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EXCELENTÍSSIMO

SENHOR

DESEMBARGADOR

PRESIDENTE

DO

EGRÉGIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO...

José Felício Dutra Júnior, brasileiro, solteiro, advogado, inscrito na OAB sob o nº 28.612, com endereço profissional na..., onde recebe intimações e notificações, vem à presença de Vossa Excelência, com fundamento no art. 5º, LXVIII, da Constituição Federal, c/c art. 647 e seguintes do Código de Processo Penal, impetrar HABEAS CORPUS Com pedido de liminar em favor de CHARLES JOSÉ DA COSTA, nacionalidade..., estado civil..., profissão..., inscrito no RG... e no CPF..., residente e domiciliado na..., contra ato ilegal emanado do MM. Juiz de Direito da ...Vara Criminal da Comarca/Circunscrição Judiciária de ..., pelos fatos e fundamentos a seguir expostos. I – BREVE RELATO DOS FATOS O paciente foi preso em flagrante por, em tese, ter cometido o delito tipificado no art. 121, §2º, II, e art. 14, II, todos do Código Penal, pois teria, no dia 26/10/2010, desferido uma facada em Edvan Alves da Silva.

Centro Universitário do Distrito Federal Núcleo de Prática Jurídica do Gama- DF Fórum do Gama – Área Especial 01 Setor Norte, Sala 201, CEP 72.430-130 Tel. 3556-6836 e 3103-1244 www.udf.edu.br

não resta outra alternativa senão a impetração do presente remédio constitucional. da Constituição Federal.00. tendo esta afirmado que lhe pagaria no mês seguinte. se dirigiu até a vítima e lhe desferiu a facada. CEP 72. consoante dispõem o artigo 2º. Diante das ameaças proferidas pela vítima iniciou-se uma discussão. da Lei nº 8072/1990 e o artigo 5º.udf. apesar de o paciente ter sido preso em flagrante por. inciso II. o paciente teria emprestado a quantia de R$ 50. Sala 201. Juiz. trata-se de crime hediondo. Além da presença dos requisitos que impedem a concessão da liberdade provisória. à vítima. nos seguintes termos: A prisão cautelar do paciente é necessária como garantia da ordem pública. e se você ficar de onda eu te dou um teco”. no dia 28/10/2010. sendo-lhe indeferido tal pedido pelo MM. ou seja. cabe salientar que. em 25/09/2010. porém a vítima lhe disse: “devo não nego e pago quando puder e se eu quiser.430-130 Tel. inciso XLIII. 3556-6836 e 3103-1244 www. causando-lhe uma lesão leve na região lombar. A Defensoria Pública recebeu o flagrante e requereu a liberdade provisória do acusado. o acusado cobrou a referida quantia. o seu direito de locomoção. em tese.DF Fórum do Gama – Área Especial 01 Setor Norte. visando fazer cessar o ato ilegal que privou o paciente do seu direito líquido e certo de ir e vir.edu. pegou uma faca que lá estava. e se justifica na gravidade da conduta e na periculosidade do agente.Segundo o inquérito policial.br . Diante do flagrante constrangimento ilegal. quando de repente. o paciente dirigiu-se até seu veículo. No dia dos fatos. II – DOS FUNDAMENTOS JURÍDICOS Antes de adentrar ao mérito da prisão. que não permite a concessão da benesse. ter praticado o crime tipificado no Centro Universitário do Distrito Federal Núcleo de Prática Jurídica do Gama.

sob domínio de violenta emoção. II. devemos nos ater ao fato de que o paciente está sendo acusado pelo crime de homicídio qualificado. em sua forma tentada.430-130 Tel. 310. diante das circunstâncias em que o crime foi cometido. o paciente emprestara dinheiro à vítima. sendo que. haja vista que o paciente foi indiciado pela prática de tentativa de homicídio qualificado. que é considerado hediondo. Sala 201. Como isso não ocorreu. ou seja. e art. em verdade.udf.br . Dessa forma. deveria ter concedido a liberdade provisória. verifica-se que a conduta do paciente se amolda na tipificação do art. §4º. Conforme narrado. verifica-se que. todos do CP.DF Fórum do Gama – Área Especial 01 Setor Norte. nos termos do art. Inclusive cabe ressaltar que. ainda que de fato o paciente tenha cometido tal crime. causando-lhe uma lesão corporal leve na região lombar. Por outro lado. à conveniência da instrução criminal. Diante da ameaça. conhecida na doutrina como lesão corporal privilegiada.edu. do Código de Processo Penal. Centro Universitário do Distrito Federal Núcleo de Prática Jurídica do Gama. a própria autoridade policial poderia ter arbitrado a fiança na esfera policial. 312. do CP. 322 do CPP. ameaçou o paciente. pois não estão presentes os requisitos autorizadores da decretação da prisão preventiva. considerando o crime de lesão corporal ora verificado. II. a vítima. logo em seguida a injusta provocação da vítima.artigo 121. ao receber o auto de prisão em flagrante. o paciente não oferece risco algum à ordem pública. 3556-6836 e 3103-1244 www. à ordem econômica. quando foi cobrar o pagamento do empréstimo. 14. §2º. lesão corporal leve com causa de diminuição de pena. pois não se verificam no presente caso os requisitos do art. ou seja. ele cometeu crime que não se amolda na referida tipificação. considerando a pena cominada ao crime de lesão corporal. o juiz. uma discussão desnecessária. o paciente desferiu-lhe a facada. CEP 72. com ou sem fiança. sendo que. que autorizam a decretação da prisão preventiva. 129. nos termos do art. assim. iniciando. ou à aplicação da lei penal. III. sem qualquer motivo. consoante a legislação e o entendimento jurisprudencial e doutrinário. em que pese toda a argumentação acima expendida. Isto posto. o juiz deveria ter concedido a liberdade provisória quando do recebimento da comunicação do flagrante. é plenamente cabível a concessão da liberdade provisória.

II. mas tão somente a fiança. nas hipóteses em que ausentes os fundamentos previstos no art. muito se discutiu acerca da constitucionalidade da disposição legal que proibia expressamente a concessão da liberdade provisória. o doutrinador afirma: “Vedada: não existe.072/90. Nesse sentido. com o advento da Lei 11. a Lei n. da Lei 8. 5º.464. É inconstitucional qualquer lei que proíba o juiz de conceder a liberdade provisória.430-130 Tel. Nesse sentido.464/2007. em sua redação original. a obrigatória.072/90. Nesse sentido cabe destacar. 8. 2º. de 28 de março de 2007. vedava expressamente a concessão de fiança e liberdade provisória para tais crimes. 2º. Quanto à liberdade provisória vedada. 7ª Ed. quando ausentes os motivos autorizadores da prisão preventiva. 5º. II. o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins.072/90.br . como bem assevera o doutrinador Fernando Capez (Curso de Direito Penal: legislação penal. determina que ninguém será levado à prisão ou nela mantido. ainda. Verifica-se. em boa hora. que a CF não vedou a liberdade provisória aos crimes hediondos. Antes do advento da Lei n. que determina que a lei considerará crimes inafiançáveis e insuscetíveis de graça ou anistia a prática da tortura . II. 3556-6836 e 3103-1244 www. da Lei n. 2º.464/2007 revogou a proibição de liberdade provisória para os crimes hediondos. tornou-se possível a concessão de liberdade provisória aos crimes hediondos ou equiparados. 8. Atualmente. 220). 2º.. prevista no art.edu. pouco importando a gravidade ou a natureza do crime imputado. 11. 312 do CPP. o terrorismo e os definidos como crimes hediondos.udf. 11. que alterou o inciso II do art. há três espécies de liberdade provisória. Sala 201. da simples leitura dos dispositivos.A Constituição Federal. em seu art. inciso LXVI. com ou sem fiança. da Lei n. CEP 72. O art. Saraiva: 2012 – p.” Centro Universitário do Distrito Federal Núcleo de Prática Jurídica do Gama.DF Fórum do Gama – Área Especial 01 Setor Norte. que alterou a redação do art. quando a lei admitir a liberdade provisória. a vedada e a permitida. o inciso XLIII do citado art.

ou no caso de descumprimento de qualquer das obrigações impostas por força de outras medidas cautelares. 12. caso não estejam presentes os pressupostos para a manutenção de sua segregação cautelar.). 312 e 313. que for preso provisoriamente.430-130 Tel. (Curso de Direito Penal: legislação penal. 3556-6836 e 3103-1244 www. uma delas consistiu na abolição da vedação absoluta da concessão da liberdade provisória (cf. Muito embora o crime continue inafiançável.br . o condenado por crime hediondo (estupro. publicada no DOU de 29 de março de 2007. nova redação do inciso II do art.udf.. não se vislumbra a existência de periculum in mora e não se poderá impor a prisão processual. 11. somente se admitirá que o acusado permaneça preso cautelarmente quando estiverem presentes os motivos que autorizam a prisão preventiva (CPP. com a nova redação determinada pela Lei n. tornando impossível a futura execução da pena. fuja sem paradeiro conhecido.edu. somente se admitirá a prisão antes da condenação quando for imprescindível para evitar que o acusado continue praticando crimes durante o processo. Assim.E continua o doutrinador: A Lei n.DF Fórum do Gama – Área Especial 01 Setor Norte. em relação à liberdade provisória sem fiança (como no presente caso). CEP 72. 2º). 224) Na obra Curso de Processo Penal. frustre a produção de prova. poderá obter o benefício da liberdade provisória. Fernando Capez informa que. Quando não ocorrer nenhuma dessas hipóteses.403/2011). só o juiz pode Centro Universitário do Distrito Federal Núcleo de Prática Jurídica do Gama.464. latrocínio etc. 7ª Ed. promoveu significativas modificações na Lei dos Crimes Hediondos. ou seja. Saraiva: 2012 – p. de 28 de março de 2007. Sala 201. arts.

ou tornaria impossível a futura execução da pena. não restou comprovado que o paciente continuaria praticando crimes durante o processo. sob pena de revogação. Dessa forma. mas sempre depois de ouvir o Ministério Público. TRÁFICO DE ENTORPECENTES CRIME (ART. No presente caso. uma vez que apenas informou tratar-se de crime hediondo (o que não obsta à concessão da liberdade provisória. p. – São Paulo : Saraiva. Caso contrário. do devido processo legal e da individualização da prisão. No julgamento do HC 110844.DF Fórum do Gama – Área Especial 01 Setor Norte. 5º DA CF/88). EQUIPARADO HEDIONDO. assim. como já abordado acima) e que tal medida se justificava para a garantia da ordem pública.concedê-la. ed. a se fazer presente em todos os atos do processo. – 19. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de cabe a liberdade provisória mesmo nos crimes hediondos ou equiparados. INAFIANÇABILIDADE (INCISO XLIII DO ART. LIBERDADE PROVISÓRIA: POSSIBILIDADE.edu. 312 do CPP. (Curso de processo penal. Juiz não fundamentou devidamente a negativa da liberdade provisória. previstos no art. caso condenado. nos termos seguintes: Ementa: HABEAS CORPUS. CARÁTER INDIVIDUAL DOS DIREITOS SUBJETIVO-CONSTITUCIONAIS EM MATÉRIA PENAL. decidiu pelo cabimento da liberdade provisória. ORDEM CONCEDIDA. que se compromete. Centro Universitário do Distrito Federal Núcleo de Prática Jurídica do Gama.udf. Quando requerida a liberdade provisória. frustraria a produção de prova. A 33 DA LEI 11. 312 do CPP.br . o MM. a Suprema Corte. haverá constrangimento ilegal à liberdade de locomoção. 350). 2012.343/2006). Sala 201. caso não estejam presentes os requisitos autorizadores da prisão preventiva. 3556-6836 e 3103-1244 www. permitindo a concessão de habeas corpus. NECESSIDADE DE FUNDAMENTAÇÃO JUDICIAL PARA A CONTINUIDADE DA PRISÃO. CEP 72.430-130 Tel. porém. PRISÃO EM FLAGRANTE. atenta aos princípios da dignidade da pessoa humana. não comprovou estarem presentes os requisitos do art. deve o juiz fundamentar o despacho. indicando a hipótese autorizada da prisão preventiva ocorrente na espécie para poder denegar o benefício. Deve ser assinado termo de comparecimento por parte do acusado.

. vedação do benefício à liberdade provisória.. O fato em si da inafiançabilidade dos crimes hediondos e dos que lhe sejam equiparados não tem a antecipada força de impedir a concessão judicial da liberdade provisória. [..DF Fórum do Gama – Área Especial 01 Setor Norte.. 3556-6836 e 3103-1244 www. necessariamente..] 4.] todo instituto de direito penal que se lhe aplique – pena.] A liberdade de locomoção do ser humano é bem jurídico tão superlativamente prestigiado pela Constituição que até mesmo a prisão em flagrante delito há de ser “imediatamente” comunicada ao juiz para decidir tanto sobre a regularidade do respectivo auto quanto a respeito da necessidade da sua prossecução.udf. Tudo vai depender da concreta aferição judicial da periculosidade do agente. A inafiançabilidade de um crime não implica. 2.br . a fiança como ferramenta da sua obtenção. 312 do Código de Processo Penal. O instituto da prisão opera como excepcional afastamento da regra da liberdade de locomoção do indivíduo.. prisão. atento o juiz aos vetores do art. [. liberdade provisória.edu. tão-só.] A prisão em flagrante não pré-exclui o benefício da liberdade provisória..430-130 Tel. Sala 201.] Centro Universitário do Distrito Federal Núcleo de Prática Jurídica do Gama. CEP 72. mas..[.. progressão de regime penitenciário. [. conversão da pena privativa de liberdade em restritiva de direitos – há de exibir o timbre da personalização. jungido que está o juiz à imprescindibilidade do princípio tácito ou implícito da individualização da prisão (não somente da pena) . [.. mas apenas sua obtenção pelo simples dispêndio de recursos financeiros ou bens materiais.

sendo necessária a existência de circunstâncias autorizadoras de tal medida. Assim. existindo os requisitos da prisão preventiva. segundo a qual a presunção de não culpabilidade é de prevalecer até o momento do trânsito em julgado de sentença penal condenatória. ainda assim. HOMICÍDIO QUALIFICADO. 3556-6836 e 3103-1244 www.udf.edu. CRIME CONTRA A VIDA.] (HC 110844. mesmo em caso de crimes hediondos (ou equiparados).7. A garantia da fundamentação importa o dever judicante da real ou efetiva demonstração de que a segregação atende a pelo menos um dos requisitos do art. Pelo que a vedação legal à concessão da liberdade provisória. [. então. Sala 201. a decretação ou manutenção de prisão cautelar. CEP 72. por outro lado. caso inexistam tais requisitos e. não há constrangimento ilegal. ILEGAL. sendo certo que a proibição abstrata de liberdade provisória também se mostra incompatível com tal presunção constitucional de não-culpabilidade. AYRES BRITTO.. o constrangimento ilegal. PROCESSO ELETRÔNICO DJe-119 DIVULG 18-06-2012 PUBLIC 19-06-2012) A Quinta Turma do STJ. Vejamos: HABEAS CORPUS.br .. decidiu que o simples fato de o crime estar inserido no rol de crimes hediondos não autoriza. Daí entender o Supremo Tribunal Federal que a mera alusão à gravidade do delito ou a expressões de simples apelo retórico não valida a ordem de prisão cautelar. opera uma patente inversão da lógica elementar da Constituição. ALEGAÇÃO PELA DE CONSTRANGIMENTO DA PRISÃO PLEITO REVOGAÇÃO Centro Universitário do Distrito Federal Núcleo de Prática Jurídica do Gama. estaremos diante de uma prisão ilegal. Segunda Turma.430-130 Tel. sendo manifesto.DF Fórum do Gama – Área Especial 01 Setor Norte. Relator(a): Min. 312 do Código de Processo Penal. por si só. na mesma linha de julgamento do STF. julgado em 10/04/2012. haja a decretação ou manutenção da prisão cautelar.

para efeito de.430-130 Tel. CIRCUNSTÂNCIAS CONDIÇÕES AUTORIZADORAS FAVORÁVEIS. PESSOAIS INSUFICIÊNCIA. Sala 201. retratar a necessidade da medida para a garantia da ordem pública. e considerando que estão presentes os requisitos autorizadores da concessão da liminar no presente caso. ANÁLISE DE MATÉRIA NÃO DEBATIDA NA ORIGEM. DECISÃO FUNDAMENTADA.udf. As Turmas componentes da Terceira Seção do Superior Tribunal de Justiça já cristalizaram o entendimento de inexistir constrangimento ilegal quando a prisão. PEDIDO DE SUBSTITUIÇÃO DA PRISÃO CAUTELAR POR MEDIDA DIVERSA.052/RJ. e por ter ficado evidenciado o fumus boni iuris.edu.. Ministro CAMPOS MARQUES (DESEMBARGADOR CONVOCADO DO TJ/PR).br .PREVENTIVA. QUINTA TURMA. 2. liminarmente. DJe 19/10/2012) III – DA MEDIDA LIMINAR Diante do exposto. reconhecendo-se a ilegalidade praticada. determinar a imediata expedição de alvará de soltura. por ser necessária a existência de circunstâncias que demonstrem a sua adoção. julgado em 16/10/2012. para que o mesmo possa responder ao processo em liberdade. CEP 72. O cabimento da medida liminar justifica-se pelo fato de a prisão ser a exceção e a liberdade a regra. suficientemente fundamentada..DF Fórum do Gama – Área Especial 01 Setor Norte. conveniência da instrução criminal e aplicação da lei penal. O fato de estar inserido no rol dos delitos hediondos ou equiparados não basta para a imposição da constrição cautelar.] (HC 244. 3556-6836 e 3103-1244 www. 1. OCORRÊNCIA DE SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. visto que Centro Universitário do Distrito Federal Núcleo de Prática Jurídica do Gama. PRESENTES. Rel. [. em favor do paciente. o impetrante requer seja concedida a ordem de habeas corpus.

requer-se a concessão da liminar na presente ordem da habeas corpus para conceder a liberdade provisória. IV – CONCLUSÃO E PEDIDO Pelas razões de fato e de direito expendidas. dispostas nos arts. do devido processo legal e da presunção da inocência ou não-culpabilidade (previstos nos arts. pois o paciente encontra-se encarcerado por decisão ilegal e inconstitucional.430-130 Tel. a decretação ou manutenção da prisão cautelar. no mérito. colocar o paciente em liberdade. De igual forma restou caracterizado o periculum in mora.612 Centro Universitário do Distrito Federal Núcleo de Prática Jurídica do Gama. Sala 201. colhidas as informações da autoridade coatora. da Constituição Federal) e. para. da individualização da prisão (conforme jurisprudência do STF).. III.. 3556-6836 e 3103-1244 www.. 310 e 312 do Código de Processo Penal. 1º. Após. por si só. visto que a negativa da liberdade provisória violou os princípios da dignidade humana..DF Fórum do Gama – Área Especial 01 Setor Norte. com a expedição do alvará de soltura. LOCAL.br . e ouvido o Ministério Público. e 5º. Nesses termos. desde já. DATA. requer a confirmação da liminar para garantir o direito constitucional de o réu responder ao processo em liberdade.udf..não estão presentes os requisitos da prisão preventiva e não há vedação para a concessão da liberdade provisória. José Felício Dutra Júnior OAB/DF 28. ainda. LIV. LVII e LXVI. pede deferimento.edu. as disposições acerca da prisão em flagrante e da prisão preventiva. CEP 72. sendo que o simples fato de o crime estar inserido no rol de crimes hediondos não justifica.