Dicionário de Variáveis Variável: a) Livremente, qualquer coisa estudada por um investigador.

b) Qualquer descoberta que pode mudar, que pode variar, que pode ser expressa como mais que um valor ou em vários valores e categorias. c) São os dados a que as hipóteses se referem, definindo as relações de causa e efeito que se espera suceder entre elas Variável activa: variável independente que é manipulada, opondo-se a uma que não o é. Variável aleatória: Diz respeito à forma como são seleccionados os sujeitos, e não há variável em si. Variáveis alfanuméricas: aquelas a que é atribuída uma letra, um número, um símbolo, etc. Variáveis Antecedentes: “As variáveis antecedentes colocam-se, como o seu nome indica, numa situação temporalmente antecedente ao estabelecimento das relações entre as variáveis independentes e dependentes, exercendo determinadas influências sobre esta relação. Segundo Rosenberg (1976), uma variável antecedente possui três requisitos: - as três variáveis, antecedente, dependente e independente, relacionam-se; - quando se controla a variável antecedente, a relação entre as outras duas não desaparece; - quando se controla a variável independente, desaparece a relação entre a variável antecedente e a dependente. [...] O esquecimento de controlar uma variável deste tipo poderá levar o investigador a considerar verídicos resultados que na realidade estão completamente distorcidos” (Sousa, A. B., 2005) Variável atributo: é aquela que apenas pode ser medida, pois característica do sujeito (não pode ser manipulada). Ex: idade, sexo, etc. é

Variável 'background': parecida com a variável antecedente (pode influenciar a variável independente, mas não pode ser influenciada por ela). Prende-se com a história de vida do sujeito, com as características deste. Variável Binominal: apenas pode ser medida em dois valores (ex: forte/fraco, esquerda/direita, rico/pobre, etc). Variável categoria: distingue sujeitos dentro de um assunto, dividindo-os em categorias. Por exemplo, por religião. Variáveis Complementares: “Em algumas investigações os resultados são apenas descritivos, indicando o que sucede mas não referindo o porquê dessa ocorrência. Poder-se-ão efectuar especulações ou inferências com maior ou menor fundamentação para procurar explicar o fenómeno, mas será preferível examinar cientificamente as hipóteses mais plausíveis que se levantarem”. (Sousa, Alberto B., 2005). Deste modo, as variáveis complementares permitem uma melhor explicação e compreensão de um determinado fenómeno

estudado numa investigação; Variável Concomitante: aquela que o investigador pretende controlar por estar associada a outra independente, influenciando-a. Variável contínua: variável que pode ser expressa em grades números (muitas vezes até infinito). Pode ser medida em escalas intervalares ou de rácio. São por isso quantitativas. Variável controlo: “Trata-se de uma variável utilizada pelo investigador para controlar melhor as relações entre as variáveis independentes e dependentes. Trata-se de uma variável que é controlada pelo investigador, para anular ou neutralizar qualquer efeito colateral que possa vir a distorcer os resultados obtidos” (Sousa, Alberto B., 2005) Variáveis delimitadoras: especificam a natureza de uma população ou de uma amostra (ex: uma amostra de estudantes universitárias tem três delimitações: mulher, estudante e universitária); Variável dependente: “Consideram-se como variáveis dependentes aquelas que dependem dos procedimentos da investigação, conotando-se directamente com as respostas que se procuram. São dados que se obtêm e que variam à medida que o investigador modifica as condições de investigação. Uma variável dependente é aquela que procuramos como resposta para a pergunta. Toda a investigação tem por objectivo chegar à variável dependente, ou seja, ao resultado obtido com os procedimentos da investigação” (Sousa, Alberto B., 2005); Variável discreta: divide os sujeitos de uma amostra em categorias, de acordo com os seus atributos. Variáveis endógenas: uma variável que é causada por outras variáveis. Ver exógenas. Variável “escondida”: uma terceira variável que pode causar a correlação entre outras duas. Variáveis exógenas: variáveis que podem influenciar outras. Num sistema causal são as que influenciam as variáveis em estudo embora não façam parte dele. Por exemplo, a influência que a educação e as aspirações dos pais têm sobre a vida dos filhos. Variáveis Factoriais: estas variáveis podem ser “desconstruídas” em outras variáveis. Variável Independente: “As variáveis independentes serão aquelas que são independentes dos procedimentos da investigação, que não dependem da investigação, constituindo no entanto factores determinantes que a vão influenciar, recorrendo o investigador à sua manipulação para observar os efeitos produzidos nas variáveis dependentes” (Sousa, Alberto B., 2005);

Variáveis Intervenientes ou Intermediárias: “Para além das variáveis dependentes e independentes, aparecem muitas vezes, de forma patente ou oculta, alguns tipos de variáveis que exercem diferentes influências no decurso da investigação e que convém serem identificadas e controladas” (Sousa, Alberto B., 2005); Variável latente: Não pode ser medida nem observada directamente pelo investigador. Por isso, explica-se a sua influência através de hipóteses, e do estudo de outras variáveis. Variável Nominal: uma variável que distingue entre sujeitos, distribuindo-os por um numero limitado de categorias. De natureza qualidade. Variáveis moderadoras: “Variáveis Moderadoras relacionam-se com determinados factores circunstanciais que podem aparecer no meio de uma investigação, passando por vezes desapercebidos, mas que causam desvios, moderando ou alterando os resultados. Uma variável moderadora apresenta-se geralmente ligada à variável independente, reforçando ou inibindo a acção desta. É como que uma variável independente, reforçando ou inibindo a acção desta. É como que uma variável independente secundária que é incluída na investigação para garantir que determinado factor não afecte as relações entre as variáveis independentes e dependentes” (Sousa, Alberto B., 2005); Variável Manifesta: Pode ser observada directamente, mas não pode ser imediatamente medida. Os valores são inferidos de outras medições (ex: Inteligência, através de testes de QI, etc) Variável Observável: os valores desta variável podem ser directamente medidos. Variáveis “parasitas”: São variáveis exteriores à investigação que influenciam os seus resultados. Os autores denominam-nas de variáveis “parasitas” por interferirem negativamente nas relações entre as variáveis independentes e dependentes. Variável supérflua: variável que no estudo das regressões nada acrescenta ou altera. É muitas vezes suprimida. Variáveis de supressão: “Trata-se de variáveis que interferem de tal modo na investigação que levam a supor a existência de determinadas relações quando elas na realidade não existem” (Sousa, Alberto B., 2005) Variável ordinal: variável medida usando uma escala ordinal, por exemplo o tamanho de camisolas (s, m, l, xl, xxl) Variável produto: resulta da multiplicação de outras duas variáveis. Usada nos estudos de interacção. Variável Professor: Trata-se de uma variável extrínseca, da mais importantes a ser considerada em investigação em educação, onde sempre existirá uma importante acção pessoal do professor. Existem bastantes investigações no campo educacional, com resultados aparentemente muito valiosos, mas sobre

os quais se levantam grandes dúvidas por não ter havido, por parte dos investigadores, o cuidado de controlar esta variável influência pessoal do professor. Variável “Proxy”: medição indirecta da variável que o investigador pretende estudar. É usada quando o objecto de estudo é difícil de medir ou de observar. Variável Quase-Independente: é tratada estatisticamente independente, mas não pode ser manipulada pelo investigador. como

Carolina Amaral João Pio Luís Matos 1º ano, 2º ciclo – Ciências da Educação Metodologia de Investigação Científica Maio, 2009

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