P. 1
Abordagem Terapêutica da Ansiedade e Insónia (DGS, 2011)

Abordagem Terapêutica da Ansiedade e Insónia (DGS, 2011)

|Views: 161|Likes:
Published by Bruno Romao

More info:

Published by: Bruno Romao on Aug 06, 2013
Copyright:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

01/17/2014

pdf

text

original

EM AUDIÇÃO E TESTE DE APLICABILIDADE ATÉ 30 DE ABRIL DE 2012

Henrique Moura George Francisco DN: c=PT, o=Ministério da Saúde, ou=Direcção-Geral Henrique da Saúde, cn=Francisco Moura George Moura George Henrique Date: 2011.12.28 16:29:06 Z

Digitally signed by Francisco

NÚMERO: DATA:

055/2011 27/12/2011

ASSUNTO: PALAVRAS-CHAVE: PARA: CONTACTOS:

Abordagem Terapêutica da Ansiedade e Insónia Ansiolíticos; hipnóticos; benzodiazepinas Médicos do Sistema Nacional de Saúde Departamento da Qualidade na Saúde (dqs@dgs.pt)

Nos termos da alínea c) do nº 2 do artigo 2º do Decreto Regulamentar nº 66/2007, de 29 de maio, na redação dada pelo Decreto Regulamentar nº 21/2008, de 2 de dezembro, a Direção-Geral da Saúde, por proposta do seu Departamento da Qualidade na Saúde e da Ordem dos Médicos, emite a seguinte I – NORMA 1. As benzodiazepinas têm indicação no tratamento da ansiedade e da insónia quando os sintomas assumem caráter patológico, não devendo ser utilizadas por rotina no tratamento sintomático da ansiedade ou insónias ligeiras a moderadas (Nível de evidência A, Grau de recomendação I).1,2,3,4 2. No tratamento da ansiedade não deve ser utilizada mais do que uma benzodiazepina ansiolítica (Nível de evidência C, Grau de recomendação I).1,2 3. No tratamento da insónia não deve ser utilizada mais do que uma benzodiazepina hipnótica (Nível de evidência C, Grau de recomendação I). 4. A existência de eventual causalidade física ou abuso de substâncias deve ser determinada antes de ser prescrito um medicamento ansiolítico, sedativo ou hipnótico (Nível de evidência B, Grau de recomendação I).1,2,4 5. A terapêutica com benzodiazepinas deverá ser limitada no tempo: a) no tratamento da ansiedade preconiza-se uma duração máxima de 8 a 12 semanas, incluindo período de descontinuação; b) no tratamento de insónia preconiza-se uma duração máxima de 4 semanas, incluindo período de descontinuação; c) em certas situações pode prolongar-se o período máximo de utilização, tal não devendo ocorrer sem reavaliação em consulta especializada (Nível de evidência C, Grau de recomendação I).1,3 6. A ansiedade manifestada numa perturbação da ansiedade (definida pelos critérios ICD-10 ou DSM-IV-TR nomeadamente perturbação da ansiedade generalizada, perturbação de pânico, perturbação de stress pós-traumático e perturbação obsessivo-compulsiva ou fobia social) deve ser tratada preferencialmente com antidepressivos inibidores específicos da recaptação da serotonina, venlafaxina, duloxetina ou clomipramina (cf. Norma sobre prescrição de antidepressivos); o alprazolam é uma exceção a esta regra e poderá ser utilizado no tratamento a curto prazo da perturbação de pânico (Nível de evidência A, Grau de recomendação I). 4,5

DIREÇÃO-GERAL DA SAÚDE |Alameda D. Afonso Henriques, 45 – 1049-005 Lisboa |Tel:218430500 |Fax:218430530 | E-mail:geral@dgs.pt | www.dgs.pt - Este documento foi redigido ao abrigo do novo Acordo Ortográfico -

1/17

Nos registos clínicos dos doentes medicados com benzodiazepinas deve existir referência à evolução da sintomatologia que motivou a prescrição.15. O algoritmo clínico/árvore de decisão referente à presente Norma encontra-se em Anexo. quando da utilização das ansiolíticas). As exceções à presente Norma são fundamentadas clinicamente. Grau de recomendação I). c) Ultrapassado o período recomendado de tratamento o doente deve ser reavaliado periodicamente (mensalmente. Grau de recomendação I). nos casos de Norma nº 055/2011 de 27/12/2011 2/17 . sedativos ou hipnóticos (Nível de evidência A. 1. com vista a determinar a necessidade da manutenção do tratamento (Nível de Evidência C.9. b) A presente Norma destina-se quer ao tratamento sintomático da ansiedade e da insónia quer ao tratamento da ansiedade e da insónia decorrente de outras perturbações psiquiátricas. nomeadamente a amnésia anterógrada. Grau de recomendação I).3 d) Logo que seja evidente a remissão da sintomatologia clínica deverá ser iniciada a descontinuação das benzodiazepinas.10. Se forem utilizadas preconizase a utilização durante o período mais curto possível (Nível de evidência C. Grau de Recomendação I).16. e) Com o objetivo de prevenir a síndroma de privação.17 h) Não devem ser prescritas benzodiazepinas nas seguintes situações: miastenia gravis. da epilepsia e da dor neuropática. quando da utilização de benzodiazepinas sedativas e trimestralmente.7. insuficiência hepática grave e apneia do sono. Grau de recomendação I). 11.14 g) As benzodiazepinas devem ser evitadas em doentes com antecedentes de abuso ou dependência de substâncias. 12.2 i) A utilização de benzodiazepinas pode associar-se a défices cognitivos. 10. com a exceção do tratamento da síndroma de abstinência alcoólica e no tratamento sintomático da ansiedade associada à síndroma de abstinência a opióides (Nível de evidência A.7. Assim. Não é recomendada a utilização da pregabalina. II – CRITÉRIOS a) O tratamento com ansiolíticos. Grau de recomendação I). insuficiência respiratória grave.4.12. Não é recomendada a utilização de buspirona. no tratamento sintomático da ansiedade nem em outras perturbações ansiosas (Nível de evidência A.13 f) As perturbações psicóticas e as perturbações do humor (definida segundo critérios ICD10/DSM-IV-TR) não devem ser tratadas isoladamente com ansiolíticos. Grau de recomendação I). sedativos ou hipnóticos deve ser iniciado com a dose mínima eficaz e a dose máxima não deverá ser ultrapassada de acordo com o resumo das características do medicamento (RCM).8. no tratamento sintomático da ansiedade nem em outras perturbações ansiosas (Nível de evidência A. A pregabalina tem indicações específicas no tratamento da perturbação de ansiedade generalizada. quer em monoterapia quer em combinação. A buspirona tem indicação específica no tratamento da perturbação de ansiedade generalizada. 8. com registo no processo clínico. quer em monoterapia quer em combinação.11 9.13.6. diminuição da vigilidade e confusão mental. Na gravidez deverá ser especialmente ponderada a relação benefício / risco. as benzodiazepinas deverão ser descontinuadas de forma lenta e progressiva e nunca subitamente (Nível de evidência C.

têm sido utilizados em alternativa. 21. a dose deve ser imediatamente tomada antes do deitar. e) A implementação da presente Norma é monitorizada e avaliada através dos seguintes indicadores. b) A parametrização dos sistemas de informação para a monitorização e avaliação da implementação e impacte da presente Norma é da responsabilidade das administrações regionais de saúde e das direções dos hospitais.3 III – AVALIAÇÃO a) A avaliação da implementação da presente Norma é contínua. proporção de doentes com perturbações do sono/insónias medicados com hipnóticos durante menos de quatro semanas. 19 Nos doentes com insuficiência hepática. regional e nacional. 3/17 Norma nº 055/2011 de 27/12/2011 . 24. podendo predispor a acidentes.g.j) k) l) m) n) o) p) doentes medicados com benzodiazepinas sedativas. elabora e divulga relatórios de progresso de monitorização. oxazepam). através de processos de auditoria interna e externa. quando uma benzodiazepina for necessária.22 Nos doentes a tomar benzodiazepinas que manifestarem reações paradoxais estas deverão ser interrompidas. 2. nomeadamente as de distribuição rápida. lorazepam.20 Como a utilização de benzodiazepinas em idosos pode condicionar a mobilidade e atividades diárias bem como quedas os doentes deverão ser informados deste risco. nomeadamente anticolinérgicos. que constam nos bilhetes de identidade que se encontram em Anexo e dela fazem parte integrante: i. embora esta não desprovida de efeitos adversos. como acontece com as benzodiazepinas. devem ser usadas preferencialmente as metabolizadas por glicuronização (v. proporção de doentes com o diagnóstico de ansiedade a quem foram prescritos ansiolíticos por períodos inferiores a 12 semanas. executada a nível local. sem o inerente risco de dependência e habituação.25 Nos doentes com insónia primária a melatonina poderá promover melhor qualidade do sono.23 Na gravidez devido ao risco de teratogenia deverá ser especialmente ponderada e fundamentada a relação benefício / risco.2 A utilização de benzodiazepinas pode afetar de forma prejudicial a capacidade de condução automóvel e manuseamento de máquinas de precisão. ii. tendo em atenção a prevenção de amnésias anterógradas.27 q) A valeriana e a doxilamina. 26. d) A Direção‐Geral da Saúde. c) A efetividade da implementação da presente Norma nos cuidados de saúde primários e nos cuidados hospitalares e a emissão de diretivas e instruções para o seu cumprimento é da responsabilidade dos conselhos clínicos dos agrupamentos de centros de saúde e das direções clínicas dos hospitais. através do Departamento da Qualidade na Saúde e da Administração Central do Sistema de Saúde. 18 Aos doentes a quem forem prescritas benzodiazepinas deverá ser desaconselhada a utilização concomitante com álcool por este poder potenciar os efeitos sedativos e agravar a probabilidade de ocorrência de efeitos paradoxais.

28 Estão aqui presentes diferentes grupos farmacológicos. determina um período mais alargado que não deverá ultrapassar as oito a doze semanas para a indicação ansiedade e de quatro semanas para a indicação insónia. IV – FUNDAMENTAÇÃO a) Em Portugal encontram-se classificados1 como ”ansiolíticos. que a duração do tratamento com estes medicamentos deveria ser curta devido ao risco elevado de dependência e habituação e consequências funcionais psicomotoras. psicofármacos / 2. o doente deverá ser reavaliado em consulta especializada. estando incluído neste período a descontinuação. a Agência Europeia do Medicamento (EMA) publicou um “Resumo das Características para as Benzodiazepinas Ansiolíticas e Hipnóticas” 2 limitando a sua utilização ao tratamento da ansiedade ou da insónia apenas quando a perturbação é grave e incapacitante e o indivíduo está sujeito a desgaste intenso. também. o tratamento deverá ser iniciado com as doses mínimas eficazes presentes no RCM e a dose máxima não deverá ser ultrapassada. Em ambas as situações.3 e) Em 1991.custo médio com ansiolíticos e hipnóticos e sedativos prescritos por doente com sintomas de ansiedade (P01) e insónia (P06) durante o período em análise. a zopiclona e o zolpidem. primárias e secundárias. originando marcada dificuldade na sua interrupção em doentes que as tomaram mais do que algumas semanas. é o risco do desenvolvimento de tolerância e dependência para os seus efeitos. contudo.9. também.4 Para outro medicamento. uma posição semelhante relativamente às benzodiazepinas. também. anti-histamínicos como a doxilamina. das alterações do sono. a sua utilização tem vindo a ser limitada nos últimos 20 anos devido ao risco de dependência e habituação num número expressivo de utilizadores. relativamente a estes medicamentos. c) Não existe evidência científica que fundamente a utilização de mais do que uma benzodiazepina para o tratamento da ansiedade ou da insónia.29 f) Tendo em consideração que a sintomatologia ansiosa é muitas vezes imprecisa e podendo esta estar associada a outra patologia médica.9. a melatonina e extractos de plantas como a valeriana. 1 Classificação Farmacoterapêutica Nacional de Medicamentos Norma nº 055/2011 de 27/12/2011 4/17 . sedativos e hipnóticos) medicamentos que têm como indicação o tratamento da ansiedade e a indução e manutenção do sono. tal como as benzodiazepinas é. Esta é a razão pela qual o “National Institute for Health and Clinical Excellence” (NICE) recentemente recomenda a sua utilização por um período não superior a duas a quatro semanas. tais como as benzodiazepinas. sendo comum a sua prescrição. Embora as benzodiazepinas sejam tradicionalmente utilizadas para tratar a ansiedade e insónia. poderão ser necessárias várias consultas até ficar clarificado o diagnóstico enquanto o doente mantém a terapêutica sintomática. Embora bem toleradas. a buspirona. sistema nervoso central/2. d) Para todas as benzodiazepinas. uma das preocupações mais relevantes. sedativos e hipnóticos” (2. b) As benzodiazepinas são o grupo de medicamentos mais utilizados no tratamento da ansiedade situacional ou generalizada. A “Food and Drug Administration” (FDA) tomou.1. recomendada a sua utilização por um curto prazo. ansiolíticos.2 iii. azapironas como a buspirona. A EMA entendeu.1 A EMA. atendendo a casos particulares em que é sabido que será necessária a extensão do tratamento.

32. pelo que estas deverão ser utilizadas.14 l) O risco de dependência de benzodiazepinas aumenta com a dose e duração do tratamento. 4.31 Assim. até cerca de três semanas após a interrupção de uma benzodiazepina de semi-vida longa e em poucas horas para as de semivida curta. insuficiência respiratória grave. 5 h) A utilização de benzodiazepinas está associada a sintomas de privação e ansiedade “rebound”. principalmente pelo efeito demonstrado na prevenção de crises convulsivas. em combinação com antipsicóticos ou antidepressivos.g) Há insuficiente evidência no tratamento com benzodiazepinas a médio e longo prazo (> 2 meses) na perturbação de ansiedade generalizada. também.30 É de notar que a utilização de benzodiazepinas a curto prazo poderá. mas gradualmente. Por vezes o quadro clínico poderá levar semanas a meses para remitir. São sintomas habituais a ansiedade. ter utilidade na perturbação de pânico. evidenciaram que a combinação de benzodiazepinas (alprazolam e clonazepam) durante um curto prazo (quatro a seis semanas) com antidepressivos produzia uma resposta terapêutica mais rápida.17 Cerca de 2/3 dos utilizadores crónicos de benzodiazepinas são capazes de as interromper com apoio clínico. as benzodiazepinas poderão ser utilizados em combinação com estes nas primeiras semanas de tratamento. os antidepressivos tricíclicos e benzodiazepinas como o alprazolam (único aprovado em Portugal para esta indicação) e clonazepam. apenas. 31. enquanto não se evidencia a resposta à terapêutica ou. tendo em atenção as precauções atrás descritas.13 A retirada das benzodiazepinas não deverá ser feita subitamente. tremor. reduzindo a gravidade geral do quadro. durante o período inicial de agudização clínica.36 o) Não devem ser prescritas benzodiazepinas nas seguintes situações: miastenia gravis. utilizadas em associação no tratamento sintomático da ansiedade associada à síndroma de abstinência a opióides. a venlafaxina. ser semelhantes aos do quadro inicial e encorajar a continuação da prescrição. convulsões ou um estado clínico semelhante ao delirium tremens.15. no tratamento das perturbações de ansiedade com medicamentos pertencentes ao grupo dos antidepressivos. demonstraram eficácia em numerosos ensaios clínicos e poderão ser utilizados no tratamento da perturbação de pânico. As benzodiazepinas na síndroma de abstinência apresentam eficácia clínica na redução de ansiedade. pois poderá surgir um quadro confusional. 34 m) As benzodiazepinas poderão ser utilizadas no tratamento da abstinência alcoólica. Estes sintomas poderão. também.2 Norma nº 055/2011 de 27/12/2011 5/17 .33 É de notar que num destes trabalhos cerca 60% dos doentes foram incapazes de realizar a descontinuação de alprazolam nas duas semanas seguintes às quatro a seis semanas de tratamento. apneia do sono e insuficiência hepática grave. perda de apetite.30 k) Não existe evidência científica relativamente ao tratamento com benzodiazepinas em monoterapia nas perturbações psicóticas nomeadamente na esquizofrenia e nas perturbações do humor.12. agitação. também é superior em doentes com antecedentes de dependência de álcool e/ou drogas. também.35 n) As benzodiazepinas poderão ser.15 i) Os medicamentos inibidores específicos da recaptação da serotonina. sudação e alterações perceptuais. j) Três estudos controlados envolvendo doentes com perturbação de pânico.17 A síndroma de abstinência às benzodiazepinas poderá surgir em qualquer altura. se necessário. sintomas de hiperactividade vegetativa.

27 aa) A doxilamina e a valeriana encontram-se aprovados em Portugal com o estatuto de “Medicamentos Não Sujeitos a Receita Médica” com indicação na “dificuldade temporária em adormecer” e no “alívio da tensão nervosa ligeira e da dificuldade em adormecer”. hostilidade. a relação entre utilização de benzodiazepinas e risco aumentado de fraturas ósseas tem evidência inconsistente.43 x) Nos doentes a tomar benzodiazepinas estão reportadas reações paradoxais de inquietação. psicofármacos/ 2.20 w) A utilização de benzodiazepinas em idosos pode condicionar a mobilidade e actividades diárias bem como quedas. oxazepam). agressividade e sintomatologia psicótica. durante a evolução da doença.22 Contudo. irritabilidade.10. Não existe evidência científica que fundamente a utilização da buspirona. nem de outras perturbações psiquiátricas para além da perturbação de ansiedade generalizada.g. quando uma benzodiazepina for necessária. sedativos e hipnóticos)2 possui como indicação aprovada pela EMA a perturbação de ansiedade generalizada.21. eficaz na prevenção e redução do “jet lag”. (Sistema Nervoso Central/2.1.20.19 u) As benzodiazepinas podem ter efeitos de acumulação em doentes com cirrose hepática. agitação.40.37. como a buspirona. y) Na gravidez deverá ser especialmente ponderada a relação benefício / risco devido ao risco de teratogenia.p) As azapironas.22 v) Nos doentes com insuficiência hepática. também. Estas reações são raras e idiossincráticas. podendo ir da excitação a comportamentos anti-sociais. 24. no tratamento sintomático da ansiedade nem em outras perturbações ansiosas.26A melatonina é.2. sendo este fenómeno independente da existência de encefalopatia. tendo em atenção a prevenção de amnésias anterógradas.21. r) A utilização de benzodiazepinas pode aumentar o risco de acidentes rodoviários. lorazepam. quer em monoterapia quer em combinação. devem ser usadas preferencialmente as metabolizadas por glicuronização (v.39.38. no tratamento inespecífico da ansiedade.23 Na presença destes efeitos o tratamento deverá ser interrompido. ansiolíticos.11 Não é recomendada a utilização da pregabalina.2 t) Está desaconselhada a utilização concomitante de benzodiazepinas ansiolíticas ou hipnóticas e álcool por este poder potenciar os efeitos sedativos e agravar a probabilidade de ocorrência de efeitos paradoxais.9. poderão ser úteis no tratamento a curto e médio prazo da perturbação de ansiedade generalizada.42. quer em monoterapia quer em combinação.25 z) A melatonina evidencia maior utilidade no tratamento a curto prazo da “síndroma de atraso de fase” reduzindo a latência do sono mas não a sua eficiência. pesadelos.6 q) A pregabalina embora não esteja classificada no grupo 2. 18 s) Nos casos de doentes medicados com benzodiazepinas hipnóticas de distribuição rápida a dose deve ser imediatamente tomada antes do deitar. particularmente naqueles que nunca foram expostos a benzodiazepinas.41. como 2 Ibidem Norma nº 055/2011 de 27/12/2011 6/17 . poderão ser especialmente graves e têm maior probabilidade de ocorrência em crianças e idosos e em doentes com lesões cerebrais condicionando uma relação benefício / risco desfavorável.8. A sua eficácia é evidenciada em vários estudos controlados e aleatorizados.9.9. poden do ser utilizados em alternativa sem o inerente risco de dependência e habituação.7.

confusão. e) Foram subscritas declarações de interesse de todos os peritos envolvidos na elaboração da presente Norma. Pedro Branco. no âmbito da melhoria da Qualidade no Sistema de Saúde. ao abrigo do protocolo entre a Direção-Geral da Saúde e a Ordem dos Médicos. SIGLAS/ACRÓNIMOS ACSS BI BNF CID-10 DGS DSM EMA EMEA FDA GFT NICE OM PAS POC PP PTSD Administração Central do Sistema de Saúde Bilhetes de Identidade das Normas British National Formulary Classificação Internacional de Doenças versão 10 Direção Geral de Saúde Manual de Diagnóstico e Estatística das Perturbações Mentais Agência Europeia do Medicamento Agência Europeia do Medicamento (ver EMA) Food and Drug Administration Grupo Farmacoterapêutico National Institute for Health and Clinical Excelence Ordem dos Médicos Perturbação da Ansiedade Social. António Faria Vaz (coordenação executiva). João Reis. através dos seus Colégios de Especialidade.3 É de notar que a doxilamina é um anti-histamínico com ação anticolinérgica.acontece com as benzodiazepinas. d) A versão de teste da presente Norma vai ser submetida à audição das sociedades científicas. Ana Lisa Carmo. Maria Luísa Figueira. Estes efeitos adversos relacionados com a atividade anticolinérgica são relevantes particularmente na população idosa. acompanhados das respetivas declarações de interesse. a evidência da eficácia destes medicamentos para o tratamento da ansiedade e insónia crónica é insuficiente. Perturbação Obsessiva Compulsiva Perturbação de Pânico Perturbação de Stress Pós-traumatico INFARMED Instituto Nacional da Farmácia e do Medicamento Norma nº 055/2011 de 27/12/2011 7/17 . João Relvas. b) Luís Câmara Pestana e João Marques Teixeira (coordenação científica). Contudo. V – APOIO CIENTÍFICO a) A presente Norma foi elaborada pelo Departamento da Qualidade na Saúde da Direção-Geral da Saúde e pelo Conselho para Auditoria e Qualidade da Ordem dos Médicos. Luís Gamito. c) A presente Norma foi visada pela Comissão Científica para as Boas Práticas Clínicas. Fernando Medeiros Paiva. f) Durante o período de audição só serão aceites comentários inscritos em formulário próprio disponível no site desta Direção-Geral. Embora não esteja associada a risco de dependência e de habituação. pode provocar ataxia. incapacidade de concentração e perturbações da memória e retenção urinária.

Br J Psychiatry 2006. 2009. Art. British National Formulary. Placebo-controlled comparison of the clinical effects of rapid discontinuation of ipsapirone and lorazepam after 8 weeks of treatment for generalized anxiety disorder. Silva de Lima M. Tobias K. Khorsand V. dos Santos Souza JJSS. Int Clin Psychopharmacol. Rickels K. Gut 1998. Gorgels WJ. 188:188-189. Frigo M. Association of road-traffic accidents with benzodiazepine use. Cutler N. 10.182:498-504. Benzodiazepines for schizophrenia. 2005. MacDonald TM. No. Mol AJ. Br Med J 1985. Issue 3. 25:151–8. 17.40(1):69-75 Avallone R. Dubovsky SJ. Baraldi C. Crockatt JG. 15(2):99-105. J Toxicol Clin Toxicol. Crockatt JG. van Balkom AJ. Feltner DE. 2005. Lancet 1998. Allen MH. Cochrane Database of Systematic Reviews 2006. 16. Mahe V. Auriacombe M. Volz A. Mol AJ.2006. fixed-dose. Farina F. Reid IC. Voshaar RC. A randomized. Lavie E. Feltner DE. 5. Cochrane Database of Systematic Reviews 2007. Azapirones for generalized anxiety disorder. Pohl RB. Roeschen J.RCM Resumo das Características do Medicamento REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1. Montgomery SA. Baraldi M. Mandos LA. Jerrom DWA. Cochrane Database Syst Rev. 13. 2000. McMahon AD. Gillies D. 2003. 2006. 62:1022–30. McDevitt DG. 18. Art. INFARMED .National Clinical Guideline Number 113. 2003. Keppel Hesselink JM. 2.352:1331 –1336. Long-term outcome of two forms of randomised benzodiazepine discontinuation. Leucht S. Voshaar RC. Gorgels WJ.. EMEA 2011. INFARMED. No. placebo-controlled trial of pregabalin and alprazolam. Issue 1. 15.10(4):251-6. Rickels K. NICE 2011. J Clin Psychiatry. Schweizer E. Ferrarese C.multicenter. Pande AC. Br J Psychiatry. Kleinschnitz M. Davey PG. Controlled study of withdrawal symptoms and rebound anxiety after six week course of diazepam for general anxiety. Corsi L. 9. Zeneroli M . Chessick CA.3:CD005194. Thase ME. Int Clin Psychopharmacol. Venturini I. Pollack MH. doubleblind. Power KG. 2002. Efficacy and safety of pregabalin in the treatment of generalized anxiety disorder: a 6-week. Generalized anxiety disorder and panic disorder (with or without agoraphobia) in adults: management in primary. Schreier P.2010. double-blind. 8. Fatséas M. J Clin Psychopharmacol. Pecora N . 3. placebo-controlled comparison of pregabalin and venlafaxine. Toxicological interactions between alcohol and benzodiazepines. placebo-controlled. Norma nº 055/2011 de 27/12/2011 8/17 . Feltner DE. double-blind. NICE . Long-term pharmacological treatment of generalized anxiety disorder. Balogh A. Efficacy of pregabalin in the treatment of generalized anxiety disorder: double-blind. Pregabalin in generalized anxiety disorder: a placebo-controlled trial.: CD006115. 20.: CD00639. 7. 6. Mitchell M. Am J Psychiatry. multicenter. 14. randomised controlled trial. 42:861-867.160:533–40. 1995. 4. 19. Zornberg GL. placebo-controlled comparison of BID versus TID dosing. Feltner DE. Zitman FG. Last Rev 1994. Denis C. van Balkom AJ. Endogenous benzodiazepine-like compounds and diazepam binding inhibitor in serum of patients with liver cirrhosis with and without overt encephalopathy. J Clin Psychopharmacol. EMEA . Batista Miralha da Cunha AABC. Morris AD. 12. Kapczinski FFK.Benzodiazepines as Anxiolytics or Hypnotics/ III/3653/91. Pregabalin for treatment of generalized anxiety disorder: a 4-week. 23:240–9. Simpson RJ. Barbone F. 2003. randomized. Tanaka E. 67:771–82. van de Lisdonk EH. 290: 1246-1248. Breteler MH. Tapering off long-term benzodiazepine use with or without group cognitive-behavioural therapy: three-condition. 11. multicenter study of pregabalin in patients with generalized anxiety disorder. Arch Gen Psychiatry. secondary and community care (partial update). van den Hoogen HJ.Prontuário Terapêutico. Pharmacological interventions for benzodiazepine mono-dependence management in outpatient settings. Fieve RR.

37. Benzodiazepine use and hip fractures in the elderly: who is at greatest risk? Arch Intern Med. Hesselbrock V. 34. Holford TR. Heninger GR. Glynn RJ. Krystal J. Berglund M. Dosage. Leveille SG. Hebert P. Patel B. Hall R. Mogun H. Ross-Degnan D. 2004. Central Nervous System Active Medications and Risk for Fractures in Older Women. 1981. Möller HJ. 36. Pereira ME.164(14):1567-72. Kranzler HR.: CD001520. Evidence Report/Technology Assessment: 2004. Psychiatr Serv 2003. 29. Blough DK. 2006. 58(3):336-44. Benzodiazepine use and physical disability in community-dwelling older adults. Walker AM. AHRQ Publication Number 05-E002-1. Soyka M. Healy D. 25. Buscemi N. Cochrane Database of Systematic Reviews 2002. 12:32–38. 30. Charney DS: Controlled trial of alprazolam supplementation during imipramine treatment of panic disorder. 54:1395-1401. 23. Paradoxical reactions to benzodiazepines. 26:203–207. 39. Petrie KJ. 35. Guidelines for Substance Use Disorders: The World Federation of Societies of Biological Psychiatry (WFSBP) guidelines for the biological treatment of substance use and related disorders.169(21):1952-60.54(2):22430. Shapiro S. Effects of HalfLife. Zisook S. Bauer D. Kranzler HR. Conradi N. Mangione C. 158:892-898. Glynn RJ. 28. LaCroix AZ. Bowman P. Johnson BA. Art. 27. 2011. J Clin Psychopharmacol 1992. Gorelick D. Number 108. Isidoro T. Ensrud KE. Gray SL. World J Biol Psychiatry. Arch Intern Med 2003 Apr 28.gov/NewsEvents/Newsroom/PressAnnouncements/2007/ucm108868. 40. Hanlon JT. Part 1: Alcoholism. World J Biol Psychiatry. Neutel F. Woolcott JC. Schneeweiss S. Part 2: Opioid dependence. Melatonin for the prevention and treatment of jet lag. Conde V. 31. Kasper S. Marin J.“APA Practice Guideline for the treatment of Patients With Panic Disorder.21. J Clin Psychopharmacol 2006. 2008. Wiens MO. US Food and Drug Administration. Gurwitz JH. Laughren TP..114(1):126-31. 11(Suppl 1): 99S –104S. Wagner AK. Lisboa. 330:396 Brunette. Zhang F. Melatonin for Treatment of Sleep Disorders. 53(6):948-54. Exposure to prescribed drugs in pregnancy and association with congenital malformations. 32. Work Group on Panic Disorder. 1981. Wang PS. 22. Second Edition” APA. Arch Intern Med 2009. J Am Geriatr Soc. Blakwell T. Racoosin JA: Suicide rates in short-term randomized controlled trials of newer antidepressants. 1989. Krystal JH. Penninx BW. FDA Requests Label Change for All Sleep Disorder Drug Products. Hammad TA. R. J Pediatr.fda. van den Brink W. Hutton B: Association between suicide attempts and selective serotonin reuptake inhibitors: systematic review of randomized controlled trials. Obstet Gynecol. Coelho A. Möller HJ. Vademecum Classificação Farmacoterapêutica de Medicamentos. Bracken MB. M. 2007 em http://www. Br J Clin Pharmacol. Avorn J: Hazardous Benzodiazepine Regimens in the Elderly. Summary. 26. and benzodiazepines. 2005. Woods SW.163(8):949. Walstrom J. Xie H. WFSBP Task Force on Treatment.9(1):6-23. WFSBP Task Force on Treatment Guidelines for Substance Use Disorders World Federation of Societies of Biological Psychiatry (WFSBP) Guidelines for Biological Treatment of Substance Use and Related Disorders. 24. 33. 2009. Drake. Glass KC. J Am Geriatr Soc. Khan KM: Meta-analysis of the impact of 9 medication classes on falls in elderly persons.12(3):160-87. Guralnik JM. BMJ 2005.. Soumerai SB. Bohn RL. No. Pandya R. Herxheimer A. Doucette S. Soyka M. Issue 2. Fergusson D. Buchner DM. Benzodiazepine Use and Abuse Among Patients With Severe Mental Illness and Co-occurring Substance Use Disorders. and Duration on Risk of Hip Fracture. Vandermeer B. Am J Psychiatry 2001. Artz MB. Koleszar AS. Richardson KJ. Noordsy D. Laegreid L.htm. Norma nº 055/2011 de 27/12/2011 9/17 . Teratogenic effects of benzodiazepine use during pregnancy. Wang PS: Claims data studies of sedative-hypnotics and hip fractures in older people: exploring residual confounding using survey information. 38. Nagy LM. Osswald W. INFARMED 2005. Olegard R. Schwartz A.

Aïssou M.146:96–103. Soumerai SB. Chaslerie A. Arch Intern Med. 2001. Pierfitte C. Francisco George Diretor-Geral da Saúde Norma nº 055/2011 de 27/12/2011 10/17 .41.322:704–708. BMJ. Gurwitz JH. Effect of New York State regulatory action on benzodiazepine prescribing and hip fracture rates. Ross-Degnan D. Wagner AK. Medicare Part D’s Exclusion of Benzodiazepines and Fracture Risk in Nursing Homes. 43. Macouillard G. Benzodiazepines and hip fractures in elderly people: case-control study. Field TS. Gurwitz JH. Ann Intern Med 2007. 2010. Fouayzi H. Briesacher BA. Pehourcq F. Thicoïpe M. 42. 170(8): 693–698.

estabilizadora do humor) Iniciar terapêutica específica Se necessário iniciar BZs Ansiolíticas durante um período até 12 semanas incluindo a fase de descontinuação em combinação com o tratamento específico para a patologia de base. PAS.ANEXOS Anexo I: Algoritmo clínico/árvore de decisão Ansiedade Patológica Decorrente de Perturbação de Adaptação? (mesmo que associada a doença física) Decorrente de Perturbação Ansiedade Generalizada Decorrente de Perturbação Afectiva ou Psicótica Decorrente de outras Perturbações de Ansiedade (PP. incluindo a fase de descontinuação Iniciar: Antidepressivos específicos* ou Buspirona ou Pregabalina Iniciar terapêutica específica (antidepressiva. POC. antipsicótica. PTSD) Decorrente de Perturbação Afectiva ou Psicótica Se necessário iniciar BZs Ansiolíticas durante um período até 12 semanas. Não Suficiente para melhorar a Ansiedade? Sim Manutenção do programa terapêutico * Ver Norma “Prescrição de Antidepressivos” Norma nº 055/2011 de 27/12/2011 11/17 .

incluindo a fase de descontinuação Manutenção do programa terapêutico Se necessário iniciar BZs Ansiolíticas durante um período até 12 semanas incluindo a fase de descontinuação em combinação com o tratamento específico para a patologia de base * Ver norma “Antidepressivos” Norma nº 055/2011 de 27/12/2011 12/17 . antipsicótica. estabilizadora do humor) Iniciar terapêutica específica Sim Suficiente para melhorar a Insónia? Não Sim Suficiente para melhorar a Insónia? Não Manutenção do programa terapêutico Se necessário iniciar BZs Ansiolíticas durante um período até 12 semanas.Insónia Patológica Insónia Primária Decorrente de Perturbação de Adaptação? (mesmo que associada a doença física) Decorrente de Ansiedade Generalizada Decorrente de Perturbação Afectiva ou Psicótica Decorrente de outra Perturbação Insónia Melatonina Iniciar: Antidepressivos específicos* ou Buspirona ou Pregabalina Iniciar terapêutica específica (antidepressiva.

no período em análise. N05BA01 / DDD=900.Ter prescrição de pelo menos um tipo de ansiolítico durante um período máximo de 12 semanas (ATC: N05BA12 / DDD=90.Anexo II: Bilhete de identidade dos indicadores Designação Dimensão Norma Objectivo Descrição do indicador Frequência de monitorização Percentagem de inscritos com diagnóstico de ansiedade a quem foram prescritos ansiolíticos durante um máximo de 12 semanas Efectividade Ansiolíticos e hipnóticos Aplicar a Norma da DGS Entidade gestora Período aplicável ACES Ano Indicador que exprime a capacidade de diagnóstico e terapêutica Trimestral Unidade de medida Fórmula Percentagem A / B x 100 Percentagem de inscritos A definir ao fim de um ano de aplicação da norma A definir ao fim de um ano de aplicação da norma Responsável pela monitorização ACES / ARS Output Prazo entrega reporting Órgão fiscalizador Dia 25 do mês n+1 ARS Valor de referência Meta Numerador: .º de inscritos Norma nº 055/2011 de 27/12/2011 13/17 .Ter diagnóstico de ansiedade (P01) sinalizado com activo na sua lista de problemas. N05BA11 / DDD=2700 do GFT 2.1).9. N05BA05 / DDD=1800. N05BA08 / DDD=900.º de inscritos com diagnóstico de ansiedade com prescrição de ansiolíticos durante um período máximo de 12 semanas Fonte informação/ SI Unidade de medida A .Denominador N.Numerador SI USF/UCSP N. N05BA13 / DDD=9000.Denominador. N05BA10 / DDD=2700. Critérios de inclusão Observações Factor crítico Variáveis Definição N. N05BA04 / DDD=4500. . N05BA18 / DDD=180. N05BA22 / DDD=540. N05BA02 / DDD=2700. . N05BA06 / DDD=225. N05BA / DDD=180.º de inscritos com diagnóstico de ansiedade SI USF/UCSP N.(As 12 semanas de prescrição são definidas em DDD de cada medicamento) Denominador: .º de inscritos B .Ter inscrição no ACES. N05BA094 / DDD=1800.

º de inscritos com diagnóstico de perturbação do Fonte informação/ SI Unidade de medida A .Denominador.Numerador sono/insónias.1). N05CD07 / DDD = Critérios de inclusão 600. N05CD04 / DDD = 90.9.5.º de inscritos B . N05CD08 / DDD = 450. N05CD05 / DDD = 7. . Observações Factor crítico Variáveis Definição N. .Ter diagnóstico de perturbação do sono/insónias (P06) sinalizado com activo na sua lista de problemas. N05CD11 / DDD = 30. Denominador: .Ter prescrição de pelo menos um tipo de hipnótico ou sedativo durante um período máximo de 4 semanas (ATC: N05CD09 / DDD = 7.Designação Dimensão Norma Objectivo Descrição do indicador Frequência de monitorização Percentagem de inscritos com perturbações do sono/insónias a quem foram prescritos hipnóticos e sedativos durante um período máximo de quatro semanas Efectividade Ansiolíticos e hipnóticos Aplicar a Norma da DGS Entidade gestora Período aplicável ACES Ano Indicador que exprime a capacidade de diagnóstico e terapêutica Trimestral Unidade de medida Fórmula Percentagem A / B x 100 Responsável pela monitorização ACES / ARS Output Percentagem de inscritos A definir ao fim de um ano de aplicação da norma A definir ao fim de um ano de aplicação da norma Prazo entrega reporting Órgão fiscalizador Dia 25 do mês n+1 ARS Valor de referência Meta Numerador: .º de inscritos Norma nº 055/2011 de 27/12/2011 14/17 . N05BA06 / DDD = 75.Ter inscrição no ACES.com prescrição de hipnóticos e sedativos durante SI USF/UCSP um período máximo de quatro semanas N. (As 4 semanas de prescrição são definidas em DDD de cada medicamento).5 do GFT 2.º de inscritos com diagnóstico de perturbação do sono/insónias SI USF/UCSP N. no período em análise. N05CD01 / DDD = 900.Denominador N.

º de inscritos com diagnóstico de ansiedade e perturbação do sono/insónias SI USF/UCSP N. hipnóticos e sedativos a Fonte informação/ SI Unidade de medida A .9.Ter inscrição no ACES.Ter diagnósticos de ansiedade (P01) e perturbação do sono/insónias (P06) sinalizados com activos na sua lista de problemas.Numerador inscritos com diagnóstico de ansiedade e perturbação do sono/insónias SI USF/UCSP € B . hipnóticos e sedativos (ATC N05B.Valor total da prescrição de ansiolíticos. Critérios de inclusão Denominador: . . N05C do GFT 2.Denominador. no período em análise.Designação Dimensão Norma Objectivo Descrição do indicador Frequência de monitorização Valor médio da prescrição de ansiolíticos. hipnóticos e sedativos por inscrito com diagnóstico de ansiedade ou perturbações do sono/insónias Eficiência Ansiolíticos e hipnóticos Aplicar a Norma da DGS Entidade gestora Período aplicável ACES Ano Indicador que exprime a capacidade de diagnóstico e terapêutica Trimestral Unidade de medida Fórmula Valor médio A/B Valor médio A definir ao fim de um ano de aplicação da norma A definir ao fim de um ano de aplicação da norma Responsável pela monitorização ACES / ARS Output Prazo entrega reporting Órgão fiscalizador Dia 25 do mês n+1 ARS Valor de referência Meta Numerador: .º de inscritos Norma nº 055/2011 de 27/12/2011 15/17 .1). . Observações Factor crítico Variáveis Definição Valor total da prescrição de ansiolíticos.Denominador N.

23 Hall R. Effica cy and sa fety of pregabalin in the treatment of generalize d anxiety disorder: a 6-we ek.352 :1331 –133 6 19 Tanaka E.1 63(8): 949. World J Biol Psychiatry. Central Nerv ous System A ctive Medications and Risk for Fractures i n Older Women. Glynn RJ. Koles zar AS. 188: 188 -189 18 Barbone F. McMahon AD. Crockatt JG. Norma nº 055/2011 de 27/12/2011 16/17 . Pe cora N . Frigo M. Möller HJ. Cutler N. Arch Gen Psychiatry.169 (21 ):19 52-60. Toxi cologi cal interactions betwee n alcohol and ben zodia zepines. E xposure to pre scribe d drug s in pregna ncy and association with cong enital mal for mations. Zisook S. Schreier P. Reid I C. Peh our cq F. Olegard R. 3:CD 0051 94 14 Volz A. J Pediatr. 38 Wang PS. Zitman FG. Iss ue 2.12 (3 ):16 0-8 7 37 Wagner AK. 21 Wool cott JC. Effica cy of pregabalin in the treatment of generalize d anxiety disorder: double -blind. Jerrom DWA. J Clin Psychopharma col. Paradoxi cal reactions to be nzodiazepi nes.: CD006 115 7 Feltner DE. Crockatt JG. Feltner DE. risco de toxicidade com a ingestão concomitante de álcool e/ou sedativos. T hicoï pe M.1 82:4 98-504 17 Voshaar RC. Patel B.National Clini cal Gui deline N umber 113 . Issue 3.: CD00 639 15 Mandos LA. Chaslerie A. 23:24 0 –9. Xie H. 10 Rickels K. Hessel brock V. No. Int Cli n Psychopharma col.Ben zodia zepines as Anxiolytics or Hy pnoti cs/ III/ 3653 /91.gov/New sEvents/ Newsroom/PressA nnouncements/2 007/ ucm10 8868. 114 (1): 126 -31 25 Bracken M B. Vander meer B. Walstrom J. 1 2:32– 38 32 Hamma d TA. Fieve RR. M orris AD. Mog un H. EMEA 2011 3 INFARMED . Charney DS: Controlled trial of alpra zola m supple mentation during i miprami ne treatme nt of pa nic di sorder. Silva de Lima M. 8 Pande AC. Healy D. Wie ns M O.14 6:96 –103. N ICE 20 11 5 Mahe V. World J Biol Psychiatry. ii. 1995. Long-ter m out come of two forms of randomise d ben zodia zepine discontinuation. Nagy LM. 1 British National For mulary. Taperi ng off long -term benz odiaz epine use with or without group cog nitive-be havioural therapy: thre e-condition. Conde V. Mitchell M. 1981 . van Balkom AJ. 53 (6 ):94 8-5 4 40 Ensrud K E. abuso de álcool ou outras substâncias. Shapiro S. 20 05. No. insuficiência respiratória grave. Art. Generalize d anxiety disorder and pa nic di sorder (with or without agoraphobia ) in adul ts : manag eme nt in primary. randomized. Le ucht S. Goreli ck D. miastenia gravis. double-blind. 1981. 29 US Food and Drug Administration. Gut 1 998. J Clin Psy chophar macol. v. A randomize d. Gillies D. apneia do sono. Hutton B: As sociation betwee n sui cide attempts and selective ser otonin re uptak e inhi bitors: syste matic review of randomiz ed controlle d trials. INFARMED 2005. 15(2 ):9 9-1 05. Lisboa. Be nzodiaze pines a nd hip fractur es in elderly pe ople: case -control study. 26:2 03 –20 7 33 Fergusson D. 160: 533 –4 0. Pregabalin for treatme nt of ge neralized anxiety dis order: a 4 -week. Lancet 1998 . se condary and community care (partial update). Os swald W. Ri ckels K. risco de quedas (especialmente nos idosos). b) Antes da prescrição das benzodiazepinas o doente deverá ser informado sobre: i. Art. Dubovsky SJ.40 (1):69 -75 20 Avallone R. 2005. Gorgels WJ. Baraldi M. Pandya R. Gurwitz JH. I NFARMED 20 10 4 NICE . M ol AJ. Zor nberg G L. Teratoge nic e ffe cts of ben zodia zepine use during preg nancy. Allen MH. Auriacombe M. multicenter. 2 90: 12 46-1248. Iss ue 1. Arch I ntern Me d 2009 . Second Edition” APA 200 9 31 Woods SW. Johnson BA. 58(3): 336 -44 26 Bus cemi N. 6 Chessi ck CA. J Toxi col Clin Toxicol. BMJ. Laug hren TP. Vent urini I. WFS BP Task Force on Treat ment. 2003. Ros s-Deg nan D. Placebo -controlle d comparison of the clinical e ffects of rapid discontinuation of ipsa pirone a nd loraz epa m after 8 weeks of treatme nt for ge neralized a nxiety dis order. Gurwitz JH. “APA Practi ce Guideline for the treatme nt of Patie nts With Pa nic Dis order. Batista Miralha da Cunha AABC. 2 007 e m http:/ /www. 9 Pohl RB. N umber 108. J Clin Psy chophar macol 2006 . Avorn J: Ha zardous Be nzodiaze pine Regime ns in the Elderly. Kapczinski FFK. double-blind. 1989. Cor si L. 67: 771 –8 2. 2 000. place bo-controlled trial of pregabalin a nd alpraz olam. FDA Re que sts Label Chang e for All Sleep Dis order Drug Pr oducts. van Balkom AJ. Feltner DE.5 4(2 ):2 24-30. Macouillard G. Aïssou M. Zhang F. Drake. randomise d controlled trial. Int Clin Psychophar macol. Bauer D. Artz MB. 20 06. Baraldi C. Leveille SG. and Duration on Ri sk of Hi p Fracture. Am J Psy chiatry. J Am Geriatr Soc. Pereira ME. 62 :102 2 –30 11 Montgomery SA.Pr ontuári o Terapêuti co. 10(4): 251 -6.Anexo III: Quadros. Feltner DE. M cDevitt DG. iv. Pregabali n in generalize d anxiety disorder: a place bo -controlled trial.. Kasper S. Schwartz A. AH RQ Publi cation Number 05 -E00 2-1 27 Herxhei mer A. Marin J. Isidoro T. WFS BP Task Force on Treat ment Gui deline s for Substance Use Di sorder s World Fe deration of Societies of Biol ogical Psy chiatry (WFS BP) G uideli nes for Biol ogical Treatment of Substance U se and Related Dis orders. Neutel F. Effe ct of N ew York State regulatory action on ben zodia zepine pres cribing and hip fracture rates. place bo -controlled comparis on of pregabali n and venla fa xine. R. Buchner DM. Azapirone s for ge neralized a nxiety dis order. Eviden ce Report/Te chnology Asse ss me nt: 2 004. 22 Gray SL. 2003. Cochrane Databa se of Systematic Reviews 200 2. M ol AJ. risco de síndroma de privação. double blind. Penni nx BW. La st Rev 199 4. LaCroi x AZ. Hanlon JT. Khorsa nd V. As sociation of road -traffic accide nts with ben zodiazepi ne use. 41 Pierfitte C. A nn Inter n Med 20 07. J Am Geriatr Soc. 2005 . Am J Psy chiatry 2001. Br Me d J 1985. Guralnik JM. dos Santos S ouza JJSS. 200 4. iii. van de Li sdonk EH. Psy chiatr Serv 2003. P ollack MH. 25:1 51 –8. Heninger GR. 39 Schneewei ss S. tabelas e gráficos Lista 1: Prescrição das benzodiazepina a) Antes da prescrição das benzodiazepinas dever-se-á avaliar a presença ou ausência da seguinte patologia: i. Br J Psychiatry. J Cli n Psychopharma col 1 992.32 2:70 4–708 . Tha se ME. D oucette S. Blakwell T. Lavie E. Walker AM. multicenter study of pregabalin in patients with generalize d anxiety disorder. Ben zodia zepine Use a nd Abuse Among Patients With Severe Mental Illnes s and Co-occurring Substance Us e Disorders. Petrie KJ. 42 Wagner AK. Simpson RJ. Kranzler HR.164 (14 ):1 567 -72. Obstet Gynecol. Cochra ne Database Syst Rev. iii. Summary. van den H oogen HJ. Davey PG. Berglund M. 20 11. and be nzodiazepi nes. Melatoni n for Treatment of Sleep Di sorder s. 20 08. D osage. 200 9 2 EMEA . ii. Bow man P. Glass K C. v. Möller HJ. 54 :139 5-1 401 35 Soyka M. Melatoni n for the prevention and treatment of jet lag.: CD00 1520 28 Coelho A. Soumerai SB. 42:861 -86 7.multi center. fixe d-dos e. Ferrarese C. Part 2: Opioid depe nde nce. Art. 20 01. vi. 36 Soyka M. G uideline s for Substance Use Disord ers: The World Fed eration of Soci eties of Biologi cal Psy chiatry (WFSBP) gui delines for the biologi cal treatment of substance use a nd related di sorder s. Arch Intern M ed 200 3 Apr 28. place bo -controlled. Zeneroli M .. 330: 396 34 Brunette. Bohn RL. insuficiência hepática grave. risco de interferir com as funções psicomotoras. Racoosi n JA: Suicide rates in short -term randomized controlled trials of newer antide pressa nts. MacDo nald TM. Glynn RJ. Br J Clin Phar macol. Balogh A. pla cebo -controlle d comparison of BID versus T ID dosing. Krystal JH. Ross -Degna n D. 2002 . Benz odiaz epine use and hip fracture s in the elderly: who is at greatest risk? Arch Intern Me d. Ben zodia zepine s for schizophrenia.9 (1):6-23. Hol ford T R. risco de habituação. 2 006. Part 1: Alcoholi sm.. Conra di N. Tobias K. Long -term pharma col ogical treatme nt of ge neralized anxiety dis order. He bert P. 13 Denis C. Kleinschnitz M. 2003.fda . Wang PS: Claims data studie s of sedative-hypnotics and hip fracture s in older people: exploring resi dual confoundi ng using s urvey infor mation. iv. Kranzler HR. Phar macological interve ntions for be nz odiaze pine mono-depe nde nce manage me nt in outpatie nt settings. Br J Psychiatry 2006 .200 6. Mangione C. No. Krystal J. 12 Power KG. Controlled study of withdrawal sympt oms and reb ound anxiety after six we ek course of diaze pam for general a nxiety. Benz odiaz epine use and physi cal disa bility in community -dwelling older adults. N oordsy D. Roeschen J. Vademe cum Clas sifica ção Far macotera pêutica de Medi camentos . 158:8 92-898. J Clin P sychiatry. Bloug h DK. Schw eizer E. 16 Voshaar RC. K han KM : Meta-analysi s of the impa ct of 9 me dication class es on falls in elderly persons. 11(S uppl 1 ): 9 9S –104S 24 Laegreid L. existência de casualidade ou co-morbilidade física. htm 30 Work Group on Pa nic Dis order. Gorgels WJ. Richards on KJ. Endoge nous ben zodia zepi ne-like compounds and dia zepa m binding inhibitor in ser um of patie nts with liver cirrhosis with a nd without overt ence phalopathy . Fatséas M. Farina F. Ke ppel He sselink JM. Cochrane Databa se of Systematic Reviews 2006 . Cochrane Data base of Systematic Reviews 200 7. Breteler MH. M. BMJ 2005 . van den Bri nk W. Effe cts of Half -Li fe.

Bromazepam iii. Lorazepam xii. Loflazepato de Etilo xi. Alprazolam ii. Midazolam vii. Loprazolam v. Cloxazolam viii. Flurazepam iv. Halazepam x. Prazepam b) Benzodiazepinas com indicação no tratamento a curto prazo da insónia: i. Temazepam viii. Diazepam ix. Triazolam Fonte: Prontuário Terapêutico. Clorazepato dipotássico vii. Brotizolam ii. INFARMED 2011 Norma nº 055/2011 de 27/12/2011 17/17 .Lista 2: Indicações das benzodiazepinas a) Benzodiazepinas com indicação no tratamento a curto prazo da ansiedade: i. Estazolam iii. Oxazepam xiv. Cetazolam iv. Clobazolam v. Lorazepam vi. Mexazolam xiii. Clorazepóxido vi.

You're Reading a Free Preview

Download
scribd
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->