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SUBSECRETARIA DE ESTADO DE DEFESA CIVIL CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO 1º GRUPAMENTO DE SOCORRO FLORESTAL E MEIO AMBIENTE

MANUAL TÉCNICO DE MONTANHISMO DO CURSO DE SALVAMENTO EM MONTANHA

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MANUAL TÉCNICO DE MONTANHISMO DO CURSO DE SALVAMENTO EM MONTANHA DO CBMERJ

AUTORES Cb BM Q00/97 Jorge Eduardo Pereira Cunha da Silva da ABMDP II Cb BM Q00/99 Cleiton Lira Caliocane do DBM 2/6 – Cachoeiras de Macacu

COLABORADORES Ten Cel BM QOC/83 Gilberto de Andrade Mendes Ten Cel BM QOC/93 Alex de Almeida Borges Maj BM QOC/96 Cláudio Pacheco Velloso Maj BM QOC/96 Alexandre Santos Ferreira Cap BM QOC/97 Feliciano Francisco Suassuna Cap BM QOC/98 Rodrigo Lara de Azevedo Cap BM QOC/00 Luciano Silva Fróes da Cruz Cap BM QOC/00 Bruno Agnes Pereira 1º Ten BM QOC/01 Luciano Salviano de Sales 1º Ten BM QOC/02 Michel Camacho Cipolatti 2º Sgt BM Q01/90 Marcos Henrique Melo de Oliveira 3° Sgt BM Q01/90 Henrique Coimbra 3° Sgt BM Q00/91 Ernandes Correa de Medeiros Cb BM Q00/98 Vinícius Faios da Silva Cb BM Q05/00 Carlos Eduardo Herdy Cb BM Q01/00 Cristiano de Abreu Marcelino Sd BM Q00/02 Felipe Dall’igna Professor Juratan Câmara Sr Rui de Miranda Barbosa, e Sr Vinícius Layter Xavier – Montanhistas civis

REVISÃO OPERACIONAL Cap BM QOC/97 Feliciano Francisco Suassuna do 1º GSFMA

2ª Edição - 2008 2

PREFÁCIO Este manual é dedicado a todos os Bombeiros Militares independente de posto ou graduação, que se dedicam e se doam ao cumprimento das missões operacionais do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro. E que honram o lema “VIDA ALHEIA E RIQUEZAS SALVAR”, e que por muitas vezes deixaram o convívio familiar, sacrificando horas de descanso tendo em vista a dedicação profissional para as missões de Salvamento.

AGRADECIMENTOS ESPECIAIS Primeiramente agradecemos ao Senhor Deus, pois este trabalho não seria possível sem a sua permissão. Temos a honra de agradecer ao Excelentíssimo Senhor Subsecretário Estadual de Defesa Civil e Comandante Geral do CBMERJ, Cel BM Pedro Marco Cruz Machado, e aos seus Oficiais Ajudantes de Ordens. Ao Subcomandante Geral e Chefe do Estado-Maior do CBMERJ, Sr Cel BM José Paulo Miranda de Queiroz e aos Oficiais do Estado-Maior Geral, ao Sr Cel BM José Ricardo Bento Garcia de Freitas, Diretor Geral de Ensino e Instrução. Ao Sr Ten Cel BM Gilberto de Andrade Mendes, Comandante da Academia de Bombeiro Militar Dom Pedro II, que nos orientou na formação deste trabalho, ao Sr Ten Cel BM Wanius de Amorim, Comandante do 1º GSFMA. Ao Professor Juratan Câmara pelo glorioso histórico junto ao CBMERJ e ao CSMont, formando os Montanhistas da Corporação. As nossas famílias por acreditarem no nosso objetivo profissional, aos nossos instrutores e monitores pela qualidade da instrução que nos foi ministrada. E aos Bombeiros Militares irmãos de Salvamento em Montanha. A todos os nossos sinceros agradecimentos.

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HOMENAGENS Temos grande honra de homenagear Oficiais e Praças do CBMERJ, que por muitos anos dedicaram parte da sua vida profissional a formação de montanhistas na Corporação. Elevando assim o nome do CBMERJ no montanhismo nacional e internacional, e que sem a colaboração destes brilhantes Bombeiros Militares, não chegaríamos ao que somos hoje, pois o trabalho árduo dos mesmos merece o nosso reconhecimento. Os Bombeiros Militares homenageados estão abaixo elencados: Cel BM Simões, Cel BM Bento, Cel BM Marcos Ferreira e Cel BM Joelson; Ten Cel BM Valdinei, Ten Cel BM Gilberto Mendes, Ten Cel BM Wanius, Ten Cel BM Gustavo, Ten Cel BM Rosalvo, Ten Cel BM Jesus, Ten Cel BM Alex Borges e Ten Cel BM Sacramento; Maj BM Sequeira, Maj BM Luís Otávio, Maj BM Cláudio Velloso e Maj BM Santos Ferreira; Cap BM Strong, Cap BM Suassuna, Cap BM Luz, Cap BM Márcio Dutra, Cap BM Chiaradia, Cap BM Hiro, Cap BM Walter, Cap BM Rodrigo Azevedo, Cap BM Fróes, Cap BM Bruno Agnes e Cap BM Henaut; 1º Ten BM Salviano, 1º Ten BM Dos Santos e 1º Ten BM Cipolatti; Subten BM Viana e Subten BM Maurício; 1º Sgt BM Evandro, 1º Sgt BM Ribamar, e 1º Sgt BM Marcos Melo; 2º Sgt BM Ferreira, 2º Sgt BM Mesquita, 2º Sgt BM Cóes, 2º Sgt BM Dos Passos e 2º Sgt BM Cunha; 3º Sgt BM Cândido, 3º Sgt BM Marinaldo, 3º Sgt BM Trindade, 3º Sgt BM Ventura, 3º Sgt BM Coimbra , 3º Sgt BM Medeiros e 3º Sgt BM Álvaro; Cb BM Muniz, Cb BM Régis, Cb BM Alexandre Pires, Cb BM Jalmir, Cb BM Pereira, Cb BM Frederico, Cb BM Gomes, Cb BM Wagner, Cb BM Furtado, Cb BM André Dias, Cb BM Dias, Cb BM Marcelino, Cb BM Lemos, Cb BM Nantes, Cb BM Faios e Cb BM Herdy; Sd BM Nilson e Sd BM Felipe Dall’igna. Esta homenagem é estendida a todos os demais Oficiais e Praças concludentes do CSMont, que merecem toda atenção e respeito, pela valiosa colaboração ao montanhismo do CBMERJ.

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HOMENAGEM AO INSTRUTOR PIONEIRO Ao Professor Juratan Câmara nosso instrutor pioneiro, nossas sinceras homenagens ao profissional que se dedica ao CBMERJ por mais de 20 anos atuando com os demais instrutores na formação de montanhistas do CBMERJ.

HOMENAGEM AO GUIA DE MONTANHA AVANÇADO Ao 1º Sgt BM Marcos Melo, pelo fato de ser o único Bombeiro Militar da Corporação a possuir o Curso Avançado de Montanhismo do Exército Brasileiro. Fato este que colaborou para a melhoria da instrução no âmbito do Curso de Salvamento em Montanha do CBMERJ. CANÇÃO DO MONTANHISTA DO CBMERJ Canção de autoria do Ten Cel BM Wanius de Amorim

A montanha exige do homem muita ação, Esforço, coragem e forte união. Na busca de um ideal tem que se entender, É escalando que se consegue vencer.

Em matas fechadas cumprindo uma missão, A sede, a fome e o frio quiseram nos deter Mas a vontade de vencer deu nos força pra valer. Montanhas haveremos de vencer.

Os picos, os montes e os lugares muito altos, Não impediram que fossemos avante, Somos feitos de coragem, bravura e destemor. Montanhista, Bombeiro de valor.

Nos céus, montes e passagens, Sejam quais forem os lugares, Salvar vidas em montanhas é a nossa missão. Montanhista, Bombeiro de ação. MONTANHA!!! 5

MONTANHA!!! LEMAS DA MONTANHA 1) Os altos cumes existem para desafiar o homem. Concedei–nos no fragor da busca e do salvamento. A nós que salvamos nas pedras e montanhas. A determinação de nunca recuar. 3) A montanha não é dos que tentam. A nós que conhecemos o sabor dos ventos. E quanto maior for a incerteza. O destemor para salvar. E a fé. e sim dos que conseguem. E ante a busca e o salvamento.ORAÇÃO DO MONTANHISTA DO CBMERJ Senhor! Vós que sois onipotente. para tudo suportar. A santa dignidade para perseverar. mesmo quando se sente medo. PARA FRENTE!!! PARA O ALTO!!! MONTANHA!!! 6 . A força da coragem para sempre salvar. Jamais fracassar. 2) A coragem é a capacidade de cumprir o dever. E dai–nos também ó Senhor Deus! Quando o salvamento for adverso. nós aceitamos o desafio.

os autores entendem que se faz necessária a atualização deste manual anualmente. não substituem um instrutor e nem a especialização. e o surgimento de novas técnicas e novos equipamentos. 7 . ao parágrafo e a linha do texto correspondente à modificação sugerida. os autores do manual em epígrafe. As sugestões deverão ser enviadas ao Estado–Maior Geral do CBMERJ. Justificativas devem ser apresentadas sobre cada observação. desde que citadas as fontes. As informações contidas neste manual. autorizam a reprodução total ou parcial de textos e fotos do mesmo. Tendo em vista a ampliação do conhecimento técnico do Bombeiro Militar. tem por função acrescentar mais detalhes técnicos referentes a assuntos específicos da área de Salvamento em Montanha.NOTA Os usuários deste manual são solicitados a apresentar sugestões que possam ampliar a sua clareza e exatidão. Considerando os avanços constantes na área do montanhismo. a fim de assegurar compreensão e exata avaliação. As observações deverão referir-se à página. Considerando que o BM ao cursar o CSMont terá por objetivo aprender e praticar técnicas que estão ou não neste manual. os autores entendem que a prática das técnicas de montanhismo no decorrer do CSMont.

.................................Métodos de enrolar cordas............................................................................................................................................. 3 Homenagens................................................... 267 e 268 8 ................................ cabos e suas aplicações.................................. colaboradores e revisão operacional.............. 148 a 152 Capítulo VIII ......................................... 68 a 92 Capítulo VI – Nós e voltas................. 212 a 228 Capítulo XI – Ancoragens em grampos...... Capítulo V – Cordas.....Técnicas de escalada e Salvamento............................................................................................................................................................................ 2 Prefácio e agradecimentos especias............................................................. 266 Bibliografia.......... 257 a 265 Conclusão................. 7 Sumário. 161 a 211 Capítulo X – Rapel e ascensão em corda.................... 229 a 235 Capítulo XII – A travessia Petrópolis .................................................. 236 a 256 Capítulo XIII – Mínimo impacto.................... 8 Capítulo I – Histórico do montanhismo – introdução........................... 1 Autores..................................................................Teresópolis........... chapeletas e pontos naturais........ 5 Oração do montanhista do CBMERJ e lemas da montanha ............... 4e5 Canção do montanhista do CBMERJ....................................................... 9 a 14 Capítulo II – Altitudes das principais montanhas no Brasil e no mundo......................................................................... Capítulo IV – Vestuário e equipamentos utilizados em ambiente de 61 a 67 montanha e suas aplicações.................................... 6 Nota................................................................................................................................................................ 15 e 16 Capítulo III – Equipamentos utilizados em Salvamento em Montanha e 17 a 60 suas aplicações.....................................SUMÁRIO ASSUNTO PÁGINA Página principal......... 93 a 147 Capítulo VII ............................................................Planos inclinados e horizontais........... 153 a 160 Capítulo IX ................................................

INTRODUÇÃO O texto a seguir relata um breve histórico do montanhismo no Brasil e no mundo. localizado na cordilheira do Himalaia entre a China e o Tibet. e respondeu a seguinte pergunta: Porque deseja conquistar o Everest? Ele simplesmente respondeu: Porque está lá. mas as expedições trouxeram informações importantes. o objetivo não foi atingido. O Monte Everest até então. pois várias tentativas de se chegar ao cume do Monte Everest haviam fracassado.810 metros de altitude. foi a do Monte Everest. Tudo começou em 1786. que tem seu acesso pelo Tibet no ano de 1924. o governo da Inglaterra organizou uma grande expedição e mandou reunir uma dúzia dos melhores escaladores da época. sendo que em 1952 inspetores descobriram que se tratava da maior montanha do mundo.844 metros de altitude. Entre estas tentativas se destaca a do inglês Georges Mallory. Entre as informações consideradas importantes. Sendo que a conquista marcante da história do montanhismo. Em 1951 e 1952 houveram tentativas de escalar o Everest pela face sul.1 HISTÓRICO DO MONTANHISMO . em 08 de agosto de 1786. partiu de Katmandu que é a capital do Nepal. A marcha rumo ao Monte Everest. com 4. o Mont Blanc. que concedeu uma entrevista ao jornal New York Times. era conhecido por pico 15. Para conquistar o Monte Everest. na data de 29 de maio de 1953 pelo neozelandês Edmund Hillary e o nepalês Tenzig Norgay. estavam a descoberta do local conhecido como Vale do Silêncio. com 8. O sucesso da expedição era importante. Os ganhadores foram os franceses Jacques Balmat e Michel Gabriel Pacard. quando um naturalista suíço chamado Saussure ofereceu um prêmio a quem atingisse o cume do ponto mais alto da Europa. 9 . O Monte Everest foi conquistado pela face sul. e passaram a chamá-la com nome do seu inspetor principal: Sir George Everest. Mallory junto com seu companheiro Andrew Irvine morreram ao tentar conquistar o Everest pela face norte.CAPÍTULO I 1. que tem seu acesso pelo Nepal. situado entre a França e Itália.

que pertence a Cordilheira do Himalaia. que em 1979 repetiu o feito.1 Hillary Figura 1.2 Tenzing Após o caminho para o Monte Everest ser descoberto. fronteira entre a China e o Paquistão. A primeira tentativa profissional de ascensão ao cume do K2. 10 . foram efetuadas várias ascensões. Em 1978. mas apesar de cinco tentativas infrutíferas e mortais.O percurso a ser vencido era de 273 km. os conquistadores do Everest. e moram na Cordilheira do Himalaia no caminho para o Monte Everest. ocorreu em 1902. com os escaladores Achile Companolli e Lino Lacedelli atingindo o mesmo. incluindo o oxigênio suplementar que foi guardado para ser utilizado já próximo ao cume. O K2 está localizado na Cadeia Montanhosa do Karakoram. Sendo que na data de 16 de maio de 1975. Figura 1. As figuras abaixo mostram Edmund Hillary e Tensig Norgay. situada no Baltistão. o seu cume não havia sido atingido. a tocha olímpica para as olimpíadas de Pequim foi conduzida ao cume do Monte Everest por um grupo de escaladores. Em 1954. conseguiu com êxito escalar o K2 atá o cume.1.1. A expedição italiana liderada por Ardito Desio. foi registrada a 1ª escalada ao cume do Everest sem uso de oxigênio suplementar pelo italiano Reinhold Messner. e contou com a ajuda dos sherpas e mais 350 carregadores contratados pelas localidades de Katmandu para transportarem 15 toneladas de equipamentos e suprimentos. fato inédito no montanhismo mundial. No dia 08 de maio de 2008. Os sherpas são nômades e costumam ter pelo menos 4 residências. foi registrada a primeira ascensão feminina ao Everest realizada por Junko Tabei.

1.200 metros de altitude. E ao alcançar o mesmo. enquanto que quase 1500 já haviam escalado o Everest. a 8. A ascensão do K2 é considerada muito mais difícil que a do Monte Everest. além do tratado de Tordesilhas.611 metros de altitude. No ano de 1817. Os militares da Escola Militar da Praia Vermelha na Urca.O K2 é a segunda montanha mais alta do mundo com 8. foi registrado o falecimento de 11 escaladores no K2. Até Junho de 2000.2 MONTANHISMO NO BRASIL Tudo começou no século XVII com o desbravamento de trilhas pelos Bandeirantes. ao saberem deste feito. e foi realizada por Wanda Rutkiewicz. uma das montanhas mais tradicionais do RJ e do Brasil. 189 pessoas tinham conseguido atingir o cume. junto com um grupo de pessoas atingiu o cume do Pão de Açúcar. No ano de 2008 mais precisamente entre os dias 31 de julho e 1º de agosto. 11 . 49 pessoas morreram tentando a ascensão. sendo que 66 delas ocasionaram fatalidades (1 para cada 4 ascensões). na busca de riquezas e expansão da faixa territorial do país. os mesmos foram atingidos por uma avalanche que cortou as cordas fixas na região do gargalo de garrafa. 13 das quais em 1986. Atualmente possui 270 ascensões. Figura 1.3 – Monte K2 1. formaram uma equipe e repetiram o trajeto feito pela conquistadora. lá cravou a bandeira da Inglaterra. que hoje em dia é conhecida por via Costão. A primeira ascensão feminina ao K2. uma senhora inglesa de nome Henrietta Carsteirs. ocorreu na data de 23 de junho de 1986.

Citando como fonte a apostila de iniciação ao montanhismo do Clube Paranaense de Montanhismo. a mesma relata que em 1856 ocorre a primeira escalada com conquista de montanha do Brasil. Com os escaladores. o Rio de Janeiro. os marujos lusos visualizaram uma estranha montanha em forma de um "cesto-de-gávea" de suas caravelas. à Corte. que destaca com entusiasmo e admiração. membro daquele Instituto. mas que não impediu de ambos chegarem ao almejado cume das Agulhas Negras. movido por pioneirismo quase visionário. Pedro II. A ascensão fora debaixo de frio intenso. levando o sábio Mestre Frei Custódio Alves Serrão. no ano de 1839. até então considerado como a montanha mais alta do Brasil. onde um capricho da natureza esculpiu imponente efígie de traços humanos. Ao ser descoberta a Baía da Guanabara. Ainda no final do século XIX. lhe valeu a denominação de "Cabeça do Imperador". desta vez. a mesma informa que no ano de 1828 já eram registradas subidas a Pedra da Gávea. que vencendo todas as dificuldades. com fortes rajadas de vento. isso em 1° de Janeiro de 1502. Pseudo-inscrições rupestres (caneluras geológicas). 12 . enfrentando os escaladores um princípio de mau tempo. O relato desta escalada foi enviado pelo nosso montanhista pioneiro. quando o cidadão José Franklin da Silva. Horácio de Carvalho e José Borba. Para lá chegar. escala os imponentes paredões sulcados do Pico das Agulhas Negras. percorrem o caminho pioneiro de José Franklin da Silva. também fizeram atrair os doutos do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. Segundo o escritor Átila Barros. morador da antiga vila de Aiuruoca. e assim a chamaram. o solitário escalador venceu primeiro os pontões principais que antecedem os paredões. houve nova ascensão ao elevado Pico das Agulhas Negras. a subi-la à frente de um pequeno grupo. já aplicando artifícios rudimentares de escalada. atingindo então a maior altitude que um brasileiro já alcançara em nosso país: 2791 m de altitude. até alcançar o cume. cuja semelhança com o rosto do imperador D. montanha de 842 metros de altitude. onde em palavras singelas narrou sobre o caminho que galgara suas dificuldades e suas belezas. a Pedra da Gávea foi a primeira montanha a ser batizada com um nome português no Rio de Janeiro. embocadura de um grande rio. no Maciço de Itatiaia. depois escalando muralhas rochosas. sulcadas pela erosão que formou suas caneluras.Citando como fonte a apostila de iniciação ao montanhismo do Clube Paranaense de Montanhismo.

Magé e Guapimirim. Rodrigues Monteiro. no século XIX. mas não conseguiram. no município de Teresópolis. o CEB: Centro Excursionista Brasileiro. foi fundado o 1º clube de escalada da América do Sul. imensa escarpa de 842 metros de altitude. Cunha Barbosa e o Capelão Imperial. E após este marcante feito. profundo conhecedor da região para levá-los até ao objetivo. José Teixeira Guimarães. Padre J. J. A conquista levou ao todo seis dias. o Padre Benigno Cunha enviou um relatório ao Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro descrevendo a existência de "inscrições fenícias" nos rochedos da Gávea. viria a se tornar famoso. auxiliados pelo menino João Alves de Lima que levava alimentação e água para os mesmos. o dedo de Deus tornou-se o símbolo do montanhismo no Brasil. e os mesmos escalaram a via conhecida hoje por paredão Teixeira. Em 1919. venceram os 1. Os mesmos contrataram o guia Raul de Sá Carneiro. e está localizado no Parque Nacional da Serra dos Órgãos que compreende os municípios de Petrópolis.692 metros de altitude do dedo de Deus. e resultou na criação de uma Comissão de Estudo composta pelos historiadores Manoel de Araújo Porto Alegre. no decorrer da 8° Sessão Extraordinária do IHGB. e boa parte deles estão lá até hoje. Os grampos foram fabricados pelo ferreiro José Teixeira Guimarães. quando um grupo de alemães chega ao Brasil para conquistar o dedo de Deus. 13 . Teresópolis. Mas a história marcante do montanhismo no Brasil. Alexandre e Américo de Oliveira. Raul de Sá Carneiro. A Pedra da Gávea. o assunto voltou ao temário. e chegaram a afirmar que o dedo de Deus era um pico impossível de ser conquistado. Em 08 de abril de 1912. Isso porque. tornou-se alvo de diversas e curiosas histórias contadas ao logo de décadas. Em 23 de março de 1839.Esse nome. batizada com este nome em homenagem ao guia Teixeira. começa no ano de 1909. com os irmãos Acácio. morto ao cair em um abismo localizado na face da via da conquista. por onde hoje são realizadas as maiorias das desescaladas que partem do cume da referida montanha. místico e lendário. registrado pelo capitão Gaspar de Lemos. com sua imponente "Cabeça do Imperador".

que conseguiu atingir o cume do Monte Everest sem oxigênio suplementar. Waldemar Niclevicz atinge o cume do K2.Em 1951. vindo a falecer no abrigo avançado. chamado: “Pico Brasil” com altitude de 5. guias do CEB liderados por Mário de Araújo Mota. e são os primeiros brasileiros a atingir o cume desta montanha. os mesmos escalaram a montanha pela via nepalesa. Em maio de 2008. no mês de setembro de 1949. Mozart Catão. 14 .844 metros de altitude. Em maio de 2006 Ana Elisa Boscarioli torna-se a primeira brasileira a escalar o Everest pela via clássica nepalesa. fato este que ficou conhecido como “a múmia da Galotti”. Durante a conquista do 2º lance da chaminé Galotti. No ano de 2000. e encontra-se no cume com a dupla de brasileiros Waldemar Niclevicz (que escalava o Everest pela 2ª vez). os brasileiros Eduardo Keppke e Rodrigo Raineri escalaram o Monte Everest. um dos grandes destaques do montanhismo no Brasil.132 metros. conquistaram a 1ª montanha fora do Brasil. morrem no Monte Aconcágua na Argentina após serem atingidos por uma avalanche. Na década de 60. que tentaram atingir o cume da referida montanha pela face sul. foram as primeiras mulheres da América do Sul a se tornarem guias de escaladas. Em 1953. foi Silvio Mendes. morre o montanhista Vitor Negretti. mas teve complicações no ato da sua descida. na Argentina. e Gustavo Irivan Burda. escalam a montanha mais alta do mundo: o Monte Everest com 8. Em 1954. Em 1998. responsável por escalar e conquistar vias de grande dificuldade para a época. Em 2005. tais como: o Pico maior de Friburgo e a chaminé Galotti no Pão de Açúcar. Vitor Negretti utilizando cilindro de oxigênio suplementar. Em 1995 Mozart Catão e Waldemar Niclevicz. foi formada a 1ª mulher guia de montanhismo no Brasil: Alda Pacheco da Rocha. No ano de 2006. Dilce Vieira Mota e Vilma Arnaud. foi encontrado o cadáver de um homem entalado pelo pescoço em uma fenda. escala pela 1ª vez o Monte Everest. tendo feito a ascensão pela face norte. Alexandre Oliveira e Othon Leonardos.

na Serra Fina – RJ/SP/MG. no Parque Nacional da Tijuca.642 metros. na Tanzânia. 2.021 metros.Indonésia. b) América do Norte: Mckinley com 6. no Parque Nacional do Itatiaia – RJ.890 metros.665 metros. g) 7º Monte Roraima: 2. em Roraima. e) Pico Tijuca Mirim: 917 metros. conquistado em 1953.014 metros.548 metros.791 metros. 15 .884 metros em Irian Jaya .2 ALTITUDES E OS PRINCIPAIS PICOS DO BRASIL a) 1º Pico da Neblina: 3. no Parque Nacional do Itatiaia – RJ. b) Pico das Prateleiras: 2. conquistado 1913. c) 3º Pico da Bandeira: 2.680 metros.791 metros. e) Ásia: Everest com 8. no Parque Nacional do Caparaó ES/MG. e) 5º Pico da Agulhas Negras: 2. na fronteira do Brasil com a Venezuela. no Parque Nacional da Tijuca. d) 4º Pico da Pedra da Mina: 2. em Itatiaia – RJ. conquistado em 1889. conquistado 1897. f) Pico do Andaraí maior: 860 metros. j) 10º Pico dos Três Estados: 2.892 metros. d) Antártida: Vinson com 4. b) 2º 31 de março: 2.3 ALTITUDES E OS PRINCIPAIS PICOS DO RIO DE JANEIRO a) Pico das Agulhas Negras: 2. em Roraima. em Itatiaia – RJ.727 metros.959 metros.1 OS CUMES MAIS ALTOS DE CADA CONTINENTE a) África: Kilimanjaro com 5. d) Pico do Bico do Papagaio: 989 metros. na Serra fina – SP/MG.844 metros.194 metros.CAPÍTULO II – ALTITUDES DAS PRINCIPAIS MONTANHAS NO BRASIL E NO MUNDO 2. c) América do Sul: Aconcágua com 6.780 metros. em Itatiaia – RJ. no Parque Nacional da Tijuca. 2.797 metros. h) 8º Morro do Couto: 2.670 metros. i) 9º Pedra do Sino de Itatiaia: 2. c) Pico da Tijuca: 1. no Parque Nacional da Tijuca. no Parque Nacional do Caparaó – ES/MG. f) Europa: Elbrus com 5.992 metros. na Rússia.895 metros. g) Oceania: Carstens com 4. f) 6º Pico do Cristal: 2. nos Estados Unidos.

no Parque Nacional da Serra dos Órgãos.024 metros.410 metros. t) Morro do Escalavrado: 1. u) Pico Maior de Friburgo: 2.138 metros.316 metros.263 metros. na Urca – RJ. j) Pedra Bonita: 696 metros.050 metros. l) Morro da Cocanha: 982 metros. n) Pedra do Conde: 821 metros. q) Pedra do Garrafão: 2. no Parque Estadual dos Três Picos. no Parque Nacional da Tijuca. s) Pico Dedo de Deus: 1. no Parque Estadual da Ilha Grande. r) Agulha do Diabo: 2. k) Agulinha da Gávea: 610 metros.692 metros. m) Pico dos quatro: 678 metros. no Parque Nacional da Serra dos Órgãos. w) Pão de Açúcar: 395 metros. i) Corcovado: 704 metros. p) Castelos do Açu: 2.158 metros. y) Pico do papagaio da Ilha Grande: 982 metros. no Parque Nacional da Serra dos Órgãos. no Parque Nacional da Tijuca. no Parque Nacional da Tijuca. no Parque Estadual da Pedra Branca – RJ. 16 .g) Pedra da Gávea: 842 metros. no Parque Nacional da Serra dos Órgãos. é o ponto mais alto da Serra do Mar. no Parque Nacional da Serra dos Órgãos. no Parque Nacional da Tijuca. h) Morro do Archer: 817 metros. o) Pedra do Sino: 2. x) Morro da Urca: 230 metros. no Parque Nacional da Tijuca. na Urca – RJ. v) Pico da Pedra Branca: 1. no Parque Nacional da Tijuca. no Parque Nacional da Tijuca. no Parque Nacional da Serra dos Órgãos. no Parque Nacional da Tijuca.

encordamento.1. Os procedimentos de checagem devem ser supermassificados para garantir o sucesso da operação e a segurança dos que nela estão envolvidos. por isso buscamos o máximo de conhecimento possível. podendo ser acolchoada nas partes mais sensíveis. tendo em vista que o cansaço físico e o cansaço mental podem facilitar a desconcentração e vir a causar descuidos.1 BAUDRIER Equipamento usado em Salvamento em Altura e Salvamento em Montanha.1. Figura 3. 3.1 EQUIPAMENTOS UTILIZADOS EM SALVAMENTO EM MONTANHA E SUAS APLICAÇÕES A importância de se conhecer o perfeito manuseio dos equipamentos é essencial em toda operação de Bombeiro Militar que envolva risco de vida. Anéis porta materiais para transporte de costuras. Deve-se um tomar conta do outro. Loops ou olhais para conecção de mosquetões. bem como suas características técnicas.CAPÍTULO III 3. Fivelas de metal para ajuste.1.cordeletes e mosquetões avulsos. poderá vir a comprometer todo o sucesso da atividade. visando prestar sempre o melhor atendimento ao público que aciona o CBMERJ. É um equipamento essencial de segurança e pode ser fabricado a partir de uma larga fita de nylon. e solteira. A seguir conheceremos a modernização dos equipamentos utilizados em Salvamento em Montanha. E a não observância de um pequeno detalhe técnico. e ajustada em volta da cintura e das pernas por fivelas de metal. No Salvamento em Montanha nada deve ser desprezado e nem desconsiderado.1 17 .

Figura 3.4 BAUDRIER INTEGRAL DE RESGATE TIPO PÁRA-QUEDISTA Utilizado em trabalhos industriais em conjunto com talabartes.1. enquanto o trava-quedas com o talabarte conectado a argola superior do cinto.3.4.4. Talabartes com conectores Figura 3.1.1 Figura 3. o freio autoblocante é fixado na 1ª corda.1. Figura 3.3.1. é fixado em uma 2ª corda conhecida por linha da vida.quedas Figura 3. evitando assim que o escalador fique de cabeça para baixo.3 18 .4. sendo que para escalada o encordamento é na altura do peito envolvendo os dois loops peitorais.1.1 3.2 Trava .3 BAUDRIER INTEGRAL PARA ESCALADA E RESGATE Equipamento utilizado para as funções acima mencionadas.1.1 3.2 BAUDRIER PEITORAL Modelo que tem sua utilização em conjunto com o baudrier de cintura para reduzir os efeitos da queda em escalada. Este equipamento pode ser utilizado para Salvamento em Montanha para o rapel com a maca Sked.1.2.1.

3. mas existem modelos de titânio.4 MOSQUETÃO Peça metálica constituída de um anel com abertura e gatilho para ser utilizado em ancoragens e no baudrier.2 PARTES DO MOSQUETÃO COM ROSCA OU TRAVA Bloqueio ou nariz Trava ou rosca Gatilho Dorso ou espinha Dobradiça Figura 3.3. principalmente se este tiver sofrido uma queda. No início os mosquetões eram feitos de aço. gravada ao longo do dorso.4. 3.4. Possuem resistências diferentes.1 CUIDADOS COM O MOSQUETÃO A manutenção e inspeção periódicas também são fatores importantíssimos para sua segurança. como o simétrico ou oval.1 19 . se o gatilho abre com suavidade mesmo quando submetido à carga. pois poderá ter fraturas não perceptíveis. verifique o aspecto geral do material.2.1. assimétrico.1. Não hesite em condenar um mosquetão. foram completamente superados pelas novas ligas. Também diferem entre si dependendo do tipo de gatilho. pêra e semi-oval. sempre com a inscrição da sua capacidade expressa em KN. mas devido seu peso. Existem vários modelos com utilidades específicas.1. sem trava. Hoje a maior parte dos mosquetões é feita de uma liga especial de alumínio. ou com trava que pode ser de rosca ou automática. tornando-os leves e resistentes. cromo e zinco.4. ranhuras ou trincas.1. que agregam leveza e resistência. se apresenta desgaste.

4.1 20 .1 3. Figura 3.3. Figura 3. pois a tração recai no eixo oposto ao gatilho.1.1. E tem por características a distribuição da tração que recai nos dois eixos por igual.3.1 3.5.4.3 ÂNGULO DE RESISTÊNCIA Os mosquetões são desenhados para suportarem carga unidirecional ao longo do dorso com a trava fechada.4. No CBMERJ é empregado em planos inclinados em conjunto com a polia simples de placa fixa da Petzl.4.4.5 MOSQUETÃO DE DURALUMÍNIO DE FORMATO EM “D” Com resistência em torno de 35 KN possui resistência superior aos mosquetões simétricos.4 MOSQUETÃO SIMÉTRICO DE DURALUMÍNIO É também conhecido por oval.1.4.1.4.1. Figura 3.1.

Figura 3.4.1.4.6 MOSQUETÃO DE DURALUMÍNIO EM “D” MODIFICADO Com resistência em torno de 30 KN.4. quando submetido a esforços. Figura 3.1 3. Figura 3.1 21 .6.3.7 MOSQUETÃO DE DURALUMÍNIO COM TRAVA AUTOMÁTICA Possui uma mola que o mantém fechado.4.1.8.7. durante uma escalada. muito confiável para todos os trabalhos.1.4. segundo o fabricante faders.8 MOSQUETÃO DE DURALUMÍNIO GOLIAT Possui resistência de 30 KN.1 3. principalmente ancoragens. e a ancoragem em grampo ou chapeleta.1. possui boa abertura facilitando a conecção no cinto.1. devido a sua forma anatômica.1.4. o modelo apresenta boa resistência.

Figura 3.4.4.1.1 22 .4.1 3.10 MOSQUETÃO DE DURALUMÍNIO GATILHO CURVO PARA ESCALADA Com resistência em torno de 26 KN.4.10.11 MOSQUETÃO DE DURALUMÍNIO GATILHO RETO PARA ESCALADA Com resistência em torno de 26 KN é padronizado para conecção nas proteções fixas (grampos e chapeletas) durante a escalada.1. Estes modelos de mosquetões para escalada. e tem vantagens parecidas com as do mosquetão em “D” modificado. para facilitar o ato de costurar.1 3.3.4. é padronizado para passar a corda dinâmica quando no ato da escalada.9.1.1.1. O seu lado maior permite um melhor asseguramento ao guia quando no uso do nó UIAA.4. são conhecidos no CBMERJ como molas de segurança.11. Figura 3. Figura 3.1.9 MOSQUETÃO DE DURALUMÍNIO FORMATO PÊRA Geralmente possui resistência em torno de 22 KN.

Figura 3. Figura 3.4 3.1.4.4.1.13.1 Figura 3.2 Figura 3.4.12. visando uma escalada mais segura.14.1.4.1.13 MOSQUETÕES DE AÇO PARA TRACIONAMENTO Atualmente se recomenda para tracionamentos.13. como planos inclinados.4.1.4. onde servem para a segurança em pontos fixos (grampos e chapeletas).3 Fig 3.13.12 MOSQUETÃO DE DURALUMÍNIO EM “D” PARA ESCALADA COM GATILHO DE ARAME DE AÇO Com resistência entre 24 e 26 KN. 23 . a utilização de mosquetões de aço. as quais são colocadas ao longo da via tornando segura a progressão do guia. interligados por uma fita expressa.4.1.1. Fig 3.1. Gatilho reto para conecção no grampo.14.4. O mosquetão de gatilho curvo onde é passada a corda deverá estar ao lado contrário da progressão do guia. e até para ancoragens por possuírem mais resistência à tração do que os mosquetões de duralumínio.1 Fig 3.2 Fig 3.4. possui abertura facilitada do gatilho em relação aos outros mosquetões similares para ajudar a costurar com mais rapidez.3 Gatilho curvo para passagem da corda.4. São utilizadas em escaladas.14 COSTURAS São dois mosquetões sem rosca. Fita expressa.3.13.1.4.14.1 3.1.1.

Figura 3. o fechamento é feito por intermédio de uma rosca. uma vez que não é autoblocante.1.1. é similar ao mosquetão. delta. Atualmente existem vários modelos para diversas aplicações. cujo formato tem por finalidade reduzir os torcimentos na corda.2 mostra um modelo conhecido por huit.4 3. E apresenta como fator desfavorável o seu peso que é bem superior aos mosquetões.3 24 .1 Fig 3.1.3.15. Este equipamento é fabricado normalmente em aço. etc.4.1.15.1.3 Fig 3.2.1.2. Deve-se ter muito cuidado na utilização desse equipamento. É disponível em vários modelos: semi-oval.15.15. A figura Figura 3.2 Fig 3. mas prejudica a vida útil da corda.1.2 Figura 3.4.4. provocando torcimentos conhecido por cocas.2.15 MAILON RAPIDE Conhecido também por malha rápida. o mesmo possui duas velocidades.1 Figura 3. porém não apresenta gatilho. Fig 3. uma rápida e outra lenta de acordo com a colocação da corda nos orifícios maior ou menor.1.1 Equipamento muito utilizado no CBMERJ é preso ao baudrier e a corda através de um mosquetão.2. O freio oito tem preço acessível e boa eficiência.2. simétrico.1.4.4.2 FREIO OITO OU APARELHO OITO 3.

3.2.2.3. A trava do mosquetão deverá ficar sempre voltada para o rosto do BM.2. ou com uma corda de diâmetro inferior a 12 mm desde seja dobrada para aumentar o atrito e garantir uma boa frenagem.3 COLOCAÇÃO DO FREIO OITO NA CORDA PARA DESCIDA SIMPLES (UMA PESSOA) O BM ao executar a colocação do freio oito desta forma.2 FREIO OITO DE RESGATE OU BIG OITO Utilizado pelos tripulantes operacionais das aeronaves de salvamento do CBMERJ. permitindo que o BM fique parado a fim de iniciar o resgate da vítima.2 3.1 Figura 3. evitará a perda do aparelho caso haja algum descuido.1 Figura 3.2.2. É mais apropriado utilizá–lo com corda de 12 mm de diâmetro.2.2. Figura 3.3.3 Figura 3. o que fará que a velocidade de descida seja maior quando comparado ao freio oito simples.3. Pois o orifício maior onde se passa a corda é maior que ao dos freios oitos convencionais.3. Figura 3.2.2 Figura 3. possui orelhas ao lado do orifício maior para travar a corda. conforme demonstram as figuras abaixo. porque o mesmo ficará na corda.4 – Método incorreto de uso do mosquetão 25 .2.2.

1 COM MOSQUETÃO AUXILIAR Figura 3.2.2 NO FREIO OITO DE RESGATE OU BIG OITO Figura 3.2.1 26 . o BM deverá utilizar a mão auxiliar para descer o Prusik que deverá sempre ficar sem tensão.4.1 3. As figuras abaixo ilustram os principais procedimentos para efetuar a parada na corda com a utilização do aparelho oito.2.4.3.2. Feito isto.2. o sistema travará totalmente parando a descida.3 COM O NÓ PRUSIK Nesta técnica.2.4.3. Para efetuar a parada.2.4.4. se faz necessário um bom treinamento para efetuá-las com maior segurança. 3. Entretanto.4 TÉCNICAS PARA EFETUAR UMA PARADA NA CORDA UTILIZANDO FREIO OITO São técnicas utilizadas para efetuar uma parada durante a descida. basta que o BM retire a mão auxiliar do mesmo.1.2.4.1 3. principalmente para abordagem de vítimas em altura. Figura 3.

2 3.5.5.2.4.3.4.4.1 Figura 3. O CBMERJ padroniza este procedimento para diminuir a possibilidade de travamento da descida quando no contato com alguma superfície.2. passar do plano horizontal para o vertical (cabo comando) e outras aplicações.2.5 MODO PADRÃO DE UTILIZAÇÃO DO FREIO OITO ENSINADO NO CBMERJ Deve-se sempre visualizar a corda.2 27 . conforme demonstra a figura 3.2.4 PASSANDO A CORDA EM VOLTAS NAS PERNAS Método utilizado para atendimento a vítimas em alturas. de cordas. ficando a parte da volta desta no freio oito voltada para o BM.2.5.2. Figura 3. trocar de equipamentos. Figura 3. transpor do Prusik para o aparelho oito e vice-versa ou outro freio correspondente. Devem ser feitas pelo menos três voltas em forma de oito envolvendo as pernas.4.2.1 Figura 3.4.2.

2 Figura 3.2.3.1 Utilizado para asseguramento em escalada.6.6.6.3. Quando a corda for passada dobrada no freio oito conforme demonstra a figura 3.2.3 ATC .4.6.1.2.2. significa que a descida também terá bastante atrito.4 3.2. esta forma é utilizada para pessoas que tem o primeiro contato com o equipamento.6 VELOCIDADES DO FREIO OITO SIMPLES O aparelho oito simples é composto de 02 orifícios para colocação da corda. quando a corda for passada no orifício maior a descida será com menos atrito e maior velocidade como visto na figura 3.AIR TRAFIC CONTROLLER 3. Quando a corda for passada no orifício menor a descida será com maior atrito e menor velocidade conforme visto na figura 3.2. As duas voltas passadas no orifício maior conforme demonstra a figura 3. pelo fato de sua área de contato com a corda e o mosquetão situado no baudrier proporcionar um bom atrito.6.6.1. Figura 3. ou seja.1 Figura 3.2.2. as mesmas tem por objetivo um maior atrito da corda em contato com o freio. Figura 3.2.3. Esta forma é utilizada para rapelar após uma escalada e assim voltar à base da via. tem a finalidade de se descer com uma vítima em prédios.3.2.6.6.1.2 Figura 3.3.3 28 .1.3 Figura 3. um maior e outro menor. auxiliando o BM na frenagem do sistema para a descida com a vítima.3.1 Figura 3.

4 REVERSO Funcionamento parecido com o ATC.2.2 3. travando assim uma queda do participante. pois permite que em conjunto com o mosquetão auxiliar que seja simétrico. Figura 3. Figura 3.5.3.3.3.1 3.3.2.5 PLAQUETA GIGI Tem seu funcionamento em escalada destinado a fornecer segurança ao participante de uma cordada de escalada.4.1 Figura 3.1 29 .2 COLOCAÇÃO DO ATC NA CORDA SIMPLES E DUPLA Figura 3. pois permite que em conjunto com o mosquetão auxiliar. É excelente para dar segurança ao participante de uma cordada de escalada. podendo ser utilizado com corda simples e dupla. fique auto blocante. fique autoblocante travando assim a queda do participante.

7 PLAQUETA STICHT Possui funcionamento semelhante ao ATC.1 30 . a corda travará automaticamente no freio.6 GHOST Possui função parecida com a do reverso. O guia ancorado recupera a corda. que tem por função proporcionar asseguramento para o participante de uma cordada. a figura 3.2 3.6.7. Figura 3.3. Figura 3.2. ilustra a utilização do mosquetão auxiliar em conjunto com o aparelho.1 Figura 3.6. e no caso de queda do participante.6. podendo ser utilizada com corda simples e dupla.

diferenciando a velocidade da descida. e segundo a Petzl este aparelho é recomendado para grandes descidas.1 Fig 3.8.8.2 Fig 3. Pode ser utilizado em cordas simples e duplas.3 Fig 3. Como travar nó de mula Fig 3. passando a corda por entre as barras de alumínio ou aço.8.8 RACK Outro freio descensor. as barras vermelhas fixas são indicadores que limitam o risco de uma montagem errada.5 31 .8. aumenta ou diminui o atrito.8. faz também a função do freio oito.4 Fig 3. Dependendo da distância entre as mesmas.3.

Os modelos de descensores autoblocantes ilustrados no manual são projetados pelos fabricantes para trabalharem apenas com corda simples. O usuário deste equipamento deverá atentar para a colocação correta da corda no aparelho.3 Figura 3.1. asseguramento do participante na escalada em rocha e rapel.4 32 . Grigri em utilização Figura 3.9. É projetado pelo fabricante para ser utilizado em corda simples de 10 a 11 mm de diâmetro. e tem como função bloquear automaticamente a queda do escalador. é um equipamento autoblocante. que são de frenagem manual.1.1 GRIGRI Fabricado pela empresa francesa Petzl. Os fabricantes recomendam a utilização destes equipamentos somente após os usuários serem instruídos sobre o manuseio e os recursos dos mesmos. principalmente para segurança em escaladas. e são disponíveis em vários modelos de diferentes fabricantes. que ocorre em grandes muros com agarras artificiais.1 Figura 3. conforme demonstra a figura 3.1. reverso e ATC.9.9.1. Atualmente é muito utilizado para escaladas indoor.3. 3.9. São excelentes para trabalhos suspensos.9. pode ser utilizado.2 Figura 3.9. sendo que o grigri é mais utilizado como assegurador para escaladas.4.1. além de descensor.9 DESCENSORES AUTOBLOCANTES Fabricados especialmente para permitir uma descida com mais segurança. Diferentes do freio oito. nestes descensores basta tirar a mão da trava de liberação da corda. que estes equipamentos travarão automaticamente.

9.2.3. Figura 3. para que o mesmo bloqueie a descida automaticamente. Figura 3. que possui funcionamento parecido com o descensor stop. e descidas até 100 metros.2. só que trava soltando a mão.1 Figura 3. onde que se tenha que parar em algum ponto para executar um trabalho suspenso.2 Figura 3.2 DESCENSOR STOP Fabricado pela empresa francesa Petzl. É projetado pelo fabricante para ser utilizado em corda simples de 10 a 13 mm de diâmetro e descidas até 100 metros.3. Observação importante: Atentar para que se apertar totalmente a trava de liberação vermelha a velocidade da descida aumentará consideravelmente e não haverá frenagem. conforme demonstra a figura 3.3 DESCENSOR INDY Fabricado pela empresa italiana Kong. Este equipamento é utilizado normalmente para descidas. é um descensor autoblocante que em comparação ao freio oito diminui muito os danos à corda.9.3 3.3. basta retirar a mão da trava vermelha.9.3. ou seja.9.2.9.9.2.1 Figura 3.9.3. duas frenagens. É projetado pelo fabricante para ser utilizado em corda simples de 9 a 12 mm de diâmetro. ou apertando totalmente a trava de liberação preta.9. é um descensor autoblocante.2 Figura 3.3 33 .9.

impactos repentinos. quedas ao chão. Figura 3.10.4.9.9. e foi testado pelo Curso de Salvamento em Alturas do CBMERJ no ano de 2002. e tem por função proteger o BM de queda de pedras. sendo que no CBMERJ.3. É projetado pelo fabricante para ser utilizado em corda simples de 9 a 12 mm de diâmetro.1 Figura 3. Os capacetes modernos são confortáveis e de fácil ajuste.DSD – 25 Descensor autoblocante fabricado pela empresa alemã Anthron.2.4.2 34 . travando totalmente com dois Bombeiros Militares conforme demonstra a figura 3. possui duas frenagens como o descensor Indy.10. equipamentos ou quaisquer outros objetos.9.4. Existem diferentes modelos.10 CAPACETE Equipamento de proteção individual para a cabeça.2 3.9. Na descida de socorrista e vítima este equipamento respondeu com êxito ao teste. Figura 3. estão em uso o modelo Ecrin Rock da Petzl e o nacional Montana.4 DOUBLE STOP DESCENDER .1 Figura 3. passagem por locais estreitos ou batidas em pedras ou elementos cortantes e pontiagudos.

nas lojas especializadas em montanhismo. São vendidas a metro.12. vigas de concreto. fato este que pode levar o praticante a retirar a mão da corda. lona e outros equipamentos auxiliares.12 FITAS TUBULARES São utilizadas nas ancoragens para preservar as cordas da abrasão.1 3. Figura 3. de preferência dobradas.12. especial para este fim. São ideais para ancoragens em pedras.3. árvores. é um equipamento de proteção individual utilizado no rapel para proteger as mãos de queimaduras quando em contato direto com a corda.2 Figura 3.3 35 . desde que protegidas por proteções de mangueira. e também servem na confecção de solteiras e cadeiras improvisadas.11 LUVA Sempre utilizada em par. e para sua emenda é padronizada pelo CBMERJ a confecção do nó duplo.1 Figura 3.12. Figura 3.11.

fitas ou hastes de duralumínio.13 ANEL DE FITA COSTURADA (ANNEAU) E FITA DAISY CHAIN A figura 3. Figura 3. que é uma fita costurada com pequenas alças de suporte.14.3. pois pode ser utilizado para organização de equipamentos em suas alças.13. É um acessório bastante versátil durante uma escalada.2 Observação: A união de uma fita tubular ou anneau com mosquetão presa ao baudrier.13.1 Figura 3.2. 3. A figura 3.1.14 ESTRIBO Escada de 3 ou mais degraus.1 36 . pois permite ajuste mais simples à medida que o escalador progrida através dos mesmos. O estribo é utilizado na escalada artificial e ascensão em corda.13. Mas seu principal uso é como alça solteira em conjunto com os estribos. demonstra a fita Daisy Chain. Figura 3. para fins de ancoragem individual. é conhecida como solteira. demonstra a fita costurada aneauu que é uma fita que possui costura e carga de ruptura padrão em torno de 22 KN.13. que pode ser confeccionada com cordas de 5 a 7 mm.

1 Figura 3.3. conhecida por polia Prusik. As figuras 3. transposição de obstáculos.5 Figura 3. possuem alta resistência.16. marchard ou bachman. e são utilizados como forma de segurança ou ascensão.1 e 3.5 mostra um modelo que pode ser utilizado em planos inclinados com duas cordas paralelas.16.16.16. São encontradas em vários modelos. mostra um modelo duplo para corda e cabo de aço. enquanto a figura 3. mostram modelos simples para uso em somente em cordas.4.15. A figura 3. 6 e 7 mm de diâmetro. são utilizadas em içamento de cargas.16. sistemas de força e salvamento com plano inclinado.15 CORDELETES Também conhecidos por cordins.1 3. Figura 3.16.3 Figura 3. mostra um modelo duplo para utilização em cordas.16.2.6 37 .3.16. normalmente para nó Prusik.16.4 Figura 3. que tem função de bloquear automaticamente uma carga ao ser içada. geralmente de fibra de poliamida.16 POLIAS Conhecidas no CBMERJ como patescas.16.16. A figura 3.2 Figura 3. A figura 3.16.6 mostra um modelo autoblocante. são cabos solteiros especiais de 5. Figura 3.

Figura 3. entre o orifício superior do mesmo e a corda.17. No 2º ascensor destinado ao pé.2 Figura 3.1.1.17 ASCENSORES 3. checar todo o equipamento e realizar a ascensão.17.17.1 ASCENSOR DE PUNHO Geralmente utilizados em cordas simples de 8 a 13 mm de diâmetro. e são conectados ao cinto do BM através de fitas tubulares.4 3.17.17. é fácil de manusear.1.17. E o BM deverá finalizar o sistema com as conecções dos mosquetões restantes.1 Figura 3.3 BOMBEIROS MILITARES EM ASCENSÃO Figura 3. porém o CSMont padroniza o uso de um mosquetão.3.5 Equipamento destinado à ascensão em cordas duplas.1.17.17. sendo o 1º posicionado acima e o 2º posicionado abaixo.1 38 .2. Este equipamento trava na corda para facilitar a ascensão. possui dois punhos. será fixado um estribo. É utilizado em par.2 ASCENSOR TWIN Figura 3.1. Mosquetões de segurança Figura 3.

17.2 Figura 3.17.17.17.1 39 .17. Figura 3. Figura 3.3 3.17.3.2 Ascensor ventral destinado à auto-segurança.1 3. Possui olhal superior em forma de retângulo para conecção da fita torse própria para o mesmo. e também fixada ao baudrier.5.1 Figura 3. travessias horizontais e como auto-segurança em passa-mão. A Petzl recomenda utilizar este equipamento para bloquear sistemas de polias. A sua utilização é efetuada em cordas de 8 a 13 mm.4.5 TIBLOC É considerado o menor ascensor do mundo.17. é fabricado pela Petzl.17. auxílio na subida de cordas verticais. utilizado em paredes inclinadas.17.3 ASCENSOR BASIC Difere-se dos anteriores pela ausência de punho.3.4. Figura 3.3.4 CROLL Figura 3. que consiste em um sistema montado com corda ancorada na base e no topo.4. e funciona em conjunto com um mosquetão posto entre a corda e os orifícios laterais.

e aconselha a sua utilização no pé direito.17. em tracionamentos e içamentos.7 BLOQUEADOR SHUNT Utilizado em cordas simples e duplas com diâmetro entre 8 a 11 mm.3.17. basta tirar a mão que o aparelho travará na corda. mas é preciso que este esteja conectado a um mosquetão preso separadamente no baudrier. Figura 3.6 ASCENSOR GIBBS Utilizado pelo Curso Avançado de Montanhismo do Exército Brasileiro. facilita a ascensão em cordas em conjunto com o ascensor de punho e o croll. possui fita do pé para ajuste fácil e rápido. Este equipamento pode ser utilizado juntamente com o Oito ou ATC. A Petzl fabricante do aparelho recomenda que o mesmo seja posicionado sob o descensor conforme demostra a figura 3.7.8.17.2 3.1 3. cumpre a função de ascensor e bloqueador. Figura 3.7.17.17.1.17. para funcionar como sistema de segurança autoblocante.17.2.1 40 . retira–se da corda com um simples movimento de dobrar a perna para trás. Figura 3.8 ASCENSOR DE PÉ – PANTIM Utilizado em cordas de 8 a 13 mm de diâmetro.17.6. funcionando assim como Prusik mecânico.1 Figura 3. O fabricante deste equipamento informa que o mesmo não é um EPI.

Para movimentações na horizontal. onde há possibilidade de lançamentos de duas ou mais cordas. ou até em sistemas de tracionamento e sistemas de redução de força. praticidade e funcionalidade. 02 fitas de nylon para içamento em dois tamanhos. Não proporciona imobilização dorsal.1 Figura 3. especialmente quanto a abrasões ou cortes.3.19 MACAS DE SALVAMENTO EM MONTANHA 3. devendo ser observada esta disposição no momento do uso. O tirante a ser utilizado na região do tronco da vítima é 10 cm menor do que o da região das pernas. dispõe de dois tirantes reforçados de nylon com capacidade para suportar 1.18.18. 04 alças adicionais pequenas para transporte. bem como. 01 corda de 20m.19. Figura 3.3 Figura 3.4 3.18 PLACAS DE ANCORAGENS São utilizadas em pontos confiáveis.725 kg cada um. e segundo o Manual do Curso de Salvamento em Altura do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo na página 28. Ao inspecioná-la. razão pela qual deve ser utilizada prancha longa.1 MACA SKED Utilizada pelo CSMont para ações de Salvamento em Montanha.4 Figura 3. acompanhada por uma mochila e acessórios que conferem ao equipamento leveza. estado das fitas. alça de transporte e fivelas de fechamento e ajuste.1.1 41 . 01 suporte para os pés.18.18.19. Figura 3. o estado de conservação de seus acessórios: 01 mosquetão em aço grande para salvamento (com certificação NFPA – National Fire Protetion Associacion). verifique suas condições estruturais. informa que a maca Sked consiste em um sistema compacto de maca constituído por uma folha plástica altamente resistente.

2 MACA SMIT–SISTEMA MOLDÁVEL DE IMOBILIZAÇÃO E TRANSPORTE Equipamento de fabricação brasileira teve sua aquisição pelo 1º GSFMA no ano de 2006. conferindo-se ainda. as condições dos quatro tirantes de fixação da vítima e suas fivelas.19.19. informa que a mesma é confeccionada em aço tubular em todo seu perímetro e por material plástico (PVC) nas partes que envolvem a vítima. podendo ser inteiriça ou em duas partes acopláveis.2 Figura 3.3 MACA CESTO Esta maca está disponível no 1º GSFMA para ações de Busca e Salvamento em Montanha. E segundo o Manual do Curso de Salvamento em Altura do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo na página 27.19. Ao inspecioná-la.19.19.3 42 .3. Figura 3. podendo ser utilizada para içamento de vítima na vertical. sendo observados mesmos cuidados quando no uso da maca Sked. os pinos de travamento da maca que garantem o seu acoplamento seguro e as condições da corda que costura lateralmente a maca.1 3. deve-se atentar para a integridade estrutural da maca. A capacidade de transporte desta maca é de 180 Kg.3. A base de apoio para os pés. Figura 3.19. Tem a sua aplicação para as mesmas funções da maca SKED.1 Figura 3.3.3. salvamento no plano inclinado e rapel com vítima de trauma.2.

O travesseiro para a cabeça é estofado e anatômico não permitindo que a vítima fique com a cabeça móvel durante o transporte. permitem que as mãos dos socorristas fiquem livres durante o transporte.1 Fabricada pela empresa Kong. o fundo da maca é enrijecido para preservar a coluna da vítima. O Material da cobertura é o Nylon® 800D resinado e possui capacidade de carga de 180 kg. Apresenta fitas que possibilitam que a vítima tenha todos os membros imobilizados com sistema de fácil ajuste. A capacidade de carga da fita para içamento ou descida vertical é de 400 kg.4. além de bolsa-mochila para o transporte. As dimensões do saco de transporte são de 40X60X25 cm. e suas dimensões sem os cabos para transporte no ombro são de 200X60 cm. e sua certificação é de acordo com as normas: CE / Direttiva Dispositivo Médico 93/42/CEE Classe 1. Seus exclusivos cabos acolchoados para suporte nos ombros. ou verticalmente sendo suspensa.4 MACA LECCO Figura 3. Sua estrutura em alumínio de alta resistência totalmente desmontável possui uma capa de nylon para proteção da vítima que pode ser totalmente aberta por meio de zíper com dupla abertura possibilitando acessar a vítima enquanto transportada.3. é um equipamento para todo tipo de intervenção de socorro em qualquer tipo de ambiente que possa ser transportada por pessoas ou helicóptero. Sendo que a capacidade de carga da fita para içamento ou descida horizontal.19. 43 . situada na Itália. para tanto. Pode ser transportada horizontalmente por meio de pessoas ou tirolesa. Suas dimensões montada com os cabos para transporte no ombro são de 310X60 cm. o mesmo é fixado a maca por meio de velcro. ou transporte em helicóptero são de 500 kg. podendo ser removido se necessário. O Seu peso de 13 kg. o material da estrutura é composto de liga leve de alumínio. acompanha fitas que possibilitam estas ações. A capacidade de carga da fita para tirolesa são de 500 kg.19.

Seu sistema de fechamento é feito por meio de velcro na parte superior da capa e para a respiração da vítima existe uma tela de tecido que possibilita a entrada de ar.5 CAPA EVEREST PARA TRANSPORTE DA MACA PRANCHA RÍGIDA Figura 3. Apresenta 5 pontos de fixação em cada lateral para conexão de uma fita divisora de carga com capacidade de carga de 400 kg. acima desta tela existe um sistema de ajuste que permite um perfeito fechamento da capa na parte da cabeça.1 Capa fabricada em nylon e cordura para içamento de maca tipo “prancha rígida” com capacidade de carga de 180 Kg. e é certificada de acordo com as normas: CE-EN1865 e Diretiva 93/42/CEE.3. assim como cada ponta da fita divisora é de cor idêntica (exemplo: fita de conexão azul com ponta azul da fita divisora). O seu peso é de 4 kg.5. Em sua parte interna apresenta bolsos confeccionados em tela com zíper para transporte de medicamentos.19. em cada ponto de fixação.19. Apresenta 4 fitas ajustáveis externas para manter a estabilidade da vítima dentro da capa. 44 .

Já os duros são menos aderentes. As sapatilhas quanto ao solado de borracha se classificam em macias e duras. Elas devem estar justas e confortáveis. Os vários desenhos visam aplicações para as diferentes modalidades. mas apresentam um maior resultado em micro agarras. O seu pé não deve doer. etc. Figura 3. traz uma informação muito técnica sobre o tamanho ideal da sapatilha para cada escalador. em relação ao tipo de terreno. mas também não deve haver nenhum “espaço vazio” no 45 . Macias (5. a tabela abaixo explica a classificação e a utilização. O tipo de solado também influi no desempenho da sapatilha. como o 5.20 SAPATILHAS PARA ESCALADA EM ROCHA São calçados com desenho e solados fabricados especialmente para escalada. Vibram-XSV) Menos aderência Mais durabilidade Mais precisão em micro-agarras As figuras abaixo ilustram sapatilhas utilizadas pelo CSMont.3 Figura 3. cadarço ou elástico.XSV. Isto é uma meia-verdade.20. como o Boreal-Fusion e o Vibram.10–Stealth e o Vibram–Megabyte. outras para negativos ou tetos e para escalada em aderência. Vibram-Megabyte) Mais aderência Menos durabilidade Menos pecisão em micro-agarras Duras (Boreal-Fusion.10 Stealth. Os mais macios são bem mais aderentes e ideais para vias em aderência. e dependendo do tipo de escalada a ser realizada.20. porém não são tão precisos em minúsculos regletes e gastam muito rápido. Esta informação está abaixo transcrita: Existe uma lenda que diz: a sapatilha deve estar bem apertada no pé para poder funcionar. podem ter fechamento de velcro. além de serem mais duráveis. no seu website. Algumas são ideais para dominar lances em micro agarras.3.4 O Centro Excursionista Teresopolitano.2 Figura 3.20. São encontrados de vários modelos e formas.1 Figura 3.20.

21. elas não funcionarão para você. A Snake fabricante das sapatilhas modelo Anhangava e Trinity que são utilizadas pelo CSMont. E informa também que os cardaços e palmilhas sofrem um desgaste natural muito mais rápido e que podem ser facilmente substituídos. Figura 3. Isto pode funcionar. recomenda os seguintes cuidados no que versa sobre a conservação deste calçado: 1 – Lave sempre com água. que consiste na revisão completa no solado entressola. 2 – Nunca use sabão. 3 – Ponha a sapatilha para secar na sombra e num local ventilado. as sapatilhas esticam um pouco.21 COMPARTIMENTO PARA MAGNÉSIO Pequeno compartimento transportado pelo escalador. facilitando assim a pegada nas agarras. pois a secagem forçada danifica e pode prejudicar a garantia. cuidando para que a temperatura do local nunca ultrapasse 60 graus centígrados. após algumas escaladas. 3. mergulhe-as na água fria e coloque-as por algum tempo (1 ou 2 horas). A Snake informa que a sapatilha sofre desgaste após um tempo de uso e o usuário pode solicitar uma ressola. Caso estejam apertadas. 6 – Guarde a sapatilha sempre à sombra e num local ventilado.1 46 . 4 – Trate o couro periodicamente com produtos. palmilha e emborracahamento. 5 – Depois de usar a sapatilha. retire a palmilha para arejar e facilitar a secagem. que é um produto semelhante a um pó branco. Lembre-se sempre que. Cuidado com sapatilhas apertadas ou folgadas demais.interior do calçado. O mesmo serve para o acondicionamento do carbonato de magnésio. que é utilizado para marcar os pontos de apoio na rocha e manter as mãos secas durante a escalada. e se ajustam ao desenho do seu pé.

Os grampos são fixados na rocha por intermédio de um furo justo por uma broca SDS de aço geralmente de 12 mm de diâmetro.1. e o modelo abaixo tem resistência de 50 KN garantida pelo fabricante.1 Figura 3. Para confiar a sua vida neste equipamento.1.3.3.1.22.1. Figura 3.22 PROTEÇÕES FIXAS 3.020. Os grampos são feitos de aço 1. Os grampos são divididos em haste e olhal. e a sua colocação é por batida ajustável e expansível na rocha.3 Figura 3. (verificando o correto posicionamento do mesmo na rocha). mas também existem grampos de medidas de ¼” e 3/8.22. e só após este tempo o grampo poderá ser usado. mas existem grampos de aço inox. A composição do mesmo geralmente é de aço inox. fissuras.4. é necessária o uso de uma cola conforme mostra a figura 3. Olhal Haste Sentido de trabalho Figura 3. se está bem batido.22. conforme mostra a figura 3.2 Existem grampos que não possuem solda e tem o olhal arredondado.1 GRAMPO As proteções permanentes geralmente utilizadas no Brasil são os grampos. feito na mesma.4 47 . que leva 24 horas para secar. O diâmetro padrão dos grampos é de ½” vendido em lojas especializadas em montanhismo.1.22.22. etc. É ideal para regrampear vias.22. se faz necessária uma observação do estado geral. artefatos de fabricação caseira sobre os quais não existe nenhum controle de qualidade.22. torto. O problema é que o para o grampo se fixar a rocha.1. corrosão.

Orelha.22.200 a 2.1. é melhor perder um cordelete ou mosquetão passado em torno da mesma antes de passar a corda.4 48 .22. do que ficar exposto a sofrer um grave acidente. fixada por intermédio de um parabolt que pode ter 10 ou 12 mm de espessura.3 Figura 3.22.22.500 Kg.2 Figura 3.22.3.3.1.22.3 POSICIONAMENTO DA CHAPELETA NA ROCHA-FONTE PETZL Certo Posicionamentos errados e perigosos Figura 3.2 Figura 3.22.3.3. sobrando uma ponta para fora onde é colocada a orelha da chapeleta e depois a porca. dependendo do modelo.3 3.1 Figura 3. Existem modelos atuais que permitem a colocação da corda diretamente na chapeleta.3. Parabolt. e efetuar um rapel de emergência com mínimo de segurança. e não se deve passar a corda diretamente nas mesmas.2 enquanto as mais comuns apresentam as arestas pontiagudas.1. pois os fabricantes cumprem testes previstos por normas internacionais para aprovação.22.1 Figura 3. Figura 3.1.3. Neste caso. Porca.22. O parabolt é um parafuso de expansão especial para fixação na rocha.1. As chapeletas são mais confiávéis que os grampos.1 e 3. E apresentam carga de ruptura em torno de 2. conforme apresenta as figuras 3. conforme exposto na figura 3.1.2 CHAPELETA E PARABOLT Proteção permanente em vias de escalada.22.22.22.

A figura 3. 3. e a base do mesmo é equipada com chave para apertar parafusos de chapeletas.1 Figura 3.24. geralmente são pesadas.24 FURADEIRA À BATERIA As furadeiras para fixação de proteções em rocha.23. Martelo comum.24. O martelo tam tam na figura 3.2. o seu cabo de borracha tem a função de absorver vibrações.23.23 PUNHO COM BROCA E MARTELO Este conjunto é o responsável para a abertura do furo para instalação dos grampos e chapeletas. Olhal para auxiliar na retirada de pitons.23.2 49 . mas a sua vantagem é o ganho de tempo do escalador para furar a rocha em relação ao batedor com punho.1 Figura 3. Cabo de borracha para absorver vibrações.3. Figura 3.2 Chave para apertar parafusos de chapeletas. fazendo uso da furadeira do 1º GSFMA para bater um grampo durante a conquista da via sesquicentenário na Pedra da Gávea. são à base de bateria recarregável.24.1.2 mostra um montanhista do CBMERJ.23. Martelo para meios pequenos e saca piton. Figura 3. tem seu uso também para colocação e retirada de pitons. conforme mostra a figura 3. Trata-se de um punho com encaixe para uma broca.

1 Figura 3. Lâmina.25. Cabeça. O modelo na figura abaixo com dois olhais.3.1 50 . Olhal. é também conhecido por knifeblade. possui resistência em torno de 27 KN.25.25. c) São constituídas de cabeça.1.1 PITON PARA FENDA HORIZONTAL Forjado em aço cromo molibidênio ou aço doce que pode ou não ser galvanizado.25 PITON a) Peças de metal em aço cromo molibidênio de altíssima qualidade e resistência. Este modelo é também conhecido por lost arrow.25.25. Figura 3.1.25. as figuras a seguir demonstram outros modelos de pitons.1.2 PITON PARA FENDA HORIZONTAL E VERTICAL (UNIVERSAIS) Pitons finos e longos que possuem a característica de moldar-se à fenda. que são disponíveis em vários tamanhos de acordo com os fabricantes dos mesmos. 3. Piton horizontal. Piton universal. b) São relativamente leves e proporcionam grande segurança.3 3. d) São proteções fixas não permanentes. olhal e lâmina.2. f) Sua colocação e retirada produzem ruído. Possuem dois olhais e são constituídos de aço doce e flexível.2 Figura 3. e) São utilizados em escalada artificial. Figura 3.

Figura 3.3.3.25. ou para suportar somente o peso do escalador no estribo. e deforma-se para casar com as mesmas. e a característica de ficar apoiado em três pontos.1 Figura 3.25.3 PITON PARA FENDAS ENVIESADAS Este modelo fabricado pela Petzl de nome universel.25. possui uma lâmina fina e curta. É utilizado em escalada artificial.2 3.25. Figura 3. É fabricado em aço de média dureza sem tratamento térmico.4. é recomendado para fissuras ou fendas enviesadas em calcário e granito.1 3.25.4. Tem resistência em torno de 3 KN. podendo ser usado na vertical ou horizontal.5 RURP É um pequeno piton. Este modelo é também conhecido por angle. Figura 3.1 51 . É usado como segurança relativa.25.4 PITON EM CANELETA Tem o formato em “v” que lhe dá grande resistência.25.5.

excêntricos e friends. mesmo os mais finos.3. n) Para retirar o piton da pedra. o) Enquanto os grampos são fixados com o olhal para cima. i) Se não houver piton adequado tentar entalamento com dois pitons ou mais. l) As batidas com a marreta devem ser fortes espaçadas. nuts stoper ou excêntricos. os pitons são fixados com olhal para baixo.6. c) Um terço com martelo até o olhal.6 PECKER Trata-se de um minipiton para fendas realmente muito finas e rasas com pouca profundidade. e que normalmente não suportaria um piton normal. b) O ideal e introduzir o piton 2/3 manualmente. f) Quando o som ficar grave ou seco o piton não está bem fixado. Figura 3. É fabricado pela empresa Black Diamond. e) Quando ouvir um som metálico é sinal que o piton chegou ao fundo da fenda. j) O uso dos pitons tem diminuído devido ao uso de nuts.7 COLOCAÇÃO E RETIRADA DE PITONS a) Escolhe-se o piton de acordo com a fenda. observando qual ficou melhor na fenda. h) Com piton podemos fazer entalamento com mais pitons. bater o piton todo para um lado e depois para o outro.25. m) Retirar os pitons da pedra sempre com a camisa de corda.1 3. g) Primeiro analisamos a fenda para escolher o piton adequado. 52 .25. d) Quando ouvir um som semelhante ao encher de um cantil de água durante as marteladas é sinal que o piton ficou bom.25.

Olhal para auxiliar na retirada de pitons.7.8. Pequeno martelo para retirada de meios pequenos e saca piton.8. batendo com uma marreta.8. são utilizados alargadores.25. A figura abaixo mostra outro modelo de martelo de nome jumbe para colocação e retirada de pitons. demonstram conecções erradas e perigosas. deve-se observar o correto posicionamento dos mosquetões conectados nos mesmos.8.8. conforme mostra a figura 3.25.8. encaixá-lo e entalá-lo na fenda. reduzir o braço da alavanca do esforço sobre os meios e confeccionar equalizações.3.25. Fig 3. Cabo de borracha para absorver vibrações.5 53 .8. enquanto as figuras e 3.p) Segundo Flávio Daflon em seu manual escale melhor e com mais segurança.2 Fig 3.4 Fig 3. conforme mostram as figuras 3. nunca devem ficar com o gatilho voltado para a rocha.5 que podem ser préfabricados ou improvisados com cordeletes ou fitas. São unidos aos meios com uso de mosquetões.8. Para evitar o atrito da corda com arestas vivas.25.1 e 3.2.8 PRECAUÇÕES NO USO DE PITONS Após fixar um piton nas fendas ou fissuras da rocha.3 Fig 3.25.25.25.25. Figura 3. colocar um piton requer escolher o tamanho certo.1 3. Observação: Os mosquetões na escalada artificial e em qualquer outro tipo de ancoragem durante qualquer modalidade de escalada.25.25. Martelo comum.8.8.25.25.1 Fig 3.4 e 3.

26. utilizam o princípio de entalamento.1.26. As proteções móveis se dividem em dois tipos. São encontrados em vários modelos e tamanhos.1.26. estes sistemas de proteção estão sendo cada vez mais utilizados.26. e os que se ajustam à rocha. ou seja.3 Basicamente existem dois tipos: entaladores passivos e entaladores de expansão. Figura 3. já que são colocados em fendas pelo guia e retirados pelo participante.26. Estão entre os equipamentos mais técnicos e de difícil e complexa utilização. e proporcionam uma escalada limpa. como os friends.3.3.1 NUTS Com a atual divulgação do mínimo impacto em paredes. e requerem treinamento específico para sua correta aplicação. a seguir temos alguns exemplos: 54 . resistentes.1. como os nuts e ambos têm maior emprego na escalada artificial.1 Figura 3. São leves. os que se expandem na rocha.2 Figura 3. os ativos e os passivos.26 PROTEÇÕES MÓVEIS 3. não danificam a via. principalmente em aberturas de vias novas. conforme mostra a figura 3.1. com finalidades bem distintas. Pois mantém as características naturais das paredes. São assim chamados devido a sua fácil colocação e retirados com as mãos na maioria das vezes.

b) Formato semicircular ou excêntrico. f) Nuts de lado reto ficam melhores em fendas de lados regulares. e os dois lados podem ser usados. Qualquer modificação no formato dos modelos melhora ou não seus desempenhos. b) Ligeiramente curvados.26.2 QUANTO AO FORMATO a) Formato de cunha. 3. Existem nuts com: a) Todos os lados retos. g) Nuts de curvas ficam melhores em fendas de lados irregulares. exemplo: friends/spider com partes móveis acionadas por molas que se retraem ao entrar e sair da fenda e expandem-se dentro da fenda. c) São mais largos do meio para final da peça. d) Possuem um lado largo outro estreito. 3. micronuts.4 COLOCAÇÃO Sua colocação consiste em encaixá-los para onde a fenda se fecha. taders ou entaladores. stones. segurança estável. exemplo: cunha/excêntrico. d) De ação rotativa. mas os mais largos oferecem maior segurança. a) De formato tipo cunha. b) São conhecidos como: stoppers. rups. e) O objetivo da colocação é encontrar um ponto.26.3 ENTALADORES PASSIVOS Podem ser tipo cunha ou excêntrico.26.3. c) Entaladores passivos. 55 . onde uma simples peça do metal é encaixada na fenda. c) Combinando lado reto com curvo. d) Com ressaltos. steel nuts. nuts.

26. b) Não colocar muito próximo à borda da pedra podendo quebrar a borda e soltar-se. Sendo que a figura 3.26. Fig 3.Oposição de nuts. demonstra uma forma de oposição de nuts. que pode ser utilizado em uma passagem do guia para um lance horizontal.As figuras abaixo demonstram exemplos de colocação de nuts stopers.2 Figura 3.5 COLOCAÇÃO DOS NUTS EM FENDA VERTICAL a) Posição em que trabalham melhor. Nut direcionador. devem ser colocadas neste sentido (cima para baixo).4. com a função de impedir que a corda puxe o primeiro nut para cima ou para o lado. Progressão .26.26. c) Não deixar o cabo de aço atritando nas bordas.6 COLOCAÇÃO EM FENDA HORIZONTAL a) A fenda deve fechar-se de dentro para fora (parte de fora estreita).3 3. d) Fendas de parede totalmente paralelas não são boas sendo necessário o uso de dois nuts através do método chamado encunhamento. c) Normalmente os nuts são unidirecionais.1 Fig 3. do guia. 56 . mas se forem alojados profundamente na fenda podem ser usadas em múltiplas direções.3.4. Para este método o ideal é o nut possua duas peças no mesmo cabo de aço.26. E nesta situação torna-se multi–direcional. Se o encunhamento for com nuts independentes o mosquetão deve passar nos dois cabos de aço para não perder material em caso de queda. b) Se a fenda fechar-se em baixo.26.4.4. 3.

26. 3. A passagem pode ser de cima para baixo ou vice-versa.2 Figura 3. permitindo sua utilização em fendas de tamanhos variáveis. Atualmente são de formato irregular. mas é insegura. pois a emenda é menor do que as de cordelete.26. Usar o lado mais estreito.9. pois tende a aumentar a superfície de contato.3.8 COLOCAÇÃO EM BOLSOS E PEQUENAS GARGANTAS a) Não é um bom emprego para as cunhas.26. 3.3 57 . b) Melhor usar as de cabo de aço.26. Figura 3.26.7 COLOCAÇÃO EM FENDAS SEM FUNDO a) Usa-se o nut de formato trapezoidal em sua parte superior.26.9.1 Figura 3. Quando a garganta parece um túnel pode-se enfiar a cunha por ali. b) Em fenda sem fundo que se estreita para baixo pode aparentar-se boa.9.9 NUTS EXCENTRICS OU EXCÊNTRICOS-APRESENTAÇÃO Significa círculo fora de centro e são peças de formato hexagonal que são encaixadas nas fendas.

b) Seus formatos variam de acordo com fabricante. no lado mais estreito. Observação: Em qualquer emprego em que se faz necessário combinar meios para obter a uma melhor direção de queda deve-se optar pela equalização.12 SACA NUTS Equipamento utilizado para retirar nuts que apresentem dificuldade de remoção. reforce-os com outro. f) Nas decidas em caso de dúvida. d) A Black Diamond fabricou o excêntrico de forma que cada par de lados à distância diferencia-se.12.26. d) Não necessariamente o maior. c) Os tradicionais eram hexagonais com a mesma distância dos lados.26. ou seja.1 58 . o que limitava sua versatilidade. 3. podendo ser usado “em pé".10 COLOCAÇÃO DOS EXCÊNTRICOS a) Ao receber uma tração e girar prendem-se ainda mais. b) Escolha o de rápida colocação e com menor desgaste físico ao escalador. se faz necessária a equalização. h) Verifique se poderá ser desalojado por um movimento da corda. c) Escolha o melhor entalador para a situação. Figura 3. g) Cheque cada um após a colocação principalmente na direção de queda.2.26. 3. i) Se a carga for requerida em mais de uma direção em caso de queda.11 OUTRAS OBSERVAÇÕES a) Aprenda a estimar o entalador certo para a fenda.26.

13.3. Existem friends de vários tamanhos desde os pequenos aos grandes. baterá no mesmo.3. Castanhas Figura 3. EMPREGO Todas as castanhas devem estar em contato com a pedra. as peças voltam a sua posição exercendo uma pressão na fenda.13. pois se o mesmo soltar. Diferem-se dos entaladores passivos por ajustarem-se ao tamanho das fendas por meio de expansão de castanhas. e com numeração para serem utilizados em fendas que comportem os mesmos.26. e abaixar a cabeça oferecendo o capacete.13.3 Observação importante: Ao colocar estes equipamentos móveis para progressão em escalada artificial.2 Figura 3. Muito resistentes e de fácil emprego (agir na barra de acionamento). 59 . proporcionaram avanço no histórico da escalada.13. Assim que o gatilho é solto.26.13 FRIENDS-FONTE CURSO AVANÇADO DE MONTANHISMO DO EXÉRCITO BRASILEIRO–APRESENTAÇÃO Equipamento que possui um tipo de gatilho que aciona as peças móveis.26.1 Figura 3. conforme demonstra a figura 3. evitando assim lesionar o escalador.26. Chamados de meios móveis de expansão (castanhas acionadas por mola).26. que possui dois eixos. verticais e horizontais. retraindo-se quando o gatilho é acionado e assim estreitando sua largura e permitindo sua introdução em fendas. Este tipo de friend pode ser utilizado como entalador passivo. Dependendo do número de castanhas. pisando no estribo conectado ao mosquetão da costura que está clipado no mesmo. deve-se testar se os mesmos estão fixados na rocha. e são utilizados em fendas paralelas. deve se evitar a tensão perpendicular ao eixo das mesmas. e o punho deverá estar voltado para direção de queda. podem ser chamados de 4CU (quatro unidades de castanha) e TCU (três unidades de castanha) A Black Diamond fabrica o camalot (várias castanhas).

14 CLIFF RANGER Gancho de aço destinado para segurança relativa em escalada.4 Figura 3. sendo muito comum o talon conforme mostra a figura 3.4 mostra o modelo fifi. enquanto a figura 3.2 Figura 3.26.26. Observação: Os cliffs devem sempre ficar sob tensão.3. e possui carga de ruptura de 36 KN e carga de trabalho de 5 KN garantida pelo fabricante. Figura 3.26. Figura 3. É utilizado em escalada onde há necessidade de progressão em artificial.14.14.27.14.14. Este modelo ainda permite a montagem de 3 mosquetões no olhal do lado da carga.3 Figura 3.1 Figura 3.14. e é um equipamento essencial para conquista de via de escalada.14.14. E que servem para apoio sobre saliências da rocha ou sobre pequenos buracos perfurados com talhadeiras.6 3.14.26.5 mostra o modelo reglete.26.26.14.5 Figura 3.26.27 DESTORCEDOR Equipamento colocado entre a carga e a corda para permitir que a mesma gire sobre si mesma sem torcer a corda.1 60 . Existem vários tamanhos e modelos. dependendo do uso que se faz.6 mostra um BM ancorado com par de cliffs ranger. A figura 3.26.26.26. Os cliffs são disponíveis em vários modelos.14.26. a figura 3.3.

cuecas.2.2.2 Figura 4. Exemplo: camisetas.1 Figura 4. meias de lã e outros. reduzindo os efeitos das variações de temperatura do meio ambiente.1 O ambiente de montanha irá nos impor características especiais. tanto na parte de vestuário. porém deve ser permeável para a transpiração.2 EXTERNO Serve para proteger o corpo contra o frio e a umidade. Deve-se usar peças leves e superpostas. o que proporciona diversas combinações de acordo com as condições ambientais. 4.2. ao invés de somente uma quente e pesada. O vestuário empregado divide-se em: vestuário de abrigo e vestuário de proteção. como na parte de equipamento. Cabe ao vestuário o importante papel de manter o equilíbrio calórico do corpo. sem forros e de secagem rápida. 4.: luvas de lã.3 61 .2. essencial para que uma tropa dure nas ações sob condições climáticas adversas.2. Ex.2. capuz.CAPÍTULO IV–VESTUÁRIO E EQUIPAMENTOS UTILIZADOS EM AMBIENTE DE MONTANHA E SUAS APLICAÇÕES 4. sendo portanto. Figura 4. cachecol.2. calça e outros.1 INTERNO Serve para reter o calor do corpo.2 VESTUÁRIO DE ABRIGO-DIVISÃO: 4.2. deve ser simples.

4.2.3 VESTUÁRIOS DE PROTEÇÃO Servem para proteger o corpo do contato com o vento e a água, logo devem ser impermeáveis. Dificultam a evaporação do suor devido à falta de porosidade, e por isso, devem ser usados somente quando estiverem ocorrendo precipitações, ventos e, principalmente, nos intervalos e altos de uma marcha em montanha. Como por exemplo: japonas e calças de "goretex", "anorak", poncho, capa de chuva, saco aluminizado e outros.

Figura 4.2.3.1 Anorak.

Figura 4.2.3.2

4.2.4 CALÇADOS Devem ser do tipo vulcanizado, com o bico baixo e com as bordas da sola no mesmo alinhamento do couro do calçado. Não devem ter pregos ou tachas, pois podem causar ferimentos nos pés quando se caminha em pedras. Os coturnos de sola de borracha especial vulcanizada com ressaltos ou travas, são os mais empregados.

4.3

OUTROS

EQUIPAMENTOS

DE

PROTEÇÃO

INDIVIDUAL

EM

MONTANHA 4.3.1 BARRACA ESPECÍFICA PARA MONTANHISMO Ideal para acampamento, geralmente impermeabilizada, possui mosquiteiro, janela, vareta para montagem e outros acessórios, dependendo do modelo.

Figura 4.3.1.1 62

4.3.2 SACO DE DORMIR Confeccionado em geralmente em poliamida dependendo do modelo, possui capacidade para suportar temperaturas negativas.

Figura 4.3.2.1

4.3.3 ISOLANTE TÉRMICO Material importante, para isolar o corpo do contato com o solo frio. Este equipamento funciona como um colchão para proporcionar um conforto relativo, para o descanso.

Figura 4.3.3.1

Figura 4.3.3.2

4.4 ACESSÓRIOS PARA OPERAÇÕES EM MONTANHA 4.4.1 MOCHILA CARGUEIRA Ideal para longas caminhadas, e deve possuir conforto no contato com o corpo, e ajustes em sua estrutura de apoio. Quanto a capacidade de transporte de carga, tem sua disposição em litros, como por exemplo: 50, 60, 70, 75, 80 litros. As mais utilizadas em montanhismo são de cordura que é um tecido resistente à abrasão, composto de nylon de alta tenacidade, texturizado a ar durante o processo de extrusão, adquirindo um aspecto áspero e sem brilho, semelhante ao da lona de algodão. Não absorve água, não amassa, não mofa e seca rápido, e possui camada interna de resina que o torna impermeável.

Figura 4.4.1.1 63

4.4.2 FOGAREIRO Ideal para acampamento, devendo ser utilizado em conjunto com um pequeno recipiente de gás, que tem autonomia de cerca de 03h30min para cozinhar ou esquentar alimentos.

Figura 4.4.2.1

4.4.3 HEAD LAMP Ideal para iluminação noturna ou em locais escuros como: grutas, chaminés e outros. Hoje em dia é muito comum o uso de head lamp à base de leds, que são micro-lâmpadas que iluminam bem e consomem pouca bateria ou pilha.

Figura 4.4.3.1

4.4.4 REPELENTE Ideal para ser utilizado em acampamentos e caminhadas, e serve como proteção da pele contra ataques de mosquitos.

Figura 4.4.4.1

64

4.4.5 HIDRATAÇÃO

RESERVATÓRIO

DE

ÁGUA

DE

POLIURETANO

PARA

Trata-se de um recipiente para água que pode ser acondicionado na mochila. E tem por função permitir que o montanhista se hidrate com maior rapidez e segurança.

Figura 4.4.5.1

4.4.6 FACÃO Tem como principal característica a facilitação da limpeza de áreas para movimentação ou retirada de vítimas de locais de difícil acesso, serve também como instrumento a facilitar a montagem de um acampamento. É um equipamento de uso individual bastante útil para solucionar problemas a todo o tempo na operação.

Figura 4.4.6.1

4.4.7 BINÓCULO Equipamento que auxilia a equipe de busca de forma a facilitar a localização de vítimas, pontos de referência, pontos de pouso, entre outros. Deve ser emborrachado para facilitar seu manuseio mesmo em situações extremas.

Figura 4.4.7.1

65

4.4.8 BÚSSOLA E GPS Equipamentos indispensáveis em operações em terrenos montanhosos. Os mesmos são destinados a orientação no terreno e possuem boa eficiência, sendo o GPS - Global Sistem Positioning, ou sistema de posicionamento global, mais eficaz por possuir monitoramento via satélite. Nas operações em terrenos montanhosos, a carta topográfica do local de busca, apesar de toda esta tecnologia, complementa o uso dos mesmos.

Figura 4.4.8.1

4.4.9 BASTÕES PARA CAMINHADA Equipamento utilizado nas caminhadas em trilhas, e tem por função reduzir o esforço por ocasião do transporte do peso na mochila. Existem modelos destinados a caminhada em neve e em terreno seco.

Figura 4.4.9.1

66

4.10 4.4. kit de Higiene pessoal. kit de manutenção de fardamento. Figura 4.11 BM COM MATERIAL IMPERMEABILIZADO NO CERIMONIAL Na figura abaixo. material didático para anotação.4.1 67 . ou qualquer outro tipo de material que possa se danificar em contato com a água.4. kit de sobrevivência. kit de orientação. fardamento reserva e outros. Figura 4. documentos.4. kit de primeiros socorros.10 IMPERMEABILIZADOR DE MATERIAIS Essencial para proteção de equipamentos.11. o aluno do CSMont está com os seguintes kits de uso individual acondicionados em potes expostos e impermeabilizados: kit de montanhismo.

2.3.1 Fibra: é a matéria básica de uma corda.3. deslizam bem sobre cadernais e roldanas.6 Figura 5.3 TIPOS DE FIBRAS 5.2. 5.2. 5. Figura 5. porém muito áspera ao tato. tem como características resistência e elasticidade (alongamento).CAPITULO V–CORDAS.2 Fio: é um conjunto de fibras.1 .1 Fibras vegetais: 5.2.4 Capa: é a camada externa de uma corda.1.1 Sisal ou henequém originário do México: fibras duras semelhantes aos cabos de manilha. variam de branco amarelado ao castanho escuro.3 Cânhamo: fibra vegetal mais forte que as anteriores. 5. 5. e quanto à coloração.3.1.3.2.2 Manilha (juta): são macias. Capa Alma Cabo trançado Cabo torcido Figura 5. que é protegida pela capa.2.1.2 ELEMENTOS BÁSICOS 5.5 Alma: parte interna de uma corda. CABOS E SUAS APLICAÇÕES 5. Os cabos de origem vegetal possuem larga aplicação em trabalhos pesados tipo pistas de cordas e geralmente são cordas de grande diâmetro fabricadas por torcimento.1. 68 .2. que tem como característica a flexibilidade e a proteção da alma.1 DEFINIÇÃO DE CORDA: Corda é um conjunto de cordões de fibras e fios torcidos ou trançados entre si.3. são mais leves e menos resistentes que o cabo de manilha. 5. 5.7 5.cabo de sisal 5.1.3 Cordão: é um conjunto de fios.

Trata-se de um polímero resistente ao calor e sete vezes mais resistente que o aço por unidade de peso. 5.2 e 5. 5.2 Fibra animal: seda.4. 5. cordas.4 Fibras sintéticas: são fibras derivadas do petróleo.Sofrem degradação acentuada quando expostas ao meio ambiente.3.3. entretanto.3. podendo apodrecer. 5. mofar e até serem atacadas por fungos e outros microorganismos.2 Perlon: trata-se de um filamento de nylon que recebe este nome.1 Poliéster: as fibras de poliéster têm alta resistência quando úmidas.3.4.3. boa resistência à abrasão.3.3 Fibra mineral: no CBMERJ tem seu uso em conjunto com o tirfor para ações de salvamento.3. 69 . São utilizadas em salvamento e em ambiente industriais em conjunto com fibras de poliamida.3.3. não suportam forças de impacto ou cargas contínuas tão bem quanto as fibras de poliamida. principalmente quando molhadas. aos raios ultra-violetas e a ácidos e outros produtos químicos.3 Kevlar: é uma marca registada da DuPont para uma fibra sintética de para-aramida muito resistente e leve. possuindo uma resistência muito superior às fibras dos cabos vegetais e animais do mesmo diâmetro. construções aeronáuticas e coletes à prova de bala e na fabricação de alguns modelos de raquetes de tênis. esta fibra é presente em cordas dinâmicas do CBMERJ. sem revelar na aparência o seu real estado de conservação. 5.3. ponto de fusão em torno de 250ºC. 5. crina e couro. Fig.1–cabo de aço Figs.3–cabo de aço tracionado 5. que possuem uso limitado. O kevlar é usado na fabricação de cintos de segurança. 5. a mesma possui boa flexibilidade e elevada resistência.3.4.3.

formando cordões. geralmente colorida. pequena resistência a suportar choques e baixo ponto de fusão. a alma da corda é confeccionada por milhares de fibras de nylon torcidas juntas. No CBMERJ é utilizada em Salvamento em Montanha e Salvamento em Altura. a palavra kernmantle tem origem alemã (kern-alma e mantle-capa). A capa. estas fibras se degradam rapidamente com a luz solar e. devido a sua baixa resistência à abrasão.5 Polipropileno e polietileno: são fibras que não absorvem água e são empregadas quando a propriedade de flutuar é importante. quanto maior for seu número de fios. fricção e excessiva elasticidade. mas perde de 10 a 15% de sua resistência quando úmida. 5. para que a corda seja neutra. A maior parte da força da corda é provida pela alma. é que proporciona a maioria das características de manuseio.3. possui excelente resistência a forças de impacto. recuperando-a ao secar. maior será sua resistência à abrasão. não devem ser utilizadas para operações de Salvamento em Altura e proibidas para trabalhos sob carga. utilizando a tecnologia de última geração.5. em torno de 10% mais resistente à tração do que o poliéster. As cordas kernmantle tem todas as vantagens das cordas de nylon.6 A corda Kernmantle: as cordas de construção Kernmantle apresentam diversos tipos de alma e de capa.4.4.4. 70 . isto é.1 cabo de polietileno 5.5. metade à direita e metade à esquerda.3. Figura 5. Os mesmos são torcidos em direções opostas.4 Poliamida: boa resistência à abrasão. não torça quando submetida a esforço.3.3.4. isolando-a e a protegendo dos efeitos nocivos dos agentes externos. sempre com referência a construção da mesma. e a capa funciona como uma cobertura protetora. Empresas fabricantes de cordas de kernmantle trançam as mesmas com 48 fios. como por exemplo: no Salvamento Aquático. Porém. mas minimizam os problemas como dureza.

que permite que as cordas flutuem lhe outorgando ainda uma maior resistência à abrasão. e composta de fibras é a poliamida. O tratamento dry não degrada antes da terceira lavagem. o que justifica também serem mais baratas. aumenta um pouco a sua resistência à abrasão. E porque a corda padrão NR 18 utiliza menos fios na fabricação. Proporção de capa e alma. gêmeas.3. como a Milet spelunca. desaparecendo totalmente após a sétima. Possui um ponto de fusão muito baixo para poder ser utilizada com a maioria dos equipamentos de rapel. 5.br. A corda de fabricação européia semi-estática tipo B é limitada a certos tipos de salvamentos por possuir resistência menor que a do tipo A. e não é projetada para uso industrial e sua composição geralmente é de fibras de poliamida. reduz a absorção de raios ultra-violetas e a torna mais maleável.500 Kg. podendo ser utilizada no meio aquático. 5. e presente no CBMERJ é a semi – estática tipo A. uma corda de padrão nacional de 12 mm oferece resistência à ruptura de no máximo 2. quando utilizadas em locais úmidos. B.Segundo o que consta no informativo Betary treinamento técnico disposto em www.com.9 Cordas Tipo A. duplas e cabo de aço: Um dos modelos de cordas de fabricação européia utilizada para Salvamento em Altura.betarytreinamento. oferece uma resistência de 4.4.000kg.8 Spectra: fibra extremadamente forte e leve possui maior resistência à abrasão que o kevlar. 1.3. Isso se dá provavelmente pela qualidade da trama. porém apresenta baixa elasticidade para absorver impactos. C. francesa utilizada pelo Curso de Salvamento em Alturas. 5. para se ter uma idéia da diferença entre a tecnologia imposta pela norma Brasileira e a tecnologia Kernmantle.4. O tratamento dry consiste em um banho químico com substâncias repelentes à água aderida às fibras. 71 . O mesmo diâmetro de corda com o padrão Kernmantle. Esta tecnologia evita que a corda congele em ambientes gelados.7 Tecnologia dry: sistema utilizado por fabricantes de cordas de salvamento para que as mesmas que se mantenham secas.4.3.

No CBMERJ o cabo utilizado para esta finalidade é o espia. grampo manilha.3.9. Existem também cordas dinâmicas européias gêmeas e duplas.4. Tirfor Guincho fergon Grampo manilha Figura 5.3 Esticador / encolhedor Alça com sapatilho Alça com clips Figura 5.9. guincho fergon. clips para emendas e sapatilho para construção de alças para ancoragens.3.1 Figura 5.9. e um alerta visual de desgaste vermelho entre a capa e a alma. O cabo de aço presente nas viaturas de salvamento é utilizado com equipamentos peculiares.A corda utilizada para Salvamento em Montanha no CBMERJ através de técnica de escalada é a dinâmica Tipo 1.4.4. como por exemplo a francesa Milet top rock.9. é composta de fibras de poliamida.9. como o tirfor.4. Este cabo é fabricado sob encomenda para o CBMERJ. possui as mesmas características supramencionadas. que ao aparecer indica sinal de desgaste. A corda de fabricação européia tipo C os fabricantes recomendam a sua aplicação em planos inclinados e sua composição é de fibras de poliamida e possui baixo alongamento.3. ou seja corda simples.2 Figura 5. geralmente com fibra de poliamida. 72 .6 Observação: No CBMERJ os equipamentos visualizados acima.9. são também utilizados para se esticar cabos de sisal de diâmetros grossos para transposição de obstáculos conhecidos por pista de cordas. utilizada pelo Curso de Salvamento em Montanha do CBMERJ.4 Figura 5.3. e são utilizadas em duplas para técnicas de escalada e tem seu maior uso no continente europeu.3.4. esticador / encolhedor.4.5 Figura 5.3.

5%.8%. ou seja. e a constituição da capa e alma de uma corda semiestática: Figura 5.8%.4. e nas cordas estáticas podem ser trançados. corda dinâmica simples de 60 metros de comprimento que está em uso no CBMERJ.4.1 Figura 5.2 A corda dinâmica é utilizada em Salvamento em Montanha através de técnicas de escaladas.4.4. que é o segredo para a absorção de choques. A figura 5. Já nas cordas dinâmicas a alma é representada por um conjunto de pequenos cabos torcidos em espiral.lhe a elasticidade natural entre 1 e 1.4. com elasticidade em torno de 2.3 Figura 5. do fabricante francês Milet. conforme ilustra a figura 5.5 como é a constituição da capa e da alma da mesma. dando .6 a 4. e a figura 5.4. são de fibra de poliamida e certificadas para a atividade.4. Nas cordas semi-estáticas a estrutura da alma pode ser lisa e paralela. por ter muito boa elasticidade facilitando assim a absorção de choque no caso de quedas.4.3.4 ESTRUTURA: o tipo de construção da estrutura das cordas irá definir se ela é semi–estática. No exemplo abaixo. Figura 5.4 Figura 5. estática ou dinâmica. demonstra como é o processo de fabricação de uma corda dinâmica.5.5 73 . O diâmetro das cordas de salvamento existentes no CBMERJ varia de 10 a 12 mm de diâmetro. com elasticidade em torno de 6 a 8.4. há uma corda dinâmica modelo top rock tipo 1. As cordas utilizadas no CBMERJ para descidas simples e com vítima. As figuras abaixo ilustram uma corda semi-estática Milet modelo spelunca utilizada pelo Curso de Salvamento em Alturas e pela Academia de Bombeiro Militar do CBMERJ.

6. Vida útil média da corda segundo o fabricante de cordas Beal 5. a corda não poderá ser mais utilizada para operações que envolvam vidas.5. o clima e o tipo de carga que são submetidas. se positivo. a velocidade de descida em rapel. Além da CSL 2 em 1 de poliéster pré–estirado da Cordoaria São Leopoldo. 5.6.2 Tátil: apertar a corda com os dedos da mão. 5. as condições a que são submetidas e a freqüência de uso com os tipos de equipamentos utilizados.6.5 VIDA ÚTIL DAS CORDAS A vida útil das cordas depende mais da maneira que é utilizada do que do seu tempo de existência. e se constatado desgaste.3 Olfativa: cheirar a corda para verificar se a mesma possui cheiro de mofo ou se esteve em contato com produto químico. 74 . de fabricação francesa.2 Uso semanal: 2 a 3 anos. e aplicar a mesma para uso em operações leves onde não há envolvimento de vidas. bem como surgimento de calos e se a alma está intacta dentro da capa. são os principais fatores predominantes para se medir a durabilidade. 5. determinar com qual produto a mesma esteve em contato. a corda rescue da empresa baiana BRC–Braziliam Ropes e o cabo espia fabricado sob encomenda para o CBMERJ para fins de uso em planos inclinados. pelo fato de o mesmo possuir pouca elasticidade. 5. 5. para verificar se há variação em seu diâmetro.6 INSPEÇÃO DA CORDA 5. 5. a corda dinâmica mammut de fabricação suiça e as nacionais P48f da Plasmódia.5.5.3 Uso ocasional: 4 a 5 anos.1 Visual: checa-se toda a corda verificando se a mesma possui rompimento de cordões ou trechos coçados.1 Uso intensivo: 3 meses a 01 ano. a exposição à abrasão.Estão em uso no CBMERJ para fins de salvamento a corda Millet.

5.5. pois partículas pequenas podem penetrar pela capa e provocar desgaste interno. areia e lama são altamente nocivos.1 A vida útil depende da freqüência e do tipo de uso.4 Poeira.5. abrasão. produtos químicos. mesmo que esteja nova. Figura 5.7.7.6 A corda é o principal equipamento no Salvamento em Altura e Salvamento em Montanha. Ao adquirir uma corda deve-se saber o ano de fabricação da mesma. etc. a corda pode sofrer danos irreparáveis se não forem tomadas medidas preventivas durante sua utilização. é por ela que se desce e se sobe. terra. merece cuidados especiais.7. raios ultravioleta e umidade degradam pouco a pouco as propriedades da corda. 5. se há alteração no diâmetro em algum ponto. sentir a continuidade da alma apalpando ou dobrando.7. na figura abaixo se observa o processo de lavar a corda com um lavador próprio para a mesma.3 É imprescindível a inspeção sempre que usada. 75 . devendo evitar guardá-la molhada ou exposta ao calor ou sol.5 A conservação da corda é fundamental. 5.7.7.7 MANUTENÇÃO E CUIDADOS COM A CORDA 5.2 O excesso de solicitação mecânica.1 5. usar somente água e secá-la à sombra e em local arejado. sentar ou pisar na corda pode facilitar este processo. este equipamento é disposto para compra em lojas especializadas em montanhismo.7. Lavar a corda quando apresentar sinais de sujeira é uma boa maneira de auxiliar na conservação. 5. porém. por sofrer desgaste. pois alguns fabricantes desaconselham adquirir cordas com mais de 5 anos a partir da data de fabricação. observando-se o aspecto externo se apresenta desgaste da capa.

76 . que é específico para o mesmo.7. deve-se banhar a mesma em alcatrão.5. O fabricante Beal recomenda não fazer descidas rápidas por haver perigo de queima da capa da corda.10 Evitar utilizar tirfor ou outro tipo de multiplicador de força na tração de cordas recomenda–se utilizar somente a força humana.7 Ao ancorar a corda para começar uma descida. guarda na memória os esforços a que foi submetida.3 Fig 5. além de ancoragens secundárias. 5. quando em comparação aos métodos tipo corrente e coroa japonesa. todo equipamento de descida desgasta a corda. 5. lonas contra abrasão e quinas.7. sendo este equipamento utilizado quando no uso de cabo de aço. Sendo que nas viaturas de socorro os métodos tipo corrente e coroa japonesa são utilizados por desenrolarem facilmente. 5. Mesmo com a aparência externa ainda boa.7.2 Fig 5.7.7. e reduzir o tempo resposta nas operações de Bombeiro Militar.12 Quanto menor aplicado o número de cargas a uma corda.7. a corda estará apta ao uso quando mantiver suas propriedades mecânicas.7.7.7. conforme demonstram as figuras abaixo: Fig 5. tapetes.8 O simples uso da corda já é uma grande causa de desgaste.11 A corda durante a sua vida. maior será a sua durabilidade. por possuir uma estrutura tensil e elástica.7.9 Se a corda for de fibra vegetal e apresentar desgaste. 5.7.7.7. uns menos e outros mais. 5. pois a temperatura de fusão da poliamida é de cerca de 230º C.1 Fig 5.7.13 Recomenda-se enrolar a corda no método vai e vem de montanha para guardá–la.7. a fim de aliviar a torções sobre as fibras da mesma. é de vital importância que ela não venha a atritar em nenhum ponto. 5.14 Utilizar nós que exijam o máximo de segurança e que possam ser desatados facilmente.7. podendo vir futuramente a falhar por fadiga.4 5. por isso devem ser utilizadas proteções como mangueiras de incêndio.

Algumas fibras sintéticas.4 esteve em contato com agentes químicos. 5. evite. por exemplo.7. 5. a corda deverá ser posta fora de uso nas seguintes situações: 5. derivadas do petróleo: polipropileno. 5. sempre que possível.7. senão aquele para o qual foi destinada.5.16 Não deixar a corda sob tensão por um período prolongado.1 suportou uma queda. Portanto. Cordas fabricadas com fibras naturais são muito sensíveis à umidade.15 Os resultados de testes efetuados em cordas novas ou as que já apresentaram algum desgaste devem ser comparados nas especificações contidas nas tabelas fornecidas pelos seus fabricantes. 5.7. 5.18.18.18.7.18 Segundo a empresa Beal fabricante de cordas de salvamento. deixar uma corda exposta ao tempo. 5.5 segundo a Beal em qualquer circunstância. a vida útil da corda jamais deve exceder 5 anos. podem ser sensíveis aos raios UV se não forem tratadas (estabilizadas) com produtos químicos na sua fabricação.7.18.7.18.7. 5.2 sob inspeção a alma aparentar ter sido danificada.7. 77 .7. fator que provoca o surgimento de fungos e bactérias que a destroem.17 Imtempéries: a ação dos raios ultravioleta (UV) e a umidade sobre as fibras de uma corda reduzem sensivelmente sua vida útil e a segurança no uso do produto.3 se a capa apresentar grande desgaste. nem tampouco a utilize para rebocar um carro ou para qualquer outro uso. O período de armazenagem e uso acumulados não deve exceder 10 anos.

3 Falcassa: é a união dos cordões de fibras da extremidade de uma corda. 5.8. aplicados aos chicotes. uma corda com ela própria.8.8.8.11 Cabo solteiro: é uma corda de 2. ou com uma superfície.1 5. Figura 5.8 PARA FINS DE PADRONIZAÇÃO.8.8.8 Anel: é uma volta onde as partes da corda se cruzam. 5.2 Seio: parte da corda situada entre os chicotes. 3 ou 4 e 5 m de comprimento geralmente com diâmetro de 6 a 10 mm. exemplo: queimar o chicote. podendo ser pescador duplo ou triplo.9. 5.8. 5.8.12 Descoxar: quando a extremidade de uma corda começa a se desfazer. 5. ADOTA-SE A SEGUINTE TERMINOLOGIA: 5. utilizada para segurança pessoal em operação. 5.15 Retinida: corda fina com 3 mm de diâmetro.8. é caracterizada pela sua fácil maneabilidade e resistência.5.8. 5. 5.8.9 Cocas: são torcimentos ocasionais que aparecem em uma corda.5 Nós alceados: nós que possuem alças em sua formação.1 Chicotes: são os extremos livres de uma corda.8. 5. 5.8.18 Soltar: operação de liberar uma corda do seu ponto de ancoragem. 5.19 Acochar: ajustar o nó apertá-lo. 5.8. ou outras voltas específicas como três cotes. 5.17 Retesar: processo de se esticar uma corda aplicando-lhes os processos de tracionamento.13 Coçar: gastar uma corda atritando-a em superfície áspera. empregada para o estabelecimento de cordas de maiores diâmetros.14 Morder ou estrangular: prender por pressão. 5.16 Catenária: deformação de uma corda ou cabo de travessia ou tirolesa devido a ação de um peso.8. servindo como forma de segurança para todos os nós.10 Cote: arremate feito após confecção de nós. DOS NOMES DE PARTES COMPONENTES DE UMA CORDA.7 Firme ou vivo: é a parte da corda próxima ao seu feixe de enrolamento.8. 5. 5.8.8. 78 . 5.6 Nós de emenda de cabos: nós específicos para emenda de cabos.4 Alça: é uma curva em forma de “U”.8.8. para evitar que a mesma comece a se desfazer.

8. e o que sobrou do mesmo é utilizado para confeccionar as ancoragens.5.8. O BM devidamente ancorado lança para baixo o comprimento do cabo que vai utilizar.25 Passo: é a largura do trançado de uma corda.30. 5. 5. Este método é muito utilizado em instrução de Salvamento em Alturas principalmente em torres. como por exemplo: o BM dispõe de um cabo de 50 metros.27 Cabo medido: é a utilização exata da metragem de um cabo para efetuar uma descida.21.23 Ancorar: fixar uma corda num ponto de ancoragem.26 Polímero: cabo fabricado sem emendas.8.8.22 Encordamento: nó específico feito pelos chicotes de uma corda dinâmica no olhal ou loop dos cintos baudrier de uma cordada.1 79 .24 Bater uma corda: desencocar e retirar as impurezas de uma corda.8. Os exemplos a seguir explicam estes termos: para o CBMERJ volta do fiel pelo chicote.8. 5.28 Cabo lançado: é a ancoragem e o lançamento de todo comprimento de um cabo para se efetuar um salvamento.8. 5.8. Figura 5.20 Desencocar : retirar as cocas da corda. 5.1 5.8. dois escaladores estarão unidos pela corda através deste nó. 5. 5. ou seja.29 Induzido: termo constante no Manual do Estágio Básico do Combatente de Montanha do Exército Brasileiro para se confeccionar um nó pelo chicote. 5. e a descida é de 30 metros. 5.8.8. e tem também o objetivo de evitar a sobra em exceso do cabo no solo.8. para o Exército Brasileiro: volta do fiel com um chicote induzido. e facilita desfazer as cocas após as descidas.30 Ilustração da terminologia dos nomes componentes de um cabo: Figura 5.21 Permear: dobrar a corda ao meio visando realizar uma descida com mais atrito no aparelho de frenagem.8.

5.9 CARGA DE TRABALHO, (FS) FATOR DE SEGURANÇA E CARGA DE RUPTURA-FONTE CORDAS PLASMÓDIA Antes de utilizar uma corda para atividade de salvamento, é imprescindível saber a carga de ruptura, que é o máximo de tração que uma corda pode suportar e a carga de trabalho. Para que a mesma seja utilizada com segurança e o fator de segurança, que varia de 5 a 7 para cargas e 10 a 12 para vidas humanas. Cada corda de salvamento tem sua carga de ruptura específica, variando sempre acima de 2.000 kgf, as cordas nacionais empregadas em salvamento geralmente tem seu laudo de ruptura realizado pelo IPT–Instituto de Pesquisas Tecnológicas. Exemplo: corda de rapel semi-estática de 11 mm de diâmetro nova com carga de ruptura de 3.000 Kg, a partir daí teremos a seguinte fórmula: CT= CR = 3.000 = 600 kg para cargas; FS 5 5

CT= CR = 3.000 = 300 kg para vidas. FS 10 10

Observação: Alguns nós diminuem a resistência da corda no ato de sua utilização, deve-se atentar para o correto uso dos mesmos, para termos o máximo possível de condições de segurança no ato do uso do material.

5.10 FASES DE UMA CORDA 5.10.1 Fase elástica Deformação temporária, a corda após teste de tração dentro de sua carga de trabalho, alonga e volta ao seu tamanho original; 5.10.2 Fase Plástica Deformação permanente, a corda submetida a teste dentro de sua carga de trabalho, alonga e não volta ao seu tamanho original, devendo ser descartada para uso; 5.10.3 Ruptura ou colapso É a ruptura de uma corda propriamente dita.

Figura 5.10.1 80

5.11 CARACTERÍSTICAS DAS CORDAS DE SALVAMENTO EM ALTURA E MONTANHA 5.11.1 Leveza: para facilitar o transporte; 5.11.2 Boa flexibilidade; 5.11.3 Boa elasticidade: a fim de absorver impactos durante as operações; 5.11.4 Elevada carga de ruptura; 5.11.5 Elevada resistência à abrasão: É talvez uma das principais causas de desgaste e redução da vida útil de uma corda. Por ser sensível ao atrito em superfícies cortantes, ásperas e pontiagudas, as cordas devem ser manuseadas evitando-se sempre que possível este atrito. Portanto, deve se evitar o contato da corda com superfícies de grande abrasividade; 5.11.6 Impermeabilidade: As capas e almas das cordas dry são submetidas a tratamento impermeabilizante à base de silicone ou teflon, que impede a absorção de água pela corda e aumenta a resistência da capa à abrasão. A película que se forma ao redor da corda faz com que deslize melhor nos mosquetões e sobre a pedra, diminuindo o atrito. Essa característica é essencial nas escaladas em neve e gelo, pois evita o congelamento da corda; 5.11.7 Marcação de duas cores na corda dinâmica: Em algumas cordas a cor da capa muda no meio da corda, tornando mais fácil a armação do rapel para a desescalada; 5.11.8 Comprimento das cordas dinâmicas: As cordas dinâmicas utilizadas no CBMERJ, possuem comprimento de 50 e 60 metros, As cordas duplas, tem diâmetro geralmente entre 8 e 9 mm e são utilizadas em par. As cordas gêmeas são ainda mais finas, com diâmetro entre 7,5 e 8 mm de diâmetro, e por isso mesmo devem ser usadas em par e costuradas sempre juntas. São ainda mais leves que as duplas, mas não tão versáteis; 5.11.9 Padrões de testagem: Segundo o Manual de Salvamento em Altura do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo na página 16, a UIAA (União Internacional de Associações de Alpinismo), sediada em Genebra na Suíça, estabelece normas para os equipamentos e a segurança dos montanhistas (de uso esportivo);

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5.11.10 National Fire Protection Association: Segundo o Manual de Salvamento em Altura do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo na página 16, a National Fire Protection Association (NFPA) é uma associação independente sediada em Massachussetes – EUA, destinada a promover a segurança contra incêndio e outras emergências. Dentre diversas normas, a NFPA - 1983 Standard on Fire Service Safety Rope and Systems Components, revisada em 2001, versa sobre equipamentos de Salvamento em Altura utilizados por Bombeiros. Esta norma estabelece a classificação de equipamentos de uso pessoal e de uso geral (para duas pessoas, também chamadas “cargas de resgate”). Segundo a norma, a carga de uma pessoa é de 300 lbs (135kg) e a carga de resgate equivale a 600 lbs (270 kg), estes valores levam em conta o peso estimado de uma pessoa padrão mais os equipamentos de segurança. A NFPA não certifica equipamentos, a certificação é realizada por laboratórios de teste independentes e idôneos, como o Underwrites Laboratories (UL) ou o Safety Equipament Institute (SEI) Segundo o Manual de Salvamento em Altura do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo na página 8, para a NFPA as cordas de salvamento são cordas estáticas com capa e alma e fibras de poliamida, e de acordo com a norma NFPA-1983/2001, devem ter diâmetro de 12,5 mm e carga de ruptura de 4000 kgf.

5.11.11 Normas brasileiras Segundo o Manual de Salvamento em Altura do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo na página 16, as Normas Brasileiras Regulamentadoras (NBR) existentes, versam sobre equipamentos de proteção individual e proteção contra quedas, sob o enfoque da segurança no trabalho, cuja fabricação em conformidade com essas normas, é indicada pelo Certificado de Aprovação (CA). Embora atendam suficientemente aos ambientes de trabalho como os da construção civil e da indústria, não contemplam atividades esportivas ou de salvamento, para as quais são consideradas inadequadas, razão pela qual valemonos de normas internacionais de consenso para especificação e aquisição de equipamentos. 82

5.12 SUBMETIDAS

ABAIXO AS

ESTÃO CORDAS

DESCRITOS DE

OS

TESTES PARA

A

QUE

SÃO A

ESCALADA

OBTEREM

HOMOLOGAÇÃO DA UIAA 5.12.1 Força de Impacto: É a força máxima que uma corda exerce sobre o escalador para frear a queda, quanto maior a força de impacto, maior será o choque sobre o escalador e todo sistema de segurança: baudrier, corda, costuras, grampos, freio, mosquetão, ancoragem. Uma força de impacto baixa, portanto, aumenta a segurança em caso de queda. A UIAA determina que a força de impacto máxima de uma corda seja de 1200 daN, mas as cordas mais avançadas chegam a 680 daN, essa é a característica mais importante da corda de escalada que deve ser levada em conta na hora da compra.

5.12.2 Número de quedas: É o número máximo de quedas fator 2 que uma corda suporta antes de romper, O teste com cordas dinâmicas é realizado em três metros de corda que devem suportar quedas: 5 para simples e 12 para gêmeas de 6 metros de um peso de 80 kg. Algumas pessoas consideram apenas o número de quedas da corda na hora da compra, como se esse fosse a característica mais relevante. Nos testes, contudo, as quedas são tão violentas que é praticamente impossível reproduzi-las durante uma escalada, pois o atrito da corda nos mosquetões, o contato do escalador em queda com a rocha, o movimento do segurança, a deformação dos mosquetões, o aperto dos nós contribuem conjuntamente para reduzir sensivelmente a força do impacto da queda. Um número máximo de quedas alto não significa necessariamente que uma corda é mais resistente e durável que a outra, apenas que suportou mais quedas no teste e que é mais cara. Outro detalhe que poucas pessoas conhecem é que o número de quedas máximo é determinado pelo fabricante, a UIAA ao testar a corda apenas verifica se ela suporta a quantidade padrão de quedas, sem verificar o número máximo;

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5.12.3 Deslizamento de capa: O deslizamento da capa sobre a alma pode ser notado esfregando - a entre os dedos. O mesmo é perigoso porque concentra a tensão sobre a capa ao invés da alma, o que pode acarretar no rompimento da primeira, as cordas homologadas pela UIAA são submetidas a um teste em que 2 metros do produto, passam cinco vezes por um equipamento especial. Após este teste, o deslizamento resultante não pode ser superior a 40 mm, e nas melhores cordas, este sinal de desgaste não chega a ocorrer. 5.12.4 Flexibilidade do nó: Mostra a flexibilidade do nó mediante a um nó simples e dez quilos de peso; 5.12.5 Anti-Aresta: Algumas cordas são fabricadas para passar no teste em arestas, que consiste em uma queda sobre uma peça metálica com um ângulo de 90º e uma quina arredondada com 1 mm de raio.

5.13

TABELAS

DE

TESTES

DE

CORDAS

SEMI–ESTÁTICAS,

ESTÁTICAS E DINÂMICAS HOMOLOGADAS NA EUROPA 5.13.1 Demonstrativo com tabela de testes de corda semi–estática tipo A projetada para salvamento do fabricante Roca, de poliamida, homologada pela norma européia EN1891, e pelo CE (conforme especificações das normas definidas pelo CEN – Conselho Europeu de Normatização) e UIAA. Corda espeleo - rescue - (fonte cordas Roca) Diâmetro Tipo Nº de quedas de fator 1 Força de choque com fator 0,3 Peso utilizado Alongamento 50/150 Kg Flexibilidade para confecção de nó Deslizamento da capa Peso por metro Carga de ruptura 10,5 mm A 13 460 daN 100 Kg 3,7% 0,95 -2 mm 72,5 g 2.700 Kgf

84

(fonte cordas Roca) Diâmetro Tipo Peso utilizado Alongamento 50/150 Kg 11 mm C 100 Kg 1. homologada pela norma européia EN1891. não é homologada para descida simples ou com vítima e escalada.100 Kg 5. somente para planos inclinados (tirolesas) por possuir baixo alongamento. pois o fabricante recomenda que esta corda não deve ser utilizada para asseguramento de vidas. e pelo CE (Conforme especificações) e UIAA. de poliamida.7 KN 80 Kg 4.8% Resistência com o nó azelha dobrada 1.3 % Encolhimento após contato com água 0.2 Demonstrativo com tabela de testes de corda semi–estática tipo B projetada para salvamento do fabricante Beal.5. Corda rescue .7 gr 3. ou seja. de poliamida. 85 .13.500 kg Deslizamento da capa Peso por metro Carga de ruptura 0 68 g 2. e pelo CE e UIAA.3 Demonstrativo com tabela de teste de uma corda estática tipo C projetada para plano inclinado do fabricante Roca.(fonte cordas Beal) Diâmetro Tipo Nº de quedas de fator 1 Força de choque com fator 0.4 mm B 10 4. homologada pela norma européia EN 1891.2 % Peso por metro Carga de ruptura 84. Corda tirolina .13.200 daN Observação: Nesta tabela não consta a fator de queda.3 Peso utilizado Alongamento 50/150 Kg 10.

6.(fonte cordas Roca) Diâmetro Tipo Nº de quedas de fator 2 Força de choque Peso utilizado Alongamento com 80 Kg Flexibilidade para confecção de nó Deslizamento da capa Peso por metro 10. de poliamida. capa e alma trançados e uma 2ª capa entre a 1ª capa e a alma. Figura 5.13.5 Demonstrativo com tabela com perda de resistência de cordas aprovadas pela UIAA Redução da resistência das cordas em conseqüência dos nós utilizados Fonte: American Alpine Jornal (para cordas Kernmantle) Nós Azelhas Lais guia Perda 20 a 25% 25 a 30% de Pescador duplo de Pescador simples. e pelo CE e UIAA.13.4 Demonstrativo com tabela de teste de uma corda dinâmica tipo 1 projetada para escalada do fabricante Roca.13.13.5. que indica alerta visual de desgaste.6 Cabo espia: Fabricado sob encomenda.5 mm A 9 862 daN 80 Kg 6% 0.6 0 + ou – 1 mm 62. tem resistência em torno de 1950 kg e sua constituição é de fibra de poliamida.1 86 . volta do fiel 35 a 40% correr. nó duplo 30 a 35% 5. possui baixo alongamento. homologada pela norma européia EN 892. Corda dinâmica Khili . é de grande utilização no CBMERJ para Salvamento em Altura utilizando técnicas de plano inclinado.2 gr 5.

11 Elevada retenção das propriedades físicas após esforços cíclicos. 5.14. principalmente quando estão envolvidas operações de alto risco. 5.5.14.14.9 Confortáveis no manuseio e livres de fragmentos ou rebarbas.7 Fáceis de serem emendados quando novos ou usados. atualmente podem ser dinâmicas de poliamida para Salvamento em Montanha através de técnicas de escalada.5 Não se enroscam e nem se desfazem em qualquer aplicação. 5.14. 5. das mais eficientes e de maior credibilidade.1 Segundo a cordoaria São Leopoldo fabricante do cabo náutico de poliéster pré–estirado CSL 2 em 1 em uso no CBMERJ. pois esta é mundialmente reconhecida como sendo hoje.2 A construção com filamentos em paralelo orienta todas as fibras do núcleo no sentido do eixo do cabo. 5.8 Mantém–se flexíveis no estado úmido ou seco. 5.4 Não são rotativos e se mantém livre de torções. em face de cada aplicação em particular.10 Excelente capacidade de absorção de choque.3 Devido a variação possível dos passos da alma. por longo tempo. semi–estáticas tipo A de poliamida para rapel. a corda utilizada é a de dupla trança. 87 .14.14. Figura 5. No CBMERJ.14. conforme ilustra a figura abaixo. 5. 5. se pode modificar o alongamento sobre carga.14.14 A CORDA DE DUPLA TRANÇA Nas atividades de Bombeiro Militar.14. as características da corda de dupla trança a serem ressaltadas são: 5.14.6 Elevada resistência à abrasão. 5.14. particularmente nas operações de salvamento. o cabo espia de poliamida com alerta visual entre a capa e a alma destinado a planos inclinados e os cabos náuticos de poliéster pré–estirado para atividades diversas. as cordas utilizadas para salvamento quanto as fibras.

Muito boa Boa Boa de Elasticidade Resistência atrito Boa ao Fonte: Manual de Salvamento em Altura do CBMERJ ano de 1996 e manual de Salvamento em Montanha do CBMERJ ano de 1991.15 QUADRO DEMONSTRATIVO DAS CARACTERÍSTICAS DOS TIPOS DE FIBRAS UTILIZADAS NO CBMERJ Tipos Flexibilidade Carga ruptura Poliéster estirado Poliamida Nylon seda Polipropileno Perlon Aço Boa Muito boa Regular Muito boa Ruim Muito boa boa Regular Boa Boa Boa Boa Ruim Muito boa Nulo Muito boa Regular Ruim Muito boa Muito Bom pré. 88 .5.

fabricante da corda P48F utilizada no CBMERJ.16 PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS DAS FIBRAS UTILIZADAS EM CORDOARIAS NO BRASIL Poliamida Características (Nylon) Absorção choque Resistência abrasão Resistência fadiga Resistência tração Flutuabilidade Raios UV Alongamento à à à ao Excelente Poliéster Polipropileno Polietileno Sisal Boa Muito boa Razoável Fraca Muito boa Excelente Muito boa Boa Excelente Boa Excelente Excelente Boa Fraca Excelente Negativa Muito boa Médio Excelente Negativa Excelente Baixo Muito boa Positiva Boa Médio Razoável Positiva Razoável Alto Fraca Negativa Boa Baixo Resistência química Ácidos Alcalinos Solventes orgânicos Razoável Muito boa Muito boa Boa Razoável Boa Excelente Excelente Muito boa Excelente Excelente Muito boa Fraca Fraca Fraca Fonte: Cordas Plasmódia.5. 89 .

17.5 ISO 1140 1990 e fabricante com CNPJ. Figura 5.16.5. -Trançado interno em multifilamento de poliamida. constituído externo -Trançado multifilamento -Trançado intermediário e o alerta visual de cor amarela em multifilamento de polipropileno ou poliamida na cor amarela com o mínimo de 50% de identificação. -Número de referência: 12 (diâmetro nominal em mm. Deverá atender as prescrições de identificação a seguir: -Marcação com fita inserida no interior do trançado interno gravado NR 18. A NORMA REGULADORA DO MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO DO BRASIL QUE VERSA SOBRE EPI E TRABALHOS EM ALTURA PARA TRABALHADORES CIVIS Anexo: Especificações de Segurança para Cabos de Fibra Sintética 1. Comprimentos em metros. 32 ou 36 fusos. Rótulo fixado firmemente contendo as seguintes informações: -Material constituinte: Poliamida. 24. 3ª Capa.16. 90 .17 O QUE DIZ ALGUNS ITENS DA NR 18. poliamida. -Carga de ruptura mínima de segurança sem o trançado externo 15 KN.1 Alma. 1ª Capa. -Carga de ruptura mínima 20 KN. Incluir o aviso: “CUIDADO: CABO PARA USO ESPECÍFICO EM CADEIRAS SUSPENSAS E CABO-GUIA DE SEGURANÇA PARA FIXAÇÃO DE TRAVA-QUEDAS”. -Construção dos trançados em máquina com 16. 2ª Capa com alerta visual.).5 deverá -Deve ser atender as especificações em em trançado previstas triplo e de a alma seguir: central.5. O Cabo de fibra sintética utilizado nas condições previstas do subitem 18.16. -Alma central torcida em multifilamento de poliamida. -Densidade linear 95 + 5 KTEX(igual a 95 + 5 g/m). não podendo ultrapassar 10%(dez por cento) da densidade linear. -O cabo de fibra sintética utilizado nas condições previstas no subitem 18. Número de referência: Diâmetro de 12 mm. Fita de identificação.

ex. 5. só poderá ser utilizada para rapel (semi–estática).18.: corda 1 chicote A.18 FICHA DE MEMÓRIA DE CORDA É comum em locais onde se trabalham com cordas para atividades em alturas. adotar as seguintes medidas: 5.18. podendo ser utilizada para ascensão com o nó Prusik ou ascensor. 5. 5. 5.18. para melhor controle das mesmas. só para tirolesa (estáticas). 5.O cabo sintético deverá ser submetido a Ensaio conforme Nota Técnica ISO 2307/1990.1 Criar uma ficha de corda para cada uma que esteja sobre seus cuidados.4 Corda para tirolesa. ter avaliação de carga ruptura e material constituinte pela rede brasileira de laboratórios de ensaios e calibração do Sistema Brasileiro de Metrologia e Qualidade Industrial.6 A mesma deve ser enrolada em vai e vem para evitar torções na capa e na alma para a sua armazenagem. 5.7 Na próxima página há um exemplo de como deve ser controlada a utilização de uma corda de salvamento: 91 .18. 5.3 A corda de escalada. facilitar a identificação do lado que foi feita à ancoragem.2 A corda de rapel. corda 1 chicote b. só poderá ser utilizada para escalada (dinâmicas).18.18.18.5 Numerar as mesmas a partir dos chicotes e exercer controle.

forte abrasão. branca e vermelha Data de aquisição 10/10/2005 Millet Spelunca Nr Chicote da ancoragem Data uso de descidas de rapel Local nesta data ascensores/Prusik descidas Chicote A 12/11/2005 80 36 Freio oito e ATC Pedra da Tartaruga Morro Urca da 20 Chicote B 22/02/2006 90 25 Freio oito e Stop 30 Permeada 15/07/2006 78 00 Oito Grigri e Paineiras Prédio de 25 Chicote A 20/08/2006 54 02 Freio oito e Rack 15 andares RJ Prédio de 10 Chicote B 20/03/2007 62 00 Freio oito e DSD 25 10 andares RJ 14 Chicote A 26/07/2007 52 05 Freio oito Pedra da Contenda Cachoeira 05 Chicote B 10/01/2008 85 09 Freio oito do Véu da Noiva 03 Total de esforços 501 77 xxxxxxxx xxxxxxxxx 107 Observações: A corda após inspeção final.FICHA DE MEMÓRIA DE CORDA Corda Semi–estática Nº 12 Comprimento 100m de Número ascensões de com Freio utilizado Nº de Cor azul. tendo por estas características não haver mais condições de uso. um desgaste excessivo na capa por ocasião de rompimento de cordões. foi constatada na data de seu último uso. além de a alma estar exposta em pelo menos duas partes da mesma. Ass: Responsável pelo equipamento 92 . e pelo fato de a mesma ter atritado em ponto áspero.

6.2.CAPÍTULO VI 6.1 União de cabos. 93 .3. porque os mesmos em conjunto com outros equipamentos suportarão vidas durante a prática de atividade de risco. Por isso. a fixá-los entre um ponto e outro.3. 6. a maioria das vezes entremeadas.4 Apresentar o máximo de segurança. Considerando o alto risco nas atividades que envolvem uso de cabos e cordas. 6.4 Técnicas de içamento.1 NÓS E VOLTAS Segundo Colin Jarman e Bill Beavis.2. autores do livro Marinharia e Trabalhos em Cabos das Edições Marítimas.2. 6.5 Técnicas de escalada. 6.2.3 Técnicas de ascensão e descensão.2 Técnicas de ancoragens. 6. 6.2. ou entre um ponto e um objeto. tração e deslocamento. ou a aumentar a extremidade de outro cabo”. neste capítulo serão abordados os principais nós e voltas que são utilizados nas atividades de Salvamento em Altura e Salvamento em Montanha. destinadas a reunir dois cabos.3 OBJETIVOS DOS NÓS E VOLTAS 6.2 Não estar trepado. no que versa sobre a definição de nós.3. 6.3.3. 6. o BM deve ter o conhecimento necessário para a confecção dos nós.2 CARACTERÍSTICAS DE UM BOM NÓ 6. diz o seguinte: “Um nó é uma combinação de voltas.5 Apertar à proporção que aumenta a força sobre si sem risco de se desfazer. 6. na página 10.1 Fácil confecção.6 Ser fácil de desatar.2.3 Ser específico e próprio para a função que o exige. pois diminuirá a resistência da corda. 6.

na página 11 figura 2-1.1.1 Figura 6.4. serve para unir cordeletes para ascensão ou tracionamento e para união de cabos de mesmo diâmetro.4. Figura 6. Colin Jarman e Bill Beavis.2 NÓ EM OITO OU VOLTA DO FIADOR Muito utilizado no montanhismo.4.2. pescador simples e nó de Frade.2 94 .4 PRINCIPAIS NÓS E VOLTAS UTILIZADOS NAS OPERAÇÕES DE BOMBEIRO MILITAR PARA SALVAMENTO EM ALTURA E SALVAMENTO EM MONTANHA E OUTRAS ATIVIDADES DE SALVAMENTO 6.2 6.1. e quando feito dobrado. e até para iniciar a confecção de outros nós como: azelha simples pelo chicote. O Manual do Estágio Básico do Combatente de Montanha do Exército Brasileiro apresenta este mesmo nó como: “nó alemão”. nó duplo ou nó de fita.4.4.1 Figura 6. apresentam este nó como: “meia volta”.4.2. evitar que a extremidade da corda se desfaça caso não tenha sido feita uma falcassa.1 NÓ SIMPLES Nó de fácil confecção e tem como função. autores do livro Marinharia e Trabalhos em Cabos das Edições Marítimas.6. serve para iniciar o nó de azelha dobrada pelo chicote. Figura 6.

3 Figura 6.3.3. Colin Jarman e Bill Beavis.3.1 Figura 6.4.4 Figura 6.4.4. Este nó foi testado pelo CSMont 2005 na instrução de içamento de vítima no Morro da Urca. e para segurança no rapel quando na utilização de freios descensores autoblocantes e o aparelho oito utilizado no olhal menor.4.4.2 Figura 6. autores do livro Marinharia e Trabalhos em Cabos das Edições Marítimas.4. na página 114 figura 12-24. permite após fácil tração recuperar o cabo com mais facilidade do que o nó duplo eo nó pescador duplo de correr.4.3 NÓ EM OITO DOBRADO É eficiente na união de cordeletes.4. apresentam este nó como: “Frade de segunda volta”.4.4. e consta em manuais do CBMERJ.5 2. Figura 6.4.4.2 Figura 6.4 95 .4.3 Figura 6.1 Figura 6.3. Figura 6.4.4.6.4 NÓ DE FRADE Utilizado para evitar que a extremidade de um cabo não se desfaça.3.

4.4 Figura 6.5 6. tendo em vista a necessidade de arrematar os nós para torná-los seguros em atividade de Salvamento em Montanha.5.2 Figura 6. encordamentos e ancoragens é conhecido por pescador duplo.5 96 . e é muito utilizado em montanhismo.5. e com mais uma volta será o pescador triplo.1 Figura 6.4.3 B) NÓ DE FRADE E PESCADOR TRIPLO Figura 6.5. apresentam este nó como: “nó de Frade de primeira volta”.5.4.4. E nos Manuais do Estágio Básico do Combatente de Montanha do Exército Brasileiro e escale melhor e com mais segurança de autoria de Flávio Daflon. PESCADOR DUPLO E TRIPLO Colin Jarman e Bill Beavis. é conhecido somente por nó de Frade.4.5 NÓ DE FRADE.5. na sua página 114 figura 12-23. Quando este nó é confeccionado para fins de arremates após nós alceados.a) NÓ DE FRADE UTILIZADO COMO NÓ DE SEGURANÇA EM DESCIDA COM CORDA SIMPLES E NO ORIFÍCIO MENOR DO FREIO OITO Figura 6.4.4. A) NÓ DE FRADE E PESCADOR DUPLO Figura 6.4. autores do livro Marinharia e Trabalhos em Cabos das Edições Marítimas.

Observação: Após confecção do nó.5.4.6 NÓ DIREITO É o nó usado para emendar cabos de mesmo diâmetro. deve-se arrematar o mesmo com pescador duplo de ambos os lados. e suas aplicações quando se fizer necessário.Figura 6.6. que consiste em vários nós de Frade em torno de uma corda.4 97 . este nó quando feito com cordas com diâmetros diferentes.6. 6.3 Figura 6. Este procedimento é utilizado pelo Exército Brasileiro em forma de improviso em terrenos onde a inclinação não é muito acentuada.4.4.7 Observação: Este nó pode ser utilizado em cordas molhadas ou escorregadias.4.4.5. para garantir a sua eficiência. que estejam em uma ancoragem superior para dar maior firmeza na empunhadura.4. a) NÓ DIREITO PELO CHICOTE Figura 6. utilizando o processo de corda fradeada ou Lepar.4.2 Figura 6. ele se desfaz. (quando os chicotes não estão paralelos) e nó direito de correr.6. Existem também as variantes: nó direito e nó de envergue.6.1 Figura 6. quando se deixa uma alça para soltura rápida. As figuras a seguir demonstram várias versões do nó direito.6 Figura 6.

Colin Jarman e Bill Beavis. na página 12 figura 2-7.6. apresentam este nó como: “nó de correr (direito)”.6. escolhe-se um dos chicotes para voltar por dentro do anel do nó.6.4. formando assim uma alça para soltura rápida.8 c) NÓ DIREITO DE CORRER Ao término da confecção do nó direito.7 Figura 6.6. fica mais fácil desfazê-lo.4.11 98 .4.5 Figura 6. o nó aperta e devido a alça. autores do livro Marinharia e Trabalhos em Cabos das Edições Marítimas.4.10 Figura 6.4.4. Figura 6.6 Figura 6.6.6.6.9 Figura 6.b) NÓ DIREITO PELO SEIO (figura 57) Figura 6.4.

4.4.3 Figura 6.6.4.7.7 NÓ DE ENVERGUE Assemelha-se ao nó direito. Figura 6.6.14 Figura 6.13 Figura 6.6. é essencial arrematar o mesmo com pescador duplo de ambos os lados para que se torne seguro.4.4.6.16 Figura 6.12 Figura 6.2 Figura 6.6 99 .7.d) NÓ DIREITO DUPLO Trata-se de um misto da escota simples com nó direito propriamente dito.15 Figura 6.7.17 6.7.6.4.4.4.4.7.4.5 Figura 6.6. Figura 6.4.7.4. porém os chicotes estão invertidos aos seus firmes. após teste mostrou ser bastante confiável.4 Figura 6.4.1 Figura 6.

3 Figura 6.9.8 NÓ TORTO Conhecido também por nó esquerdo.4.4.4.2 Figura 6. apresentam este nó como: “nó de cirurgião”. Figura 6.9.9.9.6.5 100 . ao fazê-lo deve-se arrematar o mesmo com pescador duplo de ambos os lados para ter total segurança na sua aplicação.8.4.5 6.1 Figura 6.4.4.2 Figura 6.4.9.4. A sua confecção acontece normalmente quando se erra o nó direito.3 Figura 6. na página 23 figura 3-7.8.4.8.8. autores do livro Marinharia e Trabalhos em Cabos das Edições Marítimas. ideal também para emenda de cabos lisos. não apresenta tanta segurança quando comparado ao nó direito.1 Figura 6.4.8.4. Colin Jarman e Bill Beavis. Figura 6.4 Figura 6.4.4 Figura 6.9 VOLTA DO CALABROTE Tem a mesma função e confecção parecida com a do nó direito.

Figura 6.11.10.4.11. quanto maior a tração. mais ele aperta e segura.4.4.4 Figura 6. a) NÓ DE ESCOTA SIMPLES Figura 6.4.1 Figura 6.6. com as variantes: nó de escota simples.10.4.2 Figura 6. escota dupla.4.3 6.2 Figura 6.5 101 . feito através de uma alça no cabo de menor diâmetro. viga ou árvore e também para arrastar troncos ou peças.11. que consiste em uma alça para soltura rápida após tração e escota com alça fixa.3 Figura 6.4.10.1 Figura 6. escota de rosa.11 NÓ DE ESCOTA OU TECELÃO Utilizado para unir dois cabos de diâmetro diferentes.11.4.11.4.10 VOLTA DA RIBEIRA É usado para prender uma corda a um mastro. mas não deve substituir os nós de ancoragem tradicionais.4.

4.4.12 Figura 6.4.11.4.6 Figura 6.b) NÓ DE ESCOTA DUPLA Figura 6.11.4.11.9 Figura 6.14 102 .8 Figura 6.11.4.11.11.13 Figura 6.11 c) ESCOTA DE ROSA Sua função é formar uma alça.11.4.7 Figura 6.4. Figura 6.11.4. que após esforço torna-se fácil de ser desfeita.10 Figura 6.11.

4.11.4.21 Figura 6.15 Figura 6.4.4.11.4.4. como: mosquetões.11.11.11.11.4. podendo a alça fixa ser utilizada para içamento de equipamentos. podendo ser feita simples ou dobrada. e percorre-se o mesmo caminho feito pelos chicotes das escotas anteriores.20 Figura 6.22 103 .11. junto com a emenda de um cabo de diâmetro diferente.11.19 Figura 6. 1) ESCOTA SIMPLES COM ALÇA FIXA Figura 6.Figura 6.18 Figura 6.16 Figura 6.4.17 d) ESCOTA COM ALÇA FIXA SIMPLES E DUPLA Forma-se uma alça.

11.27 Figura 6.4.11.4.26 Figura 6.11.4.28 104 .4.25 Figura 6.11.4.4.23 Figura 6.11.2) ESCOTA DOBRADA COM ALÇA FIXA Figura 6.11.24 Figura 6.

4.4.6 105 .12.4.3 Figura 6.12. sendo que no esguicho. para içamento de mangueiras de incêndio.2 Figura 6.4.4. deverá ser feito um cote para que o mesmo seja içado uniformemente com a mangueira.6.5 Figura 6.12 NÓ DE PRENDER MANGUEIRA Nó padronizado pelo CBMERJ.12.4.12.12.4. Para garantir a eficiência do nó é comum passar o chicote pelo qual o mesmo é confeccionado por dentro da alça da soltura rápida.12.1 Figura 6. Figura 6.4 Figura 6.

Tem sua aplicação também no montanhismo. para fins de arremates após nós alceados.4.6 Figura 6.13. Ao confeccionar estes nós.3 b) PESCADOR DUPLO DE CORRER Figura 6.4. também conhecido por nó de correr simples. Pescador duplo de correr e triplo de correr.4. existindo as variantes: nó de pescador simples.6. a) NÓ DE PESCADOR SIMPLES Figura 6. encordamento e de ancoragens.4.2 Figura 6.4.1 Figura 6.8 106 . PESCADOR DUPLO E TRIPLO DE CORRER Utilizado pelos pescadores para emendar suas linhas ou redes de pesca.5 Figura 6.13. deve-se deixar quatro dedos de chicote para cada lado e acochar o nó em sua totalidade para que o mesmo não venha a afrouxar.7 Figura 6.13. estes dois últimos sendo mais utilizados para unir cordeletes e cabos de mesmo diâmetro.4 Figura 6.4.4.13.13.4.13 NÓ DE PESCADOR SIMPLES.13.13.4. que tem a função de unir cabos de mesmo diâmetro.13. Nó de pescador duplo e triplo.

4.14 NÓ DE ABOÇO Ideal para emenda de cabos de diâmetros grossos.13.4.4.13 6.13.11 Figura 6.14. apresentam este nó como: “calabrote dobrado”.9 Figura 6.14.12 Figura 6.13. Colin Jarman e Bill Beavis.14.10 Figura 6.4.4. a) NÓ DE ABOÇO Figura 6. nas páginas 23 e 24 figuras 3-8 e 3-9.13.4.13.14.1 Figura 6.3 Figura 6.4.4.5 107 .c) PESCADOR TRIPLO DE CORRER Figura 6. Os Escoteiros e Desbravadores o conhecem este nó pelo nome de “nó ordinário”.2 Figura 6. autores do livro Marinharia e Trabalhos em Cabos das Edições Marítimas. pode também ser utilizado para união de cabos molhados e cabos de mesmo diâmetro.4.4 b) NÓ DE ABOÇO DOBRADO Figura 6.4.4.14.

15.15.15. E nos cabos pode se arrematar com pescador duplo de cada lado para garantir ainda mais a eficiência.15 NÓ DUPLO Conhecido também por nó de fita.1 Figura 6.4 Figura 6.15.4.4.7 Figura 6.15.4.6 Figura 6.6.4.5 b) NÓ DUPLO EM FITA TUBULAR Figura 6. e acochar o nó em sua totalidade para que o mesmo não venha a afrouxar.10 Figura 6.15. Ao confeccioná-lo em fita deve-se deixar quatro dedos de chicote para cada lado.4.4.11 108 .4. a) NÓ DUPLO EM CABOS Figura 6.4.15. é usado pura e exclusivamente para emenda de fitas tubulares e fitas de carga.2 Figura 6.4.9 Figura 6. é muito seguro.15.8 Figura 6. fica difícil desfazê-lo. podendo também ser utilizado emendas de cabos de mesmo diâmetro.15.4.15.4.3 Figura 6.15.4. porém se o cabo emendado com este nó sofrer grande esforço.

4. formando assim quatro alças.6.2 Figura 6.3 6.4.1 Figura 6.16. a) ENCAPELADURA DOBRADA Figura 6. e nestas são confeccionados nós de emenda de cabos.4.4.4.4. tornando-se mais eficaz quando a sua aplicação se fizer necessária. o centro do nó é posto sobre o mastro.4.16 ENCAPELADURA SIMPLES Nó utilizado pelo CBMERJ para fins de imobilização quando se fizer necessário.4.2 Figura 6.17.17 ENCAPELADURA COM VOLTAS Sua função é exclusivamente para imobilização. aperta mais que a encapeladura simples.4. e para início dos métodos de enrolar cordas corrente dupla e quádupla.18.3 109 . e tracionados até que o mastro fique em pé totalmente.18 ENCAPELADURA DOBRADA Sua principal aplicação é estaiar um mastro.17. os chicotes são unidos por um nó específico a critério do especialista.2 Figura 6.16. Figura 6. Figura 6.17.18.4.1 Figura 6.3 6. e para confeccionar o nó de catau pela encapeladura simples.16.4.4.1 Figura 6.18.

18.19.19.4. Figura 6.4.4. quando utilizada para estaiar o mastro. Figura 6. esta apresenta resultado melhor que a tradicional.2 Figura 6.4.5 Figura 6.6 6.19.4.b) ENCAPELADURA DOBRADA INVERSA Nesta outra versão de encapeladura dobrada.4. além de executar as funções da encapeladura dobrada.18.4 110 . o chicote é puxado por cima.18.1 Figura 6. imobilizações que se fizerem necessárias.4.4.19 VOLTA DA VITÓRIA Nó exclusivo da Marinha do Brasil pode ser aplicado em ancoragens.4 Figura 6.3 Figura 6.19. início de trabalho decorativo (coxim de anel).

20 YOKOHAMA Sua finalidade é formar três alças fixas. a) NÓ DE CATAU Figura 6.3 Figura 6.20.4.4.21.3 Figura 6.21 NÓ DE CATAU OU CATAU DE REFORÇO Utilizado para diminuir o tamanho de um cabo.6 6.6.4.20. é conhecido também por cebolão e encapeladura japonesa.2 Figura 6. Figura 6.4.21. ou isolar um trecho coçado ou puído que exista no mesmo.4.4 Figura 6.4.4.4.4.20.20.20. Figura 6.20.21. pode ser aplicado em ancoragem.4.21. e executar também a mesma função da encapeladura dobrada.5 Figura 6.2.4. as figuras abaixo ilustram exemplos de nó de catau.1 Figura 6.1 Figura 6.4 111 .4.

os escaladores utilizavam este nó em torno da cintura. E provocou alguns acidentes fatais.4.4. dando uma passagem com o chicote em uma das pernas e arrematando com uma volta do fiel.6 Figura 6.7 6. e ao cair durante a escalada.4.4.4.b) CATAU PELA ENCAPELADURA SIMPLES Nesta versão além do isolamento do trecho coçado.21. e depois com pescador duplo em torno do próprio cabo.5 Figura 6. e terminar os nós balso de calafate. a) LAIS DE GUIA OU CABRESTANTE SIMPLES Figura 6. e com participação ativa do Professor Juratan Câmara.2 Figura 6. No montanhismo é utilizado com sustentação. Figura 6.22 LAIS DE GUIA OU CABRESTANTE Tem como função a confecção de uma alça que ao mesmo tempo aperte e seja fácil de soltar. serve para iniciar a confecção dos nós bolina duplo.1 Figura 6. Estes detalhes foram acrescentados.4.22. com uma guarnição comandada na época pelo Cap BM Da Silva.21. o referido nó permite formar uma cadeira improvisada através das duas alças laterais. trazendo complicações para os mesmos caso não conseguissem retomar a escalada.22. sendo o mais conhecido o da jovem Marizel na via Travessia dos Olhos na Pedra da Gávea em 1975. porque antes da invenção dos cintos baudrier.4.21. o nó subia para a altura do peito. onde houve efetiva participação do CBMERJ no resgate.22.3 112 .

Pescador duplo.22.Figura 6.4.4.4 Figura 6. Figura 6.6 113 .4.5 b) LAIS DE GUIA COM SUSTENTAÇÃO Volta do fiel.22.22.

4.4.c) LAIS DE GUIA DUPLO OU CABRESTANTE DUPLO DO CBMERJ Confeccionado com a corda dobrada.12 6.4.22. serve para confecção de cintos cadeira improvisados e ancoragens.22.9 Figura 6.22. aperta bem e é fácil de ser desfeito.7 Figura 6.23. apresenta as seguintes variações: azelha simples pelo seio. a) AZELHA SIMPLES PELO SEIO Figura 6.11 Figura 6.22.22. que é o caminho para se confeccionar o nó balso pelo seio e azelha simples pelo chicote.1 Figura 6. Figura 6.22.4.2 Figura 6.4.23 AZELHA SIMPLES Nó utilizado para confeccionar uma alça que não corra em um cabo.23.4.4.4.8 Figura 6.3 114 .4.4.10 Figura 6.23.

24. por nó de pescador de correr.24.4.4.23.4.23.b) AZELHA SIMPLES PELO CHICOTE Figura 6.23.4.3 Figura 6.2 Figura 6. Figura 6.24. sua finalidade é formar uma alça fixa.4.4.5 Figura 6.4 115 .4.1 Figura 6.4.4. pode ser obtido através de um nó de moringa.8 6. através da união de dois nós simples.4.24 PESCADOR SIMPLES DE CORRER COM ALÇA FIXA Conhecido no CSAlt do CBMERJ.6 Figura 6.23.7 Figura 6. ou conforme o modelo abaixo.24.23.4 Figura 6.

6. que é utilizada para encordamento de uma cordada para uma escalada.25. este mesmo nó apresentado como: “oito duplo”.1 Figura 6. apresenta as seguintes variações: azelha dobrada pelo seio e pelo chicote.25.4 Figura 6.25. na página 20 figura 2-42.4. Colin Jarman e Bill Beavis.25 AZELHA DOBRADA Nó utilizado para confeccionar uma alça que não corra em um cabo.25.4.5 Figura 6. a) AZELHA DOBRADA PELO SEIO Figura 6.25.6 116 .4.25. apresentam este nó como: “alça com dupla volta de fiador”. este nó é apresentado como: “aselha em oito”.3 b) AZELHA DOBRADA PELO CHICOTE Figura 6. Consta também no Manual de Salvamento em Altura do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo na página 33.4.4.4.2 Figura 6. E no Manual do Estágio Básico do Combatente de Montanha do Exército Brasileiro. autores do livro Marinharia e Trabalhos em Cabos das Edições Marítimas.4.

4.Figura 6.4.8 c) AZELHA DOBRADA EM ENCORDAMENTO Figura 6.9 d) AZELHA DOBRADA COMO NÓ DE SEGURANÇA NO ORIFÍCIO MENOR DO FREIO OITO Figura 6.4.4.25.25.7 Figura 6.25.10 117 .25.

26.4. Segundo consta no Manual de Salvamento em Altura do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo na página 34.1 Figura 6. Figura 6. este mesmo nó é apresentado como: “oito duplo de alças duplas” e também é chamado de Mickey ou coelho e tem eficiência de 82%.3 a) AZELHA EQUALIZADA COMO NÓ DE SEGURANÇA NO ORIFÍCIO MAIOR DO FREIO OITO Figura 6.26.2 Figura 6. por formar duas alças fixas.4. e após sofrer tensão.6.26 AZELHA EQUALIZADA É um excelente nó para ancoragem.4 118 .26. é fácil desfazê-lo.26.4.4. fácil de fazer.4.

Figura 6.27.28.27 AZELHA EM NOVE Tem sua confecção parecida com a azelha dobrada.4.4. devido a tração ficar apenas em uma parte do anel do nó.27.3 119 .3 6.28 AZELHA CALÇADA Assemelha-se a azelha simples.28.4.4. Segundo consta no Manual de Salvamento em Altura do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo na página 33. mas apresenta mais facilidade de ser desfeito após tensão em comparação as azelhas supramencionadas.27. Figura 6.2 Figura 6.2 Figura 6. dando uma volta a mais que a azelha dobrada. confecciona-se pelo seio. este mesmo nó é apresentado como: “nove” e é ideal para suportar cargas.4.4. Este nó executa as mesmas funções das azelhas simples e dobrada.4. e possui eficiência de 70%. e permite uma melhor recuperação do cabo.6.1 Figura 6.28.1 Figura 6.4.

4.4.4.3 Figura 6.29.4 b) AZELHA EQUALIZADA DE TRÊS ALÇAS.4.4.29.1 Figura 6.29.29.29. Figura 6. ARREMATADA COM PESCADOR TRIPLO.4. depois esta. formando assim três alças fixas. SERVINDO COMO NÓ DE SEGURANÇA NO FREIO OITO DE RESGATE (BIG OITO) Figura 6. desce e faz o contorno de todo o anel do nó.29 AZELHA EQUALIZADA COM TRÊS ALÇAS Executa-se o nó fazendo uma azelha dobrada pelo seio com uma longa alça.6.2 Figura 6.5 120 .

30. Observação: Nos testes este nó após sofrer tensão foi desfeito com facilidade.4.4. que depois de acochada deve ser arrematada com o nó pescador duplo.3 Figura 6.4.4.1 Figura 6.6.4.1 Figura 6. através de quatro voltas feitas pelo chicote envolvendo uma alça superior. Figura 6.31.31.4.30 AZELHA DUPLA DO EXÉRCITO Assemelha-se a azelha equalizada.4.4.2 Figura 6.31.30.3 6. O referido nó tem a característica de formar uma alça fixa.30. para que seja introduzida na primeira. e formando outra alça inferior. Figura 6.4.31.4 121 . porém esta é confeccionada quase a partir de uma azelha simples. O Manual do Estágio Básico do Combatente de Montanha do Exército Brasileiro apresenta este nó como: ”aselha dupla”.31 NÓ DE COIMBRA Desenvolvido e testado pelo Sgt BM Coimbra formado na 12ª Turma do Curso de Salvamento em Montanha do CBMERJ.2 Figura 6.

33. Figura 6.3 Figura 6.4. garrafas etc.33.4. forma uma alça fixa quase a partir de um nó em oito.1 Figura 6.4. conforme ilustra a figura 6. passando o chicote pela frente dos anéis superior e inferior do nó.4. confeccionando o nó propriamente dito. o anel inferior deverá ser introduzido por dentro do anel superior e puxado para cima.4.4. Para se formar a alça fixa.32.4 Figura 6.32. A base do recipiente fica na alça.32.32 NÓ DE ARNEZ Tem a mesma função do nó de azelha.4.4.32.1 Figura 6.2 Figura 6.6.3.4. Figura 6. enquanto a boca deste fica no centro do nó que é apertado.32.3 Figura 6.33.4.4.32. garantindo assim a segurança na operação.33.4.5 6.33 NÓ DE MORINGA Muito utilizado para içamento de cantis.4 122 .2 Figura 6.

35.4. pois após esforço.34. Figura 6.4.4.6. é um excelente nó para tração.4. deve-se orientar o cote inicial na direção oposta. Figura 6. ancoragens e para confeccionar estribo improvisado com cabo.1 Figura 6. e tem por função unir uma corda fixa a outra ancoragem intermediária.35.2 Figura 6.35.4.3 Figura 6.4.1 Figura 6.4. O Manual de Salvamento em Altura do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo nas páginas 33 e 34 apresenta este nó como: “sete”.35.4 123 .35 NÓ BORBOLETA Utilizado para formar uma alça fixa.4. Para direcioná-lo do sentido desejado. pode ser utilizado para tracionamentos.2 Figura 6.3 6.34 PESCADOR FIXO Possui várias funções.34.34. é fácil de desfazê-lo.4.

ancoragens e içamentos.37.4.37 CADEIRA ESPANHOLA Conhecido também por nó Espanhol. O Manual do Estágio Básico do Combatente de Montanha do Exército Brasileiro apresenta este nó como: “balso americano”.37.4 124 . é utilizado para confecção de cintos cadeira improvisados.1 Figura 6.37. é um nó útil em várias aplicações como por exemplo: cadeiras improvisadas.4.4. para cabo guia quando na utilização de duas polias em cabos paralelos de um plano inclinado.2 Figura 6. serve também.36 BALSO PELO SEIO Formado a partir de uma azelha simples.1 Figura 6.4.37.3 Figura 6.4.4.36.36. Figura 6.3 6.2 Figura 6.4.6.4. ´ Figura 6.36.4.

forma-se semelhante a um lais de guia.3 Figura 6. o nó ainda mantém o sentido do direcionamento do cabo.38.1 Figura 6.39. de preferência de aço para o tracionamento.4.4. e outra alça é feita na altura do peito e por baixo das axilas.4.39.3 Figura 6.38.38.38 BALSO ARGENTINO Utilizado em tracionamento de planos inclinados.4.6.4 Figura 6.4.2 Figura 6.39. Figura 6.4.1 Figura 6.39.4. passando uma alça dobrada por dentro de um anel.4.39. Figura 6. e depois este nó é arrematado com um lais de guia após a confecção da 2ª alça. onde se encaixa um mosquetão.4.39 BALSO DE CALAFATE Utilizado pela Marinha do Brasil para suportar o peso de um militar quando se trabalha suspenso. formarão duas alças fixas.4. e após isto.4 6.38. em uma alça o militar senta.4.5 125 .2 Figura 6.

40.4.2 Figura 6. Figura 6.40. servindo para cadeiras improvisadas e outros empregos que se fizerem necessários.1 Figura 6.6.4.3 126 .4.40 BALSO PELO SEIO DE CORRER Confecciona-se seguindo o mesmo caminho da azelha dupla do Exército Brasileiro. porém surge a formação de duas alças móveis ajustáveis.4. de acordo com o critério do especialista que o utilizar.40.

41.5 Figura 6.7 127 .2 Figura 6.4.41.4. Este nó é praticamente o balso pelo seio.4.1 Figura 6.41.3 Figura 6.6.41.4. Figura 6.4 Figura 6.6 Figura 6.41 BOLINA DUPLO Este nó é utilizado pelo CSMont para fins de encordamento a partir de um lais de guia. formando duas alças fixas na alça de suporte do cinto Baudrier.41.4.4.4. mas sendo executado pelo chicote para a função de encordamento e arrematado com pescador duplo.41.41. E no montanhismo civil é conhecido como lais de guia duplo.4.

42.6 128 .4. Figura 6.3 Figura 6.5 Figura 6.42.4.4.42 PESCADOR DUPLO DE CORRER COM ALÇA Sua finalidade é formar uma alça que morde um ponto de ancoragem por pressão.4.2 Figura 6.42.4.4.42. também conhecidas por back up.4 Figura 6.42.6. em montanhismo é muito utilizado para confecção de ancoragens secundárias.1 Figura 6.42.4.

na página 21 figuras 3-1 e 3-2.4.43.43.5 Figura 6.1 Figura 6.4 b) PATA DE GATO PELO CHICOTE Figura 6. Os Manuais do Estágio Básico do Combatente de Montanha do Exército Brasileiro e de Salvamento em Altura do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo na página 42.6 Figura 6.4.4.43.43.7 Figura 6. Colin Jarman e Bill Beavis.4.8 129 . este mesmo nó é apresentado como: “boca de lobo”. deve se arrematá-lo para evitar que o mesmo se desfaça. a) PATA DE GATO PELO SEIO Figura 6.4. apresentam também este nó como: “boca de lobo”.2 Figura 6.4.3 Figura 6.43.43.6. autores do livro Marinharia e Trabalhos em Cabos das Edições Marítimas.43 NÓ PATA DE GATO É usado para fixar uma corda em um ponto de ancoragem e para iniciar o nó Prusik.4. lembrando que após a sua confecção.4. pode ser feito pelo seio e pelo chicote.43.4.43.

2 Figura 6.6 Figura 6.44. podendo ser confeccionado pelo seio ou pelo chicote.44. a) BOCA DE LOBO PELO SEIO Figura 6.4.44.4.5 Figura 6.4.4.4.9 130 .44 BOCA DE LOBO Assemelha-se a pata de gato. porém para sua confecção é feita mais uma volta no anel inferior.7 Figura 6.4.4.44.4.4 b) BOCA DE LOBO PELO CHICOTE Figura 6.44.1 Figura 6. serve para fins de ancoragem.44.6.3 Figura 6. Colin Jarman e Bill Beavis. apresentam este nó como: “boca de lobo dobrada”. autores do livro Marinharia e Trabalhos em Cabos das Edições Marítimas.4.4.8 Figura 6.44. na página 26 figuras 3-16 e 3-17.44.44.

45. Este nó é utilizado pelo Curso de Salvamento em Alturas do CBMERJ para a função acima mencionada.45. Serve também durante uma escalada para o guia ou participante se ancorar em um grampo utilizando um mosquetão de ancoragem. que após todos os procedimentos de segurança supramencionados além da proteção das arestas vivas. Quando feito pelo seio pode ser chamado também de nó de porco. também podendo ser feito dobrado. e pelo chicote nó de barqueiro. que o mesmo carrega consigo. É importante que após uma ancoragem confeccionar cotes específicos sobre o firme para que o mesmo não venha a se desfazer.45. confecção da ancoragem secundária atrás e acima da principal e teste de tração com dois BMs se pendurando na corda.4.45.45.4.45.4.4.3 b) VOLTA DO FIEL PELO CHICOTE Figura 6.6.4.4.4.1 Figura 6.5 Figura 6.7 131 . a) VOLTA DO FIEL PELO SEIO Figura 6.2 Figura 6. segurança e confiabilidade em todas as atividades do curso. sempre apresentou eficiência.6 Figura 6.45 VOLTA DO FIEL É utilizado para fixar uma corda em um ponto de ancoragem.4 Figura 6.45.4.

4. na volta do fiel com é feito com 03 cotes para o mesmo lado de forma que forme três voltas do fiel em volta do firme.1 Figura 6.c) DIFERENÇA DE ARREMATES NA VOLTA DO FIEL O arremate padrão do CBMERJ.45.46.4.4. Consta no Manual do Estágio Básico do Combatente de Montanha do Exército Brasileiro este arremate com o nó pescador duplo.10 Figura 6.4.4.9 Figura 6.11 6. Figura 6. que apresenta eficiência semelhante.4.4.8 Figura 6.46.46.14 132 .46 VOLTA DO FIEL DOBRADO A PARTIR DE UMA ALÇA FIXADA EM PONTO DE ANCORAGEM Figura 6.4.45.3 Figura 6.45.2 Figura 6.46.45.4.

47. mas o ideal é um ponto atrás e ou acima.47.4. consta no Manual do Estágio Básico do Combatente de Montanha do mesmo.4.1 Figura 6. ligeira e que precise ser desativada rapidamente. que consiste em uma coluna robusta de concreto onde não há duvida de sua resistência.47.3 Figura 6.6. Figura 6. A sua função é confeccionar uma ancoragem fácil.4. Mas não devemos esquecer de fazer a ancoragem secundária de segurança. a não ser que seja um PAB“Ponto a Prova de Bomba”.4 133 .47 NÓ MOLA Nó utilizado pelo Exército Brasileiro. pois é um nó de fácil soltura e muito bom para suportar tensões.4.2 Figura 6.47. que na figura está no mesmo posto da principal.4.

5 134 .48.4.48.3 Figura 6.4. mosquetões de aço. e de preferência nestas.48. e tem por função preservar a carga de ruptura original da corda.6.48.48.4.4. Figura 6.4.1 Figura 6.2 Figura 6.4 Figura 6.4. O mesmo é realizado a partir de voltas sucessivas de 04 a 05 no ponto de ancoragem.48 TRAPA Este nó consta no Manual de Salvamento em Altura do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo na página 32. com azelha dobrada ou equalizada. e no final pode ser arrematado.

Consta também no Manual de Salvamento em Altura do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo na página 37.3 6. este mesmo nó apresentado como: “meia volta do fiel e também nó da UIAA”.4. que são conhecidos por cocas. ou seja. A sua utilização forma torcimentos na corda. e para descida com a corda passada no mosquetão quando não houver aparelho de descida especifico.4. na ausência de um aparelho descensor específico. este nó é apresentado como: “nó da UIAA ou nó de meio porco”. que terá a mesma eficiência.49 NÓ DA UIAA OU NÓ DINÂMICO Nó utilizado para segurança em escalada. Figura 6. podem ser feitas três voltas no dorso do mosquetão.50.1 Figura 6.6. uma descida improvisada de emergência. quanto para a subida). servindo de nó de segurança (tanto para a descida.4.2 Figura 6.4. Figura 6.1 135 .50 VOLTAS NO MOSQUETÃO Na dúvida de confeccionar o nó da UIAA.49. pois se trata de uma descida improvisada de emergência.4. No Manual do Estágio Básico do Combatente de Montanha do Exército Brasileiro. o único problema são os muitos torcimentos na corda provocada pelo atrito corda e mosquetão. E atentar para a segurança.4. e tem por característica não ficar preso à ancoragem e a possibilidade de operar nos dois sentidos do chicote.49. ou seja.49.

5 Figura 6.4.4. e tem a função de bloquear o nó da UIAA.6. pressionando o sistema contra o mosquetão.51.4 Figura 6.3 Figura 6.51. pois permite além de um bloqueio eficiente uma fácil soltura do sistema. sendo que uma das alças entra por dentro da outra.51.51. Figura 6.6 136 .1 Figura 6.2 Figura 6.4. é utilizado em Salvamento em Montanha.51 NÓ DE MULA Tem seu nome original como munter mule. Para confeccioná–lo se faz necessária à formação de duas alças por debaixo do firme do nó da UIAA.4. e formando uma alça maior que dará origem a um nó de azelha simples que envolverá também o firme do nó da UIAA.4.4.51.4.51.

52.3 Figura 6.2 Figura 6.1 Figura 6. e para segurança em descida simples.4.4 Figura 6. É usado como autoblocante para técnicas de ascensão em corda.52.4. este nó foi desenvolvido por Karl Prusik em 1931.2. é excelente para auto-resgate em corda. o nó Prusik deve envolver as duas cordas.4. que depois de unido com nó específico. e outras múltiplas funções. Caso seja efetuada ascensão em corda dupla. Para confeccioná-lo se utiliza um cordelete de 6 mm de diâmetro com cerca de 2 metros de comprimento. O CBMERJ padroniza utilizar este nó com 6 voltas. sistemas de polias. é conhecido pelos militares das Forças Armadas como prússico e deve ser emendado com os seguintes nós: duplo. a) PRUSIK PELO SEIO Figura 6.4. pescador duplo ou triplo de correr e oito duplo.5 137 . tracionamento.52. visando a segurança da atividade de Salvamento em Montanha e Salvamento em Altura. içamento e deslocamento. envolve outra corda de diâmetro maior com seis voltas.52 PRUSIK Segundo o website montanhas do Rio.4.4.52.52. para garantir a segurança e permitir a recuperação do cordelete após tração. para transposição de uma corda para outra.

4.52.4.52.52. No Exército brasileiro e no montanhismo civil.7 Figura 6.9 c) EMENDAS DE CORDELETE COM NÓ DUPLO.6 Figura 6.4.52.4.4. Ao confeccionar estes nós. é padronizado a emenda do cordelete com pescador duplo de correr.6 Figura 6.52. No montanhismo europeu é notada a utilização do pescador duplo de correr o oito duplo ou fiador duplo para emenda de cordelete.10 138 .52. PESCADOR DUPLO DE CORRER E OITO DUPLO É padronizado no CBMERJ a emenda de cordelete com o nó duplo.8 Figura 6. Figura 6. deve-se deixar quatro dedos de chicote para cada lado e acochar o nó em sua totalidade para que o mesmo não venha a afrouxar.4.b) PRUSIK PELO CHICOTE Figura 6.

53.4. Este nó também se apresenta em várias versões.4.2 Figura 6.53.4. é também conhecido por kleinhest.53 NÓ MARCHARD Tem a mesma finalidade do Prusik.5 b) OUTRAS FORMAS DE MARCHARD COM FITA E CORDELETE Figura 6.4.53.4 Figura 6.53. a) NÓ MARCHARD COM CORDELETE Figura 6.7 139 .4.1 Figura 6.6 Figura 6.4.53.4.53.53.4.3 Figura 6.6.

54.4. Este nó possui característica de aumentar em a carga de trabalho do cordelete. devido a sua confecção ser executada com o cordelete dobrado e o mosquetão é introduzido nas duas alças.3 6.2 140 . a) FORMA ANTIGA Figura 6.6.4. que antes não deverá estar sob tensão. FRENCH PRUSIK OU PRUSIK FRANCÊS Excelente nó blocante. veremos a forma antiga e sua correta confecção.2 Figura 6.1 Figura 6.4. na visualização.55. pode ser utilizado em conjunto com uma pequena fita tubular presa ao cinto baudrier e a um mosquetão acima do freio de descida.4. feito no mosquetão. Porém recomenda–se que o BM tenha pelo menos dois cordeletes de comprimento de 2 metros para que o mesmo efetue o auto–resgate em altura. ou seja.55 NÓ DE BACHMAN Algumas pessoas interpretavam este nó como sendo o marchard.4.54.55. que o fará bloquear automaticamente. Figura 6.54 NÓ AUTOBLOCK. sendo totalmente diferente da forma antiga.54. Existem outras formas de nó autoblock destinadas para o mesmo fim. basta que tire a mão auxiliar que estará no nó blocante do sistema.4. Para confeccioná-lo são feitas 4 ou mais voltas com o cordelete dobrado envolvendo a corda e o mosquetão.4. tem seu emprego para contra segurança para descida simples. que consiste em passar a corda entre o mosquetão e a corda.1 Figura 6. caso este seja de frenagem manual como o freio oito. e permite que o BM ao executar uma descida simples caso tenha que efetuar uma parada na corda.

4. confecciona-se um nó de pescador duplo. A corda é passada nestes dois mosquetões que ficam abaixo do primeiro de forma que a parte da corda destinada a recuperação. se este vier a cair durante a escalada. passa entre as três primeiras voltas. um no grampo e 02 conectados no primeiro. e a outra parte da corda que está no encordamento do participante.56. 141 . permitindo a recuperação Figura 6. venha a bloquear automaticamente. que em caso de queda o sistema bloqueará automaticamente. Parte da corda móvel.55.56. para segurança.6 6.4.2 Figura 6.4. garantindo assim a sua integridade física. e após a passagem nestas voltas.4. Este nó pode ser feito com cordeletes e em cordas de mesmo diâmetro a partir de um chicote.4 Figura 6.56 BELONESI Nó blocante.5 Figura 6. venha a ficar móvel sendo facilmente recuperada pelo guia que está ancorado. o chicote desce.1 Figura 6.55.4.4.3 2.4.4. Figura 6.3 Figura 6.57.4.1 pelo guia durante a progressão do participante. sendo este feito pelo chicote. É um improviso com uso de 03 mosquetões.4. Corda do participante. tem a mesma função do Prusik.57 CORAÇÃO Sem dúvida um dos primeiros sistemas de autobloqueio existentes. com seis voltas sobre a corda.55.b) NÓ DE BACHMAN ATUAL CONSTANTE EM MANUAIS DE MONTANHISMO Figura 6.56.55.

5 Figura 6. Figura 6.58.4. sendo feitas várias alças que vão se sobrepondo e acochando sobre si mesmas. árvore e grampo. deve-se fazer um nó de azelha para identificar a corda que não será utilizada. permitindo assim sua recuperação.4. e deve ser feito com um número mínimo de quatro passagens. (AO EXECUTAR ESTE TIPO DE DESCIDA.58.58. DO CBMERJ PARA DESCIDA EM CORDA SIMPLES Confeccionado através de uma alça de uma corda dobrada envolvendo um ponto fixo. as duas extremidades serão puxadas simultaneamente e a corda cairá por inteiro. sobrarão duas extremidades e a descida será na mais firme.2 Figura 6. e na outra.6 142 . Após a sua execução.1 Figura 6. prédio. As figuras abaixo demonstram dois nós de salvacorda em uso no CBMERJ.4.4.4. CHECAR EQUIPAMENTO E ANCORAGEM SE POSSÍVEL DUAS OU TRÊS VEZES) São nós que permitem recuperação da total da corda após o rapel. possuem confecções diferentes dependendo do local: montanha.58.4.3 Figura 6. é considerado seguro.6.4.58.58 NÓS DE SALVACORDA OU DE EVASÃO.4 Figura 6. a) NÓ DE SALVACORDA OU EVASÃO ENSINADO NO CURSO DE SALVAMENTO EM ALTURAS. e ao término do rapel.58.

b) SALVACORDA DE MONTANHA Considerado o mais seguro de todos, consiste em passar os chicotes da corda em um ponto fixo ou em um grampo, até que a sua metade fique exatamente no ponto de ancoragem. Após isso deve-se unir os chicotes com o nó pescador duplo de correr e acochá-lo. O rapel deverá ser feito com a corda dobrada, e ao chegar a um ponto seguro, desatar o nó de segurança, puxar um dos chicotes que a corda descerá.

Figura 6.4.58.7

Figura 6.4.58.7

143

6.4.59 ASSENTO AMERICANO Consta no Manual Estágio Básico do Combatente de Montanha do Exército Brasileiro, o assento americano consiste em um cinto cadeira improvisado que pode ser utilizado em Salvamento em Altura e Salvamento em Montanha. Serve para fornecer segurança ao BM durante a ação de socorro se não houver cinto baudrier específico, e o mesmo deve ficar bem justo ao corpo e acochado. Para confeccioná-lo pode se utilzar um cabo solteiro de 10 a 12 mm de diâmetro, de 4 a 5. metros de comprimento. O mesmo é simples de fazer, sendo finalizado com nó direito unindo os chicotes, e arrematado com pescador duplo de ambos os lados. Este conjunto de nós de fechamento, é padronizado pelo Exército Brasileiro para ser posicionado do lado oposto à mão de trabalho.

Figura 6.4.59.1

Figura 6.4.59.2

Figura 6.4.59.3

Figura 6.4.59.4

Figura 6.4.59.5

Figura 6.4.59.6

144

6.4.60 ATADURA DE PEITO Segundo o Manual Estágio Básico do Combatente de Montanha do Exército Brasileiro, a atadura de peito é um artifício de corda confeccionado para aumentar a segurança durante a realização de uma escalada ou de uma desescalada, dividindo a tensão com o assento americano e evitando que o escalador fique de cabeça para baixo em caso de queda ou perda dos sentidos. Fornece relativo conforto e boa liberdade de movimentos com ambas as mãos. A sua confecção tem início em um nó de azelha simples, cuja alça é introduzida por cima da cabeça do BM e ficando por cima do fardamento. Um dos chicotes subirá pelas costas e passará por dentro da alça do nó de azelha simples, e depois descerá para ser unido com o outro chicote, após isso será feito o nó direito e arremate com pescador duplo de ambos os lados. Este sistema de nós de fechamento é padronizado pelo Exército Brasileiro para ficar do lado oposto a mão de trabalho. Após confeccionada a atadura de peito, o mosquetão do sistema entrará por dentro dos anéis do nó de azelha simples posicionado na altura do peito do BM, conforme demonstram as figuras 6.4.60.5 e 6.4.60.6.

Figura 6.4.60.1

Figura 6.4.60.2

Figura 6.4.60.3

Figura 6.4.60.4

Figura 6.4.60.5

Figura 6.4.60.6 145

6.4.61 AMARRAS As amarras permitem emendas de pequenos troncos de árvores e bambus para construção de abrigos, improviso de maca para transporte de vítima e outras funções. A seguir estão três formas de se confeccionar amarras.

a) AMARRA QUADRADA É usada para unir dois troncos ou varas mais ou menos em ângulo reto, começa com uma volta do fiel bem firme, e o chicote que sobra desse nó, deverá ser torcido com a corda para maior garantir a segurança. Os troncos ou varas são rodeados por três voltas completas redondas entre as peças concluindo-se com a volta do fiel na vara oposta a que se deu o nó inicial.

Figura 6.4.61.1

b) AMARRA DIAGONAL Serve para aproximar e unir duas varas que se encontram formando um ângulo agudo, e tem sua principal aplicação na construção de cavaletes. Tem seu início através do nó volta da ribeira apertando fortemente as duas peças, e em seguida executam–se três voltas redondas em torno das varas no sentido dos ângulos, arrematando-se com um anel de duas ou três voltas entre as peças e uma volta do fiel para encerrar.

Figura 6.4.61.2 146

c) AMARRA PARALELA Serve para unir duas varas colocadas paralelamente, é mais simples que as anteriores.

Figura 6.4.61.3

147

2. finalizando o arremate e fazer a segunda ancoragem atrás deste. No CBMERJ são utilizados para Salvamento em Altura e Salvamento em Montanha sempre com duas cordas.2. 7. em outro ponto fixo que será a segurança do tracionamento. confeccionando dois cotes. Confeccionando a volta do fiel pelo seio e introduzindo o mosquetão. tais como: passagem de um cume para o outro. três voltas sobre o firme e outro cote.1 PLANOS INCLINADOS E HORIZONTAIS Conhecidos também por tirolesas. segurança na transposição de rios com grande correnteza. pois são cordas destinadas a escalada e possuem alongamento maior do que as cordas supramencionadas. A técnica ensinada no CSMont é de passar uma alça.1 VOLTA DO FIEL PELO SEIO Utilizado no mosquetão. é iniciado o tracionamento. transposição de obstáculos e outras atividades diversas. Observação: Nos tracionamentos devemos utilizar de preferência mosquetões de aço e cordas estáticas pelo fato de as mesmas possuírem baixo alongamento. descida de vítima controlada com cabo guia preso a freio de segurança. volta passando por dentro deste primeiro. de preferência nos tracionamentos devem-se utilizar os de aço. Feito isso. por dentro do mosquetão que está no ponto de ancoragem. e são utilizados para diversas finalidades em ações de salvamento.1 148 .2 TÉCNICAS DE TRACIONAMENTO Métodos importantes para se retesar cabos para salvamentos. A seguir serão mostradas técnicas de tracionamentos utilizadas no CBMERJ. Figura 7.CAPÍTULO VII 7. e não as dinâmicas. 7. consistem em técnicas de transposição de obstáculos ou de progressão em terrenos que necessitam de montagem de sistemas que possibilitem travessias horizontais e inclinadas.1. a corda desce e passa em outro mosquetão.

1 7.1 7.1 7.3. MOSQUETÃO E PATESCA SIMPLES Figura 7.1 Observação importante: Os arremates para tracionamentos. MOSQUETÃO E PATESCA SIMPLES Figura 7.7.2. com dois cotes e finalizando com voltas e na alça que sobrar. Mas vale lembrar que seja qual for o sistema que o montanhista for utilizar. são ensinados de diversas formas e servem para a mesma finalidade.2. Existem formas de executar estes arremates com três cotes.2. 149 .2.2.2. e introduzido entre as partes da corda para travar um possível deslizamento do sistema.5 COM BLOQUEADOR GIBBS.4 COM BALSO ARGENTINO. é confeccionado outro cote. deve-se após o arremate testar todo o sistema se pendurando no cabo.3 COM BALSO ARGENTINO E MOSQUETÃO Figura 7.2.2 VOLTA DO FIEL MOSQUETÃO E PATESCA SIMPLES Figura 7. 4.2.5.2. em caso de plano inclinado para testar a elasticidade da corda e a segurança.

7.1. nem em freios autoblocantes e ascensor. o CBMERJ utiliza um sistema conhecido por Cariocão. Muito utilizado em Salvamento em Montanha. 150 . e içamento e até para se reduzir a força aplicada em um tracionamento.2 7.3. que vão se alternando um a frente móvel. que pode ser feito com fita ou cordelete. devendo ser executada a confecção de cotes e a retirada destes equipamentos. Figura 7. sendo que se a tração for para se retesar cordas para planos inclinados.1 Figura 7.1 Quando há pouco espaço disponível para tração. o sistema não deverá ficar no último Prusik. que consiste em no mínimo dois nós Prusik.2. 01 PATESCA TANDEM. o sistema não deverá ficar nunca em um bloqueador e nem em um cordelete. e depois a retirada destes equipamentos através da união do último Prusik com o nó Mariner.2.3.3 SISTEMA DE TRAÇÃO CARIOCÃO 7.3. devendo ser feitos arremates. 02 PATESCAS SIMPLES E 02 NÓS PRUSIK Figura 7.2. O nó Mariner é ensinado no CSMont. que segura o sistema.3.3. e outro conectado à base do tracionamento.3.3.1.2.2 Observação: Conforme demonstra a figura 7. através de técnicas ensinadas nos cursos de especialização do CBMERJ.2 CARIOCÃO COM BLOQUEADOR GIBBS.1 Figura 7.

uma menor e outra maior. Figura 7.4 MARINER Trata-se de um nó que trabalha em conjunto com o último nó Prusik em um sistema de polias e sistema de força tipo cariocão. Alça 2. Figura 7.1 2º Passo: confecciona-se uma volta sobre a primeira dentro do mosquetão. servindo também para transferir tensão de um ponto para outro. as figuras abaixo demonstram como confeccionar um nó Mariner.4.2 3º Passo: devem ser feitas pelo menos quatro voltas com a alça 2 que foi deixada maior em envolvendo da alça 1 que está menor. 4 151 . mas deve-se ter muito cuidado ao acochá-lo. A sua confecção é fácil. 1º Passo: passa-se a fita no mosquetão que deverá estar fixado em um ponto de ancoragem através de outra fita.4. Alça 1. Figura 7. e depois todas estas voltas feitas com a alça 2 deverão ser acochadas em direção as voltas que foram feitas no mosquetão. O Mariner pode ser feito com fita tubular ou cordelete. Alça 2. 3 Figura 7. de forma que sobre duas alças. Observação importante: A sobra da alça 2 que formou as voltas deverá passar por dentro da alça 1.4. e tem por finalidade aliviar um sistema tracionado.4.7. Alça 1.

6 Figura 7.4. e o nó Prusik poderá ser retirado do sistema com total segurança. as voltas quando bem feitas e acochadas não se desfazem.4.4. Figura 7. Após serem feitos cotes para garantir a segurança do sistema ou para transferir tensão de um ponto para outro. A figura abaixo ilustra o uso do Mariner para desfazer a tensão de um sistema de força que está fortemente tensionado. e as voltas serão desfeitas com facilidade.7 152 . o Mariner poderá ser desfeito retirando a alça 2 de dentro da alça 1.4º Passo: testar o sistema para ver se o mesmo está correto. Figura 7.5 a) MARINER COM CORDELETE Segue os mesmos procedimentos ilustrados anteriormente. nas figuras abaixo o Mariner está conjugado em um sistema de força juntamente com o nó autoblock ou Prusik francês.

1.5 Figura 8.6 Figura 8.1.1 CORRENTE DUPLA Excelente método para acondicionar e transportar na mochila cordas de 30 a 60 metros de comprimento.1.7 Figura 8.3 Figura 8. desenrola bem quando bem feita sem erros nas alças que são formadas.1.1.CAPÍTULO VIII 8.1.1. Figura 8. sendo nas correntes simples.1.2 Figura 8.1 Figura 8.1 MÉTODOS DE ENROLAR CORDAS A seguir serão mostrados os métodos mais tradicionais de enrolar cordas utilizadas nos cursos de especialização do CBMERJ.1.1. 8.1.8 Figura 8.1.1.1. A corrente quádrupla.4 Figura 8.1. segue o mesmo raciocínio. se faz necessário para todos iniciá-los a partir de um nó de segurança.1.1.1.1.9 153 . dupla e quádrupla o nó de Frade e azelha dobrada na corrente tripla e coroa japonesa.

6 154 . tripla e coroa japonesa. pelo fato de suas alças morderem umas as outras.2.2.8.2.1.1.1.4 Figura 8.1.2 CORRENTE TRIPLA Método utilizado para reduzir o comprimento de uma corda para acondicioná-la em mochila ou em sessão.1.1. não apresenta desempenho no seu desenrolar.1 Figura 8.2.2 Figura 8.2.1.5 Figura 8. quando comparado aos métodos corrente dupla.2. Figura 8.3 Figura 8.

3.1 Figura 8.1.3.3.1.1.1.1.8.3.2 Figura 8.3.3 CORRENTE QUÁDRUPLA Figura 8.4 Figura 8.1.6 155 .1.5 Figura 8.3 Figura 8.3.

4 COROA JAPONESA Método eficaz em salvamento e inicia-se a partir de uma azelha dobrada.1.4. como o freio oito.4.1. ATC e reverso.1 Figura 8.5 Figura 8. É o método empregado quando há necessidade de resgate de suicidas em altura.8.2 Figura 8.1. mas é utilizado somente em transporte individual e ancoragens para descidas com a corda dobrada visando proporcionar mais atrito nos aparelhos de frenagem manuais. e ao seu término deve-se arrematar a mesma confeccionando voltas em torno da última alça feita.4. Figura 8.4.4.1. com o BM trançando a corda em volta do corpo.3 Figura 8. 156 .1.4.1.4 Figura 8.6 Observação: Este método também é ensinado no CSMont com a corda dobrada ou permeada.1.

5. permitindo um acondicionamento mais seguro do que os outros já vistos.5.3 Figura 8.5. pois as fibras não estão sob forte torcimento conforme visto nos métodos anteriores.5 Figura 8.1.8.1.1 Figura 8.5.4 Figura 8.1. Figura 8.1.5.2 Figura 8. pode ocorrer travamento das alças.5 VAI E VEM DE MONTANHA Método padrão utilizado por montanhistas para guardar e transportar cordas.1.5.1.6 157 . mas no seu desenrolar para operação.1.

1.1.1 Figura 8.4 Figura 8.1.1.6. vindo as suas alças morderem umas as outras.2 Figura 8.1.3 Figura 8. Figura 8. que visa facilitar o transporte da corda junto ao corpo do BM.1. mas a sua aplicação de pronta resposta não favorece o socorro.6.6. pois a mesma não desenrola tão bem quanto a coroa japonesa.5 158 .6 COROA CIRCULAR Método ensinado nos cursos de especialização do CBMERJ.6.8.6. podendo comprometer o estabelecimento de cordas na atividade de salvamento.

1.8.8.8.2.8.3. Figura 8. conforme demonstram as figuras 8. e 8.1.1.1.1.1.8. Para executar este método executam-se os seguintes procedimentos: a) Executa-se o procedimento para enrolar a corda no método vai e vem de montanha até os dois chicotes se encontrarem. Figura 8.3 159 .8.1.1 Figura 8.8.8 MÉTODO DE ENROLAR CORDA PARA TRANSPORTAR COMO MOCHILA Método utilizado atualmente pelos escaladores de diversas partes do mundo para transportarem as suas cordas de escalada como se fosse uma mochila.2 b) Após a união dos chicotes.1. conforme ilustra a figura 8. devem ser feitas três voltas em torno da corda e um cote acima destas mesmas três voltas.

1 160 . e na altura do umbigo.5 Figura 8. Figura 8.1.7 8.1.1. à esquerda e à direita. e passá-los pelas alças que estão atrás. Figura 8.c) Feito o cote jogar os chicotes por cima de cada ombro.9 COROA JAPONESA TRIPLA Método de enrolar corda desenvolvido por militares especializados do CBMERJ.8.9.1. sendo enrolada em volta do corpo.4 Figura 8. que consiste em um misto da coroa japonesa com a corrente tripla.6 Figura 8.8. e a corda estará pronta para o transporte.1.8. descer os mesmos e trançá-los à frente do corpo.8. fechar com nó direito.1. e tem como início um nó de azelha dobrada.

como por exemplo. O escalador leva duas delas. nas vias em móvel.5 mm de diâmetro cada. e por isso mesmo devem ser usadas em par e costuradas sempre juntas. Melhor então transportar duas leves. a força de impacto sobre as proteções é menor do que com uma corda simples e. Estaduais.5 mm cada. renomado montanhista civil. atuando em conjunto com uma guarnição do CBMERJ. mas não tão versáteis. também costurando de forma alternada.CAPÍTULO IX 9. é obrigatório ter duas cordas. do que ter que escalar com duas pesadas. foi o principal responsável pelo resgate do corpo de uma escaladora conhecida como Marizel na via Travessia dos Olhos na Pedra da Gávea. São úteis principalmente em locais onde a escalada transcorre por terreno com arestas e blocos. Elas são úteis em algumas situações. Em vias com ziguezagues. a formação de Bombeiros Militares (Oficiais e Praças) para atuarem em ações de socorro específicas em ambiente de montanha. CORDAS GÊMEAS E CORDA DUPLA As cordas duplas. Municipais e outras áreas florestais dentro dos limites do Estado do Rio de Janeiro. são utilizadas em par.1 TÉCNICAS DE ESCALADA E SALVAMENTO O CBMERJ em atenção aos eventos que ocorrem em áreas florestais e montanhosas. em uma via alpina. Costurando alternadamente.5 e 8 mm de diâmetro. 161 . comandada na época pelo Cap BM Da Silva. podendo costurar as duas na mesma proteção ou de forma alternada. Sem falar que. maior a chance da peça móvel permanecer no lugar. como por exemplo. dos Parques Nacionais. Nos itens a seguir veremos as modalidades e técnicas de escalada. que fazem parte da formação de um Bombeiro Militar especializado em Salvamento em Montanha. que ameaçam a integridade da corda. 9. de 8. As cordas gêmeas são ainda mais finas. São ainda mais leves que as duplas. O referido Professor no ano de 1975. entre 7. portanto. com diâmetro geralmente entre 8 e 9 mm. de 50 ou 60 metros cada. de 10. iniciou no ano de 1986 através do Curso de Salvamento em Montanha. tendo como Instrutor pioneiro o Professor Juratan Câmara.2 ESCALADA COM CORDA SIMPLES. obtém– se um menor arrasto de corda. para descer de algumas vias longas.

pelo fato de ter sido conquistada por Wolgang Güllich de nacionalidade alemã. A qualidade e simplicidade das proteções permitiram aos escaladores desenvolverem movimentos muito difíceis e atléticos. por exemplo: proteções fixas. O aspecto psicológico é minimizado pelo alto grau de segurança da escalada. sendo que o primeiro brasileiro a encadenar a via. sem receios de repetidas quedas.1 Figura 9. Uma corda dupla é testada em simples. Na Urca existe a Pedra do Urubu. é mais fácil ter uma corda de 10. Uma corda simples é sempre testada em simples. com peso de 80 Kg. fácil acesso. São vias curtas e normalmente de alto grau de dificuldade. graduada em (Xa). sendo a mais difícil a Southern Confort a 1ª via de 10° gra u do Brasil. escalar a mesma completamente foi Luís Cláudio Pita no ano de 1995. o escalador se concentra na dificuldade dos movimentos. Em uma boa via de escalada esportiva. pelo alto grau de dificuldade das suas 22 vias.5 mm rompida do que duas cordas de 8 mm. sem se preocupar com as conseqüências de uma possível queda. 162 . Boas vias de escalada esportiva podem ser encontradas por todo o país. pois esta será sempre segura.3 ESCALADA ESPORTIVA Modalidade que permite ao escalador preocupar-se puramente com seu desempenho físico e técnico sobre a via.2 9.Estatisticamente. ou seja. e boa ancoragem para o assegurador. enquanto que uma gêmea é testada em dupla com 80 Kg de peso. com peso de 55 Kg. Esta via é conhecida como via do alemão. no ano de 1987. Corda simples Cordas gêmeas Corda dupla Figura 9.2. local que é muito procurado por escaladores de todo o país e até do exterior.2. próximas e de boa qualidade.

graduada em Xc. ou seja. grampos ou qualquer outro equipamento. E ainda na Urca existe a parede dos ácidos que tem como uma das vias mais difíceis a nosferatus. 9. Os estilos em livre ou em artificial podem ser utilizados. o paredão Andrômeda com via de escalada graduada em VIIIc. outro dá segurança e o terceiro organiza. o escalador não pode ter tentado a via antes. graduada em VIIIc. graduada em Xa. ambas graduadas em Xc. encadear a mesma guiando logo na 1ª tentativa. ou seja. o campo escola 2000 no interior do Parque Nacional da Tijuca tendo como a via mais difícil a coquetel de energia.GRANDE PAREDE Um big wall pode ser visto como uma escalada que venha a durar normalmente mais de dois dias. escalar a via do início ao fim sem quedas e sem apoio da corda. entalados ou até mesmo martelados na rocha. costuras. existem outros pontos de escalada esportiva. Para ser à vista. um guia. nem ter visto alguém a escalando. E escalar à vista. o campo escola 2001 também no interior do Parque Nacional da Tijuca. que possui como via mais difícil a esdrúxulo luxo. Pode haver o revezamento de funções. geralmente utiliza-se muita proteção móvel. logo no início da trilha da Pedra da Gávea. A rotina em um big wall é sempre a mesma. onde o escalador se pendura para progredir e colocar a próxima peça. Atualmente o Norte Americano Chris Sharma. depois de longas horas 163 . e em copacabana no Parque da Chacrinha.Ainda no município do Rio de Janeiro. estilo que tem como desafio utilizar apenas o corpo sem ajuda de pontos de apoio diferentes da rocha para progredir. Os escaladores de vias esportivas consideram o bom desempeno nas mesmas quando conseguem encadear ou encadenar as mesmas. na subida pelo lado da Barra da tijuca e que possui como vias mais difíceis a Mister Bill e massa crítica. nem pode ter dica alguma de como fazer os movimentos. Ao contrário da escalada em livre. a escalada artificial utiliza uma gama de equipamentos que são acomodados. Esse ritual acontece geralmente nas fendas. é o melhor escalador esportivo do mundo. Apenas quando não é possível instalar nenhum desses equipamentos uma proteção fixa é colocada.4 BIG WALL . mas geralmente a escalada em artificial móvel é a predominante. o Barrinha também no Parque Nacional da Tijuca. que tem seu acesso por uma bifurcação.

3 9. conforme ilustra a figura 9. Nesse estilo geralmente apenas o primeiro escala enquanto que os outros fazem ascensão pela corda. saco de dormir e portaledge.4. enjôos.1 demonstra o portaledge que é um tipo de cama de campanha construída em alumínio estrutural ou em ligas de aço cromo molibdênio e nylon. para poupar tempo.4. fogareiro.2. No Brasil existem vias com alto grau de dificuldade.000 metros de altitude.3 que é uma bolsa super reforçada e resistente à abrasão. chamamos de alta montanha. podendo ter um sobreteto. É fabricado especialmente para escalada em big wall. No haul bag. e no seu interior estão contidos os equipamentos restantes além dos alimentos. com muitas fendas e negativas.1 Figura 9.4. insônia e falta de apetite são sintomas normais. O objetivo principal é chegar ao final da via pelo caminho mais isento de proteções fixas possíveis. na Serra dos Órgãos que contém as vias Franco .4.4.Brasileira e Terra de Gigantes.2 Figura 9. que podem ir muito além de uma falta de fôlego. água. A figura 9.4.esperando uma enfiada ser completada. Normalmente acima de 4. Figura 9. que lhe proporciona uma aparência de barraca. o organismo humano começa a perceber os efeitos da baixa pressão. mas o big wall mais tradicional localiza-se na Pedra do Sino. Dores de cabeça insuportáveis. O haul bag é içado sempre após o guia montar uma parada fixa e se ancorar. mas a situação pode se complicar 164 . que fica encostada na parede e suportada por um ponto de ancoragem devidamente equalizado. E são paredes grandes. conforme mostra a figura 9. cuja escalada demora em torno de 7 dias. que apresenta semelhança com um “fardo”.5 ALTA MONTANHA Quando uma escalada é dificultada pelos efeitos da diminuição da pressão atmosférica.

pelo fato de possuir vulcões.2 Figura 9. mas foi escalado pela 1ª vez em 1965.844 metros de altitude sendo considerado o teto do mundo. que é o Pico da Neblina.1 A cordilheira dos Andes possui montanhas acima dos 6.5. além de uma infinidade de outras acima de 7. A cordilheira do Himalaia possui 14 montanhas acima dos 8. tendo como destaque o Monte Everest com 8. Peru e Bolívia no inverno ou Chile e Argentina no verão são as regiões mais visitadas por brasileiros. tornando obrigatória a utilização de roupas e equipamentos especializados. Desta forma aumentam suas chances de atingir o objetivo com segurança. mas Colômbia e Equador são países procurados. Pico da Neblina 3. As figuras 9.muito levando até a edemas. e oferece opções inclusive para caminhadas em altitude. que podem causar a morte.5. administrar o próprio ritmo e recuar se necessário for.3 mostram o Monte Everest.5. Figura 9. No entanto um montanhista bem informado sabe monitorar seu organismo. A maior montanha do Brasil possui 3. situado na fronteira do Brasil com a Venezuela.000 metros. na Serra do Imeri (Planalto das Guianas).014 metros de altitude Figura 9.014 metros de altitude. Devido à altitude. O mesmo está no Parque Nacional do Pico da Neblina. O Pico da Neblina foi descoberto em 1953.5.000 metros. muito gelo.2 e 9.000 metros.3 165 .5. ventos e temperaturas extremas completam o quadro de alta montanha.

5. E no ano de 2007.000 metros de altitude conforme mostra a figura 9. a maior montanha do continente africano. Figura 9. considerado o ponto de partida do montanhismo no mundo no ano de 1. o Ten Cel BM Alex Borges com o brevet do CSMont e figura 9.5.985 metros de altitude.5.5.Os Alpes europeus são as montanhas mais visitadas do mundo. o Ten Cel BM Alex Borges escalou o Monte Kilimanjaro na Tanzânia.1. que possui 5. escalou o Monte Kenya. e foram elas que sediaram as primeiras conquistas do homem. com de altitude de 5. numa história romântica protagonizada por verdadeiros heróis obstinados por pisar naqueles cumes nevados.1 PRESENÇA DE MONTANHISTAS DO CBMERJ EM ALTAS MONTANHAS NO EXTERIOR No ano de 2006.4 retrata o Mont Blanc com 4.810 metros de altitude.5.1 Figura 9.2 Figura 9.5.5.3.1 mostra o Cap BM Suassuna com a Bandeira do Brasil.1.1. junto com outro Oficial montanhista. o Cap BM Suassuna.1. Cap BM Suassuna Monte Kilimanjaro Ten Cel BM Alex Borges Figura 9.786.5.3 166 .1. A figura 9.4 9.

o coturno não isolava o frio com eficiência naquelas temperaturas baixas.5. tiveram que transpor alguns trechos de gelo. com o glaciar imponente.000 metros de altitude. no acampamento base conhecido como Met. começou por volta das 04:00 horas da manhã. pois seus uniformes não sustentavam mais a adversidade do frio intenso. que era de pedra. A partida para o terceiro abrigo começou por volta das 11:00 horas. foi muito desconfortável. No meio da escalada.700 metros. situado a 4. onde os BMs montanhistas alcançaram uma altitude de 4. O primeiro pernoite aconteceu no interior do Kenya National Park. a passagem por esse trecho foi extremamente árdua devido a sua inclinação acentuada. onde a temperatura no exterior do abrigo aproximou-se de zero grau.985 metros de altitude. apesar de estarem com três meias. O frio era insuportável. onde os Oficiais tiveram que ganhar uma altitude de 400 metros até atingirem o ponto de 4.4 O ataque final ao cume. pois a neve. os Oficiais montanhistas tiveram que usar agasalhos extras.RELATO DO TEN CEL BM ALEX BORGES E DO CAP BM SUASSUNA SOBRE O FEITO INÉDITO PARA O MONTANHISMO NO CBMERJ A escalada para um dos cumes do Mount Kenya começou no dia 02 de novembro de 2007. com deslocamento moroso. o Ten Cel BM Alex Borges da 3ª Seção do EMG e o Cap BM Suassuna do 1º GSFMA – Alto da Boa Vista. ao ponto conhecido como Lanana. onde dois Oficiais do CBMERJ. A água do camel bag ficara 167 . O pernoite no segundo abrigo. Station. a altitude e o frio já afetavam os seus corpos. a aproximadamente 5.300 metros e já avistavam o Mount Kenya a frente. Figura 9. Segundo relato dos militares. iniciaram uma marcha de três dias com destino ao pico conhecido como Lanana. O deslocamento para o segundo abrigo levou aproximadamente seis horas. a uma altitude de 3.1. pois o frio era intenso. causando sensação de congelamento nos pés.500 metros.

executada pela trilha das Canoas. com muita determinação e superação – atributos infundados de um montanhista. ensina e forja o BM na nobre missão do montanhismo.000 metros. o esforço físico e o estresse psicológico vivenciado assemelhava-se com um dos treinamentos do CSMont. Figura 9.congelada e a cada passo no terreno montanha acima. Reconhecendo o Professor Juratan pela sua trajetória no CBMERJ no Curso de Salvamento em Montanha – CSMont. que consiste em uma marcha de dez picos no Parque Nacional da Tijuca. a sensação térmica era de aproximadamente 10 graus negativos e a emoção tinha tomado conta dos seus corpos. ao chegarem ao cume. o deslocamento era executado passo a passo. que tanto orienta. sem consumo de água e alimento. Ou seja.1. Os Oficiais Montanhistas supramencionados compartilham esse feito alcançado com todos os Montanhistas do CBMERJ. era necessário grande esforço físico. pois a altitude era um fator de peso para o deslocamento.6 O CSMont continua mantendo a tradição de escrever brilhantes linhas no livro de sua história.5 Segundo os montanhistas. ao Professor Juratan. Figura 9.1. Segundo relato dos Oficiais. PARA FRENTE! PARA O ALTO! MONTANHA! 168 . Os autores dedicam esse marco. a uma altitude de aproximadamente 5.5. acrescido de uma marcha até o cume da Pedra da Gávea. tinham atingido o segundo maior teto do Continente Africano. a carne de suas almas estava sendo postas ao sabor dos ventos.5.

500 metros.1.1.6. (e) Transitabilidade restrita. (d) Condições de vida extremamente difíceis pelo agravamento das condições climáticas com temperaturas bastante baixas. (b) Constituição rochosa. limitando os efetivos e dimensões das operações militares.6.1. devido aos itinerários escassos e abruptos.6.2 PRESENÇA DA 19ª TURMA DO CSMONT DO CBMERJ NO PICO DAS AGULHAS NEGRAS.548 metros Figura 9. (c) Escassa vida vegetal.1 Figura 9.791 metros Pico das Prateleiras 2. rajadas de vento.500 metros. 9. (f) Ausência de núcleos populacionais. (h) É aconselhável o emprego de tropa aclimatada e adaptada à região montanhosa.6.4 Observação: Nas altas montanhas acima de 4. chuvas torrenciais.1. (g) Existência de alguns abrigos de montanha.2 Figura 9. a presença de gelo é permanente. precipitação de neve nos pontos mais altos. geadas. granizo e. E PRATELEIRAS ALTAS MONTANHAS BRASILEIRAS Pico das Agulhas Negras 2.6.3 Figura 9.6.6 CLASSIFICAÇÃO DAS MONTANHAS QUANTO À ALTITUDE PELO EXÉRCITO BRASILEIRO 9.1 ALTA MONTANHA (a) Altitudes superiores a 2. 169 .9. ocasionalmente.

9. porém existem vias de ligação. geadas e frio intenso à noite. (d) Existência de núcleos populacionais permanentes com zonas agropastoris. (e) Caminhos escassos.000 e 2.6. 170 .4 PRESENÇA DO CSMONT DO CBMERJ NO PICO DEDO DE DEUS.4.6. (g) O CBMERJ através de suas OBMs especializadas está apto a operar durante todo o ano. MÉDIA MONTANHA BRASILEIRA Figura 9.3 9.4.3 MÉDIA MONTANHA (a) Altitudes compreendidas entre 1.6. (b) As condições climáticas não afeiam as operações militares. (c) Possibilidade de ocorrência de chuvas.1 Figura 9. (f) Pobreza de recursos para subsistir devido à escassez de núcleos populacionais com produção de alimentos.6. (d) Presença de neblina e nevoeiros. (c) Não há restrições para o emprego de tropa.5 BAIXA MONTANHA (a) Altitudes compreendidas entre 500 e 1.2 Figura 9. 9. (b) Pastos naturais e bosques.000 metros.6.500 metros.4.6.

iniciam a mesma.6.1 Figura 9. que após se equiparem com os materiais peculiares de escalada. A figura 9.6. geralmente com dois ou até três Bombeiros Militares.6.1. Figura 9.6 PRESENÇA DE MONTANHISTAS DO CBMERJ NA PEDRA DA GÁVEA.7. e se divide em guia e participante.6.1 171 .9. BAIXA MONTANHA BRASILEIRA Figura 9.6. localizado na face oeste do Pão de Açúcar. mostra uma cordada escalando no paredão CEPI. Participante: responsável pela segurança do guia. Guia: responsável por guiar a escalada.6.7.6.7 FORMAÇÃO DE UMA CORDADA PARA INICIAR UMA ESCALADA Para que se inicie uma escalada é necessária a formação de uma equipe de escaladores denominada cordada.3 9.2 Figura 9.

8.1 TOP ROPE Significa “corda de cima”. onde a corda é passada em mosquetões presos geralmente em uma fita tubular protegida contra quina viva e fixada no grampo. e depois esta desce para o sistema de freio do participante. que exige um bom conhecimento de técnicas e equipamentos de segurança. Esta é a forma mais comum de escalada no Brasil. Figura 9.8 TÉCNICAS DE ESCALADA EM ROCHA Técnicas em que o escalador progride vertical ou horizontalmente na mesma.8. 9. Ou com uso de equipamentos móveis.2 ESCALADAS EM AGARRAS (ESCALADA EM LIVRE) O CBMERJ utiliza a técnica de escalar em parede de rocha utilizando somente os apoios naturais (agarras) da pedra que é chamado de escalada em livre.2 Figura 9. 172 . um nó específico de encordamento é feito no olhal ou loop do baudrier do escalador. utilizando os pontos de apoios naturais.3 9.9.8.8. e campos escola de escalada em rocha. onde há existência de grampos em locais de fácil acesso. que fará a segurança de baixo. enquanto parte da corda é passada mosquetão que está preso a uma fita tubular protegida e ancorada em um grampo acima.1 Figura 9. nuts stoper ou excentric. É excelente para iniciantes. Podendo também ser utilizada a técnica do top rope que geralmente é feita em campos escolas de escalada.1. bem como as proteções fixas nelas existentes que são grampos e chapeletas. esta técnica é utilizada em escaladas indoor. Todo e qualquer equipamento utilizado durante uma escalada em livre tem a função de proteger os escaladores no caso de uma queda. piton. como friends.1.1.8.

Figura 9. As agarras quanto ao formato podem ser divididas em: agarras de tração.8. (conforme ilustram as figuras 9. não só pela facilidade de acesso.2.3 – Agarra de tração. Os desafios de uma via podem estar além da dificuldade da escalada em si.2.8.2.A região da Urca no Rio de Janeiro.4 – Agarra de preensão.2 e 9.8. 9.3). 173 . envolvem fortemente o aspecto psicológico.2. ESCALADA EM AGARRAS VERTICAL E HORIZONTAL Figura 9. de entalamento de mãos e invertidas. o tamanho e a verticalidade (exposição) da parede. de preensão. é local de instrução do CSMont.8. por ser um dos locais mais visitados do Brasil.8.2.2 Figura 9. a distância e qualidade das proteções. mas também pela qualidade da rocha e quantidade e variedade das vias de todas as dificuldades. que inclui o Pão de Açúcar.1.8.1 Figura 9.2. de empurrar.8.2.

8. as mãos invertidas também ajudam em certos momentos e auxiliam o equilíbrio do escalador na rocha.2.1 174 .8. 9.8.8. Figura 9. onde esta técnica é posta em prática.7 – Agarra invertida.6 – Agarra de entalamento de mão.3.Figura 9.8. Figura 9.2. Para escalar este tipo de parede é ideal deixar o peso do corpo nos pés para que o solado da sapatilha tenha maior contato com a rocha.2. no Morro Dona Marta.5 – Agarra de empurrar.3 ESCALADA EM ADERÊNCIA A escalada em aderência acontece em paredes com baixa ou média inclinação e possuem poucas ou nenhumas agarras. Figura 9. O CSMont escala o paredão Unisec.

8. Fenda de mão.5.9. escalando com um misto da técnica de escalada em fissuras e a de escalada em agarras. de uma forma que se puxe com os braços e empurre o corpo com as pernas.1 Figura 9.4.8.4.2 175 . largura e posicionamento permitem progressão do escalador com entalamento dos dedos e as mãos nas mesmas.8.1 Figura 9. Figura 9.8.8.4 ESCALADA EM OPOSIÇÃO Consiste na progressão do escalador. e são protegidas com proteções móveis.5. Figura 9.2 9. como o Pégasus no Morro da Babilônia e o da via K2 no Corcovado. As mesmas servem de ponto de apoio isolados durante a escalada. que dependendo do tamanho.8.5 FISSURA E FENDA São fraturas que separam as paredes em uma rocha. deixando o peso do corpo sobre os pés para proporcionar um bom equilíbrio na rocha devido à oposição de forças. caracterizando assim a escalada limpa. Esta técnica é muito utilizada em diedros. Fissuras de dedo. deixando a parede intacta conforme foi encontrada.

6 DIEDRO Um diedro é formado pelo encontro de duas paredes com ângulo máximo de 90º. como ocorre na primeira enfiada da via K2 no Corcovado que é via tradicional de escalada do CSMont. mas existem alguns em que se pode utilizar a técnica da tesoura. com o montanhista da 18ª turma do CSMont. Dependendo do tamanho da abertura da fenda que forma o diedro pode se passar utilizando a técnica de escalada em chaminé como ocorre na via Secundo no Pão de Açúcar.6. como a K2. e o diedro Pégasus no Morro da Babilônia. no Corcovado. Cb BM Taveira. a aeronave de salvamento do CBMERJ e o Professor Juratan Câmara. visando diminuir o desgaste do escalador mantendo o peso do corpo basicamente sobre os pés. Estavam presentes no salvamento uma guarnição de ABS do 1º GBM. Considerando um lance difícil em uma parede lisa para os pés. o escalador pode ter melhor chance de passar sem queda colocando as mãos e os pés próximos.6.8.8. onde no dia 27 de abril de 2008 foi registrado pelo CBMERJ o salvamento de um escalador após o mesmo cair. Os diedros são tecnicamente escalados em oposição.2 176 .8.1 Figura 9.9. Diedros Figura 9. E merecem atenção especial do CBMERJ pelo fato de haverem em inúmeras vias de escaladas no RJ. ao tentar guiar a 1ª enfiada.

em blocos de pedra baixos e sem a utilização de cordas de proteção. Muito disseminado entre os escaladores modernos.8. conforme demonstra a figura 9.8. esta modalidade é conhecida por bouldering. este equipamento é conhecido por crash pad.7.8.1 Figura 9. Escalar em boulders é desafiador e essencial para o preparo do montanhista.8.9. ou seja. que caracterizam certas seqüências de movimentos difíceis.8.7. Por tratar-se de movimentos fortes e seqüências curtas.3 9. Por segurança é utilizado um tipo de colchão para proteger o escalador da queda direta ao solo.4. Figura 9. visando atingir os maiores graus de dificuldade possíveis. minimizando as chances de contusão.8.8.8 ESCALADA EM BOULDER Atualmente as instruções de montanhismo do CBMERJ incluem escalada em boulder. Mesmo assim é importante uma segurança aproximada que tem a função de ajeitar uma possível queda de forma a fazer o escalador cair de pé.7. que vão permitir o deslocamento nas mesmas. a alternância de membros superiores e inferiores em movimentos sincronizados.2 Figura 9. médias e largas. o bouldering requer explosão muscular e força bruta.7 CHAMINÉ O encontro de duas paredes rochosas e paralelas formam o que chamamos de chaminé. elas são classificadas em estreitas. 177 . Para escalar chaminés o escalador se entala na mesma a técnica utilizada é a troca mão–troca pé.

4 178 .8.2 Figura 9.8.8. Fato que merece a atenção do montanhista no que se refere a segurança na atividade.1 Figura 9. Figura 9. com características de ser um boulder mais alto que os demais possuindo vários lances.8. e pode haver chance maior de se machucar em caso de queda.8.3 CRASH PAD Figura 9.Mas também existe o high ball.8.8.8.

o grau de dificuldade será maior. onde será posta em prática a técnica de escalada artificial. A escalada artificial acontece em paredes difíceis demais para serem escaladas em livre. esta modalidade permitiu ao homem conquistar as mais incríveis e improváveis paredes rochosas do planeta. até os diversos equipamentos especializados para as mais adversas dificuldades. com 220 metros de extensão até o cume. e o croqui da mesma é C D1 220 m. os montanhistas do CBMERJ.1 Figura 9. a) ESCALADA EM CABO DE AÇO NO PAREDÃO CEPI (FIGURA 9.9.8. ou pouco sólidas. e após este lance. feito em livre. E para vias que permitam progressão através do uso de estribos. E ARTIFICIAL FIXO COM USO DE ESTRIBO (FIGURA 9.8. caso seja. ou até de meios móveis.9. além de costurar nos grampos existentes na via.2) Figura 9.9.9. que possa conter cabo de aço. ou com trecho em artificial. muito lisas ou muito negativas.8. e as costuras para costurar nos grampos existentes na via.9 ESCALADA ARTIFICIAL Ao contrário do que acontece em uma escalada em livre. que é uma via tradicional conquistada com cabo de aço. Esta via tem seu início em um artificial fixo. Mesmo não sendo tão popular quanto escalada em livre. dispões de duas solteiras que para fixação no cabo de aço. o cabo de aço se inicia em horizontal. O CSMont escala o tradicional paredão CEPI.9. conquistado em 1952 na face oeste do Pão de Açúcar. desde um simples grampo. Nesta escalada além do encordamento da cordada. em grampos ou chapeletas. escalar artificialmente significa utilizar o equipamento como apoio para progredir na via.8. Esta modalidade consiste na progressão em via totalmente artificial. para por os mosquetões das duas solteiras que são fixadas ao cinto.8.1).2 179 .

7 demonstram como armar uma parada com o máximo de equalização possível com uso de pitons.4 Figura 9. para a cordada de escalada.6 e 9. nuts e friends. Fonte .b) ESCALADA ARTIFICIAL VERTICAL E HORIZONTAL COM USO DE EQUIPAMENTOS MÓVEIS E ESTRIBO Figura 9. Figura 9.8.figuras Petzl.9.8.3 Figura 9.5 b) COMO ARMAR UMA PARADA EM ARTIFICIAL MÓVEL As figuras 9.9.8.9.7 180 .9.8.9.9.8.6 Figura 9.9.8.8.

realiza instruções em paredes de escalada indoor.8. proliferam hoje em dia os ginásios de escalada esportiva. onde não somente escaladores de rocha procuram melhorar suas capacidades técnicas e físicas. A figura abaixo mostra a 19ª turma do CSMont escalando na via Coringa. bem como os montanhistas da Corporação. por ser derivada da escalada em rocha. 181 . começam a se interessar por paredes rochosas. baixo custo dos equipamentos e o trabalho físico e mental. ou até grandes montanhas geladas. A escalada em muros artificiais se desenvolveu nos últimos 10 anos e continua sendo a modalidade mais crescente. hoje a grande maioria das pessoas inicia em muros e depois.9. Neste setor existem vias que possuem graduações de VIIa. esta modalidade nasceu na Europa como forma de treinamento urbano.9 ESCALADA INDOOR O CSMont geralmente em dias chuvosos. principalmente na Europa e Estados Unidos.8. principalmente no inverno. devido ao fácil acesso. Amplamente difundido. eventualmente. conquistado no ano de 1970. Antigamente montanhistas e escaladores de rocha se voltavam para estruturas artificiais como treinamento. Figura 9. para as escaladas em montanha. e que exigem um excelente preparo físico do escalador. sendo o mais antigo o teto Ricardo Menescal.10. Setor dos tetos do Pão de Açúcar.10 ESCALADA ARTIFICIAL EM TETOS Na face sul do Pão de Açúcar na Urca existe o setor dos tetos. que são curtas mas que demoram a ser escaladas devido ao alto grau de dificuldade. A2 e A3.1 9. tendo contato visual as vias do setor dos tetos do Pão de Açúcar.

9. onde fazem sessões de treinamento procurando desenvolver principalmente o aspecto de força e resistência. localizado no Alto da Boa Vista. parede do 1º GSFMA .1 Figura 9. Além da parede da torre de exercícios da Escola de Bombeiros Cel Sarmento em Guadalupe.Grupamento de Socorro Florestal e Meio Ambiente do CBMERJ. Figura 9. Esta modalidade é realizada em grandes muros de escalada construídos em paredes de alvenaria ou em grandes aglomerados de madeira compensada apropriada para a confecção dos mesmos. utilizando agarras de fabricação industrial.3 182 .9. onde é ministrado o Curso de Salvamento em Montanha do CBMERJ. geralmente a base de resina.9.Muitos escaladores constroem pequenos muros de treinamento em suas casas. exemplos: Body Hitech no Citta América na Barra da Tijuca e 11 A em Niterói.2 Figura 9.

atc (air trafic controler). costuras pelo menos oito. Solteira. e equipamentos móveis: friends. grigri. Paineiras e Bananal em Itacoatiara (Niterói – RJ). solteira. Par de sapatilhas próprias para escalada. Encordamento com corda dinâmica. mosquetão de ancoragem.1 183 . capacete.10. reverso. cordeletes para situações de emergência e improvisos. freio oito. Grajaú. sapatilha apropriada. as instruções iniciais do CSMont são ministradas em campos escolas.9. mosquetões (quantos de fizerem necessários). Costuras. como: Urca.10 MATERIAIS NECESSÁRIOS PARA SE INICIAR UMA ESCALADA EM LIVRE Baudrier. Corda dinâmica. saco de magnésio para manter as mãos secas. Para um melhor aprendizado. Capacete próprio para escalada. Cinto baudrier com sistema de freio. piton se a via exigir. nuts stoper ou excentric. Figura 9. corda dinâmica.

1 184 . b) Os mesmos se encordarão fazendo um nó apropriado dentro das normas técnicas existentes. a fim de inspecioná-la para que não tenha embaraços durante a escalada.11 CHECAGEM ANTES DA ESCALADA a) Antes da escalada. Participante. Guia. pois os mesmos farão revezamento nas funções durante a progressão até o cume.11. 3. 2. freio oito ou ATC. costuras.9. sapatilha. encordoamento. no olhal ou loop do baudrier localizado e centralizado na região da cintura. capacete. e o participante passará todas as costuras para o guia. 4. guia BM pronto! Atenção à segurança! 2) Participante checando equipamento: Baudrier 1. freio oito ou ATC. Figura 9. (checar se a corda está passada corretamente no sistema de freio) encordamento. a cordada decidirá quem deverá ser o guia e o participante. sapatilha. 3. mosquetão fechar e voltar ¼. participante BM pronto! Pronta a segurança! 3) Antes de tudo isto o participante deverá passar a corda. solteira. solteira. e após isto checarão da seguinte forma: 1) Guia checando equipamento: Baudrier 1. mosquetão fechar e voltar ¼. 4. 2. E após este procedimento o guia gritará: GUIA BM ESCALANDO! A figura abaixo demonstra a progressão do guia e a segurança do participante em um lance de alto grau de dificuldade na via CBMERJ 150 anos. capacete. corda.

12. a figura 9. Estas medidas são para garantir a segurança na escalada e uma melhor absorção de energia de queda ou amenizar a mesma caso venha a acontecer.12.12.12.12.12.5 demonstram colocação errada da corda no mosquetão da costura. Sendo que a corda deve passar pelo mosquetão de dentro para fora. Figura 9.12. deixando cerca de um braço de folga para auxiliar a progressão do guia.12 DESENVOLVIMENTO a) O guia inicia a progressão enquanto o participante vai liberando a corda dentro do sistema de freio.12.5 185 .4 Figura 9.1 b) O guia colocará as costuras nos grampos ou chapeletas da forma correta a ser ensinada. progressão para a direita o gatilho do mosquetão da costura para a esquerda e vice-versa.4 e 9.9. ou seja. enquanto as figuras 9. Figura 9.3 demonstra a colocação correta da corda no mosquetão da costura. Geralmente o mosquetão de gatilho reto fica no grampo ou chapeleta e o de gatilho curvo se passa a corda.2 Figura 9.3 Figura 9.

e este passará pelo seu guia e após isto assumirá a função de guia. e proporciona a colocação da mesma no sistema de frenagem para garantir a progressão do seu participante.12. 186 . O participante libera a corda do sistema de freio. ou seja.12. Figura 9. sendo que dependendo do número de enfiadas de corda voltará ou não a ser participante novamente.7 Observação: Jamais o participante deverá desviar a sua atenção do guia quando este estiver escalando ou vice – versa. e este puxa toda a corda para si. se ancora através da solteira em um grampo. ou seja.6 d) O participante é responsável pela retirada das costuras dos grampos. Figura 9. um é responsável pela segurança do outro. a utilização de aproximadamente o comprimento da corda de escalada que está em uso. se comunica com o participante através das vozes que serão passadas mais à frente.c) O guia após uma enfiada.

há um exemplo na via Travessia dos Olhos na Pedra da Gávea.13.13. caso a primeira proteção esteja um pouco longe.2 187 . Figura 9.13 SEGURANÇA NA ESCALADA Divide-se em: aproximada. como é comum em algumas vias. dinâmica. a) SEGURANÇA APROXIMADA Feita no início de uma escalada para garantir por alguns metros a ascensão do guia. conforme veremos adiante. mesmo quando se tem o crash pad. estática e auto-segurança.9.1 a) SEGURANÇA DINÂMICA Feita com movimento geralmente com o sistema de freio posto no baudrier. Na ilustração abaixo. Figura 9. Esta forma de segurança é muito usada em escaladas em boulders.

4 demonstra a técnica de segurança estática utilizada pelo CBMERJ para escalar o Pão de Açúcar pela via Costão. tem a função de evitar que o participante seja puxado para cima se por acaso o guia vier a cair.13. Esta forma de segurança quando utilizada em escaladas. de modo que se o participante vier a ter uma queda na escalada.13. Figura 9.c) SEGURANÇA ESTÁTICA Feita geralmente com um mosquetão conectado ao sistema de freio preso a um grampo ou chapeleta. A figura 9. o sistema freará automaticamente.3. demonstra uma técnica de asseguramento do guia já ancorado para o seu participante.4 d) AUTO-SEGURANÇA Ocorre quando o participante se ancora a um ponto fixo próximo para proporcionar segurança dinâmica.3 Figura 9.5 188 . estática ou até a aproximada.13.13. A figura 9. Figura 9. conforme acontece com o grigri.13.

poderá ser confeccionado para segurança um nó Prusik envolvendo a corda dobrada e unido ao baudrier por meio de um mosquetão.14. visando chegar mais rápido na vítima. uma corda semi-estática. e recebendo a segurança do guia 1. resgatando a corda que descerá sem problemas. visando efetuar o salvamento do escalador vitimado com suspeita de trauma por ocasião de queda.2 Figura 9.14 DESESCALADA No final de vias de escalada que exigem a necessidade de desescalar.14. deverá ser feito o seguinte procedimento: passar um dos chicotes da corda nos grampos da parada dupla. Feito isto.1 Figura 9. utilizando a técnica do rapel. O mesmo deve se ancorar 02 (dois) grampos acima da vítima. que são 02 grampos um do lado do outro e uni-los através do nó pescador duplo de correr. Figura 9. dará o 189 . a) Guia 1: transporta além da corda dinâmica e equipamentos peculiares. progredindo até a vítima com um par de ascensores na corda fixa. acidentes fatais na desescalada. esta corda servirá de ascensão para seu participante. Neste procedimento. sendo que cada um transporta material específico para realizar a sua função na via de escalada. este transporta o colar cervical e um Ked. Feito isto rapelar alternadamente. caso não exista parada dupla. passar a corda dobrada no sistema de freio. Observação: Foram registrados no ano de 2008. um no Morro da Babilônia e outro na Pedra do Baú em São Paulo.9. até chegar a base da via. b) Participante 1: devidamente equipado com baudrier de resgate e encordado.3 9. que será fixada em um mosquetão de aço no grampo de sua ancoragem. checar os equipamentos e iniciar o rapel.14.15 CORDADA DE SALVAMENTO EM MONTANHA – SALVAMENTO ORGANIZADO Deverá ser formada por quatro montanhistas.

que depois de realizados os procedimentos.15. e recebendo a segurança do guia 2 dará o primeiro atendimento a vítima. Corda dinâmica.2 190 . Guia 1. Após feitos os procedimentos de salvamento. Este deve ancorar 1 grampo acima da vítima.primeiro atendimento a vítima. Corda semi-estática. Baudrier integral de escalada e resgate.1 Guia 2. Figura 9. Observação: Os participantes deverão conectar a solteira de cada um no cinto baudrier da vítima antes de iniciar o rapel com a mesma na maca Sked. que estará imobilizada na maca sked. Participante 2. o participante 2 rapelará junto com o participante 1. d) Participante 2: devidamente equipado com baudrier de resgate e encordado. e) Vítima: pessoa envolvida no evento. uma corda semi-estática.15. visando chegar mais rápido na vítima. e recebe toda carga decorrente da situação podendo ser fatal ou não fatal. que será fixada em um mosquetão de aço no grampo de sua ancoragem. caso não exista para dupla. Maca Sked. Figura 9. este leva a maca Sked. com a vítima na maca Sked. junto com o participante 2. progredindo até a vítima com um par de ascensores na corda fixa. c) Guia 2: transporta além da corda dinâmica e equipamentos peculiares. Vitima. rapelará com a mesma. Guia 2. a corda após fixada servirá de ascensão para seu participante.

Cordas dinâmicas. Guia 2.Guia 1 ancorado.3 As 2 cordadas de Salvamento em Montanha no atendimento à vítima.6 191 . Figura 9. Figura 9.15. Participante 1.4 Guia 1.15.15. Cordas semi-estáticas. Guia 2 ancorado.5 Participante no atendimento à vítima. Participante 2.15. Figura 9. Vítima na maca Sked. Figura 9.

9.16 RAPEL COM VÍTIMA DE TRAUMA a) Após os participantes prestarem todo atendimento à vítima, e tendo as suas solteiras conectadas no baudrier da mesma, e as alças da maca Sked conectadas no mosquetão fixado nos loops ou olhais peitorais do baudrier de resgate, conforme ilustra a figura 9.16.3; b) Os guias auxiliarão no rapel destes conforme visto na figura 9.16.1, os descendo lentamente no seu sistema de freio que está na corda dinâmica e no encordamento dos participantes aumentando o atrito para a prática de um rapel lento e constante; c) Os participantes rapelarão com seu sistema de freio na corda semiestática da cordada correspondente, até atingir um ponto seguro; d) Os participantes já em um ponto seguro, com a vítima retiram a corda dinâmica do encordamento e corda semi-estática do sistema de freio, as unem com um nó de pescador duplo de correr, gritam CORDA LIVRE! Após isso os guias preparam o rapel de cada um unindo as duas cordas correspondentes de cada cordada com o nó pescador duplo de correr no grampo. Feito isto, rapelam com as duas cordas no freio oito, Atc ou outro freio correspondente, e ao chegar num ponto seguro, liberam as mesmas executando o nó de salvacorda de Montanha. E a vítima será transportada para as viaturas de salvamento do CBMERJ, que executarão os procedimentos específicos para atender as necessidades da mesma.

Figura 9.16.1

Figura 9.16.2

Figura 9.16.3

192

9.17 SALVAMENTO COM MOCHILA DE CORDAS O guia e o participante acessam a vítima, e se ancoram para abordá-la. A mesma poderá estar consciente, mas com lesão de membro inferior ou superior. O guia prepara um freio fixo, enquanto o participante aproveitando a corda da vítima enrola no método vai e vem, e põe a metade desta por trás do pescoço com as alças caindo pela sua frente. A vítima é posicionada nas costas do participante com as pernas nas alças da corda enrolada em vai e vem de montanha, apóia-se nas costas do socorrista e o abraça, e tem duas fitas solteiras conectada ao baudrier do participante para sua segurança. Esta modalidade de salvamento pode ser utilizada quando se tem o mínimo de equipamento. Participante abordando a vítima;

Guia auxiliando o participante no atendimento à vítima.

Figura 9.17.1

Guia operando o freio fixo; Vítima nas costas do participante.

Figura 9.17.2

Vítima nas costas do participante; Corda da vítima envolta com as pernas da mesma nas alças e transportada pelo participante. Figura 9.17.3

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9.18 SALVAMENTO EM “A” Método utilizado para salvamento de pessoas que por se acharem em um nível alto de escalada, e que se arriscam desnecessariamente escalando em “solo ou solitário”, ou seja, escalando sem equipamento, e ficam paradas próximo ou não a um grampo, sem condições de subir ou descer. Este tipo de salvamento se inicia de seguinte forma: 1- O guia chega até a vítima, e a ultrapassa, ancora-se um grampo acima, retira o encordamento, e passa o chicote da corda pelo grampo. 2- Feito isto, o guia deixa um longo chicote para fazer um lais de guia para a vítima, faz um nó de azelha dobrada e o introduz em outro mosquetão que está no seu cinto, e a parte da corda que está no participante, passa no seu freio de descida. 3- O guia após este procedimento, checa novamente todo o seu equipamento e as novas conecções feitas e acessa a vítima já através do rapel. 4- Ao acessar a vítima, o chicote que ficou longo serve para confeccionar o nó lais de guia com sustentação na vítima para unir a mesma ao guia. Feito isto, é iniciado o salvamento através da desescalada. 5- Nesta situação o participante após proporcionar o asseguramento do guia, permanece ancorado abaixo aguardando a chegada do guia e da vítima. Observação: A via Luiz Arnaud em Itacoatiara, já registrou vários casos destes, sendo um destes em março de 2007, solucionados pelo Cap BM Walter, Montanhista da 16ª Turma do CSMont, junto com os Sargentos Bombeiros Militares Sardella e Rangel, Montanhistas da 18ª turma do CSMont. Guia operando o sistema de freio;

Vítima se apoiando na corda e unida ao guia pelo chicote da corda que foi deixado para este fim; Corda móvel no grampo. Figura 9.18.1

194

9.19 SALVAMENTO ATRAVÉS DO IÇAMENTO DE 2 BOMBEIROS MILITARES E VÍTIMA NA MACA SKED – ABORDAGEM SUPERIOR Neste procedimento, 02 Bombeiros Militares acessam a vítima partindo de um cume, e devidamente encordados, são descidos através de um freio fixo superior e com mais uma corda para cada um que está fixa, e transportam todo o equipamento possível para o atendimento da mesma. Após acessarem a vítima e executarem os procedimentos de suporte básico de vida, extricação, equipar a vítima com baudrier, capacete, conectarem a fita solteira de cada um no baudrier da vítima, e fechar a maca Sked. Devem atentar para a outra corda que está fixa, e que será é colocada o aparelho ascensor. O aparelho ascensor situado na corda fixa, tem por função ajudar na estabilidade dos mesmos durante o içamento. Após estes procedimentos supramencionados, os Bombeiros Militares que estão com a vítima, comunicam o PRONTO PARA O IÇAMENTO! A partir deste comando, os Bombeiros Militares posicionados no cume, confeccionam 01 sistema de força tipo cariocão na corda do encordamento de cada BM que está na maca Sked junto com a vítima, e o processo de içamento é iniciado.

Ascensor na corda fixa.

Figura 9.19.1

195

9.20 SALVAMENTO ATRAVÉS DO IÇAMENTO DE VÍTIMA EM CHAMINÉ A figura abaixo ilustra o procedimento de içamento de vítima realizado em chaminé através do sistema de força cariocão. Para a maca Sked obter maior estabilidade no seu içamento, a figura abaixo mostra um ponto de ancoragem situado à direita, onde a corda que está em um nó de azelha dobrada fixada na maca Sked passa por dentro de uma polia. E o seu conjunto dá uma semelhança de um triângulo, e que facilita o direcionamento e o posicionamento da maca dentro da chaminé. Pode ser utilizada também uma 2ª corda com função de corda guia, para ajudar também na estabilidade da maca Sked durante o içamento.

Figura 9.20.1

196

quando se ancorar em um grampo. c) Recupera! O participante dará esta voz para que o guia puxe toda extensão de corda para si. 15 (quinze). e o participante recuperará a corda no seu sistema de freio de modo que a mesma fique tensionada. quantos metros de corda? Participante 02 responde ao guia 01.21 COMUNICAÇÃO PADRÃO DA CORDADA DURANTE AS ESCALADAS DO CURSO DE SALVAMENTO EM MONTANHA Após a voz do guia escalando! seguintes procedimentos: a) Corda! O guia gritará em voz alta quando sentir necessidade que o seu participante libere maior comprimento de corda visando a sua progressão. como por exemplo: Guia 01 pergunta ao participante 02. sete metros de corda. 13 (treze). dependendo da metragem de corda já utilizada. 9 (nove) 11 (onze). i) Participante 02! tenso! O guia 01 após costurar. garantindo a progressão do seu participante. possa progredir mais ou não. g) O procedimento descrito acima é feito para que o guia com visão privilegiada dos grampos na via. 8 (oito).9. A Cordada deverá atentar para os 197 . guia e participante deverão atentar para a metragem da corda que está sendo utilizada. poderá pedir o tenso ao participante. ajustar equipamento ou até desescalar certo trecho. visando a melhor progressão ou a segurança da cordada. até que a mesma estique no seu cinto e gritará BASTA! d) Participante! Pronto à segurança! O guia ancorado acima dará esta voz. 7 (sete). 5 (cinco). após passar a corda no sistema de freio existente no seu cinto. f) Durante a escalada. o mesmo deverá ter atenção total com o mesmo. para melhor se equilibrar. e) Participante escalando! Após este comunicado do participante para o seu guia. h) Padronização de números a serem falados durante a escalada: 1 (um). o participante retira a corda do sistema de segurança que estava em uso. em uma escalada guiada ou no método top rope. 4 (quatro). b) Ancorado! O guia gritará em voz alta. Após isto. ou qualquer outro tipo de proteção fixa utilizando sua solteira ou improviso dos meios existentes que carrega consigo.

calçado e capacete.24 no que versa sobre a trava da corda pelo participante no ato da queda do guia. centralizado e também as suas costuras de reforço internas). Solteira. 3 . 198 . devem proceder de acordo com o item 9. 9.perna direita (verificar se a fivela de metal está corretamente fechada). se desancora e efetua o rapel até o grampo mais próximo do final da corda. até atingir um ponto seguro terminando assim a desescalada. e se ancora novamente refazendo todo o procedimento de desescalada. 9. luvas. Freio oito ou reverso. o dobro da altura da queda de um escalador. apropriada para a escalada.loop ou olhal do cinto baudrier (verificar se o mesmo está bem fixado. E tanto o guia como o participante.23 FATOR DE QUEDA Entende-se por fator de queda (FQ). Mosquetão (fechar e voltar ¼ e verificar se o mesmo está inserido dentro do loop ou olhal do baudrier).22 CHECAGEM PARA A DESESCALADA (RAPEL) MONTANHISTA CHECANDO EQUIPAMENTO! Baudrier: 1cintura (verificar se a fivela de metal está corretamente fechada). geralmente após a última costura executada por este (h) sobre o comprimento de corda que este utilizava a partir do sistema de frenagem de seu participante (c). 2 . Montanhista pronto! Montanhista desescalando! Após esta checagem o montanhista estando ancorado no grampo. 4 .perna esquerda (verificar se a fivela de metal está corretamente fechada). Quando esta fórmula der como resultado “2” é fator agravante para a continuidade do uso da corda dinâmica. (verificar se o freio está inserido dentro do mosquetão).j) Caindo! O guia ao cair por qualquer motivo durante a escalada deverá se comunicar desta forma. Corda (esta deve estar dobrada no aparelho de frenagem). e com a corda dobrada no aparelho de frenagem.

2 Figura 9. 199 .A.23.23.1 Figura 9.5 Observação: A Queda Fator 2 também é denominada Queda U. e é utilizada como referência nos testes para homologação de equipamentos.23. Para entender o cálculo e de uma queda de Fatores 1 e 2 observe os exemplos abaixo: Teste de laboratório Figura 9. já tendo utilizado 20 metros de corda. menos instrumentos de dissipação existem.A.I.23. daí teremos o seguinte cálculo: FQ = _2 x h_= 2 x10 = 20 = 1 c 20 20 Observação: Quanto maior o fator de queda.3 Figura 9. e a última costura está a 10 metros abaixo de onde houve a queda deste.4 Figura 9.Exemplo: Um escalador progride verticalmente na rocha.23.

e apresenta as seguintes fases: 1) Fase elástica: deformação temporária. exemplo: diferença entre baudrier de escalada e baudrier para rapel. Levando em conta que o corpo humano resiste a uma força de choque de no máximo 12 KN. seja ela de quatro ou de vinte metros. também recebem impacto. vindo a amenizar a mesma. sistema de freio e corpo do participante: recebem impacto. Sendo que o impacto sobre o escalador não pode chegar a 12 KN. além do uso adequado de equipamentos específicos para cada atividade. e em caso de corda estática de 13 a 18 KN. 4) Carga pontual: é o rompimento de uma corda nova. 200 . por isso é necessária uma perfeita checagem do equipamento. em caso de corda dinâmica. friends. Chapeletas.24 DISSIPAÇÃO EQUIPAMENTOS RESPONSÁVEIS PELA ENERGIA DE a) Corda dinâmica: alonga durante o impacto da queda vindo a amenizar em parte a mesma. e) Baudrier e corpo do escalador: recebem a maior parte do impacto. Testes efetuados em laboratórios de ensaio confirmam a teoria de que em uma queda fator 2. sendo aconselhável a não utilização da mesma após apresentar esta fase. excentric. c) Costuras: ajudam na dissipação da energia. verificamos o perigo de escalar utilizando cordas estáticas. 3) Ruptura ou colapso: é o rompimento propriamente dito de uma corda. b) Proteções: grampos. aproximadamente de 9 KN. a força de choque registrada é a mesma. que é o limite máximo que o corpo humano pode suportar. nuts Stoper. 2) Fase plástica: deformação permanente.9. d) Baudrier. meios artificiais e equipamentos móveis: pitons.

ao cair. se ela for vertical ou desce afastando-se dela se for negativa. O suficiente para deixar alguns com o tornozelo torcido. ou até mesmo no chão. depende de alguns outros fatores. A resposta não é tão simples assim. e o guia cair escorregando por ela. deixando-a justa para que ele caia menos. com texto de Flávio Daflon. Pode ser o caso. pelo contrário. E se há chance do guia cair em pé sobre um platô. diz o seguinte: Nessa hora você tem duas opções: (A) Recolher a corda do guia.Segundo a revista fator 2 – número 31 de maio de 2007. Essa diferença pode em parte explicar porque num mesmo lance alguns escaladores caem e torcem o pé e outros não. Pode ser num muro de escalada. ele vai puxar o guia de volta para a parede com uma grande força. Se o guia está num lance próximo ao vertical ou até mesmo negativo e você deixar a corda justa. se solte e compare a diferença da queda com a corda justa e com a corda frouxa. Quando se deixa alguma folga na corda antes do guia cair. (B) Deixar a corda com folga para que o guia caia com mais tranqüilidade. Mas a primeira opção a ser pensada é a letra B. Importante também é não esquecer que o guia deve. quem dá segurança deve ficar muito atento para não deixar uma folga excessiva. porque se a corda estiver justa você voltará com mais força ainda de encontro a pedra. por exemplo. É fácil fazer um teste. 201 . de preferência numa parede negativa. Estando um pouco acima da proteção. no que versa a trava da corda pelo participante após o aviso do guia informando que vai cair. do lance de 5º grau da via M2. ele desce numa trajetória paralela a parede. quando ele cair e a corda interromper a queda. deixar a corda justa não irá prejudicá-lo. A corda absorve impacto de forma gradual e não funciona como um elástico puxando o guia de volta para a pedra. se afastar da parede. Não é necessário dar um empurrão com força. no Morro da Babilônia. mas sem exagerar. Agora se a parede for bem positiva.

não sendo usado o grau geral. b. foi enunciado pela 1ª vez em 1974.FEDERAÇÃO DE ESPORTES DE MONTANHA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO O sistema brasileiro de graduação de escalada. IVsup. conforme exemplos abaixo: a) GRAU GERAL Em muitos sistemas estrangeiros. c.25 SISTEMA BRASILEIRO DE GRADUAÇÃO DE ESCALADAS – FONTE FEMERJ . como o americano e o francês. 11º. VIsup. exemplos: Escala IV. VII a. Este grau passa a dificuldade técnica média dos lances da escalada. de duração e detalhes sobre o artificial. “a. No sistema brasileiro o grau do crux é antecedido pelo grau geral. 7º 8º. apenas o grau do lance mais difícil “crux” é informado. 6º. não tem subdivisões e é utilizado em todas as escaladas com duas ou mais enfiadas de corda. 3º. b) GRAU DO LANCE MAIS DIFÍCIL-CRUX O grau do lance mais difícil (crux): Trata-se do lance ou seqüência mais difícil da via. VI.. O sistema tem sua estrutura principal composta por três itens: O grau geral.. alguns itens extras podem ser colocados conforme a necessidade. b. os fatores subjetivos também podem influir. como grau de exposição.. V.12º. e tem as seguintes características: é escrito em algarismos arábicos. 4º. somada as dificuldades subjetivas. Vsup. 202 . Este grau é expresso em algarismos romanos e possui as seguintes subdivisões: “sup” até o sexto grau c.. como a psicológica e física. b e c” do sétimo em diante. c. o grau do Crux e o grau do artificial. VIII a. c. e sofreu uma proposta de reformulação em 1999 por parte de Interclubes do Rio de Janeiro quando foram introduzidos alguns ajustes que o tornaram mais atual e eficiente. b. que informa a dificuldade da via como um todo. Exemplo: 1º. IX a.9. 5º. 2º. 9º. embora se trate primordialmente do nível de dificuldade técnica. As vias de falésia boulders e escaladas curtas em geral (de uma enfiada) só possuem este grau. 10º.

pouquíssimos escaladores tentarão guiar à vista.: Algumas vias também de Três Picos – RJ). junto com a indicação de artificial.: Vias do Morro da Babilônia. E3: Proteção regular com trechos perigosos (exemplo: Algumas vias na Serra dos Órgãos – RJ). Neste caso o novo grau máximo em livre substitui o crux real e este é mencionado entre parênteses. E4: Vias perigosas (ex. e são levados em conta principalmente a distância e a qualidade das proteções e o risco de vida em caso de queda.l o crux é de VIsup e caso este seja feito em artificial A0. o novo crux passa a ser IV. procura expressar o grau de comprometimento psicológico. E2: Vias com proteção regular (ex. 203 . a via é de 3º grau. é bastante duvidoso que alguém tente guiar à vista. raríssimos escaladores tentarão guiar à vista. E7: Vias muito perigosas e em caso de queda. ou seja. E6: Vias muito perigosas e em caso de queda. Por exemplo: Suponhamos que numa via de 3º VIsup. E8: Vias muito perigosas e em caso de queda. isto é aquele que mesmo apoiando-se nas proteções. d) GRAU DE EXPOSIÇÃO O grau de exposição (E): O grau de exposição de uma via. mas também a dificuldade técnica dos lances (embora este fator tenha menor peso). E5: Vias muito perigosas (ex. com os seguintes parâmetros: E1: Vias bem protegidas (ex.: Algumas vias em Três Picos – RJ). o lance de VIsup possa ser subindo apoiando-se nas proteções (artificial A0/VI sup).c) GRAU OBRIGATÓRIO O grau obrigatório: Alguns escaladores gostam de mencionar o grau máximo “obrigatório” em livre da escalada. O escalador é obrigado a conseguir guiar para repetir aquela via. caso exista) é opcional e segue uma escala de E1 a E8. Este grau vem sempre ao final da graduação (depois do artificial. Urca – RJ).: Vias do paredão coloridos na Urca – RJ).

mas com possibilidade de mais colocações ruins acima de uma boa. como cliffs de agarra em arestas em decomposição. Cada movimento do escalador deve ser calculado para que a peça onde ele se encontra não seja arrancada apenas com o peso do seu corpo. A1+. mas geralmente não causa acidentes graves. mas estarão logo acima de uma boa peça. A3+. A2: Colocações de material móvel geralmente sólidas. A2+. A3. e possui subdivisões (“+”). Não há quedas perigosas. Peças que agüentam somente o peso do corpo. A2+: Como o A2. Pode ser necessária certa experiência para encontrar a trajetória correta da escalada. uso da proteção para equilíbrio ou descanso e tensionamento da corda para auxílio na progressão. Geralmente são necessárias várias horas para guiar uma enfiada. Algumas colocações podem não ser sólidas. sendo que o A0 tem em nosso país a seguinte definição: Exemplo: A0. Colocações frágeis. a definição é a mesma adotada internacionalmente. Potencial de queda aproximado de 6 a 9 metros. A4: Escaladas muito perigosas. indo de A0 a A5. 204 . Possui várias colocações frágeis em seqüência. A0: Pontos de apoio sólidos ("à prova de bomba") isolados ou em uma curta seqüência. mas com maior potencial de quedas perigosas. devido à complexidade das colocações. A1: Peças fixas ou colocações sólidas de material móvel.e) GRAU DO ARTIFICIAL O grau do artificial (A): Este grau segue o sistema internacional. porém mais difíceis. A2. A3+: Como o A3. A4. equivalente ao arrancamento de 6 a 8 peças. mas são necessárias várias horas para cada enfiada de corda. pêndulos. A3: Artificial difícil. É comum que escaladores experientes levem mais de três horas para guiar uma enfiada. Longos períodos de pressão psicológica. com perigo de se atingir platôs ou lacas de pedra. mas sem atingir platôs.A5. A1. A4+: Como o A4. O potencial de queda é de até 15 metros. A4+. depois de longos trechos com proteções que agüentam somente o peso do corpo. todas elas fáceis e seguras. com poucas proteções sólidas. com pouca exposição. em uma seqüência razoavelmente longa. Quedas potenciais de 18 a 30 metros.

normalmente inclui longos e complicados trechos de escalada artificial. Ex.D1: algumas poucas horas de escalada. . As enfiadas não podem possuir proteções fixas nem buracos de cliff. já que a escala internacional utiliza os mesmos algarismos romanos que aqui utilizamos para o Crux da via. A3 . coloca-se o número de pontos de apoio entre parênteses logo depois do grau. 205 .D5: requer uma noite na parede. tendo apenas a notação sido modificada por maior clareza. . Segundo o Professor Juratan Câmara. pode-se mencionar a quantidade destes pontos. Nenhuma das peças colocadas em toda a enfiada é capaz de segurar mais do que o peso do corpo. cordadas muito velozes podem repeti-la em um dia. .D4: um longo dia de escalada. . . adiciona-se a letra “C” no final. A5+: Como um A5 em que as paradas não são sólidas. A escala utilizada é a internacional. neste caso. .A5: Este é o extremo.: 4º V A1(3). A2 . o grau de duração varia de D1 a D7 e é colocado no início da via.D3: convém reservar um dia para a escalada.artificial positiva fixa.D6: dois ou mais dias de escalada. sob o ponto de vista técnico e psicológico. Qualquer queda é fatal para todos os componentes da cordada.D7: expedições de locais de acesso remoto.artificial positiva Móvel ou negativa fixa. f) GRAU DE DURAÇÃO O grau de duração (D): Expressa o tempo de duração da via quando repetida à vista por uma cordada normal. exemplo: 4º V C. com longa aproximação e muitos dias de escalada. quando muito. o grau do artificial se divide em: A1 .D2: meio dia de escalada. Até o presente não se conhece nenhuma via de escalada com essa graduação. OU 4º v a2+(2) Quando a via possui trecho em cabo de aço. . instrutor pioneiro do Curso de Salvamento em Montanha.artificial negativa móvel Quando o artificial possui poucos pontos de apoio.

mas o crux (VIIb) tem a possibilidade de ser feito em artificial segurando em um ou dois dos grampos de proteção. então o grau da via é 5º VIIb. Suponhamos que esse grau seja 5º. (um A0. portanto). Bem acontece que esta via é particularmente exposta (um E4). você pode querer explicar isso. como vimos acima. Suponhamos que na via não tenha artificial nenhum. com a seguinte denominação: 5º VIIb A2(3). 206 . e uma cordada normal levará dois dias para repetir. Mas no meio da via há uma artificial de cliffs graduado em A2. exigência física e outros fatores subjetivos. E finalmente a via em questão é tão longa e trabalhosa que se trata de um Big Wall. o grau geral e o crux. Em suma o grau pode ser expresso de maneira tão simples como VIIb ou tão extensa como D5 5º VIIb A2 E4.g) ILUSTRAÇÃO Suponhamos que uma determinada via seja curta (uma enfiada de corda ou mesmo um boulder) e a seqüência mais difícil seja VIIb. será 5º VIIB A2 E4. conforme as características da via. Se esse artificial constituir apenas de três pontos de apoio. e aí o lance mais difícil passa a ser um Vsup e você pode informar isso na graduação da seguinte forma: 5º Vsup (A0/VIIb). pois é feita em livre. então o grau da via é 5º VIIb A2. e se houver o artificial A2. mas na prática. você pode querer dar a informação em separado. O grau da via é VIIb. e ajustado um pouco para cima ou para baixo conforme a exposição. o grau então é: D5 5º VIIb A2 E4. a maioria das vias só requer mesmo o uso de dois termos . Suponhamos agora que uma via tenha na verdade duas ou mais enfiadas. então o grau da via é 5º VIIb E4. então o grau médio dos lances da via a ser aferido. e embora isto já tenha influenciado o grau geral da via. seu grau então 5º VIIb.

Pedro Caliano.Lance de 3º grau. X .Parada dupla (dois grampos próximos). X I X I X I X X . Geralmente são usadas legendas para interpretação das vias a serem escaladas conforme exemplo abaixo: X – Grampo ou chapeleta. Dalton Chiarelli e Mário Arnaud.26 LEITURA DO CROQUI DA VIA MAURÍCIO MOTA (M2) NO MORRO DA BABILÔNIA NA URCA Conquistadores: Juratan Câmara. Esta via pode ser representada pela seguinte forma D1 4º V E2 150 metros.Proteção (chapeleta ou grampo). C – Cabo de aço se houver trecho com cabo de aço na via.Proteção (chapeleta ou grampo).Chaminé. I – IV – lance de 4º grau. ] [ . X I –3º .V . I XX I ----. 207 .9. X X ---.Crux (Lance mais difícil da via). Carlos Trindade.

atravessando toda face frontal da cabeça do Imperador através de uma escalada em artificial fixo. Cb BM Q00/97 Cunha. Cap BM QOC/97 Suassuna. 3º Sgt BM Q00/91 Medeiros. Sd BM Q00/02 Felipe Dall’igna. Cap BM QOC/97 Luz. 1º Ten BM QOC/02 Cipolatti.27 A CONQUISTA DA VIA BOMBEIROS 150 ANOS NA PEDRA DA GÁVEA EM 02 DE JULHO DE 2006 No final do ano de 2005. O Professor Juratan Câmara aproveitando a escalada da 19ª turma do CSMont na Travessia dos Olhos em janeiro de 2006.9. 3º Sgt BM Q01/90 Coimbra. foram convocados através de publicação em Boletim Ostensivo da Corporação para trabalharem na conquista. Cb BM Q00/99 Caliocane. os seguintes Bombeiros Militares Montanhistas abaixo elencados: Maj BM QOC/96 Cláudio Velloso. para iniciar a conquista. o Instrutor mais antigo do CSMont. Em uma escalada em livre com passagem de 5º grau e crux de VIIa. O Professor Juratan teve uma idéia ousada de que poderíamos conquistar uma via de escalada na Pedra da Gávea. recebeu a missão do Comandante Geral do CBMERJ na época Cel BM Carlos Alberto De Carvalho. Cap BM QOC/98 Walter. que começaria um pouco mais abaixo de quem vai para o início da Passagem ou Travessia dos Olhos. Cap BM QOC/98 Rodrigo Azevedo. 208 . Em março de 2007. Cb BM Q01/97 Gomes. no que versava a uma conquista de uma via de escalada para comemorar os 150 anos da Corporação que foram completados no dia 02 de julho de 2006. o Professor Jurantan Câmara. e chegando ao cume. fixou os quatro primeiros grampos. junto com o Cb BM Gomes do 1º GSFMA.

2 Figura 9.27. conforme ilustra a figura abaixo: Figura 9. Figura 9. inclusive com pernoites próximo à base da via.27.27.3 Figura 9.1 As próximas figuras demonstram as progressões realizadas na rocha desde o início até o final no dia 30 de junho de 2006.7 209 . devido ao acesso demorado e ao alto grau de dificuldade.6 Figura 9. pois a via teria que ser escalada no dia 02 de julho do mesmo ano junto com as comemorações do sesquicentenário. Foram pelo menos 18 subidas e descidas à Pedra da Gávea para efetuar os trabalhos.4 Figura 9.27.27.5 Figura 9.27.A conquista teve seu reinício no mês de março de 2006.27.

que foi apresentado pelo Jornalista Renato Machado. Também colaborou voluntariamente na conquista fixando grampos no trecho do artificial o renomado montanhista civil Maurício Mota.Figura 9. o Cb BM Caliocane. Cb BM Q01/97 Wagner. Cb BM Q01/98 Jalmir. A graduação da via sesquicentenário na Pedra da Gávea.10 Na data de 30 de junho de 2006. Cb BM Q00/00 Alexandre Pires. Comandante do 1º GSFMA.27.9 Figura 9. os conquistadores da via e os alunos do CSMont/2006. inclusive escalando a mesma no dia 02 de julho de 2006 com Professor Juratan e o montanhista civil Sr. Cb BM Q05/00 Herdy. Oficiais e Praças.8 Figura 9. que foi ao ar no dia 14 de agosto de 2006 no Telejornal Bom Dia Brasil.27. ficou definida da seguinte forma: D2 5º VIIa A1 E1 170 metros. Enquanto isso. pelo valor do que a mesma representava para a vida profissional de cada um. o Ten Cel BM Wanius de Amorim. um Repórter da TV Globo o aguardava no cume para a entrevista. 210 . terminou a conquista no cume da Pedra da Gávea fixando cerca de 8 grampos que faltavam para o término da mesma.27. Também participaram da conquista da via outros militares do 1º GSFMA que foram voluntários. Na data do término da conquista estavam presentes. Otávio. no horário de 07h15min. os militares abaixo elencados: Cb BM Q01/97 Muniz.

se ao término desta houver a possibilidade de se descer por uma trilha. comunicando o pronto da missão. Por isso não se deve retirar nem acrescentar grampos das vias. pode ser que a via que não sirva para nós. Cel BM QOC/77 Carlos Alberto De Carvalho. para se fixar um grampo neste tipo de parede. além da Excelentíssima Sra Governadora do Estado do Rio de Janeiro Rosinha Garotinho e o Excelentíssimo Sr. pois desta forma não haverá modificação no ambiente natural que encontramos. Após a escalada deve-se escolher a forma de descida que cause o menor impacto. após a escalada na via. Hoje em dia a grande parte das vias tem acesso por trilhas. Secretário de Estado da Defesa Civil e Comandante Geral do CBMERJ. 9. mas pode servir para ele. que ajudou a desenvolver não só o Brasil. Além do devido respeito ao meio ambiente. se por acaso se escalar em uma via e a achar desprotegida. por volta das 17h00min o Maj BM Cláudio Velloso entrou via rádio no sistema do QCG. o escalador deve deixar a rocha conforme a encontrou. Mas se não fosse a coragem e a obstinação dos conquistadores de várias montanhas e vias de escalada. devendo respeitar o estilo dos mesmos. 211 . ou seja. nada disto seria possível. só se deve fazer se necessário for.28 A ÉTICA NO MONTANHISMO A escalada é uma atividade. deve-se respeitar o estilo do conquistador. e em caso de ultrapassagem. que foi ouvida por todos os presentes na solenidade. mas também o mundo. fato este que justifica a não abertura de novas trilhas e aproveito das trilhas existentes.No dia 02 de julho de 2006. merecendo assim atenção especial do CBMERJ. Comunicação esta. pois o rapel em paredes com vegetação pode ser bastante impactante. sem autorização expressa dos conquistadores. O respeito mútuo entre os escaladores é tradicional. Hoje em dia é utilizada em operações militares de combate. Hoje em dia se prega a escalada limpa em paredes com fendas que comportem proteções móveis. Em uma via é comum respeitar a vez da cordada que está escalando na parede. ou seja. deve ser feita de maneira educada e cordial. Salvamento em Montanha e amplamente divulgada e praticada como esporte no meio civil. esta opção deve ser prioritária.

1 212 .1 O rapel foi inventado por Jean Charlet Straton com mais dois montanhistas. canyoning (descida em cachoeiras). O Rapel é a técnica de descida em espeleologia (exploração de grutas e cavernas). É uma técnica de descida comumente utilizada no final das escaladas. Fato este que merece atenção do CBMERJ para atuar nestes tipos de salvamento.CAPÍTULO X – RAPEL E ASCENSÃO 10. Onde um BM que estará abaixo e com luvas. passando a confiar nele.1. escaladas e resgates. conforme visto no item 9. Toda a prática de rapel só se deve iniciar após toda a checagem de equipamento. O Rapel vem do francês rappeler e tem o significado em português de trazer. E se houver algum problema. recuperar. presos por corda e equipados com equipamentos peculiares para a prática do rapel. grutas e prédios. irá segurar a corda visando a segurança do outro que estiver praticando a descida. alguns praticantes preferem enxergá-lo como esporte radical. 10.1 .22 do capítulo anterior e após o pronto da segurança. no ano de 1879 para desescalar a montanha Petit Dru em Chamonix na França. Figura 10.2 MODALIDADES DE RAPEL 10.RAPEL POSITIVO INCLINADO Em todo percurso da descida existe contato do praticante com o terreno. este tipo serve de base para todos os outros. Porém. e é com ele que se familiariza com o equipamento.2. assim eles descem cachoeiras.2. irá esticar a corda para travar a descida.

pois a abordagem a uma vítima é complicada. porém o terreno apresenta um ângulo de 90 graus em relação ao solo. Pode ser bem observado quando praticado em prédios.2. por este apresentar ângulo menor que 90 graus em relação ao solo.3 RAPEL NEGATIVO Acontece quando o praticante perde o contato com o terreno.2.2. Figura 10. Figura 10.10.2 RAPEL POSITIVO VERTICAL Não difere muito do anterior.1 10. pois nesta modalidade pode se ganhar velocidade mais rapidamente.2.3.1 213 . O praticante deve ficar atento. Estando praticamente no limite para se passar ao negativo. Esta modalidade é merecedora de muita atenção.2. pelo fato de ser exercida uma maior força no aparelho de descida.

se for o caso de corda simples.4. principalmente no momento da passagem para esta posição. a não ser que se queira descer raspando em uma parede. Os grampos da via de escalada servem como pontos de ancoragens intermediários. Nesta modalidade a corda está móvel dentro do grampo.2.2 10. e também se corre o risco da mão escapar da corda. de preferência em parada dupla. Normalmente praticado em negativo.2. Figura 10.4 RAPEL INVERTIDO O praticante desce normalmente freia e joga as costas para trás e os pés para cima cruzando-os na corda. pois um descuido pode complicar a situação. e na falta de sincronismo. Os cuidados deverão ser dobrados em relação ao negativo.4. causadora de muitos acidentes.2. pois o cumprimento da corda é insuficiente para descer toda a parede. Esta modalidade é executada pelo CSMont com a corda dobrada passando os chicotes por dentro do grampo.2. e inverte a posição de descida. quando da manobra da mão que sai de trás para frente. Feito isto. No dia 30 de maio de 2008. a dupla de escaladores faz opção por ela.1 Figura 10. foi registrado no Morro da Babilônia o acidente fatal do 214 .10. passando a realizála de cabeça para baixo. a cordada desescala e vai repetindo o procedimento com atenção e checando o equipamento toda hora. até atingir a base da via.5 RAPEL COM RESGATE DE CORDA OU INTERCALADO COM O PROCEDIMENTO SALVACORDA DE MONTANHA Muito utilizado no término de uma escalada. ou um descer mais rápido que o outro pode provocar acidentes. Existe a técnica de descida em “A” que é uma técnica perigosa.

este utilizará uma solteira com o mosquetão conectado na corda que será utilizada para guiá-lo.7 RAPEL COM FREIO FIXO Utilizado em salvamentos. A aeronave do CBMERJ foi acionada para efetuar o salvamento de Daniele Lopes Zaidan de 25 anos e Daniel Souto Scofano de 31 anos de idade. Esta corda pode estar ancorada e vir de cima. Estando o BM equipado além do capacete. a descida é controlada pelo BM que está no topo manuseando o sistema de freio que estará fixo em um ponto de ancoragem superior. que estavam ancorados em uma parada dupla. O nó de união de cabos se desfez. 10. baudrier e sistema de freio. os acidentados foram abordados pelo experiente escalador civil Flávio Daflon que conseguiu descer os dois e atuar em conjunto com a guarnição de salvamento do 1º GBM que avançou para o local. (Fonte Jornal O Dia de 31 de maio de 2008 e relato de Flávio Daflon disponível na internet) 10. Como eram duas cordadas.2. uma corda desceu e uma ficou fixa. deverá confeccionar um nó alceado para ser colocado no mosquetão.2. Feito isto. equipar e checar a vítima. ao emendar duas cordas para ganhar mais metros para baixo visando desescalar com maior rapidez. que deverá estar no loop ou olhal do cinto da pessoa que será descida pelo sistema supramencionado.escalador Marcos Aurélio Thuler de 25 anos de idade e o não fatal de Júlio Fábio Patrício da Silva de 30 anos de idade. sendo realizado com sucesso. ou outra corda guia presa atrás do baudrier através de um nó específico fita e mosquetão. é exercido um desvio diagonal que pode ser feito por outra corda guia. o BM deve estar sempre ancorado. E será de responsabilidade do responsável pela segurança. Para executar este procedimento.6 RAPEL GUIADO Quando existe a necessidade de transpor algum obstáculo. 215 . O acidente ocorreu pelo fato de a cordada optar pelo uso desta técnica. que estará embaixo efetuando os desvios necessários e afastando a pessoa da parede.

freio oito e a corda.2. O mosquetão. afastar o rosto da vítima do sistema de freio que ficará acima. e acontece da seguinte forma: O BM após checar todo equipamento e receber o pronto das seguranças. E terá como função. caso ocorra algum problema. pois terá sua descida controlada de baixo. descerá na sua corda com seu sistema de freio. deverão ser fixados na parte superior da fita. a descida é controlada pelo BM que está embaixo na segurança. O procedimento acontece da seguinte forma: o BM equipado e corretamente checado utilizará um sistema de frenagem. pelo fato de se utilizar duas cordas. deverá atentar para que a corda fique afastada da fita durante a descida. uma de baixo através de um BM que estará utilizando um par de luvas. dois sistemas de freio. Enquanto a segurança de cima.10.9 RAPEL COM CABO DA VIDA Esta técnica segue os padrões normais. e não deverá por a mão na corda. para que a pessoa venha a segurar na mesma. O mesmo terá duas seguranças. e que utilizará uma 2ª corda que será conectada ao cinto do BM.8 RAPEL COM FREIO MÓVEL Utilizado também em salvamentos. e este ao seu cinto. devidos aos mesmos travarem automaticamente após o operador retirar a mão do sistema de trava do mesmo. irá esticar a corda para travar a descida. 10.2. e dois Bombeiros Militares na segurança. O segurança embaixo. Este sistema é considerado bastante seguro. principalmente para iniciantes ou em salvamento. que estará descendo através de um nó alceado fixado em um mosquetão. Esta técnica não é utilizada com freios autoblocantes. O BM que estará responsável pela segurança de cima. Aconselha–se neste caso utilizar uma fita extensora conectada no baudrier através de um nó pata de gato. será feita através de outro BM que estará ancorado. arma um freio fixo para garantir a 2ª segurança. 216 .

2.1 10. Figura 10. realizar uma checagem perfeita do equipamento. Observação: Esta modalidade necessita de treinamento. através de uma solteira fixada no olhal ou loop do cinto baudrier de um BM.2.1 217 . É recomendado após o BM se equipar. Feito isto. serão fixados o sistema de freio e a corda.2. Este procedimento tem por função desenvolver um fator de segurança a mais. pois é muito fácil perder o ritmo da descida com as passadas. que é considerado ideal para iniciantes. A segurança embaixo reforça este sistema.12. Fita solteira.10. Figura 10. podendo ocasionar quedas e escorregões.10.2.10 RAPEL COM FITA SOLTEIRA UNINDO DOIS BMS Técnica utilizada geralmente em dupla. que será conectada através do mosquetão no olhal ou loop do baudrier do outro BM que estiver rapelando. pois uma equipagem errada poderá comprometer a descida e causar acidentes.12 RAPEL DE FRENTE OU ARANHA A descida é feita de frente com o baudrier que será vestido ao contrário para ficar com o loop ou olhal na parte de trás. porque haverá duas cordas no sistema ao invés de uma.

2. Fato que pode vir a facilitar acidentes.2. Porém com características específicas. Figura 10.14. Figura 10.13 CASCADING É o rapel executado em cachoeiras. desde que em uma única queda d’água.1 10. sendo que a descida dentro d’água pode dificultar a respiração.2. é exercido um grande esforço no aparelho devido a pressão da água.2.2.10.14 CANYONING É o rapel no meio de rios e extremos (canyons).1 10. corredeiras. Observação: Nesta modalidade há contato direto da corda com as pedras que estão visíveis ou encobertas pela água. poços e outros obstáculos. 218 . seguindo sempre a correnteza.15 ESPELEOLOGIA Trata-se de atividades de exploração de cavernas e grutas. onde se faz necessário driblar cachoeiras. É Muito confundido com o canyoning.13. Nesta modalidade. em que as técnicas de rapel são utilizadas para garantir o acesso as mesmas.

Descensor ID Trava-quedas Asap Figura 10.17.2. está sendo utilizado na corda principal o descensor autoblocante ID.quedas Asap.17 RAPEL INDUSTRIAL Feito com baudrier integral tipo cinto pára-quedista.10. uma para o freio descensor e outra para fixar o travaquedas.3 219 .2 Figura 10. Trava-quedas Asap.17. que é conhecida como linha da vida. prédios e torres de telefonia.2. Corda principal. que é uma fita reforçada utilizada no meio industrial. Descensor autoblocante ID. mas apresenta um custo mais elevado que os outros descensores autoblocantes. que possui um mosquetão apropriado para o seu uso. e está unido a argola em “D” do cinto situada na altura do peito do operador através de um talabarte. que possui duas frenagens como o DSD-25. Esta modalidade é executada em conjunto com freios autoblocantes como o stop e o DSD-25. Figura 10. Corda de segurança ou linha da vida. Nesta modalidade utilizam-se duas cordas.2. está fixado o trava. Na corda de segurança ou linha da vida.2. e é praticado em plataformas de petróleo.1 Observação: Na figura acima.17.

1. que será conectado no mosquetão do seu cinto.3 RAPEL DE SALVAMENTO . 7.1. cinto.A vítima deverá estar unida ao mesmo.Após o pronto da segurança. 8. a mão de apoio poderá ser utilizada para afastar a vítima do contato com o sistema de frenagem.3.2. em operações de combate a incêndio e outras situações adversas que necessitem do emprego desta técnica. deverá atentar para que a vítima não encoste em momento algum no aparelho oito. Nesta modalidade após ancorar e proteger a corda. O BM checa seu equipamento e o equipamento da vítima. a descida é iniciada e a vítima virá entre as pernas do BM. 3.Enquanto a mão de comando está na corda.10. 4.3.Antes de iniciar a descida com a vítima. o BM devidamente equipado. torres.3. O BM empenhado nesta modalidade de salvamento deverá atentar para os seguntes procedimentos técnicos: 1. 6. Figura 10.A descida deverá ser feita de forma lenta e controlada. luva e um mosquetão.Vítimas de cabelo longo devem prender o mesmo antes de iniciar a descida. através do mosquetão da própria conectado no mosquetão que está no sistema de freio e fixado no loop ou olhal do cinto do BM.3. acessa a vítima e a equipa com capacete.1.2 220 .1 DESCIDA COM VÍTIMA COINSCIENTE Técnica utilizada pelo CBMERJ para o salvamento de pessoas em prédios.PRINCIPAIS MODALIDADES 10. 5. 2.O BM ao controlar a descida.O aparelho oito deverá estar com duas passagens de corda.1 Figura 10. conforme ilustra a figura 10.

Quando esgotadas as negociações. e a acondiciona em uma mochila.3. emendará a corda de menor comprimento acima do sistema de freio através de 02 voltas do fiel que obrigatoriamente são arrematadas com 03 cotes. e com um 2º mosquetão no cinto.2. é enrolada no método coroa japonesa e lançada pelo BM.3. ou se o momento for favorável. prepara a corda de menor comprimento. Feito isto. e a partir disto.1 10.2 RESGATE DE SUICIDA Técnica utilizada quando há vítimas em prédios ou similares que pretendam tentar suicídio. se faz necessário o entendimento deste exemplo: O BM tem uma descida de 140 metros. O mesmo descerá através da corda de maior comprimento. Esta técnica é utilizada em situações que o elemento surpresa é fundamental. E só será executada após terem se esgotados todas as tentativas de se convencer a vítima a desistir desta péssima idéia. Figura 10. faz um cote envolvendo as alças. a equipe de Salvamento em Altura é autorizada a intervir de forma a surpreender a pessoa.3 EMENDA DE CORDAS OU DESCIDA FRACIONADA Para ilustrar a aplicação desta técnica. porém o mesmo tem uma corda de 50 metros e outra de 100 metros. que será lançada para baixo. e executa os procedimentos de transposição. A corda não fica estendida. que deverá descer junto com a mesma. deixa cerca de 1 metro de chicote e fixa o 2º freio oito nesta corda com a passagem no olhal menor do mesmo. que deverá ter um nó de azelha dobrada no final para o BM por o pé para esticar o sistema através do seu peso. conecta o 2º freio oito que está na 2ª corda. 221 . enrolando a mesma em corrente dupla.10.3. O BM antes de efetuar a descida. pois se a corda ficar estendida será facilmente percebida.

O chicote de cerca de 1 metro ou pouco mais.3. deverá atentar que o freio oito da primeira corda deverá estar fixado na mesma através do olhal menor.4.1 10. presente na 2ª corda.3. Feito o procedimento de checagem. a vítima é colocada na maca Sked. e descerá no rapel com uma dupla de montanhistas. a descida é iniciada de forma lenta.3. O BM após checar as ancoragens e todo seu equipamento.4 RAPEL COM VÍTIMA DE TRAUMA NA MACA SKED Muito utilizado em salvamento de escalador em rocha. Figura 10. além do máximo de material médico que possam levar. Para completar a descida o BM deverá ter o máximo de atenção possível. sendo recolhido posteriormente. pois um pequeno erro poderá ser fatal. Após a transposição. o freio oito da 1ª corda permanecerá na mesma. Figura 10. este será acessado através de técnica de escalada executado pelas cordadas de Salvamento em Montanha por abordagem inferior. Após ser abordada e extricada. a experiência e a especialização do montanhista farão a diferença. servirá para emendá-la com a primeira.1 222 . Este método é considerado muito difícil.3. Os BMs deverão ter consigo todos os equipamentos de salvamento disponíveis. ou através de rapel por abordagem superior. para executá-lo.

Figura 10. vindo a fazer pêndulo com a vítima.3. Esta técnica é utilizada em situações super emergenciais. e sairá para fora do prédio. Parece simples.1 10. quando o ponto de ancoragem superior não permite acessar uma janela que poderá estar lateral a esquerda ou à direita do direcionamento da corda. mas esta técnica é o princípio para a maioria dos resgates. O BM para na direção da janela que pretende acessar.1 223 . e em seguida.3. como por exemplo: pessoa com um longo cabelo preso ao freio oito ou outro freio e manobras com equipamentos em altura.5.5 RAPEL EXECUTANDO PÊNDULO COM VÍTIMA Realizado em prédios. fará pêndulo até alcançar a janela e a vítima. o BM a equipa com materiais pertinentes a mesma.6.3.10.3. Figura 10. Ao acessar esta.6 MUDANÇA DO RAPEL PARA ASCENSÃO OU VICE – VERSA Consiste na passagem do Prusik para o aparelho oito ou vice-versa.

1 Figura 10. equipada e içada para local seguro. ou seja. A vítima é acessada através do rapel do tripulante operacional.4. Figura 10. uma descida improvisada utilizando a corda dobrada.7.3.7.1 Observação: A utilização do nó da UIAA ou nó dinâmico no mosquetão. Figura 10. e as voltas no mosquetão ilustradas nos itens 6.49 e 6.4.8.4.1 ilustra este procedimento.3. 224 .7 RAPEL DE HELICÓPTERO Método utilizado em salvamento em montanha devido ao tempo resposta ser o menor possível. a figura 10. tendo assim um salvamento mais rápido que os demais.2 10.4.1 YOSEMITE Técnica utilizada para desescalar utilizando 5 mosquetões. complementam também este item. Neste método a frenagem do sistema não torce a corda.10.4 IMPROVISOS 10.50 do capítulo VI.3.4. A mesma é utilizada na ausência de aparelho descensor específico.1.

1 Figura 10.3 RAPEL SEM MOSQUETÃO E BAUDRIER . faz um giro de aproximadamente 90º na direção da descida e inicia a mesma. e as mãos auxiliarão na descida.RAPEL EM “S” OU RAPEL CLÁSSICO Técnica utilizada por muitos anos para desescalar montanhas com corda de sisal.4. O CSMont utiliza esta técnica para desescalar locais ou trechos curtos que sejam inclinados. e a mão esquerda que estará à frente do corpo.2 225 . conforme ilustra a figura abaixo. passa a mesma pela frente da coxa direita e entre as pernas confeccionando um “S”.2 RAPEL SEM MOSQUETÃO E BAUDRIER . A técnica consiste em utilizar a corda dinâmica ou semi-estática dobrada.2. e após contornar a coxa direita. E se inicia da seguinte forma: o BM posicionado lateralmente ao ponto de ancoragem.4.4.3. e será segura pela mão direita que estará atrás. Figura 10. e se inicia da seguinte forma: o BM voltado para o ponto de ancoragem passa a mesma pela frente entre as pernas. A corda irá atritar entre as pernas para proporcionar a frenagem. sobe para o ombro esquerdo.3.1 10. Feito isto.4. antes de dispormos dos equipamentos e a tecnologia disposta nos dias de hoje.10. Figura 10. A técnica consiste em utilizar a corda dinâmica ou semi-estática dobrada.COMICCI O CSMont utiliza esta técnica de improviso para desescalar locais ou trechos curtos que sejam inclinados.4.

226 . (verificar se os dois ascensores estão posicionados na mesma). (verificar se a mesma está emendada com nó duplo. Mailon rapide. É uma atividade que exige preparo físico e treinamento para se familiarizar com a correta aplicação da técnica. e na ausência deste equipamento. (que deverá estar envolvendo a corda e o ascensor. e deverá ser feita da seguinte forma: BM checando equipamento! Baudrier: 1cintura (verificar se a fivela de metal está corretamente fechada). pode se utilizar o nó Prusik confeccionado com seis voltas. fixada no olhal ou loop do baudrier através do nó pata de gato. emendada com nó duplo. (que deverá estar do mesmo tamanho da fita tubular 1. (que deverá estar envolvendo a corda e o ascensor. Fita tubular 2. fixada ao loop ou olhal do baudrier através do nó pata de gato.5. (que deverá estar posicionado abaixo do ascensor 1). Mosquetão ou mola de segurança.1 ASCENSÃO COM APARELHO ASCENSOR A ascensão permite o BM acessar uma vítima.loop ou olhal do cinto baudrier (verificar se o mesmo está bem fixado.5 ASCENSÃO EM CORDA 10. 4 .perna esquerda (verificar se a fivela de metal está corretamente fechada).perna direita (verificar se a fivela de metal está corretamente fechada). (fechar e voltar ¼ e verificar se o mesmo está inserido no orifício inferior do ascensor 1). (fechar e voltar ¼ e verificar se o mesmo está inserido no orifício inferior do ascensor 2). sair de um local confinado e completar uma escalada em rocha através de uma corda que está ancorada acima. 2 . 3 . e será inserido no orifício superior do ascensor 1). Corda.10. Fita tubular 1. Mosquetão. Ascensor 1. e inserida no mosquetão posicionado no orifício inferior do ascensor 2). e será inserido no orifício superior do ascensor 2). centralizado e também as suas costuras de reforço internas). e inserida no mosquetão fixado no orifício inferior do ascensor 1). Mosquetão ou mola de segurança. (que deverá ficar com o seu punho na altura da testa do BM). Mosquetão. A checagem do procedimento para iniciar a ascensão é muito importante. (que deverá estar posicionado e fechado no outro orifício inferior de menor tamanho presente no ascensor 2). Ascensor 2. A melhor forma de praticar a ascensão é através do uso de um par de ascensores.

Estribo. Fita tubular 2.1. Mosquetão. que deverá estar inserido no mailon rapide. e no loop ou olhal do cinto baudrier do BM. Mosq. Figura 10. A figura abaixo ilustra a equipagem para ascensão. BM Pronto! BM ascendendo. calçado e capacete. de segurança. deverão ter sempre uma segurança a mais. Observação: O uso de duas fitas tubulares posicionadas nos mosquetões do par de ascensores.Estribo. tem por finalidade manter a corda sempre dentro do ascensor. Fita tubular 1. Luvas. Mosquetão.5.1 227 . pode acarretar na saída do ascensor da corda durante o procedimento de ascensão. e a ausência deste mosquetão de segurança. Corda. Os autores deste manual entendem que todo sistema montado nas ações de Salvamento em Montanha. Milon rapide. tem por finalidade prevenir o mesmo de acidente se por acaso um dos mosquetões encostar em alguma superfície e vier a abrir. Mosquetão de segurança. ou improviso com fita ou cordelete para por o pé. Ascensor 1. Ascensor 2. Os mosquetões ou molas de segurança posicionados entre o orifício superior dos mesmos e a corda.

5.perna direita (verificar se a fivela de metal está corretamente fechada). O procedimento de checagem se inicia da seguinte forma: BM checando equipamento! Baudrier: 1cintura (verificar se a fivela de metal está corretamente fechada).2 ASCENSÃO COM O NÓ PRUSIK Nesta forma de ascensão. se por acaso o 1º mosquetão que está fixado no olhal ou loop do cinto do baudrier. e mais um terceiro onde será confeccionado um nó pata de gato feito no 2º cordelete destinado ao uso do pé. calçado e capacete. emendado com nó específico e com o nó pata de gato no 2º mosquetão fixado no olhal do baudrier). 2 . (verificar se foram feitas 6 voltas do cordelete na corda. BM Pronto! BM ascendendo! Observação: O nó de emenda do cordelete deverá ficar no meio do sistema. 4 .loop ou olhal do cinto baudrier (verificar se o mesmo está bem fixado. através de um nó pata de gato. (verificar se o mesmo está com o nó pata de gato envolvendo o Prusik 2. Luvas.10. Cordelete de segurança. Figura 10. Mosquetão do cordelete de segurança.2. Corda. o par de ascensores é substituído por um par de cordeletes de 6 mm. Cordelete de segurança. Mosquetão do Prusik 1. se está emendado com nó específico. encostar em alguma superfície áspera e vir a abrir. Este sistema irá prevenir o BM de uma queda. Prusik 1.perna esquerda (verificar se a fivela de metal está corretamente fechada). e se o mesmo está dentro do mosquetão posicionado no cinto). Estes podem ter 2 metros de comprimento cada. e fixado a um 2º mosquetão presente no olhal ou loop do cinto do baudrier do BM. (verificar se o cordelete está com 6 voltas na corda e se está emendado com nó específico). Alça do Prusik 2 para por o pé.5. (verificar toda sua extensão e se não há torcimentos). Mosquetão. centralizado e também as suas costuras de reforço internas). 3 . Corda. Prusik 2. Prusik 1. Prusik 2.1 228 . (fechar e voltar ¼ e verificar se o mesmo está inserido no loop ou olhal do baudrier).

A ancoragem é o ponto mais importante nas técnicas verticais. como: estado de conservação (presença de ferrugem. fadiga do material). use dois mosquetões com roscas fechadas e invertidas. chapeleta bem fixada). propiciando as chamadas cocas. etc. localização propícia. e ancorar sempre na base da mesma. Desta forma existem algumas regras básicas a serem seguidas: a) Utilizar sempre material específico e em perfeitas condições.CAPÍTULO XI . b) Escolher minuciosamente o local de fixação do sistema com critérios rígidos de segurança. por se tratar da técnica de fixação de todo o sistema a ser utilizado na descida. 229 . No montanhismo podem ser feitas em grampos. colocação confiável (grampo bem batido.1 A montagem de um circuito a ser utilizado para descidas em cordas. No caso de ancoragem natural observar os recursos: árvore com robustez para agüentar a carga. c) Confeccionar o circuito com nós eficientes e seguros. por onde será realizada a descida. sempre com arremates. No caso de ancoragem artificial inspecionar bem grampos ou chapeletas existentes. tornando clara a sua importância. lonas. e consiste em se fixar uma extremidade da corda e lançar o outro chicote para baixo. f) Proteger a corda de abrasões em contatos com arestas vivas. atentandose para a sua capacidade e a carga a ser usada. que servirá como segurança no caso de rompimento. é a fixação da corda por onde será efetuado o rapel. chapeletas e pontos naturais (pedras robustas bem fixadas que apresentem boa resistência sem risco de soltar e árvores). principalmente no rapel. de preferência atrás e acima da primeira. nem roçando esta parte.ANCORAGENS EM GRAMPOS. Se possível. ou seja. uma vez que as várias descidas podem levar a torções na corda. torções. d) Usar sempre que possível ancoragem secundária. proteções de mangueiras. g) Atentar para que o mosquetão utilizado não fique suportando peso pelo gatilho. usando carpetes. CHAPELETAS E PONTOS NATURAIS 11. é chamada de ancoragem. pedra sem risco de soltar. etc. uma vez que a segurança deste circuito depende da sua perfeita montagem. e) Evitar sobra desnecessária de corda no solo.

3 ANCORAGEM PRINCIPAL E SECUNDÁRIA É a ancoragem que utiliza dois ou mais pontos fixos paralelos.: Sempre que possível deve-se evitar confeccionar o nó diretamente no grampo. a carga fique na ancoragem secundária ou de segurança. fitas tubulares fechadas com mosquetão.h) Evitar a amarração da corda diretamente nos pontos fixos sem proteções.1 230 . Figura 11. É utilizada na impossibilidade de se executar uma ancoragem equalizada.1 Figura 11. conforme ilustra a figura 11. No montanhismo civil a ancoragem secundária é conhecida como back-up. e utilizar equipamentos corretos. pois esta forma é considerada errada.2.2. e recomendada pelos óbvios motivos de segurança. como por exemplo: passar a fita por dentro de proteção de mangueira de incêndio.2.3 11.2.2 Figura 11. Não é tão segura quanto a ancoragem em paralelo. já que toda a carga está fixa em apenas um ponto. e protegendo para que as mesmas não fiquem em contato direto com o ponto de ancoragem. com a finalidade de dividir a cargas entre estes pontos.3. Serve tanto para grampos e chapeletas. 11. uma vez que se tem mais de um ponto sustentando a carga.3. Obs.2 ANCORAGEM SIMPLES EM GRAMPOS É a ancoragem que utiliza apenas um ponto de fixação. Figura 11. quanto para pontos fixos com ancoragem secundária para que no rompimento da principal.

maior a possibilidade da ancoragem entrar em colapso.4. PAB–ponto a prova de bomba. ou em que o posicionamento do ponto existente seja desfavorável ao local em que desejamos que nossa linha de trabalho seja direcionada.4.4 EQUALIZAÇÃO Segundo o Manual de Salvamento em Altura do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo na página 47.4. e d) Para proporcionar segurança em caso de falência de um dos pontos de ancoragem.4. diz o seguinte: Em situações em que não haja um ponto único suficientemente seguro. e) Pode ter a forma de V ou M sendo essencial que seja observado o ângulo máximo de 90º entre as linhas de ancoragem.5 231 . evitando sobrecarga sobre os pontos de ancoragem. tendendo ao infinito. ou seja. (fonte Petzl) Fig 11. A técnica da equalização consiste em dividir. podemos lançar mão da equalização.1 Fig 11.3 Fig 11.4 Fig 11. em partes iguais. c) A equalização deverá ser sempre auto-ajustável.4. Para isso. onde não se tem dúvida da resistência do mesmo. é necessária a confecção de um cote de segurança. Quanto maior o ângulo formado. b) O ângulo formado pela equalização deverá respeitar o limite de 90º.11. pois aumentará exponencialmente a sobrecarga nos pontos de fixação. devemos obedecer algumas regras: a) Escolha pontos preferencialmente alinhados (paralelos) entre si. As figuras abaixo demonstram formas de distribuição do esforço sobre os pontos de ancoragem equalizados. a carga sustentada pelo sistema entre os pontos de ancoragem.2 Fig 11.

uma vez que teremos mais de um ponto sustentando a carga.6 SEGURANÇA DO GRAMPO NA ANCORAGEM EQUALIZADA Considerado um dos sistemas mais seguros. pode ser feita em uma árvore robusta na sua base.5 ANCORAGEM EQUALIZADA É a ancoragem que utiliza dois ou mais pontos fixos paralelos. Valendo ressaltar que o ângulo formado pela equalização não deve ultrapassar 90 graus. reforçando ainda mais o sistema. Figura 11.5. com a finalidade de dividir a cargas entre estes pontos. É a mais utilizada e recomendada pelos óbvios motivos de segurança. quando temos a disposição três grampos de ancoragens próximos.6.2 Figura 11. Se por acaso não houver o 3º grampo para fazer a ancoragem secundária atrás e ou acima.1 Figura 11.3 Figura 11.1 Figura 11. Figura 11.5.11.5.4 11.6.2 232 .5.

8. mostram um sistema conhecido por triângulo americano.2.3 Observação: As figuras 11.1 Figura 11.2 Figura 11.3 11.2 Figura 11. para garantir que o sistema estará seguro mesmo com o rompimento da corda.7.11. e que normalmente se rompe aproximadamente a 10 centímetros abaixo de seu firme.7. 233 .7 SEGURANÇA DO NÓ Considerando testes feitos por fabricantes de cordas.1 e 11. Figura 11.8 ANCORAGEM DIRETA EM GRAMPOS SEM EQUALIZAÇÃO É a ancoragem que utiliza dois ou mais pontos fixos paralelos. mas o esforço nos grampos é maior do que a ancoragem equalizada.8.1 Figura 11. utilizando cordeletes. desta forma usamos o Prusik como forma de segurança.8.8. a sua utilização é segura. mas não está e não deve ser utilizado para montar uma parada. que o ponto de maior esforço em uma corda é o nó. e o mesmo aparenta estar equalizado. sem equalização. uma vez que teremos mais de um ponto sustentando a carga.8.7. Figura 11.

9 MONTANHA) ANCORAGEM AUTO-RESGATÁVEL (SALVACORDA DE a) Utiliza-se este tipo de ancoragem quando é necessário ser desmontada de baixo. 234 . pois existe o risco de ruptura da corda. Entretanto. não se utiliza qualquer tipo de equipamento. não esquecer de emendar a corda dobrada com o nó pescador duplo de correr.1 e 11. se por acaso for encontrada chapeleta diferente do modelo acima. permitem a passagem da corda diretamente. será abandonado na via. procura-se sempre a maior quantidade de pontos fixos possíveis.9. e que normalmente apresenta aresta viva.9.2.3 Figura 11.4 b) Após executar estas ancoragens auto-resgatáveis. ou seja. Figura 11.9. devido a sua anatomia. Neste caso. que é o nó de segurança para este tipo de procedimento conforme ilustração abaixo: Figura 11. atentando-se para que na hora de recolhimento da corda não haja a ocorrência desta se prender. pois é o nó de segurança para o montanhista. sendo emendado os dois chicotes através do nó pescador duplo de correr. onde não se pode deixar qualquer tipo de material nos pontos fixos. Como não possibilita qualquer tipo de ancoragem secundária. bastando a passagem da corda pelo ponto fixo.11.9.9.9.9. deverá ser utilizada uma fita ou cordelete ou até um mosquetão para sacrifício. É extremamente utilizada no rapel ao final de uma escalada.1 Figura 11.2 Figura 11.5 Observação: As chapeletas mostradas nas figuras 11.

sempre ancorando na base de uma árvore que apresente confiabilidade.2 Figura 11. que não deverá receber carga.11 ANCORAGENS COM FITAS TUBULARES EM ÁRVORES Os exemplos abaixo ilustram procedimentos seguros.2 235 . Toda ancoragem prevista neste tipo de chapeleta que possui aresta viva.10. que ao contrário das chapeletas que permitem a passagem da corda.11. deve ser precedida de um mosquetão.1 Figura 11.1 Figura 11.10 ANCORAGEM EM CHAPELETA COM ARESTA VIVA. proceda conforme os procedimentos de segurança individual mencionados no item anterior.10. Local para conexão do mosquetão.10. Sendo que deverá ser feita a ancoragem secundária. Figura 11.11. e proteger o ponto de ancoragem.11. e executar os procedimentos similares as ancoragens efetuadas em grampos. existem paradas duplas. sempre atrás e ou acima da primeira. a sua forma anatômica é diferente e pode vir a romper a corda quando na descida de rapel.3 11. duas chapeletas com argolas para passar a corda. Geralmente em vias de escalada que possuem chapeletas. ficando como segurança em caso de rompimento da principal. Se por acaso encontrar alguma diferente desta. pois haverá atrito que levará a ruptura. utilizando para isto mosquetão de preferência o de aço. ou seja. Direcionamento do esforço. lembrando que nunca devemos passar a corda direta na fita. e jamais passar a corda direto dentro do orifício da chapeleta. Figura 11.

Esta recomendação tem por finalidade proporcionar uma melhor apreciação da paisagem. No 2º dia o trecho Açu . O pernoite se dá no abrigo 4 ou na área de camping em suas adjacências. O pernoite no cume da Pedra do Sino é proibido pelo Parque Nacional da Serra dos Órgãos. sendo que o Parque Nacional da Serra dos Órgãos cobra 12. sendo realizada sua primeira travessia em 1932. Sendo que no 1° dia o excursionista perno ita nos Castelos do Açu com altitude de 2. e tem duração prevista de 06 horas de caminhada.158 metros. e neste local à noite. e de manhã é possível apreciar o nascer do sol. e descer a trilha que leva para Teresópolis com cerca de 11 Km de extensão e duração em média de 04 horas para descê-la.00 reais por pessoa por diária com pernoite.263 metros de altitude. pois é onde se concentra o maior número de buscas de pessoas que se desorientam. A trilha é considerada de caminhada pesada com 7 Km de extensão da entrada do Parque no Bonfim até os Castelos do Açu. e 6 reais para moradores de Petrópolis e alguns clubes de montanhismo associados. por não haver trilha definida e muitos grupos se perdiam. e no 3º dia acompanhar o nascer do sol na mesma. Para reduzir a degradação ambiental. e onde é possível por meio de trilha chegar ao cume da Pedra do Sino com 2. era considerada uma caminhada de orientação difícil.CAPÍTULO XII – A TRAVESSIA PETRÓPOLIS – TERESÓPOLIS 12. principalmente quando há nevoeiro. se observa a cidade do Rio de Janeiro e Baixada Fluminense iluminadas. O Parque Nacional da Serra dos Órgãos recomenda o roteiro para o público visitante com a entrada por Petrópolis no Bairro do Bonfim e com duração de 03 dias. possui cerca de 30 Km de extensão. o Parque limita a 400 pessoas por dia sendo 200 por Petrópolis e 200 por Teresópolis. Esta previsão se dá devido ao peso dos equipamentos na mochila do excursionista. e até o final dos anos 80. o trecho é considerado crítico.Pedra do Sino com duração de aproximadamente 07 horas de caminhada. pois se perde boa parte da referência visual. A travessia Petrópolis-Teresópolis é muito procurada nos meses de junho e julho devido as condições meteorológicas favoráveis. para visitas de um dia e outras para pernoitar. ponto mais alto da Serra dos Órgãos. 236 .1 Considerada uma das travessias mais bonitas do Brasil.

Cb BM Boareto do 15º GBM: possuidor do Curso de Busca. 1º Ten BM Samir do 15º GBM. nº 46. realizado em 10 e 11 de julho de 2007. Cb BM Caliocane do DBM 2/6 – Cachoeiras de Macacu: possuidor do Curso de Salvamento em Montanha. Resgate e Salvamento com Cães. pelos militares do CBMERJ abaixo elencados com suas respectivas especialiazações: Cap BM Rodrigo Azevedo do 15º GBM: possuidor dos Cursos Salvamento em Montanha e Salvamento em Altura.Segue abaixo parte do relatório de reconhecimento para Ações de Busca e Salvamento e Montanha e Prevenção e Combate a Incêndios Florestais. Cb BM Cunha da ABMDP II: possuidor dos Cursos de Salvamento em Montanha. 1º Ten BM Luciana Rocha do Gab/Cmdo-Geral: possuidora do Curso de Prevenção e Combate e a Incêndio Florestal. Cb BM Bruno do 15º GBM: possuidor dos Cursos de Mergulhador Autônomo e Tripulante Operacional. Cb BM Ribeiro do 15º GBM. Sd BM Elen do CEFID: possuidora do Curso de Monitor de Educação Física e única Mulher do CBMERJ a possuir o Curso de Salvamento em Montanha.190. Salvamento em Altura e Pára-quedista Militar do Exército Brasileiro. tendo concluído o mesmo na 16ª turma do CSMont no ano de 2002. 3º Sgt BM Diógenes do 3º GMar: possuidor dos Cursos de Salvamento em Montanha e Salvamento no Mar. 237 .

trajeto íngrime e nesta época poucos locais para captação de água. Daí em diante o trajeto volta a ser bem demarcado com a presença do abrigo 4. ventos frios. com locais de camping ao redor do mesmo. objetivando orientar e direcionar as atitudes do comandante de operações e de seus comandados. 238 . na base da Pedra do Sino. influência de baixa pressão atmosférica. que se torna mais difícil devido à exposição ao sol constante. que passa por 01 área de camping conhecida como abrigo 3. além de mais dois abrigos naturais de pedras conhecidos por 2 e 1. foram identificados e marcados em planilha e GPS. fornecendo assim dados importantes para o planejamento das operações de longa duração em locais remotos. um pequeno chalé que serve como infra-estrutura para acampamento. onde existem poucas trilhas demarcadas. pontos para captação de água. os quais indicam o caminho a ser seguido. Até os Castelos do Açu a marcha é bastante pesada. pontos críticos de acidentes. pois apresenta uma diferença de altitude de aproximadamente 1. abrigos e cobertas. trajeto este. existem trechos com alto grau de periculosidade. bússola e GPS para uma orientação correta e evitar que se tome o caminho errado. onde é necessária a utilização do equipamento correto. que leva ao município de Teresópolis. com trilha muito bem demarcada. entretanto alguns de confiabilidade duvidosa. somente sendo transpostos os obstáculos através de escaladas.2 OBSERVADOS PRINCIPAIS PONTOS DE INTERESSE OPERACIONAL No reconhecimento detalhes importantes tais como. local para aterrisagem de aeronave. pois quase no fim deste trajeto. E mais adiante um longo trecho de descida. Para maior segurança deve-se estar sempre munido de carta. O trajeto mais delicado da travessia é compreendido entre o Açu e a Pedra do Sino. onde termina a travessia que tem cerca 30 Km. e alguns amontoados de pedras chamados “totens”.100m. e prejuízo para comunicação via telefone celular por haver baixa cobertura de sinal.12.

Canivete suíço. 8. 7.Kit de manutenção de fardamento: agulha e linha. carboidrato. touca brucutu.Lanternas head lamp com micro-lâmpadas (leds) e pilhas reservas. carta topográfica do local. escalímetro e material para anotação.Alimentação energética: barra de cereal.Fogareiro com 5 recipientes de gás reserva.Kit individual de montanhismo: cinto baudrier.Mochilas cargueiras de 50 e 77 litros.3 EQUIPAMENTOS UTILIZADOS PELA EQUIPE DE RECONHECIMENTO DO CBMERJ Para este tipo de missão. bananada. japona padrão do CBMERJ. 14. caso haja mudança brusca das condições climáticas. 15. 9. 13. costuras. graxa para coturno. variação de temperatura.Vestimenta para frio: anorak. isqueiro e fósforo. 12. frutas. tendo em vista as adversidades. pratos de plástico.Câmeras fotográficas digitais para fotografar os pontos. 6. 5. como condição meteorológica.Rádios portáteis para comunicação. 11. fita tubular e isolante térmico para forrar o chão dentro da barraca. cabo solteiro. de baixo custo. luva de lã. ideal para se proteger da chuva e do frio.Cantil de 1 litro de capacidade para captação de água. aparelho oito. se fez necessário constar na logística da missão os seguintes materiais abaixo elencados: 1. para consumir alimento quente. pilhas reserva. além de telefones celulares individuais dos integrantes da missão.Kit de emergências médicas individual.12.01 Corda semi-estática de 100 metros de comprimento. preservação ambiental. 239 . 16. panela.Sacos de dormir para temperatura específica. um possível salvamento de pessoal civil ou até um próprio companheiro. 17. botões sobressalentes. talheres. 4. capacete. sapatilhas para escalada. 2. bússola. que pode mudar. mosquetão. 3. 10. luvas. que chegou a 2° C na madrugada do dia 11 de julho e podendo até ser abaixo de 0º C.Receptor GPS.Saco aluminizado para aumentar a temperatura do corpo em média 5° .03 Barracas para 03 pessoas e 02 barracas para 02 pessoas.

haverá possibilidade de desorientação e até mesmo o risco de se aproximar dos muitos abismos. Nesta travessia se sobe e se desce também por muitos trechos rochosos. E para o acionamento do socorro terrestre. os locais são de acesso demorado e difícil acesso. barbeador. As subidas são íngremes e muitas das descidas são acentuadas devido a subir para elevações e descer vales. alimentação e vestuários próprios para completar a travessia com uma boa estrutura logística. fio dental. onde o uso de um calçado específico se faz bastante necessário. e dependendo do ponto onde a pessoa se localiza.4 RECOMENDAÇÕES Devido o trajeto ser de nível considerado pesado. pois o risco de se perder é iminente. recomenda-se fazer o percurso. recomenda-se parar e esperar uma possível melhora das condições de visibilidade. se o interessado tiver real conhecimento das trilhas.Kit de higiene pessoal: escova e creme dental. e estar portando equipamentos.18. Em condições de nevoeiro a dificuldade para acionar o socorro aéreo é dificultada devido a falta de referências. para que os mesmos se mantivessem secos quando em contato com água. 19.Binóculo para observação.Além de todos os equipamentos estarem impermeabilizados com sacos plásticos consistentes. 20. e o risco de torção de pé e queda. Geralmente é comum a mudança de tempo e o nevoeiro. 240 . pois se optar por seguir em frente. e o mesmo deve possuir bom preparo físico e psicológico. espelho. que faz a visibilidade diminuir bastante. 12. também é grande. por isso recomenda-se uso de calçado específico de boa aderência.

A4+ e Grau de exposição . Segundo relato de escaladores civis experientes. normalmente inclui longos e complicados trechos de escalada artificial.1 O croqui desta via é assim representado: D6: dois ou mais dias de escalada. Grau do Artificial . 241 . um possível salvamento nesta via. é considerado de altíssimo grau de dificuldade. Pedra do Garrafão. conhecida como Terra de Gigantes. existe uma via de escalada “Big Wall”.5 POSSIBILIDADE REAL DE SALVAMENTO EM VIA DE ESCALADA.E5 – Via muito perigosa. pois esta possui graduações das mais difíceis de serem vencidas. A sua extensão é de Na Pedra do Sino. utilizando barracas e equipamentos adequados. considerada a mais difícil do Brasil. Pedra do Sino. que na figura está a esquerda. e um excelente planejamento logístico. A extensão da via é de 600 metros de difícil escalada.5. Grau geral: 4º. Figura 12.12. Crux (lance mais difícil) IVSup. são necessários sete dias escalando e dormindo na rocha. conquistada pelos escaladores Alexandre Portela e Sérgio Tartari no ano de 1985. Para concluir a escalada nesta via. que incluem uso de proteções móveis específicas.

Enquanto as figuras 12.4 242 .2 ilustram o rapel negativo praticado por pessoal civil na Cachoeira Véu da Noiva.3 Figura 12.1 Figura 12.6.1 e 12.6. pois cada vez mais pessoas em busca de emoção.12.2 Figura 12. As figuras 12. É um ponto que merece atenção do CBMERJ.6.6.6.6. cujo acesso se dá seguindo em frente à bifurcação no ponto 1. praticam este esporte.3 e 12. Figura 12.6.4 ilustram o rapel (cascading) praticado por pessoal civil em outra cachoeira também no Parque Nacional da Serra dos Órgãos. às vezes com guias que pouco conhecem da atividade e que muitas das vezes tem baixo conhecimento técnico para a prática desta modalidade com total segurança. é praticada a modalidade de rapel negativo com uma saída do lado da queda dágua com cerca de 40 metros de altura.6 POSSIBILIDADE REAL DE SALVAMENTO EM LOCAL DE PRÁTICA DE RAPEL Na cachoeira conhecida como Véu da Noiva em Petrópolis.6.

1 243 . No dia 11 de julho a operação iniciou-se às 08h15min da manhã. constelação de escorpião. às 17h50min. a partir da entrada do Parque Nacional da Serra dos Órgãos em Petrópolis. chegando ao destino (sede do ParNaSO – Teresópolis) às 21:15 horas do dia 11 de julho do corrente ano. a Via Láctea. onde foi montado acampamento. sendo a operação efetuada com sucesso sem baixas na equipe.263 metros de altitude. e reconhecimento da estrela Denébola na a mais brilhante da constelação do cisne. A noite foi ministrada uma palestra de orientação através das estrelas. sendo que a equipe chegou a Pedra do Sino que é a maior montanha da Serra dos Órgãos com 2. e providenciada alimentação quente. Figura 12. O reconhecimento do planeta Júpiter que estava visível no céu. cujo centro está na cauda da constelação de escorpião. com chegada aos Castelos do Açu por volta das 16h15min do mesmo dia. além da visão de parte da nossa galáxia. às 16h15min do mesmo dia. local compreendido entre a Pedra do Queijo e a subida da Isabeloca. 12.12. onde foram mostradas as constelações do cruzeiro do sul.9 PONTOS DE CAPTAÇÃO DE ÁGUA NAS PARTES MAIS ALTAS DO PARQUE a) Este ponto localiza-se no Ajax.8 DURAÇÃO TOTAL DO RECONHECIMENTO O reconhecimento teve início às 10h03min do dia 10 de julho de 2007. a partir do Abrigo 4.9. No Ajax existe uma área de acampamento definida pelo Parque Nacional da Serra dos Órgãos. que estava visível + ou – na direção do norte. e descendo para Teresópolis. que nasce a + ou – a leste e se põe a + ou – a oeste.

Próximo a este ponto de captação de água existe uma área indicada pelo Parque Nacional da Serra dos Órgãos para montagem de acampamento. que é um abrigo natural de pedras. onde as pessoas que fazem a travessia pernoitam e se alimentam. Figura 12.9.2 c) Captação de água pela 1º Ten BM Luciana Rocha no local conhecido como Vale do Paraíso. Figura 12.3 244 .b) Local de captação de água frente + ou – 60 metros dos Castelos do Açu.9.

245 . passa um córrego onde se capta água potável.158 metros de altitude. Figura 12. costuma-se montar acampamento.4 12.10.2 Localizado a 2. abaixo da mesma.1 Figura 12. mas se faz necessário o uso de purificador para consumir a mesma.9.10. geralmente em seu interior. a uma sensação térmica é muito baixa. O Vale das Antas é um local indicado pelo Parque Nacional da Serra dos Órgãos para a montagem de acampamento. o mesmo possui ponto de captação de água potável bem a sua frente. Por ser um abrigo natural de pedras.10 PRINCIPAIS ABRIGOS NA PARTE ALTA DO PARQUE a) CASTELOS DO AÇU: Figura 12. e é ponto de partida para o cume da Pedra do Sino e Abrigo 4.d) Ponte no local conhecido por Vale das Antas. Pelo fato der ser um local onde se venta muito. foi marcado como o 4º ponto de orientação no reconhecimento.

11. e nesta se localiza o marco de concreto que marca a altitude de 2.b) ABRIGO 4: Figura 12.5 Às 16h15min do dia 11 de julho de 2007. Neste ponto.263 METROS DE ALTITUDE Figura 12.11. e pontos de captação de água potável.10. conforme ilustra a figura 12. 12.4. 246 .11.1 Figura 12. para melhor servir os excursionistas.2 Figura 12.11.4 Localizado a 2.11 ACESSO AO CUME DA PEDRA DO SINO COM 2.3 Figura 12. é o melhor ponto de pernoite do Parque Nacional da Serra dos Órgãos. dispõe de infra instrutura. e há um funcionário do parque de permanência no mesmo para recebê-los.263 metros da referida montanha.3 Figura 12. Ao seu redor há área de camping.11.4 Figura 12.10.11. já há sinal de cobertura para telefone celular.131 metros de altitude. o nome do CBMERJ mais uma vez se fez presente na montanha mais alta da Serra dos Órgãos.

Altitude.13. Pontos Críticos até o próximo ponto: Subida íngreme para o P3 e abismos. No trecho entre o PI e o P1 Local para pouso de helicóptero.1 b) BIFURCAÇÃO DA CACHOEIRA VÉU DA NOIVA E TRILHA PARA A PEDRA DO QUEIJO–PONTO 1 Latitude/ Longitude: S22° 27.994’ x W43° 04.13. Local para pouso de helicóptero: Pairado próximo ao ponto.300m. 1.380’ x W43º04.2 c) PEDRA DO QUEIJO–PONTO 2 Latitude/ Longitude: S22º28. Pousadas próximas a entrada do ParNaSO Ponto de captação de água potável.095 metros Ponto Crítico até o próximo ponto. 7514450 x 696119 Local para pernoite. S22º27.706’. Terreno acidentado Figura 12.687’ x W43º05. Local para pouso de helicóptero: Não há. Altitude: 1.3 247 . Retangulares.428’ Coord. Pontos Críticos até o próximo ponto: Subida íngreme para o P2 e abismos.550 metros. Ponto de captação de água potável: Cerca de 150 metros a frente da bifurcação no rio do Bonfim. Coordenadas retangulares: 7513588 x 697725. Figura 12. Local para pernoite: No próprio ponto.940’. Figura 12.13 ROTEIRO DA TRAVESSIA POR FOTOS DOS PONTOS a) ENTRADA DO PARNASO–PI-PONTO INICIAL Latitude/ Longitude. Ainda se faz possível o socorro através de viaturas de salvamento. Coordenadas retangulares: 7513924 x 698060. Local para pernoite: Bifurcação para a Cachoeira do Véu da Noiva. Ponto de captação de água potável: Não há. 1.13.12. Altitude.

248 . Pontos Críticos até o próximo ponto: Terreno acidentado e abismos.137’ x W43° 04. Figura 12.13. Este ponto é importante.435’. Figura 12.062 metros.13.5 f) CHAPADÃO–PONTO 3 Latitude/ Longitude: S22° 29. Local para pouso de helicóptero: Pairado no próprio ponto. 2. e o mesmo permite que a aeronave possa realizar um embarque e desembarque pairado. Altitude.4 e) SUBIDA DA ISABELOCA-LOCAL COMPREENDIDO ENTRE O PONTO 2 E PONTO 3 Figura 12. Coordenadas retangulares: 7512086 x 698119.6. Além de possuir ponto de captação de água próximo.d) AJAX–LOCAL COMPREENDIDO ENTRE O PONTO 2 E PONTO 3 Este local é recomendado pelo ParNaSO para montagem de acampamento. já foi registrado no mesmo vários salvamentos através das aeronaves do CBMERJ. Local para pernoite: Local não aconselhável por ser terreno rochoso. Ponto de captação de água potável: Não há.13.

062’ x W43° 03. Local para pouso de helicóptero: Pairado no próprio ponto. Pontos críticos até o próximo ponto: Subida íngreme e abismos até o Morro do Marco. Ponto de captação de água potável: Não há. Altitude. Figura 12. Altitude: 2. Coordenadas retangulares: 7512555 x 699803.144 metros.9 249 . do mesmo há área de acampamento.081 metros. Local para pernoite: Não aconselhável.8 I) MORRO DO MARCO–PONTO 6 Latitude/ Longitude: S22° 28. Local para pernoite: Não aconselhável local rochoso. Figura 12. Figura 12.13. Local para pouso de helicóptero: Pairado nas proximidades. Local para pernoite: No interior dos Castelos do Açu e atrás.158 metros.872 x W43° 03.843’ x W43° 03. Pontos críticos até o próximo ponto: Descida íngreme em trecho rochoso e sumiço de trilha até o vale da luva. Ponto de captação de água potável: Próximo ao ponto descendo pela vegetação há uma ravina com água. Ponto de captação de água potável: Frente ao Açu.g) CASTELOS DO AÇU–PONTO 4 Latitude/ Longitude: S22° 29. Coordenadas retangulares: 7512162 x699452.7 h) VALE ENTRE O AÇU E MORRO DO MARCO–PONTO 5 Latitude/ Longitude: S22° 28.328’. Altitude: 2. com uso de clorim. 13. pois a água é parada.13. 2. Coordenadas retangulares: 7512624 x 700073.724’.492’. Pontos críticos até o próximo ponto: Terreno acidentado e abismos. Local para pouso de helicóptero: Não há.

não aconselhável. Local para pouso de helicóptero: Pairado no próprio ponto.12 250 .11 m) SUBIDA DO ELEVADOR (ESCADA DE VERGALHÃO FIXADA NA ROCHA)–LOCAL ENTRE O P8 E P9 Figura 12.13. Altitude: Pontos críticos até o próximo ponto: Subida íngreme em trilha irregular para o Morro da Luva.344 x W43° 03. Local para pernoite: Local rochoso. Pontos críticos até o próximo ponto: Descida íngreme em trecho rochoso.212 metros. Ponto de captação de água potável: No próprio ponto há uma nascente com água corrente. sumiço de trilha e subida em escada de vergalhão para o Morro do Dinossauro.236’. Figura 12. Ponto de captação de água potável: Não há. Coordenadas retangulares: 7513598 x 700488.J) VALE DO PARAÍSO–PONTO 7 Latitude/ Longitude: Coordenadas retangulares: 7513123 x 700178.13. Altitude: 2. pontos próximos. Figura 12. Local para pernoite: Neste ponto o ParNaSO aconselha acampar.13. Local para pouso de helicóptero: No Morro do Marco ou no Morro da luva.10 l) MORRO DA LUVA–PONTO 8 Latitude/ Longitude: S22° 28.

13.509’ x W43° 02. Altitude: 1948 metros. Figura 12. Ponto de captação de água potável: No próprio ponto há água corrente.13.14 p) DORSO DA BALEIA-LOCAL ENTRE O P9 E P10 Figura 12. Coordenadas retangulares: 7514450 x 701405.13.339.13 o) VALE DAS ANTAS–PONTO 9 Latitude/ Longitude: S22° 27.15 251 .n) MORRO DO DINOSSAURO–LOCAL ENTRE O P8 E P9 Figura 12. Local para pernoite: O ParNaSO recomenda acampar nesta área. Pontos críticos até o próximo ponto: Rumo a Pedra do Sino. Local para pouso de helicóptero: Não Há. existem 3 trechos que se faz necessário uso de corda e emprego de técnica de escalada.

811’.18 252 .13. Altitude: 2.13. Pontos críticos até ao abrigo 4: Trilha em solo rochoso e abismos.17 s) PEDRA DO SINO–PONTO 10 Latitude/ Longitude: S22° 27.16 r) ESCADA NA SUBIDA PARA A PEDRA DO SINO–LOCAL ENTRE O P9 E P10 Figura 12. Local para pouso de helicóptero: Pairado no próprio ponto. Figura 12.263 metros. Coordenadas retangulares: 7514685 x 702631.617’ x W43° 01. Figura 12. Local para pernoite: Probido pelo Parque Nacional da Serra dos Órgãos o pernoite no cume da Pedra do Sino. a montanha mais alta da serra dos Órgãos.13. Ponto de captação de água potável: Não há.q) CAVALINHO .SUBIDA PARA A PEDRA DO SINO–LOCAL ENTRE O P9 E P10 3º local que se fez necessária a fixação de corda para a tropa prosseguir rumo à Pedra do Sino.

Ponto de captação de água potável: Nas adjacências do abrigo 4. Altitude: 2. Pontos críticos até Teresópolis: Trilha irregular e abismos.20 v) ABRIGO 1–LOCAL ENTRE O P11 E P12 Figura 12.19 u) ÁREA PRÓXIMA AO ABRIGO 3–LOCAL ENTRE O P11 E P12 Figura 12. Local para pouso de helicóptero: Nas proximidades do abrigo 4.13.t) ABRIGO 4–PONTO 11 Local para pernoite recomendado pelo ParNaSO e em sua adjacência é possível montar acampamento.131.13.13. Figura 12.21 253 .

Sendo que a equipe de reconhecimento viu estas pessoas no Abrigo 4. Figura 12.13.846. existe uma trilha conhecida por cota 2000. pois horas depois as mesmas foram encontradas e orientadas. e ficou pronto para o novo acionamento que não se fez necessário. Local para pouso de helicóptero: Já se faz possível o socorro através de viaturas salvamento. Coordenadas retangulares: 7516213 x 704374. Ponto de captação de água potável: No próprio ponto existem vários locais de captação de água potável. Local para pernoite: Existem abrigos dentro do próprio parque que necessitam de autorização para pernoitar. foi acionado via tel celular dos desorientados.14 PONTO DE ATENÇÃO Na descida do abrigo 4 para a sede do Parque Nacional da Serra dos Órgãos em Teresópolis. que por fim acionou o quartel da área e o próprio Parque Nacional da Serra dos Órgãos. das mesmas se perderem.x) SAÍDA EM TERESÓPOLIS–PONTO 12 Latitude/ Longitude: S22° 26873’ x W43° 00. um dia antes. 04 pessoas entraram nesta trilha e vieram a se perder. No dia 12 de julho de 2007.22 12. Altitude: 985 metros. 254 . que diminui o tempo de descida em cerca de 50 minutos em relação a trilha original. E o 6º GBM-Friburgo.

Na madrugada do dia 18 de setembro de 2008. Considerando que o CBMERJ tem por função realizar buscas em qualquer tipo de terreno. se não fosse as adversidades da natureza encontradas durante a duração da mesma. realizaram a Travessia partindo de Teresópolis e chegando aos Castelos do Açu em um único dia com mais 44 Cadetes. tendo sua chegada por volta das 12h00min do mesmo dia.12. e foi autorizada a montagem do acampamento. noite. tempo fechado e pouca visibilidade. A equipe executou a instrução debaixo de muito frio. Subcmt da ABMDP II elogiando o desempenho do efetivo presente na operação. e a equipe de instrução comandada pelo Ten Cel BM Magnelli Subcmt da ABMDP II. esta equipe teve por desafio honrar o nome da Corporação. Após atingir o objetivo. pois o risco de se desorientar é iminente. os Cadetes BM do 2º ano do CFO da ABMDP II. tendo sua chegada no destino às 19h10min do mesmo dia. seja qual for a condição climática.15 FEITO MARCANTE DO CBMERJ Nos dias 17 e 18 de setembro do ano de 2008. tendo como Oficiais: Cap BM Fróes (formado na 20ª turma do CSMont). a temperatura chegou a 0º C. condições em que normalmente não é realizada esta travessia. Cap BM Vitoriano e Cap BM Martins Oliveira (possuidores do Curso de Prevenção e Combate a Incêndio Florestal). mas foi tranquilamente suportada. pois todos os integrantes da operação estavam portando materiais próprios para temperaturas negativas. foram proferidas palavras do Ten Cel BM Magnelli. teve início às 04h30min do dia 17 de setembro de 2008. vento. A utilização do receptor GPS e os conhecimentos de orientação topográfica da equipe de instrução foram decisivos para o sucesso da operação. Cap BM Méd Bousquet e como Praça o Cb BM Cunha (formado na 19ª turma do CSMont). além de uma alimentação própria para o esforço que a atividade exigiu. calor ou frio. A marcha em direção aos Castelos do Açu. dia. Às 08h00min do dia 18 de setembro de 2008. foi iniciada a marcha em direção à saída do Parque Nacional da Serra dos Órgãos em Petrópolis. com total sucesso e sem baixas na equipe. chuva. tendo em vista que o cenário real e adverso de Busca e Salvamento em Montanha estava descrito. 255 . Esta travessia seria uma instrução de Busca e Salvamento em Montanha dentro da normalidade.

Figura 12.4 – Desmontagem do acampamento no Açu . e pelo Ten Cel BM Gilberto Mendes .No retorno à ABMDP II.15.15.abrigo 3 -17/09/08.3 Cadetes no Açu 18/09/2008.15. e elogiaram o empenho de todos os Bombeiros Militares empenhados na mesma.Comandante da ABMDP II. Os Oficiais superiores supramencionados demonstraram sua plena satisfação com a qualidade que a instrução foi ministrada. Figura 12.2 – elevador 17/09/08.15. Figura 12.15. 256 .6 – Chegada em Petrópolis 18/09/2008. Figura 12. todo o efetivo empenhado na operação foi recepcionado pelo Sr Cel BM Bento – Diretor Geral de Ensino e Instrução do CBMERJ.15. Figura 12. As fotos abaixo ilustram momentos da travessia Teresópolis – Petrópolis.1.18/09/2008 Figura 12.5 – Saída do Açu em direção a Petrópolis – 18/09/2008.

MÍNIMO IMPACTO – TRANSCRIÇÃO DE TEXTO DO MANUAL DO GRUPO RAPEL E CIA 13. qualquer dúvida consulte os instrutores da atividade. e o conhecimento da sua correta utilização. 13. o compromisso com o bem estar do grupo e o zelo do meio ambiente é primordial para o sucesso nestas empreitadas. Devido ao exposto. saiba como distribuir o peso para evitar esforço desnecessário. 257 . e acidentes ocasionalmente trágicos. b) Escolha a mochila adequada para a sua atividade. c) Tenha sempre lanterna.CAPÍTULO XIII . escolha uma que seja pequena e leve. que protegerão o meio ambiente. Tais problemas podem ser contornados seguindo e ensinando algumas regras simples. caso haja necessidade de barraca. porém resistente e impermeável.2 EQUIPAMENTOS a) Tenha certeza de que dispõe do equipamento apropriado para cada situação. que irão orientá-lo da melhor maneira possível. a ignorância sobre como conviver em harmonia com a natureza. poderá criar problemas ambientais nem sempre facilmente solucionados. o saco de dormir deve ser leve e adequado ao clima. objeto principal deste módulo. causando o menor impacto possível. mesmo na situação de participante. capa de chuva e um estojo de primeiros socorros. surge a necessidade da conscientização e emprego de algumas técnicas básicas para um melhor aproveitamento nas atividades. darão maior prazer e evitarão acidentes. acidentes e agressões à natureza em grande parte são causados por improvisações e uso inadequado de equipamentos. alimento e água. mesmo em atividades de um dia ou poucas horas de duração. agasalho.1 Nas incursões aos ambientes naturais.

é eficiente e não polui. É altamente desagradável encontrar “cacos de vidro” ou papel higiênico. cave uma latrina com 15 centímetros de profundidade e a pelo menos 60 metros de qualquer fonte de água. Se você pode levar uma embalagem cheia para um ambiente natural. talheres e panelas pode ser usada areia do fundo do rio. etc. porém é viável que se queime desde que observadas as normas de segurança. A melhor forma de se caminhar em trilhas é em fila indiana.3 TRILHAS E LOCAIS DE ACAMPAMENTO Mantenha-se nas trilhas já existentes. não queime nem enterre o lixo. que providenciará para que o grupo aguarde o seu retorno. traga-o sempre de volta. e não jogue restos de alimentos na água. se porventura houver a necessidade de sair da fila. o mesmo procedimento se aplica na hora de escovar os dentes e tomar banho. lagos. se possível recolha. rios. c) Caso não haja instalações sanitárias. somente o faça com o conhecimento do instrutor. aonde o mais experiente vai à frente e o cerra fila vai ao final. 258 .13. a transposição de alguns obstáculos também faz parte do desafio. ou seja. O ecologicamente correto seria considerar o papel higiênico como lixo para retorno. não provoque incêndio. O fato de contornar a parte danificada de uma trilha. 13. evitando atalhos e jamais abra trilhas novas mesmo que a trilha principal não ofereça boas condições. pode trazê-la vazia na volta. a degradação se tornará maior no futuro. para isso certifique-se de que está levando sacos plásticos para acondicioná-los.4 HIGIENE E RESPEITO a) Nunca deixe o lixo. caso encontre algum lixo pelo caminho. não use sabão em fontes. as embalagens podem não queimar completamente e animais podem cavar até o lixo e espalhá-lo. trilhas ou locais de acampamento. colha um pouco d’água e lave os seus pertences afastado das fontes e rios. pois estará dando a sua contribuição. b) Para lavar pratos. deixado por alguém.

Também é válido para as mudas de plantas ou flores. 13. um kit de primeiros socorros mais detalhado deve ficar por conta do profissional da área de saúde.6 SAÚDE a) Aprenda como prestar os primeiros socorros e tenha sempre um estojo com os medicamentos necessários. pois podem estar servindo de abrigo para aves ou outros animais. além da transmissão de doenças. b) O salvamento em ambientes naturais é caro e complexo. e) Não mexa em ninhos de espécie nenhuma. Se houver a necessidade de acender uma fogueira. além de correr o risco de um ataque da mãe. e a exaustão propicia acidentes. c) Tenha o pleno conhecimento das suas condições físicas.5 FOGUEIRA Fogueiras matam o solo. que supostamente saberá fazer uso mais aprofundado. f) Observe os animais à distância. porém nem sempre elas suportam a viagem e morrem o que não irá acontecer no seu local de origem. cozinhar com um fogareiro é mais rápido e prático. na situação de participante bastam poucos medicamentos e algum material para curativo. não quebre ou corte galhos de árvores. que ficariam lindas na sala. podendo levar dias e causar grandes danos ao ambiente. a fadiga leva a exaustão. o filhote pode ser rejeitado por estar com o seu cheiro. mesmo que estejam mortas ou tombadas. a proximidade pode ser interpretada como ameaça e provocar um ataque. utilize os conhecimentos necessários para executá-la dentro das normas de segurança. Os fogareiros modernos são leves e fáceis de usar.d) Controle seus instintos de destruidor. 259 . não persiga e não pegue filhotes. e existem casas que as vendem de uma maneira bem mais garantida de progredir. 13. degradam o local e representam uma grande causa de incêndios florestais.

óculos escuros. beba um pouco de água a cada 15 minutos. Tenha a mesma preocupação com a insolação e outros males causados pelo calor intenso e perda de sais. ela pode ocorrer em temperaturas acima de zero. a hipotermia ocorre quando a temperatura do centro do corpo chega abaixo do normal por excesso de exposição ao frio ou umidade. se beber grandes doses de água. Assim. O tratamento se inicia abrigando a vítima do vento e chuva e rapidamente secando-a e aquecendo-a. seu organismo eliminará o que não for necessário a ele.d) Esteja alerta para os sintomas de hipotermia. 260 . seu corpo estará sendo hidratado conforme a necessidade dele. É interessante portar sempre um pequeno agasalho. se vista de forma a permanecer quente e obter proteção do vento e da chuva. de acordo com o local a ser visitado. além da cobertura. previna-se da hipotermia evitando a exposição e a fadiga. protetor solar e repelente. e) Água é vital durante longas caminhadas.

b. e. no pedido de utilização do Parque Nacional do Itatiaia deverão constar todas as atividades a serem realizadas. c. grupos especiais e grupos acima de 20 pessoas 1. O pedido para a realização de atividades de pequeno porte dentro do Parque Nacional do Itatiaia deverá ser feito com antecedência mínima de 20 (vinte) dias à Administração do Parque. 261 . grupos especiais e grupos acima de 20 pessoas que permaneçam por mais de um dia nesta área. os grupos especiais e os grupos acima de 20 pessoas deverão encaminhar seus pedidos diretamente à Administração do Parque. locais e descrição das atividades. Quanto ao pedido de utilização da área do PNI por mais de um dia a. Definir as atribuições e responsabilidades para o uso da área do Planalto do Parque Nacional do Itatiaia por unidades militares. As unidades militares do Exército deverão encaminhar os seus pedidos de utilização do parque por intermédio do Comando da Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN). horários. Defesa Civil e outras instituições definidas pela Administração do Parque. Em qualquer destas situações. definem-se grupos especiais como aqueles integrados por: Polícia Federal. alunos e apoios) no interior do parque seja superior a 20 (vinte) pessoas. As unidades militares que não forem do Exército. LOCAL DE INSTRUÇÃO DO CSMONT E CPCIF (TRANSCRIÇÃO DO CONTEÚDO DO WEBSITE DO PNI A PARTIR DE 2006) Regras para o uso do planalto do Parque Nacional do Itatiaia por unidades militares. que deverá orientá-los quanto ao cumprimento destas regras. Polícia Civil. 2. A antecedência do pedido deverá possibilitar que se cumpram os prazos previstos para entrada junto à Administração do Parque. de forma a possibilitar que a Administração do Parque faça a divulgação desta atividade de maior porte. que deverá orientá-las quanto ao cumprimento destas regras. Para fins de entendimento destas regras. Quanto aos objetivos destas regras a. a antecedência do pedido para a realização de atividades dentro do Parque Nacional do Itatiaia passa a ser de 02 (dois) meses (sessenta dias). Caso o efetivo total empregado (montanhistas.7 REGRAS DE MÍNIMO IMPACTO PARA O USO DO PARQUE NACIONAL DO ITATIAIA.6. b. com os respectivos dias. d. efetivos.

b. de modo a intervir o mínimo possível no ambiente. As atividades de montanhismo e de escalada deverão ser realizadas somente nos dias úteis de semana. a unidade militar.) e de veículos grandes (caminhões. Deve-se evitar realizar atividades nos feriados e no mês de julho. É proibido realizar disparos com arma de fogo (com munição real ou de festim) ou acionar explosivos. o grupo especial ou o grupo acima de 20 pessoas deverá instruir seus subordinados ou integrantes quanto às regras de mínimo impacto ambiental do Ministério do Meio Ambiente (MMA). Deve-se reduzir ao mínimo necessário a utilização de iluminação artificial (elétrica ou lampião) em áreas abertas. d. como por exemplo: não movendo pedras. É proibido o uso da represa do abrigo Rebouças para o banho. somente poderá ocorrer mediante solicitação prévia e autorização da administração do Parque. Quanto ao período de realização de atividades por militares e por grupos especiais a. 4. ambulâncias etc. 5. evitando-se sábados e domingos. Quanto às restrições de atividades a. lacrimogêneos etc. O trânsito de veículos pequenos (jipes. As atividades a serem desenvolvidas deverão estar voltadas prioritariamente para o treinamento das técnicas de montanhismo (marchas e escaladas). Em outros horários. (Fl 2 / 4 das regras para o uso do Parque Nacional do Itatiaia por unidades militares e por grupos especiais) b. artifícios pirotécnicos e agentes químicos (fumígenos.3. e evitando manifestações ruidosas. não removendo a vegetação. c. prática de natação ou atividades congêneres. caminhonetes. b. ônibus etc.) dentro da área do Parque Nacional do Itatiaia.) no trecho posto-três / Abrigo Rebouças deverá ser realizado fora do horário de visitação estabelecido pela administração do Parque. durante as vinte e quatro horas do dia. não pisoteando fora das trilhas. não acendendo fogueiras. nem criando atalhos. não fazendo pixações de qualquer espécie. Quanto às atividades a serem realizadas a. 262 . Antes da realização do exercício.

que se destinará futuramente a camping (tão logo sejam construídos um banheiro com fossa e uma área de coleta de lixo). Deve-se respeitar a capacidade diária de suporte das trilhas e áreas diversas. 6. d. As barracas de alojamento (acampamento) deverão ser montadas na área próxima ao posto-três. O recebimento e a entrega (devolução) do Abrigo Rebouças seguirão as normas específicas estabelecidas pela Administração do Parque.devido à proximidade da fonte d’água . normalmente entre os meses de novembro e fevereiro. f.devido aos locais de ocorrência das atividades de risco) poderão ser montadas na imediações do Abrigo Rebouças. por força da reprodução do melanophriniscus moreirae (sapo “flamenguinho”). sem prejuízo das vagas destinadas aos visitantes. conforme as normas estabelecidas pela Administração do Parque.devido ao peso e necessidade de transporte . g. Somente veículos pequenos poderão permanecer estacionados nas imediações do Abrigo Rebouças.e posto médico . o grupo especial ou o grupo acima de 20 pessoas (e sua instituição) que está realizando o exercício. Caso as instalações de apoio que estejam montadas nas imediações do Abrigo Rebouças tenham que ser utilizadas por mais de uma semana. com o mínimo de dispersão. Algumas instalações de (Fl 3 / 4 das regras para o uso do Parque Nacional do Itatiaia por unidades militares e por grupos especiais) apoio (cozinha . Quanto às obrigações do usuário a.latrinas ou banheiros químicos . A fim de facilitar a supervisão das atividades por parte da Administração do Parque e a coordenação e controle da tropa ou grupamento pelas próprias unidades militares. salvo casos emergenciais. civil ou militar. todas as instalações deverão estar concentradas ao máximo. b. No período de interdição do trecho posto-três / Abrigo Rebouças.e. não é permitido o trânsito de veículos de nenhuma espécie. Deverá ser afixada uma placa ou faixa nas adjacências dos banheiros externos (próximos ao abrigo Rebouças). identificando a unidade militar. Os veículos grandes deverão permanecer no estacionamento próximo ao posto-três. pelos grupos especiais e pelos grupos acima de 20 pessoas.material de escalada .devido à capacidade das fossas . c. somente permanecerão montadas durante os finais de semana aquelas imprescindíveis à 263 .

e. com uma antecedência de três dias. grupos especiais ou grupos acima de 20 pessoas). Devido à natureza arenosa e pedregosa do solo. Quanto ao tratamento dos resíduos de cozinha a.guarda de material. 8. grupos especiais ou grupos acima de 20 pessoas). Nos dias de realização de escaladas ao Pico das Agulhas Negras e às Prateleiras. Todo o lixo produzido. assim como de deslocamentos a outros locais. 7. Este esclarecimento deverá também ser difundido no site de internet do Parque Nacional do Itatiaia. deverá ser obrigatoriamente providenciado o balizamento (com bandeirolas ou outros meios de sinalização visual) dos itinerários nas trilhas a serem percorridas pela tropa ou grupamento. inclusive embalagens e detritos alimentares. nenhum lixo ou excrementos podem ser enterrados na área do Parque. Nesta faixa deverá constar um esclarecimento aos visitantes quanto à interdição daquelas trilhas naqueles dias. acondicionado (embalado) e transportado para fora da área do Parque Nacional do Itatiaia. a cargo dos usuários (unidades militares. f. sob a responsabilidade de sua Administração. Independentemente de onde estiver localizada. grupos especiais ou grupos acima de 20 pessoas). Esta medida evitará o uso de atalhos (o que causaria a abertura de novas trilhas) e / ou o pisoteio fora das trilhas abertas à visitação. a instalação da cozinha deverá contar com um sistema de tratamento de resíduos e da água utilizada na confecção dos alimentos e na limpeza dos utensílios. Quanto ao tratamento do lixo a. pelos usuários (unidades militares. durante e ao término do exercício. uma faixa informativa no quilômetro “zero” da estrada de acesso ao Planalto do Itatiaia (Garganta do Registro). Caso o efetivo seja superior a 20 (vinte) pessoas. 264 . caso o efetivo atinja a capacidade de suporte das trilhas. deverá ser obrigatoriamente coletado. conforme previsto nas normas do Parque. deverá ser providenciada e afixada pelos usuários (unidades militares. providenciada pelos usuários (unidades militares. facilmente revolvido pela ação das chuvas. grupos especiais ou grupos acima de 20 pessoas). equipamentos (inclusive de cozinha) e alojamento de pessoal para operá-las. e ao risco de contaminação do lençol freático.

Os excrementos (fezes e urina) deverão ser feitos obrigatoriamente em banheiros (existentes ou químicos instalados). deverão ser obrigatoriamente instalados banheiros químicos (ou sistema de fossa seca. Caso haja impossibilidade (devido ao tempo ou à distância) de se deslocar a tropa ou grupamento (ou um ou mais de seus integrantes) para próximo destes. Quanto à supervisão das atividades desenvolvidas a. 11. 10. (Fl 4 / 4 das regras para o uso do Parque Nacional do Itatiaia por unidades militares e por grupos especiais) b. grupos especiais ou grupos acima de 20 pessoas). Durante a realização das atividades os banheiros públicos não poderão ter o seu acesso barrado aos visitantes do Parque. as fossas do abrigo Rebouças e dos banheiros externos deverão ser obrigatoriamente esvaziadas pelos usuários (unidades militares. negar ou propor alterações nas atividades previstas que não estejam em conformidade com estas regras ou de unidades militares ou instituições que não as tenham obedecido anteriormente.9. como o modelo SIEsp/AMAN) pelos usuários (unidades militares. c. Caso o efetivo total empregado na atividade seja superior a 20 (vinte) pessoas e a duração das atividades seja superior a três dias. Quanto ao uso dos banheiros e tratamento dos excrementos a. d. limitar. em quantidade compatível com a capacidade de cada banheiro. ao término do exercício. 265 . A supervisão durante a execução das atividades será atribuição exclusiva da Administração do Parque e estará a seu cargo. as necessidades fisiológicas deverão ser feitas em sacos plásticos resistentes e depois transportadas até os banheiros. Cabe à Administração do Parque autorizar. fazendo-o por escrito e dentro do menor prazo possível. Quanto às atribuições da administração do PNI a. Caso o efetivo total empregado na atividade seja superior a 20 (vinte) pessoas. grupos especiais ou grupos acima de 20 pessoas).

CONCLUSÃO O presente manual tem o objetivo de atualizar os conhecimentos dos Bombeiros Militares cursados em Salvamento em Montanha. perfeição e segurança”. Hoje em dia a tecnologia propiciou um aprimoramento na fabricação dos equipamentos deixando–os mais leves e mais resistentes. E a correta aplicação dos procedimentos técnicos utilizados nas operações de Salvamento em Montanha. E nas operações que envolvam risco de vida. continuar zelando pela segurança pessoal e a dos companheiros que estejam empenhados na mesma. Mas apesar de toda elevação da resistência dos mesmos. e utilizar o equipamento dentro das suas condições de trabalho e segurança. PARA FRENTE!!! PARA O ALTO!!! MONTANHA!!! 266 . e das técnicas mostradas neste módulo. O treinamento constante e a especialização do BM são importantes para a absorção do conteúdo didático exposto neste manual. facilitará o trabalho do montanhista e proporcionará um melhor atendimento as vítimas. Visando informar os mesmos sobre a correta utilização dos equipamentos. devemos manter a concentração nas atividades em que estivermos empenhados. e assim cumprir o lema operacional do Salvamento em Montanha. trabalhando sempre com “agilidade.

16) Website do Clube Paranaense de Montanhismo.betarytreinamento.br. Casa das Cordas.gov.trilhas eaventuras. colaborador da Webventure. disponível em www. Kailash.com. Lucky. Black Diamond. 3) Manual do Curso de Salvamento em Alturas do CBMERJ. ano de 1991. 4) Guia de escaladas da Urca e de escalada e trilhas da Floresta da Tijuca.mte.plasmódia. 8) Website da FEMERJ – Federação de Esportes de Montanha do Estado do Rio de Janeiro. 19) Website Trilhas e Aventuras. Black Diamond. 5) Manual do Curso de Salvamento em Altura do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo.br/cpm/história-montanhismo-brasil.br.bio. 2ª edição 1996. Roca. Camp.com.br/site_atila_barros_off. 267 . disponível em www. e Cousin.Snake. 6)Tom Papp. 13) Informativo da Betary treinamento técnico.br. DMM. Cordoaria São Leopoldo. New England.br. 15) Website cordas Plasmódia. disponível em www. disponível em www. 14) Website do Ministério do Trabalho e Emprego do Brasil. Anthron.femerj. Camp. Simond Chamonix.br.cpmorg.org. catálogo Petzl.BIBLIOGRAFIA 1) Manual de Montanhismo do CBMERJ. disponível em www.com. 10) Manual de nós e voltas da Marinha do Brasil.com. 9) Catálogos das empresas fabricantes de cordas Plasmódia. 7) Manual de montanhismo do Grupo Rapel e Cia. 11) Livro Marinharia e Trabalhos em Cabos das Edições Marítimas. disponível em www. Milet. 12) Catálogos Kong Bonait. 18) Manual de técnicas de escalada. 2) Manual de Estágio Manual do Estágio Básico do Combatente de Montanha e arquivos digitais dos Cursos Básico e Avançado de Montanhismo do Exército Brasileiro. 17) Website com texto do escritor Átila Barros. Kong e Trilhas e Rumos. Beal cordas. disponível em www. Escale Melhor e com Mais Segurança. montanha.

org.ibama. 24) Marski montanhismo e escalada. disponível em www. gooutside. 28) Manual de Busca e Salvamento em Cobertura Vegetal de Risco do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo. disposto em www.mundovertical. troca de conhecimentos com profissionais do meio civil e militares de Corporações co–irmãs e Forças Armadas.arnaud.ceteresopolitano.com.br. disponível em www. 26) Website da Empresa Equinox. 38) Instruções práticas do CSAlt do CBMERJ / 1º GBS ano de 2002. disposto em www.com. 2008 e seus respectivos instrutores e monitores. 31) Website go outside. 2005. 27) DVD Terra de Gigantes.gov.com. 33) Revista Fator 2.br.20) Website M.com. nº 31 de maio de 2007. disponível em www. disposto em www.Arnaud.equinox.br/parnaso. 34) Website sua pesquisa.altamontanha. 23) Website mundo vertical. além de intensos treinamentos específicos para a atividade.montanhasdorio. disposto em http://wickpedia. 25) Wickpédia a enciclopédia livre.petzl. 2006.br.org. 36) Portal Alta Montanha. disponível em www.terra. disposto em www. Instrução de atualização de Montanhistas no 1º GSFMA/2007. 21) Website montanhas do rio.suapesquisa. disponível em www. disponível em www. 37) Fotos dos Cursos de Salvamento em Montanha do CBMERJ dos anos de 2004. 29) Website do Parque Nacional da Serra dos Órgãos. 35) Documentário a conquista do Everest. 2005.com.br 32) Website do Centro Excursionista Teresopolitano.parquenacionaldoitatiaia.com. proporcionaram a confecção deste manual. CSMont do CBMERJ / 1º GSFMA dos anos 2004. 30) Figuras Petzl disponíveis em www. 268 .com.com.com. disposto em www.marsk.br.org/index.m. 22) Website do Parque Nacional de Itatiaia.

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