.8 – Diagrama sinóptico 147 Departamento Regional . mostrando principalmente os aparelhos de manobra (disjuntor e seccionador). de maneira a facilitar a operação do sistema.2.RO .Sistemas Elétricos de Potência 5. Figura 5.SENAI . É utilizado sobre painéis de comando.1 DIAGRAMA SINÓPTICO O diagrama sinóptico é a representação unifilar. do circuito elétrico.

sob o ponto de vista físico. isto é.SENAI . 1000A e 3000A em 500V CA ou 600V CC. Os instrumentos. 148 Departamento Regional .RO . e o dimensionamento dos aparelhos.Sistemas Elétricos de Potência 5. os botões de comando.3. os acionamentos das chaves. Os módulos apresentam flange. propiciando futuras ampliações. de forma que sejam montados mecanicamente em suportes apropriados.. na porta. seja por pessoas. Equipamentos: 1) 2) 3) 4) 5) Barramento. permitindo interligações entre elas. para lugares úmidos ou secos.3. animais ou objetos. sinalização etc. Fiação. define o número de caixas que constituirão o quadro. as lâmpadas de sinalização. permitindo a distribuição da energia elétrica para diversos pontos da instalação. para instalações ao ar livre ou abrigadas. A função básica dessas execuções é abrigar toda a aparelhagem elétrica de comando. sob condições especiais. podem ser feitos para instalações ao tempo. Os painéis são feitos em chapa de aço dobrada e. são feitos conforme o princípio dos componentes modulares. ou seja. contatores.. disjuntores ou seccionadoras.3 CONSIDERAÇÃO A RESPEITO DE QUADROS ELÉTRICOS Os quadros elétricos constituem pontos nodais em uma rede e servem para unir ou separar e proteger as diferentes partes destas. porém. poeirentas ou contaminados por agentes corrosivos. Média e Alta tensão e Componentes”.1. Os instrumentos de medição podem também ser instalados no interior. controle. Essa proteção deverá se dar também em caso de avaria ou operação inadequada de uma chave que possa causar perigo na parte exterior. Normalmente os quadros são feitos para instalações abrigadas. em áreas de possível explosão. fusíveis e bases.1 QUANTO A FUNÇÃO A ABINEE (Associação Brasileira da Industria Elétrica e Eletrônica) através do grupo setorial de “Painéis de Baixa. realizou um estudo sobre classificação de quadros elétricos quanto a função: A) Quadro de BT até 1000V (VDE/IEC) A1 – QUADRO DE COMANDO – é todo quadro destinado a comandar eletricamente qualquer processo e/ou equipamento por ação manual do operador. porém visíveis através de visor colocado na porta. medição. para capacidades de 630A. de modo a proteger as partes sob tensão expostas contra contatos acidentais.1 CLASSIFICAÇÕES 5. 5. são normalmente instalados do lado externo. As características construtivas dessas execuções variam de acordo com o trabalho e as instalações a que se destinam.

relês pisca-pisca ou circuito integrado. pressostato. 12) isoladores. 12) seletores de amperímetros e voltímetros. 6) relês. 5) botoeiras. 7) relês Auxiliares. 6) sensores fotoelétricos.SENAI . 4) retificadores. 1) circuito perceptor de defeitos em CC ou CA: eletromecânico ou eletrônico. em um ou mais estágios. 14) transformadores de potencial. 10) controle de pressão.. A2 – QUADRO DE CONTROLE – destinado a controlar. etc.RO . 13) transformadores de corrente. 4) controladores de nível. diodos. automática e eletricmente qualquer processo ou equipamento elétrico. frequencimetro. 7) fiação. 9) instrumentos eletrônicos fotosensíveis para indicação. de qualquer alteração do sistema supervisionado. em relês. 7) controladores de ph. 2) pirômetros indicadores e controladores. 9) lâmpadas. 11) controle de vazão. 13) e mais todos os equipamentos eletropneumáticos destinados a função de quadro.Sistemas Elétricos de Potência 6) relês. 9) registradores. 3) sensores térmicos. 5) eletrodos sensores de nível. 11) amperímetros. 10) voltímetros. 2) chaves seletoras. wattiímetro. 16) isoladores. cosfímetro. com indicção de falha com visores luminosos e/ou acústico. 8) receptores de sinal. A3 – QUADRO DE SINALIZAÇÃO – destinado a advertir através de sinais acústicos e/ou ópticos. 15) medidores específicos de processo: termostato. varímetro. 3) transformadores. 8) válvulas solenóides. 8) botoeira. 149 Departamento Regional . É composto pelos mesmos equipamentos dos quadros de comando e mais: 1) chaves seletoras.

3) disjuntoresa. 4) transformadores de corrente e de potencial. 3) seccionadoras. 16) isoladores. 6) transformadores de corrente e potencial. kVA. 14) medidores de kW. 2) barramento. B2 – QUADRO DE DISTRIBUIÇÃO – incluindo a distribuição. 9) voltímetros. 7) voltímetros e comutador. kW. 5) muflas. medição e sinalização 1) barramento. 11) fiação.h. 5) contator. demais aparelhos de medição e sinalização. 11) cosfímetro. 12) fiação. 9) botoeiras. 1) 2) 3) 4) 5) disjuntores.Sistemas Elétricos de Potência B) Quadro de MT até 34. 6) chaves de aferição. 12) bases de fusíveis. 8) amperímetros e comutador. isoladores. barramento. etc.SENAI . 4) seccionadoras. 13) isoladores. 2) isoladores. comutadores de TAP (do transformador). 10) botoeiras. medição e sinalização. 150 Departamento Regional .RO . 14) amperímetros.5 kV (VDE) B1 – QUADROS DE ENTRADA DE CONCESSIONÁRIA 1) muflas. B3 – QUADRO DE DISTRIBUIÇÃO – incluindo a distribuição. 15) seletores de tensão e de corrente. 8) transdutores. 7) disjuntores. etc. 13) lâmpadas. 10) lâmpadas de sinalização.

isoladores. disjuntores. 151 Departamento Regional .3.1. C) Quadros de AT. 1) 2) 3) 4) 5) 6) 7) 8) 9) barramento. a) Proteção contra influências externas. transformadores de corrente e potencial.3.2 QUANTO AO LOCAL DE INSTALAÇÃO Para o local de instalação admite-se como temperatura normal ambiente 35oC (valor médio durante 24h) e temperatura máxima no barramento de 65oC. é necessário levar em consideração os graus de proteção. OBS: Toda a aparelhagem fica blindada. a não ser para proteção e comando.Sistemas Elétricos de Potência B4 – METAL CLAD – quadro blindado. acima de 34. além de características elétricas de funcionamento. voltimetros e seletores. Pelas normas ANSI. os painéis devem ser fornecidos com proteção especial. Acima destes valores. impedem acesso ao barramento de MT.3 QUANTO AO GRAU DE PROTEÇÃO Na escolha de equipamento de manobra e nas combinações. e painéis de controle ou mesas de controle no próprio local da subestação. 5. diretos (primário) e indiretos (secundário). uma vez extraídos. relês de proteção. Os equipamentos de manobra e suas combinações somente podem operar satisfatoriamente quando os graus de proteção dos mesmos correspondem às condições de montagem.5 kV Para essa classe de tensão não é comum se construir quadros. 5. construido de disjuntores extraíveis que. deverá ser previsto um sistema com ventilação forçada. esses quadros são denominados “STATION TYPE SWITCHGEAR”.SENAI . Para proteção contra acumulo de pó e água.RO . tipo de acionamento e da finalidade a que se destinam. fiação. Normalmente os quadros e mesas de controle recebem alimentação de fontes auxiliares em baixa tensão e são equipadas basicamente com os mesmos aparelhos listados para os quadros de baixa tensão. bloqueios.1. amperímetros e seletores.

que estão relacionadas com as resistências que os mesmos oferecem quando sujeitos a esforços de natureza mecânica. ou por meio de uma barra. quando as condições de fabricação e tratamento forem perfeitamente idênticas. são características dos cristais que formam o metalao passo que as propriedades mecânicas. quando for extraído ou inserido até a posição de “ensaio”. choque. ser metálico torna-se conveniente apresentar alguns conceitos que facilitarão a compreensão do texto nas solicitações elétricas que ainda serão discutidas. daí a sua importância prática. Em outras palavras. b) Quadros com equipamentos extraíveis: esses quadros constam de vários painéis adjacentes (sem seccionador) com gavetas ou carros extraíveis. nos quais estão fixamente todos os dispositivos de manobra. Essas propriedades. É de grande importância o estudo de certas características físicas e químicas dos materiais. torção. Para painéis que possuam carrinho extraível.RO .2 COMPORTAMENTO DOS METAIS (ESTRUTURA E BARRAMENTO) Em vista do material empregado nos quadros elétricos. que serão analisadas em seguida. compressão.. amostras diferentes de um mesmo metal apresentam essencialmente as mesmas propriedades não sansíveis à estrutura. à estrutura cristalina dos metais e se relacionam a uma amostra particular de um material.3. dependem grandemente das imperfeições que ocorrem nesses cristais. sobre os quais são fixados os dispositivos de manobra. Nas ligas.3. o mesmo se encontra aterrado.Sistemas Elétricos de Potência b) Proteção a terra As conexões para aterramento da instalação se localizam na parte inferior do painel. a densidade muda devido a alteraçãoda massa média dos átomos. por exemplo. 5.4 QUANTO AO TIPO DE CONSTRUÇÃO a) Quadros com equipamentos fixos: esses quadros constam de vários painéis adjacentes. cujo conhecimento é fundamental para sua escolha e utilização.3. somente são identicas nas várias amostras do mesmo material.1. como tração.3 CARACTERÍSTICAS DOS METAIS As propriedades dos metais. 5.1 DENSIDADE É o peso por unidade de volume. 5. etc. as conexões para interligações entre os painéi podem ser feitas por meio de pontes de cobre.3. a conexão de aterramento entre o carrinho e a parte fixa é feita por meio de contatos deslizantes. dispostos de tal forma que.SENAI . 152 Departamento Regional . As primeiras são insensíveis de certo modo. determinam a forma de como poderão ser projetadas e executadas as estruturas. tanto na estrutura quanto nos barramentos. 5.3.

ocorre uma expansão térmica no reticulado cristalino.1 – Densidade e temperatura de fusão de alguns elementos 5.96 11. que define a capacidade condutora de calor de uma substância. tais como fundição ou tratamento térmico.cm.RO .45 8.0 64.2 apresenta a condutividade de alguns metais a 0oC. Esse fato pode ser expresso pela equação: dQ = C p ⋅ dt Por fim. outra propriedade térmica importante é a condutibilidade térmica.5 40.2 PROPRIEDADES TÉRMICAS A elevação da temperatura dos materiais aumenta a vibração dos átomos.699 6. expressa em [cal/s.30 7.3. METAL Prata Cobre Alumínio Ferro CONDUTIVIDADE ELETRICA [Ohm. 5.5 Tabela 5. a condutividade elétrrica é uma das mais importantes e que inclusive é a prpriedade que distingue os metais dos não metais.3 7.3.0 11.9 19.34 7.62 7.3 PROPRIEDADES ELÉTRICAS Dentre elas.Sistemas Elétricos de Potência ELEMENTO Alumínio Antimônio Cromo Cobre Chumbo Estanho Ferro Platina Níquel Tungstênio Zinco SIMBOLO Al Sb Cr Cu Pb Sn Fe Pt Ni W Zn DENSIDADE [g/cm3] 2.13 PONTO DE FUSÃO [ oC] 660 630 1890 1083 327 232 1539 1773 1455 3410 419 Tabela 5.m] -1 66.3. Outras propriedades térmicas são a capacidade calorífica e o calor específico (Cp) determina a quantidade de calor necessário nos processos metalúrgicos.2 – Condutividade elétrica de alguns metais 153 Departamento Regional . oC].19 8. Essa alteração dimensional é expressa em termos de coeficiente linear de dilatação térmica. traduzida na prática por um mudança nas dimensões. indicada por um coeficiente k. Como consequência.87 21.3. A tabela 5.SENAI .

do tipo de material e das condições de serviço. O valor dessa divisão é chamado tensão mecânica admissível de trabalho. com relação aos possíveis esforços mecânicos. A necessidade de se utilizar metais em condições de ambiente freqüentemente desfavoráveis tem levado à utilização de ligas e ao emprego de tratamentos superficiais que permitem aumentar a resistência à corrosão e à oxidação. As resistências à corrosão e à oxidação são. portanto. Para materiais frágeis. raramente rompem em serviço. Em suma. a torção. sem romper ou sem que se produzam deformações incontroláveis.5 PROPRIEDADES MECANICAS As propriedades mecânicas constituem as características mais importantes dos metais para sua aplicação nos vários campos de engenharia. Eles podem ser aplicados lenta e gradualmente e. como a tração. não mostram antes da ruptura qualquer falha. no caso de cargas estáticas. que rompem praticamente sem nenhuma deformação e que. As propriedades mecânicas definem o comportamento de um material quando sujeitos a esforços de natureza mecânica e correspondem às propriedades que. etc. as partes da estrutura. principalmente quando sujeitas a cargas estáticas. além de poderem ser introduzidos esforços adicionais provenientes do transporte. é difícil garantir perfeição na fabricação de uma determinada peça.4 PROPRIEDADES QUÍMICAS Relacionam-se com a resistência que os metais oferecem ao ataque do meio ambiente (corrosão) ou pelo efeito da temperatura (oxidação). quando os metais estão sujeitos à dilatação por efeito da temperatura (caso típico de aquecimento em barramentos devido a sobrecarga). por exemplo. visto que o projeto e a execução das estruturas metálicas são baseadas no seu conhecimento. Os coeficientes de segurança variam grandemente em função do tipo de carga.RO . portanto. graças ao coeficiente de segurança. As razões pelas quais a tensão de trabalho de um membro de uma estrutura deve corresponder a um valor inferior à resistência do material são inúmeras. em vista da influência que o meio circunvizinho exerce sobre o metal. Ainda o esforço mecânico pode ser aplicado de modo repentino. 154 Departamento Regional . depois de conhecidos os esforços aos quais a mesma está sujeita.3. adota-se um fator de segurança pelo qual é dividida a resistência adotada do material escolhido. 5.3. determinam a sua capacidade de transmitir e resistir aos esforços que lhe são aplicados. provocando diversos tipos de ataque. em segundo lugar ocorrem freqüentes variações na distribuição dos esforços adotados no projeto. os coeficientes de segurança podem atingir valores de 5 a 8. Nesse caso sua natureza é dinâmica e a causa pode ser proveniente de um curtocircuito. em terceiro lugar.Sistemas Elétricos de Potência 5. Em primeiro lugar os materiais tendem a se deteriorar em serviço pela ação do meio ambiente. Normalmente a corrosão é medida pela espessura da superfície que se perde anualmente. características de grande importância. Ao se projetar uma estrutura. a não ser que fiquem repentinamente sujeitas a uma carga acidental de considerável grandeza (curto-circuito). o dobramento.SENAI . a natureza do esforço é estático. a compressão. neste caso.3. montagem e instalação da estrutura. Os esforços mecânicos aos quais estão sujeitas as estruturas são os mais variados.3. Esses casos podem ocorrer. em detrimento do material. provocados por sobrecargas (elevação de temperatura) em determinados trechos da estrutura. Este acontecimento provoca um enfraquecimento na estrutura.

entre os dois critérios de proteção. de acordo com a norma. seguida por dois algarismos. sem que haja penetração de água. no qual os componentes são dispostos em compartimentos separados por divisões metálicas aterradas. por exemplo. As definições da NBR 6146 são suficientes para serem aplicadas aos quadros de baixa tensão. Assim. no que se refere a cada um dos algarismos. como acontecia anteriormente. a qualificação do motor em cada grau.SENAI . isto é. estão resumidos na tabela 5. um equipamento a ser instalado num local sujeito a jatos d’água.4 – 2º Algarismo: indica o grau de proteção contra penetração de água no interior do painel As combinações entre os dois algarismos. Algarismo 0 1 2 3 4 5 6 1º Algarismo Indicação Sem proteção Corpos estranhos de dimensões acima de 50mm Corpos estranhos de dimensões acima de 12mm Corpos estranhos de dimensões acima de 2.0mm Proteção contra acúmulo de poeiras prejudiciais ao motor Totalmente protegido contra a poeira Tabela 5. além da NBR 6146 (conforme visto anteriormente).5mm Corpos estranhos de dimensões acima de 1.RO . o grau de proteção deve estar conforme as seguintes definições da norma NBR 6979: • Conjunto de manobra e controle blindado: é o conjunto de manobra e controle em invólucro metálico com o grau de proteção mínimo para as partes externas e internas de IP2X.4 GRAUS DE PROTEÇÃO Os invólucros dos equipamentos elétricos. é bem definida através de ensaios padronizados e não sujeita a interpretações. Os graus de proteção para equipamentos elétricos estão definidos na NBR 6146 por meio das letras características IP. Deve possuir compartimentos separados pelo menos para: 155 Departamento Regional . Nota-se que. devem possuir um invólucro capaz de suportar tais jatos.3 – 1º Algarismo: indica o grau de proteção contra penetração de corpos sólidos estranhos e contato acidental Algarismo 0 1 2 3 4 5 6 7 8 2º Algarismo Indicação Sem proteção Pingos de água na vertical Pingos de água até a inclinação de 15 º com a vertical Água de chuva até a inclinação de 60 º com a vertical Respingos de todas as direções Jatos de água de todas as direções Água de vagalhões Imersão temporária Imersão permanente Tabela 5.5. conforme as características do local em que serão instalados e de sua acessibilidade. Para os quadros de alta tensão. devem oferecer um determinado grau de proteção.Sistemas Elétricos de Potência 5. sob determinados valores de pressão e ângulo de incidência.

Se houver mais de um conjunto de barras. Classe de proteção IP00 IP02 IP11 IP12 IP13 IP21 IP22 IP23 IP44 IP54 IP55 IP(W)55 Toque com ferramentas Proteção completa contra toque Proteção completa contra toque Proteção completa contra toques Corpos estranhos sólidos de dimensões acima de 1mm Proteção contra acúmulo de poeiras nocivas Proteção contra acúmulo de poeiras nocivas Proteção contra acúmulo de poeiras nocivas Toque com os dedos Corpos sólidos estranhos de dimensões de 12mm 1º Algarismo Proteção contra corpos Proteção contra contato estranhos Não tem Não tem Toque acidental com a mão Não tem Não tem Corpos estranhos sólidos de dimensões acima de 50mm 2º Algarismo Proteção contra água Não tem Pingos de água até uma inclinação de 15º com a vertical Pingos de água na vertical Pingos de água até uma inclinação de 15º com a vertical Água da chuva até uma inclinação de 60º com a vertical Pingos de água na vertical Pingos de água até uma inclinação de 15º com a vertical Água da chuva até uma inclinação de 60º com a vertical Respingos de todas as direções Respingos de todas as direções Jatos de água em todas as direções Chuva. cada conjunto deve estar em compartimento separado. devendo ao menos os fusíveis estarem montados sobre dispositivos extraíveis. por exemplo o circuito alimentador.5 – Graus de proteção a) componentes ligados ao outro ladodo equipamento de manobra principal. de ensaio. b) componentes ligados a um dos lados de um equipamento de manobra principal. o conjunto deverá estar alojado em compartimento separado. • Conjunto de manobra e controle com divisões de material isolante: conjunto de manobra e controle em invólucro metálico. extraída e removida.Sistemas Elétricos de Potência a) cada equipamento principal. maresia Tabela 5.SENAI . com o grau de proteção mínimo para as partes externas e internas de IP2X. por exemplo: conjunto de barras. Quando o TP for ligado ao barramento principal através de fusíveis.RO . no qual os componentes são dispostos em 156 Departamento Regional . b) componentes de baixa tensão. O equipamento de manobra principal deve ainda ser extraível. apenas estas unidades devem atender à especificação de conjunto de manobra e controle simplificado. a fim de se poder desloca-lo entre as posições: inserida. sem prejuízo da classificação original do conjunto como blindado. No caso específico de ser necessária a instalação de equipamento não extraível em uma ou mais unidades de um conjunto blindado.

• Conjunto de manobra e controle simplificado: conjunto de manobra e controle em invólucro metálico. sendo IP2X o mínimo admissível. Dessa forma é necessário que a maior proteção contra danos pessoais seja prevista.RO . condições excepcionais de serviço. para conjunto de manobra e controle simplificado só é necessário especificar o grau de proteção para a parte externa do invólucro. Alguns defeitos. com proteção mínima IP2X. assim como recomendações importantes. como no conjunto de manobra e controle blindado. 157 Departamento Regional . Para conjuntos de manobra e controle blindados e conjuntos de manobra e controle com divisões de material isolante. b) Número de compartimentos inferior ao necessário para conjunto de manobra e controle blindado.Sistemas Elétricos de Potência compartimentos separados. exceto para componentes de baixa tensão e entre cubículos adjacentes. com pelo menos uma das seguintes caractereísticas: a) Que não tenha divisões. sendo no entanto o principal objetivo evitar-se a ocorrência desse arco. inclusive com a construção de dispositivos de alívio de sobrepressão. A ocorrência de um arco interno pode provocar danos ou ferimentos a um operador nas proximidades do conjunto de manobra e controle. A tabela 6 indica os locais mais prováveis de ocorrência de falhas. ou má operação do conjunto de manobra e controle podem ocasionar um arco interno. não sendo admitido um grau de proteção inferior a IP2X. c) Que tenha divisões com grau de proteção inferior a IP2X Além disso. ou limitar sua duração e conseqüências. mas com pelo menos uma divisão de material isolante.SENAI . os graus de proteção devem ser especificados separadamente para a parte externa do invólucro e para as divisões. NOTA: com relação ao barramento principal a área de passagem entre cubículos adjacentes pode ter grau de proteção inferior a IP2X.

Sistemas Elétricos de Potência Locais onde falhas internas ocorrem com mais freqüência Possíveis causas Projeto inadequado Exemplos de medidas a serem tomadas Seleção de dimensões adequadas Evitar que as conexões em cabos se cruzem No local deve ser feito comissionamento de pessoal especializado Fazer inspeções regulares e efetuar ensaios dielétricos no local Verificar regularmente o nível dos líquidos Intertravamentos Manobra manual independente Capacidade de estabelecimento em curto-circuito Instruções a pessoal qualificado Uso de anticorrosivos e/ou graxas Revestimento protetor onde for necessário Inspeção por meios adequados Evitar essas influências elétricas através de projeto adequado do circuito Manutenção regular programada Instrução a pessoal qualificado Limitação de acessos por compartimento Isolamento das partes vivas Instruções a pessoal qualificado Ensaios rotineiros de verificação do dielétrico Prevenir e verificar que as condições de serviço especificadas sejam respeitadas Proteção contra descargas atmosféricas Coordenação adequada de isolamento Ensaios dielétricos no local Compartimento de cabos Instalação defeituosa Falha em isolamento sólido ou líquido Seccionadores e chaves de aterramento Conexões e contatos Transformadores para instrumentos Disjuntores Operação indevida Corrosão Montagem defeituosa Ferrorressonância Manutenção inadequada Erro humano Envelhecimento do dielétrico Poluição. causas e exemplos de medidas para diminuir a probabilidade de falhas internas 158 Departamento Regional . etc. poeiras. penetração de insetos.6 – Locais. umidade.RO .SENAI . Sobretensões Todos os locais Tabela 5.

Sistemas Elétricos de Potência 5. os valores de tensão nominal devem ser multiplicados pelo fator de correção dado na coluna 3 da tabela 5.RO . b) altitude não superior a 1000m NOTA: Para altitudes superiores a 1000m.05 0.00 1.7 – Fatores de correção das tensões para altitudes superiores a 1000m 159 Departamento Regional .25 0.00 1. que trata do conjunto de manobra e controle em invólucro metálico para tensões acima de 1kV.7.95 1.5 CONDIÇÕES NORMAIS DE SERVIÇO A NBR 6979. é aplicada para projetos que estejam trabalhando nas seguintes condições: a) a temperatura do ar ambiente não superior a 40oC. com média diária não superior a 35oC e temperatura mínima não inferior a –5oC.7.80 NOTAS 1 Valores intermediários podem ser obtidos por interpolação linear 2 Altitude não superior a 1000[m] Tabela 5.SENAI . Altitudes máximas [m] (1) 1000 1500 3000 Fator de correção para as tensões de Fator de correção para as ensaio referidas ao nível do mar tensões nominais (2) (3) 1. desde que no ensaio dielétrico as tensões de ensaio sejam pelo fator de correção dado na coluna 2 da tabela 5. Esta correção pode ser dispensada.

corrente suportável de curta duração e resistência mecânica. Para contatos de fusíveis.Sistemas Elétricos de Potência Natureza do elemento (1). Também devem ser tomadas medidas apropriadas para assegurar a operação correta de componentes tais como relês. Neste caso.SENAI . a mesma parte pode pertencer a diversas categorias listadas nesta tabela. 160 Departamento Regional . em concentrações tal que possam alterar as características do equipamento. a elevação de temperatura deve ser conforme as normas pertinentes. as temperaturas e elevações de temperatura permissíveis devem ser aquelas da parte que tem maior valor permitido nesta tabela. Quando as partes de conexão tem diferentes revestimentos. camada de gelo ou geada de até 5Kg/m2.(5) 90 50 Conexões parafusadas ou equivalentes (6) Cobre nu liga de cobre nua ou liga de alumínio nua 90 50 Prateadas ou niqueladas (6) 115 75 Estanhadas 105 65 Invólucros Partes manipuladas 50 10 Partes acessíveis 70 30 Partes inacessíveis 110 70 Segundo a sua função.8 – Limites de temperatura admissíveis a) ar ambiente não poluído por poeira. que não sejam previstos para estas condições.(2) (1) Contatos 75 Cobre nu ou liga de cobre nua 35 105 Prateados ou niquelados (4) 65 Estanhados (4). pressão do vento de 700Pa e os efeitos da radiação solar. condutoras ou não. neve. Valores máximos Elevação de temperatura Temperatura final para um ambiente não o [ C] excedendo 40oC [k] (2) (3) Tabela 5. deve ser limitada ao valor admissível para a classe de temperatura do material isolante utilizado em contato com as mesmas. maresia. Todas as precauções necessárias devem ser tomadas para que nenhum dano seja causado aos materiais isolantes circunvizinhos. NOTA: Isto não implica que o conjunto de manobra e controle para uso exterior suporte a corrente nominal sob todas as condições de radiação solar sem exceder a elevação de temperatura especificada na tabela 8. Quando partes do contato tem revestimentos diferentes. A elevação de temperatura das partes metálicas. A qualidade do revestimento dos contatos devem ser tal que uma camada de material de revestimento permaneça na área de contato após os ensaios de estabelecimento e interrupção (se existirem).RO . mudanças bruscas de temperatura. b) para uso exterior. Caso contrário os contatos devem ser considerados nus. fumaça. os valores máximos permissíveis de temperatura e elevação de temperatura a serem considerados são os menores entre as categorias correspondentes. as temperaturas e as elevações de temperaturas permissíveis devem ser aquelas da parte que tem o valor permitido nesta tabela. presença de condensação ou chuva. gases e vapores corrosivos ou inflamáveis.

20.1. 5.1 DEFINIÇÕES (SEGUNDO IEEE C 37. Todas as partes vivas devem estar envolvidas em compartimento metálico. Alguns pontos importantes devem ser destacados. a simbologia.20. que não podem ter aberturas “intencionais” (a norma não explica o que são “aberturas intencionais”). As partes principais do circuito primário. não exponha componentes do circuito primário. barramentos. convenientemente. Todos os diagramas devem ser elaborados considerando a instalação sem tensão e sem corrente (portanto desligada) e os aparelhos em sua representação básica.) para a execução de um diagrama elétrico. conversão e distribuição de energia. Os bornes dos equipamentos e aparelhos não devem necessariamente fazer parte de todos os diagramas. que são disjuntor. 5. devem estar completamente envolvidos em compartimentos metálicos aterrados. depende diretamente da execução correta de uma instalação.RO • • . tanto no que se refere ao projeto. Especificamente o disjuntor deve ter uma chapa metálica que quando ele estiver conectado.Sistemas Elétricos de Potência 5. TP´s e TC´s.2 . é necessário que se conheça profundamente as características dos equipamentos e aparelhos a serem utilizados para poder representa-los. Não é obrigatório que o piso seja metálico.6 CONSIDERAÇÕES DE NORMALIZAÇÃO Deve-se sempre seguir uma determinada norma (ABNT.6. 161 Departamento Regional .SENAI . Quaisquer exceções devem ser indicadas claramente.1993 inclui painéis de 240V até 69kV (tanto baixa tensão quanto média tensão) destinadas ao controle e proteção de geração. e não se aplicam a painéis abertos. painéis de controle industrial e de comutação de navios. IEC. como na técnica de execução. A ABNT utiliza como base das normas a IEC 298. e a porta de acesso aberta.2 – 1993) Os tipos de painéis metálicos Metal Enclosed são divididos em: • • • • Painéis tipo Metal Clad Painéis tipo Cubicle Painéis tipo Interrupter Painéis tipo Baixa Tensão Todos estes painéis devem ter as paredes e o teto metálicos. Finalmente. etc.6. ANSI.1 PAINÉIS METAL CLAD • • O disjuntor deve ser removível. devemos lembrar que da exatidão de um diagrama elétrico. As considerações da norma IEEE C 37. com contatos auto-alinhantes e auto-encaixantes.

23. relês. medidores e sua fiação devem ser isolados do circuito primário por barreiras metálicas (com exceção de pequenos trechos de fiação de ligação com os transformadores). 5. Disjuntores fixos.1.16. 34.6.3 PAINÉIS INTERRUPTER Painéis para tensões de 4.SENAI . 5. Estes painéis os dispositivos que forem necessário abaixo listados. 13.6. 7. Esses quadros devem conter os seguintes equipamentos: • • • • • • Equipamentos de potência de cada fase do circuito primário separado e envolvido por um compartimento metálico. 162 Departamento Regional .5 e 69kV.RO . Todos os instrumentos. Intertravamentos mecânicos devem ser providenciados para assegurar uma seqüência segura de operação.2 PAINÉIS CUBICLE Estes painéis são para 14. Portas internas auxiliares também podem ser citadas para colocação de instrumentos ou fiação. Quando extraíveis devem possuir intertravamento mecanico para proteção na operação.0 e 34.4. Todos os barramentos e conexões do circuito primário devem estar revestidos de material isolante de “cabo a rabo”. 14.5kV.4.8. As portas pelas quais entram os disjuntores podem ser usadas como painel de instrumentos e relês. intertravadas com disjuntores para isola-los. • • • • • Chaves seccionadoras Fusiveis Barramento e conexões Transformadores para instrumentação Cabeamento de controle e dispositivos acessórios Tanto as seccionadoras quanto fusíveis podem ser fixos ou extraíveis. Transformadores para instrumentação Cabeamento de controle e dispoitivos acessórios.2.Sistemas Elétricos de Potência • • • • • Guilhotinas automáticas são obrigatórias nas entradas dos disjuntores. Barramento e suas conexões em cobre nú. Seccionadoras operadas em grupo.1.

Cabeamento de controle e dispositivos acessórios Os disjuntores de baixa tensão estão contidos em compartimento metálicos individuais e são controlados remotamente ou a partir do painel frontal.SENAI . Barramento e conexões Transformadores para instrumentação e controle Dispositivos de instrumentação.RO .1. Podem ser fixos ou removíveis. devem conter: • • • • • Disjuntores de baixa tensão com ou sem fusíveis.4 PAINÉIS BAIXA TENSÃO Painéis individuais ou múltiplos.Sistemas Elétricos de Potência 5. Quando extraíveis devem possuir intertravamento mecânico para garantir uma operação correta e segura. 163 Departamento Regional . medição e relês.6.

utilizando óleo combustível. que é objeto de autorização o aproveitamento de potenciais hidráulicos. até então atuando na condição de autoprodutor. Pela Portaria do Ministro de Minas e Energia nº 321. em processo de licitação. destinada a autoprodutor e a produtor independente. na lei 9074. como é descrito no parágrafo abaixo retirado do decreto no 2003.Sistemas Elétricos de Potência 6 PRODUÇÃO INDEPENDENTE DE ENERGIA ELÉTRICA NO BRASIL 6. foram estabelecidas as condições para que o PIE recebesse concessão ou autorização.Dependem de autorização: I – a implantação de usina termelétrica de potência superior a 5MW. Pela Portaria do Ministro de 164 Departamento Regional . na Bahia. Ficou estabelecido então. publicada no dia seguinte. de potência superior a 1 MW e igual ou inferior a 30 MW. foi “autorizada a funcionar como produtor independente de energia elétrica” por meio de usinas termelétricas. por autoprodutor. de 15/10/96. em seu artigo 11.O aproveitamento de potencial hidráulico igual ou inferior a 1MW e a implantação de usina termelétrica de potência igual ou inferior a 5MW independem de concessão ou autorização. No caso de potência superior a 30 MW.1 INTRODUÇÃO Foi introduzido no Brasil. ser comunicada ao órgão regulador e fiscalizador do poder concedente. de 26/12/96 e Lei 9648. definindo. destinados à produção independente. que regulamenta a produção de energia elétrica por Produtor Independente e por Autoprodutor. devendo. Com modificações introduzidas pela Lei nº 9427. O Decreto 2003. de 10/9/96. sem que a lei explicite quando um ou outro processo. quando a Lei nº 9074.” Em 16/10/96 surgiu oficialmente o primeiro PIE no Brasil a COPENE – Petroquímica do Nordeste S/A. Somente oito meses depois viria a primeira autorização para implantação de um empreendimento novo na condição de produção independente. A lei 9074 tornava legalmente possível a produção independente no Brasil. para produzir energia elétrica destinada ao comércio de toda ou parte da energia produzida. o personagem “Produtor Independente de Energia Elétrica”. com sede em Camaçari.SENAI . de 27/05/98. por sua conta e risco”. ou autorização. estabeleceu que “Considera-se Produtor Independente de Energia Elétrica a pessoa jurídica ou empresas reunidas em consórcio que recebam concessão ou autorização do poder concedente. a COPENE. mediante licitação. para fins de registro. com potência total de 245 MW. mas era insuficiente para que o “negócio produção independente” fosse viável. em 07 de julho de 1995.RO . A mesma lei. que em se tratando de termelétrica será aplicado o instrumento da autorização. estabeleceu que o Produtor Independente de Energia Elétrica – PIE estaria sujeito a regras operacionais e comerciais próprias e dispôs sobre como poderia ser procedida a venda de energia elétrica pelo mesmo. inclusive. Quanto às termelétricas destinadas à produção independente são objeto de concessão. Artigo 5º . há necessidade de obtenção de concessão de uso de bem público. entretanto. de 10/9/96: “Artigo 4º . II – o aproveitamento de potencial hidráulico de potência superior a 1MW e igual ou inferior a 10MW.

para a UHE Porto Estrela. denominada UTE Uruguaiana. ou concedida. a AES Uruguaiana Empreendimentos Ltda. ou autoproduções. mais especificamente no Programa de Licitação de Concessões – Plano de Expansão 1995/2004 (atualizado para 1997 – 2006). Como resumo de todas as portarias e despachos realizados até 07/05/99. SP. no Rio Grande do Sul. dirigido a PIE. autorizada. A sinopse publicada pelo DNAEE. muito significativos são os números relativos a futuras concessões e autorizações previstas para tal modalidade. com 456 MW. que se constituiu no primeiro processo com tal objetivo e características realizado no País. a ser construída em Minas Gerais. ou totalizando 6281 se excluída a UHE Belo Monte com 11. é igualmente facultado ao poder concedente alterar o regime de exploração.000 MW (potência média das 24 usinas. A opção pela Produção Independente é confirmada pela Lei 9684. todas destinadas à produção independente e. totalizando 1917 MW (potência média 95 MW). Consórcio constituído por CEMIG. sem Belo Monte.600 MW. seriam 25 Usinas Hidrelétricas objeto de licitações em 1999.. Se menos significativos são os valores de potência instalada.RO . voltado a aproveitamento hidráulico destinado à produção independente. de 02/07/98. da ordem de 3. Nova Era Silicon S/A e COTOMINAS. no todo ou em parte. Importante regulamentação relativa à produção independente de energia elétrica no Brasil ocorreu em 10/11/97 com a Portaria do DNAEE nº 459 a qual fixa as condições para a utilização dos sistemas de transmissão e de distribuição pertencentes a concessionários e permissionários de serviço público de energia elétrica. podemos resumir as condições mínimas para a regulamentação junto a ANEEL pela seguinte tabela: 165 Departamento Regional . todas destinadas à produção independente e. em novembro de 1997. foi autorizada a funcionar como PIE e a estabelecer usina termelétrica movida a gás natural. relativos à produção independente no Brasil. Esta autorização decorreu de processo de licitação para compra de energia elétrica conduzido pela CEEE. ou autoprodução . O decreto de 26/05/97 outorgou concessão a consórcio denominado Porto Estrela. de 261 MW). de 25/06/97.Sistemas Elétricos de Potência Minas e Energia nº 180. CVRD. com sede em São Paulo. para produção independente”.informava que: • seriam 20 as Usinas Hidrelétricas a serem objeto de licitação em 98. de 27/05/98. regulamentada pelo Decreto 2655.SENAI .281 MW (potência média 691 MW). com 112 MW. totalizando 17. Em 26/05/97 foi outorgada a primeira concessão para uso de bem público. especialmente ao estabelecer que “em caso de privatização de empresa detentora de concessão ou autorização de geração de energia elétrica. mediante pagamentos pelo uso e pela respectiva conexão.

166 Departamento Regional .RO . Projeto elétrico.SENAI . autorização ou permissão.Sistemas Elétricos de Potência Processo de regularização junto ao poder concedente – ANEEL Usina Térmica Registro Até 5 MVA Autorização Acima de 5 MVA De 1 até 30 MVA Licitação Acima de 5 MVA* Acima de 30 MVA Hidráulica Até 1 MVA * Para serviço público Observações: • • • • • Registro: significa dispensa de concessão.2 LIGAÇÃO EM AUTOPRODUTORES EM PARALELO COM O SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO Abaixo tem-se os requisitos mínimos necessários para a interligação de consumidores Autoprodutores de Energia Elétrica e de Produtores Independentes de Energia Elétrica (PIE) em paralelo com a rede de distribuição das concessionárias. é necessário que o sistema de geração atenda tais variações ao longo do tempo. portanto.1 PARALELISMO O comportamento das cargas nas redes elétricas é bastante dinâmico e. Levando isto em consideração. o rendimento do conjunto será baixo. Renovação de Concessão (Geração/Transmissão e Distribuição) : 20 Anos. do protocolo do órgão gestor do Meio Ambiente. sob os aspectos de: • • • Paralelismo. no mínimo. necessitando apenas comunicação ao Poder Concedente . acompanhado. A autorização para exploração de um aproveitamento fica condicionada à apresentação do Projeto Básico. A utilização de apenas um gerador. assim. 6. em grande parte dos casos). a ocorrência de um problema qualquer leva à perda total da geração. Proteção contra faltas.2. Nos casos citados acima. é de difícil fabricação (impossível.ANEEL. Concessão para Distribuição e Transmissão: 30 Anos. muitas vezes o gerador funcionará fora das suas características ótimas e. torna-se conveniente a colocação de duas ou mais unidades em paralelo pois: • • • Com apenas um grupo em operação. o qual forneça toda a potência de uma central. Concessão para Geração: 35 Anos. que comprove o início do processo dos licenciamentos pertinentes. 6.

2. ou seja. pois podem existir unidades como reserva. é possível sempre estabelecer um rendimento ótimo para condições específicas. enquanto que o ajuste da freqüência será feito na máquina primária. Existe uma maior facilidade de estabelecer um cronograma adequado de manutenção das máquinas. 6. Se houver alguma oscilação da velocidade em função do sistema.2. os seus tamanhos e custos são menores. produzindo então esforços excessivos no eixo. a do gerador que será ligada em paralelo. Tenham a mesma seqüência de fase (para geradores trifásicos). na malha dos geradores em paralelo. pode-se afirmar que a operação em paralelo de geradores apresenta as seguintes características como vantagens: • Aumento da confiabilidade. Os ajustes das tensões são feitos pela atuação na excitação.1. é necessário que as tensões geradas pela máquina. pode-se gerar. devem girar em sincronismo.2 MÉTODOS PARA O SINCRONISMO Para a colocação de um gerador em paralelo com uma rede deve-se avaliar várias grandezas como tensões e freqüências através de voltímetros e frequencímetros.SENAI . em relação ao sistema: • • • • • Tenham a mesma forma de onda. Dividindo-se a carga total em várias máquinas. • • • 167 Departamento Regional . podendo danificá-los. uma corrente de circulação que pode causar um sobreaquecimento nos enrolamentos dos geradores além que gerar conjugados sincronizantes para compensá-la. as cargas serão alimentadas pelas unidades restantes (em algumas instalações que empregam a auto-produção poderá ser necessário rejeitar as cargas menos prioritárias). na ocorrência de algum problema com um gerador. Para isto.1 CONDIÇÕES PARA O PARALELISMO Para que os geradores síncronos sejam ligados em paralelo a uma rede comum. Para evitar esta “corrente de circulação” faz-se necessário que a tensão a ser gerada seja rigorosamente igual ao sistema ao que será acoplada em paralelo.1. onde é muito utilizado o aparelho de dupla escala (comparadores). é impossível a parada do gurpo para executar atividades de manutenção. Otimização do funcionamento das máquinas em função do comportamento da carga e da fonte de energia primária. Uma das escalas informará a grandeza do sistema e a outra. eles devem possuir exatamente a mesma freqüência. Tenham o mesmo valor eficaz. 6. Tenham defasagem nula entre as respectivas ondas de tensão. Tenham a mesma freqüência.Sistemas Elétricos de Potência • Considerando os mesmos motivos. Tendo em vista estes fatores. ou seja. pois.RO .

2 PROTEÇÃO CONTRA FALTAS Para compreender um pouco sobre proteção contra faltas. exceto quando especificamente previsto pelas funções 48. Dispositivo que serve para fechar e abrir os circuitos de controle necessários para colocar um equipamento em funcionamento sob as condições desejadas e retirá-lo de operação sobre outras condições.2.1 NOMENCLATURA PARA RELÉS (NBR 5175 – MAIO 1988) No Nome da Função Descrição Geral Dispositivo iniciador que serve. a terceira.s seccionadores. à fase de mesmo nome. faz-se necessário conhecermos a nomenclatura ANSI dos relés utilizados para a proteção de geradores. é o momento exato de fechar o paralelismo. deve-se verificar o defasamento nulo entre as tensões (o sincronismo) que pode ser feito através de um instrumento chamado de “sincronoscópio”. O sincronismo pode ser automático ou manual. para colocar ou retirar um equipamento de operação.2. possuindo um sistema de produção de pulsos cuja largura é proporcional à freqüência e sua amplitude. or closing-relay) Relé de verificação de intertravamento (cheking or interlocking relay) 03 Relé de verificação da posição dos seccionadores. embora possa também ser usado para um dispositivo elétrico ou mecânico para o qual nenhum outro número de função é adequado. 62. à tensão.Sistemas Elétricos de Potência Além dos dados de tensão e freqüência. transformadores e linhas de transmissão. 6. 04 Contactor mestre (master contactor) Contator usado para controlar o número de elementos de uma bateria a serem ligados ao circuito consumidor. Quando as freqüências de ambos os sinais são iguais. etc. 6. Nele estão presentes três lâmpadas ligadas duas à fases trocadas e. de forma bastante simplificada. Existem outros métodos. tais como relés de proteção e relés de tempo. 02 Relé de tempo de partida ou fechamento (time-delay starting.SENAI .RO . Hoje em dia pode-se utilizar sincronoscópios digitais (relés de sincronismo). quando tem-se esta situação. conhecido no jargão técnico como “mosca”. Neste instante deve-se fechar o paralelismo. O número de pulsos são contados em intervalos definidos e um sistema comparador define o momento exato do paralelismo. 168 Departamento Regional . Dispositivo que realiza um temporização antes ou depois de qualquer ponto de operação em uma sequência de manobra ou em um sistema de relés de proteção. Caso se opte pelo método manual. dentre eles o mais conhecido é chamado de “fogo girante”. Relé que opera em resposta a posição de um certo número de outros dispositivos (ou a um certo número de condições predeterminadas) em um equipamento. o relé só permitirá o fechamento do disjuntor de paralelismo quando o gerador e a rede estiverem sincronizados. NOTA A : este número é normalmente usado para um dispositivo operado manualmente. para permitir o prosseguimento ou a interrupção de uma sequência de operações ou para efetuar uma verificação da posição destes dispositivos ou destas condições. seja diretamente ou por intermédio de outros dispositivos. as lâmpadas das fases trocadas acenderão (defasamento de 120º entre elas). enquanto a terceira lâmpada estará apagada.2. o ponteiro alinha-se em uma posição pré-determinada. Exem plo 01 Elemento principal (master element) Chave de controle para disjuntore. 79. Quando as tensões correspondentes do gerador e do sistema estiverem exatamente em fase.

equipamentos. tal como campo da máquina. de acoplamento direto. é considerada também como “fonte de alimentação de controle”. ou seus equivalentes. NOTA A : isto exclui dispositivos que realizam operações de derivação que possam ser necessárias no processo de partida de uma máquina pelos dispositivo 06 ou 42. Este dispositivo pode ser acionado manual ou eletricamente. fonte ou sistema. Dispositivo usado para fechar ou causar o fechamento de circuitos utilizados para aumentar ou reduzir a velocidade de uma máquina. capacitor ou reator. com a finalidade principal de interromper o circuito do retificador se ocorrer um arco de retorno. 06 07 08 09 10 11 12 13 14 Chave de velocidade. tal como chave de faca. que atua sobre a velocidade da máquina Chave de velocidade Dispositivo que atua aproximadamente à velocidade centrífuga. chave fusível. or discharge. mas exclui a função de travamento elétrico em condições anormais (ver função 86). Dispositivo cuja principal função é ligar uma máquina à sua fonte de tensão de partida. 05 Dispositivo de parada (stopping device) Dispositivo de partida (starting circuit breaker) Dispositivo de anodo (anode circuit breaker) Dispositivo desligador de circuito de controle (control power disconnecting device) Dispositivo de inversão (reversing device) Chave de sequência das unidades (unit sequence switch) Reservada para futura aplicação Dispositivo de acoplamento direto (overspeed device) Dispositivo de velocidade síncrona (synchronousspeed device). Chave que serve para abrir ou fechar um circuito de contorno em paralelo com qualquer parte do equipamento (exceto resistor). 16 17 Chave de contorno ou de descarga (shunting. disjuntor. igual ou aproximadamente igual à de uma outra máquina. relé de tensão e relé de sobrecorrente. Dispositivo usado nos circuitos de anodo de um retificador de potência. relé de frequência síncrona de uma máquina de escorregamento. armadura de máquina. e também exclui a função 73.SENAI . Dispositivo de subvelocidade (underspeed device) Dispositivo equalizador de velocidade ou de frequência (speed ou frequency matching device) Dispositivo de carga para bateria.RO .Sistemas Elétricos de Potência Dispositivo de controle usado principalmente par desligar um equipamento e mantê-lo fora de funcionamento. como pequenos motores ou aquecedores. Dispositivo de carga para bateria com controle automático de tensão. usado com a finalidade de ligar e desligar barras e equipamentos Disjuntor em caixa moldada de controle à fonte. Dispositivo desligador. switch) 18 Dispositivo de aceleração ou desaceleração (accelerating ou decelerating device) 169 Departamento Regional . para alterar a sequência na qual as mesmas são colocadas ou retiradas de funcionamento. Dispositivo usado com a finalidade de inverter o campo de uma máquina ou de realizar quaisquer outras funções de inversão. Chave usada em equipamentos constituídos de diversas unidades. Dispositivo que funciona quando a velocidade de uma máquina cai abaixo de um valor predeterminado 15 Dispositivo que funciona para equalizar e manter a velocidade ou a frequência de uma máquina ou de um sistema. usado para proteção dos NOTA A: uma fonte auxiliar que alimenta circuitos de comando CC. seccionador. que serve para a manobra de resistores.

Dispositivo de rearme não automático que dá um certo número de indicações visuais separadas quando da atuação de dispositivos de proteção. ou de um meio de óleo de um transformador. manutenção ou ensaio. Dispositivo que atua para elevar ou abaixar a temperatura de uma máquina ou outro equipamento.Sistemas Elétricos de Potência 19 20 21 Dispositivo de transição partida-funcionamento (starting-to-running transition contactor) Válvula operada eletricamente (electrically operated valve) Relé de distância (distance relay) Disjuntor equalizador (equalizer circuit breaker) Dispositivo de controle de temperatura (temperature control device) Reservado para futura aplicação Dispositivo de sincronização ou de verificação de sicronismo (synchronizing. podendo ainda ser utilizado para desempenhar a função de travamento. transferência de calor. Relé que atua quando um fluxo de potência circula Atuação do dispositivo quando no sentido contrário ao predeterminado. 26 27 28 29 Dispositivo que atua quando a temperatura de um Indicador de temperatura do equipamento ou parte dele. 30 31 Dispositivo de excitação em separado (separate excitation device) Relé direcional de potênica (directional power device) Chave de posição (position switch) Dispositivo mestre de sequência (motor-operated sequence switch) 32 33 34 170 Departamento Regional . a impedância ou a reatância do circuito aumenta ou diminui em relação a valores predeterminados. Dispositivo que detecta a presença de chama piloto Caldeiras. 22 23 24 25 Dispositivo que opera quando dois circuitos de CA Relé de verificação de estão dentro dos limites desejados de frequência. ou da principal em equipamentos Dispositivo usado expressamente para isolar um circutio de outro em caso de operação de Chave faca. atinge uma dada posição. programáveis. da motorização de um gerador. controlada e monitorada eletricamente. sai de limites predeterminados com contatos. device) Dispositivo térmico do equipamento (apparatus thermal device) Relé de subtensão (under voltage relay) Detector de chama Seccionador (isolator contactor) Relé anunciador (annunciator relay) Dispositivo que opera para iniciar ou causar a transferência automática da ligação de uma máquina da fonte de partida para a de funcionamento. para permitir ou efetuar a automático de disjuntor. emergência. sincronismo para religamento ângulo de fase e tensão. usada em um duto para fluído. Termostato quando sua temperatura for maior ou menor do que um valor predeterminado. ou que energiza os circuitos de excitação e de disparo de um retificador de potência. tal como o enrolamento de campo de um conversor síncrono. sincronização destes dois circuitos. de operação dos dispositivos principais em operações Controladores lógicos seqüenciais de manobra. Chave motorizada de contatos Dispositivo que estabelece ou determina a sequência múltiplos. Válvula operada.SENAI .RO . a uma fonte de excitação separada durante a sequência de partida. Relé que atua quando a admitância. Relé que atua quando a sua tensão de entrada é menor do que um valor predeterminado. em uma instalação de unidades múltiplas. Chave que atua quando o dispositivo controlado Chave fim de curso. Dispositivo que liga um circuito. Disjuntor que serve para controlar ou para abrir ou fechar as ligações equalizadoras ou de equilíbrio de corrente para o campo de uma máquina ou equipamento de regulação. turbinas a gás. or synchronism-check.

SENAI . ou phasebalance. excentricidade e mecânica anormal (exceto aquela associada com falha de vedação. um retificador de potência 43 44 45 46 47 48 49 50 Relé que atua instantaneamente por valor de corrente superior a um limite predeterminado. voltímetro. ou contiverem sequência negativa. de circuitos a fim de modificar o modo de operação do sincronismo de religamento. current relay) Relé de sequência de fase de tensão (phasesequence voltage relay) Relé de sequência incompleta (incomplete sequence relay) Relé térmico de equipamento (machine. Dispositivo que atua na ocorrênica de condição ambiental anormal. Dispositivo que aciona ou permite o acionamento de um outro. or slipring short-circuiting device) Dispositivo de verificação da polaridade ou da tensão de polarização (polarity device) Relé de subcorrente ou subpotência (undercorrent or under power relay) Dispositivo de proteção de mancal (bearing-protective device) Monitor de condição mecânica Relé de campo (field relay) Disjuntor de campo (field circuit breaker) Disjuntor (contator) funcionamento (running circuit breaker) Dispositivo ou seletor de transferência manual (manual transfer or selector device) Relé de partida seqüencial de unidade (unit sequence starting relay) Monitor de condição atmosférica Relé de corrente de sequência negativa (reversephase. componentes de sequência negativa acima de um dado valor. sido conduzida a velocidade desejada. Relé que atua quando a temperatura de um Controlador de temperatura de equipamento excede um valor predeterminado. Dispositivo que atua por ocorrência de uma condição Vibração. para curto-circuitar seus anéis coletores. Dispositivo cuja principal função é ligar uma máquina Chaves à óleo para bancos de à sua fonte de tensão de funcionamento. Chave de transferência de proteção. equipamento de manobra ou de outros dispositivos. thermal relay) Relé de sobrecorrente instantâneo (instantaneous over current. ou verifica a presença de uma tensão de polarização em um equipamento Relé que opera quando a corrente ou a potência forem inferiores a um valor predeterminado. após ter capacitores. or transformer. somente com uma polaridade predeterminada.Sistemas Elétricos de Potência 35 36 37 38 39 40 41 42 Dispositivo para posicionamento das escovas ou para curtocircuitar os anéis coletores (brush-operating. fumaça ou fogo. 171 Departamento Regional .RO . Relé que atua para um valor predeterminado de tensão polifásica na sequência de fase estabelecida. ou para engatar ou desengatar os contatos de um retificador mecânico. Relé que atua para dar partida à unidade seguinte em um equipaemtno de unidades múltiplas. mancais. Relé que atua quando as correntes polifásicas estiverem em sequência inversa de fase ou quando Relé de sobrecorrente de estiverem desequilibradas. explosivas. Relé que atua por perda de corrente de excitação de campo de uma máquina. coberta pela função 38). operação ou parada não for completada adequadamente dentro de um tempo predeterminado. por falha ou disponibilidade da unidade precedente. tal como gases nocivos. abaixar ou deslocar as escovas de uma máquina. misturas Detetor de fumaça. Dispositivo que atua quando a temperatura do mancal excede um valor predeterminado ou por outras condições mecânicas anormais a ele associadas. Dispositivo que opera para aplicar ou remover a excitação do campo de uma máquina. Relé que geralmente retorna o equipamento para a posição normal ou desliga e o bloqueia se a sequência normal de partida. or rate-ofrise relay) Dispositivo para levantar. Chave seletora para Dispositivo operado manualmente que transfere os amperímetro.

Relé que atua quando sua tensão de entrada for maior do que um valor predeterminado. ou na detecção de um arco de retorno. tais como as de curto-circuito. pressure. 51 Relé de subcorrente-tempo CA (a-c time over current relay) Disjuntor de corrente alternada (a-c circuit breaker) Relé de excitação de gerador CC (exciter or d-c generator relay) Disjuntor de corrente contínua. ou por falha de um diodo em conduzir ou bloquear corretamente. Dispositivo de manobra e proteção capaz de estabelecer. Relé que automaticamente controla a aplicação da excitação ao campo de um motor de CA em algum valor predeterminado de escorregamento. de dois circuitos. relay) Relé de pressão de nível ou de fluxo. level. 57 58 59 60 61 62 Relé de tempo que opera em conjunto com o Relé de tempo. 64 Relé detector de terra no Relé que atua por falha do isolamento para terra de campo do gerador ou na máquina ou outro equipamento. 63 Relé que atua por um valor predeterminado de pressão.Sistemas Elétricos de Potência Relé que atua com retardo intencional de tempo. bateria. Dispositivo que opera de modo a curto-circuitar ou aterrar um circuito ou equipamento sob ação de um Chave de aterramento comando manual ou automático. ou por uma dada taxa de sua variação. capacitores. para que sua tensão se desenvolva durante a partida. conduzir e interromper correntes alternadas em condições normais do circuito. e no qual a corrente de entrada e o tempo de operação são relacionados de modo definido ou inverso. 65 172 Departamento Regional . Conjunto de equipamentos hidráulicos. or opening.SENAI . assim como estabelecer. conduzir por tempo especificado e interromper correntes alternadas em condições anormais especificadas do circuito. usado no dispositivo que inicia a operação de desligamento.RO . alta velocidade (high-speed d-c circuit breaker) Relé de fator de potência (power factor relay) Relé de aplicação de campo (field application relay) Dispositivo de aterramento ou curto-circuito (shortcircuiting or grounding device) Relé de falha de retificação (power rectifier misfire relay) Relé de sobretensão (overvoltage relay) Relé de equilíbrio de tensão ou de corrente (voltage or current balance relay) Relé de balanço de corrente (current balance relay) Relé de tempo de parada ou de abertura (time-delay stopping. or flow relay) Relé detector de terra (ground protective relay) Reguralor de fluxo ou vazão (governor) 52 53 54 55 56 Relé que atua quando o fator de potência sai de limites predeterminados. vapor ou outro fluído para o motor primário. Relé detector de falha de Relé que atua por uma dada diferença na tensão ou capacitor. Relé que liga a excitação de campo de uma máquina CC. ou em um sistema de relés de proteção. Dispositivo que atua se um ou mais anodos de um retificador de potência falharem no disparo. circuito de proteção por falha parada ou abertura em uma sequência automática do disjuntor. quando sua corrente de entrada excede a um valor predeterminado. e atue quando a tensão da máquina atingir um valor predeterminado. de líquido ou gás (liquid or gaz. em banco de na corrente. elétricos ou mecânicos de controle usados para regular o fuxo ou vazão de água.

Chave de duas posições. 173 Departamento Regional . Dispositivo de manobra e proteção capaz de estabelecer. 79 Relé que controla o religamento e o bloqueio automático de um disjuntor de CA. Relé que inicia um sinal piloto para bloqueio de abertura por faltas externas em uma linha de transmissão ou em outro equipamento sob condições predeterminadas. ou de proteção contra falta de sincronismo (phase angle measuring.SENAI . nível do óleo de transformador. que numa posição permite o fechamento de um disjuntor. Dispositivo que atua por valores ou por taxas de Indicador com contatos de variação de nível predeterminados. ou entre tensão e corrente. Dispositivo para gerar e transmitir pulsos através de um circuito de telemedição. e na outra bloqueia a fechamento do disjuntor.RO . conduzir por tempo especificado e interromper correntes contínuas em condições anormais especificadas do circuito. Relé diferente de um anunciador. Mecanismo usado para deslocar um dispositivo Mecanismo de extração de principal de uma posição para outra em um disjuntor. Contator usado para derivar ou inserir um estágio de resistência de limitação de deslocamento ou de indicação de carga em um circuito de potência. operação do disjuntor ou do equipamento. ou a fio piloto. (2) Dispositivo que atua para energizar um circuito periodicamente ou por tempo especificado. equipamento. para ligar e desligar um aquecedor de ambiente. device) 67 Relé direcional de sobrecorrente CA (a-c directional overcurrent relay) Relé de bloqueio de abertura (blocking relay) Dispositivo de controle permissível (permissive control device) Reostato eletricamente operado (electrically operated rheostat) Relé de nível Disjuntor de corrente contínua (d-c circuit breaker) 68 69 70 71 72 73 Contactor de resistência de carga (load-resistor contactor) Relé de alarme (alarm relay) Mecanismo de mudança de posição (position changing mechanism) Relé de sobrecorrente CC (d-c overcurrent relay) Transmissor de pulsos (pulse transmitter) Relé de medição de ângulo de fase. ou um número especificado de operações sucessivas com intervalo predeterminado. ou coopera com outros dispositivos para bloquear abertura ou religamento por perda de sincronismo ou por oscilações de potência. 66 Dispositivo de atuação intermitente (notching. lâmpada ou um resistor de carga regenerativa de um retificador de potência ou de outra máquina. ou a colocação de um Chave seletora de bloqueio e equipamento em operação. usado para acionar ou operar em conjunto com um alarme visual ou sonoro. para um dispositivo remotor de indicação ou de recepção. assim como estabelecer. or jogging. Relé que atua por um valor predeterminado de sobrecorrente CA fluindo em um sentido predeterminado. conduzir e interromper correntes contínuas em condições normais do circuito. tais como as de curto-circuito. or out-of-step protective relay) Relé de religamento CA (a-c reclosing relay) 74 75 76 77 78 Relé que atua para um ângulo de fase predeterminado entre duas tensões ou entre duas correntes. como o da função 30. Relé que atua quando a corrente em um circuito de CC excede um valor predeterminado. ou que é usado para permitir aceleração ou avanço intermitente de uma máquina a baixas velocidades para posicionamento mecânico. Resistor variável ou conjunto unitário de resistores variáveis.Sistemas Elétricos de Potência (1) Dispositivo que atua para permitir somente um número especificado de operações de um certo dispositivo ou equipamento.

excitatrizes. que não tenha número de função. inclusive o motor de acionamento. ou de disparo livre (tripping. ou chave de isolação em um circuito de magnética potência de CA ou CC. Dispositivo que opera para regular uma ou mais grandezas.Sistemas Elétricos de Potência Dispositivo de proteção de Chave que atua a um valor ou uma taxa de variação fluxo de óleo utilizado em de fluxo predeterminados comutador sob carga Dispositivo que opera quando a frequência (ou sua taxa de variação) está fora de limites determinados. relay) Usados para aplicações específicas. rotativos.. or trip-free. usado para desligar e manter inoperante dispositivos e equipametos. Mecanismo ou servomecanismo elétrico completo. uma operação de transferência. or tranfer relay) Mecanismo de acionamento (operating mechanism) Relé receptor de onda portadora ou fio-piloto (carrier. e causa desligamento destes dois circuitos quando o fluxo de potência entre eles excede um valor predeterminado no sentido oposto. tais como tensão. etc. regulador de tensão por indução ou qualquer componente similar de equipamento. Dispositivos usado como seccionador.SENAI . etc. amplificadores magnéticos. Dispositivo que atua quando a tensão através de um disjuntor ou contator abertos excede um valor predeterminado em um dado sentido. ou para permitir abertura imediata por outros dispositivos. Dispositivo operado eletricamente. geralmente em resposta às condições de carga do circuito. ventiladores. Dispositivo que controla o fechamento e religamento automático de um disjuntor de CC. não cobertos pelos números anteriores 83 84 85 86 87 88 89 90 91 92 93 94 95. corrente. para um comutador de derivação. or pilot-wire. Dispositivo que opera para selecionar automaticamente uma dentre várias fontes ou Relé de transferência para condições em um equipamento e permite realizar fontes de serviços auxiliares. temperatura e carga em Regulador de tesão máquinas. velocidade. receiver relay) Relé de bloqueio de operação (locking-out relay) Relé de proteção diferencial (differential protective relay) Motor auxiliar ou motor gerador (auxiliary motor. frequência. ou equipamento. potência. contator. Dispositivo que opera para aumentar ou reduzir.. solenóides. 80 81 82 Relé de fluxo Relé de freqüência (frequency relay) Relé de religamento CC (d-c reclosing relay) Relé de controle seletivo ou de transferência automática (automatic selective control.99 174 Departamento Regional . ou para impedir o religamento imediato de uma chave caso ela deva abrir automaticamente. de um passo. chaves de posição. ou motor generator) Seccionadora com acionamento elétrico (line switch) Dispositivo de regulação (regulating device) Relé direcional de tensão (voltage directional relay) Relé direcional de tensão e potência (voltage and power directional relay) Contactor de variação de campo (field changing contactor) Relé de desligamento. Dispositivo usado para acionar equipamentos auxiliares.RO . tais como bombas.. Dispositivo de proteção que atua por diferença percentual entre duas ou mais grandezas elétricas. o valor da excitação do campo de uma máquina. linhas de interligação ou outros equipamentos. Relé que atua para abrir um disjuntor. Dispositivo que permite ou causa a ligação de dois circutios. quando a diferença de tensão entre eles excede um valor predeterminado em um dado sentido. interruptor de Seccionadora com trava carga. Dispositivo cuja atuação é liberada ou bloqueada por um sinal transmitido por uma onda portadora ou fio piloto de CC.

RO . conforme descrito na tabela abaixo: 175 Departamento Regional . No diagrama acima. pode-se utilizar a norma NT-202 da CPFL como exemplo de relés exigidos na ligação de autoprodutores em paralelo com o sistema de distribuição.Sistemas Elétricos de Potência Com a nomenclatura acima descrita. verifica-se a localização de cada relé e sua função.SENAI .

os parâmetros de freqüência e ângulo de fase de tensão estão dentro dos limites desejados para permitir o paralelismo Abertura do disjuntor. para o sistema elétrico de um autoprodutor.RO . É importante ressaltar aqui que. na qual são citadas as condições e os equipamentos mínimos exigidos que visam a qualidade de suprimento de energia elétrica. Por exemplo. linha. Relé de sobretensão de neutro (função 59 N). Relé direcional de sobrecorrente (função 67) que deverá atuar para defeitos na rede da CPFL. a CPFL) dependem de cada tipo de autoprodutor. cita-se os relés exigidos para o autoprodutor com venda de excedente e produtor independente de energia: • • • • • • • Relé de subtensão (função 27). quando da ocorrência de faltas localizadas na rede/linha de interligação Disparar o disjuntor. para faltas localizadas na rede da concessionária com contribuição do consumidor. Abertura do disjuntor. quando da ocorrência de faltas localizadas na rede / linha de interligação Abertura do disjuntor B.SENAI . enquanto houver tensão na rede ou linha de interligação.). consultar a norma da respectiva concessionária). Verificar se no ponto de interligação da instalação do consumidor. Relé direcional de potência (função 32). Instantâneo Sobrecorrente monofásico. Relé de sobrecorrente de fase e neutro. (maiores detalhes. etc. quando da falta de tensão Abertura do disjuntor B. Disparar o disjuntor. quando fluir potência do consumidor autoprodutor para a rede da concessionária.Sistemas Elétricos de Potência N o AN SI 27 A 50 / 51 (A) 50/51 N (A) 27 B 81 B 25 32 B 50 / 51 (B) 50/51 N (B) 67 B 21 A 62 51 GS Função Subtensão Instantâneo Sobrecorrente monofásico instantâneo / temporizado Sobrecorrente monofásico instantâneo / temporizado de Fase e de Neutro Subtensão Instantâneo Subfrequência Sincronismo Direcional de Potência Sobrecorrente monofásico. Complementa a proteção para faltas à terra no alimentador que faz o paralelismo . Os relés exigidos pelas concessionárias (no exemplo. Relé de sobretensão (função 59). 176 Departamento Regional . Instantâneo e temporizado de Fase e de Neutro Sobrecorrente Direcional Instantâneo Relé de distância Relé de interrupção ou abertura temporizada Relé Estático de Terra Descrição / Aplicação Bloquear o fechamento do disjuntor. que poderá ser o mesmo dos geradores. de forma a garantir a segurança da operação em paralelo com a concessionária. com suas exigências e atribuições. a proteção e a operação do sistema da concessionária. instantâneos e temporizados (função 50/51 e 50/51 N) que deverão atuar para defeitos internos ao autoprodutor. Cada concessionária tem sua norma característica. faz-se necessária toda a proteção de sua instalação (gerador(es). quando da ocorrência de faltas localizadas na rede/linha de interligação Abrir e bloquear o fechamento do disjuntor. Relé de subfrequência (função 81).

. . • Memorial de cálculo para dimensionamento dos TCs e TPs. sem venda de excedente ou momentâneo.” Para maiores detalhes. Demanda requerida na entresafra ou assegurada. após a análise prévia: • Diagrama unifilar detalhado. na ponta e fora da ponta. xd.Potência dos geradores e respectivas impedâncias (x”d. • Diagrama funcional de comando e diagrama de fiação dos equipamentos envolvidos com o paralelismo.3 PROJETO ELÉTRICO A autorização para exploração de um recurso. incluindo os equipamentos de proteção. Demanda suplementar de reserva. Curva diária de consumo e geração de energia elétrica. consultar a norma específica da concessionária atuante. uma cópia dos seguintes documentos deverá ser enviada à CPFL. Estas documentações dependem de cada concessionária. • Diagrama trifilar completo. seja ele natural ou aproveitamento (como casca de arroz ou bagaço de cana-de-açúcar) para a autoprodução fica condicionada à apresentação de um projeto para a concessionária a qual pretende-se ter um processo de geração em paralelo (para hidrelétricas. Potência excedente a ser fornecida pelo autoprodutor.Tipo de ligação dos transformadores e dos geradores.RO . se com venda de excedente. 177 Departamento Regional . se for autoprodutor com sazonalidade. contendo: . do protocolo do órgão gestor do Meio Ambiente.2. Período do paralelismo. no mínimo. • Diagrama unifilar simplificado do sistema que irá operar em paralelo. com os valores das impedâncias de aterrametno. x’d. acompanhado. x2 e x0). no caso de autorprodutores com venda de excedentes ou PIE. . • • • • • • Limites de tensão que o autoprodutor poderá operar.Sistemas Elétricos de Potência 6. sendo que citamos o exemplo da CPFL: “Documentos Necessários para a Análise da CPFL Documentos para a análise prévia Para a análise prévia deverão ser enviados à CPFL 3 cópias dos seguintes dados: • Tipo de paralelismo. Documentos para análise definitiva Além dos documentos exigidos pela NT-113.SENAI . que comprove o início do processo dos licenciamentos pertinentes).Potência e impedância série dos transformadores.Sistema de aterramento dos transformadores e dos geradores. exceto os transformadores que atenderão as cargas. • Catálogos e instruções de instalação e manutenção dos relés exigidos pela CPFL.

conforme 6. conforme 5.2.6. • queda de tensão.2. cada um resultando em uma seção e considerar como seção final aquela que é a maior dentre todas as obtidas.6. • curto-circuito. Esse assunto é abordado no item 6.2. Os seis critérios da norma são: • seção mínima.3. conforme 5.3. • capacidade de condução de corrente.3.3. conforme 6. Para considerarmos um circuito completa e corretamente dimensionado.5. 178 Departamento Regional . • sobrecarga.RO .4.1 OS SEIS CRITÉRIOS TÉCNICOS DE DIMENSIONAMENTO DE CONDUTORES ELÉTRICOS Chamamos de dimensionamento técnico de um circuito à aplicação dos diversos itens da NBR 5410 relativos à escolha da seção de um condutor e do seu respectivo dispositivo de proteção.SENAI . Especial atenção deve ser dispensada ao dimensionamento de condutores em circuitos onde haja a presença de harmônicas.4 da NBR 5410/1997.2. conforme 5. é necessário realizar os seis cálculos acima.Sistemas Elétricos de Potência 7 DIMENSIONAMENTO DE FIOS E CABOS DE BAIXA TENSÃO 7.7. • contatos indiretos. conforme 6.1.

Conforme 6.2 SEÇÃO DO CONDUTOR NEUTRO Conforme 6. a mesma seção que os condutores fase nos seguintes casos: • • • em circuitos monofásicos e bifásicos. em circuitos trifásicos. apenas nos circuitos trifásicos é admitida a redução do condutor neutro nos seguintes casos: • • quando não for prevista a presença de harmônicas.6.2. quando a máxima corrente susceptível de percorrer o neutro seja inferior à capacidade de condução de corrente correspondente à seção reduzida do condutor neutro.RO . o condutor neutro deve possuir. 179 Departamento Regional .2 da NBR 5410/1997.2. em circuitos trifásicos. quando for prevista a presença de harmônicas. no mínimo.6.SENAI . quando a seção do condutor fase for igual ou inferior a 25 mm².3 da NBR 5410/1997. Os valores mínimos da seção do condutor neutro nestes casos estão indicados na tabela 16 a seguir.Sistemas Elétricos de Potência 7.

SENAI . admite-se o uso de um condutor com a função dupla de neutro e condutor de proteção. preferencialmente.3 O CONDUTOR DE PROTEÇÃO A NBR 5410 / 1997 recomenda o uso de CONDUTORES DE PROTEÇÃO (designados por PE). cuja seção mínima é de 10 mm². Em alguns casos. se for condutor isolado ou cabo unipolar. ou de 4 mm². se for uma veia de um cabo multipolar. deverão ser condutores isolados.RO . cabos unipolares ou veias de cabos multipolares. 180 Departamento Regional . indica a seção mínima do condutor de proteção em função da seção dos condutores fase do circuito.Sistemas Elétricos de Potência 7. É o condutor PEN (PE + N). que. A tabela 17 a seguir.

a saber: • Neutro (N) = azul-claro. então devem ser adotadas aquelas prescritas na norma. • Condutor de proteção (PE) = verde-amarelo ou verde.Sistemas Elétricos de Potência 7.4 CORES DOS CONDUTORES NEUTRO E DE PROTEÇÃO A NBR 5410/1997 prevê no item 6. • Condutor PEN = azul-claro com indicação verde-amarelo nos pontos visíveis. 181 Departamento Regional . porém deixa em aberto o modo de como fazer esta identificação.1.3 que os condutores de um circuito devam ser identificados.RO .5.SENAI . No caso de um usuário desejar fazer a identificação por cores.

5De ≤ V ≤ 5De (4) Diretamente em espaço de construção .5De ≤ V ≤ 5De (4) Forro falso ou piso elevado .(*) MÉTODOS DE INSTALAÇÃO E DETERMINAÇÃO DAS COLUNAS Condutor isolado Fio Pirastic Ecoflam Cabo Pirastic Ecoflam Cabo Pirastic Ecoplus Cabo unipolar Cabo Sintenax Flex Cabo Sintenax Econax Cabo Eprotenax Flex Cabo Eprotenax Ecofix Cabo Voltalene Ecolene Cabo Afumex Cabo multipolar Cabo Sintenax Flex Cabo Sintenax Econax Cabo Eprotenax Flex Cabo Eprotenax Ecofix Cabo Voltalene Ecolene Cabo Afumex E C E B2 B1 B2 B1 D B2 B2 B2 B2 B2 A1 D C A1 A1 C B2 B1 E - Tipo de Linha Elétrica Método de Instalação (1) Afastado da Parede ou suspenso por cabo de suporte (2) Bandejas não perfuradas ou prateleiras Bandejas perfuradas (horizontal ou vertical) Canaleta fechada no piso.5De ≤ V ≤ 20De (4) Eletroduto em canaleta fechada .1.3 diâmetro externo do cabo V = altura do espaço de construção ou da canaleta / De = diâmetro externo do cabo Os locais da tabela assinalados por significam que os cabos correspondentes não podem.3 diâmetro externo do cabo distância entre o cabo e a parede < 0.Sistemas Elétricos de Potência 7.1.1. suportes horizontais ou telas Moldura Sobre isoladores 15/17 12 13 33/34/72/72A/75/75A 43 21 21 62/63 31/31A/32/32A/35/36 3/4/5/6 27 26 26 41 41 42 23/25 22/24 22/24 7/8 73/74 1/2 61/61A 52/53 73/74 51 11/11A/11B 28 28 14/16 71 18 B1 B1 B1 B2 B1 B2 B1 B1 B2 B1 B1 A1 A1 A1 G F C F B1 B1 B2 B1 D B1 B1 B2 B2 B1 B2 B1 A1 D C A1 C B2 B1 F A1 - (1) (2) (3) (4) (*) (-) método de instalação conforme a tabela 28 da NBR 5410/1997 distância entre o cabo e a parede ≥ 0.5De ≤ V ≤ 50De (4) Diretamente enterrado Eletrocalha Eletroduto aparente Eletroduto de seção não circular embutido em alvenaria Eletroduto de seção não circular embutido em alvenaria 1.5De ≤ V ≤ 50De (4) Leitos.1.V ³ 20De (4) Eletroduto embutido em alvenaria Eletroduto embutido em caixilho de porta ou janela Eletroduto embutido em parede isolante Eletroduto enterrado no solo ou canaleta não ventilada no solo Embutimento direto em alvenaria Embutimento direto em caixilho de porta ou janela Embutimento direto em parede isolante Fixação direta à parede ou teto (3) Forro falso ou piso elevado .5De ≤ V ≤ 20De (4) Eletroduto em espaço de construção . solo ou parede Canaleta ventilada no piso ou solo Diretamente em espaço de construção .V ³ 20De (4) Eletroduto em canaleta ventilada no piso ou solo Eletroduto em espaço de construção Eletroduto em espaço de construção . serem instalados da maneira especificada ou então trata-se de uma maneira de instalar não usual para o tipo de cabo escolhido.5De ≤ V ≤ 5De (4) Eletroduto de seção não circular embutido em alvenaria 5De ≤ V ≤ 50De (4) Eletroduto em canaleta fechada .SENAI . 182 Departamento Regional .5 TABELAS TABELA 1 .RO . de acordo com a NBR 5410/1997.

Temperaturas: 30 ºC (ambiente) e 20 ºC (solo).5 27 36 46 63 85 112 138 168 213 258 299 344 392 461 530 634 729 843 978 1125 (11) 9 11 14 17.5 2.(*) CAPACIDADES DE CONDUÇÃO DE CORRENTE.SENAI .5 21 28 36 50 68 89 110 134 171 207 239 275 314 370 426 510 587 678 788 906 (8) 9 11 13 16. C e D DA TABELA 1 FIOS E CABOS ISOLADOS EM TERMOPLÁSTICO. Cabo Sintenax Econax e Cabo Sintenax Flex. CONDUTOR DE COBRE.RO .75 1 1. EM AMPÈRES. Temperatura do condutor: 70 ºC. B1. PARA OS MÉTODOS DE REFERÊNCIA A1.Sistemas Elétricos de Potência TABELA 2 . 183 Departamento Regional .5 0.5 24 32 41 57 76 101 125 151 192 232 269 309 353 415 477 571 656 758 881 1012 (7) 8 10 12 15.5 23 30 38 52 69 90 111 133 168 201 232 265 300 351 401 477 545 626 723 827 (9) 8 10 12 15 20 27 34 46 62 80 99 118 149 179 206 236 268 313 358 425 486 559 645 738 (10) 10 13 15 19. Sessões em mm2 2 condutores carregados 3 condutores carregados MÉTODOS DE INSTALAÇÃO DEFINIDOS NA TABELA 1 2 condutores carregados 3 condutores carregados 2 condutores carregados 3 condutores carregados 2 condutores carregados 3 condutores carregados 2 condutores carregados 3 condutores carregados 2 condutores carregados (12) 12 15 18 22 29 38 47 63 81 104 125 148 183 216 246 278 312 361 408 478 540 614 700 792 3 condutores carregados (13) 10 12 15 18 24 31 39 52 67 86 103 122 151 179 203 230 258 297 336 394 445 506 577 652 (1) 0.5 19. Cabo Pirastic Ecoflam. B2.5 4 6 10 16 25 35 50 70 95 120 150 185 240 300 400 500 630 800 1000 (2) 7 9 11 14.5 23 29 39 52 68 83 99 125 150 172 19 223 261 298 355 406 467 540 618 (6) 9 11 14 17. Cabo Flexível Pirastic Ecoplus. • • • • Fio Pirastic Ecoflam.5 24 32 41 57 76 96 119 144 184 223 259 299 341 403 464 557 642 743 865 996 (*) De acordo com a tabela 31 da NBR 5410/1997. 2 e 3 condutores carregados.5 26 34 46 61 80 99 119 151 182 210 240 273 321 367 438 502 578 669 767 (3) 7 9 10 13.5 18 24 31 42 56 73 89 108 136 164 188 216 245 286 328 390 447 514 593 679 (4) 7 9 11 14 18.5 25 32 43 57 75 92 110 139 167 192 219 248 291 334 398 456 526 609 698 (5) 7 9 10 13 17. A2.

(*) CAPACIDADES DE CONDUÇÃO DE CORRENTE.5 0. EM AMPÈRES.75 1 1.5 22 30 38 51 68 89 109 130 164 197 227 259 295 346 396 472 541 623 721 826 (6) 12 15 18 23 31 42 54 75 100 133 164 198 253 306 354 407 464 546 628 751 864 998 1158 1332 (7) 10 13 16 20 28 37 48 66 88 117 144 175 222 269 312 358 408 481 553 661 760 879 1020 1173 (8) 11 15 17 22 30 40 51 69 91 119 146 175 221 265 305 349 395 462 529 628 718 825 952 1088 (9) 10 13 15 19. PARA OS MÉTODOS DE REFERÊNCIA A1. Eprotenax Ecofix. Eprotenax Flex e Afumex.5 2. Temperatura do condutor: 90 ºC. B2.SENAI .5 26 35 44 60 80 105 128 154 194 233 268 307 348 407 465 552 631 725 837 957 (10) 12 16 19 24 33 45 58 90 107 138 171 209 269 328 382 441 506 599 693 835 966 1122 1311 1515 (11) 11 14 14 22 30 40 52 71 96 119 147 179 229 278 322 371 424 500 576 692 797 923 1074 1237 (*) De acordo com a tabela 32 da NBR 5410/1997. Temperaturas: 30 ºC (ambiente) e 20 ºC (solo). Seções nominais (mm²) A1 2 condutores carregados 3 condutores carregados 2 condutores carregados MÉTODOS DE INSTALAÇÃO DEFINIDOS NA TABELA 1 A2 3 condutores carregados 2 condutores carregados B1 3 condutores carregados 2 condutores carregados B2 3 condutores carregados 2 condutores carregados C 3 condutores carregados 2 condutores carregados (12) 14 18 18 26 34 44 56 73 95 121 146 173 213 252 287 324 363 419 474 555 627 711 811 916 D 3 condutores carregados (13) 12 15 15 22 29 37 46 61 79 101 122 144 178 211 240 271 304 351 396 464 525 596 679 767 (1) 0. 184 Departamento Regional . CONDUTOR DE COBRE.RO . • • • • Cabos Voltalene Ecolene. B1.5 25 33 42 57 76 99 121 145 183 220 253 290 329 386 442 527 604 696 805 923 (5) 9 11 13 16.Sistemas Elétricos de Potência TABELA 3 . 2 e 3 condutores carregados. A2. C e D DA TABELA 1 CABOS ISOLADOS EM TERMOFIXO.5 4 6 10 16 25 35 50 70 95 120 150 185 240 300 400 500 630 800 1000 (2) 10 12 15 19 26 35 45 61 81 106 131 158 200 241 278 318 362 424 486 579 664 765 885 1014 (3) 9 11 13 17 23 31 40 54 73 95 117 141 179 216 249 285 324 380 435 519 595 685 792 908 (4) 10 12 14 18.

CONDUTOR DE COBRE.5 2. • • • Fio Pirastic Ecoflam. PARA OS MÉTODOS DE REFERÊNCIA E.SENAI .5 25 34 43 60 80 101 126 153 196 238 276 319 364 430 497 597 689 789 930 1073 (*) De acordo com a tabela 33 da NBR 5410 / 1997 185 Departamento Regional . EM AMPÈRES.Sistemas Elétricos de Potência TABELA 4 . G DA TABELA 1 FIOS E CABOS ISOLADOS EM TERMOPLÁSTICO. Temperatura no condutor: 70 ºC. Cabo Flexível Pirastic Ecoplus. Cabo Sintenax Econax e Cabos Sintenax Flex.RO .(*) CAPACIDADES DE CONDUÇÃO DE CORRENTE.5 0. MÉTODOS DE INSTALAÇÃO DEFINIDOS NA TABELA 1 Cabos multipolares E E F F Cabos unipolares ou condutores isolados F G G 3 cabos unipolares ou 3 condutores isolados Seções nominais (mm²) Cabos bipolares Cabos tripolares e tetrapolares 2 condutores isolados ou 2 cabos unipolares 4 11 14 17 22 31 41 53 73 99 131 162 196 251 304 352 406 463 546 629 754 868 1005 1169 1346 Condutores isolados ou cabos unipolares em trifólio 5 8 11 13 17 24 33 43 60 82 110 137 167 216 264 308 356 409 485 561 656 749 855 971 1079 Comtíguos 6 9 11 14 18 25 34 45 63 85 114 143 174 225 275 321 372 427 507 587 689 789 905 1119 1296 Espaçados horizontalmente 7 12 16 19 24 34 45 59 81 110 146 181 219 281 341 396 456 521 615 709 852 982 1138 1325 1528 Espaçados verticalmente 8 10 13 16 21 29 39 51 71 97 130 162 197 254 311 362 419 480 569 659 795 920 1070 1251 1448 1 0. Cabo Pirastic Ecoflam. Temperatura ambiente: 30 ºC.75 1 1.5 4 6 10 16 25 35 50 70 95 120 150 185 240 300 400 500 630 800 1000 2 11 14 17 22 30 40 51 70 94 119 148 180 232 282 328 379 434 514 593 715 826 958 1118 1292 3 9 12 14 18. F.

5 2.(*) CAPACIDADES DE CONDUÇÃO DE CORRENTE. PARA OS MÉTODOS DE REFERÊNCIA E. G DA TABELA 1 CABOS ISOLADOS EM TERMOFIXO. Temperatura ambiente: 30 ºC.5 4 6 10 16 25 35 50 70 95 120 150 185 240 300 400 500 630 800 1000 2 13 17 21 26 36 49 63 86 115 149 185 225 289 352 410 473 542 641 741 892 1030 1196 1396 1613 3 12 15 18 23 32 42 54 75 100 127 158 192 246 298 346 399 456 538 621 745 859 995 1159 1336 (*) De acordo com a tabela 34 da NBR 5410 / 1997 186 Departamento Regional . Eprotenax Flex e Afumex.5 0. Eprotenax Ecofix.75 1 1. CONDUTOR DE COBRE • • • Cabos Voltalene Ecolene. EM AMPÈRES.Sistemas Elétricos de Potência TABELA 5 .RO . MÉTODOS DE INSTALAÇÃO DEFINIDOS NA TABELA 1 Cabos unipolares ou condutores isolados F F F G G 3 cabos unipolares ou 3 condutores isolados Cabos multipolares E E Seções nominais (mm²) Cabos bipolares Cabos tripolares e tetrapolares 2 condutores isolados ou 2 cabos unipolares 4 13 17 21 27 37 50 65 90 121 161 200 242 310 377 437 504 575 679 783 940 1083 1254 1460 1683 Condutores isolados ou cabos unipolares em trifólio 5 10 13 16 21 29 40 53 74 101 135 169 207 268 328 383 444 510 607 703 823 946 1088 1252 1420 Contíguos 6 10 14 17 22 30 42 55 77 105 141 176 216 279 342 400 464 533 634 736 868 998 1151 1328 1511 Espaçados horizontalmente 7 15 19 23 30 41 56 73 101 137 182 226 275 353 430 500 577 661 781 902 1085 1253 1454 1696 1958 Espaçados verticalmente 8 12 16 19 25 35 48 63 88 120 161 201 246 318 389 454 527 605 719 833 1008 1169 1362 1595 1849 1 0.SENAI . F. Temperatura no condutor: 90 ºC.

5 K.22 1.76 0.m/W) Fator de correção 1 1.89 0.17 1.06 1 0.65 0.61 0.96 (*) De acordo com a tabela 36 da NBR 5410/1997.05 1.12 1.58 0.10 1.05 3 0.77 0.71 0.89 0.04 1 0.38 (*) De acordo com a tabela 35 da NBR 5410/1997.04 0.93 0.(*) FATORES DE CORREÇÃO PARA CABOS CONTIDOS EM ELETRODUTOS ENTERRADOS NO SOLO.18 1.50 ISOLAÇÃO EPR ou XLPE PVC Ambiente 1.m/W.45 0. A SEREM APLICADOS ÀS CAPACIDADES DE CONDUÇÃO DE CORRENTE DO MÉTODO DE REFERÊNCIA D.91 0. Resistividade Térmica (K.15 1.12 1.65 0.Sistemas Elétricos de Potência TABELA 6 .71 0.60 0.10 2 1.80 0.41 EPR ou XLPE Do solo 1.08 1 1.SENAI .55 0.85 0.87 0.63 0.96 0. COM RESISTIVIDADES TÉRMICAS DIFERENTES DE 2.95 1 0.RO .71 0.5 1.50 0.(*) FATORES DE CORREÇÃO PARA TEMPERATURAS AMBIENTES DIFERENTES DE 30 ºC PARA LINHAS NÃO SUBTERRÂNEAS E DE 20 ºC (TEMPERATURA DO SOLO PARA LINHAS SUBTERRÂNEAS).53 0.94 0. 187 Departamento Regional .46 0.07 1.96 0.87 0. Temperatura (ºC) 10 15 20 25 30 35 40 45 50 55 60 65 70 75 80 PVC 1.82 0. TABELA 7 .71 0.76 0.79 0.84 0.

80 0.72 0.82 0.88 0.00 0.79 0.81 0. o número total de cabos é tomado igual ao número de circuítos e o fator de correção correspondente é aplicado às tabelas de 3 condutores carregados para cabos tripolares. 188 Departamento Regional .54 0.57 0.45 0.77 0.72 0.SENAI .82 0. não é necessário aplicar nenhum fator de redução. c) Os mesmos fatores de correção são aplicáveis a: • grupos de 2 ou 3 condutores isolados ou cabos unipolares.00 0. horizontal ou vertical (nota G) Camada única em leito.60 0. b) Quando a distância horizontal entre os cabos adjacentes for superior ao seu diâmetro externo.80 0.75 0.61 4 1.95 0. Notas: a) Esses fatores são aplicáveis a grupos de cabos. suporte (nota G) Número de círculos ou de cabos multipolares 1 2 3 4 5 6 7 8 9 12 16 20 Tabela dos métodos de referência 1 1.73 0.78 (*) De acordo com a tabela 37 da NBR 5410/1997.52 0.00 0.00 0.72 0.73 0.50 0.63 0.79 0. • cabos multipolares.41 0.(*) FATORES DE CORREÇÃO PARA AGRUPAMENTO DE CIRCUITOS OU CABOS MULTIPOLARES Item Disposição dos cabos justapostos Feixe de cabos ao ar livre ou sobre superfície: cabos em condutos fechados Camada única sobre parede.65 0.71 0.38 31 a 34 (métodos A a F) 2 1.66 0.5%.62 0. f) Os valores indicados são médios para a faixa usual de seções nominais.73 0.70 0. uniformemente carregados.64 0.Sistemas Elétricos de Potência TABELA 8 .85 0.72 5 1. piso ou em bandeja não perfurada ou prateleira Camada única no teto Camada única em bandeja perfurada. deve-se recorrer às tabelas 12 e 13. com precisão de +/.68 0.79 0.72 0.70 31 e 32 (método C) Nenhum fator de redução adicional para mais de 9 circuítos ou cabos multipolares 33 e 34 (métodos E e F) 3 0.80 0.78 0.75 0.RO . e) Se um agrupamento consiste de N condutores isolados ou cabos unipolares pode-se considerar tanto N/2 circuitos com 2 condutores carregados como N/3 circuitos com 3 condutores carregados. Nesses casos. g) Os fatores de correção dos itens 4 e 5 são genéricos e podem não atender a situações especificadas.87 0. d) Se um agrupamento é constituído tanto de cabos bipolares como de cabos tripolares.

TABELA 10 .25m de cabo 0.75 0.70 0.78 0.85 0.85 0.70 Nula 0. 189 Departamento Regional .50 0.55 0. EM VÁRIAS CAMADAS HORIZONTAIS.80 0. F NAS TABELAS 2.70 0.65 0.73 0.(*) FATORES DE AGRUPAMENTO PARA MAIS DE UM CIRCUITO CABOS UNIPOLARES OU CABOS MULTIPOLARES DIRETAMENTE ENTERRADOS (MÉTODO DE REFERÊNCIA D.85 0.75 0.80 0. PRATELEIRAS E SUPORTES HORIZONTAIS (MÉTODOS DE REFERÊNCIA C.80 (*) De acordo com a tabela 38 da NBR 5410/1997.90 0.Sistemas Elétricos de Potência TABELA 9 .70 0.SENAI .125m 0. CABOS CONTÍGUOS. E.70 0. 3.70 0.68 9 e mais 0.5m 0. EM BANDEJAS.55 0.55 0.60 0.75 0.MULTIPLICADORES A UTILIZAR PARA A OBTENÇÃO DOS FATORES DE AGRUPAMENTO APLICÁVEIS A CIRCUITOS TRIFÁSICOS OU CABOS MULTIPOLARES. DA TABELA 1) Número de circuitos 2 3 4 5 6 DISTÂNCIA ENTRE OS CABOS (a) 1 diâmetro 0.65 0. 4 e 5) Disposição num plano horizontal Disposição num plano vertical 2 0.72 0. AO AR LIVRE.66 Nota: a) Os fatores são obtidos multiplicando os valores referentes à disposição num plano horizontal pelos referentes à disposição num plano vertical.90 0.RO . que corresponde ao número de camadas.75 0.80 Número de circuitos trifásicos ou de cabos multipolares (cabos unipolares ou cabos multipolares contíguos em uma camada) 3 4 ou 5 6a8 0.60 0.80 0.60 0.80 0.

80 0.60 0. 190 Departamento Regional .0m 0.70 0.90 0.25m 0.60 ESPAÇAMENTO ENTRE DUTOS (a) 0.90 0.85 0.60 ESPAÇAMENTO ENTRE DUTOS (a) 0.65 0. no caso deste ser em material não-magnético.5m 0. (MÉTODO DE REFERÊNCIA D NAS TABELAS 2 E 3) a) Cabos multipolares em eletrodutos .RO .90 0.85 0.80 b) Cabos unipolares em eletrodutos .95 0.95 0.85 0.90 (*) De acordo com a tabela 39 da NBR 5410/1997.90 0.80 1. (**) Somente deve ser instalado 1 cabo unipolar por eletroduto.SENAI .90 0.80 0.90 0.1 cabos por eletroduto (**) Número de circuitos 2 3 4 5 6 Nulo 0.80 1.80 0.75 0.Sistemas Elétricos de Potência TABELA 11 .80 0.85 0.80 0.75 0.70 0.95 0.90 0.1 cabos por eletroduto Número de circuitos 2 3 4 5 6 Nulo 0.25m 0.(*) FATORES DE AGRUPAMENTO PARA MAIS DE UM CIRCUITO CABOS EM ELETRODUTOS DIRETAMENTE ENTERRADOS.0m 0.70 0.85 0.80 0.90 0.70 0.90 0.5m 0.65 0.80 0.90 0.

00 1. pode ser utilizada a tabela 10.86 1.68 0.73 0.00 1.00 1.76 0.88 0.66 - 13 1 1.96 0.00 0.78 0. os fatores devem ser reduzidos.80 0. como mostrado acima.00 0. c) Os valores para tais disposições podem ser sensivelmente inferiores e devem ser determinados por um método adequado.SENAI . Para distâncias menores.76 0.79 0.72 Bandejas verticais perfuradas (nota D) 2 13 Contíguos 1 1.82 0.00 1.87 - 2 Espaçados 1 2 Leitos.00 1.Sistemas Elétricos de Potência TABELA 12 .80 0.79 0. os fatores devem ser reduzidos.00 1. estando estas montadas fundo a fundo.71 0.91 0. e) Os valores são indicados para uma distância horizontal entre bandejas de 225mm.73 0.99 0. suportes horizontais. (nota C) 14 15 16 3 1 2 3 Espaçados 1.87 0.00 0.00 1.96 0. e não se aplicam a cabos dispostos em mais de uma camada.80 0.00 0.87 0.88 0.76 1. Notas: a) Os valores indicados são médios para os tipos de cabos e a faixa de seções das tabelas 4 e 5. Para espaçamentos inferiores.81 0.97 0.97 0.91 6 0.00 0.98 0.77 0.89 0.00 1.98 0.79 1.70 - Contíguos (*) De acordo com a tabela 40 da NBR 5410/1997.93 0.00 0.96 0.88 0.85 1.82 0.00 2 0.00 0.92 0.98 3 0.(*) FATORES DE CORREÇÃO PARA AGRUPAMENTO DE MAIS DE UM CABO MULTIPOLAR AO AR LIVRE (MÉTODO DE REFERÊNCIA E NAS TABELAS 4 E 5) Métodos de instalação da tabela 1 Número de bandejas ou leitos 1 2 Bandejas horizontais perfuradas (nota C) Contíguos 3 1 2 Espaçados 3 Número de cabos 1 1.76 0.73 1.00 0.RO .98 0.85 9 0.87 0.95 4 0.87 0.71 0.00 1.76 0.00 0. 191 Departamento Regional .88 0.78 0.73 0.91 0. d) Os valores são indicados para uma distância vertical entre bandejas ou leitos de 300mm.86 0.91 0.00 1.85 - 1. etc.88 0.78 0.00 0.99 0.79 0. b) Os fatores são aplicáveis a cabos agrupados em uma única camada.70 1.82 0.73 0.95 0.

86 Leitos.RO .86 6 Bandejas horizontais perfuradas (nota C) Bandejas verticais perfuradas (nota D) 1 13 Espaçados 2 1.91 0.Sistemas Elétricos de Potência TABELA 13 . d) Os valores são indicados para uma distância vertical entre bandejas ou leitos de 300mm.00 0.95 0. cada grupo de três condutores deve ser considerado como um circuito para a aplicação desta tabela. e não se aplicam a cabos dispostos em mais de uma camada.90 0.00 0. etc. Notas: a) Os valores indicados são médios para os tipos de cabos e a faixa de seções das tabelas 4 e 5.95 0. f) Para circuitos contendo vários cabos em paralelo por fase. 192 Departamento Regional . os fatores devem ser reduzidos.89 5 1.94 1.86 6 0.00 0. suportes horizontais.86 0. e) Os valores são indicados para uma distância horizontal entre bandejas de 225mm.00 0.90 (*) De acordo com a tabela 41 da NBR 5410/1997.92 0.(*) FATORES DE CORREÇÃO PARA O AGRUPAMENTO DE CIRCUITOS CONSTITUÍDOS POR CABOS UNIPOLARES AO AR LIVRE (MÉTODO DE REFERÊNCIA F NAS TABELAS 4 E 5) Número de bandejas ou leitos 1 Bandejas horizontais perfuradas (nota C) 13 2 3 Número de circuitos trifásicos (nota E) 1 2 3 0.89 0.96 0.96 0. pode ser utilizada a tabela 10. os fatores devem ser reduzidos.98 0.00 0.97 0. (nota C) 1 14 15 16 Contíguos 2 3 1 13 Espaçados 2 3 1.93 0.97 0. suportes horizontais.96 0.00 0.87 0.78 6 Utilizar como multiplicador para a coluna: Método de instalação da tabela 1 Contíguos Bandejas verticais perfuradas (nota D) 1 13 2 Contíguos 0.85 0.90 0. c) Os valores para tais disposições podem ser sensivelmente inferiores e devem ser determinados por um método adequado.84 - Leitos. etc. b) Os fatores são aplicáveis a cabos agrupados em uma única camada.96 0. Para espaçamentos inferiores.96 0.97 0.87 0. (nota C) 1 14 15 16 Espaçados 2 3 1.93 0.96 1.91 0. como mostrado acima.93 0.98 0.98 0.00 0.89 0.SENAI .95 0.81 0. Para distâncias menores.97 1. estando estas montadas fundo a fundo.

no entanto. b) No caso de condutores isolados.5.1 GRUPOS CONTENDO CABOS DE DIMENSÕES DIFERENTES a) Os fatores de correção tabelados (tabela 8 a 13) são aplicáveis a grupos de cabos semelhantes. leitos. depende da quantidade de condutores ou cabos e da faixa de seções. cabos unipolares ou cabos multipolares de dimensões diferentes em condutos fechados ou em bandejas. por exemplo.RO . igualmente carregados. a NBR 11301. deve-se utilizar a expressão: F= Onde: F = fator de correção. resultar no superdimensionamento dos cabos de seções mais elevadas. prateleiras ou suportes. Notas: • • A expressão dada está a favor da segurança e reduz os perigos de sobrecarga sobre os cabos de menor seção nominal.Sistemas Elétricos de Potência 7.SENAI . n = número de circuitos ou de cabos multipolares. Tais fatores não podem ser tabelados e devem ser calculados caso a caso. caso não seja viável um cálculo mais específico. Pode. O cálculo dos fatores de correção para grupos contendo condutores isolados ou cabos unipolares ou multipolares de diferentes seções nominais. utilizando. Nota: • São considerados cabos semelhantes aqueles cujas capacidades de condução de corrente baseiam-se na mesma temperatura máxima para serviço contínuo e cujas seções nominais estão contidas no intervalo de 3 seções normalizadas secessivas. 1 n 193 Departamento Regional .

TABELA 15 .86 0.00 0.RO . é obtida pelas expressões: • escolha pela corrente de fase: I= • escolha pela corrente de neutro: IB f I= Onde: p 1 × I B × × 100 f 3 IB = corrente de projeto do circuito.5 2. em princípio.00 (*) De acordo com a tabela 45 da NBR 5410/1997. ser utilizada para circuitos com cabos unipolares ou condutores isolados.15 15 .3 ou 5 (colunas de 3 condutores carregados).(*) FATORES DE CORREÇÃO APLICÁVEIS A CIRCUITOS TRIFÁSICOS A 4 CONDUTORES ONDE É PREVISTA A PRESENÇA DE CORRENTES HARMÔNICAS DE 3ª ORDEM Porcentagem de 3ª harmônica na corrente de fase (%) 0 .33 33 .SENAI . utilizando as tabelas 2.75 0. p = porcentagem da harmônica da 3ª ordem (tabela 14).86 1.5 0.Sistemas Elétricos de Potência TABELA 14 . mas podem.5 Como especificado na norma do equipamento 0. 194 Departamento Regional . b) A corrente (I) a ser utilizada para a determinação da seção dos 4 condutores do circuito. Notas: a) A tabela foi originalmente obtida para cabos tetrapolares e pentapolares.45 > 45 Fator de correção Escolha da seção com base Escolha da seção com base na corrente de fase na corrente de neutro 1.75 (*) De acordo com a tabela 43 da NBR 5410/1997.(*) SEÇÔES MÍNIMAS DOS CONDUTORES ISOLADOS. f = fator de correção (tabela 14). Tipo de instalação Instalações fixas em geral Utilização do circuito Circuitos de iluminação Circuitos de força (incluem tomada) Circuitos de sinalização e circuitos de controle Para um equipamento específico Ligações flexíveis Para qualquer outra aplicação Circuitos a extrabaixa tensão para aplicações especiais Seção mínima do condutor isolado (mm²) 1.

5 2.RO .Sistemas Elétricos de Potência TABELA 16 .5 (mínima) 2. TABELA 17 .(*) SEÇÕES MÍNIMAS DOS CONDUTORES DE PROTEÇÃO Seção do condutor fase (mm²) 1. 195 Departamento Regional .5 4 6 10 16 16 16 25 35 50 70 95 95 120 150 240 240 400 400 500 (*) De acordo com a tabela 53 da NBR 5410/1997.(*) SEÇÃO DO CONDUTOR NEUTRO Seção dos condutores fase (mm²) S < 25 35 50 70 95 120 150 185 240 300 400 500 630 800 1000 Seção mínima do condutor neutro (mm²) S 25 25 35 50 70 70 95 120 150 240 240 400 400 500 (*) De acordo com a tabela 44 da NBR 5410/1997. Obs.5 4 6 10 16 25 35 50 70 95 120 150 185 240 300 400 500 630 800 1000 Seção do condutor de proteção (mm²) 1.: ver restrições à redução da seção do condutor neutro na NBR 5410/1997.SENAI .

87 7.32 0.41 0.18 0.67 0.35 0.86 0. as quedas de tensão podem ser aumentadas de 0.15 6.(*) LIMITES DE QUEDA DE TENSÃO Instalações Instalações alimentadas diretamente por um ramal de baixa tensão.36 0.68 1.12 0.14 Seção nominal (mm²) 1.26 0.5 2.17 FP = 0.19 Eletroduto e eletrocalha(A) (material não-magnético) Pirastic Ecoflam e Pirastic Ecoplus Circuito monofásico FP = 0.005% por metro de linha superior a 100m.71 1.95 27.4 7.20 2. no entanto.50 0.31 0.48 0. TABELA 19 .94 0.70 1.9 10.33 0. km FIO PIRASTIC ECOFLAM.3 14. Iluminação 4% 7% 7% Outros usos 4% 7% 7% A B C (*) De acordo com a tabela 46 da NBR 5410/1997.8 FP = 0.29 0.82 0.17 0.67 2.03 1.85 0.3 8.21 0.19 FP = 0.95 23.8 23.Sistemas Elétricos de Potência TABELA 18 .76 0.59 0.4 14 16.27 0.2 12.50 0.5 4 6 10 16 25 35 50 70 95 120 150 185 240 300 400 500 Notas: a) As dimensões do eletroduto e da eletrocalha adotadas são tais que a área dos cabos não ultrapassa 40% da área interna dos mesmos. b) Os valores da tabela admitem uma temperatura no condutor de 70 ºC.23 0.63 2.33 1.30 0.72 1.27 0. 196 Departamento Regional .16 Circuito trifásico FP = 0.07 4.42 0.96 6.20 0.27 2.23 2. essa suplementação seja superior a 0.54 4.25 3. Instalações alimentadas diretamente por subestação de transformação ou transfomador.50 1.95 23 27.RO .21 0.19 0.8 20.67 0.43 0.32 1. a partir de uma instalação de alta tensão.25 0.25 0.42 0.30 0.15 0.00 3.03 3.79 5.24 0.8 9.62 0.24 0.55 0.17 2. Pirastic Ecoplus Circuito monofásico e trifásico FP = 0.12 1.25 0.21 0.0 10.51 0.36 0.23 0.14 3.6 7. Nota: a) Nos casos B e C.49 1.6 16.09 0.44 0.64 0.23 0.30 0. a partir de uma rede de distribuição pública de baixa tensão.51 1.SENAI .QUEDA DE TENSÃO EM V/A.5 5.35 0.20 0.9 14.98 0.22 0. as quedas de tensões nos circuitos terminais não devem ser superiores aos valores indicados em A.40 0. b) Nos casos B e C.37 0. sem que.34 0.95 0.29 0. CABO PIRASTIC ECOFLAM E CABO FLEXÍVEL PIRASTIC ECOPLUS Eletroduto e eletrocalha(A) (material magnético) Pirastic Ecoflam.7 9. quando as linhas tiverem um comprimento superior a 100m. Instalações que possuam fonte própria.25 0.5%.

ou eletrocalha aberta.37 0.43 0.4 9.8 FP=0.40 0.43 0.3 1.55 1.7 9.23 0.1 9. 197 Departamento Regional .55 0.56 0.40 0.95 FP=0.32 0.8 FP=0.18 - Notas: a) Os valores da tabela admitem uma temperatura no condutor de 70 ºC.3 3.6 9.22 0.32 0.09 0.45 0.0 14.3 12.21 0.35 0.29 0.10 20.08 0.3 3.49 0.0 5.16 0.1 1.9 14.20 24.82 0.46 0.4 3.43 0.5 3.37 0.0 1.3 1.9 14.67 0.2 4.29 0. prateleira.25 0.1 4.RO .29 0.67 0.40 1.2 3.57 0.30 0.15 0.11 0.8 2.26 0.21 0.21 0.2 6.52 0.72 0.56 0.5 2.87 0.39 1.Sistemas Elétricos de Potência TABELA 20 .38 0.80 1.70 0.35 0. suportes e sobre isoladores.85 0. SINTENAX FLEX E VOLTALENE ECOLENE INSTALAÇÃO AO AR LIVRE (C) CABOS SINTENAX ECONAX.21 27.30 0.62 0.62 0.39 1.4 1.1 5.27 0.13 Circuito trifásico S = 20 cm 20.QUEDA DE TENSÃO EM V/A.59 0.1 2.2 3.53 1.35 0.50 0.63 0. espaço de construção.19 0.21 27.3 6.SENAI .30 0. km CABOS SINTENAX ECONAX.1 10.7 9.19 0.30 0.12 0.21 0.55 0.06 0.93 0.29 0.59 1.82 0.45 0.27 0.14 S = 10 cm 20.35 0.2 2.46 0.7 2.40 0.36 0.7 8.80 0.8 17.1 3. SINTENAX FLEX E VOLTALENE ECOLENE Cabos unipolares (D) Cabos uni e bipolares Cabos tri e tetrapolares Seção nominal (mm²) Circuito monofásico S = 10 cm S = 20 cm 23.7 7.51 0.9 2.7 9.8 17.50 1.8 9.17 0.22 0.7 9. bandeja.2 1.57 1.29 0.15 0. d) Aplicável também ao Fio Pirastic Ecoflam.23 0.34 0.21 0.43 0.26 0.5 4 6 10 16 25 35 50 70 95 120 150 185 240 300 400 500 630 800 1000 23.28 0.8 5.1 4.34 0.25 0.38 0.70 0.95 FP=0.58 0.93 0. Cabo Pirastic Ecoflam e Cabo Flexível Pirastic Ecoplus sobre isoladores.8 2.86 1.3 1.37 0.81 0.7 14.6 7.8 5.32 0.97 0.32 0.3 2.26 0.20 0.19 0.7 1.45 0.22 0.8 9.17 0.6 17.23 0.21 0.4 2.9 2.34 0.7 1.95 FP=0.95 FP=0.7 2.98 0.26 0.3 9.24 0.62 1.93 0.29 0.04 0.32 0.2 3.48 0.8 1.27 0.8 FP=0.24 0.6 7.6 1.1 10.51 0.22 0.0 14.32 0.3 3.20 0.9 10.8 1.15 0.3 6.34 0.3 6.4 2.2 2.7 8.75 0.4 7.18 0.29 0.71 1.17 0.12 0.5 3.27 0.20 0.1 14.32 0.34 0.27 27.5 12.5 1.30 0.15 0.39 0.8 FP=0.8 FP=0.35 0.6 2.31 0.16 0.4 1.39 0.2 12.20 0.0 1.51 0.24 0.8 FP=0.36 0.33 0.3 6. c) Aplicável à fixação direta a parede ou teto.2 2.39 0.17 0.4 14. b) Válido para instalação em eletroduto não-magnético e diretamente enterrado.76 1.20 - 23.81 0.19 0.36 1.1 3.64 0.76 0.4 2.26 0.74 0.47 0.8 FP=0.44 0.95 FP=0.14 0.2 12.7 2.3 14.13 Circuito trifásico(B) Circuito monofásico (B) 23.31 0.97 0.36 0.13 0.7 2.91 0.6 1.95 FP=0.20 24.25 0.14 0.18 0.2 4.33 0.52 1.3 3.59 0.30 0.8 FP=0.63 0.44 0.07 0.3 1.8 FP=0.26 0.42 0.33 1.23 0.18 0.11 0.16 0.7 7.27 0.83 1.30 0.30 0.23 0.49 1.5 12.48 0.9 5.41 0.16 S = 2D 20.4 7.35 0.15 0.22 0.14 0.26 0.44 0.54 0.56 0.94 0.95 FP=0.23 0.25 24.23 27. ventilada ou fechada.25 0.42 0.0 6.98 0.71 0.0 10.22 0.37 0.17 0.2 6.41 0.0 3.6 14.20 - Circuito trifásico FP=0.71 0.58 0.52 0.95 1.50 0.5 7.17 S = 2D 23.48 1.42 0.05 0.14 20.50 041 0.24 0.65 0.18 0.54 0.4 1.1 3.22 0.14 23.73 1.28 0.62 0.77 0.4 2.6 16.95 FP=0.21 0.85 0.24 0.1 6.25 0.

09 0.51 0.95 FP=0.QUEDA DE TENSÃO EM V/A.40 1.7 7.5 14.48 0.26 0.30 0.7 2.82 0.95 FP=0.44 0.63 0. ou eletrocalha aberta.8 7.2 6.70 1.64 1.95 FP=0.3 2.30 0.23 0.24 0.18 0.8 FP=0.61 1.26 0.10 0.20 0.99 0.52 0.3 3.71 0.34 0.9 7.11 0.5 4 6 10 16 25 35 50 70 95 120 150 185 240 300 400 500 630 800 1000 23.51 0.95 0.8 14.99 0.18 0.9 17. suportes e sobre isoladores.35 0.2 3.38 0.44 0.4 12.95 20.5 10.4 3.0 9.2 3.83 1.94 0.66 0.7 2.0 9.19 0.4 6.48 0.38 0.17 S = 2D 23.57 0.15 0.23 0.59 0.17 0.21 0.6 14.31 0.57 0.12 1.3 15.7 2.81 1.26 0.24 0.58 0.34 0.35 0.58 1.51 0.37 1.48 1.31 0.25 0.35 1.88 0.56 0.30 0.25 1.24 0.9 7.3 3.41 0.13 Circuito trifásico(B) Circuito monofásico (B) Circuito trifásico FP=0.25 0.2 5.26 0.50 1.16 0.78 0.36 0.19 0.1 15.12 0.3 4.46 0.21 0.21 0.98 0.40 0.45 0.44 0.30 0.4 10.64 0.SENAI .5 6.29 0.25 0.8 FP=0.41 1.3 3.2 3.5 6.32 0.86 1.1 4.9 2.15 0.27 28.74 1.29 0.8 FP=0.0 17.43 0.27 0.05 1.51 1.13 Circuito trifásico S = 20 cm 20. 198 Departamento Regional .3 6.49 0.1 15.50 0.10 23.14 S = 20 cm 23.63 0.31 1.8 2.62 0.61 1.54 0.20 24.32 0.43 0.14 S = 10 cm 20.34 0.0 9.5 13.35 0.2 2.24 0.95 FP=0.8 FP=0.3 2.36 0.30 0.56 0.09 0.26 0.24 0. EPROTENAX FLEX E AFUMEX Cabos unipolares Cabos uni e bipolares Cabos tri e tetrapolares Seção nominal (mm²) Circuito monofásico S = 10 cm 1.23 0.15 0.29 0.74 1.5 6.0 17. EPROTENAX FLEX E AFUMEX INSTALAÇÃO AO AR LIVRE (C) CABOS EPROTENAX ECOFIX. km CABOS EPROTENAX ECOFIX.18 - Notas: a) Os valores da tabela admitem uma temperatura no condutor de 90 ºC.70 0.41 1.0 8.8 FP=0.38 0.34 0.8 FP=0.3 4.1 15.2 2.7 12.40 0.4 3.8 7.21 0.42 0.17 0.05 0.34 1.34 1.87 0.59 0.9 5.50 0.20 - 20.86 0.29 0.32 0.95 FP=0.16 0.50 041 0.8 7.1 9.21 0.2 5.2 2.16 0.2 3.14 24.17 0.21 0.53 1.55 1.32 0.63 0.23 - 27.80 0.9 9.4 2.26 0.45 0.68 0.9 5.23 0.18 0.4 2.03 1.83 0.14 0.RO .9 8.5 3.46 0.27 0.22 0.95 FP=0.88 1.22 0.83 0.8 FP=0.21 0.35 0.15 0.32 0.06 0.21 24.23 0.27 0.30 0.21 28.4 4.95 FP=0.29 0.0 9.3 10.42 0.23 0.33 0.24 0.77 0. c) Aplicável à fixação direta a parede ou teto.1 6.30 0.64 1.39 0.95 0.72 0.21 0.8 FP=0.73 1. espaço de construção.75 0.63 0.92 0.35 0.19 0.16 0.38 0.41 0.1 3.46 1.33 0.21 0.44 0.35 0.1 15.72 0.27 0.52 1.21 0.6 9.8 17.36 0.20 - 24.3 12.40 0. ventilada ou fechada.21 27.39 0.4 2.Sistemas Elétricos de Potência TABELA 21 .67 0.53 0.45 0.8 2.34 0.17 0.58 1.28 0.59 0.23 0.9 15.42 1. b) Válido para instalação em eletroduto não-magnético e diretamente enterrado.14 0.06 0.37 0.0 2.41 0.15 0.29 0.26 0.26 0.94 0.5 2.70 0.46 0.95 FP=0.7 2.39 0.3 3.7 9.14 0.4 12.76 0.22 0.85 1.8 8.5 2.54 0.32 0. bandeja.6 2.18 0.14 0.48 0.28 0.34 1.0 5.27 0.81 0. prateleira.16 S = 2D 20.2 4.3 10.18 0.22 0.25 24.3 6.39 1.30 0.32 0.77 1.8 FP=0.55 0.20 0.26 0.12 0.42 0.35 0.4 6.1 9.24 0.99 0.56 0.6 3.

27 0.12 0. cabos unipolares e multipolares instalados em condutos fechados não magnéticos.028 0.037 0.38 0.5 2.088 [1] 1.Sistemas Elétricos de Potência Os valores de resistências elétricas e reatâncias indutivas indicadas na tabela a seguir são valores médios e destinam-se a cálculos aproximados de circuitos elétricos.043 0.1 7.096 0.83 1.19 0.13 0.10 0.19 1.32 0.10 0.15 0.018 a) Resistência elétrica em corrente contínua calculada a 70 ºC no condutor.094 0.SENAI .037 0.12 0.033 [4] 0.52 0.15 0.14 0. EPR E XLPE EM CONDUTOS FECHADOS (VALORES EM Ω / km) Seção (mm²) Rcc(A) Condutos não-magnéticos (B) Circuitos FN / FF / 3F Rca XL [3] 14.11 0.10 0.39 0.13 0.11 0. b) Válido para condutores isolados.10 0.12 0. utilizando-se a seguinte fórmula: Z= R cos Ø + X sen Ø TABELA 22 .078 0.73 0.52 3.87 0.63 0.48 8.47 0.098 0.RO .16 0.15 0.075 0.15 0.063 0.022 0.87 5.095 0.052 0.089 0.41 4.69 2.12 0.19 0.099 0.097 0.093 0.61 3. 199 Departamento Regional .094 0.047 0.060 0.5 4 6 10 16 25 35 50 70 95 120 150 185 240 300 400 500 630 800 1000 [2] 12.08 1.23 0.RESISTÊNCIA ELÉTRICA E REATÂNCIAS INDUTIVAS DE FIOS E CABOS ISOLADOS EM PVC.

87 0. bandejas.39 0. suportes e leitos para cabos.10 0.32 0.23 0.26 0.09 0.32 0.04 0.09 0.48 8.047 0.31 0.19 1.10 0.48 8.19 0.46 0.69 2.87 5.46 0.17 0.87 0.09 0.72 0.15 0.10 0.63 0.30 0.06 0.22 0.12 0.32 0.83 1.06 0.42 0.12 0.16 0.23 0.73 0.11 0.12 0.09 0.19 0.12 0. b) Válidos para linhas elétricas ao ar livre.35 0.87 5.15 0.09 a) Resistência elétrica em corrente contínua calculada a 70 ºC no condutor.52 3.018 Rca [3] 14.14 0.21 0.23 0.CABOS UNIPOLARES AO AR LIVRE (B) Circuito FN / FF S = 2 de S = 10 cm S = 20 cm Trifófio S = de Seção Rcc (A) (mm²) [1] 1.23 0.40 0.52 3.15 0.10 0.15 0.61 3.15 0.23 0.05 0.03 XL [10] 0.25 0.28 0.10 0.34 0.52 0.38 0.028 0.099 0.30 0.03 0.15 0.04 0.14 Rca [7] 14.23 0.63 0.35 0.52 3.48 8.15 0.39 0.16 0.5 2.87 5.04 0.52 3.16 0.09 0.23 0.12 0.19 1.13 0.10 0.46 0.69 2.22 0.10 0.48 8.06 0.09 0.19 Rca [11] 14.09 0.07 0.15 0.19 1.07 0.87 5.03 XL [4] 0.12 0.06 0.08 0.32 0.12 0.87 0.24 0.38 0.16 0.69 2.27 0. EPR E XLPE AO AR LIVRE (VALORES EM Ω / km) CONDUTORES ISOLADOS .32 0.33 0.63 0.14 0.18 0.69 2.11 0.03 0.87 5.03 XL [6] 0.18 0.18 0.04 0.14 0.14 0.10 0.16 0.05 0.63 0. utilizando-se a seguinte fórmula: Z= R cos Ø + X sen Ø TABELA 23 .27 0.037 0.20 0.15 0.20 0.09 Rca [5] 14.15 0.37 0.46 0.03 0.SENAI .10 0.08 0.05 0.18 0.03 XL [8] 0.26 0.075 0.15 0.RO .11 0.41 4.10 0.15 0.15 0.19 0.5 4 6 10 16 25 35 50 70 95 120 150 185 240 300 400 500 630 800 1000 [2] 12.06 0.11 0.09 0.10 0.29 0.05 0.15 0.12 0.12 0.15 0.17 0.32 0.63 0.15 0.24 0.022 0.38 0.46 0.16 0.15 0.04 0.13 0.19 0.37 0.87 0.39 0.10 0.48 8. 200 Departamento Regional .04 0.23 0.10 0.060 0.18 0.08 3.05 0.38 0.44 0.38 0.14 0.17 0.10 0.25 0.15 0.1 7.10 0.12 0.69 2.19 0.RESISTÊNCIAS ELÉTRICAS E REATÂNCIAS INDUTIVAS DE FIOS E CABOS ISOLADOS EM PVC.87 0.20 0.28 0.32 0.19 1.Sistemas Elétricos de Potência Os valores de resistências elétricas e reatâncias indutivas indicadas na tabela a seguir são valores médios e destinam-se a cálculos aproximados de circuitos elétricos.04 0.09 0.19 1.15 0.03 XL [12] 0.21 0.07 0.10 0.10 0.14 Rca [9] 14.17 0.10 0.53 3.

29 0.52 3.28 0.10 0.09 0.18 0.11 0.69 2.21 0.69 2.09 0.87 5.12 0.04 0.69 2.32 0.11 0.05 0.30 0.63 0.09 0.52 3.10 0.48 8.46 0.05 0.23 0.14 0.04 0.12 0.12 0.037 0.24 0.15 0. utilizando-se a seguinte fórmula: Z= R cos Ø + X sen Ø TABELA 24 .38 0.12 0.22 0.060 0.06 0.32 0.RESISTÊNCIAS ELÉTRICAS E REATÂNCIAS INDUTIVAS DE FIOS E CABOS ISOLADOS EM PVC.12 0.16 0.15 0. EPR E XLPE AO AR LIVRE (VALORES EM Ω / km) CONDUTORES ISOLADOS .46 0.17 0.10 0.11 0.5 2.48 8.04 0.37 0.10 0.09 0.19 0.03 0.22 0.23 0.14 0.04 0.38 0.12 0.06 0.09 0.16 0.12 0.40 0.87 0.48 8.12 0.09 0.33 0.63 0.10 0.38 0.09 0.11 0.08 0.09 0.38 0.35 0.15 0.08 - XL [24] 0.13 0.10 - a) Resistência elétrica em corrente contínua calculada a 70 ºC no condutor.17 0.09 0.38 0.46 0.27 0.12 0.19 0.40 0.19 1.21 Rca [21] 14.23 0.17 0.12 0.87 0.48 8.16 0. bandejas.12 0.87 0.13 0.63 0.32 0.09 0.38 0.11 0.16 Rca [17] 14.15 0.07 0.38 0.25 0.10 0.87 5.5 4 6 10 16 25 35 50 70 95 120 150 185 240 300 400 500 630 800 1000 [2] 12.32 0.48 8.10 0.11 0.028 0.25 0.26 0.13 0.15 0.52 3.13 0.18 0.099 0.19 0.23 0.18 0.27 0.05 0.15 0.16 0.03 0.12 0.14 0.19 1.17 0.10 0.10 0.23 0.10 0.14 0.39 0.52 3.46 0.15 0.CABOS UNIPOLARES AO AR LIVRE (B) Circuitos 3F Seção (mm²) Rcc(A) S = de S = 2 de S = 10cm S = 20cm Trifófio Cabos bi e tripolares (B) FN / FF / 3F Cabo Tetrapolar (B) 3F + N / 3F + PE [1] 1.63 0.03 0.10 0.69 2.14 0.09 0.10 0.11 0.075 0.11 0.04 0.27 0.12 0.87 0.19 1.10 0.05 0.19 1.19 1. b) Válidos para linhas elétricas ao ar livre.15 0.07 0.06 0.18 0.46 0.19 1.44 0.63 0.73 0.17 0.52 0.03 XL [16] 0.41 4.38 0.04 0.23 0.42 0.18 0.03 XL [20] 0.48 8.12 0.39 0.09 Rca [23] 14.52 3.34 0.03 XL [22] 0.03 XL [14] 0.19 1.32 0.23 0.18 0.20 0. suportes e leitos para cabos.09 0.18 0.17 0.09 0.15 0.12 0.19 0.12 0.RO .11 0.69 2.63 0.83 1.23 0.11 Rca [15] 14.1 7.22 0.29 0.16 0.46 0.15 0.87 5.46 0.61 3.018 Rca [13] 14.37 0.08 0.13 0.13 0.20 0.87 5.23 0.07 0.23 0.09 0.12 0.08 1.16 0.12 0.32 0.10 0.87 5.87 5.15 0.04 0.34 0.09 0.06 0.12 0.32 0.52 3.11 0.10 0.48 8.05 0.SENAI . 201 Departamento Regional .29 0.09 - Rca [25] 14.17 0.63 0.09 0.10 0.22 0.10 0.87 0.19 0.30 0.10 0.11 0.32 0.69 2.11 0.87 0.12 0.17 0.19 0.28 0.87 0.06 0.32 0.20 0.08 - XL [26] 0.23 0.022 0.35 0.11 0.03 XL [18] 0.87 5.Sistemas Elétricos de Potência Os valores de resistências elétricas e reatâncias indutivas indicadas na tabela a seguir são valores médios e destinam-se a cálculos aproximados de circuitos elétricos.16 Rca [19] 14.17 0.52 3.10 0.69 2.047 0.46 0.24 0.19 0.16 0.

0754 0.1 12. condutores circulares e fios nus.5 4 6 10 16 25 35 50 70 95 120 150 185 240 300 400 500 630 800 1000 Número mínimo de fios no condutor Condutor Condutor não-compactado compactado circular não-circular 7 7 7 7 6 7 6 7 6 7 6 7 6 7 6 7 6 7 6 19 6 19 12 19 15 37 18 37 18 37 30 61 34 61 34 61 53 61 53 91 53 91 53 91 53 Resistência máxima do condutor a 20 ºC.387 0.41 4.0176 202 Departamento Regional .0470 0.61 3.08 1. condutores circulares e fios nus.5 18.5 2.83 1.08 1.1 12.61 3.5 0.0601 0.75 1 1. (Ω / km) 36.15 0.CARACTERÍSTICAS DOS CONDUTORES CLASSE 2 (NBR 6880) Seção nominal (mm²) 0. (Ω / km) 36.0283 0.41 4.SENAI .268 0.5 18.5 2.727 0.524 0.0221 0.5 0.83 1.0 24.5 4 6 10 16 Resistência máxima do condutor a 20 ºC.1 7.124 0.75 1 1.0991 0.153 0.CARACTERÍSTICAS DOS CONDUTORES CLASSE 1 (NBR 6880) Seção nominal (mm²) 0.0366 0.1 7.Sistemas Elétricos de Potência TABELA 25 .RO .0 24.15 TABELA 26 .193 0.

(Ω / km) 39.0 19.26 0.51 Resistência máxima do condutor a 20 ºC.26 0.0486 0.5 0.31 0.21 0.0 26.51 0.75 1 1.272 0.91 1.129 0.98 4.CARACTERÍSTICAS DOS CONDUTORES DOS CABOS FLEXOSOLDA E SOLDAPRENE (NBR 8762) Seção nominal do condutor (mm²) 10 16 25 35 50 70 95 120 150 185 240 Diâmetro máximo dos fios no condutor (mm) 0.RO .0384 TABELA 28 .386 0.0801 0.95 3.51 0.0 13.26 0.106 0.0801 203 Departamento Regional .41 0.21 0.161 0.51 0.51 0.51 0.26 0. condutores circulares e fios nus.91 1.3 7.5 2.SENAI .554 0.780 0. fios nus.31 0.31 0.780 0.5 4 6 10 16 25 35 50 70 95 120 150 185 240 300 400 500 Diâmetro máximo dos fios no condutor (mm) 0.51 0.31 0.41 0.129 0.26 0.31 0.106 0.386 0.272 0.CARACTERÍSTICAS DOS CONDUTORES CLASSE 5 (NBR 6880) Seção nominal (mm²) 0. (Ω / km) 1.51 0.0641 0.31 0.41 0.30 1.Sistemas Elétricos de Potência TABELA 27 .31 Resistência máxima do condutor a 20 ºC.31 0.21 0.41 0.41 0.21 0.31 0.206 0.206 0.161 0.31 0.21 0.51 0. condutores circulares.554 0.

SENAI . Cabo Pirastic Ecoflam.Cobre Conexões Prensadas ou Soldadas 204 Departamento Regional .2 CORRENTES MÁXIMAS DE CURTO-CIRCUITO • • Fio Pirastic Ecoflam.5.RO . Condutor . Cabo Flexível Pirastic Ecoplus.Sistemas Elétricos de Potência 7. Cabo Sintenax Econax e Cabo Sintenax Flex.

205 Departamento Regional . Cabo Voltalene Ecolene e Cabo Afumex.SENAI . Condutor .5.Sistemas Elétricos de Potência 7.Cobre Conexões Prensadas.3 CORRENTES MÁXIMAS DE CURTO-CIRCUITO • • Cabo Eprotenax Ecofix.RO . Cabo Eprotenax Flex.

4 CORRENTES MÁXIMAS DE CURTO-CIRCUITO • • Cabo Eprotenax Ecofix.RO .SENAI .Cobre Conexões Soldadas.Sistemas Elétricos de Potência 7. Cabo Voltalene Ecolene e Cabo Afumex. Cabo Eprotenax Flex. 206 Departamento Regional .5. Condutor .

isolado em PVC. ß = recíproco do coeficiente de temperatura da resistência do condutor em ºC (K) .27 0. K = constante que depende do material condutor . Assim tem-se: Fórmula geral: l2 t = l2 G2 . 207 Departamento Regional .10 0. Onde: G= X+ ∆ 2z S (1) z= I2 Y − (3) α S ∆ = X 2 + 4 z S (2) Sendo: θ f +β  α = K 2 S 2 ln  θ + β  (4)  i  I = corrente admissível no condutor (A). i = Temperatura inicial do condutor (ºC).38 0. S = seção nominal no condutor (mm2).05 0.SENAI .12 0. X e Y = tabela 2.tabela 1.Condutores de Cobre PVC ≤ 3 kV PVC > 3 kV XLPE EPR ≤ 3 kV EPR > 3 kV Isolação X 0.41 0. f = Temperatura final do condutor (ºC).6/1kV percorrido por uma corrente de 100 A.Sistemas Elétricos de Potência 7. Tabela 1 Material Cobre Alumínio K 226 148 ß 234.5 DETERMINAÇÃO DA INTEGRAL DE JOULE (L2T) DE CONDUTORES ELÉTRICOS O cálculo do valor da Integral de Joule pode ser determinado de acordo com a norma IEC 949 (1988). Considere ainda os seguintes parâmetros: θf = 160 ºC. θi = 70 ºC.RO .06 0.32 Y 0.tabela 1.5 228 Tabela 2 . 0.5.29 0.07 Exemplo: Calcular a Integral de Joule para um cabo 6mm² de cobre.

06 (tabela 2) Assim: θ f +β  160 + 234 .SENAI .59 ∆ = X 2 + 4 z S = 0 .29 + 0 .0539 I 2 t = I 2G 2 = 100 2 × (16 .Sistemas Elétricos de Potência Tem-se: ß = 234.06 − = − = 0 .RO .33 ) = 2665816 A 2 s 2 208 Departamento Regional .011 α S 476137 6 → ∆ = 0 .33 0 .5  2 2  α = K 2 S 2 ln  = 476137  θ + β  = 226 × 6 ln 70 + 234 .59 = 16 .29 (tabela 2) Y = 0.011 × 6 = 0 .348 G= X+ ∆ 2z S = 0 .5 (tabela 1) K = 226 (tabela 1) X = 0.29 2 + 4 × 0 . 5   i   z= I2 Y 100 2 0 .

Geração de Energia.RO .REFERÊNCIAS WEG . Módulo 4. Centro de treinamento de clientes. __________________________________________________________________ 209 Departamento Regional .SENAI .

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