Algodão

Plantação de Algodão O algodão é uma fibra branca ou esbranquiçada obtida dos frutos de algumas espécies do gênero Gossypium, família Malvaceae. Há muitas espécies nativas das áreas tropicais da África, Ásia e América, e desde o final da última Era glacial tecidos já eram confeccionados com algodão. Atualmente, somente 4 espécies são aproveitadas em larga escala para a confecção de tecidos e instrumentos médicos. Conteúdo • 1 Descrição • 2 Fase de deposição de celulose • 3 Fase de abertura dos frutos (maçãs) • 4 Capulho de algodão aberto (fibra madura) • 5 Estrutura da fibra • 6 Cutícula • 7 Parede primária • 8 Parede secundária • 9 Lume ou lumem • 10 Composição química • 11 Propriedades físicas • 12 Links externos Descrição As fibras são colhidas manualmente ou com a ajuda de máquinas. De uma forma ou de outra, as fibras sempre contém pequenas sementes negras e triangulares que precisam ser extraídas antes do processamento das fibras. As fibras são, de fato, pêlos originados da superfície das próprias sementes. Estas sementes ainda são aproveitadas na obtenção de um óleo comestível.

A cera é responsável pelo controle da absorção de água Cutícula É a parte mais externa da fibra e constitui uma camada de proteção. pectinas e óleos. Fase de deposição de celulose De 21 até os 52-56 dias após a abertura da flor. de celulose. a forma característica de grão de feijão. fina e resistente. Capulho de algodão aberto (fibra madura) Com a abertura dos frutos ocorre perda de água com grande rapidez. de fora para dentro da fibra. A temperatura e a luminosidade influem decisivamente na quantidade de celulose depositada. A expansão da massa de fibras. basicamente. o crescimento dos 9% finais torna-se lento e estabiliza-se em torno dos 47-51 dias do florescimento. A deposição dos 4% finais é de forma lenta e se estabiliza aos 61-64 dias do florescimento. Estrutura da fibra Aparência de verniz. e o processo de desidratação gradual da casca da maçã provocam a sua própria abertura. Contém cera. com achatamento das fibras que assumem. a deposição de celulose é intensa (96%). Aparecem. ao longo das fibras achatadas. a parede da célula se resume. em cutícula e camada. Em seguida. com pela fibra. os pontos de reversão ora para um lado ora para o outro. Esse comportamento é mostrado na fase de deposição de celulose na fibra Fase de abertura dos frutos (maçãs) Nos últimos 8-9 dias antes da abertura das maçãs. provocando a contração das fibras sobre si. que se associa ao grau de maturação da fibra de algodão. aliada ao aumento da pressão interna. Aos 21 dias. gomas. É a camada situada logo abaixo da cutícula. . que passa a ser denominada de capulho. as referidas células crescem rapidamente em comprimento. Há colapso da forma tubular. com o conseqüente engrossamento da parede secundária por camadas concêntricas sucessivas de material depositado.Nos primeiros 28 dias após a abertura da flor. fina. até 91 % do comprimento final. na sua seção transversal. a deposição de celulose é mais lenta. conferindo-lhes a sua qualidade de fiabilidade.

. Parede secundária A parede secundária localiza-se abaixo da parede primária.....8 % .. na forma de fibrilas cristalinas ag. etc... Composição química aproximada da fibra de algodão..............0.9 % Ácidos málicos..... Contém resíduo protéico do protoplasma da célula que originou a fibra...............0. determinada em vase seca: • • • • • Celulose........ cujo sentido muda ao longo de uma mesma fibra. representando a maior parte da espessura desta... contorcida... que representa a maior parte da sua composição química.......... É constituída de várias camadas concêntricas de celulose quase pura... cítrico.3 % Cinzas.Parede primária É constituída por celulose.1... A cadeia de celulose é constituída por moléculas de glicose...lomeradas em espirais.0 % Proteínas....... com menos torções e lume reduzido..94.. na forma de fibrilas microscópicas dispostas transversalmente em relação ao comprimento da fibra...... A formação da parede primária determina o comprimento da fibra. Lume ou lumem É o canal central da fibra..... a cera constitui-se de grande importância na fibra de algodão... o sentido das espirais não muda.. É responsável pelo controle de absorção de água pela fibra e funciona como lubrificante entre as fibras durante os processos de estiragem na fiação. Da sua natureza dependem fundamentalmente a resistência e a maturidade da fibra.. pectinas e proteínas............ Essa parede contém outras substâncias também. com paredes delgadas lume amplo. passa a ter contorno irregular após o processo de desidratação (colapso)... A disposição destas moléculas na cadeia é denominada de celulose amorfa e cristalina..... De seção circular durante a formação desta. ao passo que fibras imaturas são mais achatadas... Depois da celulose.1.. Composição química O principal componente da fibra de algodão é a celulose.. A fibra madura apresenta paredes relativamente espessas... como açucares.. em espirais Dextro ou levógiras........ e tem importante papel nas características das fibras.2 % Substânciaspécticas.. Numa mesma fibra...

... em função da limpeza.......... arranjos de plantas....• • • • Cera......0... o conceito de qualidade do algodão sofreu modificações no passado em função das determinações tecnológicas comumente realizadas.. Antigamente o valor do algodão era considerado apenas em função do comprimento da fibra e do tipo comercial.... especialmente aquelas produtoras de algodão......... Histórico: O conhecimento adequado das práticas de manejo leva a condução correta da cultura desde o plantio até a colheita.... No entanto......... permitindo melhor produto em termos quantitativos/qualitativos.100 % Propriedades físicas As propriedades físicas da fibra determinam a sua qualidade ou valor tecnológico........0....3 % Não dosados..............9 % TOTAL. Solos • Manejo e conservação de solo Descrição: Adaptação de técnicas de manejo e conservação de solos para as diferentes regiões... tais como: Densidades populacionais... orientação de plantio e identificação dos fatores limitantes da produção.............. amendoim e gergelim.. A pesquisa tem revelado a importância de outras características físicas. sisal. visualmente.............0.. sendo o primeiro determinado manualmente pelos classificadores e o segundo.... a tenacidade da fibra e a maturidade na avaliação da matéria-prima....6 % Açúcares totais........... cuja evolução foi rápida nas últimas décadas... Tecnologias Fisiologia • Fisiologia da produção dos algodoeiros herbáceo e arbóreo Descrição: Esta tecnologia cobre todos os aspectos da fisiologia da produção dos algodoeiros herbáceo e arbóreo. utilizando aparelhos adequados. Hoje em dia.... a maioria das indústrias já leva em consideração o Índice Micronaire.. cor e aspectos de beneficiamento.... aparência.. Histórico: Esta tecnologia é de baixo custo para controle de erosão e degradação do solo Melhoramento genético .

Configuração de plantio e arranjo espacial em algodoeiro herbáceo Descrição: Esta tecnologia proporciona ao produtor melhor utilização da área em cultivo. Histórico: É um método mais econômico. Serve para produzir algodão como fonte de renda monetária e alimentos como fonte alimentar humana e animal. Sócio economia • Avaliação socioeconômica da pesquisa agropecuária Descrição: Cálculo de relações benefício/custo e taxa interna de retorno de conjunto de tecnologias geradas por empresas públicas de pesquisa agropecuária.3m) x 0. as configurações propostas consistem em fileiras duplas nos seguintes espaçamentos: (1. adaptadas as diferentes regiões produtoras em áreas de sequeiro.3m) x 0. Consorciação dos algodoeiros arbóreo e herbáceo com culturas alimentares Descrição: Essa tecnologia consiste na associação do algodoeiro com uma ou mais culturas numa mesma área.2m. produzindo algodão e culturas alimentares. para as diferentes regiões produtoras de algodão do país. conduzidos em todas regiões produtoras de algodão.7m x 0. através dos mais variados métodos de melhoramento de plantas. além de não reduzir o rendimento e não alterar as qualidades tecnológicas da fibra. inseticidas e mãode-obra.• Melhoramento genético na cultura do algodoeiro Descrição: Esta tecnologia provém de estudos realizados com o desenvolvimento de cultivares de algodoeiro.2m e (2. que evita as queimadas e melhor protege o meio ambiente. Histórico: Os genótipos para serem lançados são baseados em dados experimentais. Histórico: Diversificar as culturas para maior eficiência no uso da terra. Proporciona obtenção de novos genótipos.0m x 0. Histórico: Avalia a viabilidade das tecnologias geradas e adaptadas por diferentes instituições. Histórico: Proporciona redução de custos. . Manejo e tratos culturais • • • Método mecanizado de destruição de restos culturais do algodoeiro Descrição: Esta tecnologia permite melhorar os métodos de convivência do algodoeiro com o bicudo e ainda permite reduzir a capacidade de sobrevivência desta praga. mostrando vantagens em relação as testemunhas.

Descaroçador manual de amendoim Descrição: Equipamento de grande utilização. adubação. da ordem de 600 kg/ha. Máquinas e equipamentos • • • • • Adaptação de uma barra pulverizadora para aplicação de herbicidas e inseticidas Descrição: Equipamento manual para aplicação de herbicida e inseticida que permite diminuir o tempo de operação por hectare em até 50% em relação ao pulverizador manual. Histórico: Processos tecnológicos envolvendo novos equipamentos. tarefa que atualmente é realizada inadequadamente. Peneira rorativa de acionamento manual para separar a bucha da mucilagem do sisal. Semeadoras manuais para gergelim Descrição: São dois equipamentos planejados para plantar o gergelim. em área de sequeiro. Histórico: Obtenção de produtividade do gergelim. Descrição: Trata-se de uma tecnologia de opção econômica que visa suplementar a alimentação animal com a separação de buchas e a produção de uma mistura de polpa e cutículas de . Histórico: Trata-se de um equipamento econômico e que apresenta capacidade de descascamento de 60 kg de amendoim em casca por hora. em função do tamanho da semente e do plantio manual. Histórico: Tornar mais econômica operação de aplicação de herbicidas e inseticidas. superior a média internacional. Tem acionamento manual e pode ser utilizado por pequenos produtores. em áreas de sequeiro. controle de ervas e manejo de pragas e doenças. Histórico: Para implantar 1 ha os equipamentos demandam 4 horas de trabalho. Desenvolvimento de um mini-flambador para o uso de médios produtores de sementes de algodão Descrição: Trata-se de um equipamento que através da flambagem promove o deslintamento de sementes de algodão herbáceo melhorando-as quanto ao aspecto fitotécnico. Manejo e tratos culturais da cultura do gergelim Descrição: Definição de sistemas de produção para as diferentes regiões produtoras do país.• • Manejo e tratos culturais da cultura do amendoim Descrição: Definição de sistemas de produção para as diferentes regiões produtoras do país. cuja adoção permite um ganho no rendimento superior a 58% comparado com o tradicional. mais eficiente e menos poluente que os métodos químicos usuais na região. Histórico: Mais econômico.

algodão e milho. Histórico: Esta tecnologia permite plantar 1 ha em 4h. aplicável a qualquer tipo de cultura que demanda tratos fitossanitários. desenvolvido para pulverização de defensivos agrícola. Implemento agrícola para abertura de sulco de irrigação. Pulverizador de defensivos agrícolas e tração animal Descrição: Equipamento a Tração Animal. o cultivador a tração animal tem a capacidade de reduzir em 50% o tempo de cultivo de 1 ha. Adaptação de um cultivar a tração animal para operação de semadura. semeadura e adubação na lateral do camalho. na região Nordeste. o que possibilita excelente opção para os pecuaristas. Histórico: A tecnologia é aplicada na fase de implementação da cultura irrigada para sulcos. que explora a cultura do sisal. principalmente nas primeiras semanas após o plantio. Desenvolvimento de um protótipo de cultivador manual Descrição: O sistema mais comum de controle de ervas daninhas. que separa a bucha da mucilage. enquanto que a semeadura manual levaria 5 d/h. Histórico: Equipamento simples. exigindo trabalho contínuo e atento. Executa simultaneamente as operações de sulcamento. aplicável a qualquer tipo de cultura que demande a aplicação de fitossanitários. mais eficiente. ainda permite melhor aproveitamento do período chuvoso com substancial redução de custos. Histórico: Tecnologia que apresenta vantagem na capacidade operacional de pulverização de 1ha e 2h. Histórico: Variação de implemento já utilizado na Índia. Na cultura do algodoeiro e o controle das plantas invasoras é uma prática indispensável ao aumento da produtividade.• • • • folhas de agave em uso na alimentação animal. Descrição: Equipamento desenvolvido a partir de um cultivador e que pode ser utilizado para semeadura de feijão. proporcionando economia nos custos de produção. de forma mecanizada. vez que a mucilagem pode ser oferecida aos animais sem riscos de oclusão de rumem. semeadura e adubação na lateral do camalhão Descrição: Implemento agrícola desenvolvido com a finalidade de favorecer a germinação das sementes e evitar problemas com salinidade. Controle de pragas • Manejo integrado de pragas do algodoeiro Descrição: Tecnologias já disponíveis para convivencia . e o cultivo com enxada e cultivador a tração animal.

Manejo integrado de pragas do amendoim Descrição: Adaptação de técnicas de manejo de pragas para a região Nordeste. Histórico: Maior eficiência pela redução dos problemas de poluição ambiental e mais econômico pelo menor número de pulverizações. associado aos coeficientes de cultura. Histórico: Permite economia de água. reduz os custos e proporciona maior rendimento físico e econômico do algodoeiro. Histórico: Otimiza os fatores de produção. de fácil manuseio. Tecnologia de produção massal e manejo de Trichogramma spp Descrição: Tecnologia de criação massal de Trichogramma spp atraves de uso de hospedeiro alternativo e manejo em condições de campo. eficiente e não poluente. energia e obtenção de produtividades superiores a 3000 kg/ha. Histórico: Controle mais econômico. Histórico: Controle de pragas através do parasitismo de ovos. em toda região produtora de algodão. Irrigação do algodoeiro Descrição: Manejo de irrigação do algodoeiro para os diferentes estadios fenológicos com base no tanque classe "A". comprovadamente eficiente e de baixo custo. Tecnologia de Irrigação • • Sistema de produção para o algodoeiro irrigado Descrição: Sistema de produção envolvendo todas os passos tecnológicos desde a escolha da área até a colheita do algodoeiro. experiência relacionadas aos problemas de pragas na região Nordeste. inseticida seletivo. Histórico: As técnicas adaptadas são baseadas em pesquisas. Técnica baseada em amostragem.• • • econômica com as pragas do algodoeiro. convivência. compatível com o manejo integrado de pragas. não oferece risco ao homem e ao meio ambiente. tensiômetros e balanço de água no solo. não poluente. Controle biológico do bicudo do algodoeiro Descrição: Várias espécies de parasitóides são usados para controlar o bicudo do algodoeiro na fase de larva. Recursos hídricos • Configuração de plantio para algodoeiro herbáceo irrigado por sulcos Descrição: Dentre alguns componentes de produção a .

planta da família Malvaceae é cultivado. e dependendo do desenvolvimento e produção das plantas. Cultivares: além de possíveis diferenças no potencial de produção e de qualidade da fibra. a Norte–Nordeste (Tocantins. Nas altitudes maiores o ciclo pode ser alongado em 30 dias ou mais. bem distribuídos no período. cultivares de algodoeiro se distinguem. Satisfeitas tais condições. Maranhão. Com respeito a condições climáticas. a cultura tem sido realizada com sucesso em altitudes variando de 200 até 1000m. exige. Durante todo o ciclo. com temperaturas médias entre 22 e 26oC. b) duração e grau . Exigências ambientais: o algodoeiro é planta exigente. o que condiciona adaptabilidade a diferente sistemas de produção. configuradas em fileiras duplas e em torno de 150. até culturas empresariais.000 plantas/ha nos cultivos em fileiras simples.quantidade de energia solar que os tecidos vegetais conseguem captar do sol determina o limite superior do potencial produtivo. Mato Grosso do Sul e Goiás) e a Sul– Sudeste (São Paulo. Paraíba.000 plantas/ha. ALGODÃO . um suprimento de 750 a 900 mm de água. por quatro características. Após os 130 dias de idade da cultura. Paraná e Minas Gerais).64 kg/m3) para populações em torno de 120. para um ciclo de aproximadamente 160 dias. Os demais fatores podem ser manejados pelo produtor em fileira tem sido usada nos vales do mundo inteiro. quanto à qualidade do solo. Em todas elas encontram-se diferentes sistemas de produção. a Centro–Oeste (Mato Grosso. aplicam-se às duas últimas regiões. no Brasil. Histórico: A eficiência de uso de água mostra-se satisfatória (0. de alto nível tecnológico. necessita de dias predominantemente ensolarados. Ceará. Piauí. Há economia no controle de plantas invasoras proporcional ao fator de umedecimento da seção dos sulcos. de agricultura familiar. Os conceitos e recomendações a seguir. que por circuntâncias técnicas ou por manejo inadequado umedecem 100% da superfície de cultivo. chuvas excessivas ou persistentes comprometem a produção e a qualidade do produto. São desfavoráveis para o seu cultivo as glebas acentuadamente ácidas ou pobres em nutrientes. que pesam na sua escolha para plantio: a) porte e conformação da planta. desde pequenas glebas. em três macroregiões. Rio Grande do Norte. as excessivamente úmidas ou sujeitas a encharcamento e os solos rasos ou compactados. especialmente à cotonicultura realizada no Estado de São Paulo. Pernambuco. Alagoas e Bahia). pelo menos.Gossypium hirsutum L. Os cultos são reduzidos em 65% em relação aos sistemas de irrigação. O algodoeiro.

de 1. 60 e 40 kg/ha de P2O5. de 16 a 40. para teores de potássio trocável (m. 100.80 a 1m. de 41 a 80 e maiores do que 80. 100 sementes a 10g. apresente deficiências graves.0. emergência e desenvolvimento das plantas e. principalmente. e dependendo da fertilidade do solo e da cultivar empregada. 120.5. Dependendo do e da porcentagem de de sementes por hectare.0 . das condições apontadas. Acham-se disponíveis no Brasil numerosas cultivares. o que tem implicações na época de semeadura. de órgãos públicos e empresas privadas. ponto decisivo segundo o histórico ou probabilidade de ocorrência de patógenos na área a ser cultivada. O produtor deve escolher aquela que sobressai quanto à característica que julga mais importante para o seu sistema de produção. Dependendo. suscetibilidade a doenças. pela máquina. 4 ou 5) colhidas de uma vez. exigências nutricionais e manejo da cultura. Na semeadura. Os pontos fundamentais são garantir umidade e temperatura suficientes para germinação. Calagem e adubação: para adequada recomendação. que se destacam em uma ou mais dessas características. o número de plantas na linha varia de 7 a 12 por metro linear. 60 . fator de escolha que resulta da forma de comercialização do produto (em caroço ou pluma) pelo produtor. c) rendimento no beneficiamento (porcentagem de fibra).76 a 1m. conforme segue: para teores de P resina (mg/dm 3) menores do que 6. respectivamente. notadamente. aplicar 10 kg/ha de N em mistura com P e K. há necessidade de análise química do solo. Época de semeadura: é determinada pelas exigências climáticas da planta. 120. de outubro e 20 de novembro. conforme o número de linhas (2.6 a 3.1 a 6. aplicar. tempo relativamente seco na colheita. Para colheita mecanizada. as máquinas mais modernas são bastante versáteis.de determinação do ciclo produtivo. com espaçamentos que variam entre 0. 80. Espaçamento e densidade: em lavouras com colheita manual.molc/dm3) menores que 0.7. de 0. Aplicar calcário para elevar a saturação por bases do solo à faixa de 60 – 70%. o espaçamento entre linhas varia de 0. sem que. germinação. de 7 a 15.8 a 1. conforme a cultivar). por outro lado. e d) resistência ou tolerância a doenças. também. Na região Sul–Sudeste a maior probabilidade de sucesso ocorre para semeaduras entre 1 o. respectivamente. em face das condições prevalecentes na região considerada e do ciclo previsto para a cultura (entre 140 e 170 dias. Sementes necessárias: conforme a deslintadas quimicamente pesam de 8 espaçamento e densidade utilizados. são necessários de 13 a 18 kg cultivar. aplicar.0 e maiores do que 6. 100. 80. de 3.

no início da cultura.0 kg/ha de boro. Aplicar também na semeadura. 40 kg e 20 kg/ha de K 2O. além de equipamentos especiais. também. em solos intensamente cultivados e adubados. Pragas e seu controle: as numerosas pragas que atacam o algodoeiro podem ser divididas em dois grupos: a) as que ocorrem principalmente no estabelecimento da cultura (broca–da–raiz. para que não ultrapasse. Tratos culturais: a cultura deve ser mantida livre de ervas daninhas durante todo o ciclo. percevejo castanho. no estágio final. aplicando em cobertura. Herbicidas seletivos. Nas adubações de semeadura e em cobertura. pulgão. se necessário mediante reguladores de crescimento. Técnicas de plantio: além do método convencional. No caso do boro. ou por via foliar. 3 kg/ha de zinco e de 0. uso de . em cobertura. percevejo manchador. mosca branca. em doses de até 1. aplicar nitrogênio em doses variando de 30 kg/ha (solos em pousio prolongado ou após rotação com leguminosas) a 70 kg/ha. e métodos de aplicação e equipamentos que protegem as plantas. tripes. sobretudo nitrogênio. 3 cm de terra sobre as sementes. que compreende medidas como destruição de soqueiras. ou desgastados. Em qualquer dos casos é fundamental um plantio raso. necessidade de manejo adequado da palhada ou dos restos da cultura anterior e problemas com o controle de ervas daninhas. também. junto com a primeira ou única adubação nitrogenada. época e concentração de plantio. lagarta rosada. caso já tenham ocorrido. lagarta–das–maçãs. A forma mais racional de seu controle é através do manejo integrado. garantir fornecimento de 20 a 40 kg/ha de enxofre. o algodoeiro adapta-se. no máximo. broca–do–ponteiro. no florescimento. Atentar para recomendações específicas feitas pela entidade detentora da cultivar utilizada. exigências adicionais de nutrientes. mas principalmente no sistema convencional. deve-se estar preparado para incidências maiores de pragas e doenças. permitem o controle químico do mato.2 a 1.e 40 kg/ha de K2O (nos dois primeiros casos.5 vezes o espaçamento entre linhas adotado. ácaro rajado. cigarrinha) e b) as que ocorrem principalmente no florescimento e na frutificação (curuquerê. junto com inseticidas. juntamente com o nitrogênio. No plantio direto.5 a 1. Em ambos os casos. sintomas visuais de deficiência. é indispensável o emprego de técnicas conservacionistas do solo. O boro pode ser fornecido. 1. na gleba.5 kg/ha. ácaro branco. Em cobertura. lagarta militar.5 kg/ha. parcelar a dose recomendada. elevar a dose para 1. em solos com baixos teores desses nutrientes. respectivamente. Cultivos manuais e mecânicos são também utilizados. bicudo). com. ao sistema de plantio direto. em aplicações semanais. percevejo rajado. e o adubo colocado ao lado e abaixo destas. A altura das plantas deve ser monitorada e controlada.

mancha–angular. com custos acima de R$3. rotação de cultura. espaçamentos apropriados e adubações equilibradas. Colher algodão seco e o mais limpo possível e não deixar algodão aberto. nematóides. amendoim e mamona. dentre elas. dependendo da máquina. ramularia. complementado por medidas profiláticas ou práticas culturais. Rotação recomendada: adubos verdes e culturas comerciais como soja. naturais ou artificiais. ou por colhedeiras mecânicas. _______________________________________________________ O algodão. podem ser obtidas. em caso de não se dispor de cultivares resistentes ou tolerantes. cuidando para que não sejam utilizadas nestas. porém. ramulose e mosaico das nervuras. o mesmo serviço pode ser realizado em 1.000 por hectare. especialmente as foliares. no campo. monitoramento populacional. Colheita: de 140 a 170 dias de idade da cultura. vestígios encontrados no litoral norte do .cultivares tolerantes.5 ou 3 horas.800 por hectare (safra 2004/05) e podem produzir cerca de 2400 kg/ha de algodão em caroço. cultivares suscetíveis a patógenos que atacam também o algodoeiro. As primeiras referências históricas do algodão vêm de muitos séculos antes de Cristo. através de produtos sistêmicos ou de contato. Custos e produtividade: culturas razoavelmente tecnificadas têm um custo mínimo de R$1. o uso de sementes sadias. milho. O controle mais racional e econômico desses patógenos se dá mediante o uso de cultivares resistentes ou tolerantes. Doenças e seu controle: o algodoeiro é afetado por doenças altamente destrutivas como as murchas de Fusarium e de Verticillium. conforme a espécie. Na mecânica. por mais de 10 dias. O controle químico é recomendado para tratamento de sementes e para algumas dessas doenças. em uma ou mais vezes. se incidirem em cultivares muito suscetíveis. Na América. Na manual. O controle químico se faz. conforme a cultivar e as condições ambientais e de cultivo. controle de bordaduras e focos. é também a planta de aproveitamento mais completo e que oferece os mais variados produtos de utilidades. Produtividades de 3. destruição de restos culturais. Mesmo doenças tidas no passado como secundárias (alternaria. que é considerado a mais importante das fibras têxteis. e uso de feromônios dentre outras. Pode ser realizada manualmente. são necessários cerca de 25 homens/dia para colheita de 1 hectare.500 kg/ha ou mais. rotação de culturas. cercospora e outras manchas foliares) podem tornar-se importantes.

ao ser dada a concessão de terras a Martin Soares Moreno. Jean de Lery já descrevia o processo que os índios utilizavam para fiar e tecer o algodão. revelou que o algodoeiro tinha para os indígenas também outras utilidades: com o caroço esmagado e cozido faziam mingau e com o sumo das folhas curavam feridas. no Brasil se cultivava o algodão arbóreo. apesar da inexperiência dos agricultores em cultivá-lo.300 sacas. que já foi um grande exportador mundial. No inicio do século XVI. o artesanato têxtil atingiu culminância. pois amostras de tecidos de algodão. maravilham pela beleza. e em São Paulo. por eles deixados. mais tarde. Até então. encontra-se hoje na condição de segundo maior importador. porém. A cultura do algodoeiro anual se expandiu por todo o Estado. que o algodão foi transformado na principal fibra têxtil e no mais importante produto das Américas. o conselho de Lisboa já recomendava semear algodoeiros. logo passaram a cultivar e utilizar o algodão nativo. Nesse período. A lã e o linho dominavam como tecidos. Alguns imigrantes norteamericanos que se estabeleceram em Santa Bárbara nesta ocasião contribuíram bastante para orientar outros lavradores. Em 1576. Com os incas. Por essa época o algodão herbáceo foi introduzido no País e pela primeira vez na história. No Ceará. As culturas de algodão não passavam de pequenas “roças” em volta das habitações. pouco se sabe sobre a pré-história dessa malvácea. Os primeiros colonos chegados ao Brasil. Pela época do descobrimento de nosso país. Foi só pelos meados do século XVIII com a revolução industrial. e no Brasil o artesanato têxtil era trabalho de mulheres (índias e escravas). o Maranhão despontou como o primeiro grande produtor da malvácea e em 1760 já exportava para a Europa 130 sacas de algodão para chegar em 1830 a 78. perfeição e combinação de cores. No Brasil. São Paulo se destaca como produtor desta fibra. A PRODUÇÃO HOJE NO BRASIL O Brasil. tinha pequena expressão no comércio mundial. os indígenas já cultivavam o algodão e convertiam-no em fios e tecidos. Serafim Leite conta que os jesuítas do padre Anchieta introduziram e desenvolveram a cultura do algodão a fim de satisfazer suas necessidades de roupas e vestir os índios. Com uma produção .Peru evidenciam que povos milenares daquela região já manipulavam o algodão. No Brasil. Gandavo informava que as camas dos índios eram redes de fios de algodão e Soares de Souza. Suas culturas serviram de modelo para as demais.

como o comprimento de fibra requerido pelo parque têxtil nacional e ainda não atendidos pelo setor produtivo local. sendo reduzida paulatinamente até ser zerada em 1993..estagnada na faixa de 500 mil toneladas de algodão em pluma e um consumo de 900 mil toneladas. portanto. a tarifa de importação de algodão em pluma praticada pelo Brasil era de 55%. o crescimento do consumo puxado pela renda. devem determinar a continuidade da participação das importações de algodão em pluma do Mercosul por muitos anos. mais recentemente. Entretanto. Por enquanto. em conjunto. Conforme a variedade. taxa que também passou a valer em definitivo para os parceiros do Mercosul. Em 1986. provocou uma forte retração na produção doméstica e permitiu a entrada de importações subsidiadas. A qualidade do . o País tem recebido anualmente produto da Argentina. sejam implementadas em breve. permitindo uma colheita de 1. com folhas alternadas e que dão flores amarelas ou vermelhas. entre 1996 e 2000. A maior proteção decorrente de uma política comercial mais agressiva por parte do Brasil. Produção O algodão provém de uma planta denominada algodoeiro. cobrindo 100% do VBC nos empréstimos oficiais e garantindo a elevação da alíquota de importação para produto de países de fora do Mercosul. que novas medidas de caráter protecionista. c ontribuir para um crescimento da produção brasileira nos próximos anos. em 1% ao ano. aliado ao forte movimento de abertura da economia brasileira no início dos anos 90. Os problemas causados pela infestação da praga do bicudo. que tinham no algodão uma das poucas alternativas para a pequena escala de produção de suas propriedades. dos Estados Unidos e. elevando o preço mínimo. pode ser uma árvore ou um arbusto. aspectos tecnológicos. como a obrigatoriedade de pagamento à vista das importações. aliados à crescente disponibilidade de algodão na Argentina e à rápida evolução técnica dessa lavoura no Paraguai. a adaptação de variedades mais produtivas e com maior aceitação comercial e o fato de o algodão ser uma boa alternativa de rotação de cultura com soja e milho devem. de países africanos e asiáticos. o Governo brasileiro resolveu implementar medidas de apoio à cotonicultura nacional. essas medidas não foram suficientes para criar condições de competitividade em relação ao algodão importado. As importações de produtos altamente subsidiados nos países de origem contavam ainda com prazos de pagamento de até 360 dias e juros muito menores que os disponíveis aos produtores nacionais. do Paraguai. conforme ilustra a tabela anexa.8 milhão de toneladas de algodão em caroço no ano 2000. Após a reversão dos preços internacionais ocorrida no biênio 94/95 e a constatação do alto custo social decorrente do desemprego de milhares de famílias no norte do Paraná. Espera-se.

com a retirada de matérias estranhas. com auxílio de aparelho movido por manivelas. são as seguintes: Equipamentos 1– 2– um 3– Limpeza: manual. que revestem as sementes e que se denomina capulho.algodão varia de acordo com o tipo de algodoeiro. podendo então ser colhida a matéria fibrosa constituída de pelos. antes de serem transformadas em fios. retesado em forma de . o algodão é colhido entre maio e junho. quando os frutos amadurecem e as cápsulas que envolvem as sementes se abrem. Batimento: feito com um galho de árvore. Descaroçamento: que é a retirada das sementes. Flor do algodão Fruto do algodão Algodão colhido Colheita de algodão Estas fibras brutas passam por uma série de operações preparatórias.Resumidamente. No Brasil. denominado descaroçador. pois umas variedades fornecem fibras mais compridas que outras.

têm a mesma idade. 4 – Cardamento: que é o processo final de desembaraçamento das fibras. evidenciando portanto que este dois tipos de algodão.mustelinum originária do Brasil. em localidades do interior destes Estados. Amostras de algodão de fibra branca.C. Foi observado que muitas destas plantas possuíam a . matas. Quando ainda não eram explorados em plantios comerciais. A cor da fibra portanto não é inusitada como poderia parecer. (mesmo equipamento utilizado com a lã). Muitos algodões silvestres diplóides. A cor marrom destes algodões pode ter se originado de algodões nativos de G. 5 – Fiação: que é a operação final para a obtenção do fio. remanescentes de antigos plantios ou que estavam em locais próximos a algodoeiras. Estas sementes complementariam o banco ativo de germoplasma já existente e foram armazenadas em câmara fria. no Brasil. em várias tonalidades e esverdeadas. pesquisadores da Embrapa realizaram viagens pelos vários Estados do Nordeste a fim de coletar sementes de plantas de algodão. denominado roca.Os algodões de fibra branca mereceram mais atenção em programas de melhoramento genético. Na década de 80.barbadense L presentes nestas regiões os quais podem apresentar fibra marrom e também da espécie silvestre G. e outros locais. possuem coloração em seus rudimentos de fibra. nas cores marrom. do que os de fibra colorida. nas margens de estradas. e presente nos Estados da Bahia e Rio Grande do Norte cuja fibra é também marrom. servindo como fonte de genes para futuros trabalhos de melhoramento. denominado batedor. o colorido e o branco. apesar de não possuir fibra fiável. desde a metade do século 20. já que o algodão mais conhecido. Isso fez com que se acentuasse a diferença entre estes dois tipos de algodão no que se refere aos caracteres de importância econômica. denominado fuso. Alguns paises possuem plantio comercial de algodão colorido como Estados Unidos. Pode ser feita por uma peça simples em forma de pião. coletadas no Paquistão são datadas de 2700 a. e é feito o primeiro desbaraçamento das fibras. ou também com um arco tencionado semelhante ao batedor. plantado e utilizado é o de fibra branca. O processo é idêntico para a lã ALGODÃO DE FIBRA COLORIDA NO BRASIL O algodão colorido já era cultivado pelos povos antigos. Peru e China. como mostram escavações realizadas no Peru e que datam de 2500 a. onde se processa a retirada de impurezas menores. alguns algodões com fibra marrom já eram usados como planta ornamental nos Estados da Bahia e Minas Gerais sendo que a fibra era usada para confecção de artesanatos.C. que pode ser feito com um par de "cardas”.arco. ou através de um equipamento movido a pedal.

peróxido e neutralizadores. os custos na indústria com a obtenção do tecido são reduzidos. Por dispensar estas fases. a Embrapa Algodão iniciou em 1995 um programa de melhoramento genético para obtenção de novas cultivares com novas cores da fibra. O processo de tingimento é altamente poluente pois gera resíduos com altas concentrações de sais. O algodão colorido é ecológico pois dispensa as fases de preparo para tingimento e tingimento na indústria as quais utilizam produtos químicos. A procura por roupas confeccionadas com este tipo de algodão se dá por pessoas alérgicas a corantes e para uso por recém nascidos. de cor marrom claro. sendo este também o caso do algodão naturalmente colorido e tem sido grande esta procura. que exibiam alguma coloração na fibra não eram . uma determinada cultivar pode ter a cor da fibra mais ou menos acentuada. Utilizando materiais introduzidos de outros paises. A primeira variedade de algodão de fibra colorida originou-se de seleção nestes materiais coletados no Nordeste e se chama BRS 200 cuja fibra é marrom claro. Os corantes usados no tingimento de tecidos são nocivos à saúde e muitas vezes carcinogênicos. Dependendo do ano. barrilha. Apesar de controlada geneticamente a cor da fibra pode ser influenciada por fatores ambientais como o tipo de solo. como acontece nos dias atuais. que apresentavam coloração na fibra. O linter e a fibra dos algodões tetraplóides ocorrem em cores que vão do branco a várias tonalidades de verde e marrom. também. presentes em seu banco ativo de germoplasma. a BRS 200. Normalmente apenas um gene governa a presença destas cores no algodoeiro. soda cáustica. Apesar dos tratamentos de efluentes. Para a síntese desta cultivar aproveitou-se portanto a própria variabilidade existente para cor da fibra presente em materiais coletados no Nordeste. além da de cor marrom claro já existente. cerca de 15% dos resíduos são liberados e podem poluir o ecossistema no qual forem liberados. Hoje não apenas este tipo de pessoas consomem este produto mas também aquelas interessadas em produtos ecológicos de maneira geral. reduzindo os gastos com água e com energia. além de reduzir a quantidade de efluentes a serem tratados. o conteúdo de minerais e a luz solar. Os materiais presentes no banco. sais. Com o interesse demonstrado por empresários Japoneses pela fibra colorida é que se iniciaram os trabalhos de melhoramento na Embrapa no início da década de 90 e foi selecionada a primeira cultivar. como mencionado anteriormente. que se mal utilizados podem causar danos à saúde.fibra na cor marrom claro. BRS 200. entre outras substâncias e o alvejamento gera resíduos com umectantes.Todos estes fatores podem fazer com que determinada cor da fibra seja mais ou menos acentuada.

já incluídas a área com a RS VERDE. BRS SAFIRA e BRS VERDE podem ser cultivadas em outras regiões do Brasil desde que se tomem precauções quanto às doenças. evitando áreas com ocorrência freqüente destas moléstias. como pode ser verificado pelas fotos. contudo a irregularidade e a falta de chuvas no início do plantio na região Nordeste não permitiu este aumento. em 2005. Isto se deve ao fato de que na seleção destas cultivares não foram priorizadas a seleção para resistência a estas doenças já que as cultivares seriam indicadas preferencialmente para a região Nordeste onde a incidência de doenças é baixa e estas cultivares podem ser sensíveis. entre outros. Há ainda um consórcio formado por um grupo de empresas que fabricam roupas para vendas no Brasil e no exterior. jogos americanos. para venda em grandes centros como São Paulo. Já a BRS 200 de fibra marrom claro é semiperene e é indicada para as regiões mais secas da região Nordeste. As cultivares BRS RUBI e BRS SAFIRA são herbáceas e seu manejo . que deverão ter neste ano de 2005 suas primeiras áreas comerciais. O plantio comercial do algodão colorido iniciou-se em 2000 com 10 há da cultivar BRS 200 no Estado da Paraíba como indicado na tabela 1 onde se nota o incremento de área nos anos posteriores. Em 2005 a área plantada deverá ser semelhante à de 2004. redes. Na safra 2004/2005 foram plantados 2 000 há. Seu ciclo é de três anos ou seja ela produz até o terceiro ano. de fibra marrom avermelhada. com mais alguma área de BUBI E SAFIRA.adaptados ao cultivo no Brasil e apresentavam fibra de qualidade inferior. fabricando roupas de banho e roupas comuns. Toda esta produção de algodão colorido foi consumida no próprio Estado da Paraíba. Estas cultivares são anuais e se prestam ao plantio em localidades da Região Nordeste que possuem precipitação pluvial igual ou maior quer 600 mm anuais. lançada em 2003 e as BRS RUBI e BRS SAFIRA. adaptadas às nossas condições e aplicação de métodos convencionais de melhoramento foram selecionadas as cultivares BRS VERDE. neste último caso. Na safra 2005 esperava-se um aumento de área. Minas Gerais e Rio Grande do Sul. para venda no próprio Estado e Estados vizinhos. neste caso terceirizando a fiação e confeccionam várias peças de artesanato como tapetes. Por isso necessitava-se de um programa de melhoramento para obtenção de materiais adaptados ao cultivo no Brasil e de boas qualidades de fibra. sob irrigação. mantas. Existem várias pequenas indústrias neste Estado que compram o fio colorido ou a fibra. como pode ser verificado nas fotos. As cultivares herbáceas BRS RUBI. Após cruzamentos destes materiais com cultivares de fibra branca de boa qualidade. Outras Empresas estão iniciando seus negócios com o algodão colorido.

Tabela 1. As cultivares BRS VERDE. caso o ano seja regular quanto às precipitações pluviais e podem ser cultivadas em regime irrigado com maior potencial de produção.cultural deve ser o mesmo dispensado a uma cultivar de algodão herbáceo de fibra branca. Por isso a Embrapa Algodão juntamente com outros órgãos na Paraíba está tentando organizar a produção a cada ano e caminhar para a emissão de um certificado de origem da fibra do algodão que atesta a qualidade e originalidade da cor natural e assim poder atrair outros investidores para o algodão colorido e fazer com que o preço diferenciado se justifique. em relação ao de fibra branca. Safra 2000/2001 2001/2002 2002/2003 2003/2004 2004/2005 2005/2006 Área (ha) 10 60 600 600 2000 2000 . Fica evidente que não poderá haver uma super produção de fibra colorida a cada ano. O algodão colorido tem um público consumidor diferenciado por isso seus produtos possuem um preço um pouco maior e o consumidor paga. Evolução da área plantada com algodão colorido na Paraíba. Com relação às pragas. elas podem ser consorciadas com as culturas alimentares normalmente utilizadas. mas como tem o porte menor que o arbóreo pode ser conduzida também em regime irrigado. na prática o que se tem observado é que eles são igualmente atacados e que se deve ter o mesmo cuidado dispensado ao algodão de fibra branca no combate às pragas do colorido. A BRS 200 deve seguir o manejo cultural do algodão arbóreo. Apesar de na literatura haver referência a uma maior resistência do algodão colorido às pragas. Assim o produtor também poderá receber um preço maior pelo algodão que produz e vai se interessar pelo plantio do algodão colorido. podendo também ser consorciada. como é comum. RUBI e SAFIRA tem potencial produtivo de até 3000 kg/ha em regime de sequeiro na região Nordeste. estas são as mesmas que ocorrem no algodão de fibra branca e deve ser seguido o manejo integrado para maior eficiência no controle das mesmas. Na região Nordeste.

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