Treinamento

Treinamento
Rede de
Rede
de
Cinemas

Cinemas

Sindolfo Miranda Filho
Osvaldo Emery

Treinamento Rede de Cinemas – Roteiro de atividade

Treinamento Rede de Cinemas – Sessão1

Treinamento
Treinamento
Rede de
Rede
de
Cinemas

Cinemas

Sindolfo Miranda Filho
Osvaldo Emery

Rio de Janeiro

Escola Superior de Redes
2015

Treinamento Rede de Cinemas – Roteiro de atividade

Copyright © 2015 – Rede Nacional de Ensino e Pesquisa – RNP

Rua Lauro Müller, 116 sala 1103
22290-906 Rio de Janeiro, RJ
Diretor Geral

Nelson Simões
Diretor de Serviços e Soluções

José Luiz Ribeiro Filho

Escola Superior de Redes
Coordenação
Luiz Coelho
Edição

Pedro Sangirardi
Revisão Técnica

Graciela Martins e Thiago Ignácio
Coordenação Acadêmica de Projetos Especiais
Renato Duarte

Equipe ESR (em ordem alfabética)

Celia Maciel, Cristiane Oliveira, Derlinéa Miranda, Edson Kowask, Elimária Barbosa, Lourdes
Soncin, Luciana Batista, Luiz Carlos Lobato, Sergio Ricardo Alves de Souza e Yve Abel Marcial.
Capa, projeto visual e diagramação
Tecnodesign
Versão
1.0.0

Este material didático foi elaborado com fins educacionais. Solicitamos que qualquer erro encontrado

ou dúvida com relação ao material ou seu uso seja enviado para a equipe de elaboração de conteúdo da

Escola Superior de Redes, no e-mail info@esr.rnp.br. A Rede Nacional de Ensino e Pesquisa e os autores
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Distribuição

Escola Superior de Redes
Rua Lauro Müller, 116 – sala 1103
22290-906 Rio de Janeiro, RJ

http://esr.rnp.br
info@esr.rnp.br

Treinamento Rede de Cinemas

i

Sumário
Escola Superior de Redes ................................................................................................................................................... iv
A metodologia da ESR..................................................................................................................................................... iv
Sobre o curso ....................................................................................................................................................................... v
A quem se destina ............................................................................................................................................................. vi
Convenções utilizadas .................................................................................................................................................... vi
Permissões de uso ............................................................................................................................................................ vi
Comentários e perguntas .............................................................................................................................................vii
Sobre os autores ...............................................................................................................................................................vii

1....................................................................................................................................................................................................... 1

O Projeto Rede de Cinemas ................................................................................................................................................ 1
Contextualização e Benefícios ................................................................................................................................ 1
Objetivos ........................................................................................................................................................................... 2

Expectativas .................................................................................................................................................................... 2
Visão geral ........................................................................................................................................................................ 3
Arquitetura da solução............................................................................................................................................... 4

Componentes do sistema ............................................................................................................................................... 6
Controlador de Cinema .............................................................................................................................................. 7
Exibidores......................................................................................................................................................................... 7

Configuração de rede e protocolos utilizados...................................................................................................... 9

Outros materiais para consulta................................................................................................................................ 10

2.................................................................................................................................................................................................... 11
A qualidade da projeção ................................................................................................................................................... 11

Princípios básicos ........................................................................................................................................................... 11

A importância das salas de projeção ................................................................................................................ 11
O cinema digital .......................................................................................................................................................... 11
Os tipos de projeção ................................................................................................................................................. 12
A importância da qualidade técnica ................................................................................................................. 13
Os componentes da qualidade da técnica da projeção ............................................................................ 15

Recomendação Técnica para Salas de Exibição Cinematográfica ........................................................... 18
ii

Qualidade da imagem projetada......................................................................................................................... 19

Treinamento Rede de Cinemas

V

Qualidade da imagem percebida ........................................................................................................................ 21
Conforto do espectador .......................................................................................................................................... 28

3.................................................................................................................................................................................................... 33
Treinamento – Rede de Cinemas.................................................................................................................................. 33

O Sistema ICD ................................................................................................................................................................... 33
Introdução ..................................................................................................................................................................... 33

Administração de usuários ........................................................................................................................................ 34
Espaços virtuais (EVs) .................................................................................................................................................. 37
Tipo de compartilhamento.................................................................................................................................... 40

Conteúdos........................................................................................................................................................................... 41
Gerando playlists ............................................................................................................................................................ 51

4.................................................................................................................................................................................................... 61
Treinamento – Rede de Cinemas.................................................................................................................................. 61

Utilizando o Controlador de Cinema ..................................................................................................................... 61
Configurações .............................................................................................................................................................. 62

Visão de playlist .......................................................................................................................................................... 63
Calendário ..................................................................................................................................................................... 64
Visão de Conteúdos................................................................................................................................................... 65
Visão das Salas de Cinema ..................................................................................................................................... 66

Atividades Práticas ........................................................................................................................................................ 70
Atividades Práticas – Cenário 1 .......................................................................................................................... 71
Atividades Práticas – Cenário 2 .......................................................................................................................... 71
Atividades Práticas – Cenário 2 – Passos para o Cinema B ................................................................... 72
Atividades Práticas – Cenário 2 – Passo Final para o Cinema A .......................................................... 72

VI

Treinamento Rede de Cinemas

iii

Escola Superior de Redes
A Escola Superior de Redes (ESR) é a unidade da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP)
responsável pela disseminação do conhecimento em Tecnologias da Informação e
Comunicação (TIC). A ESR nasce com a proposta de ser a formadora e disseminadora de
competências em TIC para o corpo técnico-administrativo das universidades federais,
escolas técnicas e unidades federais de pesquisa. Sua missão fundamental é realizar a
capacitação técnica do corpo funcional das organizações usuárias da RNP, para o exercício de
competências aplicáveis ao uso eficaz e eficiente das TIC.
A ESR oferece dezenas de cursos distribuídos nas áreas temáticas: Administração e Projeto
de Redes, Administração de Sistemas, Segurança, Mídias de Suporte à Colaboração Digital e
Governança de TI.

A ESR também participa de diversos projetos de interesse público, como a elaboração e
execução de planos de capacitação para formação de multiplicadores para projetos
educacionais como: formação no uso da conferência web para a Universidade Aberta do
Brasil (UAB), formação do suporte técnico de laboratórios do Proinfo e criação de um
conjunto de cartilhas sobre redes sem fio para o programa Um Computador por Aluno (UCA).

A metodologia da ESR

A filosofia pedagógica e a metodologia que orientam os cursos da ESR são baseadas na
aprendizagem como construção do conhecimento por meio da resolução de problemas
típicos da realidade do profissional em formação. Os resultados obtidos nos cursos de
natureza teórico-prática são otimizados, pois o instrutor, auxiliado pelo material didático,
atua não apenas como expositor de conceitos e informações, mas principalmente como
orientador do aluno na execução de atividades contextualizadas nas situações do cotidiano
profissional.

A aprendizagem é entendida como a resposta do aluno ao desafio de situações-problema
semelhantes às encontradas na prática profissional, que são superadas por meio de análise,
síntese, julgamento, pensamento crítico e construção de hipóteses para a resolução do
problema, em abordagem orientada ao desenvolvimento de competências.

Dessa forma, o instrutor tem participação ativa e dialógica como orientador do aluno para as
atividades em laboratório. Até mesmo a apresentação da teoria no início da sessão de
aprendizagem não é considerada uma simples exposição de conceitos e informações. O
instrutor busca incentivar a participação dos alunos continuamente.

As sessões de aprendizagem onde se dão a apresentação dos conteúdos e a realização das
atividades práticas têm formato presencial e essencialmente prático, utilizando técnicas de
estudo dirigido individual, trabalho em equipe e práticas orientadas para o contexto de
atuação do futuro especialista que se pretende formar.

As sessões de aprendizagem desenvolvem-se em três etapas, com predominância de tempo
para as atividades práticas, conforme descrição a seguir:

iv

Primeira etapa: apresentação da teoria e esclarecimento de dúvidas (de 60 a 90 minutos).
O instrutor apresenta, de maneira sintética, os conceitos teóricos correspondentes ao tema
Treinamento Rede de Cinemas

VII

da sessão de aprendizagem, com auxílio de slides em formato PowerPoint. O instrutor
levanta questões sobre o conteúdo dos slides em vez de apenas apresentá-los, convidando a
turma à reflexão e participação. Isso evita que as apresentações sejam monótonas e que o
aluno se coloque em posição de passividade, o que reduziria a aprendizagem.

Segunda etapa: atividades práticas de aprendizagem (de 120 a 150 minutos).
Esta etapa é a essência dos cursos da ESR. A maioria das atividades dos cursos é assíncrona e
realizada em duplas de alunos, que acompanham o ritmo do roteiro de atividades proposto
no livro de apoio. Instrutor e monitor circulam entre as duplas para solucionar dúvidas e
oferecer explicações complementares.

Terceira etapa: discussão das atividades realizadas (30 minutos).
O instrutor comenta cada atividade, apresentando uma das soluções possíveis para resolvêla, devendo ater-se àquelas que geram maior dificuldade e polêmica. Os alunos são
convidados a comentar as soluções encontradas e o instrutor retoma tópicos que tenham
gerado dúvidas, estimulando a participação dos alunos. O instrutor sempre estimula os
alunos a encontrarem soluções alternativas às sugeridas por ele e pelos colegas e, caso
existam, a comentá-las.

Sobre o curso

O treinamento está organizado em quatro sessões. Na primeira sessão, apresentamos a visão
geral e a arquitetura do projeto e entenderemos como os cinemas participantes do projeto
estão organizados e interligados pela Rede de Cinemas. Esta primeira sessão engloba os
tópicos “O Projeto Rede de Cinemas” e “A Rede de Cinemas”.

A segunda sessão discorre sobre a exibição cinematográfica ressaltando a importância da
qualidade técnica como forma de valorizar tanto os esforços dos realizadores de filmes como
também a experiência sensorial dos espectadores. Serão apresentados conceitos básicos
relacionados à projeção e discutidos aspectos relevantes à obtenção de projeções com boa
qualidade, compatíveis com as tecnologias contemporâneas e os objetivos do projeto da
Rede de Cinemas. Esta sessão foi produzida por Osvaldo Emery, arquiteto da Cinemateca
Brasileira (osvaldo.emery@cinemateca.org.br e osvaldo.emery@cultura.gov.br).
A terceira sessão apresenta o sistema de gerenciamento de conteúdos ICD, o qual é
responsável por permitir o armazenamento e compartilhamento de mídias entre os cinemas
participantes da rede. Nesta sessão, aprenderemos a gerenciar os usuários do ICD e seus
papéis dentro do sistema, gerenciar e compartilhar conteúdos e gerar playlists para as salas
de cinema. Esta terceira sessão contempla o tópico “Utilizando o Sistema ICD”.
Por fim, a sessão quatro apresenta o tópico “Utilizando o Controlador de Cinema”. Neste
tópico, iremos aprender a operar a sala de cinema utilizando o software controlador de
cinema desenvolvido no projeto. Este Controlador é capaz de baixar a playlist montada no
ICD e então reproduzir as respectivas sessões de cinema conforme especificado na playlist.

VIII

Treinamento Rede de Cinemas

v

A quem se destina
O público-alvo é composto por profissionais operadores de salas da Rede de Cinemas.

Convenções utilizadas

As seguintes convenções tipográficas são usadas neste livro:

Itálico
Indica nomes de arquivos e referências bibliográficas relacionadas ao longo do texto.
Largura constante

Indica comandos e suas opções, variáveis e atributos, conteúdo de arquivos e resultado da
saída de comandos. Comandos que serão digitados pelo usuário são grifados em negrito e
possuem o prefixo do ambiente em uso (no Linux é normalmente # ou $, enquanto no
Windows é C:\).
Símbolo
Indica referência complementar disponível em site ou página na internet.

Símbolo
Indica um documento como referência complementar.
Símbolo
Indica um vídeo como referência complementar.

Símbolo
Indica um arquivo de áudio como referência complementar.
Símbolo
Indica um aviso ou precaução a ser considerada.

Símbolo
Indica questionamentos que estimulam a reflexão ou apresenta conteúdo de apoio ao
entendimento do tema em questão.

Símbolo
Indica notas e informações complementares como dicas, sugestões de leitura adicional ou
mesmo uma observação.

Permissões de uso

Todos os direitos reservados à RNP.
Agradecemos sempre citar esta fonte quando incluir parte deste livro em outra obra.
Exemplo de citação: MIRANDA FILHO, Sindolfo et al. Treinamento Rede de Cinemas. Rio de
Janeiro: Escola Superior de Redes, RNP, 2015.
vi

Treinamento Rede de Cinemas

IX

Comentários e perguntas
Para enviar comentários e perguntas sobre esta publicação:
Escola Superior de Redes RNP
Endereço: Av. Lauro Müller 116 sala 1103 – Botafogo
Rio de Janeiro – RJ – 22290-906
E-mail: info@esr.rnp.br

Sobre os autores

Sindolfo Miranda Filho possui mestrado em informática pela Universidade Federal da
Paraíba (UFPB) e doutorando do programa de pós-graduação em Engenharia Elétrica e de
Computação - Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Atualmente é gerente
de projetos.

Osvaldo Emery é arquiteto, com mestrado em Conforto Ambiental pela Universidade
Federal do Rio de Janeiro, UFRJ, com especialização em arquitetura acústica e audiovisual.
Trabalha na Cinemateca Brasileira, atuando em atividades voltadas ao desenvolvimento da
exibição audiovisual.

X

Treinamento Rede de Cinemas

vii

1
O Projeto Rede de Cinemas
Nesta sessão veremos:

A visão geral do Projeto Rede de Cinemas.
A visão geral da arquitetura da solução.

Os componentes de software/hardware que compõem a solução.

Nesta sessão apresentamos o projeto Rede de Cinemas, sua arquitetura e os componentes
de software e hardware utilizados na solução.

Contextualização e Benefícios
Contextualização

Cooperação entre o Ministério da Cultura e o Ministério de Ciência, Tecnologia e

Inovação.

Benefícios

Catalogação e compartilhamento de conteúdo entre cinemas associados.
Criação de uma comunidade usuária da Rede de Cinemas proposta.

Desenvolvimento de players e tecnologia nacional para cinema digital.

vii

A RNP foi a primeira rede de acesso à Internet no Brasil, integrando mais de 800
instituições de ensino e pesquisa no país, beneficiando a mais de um milhão de usuários.
Em 2005, o então Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) lançou a Nova RNP. O objetivo
foi de melhorar a infraestrutura de redes em níveis nacional, metropolitano e local (redes
de campus); atender, com aplicações e serviços inovadores, as demandas de comunidades
específicas (telemedicina, biodiversidade, astronomia etc.); e promover a capacitação de
recursos humanos em tecnologias da informação e comunicação.
Treinamento Rede de Cinemas

O Projeto Rede de Cinemas é parte do plano de trabalho acordado entre o Ministério da
Cultura (MinC) e o Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). No MinC a
Secretaria de Políticas Culturais (SPC) é a responsável pela iniciativa e indicou a
Cinemateca como ponto focal do projeto e nó principal da rede. Já do lado do MCTI, a
Rede Nacional de Pesquisa (RNP) é a responsável pela gestão e execução do projeto. Uma
cooperação entre o Ministério da Cultura e a RNP para permitir a catalogação de acervos
e o compartilhamento de conteúdo entre os cinemas participantes da rede. Além disso, o
projeto utiliza e desenvolve players e tecnologia nacional na área de cinema digital.

Capítulo 1 - O Projeto Rede de Cinemas

A cooperação entre o Ministério da Cultura e o Ministério de Ciência, Tecnologia e
Inovação é motivada pela importância de poder contar no país com soluções para
distribuição de conteúdos audiovisuais por meio de redes ópticas.

1

1

A Cinemateca Brasileira é a instituição responsável pela constituição e preservação da
memória audiovisual do Brasil, desenvolvendo para isso atividades de difusão e de
restauração de seu acervo – um dos maiores da América Latina. São cerca de 40 mil
títulos, entre curtas, médias e longas metragens, distribuídos por mais de 200 mil rolos de
filmes.

Objetivos

Constituir uma rede de distribuição de conteúdos audiovisuais entre a Cinemateca

Brasileira e os cinemas e salas de exibição das instituições conectadas à rede
(backbone) operada pela RNP.

Estruturar um circuito de salas compartilhadas para a exibição de conteúdos

audiovisuais de caráter cultural/alternativo, com projeções de boa qualidade técnica.

Disponibilizar um espaço para experimentação da comunidade que vem trabalhando

com problemas relativos à distribuição de conteúdos audiovisuais em rede.

Em 2012 iniciou-se a ativação da Rede de Cinemas que conta com instituições usuárias da
RNP como membros.

Expectativas

Em relação aos participantes desse treinamento
Que sejam membros ativos da comunidade usuária da Rede de Cinemas.

Que sejam capazes de suportar em 1º. Nível problemas que possam ocorrer na solução

e que sejam os contatos responsáveis por interagir com o suporte de 2º. Nível.

Que sejam disseminadores e incentivadores do bom uso da Rede de Cinemas.

Na fase atual da Rede de Cinemas, o suporte de 2º. Nível será provido pela própria equipe
da Dynavideo (desenvolvedores da solução). Em um segundo momento, a expectativa é
de que esse suporte de 2º. Nível passe a ser operado pelo Service Desk da RNP, e a
Dynavideo passe a ser um suporte de 3º. Nível.

Treinamento Rede de Cinemas

Em relação ao uso da rede no curto e médio prazo

22

Sessões regulares, com periodicidade mensal, em princípio, podendo ser alterada

progressivamente para quinzenal, semanal etc.

Além das sessões regulares, há espaço para a realização de eventos extraordinários –

mostras, ciclos, festivais etc. – a serem agendados de comum acordo entre as partes.

Em relação aos participantes da rede
Alocar a sala para utilização em eventos e programações do projeto (definir

periodicidade mínima);

Treinamento Rede de Cinemas

Sugerir formas de utilização das salas participantes – filmes, mostras, eventos etc.;
Buscar a qualidade técnica – som, imagem, conforto, acessibilidade etc. – e de

programação.

Em relação ao circuito de salas compartilhadas
Compromisso com qualidade técnica e de projeção.
Janelas de exibição de conteúdo Full HD e 2K.

Sugerir formas de utilização das salas da rede: conteúdos, eventos etc.

Equipamentos distribuídos às instituições participantes do projeto:
01 Exibidor (Player Full HD e 2k).

01 Desktop preparado para Controlador de Sessões.
01 Monitor LED Full HD

01 Servidor do Sistema Intercâmbio de Conteúdo Digital (ICD).

Há necessidade de contrapartida da instituição participante:
Conectividade Gigabit ethernet;

Infraestrutura de rede física e lógica disponível no espaço (sala de exibição) que os
equipamentos serão instalados e ativados.

Visão geral

A visão geral da Rede de Cinemas pode ser vista nesta figura. Cada cinema é uma unidade
autônoma com seus próprios conteúdos e sessões de cinema.

Para gerenciar seus conteúdos, o cinema utiliza o seu nó ICD local. Através deste ICD
local, pode-se também gerar a playlist que especifica as sessões do cinema. Sendo assim, o
Cinema 1 armazena seus conteúdos no ICD local e gera sua própria playlist com o
conteúdo local armazenado, o cinema 2 armazena seus próprios conteúdos e gera sua
própria playlist e assim sucessivamente para cada cinema integrante da rede.
Treinamento Rede de Cinemas

Figura 1: Visão geral da Rede de Cinemas

Capítulo 1 - O Projeto Rede de Cinemas

Sistema ICD permite compartilhamento de conteúdo entre os cinemas associados.

3

3

Normalmente, os conteúdos inseridos no ICD de cada cinema podem permanecer
privados para cada um deles. Porém, além deste funcionamento interno, existe também a
possibilidade de compartilhamento de conteúdo entre os cinemas. Por exemplo, o Cinema
1 pode compartilhar um determinado filme com todos os demais cinemas, indicando ao
ICD que o conteúdo em questão é público. Neste caso, o cinema 2, por exemplo, poderá
montar sua playlist incluindo o vídeo compartilhado pelo cinema 1.
Um exemplo de utilização deste mecanismo de compartilhamento seria em um festival de
cinema em âmbito nacional, organizado pelos cinemas participantes da rede, neste
cenário, um dos cinemas pode compartilhar um conteúdo que poderá ser reproduzido
nas diferentes salas em diferentes locais do Brasil.
Outro cenário possível consiste na situação em que um cinema controla a reprodução da
sala de outro cinema. Neste caso, pode-se iniciar a reprodução de uma sala remota.
Garante-se, desta forma, que uma sessão será iniciada remotamente por uma instituição.
Por exemplo, caso a Cinemateca deseje realizar uma sessão em diversos pontos da rede
em um horário específico, ela poderá iniciar a reprodução nas salas remotas desejadas.

Arquitetura da solução

Compartilhamento de conteúdo entre cinemas.

Controle de salas de cinema através do controlador.
Dois papéis bem definidos:

Gerente de conteúdo.
Operador do cinema.

A arquitetura do projeto permite o gerenciamento de conteúdo e o controle das salas de
cinema através de dois papéis bem definidos:

Gerente de conteúdo: este gerente é responsável pela manutenção do conteúdo no
sistema ICD do cinema, bem como da geração da playlist, definindo assim as sessões do
cinema.

Treinamento Rede de Cinemas

Operador do cinema: este operador é responsável por utilizar o software Controlador
do Cinema para recuperar as playlists e reproduzir o conteúdo durante as sessões de
cinema.

44

Treinamento Rede de Cinemas

Gerente de Conteúdo

Operador do cinema
Figura 2: Visão de um cinema participante da Rede

Uma visão completa dos dois papéis pode ser vista nesta Figura 2. O Gerente de Conteúdo
utiliza o ICD para gerenciamento de conteúdo e geração de playlist e o Operador de
Cinema recupera a playlist e conteúdos e exibe estes conteúdos nas diferentes sessões
especificadas pela playlist.
Pode-se observar na figura que o Controlador está controlando N salas de cinema. Este
cenário é possível, de forma que a playlist criada pelo Gerente de Conteúdo pode
especificar os filmes que serão reproduzidos em cada sala individualmente.

Como exemplo, considere um cinema que possua duas salas de reprodução. Neste caso, o
Gerente de Conteúdo pode especificar as sessões para cada sala específica. Por exemplo:
A Sala 1 terá duas sessões do filme A, uma às 14hs e uma às 18hs.

Em um cenário mais simples, com apenas uma sala de reprodução, podemos ter a
seguinte situação:
A Sala 1 terá duas sessões do filme A, uma às 14hs e uma às 18hs.

Ou ainda, pode-se ter a seguinte configuração:

A Sala 1 terá uma sessão do filme A às 14hs, uma sessão do filme B às 17hs e uma
sessão do filme A às 20hs.

Note que as possibilidades de definição de sessões são inúmeras.

Capítulo 1 - O Projeto Rede de Cinemas

A Sala 2 terá três sessões do filme B, uma às 16hs, uma às 19hs e uma às 22hs.

Treinamento Rede de Cinemas

5

5

É responsabilidade do Gerente de Conteúdo:

Utilizar o ICD para armazenar os vídeos do Cinema.

Definir a política de compartilhamento destes vídeos com os demais cinemas
participantes da rede.
Definir as sessões do seu cinema através da geração de uma playlist do ICD.

Por usa vez, é responsabilidade do Operador do Cinema:
Recuperar a playlist do ICD.

Iniciar e monitorar a exibição das sessões conforme descrito na playlist.

Componentes do sistema
ICD

Sistema de gerenciamento de conteúdo.
Cadastramento de conteúdos.

Compartilhamento de conteúdo entre os cinemas participantes.
Geração de playlists.

Treinamento Rede de Cinemas

Download de conteúdo.

66

Figura 3: Tela de playlist do ICD

A Figura 3 ilustra a tela de construção de playlist.

Agora que já entendemos os conceitos, a arquitetura geral da solução e os papéis
envolvidos na rede de cinemas, apresentaremos uma introdução aos softwares e
hardwares disponibilizados para cada cinema participante da rede.

O ICD consiste em um sistema com interface web, portanto pode ser acessado via
navegador de internet. Os detalhes de operação do ICD serão abordados posteriormente
durante o treinamento.
Treinamento Rede de Cinemas

Controlador de Cinema
Ler as playlists do ICD.

Gerencia os downloads de conteúdo.

Controla os exibidores das salas de cinema.

Figura 4: Controlador de Cinema

Exibidores

Exibidores FullHD, 2K.

Recebe comandos remotos do controlador para reprodução (PLAY, PAUSE, STOP,

FORWARD, REWIND).

Cada sala de cinema precisa ter uma máquina exibidora. O controlador se conecta ao
exibidor de cinema através da rede local do cinema para enviar comandos de reprodução,
por exemplo, “play”, “pause”, “stop” etc.
Treinamento Rede de Cinemas

O Controlador executa em uma máquina desktop comum rodando o sistema operacional
Linux Ubuntu 12.04. Os requisitos de operação para o Controlador de Cinema são
simplesmente a conexão com a rede local do cinema em questão, para que ele possa se
comunicar com o ICD, a fim de recuperar playlists e conteúdos, além de controlar os
exibidores de cinema.

Capítulo 1 - O Projeto Rede de Cinemas

O Controlador de Cinema é um software com interface desktop. Na Figura 4 ilustra-se a
tela de visualização das salas de cinema. Através desta tela pode-se controlar a exibição
das diferentes sessões especificadas na playlist. Vale ressaltar que o detalhamento da
operação do Controlador será abordado posteriormente em nosso curso.

7

7

A Figura 5 ilustra o exibidor reproduzindo um vídeo na janela e o controlador executando
em outra janela.

Figura 5: Reprodução de um vídeo pelo exibidor de cinema

Os Exibidores consistem em máquinas Dell Precision T5810. Estas máquinas estão
equipadas com configuração de hardware (processador, memória, placa de vídeo) capaz
de reproduzir vídeos de alta resolução FullHD e 2K e, futuramente, 4K.

Conexão com o projetor

Treinamento Rede de Cinemas

O exibidor é a máquina que se conecta ao projetor do cinema. O exibidor apresenta uma
saída de vídeo DVI, conforme ilustra a Figura 6. Certifique-se de que o exibidor será
instalado em um local onde é possível a ligação de vídeo com o projetor ou receiver
utilizado na sala. Normalmente, a entrada de vídeo mais comum na sala de projeção é a
entrada HDMI. Se este for o caso, é necessário utilizar um cabo HDMI-DVI. Verifique qual
tipo de conexão é utilizada na sua sala de projeção e utilize o cabo adequado.

88

Treinamento Rede de Cinemas

Figura 6: Saída de vídeo da máquina exibidora
São requisitos para a operação do exibidor:

1. Estar fisicamente próxima ao projetor do cinema de forma que se possa ligar a saída de
vídeo à entrada correspondente do projetor. Assim como é necessário também, conectar a
saída da placa de áudio do exibidor na entrada do sistema de som do cinema.
2. Possuir acesso à rede para que o player possa se conectar e receber comandos do
Controlador do Cinema.

O detalhamento sobre como realizar a instalação inicial dos equipamentos da Rede de
Cinemas pode ser encontrado no documento intitulado “Manual de Instalação da Rede de
Cinemas – Rede de Cinemas RNP 2015

Figura 7: Visão de um cinema participante e suas conexões de Rede
Treinamento Rede de Cinemas

Capítulo 1 - O Projeto Rede de Cinemas

Configuração de rede e protocolos utilizados

9

9

O esquema de funcionamento da Rede de Cinemas pode ser visto na Figura 7. Note que
para permitir o compartilhamento de conteúdo entre diferentes cinemas, o ICD precisa de
conexão com a internet, o que permite que ele acesse o nó ICD de outro cinema
participante da rede. Isto permite que o ICD local possa enviar vídeos compartilhados e
receber vídeos compartilhados por outros cinemas e os disponibilize para o cinema local.

Outros materiais para consulta
Página web:

http://factory.dynavideo.com.br:83/redmine/projects/rede-de-cinemas
Wiki

Documentos:

Manuais de instalação.
Manuais de utilização.
FAQ.

Guia Rápido de Consulta.

Além deste material de treinamento, o projeto disponibiliza uma página web onde estão
concentradas as principais informações e documentos. É importante que o usuário da
rede utilize a página web para recuperar informações e documentação a respeito do
projeto.
Na página da Rede de Cinemas pode-se encontrar:

Wiki: descreve em linhas gerais os objetivos e a arquitetura geral da solução
adotada pela Rede de Cinemas.

Manuais de instalação: descrevem como instalar os sistemas operacionais do
servidor ICD, do Controlador e dos exibidores. Estes manuais são disponibilizados para
casos em que haja algum problema mais grave em alguma máquina após a ativação e
operação das salas. A instalação e ativação inicial da sala são realizadas pela equipe
técnica da Dynavideo.

FAQ: este documento apresenta uma série de dúvidas e problemas comuns,
constituindo uma boa fonte para consulta rápida de resolução de dúvidas e problemas.

Guia Rápido de Consulta: assim como o documento de FAQ, o Guia Rápido de
Consulta consiste em um documento onde o usuário consegue obter informação da
forma mais rápida possível. O Guia Rápido contém passos importantes necessários para
a execução de procedimentos do dia a dia de operação de um cinema parceiro da Rede
de Cinemas.

Treinamento Rede de Cinemas

Manuais de utilização: descrevem de forma detalhada a operação dos softwares
adotados na rede de cinemas. Estes manuais servem como fonte adicional de
informações, complementando este treinamento.

1010

Treinamento Rede de Cinemas

2
A qualidade da projeção
Princípios básicos
A importância das salas de projeção
Não é por acaso que se utiliza a mesma palavra – cinema – para designar tanto a mídia
quanto o local de seu culto. Apesar dessa estreita ligação entre ambos, a obsolescência e o
fim das salas de cinema vêm sendo profetizadas desde o surgimento da televisão,
voltando à tona a cada nova forma de transmissão de imagens em movimento: TV em
cores, videocassete, TV por assinatura, DVD, Blu-ray, Internet etc.

É inegável que as tecnologias audiovisuais roubaram da sala de cinema a posição de local
exclusivo para a fruição de imagens em movimento, um monopólio que foi delas por
décadas. Ainda assim, mesmo cercada por imagens em movimento por todos os lados, a
sala de cinema ainda guarda uma posição privilegiada entre as diversas formas de assistir
um filme desde que dela seja aproveitado todo o potencial.
A sala de exibição é um ambiente especializado no qual tudo converge para um único
objetivo: aproveitar ao máximo as potencialidades da mídia cinematográfica. Nela é
possível assistir imagens em movimento e sons com qualidade, escala e dignidade
dificilmente reproduzíveis em outros ambientes.

O cinema digital

Desde seu nascimento, há mais de um século, o cinema utilizou a mesmo princípio para o
registro e reprodução de imagens em movimento: a projeção sequencial e cadenciada de
imagens estáticas registradas em uma película fotográfica perfurada, que é posicionada
Treinamento Rede de Cinemas

O Circuito Ipê busca investir na valorização da sala de cinema como espaço privilegiado
para a exibição de filmes e, em um sentido mais amplo, de conteúdos audiovisuais.
Espera-se que as salas de exibição participantes do Circuito, além de pontos para a
exibição de filmes, também contribuam para o desenvolvimento do cinema a partir da
promoção da diversidade de conteúdos e do convívio entre pessoas unidas pelo prazer
associado à Sétima Arte.

Capítulo 2 - A qualidade da projeção

Por outro lado, a sala de cinema permite fazer do ato de assistir a um filme uma
experiência coletiva única e compartilhada, na qual o filme não é apenas uma obra
audiovisual, mas também o elo entre pessoas. Essa experiência se manifesta tanto no
compartilhamento do filme durante a sua exibição como também na discussão sobre ele,
ou sobre as mensagens a ele associadas, após a sessão.

11

11

em intervalos regulares em frente a uma fonte luminosa para a criação de um fluxo de
imagens que parecem se mover em uma superfície refletora.

Esse tipo de projeção, ainda presente em boa parte das salas comerciais, tem seus dias
contados por conta da decisão dos grandes estúdios de interromper a distribuição de
filmes em suporte fotoquímico 35mm a partir de 2014. Quando isso acontecer, se perderá
a economia de escala que viabiliza a produção e a distribuição de filmes em película,
obrigando todo o mercado exibidor a migrar para a projeção digital. Em breve, os filmes
em película só poderão ser exibidos nas poucas salas ainda equipadas com projetores
mecânicos, utilizando cópias fornecidas por cinematecas e arquivos de filme,
responsáveis pela preservação de uma das mídias mais importantes já utilizadas pela
humanidade para o registro de imagens em movimento.
A partir dessa mudança de suporte, as salas que desejarem exibir filmes produzidos e
distribuídos pelos grandes estúdios deverão adotar, obrigatoriamente, a tecnologia
regulamentada pelo Digital Cinema Initiative (DCI), um consórcio formado por esses
estúdios comerciais. Como essa tecnologia, ao menos nesse momento, implica na
utilização de equipamentos de projeção relativamente caros e complexos, nem todos os
exibidores poderão arcar com os investimentos necessários à conversão para a projeção
digital, correndo o risco de serem alijados do mercado.

Por conta isso, ironicamente, a tecnologia na qual se apostava como ferramenta para a
democratização da difusão de filmes – por possibilitar a distribuição de conteúdos sem
depender do envio de rolos de filmes para todas as salas – poderá ser responsável, ao
menos em um primeiro momento, pela concentração ainda maior do mercado exibidor de
cinema.
Neste contexto, o Circuito Ipê tem entre seus objetivos a busca de uma alternativa viável
em termos de tecnologia de distribuição e projeção utilizando soluções menos onerosas e
complexas do que as associadas ao consórcio DCI. É importante que se deixe claro que
não se pretende substituir o padrão DCI, mas apenas criar mais uma alternativa de
distribuição e exibição de conteúdos audiovisuais que possa ser desenvolvida e
gerenciada localmente por seus usuários.

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Os tipos de projeção

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Como o Circuito Ipê trabalha com a projeção de conteúdos distribuídos eletronicamente,
é importante diferenciar os tipos de projeção a ele associados: projeção eletrônica e
projeção digital.

Por definição, a projeção eletrônica é aquela na qual as imagens são resultantes de um
sinal elétrico ou óptico, analógico ou digital, sendo que, neste caso, o termo “óptico” deve
ser entendido como sinal transmitido através de fibra óptica. Já a projeção digital é a
projeção eletrônica utilizando um sinal do tipo digital, que atenda aos critérios mínimos
de qualidade definidos pelo consórcio DCI através do documento Digital Cinema System
Specification, que pode ser baixado no site www.dcimovies.com.
Na projeção eletrônica do Circuito Ipê a definição mínima da imagem é,
preferencialmente, do tipo Full HD, na qual a imagem é produzida a partir de uma matriz
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com 1920 x 1080 pixels, ao passo que na projeção digital a matriz tem 2048 x 1080 pixels
na opção 2k.

Em termos de quantidade de pixels, a diferença entre ambos os tipos de projeção não é
muito representativa: são 2.073.600 na imagem Full HD tradicional e 2.211.840 na
imagem em 2k. Além disso, tanto uma quanto a outra podem oferecer bons resultados em
termos de qualidade da imagem, desde que sejam tomados os devidos cuidados na
produção do conteúdo a ser exibido e na escolha, instalação, operação e manutenção dos
equipamentos de projeção. Em termos de qualidade sonora, os dois tipos de projeção
podem oferecer a mesma qualidade no formato multicanal 5.1.
A decisão de se definir a projeção em Full HD como resolução mínima para a projeção
deve-se à preocupação em garantir a qualidade das imagens projetadas em tela grande
visando valorizar a experiência cinematográfica. Isso não impede, no entanto, que sejam
exibidas obras com definição inferior a Full HD, desde que a qualidade de seu conteúdo o que realmente importa - compense a menor qualidade técnica.

A importância da qualidade técnica

A projeção cinematográfica deve ser considerada como a última etapa na cadeia de
realização de um filme. De certa forma, ela é uma das etapas mais importantes, por ser
aquela na qual o produto filme é finalmente oferecido ao desfrute e à avaliação de seus
consumidores, os espectadores. Não há exagero em afirmar que uma má projeção pode
destruir, no intervalo da exibição do filme, todos os esforços, recursos, tempo e talentos
envolvidos na sua realização.

Além disso, se analisada sob uma visão mais comercial, a projeção cinematográfica não
escapa da lógica da venda e prestação de serviços associada a outras formas de prestação
de serviço:

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Pelo lado do fornecedor, o realizador, o seu interesse em disponibilizar seu produto, o
filme, para exibição em uma sala cinema é diretamente proporcional à qualidade com
que ele será exibido. Quanto maior a confiança do realizador na qualidade com que seu
filme será projetado em uma determinada sala, ou circuito de salas, respeitando-se
integralmente suas opções estéticas em termos de imagens e sons, maiores as chances
de que ele se interesse em disponibilizá-lo para projeção nessa sala ou circuito.

Capítulo 2 - A qualidade da projeção

Pelo lado do cliente, o espectador, é necessário oferecer a ele um produto com uma
qualidade que o motive a sair de sua residência e dispender seu tempo e dinheiro para
assistir ao filme em uma sala de cinema. Na medida em que as tecnologias domésticas se
sofisticam e o acesso às obras audiovisuais se dissemina, só é possível atrair o
espectador para a sala de cinema se a ele for oferecida uma experiência com qualidade
superior à que ele pode obter em sua casa.

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Treinamento Rede de Cinemas

Figura 8: O processo cinematográfico.

1414

Neste contexto, o Circuito Ipê considera essencial a qualidade da projeção tanto como
forma de assegurar aos espectadores o máximo de fidelidade às obras que lhes serão
oferecidas, como também para garantir aos realizadores o respeito aos seus direitos de
criação. A qualidade da projeção – associada, obviamente à qualidade do conteúdo a ser
exibido – será determinante na capacidade de atração de público para as salas do Circuito
e na facilitação da captação de mais conteúdos a serem nelas exibidos.

A preocupação com a qualidade técnica é reforçada pelo perfil das salas participantes do
Circuito, cuja importância transcende a simples exibição de filmes. No caso da Cinemateca
Brasileira, além de local de ponto de exibição, a sala de cinema é também um instrumento
de medição, no qual são avaliados os trabalhos de restauro de som e imagem realizados
por seus profissionais.
Nas salas vinculadas a cursos de cinema, a qualidade da projeção é essencial para garantir
que os alunos desenvolvam a sensibilidade que utilizarão profissionalmente para a
criação de imagens em movimento e sons.
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Nessas salas, assim como naquelas vinculadas a instituições com presença marcante no
panorama cinematográfico local, a projeção com qualidade é tanto um instrumento de
formação dos profissionais locais e também da plateia, que muitas vezes não tem a
possibilidade de ver os filmes com o cuidado que lhes é devido. Cabe a a essas salas,
portanto, a missão de oferecer ao público o espetáculo cinematográfico em sua
verdadeira grandeza.

Os componentes da qualidade da técnica da projeção

A qualidade da projeção cinematográfica é resultante do somatório de quatro aspectos: o
conteúdo, os equipamentos, o ambiente e a mão de obra.

O conteúdo – O QUE se projeta

Um filme só terá boa qualidade técnica se suas imagens e sons tiverem sido realizados
com boa qualidade e se a mídia ou suporte no qual estão registrados também tenha boa
qualidade. A qualidade do conteúdo é determinada na finalização do filme e na
preparação da mídia que será enviada às salas.

No caso da projeção digital, o filme é enviado para projeção através de um conjunto de
arquivos associados à projeção digital, chamado de Pacote de Cinema Digital (DCP – da
nomenclatura em inglês), produzido a partir de especificações da DCI. No caso da
projeção eletrônica, são utilizados diversos formatos de arquivos e mídias sem que exista
um documento oficial que garanta sua padronização.

No Circuito Ipê, os conteúdos serão disponibilizados através da rede da RNP, dispensando
a utilização de mídias físicas. Com isso, o cuidado principal em relação ao conteúdo
refere-se à qualidade da conexão, principalmente no caso de projeções compartilhadas ou
em streaming.

Ainda em relação aos conteúdos, é importante garantir seu acesso a todas as pessoas,
inclusive aquelas com deficiências visuais e auditivas, recorrendo-se, sempre que
possível, a tecnologias de acessibilidade tais como legendagem e audiodescrição.

Uma das relações mais estreitas para garantia da qualidade da projeção é aquela
existente entre o suporte do conteúdo do filme e os equipamentos utilizados para sua
reprodução. É necessário que os equipamentos sejam compatíveis com o tipo de
conteúdo que se deseja exibir para que seja possível extrair do suporte do filme todas as
informações nele registradas e reproduzi-las integralmente. Em um caso extremo, se os
equipamentos não puderem “ler” a informação do filme, a projeção simplesmente não
acontece.
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Para que as imagens e os sons registrados no suporte do filme sejam reproduzidos
corretamente, tal como registradas pelo realizador, é necessária a utilização de
equipamentos de qualidade, corretamente dimensionados, instalados, operados e em
bom estado de funcionamento.

Capítulo 2 - A qualidade da projeção

Os equipamentos – COM O QUE se projeta

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O cuidado em relação aos equipamentos começa no momento da definição da
configuração mais adequada a uma determinada sala de exibição, considerando seu perfil
de utilização e suas características físicas. O projetor, por exemplo, deve ter lente e
luminosidade adequadas às dimensões da imagem que se deseja exibir e o sistema de
som deve ter uma potência suficiente para fazer chegar o som com igual qualidade e
intensidade a todos os espectadores.
É importante utilizar sempre marcas e modelos de qualidade tanto no que tange à boa
reprodução da imagem e do som como também em relação à durabilidade, confiabilidade
e facilidade de operação e manutenção. Como boa parte dos equipamentos é importada,
deve ser assegurado o compromisso do fornecedor e/ou instalador em garantir sua
manutenção preventiva e corretiva assim como o acesso rápido e fácil a peças e
componentes de manutenção.

As características desejáveis para os equipamentos utilizados na projeção digital são
definidas pelo documento da DCI citado acima que define não apenas a forma como ler as
informações registradas digitalmente no DCP, mas também a quantidade e a temperatura
de luz da projeção, a distribuição dos canais sonoros etc.
Já a projeção eletrônica não conta com um documento semelhante para a definição da
qualidade da imagem projetada, o que torna sua avaliação mais subjetiva. Isso não
impede, no entanto, a obtenção de imagens de boa qualidade neste tipo de projeção,
desde que haja sejam tomados o devidos cuidados na avaliação na escolha, instalação e
operação do projetor a ser utilizado. Para tanto, pode-se contar com informações
disponibilizadas por várias fontes e a utilização do melhor instrumento de medição da
qualidade da imagem: o olhar sensível e calibrado, resultante da prática de uma
observação atenta e da utilização de imagens de referência.

A instalação dos equipamentos deve ser feita com cuidado e critério para garantir tanto a
qualidade da reprodução da imagem e do som como também a integridade dos
equipamentos e a segurança das pessoas. A alimentação elétrica deve ser compatível com
a potência dos equipamentos a serem instalados de modo a eliminar o risco de acidentes
resultantes de sobrecargas. No caso dos equipamentos mais sensíveis, como projetores,
servidores, computadores etc., é recomendável a utilização de estabilizadores e mesmo
nobreaks. Os fios, cabos e conexões devem ser de boa qualidade e adequados às
características dos equipamentos. É recomendável contar sempre com o serviço de
profissionais de confiança para o projeto e a execução das ligações e conexões.

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Em termos da qualidade sonora, não há diferenças significativas entre a projeção digital e
a eletrônica para reprodução no formato 5.1, que se firmou como padrão sonoro do
cinema. Em ambos os casos, a distribuição dos canais segue os mesmo parâmetros, e são
esperadas as características em termos de potência e qualidade sonoras. Também no caso
do som, a avaliação mais importante continua sendo a audição crítica por parte de um
ouvinte bem treinado utilizando um material sonoro de referência.

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Treinamento Rede de Cinemas

O ambiente – ONDE se projeta
O local no qual se dá a projeção determina a qualidade com a qual os sons e imagens
serão percebidos pelos espectadores. Além disso, o ambiente da projeção deve assegurar
condições de acessibilidade, segurança e conforto para todos os espectadores.
As características que garantem um ambiente adequado a projeções com boa qualidade
são definidas principalmente pela Recomendação Técnica “Arquitetura de Salas de
Projeção Cinematográfica”, elaborada pela Associação Brasileira de Cinematografia, ABC,
junto com a Cinemateca Brasileira. Esse documento relaciona os atributos necessários
para projeções “com boa qualidade técnica e conforto do espectador de acordo com as
características da mídia cinematográfica contemporânea e da fisiologia humana”.
A Recomendação Técnica da ABC determina, por exemplo, as dimensões da tela de
projeção em função das dimensões do auditório, as distâncias máxima e mínima entre os
espectadores e a tela de projeção, os ângulos de implantação do projetor e de visão dos
espectadores, as propriedades acústicas da sala, o espaçamento entre as poltronas etc.
Além disso, ela faz referência a outras normas para aspectos como conforto térmico e
acessibilidade para todos, inclusive pessoas com deficiência física e com dificuldade de
locomoção.

Esse documento deve ser usado como referência para quaisquer projetos de reforma
e/ou construção de salas de projeção e mesmo para avaliação de salas existentes, visando
determinar sua adequação aos ditames da boa projeção em termos de qualidade da
imagem, qualidade do som e conforto do espectador. Vale lembrar ainda que
Recomendação da ABC não esgota o leque de requisitos necessários para adequação
arquitetônica de salas de cinema, sendo necessário considerar as legislações e posturas
estaduais e municipais aplicáveis aos locais de reunião de público.
Além dos aspectos funcionais, a arquitetura da sala também deve ser um ambiente
agradável e estimulante que contribua para a fruição prazerosa do espetáculo
cinematográfico.

Ainda que cada sala costume utilizar uma divisão particular das atribuições de seus
profissionais, é importante garantir o compromisso com a realização das tarefas
envolvidas na obtenção da qualidade. No caso específico do Circuito Ipê, o sucesso da
projeção baseia-se em pelo menos três áreas de conhecimento:

Informática: o sistema de projeção utilizado pelo Circuito requer conhecimentos na
área de TI, tanto para sua operação como para eventuais intervenções no caso de
problemas de funcionamento, atualização etc. Embora seja previsto um suporte geral aos
participantes do Circuito, a existência de profissionais locais com conhecimentos na área

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A atuação dos profissionais responsáveis pela projeção é essencial para assegurar a
qualidade da guarda, da manutenção e da operação dos suportes, dos equipamentos e do
ambiente onde ela acontece. São esses profissionais que irão garantir o sucesso da
projeção e satisfação do público e, em última análise, o sucesso do Circuito Ipê.

Capítulo 2 - A qualidade da projeção

Mão de obra – QUEM projeta

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certamente facilitará a operação diária do sistema e reduzirá a ocorrência de problemas
e o tempo necessário para sua eventual solução.

Operação: o desempenho dos equipamentos de projeção da imagem e de reprodução do
som é resultado direto da qualidade da mão de obra dos profissionais responsáveis por
sua operação. Quanto mais gabaritados forem os profissionais envolvidos na projeção, e
quanto maior sua familiaridade com os suportes, equipamentos e ambientes, maior a
probabilidade de que a projeção aconteça sem problemas.

Programação: obviamente, o objetivo principal do Circuito é promover a projeção de
conteúdos de qualidade nas salas. Para tanto, espera-se que cada participante contribua
com a disponibilização de conteúdos para o Circuito e também com a sugestão de formas
de utilização criativa desses conteúdos através de mostras, festivais, debates, cursos etc.

Recomendação Técnica para Salas de Exibição Cinematográfica
A Recomendação Técnica “Arquitetura de Salas de Projeção Cinematográfica” é uma
iniciativa conjunta da Associação Brasileira Cinematografia, ABC, que congrega os
profissionais das áreas técnica e criativa do cinema, e da Secretaria do Audiovisual do
Ministério da Cultura, através do Centro Técnico Audiovisual, CTAv, e da Cinemateca
Brasileira.

Ela foi elaborada em 2009, levando em consideração as características arquitetônicas
básicas para projeções com boa qualidade técnica e conforto do espectador de acordo
com as características da mídia cinematográfica contemporânea e da fisiologia humana.

Dessas fontes, foi dada preferência às normas e recomendações técnicas estrangeiras e
internacionais já que elas representam o consenso de diferentes atores envolvidos no
setor de exibição - laboratórios, produtores, exibidores, técnicos etc. - o que nem sempre
acontece em trabalhos de cunho mais teórico e/ou acadêmico.

Os parâmetros definidos pela Recomendação ABC aplicam-se, preferencialmente, a
projeções utilizando processos fotoquímicos 35mm ou digital (resolução de 2k ou
superior), devendo ser utilizados também para projetos de salas de projeção eletrônica
(abaixo de 2k), posto que os aspectos nela abordados, em sua maioria, relacionam-se à
fisiologia humana e, obviamente, são os mesmos para qualquer tipo de projeção. Além
disso, deve-se considerar que a tendência de melhoria da tecnologia de projeção digital,
associada à sua popularização, permite antever que, em futuro não muito distante, ela
venha a substituir tecnologias com menor qualidade.

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O ponto de partida para a elaboração desta Recomendação é a norma técnica NBR12237
“Projetos e instalações de salas de projeção cinematográfica”, elaborada por iniciativa do
CTAv e publicada pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), em 1988. Os
parâmetros desta norma foram revistos para a Recomendação da ABC visando incorporar
as melhorias resultantes do desenvolvimento da tecnologia cinematográfica ocorridades
desde então além de acrescentar outros aspectos não abordados anteriormente, de
acordo com parâmetros definidos por normas e recomendações técnicas nacionais e
internacionais.

1818

Treinamento Rede de Cinemas

A Recomendação da ABC não trata de aspectos relacionados ao funcionamento e
desempenho de equipamentos de projeção, que são objeto de normas e/ou
recomendações técnicas específicas. Tampouco são abordados aspectos que garantam a
segurança e a qualidade do ambiente como um todo, nem aspectos definidos por
legislações e posturas federais, municipais e estaduais.

Para melhor entendimento dos parâmetros adotados pela Recomendação, eles foram
agrupados em categorias afins, a saber: 1) Qualidade da imagem projetada; 2) Qualidade
da imagem percebida; 3) Qualidade acústica e 4) Conforto do espectador.

Esta ordem não é a mesma constante no texto da Recomendação, na qual os parâmetros
foram agrupados de uma forma mais fácil de serem aplicados na elaboração de projetos
de reforma ou construção de salas. A Recomendação Técnica da ABC pode ser acessada a
partir do site da ABC: www.abcine.org.br.

Qualidade da imagem projetada

Os itens abaixo visam garantir que a imagem seja projetada na tela em sua totalidade e
com qualidade.

Altura mínima do feixe de projeção

É essencial que toda a imagem do filme seja projetada na tela, evitando-se quaisquer
obstáculos que venham a obstruir o feixe de projeção, sejam eles elementos
arquitetônicos (pilares, colunas, vigas etc.) ou os próprios espectadores.

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Capítulo 2 - A qualidade da projeção

Para isso, a altura da borda inferior do feixe de projeção em relação ao piso do auditório
deve ser igual ou, preferencialmente, superior a 1,90m, em todas as áreas ocupadas ou
transitadas pelos espectadores durante a sessão do filme. Isso implica em um
posicionamento adequado do projetor e da tela de projeção, e também um cuidado
especial com quaisquer acessórios ou equipamentos que venham a ser instalados na sala
de projeção: luminárias, refletores de luz, projetores auxiliares presos ao teto, elementos
decorativos etc.

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Figura 9: Altura mínima do feixe de projeção.

Curvatura mínima da tela de projeção
Vale lembrar que tanto a película fotoquímica como também o chip que produz a imagem
na projeção eletrônica e digital são planos e, portanto, produzem uma imagem
igualmente plana. Por conta disso, idealmente, a tela de projeção deve ser plana, de modo
a evitar que a imagem projetada se deforme acompanhando a curvatura da superfície da
tela.

Por vezes, buscando tornar a imagem do filme do filme mais “envolvente”, ou melhorar a
distribuição da luz de projeção na superfície da tela, adota‐se a solução de instalar uma
tela de projeção curva. Nestes casos, a curvatura deve ser limitada a um raio mínimo igual
a duas vezes a distância entre a tela de projeção e o espectador mais afastado dela.

Distorção trapezoidal

A distorção trapezoidal leva este nome por fazer com que a imagem do filme,
originalmente com formato retangular (Figura 10a), assuma uma configuração
trapezoidal, deformando as imagens nele contidas. Ela é resultante de um
posicionamento inadequado do projetor em relação à tela de projeção, provocando uma
inclinação excessiva do feixe de projeção em relação à tela. Este problema pode ocorrer
devido a um excesso de inclinação vertical (projetor muito inclinado para baixo, Figura
10b), horizontal (projetor muito inclinado para o lado, Figura 18c) ou vertical e
horizontal simultaneamente (Figura 10d).

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A principal fonte de distorção da imagem decorre do mau posicionamento do projetor em
relação à tela de projeção que pode levar ao defeito chamado “distorção trapezoidal”.

2020

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Figura 10: Distorção trapezoidal da imagem projetada: a) imagem sem distorção; b)
distorção vertical; c) distorção horizontal, e d) distorção horizontal e vertical.

Já os projetores digitais, por exigência da DCI, não contam com esse tipo de função, o que
torna especialmente crítico o posicionamento do projetor em relação à tela de projeção
para evitar deformações da imagem. Esse problema se complica quando se utiliza em
uma mesma cabine tanto o projetor digital quanto o projetor, ou projetores para película
fotoquímica (geralmente 35mm ou 16mm) que também dependem do correto
posicionamento do equipamento para evitar deformações na imagem. Nesses casos, fazse necessária uma avaliação muito cuidadosa do posicionamento dos projetores na
cabine.

Qualidade da imagem percebida

Estes parâmetros têm por objetivo garantir que todos os espectadores vejam toda a
imagem projetada na tela, com o mínimo de distorções provocadas pelo posicionamento
dos espectadores em relação à tela de projeção.

Capítulo 2 - A qualidade da projeção

Os projetores eletrônicos costumam contar com recursos para correção eletrônica da
distorção trapezoidal através da função “keystone correction”. Ainda assim, como esse
recurso tem limitações, é aconselhável instalar o projetor dentro dos limites de correção
do projetor a ser instalado. A Recomendação ABC define, como regra geral, que os limites
de implantação do projetor eletrônico sejam as bordas da tela de projeção, buscando
posicioná-lo o mais próximo possível do seu eixo.

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Escalonamento visual
A preocupação básica em relação à qualidade da percepção da imagem pelo espectador é
garantir que todos possam ver toda a imagem projetada na tela.

Isto é feito evitando‐se obstáculos que obstruam a linha de visão do espectador à tela
decorrentes de um mau dimensionamento de vigas, colunas, guarda‐corpos e luminárias
etc., ou então, mais comumente, quando os espectadores têm a visão da tela obstruída
pelos espectadores sentados à sua frente.
A obstrução da tela de projeção acontece principalmente em parte inferior da imagem
projetada, justamente a área na qual é registrada a maioria das informações escritas dos
filmes, sejam elas as legendas em português de filmes de língua estrangeira, legendas
para pessoas com deficiência auditiva ou mesmo informações relevantes no caso de
documentários.

Figura 11: Escalonamento visual.

O estudo de visibilidade, via de regra, aponta para a necessidade de se elevar a borda
inferior da tela de projeção até o limite que não comprometa o ângulo de visão vertical
confortável do espectador, associado à elevação do nível do piso da sala de projeção nas
fileiras mais afastadas da tela.

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Para evitar este problema, faz‐se necessário um estudo de visibilidade que garanta uma
linha de visão desimpedida à borda inferior da tela para todos os espectadores. Além
disso, é sempre conveniente considerar a possibilidade de instalação de uma tela auxiliar
abaixo da borda inferior da tela de projeção para eventualidade da utilização de
legendagem eletrônica dos filmes. Nesse procedimento, as legendas do filme são
projetadas a partir de um projetor auxiliar em uma tela estreita com, aproximadamente,
0,30m de altura.

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Ângulos de visão lateral e vertical
Como o cinema utiliza imagens bidimensionais, se observadas a partir de um ângulo
excessivo, elas parecerão deformadas, a ponto de, em casos extremos, tornarem‐se
imperceptíveis. Como exemplo, basta observar este texto muito de lado para observar
como ele se deforma até o ponto em que se torna irreconhecível.

Idealmente, o espectador deve observar a imagem do filme a partir de uma posição que
garanta que seu ângulo de visão coincida com uma reta normal ao centro geométrico da
imagem. No entanto, esta solução raramente é possível na prática, devido tanto a
limitações da arquitetura da sala, bem como à necessidade de acomodação do maior
número possível de pessoas na sala de exibição.
A Recomendação ABC determina que o espectador deva estar posicionado dentro dos
limites definidos por planos que façam 106 graus a partir das extremidades da tela de
projeção, tanto as laterais quanto as extremidades superior e inferior.

Distância mínima da tela

É aconselhável que o espectador observe a imagem projetada na tela partir de uma
distância suficiente para que sua visão possa integrar visualmente os pixels que formam a
imagem na projeção eletrônica ou digital sem que sejam percebidos individualmente.
Por conta disso, a Recomendação ABC estipula que distância mínima entre a tela de
projeção e a poltrona mais próxima a ela deve ser igual ou, preferencialmente, superior a
60% da largura (L) da tela no formato 1:2,35.
Outro aspecto importante, mas não coberto pela norma, é garantir que as perfurações da
tela de projeção não sejam perceptíveis, sendo recomendada a utilização de tela
microperfurada, principalmente quando a distância entre ela e o espectador posicionado
na primeira fileira for inferior a 6,00m.

Telas com grandes dimensões também contribuem para a qualidade da imagem. Elas
permitem um maior distanciamento entre três caixas acústicas dos canais frontais –
esquerda, centro e direita – facilitando a localização espacial do som reproduzido por
cada uma delas. Se, ao contrário, essas três caixas estiverem muito próximas, essa
localização ficará muito difícil, pois todos os sons parecerão estar sendo reproduzidos no
mesmo ponto.
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O espectador deve ser capaz de perceber todos os detalhes da imagem projetada na tela.
Além disso, ela deve ocupar uma porção mínima de seu campo visual para que ele possa
ter um maior envolvimento com as imagens, e consequentemente, com o filme. De forma
geral, quanto maior a imagem, maior o envolvimento do público com o filme e essa
diferença de escala entre nossas dimensões físicas e as dimensões da imagem projetada é
um dos grandes diferenciais entre a exibição profissional e a exibição doméstica.

Capítulo 2 - A qualidade da projeção

Distância máxima da tela

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De acordo com a Recomendação ABC, o espectador mais afastado da tela de projeção não
deve posicionado além de uma distância igual ao dobro da largura da tela no formato
Cinemascope, sendo admissível uma distância de até 2,9 vezes esta largura.

Figura 12: Área de implantação das poltronas.
A determinação de ângulos de visão laterais máximos associados às distâncias mínima e
máxima em relação à tela de projeção define, na prática, uma área na qual os
espectadores poderão assistir as imagens projetadas na tela com qualidade e conforto.

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Luminosidade da imagem

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A luminosidade da imagem projetada que chega aos olhos do espectador é resultante da
potência luminosa produzida pelo projetor, da refletividade da tela de projeção e do nível
de luminosidade existente na sala de projeção. Por isso, o cálculo da luminosidade
necessária do projetor deve levar em consideração o índice de refletividade da superfície
da tela a ser utilizada, partindo-se do princípio que serão eliminados do auditório
quaisquer fontes de luminosidade diferentes do feixe de luz da projeção.

O interior da sala de cinema deve ser revestido com cor escura e fosca, não
necessariamente preto, para evitar que as superfícies reflitam de volta para a tela a luz da
projeção, reduzindo o contraste da imagem projetada.
Treinamento Rede de Cinemas

Além disso, o escurecimento das superfícies internas, incluindo as poltronas, serve para
“neutralizar” o interior da sala de projeção, de modo a garantir a primazia das imagens
projetadas na tela. Pelo mesmo motivo, deve ser evitada a colocação de faixas, pôsteres e
quaisquer outros elementos no campo visual do espectador.

A única exceção à regra da eliminação de luzes parasitas refere-se à instalação de luzes de
segurança nas circulações e nas saídas de emergência, tal como recomendado por normas
técnicas e especificações do corpo de bombeiros.

Qualidade acústica

A preocupação fundamental em termos de qualidade sonora de uma sala de exibição é
fazer com que o som nela reproduzido seja idêntico ao som finalizado em uma sala de
mixagem, na presença do diretor e do designer sonoro do filme. Para que isso aconteça, as
características acústicas da sala de projeção deve ser idêntica às do estúdio de mixagem –
ou vice-versa. Os aspectos mais relevantes para a qualidade acústica da sala de exibição
são o nível de ruídos de fundo e o tempo de reverberação.

Nível de ruídos de fundo

Assim como se remove da sala de exibição as informações visuais que não fazem parte do
filme para valorizar as imagens projetadas na tela é necessário eliminar também todas e
quaisquer informações sonoras que não façam parte da trilha do filme. Neste contexto,
mesmo os momentos de silêncio na trilha sonora do filme devem ser considerados como
elementos narrativos utilizados pelo diretor para atingir seus objetivos e, por conta disso,
devem ser preservados durante a exibição.

A Recomendação Técnica da ABC estipula que o nível de ruídos de fundo máximo no
interior das salas de projeção deve se situar entre os valores correspondentes às curvas
NC25, sendo admissível um valor da ordem de NC30. Níveis de ruídos acima desses
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O nível de ruídos de fundo refere-se ao somatório das fontes sonoras de caráter
‘constante’, sem grandes variações em relação ao tempo em que acontecem como é o
caso, por exemplo, do ruído produzido pelos sistemas de ar condicionado. Esse nível é
determinado através de curvas NC (do inglês “Noise Criteria”) através das quais os níveis
sonoros são medidos em oito faixas de oitavas e registrados em um gráfico que simula a
sensibilidade da audição humana.

Capítulo 2 - A qualidade da projeção

A principal preocupação para se garantir um baixo nível de ruídos de fundo e isolar o
auditório da sala de projeção dos demais ambientes, sejam eles externos ou internos. O
isolamento do auditório em relação aos demais ambientes resulta na eliminação da troca
de ar com o exterior o que implica na necessidade de se instalar um sistema de ventilação
mecânica, geralmente associado a um sistema de ar condicionado, para garantir a
salubridade do ambiente e o conforto dos seus ocupantes. É essencial que esses sistemas
sejam projetados e executados por profissionais qualificados para evitar que o nível de
ruído produzido por eles eleve o nível de ruídos de fundo do auditório ao ponto de
prejudicar a percepção da trilha sonora dos filmes.

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valores fazem com que se percam os detalhes da trilha sonora e, em casos extremos,
podem comprometer sua inteligibilidade.

A recomendação da ABC também determina que o nível de ruídos não deva ser inferior a
NC20 já que, abaixo disso, ruídos intrusivos intermitentes podem se tornar audíveis e
irritantes. É recomendável utilizar certo nível de ruídos de fundo para mascarar as fontes
de ruídos intrusivos que, contudo, não devem superar os valores da curva NC 35.

Figura 13: Níveis de ruído de fundo, curvas NC.

Treinamento Rede de Cinemas

Tempo de reverberação

2626

A utilização de trilha sonora do tipo multicanal implica em maior preocupação com a
preservação da “imagem estéreo”, ou seja, a capacidade do espectador de localizar
espacialmente a fonte a partir da qual está sendo reproduzido cada canal sonoro. Essa
capacidade de localização espacial é essencial para que o espectador possa fazer a
conexão entre o som e a imagem a ele associada e assim garantir a verossimilhança
daquilo que assiste.

Em filmes com som do tipo 5.1, que se tornou, na prática, o padrão sonoro para cinema, a
trilha sonora do filme é constituída por três canais frontais (frente, centro e direita)
reproduzidos por caixas acústicas posicionadas atrás da tela de projeção, e dois canais
Treinamento Rede de Cinemas

Os principais requisitos para garantir que o espectador possa localizar a partir de onde
está sendo reproduzido cada um desses canais são um espaçamento adequado entre as
caixas acústicas e a redução do tempo de reverberação no interior do auditório. Se as
caixas acústicas dos canais frontais estiverem muito próximas entre si e/ou se o tempo de
reverberação for muito alto, a localização das fontes sonoras fica comprometida e a
associação entre som e imagem se perde.
Treinamento Rede de Cinemas

Figura 14: Sistema de som multicanal 5.1.

Capítulo 2 - A qualidade da projeção

“ambiente” (surround) (esquerda e direita), reproduzidos por caixas posicionadas nas
paredes laterais e do fundo da sala. Além desses cinco canais, existe também o canal dos
subgraves (subwoofer), o “ponto um” do sistema, utilizado para reprodução das
frequências sonoras muito baixas.

27

27

O tempo de reverberação é o tempo no qual o som permanece em um ambiente após ser
emitido. Ele é medido em segundos e os valores recomendados variam em função da
utilização que se deseja ao ambiente e seu volume. Via de regra, no caso de ambientes nos
quais se deseja valorizar a inteligibilidade dos diálogos e a localização de múltiplas fontes
sonoras, é dada preferência a tempos de reverberação mais reduzidos.

Treinamento Rede de Cinemas

Figura 15: Tempo de reverberação, 500Hz.

2828

A Recomendação Técnica da ABC estipula os valores adequados do tempo de
reverberação para salas de projeção através de gráficos com valores máximos e mínimos,
bem como sua variação em função da frequência sonora. O tempo de reverberação é
obtido através de projeto especial que visa obter o valor desejado através da utilização
criteriosa de materiais que reflitam ou absorvam o som neles incidido.

Conforto do espectador

Além das questões de saúde e bem-estar, as condições de conforto na sala de projeção são
essenciais para a perfeita fruição do espetáculo cinematográfico. Lembrando que o
objetivo de uma boa projeção é fazer com que o espectador se esqueça de seu corpo físico
e mergulhe totalmente na experiência sensorial que lhe é oferecida na sala, devem ser
evitadas quaisquer condições de desconforto durante a duração da sessão.
Treinamento Rede de Cinemas

Ângulos de visão verticais

Figura 16: Ângulos de visão verticais.

Ângulo de visão horizontal

Idealmente, o espectador deveria estar localizado no eixo da largura da tela de projeção.
No entanto, isso não é possível devido à necessidade de se acomodar a maior quantidade
possível de espectadores na sala de projeção.

A Recomendação ABC determina que o ângulo de visão lateral até o centro da largura da
tela de projeção não deve ser superior a 15 graus, de modo a evitar que seja necessário

Capítulo 2 - A qualidade da projeção

Ângulos de linha de visão vertical excessivos provocam desconforto no espectador por
obrigá-lo a manter a cabeça desconfortavelmente inclinada para cima durante a projeção.
Este problema acontece com mais frequência e intensidade nas fileiras de poltronas mais
próximas à tela de projeção. A Recomendação Técnica da ABC determina que os ângulos
de visão verticais do espectador devem ser de 30 graus até o centro da altura da tela de
projeção e de 40 graus até sua borda superior. Esses limites consideram os valores
confortáveis para inclinação dos olhos, do pescoço e do corpo, combinados.

Treinamento Rede de Cinemas

29

29

virar o pescoço e/ou o torso excessivamente para o lado para que possam visualizar as
imagens projetadas na tela.
Atender a este parâmetro implica inclinar as poltronas mais afastadas do eixo
longitudinal da sala de exibição em direção ao centro da tela, até situá-las no limite
aceitável. Geralmente, a solução mais adequada é a utilização de fileiras de poltronas
dispostas em arcos concêntricos.

Figura 17: Ângulo de visão lateral e espaçamento entre poltronas.

Espaçamento entre poltronas

A Recomendação ABC estipula que o espaçamento entre as poltronas, medido da face
anterior de um determinado encosto até a face anterior do encosto imediatamente à
frente (ou atrás), seja igual ou, preferencialmente, superior a 1,00m. Este valor mínimo
pressupõe a utilização de poltronas convencionais de cinema, de boa qualidade, porém
sem dimensões exageradas; no caso disso acontecer, deverão ser feitas modificações para
que seja oferecida uma distância livre entre poltronas.

Treinamento Rede de Cinemas

Este aspecto visa garantir um espaçamento confortável para acomodação das pernas dos
espectadores e facilitar o acesso às poltronas mais afastadas das circulações.

3030

Treinamento Rede de Cinemas

Conforto térmico
O conforto térmico refere-se às condições de temperatura e umidade relativa do ar. Seus
parâmetros são definidos pela norma NBR 6401, “Instalações centrais de ar-condicionado
para conforto – Parâmetros básicos de projeto”, da Associação Brasileira de Normas
Técnicas (ABNT).

Acessibilidade

Treinamento Rede de Cinemas

Capítulo 2 - A qualidade da projeção

A preocupação com o acesso às obras cinematográficas deve ser estendida a todas as
pessoas, inclusive aquelas com dificuldade de locomoção e cadeirantes. Para isso, devem
ser atendidos os parâmetros definidos pela norma NBR 9050 da ABNT: “Acessibilidade a
edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos”.

31

31

Treinamento Rede de Cinemas

3232

Treinamento Rede de Cinemas

3
Treinamento – Rede de Cinemas
Nesta sessão veremos:
O Sistema ICD

Como gerenciar usuários.

Como organizar o armazenamento e compartilhar conteúdo.
Como gerar a playlist da sala de cinema.

Nesta Sessão 3 trabalharemos detalhadamente os aspectos de operação do ICD, incluindo
o gerenciamento de usuários, conteúdos e a geração de playlists.

O Sistema ICD
Roteiro

Introdução e conceitos.

Administração de usuários.
Espaços virtuais.
Conteúdos.

Compartilhamento.

Geração de playlists.

O roteiro que iremos seguir consiste em:

1. Introdução ao ICD.

4. Geração de playlists do cinema.

Introdução

Plataforma de intercâmbio de Conteúdos Digitais:

Armazenamento e compartilhamento entre diferentes participantes (colaboração).

O ICD é uma plataforma de intercâmbio de conteúdos digitais multimídia (áudio, vídeo,
imagens, etc). O sistema ICD estabelece uma rede de distribuição e compartilhamento
entre as entidades participantes da rede. No caso do projeto Rede de Cinemas, os
participantes da rede são os diferentes cinemas.
Treinamento Rede de Cinemas

3. Gerenciamento de conteúdo (espaços virtuais, conteúdos, previsualização e download
de conteúdos locais e remotos etc).

Capítulo 3 - Treinamento – Rede de Cinemas

2. Administração de usuários.

33

33

Administração de usuários
Listando usuários

Figura 18: Tela de administração de usuários

A primeira área básica relevante para a operação do ICD é o gerenciamento de usuários.
Para listar usuários basta acessar o item “Gerenciar Usuários” no menu “Usuários”. A lista
com todos os usuários cadastrados no ICD será exibida. Pode-se utilizar o campo de busca
para listar um conjunto específico de usuários. Além disso, através dos botões do lado
direito de cada usuário é possível remover ou editar as respectivas informações.

Figura 19: Tela de adição de usuários

A opção de adicionar usuário encontra-se destacada na Figura 19. Ao se acessar esta
opção, a tela para adição de usuário é carregada. Esta tela permite definir, entre outras
informações, o login do usuário, os papéis que este usuário assumirá no sistema e o
idioma preferido.
Basta preenchar o formulário e selecionar o botão “Adicionar”.

Treinamento Rede de Cinemas

Adicionando novo usuário

3434

Treinamento Rede de Cinemas

Os principais papéis do sistema ICD utilizados na Rede de Cinemas são:

Administrador de Controle de Acesso: permite gerenciar os usuários cadastrados no
ICD (por exemplo, adicionar e remover usuários).

Gerente de Armazenamento: permite gerenciar as “pastas” onde os conteúdos serão
armazenados.
Gerente de Conteúdo: permite adicionar conteúdos ao ICD.

Gerente de Compartilhamento: permite a definição das permissões de
compartilhamento para os conteúdos.

Pesquisador privilegiado: permite visualizar e efetuar buscas na base de conteúdos
do ICD.
Gerente de playlist: permite montar a playlist do cinema.

Editando um usuário

Treinamento Rede de Cinemas

A figura mostra o botão de edição do usuário. Ao se selecionar este botão, uma tela
semelhante à tela de adição de novos usuários é exibida permitindo a alteração de
informações de contato, os papéis do usuário e o idioma preferido.

Capítulo 3 - Treinamento – Rede de Cinemas

Figura 20: Edição de usuários

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Removendo usuários

Figura 21: Remoção de usuário

Pode-se observar em destaque o botão que permite a remoção de um usuário do sistema.

Pré-cadastros

Figura 22: Pré-cadastro de usuários

Os dados inseridos ficarão disponíveis para que o administrador do ICD possa avaliar
posteriormente. Após a avaliação, o administrador pode ou não decidir por aprovar o
pedido de cadastro.

Treinamento Rede de Cinemas

O ICD também permite que usuários que não tenham cadastro no sistema possam efetuar
o seu próprio pré-cadastro. Na tela de login, pode-se acessar a opção “Novo usuário?
Cadastre-se aqui”. Ao acessar esta opção, o usuário será direcionado para uma tela
semelhante à de adição de novo usuário, vista pelo administrador do sistema.

3636

Treinamento Rede de Cinemas

Pré-cadastros

Figura 23: Visualização de usuários pré-cadastrados

A lista de pré-cadastros pode ser acessada através do item “Pré-cadastros” do menu
“Usuários”. Pode-se observar a lista de usuários que cadastraram alguma informação e
então pode-se aprovar ou não aprovar o cadastro através dos botões exibidos do lado
direito de cada cadastro.

Espaços virtuais (EVs)

Os usuários que tiverem o papel de Gerente de Armazenamento poderão gerenciar

espaços virtuais.

Criação de espaços virtuais.
Público.

Compartilhado.

Os conteúdos armazenados no ICD são organizados em Espaços Virtuais, que nada mais
são do que agrupamentos lógicos de conteúdos, de forma semelhante às pastas do
sistema de arquivos de um computador.
Vale lembrar que o papel de Gerente de Armazenamento do ICD é o papel que possui
permissão para gerenciar os espaços virtuais (criar, apagar etc). A seguir veremos as
operações possíveis sobre os espaços virtuais, bem como seus tipos.

Treinamento Rede de Cinemas

Privado.

Capítulo 3 - Treinamento – Rede de Cinemas

Tipos de espaços virtuais:

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37

Listagem de espaços virtuais

Figura 24: Lista de espaços virtuais

Para listar os espaços virtuais armazenados no ICD do cinema local, basta acessar no
menu “Espaços Virtuais”o item “Espaços Virtuais Locais”. A tela representada na figura
seguinte é então exibida, listando os espaços virtuais em forma de uma árvore de
diretórios.

Criação de novo espaço virtual

Figura 25: Criação de um novo espaço virtual

Na tela de listagem é possível criar um novo espaço virtual através do botão
“Novo Espaço”.

Treinamento Rede de Cinemas

A tela de criação de espaços virtuais possui três abas principais:

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Descrição:

Nome e descrição do Espaço Virtual.

Opção para ativar transferência imediata.

Opção para ativar divulgação na web (Feeds).

Permissões:

Gerencia as permissões do espaço virtual.

Ações:

Permite que determinados grupos de usuários sejam notificados quando

alguma ação é realizada no EV.
Treinamento Rede de Cinemas

Para criar um espaço virtual, deve-se informar três tipos básicos de informação: (I) sua
descrição textual, (II) suas permissões e (III) suas configurações de notificação.

Figura 26: Tela de criação de espaço virtual

A tela de criação possui três abas conforme pode ser observado na figura (aba Descrição,
Permissões e Ações).
Na Figura 26 temos representada a tela de Descrição. Nela pode-se informar o nome do
espaço virtual a ser criado e uma descrição, que consiste em texto livre que pode
descrever, dentre outras coisas, o propósito do espaço virtual.

Treinamento Rede de Cinemas

Figura 27: Tipos de compartilhamento

Capítulo 3 - Treinamento – Rede de Cinemas

Existem ainda dois botões de marcação para funcionalidades avançadas: “Transferência
Imediata” e “Divulgar conteúdo deste espaço na web”, que não serão abordadas neste
treinamento e devem ser deixadas com seus valores padrão.

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39

A aba Permissões permite escolher o tipo de compartilhamento (permissão) que estará
associado ao espaço virtual. Para cada tipo escolhido, pode-se verificar na própria
interface uma breve descrição que auxilia no entendimento das características da
permissão.

Tipo de compartilhamento

O tipo de compartilhamento de um espaço virtual pode ser:

Espaço privado: apenas a associada local pode visualizar e adicionar conteúdos

(opção padrão).

Espaço público: outras associadas podem visualizar o conteúdo.

Espaço compartilhado: outras associadas podem visualizar e adicionar conteúdo.
Espaço customizado: Compartilhamento definido de acordo com preferências do

usuário previamente estabelecidas nas configurações do ICD.

Os quatro tipos possíveis para compartilhamento são os seguintes:

Espaço privado: neste tipo de compartilhamento, apenas o cinema local pode
visualizar e adicionar conteúdos ao espaço virtual. Os vídeos colocados em um espaço
virtual deste tipo não ficam acessíveis para os demais cinemas da rede. Vale ressaltar
que esta é a opção padrão aplicada a um espaço virtual que está sendo criado.

Espaço público: neste tipo de compartilhamento, os demais cinemas poderão
visualizar os conteúdos inseridos neste espaço virtual. Este tipo de compartilhamento é
útil quando um cinema deseja disponibilizar conteúdos para os demais cinemas da Rede,
mas não deseja que os outros cinemas modifiquem e adicionem conteúdo ao espaço
virtual.

Espaço customizado: nesta opção, a política de permissão será definida de acordo com
preferências previamente estabelecidas pelo usuário na configuração do ICD. Não
recomendamos este tipo de compartilhamento na Rede de Cinemas, portanto não vamos
abordá-lo em nosso treinamento.

Treinamento Rede de Cinemas

Espaço compartilhado: este tipo de compartilhamento é o mais permissivo. Um espaço
virtual compartilhado permite que tanto o cinema local quanto os demais cinemas da
rede possam adicionar e visualizar conteúdos. Este tipo de espaço é útil quando um
cinema deseja enviar conteúdo para outro cinema, de forma a poder controlar a exibição
neste cinema remoto.

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Treinamento Rede de Cinemas

Conteúdos
Listando conteúdos.

Figura 28: Conteúdos de um espaço virtual

Treinamento Rede de Cinemas

Na tela de listagem de conteúdo, pode-se observar o botão “Atualizar”, que serve para
atualizar o conteúdo listado. Este botão é útil caso algum conteúdo tenha sido adicionado
depois do carregamento da página de listagem. Na mesma barra onde fica o botão de
“Atualizar” também pode ser encontrada a caixa de texto de busca, que permite buscar
por determinados conteúdos. Note que o espaço virtual mostrado na figura está vazio.

Capítulo 3 - Treinamento – Rede de Cinemas

Uma vez listados os espaços virtuais, pode-se listar o conteúdo clicando no espaço virtual
desejado. A Figura 28 mostra uma segunda forma de visualização dos espaços virtuais
através da abstração de pastas. De fato, tratamos os dois conceitos como sinônimos,
sendo o nome utilizado uma opção da interface. Neste curso, sempre utilizaremos o termo
espaço virtual.

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Adicionando conteúdo.

Figura 29: Adição de conteúdos

Treinamento Rede de Cinemas

Para adicionar novos conteúdos, utiliza-se o botão com o ícone verde “+” destacado na
figura.

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Figura 30: Seleção de arquivo para upload
Treinamento Rede de Cinemas

A tela para seleção do conteúdo é exibida. Temos basicamente duas importantes opções
de upload:
O botão para selecionar arquivos do seu computador permite que você navegue no seu
sistema de arquivos e escolha um conteúdo desejado.

O botão para selecionar arquivos do servidor permite que você navegue no sistema de
arquivos do servidor. Esta opção é importante caso você deseje adicionar conteúdos que
já estão disponíveis na máquina do ICD, mas não estão cadastrados no sistema ICD. Por
exemplo, pode-se utilizar um HD externo, conectá-lo ao servidor ICD e então cadastrar os
conteúdos deste HD acessando o ICD por outra máquina na rede. Isto permite uma maior
velocidade na alimentação do sistema uma vez que os arquivos estão disponíveis
localmente no servidor, portanto não será necessária a transmissão do arquivo do
computador local para o servidor via rede.

As principais informações que devem ser preenchidas ao se adicionar um novo conteúdo
são o tipo de conteúdo, título, descrição, palavras-chave (utilizadas para busca),
classificação indicativa etc., todas acessadas na primeira aba da tela de adição de
conteúdo.
O ICD também permite a escolha da licença de utilização do arquivo que está sendo
adicionado. Pode-se indicar, por exemplo, uma licença própria, licença livre, licença
Creative Commons etc.
Treinamento Rede de Cinemas

A tela de adição de conteúdo apresenta uma série de abas para entrada de informações
sobre o conteúdo. Algumas delas correspondem a funcionalidades avançadas que não
entraremos em detalhes em nosso treinamento por não serem relevantes para a Rede de
Cinemas, sendo suficiente ao usuário deixá-las com seus valores padrão.

Capítulo 3 - Treinamento – Rede de Cinemas

Figura 31: Upload de arquivo e preenchimento de metadados

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Nesta tela também é possível visualizar o progresso do upload. Após preencher as
informações e finalizar o upload do arquivo, deve-se clicar no botão “Salvar”.
Formatos de vídeo suportados pelo ICD:

MPG, MPEG, MPE, MP1, MP2, MP4, DAT, VOB, AVI, ASF, WMV, QT, MOV, VIVO, VIV,

FLI, RM, NUV, YUV, FIL, FILM, ROQ, OGG, OGM, SDP, PVA, GIF, 3GP, FLV, DV, WMV e TS.
Formatos mais utilizados:

MP1, MP2, MP4, AVI, WMV, MOV, VOB, FLV e TS.

Vídeos com upload finalizado passam por processo de transcodificação:
Transcodificação para TS H.264 e áudio AAC.
Diferentes resoluções:

Baixa resolução para preview.
FullHD para cinemas Full HD.
Resolução 2K para salas 2K.

Quando o upload de um conteúdo é finalizado, o sistema ICD transcodifica o conteúdo
para o formato padrão do sistema. O formato padrão é um arquivo Transport Stream (TS)
com codificação de vídeo H.264 e áudio AAC. Todas as transcodificações ativas no sistema
podem ser observadas no item “Transcodificações”, disponível no menu “Conteúdos”.

No contexto da Rede de Cinemas, o ICD está configurado para fazer a transcodificação do
conteúdo enviado para três formatos diferentes. Um formato de baixa resolução para
preview do conteúdo na própria página do ICD, um formato FullHD para utilização em
salas FullHD e um formato 2K para utilização em salas 2K.

Sendo assim, ao se fazer um upload de um único conteúdo, pode-se observar que no
menu de transcodificação teremos três transcodificações para o mesmo conteúdo, cada
uma correspondendo a uma das três resoluções possíveis.

Treinamento Rede de Cinemas

Listagem de conteúdos

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Figura 32: Listagem de conteúdos
Treinamento Rede de Cinemas

Para listar os conteúdos de um espaço virtual, basta clicar sobre o nome do espaço virtual
desejado, por exemplo, na figura são apresentados os conteúdos do espaço virtual
chamado de “Base Local”.
A lista de conteúdos será exibida. Para cada conteúdo uma imagem de preview será
apresentada juntamente com uma série de informações à direita da imagem.

Alterando metadados de um conteúdo

Figura 33: Edição de conteúdos

Treinamento Rede de Cinemas

Capítulo 3 - Treinamento – Rede de Cinemas

Para editar as informações do conteúdo, basta acessar o menu de opções conforme
ilustrado na Figura 33. Será aberta uma tela semelhante à tela mostrada para a adição de
novos conteúdos.

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Alterando permissões de um conteúdo

Figura 34: Permissão de conteúdos

Como pode ser visto na figura, temos as mesmas abas disponíveis durante a adição de um
novo conteúdo. Isto permite que o usuário atualize qualquer dado informado durante a
adição do conteúdo.
Aqui é ilustrada a edição de permissões do conteúdo. É possível definir detalhadamente
as operações que cada papel pode realizar sobre o conteúdo. Na figura anterior, a coluna
“Associada” corresponde ao cinema componente da Rede.
Alguns exemplos de permissões:

O Produtor de Conteúdo da associada UFPR pode visualizar o conteúdo;
O pesquisador da UFPR pode visualizar o conteúdo;

Treinamento Rede de Cinemas

O Gerente de Conteúdo da UFPR pode editar o conteúdo.

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Treinamento Rede de Cinemas

Copiando conteúdos entre espaços virtuais

Figura 35: Movendo conteúdos entre espaços virtuais

Os conteúdos também podem ser copiados ou movidos de um espaço virtual para outro.
Para isso basta acessar o menu de opções disponível na barra de ferramentas ou na parte
inferior direita do preview de cada conteúdo. Este recurso é muito importante para a
operação da Rede de Cinemas, pois permite o controle do compartilhamento de
conteúdos. Por exemplo, um determinado conteúdo pode ser copiado para um espaço
virtual público durante um período no qual ficará disponível para os demais cinemas da
Rede, e depois deste período esta cópia pode ser removida do espaço público, o que fará
com que ela não fique mais disponível para os demais cinemas. O conteúdo será
imediatamente indisponibilizado para os demais cinemas.
De fato este mecanismo permite o compartilhamento de conteúdo e a realização de
festivais de cinema distribuídos, onde determinados conteúdos estão disponíveis para os
cinemas da Rede durante o período do festival.

Download: basta clicar no ícone de download.

Treinamento Rede de Cinemas

Pré-visualização: basta clicar na imagem do vídeo.

Capítulo 3 - Treinamento – Rede de Cinemas

Recuperando conteúdo

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Figura 36: Visualização de conteúdo

Existem duas formas básicas de recuperação de conteúdo:

A primeira forma é através da pré-visualização de conteúdo; através do download do
conteúdo. A primeira forma permite a visualização da versão de baixa resolução
diretamente através do navegador web; para isso, basta clicar na imagem do conteúdo.
Uma nova janela será aberta, de onde o vídeo poderá ser visualizado (conforme lado
direito da figura).

A segunda forma de acessar o conteúdo é baixá-lo através do botão de download. Este
botão fica na parte inferior esquerda da imagem de preview do conteúdo, sendo
representado por uma seta para baixo na cor verde (lado esquerdo da figura anterior).

Treinamento Rede de Cinemas

Removendo conteúdo

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Figura 37: Remoção de conteúdo

A remoção de conteúdo pode ser efetuada também a partir da tela de listagem de
conteúdos. Basta selecionar o conteúdo desejado e utilizar o botão “Remover”.
Treinamento Rede de Cinemas

Busca por conteúdo

Figura 38: Busca por conteúdo

Por fim, a Figura 38 destaca o campo utilizado para buscar conteúdo. Basta digitar o texto
que se deseja procurar.
Acesso a conteúdos remotos:

Espaços virtuais remotos podem ser visualizados através do menu “Espaços

Virtuais Remotos”.

A listagem e pré-visualização podem ser feitas da mesma forma já mostrada

anteriormente.

Para transferir um conteúdo de um cinema para o cinema local, é preciso executar

os passos a seguir.

Para acessar os espaços virtuais remotos, basta acessar o item “Espaços Virtuais
Remotos” no menu “Conteúdos”. As operações que aprendemos para os espaços virtuais
locais também são válidas para os espaços virtuais remotos. Porém, quando trabalhamos
com espaços remotos, temos uma operação adicional bastante importante que consiste
na transferência de um conteúdo de outro cinema para o cinema local, permitindo a sua
exibição local.

Treinamento Rede de Cinemas

Neste momento estudaremos as operações possíveis em espaços virtuais remotos. Estes
espaços virtuais estão armazenados em outros cinemas. Vale a pena destacar que o
usuário do ICD só poderá visualizar os seus próprios espaços virtuais locais e os espaços
virtuais remotos de outros cinemas, que foram definidos com o tipo de compartilhamento
“público” ou “compartilhado”.

Capítulo 3 - Treinamento – Rede de Cinemas

Até o momento, nós trabalhamos com espaços virtuais (pastas) locais, ou seja, aqueles
espaços que foram criados e estão armazenados no ICD local do cinema em questão.

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Transferência de conteúdo entre associadas

Figura 39: Transferência de conteúdo remoto

Note que quando se acessa um espaço virtual remoto, os conteúdos daquele espaço não
estão armazenados localmente, mas no ICD remoto do outro cinema. Sendo assim, os
conteúdos não estão diretamente armazenados no ICD local do cinema. Por este motivo,
ao se acessar um espaço remoto, o botão de download de conteúdo que vimos no caso de
um espaço local se transforma em um botão de transferência de conteúdo. Ao se clicar
neste botão uma nova tela será apresentada permitindo que o usuário escolha o espaço
local para o qual deseja copiar o conteúdo.

Treinamento Rede de Cinemas

A parte direita da figura anterior apresenta a tela de seleção do espaço virtual. Basta
escolher o espaço virtual local desejado e clicar no botão “Iniciar Transferência”.

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Figura 40: Tela de transferências entre ICDs

Ao se iniciar a transferência, a seguinte caixa de diálogo é exibida. Para visualizar as
transferências ativas no seu servidor ICD, basta clicar no botão “Visualizar transferência”,
que leva à lista de transferências. Note que a lista de transferências também pode ser
acessada pelo menu “Transferências” da tela principal do ICD.
Apenas após completada a transferência, é que o conteúdo estará disponível em um
espaço local do ICD. Vale ainda ressaltar que o conteúdo só poderá ser utilizado em uma
Treinamento Rede de Cinemas

sessão do cinema local, quando a transferência estiver sido concluída para o ICD local,
pois só assim o exibidor será capaz de recuperar o conteúdo para exibição.

Desta forma, é importante que os downloads dos conteúdos desejados sejam realizados
com a devida antecedência com relação à sessão que se deseja realizar. Esta abordagem
de recuperação prévia garante confiabilidade superior à solução, minimizando as
consequências de possíveis problemas de rede durante a exibição da sessão, pois o
download pode ser interrompido e recomeçado várias vezes antes do início de uma
sessão.

Gerando playlists

Agora que já aprendemos a gerenciar os usuários do ICD, organizar os espaços virtuais e
gerenciar os conteúdos e compartilhamentos, abordaremos a geração de playlists de
cinema a partir do conteúdo disponível.

As funcionalidades específicas de cinema estão disponíveis no menu “Cinema” destacado
na figura anterior.

Treinamento Rede de Cinemas

Figura 41: O menu "Cinema"

Capítulo 3 - Treinamento – Rede de Cinemas

Menu Cinema

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Criando nova playlist

Figura 42: Criando uma playlist

Ao entrar no item do menu “Cinema” é exibida a seguinte tela. Para criar e iniciar a edição
de uma nova playlist, basta utilizar o botão “Novo” conforme destacado na figura anterior.

Treinamento Rede de Cinemas

Criação de uma playlist

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Figura 43: Tela de nova playlist

A tela de edição de playlist é então exibida. Primeiramente, deve-se editar o nome da
playlist; por exemplo pode-se utilizar um nome que identifica o evento no qual a playlist
será utilizada ou simplesmente pode-se optar por identificar a data de criação da playlist;
por exemplo, playlist-30-06-2015.
Treinamento Rede de Cinemas

Selecionando conteúdo
Clique no botão atualizar (seta circular azul) para exibir os conteúdos disponíveis.
Clique no botão “+”, ao lado do vídeo desejado para adicioná-lo à playlist.
Alternativamente pode-se arrastar e soltar o vídeo desejado.

Após escolhido o nome para a playlist, pode-se iniciar a seleção de conteúdo.

Figura 44: Botão de atualização de conteúdos

A tela de seleção de conteúdo para a playlist é dividida em duas áreas. A área do lado
esquerdo da tela apresenta os conteúdos disponíveis para serem selecionados para a
playlist. Já o campo do lado direito apresenta os conteúdos selecionados para a playlist
em elaboração.
Treinamento Rede de Cinemas

Figura 45: Adicionando conteúdos na playlist

Capítulo 3 - Treinamento – Rede de Cinemas

Primeiramente, devemos clicar no botão de atualizar (seta circular azul) conforme
indicado na figura, para que os conteúdos disponíveis sejam listados.

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Caso deseje adicionar um conteúdo à playlist, basta utilizar o botão “+”ou arrastar e soltar
o conteúdo do lado esquerdo para o lado direito. Em seguida, seleciona-se o formato do
conteúdo desejado (Full HD ou 2K). Pode-se ainda clicar no formato desejado
diretamente; estes formatos estão disponíveis abaixo do nome do conteúdo. Para
adicionar os conteúdos na coluna da direita, basta selecioná-los para fazerem parte de
uma possível sessão de cinema.
Em seguida, apresentaremos o processo de definição das sessões do cinema, que nada
mais é que definir uma sala, uma data e uma hora para exibição.

Configurando Extras

Extras são conteúdos que acompanham a atração principal, como trailers, anúncios e

créditos.

Clique na opção “Detalhes”, referente ao conteúdo que se deseja configurar.
Selecione o tipo do conteúdo.
Clique em “Fechar”.

Repita para os conteúdos considerados “extras”.

Os extras são conteúdos complementares a uma sessão de cinema. Denominamos de
“extras” conteúdos como trailers, anúncios e créditos. Sendo assim, recomendamos
adicionar primeiramente todos os extras desejados na playlist, ou pelo menos todos os
extras que se deseja reproduzir em uma determinada sessão de cinema.
Pode-se seguir os seguintes passos para definir o conteúdo com o tipo “extra”:
Adicione o conteúdo na playlist utilizando o procedimento explicado.
Clique na opção “Detalhes” do conteúdo que se deseja configurar.

Selecione o tipo de conteúdo (neste caso, como estamos considerando que o conteúdo
é um extra, pode-se escolher entre o tipo “Trailer”, “Anúncio” ou “Créditos”).
Clique em “Fechar” para fechar a tela de detalhes.

Treinamento Rede de Cinemas

Precisamos então repetir os passos acima para configurar cada extra desejado.

5454

Treinamento Rede de Cinemas

Opção “Detalhes”

Figura 46: Editando os detalhes do conteúdo

Esta figura destaca a posição do botão “Detalhes” do conteúdo da playlist.

A tela de edição de detalhes e a caixa de selação do tipo de conteúdo estão ilustradas
nesta figura. Após finalizar a configuração, basta clicar em “Fechar”.

Treinamento Rede de Cinemas

Figura 47: Definindo o tipo de conteúdo (trailler)

Capítulo 3 - Treinamento – Rede de Cinemas

Configuração de conteúdo do tipo trailer

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Configurando os filmes
Um filme é o conteúdo principal.

Clique em “Detalhes” no conteúdo que deseja configurar.
Selecione o tipo “Filme”.

Preencha os campos de idioma do áudio e da legenda.
Clique no botão “+” para adicionar uma nova sessão.

Uma sessão define um conjunto de conteúdos que serão reproduzidos em uma

determinada sala, data e horário.

Selecione a sala e o horário da exibição.

Selecione conteúdo extra para a sessão.

Repita para adicionar quantas sessões quiser.

Agora que configuramos os conteúdos extras da playlist, podemos adicionar os filmes.
Chamamos de filmes, o conteúdo principal de uma determinada sessão de cinema. Uma
sessão define um conjunto de conteúdos que serão reproduzidos em uma determinada
sala, data e horário.

De fato, um filme define uma sessão. Note que pode-se ter uma sessão sem conteúdos
extras associados, porém não se pode ter uma sessão sem um filme e cada sessão está
associada a apenas um filme.
Para adicionar um filme, devemos seguir os seguintes passos:
1.
2.
3.
4.

Adicione o conteúdo.

Clique em detalhes do conteúdo que deseja configurar como filme.
Na tela de configuração, selecione o tipo “Filme”.

Preencha os campos de idioma do áudio e da legenda.

5. Clique no botão “+” para criar uma sessão para este filme. Selecione a sala e a
data/horário da sessão. Além disso, selecione também os extras desta sessão caso assim
desejar.

Um ponto importante que deve ser destacado aqui é que a sala de cinema deve ser
escolhida de forma a comportar a resolução do filme que se está escolhendo. Por
exemplo, não faz sentido escolher na playlist um extra e um filme com resolução 2K, caso
a sala que se alocará a sessão só possua um projetor Full HD.

Treinamento Rede de Cinemas

Note que as operações descritas no item 5 podem ser repetidas várias vezes para se criar
várias sessões diferentes para o mesmo filme.

5656

Treinamento Rede de Cinemas

Configurando filmes e sessões

Figura 48: Botão de detalhes do conteúdos

Ao se selecionar o tipo “Filme”, deve-se também definir o idioma do áudio e da legenda.
Aqui, destaca-se o botão “+” utilizado para criar novas sessões para o filme que se está
configurando. O primeiro campo, chamado de “Tela”, corresponde ao número da sala de
cinema. Já a hora corresponde à data e hora na qual a sessão deverá ser exibida. Vale
lembrar novamente que a sala a ser escolhida deve ser compatível com a resolução dos
conteúdos escolhidos para a sessão. O link “Adicionar extra” permite a adição de extras à
sessão correspondente. Note que ao se pressionar “Adicionar extra”, uma lista com todos
os contéudos presentes na playlist e marcados como tipo “extra” é apresentada de forma
que o usuário pode escolher os conteúdos desejados. Este é o motivo pelo qual

Treinamento Rede de Cinemas

Figura 49: Edição dos detalhes de um conteúdo do tipo "Filme"

Capítulo 3 - Treinamento – Rede de Cinemas

Na Figura 48 podemos verificar novamente o destaque para o link de “Detalhes”, que
permite configurar o conteúdo da playlist.

57

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recomendamos primeiramente adicionar e configurar os extras da playlist, pois desta
forma, quando formos adicionar os filmes, todos os extras já estarão disponível para
seleção nesta tela.
Ao término da configuração, basta selecionar a opção “Fechar”.

Salvando e finalizando edição da playlist

Figura 50: Botões "Salvar" e "Fechar"

O botão de “Salvar”, destacado na figura salva as informações da playlist no servidor ICD.
Você pode salvar a playlist várias vezes, sempre que achar necessário. Quando finalizar
completamente a edição, utilize o botão “Fechar” para fechar a tela de edição da playlist.

Exportando playlist

Após exportar uma playlist, ela ficará disponível para download por parte do

Controlador de Cinema.

Quando você salva uma playlist, ela ficará salva no servidor ICD, porém ainda não estará
disponível para o controlador do cinema. Para disponibilizar a playlist para o controlador
do cinema, deve-se exportar a playlist. Esta abordagem permite que a playlist possa ser
editada em momentos distintos no servidor ICD, sem que o controlador tome
conhecimento dela.
Quando a playlist estiver totalmente finalizada, basta selecioná-la e exportá-la através do
botão “Enviar playlists selecionadas”.

Treinamento Rede de Cinemas

Basta selecionar a playlist e clicar no botão “Enviar playlists selecionadas”.

5858

Treinamento Rede de Cinemas

Figura 51: Botão para publicação da playlist

Capítulo 3 - Treinamento – Rede de Cinemas

A Figura 51 exibe o campo de seleção de uma playlist e um botão “Enviar playlists
selecionadas”, utilizado para exportar a playlist de forma a disponibilizá-la para o
controlador de cinema.

Treinamento Rede de Cinemas

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Treinamento Rede de Cinemas

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Treinamento Rede de Cinemas

4
Treinamento – Rede de Cinemas
Nesta sessão veremos:

Como baixar uma playlist a partir do Controlador de Cinema.

Como operar o Controlador de Cinema para exibição dos conteúdos

Agora que já entendemos a arquitetura geral da Rede de Cinemas e sabemos como operar
o ICD, podemos iniciar o estudo da operação dos softwares de cinema. Portanto, nesta
sessão estamos interessados em aprender como utilizar o Controlador de Cinema para
baixar a playlist gerada e exportada pelo ICD e como reproduzir os filmes durante as
sessões especificadas na playlist.

Utilizando o Controlador de Cinema
Interface dividida em três visões:
Visão de playlist.

Recuperação da playlist criada no ICD.
Visualização da playlist.

Filmes, horários das sessões etc.

Visão de Conteúdos.

Permite visualizar a disponibilidade dos conteúdos

Visão das Salas de Cinema.

Permite a criação e gerenciamento de salas de cinema.

Permite o controle das sessões de cinema em cada sala criada.

“Ajuda”.

A interface do controlador é dividida em três visões diferentes. Estas visões oferecem
informações para a operação adequada da sala de cinema.
As três visões disponíveis são:

1. Visão de playlist: Esta visão permite visualizar em detalhes as informações presentes
na playlist recuperada do ICD. Pode-se observar, por exemplo, um calendário com as
sessões de cinema indicadas em seus respectivos dias.

2. Visão de contéudos: O Controlador permite que se tenha o status da disponibilidade
dos conteúdos no ICD local para reprodução.

Capítulo 4 - Treinamento – Rede de Cinemas

O controlador também possui um conjunto completo de páginas de ajuda no menu de

Treinamento Rede de Cinemas

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3. Visão das Salas de cinema: Esta visão permite configurar as salas de cinema
disponíveis. Por exemplo, é a partir desta visão que se pode controlar o envio de
comandos para o exibidor (play, pause, stop, etc).

É importante ressaltar que o Controlador também possui um conjunto completo de
páginas de ajuda que podem ser acessadas através do menu “Ajuda”. Estas páginas são
uma importante fonte de informação sobre os elementos da interface organizada de
forma a permitir a rápida consulta de informações.

Configurações

Antes de realizar qualquer operação com o Controlador de Cinema, devemos configurá-lo
para que ele possa se conectar ao servidor ICD. Para isso, utilizamos o menu
“Ferramentas”. Neste menu pode-se ativar a tela de preferências, onde é possível
informar o login e a senha do usuário SFTP da máquina do ICD. Além disso, IP e porta
também devem ser introduzidos.

Treinamento Rede de Cinemas

Figura 52: Tela de configuração do Controlador

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Treinamento Rede de Cinemas

Visão de playlist
Baixando uma nova playlist criada no ICD

Figura 53: Botão de download de nova playlist

Uma vez configurado, pode-se realizar a operação normal do Controlador. A primeira
operação que se deve fazer é o download da playlist. Este download pode ser realizado
através do menu “Arquivo->Atualizar Playlist”.
Quando este menu é ativado, o Controlador conecta-se à máquina servidora do ICD do
cinema para baixar uma nova playlist.

A tela de visualização de playlist é exemplifica pela figura anterior. Os números detalham
as áreas que apresentam informações relevantes e serão apresentadas a seguir.

Treinamento Rede de Cinemas

Figura 54: Visão de playlist

Capítulo 4 - Treinamento – Rede de Cinemas

Visualizando detalhes da playlist

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Calendário
Permite uma forma rápida de ver a distribuição das sessões nos dias do mês.

Na Figura 55, os dias 20 e 28 estão em destaque, indicando que nestes dias existem

sessões agendadas.

Figura 55: Calendário de sessões

Já o calendário da parte direita da visão de playlist permite visualizar as sessões ao longo
do tempo de forma gráfica. Os dias que possuem alguma sessão agendada são mostrados
em verde. Sendo assim, na figura, podemos concluir que os dias 20 e 28 possuem sessões
agendadas.

Detalhes do dia

Ao se clicar em um dia específico, mostra-se os detalhes deste dia, que consiste na

listagem das sessões agendadas para o dia de interesse.

Ao se clicar em um dia específico, mostra-se os detalhes do dia, que consiste na listagem
das sessões agendadas para este dia. Por exemplo, ao se selecionar o dia 27, a listagem
das sessões é mostrada na área assinalada como 2.

Note que a interface faz uso de uma barra de rolagem para mostrar informações de todas
as sessões agendadas no dia específico.
Lista dos filmes da playlist.

Treinamento Rede de Cinemas

Detalhes do filme selecionado.

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Permite observar detalhes do filme selecionado.
Exemplo:

As sessões nas quais ele está alocado.

Os trailers programados para cada uma das sessões.
Os horários das sessões.

A área marcada como 3 mostra a lista dos filmes da playlist. Ao se clicar em um filme, a
região “4” exibe detalhes do filme. Por exemplo, as sessões para as quais ele está alocado,
os extras alocados para cada uma destas sessões, os horários das sessões etc.
Treinamento Rede de Cinemas

Visão de Conteúdos

Figura 56: Visão de Conteúdos

A visão de playlist permite a visualização detalhada do agendamento das sessões e do
conteúdo das sessões. Já a visão de conteúdos, permite que se faça uma checagem da
disponibilidade dos conteúdos para reprodução. Esta visão é importante porque permite
a identificação da indisponibilidade de algum conteúdo e consequentemente sejam
buscadas medidas para a solução do problema.

OBS: Esta tela também permite que se efetue o download de conteúdos para a máquina
do próprio Controlador. Porém esta opção está fora do escopo do nosso treinamento.
Para a operação normal da Rede de Cinemas em sua versão atual, é suficiente utilizá-la
apenas para checagem de disponibilidade de conteúdos no ICD local, conforme descrito
no parágrafo anterior.

Capítulo 4 - Treinamento – Rede de Cinemas

Na Figura 56 podemos ver que todos os arquivos estão disponíveis no ICD local e
consequentemente prontos para reprodução. Caso algum conteúdo não esteja disponível,
é necessário acessar o ICD para identificar o problema. Normalmente basta efetuar a
transferência do conteúdo para o ICD local e então carregar a playlist no Controlador
novamente. Após este procedimento o conteúdo deve ser exibido como disponível.

Treinamento Rede de Cinemas

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Visão das Salas de Cinema
Criando uma sala de cinema
Utilizar o botão de criação de nova sala.
Informar o número da nova sala.
Configurar a nova sala.

Figura 57: Botão de criação de conteúdos

A visão das salas de cinema permite controlar os exibidores de cinema. Quando acessada
pela primeira vez, a visão não apresentará nenhuma sala. Apenas o botão de criação de
uma nova sala estará disponível permitindo que o usuário adicione uma sala.

Treinamento Rede de Cinemas

Ao pressionar o botão para adição de uma sala, o Controlador perguntará o número da
sala que está sendo criada. Após informar este número, a tela de configuração de sala será
exibida.

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Treinamento Rede de Cinemas

Configurando uma sala de cinema

Figura 58: Tela de configuração de uma sala

Podemos visualizar ainda uma caixa de marcação que indica se as sessões desta sala
devem ser iniciadas automaticamente pelo Controlador. Caso esta opção esteja marcada,
o Controlador irá iniciar a reprodução automaticamente assim que a hora agendada para
a sessão for atingida. Caso contrário, o Controlador não enviará os comandos
automaticamente, de forma que o usuário operador do cinema deve iniciar as sessões
manualmente à medida que seus horários forem sendo atingidos.

Note que mesmo no modo automático, é essencial a atenção do operador, caso algo saia
errado, por exemplo com a conexão entre Controlador e player. O horário da máquina
controladora também deve ser ajustado adequadamente. Na prática, acreditamos que é
aconselhável utilizar o modo manual, pois nele o operador tem a liberdade de iniciar a
sessão um pouco antes ou um pouco depois da hora programada, dependendo de
situações do dia a dia, como o atraso na entrada dos espectadores do cinema, por
exemplo. Desta forma, utilizar um esquema automático para início das sessões nem
sempre é desejado.

Capítulo 4 - Treinamento – Rede de Cinemas

Dois grupos de configurações podem ser ativados. O primeiro deles, e também o mais
importante, tem por objetivo configurar o IP e a porta de comunicação com o exibidor de
cinema. Lembre-se da arquitetura geral de uma sala de cinema que o Controlador se
conecta ao player para enviar comandos de reprodução como play e stop. Portanto, é
necessário informar o IP do exibidor referente à sala que está sendo criada.

Treinamento Rede de Cinemas

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Figura 59: Visão de salas de cinema

Figura 59 podemos observar uma sala de cinema configurada. Podemos ainda observar
os botões de controle da reprodução. Ao se pressionar um destes botões, o Controlador
envia para a máquina exibidora um comando indicando a operação selecionada pelo
usuário.
1. Indica o número da sala.

2. Nome do próximo filme a ser reproduzido nesta sala.
3. Nome do arquivo atual a ser reproduzido.
4. Visão detalhada da sala.
5. Configuração da sala.

6. Botões de controle de reprodução. Inclui também barra de progresso da reprodução
do arquivo corrente.
7. Barra de progresso da reprodução completa (incluindo trailers e filme principal).
9. Remove a sala.

10. Cria uma nova sala.

Treinamento Rede de Cinemas

8. Pré-visualização da sala.

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Treinamento Rede de Cinemas

Figura 60: Detalhes de uma sala

Além da visão geral da sala, é possível verificar os detalhes de uma sala específica. Note
que a área 4 apresenta a lista de sessões para a sala selecionada, indicando a hora inicial e
a duração da sessão calculada pela soma da duração dos extras e do filme alocados para a
sessão.
A área 5 ilustra os conteúdos alocados para a sessão selecionada na área 4. Por exemplo,
pode-se notar que na área 5 temos a indicação de que serão reproduzidos 3 conteúdos
(dois extras e um filme) na sessão selecionada. Note que na primeira coluna da lista é
exibido um ícone que indica o arquivo que está sendo ou será reproduzido no momento.
1. Sair da visão detalhada.

2. Indica a sessão corrente para a sala.
3. Identificação da sala selecionada.

6. Nome do arquivo corrente.
7. Pré-visualização da sala.

8. Botões de controle da reprodução e barra de progresso da reprodução do arquivo
corrente.
9. Barra de progresso total da sessão corrente.
Ordem de ligação dos equipamentos:
Servidor ICD.

Projetor e sistema de som (equipamentos de projeção da sala).
Controlador e exibidor (em qualquer ordem).

Treinamento Rede de Cinemas

5. Apresenta os arquivos que serão exibidos na sessão em questão.

Capítulo 4 - Treinamento – Rede de Cinemas

4. Apresenta as sessões para esta sala.

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Aguardar até que o exibidor não exiba mais nenhuma mensagem na tela.

Resumo de passos para operação do cinema.
Upload e gerência de conteúdos do ICD.
Geração de playlist.

Download de playlist.

Reprodução dos conteúdos.

Com isso finalizamos o treinamento do projeto Rede de Cinemas.

Dois aspectos operacionais importantes devem ser mencionados: o primeiro deles é a
ordem de ligação dos equipamentos da sala. A seguinte ordem deve ser respeitada:
1.
2.
3.

4.

Iniciar o servidor ICD. Vale destacar que normalmente o servidor ICD sempre deve
estar ligado.

O segundo passo é ligar os equipamentos de projeção da sala. Por exemplo projetor,
processador de áudio etc.
Ligar o Controlador e o exibidor em qualquer ordem.

Quando o sistema do exibidor iniciar, será mostrada na tela de projeção duas
mensagens, uma delas informando o status da rede do exibidor, e outra mostrando o
status do sistema de arquivos remoto. Apenas quando estas duas mensagens
desaparecerem da tela (a tela ficará preta) é que o exibidor estará pronto para
exibição. Caso as mensagens do exibidor não desapareçam, verifique os documentos
de consulta rápida disponíveis na página do projeto e caso não consiga resolver o
problema, consulte o suporte técnico.

Os passos de operação necessários para a exibição de uma sessão de cinema do projeto
estão listados a seguir:
1.

Upload e organização do conteúdo no ICD.

3.

Download da playlist.

2.
4.

Geração de playlist no ICD com base nos conteúdos disponíveis.
Reprodução dos conteúdos.

Treinamento Rede de Cinemas

Atividades Práticas

7070

Cenário 1: Exibição de conteúdo local

Cenário 2: Exibição de conteúdo compartilhado

As atividades práticas planejadas para este treinamento buscam exercitar o aluno em
dois cenários de utilização da Rede de Cinemas:
1. Exibição de conteúdo local:

Neste cenário básico, toda a operação é realizada no ICD e na sala local do cinema. Neste
caso o usuário utiliza o próprio conteúdo disponível em seu ICD local e monta a playlist
especificando sessões para a sua própria sala de exibição.
Treinamento Rede de Cinemas

2. Exibição de conteúdo compartilhado:
Neste cenário de utilização, um cinema pode definir uma playlist para a sua sala local
utilizando tanto conteúdos próprios quanto conteúdos disponibilizados por outros
cinemas. Este cenário promove um ambiente de experimentação com a troca de
conteúdo, permitindo que um cinema distribua e divulgue seu conteúdo para os demais
cinemas da rede. Sendo assim, pode-se ter vários cinemas reproduzindo conteúdos de
vários outros cinemas em suas playlists, montando assim um poderoso cenário de
distribuição/compartilhamento de conteúdo.

Os cinemas também podem acordar horários sincronizados de exibição, permitindo que
uma determinada sessão seja realizada no mesmo horário. Isto é desejado em algumas
situações, por exemplo, em um festival de cinema distribuído onde se deseja combinar
um horário de exibição comum para um determinado filme.

Atividades Práticas – Cenário 1

No ICD, acesse o menu Cinema -> Gerenciar Listas de Reprodução.
Crie uma nova playlist.

Adicione um filme de sua base local à playlist

Clique em detalhes do filme para criar uma sessão.
Crie uma sessão para o filme.

Feche a janela de criação de sessões.
Salve e feche a tela de playlist.

Publique a playlist (botão “Enviar playlists selecionadas”).
Acesse o Controlador do Cinema

Baixe a playlist (menu Arquivo ->Atualizar playlist)

Na Visão de Downloads, verifique a disponibilidade do conteúdo
Na Visão de Salas de Cinema inicie a reprodução
Cinema “A” compartilha conteúdo

Cinema “B” reproduz conteúdo compartilhado
Passos para o Cinema A:

Compartilhe um conteúdo de sua base local copiando este conteúdo para o Espaço
Público

Para o cenário 2 consideramos que o Cinema A está compartilhando o conteúdo e o
cinema B irá montar uma playlist com o conteúdo do cinema A.

Neste caso, o primeiro passo a ser realizado é o compartilhamento do conteúdo por parte
do cinema A.

Capítulo 4 - Treinamento – Rede de Cinemas

Atividades Práticas – Cenário 2

Treinamento Rede de Cinemas

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Atividades Práticas – Cenário 2 – Passos para o Cinema B
Acesse o menu “Espaços Virtuais Remotos”
Acesse o Espaço Público do Cinema A

Copie o vídeo do espaço público para um espaço local (Ex: Base local).
Aguarde a finalização da transferência.
Crie uma nova playlist.

Adicione o filme de sua base local copiado do Cinema A à playlist.
Crie uma sessão para o filme.

Salve e feche a tela de playlist.

Publique a playlist (botão “Enviar playlists selecionadas”).
Acesse o Controlador do Cinema

Baixe a playlist (menu Arquivo ->Atualizar playlist)

Na Visão de Downloads, verifique a disponibilidade do filme
Na Visão de Salas de Cinema, inicie a reprodução

Atividades Práticas – Cenário 2 – Passo Final para o Cinema A
Acesse o Espaço Público e remova o conteúdo do mesmo

Treinamento Rede de Cinemas

Para finalizar a atividade prática, o cinema A deve remover o conteúdo do Espaço Público.
Isto fará com que o conteúdo não esteja mais disponível para o cinema B.

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Treinamento Rede de Cinemas

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Capítulo 4 - Treinamento – Rede de Cinemas

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Treinamento Rede de Cinemas

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