2010Volume2 CADERNODOALUNO HISTORIA EnsinoFundamentalII 6aserie Gabarito

GABARITO

Caderno do Aluno

História – 6a série/7º ano – Volume 2

SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 1 FORMAÇÃO DAS MONARQUIAS EUROPEIAS MODERNAS

Trabalhando com o dicionário
Páginas 3 - 4

Trabalhando com dicionário. Os dicionários e as enciclopédias são importantes instrumentos de pesquisa para identificação das palavras desconhecidas, possibilitando ainda a ampliação do vocabulário. Nesta atividade, peça aos alunos que registrem o significado dos termos selecionados e a fonte de pesquisa das palavras relacionadas ao tema que estamos estudando. a) A Reconquista dos territórios que hoje correspondem à Península Ibérica, região localizada no Sudoeste da Europa e habitada por povos que os gregos chamavam de Iberos, ocorreu por obra de cristãos ibéricos que ocupavam as terras ao Norte, onde estavam os reinos de Leão, Castela, Navarra e Aragão. Os territórios foram reconquistados dos “mouros”, designação dada ao antigo habitante árabe-berbere do Norte da África, da qual deriva a palavra “mourejar” (trabalhar muito), de onde vem também “mourisco” (estilo artístico muçulmano da Península Ibérica). c) Monarquias Nacionais são regimes políticos baseados no poder do rei, que surgem na Europa com o renascimento comercial e urbano e têm por característica a centralização política e a busca da expansão do poder real por meio do domínio de rotas de comércio e territórios. Tal advento é consequência da crise do feudalismo e integra as transformações que marcam a passagem da Idade Média para a Idade Média européia.

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1. Peça aos alunos que leiam as palavras que destacaram e o significado que encontraram como forma de verificar se realizaram adequadamente a atividade.
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século XV.150. Os alunos deverão identificar dois títulos: (1) A Reconquista da Península Ibérica (1080-1492) e (2) A Península Ibérica Hoje. século XIII. No mapa atual. século XXI. Leitura de Mapas Página 6 . d) A ampliação do domínio cristão e a gradual expulsão dos muçulmanos da Península Ibérica. Sugestão de título: A Reconquista e a formação de Portugal e Espanha.275 aparecem os mesmos reinos cristãos. c) Indica que. No mapa de 1. a) Os alunos deverão registrar que os períodos dos mapas são: 1. 2 . Este exercício é próprio para mostrar aos alunos que a estrutura de um texto é muito importante e. b) Os reinos de Portugal. aparecem os territórios de Portugal e da Espanha. o aluno vai compreender a relação entre o conteúdo e a estrutura do texto. resultando dessa expulsão a formação dos reinos cristãos que darão origem a Portugal e Espanha. “A Península Ibérica Hoje”. por conseguinte. que a ideia central é traduzida por uma frase que apresenta a mensagem que o/s autor/es pretende/m levar a seus leitores. 2. e as ideias secundárias que possibilitam ao leitor dominar o tema central e. A Guerra de Reconquista termina em 1492. último reduto muçulmano na Península Ibérica. além de uma disputa territorial. e neste caso. em especial. 3.GABARITO Caderno do Aluno História – 6a série/7º ano – Volume 2 Como os termos podem variar. Também poderão citar o período de 1080. também havia divergência por causa da religião.150. redigir um título para o texto. Leão e Castela. e os domínios muçulmanos se restringem ao Reino Mouro de Granada. 2. a 1492. a correção coletiva da atividade se faz necessária e é uma boa oportunidade de socializar entre os alunos diferentes termos. século XII.7 1. século XI. Ao destacar as ideias centrais de um texto. cristãos contra muçulmanos. com a tomada de Granada. 1. hoje. Navarra. 3. Os mapas apresentam o processo de expulsão dos muçulmanos da Península Ibérica. Aragão e os domínios muçulmanos no mapa de 1.275.

9 Ajude os alunos a selecionar no livro didático um texto sobre como ocorreu a formação de Portugal. Palavras-chave: Península Ibérica. Castela. 3 . os exércitos do nobre Afonso Henriques. • Os reinos cristãos ocupavam as terras ao Norte: Leão. conquistou terras dos muçulmanos. A unificação de Portugal. centrar-se no que for essencial em termos de informação para compor a síntese. com apoio dos nobres da França. destacar os conceitos.GABARITO Caderno do Aluno História – 6a série/7º ano – Volume 2 Síntese de texto Página 7 . A herança dos árabes em Portugal. era dominada por árabes. seguindo a lógica estruturadora do texto. • O rei de Castela e Leão. Navarra e Aragão. senhor do Condado Portucalense. A Península Ibérica nos séculos VIII a XIII. • No século XII. • A partir do século XI. Para o desenvolvimento do tema Formação de Portugal. Conceitos: Formação e Unificação de Portugal. sintetizar as ideias principais. é muito importante contemplar as seguintes ideias centrais: • • • • • Portugal no fim da Idade Média. A Reconquista da Península Ibérica. • • • • listar as ideias centrais e as palavras-chave do texto. Afonso VI. Navarra e Aragão. Sugestão de uma síntese de texto: A formação de Portugal • Grande parte da Península Ibérica. É preciso orientá-los para: • registrar as referências bibliográficas do livro que contém o texto escolhido. mouros. Castela. no século VIII. Leão. reinos cristãos. conquistaram Lisboa (1147). árabes. os cristãos ibéricos começaram a lutas de Reconquista.

laranja. mas podemos destacar também: azeite. xadrez. A expressão “Reconquista” é utilizada para indicar a retomada das terras que eram dos cristãos e passaram a ser dominadas pelos árabes. garrafa. está presente na História escrita pelos vencedores. álcool. algarismo. peça a eles para anotar as palavras e fazer desenhos ou colar imagens para ilustrá-las. tapete. alfaiate. azulejo. É muito interessante explicar que os muçulmanos chamaram a sua luta de “Guerra Santa”. Página 10 . 4. aldeia. 5. 4 . As palavras do português que têm origem árabe geralmente são identificadas com o prefixo “al”. alicate. Alternativa c. almoxarifado. Alternativa e. abóbora. oxalá. Alternativa e. Para enriquecer a pesquisa.GABARITO Caderno do Aluno História – 6a série/7º ano – Volume 2 • Em 1179 Portugal foi reconhecido pelo papa como monarquia independente. a partir do século VIII. entre outras. enciclopédias. almofada. 2. alface. Peça aos os alunos que pesquisem em dicionários. algodão. arroz. sites de busca e no livro didático palavras da língua portuguesa que têm origem árabe. por exemplo: alfinete. 3.12 1. javali. Em geral.

que enfatizavam a tradição medieval. daí o nome Absolutismo. Ambas as teorias. Alguns regimes absolutistas persistiram na Europa até o século XX. que se inspirava. O soberano devia ter poder absoluto e inconteste. Teóricos. haveria leis universais que deveriam governar os Estados em suas relações com os súditos e com os outros Estados. o poder absoluto era uma novidade e representava a forma de Estado que subsistirá até o limiar da época contemporânea. contudo. A segunda escola fundava suas considerações no direito divino dos reis. consideravam que o poder deveria estar na mão de um único senhor. com a Revolução Russa. no antigo ius gentium dos antigos latinos. 5 . 2. pondo fim ao poder absoluto. mas o grande paradigma da mudança foi a Revolução Francesa. O Absolutismo pode ser considerado como a forma de poder característica do Estado Moderno. com a Revolução Gloriosa (1688). quando serão instituídos regimes parlamentares. como eram chamados. Segundo os jusnaturalistas. uma autocracia. Entre eles destacaram-se Thomas Hobbes e Jacques Bossuet. cujo predomínio só foi abolido em 1917. de 1789. uma teoria de origem medieval. Se na Idade Média a influência real era limitada e os nobres e o clero detinham parcela considerável de força. como foi o caso da Rússia Czarista. o período moderno viu a consolidação do poder absoluto do rei. O primeiro a sair do poder absoluto para a forma contemporânea de Estado.GABARITO Caderno do Aluno História – 6a série/7º ano – Volume 2 SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 2 OS FUNDAMENTOS TEÓRICOS DO ABSOLUTISMO E AS PRÁTICAS DAS MONARQUIAS ABSOLUTISTAS Página 13 1. foi a Inglaterra. de alguma maneira. O ocaso do Absolutismo variou de país a país. Mesmo no caso dos pensadores católicos. São os pensadores do Absolutismo que tentaram resolver questões relativas à centralização política por meio de teorias que demonstrassem o bom funcionamento da sociedade. fundada na representação parlamentar. que considerava os reis como ungidos por Deus. Uma primeira escola procurou explicar o poder por meio do Direito Natural.

os alunos vão trabalhar as biografias de dois dos principais teóricos do Absolutismo: Jacques Bossuet e Thomas Hobbes. principais atividades e formação (onde estudou e como foi a sua vida de estudante). com as informações recolhidas e um retrato ou pintura da pessoa que está sendo pesquisada. organizar o cronograma e encaminhar o roteiro da pesquisa biográfica dos teóricos que trataram do poder absoluto.GABARITO Caderno do Aluno História – 6a série/7º ano – Volume 2   Página 13 . do contexto religioso etc. lugar em que viveu. Será muito importante trabalhar os principais conceitos para a análise do tema. teorias que defendia. pois tal forma de estudo pode ser um interessante instrumento para a compreensão do contexto sócio-histórico de produção dos autores por meio da compreensão: • da sua inserção em um segmento social específico. curiosidades sobre cada um. Nessa perspectiva.15 Nesta atividade. • • • principais obras. do contexto familiar. selecionar os grupos. organizando fichas em papel-cartão. solicite a apresentação dos dados pesquisados em uma roda de discussão sobre as 6 . parte integrante da complexidade constitutiva de uma época. Agora. Podem-se solicitar alguns pontos comuns para a organização dos dados biográficos. vamos discutir com os alunos que tipo de informação biográfica pode contribuir para a contextualização de um autor e da sua obra. contexto político e religioso da época. papel sulfite ou papel-jornal. Ao finalizar a atividade. é preciso orientar os grupos de alunos para iniciar as leituras e pesquisas em enciclopédias. • • • das influências em sua formação. no livro didático e em sites especializados sobre o tema. como: • • • • ano de nascimento e de falecimento.

GABARITO Caderno do Aluno História – 6a série/7º ano – Volume 2 teorias defendidas por esses pensadores e encaminhe perguntas para os diferentes grupos. que garantisse a segurança de todos os súditos. os seres humanos. 7 . para o bem de todos. de modo que haja participação de todos os seus alunos. portanto. O fundamento do poder não estaria na tradição. Segundo a teoria de Hobbes. dois eram os impulsos humanos: o medo da morte e o desejo de poder. Grande conhecedor do grego e do latim. O autor do documento é Jacques Bossuet. mas na conveniência de se ter um soberano absoluto. com insegurança e falta de perspectivas. propensos à violência. o autocrata poderia ser um rei. Trabalhando com texto e imagem Página 16 . Também os governantes romanos e depois os reis medievais exerciam o poder por graça de Deus. Davi e Salomão. Sendo assim. portanto. seriam levados mais a comportamentos contrários à vida em sociedade. proveniente de ambientes protestantes. Bossuet estudou com os jesuítas e buscou na tradição o fundamento do poder absoluto dos reis. trazendo segurança para todos. das justificativas fundadas na tradição. deixados à mercê das próprias paixões. Deixados livres. pode ser considerado como a solução católica para os dilemas da época. Sugestão: O poder do rei absolutista. só poderia ser a formulação de um contrato social que deixasse a autoridade em uma única pessoa. A solução. que seriam favorecidas pelos teóricos católicos. bispo francês que era o professor do filho de Luís XIV. portanto. rebelar-se contra o poder do rei significava revoltar-se contra Deus. O soberano absoluto teria a força para aplacar os egoísmos individuais e coletivos e estabeleceria a paz. • O grande teórico do jusnaturalismo foi Thomas Hobbes (1588-1679). Para Hobbes.17 1. mas poderia ser também um governante escolhido para governar – um ditador. portanto. à brutalidade e mesmo à misantropia ou ao egoísmo. bispo francês. que remontaria ao período dos antigos soberanos de Israel ungidos por Deus. 2. • Jacques Bossuet (1627-1704). Dessa forma. guiar e proteger a sociedade. desvencilhava-se. os homens viveriam em guerra permanente e. Essa visão. A monarquia absolutista de direito divino devia.

estimulando-os a verem esse material como fonte de pesquisa permanente. representa o poder político. justificava a origem do poder do rei com base na teoria do direito divino dos reis. a corte e os súditos. segundo a qual o rei recebia o poder de Deus e. a) A pintura. de 1701. pelo uso da razão e da ciência nas ações de governo. que representa proteção e pureza. por exemplo. era seu representante na Terra.GABARITO Caderno do Aluno História – 6a série/7º ano – Volume 2 3. Diga-lhes também para que façam registros autorais. símbolo da monarquia francesa. que revela o lugar da autoridade do rei. em especial. as práticas absolutistas passam por modificações caracterizadas. o manto de pele de arminho. segundo a teoria do direito divino. a teoria justificava as perseguições religiosas a quem se opunha à religião do monarca. bordado com flores-de-lis. O rei era considerado. pois. chama atenção por seus detalhes. Alternativa c. assim como o Sol. Página 18 1. em sua mão. símbolo da realeza. 3. As respostas devem justificar o poder dos reis. A afirmação do rei “O Estado Sou eu” revela um sistema político centralizado. Peça aos alunos para pesquisar em seu próprio livro didático. ele irradiava luz (e poder) a todos os que estavam à sua volta: a nação. c) O rei da França Luís XIV é considerado por muitos estudiosos como o representante máximo do Absolutismo. o representante de Deus na Terra. que retrata o rei Luís XIV com trajes de sua coroação. importante teórico do Absolutismo. 4. A partir dos séculos XVII e XVIII. do lado esquerdo. estava acima da sociedade e da Igreja. como. Alternativa e. a religião do rei era a dos seus súditos. então. 5. razão pela qual ficou conhecido como o Rei-Sol. a coroa. e o trono. o rei. 8 . o cetro. portanto. que demonstra que o poder do rei estava acima da Igreja e da sociedade. Jacques Bossuet. evitando a simples cópia. b) O rei Luís XIV adotou o Sol como símbolo de seu poder. 2.

rompeu com Roma e fundou as bases do Protestantismo: leitura da Bíblia. Outros pregadores inspiraram-se em Lutero e criaram igrejas reformadas nos mais diversos lugares da Europa. na língua do povo e não em latim. em 1517.GABARITO Caderno do Aluno História – 6a série/7º ano – Volume 2 SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 3 A REFORMA E A CONTRARREFORMA Página 20 1. Reformar significa modificar.” A frase faz menção à teoria do direito divino dos reis. Essa revolução foi combatida pela Igreja. 9 . interpretação direta das Escrituras. Seguiu-se uma verdadeira guerra entre protestantes e católicos. Estimule os alunos a buscar o significado da palavra no dicionário. alfabetização dos fiéis. a Igreja convocou o Concílio de Trento (1545-1563). Os cardeais foram encarregados pelo papa Paulo III (1534-1549) de discutir os rumos da Igreja e tratar de questões que iam das indulgências à perda de fiéis para a Reforma. As próprias igrejas despojaram-se das imagens de santos. Contrarreforma.“Sem um Estado forte. 3. O principal movimento reformista começou no interior da própria Igreja. A Igreja Católica reagiu à Reforma com a Contrarreforma. Reforma. como havia sido o romano. 2. No entanto. adaptar. a Igreja passou a ser referência universal. o movimento ganhou o apoio de alguns grupos. a começar pela excomunhão dos hereges. sem confissão nem comunhão. fim do sacerdócio e introdução de pastores com estrutura hierárquica fraca. Os cardeais reafirmaram os principais dogmas questionados pelos protestantes: a salvação por ações e fé (não apenas fé. propôs que a venda de indulgências fosse discutida. O serviço religioso livrou-se de todo aparato. que viram na nova denominação religiosa uma maneira de livrar-se do poder do clero. de início com os meios tradicionais. O monge Martinho Lutero. Depois. A adesão dos poderosos facilitou a difusão da nova ordem. alterar. com a conversão à força dos católicos. pois se considerava o culto aos santos algo supersticioso e contrário ao Monoteísmo. Diante dos avanços do Protestantismo em diversos reinos europeus.

22 a) Indulgência. o culto aos santos e as procissões. as funções superiores (bispados) passaram a submeter-se menos aos ditames dos poderosos locais e. encomendou-se a elaboração de um Catecismo. É considerado o precursor da Reforma na Europa. no geral. com base em uma lista de livros de leitura proibida para os católicos. e sua suspensão pela Igreja só ocorreu em 1966. c) Martinho Lutero. foi criado como uma das medidas do Concílio de Trento (1545-1563). Páginas 21. que incluía obras inteiras ou algumas cujas páginas deveriam ser retiradas. Predestinação é um conceito teológico que gerou inúmeras controvérsias. Na ocasião. A organização da Igreja foi revista. aos 62 anos. a predestinação significa que Deus tudo sabe e prevê e que alguns estão predestinados à salvação e 10 . ou Index ("Índice dos Livros Proibidos" ou "Lista dos Livros Proibidos"). Em 1517 afixou na Catedral de Wittenberg uma carta com 95 teses criticando a venda de indulgências pela Igreja. Faleceu em 1546. b) Index. refugiou-se no castelo de Frederico da Saxônia. onde iniciou a tradução da Bíblia do latim para o alemão. o papa. Nascido na Alemanha em 1483. O Index Librorum Prohibitorum. no dia 18 de fevereiro. foi excomungado pelo papa Leão X e expulso da Igreja Católica. em particular na História do Cristianismo. d) Predestinação. Entre as novidades. ao questionar discussões sobre a venda de indulgências e alguns dogmas da Igreja Católica. tornou-se monge da ordem agostiniana e em 1507 foi ordenado padre. Em geral. mediante a compra da indulgência.GABARITO Caderno do Aluno História – 6a série/7º ano – Volume 2 como queriam os reformistas). que consolidava os ensinamentos tradicionais da Igreja. concedido aos cristãos pela autoridade máxima da Igreja Católica. quatro séculos depois. E as ordens religiosas tornaram-se importantes instrumentos para a consolidação da reação católica. É o perdão dos pecados cometidos na vida terrena. Então. em especial a Companhia de Jesus (Jesuítas). houve uma centralização do poder da Cúria Romana. a veneração da Virgem Maria. a transubstanciação do corpo e do sangue na hóstia. Aprimorou-se a formação do baixo clero.

cidade italiana. 1. escrevam um título.2 Rompeu com Roma depois de ser excomungado e fundou as bases do Protestantismo. A palavra concílio significa reunião. 1.GABARITO Caderno do Aluno História – 6a série/7º ano – Volume 2 outros à perdição. Para facilitar. Resumo hierarquizado Páginas 23 . de 1545 a 1563. Foram tomadas medidas contra a corrupção na Igreja Católica e introduziram-se o Catecismo (1568). e) Concílio de Trento.1 Em 1517 propôs a discussão sobre as vendas de indulgências. Ante o avanço do Protestantismo. com base nas informações históricas sobre a Reforma e a Contrarreforma. o Missal Tridentino (1570) e uma edição revisada da Bíblia em latim (Vulgata Clementina. como o Calvinismo. Martinho Lutero.24 Nesta atividade o objetivo é levar o aluno a elaborar uma síntese do texto sobre a Reforma. Constitui parte importante de movimentos reformistas. O combate ao Protestantismo foi muito fortalecido pelo Concílio de Trento. para rever as doutrinas e práticas. na Alemanha. Concílio. Peça aos alunos que observem a imagem e. Sugestão: Lutero e as 95 Teses. palavra que faz referência à reunião de autoridades católicas sob a presidência do papa. tendo como modelo a estrutura de um resumo hierarquizado. conselho. a Igreja Católica convocou um concílio em Trento. de modo a fazer frente aos movimentos reformistas. em que se discutem assuntos relacionados à doutrina da Igreja. assembléia. 11 . retome com os alunos as etapas para a montagem de um resumo hierarquizado: 1. de 1592). neste caso de autoridades católicas presidida pelo papa. Leitura e Análise de imagem Página 22 A imagem apresenta Lutero afixando as 95 Teses na porta da Catedral de Wittenberg.

2. O Concílio de Trento. Elaboração de um catecismo. Os conflitos entre católicos e protestantes.2. 3. buscou mostrar o fim da corrupção na Igreja Católica e procurou afirmar que o princípio da salvação pela fé e pelas boas obras garantia a continuidade das doações de seus fiéis. 2. 4.3. Criação da Companhia de Jesus. 3. 12 . 4. 3. Reafirmação dos dogmas da Igreja Católica. Tomando por base os estudos realizados neste bimestre. Alternativa e. 2. 4. Alternativa b. 4. 2. Batalhas entre católicos e huguenotes. o aluno deve apresentar como crítica o abandono dos ideais dos primeiros cristãos.5. Página 26 .2 Fim do sacerdócio. Henrique IV (1589-1610) converteu-se ao Catolicismo.1. A Contrarreforma. Página 26 1.3. mas permitiu a liberdade religiosa aos protestantes pelo Édito de Nantes.3 Não utilizar o latim. Convocação do Concílio de Trento (1545-1563). 2. 2. Alternativa a. 3. 3. 3. Massacre de São Bartolomeu (24 de agosto de 1572). tais como a valorização da humildade. 3. Reação da Igreja Católica contra o avanço do Protestantismo. As propostas do Protestantismo. acabar com a confissão e a comunhão em seus cultos. na prática da caridade e na boa conduta moral.27 1. a crença na igualdade entre todos.GABARITO Caderno do Aluno História – 6a série/7º ano – Volume 2 2.4.1 Alfabetização dos fiéis para a leitura da Bíblia.1. 1545-1563. ao impedir a venda de indulgências.

3. convés. e suas funções eram as de. amarras.GABARITO Caderno do Aluno História – 6a série/7º ano – Volume 2 SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 4 EXPANSÃO MARÍTIMA NOS SÉCULOS XV E XVI Páginas 27 . a aliança entre o rei e a burguesia. em razão do tempo. barbeiro. por exemplo. conte aos alunos que cada tripulante tinha direito a uma cota mensal de alimentos.29 Esta pesquisa tem como objetivo buscar informações sobre o cotidiano a bordo das naus durante as viagens marítimas. piloto. capitão-mor. levadas na viagem. vela latina grande. 13 . e para melhorar seu sabor misturava-se vinho. timoneiro. guarda. e apenas ao capitão e aos comandantes era permitido consumir ovelhas e galinhas. âncora. Sugestão de título: A Europa Ocidental e a Expansão Marítima. leme. que desempenhavam uma série de atividades. cabos. capitão. As caravelas passaram por várias mudanças ao longo do tempo e. ficava com um gosto horrível e um cheiro fétido. Como curiosidade. verga.28 2. Entre os fatores fundamentais que podem ser considerados desencadeadores da Expansão Marítima ocorrida nos séculos XV e XVI podemos destacar: a formação das Monarquias Nacionais. mastro da mezena e vela latina. Páginas 28 . marujos. proa. usualmente. a política econômica dos Estados Modernos. possuíam a seguinte estrutura: quilha. A tripulação das embarcações era formada por várias pessoas de diferentes origens sociais. amurada. segundo os temas pesquisados. que podem ser apresentadas em tópicos. em geral. por exemplo. mastro grande. popa. A água doce era armazenada em tonéis e. o mercantilismo e a centralização política promovida pelo Estado Nacional. casco. tolda.

Com dois a quatro mastros. era usado para tomar a altura dos astros. Ao se colocarem os componentes móveis em determinada data. • O sextante é um instrumento náutico usado para medir a abertura angular entre a 14 vertical de um astro e o horizonte para fins de posicionamento do navio no globo. Originalmente uma invenção chinesa. • A caravela foi o tipo de embarcação que permitiu as grandes viagens oceânicas da época moderna. a posição dos astros estará representada. mas conseguiu seguir viagens por todo o mundo e cruzar águas profundas. • O quadrante. para aumentar a sua precisão. cartógrafo. utilizado para medir a altura em graus que une o horizonte ao astro e. era pequena para os padrões modernos. com cerca de 30 metros de comprimento. tomando-se por base a altura da Estrela Polar ou de um astro qualquer ao cruzar o meridiano do lugar. em geral garotos que eram responsáveis pela limpeza do convés. Desenvolvida pelos portugueses. • A balestilha é um instrumento para navegação náutica. O quadrante permitia determinar a latitude entre o ponto de partida e o lugar onde estava o barco. por meio da medida da altitude do Sol ao meio-dia e da altitude meridiana de uma estrela cuja trajetória seja conhecida. dessa forma. ferreiros. .34 1. religiosos. pajens e grumetes. ao ampliar o número de divisões de 24 para 36. fundamental para a expansão marítima moderna. por içar as velas e cuidar da organização das cordas. Permitia viagens marítimas em alto-mar. carpinteiros. determinar os pontos cardeais. veleiro. entre outras funções. com graus de 0 a 90. Exercícios Página 30 . O astrolábio marítimo servia para determinar a latitude de um barco no mar. de 1460.GABARITO Caderno do Aluno História – 6a série/7º ano – Volume 2 comerciantes. foi aperfeiçoada pelos portugueses para o uso em navegação. • O astrolábio é um antigo instrumento astronômico utilizado para localizar o Sol e as estrelas no céu. era uma embarcação que pesava entre 50 e 100 toneladas. um instrumento náutico antigo. • A bússola é o instrumento que define a direção dos pontos cardeais e a sua agulha sempre indica o polo magnético do Hemisfério Norte. Era um quarto de círculo.

como também a obtenção de novas riquezas. buscando uma nova rota de comércio para as Índias. 3. Como conseqüência das Grandes Navegações eles deverão apontar a descoberta de novos territórios e a ampliação da noção geográfica de mundo. • A vela latina era uma vela triangular ou quadrangular. formado por um espelho móvel e um espelho fixo. o navegador português Bartolomeu Dias conseguiu dobrar o Cabo das Tormentas. • Pedro Álvares Cabral. Navegador genovês que embarcou no Porto de Palos. A inclinação da vela latina permitia navegar contra o vento. Capitão-mor da expedição marítima portuguesa que partiu no dia 9 de março de 1500 da Praia do Restelo. Em 1498. o aumento dos domínios reais. efetivar novas ocupações e ampliar os negócios com o Oriente. aperfeiçoado e utilizado pelos portugueses desde o século XIII. Novamente sugerimos que os alunos sejam estimulados a pesquisar em seu livro didático. Afastou-se da rota de Vasco da Gama. descobriu um novo cominho para as Índias. permite fazer coincidir as imagens do horizonte visual e do objeto observado. a descoberta de novos povos. contornando o continente africano. • Vasco da Gama. 15 . com um dos lados preso em mastro e que trabalha no sentido proa-popa. em 22 de abril de 1500. • Bartolomeu Dias. em Lisboa. O sextante marítimo permite realizar medições angulares com exatidão. direcionando-se para o Sudoeste e chegando ao litoral de Porto Seguro. • Cristóvão Colombo. na Espanha.GABARITO Caderno do Aluno História – 6a série/7º ano – Volume 2 Um sistema de dupla reflexão. Em 1487/1488. às margens do Rio Tejo. que depois recebeu o nome de Cabo da Boa Esperança. Anteriores às longitudes e latitudes. • O portulano é um antigo sistema de localização de portos (daí o nome “portulano”) em uma representação gráfica ou figurada. a 3 de agosto de 1492. os portulanos permitiam a navegação apenas com o uso de bússolas e foram importantes para as viagens costeiras. Vasco da Gama. o que foi fundamental para as grandes navegações oceânicas. em uma frota composta de treze embarcações que tinha como objetivos fundar feitorias. 2. desconhecidos para os europeus.

e que também se pode colorir o balão. Mostre ainda que existem diversos tipos de balões. o tempo. Se for necessário. Saliente aos alunos a importância da criação das falas dos personagens nos chamados “balões”. é necessário identificar alguns elementos com a moldura da história chamada de quadro. figura de linguagem conhecida como metáfora. o do sussurro. e retorna para a Espanha acreditando ter descoberto um novo caminho para as Índias. que deverá ser utilizado para a produção de uma história em quadrinhos.35 Peça aos alunos que inicialmente se reúnam em duplas para escolher um tema sobre a Expansão Marítima. o da fala. Existe ainda o recurso de representação dos sons. É preciso fazê-los notar que as histórias em quadrinhos têm como elementos principais os personagens. por exemplo. onde aportou em uma ilha das Antilhas. como. Página 34 . Será importante que os alunos levem para a sala de aula revistas de histórias em quadrinhos. No dia 12 de outubro de 1492 chega a um novo continente. como. eles formam uma história sequencial. nas histórias em quadrinhos as metáforas são visuais e indicam um sentimento ou acontecimento. que podem ser desenhadas em oito a dez quadrinhos. dando a essa frase um sentido figurado. para analisar a estrutura das mesmas. Cada quadrinho corresponde a uma cena e. por exemplo.GABARITO Caderno do Aluno História – 6a série/7º ano – Volume 2 navegando a oeste. chamada pelos nativos de Guanaani. sugira que organizem um rascunho da história em quadrinhos baseado na escolha do tema. o espaço e a ação e. em geral. elas são organizadas. leve uma revista em quadrinhos para classe e mostre a sequência como. e destes um dos mais comuns é o de barulho de alguma coisa batendo: blan. Em geral. e que acreditava que chegaria ao Oriente. É muito importante nesta atividade de aprendizagem delimitar o número de cenas. em seu conjunto. o coração que salta da boca de um marinheiro que vai avisar ter visto sinais de “terra à 16 . Outro recurso utilizado nas histórias em quadrinhos é o de transportar para um objeto o sentido de uma palavra ou frase. o do grito e o do pensamento. para isso. Para facilitar a estrutura narrativa do texto.

por exemplo. Teve sempre muitos usos medicinais. Não se esqueça de solicitar aos alunos para desenharem representações características para compor as cenas como nuvens. 17 .38 • Nos séculos XV e XVI. a pimenta-do-reino era utilizada. Viajantes árabes vendiam cravo na Europa. Finalize a atividade com uma apresentação das histórias em quadrinhos. na Ásia. dando sugestões e elogiando as iniciativas tomadas pelos grupos. além de alimentares. aves. estrelas. matas. • O cravo é usado como tempero desde a Antiguidade. por exemplo. era muito usada por causa de seu aroma perfumado. antes que os mesmos sejam passados para as folhas de sulfite. para prevenir o mau hálito. No período moderno. difundida no mundo todo a partir da época moderna. e o botão de sua flor será era usado na China. Em um segundo momento. oriente o trabalho das duplas para seleção de cenas. papel canson. diálogos. criação dos personagens e finalização da história em quadrinhos. • A canela. desde os tempos do Império Romano. água. papel-jornal ou papel-cartão. que. não só como condimento para doces. graças às grandes navegações. serviu para curar muitas doenças. mas também como medicamento. especialmente em doces. casca seca de uma árvore do Sul da Índia. para disfarçar o gosto da carne e melhorar seu sabor. sol. principalmente. montes e embarcações. Seu alto teor de cálcio contribuiu para sua fama de planta rejuvenescedora. Uma técnica muito eficaz para a organização dos personagens que poderão compor as cenas é – como. poderão ser expostas no mural da classe ou da escola. • O gengibre é uma planta asiática. tanto na cozinha como na cura de doenças. após avaliação. Página 37 . Verifique os rascunhos dos alunos. como. uma viagem buscando uma nova rota de comércio –utilizar as diversas situações em que eles estão envolvidos tiradas de recortes prontos que ajudarão a formar as diferentes cenas da história. • O cominho é uma planta cujas sementes são usadas em grãos como especiaria. na Europa e no continente americano.GABARITO Caderno do Aluno História – 6a série/7º ano – Volume 2 vista”.

GABARITO Caderno do Aluno História – 6a série/7º ano – Volume 2 • O açafrão é uma especiaria com aplicações medicinais. de onde parece derivar o nome (que significaria “amarelado”). por isso o nome “Tenebroso”. da Pérsia ao mundo árabe.40 1. mas não possuíam tecnologia suficiente para sair para o mar aberto. Inicialmente. não sabiam o que haveria mais além do Oceano Atlântico. foi muito usado na culinária oriental. como monstros marinhos. que significa “coberto de trevas. obscuro e desconhecido”. Páginas 38 . Os europeus já navegavam em mares internos. e como a maioria das especiarias é usada desde a Antiguidade. e então muitas lendas e seres fantásticos povoavam o imaginário a respeito do Oceano Atlântico. como o Mediterrâneo. Alternativa b. 2. ímãs que puxavam as embarcações para o fundo e precipícios. 4. 3. Assim. poucos navegadores voltavam das viagens. De cor amarela. Alternativa d. 18 . Alternativa a.

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