You are on page 1of 30

DOENÇAS INFECCIOSAS

DOENÇAS INFECCIOSAS

Considerações Gerais:

Os resultados das pesquisas científicas sobre as
doenças infecciosas fizeram com que muito se conheça sobre elas. Doenças, tanto em termos de descrição da sua história natural,quanto de questão relativas á prevenção e ao controle.

Pereira.P.A.M

2

PROGRESSOS ALCANÇADOS E SITUAÇÃO
ATUAL

Embora existam exceções,as doenças infecciosas são mais

fácilmente prevenidas e tratadas do que qualquer outro
conjunto de agravos á saúde.

Pereira.P.A.M

Uma das doenças infecciosas mais temiveís da história da

humanidade, a varíola, foi erradicada do planeta;

Para algumas afecções há vacinas eficazes, ex: tétano, coqueluche, sarampo, poliomielite… contribuindo assim para

diminuição da mortalidade e morbidade.

3

com consequente melhoria.P.mas os problemas continuarão por longo tempo um 4 problema de saude pública.M  Como importante problema atual de saúde pública temos a leishmaniose e a febre amarela.A. Pereira.  Outras doenças foram sendo reconhecidas como a AIDS.PROGRESSOS ALCANÇADOS E SITUAÇÃO ATUAL  Tuberculose e hanseniase tem incidência elevada no país.  Muito ja se fez. .

A. ou de um sistema ou de todo o organismo ou de suas funções vitais” Pereira.M 5 . O processo conduz a uma perturbação da estrutura ou da função de um órgão.P.A DOENÇA  “Desajustamento ou falha nos mecanismos de adaptação do organismo ou ausência de reação aos estímulos a cuja ação está exposto.

M • Doença infecciosa: ela reflete a existência do processo biológico subjacente. diabetes.TERMINOLOGIA  Doença não infecciosa: aquelas que não resultam de infecção: doença coronariana.P. Pereira. • Infecção: penetração e desenvolvimento ou multiplicação de um patógeno no organismo de uma pessoa. 6 . produzido pelo agente infeccioso.A.

M . • Doença contagiosa ou infectocontagiosa: são designações que implicam a conotação de transmissão por contato direto.A.TERMINOLOGIA • Doença infecciosa e parasitária (DIP): é a denominação tradicionalmente empregada na Classificação Internacional das Doenças (CID). Nem todas as doenças infecciosas são contagiosas. 7 Pereira.P. Ex: malária e tétano.

M Ela realça a noção de transmissão ou propagação .P.TERMINOLOGIA • Doenças transmissíveis: Segundo OMS são: “aquelas transmitidas de seres humanos para seres humanos.  Pereira. da água que bebemos e mesmo do solo que pisamos”.trazidas até nós por insetos ou outros vetores.A. 8 . ou transmitidas através do ar que respiramos. A designação enfatiza o risco de disseminação da afecção na coletividade. ou de animais para seres humanos . ex: peste bulbônica.

mas nem toda doença INFECCIOSA é CONTAGIOSA. Pereira.P.A.Toda doença CONTAGIOSA é INFECCIOSA.M 9 .

A. outros fatores são as “causas contribuintes”.P. Pereira.ETIOLOGIA DA DOENÇA COMPLEXO CAUSAL: A causa principal da doença infecciosa é o seu “agente biológico específico”.M Mas o agente nem sempre é suficiente para produzir a doença. 10 .

A.P.M Cadeia epidemiológica Porta de saída do agente Modo de trasmissão Do agente Porta de entrada No hospedeiro 11 .Agente causal específico reservatório Susceptibilidade do hospedeiro Pereira.

M  Reservatório:pessoa ou animal portador de um agente infeccioso.  Porta de saída do agente: via de eliminação (pele. sangue.CADEIA EPIDEMIOLÓGICA  Agente causal específico:Agentes biológicos presentes no organismo acometido. Ex.P. Pereira.aparelho respiratório) Modos de transmissão: Direta: transmissão rápida de agentes. microbianos.A.    vetor. aerosóis 12 . bactérias. vírus. inseto. mucosa. Indireta: material contaminado.

M  Individuo suscetível: Pessoa ou animal que não possui resistência contra um agente infeccioso.CONT.P.como as infecções respiratórias. Pereira.tegumentar e corrente circulatória. CADEIA EPIDEMIOLÓGICA  Porta de entrada no hospedeiro:Tem muita relação com a via de transmissão.A.digestivas. 13 .

RESISTÊNCIA INESPECÍFICA: INERENTE OU NATURAL.M geral associada a características de sua anatomia e fisiologia. em Pereira.  É a que o organismo apresenta naturalmente .A.  Para isso conta com a integridade da pele. e independente da ação de anticorpos.P. 14 . ou líquidos orgânicos ( sangue. lágrima). suco gástrico.

P.  É a resistência relacionada á presença de anticorpos. substâncias produzidas pelo organismo e que possuem ação particular sobre o microorganismo.RESISTÊNCIA ESPECÍFICA: IMUNIDADE. Pereira. 15 .M  Existe a imunidade passiva e a ativa.A.

A. Pereira.M caxumba… 16 . Ex: vacinação ou doenças como sarampo.IMUNIDADE ATIVA  A pessoa produz os seus próprios anticorpos. como ocorre se ela é afetada por uma doença.P.

soro para picaduras de animais peçonhentos.IMUNIDADE PASSIVA:  O anticorpo é produzido fora do organismo e introduzido no corpo.A. Pereira.P.M Ex: passagem transplacentária da mãe para o feto. leite materno… 17 .

sem produzir infecção ou doença.CURSO DA DOENÇA NO ORGANISMO HUMANO.  Pereira. mas sem presença de sintomas.M Colonização: é o caso da simples colonização do germe na pele e mucosas.  Infecção: quando a reação do organismo detectável por exames.REAÇÕES DO ORGANISMO: As reações do organismo do hospedeiro aos agentes microbianos podem ser de diferentes intensidades.A.  Doença: aparecem os sintomas. 1.P. 18 .

3.CONT. Algumas podem desenvolver-se e ficar crônica .A.CURSO AGUDO E CRÔNICO: clinicamente a infecção pode ser: Aguda ( sarampo.PERÍODO DE TRANSMISSIBILIDADE: intervalo no qual o agente infeccioso pode ser transferido direta ou indiretamente de um ser infectado a outro. 2. 19 Pereira. rubéola…) Crônica ( tuberculose e hanseníase…).M . 4.P.PERÍODO DE INCUBAÇÃO: intervalo de tempo que decorre entre a exposição a um agente infeccioso e o aparecimento de sinais e sintomas da doença. CURSO DA DOENÇA NO ORGANISMO HUMANO.

A. MEDIDAS GERAIS: Estão as ações genéricas que concorrem para prevenir as doenças ou limitar as consequências. em particular. de alimentação e nutrição. ou até universal. 20 .M Situam-se na esfera socioecônomico-político-cultural e visam neutralizar a ação dos determinantes sociais das doenças infecciosas. Pereira. seletiva ou individualizadas. ou grupo de condições com características comuns . Ex: condições de trabalho.MEDIDAS DE PREVENÇÃO E CONTROLE. padrões de escolaridade.P. Podem ser adotadas de forma permanente ou esporádica. saneamento… MEDIDAS ESPECÍFICAS: São ações voltadas para uma doença.

TRÍADE DAS DOENÇAS: Pereira.A.M MEIO AMBIENTE HOSPEDEIRO AGENTE 21 .P.

A.TRÍADE . 22 .  Pereira.P.MEDIDAS DE PREVENÇÃO  Agente :combater os microorganismos patogênicos e se possível eliminá-los.M Hospedeiro:reduzir agressão. a suscetibilidade frente a  Meio ambiente: impedir ou dificultar a transmissão.

A.P. HUMANO: isolamento. MEIO AMBIENTE: desinfecção ( formol.MEDIDAS ESPECÍFICAS: ATUAÇÃO NOS RESERVATÓRIOS Pereira. raio ultra violeta). solo) 23 . diagnóstico e tratamento. limitação da exposição ( cavernas.M ANIMAL: eliminação e vacinação.

MEIO AMBIENTE: desinfecção ( formol.MEDIDAS ESPECÍFICAS: Atuação nos reservatórios: ANIMAL: eliminação ( ratos)e vacinação gado e animais domésticos.P.  Pereira. diagnóstico e tratamento.A.M HUMANO: isolamento. raio ultra violeta). limitação da exposição ( cavernas. solo)  24 .

P.M SANEAMENTO AMBIENTAL VIGILÂNCIA SANITÁRIA CONTROLE DE VETORES 25 .MEDIDAS ESPECÍFICAS: INTERRUPÇÃO DA TRANSMISSÃO NO MEIO AMBIENTE Pereira.A.

M  VIGILÂNCIA SANITÁRIA: de generos alimenticios e drogas.P.ar e sólo. Pereira. CONTROLE DE VETORES: desinsetização.  26 .A.MEIO AMBIENTE  SANEAMENTO AMBIENTAL:da agua.

EDUCAÇÃO E SAÚDE PROTEÇÃO DO INDIVÍDUO SUSCETÍVEL TRATAMENTO EFETIVO Pereira.A.P.M IMUNIZAÇÃO ATIVA E PASSIVA QUIMIOPROFILAXIA DIAGNÓSTICO PRECOCE DE CASOS 27 MEDIDAS ESPECÍFICAS: .

Pereira.A.P.M  IMUNIZAÇÃO ATIVA E PASSIVA  QUIMIOPROFILAXIA: DIAGNÓSTICO PRECOCE DE CASOS TRATAMENTO EFETIVO 28   .INDIVÍDUO SUSCETÍVEL  EDUCAÇÃO E SAÚDE incluindo a higiene pessoal.

Z.Z. Guanabara Koogan.M . 6a ed. Introdução à Epidemiologia moderna.A. N. Rio de Janeiro. Ver. 2003. Epidemiologia &Saúde. 1995  ROUQUAYROL. 2002. MEDSI. (8) 11. & ALMEIDA FILHO. Rio DE Janeiro. M. Epidemiol. M.BIBLIOGRAFIA PEREIRA. O Ensino da Epidemiologia. 3a ed.N. Bras.P.  29 Pereira. MEDSI.  ALMEIDA FILHO.G. Epidemiologia Teoria e Prática. Rio de Janeiro. M. $ ROUQUAYROL. 2005.  IV Plano Diretor para o Desenvolvimento da Epidemiologia no Brasil.

M .A.fim 30 Pereira.P.