DISSÍDIO INDIVIDUAL PROCEDIMENTO COMUM O texto consolidado (art.

840, CLT) permite que a reclamação trabalhista seja apresentada de maneira verbal (oral) ou escrita. Por sua vez, o art. 786 da CLT determina que a reclamação verbal será distribuída antes de sua redução a termo (ato realizado por um servidor da Vara do Trabalho consistente em dar forma escrita à reclamação apresentada oralmente). Uma vez distribuída a reclamação verbal, o reclamante deverá, salvo motivo de força maior, apresentar-se no prazo de cinco dias, ao cartório ou à secretaria, para reduzi-la a termo, sob pena de perda, pelo prazo de seis meses, do direito de reclamar perante a Justiça do Trabalho (art. 786, parágrafo único, c/c o art. 731 da CLT). Requisitos da petição inicial trabalhista O § 1.º do art. 840 da CLT estabelece os requisitos da petição inicial trabalhista. Portanto, a inicial trabalhista deverá conter, obrigatoriamente: Designação da autoridade judiciária a quem for dirigida Qualificação das partes Breve exposição dos fatos de que resulte o dissídio Doutrina e jurisprudência divergem sobre a necessidade ou não da inicial trabalhista indicar os fundamentos jurídicos do pedido. Outra corrente, à qual nos filiamos, embora reconheça que não devam ser exigidos os rigorismos do Código de Processo Civil, entende fundamental a indicação da causa de pedir, principalmente para assegurar os princípios do devido processo legal e da ampla defesa. Pedido – O pedido, sem dúvida, é a parte mais importante da petição inicial, assumindo relevante papel no estabelecimento dos limites de atuação do magistrado no julgamento da lide. Data e assinatura do subscritor. Outros requisitos da petição inicial Comparando-se os requisitos exigidos para a petição inicial no processo civil (art. 282 do CPC) com os requisitos da petição inicial trabalhista (art. 840, § 1.º, da CLT), verificamos que nos domínios do processo do trabalho impera o princípio da simplicidade, não estabelecendo a norma consolidada alguns requisitos impostos pelo Código do Processo Civil, como o valor da causa, as provas com que o reclamante pretende demonstrar a verdade dos fatos alegados e o requerimento de citação de réu. Em relação ao valor da causa, doutrina e jurisprudência divergem quanto à sua obrigatoriedade nos domínios do processo laboral. RESUMO DE PROCESSO DO TRABALHO – AUTOR RENATO SARAIVA PROFESSOR RODRIGO JULIÃO

Nesta esteira, parte dos operadores do direito considera o valor da causa requisito essencial da petição inicial da ação trabalhista, possibilitando identificar o tipo de procedimento a ser adotado (ordinário, sumaríssimo ou sumário). Outros defendem a desnecessidade da indicação do valor da causa na petição inicial, uma vez que o magistrado pode, de ofício, estabelecer tal valor, quando omissa a petição inicial a respeito (Lei 5.584/1970, art. 2.º). Quanto à especificação obrigatória das provas na peça inaugural, embora o art. 840, §1º, da CLT não relacione como requisito essencial da petição inicial trabalhista, principalmente pelo fato de as provas serem produzidas em audiência, é comum nas iniciais trabalhistas o protesto do autor pela produção de todos os meios de provas em direito admitidos. Por último, é desnecessário o requerimento de citação do réu, visto que, nos domínios do processo do trabalho, não há citação de reclamado, mas simples notificação para comparecimento à audiência, ato automático realizado pelo servidor da Vara do Trabalho (art. 841 da CLT), independentemente de pedido autoral. Na inicial trabalhista, portanto, não há citação do reclamado, mas notificação via postal no mesmo, por meio de remessa automática pelo servidor da secretaria da Vara, dentro de 48 horas do recebimento da ação, de cópia da petição inicial ao reclamado, notificando-o a comparecer à audiência de julgamento, que será a primeira desimpedida, depois de cinco dias (art. 841 da CLT), ocasião em que o demandado apresentará, caso deseje, sua defesa. Aditamento da petição inicial Estabelece o art. 294 do CPC que antes da citação o autor poderá aditar o pedido, correndo por sua conta as custas acrescidas em razão dessa iniciativa. Por outro lado, feita a citação, dispõe o art. 264 do CPC que é defeso ao autor modificar o pedido ou a causa de pedir, sem o consentimento do réu. A doutrina trabalhista majoritária admite que o aditamento da petição inicial seja requerido até a audiência, antes da apresentação da resposta do réu. Todavia, apresentada a defesa, o autor não mais poderá requerer o aditamento da inicial, salvo se o reclamado anuir. Indeferimento da petição inicial Em relação ao indeferimento da petição inicial, o art. 295 do CPC dispõe que: “Art. 295. A petição inicial será indeferida: I – quando for inepta; II – quando a parte for manifestamente ilegítima; III – quando o autor carecer de interesse processual; IV – quando o juiz verificar, desde logo, a decadência ou a prescrição (art. 219, § 5.º); RESUMO DE PROCESSO DO TRABALHO – AUTOR RENATO SARAIVA PROFESSOR RODRIGO JULIÃO

V – quando o tipo de procedimento, escolhido pelo autor, não corresponder à natureza da causa, ou ao valor da ação; caso em que só não será indeferida, se puder adaptarse ao tipo de procedimento legal; VI – quando não atendidas as prescrições dos arts. 39, parágrafo único, primeira parte, e 284. Parágrafo único. Considera-se inepta a petição inicial quando: I – lhe faltar pedido ou causa de pedir; II – da narração dos fatos não decorrer logicamente a conclusão; III – o pedido for juridicamente impossível; IV – contiver pedidos incompatíveis entre si”. Tal expediente deve ser utilizado com cautela, principalmente em função do informalismo e manutenção na Justiça do Trabalho do jus postulandi pelas próprias partes, devendo o magistrado aproveitar ao máximo os pedidos contidos na peça inaugural. Esse é o posicionamento adotado pelo consubstanciado nas Súmulas 263 e 299. Tribunal Superior do Trabalho,

Evidentemente, o indeferimento liminar será cabível quando impossível a emenda à inicial, como nos casos de o autor requerer um pedido juridicamente impossível. Atos intermediários de órgãos auxiliares da Justiça Recebida a reclamação trabalhista pela Vara do Trabalho, o escrivão ou chefe de secretaria, no prazo de 48 horas, notificará, via postal, o reclamado, para comparecer à audiência, presumindo-se o recebimento da atinente notificação pelo réu também no prazo de 48 horas (contados da postagem nos correios). Entre o recebimento da notificação postal e a realização da audiência, o art. 841, CLT exige um decurso mínimo de cinco dias, tempo necessário para o reclamado preparar sua defesa e documento que serão apresentados. Não respeitado o qüinqüídio legal previsto no art. 841 consolidado, o reclamado, comparecendo a juízo poderá requerer a designação de nova data para realização da audiência. Em relação às pessoas jurídicas de direito público, a notificação para comparecimento à audiência será postal, além de o Decreto-lei 779/1969 (art. 1.º, II) assegurar aos entes públicos o quádruplo do prazo fixado no art. 841 consolidado (20 dias entre o recebimento da notificação pessoal e a realização da audiência). Resposta do réu Aberta a audiência e não havendo acordo, estabelece o art. 847 consolidado que o reclamado terá vinte minutos para aduzir sua defesa, após a leitura da reclamação, quando esta não for dispensada por ambas as partes. RESUMO DE PROCESSO DO TRABALHO – AUTOR RENATO SARAIVA PROFESSOR RODRIGO JULIÃO

A defesa do reclamado pode tanto ser apresentada verbalmente como por escrito, sendo mais comum que a peça da resistência seja exposta na forma escrita. Conforme previsto no Código de Processo Civil (art. 297), três são as modalidades de resposta do réu: contestação, exceção e reconvenção. Contestação Conceito e princípio da impugnação especificada e eventualidade Podemos conceituar a contestação, também chamada de “peça de resistência” ou “peça de bloqueio”, como uma das modalidades de resposta do réu, pela qual o réu exerce o seu direito constitucionalmente assegurado de defesa, insurgindo-se contra a pretensão deduzida pelo autor na petição inicial. Todavia, o art. 300 do CPC, de aplicação subsidiária ao processo do trabalho, dispõe que “compete ao réu alegar, na contestação, toda a matéria de defesa, expondo as razões de fato e de direito, com que impugna o pedido do autor”. Esse dispositivo legal consagra, em verdade, dois princípios que devem ser seguidos pelo reclamado ao se defender: princípio da impugnação especificada e princípio da eventualidade. O princípio da impugnação especificada, portanto, impede que o réu apresente contestação genérica, em que o demandado se limita a indicar que os argumentos do autor não merecem guarida, requerendo, simplesmente, a improcedência dos pedidos contidos na peça vestibular, sem especificar as razões que subsidiam essa conclusão. Em relação ao princípio da impugnação especificada, o art. 302 do CPC dispõe que: “Art. 302. Cabe também ao réu manifestar-se precisamente sobre os fatos narrados na petição inicial. Presumem-se verdadeiros os fatos não impugnados, salvo: I – se não for admissível, a seu respeito, a confissão; II – se a petição inicial não estiver acompanhada do instrumento público que a lei considerar da substância do ato; III – se estiverem em contradição com a defesa, considerada em seu conjunto. Parágrafo único. Esta regra, quanto ao ônus da impugnação especificada dos fatos, não se aplica ao advogado dativo, ao curador especial e ao órgão do Ministério Público” No que atinge ao princípio da eventualidade, deverá o réu incluir no bojo da “peça de resistência” todas as matérias de irresignação, vedando-se a denominada “contestação por etapas”. Logo, toda a matéria de defesa deve ser argüida na contestação, sob pena de preclusão. “Art. 303. Depois da contestação, só é lícito deduzir novas alegações quando: I – relativas a direito superveniente; RESUMO DE PROCESSO DO TRABALHO – AUTOR RENATO SARAIVA PROFESSOR RODRIGO JULIÃO

ainda que consumada a revelia.2006: “Art. no exercício do direito de ação (condições de ação) ou na própria existência ou no desenvolvimento válido e regular do processo (pressupostos processuais). estabelece o art. de vícios verificados na inicial.280. caso exista na petição inicial trabalhista pedido envolvendo adicional de insalubridade ou periculosidade. a partir da publicação de cada ato decisório. além de confissão. se o reclamado não comparecer à audiência. 322 do CPC. o art. estabelece a parte final do art. se o réu não contestar a ação. reputar-se-ão verdadeiros os fatos afirmados pelo autor. O revel poderá intervir no processo em qualquer fase. nem demandar declaração incidente. algum deles contestar a ação. 852 da CLT.º. § 2. Ocorrendo a revelia. nos domínios do processo do trabalho. havendo pluralidade de réus.II – competir ao juiz conhecer delas de ofício. da CLT. recebendoo no estado em que se encontrar”. Por outro lado. 322. o autor não poderá alterar o pedido ou a causa de pedir. Impede destacar que. Parágrafo único. com redação dada pela Lei 11. mas apenas de questões processuais. nada obstando que o reclamado revel indique assistente técnico e produza provas em face de tal pleito. mesmo havendo revelia. Por sua vez. não há a abordagem de questões meritórias. 195. Todavia. conforme previsto no art. o revel será notificado. salvo se o reclamado for novamente notificado para apresentar resposta (art. mesmo que ocorra a revelia. em função do disposto no art. correrão os prazos independentemente de intimação. importará em revelia. 844 da CLT que. RESUMO DE PROCESSO DO TRABALHO – AUTOR RENATO SARAIVA PROFESSOR RODRIGO JULIÃO . 319 do CPC que. via postal. quais sejam: Se. III – por expressa autorização legal puderem ser formuladas em qualquer tempo e juízo”. que a lei considere indispensável à prova do ato. 321 do CPC). o juiz deverá determinar a realização de perícia. de 16. Se a petição inicial não estiver acompanhada do instrumento público. 320 do CPC elenca hipóteses nas quais. Defesa processual Defesa processual (que será sempre indireta). Se o litígio versar sobre direitos indisponíveis.02. quanto à matéria de fato. Revelia Dispõe o art. Por outro lado. não serão reputados verdadeiros os fatos afirmados pelo autor. da sentença proferida. Contra o revel que não tenha patrono nos autos.

com exceção do compromisso arbitral. § 4. A defesa processual peremptória. Além das matérias arroladas no art. Destaque-se que o art. O art. porém. que a lei exige como preliminar”. se for o caso. IX – convenção de arbitragem. 301 do CPC. III – inépcia da petição inicial. como: quando houver confusão entre autor e réu. II – incompetência absoluta. não temos dúvida em afirmar que esta não se aplica aos dissídios individuais trabalhistas. Também quanto à convenção de arbitragem (inciso IX). conhecidas também como “objeção”. 267 do mesmo diploma processual. quando a ação for considerada intransmissível por disposição legal ou quando o autor já houver desistido da ação. é classificada pela doutrina em “peremptórias” e “dilatórias”. outras previstas no art. X – carência de ação. a contestação pode apresentar duas espécies de defesa. As dilatórias apenas suspendem ou dilatam o curso do processo. não se operando a preclusão consumativa. retomando o processo o curso normal após saneado o vício. Em relação à perempção (inciso IV) e a falta de caução (inciso XI). IV – perempção. 301. Vejamos: “Art. quais sejam defesa indireta de mérito e defesa direta de mérito. 301 do CPC estabelece. VIII – incapacidade da parte. conhecida nos domínios jurídicos como “preliminares”. uma vez acolhida.º. VI – litispendência.A defesa processual. Defesa indireta de mérito RESUMO DE PROCESSO DO TRABALHO – AUTOR RENATO SARAIVA PROFESSOR RODRIGO JULIÃO . 301 do CPC estabelece as hipóteses de defesa processual do réu. estes não são aplicados nos domínios do processo do trabalho. VII – conexão. põe fim ao processo. o juiz conhecerá de ofício todas as matérias contidas no atinente artigo. defeito de representação ou falta de autorização. XI – falta de caução ou de outra prestação. o réu poderá alegar também. sem extingui-lo. V – litispendência. alegar: I – inexistência ou nulidade da citação. Defesa de mérito Quanto ao mérito. antes de discutir o mérito. do digesto processual civil dispões que.

podendo ser utilizada quando o autor e réu são reciprocamente credores e devedores. uma vez que não houve mudança de domicílio. a compensação deve ser alegada na contestação. A dedução dos valores pagos pelo empregador em relação aos títulos pleiteados pelo autor pode ser deferida de ofício pelo magistrado evitando-se. IV. A alegação de prescrição pelo réu surge como uma “prejudicial de mérito”. na rescisão. também devendo ser requerida no prazo da defesa. 767 da CLT). também denominada “exceção substancial”. a teor do art. No âmbito do processo de trabalho. impeditivo ou modificativo do direito do autor.º. Prescrição e decadência A prescrição consiste na perda da pretensão de reparação do direito violado. assim. sendo alegada como defesa indireta de mérito. somente pode ser alegada como matéria de defesa. Defesa direta de mérito A defesa direta de mérito ocorre com a negação do fato constitutivo do direito do autor. § 5. O art. vencidas e de coisas fungíveis. dedução e retenção A compensação. Estabelece a Súmula 18 do TST que a compensação na Justiça do Trabalho está restrita a dívidas de natureza trabalhista. 477. A retenção consiste do direito do réu de reter alguma coisa do autor até que o mesmo quite sua dívida com o demandado. qualquer compensação no pagamento. do CPC que o processo será RESUMO DE PROCESSO DO TRABALHO – AUTOR RENATO SARAIVA PROFESSOR RODRIGO JULIÃO . mas alega um fato extintivo. Por sua vez. a que fizer jus o empregado não poderá exceder o equivalente a um mês de remuneração. o qual é negado pelo reclamado. os institutos da compensação e dedução não se confundem. Compensação. podemos apresentar os seguintes exemplos de defesa direta do mérito: O reclamante postula reconhecimento de vínculo de emprego. sob pena de preclusão (art. da CLT dispõe que. o enriquecimento ilícito do reclamante. A compensação efetua-se entre dívidas líquidas. Outrossim. O reclamante postula o adicional de transferência e o reclamado contesta alegando que não houve transferência do empregado. Já a compensação depende de requerimento do reclamado até a contestação. o art. Em outras palavras. em virtude da inércia de seu titular no decurso de certo período. 767 consolidado. sob pena de preclusão.Na contestação indireta do mérito. 269. devendo ser determinada sempre que restem comprovados os pagamentos já efetuados pelo reclamado. o réu reconhece o fato constitutivo do direito.

219 do CPC. destacamos as seguintes súmulas e orientações jurisprudenciais: Súm. Estabelece a Súmula 62 do TST que o prazo de decadência do direito do empregador de ajuizar inquérito em face do empregador que incorre em abandono de emprego (30 dias – art. observado o prazo de 2 (dois) anos após o término do contrato de trabalho. conforme previsto no art. ainda que arquivada. também chamada de caducidade. a Súmula 153 do TST. o processo será extinto com resolução do mérito. conforme previsto no art. RESUMO DE PROCESSO DO TRABALHO – AUTOR RENATO SARAIVA PROFESSOR RODRIGO JULIÃO . 269. 114 do TST – É inaplicável na Justiça do Trabalho e prescrição intercorrente. a incompetência relativa. somente em relação aos pedidos idênticos. Exceção Generalidades As exceções processuais constituem-se em espécies de defesa do reclamado (art. 304 do CPC. por meio de exceção. passando a estabelecer que o juiz pronunciará. conforme entendimento consubstanciado na Súmula 268 do TST.º do art. A decadência.280. sem operar a extinção do processo com ou sem resolução do mérito. Vale ressaltar que. Com efeito. 495 do CPC e nas Súmulas 100 do TST e 401 do STJ. que dispõe que não se conhece da prescrição não argüida na instância ordinária. devendo ser utilizada como uma defesa indireta de mérito. 853 da CLT) é contado a partir do momento em que o empregado pretendeu seu retorno ao serviço. o impedimento e a suspeição do magistrado. de fevereiro de 2006 revogou o art. a simples distribuição da ação. A ação rescisória também está sujeita ao prazo decadencial de dois anos.extinto com resolução do mérito quando o juiz pronunciar a decadência ou a prescrição. Nessa esteira. de ofício. é lícito a qualquer das partes argüir. com base no art. 362 do TST – É trintenária a prescrição do direito de reclamar contra o não recolhimento da contribuição para o FGTS. interrompe a prescrição. podendo também ser conhecida de ofício pelo juiz. de 16. 297 do CPC) que objetivam resolver determinada questão pendente. em face do seu não-exercício no prazo legal. contados do trânsito em julgado da última decisão proferida na causa. a prescrição. do CPC. IV. 194 do Código Civil e modificou a redação do § 5. A colhida a decadência. Súm. Ainda quanto à prescrição. A decadência constitui na “prejudicial de mérito”. A lei 11. consiste na perda do próprio direito.

651 da CLT. 306 e 265. 299 do CPC. o qual dispõe que: “Art. ambos do CPC e art. em razão do valor ou do território (lugar). estabelecida neste artigo.º Quando for parte no dissídio agente ou viajante comercial.As exceções. § 3. 799 da CLT). reclamante ou reclamado. A competência das Varas do Trabalho é determinada pela localidade aonde o empregado. independentemente de exceção. em preliminar de contestação (art. a competência será da Vara da localidade em que a empresa tenha agência ou filial e a esta o empregado esteja subordinado e. considerando o princípio da simplicidade que informa o processo do trabalho e o jus postulandi das partes. Impede destacar que a incompetência relativa não pode ser declarada de ofício (Súmula 33 do STJ). deverão ser processadas em apenso aos autos principais. O oferecimento de qualquer das espécies de exceção acarreta a suspensão do processo até que a questão seja decidida (arts.º Em se tratando de empregador que promova realização de atividades fora do lugar do contrato de trabalho. o valor da causa é irrelevante para a fixação da competência territorial do magistrado. do CPC – defesa processual). A competência das Varas do Trabalho. 301. prestar serviços ao empregador. na seara trabalhista. 651. § 1. se o reclamado não invocar a incompetência em razão do lugar (territorial) no prazo da defesa. II. em regra. admitese que as exceções sejam processadas nos próprios autos da reclamação trabalhista.º. Todavia. Todavia. a teor do art. será materializado o fenômeno da prorrogação RESUMO DE PROCESSO DO TRABALHO – AUTOR RENATO SARAIVA PROFESSOR RODRIGO JULIÃO . estende-se aos dissídios ocorridos em agência ou filial no estrangeiro. A fixação da competência territorial das Varas do Trabalho (aonde é proposta a maioria esmagadora dos dissídios individuais) dá-se nos moldes do art. Incompetência relativa A incompetência absoluta é argüida. ainda que tenha sido contratado noutro local ou no estrangeiro. desde que o empregado seja brasileiro e não haja convenção internacional dispondo em contrário. A exceção de incompetência relativa é a espécie de defesa processual que objetiva o reconhecimento da incompetência relativa do juízo vinculado ao magistrado que conduz a demanda. Nessa esteira. Nos domínios do processo do trabalho. na falta será competente a Vara da localização em que o empregado tenha domicílio ou a localidade mais próxima. que na Justiça do Trabalho é apresentada em audiência. 113 do digesto processual civil que a incompetência absoluta deve ser declarada de ofício e pode ser alegada em qualquer tempo e grau de jurisdição. § 2. significando dizer que. II. é assegurado ao empregado apresentar reclamação no foro da celebração do contrato ou no da prestação dos respectivos serviços”. dispõe o art. a doutrina tem admitido a apresentação da exceção de incompetência como preliminar de contestação.

O art. § 2. com a remessa dos autos para Tribunal Regional distinto daquele a que se vincula o juízo excepcionado.º.280/2006 acrescentou ao art. § 2. § 1. salvo nas hipóteses de decisão: a) de Tribunal Regional do Trabalho contrária à Súmula ou Orientação Jurisprudencial do Trabalho Superior do Trabalho. abrir-se-á vista dos autos ao exceto.º. consoante o disposto no art. tornando-se o juízo competente em face da inércia do promovido. com requerimento de sua imediata remessa ao juízo que determinou a citação. 799. da CLT dispõe que “das decisões sobre exceções de suspeição e incompetência. reconvenção e exceção) é apresentada em audiência. se terminativas do feito. remete aos autos para Tribunal Regional distinto daquele a que se vincula o juízo excepcionado (que proferiu a decisão interlocutória). RESUMO DE PROCESSO DO TRABALHO – AUTOR RENATO SARAIVA PROFESSOR RODRIGO JULIÃO . no entanto.03. Interpretando o art. visto que toda defesa trabalhista (contestação. não havendo espaço para a apresentação da exceção de incompetência em momento processual distinto do restante da defesa (contestação e reconvenção) O art. após a ciência pela parte do fundamento legal ensejador da suspeição ou impedimento. as partes alegá-las novamente no recurso que couber da decisão final”. a oportunidade para opor exceção de suspeição ou impedimento é a primeira vez em que o excipiente tiver de falar nos autos ou em audiência (art. § 1. quanto a estas. § 2. consolidado refere-se à competência em razão da matéria ou da pessoa (incompetência do foro trabalhista) e não em razão do território. conforme se vislumbra pela análise da Súmula 214 do TST. nos termos do art. A incompetência de foro prevista no art. não caberá recurso. devendo a decisão ser proferida na primeira audiência ou sessão que se seguir. in verbis: “Súm. da CLT. c) que acolhe exceção de incompetência territorial. apresentada exceção de incompetência. publicada no DJU em 16. podendo. salvo. admite o Tribunal Superior do Trabalho a interposição de recurso ordinário da decisão interlocutória que. as decisões interlocutórias não ensejam recurso de imediato.º.2005.º da CLT. 799. 305 do CPC o parágrafo único. 795 da CLT). b) suscetível de impugnação mediante recurso para o mesmo Tribunal. Na Justiça do Trabalho. 799. Entendemos que tal regra é inaplicável ao processo do trabalho. 214/TST – DECISÃO INTERLOCUTÓRIA – IRRECORRIBILIDADE. Nos domínios do processo do trabalho. por 24 horas improrrogáveis.da competência. 800 da CLT estabelece que. com redação dada pela Resolução 127/2005. da CLT”. 795. que permite na exceção de incompetência a petição seja protocolizada no juízo do domicílio do réu. 893.º. operando-se a preclusão temporal Vale ressaltar que a Lei 11. acolhendo exceção de incompetência em razão do lugar (relativa).

ou na linha colateral até o segundo grau. o impedimento só se verifica quando o advogado já estava exercendo o patrocínio da causa. presidente ou vogal. A suspeição não será também admitida. Embora a doutrina divirja sobre o tema. Se o restante houver praticado algum ato pelo qual haja consentido na pessoa do juiz. quando já a conhecia. 134 e 135 do CPC. em linha reta ou. parte na causa.funcionou como órgão do Ministério Público. é. o seu cônjuge ou qualquer parente seu. se forma subsidiária. salvo sobrevindo novo motivo. 134 do CPC-É defeso ao juiz exercer as suas funções no processo contencioso ou voluntário: I – de que for parte. entendemos que as hipóteses previstas no art. que elencam hipóteses de impedimento e suspeição. finalmente. c) parentesco por consangüinidade ou afinidade até o terceiro grau civil. ou que depois de conhecida. parente. consangüíneo ou afim. aplicando-se. IV. em linha reta. IV – quando nele estiver postulando. até o terceiro grau. “Art. ou prestou depoimento como testemunha.“Art. como advogado da parte. d) interesse particular na causa. Parágrafo único. b) amizade íntima. tendo-lhe proferido sentença ou decisão. VI – quando for órgão de direção ou de administração de pessoa jurídica. V – quando cônjuge. 135 do CPC – Reputa-se fundada a suspeição de parcialidade do juiz quando: I – amigo íntimo ou inimigo capital de qualquer das partes. No caso do n. em relação à pessoa do litigante: a) inimizade pessoal. vedado ao advogado pleitear no processo. os arts. se procurou de propósito o motivo de que ela se originou”. RESUMO DE PROCESSO DO TRABALHO – AUTOR RENATO SARAIVA PROFESSOR RODRIGO JULIÃO . porém. 801 da CLT são meramente exemplificativas. 801 da CLT – O juiz. se do processo constar que o recusante deixou de alegá-la anteriormente. III – que conheceu em primeiro grau de jurisdição. na colateral. consangüíneo ou afim. in verbis: “Art. oficiou como perito. Parágrafo único. a fim de criar o impedimento do juiz”. não mais poderá alegar exceção da suspeição. aceitou o juiz recusado ou. é obrigado a dar-se por suspeito e pode ser recusado por algum dos seguintes motivos. II – em que interveio como mandatário da parte. de alguma das partes.

“Art. significando dizer que a sua não apresentação não retira do réu a possibilidade de ver reconhecido o seu direito em ação autônoma. 315 do CPC. RESUMO DE PROCESSO DO TRABALHO – AUTOR RENATO SARAIVA PROFESSOR RODRIGO JULIÃO . quando este demandar em nome de outrem”. que deve ser apresentada em peça distinta. o réu passa a se chamar reconvinte e o autor reconvindo. a reconvenção não é obrigatória. de seu cônjuge ou de parentes destes. quando este demandar em nome de outrem (art. 315 do CPC. Ao revés. Poderá ainda o juiz declarar-se suspeito por motivo íntimo”. Também não se admite a reconvenção em sede ação civil pública. Acolhendo o Tribunal a exceção. ao dispor que “não pode o réu. reconvir ao autor. aconselhar alguma das partes acerca do objeto da causa. deverá o mesmo remeter os autos ao seu substituto legal. Não obstante. remeterá os autos ao Tribunal Regional do Trabalho respectivo. em linha reta ou colateral até o terceiro grau. O processo será único. Todavia. não reconhecendo a exceção contra o mesmo imputada. mas englobando duas demandas: a demanda original e demanda reconvencional. se houver. Parágrafo único. Na reconvenção. III – herdeiro presuntivo. co CPC). em seu próprio nome. O réu pode reconvir ao autor no mesmo processo. concernente não a uma defesa (como ocorre na contestação e na exceção). Reconhecida a suspeição ou o impedimento pelo juiz do trabalho. assumirá o andamento de feito o juiz substituto. não se admite a reconvenção da empresa em caso de ação de cumprimento proposta pelo sindicato profissional. tem-se que não seria admissível reconvenção em sede de ação civil pública. em seu próprio nome. Por força do que estabelece expressamente o parágrafo único do art. IV – receber dádivas antes ou depois de iniciado o processo. documentos e testemunhas. V – interessado no julgamento da causa em favor de uma das partes. considerando que não pode o réu. Assume a reconvenção natureza jurídica de ação autônoma proposta pelo réu em face do autor. reconvir ao autor. toda vez que a reconvenção seja conexa com ação principal ou com o fundamento da defesa”. Reconvenção Conceito e natureza jurídica A reconvenção é uma modalidade de resposta do réu. parágrafo único.II – alguma das partes for credora ou devedora do juiz. 315. mais sim facultativa. acompanhado de suas razões. mas sim a uma manifestação de ataque contra o autor. donatário ou empregador de alguma das partes. ou subministrar meios para atender às despesas do litígio. aproveitando-se do mesmo processo.

em verdade é uma forma indireta de extinção de obrigações. destinada a possibilitar a solução de dívidas entre as partes litigantes. embora haja vozes doutrinárias (majoritária) no sentido de que a rejeição liminar da reconvenção constitui-se em mera decisão interlocutória. §§ 3. Em relação à rejeição liminar da reconvenção. não será admitida a reconvenção. 267. da CLT). as ações possessórias. a reconvenção deverá ser apresentada na audiência.Requisitos específicos da reconvenção A lei impõe requisitos para a admissibilidade da reconvenção.. RESUMO DE PROCESSO DO TRABALHO – AUTOR RENATO SARAIVA PROFESSOR RODRIGO JULIÃO . VI. sustentam a incompatibilidade da reconvenção com a ação trabalhista submetida ao procedimento sumário (Lei 5. conforme já exposto neste capítulo. art. 3154 do CPC) – a reconvenção deve ser conexa com a demanda principal ou com os fundamentos da defesa. haver compatibilidade entre os procedimentos aplicáveis à causa principal e à reconvenção – alguns doutrinadores trabalhistas. em que no próprio bojo da contestação faculta-se ao demandado se defender e contra-atacar os argumentos do autor. do CPC). o que não ensejaria a imediata interposição de qualquer recurso no âmbito laboral (art. Todavia.584/1970. Nessas hipóteses.º e 4. 2.º. tornando-se desnecessária a reconvenção. a de prestação de contas. desafiaria a interposição de recurso ordinário.º. a teor do art. acreditamos que em relação às hipóteses citadas (inquérito para apuração de falta grave e ação de consignação em pagamento) será possível a reconvenção se o objeto da mesma for mais amplo do que o contido no inquérito ou na ação consignatória. 852-A e seguintes da CLT). quando autor e réu são reciprocamente credor e devedor. o inquérito para apuração de falta grave (arts. 494/495 e 853 da CLT) etc.º) ou mesmo submetida ao procedimento sumaríssimo (art. A pesar do entendimento doutrinário acima exposto. estar pendente o processo da causa principal. Ações dúplices. quais sejam: que o juíz da causa principal seja competente para apreciar a demanda reconvencional (art. haver conexão entre a reconvenção e a ação principal (art. em regra. portanto. Reconvenção e compensação A compensação. 109 do CPC). há uma forte divisão da doutrina e jurisprudência. por analogia. como na hipótese em que se o obreiro pretende postular indenização por danos morais em face do procedimento adotado por seu empregador. 847 consolidado. entendendo alguns que a atinente decisão. 893. podemos destacar a de consignação em pagamento. entendemos que a reconvenção é possível. por ser terminativa do feito. Nos domínios do processo do trabalho. visto que o direito material pleiteado na reconvenção pode ser reconhecido no bojo da própria contestação. de forma simultânea. impondo-se sua rejeição liminar por falta de interesse processual (art. § 1.

ou a existência de qualquer causa que a extinga. Caso seja apresentada reconvenção pelo reclamado. caberá recurso ordinário no prazo de 8 dias (art. pelo fato de impugnar requisito da petição inicial (o valor da causa). não obsta ao prosseguimento de reconvenção. o juiz não poderá condenar o reclamante (empregado) a devolver valores ao reclamado se não houver pedido reconvencional. será adotado o procedimento previsto na Lei 5. Se a inicial não indicar o valor da causa. o que inclui a apresentação de contestação. 847 da CLT que.584/1970. respeitado o qüinqüídio legal previsto no art. art.º. Todavia. como instituto do direito material. de aplicação subsidiária ao processo do trabalho em função do art. quando o crédito do empregador reclamado for superior ao do obreiro. 317 do CPC que a desistência da ação. 895 da CLT). que estabelece: RESUMO DE PROCESSO DO TRABALHO – AUTOR RENATO SARAIVA PROFESSOR RODRIGO JULIÃO . Nessa hipótese. 318 do CPC). A defesa na reconvenção Estabelece o art. o reclamado terá vinte minutos para aduzir a sua defesa. por conseqüência. Por meio de reconvenção – (art. 2. na mesma sentença. Reconvenção e execução Não é cabível a reconvenção no processo de execução. não havendo acordo.Portanto. 841 da CLT. a modificação da base de cálculo das custas judiciais atinentes. salvo se este abrir mão desse prazo na própria audiência onde foi apresentada a reconvenção Ação e reconvenção – sentença Estabelece o art. pode ser invocado nos domínios dom processo do trabalho da seguinte forma: Como matéria de defesa – nos moldes do art. Impugnação ao valor da causa Muito embora não tenha o legislador pátrio enquadrado a impugnação ao valor da causa como espécie de resposta do réu. Desta sentença. a compensação. desde que o montante a ser compensado pelo empregador reclamado não seja superior ao crédito do reclamante obreiro. uma vez que ela objetiva a constrição judicial de bens do devedor para satisfação do comando judicial. 767 consolidado. exceção e a própria reconvenção. 315 do CPC. para que o reclamante-reconvindo apresente sua defesa. a ação principal e a reconvenção (art. deverá o juiz determinar a suspensão da audiência. julgar-se-ão. 769 da CLT). não havendo sentença a ser proferida. entendemos que tal impugnado se qualifica como modalidade de defesa. designado nova data para o seu prosseguimento.º e respectivo § 1. não havendo desistência ou qualquer causa de extinção de uma delas.

proposta a conciliação. ao aduzir razões finais. interposto diretamente no Tribunal Regional do Trabalho. poderá impugnar o valor da causa arbitrado pelo magistrado. respectivo. impugnar o valor da causa. é fundamental que seja realizada a colheita das provas necessárias ao livre convencimento do julgador acerca dos fatos ocorridos na causa. poderá a parte inconformada valer-se do recurso denominado pedido de revisão. ao aduzir razões finais. conforme previsão no art. em audiência. sendo inalterável no curso do processo”. o juiz. Por último. cabe destacar que impugnação ao valor da causa (caso o valor da causa conste na inicial) deve ser autuada em apenso aos autos principais.“Art. da veracidade dos fatos controvertidos. Quando a peça vestibular já indicar o valor da causa. no prazo de 48 (quarenta e oito) horas. Não se conformando a parte com o valor fixado. 261 do CPC. fixará o seu valor para a determinação de alçada. desde que não impugnado. o Presidente da Junta ou o Juiz. como um todo. e não havendo acordo. quando da apresentação da defesa em audiência (art. Ademais. poderá qualquer das partes impugnar o valor fixado e. se o Juiz o mantiver. conforme determinar a Súmula 71 do TST. Prova. no prazo de 48 horas. mas é preciso que a parte prove. pedir revisão da decisão. esta se torna inalterável. devendo o reclamado. ao Presidente do Tribunal Regional”. Nas demandas que forem distribuídas à Justiça do Trabalho sem valor da causa. deve ser aplicado o art. 261 do CPC. se este for indeterminado no pedido. no âmbito do direito processual. Não basta apenas alegar. in verbis: “Súm. 2.º Em audiência. Princípios Em relação às provas. 847 da CLT). não devendo a prova ser considerada isoladamente.º dissídios individuais. é o meio utilizado para a demonstração no processo. Provas Conceito Para que o magistrado possa formar o seu convencimento sobre os fatos controvertidos e proferir a sentença. encaminhado ao presidente do mesmo Tribunal. antes de passar à instrução da causa. Unidade da prova – A prova deve ser apreciada no seu conjunto. RESUMO DE PROCESSO DO TRABALHO – AUTOR RENATO SARAIVA PROFESSOR RODRIGO JULIÃO . demonstre a veracidade de suas alegações. 71 do TST. podemos destacar os seguintes princípios: Necessidade da prova – os fatos narrados pela parte nos autos devem ser irrefutavelmente provados. não sendo impugnado o valor da causa no momento oportuno. A alçada é fixada pelo valor dado à causa na data de seu ajuizamento. fixar-lhe-á o valor para determinação da alçada. § 1. Mantido pelo juiz o valor anteriormente arbitrado.

Impede destacar que apenas os fatos devem ser provados pelas partes. determina o art. segundo a qual todas as provas conseguidas a partir de outra prova ilícita. o ordenamento jurídico vigente é dotado de instrumentos que objetivam coibir a produção de provas ilícitas. tem a parte contrária o direito de impugná-la pelos meios previstos em lei. estadual. ou seja. Livre convencimento ou persuasão racional – O juiz deve formar o seu convencimento mediante a livre apreciação do valor das provas contidas no caderno processual. em seu art. desde que atenda tais fatos e circunstâncias ali contidos. 337 do CPC (aplicável subsidiariamente ao processo do trabalho – art. determina que são inadmissíveis. constituindo-se numa outra prova). Nessa linha de raciocínio. a teor do art. uma vez que o direito não depende de prova (ius allegatur. em processo judicial ou administrativo. LVI. O art. non probatur). destinatário da prova. Todavia. A Constituição Federal de 1988. igualmente. é o magistrado que dirige o processo. municipal. O direito federal é de conhecimento obrigatório do juiz.º. da CF/1988 determina que aos litigantes. Por último. LV. a prova ilícita contamina todas as demais provas produzidas a partir dela.º. pertinentes e controvertidos narrados no processo pelo autor e réu. com os meios e recursos a ela diferentes. Estabelece o art. as provas obtidas por meios ilícitos. Igualdade de oportunidades – O tratamento igualitário que o magistrado deve administrar às partes também alcança as provas. Contraditório – Apresentada em juízo a prova por uma parte. falsas ou desleais. 5. Imediação – As provas devem ser produzidas para o juiz. Objeto da prova O objeto da prova são os fatos relevantes. determinado as provas a serem produzidas pelas partes. Neste contexto. oportuno. são. mesmo que não alegados pelas partes. 5. ilícitas.Lealdade da prova ou probidade – A provas devem ser produzidas com ética e lealdade. 832 da CLT determinando que deverá constar na sentença “a apreciação das provas” e os “fundamentos da decisão”. 769 RESUMO DE PROCESSO DO TRABALHO – AUTOR RENATO SARAIVA PROFESSOR RODRIGO JULIÃO . Legalidade – A partes estão submetidas à lei. Oportunidade da prova – A prova deverá ser produzida no momento processual adequado. Com efeito. poderá o magistrado. 765 da CLT que os Juízos e Tribunais do Trabalho terão ampla liberdade na direção do processo e valerão pelo andamento rápido das causas. distrital ou consuetudinário. não se pode esquecer que o Supremo Tribunal Federal assentou entendimento no sentido de aplicação da “teoria dos frutos da árvore envenenada” (fruits of the poisonous tree). no processo. em relação ao direito estrangeiro. podendo determinar qualquer diligência necessária ao esclarecimento delas. e aos acusados em geral são assegurados o contraditório e ampla defesa. inclusive podendo realizar a denominada contraprova (pela qual objetiva eliminar a prova realizada pela parte contrária.

334 do CPC – Não dependem de prova os fatos: I – notórios. 16 do TST – Presume-se recebida a notificação 48 (quarenta e oito) horas depois de sua postagem. modificando ou extintivo da equiparação salarial. poderá também o magistrado determinar. dispõe que os fatos devem ser provados. a doutrina majoritária aplica. A regra geral. A não apresentação injustificada dos controles de freqüência gera presunção relativa de veracidade da jornada de trabalho. 212 do TST – O ônus de provar o término do contrato de trabalho. quanto ao fato constitutivo do seu direito. 333 do CPC. 74. no processo. como incontroverso. em sentença normativa ou mesmo calcado em regulamento empresarial. § 2. quando negados a prestação do serviço e do despedimento. caso a parte invoque direito previsto em norma coletiva (convenção coletiva. in verbis: “Art. 334 do CPC Aponta algumas exceções a esta regra. modificativo ou extinto do direito do autor”. o art. 818 da CLT estabelece que o ônus de provar as alegações incumbe à parte que as fizer. portanto.º. determinar que a parte interessada faça provar do teor e da vigência da legislação mencionada. pois o princípio da continuidade da relação de emprego constitui presunção favorável ao empregado. o art. 338 do TST – I – É ônus do empregador que conta com mais de 10 (dez) empregados o registro da jornada de trabalho na forma do art. II – ao réu. de forma subsidiária. O seu não-recebimento ou a entrega após o decurso desse prazo constitui ônus de prova do destinatário. Súm. é do empregador. ‘ “Art. Súm. segundo o qual cabe ao autor a demonstração dos fatos constitutivos do seu direito e ao réu a dos fatos impeditivos. Súm. quanto à existência de fato impeditivo. extintivos ou modificativos. II – afirmados por uma parte e confessados pela parte contrária. 333 do CPC – O ônus de prova incumbe: I – ao autor.da CLT). considerando a insuficiência do conceito relativo ao ônus da prova constante no texto consolidado.) VIII – É do empregador o ônus da prova do fato impeditivo. da CLT. No entanto.. III – admitidos. No entanto. acordo coletivo). Súm. IV – em cujo favor milita presunção legal de existência ou de veracidade”.. Nos domínios do processo do trabalho. a qual pode ser RESUMO DE PROCESSO DO TRABALHO – AUTOR RENATO SARAIVA PROFESSOR RODRIGO JULIÃO . Ônus da prova O art. que faça prova do teor e da vigência de tais instrumentos. 6 do TST – (.

O Código de Processo Civil adotou. Se o reclamante requerer em juízo o reconhecimento do vínculo de emprego e a reclamada. conforme previsto no art. OJ 215 da SDI-I/TST – Vale-Transporte – Ônus da prova. II – A presunção de veracidade da jornada de trabalho. Assim. devemos considerar as seguintes situações: Se o reclamante requerer em juízo o reconhecimento do vínculo de emprego e a reclamada negar a prestação de tais serviços. III – Os cartões de ponto que demonstram horários de entrada e saída uniformes são inválidos como meio de prova. admitir a prestação de serviços do obreiro. É do empregado o ônus de comprovar que satisfaz os requisitos indispensáveis à obtenção do vale-transporte. mas como trabalhador autônomo. O juiz apreciará livremente a prova. afirmando que o empregado pediu demissão ou abandonou o emprego (fato afirmativo). considerando a hipossuficiência do empregado. ainda que prevista em instrumento normativo. por exemplo. o princípio da persuasão racional (livre convencimento motivado). claramente. na defesa. pode ser ilidida por prova em contrário. não como empregado. uma vez que toda negação contém. determinar. a inversão do ônus da prova. passível de prova. implicitamente. que passa a ser do empregador. Prova do fato negativo A doutrina e jurisprudência atuais admitem a prova do fato negativo. de forma implícita. considerando destinatário da prova. Com efeito. na sentença. relativo às horas extras. carreando para si o ônus da prova dessa alegação. No que atine à prova de existência ou não da relação de emprego. será do empregador o ônus de comprovar que a relação havida não era de emprego (fato obstativo do direito do autor). atendendo aos fatos e circunstâncias constantes dos autos. nega que tenha dispensado o empregado (fato negativo). 131 do digesto processual civil. caso não existam outra provas nos autos suficientes à formação do convencimento acerca dos fatos alegados pelas partes. A finalidade principal da prova consiste no convencimento do magistrado. prevalecendo a jornada da inicial se dele não se desincumbir. estará aquele. ainda que não alegados pelas partes. quando o empregador.elidida por prova em contrário. Produção antecipada de prova RESUMO DE PROCESSO DO TRABALHO – AUTOR RENATO SARAIVA PROFESSOR RODRIGO JULIÃO . é do empregado o ônus de provar o fato constitutivo do seu direito. Em outras palavras. mas deverá indicar. os motivos que lhe formam o convencimento. poderá o magistrado trabalhista. uma afirmação. a prova de um fato negativo se faz por meio da prova de um outro positivo. invertendo-se o ônus da prova. para a distribuição do ônus da prova. na defesa. Impera entre nós o sistema da persuasão racional ou convencimento racional.

848 da CLT. numa faculdade de o magistrado interrogar as partes (em função do seu livre convencimento).Em regra. portanto. a saber: O interrogatório sempre é determinado de ofício pelo juiz. identificamos as seguintes diferenças entre eles. a fim de interrogá-las sobre os fatos da causa”. enquanto o depoimento tem por objetivo principal a confissão. Portanto. surge para a parte o interesse ou a necessidade de produzir determinada prova antes do momento processual oportuno fixado pela norma processual. sem que isso. determinar o comparecimento das partes. seja no curso do processo principal (cautelar incidental). Logo. a fim de interrogá-la na audiência de instrução e julgamento”. O interrogatório tem em vista a obtenção de certos esclarecimentos sobre os fatos. o interrogatório das partes será determinado de ofício pelo magistrado trabalhista. poderá o interessado produzir a prova antecipadamente utilizando-se de uma medida cautelar. realizada fora do processo. O interrogatório pode ser determinado pelo juiz em qualquer estado do processo. em qualquer estado do processo. Considerando a literalidade do art. “Art. realizada no curso do processo. O interrogatório pode repetir-se várias vezes. em regra. Vale ressaltar que a Consolidação das Leis do Trabalho consagrou o sistema do interrogatório determinado pelo juiz. o requerimento de uma das partes para oitiva do depoimento pessoal da parte contrária poderá ser indeferido (de forma fundamentada) pelo juiz. 343 do CPC – Quando o juiz não o determinar de ofício. as provas são produzidas no curso da ação principal. embora não despreze os esclarecimentos. ou mesmo antes da propositura da ação principal (cautelar preparatória). RESUMO DE PROCESSO DO TRABALHO – AUTOR RENATO SARAIVA PROFESSOR RODRIGO JULIÃO . demonstrando motivo relevante. Todavia. de ofício. 342 do CPC – O juiz pode. A confissão pode ser judicial. constituindo-se. considerando o ordenamento processual civil vigente. Nessa esteira. enquanto o depoimento pessoal é único. embora tanto o interrogatório como o depoimento pessoal objetivem obter esclarecimentos sobre os fatos da causa. Confissão Estabelece o art. enquanto o depoimento pessoal deve ser recolhido na audiência de instrução e julgamento. contrário ao seu interesse e favorável ao adversário. muitas vezes. necessariamente. 348 do CPC que há confissão a parte admite a verdade de um fato. enquanto o depoimento pessoal pode também ser requerido pela parte contrária. compete a cada parte requerer o depoimento pessoal da outra. “Art. o que não impede que uma das partes (ou ambas) requeira o depoimento pessoal da outra. ou extrajudicial. configure cerceio de defesa. temos que.

prevista no art. considerando a indisponibilidade e irrenunciabilidade dos direitos trabalhistas. o proposto. 214) estabelece que a confissão é irrevogável. cujas declarações obrigam o proponente (art. depois de transitada em julgado a sentença da qual constituir o único fundamento.º. desde que possuam capacidade processual e legitimidade. A confissão ficta ocorre pelo não-comparecimento da parte à audiência em que deveria prestar seu depoimento pessoal.A confissão judicial pode ser espontânea ou provocada (art. I. 349 do CPC). não implicando cerceamento da defesa o indeferimento de provas posteriores”. do CPC). “Súm. por petição. que são reais. aplica a confissão ficta. I – Aplica-se a pena de confissão à parte que. A confissão espontânea e a provocada. A confissão ficta goza de presunção relativa. Estabelece o art. o litigante se recuse a responder às perguntas formuladas pelo magistrado ou afirme ignorar os fatos relevantes e pertinentes para a solução da lide (art. 74 DO TST – CONFISSÃO. prevalecendo. somente podendo ser anulada se decorreu de erro de fato ou de coação. não comparecer à audiência em prosseguimento. 353 e respectivo parágrafo único. expressamente intimada com aquela cominação. A confissão espontânea é feita. em regra.º. A confissão é irrevogável. do CPC. Quanto à confissão extrajudicial. a parte que sofreu os seus efeitos não poderá ouvir testemunhas ou produzir outras provas sobre esses fatos admitidos como verdadeiros. 349. a RESUMO DE PROCESSO DO TRABALHO – AUTOR RENATO SARAIVA PROFESSOR RODRIGO JULIÃO . que a quiser invocar como prova. Com efeito. parágrafo único. não podendo a parte. desde que devidamente intimada para esse ato. comparecendo. Podem confessar as partes. a jurisprudência do Colendo Tribunal Superior do Trabalho vem se firmando no sentido de que. II – A prova pré-constituída nos autos pode ser levada em conta para confronto com a confissão ficta (art. 843. § 2. os quais somente poderão ser elididos por prova contrária já existente nos autos. na qual deveria depor. § 1. 400. 343. da CLT) e os advogados com poderes específicos para esse fim (art. não deve ser aceita nos domínios do processo do trabalho. 354 do CPC que a confissão é indivisível. dolo ou coação (art. 352 do CPC). caso o confidente seja o empregado. aceitá-la no tópico que a beneficiar e rejeitá-la no que lhe for desfavorável. Neste contexto. se não houver outros meios de prova nos autos capazes de elidi-la. salvo quando emanar de erro. ou. do CPC). neste caso podendo ser revogada por ação anulatória no curso do processo ou por ação rescisória. geram a presunção absoluta de veracidade dos fatos narrados pela parte adversa. Todavia. principalmente. Já a confissão provocada é proveniente do depoimento pessoal da parte. o Código Civil (art. como também pela presunção de coação sofrida pelo obreiro na confissão. CPC).

vale lembrar que os entes públicos também se sujeitam aos efeitos da revelia prevista no art.doutrina majoritária vem entendendo que não mais cabe anular a confissão por dolo. as fotografias. leciona que: “Indaga-se se o menor de 18 (dezoito) anos e maior de 16 (dezesseis) pode ser interrogado. Por fim. DJ 20. Alice Monteiro Barros. O tribunal Superior do Trabalho firmou entendimento consubstanciado na OJ 36 da SDI-I. Documentos Conceito e generalidades Documento é o meio idôneo utilizado como prova material da existência de um fato. se ele está apto a trabalhar. Parágrafo único. Entendemos que sim. p. da CLT). do CPC). da Constituição de 1988 e 792 da CLT”. pois.º. Se desse interrogatório resultar a confissão. ou seja. mas também os gráficos. cabendo ao serventuário competente proceder à conferência e certificar a conformidade entes esses documentos”. “Art. prosseguindo a instrução com os seus representantes (art. Estabelece o art.2005. A parte que ainda não depôs está proibida de ouvir o depoimento da outra (art. sob sua responsabilidade pessoal. Terminado o interrogatório. 414. desde que assistido pelo responsável (pai. a parte que a produziu será intimada para apresentar cópias devidamente autenticadas ou o original. evidentemente que deve prestar esclarecimentos a respeito da relação de emprego. As partes que não souberem falar a língua nacional prestarão depoimento por meio de intérprete nomeado pelo juiz (art. § 1. 7. parágrafo único. 344 do CPC que as partes serão interrogadas na forma prescrita para a inquirição de testemunhas (art. o mesmo ocorre com o menor na faixa etaria compreendida entre 14 (quatorze) e 16 (dezesseis) anos.º. mãe. 830. Impugnada a autenticidade da cópia. se for aprendiz. sobre a possibilidade de aplicação da pena de confissão ou menor. O documento em cópia oferecido para prova poderá ser declarado autêntico pelo próprio advogado. Inteligência dos arts. 819 da CLT). as partes poderão retirar-se. tutor. 129/2005. XXXIII. abrangendo não só os escritos. ela será válida. primeiro o reclamante e depois o reclamado. com relação dada pela Res. 848. 413 do CPC). os desenhos. 344. reproduções cinematográficas etc. curador). mas apenas por erro de fato ou coação. desde RESUMO DE PROCESSO DO TRABALHO – AUTOR RENATO SARAIVA PROFESSOR RODRIGO JULIÃO .04. 844 da CLT (OL 152 da SDI-I/TST) e confissão ficta. Compêndio de direito processual do trabalho. de que o instrumento normativo em cópia não autenticada possui valor probante.

o art. pelo juiz de paz. “Art. Relativamente ao pagamento de salários. § 2. mas apenas júris tantum”. o art.º. ressalvada a alegação motivada e fundamentada de adulteração antes ou durante o processo de digitalização. seu rogo.. a assistência será prestada pelo representante do Ministério Público ou. só será valido quando feito coma assistência do respectivo sindicato ou perante a autoridade do Ministério Público do Trabalho (art. O pedido de demissão ou o recibo de quitação de rescisão do contrato de trabalho. a presunção é absoluta.º. pelas repartições públicas em geral e por advogados públicos ou privados. públicos ou particular. 12 do TST – CARTEIRA PROFISSIONAL – VALOR DAS ANOTAÇÕES. mencionados no inciso VI do caput deste artigo.º Tratando-se de cópia digital de título executivo ou outro documento relevante à instrução do processo. fazem a mesma prova que os originais: (.º Os originais dos documentos digitalizados. Quando não existir na localidade sindicato ou autoridade do Ministério do Trabalho. qualquer que seja a causa ou forma de dissolução do contrato. salvo se este demonstrar a ocorrência de erro material. eis que se trata de documento comum às partes. a assistência será prestada pelo representante do Ministério do Trabalho. pelo defensor público e. mesmo menor de 18 anos. § 1. firmado por empregado com mais de um ano de serviço. 365. quando juntados aos autos pelos órgãos da Justiça e seus auxiliares. tratando-se de analfabeto. pelas procuradorias. CPC. 477. mediante sua impressão digital ou.) V – os extratos digitais de bancos dados. As anotações apostas pelo empregador na carteira profissional do empregado não geram presunção júris et de jure. § 1. onde houver. o juiz poderá determinar o seu depósito em cartório ou secretária”. “Súm. quanto ao empregador.que não haja impugnação ao seu conteúdo. da CLT). pelo Ministério Público e seus auxiliares. da CLT dispõe que o instrumento de rescisão ou recibo de quitação. § 2. As anotações feitas na CTPS gozam de presunção relativa tão-somente em relação ao empregado. assinado pelo empregado. deve ter especificada a natureza de cada parcela paga ao empregado RESUMO DE PROCESSO DO TRABALHO – AUTOR RENATO SARAIVA PROFESSOR RODRIGO JULIÃO . deverão ser preservados pelo seu detentor até o final do prazo para interposição de ação rescisória. 477. 464 da CLT determina que ele deverá ser efetuado contra recibo. não sendo esta possível. uma vez que. na falta ou impedimento destes. Por outro lado..

O não-cumprimento das formalidades previstas no art. quando destinados a fazer prova de fatos ocorridos depois dos articulados. §§ 1. em audiência. até o encerramento da instrução e antes da sentença). sendo válida e quitação apenas relativamente às mesmas parcelas.º e 2. a qualquer tempo (significando dizer. Ainda em relação à prova documental. contra quem foi produzido o documento. de que a juntada de documentos na fase recursal só se justifica quando provado o justo impedimento para sua oportuna apresentação ou se referir a fato posterior à sentença. a critério do juiz (§ 1. 852-H da CLT). juntem aos autos documentos novos. Incidente de falsidade documental O art. todas as provas serão produzidas em audiência. inclusive a documental. contendo ainda. consoante o disposto no art. ficando o empregador obrigado a efetuar novo pagamento. em interrupção da audiência. Momento de apresentação dos documentos A prova documental dever ser apresentada pelo reclamante juntamente da peça vestibular e pelo reclamado. não se admitindo outro meio de prova em contrario. 852-H da CLT. O Tribunal Superior do Trabalho firmou entendimento por meio da Súmula 8. em princípio.e discriminado o seu valor. 397 do CPC permite que as partes. conforme instruções a serem expedidas pelo Ministério do Trabalho (art. da CLT). Não se pode esquecer que o art. perante autoridade local competente do Ministério do Trabalho ou da Justiça do Trabalho (art. contados da intimação de sua juntada aos autos. suscitá-lo na contestação ou no prazo de dez dias. 74. 477.º do art. a préassinalação do período de repouso. para os estabelecimentos que tiverem mais de dez trabalhadores é exigido o registro manual. e sobre os documentos apresentados por uma das partes manifestar-se-á imediatamente a parte contrária. salvo absoluta impossibilidade. 500 da CLT). 390 do CPC dispõe o incidente de falsidade tem lugar em qualquer tempo e grau de jurisdição. § 2. incumbindo à parte. RESUMO DE PROCESSO DO TRABALHO – AUTOR RENATO SARAIVA PROFESSOR RODRIGO JULIÃO . ou para contrapô-los aos que foram produzidos nos autos. da CLT determinará a inexistência do pagamento. se não o houver. No procedimento sumaríssimo. quando da apresentação da sua defesa.º. O pedido de demissão do empregado estável só será válido quando feito com a assistência do respectivo sindicato e. mecânico ou eletrônico dos horários de entrada e saída dos empregados.º.

fixar o prazo. da CLT estabelece que. do CPC) ou por meio de procedimento incidente (arts. No Tribunal. deverá a parte interessada requerer ao juiz a sua exibição. o art. Exibição de documentos A exibição pode ser requerida com procedimento preparatório (art. 844. observando-se o art. se a parte que produziu o documento concordar em retirá-lo e a parte contrária não se opuser ao desentranhamento. 393 do CPC). desde logo. indicar assistentes técnicos. 852-H.º. Em relação ao procedimento sumaríssimo. o juiz suspenderá o processo principal. a parte o argüirá de falso. For desnecessária em vista de outras provas produzidas. do CPC). Logo que for suscitado o incidente de falsidade. o objeto da perícia e nomear o perito. II. vistoria ou avaliação. Perícia Perícia é a espécie de prova que objetiva fornecer esclarecimentos ao juiz a respeito de questões técnicas. A prova pericial consiste em exame. que extrapolam o conhecimento científico do julgador. A verificação for impraticável. Não se procederá ao exame pericial. será deferida prova técnica. se desejarem. se o documento for apresentado depois de encerrada a instrução.Quando o documento for oferecido antes de encerrada a instrução. expondo os motivos em que se fundam a pretensão e os meios com que provará o alegado (art. Nessa hipótese. no prazo de cinco dias após a nomeação do perito. 392 do CPC. o incidente de falsidade processar-se-á perante o relator. Ao contrário. sendo as partes intimadas para se RESUMO DE PROCESSO DO TRABALHO – AUTOR RENATO SARAIVA PROFESSOR RODRIGO JULIÃO . em petição dirigida ao juiz da causa. Muitas vezes o litigante pretende provar suas alegações mediante documentos que se encontram em poder da parte adversa ou de um terceiro. Cabe às partes. somente quando a prova do fato o exigir ou for legalmente imposta. O juiz indeferirá a perícia quando: A prova do fato não depender de conhecimento especial ou técnico. sob pena de serem considerados verdadeiros ou fatos que o requerente almejava provar com o atinente documento. § 4. 391 do CPC). incumbindo ao juiz. o incidente de falsidade correrá em apenso aos autos principais (art. 355 e seguintes.

Relativamente aos honorários periciais dos assistentes técnicos das partes. conforme se depreende da OJ 98 da SDI-II/TST. podendo formar a sua convicção com outros elementos ou fatos provados nos autos (art. no âmbito da Justiça do Trabalho de 1. em qualquer fase do processo. 440 do CPC que o juiz pode.º graus.manifestarem sobre o laudo. por meio da Resolução 35. a responsabilidade da União pelo pagamento de honorários periciais. de ofício ou a requerimento da parte. CPC). no prazo comum de cinco dias (§ 5. A produção de prova pericial nos domínios do processo do trabalho poderá ser determinada de ofício pelo magistrado trabalhista ou requerido pelo litigante interessado. Inspeção judicial Estabelece o art. quando a matéria não lhe parecer suficientemente esclarecida. não há previsão legal para a exigência de depósito prévio de honorários periciais.º e 2.º do mesmo artigo). O Conselho Superior da Justiça do Trabalho. salvo se beneficiária da justiça gratuita. O art. ainda que vencedora no objeto da perícia. de ofício ou a requerimento da parte. a realização de nova perícia. As partes poderão sempre assistir à inspeção. firmou entendimento no sentido de que a indicação do perito assistente é faculdade da parte. 442. 436 do CPC). de 23 de março de 2007. O juiz não está adstrito ao laudo. passou a regular. inspecionar pessoas ou coisas. o Tribunal Superior do Trabalho. no caso de concessão à parte do benefício de justiça gratuita. Nas demandadas envolvendo relação de emprego. por meio da Súmula 341. 790-B da CLT determina que a responsabilidade pelo pagamento dos honorários periciais é da parte sucumbente na pretensão objeto da perícia. Com a EC 45/2004. prestando esclarecimentos e fazendo observações que reputem de interesse para a causa (atrt. parágrafo único. Poderá também o juiz determinar. a qual deve responder pelos respectivos honorários. a fim de esclarecer sobre fato que interesse à decisão da causa. passou o Tribunal Superior do Trabalho (IN 27/2005) a admitir a exigência de depósito prévio de honorários periciais nas demandadas que envolvam relação de trabalho diversa da relação de emprego. RESUMO DE PROCESSO DO TRABALHO – AUTOR RENATO SARAIVA PROFESSOR RODRIGO JULIÃO .

Consiste a prova emprestada na transferência de provas realizadas no bojo de um processo para outro. os juízes do trabalho. mediante sua publicação em audiência. vêm adotando a praxe de dividir a audiência em três sessões. se não for possível. por motivo de força maior. 849. mediante certidão. Fracionamento da audiência O art. se o juiz não comparecer ao local da audiência até 15 minutos após a hora marcada. convocando as partes para comparecerem à sala de audiências. Audiência Estabelece o art. Um exemplo de utilização da prova emprestada nos domínios do processo do trabalho seria na hipótese de a empresa ter fechado o estabelecimento onde trabalhava o reclamante. única. parágrafo púnico. não podendo ultrapassar cinco horas seguidas. 849 da CLT determina que a audiência de julgamento será contínua. Frise-se que. em observância ao princípio da celeridade processual. descaracterizando o local de trabalho. o juiz marcará sua continuação para a primeira desimpedida. cabendo a um funcionário da Vara realizar o pregão. salvo quando houver matéria urgente. O art. Audiência de julgamento – com o único objetivo de dar ciência da sentença às partes. com o objetivo de colher as provas. independentemente de nova notificação. 765 (ampla liberdade na direção do processo) e no art. com base no art. RESUMO DE PROCESSO DO TRABALHO – AUTOR RENATO SARAIVA PROFESSOR RODRIGO JULIÃO . devendo o ocorrido constar do livre de registro de audiências (art. Em verdade. concluí-la no mesmo dia. quais sejam: Audiência de conciliação Audiência de instrução – também chamada de audiência em prosseguimento. 815. o juiz declarará aberta a audiência. 816 da CLT dispõe que o juiz ou o presidente manterá a ordem nas audiências. ambos da CLT. podendo mandar retirar do recinto os assistentes que a perturbarem. 813 da CLT que as audiências dos órgãos da Justiça do Trabalho serão públicas e realizar-se-ão na sede do Juízo ou Tribunal em dias úteis previamente fixados entre 8 e 18 horas. os presentes poderão retirar-se. À hora marcada. da CLT). Todavia.

º. expressamente intimado para prestar depoimento pessoal não comparecer à audiência de instrução (Súmula 74 do TST). realizada posteriormente à audiência de conciliação. por meio da Súmula 377. munido de procuração e defesa. não comparecer à audiência de instrução (Súmula 74 do TST). O não-comparecimento do reclamante a audiência de conciliação importa o arquivamento da reclamação trabalhista (extinção do processo sem resolução do mérito). Já ao empregador é facultado fazer-se substituir pelo gerente. poderá fazer-se representar por outro empregado que pertença à mesma profissão. sob pena de ser decretada a revelia da empresa. Vale destacar que. renunciar ao direito que se funda a ação. além de confissão. conforme se verifica pelo interior teor da Súmula 122 do TST. ficará impossibilitado. no entanto. envolvendo o mesmo objeto. assim. realizada posteriormente à audiência de conciliação. confissão quanto à matéria de fato. no entanto. mesmo que o advogado esteja presente. 843. expressamente intimado para prestar depoimento pessoal. Nessa hipótese. e cujas declarações obrigarão o preponente. recorrer etc. não for possível ao empregado comparecer pessoalmente. pelo sindicato profissional ou mesmo pelo advogado. firmou entendimento de que o preposto deverá ser empregado da empresa. se o autor. confissão quanto à matéria fática. RESUMO DE PROCESSO DO TRABALHO – AUTOR RENATO SARAIVA PROFESSOR RODRIGO JULIÃO . § 2. evitando-se. 731 e 732 da CLT. sendo designada nova data de audiência (art. ou qualquer outro preposto que tenha conhecimento do fato. caso o reclamante não compareça à audiência de instrução (audiência de prosseguimento). os quais apenas justificarão sua ausência. O não-comparecimento do reclamado à audiência de conciliação importa revelia. Se o reclamante der causa a dois arquivamentos seguidos. Será decretada a revelia da empresa se o preposto não comparecer. da CLT). de propor nova reclamação trabalhista em face do mesmo empregador. salvo na reclamação movida por empregado doméstico e contra micro e pequeno empresário. nos termos dos arts. podendo haver. Da mesma forma. devidamente comprovado. o processo não será arquivado (Súmula 9 do TST). pelo prazo de seis meses. transigir. por não ter comparecido à audiência. se o reclamado. quanto à matéria de fato. O Tribunal Superior do Trabalho. podendo haver. não será decretada a revelia do réu. caso o reclamado não compareça à audiência de instrução. o arquivamento da reclamação trabalhista. o representante presente não poderá confessar.Se por doença ou qualquer outro motivo poderoso.

da CLT). sendo normalmente fixada uma multa pelo seu descumprimento (indenização convencionada – art. ACORDO HOMOLOGADO EM JUÍZO. 844 da CLT Ausência de ambos Reclamante e reclamado Processo arquivado O juiz julgará conforme as provas produzidas nos autos Primeira tentativa de conciliação Aberta a audiência. Firmada a conciliação. INEXISTÊNCIA DE VÍNCULO EMPREGATÍCIO. o juiz proporá. o termo que for lavrado valerá como decisão irrecorrível (somente atacável por ação rescisória – Súmula 259 do TST). “OJ 368 – SDI/TST – DESCONTOS PREVIDENCIÁRIOS. da CLT). constituindo-se na primeira tentativa de conciliação. a conciliação. 846. AUDÊNCIA DE DISCRIMINAÇÃO. PARCELAS INDENIZATÓRIAS. salvo para Previdência Social (que poderá interpor recurso ordinário) quanto às contribuições que lhe forem devidas (art.PARTE AUDIÊNCIA CONCILIAÇÃO DE AUDIÊNCIA DE INSTRUÇÃO Confissão. se na audiência anterior ficou designado que o mesmo prestaria depoimento pessoal – Súmulas 9 e 74 do TST Confissão. 831. se na audiência anterior ficou designado que o mesmo prestaria depoimento pessoal – Súmulas 9 e 74 do TST Ausência do reclamante Processo Arquivado – art. INCIDÊNCIA SOBRE O VALOR TOTAL.º. obrigatoriamente. parágrafo único. 844 da CLT Ausência reclamado Revelia e confissão quanto à matéria fática do – art. § 2. independentemente de reconhecimento RESUMO DE PROCESSO DO TRABALHO – AUTOR RENATO SARAIVA PROFESSOR RODRIGO JULIÃO . É devida a incidência das contribuições para a Previdência Social sobre o valor total do acordo homologado em juízo. Havendo acordo será lavrado o respectivo termo de conciliação.

º. Segunda tentativa de conciliação A pós aduzir razões finais. quanto ao fato modificativo. desde que não haja discriminação das parcelas sujeitas à incidência da contribuição previdenciária.212. de 24. os admitidos no processo como incontroversos e os fatos em cujo favor milita presunção legal de existência ou de veracidade. e do art. testemunhas e perícias. inicia-se a instrução do processo. 818 da CLT determina que a prova das alegações incumbe à parte que as fizer.de vínculo de emprego. Não dependem de prova os fatos notórios.07. Em face da determinação imprecisa do art. atendendo aos fatos e circunstâncias constantes dos autos. Os meios de prova mais utilizados na Justiça do Trabalho são: depoimento pessoal. sendo esta considerada a segunda tentativa de conciliação. subsidiariamente. Instrução probatória Após a apresentação da defesa pelo réu. § 1. e ao réu. I. com a apresentação das provas. o art. 841. o art. ainda que não alegados pelas partes. poderão as partes aduzir razões finais. em prazo não excedente de dez minutos para cada uma. O juiz apreciará livremente a prova. impeditivo ou extintivo do direito do autor. ‘a’. consolidado (notificação postal. Em relação ao ônus da prova. os afirmados por uma parte e confessados pela parte contrária. 818 consolidado. começando pelo interrogatório das partes (art. documentos. pois o revel será intimado nos moldes previstos no art. 333 do CPC. na sentença. 850 consolidado que o juiz renovará a proposta de conciliação. os motivos que lhe formaram o convencimento. 43 da Lei 8. 852 da CLT). que afirma que o ônus da prova incumbe ao autor. 195. quanto ao fato constitutivo do seu direito. também obrigatória. As partes serão intimadas da sentença na própria audiência em que dor proferida (art. salvo no caso de revelia. conforme parágrafo único do art. 848 da CLT). devendo indicar. da CF/1988”. exceto RESUMO DE PROCESSO DO TRABALHO – AUTOR RENATO SARAIVA PROFESSOR RODRIGO JULIÃO . é aplicável.1991. determina o art. Razões finais Terminada a instrução. As razões finais consistem numa faculdade que têm as partes de se manifestarem oralmente nos autos antes da prolação da sentença.

conforme previsto no art. deveriam de pronunciamentos originados de órgãos colegiados (art. quando tenha. 129 do CPC. em função de recurso ordinário interposto pela parte prejudicada. posicionamento este modificado pelo Tribunal. para corrigir inexatidões materiais ou lhe retificar erros de cálculo (art. 267 e 269 desta Lei (art. do CPC). quando a notificação será feita por edital). indeferimento de oitiva de testemunhas etc. 877 da CLT e art.º. 463. Uma outra hipótese de extinção do processo sem resolução do mérito. Decisões interlocutórias – são as que.º.se o revel não for encontrado ou opuser resistência ao recebimento do mandado. 162. do CPC): Sentença – sentença é o ato do juiz que implica alguma das situações previstas nos arts. Entendemos como melhor conceito de sentença o provimento judicial que põe termo ao processo na instância. cumprido o seu ofício jurisdicional. 575. 897-A da CLT). extinto o mesmo processo sem resolução no mérito. concessão ou não de liminares e tutelas antecipadas. reside na possibilidade de o juiz proferir sentença terminativa em caso de ato simulado ou colusão das partes. do CPC). por exemplo. § 1. a não ser nas seguintes hipóteses: para julgar eventual recurso de embargos de declaração (art. do CPC c/c o art. resolvem questão incidente. O art. in verbis: RESUMO DE PROCESSO DO TRABALHO – AUTOR RENATO SARAIVA PROFESSOR RODRIGO JULIÃO . para proferir sentença de mérito. (art. o juiz não mais poderá voltar a atuar no processo. Proferida a sentença. § 2. sem cunho decisório. em ato anterior. 163 do CPC). abertura de prazo para manifestação de laudo pericial etc. para conduzir o processo de execução posteriormente (art. 267 do CPC determina que se extingue o processo sem resolução no mérito. Sentença e coisa julgada Sentença Conceito Despachos – aqueles que apenas impulsionam o processo. ou seja. como determinação de remessa dos autos ao contador. 463. Acórdãos – São as sentenças proferidas pelos tribunais. I. II. do CPC). II. 162. no curso do processo.

269 do CPC. 458 do CPC. também traz os requisitos essenciais da sentença. por sua vez. Relatório No relatório. a respectiva conclusão – equivalendo à parte dispositiva. 832 da CLT. bem como as defesas opostas pelo demandado. III – o dispositivo. em que o juiz resolverá as questões.“Art. 458 do CPC – São requisitos essenciais da sentença: I – relatório. o juiz proferirá sentença que obste aos objetivos da parte”. a apreciação das provas e os fundamentos da decisão – equivalendo à fundamentação. será realizada pelo julgador a descrição resumida das principais ocorrências verificadas no curso do processo. mediante análise circunstanciada dos argumentos dos litigantes. Motivação Na motivação o magistrado deverá expor os fundamentos fáticos e jurídicos que motivaram a sua convicção na prolação da decisão. O art. que conterá os nomes das partes. “Art. II – os fundamentos. em que o juiz analisará as questões de fato e de direito. a suma do pedido e da resposta do réu. com indicação do pleito formulado pelo demandante e seus fundamentos. Parte dispositiva RESUMO DE PROCESSO DO TRABALHO – AUTOR RENATO SARAIVA PROFESSOR RODRIGO JULIÃO . pelas circunstâncias da causa. a saber: “Art. Extingue-se o processo com resolução do mérito. 129 do CPC – Convencendo-se. bem como o registro das principais ocorrências havidas no andamento do processo. que as partes lhe submeterem”. Requisitos essenciais da sentença Introdução Os requisitos essenciais da sentença estão previstos no art. ao dispor que da decisão deverão constar: o nome das partes e o resumo do pedido e da defesa – equivalendo ao relatório. de que o autor e réu se serviram do processo para praticar ato simulado ou conseguir fim proibido por lei.

independentemente de pedido autoral. 832. pena diária de 5% do salário mínimo. à data do comparecimento à Justiça RESUMO DE PROCESSO DO TRABALHO – AUTOR RENATO SARAIVA PROFESSOR RODRIGO JULIÃO . também. o empregador é obrigado a pagara ao trabalhador. 137. 832.º. As decisões cognitivas ou homologatórias deverão sempre indicar a natureza jurídica das parcelas constantes de condenação ou do acordo homologado. No âmbito do processo do trabalho também podemos mencionar alguns exemplos da aplicação do princípio da extrapetição. pois é nele que encontraremos o “comendo” contido na sentença. que se constitui na parte da sentença que tem conteúdo decisório. Julgamento citra. devida ao empregado até que seja cumprida. mesmo que no rol de pedidos não conste tal requerimento. as quais serão inseridos na parte dispositiva da sentença. o qual será. coberto pelo manto da coisa julgada. § 1.º do art. Vejamos: Art. ou mesmo. É ma parte dispositiva que o magistrado apresentará sua conclusão. ultra e extra petita Em situações excepcionais.O terceiro elemento essencial da sentença é o dispositivo.º e 3. extinguindo o processo com ou sem resolução do mérito. a sentença cominará.º. A decisão mencionará sempre as custas que devam ser pagas pela parte vencida (art. se for o caso (art. por exemplo. Com efeito. da CLT). havendo controvérsia sobre o montante das verbas rescisórias. dos seguintes requisitos: Quando a decisão concluir pela procedência do pedido. Art. da CLT). O art. 467 da CLT – em caso de rescisão de contrato de trabalho. § 2. Requisitos complementares Os §§ 1. permite que o juiz determine que sobre a condenação da parcela principal incidam juros e correção monetária. 832.º. 832 consolidado estabelecem alguns requisitos complementares da sentença. da CLT). posteriormente. § 3. inclusive o limite de responsabilidade de cada parte pelo recolhimento da contribuição previdenciária. a sentença deverá ser dotada. 2.º da CLT – caso o empregado ajuíze reclamação trabalhista requerendo que o juiz fixe a data de gozo de suas férias. determinará o prazo e as condições para o seu cumprimento (art. § 2. vantagem diversas da que foi requerida (princípio da extrapetição). o próprio ordenamento jurídico vigente autoriza o julgador a conceder mais do que o pleiteado.º. 293 do CPC. O dispositivo é o elemento mais importante do decisum.

ao arrepio dos arts. DJ 20. com ou sem resolução do mérito.04. sob pena de pagá-las acrescidas de 50% independentemente de pedido autoral. No momento em que se torna irrecorrível a decisão judicial. A Súmula 211 do TST também determinar que os juros de mora e a correção monetária incluem-se na liquidação. I – Exaurido o período de estabilidade. cabe destacar a Súmula 396 do TST. O distanciamento do provimento judicial do pedido formulado na peça vestibular. 129/2005.do Trabalho. não lhe sendo assegurada a reintegração no emprego. Extra petita – consiste na sentença conferir à parte pedido ou parcela do pedido diferente do que foi pleiteado. INEXISTÊNCIA DE JULGAMENTO EXTRA PETITA. a parte incontroversa dessas verbas. ainda que omisso o pedido inicial ou a condenação. Art. 496 da CLT – o princípio da extrapetição também está presente na autorização legal conferida ao juiz para determinar o pagamento de indenização. quando a reintegração de empregado do obreiro for desaconselhável dado o grau de incompatibilidade resultante do dissídio. II – Não há nulidade por julgamento extra petita da decisão que deferir salário quando o pedido for de reintegração. in verbis: “ESTABILIDADE PROVISÓRIA. Coisa julgada Conceito Prolatada a sentença. 496 da CLT”. especialmente quando for o empregador pessoa física. Citra petita – consiste na sentença conferir à parte menos do que foi por ela pleiteado. RESUMO DE PROCESSO DO TRABALHO – AUTOR RENATO SARAIVA PROFESSOR RODRIGO JULIÃO .2005. com omissão na análise das matérias invocadas. Com relação à inexistência de sentença extra petita em face da decisão que defere o pagamento de salários quando o pedido for de reintegração. PEDIDO DE REINTEGRAÇÃO CONCESSÃO DO SALÁRIO RELATIVO AO PERÍODO DE ESTABILIDADE JÁ EXAURIDO. poderá ela ainda ser objeto de recurso. com redação dada pela Res. surgindo a denominada coisa julgada. ocorre o seu trânsito em julgado. caracteriza-se como julgamento: Ultra petita – consiste na sentença conferir à parte mais do que foi pleiteado. 128 e 460 do CPC. são devidos ao empregado apenas os salários do período compreendido entre a data da despedida e o final do período de estabilidade. dados os termos do art. apesar de postulada apenas a reintegração de emprego alcançado pela estabilidade no emprego.

V. ou pela própria autoridade prolatora da decisão. qualquer sentença. A diferença crucial entre ambas reside no fato de que. em que houve a resolução do mérito. Em relação à natureza jurídica do recurso existem duas correntes. A coisa julgada material é típica das sentenças definitivas. RESUMO DE PROCESSO DO TRABALHO – AUTOR RENATO SARAIVA PROFESSOR RODRIGO JULIÃO . surgindo. portanto. ocorre a coisa julgada material. em razão de a decisão não ser definitiva. ou seja. se permite a renovação da demanda (salvo exceções legais – art. porque não há coisa julgada material. É o remédio processual concedido às partes ao terceiro prejudicado ou ao Ministério Público. 267. RECURSOS TRABALHISTAS CONCEITO E NATUREZA JURÍDICA Recurso é a provação do reexame de determinada decisão pela autoridade hierarquicamente. objetivando a reforma ou modificação do julgado. será o processo extinto sem resolução do mérito. V. cc o art. estará acobertada pelo mano da coisa julgada formal. minoritária. do CPC). Por último.Repetida uma ação judicial que já foi decidida por sentença transitada em julgado. tornando-se imutável a decisão. IV. 301. Neste contexto.º. ou seja. o recurso consistiria uma nova ação. mas apenas coisa julgada formal. a coisa julgada formal existirá em qualquer processo. VI e respectivo § 3. quando o processo é extinto sem resolução do mérito. 268. vale mencionar que somente a coisa julgada material pode ser impugnada mediante o manejo do corte rescisório (art. não sendo permitida a rediscussão da sua parte dispositiva dentro do mesmo processo nem em outra relação jurídico-processual. 485. do CPC). tornando impossível sua alteração. que transite em julgado. como conseqüência da preclusão recursal. A primeira corrente. ambos do CPC. objetivando que a decisão judicial impugnada seja submetida a novo julgamento. em regra. consistindo na situação concreta de não mais ser cabível nenhum recurso. transitada em julgada a decisão definitiva. seja definitiva ou terminativa. sustenta que o recurso é uma ação autônoma em relação àquela em que as partes se encontram envolvidas. a teor do art. Coisa julgada formal e material A coisa julgada formal é comum a todas as sentenças que se tornem irrecorríveis. Logo.

afirma que a natureza jurídica do recurso seria a de prolongamento do exercício do direito de ação. CLASSIFICAÇÃO A – Quanto à autoridade à qual se dirigem: • • Próprios – julgados pelo órgão hierarquicamente superior. art. LV). § 4. mas apenas garante aos litigantes em processo judicial ou administrativo e aos acusados em geral o contraditório e a ampla defesa.A segunda corrente. Impróprios – julgados pela mesma autoridade que proferiu a decisão impugnada. Adesivo – interposto no prazo alusivo à contra-razões.º.º. Decisões prolatadas nos dissídios de alçada (que não ultrapassam dois salários mínimos) não caberá recurso. Parcial – ataca parte da decisão impugnada. com os meios e recursos a ela inerentes (art. PRINCÍPIOS RECURSAIS Duplo grau de jurisdição A Constituição Federal de 1988 não assegura o duplo grau de jurisdição obrigatório. sendo vedado ao órgão julgador o reexame de fatos e provas. Princípio da fungibilidade ou conversibilidade RESUMO DE PROCESSO DO TRABALHO – AUTOR RENATO SARAIVA PROFESSOR RODRIGO JULIÃO . Extraordinários – recurso que versa sobre matéria exclusivamente de direito. dentro do mesmo processo. Princípios da unirrecorribilidade Também conhecido como princípio da singularidade ou da unicidade recursal.º). majoritária. D – Quanto à forma de recorrer: • • Principal – interposto no prazo por uma ou ambas as partes. o princípio em comento não permite a interposição de mais de um recurso contra a mesma decisão. 2. 5. salvo se versarem sobre matéria constitucional (Lei 5.584/1970. B – Quanto ao assunto: • • Ordinários – objetivam a revisão do julgado. C – Quanto à extensão da matéria: • • Total – ataca toda a decisão impugnada. devolvendo ao Tribunal ad quem o exame de toda a matéria impugnada.

também chamado de remessa de ofício. O recurso erroneamente interposto deve obedecer o prazo do recurso cabível. está sujeita ao duplo grau jurisdição. Estado Federal. bem como no caso de procedência dos embargos do devedor na execução de dívida ativa do mesmo valor (art. I – Em dissídio individual. 475. 71. 303/TST. salvo as de ordem pública. 475 do CPC estabelece o duplo grau de jurisdição obrigatório (chamado de reexame necessário) nos casos de sentença proferida em face de pessoas jurídicas de direito público (União.O princípio da fungibilidade permite que o juiz conheça de um recurso que foi erroneamente interposto como se fosse o recurso cabível.º. § 4. os embargos à execução de dívida ativa da Fazenda Pública. No entanto.04. 267. § 3. Municípios. no todo ou em parte.º do CPC). Princípio da voluntariedade O órgão julgado não poderá conhecer de matéria não suscitada no recurso. Tem que haver dúvida plausível quanto ao recurso cabível. 129/2005 – DJ 20. O art. FAZENDA PÚBLICA – DUPLO GRAU DE JURISDIÇÃO (incorporadas as Orientações Jurisprudenciais nos 9.º ambos do CPC).º. constitui exceção dispositiva do recurso. torna-se necessária a conjugação de três fatores: • • • Inexistir erro grosseiro. 475. Autarquias e Fundações Públicas). RESUMO DE PROCESSO DO TRABALHO – AUTOR RENATO SARAIVA PROFESSOR RODRIGO JULIÃO . sobre as quais enquanto não houver o trânsito em julgado não se opera a preclusão (ex.2005. não haverá o reexame necessário quando a condenação ou o direito controvertido for de valor certo não excedente a 60 salários mínimos. e 301. salvo: a) quando a condenação não ultrapassar o valor correspondente a 60 (sessenta) salários mínimos. § 3. Pra aplicação do princípio da fungibilidade. § 2. mesmo na vigência da CF/1988. bem como a sentença que julgar procedentes. decisão contrária a Fazenda Pública. 475 do CPC quando a sentença estiver fundada em jurisprudência do plenário do Supremo Tribunal Federal ou em súmula do tribunal superior competente (art. 72 e 73 da SDI-I) – Res. O reexame necessário. Também não se aplica o disposto no art. “Súm. do CPC).: arts.

a parte da sentença que não foi objeto de recurso transitou em julgado. embora não tenha sido recepcionado pelo Código de Processo Civil de 1973. Uniformidade de prazo para recurso. no julgamento de um recurso. Outros doutrinadores não admitem a variabilidade em função da denominada preclusão consumativa. é vedado ao tribunal. Logo. proferir decisão mais desfavorável ao recorrente. Princípio da proibição da reformatio in pejus Pelo princípio da non reformatio in pejus. consumado o prazo para recorrer. uma vez que. Irrecorribilidade imediata das decisões interlocutórias Art. faz presumir a desistência tácita do primeiro apelo. 214/TST – Decisão interlocutória – Irrecorribilidade. Sérgio Pinto Martins e Wagner Giglio. como Manoel Antônio Teixeira. somente permitindo-se a apreciação do seu merecimento em recurso da decisão definitiva. salvo nas hipóteses de decisão: a) de Tribunal Regional do Trabalho contrária à Súmula ou Orientação Jurisprudencial do Tribunal Superior do Trabalho. é defendido por doutrinadores de renome. 893. Efeito devolutivo dos recursos. RESUMO DE PROCESSO DO TRABALHO – AUTOR RENATO SARAIVA PROFESSOR RODRIGO JULIÃO . da CLT. da CLT. estaria precluso. PECULARIDADES RECURSAIS • • • • • Irrecorribilidade imediata das decisões interlocutórias. “Súm.b) quando a decisão estiver em consonância com decisão plenária do Supremo Tribunal Federal ou com Súmula ou Orientação Jurisprudencial do Tribunal Superior do Trabalho. § 1. Esses doutos afirmam que a simples interposição de segundo recurso. Instância única nos dissídios de alçada. que as decisões interlocutórias não são recorríveis de imediato. Princípio da variabilidade Esse princípio. § 1. sendo admitida a variabilidade.º. Inexigibilidade de fundamentação. nos termos do art. 893. sendo irreformável pelo Tribunal. no prazo legal.º. interposto um recurso. as decisões interlocutórias não ensejam recurso de imediato. Na Justiça do Trabalho. em função da simplicidade do processo do trabalho. do que aquela corrida.

2005). como é o caso de recurso de revista. contados da publicação. DO CPC. A Súmula 422 do TST também caminha no sentido da obrigatoriedade de fundamentação no recurso. agravo de petição. Inexigibilidade de fundamentação O art. permite o texto consolidado que os recursos sejam interpostos sem qualquer fundamentação ou razões de apelo. em regra. e a Lei 10. A Lei 7. 137/2005 – DJ 22. (conversão da Orientação Jurisprudencial 90 da SDI-II – Res. permitem que o presidente do Tribunal Superior do Trabalho conceda efeito suspensivo ao recurso ordinário interposto em face de sentença normativa prolatada pelo Tribunal Regional do Trabalho. 514. a maioria exige fundamentação.b) suscetível de impugnação mediante recurso para o mesmo Tribunal: c) que acolhe exceção de incompetência territorial. Os embargos de declaração serão interpostos no prazo de cinco dias (art. Efeito devolutivo dos recursos Art.701/1988. 799. embargos etc. de efeito meramente devolutivo. 897-A da CLT). 6. 14. permitindo-se a execução provisória até a penhora. Uniformidade de prazo para recurso O art. com a remessa dos autos para Tribunal Regional distinto daquele a que se vincula o juízo excepcionado. § 2. sob pena de não conhecimento. 9. 899 da CLT dispõe que os recursos serão interpostos por simples petição. Vejamos: “SÚM.º. consoante o disposto no art. 422. salvo se o recurso for julgado antes do término do prazo. Neste contexto. da CLT”. APELEO QUE NÃO ATACA OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO RECORRIDA. RESUMO DE PROCESSO DO TRABALHO – AUTOR RENATO SARAIVA PROFESSOR RODRIGO JULIÃO .192/2001. pelo prazo improrrogável de 120 dias.º.º da Lei 5.08. Dentre os recursos trabalhistas. RECURSO. art. NÃO CONHECIMENTO ART. 899 consolidado determina que os recursos serão dotados.584/1970 estabelece que será de oito dias o prazo para interpor e contra-arrazoar recurso trabalhista. art. alguns recursos possuem prazos diferenciados. recurso extraordinário. No entanto. II.

o prazo de recurso será contado em dobro. 173. Em relação ao agravo regimental. em função do previsto no art. tendo os Tribunais Regionais do Trabalho fixado. da CF (são consideradas pessoas jurídicas de direito privado). o prazo será fixado nos regimentos internos dos Tribunais. 188 do CPC. Obs: somente haverá contra-razões 897-A da CLT se houver pedido de efeito modificativo do julgado Agravo de Petição – art. Convém lembrar que o art. conforme dispõe o art. pois tal dispositivo atenta contra o princípio da celeridade processual trabalhista. O Ministério Público do Trabalho também possui prazo em dobro para recorrer. 769 da CLT). 1. não é aplicado no âmbito da Justiça do Trabalho. 8 DIAS b. 896 da CLT Prazo de interposição e contrarazões 8 DIAS 8 DIAS 5 DIAS Embargos de Declaração – art. o prazo de cinco dias. do Decreto-lei 779/1969. 8 DIAS da CLT Agravo de Instrumento – art. em função do art. 191 do CPC. de legislação subsidiária ao processo do trabalho (art. o qual estabelece que quando os litisconsortes possuírem diferentes procuradores.º. § 1.º. 897. da CLT Depende do Regimento interno do Tribunal. em regra. enquanto o Tribunal Superior do Trabalho fixou o prazo em oito dias para interposição do recurso (agravo regimental).038/1990). III.O prazo para interposição e contra-razões do recurso extraordinário é de quinze dias (Lei 8. não sendo tal privilégio extensível às empresas públicas e sociedades de economia mista. podendo ser de 8 dias (como no TST) ou de 5 dias (como ocorre em vários TRT) Agravo Regimental RESUMO DE PROCESSO DO TRABALHO – AUTOR RENATO SARAIVA PROFESSOR RODRIGO JULIÃO . 897. conforme entendimento consubstanciado na OJ 310 da SDI-I/TST. As pessoas jurídicas de direito público também possuem o prazo em dobro para recorrer. a. Recurso Ordinário – art 895 da CLT De Revista – art.

701/1988 Instância única nos dissídios de alçada Em relação às decisões prolatadas nos dissídios de alçada (que não ultrapassam dois salários mínimos) não caberá recurso.038/1990 Recurso Adesivo Pedido de Revisão 5. da CF/1988 e art 26 da Lei 8. § 4. são dotados apenas de efeito devolutivo. EFEITOS DOS RECURSOS Devolutivo No processo do trabalho. os recursos. ou seja. RESUMO DE PROCESSO DO TRABALHO – AUTOR RENATO SARAIVA PROFESSOR RODRIGO JULIÃO . em regra. salvo se versarem sobre matéria constitucional (Lei 5. permitindo-se ao credor a extração de carta de sentença para realização da execução provisória (art.584/1970.º – 8 dias – Súmula 283 do TST Lei 48 horas Obs: não há contra-razões Embargos no TST (infringentes. os recursos não são dotados de efeito suspensivo. § 2.º. não possuem efeito suspensivo. 15 dias III. 2. art.º).Obs: não há contra-razões Recurso Extraordinário – art. 8 dias de nulidade de divergência) – Lei 7.584/1970. 899 da CLT). 2. ordinariamente. 102. art.º. Suspensivo No processo laboral.

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