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Ao estudante

Este material foi elaborado tendo por base uma coletânea de vários editais já elaborados, bem
como questões já aplicadas aos concursos de AFTN, INSS, Banco Central, ICMS, ISS e Polícia
Federal. Além disso, é fruto de elaborada pesquisa em bibliografia de renomados professores
especialistas na área, conforme demonstrado em apontamentos no decorrer da obra.
Tem por objetivo cobrir todas as possibilidades já questionadas e outras que julgamos
pertinentes, tendo em vista a evidente melhoria que se aplica a cada nova avaliação.
Sua apresentação facilita o estudo individual muito embora seja um competente auxilio para se
ministrar logicamente o conteúdo de Contabilidade de Custos. Divide-se em:
- Descrição da matéria – dividida em tópicos e com resolução de diversos testes aplicados em
concursos anteriores, estes que demonstram o modo como são exigidos;
- Quadro sinótico – que resume toda a matéria dada no capítulo de uma forma sistêmica.
Recomenda-se uma análise detida em cada etapa desse quadro pois sua falsa compreensão
recomenda retorno à matéria antes de seguir em frente. Muitas dessas matérias são
interdependentes e a incompreensão de uma pode inviabilizar a prática de outra.
- Exercícios de fixação – cuidadosamente elaborados para se medir a compreensão das
matérias ministradas no capítulo. Menos de 75% de acerto requer uma necessária revisão do
capítulo.
- Exercícios resolvidos – apresentamos ao final da apostila um conjunto de exercícios
resolvidos, estes que foram aplicados em concursos anteriores e que apresentam alguns
detalhes em sua solução
- Exercícios aplicados em provas anteriores, com gabarito, para você medir seu
conhecimento.
Acreditamos ter elaborado um competente auxílio para o estudante dedicado, com a
característica de tratar cada assunto com a profundidade necessária para a capacitação exigida
nos concursos, além de deixar endereço para aquele que deseje se aprofundar na matéria.
Com a sensação de uma etapa cumprida, desejamos a cada um que desse material se utilize,
que se sinta confiante e seguro para esse difícil desafio que escolheram.

O autor







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ÍNDICE:
1. Contabilidade de Custos ..................................................................................................... 4
1 – Natureza, Importância e Finalidade: ....................................................................................... 4
2 – Contabilidade Financeira e Contabilidade Gerencial : ................................................................ 4
3 – Constituição do Ativo – Classificação de Bens: ........................................................................ 5
Quadros Sinóticos:................................................................................................................... 6
Exercício de Fixação................................................................................................................ 7

2. INTRODUÇÃO.................................................................................................................. 8
1 - Conceito:........................................................................................................................... 8
2 - Terminologia contábil: ........................................................................................................ 8
3 - Princípios Contábeis aplicados à Contabilidade de Custos........................................................... 9
4 - Classificação de Custos ...................................................................................................... 10
5 – Matéria Prima, Mão de Obra Direta e CIF: ............................................................................ 13
Quadros Sinóticos:................................................................................................................. 14
Exercícios de Fixação:............................................................................................................ 15

3. FASES E MÉTODOS NA ELABORAÇÃO DO ESTOQUE ......................................... 17

1 – Fases na Elaboração do Estoque: ......................................................................................... 17
2 – Perdas Ocorridas no Estoque:.............................................................................................. 19
3 – Métodos de Custeio:.......................................................................................................... 20
4 – Co-produtos, Subprodutos e Sucatas:.................................................................................... 22
Quadros Sinóticos:................................................................................................................. 24
Exercícios de Fixação:............................................................................................................ 25

4. FORMAÇÃO DO ESTOQUE ......................................................................................... 29

1 – Critérios de Avaliação ....................................................................................................... 29
2 – Dois sistemas básicos de custeio : ....................................................................................... 33
Produção por Ordem e Produção Contínua ................................................................................. 33
3 – Produção Equivalente........................................................................................................ 34
Quadros Sinóticos:................................................................................................................. 37
Exercícios de Fixação............................................................................................................. 39

5. Estruturação do Estoque................................................................................................... 41
1 – Departamentalização ....................................................................................................... 41
2 – Ponto de Equilíbrio ......................................................................................................... 42
3 – Alteração dos Custos e Despesas e o Ponto de Equilíbrio....................................................... 44
Quadros Sinóticos:................................................................................................................. 47
Exercícios de Fixação............................................................................................................. 48








3

6. Custo Padrão..................................................................................................................... 51
1 – Custo Padrão Ideal e Corrente ........................................................................................... 51
2 – Características................................................................................................................ 51
3 – Operacionalização........................................................................................................... 52
4 – Contabililização.............................................................................................................. 54
Exercícios de Fixação............................................................................................................. 58

7. Tópicos Especiais ............................................................................................................. 60
1. Controle Permanente de Estoque ........................................................................................... 60
2. Controle Periódico de Estoque .............................................................................................. 58
3. ICMS e IPI na Compra e Venda de Mercadorias....................................................................... 58
4. Avaliação de Estoque.......................................................................................................... 68

Exercícios de Fixação Resolvidos ........................................................................................ 71
Questões de Concursos Anteriores. ...................................................................................... 73
























4

1. Contabilidade de Custos
1 – Concei






1 – Natureza, Importância e Finalidade:

A Contabilidade de Custos faz parte da
Contabilidade Gerencial.
Ao Contador cabe registrar os fatos
ocorridos, controlar as operações e os custos
e solucionar problemas típicos ou específicos
da empresa.
A tarefa dos registros dos fatos está ligada
a Contabilidade Geral ou Financeira. O
controle das operações e dos Custos, bem
como a solução de problemas específicos
está ligado à Contabilidade gerencial, que é
um ponto de apoio fundamental para o
administrador da empresa.
A Contabilidade de Custos, por fazer parte
da Contabilidade Gerencial não está presa
aos requisitos legais ou fiscais, nem a
convenções padronizadas.


A Contabilidade de Custos

Surgiu da Contabilidade Geral, justamente
pela necessidade de se ter um controle maior
sobre os valores a serem atribuídos aos
estoques de produtos na indústria e, também
pela necessidade de se tomar decisões
quanto ao que, como e quando produzir.
A Contabilidade de Custos faz parte da
Contabilidade Gerencial ou Administrativa e
dispõe de técnicas que são aplicadas não
somente as empresas industriais, mas a
outras atividades, inclusive empresas
públicas e entidades sem fins lucrativos, não
estando restrita às formalidades legais da
Contabilidade Geral.
A Contabilidade de Custos auxilia na
determinação dos custos dos fatores de
produção, na determinação dos custos de um
determinado setor da empresa; no controle e
observação dos desperdícios, horas ociosas
de trabalho, equipamentos mal utilizados; ma
quantificação exata da matéria-prima
utilizada, etc.



George S. G. Leone define a contabilidade
de custos como “ o ramo da função financeira
que acumula, organiza, analisa e interpreta
os custos dos produtos, dos inventários, dos
serviços, dos componentes da Organização,
dos planos operacionais e das atividades de
distribuição para determinar o lucro, para
controlar as operações e para auxiliar o
administrador no processo de tomada de
decisões”.
Concluímos, então, que o conjunto
ordenado de atividades de
acompanhamento, classificação,
apropriação, análise e registro contábil de
todos os gastos consumidos direta o
indiretamente no processo operacional,
denomina-se CUSTOS.

2 – Contabilidade Financeira e Contabilidade
Gerencial :

Para que tenhamos uma clara visão da
distinção entre os dois ramos Contábeis
citados acima, faremos uma análise
comparativa entre ambos, estabelecendo as
principais características de cada um:

Contabilidade Financeira :

1 – Está ligada a preceitos legais e
convenções;

2 – Tem suas demonstrações padronizadas
por lei ( Balanço Patrimonial, Demonstração
de Resultados, Mutações do Patrimônio
Líquido, Demonstrativo de Origens e
Aplicações de Recursos – DOAR , etc.)

3 – Utiliza custos históricos;

4 – Está ligada a fatos do passado.
Contabilidade Gerencial :

1- Natureza, Importância e Finalidade
2- Contabilidade Financeira e Contabilidade Gerencial
3- Constituição de Ativos, classificação de Bens




5
1 – Não está ligada a preceitos legais ou
convenções;

2 – Emitirá os relatórios necessários ao
controle e planejamento interno da empresa
de acordo com as necessidades específicas
de cada um;

3 – Usará o custo mais conveniente para a
tomada de decisão do administrador;

4 – Está constantemente preocupada com
o futuro.

3 – Constituição do Ativo – Classificação de
Bens:

Os recursos disponíveis em uma empresa
são investidos na constituição do seu Ativo.
Estes investimentos podem ser feitos em
bens do imobilizado ( ou fixos ), em bens de
transformação ( o bens de venda ).
Dessas aplicações, posteriormente, sugem
os créditos de funcionamento ( duplicatas a
receber, por exemplo ) e os bens numerários
( retorno do capital empregado com lucro).
Vejamos um pouco mais de cada uma
dessas sub-classificações:

Bens Fixos :

Os bens fixos ou imobilizados representam
o Ativo Permanente da empresa industrial (
tangível ou intangível ) e são essenciais para
que a empresa consiga chegar aos seus
objetivos.
Como imobilizações técnicas tangíveis
podemos destacar as máquinas, os
equipamentos industriais, etc.


Como imobilizações intangíveis
destacamos, por exemplo, as marcas de
indústria e comércio, as patentes, as
despesas de instalação, etc.

Bens de Venda :

Na Empresa industrial o bem de venda
surge a partir do bem de transformação ou
matéria-prima.
São bens móveis que representam o
resultado do esforço produtivo, ou seja, são
frutos do objeto principal da empresa.

Estão em contínuo giro através do fluxo :
Compra => Transformação => Venda
Além das matérias-primas propriamente
ditas, incorporam-se aos bens de venda as
embalagens, os combustíveis e lbrificantes e
os subprodutos ( se houver ), ou seja, todos
os custos incorridos.

Bens Numerários :

Figuram nesta classe de bens o disponível
da empresa, traduzido por dinheiro em caixa,
depósitos bancários, metais e pedras
preciosas e títulos do mercado aberto.

Bens de Renda :

Representam os investimentos efetuados
pela empresa e que, geralmente, não fazem
parte do objetivo social da mesma.
Neste grupo destacamos os imóveis para
aluguel, terrenos para futura expansão,
ações de outras empresas e outras
aplicações alheias aos objetivos da empresa.
















6
Quadros Sinóticos:



Contabilidade Financeira :

1 – Está ligada a preceitos legais e convenções;

2 – Tem suas demonstrações padronizadas por lei ( Balanço Patrimonial, Demonstração de
Resultados, Mutações do Patrimônio Líquido, Demonstrativo de Origens e Aplicações de Recursos
– DOAR , etc.)

3 – Utiliza custos históricos;

4 – Está ligada a fatos do passado Terminologia Contábil Custo

Contabilidade Gerencial :

1 – Não está ligada a preceitos legais ou convenções;

2 – Emitirá os relatórios necessários ao controle e planejamento interno da empresa de acordo
com as necessidades específicas de cada um;

3 – Usará o custo mais conveniente para a tomada de decisão do administrador;

4 – Está constantemente preocupada com o futuro.



Bens Fixos

Bens de Venda
Classificação de Bens
Bens Numerários

Bens de Renda











7
Exercício de Fixação – Questões de Concursos
Ministrados pela ESAF
01 – Um apartamento, adquirido e alugado
por empresa industrial, é bem:
a) do ativo diferido
b) de renda
c) fixo
d) de venda
e) numerário
02 – O estoque de produtos em elaboração é
composto de bens:
a) de venda, porque, após acabados,
serão vendidos
b) de renda, porque, após acabados, as
venda resultará em renda
c) semifixos, porque enquanto sua
estocagem é de menor giro, a de
produtos acabados gira menos
lentamente
d) de renda
e) de reposição automática porque não
podem ser vendidos, mas devem ser
renovados para se incorporarem aos
custos.
03 – Produtos acabados em estoque são:
a) Custo de mercadorias vendidas
b) Ativos
c) Gastos de fabricação
d) Bens numerários
e) Simplesmente bens
04 – Máquina destinada a produção de
calçados é, para a indústria calçadista, um
bem:
a) de renda, produzindo bens de venda
b) fixo, produzindo bens de renda
c) fixo, porque é utilizado mais tempo
que o bem de renda
d) fixo de renda
e) fixo, produzindo bens de venda
05 – Assinale a alternativa que contenha
contas representativas de bens fixos e bens
de vendas de uma empresa industrial
a) Adiantamento a Fornecedores
Credores por Financiamento de
Equipamentos
b) Contratos de Aluguel de Veículos
Manutenção e Reparos
c) Títulos de Capitalização
Mercadorias recebidas em
consignação
d) Máquinas e Equipamentos
Estoques de produtos para venda
e) Imóveis para venda
Investimentos em Coligadas






























Gabarito:
1) b
2) a
3) b
4) e
5) d







8
2. INTRODUÇÃO
1 – Concei






1 - Conceito:
De todas as definições já desenvolvidas
para esse ramo da contabilidade, acredito
que a mais feliz para representá-la
atualmente seja a de Hilário Franco, que
afirma:
“A contabilidade de custos engloba
técnicas de contabilidade geral e outras
técnicas extra contábeis para o registro,
organização, análise e interpretação dos
dados relacionados a produção ou a
prestação de serviços, podendo ser aplicada
igualmente como detalhe da contabilidade
industrial, da contabilidade bancária, da
contabilidade de transportes e de seguros.”
(1)
É a visão de um sistema que congrega
racionalmente todos os insumos de forma a
compor o produto da empresa.
A importância do estudo da contabilidade
de custos reside nas características do
mercado moderno, onde a competição limita
o volume de venda e determina os preços. A
prática do aumento de preços constante para
combater a alta dos insumos e a
incompetência representada pela gordura
das organizações não é mais um remédio
eficiente. Hoje se faz necessário estar atento
a cada componente de custos do processo
produtivo e cuidar para que cada um seja
utilizado no limite necessário, sem
desperdícios ou caprichos.
Observando e analisando a parte
operacional direta do Demonstrativo de
Resultado de Exercícios podemos concluir
pela transformação no enfoque de Receita e
Custos ocorrida nos últimos tempos, quando
passamos de um constante anseio de
aumento de Receita para uma busca do
aumento de margem.



------------------------------------------------------------
(1) Franco, Hilário. Contabilidade
Industrial. São Paulo. Atlas

Receita ¬ Preço x quantidade
(-) Custo
------------
(=) RBO
quantidade limitada pela competição
preço determinado pelo mercado
Preço = Custo + Margem

A adequada apuração do custo passa a ser
ponto fundamental para a apuração do
resultado, sendo que quanto maior o custo,
menor o resultado ( representado pela
margem ) e vice-verso.
Não se pode esperar que o aumento de
insumos ou o custo da incompetência das
empresas possa ser repassado para o preço,
ou mesmo que se aumente
significativamente o volume de vendas, a
competição do mercado impõe essa
limitação. Assim, para que a empresa ganhe
mais tem que diminuir custos.

2 - Terminologia contábil:
Toda ciência acaba por criar um
vocabulário próprio que dificulta a
compreensão de leigos e aproxima os afins.
Conhecer a terminologia é fundamental para
o perfeito aprendizado da matéria.
Descrevemos abaixo as definições básicas:
“Gasto : Sacrifício financeiro com que a
entidade arca para a obtenção de um produto
ou serviço qualquer, sacrifício esse
representado por entrega ou promessa de
entrega de ativos ( normalmente dinheiro ) – (
tudo que se paga e tudo que se reconhece
pelo recebimento de ativos, custos e
despesas ) ;
Investimento : Gasto ativado em função de
sua vida útil ou de benefícios atribuíveis a
futuro (s) pedido (s) - ( gastos efetuados no
ativo ou despesas que serão imobilizados ou
diferidos ) ;
Custo : Gasto relativo a bem ou serviço
utilizado na produção de outros bens ou
serviços – ( gasto com todos os insumos que
constituirão o produto fim da empresa) ;


1- Conceito
2- Terminologia Contábil
3- Princípios e Convenções Contábeis aplicados à
Contabilidade de Custos
4- Classificação de Custos
5- Matéria Prima, Mão de Obra Direta e CIF



9

Despesa : Bem ou serviço consumidos direta
ou indiretamente para a obtenção de receitas
– ( de modo geral são gastos ligados a
administração e comércio ) ;
Desembolso : Pagamento resultante da
aquisição de bem ou serviço – ( o aspecto
financeiro, saída de caixa ) ;
Perda : Bem ou serviço consumidos de
forma anormal e involuntária. – (
consideradas não operacionais e não fazem
parte da elaboração dos produtos da
empresa ) ” (2)
Ainda cabe a definição de Prejuízo de
Clovis Luis Padoveze que afirma:
“Prejuízo é a resultante negativa das
somas das receitas menos as despesas em
um período. Decorre da apuração do
resultado do período, onde as despesas
suplantam as receitas desse período” (3)

Prática da terminologia:

São exemplos de GASTOS:

Matérias-Primas para o processo produtivo;
Mercadorias para revenda;
Mão de obra e encargos;
Gastos com Água, Energia Elétrica,
Aluguel;
Aquisição de Máquinas, Equipamentos,
Edifícios;
Contratação de Serviços de Terceiros;
Gastos com Projetos.

São exemplos de INVESTIMENTOS

Aquisição de Veículos;
Aquisição de Imóveis;
Aquisição de Máquinas;
Aquisição de Móveis;
Aquisição de Marcas e Patentes;
Despesas Pré-operacionais;
Aquisição de Matéria-Prima ( a ser utilizada
no futuro – ainda como estoque de matéria-
prima ).





____________________________________
(2) Martins, Eliseu – Contabilidade de
Custos. Atlas
(3) Padoveze, Clovis Luis – Contabilidade
Gerencial um enfoque em sistema de
informação contábil. Atlas

São exemplos de CUSTO

Matéria-Prima – utilizada no processo
produtivo;
Salário do Pessoal atribuído na Produção;
Aluguel da parcela do prédio utilizado na
produção;
Depreciação das máquinas e
equipamentos da procução;
Manutenção da fábrica.

São exemplos de DESPESA

Aluguel, água, luz, telefone da
Administração e Vendas;
Salários e encargos do pessoal da
Administração e Vendas;
Encargos Financeiros em geral.

São exemplos de DESEMBOLSO

Pagamentos de forma geral. É o
reconhecimento do desencaixe, ou seja,
saída do dinheiro do caixa.

São exemplos de PERDAS

Baixa de imobilizado;
Baixa de estoque por obsolescência.



3 - Princípios Contábeis aplicados à
Contabilidade de Custos

Todos os princípios que se seguem nos
orientam quando do trato e registros das
ocorrências de custos. Lembraremos deles
quando estivermos desenvolvendo nossos
estudos.

Princípio da Realização da Receita
“A Receita é reconhecida no período
contábil em que é realizada. A realização
usualmente ocorre quando bens ou serviços
são fornecidos a terceiros em troca de
dinheiro ou de outro elemento do ativo” – (
todos os valores referentes aos gastos que
compõem o produto em processo serão
acumulados em estoque, sendo levados a
custo somente quando da realização da
receita).







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Princípio da Competência ou da
confrontação entre despesas e receitas
“ As receitas e as despesas são atribuídas
aos períodos de acordo com a real
ocorrência dos mesmos, isto é, de acordo
com a data do fato gerador e não quando são
recebidos ou pagos em dinheiro”.
Pelo princípio da realização fica definido o
momento do reconhecimento da receita,
enquanto que pelo princípio da competência
temos o reconhecimento da despesa,
proporcional a receita.
Princípio do Custo Histórico como Base de
Valor
“ Os elementos do ativo entram nos
registros contábeis pelo preço pago para
adquiri-los ou fabricá-los”.
Consistência ou Uniformidade
“ Uma vez adotado determinado processo,
entre vários possíveis que podem atender a
um mesmo princípio geral, ele não deverá
ser mudado com demasiada freqüencia, pois
assim estaria sendo prejudicada a
comparabilidade dos relatórios contábeis”.
Conservadorismo ou Prudência
“ Sempre que se defrontar com alternativas
igualmente válidas de atribuir valores
diferentes a um elemento do ativo ( ou do
passivo ), optar pelo mais baixo para o ativo
e pelo mais alto para o passivo”.
Materialidade ou Relevância
“ Somente devemos registrar na
contabilidade os eventos dignos de atenção e
na ocasião oportuna”.

Método do Custeio por Absorção
“ Método derivado da aplicação dos
princípios contábeis geralmente aceitos.
Consiste na apropriação de todos os custos
de produção aos bens elaborados, e só os de
produção; todos os gastos relativos ao
esforço de fabricação são distribuídos para
todos os produtos feitos”.




Separando Custo, Despesa
Conforme verificamos na terminologia de
custos, gastos são todos os esforços
realizados pela empresa no desenvolvimento
de sua atividade, sendo que Custos serão
aqueles diretamente utilizados no processo
de produção enquanto que Despesas serão
aqueles ligados a operações de apoio como
administração, vendas e financiamentos.
Parece simples, entretanto teremos gastos
incorridos em uma só operação e que se
aplicam aos dois destinos, ou seja, podemos
imaginar uma administração que trabalha
tanto no processo fabril como no seu apoio.
Nesse caso teremos que utilizar técnicas de
“rateio” para apropriar as parcelas de Custo e
Despesa.
Suponhamos o aluguel de um galpão,
utilizado parte pelo processo produtivo, parte
pela administração. Uma forma de rateio
seria dividir este galpão em metros
quadrados utilizados pela fábrica e áreas de
apoio. A parcela referente a fabrica leva para
Custo o proporcional de aluguel referente aos
metros quadrados que utiliza enquanto que o
restante se apropria em Despesa.

Separando Investimento e Custo
O investimento costuma fazer certa
confusão com custo quando o assunto é
matéria-prima. Mas a regra é simples, tanto
para matéria-prima como para todos os
outros bens ou serviços ativados e que, pela
utilização no processo produtivo, serão
transferidos para custo. Uma vez
incorporados no processo produtivo passam
a ser custo.
Mais fácil entender essa regra pela visão
do estoque:

Estoque de matéria-prima – EMP –
Investimento
Estoque de produtos em elaboração - EPE
- Custo
Estoque de produtos acabados - EPA -
Custo

Desta mesma maneira se pode entender
outros investimentos:
A máquina adquirida e que vai gerar
benefícios em períodos futuros se apresenta
em custos mediante o reconhecimento da
depreciação que é apropriada na produção
em seu momento de competência.

4 - Classificação de Custos
Custos Diretos
Custos Indiretos
Custos Fixos
Custos Variáveis
Custo Total
Custos Primários
Custos de Transformação






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Custos Diretos –
“ São aqueles que podem ser diretamente
apropriados aos produtos, bastanto haver
uma medida de consumo “.
Ex: quilogramas de materiais consumidos;
embalagens utilizadas;
hora de mão-de-obra utilizadas;
quantidade de energia elétrica
consumida;
depreciação – quando somente se
elabora um produto.

Custos Indiretos –
“ Não oferecem condição de uma medida
objetiva e qualquer tentativa de alocação tem
que ser feita de maneira estimada e muitas
vezes arbitrária”.
Ex: Aluguel;
Supervisão;
Depreciação de equipamentos que são
utilizados na fabricação de mais de um
produto;
Energia elétrica que não pode ser
associada ao produto.
E quando a empresa produz apenas um
produto?
Todos os seus custos são diretos. É um
relacionamento direto com a unidade
produzida.
Custos Indiretos propriamente ditos e
Custos Diretos ( por natureza ) irrelevantes
“ O rol dos Custos Indiretos inclui Custos
Indiretos propriamente ditos e Custos Diretos
( por natureza ), mas que são tratados como
Indiretos em função de sua irrelevância ou da
dificuldade de sua medição, ou até do
interesse da empresa em ser mais ou menos
rigorosa em suas informações “ (4)

Custos Fixos –
“ Não existe alteração de valor,
independente de aumentos ou diminuições
naquele período do volume elaborado de
produtos”.
Ex: Aluguel da fábrica;
Salários de limpeza e segurança;
Depreciação de equipamentos pelo
método linear.






____________________________________
(4) Martins, Eliseu – Contabilidade de
Custos. Atlas
Custos Variáveis-
“ Dentro de uma unidade de tempo, o valor
do custo com o item aplicado varia de acordo
com o volume de produção”.
Ex: Matéria-prima consumida;
Gastos com horas-extras na produção.
Paralelo entre Diretos/Indiretos e
Fixos/Variáveis
Quando da classificação de Diretos ou
Indiretos levamos em conta um
relacionamento direto com a unidade
produzida. Classificando Fixos e Variáveis
devemos considerar a unidade de tempo, o
valor total de custos com um item nessa
unidade de tempo e o volume de atividade.
Custos Mistos:
Custos semi-variáveis – variam com o nível
de produção mas tem uma parcela fixa. Ex:
Uma Contrato com concessionária de
energia onde se acorda por um consumo
mínimo de energia.
Custos semi-fixos – também chamados de
custo por degraus, são fixos por determinada
faixa de produção. Ex: A depreciação linear é
fixa por turno. Dois turnos atribuirá 1,5 e três
2,0 do período legal.
Custos Fixos repetitivos e não repetitivos
“ Custos que se repetem em vários
períodos seguintes na mesma importância (
pessoal da chefia da fábrica, depreciação
linear ) e custos que são diferentes em cada
período ( manutenção, energia )”. Mesmo
que estes últimos variem, “não é um custo
variável, pois seu montante não está
variando em função do volume de produtos
feitos”.

Custo Total-
Avalie as afirmações abaixo antes de
prosseguirmos nos estudos:
O Custo Fixo Total não se altera,
independente da quantidade produzida;
O Custo Variável Total varia em proporção
direta com a quantidade produzida;
O Custo Fixo Unitário é Variável,
inversamente proporcional a quantidade
produzida;
O Custo Variável Unitário é Fixo,
independente da quantidade produzida.

Vamos criar uma tabela para Custo Fixo e
Custo Variável para melhor entender essas
definições:







12
























Verifique que o Custo Fixo não se alterou
para as quantidades produzidas ( 1, 2 ou 3
peças ) enquanto que o Custo Variável
cresceu proporcionalmente a quantidade
produzida ( 1, 2 e 3 ). O Custo Total é
representado iniciando o CV a partir do CF.






















O CFu mostrou-se decrescente em relação
ao aumento de produção. Se a produção
diminuísse ele aumentaria. Assim, o CFu tem
variação inversa a quantidade produzida. Já,
o CVu não variou, ele é fixo, independente da























Assim, corroborando com as afirmações
acima, o CF não variou, independente da
quantidade produzida e o CV variou
proporcionalmente a esta.
A partir da mesma tabela vamos apurar o
Custo Fixo Unitário e o Custo Variável
Unitário e entender as respectivas variações
em relação a quantidade produzida:






















quantidade produzida. Apuramos também o
custo médio, que agora, tomou o mesmo
sentido do CFu.

CF,CV e
CT
CT

5 CV
4
3 CF
2
1
1 2 3 Q


CF CV CT
Qtde custo fixo c.variável custo total
1 2 1 3
2 2 2 4
3 2 3 5

CF CV CT CF CV Custo
Qtde custo fixo c.variável custo total unitário unitário Médio
1 2 1 3 2 1 3
2 2 2 4 1 1 2
3 2 3 5 0,67 1 1,67

CFu,CVu


5
4
3
2 CVu
1
1 2 3 Q





13


Custo Primário
“ Soma de matéria-prima com mão-de-obra
direta”. Não se confunda com custo direto
pois este tem muitos outros componentes (
embalagem, depreciação, etc ) e não
somente matéria-prima e mão-de-obra direta.

Custo de Transformação
“Soma de todos os Custos de Produção,
exceto os relativos a matérias-primas”.
Assim, será composto de MOD mais Gastos
Gerais de Fabricação.
Veja que introduzimos uma fórmula de
custos que oportunamente discutiremos (
Custo = MOD + MP + GGF ) MOD – mão de
obra direta MP –matéria prima GGF gastos
gerais de fabricação

5 – Matéria Prima, Mão de Obra Direta e CIF:

Matéria Prima :
Como parcela integrante dos custos
diretos, podemos conceituar matéria-prima
como sendo todo o material direto
perfeitamente identificável com o produto,
como por exemplo: o coro em relação à
roupa, etc.
A matéria-prima, assim como todos os
outros materiais diretos utilizados no
processo de fabricação, deve ser apropriada
aos produtos pelo seu valor de compra. O
controle específico desses materiais deve
ficar a cargo de um setor específico da
empresa.

Mão-de-Obra Direta (MOD):
A Mão-de-Obra pode ser Direta ou Indireta.
Mão-de-Obra Direta é aquela referente ao
pessoal que trabalha diretamente no
processo produtivo. Caso contrário, será
Indireta. Ou seja, o tempo realmente utilizado
na elaboração do produto é MOD. Se não for
possível identificar a Mão-de-Obra aplicada
sobre o produto de maneira direta (caso haja
a necessidade de se recorrer a qualquer
critério de rateio ), a mão-de-obra será
indireta.
Integram a Mão-de-Obra os salários pagos
( ou incorridos ) aos operários que trabalham
no processo produtivo, inclusive os encargos
sociais decorrentes.

Custos Indiretos de Fabricação ( CIF ) :
Todas as despesas que a empresa incorre
no processo de produtivo são despesas de
produção.
Algumas destas despesas são diretas,
transformando-se assim em custos diretos de
produção.
Outras são indiretas. São as chamadas
despesas ( ou gastos ) gerais de produção
que se transformam nos custos indiretos de
produção.
Estes gastos contribuem de maneira
indireta na fabricação do produto, por isso
são apropriados a custos com base em
critérios de rateio. .


















14

Quadros Sinóticos:



Gasto
Investimento
Terminologia Contábil Custo
Despesa
Desembolso
Perda



Princípio da Realização da Receita
Princípio da Competência ou da Confrontação entre
Princípios e Convenções Contábeis despesas e receitas
aplicados à Contabilidade de Custos Princípio do Custo Histórico como Base de Valor
Consistência ou Uniformidade
Conservadorismo e Prudência
Materialidade e Relevância




Custos Diretos
Custos Indiretos
Custos Fixos
Classificação de Custos Custos Variáveis
Custos Totais
Custos Primários
Custos de Transformação








15
Exercícios de Fixação: Questões de Concursos
Ministrados pela ESAF

1 – Constitui um gasto ativado em função de
sua vida útil ou de benefícios atribuíveis a
futuro (s) pedido (s) - ( gastos efetuados no
ativo ou despesas que serão imobilizados ou
diferidos ) ;
a) Investimento
b) Custo
c) Despesa
d) Desembolso
e) Perda

2 - “ Não existe alteração de valor,
independente de aumentos ou diminuições
naquele período do volume elaborado de
produtos”.
a) Custo direto
b) Custo indireto
c) Custo Fixo
d) Custo variável
e) Custo por absorção

3 - “ Soma de matéria-prima com mão-de-
obra direta”.
a) Custo de transformação
b) Custo primário
c) Custo secundário
d) Custo direto
e) Custo variável

4 – Assinale a afirmação errada
a ) O Custo Fixo Total não se altera,
independente da quantidade produzida;
b ) O Custo Variável Total varia em
proporção direta com a quantidade
produzida;
c ) O Custo Fixo Unitário é Variável,
inversamente proporcional a quantidade
produzida;
d ) O Custo Variável Unitário é Fixo,
independente da quantidade produzida;
e ) O Custo Fixo Unitário é Variável,
diretamente proporcional a quantidade
produzida.

5 – É exemplo de Custo:
a ) Aluguel, água, luz, telefone da
Administração e Vendas;
b ) Salários e encargos do pessoal da
Administração e Vendas;
c ) Salário do Pessoal atribuído na
Produção;
d ) Encargos Financeiros em geral;
e ) Gastos com Projetos.

6 - Conforme verificamos na terminologia de
custos:
a) Gastos são todos os esforços realizados
pela empresa no desenvolvimento de
projetos;
b) Custos serão aqueles diretamente
utilizados no processo administrativo e
de vendas;
c) Despesas serão aqueles gastos ligados
a operações de apoio como
administração, vendas e financiamentos;
d) Despesas serão aqueles gastos ligados
a operações de atividade fim, vendas e
financiamentos;
e) Custos serão aqueles diretamente
utilizados no processo administrativo.

7 - Quando a empresa produz apenas um
produto:
a) Todos seus custos são Fixos;
b) Todos seus custos são diretos;
c) Todos seus custos são indiretos;
d) Todos seus custos são variáveis;
e) Haverá custo direto e indireto.

8 - “ Método derivado da aplicação dos
princípios contábeis geralmente aceitos.
Consiste na apropriação de todos os custos
de produção aos bens elaborados, e só os de
produção; todos os gastos relativos ao
esforço de fabricação são distribuídos para
todos os produtos feitos”.
a) Custeio ABC;
b) Custeio Variável;
c) Custeio por Absorção;
d) Custeio por processo;
e) Custeio padrão.

9 - “ Somente devemos registrar na
contabilidade os eventos dignos de atenção e
na ocasião oportuna”.
a) Consistência;
b) Prudência;
c) Entidade;
d) Materialidade e Relevância;
e) Realização da Receita.

10 - Também chamados de custo por
degraus, são fixos por determinada faixa de
produção.
a) Custo semi-fixo;
b) Custo variável;
c) Custo direto;
d) Custo indireto;
e) Custo fixo.



16
11 – Assinale a alternativa correta:
a) Material Direto + Mão-de-Obra Direta =
Custo de Fabricação
b) Mão-de-Obra Direta + Gastos Gerais de
Fabricação = Custo Primário
c) Material Direto + Gastos Gerais de
Fabricação = Custo Total
d) Mão-de-obra direta + Custo Primário =
Custo Total
e) Custo Primário + Gastos Gerais de
Fabricação = Custo de Fabricação

12 – Compõem o chamado Custo Primário:
a) Custo do Material Direto + Custo de
Mão-de-Obra Direta
b) Custo do Material Direto + Custo de
Mão-de-Obra Direta + Gastos Gerais
de Fabricação.
c) Custo do Material Direto + Gastos
Gerais de Fabricação
d) Custo de Mão-de-Obra Direta +
Gastos Gerais de Fabricação
e) Custo do Material Direto e Indireto +
Gastos Gerais de Fabricação

13 – Os custos que dependem de cálculos,
rateios ou estimativas para serem divididos e
apropriados em diferentes produtos ou
diferentes serviços denominam-se:
a) variáveis
b) diretos
c) proporcionais
d) fixos
e) indiretos
























































GABARITO

1 – a
2 – c
3 – b
4 – e
5 – c
6 – c
7 – b
8 – c
9 – d
10 – a
11 – e
12 – a
13 – e









17
3. FASES E MÉTODOS NA ELABORAÇÃO DO ESTOQUE
1 – Concei







1 – Fases na Elaboração do Estoque:

O Estoque apresenta três fases distintas,
dependendo do seu estágio de elaboração.
São:
EMP – Estoque de matéria prima,
reconhecido pela entrada da matéria prima
na empresa;
EPE – Estoque de produtos em
elaboração, composto de todos os insumos
aplicados a produção;
EPA – Estoque de produtos acabados,
transferido do EPE quando integrado de
todos os insumos na medida completa de
elaboração.
São ligados e se sucedem no processo de
produção.
O EMP recebe os valores referentes às
matérias primas adquiridas, composto de
todos os gastos realizados para disponibiliza-
la na empresa ( excluídos dos impostos IPI e
ICMS, quando recuperáveis ).
Ë necessária esta consciência pois não se
trata somente do preço da matéria prima
adquirida mas todos os gastos até que esteja
disponível no estoque e também de
estabelecer a entidade de cada empresa
envolvida na transação para identificar onde
começa e termina cada responsabilidade.
Questões polêmicas já circularam nos
concursos públicos no que tange a essa
definição na prática. Um dos exemplos é o
que segue:
“Uma fábrica de cimento contrata empresas
de transporte coletivo para transportar seu
pessoal para trabalhar em sua jazida, de
onde extrai calcário para a produção de
cimento. Os gastos com serviços contratados
serão apropriados, em relação a produção de
cimento, como:
a) custo de Mão-de-obra;
b) custo de Matéria-Prima;
c) custo de Serviços de Terceiros;
d) Despesas Gerais de Produção;
e) Custo de Veículos.”

Primeiramente a ESAF considera como
empresas diferentes a jazida e a fábrica de
cimento, mesmo que tendo mesmos
proprietários.
Sendo entidades diferentes a fábrica de
cimento recebe o calcário como EMP. Todos
os gastos envolvidos na aquisição da
matéria-prima incorporam seu custo.
Assim, considerando entidades diferentes e
todos os esforços envolvidos no processo de
aquisição da matéria prima, teremos a
alternativa “b” como correta, ou seja, custo
de matéria-prima.
O EPE requisita os insumos necessários ao
processo produtivo. Estes insumos são
apresentados como CUSTO DE PRODUÇÃO
OU DE FABRICAÇÃO e é composto por:
MP – Matéria-Prima, requisitada do EMP;
MOD – Mão de Obra Direta, pela
apropriação das horas alocadas referentes
aos funcionários diretamente ligados à
produção, sem a necessidade de qualquer
critério de rateio;
GGF – Gastos Gerais de Fabricação, ou
CIF – Custos Indiretos de Fabricação – São
os gastos do processo produtivo que
necessitam de algum método de estimativa
ou rateio para serem alocados ao produto
fim.
O EPA recebe os produtos acabados do
EPE, prontos para serem comercializados.
Em uma visão simples cada fase adquire,
estoca e repassa produtos. Essa é uma
forma estruturada para servir as empresas
comerciais, adaptada às indústrias. A fórmula
que representa essa estrutura é a que segue:
Custo = Estoque Inicial + Compras -
Estoque Final.
Adaptando a fórmula às fases descritas
acima temos que EMP adquiri e controla seu
estoque e transfere matéria-prima para o
EPE que é um dos insumos utilizados no
processo de produção, assim, EPE requisita
MOD e CIF montando o produto que,
acabado, é transferido para EPA.


1- Fases na elaboração do Estoque
2- Perdas ocorridas no Estoque
3- Métodos de Custeio
Custeio por Absorção, Custeio Variável,, Custeio Padrão
Custeio ABC, Custeio RKW
4 - Co-produtos, Subprodutos e Sucatas



18
O seguinte esquema facilita a
compreensão:










TRANSFERÊNCIA
EPE









TRANSFERÊNCIA
EPA










Considerando cada uma das fases
autônomas :
EMP – Tem seu estoque inicial, compra
novos lotes de Matéria-Prima, transfere
parcela para EPE e resta o estoque final. A
transferência para EPE, dentro do padrão
comercial acima citado representa CUSTO
para EMP.
EPE - O estoque inicial representa nesse
grupo todos os insumos recebidos por EMP
mais MOD mais DGF que, processados, gera
o produto acabado e em elaboração. O
produto acabado é transferido para EPA e o
em elaboração compõe o estoque final. O
valor transferido para EPA representa, dentro
do padrão comercial citado, representa
CUSTO para EPE.
EPA – Modelo próximo ao que se aplica ao
EMP recebe produtos acabados de EPE e os
considera como COMPRAS. A baixa pela
venda é o tradicional CUSTO.

Veja o seguinte exercício aplicado em
concurso público ministrado pela ESAF:
“Considere os seguintes dados, para
responder às questões seguintes:
I – Estoques:
Inicial Final
Materiais 188,00 327,00
Prod. em Fabricação 520,00 327,00
Produtos Acabados 237,00 5,00

II – Outras Informações
Requis. Mat. p/ Fabricação 330,00
Produção do Período 800,00
Lucro Bruto das Vendas 1.468,00

O valor líquido das compras de material foi
de:
a) 3,00
b) 799,00
c) 796,00
d) 657,00
e) 469,00

O valor total debitado no período à conta
Produtos em Fabricação foi de:
a) 277,00
b) 607,00
c) 1.127,00
d) 657,00
e) 330,00

Considerando que os gastos com Mão-de-
Obra direta totalizam 69,00, o total dos
gastos gerais de fabricação debitado ao
período foi de:
a) 261,00
b) 258,00
c) 208,00
d) 327,00
e) 277,00

O valor das vendas líquidas realizadas no
período foi de:
a) 2.268,00
b) 1.505,00
c) 1.832,00
d) 2.505,00
e) 2.500,00

Para a solução desse exercício
praticaremos tanto a distribuição do estoque
em EMP, EPE e EPA como também a
fórmula de custos comercial aplicada a
indústria, qual seja:
Custos = EI + Compras – EF
Para facilitar, vamos preencher o esquema
sugerido ao lado com os dados do problema:
EI EF

COMPRAS

EMP
EI EF

PRODUÇÃO

EPE
EI EF

ESTOQUE

EPA



19









TRANSFERÊNCIA
EPE 330









TRANSFERÊNCIA
EPA 800









A primeira questão é sobre o valor líquido
das compras de material. Aplicando a
fórmula em EMP temos:
Custo = EI + Compras - EF
330 = 188 + Compras - 327
330 – 188 + 327 = Compras
469 = Compras
Alternativa correta = “e”

A segunda questão pergunta sobre o valor
debitado à conta Produtos em Fabricação.
Este valor considerará todos os insumos
agregados no processo de produção, ou
seja: MP, MOD, CIF. Para apurarmos
utilizamos o mesmo método acima:
Custo = EI + Compras – EF
800 = 520 + Compras – 327
800 – 520 + 327 = Compras
607 = Compras
Alternativa correta = “b”

A terceira questão define a MOD como
sendo 69 e solicita o GGF ( ou CIF ). A
resposta se encontra no quadro do EPE. Na
questão acima verificamos que o total de
insumos alocados em elaboração foi 607.
Desenvolvendo a fórmula temos:
Total de insumos alocados em EPE = 607
Valor recebido de Matéria Prima = 330
Valor apropriado de MOD = 69
Assim:
Custo = MP + MOD + GGF
607 = 330 + 69 + GGF
607 - 330 - 69 = GGF
208 = GGF
Alternativa correta = “c”

A quarta questão questiona o valor das
vendas líquidas realizadas no período.
Temos o Lucro Bruto das vendas ( 1.468 ) e,
apurando o Custo dos produtos vendidos,
podemos deduzir o valor das vendas
líquidas. Utilizamos o quadro do EPA:
Custo = EI + Compras - EF
Custo = 237 + 800 - 5
Custo = 1032
RLV – Custo = RBO
RLV - 1032 = 1468
RLV = 1468 + 1032
RLV = 2500
Alternativa correta = “e”

2 – Perdas Ocorridas no Estoque:

Durante o processo de produção podem
ocorrer perdas de duas naturezas : as perdas
normais do processo de produção e as
perdas anormais.
Tendo em vista que toda operação
apresenta algum tipo de risco os controles e
procedimentos são elaborados para
minimizar sua manifestação na forma de erro
que pode ocasionar uma perda, Entretanto,
mesmo que sejam muito bons e eficientes é
natural que algum tipo de erro ocorra e que
um nível de perda aceitável se manifeste.
Dentro dessa permissibilidade e
previsibilidade temos os PERDAS NORMAIS.
Estes fazem parte do processo produtivo e
devem a ele ser apropriado.
Por outro lado podemos nos deparar com
perdas acima do previsível e da medida de
permissibilidade, fruto de ocorrências
involuntárias e esporádicas. Estes são
PERDAS ANORMAIS que devem ser
diretamente levadas ao resultado do
exercício, como perda do período em que
ocorreu.
Assim, sendo perdas normais estas farão
parte do estoque e sendo perdas anormais
serão levadas diretamente ao resultado do
exercício, gerando efeito na própria
competência em que a perda foi gerada.
EI EF
188 327
COMPRAS

EMP
EI EF

PRODUÇÃO

EPE
EI EF
237 5
ESTOQUE

EPA
EI EF
520 327
PRODUÇÃO

EPE



20
3 – Métodos de Custeio:

É a forma como reconheceremos os
diversos encargos de produção na formação
de estoque.
“Custeio significa Método de Apropriação
de Custos”.
Como possibilidades de apropriação temos:
- Custeio por absorção;
- Custeio direto ou variável;
- Custeio padrão;
- Custeio ABC e
- Custeio RKW.
“Custeio por absorção é o método derivado
da aplicação dos princípios contábeis
geralmente aceitos. Consiste na apropriação
de todos os custos de produção aos bens
elaborados, e só os de produção; todos os
gastos relativos ao esforço de fabricação são
distribuídos para todos os produtos feitos.”
“Custeio direto ou variável significa
apropriação de todos os custos variáveis,
quer diretos quer indiretos, e tão somente
dos variáveis. Só são alocados aos produtos
os custos variáveis, ficando os fixos
separados e considerados como despesas
do período, indo diretamente para o
Resultado; para os estoques só vão, como
conseqüência, custos variáveis.”
“Custeio padrão é a fixação de meta para o
próximo período para um determinado
produto ou serviço, com a possibilidade de
deficiências sabidamente existentes em
termos de qualidade de materiais, mão-de-
obra, equipamentos, fornecimento de
energia, etc.” Essas diferenças são ajustadas
quando da consciência do valor real, mas
trabalhar com um custo padrão possibilita a
medição dos resultados a cada fase do
processo de produção.
“Custeio ABC (Activity-Based Costing) é
um método de custeio baseado em
atividades, muito mais uma ferramenta de
gestão de custos. Permite melhor
visualização dos custos através da análise
das atividades executadas dentro da
empresa e suas respectivas relações com os
produtos”
“Custeio RKW ( Reichskutatorium für
Wirtschaftlichtkeit ) consiste no rateio não só
dos custos de produção como também de
todas as despesas da empresa, inclusive
financeiras, a todos os produtos.”(5)

------------------------------------------------------------
(5) Martins, Eliseu – Contabilidade de
Custos. Atlas
Os métodos de custeio mais aplicados são
o Custeio por Absorção, o Custeio Variável
(ou direto) e o Custeio Padrão, estes que
veremos mais detalhadamente adiante.
Uma visão pratica para diferenciarmos o
Custeio por Absorção e o Custeio Variável e
suas características:
Suponhamos os seguintes lançamentos:
1- Integralização de capital por 2000;
2- Aquisição de Estoque por 1500 a
pagar no próximo mês;
3- Reconhecimento do aluguel a pagar
no próximo mês, no valor de 3000, sendo
que 1500 refere-se ao barracão da
Produção, 1000 ao prédio da
Administração e 500 ao de vendas;
4- Compra de uma máquina da
produção, para utilização imediata, por
12000 a pagar nos próximos 12 (doze)
meses;
5- Reconhecimento do primeiro mês de
depreciação da máquina.
Cada método ( absorção e variável )
apresentará um resultado diferente e para
que possamos visualiza-lo adequadamente
desenvolveremos a solução separadamente,
iniciando pelo método por absorção, sempre
em balanços sucessivos, compreendendo
cada evento. Solução p/ Custeio absorção:
1 - Integralização de capital por 2000;







2 - Aquisição de Estoque por 1500 a pagar
no próximo mês







3 - Reconhecimento do aluguel a pagar no
próximo mês, no valor de 3000, sendo que
1500 refere-se ao barracão da Produção,
1000 ao prédio da Administração e 500 ao de
vendas. Todo Estoque está sendo elaborado.






Bancos 2000!
!
!
!
!Capital 2000
!
!
Bancos 2000!Fornec 1500
Estoque 1500!
!
!-----------------
!Capital 2000
!
!
Bancos 2000!Fornec 1500
EPE 3000!Aluguel 3000
!
!-----------------
!Capital 2000
!
!

---------------------
DespAdm (1000)
DespCom (500)
---------------------



21
Verifique que ao reconhecermos a provisão
de Aluguel de 3000 segregamos a parcela
referente a produção e alocamos diretamente
no Estoque. Também denominamos o
Estoque de EPE pois não se trata mais de
EMP e sim de produto em elaboração. Os
outros alugueres ( ADM e COM ) foram
alocados diretamente ao resultado.
Note que o aluguel é um custo fixo e que
no custeio por absorção ele é levado ao
estoque pois importa nesse método que ele
incorpora ao processo produtivo.
4 - Compra de uma máquina da produção,
para utilização imediata, por 12000 a pagar
nos próximos 12 (doze) meses







5 - Reconhecimento do primeiro mês de
depreciação da máquina







O Estoque absorve como componente de
custo a depreciação, esta que será rateada
aos produtos elaborados, assim como o
aluguel. Depreciação também é custo fixo,
porém, por esse método, absorvido ao
processo produtivo.
Solução pelo Custeio Variável
1 - Integralização de capital por 2000;







2 - Aquisição de Estoque por 1500 a pagar
no próximo mês







3 - Reconhecimento do aluguel a pagar no
próximo mês, no valor de 3000, sendo que
1500 refere-se ao barracão da Produção,
1000 ao prédio da Administração e 500 ao de
vendas. Todo Estoque está sendo elaborado.







Pelo método do custeio variável não
reconhecemos qualquer custo fixo no
estoque. Assim, o estoque segue sua
elaboração acumulando somente custos
variáveis. Como demonstrado acima todo o
valor referente ao aluguel foi transferido para
resultado tendo em vista que este representa
um custo fixo.
Vale a pena ressaltar que este método fere
os Princípios Contábeis Geralmente Aceitos,
principalmente o da Competência.
4 - Compra de uma máquina da produção,
para utilização imediata, por 12000 a pagar
nos próximos 12 (doze) meses







5 - Reconhecimento do primeiro mês de
depreciação da máquina







Também a depreciação é um custo fixo. É
pelo custeio variável reconhecida
diretamente no resultado pois este não
permite reconhecimento de custo fixo no
Estoque.
Comparando os dois métodos e os
resultados apresentados verificamos:
a – O estoque pelo método por absorção
incorpora mais custos no processo,
absorvendo os custos fixos nos produtos
elaborados, que serão, por competência
transferidos para o resultado no momento e
proporção exata das vendas.
Isso não acontece pelo custeio variável que
transfere os custos fixos para o resultado no
exato período em que ocorrem.

Bancos 2000!Fornec 1500
EPE 3000!Aluguel 3000
!Financ 12000
!-----------------
---------------- !Capital 2000
Maqu 12000!
!

---------------------
DespAdm (1000)
DespCom (500)


RLE (1500)
Bancos 2000!Fornec 1500
EPE 3100!Aluguel 3000
!Financ 12000
!-----------------
---------------- !Capital 2000
Maqu 12000!
DeprAc (100)!P.EX. (1500)
Bancos 2000!
!
!
!
!Capital 2000
!
!
Bancos 2000!Fornec 1500
Estoque 1500!
!
!-----------------
!Capital 2000
!
!
Bancos 2000!Fornec 1500
EPE 1500!Aluguel 3000
!
!-----------------
!Capital 2000
!
!

---------------------
DespAdm (2500)
DespCom (500)
---------------------
Bancos 2000!Fornec 1500
EPE 1500!Aluguel 3000
!Financ 12000
!-----------------
---------------- !Capital 2000
Maqu 12000!
!

---------------------
DespAdm (2600)
DespCom (500)


RLE (3100)
Bancos 2000!Fornec 1500
EPE 1500!Aluguel 3000
!Financ 12000
!-----------------
---------------- !Capital 2000
Maqu 12000!
DeprAc (100)!P.EX. (3100)

---------------------
DespAdm (1000)
DespCom (500)
---------------------

---------------------
DespAdm (2500)
DespCom (500)
---------------------



22
b – O resultado do exercício, pelo método
por absorção é menor que o apresentado
pelo custeio variável. Isso explica o porque
da Legislação do Imposto de Renda permitir
somente o método por absorção ( sistema de
contabilidade de custo integrado e
coordenado com o restante da escrituração )
, onde a ¨incompetência¨ na gestão do
estoque é sofrida pela empresa que tem que
aguardar o momento da venda para o
reconhecimento dos custos.
Agora vamos propor mais um lançamento e
observar o que ocorre:
5 – Venda de metade do estoque por 1800
a receber no próximo mês. Considerar que
todo o estoque em elaboração foi acabado.
Pelo método de absorção:







Todo estoque acabado é transferido de
EPE para EPA. Por competência
transferimos o proporcional vendido com
todos os custos (fixos e variáveis) incluídos
durante o processo de produção.
Pelo método de custeio variável ou direto







Não temos em estoque os valores
referentes a custo fixo, que foram
diretamente transferidos para o resultado.
Baixamos o estoque proporcionalmente a
quantidade vendida e apuramos a Margem
de Contribuição.
“Margem de Contribuição é a diferença
entre a Receita e o Custo Variável de cada
produto; e o valor que cada unidade
efetivamente traz a empresa de sobra entre
sua Receita e o Custo que de fato provocou
e lhe pode ser imputado sem erro.”
Assim, a margem de contribuição é um
poderoso instrumento gerencial pois aponta o
quanto cada produto contribui para a
manutenção dos custos fixos incorridos pela
empresa.
Vejamos, o custo fixo existe e não pode ser
ignorado, sendo independente dos produtos
elaborados e seus volumes de produção,
além de necessitarem de um processo de
rateio, processos esses que, visto sua
variedade, podem alterar significativamente
as apropriações.
Sabemos que aumentos no volume de
produção auxiliam na diluição do custo fixo,
assim, decisões nesse sentido dependerão
muito mais da margem de contribuição que
do resultado líquido do exercício.
Explicando: Se um aumento no volume
produtivo dilui o custo fixo, todo aumento é
justificável se apresentar margem de
contribuição positiva.
Havendo margem de contribuição positiva
compensa o negócio pela diluição dos custos
fixos?
Não é tão simples. Não podemos conceber
uma empresa com margem de contribuição
positiva em todos os produtos se o total de
todas as margens for inferior ao valor dos
custos fixos.
A Receita de uma empresa tem que ser
suficiente para cobrir custos fixos e variáveis,
considerando este o ponto de equilíbrio. A
partir desse ponto de equilíbrio é que
decisões pela margem de contribuição
estarão agregando valor.

(Auditor Fiscal do INSS) - No segundo
trimestre de 2002, a indústris Esse de
Produtos Fabris concluiu a produção de
600 unidades do item X2, tendo logrado
vender 400 dessas unidades, a preço
unitário de $ 120,00. No mesmo período
foram coletadas as informações abaixo:
- Custo Variável unitário $
20,00
- Total de Custos Fixos
$18.000,00
- Despesas variáveis de
vendas de $ 2,00 a
unidade
- Inexistência de estoque
inicial de produtos no
período

Bancos 2000!Fornec 1500
C/R 1800!Aluguel 3000
EPA 1550!Financ 12000
!-----------------
---------------- !Capital 2000
Maqu 12000!
DeprAc (100)!P.EX. (1250)
Receita 1800
Custo (1550)
---------------------
LBO 250
DespAdm (1000)
DespCom (500)
RLE (1250)
Bancos 2000!Fornec 1500
C/R 1800!Aluguel 3000
EPA 750!Financ 12000
!-----------------
---------------- !Capital 2000
Maqu 12000!
DeprAc (100)!P.EX. (2050)
Receita 1800
Custo (750)
---------------------
Mg Contr 1050
DespAdm (2600)
DespCom (500)
RLE (2050)



23
Com base nas informações acima,
feitas as devidas apurações, pode-se
dizer que:
O custo dos produtos vendidos;
O estoque final dos produtos e o lucro
líquido do período, calculados,
respectivamente, por meio do Custeio
por Absorção e do Custeio Variável,
alcançaram os seguintes valores:
a) 18.000,00; 6.000,00; 8.000,00;
6.000,00; 27.000,00; 21.000,00.
b) 16.000,00; 4.000,00; 12.000,00;
3.000,00; 26.500,00; 20.500,00.
c) 20.000,00; 8.000,00; 10.000,00;
4.000,00; 27.200,00; 21.200,00.
d) 15.000,00; 5.000,00; 14.000,00;
8.000,00; 25.400,00; 23.220,00.
e) 12.000,00; 10.000,00; 16.000,00;
6.000,00; 22.200,00; 20.200,00.


Resposta: Alternativa C


Por custeio por absorção:
CV = 20 (custo variável unitário) x
600 = 12.000
CF = 18.000
CT = 12.000 + 18.000 = 30.000
Custo unitário = 30.000/600 = 50
Estoque Final = 50 x 200 =
10.000
Custo do Produto Vendido (CPV)
= 50 x 400 = 20.000




Por custeio variável:
A DRE ficaria:

Vendas.................................48.00
0
(-)
CPV........................................(8.0
00)
(-) Despesas
Variáveis...................(800)
(=) Margem de
Contribuição........39.200
(-) Custos
Fixos...........................(18.000)
(=)
Lucro......................................21.200
4 – Co-produtos, Subprodutos e Sucatas:

“Co-produtos são aqueles gêneros
produzidos simultaneamente como resultado
da mesma operação ou série de operações,
em que não há uma maneira positiva de
determinar o valor do custo aplicável a cada
um deles. Os co-produtos serão dois ou mais
produtos, nenhum dos quais é de suficiente
importância para ser considerado produto
principal, ocupando cada um deles posição
relevante no mercado, do ponto de vista da
empresa que os produz.”
“Subproduto é o artigo secundário obtido
paralelamente ou após a fabricação do
produto principal. É também o produto que
resulta da transformação do material direto
que sobra do processo de fabricação do
produto principal.”(6)
Sucatas não são itens de negociação
normal da empresa não tendo um preço de
venda. Podem ser decorrência do processo
de produção da empresa ou não,





24

------------------------------------------------------------
(6) Leone, George Sebastião Gerra – Custos,
Um enfoque administrativo , FGV


Quadros Sinóticos:



Estoque de Matéria Prima - EMP
Fases na Elaboração do Estoque Estoque de Produtos em Elaboração – EPE
Estoque de Produtos Acabados - EPA



Perdas Normais - fazem parte do processo produtivo
Perdas Ocorridas no Estoque
Perdas Anormais – levadas diretamente ao resultado do exercício




Custeio por Absorção
Custeio Direto ou Variável
Métodos de Custeio Custeio Padrão
Custeio ABC
Custeio RKW




Co-produtos – dois ou mais produtos, nenhum dos quais é de
suficiente importância para ser considerado produto principal
Outros Resultados da Subprodutos – artigo secundário obtido paralelamente ou após a
Produção fabricação do produto principal.
Sucatas – não são itens de negociação normal da empresa.







25

Exercícios de Fixação:

1 – Conforme verificamos na terminologia de
custos, aponte a alternativa errada:
a) EMP – Estoque de matéria prima,
reconhecido pela entrada da matéria
prima na empresa;
b) EPE – Estoque de produtos em
elaboração, composto de todos os
insumos aplicados a produção;
c) EPA – Estoque de produtos
acabados, transferido do EPE
quando integrado de todos os
insumos na medida completa de
elaboração.Investimento
d) EPE – Estoque de produtos em
elaboração – composto somente de
matéria prima e mão de obra direta.
e) EMP - recebe os valores referentes
às matérias primas adquiridas,
composto de todos os gastos
realizados para disponibiliza-la na
empresa ( excluídos dos impostos
IPI e ICMS, quando recuperáveis )

2 – A respeito de perdas é correto afirmar o
seguinte:.

a) As PERDAS NORMAIS fazem parte do
processo produtivo e devem a ele ser
apropriado. PERDAS ANORMAIS que
devem ser diretamente levadas ao
resultado do exercício, como perda do
período em que ocorreu.
b) As PERDAS ANORMAIS fazem parte
do processo produtivo e devem a ele
ser apropriado. PERDAS NORMAIS
que devem ser diretamente levadas ao
resultado do exercício, como perda do
período em que ocorreu.
c) As PERDAS NORMAIS fazem parte do
processo produtivo e devem ser
apropriado diretamente ao resultado.
PERDAS ANORMAIS que devem ser
diretamente levadas ao estoque.
d) As PERDAS NORMAIS fazem parte do
processo produtivo e devem ser
apropriado diretamente ao resultado.
PERDAS ANORMAIS que devem ser
diretamente levadas ao resultado.
e) As PERDAS NORMAIS fazem parte do
processo produtivo e devem ser
apropriado diretamente ao estoque.
PERDAS ANORMAIS que devem ser
diretamente levadas ao estoque.

3 - Qual da denominação abaixo apresenta
erro:
a) - Custeio por absorção;
b) - Custeio indireto ou variável;
c) - Custeio padrão;
d) - Custeio ABC e
e) - Custeio RKW.

4 – Aponte a afirmativa correta:
a) “Custeio por absorção é o método
que fere os princípios contábeis
geralmente aceitos. Consiste na
apropriação de todos os custos de
produção aos bens elaborados, e só
os de produção; todos os gastos
relativos ao esforço de fabricação
são distribuídos para todos os
produtos feitos.”
b) “Custeio por absorção é o método
que fere os princípios contábeis
geralmente aceitos. Consiste na
apropriação de todos os custos fixos
de produção aos bens elaborados, e
só os de produção; todos os gastos
relativos ao esforço de fabricação
são distribuídos para todos os
produtos feitos.”
c) “Custeio por absorção é o método
derivado da aplicação dos princípios
contábeis geralmente aceitos.
Consiste na apropriação de todos os
custos variáveis de produção aos
bens elaborados, e só os de
produção; todos os gastos relativos
ao esforço de fabricação são
distribuídos para todos os produtos
feitos.”
d) “Custeio por absorção é o método
que fere os princípios contábeis
geralmente aceitos. Consiste na
apropriação de todos os custos
diretos de produção aos bens
elaborados, e só os de produção;
todos os gastos relativos ao esforço
de fabricação são distribuídos para
todos os produtos feitos.”
e) “Custeio por absorção é o método
derivado da aplicação dos princípios
contábeis geralmente aceitos.
Consiste na apropriação de todos os
custos de produção aos bens
elaborados, e só os de produção;
todos os gastos relativos ao esforço



26
de fabricação são distribuídos para
todos os produtos feitos.”



5 – Assinale a afirmação correta:
a) “Custeio direto ou variável significa
apropriação de todos os custos fixos e
variáveis, quer diretos quer indiretos.
Só são alocados aos produtos os
custos variáveis, ficando os fixos
separados e considerados como
despesas do período, indo
diretamente para o Resultado; para os
estoques só vão, como conseqüência,
custos variáveis.”
b) “Custeio direto ou variável significa
apropriação de todos os custos fixos e
variáveis, quer diretos quer indiretos,
São alocados aos produtos os custos
variáveis, ficando os fixos separados e
considerados como despesas do
período, indo diretamente para o
Resultado; para os estoques só vão,
como conseqüência, custos variáveis.”
c) “Custeio direto ou variável significa
apropriação de todos os custos
variáveis, quer diretos quer indiretos,
e tão somente dos variáveis. Só são
alocados aos produtos os custos
variáveis, ficando os fixos separados e
considerados como despesas do
período, indo diretamente para o
Resultado; para os estoques só vão,
como conseqüência, custos variáveis.”
d) “Custeio direto ou variável significa
apropriação de todos os custos
variáveis, quer diretos quer indiretos,
e não somente dos variáveis. Só são
alocados aos produtos os custos fixos,
ficando os variáveis separados e
considerados como despesas do
período, indo diretamente para o
Resultado; para os estoques só vão,
como conseqüência, custos variáveis.”
e) “Custeio direto ou variável significa
apropriação de todos os custos
variáveis, quer diretos quer indiretos,
e tão somente dos variáveis. Só são
alocados aos produtos os custos fixos,
ficando os variáveis separados e
considerados como despesas do
período, indo diretamente para o
Resultado; para os estoques só vão,
como conseqüência, custos variáveis.”





6 – Assinale a Alternativa correta:
a) “Custeio padrão é a fixação de meta
para o próximo período para um
determinado produto ou serviço, com a
possibilidade de deficiências
sabidamente existentes em termos de
qualidade de materiais, mão-de-obra,
equipamentos, fornecimento de
energia, etc.”
b) “Custeio padrão é a fixação de meta
para o próximo período para um
determinado produto ou serviço, sem a
possibilidade de deficiências
sabidamente existentes em termos de
qualidade de materiais, mão-de-obra,
equipamentos, fornecimento de
energia, etc.”
c) “Custeio padrão é a fixação de meta
para o próximo período para um
determinado produto ou serviço, com a
possibilidade de deficiências desde que
não previsíveis e supostamente
improváveis em termos de qualidade de
materiais, mão-de-obra, equipamentos,
fornecimento de energia, etc.”
d) “Custeio padrão é a fixação de meta
para o próximo período para um
determinado produto ou serviço, sem a
possibilidade de deficiências pela
exaustiva prática de amostragens
estatísticas e dados históricos sobre
dados de qualidade de materiais, mão-
de-obra, equipamentos, fornecimento
de energia, etc.”
e) “Custeio padrão é a fixação de meta
para o próximo período para um
determinado produto ou serviço, sem a
possibilidade de deficiências
sabidamente existentes em termos de
qualidade de materiais, mão-de-obra,
equipamentos, fornecimento de
energia, etc., dados estes planilhados e
exaustivamente testados”

7 - Assinale a alternativa correta:
a) “Custeio ABC (Activity-Based Costing)
é um método de custeio baseado em
apropriações por rateio de custos
variáveis, muito mais uma ferramenta
de gestão de custos. Permite melhor
visualização dos custos através da
análise das atividades executadas



27
dentro da empresa e suas respectivas
relações com os produtos”



b) “Custeio ABC (Activity-Based Costing)
é um método de custeio baseado em
atividades operacionais diretas com
custos fixos, muito mais uma
ferramenta de gestão de custos.
Permite melhor visualização dos custos
através da análise das atividades
executadas dentro da empresa e suas
respectivas relações com os produtos”
c) “Custeio ABC (Activity-Based Costing)
é um método de custeio baseado em
custos fixos, muito mais uma
ferramenta de gestão de custos.
Permite melhor visualização dos custos
através da análise das atividades
executadas dentro da empresa e suas
respectivas relações com os produtos”
d) “Custeio ABC (Activity-Based Costing)
é um método de custeio baseado em
atividades, muito mais uma ferramenta
de gestão de custos. Permite melhor
visualização dos custos através da
análise das atividades executadas
dentro da empresa e suas respectivas
relações com os produtos”
e) “Custeio ABC (Activity-Based Costing)
é um método de custeio baseado em
atividades relevantes , muito mais uma
ferramenta de gestão de custos
indiretos. Permite melhor visualização
dos custos através da análise das
atividades executadas dentro da
empresa e suas respectivas relações
com os produtos”

8 – A respeito de Co-produtos,Subprodutos
e Sucatas é correto afirmar que:
a) “Co-produtos são aqueles gêneros
produzidos simultaneamente como
resultado da mesma operação ou série
de operações, em que não há uma
maneira positiva de determinar o valor
do custo aplicável a cada um deles. Os
co-produtos serão dois ou mais
produtos, ambos de suficiente
importância para ser considerado
produto principal, ocupando cada um
deles posição relevante no mercado, do
ponto de vista da empresa que os
produz.”
b) “Subproduto é o artigo secundário
obtido paralelamente ou após a
fabricação do produto principal. É
também o produto que resulta da
transformação do material direto que
sobra do processo de fabricação do
produto principal.”
c) Sucatas não são itens de negociação
normal da empresa com alto preço de
venda e disputados no mercado.
Podem ser decorrência do processo de
produção da empresa ou não,
d) “Subproduto é o artigo secundário
obtido paralelamente ou após a
fabricação do produto principal. É
também o produto que resulta da
transformação do material direto que
sobra do processo de fabricação
também chamado de produto principal.”
e) “Co-produtos são aqueles gêneros
produzidos em série ou conforme
encomenda, também chamado de
produto principal. Os co-produtos serão
dois ou mais produtos, nenhum dos
quais é de suficiente importância para
ser considerado produto principal,
ocupando cada um deles posição
relevante no mercado, do ponto de
vista da empresa que os produz.”







Gabarito :
1) d
2) a
3) b
4) e
5) c
6) a
7) d
8) b














28







29
4. FORMAÇÃO DO ESTOQUE
1 – Concei






1 – Critérios de Avaliação

Quando uma matéria prima é adquirida para
aplicação em uma determinada ordem de
produção teremos um preço específico de
aquisição mas se compramos um mesmo
produto em lotes diferentes, com preços
diferentes, devemos utilizar um critério que
aproprie, a cada requisição da produção, um
preço, que representará o custo desse
insumo aplicado ao processo.
O mesmo raciocínio se aplica aos insumos
de produção.
Os critérios são : PMP, PEPS e UEPS
PMP – Significa Preço Médio
Ponderado e se apresenta em dois tipos:

PMPM – Preço Médio Ponderado Móvel
– “É assim chamado aquele mantido por
empresa com controle constante de seus
estoques e que por isso atualiza seu preço
médio após cada aquisição”;
PMPF – Preço Médio Ponderado Fixo –
“Utilizado quando a empresa calcula o preço
médio apenas após o encerramento do
período ou quando decide apropriar a todos
os produtos elaborados no exercício ou mês
um único preço por unidade”. Temos que
calcular primeiramente o preço médio global
do período para depois apropriarmos o custo
da matéria prima consumida.
PEPS – Primeiro que Entra, Primeiro que
Sai ( FIFO – First-in, First-out ) – “Neste
critério, o material é custeado pelos preços
mais antigos, permanecendo os mais
recentes em estoque”.
UEPS – Último que Entra, Primeiro que
Sai ( LIFO – Last-in, First-out ) – Ö método
de último a entrar primeiro a sair provoca
efeitos contrários ao PEPS”. O material é
custeado pelos preços mais recentes,
permanecendo os maiôs antigos no
estoque.(7)
------------------------------------------------------------
(7) Martins, Eliseu – Contabilidade de
Custos. Atlas
Para melhor compreensão de cada método
consideraremos uma questão aplicada em
concurso público, solucionando-a por cada
um dos critérios e encontrando a resposta
correta:

A Comercial Estrela D’alva praticou as
seguintes transações mercantis:
- em 02.11 : compras a prazo de 300
unidades pelo preço total de R$ 600,00;
- em 10.11 : vendas a prazo de 200
unidades pelo preço total de R$ 500,00;
- em 15.11 : compras a vista de 160
unidades pelo preço total de R$ 400,00;
- em 30.11 : vendas a vista de 150
unidades pelo preço total de R$ 450,00.
Considerando-se que em 31.10 a empresa
já possuía 200 unidades ao custo unitário de
R$ 1,50 , podemos afirmar que:
a) se o critério de avaliação dos estoques
for UEPS, o estoque final terá o valor
de R$ 525,00;
b) se o critério de avaliação dos estoques
for PEPS, o estoque final terá o valor
de R$ 525,00;
c) se o critério de avaliação dos estoques
for UEPS, o custo das vendas terá o
valor de R$ 600,00;
d) se o critério de avaliação dos estoques
for PEPS, o custo das vendas terá o
valor de R$ 775,00;
e) se o critério de avalizção dos estoques
for PEPS, o lucro bruto terá o valor de
R$ 175,00.

Com base nesses dados podemos auferir,
para cada critério diferentes resultados para
Custo, Resultado Bruto e Estoque Final,
conforme demonstraremos em quadro
resumo ao final da solução.

O instrumento que utilizaremos para
demonstrar a movimentação do Estoque será
a “Ficha de Controle de Estoque”.


PELO CRITÉRIO PMPM
1 – Critérios de Avaliação
PMPM, PMPF, PEPS e UEPS.
2 – Dois sistemas básicos de custeio :
Produção por Ordem e Produção Contínua
3 – Produção Equivalente



30
Preço Médio Ponderado Móvel


Note que pelo critério PMPM cada nova
aquisição atualizou o preço médio:
Data Qtde Vr. Unit. Vr. Total
31.10- saldo 200 1,50 300
02.11 300 2,00 600
------- -------
500 900
$900 / 500 peças = 1,80 ( preço médio
ponderado )

No momento da venda é o preço médio
auferido que utilizo para valorar o estoque:
Data venda Qtde Custo médio Custo baixa
10.11 200 1,80 360

Pela nova aquisição atualizo o preço
médio:
Data Qtde Vr. Unit. Vr. Total
10.11- saldo 300 1,80 540
15.11 160 2,50 400
------ -----------
460 940
$940 / 460 peças = 2,04 ( preço médio
ponderado )

Observação : Veja que o exercício
apresentou preço de venda dessa operação.
Esses preços não são considerados pois
aqui devemos calcular o custo na baixa do
estoque.
PELO CRITÉRIO PMPF
Preço Médio Ponderado Fixo

Entrada Saída Saldo
Data Qtde

Valor Qtde

Valor Qtde

Valor
unit Total unit Total unit Total
31.10 200 1,50 300,00
02.11 300 2,00 600,00 500 900,00
10.11 200 1,97 394,00 300 506,00
15.11 160 2,50 400,00 460 906,00
30.11 150 1,97 295,50 310 1,97 610,50

Pelo critério PMPF o preço médio é
calculado somente após o encerramento do
período. Temos então que calcular primeiro o
preço médio global.


Data qtde valor
Unit. total
31.10 saldo 200 1,50 300
02.11 300 2,00 600
15.11 160 2,50 400
------ -------
660 1.300

$1.300 / 660 peças = 1,97 ( preço médio
ponderado
É esse o preço médio que utilizo para
custear o produto vendido.
Data venda qtde c. unit. Custo baixa
10.11 200 1,97 394
30.11 150 1,97 295,50

As 310 peças restantes também são
valoradas por esse preço médio:
310 peças x 1,97 = $610,50
Entrada Saída Saldo
Data Qtde

Valor Qtde

Valor Qtde

Valor
unit Total Unit Total Unit Total
31.10 200 1,50 300,00
02.11 300 2,00 600,00 500 1,80 900,00
10.11 200 1,80 360,00 300 1,80 540,00
15.11 160 2,50 400,00 460 2,04 940,00
Entrada Saída Saldo
Data Qtde

Valor Qtde

Valor Qtde

Valor
unit Total Unit Total Unit Total
31.10 200 1,50 300,00
02.11 300 2,00 600,00 500 1,80 900,00
10.11 200 1,80 360,00 300 1,80 540,00
15.11 160 2,50 400,00 460 2,04 940,00



31
PELO CRITÉRIO PEPS
Primeiro que Entra, Primeiro que Sai

Entrada Saída Saldo
Data Qtde

Valor Qtde

Valor Qtde

Valor
unit Total unit Total unit Total
31.10 200 1,50 300,00
02.11 300 2,00 600,00 500 900,00
10.11 200 1,50 300,00 300 600,00
15.11 160 2,50 400,00 460 1.000,00
30.11 150 2,00 300,00 310 700,00

Pelo critério PEPS cada aquisição constitui
um lote independente e daremos baixa
segundo a ordem de aquisição. O lote que foi
adquirido primeiro sairá primeiro.
Assim, as aquisições vão se acumulando
em quantidade e valor até a próxima baixa,
quando dispensaremos o estoque mais
antigo, acompanhado de seu preço de
aquisição, conforme demonstramos a seguir:
Data venda qtde c.unit. custo venda
10.11 200 1,50(*) 300
(*) É o custo unitário do etoque mais antigo,
ou seja, o estoque recebido em 31.10 ( 200
peças a $ 1,50 cada ).
Se vendêssemos 300 peças o custo das
100 peças que ultrapassassem o saldo de
31.10 seria baixado pelo valor de aquisição
de 02.11 (300 peças adquiridas a $ 2,00
cada)
Por esse critério o estoque final é de 310
peças a $ 700,00.

PELO CRITÉRIO UEPS
Último que Entra, Primeiro que Sai
Entrada Saída Saldo
Data Qtde

Valor Qtde

Valor Qtde

Valor
Unit Total unit Total unit Total
31.10 200 1,50 300,00
02.11 300 2,00 600,00 500 900,00
10.11 200 2,00 400,00 300 500,00
15.11 160 2,50 400,00 460 900,00
30.11 150 2,50 375,00 310 525,00

Pelo critério UEPS cada aquisição constitui
um lote independente e daremos baixa
segundo a ordem de aquisição. O lote
adquirido por último sairá primeiro.
Assim, as aquisições vão se acumulando
em quantidade e valor até a próxima baixa,
quando dispensaremos o estoque mais novo,
acompanhado de seu preço de aquisição,
sobrando em estoque os preços mais
antigos.
Vejamos a demonstração da primeira
baixa:
Data venda qtde c. unit. Custo baixa
10.11 200 2,00(*) 400

(*) É o custo unitário do esoqe mais novo, ou
seja, o estoqe adquirido em 02.11 ( 300
peças a $ 2,00 cada ).
Se vendêssemos 400 peças o custo das
100 peças que ultrapassaram essas as 300
adquiridas em 02.11 seria o de 31.10 ( 200
peças em estoque a 1,50 cada ).
Por esse critério o estoque final e de 310
peças a $ 525,00.



32
QUADRO RESUMO DOS CRITÉRIOS
PMPM PMPF PEPS UEPS
Res.Br.Vendas 950 950 950 950
360---> 394---> 300---> 400--->
CUSTO 666 689,5 600 775
306---> 295,5-> 300---> 375--->
Lucro Bruto Oper 284 260,5 350 175
Estoque Final 634 610,5 700 525

A Receita Bruta de Vendas é a mesma:
Data da venda Qtde Total
10.11 200 500
30.11 150 450
Dentro das opções apresentadas pelo
concurso público a correta é a alternativa “a”.
Critério UEPS -> Estoque final = $525,00
350 950
===========================================================================
Os Critérios de Avaliação também são
solicitados em concursos públicos por
intermédio de questões interpretativas, tal
qual o exemplo que se segue:

Indique a opção correta:
a) Para efeito de apuração do resultado
do exercício é indiferente que a
avaliação dos estoques seja feita pelo
método do custo médio ponderado ou
pelo método UEPS, se o ambiente
econômico for de estabilidade
permanente de preços.
b) Em um ambiente econômico de
constante elevação de preços, a
avaliação dos estoques deve ser feita
pelo método do custo médio
ponderado, porque é o único método
em que o valor dos estoques se iguala
ao valor de reposição.
c) O resultado do exercício será maior se
a avaliação dos estoques adotar o
método do custo médio ponderado, em
lugar do método PEPS, se os preços
se mantiverem constantes.
d) Ao adotar o método de avaliação de
estoques denominado UEPS, em lugar
do método denominado PEPS, a
empresa estará super-avaliando seu
resultado do exercício, se os preços se
mantiverem em elevação.
e) Em um ambiente de constante
elevação dos preços, a avaliação do
estoque final pelo método do custo
médio ponderado indicará um valor
maior do que o obtido quando
avaliação é feita pelo método PEPS e
um valor menor do que aquele
resultante da avaliação pelo método
UEPS.

As questões acima referem-se aos
efeitos do posicionamento dos preços
frente ao critério de avaliação.
Comentaremos cada uma das alternativas:

Alternativa “a” – Está correta tendo em
vista que se o ambiente econômico (
tomada como única variável a ser
considerada ) for de estabilidade
permanente dos preços, tanto faz o critério
utilizado, pois os preços não se alteram.
Vale ressaltar que
estamos considerando unicamente a
variável ambiente econômico estável sem
considerar quaisquer outras vantagens que
poderiam alterar o preço, como, por
exemplo, a negociação de um preço
unitário menor pela aquisição de um lote
de produtos maior.

Alternativa “b” - Está errada. Pelo PMP o
valor do estoque é ponderado pelos valores e
quantidades existentes, podendo não
representar o valor de reposição
considerando que podemos ter estoque
anterior e ambiente inflacionário ou
deflacionário, além de outras características
que envolvem o ambiente de
comercialização.

Alternativa “c” - Está errada. Conforme
comentado na alternativa “a”, e considerando
somente a variável preços constantes, não
existe diferença entre utilizar um ou outro
critério.



33

Alternativa “d” – Está errada. Se
observarmos o quadro resumo que
montamos no exercício anterior , e
considerando somente a variável preços em
elevação, o que coincide com a situação
daquele exercício, podemos notar que o que
ocorre é o contrário. Utilizando o PEPS o
resultado será superavaliado, pois daremos
baixa no estoque pelas primeiras entradas,
estas que apresentavam preços menores.
Alternativa “e” – Está errada. Ainda
observando o quadro resumo do exercício
anterior, podemos verificar que, ao contrário
do descrito na alternativa, o estoque final
pelo método do custo médio ponderado
indicará um valor menor que o obtido quando
o critério é PEPS e maior do qe aquele
resultante pelo critério UEPS.

2 – Dois sistemas básicos de custeio :
Produção por Ordem e Produção Contínua

Iniciaremos este tópico com uma rápida
comparação entre estes dois sistemas
básicos de custeio:

“O sistema de custeamento por
processo é empregado em fábricas cuja
produção é contínua e padronizada. O
sistema de custeamento por ordem de
produção é aplicado em indústrias de
produção intermitente ou que recebem
pedidos específicos dos clientes”.
“Os custos de produção no processo (
produção contínua ) são registrados por
fases de fabricação, enquanto que no
custeamento por ordem os custos são
acumulados por produtos, segundo cartões
denominados de ordens de produção”.
“Somente quando a produção custeada por
uma ordem de produção ( produção por
ordem ) é terminada é que se calcula o custo
total. Na produção contínua, a
determinação do custo total coincide com o
exercício contábil”.
“Numa produção por ordem, calcula-se o
custo unitário dividindo-se o custo total,
acumulado no cartão de custo, pelas
unidades produzidas. Na produção
contínua, determina-se o custo unitário
dividindo-se o custo acumulado no
departamento durante o período pelo número
de unidades produzidas nesse mesmo
processo durante esse período”.
“A acumulação dos custos na produção
contínua, uma vez que coincide com o
período contábil, dependendo do tipo de
produto, freqüentemente exige a avaliação
dos estoques da produção em elaboração
para a determinação do custo. No sistema de
produção por ordem, não havendo essa
estreita dependência do período contábil, os
custos são determinados apenas pela
acumulação dos custos já existentes no
cartão de custos”.(8)
Existem ainda as diferenças no tratamento
contábil:
“Na produção por ordem, os custos são
acumulados numa conta (ou folha) específica
para cada ordem ou encomenda. Essa conta
só para de receber custos quando a ordem
estiver encerrada. Se terminar um exercício e
o produto estiver ainda em processamento,
não há encerramento, permanecendo os
custos até então incorridos na forma de bens
em elaboração; no ativo, quando a ordem for
encerrada, será transferida para estoque de
produtos acabados ou para Custo dos
Produtos Vendidos, conforme situação”.
“Na produção contínua, os custos são
acumulados em contas ou folhas
representativas das diversas linhas de
produção; são encerradas essas contas
sempre no fim de cada período (mês,
semana, trimestre ou ano, conforme o
período mínimo contábil., de custos da
empresa). Não há encerramento das contas
à medida que os produtos são elaborados e
estocados, mas apenas quando do fim do
período; na apuração por processo não se
avaliam custos unidade por unidade, e sim à
base do custo médio do período ( com
divisão do custo total pela quantidade
produzida)”.
“Em ambas ( produção por ordem e
contínua ), os custos indiretos são
acumulados nos diversos departamentos
para depois serem alocados aos produtos (
ordens ou linhas de produção )”.(9)

Desenvolveremos , a seguir um quadro
resumo de todas as comparações
apresentadas pelos respeitáveis autores de
forma a permitir uma visualização mais
abrangente e melhor assimilaçã:
------------------------------------------------------------
(8) ) Leone, George Sebastião Gerra –
Custos, Um enfoque administrativo , FGV
(9) Martins, Eliseu – Contabilidade de
Custos. Atlas



34
Quadro resumo de comparações entre Produção por Ordem e Contínua
===============================================================
PRODUÇÃO POR ORDEM

Produção intermitente ou de pedidos

Custos acumulados por produto

Custo total calculado ao final da produção


Custo unitário = custo total / unidades
produzidas na ordem



Custos determinados apenas pela
acumulação dos custos já existentes na
ordem

Utilização de contas (ou folhas)
específicas para cada ordem de produção
ou encomenda

Conta deixa de receber custos quando a
ordem de produção estiver encerrada


Quando a ordem for encerrada é
transferida para estoque de produtos
acabados ou para Custo dos Produtos
Vendidos, conforme situação

Os custos indiretos são acumulados nos
diversos departamentos para depois
serem alocados aos produtos
PRODUÇÃO CONTÍNUA

Produção Contínua e Padronizada

Custos registrados por fase de fabricação

Cálculo do custo total coincide com
exercício contábil

Custo unitário = custo acumulado no
departamento durante o período /
unidades produzidas nesse mesmo
processo/período

Custo dependente de avaliação dos
estoques da produção em elaboração


Custos acumulados em contas ou folhas
representativas das diversas linhas de
produção

Contas encerradas sempre ao fim de cada
período, conforme o período mínimo
contábil

Não há encerramento das contas à
medida que os produtos são elaborados e
estocados, mas apenas quando do fim do
período.

Os custos indiretos são acumulados nos
diversos departamentos para depois
serem alocados aos produtos
===============================================================
Conforme verificamos no quadro acima o
custo, no caso da produção por ordem, é
alocado diretamente ao produto ao passo
que na produção contínua eles são
registrados por fase de produção. Nesse
último caso estas fases englobam produtos
em diversas etapas de produção e isso nos
traz a dificuldade de apropriar o percentual
relativo aos produtos em elaboração e os
acabados tendo em vista que, naturalmente,
os produtos acabados contém todos os
insumos aplicados na totalidade enquanto
que os elaboração ainda precisam de parcela
de aplicação.
Precisamos de um mecanismo que
preserve a competência dos custos,
proporcionalmente a cada fase, e este
mecanismo é a Produção Equivalente.
(Auditor Fiscal do INSS) – A empresa
Terefeoir Ltda fabrica seu principal
produto por encomendas antecipadas.
Nesse tipo de atividade, os custos são
acumulados numa conta específica para
cada ordem de produção (ou
encomenda). A apuração só ocorre
quando do encerramento de cada ordem.
Em 31.01.01 estavam em andamentos
as seguintes ordens de produção




35
Orde
m
Prod
uto
Matéria
Prima
Mão de
Obra
CIF Total
001 $30.000
,00
$12.00
0,00
$20.00
0,00
$62.000
,00
002 $100.00
0,00
$40.00
0,00
$50.00
0,00
$190.00
0,00

Em Fevereiro de 2001 os gastos com
matéria-prima e mão-de-obra foram:
Ordem de
Produção
Matéria-
Prima
Mão-de-
Obra
001 45.000,00 28.800,00
002 135.000,00 50.400,00
003 297.000,00 64.800,00
Total 477.000,00 144.000,00

Os custos indiretos de fabricação no mês
de fevereiro de 2001 totalizaram
225.000,00 e foram apropriados
proporcionalmente aos custos com a
mão-de-obra.
Sabendo-se que as Ordens 001 e 002
foram concluídas em fevereiro e
faturadas aos clientes por 350.000,00 e
580.000,00, respectivamente, que os
produtos são isentos de tributação, pode-
se afirmar, com certeza, que as referidas
ordens geraram, respectivamente, Lucro
Bruto no valor de:
a) 150.200,00 e 130.350,00
b) 174.500,00 e 140.300,00
c) 190.000,00 e 173.800,00
d) 184.250,00 e 148.300,00
e) 169.200,00 e 125.850,00.




Resposta: Alternativa E
144.000..............................100%
28.800.............................X = 20% x
255.000 = 45.000
62.000 + 45.000 + 28.800 + 45.000
= 180.800
Lucro Bruto: 350.000 – 180.800 =
160.200

144.000..........................100%
50.400..........................X = 35% x
225.000 = 78.750
190.000 + 135.000 + 50.400 +
78.750 = 454150
Lucro Bruto: 580.000 – 454.150 =
125.8503 – Produção Equivalente

Produção Equivalente ou “Equivalente de
Produção é o artifício para se poder calcular
o custo médio por unidade quando existem
Produtos em Elaboração nos finais de cada
período; significa o número de unidades que
seriam totalmente iniciadas e acabadas se
todo um certo custo fosse aplicado só a elas,
ao invés de ter sido usado para começar e
terminar umas e elaborar parcialmente
outras.(10)
Veremos, a seguir um exemplo prático que
facilitará a compreensão:

------------------------------------------------------------
(10)Martins, Eliseu – Contabilidade de
Custos. Atlas
Suponhamos que aplicamos ao processo
produtivo, em uma produção contínua,
$1.000, e que este insumo participou da
produção de 300 peças, sendo que 200
foram transferidas para o EPA ( Estoque de



36
Produtos Acabados ) e as 100 restantes
receberam 30% da aplicação total de
insumos, permanecendo, assim, no EPE (
Estoque de Produtos em Elaboração ) para
que termine o processamento.
Um raciocínio simples seria dividir o total
aplicado ao processo por 300 e alocar
proporcionalmente em produtos acabados e
em elaboração.
Entretanto, esse raciocínio simples guarda
um erro considerável, se atentarmos ao fato
de que não podemos aplicar o mesmo peso
de insumos aos produtos em elaboração e
aos produtos acabados, pois estes já
receberam todos os insumos necessários e
aqueles ainda precisam recebe-los.
A solução é ponderar o estágio de
processo de cada produto alocando
proporcionalmente os insumos. Assim:
Total das peças = 300
Acabadas = 200
Em elaboração = 100 ( 30% acabadas)
Em peças acabadas temos:
200 + 30 (100 X 30%) = 230 peças
O custo unitário por produção equivalente
é:
$1.000 / 230 peças = $ 4,35 p/ peça
Assim teremos:
EPA => 200 peças x 4,35 = $ 870
EPE => 30 peças X 4,35 = $ 130
---------
$ 1.000

Evoluindo um pouco mais o raciocínio
podemos dividir os insumos aplicados em
Mão-de-Obra Direta, Matéria Prima e GGF.
Suponhamos agora que o mesmo valor
total de insumos do exercício acima ( $
1.000) esteja assim distribuído:
MOD = 500
MP = 300
GGF = 200
Suponhamos ainda que as 100 peças em
elaboração tenham recebido insumos em
proporções diferenciadas, quais sejam:
MOD = 30%
MP = 100%
GGF = 60%
Agora, precisamos apropriar os insumos
proporcionalmente ao equivalente de
produção de cada um deles:
$ Acabadas Elaboração Equivalente
MOD 500 200 100 X 30% 230
MP 300 200 100 X 100% 300
GGF 200 200 100 X 60% 260

Agora podemos calcular e apropriar o
equivalente de produção por insumo:

MOD => 500 / 230 = 2,17
EPA => 200 X 2,17 = $434,00
EPE => 30 X 2,17 = $ 66,00
Obs – o produto em elaboração recebeu
somente 30% de MOD, correspondendo a 30
peças acabadas no que se refere a esse
insumo.

MP => 300 / 300 = 1,00
EPA => 200 X 1,00 = $ 200,00
EPE => 100 X 1,00 = $ 100,00
Obs – o produto em elaboração recebeu
100% de matéria prima, correspondendo a
100 peças acabadas no que se refere a esse
insumo.

GGF => 200 / 260 = 0,77
EPA => 200 X 0,77 = $ 154,00
EPE => 60 X 0,77 = $ 46,00
Obs – o produto em elaboração recebeu 60%
de GGF, correspondendo a 60 peças
acabadas no que se refere a esse insumo.

Assim, o total de EPE e EPA será :
EPE EPA
MOD 434 66
MP 200 100
GGF 154 46
------- ------
788 + 212 = 1.000

Agora vejamos como este exercício se
apresentou em um concurso público:

-A marcenaria Greewood S/A está
produzindo mesas. No fim de Setembro a
linha de produção mantinha 300 unidades
inacabadas, em fase média de
processamento de 30%.
No referido mês, o custo unitário de
fabricação alcançou $ 2.500,00.
No mês seguinte, outubro de 2002, a
fábrica conseguiu concluir 2.100 unidades e
iniciar outras 500 unidades, deixando-as em
fase de processamento com 50% de
execução.
O custo total desse mês foi de $
5.763.000,00.
Com base nestas informações e sabendo-
se que a empresa utiliza o critério PEPS para
avaliação de custos e estoques, é correto
afirmar que os elementos abaixo têm os
valores respectivamente indicados.



37
f) Produção Acabada de Outubro $
4.590.000,00; Produção em
Andamento de Setembro $
750.000,00; e Produção em
Andamento de Outubro $
657.500,00.
g) Produção Acabada de Outubro $
5.350.500,00; Produção em
Andamento de Setembro $
225.000,00; e Produção em
Andamento de Outubro $
637.500,00.
h) Produção Acabada de Outubro $
5.125.500,00; Produção em
Andamento de Setembro $
450.000,00; e Produção em
Andamento de Outubro $
687.500,00.
i) Produção Acabada de Outubro $
4.815.000,00; Produção em
Andamento de Setembro $
350.000,00; e P rodução em
Andamento de Outubro $ 727.500,00.
j) Produção Acabada de Outubro $
5.500.350,00; Produção em
Andamento de Setembro $
325.000,00; e Produção em
Andamento de Outubro $
673.500,00.

Solucionando com os conceitos
apreendidos nesse capítulo:

Setembro
Produção equivalente = 300 x 30% = 90
Valor do EPE é de 90 x 2.500 = 225.000

Outubro, pelo método PEPS:
300 unidades x 70% = 210 unidades
1800 unidades x 100% = 1800 unidades
500 unidades x 50% = 250 unidades
Produção Equivalente = 2.260 unidades

Custo Unitário = $5.763.000 / 2260 unidades
= $ 2.550

Se conclui 2100 unidades em outubro,
primeiro terminei ( faltava 70% ) as 300 que
trouxe em elaboração de setembro e elaborei
totalmente mais 1800 referente a este mês.

O custo do produto acabado:
Saldo anterior ...................... .225.000
(+) 210 x 2550 .................... ...535.500
(+) 1800 x 2550 ..................4.590.000
(=)Produção acabada outubro......5.350.000

Produção em Andamento de Outubro:
500 x 50% = 250 X 2550 = 637.500

Assim, a alternativa correta é a “b”.














































Quadros Sinóticos:




38


PMP – PMPM E PMPF – Preço Médio Ponderado Móvel e Fixo
Critérios de Avaliação PEPS – Primeiro que Entra, Primeiro que Sai
UEPS – Último que Entra, Primeiro que Sai



Produção por Ordem
Sistemas Básicos de Custeio
Produção Contínua




Produção intermitente ou de pedidos
Custos acumulados por produto
Produção por Ordem Custo total calculado ao final da produção
Custos indiretos são acumulados nos diversos departamentos para
depois serem alocados aos produtos




Produção contínua e padronizada
Custos registrados por fase de fabricação
Produção Contínua Cálculo de custo total coincide com exercício contábil
Custos indiretos são acumulados nos diversos departamentos
para depois serem alocados aos produtos











39
Exercícios de Fixação


01 – Assinale a alternativa correta:
a) PMPM – Preço Médio Ponderado Móvel
– “É assim chamado aquele mantido por
empresa com controle tempestivo de seus
estoques e que por isso atualiza seu preço
médio após cada aquisição”;
b) PMPF – Preço Médio Ponderado Fixo –
“Utilizado quando a empresa calcula o preço
médio apenas após o encerramento do
período ou quando decide apropriar a todos
os produtos elaborados no exercício ou mês
vários preços por unidade”. Temos que
calcular primeiramente o preço médio global
do período para depois apropriarmos o custo
da matéria prima consumida.
c) PEPS – Primeiro que Entra, Primeiro que
Sai ( FIFO – First-in, First-out ) – “Neste
critério, o material é custeado pelos preços
mais antigos, permanecendo os mais
recentes em estoque”.
d) UEPS – Último que Entra, Primeiro que
Sai ( LIFO – Last-in, First-out ) – Ö método
de último a entrar primeiro a sair provoca
efeitos idênticos ao PEPS”. O material é
custeado pelos preços mais recentes,
permanecendo os maiôs antigos no estoque.(
e) PMPF – Preço Médio Ponderado Fixo –
“Utilizado quando a empresa calcula o preço
de venda apenas após o encerramento do
período ou quando decide apropriar a todos
os produtos elaborados no exercício ou mês
um único preço por unidade”. Temos que
calcular primeiramente o preço médio global
do período para depois apropriarmos o custo
da matéria prima consumida.

02 – Assinale a alternativa incorreta:

a) “O sistema de custeamento por processo
é empregado em fábricas cuja produção é
contínua e padronizada. O sistema de
custeamento por ordem de produção é
aplicado em indústrias de produção
intermitente ou que recebem pedidos
contínuos dos clientes”.
b) “Os custos de produção no processo (
produção contínua ) são registrados por
fases de fabricação, enquanto que no
custeamento por ordem os custos são
acumulados por produtos, segundo cartões
denominados de ordens de produção”.
c) “Somente quando a produção custeada
por uma ordem de produção ( produção por
ordem ) é terminada é que se calcula o custo
total. Na produção contínua, a
determinação do custo total coincide com o
exercício contábil”.
d) “Numa produção por ordem, calcula-se
o custo unitário dividindo-se o custo total,
acumulado no cartão de custo, pelas
unidades produzidas. Na produção
contínua, determina-se o custo unitário
dividindo-se o custo acumulado no
departamento durante o período pelo número
de unidades produzidas nesse mesmo
processo durante esse período”.
e) “A acumulação dos custos na produção
contínua, uma vez que coincide com o
período contábil, dependendo do tipo de
produto, freqüentemente exige a avaliação
dos estoques da produção em elaboração
para a determinação do custo. No sistema de
produção por ordem, não havendo essa
estreita dependência do período contábil, os
custos são determinados apenas pela
acumulação dos custos já existentes no
cartão de custos”

03 – Assinale a alternativa correta:

a) Produção Equivalente ou “Equivalente
de Produção é o artifício para se poder
calcular o custo médio por unidade quando
não mais existem Produtos em Elaboração
nos finais de cada período; significa o
número de unidades que seriam totalmente
iniciadas e acabadas se todo um certo custo
fosse aplicado a elas e às peças em
elaboração, ao invés de ter sido usado para
começar e terminar umas e elaborar
parcialmente outras
b) Produção Equivalente ou “Equivalente
de Produção é o artifício para se poder
calcular o custo médio por unidade quando
não mais existem Produtos em Elaboração
nos finais de cada período; significa o
número de unidades que seriam totalmente
iniciadas e acabadas se todo um certo custo
fosse aplicado só a elas, ao invés de ter sido
usado para começar e terminar umas e
elaborar parcialmente outras
c) Produção Equivalente ou “Equivalente
de Produção é o artifício para se poder
calcular o custo médio por unidade quando
existem Produtos em Elaboração nos finais
de cada período; significa o número de
unidades que seriam totalmente iniciadas e
acabadas se todo um certo custo fosse
aplicado a elas e as peças em elaboração,



40
ao invés de ter sido usado para começar e
terminar umas e elaborar parcialmente outras
d) Produção Equivalente ou “Equivalente
de Produção é o artifício para se poder
calcular o custo médio por unidade quando
não mais existem Produtos em Elaboração
nos finais de cada período; significa o
número de unidades que seriam totalmente
iniciadas e acabadas se todo um certo custo
fosse aplicado a elas e às peças em
elaboração, ao invés de ter sido usado para
começar e terminar umas e elaborar
parcialmente outras
e) Produção Equivalente ou “Equivalente
de Produção é o artifício para se poder
calcular o custo médio por unidade quando
existem Produtos em Elaboração nos finais
de cada período; significa o número de
unidades que seriam totalmente iniciadas e
acabadas se todo um certo custo fosse
aplicado só a elas, ao invés de ter sido usado
para começar e terminar umas e elaborar
parcialmente outras

Exercícios aplicados pela ESAF

Considere as movimentações do estoque
para responder às questões 04 a 06:

1 – Compra de 1000 peças a 1,00 cada;
2 – Compra de 1000 peças a 1,50 cada;
3 – Venda de 1500 peças a 1,50 cada;
4 – Compra de 1000 peças a 2,00 cada.

04 - O LBO pelo método PEPS é:
a) 250
b) 500
c) 375
d) 400
e) 300

05 – O maior custo é obtido pelo método:
a) PEPS;
b) UEPS;
c) PMPF;
d) PMPM;
e) PMPS.

06 – O método que apresenta menor estoque
é:
a) PEPS;
b) UEPS;
c) PMPF;
d) PMPM;
e) PMPS.
Considere os dados abaixo para
responder às questões de 07 a 10:

A CIA. Empresarial aplicou ao processo
produtivo, em uma produção contínua,
$4.000 conforme demonstrativo abaixo, e
este insumo participou da produção de 400
peças, sendo que 200 foram transferidas
para o EPA ( Estoque de Produtos Acabados
) e as 200 restantes permaneceram em
elaboração.:
MOD = 500
MP = 1500
GGF = 2000
Suponhamos ainda que as 200 peças em
elaboração tenham recebido insumos em
proporções diferenciadas, quais sejam:
MOD = 50%
MP = 80%
GGF = 60%
07- O valor total transferido para EPA foi de:
a) 2418
b) 1582
c) 750
d) 1250
e) 834
08 – O valor que permaneceu em EPE foi de:
a) 834
b) 2418
c) 750
d) 1582
e) 1250
09 – O valor de MOD transferido para EPA
foi de:
a) 166
b) 334
c) 666
d) 834
e) 750
10 – O valor de GGF que permaneceu em
EPE foi de:
a) 834
b) 2418
c) 750
d) 1582
e) 1250




GABARITO:
01 – C 02 – A 03 – E 04 – B 05 – B
06 – B 07 – A 08 – D 09 – B 10 – D



41
5. Estruturação do Estoque
1 – Concei






1 – Departamentalização

“Departamento é a unidade mínima
administrativa para a Contabilidade de Custos,
representada por homens e máquinas ( na maioria
dos casos ) , que desenvolve atividades
homogêneas”.
“Na maioria das vezes um Departamento é um
Centro de Custos, ou seja, nele são acumulados os
Custos Indiretos para posterior alocação aos
produtos ( Departamentos de produção) ou a
outros Departamentos ( Departamentos de
Serviços )”.
“Em outras situações podem existir diversos
Centros de Custos dentro de um mesmo
Departamento”.
“A Departamentalização é obrigatória em custos
para uma racional distribuição dos Custos
Indiretos”.(11)
Se tivéssemos somente custos diretos estes
seriam facilmente alocados aos produtos no
momento de sua produção, entretanto, a existência
de custos indiretos e sua necessária apropriação
ao produto exige critérios de rateio que, divididos
e aplicados em unidades menores de produção (
departamentos ) per4mite uma aplicação mais
racional desses mesmos custos indiretos às
unidades produzidas.
Os custos vão se formando e transferindo de um
para outro departamento até que o produto final e
acabado seja transferido para EPA.
Cada um desses departamentos recebe e
transfere custos utilizando de todos os preceitos
até aqui mencionados, ou seja, pratica os critérios
de valorização, equivalente de produção , etc.
Para que possamos aplicar os conceitos de
departamentalização, juntamente com outros já
apreendidos desenvolveremos um exercício
aplicado pela ESAF.




________________________________________
(11)Martins, Eliseu – Contabilidade de
Custos. Atlas

A Empresa Xtal tem três Departamentos de
produção : A,B e C. Inicia o processo sem estoque
inicial e os eventos são conforme se segue:

Dados extraídos do relatório de Custo de Produção:

DEPARTAMENTO A
Unidades iniciadas 25.000
Unidades transferidas p/ Depto. B 15.000
Unidades em processo, 50% terminadas 10.000
Custo debitado no Departamento 1.000.000

DEPARTAMENTO B
Unidades recebidas de A 15.000
Unidades transferidas p/ Depto. C 7.000
Unidades em processo, 37,5% terminadas 8.000
Custo Debitado ao Departamento 600.000

DEPARTAMENTO C
Unidades recebidas de B 7.000
Unidades Acabadas, transferidas p/ EPA 3.000
Unidades em processo 50% acabadas 4.000
Custo Debitado ao Departamento 500.000

-O valor das unidades transferidas do Departamento B para o
Departamento C foi de:
a) 580.000
b) 770.000
c) 640.000
d) 630.000
e) 750.000

-O valor dos produtos transferidos para EPA foi de:
a) 580.000
b) 770.000
c) 640.000
d) 630.000
e) 750.000

-O total referente ao EPE do Departamento B foi de:
a) 580.000
b) 770.000
c) 640.000
d) 630.000
a) 750.000

-O total referente ao EPE do Departamento C foi de:
b) 580.000
c) 770.000
d) 640.000
e) 630.000
a) 750.000


1 – Departamentalização

2 – Ponto de Equilíbrio

3 – Alteração dos Custos e Despesas e o Ponto de Equilíbrio





42
Temos que calcular o Custo de cada
departamento como sendo uma operação completa
e independente:

DEPARTAMENTO A
Valor transferido para Depto B 750.000(*)
Valor mantido em Elaboração 250.000(**)
------------
Total de custos aplicados 1.000.000

Cálculo da produção Equivalente Depto A:
15.000 + 5.000 ( 10.000 50 % acabada ) = 20.000
Custo unitário produção Equivalente:
1.000.000 / 20.000 unidades = 50
* produtos acabados e transferidos p/
Departamento B => 15.000 * 50 = 750.000
** produtos em elaboração no Departamento A
=> 5.000 ( 10.000 * 50% ) * 50 = 250.000

DEPARTAMENTO B
Valor transferido para Depto C 770.000(***)
Valor mantido em Elaboração 580.000(****)
--------------
1.350.000
Custos recebidos Depto A 750.000
Custos aplicados Depto B 600.000
-----------
1.350.000

Cálculo da produção Equivalente Depto. B:
7.000 + 3.000 ( 8.000 37,5% acabada ) = 10.000
Custo unitário produção Equivalente
600.000 / 10.000 unidades = 60
*** produtos acabados e transferidos p/
Departamento C :
precisamos utilizar o critério PEPS
7.000 * 50 ( custo recebido Depto A ) = 350.000
7.000 * 60 ( custo Depto B ) = 420.000
-----------
total custo transferência 770.000
****produtos em elaboração no Departamento B:
8.000 * 50 ( custo recebido Depto A ) = 400.000
3.000 ( 8.000 * 37,5% ) * 60 ( custo Depto B )
= 180.000
-----------
total custo elaboração 580.000

DEPARTAMENTO C
Valor transferido para EPA 630.000(*****)
Valor mantido em Elaboração 640.000(******)
--------------
1.270.000
Custos recebidos Depto B 770.000
Custos aplicados Depto. C 500.000
-----------
1.270.000
Cálculo da produção Equivalente Depto. C:
3.000 + 2.000 ( 4.000 50% acabada ) = 5.000
Custo unitário produção Equivalente
500.000 / 5.000 unidades = 100
***** produtos acabados e transferidos p/ EPA :
precisamos utilizar o critério PEPS
3.000 * 110 (50 Depto A e 60 Depto B)= 330.000
3.000 * 100 ( custo Depto C ) = 300.000
-----------
total custo transferência 630.000
******produtos em elaboração no Depto. B:
4.000 * 110 (50 Depto A e 60 Depto B)= 440.000
2.000 ( 4.000 * 50% ) * 100 ( custo Depto C )
= 200.000
-----------
total custo elaboração 640.000

Com base no exercício desenvolvido acima temos
como resposta :

-O valor das unidades transferidas do Departamento B para o
Departamento C foi de: 770.000 alternativa “b”.

-O valor dos produtos transferidos para EPA foi de: 630.000
alternativa “d”.

-O total referente ao EPE do Departamento B foi de: 580.000
alternativa “a”.

-O total referente ao EPE do Departamento C foi de: 640.000
alternativa “c”.

2 – Ponto de Equilíbrio

“O Ponto de Equilíbrio ( também denominado
Ponto de Ruptura – Break-even Point ) nasce da
conjugação dos Custos Totais com as Receitas
Totais”.(12)
Neste ponto, determinado volume de vendas,
frente aos custos fixos e variáveis envolvidos,
resultam em lucro igual a zero.
O seguinte gráfico exemplifica diversos graus
de receita e custos, identificando o Ponto de
Equilíbrio:

Ponto de equilíbrio
Lucro R
e
c T
custos custos e o
variáveis i t
prejuízo Totais t a
custos a i
fixos s s
fonte : Martins, Eliseu – Contabilidade de Custos. Atlas
________________________________________
(12)Martins, Eliseu – Contabilidade de
Custos. Atlas



43

Ponto de Equilíbrio Contábil,
Econômico e Financeiro

“Contábil, quando Receitas menos Custos
e Despesas Totais dão resultado nulo;
Econômico, quando dão como resultado o
Custo de Oportunidade do Capital Próprio
empregado; e
Financeiro, quando produzem, em caixa,
inalterado do saldo, independente de haver
resultado contábil ou econômico”.
Utilizando do método de Custeio Variável e
do conceito de Margem de contribuição
poderemos mais facilmente entender os
conceitos apresentados.
“O Ponto de Equilíbrio Contábil será
obtido quando a soma das Margens de
Contribuição totalizar o montante suficiente
para cobrir todos os Custos e Despesas
Fixos; este é o ponto em que contabilmente
não haveria lucro nem prejuízo ( supondo
produção igual a venda )”.
Levando-se em consideração a definição
acima temos que dado um montante de
gastos fixos existente, o Ponto de Equilíbrio
Contábil ( PEC ) será atingido no momento
em que tivermos margem de contribuição
suficiente para cobrir este gasto. Supondo os
seguintes dados:
Preço de Venda $ 100,00 p/ unidade
Custos Variáveis $ 60,00 p/ unidade
Custos e Despesas Fixas $ 10.000,00

O PEC em quantidade será aquela que
resultar da relação do total dos Custos e
Despesas Fixas pela diferença do preço
unitário de venda e o custo variável, ou seja,
o total dos Custos e Despesas Fixas pela
margem de contribuição unitária. Assim:
PEC em quantidade :
Total de Custo e Despesas fixas
Preço unit. Venda – Custo Variavel
= 10.000 = 10.000 = 250 unidades
100 – 60 40

O PEC em valor será a quantidade no
ponto de equilíbrio vezes o preço de venda.
Assim:
Quantidade no ponto de equilíbrio = 250
Preço de venda = 100
Quantidade X Preço = 250 X 100 = $ 25.000

Montando o Demonstrativo de Resultados
podemos verificar a materialização da teoria:


Receita de Venda ( 250 X 100 ) = 25.000
(-) Custo ( 250 X 60 ) = (15.000)
-----------
(=) Margem de Contribuição = 10.000
-----------
(-) Custos e Despesas fixas = (10.000)
-----------
Lucro = 0

“Mas um resultado contábil nulo significa
que, economicamente, a empresa está
perdendo ( pelo menos o juro do capital
próprio investido )”.
Existe um investimento realizado e se
espera que ele retorne pelo menos o que o
mercado padrão retornaria o mesmo volume
de capital investido. É o conceito de Custo de
Oportunidade.
“Representa o Custo de Oportunidade o
quanto a empresa sacrificou em termos de
remuneração por ter aplicado seus recursos
numa alternativa so invés de em outra. Se
usou seus recursos para a compra de
equipamentos para a produção de sorvetes,
o custo de oportunidade desse investimento
é o quanto deixou de ganhar por não ter
aplicado aquele valor em outra forma de
investimento que estava a seu alcance”.(13)
Este resultado Econômico a que nos
referimos cria um novo Ponto de Equilíbrio. É
o Ponto de Equilíbrio Econômico ( PEE ).
O PEE deve gerar um lucro contábil que
seja suficiente para remunerar o capital
aplicado frente ao custo de oportunidade
existente.
“Obteremos, assim, o valor da receita
mínima que gere lucro zero, mas que cubra
todos os gastos operacionais, financeiros e
os efeitos da inflação nos ativos e passivos
monetários”.(14)
Assim, utilizando os mesmos dados do
exercício anterior, e considerando que todos
representam uma posição referente ao
período de um mês, e ainda, considerando
um custo de oportunidade de 2 %, e ainda,
que a empresa apresente um Patrimônio
Liquido de 200.000,00 temos que:


____________________________________
(13) Martins, Eliseu – Contabilidade de
Custos. Atlas
(14) Padoveze, Clovis Luis – Contabilidade
Gerencial um enfoque em sistema de
informação contábil. Atlas



44

O PEE em quantidade será aquela que
resultar da relação do total dos Custos e
Despesas Fixas mais a Remuneração do
Capital pela diferença do preço unitário de
venda e o custo variável, ou seja, o total dos
Custos e Despesas Fixas mais a
Remuneração do Capital pela margem de
contribuição unitária. Assim:
PEC em quantidade :
Custo e Desp. fixas + Rem. Capital
Preço unit. Venda – Custo Variavel
= 10.000 + 4.000(*)=14.000 = 350 unidades
100 – 60 40
(*) Remuneração do Capital = Patrimônio
Liquido X Custo de oportunidade =>
= 200.000 X 2% = 4.000

O PEE em valor será a quantidade no
ponto de equilíbrio vezes o preço de venda.
Assim:
Quantidade no ponto de equilíbrio = 350
Preço de venda = 100
Quantidade X Preço = 350 X 100 = $ 35.000

Montando o Demonstrativo de Resultados
podemos verificar a materialização da teoria:

Receita de Venda ( 350 X 100 ) = 35.000
(-) Custo ( 350 X 60 ) = (21.000)
-----------
(=) Margem de Contribuição = 14.000
-----------
(-) Custos e Despesas fixas = (10.000)
-----------
Lucro = 4.000
- O Lucro apresentado é exatamente a
remuneração mínima do Capital frente ao
custo de oportunidade existente.

Mas também devemos considerar que
haverá um Ponto de Equilíbrio onde a
Margem de Contribuição deva ser necessária
para cobrir somente efeitos financeiros, que
representem saída de caixa. Isso porque
existem efeitos econômicos no DRE que não
trazem reflexo financeiro, não alterando a
capacidade de pagamento da empresa.
Assim, teríamos um ponto onde, mesmo que
não cobríssemos todos os resultados
econômicos, financeiramente estaríamos em
equilíbrio.
O Ponto de Equilíbrio Financeiro ( PEF )
apresenta esta posição e o efeito econômico
mais corrente que se altera é a Depreciação,
e para exemplificar tomemos como base os

dados do primeiro exemplo e também
consideremos que a Depreciação nesse
período foi de 6.000.
O PEF em quantidade será aquela que
resultar da relação do total dos Custos e
Despesas Fixas menos a Depreciação pela
diferença do preço unitário de venda e o
custo variável, ou seja, o total dos Custos e
Despesas Fixas menos a Depreciação pela
margem de contribuição unitária. Assim:
PEC em quantidade :
Custo e Desp. fixas - Depreciação
Preço unit. Venda – Custo Variavel
= 10.000 – 6.000 = 4.000 = 100 unidades
100 – 60 40

O PEF em valor será a quantidade no
ponto de equilíbrio vezes o preço de venda.
Assim:
Quantidade no ponto de equilíbrio = 100
Preço de venda = 100
Quantidade X Preço = 100 X 100 = $ 10.000
Montando o Demonstrativo de Resultados
podemos verificar a materialização da teoria:

Receita de Venda ( 100 X 100 ) = 10.000
(-) Custo ( 100 X 60 ) = (6.000)
-----------
(=) Margem de Contribuição = 4.000
-----------
(-) Custos e Despesas fixas = (10.000)
-----------
Prejuízo = (6.000)
- O Prejuízo apontado equivale exatamente
ao valor da Depreciação, que não será
desembolsado, assim, o resultado financeiro
é Zero.
Assim, em uma só tabela temos:

PEC PEE PEF
Receita de Venda 25.000 35.000 10.000
Custo (15.000) (21.000) (6.000)
Margem Contribuição 10.000 14.000 4.000
Custos Despesas Fixas (10.000) (10.000) (10.000)
Resultado zero 4.000 (6.000)
Quantidade de Equilíbrio 250 350 100


3 – Alteração dos Custos e Despesas e o Ponto
de Equilíbrio

Alteração dos Custos e Despesas Fixos

O aumento ou diminuição em Custos e
Despesas fixos ocasionam um aumento ou
diminuição de mesmas proporções no ponto
de equilíbrio.



45

Utilizando o mesmo exemplo que
desenvolvemos nos exercícios anteriores e
considerando um aumento de 20 (vinte) %
nos custos e despesas fixos temos:

Preço de Venda $ 100,00 p/ unidade
Custos Variáveis $ 60,00 p/ unidade
Custos e Despesas Fixas $ 12.000,00(*)
(*) com aumento de 20% conforme
determinado.

O PEC em quantidade

Total de Custo e Despesas fixas + 20%
Preço unit. Venda – Custo Variavel

= 12.000 = 12.000 = 300 unidades
100 – 60 40

Considerando posições com e sem
incremento de Custos e Despesas Fixos:

PEC quantidade PEC quantidade
(antes do incremento) (com 20% a mais)
250 unidades 300 unidades

300 unidades ¬ 1,20 ou 20% de aumento
250 unidades

O percentual de aumento nas quantidades
do PEC é exatamente igual ao do incremento
no Custo e Despesas Fixos.

O PEC em valor com incremento de 20%
sobre os Custos e Despesas Fixos:

Quantidade no ponto de equilíbrio = 300
Preço de venda = 100
Quantidade X Preço = 300 X 100 = $ 30.000

PEC valor PEC valor
(antes do incremento) (com 20% a mais)
$ 25.000 $ 30.000

$ 30.000 ¬ 1,20 ou 20% de aumento
$ 25.000

O percentual de aumento no valor do PEC
é exatamente igual ao do incremento no
Custo e Despesas Fixos.






Alteração dos Custos e Despesas Variáveis

“Se a Margem de Contribuição unitária é
pequena, qualquer pequena alteração nos
Custos e Despesas Variáveis provocará
grandes alterações nessa mesma margem, o
que acarretará, por sua vez, grandes
modificações no Ponto de Equilíbrio. E se a
Margem de Contribuição unitária for grande,
mesmo grandes alterações percentuais sobre
valores variáveis não alterarão em muito
essa margem, o que por sua vez não mudará
em muito também o Ponto de Equilíbrio”.(15)

Utilizando o mesmo exemplo que
desenvolvemos nos exercícios anteriores e
considerando um aumento de 20 (vinte) %
nos custos variáveis temos:

Preço de Venda $ 100,00 p/ unidade
Custos Variáveis $ 72,00(*) p/ unidade
Custos e Despesas Fixas $ 10.000,00
(*) com aumento de 20% conforme
determinado.

O PEC em quantidade

Total de Custo e Despesas fixas
Preço unit. Venda – Custo Variável (c/ 20%)

= 10.000 = 10.000 = 357,14 unidades
100 – 72 28

Considerando posições com e sem
incremento de Custos e Despesas Fixos:

PEC quantidade PEC quantidade
(antes do incremento) (com 20% a mais)
250 unidades 357,14 unidades

357,14unidades ¬ 1,43 ou 43% de aumento
250 unidades

Assim, para um aumento de 20% no custo
variável, tendo por base sua participação na
margem de contribuição desse exemplo,
teremos um aumento de 43% das
quantidades necessárias para o PEC.




____________________________________
(15) Martins, Eliseu – Contabilidade de
Custos. Atlas



46

O PEC em valor com incremento de 20%
sobre os Custos Variáveis:

Quantidade no ponto de equilíbrio = 357,14
Preço de venda = 100
QuantidadeXPreço = 357,14 X 100 =$ 35.714

PEC valor PEC valor
(antes do incremento) (com 20% a mais)
$ 25.000 $ 35.714

$ 35.714 ¬ 1,43 ou 43% de aumento
$ 25.000

Assim, para um aumento de 20% no custo
variável, tendo por base sua participação na
margem de contribuição desse exemplo,
teremos um aumento de 43% do valor
necessário para o PEC.

Aumento desejado no lucro e o PEC

Mantido o preço de venda e o custo dos
insumos, quantas unidades precisaremos
agregar ao PEC para obtermos $2.000 de
Lucro?
O valor que esperamos obter como lucro
deve ser agregado aos Custos e Despesas
Fixos, apurando então um segundo PEC.
Encontraremos as quantidades necessárias.

Partindo de nosso exemplo:

Preço de Venda $ 100,00 p/ unidade
Custos Variáveis $ 60,00 p/ unidade
Custos e Despesas Fixas $ 12.000,00(*)

(*) Agregamos aqui o Lucro desejado como
determina o exercício

O PEC em quantidade :
Total de Custo+Desp. fixas+Lucro desejado
Preço unit. Venda – Custo Variavel
= 10.000 + 2.000 = 12.000 = 300 unidades
100 – 60 40

O PEC em valor:
Quantidade no ponto de equilíbrio = 300
Preço de venda = 100
Quantidade X Preço = 230 X 100 = $ 30.000






Montando o Demonstrativo de Resultados
podemos verificar a materialização da teoria:

Receita de Venda ( 300 X 100 ) = 30.000
(-) Custo ( 300 X 60 ) = (18.000)
-----------
(=) Margem de Contribuição = 12.000
-----------
(-) Custos e Despesas fixas = (10.000)
-----------
Lucro = 2.000

Sobrou no DRE exatamente o Lucro
desejado.












































47
Quadros Sinóticos:



Equivalente a um centro de custos, ou
Departamento
Um departamento com diversos centros de custos

Unidade mínima administrativa para a Contabilidade de Custos


Ponto de Equilíbrio Contábil - PEC
Ponto de Equilíbrio Ponto de Equilíbrio Econômico - PEE
Ponto de Equilíbrio Financeiro - PEF



Alteração dos Custos e Despesas Fixos
Alteração dos Custos
e Despesas Alteração dos Custos e Despesas Variáveis
no PEC
Aumento desejado no Lucro



















48

Exercícios elaborados e cedidos pelo professor Walter Nobuyuki Yamada

Exercícios de Fixação

1 – Aponte para a afirmação incorreta:

a) “Departamento é a unidade mínima
administrativa para a Contabilidade de Custos,
representada por homens e máquinas ( na maioria
dos casos ) , que desenvolve atividades
homogêneas”.
b) “Na maioria das vezes um Departamento é
um Centro de Custos, ou seja, nele são
acumulados os Custos diretos para posterior
alocação aos produtos ( Departamentos de
produção) ou a outros Departamentos (
Departamentos de Serviços )”.
c) “Em outras situações podem existir diversos
Centros de Custos dentro de um mesmo
Departamento”.
d) “A Departamentalização é obrigatória em
custos para uma racional distribuição dos Custos
Indiretos”.
e) “Na maioria das vezes um Departamento é
um Centro de Custos, ou seja, nele são
acumulados os Custos Indiretos para posterior
alocação aos produtos ( Departamentos de
produção) ou a outros Departamentos (
Departamentos de Serviços )”.

2 – Aponte para a afirmação incorreta:

a) “Ponto de Equilíbrio Contábil, quando
Receitas menos Custos e Despesas Totais
dão resultado nulo;
b) Ponto de Equilíbrio Econômico, quando
dão como resultado o Custo de Oportunidade
do Capital Próprio empregado; e
c) Ponto de Eauilíbrio Financeiro, quando
produzem, em caixa, inalterado do saldo,
independente de haver resultado contábil ou
econômico”.
d) “O Ponto de Equilíbrio Contábil será
obtido quando a soma das Margens de
Contribuição totalizar o montante suficiente
para cobrir todos os Custos e Despesas
Variáveis;
e) “ Um resultado contábil nulo significa
que, economicamente, a empresa está
perdendo ( pelo menos o juro do capital
próprio investido )”.




3 – Dados : Empresa Líder

Preço de Venda $ 20,00 unitário
Custo Variável $ 8,00 unitário
Custo e Despesa Fixa $ 48.000,00 por
mês

A Empresa Concorrente, pratica o mesmo
Preço de Venda, assim como, os Custos e
Despesas Variáveis são idênticos. Porém, os
Custos e Despesas Fixas da Empresa
Concorrente são 10% menores.
O Ponto de Equilíbrio em quantidade da
Empresa Líder e da Concorrente são
respectivamente de:
a) 3.200 e 4.000
b) 3.900 e 3.600
c) 4.000 e 3.200
d) 4.000 e 3.600
e) 3.600 e 4.000

4 – Com firme propósito de derrubar a
Empresa Concorrente, a Empresa Líder
tomou as seguintes decisões:

I – reduziu em 10 % o Preço de
Venda;
II – num grande esforço, reduziu
também em 10 % o Custo e Despesas Fixas.
O resultado das decisões proporcionou, em
relação ao ponto de equilíbrio inicial, um:
a) aumento de 9%
b) diminuição de 10%
c) aumento de 8%
d) aumento de 7%
e) diminuição de 12%

5 – Um Auditor Fiscal da Receita Federal
obteve os seguintes dados da Empresa
Suspeita, que trabalha com um único produto
que fabrica e comercializa. A empresa não
utiliza o inventário Permanente:

Preço de Venda $ 15,00 unitário
Custo Variável $ 5,00 unitário
Custo e Despesa Fixa $ 60.000,00 por
mês
Situação da movimentação física dos
Produtos Prontos :
Estoque inicial = zero
Produção do mês = 7.200 unidades
Estoque final = zero



49

Obs: Esta situação de estoques iniciais e
finais igual a zero é justificada pelo fato de
que a Empresa só produz e comercializa o
suficiente para cobrir todos os custos para
manter o lucro sempre igual a zero ( trabalha
no PE). O proprietário alega que detesta
pagar IRPJ, pois acha um grande
desperdício pagar tributos nesse país.
O Auditor da Receita Federal notou indícios
de fraude. Com bases nos dados coletados
pelo auditor, pode-se afirmar que a empresa
omitiu Receita de Venda e quantidade
produzida e vendida respectivamente de:
a) $ 10.000 e 1.000 unid.
b) $ 19.500 e 1.300 unid
c) $ 12.500 e 1.250 unid
d) $ 16.500 e 1.100 unid
e) $ 18.000 e 1.200 unid

6 – Dados:

Preço de Venda $ 35,00 unitário
Custo Variável $ 21,00 unitário
Ponto de Equilíbrio $ 210.000,00

Com os dados acima, pode-se afirmar que
o Custo Fixo é de:
b) $ 64.000 b)$ 56.000 c)$ 84.000
d) $ 72.000 e)$ 96.000

7 – Dados:

Preço de Venda $ 30,00 unitário
Custo Variável $ 14,00 unitário
Custo e Despesa Fixa $ 112.000 por mês

Nos custos e Despesas Fixas estão
embutidos:
I – Depreciação do mês no valor de $
12.000
II – variação cambial sobre empréstimo
em moeda estrangeira, contabilizada no mês,
no valor de $ 4.000.
Sobre o Patrimônio Líquido no total de $
160.000 espera-se um retorno mensal de
5%, ou seja, $ 8.000. Com os dados acima, o
PEC, PEE e PEF são respectivamente de:
a) $ 210.000; $ 225.000 e $ 180.000
b) $ 220.000; $ 225.000 e $ 200.000
c) $ 200.000; $ 215.000 e $ 170.000
d) $ 180.000; $ 225.000 e $ 210.000
e) $ 215.000; $ 180.000 e $ 220.000




8 – Empresa Ambiciosa
Dados do mês de Maio’X1:
Preço de venda $ 1,20 unitário
Custo Variável $ 0,50 unitário
Custo e Despesa Fixa $ 10.500 por mês
Atualmente o Ponto de Equilíbrio é de
17.250 unidades.
O Patrimônio Líquido de $ 26.250 está
proporcionando um retorno no valor de $
1.575, que corresponde a 6%.
Considerando que a Economia não permite
qualquer alteração no preço, tanto o Custo e
Despesa ( variável e Fixo ) permanecem
inalterados para os meses seguintes.
Sobre o mesmo PL, para o mês de
Junho’X1 pretende um retorno de 8% e para
Julho’X1 de 10%. Para alcançar esses
objetivos o Ponto de Equilíbrio em
quantidade devem ser respectivamente de:
a) 17.300 e 18.200
b) 18.000 e 18.750
c) 17.500 e 18.500
d) 18.200 e 19.000
e) 18.400 e 19.050

9 – Empresa Ajustada
Dados :
Preço de Venda $ 200,00 unitário
Custo Variável $100,00 unitário
Custo e Despesa Fixa $640.000 por mês
Considerando que :
I – em função do aumento nos derivados
de petróleo o Custo e Despesa Variável
sofreu um aumento de 25% na Matéria Prima
NAFTA, que representa 20% do Custo e
Despesa Variável;
II – em razão do dissídio da categoria, o
Custo e Despesa Variável sofreu um
acréscimo de 25% na Mão-de-Obra Direta
que representa 60% do Custo e Despesa
Variável;
III – que o Custo e Despesa Fixa sofreu um
acréscimo de 25% na folha de pagamento
que representa 30% dos Custos e Despesas
Fixas.
O Ponto de Equilíbrio Inicial e Final são,
respectivamente:
a) $ 1.280.000 e $ 1.700,000
b) $ 1.280.000 e $ 1.740.000
c) $ 1.260.000 e $ 1.820.000
d) $ 1.260.000 e $ 1.720.000
e) $ 1.280.000 e $ 1.720.000






50


10 – Empresa Prudente
Preço de Venda $ 20,00 unitário
Custo Variável $ 8,00 unitário
Custo e Despesa Fixa $ 96.000 por mês
Empresa Ousada
Preço de Venda $ 15,00 unitário
Custo Variável $ 6,00 unitário
Custo e Despesa Fixa $ 72.000 por mês
I – Patrimônio Líquido de ambas são
exatamente iguais, no total de $ 180.000;
II – O Ponto de Equilíbrio da empresa
Ousada é de 10.000 unidades, o que lhe
garante um retorno sobre o Patrimônio
Liquido de 10%;
Qual deve ser o Ponto de Equilíbrio da
empresa Prudente para garantir-lhe a mesma
rentabilidade?
a) 9.500
b) 9.600
c) 9.700
d) 9.800
e) 10.000













GABARITO:

1) b
2) d
3) d
4) c
5) e
6) c
7) a
8) b
9) e
10) a

































































51
6. Custo Padrão
1 – Concei






1 – Custo Padrão Ideal e Corrente

Custo Padrão Ideal – Pratica o custo como
um método científico, fruto de cálculos
minuciosos, buscando estabelecer unidades
de insumos adequadas, posições ótimas,
sem refugo, sem retrabalho, com perdas
mínimas. Este método está em desuso.
Custo Padrão Corrente – “Diz respeito ao
valor que a empresa fixa como meta para o
próximo período para um determinado
produto ou serviço, mas com a diferença de
levar em conta as deficiências sabidamente
existentes em termos de qualidade de
materiais, mão-de-obra, equipamentos,
fornecimento de energia, etc. É um valor que
a empresa considera difícil de ser alcançado,
mas não impossível”.(16)

Comparação entre os dois métodos:

PADRÃO IDEAL
1--exclui somente ineficiências que
cientificamente não podem ser sanadas
2- levantado somente em base de estudos
teóricos
3 – Considera os melhores fatores de
produção que a empresa deveria ter
4 – Meta de longo prazo
5 – Fixa padrão ideal que provavelmente
nunca alcance

PADRÃO CORRENTE
1 – só exclui as ineficiências que julga poder
sanar
2 – além das bases de estudos teóricos
baseia-se também em pesquisas e testes
práticos
3 – Considera a capacidade real dos fatores
de produção a empresa possui
4 – Meta de curto e médio prazo
5 –Fixa um padrão que é possível ser
alcançado
------------------------------------------------------------
(16) Martins, Eliseu – Contabilidade de
Custos. Atlas

Custo Padrão não é Custo Estimado pois o
Padrão leva em conta estudos de aspectos
de comportamento de cada insumo enquanto
que o Estimado parte dos dados históricos
alterando-os em aspectos simples como
quantidade produzida, mudança de
equipamento, mais um turno de produção,
etc.

O Custo que utilizaremos em nossos
estudos será o Custo Padrão Corrente, que
daqui para diante tão somente
denominaremos CUSTO PADRÃO.

2 – Características

Sua grande característica é permitir a
comparação entre o que foi previsto e o que
se realizou. Ë um instrumento de medição de
qualidade, de eficiência do processo.
Utiliza do Padrão para permitir a
apropriação de custos durante o processo de
produção, levando-se em consideração que
nem todos os custos já se encontram
disponíveis no momento da elaboração do
produto e que se faz necessária esta
apropriação para que o produto acabado
possa ser vendido e com ele levar um Custo,
viabilizando a apuração do Resultado.

E porque certos custos não se encontram
disponíveis no momento da produção?

1 - Porque ainda não foram apurados ou
incorridos tendo em vista que sua apuração
se fará por competência;
2 - E também porque, mesmo tendo
ocorrido seu volume não corresponde
exatamente ao consumido na produção.

Como exemplo dos primeiros temos
diversos custos que somente serão lançados
ao final de cada mês, tal como Salários,
Alugueis, Mão de Obra, Comissões, Energia
Elétrica, Água, etc.


1 – Custo Padrão Ideal e Corrente
2 – Características
3 – Operacionalização
4 - Contabilização




52
Como exemplo dos que ocorrem mas em
volume diferente do consumido temos a
Matéria Prima, quando adquirida em lotes
econômicos e que se mantém no EMP até
sua requisição para EPE.
Assim, demonstra-se um eficiente
instrumento que permite, através de Custos
Padrões de insumos ( MP, MOD e GGF ),
constituir o produto acabado.
Ao final do período ajustamos o Custo
incorporando nele a variação incorrida entre
o Padrão e o Real, seja para mais ou para
menos, conforme o comportamento de cada
insumo.
Pela comparação do Padrão e o Real e as
diferenças apuradas – e é normal que
ocorram diferenças pois o Custo Padrão
considera a ocorrência de erros – medimos o
nível de qualidade de nossas projeções e a
eficiência de nossos procedimentos.
É muito importante efetuar os ajustes das
variações pois sem esse procedimento o
Custo Padrão perde a razão de ser.
O Custo Padrão é uma ferramenta que
tanto pode ser usada no custeio por
Absorção como Variável (Direto).

3 – Operacionalização

O Custo Padrão e o Custo Real devem ser
fixados e apurados, respectivamente, em
composições unitárias de quantidade e valor
( quantidades físicas e valores, quer de
materiais, Mão-de-Obra, Kg, Horas máquina,
etc. ) para, a partir da comparação previsto (
padrão ) e realizado ( raal ) ajustar as diferen
Cãs e medir a eficiência.
A análise da variação deverá sempre
ocorrer antes do ajuste, pela própria razão de
ser do custo padrão. Analisados e ajustados
haverá uma posterior melhoria na previsão
dos próximos exercícios.
O ajuste será proveniente de uma diferença
entre custo Padrão e Custo Real, chamado
de VARIAÇÃO e significará uma situação
Favorável ou Desfavorável:
Favorável – Custo Real inferior ao Custo
Padrão;
Desfavorável – Custo Real superior ao
Custo Padrão.
Esta VARIAÇÃO pode resultar de:
Variação em quantidade – Preços previstos
corretos, diferença na quantidade aplicada;
Variação em preços – Quantidade prevista
correta, diferença no preço incorrido.

Variação Mista – diferença na quantidade
aplicada e no preço incorrido.

Essas Variações podem ser muito mais
difíceis de serem identificadas se dizerem
respeito ao CIF ( Custo Indireto de
Fabricação ), tendo em vista que se referem
a Gastos que não se apropriam de forma
direta, necessitando do critério de rateio. No
cado do CIF, classificamos as Variações em:

Variação em Volume – devido ao custo fixo
com diferença em quantidade aplicada;

Variação em Custos – dividido em:
Variação de eficiência - uso e aplicação
diferente do previsto no Padrão;
Variação no Custo – comportamento do
CIF diferente do considerado no volume real
de produção.
“A variação de Volume só existe no custeio
por absorção”.

Abaixo, três quadros com a evolução da
análise das variações de Custo Padrão e
Custo Real, “extraídos de MARTINS, Eliseu –
Contabilidade de Custos, 1998, p.340 e
seguintes”:

I – Material Direto, Mão-de-Obra Direta e
Custos Indiretos:

Descrição Custo – Unitário Variação
Padrão Real
Material Direto $1.700 $1.850 $ 150 D
Mão-de-Obra Dir. $ 950 $1.050 $ 100 D
Custos Indiretos $ 750 $ 950 $ 200 D
------------ ---------- -----------
$3.400 $3.850 $ 450 D
====== ====== ======

Abrindo somente os componentes de
Matéria Prima:

Materiais Padrão
Qtde Custo Total
MP A 16 kg $ 40,00 $640,00
MP B 5 m $100,00 $500,00
Embalagem 80 fls $ 7,00 $560,00

Materiais Real
Qtde Custo Total
MP A 19 kg $ 42,00 $798,00
MP B 4 m $135,00 $542,00
Embalagem 75 fls $ 6,80 $510,00




53
Materiais Variação
$
MP A $158,00 D
MP B $ 42,00 D
Embalagem $ 50,00 F
-----------
$150,00 D

Análise da Variação por Componente:


Variação MPA MPB Embalag.

Quantidade $120 D $100 F $35 F
Preço $ 32 D $177,5 D $16 F
Mista $ 6 D $ 35,5 F $ 1 D
------- -------- --------
$158 D $ 42 D $50 F


Quando a “variação mista”, favorável ou
desfavorável será somada ou subtraída da
variação total?

Passos para a solução da pergunta acima:
1 – Somar as variações individuais de
“quantidade e preço”;
2 – Comparar o total encontrado com a
variação total;
3 – Se o total das variações individuais for:
a) menor do que a variação total, somar a
variação vista, mantendo o mesmo
sinal;
b) maior do que a variação total, subtrair
a variação mista e dar o sinal inverso
da variação total.

Testando : Matéria Prima A:
1 - $ 120,00 D + $ 32,00 D = $ 152,00 D
2 - $ 152,00 D => comparar com $ 158,00 D
3 - $ 152,00 D < $ 158,00 => portanto,
somar a variação mista de $ 6,00 D e manter
o sinal.

Testando : Matéria Prima B:
1 - $ 100,00 F + $ 177,50 D = $ 77,50 D
2 - $ 77,50 D => comparar com $ 42,00 D
3 - $ 77,50 > 42,00 D => portanto, subtrair a
variação mista de $ 35,5 e dar o sinal
inverso da variação total,ou seja, $ 35,50 F.

Os cálculos para o componente Mão-de-
Obra são semelhantes ao de Matéria Prima.



Cálculo para o componente Custo Indireto
de Fabricação:

Descrição Custo – Unitário Variação
Padrão Real
Custos Indiretos $ 750 $ 950 $ 200 D

Detalhe da composição do CIF:
Custo Indireto Variável Padrão $450,00 un.
Custo Indireto Fixo Padrão $300.000 p/m
Volume de produção Padrão 1.000 un./ mês

Cálculo do CIF total – Padrão
Variável = $450,00 X 1.000 un . = $ 450.000
Fixo = $ 300.000
--------------
Total $ 750.000
========
CIF unitario Padrão = $750.000 => $750
1.000 un.
Outros dados:
Custo Indireto Total Real $ 760.000
Volume de produção Real 800 unidades

Padrão
Qtde Vr. Total Unitário
CIF 1.000 un $ 750.000 $750,00

Real
Qtde Vr. Total Unitário
CIF 800 un $ 760.000 $950,00

Variação
Qtde Vr. Total Unitário
CIF 200 D $ 10.000 D $200 D

Se tivesse ocorrido a variação somente no
volume e não tendo ocorrido nenhuma
variação nos custos indiretos, teríamops:
CIF – Volume ajustado
Variável : $ 450,00 X 800 um = $ 360.000
Fixo $ 300.000
--------------
Total $ 660.000
========
CIF unitário – Volume ajustado
$ 660.000 => 825
800 un,

Variação = CIF Padrão – CIF Padrão
do Volume nível real nível padrão
$ 75 D $ 825 $ 750

Observar que a queda no volume provocou
um aumento no CIF de $75 por unidade.




54
Análise da variação do Custo:

CIF total – Volume ajustado

Variável:$ 450,00X800 un. =$360.000(1)
Fixo $ 300.000
--------------
Total $ 660.000
========

CIF total - Real

Variável:$ 575,00X800 un. =$460.000(2)
Fixo $ 300.000
--------------
Total $ 760.000
========

Variação 460.000 – 360.000 = $ 100.000
(2) (1)


$ 100.000 => $ 125
800 unid.

$ 950 - $ 825 = $ 125

CIF Padrão => $ 750 por unidade
CIF Padrão ajustado ao nível real de
produção ( 800 un. ) => $ 625 por unidade
Variação desfavorável pela variação do
volume => $ 75 por unidade
CIF Real => $ 950 por unidade
CIF Padrão ajustado ao nível Real de
produção ( 800 un) => $ 825 por unidade
Variação desfavorável pela variação do
custo => $ 125 por unidade

4 – Contabililização

Precisamos do Custo Padrão para que
possamos manter a empresa em suas
atividades enquanto não temos devidamente
apurados os Custos Reais. Contabilizamos
todas as operações da empresa pelo Custo
Padrão, mantendo todos os insumos
requisitados em conta de VARIAÇÃO para
depois, tendo o Custo Real devidamente
apurado, ajustarmos esta conta (variação)
contra cada insumo de origem e depois
contra o Resultado.

Para o entendimento da contabilização
desenvolveremos um exercício prático
contendo EMP, EPE, EPA, Produção
Equivalente e Custo Padrão. Desta forma
reconheceremos o registro próximo ao que
ocorre na realidade:

Dados:
Ordem de produção do Período: 1.000 peças
Produtos acabados : 800 peças
Custo Padrão aplicado a cada insumo:
Matéria Prima $ 2,00
Mão de Obra Direta $ 3,00
CIF $ 5,00
Fase de acabamento do Produto em Elab.:
Matéria Prima 50 %
Mão-de-Obra 40%
CIF 30%
Custo Real Aplicado a cada insumo:
Matéria Prima $ 1.700,00
Mão-de-Obra $ 1.840,00
CIF $ 5.000,00
Unidades vendidas
A empresa vende, durante o mês, 200
peças pelo valor de $1.000,00 a vista.

Primeiro desenvolvemos o cálculo da
Produção Equivalente

Matéria Prima:
800 peças acabadas +
200 peças 50% acabadas = 100 peças
acabadas.
900 peças acabadas X 2,00 ( custo
padrão) = $ 1.800,00 requisitados pela
produção.
Total em elab Acabado
1.800,00 200,00 1.600,00

Mão-de-Obra
800 peças acabadas +
200 peças 40% acabadas = 80 peças
acabadas.
880 peças acabadas X 3,00 ( custo
padrão ) = $ 2.640,00 requisitados pela
produção.
Total em elab Acabado
2.640,00 240,00 2.400,00

CIF
800 peças acabadas +
200 peças 30% acabadas = 60 peças
acabadas.
860 peças acabadas X 5,00 ( custo
padrão ) = $ 4.300,00 requisitados pela
produção.
Total em elab Acabado
4.300,00 300,00 4.000,00





55

De Elaboração para EPE, considerando a
Produção Equivalente temos:

Requisit. Em Elab. Acabado
Matéria Prima 1.800 200 1.600
Mão de Obra 2.640 240 2.400
CIF 4.300 300 4.000


Pela Venda baixaremos parcela dos
produtos acabados pelos custos que
representarem proporcionalmente em EPA.
Vendemos 200 peças de um estoque de 800
Acabado 200/800
Matéria Prima 1.600 400
Mão de Obra 2.400 600
CIF 4.000 1.000

Todas as requisições foram efetuadas
contra a conta de VARIAÇÃO.

Contabilização:






























Pela Venda reconhecemos CUSTO










Todos os registros foram efetuados tendo
por base os diversos Custos Padrões
aplicados. Agora, tendo em vista que temos
conhecimento dos custos reais podemos
refazer todos os passos e ajustar cada fase
da produção.
Atente que a primeira conta a ser ajustada
é a conta de VARIAÇÃO que terminará o
período zerada, pela transferência dos
ajustes para EPE, que, por conseqüência, a
cada ajuste efetuado, acabará por ajustar
CUSTOS.

Custo Real Aplicado a cada insumo:
Matéria Prima $ 1.700,00
Mão-de-Obra $ 1.840,00
CIF $ 5.000,00

Matéria Prima:
800 peças acabadas +
200 peças 50% acabadas = 100 peças
acabadas.
1.700,00 ( custo real ) / 900 peças
acabadas = 1,89 => custo unitário
Total em elab Acabado
1.700,00 188,00 1.512,00

Mão-de-Obra
800 peças acabadas +
200 peças 40% acabadas = 80 peças
acabadas.
1.840,00 (custo real ) / 880 peças
acabadas = 2,09 => custo unitário
Total em elab Acabado
1.840,00 168,00 1.672,00

CIF
800 peças acabadas +
200 peças 30% acabadas = 60 peças
acabadas.
5.000,00 (custo real ) / 860 peças
acabadas = 5,81 => custo unitário
Total em elab Acabado
5.000,00 350,00 4.650,00

VARIAÇÃO .
1.800 Mat.Prim (1)
2.640 M. Obra (2)
4.300 CIF (3)

EPE .
(1)M.P 1.800 1.600 M.P (4)
(2)M.O. 2.640 2.400 M.O (5)
(3)CIF 4.300 4.000 CIF (6)
EPA .
(4) MP 1.600 400 MP (7)
(5) MO 2.400 600 MO (8)
(6) CIF 4.000 1.000 CIF (9)


CUSTO .
(7) MP 400
(8) MO 600
(9) CIF 1.000






56
De Elaboração para EPE, considerando a
Produção Equivalente temos:

Requisit. Em Elab. Acabado
Matéria Prima 1.700 188 1.512
Mão de Obra 1.840 168 1.672
CIF 5.000 350 4.650

Pela Venda baixaremos parcela dos
produtos acabados pelos custos que
representarem proporcionalmente em EPA.
Vendemos 200 peças de um estoque de 800
Acabado 200/800
Matéria Prima 1.512 378
Mão de Obra 1.672 418
CIF 4.650 1.162,50

Primeiro lançamos o Custo Real (
lançamentos ( 10,11 e 12 ) contra a conta de
VARIAÇÃO. A contra-partida serão as contas
de origem, como Depreciação Acumulada,
Salários a Pagar, etc. A diferença na conta
de VARIAÇÃO ajustará todas as outras
contas:
































Pela Venda reconhecemos CUSTO










Assim, como pudemos perceber, fizemos
primeiro o ajuste na conta VARIAÇÃO e
depois fomos apropriando cada proporção de
ajuste por fase e por conta, deixando em
cada grupo o reflexo do Custo Real.
A conta de VARIAÇÃO ficou zerada;
EPE ficou com $ 706, sendo:
MP $ 188
MO $ 168
CIF $ 350
EPA ficou com $ 5.875,5, sendo
MP $ 1.134 ( 1512 – 378 )
MO $ 1.254 ( 1672 – 418 )
CIF $ 3.487,5 ( 4650 – 1162,5 )
CUSTO ficou com $ 1.958,50, sendo:
MP $ 378
MO $ 418
CIF $ 1.162,50

Como cada operação está expressa nos
razonetes, fazer os lançamentos é uma
conseqüência lógica do que os débitos e
créditos nele representam.
Por exemplo:
Lançamento 1:
D – Matéria Prima alocado em EPE 1.800
C – Matéria Prima VARIAÇÃO 1.800
















VARIAÇÃO .
(10) MP 1.700 1.800 Mat.Prim (1)
(11) MO 1.840 2.640 M. Obra (2)
(12) CIF 5.000 4.300 CIF (3)
(13)aju MP 100 700 ajuste CIF (15)
(14)aj. MO 800 .
zerado
EPE .
(1)M.P 1.800 1.600 M.P (4)
(2)M.O. 2.640 2.400 M.O (5)
(3)CIF 4.300 4.000 CIF (6)
(15)aju CIF 700 100 ajuste MP (13)
(16)aju MP 88 800 ajuste MO (14)
(17)aju MO 728 650 ajuste CIF (18)
EPA .
(4) MP 1.600 400 MP (7)
(5) MO 2.400 600 MO (8)
(6) CIF 4.000 1.000 CIF (9)
(18)aju CIF 650 88 ajuste MP (16)
(19) aju MP 22 728 ajuste MO (17)
(20) aj MO 182 162,5 ajus CIF (21)


CUSTO .
(7) MP 400 22 ajuste MP (19)
(8) MO 600 182 ajuste MO (20)
(9) CIF 1.000
(21) ajCIF 162,5






57





Quadros Sinóticos: Exclui somente ineficiências que não podem ser
cientificamente comprovados
Ideal Base de estudos teóricos
Melhores fatores de produção que a empresa deveria ter
Meta de Longo prazo
Custo Padrão Fixa padrão que provavelmente nunca alcance

Só exclui ineficiências que julga poder sanar
Baseia-se também em pesquisas e testes práticos
Corrente Considera capacidade real dos fatores de produção
Meta de curto e médio prazo
Fixa padrão que é possível de ser alcançado



Em quantidade
VARIAÇÃO Em preço
Mista



Em Volume

VARIAÇÃO DO CIF Em Custo:
- - Variação de Eficiência
- - Variação no Custo











58
Exercícios elaborados e cedidos pelo professor
Walter Nobuyuki Yamada

1 – Dados:
Materiais Padrão
Qtde Custo Total
MP 101 15 kg $30,00 $450,00
MP 102 10 m $90,00 $900,00
MP 201 40 fls $ 5,00 $200,00

Materiais Real
Qtde Custo Total
MP 101 18 kg $ 32,00 $576,00
MP 102 9 m $100,00 $900,00
MP 201 42 fls $ 5,00 $168,00

Materiais Variação
$
MP 101 $126,00 D
MP 102 $ 0,00
MP 201 $ 32,00 F
-----------
$ 94,00 D
Com base nos dados acima, pode-se
afirmar que a variação de $94,00 é composta
de : variação da quantidade, de preço e
mista, respectivamente de:
a) $ 10,00 D; $ 100,00 D e $ 16,00 F
b) $ 6,00 F; $ 90,00 D e $ 13,00 D
c) $ 10,00 D; $ 90,00 D e $ 6,00 F
d) $ 6,00 F; $ 100,00 D e $ 0,00
e) $ 10,00 F; $ 100,00 D e $ 4,00 D

Legenda : D = Desfavorável
F = Favorável

2 – Esquadrias de Madeira Jatobá
Dados : Porta Blacão : 1,20 X 2,10 sem
ferragens
Matéria Prima Padrão = 1 Unidade
Madeira : 18 m X $ 6,00 m
Mão-de-Obra : 2 hs X $ 40,00 por hora

Produção do Mês = 100 unidades
Madeira : 1.900 m X $ 6,40 m
Mão-de-Obra : 180 hs X $ 38,00 p/ hora

Com os dados acima, pode-se concluir que
a composição da variação somente da Mão-
de-Obra, de quantidade,custo e mista,
respectivamente são:
a) $ 850 F; $ 400 F e $ 90 D;
b) $ 720 F; $ 400 F e $ 40 F;
c) $ 800 D; $ 320 D e $ 40 D;
d) $ 800 F; $ 400 F e $ 40 D;
e) $ 800 D; $ 400 D e $ 40 F.


3 – Confeitaria Kidoçura
Bolo de Casamento – Chifre de Prata –
10 bolos

Ingredientes Padrão
Unitário Total
10 kg Farinha de Trigo $ 1,50 $ 15,00
120 ovos vermelhos $ 0,25 $ 30,00
10 litros de leite $ 1,30 $ 13,00
20 colheres de fermento $ 0,30 $ 6,00
10 kg Açúcar $ 1,40 $ 14,00
10 cx. Creme de leite $ 1,00 $ 10,00
10 cx. Leite Condensado $ 1,20 $ 12,00
120 Laranjas Pêra $ 0,10 $ 12,00
20 Chifres de Isopor $ 1,00 $ 20,00

Ingredientes Real
Unitário Total
12 kg Farinha de Trigo $ 1,40 $ 16,80
140 ovos vermelhos $ 0,20 $ 28,00
12 litros de leite $ 1,20 $ 14,40
18 colheres de fermento $ 0,35 $ 6,30
08 kg Açúcar $ 1,60 $ 12,80
12 cx. Creme de leite $ 0,90 $ 10,80
10 cx. Leite Condensado $ 1,30 $ 13,00
150 Laranjas Pêra $ 0,14 $ 21,00
20 Chifres de Isopor $ 0,90 $ 18,00

Ingredientes Variação
$
12 kg Farinha de Trigo $ 1,80 D
140 ovos vermelhos $ 2,00 F
12 litros de leite $ 1,40 F
18 colheres de fermento $ 0,30 D
08 kg Açúcar $ 1,20 F
12 cx. Creme de leite $ 0,80 D
10 cx. Leite Condensado $ 1,00 D
150 Laranjas Pêra $ 9,00 D
20 Chifres de Isopor $ 2,00 F

Considerando que a Mão-de-Obra e os
Gastos Gerais de Fabricação são
exatamente os valores orçados, pode-se
afirmar que os Ingredientes Sólidos (
somente), têm variação de quantidade, de
preço e mista, respectivamente de:
a) $ 0,40 F; $ 0,00 e $ 0,70 F
b) $ 1,00 F; $ 0,20 D e $ 0,50 F
c) $ 0,50 D; $ 0,20 F e $ 0,60 F
d) $ 0,30 F; $ 1,00 D e $ 0,30 D
e) $ 0,70 F; $ 0,10 D e $ 0,40 D






59

4 – Polimento de Autos Sem-brilho
Dados para polimento de 20 autos:

Descrição Padrão
Qtde Custo Total
Massa de Polir
Carro Escuro 4 kg $18,00 $72,00
Carro Claro 3 kg $16,00 $48,00
MÃO-DE-OBRA
Carro Escuro 3 hs $15,00 $45,00
Carro Claro 2 hs $12,00 $24,00

Descrição Real
Qtde Custo Total
Massa de Polir
Carro Escuro 3,5 kg $16,00 $56,00
Carro Claro 2,6 kg $17,00 $44,20
MÃO-DE-OBRA
Carro Escuro 2,8 hs $18,00 $50,40
Carro Claro 2,2 hs $14,00 $30,80

Materiais Variação
$
Massa de Polir
Carro Escuro $16,00 F
Carro Claro $ 3,80 F
MÃO-DE-OBRA
Carro Escuro $ 5,40 D
Carro Claro $ 6,80 D
-------------
$ 7,60 F

Considerando os dados acima, pode-se
afirmar que a variação quantitativa, da Massa
de Polir “Carro Claro” e da Mão-de-Obra do
“Carro Escuro” são, respectivamente:
a) $ 6,20 F; $ 3,10 F
b) $ 6,40 F; $ 3,00 F
c) $ 3,10 F; $ 4,60 D
d) $ 5,80 F; $ 3,20 F
e) $ 6,40 D; $ 3,00 D

5 – Produtos para Limpeza Limpinha
DADOS : Produção de 1.000 litros

Descrição Padrão
Qtde Custo Total
MATÉRIA PRIMA
Componente 1 200 kg $ 2,00 $ 400,00
Componente 2 50 kg $ 6,00 $ 300,00
Componente 3 10 un $ 3,00 $ 30,00
Componente 4 400 lt $ 4,00 $ 1.600,00

MÃO-DE-OBRA 100 hs $ 8,00 $ 800,00


Descrição Real
Qtde Custo Total
MATÉRIA PRIMA
Componente 1 220 kg $ 1,90 $ 418,00
Componente 2 48 kg $ 6,00 $ 288,00
Componente 3 10 un $ 3,20 $ 32,00
Componente 4 450 lt $ 3,60 $ 1.620,00

MÃO-DE-OBRA 100 hs $ 7,72 $ 772,00

Variação
$
MATÉRIA PRIMA
Componente 1 $ 18,00
Componente 2 $ 12,00
Componente 3 $ 2,00
Componente 4 $ 20,00

MÃO-DE-OBRA $ 28,00

Com base nos dados acima, pode-se afirmar
que a variação total é igual a:
a) $ 24,00 D
b) $ 32,00 F
c) $ 26,00 D
d) $ 20,00 F
e) $ zero

6 – Identifique a afirmação falsa:
a) Variação em Volume – devido ao custo
fixo com diferença em quantidade aplicada;
b) Variação de eficiência - uso e aplicação
diferente do previsto no Padrão;
c) Variação no Custo – comportamento do
CIF diferente do considerado no volume real
de produção.
d) “A variação de Volume só existe no
custeio por absorção”.
e) Variação de eficiência – uso e
Aplicação diferente do Real.








Gabarito
1 – C
2 – D
3 – A
4 – B
5 – E
6 – E
60

7. Tópicos Especiais
(material retirado da Apostila de Contabilidade Geral da Central de Concursos)
Elaborado pelo professor Lourivaldo Lopes da Silva

1 – Concei


Esta matéria é ministrada no Curso de Contabilidade Geral e faz parte desta apostila,
entretanto, como este tópico se apresenta nos testes de Contabilidade de Custos e temos
o objetivo de constituir uma apostila que permita a capacitação para o concurso e o
estudo individual, transcrevemos a seguir o conteúdo na íntegra.
As mercadorias são controladas de duas
maneiras.

Temos o controle permanente e o controle
periódico.

1. Controle Permanente de Estoque

A baixa do estoque é feita simultaneamente à
venda. Isso significa dizer que o saldo de
estoque constante no balancete/balanço
patrimonial levantado em qualquer momento, é
igual ao estoque físico em poder da empresa.
Exemplo: a empresa possui em seu estoque 100
unidades avaliadas ao preço de R$ 1.000 cada
unidade. No dia 23 de agosto de 1.997 vende 30
unidades a R$ 1.200 cada. O registro contábil
da operação é feito da seguinte forma (não está
sendo levado em consideração os impostos s/
vendas, nesse exemplo):

Inventário:
Saldo de Estoque = 70 unidades x R$ 1.000 = R$ 70.000 - Estoque Final

Pela venda:
Caixa - $ 36.000
a Receitas de Vendas - $ 36.000

Pela baixa do Estoque:
Custo Mercadorias Vendidas - $ 30.000
a Mercadorias - $ 30.000

Caixa Receita de Vendas C. M. V.
hO36.000 36.000O O30.000





Mercadorias
100.000 30,000O

70.000





1 – Controle Permanente de Estoque
2 – Controle Periódico de Estoque
3 – ICMS e IPI na Compra e venda de Mercadorias
4 – Avaliação de Estoque

58

2. Controle Periódico de Estoque

No caso de controle periódico, a baixa do
estoque somente é efetuada no final de cada
período. O período poderá ser mensal,
bimestral, semestral, anual etc. de acordo com a
conveniência da empresa. No encerramento do
exercício, para fechamento do balanço
patrimonial é necessário que o estoque contábil
seja igual ao físico. Esse ajuste, é feito, pelo
menos uma vez por ano, conforme determina a
legislação.

Se a empresa adotar a baixa do estoque somente
pelo encerramento do período (por exemplo,
em dezembro), e caso venha levantar um
balanço, por exemplo, no mês de agosto deste
mesmo período, o balanço ficará distorcido,
visto que as mercadorias vendidas não foram
baixadas.
Utilizando o exemplo do controle periódico
supra, a empresa só faria o lançamento de
venda, sem o reconhecimento do Custo da
Mercadoria Vendida - CMV, conforme abaixo:


Pela venda:
Caixa $ 36.000
a Receitas de Vendas $
36.000

A baixa do estoque, nesse caso só será efetuada
no final do período, através do seguinte
procedimento:

• Contagem física da quantidade de unidades
existentes no estoque;
• Atribuição de valor para cada unidade
(PEPS, UEPS, Preço Médio);
• Multiplicação da quantidade de unidades
final, pelo valor atribuído.


No final do exercício, a empresa adotará a seguinte fórmula para a apuração do Custo das Mercadorias
Vendidas - CMV.

C.M.V = ESTOQUE INICIAL + COMPRAS - ESTOQUE FINAL

Assumindo os mesmos valores do controle permanente e admitindo que não houve compra no período,
teríamos o seguinte:

C.M.V EST. INICIAL COMPRAS ESTOQUE FINAL
30.000 100.000 -o- 70.000

Assim, no final do período a empresa efetuaria o seguinte lançamento contábil, para ajustar seu valor contábil
ao estoque físico:

Pela baixa do Estoque: Custo das Mercadorias Vendidas :30.000
a Mercadorias :30.000


3. ICMS e IPI na Compra e Venda de Mercadorias


Caso a em empresa seja contribuinte do ICMS e
do IPI, na compra de mercadorias esses dois
tributos não representam custo de Mercadorias
e sim impostos a recuperar (compensar). Na
venda de seu produto, a empresa é devedora
dos referidos tributos. Como na aquisição da
mercadoria esses impostos representam um
crédito (direito de recuperar) e na venda
representam um débito (obrigação de pagar o
tributo), a empresa fará o cruzamento do débito
com o crédito em cada período, caso o crédito
seja maior, registrará em sua contabilidade
como impostos a recuperar (ativo) para
compensação em períodos futuros, ao contrário,
59

impostos a recolher (passivo), que deverá ser
recolhido no período seguinte.
Nota:
O ICMS é um tributo que está embutido no
preço da mercadoria enquanto que o IPI não.
Podemos dizer que o IPI é calculado por fora.
Vide exemplo abaixo:

Compra / Devolução de Compra / Vendas /
Vendas Canceladas

CONTROLE PERMANENTE:
Utilizando o controle permanente, será efetuado
a seguir, exemplo de compras e compras
anuladas; vendas e vendas anuladas, no mês de
abril de 2.001.


COMPRA DE MERCADORIAS - 200 unidades
A empresa é contribuinte do ICMS e do IPI.

• Quantidade adquirida = 200 unidades
• Preço unitário = R$ 500 (ICMS incluso) 18% e IPI 10%

NOTA FISCAL DE COMPRA - 05/04/01
Quantidade Unitário R$
Total R$
IPI
200 500 100.000 10%
TOTAL..............................................................................................
...........
110.000 10.000
ICMS -
18%.........................................................................................................................
18.000

1- C o n t a b i l i z a ç ã o - Na Compra
D/C CONTA VALOR R$
DÉB Mercadorias.............................................................................................
..........
82.000
DÉB C/C ICMS (ICMS a
Recuperar).........................................................................
18.000
DÉB C/C IPI ( IPI a
Recuperar).................................................................................
10.000
CRÉD Fornecedores...........................................................................................
.........
110.000

COMPRAS CANCELADAS - 50 unidades

Supondo que parte (50 unidades) da mercadoria adquirida acima foi devolvida, por apresentar defeito de
fabricação.
NOTA FISCAL - Compras canceladas - 08/04/01
Quantidade
Unitário R$
Total R$
IPI
50 500 25.000 10%
TOTAL.......................................................................................
...........
27.500 2.500
ICMS -
18%.........................................................................................................................
4.500

60

2 - C o n t a b i l i z a ç ã o - compra cancelada
D/C CONTA VALOR R$
Déb Fornecedores...........................................................................................
.........
27.500
Créd Mercadorias.............................................................................................
..........
20.500
Créd C/C ICMS (ICMS A
RECUPERAR)...................................................................
4.500
Créd C/C IPI (IPI A
RECUPERAR)............................................................................
2.500

VENDA DE MERCADORIAS - 120 unidades

NOTA FISCAL DE VENDAS - 25/04/01
Quantidade Unitário R$
Total R$
IPI
120 900 108.000 10%
TOTAL.......................................................................................
..........
118.800 10.800
ICMS -
18%.........................................................................................................................
19.440


3 - C o n t a b i l i z a ç ã o - Na Venda
D/C CONTA VALOR R$

Venda

DÉB Duplicatas a Receber 118.800
CRÉD Receitas de Vendas 108.000
CRÉD C/C IPI (IPI a Recolher) 10.800


Baixa de Estoques e ICMS s/ Vendas

DÉB Custo das Mercadorias Vendidas (120 x R$ 410) 49.200
DÉB ICMS s/ Faturamento 19.440
CRÉD Mercadorias 49.200
CRÉD C/C ICMS (ICMS a Recolher) 19.440


VENDAS CANCELADAS - 20 unidades

NOTA FISCAL - Vendas canceladas 28/04/01
Quantidade Unitário R$
Total R$
IPI
20 900 18.000 10%
TOTAL.......................................................................................
...........
19.800 1.800
ICMS -
18%....................................................................................................................
3.240

61

4 - C o n t a b i l i z a ç ã o - Vendas Canceladas
D/C CONTA VALOR R$
Déb Vendas Canceladas 18.000
Déb C/C IPI (IPI a Recolher) 1.800
Créd Duplicatas a Receber 19.800
----------------------------------------///-----------------------------------
Déb Mercadorias 8.200
Déb ICMS S/ Faturamento 3.240
Créd Custo das Mercadorias Vendidas 8.200
Créd C/C ICMS (ICMS a Recolher) 3.240

Transportando os lançamentos para os razonetes abaixo:

Mercadorias C/C ICMS C/C IPI
O82.000 20.500O O18.000 4.500O O10.000 2.500O
O8.200 49.200O O3.240 19.440O O1.800 10.800O
20.500 O2.700 2.700 O1.500 1.500



Fornecedores Dp. A Receber Receita de Vendas
O27.500 110.000O O118.800 19.800O 108.000O
82.500 99.000 108.000



ICMS s/ Faturamento C. M. V ICMS a Recolher
O19.440 3.240O O49.200 8.200O 2.700O
16.200 41.000 2.700



IPI a Recolher Vendas Canceladas
1.500O O18.000
1.500 18.000



Como o saldo do C/C ICMS e C/C IPI apresentaram saldos credores, significa que os valores apurados
devem figurar no passivo como impostos a recolher. Assim, foi feito o lançamento (5) da seguinte
forma:
Lançamento 05
Déb - C/C ICMS - 2.700
Déb. - C/C IPI - 1.500
Créd - ICMS a Recolher - 2.700
Créd - IPI a Recolher - 1.500

62

Utilizando a ficha de estoque, a movimentação fica assim:

Movimentação de Estoque
ENTRADA SAÍDA SALDO
ABR/01 HISTÓRI
CO
Qtde $ un $ Tt. Qtde. $ un $ Tt. Qtde $ un $ Total
05/04 Compra 200 410 82.000 200 410 82.000
08/04 Dev.
Compra
(50) 410 (20.500) 150 410 61.500
25/04 Baixa para
Vendas
120 410 49.200 30 410 12.300
28/04 Vendas
Canc.
(20) 410 (8.200) 50 410 20.500

30.04.01 Saldo do mês 50 410 20.500

DEVOLUÇÃO DE COMPRAS / VENDAS

Na compra: Efetuar o lançamento na coluna de entrada, subtraindo;
Na venda: Efetuar o lançamento na coluna de saída, subtraindo.

Levando em consideração apenas às operações acima, a DRE e o Balanço Patrimonial ficam assim
demonstrados:

D . R . E . BALANÇO PATRIMONIAL
Descrição Valor R$ A T I V O P A S S I V O
Vendas.........................
...
108.000
Dp. Rec................. 99.000
Forneced..........................
82.500
( - )V.Canceladas (18.000)
( - ) Imp.s/Vendas Mercad....…...........
20.500
ICMS a Rec........................
2.700
ICMS s/Fat. (16.200) IPI a Rec.............................
1.500
REC.LÍQ.VENDAS 73.800
( -) C.M.V (41.000)
PATR.LÍQ
Lucro...............................
32.800
LUCRO BRUTO 32.800 TOTAL.................
119.500
TOTAL............................119.
500







CONTROLE PERIÓDICO

63

Neste tipo de controle, a empresa não mantém o controle e avaliação constante de suas mercadorias. O
Custo da Mercadoria Vendida - CMV é apurado, somente no final de cada período, através do
inventário físico das mercadorias existentes. Para a apuração do CMV, é utilizada a seguinte forma:

CMV = Estoque Inicial + (Compras - Compras Canceladas) - Estoque Final
l

O que equivale dizer:

CMV = EI + C - EF

No registro do controle periódico, a sistemática
de contabilização é praticamente a mesma do
controle permanente, excetuando:

A) Compra: debita-se compra e não
mercadorias;

B) Devolução de compra: credita-se compras
canceladas e não mercadorias;

C) Na Venda: não efetua a baixa do estoque;

D) Na devolução de vendas: não há entrada de
estoque pela devolução, uma vez que não houve
baixa pela venda;

E) Compras canceladas: zerada no final do
período contra a conta compras;

F) Fechamento de compras: no final do
período - faz-se o inventário e utiliza a forma
acima. Debita-se Estoque (Mercadorias) e
credita-se compras.
Exemplo:

Tomado os mesmos dados do exemplo anterior
(controle permanente), teremos:

COMPRA DE MERCADORIAS - 200 unidades

A empresa é contribuinte do ICMS e do IPI.

• Quantidade adquirida = 200 unidades
• Preço unitário = R$ 500 (ICMS incluso) 18% e IPI 10%


NOTA FISCAL DE COMPRA – 05/04/01
Quantidade Unitário R$
Total R$
IPI
200 500 100.000 10%
TOTAL...............................................................................................
...........
110.000 10.000
ICMS -
18%..........................................................................................................................
18.000



1- C o n t a b i l i z a ç ã o - Na Compra
D/C CONTA VALOR R$
DÉB Compras.................................................................................................... 82.000
64

.........
DÉB C/C ICMS (ICMS a
Recuperar)............................................................................
18.000
DÉB C/C IPI ( IPI a
Recuperar)....................................................................................
10.000
CRÉD Fornecedores..............................................................................................
........
110.000

COMPRAS CANCELADAS - 50 unidades

Supondo que parte (50 unidades) da mercadoria adquirida acima foi devolvida, por apresentar defeito de
fabricação.

NOTA FISCAL - Compras canceladas - 08/04/01
Quantidade
Unitário R$
Total R$
IPI
50 500 25.000 10%
TOTAL...............................................................................................
...........
27.500 2.500
ICMS -
18%.............................................................................................................................
4.500

2 - C o n t a b i l i z a ç ã o - compra cancelada
D/C CONTA VALOR R$
Déb Fornecedores..............................................................................................
........
27.500
Créd Compras
Anuladas...........................................................................................
20.500
Créd C/C ICMS (ICMS A
RECUPERAR).....................................................................
4.500
Créd C/C IPI (IPI A
RECUPERAR)..............................................................................
2.500

VENDA DE MERCADORIAS - 120 unidades
NOTA FISCAL DE VENDAS - 25/04/01
Quantidade Unitário R$
Total R$
IPI
120 900 108.000 10%
TOTAL...............................................................................................
............
118.800 10.800
ICMS -
18%............................................................................................................................
19.440

3 - C o n t a b i l i z a ç ã o - Na Venda
D/C CONTA VALOR R$

Venda

DÉB Duplicatas a Receber 118.800
CRÉD Receitas de Vendas 108.000
CRÉD C/C IPI (IPI a Recolher) 10.800
65



ICMS sobre vendas

DÉB Custo das Mercadorias Vendidas (120 x R$ 410) 49.200
DÉB
ICMS s/ Faturamento
19.440
CRÉD Mercadorias 49.200
CRÉD C/C ICMS (ICMS a Recolher) 19.440

VENDAS CANCELADAS - 20 unidades
NOTA FISCAL - Vendas canceladas 28/04/01
Quantidade Unitário R$
Total R$
IPI
20 900 18.000 10%
TOTAL............................................................................... 19.800 1.800
ICMS - 18%............................................................................................ 3.240

4 - C o n t a b i l i z a ç ã o - Vendas Canceladas
D/C CONTA VALOR R$
Déb Vendas Canceladas 18.000
Déb C/C IPI (IPI a Recolher) 1.800
Créd Duplicatas a Receber 19.800
----------------------------------------///-----------------------------------
Déb Mercadorias 8.200
Déb ICMS S/ Faturamento 3.240
Créd Custo das Mercadorias Vendidas 8.200
Créd C/C ICMS (ICMS a Recolher) 3.240

Transportando os lançamentos para os razonetes abaixo:

Compras C/C ICMS C/C IPI
O82.000 20.500O O18.000 4.500O O10.000 2.500O
61.500O O3.240 19.440O O1.800 10.800O
82.000 82.000 O2.700 2.700 O1.500 1.500



Fornecedores Dp. A Receber Receita de Vendas
O27.500 110.000O O118.800 19.800O 108.000O
82.500 99.000 108.000



ICMS s/ Faturamento C. M. V ICMS a Recolher
O19.440 3.240O O20.500 2.700O
16.200 20.500 2.700



IPI a Recolher Vendas Canceladas Compras Anuladas
66

1.500O O18.000 O20.500 20.500O
1.500 18.000 20.500 20.500




Para o fechamento no final do período adotaremos os seguintes procedimentos:

1. Transferência do C/C ICMS e IPI

Lançamento 05

Déb - C/C ICMS - 2.700
Déb. - C/C IPI - 1.500
Créd - ICMS a Recolher- 2.700
Créd - IPI a Recolher - 1.500

2. Ajuste da Conta Compras

Déb - Compras Anuladas - 20.500O
Créd - Compras - 20.500O
3. Contagem física do Estoque - Inventário

Descrição Quantidade
Quantidades adquiridas 200
Quantidades devolvidas - compra (50)
Quantidades vendidas (120)
Quantidades devolvidas - vendas 20
Saldo Final de Estoque............... 100

Estoque Final
Preço unitário = R$ 410 x 100....... 41.000

Ajuste de Estoque - apuração do CMV

CMV = EI + (COMPRAS - COMPRAS CANCELADAS) - ESTOQUE FINAL
20.500 = -o- + ( 82.000 - 20.500 ) - 41.000





Lançamento de ajuste:

Déb - Estoque (Mercadorias) = 61.500O
Créd - Compras = 61.500O

Déb - Custo da Mercadoria Vendida = 20.500O
Créd - Estoque (Mercadorias) = 20.500O
67


Estoque

O 61.500 20.500O

41.000
Levando em consideração apenas às operações acima, a DRE e o Balanço Patrimonial ficam assim
demonstrados:

D . R . E . BALANÇO PATRIMONIAL
Descrição Valor R$ A T I V O P A S S I V O
Vendas............. 108.000
Dp. Rec....... 99.000
Forneced........ 82.500
( - )V.Canceladas (18.000)
( - ) Imp.s/Vendas Mercad....….. 20.500 ICMS a Rec...... 2.700
ICMS s/Fat. (16.200) IPI a Rec........... 1.500
REC.LÍQ.VENDAS 73.800
( -) C.M.V (41.000)
PATR.LÍQ
Lucro............... 32.800
LUCRO BRUTO 32.800 TOTAL....... 119.500 TOTAL............119.500




ICMS E IPI NA AQUISIÇÃO PARA NÃO CONTRIBUINTES

Caso a empresa venha adquirir mercadoria com incidência de ICMS e IPI, mas não é contribuinte desse
impostos, o valor pago será incorporado ao preço da mercadoria. Para ilustração veja exemplo a seguir:

A empresa adquiriu mercadorias conforme nota fiscal abaixo:

NOTA FISCAL DE COMPRAS
Quantidade Unitário R$ Total R$
IPI
200 500 100.000 10%
TOTAL..................................
......
110.000 10.000
ICMS -
18%......................................................
18.000

O registro contábil abaixo mostrará as 3 situações: contribuinte do ICMS e do IPI, contribuinte somente
do ICMS e não contribuinte do ICMS e do IPI.


CONTRIBUINTE
CONTA ICMS E IPI SÓ ICMS NÃO CONTR.
DÉB MERCADORIAS 82.000 92.000 110.000
DÉB ICMS A RECUPERAR 18.000 18.000 -o-
DÉB IPI A RECUPERAR 10.000 -o- -o-
68

CRÉD CAIXA 110.000 110.000 110.000
Nota:


1. Para cada item do estoque, uma ficha
distinta;

2. O valor da compra a ser lançado na ficha de
estoque, exclui ICMS e IPI, no caso de
contribuinte dos dois tributos;

3. O valor da compra a ser lançado na ficha de
estoque, exclui o ICMS, caso seja contribuinte
somente do ICMS;

4. O valor da compra a ser lançado na ficha de
estoque, é o total da nota fiscal, caso não seja
contribuinte dos dois tributos;

5. O valor de venda dos produtos não deve
figurar na ficha de estoque, visto que é lançado
na coluna de saída o preço de custo (PEPS,
UEPS, Preço Médio, Específico, etc.).

4. Avaliação de Estoque
Ao final de cada período de apuração do
imposto, a pessoa jurídica deverá promover o
levantamento e avaliação dos seus estoques.

As mercadorias, as matérias-primas e os bens
em almoxarifado serão avaliados pelo custo de
aquisição, enquanto que os produtos em
fabricação e acabados serão avaliados pelo
custo de produção, caso o contribuinte
mantenha sistema de Contabilidade de custo
integrado e coordenado com o restante da
escrituração.
Se a escrituração do contribuinte não satisfizer
às condições mínimas exigidas pela legislação
fiscal (integração com a contabilidade), a
avaliação será dada por meio de arbitramento,
obedecendo ao seguinte:

A) Materiais em Processamento: uma vez
e meia o maior custo das matérias-
primas adquiridas no período de
apuração, ou em oitenta por cento do
valor dos produtos acabados;
B) Produtos Acabados: em setenta por
cento do maior preço de venda no
período de apuração. O valor dos
produtos acabados deverá ser
determinado tomando por base o preço
de venda, sem a exclusão de qualquer
parcela a título de ICMS.
Condições Mínimas:
× Apoiado em valores originados da
escrituração contábil (matéria -prima, mão de
obra direta, custos gerais de fabricação);
× Que permite determinação contábil, ao fim
de cada mês, do valor dos estoques de matérias-
primas e outros materiais, produtos em
elaboração e produtos acabados;

× Apoiado em livros auxiliares, fichas, folhas
contínuas, ou mapas de apropriação ou rateio,
tidos em boa guarda e de registros coincidentes
com aqueles constantes da escrituração
principal;
× Que permita avaliar os estoques existentes
na data de encerramento do período de
apropriação de resultados segundo os custos
efetivamente incorridos.








EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO

01. Uma empresa que é contribuinte do
ICMS e também do IPI compra 100
unidades de mercadorias ao custo unitário
de $ 15.000, o ICMS embutido no preço da
mercadoria tem uma alíquota de 18% e o IPI
uma alíquota de 10%. Vende 60 unidades ao
preço de $ 25.000 cada. Com essas operações
apenas, podemos afirmar que o CMV, o total
dos impostos a recolher e o RCM (Resultado
com Mercadorias) serão respectivamente de:
a) $ 738.000, ZERO e $ 492.000;
b) $ 900.000, $ 420.000 e $ 592.000;
c) $ 990.000, $ 270.000 e ZERO;
69

d) $ 990.000, $ 150.000 e $1.650.000;
e) $ 793.000, $ 185.000 e $ 431.000;


02. Um lançamento feito corretamente a débito
da conta ICMS A RECUPERAR pode registrar
apropriação de ICMS incidente sobre
mercadorias:
a) vendas a revendedor;
b) recebidas em consignação;
c) adquiridas para revenda;
d) adquiridas para consumo;
c) vendas diretamente ao consumidor;


03. Uma empresa contribuinte do ICMS, mas não-
contribuinte do IPI, deve registrar como custo das
mercadorias adquiridas para revenda, quando
cobrado esses dois impostos,
a) incluindo o IPI e excluindo o ICMS;
b) incluindo o ICMS e excluindo o IPI;
c) incluindo o ICMS e o IPI;
d) excluindo o ICMS e o IPI;
e) excluindo o ICMS e o IPI, mas incluindo o ICMS
relativo à revenda;





04. A Firma São Ltda. Movimentou seu estoque de
batedeiras de bolo como segue:
01/05: Estoque inicial: 200 unidades ao custo
unitário de $ 2.000,00;
20/05: compras de 200 unidades ao custo
unitário de $ 3.000,00, já sem ICMS;
22/05: compras de 300 unidades pelo custo total de
$ 1.200.000,00, já sem o ICMS;
No dia 21 de maio a empresa vendeu 300
batedeiras de bolo a $ 5.000,00 cada uma;
Se a empresa paga ICMS de 10% sobre o preço
de venda e avalia os seus estoques pelo critério
PEPS, nesta operação de venda ela obteve um
lucro bruto de:
a) $ 150.000,00;
b) $ 550.000,00;
c) $ 650.000,00;
d) $ 700.000,00;
e) $ 800.000,00;

05. Dados extraídos da ficha de estoque dos
televisores ALFA X-130, para apuração, na
empresa Comercial Telealfa S/A, do resultado do
período de 02/01/x2 a 31/12/x2:
- Total das entrada (contém o estoque inicial)
Quantidade: 540
Valor: $ 50.600.000,00
- Total das saídas (contém as devoluções de
vendas)
Quantidade: 480
Valor: $ 44.950.000,00
- Saldo
Quantidade: 60
Valor: $ 5.650.000,00
Outras informações daquele período sobre
operações relacionadas com a referida
mercadoria:

- Vendas britas, $ 100.000.000,00
- Devoluções de vendas, $ 4.000.000,00
- Descontos concedidos por recebimento
antecipado de vendas a prazo $ 1.600.000,00
- ICMS sobre vendas, $ 25.000.000,00
- Outros tributos s/ vendas, $ 2.500.000,00


- Valor do estoque inicial, $ 2.000.000,00
Assinale, com base nos elementos fornecidos,
a opção que inicia o Lucro Bruto obtido com
a venda dos citados televisores.
a) $ 21.950.000,00;
b) $ 11.750.000,00;
c) $ 21.550.000,00;
d) $ 23.550.000,00;
e) $ 17.900.000,00;



06. Um comerciante adquiriu um lote de
mercadorias por $ 1.000,00, incidindo sobre a
compra ICMS de 17%. Revendeu-o, em seguida,
por $ 1.200,00, estando também a venda sujeita a
ICMS de 14%. Considerando, respectivamente os
70

sistemas de inventário periódico, de inventário
permanente e de conta mista de Mercadorias,
indique o valor pelo qual a conta Mercadorias foi
creditada para registrar a operação de venda.
a) $ 1.200,00 - $ 1.200,00 - $ 1.200,00;
b) $ 996,00 - $ 996,00 - $ 996,00;
c) $ 996,00 - $ 830,00 - $ 996,00;
d) $ Zero - $ 830,00 - $ 1.200,00;
f) $ Zero - $ Zero - $ 1.200,00;



07. Ao contabilizar a devolução de 100 unidades de
um lote de 1.000 camisas adquiridas de um
fornecedor local, para revenda, a Cia. Comercial
Camiseiro do Norte fez, em 23/08/89, um crédito de
$ 300,00 na conta “ICMS A RECOLHER”
Tendo sido de 10% (dez por cento) a
alíquota do ICMS incidente na aquisição, o
valor do débito inicial feito na conta
“COMPRAS”, com utilização do partida de
3ª (terceira fórmula, montou em;
a) $ 30.000,00;
b) $ 27.000,00;
c) $ 27.300,00;
d) $ 2.700,00;
e) $ 3.000,00;





08. A CIA. Comercial, que é contribuinte do ICMS,
mas não é do IPI, comprou à vista, para revender,
200 liquidificadores ao preço unitário de $ 300,00,
com incidência de IPI à alíquota de 20% e de ICMS
à alíquota de 17%. Para registrar a operação, o
Contador deverá fazer o seguinte lançamento:
a) Diversos
a Caixa
Mercadorias $ 49.800,00
C/C de ICMS $ 10.200,00 $ 60.000,00
b) Diversos
a Caixa
Mercadorias $ 37.800,00
C/C de IPI $ 12.000,00
C/C de ICMS $ 10.200,00 $ 60.000,00
c) Diversos
a Caixa
Mercadorias $ 60.000,00
C/C de IPI $ 12.000,00 $ 72.000,00
d) Diversos
a Caixa
Mercadorias $ 72.000,00
C/C de ICMS $ 10.200,00 $ 82.200,00
e) Diversos
a Caixa
Mercadorias $ 61.800,00
C/C de ICMS $ 10.200,00 $ 72.000,00






GABARITO
01 – A
02 – C
03 – A
04 – C
05 – E
06 – D
07 – B
08 – E
71



Exercícios de Fixação Resolvidos

01 -Apresentamos abaixo os dados da
movimentação do estoque de cestos de
vime, comprados para revender, relativos ao
mês de março.
O mês começou com a existência de 15
cestos avaliados a 3,00 por unidade.
As vendas ocorreram no dia 5: cinco
unidades; no dia 20: quinze unidades; e no
dia 30: vinte unidades. Os preços unitários
foram, respectivamente, de 4,00, 6,00, e
8,00.
As compras foram feitas no dia 10: vinte
unidades; e no dia 15: dez unidades. A
primeira compra teve custo unitário igual ao
estoque inicial e a última foi feita ao preço
unitário de fatura de 5,00.
As compras e vendas foram tributadas em
20% com ICMS. Não houve devoluções, nem
descontos.
O estoque é contabilizado por Controle
Permanente e avaliado pelo Custo Médio
Ponderado.Com as informações acima
podemos afirmar que:
a- O estoque final apresenta custo
unitário de 3,25
b- O custo das mercadorias vendidas
foi de 130,00.
c- A venda do dia 20 de março deu
lucro bruto de 41,25
d- O estoque existente ao fim do dia 10
de março foi de 78,00
e- O valor total do estoque final de
março foi de 81,25.

Resposta : alternativa A

Comentário : Basta montarmos a ficha de
estoque considerando a saída pelo PMP:
Qtde custo unitário Total Saldo qtde valor Custo médio
Estoque inicial 15 3,00 45,00 15 45,00 3,00
Venda 5 3,00 15,00 10 30,00 3,00
Compra 20 3,00 60,00 30 90,00 3,00
Compra 10 4,00 40,00 40 130,00 3,25
Venda 15 3,25 48,75 25 81,25 3,25
Venda 20 3,25 65,00 5 16,25 3,25

Assim, com base nos dados da ficha acima podemos apurar todos os dados das alternativas
apresentadas, sendo que o único coincidente é o da alternativa A

02 - O sistema de Custeio derivado da
aplicação dos Princípios contábeis
geralmente aceitos é o:
a- Direto
b- Variável
c- Absorção
d- Padrão
e- Variável direto

Resposta – alternativa C
Comentário – Segundo o princípio da
Competência devemos reconhecer Receitas
e Custos no momento de sua devida
ocorrência, independente de pagamento ou
recebimento, além do que a Receita é
sempre proporcional ao Custo e vice-verso.
Cada venda leva consigo proporcional de
receita e custo absorvido pela peça
produzida.






03 - A empresa Terefeoir Ltda fabrica seu principal produto por encomendas antecipadas. Nesse
tipo de atividade, os custos são acumulados numa conta específica para cada ordem de produção
(ou encomenda). A apuração só ocorre quando do encerramento de cada ordem.
Em 31.01.01 estavam em andamentos as seguintes ordens de produção

Ordem
Produto
Matéria
Prima
Mão de
Obra
CIF Total
001 $30.000,00 $12.000,00 $20.000,00 $62.000,00
002 $100.000,00 $40.000,00 $50.000,00 $190.000,00

72


Em Fevereiro de 2001 os gastos com matéria-prima e mão-de-obra foram:
Ordem de Produção Matéria-Prima Mão-de-Obra
001 45.000,00 28.800,00
002 135.000,00 50.400,00
003 297.000,00 64.800,00
Total 477.000,00 144.000,00

Os custos indiretos de fabricação no mês de fevereiro de 2001 totalizaram 225.000,00 e foram
apropriados proporcionalmente aos custos com a mão-de-obra.
Sabendo-se que as Ordens 001 e 002 foram concluídas em fevereiro e faturadas aos clientes por
350.000,00 e 580.000,00, respectivamente, que os produtos são isentos de tributação, pode-se
afirmar, com certeza, que as referidas ordens geraram, respectivamente, Lucro Bruto no valor de:
f) 150.200,00 e 130.350,00
g) 174.500,00 e 140.300,00
h) 190.000,00 e 173.800,00
i) 184.250,00 e 148.300,00
j) 169.200,00 e 125.850,00.

Resposta: Alternativa E
144.000..............................100%
28.800.............................X = 20% x 255.000 = 45.000
62.000 + 45.000 + 28.800 + 45.000 = 180.800
Lucro Bruto: 350.000 – 180.800 = 160.200

144.000..........................100%
50.400..........................X = 35% x 225.000 = 78.750
190.000 + 135.000 + 50.400 + 78.750 = 454150
Lucro Bruto: 580.000 – 454.150 = 125.850




04 - O critério de avaliação dos materiais pela média ponderada móvel é aquele que calcula o
preço médio levando-se em consideração:
a- Cada uma das alterações geradas pelas aquisições
b- O encerramento de um determinado período
c- O preço do primeiro lote comprado
d- O preço total do último lote adquirido
e- A soma dos gitos decrescentes


Resposta – alternativa A
Comentário – A cada nova aquisição ponderamos o custo médio tendo em vista a participação
em volume de cada uma. Se o ambiente é inflacionário o custo médio vai aumentando, se é
deflacionário ele vai diminuindo.
























73


Questões de Concursos Anteriores.
AFTN 28/01/1990 – Prova I
01. Numa empresa fabril que trabalha
com custo padrão, a variação do tempo da
mão-de-obra direta, em certo período, foi de
100 (cem) horas acima do número previsto,
que foi de 1.000 (mil) horas.

No mesmo período, a variação do custo da
mão-de-obra direta por unidade de tempo foi
de $ 0,10 (dez centavos) abaixo do valor
orçado que foi de $ 1,00 por hora.

O valor da variação total entre o custo padrão
(CP) e o custo real (CR) foi de:

a) CP > $ 110,00
b) CP < $ 110,00
c) CP > $ 10,00
d) CP < $ 10,00
e) CP > $ 100,00

02. Numa empresa industrial, em determina-
do período, o saldo inicial da conta “Materiais
Diretos” foi de $ 40.000,00 (quarenta mil), e o
saldo final foi também de $ 40.000,00. O
valor da mão-de-obra direta aplicada no
processo de produção foi de $ 50.000,00
(cinqüenta mil), valor igual ao das compras
de materiais diretos, sempre no mesmo
período.

Sabendo-se que o total de materiais
utilizados no processo produtivo foi de
$ 60.000,00 (sessenta mil), assinale o valor
dos materiais utilizados indiretamente no
precitado processo.

a) 10.000,00
b) 90.000,00
c) 80.000,00
d) 0,00
e) 50.000,00


03. Na área fabril de uma empresa,
constituída por um prédio, ocorreram os
seguintes custos:
-depreciação do prédio..................8.000,00
-iluminação do prédio....................7.000,00
-imposto predial.............................8.000,00




-mão de obra: direta..................... 8.000,00
indireta.................. 7.000,00
-seguro contra incêndio do prédio
(parcela incorrida no período)...... 7.000,00

Sabendo-se que:

-não houve encargos sociais neste período;
-no total dos custos acima mencionados
estão incluídos todos os gastos gerais de
fabricação no período;
-no final desse período a conta “Gastos Geral
de Fabricação” apresentava o saldo de
5.000,00;

Assinale a alternativa que contém o valor dos
gastos gerais de fabricação debitados na
conta “Produtos em Elaboração”
a) 32.000,00
b) 45.000,00
c) 30.000,00
d) 33.000,00
e) 40.000,00

04. Uma empresa fabril tem, entre outras, as
seguintes contas, cujos saldos referentes ao
início de certo mês são:
- Caixa 5.000,00
- Salários a Pagar 0,00
- Gastos Gerais de Fabricação 8.000,00
- Mão-de-Obra 0,00
- Matérias-Primas 40.000,00
- Produtos em Elaboração 15.000,00
- Produtos Acabados 30.000,00
- Custos dos Produtos Vendidos 0,00
Nesse mês foram efetuados os seguintes
lançamentos:
a) Mão-de-Obra 20.000,00
a Diversos
a Caixa 5.000,00
a Salários 15.000,00
b)Diversos
a Mão-de-Obra 20.000,00
Gastos Gerais Fabric. 12.000,00
Produtos em Elaboração 8.000,00

O total dos salários, pagos e a pagar, foi
rateado entre mão-de-obra direta e mão-de-
obra indireta, no mesmo mês,
respectivamente, nas proporções de
a) 40% e 60%
b) 25% e 75%
c) 75% e 25%
d) 50% e 50%
e) 37,5% e 62,5%


74


05.Uma empresa fabril, em certo período,
aplicou no processo produtivo: 50.000,00 de
materiais diretos, 50.000,00 de mão-de-obra
direta e 50.000,00 de gastos gerais de
fabricação.
O saldo inicial da conta “Produtos em
Elaboração” também foi de 50.000,00,
enquanto que o seu saldo foi de 0,00.
Sabendo-se que:
-O custo dos produtos vendidos no período
foi de 200.000,00;
-O saldo inicial da conta “Produtos
Acabados” foi de 0,00;

Assinale, com base nos dados fornecidos
acima, a alternativa que contém o saldo final
da conta “Produtos Acabados”.

a) 200.000,00
b) 150.000,00
c) 0,00
d) 50.000,00
e) 250.000,00

06. A receita liquida de uma empresa fabril,
em certo período, totalizou 100.000,00; as
despesas operacionais 30.000,00 e a
provisão para o imposto de renda 25.000,00.
O lucro bruto da venda de seus produtos foi
de foi de 40.000,00.

Sabendo-se que o custo dos produtos
fabricados no aludido período foi de
55.000,00 e que o saldo inicial da conta
“Produtos Acabados” foi de 25.000,00,
assinale, com base nesses dados fornecidos,
o saldo final da conta “Produtos Acabados”.

a) 60.000,00
b) 80.000,00
c) 25.000,00
d) 55.000,00
e) 20.000,00


07. Numa determinada empresa industrial, o
fluxo de matérias-primas durante o ano foi o
seguinte:
I. Saldo Inicial:
Item 1 – 5000 unidades a 1,00 cada uma
Item 2 – 8000 unidades a 0,75 cada uma
Item 3 – 4000 unidades a 2,75 cada uma





II. Compras:
Item 1 – 12.000 unidades a 1,00 cada uma
Item 3 - 6.000 unidades a 2,75 cada uma

III. Entregas à produção:
Item 1 – 3.500 unidades
Item 2 – 2.000 unidades
Item 3 – 3.000 unidades

IV. Matérias-primas defeituosas, devolvidas aos
fornecedores:
Item 1 – 200 unidades.

V. Matérias-primas excedentes, devolvidas ao
Almoxarifado pela fábrica:
Item 2 – 50 unidades

Efetuadas essas operações, o saldo da conta
“Matérias-Primas” na escrituração da referida
empresa era de

a) 37.287,50
b) 37.087,50
c) 37.012,50
d) 22.000,00
e) 15.087,50


08. Uma empresa fabril faz os seguintes
gastos percentuais na sua produção:
-matéria-prima 50%
-mão-de-obra direta 40%
-gastos gerais de fabricação 10%

Sabendo-se que:

1.Cada unidade produzida é vendida a 1,00
2. A empresa fez aumento de 30% no salário
de seus trabalhadores diretamente ligados à
produção;
3. Os demais elementos dos custos e o
quantitativo da produção não foram
alterados;
conclui-se que a empresa, para manter a
margem de lucro que vinha obtendo
anteriormente ao aumento salarial, terá que
vender cada unidade produzida por

a) 1,30
b) 1,20
c) 1,12
d) 1,40
e) 1,36



75



09. Os dados abaixo se referem à folha de
pagamento de uma empresa industrial
-Mão-de-obra direta 100.000,00
-Mão-de-obra indireta 45.000,00
-Salários do pessoal de venda 40.000,00
-Salários do pessoal da administração 30.000,00
-Seguro dos trabalhadores na produção:
-mão-de-obra direta 5.000,00
-mão-de-obra indireta 2.500,00
-Contribuição previdenciária a cargo do
empregador:
-mão-de-obra direta 13.000,00
-mão-de-obra indireta 6.000,00
-pessoal de vendas 1.500,00
-pessoal de administração 1.000,00
-Imposto de renda retido na fonte
35.000,00
-Contribuição previdenciária a cargo dos
empregados 7.500,00

Os gastos gerais de fabricação (ou custos
gerais de produção) da empresa, com base
nos valores a que se refere a folha de
pagamento reproduzida acima, foi de
a) 45.000,00
b) 43.500,00
c) 39.500,00
d) 8.500,00
e) 53.500,00

10. Uma empresa, para fabricar 1.000
unidades mensais de um determinado
produto, realiza os seguintes gastos:
-Matéria-prima 400.000,00
-Mão-de-obra direta 300.000,00
-Mão-de-obra indireta 100.000,00
-Custos Fixos 200.000,00

Se a empresa produzir 1.200 unidades desse
produto, por mês, com as mesmas
instalações e com a mesma mão-de-obra, o
custo por unidade corresponderá a
a) 900,00
b) 833,33
c) 1.000,00
d) 966,66
e) 950,00

DI
A
ENTRADAS SAIDAS SALDO
Q U T Q U T Q U T
01 8 80,0
0
640,0
0
02 1
2
10,0
0
120,0
0
¿ 38,0
0
¿
03 ¿ ¿ 190,0
0
1
5
¿ 570,0
0
04 (3 ¿ ¿ ¿ ¿ ¿
)
05 (2
)
¿ ¿ ¿ ¿ ¿ ¿ ¿ ¿

11 - Na ficha (acima representada) de
estoque de matéria-prima de uma empresa

industrial, que, como se observa, sofre 04
movimentações no período de 1º a 05 de
certo mês, Q, U e T representam,
respectivamente, quantidade, custo unitário e
custo total em cruzados novos.

Sabendo-se que as devoluções são relativas
ao movimento do mesmo mês, assinale o
valor a ser encontrado no lugar do último
ponto-de-interrogação, isto é, o valor total do
saldo no dia 05.

a) 704,00
b) 664,00
c) 436,00
d) 608,00
e) 476,00


12. Em relação a custos, é correto afirmar:
a) os custos fixos totais mantêm-se
estáveis, independentemente do
volume da atividade fabril.
b) Os custos variáveis da produção
crescem proporcionalmente à
quantidade produzida, em razão
inversa.
c) Os custos fixos unitários decrescem
na razão direta da quantidade
produzida.
d) Os custos variáveis unitários
crescem ou decrescem, de
conformidade com a quantidade
produzida.
e) O custo industrial unitário, pela
diluição dos custos fixos, tende a
afastar-se do custo variável unitário,
à medida em que o volume da
produção aumenta.

13. Uma empresa restringiu a sua linha de
produção a um único produto. Assim sendo,
a
energia elétrica gasta na sua fábrica será
considerada
a) custo indireto variável
b) custo indireto fixo
c) custo direto fixo
d) custo direto variável
e) despesa operacional
76






14. A Companhia EE – Industria e Comercio,
no balancete de verificação relativo ao
encerramento do exercício social, em
31.12.88, apresentava saldo da conta
“Seguros a Vencer” de $240,00, referente a
apólice de seguro contratada em 01.04.88
com validade de um ano, para cobertura dos
seguintes ativos:

ATIVOS COBERTOS VALOR

SEGURADO
-Máquinas Industriais 2.400,00
-Equipamentos da Adm. Central 1.200,00

Assinale a alternativa que contenha o
lançamento correto, para a apropriação de
custos e despesas do período

a)Seguro a Vencer
a Prêmio de Seguro-Fábrica 160,00
a Premio de Seguro – Adm 80,00 240,00

b)Despesas Administrativas 120,00
Gastos Gerais de Fabricação 60,00
A Seguros a Vencer 180,00

c)Despesas de Seguro
a seguros a vencer 240,00

d)Gastos Gerais de Fabricação 120,00
Despesas Administrativas 60,00
A Seguros a vencer
180,00

e)Premio de Seguro-Fábrica 180,00
Premio de Seguro-admins. 60,00
A Seguros a vencer
240,00
Auditor Fiscal do Tesouro Nacional
15/12/91 Prova II
15 .O estoque de produtos em elaboração é
composto de bens

a) de venda, porque, após acabados,
serão vendidos
b) de renda, porque, após acabados,
sua venda resultará em renda
c) semifixos, porque enquanto sua
estocagem é de menor giro, a de
produtos acabados gira menos
lentamente.
d) De renda
e) De reposição automática porque não
podem ser vendidos, mas devem ser
renovados para se incorporarem aos
custos diretos.


16 .Uma empresa industrial, que para seus
custos através dos departamentos A, B e C,
apropria o valor das despesas com consumo
de energia elétrica levando-se em conta que:

-o departamento A opera com 5 máquinas;
-o departamento B opera com o dobro de
máquinas, em relação ao departamento A;
-o departamento C não opera máquinas;
-as máquinas são iguais entre si e
registraram o mesmo consumo, no período.

Sabendo-se que as despesas de energia
elétrica, no período, foram de $ 150.000,00, a
contabilidade industrial apropriou

a) 50.000,00 em A, 75.000,00 em B e
25.000,00 em C;
b) 150.000,00 em A e 150.000,00 em B;
c) 50.000,00 em A e 150.000,00 em B;
d) 75.000,00 em A e 75.000,00 em B
e) 50.000,00 em A e 100.000,00 em B


17 .As contas de Matérias Primas e Materiais
Indiretos de Fabricação (ou Custos Indiretos),
como componentes do custo, ligam-se a
fatos cuja ordem de formação ou
constituição, como eventos patrimoniais em
uma indústria. É seqüencial. Qual das
sequencias, no processo produtivo, pode-se
considerar como natural o lógica?

a) compra – armazenagem – produção
– armazenagem;
b) compra – produção – venda –
armazenagem;
c) armazenagem – compra – venda –
produção;
d) compra – armazenagem – venda –
produção;
e) armazenagem – produção – compra
– venda.

18 .Empresa industrial que fabrica,
unicamente, malas de couro calcula seu
preço de venda adicionando ao custo total de
produção o valo de uma remuneração
equivalente, a 15% do capital próprio
empregado.
77


Sabendo-se que:



Custo total 135.000,00
Unidades Produzidas 30.000
Capital próprio empregado 125.000,00

Podemos afirmar que o preço de venda é de

a) 4,7917
b) 1,3000
c) 5,1250
d) 9,9667
e) 4,8375

19. Uma empresa industrial transferiu
produtos semi elaborados do seu
estabelecimento Central para a sua outra
fábrica, em outra cidade. O transporte custou
$ 30.000,00 e os produtos semi-elaborados
foram transferidos ao seu custo total de
270.000,00. O estabelecimento Central
cumpre sua etapa de produção com semi-
elaborados e elaborados. A fábrica de outra
cidade inicia sua produção com os semi-
elaborados que recebe da “Central”. Nesse
caso, no estabelecimento de outra cidade,
recebedor, por quais valores e em que
contas se apropriam tais fatos?

a) Produtos Semi-Elaborados:
270.000,00 e Despesas Gerais de
Produção: 30.000,00;
b) Matérias Primas: 300.000,00
c) Produtos Semi-Elaborados:
300.000,00
d) Despesas Gerais de Produção:
300.000,00
e) Produtos Semi-Elaborados
270.000,00 e Transportes: 30.000,00

20. Uma empresa industrial apura custos por
setores de produção ou departamentos.
Possui três setores, que classifica como: A,
B, C. O seu Imobilizado Técnico tem os
seguintes valores:
Máquinas...........................10.000.000,00
Equipamentos................... 5.000.000,00

A utilização do imobilizado é a seguinte, em
condições normais de 1 turno:

Máquinas:
O setor A utiliza 10%
O setor B utiliza 30%
O setor C utiliza 60%


Equipamentos
Só o setor C os utiliza.

Cumprindo sua função de produzir, só o setor
A trabalha em dois turnos de 8 horas cada
um.
Quais os valores de rateio das
DEPRECIAÇÕES por setor, sabendo-se que
para as máquinas a taxa normal é de 10% e
para os equipamentos é de 15%?

a)A-150.000,00;B-450.000,00;C-900.000,00.
b)A-200.000,00,B-300.000,00,C-
1350.000,00.
c)A-200.000,00;B-450.000,00;C-900.000,00
d)A-100.000,00;B-300.000,00;C-1350.000,00
e)A-200.000,00;B-300.000,00;C-900.000,00


21.Os inventários de produtos e os saldos de
contas de um balancete, em uma empresa
industrial, evidenciam os seguintes valores
ao fim do exercício:

Estoque inicial de produtos acabados 40.000,00
Estoque inicial de produtos em
elaboração

15.000,00
Estoque final de produtos em elaboração. 10.000,00
Material Direto Utilizado 25.000,00
Mão-de-obra direta alocada 18.000,00
Custos Gerais de Fabricação aplicados 17.000,00
Custo de produtos vendidos 90.000,00


O valor do saldo do estoque final de produtos
acabados é de:
a) 105.000,00
b) 75.000,00
c) 65.000,00
d) 60.000,00
e) 15.000,00
AFTN 27/03/94 PROVA II

22 - Os seguintes dados constam do Ativo
Circulante de uma empresa:
Contas 28.02.94 31.03.94
Mercadorias para revenda 600.000,00 900.000,00
Matérias Primas 1300.000,00 2000.000,00
Produtos em Elaboração 400.000,00 500.000,00
Produtos Prontos 300.000,00 350.000,00
Duplicatas a Receber 1700.000,00 1800.000,00

Sabendo-se que, em março de 1994, foram:
-adquiridas mercadorias para revenda, no
valor de 700.000,00;
78

-adquiridas matérias primas no valor de
1.500.000,00;
-apropriadas despesas de mão-de-obra
direta de 400.000,00;
-apropriados gastos gerais de produção no
valor de 200.000,00,
devemos encontrar o seguinte lançamento
contábil, no livro Diário, em 31.03.94:

a)Diversos
a Produtos em Elaboração 2.100.000
Matéria Prima 1.500.000
Mão-de-obra direta 400.000
Gastos Gerais de Produção 200.000

b)Produto Prontos 2.100.000
a Produtos em Elaboração 2.100.000

c)Produtos em Elaboração 1.500.000
a Matérias Primas 1.500.000

d)Produtos Prontos 1.300.000
a Produtos em Elaboração 1.300.000

e)Produtos Prontos 600.000
a Duplicatas a Receber 600.000

23 .A empresa não adota o método de
inventário permanente na avaliação de seus
estoques de matéria prima.
Sabendo-se que:
I-os estoques de matéria prima bem como as
aquisições são registrados em uma conta
denominada “MATERIA PRIMA”, a qual
apresentava, no final do período, um saldo
devedor de 1.500.000,00;
II-o estoque final de matérias primas,
avaliado por contagem física, foi de
700.000,00;
III-os gastos com Mão-de-Obra Direta, no
período, foram de 2.000.000,00;
IV-os gastos gerais de Produção alcançaram
500.000,00.
Indique o lançamento contábil feito para a
apuração dos custos de produção no
encerramento do exercício social
a)Diversos
a Custos de produção 2.500.000
Mão-de-Obra Direta 2.000.000
Gastos Gerais de Produção 500.000
b)Custos de Produção 3.300.000
a Diversos
a Matérias Primas 800.000
a Mão-de-Obra Direta 2.000,000
a Gastos Gerais de Produção 500.000
c)Diversos
a Custos de Produção 3.300.000
Matérias Primas 800.000
Mão de Obra Direta 2.000.000
Gastos Gerais de Produção 500.000
d)Matérias Primas 800.000
a Custos de Produção 800.000
e)Compras 2.000.000
a Matérias Primas 2.000.000
Matérias Primas 1.200.000
a Custos de produção 1.200.000
Custos de Produção 800.000
A Matérias Prima 800,000

24. É correto afirmar que

a) o método de custeio variável agrega
os custos fixos ao custo de produção
pelo emprego de critérios variáveis
de rateio.
b) O método de custeio por absorção
leva em conta, na apuração do custo
de produção, todos os custos
incorridos no período.
c) O método de custeio por absorção
exige que a avaliação dos estoques
seja feita pelo critério do csto médio
ponderado.
d) Para efeito de apuração de
resultados industriais é indiferente
qual o método de custeio adotado,
seja o variável ou por absorção.
e) A diferença fundamental entre o
custeio variável e o custeio por
absorção é que este admite a
avaliação dos estoques por método
diferente do custo médio ponderado,
ao contrário do custeio variável.


25 .O balanço de 28.02.94 apresentou os
seguintes dados:

Matérias primas 800.000,00
Produtos em Elaboração 300.000,00
Produtos Prontos 1.500.000,00

A empresa produz um único produto e os
saldos de balanço representam 500 peças,
que estavam no estágio de elaboração
equivalente a 50% do produto pronto, e 1.250
peças prontas.
No mês de Março de 1994, foram registrados
os seguintes custos de produção:

Matérias Primas 3.600.000,00
Mão-de-Obra Direta 7.200.000,00
Gastos Gerais de Produção 1.200,000,00

No período foi concluída a produção de 6.000
peças, sendo 500 do estoque inicial, e foi
iniciada a produção de 7.500 peças que
estavam, em 31.03.94, no estágio de
elaboração equivalente a 30% do produto
pronto. A metade do estoque de produtos
79

prontos foi vendida, em março de 1994, ao
preço unitário de 2.500,00.
Os estoques, em 31,03.94, de produtos em
elaboração eram de:

a) 3.375.000,00
b) 3.675.000,00
c) 5.437.500,00
d) 10.800.000,00
e) 10.875.000,00


26 .Considere os dados abaixo de uma
empresa comercial varejista:

Venda – 4000 unidades a 15,00 cada $
60.000,00
ICMS – 18% s/ vendas $
10.800,00
Compras – 3600 unidades a 10.00 cada $
36.000,00
ICMS s/ compras – 18% $
6.448,00
IPI s/ compras – 4% $ 1.440,00
Frete e seguros s/ Compras $
2.240,00
Estoque inicial – 800 unidades a 8,00 $
6.400,00
Lucro Bruto $
13.200,00

O valor do estoque final é de : (Nota:
Abandone, a partir da 3ª casa decimal)

a) 3.018,18
b) 3.265,45
c) 3.600,00
d) 3.854,54
e) 4.058,18


27. Considere os dados:
DATA HISTORICO
28.02.94 Estoque de 100 unid a 3,50
03.03.94 Compra de 500 unid a 4,00
06.03.94 Empregadas 150 unidades
09.03.94 Empregadas 150 unidade
12.03.94 Empregadas 150 unidades
15.03.94 Compra de 100 unid a 4,00
18.03.94 Compra de 200 unid a 4,00
21.03.94 Empregadas 150 unidades
24.03.94 Empregadas 150 unidades
27.03.94 Empregadas 150 unidades
30.03.94 Compra de 500 unid a 4,50
31.03.94 Estoques

O custo da matéria-prima empregada em
março de 194 é de
a) 2.250,00
b) 3.200,00
c) 3.550,00
d) 5.450,00
e) 5.800,00



28. Uma indústria de confecção de roupas
recebeu uma encomenda de 120.000 peças
de seu produto, pelo valor total de $
3.000.000,00.
Seu estoque inicial de tecido era de 150.000
metros tendo adquirido mais 50.000 metros.
Completada a produção verificou-se que:
1)o estoque inicial era de 1.500.000,00
o custo unitário da nova compra de tecido
foi de $ 15,00
o estoque final de tecido foi de 35.000
metros;
2)o custo da mão-de-obra direta empregada
foi de 528.750,00;
o valor contábil dos gastos gerais de
produção foi de 135.000,00;
3)foi desconsiderada a ocorrência de ICMS e
IPI.

À vista dos dados acima, podemos afirmar
que o custo unitário de produção foi de:
( Nota: Abandone, a partir da 4ª casa
decimal)
a) 21.000,00
b) 22.400,00
c) 22.875,00
d) 28.025,00
e) 28.500,00


29- Foram adotados os seguintes dados na
execução de uma encomenda:
Matéria Prima reguisitada: $ 1.800.000,00
Mão-de-obra Direta: 50 horas a $ 20.000,00
a hora.
Encargos Sociais: 20% da mão-de-obra.
Gastos Gerais da Produção: estimados em
25% da mão-de-obra.
Sabendo-se que os Gastos Gerais da
Produção incorridos no período, relativos à
encomenda, somam $ 275.000,00, podemos
afirmar que os gastos com a execução da
encomenda totalizaram:

a) $ 3.025.000,00
b) $ 3.050.000,00
c) $ 3.075.000,00
d) $ 3.250.000,00
e) $ 3.275.000,00


80





30. Considere as seguintes informações:
1.Ordens de Produção existentes em
01.03.94;
Ordem nº Matéria-
Prima
Mão-de-
Obra Direta
Gastos
Gerais de
Produção.
94.140 20.000,00 15.000,00 4.500,00
94.145 9.000,00 14.000,00 4.200,00
94.146 2.000,00 1.000,00 300,00

2.Os gastos de março de 1994 foram;
Ordem nº Matéria-Prima Mão obra Direta
94.140 6.000,00 3.000,00
94.145 5.000,00 7.000,00
94.146 3.000,00 2.000,00
94.147 10.000,00 2.000,00
94.148 8.000,00 6.000,00

3.Os gastos gerais de produção, no mês,
foram de $ 6.000,00, e foram apropriados
proporcionalmente aos gastos com mão-de-
obra direta;
4. As ordens de produção 94.145 , 94.146 e
94.148 foram completadas e entregues
durante o mês.

Na apuração de resultados, em 31.03.94, foi
levado a custo de produtos vendidos, o valor
de:
a) 52.00,00
b) 58.000,00
c) 66.000,00
d) 70.800,00
e) 82.500,00

31. Considere os seguintes dados:
Data Historico Quantidade Valor em
$
28.02.94 Estoque 200 1.200,00
15.03.94 Requisição 231 50
10.03.94 Requisição 234 120
15.03.94 Compra 300 2.460,00
20.03.94 Compra 200 2.130,00
25.03.94 Requisição 240 130
30.03.94 Requisição 242 100
31.03.94 Estoque
O estoque final , em 31.03.94, é de:
a) $ 2.700,00 e 300 unidades, se
avaliado pelo método de custo médio
ponderado.
b) $ 2.020,00 e 300 unidades, se
avaliado pelo PEPS.
c) $ 2.700,00 e 300 unidades, se
avaliado pelo método PEPS.
d) $ 2.950,00 e 300 unidades, se
avaliado pelo método de custo médio
ponderado.
e) $ 2.700,00 e 300 unidades, se
avaliado pelo método UEPS.
AFTN 24/09/94 PROVA 1
32. Considere os dados abaixo:

Estoques, em $, de:
Inicial Final
Matéria-Prima 8,00 6,00
Produtos em Elaboração 4,00 5,00
Produtos Prontos 3,00 15,00

Sabendo-se que:

-o Custo dos Produtos Vendidos foi de $7,00;
-os Custos de Mão-de-Obra Direta foram de
$ 10,00.
-os Gastos Gerais de produção foram de
$ 8,00;
-não foram feitas aquisições de Matérias-
Primas;
-foram produzidas 10 unidades,
podemos afirmar que o custo unitário de
produção, do produto acabado, no período,
foi de:

a) 0,20
b) 1,50
c) 0,90
d) 1,90
e) 2,00


33. Indique a opção correta:
a) Para efeito de apuração do resultado
do exercício é indiferente que a
avaliação dos estoques seja feita
pelo método de custo médio
ponderado o pelo método UEPS, se
o ambiente econômico for de
estabilidade permanente dos preços.
b) Em um ambiente econômico de
constante elevação de preços, a
avaliação dos estoques deve ser
feita pelo método do custo médio
ponderado, porque é o único método
em que o valor dos estoques se
iguala ao valor de reposição.
c) O resultado do exercício será maior
se a avaliação dos estoques adotar o
método do custo médio ponderado,
em lugar do método PEPS, se os
preços se mantiverem constantes.
d) Ao adotar o método de avaliação de
estoques denominado UEPS, em
lugar do método denominado PEPS,
81

a empresa estará super-avaliando
seu resultado do exercício, se os
preços se mantiverem em elevação.




e) Em um ambiente de constante
elevação dos preços, a avaliação do
estoque final pelo método do custo
médio ponderado indicará um valor
maior do que o obtido quando a
avaliação é feita pelo método PEPS
e um valor menor do que aquele
resultante da avaliação pelo método
UEPS.


34 .Ao encerrar determinado período, a
empresa procede, na apuração de
resultados, ao seguinte lançamento de
ajuste, apresentado de forma simplificada:
Nota: Na contabilização, a empresa utiliza as
contas Compras, Mercadorias e Custos de
Mercadorias Vendidas, ao final do exercício,
para apuração de resultados.
Diversos
A Compras
Custo de Mercadorias Vendidas 22,00
Mercadorias 1,00 23,00

O auditor que examinou o lançamento
conclui que
a) o valor do estoque inicial de
Mercadorias é maior do que o valor
do estoque final;
b) o valor do estoque inicial de
Mercadorias é igual ao valor do
estoque final;
c) o valor do estoque final de
Mercadorias é maior do que o valor
do estoque inicial;
d) o registro não contém elementos
suficientes para se saber se o
estoque inicial é maior, igual ou
menor do que o estoque final de
Mercadorias;
e) o valor do estoque final de
Mercadorias é menor do que o valor
do estoque inicial, porque o Custo de
Mercadorias Vendidas é menor do
que o valor das Compras.

35. Uma indústria alimentícia produziu 10
caixas de determinado produto, com os
seguintes custos totais:
Matéria-prima 5,00
Mão-de-Obra Direta 3,00
Gastos Gerais de Produção 2,00

Em virtude de ter ocorrido fato imprevisível, o
equivalente a 2 caixas do produto que estava
estocado no deposito torno-se impróprio para
o consumo e teve que ser destruído como
imprestável. Sabendo-se que foram vendidas
4 caixas do produto, ao preço unitário de $
2,50, podemos afirmar que o lucro bruto e o
estoque final foram, respectivamente, de:
a) $ 4,00 e $ 4,00
b) $ 6,00 e $ 4,00
c) $ 5,00 e $ 5,00
d) $ 6,00 e $ 6,00
e) $ 2,50 e $ 5,00


36. Considere os dados a seguir:

1-Estoques, em 01.07.93:
Produtos prontos – 2 unidades 6,00
Produtos em elaboração nihil
Matérias-Primas 12,00

2-Compras de Matérias-Primas 40,00

3-Custos incorridos em julho/93
Mão de obra direta empregada
6,00
Gastos Gerais de produção 4,00
Custo de Matérias-Primas empreg. 39,00

4-Estoques de Produtos, em 31.07.93, em
unidades:
Produtos em elaboração 5 unid.
Produtos prontos 7 unid.

5-A cada produto em elaboração foram
agregados custos equivalentes a 20% dos
custos de cada produto acabado no mês de
Julho.

6-Vendas, em Julho de 1993: 1 unidade por
20,00.

7-Os estoques são avaliados pelo método
PEPS.
Nota: Desconsidere a incidência de IPI, de
ICMS e nos cálculos e nas respostas,
despreze os centavos.

Os estoques, em 31.07.93, de Matérias-
Primas, Produtos em Elaboração e Produtos
Prontos, são, respectivamente, de:
82


a) 52,00, 7,00 e 42,00
b) 13,00, 8,00 e 56,00
c) 13,00, 8,00 e 51,00
d) 13,00, 7,00 e 48,00
e) 13,00, 7,00 e 45,00


37. Considere os dados abaixo:
Gastos no Período (em $)
Depto.
A
Depto.
B
Depto.
C
Total
Matéria Prima 4,00 3,00 3,00 10,00
M. O Direta 2,00 2,00 2,00 6,00
Gastos G.Prod. 12,00
Totais 28,00

Produção do Período.

Produto X 10 unidades
Produto Y 05 unidades
Produto Z 25 unidades

Distribuição dos Insumos Utilizados na
Produção total do Mês, em %.
Prod.
X
Prod.
Y
Prod.
Z
Total
Matéria Prima 20 50 30 100
M. O Direta 40 50 10 100
Gastos G.Prod. 30 40 30 100

Sabendo-se que:
-os estoques iniciais de Matérias Primas,
Produtos em Elaboração e Produtos Prontos
eram nulos;
-O estoque final de Produtos em Elaboração
era nulo;
-no processo de fabricação os produtos
transitam por todos os departamentos;
-os Gastos Gerais de Produção são
apropriados proporcionalmente aos gastos
com Mão de Obra Direta;
-25 unidades do produto Z foram
comercializados no período, ao preço unitário
de 1,50;
-os produtos X e Y permaneceram em
estoque,
podemos afirmar que os estoques de
Produtos Prontos e o Lucro Bruto do período
foram de:
Nota: desconsidere a Incidência de IPI e
ICMS.

a) 28,00 e 37,50
b) 20,80 e 30,30
c) 20,80 e 37,50
d) 28,00 e 30,30
e) 20,80 e 28,00




Responder Certo ou Errado a cada
alternativa:

38 . Os conceitos de custos para avaliação
dos estoques consagram o custeamento por
meio de dois métodos : o custeio por
absorção e o variável ( também chamado de
custeio direto ), que se diferenciam no
reconhecimento dos custos fixos de
produção. Em consonância com esse
entendimento, é correto afirmar que:
a) O custeio por absorção engloba
todos os custos variáveis, tratando
os custos fixos como despesas.
b) O custeio direto fere os princípios
fundamentais de contabilidade, em
especial, o regime de competência.
c) O custeio direto não é aceito pelo
fisco, por antecipar o reconhecimento
de despesas.
d) O custeio por absorção não é aceito
pelo fisco, por postergar o
reconhecimento de receitas.
e) O custeio por absorção atende aos
princípios fundamentais de
contabilidade, por incluir todos os
custos necessários para serem
confrontados com a receita, por
ocasião da venda do produto.

39 . Julgue os seguintes conceitos, aplicáveis
à área de custos:
a) Gasto é o sacrifício financeiro com
que a entidade arca para a obtenção
de um produto ou serviço qualquer,
sacrifício este representado por
entrega ou promessa de entrega de
ativos ( normalmente dinheiro ).
b) Custeio por absorção é o método
que consiste na apropriação de todos
os custos de produção aos bens
elaborados, e somente os de
produção.
c) Custo indireto de fabricação é o
custo que não depende de critério de
rateio ou outro estimativo para sua
apropriação ao custo do produto.
d) Todos os custos diretos são custos
primários.
e) O RKW é o método de alocação de
custos aos produtos, o qual
83

considera todos os custos, diretos e
indiretos, e as despesas, exceto as
de vendas e as financeiras.

40 . Com relação aos custos para decisão,
julgue os itens que se seguem:
a) O custeio variável é a forma de
apropriação de custos aos produtos
que considera apenas os custos
variáveis, de maneira que a
depreciação ou o aluguel do prédio
da fábrica deve ser registrado
diretamente como despesa.
b) O conceito de margem de
contribuição é importante para
auxiliar a gerência na identificação
da real rentabilidade de um produto,
entre outros, em uma mesma linha
de produção, considerando todos os
custos envolvidos, inclusive os da
administração geral.
c) O conceito de margem de
contribuição é de grande importância
para a administração nas decisões
sobre o preço de um produto e o
melhor aproveitamento da
capacidade instalada.
d) Quando não há limitação na
capacidade produtiva, o produto
mais rentável é o que apresentar
maior margem de contribuição por
unidade.
e) Havendo limitação na capacidade
produtiva, os custos fixos não
produzem valores finais de lucros
unitários válidos para decisão, se
forem alocados em proporção ao
que cada produto utilizar do fator de
limitação da capacidade produtiva.

41 – Acerca de produção por ordem e
produção contínua, julgue os itens a seguir:

a) As empresas de telefonia, de energia
elétrica e petroquímicas, nas suas
atividades operacionais de prestação
de serviço ou industriais, são
clássicos exemplos de produção por
ordem.
b) Tanto na produção por ordem como
na produção contínua, os custos
indiretos são acumulados nos
diversos departamentos para depois
serem alocados aos produtos.
c) Havendo danificação e perda de uma
ordem de produção inteira ouem
estado adiantado de produção, de
valor relevante, o tratamento contábil
mais adequado é a baixa direta para
perda do período.
d) O conceito de equivalente de
produção é utilizado para a apuração
dos custos unitários na produção por
ordem.
e) As perdas normais dos processos
produtivos devem ser separadas
contabilmente, para apropriação
como retificação das receitas em
cada período, permitindo uma
avaliação mais adequada dos
resultados pela gerência.

42 – Com relação ao custo de produção, é
necessária a adoção de um sistema de
custeio para atender às necessidades de
preparação das demonstrações contábeis, já
que o custo dos produtos vendidos ou dos
serviços prestados é elemento essencial da
demonstração do resultado, além da
avaliação dos estoques. Por outro lado,
empresas, especialmente as de médio e
grande porte, têm necessidade gerenciais a
serem supridas, fazendo com que as
exigências em relação aos sistemas de
custeio sejam complexas. Julgue os itens
seguintes, considerando as necessidades de
informações das empresas:
a) Há inúmeros sistemas de custo e
critérios de avaliação da produção e
dos estoques, sendo que, dentro dos
princípios fundamentais da
contabilidade, o método de custeio
real por absorção é o indicado.
b) No sistema de custeio direto,
somente os custos variáveis são
considerados na avaliação dos
estoques em processo e acabados,
sendo os custos fixos lançados
diretamente nos resultados dos
períodos em que ocorrerem.
c) O sistema de custeio por absorção é,
sem dúvida, o que apresenta o maior
mérito na área gerencial, por permitir
melhor análise do desempenho
empresarial e auxiliar à
administração em inúmeras
decisões, como por exemplo,
produzir internamente ou terceirizar e
adotar políticas de preços em função
da relação custo-volume-lucro.
d) O custo-padrão também é utilizado
por inúmeras empresas para a
84

avaliação da produção e dos
estoques, mas não é um bom
instrumento para fins gerenciais.
e) Pelos princípios fundamentais da
contabilidade, ao custo da produção
devem ser adicionados os custos
reais incorridos, incluindo os diretos
e indiretos necessários à produção
de cada produto.


Retorno às questões de múltipla
escolha:
FISCAL ICMS – SÃO PAULO - 1985
43 - Uma superavaliação do inventário final
de Produtos em Elaboração ocasiona :
a) A subavaliação do custo dos
produtos vendidos.
b) A superavaliação do custo dos
produtos vendidos
c) A superavaliação do custo da
produção do período
d) A superavaliação do custo da
produção acabada do período


44 – A diferença aritimética entre a receita e
o somatório de custos e despesas variáveis,
de um produto, é o conceito básico:
a) Do sistema de custos por ordem de
produção
b) De margem de contribuição
c) Do sistema de custos por processo
d) Da relação custo, volume e lucro


45 – A Cia. “Rancharia”apresenta os
seguintes saldos, em seus livros contábeis,
em um determinado período:
a) Inventário Inicial de Produtos em
Elaboração 75.000
b) Inventário Inicial de Produtos
Acabados 63.000
c) Inventário Final de Produtos em
Elaboração 85.000
d) Inventário final de Produtos
Acabados 67.000
O custo dos produtos acabados no período
foi de $ 454.000 e o lucro bruto apurado,
no mesmo período, foi de $ 250.000
O valor das vendas líquidas, no período,
dói de:
a) $ 700.000
b) $ 704.000
c) $ 694.000
d) $ 708.000



As questões 46, 47 e 48 estão
relacionadas com os seguintes saldos,
apurados nos livros contábeis da Cia
“BETA”.

- Custos Indiretos de Fabricação incorridos
no período 5.500.000
- Matérias Primas adquiridas no
período 20.000.000
- Mão de Obra Direta período 6.500.000
- Devoluções, dentro do próprio período,
de 35% das aquisições de Matérias
Primas
- Estoque inicial de Produtos
Acabados 11.000.000
- Estoque Inicial de Produtos em
Elaboração 3.000.000
- Estoque inicial de Matérias
Primas 5.000.000

Ao término do período, constatou-se a
existência dos seguintes estoques:

- Estoque final dos Produtos em
Andamento 1.000.000
- Estoque final de Matérias -
Primas 3.000.000
- Estoque final de Produtos
Acabados 5.000.000


46 – O Custo de Produção do período é de:
a) $ 34.000.000
b) $ 27.000.000
c) $ 30.000.000
d) $ 22.000.000


47 – O Custo da Produção Acabada no
período é de :
a) $ 29.000.000
b) $ 36.000.000
c) $ 24.000.000
d) $ 26.000.000


48- O Custo da Produção Vendida no
período é de:
a) $ 40.000.000
b) $ 23.000.000
c) $ 35.000.000
d) $ 24.000.000

85




A Cia. “Barretos” produziu 8.000 unidades
de seu produto durante o período. Nesse
período foram vendidas 6.000 dessas
unidades ao preço unitário de $ 10.

As informações relativas às operações do
período são as seguintes:
- Materiais Diretos $ 2 por unidade
- Mão de Obra Direta $ 1 por unidade

Os custos indiretos de Fabricação Fixos
correspondem a 60% do total dos Custos
Indiretos de Fabricação.

Os Custos e Despesas Fixos para o
período foram os seguintes:
- Aquecimento $ 1.000
- Força $ 3.000
- Manutenção $ 3.500
- Depreciação dos equipamentos $ 2.500
- Aluguel da Fábrica $ 6.000
- Seguro da Fábrica $ 1.500
- Mão de Obra Indireta $ 4.000
- Reparos $ 2.500
- Despesas c/ Vendas e Admin. $ 10.000

A empresa não possuía Estoque inicial de
Produtos.
Com base nos elementos acima, responda
às questões de número 49 a 56

49 – Utilizando o Custeio por absorção, o
valor do Custo dos Produtos Vendidos
apurado no período é de:
a) $ 30.000
b) $ 18.000
c) $ 12.000
d) $ 48.000

50 – Utilizando o Custeio por absorção, o
valor do lucro bruto apurado no período é de:
a) $ 42.000
b) $ 30.000
c) $ 12.000
d) $ 48.000

51 – Utilizando o Custeio por absorção, o
Resultado Líquido apurado no período foi de:
a) Prejuízo de $ 22.000
b) Lucro Líquido de $ 2.000
c) Lucro Líquido de $ 20.000
d) Prejuízo de $ 4.000




52 – Utilizando o Custeio por absorção, o
valor do Estoque Final de Produtos apurado
no período é de:
a) $ 10.000
b) $ 4.000
c) $ 16.000
d) $ 6.000

53 – Utilizando o Custeio Direto, o valor do
Custo dos Produtos Vendidos apurado no
período é de:
a) $ 30.000
b) $ 12.000
c) $ 18.000
d) $ 48.000

54 – Utilizando o Custeio Direto, o valor do
Lucro Bruto Marginal apurado no período é
de:
a) $ 54.000
b) $ 12.000
c) $ 42.000
d) $ 30.000

55 – Utilizando Custeio Direto, o Resultado
Líquido apurado no período foi:
a) Lucro Líquido de $ 44.000
b) Prejuízo de $ 22.000
c) Lucro Líquido de $ 38.000
d) Prejuízo de $ 4.000


56 – Utilizando o Custeio Direto, o valor do
Estoque Final de Produtos apurado no
período é de:
a) $ 16.000
b) $ 10.000
c) $ 4.000
d) $ 2.000


57 – A Cia. ÄLFENAS, que utiliza o
sistema de Custeio por Processo, possui as
seguintes informações:
- Custos recebidos do Departamento
“B” $ 600.000
- Quantidades recebidas do Deparamento
“B” 5.000 unidades
- Unidades adicionais introduzidas no
processo do Departamento “C” 750
- Unidades perdidas durante o processo do
Departamento “C” 950

86



O ajuste para unidades perdidas no
departamento “C” é de
a) $ 800
b) $ 80
c) $ 5
d) $ 125

58 – A Cia “FRANCA” possui as seguintes
informações:
- Custos recebidos do Departamento
“D” $ 2.700.000
- Quantidades recebidas do Departamento
“D” 9.000 unidades
- Unidades perdidas ao final da
produção 500
- Unidades transferidas para Produtos
Acabados 7.500
O custo da unidade perdida, que deve ser
adicionado ao custo unitário dos Produtos
Acabados, no Departamento “E”, é de:
a) $ 2
c) $ 300
d) $ 30
e) $ 20

A Cia “MARACANÔ apresenta os
seguintes saldos, em seus livros contábeis e
registros auxiliares de custos:

* Custos e Despesas fixos durante o ano
- Depreciação de Equipamentos $ 18.000
- Mão de Obra Direta e Indireta $ 70.000
- Impostos e Seguros da Fábrica $ 7.000
- Despesas com Vendas $ 25.000

* Custos e Despesas Variáveis por unidade
- Materiais Diretos $ 450
- Embalagem $ 105
- Comissões de Vendedores $ 30
- Outros Custos e Despesas $ 15

O preço de venda de cada unidade é de
$ 1.000.

Com base nos elementos acima, responda
às questões de 59 a 62

59 – Para se atingir o Ponto de Equilíbrio,
quantas unidades devem ser produzidas e
vendidas por ano?
a) 200
b) 600
c) 300
d) 75



60 – O valor da Receita no Ponto de
Equilíbrio é de:
a) $ 300.000
b) $ 600.000
c) $ 200.000
d) $ 120.000

61 – Caso a empresa queira obter um lucro
de 25% sobre as Receitas Totais, quantas
unidades deve produzir e vender durante o
ano?
a) 150
b) 800
c) 375
d) 750

62 – O Lucro obtido de 25% é de:
a) $ 200.000
b) $ 62.500
c) $ 93.750
d) $ 187.500
FISCAL DE TRIBUTOS ESTADUAIS –
MINAS GERAIS - 1993
63 – Está correta a seguinte afirmativa:
a) Os custo variáveis unitários diminuem
quando aumenta a produção
b) Os custos fixos unitários diminuem na
mesma proporção da redução da
produção
c) Os custos fixos totais decrescem na
mesma proporção em que o volume
produzido diminui
d) Os custos fixos unitários variam em
proporção inversa às variações do
volume produzido
e) Os custos variáveis unitários crescem
na mesma proporção em que o
volume produzido aumenta



64 - Considere os gastos abaixo, efetuados
pela Empresa Industrial Alfa em determinado
período.


- Comissões s/ Vendas $ 600.000,00
- Mão de obra Direta $ 7.200.000,00
- Deprecia. Máqui. Produ. $ 1.600.000,00
- Matéria-prima consumida$12.400.000,00
- Salários dos supervisores$ 3.200.000,00
- Publicidade $ 2.400.000,00
- Energia elétr. da Fábrica $ 2.900.000,00
87




Os custos de transformação e os custos
primários da empresa no período foram,
respectivamente:
a) $ 3.000.000,00 e $ 20.100.000,00
b) $ 12.000.000,00 e $ 19.600.000,00
c) $ 12.000.000,00 e $ 22.500.000,00
d) $ 14.900.000,00 e $ 12.400.000,00
e) $ 14.900.000,00 e $ 19.600.000,00


65 – Uma empresa que trabalha com
custos-padrão previu que gastaria 5 Kg para
produzir uma unidade de determinado
produto. Ao final do período, constatou que,
embora tivesse economizado 20% no preço
do material, havia gasto 20% a mais de
material que o previsto. O resultado final foi:
a) igual ao previsto
b) favorável em $ 3.000,00
c) favorável em $ 15.000,00
d) desfavorável em $ 3.000,00
e) desfavorável em $ 15.000,00


66 – Uma empresa fabricante de
refrigerantes descartáveis incorreu nos
seguintes gastos mensais para a produção e
venda de 10.000.000 de unidades:
- Impostos sobre vendas $ 120.000.000,00
- Matéria-prima consumida $ 80.000.000,00
- Mão-de-Obra indireta $ 20.000.000,00
- Material de Embalagem $ 60.000.000,00
- Outros custos fixos $ 40.000.000,00
- Mão-de-Obra direta $ 30.000.000,00
- Gastos c/ distribuição $ 20.000.000,00

Se fosse obrigada a reduzir em 20% sua
produção no mês seguinte, o custo unitário
neste período seria:
a) $ 18,50
b) $ 21,25
c) $ 24,50
d) $ 25,75
e) $ 28,75



67 - A Empresa Industrial Beta apresentou
os dados abaixo no início e no final de
determinado período:
CONTA SALDO INICIAL SALDO FINAL
Prod. Elabor. $ 700.000,00 $ 680.000,00
Prod. Acab. $1.250.000,00 $1.400.000,00



Foram contabilizados no período, os
seguintes gastos:
- Requis. de matéria prima $ 850.000,00
- Mão-de-Obra direta $ 150.000,00
- Impostos s/ vendas $ 1.200.000,00
- gastos gerais fabricação $ 500.000,00

O valor dos produtos acabados e o custo
dos produtos vendidos no período foram,
respectivamente:
a) $ 1.020.000,00 e $ 870.000,00
b) $ 1.520.000,00 e $ 1.370.000,00
c) $ 1.370.000,00 e $ 1.220.000,00
d) $ 2.720.000,00 e $ 2.570.000,00
e) $ 2.770.000,00 e $ 2.200.000,00


As questões 68, 69 e 70 devem ser
resolvidas com base nestes gastos da
Empresa Industrial Delta:

- Encargos com Depreciação de Móveis e
Utensílios $ 80.000,00
- Mão de obra Indireta $ 160.000,00
- Matéria-prima consumida $ 540.000,00
- Gastos Gerais de Fabricação $ 120.000,00
- Comissões sobre vendas $ 300.000,00
- Encargos com Depreciação de Máquinas da
Produção $ 140.000,00
- Aluguel do escritório vendas $ 60.000,00
- Salários dos Vendedores $ 20.000,00
- ICMS sobre vendas $ 600.000,00
- Mão-de-Obra direta $ 220.000,00
_ Material de embalagem utilizado na
produção $ 40.000,00


68 – Os custos diretos da Delta no período
totalizaram:
a) $ 540.000,00
b) $ 760.000,00
c) $ 800.000,00
d) $ 940.000,00
e) $ 960.000,00

69 – O valor dos custos indiretos da Delta
foi:
a) $ 280.000,00
b) $ 420.000,00
c) $ 460.000,00
d) $ 500.000,00
e) $ 540.000,00

88




70 – As despesas fixas e variáveis da Delta
no período foram, respectivamente:
a) $ 100.000,00 e $ 960.000,00
b) $ 140.000,00 e $ 920.000,00
c) $ 160.000,00 e $ 940.000,00
d) $ 160.000,00 e $ 900.000,00
e) $ 300.000,00 e $ 900.000,00

71 – A Contabilidade de Custos de uma
empresa vai distribuir os gastos da
Administração de Fábrica, no total de $
1.200.000,00, proporcionalmente ao número
de empregados lotados em cada um dos três
departamentos produtivos.
Se o setor de Corte tem 35 empregados, o
de Estampagem 10 e o de Tratamento
térmico 15, a distribuição dos gastos será:
a) Corte : $ 200.000,00 / Estampagem :
$ 700.000,00 / T. Térm : $ 300.000,00
b) Corte : $ 300.000,00 / Estampagem :
$ 200.000,00 / T. Térm : $ 700.000,00
c) Corte : $ 300.000,00 / Estampagem :
$ 700.000,00 / T. Térm : $ 200.000,00
d) Corte : $ 700.000,00 / Estampagem :
$ 200.000,00 / T. Térm : $ 300.000,00
e) Corte : $ 700.000,00 / Estampagem :
$ 300.000,00 / T. Térm : $ 200.000,00
AUDITOR FISCAL DO TESOURO
NACIONAL MARÇO 94
72 – Os seguintes dados constam do Ativo
Circulante de uma empresa:
Contas 28.02.94
Mercadoria. p/ revenda 600.000,00
Matérias-Primas 1.300.000,00
Produtos em Elaboração 400.000,00
Produtos Prontos 300.000,00
Duplicatas a Receber 1.200.000,00

Contas 31.03.94
Mercadoria. p/ revenda 900.000,00
Matérias-Primas 2.000.000,00
Produtos em Elaboração 500.000,00
Produtos Prontos 350.000,00
Duplicatas a Receber 1.800.000,00

Sabendo-se que, em Março de 1994,
foram:
- - adquiridas mercadorias para revenda
no valor de $ 700.000,00
- - adquiridas matérias primas no valor
de $ 1.500.000,00
- - apropriadas despesas de mão-de-
obra direta de $ 400.000,00
- - apropriados gastos gerais de
produção no valor de $ 200.000,00


devemos encontrar o seguinte lançamento
contábil, no livro Diário, em 31.03.94:
a) Diversos
a Produtos em Elaboração 2.100.000
Matéria Prima 1.500.000
Mão-de-Obra Direta 400.000
Gastos G. de Prod. 200.000

b) Produtos Prontos 2.100.000
a Prod. Em Elaboração 2.100.000

c) Produtos em Elabor. 1.500.000
a Matérias Primas 1.500.000

d) Produtos Prontos 1.300.000
a Prod. Em Elaboração 1.300.000

e) Produtos Prontos 600.000
a Duplicatas a Receber 600.000

73 – A empresa não adota o método de
inventário permanente na avaliação de seus
estoques de matéria prima.
Sabendo-se que:

I – os estoques de matéria prima bem
como as aquisições são registrados em uma
conta denominada “Matéria Prima “, a qual
apresentava, no final do período, um saldo
devedor de $ 1.500.000,00;
II – o estoque final de matérias primas,
avaliado por contagem física, foi de $
700.000,00
III – os gastos com Mão-de-obra Direta, no
período, foram de $ 2.000.000,00;
IV – os gastos gerais de produção
alcançaram $ 500.000,00 , indique o
lançamento contábil feito para a apuração de
custos de produção no encerramento do
exercício social:

a) Diversos
a Custos de Produção 2.500.000,00
Mão-de-obra Direta 2.000.000,00
Gastos Gerais Fabr. 500.000,00

b) Custos de Produção 3.000.000,00
a Diversos
a Matérias-Primas 800.000,00
a Mão-de-Obra Direta 2.000.000,00
a Gastos Gerais de Fabric. 500.000,00

89



c) Diversos
a Custos de Produção 3.300.000,00
Matérias-Primas 800.000,00
Mão-de-Obra Direta 2.000.000,00
Gastos Ger. De Prod. 500.000,00

d) Matérias-Primas 800.000,00
a Custos de Produção 800.000,00

e) Compras 2.000.000,00
a Matérias-Primas 2.000.000,00

Matérias-Primas 1.200.000,00
a Custos de Produção 1.200.000,00

Custos de Produção 800.000,00
a Matérias-Primas 800.000,00



74 – Ë correto afirmar que:

a) o método de custeio variável agrega
os custos fixos ao custo de produção
pelo emprego de critérios variáveis
de rateio.
b) O método de custeio por absorção
leva em conta, na apuração do custo
de produção, todos os custos
incorridos no período.
c) O método de custeio por absorção
exige que a avaliação dos estoques
seja feita pelo critério do custo médio
ponderado.
d) Para efeito de apuração de
resultados industriais é indiferente
qual o método de custeio adotado,
seja o variável ou por absorção.
e) A diferença fundamental entre o
custeio variável e o custeio por
absorção é que este admite a
avaliação dos estoques por método
diferente do custo médio ponderado,
ao contrário do custeio variável.



75 – O balanço de 28.02.94 apresentou os
seguintes dados:
Matérias-Primas 800.000,00
Produtos em Elaboração 300.000,00
Produtos Prontos 1.500.000,00




A empresa produz um único produto e os
saldos de balanço representam 500 peças,
que estavam no estágio de elaboração
equivalente a 50% do produto pronto, e 1.250
peças prontas.

No mês de Março de 1994 foram
registrados os seguintes custos de produção:

Matérias-Primas 3.600.000,00
Mão-de-Obra Direta 7.200.000,00
Gastos Gerais de Produção 1.200.000,00

No período foi concluída a produção de
6.000 peças, sendo 500 do estoque inicial, e
foi iniciada a produção de 7.500 peças que
estavam, em 31.03.94, no estágio de
elaboração equivalente a 30 % do produto
pronto.

A metade do estoque de produtos prontos
foi vendida, em março de 1994, ao preço
unitário de $ 2.200,00.

Os estoques, em 31.03.94, de produtos em
elaboração, eram de:

a) $ 3.375.000,00
b) $ 3.675.000,00
c) $ 5.437.500,00
d) $ 10.800.000,00
e) $ 10.875.000,00

76 – Considere os dados abaixo de uma
empresa comercial varejista:

Vendas – 4.000 unidades a $ 15,00
cada $ 60.000,00
ICMS - 18% s/ vendas $ 10.800,00
Compras – 3.600 unidades a $ 10,00
cada $ 36.000,00
ICMS s/ compras – 18% $ 6.480,00
IPI s/ compras – 4% $ 1.440,00
Frete e seguros s/ compras $ 2.240,00
Estoque inicial – 800 unidades a $ 8,00
cada $ 6.400,00
Lucro Bruto $ 13.200,00

O valor do estoque final é de:
a) $ 3.018,18
b) $ 3.265,45
c) $ 3.600,00
d) $ 3.854,54
e) $ 4.058,18
90




77 – Considere os dados:

Data Histórico
28.04.94 Estoque de 100 unidades a $3,50
03.03.94 Compra de 500 unidades a $4,00
06.03.94 Empregadas 150 unidades
09.03.94 Empregadas 150 unidades
12.03.94 Empregadas 150 unidades
15.03.94 Compra de 100 unidades a $4,00
18.03.94 Compra de 200 unidades a $4,00
21.03.94 Empregadas 150 unidades
24.03.94 Empregadas 150 unidades
27.03.94 Empregadas 150 unidades
30.03.94 Compra de 500 unidades a $4,50
31.03.94 Estoque

O custo da matéria-prima empregada em
março de 1994 é de
a) $ 2.250,00
b) $ 3.200,00
c) $ 3.450,00
d) $ 5.450,00
e) $ 5.800,00


78 – Uma indústria de confecção de roupas
recebeu uma encomenda de 120.000 peças
de seu produto, pelo valor total de $
3.000.000,00.
Seu estoque inicial de tecido era de
150.000 metros, tendo adquirido mais 50.000
metros.
Completada a produção, verificou-se que:
- o estoque inicial era de $ 1.500.000,00
- o custo unitário da nova compra de tecido
foi de $ 15,00
- o estoque final de tecido foi de 35.000
metros
- o custo da mão-de-obra diretamente
empregada de $ 528.750,00
- o valor contábil dos gastos gerais de
produção foi de $ 135.000,00
- foi desconsiderada a ocorrência de ICMS
e IPI

à vista dos dados acima, podemos afirmar
que o custo unitário de produção foi de:
a) $ 21.000
b) $ 22.400
c) $ 22.875
d) $ 28.025
e) $ 28.500




79 – Foram anotados os seguintes dados
na execução de uma encomenda:
Matéria-Prima requisitada $ 1.800.000,00
Mão-de-Obra Direta 50 horas a $ 20.000,00
a hora
Encargos Sociais 20% da mão-de-obra
Gastos Gerais de Fabricação estimados em
25% da mão-de-obra

Sabendo-se que os Gastos Gerais de
Produção incorridos no período, relativos à
encomenda somam $ 275.000,00, podemos
afirmar queo os gastos com a execução da
encomenda totalizaram

a) $ 3.025.000,00
b) $ 3.050.000,00
c) $ 3.075.000,00
d) $ 3.250.000,00
e) $ 3.275.000,00


80 – Considere as seguintes informações:

1 – Ordens de Produção existentes em
01.03.94:
Ordem número Matéria-Prima M.Obra direta
94.140 20.000,00 15.000,00
94.145 9.000,00 14.000,00
94.146 2.000,00 1.000,00

Ordem número Gastos Gerais Fabricação
94.140 4.500,00
94.145 4.200,00
94.146 300,00

2 – Os gastos de março de 1994 foram:

Ordem número Matéria-Prima M.Obra direta
94.140 6.000,00 3.000,00
94.145 5.000,00 7.000,00
94.146 3.000,00 2.000,00
94.147 10.000,00 2.000,00
94.148 8.000,00 6.000,00

3 – Os gastos gerais de produção, no mês,
foram de $ 6.000,00 e foram apropriados
proporcionalmente aos gastos com mão-de-
obra direta

4 – As ordens de produção 94.145, 94.146
e 94.148 foram completadas e entregues
durante o mês
91



Na apuração de resultados, em 31.03.94,
foi levado a custo de produtos vendidos, o
valor de :

a) $ 52.000,00
b) $ 58.000,00
c) $ 66.000,00
d) $ 70.800,00
e) $ 82.500,00


81 – Considere os seguintes dados:
Data Histórico Qtde Valor
28.02 Estoque 200 1.200,00
05.03 Requisição 231 50
10.03 Requisição 234 120
15.03 Compra 300 2.460,00
20.03 Compra 200 2.130,00
25.03 Requisição 240 130
30.03 Requisição 242 100
31.03 Estoque

O estoque final, em 31.03, é de
a) $ 2.700 e 300 unidades, se avaliado
pelo método de custo médio
ponderado
b) $ 2.020,00 e 300 unidades, se
avaliado pelo método PEPS
c) $ 2.700,00 e 300 unidades, se
avaliado pelo método PEPS
d) $ 2.950,00 e 300 unidades, se
avaliado pelo método de custo médio
ponderado
e) $ 2.700,00 e 300 unidades, se
avaliado pelo método UEPS


82 – Considere os dados abaixo:
Estoques de Inicial Final
Matéria-Prima 8,00 6,00
Produtos em Elaboração 4,00 5,00
Produtos Prontos 3,00 15,00

Sabendo-se que:
- o Custo dos produtos vendidos
foi de $ 7,00
- os custos de Mão-de-Obra Direta
foram de $ 10,00
- os Gastos Gerais de Produção
foram de $ 8,00
- não foram feitas aquisições de
Matérias-Primas
- foram produzidas 10 unidades












Gabarito:

1 – c 2 – a 3 – a 4 – a 5 – c 6 – e 7 – b
8 – c 9 – e 10 – a 11 – b 12 – a 13 – d
14– d 15 – a 16 – e 17 – a 18 – c 19 – b
20 – b 21 – e 22 – c 23 – b 24 – b 25 - a
26 – c 27 – c 28 – a 29 – e 30 – c 31 - a
32 – d 33 – a 34 – c 35 – b 36 – e 37 - b
38 –
39 –
40 –
41 -
42 -
43 –a 44- b 45-a 46-b 47-a 48-c 49-d
50-c 51-b 52-c 53-a 55-d 56-b 57-c 58-d
59-c 60-a 61-b 62-a 63-d 64-e 65-c 66-c
67-b 68-c 69-b 70-d 71-d 72-d 73-b 74-b
75-a 76-c 77-c 78-a 79-e 80-c 81-a