GUIA PRÁTICO PARA DIMENSIONAMENTO HIDRÁULICO DE CANALIZAÇÃOE REDE PREVENTIVA CONTRA INCÊNDIO: Durante a elaboração do Projeto de Segurança Contra

Incêndio e Pânico para qualquer edificação ou estabelecimento, o projetista deve considerar uma série de fatores, dentre os quais podemos ressaltar: a área total construída da edificação (ATC); seu número de pavimentos; sua altura total; sua finalidade e/ou natureza ocupacional; o tipo, o volume e a forma de estocagem dos materiais nela existentes; além de quaisquer outros fatores de risco inerentes a edificação. Toda essa análise tem a finalidade de definir os dispositivos preventivos fixos e móveis contra incêndio e pânico à serem exigidos para a edificação em referência, conforme prevê o COSCIP (Código de Segurança Contra Incêndio e Pânico - Decreto nº 897/76) e sua Legislação complementar para o Estado do Rio de Janeiro. A partir disso, o projetista deve realizar um estudo prévio da arquitetura da edificação, com o intuito de definir a localização exata dos dispositivos, essencialmente, dos dispositivos preventivos fixos contra incêndio. No caso específico da Canalização Preventiva e Rede Preventiva Contra Incêndio, o projetista deverá definir: o percurso da tubulação, os pontos de localização dos hidrantes (inclusive do hidrante de recalque), a locação da Casa de Máquinas de Incêndio (CMI) e, conseqüentemente, das bombas de incêndio. Finalmente, de posse de todos os dados supracitados e definido o esquema isométrico da tubulação de incêndio, o projetista deverá efetuar o dimensionamento hidráulico do sistema preventivo fixo, ordenadamente, na forma em que se segue: A) DEFINIÇÃO DOS PARÂMETROS TÉCNICOS: 1- Dados preliminares: Risco da edificação - de acordo com a Resolução SEDEC nº 109/93 - (pequeno, médio canalização preventiva, médio rede preventiva e grande); material que compõe a tubulação (definição da constante de rugosidade “C”) e número de lances de mangueira por hidrante. 2- Resolução SEDEC nº 124/93 e Anexo II da Resolução SEDEC nº 109/93: Diâmetro mínimo da tubulação (63mm ou 75mm), diâmetro da sucção e do recalque, vazão do sistema (L/min, L/seg, M³/h), vazão no hidrante, pressão útil (mca), número de hidrantes (simples ou duplo), número e tipo de bombas de incêndio, tipo e diâmetro das mangueiras. B) PERDAS NA SUCÇÃO – DEFINIR A ALTURA MANOMÉTRICA DE SUCÇÃO (Hms): O conceito de sucção positiva/ negativa depende da diferença de cota entre o eixo da bomba de incêndio e o nível mínimo do reservatório, seja ele superior ou inferior, considerando a completa utilização da RTI (reserva técnica de incêndio).

Decreto nº 897/76). IV) Definir o comprimento virtual do recalque CVr. 1º Critério: Maior perda estática ou menor ganho estático. Pela Fórmula (utilizaremos a Fórmula de Hazen-Williams. lembrando: CVr (m) = comprimento total da tubulação da saída das bombas ao hidrante mais .Js . recomendada para tubulações com diâmetros superiores a 2” ou 50mm).(considerando o diâmetro do recalque) · Pelo Ábaco correspondente (de acordo com o material que compõe a tubulação).(considerando o diâmetro definido para sucção) · Pelo Ábaco correspondente (de acordo com o material que compõe a tubulação).Jr (mca/m) . válvulas. este valor deve ser considerado no dimensionamento hidráulico.1. Obs: Quando houver dúvida.Sucção Negativa: I) Definir a perda estática na sucção .vide Capítulo IX e Figuras 14 e 15 do Anexo ao COSCIP (Código de Segurança Contra Incêndio e Pânico . recomendada para tubulações com diâmetros superiores a 2” ou 50mm).Pls (mca) = Js x Cvs V) Definir Hms (mca) = Pes + Pls C) PERDAS NO RECALQUE –DEFINIR A ALTURA MANOMÉTRICA DE RECALQUE (Hmr): I) Definir o hidrante mais desfavorável hidraulicamente em relação a(s) bomba(s) de incêndio. lembrando: CVs (m) = comprimento total da tubulação até a entrada das bombas + somatório do comprimento equivalente das peças (curvas. etc) IV) Definir a perda localizada na sucção . 2. II) Definir a perda estática no recalque .Pes (mca) II) Calcular o “J” para sucção . · Pela Fórmula (utilizaremos a Fórmula de Hazen-Williams. como em instalações do tipo castelo d’água . 2º Critério: Para hidrantes nivelados ou com pequeno desnível. registros.Per (mca) III) Calcular o “J” para o recalque .Sucção Positiva: Hms = 0 O bs: Quando o ganho estático na sucção for relevante. verificar qual deles apresenta maior valor para Hmr. verificar qual deles apresenta maior perda localizada no recalque. fig Onde:J Q C D = = = Diâmetro = Fator Vazão Constante de do de total rugosidade trecho perda do do considerado da de carga sistema material tubulação (mca/m) (L/min) (adimensional) (mm) III) Definir o comprimento virtual da sucção .CVs.

vazão no hidrante e o número de mangueiras. . V) Definir a perda localizada no recalque . atender a vazão do sistema e a altura manométrica total calculada. registros. Observação: No intuito de simplificar os cálculos.Pmang. válvulas.de acordo com: fabricante*.Plr (mca) = Jr x Cvr VI) Definir Hmr (mca) = Per + Plr D) CÁLCULO DA ALTURA MANOMÉTRICA TOTAL (Hmt): I) Definir a perda localizada nas mangueiras . F) DEFINIÇÃO DA BOMBA: A bomba adotada deverá. tipo de mangueira exigido. * O CBMERJ exige a instalação de mangueiras que possuam a marca de conformidade da ABNT. (mca) .). etc. deverá fazê-lo constar do memorial de dimensionamento hidráulico do sistema preventivo fixo contra incêndio adotado. Onde: Hmt P = = Altura Potência da bomba total (CV) (mca) manométrica h = Rendimento da bomba (%) – valor definido pelo fabricante. necessariamente.desfavorável + somatório do comprimento equivalente das peças (curvas. Hmt (mca) = Hms + Hmr + Pmang. diâmetro. E) CÁLCULO DA POTÊNCIA DA BOMBA INCÊNDIO: P = 1000 x Hmt x Q 75 x  x 3600. Caso o projetista perceba que o valor da referida grandeza é relevante. + Pútil. o presente guia desconsidera o valor da Altura Manométrica Piezométrica.

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