Histeria – Aula 1 Referência: FREUD, S. Cinco lições de psicanálise. In: FREUD, S.

Edição Standard Brasileira das Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud: vol. XI. Rio de Janeiro: Imago, 1910/1996. Primeira Lição – Saber médico • Gravidade atribuída pelos médicos à histeria • Ausência de afecção orgânica • Forte abalo emocional • Questionamento do saber médico • Pacientes são punidos com desinteresse Primeira Lição – Método • Método catártico e hipnótico de Breuer • Sintomas histéricos resíduos de cena traumática • Anna nomeia de “Talking cure” ou “Chimney sweeping” • Exemplos: fobias, dores, paralisias • “Os histéricos sofrem de reminiscências” (p.33) • A fixação nas reminiscências podem durar anos Primeira Lição – Histeria • Aspectos importantes: • Cena traumática que gera excessos (2 tempos – 1º tempo: subjugamento, excitação/ 2º tempo: recalcamento) • Emoções geradas não podem ser escoadas • Conteúdo é lançado ao inconsciente • Conteúdo é esquecido e retoma-se equilíbrio • Exemplo: ao acordar, esquecemos o que sonhamos • Na análise, com o método catártico  descarga • Máxima intensidade dos sintomas durante o tratamento • A recordação deve ser acompanhada de descarga • Sintoma não cessa enquanto o afeto estiver estrangulado • Paciente se adapta ao sintoma • Sintoma como fonte de desprazer (/prazer?) Primeira Lição – Histeria • Dois caminhos para a afetividade transformada em sintoma: – A) Ficar como carga contínua da vida psíquica e fonte permanente de excitação. – B) Desviar-se para inervações e inibições somáticas, que se apresentam como os sintomas físicos (conversão histérica) Primeira Lição – Repressão • Consciência como filtro pautada nos preceitos religiosos, na moral • Conteúdo que escapa as regras é reprimido  Desejos repreensíveis (mecanismo de defesa) • Os desejos são lançados ao inconsciente, mas permanecem com força • Desejo de retorno do reprimido à consciência • Preocupação: psicanálise quer des-civilizar o homem? Segunda Lição – Método • Freud abandona a hipnose, mas não o método catártico • Deixar que o paciente fale, dá acesso ao reprimido • Nota que há uma força que obriga as lembranças a permanecerem inconscientes  Resistência • Resistência X Retorno do Recalcado • Importância da supressão das resistências Segunda Lição – Método • Ao analista cabe desfazer a repressão • A repressão não é completamente bem-sucedida na neurose • O recalcado - impulso desejoso - quer retornar o tempo todo

3. há 3 soluções para conflito e neurose: 1. A personalidade do doente se convence de que repeliu sem razão o desejo e o aceita total ou parcialmente. o doente nunca tem acesso. O mesmo desejo é dirigido para um alvo irrepreensível e mais elevado (sublimação). Ele terá acesso a uma elaboração onírica. depois que o conteúdo passou pelos mecanismos de defesa • Sonhos – O conteúdo manifesto do sonho substitui de maneira deformada. os pensamentos inconscientes do sonho – O sentido do sonho não pode ser compreendido pelo conteúdo manifesto do sonho – A interpretação não é tão óbvia – É importante que o sonhador possa falar a respeito do sonho – O sonho manifesto proporciona uma satisfação velada dos desejos reprimidos • Lapsos de linguagem/atos falhos – Exemplos: fuga temporária de nomes próprios. despropositado ou absurdo. arbitrário ou causal na vida psíquica. a lembrança não seria difícil • O substituto/sintoma sofre deformações para chegar à consciência • Freud cita situações da vida cotidiana que fazem alusão à cena que se procura retomar Terceira Lição – Deformações • Chiste – Se diz algo a alguém de uma forma mais ou menos distorcida em lugar do que se realmente queria dizer – Brincadeiras e piadas – Toda a brincadeira tem um fundo de verdade • Sonhos – Interpretação dos sonhos: os sonhos retratam a experiência de desejos encobertos – Os fenômenos de distorção são: o deslocamento e a condensação – Aos pensamentos latentes do sonho. mesmo que pareça errado. O doente reconhece como justa a repulsa do desejo. Terceira Lição – Sintoma • Se não houvesse resistência. – Os atos falhos são também parte dos sintomas. e especialmente se as ideias parecerem insuportáveis à mente Segunda lição – Sintoma • Consciência não reconhece o sintoma como ameaça • Sintoma é protegido das forças defensivas do ego • Sofrimento interminável • No tratamento. perda ou quebra de objetos. o sintoma deve ser reconduzido à ideia original que foi reprimida Dribladas as resistências em análise. 2. . – Trocar mão por mãe – São também atos falhos coisas que as pessoas fazem sem perceber e sem lhes atribuir importância mental. o doente deve proporcionar número suficiente de associações livres • Pede-se que o doente diga tudo o que lhe vier à cabeça • Renunciar a qualquer crítica. sem fazer seleções de conteúdo. Esses fatos passam comumente por distrações e desatenções.• Formação de substitutos e sintomas  forma disfarçada de o desejo se manifestar na consciência Segunda Lição – Método • Para desvendar um complexo reprimido. atrapalho na execução de qualquer coisa. por exemplo: cantar melodias. partes da roupa ou do corpo. troca de nomes etc. Para o psicanalista não existe nada de insignificante. brincar com objetos.

Rio de Janeiro: Imago. 1917/1996b. como menina (atitude passiva típica da histeria) Quarta/ Quinta Lição – Etiologia • O caráter sexual se define na puberdade • Antes. Cinco lições de psicanálise. 1910/1996. S. Edição Standard Brasileira das Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud: vol. Edição Standard Brasileira das Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud: vol. Sexualidade feminina. FREUD. In: FREUD.Histeria – Aula 2 Referências: FREUD. In: FREUD. sofre repressões sexuais • Obstáculos  pontos de fixação • Presença de insatisfação • Refúgio na neurose . Etiologia da Neurose Etiologia da Histeria • Experiências sexuais passivas predispõem à histeria • Passividade associada à feminilidade • Feminilidade X Ser mulher • Bissexualidade inata • Mulher percorre longo caminho para atingir a feminilidade • Primeiro objeto de amor da menina: mãe • Distinção anatômica entre os sexos • Menina se apercebe desprovida do pênis • Inveja do pênis • Menina culpa a mãe. FREUD. 1931/1996. XXI. S. S. desfavorecida. In: FREUD. porém. Edição Standard Brasileira das Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud: vol. XVI. S. S. Rio de Janeiro: Imago. S. Conferências introdutórias sobre Psicanálise: Conferência XXII. XI. Rio de Janeiro: Imago. nem sua mãe • A mãe decai muito no conceito da menina • Mais hostilidade contra a mãe • Troca de objeto  pai (dotado de pênis) • Possibilidade Complexo de Édipo • Menina nunca deixa de culpar a mãe e está permanece em busca pelo pênis • A mãe a trouxe ao mundo castrada. mas ela continua fálica • Menina acha que somente ela é desprovida • Sentimentos de hostilidade contra a mãe • Menina descobre que as mulheres não têm pênis.

os trechos da vida sentimental que não pode recordar • Material a ser utilizado nas sessões “Os sintomas. p. são os precipitados de anteriores eventos amorosos (no mais amplo sentido) que só na elevada temperatura da transferência podem dissolver-se e transformar-se e.61). o desejo enfraquece Desejo inconsciente é despojado de contrariedade Desejo tornado consciente é anteparado por toda a oposição . outros produtos psíquicos” (FREUD. Recusa a desfazer a repressão que os permitiu esquivarem-se de suas disposições originárias. para usar uma comparação química. • A transferência permite que o paciente se convença da existência e da gravidade de seus sentimentos sexuais inconscientes • O médico atrai para si temporariamente a energia afetiva que aos poucos é libertada durante o processo • Transferência não é produzida pela psicanálise • Motor da ação terapêutica • • • • • • • • Quinta Lição – Tratamento Temor de que o contato com o conteúdo reprimido seja prejudicial ao paciente Perigo de destruir aspirações morais e conquistas da civilização Outro motivo do receio de tocar nas feridas da vida psíquica do paciente  aumento do sofrimento Neste caso. na relação com o médico.Quarta Lição – Sintomas • Sintomas neuróticos – Impressões da vida erótica – Desejos patogênicos – Perturbações da ordem do erotismo – Dissolução dificultada pelas resistências – Pacientes evitam falar da vida sexual – Repressão social – Solução de compromisso – acordo entre forças Quarta Lição – Tratamento • Narrativa dos episódios contemporâneos não bastam • Necessário retomar adolescência e infância onde estão os desejos reprimidos • Na histeria é necessário que o paciente coloque em palavras o que foi recalcado Quinta Lição – Resistência ao Tratamento 1. O instinto sexual não renunciará à satisfação proveniente do sintoma enquanto houver dúvida de que a realidade lhe ofereceria algo melhor Quinta Lição – Resistência ao Tratamento • Sintoma proporciona – Proteção – Satisfação imediata – Retorno à infância – época prazerosa – Contato/satisfação indireta do desejo recalcado • Exigências da cultura e repressões internas tornam a realidade insatisfatória • Vida e fantasias proporciona prazer • Compensação das deficiências da realidade • Realização de desejos Quinta Lição – Transferência • Paciente dirige ao médico uma série de sentimentos afetuosos • Positiva ou negativa – não se pauta na realidade • Transferência advém de antigas fantasias tornadas inconscientes • O paciente revive. 1910. 2. não se deve tocar nos pontos doentes Poder mental e somático de um desejo reprimido é mais forte Quando consciente.

trabalho Para Freud. a repressão é substituída pelo julgamento de condenação 3 possibilidades: adesão. supressão Maior domínio do que lhe é hostil (maturidade) Quanto à sublimação: A energia sexual desestrangulada no tratamento pode ter nova destinação. sublimação. deve-se ao processo sublimatório as maiores conquistas da civilização Freud alerta que a energia sexual não deve ser desviada em sua totalidade O homem deve continuar utilizando parte dela em sua finalidade para continuar vivo .• • • • • • • • • Por intermédio do tratamento. estudos. inibida em sua finalidade Pode ser investida em alvos de teor mais elevado: arte.

XI. • 24 anos • Ano de atendimento: 1892 • Queixa: a paciente sofria de dores nas pernas há mais de 2 anos – Apresentava dificuldades para andar • Suspeitava-se de que fosse caso de histeria • Por isso foi encaminhada a Freud • Família de muitos infortúnios e pouca felicidade • O pai de Elisabeth morrera • Após pouco tempo. a mãe tivera doença na vista • A irmã teve afecção cardíaca após o parto • Elisabeth fora incansável enfermeira para os pais • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • Quadro sintomático Elisabeth andava curvada Queixava-se de fortes dores para andar Cansava-se rápido ao andar e ficar de pé A área da dor era extensa e mal definida na parte anterior da coxa direita Essa área era o foco. 1893-1895/1996. Contextualização do caso clínico • Paciente: Elisabeth von R. Estudos sobre a histeria – Caso 5: Srta. S. Elisabeth von R. Edição Standard Brasileira das Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud: vol.Histeria – Aula 3 Referência: FREUD. In: FREUD. mas a dor se irradiava para além A sensibilidade era observada em toda a extensão das duas pernas Sensibilidade maior no músculo que na pele Não havia outros sintomas Freud concorda que é um caso de histeria por duas razões Se impressiona com a indefinição da descrição das dores pela paciente Dor é fenômeno acessório  importância deveria estar em pensamentos e sentimentos vinculados a ela Elisabeth demonstrava prazer com toque na região histerogênica O prazer por estimular os pensamentos por trás da dor Localização da zona histerogênica  reumatismo muscular Neurose se ligou a essa alteração orgânica Tornou a dor exagerada Freud inicia tratamento catártico com Elisabeth Interesse. compreensão e esperança  elementos que fazem com que a paciente queira revelar segredo Técnicas utilizadas: hipnose e mão na testa Remover material psíquico patogênico camada por camada Escavar cidade soterrada História de Elisabeth (parte 1) Sentia-se descontente por ser mulher Admirava o pai e o prestígio da posição social da família O pai adoece de um edema pulmonar Elisabeth o assiste por 18 meses junto a seu leito Cuidava dele dia e noite (dormia em seu quarto) Fingia que estava alegre e não tinha queixas Porém. ficou acamada por 1 dia e meio com as dores nas pernas (só volta a têlas 2 anos após a morte do pai) Início da doença O pai falece História de Elisabeth (parte 1) . Rio de Janeiro: Imago. nesse período. S.

que seu método era infalível – Elisabeth não tinha alternativa. passa por cirurgia e se recupera Elisabeth fica ao seu lado num quarto escuro por semanas Reencontro da família numa estação de veraneio Supostas férias de Elisabeth Durante as férias.• • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • Lacuna na família de 4 mulheres – isolamento social Elisabeth passa a cuidar da mãe Um ano após a morte do pai. fez um passeio que a deixou “cansada demais” Elisabeth se torna a inválida da família Viaja com a mãe para tratamento hidropático -Alpes austríacos Retornam rapidamente com notícia de estado grave da irmã Quando chega. ficou paralisada – Estava também de pé junto ao leito de morte da irmã Conexão entre astasia-abasia e a primeira ocorrência da conversão – Retorno à cena do passeio  o cunhado estava junto e ela sentiu dor violenta nas pernas ao voltar do passeio • • • . o pai havia piorado – Conflito entre os sentimentos e o agravamento do pai  Conflito  Representação erótica recalcada Afeto foi para o corpo  Mecanismo de Conversão (1ª conversão) História de Elisabeth (parte 2) – Elisabeth se recorda por que as dores se irradiavam da coxa – Na coxa o pai apoiava a perna para que ela fizesse curativo • Perna direita doía ao falar dos cuidados com pai ou sobre seu namorado • Perna esquerda doía ao falar da irmã morta ou sobre os dois cunhados – Não era um sintoma físico único – Era um grande número de sintomas semelhantes que pareciam um só. dores e fraquezas começaram Apareceram após banho quente na estação de águas Dias antes. advindos de uma variedade de traumas História de Elisabeth (parte 2) – Elisabeth se recorda de que estava de pé quando o pai morreu – Com o susto. então. senão contar-lhe o que via – Dor passa a ser bússola do tratamento – A lembrança despertava dor – Clímax da dor na parte essencial do relato – Sumia com a última palavra do relato Contextualização do caso clínico História de Elisabeth (parte 2) – Elisabeth conta a Freud sobre seu primeiro amor – Conta uma cena importante para o tratamento – Quando o pai ainda era vivo. a irmã já está morta A família culpa o cunhado Tratamento Tratamento de Elisabeth – Freud percebe resistência no tratamento – Elisabeth lhe dizia que nada lhe ocorria – Freud não entendia o que havia de errado – Contou-lhe. foi a uma festa com o rapaz – Queria voltar cedo para cuidar do pai – O namorado insistiu que ela ficasse – Ao chegar em casa. a irmã mais velha se casa Elisabeth odeia o cunhado número 1 Vê interrompida a reconstrução da felicidade da família Sente-se desamparada  quer proporcionar substituto à mãe O casamento da segunda irmã pode salvar a família Cunhado número 2 era mais agradável Reconciliação de Elisabeth com a instituição do matrimônio Mãe tem o problema de vista.

fez viagem – Foi atormentada durante a noite pela preocupação com a irmã e pelas dores terríveis – Estava estendida e insone no vagão do trem – Depois disso. a irmã lhes disse que eles se ajustariam de maneira explêndida • Elisabeth defendia o cunhado. • formação de um grupo psíquico separado. um pensamento lhe ocorreu: – “Agora ele está livre novamente e posso ser sua esposa” – Tudo ficou claro: • representações incompatíveis com a moral transformadas em algo físico. quando as dores surgiram em caráter definitivo e permanente Explicação das dores ao deitar-se – Após notícia da doença da irmã. nunca mais passou – Recordou-se que olhando para a irmã morta. Elisabeth ouve a voz do cunhado. deparou-se com a resistência de todo o seu ser moral – Ela se poupou da convicção de que amava o marido da irmã induzindo dores físicas a si mesma – Nos momentos em que a convicção quis vir à tona. – Ao se apaixonar pelo cunhado. suas dores surgiram. graças à conversão bem-sucedida – Quando teve início o tratamento. o grupo de convicções já havia sido separado de seu conhecimento – Se ela tivesse acesso a isso. ela passa a sentir muita dor – 3º retorno à cena do passeio – A irmã que convenceu o cunhado a ir ao passeio – Elisabeth e o cunhado estiveram juntos e conversaram muito – Acentuou-se o desejo de ter um marido como ele – Na manhã seguinte retorna ao local preferido deles – Sonhou em desfrutar da felicidade da irmã – Sentiu dor. mas passou  Após o banho. com zelo que nem ela compreendia . deitar-se tornou-se o estado mais doloroso – Freud observa que cada novo trauma catexizava nova região das pernas – Cada cena deixava vestígio provocando catexias duradouras – Cenas e catexias ligadas a sensações dolorosas – Com a dor.– • Elisabeth admite que o contraste entre sua solidão e a felicidade conjugal da irmã fora doloroso para ela Explicação das dores ao sentar-se – Elisabeth vai à colina e admite o desejo intenso de ser tão feliz quanto a irmã – Volta da colina com dores violentas – À noite tomou banho. mas também o que está simbolizado • • História de Elisabeth (parte 3) – Durante uma sessão. associava o desprazer de ficar sozinha Não podia “dar um único passo à frente” – Expressão simbólica para esses pensamentos dolorosos  Intensificação de seus sofrimentos – Os sintomas somáticos da histeria podem ser produzidos por uma simbolização – Não são só as cenas traumáticas. que aguarda por ela do lado de fora – Depois de ouvir sua voz. enquanto conversavam. jamais teria iniciado o tratamento – O resgate dessa representação recalcada teve efeito devastador – Esforçou-se para rejeitar a explicação – Seria incapaz de tanta maldade – Jamais poderia perdoar-se – Freud a convence de que • Não somos responsáveis por nossos sentimentos • O fato de ter adoecido naquelas circunstâncias era prova de seu caráter moral – Freud tentava que ela ab-reagisse a excitação acumulada – Vasculha as primeiras impressões da relação com o cunhado • Ele a confundira com a moça com quem iria casar-se • Certa noite.

havia uma questão orgânica à qual a neurose se associou A neurose criou a dor somática  base orgânica 1º acesso de dor – cuidados com o pai – é de base orgânica Tornou-se um símbolo mnêmico das excitações psíquicas penosas por mais de uma razão . • • • • • • • • • • Discussão: Os que dedicam a vida a cuidar dos enfermos adotam o hábito de suprimir os sinais de sua própria emoção Também desviam as forças de suas próprias impressões Ocorre acúmulo de impressões carregadas de afeto Esse acúmulo não é percebido Quando o doente morre.– – – • • • • • • Seu sentimento afetuoso estivera latente por muito tempo A ab-reação lhe fez muito bem O tratamento chega ao fim depois que Freud fala com a mãe de Elisabeth • 1. 2. irrompe a histeria 1º conflito que dá origem à histeria de Elisabeth • Pai enfermo X Namorado (desejo erótico) • Escolha pelo pai por intensas autocensuras  Dor na coxa direita • Recalque da ideia erótica fora da consciência • Transformação da carga do afeto em dor física • 2º conflito • Amor pelo cunhado (sentimentos eróticos) X Representações morais (irmã) • Conflito central da história da doença Como o grupo representativo permanece isolado sendo tão forte? A paciente desenvolve dores histéricas simultaneamente à formação do grupo isolado A paciente ofereceu forte resistência à tentativa de associar o grupo isolado e o resto do conteúdo de sua consciência Quando a ligação se fez. sentiu a dor psíquica Elisabeth se livrou de uma condição mental intolerável à custa: – De uma anormalidade psíquica – De uma doença física Certa carga de afeto pode ser conferida ao complexo representativo dos sentimentos eróticos (inconscientes) Essa carga é o que foi convertido Freud diz que um 1º trauma não deixa sintoma Um 2º trauma da mesma espécie produz um sintoma Quando não há conexões o sintoma não se forma porque a conversão não encontra trilha aberta No caso de Elisabeth.

Edição Standard Brasileira das Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud: vol. Características gerais das estruturas obsessivas As estruturas obsessivas podem ser: • Desejos. X.FILME HOMEM DOS RATOS – Aula 4 NEUROSE OBSESSIVA – Aula 5 Referência: FREUD. a superstição e a morte Superstição X Não superstição Homem dos ratos supersticioso – Premonições – Sonhos proféticos Superstição sustenta encadeamentos lógicos do paciente de natureza obsessiva Na NO a repressão é feita pela ruptura de conexões causais devidas a uma retirada de afeto – Cena em que o Homem dos Ratos morde a babá é destituída de valor Conexões persistem em outra ideia. S. Notas sobre um caso de neurose obsessiva. tentações – Desejo do Homem dos Ratos: ver mulheres nuas • Impulsos • Reflexões • Dúvidas – Tranquei a porta? • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • Ordens. mas não persiste A deformação permite a permanência Engana a consciência Interpretação equivocada e distante da origem Deformação semelhante ao sonho Diante da ideia pura. proibições Pensamentos obsessivos usam as armas da razão – Mera corrente de pensamento Presença de delírios – Agradar e desafiar o pai Transformação da ideia em “ameaça delírica” de que algo aconteceria ao pai no outro mundo Cessa o ato Durante a análise. os sintomas obsessivos se agravam São mais claros e frequentes Ordem obsessiva reconhecida pela consciência é deformada É comum que inúmeras obsessões sejam uma única obsessão Ideia obsessiva derivada de desejo reprimido sentido pouco antes A forma original da ideia pode aparecer. 1909/1996. Rio de Janeiro: Imago. o paciente pode recordar a primeira ocorrência da ideia Atitude perante a realidade. S. In: FREUD. transferida ao mundo externo – Paciente só pode entrar em casa com o pé direito As ideias obsessivas dão testemunho do que foi apagado da consciência Necessidade de incertezas e dúvidas – Atrasar-se para o trabalho porque não sabe se veste a camisa preta ou a branca – O Homem dos Ratos evita fazer uma escolha com medo de que algo de ruim aconteça Medo remete a um desejo reprimido Incerteza é método neurótico para saída da realidade e isolamento Os pacientes se esforçam por permanecer em dúvida – Aversão a relógios – Conferir 20 vezes a passagem . deslocada.

torna-se ansiedade Regressão (mecanismo obsessivo) – Ato não é realizado e volta a ser pensamento • Prazer em olhar. olhar sexualizado • Masturbação mental • Satisfação sexual – Advém da atividade sexual reprimida – Pensamentos ganham força com a energia herdada do ato não realizado • • • • • • • • • • • • • • • • • • . A predileção por incertezas conduz ao interesse por temas incertos – Vida extraterrestre – Física quântica – Vida após a morte – Memória Onipotência Pensamentos/sentimentos/desejos – Desejo de morte causa morte – “Rogar praga” Sentimento de culpa Geralmente na ambivalência.– • • Hesitar em fazer uma inscrição no vestibular Quando o obsessivo decide. do fim  Não lidam com isso Incapacidade de chegar a uma decisão principalmente amorosa – Flertar nas festas – Demora para decidir se casar Protelam a decisão até não ser mais possível – Namorada termina o namoro Vida instintual. tem que fazer – Homem dos Ratos tem que pagar o Tenente A. origens da compulsão e da dúvida Neurose do Homem dos Ratos ligada à dúvida entre Pai e objeto sexual Na infância já havia ocorrido Sentia amor e ódio pelo pai e pela dama. sem poder escolher A dificuldade do tratamento residia na dificuldade de assumir o ódio pelo pai Ódio pai  Afeiçoamento dama Afeiçoamento pai  Ódio dama Indecisão frente ao amor e ódio: – Leva a uma paralisia – Generaliza-se pela vida do paciente por intermédio do deslocamento • Dúvidas sobre o amor conduzem a dúvidas sobre coisas menores – Não há como fugir da ambivalência • Religião: Que Deus “não” o proteja Quando o paciente duvida da memória – segurança da vida mental – a dúvida recai sobre tudo Compulsão – Ato de satisfazer a ideia obsessiva – Tentativa de compensação da dúvida – Possibilidade de decidir acerca de uma intenção inibida – Mesmo que a descarga e satisfação seja de ideia deslocada • Passagem ao ato – Compulsão aparece sob a forma de • Ordem • Proibição – Quando não obedecida. o ódio fica recalcado e o amor consciente Medo de que as pessoas próximas morram Indagação sobre a duração da vida Não aderem à possibilidade da morte.

– – • • • • Pensamento passa a ser representante do ato Pensamento original é deslocado para outros Pensamento obsessivo logra lugar na consciência Precisa defender-se desta Mecanismo de deformação ocorre antes de tornar-se consciente Outro meio é o deslocamento da ideia obsessiva de onde se originou – Insere-se intervalo de tempo • Homem dos ratos demora a adoecer – O conteúdo é generalizado Escolha por fraseado ambíguo e confuso Compreensão errada Tendência a tirar prazer do cheiro • • • .

XII. S. S. Edição Standard Brasileira das Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud. A escolha da neurose Por que uma pessoa recai num enquadre neurótico e não em outro? Apresenta-se o problema da escolha da neurose Determinantes patogênicos Pessoa traz consigo A vida lhe traz Para Freud. 1913/1996. o marido é infértil Mulher julga-o impotente Marido fica impotente Paciente desenvolve sintomas obsessivos Sintomas de limpeza que lutam contra impulsos anal-eróticos e sádicos Desmoronamento genital e aparente fixação na fase anal Freud faz reformulações Autoerotismo (satisfação no próprio corpo) Escolha objetal (satisfação no outro) Organização pré-genital  anal-erótico e sádico Organização pré-genital A) Características da NO: impulsos de ódio e erotismo anal Exemplos: Ódio ao pai/ Tortura dos ratos Esses impulsos caracterizam a organização pré-genital. Vol.Neurose Obsessiva . dificuldade aumentada na transferência Fixação disposicional encontra-se em estágio de desenvolvimento anterior à escolha objetal Fase do autoerotismo e do narcisismo Inibições e fixações muito primitivas Neuroses histérica e obsessiva Disposição reside em fases posteriores do desenvolvimento libidinal Qualquer interferência patogênica externa no desenvolvimento libidinal.Aula 6 Referência: FREUD. somente o 1º é válido Depende de uma disposição Independe de experiências Fonte da disposição: Freud abandona ideia de que passividade conduz à histeria e atividade à NO Desenvolvimento das funções psíquicas (sexual) Durante o desenvolvimento. crucial para NO como a organização genital é para a histeria Período de latência e desenvolvimento moral exaltado . afastamento do mundo dos objetos. retorna Regressão a um estágio anterior O estágio de retorno determina a neurose Disposição Inibições de desenvolvimento Ordem de aparecimento Histeria (infância) Neurose Obsessiva (6-8 anos) Parafrenia (depois da puberdade e durante a vida adulta) Parafrenia Características: megalomania. A disposição à neurose obsessiva: uma contribuição ao problema da escolha da neurose. desencadeia neurose predisposta Caso de histeria que vira NO leva Freud a considerar exceção e reformular a teoria Caso da paciente que é feliz no casamento e deseja ter um filho (Édipo da histeria) Porém. In: FREUD. há pontos de fixação Quando o indivíduo adoece.

irritantes Traços sádico e anal-eróticos que não possuíam durante o período de feminilidade Regressão da vida sexual ao estágio pré-genital sádico e anal-erótico Esse é o estágio da NO Não apenas precede a fase genital. como também a sucede depois de os genitais haverem desempenhado sua função Na neurose. essa regressão não é tão simples como no caráter Formação de sintomas para conciliação entre o desejo inconsciente e a consciência D) Na NO o instinto do conhecimento pode tomar o lugar do sadismo Instinto de domínio  exalta-se em algo intelectual Repúdio ao instinto de domínio  assume forma de dúvida Lembrete: o obsessivo não pode assumir sua hostilidade.Organização pré-genital B) Antítese entre tendências com objetivo ativo e objetivo passivo Atividade: instinto de domínio  sadismo a serviço da função sexual Passividade: erotismo anal  acentuação desse erotismo na fase pré-genital deixa uma predisposição à homossexualidade no homem Organização pré-genital C) Desenvolvimento do caráter não é atingido pela repressão como a neurose Por vezes. a mulher perde a função genital de seu caráter (como no caso) Alterações de caráter: tornam-se briguentas. ao passo que a histérica não pode assumir seu erotismo É típica certa precocidade na escolha de objeto na época em que os instintos sexuais ainda não assumiram forma final O NO desenvolve alta moralidade para proteger seu amor objetal da hostilidade Hipótese de que o ódio precede o amor E) Histeria  relação íntima com a fase final do desenvolvimento libidinal Primazia dos órgãos genitais Introdução da função reprodutora Regressão a um estágio mais primitivo pode ou não ocorrer .

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful