Apostila de Cálculo I

1









Apostila de Cálculo I

2

Limites

Diz-se que uma variável x tende a um número real a se a diferença em
módulo de x-a tende a zero. ( a x ≠ ). Escreve-se: a x → ( x tende a a).
Exemplo : Se . 1,2,3,4,.. N ,
N
1
x · · quando N aumenta, x diminui, tendendo a zero.

Definição:
f(x)
lim
a x→
é igual a L se e somente se, dado 0 ε e a x 〉 → , existe 0 δ 〉 tal que se
ε a - x 0 〈 〈 então δ L - (x) f 〈 .

Propriedades:
constante) C ( C C 1.
lim
a x
· ·


[ ] (x) g (x) f (x) g (x) f 2.
lim lim lim
a x a x a x → → →
t · t
[ ] (x) g . (x) f (x) g . (x) f . 3
lim lim lim
a x a x a x → → →
·
[ ]
n
a x
n
a x
(x) f (x) f 4.
lim lim
1
]
1

¸

·
→ →

(x) g
(x) f

(x) g
(x) f
5.
lim
lim
lim
a x
a x
a x



·
1
]
1

¸

n
a x
n
a x
(x) f (x) f . 6
lim lim
→ →
·
Apostila de Cálculo I

3
Constante C ,
lim
C C . 7
(x) f
(x) f
a x
a x
lim
· ·



(x) f log (x) f log . 8
lim lim
a x
b b
a x → →
·
polinomial função uma é (x) P onde (a) P (x) P . 9
lim
a x
·


L (x) h então , (x) g L (x) f e a x , (x) g (x) h (x) f Quando . 10
lim lim lim
a x a x a x
· · · → ∀ ≤ ≤
→ → →


Exemplos:
1) ( ) 10 4 2 3. 4 3x
lim
2 x
· + · +


2) ado indetermin
0
0
2 2
4 2
2
4 x

2 2
2 x
lim
·


·


→ x


( )( )
( ) 4 2 x
2 x
2 x 2 x

2
4 x

lim lim lim
2 x 2 x
2
2 x
· + ·

− +
·


→ → → x


3)
( )
ado indetermin
0
0
0
2 2
0
2 2 0
x
2 - 2 x

lim
0 x
·

·
− +
·
+


( ) ( ) ( ) ( ) ( )
( ) ( ) ( ) ( )
( ) ( )
4
2
2 2
1
2 2
1
2 2 x
1

2 2 x x.
2 2

2 2 x x.
2 2 x . 2 - 2 x

x
2 - 2 x

lim
lim lim lim
0 x
0 x 0 x 0 x
· ·
+
·
+ +
·
+ +
− +
·

,
_

¸
¸
+ +
+ + +
·
+

→ → →
x


Apostila de Cálculo I

4
Exercícios :
1) Calcular os limites:
a)
3
4 x

2
1 x
lim
+
+
→ x

b)
3
2
2 x x 1
x 2x - 8

lim

+


c)
2
8 x

3
2 x
lim


→ x

d)
( )
x
x - 4 - 2

lim
0 x→

e)
2 y
8 y

3
2 x
lim
+
+
− →

f)
2 - 2x
2 3

2
1 x
lim
+ −

x x

g)
6 - x - 2x
10 3

2
2
2 x
lim
− +

x x

h)
5 - x
2 3

lim
5 x
− −

x

i)
3 x -
2

2 3
1 x
lim
+

− →
x x

j)
x - 4
7

3
2 x
lim
x x − −


l)
3 - x
27

3
3 x
lim


x

m) ( ) 2 7 3x
2
3 x
lim
+ −

x
n) ( ) ( ) [ ]
1 3
1 x
2 . 4 x
lim

− →
+ + x
o)
2 t
6 5t t

2
2 x
lim
+
+ +


p)
2 t
6 5t t

2
2 x
lim

+ −




Apostila de Cálculo I

5
3
x
3
1
-1

y
Limites Laterais
Suponha que, quando x tende a a pela esquerda, isto é, por valores
menores que a, f (x) tende ao número
1
L . Este fato é indicado por:

1
a x
L (x) f
lim
-
·


Suponha que, quando x tende a a pela direita, isto é, por valores maiores
que a, f (x) tende ao número
2
L . Este fato é indicado por:

2
a x
L (x) f
lim
·
+


Os números
1
L e
2
L são chamados, respectivamente, de limite à esquerda de
f em a e limite à direita de f em a e referidos como limites laterais de f em a .
Exercícios :
1) Seja a função definida pelo gráfico abaixo. Intuitivamente, encontre se existir:












a) (x)
lim
-
3 x
f

b) (x)
lim
3 x
f
+

c) (x)
lim
3 x
f

d) (x)
lim
x
f
∞ →
e) (x)
lim
x
f
−∞ →
f) (x)
lim
4 x
f



Apostila de Cálculo I

6
1
x
y
0,5

2) Seja a função definida pelo gráfico abaixo. Intuitivamente, encontre se existir:












a) (x)
lim
1 x
f
+

b) (x)
lim
1 x
f


c) (x)
lim
1 x
f

d) (x)
lim
x
f
∞ →
e) (x)
lim
x
f
−∞ →
.

3) Dada a função 3 1 ) ( − + · x x f , determinar, se possível, (x)
lim
-
3 x
f

e (x)
lim
3 x
f
+

.

4) Seja f(x) =
¹
¹
¹
'
¹

·
〈 +
2 x para x - 9
2 x para 2
2 x para 1
2
2
x
. Determinar: (x)
lim
-
2 x
f

, (x)
lim
2 x
f
+

, (x)
lim
2 x
f

.

5) Seja f(x) =
¹
¹
¹
'
¹

≤ −
3 x para 7 - 3x
3 x para 1 x
.. Determinar (x)
lim
-
3 x
f

, (x)
lim
3 x
f
+

, (x)
lim
3 x
f

,
(x)
lim
-
5 x
f

, (x)
lim
5 x
f
+

, (x)
lim
5 x
f

.
Apostila de Cálculo I

7
Limites Infinitos
Ao investigarmos (x) f ou (x) f
lim lim
a x a x
- +
→ →
pode ocorrer que , ao tender x para
a, o valor f (x) da função ou aumente sem limite, ou decresça sem limites.
Por exemplo:
2
1
(x) f

·
x
.
Quando x se aproxima de 2 pela direita, f (x) aumenta sem limite:
x 2,1 2,01 2,001 2,0001 2,00001
f (x) 10 100 1.000 10.000 100.000
Quando x se aproxima de 2 pela esquerda, f (x) diminui sem limite:
x 1,9 1,99 1,999 1,9999 1,99999
f (x) -10 -100 -1.000 -10.000 -100.000

Assim :
2 - x
1
e
2 - x
1

lim lim
2 x 2 x
−∞ · ∞ ·
− +
→ →
.
São consideradas indeterminações: ) ( ) ( ) ( 0.
0
0
t∞ t t∞
∞ t
∞ t
t∞
Exemplos:

1) ado indetermin
1 x
x

2
x
lim


·
+ +∞ →

∞ · ·
+
·
+
·
+ +∞ → +∞ → +∞ → 0
1
x
1
x
1
1

x
1 x
x
x

1 x
x

2
x
2
2
2
x
2
x
lim lim lim

Apostila de Cálculo I

8
2) ado indetermin
x x
3 2x

3
x
lim


·
+
+
+∞ →

0
1
0

x
1
1
x
3
x
2

x
x x
x
3 2x

x x
3 2x

2
3 2
x
3
3
3
x
3
x
lim lim lim
· ·
+
+
·
+
+
·
+
+
+∞ → +∞ → +∞ →


Exercícios:
1) Seja
1 2x
3x 5
(x) f
+
+
· . Determinar:
a) (x) f
lim
x +∞ →
b) (x) f
lim
x −∞ →
c) (x) f
lim
)
2
1
( x
+
− →
d) (x) f
lim
)
2
1
( x

− →


2) Calcular:
a) ( ) 2 - x 1
lim
) 2 ( x
+
+

b)
( )
3 x
10 - 2x 1

lim
) 5 ( x +
+
+

c)
( )
3
) 4 ( x 4 - x
1
lim



d)
( )
3
) 4 ( x 4 - x
1
lim
+

e)
2 3
5 x 2

2
2
x
lim
+ +

−∞ → x x
f)
6 x x
1 3x x

2
2
2 x
lim
− +
+ + −
+


g)
6 x x
1 3x x

2
2
2 x
lim
− +
+ + −







Apostila de Cálculo I

9
y
x x
y
x
y
a a a
Continuidade

O conceito de continuidade está baseado na parte analítica, no estudo de
limite, e na parte geométrica na interrupção no gráfico da função. Assim, as funções
f(x), abaixo, são todas descontínuas:










f(x) f(x)
lim lim
a x a x
- +
→ →
≠ f(a) f(x)
lim
a x



−∞ ·
∞ ·
+


f(x)
f(x)
lim
lim
a x
a x
-


Definição: Uma função é contínua em um ponto A se:

a) f (a) é definida
b) (x) f
lim
x a →
existe
c) (x) f
lim
x a →
= f (a)
A descontinuidade no gráficos (2) é chamada por ponto ou removível, a
descontinuidade em (1) é por salto e em (3) é uma descontinuidade infinita.

Exemplos:

Estudar analiticamente a descontinuidade das funções:
Apostila de Cálculo I

10
a)
¹
¹
¹
'
¹

·
〈 −
·
1 x x - 1
1 x 1
1 x x 1
f(x)
2
em x =1.

f(1) = 1 0 x - 1
lim
(x) f
lim
2
1 x 1 x
· ·




0 x - 1
lim
x - 1
lim
(x) f
lim
1 x 1 x 1 x
· · ·
+

+

+



f é descontínua por ponto ou removível em x = 1. Para remover a descontinuidade
basta fazer f(x)=0 para x = 1.


b)
¹
¹
¹
'
¹

·
〈 −
·
2 x 8 - 3x
2 x 4
2 x 2 3
f(x)
2
x
no ponto x=2.

L1 4 2 - 3x
lim
(x) f
lim
2 x 2 x
· · ·




L2 4 8 - 3x
lim
(x) f
lim
2
2 x 2 x
· · ·
+

+



como L1 = L2 =f(2) então a função é contínua.


Exercícios:


Estudar analiticamente a descontinuidade das funções::

a)
¹
¹
¹
¹
¹
¹
¹
¹
¹
¹
¹
'
¹

·

− −

·
3 x
3 - x
1 - 2 - x
3 x 2
3 x
9 3 2
27 x
f(x)
2
3
x x
em x =3.

Apostila de Cálculo I

10
b)
¹
¹
¹
¹
¹
'
¹

− −
·
·
2 x
2 - x
2 5 3x
2 x 7
f(x)
2
x


c)
¹
¹
¹
¹
¹
¹
¹
¹
¹
'
¹

+
·

·
0 x
x
2 - 4 x
0 x 3
0 x

f(x)
x
x sen


3) Determinar o(s) valor(es) de A para o(s) qual(is) existe (x) f
lim
1 x→
:

¹
¹
¹
¹
¹
'
¹




·
1 x A) - (x
1 x 1 -
1
1 x
f(x)
2
2
x















Apostila de Cálculo I

12
1
x
0
x
x
∆y
∆x
) f(x
1

P
Q

β
Derivada de uma Função


Acréscimo da variável independente

Dados
1 0
x e x denominam incremento da variável x, à diferença:

0 1
x x ∆x − ·



Acréscimo de uma função

Seja y = f(x) contínua. Dados
1 0
x e x podem-se obter ) f(x e ) f(x
1 0
. À
diferença ) f(x ) f(x ∆y
0 1
− · chama-se acréscimo ou variação da função f(x).
Como

∆x x x
0 1
+ · , então: ) f(x ∆x) f(x ∆y
0 0
− + ·

Graficamente: β tg
∆x
∆y
·












y
) (x f
0

0 1
x x ∆x − ·

1
x 0
x

x
Apostila de Cálculo I

13
Razão Incremental

O quociente da variação da função ∆y pelo incremento da variável
independente ∆x é chamado razão incremental.

∆x
) f(x ∆x) f(x
∆x
∆y
0 0
− +
·

Trocando
0
x por x (fixo momentaneamente), temos:

∆x
f(x) ∆x) f(x
∆x
∆y − +
·

Observe que a razão incremental é o coeficiente angular ( β tg ) da reta secante s,
que passa por P e Q.


Derivada de uma função num ponto x:

eja y = f(x) contínua. Calculamos a razão incremental
∆x
∆y
. O limite da razão
incremental para o acréscimo ∆x tendendo a zero é definido como a derivada da
função f(x). Ela pode ser indicada como:

(x) f y ′ · ′ Lagrange

Dy = Df(x) Cauchy


dx
df
dx
dy
· Leibnitz

y
&
Newton

Apostila de Cálculo I

14
x
x
y ∆
x ∆
) x x ( f ∆ +
P
Q
β
α
f (x)
s
x x ∆ +
t
α
Então:
∆x
∆y

0 ∆x
lim (x) f

· ′ ou
∆x
f(x) - ∆x) f(x

0 ∆x
lim (x) f
+ ++ +
→ →→ →
· ·· · ′ ′′ ′













Quando 0 ∆x → , a reta secante s tende para a reta tangente t , α tg β tg →
e α tg (x) f · ′ .
Geometricamente (x) f ′ mede a inclinação da reta tangente à curva y = f(x) no
ponto P(x, f(x)).

Exemplo:

Sendo C uma constante e f(x) = C , calcular pela definição ) (x f ′ .

∆x
f(x) - ∆x) f(x

0 ∆x
lim (x) f
+

· ′

C f(x) ·

C ∆x) f(x · +


y
Apostila de Cálculo I

15
∴ 0
∆x
0

0 ∆x
lim
∆x
C - C

0 ∆x
lim (x) f ·

·

· ′

Então se f(x) = C 0 (x) f · ′ → .

Propriedades

1. Propriedade f(x) = C 0 (x) f · ·· · ′ ′′ ′ → →→ → .

2. Propriedade
1 - n n
x n (x) f x f(x) · ·· · ′ ′′ ′ → →→ → · ·· ·


Exemplos:

a)
6 7
7x (x) f x f(x) · ′ → ·
b)
x 2
1
x
2
1
x
2
1
(x) f x (x) f x f(x)
2
1
1
2
1
2
1
· · · ′ → · ∴ ·

,
_

¸
¸



Exercícios: Calcular a derivada das funções:

a)
3
4x f(x) ·
b)
9
7x f(x) ·
c)
4
3
x f(x) ·


3. Propriedade (x) g (x) f (x) g) (f ′ ′′ ′ + ++ + ′ ′′ ′ · ·· · ′ ′′ ′ + ++ +

4. Propriedade (x) g (x) f (x) g) (f ′ ′′ ′ − −− − ′ ′′ ′ · ·· · ′ ′′ ′ − −− −

Exemplos:

Apostila de Cálculo I

16
a) 3x 2x f(x)
7 4
+ ·

6 3
21x 8x (x) f + · ′

b) 10x 3x f(x)
4 9
− ·

3 8
40x 27x (x) f − · ′

c) 4x 3x f(x)
5
2
3
1
− ·
x
5
2
4. x
3
1
3. (x) f
1
5
2
1
3
1
· − · ′

,
_

¸
¸

,
_

¸
¸

5
3
3
2
5x
8

x
1


5. Propriedade (x) g . f(x) g(x) . (x) f (x) g) (f. ′ ′′ ′ + ++ + ′ ′′ ′ · ·· · ′ ′′ ′

Exemplos:

a) 1) .(x x F(x)
2 3
+ ·


2x (x) g 1 x g(x)
3x (x) f x (x) f
2
2 3
· ′ → + ·
· ′ → ·



2 4
3 2 2
3x 5x (x) F
2x . x 1) (x . 3x (x) F
+ · ′
+ + · ′


b) ) 2x 2x).(x (x F(x)
2
3
2
3
+ + ·


4x x
3
2
(x) g ) 2x (x g(x)
2 3x (x) f 2x) (x f(x)
3
1
2
3
2
2 3
+ · ′ → + ·
+ · ′ → + ·


Apostila de Cálculo I

17

2
3
2
4
3
8
3
1
3 2
3
2
2
12x x
3
10
10x x
3
11
(x) F
4x) x
3
2
2x).( (x ) 2x 2).(x (3x (x) F
+ + + · ′
+ + + + + · ′



c) ) x 4)(2 (x F(x)
9 2
+ + ·


4x 36x 11x (x) F
) 4).(9x (x ) x 2x.(2 (x) F
9x (x) g x 2 g(x)
2x (x) f 4 x f(x)
8 10
8 2 9
8 9
2
+ + · ′
+ + + · ′
· ′ → + ·
· ′ → + ·


6. Propriedade
( (( ( ) )) )
2
g(x)
(x) g . f(x) g(x) . (x) f

(x) g
(x) f ′ ′′ ′ − −− − ′ ′′ ′
· ·· · ′ ′′ ′


, ,, ,
_ __ _


¸ ¸¸ ¸
¸ ¸¸ ¸


Exemplos:

a)
2
x
x 1
y

·


3
4
2
4
2 2
2 2
2
2
x
2 x
y
x
x 2 x
x
x 2x x
) (x
x).(2x) (1 ) (-1).(x
y
2x (x) g x g(x)
-1 (x) f x 1 f(x)

· ′

·
+ − −
·
− −
· ′
· ′ → ·
· ′ → − ·


Apostila de Cálculo I

18
b)
2
x 1
3 x
y

+
·


2 2
2
2 2
2
2
) x (1
1 6x x
y
) x (1
2x) 3).( (x ) x - 1.(1
y
-2x (x) g x - 1 g(x)
1 (x) f 3 x f(x)

+ +
· ′

− + −
· ′
· ′ → ·
· ′ → + ·



a)
7 x
6 5x x
y
2
2

+ −
·



2x (x) g 7 - x g(x)
5 - 2x (x) f 6 5x - x f(x)
2
2
· ′ → ·
· ′ → + ·


2 2
2
2 2
2 2
7) (x
35 26x 5x
y
7) (x
6).(2x) 5x (x 7) - 5).(x - (2x
y

+ −
· ′

+ − −
· ′


Apostila de Cálculo I

19
Exercícios:

Calcular as derivadas das funções:

1)
4 2
t ) t (1 y − ·

2) 5) 1)(z 2z (z y
2 3
− + − ·
3) ) 2x 2x)(x (x y
2
3
2
3
+ − ·

3)
x
2 x
y
2
3

·

4) 1) 3)(3x (x y
2
− + ·

5)
9z 2
3z z 8
y
2

+ −
·

6)
7
t
2
1 t
5
3
y
2
+

·

7)
3 2
x x x 1
1
y
+ + +
·

8)
( )

5x x
4
3
1 2x 3x
y
2
2 4

,
_

¸
¸
+
+ −
·

9)
3 2
1 1 1
1
x x x
y + + + ·

10)
2
1 3
x x
y − ·








Apostila de Cálculo I

20
x
) x ( f
T )) x ( f a ( ′ ·
β
N

,
_

¸
¸

− ·
) x ( f
1
a
Significado Geométrico da Derivada













· ′(x) f inclinação da tangente T no ponto P(x, f(x))

N = reta normal ao gráfico de y = f(x) no ponto P(x,f(x))

Exemplo:

Obter as equações das retas normal e tangente ao gráfico da função
2
x 4 f(x) y − · · nos pontos
1
P (2,0) e
2
P (-1,3).

No ponto (2,0) 2 a 2 (x) f · ∴ · ′
2
1
− ·
n
a


2 - 2x y
2) - 2(x y T de Equação
·
·


equação de N ( ) 2 - x
2
1
- · y → 1 x
2
1
- + · y

No ponto (-1,3): 2 a 2 (x) f · ∴ · ′
x
y
Apostila de Cálculo I

21


5 2x y
1) 2(x 3 y T de Equação
+ ·
+ · −


equação de N ( ) 1 x
2
1
- 3 - + · y


2
5
x
2
1
- + · y

Exercícios:

1) Dada a função x 2 x y
2
− · e o ponto P(4,12), determine a equação das retas
normal e tangente ao gráfico da função no ponto P.

2) Achar a equação da reta tangente ao gráfico da função no ponto de abcissa
dada:
a) 1 x , 5 2 ) (
2
· − · x x f
b) 2 x ,
1
) ( · ·
x
x f

3) Achar os pontos onde a reta tangente ao gráfico da função dada é paralela ao
eixo x:
a) x
x x
y 4
2
3
3
2 3
− − ·
b) 10
3
+ · x y
c) x x y 4
4
+ ·

4) Achar a equação da reta normal ao gráfico da função no ponto de
abcissa dada:

a) -1 x , 1 2 ) (
3
· − + · x x x f
Apostila de Cálculo I

22
b) 4 x , · · x y

5) Determinar as abcissas dos pontos do gráfico 1 3 2
2 3
− + − · x x x y
nos quais a tangente é:
a) paralela à reta 3 y – 9 x – 4 = 0
b) perpendicular à reta 7 y = -x + 21



Derivadas de Ordem Superior

segunda derivada
dx
y d
dx
dy
dx
d
(x) f
primeira derivada y
dx
dy
(x) f
f(x) y
' '
2
2
y · ·
,
_

¸
¸
· ′ ′
′ · · ′
·



terceira derivada y
dx
y d
dx
y d
dx
d
(x) f
' ' '
3
3
2
2
· ·

,
_

¸
¸
· ′ ′ ′

n
y · ·
n
n
n
dx
y d
(x) f
geral modo um De


Exemplos: Calcular : y e y , y ′ ′ ′ ′ ′ ′ :

a) x x x y 2 4
4 8
+ − ·

2 16 8
3 7 '
+ − · x x y

2 6 "
48 56 x x y − ·
Apostila de Cálculo I

23

x x y 96 336
5 ' "
− ·

b) x x x x y − + − ·
3 2
40 2 4


2
1
2 '
2
1
120 2 8

− + − · x x x y


2
3
' '
4
1
240 8

+ + · x x y


2
5
' ' '
8
3
240

− · x y


Exercícios: Calcular : y e y , y ′ ′ ′ ′ ′ ′

11 3x 5x 4x y 1)
6
1
5 7
− + − ·

x
1 x
y ) 2
2

·
3)
1
2
1
8
15x x x y


+ + ·

4)
2
3
4
x
x
y

·

5) ( )( ) 1 3
2
− + · x x y




Apostila de Cálculo I

24
Regra da Cadeia

Se y = f(x) e u = g(x) e as derivadas dy/du e du/dx existem, ambas, então a
função composta definida por y = f(g(x)) tem derivada dada por:

( ) ( ) x g u f
dx
du
du
dy
dx
dy
' '
. . · ·

Para derivar ( )
2
2
1 + · x y podemos expandir a função e depois
derivar, ou seja:


( ) 1 4 4 4
1 2 ) (
2 3
2 4
+ · + · ′
+ + · ·
x x x x y
x x x f y


Se quisermos derivar a função ( )
100
2
1 x y + · só conseguiremos resolver
através da regra da cadeia.

Assim:


( ) ( )
99
2
99
2
2
99 100
2
1 x x 200 .2x 1 x 100
dx
dy

2x
dx
du
1 x u
100u
du
dy
u y
1 x u
+ · + ·
· ⇒ + ·
· ⇒ ·
+ ·


Nesse caso a propriedade é:

' 1 '
. . u u n y u y
n n − −− −
· ·· · ⇒ ⇒⇒ ⇒ · ·· ·
Apostila de Cálculo I

25
Exemplos:

1) 4 2
2
+ + · x x y = ( )
2
1
2
4 2 + + x x

( ) ( )
( )
4 2
1
2 2 4 2
2
1
2
2
1
2 '
+ +
+
· + + + ·

x x
x
x x x y

( )
20
4
10 8 ) 2 − + · x x y

( ) ( ) ( ) ( )
3
19
4 3
19
4 '
2 10 8 80 4 8 10 8 20 x x x x x x y + − + · + − + ·


Exercícios: Calcular y′ para a s funções:

1)
5 4
1
1
+ −
·
x x
y

2)
3
2
2
3

+
·
x
x
y

3)
1
1
2
+

·
x
x
y

4) ( )
8
2
2 4 + − · x x y

5)
3 4
1 2 + − · x x y

6) ( ) 5 2 . 1 3
6
− + · x x y

7) ( )
5
7 8x y

− ·

Apostila de Cálculo I

26
8) ( )
4
2 4
15 8 + − · w w y

9) ( ) ( )
2
2 3
9 8 . 7 6 + − · x x y

3 3
27 8 ) 10 + · r y

11)
4 - 3s
1
y ·

12)
9 4x
3 2x
y
2
+
+
·

13)
5 4 3
x
3
x
2
x
1
y + + ·

14)
( )
2
2
5 x 3 x
1
y
+ +
·

15) ( )( ) 1 x 2 3 x 4 y
2
+ − ·

16)
( )
3
4 x 3
1 x 5
y
+

·


Derivada das Funções Trigonométricas


Derivada da função seno

x
dx
dy
y x sen x f y Se cos ) ( · · ⇒ · ·

Apostila de Cálculo I

27
Pela Regra da Cadeia: u u
dx
dy
y u sen y Se cos
' '
· ·· · · ·· · ⇒ ⇒⇒ ⇒ · ·· ·


Derivada da função cosseno

( )
2
1
2 2 2 2 2
sen 1 x cos sen 1 cos 1 cos sen
cos ) (
x x x x x
x x f y
− · → − · → · +
· ·


( )
( ) ( ) ( ) ( ) senx x senx x x senx x sen y
x sen x y
− · − · − − ·
− · ·
− −
cos . 2 cos
2
1
cos . 2 1
2
1
1 cos
2
1
2
2
1
2 '
2
1
2


∴ x sen
dx
dy
y x x f y Se cos ) ( − · · ⇒ · ·

Pela Regra da Cadeia: u s u
dx
dy
y u y Se en cos
' '
− −− − · ·· · · ·· · ⇒ ⇒⇒ ⇒ · ·· ·

Exemplos:

Calcular as derivadas de:

( ) 1 x sen y 1)
2
+ ·

( ).2x 1 x cos
dx
dy
y
2
+ · · ′

( ) 1 x 2xcos y
2
+ · ′

Apostila de Cálculo I

28
2) x sen y ·

2
1
x
2
1
. x cos y

·

x
x
y cos
2
1
· ′

( ) ( ) 2 1 ) 3
3
20
2
+ + · x sen x y

( )
20
2
1 + · x f ⇒ ( ) x 2 . 1 x 20 f
19
2
+ · ′
( ) 2 sen
3
+ · x g ⇒ ( ) 2 x cos . x 3 g
3 2
+ · ′

( ) ( ) ( ) ( ) 2 x cos 1 x x 3 2 x sen 1 x x 40 y
3
20
2 2 3
19
2
+ + + + + · ′

4)
2
cos
x
x
y ·


x g x g
senx f x f
2
cos
' 2
'
· ⇒ ·
− · ⇒ ·



3
cos 2 cos 2
4
2
'
x
x x sen x
x
x x x sen x
y
− −
·
− −
·


Derivada da função tangente

x cos
en
) (
x s
y x tg x f y Se · ⇒ · ·


x sen g x g
x f x sen f
cos
cos
'
'
− · ⇒ ·
· ⇒ ·

Apostila de Cálculo I

29

x
x x
x sen x
y
2
2 2
2 2
'
sec
cos
1
cos
cos
· ·
+
·

Pela Regra da Cadeia: u s u
dx
dy
y u tg y Se ec
2 ' '
· ·· · · ·· · ⇒ ⇒⇒ ⇒ · ·· ·


Derivada da função cotangente

x sen
os
cot ) (
x c
y g x x f y Se · ⇒ · ·


x g x sen g
x sen f x f
cos
cos
'
'
· ⇒ ·
− · ⇒ ·


x
x sen x sen
x x sen
y
2
2 2
2 2
'
sec cos
1 cos
− ·

·
− −
·


Pela Regra da Cadeia: u s u
dx
dy
y u g y Se ec cos cot
2 ' '
− −− − · ·· · · ·· · ⇒ ⇒⇒ ⇒ · ·· ·


Derivada da função secante


x
x
x y
1
cos
cos
1
sec

· · ·

( ) tgx . x sec
x cos
x sen
x sen x cos 1 y
2
2
· · − − · ′




Apostila de Cálculo I

30
Pela Regra da Cadeia: Se u y sec · ·· · ⇒ u tgu u y ′ ′′ ′ · ·· · ′ ′′ ′ . . sec


Derivada da função cossecante


x sen
x sen
1
x sec cos y
1 −
· · ·

( ) ( ) x tg cossecx.co
x sen
cosx
cosx x sen 1 y
2
2
− ·

· − · ′



Pela Regra da Cadeia: Se u g. u . - y u y ′ ′′ ′ · ·· · ′ ′′ ′ ⇒ ⇒⇒ ⇒ · ·· · cot sec cos sec cos


Exemplos: Calcular as derivadas de:

( ) 1 x 2 x tg y ) 1
2
+ + ·

[ ] ( ) 1 x 2 x sec 2 x 2 y
2 2
+ + + · ′

2)
x
tgx
y
sec cos
·


x g x g x g
x f x tg f
cot . sec cos sec cos
sec
1
2 '
− · ⇒ ·
· ⇒ ·



x
gx tgx x x x
y
2
2
'
sec cos
cot . . sec cos sec cos . sec +
· =
x
x
sec cos
1 sec
2
+




Apostila de Cálculo I

31
Exercícios:

( ) ( ) 1 sec 3 cot ) 1
3
+ + · x x g y

( ) x 5 sec cos . x y ) 2
2
·

( ) 1 3x cotg 3)y
5 3
+ ·

( ) 3 8x sen 4)y + ·

3
6x 5 tg 5)y − ·

( )
3 5
5x 3x cos 6)y − ·

( )
5 8
x x tg 7)y − ·

x cos 1
x sen
y ) 8
+
·

1 x 2 tg
x 2 sec
y ) 9

·

10) ) 1 x ( tg . x sec y
2
+ ·

11)
x cotg . x cos
1
y ·

12)
( ) x sen 1 - 3x tg
x sec 1
y
2
+
+
·

13) x tg x x g cot x 2 y
2
+ ·

14) ( ) ( ) x cos x sen y − + − ·

15) ( ) ( ) ( )
2
2x cos 4x sen y + ·

16)
2x sen
3x cos x
y
+
·

17)
( ) 2x sen x - x tg 1 x y
2
− ·

18) ( )( ) 1 x 2 x 2x - tg y
2
+ − ·

19) x tg . 5x sec cos y ·

20) ( ) 1 2 cos
2 2
+ − · x x y

21) ( )
3
3x cos x sen +



Apostila de Cálculo I

32
du
dx

dy
du

dy
dx

dy
dx

dx
dy

dx
dx
·1


Derivada da Função Inversa

Vimos a regra da cadeia para a composição de duas funções f (x) e g(x):












dx
du
du
dy
dx
dy
. ·

Para a função inversa
-1
f g ·














x



u


y

f
g


x



y


x

f

f
-1

Apostila de Cálculo I

33
Portanto:


1
ou
1
dx
dy
dy
dx
dy
dx
dx
dy
· ·


Derivada da Função Exponencial


Se a a y a y
x x
ln
'
· ⇒ ·

Pela Regra da Cadeia: Se
u
a y · ·· · ⇒ a a u y
u
ln . ′ ′′ ′ · ·· · ′ ′′ ′


Exemplos: Derivar:

1) 2 ln 2 y 2 y
x x
· ′ ⇒ ·

2) 2 ln . 2x.2 2x ln2. 2 y 2 y
2 2 2
x x x
· · ′ ⇒ ·


Para 2,71828 e a ≅ ·

x
e y · ⇒ ⇒⇒ ⇒
x
e y · ·· · ′ ′′ ′

Pela Regra da Cadeia: Se
u
e y · ·· · ⇒ u e y
u
′ ′′ ′ · ·· · ′ ′′ ′


Exemplos: Derivar

1)
1 x
2
e y
+
· ⇒ ( ) x 2 . e y
1 2
x
+
· ′

Apostila de Cálculo I

34
2)
x
e y · ⇒
x 2
1
. e y
x
· ′

3)
x sen
e y · ⇒ x cos . e y
x sen
· ′

4)
x
1 x
2
e y
+
· ⇒ ⇒⇒ ⇒
( )

,
_

¸
¸

·

,
_

¸
¸
+ −
· ′
+ +
2
2
x
1 x
2
2
x
1 x
x
1 x
. e
x
1 x . 1 x . x 2
. e y
2 2



Derivada da Função Logaritmo


a ln x. a ln . a
dy
dx
x a x log y
y y
a
· · ⇒ · ⇒ ·


Como:
a ln x.
1

dx
dy

dy
dx
1

dx
dy
· ⇒ ·

Se
a ln x
1
y x log y
z
· ′ ⇒ ·

Pela Regra da Cadeia:
a ln u
u
y u log y Se
a
′ ′′ ′
· ·· · ′ ′′ ′ ⇒ ⇒⇒ ⇒ · ·· ·

Para a=e x ln x log
a
· ⇒

Pela Regra da Cadeia: Se y = ln u
u
u
y
′ ′′ ′
· ·· · ′ ′′ ′ ⇒ ⇒⇒ ⇒


Exemplos: Derivar

Apostila de Cálculo I

35
1)
x
2

x
2x
y x ln y
2
2
· · ′ ⇒ ·
2)
x 2
1
x
x 2
1
y x ln y · · ′ ⇒ ·
3)
3 ln 2
1

3 ln x
x 2
1
y x log
3
· · ′ ⇒

Lembrar que :

ln (p . q) = ln p + ln q

ln
q
p
= ln p – ln q

ln
r
p = r . ln p
Exercícios: Derivar


1) ( ) [ ]
3
5 x 4 . 1 - 6x ln y + ·

2)
3
2
2
1 x
1 x
ln y
+

·

3)
( )
( )
2
3 2
5 x
1 2x x
ln y
+

·
4)

,
_

¸
¸
− + · 1 x x ln y
2


5) ( ) 4x tg . e y
-2x
·


Apostila de Cálculo I

36
Derivadas de Funções na Forma Implícita


Considere a expressão:

49 y x
2 2
· +

Podemos isolar y em função de x:

2 2 2
x - 49 y x - 49 y t · ⇒ ·

Ficam definidas duas funções:

x - 49 (x) f y e x - 49 (x) f y
2 2
− · · · ·

Diz-se que
2
x - 49 (x) f y · · e
2
x - 49 (x) f y − · · são funções na forma
explícita (y em função de x) , enquanto 49 y x
2 2
· + é uma função na forma
implícita.

Seja 49 y x
2 2
· + . Usando a Regra da Cadeia :

( ) u u n. u
1 - n n
′ ·

, a derivada de
2
y com relação a x é 2.y. y′ .

Na equação inicial se derivarmos todos os termos com relação a x,
temos:
y
x
-
2y
2x
- y 0 y y 2 x 2 · · ′ ⇒ · ′ +

Apostila de Cálculo I

37
Exemplos: Calcular
'
y para as funções abaixo:

1) 0 3y x
4 3
· +

3
2
3
2
3 2
y 4
x
y 12
x 3 -
y 0 y y 12 x 3

· · ′ ⇒ · ′ +


2) 4 y y x
4 2
· +

y g y g
2x f x f
2
′ · ′ ⇒ ·
· ′ ⇒ ·


3 2
3 2
y 4 x
x y 2 -
y
0 y y 4 y x x y 2
+
· ′
· ′ + ′ +

3)
x 4
e y cos x x sen · +

y sen x
y cos x cos x sen 4 e
y
e y y) (-sen x y cos x cos x sen 4
3 x
x 3
+ + −
· ′
· ′ + +


4) Encontrar as equações das retas tangente e normal ao gráfico da curva

1
9
y

4
x
2 2
· + no ponto

,
_

¸
¸
2
27
, 1 .

Derivando com relação a x , temos:

Apostila de Cálculo I

38

y
9
2
2
x -
y
0 y . y
9
2

2
x
0 y 2y. .
9
1
2x .
4
1
· ′
· ′ +
· ′ +


No ponto

,
_

¸
¸
2
27
, 1 ⇒
9
27 2

27 2
9
·

· ′ ·
N
P
a y a

Reta Tangente T ⇒ y - ( ) 1 x
27 2
9
2
27


·

Reta Normal N ⇒ y - ( ) 1 x
9
27 2
2
27
− ·

Exercícios:
1) Calcular
'
y para:

a) 4 xy x 5 x 3
4 2
· − + b) x tg y x y sen
3 2
· + c) y sen x y
2
·

2) Encontrar as equações das retas tangente e normal ao gráfico da curva
1 5 4 3
3 4
+ − · − + x x y y no ponto ( ) 0 , 1 .


Apostila de Cálculo I

39
Diferenciais de uma Função

Dada uma função y= f (x), define-se diferencial de y = f(x) como:

x (x) f dy ∆ ′ ·

onde x ∆ é o acréscimo da variável independente x e dy é o diferencial de
y.

Define-se então a diferencial da variável dependente como :

dx (x) f dy ′ ·

Lembrando o significado geométrico da derivada, temos:


x (x) f (x) f ) (x f
x (x) f (x) f ) (x f
(x) f - x)_ (x f
∆ ′ + ≅ ∆ +
∆ ′ ≅ − ∆ + ∴
∆ + · ∆
x
x
y

Exemplos:

1) Obter um valor aproximado para 37 .


37 x x
1 x

36 x
x (x) f
· ∆ +
· ∆
·
· escolhendo


Apostila de Cálculo I

40

x (x) f (x) f x) (x f
x 2
1
(x) f
∆ ′ + · ∆ +
· ′


1 .
36 2
1
36 37 + ·

6,08333
12
1
6 37 ≅ + ≅

2) Obter um valor aproximado para
0
31 sen


180
1 x
6
30 x
x sen (x) f
0
0
π
· · ∆
π
· ·
·



0,51511 31 sen
180
.
6
cos
6
sen 31 sen
x (x) f (x) f x) (x f
0
0

π π
+
π
·
∆ ′ + · ∆ +


Apostila de Cálculo I

41
Exercícios:

1) Obter um valor aproximado para

a)
3
63 b) ( )
4
1 , 3 c)
4
15 d) ( )
3
03 , 2 e)
0
44 cos

2) Calcular os diferenciais de:
a) ( )
4
2 3
2 x 5 - x y + ·

b) ( )
2
x 3 sen y ·

c)
x
x sen
y ·

Apostila de Cálculo I

42
y
x
Máximo
relativo
Mínimo
relativo
Máximo
absoluto
a
1
x b
α

y
f(x)
x
2
x
3
x
4
x
5
x
Aplicações da Derivada

Máximos e Mínimos de uma Função


Considere a função cujo gráfico é:













f(x) é crescente nos intervalos ( ) ( ) ( )
5 4 3 2 1
. , . , , x x x x x a
f(x) é decrescente nos intervalos ( ) ( )
4 3 2 1
. , . x x x x
f(x) é constante no intervalo ( ) b x ,
5



Seja um trecho de f(x) crescente:

α ) (
'
tg x f ·

se f (x) é crescente, temos
2
0
π
α 〈 〈
0 (x) e 0
'
〉 〉 ∴ f tgα


Apostila de Cálculo I

43


Seja um trecho de f(x) decrescente:

α ) (
'
tg x f ·

se f (x) é decrescente, temos π α
π

2
〈 〈
0 (x) e 0
'
〈 〈 ∴ f tgα


Se f(x) é constante, 0 (x)
'
· f .





Exemplos:
1) Determinar os intervalos em que a função
2
4 ) ( x x f − · é crescente e
onde é decrescente.


2
4 ) ( x x f − ·


0 x para e decrescent é f(x) 0 x se 0 2x -
0 x para crescente é f(x) 0 x se 0 2x -
2 ) (
'
〉 ∴ 〉 〈
〈 ∴ 〈 〉
− · x x f


2) Determinar os intervalos em que a função 4 5 ) (
2
+ + · x x x f é
crescente e onde é decrescente.

4 5 ) (
2
+ + · x x x f
f(x)
x
α

y
Apostila de Cálculo I

44



2
5
- x para e decrescent é f(x)
2
5
- x se 0 5 2x

2
5
- x para crescente é f(x)
2
5
- x se 0 5 2x
5 2 ) (
'
〈 ∴ 〈 〈 +
〉 ∴ 〉 〉 +
+ · x x f




Máximos e Mínimos Relativos ou Locais


Seja f(x) definida no domínio D.


D x
0
∈ é ponto de mínimo local de f (x) se (x) f ) (x f
0
≤ para x
pertencente a qualquer intervalo aberto que o contenha.









D x
0
∈ é ponto de máximo local de f (x) se (x) f ) (x f
0
≥ para x
pertencente a qualquer intervalo aberto que o contenha.






f(x
0
)

x
0

x
y
x
0

f(x
0
)

x
y
Apostila de Cálculo I

45

Resultado:

Se f (x) existe e é contínua , então num ponto de máximo ou
mínimo local temos 0 ) (x f
0
'
· . Esse ponto é chamado ponto crítico de
f(x).


Estudo do Sinal da Derivada Segunda


Para se caracterizar máximos e mínimos locais é necessário uma análise do
sinal da derivada segunda da função f (x).











Observe que para
0
x x 〈 temos 0 ) x ( f
'
〉 .Para
0
x x · temos
0 ) x ( f
'
· e para
0
x x 〉 temos 0 ) x ( f
'
〈 . Logo ) x ( f
'
é decrescente e
portanto sua derivada 0. ) x ( ' ' f 〈


y
x
0

x
′ f (x) = 0

′ 〉 f (x) 0

′ 〈 f (x) 0

Apostila de Cálculo I

46
Conclusão:

Dada uma função f (x):

a) Calcular a derivada primeira ) x ( f
'
.
b) Obter os pontos críticos
0
x para os quais 0 ) x ( f
'
· .
c) Calcular a derivada segunda:

Se 0 ) x ( ' ' f
0
〈 temos que
0
x é ponto de máximo relativo.
Se 0 ) x ( ' ' f
0
〉 temos que
0
x é ponto de mínimo relativo


Exemplos:

1) Determinar os pontos de máximos e mínimos locais da função
2
x - 4 (x) f ·
pontos críticos ( 0 ) x ( f
'
· )

0 x 0 x 2 - x 2 - (x) f
0
'
· · ·


0
' '
x -2 (x) f ∴ · é ponto de máximo relativo

4 (0) f ) (x f
0
· · é o valor máximo relativo de f (x).



2) Idem para 2 x 18 x 12 2x (x) f y
2 3
− + − · · pontos críticos 0 (x) f · ′


¹
'
¹
·
·
· + − · ′
3 x
1 x
0 18 x 24 x 6 ) x ( f
2

Apostila de Cálculo I

47

24 - x 12 x) ( f
' '
·
1 x 0 12 - 1) ( f
0
' '
· ∴ 〈 · é abcissa do ponto de máximo relativo
f (1) = 6 é o valor do máximo relativo
3 x 0 12 3) ( f
0
' '
· ∴ 〉 · é abcissa do ponto de mínimo relativo
f (3) = -2 é o valor do mínimo relativo



Estudo da Concavidade de uma Função


A concavidade de uma curva f (x) é identificada pelo sinal da derivada segunda.

Se 0 ) x ( ' ' f 〉 num intervalo do domínio D temos concavidade voltada para cima.
Se 0 ) x ( ' ' f 〈 num intervalo do domínio D temos concavidade voltada
para baixo.
Um ponto do gráfico de y = f (x) onde há mudança no sinal da
derivada segunda ) x ( ' ' f é chamado ponto de inflexão 0 ) x ( ' ' f · .


Exemplo:

Seja 2 x 6 x
2
5
3
x
(x) f y
2
3
+ + − · · . Determine:
a) o intervalo onde f(x) é crescente e onde é decrescente.
b) pontos de máximo e mínimo relativos.
c) Pontos de inflexão.

Solução:

Apostila de Cálculo I

48
a)
¹
'
¹
·
·
+ − ·
3 x
2 x
6 x 5 x (x) f
2


Estudo do sinal:

1. linha : x – 2

2. linha : x – 3

3. linha : (x-2) (x-3)

2 3
- + +
- - +
+ - +


crescente f 3 x ou 2 x para 0 (x) f ⇒ 〉 〈 〉 ′ ∴

e decrescent f 3 x 2 para 0 (x) f ⇒ 〈 〈 〈 ′


b) pontos críticos



¹
'
¹
·
·
· ′
3 x
2 x
0 (x) f

Apostila de Cálculo I

49
¹
¹
¹
¹
¹
¹
¹
¹
¹
¹
¹
¹
¹
'
¹

,
_

¸
¸
∴ ·
〉 ′ ′ ⇒ ·

,
_

¸
¸
∴ ·
〈 ′ ′ ⇒ ·
· ′ ′
relativo mínimo de é
2
13
3, ponto
2
13
(3) f
0 (x) f 3 x
relativo máximo de é
3
20
2, ponto
3
20
(2) f
0 (x) f 2 x
5 - x 2 (x) f


c) inflexão

+ ∴
· ·
para - de passa (x) f
2
5
x 5 - x 2 0 (x) f
' '




Máximos e Mínimos Absolutos


Se y = f (x) é contínua e definida num intervalo fechado [a,b], derivável em [a,b]
então existem pontos
1 0
x e x tais que:

( ) [ ]
( ) [ ] b a, x , (x) f x f 2)
e b a, x , (x) f x f ) 1
1
0
∈ ∀ ≤
∈ ∀ ≥



0
x = ponto de mínimo absoluto de f(x)

1
x = ponto de máximo absoluto de f(x)

5
2
+
Apostila de Cálculo I

50
Para se obter os pontos de mínimo e máximo absoluto determina-se inicialmente os
pontos de mínimo e máximo relativos. Compara-se esses valores com os da função
no extremo do intervalo.


Exemplo:

Seja
2
x - 16 (x) f y · · no intervalo [ -1, 4 ]

Pontos de máximo e mínimo relativos
[ ] 4 1, - 0 x 0 x 2 - 0 (x) f
'
∈ · ⇒ · ⇒ ·
0 x então 0 ) x ( f como 2 ) x ( f
' ' ' '
· 〈 − · é ponto de máximo local
e o valor máximo da função f (0)=16.
Calculando f (x) nos extremos f (-1)=15 e f (4) =0

Por comparação f (x) = 0 é ponto de máximo absoluto e x =4 é
ponto de mínimo absoluto.

Exercícios:
1) Dada a função 1 x 9 x 3
3
x
) x ( f y
2
3
+ + − · · verifique os intervalos
para os quais a função é crescente e decrescente. Determine os
pontos críticos, verificando se são de máximo ou mínimo.
Determine o ponto de inflexão, se houver.
2) Idem para x 5 x 3
3
x
) x ( f y
2
3
− + − · ·
3) Determinar números positivos x e y,cujo produto seja igual a 12 e
cuja soma seja a menor possível.
4) Determinar números positivos x e y,cuja soma seja igual a 12 e
cujo produto seja o maior possível.
5) Encontre os pontos críticos, indicando se são máximos ou mínimos
locais para ( )
3
2
1 x y − · .
Apostila de Cálculo I

51
6) Uma fábrica produz x milhares de unidades mensais de um
determinado artigo. Se o custo da produção é dado por
60 x 18 x 6 x 2 C
2 3
+ + + · e o valor obtido na venda é dado por
2
x 12 x 60 V − · , determinar o número ótimo de unidades mensais
que maximiza o lucro L = V –C..
7) Um fazendeiro deve cercar dois pastos retangulares de dimensões
a e b, com um lado comum a. Se cada pasto deve medir 400
2
m de
área, determinar as dimensões a e b de forma que o comprimento
da cerca seja mínimo.
8) Um fio de comprimento l é cortado em dois pedaços. Com um
deles se fará um círculo e com o outro um quadrado. Como
devemos cortar o fio a fim de que a soma das duas áreas
compreendidas pela figura seja mínima?








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