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MS_9753_RJ_10.03.2009 - Adulteração CTPS

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XII - MANDADO DE SEGURANÇA

2008.02.01.018355-9

RELATOR IMPETRANTE ADVOGADO IMPETRADO ORIGEM

: DESEMBARGADOR FEDERAL MESSOD AZULAY NETO : EDNEY SANTOS DE JESUS : ALEXANDRE BARENCO RIBEIRO : JUIZO DA 4A. VARA FEDERAL CRIMINAL DO RIO DE JANEIRO : QUARTA VARA FEDERAL CRIMINAL DO RIO DE JANEIRO (200351015363520)

RELATÓRIO Trata-se de Mandado de Segurança em matéria penal, com pedido de liminar, impetrado por EDNEY SANTOS DE JESUS contra ato do MM. Juízo da 4ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, tendo em vista ter apreendida sua CTPS por autoridade policial, nos autos nº 2003.51.01.5363520, em virtude de adulterações no referido documento, que redundaram em oferecimento de denúncia pelo MPF onde é requerida a condenação do acusado pelo crime previsto no art. 297 do Código Penal. O Impetrante (fls. 02/06) alega, em síntese, que tendo em vista a rejeição da denúncia ofertada pelo Ministério Público Federal, transitada em julgado, e o término da investigação criminal que recaía sobre o autor, a decisão da autoridade competente que indeferiu o pedido de restituição de sua CTPS, agride o princípio da legalidade estabelecido pelo art. 5º, II da CF, e o art. 1º da Lei Federal nº 5.553/68, que veda a apreensão de documentos de identificação pessoal. Determinei fosse oficiado o MM. Juízo Impetrado solicitando informações (fl. 28). Informações prestadas pelo Juízo impetrado nas fls. 30/34, esclarecendo que a referida CTPS foi apreendida em virtude da ocorrência de adulterações, consistentes em alterações de dados manuscritos, conforme laudo do NUCRIM/DPF. Parecer do Ministério Público Federal pelo indeferimento da liminar e pela denegação da segurança (fls. 38/41). É o Relatório.

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XII - MANDADO DE SEGURANÇA

2008.02.01.018355-9

Des. Fed. MESSOD AZULAY NETO Relator 2ª Turma Especializada

VOTO Como dito, trata-se de Mandado de Segurança em matéria penal, com pedido de liminar, impetrado por EDNEY SANTOS DE JESUS contra ato do MM. Juízo da 4ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, tendo em vista ter apreendida sua CTPS por autoridade policial, nos autos nº 2003.51.01.536352-0, em virtude de adulterações no referido documento, que redundaram em oferecimento de denúncia pelo MPF, onde é requerida a condenação do acusado pelo crime previsto no art. 297 do Código Penal. Em síntese, o impetrante alega que não poderia ter sua CTPS retida, tendo em vista a rejeição da denúncia ofertada pelo Ministério Público Federal, transitada em julgado, e o término da investigação criminal que recaía sobre o autor. Inicialmente cumpre observar, como dito pelo MPF em seu parecer que:”(...)Não obstante a Denúncia ter sido rejeitada em face da ocorrência do fenômeno da prescrição, tal fato, por si só, não afasta a conclusão pericial quanto à efetiva adulteração processada na CTPS do ora Impetrante. Portanto, uma vez cabalmente comprovada a falsidade ideológica do documento em questão, ele não pode mais ser utilizado para os fins a que se destina, ante sua natureza espúria(...)” Não há que se falar em ofensa ao princípio da legalidade nem em apreensão ilegal de documentos de identificação pessoal. A alegada rejeição da denúncia não ocorreu tendo em vista qualquer equívoco quanto a adulteração do documento em questão. Tal fato foi decorrente da prescrição da pretensão punitiva estatal. Não vislumbro porque, nem como, tal documento, comprovadamente adulterado, conforme laudo pericial (fls. 12/14), seria de

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2008.02.01.018355-9

alguma valia para o impetrante, qual não seja apenas a sua utilização em atos criminosos. Diante do exposto, indefiro a liminar e denego a segurança nos termos em que requerida. É como voto.

Des. Fed. MESSOD AZULAY NETO Relator 2ª Turma Especializada

EMENTA MANDADO DE SEGURANÇA COM PEDIDO LIMINAR – RESTITUIÇÃO DE CTPS – DOCUMENTO ADULTERADO – PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA ESTATAL. 1. A Denúncia foi rejeitada em face da ocorrência do fenômeno da prescrição, não tendo sido afastada a conclusão pericial quanto à efetiva adulteração processada na CTPS do Impetrante. 2. Comprovada a falsidade ideológica do documento, ele não pode mais ser utilizado para os fins a que se destina, ante sua natureza espúria. 3. Liminar indeferida e segurança denegada . ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos em que são partes as acima indicadas, decidem os Membros da 2ª Turma Especializada deste TRF-2ª Região, por unanimidade, indeferir a liminar e denegar a segurança, nos termos do relatório e do voto que ficam fazendo parte integrante do presente julgado. Rio de Janeiro, 10 de março de 2009 (data do julgamento).

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XII - MANDADO DE SEGURANÇA

2008.02.01.018355-9

Des. Fed. MESSOD AZULAY NETO Relator 2ª Turma Especializada

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