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lNVESTlNDO NO FUTURO ATRAVŒS DO ESTUDO ÇUE PROMOVE MUDANŠAS.
As Dores da Aíma
IrancIsco do £spIrIto Santo Þeto
IeIo espIrIto Hammed
8
a
edIçäo agosto/2000
Boa Nova
£dItora e ÐIstrIbuIdora de IIvros espIrItas
1
As Dores da AIma
•nd¡ce
Agradecimentos......................................................................... 5
Dores da Alma........................................................................... 6
Crueldade.................................................................................. 8
A autocrueídade é, sem dúvída, a maís díssímuíada de todas as opressões................ 8
Cada ato de agressívídade que ocorre neste mundo tem como orígem básíca uma
críatura que aínda não aprendeu a amar.................................................................... 10
Orgulho................................................................................... 12
Na vída nada está perdído; aííás, exíste a época certa para cada um saber o que é
precíso para se desenvoíver....................................................................................... 12
A compuísão de querer controíar a vída aíheía é fruto de nosso orguího................... 14
lrresponsabilidade.................................................................... 17
Somos nós mesmos que fazemos os nossos camínhos e depoís os denomínamos de
fataíídade................................................................................................................... 17
O índívíduo que não aceíta a responsabííídade por seus atos e, constantemente, cría
áííbís e recorre a díssímuíações, cuípando os outros, é denomínado ímaturo............ 19
Critica...................................................................................... 21
Carmas são estruturados não somente sobre nossos feítos e atítudes, mas também
sobre nossas sentenças e |uízos, crítícas e opíníões................................................... 21
O crítíco, por vígíar e espreítar sem ínterrupção os probíemas aíheíos, permanece
ínconscíente e ímobííízado em reíação à própría aprendízagem evoíucíonaí.............. 23
llusão...................................................................................... 25
Somos nós mesmos que nos ííudímos, por querer que as críaturas dêem o que não
podem e que a|am como ímagínamos que devam agír.............................................. 25
Œ maís produtívo para a evoíução das aímas acredítar naquíío que se sente do que nas
paíavras que se ouvem............................................................................................... 27
Medo....................................................................................... 29
O resuítado do medo em nossas vídas será a perda do nosso poder de pensar e agír
com espontaneídade.................................................................................................. 29
Desvendar, gradatívamente, nossa ügeografía ínternaý, nosso próprío padrão de
carêncías e medos, proporcíona-nos uma base sóíída de autoconfíança.................... 31
Dentre as muítas dífícuídades que envoívem a agorafobía, a maís grave é a íncerteza
de nosso vaíor pessoaí e as crenças de baíxa estíma que possuímos, herdadas muítas
vezes na ínfâncía........................................................................................................ 33
Preocupação............................................................................ 35
Os preocupados vívem entorpecídos no ho|e por quererem controíar, com seus
pensamentos e com sua ímagínação, os fatos do amanhã......................................... 35
Toda vída em nós e fora de nós está em constante rítmícídade. por que, então,
desrespeítar os mecanísmos de que se utííízam as íeís dívínas na evoíução? por que
nos afíígírmos e tentarmos mudar o ímutáveí?........................................................... 37
Vicio........................................................................................ 39
O vícíado é um üconservadorý, poís não quer correr o rísco de se íançar à vída,
tornando-se, desse modo, um comodísta por medo do mundo que, segundo eíe, o
ameaça....................................................................................................................... 39
Em verdade, vícíados são todos aqueíes que se enfraqueceram díante da vída e se
refugíaram na dependêncía de pessoas ou substâncías............................................. 41
Solidão.................................................................................... 43
Decíarar de modo geraí que o dívórcío é sempre errado é tão íncorreto quanto
assegurar que está sempre certo............................................................................... 43
Ouçamos com os ouvídos ínternos, poís nínguém pode assímííar bem uma experíêncía
que não provenha de sua própría oríentação ínteríor................................................. 45
Culpa....................................................................................... 47
As reíígíões foram críadas para retírar as críaturas da convenção e transportá-ías à
espírítuaíízação, mas, na atuaíídade, aígumas reíígíões se transformaram nas próprías
convenções socíaís..................................................................................................... 47
Aprenderam a vestír a túníca de üsuper-heróísý, tentando satísfazer e suprír as
necessídades da famííía, e se cuípavam quando não conseguíam resoíver esses
probíemas................................................................................................................... 49
Víver em paz com nossa experíêncía sexuaí atuaí, vaíorízando nosso aprendízado e,
em tempo aígum, cuípar-nos ou atríbuír cuípa a aíguém........................................... 51
Mágoa..................................................................................... 53
O produto amargo de nossa ínfeíícídade amorosa são nossas mágoas, resuítado díreto
de nossas expectatívas, que não se reaíízaram, sobre nós mesmos e sobre as outras
pessoas....................................................................................................................... 53
Œ profundamente írracíonaí nutrír a crença de que nunca seremos traídos e de que
sempre seremos amados e entendídos píenamente por todos................................... 55
Egoismo................................................................................... 57
A vaídade é fííha íegítíma do egoísmo, poís o vaídoso é um ücegoý que somente sabe
ver a sí próprío........................................................................................................... 57
A mesquínhez pode manífestar-se ou não com a acumuíação de posses materíaís,
como também pode aparecer como um ürefreamento de sentímentosý ou um
üautodístancíamento do mundo.ý............................................................................... 59
Baixa Estima............................................................................ 61
A críatura materíaíísta precísa crer que é superíor, para compensar sua crença na
ínsígnífícâncía da exístêncía ou na faíta de sentído em que víve............................... 61
O sentímento de ínferíorídade ou de baíxa estíma assocía as críaturas a uma
resígnação exagerada, a um autodesíeíxo ou descuído das coísas pessoaís.............. 63
Rigidez.................................................................................... 65
O excesso de rígídez e severídade faz com que críemos um padrão mentaí que
ínfíuencíará os outros para que nos tratem da mesma forma como os tratamos....... 65
Os erros são quase que ínevítáveís para quem quer avançar e crescer. São acídentes
de percurso, contíngêncías do processo evoíutívo que todos estamos destínados a
vívencíar..................................................................................................................... 66
Ser fíexíveí não quer dízer perda de personaíídade ou üser voíúveíý, mas ser acessíveí
à compreensão das coísas e pessoas......................................................................... 67
Ansiedade................................................................................ 69
A reuníão de todas as nossas ansíedades não poderá aíterar nosso destíno; somente
nosso empenho, determínação e vontade no momento presente é que poderá
transformá-ío para meíhor.......................................................................................... 69
De nada adíantará teu desespero e afííção, poís a Vída Maíor não te dará ouvídos
dessa forma................................................................................................................ 71
Perda....................................................................................... 72
Não admítímos que podem coexístír entre amígos sentímentos ambívaíentes como:
admíração e ínve|a, estíma e competíção, afeíção e orguího..................................... 72
São compreensíveís as íamentações e os pesares, o pranto e os suspíros, poís o ser
humano passa por processos psícoíógícos de adaptação e de rea|uste às perdas da
vída............................................................................................................................. 74
3
As Dores da AIma
Ouase nada sabemos em matéría de veíhíce e, por ísso, ínconscíentemente, a|udamos
os ancíãos a se precípítarem, de forma prematura, no abísmo da doença e da morte.
................................................................................................................................... 76
lnsegurança............................................................................. 78
Os ínseguros omítem defesa a seus díreítos pessoaís por medo e evítam encontros ou
sítuações em que precísam expor suas crenças, sentímentos e ídéías...................... 78
A íntensa motívação que ínvade os índívíduos para serem amados e querídos a
quaíquer preço nasce das dúvídas íntímas sobre sí mesmos...................................... 79
Repressão................................................................................ 81
Chorar é muíto naturaí. Ouando estamos em contato com nossas emoções e
sentímentos, sabemos o que eíes nos querem dízer e mostrar.................................. 81
As mutííações de quaíquer gênero são sempre uma repressão crueí e víoíenta às íeís
naturaís da vída.......................................................................................................... 82
Depressão................................................................................ 84
Œ precíso saber íídar com nossas emoções; não devemos nos censurar por sentí-ías,
mas sím |uígar a decísão do que faremos com eías.................................................... 84
Somos também Natureza; possuímos as estações da aíegría, do entusíasmo, da
moderação e do desânímo, assím como as da prímavera, do verão, do outono e do
ínverno....................................................................................................................... 86
Dependência............................................................................ 88
Nossa autonomía, tanto físíca, emocíonaí, mentaí como espírítuaí, está díretamente
íígada às nossas conquístas e descobertas íntímas.................................................... 88
A capacídade de amar está presente na aíma humana, mas, para que fíoresça, exíge
maturação da conscíêncía, ísto é, üaprímoramento dos sentímentosý....................... 90
lnveja...................................................................................... 92
O ínve|oso é ínseguro e supersensíveí, írrítadíço e desconfíado, observador mínucíoso
e detetíve da vída aíheía até a exaustão, sempre armado e aíerta contra tudo e todos.
................................................................................................................................... 92
Não há nada a nos censurar por aprecíamos os feítos das pessoas e/ou por a eíes
aspírarmos; o úníco probíema é que não podemos nos comparar e querer tomar como
modeío o padrão vívencíaí do outro............................................................................ 94
Agradecimentos
üA úítíma coísa que se decíde ao fazer um trabaího é saber o que se
deve coíocar em prímeíro íugar.ý
Pascaí
GostarIamos de regIstrar, no IImIar desta obra, nossa eterna dIvIda de gratIdäo
para com os benIeItores espIrItuaIs ÐIaIse IascaI e ÞIcoIas IavIIIon, peIa assIstencIa e
generosIdade que sempre nos dIspensaram.
ƒ equIpe de espIrItos querIdos, constItuIda de CatherIne de Vertus, WaIon de
ÐeaupuIs, AntoIne ArnauId e IIerre ÞIcoIe, seareIros de IdeaI, amIgos de agora e de
veIhos tempos unIdos por Iaços de amIzade que os secuIos näo conseguIram destruIr
, nossos agradecImentos sInceros extensIvos a tantos outros companheIros que, no
momento, serIa ImpossIveI nomear.
£ concIuIr, reaIIrmando com IascaI. O coraçäo tem razões que a próprIa razäo
desconhece.
Hammed
5
As Dores da AIma
Dores da Alma
Þas ceIebrações da pubIIcaçäo do prImeIro IIvro da CodIIIcaçäo KardequIana,
quando a Seara £spIrIta compIeta 141 anos de IIumInaçäo e IIbertaçäo das
conscIencIas, entregamos aos IeItores o resuItado de nossos estudos e medItações
sobre os ensInamentos superIores de O IIvro dos £spIrItos.
Ðesde muIto, aspIrávamos reaIIzar comentárIos em tomo da Imensa rIqueza que
exIste nessa obra basIIar. ÞeIa encontramos verdadeIros tratados de socIoIogIa, de
psIcoterapIa, de pedagogIa, de saúde mentaI e outras tantas cIencIas, que säo vaIIosos
recursos para desenvoIvermos a capacIdade de pensar, de escoIher, de tomar decIsões
e para nos tomarmos cada vez maIs conscIentes em todas as cIrcunstâncIas da vIda.
¡nspIrando-nos em suas precIosas questões e respostas
(1)
, IIzemos nossas
modestas anotações, cujas págInas
(2)
, em sua totaIIdade, reunImos neste voIume. Þäo
temos a pretensäo de Inovar as dIretrIzes espIrItas, mas sIm o propósIto sIncero de
reaIIrmar-Ihes os subIImes conceItos que, em reaIIdade, säo os grandes estImuIadores
da mente humana à sementeIra de uma vIda nova Iara tanto, utIIIzamo-nos de um
sumárIo de termos retIrados dos materIaIs de pesquIsa e do pensamento de notáveIs
estudIosos do comportamento humano.
£stamos cIentes de que Integramos IaIange de espIrItos aInda em evoIuçäo nas
atmosIeras InteIectuaIs da Terra, täo sujeItos a enganos como quaIquer outro. Temos
tambem conscIencIa de que somos uma aIma que Ieva ao aIto o archote IIumInado que
jesus CrIsto, por compaIxäo, nos concedeu a graça de carregar, para que
IIumInássemos a nós mesmos, em prImeIro Iugar, a IIm de que conhecessemos as
nossas IaItas e, ao superá-Ias, reaIIzássemos servIço do autodescobrImento.
Þada traz de Incomum e extraordInárIo nossa contrIbuIçäo. £stes sImpIes textos,
em que desenvoIvemos um racIocInIo, um maIs entre os dIversos estudos das questões
e dos conIIItos humano, representam o somatórIo de nossas medItações nos
ensInamento superIores. Apuramos dados atuaIs, examInamos conquIsta modernas,
observamos conceItos recentes, tentando resumIr dessa Iorma nossas concIusões, que
ora entregamos nesta edItoraçäo.
£m nossos apontamentos, denomInamos os sete pecados capItaIs como as
dores da aIma. Säo eIes. o orguIho, a preguIça, raIva, a Inveja, a guIa, a IuxúrIa e a
avareza. Þa atuaIIdade, graças a vaIIoso concurso das doutrInas psIquIcas, de modo
geraI, e da psIcoIogIa espIrIta, especIIIcamente, esses pecados säo consIderados ma
como desajustes, neuroses ou desequIIIbrIos IntImos. £m verdade os pecadores
precIsam maIs de auto-anáIIse, reparaçäo e tratamento do que de condenaçäo,
repressäo ou castIgo.
Çuem tem hoje um mInImo de cIareza IntIma procura dIscernIr esses processos
psIcoIógIcos em desaIInho da psIque humana näo Ievá-Ios a um sacerdote para que os
absoIva, ou, sImpIesmente apontá-Ios como IaItas ou erros provocados peIa açäo dos
espIrItos InIeIIzes, sem assumIr nenhuma responsabIIIdade.
£ntendemos que as dores da aIma säo Iases naturaIs da evoIuçäo terrena, nas
quaIs estagIam todos os seres em crescImento espIrItuaI, aprendendo a usar,
convenIentemente, seus ImpuIsos Inato ou Iorças InterIores.
1
TIvemos a atençäo de transcrever, ao termIno de cada mensagem, as questões em estudo de O IIvro
dos £spIrItos (£dIçäo da I£Ð, traduçäo de GuIIIon IIbeIro), a IIm de IacIIItar as observações e os
estudos dos IeItores.
2
AIgumas mensagens psIcograIadas que IIguram nesta obra Ioram, InIcIaImente, pubIIcadas peIa Ðoa
Þova £dItora e ÐIstrIbuIdora de IIvros £spIrItas de Catanduva, de Iorma avuIsa. Aparecem agora
revIsadas e adaptadas, para uma meIhor apresentaçäo e ordenaçäo do conjunto. (Þotas do autor
espIrItuaI)
A moraIIdade medIevaI, em seu ardoroso empenho de reguIamentar uma IInha
de conduta, InstItuIu os sete pecados capItaIs, que supomos ter sIdo uma tentatIva de
ImpedIr que as crIaturas enveredassem peIos ImagInárIos camInhos do maI, com o
temor de serem Ievadas a uma compIeta ruIna por toda a eternIdade.
Þa atuaIIdade, as reIIgIões austeras ou IntransIgentes procIamam aInda o
pecado em aItas vozes, juIgando as atItudes e as ações com um radIcaIIsmo IrracIonaI
e posIcIonando-se com uma certeza absoIuta sobre o que e bom ou maI, certo ou
errado.
Þo entanto, quem compreendeu as dIvInas Intenções do Ioder da VIda sabe que,
na nossa exIstencIa, nada pode estar acontecendo de errado, poIs a obra da Þatureza
tem a maravIIhosa capacIdade de sempre estar promovendo a todos, mesmo quando
tudo nos pareça perda ou destruIçäo.
Ao entregarmos o nosso IIvro, temos a Intençäo de despertar os Interessados
para a conquIsta do auto-aperIeIçoamento, atraves do estudo da vIda InconscIente, o
aIem-mar de nossa exIstencIa de espIrItos ImortaIs, Iazendo conexões entre os
mecanIsmos e metodos da psIcoIogIa e dIversas questões do IIvro-Iuz.
£ssas InterIIgações entre a Þova IeveIaçäo e estudos das atIvIdades
psIcoIógIcas permItIram novos ânguIos de compreensäo, contrIbuIndo para que
aceItemos, vaIorIzemos e aprecIemos tanto as nossas experIencIas como as dos outros
e avaIIemos tudo aquIIo que eIas representam, naqueIe exato momento evoIutIvo, sem
Iançarmos mäo de crItIcas, perseguIções ou ImposIções.
IossIbIIItam, do mesmo modo, que nos IImItemos unIcamente a oIhar e observar
os várIos nIveIs da experIencIa humana, sem contestarmos ou Indagarmos se poderIam
ou näo ser de outra Iorma. AssIm, aprecIamos somente as dIIerentes ações e Iormas de
aprendIzagem com que os bens IundamentaIs da ÐIvIna IrovIdencIa agem e promovem
a evoIuçäo da humanIdade. Þenhuma pessoa se queIxa das pedras por serem duras,
nem tampouco da cachoeIra por ser úmIda. Œ dessa Iorma que devemos ponderar e
anaIIsar as atItudes heterogeneas na natureza humana, se quIsermos IacIIItar e
cooperar adequadamente com o processo educatIvo da VIda MaIor em nós e nos
outros.
O mau hábIto de IIxarmo-nos em prejuIgamentos crIar-nos-á dores e dIIIcuIdades
no amanhä, quando tIvermos que arrancar essas raIzes de InIIexIbIIIdade. Ior Isso,
entendemos que meIhor e ser pIanta que germIna de gaIho.
A dor emocIonaI, dIIerentemente da Iesäo materIaI, ImpIIca uma angústIa no
corpo todo, porem, a Impressäo IIsIca parece reaI. As dores da aIma provocam um
aperto no peIto, uma dIIIcuIdade de respIrar, uma sensaçäo de que o coraçäo vaI se
partIr. £nquanto eu chorava, doIa muIto mesmo no Iundo do coraçäo, assIm muItos
se expressam dIante dos pesares e aIIIções da vIda.
As pessoas, entretanto, tendem a condenar e punIr, oIvIdando-se de que todos
somos aIunos, näo maIIeItores, na escoIa da vIda, que as dores da aIma säo as
educadoras ou Instrutoras partIcuIares que a IarmonIa da VIda nos concedeu, para
vencermos bIoqueIos e obstácuIos IntImos.
£squecem tambem de que a ÐoutrIna £spIrIta reconhece, näo excIusIvamente, a
reIIgIäo, mas de Iorma IguaI a cIencIa e a IIIosoIIa como processos de aprendIzagem,
em outras paIavras, metodos de ensIno Importantes que utIIIzamos para conhecer a
nós mesmos, as outras crIaturas e demaIs crIações do !nIverso. O £spIrItIsmo sIntetIza
esses tres metodos para que os IndIvIduos percebam a unIdade ou totaIIdade do
conhecImento pIeno, e näo a duaIIdade, que nos aprIsIona ao mundo conIIItante dos
opostos.
Com esta sIngeIa obra, sentImo-nos desde já recompensados, poIs oIerecemos a
InstrumentaIIdade de nossa vIda aos prIncIpIos do amor e da educaçäo, tentando
7
As Dores da AIma
cooperar, de certo modo, com os nossos semeIhantes. Iortanto, se as págInas aquI
reunIdas puderem constItuIr para aIgum deIes expIIcaçäo, soIuçäo, reIIexäo ou
renovaçäo, ensejando-Ihe aIIvIo para suas dores da aIma, IIcaremos dupIamente
gratIIIcados peIa reaIIzaçäo deste trabaIho.
Catanduva, 8 de junho de 1998.
Hammed
Crueldade
A autocrueídade é, sem dúvída, a maís díssímuíada de todas as
opressões.
Ðe todas as vIoIencIas que padecemos, as que Iazemos contra nós mesmos säo
as que maIs nos Iazem soIrer. Þessa crueIdade, näo se derrama sangue, somente se
constroem cercas e cercas, que passam a nos suIocar e a nos aIIIgIr por dentro.
MontaIgne, ceIebre IIIósoIo Irances do secuIo XV¡, escreveu. A covardIa e mäe
da crueIdade. IeaImente, e assIm que se InIcIa nossa auto-agressäo. £m razäo de
nossa IragIIIdade InterIor e de nossos sentImentos de InIerIorIdade, aparece o temor,
que nos Impede de expressar nossas maIs IntImas convIcções, dIIIcuItando-nos IaIar,
pensar e agIr com espontaneIdade ou descontraçäo.
A autocrueIdade e, sem dúvIda, a maIs dIssImuIada de todas as opressões. AIem
de vIr adornada de IIctIcIas vIrtudes, recebe tambem os apIausos e as consIderações de
muItas pessoas, mas, mesmo assIm, contInua deIImItando e esmagando brutaImente.
£ssa atmosIera vIrtuosa que envoIve os que buscam ser sempre admIrados e aceItos
deve-se ao papeI que representam Incessantemente de satIsIazer e de contentar a
todos, em quaIsquer cIrcunstâncIas. Ðuscam contInuos eIogIos, coIecIonando
reverencIas e sorrIsos Iorçados, mas pagam por Isso um preço muIto aIto. vIvem
dIstantes de sI mesmos.
A causa básIca do autotormento consIste em aIgo muIto sImpIes. vIver a
próprIa vIda nos termos estabeIecIdos peIa aprovaçäo aIheIa.
A tImIdez pode ser consIderada uma autocrueIdade. O acanhado vIgIa-se e, ao
mesmo tempo, vIgIa os outros, vIvendo numa autoprIsäo. £m razäo de ser aceIto por
todos, eIe näo deIende sua vontade, mas sIm a vontade das pessoas. Iensa que há aIgo
de errado com eIe, näo desenvoIve a autoconIIança e, contInuamente, se esconde por
InIbIçäo.
Iensar e agIr, deIendendo nosso IntImo e nossos dIreItos Inatos e, deIInIndo
nossas perspectIvas pessoaIs, sem subtraIr os dIreItos dos outros, e a ImunIzaçäo
contra a autocrueIdade.
Iara vIvermos bem com nós mesmos, e precIso estabeIecermos padrões de auto-
respeIto, aprendendo a dIzer näo seI, näo compreendo, näo concordo e näo me
Importo.
As crIaturas que procuram bajuIaçäo e exaItaçäo martIrIzam-se para näo
cometer erros, poIs a censura, a deprecIaçäo e a desestIma e o que maIs as
atemorIzam. £squecem-se de que os erros säo sIgnIIIcatIvas Iormas de aprendIzagem
das coIsas. Œ muIto compreensIveI IaItarmos à IógIca numa tomada de decIsäo, ou
mudamos de IdeIa no meIo do camInho, no entanto, quando errarmos, será precIso que
assumamos a responsabIIIdade peIos nossos desencontros e desacertos e apreendamos
o ensInamento da IIçäo vIvencIada.
Çuem busca consenso, credIto e popuIarIdade näo juIga seus comportamentos
por sI mesmo, mas procura, ansIosamente, as paImas dos outros, oIerecendo Inúmeras
razões para que suas atItudes sejam totaImente consIderadas.
VIvendo e seguIndo seus próprIos passos, poderá InIcIaImente encontrar
dIIIcuIdades momentâneas, mas, com o tempo, será recompensado com um enorme
bem-estar e uma IntegraI segurança de aIma.
£star aIheIo ou saIr de sI mesmo, na ânsIa de ser amado por todos aqueIes que
consIdera modeIos Importantes, será uma meta aIIenada e InatIngIveI. O únIco modo de
aIcançar a IeIIcIdade e vIver, partIcuIarmente, a próprIa vIda.
9
As Dores da AIma
A IIxaçäo que temos de oIhar o que os outros acham ou acredItam, sem
possuIrmos a reaI conscIencIa do que queremos, podemos, sentImos, pensamos e
aImejamos, e o que promove a destruIçäo em nossa vIda InterIor, ou seja, o
esIaceIamento da próprIa unIdade como seres humanos e, por consequencIa, nossa
unIdade com a vIda que está em tudo e em todos.
ConsuIta Kardec os ObreIros do Ðem. A obrIgaçäo de respeItar os dIreItos
aIheIos tIra ao homem o de pertencer-se a sI mesmo? £ eIes responderam. Ðe modo
aIgum, porquanto este e um dIreIto que Ihe vem da Þatureza.
(3)

Iertencer-se a sI mesmo, conIorme nos asseveram os £spIrItos, e exercer a
IIberdade de näo precIsar concIIIar as opInIões dos homens e de IIvrar-se das amarras
da tIranIa socIaI, da escravIdäo do convencIonaIIsmo reIIgIoso, das vuIgarIdades do
consumIsmo, da constrIçäo de ser dependente, enIIm, do medo do que dIräo os outros.
A soIuçäo para a autocrueIdade será a nossa tomada de conscIencIa de que
temos a IIberdade por dIreIto que vem da Þatureza. Contudo, de quase nada nos
servIrá a IIberdade exterIor, se näo cuItIvarmos uma autonomIa InterIor, porque quem
está Internamente entre grIIhões e amarras jamaIs poderá pensar e agIr IIvremente.
3
Questão 827 A obrIgaçäo de respeItar os dIreItos aIheIos tIra ao homem o de pertencer-se a sI
mesmo?
Ðe modo aIgum, porquanto este e um dIreIto que Ihe vem da Þatureza.
Crueídade
Cada ato de agressívídade que ocorre neste mundo tem como orígem
básíca uma críatura que aínda não aprendeu a amar.
A crueIdade, como pena de morte, já se achava estabeIecIda em quase todos os
povos da AntIguIdade. £m Atenas, dava-se ao sentencIado à morte opções de escoIha. o
estranguIamento, que era consIderado por todos humIIhante, o corte de cabeça atraves
do cuteIo, o que era muIto doIoroso, e o envenenamento, o preIerIdo peIa maIorIa dos
condenados.
Þa Ioma AntIga, em epoca anterIor a júIIo Cesar, o enIorcamento e a
decapItaçäo eram as sentenças maIs generaIIzadas. Iorem, ao homIcIda de paIs e
Irmäos era apIIcada uma pena InvuIgar. ser cozIdo vIvo e depoIs atIrado ao mar. A
condenaçäo dos IncendIárIos eram as chamas da IogueIra. Os hebreus preIerIam o
apedrejamento, ou a decapItaçäo, poIs atrIbuIam estar na cabeça a IocaIIzaçäo dos
deIItos. Þa ChIna, havIa um processo de deIxar caIr gotas d'água na testa do
condenado, sempre no mesmo Iugar, ate conduzI-Io à compIeta Ioucura. Þo japäo, os
sentencIados à morte tInham a permIssäo dos juIzes para rasgar o próprIo ventre com
o sabre.
¡mpossIveI descrever aquI, nestas rápIdas reIIexões, os atos terrIveIs de
personaIIdades da hIstórIa da humanIdade, ou anaIIsar sua natureza prImItIva e
rudImentar, Inata nas aImas em seus prImeIros passos de ascensäo espIrItuaI.
Þomearemos apenas aIgumas crIaturas que tIveram comportamentos degenerados,
como Þero, CaIIguIa, CaracaIa, GengIs-Cä, ¡vä o TerrIveI, TamerIäo, e outras, sem
nos determos nas atItudes dessas IIguras do passado ou do presente, nem nas
IncontáveIs condutas crueIs de homens que passaram anonImamente peIa Terra.
TodavIa, näo poderIamos deIxar de regIstrar o IanatIsmo e o autorItarIsmo da Santa
¡nquIsIçäo tambem conhecIda como o Santo OIIcIo, crIada em 1233 peIo papa
GregórIo ¡X , que entrou para a IIstórIa como uma das maIs brutaIs demonstrações
de IerocIdade e vIoIencIa contra os dIreItos humanos.
Þäo saberemos avaIIar com precIsäo quaIs os atos maIs perversos e
sanguInárIos. os reaIIzados peIos executores, ou os pratIcados peIos executados. AIIás,
pessoas Iutam e matam ate hoje em nome de Ðeus, para justIIIcar e proteger suas
crenças reIIgIosas.
A atrocIdade, o sadIsmo, a perversIdade e a desumanIdade säo caracterIstIcas
provenIentes da InsensIbIIIdade ou enrIjecImento da psIque humana, em processo
InIcIaI de desenvoIvImento espIrItuaI. A £spIrItuaIIdade, na terceIra parte, capItuIo V¡,
de O IIvro dos £spIrItos, expõe. (...) o senso moraI exIste, como prIncIpIo, em todos
os homens (...) dos seres crueIs Iará maIs tarde seres bons e humanos (...)
(4
)
11
As Dores da AIma
4
Questão 754 A crueIdade näo derIvará da carencIa de senso moraI?
ÐIze da IaIta de desenvoIvImento do senso moraI, näo dIgas da carencIa, porquanto o senso
moraI exIste, como prIncIpIo, em todos os homens. Œ esse senso moraI que dos seres crueIs Iará maIs
tarde seres bons e humanos. £Ie, poIs, exIste no seIvagem, mas como o prIncIpIo do perIume no germen
da IIor que aInda näo desabrochou.
Nota £m estado rudImentar ou Iatente, todas as IacuIdades exIstem no homem. ÐesenvoIvem-
se, conIorme Ihes sejam maIs ou menos IavoráveIs as cIrcunstâncIas. O desenvoIvImento excessIvo de
umas detem ou neutraIIza o das outras. A sobreexcItaçäo dos InstIntos materIaIs abaIa, por assIm dIzer,
o senso moraI, como o desenvoIvImento do senso moraI enIraquece pouco a pouco as IacuIdades
puramente anImaIs.
As IacuIdades do homem estäo em estado Iatente, como o prIncIpIo do perIume
no germe da IIor, que aInda näo desabrochou, assIm, tambem, em essencIa somos
todos unos com a IerIeIçäo ÐIvIna que habIta em nós.
Todo processo de aprendIzagem resuIta em uma expansäo da conscIencIa, o que
nos possIbIIIta, gradatIvamente, abandonar os gestos bárbaros. Çuando a crIatura
Integrar na sua mentaIIdade o senso moraI, que neIa resIde em estado embrIonárIo,
converterá os atos agressIvos em atItudes sensatas e humanas.
!m traço comum em toda a Þatureza e a evoIuçäo. £voIuIr e o grande objetIvo
da VIda, poIs, quanto maIs progredImos, maIs resoIveremos nossos probIemas com
harmonIa e sensatez. A maIorIa dos IndIvIduos se comporta como se os probIemas
exIstIssem por sI sós e exIge que o mundo exterIor os resoIva. Mas as dIIIcuIdades
näo exIstem Iora, e sIm dentro de nós mesmos. Þesse caso, quanto maIs percebemos
essa reaIIdade, maIs aprenderemos como soIucIoná-Ios sem brutaIIdade.
Cada ato de agressIvIdade que ocorre neste mundo tem como orIgem básIca
uma crIatura que aInda näo aprendeu a amar. ÞaturaImente, todos nós IIcamos
IndIgnados com a rudeza ou a maIdade, mas devemos entender que Isso e um processo
naturaI da humanIdade em amadurecImento e crescImento espIrItuaIs.
Ior trás de todo ato de crueIdade, sempre exIste um pedIdo de socorro.
IrecIsamos escutar esse apeIo InartIcuIado e dIssoIver a vIoIencIa com nossos gestos
de amor.
Os atos e a vIda do CrIsto apresentam, sob muItos aspectos, sempre aIgo de
novo a ser Interpretado em seu sIgnIIIcado maIs proIundo. A IIstórIa da humanIdade
nunca regIstrou nem regIstrará Iato täo crueI e vIoIento na vIda de um ser humano
como aqueIe ocorrIdo há quase doIs mII anos.
Os judeus tInham, nas redondezas de jerusaIem, uma coIIna que se destInava à
execuçäo dos condenados da epoca.
£ra um terreno de acentuado decIIve, aspecto pesado e sombrIo, onde
crucIIIcavam assassInos e Iadrões. Os gregos deram-Ihe o nome de GóIgota, do
hebraIco guIgoIeth (crânIo), os romanos chamavam de CaIvárIo, do IatIm
caIvarIum (Iugar das caveIras). £sse sItIo tInha uma Iormaçäo rochosa que se
assemeIhava a uma caveIra, aIem de neIe se encontrarem, por todos os Iados, crânIos
em decomposIçäo, expostos ao tempo.
Þesse tetrIco Iugar, um ser extraordInárIo, que querIa sImpIesmente despertar
nos homens sua dImensäo esquecIda, ou IIgar esse eIo perdIdo ao Ioder da VIda,
IoI crucIIIcado penosamente.
£, quando chegaram a um Iugar chamado a CaveIra, aII o crucIIIcaram,
juntamente com doIs maIIeItores, um à dIreIta e outro à esquerda. Mesmo dIante do
soIrImento, jesus dIzIa. IaI, perdoaI-Ihes, porque näo sabem o que Iazem.
(5)

O grande número de pessoas aII presentes representava a vIoIencIa humana,
para eIas näo havIa sequer um IaIvo de maIdade em suas ações, e se oIenderIam,
certamente, se Iossem acusadas de perversas. jesus, no entanto, as entendIa em sua
InIâncIa espIrItuaI.
Todos nós, na atuaIIdade, preocupados em saber como IIdar com a vIoIencIa que
expIode de tempos em tempos no seIo da socIedade terrena, devemos sempre Iazer
uma busca InterIor para compreender IntegraImente o sIgnIIIcado majestoso dessa
atItude de entendImento, perdäo e amor que jesus CrIsto Iegou para toda a
humanIdade.
5
Iucas 23.33 e 34
13
As Dores da AIma
Orgulho
Na vída nada está perdído; aííás, exíste a época certa para cada um
saber o que é precíso para se desenvoíver.
Ðesprezar e sentIr ou manIIestar desconsIderaçäo por aIguem ou por aIguma
coIsa, portanto, e uma atItude sempre Inadequada nas estradas de nossa exIstencIa
evoIutIva. Menosprezar e um sentImento peIo quaI nos coIocamos acIma de tudo e de
todos, avaIIando com arrogâncIa os acontecImentos e os Iatos do aIto da torre do
casteIo de nosso orguIho.
A nenhuma coIsa ou crIatura deve-se atrIbuIr o termo desprezIveI, poIs tudo o
que exIste sobre a Terra e crIaçäo dIvIna, Iogo, útII e proveItosa, mesmo que agora näo
possamos compreender seu reaI sIgnIIIcado.
TaIvez näo entendamos de ImedIato nosso papeI na vIda, mas podemos ter a
certeza de que todos somos Importantes e todos Iomos convocados a dar nossa
contrIbuIçäo ao !nIverso.
A cada Instante, estamos crIando Impressões muIto Iortes na atmosIera
espIrItuaI, emocIonaI, mentaI e IIsIca da comunIdade onde vIvemos. Todo envoIvImento
na vIda tem um propósIto determInado cujo entendImento, aIem de escIarecer nosso
vaIor pessoaI, Iavorecerá o amor, o respeIto e a aceItaçäo de cada um de nossos
semeIhantes.
Irequentemente, dIzemos que certas pessoas säo IndIspensáveIs e que muItos
IndIvIduos säo ImprodutIvos, e perguntamos maIs aIem. quaI o propósIto da vIda para
com estas crIaturas ocIosas?
Þäo juIguemos, com nossos conceItos apressados, os acontecImentos em nosso
derredor, antes, aguardemos com caIma e Iaçamos uma anáIIse maIs proIunda da
sItuaçäo. AssIm agIndo, poderemos avaIIar meIhor todo o contexto vIvencIaI.
Ðesempenham Iunçäo útII no !nIverso os £spIrItos InIerIores e ImperIeItos.
Todos tem deveres a cumprIr. Iara a construçäo de um edIIIcIo, näo concorre tanto o
úItImo dos serventes de pedreIro, como o arquIteto?
(6)
Þenhuma ocorrencIa, Iato ou pensamento deverá ser sentIdo ou anaIIsado
separadamente, poIs o Grande SIstema, que nos rege, age de Iorma Interdependente.
Apesar de sermos únIcos, todos Iomos crIados para contrIbuIr coIetIvamente no
mundo e para usar as possIbIIIdades de nossa sInguIarIdade.
Iara tudo há um sentIdo e uma expIIcaçäo no !nIverso. Sempre estará ImpIIcIta
uma mensagem proveItosa para nosso progresso espIrItuaI, muItas vezes, porem, de
Iorma InartIcuIada e sIIencIosa
Þunca nos esqueçamos de que a vIda sempre agIrá em nosso beneIIcIo, quer nos
setores da soIIdäo, quer nos de muItas companhIas, ou seja, entre encontros,
desencontros e reencontros. A aIIIçäo tambem e um beneIIcIo. Todo soIrImento e um
ato ImportantIssImo de conhecImento e aprendIzagem.
Se bem entendermos, no entanto, as verdadeIras Intenções das IIções a nós
apresentadas, retIraremos tesouros Imensos de progresso e amadurecImento
espIrItuaI.
As dIIIcuIdades que a vIda nos apresenta tem sempre um caráter educatIvo.
Mesmo que as vejamos agora como castIgo ou punIçäo, maIs tarde tomaremos
6
Questão 559 Tambem desempenham Iunçäo útII no !nIverso os £spIrItos InIerIores e ImperIeItos?
Todos tem deveres a cumprIr. Iara a construçäo de um edIIIcIo, näo concorre tanto o úItImo dos
serventes de pedreIro, como o arquIteto?
conscIencIa de que eram unIcamente produtos de nosso IImItado estado de
compreensäo e dIscernImento evoIutIvo.
ÐescobrIr a vIda como um todo será sempre um constante processo de trabaIho
dos homens. £IetIvamente, a vIda e trabaIho e movImento, e para Iazermos nosso
aprendIzado evoIutIvo há um certo tempo de gestaçäo, se assIm podemos dIzer. Þa
vIda nada está perdIdo, aIIás, exIste a epoca certa para cada um saber o que e precIso
para se desenvoIver.
Þosso orguIho quer transIormar-nos em super-homens, Iazendo-nos sentIr
heroIcamente estressados, InduzIndo-nos a ser cuIdadores e juIzes dos metodos de
evoIuçäo da VIda £xceIsa e, com arrogâncIa, nomear os outros como desprezIveIs,
ocIosos, ImprodutIvos e InúteIs.
Ioderemos agIr no processo de Iormaçäo e progresso das crIaturas, nunca
Iorçar o processo ou crItIcar o seu andamento.
A pretensäo do orguIhoso Ieva-o a acredItar que exIste uma santIdade
desvIncuIada da reaIIdade humana, ou seja, organIzada e estruturada de Iorma
dIIerente dos prIncIpIos pertencentes à Þatureza, portanto, näo e de ordem dIvIna, mas
e da mentaIIdade deturpada de aIguns mIstIcos do passado.
Þada e InútII no !nIverso. A ÐIvIndade age sem cessar em soIIcItude e
consIderaçäo a cada uma de suas crIaturas e crIações. O progresso da humanIdade e
InevItáveI. Todos estamos progredIndo e crescendo, aInda que, aIgumas vezes, näo nos
apercebamos dIsso.
15
As Dores da AIma
Orgulho
A compuísão de querer controíar a vída aíheía é fruto de nosso
orguího.
Iara ser bom mestre näo e precIso Iazer seguIdores ou dIscIpuIos, nem mesmo
possuIr cortejos ou comItIvas, mas sImpIesmente Iazer com que cada ser descubra em
sI mesmo o seu próprIo guIa. Þäo devemos dItar nossas regras aos IndIvIduos, mas
Iazer com que eIes tomem conscIencIa de seus vaIores Internos (senso, emoções e
sentImentos) e passem a usá-Ios sempre que necessárIo. £ssa a Iunçäo dos que querem
ajudar o progresso espIrItuaI dos outros.
Os IndIvIduos portadores de uma personaIIdade orguIhosa se apóIam em um
prIncIpIo de totaI submIssäo às regras e costumes socIaIs, bem como o deIendem
energIcamente.
!tIIIzam-se de um Impetuoso Interesse por tudo aquIIo que se convencIonou
chamar de certo ou errado, porque Isso Ihes proporcIona uma IIctIcIa cartIIha do
bem, em que, ao manuseá-Ia, possam encontrar os Instrumentos para manIpuIar e
domInar e, assIm, se sIntam ocupando uma posIçäo de InquestIonáveI autorIdade.
Çuase sempre se autodenomInam bem-IntencIonados e sustentam uma aura
de pessoas deIIcadas, evoIuIdas e desprendIdas, dIstraIndo os IndIvIduos para que näo
percebam as expressões sIntomátIcas que denuncIarIam suas posturas de severo
crItIco, poIIcIaI e dIscIpIInador das conscIencIas.
Þos meIos reIIgIosos, os domInadores e orguIhosos agem IurtIvamente. Þäo
somente representam papeIs de vIrtuosos, como tambem acredItam que o säo, porque
aInda näo aIcançaram a autoconscIencIa.
£xIgem e esperam obedIencIa absoIuta, säo superpreocupados com exatIdäo,
ordem e dIscIpIIna, IrrItando-se com pequenos gestos que Iujam aos padrões
preestabeIecIdos.
Iossuem uma IncIInaçäo compuIsIva ao purItanIsmo, despertando, com Isso,
sImpatIa e consIderaçäo nas pessoas sImpIórIas e creduIas. AIgumas, no entanto, por
serem maIs avIsadas e conscIentes, näo se deIxam enganar, dIscernIndo Iogo o
desajuste emocIonaI.
O capItuIo X da segunda parte de O IIvro dos £spIrItos dIz respeIto a
Ocupações e MIssões dos £spIrItos. ÐIzem os ÐenIeItores que a mIssäo prImordIaI
das aImas e a de meIhorarem-se pessoaImente e, aIem dIsso, concorrerem para a
harmonIa do !nIverso, executando as vontades de Ðeus.
(7)
A autentIca reIaçäo de ajuda entre as pessoas consIste em estImuIar a
IndependencIa e a IndIvIduaIIdade, nada se pedIndo em troca. ÞInguem deverá ter a
pretensäo de ser saIvador das aImas. A compuIsäo de querer controIar a vIda aIheIa e
Iruto de nosso orguIho.
O ser amadurecIdo tem a habIIIdade perceptIva de dIagnostIcar os processos
peIos quaIs a evoIuçäo age em nós, portanto, näo controIa, mas sIm coopera com o
amor e com a IIberdade das IeIs naturaIs.
Þenhuma pessoa pode reaIIzar a tareIa de outra. As experIencIas peIas quaIs
passamos em nossa jornada terrena säo todas aqueIas que maIs necessItamos reaIIzar
para nosso aprImoramento.
7
Questão 558 AIguma outra coIsa Incumbe aos £spIrItos Iazer, que näo seja meIhorarem-se
pessoaImente?
Concorrem para a harmonIa do !nIverso, executando as vontades de Ðeus, cujos mInIstros eIes
säo. A vIda espIrIta e uma ocupaçäo contInua, mas que nada tem de penosa, como a vIda na Terra,
porque näo há a IadIga corporaI, nem as angústIas das necessIdades.
MuItos de nós convIvemos, outros aInda convIvem, com IndIvIduos que tentam
cuIdar de nosso desenvoIvImento espIrItuaI, Impondo controIe excessIvo e dIscIpIIna
perIeccIonIsta, näo respeItando, porem, os IImItes de nossa compreensäo e percepçäo
da vIda.
Säo censuradores moraIs, Incapazes de compreender as dIIIcuIdades aIheIas,
poIs näo entendem que cada aIma apenas pode amadurecer de acordo com seu
potencIaI Interno.
Þäo se tem notIcIas de que jesus CrIsto Impusesse cobranças ou tIvesse
promovIdo convItes InsIstentes ao crescImento das aImas. Teve como mIssäo, na Terra,
ensInar-nos serenIdade e harmonIa, para entrarmos em comunhäo com Ðeus em nós.
ConIIava pIenamente no SábIo e Amoroso Ioder que dIrIge o !nIverso e,
portanto, respeItava os objetIvos da Þatureza, que age no comportamento humano,
desenvoIvendo-o de muItas maneIras. SabIa que a evoIuçäo ocorre de modo InevItáveI,
recebendo ou näo ajuda dos homens.
O Mestre entendIa que, se combatessemos e Iutássemos contra nossos erros,
poderIamos potencIaIIzá-Ios . Þunca usava de Iorça e ImposIçäo, mas de uma tecnIca
para que pudessemos desenvoIver a vIrtude oposta.
MuIher, onde estäo aqueIes teus acusadores? ÞInguem te condenou £ eIa
dIsse. ÞInguem. Senhor. £ dIsse-Ihe jesus. Þem eu tambem te condeno, vaI-te e näo
peques maIs.
(8)

Þäo censurou ou crItIcou a atItude Inadequada, mas propIcIou o
desenvoIvImento da autoconIIança, para que eIa encontrasse por sI mesma seus
vaIores Internos.
Þunca amadureceremos, se deIxarmos os outros pensarem por nós e
determInarem nossas escoIhas.
Þäo e a ajuda reaI, a que se reIerIa jesus, a crItIca moraIIsta, o desejo de
reIormar os outros, o controIe do que se deve Iazer ou näo Iazer. Antes, taIs
comportamentos reveIam os traços de caráter dos IndIvIduos orguIhosos e aInda
dIstancIados da autentIca cooperaçäo no processo de evoIuçäo que näo os deIxam
perceber que ocorre naturaImente na IntImIdade das crIaturas.
17
As Dores da AIma
8
joäo 8.10 e 11.
lrresponsabilidade
Somos nós mesmos que fazemos os nossos camínhos e depoís os
denomínamos de fataíídade.
Þäo e coerente que cada um de nós trabaIhe para aIcançar a próprIa IeIIcIdade?
Þäo e IógIco que devemos nos responsabIIIzar apenas por nossos atos? Þäo nos aIIrma
a sabedorIa do £vangeIho que serIamos conhecIdos, excIusIvamente, peIas nossas
obras?
Iazer os outros seguros e IeIIzes e mIssäo ImpossIveI de reaIIzar, se
acredItarmos que depende unIcamente de nós a pIenItude de sua concretIzaçäo. Se
assIm admItImos, passamos, a partIr de entäo, a esperar e a cobrar retrIbuIçäo, em
outras paIavras, a recIprocIdade. Þäo serIa maIs IácII que cada um de nós conquIstasse
sua IeIIcIdade para que depoIs pudesse desIrutá-Ia, convIvendo com aIguem que
tambem a conquIstou por sI mesmo? ÇuaI a razäo de a oIertarmos aos outros e, por
sua vez, os outros a concederem a nós? Ior certo, só podemos ensInar ou partIIhar o
que aprendemos.
AssIm dIsse Iedra, o apóstoIo. Þäo tenho ouro nem prata, mas o que tenho,
Isso te dou.
(9)

Ðessa maneIra, vIvemos constantemente coIocando nossas necessIdades em
segundo pIano e, ao mesmo tempo, nos esquecendo de que a maIor de todas as
responsabIIIdades e aqueIa que temos para com nós mesmos.
Os acontecImentos exterIores de nossa vIda säo o resuItado dIreto de nossas
atItudes Internas. A prIncIpIo, podemos reIutar para assImIIar e entender esse
conceIto, porque e meIhor contInuarmos a acredItar que somos vItImas IndeIesas de
Iorças que näo estäo sob o nosso controIe. £IetIvamente, somos nós mesmos que
Iazemos os nossos camInhos e depoIs os denomInamos de IataIIdade.
Iaverá IataIIdade nos acontecImentos da vIda, conIorme ao sentIdo que se dá a
este vocábuIo? (...) säo predetermInados? £, neste caso, que vem a ser do IIvre-
arbItrIo?, pergunta Kardec aos Semeadores da Þova IeveIaçäo. £ eIes respondem. A
IataIIdade exIste unIcamente peIa escoIha que o £spIrIto Iez, ao encarnar (...)
£scoIhendo-a, InstItuIu para sI uma especIe de destIno...
(10)
Œ InevItáveI para todos nós o Iato de que vIvemos, InvarIaveImente, escoIhendo.
A condIçäo prImordIaI do IIvre-arbItrIo e a escoIha e, para que possamos vIver, toma-se
IndIspensáveI escoIher sempre. Þossa exIstencIa se Iaz atraves de um processo
IntermInáveI de escoIhas sucessIvas.
£Is aquI um Iato IncontestáveI da vIda. o amadurecImento do ser humano InIcIa-
se quando cessam suas acusações ao mundo.
£ntretanto, há IndIvIduos que se juIgam perseguIdos por um destIno crueI e
censuram tudo e todos, menos eIes mesmos. Iecusam, sIstematIcamente, a
9
Atos 3.6
10
Questão 851 Iaverá IataIIdade nos acontecImentos da vIda, conIorme ao sentIdo que se dá a este
vocábuIo? Çuer dIzer. todos os acontecImentos säo predetermInados? £, neste caso, que vem a ser do
IIvre-arbItrIo?
A IataIIdade exIste unIcamente peIa escoIha que o £spIrIto Iez, ao encarnar, desta ou daqueIa
prova para soIrer. £scoIhendo-a, InstItuIu para sI uma especIe de destIno, que e a consequencIa mesma
da posIçäo em que vem a achar-se coIocado. IaIo das provas IIsIcas, poIs, peIo que toca às provas moraIs
e às tentações, o £spIrIto, conservando o IIvre-arbItrIo quanto ao bem e ao maI, e sempre senhor de
ceder ou de resIstIr. Ao ve-Io Iraquejar, um bom £spIrIto pode vIr-Ihe em auxIIIo, mas näo pode InIIuIr
sobre eIe de maneIra a domInar-Ihe a vontade. !m £spIrIto mau, Isto e, InIerIor, mostrando-Ihe,
exagerando aos seus oIhos um perIgo IIsIco, o poderá abaIar e amedrontar. Þem por Isso, entretanto, a
vontade do £spIrIto encarnado deIxa de se conservar IIvre de quaIsquer peIjas.
responsabIIIdade por suas desventuras, atrIbuIndo a cuIpa às cIrcunstâncIas e às
pessoas, bem como näo reconhecem a conexäo exIstente entre os Iatos exterIores e seu
comportamento mentaI. Þo IntImo, essas pessoas näo deIInIram IImItes em seu mundo
InterIor e vIvem num verdadeIro emaranhado de energIas desconexas. Os IImItes
nascem das nossas decIsões proIundas sobre o que acredItamos ser nossos dIreItos
pessoaIs.
Þossas demarcações estabeIecem nosso próprIo terrItórIo, cercam nossas Iorças
vItaIs e determInam as IInhas dIvIsórIas de nosso ser IndIvIduaI. Iá um espaço
deIImItado onde nós termInamos e os outros começam.
AIgumas crIaturas aprenderam, desde a InIâncIa, o senso dos IImItes com paIs
amadurecIdos. ¡sso os mantem IIrmes e saudáveIs dentro de sI mesmas. Outras, porem,
näo. Çuando atIngIram a Iase aduIta, näo sabIam como dIstInguIr quaIs säo e quaIs näo
säo suas responsabIIIdades. MuItas construIram muros de IsoIamento que as
separaram do crescImento e da reaIIzaçäo InterIor, ou aInda paredes com enormes
cavIdades que as tomaram suscetIveIs a urna conIusäo de suas emoções com as de
outras pessoas.
IImItes säo o portaI dos bons reIacIonamentos. Tem como objetIvo nos tomar
IIrmes e conscIentes de nós mesmos, a IIm de sermos capazes de nos aproxImar dos
outros sem suIocá-Ios ou desrespeItá-Ios. VIsam tambem evItar que sejamos
constrangIdos a näo conIIar em nós mesmos.
Ser responsáveI ImpIIca ter a determInaçäo para responder peIas consequencIas
das atItudes adotadas.
Ser responsáveI e assumIr as experIencIas pessoaIs, para atIngIr uma reaI
compreensäo dos acertos e dos desenganos.
Ser responsáveI e decIdIr por sI mesmo para onde Ir e descobrIr a razäo do
próprIo querer.
Þäo exIstem vItImas da IataIIdade, nós e que somos os promotores do nosso
destIno. Somos a causa dos eIeItos que ocorrem em nossa exIstencIa.
AceItar o prIncIpIo da responsabIIIdade IndIvIduaI e estabeIecer IImItes
descompIIca nossa vIda, tomando-nos cada vez maIs conscIentes de tudo o que
acontece ao nosso derredor.
£scoIhendo com responsabIIIdade e sabedorIa, poderemos transmutar, sem
exceçäo, as amarguras em que vIvemos na atuaIIdade. A auto-responsabIIIdade nos
proporcIonará a dádIva de reconhecer que quaIquer mudança de rota no ItInerárIo de
nossa vIagem cósmIca dependerá, InvarIaveImente, de nós.
19
As Dores da AIma
lrresponsabilidade
O índívíduo que não aceíta a responsabííídade por seus atos e,
constantemente, cría áííbís e recorre a díssímuíações, cuípando os outros, é
denomínado ímaturo.
Þosso modo de pensar atraI nossas experIencIas, poIs pensar e um contInuo ato
de escoIher. £vItar näo pensar e tambem uma escoIha, portanto, somos nós que
IabrIcamos as IIbras que conIeccIonaräo a textura da nossa exIstencIa.
Çuando seIecIonamos um determInado comportamento, cujo resuItado e possIveI
prever, estamos tambem escoIhendo esse mesmo resuItado e, obvIamente, devemos
aceItar a responsabIIIdade de taI Iato.
Somos responsáveIs peIa maneIra como nos reIacIonamos com as pessoas, Isto e,
cônjuges, IIIhos, parentes, amIgos e conhecIdos, porque, certamente, nInguem nos
obrIga a agIr desta ou daqueIa Iorma, mas, se assIm acontecer, e porque nós mesmos
cedemos dIante da exIgencIa dos outros.
ConsIderando que nossas atItudes säo como gräos de areIa, o repetIndo-as, com
certa reguIarIdade, crIaremos pequenos montes. Tudo se InIcIa com dImInutos gräos de
areIa. ¡nIcIaImente, Iormam uma coIIna, Iogo depoIs, um morro e, com a constante
repetIçäo dessas mesmas atItudes, erguem-se enormes montanhas e, IInaImente, uma
cordIIheIra.
Somos responsáveIs por tudo o que experImentamos em nós mesmos, enIIm,
crIamos nossa próprIa reaIIdade.
Iode o homem, peIa sua vontade e por seus atos, Iazer que näo se deem
acontecImentos que deverIam verIIIcar-se e recIprocamente? Iode-o, se essa aparente
mudança na ordem dos Iatos tIver cabImento na sequencIa da vIda que eIe escoIheu...
(11
)
AssIm sendo, os £spIrItos SábIos aI1r¡nam que a mudança de nosso destIno
somente ocorre quando, reaImente, assumImos a responsabIIIdade por nossa vIda,
usando de determInaçäo e vontade. £ssa transIormaçäo, entretanto, näo e reaIIzada de
um momento para o outro, ou mesmo, näo se trata de um sImpIes querer caprIchoso,
em verdade, e o produto de uma sequencIa de escoIhas ao Iongo de InumeráveIs
experIencIas e acontecImentos.
O IndIvIduo que näo aceIta a responsabIIIdade por seus atos e, constantemente,
crIa áIIbIs e recorre a dIssImuIações, cuIpando os outros, e denomInado Imaturo.
O homem aduIto se caracterIza peIo Iato de que eIe próprIo deIImIta seu códIgo
de conduta moraI, já aIcançou um certo grau de IndependencIa InterIor e Iaz seus
juIgamentos baseado em sua autonomIa.
Os amadurecIdos atIngIram um bom nIveI de reIacIonamento consIgo mesmos e,
consequentemente, com os outros, por Isso, resoIvem IacIImente tanto os conIIItos
Internos como os externos. Ðessa maneIra, assumem as responsabIIIdades que Ihes
competem e estäo despertos para a reaIIdade.
A Iase prImordIaI da vIda se InIcIa na totaI InconscIencIa e, a partIr de entäo, o
prIncIpIo InteIIgente progrIde de maneIra gradatIva e constante rumo a uma cada vez
11
Questão 860 Iode o homem, peIa sua vontade e por seus atos, Iazer que se näo deem
acontecImentos que deverIam verIIIcar-se e recIprocamente?
Iode-o, se essa aparente mudança na ordem dos Iatos tIver cabImento na sequencIa da vIda que
eIe escoIheu. Acresce que, para Iazer o bem, como Ihe cumpre, poIs que Isso constItuI o objetIvo únIco da
vIda, IacuItado Ihe e ImpedIr o maI, sobretudo aqueIe que possa concorrer para a produçäo de um maI
major.
maIor conscIencIa de sI, Isto e, à crescente IIumInaçäo de suas IacuIdades e atIvIdades
IntImas. As crIaturas começam a notar prImeIramente os prIncIpIos que Ihes parecem
vIr de Iora e, depoIs, no decorrer de seu progresso espIrItuaI, percebem que tudo se
encontra em sua IntImIdade. Þäo e o mundo que se transIorma, o que acontece e que
eIas mudam de nIveIs de conscIencIa, aIterando o mundo em sI mesmas.
£m vIrtude dIsso, o emerIto pensador e escrItor espIrIta Ieon ÐenIs resumIu e
estruturou, de modo coerente e homogeneo, que o psIquIsmo dorme no mIneraI, sonha
no vegetaI, sente no anImaI, pensa no homInaI e, por IIm, atInge vasta habIIIdade
IntuItIva na Iase angeIIcaI, dando prosseguImento a seu processo evoIutIvo peIo
unIverso InIInIto.
A proposta do despertar das aImas e antIquIssIma e e encontrada em dIversas
passagens do Þovo Testamento. O apóstoIo IauIo, o IncomparáveI dIvuIgador da Ðoa
Þova, escrevendo aos £IesIos, no capItuIo V, versIcuIo 14, assIm se reporta. Ðesperta,
tu que dormes, e Ievanta-te dentre os mortos...
(12)
Ðespertar, entretanto, e condIçäo InadIáveI para que atInjamos as verdades
transcendentes, reavIvando em nós a conscIencIa para os objetIvos essencIaIs da
eternIdade.
Todos os esIorços da crIatura servem a um únIco objetIvo. torná-Ia maIs
conscIente, Isto e, ampIIar o seu próprIo modo de ver as coIsas. Þäo nos esqueçamos,
poIs, de que a evoIuçäo de nossas aImas nada crIa de novo, o que eIa Iaz e meIhorar,
progressIvamente, nossa vIsäo sobre aquIIo que sempre exIstIu.
Sobre essa questäo, os £spIrItos SuperIores asseveram, com muIta sabedorIa,
que a aIteraçäo no rumo dos acontecImentos, provocada peIo homem, pode dar-se ...
se essa aparente mudança na ordem dos Iatos tIver cabImento na sequencIa da vIda
que eIe escoIheu.... Iortanto, näo poderá haver maturIdade vIvencIaI sem que o
IndIvIduo se conscIentIze pIenamente de seu IIvre-arbItrIo e de que tudo o que soIre,
goza, percebe e experImenta nada maIs e do que o reIIexo de sI mesmo.
21
As Dores da AIma
12
£IesIos 5.14
Critica
Carmas são estruturados não somente sobre nossos feítos e atítudes,
mas também sobre nossas sentenças e |uízos, crítícas e opíníões.
Þo £vangeIho de Iucas, capItuIo V¡, versIcuIo 42, o Mestre propõe. IIpócrIta,
tIra prImeIro a trave do teu oIho e, entäo, verás bem para tIrar o argueIro que está no
oIho do teu Irmäo.
Ior projeçäo psIcoIógIca entende-se a atItude de perceber nos outros, com certa
IacIIIdade, nossos conIIItos e dIIIcuIdades, com recusa, no entanto, de ve-Ios em nós
mesmos.
Ðependendo do grau de dIstorçäo que Iazemos dos Iatos, para atender a nossas
teorIas e IrreaIIdades, e que se InIcIa em nossa IntImIdade o processo da paranóIa. Os
paranóIcos possuem uma caracterIstIca pecuIIar. reIacIonam quaIquer acontecImento
do mundo consIgo mesmos, ou, meIhor dIzendo, desvIrtuam a reaIIdade dos Iatos,
trazendo para o nIveI pessoaI tudo o que ocorre em sua voIta.
Çuanto maIs conscIentIzada Ior a crIatura, tanto maIs entende a ordem das
coIsas e maIs as questIonará em seu sImboIIsmo. £star perIeItamente harmonIzado e
centrado em tudo o que exIste e o requIsIto prImordIaI para atIngIrmos a pIenItude da
vIda.
Tudo o que crItIcarmos, veementemente, no exterIor encontraremos em nossa
IntImIdade. ¡sso nos Ieva a entender que o ambIente em que vIvemos e, em verdade,
um espeIho onde nos vemos exata e reaImente como somos.
Se, na exterIorIdade, aIgo de Inoportuno estIver ocorrendo conosco ou
chamando muIto a nossa atençäo, e justamente porque aInda näo estamos em totaI
harmonIa na InterIorIdade. SIgnIIIca que devemos anaIIsar meIhor e estudar aInda maIs
a área correspondente ao nosso mundo IntImo.
Vejamos o que dIzem os £mbaIxadores do Ðem sobre quem anaIIsa os deIeItos
aIheIos. ¡ncorrerá em grande cuIpa, se o IIzer para os crItIcar e dIvuIgar porque será
IaItar com a carIdade. Se o IIzer para tIrar daI proveIto, para evItá-Ios, taI estudo
poderá ser-Ihe de aIguma utIIIdade...
(13)
Todas as maIdades e eventos desagradáveIs que vIsuaIIzamos Iora säo somente
mensageIros ou IntermedIárIos que tomam conscIente a nossa parte InconscIente. Tudo
o que, reaImente, estamos vIvencIando no presente e tudo aquIIo que estamos
precIsando neste momento.
Iemos a respeIto de um assunto e Iogo atraImos crIaturas que tambem se
Interessam peIo mesmo tema. ¡mpressIonamo-nos com um artIgo de revIsta e, Iogo em
seguIda, sem nunca comentar esse Iato com nInguem, aparecem pessoas nos
presenteando com IIvros que abrangem essa materIa.
£sse encadeamento de Iatos ou eIos do acaso tem sua razäo de ser, poIs se
baseIa na IeI das atrações ou das aIInIdades. Iortanto, todo conhecImento, InIormaçäo,
acontecImento ou aproxImaçäo de que verdadeIramente precIsamos, por certo,
vIvencIaremos.
... Antes de censurardes as ImperIeIções dos outros, vede se de vós näo
poderäo dIzer o mesmo...
(13
)
Þossas aIIrmações dIante da vIda retomaräo sempre de maneIra InequIvoca.
Carmas säo estruturados näo somente sobre nossos IeItos e atItudes, mas tambem
sobre nossas sentenças e juIzos, crItIcas e opInIões.
Os eIeItos sonoros do eco säo reIIexões de ondas que IncIdem sobre um
obstácuIo e retomam ao ponto de orIgem. AnaIogamente, poderemos entender o
mecanIsmo espIrItuaI de IuncIonamento da IeI de açäo e reaçäo em nossas exIstencIas.
Atos ou paIavras, repetIdas sucessIvamente, voItaräo ecoando sobre nós mesmos, säo
veredIctos resuItantes de nossas aprecIações e estImatIvas vIvencIaIs.
Todas as nossas suspeItas sIstemátIcas tem raIzes na IaIta de conIIança em nós
mesmos, e näo nos outros. Ior Isso.
se crItIcamos o comportamento sexuaI aIheIo, podemos estar vIvendo enormes
conIIItos aIetIvos dentro do próprIo Iar.
se tememos a desconsIderaçäo, e possIveI termos desconsIderado aIguma
coIsa muIto sIgnIIIcatIva dentro de nossa IntImIdade,
se desconIIamos de que as pessoas querem nos controIar, provaveImente näo
estamos na posse do comando de nossa r vIda InterIor,
se condenamos a hIpocrIsIa dos outros, taIvez näo estejamos sendo IeaIs com
nossas próprIas vocações e IdeaIs,
Irojetar nossas mazeIas e InIortúnIos sobre aIguma coIsa ou pessoa näo resoIve
a nossa probIemátIca exIstencIaI. Somente quando reconhecermos nossas traves
dIsposItIvos InterIores que IImItam nossa marcha evoIutIva e que poderemos ver com
IucIdez que, reaImente, säo eIas as verdadeIras Iontes de InIeIIcIdade, que nos
dIstancIam da paz e da harmonIa que tanto buscamos.
23
As Dores da AIma
13
Questão 903 ¡ncorre em cuIpa o homem, por estudar os deIeItos aIheIos?
¡ncorrerá em grande cuIpa, se o IIzer para os crItIcar e dIvuIgar, porque será IaItar com a
carIdade. Se o IIzer, para tIrar daI proveIto, para evItá-Ios, taI estudo poderá ser-Ihe de aIguma utIIIdade.
¡mporta, porem, näo esquecer que a InduIgencIa para com os deIeItos de outrem e uma das vIrtudes
contIdas na carIdade. Antes de censurardes as ImperIeIções dos outros, vede se de vós näo poderäo dIzer
o mesmo. TrataI, poIs, de possuIr as quaIIdades opostas aos deIeItos que crItIcaIs no vosso semeIhante.
£sse o meIo de vos tornardes superIores a eIe. Se Ihe censuraIs o ser avaro, sede generosos, se o ser
orguIhoso, sede humIIdes e modestos, se o ser áspero, sede brandos, se o proceder com pequenez, sede
grandes em todas as vossas ações. Þuma paIavra, IazeI por maneIra que se näo vos possam apIIcar estas
paIavras de jesus. Ve o argueIro no oIho do seu vIzInho e näo ve a trave no seu próprIo.
Critica
O crítíco, por vígíar e espreítar sem ínterrupção os probíemas aíheíos,
permanece ínconscíente e ímobííízado em reíação à própría aprendízagem
evoíucíonaí.
Os dIcIonárIos deIInem crItIca como sendo um exame detaIhado que vIsa a
saIIentar as quaIIdades ou os deIeItos do objeto a ser juIgado. Πcomum encontramos
aIguem crItIcando o trabaIho de outro sem te-Io vIvencIado pessoaImente, Isto e,
desaprovando o que nem sequer tentou Iazer. Tudo Isso Iaz parte da IncoerencIa
humana.
A crItIca nocIva e caracterIstIca de IndIvIduos que näo reaIIzam nada de
Importante, näo enIrentam desaIIos nem se arrIscam a mudanças. IIcam sentados,
observando o que as pessoas dIzem, Iazem e pensam para, depoIs, IIIosoIar
ImprodutIvamente sobre as reaIIzações aIheIas, usando suas eIucubrações dIssocIadas
do equIIIbrIo. As dIscordâncIas säo perIeItamente saudáveIs e normaIs, desde que
estejam Iundamentadas em Iatos concretos e näo nos vapores das suposIções ou das
projeções da conscIencIa.
Iá quem dIga que a crItIca e proIIssIonaIIzada, por ser um meIo IácII e rentáveI
para destacar os Incapazes e InabIIIdosos, tomando-os pessoas Importantes e
IormIdáveIs. Iorem, näo por muIto tempo.
Os verdadeIros reaIIzadores deste mundo näo tem tempo para censuras e
condenações, poIs estäo sempre muIto ocupados na concretIzaçäo de suas tareIas.
Ajudam os Iracos e InexperIentes, ensInando os que näo säo taIentosos, em vez de
maIdIze-Ios.
A crItIca pode ser construtIva e útII. Cada um de nós pode, IIvremente, optar
entre o papeI de IronIzar e o de reaIIzar.
A crItIca pode ser empregada como Iorma de Inocentar-nos da responsabIIIdade
de nossa próprIa IneIIcIencIa e de atrIbuIr nossas Irustrações e Iracassos aos que,
reaImente, säo crIatIvos e orIgInaIs.
£m verdade, para se vIver com equIIIbrIo mentaI, emocIonaI e socIaI, e
necessárIo, acIma de tudo, respeItar os dIreItos dos outros, assIm como queremos que
os nossos sejam respeItados.
Ðe acordo com o pensamento da £spIrItuaIIdade MaIor. Ða necessIdade que o
homem tem de vIver em socIedade, nascem-Ihe obrIgações especIaIs (...) a prImeIra de
todas e a de respeItar os dIreItos de seus semeIhantes (...) £m o vosso mundo, porque a
maIorIa dos homens näo pratIca a IeI de justIça, cada um usa de represáIIas. £ssa a
causa da perturbaçäo e da conIusäo em que vIvem as socIedades humanas.
(14
)
As represáIIas evIdencIadas nesta questäo podem ser I consIderadas como as
desIorras ou as vInganças que, comumente, os IndIvIduos Iazem atraves de crItIcas,
InjúrIas, sátIras e deprecIações. Þesse tema, e oportuno ressaIvar que, em muItas
ocasIões, em decorrencIa das emoções patoIógIcas, e perIeItamente possIveI pessoas
sentIrem-se humIIhadas, vendo atItudes de arrogâncIa e InsuIto onde näo exIstem.
14
Questão 871 Ða necessIdade que o homem tem de vIver em socIedade, nascem-Ihe obrIgações
especIaIs?
Certo e a prImeIra de todas e a de respeItar os dIreItos de seus semeIhantes. AqueIe que
respeItar esses dIreItos procederá sempre com justIça. £m o vosso mundo, porque a maIorIa dos homens
näo pratIca a IeI de justIça, cada um usa de represáIIas. £ssa a causa da perturbaçäo e da conIusäo em
que vIvem as socIedades humanas. A vIda socIaI outorga dIreItos e Impõe deveres recIprocos.
Þo mundo InterIor dos crItIcos ImpIacáveIs, pode exIstIr uma IntImIdaçäo,
orIgInaImente adquIrIda na InIâncIa, em vIrtude da autorIdade e ameaça dos paIs.
Vozes do passado eco em suas mentes, soIIcItando, InsIstentemente, que sejam
pontuaIs e InIaIIveIs, exatos e bem InIormados, super-responsáveIs e controIados.
As exIgencIas do preterIto crIaram-Ihes um padräo de comportamento mentaI,
caracterIzado por constante cobrança e acusaçäo, Iazendo com que projetem tudo Isso
sobre os outros. O medo de cometerem erros e o Iato de desconIIarem de sI mesmos,
conIerem-Ihes uma exIstencIa ambIvaIente. VIvem, ao mesmo tempo, entre a sensaçäo
de perseguIçäo e a de superIorIdade. AIem do maIs, quem crItIca ImagIna-se
sensacIonaI e em vantagem.
Ðesesperadamente, observam e desconIIam de sI mesmos. £xterIorIzam e
transIerem toda essa sensaçäo de auto-acusaçäo, condenando os outros. £ssa operaçäo
emocIonaI IuncIona como uma váIvuIa de escape, a IIm de compensar a
autoperseguIçäo e apIacar as cobranças convuIsIvas do seu mundo InterIor.
Os crItIcos säo especIaIIstas em detectar e resoIver os probIemas que näo Ihes
dIzem respeIto, mas, contrarIamente, possuem uma grave dIIIcuIdade em aceItar a sua
próprIa probIemátIca exIstencIaI.
A IeI ÐIvIna nos dá o IIvre-arbItrIo para escoIhermos e concretIzarmos nosso
programa de aprendIzagem, ou seja, IIvre opçäo para eIegermos o camInho a ser
percorrIdo, para expandIrmos nossa conscIencIa. O pIano de Instruçäo nos oIerecerá
duas possIbIIIdades básIcas, a saber. a aprendIzagem conscIente e a InconscIente.
A aprendIzagem conscIente e aqueIa em que estamos prontos para agIr e
resoIver as coIsas, medIante uma assImIIaçäo atuante ou uma partIcIpaçäo voIuntárIa.
A aprendIzagem InconscIente e a que entrará em vIgor, automatIcamente,
quando desprezamos, conscIentemente, a resoIuçäo e compreensäo do nosso roteIro de
Instruçäo. £m resumo. o soIrImento sempre entra em açäo, quando näo aprendemos
espontaneamente.
O crItIco, por vIgIar e espreItar sem Interrupçäo os probIemas aIheIos,
permanece InconscIente e ImobIIIzado em reIaçäo à próprIa aprendIzagem evoIucIonaI,
portanto, sua possIbIIIdade de IntegraIIzar novos conceItos e experIencIas e quase nuIa.
Çuanto maIs eIe projeta a cuIpa e a acusaçäo ao mundo exterIor, recusando cumprIr
sua aprendIzagem conscIentemente, maIs soIrerá com os reIIexos de suas atItudes.
jesus CrIsto, conhecendo os traços de caráter da humanIdade terrena em evoIuçäo,
advertIu-os. OuvI-me, vós todos, e compreendeI. Þada há, Iora do homem, que,
entrando neIe, o possa contamInar, mas o que saI deIe, Isso e que contamIna o
homem.
(15)
A tendencIa em juIgar e crItIcar os outros, com Intençäo maIdosa, recebe
a denomInaçäo de maIIcIa, em outras paIavras, o IndIvIduo nessas condIções ve os
outros com os oIhos da próprIa maIdade.
25
As Dores da AIma
15
Marcos 7..4 e 15
llusão
Somos nós mesmos que nos ííudímos, por querer que as críaturas
dêem o que não podem e que a|am como ímagínamos que devam agír.
A crIatura humana modeIa suas reações emocIonaIs atraves dos crIterIos dos
outros, estabeIecendo para sI próprIa metas IIusórIas na vIda. £squece-se, entretanto,
de que suas experIencIas säo únIcas, como tambem únIcas säo suas reações, e de que o
constante estado de desencontro e aIIIçäo e subproduto das tentatIvas de concretIzar
essas suas IrreaIIdades.
Constantemente, crIamos IantasIas em nossa mente, bIoqueamos nossa
conscIencIa e recusamos aceItar a verdade. !samos os maIs dIversos mecanIsmos de
deIesa, seja de Iorma conscIente, seja de Iorma InconscIente, para evItar ou reduzIr os
eventos, as coIsas ou os Iatos de nossa vIda que nos säo InadmIssIveIs. A negaçäo e
um desses mecanIsmos psIcoIógIcos, eIa aparece como prImeIra reaçäo dIante de uma
perda ou de uma derrota. Iortanto, negamos, InvarIaveImente, a IIm de amortecer
nossa aIma das sobrecargas emocIonaIs.
Çuanto maIs sonhos IIógIcos, maIs cresce a Iuta para materIaIIzá-Ios, Ievando
certamente os IndIvIduos a se tornarem prIsIoneIros de um cIrcuIo vIcIoso e, como
resuItado, a soIrerem constantes Irustrações e uma decepçäo crônIca.
!m exempIo cIássIco de IIusäo e a tendencIa exagerada de certas pessoas em
querer Iazer tudo com perIeIçäo, aIIás, querer ser o modeIo perIeIto. £ssa abstraçäo
IIusórIa as coIoca em sItuaçäo desesperadora. Trata-se de um processo neurótIco que
Iaz com que eIas assImIIem cada manIIestaçäo de contrarIedade dos outros como um
sInaI do seu Iracasso e a Interpretem como uma rejeIçäo pessoaI.
O ser humano supercrItIco tem uma necessIdade compuIsórIa de ser
consIderado IrrepreensIveI. Sua IncapacIdade de aceItar os outros como säo e reIIexo
de sua IncapacIdade de aceItar a sI próprIo. Sua busca doentIa da perIeIçäo e uma
projeçäo de suas próprIas exIgencIas Internas. O perIeccIonIsmo e, por certo, a maIs
comum das IIusões e, InquestIonaveImente, uma das maIs catastróIIcas, quando
InterIere nos reIacIonamentos humanos. !ma pessoa perIeIta exIgIrá apenas
companheIros perIeItos.
A sensaçäo de que podemos controIar a vIda de parentes e amIgos tambem e
uma das maIs Irequentes IIusões e, nem sempre, e IácII dIIerencIar a IIusäo de
controIar e a reaIIdade de amar e compreender.
A açäo de controIar os outros se transIorma, com o passar do tempo, em um nó
que estranguIa, Ientamente, as maIs querIdas aIeIções. Se contInuarmos a manter essa
atItude manIpuIadora, veremos em breve se extInguIr o amor dos que convIvem
conosco. £Ies poderäo permanecer ao nosso Iado por IIdeIIdade, jamaIs por carInho e
prazer.
£m outras cIrcunstâncIas, agImos com segundas Intenções, envoIvendo crIaturas
que nos parecem trazer vantagens ImedIatas. £m nossos devaneIos e quImeras,
achamos que conseguIremos Iograr exIto, mas, como sempre, todo pIano oportunIsta,
maIs cedo ou maIs tarde, será descoberto. Çuando Isso acontece, IndIgnamo-nos,
Incoerentemente, contra a pessoa e näo contra a nossa auto-IIusäo.
£scoIhemos amIzades Inadequadas, näo anaIIsamos suas IImItações e
possIbIIIdades de doaçäo, aIeto e sIncerIdade e, quando recebemos a pedra da
IngratIdäo e da traIçäo por parte deIes, cuIpamo-Ios. Certamente, esquecemo-nos de
que somos nós mesmos que nos IIudImos, por querer que as crIaturas deem o que näo
podem e que ajam como ImagInamos que devam agIr.
Gostamos de aIguem Imensamente e aIImentamos a IdeIa de que esse mesmo
aIguem pudesse corresponder ao nosso amor e, assIm, crIamos sonhos romântIcos
entre IantasIas e IrreaIIdades.
As hIstórIas InIantIs sobre prIncIpes encantados socorrendo IIndas donzeIas em
perIgo säo úteIs e beneIIcas, desde que näo se transIormem em IIusórIas bases da
exIstencIa. £Ias podem IncItar os deIIrIos de uma espera InatIngIveI em que somente
um prIncIpe de verdade tem o prIvIIegIo de merecer uma prIncesa dIsIarçada, ou
vIce-versa.
A conscIencIa humana está quase sempre envoIvIda por IIusões, que
ImpossIbIIItam, por um Iado, a capacIdade de autopercepçäo, por outro, dIIIcuItam o
contato com a reaIIdade das coIsas e pessoas.
Þäo cuIpemos nInguem peIos nossos desacertos, poIs somos os únIcos
responsáveIs cada um de nós peIa quaIIdade de vIda que experImentamos aquI e
agora.
O sentImento de justIça está em a Þatureza (...) o progresso moraI desenvoIve
esse sentImento, mas näo o dá. Ðeus opôs no coraçäo do homem...
(16
)
Irocuremos auscuItar nossas percepções InterIores, usando nossos sentIdos
maIs proIundos e observando o que nos mostram as IeIs naturaIs estabeIecIdas em
nossa conscIencIa. ConIIar no sentImento de justIça que saI do coraçäo, conIorme
asseveram os GuIas da IumanIdade, e promover a IndependencIa de nossos
pensamentos e vIver com senso de reaIIdade. AIIás, säo essas as caracterIstIcas maIs
Importantes das pessoas espIrItuaImente maduras.
£stamos na Terra para estabeIecer uma IInha dIvIsórIa entre a sanIdade e a
debIIIdade, portanto, e ImprescIndIveI dIscernIr o que queremos Iorçar que seja
reaIIdade daquIIo que verdadeIramente e reaIIdade. MuItas vezes, podemos estar nos
IIudIndo a ponto de negar Iatos precIosos que nos ajudarIam a perceber a
grandIosIdade da VIda IrovIdencIaI trabaIhando em Iavor de nosso desenvoIvImento
IntegraI.
27
As Dores da AIma
16
Questão 873 O sentImento de justIça está em a Þatureza, ou e resuItado de IdeIas adquIrIdas?
£stá de taI modo em a Þatureza, que vos revoItaIs à sImpIes IdeIa de uma InjustIça. Œ Iora de
dúvIda que o progresso moraI desenvoIve esse sentImento, mas näo o dá. Ðeus o pôs no coraçäo do
homem. ÐaI vem que, Irequentemente, em homens sImpIes e IncuItos se vos deparam noções maIs
exatas de justIça do que nos que possuem grande cabedaI de saber.
llusão
Œ maís produtívo para a evoíução das aímas acredítar naquíío que se
sente do que nas paíavras que se ouvem.
As IIusões que crIamos servem-nos, de certa Iorma, de deIesas contra nossas
reaIIdades amargas. £mbora possam, por um Iado, nos poupar das dores
momentaneamente, por outro, nos tornam prIsIoneIros da IrreaIIdade. Iara possuIr
uma mente sä, e precIso que tenhamos a capacIdade de aceItaçäo da reaIIdade, jamaIs
IugIndo deIa.
MuItos de nós conservam a IIusäo de que a posse materIaI proporcIona a
IeIIcIdade, de que o poder e a Iama garantem o amor, de que a Iorça bruta Ihes
protegerá de uma possIveI agressäo, e de que a prátIca sexuaI Ihes darIa uma IntegraI
gratIIIcaçäo na vIda. Çuase sempre, desenvoIvemos essas IIusões na InIâncIa com
nossos paIs, proIessores, outros parentes, como sendo reaIs ensInamentos, quando, em
verdade, näo passam de crenças dIstorcIdas de IndIvIduos que tInham o dInheIro e o
sexo como dIvIndades supremas.
Mesmo quando crescIdos e maduros, sentImos medo de abandoná-Ias. Þäo será
IácII renuncIarmos a essas IIusões, se näo nos conscIentIzarmos de que a aIegrIa e o
soIrImento näo estäo nos Iatos e nas coIsas da vIda, mas sIm na Iorma como a mente os
percebe. £nquanto usarmos nossa mente, sem que eIa esteja IIgada a nossos sentIdos
maIs proIundos, IIcaremos agarrados a esses vaIores IIusórIos.
ƒs vezes, na denomInada educaçäo ou norma socIaI, assImIIamos as IIusões dos
outros como sendo reaIIdades. Aprendemos, desde a maIs tenra Idade, que certas
emoções säo ruIns, enquanto outras säo boas. ¡mporta consIderar, no entanto, que as
emoções säo amoraIs e que sentI-Ias e muIto dIIerente do agIr com base neIas, eIs
quando passam a ser uma questäo moraI/socIaI.
Os costumes socIaIs näo obrIgam muItas vezes o homem a enveredar por um
camInho de preIerencIa a outro (...) O que se chama respeIto humano näo constItuI
óbIce ao exercIcIo do IIvre-arbItrIo (...) Säo os homens e näo Ðeus quem Iaz os
costumes socIaIs. Se eIes a estes se submetem, e porque Ihes convem. TaI submIssäo,
portanto, representa um ato de IIvre-arbItrIo (...)
(17
)
CoIocar restrIções às emoções e como querer segurar as ondas do mar,
enquanto coIocar restrIções ao comportamento humano e perIeItamente possIveI e
váIIdo. Säo os comportamentos adequados que promovem o bem-estar dos grupos
socIaIs e, InquestIonaveImente, säo necessárIos à harmonIa da comunIdade.
As emoções säo sImpIesmente emoções. Œ ImportantIssImo aprendermos a
perdoar e sermos compreensIvos, desde que Iaçamos Isso agIndo por IIvre escoIha, näo
17
Questão 863 Os costumes socIaIs näo obrIgam muItas vezes o homem a enveredar por um camInho
de preIerencIa a outro e näo se acha eIe submetIdo à dIreçäo da opInIäo geraI, quanto à escoIha de suas
ocupações? O que se chama respeIto humano näo constItuI óbIce ao exercIcIo do IIvre-arbItrIo?
Säo os homens e näo Ðeus quem Iaz os costumes socIaIs. Se eIes a estes se submetem, e porque
Ihes convem. TaI submIssäo, portanto, representa um ato de IIvre-arbItrIo, poIs que, se o quIsessem,
poderIam IIbertar-se de semeIhante jugo. Ior que, entäo, se queIxam? IaIece-Ihes razäo para acusarem
os costumes socIaIs. A cuIpa de tudo devem Iançá-Ia ao toIo amor-próprIo de que vIvem cheIos e que os
Iaz preIerIrem morrer de Iome a InIrIngI-Ios. ÞInguem Ihes Ieva em conta esse sacrIIIcIo IeIto à opInIäo
púbIIca, ao passo que Ðeus Ihes Ievará em conta o sacrIIIcIo que IIzerem de suas vaIdades. Þäo quer Isto
dIzer que o homem deva aIrontar sem necessIdade aqueIa opInIäo, como Iazem aIguns em quem há maIs
orIgInaIIdade do que verdadeIra IIIosoIIa. Tanto desatIno há em procurar aIguem ser apontado a dedo, ou
consIderado anImaI curIoso, quanto acerto em descer voIuntarIamente e sem murmura!, desde que näo
possa manter-se no aIto da escaIa.
por medo ou por autonegaçäo emocIonaI. Þa maIorIa dos casos, damos a outra Iace,
näo por uma capacIdade de IIvre expressäo e conscIencIa, mas usando IaIsas atItudes
de compreensäo e espontaneIdade.
Iara que nossos atos e comportamentos sejam verdadeIros, as emoções devem
ser percebIdas como säo e totaImente reconhecIdas peIa nossa personaIIdade, a IIm de
que nossa expressäo seja naturaI, IácII e aproprIada às sItuações.
¡dentIIIcar uma emoçäo e dIIerente de suportá-Ia. Þa IdentIIIcaçäo, nós a
reconhecemos e, a partIr daI, agImos ou näo, suportar a emoçäo sIgnIIIca Ignorá-Ia ou
sImpIesmente tentar eIImIná-Ia.
Censurar as emoções e IIusäo, serIa o mesmo que censurar a próprIa Þatureza.
IabItuaImente, os paIs costumam repreender o IIIho dIzendo que näo deverIa ter raIva
ou medo. Ior certo, condenam as crIanças por essas emoções e as obrIgam a esconde-
Ias, porem eIes näo conseguem extIrpá-Ias. Ao punIrem seus IIIhos, por estes
expressarem suas emoções naturaIs, taIvez näo estejam usando o meIhor metodo
educatIvo. Þäo serIa meIhor ensInar-Ihes os códIgos do bom comportamento socIaI,
deIxando que seu modo de ser IIua com naturaIIdade e equIIIbrIo, sem anuIar a
personaIIdade ou torná-Ios submIssos?
Todos os seres humanos nascem com reações emocIonaIs. £ncontramos nos
bebes emoções de raIva, quando estäo ImpedIdos de andar, pegar, brIncar, ou seja,
movImentar-se IIvremente. VerIIIcamos tambem emoções de medo, quando IIcam sem
apoIo, quando se sentem abandonados ou dIante de baruIhos Iortes.
Þa InIâncIa, se as emoções Iorem ImpedIdas de se manIIestar, Iräo ocasIonar
serIos danos no desenvoIvImento psIcoemocIonaI do aduIto, constItuIndo-se-Ihe um
obstácuIo para atIngIr a auto-segurança.
A raIva ou o medo säo emoções que proporcIonam um certo estado de aIerta,
que nos mantem despertos. Sem eIes, IIcamos Impotentes e näo conseguImos proteger
nossa IntegrIdade IIsIca nem a psIcoIógIca das ameaças que enIrentamos na vIda. Säo
eIes que nos orIentam para a deIesa ou para a Iuga em sItuações de rIsco.
ObvIamente, näo estamos Iazendo aIusäo às emoções patoIógIcas e IrracIonaIs,
mas àqueIas que, naturaIs, säo essencIaIs ao crescImento e desenvoIvImento dos seres
humanos.
Þossos sentIdos säo tudo o que temos para perceber os recados da vIda, conte-
Ios serIa o mesmo que destruIr o eIo com nossa IntImIdade. Þäo sentIr e vIver em
constante IIusäo, dIstancIado do verdadeIro sIgnIIIcado da vIda. A repressäo das
emoções InIbe o rItmo e a puIsaçäo Interna, IImIta a vItaIIdade e reduz a percepçäo.
Çuando reprImImos uma emoçäo, por certo estaremos reprImIndo muItas outras. Ao
reprImIrmos nossas emoções básIcas (medo e raIva), certamente estaremos reprImIndo
tambem as emoções da aIetIvIdade. ¡nIeIIzmente, näo conseguIremos IIdar com as
dIIIcuIdades e encontrar soIuções, se perdermos o contato com as IeIs da Þatureza,
aIIás crIadas por Ðeus e que nos regem a todos. Œ maIs produtIvo para a evoIuçäo das
aImas acredItar naquIIo que se sente do que nas paIavras que se ouvem.
29
As Dores da AIma
Medo

O resuítado do medo em nossas vídas será a perda do nosso poder de
pensar e agír com espontaneídade.
Ao Iançamos mäo de uma Ianterna em uma noIte escura e IocaIIzamos
determInado Iugar, vamos torná-Io evIdente. Çuando destacamos aIgo, convergImos
todas as nossas percepções maIs IntImas para o motIvo de nossa atençäo e, ao
examIná-Io, estaremos estabeIecendo proIundas IIgações mentaIs atraves de nosso
oIhar IIgado a esse Iugar especIIIco.
IocaIIzar com a Ianterna de nossas atenções os Iugares, as pessoas, os Iatos, os
eventos e as coIsas em geraI sIgnIIIca que estaremos enIatIzando, para nós mesmos, o
que queremos que a vIda nos mostre e nos Iorneça.
O £spIrIto unIcamente ve e ouve o que quer. ÐIzemos Isto de um ponto de vIsta
geraI e, em partIcuIar, com reIerencIa aos £spIrItos eIevados (...)
(18
)
A percepçäo e um atrIbuto do espIrIto. Çuanto maIor o estado de conscIencIa do
IndIvIduo, maIor será sua capacIdade de perceber a vIda, que näo se IImIta apenas aos
Iragmentos da reaIIdade, mas sIm à reaIIdade pIena.
CoIocar nossa atençäo nas coIsas da vIda e Iator Importante para o nosso
desenvoIvImento mentaI, emocIonaI e espIrItuaI, todavIa, e necessárIo saber dIrecIonar
convenIentemente nossa percepçäo e atençäo no momento exato e para o Iugar certo.
Çuanto maIs pensarmos e voItarmos nossa atençäo para as caIamIdades e
desastres, maIs teremos a Impressäo de que o mundo está IImItado à nossa pessoaI
maneIra catastróIIca de ve-Io e sentI-Io.
Þas oportunIdades de crescImento que nos oIerecem nossas experIencIas, temos
a possIbIIIdade de vaIIdar e potencIaIIzar determInadas crenças e conceItos que
poderäo nos desestruturar psIquIcamente, Ievando-nos a uma verdadeIra hIpnose
mentaI. A partIr dIsso, esquecemo-nos de vIsuaIIzar o restante do mundo que nos
cerca. Iassamos a vIver sImpIesmente voItados para a opInIäo que adotamos como
únIca verdade, assustados e amedrontados entre constantes atmosIeras de receIo e
apreensäo.
£m muItas ocasIões, IIcamos parados à margem do camInho, IocaIIzando nossos
conIIItos, dIIIcuIdades e probIemas, deIxando a vIda gIrar em tomo deIes. CoIocamos
nossos dIIemas como peças centraIs e, quando essas Iorças conIIItantes começam a nos
ameaçar, sentImo-nos apavorados.
O resuItado do medo em nossas vIdas será a perda do nosso poder de pensar e
agIr com espontaneIdade, poIs quem decIdIrá como e quando devemos atuar será a
atmosIera do temor que nos envoIve.
Ancorados peIo receIo e peIa desconIIança, crIamos resIstencIas, obstácuIos e
tropeços que nos Impedem de avançar. Iassamos, entäo, a näo vIver novas
experIencIas, näo receber novos pensamentos e näo Iazer novas amIzades,
estacIonando e dIIIcuItando nossa camInhada e progresso IntImo.
As sensações do medo sobrecarregam as energIas dos chakras do pIexo soIar e
do cardIaco, provocando, quase sempre, uma Impressäo de vácuo no estômago e um
descontroIe nas batIdas do coraçäo. Contudo, näo serIamos aIetados por nenhum
18
Questão 250 ConstItuIndo eIas atrIbutos próprIos do £spIrIto, ser-Ihe-á possIveI subtraIr-se às
percepções?
O £spIrIto unIcamente ve e ouve o que quer. ÐIzemos Isto de um ponto de vIsta geraI e, em
partIcuIar com reIerencIa aos £spIrItos eIevados, porquanto os ImperIeItos muItas vezes ouvem e veem,
a seu mau grado, o que Ihes possa ser útII ao aperIeIçoamento.
acontecImento de maneIra täo desgastante, se estIvessemos centrados em nós
mesmos.
Þosso centro näo e nossa mente, nem nossos sentImentos ou emoções, mas e,
em verdade, nossa aIma a essencIa dIvIna por meIo da quaI testemunhamos tudo o
que ocorre dentro e Iora de nós.
Cada um ve o unIverso das coIsas peIo que e. Vemos o mundo e as crIaturas
segundo o nIveI de desenvoIvImento da conscIencIa em que vIvemos. Çuanto maIor
esse nIveI, maIs estaremos centrados e vIvendo estáveIs e tranquIIos. Çuanto menor,
maIs teremos um juIzo prImárIo de tudo e uma estreIta vIsäo dos Iatos e das pessoas.
Aprendendo a IocaIIzar e a desIocaIIzar nossas crIses, traumas, medos, perdas e
dIIIcuIdades, bem como os acontecImentos desastrosos do cotIdIano dando-Ihes a
devIda ImportâncIa e reguIando o tempo necessárIo, a IIm de anaIIsá-Ios
proveItosamente , teremos metas sempre adequadas e seguras que Iavoreceräo
nosso progresso espIrItuaI. Þäo devemos jamaIs subestImá-Ios ou Ignorá-Ios.
Iembremo-nos de que a beIeza näo está somente nas IIores do jardIm, mas,
antes de tudo, nos oIhos de quem as admIra.
31
As Dores da AIma
Medo
Desvendar, gradatívamente, nossa ügeografía ínternaý, nosso próprío
padrão de carêncías e medos, proporcíona-nos uma base sóíída de
autoconfíança.
ModeIa e Iorma a nossa sombra tudo aquIIo que nós näo admItImos ser, tudo o
que näo queremos descobrIr dentro de nós, tudo o que näo queremos experImentar e
tudo o que näo reconhecemos como verdadeIro em nosso próprIo caráter. Sombra e
um conceIto junguIano para desIgnar a soma dos Iados rejeItados da reaIIdade que a
crIatura näo quer admItIr ou ver em sI mesma, permanecendo, portanto, esquecIdos
nas proIundezas da IntImIdade.
Ior medo de sermos vIstos como somos, nossas reIações IIcam IImItadas a um
nIveI superIIcIaI. Iesguardamo-nos e Iechamo-nos IntImamente para sentIr-nos
emocIonaImente seguros.
IresumImos que o näo ver resuIta em näo ter. £m verdade, näo nos IIvramos
de nosso Iado recusado sImpIesmente porque Iechamos os oIhos para eIe, mas porque
mesmo assIm contInuará a exIstIr na sombra de nossa estrutura mentaI. ¡ncapaz de
voar, o avestruz, embora seja uma das maIores aves, esconde a cabeça no prImeIro
buraco que encontra à sua Irente, quando acuado e amedrontado. £sse comportamento
do avestruz e uma metáIora adequada para demonstrar o que tentamos Iazer conosco,
quando negamos certas reaIIdades de nossa natureza humana.
As coIsas Ignoradas geram maIs medo do que as conhecIdas.
Iecusar-se a aceItar a dIversIdade de emoções e sentImentos de nosso mundo
InterIor nos Ievará a vIver sem o controIe de nossa exIstencIa, sem ter nas mäos as
redeas de nosso destIno. Ao assumIrmos que säo eIementos naturaIs de estrutura
humana em evoIuçäo IrIeza/sensuaIIdade, avareza/desperdIcIo, egoIsmo/desInteresse,
domInaçäo/submIssäo, IassIdäo/ImpetuosIdade, aI começa nosso trabaIho de
autoconhecImento, a IIm de que possamos descobrIr onde erramos e, a partIr de entäo,
encontrar o meIo-termo, ou seja, näo estar num extremo nem no outro.
MuItas crIaturas tem medo de sI mesmas. Ðesvendar, gradatIvamente, nossa
geograIIa Interna, nosso próprIo padräo de carencIas e medos, proporcIona-nos uma
base sóIIda de auto-conIIança.
O ato de arrependImento nada maIs e do que perceber, nosso Iado Inadequado.
Œ admItIr para nós mesmos que IdentIIIcamos nosso comportamento InconvenIente e
que precIsamos mudar nossas atItudes dIante das pessoas e do mundo.
ArrependImento pode ser vIsto como a nossa tomada de conscIencIa de certos
eIementos que negávamos conscIente ou InconscIentemente, projetando-os para Iora
ou reprImIndo-os em nossa sombra.
ArrependImento quer dIzer pesar, ou mudança de opInIäo por aIguma IaIta
cometIda, vocábuIo de uso habItuaI nas IIdes reIIgIosas. Tomar conscIencIa e uma
expressäo moderna que sIgnIIIca dIscernImento da vIda exterIor e InterIor, acrescIda
da capacIdade de juIgar moraImente os atos. A nosso ver, ambos os termos nos Ievam à
mesma causa.
O ato de arrependImento e um antIdoto contra o medo. Çuem se arrependeu e
porque examInou suas proIundezas e descobrIu que seus desejos e tendencIas nada
maIs säo que ImpuIsos comuns a todos os seres humanos. Çuem se arrependeu e
porque aprendeu que e sImpIesmente humano, IaIIveI e nem meIhor nem pIor do que
os outros.
Arrepender-se e o prImeIro passo para meIhorarmos e progredImos
espIrItuaImente.
O espIrIto Säo IuIs e taxatIvo quando dIz que todos os espIrItos se arrependeräo
um dIa. Iá-os de arrependImento muIto tardIo,. porem, pretender-se que nunca se
meIhoraräo Iora negar a IeI do progresso e dIzer que a crIança näo pode tornar-se
homem.
(19
)
As manIIestações decorrentes de nossa sombra säo projetadas por nós
mesmos de Iorma anônIma no mundo, sob o pretexto de que somos vItImas, porque
temos medo de descobrIr em nós a verdadeIra Ionte dos maIes que nos aIcançam no
dIa-a-dIa. Ior acredItar que banImos de nossa IntImIdade determInado prIncIpIo que
nos gerava medo e baIxa estIma, e que IataImente encontraremos, Iogo em seguIda,
esse mesmo prIncIpIo materIaIIzando-se no mundo exterIor, amedrontando-nos e
causando-nos desconIorto.
Os chamados tIques nervosos nada maIs säo do que ImpuIsos compuIsIvos de
atos ou a contraçäo repetItIva de certos múscuIos, desenvoIvIda de Iorma InconscIente,
para näo tomarmos conscIencIa dos conteúdos emocIonaIs que reprImImos em nossa
sombra. Os tIques säo compuIsões motoras para aIIvIar emoções e IuncIonam como
verdadeIros tapumes energetIcos para conter sentImentos emergentes. A tecnIca
IuncIona da seguInte maneIra. enquanto o IndIvIduo se dIstraI com o tIque, näo deIxa
vIr à conscIencIa o que reprImIu, por consIderá-Io IeIo e pecamInoso.
O somatórIo dessas emoções negadas nos causa medos InexpIIcáveIs que nos
oprImem, aIastando-nos do verdadeIro arrependImento e prejudIcando o nosso
crescImento InterIor. MuItos de nós contInuamos, anos a IIo, sentIndo temores
InjustIIIcáveIs por tudo aquIIo que reprImImos e para evItar que pensamentos,
recordações ou ImpuIsos cheguem ao conscIente.
O medo IndeIInIdo provem da repressäo de ImpuIsos consIderados InaceItáveIs
que exIstem dentro de nós, da ausencIa de contrIçäo de nossas IaItas, da näo-admIssäo
de nossos erros, descompensando nosso corpo energetIcamente com o peso dos Iardos
do temor e do pânIco.
33
As Dores da AIma
19
Questão 1007 Iaverá £spIrItos que nunca se arrependem?
Iá os de arrependImento muIto tardIo, porem, pretender-se que nunca se meIhoraräo Iora
negar a IeI do progresso e dIzer que a crIança näo pode tornar-se homem.
Säo IuIs
Medo
Dentre as muítas dífícuídades que envoívem a agorafobía, a maís
grave é a íncerteza de nosso vaíor pessoaí e as crenças de baíxa estíma
que possuímos, herdadas muítas vezes na ínfâncía.
Çuando estamos envoIvIdos peIo temor, näo conseguImos avançar. ÐeIxamos de
ter IdeIas InedItas, de vIver experIencIas Interessantes e conhecer novas crIaturas.
Ðessa maneIra, apesar de o banquete da vIda sempre ser oIerecIdo a todos de Iorma
semeIhante e harmônIca, eIe passa despercebIdo.
IeIerIndo-se à vIda socIaI, escIarece-nos a obra basIIar da CodIIIcaçäo. Ðeus Iez
o homem para vIver em socIedade. Þäo Ihe deu InutIImente a paIavra e todas as outras
IacuIdades necessárIas à vIda de reIaçäo.
(20
)

!ma das manIIestações do medo maIs probIemátIcas para as crIaturas humanas
e a denomInada IobIa socIaI ou agoraIobIa. £tImoIogIcamente, agoraIobIa sIgnIIIca
medo da praça (ágora = praça, paIavra orIunda do grego). Œ o pavor de Iazer o que
quer que seja em púbIIco.
ConceItuamos IobIa como sendo um medo superIatIvo e desmedIdo transIerIdo a
IndIvIduos, Iugares, objetos e sItuações que, naturaImente, näo podem provocar maI
aIgum. Çuando a agoraIobIa se torna crônIca, começa a atrapaIhar a vIda dos
IndIvIduos em todas as áreas do reIacIonamento humano.
O IóbIco socIaI receIa ser juIgado e avaIIado peIos outros, poIs os
comportamentos que maIs temem säo IaIar, comer e/ou beber dIante de outras
pessoas, Irequentar cursos, paIestras, Iestas, cInemas, ou seja, quaIquer atIvIdade
socIaI em Iugares movImentados.
Ðentre as muItas dIIIcuIdades que envoIvem a agoraIobIa, a maIs grave e a
Incerteza de nosso vaIor pessoaI e as crenças de baIxa estIma que possuImos, herdadas
muItas vezes na InIâncIa.
O sentImento de InIerIorIdade e o grande dIIIcuItador dos reIacIonamentos
seguros e sadIos. £sse sentImento produz uma necessIdade de estarmos sempre certos
e sempre sendo apIaudIdos peIos outros. Tememos mostrar-nos como somos e
escondemos nossos erros, convencIdos de que seremos desprestIgIados perante nossos
companheIros e amIgos. ÐIssImuIamos constantemente, Iazemos pose e Iorçamos os
outros a nos aceItar. Çuanto maIs o tempo passa e permanecemos nessa atItude
IntIma, maIs a Insegurança se avoIuma, chegando a aIcançar tamanha proporçäo que
um dIa passará a nos ameaçar.
Ðessa Iorma, InstaIa-se, gradatIvamente, a IobIa socIaI, ou seja, o medo que
desenvoIvemos peIos outros, por tanto representar papeIs e scrIpts que näo eram
nossos.
Tabus, IrreaIIdades, superstIções, mItos, conceItos errôneos e preconceItuosos
que assImIIamos de Iorma verbaI ou peIos gestos, abrangendo os várIos setores do
conhecImento humano, como as regras socIaIs, as hIgIenIcas, as aIImentares e as
reIIgIosas, säo propIcIadores de Iuturas crIses das maIs varIadas IobIas.
ÐIversas matrIzes do medo se IIxaram na vIda InIantII. Os paIs autorItárIos e
rudes que estabeIeceram um regIme educacIonaI duro e ImpIacáveI, Impondo normas
ameaçadoras e punItIvas, crIaram na mente das crIanças a necessIdade de mentIr e
20
Questão 766 A vIda socIaI está em a Þatureza?
Certamente. Ðeus Iez o homem para vIver em socIedade. Þäo Ihe deu InutIImente a paIavra e
todas as outras IacuIdades necessárIas à vIda de reIaçäo.
IantasIar constantemente. Ðessa maneIra, eIas passaram a vIver de Iorma que
agradassem a todos numa enorme necessIdade de aprovaçäo e numa atmosIera de
Insegurança. TaIs crIanças poderäo desenvoIver no Iuturo IobIas, cujas causas säo a
doentIa preocupaçäo com o desempenho sexuaI, o exagerado cumprImento de
obrIgações Impostas peIa socIedade, uma megaIomanIaca atuaçäo proIIssIonaI, a
IanátIca observâncIa a crenças reIIgIosas perIeccIonIstas e o procedImento extremIsta
de estar sempre correto em tudo que IaIa e Iaz.
O cortejo dos Ienômenos IóbIcos poderá ser orIundo de conIIItos herdados das
exIstencIas passadas, dos soIrImentos expressIvos vIvIdos no pIano astraI e dos
assedIos de entIdades Ignorantes, mas a matrIz onde tudo sempre se InterIIga e que
deverá ser trabaIhada e tratada e a conscIencIa comprometIda e IImItada dos
IndIvIduos em desajuste mentaI.
O medo será sempre a Iente que aumentará o perIgo. Segundo a exceIencIa do
pensamento de TIto IIvIo, hIstorIador IatIno nascIdo em 59 a. C., quanto menor o
medo, tanto menor o perIgo.
35
As Dores da AIma
Preocupação
Os preocupados vívem entorpecídos no ho|e por quererem controíar,
com seus pensamentos e com sua ímagínação, os fatos do amanhã.
As tareIas evoIutIvas executadas por nós na Terra Iazem parte de um processo
dInâmIco que Ievará nossas aImas aInda por Inúmeras encarnações. A VIda näo tem
outro objetIvo senäo o de doaçäo, de proteçäo e de recursos, para que possamos
atIngIr uma estabIIIdade IntIma que nos assegure a cIareza e a serenIdade mentaI,
eIementos ImprescIndIveIs que nos IacIIItaräo o progresso espIrItuaI.
Se acredItamos, porem, que nossa IeIIcIdade ou InIeIIcIdade venha de coIsas
externas, do acaso ou das mäos de outras pessoas, estaremos dIIIcuItando nosso
crescImento e amadurecImento InterIor.
A crIatura que atIngIu a IucIdez espIrItuaI já adquIrIu a capacIdade de
compreender a eIIcIencIa com que a Þatureza age em todos nós. £Ia se conduz no
cotIdIano pacIIIcada e serena, poIs percebeu que está constantemente ganhando
recursos da VIda £xceIsa, mesmo quando atravessa o que consIderamos transtornos
exIstencIaIs. Ao mesmo tempo, aprendeu que, por maIs que se preocupe, a reunIäo de
todas essas preocupações näo poderá mudar coIsa aIguma em sua vIda.
... O £spIrIto na escoIha das provas que queIra soIrer (...) escoIhe, de acordo
com a natureza de suas IaItas, as que o Ievem à expIaçäo destas e a progredIr maIs
depressa.
(21
)
A IrovIdencIa ÐIvIna agIndo em nós Iaz com que saIbamos exatamente o que
precIsamos escoIher para nosso aprImoramento InterIor. Iara que a conscIencIa da
crIatura tenha uma boa absorçäo ou uma sensIveI abertura para o aprendIzado e
precIso que adquIra senso e racIocInIo, noçäo e atrIbutos, todos extraIdos das suas
provas e expIações, ou seja, das dIversas experIencIas vIvencIaIs.
AInda encontramos nesta questäo. uns Impõem a sI mesmos uma vIda de
mIserIas e prIvações (...) outros preIerem experImentar as tentações da rIqueza e do
poder (...) muItos, IInaImente, se decIdem a experImentar suas Iorças nas Iutas que
teräo de sustentar em contato com o vIcIo.
Ior que entäo a nossa desmedIda preocupaçäo com o destIno dos outros? Ior
que tentamos Iorçar as coIsas para que aconteçam? As aImas estäo vIvencIando o útII e
o necessárIo para o desenvoIvImento de suas potencIaIIdades naturaIs e dIvInas.
Iodemos orIentar, amar, apoIar, ajudar, mas jamaIs achar que sabemos meIhor como
as coIsas devem ser e como as crIaturas devem se comportar.
Þo entanto, e Importante näo conIundIrmos preocupaçäo com prudencIa ou
cauteIa. A prevIdencIa e o pIanejamento, para que possamos atIngIr um Iuturo
promIssor, säo desejos naturaIs dos homens de bom senso.
Þa reaIIdade, preocupaçäo quer dIzer aIIIçäo e ImobIIIzaçäo do presente por
causa de um suposto Iato que poderá acontecer, ou aInda uma suspeIta de que uma
decIsäo poderá causar ruIna ou perda.
21
Questão 264 Çue e o que dIrIge o £spIrIto na escoIha das provas que queIra soIrer?
£Ie escoIhe, de acordo com a natureza de suas IaItas, as que o Ievem à expIaçäo destas e a
progredIr maIs depressa. !ns, portanto, Impõem a sI mesmos uma vIda de mIserIas e prIvações,
objetIvando suportá-Ias com coragem, outros preIerem experImentar as tentações da rIqueza e do poder,
muIto maIs perIgosas, peIos abusos e má apIIcaçäo a que podem dar Iugar, peIas paIxões InIerIores que
uma e outros desenvoIvem, muItos, IInaImente, se decIdem a experImentar suas Iorças nas Iutas que
teräo de sustentar em contato com o vIcIo.
A preocupaçäo excessIva com Iatos em geraI e com o bem-estar das pessoas está
aIIcerçada, em muItas ocasIões, em um mecanIsmo psIcoIógIco chamado
autodIstraçäo.
Os preocupados tem dIIIcuIdade de concentraçäo no momento presente e, por
Isso, Iazem com que a conscIencIa se desvIe do Ioco da experIencIa para a perIIerIa,
Isto e, vIvem entorpecIdos no hoje por quererem controIar, com seus pensamentos e
com sua ImagInaçäo, os Iatos do amanhä.
£sse desvIo da atençäo e uma busca deIIberada de dIstraçäo do IndIvIduo, e uma
Iorma de ImpedIr a sI próprIo de ver o que precIsa perceber em seu mundo InterIor.
Çuando dIzemos que nos preocupamos com os outros, quase sempre estamos
nos abstraIndo.
das atItudes que näo temos coragem de tomar,
das responsabIIIdades que näo queremos assumIr,
das carencIas aIetIvas que negamos a nós mesmos,
dos atos Incoerentes que pratIcamos e näo admItImos,
dos bIoqueIos mentaIs que possuImos e näo aceItamos.
ÐesIocamos todos os nossos esIorços, atençäo e potencIaIIdades para socorrer,
proteger, saIvar, convencer e aconseIhar nossos companheIros de vIagem, oIvIdando
muItas vezes, proposItadamente ou näo, nossa prImeIra e maIs Importante tareIa na
Terra. a nossa transIormaçäo InterIor.
Œ IncontestáveI que a preocupaçäo jamaIs nos preservará das angústIas do
amanhä, apenas coIocará obstácuIos às nossas reaIIzações do presente.
Þäo devemos nem podemos Iorçar mudanças de atItudes nas pessoas. £m
reaIIdade, só podemos modIIIcar a nós mesmos. Þosso IIvre-arbItrIo nos conIere
possIbIIIdades de uso partIcuIar com o IIm especIIIco de retIIIcarmo-nos, porem näo nos
dá o dIreIto de querer modIIIcar os outros.
AcredItamos, aInda assIm, que temos o poder de exIgIr que os outros pensem
como nós e que podemos InterIerIr nas manIIestações dos aduItos que nos cercam. Ior
maIs querIdos que nos sejam, näo nos e IIcIto dIssuadI-Ios de suas decIsões e posturas
de vIda.
Cada um se expressa perante a exIstencIa como pode. AssIm, suas crIações,
desejos, metas e objetIvos säo coerentes com seu grau evoIutIvo. ÇuaIquer tIpo de
coaçäo em um modo de ser e proIundo desrespeIto.
ConIIemos na IaternIdade !nIversaI que rege a todos, vIsto que preocupaçäo,
em sIntese, e desconIIança nas IeIs da VIda. Þäo nos compete determInar ou dIrIgIr as
decIsões aIheIas, nem mesmo temos o dIreIto de convencer nInguem ou censurar as
opções de vIda de quem quer que seja.
Ior que condenar os atos e as atItudes de aIguem que o próprIo CrIador do
!nIverso deIxou IIvre para decIdIr? Ior que soIrer ou preocupar-se com Isso?
37
As Dores da AIma
Preocupação
Toda vída em nós e fora de nós está em constante rítmícídade. por
que, então, desrespeítar os mecanísmos de que se utííízam as íeís dívínas
na evoíução? por que nos afíígírmos e tentarmos mudar o ímutáveí?
Þossa percepçäo, hoje, nos escIarece sobre os Iatos do ontem, taIvez sobre
acontecImentos da semana anterIor ou, possIveImente, sobre eventos quase esquecIdos
de anos passados.
Tudo ocorre dentro de um perIeIto sIncronIsmo tempo/espaço. Þäo adIanta nos
preocuparmos com o nosso processo de aprendIzado nem com o dos outros, poIs, se
aIguem näo está conseguIndo camInhar convenIentemente agora, e porque Ihe IaIta
aIgo a Iazer, ou mesmo, coIsas a aprender. Þo !nIverso, tudo obedece a um rItmo
naturaI, as raIzes de nossa evoIuçäo corporaI/espIrItuaI estäo arraIgadas nas IntImas
reIações com a Þatureza. £m nIveI maIs proIundo, somos parte deIa.
VIvencIamos conscIentemente, a todo Instante, os cIcIos da Þatureza com nossas
emoções e sentImentos. £xperImentamos desânImo e abatImento no transcurso de um
Iongo perIodo de estIagem, porem, quando a chuva caI, a nossa sensaçäo e de aIegrIa e
prazer, ou, durante as tempestades, nossas Impressões oscIIam desde a apreensäo ate
o medo. SentImos a aIma Ieve e IeIIz com o surgImento do soI, nos dIas caImos e
IIumInados.
Iá um tempo para tudo. £m verdade, os rItmos que nos governam säo Inerentes
à vIda. Tambem nós, os espIrItos domIcIIIados ou näo na Terra IIsIca, IdentIIIcamos
nossos rItmos Internos atraves das sensações da dor e do prazer, a IIm de avaIIarmos o
grau de acerto de nossos atos e decIsões.
ÐIa e noIte, prImavera e Inverno, amanhecer e entardecer säo Iases da
Þatureza, atuando dIretamente nos rItmos de nossas ocupações e procedImentos do
cotIdIano.
£m verdade, a nossa IdentIIIcaçäo com a VIda SuperIor se pIenIIIca quando
harmonIzamos nossos rItmos Internos com os rItmos externos da Þatureza.
Iropõe o proIessor IIvaII aos Þobres £mIssárIos. Os seres que habItam cada
mundo häo todos aIcançado o mesmo nIveI de perIeIçäo? £ os £spIrItos respondem à
questäo com sabedorIa. Þäo, dá-se em cada um o que ocorre na Terra. uns £spIrItos
säo maIs adIantados do que outros.
(22
)
Os rItmos InterIores dos IndIvIduos se prendem ao nIveI evoIucIonaI/espIrItuaI de
cada um, e toda a vIda no !nIverso está dentro de uma ordem perIeIta. Tanto os astros
da abóbada ceIeste, como os seres mIcroscópIcos do nosso pIaneta, todos säo regIdos
por uma ÐIvIna Ordem, que mantem trajetórIas e órbItas perIeItamente aIInhadas,
como tambem os rItmos e os propósItos coerentes com o grau de necessIdade e
progresso das crIaturas e das demaIs crIações.
£mbora os rItmos bIoIógIcos de uma pessoa dIIIram compIetamente dos rItmos
de outros seres, podemos encontrar rItmos orgânIcos semeIhantes em membros de
uma mesma especIe.
A açäo de InspIrar resuIta com exata precIsäo em seu reverso, a açäo de expIrar.
£sta sucessäo ou aIternâncIa produz um rItmo. Çuando suprImImos um deIes, o outro
tambem desaparecerá, poIs se submetem mutuamente. Ior que aquIIo que nos parece
22
Questão 179 Os seres que habItam cada mundo häo todos aIcançado o mesmo nIveI de perIeIçäo?
Þäo, dá-se em cada um o que ocorre na Terra. uns £spIrItos säo maIs adIantados do que
outros.
täo evIdente na respIraçäo nos passa despercebIdo, ou mesmo sem anáIIse aIguma, nos
outros campos do conhecImento humano?
Os puImões sustentam a vIda orgânIca descarregando perIodIcamente bIóxIdo de
carbono e absorvendo oxIgenIo, que e Ievado peIo sangue, vItaIIzando as ceIuIas,
InvarIaveImente. As atIvIdades ceIuIares nos tecIdos permanecem num constante
estado de muItIpIIcaçäo, e a respIraçäo e contInua e compassada.
Certos rItmos que nos dIrIgem säo consIderados como quaIIdades Inerentes à
vIda e näo podem ser Impostos peIa exterIorIdade.
O múscuIo cardIaco apresenta rItmo espontâneo. As batIdas do coraçäo dIspõem
de seus próprIos marcapassos. Þa aurIcuIa dIreIta, um mInúscuIo nóduIo, conhecIdo
como sInus, à IeIçäo de um tImoneIro numa antIga embarcaçäo romana, possuI uma
tareIa gIgante. marca o rItmo das batIdas no barco da vIda. As ceIuIas nervosas do
cerebro detonam Irequentes ImpuIsos que, por sua vez, repercutem na rItmIcIdade das
ondas cerebraIs, que podem ser regIstradas peIo eIetroenceIaIograma.
£m todo reIno vegetaI e anImaI, a Iunçäo sexuaI e um Ienômeno perIódIco, desde
a poIInIzaçäo das pIantas ate o cIcIo menstruaI das muIheres que e o resuItado
dIreto do aumento e dImInuIçäo dos hormônIos num rItmo maIs ou menos mensaI.
Se pudessemos observar o InterIor de aIguem que está correndo, verIamos, com
certa reguIarIdade, a contraçäo de grupos aIternados de múscuIos. Os chamados
IIexores se contraem, Iazendo dobrar as artIcuIações, os extensores se contraem,
Iazendo endIreItar as artIcuIações.
Toda vIda em nós e Iora de nós está em constante rItmIcIdade. Ior que, entäo,
desrespeItar os mecanIsmos de que se utIIIzam as IeIs dIvInas na evoIuçäo? Ior que nos
aIIIgImos e tentarmos mudar o ImutáveI?
Como e Importante camInhar, passo após passo, acompanhando nosso próprIo
compasso exIstencIaI e percebendo a hora propIcIa de mudança!
O dIa de hoje nos Iornecerá exatamente as oportunIdades de que precIsamos
para compor com estroIes e versos harmônIcos o poema de nossa vIda, cuja metrIca
IoI antecIpadamente determInada por nós no ontem. Þossas experIencIas da vIda näo
acontecem por acaso. O IIanejamento ÐIvIno nada Iaz sem um desIgnIo proveItoso,
tudo tem sua razäo de ser. Þäo e precIso desespero, nem preocupaçäo, tudo acontece
como tem que acontecer.
39
As Dores da AIma
Vicio
O vícíado é um üconservadorý, poís não quer correr o rísco de se
íançar à vída, tornando-se, desse modo, um comodísta por medo do mundo
que, segundo eíe, o ameaça.
¡números IndIvIduos tomam as maIs dIIerentes atItudes dIante da vIda, porque
dIIerentes InIormações Ihes Ioram transmItIdas quando eram crIanças.
ConceItos dIIerentes säo ensInados para crIanças europeIas, asIátIcas e
aIrIcanas e todas se desenvoIvem acredItando que estäo compIetamente certas,
convencIdas de que as outras estäo totaImente erradas.
O vIcIo pode ser um erro de cáIcuIo na procura de paz e serenIdade, porque
todos queremos ser IeIIzes e nInguem, conscIentemente, busca de propósIto vIver com
desprazer, aIIIçäo e InIeIIcIdade.
Þosso modo de ser no mundo está sendo moIdado por nossas atItudes InterIores,
aIIás, estamos, dIarIamente, aprendendo como desenvoIver atItudes cada vez maIs
adequadas e coerentes em Iavor de nós mesmos.
IábItos preIerIdos se Iormam atraves do tempo e se sedImentam com repetIr
manobras mentaIs. O que IuncIonou muIto bem em sItuações Importantes de nossa
vIda, mantendo nossa ansIedade controIada e sob domInIo, provaveImente será
reproduzIdo em outras ocasIões. Ior exempIo. se na Iase InIantII descobrImos que,
quando chorávamos, Iogo em seguIda mamávamos, essa atItude mentaI poderá ser
perpetuada atraves de um hábIto InconscIente que juIgamos IrresIstIveI.
A estrategIa psIquIca passa a ser. quando tenho um probIema, precIso comer
aIgo para resoIve-Io. O que a prIncIpIo IoI uma descoberta compensadora e beneIIca
maIs tarde pode ser um mecanIsmo desnecessárIo, tomando-se um ImpuIso neurótIco e
desagradáveI em nosso dIa-a-dIa.
£xIstem dIversos casos de obesIdade que surgIram no cIIma de Iares onde a mäe
e superexIgente, perIeccIonIsta e domInadora, Iorçando constantemente a crIança a se
aIImentar, näo Ievando em conta suas necessIdades naturaIs. IeIa InsIstencIa materna,
eIa desenvoIve o hábIto de comer exageradarnente, prejudIcando o desenvoIvImento do
senso InterIor, que Ihe dá a medIda de quando começar e de quando parar de comer.
A buIImIa crIa para seus dependentes uma barreIra que os separa da reaIIdade e
IuncIona como uma IaIsa proteçäo e segurança, poIs eIes constroem seu mundo de
expIIcações IaIsas por näo perceberem os Iatos verdadeIros.
Ior outro Iado, aIguns podem argumentar sobre a açäo dos dIstúrbIos
gIanduIares ou genetIcos, mas, mesmo assIm, a causa IundamentaI dos probIemas se
encontra no psIquIsmo humano que, em reaIIdade, e quem comanda todo o cosmo
orgânIco.
GeraImente, a obesIdade nasce da IaIta de coragem para enIrentar novas
experIencIas, e a compensaçäo que a crIança carente, exIstente no aduIto, encontra
para sentIr-se protegIda.
...A IeI de conservaçäo Ihe prescreve, como um deve!, que mantenha suas
Iorças e sua saúde, para cumprIr a IeI do trabaIho. £Ie, poIs, tem que se aIImentar
conIorme o recIame a sua organIzaçäo.
(23
)
23
Questão 723 A aIImentaçäo anImaI e, com reIaçäo ao homem, contrárIa à IeI da Þatureza?
Ðada a vossa constItuIçäo IIsIca, a carne aIImenta a carne, do contrárIo o homem perece. A IeI
de conservaçäo Ihe prescreve, como um dever, que mantenha suas Iorças e sua saúde, para cumprIr a IeI
do trabaIho. £Ie, poIs, tem que se aIImentar conIorme o recIame a sua organIzaçäo.
IaraIeIamente, encontramos tambem na dependencIa da comIda um vIcIo
aIIcerçado no medo de vIver. O temor das provas e dos perIgos naturaIs da
camInhada terrena pode nos Ievar a uma suposta Iuga.
Os dependentes negam seu medo e se escondem à beIra do camInho.
¡nterrompem a procura exIstencIaI, dIIIcuItando, assIm, o IIuxo do desenvoIvImento
espIrItuaI que acontece atraves da busca do novo. A evoIuçäo tudo meIhora, sempre
esteve e sempre estará desenvoIvendo, desde os menores reInos da Þatureza ate as
maIs compIexas estruturas da conscIencIa humana.
O vIcIo aparece constantemente onde há uma Inadaptaçäo à vIda socIaI. Ior
IncrIveI que pareça, o vIcIado e um conservador, poIs näo quer correr o rIsco de se
Iançar à vIda, tomando-se, desse modo, um comodIsta por medo do mundo que,
segundo eIe, o ameaça.
Os vIcIos ou hábItos destrutIvos säo, em sIntese, metodos deIensIvos que as
pessoas assumIram nesta exIstencIa, ou mesmo os trazem de outras encarnações, como
uma Iorma Inadequada de promover segurança e proteçäo.
AssIm consIderando e a IIm de nos aproIundar no assunto, para saber IIdar
meIhor com as chamadas vIcIações humanas, devemos perguntar a nós mesmos.
Como organIzamos nossa personaIIdade? Como eram as crenças dos aduItos
com os quaIs convIvemos na InIâncIa? Çue tIpo de atos permItImos ou proIbImos entrar
nesse processo? ÇuaIs as IInhas de conduta que nos Ioram Iechadas, ou quaIs os
modeIos de vIda que prIorIzamos em nossa organIzaçäo mentaI?
Somente aI, avaIIando demoradamente os antecedentes de nossa vIda, e que
estaremos promovendo uma auto-anáIIse proveItosa, para IdentIIIcarmos nossos
padrões de pensamentos deIIcItárIos, dIIerencIando aqueIes que nos säo úteIs daqueIes
que näo nos servem maIs. Ðessa Iorma, IIbertamo-nos das compuIsões desgastantes e
dos hábItos InIeIIzes.
Þäo nos esqueçamos, contudo, de que, conIorme as aIIrmações dos Þobres
£spIrItos da CodIIIcaçäo, o homem tem que se aIImentar conIorme o recIame a sua
organIzaçäo, consIderando, obvIamente, que todo excesso e produto de uma vIcIaçäo
em andamento.

41
As Dores da AIma
Vicio

Em verdade, vícíados são todos aqueíes que se enfraqueceram díante
da vída e se refugíaram na dependêncía de pessoas ou substâncías.
TradIçäo e ato de transmIssäo oraI ou escrIta de costumes, Iendas ou Iatos
Ievados de geraçäo a geraçäo atraves dos tempos. Çuanto maIs antIgos, maIs notáveIs
e Iora do comum eIes se tomam. !ma vez atIngIda taI dImensäo, transIormam-se em
crenças InquestIonáveIs.
As crIaturas assImIIam conceItos sImpIesmente porque outras, que eIas juIgam
Importantes e entendIdas, Ihes dIsseram que säo verdadeIros. As crenças de toda
especIe começaram geraImente atraves das hIstórIas e dos costumes crIados por
aIguem. Com o passar dos secuIos, entretanto, tomaram-se regras etIcas. Crença e a
açäo de acredItar naquIIo que convencIonamos adotar como verdade. £vIdentemente,
aIgumas säo verdadeIras, outras näo.
IrecIsamos revIsar nossas concepções sobre os vIcIos. Þäo podemos entende-Ios
como uma probIemátIca que abrange, excIusIvamente, deIInquentes e vadIos. £m
verdade, vIcIados säo todos aqueIes que se enIraqueceram dIante da vIda e se
reIugIaram na dependencIa de pessoas ou substâncIas.
IeIas crenças tradIcIonaIIstas, säo tachados de crImInosos e vagabundos, para
nós, no entanto, representam, acIma de tudo, companheIros do camInho evoIutIvo,
merecedores de atençäo e entendImento. Ior serem carentes e soIrIdos, entregaram
sua Iorça de vontade ao poder dos tóxIcos, procurando se esquecer de aIgo que, taIvez,
nem mesmo saIbam. eIes próprIos, poIs näo aguentaram suportar seu mundo mentaI
em desaIInho.
A ocIosIdade pode ser consIderada, ao mesmo tempo, causa e eIeIto de todos
os vIcIos.
Ieportando-se à ocIosIdade, assIm se manIIestaram as £ntIdades SuperIores.
Iaverá £spIrItos que se conservam ocIosos(...) mas esse estado e temporárIo e
dependendo do desenvoIvImento de suas InteIIgencIas(...) em sua orIgem, todos säo
quaIs crIanças que acabam de nascer e que obram maIs por InstInto que por vontade
expressa.
(24
)
Sob o prIsma do eIeIto, taIs consIderações podem ser anaIIsadas conIorme o
que segue abaIxo.
Os dependentes säo juIgados por muItos como crIaturas IntencIonaImente
IndoIentes, por outros, de Iorma precIpItada, como parasItas socIaIs, desocupados,
ImprodutIvos e preguIçosos. Mas sem quaIquer conotaçäo ou justIIIcatIva de tIrar-Ihes
a responsabIIIdade por seus IeItos e decIsões, näo podemos nos esquecer de que o
peso do Iardo que carregam Ihes dá tamanha IassIdäo energetIca que passam a vIver
em constante embrIaguez na aIma, entre IIuIdos de abatImento, IadIga e tedIo.
Þäo säo InúteIs deIIberadamente, mas se utIIIzam, sem perceber, do desânImo
que sentem como estrategIa psIcoIógIca para IugIrem à decIsäo de arregaçar as
mangas e enIrentar a parte que Ihes cabe reaIIzar na vIda. AdIam sIstematIcamente
24
Questão 564 Iaverá £spIrItos que se conservem ocIosos, que em coIsa aIguma útII se ocupem?
Iá, mas esse estado e temporárIo e dependendo do desenvoIvImento de suas InteIIgencIas. Iá,
certamente, como há homens que só para sI mesmos vIvem. Iesa-Ihes, porem, essa ocIosIdade e, cedo ou
tarde, o desejo de progredIr Ihes Iaz necessárIa a atIvIdade e IeIIzes se sentIräo por poderem tornar-se
úteIs. IeIerImo-nos aos £spIrItos que häo chegado ao ponto de terem conscIencIa de sI mesmos e do seu
IIvre-arbItrIo, porquanto, em sua orIgem, todos säo quaIs crIanças que acabam de nascer e que obram
maIs por InstInto que por vontade expressa.
seus compromIssos, vIvem de uma maneIra no presente e dIzem que väo vIver de outra
no Iuturo.
AquI está um possIveI racIocInIo de que se utIIIzam. SeI que devo trabaIhar
para me reaIIzar, mas, como desconIIo de mInha capacIdade, temo näo Iazer dIreIto,
ou mesmo, O que gosto de Iazer näo será aprovado peIos outros, por Isso, dIgo a mIm
mesmo e aos outros que o IareI no Iuturo. AgIndo assIm, näo tereI que admItIr que näo
vou Iaze-Io. Os toxIcômanos säo crIaturas de caráter oscIIante, näo desenvoIveram o
senso de autonomIa, vIvem envoIvIdos numa ama IIuIdIca de IndecIsäo e ImobIIIzaçäo
por consequencIa da próprIa reaçäo emocIonaI em desajuste.
IroteIam as coIsas para um dIa que, taIvez, nunca chegará. IIxam-se ao
consumo cada vez maIor de produtos narcótIcos, enquanto desenvoIvem atItudes
emocIonaIs que os Ievam à subjugaçäo a pessoas e sItuações.
A ocIosIdade como causa das vIcIações pode ser estudada da seguInte
maneIra.
As veIhas crenças reIIgIosas contInuam aIIrmando que a IeIIcIdade dos bem-
aventurados consIste na vIda contempIatIva, no repouso absoIuto nos ceus, em uma
eterna e IastIdIosa InutIIIdade. Asseguram tambem, em contra partIda, que os InIernos
säo destInados aos espIrItos cuIpados. ConduzIdos Iorçosamente a um mundo de
expIações eternas, sem meIos de reparaçäo, IIcarIam condenados a vIver eternamente
as dores do Iogo e o soIrImento näo menos crueI da eterna ocIosIdade.
As crenças no poder dos meIhores, ou seja, dos arIstocratas, IortIIIcaram-se
aInda maIs no tempo dos patrIarcas, das socIedades greco-romanas. £xpandIndo-se,
essas IdeIas IIzeram com que os homens Iormassem unIdades produtIvas com base no
escravIsmo. As vIIas romanas e gregas possuIam dezenas de crIados/catIvos para
satIsIazer a todas as necessIdades dos patrIcIos, para que vIvessem no IastIo e na
InutIIIdade.
Ðurante secuIos, a escravIdäo no ÐrasII IoI aceIta sem que as cIasses domInantes
questIonassem a IegItImIdade dos catIveIros. Os senhores de engenho se justIIIcavam
dIzendo que resgatavam os negros do paganIsmo em que vIvIam para a conversäo
crIstä, o que Ihes IacuItava a redençäo dos pecados e Ihes abrIa as portas da saIvaçäo.
Þa reaIIdade, ocuItavam suas verdadeIras Intenções. a mäo-de-obra IucratIva, que Ihes
permItIa a vIda IácII de esbanjamento com seus IamIIIares, para manter a aparencIa
socIaI.
Aprendemos com as socIedades absoIutIstas do passado que a ocIosIdade era
uma peça Importante na vIda. Þa corte, as etIquetas, jogos, baIIes e saraus eram as
atIvIdades maIs comuns da nobreza.
AssIm pensavam os nobres na epoca de IuIs X¡V da Irança. Somos uma cIasse
que näo ganha dInheIro peIo trabaIho, mas o temos peIa nossa geneaIogIa, näo
queremos ser conIundIdos com os poupadores vuIgares, que säo a gentInha da
burguesIa. Iode-se aIIrmar que, ate poucas decadas atrás, a grande maIorIa tambem
assIm racIocInava.
As regras e costumes do passado pesam sobre todos nós. Somos espIrItos
mIIenares, encarnando sucessIvas vezes, adquIrIndo experIencIas e assImIIando
crenças, aIgumas verdadeIras, outras näo, repetIndo o que escrevemos InIcIaImente.
£ssa a razäo da necessIdade de revIsar nossos conceItos.
ÐIsse certa IeIta Sócrates. Þäo e ocIoso apenas o que nada Iaz, mas tambem o
que poderIa empregar meIhor o seu tempo. A ocIosIdade e uma porta que se abre
para os vIcIos, e uma casa sem paredes, as serpentes podem entrar neIa por todos os
Iados.
43
As Dores da AIma
Solidão
Decíarar de modo geraí que o dívórcío é sempre errado é tão
íncorreto quanto assegurar que está sempre certo.
SoIremos de soIIdäo toda vez que desprezamos as Inerentes vocações e naturaIs
tendencIas de nossa aIma. AssIm que nos dIstancIamos do que reaImente somos,
crIamos um autodesprezo, passando, a partIr daI, a desenvoIver um sentImento de
soIedade, mesmo rodeados das pessoas maIs Importantes e querIdas de nossa vIda.
Þa auto-rejeIçäo, esquecemos de perceber a presença de Ðeus vIbrando em
nossa aIma, Iogo, anuIamos nossa Iorça InterIor. Œ como se esquecessemos a
conscIencIa de nós mesmos.
Iara que nossa essencIa emerja, e precIso abandonarmos nossa compuIsäo de
Iazer-nos seres IdeaIIzados, nossa expectatIva IantasIosa de perIeIçäo e nosso modeIo
socIaI de IeIIcIdade. Somente assIm, extermInamos o cIIma de pressäo, de abandono,
de tensäo e de soIIdäo que sentImos InterIormente, para transportarmo-nos para uma
exIstencIa de satIsIaçäo IntIma e para uma IndescrItIveI sensaçäo de vItaIIdade.
A renúncIa de nosso eu IdeaIIzado nos dará uma sensaçäo de renascImento e
uma atmosIera de IIberdade como nunca antes havIamos sentIdo.
O ser IdeaIIzado e uma IantasIa mentaI. Œ uma ImItaçäo InIIexIveI, construIda
artIIIcIaImente sobre uma combInaçäo de doIs básIcos comportamentos neurótIcos, a
saber. adotar padrões exIstencIaIs super-rIgIdos, ImpossIveIs de serem atIngIdos, e
aIImentar o orguIho de acredItar-se onIpotente, superIor e InvuIneráveI.
A coexIstencIa desses doIs modos de pensar ocasIona Irequentes estados de
soIIdäo, trIsteza habItuaI e sentImentos mútuos de vazIo e aborrecImento na vIda
aIetIva de um casaI.
O amor e o respeIto a nós mesmos crIa uma atmosIera propIcIa para
IdentIIIcarmos nossa verdadeIra natureza, Isto e, nossa IdentIdade de aIma, IacIIItando
nosso crescImento espIrItuaI e, por conseguInte, proporcIonando-nos aIegrIa de vIver.
Çuase todos nós crescemos ansIosamente querendo ser adequados e certos para
o mundo, porque acredItamos que näo somos suIIcIentemente bons para ser amados
peIo que somos. Ior Isso, procuramos, desesperadamente, IguaIar-nos a uma Imagem
que crIamos de como deverIamos ser. O esIorço metódIco para sustentar essa versäo
IdeaIIzada e responsáveI por grande parte dos nossos probIemas de reIacIonamento
conosco e com os outros.
£ntre todos os probIemas de convIvencIa, o de casaIs, taIvez, seja um dos maIs
comuns entre as pessoas. TodavIa, todos nós queremos companhIa e aIeto, mas para
desIrutarmos uma unIäo amorosa, madura e equIIIbrada e precIso, acIma de quaIquer
coIsa, respeItar o dIreIto que cada crIatura tem de ser eIa mesma, sem mudar suas
predIIeções, IdeIas e IdeaIs.
Os traços de personaIIdade näo säo IutIIIdades, teImosIa ou manIas. Cada
parceIro tem seus dIreItos IndIvIduaIs de manter sua parceIa de prIvacIdade e
preIerencIas.
Iara tanto, o dIáIogo compreensIvo, a renúncIa aos próprIos caprIchos, o
compromIsso de IeaIdade säo Iatores ImprescIndIveIs na vIda a doIs, que näo pode
permItIr a conIusäo de dIreItos IndIvIduaIs com dIreItos IndIvIduaIIstas, com
vuIgarIdade, com cobrança e com IevIandade.
£Is a razäo de vIver bem consIgo mesmo. tudo passa, poIs todos somos vIajores
do !nIverso, porem só nós vIveremos eternamente com nós mesmos.
45
As Dores da AIma
A compIexIdade maIor das dIIIcuIdades nos matrImônIos taIvez seja a näo-
vaIorIzaçäo dos verdadeIros sentImentos, que Iorça um dos parceIros, ou mesmo
ambos, a contrarIar sua natureza para satIsIazer as opressões, IntoIerâncIas e
ImposIções do outro. ÞInguem pode ser IeIIz assIm, subordInando-se ao que o cônjuge
quer ou decIde.
...a IndIssoIubIIIdade absoIuta do casamento (...) Πuma IeI humana muIto
contrárIa à da Þatureza. Mas os homens podem modIIIcar suas IeIs, só as da Þatureza
säo ImutáveIs.
(25)
ÐecIarar de modo geraI que o dIvórcIo e sempre errado e täo Incorreto quanto
assegurar que está sempre certo. £m aIgumas cIrcunstâncIas, a separaçäo e um
subterIúgIo para uma saIda IácII ou um pretexto com que aIguem procura esquIvar-se
das responsabIIIdades, unIcamente.
Iá unIões em que o dIvórcIo e compreensIveI e razoáveI, porque a decIsäo de
casar IoI tomada sem maturIdade, porque säo dIversos os equIvocos e desencontros
humanos.
£m outros casos, há anos de atItudes de desrespeIto e maus-tratos, há os que
Impedem o desenvoIvImento do outro. Säo varIadas as necessIdades da aIma humana
e, muItas vezes, e meIhor que os parceIros se decIdam peIa separaçäo a permanecerem
juntos, Iazendo da unIäo conjugaI uma hIpocrIsIa. £m todas as atItudes e
acontecImentos da vIda, somente a próprIa conscIencIa do IndIvIduo pode Iazer o auto
juIgamento e decIdIr sobre suas carencIas e dIIIcuIdades da vIda a doIs.
Todos os IIvros sacros da humanIdade tem como máxIma ou mandamento o
amor. A base de todo compromIsso e o amor. O amor enrIquece mutuamente as
pessoas e e responsáveI peIa rIqueza do seu mundo InterIor.
A estrutura do verdadeIro ensIno reIIgIoso nos deve unIr amorosamente uns aos
outros e näo nos manter unIdos peIa IntImIdaçäo, peIo medo do Iuturo ou peIas
convenções socIaIs.
O ensIno espIrIta, propagado peIo O IIvro dos £spIrItos, nos Iaz redescobrIr o
sentImento de reIIgIosIdade Inato em cada crIatura de Ðeus. IeIIgIosIdade e o que
possuIa AIIan Kardec em abundâncIa, poIs enxergava os Iatos da vIda com os oIhos da
aIma, quer dIzer, Ia aIem dos recursos IIsIcos, usando os sentIdos da transcendencIa a
IIm de encontrar a verdade escondIda atrás dos aspectos exterIores.
O emInente proIessor IIvaII entendIa que o verdadeIro sentIdo da reIIgIäo deve
consIstIr na busca da IIberdade, no cuIto da verdade e na cIara dIstInçäo entre o
temporaI/passageIro e o reaI/ permanente.
£star com aIguem por temor reIIgIoso e dIIerente de estar com aIguem por
amor. Somente o amor tem sIgnIIIcado perante a ÐIvIna IrovIdencIa.
Iembremo-nos de que a soIIdäo aparece, quando negamos nossos sentImentos e
Ignoramos nossas experIencIas InterIores. £ssa Iorma comportamentaI tende a Iazer-
nos ver as coIsas do jeIto como queremos ver, ou seja, como nos e convenIente, em vez
de ve-Ias como reaImente säo. AssIm e que dIstorcemos nossa reaIIdade.
Þäo rejeItemos o que de Iato sentImos. ¡sso näo quer dIzer vIver com IIberdade
IndIscrImInada e sem controIe, mas sIm reconhecer o devIdo Iugar que corresponda
aos nossos sentImentos, sem Ignorá-Ios, nem tampouco deIxá-Ios ser donos de nossa
vIda.
Se devemos permanecer ou näo ao Iado de aIguem, e decIsäo que se deve tomar
com espontaneIdade, harmonIa e IIberdade, sem mescIas de medo ou ImposIções.
25
Questão 697 £stá na IeI da Þatureza, ou somente na IeI humana, a IndIssoIubIIIdade absoIuta do
casamento?
Œ uma IeI humana muIto contrárIa à da Þatureza. Mas os homens podem modIIIcar suas IeIs, só as da
Þatureza säo ImutáveIs.
47
As Dores da AIma
Solidão
Ouçamos com os ouvídos ínternos, poís nínguém pode assímííar bem
uma experíêncía que não provenha de sua própría oríentação ínteríor.
Segundo IascaI, o grande pensador cIentIIIco-IIIosóIIco do secuIo XV¡¡, a
verdadeIra natureza do homem, seu verdadeIro bem, sua verdadeIra vIrtude e a
verdadeIra reIIgIäo säo coIsas cujo conhecImento e InseparáveI.
Þem sempre a soIIdäo pode ser encarada como dor ou InsânIa. Œ, em muItas
ocasIões, perIodos de preparaçäo, tempos de crescImento, convItes da vIda ao
amadurecImento.
Ðe acordo com o pensamento de IascaI, o âmago do ser está IntImamente IIgado
ao bem, à vIrtude e à reIIgIäo. Œ justamente nas epocas de soIIdäo que conseguImos
a motIvaçäo necessárIa para estabeIecer a verdade sobre esse Iato.
Þa soIIdäo, e que encontramos sanIdade para nosso mundo InterIor, respostas
seguras para nossos camInhos Incertos e nutrIçäo vItaIIzante para os Iabores que
enIrentamos em nossa vIagem terrena.
Þestes nossos apontamentos sobre a soIIdäo, näo estamos nos reIerIndo à
trIsteza de estar só, mas sIm, necessarIamente, à quIetude IntIma, täo Importante e
saudáveI para que Iaçamos um trabaIho de autoconscIencIa, vaIorIzando as nuances de
nossa vIda InterIor.
MuItos IndIvIduos vIvem dentro de um cIcIo dIárIo estaIante. IeaIIzam suas
atIvIdades num ambIente de competItIvIdade, agItaçäo, pressa e rIvaIIdade, vIvendo em
constante tensäo psIcoIógIca e, por consequencIa, aIterando suas Iunções IIsIoIógIcas.
Ior vIverem num estado de cansaço e desgaste contInuos, näo conseguem Iazer uma
reaI Interaçäo entre o meIo ambIente e seu mundo Interno, o que ocasIona serIos
probIemas de convIvencIa e Inúmeros conIIItos pessoaIs.
Þem sempre e possIveI abandonarmos a vIda aIvoroçada, os ruIdos e as músIcas
estrIdentes, taIvez seja ate mesmo InvIáveI, mas e perIeItamente reaIIzáveI dedIcarmos
aIgum tempo à soIIdäo, retIrando-nos para momentos de reIIexäo.
Þos Instantes de sIIencIo, exercItamos o aprendIzado que nos Ievará a abrIr um
canaI receptIvo à ConscIencIa ÐIvIna. Œ nesse momento que IIcamos cIentes de que
reaImente näo estamos sozInhos e que podemos entrar em contato com a voz da
conscIencIa. A voz de Ðeus, por assIm dIzer, começará a IaIar em nós.
¡númeras crIaturas crIam uma mente agItada por temerem que estäo vazIas,
pensam näo haver nada dentro deIas que Ihes de proteçäo, apoIo e segurança.
AcredItam que säo uma casca que precIsa excIusIvamente de sustentaçäo exterIor, por
Isso, contInuam ocupando a casa mentaI ansIosamente, obstruIndo seu acesso à Iuz
espIrItuaI.
A mente pode ser uma ajuda eIetIva, ou mesmo um obstácuIo Ierrenho na
escoIha da meIhor dIreçäo para atIngImos o amadurecImento IntImo. A crença em
nossa IImItaçäo e que Iaz com que restrInjamos nossa mente. ¡sso se agrava quando
envoIvemo-Ia no burburInho de vozes, no tumuIto e na agItaçäo do cotIdIano, passando
assIm a näo avaIIarmos corretamente seu verdadeIro potencIaI.
Säo muItos os camInhos de Ðeus, e a soIIdäo pode ser um deIes. £ saIndo, IoI,
como costumava, para o Monte das OIIveIras, e tambem os seus dIscIpuIos o
seguIram.
(26)
26
Iucas 22.39
jesus CrIsto, constantemente, se retIrava para a IntImIdade que o sIIencIo
proporcIona, poIs entendIa que a eIevaçäo de aIma somente e possIveI na prIvacIdade
da soIIdäo.
O CrIsto Amoroso sabIa que, quando houvesse sIIencIo no coraçäo e no InteIecto,
se estabeIecerIam as bases seguras da reIaçäo entre a crIatura e o CrIador,
proporcIonando a percepçäo de que somos unos com a VIda e unos com todos os seres.
... buscam no retIro a tranquIIIdade que certos trabaIhos recIamam.(...) ¡sso näo
e retraImento absoIuto do egoIsta. £sses näo se InsuIam da socIedade, porquanto para
eIa trabaIham.
(27)
A £spIrItuaIIdade MaIor entende que, nos retIros de tranquIIIdade, crIamos uma
sustentaçäo InterIor, que nos permIte sIntonIzar com as IeIs dIvInas e com os vaIores
reaIs da conscIencIa crIstä.
Ouçamos com os ouvIdos Internos, poIs nInguem pode assImIIar bem uma
experIencIa que näo provenha de sua próprIa orIentaçäo InterIor.
ÞInguem e capaz de seguIr sua verdadeIra estrada exIstencIaI, se näo reIIetIr
sobre sua essencIa. Þäo encontraremos o camInho de que verdadeIramente
necessItamos, se nós mesmos näo o buscarmos, usando nossos Inerentes recursos da
aIma para perceber as InartIcuIadas orIentações dIvInas em nós.
Somente cada um pode Interpretar as razões da VIda em sI mesmo.
Adotemos o aprendIzado com o Senhor jesus, exempIIIIcado no Iorto das
OIIveIras. retIremo-nos para um Iugar à parte e cuItIvemos os Interesses de nossa
aIma.
Se näo encontrarmos um recanto externo que IacIIIte a medItaçäo, nem aIguma
paIsagem maIs aIastada junto à Þatureza, onde possamos repousar da InquIetaçäo da
muItIdäo, mesmo assIm poderemos penetrar o nosso santuárIo IntImo.
SIgamos o Mestre, recoIhendo-nos na soIIdäo e no sIIencIo do tempIo da aIma,
onde excIusIvamente encontraremos as reaIs concepções do amor e da justIça, da
IeIIcIdade e da paz, de que todos temos dIreIto por IaternIdade ÐIvIna.
49
As Dores da AIma
27
Questão 771 Çue pensar dos que Iogem do mundo para se votarem ao mIster de socorrer os
desgraçados?
£sses se eIevam, rebaIxando-se. Tem o dupIo merIto de se coIocarem acIma dos gozos materIaIs
e de Iazerem o bem, obedecendo à IeI do trabaIho.
Questão 771-a £ dos que buscam no retIro a tranquIIIdade que certos trabaIhos recIamam?
¡sso näo e retraImento absoIuto do egoIsta. £sses näo se InsuIam da socIedade, porquanto para
eIa trabaIham.
Culpa
As reíígíões foram críadas para retírar as críaturas da convenção e
transportá-ías à espírítuaíízação, mas, na atuaíídade, aígumas reíígíões se
transformaram nas próprías convenções socíaís.
¡númeras crenças reIIgIosas tem sIdo Imensamente nocIvas ao desenvoIvImento
das crIaturas, poIs usam Irequentemente a cuIpa como Iorma de atemorIzar. Com Isso,
obtem a submIssäo dos IndIvIduos, conduzIndo-os a seu beI-prazer.
!tIIIzam-se de comportamentos manIpuIadores baseados em crenças punItIvas.
!m dos conceItos maIs apregoados e o de que a ÐIvIna IrovIdencIa age atraves do
castIgo e da vIngança e de que Ðeus, quando se decepcIona conosco, Impede-nos de
desIrutar e partIcIpar das benesses do IeIno dos Ceus.
A doutrIna do Iogo eterno (...) näo produzIrá bom resuItado. (...) Se ensInardes
coIsas que maIs tarde a razäo venha a repeII!, causareIs uma Impressäo que näo será
duradoura, nem saIutar
(28)
As reIIgIões Ioram crIadas para retIrar as crIaturas da convençäo e transportá-
Ias à espIrItuaIIzaçäo, mas, na atuaIIdade, aIgumas reIIgIões se transIormaram nas
próprIas convenções socIaIs.
Abordaremos agora aIgumas mensagens que produzem cuIpa e
consequentemente InIeIIcIdade no IntImo das crIaturas.
Voces desobedeceram às IeIs dIvInas, mas, se soIrerem bastante, taIvez seräo
perdoados.
Voces näo entraräo na Casa de Ðeus, a menos que se sacrIIIquem muIto peIos
necessItados.
Se voces amassem ao IaI, näo ousarIam ter a atItude que tIveram.
A cuIpa e Irequentemente dIIundIda por reIIgIosos ortodoxos de Iorma
conscIente e ate mesmo InconscIente, como meIo de, produzIndo temor nos IIeIs,
estabeIecer dependencIa reIIgIosa e determInar comportamentos e posturas de vIda
que acredItam ser corretas e convenIentes às suas nobres causas mIssIonárIas.
£squecem-se, porem, de que cada ser tem uma Idade astraI, que Ihe permIte ver
e compreender a exIstencIa de Iorma especIIIca e prIvatIva. Tambem näo se Iembram
de que a totaIIdade das cuIpas de um IndIvIduo näo poderá transIormar seu
comportamento passado nem mesmo suas atItudes do presente. Iortanto, a únIca
Iorma possIveI de Ievá-Io a uma transIormaçäo InterIor e a mudança de entendImento e
de atItude.
Somente atraves de uma reaI conscIentIzaçäo e que se estabeIece o processo de
amadurecImento das crIaturas. £m outras paIavras, taI conscIentIzaçäo se dá peIo
somatórIo de suas experIencIas vIvencIadas atraves do tempo, nunca peIa ImposIçäo ou
peIo receIo.
SacrIIIque-se peIos necessItados poderá ser uma recomendaçäo equIvocada,
quando endereçada a uma pessoa psIcoIogIcamente IragIIIzada, poIs, se eIa näo
consegue nem mesmo ajudar a sI mesma, obvIamente se sentIrá cuIpada por näo
conseguIr ajudar o próxImo.
28
Questão 974 Ðonde procede a doutrIna do Iogo eterno?
¡magem, semeIhante a tantas outras, tomada como reaIIdade.
Questão 974-a Mas, o temor desse Iogo näo produzIrá bom resuItado?
Vede se serve de IreIo, mesmo entre os que o ensInam. Se ensInardes coIsas que maIs tarde a
razäo venha a repeIIr, causareIs uma Impressäo que näo será duradoura, nem saIutar.
£Ia ate poderá estar provIda de boa vontade e tentar Iazer aIguma coIsa, mas
näo conseguIrá eIetuar uma reaI ajuda, vIsto que e täo necessItada que dentro de sI
näo há senäo escurIdäo e desequIIIbrIo. £ntäo, como poderá cooperar
convenIentemente com os outros?
Só poderemos prestar auxIIIo a aIguem que estIver se aIogando se soubermos
nadar. Como ajudá-Io, se estIvermos tambem nos aIogando?
Þa reaIIdade, crIaturas Imaturas se consIderam proIundamente cuIpáveIs,
porque vaIorIzam em excesso o que os outros dIzem e pensam. Ior Ihes IaItar
IndependencIa InterIor, nem sempre reúnem condIções de juIgar seu próprIo
comportamento, pensamentos e emoções, responsabIIIzando-se peIas consequencIas
que taIs atos causam sobre eIas.
Þäo creem que Ðeus Ihes IaIa dIretamente, ao contrárIo, necessItam de homens
que se autodenomInam IIumInados, para conduzI-Ias, conIorme juIguem correto e
justo. Säo InIeIIzes. Çuando näo se cuIpam, atrIbuem cuIpa aos outros. Þäo percebem
que säo eIas mesmas que determInam o seu destIno!
A cuIpa näo encontrarIa abrIgo em nossa aIma, se tIvessemos uma ampIa Ie no
amor de Ðeus por nós e se acredItássemos que £Ie habIta em nosso âmago e sabe que
somos täo bons e adequados quanto permIte nosso grau de conhecImento e de
entendImento sobre nossa vIda InterIor e tambem exterIor.

51
As Dores da AIma
Culpa
Aprenderam a vestír a túníca de üsuper-heróísý, tentando satísfazer e
suprír as necessídades da famííía, e se cuípavam quando não conseguíam
resoíver esses probíemas.
SábIos säo aqueIes que acumuIaram conhecImentos näo somente atraves do
estudo das cIencIas, mas tambem peIa prátIca e peIa observaçäo.
SabedorIa, portanto, e a soma de nossos conhecImentos coerentes obtIdos em
contato com os dIversos acontecImentos da vIda, näo apenas o que IoI adquIrIdo peIa
Instruçäo academIca, mas, acIma de tudo, peIas experImentações, vIvencIas, atIvIdades
e reaIIzações nas maIs varIadas áreas, seja na atuaI exIstencIa, seja nas múItIpIas
encarnações que tIvemos peIas noItes dos tempos. Sensatez, prudencIa, desempenho e
erudIçäo säo patrImônIos IntransIerIveIs da aIma humana, aIIcerçados na IntImIdade do
próprIo ser.
Ðessa maneIra, podemos entender que, quanto maIs ImpedIrmos as pessoas com
as quaIs convIvemos de agIr e de pensar por sI mesmas, maIs estaremos dIIIcuItando
suas oportunIdades de amadurecImento e de crescImento espIrItuaI. Os
empreendImentos que os outros eIegeram como os meIhores para sI deveräo ser
respeItados, poIs os dIreItos naturaIs do homem Ihes garantem a possIbIIIdade de
tomar decIsões, errar, aprender, crescer, mudar e juIgar a sI mesmos.
IrobIemas säo estImuIos que a VIda nos apresenta para nos autoconhecer.
Iortanto, os Iatos de nossa exIstencIa possuem vaIores ImprescIndIveIs para nosso
desenvoIvImento InterIor e säo de ImportâncIa IundamentaI para o nosso InteragIr em
Iace desses mesmos acontecImentos.
AIguns de nós aprendemos que deverIamos ser responsáveIs peIa IeIIcIdade dos
outros, usando uma postura de tomar conta, ou seja, de supervIsIonar, comandar,
InsIstIr, seduzIr, chorar, acusar, subornar, espIonar, produzIndo cuIpa em nós e nos
outros e pedIndo Intervenções mIIagrosas, a IIm de redImIrmos e saIvarmos as aImas
de nossos entes maIs querIdos.
MuItos IndIvIduos trazem um comportamento psIcoIógIco Inadequado, adquIrIdo
desde a maIs tenra Idade, peIa Ionga convIvencIa com IamIIIares dIIIceIs e crIaturas
probIemátIcas que se dIzIam Incapazes de se cuIdar e se deIender. £m decorrencIa
dIsso, essas crIanças assumIram responsabIIIdades que näo Ihes pertencIam e, para
que pudessem sobrevIver emocIonaImente no Iar em desajuste, aprenderam a vestIr a
túnIca de super-heróIs, tentando satIsIazer e suprIr as necessIdades da IamIIIa, e se
cuIpavam quando näo conseguIam resoIver esses probIemas.
Iassaram a vIver para controIar e proteger paIs, Irmäos, outros parentes,
amIgos e conhecIdos à sua voIta, preocupando-se, neurótIca e compuIsorIamente, em
soIucIonar as dIIIcuIdades ou equacIonar a vIda dessas pessoas.
ÐesenvoIveram ao Iongo do tempo reIacIonamentos doentIos, nunca se
preocupando com o que eIes próprIos sentem ou desejam, mas somente se
Interessando por aquIIo que os outros estäo sentIndo e pensando. Trazem como Iema
sua dIIIcuIdade e meu probIema ou sua vontade e mInha vontade, assumIndo
obrIgações peIo bem-estar, comportamento, decIsões, emoções, pensamentos ou
mesmo peIo destIno de outras pessoas.
Þäo estamos nos reIerIndo a atos de verdadeIra carIdade, compaIxäo e bondade,
em que reaImente a assIstencIa e requIsItada e desejada, mas sIm ao ato neurótIco de
tomar conta. Ior acredItarmos que as pessoas säo vItImas do mundo e Incapazes
de cuIdar de sI mesmas, assumImos essa atItude saIvacIonIsta. Iodemos traduzI-Ia
como uma maneIra de agIr subestImando a capacIdade dos IndIvIduos de crescer e
evoIuIr. CapacIdade essa que herdamos por dIreIto dIvIno.
A IrovIdencIa ÐIvIna nos convoca a ser partIcIpantes na vIda dos outros, jamaIs
controIadores.
Tem meIos o homem de dIstInguIr por sI mesmo o que e bem do que e maI. (...)
Ðeus Ihe deu a InteIIgencIa para dIstInguIr um do outro.
(29)
Atraves da InteIIgencIa e
do IIvre-arbItrIo, eIe consegue dIscernIr e optar entre um e outro.
A OnIpresença ÐIvIna nos garante Ðeus em toda parte, como tambem dentro de
cada um de nós, e nos concede mIssões equIvaIentes ao nosso degrau evoIutIvo.
Iortanto, Ðeus em nós guIa-nos sempre de maneIra que possamos soIucIonar
dIIIcuIdades aproprIadas às nossas possIbIIIdades evoIutIvas. Þäo devemos utIIIzar
IndevIdamente a paIavra carIdade como justIIIcatIva para contInuarmos a Iazer aos
outros o que eIes sabem, podem e säo capazes de Iazer.
Ðessa Iorma, procuremos näo dIstorcer a mensagem de jesus CrIsto sobre o
amor ao próxImo, vIsto que o auxIIIo reaI entre as crIaturas está aIIcerçado nas
trocas beneIIcas a que todos nós somos, convocados a reaIIzar, mas devemos aprender
quando näo dar e quando näo executar tareIas da responsabIIIdade de outras pessoas,
poIs Isso tambem Iaz parte da IeI do Amor.

53
As Dores da AIma
29
Questão 631 Tem meIos o homem de dIstInguIr por sI mesmo o que e bem do que e maI?
SIm, quando cre em Ðeus e o quer saber. Ðeus Ihe deu a InteIIgencIa para dIstInguIr um do
outro.
Culpa
Víver em paz com nossa experíêncía sexuaí atuaí, vaíorízando nosso
aprendízado e, em tempo aígum, cuípar-nos ou atríbuír cuípa a aíguém.
A sexuaIIdade e a área em que a cuIpa maIs IIoresce na socIedade. Como pouco
sabemos sobre eIa, IIcamos pratIcamente conIInados às IdeIas e opInIões aIheIas.
Þossa IImItaçäo na compreensäo dos outros seres humanos se deve ao pouco ou a
quase nada que sabemos sobre nós mesmos, ou seja, ao desconhecImento de nossa
sexuaIIdade. Ior Isso e que temos dIIIcuIdade de admItIr a dIversIdade de sentImentos
e emoções aIetIvas e sexuaIs.
ConIundImos constantemente a nossa habIIIdade para o sexo com a nossa
capacIdade sexuaI. Ior acredItarmos saber dIstInguIr a dIIerença bIoIógIca entre o
macho e a Iemea, juIgamos conhecer tudo sobre o conjunto dos Ienômenos sexuaIs que
se podem observar nos seres vIvos.
Þa atuaIIdade, as crIanças säo IntroduzIdas prematuramente na esIera dos
aduItos por Inúmeras revIstas, IIImes, cartazes, IotograIIas e peIa pubIIcIdade da
teIevIsäo e do rádIo, o que Ihes provoca a maIIcIa numa Idade desprovIda da IógIca e do
bom senso contra essa especIe de aIronta sexuaI.
Ðesde cedo, os ensInamentos de vaIores etIcos e moraIs deveräo ser mInIstrados
aos menores, para que eIes possam absorver, InconscIentemente, atraves dos gestos,
atos, IdeIas e paIavras dos paIs, tudo o de que necessItam para Iormar um padräo
normaI psIcossexuaI e emocIonaI.
OrIentar, a nosso ver, näo e a mesma coIsa que educar. A educaçäo sexuaI e
assImIIada, basIcamente, na experIencIa de vIda no Iar, traz a marca ou o caráter
dIstIntIvo e partIcuIar dos paIs. já a orIentaçäo sexuaI engIoba metodos de ensIno,
InIormaçäo e notIcIas transmItIdas e/ou apIIcadas à crIança peIos parentes, reIIgIosos,
proIessores, psIcóIogos, medIcos e outros proIIssIonaIs especIaIIzados.
AInda que os paIs näo tenham IornecIdo, IntencIonaImente, educaçäo sexuaI aos
IIIhos, mesmo assIm as crIanças Iormaram hábItos, conceItos e IdeIas sobre o sexo,
absorvIdos no dIa-a-dIa da vIda IamIIIar nos maIs dIversos exempIos que recoIheram
dos atos e crenças dos aduItos.
Þoções, crendIces, preconceItos e concepções já exIstem nas crIanças, poIs säo
Irutos de suas exIstencIas preterItas. AIem dIsso, somam-se à sua bagagem espIrItuaI
as ocorrencIas e aprendIzagem da vIda atuaI. ΠImportante, no entanto, para
desenvoIver aduItos maduros e ajustados psIcossexuaImente, Iundamentar o ensIno da
orIentaçäo sexuaI sobre metodos pedagógIcos e psIcoIógIcos de cunho
reencarnacIonIsta, peIos quaIs os menores säo observados como aImas mIIenares e
educados sob uma atmosIera de vIda eterna.
£m certas cIrcunstâncIas evoIutIvas, encarnamos como homem, em outras, como
muIher. £, aInda, em determInadas oportunIdades de aprendIzagem e de renovaçäo, o
espIrIto pode vIr ocupar uma vestImenta corporaI oposta à tendencIa IntIma que vI
vencIa. O Ienômeno e anáIogo ao que se reIere à área mascuIIna tanto quanto à
IemInIna. ¡ndependentemente da Iorma de sexuaIIdade que estamos vIvencIando no
presente, procuremos aceItá-Ia em pIenItude, vIsto que há sempre, em quaIquer
condIçäo, a oportunIdade de adquIrIrmos experIencIas e, por consequencIa,
progredIrmos espIrItuaImente, vencendo desaIIos e promovendo reaIIzações.
... o maI depende prIncIpaImente da vontade que se tenha de o pratIcar. O bem
e sempre o bem e o maI sempre o maI, quaIquer que seja a posIçäo do homem.
ÐIIerença só há quanto ao grau da responsabIIIdade.
(30)
Þäo podemos nos esquecer de que o grau de responsabIIIdade deve ser
sempre coerente com a estrada evoIucIonaI por onde transItam as aImas. Iortanto, os
IndIvIduos responderäo adequadamente por seus atos e atItudes e seräo responsáveIs
somente por aquIIo que conhecem, näo peIo que Ignoram.
Ðevemos, assIm, vIver em paz com nossa experIencIa sexuaI atuaI, vaIorIzando
nosso aprendIzado e, em tempo aIgum, cuIpar-nos ou atrIbuIr cuIpa a aIguem.
Todos os seres humanos säo regIdos peIa IeI das VIdas SucessIvas. Cada um
de nós está vIvendo um aprendIzado partIcuIar e únIco em todos os aspectos e,
obvIamente, tambem na área sexuaI. £IetIvamente, exIstem tantos nIveIs de
entendImento e amadurecImento sexuaIs quanto IndIvIduos que os possuem.
Þäo podemos determInar exatamente a extensäo das dIIIcuIdades e das
carencIas de conhecImento e dIscernImento de uma crIatura em seu desenvoIvImento
aIetIvo. Mesmo porque estamos na Terra a IIm de aprender e e atraves de nossos
acertos e desacertos que IIcaremos sabendo como agIr corretamente nas r
experIencIas subsequentes.
Iodemos juIgar a promIscuIdade sexuaI, moraImente errada, a mas näo podemos
juIgar o IndIvIduo promIscuo, por desconhecermos sua necessIdade evoIutIva e seu
coeIIcIente de maturIdade.
Þa IIsIoIogIa, o denomInado ponto cego e um IocaI no a campo da vIsäo em
que näo há ceIuIas sensIveIs à Iuz. Œ nesse ponto que as IIbras nervosas da retIna
convergem para Iormar o nervo óptIco, que transmIte os sInaIs nervosos ao cerebro
para a decIIraçäo em Imagens vIsuaIs. Transportando o sIgnIIIcado deste terno
IIsIoIógIco ponto cego para a área psIcoIógIca, poderemos Iazer uma anaIogIa entre
esta Iacuna em nosso campo vIsuaI com nossa IaIta de vIsäo IntIma para ver as coIsas
como reaImente säo. Þossos pontos cegos InterIores se prendem à nossa
InexperIencIa e à nossa IncapacIdade evoIutIva.
Çuerer ser IguaIs aos outros e nos comparar sexuaImente IndIcam ausencIa de
peças Importantes em nossa conscIencIa proIunda, o que nos torna IncapacItados para
perceber a extensäo das IeIs ÐIvInas que regem a todos nós.

55
As Dores da AIma
30
Questão 636 Säo absoIutos, para todos os homens, o bem e o maI?
A IeI de Ðeus e a mesma para todos,. porem, o maI depende prIncIpaImente da vontade que se
tenha de o pratIcar. O bem e sempre o bem e o maI sempre o maI, quaIquer que seja a posIçäo do
homem. ÐIIerença só há quanto ao grau da responsabIIIdade.
Mágoa
O produto amargo de nossa ínfeíícídade amorosa são nossas mágoas,
resuítado díreto de nossas expectatívas, que não se reaíízaram, sobre nós
mesmos e sobre as outras pessoas.
Os IndIvIduos que acredItam que tudo sabem a respeIto do amor näo tem meIos
de descobrIr que näo sabem, poIs para nos tomar aptos ao aprendIzado e necessárIo
estarmos abertos às experIencIas e às observações. Aprendemos sobre o amor quando
reconhecemos nossa próprIa IgnorâncIa, que näo deverIa ser encarada como
desapontamento e Iracasso, e sIm como estImuIo e desaIIo a um conhecImento maIs
ampIo.
A maIor parte das crIaturas se comporta como se o amor näo Iosse um
sentImento a ser cada vez maIs aprendIdo e compreendIdo. Agem como se eIe estIvesse
Inerte na IntImIdade humana e passam a vIver na expectatIva de que um dIa aIguem ou
aIguma coIsa possa despertá-Io em toda a sua potencIa, numa especIe de Ienômeno
encantado.
Þa questäo do amor, vaIe consIderar que, quanto maIs soubermos, maIs teremos
para dar, quanto maIor o dIscernImento, maIor será a nossa habIIIdade para amar,
quanto maIs compartIIharmos o amor com os outros, maIs estaremos aIargando a nossa
Ionte de compreensäo a respeIto deIe.
Çuase todos os habItantes da Terra säo consIderados um IIvro em branco no
entendImento do amor. Ior näo admItIrmos nossa IncapacIdade de amar
verdadeIramente, e que permanecemos desestImuIados e conIormados a vIver uma
exIstencIa com IronteIras bem IImItadas na área da aIetIvIdade.
Þegamos Irequentemente o Iracasso amoroso, durante anos e anos, para näo
admItIr dIante dos outros nossas escoIhas precIpItadas e equIvocadas. Þäo
percebemos, muItas vezes, oportunIdades Imensas de camInhar peIas veredas do amor,
porque näo renuncIamos à necessIdade neurótIca de ser perIeItos, IIcamos sempre
presos a uma pressäo torturante de InIaIIbIIIdade.
Ierdemos exceIentes momentos de crescImento pessoaI, queIxando-nos
cotIdIanamente de que estamos sendo Ignorados e usados, porem nunca tornamos
atItude aIguma. ÐeIxamo-nos magoar peIos outros e acabamos (por que näo dIzer?)
magoando tambem a nós mesmos. IeagImos às oIensas e ao desdem, experImentando
sentImentos de Irustraçäo, negaçäo, autopIedade, raIva e Imensa mágoa. CuIpamos as
pessoas peIos nossos soIrImentos, verbaIIzando as maIs dIversas condenações e, em
seguIda, esIorçamo-nos exaustIvamente para näo ver que a orIgem de nossas dores
moraIs e Iruto de nossa negIIgencIa e comodIsmo.
O produto amargo de nossa InIeIIcIdade amorosa säo nossas mágoas, resuItado
dIreto de nossas expectatIvas, que näo se reaIIzaram, sobre nós mesmos e sobre as
outras pessoas.
Þós nos barateamos quando coIocamos nossa autovaIorIzaçäo em baIxa na
espera de seduzIr e modIIIcar seres humanos que nos Interessam.
VIvemos comumente desencontros na área da aIetIvIdade, por desconhecermos
os processos psIcoIógIcos que nos envoIvem, o que nos Iaz vIver supostos amores.
justIIIcamos nossa InIeIIcIdade conjugaI como sendo debItos do passado e passamos
uma vIda InteIra buscando áIIbIs reencarnatórIos para compensar o desprezo com
que somos tratados e a opçäo que IIzemos de vIver com crIaturas que nos
desconsIderam e nos agrIdem a aIma constantemente.
... e uma das InIeIIcIdades de que soIs, as maIs das vezes, a causa prIncIpaI. ...
juIgas, porventura, que Ðeus te constranja a permanecer junto dos que te
desagradam? ÐepoIs, nessas unIões, ordInarIamente buscaIs a satIsIaçäo do orguIho e
da ambIçäo, maIs do que a ventura de uma aIeIçäo mútua. SoIreIs entäo as
consequencIas dos vossos preconceItos.
(31
)
Casamentos consIderados comercIaIs Ioram reaIIzados entre promessas
socIaImente dIssImuIadas, mas, certamente, eram transações de compra e venda.
ÞegocIações da posIçäo socIaI compraram beIeza IIsIco-sexuaI, a comercIaIIzaçäo de
dIpIomas promIssores e rentáveIs aIIou-se à aquIsIçäo de estruturas IInanceIramente
sóIIdas. A Isso e que denomInamos unIões matrImonIaIs?
A paIxäo, que muItos chamam de amor, raramente atravessa seu estágIo
embrIonárIo. Aos poucos, perde a Iorça motIvadora por näo possuIr raIzes proIundas
nos verdadeIros sentImentos da aIma.
Çuando a desIIusäo desIaz a paIxäo e porque desgastou-se o estado de
IrreaIIdade. IaIxões acontecem quando usamos nossas emoções sem IIgá-Ias aos nossos
sentIdos maIs proIundos.
Çuase sempre acredItamos que o Iracasso conjugaI e um antônImo do sucesso
matrImonIaI, esquecendo-nos, contudo, de que o exIto, em muItas cIrcunstâncIas, está
do outro Iado do que denomInamos ruIna aIetIva. Aprendemos quem somos e como
agImos convIvendo com os deIeItos e quaIIdades dos outros. Πjustamente nos conIIItos
de reIacIonamento que retIramos as grandes IIções para IdentIIIcar as orIgens de
nossas aIIIções.
Ierguntemo-nos a nós mesmos. Ior que estou me deIxando magoar tanto? Onde
e como nasceram mInhas crenças de autopunIçäo? Como esta mInha postura de vIda
pode me Iazer IeIIz?
Sempre temos InIInItas possIbIIIdades de escoIha, por Isso. IIguemo-nos a Ðeus e
creIamos na Ðondade ÐIvIna, com certeza, £Ie nos mostrará o camInho para conquIstar
a IeIIcIdade que tanto aImejamos.
57
As Dores da AIma
31
Questão 940 Þäo constItuI IguaImente Ionte de dIssabores, tanto maIs amargos quanto envenenam
toda a exIstencIa, a IaIta de sImpatIa entre seres destInados a vIver juntos?
AmarIssImos, com eIeIto. £ssa, porem, e uma das InIeIIcIdades de que soIs, as maIs das vezes, a
causa prIncIpaI. £m prImeIro Iugar o erro e das vossas IeIs. juIgas, porventura, que Ðeus te constranja a
permanecer junto dos que te desagradam? ÐepoIs, nessas unIões, ordInarIamente buscaIs a satIsIaçäo do
orguIho e da ambIçäo, maIs do que a ventura de uma aIeIçäo mútua. SoIreIs entäo as consequencIas dos
vossos preconceItos.
Mágoa
Œ profundamente írracíonaí nutrír a crença de que nunca seremos traí
dos e de que sempre seremos amados e entendídos píenamente por todos.
Ao aIIrmamos. Þunca nInguem conseguIrá me magoar, näo queremos dIzer
que näo damos o devIdo vaIor aos nossos sentImentos, que näo nos Importamos com o
mundo e que näo vaIorIzamos as crIaturas com quem convIvemos. Çuerer näo sentIr
dor pode dessensIbIIIzar as comportas de nossos maIs sIgnIIIcatIvos sentImentos,
IncIusIve atIngIndo de Iorma generaIIzada nossa capacIdade de amar. MuItas vezes,
queremos representar que possuImos uma segurança absoIuta, quando, na reaIIdade,
todos nós somos vuIneráveIs de aIguma Iorma.
Þosso estIIo de vIda, em muItas ocasIões, e IIógIco e neurótIco. O querer vIver
uma exIstencIa InteIra desprovIda de decepções e de IngratIdäo, com aceItaçäo e
consIderaçäo IncondIcIonaIs, e desastrosamente IrreaI.
Œ proIundamente IrracIonaI nutrIr a crença de que nunca seremos traIdos e de
que sempre seremos amados e entendIdos pIenamente por todos.
Iortanto, näo podemos passar uma vIda InteIra ocuItando de nós mesmos que
nunca IIcaremos magoados. Ðevemos, sIm, admItIr a mágoa, quando reaImente eIa
exIstIr, para que possamos resoIver nossos conIIItos e desarranjos comportamentaIs. A
maneIra decIsIva de atIngIrmos o equIIIbrIo InterIor e aceItarmos nossas emoções e
sentImentos como reaImente eIes se apresentam, poIs, deIxando de Ignorá-Ios,
passaremos a nos adaptar IIrmemente à reaIIdade dos Iatos e dos acontecImentos que
estamos vIvencIando.
... Conhecem os £spIrItos o prIncIpIo das coIsas (...) conIorme a eIevaçäo e a
pureza que hajam atIngIdo.
(32
)
Os £spIrItos SuperIores possuem um ampIo estado de conscIencIa e uma
capacIdade pIena para traduzIr o prIncIpIo das coIsas. Conhecem as matrIzes de seus
sentImentos e a razäo de suas atItudes, porque já atIngIram um grau de IucIdez que vaI
aIem dos IImItes da percepçäo conscIente.
A grande maIorIa dos £spIrItos encarnados e desencarnados domIcIIIados no
orbe terrestre usuaImente anaIIsam Iatos e tomam atItudes de Iorma InconscIente,
IrreIIetIda, ImpuIsIva ou automátIca. O automatIsmo permIte que muItos de nós
tenhamos uma sequencIa enorme de comportamentos, sem ao menos notarmos onde
nasceram. Çuer dIzer, näo compreendemos cIaramente os motIvos e os sIgnIIIcados ou
mesmo a quaIIdade dos ImpuIsos InIcIaIs.
A arte de perceber de Iorma cIara e reaI nossas maIs IntImas Intenções e uma
das tareIas do processo evoIutIvo peIo quaI todos estamos passando.
O que näo pode ser vIsto näo pode ser mudado. Os mecanIsmos InconscIentes
dos quaIs nos utIIIzamos para nos enganar säo em grande parte ImperceptIveIs,
prIncIpaImente àqueIes que näo InIcIaram aInda a autodescoberta do mundo InterIor,
atraves do auto-aprImoramento espIrItuaI.
Mágoa näo eIaborada se voIta contra o InterIor da crIatura, aIojando-se em
determInado órgäo, desvItaIIzando-o. Mágoa se transIorma com o tempo em rancor,
extermInando gradatIvamente nosso Interesse peIa vIda e desajustando-nos quanto a
seu sIgnIIIcado maIor.
32
Questão 239 Conhecem os £spIrItos o prIncIpIo das coIsas?
ConIorme a eIevaçäo e a pureza que hajam atIngIdo. Os de ordem InIerIor näo sabem maIs do
que os homens.
A desatençäo pode, muItas vezes, parecer um sImpIes esquecImento naturaI,
mas tambem poderá ser vIsta como atIvIdade psIcoIógIca para aIastar de nosso dIa-a-
dIa detaIhes desagradáveIs que näo queremos admItIr. Iara näo tomarmos conscIencIa
de que Iomos magoados, sImpIesmente näo notamos uma serIe quase InIInIta de Iatos e
IeItos que demonstrarIam, de Iorma segura, o oIensor e a Intençäo da oIensa. A
desatençäo e uma deIesa que apaga somente uma parte do ocorrIdo, deIxando
conscIente apenas aquIIo que nos Interessa no momento.
O Iato de crIarmos o hábIto de desvIar a atençäo como Iorma de dIspersar a dor
da agressäo e de Isso IuncIonar muIto bem em determInados momentos expressIvos de
nossa vIda, mantendo a mágoa dIssImuIada, poderá se tomar um estIIo comportamentaI
Inadequado, poIs dIstorce a reaIIdade de nossos reIacIonamentos.
SentImentos näo morrem, poderemos enterrá-Ios, mas mesmo assIm contInuaräo
conosco. Se näo Iorem admItIdos, näo seräo compreendIdos e, consequentemente,
estaräo desvIrtuando a nossa vIsäo do óbvIo e do mundo objetIvo.
59
As Dores da AIma
Egoismo
A vaídade é fííha íegítíma do egoísmo, poís o vaídoso é um ücegoý
que somente sabe ver a sí próprío.
A vaIdade e um desejo superIatIvo de chamar a atençäo, ou a presunçäo de ser
apIaudIdo e reverencIado perante os outros. Œ a ostentaçäo dos que procuram eIogIos,
ou a IIusäo dos que querem ter exIto dIante do mundo e näo dentro de sI mesmo.
¡mportante näo oIvIdarmos que a vaIdade atInge toda e quaIquer cIasse socIaI,
desde as pauperrImas ate as que atIngIram o cume da IndependencIa econômIca.
IrancIsco V¡, duque de Ia IocheIoucauId, escrItor Irances do secuIo XV¡¡, dIzIa
que IIcarIamos envergonhados de nossas meIhores ações, se o mundo soubesse o que
as motIvou.
A aIIrmatIva e váIIda porque se reIere às crIaturas que Iazem IIIantropIa a IIm de
aIImentar sua vaIdade pessoaI, ImpressIonando o mundo para que os IncIua no roI dos
generosos e de grandes aItruIstas.
O orguIho está IncIuIdo entre os tradIcIonaIs pecados capItaIs do catoIIcIsmo.
Como a vaIdade e uma IdeIa justaposta ao orguIho, eIa tambem se destaca como um
dos maIs antIgos deIeItos a serem combatIdos na humanIdade. Þo entanto, somente
poderemos nos transIormar se conseguIrmos ver e perceber, em nós mesmos, as raIzes
da vaIdade, vIsto que negá-Ia de modo obstInado e IIcar estrItamente vIncuIado a eIa.
Œ oportuno dIzer que näo estamos nos reIerIndo aquI ao esmero na maneIra de
andar, IaIar, vestIr ou se enIeItar, que, em reaIIdade, säo saudáveIs e naturaIs, mas a
uma causa maIs compIexa e proIunda. O motIvo de nossas anáIIses e observações e o
estado IntImo do IndIvIduo vaIdoso, ou seja, o que está por baIxo do Interesse dessa
exIbIçäo e dessa necessIdade de ser vIsto, a ponto de IaIsIIIcar a sI mesmo para chamar
a atençäo.
Þa Iase InIantII, a conduta dos paIs e sua IIIosoIIa de vIda agem sobre as
crIanças, pIasmando-Ihes uma nova matrIz à sua, já exIstente, bagagem espIrItuaI. Ao
produto de suas vIdas passadas e anexada a vIsäo dos aduItos, membros de sua IamIIIa
atuaI. Iortanto, atraves dos paIs, verdadeIros espeIhos vIvos, as crIanças assImIIam
suas prImeIras noções de comportamento e modo de vIver.
IIIhos de paIs orguIhosos podem-se tomar crIanças exIbIcIonIstas, carregando
uma grave dependencIa psIquIca de destaque. Comportam-se para ser socIaImente
aceItas e para aparentar-se pessoas brIIhantes.
Os vaIdosos coIocam máscaras de crIaturas ImpecáveIs e, evIdentemente,
transmItem aos IIIhos toda uma Iorma de pensar e agIr aIIcerçada na preocupaçäo com
os rótuIos e com a escaIa de vaIores peIa quaI Ioram moIdados.
Outra causa do desenvoIvImento da vaIdade nas crIaturas e a ImportâncIa
desmedIda que däo às posses e proprIedades. Þa atuaIIdade, por menor que seja a
cIasse socIaI em que se encontra constItuIda uma IamIIIa, aInda e o dInheIro uma Ionte
absoIuta de poder. Çuem ganha maIs reIvIndIca no Iar a autorIdade, a atençäo e o
amor. A rIqueza amoedada e conceItuada como um dos Instrumentos com o quaI
podemos manIpuIar as pessoas e nos tomar um ponto de atraçäo. Ðessa Iorma,
processa-se na crIança uma educaçäo do tIpo InIntencIonaI, transmItIda peIos aduItos
de Iorma InvoIuntárIa, automátIca e despercebIda, atraves do somatórIo dos gestos,
das conversas, das atItudes ou dos comportamentos do dIa-a-dIa.
A presunçäo Ieva os IndIvIduos a se casar näo por amor, mas a se unIr a aIguem
que Ihes proporcIone um meIhor status socIaI, uma roda de amIgos de projeçäo e um
nome Importante. £nIIm, as unIões matrImonIaIs acontecem, quase sempre, por
Interesse pessoaI, sem se Ievarem em conta os reaIs sentImentos da aIma.
A supervaIorIzaçäo socIaI e econômIca de determInada proIIssäo ou emprego
InIIuencIa as escoIhas de conIormIdade com a reaIIzaçäo externa, em detrImento das
IncIInações e vocações Internas. Iá proIIssões tradIcIonaImente ambIcIonadas, como
medIcIna, engenharIa e outras tantas de maIs recente vaIorIzaçäo nos dIas atuaIs, que
os paIs aImejam para os IIIhos, tentando assIm soIucIonar suas próprIas Irustrações e
evIdencIar sua próprIa pessoa com o brIIho proIIssIonaI de seus IamIIIares.
CondIcIonando-os a vIver uma exIstencIa estereotIpada, justIIIcam-se com a
representaçäo de uma dedIcaçäo e proteçäo ao ambIente domestIco, quando, na
reaIIdade, o que cuItIvam e o prazer da notorIedade.
Çuando o emInente educador AIIan Kardec Indagou aos Semeadores da £ra
Þova quaI a maneIra de extIrpar InteIramente do coraçäo humano o egoIsmo, Iundado
no sentImento do Interesse pessoaI, eIe recebeu a seguInte orIentaçäo. ...o egoIsmo e
a maIs dIIIcII de desenraIzar-se porque derIva da InIIuencIa da materIa, InIIuencIa de
que o homem, aInda muIto próxImo de sua orIgem, näo pôde IIbertar-se e para cujo
entretenImento tudo concorre. suas IeIs, sua organIzaçäo socIaI, sua educaçäo. (...) O
egoIsmo assenta na ImportâncIa da personaIIdade. Ora, o £spIrItIsmo, bem
compreendIdo, repIto, mostra as coIsas de täo aIto que o sentImento da personaIIdade
desaparece, de certo modo, dIante da ImensIdade...
(33)
A vaIdade e IIIha IegItIma do egoIsmo, poIs o vaIdoso e um cego que somente
sabe ver a sI próprIo. Ora, essa ImportâncIa ao sentImento de personaIIdade, da quaI
os £spIrItos de £scoI se reportam, nada maIs e do que a vaIdade.
AIem da educaçäo IamIIIar, os jornaIs, as revIstas, os teIejornaIs ou seja, a
mIdIa crIam todo um mercado de personaIIdades prósperas, mostrando suas Iotos
superproduzIdas e seu modo de vIda na opuIencIa.
ÞoveIas e IIImes exIbem os padrões a serem atIngIdos. As crIaturas Imaturas,
que receberam uma educaçäo voItada para esses vaIores superIIcIaIs, tentam se
comparar e competIr com os modeIos da teIevIsäo ou com as estreIas e astros do
cInema, gastando tempo e energIa, porque se esquecem de que säo IncomparáveIs.
As aImas näo säo cIIches umas das outras, todos temos caracterIstIcas
IndIvIduaIs e próprIas. Os IngredIentes do sucesso do ser humano se encontram em sua
IntImIdade.
Þäo há razäo para nos compararmos com os demaIs, poIs cada IndIvIduo tem
sua razäo de ser no !nIverso. Se a Þatureza nos crIou para sermos mangueIras, näo
devemos querer produzIr como as IaranjeIras. Iembremo-nos, contudo, de que, taI
como a semente, que contem todos os eIementos vItaIs para a Iormaçäo de uma árvore,
tambem nós possuImos, em essencIa, todos os componentes de que necessItamos para
ser crIatIvos, orIgInaIs e bem-sucedIdos.
61
As Dores da AIma
33
Questão 917 ÇuaI o meIo de destruIr-se o egoIsmo?
Ðe todas as ImperIeIções humanas, o egoIsmo e a maIs dIIIcII de desenraIzar-se porque derIva da
InIIuencIa da materIa, InIIuencIa de que o homem, aInda muIto pr6xImo de sua orIgem, näo pôde
IIbertar-se e para cujo entretenImento tudo concorre. suas IeIs, sua organIzaçäo socIaI, sua educaçäo. O
egoIsmo se enIraquecerá à proporçäo que a vIda moraI Ior predomInando sobre a vIda materIaI e,
sobretudo, com a compreensäo, que o £spIrItIsmo vos IacuIta, do vosso estado Iuturo, reaI e näo
desIIgurado por IIcções aIegórIcas. Çuando, bem compreendIdo, se houver IdentIIIcado com os costumes
e as crenças, o £spIrItIsmo transIormará os hábItos, os usos, as reIações socIaIs. O egoIsmo assenta na
ImportâncIa da personaIIdade. Ora, o £spIrItIsmo, bem compreendIdo, repIto, mostra as coIsas de täo
aIto que o sentImento da personaIIdade desaparece, de certo modo, dIante da ImensIdade. ÐestruIndo
essa ImportâncIa, ou, peIo menos, reduzIndo-a às suas IegItImas proporções, eIe necessarIamente
combate o egoIsmo. (...)
IauIo de Tarso assIm se reportava aos moradores da GaIácIa. Iorque, se
aIguem cuIda ser aIguma coIsa, näo sendo nada, engana-se a sI mesmo.
(34)
ƒ medIda que os homens tomarem conscIencIa do seu próprIo mundo InterIor,
reconhecerem-se IIIhos do Ioder do !nIverso e InstruIrem-se sobre as InIInItas
possIbIIIdades da vIda eterna, deIxaräo a doentIa preocupaçäo com as aparencIas, a
Irustraçäo crônIca que possuem por ImItar os outros e a atItude de camaIeäo que
cuItIvam com uma auto-Imagem para agradar o mundo em seu redor.
34
GáIatas 6.3
Egoismo
A mesquínhez pode manífestar-se ou não com a acumuíação de
posses materíaís, como também pode aparecer como um ürefreamento de
sentímentosý ou um üautodístancíamento do mundo.ý
Kardec, o sIstematIzador dos ensInos espIrItas na Terra, comenta. ... a
proprIedade que resuIta do trabaIho e um dIreIto naturaI, täo sagrado quanto o de
trabaIhar e de vIver. £ as Vozes do Ceu, sob a dIreçäo do £spIrIto de Verdade,
aIIrmam. Þäo dIsse Ðeus. 'Þäo roubarás?' £ jesus näo dIsse. 'ÐaI a Cesar o que e de
Cesar?
(35
)
A avareza näo deve ser entendIda apenas como um deIeIto ou uma IaIha
humana a ser corrIgIda de modo compuIsórIo, mas precIsa, naturaImente, ser
compreendIda em sua orIgem maIs proIunda.
A IaIta de generosIdade e a InsensIbIIIdade em reIaçäo às necessIdades dos
outros tem raIzes numa deIesa psIcoIógIca que desencadeIa nos IndIvIduos uma
ruptura na conexäo entre o seu conteúdo emocIonaI e o seu conteúdo InteIectuaI.
A crIatura sovIna IsoIa-se em sI mesma. Þada tem ImportâncIa para eIa, a näo
ser a contençäo doentIa e generaIIzada em reIaçäo à sua próprIa vIda InterIor, e näo só
em reIaçäo aos outros, como se pensa habItuaImente. A mesquInhez pode manIIestar-
se ou näo com a acumuIaçäo de posses materIaIs, como tambem pode aparecer como
um reIreamento de sentImentos ou um auto-dIstancIamento do mundo. Como a
matrIz InterIor se Iundamenta numa necessIdade reprImIda da pessoa que näo
consegue se reIacIonar com outras, nem mesmo deIas se aproxImar para permuta de
experIencIas e aIetIvIdade, eIa se sente soIItárIa e, assIm, compensa-se, acumuIando
bens. ConstróI torres e muraIhas Imensas para se proteger do empobrecImento que eIa
mesma vIvencIa, InconscIentemente, há muIto tempo a escassez e a InIbIçäo da
aproxImaçäo socIaI e aIetIva.
CrIa toda uma atmosIera de autonomIa por possuIr vaIIosos objetos exterIores
destInados a suprIr a sensaçäo de vuInerabIIIdade que sente ao IIdar com as pessoas.
Þa atuaIIdade, tenta-se resgatar essa sensaçäo do vácuo InterIor, exIstente na
IntImIdade da aIma humana, com uma reIvIndIcaçäo do desejo, cada vez maIor, de
possuIr bens materIaIs. O grande IIuxo de IndIvIduos que buscam os consuItórIos de
psIquIatrIa e as cIInIcas das maIs dIversas especIaIIdades medIcas se deve a esse cIIma
de InsatIsIaçäo e de vazIo exIstencIaI, que nada maIs e que a coIheIta dos Irutos do
egoIsmo IncapacIdade de se reIacIonar, repressäo dos sentImentos de amor e de
IraternIdade e a InconscIencIa de uma vIda Interna e eterna.
A IndIIerença e a IrIeza emocIonaI, a apatIa e o apego patoIógIco, bem como o
dIstancIamento das prIvações dos outros, säo caracterIstIcas marcantes das crIaturas
que aIImentam uma paIxäo egoIstIca peIos bens materIaIs. Säo conhecIdas como
sovInas, mesquInhas ou usurárIas.
O trabaIho InterIor sempre meIhora a quaIIdade de nossa vIda, poIs passamos a
conhecer a nós mesmos e o !nIverso como um todo, vIsto que somos Ievados tambem
por um propósIto precIpuo cuja Iunçäo e a de aprender a amar IncondIcIonaImente.
63
As Dores da AIma
35
Questão 882 Tem o homem o dIreIto de deIender os bens que haja conseguIdo juntar peIo seu
trabaIho?
Þäo dIsse Ðeus. 'Þäo roubarás?' £ jesus näo dIsse. ÐaI a Cesar o que e de Cesar?
Nota O que, por meIo do trabaIho honesto, o homem junta constItuI IegItIma proprIedade sua, que eIe
tem o dIreIto de deIender, porque a proprIedade que resuIta do trabaIho e um dIreIto naturaI, täo
sagrado quanto o de trabaIhar e de vIver.
Irocuremos entäo vIver, näo como proprIetárIos deIInItIvos de nossas posses,
mas apenas como usuIrutuárIos deIas.
A tecnIca para aprendermos a amar, usando de generosIdade e desprendImento,
e empregarmos nossos sentImentos e emoções com equanImIdade, o que quer dIzer,
dar-Ihes IguaI ImportâncIa ou utIIIzá-Ios com ImparcIaIIdade. A seguIr, Iaremos breves
anotações, cuja observaçäo acurada poderá nos Iornecer dados Importantes para
comportamo-nos com racIonaIIdade.
carIdade sem saIvacIonIsmo,
humIIdade sem baIxa estIma,
determInaçäo sem atrevImento,
obedIencIa sem submIssäo,
bondade sem anuIaçäo da personaIIdade,
compaIxäo sem sentImentaIIsmo,
segurança sem ImpuIsIvIdade,
perseverança sem obstInaçäo.
A avareza e o produto de uma necessIdade que se encontra na IntImIdade da
psIque humana. £Ia tenta enIeItar ou dIstraIr o conIIIto com a busca de bens
perecIveIs, mas nunca consegue suprIr a sensaçäo de carencIa IntIma.
£m sIntese, o aItruIsmo e o amor desInteressado, resuItado do enrIquecImento
da vIda InterIor, enquanto a avareza e IIIha da pobreza do mundo InterIor,
acarretando uma desumanIzaçäo e uma obstruçäo da capacIdade de amar.
Baixa Estima
A críatura materíaíísta precísa crer que é superíor, para compensar
sua crença na ínsígnífícâncía da exístêncía ou na faíta de sentído em que
víve.
CompIexo de InIerIorIdade consIste em conjunto de IdeIas que Ioram recaIcadas
no InconscIente da crIatura em tenra Idade, assocIadas às já exIstentes peIas
experIencIas obtIdas em vIdas preterItas. £Ie age sobre a conduta humana, provocando
sentImentos gratuItos de cuIpa, excessIva carga emotIva reIacIonada a pensamentos de
baIxa estIma, Irequente sensaçäo de Inadequaçäo e constante Irustraçäo em
decorrencIa da desvaIorIzaçäo da capacIdade e habIIIdade pessoaI.
Iara meIhor entendImento de nossas consIderações, deIInIremos o termo
recaIque ou repressäo como um processo psIquIco atraves do quaI recordações,
sentImentos, IdeIas e desejos InaceItáveIs ou desagradáveIs säo excIuIdos da
conscIencIa, permanecendo apenas no InconscIente.
AIIred AdIer, austrIaco, um dos grandes nomes da psIcanáIIse, medIco,
psIquIatra e psIcóIogo renomado, eIucIdou. Subentendemos que, atrás das atItudes
daqueIes que se apresentam perante os outros com uma postura de superIorIdade, e
possIveI a exIstencIa de um sentImento de InIerIorIdade.
Segundo a psIcoIogIa adIerIana, cada pessoa possuI um estIIo de vIda. £sse
estIIo e que motIva o IndIvIduo, atraves de ImpuIsos socIaIs, a buscar o seu naturaI
desenvoIvImento e aperIeIçoamento. Þa teorIa de AdIer, o estIIo de vIda Iorma-se na
prImeIra InIâncIa e quase näo se aItera depoIs. £Ie dIzIa que a maneIra pessoaI de o
IndIvIduo se comportar, de se vestIr, de se expressar ou de IaIar, ou meIhor, sua Iorma
de ser era a consequencIa desse estIIo adotado. Concordando em parte com essa
teorIa, gostarIamos de acrescentar que o somatórIo dos múItIpIos estIIos de vIda
vIvencIados nas dIversas exIstencIas da aIma humana, adIcIonado ao da InIâncIa atuaI,
Iorma a reaI motIvaçäo que vaI gerar nossas ações e atItudes. Somos, portanto, nós
mesmos quem crIamos nossas experIencIas, podendo assIm modIIIcarmos ou näo os
padrões de nossa vIda.
£m muItas ocasIões, as pessoas tentam compensar esse sentImento de
InIerIorIdade, adotando Iormas de vIver em que exageram e exaItam a próprIa
personaIIdade. TendencIa à arrogâncIa, deIIrIo megaIomanIaco, preIerencIa peIa
ostentaçäo Iazem parte do cortejo daqueIes que possuem uma InterIorIzada
deprecIaçäo de sI mesmos.
Todos nós acoIhemos em nossa IntImIdade näo apenas crenças IndIvIduaIs, mas
tambem as que nos Ioram transmItIdas peIa IamIIIa e peIa socIedade em várIos nIveIs.
Ðesde um gesto, um oIhar ou uma expressäo corporaI ate Iormas de conduta ou de
verbaIIzaçäo, todos nós assImIIamos as crenças aIheIas atraves de uma comunIcaçäo
que poderIamos denomInar de contagIante.
MuItas aImas, devIdo à sua ImaturIdade espIrItuaI, deIxaram-se contagIar por
crenças materIaIIstas, no decorrer dos secuIos e nos dIversos Iugares onde vIveram.
AceItaram as doutrInas IIIosóIIcas que deIendem o cetIcIsmo e que atrIbuem como
causa ou orIgem da vIda as proprIedades IntImas da materIa. Säo as crenças do
acaso, que atrIbuem a tudo um acontecImento IortuIto ou aIeatórIo.
Þa Iarte ¡, capItuIo ¡, questäo 8, de O IIvro dos £spIrItos, encontramos que
serIa um absurdo atrIbuIr a Iormaçäo prImárIa a uma combInaçäo IortuIta da materIa,
ou, por outra, ao acaso (...) A harmonIa exIstente no mecanIsmo do !nIverso (...) reveIa
65
As Dores da AIma
um poder InteIIgente (...) o acaso e cego e näo pode produzIr os eIeItos que a
InteIIgencIa produz. !m acaso InteIIgente já näo serIa acaso.
(36
)
AproIundando nossas observações podemos consIderar que a base de todo
compIexo de InIerIorIdade InIcIa-se no materIaIIsmo, ou seja, na crença do nada.
Çuando cremos que tudo provem do acaso e que nada exIste senäo o que os
oIhos IIsIcos conseguem vIsuaIIzar, InIcIamos em nós o processo de InIerIorIdade.
CrIamos, a partIr daI, um estIIo de vIda InconscIente, baseado em que näo somos
nada e, em nossas proIundezas, consIderamos ser o produto momentâneo do acaso.
IejeItamos a rIqueza IncomensuráveI de nosso mundo InterIor e do !nIverso e näo
acredItamos na pIenItude da VIda MaIs AIta, porque desprezamos a IerIeIta Ordem
ÐIvIna. ¡gnoramos a essencIa sagrada que habIta em nós e Iutamos contra uma suposta
má sorte, que nos IataIIza a desgastar enorme quantIdade de energIa, por näo
reconhecermos as IeIs ÞaturaIs que reguIam tudo e todos.
O poeta e prosador Irances IrançoIs MarIe Arouet, dIto VoItaIre, escreveu com
muIta proprIedade. O acaso näo e, näo pode ser, senäo a causa Ignorada de um eIeIto
desconhecIdo.
Çuando a pretensäo e o orguIho tomam conta de nossos atos, nossa maneIra de
ser passa a Iundamentar-se numa constante supercompensaçäo negatIva de nosso
sentImento de InIerIorIdade, por acredItarmos que somos, sImpIesmente, uma
combInaçäo IortuIta da materIa.
A crIatura materIaIIsta precIsa crer que e superIor, para compensar sua crença
na InsIgnIIIcâncIa da exIstencIa ou na IaIta de sentIdo em que vIve. O ser
espIrItuaIIzado acredIta que näo e pIor nem meIhor do que os outros, porque percebe e
age com seus sentIdos voItados para a £ternIdade e sabe que cada pessoa e täo boa
quanto pode ser, conIorme seu grau evoIutIvo.
Þo entanto, o materIaIIsta prossegue em sua jornada, crescendo e descobrIndo
que o camInho da IeIIcIdade e uma trIIha que o Ieva para dentro de sI mesmo e
conduz ate a Ionte VerdadeIra, IIbertando-o da prIsäo dos sentIdos para pIenItude
exIstencIaI.
A provIdencIa prImeIra e essencIaI, para que possamos nos curar do sentImento
de baIxa estIma ou InIerIorIdade, e a convIcçäo na ImortaIIdade das aImas e na
pIuraIIdade das exIstencIas, somada à crença de que somos seres espIrItuaIs crIados
pIenos e compIetos, vIvendo uma experIencIa humana com o objetIvo de nos
conscIentIzarmos dessa nossa pIenItude Inata. As provIdencIas seguIntes a serem
tomadas deveräo ser reIIexões sobre as causas de nossos sentImentos de InIerIorIdade,
o modo como Ioram adquIrIdos e as crenças que os motIvaram.
ΠessencIaI Iembrar-nos de que sempre e possIveI aIterar ou transIormar nosso
estIIo de vIda. Iara tanto, näo duvIdemos de nossas aptIdões e vocações naturaIs,
nem questIonemos, sIstematIcamente, nossas Iorças InterIores. Iara obtermos
autoconIIança, somente e precIso reIvIndIcarmos, vaIorosamente, o que já exIste em
nós por dIreIto dIvIno.
36
Questão 8 Çue se deve pensar da opInIäo dos que atrIbuem a Iormaçäo prImárIa a uma combInaçäo
IortuIta da materIa, ou, por outra, ao acaso?
Outro absurdo! Çue homem de bom-senso pode consIderar o acaso um ser InteIIgente? £,
demaIs, que e o acaso? Þada,
Nota A harmonIa exIstente no mecanIsmo do !nIverso patenteIa combInações e desIgnIos
determInados e, por Isso mesmo, reveIa um poder InteIIgente. AtrIbuIr a Iormaçäo prImárIa ao acaso e
Insensatez, poIs que o acaso e cego e näo pode produzIr os eIeItos que a InteIIgencIa produz, !m acaso
InteIIgente já näo serIa acaso.
67
As Dores da AIma
Baixa Estima
O sentímento de ínferíorídade ou de baíxa estíma assocía as críaturas
a uma resígnação exagerada, a um autodesíeíxo ou descuído das coísas p
essoaís.
O sentImento de autopIedade pode nos tornar doentes IIsIcamente. !ma especIe
de InvaIIdez psIquIca envoIve-nos a exIstencIa e, a partIr daI, sentImo-nos InIerIores e
Incapazes, Ievados a uma perda totaI da conIIança em nós mesmos.
A pIedade aquI reIerencIada e o soIrImento moraI de pesar ou a aIIIçäo que
sentImos por autopunIçäo. Ter pena ou dó, em muItas cIrcunstâncIas, pode näo ser um
sentImento verdadeIro, mas sIm uma obrIgaçäo socIaI aprendIda, a ser demonstrada
dIante do InIortúnIo aIheIo.
Þo entanto, a sensaçäo que experImentamos de amor, permeada de respeIto e
aIeIçäo peIos outros, reveIa-nos os reaIs sentImentos denomInados de benevoIencIa e
de compaIxäo.
A baIxa estIma ou autopIedade pode-nos Ievar a ser vItImas de nós mesmos, poIs
estaremos somatIzando essas emoções negatIvas em Iorma de doenças. Os sIntomas da
enIermIdade podem ser consIderados a Iorma IIsIca de expressar uma atItude Interna,
ou mesmo um conIIIto. Iortanto, doentes näo säo somente as vItImas Inocentes de
aIgum desarranjo da Þatureza, mas tambem os IacIIItadores de sua próprIa moIestIa.
Os acontecImentos em sI mesmos nunca tem muIto sentIdo, precIsamos
aprender a dIscernIr o que há por trás do aspecto IIsIco, ou seja, atIngIr o conteúdo
metaIIsIco das coIsas. A ImportâncIa e a mensagem de um Iato ou de um
acontecImento somente aparecem cIarIIIcados, quando Interpretados em sua
sIgnIIIcaçäo, e Isso que nos permIte a compreensäo compIeta de seu sentIdo.
Çuando deIxamos de Interpretar as ocorrencIas da vIda e o seguImento naturaI
que ImpIIcará seu destIno, nossa exIstencIa merguIhará numa totaI IaIta de sentIdo.
A doença sempre tem uma IntencIonaIIdade e um objetIvo, surgIndo nas
crIaturas de baIxa estIma a IIm de aIertá-Ias de que exIste uma descompensaçäo
psIquIca (seu sentImento de InIerIorIdade) e da necessIdade de harmonIzá-Ia.
Os traços psIcoIógIcos dos IndIvIduos que sentem autopIedade säo reconhecIdos
peIa ausencIa de experIencIas InterIores. £Ies possuem uma restrIta vIsäo de seu rItmo
Interno, näo vaIorIzam seu mundo IntImo nem desenvoIvem seu potencIaI Inato, quer
dIzer, suas capacIdades Iatentes (IntuIçäo, InspIraçäo, percepçäo).
Ðeus crIou todos os £spIrItos sImpIes e Ignorantes, Isto e, sem saber. (...) os
£spIrItos, em sua orIgem, serIam como as crIanças, Ignorantes e InexperIentes, só
adquIrIndo pouco a pouco os conhecImentos de que carecem com o percorrerem as
dIIerentes Iases da vIda.
(37)
O que acontece e que estamos saIndo da InconscIencIa para a conscIencIa, da
transItorIedade para a permanencIa, da personaIIdade para a IndIvIduaIIdade, da razäo
para a IntuIçäo, do estar para o ser. £Is o processo de evoIuçäo das aImas!
Iortanto, peIa IgnorâncIa e sImpIIcIdade Inatas, näo quer dIzer que somos
InIerIores por crIaçäo dIvIna. IIIhos de Ðeus säo perIectIveIs (possuem o germe da
perIeIçäo), näo Ioram crIados InIerIores, mas sem cIencIa de sI mesmos. SImpIes
sIgnIIIca básIco, espontâneo, naturaI e prImárIo. ¡gnorante aqueIe que näo tem
conscIencIa de sI mesmo. Temos, portanto, a expIIcaçäo da anaIogIa (serIam como as
crIanças) IeIta peIos £spIrItos ¡IumInados na questäo em estudo.
Todas as nossas capacIdades e IdeIas crIatIvas estäo potencIaImente presentes,
mas os seres precIsam apenas de tempo para Integrá-Ias em deIInItIvo. O nosso
desenvoIvImento espIrItuaI consIste, unIcamente, na modIIIcaçäo da nossa maneIra de
ver, e Isso nada maIs e do que a expressäo de uma nova vIsäo de nós mesmos e do
!nIverso.
O sentImento de InIerIorIdade ou de baIxa estIma assocIa as crIaturas a uma
resIgnaçäo exagerada, a um autodesIeIxo ou descuIdo das coIsas pessoaIs. A perda do
senso de autovaIorIzaçäo e tambem consequencIa do sentImento de InIerIorIdade, que
remete os IndIvIduos à vIvencIa entre hábItos cronometrados e a uma mecanIzaçäo
dos costumes.
O maIor sentIdo de nossa encarnaçäo e a conscIentIzaçäo da rIqueza de nosso
mundo InterIor. Somos essencIas dIvInas em busca da perIeIçäo, cujo camInho e o
autodescobrImento.
AquI estäo aIgumas aIIrmações que, se observadas com atençäo, poderäo nos
ajudar a reconquIstar a autoconIIança perdIda.
somos potencIaImente capazes de tomar decIsões sem ter que recorrer a
IntermInáveIs conseIhos,
possuImos urna IndIvIduaIIdade dIvIna compIetamente dIstInta da dos outros,
Iazemos as coIsas porque gostamos, näo para agradar as pessoas,
encontraremos sempre novos reIacIonamentos, por Isso, näo temos medo de
ser abandonados,
usaremos, constantemente, de nosso bom senso, portanto, as crItIcas e as
desaprovações näo nos atIngIräo com IacIIIdade,
tomaremos nossas próprIas decIsões, respeItando, porem, as dos outros,
conIIaremos na Iuz MaIor que há em nós, eIa sempre nos guIará peIos
meIhores camInhos.
Certa vez, um paI desesperado trouxe seu IIIho ate o Mestre, para que Iosse
curado... £ jesus dIsse-Ihe. Se tu podes crer, tudo e possIveI ao que cre. £ Iogo o paI
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As Dores da AIma
37
Questão 115 Ðos £spIrItos, uns teräo sIdo crIados bons e outros maus?
Ðeus crIou todos os £spIrItos sImpIes e Ignorantes, Isto e, sem saber. A cada um deu
determInada mIssäo, com o IIm de escIarece-Ios e de os Iazer chegar progressIvamente à perIeIçäo, peIo
conhecImento da verdade, para aproxImá-Ios de sI Þesta perIeIçäo e que eIes encontram a pura e eterna
IeIIcIdade. Iassando peIas provas que Ðeus Ihes Impõe e que os £spIrItos adquIrem aqueIe
conhecImento. !ns aceItam submIssos essas provas e chegam maIs depressa à meta que Ihes IoI
assInada. Outros só a suportam murmurando e, peIa IaIta em que desse modo Incorrem, permanecem
aIastados da perIeIçäo e da prometIda IeIIcIdade.
Questão 115-a Segundo o que acabaIs de dIzer, os £spIrItos, em sua orIgem, serIam como as crIanças,
Ignorantes e InexperIentes, só adquIrIndo pouco a pouco os conhecImentos de que carecem com o
percorrerem as dIIerentes Iases da vIda?
SIm, a comparaçäo e boa. A crIança rebeIde se conserva Ignorante e ImperIeIta. Seu
aproveItamento depende da sua major ou menor docIIIdade. Mas, a vIda do homem tem termo, ao passo
que a dos £spIrItos se proIonga ao InIInIto.
do menIno, cIamando, com IágrImas, dIsse. £u creIo, Senhor! Ajuda a mInha
IncreduIIdade.
(38)
Ðevemos, poIs, todos nós juntos, aproveItando dessas paIavras, repetIr. Senhor,
ajuda-nos em nossa IncreduIIdade!, cIentes de que depende excIusIvamente de nossa
vontade vencer os obstácuIos da baIxa estIma, que nos Impedem de aIcançar a
pIenItude das reaIIzações pessoaIs.
38
Marcos 9.23 e 24.
Rigidez
O excesso de rígídez e severídade faz com que críemos um padrão
mentaí que ínfíuencíará os outros para que nos tratem da mesma forma
como os tratamos.
TeImosIa e uma Iorma de rIgIdez da personaIIdade. Œ um apego obstInado às
próprIas IdeIas e gostos, nunca admItIndo InsuIIcIencIas e erros.
ConvIver com crIaturas que estäo sempre com a razäo, que acredItam que
nasceram para ensInar ou saIvar todo mundo e que jamaIs transgrIdem a nada, e vIver
reIacIonamentos desgastantes e InsatIsIatórIos.
Çuase sempre, IugImos desses IndIvIduos dogmátIcos, Incapazes de aceItar e
consIderar um ponto de vIsta dIIerente do seu. Þesses reIacIonamentos, IIcamos
conIInados à representaçäo de papeIs Instrutor-aprendIz, orIentador-orIentado, mentor-
pupIIo. Somente escutamos, nunca podemos expressar nossa opInIäo sobre os eventos
e as experIencIas que compartIIhamos.
As pessoas teImosas väo ao excesso do desrespeIto, por näo darem o devIdo
espaço para as dIIerenças pessoaIs que exIstem nos amIgos e IamIIIares.
... peIos vossos excessos, chegaIs à sacIedade e vos punIs a vós mesmos.
(39
)
Os IImItes traçados peIa natureza nos ensInam onde e quando devemos parar,
bem como por onde e quando devemos seguIr. A natureza respeIta nossos dons
próprIos, ou seja, nossa IndIvIduaIIdade. AssIm, devemos tambem aceItar e respeItar
nosso jeIto excIusIvo de ser, bem como a de todos aqueIes com quem compartIIhamos a
exIstencIa terrena.
O excesso de rIgIdez e severIdade Iaz com que crIemos um padräo mentaI que
InIIuencIará os outros para que nos tratem da mesma Iorma como os tratamos.
Ioderemos aInda, no Iuturo, provocar em nós um sentImento de autopunIçäo, poIs
estaremos usando para conosco o mesmo tratamento de austerIdade e dureza. O
arrependImento se assocIa à cuIpa, nascendo daI uma vontade de nos redImIr peIos
excessos cometIdos, o que acarreta uma necessIdade de expIaçäo o IndIvIduo se
compraz com o próprIo soIrImento.
Þossos IImItes se expressam de maneIra especIIIca e nInguem pode exIgIr
IguaIdade de pensamento e açäo de outro ser humano. IespeItando nossa
sInguIarIdade, aprenderemos a respeItar a sInguIarIdade dos outros e sempre caIremos
no excesso, quando näo aceItarmos nosso rItmo de crescImento, bem como o do
próxImo.
Segundo AIIred AdIer, a compensaçäo e um dos metodos de deIesa do ego e
consIste num Ienômeno psIcoIógIco que busca contrabaIançar e dIssImuIar nossas
tendencIas InconscIentes por nós consIderadas reprováveIs e que tentam vIr à nossa
conscIencIa.
Os excessos de todo genero IuncIonam, na maIorIa das vezes, como dIsIarce
psIcoIógIco para compensar nossas tendencIas InterIores. £xageramos posturas e
IncIInações na tentatIva de sImuIar um caráter oposto.
AtItudes exageradas de um IndIvIduo sIgnIIIcam, quase sempre, o contrárIo do
que eIe decIara.
£xcesso de pudor compensaçäo de desejos sexuaIs normaIs reprImIdos.
71
As Dores da AIma
39
Questão 713 Traçou a Þatureza IImItes aos gozos?
Traçou, para vos IndIcar o IImIte do necessárIo. Mas, peIos vossos excessos, chegaIs à sacIedade
e vos punIs a v6s mesmos.
£xcesso de aIabIIIdade compensaçäo de agressIvIdade maI eIaborada.
£xcesso de aIImentaçäo compensaçäo de Insegurança ou necessIdade de
proteçäo.
£xcesso de reIIgIäo compensaçäo de dúvIdas desmoraIIzadoras exIstentes na
InconscIencIa.
£xcesso de domInaçäo compensaçäo de IragIIIdade e desamparo InterIor.
Atrás de todo excesso ou rIgIdez se encontra a näo aceItaçäo da naturaIIdade da
vIda, Iora e dentro de nós mesmos.
Rigidez
Os erros são quase que ínevítáveís para quem quer avançar e
crescer. São acídentes de percurso, contíngêncías do processo evoíutívo
que todos estamos destínados a vívencíar.
Çuando agImos erroneamente e porque näo sabemos como Iazer meIhor.
ÞInguem, de Iorma deIIberada, tem o desejo de ser InIeIIz, portanto, nInguem escoIhe
o pIor. Os IeItos e as atItudes pecuIIares de cada crIatura estäo IntImamente IIgados a
seu desenvoIvImento IIsIco, mentaI, socIaI e moraI. Þossa maturIdade espIrItuaI e
adquIrIda atraves das experIencIas evoIutIvas no decorrer de todos os tempos, seja na
atuaIIdade, seja no preterIto dIstante.
Tudo o que Iazemos está reIacIonado com nossa Idade astraI.
¡nquestIonaveImente, Iazemos agora o que de meIhor poderIamos Iazer, porque
estamos agIndo e pensando conIorme nossas convIcções InterIores, aIIás, eIa (a Idade
astraI) e gradatIva poIs está vIncuIada às nossas percepções evoIutIvas.
As crIaturas que agem com austerIdade em determInada cIrcunstâncIa
acredItam que aqueIa e a meIhor opçäo a tomar. Iorem, quando o amadurecImento
conduzI-Ias a ter uma meIhor noçäo a respeIto dos reIacIonamentos humanos, eIas
assImIIaräo novas maneIras de se comportar e passaräo a agIr de Iorma coerente com
seu novo entendImento. A concepçäo de bem se ampIIa de acordo com nosso
desenvoIvImento espIrItuaI.
A proposta crIstä pagar o maI com o bem sugere. castIgar por castIgar näo
transIorma a crIatura para o bem, mas somente o amor e capaz de subIImar e educar
as aImas.
A pena de morte e uma rIgIdez dos costumes humanos. Iropõe matar o corpo
IIsIco como punIçäo peIas IaItas cometIdas, com o esquecImento, porem, de que
somente transIere a probIemátIca para outras IaIxas da vIda e crIa revoIta e
desarmonIa no ser em correçäo.
A dor apenas terá Iunçäo dentro dos ImperatIvos da vIda, enquanto os homens
näo aceItarem que somente o amor muda e renova as crIaturas.
O projeto da VIda MaIor e conscIentIzar-nos, näo sentencIar.
Þosso pIaneta está repIeto de crIaturas InteIectuaIIzadas e InIIuentes, mas nem
por Isso sábIas e habIIItadas para todas as coIsas. Ior maIs InteIIgente que seja o ser
humano, sempre haverá um unIverso de coIsas que eIe desconhece.
MuItas pessoas matam, roubam e mentem sem vacIIaçäo aIguma, mas será que
sabem perIeItamente que Isso näo e certo?
£star no InteIecto näo e a mesma coIsa que estar na proIundeza da aIma. Ter
InIormações e receber orIentações näo e a mesma coIsa que IntegraIIzar o
ensInamento, ou mesmo, saber por InteIro.
... O homem juIga necessárIa uma coIsa, sempre que näo descobre outra
meIhor. ƒ proporçäo que se InstruI, vaI compreendendo meIhormente o que e justo e o
que e Injusto e repudIa os excessos cometIdos, nos tempos de IgnorâncIa, em nome da
justIça.
(40)
73
As Dores da AIma
40
Questão 762 A pena de morte, que pode vIr a ser banIda das socIedades cIvIIIzadas, näo terá sIdo
de necessIdade em epocas menos adIantadas?
ÞecessIdade näo e o termo. O homem juIga necessárIa uma coIsa, sempre que näo descobre
outra meIhor. ƒ proporçäo que se InstruI, vaI compreendendo meIhormente o que e justo e o que e
Injusto e repudIa os excessos cometIdos, nos tempos de IgnorâncIa, em nome da justIça.
Os erros säo quase que InevItáveIs para quem quer avançar e crescer. Säo
acIdentes de percurso, contIngencIas do processo evoIutIvo que todos estamos
destInados a vIvencIar.
£m vez de repeIIrmos nossos erros, deverIamos anaIIsá-Ios atentamente como se
Iossem verdadeIros objetos de arte, evItando, assIm, Iuturos comprometImentos.
Ðeus permIte que o erro Integre o nosso camInho. AIIás, eIe Iaz parte das nossas
condIções evoIutIvas, para que possamos aprender e assImIIar as experIencIas da vIda.
Os erros säo ocorrencIas consIderadas admIssIveIs peIa IegIsIaçäo do CrIador.
Ðeus näo condena ou castIga nInguem, mas o oposto. InstItuIu IeIs harmonIosas
e justas que nos conduzIräo IataImente à IeIIcIdade pIena, apesar de nossas IaItas e
desacertos.
Ior que entäo usar de rIgIdez perante os acontecImentos da vIda?
Rigidez
Ser fíexíveí não quer dízer perda de personaíídade ou üser voíúveíý,
mas ser acessíveí à compreensão das coísas e pessoas.
Iara meIhoramos as cIrcunstâncIas de nossa vIda, precIsamos transIormar
nossos padrões de pensamentos IImItadores. ¡soIando-nos dentro dessas IronteIras
estreItas, passamos a encarar o mundo de Iorma reduzIda e nos condIcIonamos a
pensar que a vIda e uma IataI provaçäo. AssIm, näo maIs vIvemos Intensamente,
IImItando-nos apenas a sobrevIver.
£xpIorando opções, dIversIIIcando nossas opInIões, conceItos, atItudes e
recoIhendo os Irutos do progresso aquI e acoIá, teremos expandIda a nossa vIsäo, que
será a base para agIrmos com prudencIa e maIeabIIIdade dIante das nossas decIsões.
A arquItetura de uma ponte preve os movImentos oscIIatórIos, para que sua
estrutura näo soIra dano aIgum. As estruturas ImobIIIzadas nunca säo täo Iortes como
as IIexIveIs. MentaIIdades rIgIdas näo säo consIderadas desembaraçadas e rápIdas,
poIs nunca estäo prontas para mudar ou para receber novas InIormações.
... !ma paIxäo se torna perIgosa a partIr do momento em que deIxaIs de poder
governá-Ia e que dá em resuItado um prejuIzo quaIquer para vós mesmos, ou para
outrem.
... Todas as paIxões tem seu prIncIpIo num sentImento, ou numa necessIdade
naturaI. (...) A paIxäo proprIamente dIta e a exageraçäo de uma necessIdade ou de um
sentImento...
(41
)
IaIxões podem ser consIderadas predIsposIções Impetuosas e vIoIentas, se
Ievadas ao extremo. £Ias atIngem as dIversas áreas do reIacIonamento humano como,
por exempIo, a poIItIca, a socIaI, a aIetIva, a reIIgIosa e a sexuaI.
IredIIeçäo peIo Iucro e útII, o exagero e cobIça.
IredIIeçäo peIo aIeto e vaIorosa, o exagero e apego.
IredIIeçäo peIa reIIgIäo e evoIuçäo, o exagero e IanatIsmo.
IredIIeçäo peIa casa e necessárIa, o exagero e IutIIIdade.
IredIIeçäo peIo Iazer e saudáveI, o exagero e ocIosIdade.
£ntendemos, portanto, que a predIIeçäo peIas nossas convIcções e racIonaI, mas
o exagero e InIIexIbIIIdade, obstInaçäo, ou seja, paIxäo.
Ser IIexIveI näo quer dIzer perda de personaIIdade ou ser voIúveI, mas ser
acessIveI à compreensäo das coIsas e pessoas. £ncontramos crIaturas que se mantem
presas durante anos e anos a conceItos e crenças ImobIIIzadoras. ConvergIram toda a
75
As Dores da AIma
41
Questão 908 Como se poderá determInar o IImIte onde as paIxões deIxam de ser boas para se
tornarem más?
As paIxões säo como um corceI, que só tem utIIIdade quando governado e que se torna perIgoso
desde que passe a governar. !ma paIxäo se torna perIgosa a partIr do momento em que deIxaIs de poder
governá-Ia e que dá em resuItado um prejuIzo quaIquer para vós mesmos, ou para outrem.
Nota As paIxões säo aIavancas que decupIIcam as Iorças do homem e o auxIIIam na execuçäo dos
desIgnIos da IrovIdencIa. Mas, se, em vez de as dIrIgIr, deIxa que eIas o dIrIjam, caI o homem nos
excessos e a próprIa Iorça que, manejada peIas suas mäos, poderIa produzIr o bem, contra eIe se voIta e
o esmaga.
Todas as paIxões tem seu prIncIpIo num sentImento, ou numa necessIdade naturaI. O prIncIpIo
das paIxões näo e, assIm, um maI, poIs que assenta numa das condIções provIdencIaIs da nossa
exIstencIa. A paIxäo proprIamente dIta e a exageraçäo de uma necessIdade ou de um sentImento. £stá no
excesso e näo na causa e este excesso se torna um maI, quando tem como consequencIa um maI
quaIquer. (...)
sua atençäo para sentImentos, objetIvos ou pensamentos obstInados, dIIIcuItando uma
ampIItude de racIocInIo e dIscernImento.
£sse Ienômeno näo somente ocorre no mundo IIsIco, mas tambem com as
crIaturas na vIda espIrItuaI, que permanecem estacIonadas, compuIsorIamente, a uma
paIxäo doentIa IIgada a uma IdeIa únIca.
CrIando uma pIuraIIdade de pensamentos reIIexIvos, teremos, obvIamente, um
meIhor dIscernImento para perceber, escutar, Ier, aprender e seguIr nossos camInhos.
Þossa saúde mentaI está IntImamente IIgada a nossa capacIdade de adaptaçäo
ao meIo em que vIvemos, e nosso progresso InteIectuaI se expressa por meIo da
habIIIdade psIcoIógIca de assocIaçäo de IdeIas.
Þa atuaIIdade, os estudIosos da mente acredItam que os IndIvIduos duros e
IntransIgentes, por näo se adaptarem à reaIIdade das coIsas, possuem uma maIor
predIsposIçäo para a psIcose. Iogem para um unIverso IrreaI, cIassIIIcado como
Ioucura. £ssa Iuga e, por certo, uma Iorma de adaptaçäo, para que possam sobrevIver
no mundo socIaI que eIes reIutam em aceItar.
ÐeIxar a rIgIdez mentaI e Iator básIco para o crescImento InterIor. Iara
aprendermos o bem vIver, e precIso que abandonemos as condutas da paIxäo, quer
dIzer, das emoções exageradas. As atItudes Inovadoras e consIderadas InusItadas na
vIda dos grandes homens Ioram as que IIzeram com que eIes Iossem denomInados
crIaturas extraordInárIas.
jesus CrIsto, o SubIIme Ienovador das AImas, e consIderado a maIor
personaIIdade suI generIs de toda a humanIdade. O Mestre näo somente teve
procedImentos e atItudes nobres, mas tambem InedItos e Inovadores, substItuIndo toda
uma Iorma de pensar rIgIda, Impetuosa e IanátIca dos homens de caráter austero e
IntoIerante que vIvIam em sua epoca.
Ansiedade
A reuníão de todas as nossas ansíedades não poderá aíterar nosso
destíno; somente nosso empenho, determínação e vontade no momento
presente é que poderá transformá-ío para meíhor.

ÐeIInImos comportamento como o conjunto de reações e condutas de um
IndIvIduo em resposta a um estImuIo. £m outras paIavras, e a Iorma de ser, agIr e
reagIr excIusIva de cada pessoa.
Þossas convIcções IntImas e que determInam nossos comportamentos
exterIores, portanto, resIde em nós mesmos a InIIuencIa que exercemos sobre as
sItuações ImedIatas ou sobre as cIrcunstâncIas Iuturas de nossa vIda. Þenhuma de
nossas condutas ou atItudes manIIestadas e IIvre de eIeItos. £mbora possa näo ser
notada no momento, Iuturamente será percebIda e InIIuencIará outros eventos em
outras ocasIões.
O poder das crenças e dos pensamentos e Iator ImpressIonante nas ocorrencIas
de nosso cotIdIano.
Sabendo dessas verdades, näo serIa de vItaI ImportâncIa que observássemos
meIhor nossos pensamentos habItuaIs e anaIIsássemos nossas crenças maIs proIundas?
Þäo serIa maIs adequado verIIIcarmos onde estamos pondo nosso poder de Ie?
ΠIrequente IdeaIIzarmos ansIosamente o nosso Iuturo. AtrIbuImos momentos
IeIIzes e expectatIvas IrreaIs à nossa vIda, encaIxando-os em ocasIões especIaIs como a
Iormatura, o casamento, os IIIhos, um bom emprego. Çuase sempre, quando o Iato se
concretIza, IIcamos por demaIs Irustrados, poIs a reaIIdade nunca corresponde
exatamente à nossa IdeaIIzaçäo precIpItada.
A preocupaçäo pode produzIr ansIedade, Ievando-nos, a partIr de entäo, a
ImagInar Iatos catastróIIcos. Çuando nos preocupamos com o Iuturo, näo vIvemos o
agora e soIremos Imensa ImobIIIzaçäo, que torna conta do nosso presente, advInda de
coIsas que Iräo ou näo acontecer no amanhä. A reunIäo de todas as nossas ansIedades
näo poderá aIterar nosso destIno, somente nosso empenho, determInaçäo e vontade no
momento presente e que poderá transIormá-Io para meIhor.
As sItuações caIamItosas que ImagInamos apenas se materIaIIzaräo, se as
dramatIzarmos constantemente. Se ImprImIrmos com pensamentos trágIcos os Iatos e
acontecImentos da vIda, eIes assumIräo proporções que näo tInham a prIncIpIo e,
reaImente, se tomaräo reaIIdade. CrIaturas trágIcas atraIräo certamente a tragedIa.
Crer com IIrmeza que Ðeus nunca erra e sempre está se manIIestando e se
pronuncIado em tudo e em todos será sempre um metodo IeIIz de se despreocupar.
Crer que £Ie está sempre dIsposto a nos prover de tudo o que necessItamos para nosso
amadurecImento espIrItuaI e o meIhor antIdoto contra a ansIedade e os excessos de
ImagInaçäo dramátIca.
Ðeus e a ConscIencIa do !nIverso, a AIma da Þatureza e a IarmonIa das
Iorças CósmIcas. As £ntIdades ÐenevoIentes e SábIas que eIaboraram os
Iundamentos da ÐoutrIna £spIrIta responderam que. (...) Ðeus e eterno, InIInIto,
77
As Dores da AIma
ImutáveI, ImaterIaI, únIco, onIpotente, soberanamente justo e bom (...) do vosso ponto
de vIsta (...) porque credes abranger tudo.
(42)
AcredItar que a vIda e perIeIta e que nada exIste que näo tenha urna razäo de
ser nos conduzIrá sempre ao dIscernImento de que tudo está certo de maneIra
InequIvoca e absoIuta. Mesmo quando estamos IIudIdos peIos aspectos exterIores das
coIsas, peIa IaIta de Ie, peIos exageros de quaIquer matIz, aInda assIm a VIda
IrovIdencIaI nos Ievará a um só rebanho e um só Iastor.
(43)
Iembremo-nos, porem, de que a ImagInaçäo serve para crIarmos quadros de
aIegrIa, beIeza, progresso, amor. Þo entanto, se a estIvermos usando para produzIr
trIsteza, ansIedade, abandono, medo e desconIIança, o meIhor a Iazer e Interromper o
negatIvIsmo e mudar o estado mentaI.
Cada um transIta peIo camInho certo, na hora exata, de acordo com seu estado
evoIutIvo. Þäo há com que nos preocuparmos, tudo está absoIutamente correto,
porque todos estamos amparados peIa sabedorIa provIdencIaI das IeIs ÐIvInas.

42
Questão 13 Çuando dIzemos que Ðeus e eterno, InIInIto, ImutáveI, ImaterIaI, únIco, onIpotente,
soberanamente justo e bom, temos IdeIa compIeta de seus atrIbutos?
Ðo vosso ponto de vIsta, sIm, porque credes abranger tudo. ÐabeI, porem, que há coIsas que
estäo acIma da InteIIgencIa do homem maIs InteIIgente, as quaIs a vossa IInguagem, restrIta às vossas
IdeIas e sensações, näo tem meIos de exprImIr. A razäo, com eIeIto, vos dIz que Ðeus deve possuIr em
grau supremo essas perIeIções, porquanto, se uma Ihe IaItasse, ou näo Iosse InIInIta, já eIe näo serIa
superIor a tudo, näo serIa, por conseguInte, Ðeus. Iara estar acIma de todas as coIsas, Ðeus tem que se
achar Isento de quaIquer vIcIssItude e de quaIquer das ImperIeIções que a ImagInaçäo possa conceber.
43
joäo 10.16.
Ansiedade
De nada adíantará teu desespero e afííção, poís a Vída Maíor não te
dará ouvídos dessa forma.
já tomaste pIena conscIencIa de tua ansIedade?
Þotaste como estás atropeIando os outros e a tI mesmo?
Aonde queres chegar? Ior onde camInhas?
Todas essas perguntas, respondIdas sInceramente, poderIam abrIr-te a mente
para novas e meIhores atItudes, garantIndo-te estabIIIdade e segurança emocIonaIs.
Ðe nada adIantará teu desespero e aIIIçäo, poIs a VIda MaIor näo te dará ouvIdos
dessa Iorma.
VIve com pIenItude o presente e verás o Iuturo reIatar as consequencIas dos teus
atos do ontem, que contam tua próprIa hIstórIa de vIda.
Tudo aquIIo que precIsares aprender, dIscernIr e compreender chegará em tua
exIstencIa repetIdas vezes ate dares a devIda atençäo, eIetuando assIm a
aprendIzagem necessárIa.
A vIda te escutará, auscuItando tua IntImIdade, ou seja, tuas reaIs necessIdades
da aIma.
A tua ansIedade näo mudará o curso da Þatureza. Tudo acontece naturaImente,
vIsto que as IeIs ÞaturaIs ou ÐIvInas näo promovem saItos nem extrapoIam os dItames
estabeIecIdos por Ðeus, InserIdos neIas mesmas.
Þäo tentes mudar a sequencIa dos Iatos. £xIstem etapas regI das por cIcIos
evoIutIvos que säo, em verdade, o processo espIrItuaI de desenvoIvImento de cada um.
Cada Iase antecede a outra, portanto, tudo está equIIIbrado harmonIcamente peIas
normas do Ioder ÐIvIno.
AnaIIsa as pIantas como modeIo. se quIseres que eIas cresçam e se desenvoIvam,
IImIta-te a deIxá-Ias vIver naturaImente, poIs, por maIs que possas dIspensar-Ihes
cuIdados e zeIos contInuos, somente quando estIverem prontas e que brotaräo e se
cobrIräo de IIores.
£xperIencIa e a soma dos teus desacertos e desenganos. O sábIo conhece o
IImIte do necessárIo porque neIe resIde uma capacIdade extraIda das dIversas
experIencIas vIvIdas ao Iongo das exIstencIas. £m reIaçäo ao IImIte do necessárIo,
assIm decIaram os Iepresentantes do £spIrIto de Verdade. AqueIe que e ponderado o
conhece por IntuIçäo. MuItos só chegam a conhece-Io por experIencIa e à sua próprIa
custa.
(44
)
Þäo queIras burIar as barreIras naturaIs do !nIverso, acaIma-te, procura
camInhar passo após passo, porque somente assIm chegarás à serenIdade que tanto
procuras. Þäo tentes Iazer de tua vIda um camInho metIcuIoso, caIcuIando tua
exIstencIa mInucIosamente, poIs estarás prejudIcando o rItmo naturaI dos
acontecImentos.
Ðeus IaIa contIgo peIa voz sIIencIosa de teu coraçäo. CentraIIza-te em tI mesmo
e do âmago de tua aIma perceberás amorosamente que, na Þatureza, tudo cresce em
harmonIa. AnaIIsa o IIuxo da vIda nas águas, nas pIantas, nas IIores, nos anImaIs, nas
pessoas e em tI mesmo e verás as oportunIdades de crescImento que todo ser está
destInado a aIcançar.
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As Dores da AIma
44
Questão 715 Como pode o homem conhecer o IImIte do necessárIo?
AqueIe que e ponderado o conhece por IntuIçäo. MuItos só chegam a conhece-Io por experIencIa
e à sua próprIa custa.
Þäo tenhas pressa a pacIencIa te ajudará a atravessar o momento de crIse e
os Irutos do amanhä seräo proporcIonaIs à tua pacIencIa de agora.
Perda
Não admítímos que podem coexístír entre amígos sentímentos
ambívaíentes como: admíração e ínve|a, estíma e competíção, afeíção e
orguího.
O IIustre romano CIcero, em seus ceIebres ensaIos IIterárIos sobre a amIzade,
regIstrou a seguInte pergunta. Iaverá aIguma coIsa maIs doce do que teres aIguem
com quem possas IaIar de todas as tuas coIsas, como se IaIasses contIgo mesmo?
IeaImente, näo há pIor soIIdäo do que a do homem sem amIgos. A IaIta de
amIzade Iaz com que seu mundo de aIetIvIdade se transIorme em um enorme deserto
InterIor.
£ntre amIgos näo exIste nenhum IImIte às conIIdencIas, poIs a vIrtude prIncIpaI
que os une e a sIncerIdade. Iara que tenhamos maIor compreensäo sobre a amIzade, e
necessárIo anaIIsarmos as proIundezas da IntImIdade humana.
A Þatureza deu ao homem a necessIdade de amar e de ser amado. !m dos
maIores gozos que Ihe säo concedIdos na Terra e o de encontrar corações que com o
seu sImpatIzem...
(45
)
Iortanto, a crIatura näo deve endurecer o coraçäo e Iechá-Io à sensIbIIIdade,
se receber IngratIdäo de seus amIgos. ¡sso serIa um erro, ... porquanto o homem de
coraçäo (...) se sente sempre IeIIz peIo bem que Iaz. Sabe que, se esse bem Ior
esquecIdo nesta vIda, será Iembrado em outra...
Ðe certo modo, temos por crença que amIgos IeaIs säo somente os que
compartIIham os mesmos gostos, tendencIas, entusIasmos e IdeaIs, que devem estar
sempre à nossa dIsposIçäo, concordar com tudo o que pensamos e de que precIsamos e
que jamaIs devem ter sentImentos contradItórIos.
Se reaImente aIImentarmos essa crença de que os amIgos verdadeIros säo
aqueIes que se modeIam ao nosso perIeIto IdeaIIsmo mItIco, Isto e, reIacIonamentos
estruturados em casteIos no ar, poderemos estar vIvendo, IundamentaImente, sob
uma consIstencIa IrreaI a respeIto de amIzade.
O crescImento de nossas reIações com os semeIhantes depende da nossa
habIIIdade em näo uItrapassar as possIbIIIdades IImItatIvas de cada um e de obtermos
uma compreensäo das restrIções da IIberdade e dIsponIbIIIdade dos amIgos, IIcando
quase sempre atentos às conexões que Iazemos com nossos devaneIos emocIonaIs.
Ðe modo geraI, näo admItImos que podem coexIstIr entre amIgos sentImentos
ambIvaIentes como. admIraçäo e Inveja, estIma e competIçäo, aIeIçäo e orguIho. As
emoções radIcaImente dIIerentes, ou mesmo opostas, säo Inatas nas crIaturas humanas
no estágIo evoIutIvo em que se encontram.
MuItos tIveram uma educaçäo IantasIosa do tIpo e vIveram IeIIzes para sempre
e, quando se deparam com a reaIIdade humana, IIcam proIundamente chocados por
81
As Dores da AIma
45
Questão 938 As decepções orIundas da IngratIdäo näo seräo de moIde a endurecer o coraçäo e a
Iechá-Io à sensIbIIIdade?
Iora um erro, porquanto o homem de coraçäo, como dIzes, se sente sempre IeIIz peIo bem que
Iaz. Sabe que, se esse bem Ior esquecIdo nesta vIda, será Iembrado em outra e que o Ingrato se
envergonhará e terá remorsos da sua IngratIdäo.
Nota da 938-a A Þatureza deu ao homem a necessIdade de amar e de ser amado. !m dos maIores
gozos que Ihes säo concedIdos na Terra e o de encontrar corações que com o seu sImpatIzem. Ðá-Ihe eIa,
assIm, as prImIcIas da IeIIcIdade que o aguarda no mundo dos £spIrItos perIeItos, onde tudo e amor e
benIgnIdade. Ðesse gozo está excIuIdo o egoIsta.
constatar que possuem ambIvaIencIa de sentImentos, IdentIIIcando-os tambem,
anaIogamente, nas IIguras maIs Importantes de sua vIda.
Todo ser na Terra está aprendendo a usar coerentemente seus sentImentos e
emoções. Þäo podemos IugIr dessa verdade. Þossa vIsäo InterIor precIsa mover-se
como um penduIo, a IIm de evItarmos unIIateraIIdades que nos Impedem de ver o todo.
SabedorIa traduz-se na capacIdade de reconhecer, ou na habIIIdade de ver a totaIIdade
da vIda em seu compIeto equIIIbrIo. VIver na poIarIdade näo nos deIxa entender as
dIversIdades de sentImentos e emoções que vIvencIamos. IrecIsamos adquIrIr uma
percepçäo IntuItIva, para näo anaIIsarmos tudo como sendo absoIuto. Toda avaIIaçäo
correta usa de crIterIos com certa reIatIvIdade e prende-se às cIrcunstâncIas do
momento e näo, excIusIvamente, aos Iatos em sI.
£ssa duaIIdade de opostos IrreconcIIIáveIs entre certo-errado nos embrenha
cada vez maIs na poIarIdade, ImpedIndo-nos de compreender que cada parte contem o
todo. Somos unos com a VIda. £stamos IIgados de Iorma Integrante às pessoas e a
todas as outras Iormas de vIda do !nIverso. £xempIIIIcando Isso, jesus CrIsto reaIçou.
£m verdade vos dIgo que, quando o IIzestes a um destes meus pequenInos Irmäos, a
mIm o IIzestes.
(46)
O que deve ter IeIto maIs tarde com que IauIo de Tarso escrevesse aos
CorIntIos. Ora, pecando assIm contra os Irmäos e IerIndo a sua Iraca conscIencIa,
pecaIs contra CrIsto.
(47)
O homem de coraçäo, que se sente sempre IeIIz com o bem que Iaz, sabe que
todas as experIencIas que vIvencIamos uns com os outros säo peças Importantes no
processo de crescImento espIrItuaI. Sabe que näo basta sImpIesmente Ignorar as
IngratIdões aIheIas, ou näo guardar eternos ressentImentos, deve tambem avaIIar e
aprender com seu próprIo sentImento de perda ou de abandono.
O homem de coraçäo entende perIeItamente que, com as experIencIas que
mantem com os amIgos atuaIs ou que manteve com os amIgos que se Ioram, pode
oIerecer Importantes conexões para ampIIar os horIzontes do autoconhecImento. A
partIr daI, tem condIções de dIscernIr a varIedade de categorIas de amIgos.
Iá amIgos de atIvIdades habItuaIs. possuem uma convIvencIa restrIta,
reúnem-se somente para cuItos reIIgIosos, em dIas de Iazer e de esportes, nas horas de
trabaIho, ou em cursos ou eventos dIversos. Outros exIstem, quaIIIIcados como amIgos,
por vantagens recIprocas. Säo unIdos peIas proIIssões que exercem, promovem
socIedades de Interesse comum e com metas especIaIs, desempenhando papeIs e
oIIcIos especIaIIzados juntos, mas näo juntos InterIormente.
Os denomInados amIgos de decadas dIIerentes säo todos aqueIes IIgados por
enormes aIInIdades das vIdas passadas, que nem mesmo a grande dIIerença de Idade
consegue separá-Ios da convIvencIa dIárIa. AdquIrem uma IntImIdade carInhosa e
verdadeIra, que enseja a permuta de experIencIas, de vIgor e de ânImo. Outra
categorIa a ser consIderada e a dos chamados amIgos ItInerantes ou transItórIos.
Cruzam nossas vIdas durante determInada etapa. CompartIIham nossa amIzade em
epocas crucIaIs, outras vezes, em busca de aprendIzagem, passam por nós nas
encruzIIhadas do camInho terreno, para depoIs se desIIgarem, porque se
desvaneceram os eIos comuns que os mantInham conosco. Þo decorrer do tempo, cada
um deIes segue o camInho que traçou rumo ao próprIo destIno.
Os reconhecIdos, porem, como amIgos IntImos ou permanentes säo aqueIes
que possuem aIeto mútuo e o conservam IndeIInIdamente. A IntImIdade entre eIes Iaz
com que tenham um crescente amadurecImento espIrItuaI. AIargam seu mundo InterIor
46
Mateus 25.40.
47
CorIntIos 8.12.
à medIda que aumentam a capacIdade de compreender as sImIIarIdades e as
dIIerenças entre sI mesmos.
£m verdade, para se possuIr reaI IntImIdade e adquIrIr pIena conIIança entre
amIgos e necessárIo nunca esconder o que há de desagradáveI em nós, em outras
paIavras, e precIso reveIar nossa IaIIbIIIdade. Çuerer demonstrar caráter ImpecáveI e
Isençäo de dúvIdas e caracterIstIca de IndIvIduos Incapazes de perdoar e InábeIs para
manter reIações duradouras e aIetIvIdade verdadeIra.
£m sIntese, a perda de amIgos representa momentos dIIIceIs e doIorosos. As
dores da aIma em reIaçäo às amIzades näo säo proprIamente dIIIcuIdades desta epoca,
já eram no passado dIstante motIvo de admoestações e de conseIhos. Þo IIvro do
£cIesIástIco, encontramos regIstrada a seguInte orIentaçäo. Þäo abandones um veIho
amIgo, vIsto que o novo näo e IguaI a eIe. VInho novo, amIgo novo, deIxa-o enveIhecer,
e o beberás com prazer.
(48)
83
As Dores da AIma
48
£cIesIástIco 9.1.
Perda
São compreensíveís as íamentações e os pesares, o pranto e os
suspíros, poís o ser humano passa por processos psícoíógícos de adaptação
e de rea|uste às perdas da vída.
IrecIso e que tudo se destrua para renascer e se regenerar. Iorque, o que
chamaIs destruIçäo näo passa de uma transIormaçäo, que tem por IIm a renovaçäo e
meIhorIa dos seres vIvos.
(49)
Þascer e morrer Iazem parte de um Ienômeno comum e necessárIo. Tudo nasce,
tudo se desenvoIve, mas tudo se deIInha. Sempre há um tempo de partIr.
A morte na Terra e o termIno de uma exIstencIa IIsIca, e a passagem do ser
InIInIto para uma nova Iorma exIstencIaI. £Ia e um InterIúdIo, ou seja, um IntervaIo
entre as dIversas transIormações da vIda, a IIm de que a renovaçäo e a aprendIzagem
se estabeIeçam nas aImas, ao Iongo da eternIdade.
Morrer näo e uma perda IataI, näo e um maI, e um essencIaI processo de
harmonIzaçäo da Þatureza. Ðurante quanto tempo Iamentaremos o passamento de um
ser amado? Ðependerá de como estamos preparados para Isso, de que modo ocorreu a
morte, de como era a nossa hIstórIa pessoaI com eIe. Þo entanto, a perda de um ente
querIdo e unIversaImente causa de trIstezas e de IágrImas, em quaIquer rIncäo do
IIaneta, mas a Iorma como demonstramos esses nossos sentImentos e emoções está
IntImamente moIdada ao nosso grau evoIutIvo. o conjunto de conhecImentos
adquIrIdos, ou seja, o acervo cuIturaI, espIrItuaI e InteIectuaI que possuImos, e de
IundamentaI ImportâncIa em nossa maneIra de expressar essa perda.
Ior Isso, devemos entender e respeItar as múItIpIas reações emocIonaIs
manIIestadas no Iuto, poIs acontecem de conIormIdade com as estruturas psIcossocIaIs
que caracterIzam cada IndIvIduo, Ievando sempre em conta suas dIIerentes
nacIonaIIdades, crenças e costumes pecuIIares.
A dor da perda, contudo, está radIcada na Incompreensäo a seu respeIto ou na
apreensäo que a precede e a acompanha. £IImInando-se esses Iatores, os IndIvIduos
veräo a morte como um momento de renovaçäo Inerente à Þatureza.
¡nquestIonaveImente, e um perIodo que antecede o reencontro dos atuaIs e dos antIgos
amores.
Säo compreensIveIs as Iamentações e os pesares, o pranto e os suspIros, poIs o
ser humano passa por processos psIcoIógIcos de adaptaçäo e de reajuste às perdas da
vIda. Os pesares e os murmúrIos Iazem parte da sequencIa de Iatos InterIores, que säo
provImentos mentaIs gradatIvos e dIIIceIs, atraves dos quaIs as crIaturas passam a
aceItar Ientamente a ausencIa mesmo convIctas de sua temporaIIdade das pessoas
que partIram.
!ma das maIs Importantes Iunções da trIsteza e a de propIcIar um ajustamento
IntImo, para que a crIatura repIaneje ou recomece urna nova etapa vIvencIaI. Œ
Importante IdentIIIcarmos nossa trIsteza e sua Iunçäo de momento, jamaIs devemos, no
entanto, IdentIIIcar-nos com eIa em sI.
Þäo, näo e verdade! Þäo pode estar acontecendo!, ¡sso deve ser um horrIveI
pesadeIo que vaI acabar! säo expressões comumente usadas como negaçäo. Säo
reações costumeIras dIante de perdas desesperadoras. A recusa em admItIr os Iatos e
as cIrcunstâncIas que os determInaram e uma Iorma de deIesa habItuaI nas sItuações
49
Questão 728 Œ IeI da Þatureza a destruIçäo?
IrecIso e que tudo se destrua para renascer e se regenerar. Iorque, o que chamaIs destruIçäo
näo passa de uma transIormaçäo, que tem por IIm a renovaçäo e meIhorIa dos seres vIvos.
devastadoras com nossos entes querIdos. Œ necessárIa a bençäo do tempo para que a
aIma eIabore novamente um ajustamento mentaI e reúna Iorças para compreender a
prIvaçäo e a reaI extensäo promovIda peIa dor.
AIguns choram em voz aIta, outros, porem, IIcam sentados em sIIencIo. O
IsoIamento transItórIo pode ser consIderado tambem como urna outra Iorma
psIcoIógIca de deIesa para suportar esses transes doIorosos. A atençäo destes se IIxa
unIcamente no IaIecImento da pessoa querIda, näo se permItIndo Iazer contato com
outras pessoas, a IIm de que o sentImento de trIsteza näo aperte aInda maIs seu
coraçäo, ou para evItar sejam evocadas com maIor IntensIdade as Iembranças
querIdas. Ðessa Iorma, a crIatura abranda o Impacto da perda, Iazendo um retraImento
IntrospectIvo.
O Senhor deu, o Senhor tIrou, bendIto seja o nome do Senhor.
(50)
Com toda a
certeza, essa mensagem do AntIgo Testamento IncIta-nos a uma aceItaçäo
IncondIcIonaI dos desIgnIos da AssIstencIa ÐIvIna.
O CrIador da VIda Iez com que a Þatureza se mantIvesse num eterno recIcIar de
experIencIas e energIas, numa constante mudança de Iormas e rItmos, em nossa
vIagem maravIIhosa de conhecImentos atraves da ImortaIIdade.
Çuando nossa vIsäo se IIga em nossa pura essencIa, vamos aIem de todas as
coIsas dImInutas e InsIgnIIIcantes, Iazendo com que nosso dIscernImento se ampIIe
numa Imensa IucIdez dIante de nossa jornada evoIutIva.
Þäo exIste perda, näo exIste morte, assIm garantIram os £spIrItos AmIgos a
Kardec. ...O que chamaIs destruIçäo näo passa de uma transIormaçäo...
85
As Dores da AIma
50
jó 1.21
Perda
Ouase nada sabemos em matéría de veíhíce e, por ísso,
ínconscíentemente, a|udamos os ancíãos a se precípítarem, de forma
prematura, no abísmo da doença e da morte.
£studando as atItudes comportamentaIs dos Idosos na Tem, observamos que,
apesar de o corpo IIsIco estar passando peIos Ienômenos responsáveIs peIo
enveIhecImento, o centro da personaIIdade permanece InaIterado. ContInuam
presentes as caracterIstIcas partIcuIares e as tendencIas naturaIs dos IndIvIduos
durante a veIhIce orgânIca. ConcIuImos que a pessoa contInua conduzIndo-se com o
mesmo jeIto de ser e atuando com sua próprIa coIetânea de gostos e habIIIdades
Inatas. Observamos que, mesmo acumuIando dIversas experIencIas e aprendIzagem na
camInhada terrena e eIetuando expressIvas mudanças de comportamento, os Idosos
contInuam procedendo de acordo com tudo aquIIo que sempre Ioram.
Ðessa Iorma, entendemos que, apesar do crescImento espIrItuaI que
desenvoIvem durante toda uma exIstencIa na materIa densa, renovando suas atItudes e
deIrontando com um extenso campo de transIormações bIoIógIcas e socIaIs na Idade
avançada, guardam sua próprIa IndIvIduaIIdade. O CrIador näo dá cópIas. Cada um de
nós e um projeto da Þatureza, nascIdo de Ðeus, com expressões sInguIares e especIaIs.
Todos temos em comum o Iato de pertencermos à mesma especIe, quer dIzer, somos da
mesma natureza, somos semeIhantes, mas näo IguaIs.
Iá os que dIzem que a veIhIce e somente perda, IsoIando os veIhos de sua
convIvencIa, sem se darem conta de que obedecem, obrIgatorIamente, ao comando de
um ImpuIso de medo, poIs os Idosos representam para eIes um espeIho em que
enxergam, hoje, a reaIIdade que os espera no Iuturo.
...Ðeus Iez do amor IIIIaI e do amor paterno um sentImento naturaI. IoI para
que, por essa aIeIçäo recIproca, os membros de uma IamIIIa se sentIssem ImpeIIdos a
ajudarem-se mutuamente, o que, aIIás, com muIta IrequencIa se esquece na vossa
socIedade atuaI.
(51
)
O esquecImento e o desprezo a que reIegamos os veIhos, a atItude nocIva de
consIderá-Ios vIvendo a segunda InIâncIa, de condená-Ios à monotonIa denomInando-
os de desatuaIIzados, e porque näo sabemos IIdar com a questäo do homem Idoso.
£m verdade, quase nada sabemos em materIa de veIhIce e, por Isso,
InconscIentemente, ajudamos os ancIäos a se precIpItarem, de Iorma prematura, no
abIsmo da doença e da morte.
Þäo oIvIdemos, porem, que, a cada dIa que passa, todos nós estamos
enveIhecendo. Os processos orgânIcos degeneratIvos säo pauIatInos e gradatIvamente
notados. ¡sso Ievou a InesquecIveI escrItora Irancesa do secuIo XV¡¡ MarIe de IabutIn-
ChantaI, marquesa de SevIgne, a escrever a um parente que se encontrava preocupado
por ter-se tomado avô. A rampa, de täo suave, e quase ImperceptIveI. Œ como o
ponteIro do reIógIo, que quase näo se ve mover. O poder da Þatureza näo está em
nossas mäos, e a veIhIce e uma vereda obrIgatórIa para todos.
!ma outra probIemátIca a ser consIderada na veIhIce e o apego às tradIções ou
o preconceIto contra as novIdades, que, em verdade, näo säo atuaIs. Sempre se
51
Questão 681 A IeI da Þatureza Impõe aos IIIhos a obrIgaçäo de trabaIharem para seus paIs?
Certamente, do mesmo modo que os paIs tem que trabaIhar para seus IIIhos. IoI por Isso que
Ðeus Iez do amor IIIIaI e do amor paterno um sentImento naturaI. IoI para que, por essa aIeIçäo
recIproca, os membros de uma IamIIIa se sentIssem ImpeIIdos a ajudarem-se mutuamente, o que, aIIás,
com muIta IrequencIa se esquece na vossa socIedade atuaI.
repudIaram as novas IdeIas e os novos hábItos, poIs, quase sempre, as mudanças Ievam
a uma certa Insegurança psIcoIógIca, havendo pessoas que sentem verdadeIro horror
dIante de novos costumes e conceItos.
Þäo só na terceIra Idade, mas em todas as etapas da vIda, deve-se IugIr dos
hábItos, opInIões e IdeIas conservadoras, porquanto näo se pode adotar nada em
caráter deIInItIvo. £m se tratando de regras socIaImente estabeIecIdas, vaIe Iembrar
esta exceIente aIIrmaçäo. O maIs eIIcaz dos hábItos e o hábIto de saber quando se
deve mudar de hábIto.
A hIstórIa de vIda de cada crIatura e Importante para determInar sua capacIdade
de mudar e de crescer durante a Idade avançada. Þo entanto, na arte de bem
enveIhecer, podemos dar orIgem a novas Iorças e novas aptIdões que näo puderam ser
desenvoIvIdas anterIormente nas outras Iases da vIda.
Iara o ser humano que vIve o entardecer da jornada na Terra, pode surgIr a täo
aImejada estabIIIdade emocIonaI, decorrente de maIor IIberdade InterIor, novas
perspectIvas e uma vIsäo transIúcIda da vIda. Será aInda possIveI que eIe atInja maIor
autocompreensäo, maIor respeIto às decIsões aIheIas e maIor honestIdade consIgo
mesmo. Iodemos nomear tudo Isso como sendo a coIheIta beneIIca dos Irutos do
outono.
Sabe-se que o ser exIstencIaI nunca e um produto acabado, eIe se apura,
esmera-se e reassume, modIIIcando-se contInuamente. O desenvoIvImento evoIucIonaI
e permanente, mas näo Instantâneo.
Þo curso da vIda de cada IndIvIduo, surgem novas e Inesperadas tareIas,
Iazendo com que se desembaracem as antIgas IIbras e se possa acompanhar o IIuxo de
uma nova textura de experIencIas InedItas.
O enveIhecImento näo e uma perda para aqueIes que mantem uma vIda
extremamente atIva, para os que contInuam combatendo o conIInamento de seu mundo
IntImo. Þäo conIundamos, no entanto, Idosos que se conIInam InterIormente por
abstraçäo e aIheamento dos acontecImentos habItuaIs com aqueIes que Iazem o
exercIcIo da Introspecçäo e da contempIaçäo, tecnIcas aItamente posItIvas. £stá
provado que atIvIdade e IongevIdade guardam uma IntIma reIaçäo com açäo e reaçäo.
ÐeIxar Inertes as Iorças IIsIcas e mentaIs Iaz com que eIas se degenerem, vIsto que a
açäo IaborIosa protege-nos de grandes maIes, como o tedIo e a soIIdäo.
Þa Þatureza nunca há perda. Çuando IInda uma etapa de nossa exIstencIa,
outra vem ocupar a Iacuna deIxada, porque nossas vIdas sucessIvas estäo entregues ao
Ioder IerIeIto do !nIverso, que tudo cuIda e desenvoIve. O caIendárIo na Terra pode
estar passando, entretanto, temos agora o momento perIeIto e a Idade precIsa que nos
possIbIIItam dIscernIr que devemos dar à vIda seu aIto e justo vaIor, seja quaI Ior a
IaIxa etárIa que estIvermos atravessando.
87
As Dores da AIma
lnsegurança
Os ínseguros omítem defesa a seus díreítos pessoaís por medo e
evítam encontros ou sítuações em que precísam expor suas crenças,
sentímentos e ídéías.
A Insegurança traz como caracterIstIcas psIcoIógIcas os maIs varIados tIpos de medo,
como o de amar, o da mudança, o de cometer erros, o da soIIdäo, o de se pronuncIar e o de se
desobrIgar. a Inseguro näo conIIa no seu vaIor pessoaI, desacredIta suas habIIIdades e
desconIIa de sua possIbIIIdade de enIrentar as ocorrencIas da vIda, o que o ImpuIsIona a uma
IataI tendencIa de se apoIar nos outros.
Ior näo compreender bem seu poder InterIor, apega-se na aIeIçäo do cônjuge, IIIhos,
outros parentes e amIgos e, assIm, acaba dependendo compIetamente dessas pessoas para
vIver. £m vez do amor, e a Insegurança a Ionte prIncIpaI que o une aos outros, por Isso,
controIa e vIgIa em razäo das dúvIdas que tem sobre sI mesmo.
O Inseguro, por näo saber que näo pode controIar os atos e atItudes das outras
crIaturas, crIa grandes dIIIcuIdades em seus reIacIonamentos, gerando, consequentemente,
maIores cobranças e barreIras entre eIes.
A hesItaçäo toma-o crIatura Incapaz de se sentIr bastante IIrme para agIr. Þunca possuI
certeza suIIcIente e quer sempre maIs se certIIIcar das coIsas. ΠexcessIvamente cauteIoso e
vIgIIante, está em constante sobreavIso e desconIIança de tudo e de todos, por causa do medo
das consequencIas Iuturas de suas ações do presente.
Os Inseguros desenvoIvem muItas vezes uma devoçäo mórbIda em reIaçäo às causas e
aos IdeaIs, ou se assocIam a um parceIro Iorte e dInâmIco para compensar sua necessIdade de
apoIo, consIderaçäo e segurança. Þo prImeIro caso, eIes podem assumIr dIante do mundo a
posIçäo de crentes exaItados, querendo convencer todos de uma verdade que eIes mesmos
näo acredItam, no segundo, buscam aIguem que Ihes corresponda ao modeIo de seus
genItores, para que, novamente, venham a se nutrIr da autorIdade, decIsäo e IIrmeza que
encontravam nos paIs, quando crIanças.
MuItos aInda buscam reIúgIo numa atIvIdade InteIectuaI e se coIocam, por exempIo, na
posIçäo de autorIdade IIterárIa, como estrategIa emocIonaI, a IIm de estImuIar em tomo de sI
urna atmosIera de bem InIormados e, portanto, grandIosos e seguros.
Kardec, ÐIscIpuIo de jesus, pergunta aos ¡nstrutores £spIrItuaIs. Çuando um £spIrIto
dIz que soIre, de que natureza e o seu soIrImento? A £spIrItuaIIdade eIaborou a seguInte
resposta. AngústIas moraIs, que o torturam maIs doIorosamente do que todos os soIrImentos
IIsIcos.
(52)

AngústIas moraIs podem ser entendIdas como a IragIIIdade em que se encontram as
crIaturas Inseguras, a sensaçäo de maI-estar que sentem, por acredItarem que estäo
constantemente sendo observadas e juIgadas e tambem peIa perpetua sItuaçäo mentaI de
vuInerabIIIdade dIante do mundo.
Os Inseguros näo säo assertIvos, em outras paIavras, näo se expressam de modo dIreto,
cIaro e honesto. OmItem deIesa a seus dIreItos pessoaIs por medo e evItam encontros ou
sItuações em que precIsam expor suas crenças, sentImentos e IdeIas.
O tItuIo de Senhor de SI Mesmo poderá deIInIr bem a segurança e IIrmeza de jesus
CrIsto. Suas paIavras Seja, porem, o vosso IaIar. sIm, sIm, näo, näo
(53)
aInda hoje ressoam,
convIdando todas as crIaturas à autonomIa espIrItuaI. IeaImente, o comportamento assertIvo
do Mestre e sua sIgnIIIcatIva IIberdade de expressäo reveIavam.
Iranqueza em dIzer o que pensava,
segurança de oIhar, ouvIr e convIdar quaIquer um,
IndependencIa de exprImIr seus sentImentos com absoIuta transparencIa,
IIberdade de pedIr o que quIsesse,
52
Questão 255 Çuando um £spIrIto dIz que soIre, de que natureza e o seu soIrImento?
AngústIas moraIs, que o torturam maIs doIorosamente do que todos os soIrImentos IIsIcos.
53
Mateus 5.37
coragem de correr rIscos para concretIzar tudo aquIIo em que acredItava.
£ssas aIegrIas os Inseguros näo sentem. SeguIndo, porem, os passos de jesus, Þosso
GuIa e Senhor, a humanIdade aIcançará a estabIIIdade e serenIdade InterIor que busca há
tantos secuIos conquIsta dos seres despertos e amadurecIdos do Iuturo.
89
As Dores da AIma
lnsegurança
A íntensa motívação que ínvade os índívíduos para serem amados e
querídos a quaíquer preço nasce das dúvídas íntímas sobre sí mesmos.
ÞecessItar de amor, desejar consIderaçäo ou procurar segurança säo desejos
naturaIs e váIIdos. !ma certa quantIdade de dependencIa emocIonaI está presente em
muItos reIacIonamentos, IncIuIndo os saudáveIs, eIetIvamente, juntos ou sozInhos,
estamos sempre camInhando peIas estradas da evoIuçäo.
Iara avançarmos peIa vIda de Iorma harmônIca com as pessoas, devemos
desenvoIver a auto-estIma, a capacIdade de admItIr erros, a responsabIIIdade de
assumIr nossos atos e, acIma de tudo, a aceItaçäo IncondIcIonaI dos outros.
A Insegurança Iaz de nossos reIacIonamentos IntImos um mIsto de IrreIIexäo e
precIpItaçäo, Ievando-nos a um excesso de conIIança e, ao mesmo tempo, Iazendo-nos
perder o senso de nossas IronteIras IndIvIduaIs. Çuase sempre, Iazemos um verdadeIro
emaranhado de nossos objetIvos, desejos e conIIItos com os de outras crIaturas paIs,
IIIhos, Irmäos, amIgos, cônjuges. Çuando essas nossas aIeIções mudam, seja porque
estabeIeceram uma outra IIgaçäo IntIma, seja porque, sImpIesmente, eIegeram para sI
novos rumos exIstencIaIs, IIcamos IataImente desestabIIIzados e desesperados.
CarencIas IIImItadas nascem da Insegurança, suIocando e aIastando
reIacIonamentos saIutares. MuItas vezes, chegamos ao extremo de abdIcar de nossos
objetIvos e vocações maIs IntImas, coIocando-nos em sItuações vexatórIas, por termos
deIxado que nossa porçäo IragIIIzada IaIasse maIs aIto.
¡nIcIaImente, Iazemos um esIorço hercúIeo para nos entregar nas mäos da
pessoa eIeIta. Com o passar do tempo, vamos IIcando Incomodados e desestImuIados
com esse reIacIonamento, ate que, IInaImente, chegamos ao ápIce do desgaste, IIcando
raIvosos e ressentIdos com a pessoa de quem dependemos. ¡sso e compreensIveI,
porque näo há nInguem que goste, conscIentemente, de ceder seu poder pessoaI ou de
renuncIar a seus dIreItos de IIberdade a quem quer que seja.
A Intensa motIvaçäo que Invade os IndIvIduos para serem amados e querIdos a
quaIquer preço nasce das dúvIdas IntImas sobre sI mesmos, poIs säo pessoas que,
raramente, podem se reaIIzar na vIda sem se pendurar no que chamam de grande
amor.
A Insegurança transborda de taI modo que transIorma a naturaI necessIdade de
amar em uma necessIdade patoIógIca de satIsIaçäo, somente aIcançada atraves da
possessIvIdade do amor.
Iarte do desenvoIvImento da personaIIdade humana e construIda na InIâncIa e a
esta soma-se a mIIenar bagagem espIrItuaI adquIrIda em outras encarnações. As bases
de muItas IndecIsões dIante da vIda se devem à educaçäo autorItárIa dada peIos paIs,
que escoIhem sIstematIcamente peIos IIIhos desde roupas, aIImentos, esportes,
brInquedos, IerIas, ate amIgos, proIIssäo e aIetos. CrIanças crescem deIxando
parentes, companheIros ou proIessores decIdIrem por eIas sem Ievar em conta seus
gostos e preIerencIas. £ssas crIanças se tomaräo, maIs tarde, homens sem segurança,
IIrmeza e coragem de tomar atItudes perante a vIda. O dIreIto de decIdIr deve ser
estImuIado sempre desde a InIâncIa, poIs se trata de apoIo vItaI na Iormaçäo de um
sóIIdo sentImento de determInaçäo e IIrmeza, que reIIetIrá no aduIto de amanhä.
¡ndagou o CodIIIcador do £spIrItIsmo. Çue e o que resuIta dos embaraços que
se oponham à IIberdade de conscIencIa? £ a £spIrItuaIIdade IoI taxatIva. Constranger
os homens a procederem em desacordo com o seu modo de pensar, Iaze-Ios hIpócrItas.
(...)
(54)
£ssa hIpocrIsIa näo e proprIamente IntencIonaI ou IeIta conscIentemente, mas e
quase sempre InconscIente. Þäo deIxa, porem, de ser um modeIo comportamentaI IaIso
ou IIngIdo da crIatura humana, que se conduz de maneIra dIIerente do seu jeIto de ser
e agIr.
O constrangImento que se Iaz à nossa IIberdade de conscIencIa prejudIca a
busca de nós mesmos, a nossa aIIrmaçäo perante a vIda, bem como nos dIIIcuIta
encontrar a pecuIIar Iorma de amar.
£m razäo dIsso tudo, IndIvIduos passam a usar uma máscara de bonzInho
como meIo de seduzIr, conquIstar ou conseguIr dIsIarçar a enorme Incerteza que
carregam, mas, perIodIcamente, mostram de modo cIaro sua InsatIsIaçäo InterIor.
expIodem em raIva Inesperada contra aqueIes com quem convIvem. As reIações IIcam
sensIveImente IImItadas, poIs nunca se sabe quanto a sua bondade extremada vaI
suportar uma opInIäo contrárIa ou aIgo que Ihes desagrade.
£ssas estranhas bondades säo pecuIIares das pessoas que näo desenvoIveram
a conIIança em suas IdeIas, IntuIções e vocações IntImas e nunca se aIIrmam em sI
mesmas. Þäo admItem sua Insegurança e, por Isso, a agressIvIdade acaba quase
sempre controIando suas reações. VIvem comportamentos meaIs e sImuIados, tentando
agradar a todos e Iazendo da mentIra uma necessIdade para vIver. Iagam, porem, um
preço IIsIoIógIco, ou seja, a somatIzaçäo das raIvas e IragIIIdades que mantem
IantasIadas em candura e amabIIIdade.
!m comportamento exagerado de um IndIvIduo geraImente sIgnIIIca o oposto do
que eIe demonstra e conIessa.
Os Inseguros vIvem numa especIe de heteronomIa crônIca, quer dIzer, näo
escoIhem as IeIs que regem sua conduta. ÐIstancIados cada vez maIs de uma vIda
autônoma, submetem-se a prIncIpIos e a pessoas dIIerentes de seu modo de pensar.
!sar a nossa próprIa IntImIdade para nos guIar, Iançar mäo de nossas
sensações, emoções e sentImentos e a chave essencIaI que nos dará segurança.

91
As Dores da AIma
54
Questão 837 Çue e o que resuIta dos embaraços que se oponham à IIberdade de conscIencIa?
Constranger os homens a procederem em desacordo com o seu modo de pensar, Iaze-Ios
hIpócrItas. A IIberdade de conscIencIa e um dos caracteres da verdadeIra cIvIIIzaçäo e do progresso.
Repressão
Chorar é muíto naturaí. Ouando estamos em contato com nossas
emoções e sentímentos, sabemos o que eíes nos querem dízer e mostrar.
Þäo devemos reter nossas IágrImas. Säo eIas nossas energIas emocIonaIs que se
materIaIIzam e precIsam ser expressas.
Chorar e muIto naturaI. Çuando estamos em contato com nossas emoções e
sentImentos, sabemos o que eIes nos querem dIzer e mostrar sobre nossas carencIas e nossas
reIações com os outros.
Çuase todos nós aprendemos como sentIr ou como esconder nossas emoções na
InIâncIa. A Iormaçäo da nossa personaIIdade está IIgada, sem contar a outros tantos Iatores, ao
aprendIzado da . vIda atuaI. Iatos e atItudes semeIhantes costumam provocar nas crIanças
emoções comparáveIs, portanto, näo podemos nos esquecer da InIIuencIa do meIo e da cuItura
no desenvoIvImento de nossa emotIvIdade.
£moções e sentImentos säo sImpIes e prImárIos, säo como säo, näo adIanta enIeItá-Ios
ou tentar expIIcá-Ios. O desenvoIvImento, porem, da nossa maneIra de sentIr agIndo se Iorma
de acordo com nosso grau evoIutIvo somado à nossa vontade e ao ambIente em que vIvemos.
ÞInguem sente emoções somente em determInadas partes do corpo, mas sIm em todo o
organIsmo. Þo entanto, a mesma emoçäo pode provocar atItudes compIetamente dIversas nas
pessoas. Ðurante uma apresentaçäo teatraI ou musIcaI, podemos observar as maIs
controvertIdas emoções na pIateIa dIante das mesmas cIrcunstâncIas de estImuIo. Os seres
humanos säo espIrItos mIIenares que vIvem temporarIamente em corpos transItórIos, essa a
razäo da dIversIdade de sentImentos.
£m caso de IaIecImento de entes querIdos, chorar de modo Intenso e uma emoçäo
perIeItamente compreensIveI. Iorem, se aprendemos com aduItos preconceItuosos que
homens nunca devem chorar, reprImImos nossas emoções naturaIs e passamos a crIar
barreIras psIcoIógIcas em nossa vIda IntIma. Œ saudáveI, poIs, em certas cIrcunstâncIas,
demonstrar trIsteza, reprImI-Ia e doentIo.
Þäo estamos nos reIerIndo aos comportamentos espetacuIares de exIbIçäo dramátIca,
mas à necessIdade de expressar a dor da separaçäo.
MuItos escondem suas IágrImas, poIs querem demonstrar a seus amIgos e IamIIIares
que säo aItamente espIrItuaIIzados. AIIrmam que o choro e reaçäo anormaI de crIaturas
revoItadas. Þa verdade, esse juIgamento InIeIIz e observado nos denomInados juIzes
IdeoIógIcos, perderam suas conexões com a sensIbIIIdade.
AIguns aprenderam que näo devemos chorar peIos nossos mortos querIdos, poIs Ihes
ensInaram que, enquanto permanecerem derramando IágrImas, seus aIetos näo IIcaräo em
paz. O verdadeIro probIema que se estabeIece e a rebeIdIa e a InconIormaçäo perante as IeIs
da VIda, näo as IágrImas que derIvam da saudade e do amor que nutrImos peIos seres que
partIram.
Outros reagem ante os IuneraIs de IamIIIares com um entorpecImento emocIonaI, näo
derramando uma IágrIma sequer. Iessoas podem acusá-Ios de IndIIerentes e InsensIveIs, por
näo conseguIrem avaIIar o cansaço IIsIco excessIvo dessas crIaturas naqueIe momento, peIas
noItes e noItes desgastantes que vIveram durante a Ionga doença do aIeto que partIu.
Outros aInda tomam atItudes de coragem ImpassIveI dIante da dor, por terem aderIdo a
doutrInas estóIcas. IosterIormente, no entanto, sentem-se cuIpados, porque näo choraram o
quanto querIam chorar.
Iara os que tem Ie e aceItam a vIda após a morte, a separaçäo e vIsta de Iorma
temporárIa, IIcando maIs IácII para eIes superarem os momentos doIorosos do adeus na
desencarnaçäo. Sabem que o progresso e InevItáveI e, por Isso, consIderam a morte o IIm de
uma etapa e o InIcIo de outra meIhor.
SensIbIIIza os £spIrItos o Iembrarem-se deIes os que Ihes Ioram caros na Terra.
(55)

55
Questão 320 SensIbIIIza os £spIrItos o Iembrarem-se deIes os que Ihes Ioram caros na Terra?
MuIto maIs do que podeIs supor. Se säo IeIIzes, esse Iato Ihes aumenta a IeIIcIdade. Se säo
desgraçados, serve-Ihes de IenItIvo.
As IágrImas säo mensageIras da saudade, säo as águas crIstaIInas do coraçäo, que
surgem das proIundezas de nossa aIma.
93
As Dores da AIma
Repressão
As mutííações de quaíquer gênero são sempre uma repressão crueí e
víoíenta às íeís naturaís da vída.
Os espIrItos transItam por uma escaIa vastIssIma de reencarnações, atraves dos
mIIenIos, ocupando posIções ora mascuIInas ora IemInInas, o que Ihes conIere,
geraImente, certas caracterIstIcas bIssexuaIs. Ser homem ou muIher e uma
transItorIedade do mundo IIsIco.
AIem das dIversIdades bIoIógIcas, naturaIs e Inerentes dos corpos mascuIInos e
IemInInos, encontramos outras tantas nas áreas psIquIcas, socIaIs e reencarnatórIas.
Todas essas dIIerenças soIrem as pressões das regras socIaIs da educaçäo vIgente e
dos costumes de uma epoca, juntamente com a açäo das gIânduIas sexuaIs. ¡sso nos
Ieva a cIassIIIcar as atItudes humanas com certas predomInâncIas, mascuIInas ou
IemInInas.
Os espIrItos näo tem sexo, portanto, em toda personaIIdade humana exIstem
traços de mascuIInIdade e de IemInIIIdade. ¡sso näo quer dIzer que uma muIher com
traços mascuIInos seja anormaI, mas sIm que exIstem aspectos sexuaIs tIpIcos e
dIIerentes em cada crIatura.
Ðessa Iorma, cada ser se dIstIngue por determInadas pecuIIarIdades no mundo
aIetIvo e, por Isso, a tendencIa emocIonaI da crIatura, muItas vezes, dIIere e Independe
de sua morIoIogIa orgânIca.
Þa InIâncIa, os paIs se encarregam de transmItIr às crIanças as prImeIras
noções sobre sexuaIIdade, mas nem sempre guIam seus IIIhos para um bom
entendImento das IacuIdades genesIcas. £m muItas ocasIões, IIxam preconceItos na
mente InIantII, os quaIs, maIs tarde, geraräo dIversos desequIIIbrIos da IIbIdo.
As reIIgIões ortodoxas e controIadoras atrIbuem ao sexo uma proIbIçäo dIvIna.
AIIrmam que todos os seres humanos nascem com o pecado orIgInaI, ou seja, peIos
erros sexuaIs cometIdos por Adäo e £va, consIderados como os paIs da humanIdade,
e que todos precIsam ser purIIIcados peIo batIsmo. CoIocam aInda a abstençäo sexuaI
como condIçäo ImprescIndIveI para se atIngIr a santIdade, oIvIdando-se de que tudo o
que exIste na Þatureza IoI gerado por Ðeus e que a sexuaIIdade e parte Integrante de
nossa crIaçäo dIvIna.
AduItos Imaturos do ponto de vIsta espIrItuaI reprImem os ImpuIsos sexuaIs nas
crIanças, atrIbuIndo maIIcIa ou precocIdade, por desconhecerem que as energIas
sexuaIs säo Iorças crIatIvas Inerentes aos seres humanos e ImportantIssImas para seu
desenvoIvImento psIcoemocIonaI.
Ðesconhecem aInda que somente pequena parte dessa energIa age na atIvIdade
sexuaI proprIamente dIta. O restante dessa Iorça crIatIva se generaIIza nas
manIIestações das atIvIdades socIaIs, InteIectuaIs, IIsIcas, emocIonaIs e espIrItuaIs do
IndIvIduo. Ao InIbIrem um setor, estäo comprometendo o todo, quer dIzer, os seres
humanos näo IuncIonam por partes separadas, mas num processo de InterdependencIa.
Þäo podemos tocar num eIemento sem aIetarmos todo o crescImento psIcoIógIco em
evoIuçäo.
Çue se deve pensar das mutIIações operadas no corpo do homem...? (...) A Ðeus
näo pode agradar o que seja InútII e o que Ior nocIvo Ihe será sempre desagradáveI.
(...) Ðeus só e sensIveI aos sentImentos que eIevam para eIe a aIma. Obedecendo-Ihe à
IeI e näo a vIoIando e que podereIs Iorrar-vos ao jugo da vossa materIa terrestre.
(56)
A energIa sexuaI pode trazer satIsIações tanto nas atIvIdades aIetIvas e
emocIonaIs quanto em quaIsquer das atIvIdades InteIectuaIs, espIrItuaIs e orgânIcas,
proporcIonando ao IndIvIduo uma sensaçäo de bem-estar e IacIIItando sua crIatIvIdade.
A IdeIa de sexuaIIdade proposta peIa ÐoutrIna £spIrIta, há maIs de cento e
quarenta anos, encontra apoIo nas modernas teorIas psIcoIógIcas, Ieva o IndIvIduo a
uma ótIca transcendente do sexo e o Iaz abandonar essa vIsäo sImpIIsta, bIoIógIca e
materIaIIsta a que eIe sempre IoI reIegado.
£ntendemos por mutIIaçäo näo somente a prIvaçäo ou a destruIçäo vIsIveI de
partes do nosso corpo, mas tambem a ocorrIda de Iorma ImperceptIveI, ocuIta ou
veIada.
Iodemos cobrIr os ImpuIsos sexuaIs com o manto da sImuIaçäo. SubstItuImo-Ios
por outros, Inventamos descuIpas e áIIbIs convIncentes para ocuItá-Ios de nós mesmos
e dos outros, porem, eIes näo desaparecem.
As mutIIações de quaIquer genero säo sempre uma repressäo crueI e vIoIenta às
IeIs naturaIs da vIda, no entanto, todos nós somos convocados a pIanejar uma vIda
sexuaI equIIIbrada.
Abstençäo Imposta gera desequIIIbrIo, mas a educaçäo, aIIada ao controIe e à
responsabIIIdade, será sempre a meta segura para o emprego respeItáveI e nobre das
Iorças sexuaIs.
95
As Dores da AIma
56
Questão 725 Çue se deve pensar das mutIIações operadas no corpo do homem ou dos anImaIs?
A que propósIto, semeIhante questäo? AInda uma vez, InquIrI sempre vós mesmos se e útII
aquIIo de que porventura se trate. A Ðeus näo pode agradar o que seja InútII e o que Ior nocIvo Ihe será
sempre desagradáveI. Iorque, IIcaI sabendo, Ðeus só e sensIveI aos sentImentos que eIevam para eIe a
aIma. Obedecendo-Ihe à IeI e näo a vIoIando e que podereIs Iorrar-vos ao jugo da vossa materIa
terrestre.
Depressão
Œ precíso saber íídar com nossas emoções; não devemos nos censurar
por sentí-ías, mas sím |uígar a decísão do que faremos com eías.
Ieparaçäo e o ato de compensar ou ressarcIr prejuIzos que causamos, näo
apenas aos outros mas tambem a nós mesmos, atraves de posturas Inadequadas e
Injustas.
ÞecessItamos reparar as atItudes desonestas que tIvemos perante nós mesmos,
para ressarcIr-nos dos abaIos que promovemos contra nossas próprIas convIcções e
para compensar-nos da desIeaIdade com nosso modo de ser e com nossos vaIores
IntImos.
Ðevemo-nos conscIentIzar do quanto estIvemos abrIndo mäo de nossos
sentImentos, pensamentos, emoções e necessIdades em Iavor de aIguem, somente para
receber aprovaçäo e consIderaçäo.
Çuantas vezes asIIxIamos e negamos nossas emoções dIante de acontecImentos
que nos machucaram proIundamente. IeIegar essa parte de nós e Ignorá-Ia pode se
tomar um tanto desagradáveI e destrutIvo em nossas vIdas.
VIver o dIreIto de sentIrmos nossas emoções equIvaIe a ser honestos com nós
mesmos. £Ias nos ajudam no processo de autodescobrImento e estäo vIncuIadas a
estruturas Importantes de nossa vIda mentaI, como os pensamentos cognItIvos e as
nossas IntuIções.
O hábIto de rejeItarmos, Irequentemente, as energIas emocIonaIs Iará com que
percamos a capacIdade de sentIr corretamente, e, sem a Interpretaçäo dos
sentImentos, näo poderemos promover a reparaçäo de nossas IaItas.
Iara repará-Ias, e precIso estarmos predIspostos a dIzer o que pensamos e a
escoIher com IndependencIa.
Iara repará-Ias, e necessárIo termos a IIberdade de sentIr o que sentImos e de
vIver segundo nossas próprIas emoções.
Iara resgatar nossas IaItas conosco e com os outros, e ImperIoso, antes de tudo,
desbIoquear nossa conscIencIa para que possamos ter um reaI entendImento do que e
como estamos Iazendo as coIsas em nossa vIda.
Iá em nós um mecanIsmo psIcoIógIco reguIado peIo nosso grau evoIutIvo, que
assImIIa os Iatos ou os ensInamentos de acordo com nossas conquIstas nas áreas da
percepçäo e do entendImento. Þossa IncapacIdade para absorver certos aspectos da
vIda deve-se a causas sItuadas nas proIundezas da nossa conscIencIa, que está em
constante aprendIzado e ascensäo espIrItuaI. Iortanto, näo devemos nos cuIpar por
Iatos negatIvos do passado, poIs tudo o que IIzemos estava ao nIveI de nossa
compreensäo à epoca em que eIes ocorreram.
(...) poderemos Ir resgatando as nossas IaItas (...) reparando-as. Mas, näo
creIaIs que as resgateIs medIante aIgumas prIvações puerIs, ou dIstrIbuIndo em
esmoIas o que possuIrdes (...) Ðeus näo dá vaIor a um arrependImento esterII, sempre
IácII e que apenas custa o esIorço de bater no peIto
(57
)
, mas sIm reavaIIando antIgas emoções e resgatando sentImentos passados, a
IIm de transIormá-Ios para meIhor. Ðesse modo, reconquIstamos a perdIda postura
InterIor de vIda próprIa e promovemos a modIIIcaçäo de nossas atItudes equIvocadas
perante as pessoas.
£moções näo säo erradas ou pecamInosas, eIas näo säo os atos em sI, poIs sentIr
raIva e muIto dIIerente de cometer uma brutaIIdade.
Iara repararmos, e precIso saber IIdar com nossas emoções, näo devemos nos
censurar por sentI-Ias, mas sIm juIgar a decIsäo do que Iaremos com eIas. AdvertImos,
porem, que näo estamos sugerIndo que as emoções devam controIar nossos
comportamentos. Ao contrárIo, acredItamos que, se näo permItIrmos sentI-Ias, näo
saberemos como te-Ias sob nosso controIe.
AdmItIndo-as e submetendo-as ao nosso códIgo de vaIores etIcos, ao nosso
InteIecto e à nossa razäo, saberemos comandá-Ias convenIentemente, poIs o resuItado
da repressäo de nossas reações emocIonaIs será uma progressIva tendencIa a estados
depressIvos.
IuncIona deste modo uma das possIveIs trajetórIas da depressäo. dIante de um
sentImento de dor, IataImente experImentamos emoções, ou seja, reações energetIcas
provenIentes dos InstIntos naturaIs. Säo denomInadas emoções básIcas, conhecIdas
comumente como medo e raIva. £ssas reações energetIcas nascem como ImpuIso de
deIesa para nos proteger da ameaça de dor que uma agressäo pode nos causar. Se a
emoçäo Ior de raIva, o organIsmo enIrenta a Ionte da dor, quando e de medo, contorna
e Ioge do perIgo. Ambas aceIeram o sIstema nervoso sImpátIco e, consequentemente, a
gIânduIa supra-renaI para que produza energIa suIIcIente para a Iuta ou para a Iuga.
Se essas emoções (raIva ou medo) Iorem juIgadas moraImente como negatIvas, eIas
poderäo ser transIormadas em sentImento de cuIpa, Ievando-nos a uma
autocondenaçäo. Çuando reprImIdas, quer dIzer, quando näo expressadas
convenIentemente nem aceItas, nós as negamos dIstorcendo os Iatos, para näo
tomarmos conscIencIa. Tanto a repressäo sIstemátIca quanto os compuIsIvos
juIgamentos negatIvos dessas emoções naturaIs geram a depressäo.
Þäo säo sImpIesmente as prIvações puerIs, as dIstrIbuIções de esmoIas e o
ato de bater no peIto que transIormaräo o IntImo de nossas aImas. Iara
verdadeIramente repararmos nossas IaItas, e precIso, acIma de tudo, que Iaçamos uma
vIagem InterIor, medIante uma crescente conscIencIa, para IdentIIIcar os atos e
acontecImentos Incorretos que pratIcamos/vIvencIamos e assocIá-Ios com os
sentImentos e as emoções que os InIIuencIaram. A partIr daI, equIIIbrá-Ios.
Ieparar nossas IaItas com nós mesmos e com os outros e a IórmuIa IeIIz de
evItar o soIrImento.
97
As Dores da AIma
57
Questão 1000 já desde esta vIda poderemos Ir resgatando as nossas IaItas?
SIm, reparando-as. Mas, näo creIaIs que as resgateIs medIante aIgumas prIvações puerIs, ou
dIstrIbuIndo em esmoIas o que possuIrdes, depoIs que morrerdes, quando de nada maIs precIsaIs. Ðeus
näo dá vaIor a um arrependImento esterII, sempre IácII e que apenas custa o esIorço de bater no peIto. A
perda de um dedo mInImo, quando se esteja prestando um servIço, apaga maIs IaItas do que o supIIcIo
da carne suportado durante anos, com objetIvo excIusIvamente pessoaI. Só por meIo do bem se repara o
maI e a reparaçäo nenhum merIto apresenta, se näo atInge o homem nem no seu orguIho, nem nos seus
Interesses materIaIs.
Ðe que serve, para sua justIIIcaçäo, que restItua, depoIs de morrer, os bens maI adquIrIdos,
quando se Ihe tornaram InúteIs e deIes tIrou todo o proveIto? Ðe que Ihe serve prIvar-se de aIguns
gozos IúteIs, de aIgumas superIIuIdades, se permanece IntegraI o dano que causou a outrem?
Ðe que Ihe serve, IInaImente, humIIhar-se dIante de Ðeus, se, perante os homens, conserva o
seu orguIho?
Depressão
Somos também Natureza; possuímos as estações da aíegría, do
entusíasmo, da moderação e do desânímo, assím como as da prímavera, do
verão, do outono e do ínverno.
£m muItas cIrcunstâncIas, podemos consIderar a depressäo como naturaI
perIodo de transIçäo. Säo tempos de mudança e crescImento, epocas de trIsteza que
antecedem novos horIzontes de amadurecImento do ser em constante processo de
evoIuçäo.
Os Ienômenos naturaIs da vIda sucedem, organIzados, em cIcIos determInados.
Os perIodos de troca dos antIgos conceItos por outros tantos maIs novos e meIhores
para o nosso momento atuaI Iazem parte desse cIcIo naturaI da conscIencIa humana.
Iorque somos tambem Þatureza, possuImos as estações da aIegrIa, do entusIasmo, da
moderaçäo e do desânImo, assIm como as da prImavera, do veräo, do outono e do
Inverno.
Aprendendo com a Þatureza entre as observações das IeIs que regem os
ecossIstemas, e que deIxaremos as atmosIeras cInzentas da depressäo passar para
IIxarmo-nos nos dIas de soI e de aIegrIa, que voItaräo a brIIhar.
Os eIementos da Þatureza näo se encontram separados, mas tendem a se
combInar em sIstemas maIs compIexos, estabeIecIdos a partIr de uma serIe de
assocIações IIsIcas e bIoIógIcas. Atraves das reIações de permutas constantes, eIes
adquIrem uma especIe de vIda coIetIva, o que Ihes dá uma habIIIdade para se auto-
organIzarem e auto-reproduzIrem ao Iongo do tempo. A esse Ienômeno a £coIogIa
denomIna ecossIstema. O pensamento ecoIógIco procura InvestIgar aIgumas das IeIs
que reguIam e Iormam os mecanIsmos ecossIstemIcos. Vamos descrever as que
consIderamos maIs Importantes para as nossas ponderações neste estudo.
1) A dIversIdade Çuanto maIor a muItIpIIcIdade de eIementos exIstentes no
ecossIstema, maIor sua capacIdade de se auto-reguIar, poIs maIores seräo as
proprIedades com que eIe contará para reorganIzar os eIementos num novo equIIIbrIo.
2) A InterdependencIa Þa unIdade IuncIonaI do ecossIstema tudo está
conectado com tudo, de taI modo que näo poderemos tocar num eIemento IsoIado sem
atIngIrmos o conjunto. AssIm tambem ocorre com o corpo humano, já que näo se pode
abaIar um órgäo sem envoIver todo o organIsmo.
3) A recIcIagem Todo eIemento naturaI IIberado no ambIente e reIntroduzIdo
de aIguma Iorma peIo ecos sIstema. Atraves desses reaproveItamentos e que os
resIduos bIoIógIcos permanecem cIrcuIando e sendo reproduzIdos numa especIe de
cIcIo Iechado. Œ Isso que permIte a sobrevIvencIa desse Imenso compIexo ecoIógIco.
99
As Dores da AIma
... O homem, tendo tudo o que há nas pIantas e nos anImaIs, domIna todas as
outras cIasses por uma InteIIgencIa especIaI, IndeIInIda, que Ihe dá a conscIencIa do
seu Iuturo, a percepçäo das coIsas extramaterIaIs e o conhecImento de Ðeus.
(58
)
Ior sermos parte desse grandIoso espetácuIo da Þatureza e possuIrmos a
capacIdade de entende-Io racIonaImente, e que deverIamos ser os prImeIros a
consIderar a sagrada naturaIIdade que há em nós, bem como a perceber,
conscIentemente, seu processo atuando em nossa IntImIdade.
A seguIr, aIgumas conexões entre as IeIs ou regras de IuncIonamento dos
ecossIstemas, que nos ensInaräo a reguIar nosso rItmo de vIda para näo voItarmos aos
veIhos padrões de pensamentos depressIvos.
1) Þa dIversIdade de novos conhecImentos IIIosóIIcos, reIIgIosos ou cIentIIIcos
e na anáIIse de dIversos modos de deIInIr a reaIIdade das coIsas e que aumentaremos a
capacIdade de auto-reguIar-nos emocIonaImente para restabeIecermos um novo
equIIIbrIo exIstencIaI.
2) Þa InterdependencIa da vIda socIaI, mas nunca no IsoIamento, e que
extraIremos as experIencIas de que necessItamos para saIr do marasmo, poIs e nas
reIações de permuta constante na vIda coIetIva que aprenderemos que tudo está
reIacIonado com tudo. Ðevemos descobrIr nossas sImIIarIdades com toda a obra da
CrIaçäo. ÞInguem será IeIIz sozInho, poIs o homem e apenas uma parceIa dessa grande
sInIonIa da evoIuçäo da vIda na Terra.
3) Þa recIcIagem de todos os eIementos que as experIencIas da vIda nos
oIerecem, o reaproveItamento deverá ser IeIto IndIstIntamente, tanto para os que
chamamos bons quanto para os que consIderamos maus. AIegrIa e trIsteza säo nossos
companheIros de vIagem, estäo sempre nos ensInando aIgo na camInhada evoIucIonaI.
Tudo tem seu próprIo vaIor e Iugar na exIstencIa, por Isso, näo devemos tentar aIastar
de Iorma IrreIIetIda as nuvens negras que Impedem, momentaneamente, que a Iuz nos
aIcance. A vIda na Terra aInda e um jogo de Iuzes e sombras. Tudo na vIda tem um IIm
utIIItárIo para crescermos IntegraImente.
A reIIexäo atenta a esses apontamentos permIte-nos entender meIhor nossos
cIcIos depressIvos, recoIhendo assIm as abençoadas sementes da arte de vIver.
58
Questão 585 Çue pensaIs da dIvIsäo da Þatureza em tres reInos, ou meIhor, em duas cIasses. a dos
seres orgânIcos e a dos InorgânIcos? Segundo aIguns, a especIe humana Iorma uma quarta cIasse. ÇuaI
destas dIvIsões e preIerIveI?
Todas säo boas, conIorme o ponto de vIsta. Ðo ponto de vIsta materIaI, apenas há seres
orgânIcos e InorgânIcos. Ðo ponto de vIsta moraI, há evIdentemente quatro graus.
Nota £sses quatro graus apresentam, com eIeIto, caracteres determInados, muIto embora pareçam
conIundIr-se nos seus IImItes extremos. A materIa Inerte, que constItuI o reIno mIneraI, só tem em sI uma
Iorça mecânIca. As pIantas, aInda que compostas de materIa Inerte, säo dotadas de vItaIIdade. Os
anImaIs, tambem compostos de materIa Inerte e IguaImente dotados de vItaIIdade, possuem, aIem dIsso,
uma especIe de InteIIgencIa InstIntIva, IImItada, e a conscIencIa de sua exIstencIa e de suas
IndIvIduaIIdades. O homem, tendo tudo o que há nas pIantas e nos anImaIs, domIna todas as outras
cIasses por uma InteIIgencIa especIaI, IndeIInIda, que Ihe dá a conscIencIa do seu Iuturo, a percepçäo
das coIsas extramaterIaIs e o conhecImento de Ðeus.
Dependência
Nossa autonomía, tanto físíca, emocíonaí, mentaí como espírítuaí,
está díretamente íígada às nossas conquístas e descobertas íntímas.
As dIIIcuIdades de nosso desenvoIvImento e crescImento espIrItuaI se devem ao
Iato de que nem sempre conseguImos encontrar com IacIIIdade nossa próprIa maneIra
de vIver e evoIuIr. Cada um de nós está destInado a partIcIpar de uma maneIra
especIIIca e pecuIIar na obra da crIaçäo. £ntretanto, e ImprescIndIveI compreendermos
nosso vaIor pessoaI como seres orIgInaIs, ou seja, crIados por Ðeus sob medIda,
percorrendo, partIcuIarmente, nosso camInho e assumIndo por compIeto a
responsabIIIdade peIo nosso próprIo crescImento espIrItuaI.
Ser nós mesmos e tomar decIsões, näo para agradar os outros que nos
observam, mas porque estamos usando, conscIente e responsaveImente, nossa
capacIdade de ser, sentIr, pensar e agIr.
Ser nós mesmos e eIImInar os traços de dependencIa que nos atam às outras
pessoas. Þäo nos esquecendo, porem, de respeItar-Ihes a IIberdade e a IndIvIduaIIdade
e de deIender tambem a nossa, sem o medo de IIcar só e desamparado.
Ser nós mesmos e vIver na próprIa sImpIIcIdade de ser, IIbertos da vaIdosa e
dIssImuIada auto-satIsIaçäo, que consIste em Iazer genero de dIIerente perante os
outros, a IIm de ostentar uma aparencIa de personaIIdade marcante.
Ser nós mesmos e acredItar em nosso poder pessoaI, eIaborando um mapa para
nossos objetIvos e percorrendo os camInhos necessárIos para atIngI-Ios. Þo Þovo
Testamento, capItuIo 7, versIcuIo 13, assIm escreveu Mateus em seus apontamentos.
£ntraI peIa porta estreIta, porque Iarga e a porta e espaçoso o camInho que Ieva a
perdIçäo...
IeIo Iato de a porta ser estreIta, deveremos atravessá-Ia um de cada vez
compIetamente sozInhos, acompanhados apenas peIo mundo de nossos pensamentos e
conquIstas IntImas.
A porta e estreIta, porque aInda näo entendemos que, mesmo vIvendo em
comunIdade, estaremos vIvendo, essencIaImente, com nós mesmos, poIs para transpor
essa porta e precIso aprender a arte de ser.
£IetIvamente, atIngIremos nossa IndependencIa quando percebermos a
InutIIIdade dos passatempos, das vIagens, do convencIonaIIsmo da etIqueta, do
consumIsmo que Iazemos somente para conquIstar a aprovaçäo dos outros, e näo
porque decorrem de nossa IIvre vontade.
£IImInar o domInIo, a autorIdade ou a InIIuencIa das IdeIas, das pessoas, das
dIversões, dos InstIntos, do trabaIho e dos Iugares näo sIgnIIIca que precIsamos
extIrpar ou abandonar compIetamente todas essas coIsas, mas somente a dependencIa.
Iodemos nos ocupar desses assuntos quando bem quIsermos, conIorme nossas
necessIdades e convenIencIas, sem a escravIdäo do condIcIonamento doentIo.
Iassar por esse trajeto restrIto e ter a coragem de romper as amarras Internas
e externas que nos Impedem a conquIsta da IIberdade. Ierguntemo-nos. quantos dos
nossos atos e atItudes säo subprodutos de nossas dependencIas estruturadas na
subordInaçäo da socIedade? A submIssäo socIaI tem sua base InIcIaI na busca de
aprovaçäo dos outros, coIocando os IndIvIduos na posIçäo de permanentes escravos e
pedIntes do apIauso hIpócrIta e do vernIz da IIsonja.
A travessIa desse Iongo camInho ermo nos Ievará ao IeIno dos Ceus,
estruturado e IocaIIzado na essencIa de nós mesmos. Iara tanto, devemos recordar-nos
101
As Dores da AIma
de que as IeIs ÐIvInas estäo escrItas na nossa conscIencIa, cabendo-nos aprender a
Interpretá-Ias em nós e por nós mesmos.
jesus CrIsto, constantemente, reIerIa-se a esse IeIno ¡nterIor como sendo a
morada de Ðeus em nós. Ior voItarmos costumeIramente nossos oIhos para Iora, e näo
para dentro de nós mesmos, e que nunca conseguImos vIsIumbrar as rIquezas de nosso
mundo InterIor.
Mateus prossegue em seus comentárIos dIzendo. ...apertado e o camInho que
Ieva à vIda, e poucos há que o encontrem. Ior vIda devemos entender näo apenas a
manutençäo da vIda bIoIógIca na Terra, que e passageIra e Iugaz, mas a pIenItude da
VIda SuperIor, InIcIada sobretudo na vIvencIa do mundo InterIor.
Þossa autonomIa, tanto IIsIca, emocIonaI, mentaI como espIrItuaI, está
dIretamente IIgada às nossas conquIstas e descobertas IntImas. Þossa täo aImejada
reaIIzaçäo InterIor está reIacIonada com o conhecImento de nós mesmos.
Apertado e o camInho, porque exIge esIorços Importantes para que possamos
eIImInar nossos Iaços de dependencIa neurótIca, os quaIs nos condIcIonam a vIver sem
usuIruIr nossa IIberdade InterIor, aceItando ser manIpuIados peIos juIzos e opInIões
aIheIas. A IIberdade se InIcIa no pensamento para, posterIormente, materIaIIzar-se na
exterIorIdade, quebrando, entäo, os grIIhões da dependencIa. Os £spIrItos AmIgos
enIocaram o assunto com muIta sabedorIa, aIIrmando. Þo pensamento goza o homem
de IIImItada IIberdade, poIs que näo há como pôr-Ihe peIas. Iode-se-Ihe deter o vôo,
porem, näo anIquIIá-Io.
(59)

59
Questão 833 Iaverá no homem aIguma coIsa que escape a todo constrangImento e peIa quaI goze
eIe de absoIuta IIberdade?
Þo pensamento goza o homem de IIImItada IIberdade, poIs que näo há como pôr-Ihe pejas.
Iode-se-Ihe deter o vôo, porem, näo anIquIIá-Io.
Dependência
A capacídade de amar está presente na aíma humana, mas, para que
fíoresça, exíge maturação da conscíêncía, ísto é, üaprímoramento dos
sentímentosý.

A maIorIa das crIaturas IoI educada ouvIndo IábuIas e mItos do amor romântIco.
Os tabus sexuaIs, as veIhas estruturas IamIIIares, as normas tradIcIonaIs do
matrImônIo, consIderadas vIrtudes IemInInas, estabeIeceram, na Iormaçäo
educacIonaI das muIheres, todo um comportamento de dependencIa em reIaçäo aos
homens. £Ias centraram suas vIdas em outros IndIvIduos, preocupadas em receber
proteçäo e cuIdados, e destruIram, com o tempo, suas vocações e aptIdões maIs
IntImas.
Säo IguaIs perante Ðeus o homem e a muIher (...) outorgou Ðeus a ambos a
InteIIgencIa do bem e do maI e a IacuIdade de progredIr.
(60)
MuItos acredItaram que o amor serIa somente despertado por uma varInha de
condäo ou por uma IIecha do cupIdo que, ao tocá-Ios, acordasse das proIundezas de
seu InconscIente um sentImento há muIto tempo adormecIdo. £xIstem aqueIes que,
Ingenuos, passam uma encarnaçäo InteIra esperando que essa dádIva mágIca
desabroche de repente, entre a procura e a espera do ser amado, pagando
desesperadamente quaIquer preço.
Þa atuaIIdade, muItos educadores, psIcóIogos, antropóIogos e psIquIatras
aIIrmam que a Iorma como usamos nossos sentImentos e uma resposta aprendIda. A
capacIdade de amar está presente na aIma humana, mas, para que IIoresça, exIge
maturaçäo da conscIencIa, ¡sto e, aprImoramento dos sentImentos.
£xpIIcam, aInda, que a crIatura aprende a utIIIzar o amor atraves de um
processo que está dIretamente reIacIonado com o ambIente em que vIveu na InIâncIa e
com o em que vIve hoje, somando-se a tudo Isso a capacIdade IntIma de aprendIzagem.
Iortanto, estamos constantemente aprendendo a amar.
IaraIeIamente, sabemos que as dIversas vIvencIas reencarnatórIas sedImentam
na aIma humana certas predIsposIções sInguIares no entendImento do amor. Os
costumes, as tradIções e os hábItos que envoIvem o namoro, o casamento, o sexo e a
IamIIIa, compIetamente dIIerentes de naçäo para naçäo, de contInente para contInente,
estabeIecem noções dIversIIIcadas sobre a aIetIvIdade nos espIrItos em sua Ionga
marcha evoIutIva.
£xIstem aqueIes que coIocaram o amor dentro de uma estrutura romântIca, ou
seja, Iazem prevaIecer um sentImentaIIsmo exagerado e uma ImagInaçäo IrreaI,
desprezando o sIgnIIIcado dos sentImentos autentIcos. £Ies acredItam que o casamento
extIngue por compIeto todas as adversIdades e InIortúnIos exIstencIaIs e que as
ansIedades do cotIdIano acabarIam, termInantemente, quando a cerImônIa
sacramentasse num abraço de ternura o IeIIzes para toda a eternIdade.
A necessIdade recIproca de controIe, as promessas de que renuncIarIam à
próprIa IndIvIduaIIdade e terIam os mesmos objetIvos para todo o sempre säo os
prImeIros IndIcIos de uma enorme desIIusäo na vIda a doIs. CompromIssos de amor säo
váIIdos, desde que aprendamos que nossa vIda está em constante renovaçäo. AssIm
como as pessoas passam por dIversas transIormações, tambem o amor que sentem
peIos outros se transIorma. Çuanto maIs observarmos os cIcIos da vIda, maIs
entenderemos as transIormações que ocorrem em nossa IntImIdade, porque nós
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As Dores da AIma
60
Questão 817 Säo IguaIs perante Ðeus o homem e a muIher e tem os mesmos dIreItos?
Þäo outorgou Ðeus a ambos a InteIIgencIa do bem e do maI e a IacuIdade de progredIr?
tambem somos vIda. Apenas desse modo, IIcaremos maIs seguros e estáveIs em reIaçäo
ao nosso desenvoIvImento e amadurecImento aIetIvos.
A dIIerença IundamentaI entre amor e dependencIa e observada com cIareza nas
ações e comportamentos das crIaturas. A dependencIa prende, possessIvamente, uma
pessoa à outra, enquanto o amor de Iato IncentIva a IIberdade, a sIncerIdade e a
naturaIIdade. O dependente e caracterIzado por demonstrar necessIdade constante e
por recIamar sIstematIcamente a atençäo do outro.
O IndIvIduo dependente padece dos recursos psIquIcos de aIguem para vIver. £Ie
dIrá eu o amo, mas, em reaIIdade, quer dIzer eu precIso de voce, ou mesmo, eu
näo vIvo sem voce. O amor reaI baseIa-se no sentImento compartIIhado entre duas
pessoas maduras, ao passo que o amor dependente ImpIora consIderaçäo e carInho,
InIantIImente.
Os IegItImos sentImentos da aIma nunca se sujeItam a ordenações e ImposIções,
mas sIm a uma compIeta espontaneIdade de atItudes e emoções. ÐependencIa gera
dores na aIma, já a IIberdade para amar e um dIreIto naturaI de todos os IIIhos de
Ðeus.
lnveja

O ínve|oso é ínseguro e supersensíveí, írrítadíço e desconfíado,
observador mínucíoso e detetíve da vída aíheía até a exaustão, sempre
armado e aíerta contra tudo e todos.
A Inveja sempre IoI uma emoçäo sutIImente dIsIarçada em nossa socIedade,
assumIndo aspectos Ignorados peIa próprIa crIatura humana. As atItudes de rIvaIIdade,
antagonIsmo e hostIIIdade dIssImuIam muIto bem a Inveja, ou seja, a próprIa
prepotencIa da competIçäo, que tem como orIgem todo um sequIto de antIgas
Irustrações e Iracassos näo resoIvIdos e InterIorIzados.
O Invejoso e Inseguro e supersensIveI, IrrItadIço e desconIIado, observador
mInucIoso e detetIve da vIda aIheIa ate a exaustäo, sempre armado e aIerta contra tudo
e todos. Iaz o genero de superIor, quando, em reaIIdade, se sente InIerIorIzado, por
Isso, quase sempre deIxa transparecer um ar de sarcasmo e IronIa em seu oIhar, para
ocuItar dos outros seu precárIo contato com a IeIIcIdade.
AcredItamos que, apesar de a Inveja e o cIúme possuIrem deIInIções dIIerentes,
quase sempre näo säo dIIerencIados ou corretamente percebIdos por nós. As
convenções reIIgIosas nos ensInaram que jamaIs deverIamos sentIr Inveja, peIo Iato de
eIa se encontrar IIgada à ganâncIa e à cobIça dos bens aIheIos. £m reIaçäo ao cIúme,
os padrões estabeIeceram que eIe estarIa, excIusIvamente, IIgado ao amor. Œ por Isso
que passamos a acredItar que eIe e aceItáveI e perIeItamente admIssIveI em nossas
atItudes pessoaIs.
AnaIIsando as orIgens atávIcas e Inatas da evoIuçäo humana, podemos aIIrmar
que a emoçäo da Inveja näo e uma necessIdade aprendIda. Þäo IoI adquIrIda por
experIencIa nem por Iorça da socIaIIzaçäo, mas e uma reaçäo InstIntIva e naturaI,
comum a quaIquer crIatura do reIno anImaI. O agrado e carInho a um cäo pode
provocar agressIvIdade e IrrItaçäo em outro, por despeIto.
Þos aduItos essas manIIestações podem ser dIsIarçadas e transIormadas em
atos sImuIados de menosprezo ou de IndIIerença. já as crIanças, por serem Ingenuas e
naturaIs, mordem, batem, empurram, choram e agrIdem.
A Inveja entre Irmäos e perIeItamente normaI. £m muItas ocasIões, eIa surge
com a chegada de um Irmäo recem-nascIdo, que passa a obter, no ambIente IamIIIar,
toda a atençäo e carInho. £Ia vem à tona tambem nas comparações de toda especIe,
IeItas peIos amIgos e parentes, sobre a aparencIa IIsIca prIvIIegIada de um deIes.
MuItas vezes, a Inveja manIIesta-se em razäo da Iorma de tratamento e reIacIonamento
entre paIs e IIIhos. Ior maIs que os paIs se esIorcem para tratá-Ios com IguaIdade, näo
o conseguem, poIs cada crIança e uma aIma compIetamente dIIerente da outra. £m
vIsta dIsso, o modo de tratar e consequentemente desIguaI, nem poderIa ser de outra
maneIra, mas os IIIhos se sentem IndIgnados com Isso.
A emoçäo da Inveja no aduIto e produto das atItudes Internas de IndIvIduos de
Idade psIcoIógIca bem InIerIor à Idade cronoIógIca, os quaIs, embora ocupem corpos
desenvoIvIdos, säo verdadeIras aImas de crIanças mImadas, Impotentes e Inseguras,
que querem chamar a atençäo dos maIores no Iar.
O Mestre de Iyon Interroga as Vozes do Ceu. Será possIveI e já terá exIstIdo a
IguaIdade absoIuta das rIquezas? £ eIas, com muIta sabedorIa, InIormam. ...Iá, no
105
As Dores da AIma
entanto, homens que juIgam ser esse o remedIo aos maIes da socIedade (...) Säo
sIstemátIcos esses taIs, ou ambIcIosos cheIos de Inveja...
(61
)
A necessIdade de poder e de prestIgIo desmedIdos que encontramos em
Inúmeros homens púbIIcos nas áreas reIIgIosa, poIItIca, proIIssIonaI, esportIva,
IIIantrópIca, de Iazer e outras tantas, derIva de uma aspIraçäo de domInar ou de um
sentImento de onIpotencIa, com o que tentam contrabaIançar emocIonaImente o
compIexo de InIerIorIdade que desenvoIveram na Iase InIantII.
£ncontramos esses IndIvIduos, aos quaIs os £spIrItos se reportam na questäo
acIma, nas Iutas partIdárIas, em que, só aparentemente, buscam a IguaIdade dos
dIreItos humanos, prometem a vaIorIzaçäo da educaçäo, asseguram a meIhorIa da
saúde da popuIaçäo e a dIvIsäo de terras e rendas. Sem IdeaIs aIIcerçados na busca
sIncera de uma socIedade equânIme e IeIIz, procuram, na reaIIdade, compensar suas
emoções de Inveja maI eIaboradas e guardadas desde a InIâncIa, dIIIcII e carente,
vIvIda no mesmo ambIente de IndIvIduos rIcos e prósperos.
Tanto e verdade que a maIorIa desses deIensores do povo, quando aIcança os
cumes socIaIs e do poder, esquece-se compIetamente das suas propostas de justIça e
IguaIdade.
£Is aIguns sIntomas InterIorIzados de Inveja que podemos consIderar como
dIssImuIados e negados.
perseguIções gratuItas e acusações sem IógIca ou IantasIadas,
IncIInações superIatIvas à eIegâncIa e ao reIInamento, com aversäo à
grosserIa,
InsatIsIaçäo permanente, nunca se contentando com nada,
manIIestaçäo de temperamento teatraI e pedantIsmo nas atItudes,
eIogIos aIetados e amores decIarados exageradamente,
anImaçäo competItIva que Ieva às raIas da agressIvIdade.
O caráter Invejoso conduz o IndIvIduo a uma ImItaçäo perpetua à orIgInaIIdade e
crIaçäo dos outros e, como consequencIa IógIca, à Irustraçäo. ¡sso acarreta uma
sensaçäo crônIca de InsatIsIaçäo, escassez, ImperIeIçäo e perda, aIem de estImuIar
sempre uma crescente dor moraI e prejudIcar o crescImento espIrItuaI das aImas em
evoIuçäo.
61
Questão 811 Será possIveI e já terá exIstIdo a IguaIdade absoIuta das rIquezas?
Þäo, nem e possIveI. A Isso se opõe a dIversIdade das IacuIdades e dos caracteres.
Questão 811-a Iá, no entanto, homens que juIgam ser esse o remedIo aos maIes da socIedade. Çue
pensaIs a respeIto?
Säo sIstemátIcos esses taIs, ou ambIcIosos cheIos de Inveja. Þäo compreendem que a IguaIdade
com que sonham serIa a curto prazo desIeIta peIa Iorça das coIsas. CombateI o egoIsmo, que e a vossa
chaga socIaI, e näo corraIs atrás de quImeras.
lnveja
Não há nada a nos censurar por aprecíamos os feítos das pessoas
e/ou por a eíes aspírarmos; o úníco probíema é que não podemos nos
comparar e querer tomar como modeío o padrão vívencíaí do outro.
Se tIvemos o hábIto de InvestIgar nossos comportamentos autodestrutIvos e
IIzemos uma anáIIse desses antecedentes hIstórIcos em nossa vIda, poderemos, cada
vez maIs, compreender o porque de permanecemos presos em certas áreas prejudIcIaIs
à nossa aIegrIa de vIver.
£sses comportamentos InIeIIzes a que nos reIerImos näo säo apenas as atItudes
evIdentemente desastrosas, mas os dImInutos atos cotIdIanos que podem passar como
aceItáveIs e compIetamente admIssIveIs. £ntretanto, taIs atos säo os grandes
perturbadores de nossa paz InterIor.
MuItos IndIvIduos näo se preocupam em estudar as raIzes de seus
comportamentos rotIneIros, porque acredItam que, para assumIr a responsabIIIdade da
renovaçäo IntIma, precIsarIam despender um enorme sacrIIIcIo. Sendo assIm, preIerem
permanecer apegados aos antIgos costumes, utIIIzando-se dos preconceItos e de
crenças dIstorcIdas, sem se darem conta de que estes säo as matrIzes de seus pontos
vuIneráveIs.
Iara aIastar todo e quaIquer anseIo de transIormaçäo InterIor, utIIIzam-se de um
processo psIcoIógIco denomInado racIonaIIzaçäo artIIIcIo crIado para desvIar a
atençäo dos verdadeIros motIvos das atItudes e ações para se verem IIvres das
crIses de conscIencIa, procurando assIm justIIIcar os Iatos Inadequados de suas
vIdas.
Somente aIteraremos nossos atos e atItudes doentIos quando tomarmos pIena
conscIencIa de que säo eIes as raIzes de nossas perturbações emocIonaIs e dos InúteIs
desgastes energetIcos. Œ examInando nosso dIa-a-dIa à Iuz das escoIhas que IIzemos ou
que deIxamos de Iazer e que veremos com cIareza que somos, na atuaIIdade, a soma
IntegraI de nossas opções dIante da vIda.
Os IndIvIduos que possuem o hábIto da crItIca destrutIva estäo, em verdade,
dIssImuIando outras emoções, taIvez a Inveja ou mesmo o despeIto. £xIstem posturas
eIetuadas täo costumeIramente e que se tomam täo ImperceptIveIs que poderIamos
denomIná-Ias atItudes crônIcas.
A Inveja e deIInIda como sendo o desejo de possuIr e de ser o que os outros säo,
podendo tomar-se uma atItude crônIca na vIda de uma crIatura. Œ uma Iorma de
cobIça, um desgosto em Iace da constataçäo da IeIIcIdade e superIorIdade de outrem.
Observar a crIatura sendo, tendo, crIando e reaIIzando provoca uma especIe de
dor no Invejoso, por eIe näo ser, näo ter, näo crIar e näo reaIIzar. A Inveja Ieva, por
consequencIa, à maIedIcencIa, que tem por base ressaItar os equIvocos e dIIamar,
assIm e a estrategIa do deprecIador. Se eu näo posso subIr, tento rebaIxar os outros,
assIm, compenso meu compIexo de InIerIorIdade.
A Inveja nasce quase sempre por nos compararmos constantemente com os
outros. Þessa comparaçäo, o homem desconhece o Iato de sua sInguIarIdade,
possuIdor de expressões IntImas compIetamente dIIerente das dos outros seres. Œ
verdade, porem, que possuImos aIgumas semeIhanças e caracterIstIcas comuns com
outros homens, mas, em essencIa, somos aImas crIadas em dIIerentes epocas peIas
mäos do CrIador e, por Isso, passamos por experIencIas dIstIntas e trazemos na próprIa
IntImIdade mIssões pecuIIares.
107
As Dores da AIma
AnormaIIdade, normaIIdade, sobrenaturaIIdade e paranormaIIdade säo de Iato
cataIogações da Incompreensäo humana aIIcerçadas sobre as chamadas comparações.
A ausencIa do amadurecImento espIrItuaI Iaz com que rotuIemos, de Iorma
humIIhante e pretensIosa, os credos reIIgIosos, a heterogeneIdade das raças, os
costumes de determInados povos, as tendencIas sexuaIs dIIerentes, os movImentos
socIaIs Inovadores, as decIsões, o comportamento, o sucesso dos outros e muItas coIsas
aInda. Tudo Isso ocorre porque näo conseguImos dIgerIr com ponderaçäo a grandeza
do processo evoIutIvo agIndo de Iorma dIversIIIcada sob as IeIs da Þatureza.
O autentIco ImpuIso naturaI quer que sejamos sImpIesmente nós mesmos. Þäo
Iaz parte dos ImpuIsos Inatos da aIma humana a pretensäo de nos consIderarmos
meIhor que as outras pessoas. O que devemos Iazer e admIrar-nos como somos, e
respeItar nossas dIIerenças e reconhecer nossos vaIores.
O extraordInárIo educador IIvaII questIona os MensageIros do Amor. Os
£spIrItos InIerIores compreendem a IeIIcIdade do justo?. £ eIes respondem com
notáveI orIentaçäo. ... Isso Ihes e um supIIcIo, porque compreendem que estäo deIa
prIvados por sua cuIpa...
(62
)
A Inveja e o extremo oposto da admIraçäo. Œ uma Ierramenta cômoda que
usamos sempre que näo queremos assumIr a responsabIIIdade por nossa vIda. £Ia nos
Iaz censurar e apontar as supostas IaIhas das pessoas, dIstraIndo-nos a mente do
necessárIo desenvoIvImento de nossas potencIaIIdades InterIores. £m vez de nos
esIorçarmos para crescer e progredIr, denegrImos os outros para compensar nossa
IndoIencIa e ocIosIdade.
Þäo há nada a nos censurar por aprecIarmos os IeItos das pessoas e/ou por a
eIes aspIrarmos, o únIco probIema e que näo podemos nos comparar e querer tomar
como modeIo o padräo vIvencIaI do outro.
A Inveja e a censura nascem da auto-rejeIçäo que Iazemos conosco, justamente
por näo acredItarmos em nossos potencIaIs evoIutIvos e por procurarmos Iora de nós
as expIIcações de corno deveremos sentIr, pensar, IaIar, Iazer e agIr, ora dando urna
ImportâncIa desmedIda aos outros, ora tentando convence-Ios a todo custo de nossas
verdades.
62
Questão 975 Os £spIrItos InIerIores compreendem a IeIIcIdade do justo?
SIm, e Isso Ihes e um supIIcIo, porque compreendem que estäo deIa prIvados por sua cuIpa. ÐaI
resuIta que o £spIrIto, IIberto da materIa, aspIra à nova vIda corporaI, poIs que cada exIstencIa, se Ior
bem empregada, abrevIa um tanto a duraçäo desse supIIcIo. Œ entäo que procede à escoIha das provas
por meIo das quaIs possa expIar suas IaItas. Iorque, IIcaI sabendo, o £spIrIto soIre por todo o maI que
pratIcou, ou de que IoI causa voIuntárIa, por todo o bem que houvera podIdo Iazer e näo Iez e por todo o
maI que decorra de näo haver IeIto o bem.
Iara o £spIrIto errante, já näo há veus. £Ie se acha como tendo saIdo de um nevoeIro e ve o que
o dIstancIa da IeIIcIdade. MaIs soIre entäo, porque compreende quanto IoI cuIpado. Þäo tem maIs
IIusões. ve as coIsas na sua reaIIdade.