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O Grupo SCIArts teve inicío em 1995, especificadamente a partir do contato entre Milton Sogabe e Fernando Fogliano. Para a execução de uma instalação individual de Sogabe, houve a necessidade do desenvolvimento de sensores que possibilitariam uma interação entre obra e público, gerando um sistema computadorizado integrado. Com isso, Milton Sogabe buscou o contato com Fernando Fogliano, que trabalhava juntamente com cientistas no Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo USP, desenvolvendo programas para o controle de equipamentos utilizados para fotografar eclipses solares. Para gerenciar o sistema de sensores da instalação, Fernando Fogliano, juntamente com o engenheiro eletrônico Luiz Galhardo Filho, concebeu um sistema computadorizado para controlar os equipamentos utilizados na instalação. Este sistema, denominado na época de “Sistema de Controle de Instalações de Arte”, serviu de base técnica e criativa para o desenvolvimento de futura instalações interativas, que viriam a ser produzidas pelo SCIArts. Desse modo, a sigla SCIArts deriva deste “Sistema de Controle de Instalações de Arte”, desenvolvido por Fernando Fogliano e Luís Galhardo em 1995. A formação plena do SCIArts ocorrida em 1996, contou com Rosangella Leote e Renato Hildebrand, além de Milton Sogabe e Fernando Fogliano. A denominação do grupo partiu de um procedimento e uma sigla específica, mas já abrange em si o inter-relacionamento entre arte e ciência pretendido pelos integrantes, desde o surgimento da equipe.

DOMINGUES, Diana. Tecnologias, produções artísticas e sensibilidade. Revista Quixote. Ano I, N° 2. Curitiba: Cooperativa Quixote ArtEspaço. Dezembro, 1998.

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