Santa Maria Rosa Molas

As Irmãs da consolação em Matosinhos – Lar de Sant’Ana Inclinar-se para o necessitado sem distinção alguma, caridade viva, amor que se esquece de si mesma, faz-se tudo para todos, a fim de seguir o exemplo de Cristo e ser operário de esperança e elevação social. Não dar unicamente alguma coisa, mas DARSE a si mesmo no dom precioso de uma completa entrega na misericórdia e na consolação. Era o declinar de 1942, em plena guerra mundial, quando as Irmãs da Consolação pisaram solo português no dia 21 de Novembro. Chamadas pela direção da Casa dos Pobres, mediante a solicitude do saudoso Pároco de Matosinhos, Padre Alfredo Ferreira Sanches, para se encarregarem do Governo da mesma. Naquele tempo, a Casa dos Pobres não passava pelas suas melhores fases, que após diversas vicissitudes a direção resolveu procurar uma congregação que tivesse o carisma de cuidar os pobres, sendo este o motivo para pedirem a Consolação. As Irmãs encontraram as instalações desordenadas e sujas mas imediatamente põem mãos à obra, que com a ajuda de alguns internados, tudo se transformou. SEM QUERER, AS IRMÃS ESTAVAM A REPETIR A HISTÓRIA DA CHEGADA DA SANTA MADRE AO ASILO DE TORTOSA (ESPANHA) E ISSO LHES DAVA ALENTO PARA SEGUIREM AS SUAS PISADAS. A alimentação era modesta, à base de peixe, visto que, a carne era racionada e nunca chegava para todos. Na Casa estavam 25 internados e ainda eram apoiados com sopa e pão mais de 100 pobres. Com o passar dos anos a casa dos pobres foi crescendo, transformando-se num espaço acolhedor onde os velhinhos passaram a viver mais alegres por estarem rodeados de carinho, de atenção, por terem alguém que os escutassem. Sentiam-se em casa… Hoje a Casa dos Pobres não é a mesma. É o Lar de Sant’Ana. Todas as Irmãs que por aqui tem passado, deixam exemplo de paciência, de espirito de sacrifício, de humildade na sua missão e de entrega aos mais pobres, procurando rodeá-los de carinho para suavizar as dificuldades da vida. E a missão contínua, onde as Irmãs da Consolação procuram espalhar as sementes da alegria, de esperança e de amor. Num mundo em que o homem, desolado e desfeito por dentro, vive angustiado a solidão do espirito, a palavra CONSOLAÇÃO é um grito de esperança no amor e na misericórdia de Deus. Como a Santa Madre Maria Rosa Molas, as suas filhas vão repetindo:

“Só desejo que o pobre seja servido e Deus louvado.”

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful