P. 1
POLITICA NACIONAL DA ATENÇÃO BÁSICA

POLITICA NACIONAL DA ATENÇÃO BÁSICA

|Views: 3|Likes:
Published by Patricia Hornburg

More info:

Published by: Patricia Hornburg on Jul 13, 2013
Copyright:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

04/04/2015

pdf

text

original

MINISTÉRIO DA SAÚDE

Política Nacional de Atenção Básica

4.ª edição

Brasília – DF 2007

4 Brasília – DF 2007 .MINISTÉRIO DA SAÚDE Secretaria de Atenção Básica Departamento de Atenção Básica Política Nacional de Atenção Básica 4. v.ª edição Série E. Legislação de Saúde Série Pactos pela Saúde 2006.

: (61) 3315-2497 / 3587 Fax: (61) 3326-4340 Home page: http://www. 2. 68 p. Departamento de Atenção Básica. 3. Antonio Dercy Silveira Filho Elaboração de texto: Técnicos da Coordenação de Gestão da Atenção Básica/DAB/SAS Capa. na Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde: http://www. NLM WA 525-546 Catalogação na fonte – Coordenação-Geral de Documentação e Informação – Editora MS – OS 2007/0748 Títulos para indexação: Em inglês: Basic Atention National Policy Em espanhol: Política Nacional de Atención Básica de Salud .br/dab Coordenação geral: Luis Fernando Rolim Sampaio Revisão técnica.saude.gov. Saúde pública. v.saude. v. na íntegra. desde que citada a fonte e que não seja para venda ou qualquer fim comercial.br/bvs Série E. Serviços básicos de saúde. – Brasília : Ministério da Saúde. Política de saúde.000 exemplares Elaboração. É permitida a reprodução parcial ou total desta obra. Série. 4 Tiragem: 4. Todos os direitos reservados.gov. Título. 2007. projeto gráfico e diagramação: Gilberto Tomé Impresso no Brasil / Printed in Brazil Ficha Catalográfica Brasil. Legislação de Saúde) (Série Pactos pela Saúde 2006.© 2006 Ministério da Saúde. – (Série E. Bloco G. sala 645 CEP: 70058-900. – 4. Ministério da Saúde. ed. 6. Secretaria de Atenção à Saúde. distribuição e informações: MINISTÉRIO DA SAÚDE Secretaria de Atenção à Saúde Departamento de Atenção Básica Esplanada dos Ministérios. I. Brasília – DF Tel. 4) ISBN 1. Secretaria de Atenção À Saúde.ª edição – 2007 – 15. Legislação de Saúde Série Pactos pela Saúde 2006. A responsabilidade pelos direitos autorais de textos e imagens desta obra é da área técnica.º andar. II. Política Nacional de Atenção Básica / Ministério da Saúde. Departamento de Atenção Básica. A coleção institucional do Ministério da Saúde pode ser acessada.

624/GM de 10 de julho de 2007 7 9 55 57 61 63 65 ¹Os Anexos III e IV da Portaria nº 650/GM de 28 de março de 2006 foram substituídos pelos Anexos I e II da Portaria nº 822/GM de 17 de abril de 2006.Sumário Apresentação Portaria nº 648/GM de 28 de março de 2006 Portaria nº 649/GM de 28 de março de 2006 Portaria nº 650/GM de 28 de março de 2006¹ Portaria nº 822/GM de 17 de abril de 2006 Portaria nº 2.br/dab .gov. que poderão ser encontrados em www.saude.133/GM de 11 de setembro de 2006 Portaria nº 1.

6 .

integralidade e eqüidade. Aprovada e publicada. Além desses agentes envolvidos. consignados na legislação. pode-se afirmar que o ano de 2006 tem a marca da maturidade no que se refere à Atenção Básica em Saúde. Nesse processo histórico. por meio do Departamento de Atenção Básica apresentou. princípios assistenciais e organizativos do SUS. A experiência acumulada nos diferentes níveis de gestão serviu como estratégia complementar para facilitar a regulamentação da Atenção Básica. Antes de se chegar à nova PNAB. infra-estrutura e recursos necessários. atribuições dos profissionais.Apresentação O documento Política Nacional de Atenção Básica (PNAB) orientado pelos valores da ética. incluindo as especificidades da estratégia Saúde da Família. em Defesa do SUS e de Gestão. a Atenção Básica foi gradualmente se fortalecendo e deve se constituir como porta de entrada preferencial do Sistema Único de Saúde (SUS). Assim. e as regras de financiamento. pudemos contar com a participação de membros da academia. sendo o ponto de partida para a estruturação dos sistemas locais de saúde. a nova política aponta para a redefinição dos “princípios gerais. com as atenções voltadas para os princípios e diretrizes alinhavados nos Pactos pela Vida. profissionais da saúde. em um contexto de descentralização e controle social da gestão. expressa o acerto na definição pelo Ministério da Saúde de revitalizar a Atenção Básica à Saúde no Brasil. do profissionalismo e da participação. o desenho da nova Política Nacional da Atenção Básica. na Comissão Intergestores Tripartite. a Secretaria de Atenção a Saúde. usuários e entidades repre-sentativas do sistema de saúde. Afinal. MINISTÉRIO DA SAÚDE 7 . características do processo de trabalho. responsabilidades de cada esfera de governo. As discussões para alcançar o formato final da PNAB se fundamentaram nos eixos transversais da universalidade. trabalhadores do SUS. o Pacto pela Vida definiu como prioridade: “consolidar e qualificar a estratégia Saúde da Família como modelo de Atenção Básica e centro ordenador das redes de atenção à saúde no Sistema Único de Saúde (SUS). nos estados e na federação. O caminho da reconstrução só foi possível pavimentar a partir de um processo que agregou atores políticos diversos nos municípios.

8 .

no uso de suas atribuições. 1º Aprovar a Política Nacional de Atenção Básica. Considerando os princípios e as diretrizes propostos nos Pactos pela Vida. estabelecendo a revisão de diretrizes e normas para a organização da Atenção Básica para o Programa Saúde da Família (PSF) e o Programa Agentes Comunitários de Saúde (PACS). com vistas à revisão da regulamentação de implantação e operacionalização vigentes.Portaria nº 648/GM de 28 de março de 2006 Aprova a Política Nacional de Atenção Básica. em Defesa do SUS e de Gestão. Considerando a transformação do PSF em uma estratégia de abrangência nacional que demonstra necessidade de adequação de suas normas. nos termos constantes do Anexo a esta Portaria. RESOLVE: Art. em virtude da experiência acumulada nos diversos estados e municípios brasileiros. 9 . e Considerando a necessidade de revisar e adequar as normas nacionais ao atual momento do desenvolvimento da atenção básica no Brasil. Considerando a expansão do Programa Saúde da Família (PSF) que se consolidou como a estratégia prioritária para reorganização da atenção básica no Brasil. entre as esferas de governo na consolidação do SUS. Considerando a diretriz do Governo Federal de executar a gestão pública por resultados mensuráveis. e Considerando a pactuação na Reunião da Comissão Intergestores Tripartite do dia 23 de março de 2006. O MINISTRO DE ESTADO DA SAÚDE. que inclui a desfragmentação do financiamento da Atenção Básica.

Incentivo Financeiro a Municípios Habilitados à Parte Variável do Piso de Atenção Básica. de 18 de dezembro de 1997. publicada no Diário Oficial da União nº 247. publicada no Diário Oficial da União nº 247. publicada no Diário Oficial da União nº 247. 2 de fevereiro de 1999. Seção 1. Art. página 70. publicada no Diário Oficial da União nº 14-E. de 26 de março de 1998. Seção 1. publicada no Diário Oficial da União nº 247.10. nº 10 .882/GM.101/GM. de 22 de dezembro de 1997.Parágrafo único. nº 2.301.301. 3º Art. de 19 de fevereiro de 1998. página 11. de 18 de dezembro de 1997.1214.10. de 22 de dezembro de 1997. de 27 de fevereiro de 1998. de 4 de março de 1998. Seção 1. de 22 de dezembro de 1997. Seção 1. de 22 de dezembro de 1997.Estruturação da Rede de Serviços de Atenção Básica de Saúde. publicada no Diário Oficial da União nº 22-E.1214. de 16 de janeiro de 1998. Seção 1. página 55. devendo onerar os seguintes Programas de Trabalho: I . nº 1. Seção 1. nº 3. de 21 de janeiro de 1998.886/ GM. publicada no Diário Oficial da União nº 160. página 104. Seção 1. nº 59/GM. de 20 de agosto de 1998. de 18 de dezembro de 1997.8581 .885/GM. 4º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação. nº 1. página 11. do Ministério da Saúde (SAS/MS) publicará manuais e guias com detalhamento operacional e orientações específicas desta Política. publicada no Diário Oficial da União nº 42. II .1214. 2º Definir que os recursos orçamentários de que trata a presente Portaria corram por conta do orçamento do Ministério da Saúde. Seção 1. página 23. nº 157/GM. A Secretaria de Atenção à Saúde.0589 . Art.8577 . de 18 de dezembro de 1997.476/GM.925/GM.10.301. página 10. página 11. de 13 de novembro de 1998.Atendimento Assistencial Básico nos Municípios Brasileiros. e III . nº 1. publicada no Diário Oficial da União nº 58. página 2. Ficando revogadas as Portarias nº 1. de 21 de agosto de 1998. nº 3.884/GM. Seção 1.

348/GM. página 56. de 24 de setembro de 2004. página 33. Seção 1.081/GM. Seção 1. publicada no Diário Oficial da União nº 163. Seção 1. página 29.013/GM. de 23 de agosto de 2002. Seção 1. nº 1.223/GM. de 16 de agosto de 2004. publicada no Diário Oficial da União nº 46. Seção 1. publicada no Diário Oficial da União nº 106. página 15. nº 2. de 6 de março de 2001. de 24 de setembro de 2004. de 22 de agosto de 2002. de 14 de julho de 2004. nº 2. Seção 1. publicada no Diário Oficial da União nº 221. Seção 1.502/GM. nº 619/GM. de 3 de junho de 2003. Seção 1.432/GM. Seção 1. de 24 de setembro de 2004. de 4 de junho de 2003. de 31 de outubro de 2003. publicada no Diário Oficial da União nº 175-E. de 3 de junho de 2003. nº 873/GM. de 25 de março de 1999. de 4 de junho de 2003. publicada no Diário Oficial da União nº 185. página 55. publicada no Diário Oficial da União nº 78. publicada no Diário Oficial da União nº 57. página 21. publicada no Diário Oficial da União nº 214. página 44. página 46. de 23 de setembro de 2004. nº 396/GM.434/GM. Seção 1. de 3 de junho de 2003. de 8 de setembro de 2000.024/GM. nº 1. nº 673/GM. página 44. nº 2. publicada no Diário Oficial da União nº 15. página 39. publicada no Diário Oficial da União nº 104. página 67. Seção 1. página 45. nº 2. publicada no Diário Oficial da União nº 185. de 26 de abril de 2005. publicada no Diário Oficial da União nº 106. de 24 de março de 1999. de 18 de novembro de 1999. de 20 de janeiro de 2004. de 19 de novembro de 1999. de 7 de março de 2001. de 11 de setembro de 2000. publicada no Diário Oficial da União nº 106. Seção 1. Seção 1. de 4 de junho de 2003. de 15 de julho de 2004. página 35. de 2 de junho de 2003. nº 1. de 4 de abril de 2003. de 25 de abril de 2005. nº 1. de 4 de novembro de 2003. página 36. de 23 de setembro de 2004. nº 1. publicada no Diário Oficial da União nº 157. de 23 de setembro de 2004. nº 74/GM. Seção 1. página 45. de 8 de 11 . publicada no Diário Oficial da União nº 185.025/GM. de 14 de julho de 2004. Seção 1. página 44. nº 267/GM. Seção 1.023/GM. de 23 de janeiro de 2004. publicada no Diário Oficial da União nº 135. nº 674/ GM. página 44. nº 675/GM. Seção 1.

página 62. de 7 de julho de 1998. a prevenção e tratamento de doenças e a redução de danos ou de sofrimentos que possam comprometer suas possibilidades de viver de modo saudável. da equidade e da participação social. página 74 e nº 82/SAS. na complexidade. o tratamento. publicada no Diário Oficial da União nº 128. da integralidade. 12 . a reabilitação e a manutenção da saúde. É o contato preferencial dos usuários com os sistemas de saúde. considerando a dinamicidade existente no território em que vivem essas populações. de 8 de julho de 1998. no âmbito individual e coletivo. É desenvolvida por meio do exercício de práticas gerenciais e sanitárias democráticas e participativas. sob forma de trabalho em equipe. Seção 1. do vínculo e continuidade. o diagnóstico.junho de 2005. Seção 1. da acessibilidade e da coordenação do cuidado. de 10 de junho de 2005. que devem resolver os problemas de saúde de maior freqüência e relevância em seu território. dirigidas a populações de territórios bem delimitados. que abrangem a promoção e a proteção da saúde. a prevenção de agravos. da responsabilização.DOS PRINCÍPIOS GERAIS A Atenção Básica caracteriza-se por um conjunto de ações de saúde. A Atenção Básica considera o sujeito em sua singularidade. SARAIVA FELIPE Anexo Politica Nacional de Atenção Básica CAPÍTULO I Da Atenção Básica 1 . na integralidade e na inserção sócio-cultural e busca a promoção de sua saúde. Orienta-se pelos princípios da universalidade. da humanização. pelas quais assume a responsabilidade sanitária. publicada no Diário Oficial da União nº 110. Utiliza tecnologias de elevada complexidade e baixa densidade.

Outras áreas serão definidas regionalmente de acordo com prioridades e pactuações definidas nas CIBs. a saúde do idoso. a saúde da criança. e em consonância com o princípio da eqüidade. o controle da hipertensão arterial. a saúde da mulher. II - III - IV V- VI - Visando à operacionalização da Atenção Básica. efetivar a integralidade em seus vários aspectos. com território adscrito de forma a permitir o planejamento e a programação descentralizada. desenvolver relações de vínculo e responsabilização entre as equipes e a população adscrita garantindo a continuidade das ações de saúde e a longitudinalidade do cuidado. articulação das ações de promoção à saúde. Para o processo de pactuação da atenção básica será realizado e firmado o Pacto de Indicadores da Atenção Básica. vigilância à saúde. e estimular a participação popular e o controle social. prevenção de agravos. valorizar os profissionais de saúde por meio do estímulo e do acompanhamento constante de sua formação e capacitação. A Atenção Básica tem como fundamentos: Ipossibilitar o acesso universal e contínuo a serviços de saúde de qualidade e resolutivos. realizar avaliação e acompanhamento sistemático dos resultados alcançados. trabalho de forma interdisciplinar e em equipe. o controle da tuberculose. a saber: integração de ações programáticas e demanda espontânea. e coordenação do cuidado na rede de serviços.A Atenção Básica tem a Saúde da Família como estratégia prioritária para sua organização de acordo com os preceitos do Sistema Único de Saúde. a eliminação da desnutrição infantil. a saúde bucal e a promoção da saúde. tomando como objeto as metas anuais a serem alcançadas em relação a indicadores de saúde 13 . o controle do diabetes mellitus. tratamento e reabilitação. como parte do processo de planejamento e programação. definem-se como áreas estratégicas para atuação em todo o território nacional a eliminação da hanseníase. caracterizados como a porta de entrada preferencial do sistema de saúde.

de serviços e de estabelecimentos ambulatoriais. executar e gerenciar os serviços e ações de Atenção Básica. de acordo com sua capacidade institucional. equipamentos e insumos suficientes para o conjunto de ações propostas. sob sua gestão.garantir infra-estrutura necessária ao funcionamento das Unidades Básicas de Saúde.alimentar as bases de dados nacionais com os dados produzidos pelo sistema de saúde municipal. utilizando instrumento de programação nacional ou correspondente local. 14 . como gestores dos sistemas locais de saúde.programar as ações da Atenção Básica a partir de sua base territorial. são responsáveis pelo cumprimento dos princípios da Atenção Básica. mantendo atualizado o cadastro de profissionais. inclusive os da Saúde da Família.inserir preferencialmente. Os gestores poderão acordar nas CIBs indicadores estaduais de Atenção Básica a serem acompanhados em seus respectivos territórios.DAS RESPONSABILIDADES DE CADA ESFERA DE GOVERNO Os municípios e o Distrito Federal.organizar o fluxo de usuários. VI . contratar e remunerar os profissionais que compõem as equipes multiprofissionais de Atenção Básica. II incluir a proposta de organização da Atenção Básica e da forma de utilização dos recursos do PAB fixo e variável. a estratégia de Saúde da Família em sua rede de serviços. VIII . IV . dotando-as de recursos materiais. dentro do seu território. 2 .acordados. pela organização e execução das ações em seu território. visando à organização sistêmica da atenção à saúde.1 . nos Planos de Saúde municipais e do Distrito Federal. O processo de pactuação da Atenção Básica seguirá regulamentação específica do Pacto de Gestão. incluindo as unidades próprias e as cedidas pelo estado e pela União. visando a garantia das referências a serviços e ações de saúde fora do âmbito da Atenção Básica. 2. III . VII .Compete às Secretarias Municipais de Saúde e ao Distrito Federal: Iorganizar. de forma universal. em conformidade com a legislação vigente.selecionar. V . públicos e privados.

e XVII . XII .Compete às Secretarias Estaduais de Saúde e ao Distrito Federal: Icontribuir para a reorientação do modelo de atenção à saúde por meio do apoio à Atenção Básica e estímulo à adoção da estratégia Saúde da Família pelos serviços municipais de saúde em caráter substitutivo às práticas atualmente vigentes para a Atenção Básica. XV . pactuar.buscar a viabilização de parcerias com organizações governamentais. divulgando as informações e os resultados alcançados.definir estratégias de articulação com os serviços de saúde com vistas à institucionalização da avaliação da Atenção Básica. monitoramento e avaliação da Atenção Básica. XI . II - 15 .consolidar e analisar os dados de interesse das equipes locais.firmar. diretrizes e normas de implementação da Atenção Básica no Estado. disponíveis nos sistemas de informação. das equipes regionais e da gestão municipal. estratégias. X . monitorar e avaliar os indicadores do Pacto da Atenção Básica no seu território.IX - elaborar metodologias e instrumentos de monitoramento e avaliação da Atenção Básica na esfera municipal. 2.acompanhar e avaliar o trabalho da Atenção Básica com ou sem Saúde da Família. divulgando os resultados obtidos.2 .estimular e viabilizar a capacitação e a educação permanente dos profissionais das equipes. divulgando anualmente os resultados alcançados. mantidos os princípios gerais regulamentados nesta Portaria. XIII . com a Comissão Intergestores Bipartite. planejamento. XIV .verificar a qualidade e a consistência dos dados alimentados nos sistemas nacionais de informação a serem enviados às outras esferas de gestão.desenvolver mecanismos técnicos e estratégias organizacionais de qualificação de recursos humanos para gestão. não governamentais e com o setor privado para fortalecimento da Atenção Básica no âmbito do seu território. XVI .

visando: a) aprazamento para que o gestor municipal corrija as irregularidades. monitorar e avaliar os indicadores do Pacto da Atenção Básica no território estadual. XII .submeter à CIB.elaborar metodologias e instrumentos de monitoramento e avaliação da Atenção Básica na esfera estadual. XIII .III - estabelecer.estabelecer outros mecanismos de controle e regulação.ser co-responsável. b) comunicação ao Ministério da Saúde. VIII . VI . X . metas e prioridades para a organização da Atenção Básica no seu território.destinar recursos estaduais para compor o financiamento tripartite da Atenção Básica. junto ao Ministério da Saúde. V . planejamento. monitoramento e avaliação das ações da Atenção Básica e da estratégia Saúde da Família no âmbito estadual ou do Distrito Federal. monitoramento e avaliação da Atenção Básica.pactuar com a Comissão Intergestores Bipartite e informar à Comissão Intergestores Tripartite a definição da utilização dos recursos para Compensação de Especificidades Regionais.prestar assessoria técnica aos municípios no processo de qualificação da Atenção Básica e de ampliação e consolidação da estratégia Saúde da Família. para resolução acerca das irregularidades constatadas na execução do PAB fixo e variável.desenvolver mecanismos técnicos e estratégias organizacionais de qualificação de recursos humanos para gestão. XI . no Plano de Saúde Estadual e do Distrito Federal.definir estratégias de articulação com as gestões municipais do SUS com vistas à institucionalização da avaliação da Atenção Básica. IX .firmar. com orientação para organização dos serviços que considere a incorporação de novos cenários epidemiológicos. VII . IV . divulgando anualmente os resultados alcançados. e 16 . pelo monitoramento da utilização dos recursos da Atenção Básica transferidos aos municípios e ao Distrito Federal.

c) bloqueio do repasse de recursos ou demais providências consideradas necessárias e regulamentadas pela CIB; XIV - assessorar os municípios para implantação dos sistemas de informação da Atenção Básica, como instrumentos para monitorar as ações desenvolvidas; XV - consolidar, analisar e transferir os arquivos dos sistemas de informação enviados pelos municípios para o Ministério da Saúde, de acordo com os fluxos e prazos estabelecidos para cada sistema; XVI - verificar a qualidade e a consistência dos dados enviados pelos municípios por meio dos sistemas informatizados, retornando informações aos gestores municipais; XVII - analisar os dados de interesse estadual, gerados pelos sistemas de informação, divulgar os resultados obtidos e utilizá-los no planejamento; XVIII -assessorar municípios na análise e gestão dos sistemas de informação, com vistas ao fortalecimento da capacidade de planejamento municipal; XIX - disponibilizar aos municípios instrumentos técnicos e pedagógicos que facilitem o processo de formação e educação permanente dos membros das equipes; XX - articular instituições, em parceria com as Secretarias Municipais de Saúde, para capacitação e garantia de educação permanente aos profissionais de saúde das equipes de Atenção Básica e das equipes de saúde da família; XXI - promover o intercâmbio de experiências entre os diversos municípios, para disseminar tecnologias e conhecimentos voltados à melhoria dos serviços da Atenção Básica; e XXII - viabilizar parcerias com organismos internacionais, com organizações governamentais, não-governamentais e do setor privado para fortalecimento da Atenção Básica no âmbito do estado e do Distrito Federal. 2.3 - Compete ao Ministério da Saúde: Icontribuir para a reorientação do modelo de atenção à saúde no País, por meio do apoio à Atenção Básica e do estímulo à

17

adoção da estratégia de Saúde da Família como estruturante para a organização dos sistemas municipais de saúde; II garantir fontes de recursos federais para compor o financiamento do Piso da Atenção Básica – PAB fixo e variável; III - prestar assessoria técnica aos estados, ao Distrito Federal e aos municípios no processo de qualificação e de consolidação da Atenção Básica e da estratégia de Saúde da Família; IV - estabelecer diretrizes nacionais e disponibilizar instrumentos técnicos e pedagógicos que facilitem o processo de capacitação e educação permanente dos profissionais da Atenção Básica; V - apoiar a articulação de instituições, em parceria com as Secretarias de Saúde Estaduais, Municipais e do Distrito Federal, para capacitação e garantia de educação permanente para os profissionais de saúde da Atenção Básica; VI - articular com o Ministério da Educação estratégias de indução às mudanças curriculares nos cursos de graduação na área da saúde, em especial de medicina, enfermagem e odontologia, visando à formação de profissionais com perfil adequado à Atenção Básica; VII - assessorar estados, municípios e o Distrito Federal na implantação dos sistemas de informação da Atenção Básica; VIII - analisar dados de interesse nacional, relacionados com a Atenção Básica, gerados pelos sistemas de informação em saúde, divulgando os resultados obtidos; IX - elaborar metodologias e instrumentos de monitoramento e avaliação da Atenção Básica de âmbito nacional; X - desenvolver mecanismos técnicos e estratégias organizacionais de qualificação de recursos humanos para gestão, planejamento, monitoramento e avaliação da Atenção Básica; XI - definir estratégias de articulação com as gestões estaduais e municipais do SUS com vistas à institucionalização da avaliação da Atenção Básica; XII - monitorar e avaliar os indicadores do Pacto da Atenção Básica, no âmbito nacional, divulgando anualmente os resultados alcançados, de acordo com o processo de pactuação acordado na Comissão Intergestores Tripartite;
18

XIII - estabelecer outros mecanismos de controle e regulação, de monitoramento e de avaliação das ações da Atenção Básica e da estratégia de Saúde da Família no âmbito nacional; XIV - promover o intercâmbio de experiências e estimular o desenvolvimento de estudos e pesquisas que busquem o aperfeiçoamento e a disseminação de tecnologias e conhecimentos voltados à Atenção Básica; e XV - viabilizar parcerias com organismos internacionais, com organizações governamentais, não governamentais e do setor privado, para fortalecimento da Atenção Básica e da estratégia de saúde da família no País. 3 - DA INFRA-ESTRUTURA E DOS RECURSOS NECESSÁRIOS São itens necessários à realização das ações de Atenção Básica nos municípios e no Distrito Federal: IUnidade(s) Básica(s) de Saúde (UBS) com ou sem Saúde da Família inscrita(s) no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde do Ministério da Saúde, de acordo com as normas sanitárias vigentes; II – UBS com ou sem Saúde da Família que, de acordo com o desenvolvimento de suas ações, disponibilizem: III - equipe multiprofissional composta por médico, enfermeiro, cirurgião dentista, auxiliar de consultório dentário ou técnico em higiene dental, auxiliar de enfermagem ou técnico de enfermagem e agente comunitário de saúde, entre outros; IV - consultório médico, consultório odontológico e consultório de enfermagem para os profissionais da Atenção Básica; V - área de recepção, local para arquivos e registros, uma sala de cuidados básicos de enfermagem, uma sala de vacina e sanitários, por unidade; VI - equipamentos e materiais adequados ao elenco de ações propostas, de forma a garantir a resolutividade da Atenção Básica; VII - garantia dos fluxos de referência e contra-referência aos serviços especializados, de apoio diagnóstico e terapêutico, ambulatorial e hospitalar; e

19

III - IV - 20 . 5 . com a priorização de solução dos problemas de saúde mais freqüentes. 4 . Para UBS com Saúde da Família em grandes centros urbanos. desenvolvimento de ações educativas que possam interferir no processo de saúde-doença da população e ampliar o controle social na defesa da qualidade de vida.existência e manutenção regular de estoque dos insumos necessários para o funcionamento das unidades básicas de saúde. recomenda-se o parâmetro de uma UBS para até 30 mil habitantes. considerando a responsabilidade da assistência resolutiva à demanda espontânea. recomenda-se o parâmetro de uma UBS para até 12 mil habitantes. incluindo dispensação de medicamentos pactuados nacionalmente. programação e implementação das atividades.DO CADASTRAMENTO DAS UNIDADES QUE PRESTAM SERVIÇOS BÁSICOS DE SAÚDE O cadastramento das Unidades Básicas de Saúde será feito pelos gestores municipais e do Distrito Federal em consonância com as normas do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde.VIII . garantindo os princípios da Atenção Básica. alimentares e/ou ambientais. Para Unidade Básica de Saúde (UBS) sem Saúde da Família em grandes centros urbanos. localizada dentro do território pelo qual tem responsabilidade sanitária. com a finalidade de prevenir o aparecimento ou a manutenção de doenças e danos evitáveis.DO PROCESSO DE TRABALHO DAS EQUIPES DE ATENÇÃO BÁSICA São características do processo de trabalho das equipes de Atenção Básica: III definição do território de atuação das UBS. localizada dentro do território pelo qual tem responsabilidade sanitária. desenvolvimento de ações focalizadas sobre os grupos de risco e fatores de risco comportamentais. garantindo os princípios da Atenção Básica.

e X . 7 . VII . VI . Devem compor o financiamento da Educação Permanente recursos das três esferas de governo acordados na CIT e nas CIBs. integrando projetos sociais e setores afins. IX . de acordo com as prioridades definidas pela respectiva gestão e as prioridades nacionais e estaduais pactuadas.desenvolvimento de ações intersetoriais. com garantia de acesso ao apoio diagnóstico e laboratorial. e da Secretaria de Saúde do Distrito Federal.realização de primeiro atendimento às urgências médicas e odontológicas. voltados para a promoção da saúde. acordadas na CIT. Os serviços de atenção básica deverão adequar-se à integração ensino-aprendizagem de acordo com processos acordados na CIT e nas CIBs.DAS ATRIBUIÇÕES DOS MEMBROS DAS EQUIPES DE ATENÇÃO BÁSICA As atribuições específicas dos profissionais da Atenção Básica deverão constar de normatização do município e do Distrito Federal. 21 . nos estados. municipais e do Distrito Federal.DO PROCESSO DE EDUCAÇÃO PERMANENTE A educação permanente dos profissionais da Atenção Básica é de responsabilidade conjunta das SMS e das SES. incluindo o acolhimento.V- assistência básica integral e contínua.apoio a estratégias de fortalecimento da gestão local e do controle social. organizada à população adscrita.implementação das diretrizes da Política Nacional de Humanização. Os conteúdos mínimos da Educação Permanente devem priorizar as áreas estratégicas da Atenção Básica.participação das equipes no planejamento e na avaliação das ações. acrescidos das prioridades estaduais. VIII . 6 .

definir. atuar no território.1 Compete às Secretarias Municipais de Saúde e ao Distrito Federal: III inserir a estratégia de Saúde da Família em sua rede de serviços visando à organização do sistema local de saúde.CAPÍTULO II Das Especificidades da Estratégia de Saúde da Família 1 . realizando cadastramento domiciliar. diagnóstico situacional. III - IV - V- 2 . a estratégia Saúde da Família deve: III ter caráter substitutivo em relação à rede de Atenção Básica tradicional nos territórios em que as Equipes Saúde da Família atuam. em relação à estratégia Saúde da Família. Além dos princípios gerais da Atenção Básica. os objetivos. buscando o cuidado dos indivíduos e das famílias ao longo do tempo. no Plano de Saúde. desenvolver atividades de acordo com o planejamento e a programação realizados com base no diagnóstico situacional e tendo como foco a família e a comunidade.DAS RESPONSABILIDADES DE CADA NÍVEL DE GOVERNO Além das responsabilidades propostas para a Atenção Básica. as metas e os mecanismos de acompanhamento da estratégia Saúde da Família. mantendo sempre postura pró-ativa frente aos problemas de saúdedoença da população. as características. e ser um espaço de construção de cidadania. 22 . ações dirigidas aos problemas de saúde de maneira pactuada com a comunidade onde atua. os diversos entes federados têm as seguintes responsabilidades: 2.PRINCÍPIOS GERAIS A estratégia de Saúde da Família visa à reorganização da Atenção Básica no País. de acordo com os preceitos do Sistema Único de Saúde. em especial em sua área de abrangência. buscar a integração com instituições e organizações sociais. para o desenvolvimento de parcerias.

de saúde bucal e de agentes comunitários de saúde. realizar e manter atualizado o cadastro dos ACS. a proposta de implantação ou expansão de ESF. de Saúde Bucal e ACS. assegurar o cumprimento de horário integral – jornada de 40 horas semanais – de todos os profissionais nas equipes de saúde da família. de Saúde Bucal e das unidades básicas de referência dos Agentes Comunitários de Saúde. ESB e ACS II III - 23 . estabelecer no Plano de Saúde estadual metas e prioridades para a Saúde da Família. com exceção daqueles que devem dedicar ao menos 32 horas de sua carga horária para atividades na equipe de SF e até 8 horas do total de sua carga horária para atividades de residência multiprofissional e/ou de medicina de família e de comunidade. conforme regulamentação específica da Política Nacional dos Hospitais de Pequeno Porte.III - IV - V- VI - garantir infra-estrutura necessária ao funcionamento das equipes de Saúde da Família. nos Sistemas Nacionais de Informação em Saúde definidos para esse fim. 2. bem como da população residente na área de abrangência das equipes de Saúde da Família. no prazo máximo de 30 dias após a data do protocolo de entrada do processo.2 Compete às Secretarias Estaduais de Saúde: Ipactuar com a Comissão Intergestores Bipartite estratégias. ou trabalho em hospitais de pequeno porte. dos enfermeiros da equipe PACS e dos profissionais das equipes de Saúde da Família e de Saúde Bucal. e estimular e viabilizar a capacitação específica dos profissionais das equipes de Saúde da Família. equipamentos e insumos suficientes para o conjunto de ações propostas. submeter à Comissão Intergestores Bipartite (CIB). diretrizes e normas de implementação e gestão da Saúde da Família no Estado. dotando-as de recursos materiais. mantidos os princípios gerais regulamentados nesta Portaria.

IX . monitorar e avaliar o desenvolvimento da estratégia Saúde da Família nos municípios. definidos para esse fim.enviar. a ser publicado como portaria de resolução da CIB. identificando situações em desacordo com a regulamentação. mensalmente.submeter à CIB.elaborada pelos municípios e aprovada pelos Conselhos de Saúde dos municípios. VII .acompanhar. para resolução. VIII . 24 . residências médicas e multiprofissionais em Saúde da Família e educação permanente.prestar assessoria técnica aos municípios no processo de implantação e ampliação da SF. o fluxo de descredenciamento e/ou o bloqueio de recursos diante de irregularidades constatadas na implantação e no funcionamento das Equipes de Saúde da Família. autorizando a transferência dos incentivos financeiros federais aos municípios. de Saúde Bucal e ACS. de Saúde Bucal e ACS.submeter à CIB. visando à regularização das equipes que atuam de forma inadequada. garantindo suporte às adequações necessárias e divulgando os resultados alcançados. para resolução. referentes à implantação e ao funcionamento das Equipes de Saúde da Família.analisar e consolidar as informações enviadas pelos municípios. Xarticular com as instituições formadoras de recursos humanos do estado estratégias de expansão e qualificação de cursos de pósgraduação. IV . o fluxo de acompanhamento do cadastramento dos profissionais das Equipes de Saúde da Família. ao Ministério da Saúde o consolidado das informações encaminhadas pelos municípios. VI . V . de acordo com demandas e necessidades identificadas nos municípios e pactuadas nas CIBs. e XI . de Saúde Bucal e ACS nos sistemas de informação nacionais.responsabilizar-se perante o Ministério da Saúde pelo monitoramento. o controle e a avaliação da utilização dos recursos de incentivo da Saúde da Família transferidos aos municípios no território estadual.

metas e prioridades para a Saúde da Família. as diretrizes e as normas da Saúde da Família. o cálculo da cobertura populacional pelas ESF. o controle e a avaliação da utilização dos recursos de incentivo da Saúde da Família transferidos ao Distrito Federal. 25 III - IV - V- VI - . na Comissão Intergestores Tripartite. para capacitação e garantia de educação permanente específica aos profissionais da Saúde da Família.3. Compete ao Distrito Federal: III estabelecer. analisar dados de interesse nacional relacionados com a estratégia Saúde da Família. divulgando os resultados obtidos. de índices de valorização de resultados e de outros parâmetros. e para a análise de indicadores.4 Compete ao Ministério da Saúde: III definir e rever.2. e acompanhar. monitorar e avaliar o desenvolvimento da estratégia Saúde da Família no Distrito Federal. Municipais e do Distrito Federal. gerados pelos sistemas de informação em saúde. articular com o Ministério da Educação estratégias de expansão e de qualificação de cursos de pós-graduação. de forma pactuada. analisar e consolidar as informações referentes à implantação e ao funcionamento das equipes de Saúde da Família. apoiar a articulação de instituições. em parceria com Secretarias de Saúde Estaduais. garantir fontes de recursos federais para compor o financiamento da Atenção Básica organizada por meio da estratégia Saúde da Família. responsabilizar-se junto ao Ministério da Saúde pelo monitoramento. III - IV - 2. ESB e ACS será realizado a partir da população cadastrada no sistema de informação vigente. de Saúde Bucal e ACS. no Plano de Saúde do Distrito Federal. identificando e adequando situações em desacordo com a regulamentação e divulgando os resultados alcançados. residências médicas e multiprofissionais em Saúde da Família e em educação permanente.

médico. 4. número de ACS suficiente para cobrir 100% da população cadastrada. existência de Unidade Básica de Saúde inscrita no Cadastro Geral de Estabelecimentos de Saúde do Ministério da Saúde. uma sala de vacina e sanitários. dentro da área para o atendimento das Equipes de Saúde da Família que possua minimamente: a) consultório médico e de enfermagem para a Equipe de Saúde da Família. no mínimo.000 habitantes. ambulatorial e hospitalar. enfermeiro. no máximo. b) área/sala de recepção. com traba- 26 . com jornada de trabalho de 40 horas semanais para todos os seus integrantes e composta por. modalidade 1: existência de equipe multiprofissional. II - III - IV - V- São itens necessários à incorporação de profissionais de saúde bucal nas Equipes de Saúde da Família: Ino caso das Equipes de Saúde Bucal (ESB). c) equipamentos e materiais adequados ao elenco de ações programadas. local para arquivos e registros. de apoio diagnóstico e terapêutico. com composição básica de cirurgião dentista e auxiliar de consultório dentário. por unidade. garantia dos fluxos de referência e contra-referência aos serviços especializados. sendo a média recomendada de 3. e existência e manutenção regular de estoque dos insumos necessários para o funcionamento da UBS.DA INFRA-ESTRUTURA E DOS RECURSOS NECESSÁRIOS São itens necessários à implantação das Equipes de Saúde da Família: Iexistência de equipe multiprofissional responsável por. auxiliar de enfermagem ou técnico de enfermagem e Agentes Comunitários de Saúde.3 .000 habitantes. de acordo com as necessidades de desenvolvimento do conjunto de ações de sua competência. de forma a garantir a resolutividade da Atenção Básica à saúde. uma sala de cuidados básicos de enfermagem. com um máximo de 750 pessoas por ACS e de 12 ACS por equipe de Saúde da Família.

de forma a garantir a resolutividade da Atenção Básica à saúde. às quais está vinculada. a existência de um enfermeiro para até 30 ACS. com responsabilidade sanitária pela mesma população e território que as ESF às quais está vinculada. com composição básica de cirurgião dentista. dentro da área para atendimento das equipes de Saúde Bucal.II - III - lho integrado a uma ou duas ESF. com trabalho integrado a uma ou duas ESFs. É prevista a implantação da estratégia de Agentes Comunitários de Saúde nas Unidades Básicas de Saúde como uma possibilidade para a reorganização inicial da Atenção Básica. e II III IV - 27 . com responsabilidade sanitária pela mesma população e território que as ESFs. de referência para os ACS e o enfermeiro supervisor. existência de Unidade de Saúde inscrita no Cadastro Geral de Estabelecimentos de Saúde do Ministério da Saúde. auxiliar de consultório dentário e técnico de higiene dental. inscrita no Cadastro Geral de estabelecimentos de saúde do Ministério da Saúde. que possua minimamente: a) consultório odontológico para a Equipe de Saúde Bucal. no caso das ESB. modalidade 2: existência de equipe multiprofissional. e com jornada de trabalho de 40 horas semanais para todos os seus componentes. o cumprimento da carga horária de 40 horas semanais dedicadas à equipe de ACS pelo enfermeiro supervisor e pelos ACS. o que constitui uma equipe de ACS. e com jornada de trabalho de 40 horas semanais para todos os seus componentes. definição das microareas sob responsabilidade de cada ACS. de acordo com as necessidades de desenvolvimento do conjunto de ações de sua competência. e b) equipamentos e materiais adequados ao elenco de ações programadas. São itens necessários à organização da implantação dessa estratégia: Ia existência de uma Unidade Básica de Saúde. cuja população não deve ser superior a 750 pessoas.

possibilitando a criação de vínculos de confiança com ética. com atualização contínua.promoção e estímulo à participação da comunidade no controle social.trabalho interdisciplinar e em equipe. são características do processo de trabalho da Saúde da Família: Imanter atualizado o cadastramento das famílias e dos indivíduos e utilizar. visando à readequação do processo de trabalho.diagnóstico. VI . integrando áreas técnicas e profissionais de diferentes formações.valorização dos diversos saberes e práticas na perspectiva de uma abordagem integral e resolutiva. mapeamento e reconhecimento da área adstrita. os dados para a análise da situação de saúde considerando as características sociais. DO PROCESSO DE TRABALHO DA SAÚDE DA FAMÍLIA Além das características do processo de trabalho das equipes de Atenção Básica. demográficas e epidemiológicas do território. e IX . buscando parcerias e integrando projetos sociais e setores afins. IV . programação e implementação das atividades segundo critérios de risco à saúde.507/2002. III . culturais.promoção e desenvolvimento de ações intersetoriais. na execução e na avaliação das ações. II definição precisa do território de atuação.acompanhamento e avaliação sistematica das ações implementadas. econômicas. 4. efetivada por meio do conhecimento da estrutura e da funcionalidade das famílias que visa propor intervenções que influenciem os processos de saúde-doença dos indivíduos. voltados para a promoção da saúde. VII . de forma sistemática. compromisso e respeito. V . 28 . de acordo com prioridades e sob a coordenação da gestão municipal. no planejamento. das famílias e da própria comunidade. que compreenda o segmento populacional determinado. VIII .V- o exercício da profissão de Agente Comunitário de Saúde regulamentado pela Lei nº 10. priorizando solução dos problemas de saúde mais freqüentes.prática do cuidado familiar ampliado.

No Distrito Federal. A proposta deve definir: I- 29 . a sua Secretaria de Saúde é responsável pela realização do curso introdutório e/ou dos cursos para educação permanente das equipes. em municípios com população superior a 100 mil habitantes.As atribuições dos diversos profissionais das Equipes de Saúde da Família. ACS e enfermeiros das equipes PACS estão descritas no Anexo I. e da Secretaria Municipal de Saúde. Na ausência de regulamentação específica. seja da Secretaria de Estado da Saúde em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde.DO PROCESSO DE IMPLANTAÇÃO IO município e o Distrito Federal deverão elaborar a proposta de implantação ou expansão de ESF.DA CAPACITAÇÃO E EDUCAÇÃO PERMANENTE DAS EQUIPES O processo de capacitação deve iniciar-se concomitantemente ao início do trabalho das ESF por meio do Curso Introdutório para toda a equipe. em municípios com população inferior a 100 mil habitantes. ESB e ACS e em conformidade com a regulamentação estadual aprovada pela CIB. Os conteúdos mínimos do Curso Introdutório e da Educação Permanente para as ESFs serão objeto de regulamentação específica editada pelo Ministério da Saúde. II a responsabilidade da realização do curso introdutório e/ou dos cursos para educação permanente das equipes. 6 . que poderá realizar parceria com a Secretaria de Estado da Saúde. Recomenda-se que: o Curso Introdutório seja realizado em até 3 meses após a implantação da ESF. poderão ser utilizados os quadros constantes no Anexo II a esta Portaria. 5 .a responsabilidade da realização do curso introdutório e/ou dos cursos para educação permanente das equipes. de Saúde Bucal. e III .

c) ações a serem desenvolvidas pelas equipes no âmbito da Atenção Básica. b) infra-estrutura incluindo área física. A proposta elaborada deverá ser aprovada pelos Conselhos de Saúde dos Municípios e encaminhada à Secretaria Estadual de Saúde ou sua instância regional para análise. após a aprovação por seu Conselho de Saúde. da forma de acompanhamento do Pacto dos Indicadores da Atenção Básica e da utilização dos dados dos sistemas nacionais de informação. explicitando o número e o local das unidades onde irão atuar cada uma das equipes. cabe à Secretaria de Saúde dos Estados e do Distrito Federal informar ao Ministério da Saúde.II - III - IV - a) território a ser coberto. g) processo de avaliação do trabalho das equipes. definição do número de equipes que deverão atuar e com o mapeamento das áreas e micro-áreas. O Distrito Federal. deverá encaminhar sua proposta para o Ministério da Saúde. A Secretaria Estadual de Saúde ou sua instância regional terá o prazo máximo de 30 dias após a data do protocolo de entrada do processo para sua análise e encaminhamento à Comissão Intergestores Bipartite (CIB). d) processo de gerenciamento e supervisão do trabalho das equipes. seleção e contratação dos profissionais das equipes. contemplando o cumprimento da carga horária de 40 horas semanais. f) implantação do Sistema de Informação da Atenção Básica (SIAB). equipamentos e materiais disponíveis nas UBS onde atuarão as equipes. Após aprovação na CIB. especialmente nas áreas prioritárias definidas no âmbito nacional. e) forma de recrutamento. incluindo recursos humanos e materiais para operá-lo. com estimativa da população residente. h) a contrapartida de recursos do município e do Distrito Federal. até o dia 30 .

O município. 31 . os estados e os municípios terão o prazo de até 180 dias para implantação do novo fluxo de credenciamento e implantação de ESF. Os recursos do Teto Financeiro do Bloco Atenção Básica deverão ser utilizados para financiamento das ações de Atenção Básica descritas nos Planos de Saúde do município e do Distrito Federal. com as equipes previamente credenciadas pelo estado. levando em conta os padrões mínimos de oferta de serviços de acordo com os protocolos estabelecidos pelo Ministério da Saúde e a proposta para garantia da assistência farmacêutica básica devem constar no Plano Municipal de Saúde. saúde mental e internação hospitalar. V . O somatório das partes fixa e variável do Piso da Atenção Básica (PAB) comporá o Teto Financeiro do Bloco Atenção Básica conforme estabelecido nas diretrizes dos Pactos pela Vida.RX e ultra-som. em Defesa do SUS e de Gestão. de ESB e de ACS. sendo composto de uma fração fixa e outra variável. VI . de ESB e de ACS que fazem jus ao recebimento de incentivos financeiros do PAB variável.15 de cada mês. o número de ESF. e VII .O Ministério da Saúde. O Piso da Atenção Básica (PAB) constitui-se no componente federal para o financiamento da Atenção Básica.CONSIDERAÇÕES GERAIS O financiamento da Atenção Básica se dará em composição tripartite. conforme decisão da CIB. passará a receber o incentivo correspondente às equipes efetivamente implantadas. a partir do cadastro de profissionais no sistema nacional de informação definido para esse fim. CAPÍTULO III Do Financiamento Da Atenção Básica 1 . incluindo apoio diagnóstico laboratorial e de imagem . e da alimentação de dados no sistema que comprovem o início de suas atividades. nos serviços assistenciais de média complexidade ambulatorial.O fluxo dos usuários para garantia da referência e contra-referência à atenção especializada.

ao Poder Legislativo e ao Ministério Público dos respectivos níveis de governo. Os registros contábeis e os demonstrativos gerenciais mensais devidamente atualizados relativos aos recursos repassados a essas contas. Os repasses dos recursos dos PABs fixo e variável aos municípios são efetuados em conta aberta especificamente para essa finalidade. dos estados e do Distrito Federal.PAB consiste em um montante de recursos financeiros federais destinados à viabilização de ações de Atenção Básica à saúde e compõe o Teto Financeiro do Bloco Atenção Básica. Os recursos serão repassados em conta específica denominada “FMS – nome do município – PAB” de acordo com a normatização geral de transferências fundo a fundo do Ministério da Saúde. assim como seus identificadores literais. à disposição dos Conselhos responsáveis pelo acompanhamento. do Distrito Federal e dos órgãos de fiscalização federais. ao Conselho de Saúde. O aviso de crédito deverá ser enviado ao Secretário de Saúde. O PAB é composto de uma parte fixa (PAB fixo) destinada a todos os municípios e de uma parte variável (PAB variável) que consiste em montante de recursos financeiros destinados a estimular a implantação das seguintes estratégias nacionais de reorganização do modelo de atenção à saúde: Saúde da Família – SF. Os municípios deverão remeter por via eletrônica o processamento da produção de serviços referentes ao PAB à Secretaria Estadual de Saúde. O Ministério da Saúde definirá os códigos de lançamentos. Compensação de Especificidades Regionais. para tornar claro o objeto de cada lançamento em conta. permanentemente. dos Estados. de 32 . com o objetivo de facilitar o acompanhamento pelos Conselhos de Saúde no âmbito dos municípios. Agentes Comunitários de Saúde – ACS. e a fiscalização. ficarão. Saúde Bucal – SB. ao Fundo de Saúde. no âmbito dos Municípios.DO PISO DE ATENÇÃO BÁSICA O Piso da Atenção Básica . Saúde Indígena – SI. estaduais e municipais. de controle interno e externo. que constarão nos respectivos avisos de crédito.2 . e Saúde no Sistema Penitenciário.

As Secretarias de Saúde dos Estados e do Distrito Federal devem enviar as informações ao DATASUS. seja na Prestação de Contas. mediante a apresentação de: III III IV relatórios mensais da origem e da aplicação dos recursos. que trata das transferências. e relatório de gestão. do Decreto nº 1. observando cronograma estabelecido pelo Ministério da Saúde. demonstrativo detalhado das principais despesas. 2. empenho.651/95. deve ser apresentada ao Ministério da Saúde e ao Estado. do Fundo Nacional de Saúde aos Fundos Municipais de Saúde e do Distrito Federal. liquidação e efetivação do pagamento). O Relatório de Gestão deverá demonstrar como a aplicação dos recursos financeiros resultou em ações de saúde para a população. de forma regular e automática.acordo com cronograma por ela estabelecido.232/94. aprovado pelo respectivo Conselho de Saúde. De acordo com o artigo 6º. a comprovação da aplicação dos recursos transferidos do Fundo Nacional de Saúde para os Fundos Estaduais e Municipais de Saúde. Da mesma forma.1. A demonstração da movimentação dos recursos de cada conta deverá ser efetuada. seja quando solicitada pelos órgãos de controle. demonstrativo sintético de execução orçamentária. a prestação de contas dos valores recebidos e aplicados no período deve ser aprovada no Conselho Municipal de Saúde e encaminhada ao Tribunal de Contas do Estado ou Município e à Câmara Municipal. incluindo quantitativos mensais e anuais de produção de serviços de Atenção Básica. 33 . Da parte fixa do Piso da Atenção Básica Os recursos do PAB serão transferidos mensalmente. fundo a fundo. na forma do Decreto nº 1. por meio de relatório de gestão. Os municípios e o Distrito Federal deverão efetuar suas despesas segundo as exigências legais requeridas a quaisquer outras despesas da administração pública (processamento.

Excepcionalmente. e Incentivos de Descentralização de Unidades de Saúde da FUNASA. O PAB variável representa a fração de recursos federais para o financiamento de estratégias nacionais de organização da Atenção Básica. aos Fundos Estaduais de Saúde.2. de acordo com Portaria nº 1. A parte fixa do PAB será calculada pela multiplicação de um valor per capita fixado pelo Ministério da Saúde pela população de cada município e do Distrito Federal e seu valor será publicado em portaria específica. cujo financiamento global se dá em composição tripartite. Nos municípios cujos valores referentes já são superiores ao mínimo valor per capita proposto. conforme resolução das Comissões Intergestores Bipartites. Para fazer jus ao financiamento específico do PAB variável. transitoriamente.502/GM. Do Piso da Atenção Básica Variável Os recursos do PAB variável são parte integrante do Bloco da Atenção Básica e terão sua utilização definida nos planos municipais de saúde. A população de cada município e do Distrito Federal será a população definida pelo IBGE e publicada em portaria específica pelo Ministério da Saúde. o Distrito Federal e os municípios devem aderir às estratégias nacionais: 34 . de 18 de novembro de 1999. Os municípios que já recebem incentivos referentes a equipes de projetos similares ao PSF. dentro do escopo das ações previstas nesta Política. na Tabela do Sistema de Informações Ambulatoriais do Sistema Único de Saúde que permanecem como referência para a alimentação dos bancos de dados nacionais. 2. Ficam mantidas as ações descritas nos Grupos dos Procedimentos da Atenção Básica. será mantido o maior valor.348/GM. de 22 de agosto de 2002. terão os valores correspondentes incorporados a seu PAB fixo a partir da publicação do teto financeiro do Bloco da Atenção Básica. de acordo com a Portaria nº 1. os recursos do PAB correspondentes à população de municípios que não cumprirem com os requisitos mínimos regulamentados nesta Portaria podem ser transferidos.

a transferência dos dados para a Base Nacional do SIAB se dará por meio do BBS/MS. dos ACS e da SB tem por base os dados de alimentação obrigatória do SIAB. os dados a serem transferidos referem-se ao período de 1º a 30 do mês imediatamente anterior ao do seu envio. ou por disquete. A efetivação da transferência dos recursos financeiros que compõem os incentivos relacionados ao PAB variável da SF. 35 . pelas Secretarias Estaduais de Saúde e do Distrito Federal para o Departamento de Informática do SUS . de 9 de setembro de 2003. até o dia 15 de cada mês.777. até o dia 20 de cada mês. A transferência dos recursos financeiros que compõem os incentivos relacionados ao PAB variável da Saúde no Sistema Penitenciário se dará em conformidade ao disposto na Portaria Interministerial nº 1. Os valores dos componentes do PAB variável serão definidos em portaria específica pelo Ministério da Saúde. localizada no Departamento de Atenção Básica. Saúde Bucal (SB). Saúde Indígena (SI). de Saúde Bucal e de ACS a serem financiadas pelo Ministério da Saúde.III III IV VVI - Saúde da Família (SF). a cada ano. cuja responsabilidade de manutenção e atualização é dos gestores do Distrito Federal e dos municípios: Ios dados serão transferidos. e Saúde no Sistema Penitenciário. respeitando os limites orçamentários. Agentes Comunitários de Saúde (ACS). por via magnética. A transferência dos recursos financeiros que compõem os incentivos relacionados ao PAB variável da Saúde Indígena – SI será regulamentada em portaria específica. o DATASUS remeterá à Secretaria Estadual de Saúde o recibo de entrada dos dados na Base Nacional do SIAB. II III IV V- O número máximo de equipes de Saúde da Família. e O DATASUS atualizará a Base Nacional do SIAB. Compensação de Especificidades Regionais. será definido em portaria específica. da Internet.DATASUS. da Secretaria de Atenção à Saúde.

ou estiverem implantadas em municípios que integraram o Programa de Interiorização do Trabalho em Saúde (PITS) e que não estão enquadrados no estabelecido na alínea I deste item. ESF Modalidade 2: são as ESF implantadas em todo o território nacional que não se enquadram nos critérios da Modalidade 1. São estabelecidas duas modalidades de financiamento para as ESF: 1.7 e população de até 50 mil habitantes nos Estados da Amazônia Legal e até 30 mil habitantes nos demais Estados do País. publicado em portaria específica. II - III - 2. O número máximo de ESF pelas quais o município e o Distrito Federal podem fazer jus ao recebimento de recursos financeiros específicos será calculado pela fórmula: população / 2400. tendo como base o número de Equipe de Saúde da Família (ESF) registrados no cadastro de equipes e profissionais do Sistema de Informação de Atenção Básica – SIAB. ESF Modalidade 1: são as ESF que atendem aos seguintes critérios: Iestiverem implantadas em municípios com Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) igual ou inferior a 0. no mês anterior ao da respectiva competência financeira. 36 .Equipe de Saúde da Família (ESF) Os valores dos incentivos financeiros para as Equipes de Saúde da Família implantadas serão transferidos a cada mês. Os municípios passarão a fazer jus ao recebimento do incentivo após o cadastramento das Equipes de Saúde da Família responsáveis pelo atendimento dessas populações específicas no Sistema de Informação da Atenção Básica (SIAB). Os valores dos componentes do PAB variável para as ESF Modalidades I e II serão definidos em portaria específica publicada pelo Ministério da Saúde. e estiverem implantadas em municípios não incluídos no estabelecido nas alíneas I e II e atendam a população remanescente de quilombos ou residente em assentamentos de no mínimo 70 (setenta) pessoas. A fonte de dados populacionais a ser utilizada para o cálculo será a mesma vigente para cálculo da parte fixa do PAB. respeitado o número máximo de equipes por município.

quantas equipes estiverem implantadas no SIAB. Será repassada uma parcela extra. definida pelo IBGE e publicada pelo Ministério da Saúde. cujo valor será calculado com base no número de Agentes Comunitários de Saúde. no último trimestre de cada ano. e considerem a lógica de organização da Atenção Básica . Farão jus ao recebimento dos incentivos financeiros referentes a Equipes de Saúde Bucal (ESB). 37 . na respectiva competência financeira. desde que não ultrapassem o número existente de Equipes de Saúde da Família.Agentes Comunitários de Saúde (ACS) Os valores dos incentivos financeiros para as equipes de ACS implantadas são transferidos a cada mês. registrados no cadastro de equipes e profissionais do Sistema de Informação de Atenção Básica – SIAB. Para municípios dos estados da Região Norte. no mês de agosto do ano vigente. registrados no cadastro de equipes e profissionais do Sistema de Informação de Atenção Básica – SIAB. na respectiva competência financeira. a fórmula será: população IBGE da área urbana / 400 + população da área rural IBGE/ 280. Equipes de Saúde Bucal (ESB) Os valores dos incentivos financeiros para as Equipes de Saúde Bucal implantadas serão transferidos a cada mês. Maranhão e Mato Grosso. tendo como base o número de Agentes Comunitários de Saúde (ACS). A fonte de dados populacionais a ser utilizada para o cálculo será a mesma vigente para cálculo da parte fixa do PAB.Saúde da Família. tendo como base o número de Equipes de Saúde Bucal (ESB) registrados no cadastro de Equipes e profissionais do Sistema de Informação de Atenção Básica – SIAB. O número máximo de ACS pelos quais o município e o Distrito Federal podem fazer jus ao recebimento de recursos financeiros específicos será calculado pela fórmula: população IBGE/ 400.

As Secretarias Estaduais de Saúde enviarão a listagem de municípios com os valores e o período de transferência dos recursos pactuados nas CIBs ao Departamento de Atenção Básica do Ministério da Saúde. educação permanente. formação de ACS. IDH.REQUISITOS MÍNIMOS PARA MANUTENÇÃO DA TRANSFERÊNCIA DO PAB Os requisitos mínimos para a manutenção da transferência do PAB são aqueles definidos pela legislação federal do SUS. A CIB selecionará os municípios a serem contemplados. bem como a forma de utilização desses recursos de acordo com as especificidades regionais e/ou municipais de cada estado. deve especificar a proposta de organização da Atenção Básica e explicitar como serão utilizados os recursos do Bloco da Atenção Básica. Os critérios definidos devem ser informados ao plenário da CIT. a proposta de aplicação deste recurso deverá ser submetida à aprovação pelo Conselho de Saúde do Distrito Federal.São estabelecidas duas modalidades de financiamento para as ESB: III Equipe de Saúde Bucal Modalidade 1: composta por no mínimo 1 cirurgião-dentista e 1 auxiliar de consultório dentário. para que os valores sejam transferidos do FNS para os FMS. Equipe de Saúde Bucal Modalidade 2: composta por no mínimo 1 cirurgião-dentista. a partir de critérios regionais. aprovado pelo respectivo Conselho de Saúde e atualizado a cada ano. No caso do Distrito Federal. a exemplo de sazonalidade. O Plano de Saúde municipal ou do Distrito Federal. dificuldade de fixação de profissionais. Compensação de Especificidades Regionais Os valores do recurso Compensação de Especificidades Regionais serão definidos em Portaria Ministerial especifica para este fim. 1 auxiliar de consultório dentário e 1 técnico de higiene dental. indicadores de resultados. Os municípios e o Distrito Federal de- 38 . migrações. A utilização dos recursos de Compensação de Especificidades Regionais será definida periodicamente pelas CIBs. 3 .

O Relatório de Gestão deverá demonstrar como a aplicação dos recursos financeiros resultou em ações de saúde para a população. realizada pelos municípios. os indicadores de acompanhamento para fins de reajuste do PAB fixo. monitoramento e auditoria. incluindo quantitativos mensais e anuais de produção de serviços de Atenção Básica. Excepcionalmente o não alcance de metas poderá ser avaliado e justificado pelas Secretarias Estaduais de Saúde e pelo Ministério da Saúde de maneira a garantir esta correção. b) proporção de nascidos vivos de mães com quatro ou mais consultas de pré-natal. o Distrito Federal e os estados. e deverá ser apresentado anualmente para apreciação e aprovação pelo Conselho Municipal de Saúde. II - O Ministério da Saúde publicará anualmente. o Fundo Nacional de Saúde . em portaria específica. por parte dos municípios e/ou do Distrito Federal. para: a) média anual de consultas médicas por habitante nas especialidades básicas. e Cobertura vacinal da terceira dose de tetravalente em menores de um ano de idade maior ou igual a 95%. e na transferência dos arquivos.FNS/SE/MS poderá efetuar crédito retroativo dos incentivos financeiros a equipes de Saúde 39 .DA SOLICITAÇÃO DE CRÉDITO RETROATIVO Considerando a ocorrência de problemas na alimentação do Sistema de Informação de Atenção Básica – SIAB. Os indicadores de acompanhamento para 2006 são: ICobertura firmada pelo gestor municipal e do Distrito Federal para o ano anterior no Pacto da Atenção Básica. 4 . c) razão entre exames citopatológico cérvico-vaginais em mulheres entre 25 e 59 anos e a população feminina nessa faixa etária. Os valores do PAB fixo serão corrigidos anualmente mediante cumprimento de metas pactuadas para indicadores da Atenção Básica.vem manter a guarda desses Planos por no mínimo 10 anos. para fins de avaliação.

a equipes de Saúde Bucal e a de Agentes Comunitários de Saúde. II - III - As Secretarias Estaduais de Saúde. verificando a adequação da documentação enviada. No caso do Distrito Federal. para informar o tipo de incentivo financeiro que não foi creditado no Fundo Municipal de Saúde ou do Distrito Federal. se houve suspensão do crédito em virtude da constatação de irregularidade no funcionamento das equipes e se a situação de qualificação do município ou do Distrito Federal. A Secretaria de Atenção à Saúde – SAS/MS. Esta retroatividade se limitará aos seis meses anteriores ao mês em curso.SAS/MS. na competência reclamada. acompanhada dos documentos referidos nos itens I e II. 40 . com os respectivos profissionais que a compõem ou o agente comunitário de saúde que não gerou crédito de incentivo. após analisarem a documentação recebida dos municípios. no caso de equipes de Saúde da Família. procederá à análise das solicitações recebidas. referente à equipe e ao mês trabalhado que não geraram a transferência dos recursos. os municípios e o Distrito Federal deverão: Ipreencher a planilha constante do Anexo III a esta Política. por meio do Departamento de Atenção Básica. e enviar ofício à Secretaria de Saúde de seu estado. Para solicitar os créditos retroativos. discriminando a competência financeira correspondente e identificando a equipe. deverão encaminhar ao Departamento de Atenção Básica da SAS/MS solicitação de complementação de crédito dos incentivos tratados nesta Portaria. imprimir o relatório de produção.da Família. pleiteando a complementação de crédito. permite o repasse dos recursos pleiteados. com base em solicitação da Secretaria de Atenção à Saúde . acompanhado da planilha referida no item I e do relatório de produção correspondente. o ofício deverá ser encaminhado ao Departamento de Atenção Básica da SAS/MS.

Forem detectados. b) Sistema de Informações Ambulatorial . alguma das seguintes situações: 41 . dos bancos de dados nacionais de informação.SINAN.5 . por parte dos municípios e do Distrito Federal.SIM. II - A suspensão será mantida até a adequação das irregularidades identificadas. f) Sistema de Informações de Agravos de Notificação .SIA. Considera-se alimentação irregular a ausência de envio de informações por 2 meses consecutivos ou 3 meses alternados no período de um ano. malversação ou desvio de finalidade na utilização dos recursos. c) Sistema de Informações sobre Mortalidade . a saber: a) Sistema de Informações da Atenção Básica (SIAB) . por meio de auditoria federal ou estadual. caso tenham implantado ACS e/ou ESF e/ou ESB. Da suspensão do repasse de recursos do PAB variável O Ministério da Saúde suspenderá o repasse de recursos dos incentivos a equipes de Saúde da Família ou de Saúde Bucal ao município e/ou ao Distrito Federal. e) Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional .SISVAN.para os municípios e o Distrito Federal. nos casos em que forem constatadas.1.DA SUSPENSÃO DO REPASSE DE RECURSOS DO PAB O Ministério da Saúde suspenderá o repasse de recursos do PAB aos municípios e ao Distrito Federal. 5. quando: INão houver alimentação regular. d) Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos . e g) Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações SIS-PNI.SINASC. por meio do monitoramento e/ou da supervisão direta do Ministério da Saúde ou da Secretaria Estadual de saúde ou por auditoria do DENASUS.

ausência de ACS. descumprimento da carga horária estabelecida nesta Política. nos quais será considerada irregular a ausência de profissional por e/ou. visando à melhoria da infra-estrutura física e de equipamentos das Unidades Básicas de Saúde para o trabalho das equipes. com exceção dos períodos em que a legislação eleitoral impede a contratação de profissionais. alguma das seguintes situações: III inexistência de unidade de saúde cadastrada como referência para a população cadastrada pelos ACS e/ou. nos casos em que forem constatadas.III - III - inexistência de unidade de saúde cadastrada para o trabalho das equipes e/ou. com exceção dos períodos em que a contratação de profissionais esteja impedida por legislação específica e/ou. ao município e/ou ao Distrito Federal. por meio do monitoramento e/ou da supervisão direta do Ministério da Saúde ou da Secretaria Estadual de Saúde. o descumprimento da carga horária para os profissionais das Equipes de Saúde da Família ou de Saúde Bucal estabelecida nesta Política. ausência de enfermeiro supervisor por período superior a 90 (noventa) dias. III IV - 6 . relativos aos Agentes Comunitários de Saúde. ou por auditoria do DENASUS. O Ministério da Saúde suspenderá o repasse de recursos dos incentivos. para os profissionais. Esses recursos serão repassados na competência financeira do mês posterior à implantação das equipes.DOS RECURSOS DE ESTRUTURAÇÃO Na implantação das Equipes de Saúde da Família e de Saúde Bucal os municípios e/ou o Distrito Federal receberão recursos específicos para estruturação das Unidades de Saúde de cada Equipe de Saúde da Família e para Equipes de Saúde Bucal. e/ou. ausência de qualquer um dos profissionais da equipe por período superior a 90 (noventa) dias. por período superior a 90 (noventa) dias consecutivos. 42 .

Para o ano de 2006 serão disponibilizados recursos aos municípios: Que realizem residência médica em medicina de família e comunidade credenciada pelo CNRM. a cada ano. recursos destinados à estruturação da rede básica de serviços de acordo com sua disponibilidade orçamentária.Caso a equipe implantada seja desativada num prazo inferior a 12 (doze) meses. A CIT pactuará os critérios para a seleção dos municípios e/ou do Distrito Federal. e depositados em conta específica. o valor recebido será descontado de futuros valores repassados aos Fundos de Saúde do Distrito Federal. O Ministério da Saúde disponibilizará. o município ou o Distrito Federal não farão jus a novos recursos de implantação até que seja alcançado o número de equipes já implantadas anteriormente. I- 43 . O Ministério da Saúde publicará portaria especifica com o montante disponibilizado. e II Que em suas Unidades Básicas de Saúde recebam alunos de Cursos de Graduação contemplados no PROSAUDE. a listagem de contemplados e o cronograma de desembolso. Esses recursos serão transferidos fundo a fundo aos municípios que se adequarem a esses critérios. contados a partir do recebimento do incentivo de estruturação. do estado ou do município. a forma de repasse. Em caso de redução do numero de Equipes de Saúde da Família ou de Saúde Bucal.

e da atualização contínua dessas informações.Anexo I As atribuições dos profissionais das Equipes de Saúde da Família. 44 . proporcionando atendimento humanizado e viabilizando o estabelecimento do vínculo. e da garantia de atendimento da demanda espontânea. 1 .responsabilizar-se pela população adscrita. prioritariamente no âmbito da unidade de saúde.realizar busca ativa e notificação de doenças e agravos de notificação compulsória e de outros agravos e situações de importância local.SÃO ATRIBUIÇÕES COMUNS A TODOS OS PROFISSIONAIS: Iparticipar do processo de territorialização e mapeamento da área de atuação da equipe. bem como as previstas nas prioridades e protocolos da gestão local.garantir a integralidade da atenção por meio da realização de ações de promoção da saúde. VII . famílias e indivíduos expostos a riscos. de saúde bucal e de acs As atribuições globais abaixo descritas podem ser complementadas com diretrizes e normas da gestão local.realizar a escuta qualificada das necessidades dos usuários em todas as ações. II realizar o cuidado em saúde da população adscrita. priorizando as situações a serem acompanhadas no planejamento local. no domicílio e nos demais espaços comunitários (escolas. V . quando necessário. mantendo a coordenação do cuidado mesmo quando esta necessita de atenção em outros serviços do sistema de saúde. IV .realizar ações de atenção integral conforme a necessidade de saúde da população local.entre outros). inclusive aqueles relativos ao trabalho. associações. da realização das ações programáticas e de vigilância à saúde. prevenção de agravos e curativas. III . identificando grupos. VI .

de acordo com as especificidades locais. são atribuições mínimas específicas de cada categoria profissional.participar das atividades de educação permanente.realizar outras ações e atividades a serem definidas de acordo com as prioridades locais. a partir da utilização dos dados disponíveis.orientar famílias quanto à utilização dos serviços de saúde disponíveis. e XIII . e de vigilância à saúde. 2 . a microárea.desenvolver atividades de promoção da saúde. IV .cadastrar todas as pessoas de sua microárea e manter os cadastros atualizados. de prevenção das doenças e de agravos.identificar parceiros e recursos na comunidade que possam potencializar ações intersetoriais com a equipe. considerando as características e as finalidades do trabalho de acompanhamento de indivíduos e grupos sociais ou coletividade. III estar em contato permanente com as famílias desenvolvendo ações educativas. II trabalhar com adscrição de famílias em base geográfica definida. IX . cabendo ao gestor municipal ou do Distrito Federal ampliá-las.SÃO ATRIBUIÇÕES ESPECÍFICAS Além das atribuições definidas. V . sob coordenação da SMS. XII .garantir a qualidade do registro das atividades nos sistemas nacionais de informação na Atenção Básica. visando à promoção da saúde e a prevenção das doenças. Do Agente Comunitário de Saúde: Idesenvolver ações que busquem a integração entre a equipe de saúde e a população adscrita à UBS. X . XI . por meio de visitas domiciliares e de ações educativas individuais e coletivas 45 . de acordo com o planejamento da equipe.VIII . VI .participar das atividades de planejamento e avaliação das ações da equipe. buscando efetivar o controle social.promover a mobilização e a participação da comunidade.

IV . observadas as disposições legais da profissão. conforme protocolos ou outras normativas técnicas estabelecidas pelo gestor municipal ou do Distrito Federal. mantendo a equipe informada. quando necessário. VII . principalmente a respeito daquelas em situação de risco. Do Enfermeiro: Irealizar assistência integral às pessoas e famílias na USF e. solicitar exames complementares e prescrever medicações.organizar e coordenar grupos específicos de indivíduos e famílias em situação de risco da área de atuação dos ACS.participar do gerenciamento dos insumos necessários para o adequado funcionamento da UBS. e VII . no domicílio e na comunidade. no domicílio e/ou nos demais espaços comunitários. gerenciar. contribuindo para a organização da demanda referenciada. conforme a Portaria nº 44/GM. coordenar e realizar atividades de qualificação e educação permanente dos ACS. III .cumprir com as atribuições atualmente definidas para os ACS em relação à prevenção e ao controle da malária e da dengue. todas as famílias e indivíduos sob sua responsabilidade. e VIII . II realizar consultas de enfermagem.nos domicílios e na comunidade. Do Enfermeiro do Programa Agentes Comunitários de Saúde: Iplanejar. V .acompanhar. desde que vinculadas às atribuições acima. de 3 de janeiro de 2002.facilitar a relação entre os profissionais da Unidade Básica de Saúde e ACS. de acordo com as necessidades definidas pela equipe. observadas as 46 .realizar consultas e procedimentos de enfermagem na Unidade Básica de Saúde e. quando indicado ou necessário. Nota: É permitido ao ACS desenvolver atividades nas unidades básicas de saúde. coordenar e avaliar as ações desenvolvidas pelos ACS. por meio de visita domiciliar. com vistas ao desempenho de suas funções. VI . II supervisionar.solicitar exames complementares e prescrever medicações.

associações etc). e participar do gerenciamento dos insumos necessários para o adequado funcionamento da USF.625. pequenas urgências clínico-cirúrgicas e procedimentos para fins de diagnósticos.indicar a necessidade de internação hospitalar ou domiciliar. os gestores estaduais. mantendo sua responsabilidade pelo acompanhamento do plano terapêutico do usuário. no domicílio e/ou nos demais espaços comunitários (escolas. conforme Portaria Nº 1. Auxiliares de Enfermagem. adolescência. pediatria. IV . prevenção de agravos. coordenar e avaliar as ações desenvolvidas pelos ACS.III IV VVI - disposições legais da profissão e conforme os protocolos ou outras normativas técnicas estabelecidas pelo Ministério da Saúde.” (NR) planejar. usuários a serviços de média e alta complexidade. reabilitação e manutenção da saúde) aos indivíduos e famílias em todas as fases do desenvolvimento humano: infância. tratamento. VI . respeitando fluxos de referência e contra-referência locais. diagnóstico. e 47 . (Os ítens I e II estão com nova redação. ginecoobstetrícia. V . II realizar consultas clínicas e procedimentos na USF e. cirurgias ambulatoriais.encaminhar. idade adulta e terceira idade. gerenciar.contribuir e participar das atividades de Educação Permanente dos ACS. de 10 de julho de 2007) Do Médico: Irealizar assistência integral (promoção e proteção da saúde. ACD e THD. coordenar e realizar atividades de educação permanente dos ACS e da equipe de enfermagem. ACD e THD.realizar atividades de demanda espontânea e programada em clínica médica. III . proposto pela referência. supervisionar. quando necessário. os municipais ou os do Distrito Federal. quando indicado ou necessário. contribuir e participar das atividades de Educação Permanente do Auxiliar de Enfermagem. mantendo a responsabilização pelo acompanhamento do usuário.

incluindo atendimento das urgências e pequenas cirurgias ambulatoriais.na eventualidade da revisão dos Protocolos ou da criação de novos Protocolos. de 10 de julho de 2007).encaminhar e orientar usuários. VIII . associações etc). IV . II realizar os procedimentos clínicos da Atenção Básica em saúde bucal. diagnóstico. tratamento.625.VII . II realizar ações de educação em saúde a grupos específicos e a famílias em situação de risco. Do Auxiliar e do Técnico de Enfermagem: Iparticipar das atividades de assistência básica realizando procedimentos regulamentados no exercício de sua profissão na USF e. mantendo sua responsabilização pelo acompanhamento do usuário e o segmento do tratamento. quando necessário. desde que existam indicações clínicas e evidências científicas para tanto. a outros níveis de assistência. prevenção de agravos. deverão participar também da sua elaboração. quando indicado ou necessário. reabilitação e manutenção da saúde) individual e coletiva a todas as famílias. devendo modificar a rotina médica. III .realizar a atenção integral em saúde bucal (promoção e proteção da saúde. e III .” (NR) (Os ítens VIII e IX foram acrescidos conforme Portaria Nº 1.compete ao médico acompanhar a execução dos Protocolos. IX . Do Cirurgião Dentista: Irealizar diagnóstico com a finalidade de obter o perfil epidemiológico para o planejamento e a programação em saúde bucal.participar do gerenciamento dos insumos necessários para o adequado funcionamento da USF. de acordo com planejamento local.participar do gerenciamento dos insumos necessários para o adequado funcionamento da USF. conforme planejamento da equipe. os Conselhos Federais de Medicina e Enfermagem e outros Conselhos. com resolubilidade. 48 . a indivíduos e a grupos específicos. no domicílio e/ou nos demais espaços comunitários (escolas. quando necessário.

grupos e indivíduos. buscando aproximar e integrar ações de saúde de forma multidisciplinar. IV . IV . III . II proceder à desinfecção e à esterilização de materiais e instrumentos utilizados.participar do gerenciamento dos insumos necessários para o adequado funcionamento da USF. mediante planejamento local e protocolos de atenção à saúde.realizar supervisão técnica do THD e ACD. buscando aproximar e integrar ações de saúde de forma multidisciplinar.acompanhar.instrumentalizar e auxiliar o cirurgião dentista e/ou o THD nos procedimentos clínicos. ACD e ESF.V- coordenar e participar de ações coletivas voltadas à promoção da saúde e à prevenção de doenças bucais. VI . apoiar e desenvolver atividades referentes à saúde bucal com os demais membros da equipe de Saúde da Família. segundo programação e de acordo com suas competências técnicas e legais. III .preparar e organizar instrumental e materiais necessários.apoiar as atividades dos ACD e dos ACS nas ações de prevenção e promoção da saúde bucal. Do auxiliar de Consultório Dentário (ACD): Irealizar ações de promoção e prevenção em saúde bucal para as famílias. Do Técnico em Higiene Dental (THD): Irealizar a atenção integral em saúde bucal (promoção.acompanhar. VII .contribuir e participar das atividades de Educação Permanente do THD. e IX . prevenção. VIII . 49 .participar do gerenciamento dos insumos necessários para o adequado funcionamento da USF. e V . II coordenar e realizar a manutenção e a conservação dos equipamentos odontológicos. apoiar e desenvolver atividades referentes à saúde bucal com os demais membros da Equipe de Saúde da Família. a indivíduos e a grupos específicos. assistência e reabilitação) individual e coletiva a todas as famílias.

participar do gerenciamento dos insumos necessários para o adequado funcionamento da USF. VI . apoiar e desenvolver atividades referentes à saúde bucal com os demais membros da equipe de saúde da família. Anexo II Da política nacional de atenção básica Quadros Para Projetos de Implantação – ACS/SF/SB Caracterização Geral Nome ou nº da SF/SB. A adquirir Qtde.organizar a agenda clínica.V- cuidar da manutenção e conservação dos equipamentos odontológicos.acompanhar. buscando aproximar e integrar ações de saúde de forma multidisciplinar. Área geográfica de atuação (Nome do município / Bairro / Comunidade) População estimada Infra-Estrutura Nome ou nº da ESF Material Permanente Existentes Qtde. VII . 50 . e VIII .

Forma de contratação de recursos humanos Profissional Médico Enfermeiro Auxiliar de enfermagem Agente comunitário de saúde Dentista Auxiliar de Consultório Dentário (ACD) Técnico em Higiene Dental (THD) Outros profissionais(especificar) Forma de recrutamento Forma de Forma de seleção Regime de contratação trabalho Quadro de Metas das Ações em Áreas Estratégicas Nome ou nº Área estratégica de da ESF atuação Saúde da Criança Saúde da Mulher Controle do Diabetes Controle da Hipertensão Eliminação da Hanseníase Controle da Tuberculose Saúde Bucal Eliminação da desnutrição infantil Promoção da saúde Saúde do Idoso Ações propostas Quantitativo de ações para a ESF programadas por ano. por ESF Avaliação e acompanhamento das ações Instrumento de Avaliação SIAB Pacto de Atenção Básica Pacto de Gestão Outros (especificar) Forma de acompanhamento proposta 51 .

Quadro resumo de financiamento das áreas de implantação Despesas Atual Proposta com SF/SB Receitas Atual Proposta com SF/SB Recursos municipais Recursos estaduais Incentivo Ministério da Saúde TOTAL Despesas com pessoal Despesas com material/manutenção. Município Código IBGE UF Competência 52 . equipes de saúde bucal e de agentes comunitários de saúde. Estruturação TOTAL Definição das Referências na Média Complexidade Ações de Referência Atendimentos especializados Atendimentos de urgência Exames de laboratório Radiodiagnóstico Ultra-sonografia Reabilitação Internação nas Clínicas Básicas Nome e local da Unidade de Referência Forma de Encaminhamento Anexo III Da Política Nacional de Atenção Básica Solicitação retroativa de complementação do repasse dos incentivos financeiros – ano Equipes de saúde da família.

que não gerou incentivo. se o incentivo é de custeio (aquele transferido mensalmente) ou é o adicional. e para os demais. para o médico. o registro profissional. TIPO DE INCENTIVO: Identificar. CATEGORIA PROFISSIONAL: Identificar a categoria de cada profissional listado na coluna anterior IDENTIDADE/ REGISTRO PROFISSIONAL: Informar. marcar se é relativo a equipes de saúde da família. Data Secretário Municipal de Saúde Secretário de Saúde do Estado 53 . Em seguida.Tipo de incentivo: Custeio ESF Identificação da equipe adicional ACS ESB mod I ESB mod II Motivo do não cadastramento no SIAB NOME DOS PROFISSIONAIS CATEGORIA PROFISSIONAL REGISTRO PROFISSIONAL / IDENTIDADE NOME DA EQUIPE: Identificação da equipe através do nome por ela utilizado. modalidade I ou II. enfermeiro e dentista. agentes comunitários de saúde ou equipes de saúde bucal. inicialmente. RELAÇÃO DE PROFISSIONAIS: Nome completo de cada profissional integrante da equipe. digitar o número do documento de identidade.

54 .

Portaria nº 649/GM de 28 de março de 2006 Define valores de financiamento para o ano de 2006. em parcela única. medicina e/ou odontologia nas Unidades Básicas de Saúde municipais das equipes de Saúde da Família. Definir. 3º 55 . que regulamenta o desenvolvimento das ações de atenção básica à saúde no Sistema Único de Saúde (SUS) e define critérios para uso dos recursos da atenção básica. como parte da Política Nacional de Atenção Básica. para o ano de 2006. 1º Definir. aos municípios que recebem nessas unidades. O MINISTRO DE ESTADO DA SAÚDE.000.00 (cem mil reais) por curso de graduação. Portaria nº 648/GM. no valor de R$ 100. adequações de área física e equipamentos. a transferência. parcela única de R$ 30. Art. aos municípios que aderiram ao PROSAÚDE e recebem alunos de enfermagem. RESOLVE: Art. com vistas à estruturação de Unidades Básicas de Saúde para as equipes Saúde da Família. médicos residentes de Medicina de Família e Comunidade. e considerando a Política Nacional de Atenção Básica definida por meio da Portaria de Diretrizes e Normas para a Atenção Básica. Definir que os recursos tratados nos artigos 1º e 2º desta Portaria sejam transferidos do Fundo Nacional de Saúde aos Fundos Municipais de Saúde para reformas. como valor de transferência para estruturação de Unidades Básicas de Saúde municipais das equipes Saúde da Família. para o ano de 2006. no uso de suas atribuições. cadastrados na Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM). 2º Art.00 (trinta mil reais) por aluno residente.000. de 28 de março de 2006.

Art. devendo onerar os seguintes Programas de Trabalho: Art. 6º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação. corram por conta do orçamento do Ministério da Saúde. em conjunto com a Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES/MS).846. a publicação da listagem de municípios que atendam aos critérios desta Portaria. com seus respectivos valores.0587 . 4º Definir que cabe à Secretaria de Atenção a Saúde (SAS/MS).Incentivo Financeiro a Municípios Habilitados à Parte Variável do Piso da Atenção Básica PAB para a Saúde da Família. Definir que os recursos orçamentários.Art.10.845. de que trata a presente Portaria.1214.1214.0589 .10. 5º I .Atendimento Assistencial Básico nos Municípios Brasileiros. SARAIVA FELIPE 56 . e II .

00 (treze reais)/ habitante por ano. fração fixa e variável. e considerando a Política Nacional de Atenção Básica definida por meio da Portaria de Diretrizes e Normas para a Atenção Básica. 2º Incorporar ao PAB fixo dos municípios que recebem incentivos referentes a equipes de projetos similares. RESOLVE: Art.Portaria nº 650/GM de 28 de março de 2006 Define valores de financiamento do PAB fixo e variável mediante a revisão de diretrizes e normas para a organização da Atenção Básica. em acordo com a Portaria nº 1. no uso de suas atribuições. os valores correspondentes aos pagos pelas equipes de saúde dos projetos similares ao PSF e os Incentivos à Descentralização de Unidades de Saúde da Fundação Nacional de Saúde (FUNASA). que regulamenta o desenvolvimento das ações de atenção básica à saúde no SUS e define critérios para repasse do Piso de Atenção Básica. Prevalecerá o maior valor per capita do PAB fixo nos municípios cujos valores referentes já são superiores ao mínimo valor per capita proposto. instituídos pela Política Nacional de Atenção Básica. de 28 de março de 2006. O MINISTRO DE ESTADO DA SAÚDE. Portaria nº 648/GM. Art. e a Portaria nº 57 .348/GM. fração fixa (PAB fixo) corresponde a R$ 13. 1º Definir que o valor mínimo per capita do Piso de Atenção Básica PAB. de acordo com a Portaria nº 233/GM. com base na data da publicação desta Portaria. para a estratégia de Saúde da Família e para o Programa de Agentes Comunitários de Saúde. de 24 de março de 1999. Parágrafo único. de 18 de novembro de 1999 (Anexo I).

502/GM. § 1º O valor dos Incentivos Financeiros referentes às Equipes de Saúde da Família na Modalidade 1 é de R$ 8. 5º Definir os seguintes valores de Incentivo Financeiros das Equipes de Saúde Bucal (ESB) nas Modalidades 1 e 2. será repassada uma parcela extra. Art. que atendam a populações residentes em assentamentos ou remanescentes de quilombos. Art. por equipe. § 2º Fazem jus ao recebimento na Modalidade 1 todas as Equipes de Saúde da Família dos municípios constantes do Anexo III a esta Portaria e as Equipes de Saúde da Família dos municípios constantes do Anexo IV a esta Portaria. calculada com base no número de Agentes Comunitários de Saúde registrados no cadastro de equipes e profissionais do Sistema de Informação de Atenção Básica (SIAB) no mês de agosto do ano vigente. a partir da competência financeira abril de 2006. respeitado o número máximo de equipes definido neste Anexo IV. § 3º O valor dos Incentivos Financeiros referentes às Equipes de Saúde da Família na Modalidade 2 é de R$ 5. No último trimestre de cada ano.00 (oito mil e cem reais) a cada mês. na respectiva competência financeira.00 (cinco mil e quatrocentos reais) a cada mês. multiplicado pelo valor do incentivo fixado no caput deste artigo.1. implantadas em conformidade aos critérios estabelecidos pela Política Nacional de Atenção Básica.00 (trezentos e cinqüenta reais) por ACS a cada mês. o número de ACS registrados no cadastro de equipes e profissionais do Sistema de Informação de Atenção Básica (SIAB). por equipe. segundo critérios estabelecidos pela Política Nacional de Atenção Básica: 58 . Parágrafo único. Art.100. 4º Definir que o valor do Incentivo Financeiro para os Agentes Comunitários de Saúde (ACS) seja de R$ 350.400. 3º Criar duas modalidades de Incentivo Financeiro para as Equipes de Saúde da Família. de 22 de agosto de 2002 (Anexo II). a partir da competência março de 2006. estabelecendo como base de cálculo.

00 (dois mil e duzentos reais) a cada mês.0587 .000. por equipe. de que trata esta Portaria.000. Parágrafo único. devendo onerar os seguintes Programas de Trabalho: I .700. corram por conta do orçamento do Ministério da Saúde. segundo informação do Ministério do Desenvolvimento Agrário. e Art.00 (vinte mil reais) a ser transferido em duas parcelas de R$ 10. como recurso para investimento nas Unidades Básicas de Saúde e realização do Curso Introdutório. respeitado o número máximo de equipes definido neste Anexo IV.Para as ESB na Modalidade 2 serão transferidos R$ 2. conforme Anexo V a esta Portaria. 9° 59 . todas as Equipes de Saúde Bucal dos municípios constantes do Anexo III a esta Portaria e as Equipes de Saúde Bucal dos municípios constantes no Anexo IV a esta Portaria. que atendam a populações residentes em assentamentos ou remanescentes de quilombos. Definir como valor de transferência para cada Equipe Saúde Bucal implantada R$ 7.Para as ESB na Modalidade 1 serão transferidos R$ 1.00 (sete mil reais) a ser transferido em parcela única no mês subseqüente ao de implantação. Art. como recurso para investimento nas Unidades Básicas de Saúde e realização do Curso Introdutório.00 (dez mil reais) nos meses subseqüentes ao mês de implantação. 8º Art.846.I . Definir que os recursos orçamentários.200.000. Atualizar a base populacional para o cálculo do PAB fixo e variável com base na população IBGE 2005 e população assentada de 2005. por equipe. e II .10.00 (um mil e setecentos reais) a cada mês. 6º Definir como valor de transferência para cada Equipe Saúde da Família implantada R$ 20.1214. Fazem jus a 50% a mais sobre os valores transferidos referentes as ESB implantadas de acordo com as modalidades definidas no caput deste artigo.Atendimento Assistencial Básico nos Municípios Brasileiros. 7º Art.

Incentivo Financeiro a Municípios Habilitados à Parte Variável do Piso de Atenção Básica PAB para a Saúde da Família. Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.0589 .II . Art.1214. com efeitos financeiros a partir do mês de competência abril de 2006. SARAIVA FELIPE 60 . 10.10.845.

para o Programa de Saúde da Família .PSF e o Programa Agentes Comunitários de Saúde -PACS. que define valores de financiamento do PAB fixo e variável. Considerando o disposto na Portaria nº 650/GM. os critérios para que as Equipes Saúde da Família . de 28 de março de 2006. que passam a vigorar com a seguinte redação: “Equipe de Saúde da Família 61 .CIT.2 do Capítulo III da Política Nacional de Atenção Básica. de 30 de março de 2006. e Considerando o pactuado na Reunião da Comissão Intergestores Tripartite .Portaria nº 822/GM de 17 de abril de 2006 Altera critérios para definição de modalidades das ESF dispostos na Política Nacional de Atenção Básica. de 28 de março de 2006. 1º Alterar a Portaria nº 648/GM. O MINISTRO DE ESTADO DA SAÚDE. publicada no Diário Oficial da União nº 61. no uso de suas atribuições. dispostos na Política Nacional de Atenção Básica. sobre a necessidade de alteração de critérios para definição de modalidades das ESF. RESOLVE: Art. página 71. dispostos no item 2. que estabelece a revisão de diretrizes e normas para a organização Atenção Básica. INTERINO. de 29 de março de 2006. de 28 de março de 2006.ESF enquadrem-se na Modalidade 1. Seção 1. Considerando o disposto na Política Nacional de Atenção Básica definida por meio da Portaria nº 648/GM.

ou b) com população até 30 mil habitantes e Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) igual ou inferior a 0.7.”(NR) Art. ou c) que já fazem jus ao recebimento de acréscimo de 50% no valor dos incentivos referentes ao total de ESF e ESB que implantar. Seção 1. nos demais Estados do País. 2º Alterar os Anexos III e IV da Portaria nº 650/GM. com efeitos financeiros a contar do mês abril de 2006. Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.I . e As ESF implantadas em municípios não incluídos no estabelecido na alínea I e atendam a população remanescente de quilombos e/ou residente em assentamentos de no mínimo 70 (setenta) pessoas. Art.ESF Modalidade 1 são: . página 76. que passam a vigorar com a redação constante dos Anexos I e II a esta Portaria. respeitado o número máximo de equipes por município.Todas as ESF implantadas em municípios: a ) com população de até 50 mil habitantes nos Estados da Amazônia Legal. respectivamente. 3º JOSÉ AGENOR ÁLVARES DA SILVA 62 . de 28 de março de 2006. de 29 de março de 2006. publicado em portaria específica. publicada no Diário Oficial da União nº 61.

os valores anuais e mensais da parte fixa do Piso da Atenção Básica (PAB). e Considerando que todos os municípios brasileiros são responsáveis por organizar e executar as ações de atenção básica em seu território. em R$ 15. RESOLVE: Art. para efeito do cálculo do montante de recursos a ser transferido do Fundo Nacional de Saúde aos municípios e ao Distrito Federal. e divulga os valores anuais/mensais da parte fixa do PAB. Parágrafo único. por município. Considerando a necessidade de atualização dos valores do Piso da Atenção Básica com vistas a impulsionar mudanças na organização da atenção básica no País. por município e Distrito Federal. Art. no uso de suas atribuições. atualmente. 2º Divulgar. que aprova a Política Nacional da Atenção Básica e dispõe como responsabilidade do Ministério da Saúde a garantia de recursos financeiros para compor o financiamento da atenção básica. com base na estimativa da população para estados e 63 . para efeito do cálculo do montante de recursos a ser transferido do Fundo Nacional de Saúde aos Municípios e ao Distrito Federal. de 28 de março de 2006.00 (quinze reais) por habitante ao ano. na forma do Anexo a esta Portaria.00 (treze reais). de forma a garantir o acesso a serviços de saúde qualificados. PAB superior a R$ 15. e Considerando a Portaria nº 648/GM.PAB. 1º Fixar. o valor mínimo da parte fixa do Piso de Atenção Básica .Portaria nº 2. Será mantido o valor per capita dos municípios que recebem. O MINISTRO DE ESTADO DA SAÚDE.PAB.133/GM de 11 de setembro de 2006 Define o valor mínimo da parte fixa do Piso de Atenção Básica .

4º 64 .Atendimento Assistencial Básico nos Municípios Brasileiros. de 30 de agosto de 2005. devendo onerar o Programa de Trabalho: 10.175 SEÇ-1 PG.45/110 DE 12.301. segundo informação do Ministério do Desenvolvimento Agrário.06 Art. 3º Definir que os recursos orçamentários. constante da Resolução nº 5.09. com efeitos financeiros a partir da competência agosto de 2006.8577 .1214. corram por conta do orçamento do Ministério da Saúde. Art. JOSÉ AGENOR ÁLVARES DA SILVA DOU. de que trata esta Portaria. da Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e na população assentada entre os anos 2000 e 2005. Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.municípios relativa ao ano de 2005.

componente da parte variável do Piso da Atenção Básica. e Considerando a responsabilidade conjunta da União. de que trata o artigo 1º desta Portaria. 2º . § 1º Os percentuais de que trata o caput deste artigo serão definidos a partir da estratificação dos valores do Índice de Desenvolvimento Humano . Considerando a Portaria nº 204/GM. O MINISTRO DE ESTADO DA SAÚDE. a transferência dos incentivos financeiros referentes à Compensação de Especificidades Regionais .Portaria nº 1. para o ano de 2007. Definir que o valor dos recursos federais. componente da parte variável do Piso da Atenção Básica. conforme descrito a seguir: 65 Art. dos Estados. e Considerando a Política Nacional de Atenção Básica definida por meio da Portaria nº 648/GM. RESOLVE: Art. do Distrito Federal e dos Municípios pelo financiamento do Sistema Único de Saúde. na forma de blocos de financiamento. no uso de suas atribuições.624/GM de 10 de julho de 2007 Regulamenta. 1º Regulamentar. a transferência dos incentivos financeiros referentes à Compensação de Especificidades Regionais CER. de 29 de janeiro de 2007. que regulamenta o financiamento e a transferência dos recursos federais para as ações e os serviços de saúde. que regulamenta o desenvolvimento das ações de atenção básica à saúde no SUS.CER.IDH de cada unidade da Federação. de 28 de março de 2006. para o ano de 2007. corresponda a um percentual do valor mínimo do PAB Fixo multiplicado pela população de cada Estado e do Distrito Federal.

I . JOSÉ GOMES TEMPORÃO Art. bem como a memória de cálculo. 3º Art. na forma do Anexo a esta Portaria. 5º Art. o valor máximo do incentivo de CER por Estado e para o Distrito Federal.5% para unidades da Federação com valor de IDH maior que 0. Art.7 e até 0. devendo onerar o Programa de Trabalho 10. de que trata esta Portaria.755. pactuados na respectiva Comissão Intergestores Bipartite.1214.755. e III . § 2º A população considerada para o cálculo do incentivo de CER será a utilizada para o cálculo do PAB fixo na data de publicação desta Portaria.7. 6º 66 .7% para unidades da Federação com valor de IDH maior que 0. Definir que as Secretarias de Saúde dos Estados e do Distrito Federal enviem ao Departamento de Atenção Básica. Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.Atendimento Assistencial Básico nos Municípios Brasileiros. com efeitos financeiros a partir da competência financeira junho de 2007. documentação em que constem os critérios para alocação dos recursos de que trata esta Portaria. da Secretaria de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde. 4º Publicar.8577 . II . corram por conta do orçamento do Ministério da Saúde. Definir que os recursos orçamentários.301. a listagem de Municípios com os valores e o período de transferência dos recursos.9% para unidades da Federação com valor de IDH até 0.

219 15.734 10.30 Incentivo/mês 148.44 16.502.582.30 4.791.165.69 290.064.671.329.093.588.730.349.76 266.891.63 2.00 11.215 3.25 2.050.720 10.00 7.290 3.050 1.085 676.628 13.211.201.787.198.391.217.760.098.591.537.50 649.142.753 19.344 1.85 57.46 3.50 1.69 341.65 1.611.81 53.623.53 67 .356 2.447.422.000.75 178.562.222.652 6.500.321.607.991.25 4.963.195.213.50 1.383.856.20 1.266 41.75 14.00 2.517.172.146 2.800.927.479.06 35.00 4.110.977.950.055.126.102.562.623.38 685.387.517.75 423.723.50 4.50 8.06 1.20 8.50 372.464.561.49 622.43 225.838.441 8.083.538 Incentivo/ano 1.700.981 5.05 8.733.290.417 7.738 3.03 407.75 2 646.565.988.697.063.699.958.15 3.19 972.064.297.217.465.790.036.391.399.63 343.60 136.00 924.35 695.784 5.340.485.378 2.13 143.88 11 6.75 4.25 11.760 8.120.511.50 30.999 3.380.603 3.043.875.298.75 913.81 358.598.609.118.996.832.285 615.711.06 76.25 3.986.640.459.184.10 2.Anexo UF DF SC SP RS RJ PR MS GO MG MT ES AP RR RO PA AM TO PE RN CE AC BA SE PB PI AL MA Estimativa Populacional IBGE 2006 2.948.80 18.414.468.533.59 743.487.983.332.569.292.715 403.749.

A capa e miolo foram impressos no papel reciclado. 68 .Esta publicação foi editorada com as fontes frutiger 45 e frutiger 95.

You're Reading a Free Preview

Download
scribd
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->