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IV SIMPÓSIO BRASILEIRO DE SISTEMAS ELÉTRICOS - SBSE 2012

1

Avaliação do Desempenho de um Novo Sistema de Aterramento Submetido a Impulsos de Corrente
M. A. O. Rodrigues, E. G. da Costa, M. S. de Castro, L. G. C. Trovão


Resumo — Este artigo analisa o desempenho de hastes de aterramento revestidas por concreto, bem como, hastes revestidas por concreto dopado com bentonita, em relação à haste de aterramento convencional (nua, sem o revestimento de concreto). Será avaliado o comportamento da resistência de aterramento das hastes, a suportabilidade da estrutura de concreto a impulsos de altas correntes, o comportamento dos sinais obtidos das tensões e correntes provocados pelos impulsos injetados no solo e ainda, a impedância impulsiva de aterramento. Os resultados obtidos foram satisfatórios quanto à suportabilidade das hastes concretadas a aplicação dos impulsos. As formas de onda de tensões e correntes para os três tipos de hastes de aterramento evidenciam diferenças do ponto de vista do escoamento da carga para os quatro tipos de hastes em análise. Palavras Chave — Hastes concretadas, concreto com bentonita, bentonita, suportabilidade, resistência de aterramento, impulso de corrente, formas de onda, impedância impulsiva, sistemas elétricos de potência.

I. INTRODUÇÃO

O

aterramento eficiente de um sistema de energia elétrica é de fundamental importância para que o sistema possa operar corretamente, garantindo a continuidade do serviço, o desempenho eficiente do sistema de proteção e mantendo os potenciais dentro de limites de segurança para as pessoas e para os equipamentos. Sendo assim, sua integridade elétrica e mecânica, permitindo o escoamento da corrente para o solo, tem um impacto direto sobre o desempenho e a confiabilidade do sistema elétrico como um todo. O aterramento é, essencialmente, uma conexão elétrica à terra, onde o valor da resistência de aterramento representa a eficácia desta ligação. Algumas aplicações exigem baixos valores de resistência de aterramento, da ordem de alguns
Este trabalho recebeu apoio financeiro da CAPES e do CNPq para bolsa de estudo dos pesquisadores e bolsa produtividade em pesquisa. E. G. da Costa é professor da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), Av. Aprígio Veloso, 882, Campina Grande, PB (edson@dee.ufcg.edu.br). M. A. O. Rodrigues é estudante de mestrado da UFCG (maria.rodrigues@ee.ufcg.edu.br). M. S. de Castro é estudante de mestrado da UFCG (malone.castro@ee.ufcg.edu.br). L. G. C. Trovão é aluno de graduação em engenharia elétrica da UFCG (luis.trovao@ee.ufcg.edu.br).

Ohms. Para isso, existem técnicas aplicadas aos sistemas de aterramento com a finalidade de diminuir um possível alto valor de resistência. Dentre as técnicas de melhoria, uma que apresenta resultados satisfatórios em terrenos secos, faz uso de concreto envolvendo as hastes de cobre comumente utilizadas em sistemas de aterramento [2]. A utilização do concreto nos sistemas de aterramento teve sua primeira utilização conhecida na Segunda Guerra Mundial, em 1941, em um sistema idealizado pelo engenheiro Herb Ufer para um depósito de bombas. O objetivo do sistema era proteger contra descargas atmosféricas e eletricidade estática. Anos mais tarde, Ufer reinspecionou as instalações e concluiu que os eletrodos de aterramento utilizando revestimento de concreto promoviam valores de resistência de aterramento menores e mais consistentes do que as hastes convencionais, especialmente em regiões com valores elevados de resistividade do solo [3]. Anos mais tarde, o trabalho de [4] corrobora com a descoberta de Ufer. O concreto apresenta características elétricas que permitem uma boa propagação da corrente. A melhoria da resistência de aterramento obtida se deve a capacidade do concreto de reter água e de aumentar a área de contato entre o eletrodo de aterramento e o solo. Além disso, a estrutura de concreto contribui para a fixação do eletrodo ao solo e protege o mesmo contra a corrosão. Outros estudos sobre os efeitos das descargas atmosféricas em eletrodos com estruturas de concreto evidenciam também, uma boa suportabilidade dessas estruturas quando submetidas à aplicação de tensões e correntes elevadas [5] e [6]. Ainda com a finalidade de diminuir os valores de resistência de aterramento, existem os métodos de tratamento químico do solo. Um destes métodos utiliza a bentonita, um material argiloso que tem as propriedades de absorver facilmente a água, reter a umidade, ser boa condutora de eletricidade, possuir baixa resistividade e não ser corrosiva [7] e [8]. Devido às suas propriedades, a bentonita vem sendo usada em trabalhos como os de [9], [10], [11] e [12] como material de preenchimento de um volume em torno do eletrodo em aterramentos construídos em solos de alta resistividade. É comum o uso desse material nas valas onde são colocados os eletrodos horizontais e em buracos nos quais são colocados hastes verticais [2]. Partindo do princípio que as duas técnicas referidas se

diâmetro de 50 mm. comercialmente conhecida como Brasgel PA.0 2.2 7 dias em tanque de imersão com água na temperatura média de 20°C Jul/2011 Cano de ferro de 54 mm de diâmetro Haste L7-3 1. uma haste nua para fins de comparação de resultados.2 m da haste L7-3 e a 36.5:2. Foi escolhida a bentonita sódica. A água utilizada na mistura do concreto foi proveniente da rede pública de distribuição da região metropolitana de Campina Grande – PB. o comportamento dos sinais obtidos das tensões e correntes provocadas pelos impulsos injetados no solo e ainda.5 mm². TABELA I COMPOSIÇÃO DAS HASTES CONCRETADAS. moldes de cano PVC de 50 mm de diâmetro. com 0. principais As medições de resistência de aterramento foram realizadas de acordo com o consolidado Método da Queda de Potencial. enquanto que o eletrodo auxiliar de potencial foi posicionado diretamente na região do patamar da curva de potencial. Fotografias das hastes utilizadas: (a) Haste nua. conectado diretamente à haste ou eletrodos de injeção de corrente.IV SIMPÓSIO BRASILEIRO DE SISTEMAS ELÉTRICOS . sem aditivo. A bentonita foi utilizada como aditivo na mistura de concreto de duas das hastes concretadas.3 m da haste nua.4 m da haste L6-2. concretada. bem como. As aquisições dos sinais dos impulsos de corrente e sua tensão serão obtidas por um osciloscópio digital. responsáveis pelo ganho de resistência mecânica no concreto. além de duas hastes de aço. O terrômetro digital dispõe de uma fonte de corrente interna além de um software que realiza internamente os cálculos necessários para obtenção do valor da resistência de aterramento. elas passaram por um processo de cura do concreto.0 2.2 m da haste L8-1. II. MATERIAL E MÉTODOS A. serão analisados o comportamento da resistência de aterramento das hastes. além de promover maior durabilidade contra agentes agressivos [13]. A Tabela I apresenta as composições dos materiais que estiveram envolvidos no processo de concretagem das hastes. revestidas por cobre. também foi utilizado um kit contendo rolos de cabos isolados com comprimentos distintos e bitolas de 2.SBSE 2012 2 apresentam como viáveis para se conseguir a diminuição dos valores de resistência de aterramento de malhas de sistemas elétricos. diâmetro de 54 mm. a suportabilidade da estrutura de concreto a impulsos de alta corrente. Juntamente com o terrômetro. a impedância impulsiva de aterramento. A esta distância.0:1. com 2% de aditivo. Material As hastes de aterramento que foram submetidas aos ensaios foram confeccionadas no Laboratório de Alta Tensão (LAT) da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG). foi utilizada também nos ensaios.8 2% da massa total 7 dias em tanque de imersão com água na temperatura média de 20°C Jul/2011 Cano PVC de 50 mm de diâmetro Haste L8-1 1.0:1. e uma trena para efetuar a .0 3. Haste L6-2 Traço da Mistura Quantidade de água (l) Quantidade de Aditivo (bentonita) Processo de cura Período de confecção Tipo de Molde 1. O traço da mistura de concreto é a relação cimento:areia:brita. 1. foi obtido o valor da resistência do aterramento medido. concretada. Com o objetivo de aumentar a resistência mecânica da estrutura de concreto das hastes concretadas.0:1. Para tanto.50 m de comprimento e 11 mm de diâmetro. B.6 5% da massa total 7 dias em tanque de imersão com água na temperatura média de 20°C Ago/2011 Cano PVC de 50 mm de diâmetro Além das hastes concretadas.5:2. i. este artigo estuda o desempenho de hastes de aterramento revestidas por concreto e hastes revestidas por concreto dopado com bentonita. com 5% de aditivo. utilizando hastes de aço revestidas por cobre e moldes cilíndricos de ferro com diâmetro de 54 mm. A cura do concreto é importante no sentido de evitar que o concreto perca sua água. (b) Haste L6-2. como fôrmas para a concretagem das hastes. Medições de Resistência de Aterramento (a) (b) (c) (d) Fig. diâmetro de 50 mm. As medições foram realizadas utilizando-se um terrômetro digital modelo 6472 da AEMC Instruments® pertencente ao LAT/UFCG. responsável pela hidratação dos compostos presentes na pasta de cimento. em comparação à haste de aterramento convencional. 38. A bentonita foi adquirida da empresa Bentonit União Nordeste (BUN) situada na cidade de Boa Vista (PB).5:2. Fotografias das hastes podem ser observadas na Figura 1. (c) Haste L7-3. 43. devido a sua melhor propriedade de expansão quando em contato com água. concretada. a uma distância de 37. (d) Haste L8-1. Métodos Para alcançar os objetivos propostos foi necessária a realização de montagens experimentais e campanhas de ensaios e de medições. Foram utilizados o cimento Portland do tipo CPII Z32 RS. O eletrodo auxiliar de corrente foi posicionado. brita do tipo 1 (pequena) e areia grossa.

SBSE 2012 3 medição das distâncias. Ensaios de Impulso de Corrente foram retirados do solo para nova inspeção visual do revestimento do concreto. A Figura 4 apresenta os valores de precipitação. até atingir o valor de 60 kV. As formas de onda das tensões e correntes foram adquiridas utilizando-se um osciloscópio digital Tektronix modelo TDS 2012 de quatro canais. acima de 3. os corpos de prova Conforme [14]. ou seja. 3.488 mΩ). O Canal 2 foi conectado ao resistor shunt (RSHUNT) para adquirir os sinais da corrente injetada no eletrodo de injeção de corrente. no domínio do tempo. . iii. uma inspeção visual minuciosa da condição física da cobertura de concreto das hastes concretadas foi feita. com polaridade positiva. ponto a ponto. A Figura 2 apresenta o arranjo do gerador de impulsos de corrente utilizado nas campanhas de ensaios. D RP ZA C V ZB RSHUNT OBJETO DE TESTE SG R L CABO DE ALIMENTAÇÃO AO RSHUNT DO GERADOR DE IMPULSOS PONTA DE PROVA CABO DE ALIMENTAÇÃO CH1 CH2 CH3 CH4 PARA O OSCILOSCÓPIO ELETRODO DE INJEÇÃO DE CORRENTE SOLO Fig. Conhecendo-se o valor da resistência. Dados relacionados à precipitação diária na cidade de Campina Grande (PB) foram coletados da Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (AESA). (1) Após a aplicação dos impulsos de corrente. A escala de tempo do osciloscópio foi ajustada para medir em 50 µs/divisão e 100 µs/divisão. O Canal 1 do osciloscópio foi conectado ao eletrodo de injeção de corrente utilizando a ponta de prova com isolamento para alta tensão. 2. Os níveis de tensões de carregamento do gerador de impulso terão seu início em 10 kV e serão incrementados de 5 kV. no dia 12 de dezembro de 2011. campanhas de ensaios e medições foram realizadas. com valores das tensões de carregamento dos capacitores do gerador de impulsos variando entre 10 e 60 kV. O gerador de impulsos de corrente foi preparado para gerar impulsos de corrente. os valores de pico das tensões e correntes foram coletados para efetuar o cálculo e análise das impedâncias impulsivas. A.000 vezes. para ondas impulsivas. Circuito do gerador de impulsos de corrente. Foi necessário o uso de um divisor de tensão capacitivo com relação de divisão de 16. não carecendo de ponta de prova com isolamento para alta tensão. GERADOR DE IMPULSOS DE CORRENTE ELETRODO DE INJEÇÃO DE CORRENTE OSCILOSCÓPIO Os impulsos de correntes característicos de descargas atmosféricas foram produzidos utilizando o gerador de impulso de corrente (80 kJ/100 kV) da Haefely. existente no LAT/UFCG. Suportabilidade da Estrutura de Concreto Foram aplicados 11 conjuntos de 4 impulsos de corrente em todas as hastes. é possível realizar ensaios de impulsos de correntes com forma de onda 8/20 μs e 4/10 μs. com forma de onda similar a forma 8/20 µs. Foi utilizado o software Matlab para a extração dos valores de VP e IP bem como. Foi utilizado o software Matlab para a visualização das formas de ondas obtidas dos arquivos . a partir do início do mês de julho de 2011. Para os níveis de tensões de carregamento que foram aplicados nos eletrodos de injeção de corrente. Todas as hastes foram enterradas no solo próximo às dependências do LAT/UFCG. A impedância impulsiva de aterramento é dada por (1): [Ω].5 para reduzir os níveis de tensão na ponta de prova. Foi utilizada também uma ponta de prova de alta tensão Tektronix modelo P6015A com limite máximo de 40 kV. totalizando 44 impulsos em cada haste. A Figura 3 apresenta o esboço da montagem experimental.IV SIMPÓSIO BRASILEIRO DE SISTEMAS ELÉTRICOS . as diferenças de potenciais no RSHUNT não apresentaram valores de pico superiores a 300 V (limite da ponta de prova do osciloscópio). Ao término de cada conjunto de aplicação. dos sinais de tensão obtidos nos terminais de RSHUNT.csv gerados pelo osciloscópio. para a determinação dos valores de ZP pela equação (1). impedância impulsiva de aterramento. Antes dos testes.0 mm. Diagrama esquemático da montagem para a aplicação e medição de impulsos de corrente. ele foi utilizado para determinar a onda de corrente a partir da onda de tensão registrada. é usual empregar ZP. Impedância Impulsiva de Aterramento Fig. devido às intensidades da corrente e ao valor da resistência shunt (5. Com o gerador. ii. III. RESULTADOS Conforme descrito na Seção II. Este parâmetro é dado pela razão entre os picos de ondas desenvolvidas de tensão VP e corrente IP. os sinais de corrente foram obtidos pela divisão. Foi aplicado um conjunto de aproximadamente 44 impulsos de corrente em cada uma das hastes. Já as medições de resistência de aterramento foram realizadas desde o dia 01 de agosto de 2011 até o dia 12 de dezembro. Os ensaios de impulso atmosférico foram realizados entre os dias 14 e 26 de novembro de 2011. para representar o comportamento de sistemas de aterramento. com atenuação de 1.

35 1. TABELA III TENSÕES E CORRENTES PARA CADA CORPO DE PROVA. B.30 49.30 44.71 4.06 4.55 0. Precipitação oficial.90 3.80 36. Medições de Resistência de Aterramento Medições de resistência de aterramento foram realizadas periodicamente em todas as hastes como descrito na Seção II. A Figura 5 apresenta as formas de onda das correntes na haste L8-1. o que dificulta o processo de absorção da umidade pela estrutura de concreto.40 46.40 87.90 32. com tensão de carregamento de 10 kV. como forma de mostrar que não houve variação no comportamento das formas de onda para o primeiro impulso aplicado. quando ocorre uma fratura no concreto.70 38. a partir do final do mês de agosto.51 3.04 0. com mesmo valor de tensão de carregamento.90 25. na cidade de Campina Grande (FONTE: AESA). em mm.27 1.15 1.00 24.35 0. foi feita uma média dos . 5000 4000 3000 2000 1000 0 -1000 0 1 2 3 Tempo (s) 4 5 x 10 6 -4 Fig.41 A inspeção visual.65 0.80 40.90 24.59 1.28 2.56 3.80 81.40 0. foi observado que.04 3.60 44. sob risco de chuva. pois o solo encontra-se com pouquíssima umidade presente.20 1.90 Haste L7-3 28.90 1.00 32.20 47. com os valores da tensão de carregamento e das médias dos valores máximos das correntes obtidas para as quatro hastes em estudo. com e sem a bentonita.30 57.60 93.40 42.70 53. Os resultados das campanhas de ensaios estão exibidos na Tabela III.76 2.30 A suportabilidade da estrutura de concreto foi analisada de forma visual e também pelos sinais de tensão e corrente.97 2. Em campanhas de medições anteriores as realizadas neste trabalho.00 48.94 2. Data da Medição 01/08/11 Resistência (Ω) Haste Nua 25.17 2.45 6.34 5. o que caracterizam que não houve degradação do revestimento de concreto das hastes.60 25.91 1.68 4. Para as hastes L6-2 e L7-3.89 3. enquanto que as hastes concretadas. Comportamento de Tensões e Correntes As tensões e correntes nas hastes foram medidas em condições de temperatura e umidade ambiente. evidenciando que não houve dano na estrutura de concreto das hastes concretadas.IV SIMPÓSIO BRASILEIRO DE SISTEMAS ELÉTRICOS .17 2.80 48. os sinais de tensão e corrente apresentam oscilações ou spikes.74 1.90 31. Os resultados são apresentados na Tabela II.20 25. 5.70 63. Formas de onda das correntes no eletrodo de injeção de corrente para 10 e 60 kV de tensão de carregamento aplicada. Esse processo provoca diminuição da condutividade e consequentemente aumento da resistividade.44 0.84 0.70 54. 9000 8000 7000 6000 Corrente (A) 10 kV 60 kV Considerando a época de poucas chuvas.00 5.00 41.40 59. após a retirada das hastes concretadas do solo.50 4.40 6.73 2. as formas de ondas também não apresentam oscilações.72 1.80 35.04 3.35 2.60 Haste L6-2 26.00 26. e o último impulso aplicado. revelou que nenhuma das hastes apresentou evidências de dano em seu revestimento de concreto.02 1. bem como de concreto com bentonita.50 25. TABELA II MEDIÇÕES DOS VALORES DE RESISTÊNCIA DE ATERRAMENTO.05 3.42 3. Observa-se que a haste nua permaneceu com um valor de Para cada conjunto de 4 impulsos aplicados. 12/08/11 24/08/11 07/09/11 21/09/11 28/09/11 14/10/11 02/11/11 21/11/11 12/12/11 11/01/12 33. C.30 24.73 5.0 mm Fig. com tensão de carregamento de 60 kV. As formas de onda das tensões também não mostraram evidências de oscilações.60 25.40 32.50 25.SBSE 2012 4 Resistência de aterramento (Ω) 120 100 80 60 40 20 0 resistência constante ao longo dos seis meses de medição.49 0. 4. não é de se esperar uma diminuição nos valores de resistência destas hastes nesta época do ano. apresentam um comportamento sempre crescente nos valores de resistência.00 Haste L8-1 Precipitação acima de 3.50 103. Tensão de Carregamento (kV) 10 15 20 25 30 35 40 45 50 55 60 Média dos Valores Máximos das Correntes (kA) Haste Haste Haste Haste Nua L6-2 L7-3 L8-1 0.

43 15. A diminuição da tensão acontece de forma mais lenta. Com relação aos tempos de frente da onda de tensão. para todas as hastes. e ora apresentava valores de pico maiores.99 9. pode-se concluir que a haste que apresentou. obtidas para os níveis de tensão de carregamento variando entre 10 e 60 kV em cada eletrodo de injeção de corrente.16 18. seguida pela haste L6-2. foram utilizadas amostras de tensão fazendo a divisão pelo valor do RSHUNT.IV SIMPÓSIO BRASILEIRO DE SISTEMAS ELÉTRICOS .63 28.62 15.26 15. Com relação aos tempos de frente da onda de corrente.58 10. Conforme comportamento observado para o decaimento da tensão.54 11.79 15. em maior número de ocorrências. D. Já na escala de tempo. pode-se concluir que os valores de pico de corrente mais elevados foram observados em maior número de ocorrências. em maior número de ocorrências.05 9. 6. O decaimento dos sinais de tensões também foi avaliado. em maior número de ocorrências. que a diminuição de tensão mais rápida foi observada. os resultados obtidos foram analisados de acordo com o maior.17 9.66 16. Tensão de Carregamento (kV) 10 15 20 25 30 35 40 45 50 55 60 Impedâncias Impulsivas (Ω) Haste Haste Haste L6-2 L7-3 L8-1 19. Para Tensão (V) Haste Nua 15.41 12. e o mesmo padrão não se manteve à medida que os impulsos eram aplicados. na haste L8-1.03 15. menores tempos de frente foi a haste nua. o comportamento das correntes se manteve com formato similar ao apresentado na Figura 7.98 11. O comportamento das formas de ondas das quatro hastes se apresentou muito semelhante.01 19.78 23.43 23. 4000 3500 3000 2500 L7-3 L6-2 L8-1 Nua outros níveis de tensão de carregamento aplicados.22 16.61 9. comparando as formas de onda da corrente. na haste L7-3.03 15.22 11. de forma que.98 11.69 14.82 17. ora uma haste apresentava valores de pico menores do que outra haste. em maior número de ocorrências.03 19. Na Figura 6 são apresentadas as formas de onda da tensão aplicada nos quatro eletrodos de injeção de corrente em estudo para um impulso típico na tensão de carregamento de 60 kV. Formas de onda corrente nos eletrodos de injeção de corrente. seguida pela haste L8-1 e então pela haste nua. seguidas pelas hastes L6-2 (sem bentonita) e L7-3.37 13.47 14. concluiu-se que os valores de pico de tensão mais elevados foram observados em maior número de ocorrências na haste nua. Sendo assim. ponto a ponto.65 10. Nos sinais de tensão. Formas de onda da tensão nos eletrodos de injeção de corrente para 60 kV.91 17. em maior número de ocorrências. A resistência shunt é parte integrante do gerador de impulsos de corrente utilizado nos experimentos. Concluiu-se dessa maneira. 7000 6000 5000 L6-2 L7-3 L8-1 Nua Corrente (A) 4000 3000 2000 1000 0 -1000 -2000 0 1 2 3 Tempo (s) 4 5 x 10 6 -4 Fig.05 15. Para cada forma de onda.54 Observou-se que. A Figura 7 apresenta as formas de onda da corrente injetada nos quatro eletrodos de injeção de corrente. seguida pela haste L7-3. na haste L6-2. o ponto onde a tensão atinge o valor zero (equivalente ao tempo de duração total de descarga).70 12. Para obter a curva de corrente.53 26. na haste L6-2. para cada eletrodo de injeção de corrente. o número de vezes em que um fenômeno ocorreu. e menor número de ocorrências.52 11. 2000 1500 1000 500 0 -500 0 1 2 3 Tempo (s) 4 5 x 10 6 -4 Fig. Impedância Impulsiva de Aterramento A Tabela IV apresenta os valores das impedâncias impulsivas calculadas para os quatro eletrodos.97 24.59 14.20 14. os valores de resistência de aterramento medidos foram maiores do que os . a diminuição da corrente de forma mais rápida foi observada. foram as hastes nua e L8-1 (com 5% de bentonita). foi analisado o ponto correspondente a tensão de 50% do valor de pico (equivalente ao tempo de calda) bem como.11 15.SBSE 2012 5 valores de pico das correntes obtidas.09 Pela análise das formas de onda das tensões. na haste L7-3.49 9.11 8.80 16. A diminuição da corrente acontece de forma mais lenta.07 26. De forma semelhante ao que foi realizado para a análise das formas de onda da tensão. ocorreram oscilações entre os vários impulsos aplicados. seguida pela haste L7-3 (com 2% de bentonita). as diferenças entre os tempos de frente de onda eram da ordem de 10-4 e 10-5 s. menores tempos de frente. TABELA IV IMPEDÂNCIA IMPULSIVA CALCULADA PARA CADA CORPO DE PROVA. para um impulso típico de 60 kV de tensão de carregamento. em maior número de ocorrências. em estudo. podese concluir que as hastes que apresentaram. 7. ou seja.

3ª ed. No entanto. pois. Estudo da Utilização de Betonita Sódica no Aterramento de Postos de Transformações. pp. J. Pernambuco. Abril 2007. Seus interesses profissionais incluem aterramento de sistemas elétricos e instrumentação eletrônica. 9th Latin-American Congress on Electricity Generation and Transmission.. descargas parciais. Jones. Panciera Jr. Brasil. & Cagnon. 148. pp. S. Isso evidencia o papel relevante desempenhado pelas correntes capacitivas no solo.” 1970 IEEE Transactions on Industry and General Applications. em Campina Grande. em Campina Grande.” J Mendo Consultoria. em Recife. E. “The Use of Concrete-Enclosed Reinforcing Rods as Grounding Electrodes. Fagan e R. S. Gomes. (1980). e J. a impedância impulsiva de todas as hastes concretadas diminuía. Estudou também o comportamento das tensões provocadas pelos impulsos injetados no solo. bem como novas concentrações de bentonita na mistura de concreto devem ser analisadas. Guedes é membro do IEEE. B. 1981 e 1999. Vol. M. Para os experimentos adotados e as condições ambientais. Ed. [4] [5] [6] [7] [8] [9] [10] [11] [12] [13] [14] VI. Argentina. S. o comportamento dos sinais obtidos de tensões e correntes provocados pelos impulsos injetados no solo e ainda. dessa forma. Kindermann. Edson Guedes da Costa nasceu em 1954. Brasil. Aterramentos Elétricos. 275-278.SBSE 2012 6 [3] G. Obteve seu bacharelado. Porém é necessário um acompanhamento dessas medições no período de um ano para uma conclusão mais completa dos resultados. Começou sua carreira acadêmica como estudante do curso de graduação em Engenharia Elétrica em 2010. M. Porto Alegre. Malone Soares de Castro nasceu em 1958. de Souza. 93-94. R. Filho. W. Seus interesses profissionais incluem alta tensão. Foi avaliado o comportamento da resistência de aterramento dessas hastes. ela tem se dedicado ao mestrado em Engenharia Elétrica. P. Pernambuco. Mar del Plata. a impedância impulsiva. (1999). 2009. Filho. A. pp. responsáveis pela redução da impedância impulsiva em relação à resistência de aterramento. 337-348. RS. M. Vol. N. desde 1978. Belém. IGA-6. R. campos elétricos. (2011). L. Z. Ela obteve seu diploma de bacharel em Engenharia Elétrica/ Eletrotécnica em 2009. Atualmente é aluna do mestrado em Engenharia Elétrica. Brasil.-D.. & Tomasevic-Canovic. à medida que o nível de tensão de carregamento era aumentado. 51. J.” 2007 Anais do II Congresso de Pesquisa e Inovação da Rede Norte Nordeste de Educação Tecnológica João Pessoa. o valor de pico da tensão se mostra maior. Brasil. pára-raios e materiais elétricos. Brasil. mestrado e doutorado em Engenharia Elétrica da Universidade Federal da Paraíba. Luzzatto. Agosto. G. valores de impedância impulsiva de aterramento determinados calculados. Bezerra e A. na Paraíba. “Estudo de alternativas para a construção de malhas de aterramento num solo com alta resistividade elétrica. F. Seus interesses profissionais incluem equipamentos elétricos. 146. A. Costa. na Universidade Federal de Campina Grande (UFCG).. “Sistema de Aterramento Elétrico com Hastes Envolvidas em Concreto”. na Universidade Federal da Paraíba (UFPB).. pp. Santana e F. T. Radakovic. Campagnolo. & Kostic. Paraíba.. Luís Gustavo Camelo Trovão nasceu em 1992. em Ribeirão. CIGRE e SBA. S.” Eletricidade Moderna. L. J. R. seguida pelas hastes concretadas com bentonita (5% e 2% respectivamente). 1343-1346. Da mesma forma que a tensão. 161-164. IEEE Transactions on Electromagnetic Compatibility . L. ter-se-ia uma análise observando todas as estações do ano. Behaviour of Grounding Loop with Bentonite During a Ground Fault at an Overhead Line Tower. 1-6. Dr. 2009. V. Coelho. Vol. 1-8. E. CONCLUSÕES Este artigo analisou o desempenho de hastes de aterramento submetidas à injeção de impulsos de corrente. a diminuição deste valor de corrente também acontece mais rapidamente na haste concretada sem bentonita. e começou sua carreira acadêmica em Areia.. N. IEEE Transactions on Power Apparatus and Systems. “Análise da Resistência à Compressão de Concretos com Cura Úmida e sem Cura”. Transmission & Distribution . a suportabilidade da estrutura de concreto aos impulsos de alta corrente.. 1995. Aterramento Elétrico. As medições de resistência de aterramento evidenciaram que a haste nua se apresenta ainda como melhor alternativa. Paraíba. Nas hastes concretadas com bentonita. V. “Sistema de Aterramento e Proteção contra Raios Utilizando Ferragens do Concreto Armado. 2002. & Rosado. Os estudos e campanhas de ensaios e medições devem ser repetidos em período de tempo seco. no Brasil. PAS-99. Radovanovic. Para tanto foram utilizadas hastes de aterramento convencionais (nuas). pp.. Nota-se ainda que. Vol. M. L. monitoramento e diagnóstico de equipamentos elétricos de potência. Visacro. Response of Grounding Electrodes to Impulsive Currents: An Experimental Evaluation. O valor de pico da corrente se mostra maior na haste concretada e na haste concretada com maior quantidade de bentonita. Vol. na Universidade Federal de Campina Grande (UFCG). de Moura e G. REFERÊNCIAS [1] [2] C. K. M. Obteve seu bacharelado em Engenharia Elétrica em 1981. H. hastes concretadas e hastes concretadas dopadas com a bentonita na composição do concreto. “Outras Rochas e Minerais ndustriais – Perfil da Bentonita.. São Paulo: Artliber. respectivamente. Z. Bentonite Rods Assure Ground Rod Installation in Problem Soils. 2010. G. Cintra. na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). L. Transmission and Distribution . Seus interesses enquanto estudante incluem equipamentos elétricos e aterramento de sistemas elétricos. pp. SBSE. IEE Proceedings Generation. Ele tem sido um professor da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG). . o revestimento de concreto (com e sem a bentonita) é capaz de suportar o esforço elétrico de impulsos de corrente consecutivos sem apresentar fissuras ou quebras. 54-65. R. M. Kostic. Manfrinato. evidenciando o efeito das correntes capacitivas no solo ou do efeito armadilha (traps) nas hastes revestidas. Leite. Radakovic.. G. São Paulo: Editora Officina de Mydia. em 1978. Malhas de Terra: Técnicas de Aterramentos Elétricos. pp. Lee. Os valores da impedância impulsiva de aterramento apresentaram-se menores do que os valores das resistências de aterramento. IEE Proceedings Generation. 2007. Kanashiro. seguida pelas hastes concretadas com bentonita (5% e 2% respectivamente). BIOGRAFIAS Maria Alice de Oliveira Rodrigues nasceu em 1984. Paraíba. Freire. na Universidade Federal de Campina Grande (UFCG). (2001).IV SIMPÓSIO BRASILEIRO DE SISTEMAS ELÉTRICOS . enquanto que a impedância impulsiva da haste nua permanecia praticamente constante. (2009). Improvement of Electrical Properties of Grounding Loops by using Bentonite and Waste Drilling Mud. sistemas de isolamento e aterramento de sistemas elétricos. a diminuição deste valor acontece mais rapidamente na haste concretada sem bentonita. pp. M. Desde então. IV. S.

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