UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA CENTRO TECNOLÓGICO SECRETARIA DO CURSO DE ARQUITETURA E URBANISMO

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Arq 5622 - HISTÓRIA DA ARTE, DA ARQUITETURA E DO URBANISMO II.

ARQUITETURAS DO FINAL DO SEC. XX DESCONSTRUTIVISMO

Milton Luz da Conceição

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Relação de arquitetos para estudo /arq5622 / 2013.1

1 Aline Marinho-Ruy Jervis d´Athouguia (Portugal) 2 Amanda Massae Hemkemeier Shimada – Adalberto Libera (Italia) 3 Ana Leticia Saquete Gonçalves-Pierre Koening (USA) 4 Annie Lise Pereira Boijink-Glenn Murcutt (Australia) 5 Braian Negosek da Cunha- Michael Trudgeon (Australia) 6 Cristiane Liberali- Ignacio Gardella (Italia) 7 Fernando Flesh de Albuquerque Fernandes- Ieoh Ming Pei (USA) 8 Filipe Souza Chaves- Daniel Marshall (N.Zelandia) 9 Gabriel Villas Boas Camargo- Giorgio Grassi (Italia) 10 Iara Schmidt-Sophie Taeuber (Suiça) 11 Jonathan Daniel Valentini-ZEN Architects (Australia) 12 Julio Ascenção da Silva Junior- DOW JONES ARCH. (USA) 13 Lara Norões Albuquerque- Sigurd Lewerentz (Suécia) 14 Leon ardo Pauli- George Candilis (Grécia) 15 Luiz Arent Junior- Belinda George (N. Zelandia) 16 Luiza Cristina Oliveira Coqueiro Alves- Alejandro De La Sota Martinez (Espanha) 17 Malú Aguiar da Rocha- Gerrit Rietveld (Holanda) 18 Prissila Brasil Machado-Theo Van DoesBurg (Holanda) 19 Taiçuira Fernandes Figueiredo-Stevens Lawson ( N. Zelandia) 20 Vinicius Sthaelin Amandio- Pesquera Ulargui Arq. (Espanha) 21 Gabriele Vaz de Figueiredo e Silva- Charles Correa (India) 22 Lucas Luciani da Silva - ARCVS (Servia) 23 Cedric Green (Africa do Sul) 24 Sou Fujimoto (Japão) 25 Iñaki Abalos (Espanha) 26 Armenio Losa (Portugal) 27 Wolfgang Tschapeller (Servia) 28Gunnar Asplund (Suécia) 29 Steven Holl (USA) 30 DURIG AG (Suiça)

ARQUITETURAS DO FINAL DO SEC. XX

1. Desconstrutivismo.

2. Blobismo.
3. Green Architecture.

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como os de harmonia. por uma composição intrinsecamente falha. além de subverter ou até substituir valores. JeanFrançois Lyotard (1924-98) e Jacques Derrida (1930-2004). do início do século XX. partindo dos conceitos de perda de centro e negação da unidade e ordem. a ARTE DA DESCONSTRUÇÃO foi resultado da confluência de trabalhos de vários artistas nos anos 80 e 90. que. como Michel Foucault (1916-84). equilíbrio e unidade.DESCONSTRUTIVISMO Fenômeno contemporâneo. esses artistas tinham suas bases teóricas nos textos dos filósofos franceses pós-estruturalistas. Rompendo conceitos e formas tradicionais. tiveram a intenção de explorar a relação entre a instabilidade da vanguarda russa construtivista. e a estabilidade dos preceitos modernos. .

A partir da década de 1970. o desejo do outro como ser suscetível de dar valor àquilo que confere à escrita a especificidade humana. a sua verdadeira essência. cada objeto ou realidade humana seria uma totalidade estruturada e significativa que. revendo os trabalhos de grandes filósofos onde. ele esforçou-se para definir a palavra como incluindo nela a escrita. quando articulada no próprio sistema. segundo eles. Para eles. buscava-se uma identidade oculta dos significados devido a um emaranhado de diferenças. Jacques Derrida (1930-2004) publicou nada menos que três livros para disseminar o DECONSTRUCIONISMO. permitir-nos-ia descobrir leis internas e buscar sua estrutura profunda. esses pensadores trabalharam com uma crítica radical ao RACIONALISMO moderno através da análise textual da escrita. . Partindo do campo da linguagem. ou seja. Já em 1967. isto é.

como o segundo termo ou subordinado. pensamento e percepção. ou seja. a partir de dentro. que pode ser tratado como condição de possibilidade para todo o sistema. macho e fêmea. etc. fala e escrita. Assim. natureza e cultura. essência e acidente. . por assim dizer. O objetivo seria demonstrar.A FILOSOFIA DA DESCONSTRUÇÃO trabalhou com certas oposições cruciais ou estruturas binárias de significado e valor que formariam o discurso da “metafísica ocidental”. através da leitura crítica. uma leitura desconstrucionista buscaria mostrar como estes termos estão inscritos em uma estrutura sistemática de privilégio hierárquico. teoria e prática. Isto incluía as distinções entre forma e conteúdo. de tal modo que cada termo de um par sempre parecerá ocupar posição soberana. em cada par. tem apelo igual ou até maior. mente e corpo. conceito e metáfora. como este sistema está incompleto.

até então vistos como significados únicos e excludentes. arrancando daí para sua revisão radical. nas artes plásticas. a ordem e a pureza. A este programa comum de pura investigação estético-formal denominou-se DESCONSTRUTIVISMO. Foi no CONSTRUTIVISMO (1915/20) que as possibilidades inquietantes foram vistas pela primeira vez. sempre se buscava a estabilidade.Nas artes em geral. Até então. Ele produziu composições desarmônicas através de formas simples. As formas sempre foram compostas de modo que evitassem conflitos entre si e qualquer desvio da estrutura era considerado uma ameaça à harmonia. a desconstrução serviu como estímulo e instrumentação para se pensar criticamente conceitos préestabelecidos e aceitos como verdades inquestionáveis. experiência que se dissolveu à medida que enfrentou o problema da construção e a influência dos ideais puristas do modernismo. . desde os estudos até a gênese dos conceitos artísticos.

. visando “libertar a arte do peso dos objetos”. Já Eliezer Lissitzky (1890-1941) elaborou uma arte abstrata impessoal com os prouns (projetos de afirmação do novo). e não criá-la. A partir de 1923. visando transformar todo o meio ambiente. Kasimir Malevitch (1878-1935) chegou à própria negação do objeto. Anton Pevsner (1886-1962) e Naum Gabo (1890-1977) – era “construir” a arte. defendendo a supremacia da sensibilidade (suprematismo). que aliavam pintura e relevo baseandose na prospectiva arquitetural.O objetivo de seus expoentes soviéticos – entre os quais: Valdimir Tatlin (18851953). passou a estudos de arquitetura (planits e architectonen).

etc. . forma e função. figura e fundo. revelam o conflito entre as formas que integram a estrutura. fazendo surgir a sensação de insegurança. Os desconstrutivistas buscam novos territórios dentro dos “velhos” objetos construtivistas. mas pela solidez estar sujeita à outra organização espacial. não por debilidade ou inconsistência. que deixa em alerta o tradicional critério de estruturas.Na arquitetura e design. a uma reformulação de todo discurso artístico e arquitetônico. abstração e figuração. Partindo destas dicotomias. em última instância. o que leva. pouco familiar. dirige o interesse para a exploração dos espaços “entre” estas categorias. A partir da tensão geométrica. a TEORIA DESCONSTRUTIVISTA trabalha com as tradicionais oposições entre estrutura e ornamento.

malhas e telas. procurando expor a estranheza oculta sob a mesma. esta não produzida por um novo espírito do tempo.Abandono de modelos universais ou esquemáticos. mas sim alterá-la. . mas sim que é a anulação de inibições formais tradicionais. Suas maiores características são: -Desagregação dos elementos e das variáveis construtivistas (linhas. espelhos e vidros. -Ênfase no uso de materiais contemporâneos (chapas metálicas. inclusive as noções clássicas de perfeição e beleza absoluta. que se torna expressa. A arte da desconstrução não se coloca como vanguarda nem como retórica do novo: apenas se propõe a explorar a debilidade da tradição. planos e volumes) através da exploração da tensão geométrica interna. etc. resultando em formas e espaços fragmentados e complexos. já que não se trata de um movimento – e nem é produto da angústia pessoal –. em uma composição caótica. não querendo superá-la.).O objeto artístico torna-se então alvo de toda a inquietação teórica. abusando em sobreposições e reflexões. .

1918: o universo suprematista com os objetos soltos no espaço . de Malevich. 1924 o universo neoplasticista regido por um sistema ortogonal Supremus# 58.O triedro mongeano. uma composição de Mondrian.

Desenho de Van Doesburg sobre a Casa Schröeder.o triedro mongeano representado na arquitetura . Holanda. 1924. 1924 . e vista interna da obra de Gerrit Rietveld em Utrecht.

Ao invés de destruição. Desconstruir não é destruir. Claes Oldenburg (1929-). torturada e interrogada.2008).No DESCONTRUTIVISMO. desafiando a harmonia e a estabilidade: o sonho da forma pura tornase pesadelo. nos anos 50/60. Jasper Johns (1930-). vários artistas – tais como Richard Hamilton(1922-). Durante a Pop Art. Tom Wesselmann (1931-) e David Hockney (1937-) – já refletiam em suas obras alguns dos conceitos desreguladores dessa filosofia. a idéia da forma pura é alterada. mas se localiza os dilemas inerentes em seu interior. . Não se desmonta a obra. Robert Rauschenberg (1925. já que ela é contaminada. apenas se evidencia uma impureza reprimida. harmonia e bom acabamento (Estética do feio). demolir ou dissimular. Na pintura e na escultura. a DESCONSTRUÇÃO é identificada através do abandono de conceitos convencionais de beleza.

de bases fortemente expressionistas. Desconstrução do plano horizontal As limitações começam pela Desconstrução do plano horizontal . cuja obra é marcada pela intensidade vital das lacerações ou dos grafitos.Contemporaneamente. através de figuras violentamente distorcidas. os alemães Georg Baselitz (1938-) e Anselm Kiefer (1945-). expressa o isolamento e o terror dos seres humanos. que. o catalão Antoni Tàpies (1923-). que misturava citações. e o norte-americano Jean-Michel Basquiat (1960-86). gírias e graffiti contestatório. os maiores destaques são os do inglês Francis Bacon (1909-92).

a superposição. a explosão e a distorção. além do materialismo. esta foi somente a constatação do fato de que algumas obras de vários arquitetos e designers apresentavam características comuns. No fundo.O DESCONSTRUTIVISMO não é uma projeção do futuro (tardomodernismo) nem um resgate historicista (pósmodernismo): é uma tentativa de entrar debaixo da tradição viva do presente. irritando-a por dentro (neomodernismo). o deslocamento. entre as quais: a fragmentação. do anti-funcionalismo e do anti-utopismo. Na arquitetura. dirigida por Philip Johnson (1906-2005). Segundo seus defensores. a corrente passou a ser reconhecida internacionalmente a partir da exposição ocorrida em 1988 no Museum of Modern Art – MoMA de Nova York. . trata-se do resultado do reconhecimento do caráter imperfeito do mundo contemporâneo e a tentativa de expressar e explorar os prazeres da incomodidade.

Filippo Bruneleschi. 2006.Contraste entre a Basílica do Santo Espírito. 1434-82. Colorado. Florença. Daniel Libeskind . e o Denver Art Museum.

as quais eram submetidas a diversos processos de translação. Seus projetos são radicais precisamente porque não se atêm aos santuários da teoria ou desenho. pois suas obras são firmes. mas não há debilidade. desde 1967. Primeira a forma é perturbada e só então um programa funcional é dado a ela: "a função segue a deformação". desarmonia. rotação e interpenetração. exintegrante do grupo NY5 Architects que. destacava-se Peter Eisenman (1932-). fazia pesquisas metodológicas no projeto de residências através da aplicação de retículas reguladoras. Os desconstrutivistas produzem a sensação de desequilíbrio e até insegurança. A estrutura é sacudida. mas se dirigem para a construção. retorcida. subvertendo a forma de maneiras distintas. planos fraturados e linhas diagonais: trata-se da expressão do caos. sendo apenas organizadas de um modo pouco familiar. o que resulta em descontinuidade.Entre seus arquitetos precursores. que na sua essência possui uma ordem incomum. Enfrentam os problemas construtivos de modo pouco convencional. empenada e assim mesmo solidificada. .

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Richard Méier. e o conjunto residencial IBA.exemplos de desconstrução dos eixos cartesianos .O Ateneu. Indiana. New Harmony. 1987-94. Estados Unidos. Zaha Hadid . Berlim. 1978-9.

de como este acesso ao saber não é total. escultura. cinema. etc. descobrindo. Tal “verdade” do ser humano refere-se ao problema de como ele está imerso em uma estrutura. razão e intuição. pela própria incompletude desta racionalidade. e. reprimidas entre as formas puras. tanto na arquitetura como em outras manifestações artísticas (pintura. objeto e lugar ou natural e artificial. que não é unitária nem totalizadora. a impura e enviesada geometria. se reproduza: cada projeto acaba interrogando a linguagem “pronta-para-o-uso” dos modernos e tardomodernos. música. os planos dobrados e as linhas de colisão. moda. figurativo e abstrato. possuir uma cultura (elementos simbólicos que lhe permitam ter acesso a algum conhecimento do real) –. Hoje interessa. os volumes torcidos.) em explorar as intermediações entre por exemplo. expressa em diferentes campos do conhecimento e do saber. pelo fato de ser homem – ou seja. literatura. lógica e caos. A colocação dessas questões em relação à arquitetura e ao espaço urbano nos aproxima cada vez mais da formulação de uma verdade do homem. dança. .A linguagem da desconstrução visa fazer com que a forma se produza novamente a partir de si mesma.

e buscando. de modo que o “centro” deixa de ser ponto de referência. . na psicanálise. denomina-se inconsciente.) superpostas. e. o não-totalizado e a falta de completude como elementos compositivos que provocam tensões na atividade projetual. a “simpatia” do lugar. passando a sê-lo a “periferia”. além da sobreposição de materiais.Esta falta constitutiva que está sempre presente como uma condição estrutural do ser humano é chamada. através da exposição de conflitos. renovando-se a maneira habitual de perceber a forma e a estrutura. cilindro. círculo. etc. urbanisticamente. contrastados com materiais rudes e opacos. nas ciências em geral. de efeitos desconhecidos” ou “ponto de ignorância”. espiral. Estas são as principais características da arquitetura desconstrutivista: a) Desconsidera os conceitos de ordem e de equilíbrio. c) Aplica montagens geométricas e formas unitárias (cubo. resultando na multiplicidade de tramas superpostas em camadas. reflexos e brilhos. em um jogo de transparências. b) Inclui o fragmentário. geralmente metálicos. na distorção da forma e na reflexão sobre a natureza do espaço.

Wohl Center. Israel. Daniel Libeskind . Ramat-Gan.a desconstrução do tiedro mongeano . 2005.

resignificados e destituídos da hierarquia originária. uma vez reordenados. Enfim. . os esquemas arquitetônicos resultantes aparecem sob o signo da desorientação. desvendando-lhes sua lógica e induzindo uma análise genealógica da emergência dos conceitos para. E como ela não tem por objetivo a obtenção de uma forma figurada geral. estarem aptos a possibilitar a veiculação de novas significações. que tem produzido a superabundância de estilos de vida empilhada e de multi-funções.A reflexão desconstrutiva opera sempre “de dentro” de uma linguagem e representa. o esforço de responder à atual “cultura da congestão”. na arquitetura e design. o DESCONSTRUTIVISMO promove uma atitude de revisão crítica de todos os dogmas modernos.

Nova York. 1948.Edifício Seagram. de Peter Eisenman desconstrução do sólido geométrico . em Berlim. 1993. um sólido geométrico puro Max Reinrardt Haus. Mies van der Rohe.

introduz elementos escultóricos em seus edifícios. retorcer.Destacam-se entre os arquitetos desconstrutivistas contemporâneos: FRANK O. . fragmentar e descobrir partes do sistema construtivo. no qual as formas são retorcidas e agregadas em tensão geométrica. GEHRY (1929-): Arquiteto canadense formado nos EUA. Seu trabalho consiste em um processo de romper. estabelecido desde em 1962 em Los Angeles. por considerar a arquitetura também escultura e querer criar o inesperado. expressando assim uma vitalidade da estrutura para a forma. Além disso. Sua obra caracterizase pelo conflito entre a morfologia interna e externa.

Venice CA). Norton House (1983. 1990/92). . Toledo OH) e Guggenheim Museum (1997. 1972. Schnabel House (1986/89. Los Angeles). Brentwood CA).Gehry destaca-se também no design de mobiliário (Easy Edge Collection. Vitra International Furniture Manufacturing Facility & Museum (1989. Powerplay Chair. Loyola Law School (1981/84. Bilbao. Los Angeles CA). Monica CA). Califórnia Aerospace Museum (1983/84. Weil-amRhein. Alemanha). Espanha). University of Toledo Art Building (1990/92. Principais obras: Gehry House (1978/88. Sta.

1972 .Easy Edge Collection.

Monica CA) . Sta.Gehry House (1978/88.

Gehry House (1978/88. Sta. Monica CA) .

Los Angeles) .Loyola Law School (1981/84.

Los Angeles) .Loyola Law School (1981/84.

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Bósnia-Herzegovina).LEBBEUS WOODS (1940-): Arquiteto norteamericano que trabalhou com Eero Saarinen e depois com Roche & Dinkeloo. compostos por estruturas técnicas que se desmancham. Sarajevo. Houston e Columbia. fascinava-se com a idéia de uma rede ininterrupta de metrô subterrâneo ligando a cidade dividida (1988/89. Zagreb. . Berlim Free Zone). Croácia) e Apartment Blocks (1994. tubos e cabos que penduram laboratórios espaciais e paredes que se dissolvem. Desconstrói efetivamente em seus desenhos fantásticos New Earth. Antes da queda do muro de Berlim. Atua como professor convidado das Uiversidades de Nort Caroline. Outras obras: Freespace Structure (1991.

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Paramount Laundry (1987/89) e Gary Group (1988/90) todos em Culver City.Angeles). Univ. como um comentário social e político sobre o mundo e a forma como funciona. Lindblade Tower (1987/89). L. Principais obras: Central Housing Office. tais como correntes velhas. bastantem concentrado na Califórnia. Em seu trabalho. abrindo estúdio próprio em 1976. segundo ele. . e Lawson/Westen House (1988/93. especialmente em Culver City. Fazendo experimentações com materiais e formas inesperadas. 8522 National Boulevard (1986/90). enfatiza materiais junk (“sucata”). Irvine). da California (1986/89.ERIC OWEN MOSS (1943-): Arquiteto norteamericano graduado em 1965. armaduras quebradas e outros elementos incongruentes que ocupam lugar em seus edifícios.

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Assim. Utilizando-se de pontos (pavilhões construtivistas de aço chamados folies). tendo como módulo o cubo. sempre legível interna e externamente. Paris. fez uma superposição desconstrutivista de diferentes sistemas. seu trabalho desafiou a forma pelo conflito de forças. mantendo lá contato com a vanguarda dos anos 70 e tornando-se famoso por ganhar o concurso para a ordenação do Parc de la Villette (1982/90. linhas (caminhos elevados ou térreos) e superfícies (áreas verdes ou não. limitadas por formas orgânicas ou água).BERNARD TSCHUMI (1944-): Arquiteto suíço que lecionou na Architectural Association – AA de Londres. o que inspirou inúmeros seguidores em todo o mundo. c/Jacques Derrida). .

criando o choque metropolitano). centros comerciais e edifícios altos.Disjunção (justaposição de elementos urbanos. em conjunto o programa funcional e a apropriada dimensão histórica da arquitetura). . .Tecnologias de desfamiliarização (fuga de imagens históricas) . . Tschumi critica a arquitetura pósmodernista. como pensavem os modernistas. como achavam os pós-modernistas: uma é concomitante à outra.Em Architecture et disjonction (1996). .Pontos de viragem (a arquitetura e o urbanismo devem permitir súbitas e eventuais mudanças de atitude do usuário). Ele sintetiza seu modo de ver a arquitetura em 06 (seis) conceitos: . acusando-a de lidar exclusivamente com a aparência. ignorando assim a cultura industrial e metropolitana contemporâneas.Desestruturação (união de estrutura e arquitetura desde o início do raciocínio). e nem a função segue a forma.Sobreposição: (manipulação das propriedades formais da arquitetura. e a forma deve ter flexibilidade par abrigar diferentes funções). e nunca com a estrutura ou o uso. como autoestradas. .Cruzamento de programas (nem a forma segue a função.

Parc la Villette .

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Ponte de Bernard Tschumi .

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abu dhabi media zone master plan

Obras destacadas: 5 Arctic Flowers (1979).DANIEL LIBESKIND (1946-): Arquiteto polonês. mecânico e tecnicista. Seu trabalho mantém um parentesco direto com as composições e projetos similares de El Lissitzki. embora a pele da estrutura imite o caos. através de suas obras. Berlim) e Museu Judaico de Berlim (1989). Ala Alef e City Edge (1987. Itália. que também pertenceu a AA londrina e atualmente está fixado em Milão. à escultura e às matemáticas. próximo à música. o critério da contorção geométrica para a exploração da lógica da arquitetura e da cidade. a multiplicidade de planos internos desloca as formas e volumes. propondo. . Em suas obras. Criou seu próprio sistema formal. tendo sido influenciado pela busca especulativa do mágico empenhada por John Hejduk nos anos 80.

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Museu de arte de Denver. .

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cujo trabalho é influenciado diretamente por Peter Eisenman. na qual vigas sustentam-se sobre finos suportes oblíquos. abandonando a geometria ortogonal e vazando a zona intermediária. Foi a primeira a modificar o partido arquitetônico desconstrutivamente. associou elementos modernistas (rampas. que participou da AA. pelo uso de curvas facetadas e pelo diálogo entre o vazio e a densidade. Dusseldorf). Principais obras: Edifício Multiuso (1989. Sua projeção deu-se depois de ganhar o concurso internacional para a Sede do Clube The Peak (Hong Kong. pilotis e tetos planos) a elementos fifties (paredes delgadas e seções em formas de diafragmas). Sapporo) e Edifício do Corpo de Bombeiros da Vitra Furniture (1992.ZAHA HADID (1951-): Arquiteta iraquiana estabelecida na Inglaterra. pela subdivisão em unidades ortogonais pontiagudas e irregulares. Neste. Weilam . 1983). através da alteração geométrica por escavações a aterramentos topográficos. Monsoon Restaurant (1989/90. Suas propostas – inclusive de interiores e mobiliáriocaracterizam-se pelo conflito entre espaço interno e externo.

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no qual o cliente tem as funções normais que necessita. estava experimentando construções neumáticas de modo futurista e nos anos 70 plásticas construtivistas. Viena). (1987. No final da década de 1960. Tendo como base o trabalho pós-moderno de Hans Hollein.) nos anos 80. Prix (1942-) e pelo arquiteto polonês Helmut Swiczinsky (1944-). o atrativo reside no contraste entre o não usual e o trivial. os quais exploram as análises e soluções da desconstrução. mas que são molestadas por uma excitante plástica arquitetônica (form follows fiction). A rotação e a oscilação dos componentes arquitetônicos questionam as convenções visuais de forma a criar uma identidade própria. Na obra de Coop Himmelb(l)au. que serviram de base à desconstrução de algumas lojas vienenses (Calçados Humanic. seus projetos baseiam-se no princípio da união entre elementos funcionais modelados estruturalmente.COOP HIMMELB(L)AU (1968): Grupo austríaco formado pelo arquiteto austríaco Wolf D. .

Kärnten. Dependência III da Fábrica Funder de St.Principais obras: Reis Less Sphere (1971. Glan (1988/89. Blazing Wing (1980. Viena). Veit. Basel). Essen). Nova Cidade de Melun-Senart (1987) e Ronacher Theater. . Café Anjo Caído (1980/81. Áustria). Reconversão de Telhado da Falkestrasse 6 e Sala dos Advogados Schuppich (1983/88. Viena).

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no qual as edificações adquirem um formato globular ou amebóide. a palavra Blobitecture apareceu pela primeira vez na imprensa em 2002. estas associadas à Revolução Digital. na New York Times Magazine. -Embora o termo blobismus já tenha sido usado desde meados da década de 1990. de inspiração nitidamente orgânica. o termo generalizou-se e passou a designar as construções de contornos curvos e arredondados. De bases múltiplas.BLOBIITECTURE Denomina-se BLOBISMO ou blobitecture (blob. . bolha + architecture) o movimento contemporâneo de arquitetura. do jornalista William Safire (1929-2009). no artigo intitulado Defenestration. trata-se de uma linguagem que deriva das experimentações desconstrutivistas. Inicialmente pejorativo. na coluna On Language.

. o termo foi cunhado em 1995 pelo arquiteto norte-americano Greg Lynn (1964-) em seus experimentos de design digital com o programa gráfico Metaball. a blob architecture é impensável sem este ou qualquer programa similar. Seus arquitetos derivam as formas a partir da manipulação de algoritmos de uma plataforma computacional de modelação. apesar de seu aparente organicismo. Deste modo. Em seguida. que trabalha com superfícies livres e digitalizadas à semelhança das formas esculpidas pela atual tomografia computadorizada.Originalmente. vários arquitetos e designers de mobiliário passaram a aplicar esse blobby software para criar formas inusitadas. Outro programa de desenho computacional envolvido nesse novo modo de concepção é o Nonuniform Rational B-Spline – NURB.

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outro reconhecido precursor da blobitecture foi o norte-americano Roy Mason (1938-96). já antecipava o aspecto globular. apesar de ainda simétrica e desenhada pré-computação. que possuía a forma de uma gota líquida.Como antecedentes dessa corrente. Além dele. Contudo. podem ser apontados as obras do catalão Antoni Gaudi (1852-1926) e as formas expressionistas alemães criadas por Hermann Finsterlin (1887-1973). ou a Shrine of the Book (1965). Como antecessoras ao BLOBISMO também são apontadas as experiências psicodélicas de Frederick J. Kiesler (1890-1965). seus maiores precedentes foram os trabalhos do grupo britânico ARCHIGRAM. tais como a Endless House que. . propostas por arquitetos como Ron Heron(1930-94) e Peter Cook (1936-). inovou através de estruturas infláveis e formas em plástico. que. nos anos 60 e 70.

o termo BLOBISMO passou a ser aplicado de forma mais generalizada e não somente àqueles exemplares derivados de experimentações computacionais. eles foram concebidos a partir de modelos físicos e não de manipulações computacionais. como é o caso do Guggenheim Museum (1992/97. BiIbao. inteiramente realizado com o auxílio de ferramentas eletrônicas. Em outras palavras. Espanha) e do Experience Music Project & Science Fiction Museum (2000/04. relacionando-se a qualquer obra de aspecto inusitado e curvilíneo. cujo interior apresentava luz e som manipulados de forma interativa pelos visitantes. Neeltje Jans). . Seattle WA). ambas obras de Frank Gehry (1929-).Mais recentemente. paredes e tetos fundiam-se em um continum de transição suave. este denominado Computer Aided Threedimensional Interactive Application – CATIA. Nestes termos. o primeiro edifício totalmente blob foi construído na Holanda por Lars Spuybroek (1959-) e Kas Oosterhuis (1951-): o Fresh Water Pavillion (1993/97. seus pisos. Dotado de uma “geometria contínua”. que são projetos derivados de outro tipo de programa computacional.

ilimitados e fluidos (bloburbanism). Produzindo territórios multidimensionais. brilhantes e/ou translúcidas.A primeira exposição coletiva de blobitecture ocorreu em 2003. Entre obras consideradas blobs. a qual defendia uma arquitetura baseada em uma revolução tecnológica propiciada por potentes ferramentas computacionais que substituiriam a simples repetição de elementos por uma variação contínua. Utilizando-se a computação tanto no desenho (Computer-Aided Design – CAD) como na fabricação (Computer-Aided Manufacturing – CAM). no Centre Georges Pompidou de Paris. suas obras pretendem intensificar a experiência sensorial humana. nem sempre fáceis de se perceber. de relações intersticiais e indiretas. além de superfícies lisas. essa arquitetura pretende-se antecipatória de uma sociedade imperfeita e precisamente desalinhada. estas são as mais conhecidas: . Para tanto. seus expoentes fazem uso de formas protoplásmicas e embrionárias. assim como objetos amorfos e oblongos (waveform design).

Estocolmo Suécia). de Svante Berg & Lars Vretblad.-The Ericsson Globe (1988/89. .

. do britânico Nicholas Grimshaw (1939-). Cornwall GB).The Eden Project (2000/01. St. Blazey. .

-Yokohama Port Station (2002.. . do Foreign Office Architects Ltd. Japão).

30 St. sir Norman Foster (1935-). Mary Axe Buildind (2003/04. - . Londres GB).-London City Hall (2000).

Free University of Berlim. .Philological Library (2004/05. Alemanha). sir Norman Foster (1935-).

. Áustria).Kunsthaus (2003. ). Graz. dos ingleses Peter Cook (1936-) e Colin Fournier (1944-).

Hoofddorp.. Holanda).Spaarne Hospital Bus Station (2003. da NIO Architecten. .

Beijing National Stadium ou “Ninho de Pássaros (2008. China). . obras dos suíços Herzog (1950-) & De Meuron (1950 ).

Alemanha) Herzog (1950-) & De Meuron (1950 ). .Allianz Arena (2005. Munique..

de Jon Jerde (1940- . Varsóvia Polônia).-The Golden Terraces (2006/07.

LONDRES) .THE MEDIA CENTRE LORD’S CRICKET GROUND (1995.

essa referência natural teve presença marcante na Art Nouveau do início do século passado. o automóvel New Beetle (Volkswagen) e o relógio Triax (Nike). Nick Crosbie (156-). Entretanto. Entre os arquitetos e designers mais referenciados estão: Philippe Starck (1949). Daniel Weil (1953-). os produtos que difundiram mundialmente essa tendência blobista foram: o computador Imac (Apple). Basicamente. foram e são parte da cultura contemporânea presentes em tipografias. Hoje. formas arredondadas e contornos sinuosos. auxiliada pelas novas possibilidades tecnológicas e materiais. Erick van Egeraat (1956-). moda. ela retorna muito forte. Marc Newson (1963-) e o grupo Future Systems (1979).Curvas integradas e sem interrupções. Karim Rashid (1960-). no Surrealismo dos anos 20 e na Psicodelia dos anos 60. artes plásticas e design industrial. além de outros . todos criados por volta de 1998.

falam de espaços estruturados como a fita de Möbius5. na busca de uma linha sempre contínua em oposição à fragmentação típica do desenho do caos. os arquitetos blob trabalham com uma plástica curvilínea de traços suaves e leves. de física e de matemática. E é esta a busca que vai caracterizar todos os arquitetos blobistas. mas enquanto o primeiro propõe continuidade entre interior e exterior através de fragmentos contundentes de construção. van Berkel propõe a continuidade plástica da própria construção. mas o principal parece ser. Diferentemente dos desconstrutivistas. do UNStudio (1998). . Peter Eisenman (1932-) e Ben van Berkel (1957-).Ao invés de formas contundentes e acidentais dos desconstrutivistas. Greg Lynn (1964-). inspiradas pelo caos. existem poucos teóricos prolíficos da estética blob. que a defende como a única coerente com o atual conhecimento tecnológico. pois engloba a complexidade presente em nossa percepção de realidade existente.

De certa forma. contínua e sem interrupções. trata-se da busca de uma continuidade visual que impede a tradução do todo em elementos mais simples. contrariando assim as leis da Gestalt. mas de superfícies curvas que delineam uma plástica suave. Tanto Lynn quanto o Studio NOx desenvolvem umamorfologia não feita de partes discerníveis.Realidade esta que ele associa com a filosofia da "dobra‟ de Deleuze para criar suaves transformações. Não existem aqui arestas ou planos definidos. abrindo-se e fechando-se. sem se fragmentar. . Sua arquitetura geralmente não é constituída de volumes geométricos combinados. mas de uma única superfície fluida que transpassa interior e exterior.

Deve o seu nome a Auguste F. que a estudou em 1858. .A fita de Möbius é um espaço topológico obtido pela colagem das duas extremidades de uma fita. Möbius (1790-1868). após efetuar meia volta em uma delas. visando a obtenção de um prêmio da Académie de Paris sobre a teoria geométrica dos poliedros.

indivisível e articulado na sua configuração e organização interna. . do filósofo francês Gilles Deleuze (1925-95). fundase na idéia de que o todo é mais do que a simples soma de suas partes. Elas mantêm integridade formal através de deformações que não racham nem sofrem cisalhamento internamente. As características formais de “dobrabilidade” – principalmente formas inexatas e geometrias topológicas – podem ser viscosas e fluidas ao reagir a exigências.Houve muitas oportunidades para os arquitetos serem influenciados pelo livro Le Pli (A Dobra). Wolfgang Köhler (1887-1967) e Kurt Koffka (1886-1940). também chamada de Psicologia da Forma. incorporam e afiliam-se produtivamente. no início do século XX. A Gestalt. é uma teoria que considera os fenômenos psicológicos como um conjunto autônomo. Criada pelos psicólogos alemães Max Wertheimer (1880-1943). mas através das quais se conectam.

mas apenas uma unidade formal complexa. As formas blob negam-se a representar significados tanto no design quanto na arquitetura. não dependem e nem sequer remetem à sua função. que se poderia chamar de “conteúdo”. . não existem interrupções ou elementos destacáveis nas superfícies das formas reais. em oposição à busca dos modernistas.Segundo a TEORIA BLOBISTA. ignorando assim também a preocupação pós-modernista de adaptação de um “tipo” formal adequado à função. legissignos de convenção. as formas dos blobjects. o que pode ser constatado no fato de seus objetos (blobjects) ou edificações não serem a priori reconhecidos em suas utilidades ou funções. Os objetos blob são puro formalismo que não comunica a utilidade. Geralmente. e todas elas são compostas de curvas suaves perfeitamente interligadas de maneira que não se possa perceber partes discerníveis. mas relativo a ela de acordo com símbolos. não necessariamente dependente desta.

Trabalhou entre 1969 e 1979 como diretor de arte do estúdio do estilista Pierre Cardin (1922-). Disform. Desenhou móveis para Vitra. podem ser citados os seguintes: PHILIPPE STARCK (1949-): Designer francês.Defesa do aspecto fluido e incontido. . assim como de novos métodos de produção industrial. que é fruto de uma experfimentação gráfica digital. citam-se os seguintes: . Baleri e Idée. .Criação de blobjects8.Como elementos da linguagem blobista. produtos industrializados altamente compactos e multifuncionais. dedicando-se a interiores e design. Entre os maiores expoentes do blobismo. que se torna possível a partir das novas tecnologias de desenho assistido por computador. Driade. que são ergonômicos e se adaptam às necessidades motoras e sensoriais do corpo humano. funcionando como verdadeirasextensões do mesmo. a partir de quando se tornou autônomo. . que se destaca pelo desenho deconstrutivista e blobista de mobiliário. tornando-se professor visitante da Domus Academy de Milão em 1986.Aplicação de uma plástica predominantemente curvilínea. ou seja. de contorno sinuoso e orgânico.

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sua memória. potenciando faculdades imprescindíveis ao homem contemporâneo – das quais. a Chaise Dr.O trabalho de Starck provoca impacto visual pela simplicidade e pela inventividade formal e material. Seus principais trabalhos reúnem a Fauteuil Costes e a Pratfall. ou seja. o Bar Restaurant Nani Nanim (1989. porque age como uma espécie de prótese do corpo humano. torna-se objeto privilegiado de consumo. seguindo a definição do blobject. firme e agudo. mobiliário do Café Costes (1982/84. Em segundo lugar. por isso mesmo. O telefone celular. por seu caráter aberto. porque reúne um amontoado crescente de funcionalidades. associando contornos antigos com variações tecnológicas. sua capacidade de organização e velocidade de decisão constituem alguns exemplos. permite uma variedade quase interminável de usos . Glob (1988). Tokyo) e a Chaise Louis 20 (1992). Paris). Seus objetos têm um tom e acabamento futurista ao mesmo tempo em que recriam as modas aerodinâmicas dos anos 50/60. Em primeiro lugar. sendo leve. que não são mobilizadas totalmente pelo consumidor e.

com Henk Döll (1956-). em contraste com o estilo mais neomoderno do grupo. . como a justaposição de bambu. em 1981. além do desequilíbrio aparente e confronto entre formas orgânicas e mecânicas. Dresden. Chris De Weijer (1956-). Faz o uso inesperado de . Obras: Museu da Natureza e das Ciências (1989/95. abandonando-o em 1995. que se formou em Delft. Declarou que visava evoluir para uma arquitetura “barroca moderna”. Budapeste.ERICK VAN EGERAAT (1956-): Arquiteto holandês. aço e concreto.materiais. Roelf Steenhuis (1955-) e Francine Houben (1955-). fundou o estúdio MECANOO. Rotterdã). Alem). Nationale Nederlanden & ING Bank (1994. Em 1984. Hungria) e Sternstrasse Housing (1994.

Nationale Nederlanden & ING Bank (1994. Hungria) . Budapeste.

Sternstrasse Housing (1994. Alem). . Dresden.

uma plástica sem elementos estáticos indecomponíveis e sem começo nem fim. ao ser selecionado para o projeto da Ponte de Erasmus (1997. . desenvolvendo um estudo da linha infinita. voltou-se para a experimentação formal. Holanda). Em 1995. escritório holandês de linguagem blobista. Em 1998. ou seja.BEN VAN BERKEL (1956-): Arquiteto holandês formado pela Architectural Association de Londres (1987). Países Baixos) e Mercedes Benz Museum (2002/06. Stuttgart. fundou com Carolina Bos (1959-) o UNStudio. Principais obras: Möbius Home (1993/95Het Gooi. mas que hoje procura declaradamente inspirar-se na tira de Möebius. Rotterdã. cujos primeiros trabalhos apresentavam parentesco com os desconstrutivistas. influenciando vários arquitetos. Alemanha).

Holanda).Ponte de Erasmus (1997. Rotterdã. .

Países Baixos) .Möbius Home (1993/95Het Gooi.

. Alemanha).Mercedes Benz Museum (2002/06. Stuttgart.

dois anos depois. Georgia). Em 1987. c/Tentuo Kurosaki).MARC NEWSON (1963-): Designer australiano formado em 1984 que. onde criou a Lockheed Lounge Chair (1985/86. Outro destaque: Swatch Watch Tower (1996. trabalhou no Japão. Jogos Olímpicos de Atlanta. . produzindo tanto em Londres como Tokyo. foi bastante influenciado pelo biomorfismo dos anos 50. Reconhecido internacionalmente no início dos anos 90. fundou o estúdio próprio POD.

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