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Obras inéditas de D. Jerónimo Osório

Obras inéditas de D. Jerónimo Osório

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OSÓRIO, Jerónimo (1818) — Obras ineditas. Lisboa: Na Impressão Regia.
OSÓRIO, Jerónimo (1818) — Obras ineditas. Lisboa: Na Impressão Regia.

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OBRAS INEDIT AS

DE
D ~ HlERONtMO QZORIO,
Bispo dt Silves 110 .Algarvi,
Par.ela_o o&'IC .utt::N·ro no sEu st:cuLo.
DEDICADAS
AO MUITO ALTO, E PODEROSO
SENHOR
DOM JOÃO VI .. ··· .
REI 00 REINO UNIDO DE POR·
1'UGAL., 'SI..lAZIL, E
ALGARVES.
Poa
. ANTONIO LOURENÇO CAMINHA,
Pr.j'euor Regi o Je Rhctorica , e Poetictl, c
C•ulúiro Ja Real Ordem de S. l 'iago.
L IS BOA:
NA IMPRESSAO REGIA. ANr;o 1hl.

.[' fl3
IR /'i' ..
'

I
I
' ... .:. ... ,:-=" ,.&
..•
. ..
Anim como a ftmptr'tJnftl ciD IJJ' fn tJt
terra , trssim D fa'Uor do Principe ,.
1:xt:ita '· e trle'UtJnta tu engenhos d11 Yllsslll-
14_s 'rondes etJusas.
Heitor Pinto.
Di,log. pag. Cap. 7· de Just.
,
.rl"f·
e-
. "":-: ": . . .,.
···:.. SENHOl\.
..
Os antigos Gf'egos , 1 R.om111111
ttJsluwuruão (n•s St/IS' chamados Se ..
culor do. Heroismo.) 11 fim de eter-
nizar QS .reur Varões tsclareâáos,
fjtlt se tbthão assignalado pelo du-
prézo d/, 'lJida. em sa11gNinolentar
)111111/has, alfar-lhe.r .Arco.s , Ok-·
e Est11tt1at, a fim q1(e seus·
álnles existissem 'lJiws , contra fJ'
. ....
.. ,. 2r
).: ....... ,.
..
I •
podeH. i}oi (..diJíJó.if, até d toiJJflm'JIIi· .
"'d (T·l () ,.,_,
filO OS tJtcfl os. I · · .. ·
!' Desprezando, e detestandl ute
errado trilho , e pessima Politica
( alardo 'Vão da 'Víi Gentilidade ) os
inclito.r M1liores de V. lJf. ahraza-
Jo.r do mais gloriruo, e celeste fogo,
pizando a estrada da immortali-
âade, cuidáríio sómente em se fa-
zerem eternos em todas 11.t quatro
p11rtes do Globo , em proteger as
ArU.t , e as Sciencias , e conse-
. quememente -aos que 111 professão ,
(i) Os Romanos com o falso pretixto
J1. qlJt:. qtnrilo arrancar os Povi/s da sua
antigd t t'pólfos no ,erj1ito CStn•
tfá' tle ·Ci-vili'llafiío, co'nquistavão Rânos, t:
Ciáadas ;. em Jif.fer_tntll Jn mnso1
bons, e a11tigos pe-
li:ijavõo por plantar a /ur. tli! .Evangdho
intrt: Povos selvagtns. Iito. ebrigou a di:r.er
o· grande · Vieira , qtÚ· ais falsos Herou
.a :Sen"" ·'luem lhes erigio Bs-
ut_u(ls ;. '/llt a -Catíío fôro D Plu.nrJ.a;,.
:B_oc:arro Déc:adas 111. SS. · ..
. ..., .- ...
\
'1!-:lo:, ; .. ,,), rtmJ-
ptiii"J•.r sali#to) ; tom t anhl, q•e.
trouaceuem p4rtt·' os seus /ãres 1M
rmzi.r famos-Qs Stihios · da.f illustf'és
U11iversidarles-,. diZ
Por 1MÍO desta. 1ua·
e·judiciosa trrzç•·, ·se immwMiizá-
.,.ão os· Diniftitl ;· o.r_.
Joões segundo! e terceirrR- ;· , e.. fi-
nalme11tt os qite
aiilda hofr repetirnru com·
e or Historitldore;r ;com
neraçãtJ , e reJptito. ( r ) . -.. ·, ·.1
· ·Oiro celestial; dis.re h 11m·
.rofo Gre(!o , "(i) tiria
no peito Jos Ptincipe·J· li,_
viãt}' de gQ7}ernu ar
·. . '.·' '· . ,_."'
-·-(i) Is;/1 · € 'q,le ·
'o homem virtuoso tr_a supérltTi""n
e Cdso- qne' nmll
Be1H tl.o homem stlmente estaa11
' _Jieitor Pi., to·. disse . que
• ter 11 hon_ra em .. ..
della em pocrc•. Prologo. ·" • · '
( z) O mwno. _.. ,
.,
t
são virtMJe-s. Jlvintts , .
fis.rem · de 11ltos , e di'Dino.r pe6rii·
Jtnento.r, Enritfttecidf.t: ptJif ·destes
/flminosos principitn., ·: nbiio qtte 11
lllnza, ,ao ti11b11. . .tido. feita em r a·
.!!íiio .do corpo ; mtll rlillf. • em
• alma. lJIIt diJ fin,
·JiamtlNf.e nt1lf!J1/!tn tal(to. apre ...
fO, como ·fi Naturalista, e tjlle
t/tJ rija -pedNNtirtt· ·-ró tira gran-
. tkt. faiuas .-IJ. de" ço fino.: ( 1 )
. .t11hiál: jillalmmte, q11.e nlio deve a
de.rÚ·a abelh11 sn• mais solicita em
;#rdi1'tl'-&beio ·.11e jl;;ru por colher de
.trti4s.PHII ·qut-"'1'"-feiçoar o arlifi-
·e.ii. 'fk..,Sf.*'S jaVBI r. ·dO· qr/1. de'Ue ·de
"''" · .'#/Jlilito h11m -Monarcha perfei-
1'--• .4e. que os uu.r Vassallos sejão·
.t11riquecfdos de todo.r es conhecimen-
. . ·
···· .se .. a razão (dizião) he a parte
'tlltiir- mhre do homem , e co,. e/la
'it'ii.f. quii e11riqueur o·Ente Eterno,
. dijferenÇ ando-nos dtJs iutros ani-
• I •
-,_ *t.:' , t:Üitt 11tilÍ8
·'ligwtf.' d• tMit•ra e perfelflil; i11
IJN"e sfllJ1t1111eia ii'Vinll, etmt
fjtJe o Ce1 1181 • 'LIIÍZ nriiJuecer , eorii
bem /JD'Ittl. dij/"t!Nnf• diJ.r me.rmoç
bjo.d (I)" ·· -
· ; m !Nm · Princip_e· perfeito , hil:..
·m.J pwiJ 'imag;m lia Divi11d11de ; t
ctleste , cotn qrJe o.r
Ceos felicitih fll Jias · d&s Na;õel
)'-·0 maior , e mais
silllliml Elogio; -'J.Ne Plinw "
'f'raja111 ,, _he tk ser Prlt'ec'tYJr , t
1:
i.r ·tzs ill•s pro:-
pr'ia.r ,; e form•u : · ( 1 )
fi eJtifllfil' os Jate.r d11 -811•
plenci'ii t. '·&Jb teú: ImptritJ rupi:.
-:.·:fdrão li'' Est#Mi· Jll.s :&t.,.tit
,, . ,
;; wre!Jbb<e.rfJirito , e .r tingi/e ,
reJtituidot · d- stitz
1
/J'iltHii
·<&• .............. .
,; .u'ltl1 pe/11/NJrhtzYII "
,, dade d_os tempo.r l'iwfFr;:-
com degredos., .E ·estlíl a ra-.
. zão _porque o Bispo de
D. 1r. ··Am11dor.
raer diss8 : Dai-me ,hum Rei
pt'lldente ; e· sa!Jio.; ·e C(l voDó ila··
' rei· rotiea4o ds Catlits, FabricitJJ,
e Scipirfes., e s_obTVJ. ·sud.fJ., ll&redi.,
tado em todo o MM11do.. · . . ,
.JJesÚ modo. (J.f 'llfJSJ'().t
/!'lltigu Soberanos ; ,._ ç n-1( vertl.ad.fl
f.UC ..ruperigr tem o ur,
lJio stbre.. fi resto· d().f_
E.JJe só!Ji .. esç'{l.da: t/os Ente...r..
· tia ie,.,.4 11té 11Ô .Ceo ; .,mé ir
strar;se, cheio-M tra1_11porte d'
/JIIte .. a face do /Jeo$ i!Jcreado. Cousa
( -íiiRS · "-'hum
Genip) IJe ver D{}rnato· do.r Otls ,,_ f!
tl.as Estrel!as • o decur 10 . da
L1111, a claridade do Sol, a ten11i;.
- .as úéCies
, '!fll tJ1Je:s , ps ?- e frMcto.r.
das hervtú, e arvore., , 11 diver si-
\.·
. . J,â.l{l' e propried!ldt , o r ammaer '
- das fgnfer , rios, e m11rtr,
tJ 'tiaried.tde dos pescados , 111
lbtu , e.rtor , e ond:u do mtJr· , 11
ordem de seus continuos .fluxfJs, e
reflrnos. Em toàas estar cousar 16
moJirou Deos maravilhoso , comQ
tliz. o Profeta; .porém .ruperio1' 11
tiulo em nos, dar h11ma alma im.
--e intelli{{ente, bem capaz
de..11brtJnger. qs Oeo.r , a Terr4 , e o
mesmo imJi rivel.
Qual Pharol de AlextJnd1'itJ, de
qu_e ·r-efer_e a _HiJtoria
Zta de st lumtnosas facl.JaS' que ti·
clarecião sr mais fltrnotol. hori:l'An·.
ter,· auim DS nossos inc-litos SfJbt-.
ranos cuiddriio sempre de ll!ustrdr
o.r, seus Povos , já nas Jur:.es d"-
Religião, jd nos deveru do homem •.
Náo foz _por &frio maú Roma pelo.
up;epo de . mil duzentos e :oitenta
e sete annas ( qru. tantos passráriio
desdi! a sua funda cão até o Imperip-
Je ,justiniano A11gu.rto) e.m se qile ..
' .
'

'
'
rtr {..fBtr Senbirll ·Je tlilo fJ
'liWStJ ; qu411to fiZe.rlo nas pritKéí;;.
f'tJJ' Idades J11 Monarcbia os nDrsor
Monarcbas em illustrar os seur
PUúDs com tJI Artes; e Sciencias ;
llté JJ!Ii derttmhecidas Nos setn ttr•
n11os. Em preza se,m · duvida·
llijficil·,· que co11q,.istar- · ·Reinos; ; e
e aGrilhoar Naçõu
ras t mutlfl mah -gloriosa ·i.Jrd
•iíl fitserão 11 .1/ftictJttos, Ds Emi-
Jios, os Pompeios.
4
'tJ.IIàndo e11t,.ll-o
rio tirnâo.r ·em
sos carrdt por leões , e elefantes sq..
blrbiJs. Tão difficil 1ft trpçar Bs•
· corruptmt barro , yut
de 'polidar , t illustrod11J
1
hão .ftrtr tom a frtnte os
mDs ,Astro.t,- destt·tla·se a metha•
{brll , is-sig114latloJ ·Hcrou ,
tô»l •r seus feit'IJJ' háfJ- de .ret-vir
- a· P ttif'ia l T hronfl , e fi Soher11flp,"
ainda "b.r mnis calamitofiJ' tempor,
d• M1narchia. · · . ·
FelizJt-ru;e q11t1tró oY.a.
-'.
·- perfeittJ, to• o.r se•1 tlllttllo
"""..Jtôr-FoMbe strvir 11 P lltr ia , e C'fl'TII. 11
propria ·'UMa tlefender
bera110! (I.) lntrtpido .JI
i <I 1!0.1 fitJJ tie hum • , )ti 11i:J
hoca de hum· cllnbliO eter11izado ""
terra nDr marmores , e riO.f: br.dll-
-zes, carregado de palmas·;· tt'D-
férn , 'VÔII CIJ1ltellte 11ó. Firmamento
a receber o jtJstiJ gala,.dá8. de· se•s
suores, e de suas fatiif{a.r. · · · :
E.rttrVel, di.r.re 11 Espi,.ito 84••
to, deve stT o ..Sabi'tl:.
Instruidos com esta maxintJz· •s noi-
so.r Sober1111fJs , chamáráo ti. Proter• .....
fão virtude celeste. (1) Fit!i.l' n-.
"J.fi;."Zes do· gra11de aprúo tftle '.fi. ztoo
r ao sempre. os. He11'1'iquer ; . e· Lutztl
Jos homens Sabios , 4
imitai/os. E , p1r niío 711N1di.g•rmtr
.) . ' .. ' . . ' .. '
(I) Pulcrum, et Jet:Orum: ilst ·.prf Palri•.
mori. Hsrtlt. . . .' .....
· ( 2) Letlesmll , o DtJtrtsr V1tlen. Je D.i:
Yers. Je Q-. · H_orar:. Flac\ ,. '
-(
·· e:cemp!o.t. estra11geirD! , que
f' não fez o S'trénissimo SeJrlióÍii
]Jifante. D. de hum Pedro
Nunes, Mathtmatico do seu
Sec11lo? O Se11hor Mestre D. 'Jor-
ge de D. FernandQ. ·de .tllnuida ,
homem i/lustre , e virtuoso daquel-
t1mpos?. O Senhor Rei D. Se-
!Jastião da 'Oeneravel pessoa do P a-.
Jre Lu.iz Gonfalves, de hum
Cronista coevo diz , · fal!ando da
mfJrte ·dtJ dito Padre, e Mestre do
lltf:ncionado Príncipe : A. qual E/ ...
Rei tantfl sentio , que além de em
'llida fJ ir visitar d propria cam11,
em que existia 1n{erm(J , ·ao Colle-
gio de. Sa11to Antão o Velho , de•
pois da morte .foi. huma madruga·
da visit allfJ d Sepultura·, com mui-
tas laf{rimas, e mo.1tnz.r de gran-
de smtime11to ? /
- Que 'diremos finalménte do Se·
nhor · Rei [). Joio r. ,·.· (por. não
svmqs prolixos) de' saudosa
rra? Eis-iJql(i o que: diz deste gran-
I .
. · de }Jo11ttrchtJ.,. hum P1rt•·
1 ) para tonjirmtJfáO do fjtlt
allegamor. No anno de. i•
stituio buma n11bre Academi11, qut
constav11 de cincot11tll Jocios da
Côrte , afórll o11tro1 m11itos Pro-
'lJinciaes, cujo fim tra tompôr·se
nas lingoas Latina , e
a Historia deste Reino, tanto Ec-
clesiasthà , c.omo ·Se&u/4r; e com
,effeittJ para e/la se compôr Pju11tá-
rão alg11ns dos Socios gr11nde co-
pia de materiae.r n11s muitas JHe-
morias antigas, que recolhériio d4S
Bibliotecas , e Cartorios pu/;lico.r ,
e •
. Q!ie diremtJs do Se11lor Rei· D.
José I. , de saudosa memori11, fn ..
dito . .A7JÔ d: y: M. ? . Eis•aq11i 11
magtstr4/ pmtpra que o Marqwtz.
de Pombal, Sebastião José de Car•
· . : .. ( i ) -() ·. .Ánt•ni11 'i'irtiro Jt Fi-
gueirtdu f'/11 B/1{i11S Jgs R,;, tJ, • •
'lllllho; e Mel/o, delle· .traf" em hfe- ·.
'lle quadro: (I) ,, Nenhumas dtN.ré•:._...;
,;ferida.r razões , e dos reftrido.t
;, extmplos·, .rt otcultdrão. ao ela·
,, rirsimo conhecimento do Stnho,.
, Rei D. José I. A Sciencia dos
,, Gabinetes , a Historia dos Mo-
'' narcbas ml:tis magnanimos , o
, Est11do da Grograjia, da Gtome•
,.lria, (ia Arithmetica, da Politica,
, e da Ecowmia ~ e Estado , i ~ r ã o
,. sempr.e os ob jeitos das s11as ap-
,plicafÕtS, em tod111 11s hor11s que
,podia sepat"llr dot indi.rpenstrVeis
,. Seroifos, ~ ObrigafÕts da Rtli··
,,giáo, e do. Supremo Gwerno, a que
, desde os- seta primei ror annos o
,,inc/itldráo 1101 refrridos Estudos ,
, o Slt4· primeiro Mestre , o doctis-
,. sillt1. Connografo Mór , Manoel
,., Pime•ttl, sabio , que -em todos
, os lugares d11 Europa, onde ap-
ue , h uma grande fi•
e o seu· Successor no Mll·
, o Mestre de CamptJ
a/, Manotl da Maya, com
li ficou cultivando o.r referi-
.Jtiljuimus Estud's á ho-
em que a Di1.Jina Pro'Viden-
• o exalt'u a() Thro111 Je st'll.t
· iosos Predece.rs1re.r.,
o i11tro.duz 4 fallllr, 1lll7Jer·
A.·,:· , nem t1 mesmo Catão no Stna•
'omano, fallou com. maiJ e/•-
ia , Magest11de Real : fJ que
('".. . imu Jlr evitar prolixida-
,..
,.
1)
oi este gr4ntle h11m
'!. 1deiro Heroe do Est11do Luzo..
J. elle q11em- honro11 as letra$, ,.
_ levou ao m11ior 1111ge da sua
.. 1deza , de.rtr11indo os •ntigos
.. 'ftUtfJS, e promulgando, t'lll
.i Julho- de I7)9_, o Alvará das
t-) Juiz• Critico J•s 17. C•rttu
J..;,. IJIII t:ITTim c-m I 3,1, nmt:. ·
..
/ingoas , Latina , Grtgtl , e
braica, e da Ar te de Rhetorica ; ·r
.ruúitando•as das ruínas, em qt!t jp-
ziáo sepultadas' est.be/ecendo pa-
f'll tllas os simplices , claro.r, e fa·
eeis methodos, que attualmente se
estão praticando por todas a.r Na ..
;ães mais etiltas da Europa.
Eis-aqui ao mesmo respeito o
IJ.II' diz deste Sabio Monarcha o
já citado Portuguez. ( I ) No an-
11" de I 7 68 , creou, de nO'tJo a Real
Meza Censoria ( 2. ) na qual depo-
sitou toda a sua AuthtJridade no
tocante d Impressão, e t1Jtroducção
4e todos:, e quaesquer livros, e pa-
peis , sem excepção , nem ainda das
;t?astoraes dos nossos Bispo!. Sujei•
tou· á mesma Meza or ·Professores
Regios, que em lv_gor. Jesui-
tas expulsos .[_orão _uutttuzdos ,_ pa-
. - ·-:
( 1) O Reverendo PIJtirl Antllnio Perei--
rD Je . .
( 2) A qiull Jeplis ir Roi11ho Nona
•bt1r11 ptlr Jllfl,ivDs I;J:tinglliD •. _
· r4. J.-,Grllmltunic• , Rheç,_
· rjcÍi., Filos..IJjill Racional. Par•
.11Úttnto dos mumos Professores,
imJ»'S tim SMb.udil Jitte.·
rario, jllm triblltfl .11b,re Is-vinhos,
c ttwws. B-llgfl mais 11ba_ixo: N•
llt r!{flt''111111 11 Universi-
dtltlt_ de Coimhr14, pariJ
iii De IWUIS Est tiiiii,J' , OJ' q_11aes 'VÓII
t11C4minb11tlo.r ,,_ pri11tipalmente a 11
eruíurnn . neiJa , · tiJm Melhor me-
t. com gosto,_ t.anto ar
DiscipJi-Nzs m11hres, ttmlfJ muure.s •
. QtH, Jir:.e1110s. Jo-tllir.lad.-, e de.s•
"'tlo de Sua .A•g•stiui1INI. Fil/Ja,
t1 R.inha N(JS..ttl tlljll •ome
j4 mais .será. Po,...
IMguu.s , sem lumt• viva , pro•
fontla A est11 pois ..
f#'1'.11WI, e religiosa Senhora· , de-
. vçnus (4/ém Je fJIItros !Jenefiâo.r) a
. erttfáo dt I.Juma .1JibliDtheca pu·
bli&tl, enrjq_Ntcida de precioso.r Ml-
• • • t:le Litterat11r11 Nacional,
1 &1ra11geira, llffldt 11 EJtudiolll#
. ·(
1!6'1!1!:.
hiitriltt11'te ,;-.·;J'hiJ"ffi:Jr.·:''fJ :.rf!JU .e:spP. ·
rtto: ..... · .. ... ... rt
. . • 'I ... , . •' , • ',;, .. .I

b_-·:ntriiti.

ti/o· /!,1',1Jttdt >pê'rtfdj,'\
MN:
1rt-s n..,e·• biJ'Iililvi.J.-.:. . :t
' . ' . r"""'
· -( ·.p,o;.
_friiidri· Nltithe11i1Jtitl
• Frei'
lffJ.:V. 'ilt .i'·
. r" . :;. f , .,. .. 7"'" . r-
de
.:ü},YJ \]d'th/e ·?· · '
1
• • ,. · • '.· •
.. ,•:.'fJtl!: Í1tii"tadiift' ... àé-JIM· ·illi»heJ
'!Je. ·v. ···M.?:-.·"' ti.:.
Jihri .. hrmr'ti' de • ;,Q.t
presidi,ü(l. ''t'tm'.
e . .
'poJ g"za-varMJI' .Mil[,f...t•
tda ·Pt-ezenra tjill',·'t/1
'P.f'al Acàdetil.ià··· Jili::Stie1uiiiJ ..
.iu_'i!Ja_' jJrefazer-
1
WiJJ .. \rtiu s!le"".'fl"
.dtas , ·' armde · cfllltlr.rem_;, · s.,:: di
it
. .f«t'-Ml
· (ú :..d4! Artu,. e .. .
das llS NllcÕu. .. ·
O Alvllrá, q11e o Senhor;
Rei D. João V. prsmulgo11 em
20 de de I.72 I , . a respeito
t!aaG&Wi!JítiiA'IIs Jih'-i{/Js Monu·
mentol , Y. M. o fiz pôr em pra-
tica por meio tk o11tro,
em 4 de Fevereiro de 1802, Orde-
nando se ohservem á ,·isca as ra•

Btsavo. oll· 'I · ·1 ·
• • .... • . ... '.J
A' vista pois de tão convincm-
tes l!r07Jas da estima, e apreço, que
J'. M. , e os se111 Maiores•
sempre das Producçifes ljtterari11s
dos nossos ho11s Antigus , a olhos
7Jistos se demoJtra , de justi-
fD, e de dever sagrado , eu droia
consagrar a V. M. tiS Ohrar deste ·
grande Portuguez , e Me•tre da
nossa Lingoa. V. M.· perdoará 11
tetzuidade d,z minha offerta, des-
. de .• _.
. • B :z ,
. itlrifJ.tltrtr;.·' · Pilliki -. sll/iitl
Etmptus•. - . · . · .. :: _ · -i·-.. -.
• . './! - .. . :
• .. •: . r' '•
. . . . . . ·.·':. · ..
.. , .·- .
' .
........
- ,,._,. ; ,..
De V.
' ' ..
. . ....
O mais humilde;;· e mereD-
te. VaS:Ull9; .: :
. ... '\
....
{::· -.. .. ' . . . i
· . _,, DISCUl\SO 1'1\.ELIMI;N.M\: :t·:.
._1• • I •;• •.·; -.. ,.',, ·i
SoBB'B o.-JOaECIMBNTP.:.DWrM :"t.
· . · . ;CA,l\'l'AS, . ,
, N11.r q"/le_r. ll.t_ regr11l '.
J11 'Dtrtladeira EloqlleiiÇ$4
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· SotrAUs amAva ,.,;10 ,.;, · impri;.
<,;,;, . 01 stus . parttrrls sobrt os torti{Õtl
4os borratnr,. file sobre as ptUts 4ol
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• .• • . . f • ., . - . ;
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das Obras de O. HierQnjmo Ozo.
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que nos ·deiXOU escr1tas · hngoa·
. gem Portugueza., eotráo no número
_dps,preciosos, . ·{
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aéfo . 'estilo ;" ..
ais de·Francisco
.Os que a mão a simphcidade
propriedade de escrever, tanto ama-
aa ; e adoptada dos·. nossos bons
:Antigos , ambai ·estas ·qualidlrdn
·aqui· acharão.' E: sfippostó
ry'ntieço· ·ser :de alt.o cothur-
no a que tenho ent-:e. mãos_ ,. com
tudo direi o que di,i'so nelJa·s. · ·
As fontes, onde: a
sorvos , bebérão ·os· nossos · bórH
"Antigos, edo ·os Livros Sa·
grados, os fez exceder ·os mesmos
Homeros, e Virgilios na 'Poesii,
na Eloquencia, · ·os mesmo Ciceros,
. e Demosthenes. N•o· quero negar
existir nobreza -, e magestade nós
Escriptpres profanos ; porém com-
.· parando ·com as was·Obras a Elo-
··guencia de hum· ·Agostinho , de
Jlum S •. ' Joio Chrysostomo, acho
· nestes huma Eloquencia mais di-
vina· , do que . humana ·, e hum
traneport-e de alai)' a .que nada eh e-
v
. póde. · Qye ·sublime·· ngo he
Agostinho nos Soliloquios? S. Joio
CJirysostomo nas Homilias ? 1st()
obr1gou ·:.·dizer hum grande Ge•
nio: (rr·POdem acaso existir, mais
J)etfeiros · módélos da Eloquencia
ao Pulpito? Poderao :eUes já mais
tomparàr.::se··com hum Clemenre de
Alexandria·;· ·com hum Origenes ,
e com 'ourros desta ? Que
belleza de' genio , que gosto , e
que sábia escolha de cousas se não
hum .Gregorio Na· ·
"Zianzeno ·, de ·quem · o Imperador
Juliano tinha sido, apezu de rival,
'admirador?: Q!1e diremos da impe-
·riosa Eloquencia de hum
to'mo ,. mais· valente· sem :duvida
q_ue a de. Pericles , de -qUel'B· ·disse
Q!tintiliano, que quandO orava pa·
recião sahir da sua boca trovlSes,
e. raios? houve que o ouvis-
• •• ,: ' """ I' : j f
( 1) Duc:reux Tom. J, -christ •.
'fJ
ae , que se r das

ju.sras. Q
applausps ?:. ·nai.Cflrte
e .qJ.lfi
lhe faziâo

sao de SÓ.

. .OS
$!Stereis elogips que, á
sua Eloqueocia. (1 hOPe. dire.m09
da. de hum. Paulo ?
.tre as
.nho ·vêr ,,sohre a . ..
este foi.Jluma .. ,.E con;
segufrâ:o .. sempre acaso
triunfo do. coração:
Hortencios, Qs. · Demosr
? . · A_gQStinho , . · este . gra;ndp
de.Eloquencia, ..
. . .
. · (r) Vieltli'dlk a esre' .req)eito que çaq.
.pelq_, trovia;, hu!Y
raio , e cada razãiJ hum triunfo.
. ..
Rhetorrca em r.arthago, prerogativa que go-
ZÍQi;os: que; ll"pjo(c:ss,ão. '.!.' :.:; ,, ·.:
•. 'I
. ·Fa\isto ;
:de · , # e
llit6fófiil' ittf1)0'Hàno •dt!'licltune< 1
,. fle_:
:.t1 dos
• Logo 'ntln\'tJa· os
o :coração
a -m!ão ·cede·, e
grande he
fntlçada • Q!te mortal
sol?rt ·a feçe 1da":terra ·, que se
itflé; éôiW enç-8 · verdade ? ·Qual
ther I_lá'0• c-ónS.'ágra , hum a·
tdi gf.Mà ·
(!}__Wem ··ha;; hj:,, ·q\le· .... as·:
ObraE: ·, Obras-, não
)ieJJ.II·s .da
Div-indade ,' ·oe· tespt"itar.,
(_:hriP.
, ro -· Sa h-t'1v operfe it á mente. · O!Klno
EIG-

fíis
é memtb
'têftlpõ: .: .. &ãdo•dbss
fiores e ,,
/
vm:
.- .
·A Ign;ja Santa 'faz .
a sua. glar1a na producçao das au•
. (>bras , -Cbmo ou troa· tantos M,onu-
mentos. das Victorias, que tem con,
. seguido de seus inimigos , e rqdo
o Christianissimo .illustrado deM
deleitar-se com a sua lição. Oltan.,:
to mais se estudao, · mais mina;
sos parecem. Cada Padre da Igreja,
diz o grande Ganganeli ,
hum caracter particular , que . q
distingue. O Genio de TertuHanq
se assemelha ao ferro, que
até ao mais duro , e nao se dobra.
O de Santo Athanazio ao diaman-
te , que não se póde desluzir, nem
abrandar. O de S. Cypriano' ao
azeiro, que cona até chegar ao vi-
-vo. O· de S. João Chrysostomo
ao oiro , cujo valor corresponde á
sua formosura. O . de S. Leão
áquellas decoraç6es q'!e denotão 4
grandeza. O de S. Hieronimo ao
bronze , · teme as flechas;
. nem :as -.esPJ-., O de Santo
,:_.;.,· ...... t.; ..
nr
. i pra hc sólida, e
lúcida.. O·: de·: &. Gregorio a hum
espelho , nd ·qual. todos se
cem a si -mesmos, e o. de Santo
'Agostinho ;a si mesmo,. como
co em seu ainda .que' uni-
trena] ; deixemos .porém aos Theo--
logos· esra· difficil em ,preza, . e. sub-
11lfSIIOS pe,amos vema . de term01
.. ulcado·· tio vasto , e .. prbfundo
Oceano.:· Qye .me resta ·;pOis,
JfO.is· ele. ter • .qUe;Ozorio
foi •hum idOS· ma1s ·sabtos. Bispos do
treu· :enriquecido de tOdos os
tonheoimenros: litterarios, senâo
:petir·.t que-· as suas judiciosas Cartas
lllu · liaque:Bas ·pegai· de Eloquencia,
-:-de.,ttnc:antar -os
a·ldac1es? Nâo.·ha huna:
•. • ''fue Ido seja· terminado
telct!'llCla , -e Arte.· As Figt!ma,
tanto de palavras·, como .de F.lk"
1iamlftlr01r:, c:ahído rio naruralmen-
:;aot : .. seus·· competentes luuares1,
9t•-pwccc·.lbu miniltrá.ra :a Datlf"
m
i ..
oelcorajbsoa ·

pe-zados.i grÍlhtSes. :os &pprimea:t -#
porém. voâoJaJiberraç. ·
a:' Par,ias::. :Do. Minho . os lanprãci
atéan:. ·.do·· Doiro·,. «Jo. -Doitb á
tremad.ura , da . Estremádura alétll
·do

do,:.:Téjo ao
gar•e9ée finálmente- do A:lga"e ás
Eósru de Af.rica, ; tt• alli · os fo.ráo
· perseaaiNdo , .. e.;conqiÚstando {1)
até ·qucf o.pezo das·Uil\8S, ,.Se
sou da, GeQtilidade,
onde: fizerio' o :sempre ,- CG-!
mo -midadeir0s Soldados Chria-
tó, pela m, ..e contra odnfieis. ,. E
1
. ,. :'POr isso .:.CY.:mesmo Viena .CibJ .pag.;.
.. i · '- ··30.) .,, Di5se que· os,autros · ho•
Jlt mens.;' ·.for- divina '
"tinhão-. :só. obrigação -de- ser ·Ca·
. o Portuguez .obrigafáO.
· ' ( 1 ) Sãb Monume-ntos dest'a vC!rdade u
Chnicu '-do- :P.; , c D. -Duatte. · • · · -
./
XIII
"de ser Catholico, e Apostolico.
f' "Os outros Christâos tem abri-
gaçãodecrer a fé; os Porruguezes
" tem obrigayáo de a crer, e de
"a propagar": o que confirmou o
mesmo Ocos, chamando-lhes luz
· Jo Mtmtlo: :Yos e.rti.r lu?: Mt11uli.
A I 38 ainda amplifica mais o
Elogio -dizendo: ,., Deos he que foi
que abria o caminho aos Portu•
guezes por mares nunca d' antes
navegados, e elles forlio os 'que o
abrirão ás "OUtras da Euro-
pa." E finalmente a pag. 143 ,; Fo- ·
,, rão sempre os Soldados Porto-
., guezes , como os Fabricadores
,. do segundo Templo de jerusa-
., !. que li uma mão pe..:
"lejavao, , e . _com a outra hiâo
''edificando. Nenhum golpe deo a
''sua Espada , que não
"rasse mais huma pedra á Igreja.
nSe pelejavão , se venciâo , se
, triunfa vão, era unicamente para
" tirar 1\einoa A , e .
x.rr
'' jugallos a Chris·to; ·pata· eonv.el-o;
''ter as .MesQunas , ·e· Pagodes em
:,, sagrados Têmplos; os falsos Ido-
''los em Imagens .Sagradas , ot
'-'Gentios em Christâos, os barba-
" ros em homens·, n feras · em
''ovelhas , ." e para trazer -essas ove-
" lhas de· terras tão remotas , e em
"numero infinito ao rebanho de
,Christo, e finalmente á Obedien•
;, da ·do Summo Pastor.,,
pois tal a Naçâo Portugue-
. 2a, nâo só pelo progresso glorioso
das Arma'S, como das Letras, qual
\f h a de ser o motivo, porque have-
mos de ter em maiar. estima os
Escriptos estrangeiros que os Na-
cionaes? ( 1 ) ·sao· por .acaso el,les
( r-) Isto obrigou a dizer de· iarro;
Décad. 1. a L• S· P.rol.: o .segt.iofe.. Por bo
não louvàmos muito l!• non.cus que· dá o: ra•
zão de toqa a Historia G,e8a e
e se lhes perguntais pelo Rei d!
Reino lc:m que .vivem, não .. s_abem .. <
nome. . · -' · ..

. destituidos' de erudiç5o , Eloquen·
tia ·, e prófundidade?
achar butn mais rico rhesouro em·
todos os difFerentes tàtilos de Lit-
teraçura ? · Eloquencia nobre
se não encontra em hum Sousa,
hum Barros , hum Heitor Pin-
to , hum Lucena , e outros de
igual valor? Para convencimento
desta verdade não 'basta abrirém-
se os quatr9 volumosos, 'e eruditos
Tomos da Bibliotheca de Diogo Bar·
bosa Na o se ,encontrão
alli excellentes Obras de' Philolo·
gos , Rlieroricos , Philosofos , His-
toriadores etc. ? Só poderá despre-
zar a Litteràtura Nacional, quem
ignorâr ó'_'qrie nella existe. ·Qs mais
Sabios ·da ·NaÇão Britannka cha- ·
mão lmmôrtal ao nosso Vieira. A
Instrucção,_ guc fez D. · L.uiz Cu.;
nha · parà Marco Antonro ·de Aze- .
v_edo Cou_tinhp, ps '
considerâo }>or hum _ ..
Chefe: de Obra neste· O _,.
c 'l.
-....
'XVI
ExoeUentissimo Barao de Stroferd , ·. ·
quem. tive amizade, a verte-o
. do nosso Idioma para o· Inglez, ·
Obra -que sem dmr"ida o immorra-
Jiza. Q mesmo juizo fazem das
'mais ObFas deste insigne Escri-
ptor •. Que ·diremos das Memorias
de Taborda , Broxado, Tnôca ,
Oliveira, e de o.utr<>s? O Grande
. Marquez de Pombal .
José Ide Carvalho e .MeJlo ,
gnissimo Primeiro dó Se-
J.lhor Rei D, José I., de saudosa , e
. eterna memoria , se quiz ter nome
no Mundo Politico em todos os
seus tres Ministerios Puhliros , foi·
lhe preciso lê.r) obsel'var :á risca ·
as sabias Maximas .deste grande
Mestre da Sciencia de Estado, e
dos Gabinete..v.. Elle se nao pejava
de confessar ser o seu Professor,
e. Guia scientifica em rodo que f.a-
, Zlae
Qila1· foi a Naçao d,o Mundo -
que primeiro ensinou ás mais •
XVft
. Na·vegaçao , até alli desconhecida ,
senâo a Portugueza pelas sabias-
fad'igas do sempre immortal 11\fan.·
te· D. Henrique·?'·
Seriamos infinitos se pertendeso-
. semos recopilar, como em· breve
Mappa·, o que Ozorio sabiamente
semeou nest'as· judiciosas- Cartas.
Criado com o leite dos· bons· Anri-

J3-me licito asS'Im dizer, ensopado- ·
nos· Preceitos de Arisroreles:, Cí-
cero , -e Lóngino , sabia o que era:
verdadeiramente· bello, e que es-·
te não depende, nem d'as modas·,.
nem dos tempos; e se·elle domina,.
segundo- a di-vertlidade dos Seculos·,
e· se ha· h\tm modo diverso de dizer:
as cousas' nio h:t senâo hum· de·
as bem ·-conceber.· · ··
Odiava·,' e postergava tudo·
quanto era Eloquencia pueril',
consistindo toda em jogos de·
lavras , despreza o· bom gosto ; e-
per · ilso. prO' abrio mân de 'toda
(
xvm
a. gigantesca,. e.
botica , <:otno s;;mpre alhêa ·. de
hum bom Discurso. He de ordina-
'rio estranha aos meJiocre$_ Rheto-
ricos a posse da ver1hdt!ira EJo-
9Uenda. (dizia e
Jie a porque.
se huma dicção iingu,lar ,
exrravagao!e, e frivola ,' á lingoa-
gem nervosa , e grave dos Orado-
res do ·Secuto. Qyando he
que homens saberão, que a ver-
· l14q. ·
no
2
nem. nas se--
nao. ero huma e:rpressâo da alma.,
em fervor do , que
, ,. e .produz .as
maiores. cousas ? Q..uflQdp .. qqe
terão boca de oiro,? A elc-
.gancia agrada, ad-
mira-; e quando esta he, natural ,
se llD.e , ou encorpora COI\1 . toda&
as .t:)a e do
.com todo·
o se1,1 ,.· .toda· a
xrx ·,
verdade: h e entio .que· se reconhee ·
te· :q_ r acto de ·-Demo"'
1henes, náo obstante o longo in-
terva.Jlo, ·que os Seculos t-em posto
entrf.' o seu-, e o. nosso tempo.
Náo- ha cousa mais admiravel ,
que a imi•ação dos Antigos, e pen ...
sar t que sao nossos, compatriotas.
não . obstante, a d-istan.:ia dos rem•
pos ; porque não poderemos ne-- ·
gar; que elles. forâo os que-souberlio
plantar, e nós nâo fazemos . mais
9Ue reco4ber. :He indispensà-vel quo
Jlajao. em. bum .discurso, se. q11er
merecer o. tl()me de eloquente, re:.
lampagos. . brilhem.·, é arreba ..
sobre: kum ·campo·, ou fundo
moral,,.. que forme .a. inabalavel
base. Nâp :se inttrue ·,.:·qu-and0 so
náo. r. outra 'semear· fi.;..
gur..a$;; e··tropos;. e; uáo
de o' sQjeito só. se Jo.urn_; por e&
feito de instrucçao. As. negligen-
cias do estilo náo desfigurâo já
mais huma obra de entendimento..

.xx
. O estilo nlo be mais do que h:a..;
v ma cortiça ; o ·ponto estll· que o
amag0 da arvore seja bom. He.
desgra_ça do Seculo ·em que vive-
mos fazer-se . mais caso das pala-
vras que das cousas. Isto será o mes- ·
mo que vermos hum homem . com
o vestido recamado de oiropet, sem
ein si possuir riqueza. alguma. A
grande differença destas duas cou-
sas he a que constituio o Escriptor
JJabiL Isto obrigou a dizer hum
grande Mestre de Eloquencia fal-
lando das aifFerentes Poesias das-
NaçlSes, o'seguinte: (1) "Na Poe-
sia A l e m ~ ha hum certo fogo que
illumina , na Franceza hum fogo
que centelha, na Italiana hum fo-
go que. queima, e na Ingleza hum
fogo que tisna. '' ~ ha cousa que
transporte tanto a hum leitor, co-
mo· a surpreza: as imagens longas
( 1 ) O mesmo sabio Ganganeli ntt suu.
Cartas.. · .
XXI
; as breves surprendem.
Virgilio, querendo pintar com hu-
ma s6 pincelada de Mestre a belle-
za de Dido, s6mente disse: 'Forma
pulchtrrima Dido: querendo pin-
tar huma Acçâo heroica executada
por huma mulher, s6 diz: Dux fe-
minil facti; e em outra parte, que .. ,
rendo expõr aos nossQS olhos hu:..
· ma dilatada campina , onde existira
Troia, sómente diz: Et Úmpus 11bi
Troj" f•it. Que oitavas não gas-
taria hum máo Poeta mettido nes-
ta em preza! Feliz, tres, e quatro
vezes, o Escriptor sobrio , que tan-
to na Poesia, como,na Prosa sabe
com delicadeza , e I}
distribuir os seus Episodios. O
mesmo oiro amontoado, sem arte,'
desgosta.
. A natureza .;: quer hum sabio
Escriptor do Seculo de quinhen-
tos , ( r ) que set sempre o IJ.-
( 1 )_Heitor Dialogos.
xxu
ponto de vista de todo o bom Es.·
criptor. A não he for-
mosa , senão etn qu'anto emana
da sua origem, e nasce da gran-
deza do assum:pto que se·
Na o- mais que·. por hut11
discurso engenhoso o que se traçar
sem mover a alma, sem-. felizes siJr-
prezas, e sem grandes imagens.-
Taes sao magistraes Cartas:
do grande Ozorio, . Varão,· que se·
. vivesse nos. antigos SecutoS-·,
espantado to.l.1 a Roma'.pagâ .,
como esclave<reQ .â. Roma Christâ
em os seus doirailos ·dias. , A sua
encanta , ·e o cora•
çao humano; talvez esta: a causa-
porque hurn .sabio P,ortuguez
go rogava que· selêssem. os Escri ..
pros Seculo. (I) "Go.zai ,
zi.a. · e.Jie; · dos· Escr.iptos dos sabias
anciãos ; porque os bons V
sáo-.Bihliotllecàs e hun'S Re·
( 1) Fr.· Fiuppe ua Lul seus Scrmocs.
XXIII
pert'f)rios de factos .que presençiá-
rão .com olhos scienrificos. Elles
sâo semelhantes aos livros antigos,
e já perfumados do tempo·, e dos
Secu,los , que de • ordinario envol-
vem, excellentes Doutrinas. Pirzall4.
do-se o terreno . que pizárão ·'os
grandes Mestres da Antiguidade ,
se logra do s.eu abalizado mereci-
mento. He o estudo , e a applica-
po, o unico alimento do espírito.
As Sciencias são COOlO ·,montanhas.
inaccessiveis , · ·que se· não podérn
subir; ·sem se tomar muicas
alento ; e esr:a · tambem a rar.i:ão.
_ porque o Quintiliano, falr-
lando da fabrtca , · e constructur.a.
de hulll Pc:rfeito Orador, imitancle. ·
Cicer:o no seu Ocador, disse·: ··lu-·
t:ll'mrillnitenàtlm, · pala·t
vru . .de hum pezado,. e profundo.
emphase, pois não quer que o:Ora-
dor para ser consummado., sómen:-.
applique a. todas. as Arre&, :e,
Scieocias, mas qJICsobrc oslivrCil . (
XXIV
empalêça, isto he, sObre H
dos grandes Mestres da sabia An-
. tiguidade Grega , e Latina.
Qpe trabalhos , que canceiras ,,
e fadigas lirterarias nao experiinen•
t-aria o grande Bispo de SilveS' para
fallar a Lingoa Latina. com· a pro-
priedade com que a fallou !·' Qy.e
dias , e noites consumiria· sobre
Ciceros , Hortencios etc. ! as
, suas Cartas hum fiel Qpadro da
sua Sabedoria., a-ssim· o diz Vieira,
affirmando ser Retra
1
to de· cada
hum o qu.e escreve ; porque
como o corpo se retrata com o
pincel, a a:lma se pinta com a··
penna; e Ovidio lhes, chamou· en-
tranhas' proprias-. Que maior, nem
mais rico thesouro existe sobre a
face da terra , · que huma Obra de·
espirito maravilhosa? Os. verdadei- ·
ros Sabios já mais invejárão, nem·
as riquezas de Alexandre , nem os
thesouros de Crasso; porém; arden•
do em pura iuveja_, serem
XXV
res de huma lliada , de hum.a Enei-
<la, de 'hu·ma Luziada , e de ott•
<ras Obras de igual estima,
ço. JogQs da fortuna chamou hum
Sabio, e Politico Portuguez '( 1 ) ás
riquezas, as quaes não sendo des-
pendidas nos adiantamentos ·scien-
rificos, sáo perdidas, e ,frustradas.
Qyando os Porruguezes cuidárão ·
mais em saber, do que em ter, h e·
que ·fizerio ·que espaontárao
as quatro partes do ·Globo; ·talvez
esta a razio parque .hum •Escriptor
deste Sec-ulo disse , que a descli·
berra do oiro arruinou ·cs mise-
ros mortaes ( 2.) , e que só as Obras
de esl'irito . constituião a· riqueza
dos homens sensiveis. He ·Jmm bom
livro hum mudo q.ue falia, hum
surdo que responde, hum cégo. que
-guia·' hum morto que vive, e nfio
( 1 ) '0 mesmo M,arquez de Pombal Lili.
'Íam. •
(:a) Ledcrma Vers. de Horac.
XXVI
tendo acçao em si mesmo, move
os .ao imos, e causa grandes· effei-
tos. Vieira disse , ·que a Creaçao
- do· Mundo, e a sua Conservação, -
erâo: como huns Historiadores: mu-
dos, ·e huns Cronistas diligenrissi-
mos destas mesmas Obras , · por
Annaes, e por Diarios. Termino
com hum lugar do grande Bispo.
de Portalegre D. Fr. Amador Ar-
raes, que diz: O que os ramos de-
vem ao seu rrollCo, os membros á
-cabeça, os raios ·ao Sol, os anroy.os
á fonte' os bem feitores ao dláo
alheio, em que edificão, íssa: d e ~
v.em os ampliadore_s, e apuradores
de Obras alheias·, raos que primei·
ro as fundárao, e principiárao.
' .. l : ..
XXVI[
V I O A
D,E
D •. OZORIO,
BisPO DE
Exú·ahida da Bibliotheca l.tisi·
tima âe Diogo Barbosa Ma-
. · chadfl.
' 't .
D; . HIE!.O'NIMO Ozouo
<:eo de 15o6;
·. • filho· primogenito de
Ozorro da' Fohseca quarto filho
Ozorio da Fonseca, Se-
nndr das Villas de Figueiró dá
, , e Santa· Eufemia , e de
Francisca Gil de·Gouvêa, filha de
Alfonso Gil ·de Gouvêa , Criàdo
ao Infante D. Fernando , Pai- dd
,(
XXVlfl
El-Rei D. Manoel , e Ouvidor
das Terras do mesmo Infante. 'Pe- ·
la ausencia de seu Pai , que partíra
para a India a exercitar ·a Ouvido-
ria Geral do Estado, acompanhan-
do aoJazão Portuguez, o clarissimo
Heroe D. Vasco da Gama, conhe-
. cendo sua Mãi, a cuja vigilahte
tutela ficara commett.ido, a viveza
de engenho que já descobria na
i"iade de dez annos , o mandou
instruir em a Lingoa Latina, na qual
fez tão accelerados progressos ,
que deJie vaticinou o Mestre a
excellencia do seu talento , para
comprehender os Estudos mais se-
"Veros. Quando cumprio treze annos,
passou á U oiversidade de Sala ma o·
ca , onde se aperfeiçoou em o Idio-
ma Latino, e aprendeo o Grego,
no qual traduzio em elegantes .ver•
sos as Lamcntaçóes de Jeremias.
Passados dois annos se restiruio i
Patria, par.a com a ·presença dimi·
Jtuir as saudades de. seu Pai , que
XXI_l

que·der
rendo.. "te, ' fosse da
sua Sci.encia juri<lica , .. ordenoq.
Salamança,,.a estu4at
·a
obedeceG.-·. constrangido, por ser ·•
sua ;natural inclinaçá9 . as
mas ; · de, sorte 'Jue, esr;ava, rçsoluto
a ostentar. os nu
professando.·.•. Ordem Militar. de
Malta.. Na Sa4nanticen;
se applicaya sómerite duas. hora.!
cada d-ia, ao estudo da·
c:ia e ·consumia. todo o ellJ.
a lição dos Historiadores. Latinos-,
-e Gregos , sendo o seu, pt:incipal
cuidado conservar a alma izenta.da
menor· culpa ; e para ·fi·m
ma do de continuo. cilicio , fez
solemne. de castidade no .dia da
triunfal Assumpção. de Sa'ri-
tissirna ; ao tempo que !eu. Confes-
sor celebrava o incruento SacrificiQ
ela .l\1iooa :.em. () . <
jtXJé
vento t!é-".:Sant& .
dps ·Pré • • ;Pbr !..mo.rc<! ·de seu
. Pai .. â ,
dàfinha t9 annos· foi' .esrod-a:.:.' ·a Pa;.
tís á Diileçtica, cuj'ri

reÇeo as·:rcchtma'Çoe,s de consumma·
êlo Fifosôfô"ine'sta flort'l\tissü.ma·Uni·
·: :Y"operoo /ttóm· · Santo
Jgnádó dc:'Lóyçtá:.; ·e S"eUII'
dos prin;
CJ · ·A u,t-hores· -p.a:ra: que EI ... 'R. e!
• Rei-
llô'.\PlrYsl'ilufo,, da do
vez a Por-
tugáT, aepois de:' co'hduzir alguns
negodos. pertencentes á sua pessoa,
passou: a 'Bóltmha , em cuja: Uni•
'Versi'dade·> se· applkou _áo Estúdo
da 'Sagrada Theofogia , e a inrel-.
Jigçncia lingoa Santa , escre•
ve'oê1o' qnando contava 30 annos,
tJs. Livrqs ·Je Nobilitate Civili, · et
ChriJtian4,. que dedicou ao lnfan-
te -D. ·Lniz,.. dê
xxn
. rftente ·&voi'C!cido. ., Q..uetswdo. ·.· '.a.
Magetrade • • . .Jotío o
aurhórizar· com o seu; :Magia ..
rerio ·a. . Conimbricense·;
que magllificamente; rettaurára , ·o
mandou ch.mar de Bolonha.; -,e na
Cadeirá . da ·Escriptura expliéov · cbDi
emolumento . dos e aa-
sombro dos Cathedraricos·;· ·o·livrb
de Is..aias, e a E pistola .de· S. Paulc>
. aos Romanos. · Considerando coní·
reftexã'? a
da , · qne padec1a a· R!pubhca 1t"
tera ria· com a falta · dos: Livros de
G/oriti, de· ReptJblica, ·e de
.rolatione; que compuzera p ·Prin-
cipe da Eloquencia Latina,
hendeo restaurallos; cuja -idéa fe_.
Iizmenre consegui? ,, · escrev:ndo o
Tratado .í/t Glorta com estilo tio .
semelhante ao de Cícero·, que
tos julga vão · ser parto' ·da penna .
deste eloquentissimo ·Orador, De-:
pois compoz em éont'ráposigão do-
Tratado o:'fli Regis: . .
:XX!Jr
e ultimamente para:
• a alta' .do;; Tratado de •
Co!As.diNtMrJe,.. fez, h uma .douta Pa;..
iivro de Job,. como·
effiçaz ·Hni.tW.o para· :Wierar: as .mo-.
lestiu • .Mundo,;_
O Ser.cltis!inw· lnflljllte, :D., Luiz,
'JUem fllra .. a'nnos .
rio,:.· conhecesse·· a profundi· ·
:.da. su.a Sciencia,. e a integri·
dade d.Os.saus costumes., o.nomeou
Prior das ·lgr.ejas de Saátllt Maria
do Castcllo:de.Tavor.f!S, e· S. Sal·
v a dor .de. Travanca , .em o mesmo·
Concelho. de Tavores do. Bispado
de Viseu, e lhe commetteo a educa-
çao de seu filho o Senhor D. An-
tonio cuja incumbencia conser-
vou aré á morte daqueJJe Principe,.
por cuja· causa partio para a sua
Igreja.,, onde· residia com vigilan-
da de perfeito Pastor. Increpado
por_alguns amigos do retiro, que
fizera da Corte ,. r.espondeo, que a ·
fé),. é' .. v,.eràadC! )que sempre prQfes- ·
jt,C·xr(r
iára ·:. ·: 'na9 ·.
donunáttMb d e t
!foi'
tenda<le do seu gemb ·para n'io set

.
·dos Seren1silfu10s '; · · D.
.o ·nr,T;e· ·n ;:: e _dó
Cardeal 'Henr1que ; : que .:p l!o.:.
meou pàr·renunC:iá·dp Mesrre·
_par ..
Gôa. ,,· ·d_o _·da
thedral ··de-' ; ·'de que-
posk: .. 3o···ae 'dEPt;6o';
. e pór;; .'sua ·_,.in'Sinuaçãô; esçr'êveo
·aquellá .. erudita . Carta. :.-á
·Isabel de lnghiterra on8e: lhe ·per·
suadia co::n raz.lSes .
·que , os ;
Ró-
Pata·' d'efendef·a· úifmedaBe
;'toffidu' f
sel1· Ministra:: :Cualtee' Mafilbn ,
éorftra 6 qual viliroú
flitrrtituitttc ·; Çonvencerido
(
XXXIV
·''·' .· ..

.. ,, ,_que
elJ:t segun-
dQ •. Çomo os mereci-
'se ;augmentassem co.m os
: !J,· Rei .D. Se,-
'4e ;eq] 0:
-pq ;. _qu.<r . pr_p-
.ra taJ.>

t,9U .. Ç3t4e;
afa.I 17 se
tempq .para ;,a ;Çidade
dé :.:ft,rq·_em _ )O . .de },iarço dé 1 ,
pnde, agora .. : Todas as
virtúdes '._que fizera o. venera veis os
·Igreja, co-
p'io4. no seu peitc,>,

foi glorioso ..
so.H <l9;otichanamente.
da·.,-;canÍa de; am;ínhecer .;. e
4e
l"a. , da.: •Oração mentàl . os doeu,.
ment_os' ao Serviço dé
PeO$,, e do

. como .tam•

"elp l.u ...
Esc r) ptura 1 •
Gtf,s:: ,ho,r;fs , o
dos ·.n
1
osso's AJ,
tares •.. : .Pt&jl;a' ··os·
res,evitJJ'C:m • fecuo ...
da! .Mái:de. :t<>dos. M.,
ta.var. cmm!. 1 .nrJ:)H!Qc:iiQs ..
Q-:Sel\;, 'ru!'ljros ,
enS!in3rem as .A.rres:dig(laa.
dQ .aos. ·ruuitall:
com ..
:t,JngQá d' .E_u ...
era
. .. •
nua ..
dp.. para:,- Jt. r;pahtto •• ..nta

.
• .
i ·;Pari
.....

9.io . · d ..
.dl:gwJi•Jlã<u.
XX.X-Vlii
a:
tcnf-09 q.ue, P!rec,tg ...
_. ÕO;;DOVO .. a
&en,:::ia d(): Reinq_.; porém corn .. o pre:-.
..
ao. -i : c=·
qa ; .
que;.
sc.u.·inguieto ..
á.-.t,\fdcá. ,,
na. qual
:sçr .. .

antes .:4":
gni.os. que
.. çh_eia AE PP.HMrr
e .ç:a
.. ao
.. :2. 4êpois
yrh

que;

motivo de varias calumnias ..machi"">
õa4as: ..
XXXIX
.que!. benevQ]a,.
·mente_: ·.se
, · .co.m , () pr.etcxto
vjsi.ra •à li-mina. Apq.rtoloJrMm.
de SeYHha · ,por
hJ.14Be. · Cart.a: Q. I ,pa;.
e e,l)tr)lndo em Pa;r.o, ·
J.Jta•·.'JlO .. cratildo
.be:Hevo.Jençja
.Prínc;eza_.;. D •.• -.Maria.,: fi.Lh.a
.. on.d.c! para
o·tejnpo:;
, !Ç.Otn<r
poZJ. daqu:c:lb. • PriQcé.,
,)?:(l_n.fraschsobt:é;.-os
a··Roma; e
.c.oQl. sum,na ·-pi«:da-t
de _ dOJ Pr:incjpç$-.,dG
A · lf1>i \ fi o-,
·çeh!db: pf:lorS.umJllo .P.®tlfiq,. qr"i
g9J'lO.lX.lll:. de:: cuja ,páStQFa'l:_
recebeo. ..
v.Uegio& ,para a Santa Jgreja. Obri·
gado, :du.'Çatras: .de :El .. i\ei D. Se-r
J)a.ciio.. · 1 do: O.. .P. He.f)rb
'
Xli ·
qtit ; 'para volfitr: ao- l\:êtM
taltlbem -do· eslc"tiupulo de 'estar au-
senré· htJn'i' ariiHf'do seu rebanho , e
para evitar 'o rumor popular; de·
a sua·. detnora na·'Curia era COM:
inr.eiuo · de _vestir· ·a:- Pu.rpura
na· ·, -que· tivera Mal-
. ceHo de :odd.,
impressas·
rtae da· sua ·grande :
exempb-r vida; Ao
goo a. 'Se: estava prepa..;
rando; :com o mai"9r appara:ro:.mi>Jl.:.
EJ...;Rei :Dó
infeliz
lendo-se· da· á.urhoridade da
e effieatia da e-loquéneia , e:thottou
sFeste P'f'incipe ,· qu-e. não executas,;;.
":a-temera'ria: com 9ue
• á · !Jltíma
a no-
· que ·nos de. -Alca..;
cer' .agonirara a '4 de' Ag09flo de
1578 ·. 41.· Monarc:hia- · Porrugue.za:,
com ·o ·do tão deploravel
XI. I
derrota ( 1} , . concebeo tão pro-·
fundo pezar o . ·seu· quo
sendo natural.rneme robusto ; lhe:
faltá.rão forças para. resistir. a
fatal calamidade .. 1 Querendo pacifi·.
cu QS. tumultos ,. que havia ·em..
Tavíra, procedidos ·desre infausto.
successo; partio liteira;:.
e par;ecendo-lhe que:·a menor
mora augmentaria, furor dos tu•
muJ.ruosos , m'ontou . em hu ma
para mais che-
y·r áquella Cidade, onde , como o
temp(> fosse muito calmoso, e con-
trahisse huma chaga na perna di-
r.eita, foi oàrigado a reco.lher-se ao
( I) Sobre a desastrada morte deste in!'.
feliz Monarcha Portuguez; vejão-se as se-
guintes Escripturu, Hist. de= Africa 111. S
de Antcmio de Vaena, 1\liscelania de Lei-.
t'o de Andrade, Chronica Trinitaria, Tom.
Jo, e finalmente o M. S. intitulado Doct!-
mentos da perda deste lli:nhor em Africa,
<JUe pó$!uia Damião 4ritonio no Al:arve_; o
tqflo possuimos •.. · : . : . . .\ : .
XL li
Qmf/ento doi'l·;ftefigiosos ide··:g_.
FranciSc:o. -- :·Acometrido · de buma·
qae·durou· peJo es-
·paço de ·lo dias, sendo avisado de
que certamente · morria ; retebe<ii
com semblante este
cio ;:levantando os olhos e mios
ao:_ Coo. P!>'ro ·que- tinha faculdade
de · Gregor1o XUJ. , para testar -de
vinte'. mil. auzados ' . -sómente dis-
pot de 1nil e quinhentos , que- ti·'
nha hum Conego seu familiar;- os-
quaes se . repartissem pelos
criados da sua easa:. , satisfazendo-
lhes os estipendios.annuaes, ainda
-os não tivessem vencidos •. De-
pois de receber pie·
da de o Sagrado V JatJco ; e a Ex·
trema u nçiio , espirou abraçado
com hum Cruc.ifixo , a 20 de Agos-
to· de If80 , quando contava 74
anno$ de idade. :Foi sepultado na
Capella Mór Convento de
Francisco de Tavira, como orde-
nára, para .ser transferido para a.
jtLfrt
SEU( •. : F<)r vetdaideir1rilérÍ;&
• tteopffifi,tnda>s
';·-:-e J ·, pelat
qtiaeSJ às esti:m,aç6es
SãWtmos, ·Marcello · II. , .e
r dos Reis·
• ::Jo.ão ·
;_e, D.: '; · de Estev1id
Rei! i•PnlorHa, i que · pel · ·st!ll
Chanceller Joao Zamaischlo ; d
maAdou :visitar a Roma , confes-
';ytdp CQm ho!.Joritieas expressóes
a utilidade que! colhêra com a .li•.
das· sú'as obras·,· dos insignes
Ca(deaes Estanisláo Osio, e Gui-.
lher:me. Sidero: Fallou . a Lingoa
Latina como se · no Seculo.
de .Augusto, a imitar com·
córes· tão a CiÇero, que se
equivocava a· copia com o .. ,
na!. Foi eloquenrissimo Orador ,
profundissimo · Theologo , dou ris-
simo Escripttirario , e excellenre
Historiador; elegendo para assum-
pto da sua penna as incUtas
(
•ttV
&_:.EL-.lt.ti: ,'. por
&et
tador do
estilo dç Çurç.io ,_
do

Escript9r.q( 1 os_ oQ:iitriT
por ,"e
o Leitol1- as pód;e vêr 'na
. teca_ Lusitana. · r·-
: Hum Livro 'he memória 'viva;·,
esta tua animada, c:om· tantas Jingóas :para
publicar suas grandezas , - como telll, letras ;
com tantas azas ·p;ara voar , e_ as fazer c;sti-:
mar por todos os· finJ da terra , como
folhas; com• tanta vida pela que· e
renova em virtude· da impressão, que fie&
Feoiz da jz;mçáo jnjurias do tempo, e
da idade, Fr •. Luit de_ Sousa·, viria rio .4r-
úhispo D. Fr •. d111 /rlarlirts.
No Prologo, · · · '
1 ..
( t )
.·ii i ··.: :_-·· ·.,
· HIEitoNrMo ozoRIO ·
. ·: ') '. '. . . •; , ; \
. -. iJJJ.fPO DE SIIFES •
. I i !J 1 - :· . . : ' !
· A ..Ef..Rn' D.: Jp!Jre
• :i•r.ud• de ·
·, 1
1
; .. ; J \ J ·), ' . ' ''- ' I '.
·· .,; \, ;··) ·.I
. . .• ..1 .•
I ' '
·. 4:r••:, ':' ·1 .·, ' ···SENHOR.
SE· •dâ.
rôa, e tives_se algum Féiro
em y. :A-. fosse e,-fóssc
ddle··· té!ação J
leria 'ptiméiro 'O
•quer a' conttaritdáde ;, o
qüe farf?i·, . .-.com ·a 'iêfO!
·. e; Jealdâae: quo dcA!GJ:- , · .. ): .. 1
.}r.

.,
(')
Confio no engenho, e Real Es-
pírito de V. que iérá" este por
hum Serviços, que lhe
posso fazer.. · · ' .
Os Reis Pema mui-
tas ordens Cte e sem os
quaes entendião, que era impossi-
vel.- 1c» · goyqnar bem .sua ·.Mooar- ·
chla; enrre ellcs huns ' a
que elle& Séus Olhos , a
· outros suas orelhas, a outros seus
ami'góe. ·Os' muitos 'ôlhotf lhes .ser-
viiío de· •&r muitas .couifls-. , . que
dois sómenre podião vêr.; as
muitas orelhas de ouvir muitas
· com só ·se .não·
pod1ao ouvir ; os muitos amigos
d,.fal,la,r que o-.faJsos ámi·
J6S· . . . . . . • . ·.'
:·' eu este estilo de bom,
ç, leal:S)(rvj@r,
_;dça.oç.ap , ,Q: qut; -veJO.,
,, o; qtUt. OlJÇ9,; çoru .ver-
Se-
........ nhor,
J ,_.
(( J) '
pdef. aos: coràçiSes;, eU e Jtós •
,a, "JVIi Evarigélho· o que todM .de"".
!
. mos .:fazer com· esta perg11ntk
em .. tiicltnl .. hrnaipfl,.. essi.filillllâ
tA-.i,tJi.J2 · e.Ue! o .que,,.
dd!e 1d4rilt;. aoon :.tudo , « CQI\l:resra.
. pcrgu ata ; 00.1 -im sJ liat r a ·&e!! aios
c ... fama de
qbras , :: e wida.·; ·_Ainda que )a DOO..:
t-réna:. seja.:: universal. aos Príncipes·;>
convém:;_p:inéipelmente
sabi!r ;o·qlie -se aommummcilte;âel•
les:diz;· volta .tie,
populare&·;· ouvjráo .IIWi->
tu\ cousas,., .. . por-. venruta .;nc».
·xm·pdr tmal sahidos·;•.ú;
níd dizeDl! t> ou :iotitéresset
c:uLJretc.BCIUltiSÕtscohrem •. , ... :T;:--:
Náo sei -porque nã<i ,folgaaL
,., poisidisso
tal.'l: ;tanlá ide fazCifJ
o i que níPP.irltipe rdosi GeDJi;; se.t'B ..t.
ocáúdade;1 ·Doutrillacquftt'
d!r. á
• -4'
B 1. '
I
((4. ))•
Se
fi2esse::,. •quantas md$.les•J sabcrria:.f:
havia•l'ragas;-itolemntS(
com· paõ!icas'.
em com
· ,comta ;qnm, por ·seu)
S
ieolar .8(onselhasse JIUaj
ubliél .
nà l1 iV'Jusr;iça Diviaa :,.
' · datiuidal_,,. estQ.>
dab
-l-,f8oHismrse·fmia· em·buma
·,_. baY ia:.' : Priftloi
eips, r qoe· :str 'JWr qualquer-;
CJGJr. o .ep_ganados, se:.
· devel!<·fazcr :em &r ado . Solieranol
délbu,n .tê uo qual se fflr
enganado
G.tothds ?a')\> : ... • ';;)(! i 1•: I .· ::;
rma}efiujor,i mmmettei
qattrit ehgaM"i !G&J:nio desenglllal
.- P.ritu:ipe; J lndn
fdop,.r.e feitz.J
Qi:seur:Pr.incipe-: trai-i
tfiv·• Dão
I a

.ràr o -.u-. GiRitâo,4os-MoUTDS,,-que
raáu sml': muito
.. A., .os
Jier•tgos: cp.te atao:, u&Dádqsr•t:.1para
perigo •
d"6r so<:eqmdarr: c:om. • .rqnpodi I Poas
. "'JUe direm•:)Gla
1
injtu.iaí[J 'POde· jella
-ser maiórrnque;cu.idar- :algue,m·, .. RUC:
.esfilll3luM .. HA.,,mais;G :go&oo
.Sente :·tdás otidhás ·, • táor
co ·mal faz.; .que:o
$emeclio de<:adósr)Massalr-
NaG!!teráF. V. A. am: -sea Qam.
aelho-J quem ;_tiaté-- rnâis..Jdc;:t> reng.,. '
na'r; ·,mas,-:.;se ípor ooss.ós
qüetil: tamanha!
com.: .do: LgrUcie irljuriaV Y:-osn.
sonunett€;SSIC'.;

, onJ:::->nn'") 'nnrJ L!:r.:frt
·c;·,, quHt-o'lpí).
JiJtn; ·&gio:f com idizerl,àqque
si.nto, com a .. .. qpe-yte'*
d'i9bllgo _g&4mm · ··( .. ·.·· .. ··· .. ·· .
..
((iS))
'4Jlle,<:(mm6-:no. pririciRióJ di$Se .,. nia
·direi. tanto 'D:qtte çntendo !,
·como .o· etpem? ·Pro-
•c:uradorG;:: darcu contra_ nq· LlbeHo!,
.cómr,a: de&u.- ;':. ·q
: ·!·; • n!o
boinl ChFiistioi, r;belltLrboái Por-
·
ta• acDeos for. nos.dar.VJUIDIJRei
v-irtuoso, e ;de; irão altos :êspP.
quéi foge reiJe!mimqsrr:ebUSlr
1tâ tráhaf:h6s ; ' e · ;clfocwse t pde: et'll
tróló . pelo/ ..
to da• Sailt:kFé Carbt>!Scit;,. eopára
:da infernaLSeJta.:de
fa rireide; m;:ls .dizem r junta ment<r
ai• V.iitudes •
te -junta·<,.< pcWe.o: thi·mâ:i-
ucomp:a ..
de bom o
-c;o*llm:.9 ,-e V.J
DelDi· porgserJónl
de tempo.,·,· · :. ·.;'-:'J I. r .. c::.. , · : .•
: ·.o;.ser·.fc5ra; )de tt'eim.pGs. nprovfo
. 'llie-;.badwj diaheJro ·;eÁcte
muniç(Sas ; de· , . !
pela grande· 'fome,· qúe ao ·presento
a maior. parte , do . 1.\:eiao. pade.ce-.
Dizem· mais , este .. temJ)o· hb
mais conveniente para a. defensão
do seu:Reino, ·a. qual·he- de-.muito
maior obrigação, que .para. a ,Coo•
iocerra de outro;; , ;:
- :. Ha· ..• muira· gente ,.petdicJ,a .em
Flandes, ·e lnglàterfl, d•
qual"podem· ait terra& de
e do· Alganye1 recéhetJ
mui gr1t1d.és :damnos ; . ·.e . Sêgundo
a famti:,::tadàs estas
tes com·· esta mudança: 'de A.
por lhesr -que ·
seu saly.,.. usarão de ·.seiS :offido.,
Qâo 'podemos :deixar· de n.es temet
destes •hemebs i··:por o
gra-.nde ;;te··guardado· pelo Espir.it<J.
de- Satancti;: pMque
q-ue na o •cem mera. gent.e.tem·. fé 1 m
Mm ; .. q·t.iana!B che.-
. git o i1
isaô é-Juru;t,·:qcat·! GrÍfa:• ·1
( 8)
Tureo· nio :dorme;:. pelQ que todo
· o Prindpe Christao:• obrigado
a aparelhado pata .a defen11ão
da qtrh:randade-, pois o··perigo he
c:omntum. :: -·
· Ditem ra-mbem , fei""
tos se':podem sem
. grandes apercebimentos:·;::as quaeS:
se nãotpbtiem fazer em pouco tem-
po; e:trlánniisto, que he necessa.;
r-io esperár huma conjuraçaó· de
que.nâo póde muito tardai!
entre -.. Mouros, e nao de , qualquer
discordia · mas discordia. ·muito en ..
-sangtiéntada; ·_. porque até; com .·me--
do commum levemente :se, tira p6n
· os Inimigos em perigos: que· :a to*-
dos rocão, ·e facilmente se concertão
mas qvando a rotura
a tanto·, que se poS!lâQ ·
dar•{ de tal manei.ra· póde -V.: A;.
soccorrer··aos vencidos fi e·.
leS::• esta he •
tiga _ de conquistar-;: t.bm i.que: se
dos. Capi-
·( ,,. ))
tf1• , ?. e Pmndpes . díf gránde noml;;
Esta .. JOécasiáo ,q.uizerilo os.
que V .. · .. • · f, , i . : ·. ,·;?.
. , , . ,Dizem mutCJr.guer•
ra· rfot feita ,CQIIl rnuUS ·e$fOrfP : qg,
GõnseJho, iíJ·BJ)
Gõnfir.mao i!to €
lO ·do M.

sQbtct: e·
primeira pâssada, :D· Af-r
fon• V.,.,, e
tos, aem fructo, do:lnfante
mudo:, seiJ ·limao ;, por_ Jp®;;,m'
tnat:ado com, .·. ·mais··:. qu,,
Çonselho.i·· .;, .. ,lfgeuta
di.ga ·· tQsio.1 ; € '
qu'ê não encubra oada.!
''0 r·m-3
. "l Di•m of! •.
bomwP.t«Si
em defender :ÔO.AfllC/1. C:li
oifell.dcrr qs, .,:.qMi ·ífllnto

• .- ·
' ' ..
•••
(lP)
ha.v. i dás <. roiura 'seus , I ni
se doflui resuLrasse ·a
seguridade de seus Vassallos. _ .. ·., .. •
.. 1 flotno. se·lamentã·o ·mui-

tDtfil na ·guerrá>--<Jue· -.e hav1a de·
zet ·)aos ··se:·fez · sem V.:
aaber; ··a; :fi>rrbguaes'; · tt ·.'por
·nâ<r:f.atra·;quem•-dig'a
.. u diHgencia.,. se!
n•ô perde a occas1ao'-, · · . .e a pressa
ntc:H:hipara: por ella' ,de mu.itd
it\<!on'v_,nientes (se ··seguem , d·•
lâoitli que,. dá pouca "dífi ..
génciá·; porque os: muito. accelera""
o 'que perdêrão. seu.,)
e -o· que n'o
rlhára{')- do :alhei()'J ·' ·: -,.. · •: (! ..
. Estes são os pr.incipáes
di:;. que· se forma _v_.
li•
1' .. · !Se póde·:dilef.D .. '·:é. -' 1
c''· · ·qtte .-·(),
gtandéê< -Espi'tiros .di:
t.s • • '.pelo
( u)
cjue!'
1
máis cuidá o · nas graodét ltm-
1Jrezas · que na facilidade: ou
deUas ;· e pela . maiiJf
.parte aos grandes :!:cometimtnros;
táfuando não .. todo fóta . do
· ap1in:bo;,; não ·fafm) .DB-
moSJ;r i .e. que v. A. .fundado: nesra
apiniâo, .conur:seldeiermincao, :011
borirada:.,1 Óú coril-inàorre
-gloriosa, •igori:>de•seu ·Espiríto
11fo :póde eoi".Pcn\.allaçfio;. .e qat
• do.,esrá>vnas. máoR do.
hotiRris ,. '.mal ;na. 1Gwtade 'IDeoe.
qud, ;.&-Officio clcr· Princ:i ..
p! .. z.Iagnanimo.; be p:rder ·o mr,
·grandes . .emprezas, por peri,.
qqe ·sejlo fbi·OS: SUC'CCDOI
deli as deixallos na disposi9iío · dG
8unhok,;: tf)ttrn;;;(ámbem:' ·mmo Sé
. ,
P&fe mópte'),oique sao :maia
tolirlteil· .. ·:()!ir. erms "Commettidds
áma: *e.io ,esfb;$1oq.c q\Je .Os etfJ
'fW;1ftmitos' fraqueza•\
'"IIS'CÓosn·,gmnde5 t .grte
IAYOtJ
( n)
-e:n (àcompanhada·:.lcfe
j;é.fperuo· viwpa-lo. Tambem:
póde que quáhdo V.
.pucgar_ erro',
Q·,culpa se póde d.im1nu1r com, e
efirnplo de griarides
com• mmts,m·o .Espirito,ca·hír,áo,em
. mui.ttJs, grandat. trabaldlos •. (;; ::: : n
1 a França ,rrpor
• fàrdentc •
. .Jo·, do que·
1
foi . de
ma vez
lD· de peste;, ;,Jmitou
-nisto'. o Rei Josias l;([ que
por entrar em bàtaJha, · qlJC:.Ljiu'lct-
ra mui bem escusar,
e com elle a_
I'Usalem.--;··:'!1 • .. ·: · / · : . ..
::: (Passo
tJgos ,: atN--t A ... ;
dos modernos :direi algunS!.: ·,O,tm ..
perador '*ado muh
to -iUusrre .Princ:tpe' • fez, :m.llraài!IJ
em · ·ltalia ·i' •c·,em, ?algumas
partes, _Dão: csómen ••.. $eaJ ;. Ka&Fto
( )J
diminui•
dos do Imperio ,: e
seU' credito•, tendo todo :o ne-.
cessaria. · •
·, ·;,Q9e · ti iremos· do Imperador.
Vosso:' Av6P Q!lem• foi mais ani ..
moso, e mais exaellenre ?'
Com rudo nâo "deixou de commet··
rei: cousas dignas de reprehensao ,,
e·)'de 'receber . dellas- mui· graves-
damnos ,' comO' foi a enrrada que
fe.z;em Provença, . como foi a Em....
·Argel;, fóra de rempo:y:
como foi tambeai .o .Cerco de
M-etr. : ·.. , : ·
':. ': Dir-me-hlio: De que servem ·es ...
tii1J1 iéxemplos? Respondefei , . ·que·
;··:qde se nesta pa5sada. dê
v.-A. hodvetalgutn .. arro,: o erro.·
fica desculpado com o.
e: ·authoridade • .1de" râo ·excellebres
Principes·; ·elfes · em
de .muito :ma1s ·e coin·
muito maior':! ftpc!riencia: .; . fora o
qJgfnados'"<:CJIJL{i::.os enganari<-:0.
(
. • -'.1 i;
... : ... t .
. ... , .. ,
I
.•• r·.:·
; . .::; .... L ...
• 'I' ; ,,;;r•jç·•••;::
Lui• GINi;a11Jer :u·Ctr•
_ · · ; ,sa;.4, MtJN'er;r de. .
· . · · LEt-Rai- D;..f&INllti'io, "' · · .· -
,,._, ' , • .. c• . .
' . . . ,
• · · .:J \·
J. ': . · .i !. SaffQóa.l !'·

que 'se estendt.ai···U( prága de
ninguem lhes fallar
mt'Ürv·alfds\ JíOtqUõ

á eua ,v:ista;-;de · Jretêm'
Cá-•a}gadoreal';···mas;:j;t. 'qtle
ttntl ;•:que·os Wim:ipes • apegâo •
aios.: e. qe:: liJ"a:•sdo·,acc:eitOs· ;: : poiit
sendo Vossa R.,.twelissima 1behl-
bro de huma tão Sanra Compa-
nhia, tem râo poucos que lhe di·
gâo a verdade , passa, como
(.,)
-(

:dQnlr CGrlf'Jel
TioiHtadfli ·j rJe·-tiravusizacto;·;! "se ·pó;
... ·ârrehe.n-
WIIl · • pGt · algefba' par'te· · oU ·que


terra :queriguale
ee·'ftltío
c!e!·.: · dbem '
1
. rfb.ro.·,
porque- a anda
-.wr llbl 'da carncdrajf foi'· ventura
JMn-• . publb ' (-do; que
· •JI• ·•
qut'tempre: ho...,. • pct:l
· ,.. ·anllllm nãr • i· e: dos ;,e.;.
;
pdidl'• ninguem• ant.ite,..
. to; o
}\'i!( ..... uÍ11lf1fidM1 O>idio

&ttcb rCiKio..-. obnW
&te?alláieS' t 11.-n 1\:epóltica ia e, :.co••
mürmqnr dás)etmal! .He
Jllfilfiro Bie ..
Yftitndiuima '-'pre1ftÜnMr ··por -'estet
€uatfisaN"'rifll;•:'

( .

,mo.rtMW, ·
JUJD\;pod#nl ,._
po;, \lMl CaM
;nftfJ•
ck4g.-r ]Mifti!:11M1t:


zn;):: Jml":· ...
.sbr ••lbo,a
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.-.w>s . ._ -.rQJ'Ie(',
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hi}f ,,..f,ntlifú. -,J.r:Nti*.n ..
,
• C;Jto,.as,
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Wleclo 8lll0Jh91 • • .• N.ae

eltor .. :ftue.tlim • 1111\p!IC.I.A
Mlff oíO. ílsct
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pódo-!&lllaro.:• hw. .&ei

CORVerBt rftl
,. q -que . .,ada
em
rido naturdmmtcJ.;.1.xla,il:'e m:ctior
,_,te-; dizemdtodot, astl: de

yoaJ :lrmio•reaear.cm p . ._,utrse:i(lf,;
· nobOb"t!!lltS
aEeifbd a. outmlll!
elles)t-! o
faUáp
1Jile. ullr..
belle .... ·1tanta:-. laüril:idade : ltanlp
'iflú4.:'ida homeeei'
qup _.d,póde
tpJe - :J DDnta.nD r">Y ÜtOJlfláe
'!an&b •
sius nV,ansU()S'; f.anl· !1t
• · e• . .o!tmaris
anaclO!i.do'·ManCknt
verdade ! Oh infelke ·P9rntg.Z.1
pR N&scacStVh• pc;rmittjbi Ajun-
(2f)
segb.Jo1asc:ousaw, ,fém.lpF,
recjdC) até aqui-r 'per sua ..ha•ilida·
àe·lbutava : parifJadviabar_, :,porque
COnl tio. U1ÜYcrsal• a-Je.,.
.flrla à N01so·Senhor
tomou o i lop. parece que
tl!&tOu mu1 de proposno quem quer
cpae; Eoi-. de lhe. dar oüuido ·a· esta
sua'· felicidade ; ·porque fóra dsre
· llletteo a mão
' em- não· cntcrider: : ! até a-gora ·corá
. · 2elo. de justifa senão sómenre.
· aas cousas ·qae darroem a Nobreza
por .. njcita," e 'homens de sangue,
e hoomdos. , Dcizo tudo .o que se
fa nas Coramcndas, pois a expe.-
sicnczia lhe deye ter; já dado o
pendimeoto ·, • ao mOdQ desta De-.
v as•. !eral . dos . Officiaes , e . nos
. Edictos :·:que ·te ·pueerão , bem :
eoxergbu desejo Cle ,se El-
·intdro ,: e . amado de), ·
Povo ,. :pois· queria acudir J)elos
agp101 que .. lhc faziío ·seus Otn;.; .

r
(JC)
.fll'Qcedem · C!Oo&mie!• Lei

r·· -.ala*iO
.. "* 8tda.npu mo fogo
·• JIJdGl i-.odio·;:
· · àa
1
ler:r.a1,r.:JPmaoipa hnenre· .comnrr•
·e della
tt•e !legurldo dizait ,!.aenhumai
M:·hoa\Oel f que: •dem.
6M je -car.idade .-e
âa.>a eo1Ji8iftdo;daqui·f que
ot·l que·: andáo a.r.pár·. de
cptrenY nw
modo i de: Goftroo. àhlo}IJCO ;
shynn1nico; e .Dtos;.Ji\le
n•Q··-ousrasre·, a5 -c. mia
dig& :jsn,; po11que 'já enteado;
quF
'Fesremunhas fllliat•.,·. qile
rio · · Peesoas · , . -10bri gap(S• :.q.à
e·,
diàe•· ·por a{. .)3'· mente
; . :e ,w .:Ci:aNad ,, e. dei
SctMibr ·Mm-i .. : Gàbçahtet
. ' m tri)fic:iae •.
. . . •' .
(
que deléc.iientamento ;' ·por
qqt;;.,.

eitadlevaá1Bio
aehiP, :>pot'lju9titkar' f> 'tfúe
jt•tirrha a.fetraimad·o···d'
ftiff'y-.
de .tfMiw:Ar mc:n te ·:·
•os màitoa· julgió :por ·maloP
:dt;d)eos: pr.oceder desni
Alllffflmí , --:·quer•;mar ·.homem: d'e
ltillf Ofâcios' o.de. poder :absolu re.; o
que , t lett1bro a
• ··tomO· devore ,des·
... , :que atrenré
bemi ... ·BJ.....Rel· P.tGc•
flhto: ·como se eate1'Rie1

, OJ sct\tira1
sM!•.·ifili:ella-· Mais odiost 'q* .
nó9Sbí "T
:->r ·:Dir-.-a,..fia iV.a:' Reve..endissi.J
a '.: . .tftJel · tstilftl' a ter-A. · nenUda :)!
f v. r t '
téi'M:dit til ·iS'i
dàt.c'*' Leil-jiiCobl• .-qRtgo
' .
(
' que ·isto Eu · oen. tne
AOs _que Elle •
véra a _DcOs,tjQc
e. que- me custára •
•em :por eitas.'Praças, ·.que ,Cildo
pxleráo c;uldar. ser · isrq iliba.;
quando virem Ofid01 pro•Wali
a .. de· muba • ·:O
entendimern;o, que--não , ..
terra,; vemi .que tOàa dila
em clat.eiQ ·•
voga a homent de •
c;.falid:ade de- quem os iqQU)ÇOJJ , •
sim para se sustentareJD: melbor·ceaa
estea esteios, cQmo
ç.So dQ que .quizerem;o r.- •. e. o
peior be, qtU:- dizem:, fazCII\
bem 'de ·e que saber
muito, e -ser a.uJJ"o hc ca10
de menos valer ; mu seja tudo -'1»-
. mo dizem Nosso .. Sf:JJh9t.
al)dâ<> a pár.-ddle, .. c; •ique
se querem fazer · QJm.(OB
alheia&; · ·V essa·
dissim. .. .. ;a,...-j.Qc ..
)1
tpe.:·: ,ndencia '·.h e . p&o-' ·
-.cm.lodOIJ'!os:membros junra:merite ,.
etiLquo forçu·bt.' que possãO ·sofFrer:
- .huQla:.éara •e
- que ias pódo i se.i
- niodq* (por. .huma.. chagai,. ama·-
11heçlio- • E ·.não fôra: ·mais :Bit-i
••mio oassombrar :a terra:.'COID fi.,,
BOÍét,: seilão-ir/poúco.: a e:
a •gellte, .-que '
tem ·1 Rei . ,para D_lais:,. : que .P.a'!'l
f4tlexeculai'J o .furor·, . ou a 1e'rtÇ8ÕJI
intentbe dos que
.480 pàç :-detle,?: E- que
:para se 'diur t que.
wat_ mais ·Cohjaraçâo. c;,.
pelo est-ado.-emque at
terr&!,- -éra -li'bc:nda de EJ: .. Rei ago-t
a cstâ 'i: vemos- que .ainda _tinha-- U"of
-ollt
cm: ·ttes cirinàs . .,- : sem .deshon'ràs tio>
E:,_pQucos diàJ.
,jc dher· a _ hu?J.
,_que \Yma SaBCo,
.• Jill'ilo .
- G
fJ.J.)>

pode- nem:conftwmela•Lei..-.
Ora'' se N asa
he mosurarsaaimo.•
::peqaenq aaimq> lwoser
YUo;; e iRP.'ÍI'O oomua ndp
ltei "'menino·-, 'que :"br
que ramorç-:rnelll (.Orqu.::
perdi-na<;odio··dMrVàssaldos;,
(liaro ,. • ..
bt-ria" 'Ir tem'.a:!'O 'CifloJiiiár nE)..Rü
pelo, l?apa; a·
ficiaes·?·esutr oReino
·u•)rhai:s('.doa hot\icros fob
·1da; griaM
g'elf SJJ3l _PI"
Jt& ·suur ;·:
lhe· ·cemo, ella. !pi.nta'VII'9
dté :a·gora dium·r q,ue-não:
ttm i!ltlO ·fundido maifF
Fida·}got ·; e :proveito · hl;
. A1t1da es.ras;. ·
rerah·o· dit'o ;· ndo fiterio Ida t ·
'lU'é' -desatreâitatj a Com'}bahia· éont
a t"oetta:.trtuolla priá·f
:.

àpalmfnte; _qqe della tinha maia
,-espiritual , e j"ãzella.
tio, Qdios .. · geraJme.nte da geore •
comQ ; pqrque não podemos
·negar. , ·que .Nosso Senlior
tJIS assim geraes, como
párticulares , com o modo de· que
ella annos procedeo,
ào11. .· pec.cados ; . reformoa
muitos ,pec,cadO$ reformou multa
gente,: plan(ou ·.na rctua •
ensinou :• ,frequentar os
tos, , :finalmente .fez á genre
.ter c:ó..usa era ser Chrisrão ; o
foi; AUebor·, que. os outros
·o mestno, e .com mais
fel'leor ;; . ·e provéra a . Deos . Nosso·
Senhor., Rmpre uisso ,
ainda.iqwe-· S11a:, em choupanas.· j e
sém:trátat,'de.·m'ais Rei, que só .QQ
Ceo·; mas; depois que· a vírlo 'tra-,
tar., .de .adqu-irir.·, ,tanJa Renda , .
meçoa a fétder a:crediro., · ·
Uln) • ,. ! ,-qu,
Jiám:quet;.te :&irar1l

(
( 36)
se dava a ella ; porém depois qu&;
se · apoderou da Pt•ssoa Real,
que: consi!te todo o hem , e toda· a-
consolaçâo da terra, e v'êr o R.ei.,o-··
que . as; Pessoas porqúe . se!'
governa, -erâo da Coinpanhia,
da sua sevadeira , e feira para
ser tudo em tudo , e
vem, que o fructo disto· he tama..P'
nhô- odio de seu Principe- ;, , e· tiíOl
get"al a ·desconsolaçâo, que; se
'Yette- roda a edifi_caçao· ·em
dalo , ·rodo o amor--em odio ,.. :e
cessou' a maior parte ·do proveitO.
espiritual que fazia ; · porque'· Ihã
diante de. N Senhor , :'que:
:nem as prégaçl5es . dos' · pobr.es tem
crédito pf,)r esse· .. respeito .. com a
gente , .qos
devqros,: tem Ja MVtiO'IO de: se:1r
• confessar com ellei;, tenção dà
. C..ompanhia , h e enrrquctq-er , -e man•
da:r F a sua tem j• oó fit:Q ; mas se
. JJe:o proveito daS!alqmc r· que fru;.
·. ttO' póde- .fazer --.gooie
( 37 )
e tão aborrecida , e que os homens
estâo persuadidos ser causa da sua
desrruiçlio ? . Vossa Reve-
lendissima , por amor de Nosso
Senhor ; e por reverencia de suas
ch'lgas, ·bem iSto, e veja que nlio
venhâo elles a serem Páris, e Hele-
na desta Santa Companhia; e
dere bem qual h e maior , ·se- o
fructo espirir.u.al que se perde no
seu proprio ·Serviço, que o tempo-
ral, que se ganha por este cami-
aho : nâo queirâo, por amQr de;
Deos, engrandecer l_)Or si, e Deos
os engrandecerá. , tratem. m.enos
dos Principes.; e poderao
te tratar. de Deos• . . .
. No aborrecimento, que El-ilei
Nosso ter a qsboa,
havia tambem muito que dizer, por-
que posto qu.! muita genre. cuida
que foi invençâo do Cardeal, deMis
que teve obrigação de resid.ir
la , os mitjs dos homens __ para·
pelo:que do 5t:Dq<n;

( 38 )
tin« Gonçalves, que. he ftyoreci•
do delle, e de Vossa
ti ma ; que entendem :
_ 1hor' se podem àpOderar
de El-Rei, trazendo-o tam•
pos ; aonde pout:a Vo!!$l_
·dissima cnin elle da!qx)rtat
tm ; e haja menos Sénhom. , · d!!
se· arrecêem , que em Lisbói: · '
aonde·. a communiC'RÇâo ":ha de 1eS
lt genre ·de Aurhoridade , . qué ba
de mandar EI-R.ei inau ;· e postd
que- das rençóes Nosso stS
· Juiz , nâo· se deve ·-p6r
muira· cufpa aos- que- i11to
pois· -a razio que · i!á ·para
fugir tanto de 'foi do md
euidada- de quem Jha· deo, porql)ç '
dizem, que não ha outra, .senfo
m peccados que nella ha ' e C). não
querer occasiio, de os Fi-
aaJg6s se entreguem nella; a qual
Fc\ra qui•á _de receber,· se EI-Ref
b!l trouxera atracadot a si com .fa-
, c c:om bem · tonhéc:imeu!O;
1.
qbJ:igára a ·pelas
4lc;lêas-r:, ç quudo q Pllço lfôra , · co-
.1119 soh\ª'
1
s.er,. QJlde toda a
.N()Jbreza como leite u
Jq1'Abas ,.,e; partes q.ue se"e•
elas e set
9a P:rj.o,cipe,. ·
:m:tis, .cprp_Q udáo
fóra )Çórre, e tendo já·
que os ajude;., e
pbrigu• ,a, ,. que .
.

·
· IJUfJQJ ; : #l.
.Qccupação.- ,
. . que a;,
os,,. Le.. que .. ha, a, ;t"per-
de Patwgal,.
.tâo $er _dps. 9
que ·El-:ltei diz:.fPf12 ,pa,
ra seu • e
f9ra .de- Lisboa,
tl m po mil
,
na aio

Pois esta tamanha· l
que: D. · ·de ·Tbrres a gota :veio
parte do Papa;' pâra'
'samento•de 'El-Rei ; · r era · d-.do' tin-
to ·que fallar · Voj..
la lteYe.fendissima ri!io
e a· mais' àella est' ·r>er!luadida '; ·que
'16 Vojsá:
nlrór VOs6o Irmão;· forâo: 'os :que ·
tiverâo. El-Rei em· tezol·:•·..vw .. sé ·
••· I ,tt"'".
an-eé:e&re_m·llaYer ilitl'alia ,
·com Sua Alteza mudar: :;.e
ji qiJe lhe· .a: qtrê
pana, lhe direi b que tettt
a gente :para si, isto ·nasce· a ·meu
· :do· muito · que desé.Jàrio I · esttt
l:asàmenro l pela· elperân_p -que til
dê" esta· _,. e ô
que ·nisto para· -qlte C()õo
lnb ·a"' terra cuida · :fazer Sua.
Sântid.dc ·tanto por este·
to , .. he ·pelo haver. .
pará_ algum de :Ftai'Jf&, e ·
, :Sé ·
atan&l.üzâ -de taber 'Ylo ·peito f..4*
(( !4-t ')
· dúai' Pessóàs Réligiosas, ·quererem
·perperuar seu lugar ; corn perda
·-tio _ e uniYersal._, Niõ
aqui a raz.âo; porque Frtli
Pedro: de- St\ro deixou de confef.
sar ao· J los V. , e
que Fre1 · Lmz de .Chaves detxou _
de confessar a El·Rei D.Joio n:·,
•e o modo de que engeitou o
-cebispado de Braga , e outras cdu!.
tas, · e- posto que. pela ·ven-
tura -diffamantes ( I )
·o escándalo , como· 9ue o nlo f6-
IJ'l_o.·_: V V o!sa
]'eJo 'amor 4e Deos, · que se'
-esperar, ·quando ·se·•virem as- Cat-
·tas -destas 'novas par toda a Chrií-
_tantlade , ·- qúando . os Mercadoi'el
-de:· · á França',
:Castella·, FJandes:,_ Alemanha_, Ita:-
, lia , e a todas as· outras partes com
·: (1 ) 'Esta palavr;a existe ·bbscurinlma -, :o
· · or_igidah- __ · - -.
({ :4,1
·tem ÇoiJ.l;l\lerdq, qUajt'
tâo_.,.Jj.
,sat}t , ·e priAÇ.i p,a I . u,t,. AtDJ-
, )rmão , $ e
a . máQ , · heuverâo :)Mlr
mal . r ·perder. .. IIC de · tedP
;F-ra;Aoça , ao · . .,
' .a.venturar. a de
.p.lrr ClS naturaes en1
.desgoste dos Reis vizinhos,.
Àum ;pouco do •
,(em , pr!ncipaljlll>ente.
.a, quaQ fiçfl
t:ORJ · .. f)tl
·' •
Sen·hor-.fJossa .,
.do. · sed p .da ,(;om-
;panhia no_s ,! ,
lhe· 0$ iPrJp-
Comq del)a., qll.IO•

onde rudo se governa por ella '!
· Dir-me-háo que--a Yft'daàe -de
consciendas os aisegura ; ton-
fesso que he
( lJ'3 )
.e que- i poderei eu crer ·
ltunall isto qae · a gente, desres dois
pois ;df dois Turcos ·o
1lio ; mas a :huma só cousa
.ac:'ho (azão , nem a Vossas.
;Ml!n7ês ·desculpa , como se atreve
c' ·Senhor vosso ltm5o mancebo ,
e Reverendi8sima mertido
110 i seu Cotlegio , · a tomar sobre Si
ca:rga 1? · Como ousarão
-quê· EJ-Rei Nossn· Senhor.; :que
:do: sugeiro -eitá, centra. pam-
cet·rifus do Conselho, como·:voi-
las s6 ;resolvessem em Ne-
-gntlOll too· importantes ? Como :nio
, :para que :EI,Rei
,Senhor, chamasse os
-Tetl ·; r e hbmens de, ser que h a no
·Reinei'·, ou "t'eln. o\ (oorweder . com
h reteres; ou: 'J)ara' ne-gar col'ft
ou p:ua :resremunhas:,
sd ·po-r si o negna f sem
de ninguem? .Ma teria
para se·hum Rei de·deza-
por-ai só, -"'PA-
ra nenhuma pessoa particular,
rer. ser havida por ·Author della;
porque se El-R.ei. se
Vossas· Merc& , como a geme C1li,.
da , foi grande :atrevimento, Ble
se do esçandalo da
e se não forâo desse parecer {como
nos dizem.) Nâo. sei se diga ·que
foi g-r.ande esqtJ.ecim.enro t nio·:t1'11-
·balharem muito de. pressa por:fP.o
rem Companheiros, .·ou p2ra etFei.
toar, ou para :Testemunhas dctllbJ
.desejos. Praza a. Nosso Senbor -,
qu-e náo seja eu falso Profctt ,: · e
n5o .paira isto antes de·muito·te_.
pô,: mal, :e niío fallo> 1eai.
· ..
. . Bem vejO que V()U sendo hUDl
pouco ·C.omprjdo, .mas desculpa-me
o zelo da affli!ida Patri:( , o amor
.de meu . Re·i , e O· que teaho
• a Vossa ·Re,erendissima.,
.que·: tontiança he a do Senhor
.Martim Gonçalves ·, em tomar
.. camanbo pezo •obre, só, c
< 4r >
sustentar: em [ seu•
llombros sómenre,? · Que hoiD.eJJi
.hOu\re . nunc&· neste' R tino, que, se
Gre-.esse a estas;cbutas? Ainda .que
Jtio·,jfóra .par,:siso., "hauvere
de ll)Uerer·; quct:' se frterao algumaa

11i' _bem.· 9-uanto .maia
qn.-·ttio .esra-. a 'terra: ta-o perchda -;
e1pbada,.que alio haja. muioos -pe.
,<de·
Conselho 1, para :servirem · tambe'IÓ
· ar•El-'Rei.,-· e -&pioveitar a fenra:;:·lc:
ou·.receia
tJUC 11io· descroncertados parec&J
!:dos !:ICSICS .devia __ :de.ique+
MI' • andasséJ.tt-'lempreta L'f.'Ú
• se.;he·veràa.ie tqtie S'Vm-
sas .. :Merçés; • se·(ctuidc
aie1les,, que"'n!to, deseja'>• ·;·!, sen.M
aaertar, pói'qtl .. t.éplanto:se .•
versos: ;am:eres.,2or.divenas· ·
JileHlOI' ó qne
pt'C"-;: ·e:.-com o .O .. ;; e
Jabúaho :.aaaiaDidá:.:
I . ,..

mo :he haverem. eHcs todo. aa,Pa•,
receres· por errados·, .. _senáo GS.:Ieus.o:
R como quer
ma , .. que ·.se receba., enseJthoroa&e:
eHevtanto ,de tuuor, r 01 colfr
.. ;am:igo ·do Reino;, e
ta ... qava · á. Jurtifa!tde
es: .. do'
ás Sextas com Ehltei,-
se. tirasse .. com. eHe ·JUJtrar t::Lflpe
quer.ique ., s.enli'o. que :tratá
ele-: embair EI .... Rei; -para
veja: tom outros .oHl;<JS -y s.enáb-ed!Ú
oi;'!·s.eus , nem: ouia1 outra'
&enão·a sua,. rrem·auide quer>lia OUf'
tra , .· senão:·a que· eUc:.dicl;
:: ha :outms!r:l:eeriis., seoâo -:as
sns·? ·Por mtiito·:vit-tuoso, ·iarctitó:;
9fsiuio,.:. :e zeroso· que .seja;·. a'·iJ3hJo\l .
.. :.não soffre· cuidar ,, que . : m
·a· ·.e mui;.
· ·llll·ll;Ji&
faz. a ·Eb-Rer,·;..e ·w;t.óda
muitO' grande ipjarii·:)' etn ·-estarens
ltl> cà.OiGIÜGc IC#As j. C M-.
))
de. que· ·ít dj..g
.se tra:tllvl'; de: -as rrazt-11 s pá r·
d' &J".tR-ei ; · tt él le_ df! Sfifl(#.,
o· a fton;ra d$ (lih-l

:dlinfe.'j
EJ-11fe' AlltflioF
linda , qüe -!é'
:de stí"juMas,est&-s.
dijg: 4\ótBtn-. • ,., '') -. ''': ... ,. . . '"r
Veswa
&iwdr;lfer 'ter ·•mo. t
o- (yioo.;)
qat::a ·tenteJJte•
ntM dflfditê ,_, (qu,cr•pur-

c.Pdtf.Aufhotitbdet·dlante dt ·
e-<M .!ser; · · , · e
pà,g; •
a l&llllllr ·-·•tw tú.r
Ef!JR:ti
1fll' rdfi
rtléteQ.iMehtottr:q'H
tenha, tanto que o
Irmão tiver pouco gosto della .,
·(·
-.
(( .ctJl.):
porque tudo. pGt. detndeiro:t-' 'ftm·
a resultar em odio:,de El-Rei, ia-
quietaçao da .. e· muito· maior
• odio de Vossas .. ambos.
Tor;oo a tomar· a Deoe por, •
mu-nha , que nâQ- ,àccresceqt9 de
mim, senão digo o que o
mum da gent:e ·diz, , movido .de
. lo e--d;q.,4mor ·4a ;,
e por cumprir co·m a. ..
NaQ -tr;ue iV assa 'R.e:Ve.tc;n-
, de
, ,JhQ paJ:e"r: be.r.u, ·
• quem o
Q .. remedio .das,,.cQP.SaJI, ro-
gar Vossa Reyerendissif\la e.· ;J)eQs_.
e se lhe .. "'al .o.
·o des(!ulpe, i e CQJ.l)&;.
lte .Author das: .Y.crdades , .. Çujde·
q_pe. lhe JDa&dil di,er
• i·s:n"o a
Nosso. Senhf)r ;alu.tnie a VosSjl P..t-
e ·O euUae·.
:, .. ... . . . .. ' .. ,:
t ·· · · .. !·
. '
' ( zq-1 I - I f
,_ . :. . .. r;
:-:,· •. ·R t >!:A_::.!-
,r t·!'t.!:,:;:: •. t -. .
::·1 c\-, , · .... 1·_. ! , .
.._,-.J:BI-Rti D.-
LI; ; :.-ci,, r. J, ÍfYI·vJ_ -..;,,,., "':
c '·· .. .
. . 'ii- E!-_':-_. • -; ,: ' ·SB!fll()l. -
-'C:
-Aite.a. he. casado.-em Et:an- -
.p.:nter.aasira he, -será ;pua grande
- dlt Nosso Senhor , e tJl'Oapc-
- .Mete: R.eiao--,i e. graade: nCJ-
-- ...- ile .Vt.sa Alteza .,. ,_.,o , qual já
..nésté na o. pó({e fJQt!Cp
--i.UUitre p.oi'']QC --dizem. o(}tie itáo casa
,y::OSBIO ,t\I=a:-por sua: • •
JDBS(•j;elor:4JU<: CODVefB á •f'H ·)·.;e
• JeliS- :Rei.ll.C$;' · :Senh&-
'4iosi ·v.ê' qilÍQ gf.:tnde
a .ratkis- _ .'o-,Seahor
... -
·)I
.. :ft.
·-- __ ·-
.
'( 'SO}
. do pouca idade , sena o . governa
appetites ., se nâo· e
prudencia singular. · · · .
Mui5as 4ifferenç•s os
FilosofaS entre Tyrann<>l e-
mas eu cuido, . que __ !Ó basta,
cJUe' · vmtade, ·e.
a vontade por ti tem a obecllencia
do entendimento. E desconcerto ,
e .Tyt'amda, he a mais certa estra-
da. do Inferno , q?e sabemos . ._; r .
'lwa .rado .he Lea e\ Df-
-y,jnu.: ·pelaJque , com·-RNiio fvmfi:..
mtntp· ,:se ·:virmos bum .'hemem:fa,.
MiJa gm,.- e-· jumatiumte:_: .a. ,
· he tolunNriO, •
.:mdt que: MWl tie
•fO, eern • Mil•
;gres 114> • eomo··vs: J\'ftâ.
Pe14 tODtt'Vio 1:
::puz«Rlof os olhot · itolllelll
.a
:C:ctr, · fa<rilmern;:tegue, a ril-
-::tfb:dOsJolJttot•,
l)Ue- ·II'SQa) podimJIOI
r..
Jl' )
• · tal .aómeftte'". gcwernari
.bem a ii mesmO , · maa· J a·lmperios
suito · graades. Não ha, quem pol"
si tudo, o ·que iJte. mnváa 9
por ·iao quiE' DeOs, par' supplo.
*ttto desta fa·Ita , dar: a Reli ta•
IDIIlhOI' para 'CJIIC ele iafi.o
nito número de homena,; pudessem
acolher', alguu· : singularw .. :para
tens Coliselheitos , os .qu.aeS ··nâQ-
de faltar á ,or
seus Interessa,. e' partlCU•
, · mas tratassem· nrdade pura
pa_ra o fiáa. do Bem.CommiUil: ·pe-
)t) que não: do <D-i gados sómente
6s · ·Princlpes de enfrear··suas •
, màl :tambem . a pôr a. vida
j;eta- dos .seus.. 'l'•do o que •
he:para•oyêr mais:daramenre, qulo •
. a1gtíe) de- fogyor foi. o feito. de
Ww. Altfti; porque cptantlO-IDais
·esrava· ·•·,casar, tanto 'mais.
aftimo·.··lbOStl'$. em··resbrir Sllf
.e: obedecer·'
:.ov: flri .-Jhor-.diíer ,. ' J.ci;
... Jl a
( S'3 )
tfe, tal-:sarteç.· -a follht tantot
$BalEs, <;e ?.léh
t!a. em,fpattc;;-Àe· O)ujtbl ngrandt;t
·&ns.?:·; t2U .. ::> o?;n : t> ) f•. j-: · , Q
; .. C dinht:irQi:i}tte
esfá! ,. · de
fór41"; ·lo
de· M(), 'ft WI'C:'!
mos, ,se Francezes ntp quize-
Fem O Senlwrio qas 1 as de. Gui-
né, e da l odia, ., defen-
àef-se mu:'ro 1 erjgo ,
e despeza , Jmi..- 1
•. .Nas Causas d4 , em
que , tanto· . ·· , . ·, P.c:>!kr'Yllos
A_ppft · ,-. sl!.m
grande } e França J?OS
os Portóq. rigo .e ui-
tas

em, ssj•
dades; t.q , es,
ráo por c nt<,> ,_ e .
d.elle .C0-9:'::
trario,s a.oJ> l!'a)es, que, ç o d;i tp.,
ç !l tudo Jte, . ffor:- .
4• e ·<
'
C<r.r J
}D" .aâo hafttelll ebtrM.
mais • á Coroa , ·-e. IIIÍo sG-:.
meoto.. :mu casarem
9
o
terem dc:outra ma-:
mira·· Cturiíar"J:risco. otr· llàaôt de
se. pertler.r:m eom • 0111
peio; meor :a; liberrlade ;r
o ,pois • V aáo be rFr8-1
de., • ha de.rqae
.VeílO.ter
na: tarü
cie .lu* .pP",O lfUC:
. ·--u .... ;:;r· , · · . 'I'"' .. ,, .. · ·· ·
""""c . ...._ .. ., 1764l.•. .• • .• ,_-
., ·; . ia Vóuit .A
•·• :.qaeocijaando ÍI08 -dizeOÍ.tt "qlltt
mata llnii:OII., 'DÍllil(eados.,:
• ':ÍBS
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DW-emol &Wijca
deixar, .,.-iJDW!o. ·di!Hi6s ·1.
•n '.p,J$J;quen.;:.se·· Vaeáf
dneja ,cfFeiao,::sm•
,detttmr • •
01Dqlla :fiilr _ _,.!III}. in&raaJ,
;; FQiarl rpU.-
(,;6.)) .
#andes: ·Proezas inteinl I;Mratfe$
convém 'muito que não,p,tmha iÍéUl
casamento. em
ae·.ilâe:dilare a sua glori•.-r.t.fl r>lt,.,·_ t
( Maitú outras· fUm
que JJâo trato , :por
mais a Vossa Alteza;·:
por· ·ventura· quem! .diga.,..)
hulJlanas , e .:que,;muita• ·
a· quem:&
cóntlario dó que iungina:, He 'inuit
gra_nde iRfdade:;
Porque em 9uanto • .
laçdo do-contrarioylobriga-
dos ·somos •á'seguir Quelll'>
tiver espírito .de Prófecxiai,p 'sala .aO!
. C:atl'lpo; f e ·dê signae& que-ntos....., ·
trem' ser:> eJle . qt
• e·diga, a:gmndes Iltz«.·tlit:
eitl, J}iJmiafl.r
tO.::.n5b fimer ,· e ·i'n4.
si-. em contrariar daDtas)·; e tã())
razÕes'' ti
que- renhamos · 'pornprotervo ,1fC(
c nâo1.pàrl'léspiritiiU.?
ou ; ' mas bem cuido , que
. .,...cer.
o que tenho dito nao he
, tâo
atrevtdo, -:queJo ,uen;t-.-6er cha-
mado, mas he festejar· a Victoria;

·
tio- qpo se
affirma fez)
mento. Do que me fica por fazer,
tere.i'ltllPkglande cuidado , que he
pedir a Nosso em
qqe3> i"êi.
Aheza
• fic;raçâQ,
:::;:1:) m"Jfl.
-wtl>()<,iVULt ele.
• í>?.
obuT r:;•;· '>ll[) '1:11) i •::1p r 2Cct
\\ ,. ..
... ;·_ .':·<'C: \ . r
, 5 r 1f;'r;·' ·:::<_; , '1Íi'
-;,vsrl · ... :: , .'t>\''}11 A'
ium N<L · '.s1
(fi)
•,. ,' •. ', < r • • ..... ?' ti' f
·., ·1 .. j. .. rtq -.to
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<E'- tto
· Sefthor ;· !Je rll
SYá
Bem Commum
t illl' ,àí :&aiiílur/Jlo ..
sa Senh'õêc;
nos, que h e de crer que em tudo
o que sisudamente , com . o devido
acatamento, se fizer para a impe•
dir, e conservar, o amor, equie• .
taçâo entre Suas Altezas , se have-
rá El-Rei Nosso Senhor por mui'

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