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Desafio, estabilidade, mérito, persistência, foco e determinação são características que fazem alguém ter sucesso na carreira
pública. Concursos públicos, a cada dia que passa, atraem mais e mais brasileiros buscando a tão sonhada vaga. Para 2012 a
expectativa é muito grande para os concursos do INSS, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Tribunal Regional Eleitoral,
entre outros.

Na preparação para concursos públicos afirmo que não existe receita milagrosa, pois a única certeza de um concursando é a
de que ele vai passar - o tempo em que isso vai acontecer é que depende da dedicação de cada um. As avaliações,
normalmente feitas pelas melhores instituições do Brasil como UNB, ESAF E FCC, são muito bem elaboradas, fazendo com
que o candidato mal preparado não tenha chance alguma de ingressar em um cargo público, ou seja, a concorrência é cada
vez menor. Isso se dá pela dificuldade das questões e não pelo número de participantes, deixando claro que você é seu próprio
concorrente - e não os outros candidatos.

O candidato deve ter foco. Mas o que seria esse foco? Estudar de forma direcionada, sem perder tempo com material e leitura
que muitas vezes até agregam conhecimentos, mas não são cobrados nas provas. Quem almeja ingressar na carreira pública
deve procurar ajuda de professores "facilitadores", que estudam as questões das bancas e estão sempre antenados em novos
itens associados as provas recentes.

Deodato neto
Exato Concursos / Estudo ao Vivo



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INTRODUÇÃO Á LÓGICA ARGUMENTATIVA
01. PROPOSIÇÕES
Para a lógica matemática, uma proposição representa uma sentença em forma de palavras ou símbolos, que
exprime uma idéia, à qual poderemos atribuir apenas dois valores: verdadeiro ou falso.
Apenas às sentenças declarativas poderemos atribuir tais valores. Assim, as sentenças interrogativas e explicativas
não serão consideradas proposições.
Exemplos:
João corre todos os dias.
O número 10 é par.
Todos os homens trabalham.
Paulo comprou um livro.
Ana mora em São Paulo.
2 é um número par.
- Não são proposições
Onde você mora?
Que susto!
Preste atenção!
x é maior que y
Faça uma redação.
Escreva uma poesia.
De um modo geral não são proposições, sentenças interrogativas, imperativas, interjeições e
expressões com variáveis.
Note que para uma dada proposição necessariamente devemos associar um e apenas um valor lógico: verdadeiro
ou falso. Caso você não consiga associar esse valor, a sentença pode até exprimir uma idéia, mas não é
considerada uma proposição.



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1.1 PROPOSIÇÃO SIMPLES E COMPOSTA
Uma proposição é considerada simples quando não contem qualquer outra proposição como sua componente. Uma
proposição simples não pode ser subdividida em outras proposições.
Na prática, a proposição simples não apresenta conectivos lógicos do tipo: “e”, “ou”, “se...entao...” e “se, e
somente se”.
Se uma proposição não for simples será chamada composta. As proposições compostas contêm como suas
componentes, proposições simples.
Exemplos:
- Ana viaja ou Luís compra um livro.
- Carla vai a Roma e Pedro vai à França.
- Se corro então fico cansado
- Um número é par se e somente se for múltiplo de 2.
Todos esses exemplos são proposições compostas pois existem conectivos lógicos ligando proposições simples.
Esses conectivos estão negritados.
1.2 SENTENÇAS ABERTAS
São sentenças nas quais aparecem variáveis. Substituindo valores nessas variáveis, transformamos uma sentença
aberta em uma proposição.
Exemplo:
- Qual é o número que somado com 3 é igual a 10?
Solução: x + 3 = 10 é a interpretação lógica do problema. Substituindo x por 7, a sentença aberta assume o valor
verdadeiro. Substituindo x por 8, a sentença aberta assume um valor falso.

1.3 PROPOSIÇÕES CATEGÓRICAS
1.3.1 INTRODUÇÃO
É estudado na Teoria dos conjuntos que os diagramas de Venn-Euler facilitam a compreensão das relações entre
dois conjuntos distintos. Para fixar recorde que um conjunto A pode ser representado por:

Onde U representa o conjunto universo.
Na lógica de argumentação, esses diagramas são úteis na representação de proposições como:
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- Todo A é B
¦
)
¦
`
¹


Proposições categóricas
- Algum A é B
- Nenhum A é B
Essas proposições são simbolicamente representadas por:

Todo A é B



Algum A é B


Nenhum A é B
Exemplos.
1. Todo A é B e nenhum C é B.
Solução: A proposição composta pode ser representada por:

2. Todo A é B e nenhum C é A.
Solução: Observe que não foi dada relação alguma entre os conjuntos E c B. então temos as possíveis
representações:


Nenhum C é B

Algum C é B
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Todo C é B

Nas três possibilidades foram satisfeitas as condições iniciais: Todo A é B e nenhum C é A. para que uma conclusão
seja necessariamente verdadeira, ela deve satisfazer a essas três representações.
3. Todo A é B e nem todo C é B mas algum C é A.
Solução: A representação da proposição é:

4. Dado que rodo A é R e nenhum G é A, segue necessariamente que:
a) Algum R não é G.
b) Nenhum G é r.
c) Todo G é R.
d) Algum G não é R.
e) Todo R é A.

Solução: a primeira idéia para resolver esse tipo de questão é representar as possibilidades dos diagramas.
1)

Algum G é R

2)

Algum G é R
3)

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Todo G é R
Para que uma conclusão seja sempre válida, ela deve satisfazer todas as possíveis representações. Observe que a
conclusão Algum R não é G satisfaz as 3 possibilidades e portanto, é a resposta da questão.
EXERCÍCIOS – FCC – FUNDAÇÃO CARLOS CHAGAS
01) No diagrama a seguir está representado o conjunto H de todos os habitantes de uma cidade, além dos
seguintes subconjuntos de H:
− A, formado pelos habitantes que são advogados.
− B, formado pelos habitantes que costumam jogar basquete.
− C, formado pelos habitantes que gostam de carambola.
− D, formado pelos habitantes que são donos de alguma padaria.


Sabendo que em todas as regiões do diagrama pode-se representar corretamente pelo menos um habitante da
cidade, é certo afirmar que, se um habitante dessa cidade

a) costuma jogar basquete ou gosta de carambola, então, ele é advogado.
b) gosta de carambola, então, ele é advogado e costuma jogar basquete.
c) é dono de alguma padaria, então, ele costuma jogar basquete.
d) não é dono de alguma padaria, então ele não é advogado.
e) não é advogado, então, ele não gosta de carambola.

02) Todos os advogados que trabalham numa cidade formaram-se na universidade X. Sabe-se ainda que alguns
funcionários da prefeitura dessa cidade são advogados. A partir dessas informações, é correto concluir que,
necessariamente,
a) existem funcionários da prefeitura dessa cidade formados na universidade X.
b) todos os funcionários da prefeitura dessa cidade formados na universidade X são advogados.
c) todos os advogados formados na universidade X trabalham nessa cidade.
d) dentre todos os habitantes dessa cidade, somente os advogados formaram-se na universidade X.
e) existem funcionários da prefeitura dessa cidade que não se formaram na universidade X.

03) Com relação a 13 Analistas do Ministério Público do Estado de Sergipe que participaram de uma mesma
reunião, sabe-se que:
− todos eram da Área de Informática: uns responsáveis por Projetos de Infraestrutura e os demais por Projetos de
Sistema;
− havia representantes dos dois sexos;
− havia mais responsáveis por Projetos de Infraestrutura do que por Projetos de Sistema;
− das mulheres participantes, o número de responsáveis por Projetos de Sistema era maior que o de responsáveis
por Projetos de Infraestrutura;
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− entre os responsáveis por Projetos de Infraestrutura, o número de homens era menor que o de mulheres;
− apenas um dos responsáveis pelos Projetos de Sistema era do sexo masculino.
Nessas condições, participaram dessa reunião:
a) 6 homens.
b) 9 mulheres.
c) 4 homens responsáveis por Projetos de Infraestrutura.
d) 6 mulheres responsáveis por Projetos de Sistema.
e) 2 homens responsáveis por Projetos de Sistema.

04) Sejam: X o conjunto dos municípios brasileiros; Y o conjunto dos municípios brasileiros que têm Agências do
Banco do Brasil; Z o conjunto dos municípios brasileiros que têm mais de 30 000 habitantes.
Supondo que Y ∩ Z ≠ C, é correto afirmar que:
a) Todo município brasileiro que não tem Agência do Banco do Brasil tem menos de 30 000 habitantes.
b) Todo município brasileiro que tem menos de 30 000 habitantes não tem Agência do Banco do Brasil.
c) Pode existir algum município brasileiro que não tem Agência do Banco do Brasil e que tem mais de 30 000
habitantes.
d) Se um município brasileiro tem Agência do Banco do Brasil, então ele tem mais de 30 000 habitantes.
e) Se um município brasileiro tem menos de 30 000 habitantes, então ele não tem Agência do Banco do Brasil.

05) Admita as frases seguintes como verdadeiras.
I. Existem futebolistas (F) que surfam (S) e alguns desses futebolistas também são tenistas (T).
II. Alguns tenistas e futebolistas também jogam vôlei (V).
III. Nenhum jogador de vôlei surfa. A representação que admite a veracidade das frases é:

a)

b)

c)

d)

e)


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06) Em relação às pessoas presentes em uma festa, foi feito o diagrama abaixo, no qual temos:

P: conjunto das pessoas presentes nessa festa;
M: conjunto dos presentes nessa festa que são do sexo masculino;
C: conjunto das crianças presentes nessa festa.
Assinale o diagrama em que o conjunto dos presentes na festa que são do sexo feminino está representado em
cinza.

a)

b)

c)

d)

e)


07) Três Agentes Administrativos − Almir, Noronha e Creuza − trabalham no Departamento Nacional de Obras
Contra as Secas: um, no setor de atendimento ao público, outro no setor de compras e o terceiro no almoxarifado.
Sabe-se que:
− esses Agentes estão lotados no Ceará, em Pernambuco e na Bahia;
− Almir não está lotado na Bahia e nem trabalha no setor de compras;
− Creuza trabalha no almoxarifado;
− Agente lotado no Ceará trabalha no setor de compras.
Com base nessas informações, é correto afirmar que o Agente lotado no Ceará e o Agente que trabalha no setor de
atendimento ao público são, respectivamente,
a) Almir e Noronha.
b) Creuza e Noronha.
c) Noronha e Creuza.
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d) Creuza e Almir.
e) Noronha e Almir.

08) Certo dia, três técnicos de segurança do trabalho − Altamiro, Basílio e Cândido − inspecionaram obras de
expansão da rede de estações de trens da CPTM. Para que não sujassem seus trajes durante a inspeção, cada um
deles vestiu um avental que tinha uma única das três cores: azul, verde e cinza. Sabe-se que:
– no momento da inspeção, as cores das calças que vestiam eram azul, verde e cinza;
– Cândido foi o único que vestiu o avental que tinha a mesma cor de sua calça;
– Nem o avental e nem a calça de Altamiro eram azuis;
– Basílio vestiu o avental cinza.

Nessas condições, é verdade que

a) a calça de Altamiro era cinza e a de Cândido era verde.
b) o avental de Altamiro era azul e o de Cândido era verde.
c) a calça de Basílio era verde e o avental de Altamiro era verde.
d) a calça de Basílio era azul e o avental de Cândido era cinza.
e) a calça de Cândido era azul e o avental de Altamiro era cinza.

09) São dadas as afirmações:

– Toda cobra é um réptil.
– Existem répteis venenosos.

Se as duas afirmações são verdadeiras, então, com certeza, também é verdade que
a) toda cobra é venenosa.
b) algum réptil venenoso é uma cobra.
c) qualquer réptil é uma cobra.
d) Se existe um réptil venenoso, então ele é uma cobra.
e) Se existe uma cobra venenosa, então ela é um réptil.

10) Alceste, Carmo, Germano, Irineu e Mustafá, funcionários do Tribunal de Contas do Estado de Goiás, nasceram
nas cidades de Anápolis, Catalão, Goiânia, Inhumas e Morrinhos. Certo dia, eles foram incumbidos da execução das
seguintes tarefas: arquivar documentos, conferir documentos, guardar documentos, implementar um sistema de
informação e manutenção de veículos. Considere como verdadeiras as seguintes afirmações:
− a letra inicial do nome de cada um deles, bem como as letras iniciais da cidade onde nasceram e da primeira
palavra que designa as suas respectivas tarefas são duas a duas distintas entre si;
− o funcionário que deveria conferir documentos não nasceu em Goiânia;
− Carmo não deveria guardar documentos e nem fazer a manutenção de veículos; também não nasceu em Goiânia
e nem em Inhumas;
− Irineu nasceu em Morrinhos, não deveria conferir documentos e tampouco deveria arquivá-los;
− Alceste e Mustafá não nasceram em Catalão;
– Mustafá não deveria conferir documentos e nem implementar um sistema de informação.
Se todos cumpriram as tarefas que lhe foram designadas, então, com base nas informações dadas, é correto
concluir que Carmo e Germano nasceram, respectivamente, em
a) Anápolis e Catalão.
b) Anápolis e Morrinhos.
c) Inhumas e Anápolis.
d) Morrinhos e Catalão.
e) Morrinhos e Inhumas.
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11) Ao longo de uma reunião, seis funcionários do Tribunal de Contas do Estado de Goiás − Alfeu, Benício,
Celimar, Donato, Efraim e Flora − ocuparam as seis cadeiras que estavam em torno de uma mesa circular. Sabe-se
que:
− cada um deles exercia uma das seguintes funções no Tribunal: técnico administrativo, técnico em informática,
técnico em transportes, técnico da área operacional, analista de planejamento e analista de finanças;
− as duas mulheres sentaram-se frente a frente;
− o técnico da área operacional sentou-se à frente de Benício;
− o técnico administrativo sentou-se diante de Celimar que, por sua vez, estava sentada entre o analista de
planejamento e o técnico da área operacional;
− o técnico em transportes sentou-se à frente de Alfeu, ao lado do técnico administrativo e imediatamente à
esquerda do técnico da área operacional;
− o analista de planejamento sentou-se entre Celimar e a pessoa sentada diante do técnico da área operacional;
− Flora sentou-se ao lado do técnico em transportes e defronte ao analista de finanças.
Com base nessas informações, é correto afirmar que o técnico em informática é
a) Alfeu.
b) Benício.
c) Celimar.
d) Donato.
e) Efraim.

12) Considere o diagrama a seguir, em que U é o conjunto de todos os professores universitários que só lecionam
em faculdades da cidade X, A é o conjunto de todos os professores que lecionam na faculdade A, B é o conjunto de
todos os professores que lecionam na faculdade B e M é o conjunto de todos os médicos que trabalham na cidade
X.

Em todas as regiões do diagrama, é correto representar pelo menos um habitante da cidade X. A respeito do
diagrama, foram feitas quatro afirmações:
I. Todos os médicos que trabalham na cidade X e são professores universitários lecionam na faculdade A.
II. Todo professor que leciona na faculdade A e não leciona na faculdade B é médico.
III. Nenhum professor universitário que só lecione em faculdades da cidade X, mas não lecione nem na faculdade A
e nem na faculdade B, é médico.
IV. Algum professor universitário que trabalha na cidade X leciona, simultaneamente, nas faculdades A e B, mas
não é médico.

Está correto o que se afirma APENAS em
a) I.
b) I e III.
c) I, III e IV.
d) II e IV.
e) IV.

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13) Seis pessoas, entre elas Marcos, irão se sentar ao redor de uma mesa circular, nas posições indicadas pelas
letras do esquema abaixo. Nesse esquema, dizemos que a posição A está à frente da posição D, a posição B está
entre as posições A e C e a posição E está à esquerda da posição F.



Sabe-se que:
− Pedro não se sentará à frente de Bruno.
− Bruno ficará à esquerda de André e à direita de Sérgio.
− Luís irá se sentar à frente de Sérgio.

Nessas condições, é correto afirmar que
a) Pedro ficará sentado à esquerda de Luís.
b) Luís se sentará entre André e Marcos.
c) Bruno ficará à frente de Luís.
d) Pedro estará sentado à frente de Marcos.
e) Marcos se sentará entre Pedro e Sérgio.

14) O setor de fiscalização da secretaria de meio ambiente de um município é composto por seis fiscais, sendo três
biólogos e três agrônomos. Para cada fiscalização, é designada uma equipe de quatro fiscais, sendo dois biólogos e
dois agrônomos. São dadas a seguir as equipes para as três próximas fiscalizações que serão realizadas.
Fiscalização 1 Fiscalização 2 Fiscalização 3
Celina Tânia Murilo
Valéria Valéria Celina
Murilo Murilo Rafael
Rafael Pedro Tânia

Sabendo que Pedro é biólogo, é correto afirmar que, necessariamente,
a) Valéria é agrônoma.
b) Tânia é bióloga.
c) Rafael é agrônomo.
d) Celina é bióloga.
e) Murilo é agrônomo.

15) Certo dia, três policiais militares − Alceste, Belo e Guerra − foram designados para cumprir tarefas distintas
entre si. Considere as seguintes informações:
− seus tempos de serviço na Corporação eram: 12, 15 e 19 anos, não respectivamente;
− as tarefas para as quais eles foram designados eram: patrulhamento de um bairro, acompanhamento de um
evento e patrulhamento do trânsito em uma região;
− a Alceste coube exercer o acompanhamento do evento;
− na ocasião, Guerra tinha 19 anos de serviço na Corporação;
− aquele que tinha 12 anos de serviço fez o patrulhamento do trânsito.
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Com base nas informações dadas, é correto afirmar que
a) Alceste tinha 12 anos de serviço na Corporação.
b) Belo tinha 12 anos de serviço na Corporação.
c) Belo fez o patrulhamento do bairro.
d) Alceste não tinha 15 anos de serviço na Corporação.
e) Guerra fez o patrulhamento do trânsito.

16) O esquema de diagramas mostra situação socioeconômica de cinco homens em um levantamento feito na
comunidade em que vivem. As situações levantadas foram: estar ou não empregado; estar ou não endividado;
possuir ou não um veículo próprio; possuir ou não casa própria.



Situar-se dentro de determinado diagrama significa apresentar a situação indicada.

Analisando o diagrama, é correto afirmar que

a) A possui casa própria, está empregado e endividado, mas não possui veículo próprio.
b) B possui veículo próprio, está empregado, mas não possui casa própria nem está endividado.
c) C está endividado e empregado, não possui casa própria nem veículo próprio.
d) D possui casa própria, está endividado e empregado, mas não possui veículo próprio.
e) E não está empregado nem endividado, possui veículo próprio, mas não possui casa própria

2. OPERAÇÕES LÓGICAS
2.1 CONECTIVOS LÓGICOS
Vimos que proposições consideradas simples são quando não apresentam conectivos em sua composição. Já as
proposições compostas apresentam tais conectivos. Portanto, os conectivos são elementos que transformam as
proposições simples em compostas. Assim como na matemática básica, podemos definir as quatro operações
fundamentais, na lógica podemos trabalhar com quatro conectivos fundamentais.
2.1.1 Conectivo “e” (conjunção lógica)
Duas ou mais premissas ligadas por esse conectivo caracteriza a chamada conjunção lógica.
Exemplo:
Considere as premissas simples:
p. Alfredo comprou um carro.
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q: Inês comprou um livro.
A composição Alfredo comprou um carro e Inês comprou um livro é uma conjunção, cuja representação é p .
q.

p . q lê-se: p e q
Uma proposição composta por conjunção lógica é verdadeira quanto todas suas componentes são verdadeiras. Se
pelo menos uma das componentes for falsa, então toda a proposição é falsa. Por duas proposições simpl es
podemos resumir as possibilidades na seguinte tabela-verdade:
p q p . q
v v v
v f f
f v f
f f f
2.1.2 Conectivo “ou” (disjunção lógica)
Duas ou mais premissas ligadas pelo conectivo “ou” caracteriza a chamada disjunção lógica cujo símbolo é “ v ”.

p v q lê-se: p ou q

Exemplo:
Considere as proposições simples:
p: Silvana fala espanhol.
q: Silvana fala alemão.
A disjunção “p ou q” pode ser escrita como: p v q: Silvana fala espanhol ou Silvana fala alemão.
Para que uma disjunção lógica seja verdadeira, basta que pelo menos uma de suas componentes seja verdadeira.
Essa definição equivale a dizer que uma disjunção só será falsa quando todas as suas componentes foram falsas.
Resumindo essa definição em uma tabela-verdade, para duas proposições simples teremos:
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p q p v q
v v v
v f v
f v v
f f f
2.1.3 Conectivo “se...então...” (condicional)
Duas proposições quaisquer ligadas pelo conectivo “se...então...”representa uma condicional. A condicional se p
então q pode ser simbolicamente representada por p ÷ q.

p ÷ q lê-se: se p então q
Obs: podemos ler também como p implica em q.
A proposição p é chamada condição e a proposição q é chamada conseqüente. Podemos ainda afirmar que “p é
suficiente para q” e “q é necessário para p”. Essas duas últimas afirmações serão detalhadas mais adiante. Para
que uma condicional seja falsa é necessário que a condição seja verdadeira e a conseqüência seja falsa.
Resumindo em uma tabela-verdade para duas premissas p e q temos:
p q p ÷ q
v v v
v f f
f v v
f f v
Observe que uma condicional só é falsa em uma situação, caso contrário é verdadeira.
2.1.4 Conectivo “se, e somente se” (bicondicional)
Denominamos bicondicional a proposição composta por duas proposições quaisquer ligadas pelo conectivo “se e
somente se”
A bicondicional “p se, e somente se q” é representada simbolicamente por p ÷q.


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p ÷q lê-se p e somente se q
Exemplo:
p: x é um número par.
q: x é um múltiplo de 2.
p ÷q: x é um número par se e semente se x é um múltiplo de 2.
Como o próprio nome e representação simbólica sugerem, uma bicondicional pode ser escrita como duas
condicionais:
p ÷ q “se p então q” e q ÷ p “se q então p”.
Uma bicondicional é verdadeira quando p e q têm o mesmo valor lógico, isto é, ambas verdadeiras ou ambas
falsas.
O quadro de tabela-verdade resume a definição dada.
p q p ÷q
v v v
v f f
f v f
f f v

Note que, para valores iguais de p e q a bicondicional é verdadeira.
2.2 NEGAÇÃO DE PREMISSAS
Como primeira definição de uma negação lógica de uma premissa p, podemos entender como a troca do valor
lógico de p. Sendo assim, se p for verdadeira sua negação será falsa e se p for falsa sua negação será verdadeira.
Dada uma premissa p, sua negação pode ser feita:
- “não é verdade que p”.
- “não p”.
- “é falsa que p”
A negação de p será representada simbolicamente por ~p.

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~p lê-se: não p
O quadro tabela-verdade para a negação de uma premissa será:
p ~p
v f
f v
Se p for verdadeira sua negação é falsa e se p for falsa sua negação é verdadeira.
2.2.1 Negação da conjunção
Regra de negação:

~(p . q) ↔ ~p v ~q

A simbologia acima apresenta que a negação da proposição composta p e q é feita por ~p ou ~q
Exemplos
a) R: João anda e Maria dorme.
~R: João ano anda ou Maria não dorme.
b) Q: Pedro canta e Luis lê.
~Q:Pedro não canta ou Luis não lê
Obs: O conectivo “e” é substituído pelo conectivo “ou”.
2.2.2 Negação da disjunção ( v )
Regra de negação

~p(p v q) ↔ p . ~q

A simbologia acima representa que a negação da composição “p implica em q” é feita por p e ~q.
Exemplos
a) R: Carlos é alto ou Dado é magro.
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~R: Carlos não é alto e Dado não é magro.
b) Q: Ernesto canta ou Flávia dorme.
~Q: Ernesto não canta e Flávia não dorme.
Obs: O conectivo “ou” é substituído pelo conectivo “e”
2.2.3 Negação da Implicação
Regra da negação

~(p → q) ↔ p . ~q

A simbologia acima representa que a negação da composição “p implica em q” é feita por p e ~q.
Exemplos
a) R: Se Bernardo tem um livro então Carla tem uma flor.
~R: Bernardo tem um livro e Carla não tem uma flor.
b) S: Se Luis dança Maria chora.
~S: Luis dança e Maria não chora.
A negaço é feita ligando as proposições p e ~q pelo conectivo “e”.

Para fixar melhor esta idéia de negação de uma implicação, podemos imaginar a representação em diagramas.


A → B é o mesmo que
Negar A → B significa dizer que tem um elemento de A que não pertence a B. Em símbolos:
x e A e x e B
2.2.4 Negação da Bicondicional
Regra de negação:

~(p ↔ q) ↔ (~p . q) v (p
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. ~q)
Podemos interpretar a negação da bicondicional da seguinte forma: (~p e q) ou (p . ~q).
Exemplos:
a) R: x é par se e somente se x é múltiplo de 2.
~R: x não é par e é múltiplo de 2 ou x é par e não é múltiplo de 2.
b) S: Carlos canta se e somente se Luis viaja.
~S: Carlos não canta e Luis viaja ou Carlos canta e Luis não viaja.
Obs: são as negações das duas condicionais que podemos transformar a bicondicional.
2.2.5 Negação das Proposições Categóricas.
- Todo A é B.
Negação: existe pelo menos um A que não é B.
- Algum A é B.
Negação: nenhum A é B.
- Nenhum A é B.
Negação: Algum A é B.
Não podemos nos esquecer de que, basicamente, negar uma premissa verdadeira significa torna-la falsa, e negar
uma premissa falsa significa torna-la verdadeira.
2.3 TAUTOLOGIAS, CONTINGÊNCIAS E CONTRADIÇÕES.
2.3.1 Tautologia
Denomina-se tautologia a proposição que é sempre verdadeira. A tabela-verdade de uma tautologia contém em sua
última coluna apenas valores lógicos verdadeiros.
2.3.2 Contingência
Denomina-se contingência a proposição composta que pode ser verdadeira ou falsa. A tabela-verdade de uma
contingência contém, em sua última coluna valores lógicos verdadeiros ou falsos.
2.3.3 Contradição
Denomina-se contradição a proposição que é sempre falsa. A tabela-verdade de uma contradição contém, em sua
última coluna, apenas valores lógicos falsos.
Exemplos
1. Vamos verificar se a proposição composta abaixo é uma tautologia, contingência ou contradição.
Se João canta então João canta ou Maria compra um livro.
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Vamos denominar p: João canta e q: Maria compra um livro. Então a proposição composta pode ser descrita como:
p → (p v q)
Construindo um quadro de possibilidades
p q p v q p → (p v q)
v v v v
v f v v
f v v v
f f f v
- A última coluna da tabela apresenta apenas valores verdadeira, portanto trata-se de uma tautologia.
- Note que construímos todas as possibilidades para p e q. Em seguida, analisamos a tabela verdade da disjunção
p v q. E finalmente a tabela-verdade da implicação p → (p v q)

2. Demonstrar que a proposição p v (p . ~q) é uma contingência.
Solução: construindo a tabela verdade
p q ~q (p . ~q) p v (p . ~q)
v v f f v
v f v v v
f v f f f
f f v f f
A construção foi feira por etapas:
1ª) As possibilidades para p e q (1ª coluna)
2ª) Na 2ª coluna a tabela de negação de q.
3ª) Na 3ª coluna a operação entre parênteses (p . ~q).
4ª) Na 4ª coluna o resultado final.
3. Se Paulo e Luís viajam então Paulo viaja.
Solução: Fazendo p: Paulo viaja e q: Luís viaja, a proposição pode ser escrita como: (p . q) → p
Construindo a seqüência da tabela-verdade
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p q p . q (p . q) → p
v v v v
v f f v
f v f v
f f f v

É uma tautologia.
EXERCÍCIOS – FCC – FUNDAÇÃO CARLOS CHAGAS
01) Considere as três informações dadas a seguir, todas verdadeiras.
− Se o candidato X for eleito prefeito, então Y será nomeado secretário de saúde.
− Se Y for nomeado secretário de saúde, então Z será promovido a diretor do hospital central.
− Se Z for promovido a diretor do hospital central, então haverá aumento do número de leitos.
Sabendo que Z não foi promovido a diretor do hospital central, é correto concluir que
a) o candidato X pode ou não ter sido eleito prefeito.
b) Y pode ou não ter sido nomeado secretário de saúde.
c) o número de leitos do hospital central pode ou não ter aumentado.
d) o candidato X certamente foi eleito prefeito.
e) o número de leitos do hospital central certamente não aumentou.

02) No próximo mês, os 20 novos processos abertos em um tribunal serão divididos entre os seus 6 juízes (cada
processo é encaminhado a um único juiz). Nessas condições, é correto concluir que, necessariamente,
a) cada juiz receberá, no mínimo, 3 novos processos.
b) o número máximo de novos processos que um juiz poderá receber é 4.
c) algum juiz deverá receber exatamente 3 novos processos.
d) nenhum juiz receberá exatamente 2 novos processos.
e) pelo menos um dos juízes receberá 4 ou mais novos processos.

03) Um dos novos funcionários de um cartório, responsável por orientar o público, recebeu a seguinte instrução:
“Se uma pessoa precisar autenticar documentos, encaminhe-a ao setor verde.”
Considerando que essa instrução é sempre cumprida corretamente, pode-se concluir que, necessariamente,
a) uma pessoa que não precise autenticar documentos nunca é encaminhada ao setor verde.
b) toda pessoa encaminhada ao setor verde precisa autenticar documentos.
c) somente as pessoas que precisam autenticar documentos são encaminhadas ao setor verde.
d) a única função das pessoas que trabalham no setor verde é autenticar documentos.
e) toda pessoa que não é encaminhada ao setor verde não precisa autenticar documentos.

04) Considere que as seguintes proposições são verdadeiras:
1. Se um Analista é competente, então ele não deixa de fazer planejamento.
2. Se um Analista é eficiente, então ele tem a confiança de seus subordinados.
3. Nenhum Analista incompetente tem a confiança de seus subordinados.
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De acordo com essas proposições, com certeza é verdade que:
a) Se um Analista deixa de fazer planejamento, então ele não é eficiente.
b) Se um Analista não é eficiente, então ele não deixa de fazer planejamento.
c) Se um Analista tem a confiança de seus subordinados, então ele é eficiente.
d) Se um Analista tem a confiança de seus subordinados, então ele é incompetente.
e) Se um Analista não é eficiente, então ele não tem a confiança de seus subordinados.

05) Considere as seguintes premissas:
p : Trabalhar é saudável
q : O cigarro mata.
A afirmação “Trabalhar não é saudável" ou "o cigarro mata” é FALSA se
a) p é falsa e ~q é falsa.
b) p é falsa e q é falsa.
c) p e q são verdadeiras.
d) p é verdadeira e q é falsa.
e) ~p é verdadeira e q é falsa.

07) Considere as proposições simples:
p: Maly é usuária do Metrô e q: Maly gosta de dirigir automóvel
A negação da proposição composta p Λ ~ q é:
a) Maly não é usuária do Metrô ou gosta de dirigir automóvel.
b) Maly não é usuária do Metrô e não gosta de dirigir automóvel.
c) Não é verdade que Maly não é usuária do Metrô e não gosta de dirigir automóvel.
d) Não é verdade que, se Maly não é usuária do Metrô, então ela gosta de dirigir automóvel.
e) Se Maly não é usuária do Metrô, então ela não gosta de dirigir automóvel.

07) A negação da proposição “Existem Linhas do Metrô de São Paulo que são ociosas.” é:
a) Nenhuma Linha do Metrô de São Paulo é ociosa.
b) Nenhuma Linha ociosa é do Metrô de São Paulo.
c) Nem toda Linha do Metrô de São Paulo é ociosa.
d) Algumas Linhas do Metrô de São Paulo não são ociosas.
e) Toda Linha do Metrô de São Paulo é não ociosa.
08) “Se a soma dos dígitos de um número inteiro n é divisível por 6, então n é divisível por 6”.
Um valor de n que mostra ser falsa a frase acima é
a) 30.
b) 33.
c) 40.
d) 42.
e) 60.

09) Uma afirmação equivalente à afirmação “Se bebo, então não dirijo” é
a) Se não bebo, então não dirijo.
b) Se não dirijo, então não bebo.
c) Se não dirijo, então bebo.
d) Se não bebo, então dirijo.
e) Se dirijo, então não bebo.

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10) Numa família de seis filhos, um dos irmãos tem 10 anos, outro tem 9, outro tem 8, outro tem 7, outro tem 6 e
o mais novo tem 5 anos de idade. Sabe-se que Bruno é 2 anos mais velho do que Marcos, Flávio é 3 anos mais
novo do que Ricardo, André não é o irmão mais velho e Lucas não é o irmão mais novo da família. A respeito desta
família, considere as afirmações seguintes.
I. André é mais novo do que Lucas.
II. Se Bruno é mais velho do que Ricardo, então André é o irmão mais novo da família.
III. Se André é mais velho do que Bruno, então Marcos tem 5 anos de idade.
Está necessariamente correto o que se afirma em
a) I, somente.
b) I e II, somente.
c) I e III, somente.
d) II e III, somente.
e) I, II e III.

11) Durante uma sessão no plenário da Assembleia Legislativa, o presidente da mesa fez a seguinte declaração,
dirigindo-se às galerias da casa:
“Se as manifestações desrespeitosas não forem interrompidas, então eu não darei início à votação”.
Esta declaração é logicamente equivalente à afirmação

a) se o presidente da mesa deu início à votação, então as manifestações desrespeitosas foram interrompidas.
b) se o presidente da mesa não deu início à votação, então as manifestações desrespeitosas não foram
interrompidas.
c) se as manifestações desrespeitosas forem interrompidas, então o presidente da mesa dará início à votação.
d) se as manifestações desrespeitosas continuarem, então o presidente da mesa começará a votação.
e) se as manifestações desrespeitosas não continuarem, então o presidente da mesa não começará a votação.

12) Paloma fez as seguintes declarações:
− “Sou inteligente e não trabalho.”
− “Se não tiro férias, então trabalho.”
Supondo que as duas declarações sejam verdadeiras, é FALSO concluir que Paloma
a) é inteligente.
b) tira férias.
c) trabalha.
d) não trabalha e tira férias.
e) trabalha ou é inteligente.
13) Considere a seguinte proposição:
“Se uma pessoa não faz cursos de aperfeiçoamento na sua área de trabalho, então ela não melhora o seu
desempenho profissional.”
Uma proposição logicamente equivalente à proposição dada é:
a) É falso que, uma pessoa não melhora o seu desempenho profissional ou faz cursos de aperfeiçoamento na sua
área de trabalho.
b) Não é verdade que, uma pessoa não faz cursos de aperfeiçoamento profissional e não melhora o seu
desempenho profissional.
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c) Se uma pessoa não melhora seu desempenho profissional, então ela não faz cursos de aperfeiçoamento na sua
área de trabalho.
d) Uma pessoa melhora o seu desempenho profissional ou não faz cursos de aperfeiçoamento na sua área de
trabalho.
e) Uma pessoa não melhora seu desempenho profissional ou faz cursos de aperfeiçoamento na sua área de
trabalho.

14) Argemiro, Belisário, Coriolano e Divina são funcionários de um mesmo setor do Departamento Nacional de
Obras Contra as Secas. Certo dia, após a realização de uma reunião em que se discutiu um projeto de irrigação a
ser implantado numa região, algumas pessoas fizeram as seguintes declarações sobre seus participantes:
- Se Divina participou da reunião, então o Diretor também participou.
- Se Coriolano não participou da reunião, então Divina participou.
- Se Argemiro participou da reunião, então Belisário e Coriolano não participaram.

Considerando que o Diretor não participou de tal reunião e que as três declarações são verdadeiras, é correto
afirmar que, com certeza, também não participaram
a) Argemiro e Belisário.
b) Argemiro e Divina.
c) Belisário e Coriolano.
d) Belisário e Divina.
e) Coriolano e Divina.
15) Considere as seguintes proposições:
I. Se não há água natural, então bebo água de coco.
II. Não é verdade que, se não chove, então bebo água de coco.

Se I e II são falsas, então é verdade que:
a) Se não bebo água de coco ou chove, então há água natural.
b) Se bebo água de coco e chove, então não há água natural.
c) Chove, mas, se não há água natural, então bebo água de coco.
d) Há água natural e não bebo água de coco.
e) Bebo água de coco ou não chove.

16) Certo dia, três bibliotecárias foram incumbidas de catalogar os livros de um lote recebido. Ao final do trabalho,
duas delas fizeram as seguintes declarações:
Aline: Bia catalogou livros do lote, mas Cacilda não os catalogou.
Bia: Se Aline não catalogou livros do lote, então Cacilda os catalogou.
Considerando que as duas declarações são verdadeiras, então os livros desse lote foram catalogados:
a) pelas três bibliotecárias.
b) por uma única bibliotecária.
c) apenas por Bia e Cacilda.
d) apenas por Aline e Cacilda.
e) apenas por Aline e Bia.


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17) Considere as seguintes afirmações:
− Todo escriturário deve ter noções de Matemática.
− Alguns funcionários do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo são escriturários.
Se as duas afirmações são verdadeiras, então é correto afirmar que:
a) Todo funcionário do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo deve ter noções de Matemática.
b) Se Joaquim tem noções de Matemática, então ele é escriturário.
c) Se Joaquim é funcionário do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, então ele é escriturário.
d) Se Joaquim é escriturário, então ele é funcionário do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo.
e) Alguns funcionários do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo podem não ter noções de Matemática.

18) Certo dia, cinco Agentes de um mesmo setor do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo − Amarilis,
Benivaldo, Corifeu, Divino e Esmeralda − foram convocados para uma reunião em que se discutiria a implantação
de um novo serviço de telefonia. Após a realização dessa reunião, alguns funcionários do setor fizeram os seguintes
comentários:
– “Se Divino participou da reunião, então Esmeralda também participou”;
– “Se Divino não participou da reunião, então Corifeu participou”;
– “Se Benivaldo ou Corifeu participaram, então Amarílis não participou”;
– “Esmeralda não participou da reunião”.

Considerando que as afirmações contidas nos quatro comentários eram verdadeiras, pode-se concluir com certeza
que, além de Esmeralda, não participaram de tal reunião
a) Amarilis e Benivaldo.
b) Amarilis e Divino.
c) Benivaldo e Corifeu.
d) Benivaldo e Divino.
e) Corifeu e Divino.

19) Considere que as seguintes afirmações são verdadeiras:
“Toda criança gosta de passear no Metrô de São Paulo.”
“Existem crianças que são inteligentes.”
Assim sendo, certamente é verdade que:
a) Alguma criança inteligente não gosta de passear no Metrô de São Paulo.
b) Alguma criança que gosta de passear no Metrô de São Paulo é inteligente.
c) Alguma criança não inteligente não gosta de passear no Metrô de São Paulo.
d) Toda criança que gosta de passear no Metrô de São Paulo é inteligente.
e) Toda criança inteligente não gosta de passear no Metrô de São Paulo.

20) São dadas as seguintes proposições simples:
p : Beatriz é morena;
q : Beatriz é inteligente;
r : Pessoas inteligentes estudam.
Se a implicação (p . ~r) → ~
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a) Beatriz é uma morena inteligente e pessoas inteligentes estudam.
b) Pessoas inteligentes não estudam e Beatriz é uma morena não inteligente.
c) Beatriz é uma morena inteligente e pessoas inteligentes não estudam.
d) Pessoas inteligentes não estudam mas Beatriz é inteligente e não morena.
e) Beatriz não é morena e nem inteligente, mas estuda.

21) Considere as seguintes proposições:
p : Alcebíades é usuário do Metrô.
q : Plínio não é usuário do Metrô.
r : Menelau é usuário do Metrô.
Para que a sentença “Se Alcebíades não é usuário do Metrô, então Plínio ou Menelau o são.” seja FALSA, as
proposições p, q e r devem ser, respectivamente,
a) falsa, verdadeira e falsa.
b) falsa, falsa e verdadeira.
c) falsa, falsa e falsa.
d) verdadeira, falsa e falsa.
e) verdadeira, verdadeira e falsa.

22) Entre outros, três enfermeiros – Abigail, Benício e Clóvis foram incumbidos de acompanhar um Programa de
Vacinação contra o vírus da dengue, a ser executado em uma mesma estação de trens metropolitanos da cidade de
São Paulo. Sabedor de que, no dia estipulado para a execução do programa, pelo menos um desses três
enfermeiros não havia comparecido ao local designado, o Coordenador do Programa convocou-os a prestar
esclarecimentos sobre o assunto, ouvindo deles as seguintes declarações:
Abigail: Benício faltou e Clóvis faltou.
Benício: Clóvis compareceu ou Abigail faltou.
Clóvis: Se Benício compareceu, então Abigail faltou.
Considerando que as três declarações são falsas, é correto afirmar que, apenas,
a) Abigail faltou.
b) Benício faltou.
c) Clóvis faltou.
d) Abigail e Benício faltaram.
e) Benício e Clóvis faltaram.

23) Considere que as seguintes premissas são verdadeiras:
– As condições de trabalho são mudadas ou os funcionários não fazem exames clínicos anuais.
– As condições de trabalho não são mudadas.
Como consequência dessas premissas, uma conclusão que resulta em um argumento válido é:
a) Os funcionários fazem exames clínicos anuais.
b) As condições de trabalho são mudadas.
c) Os funcionários fazem exames clínicos anuais e as condições de trabalho são mudadas.
d) Se os funcionários fazem exames clínicos anuais, então as condições de trabalho são mudadas.
e) Se as condições de trabalho não são mudadas, então os funcionários fazem exames clínicos anuais.


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24) Uma proposição de uma linguagem é uma expressão de tal linguagem que pode ser classificada como
verdadeira ou falsa. Com base nessa definição, analise as seguintes expressões:
I. 3 + 8 < 13
II. Que horas são?
III. Existe um número inteiro x tal que 2x > −5.
IV. Os tigres são mamíferos.
V. 36 é divisível por 7.
VI. x + y = 5
É correto afirmar que são proposições APENAS as expressões
a) I e IV.
b) I e V.
c) II, IV e VI.
d) III, IV e V.
e) I, III, IV e V.

25) Suponha que a seguinte afirmação é verdadeira:
“Se não vou viajar nas férias, então vivo menos.”
Uma sentença que equivale logicamente à afirmação dada é
a) Se vou viajar nas férias, então vivo mais.
b) Se vivo menos então não vou viajar nas férias.
c) Não é verdade que, se vou viajar nas férias então vivo mais.
d) Vou viajar nas férias e vivo mais.
e) Vou viajar nas férias ou vivo menos.

26) Considere a afirmação:
Pelo menos um ministro participará da reunião ou nenhuma decisão será tomada.
Para que essa afirmação seja FALSA
a) é suficiente que nenhum ministro tenha participado da reunião e duas decisões tenham sido tomadas.
b) é suficiente que dois ministros tenham participado da reunião e alguma decisão tenha sido tomada.
c) é necessário e suficiente que alguma decisão tenha sido tomada, independentemente da participação de
ministros na reunião.
d) é necessário que nenhum ministro tenha participado da reunião e duas decisões tenham sido tomadas.
e) é necessário que dois ministros tenham participado da reunião e nenhuma decisão tenha sido tomada.

27) Uma empresa mantém a seguinte regra em relação a seus funcionários:
Se um funcionário tem mais de 45 anos de idade, então ele deverá, todo ano, realizar pelo menos um exame
médico e tomar a vacina contra a gripe.
Considerando que essa regra seja sempre cumprida, é correto concluir que, necessariamente, se um funcionário
dessa empresa
a) anualmente realiza um exame médico e toma a vacina contra a gripe, então ele tem mais de 45 anos de idade.
b) tem 40 anos de idade, então ele não realiza exames médicos anualmente ou não toma a vacina contra a gripe.
c) não realizou nenhum exame médico nos últimos dois anos, então ele não tem 50 ou mais anos de idade.
d) tem entre 55 e 60 anos de idade, então ele realiza um único exame médico por ano, além de tomar a vacina
contra a gripe.
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e) tomou a vacina contra a gripe ou realizou exames médicos nos últimos dois anos, então ele tem pelo menos 47
anos de idade.

28) Considere as seguintes afirmações:
I. Se ocorrer uma crise econômica, então o dólar não subirá.
II. Ou o dólar subirá, ou os salários serão reajustados, mas não ambos.
III. Os salários serão reajustados se, e somente se, não ocorrer uma crise econômica.
Sabendo que as três afirmações são verdadeiras, é correto concluir que, necessariamente,
a) o dólar não subirá, os salários não serão reajustados e não ocorrerá uma crise econômica.
b) o dólar subirá, os salários não serão reajustados e ocorrerá uma crise econômica.
c) o dólar não subirá, os salários serão reajustados e ocorrerá uma crise econômica.
d) o dólar subirá, os salários serão reajustados e não ocorrerá uma crise econômica.
e) o dólar não subirá, os salários serão reajustados e não ocorrerá uma crise econômica.

29) Numa cidade existem 10 milhões de pessoas. Nenhuma delas possui mais do que 200 mil fios de cabelo. Com
esses dados, é correto afirmar que, necessariamente,
a) existem nessa cidade duas pessoas com o mesmo número de fios de cabelo.
b) existem nessa cidade pessoas sem nenhum fio de cabelo.
c) existem nessa cidade duas pessoas com quantidades diferentes de fios de cabelo.
d) o número médio de fios de cabelo por habitante dessa cidade é maior do que 100 mil.
e) somando-se os números de fios de cabelo de todas as pessoas dessa cidade obtém-se 2 × 10
12
.

30) Define-se sentença como qualquer oração que tem sujeito (o termo a respeito do qual se declara alguma
coisa) e predicado (o que se declara sobre o sujeito). Na relação que segue há expressões e sentenças:
1. Tomara que chova!
2. Que horas são?
3. Três vezes dois são cinco.
4. Quarenta e dois detentos.
5. Policiais são confiáveis.
6. Exercícios físicos são saudáveis.

De acordo com a definição dada, é correto afirmar que, dos itens da relação acima, são sentenças APENAS os de
números
a) 1, 3 e 5.
b) 2, 3 e 5.
c) 3, 5 e 6.
d) 4 e 6.
e) 5 e 6.

31) Sejam as afirmações:
– “Todo policial é forte.”
– “Existem policiais altos.”
Considerando que as duas afirmações são verdadeiras, então, com certeza, é correto afirmar que:
a) Todo policial alto não é forte.
b) Todo policial forte é alto.
c) Existem policiais baixos e fracos.
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d) Algum policial alto não é forte.
e) Algum policial forte é alto.

32) Considere as seguintes proposições:
(1) Se Jonas implantar um sistema informatizado em sua empresa, então poderá fazer o monitoramento de seus
projetos com mais facilidade.
(2) Se Jonas não implantar um sistema informatizado em sua empresa, então ele não poderá fazer o
monitoramento de seus projetos com mais facilidade.
(3) É falso que, Jonas implantará um sistema informatizado em sua empresa e não fará o monitoramento de seus
projetos com mais facilidade.
(4) Jonas faz o monitoramento de seus projetos com mais facilidade ou não implanta um sistema informatizado em
sua empresa.
Relativamente a essas proposições, é correto afirmar que são logicamente equivalentes apenas as de números

a) 2, 3, e 4.
b) 1, 3 e 4.
c) 1, 2 e 3.
d) 3 e 4.
e) 1 e 2.

33) Certo mês, alguns analistas do Ministério Público do Estado de Sergipe executaram as seguintes atividades:
elaboração de pareceres técnicos, implantação e auditoria de projetos. Relativamente às atividades executadas por
tais analistas, observou-se que:
− todos os que implantaram projetos também elaboraram pareceres técnicos;
− alguns, que executaram a auditoria de projetos, também elaboraram pareceres técnicos.
Com base nessas observações, é correto afirmar que, com certeza,
a) todo analista que elaborou pareceres técnicos executou a implantação de projetos.
b) se algum analista executou a implantação e a auditoria de projetos, então ele também elaborou pareceres
técnicos.
c) pelo menos um analista executou tanto a implantação como a auditoria de projetos.
d) pelo menos um analista que executou a auditoria de projetos também executou a implantação dos mesmos.
e) existem analistas que implantaram projetos e não elaboraram pareceres técnicos.

34) Questionados sobre a falta ao trabalho no dia anterior, três funcionários do Ministério das Relações Exteriores
prestaram os seguintes depoimentos:
− Aristeu: “Se Boris faltou, então Celimar compareceu.”
− Boris: “Aristeu compareceu e Celimar faltou.”
− Celimar: “Com certeza eu compareci, mas pelo menos um dos outros dois faltou.”
Admitindo que os três compareceram ao trabalho em tal dia, é correto afirmar que
a) Aristeu e Boris mentiram.
b) os três depoimentos foram verdadeiros.
c) apenas Celimar mentiu.
d) apenas Aristeu falou a verdade.
e) apenas Aristeu e Celimar falaram a verdade.

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29

3. OPERAÇÕES COM CONJUNTOS
3.1 INTRODUÇÃO.
No estudo que iniciaremos agora vamos abordar intuitivamente as noções sobre teoria dos conjuntos, conjuntos
numéricos e reta real. Chamaremos conjuntos de toda coleção, lista, etc. de números, pessoas, objetos, que
apresentem alguma característica em comum.
Um elemento pertence a um conjunto se ele possui características a ser analisada. O conceito de pertencer é um
conceito primitivo.

x e A: lê-se “x pertence ao conjunto A”
x e A: lê-se “x não pertence ao conjunto A”

3.2 DIAGRAMA DE VENN
É a representação de um conjunto através de uma linha poligonal fechada. Os elementos que pertencem ao
conjunto ficam dentro da região primitiva pela linha. Os elementos que não pertencem ao conjunto ficam fora
dessa região.
Exemplo:

- y e A
- y e A.

3.3 CONJUNTO VAZIO
É um conjunto que não apresenta elementos. É representado por Ø ou { }.
3.4 CONJUNTO UNIVERSO.
É o conjunto ao qual pertencem todos os elementos que podem ser utilizados em um determinado estudo.
3.5 SUBCONJUNTO
Dizemos que A é um subconjunto de B ou, A está contido em B, se todos os elementos de A forem elementos de B.
- x e A → x e B
- A c B lê-se “A está contido em B”.
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30
- Todo A é B.

Propriedades: Dado um conjunto A, temos:
- Ø c A.
- A c A
- A c B e c D, então A c D.

3.6 Número de subconjuntos.
Para o conjunto A = {a, b, c} seus subconjuntos são:
- Com zero elemento: Ø
- Com 1 elementos:{a}, {b}, {c}
- Com 2 elementos: {a, b}, {a, c}, {b, c}
- Com 3 elementos: {a, b, c}

Observe que ilustrado as possibilidades e efetuando a contagem, temos 8 subconjuntos.
Para um conjunto com elementos temos 2º subconjuntos.
n(P
(A)
) = 2
n
n(P
(A)
) = 2
n
= número das partes de A ou número de subconjuntos de A.
3.7 UNIÃO DE CONJUNTOS
A união dos conjuntos A e B é o conjunto formado por elementos que pertencem a A ou pertencem a B.

x e AB ↔ x e A ou x e B

Podemos representar a união por:
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31

3.8 INTERSECÇÃO DE CONJUNTOS
A intersecção entre conjuntos A e B é o conjunto formado por elementos que pertencem a A e pertencem a B.

x e A ·B ↔ x e A ou x e B

Podemos representar a intersecção por:


3.9 DIFERENÇA ENTRE CONJUNTOS.
A diferença entre os conjuntos A e B é o conjunto formado por elementos que pertencem a A mas não pertencem a
B.

X e A - B ↔ x e A ou x e B

3.10 NÚMERO DE ELEMENTOS DA UNIÃO
Se A B representa a união entre conjuntos A e B e n (A B) representa o número de elementos da união,
então:

n(A B) = n(A) + n(B) – n(A · B)

n(A): número de elementos de A.
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32
n(B): número de elementos de B.
n(A · B): número de elementos comuns a A e B.
Exemplo
1. Numa classe de 50 alunos, 12 jogam vôlei e 17 jogam basquete e não jogam vôlei. Quantos alunos não
jogam vôlei nem basquete? Considere que existem alunos que jogam ambos.
Solução: Os conjuntos abaixo representam:
V: os alunos que jogam vôlei.
B: os alunos que jogam basquete.

Total: 50
29 + x = 50
x = 21
2. Uma prova era construída de 2 problemas. Sabe-se que 300 alunos acertaram apenas o primeiro problema,
260 acertaram o segundo, 100 alunos acertaram os dois e 210 erraram o primeiro. Quantos alunos fizeram a
prova?
Solução:

- Começamos marcando a intersecção dos 2 conjuntos para não contarmos duas vezes esses elementos.
- Em seguida, sabe-se que 300 acertaram apenas P
1
.
- Como 260 alunos acertaram P
2
e já contamos 100, concluímos que 160 alunos acertaram apenas P
2
.
- Os alunos que erraram P
1
estão fora de P
1
. Já contamos 160 fora de P
1
, então 50 devem estar fora de P
1
e
P
2
.
Exato Concursos Curso INSS – Raciocínio Lógico Professor: Elias Daniel

33
x = 300 + 100 + 160 + 50

x = 610
Total de alunos: 610

3. Dados os conjuntos: A = {5, x, 10, 13} e B = {9, x, 13, 25, y} e A · B = {8, 10, 13}. Podemos concluir
que y
2
– x
2
vale:
a) 36.
b) 25.
c) 16.
d) 81.
e) 64.

Solução: Os elementos em comum entre A e B são 8, 10 e 13. Portanto, x = 8 para que esteja em A e B. O
elemento 13 foi dado em evidencia em comum. Portanto, y = 10.
y
2
– x
2
= 100 – 64 = 36.
Letra A
4. Em uma lista de número figuram 20 múltiplos de 2, 14 múltiplos de 5 e 5 múltiplos de 10. A lista não
contém mais número algum. Quantos números têm ao todo na lista?
Solução: Os múltiplos de 10 são comuns aos múltiplos de 2 e 5.

Total = 29.
EXERCÍCIOS – FCC – FUNDAÇÃO CARLOS CHAGAS
01) Das 87 pessoas que participaram de um seminário sobre A Segurança no Trabalho, sabe-se que:
− 43 eram do sexo masculino;
− 27 tinham menos de 30 anos de idade;
− 36 eram mulheres com 30 anos ou mais de 30 anos de idade.
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34
Nessas condições, é correto afirmar que
a) 16 homens tinham menos de 30 anos.
b) 8 mulheres tinham menos de 30 anos.
c) o número de homens era 90% do de mulheres.
d) 25 homens tinham 30 anos ou mais de 30 anos de idade.
e) o número de homens excedia o de mulheres em 11 unidades.

02) Em um grupo de 100 pessoas, sabe-se que:
− 15 nunca foram vacinadas;
− 32 só foram vacinadas contra a doença A;
− 44 já foram vacinadas contra a doença A;
− 20 só foram vacinadas contra a doença C;
− 2 foram vacinadas contra as doenças A, B e C;
− 22 foram vacinadas contra apenas duas doenças.
De acordo com as informações, o número de pessoas do grupo que só foi vacinado contra ambas as doenças B e C
é
a) 10.
b) 11.
c) 12.
d) 13.
e) 14.

03) Sobre os 26 turistas que se encontram em um catamarã, sabe-se que:
− 75% dos brasileiros sabem nadar;
− 20% dos estrangeiros não sabem nadar;
− apenas 8 estrangeiros sabem nadar.
Nessas condições, do total de turistas a bordo, somente.
a) 10 brasileiros sabem nadar.
b) 6 brasileiros não sabem nadar.
c) 12 são estrangeiros.
d) 18 são brasileiros.
e) 6 não sabem nadar.

04) Dos 63 alunos que concluíram o curso técnico no ano passado, em uma escola, 36 têm formação na Área
Informática e 40 na Área Eletrônica. Somente 6 deles não têm formação nessas áreas. Sobre esses alunos, é
verdade que
a) mais de 16 têm formação só na Área Informática.
b) menos de 20 têm formação só na Área Eletrônica.
c) o número dos que têm formação nas duas áreas é um número par.
d) o número dos que têm formação em pelo menos uma dessas duas áreas é maior que 58.
e) o número dos que têm formação só na Área Informática ou só na Área Eletrônica é um número ímpar.


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35

05) Um seminário foi constituído de um ciclo de três conferências: uma de manhã, outra à tarde e a terceira à
noite. Do total de inscritos, 144 compareceram de manhã, 168 à tarde e 180 à noite. Dentre os que compareceram
de manhã, 54 não voltaram mais para o seminário, 16 compareceram às três conferências e 22 compareceram
também à tarde, mas não compareceram à noite. Sabe-se também que 8 pessoas compareceram à tarde e à noite,
mas não de manhã. Constatou-se que o número de ausentes no seminário foi de um oitavo do total de inscritos.
Nessas condições, é verdade que
a) 387 pessoas compareceram a pelo menos uma das conferências.
b) 282 pessoas compareceram a somente uma das conferências.
c) 108 pessoas compareceram a pelo menos duas conferências.
d) 54 pessoas inscritas não compareceram ao seminário.
e) o número de inscritos no seminário foi menor que 420.

06) Numa sala de 30 alunos, 17 foram aprovados em Matemática, 10 em História, 9 em Desenho, 7 em
Matemática e em História, 5 em Matemática e Desenho, 3 em História e Desenho e 2 em Matemática, História e
Desenho. Sejam:
• v o número de aprovados em pelo menos uma das três disciplinas;
• w o número de aprovados em pelo menos duas das três disciplinas;
• x o número de aprovados em uma e uma só das três disciplinas;
• y o número de aprovados em duas e somente duas das três disciplinas;
• z o número dos que não foram aprovados em qualquer uma das três disciplinas.
Os valores de v, w , x, y, z são, respectivamente,
a) 30, 17, 9, 7, 2
b) 30, 12, 23, 3, 2
c) 23, 12, 11, 9, 7
d) 23, 11, 12, 9, 7
e) 23, 11, 9, 7, 2

07) Em uma pesquisa sobre hábitos alimentares realizada com empregados de um Tribunal Regional, verificou-se
que todos se alimentam ao menos uma vez ao dia, e que os únicos momentos de alimentação são: manhã, almoço
e jantar. Alguns dados tabelados dessa pesquisa são:
− 5 se alimentam apenas pela manhã;
− 12 se alimentam apenas no jantar;
− 53 se alimentam no almoço;
− 30 se alimentam pela manhã e no almoço;
− 28 se alimentam pela manhã e no jantar;
− 26 se alimentam no almoço e no jantar;
− 18 se alimentam pela manhã, no almoço e no jantar.
Dos funcionários pesquisados, o número daqueles que se alimentam apenas no almoço é
a) 80% dos que se alimentam apenas no jantar.
b) o triplo dos que se alimentam apenas pela manhã.
c) a terça parte dos que fazem as três refeições.
d) a metade dos funcionários pesquisados.
e) 30% dos que se alimentam no almoço.

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36
08) O resultado de uma pesquisa com os funcionários de uma empresa sobre a disponibilidade para um dia de
jornada extra no sábado e/ou no domingo, é mostrado na tabela abaixo:
Disponibilidade Número de funcionários
apenas no sábado 25
no sábado 32
no domingo 37
Dentre os funcionários pesquisados, o total que manifestou disponibilidade para a jornada extra “apenas no
domingo” é igual a

a) 7
b) 14
c) 27
d) 30
e) 37
4. PORCENTAGENS
- É a razão entre um determinado número e 100.

Exemplo

01. 25% significa 25 em cada 100.

Na forma fracionária:
100
25
, que simplificando dá
4
1
e
4
1
na forma decimal é 0,25.

Assim saiba que:

Porcentagem Fracionária Decimal
50%
2
1
100
50
=
0,5
25%
4
1
100
25
=
0,25
75%
4
3
100
75
=
0,75
20%
5
1
100
20
=
0,2
10%
=
100
10

10
1

0,1

02. Passe para a forma decimal e fracionária:

a) 30%
b) 80%
c) 45%
d) 5%





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37
03. Passe para a forma percentual e fracionária.

a) 0,4.
b) 0,65
c) 0,125
d) 0,02
e) 0,015
f) 0,75

EXERCÍCIOS – FCC – FUNDAÇÃO CARLOS CHAGAS
01) A tabela abaixo apresenta as frequências das pessoas que participaram de um programa de recuperação de
pacientes, realizado ao longo de cinco dias sucessivos.
1º dia 2º dia 3º dia 4º dia 5º dia
Quantidade de pessoas presentes 79 72 75 64 70
Considerando que cada um dos participantes faltou ao programa em exatamente 2 dias, então, relativamente ao
total de participantes, a porcentagem de pessoas que faltaram no terceiro dia foi

a) 40%.
b) 38,25%.
c) 37,5%.
d) 35,25%.
e) 32,5%.

02) Jeová comprou dois automóveis, um para seu próprio uso e o outro para dar de presente à sua esposa, e,
após um ano, vendeu cada um deles por R$ 39 100,00. Sabendo que, relativamente aos custos de tais veículos, um
automóvel foi vendido com um lucro de 15% e o outro com um prejuízo de 15%, é correto afirmar que, com a
venda dos dois automóveis, Jeová
a) teve um prejuízo de R$ 1 800,00.
b) lucrou R$ 2 500,00.
c) teve um prejuízo de R$ 2 000,00.
d) lucrou R$ 3 000,00.
e) não teve lucro e nem prejuízo.

03) O dono de uma loja deseja promover a liquidação de alguns produtos, anunciando um desconto de X% nos
preços marcados com X inteiro. Entretanto, na semana anterior à liquidação, ele pretende aumentar os preços
atuais em 12%, para que os produtos, com o desconto oferecido nos preços remarcados, sejam vendidos no
mínimo pelos preços atuais. Para realizar seu intento, o valor de X deve ser no máximo igual a
a) 12
b) 11
c) 10
d) 9
e) 8

04) Um recipiente vazio pesa 0,8 kg. Se esse recipiente contiver 2,8 litros de um certo líquido, o peso total será 6
400 g. Retirando-se do recipiente o correspondente a 360 cm
3
do líquido, o peso total passa a ser X% do peso total
inicial. O valor de X é
a) 88,75
b) 87,5
c) 85
d) 82,5
e) 80
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38


05) Um analista comprou dois aparelhos celulares iguais, com abatimento de 5% sobre o preço unitário P. Vendeu-
os no mesmo dia, um com lucro de 4% e outro com lucro de 3% sobre o valor que havia pago. Nessa transação,
ele teve
a) lucro correspondente a 6,65% de P.
b) lucro correspondente a 3,35% de P.
c) lucro correspondente a 2% de P.
d) prejuízo correspondente a 3% de P.
e) prejuízo correspondente a 2% de P.

06) Um comerciante comprou certo artigo com um desconto de 20% sobre o preço de tabela. Em sua loja, ele
fixou um preço para tal artigo, de modo a poder vendê-lo dando aos clientes um desconto de 25% e a obter um
lucro de 40% sobre o preço fixado. Nessas condições, sabendo que pela compra de uma unidade desse artigo um
cliente terá que desembolsar R$ 42,00, o seu preço de tabela é
a) R$ 20,00
b) R$ 24,50
c) R$ 30,00
d) R$ 32,50
e) R$ 35,00

07) Na última eleição, ao elaborar o relatório sobre o comparecimento dos eleitores inscritos numa Seção Eleitoral,
o presidente da mesa de trabalhos observou que 40% do total de inscritos haviam votado pela manhã e 75% do
número restante no período da tarde. Considerando que foi constatada a ausência de 27 eleitores, o total de
inscritos nessa Seção era
a) 108.
b) 125.
c) 150.
d) 172.
e) 180.

07) Numa repartição pública, 90% dos funcionários têm apenas o ensino médio completo, enquanto os 10%
restantes possuem ensino superior completo. No próximo ano, serão mantidos todos os funcionários atuais e
contratados alguns novos, todos com ensino superior completo. Com isso, os funcionários com ensino superior
completo passarão a representar 40% do total de funcionários da repartição. Assim, o número de funcionários com
ensino superior completo nessa repartição sofrerá um aumento de
a) 30%
b) 300%
c) 400%
d) 500%
e) 600%

08) Dois levantamentos independentes mostraram que, de to dos os processos abertos num ano numa cidade,
− 30% levaram mais de 6 meses para serem concluídos;
− 40% envolviam questões comerciais.
Em relação ao total desses processos, aqueles que levaram mais de 6 meses para serem concluídos e, ao mesmo
tempo, envolviam questões comerciais representavam
a) exatamente 70%.
b) exatamente 35%.
c) no mínimo 10%.
d) no máximo 30%.
e) no máximo, 40%.
Exato Concursos Curso INSS – Raciocínio Lógico Professor: Elias Daniel

39

09) No mês de outubro, o salário de um servidor público foi 60% maior do que o salário do mês anterior, por ele
ter recebido um prêmio especial de produtividade. Em novembro, o valor voltou ao normal, igual ao mês de
setembro. Em relação ao mês de outubro, o salário de novembro desse servidor foi
a) 27,5% menor.
b) 30,0% menor.
c) 37,5% menor.
d) 40,0% menor.
e) 60,0% menor.

10) Relativamente ao total de Analistas Judiciários, X, lotados nas Unidades do Tribunal Regional Federal da
região sul do país, suponha que: 24% atuam na área de Informática e 48% do número restante atuam na área de
Contadoria. Assim sendo, se a quantidade dos demais Analistas, com especialidades distintas das mencionadas,
fosse um número compreendido entre 800 e 1 000, então X seria um número
a) menor que 2 000.
b) quadrado perfeito.
c) cubo perfeito.
d) divisível por 6.
e) maior que 3 000.

11) Considere que, do custo de produção de determinado produto, uma empresa gasta 25% com mão de obra
e 75% com matéria-prima. Se o gasto com a mão de obra subir 10% e o de matéria-prima baixar 6%, o custo do
produto
a) baixará de 2%.
b) aumentará de 3,2%.
c) baixará de 1,8%.
d) aumentará de 1,2%.
e) permanecerá inalterado.

12) Suponha que apenas um dentre 12 Técnicos Judiciários se aposenta e é substituído por um concursado que
tem 24 anos de idade e, como consequência, a média das idades dos Técnicos diminui de 3,5 anos. Assim sendo, a
idade do Técnico que se aposentou é um número

a) menor que 65.
b) quadrado perfeito.
c) primo.
d) divisível por 4.
e) múltiplo de 11.

13) Especialistas dizem que, em um carro bicombustível (álcool e gasolina), o uso de álcool só é vantajoso se o
quociente do preço por litro de álcool pelo do de gasolina for, no máximo, igual a 70%. Se o preço do litro da
gasolina é R$ 2,60, então NÃO é vantajoso usar álcool quando o preço por litro de álcool
a) é no máximo de R$ 1,70.
b) é superior a R$ 1,82.
c) está compreendido entre R$ 1,79 e R$ 1,86.
d) é igual a R$ 1,78.
e) é menor que R$ 1,80.




Exato Concursos Curso INSS – Raciocínio Lógico Professor: Elias Daniel

40

14) Certo dia, um lote de equipamentos de segurança foi dividido entre as 11 Estações da Linha 4 – Amarela,
atualmente em construção. Sabe-se que as Estações República e Paulista receberam 18 equipamentos cada,
enquanto que cada uma das demais Estações recebeu 6 equipamentos a menos que a Estação República. Assim
sendo, o total de equipamentos enviados às Estações República e Paulista corresponde a que porcentagem do
número de equipamentos que havia originalmente no lote?
a) 16%
b) 18,5%
c) 20%
d) 22,5%
e) 25%

15) Das 150 pessoas que foram atendidas ao longo de uma semana no setor de “Achados e Perdidos” de uma
Estação do Metrô, sabe-se que:
− 40% eram do sexo masculino e, destes, 25% recuperaram o que tinham perdido;
− 80% do total de mulheres não encontraram o que buscavam;
− cada uma procurava por um único objeto.
Nessas condições, o total de objetos resgatados ao longo dessa semana foi
a) 25.
b) 27.
c) 29.
d) 31.
e) 33.

16) As estatísticas da Campanha Nacional de Prevenção ao Câncer de Pele, organizada há 11 anos pela
Sociedade Brasileira de Dermatologia, revelam que o brasileiro não se protege adequadamente do sol: 70% dos
entrevistados afirmaram não usar qualquer tipo de proteção solar, nem mesmo quando vão à praia (adaptado de
www.sbd.org.br). Se foram entrevistadas 34 430 pessoas, o número delas que usam protetor solar é
a) 24 101
b) 15 307
c) 13 725
d) 12 483
e) 10 329

17) Em um banco, qualquer funcionário da carreira de Auditor é formado em pelo menos um dos cursos:
Administração, Ciências Contábeis e Economia. Um levantamento forneceu as informações de que
I. 50% dos Auditores são formados em Administração, 60% são formados em Ciências Contábeis e 48% são
formados em Economia.
II. 20% dos Auditores são formados em Administração e Ciências Contábeis.
III. 10% dos Auditores são formados em Administração e Economia.
IV. 30% dos Auditores são formados em Ciências Contábeis e Economia.
Escolhendo aleatoriamente um Auditor deste banco, a probabilidade de ele ser formado em pelo menos dois
daqueles cursos citados é
a) 58%
b) 56%
c) 54%
d) 52%
e) 48%

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41
18) A conta de gás de uma empresa é calculada por meio de uma taxa fixa de R$ 35,00 acrescida de R$ 2,00
por m
3
consumido. Num mês um cliente consumiu 40 m
3
e no mês seguinte consumiu um volume de gás 15%
maior. O percentual aproximado de aumento na conta desse cliente, do primeiro mês para o seguinte, é
a) 8.
b) 10.
c) 12.
d) 14.
e) 15.

19) Do total de novos clientes de uma companhia de gás em 2009, sabe-se que: 25% eram residenciais, 55%
eram industriais e os 180 restantes eram comerciais. Nessas condições, com relação aos novos clientes dessa
companhia em 2009, é correto afirmar que os

a) industriais eram 1 200.
b) residenciais eram 210.
c) industriais eram 455.
d) residenciais eram 245.
e) industriais eram 495.

20) Em uma microempresa, o consumo de gás natural no mês de janeiro ultrapassou em 30% a meta
estabelecida pelo proprietário. Se tivessem sido consumidos 6 m
3
a menos, ainda assim o consumo ultrapassaria
em 18% a meta desejada. A meta estabelecida era, em metros cúbicos, igual a

a) 43.
b) 45.
c) 50.
d) 52.
e) 55.

21) Raul pretende comprar um microcomputador em uma loja em que o preço de tabela é R$ 2 000,00. O
vendedor lhe fez duas propostas de pagamento: uma, à vista, com desconto de X% sobre o preço de tabela; outra,
em duas parcelas de R$ 1 000,00, sendo a primeira no ato da compra e a segunda 1 mês após a compra. Mesmo
dispondo do dinheiro para a compra à vista, Raul pensou na opção da compra a prazo, que lhe permitiria aplicar a
diferença entre o preço à vista e o valor da primeira parcela, a uma taxa de 10% ao mês. Nessas condições, o
menor número inteiro X, que tornaria a proposta de compra à vista mais vantajosa, é
a) 5
b) 8
c) 10
d) 12
e) 15

22) Das 96 pessoas que participaram de uma festa de confraternização dos funcionários do Departamento
Nacional de Obras Contra as Secas, sabe-se que 75% eram do sexo masculino. Se, num dado momento antes do
término da festa, foi constatado que a porcentagem dos homens havia se reduzido a 60% do total das pessoas
presentes, enquanto que o número de mulheres permaneceu inalterado, até o final da festa, então a quantidade de
homens que haviam se retirado era
a) 36.
b) 38.
c) 40.
d) 42.
e) 44.

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42
23) Certo dia, o preço de 1 grama de ouro era 24 dólares. Se a partir de então houve um aumento de 15% no
preço do dólar e de 20% no preço do grama de ouro, a razão entre as cotações do ouro e do dólar, nessa ordem,
passou a ser de 1 para
a) 20.
b) 21.
c) 23.
d) 25.
e) 27.
24) Duas lojas X e Y vendem um mesmo tipo de cartucho de tinta para impressoras pelo mesmo preço unitário.
Certo mês, essas duas lojas fizeram as seguintes promoções para a venda de tal tipo de cartucho:

Loja X: “Compre 4 cartuchos e leve 5.”
Loja Y: “Compre 4 cartuchos e pague 3.”
De acordo com essas promoções, é verdade que
a) era mais vantajoso comprar na loja X.
b) quem optou por comprar na loja X, obteve 25% de desconto.
c) quem optou por comprar na loja Y obteve 27% de desconto.
d) o desconto oferecido pela loja Y excedia o dado pela loja X em 5%.
e) os descontos oferecidos pelas duas lojas eram iguais.

25) Numa pesquisa respondida por todos os funcionários de uma empresa, 75% declararam praticar exercícios
físicos regularmente, 68% disseram que fazem todos os exames de rotina recomendados pelos médicos e 17%
informaram que não possuem nenhum dos dois hábitos. Em relação ao total, os funcionários desta empresa que
afirmaram que praticam exercícios físicos regularmente e fazem todos os exames de rotina recomendados pelos
médicos representam
a) 43%
b) 60%
c) 68%
d) 83%
e) 100%

26) Uma compra de R$ 164,00 será paga em duas parcelas, sendo a primeira à vista e a segunda um mês após
a compra. A loja cobra um acréscimo de 5% por mês sobre o saldo devedor. Nessas condições, para que as duas
parcelas sejam iguais, o valor de cada uma deverá ser
a) R$ 82,00
b) R$ 84,00
c) R$ 84,05
d) R$ 85,05
e) R$ 86,10

27) Costuma-se dizer que em dias de jogos do Brasil na Copa do Mundo de Futebol o país literalmente “para”.
Suponha que durante um jogo do Brasil na última Copa houve uma diminuição do fluxo de veículos que passaram
por uma praça de pedágio de certa rodovia: a média habitual de 50 veículos por minuto passou a ser de 57 veículos
por hora. Considerando esses dados, no momento de tal jogo o fluxo de veículos nessa praça foi reduzido em
a) 98,1%.
b) 98,4%.
c) 98,6%.
d) 981%.
e) 984%.

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43
28) Certa fita adesiva custa R$ 3,20 quando vendida em rolo com 2,4 metros. Um rolo com 3 metros de fita é
vendido com desconto de 10% sobre o preço calculado proporcionalmente ao rolo de 2,4 metros. Nas condições
dadas, a diferença de preço entre os rolos de 3 e 2,4 metros, nessa ordem, é de
a) 20 centavos.
b) 30 centavos.
c) 40 centavos.
d) 50 centavos.
e) 60 centavos.

29) Um fogão é vendido com entrada de R$ 100,00 e uma parcela de R$ 322,00 após um mês da compra. Se a
loja cobra juros de 15% ao mês, ela pode vender o fogão à vista (sem os juros da prestação) por
a) R$ 340,00.
b) R$ 350,00.
c) R$ 360,00.
d) R$ 380,00.
e) R$ 390,00.

30) Um imóvel possuía em 2009 valor venal de R$ 100.000,00. Certo imposto anual incide sua alíquota sobre o
valor venal desse imóvel. De 2009 para 2010 o valor venal desse imóvel caiu 15%, e o imposto aumentou a
alíquota de 1% para 2% sobre o valor venal. Nas condições dadas, o valor pago desse imposto sobre o imóvel em
2010 superou o valor pago em 2009 em exatamente
a) R$ 700,00.
b) R$ 720,00.
c) R$ 740,00.
d) R$ 750,00.
e) R$ 760,00.

31) Sabe-se que, das 120 pessoas que assistiam a uma palestra sobre “Processo Civil”, 40% eram do sexo
feminino. Em um dado momento, antes do término da palestra, observou-se que alguns participantes do sexo
masculino se retiraram e, assim, a porcentagem dos homens que permaneceram se reduziu a 52% do total de
participantes ainda presentes. Considerando que todas as mulheres permaneceram até o final da palestra, então,
se X é a quantidade de homens que se retiraram, é verdade que:
a) X ≥ 20.
b) 15 ≤ X < 20.
c) 10 ≤ X < 15.
d) 5 ≤ X < 10.
e) 0 < X < 5.

32) Sistematicamente, a cada início de mês, certo Técnico Administrativo entrega a um supervisor
demonstrativos sobre serviços executados em obras e sobre a compra de equipamentos diversos. Na análise dos
demonstrativos
relativos aos meses de julho, agosto e setembro de 2009, observou-se que:
– 40% do total de demonstrativos do mês de julho eram referentes a compras de equipamentos diversos;
– em agosto e setembro, as quantidades de demonstrativos referentes a serviços executados aumentaram 20% em
relação ao mês anterior, enquanto que as quantidades dos relativos a compras de equipamentos diversos
diminuíram 20% em relação ao mês anterior.
Assim sendo, relativamente ao total de demonstrativos do mês de julho, o total de setembro
a) manteve-se constante.
b) aumentou em 1,2%.
c) diminuiu em 1,2%.
d) aumentou em 12%.
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44
e) diminuiu em 12%.

33) Para completar o estoque do ambulatório onde trabalha, um médico solicitou a compra de 40 vacinas do
tipo A e algumas vacinas do tipo B. Ao receber tais vacinas, notou que as quantidades solicitadas haviam sido
trocadas e, consequentemente, a quantia a ser paga por tal compra havia sofrido um acréscimo de 20%.
Considerando que o preço de cada vacina do tipo A era o dobro do preço de cada vacina do tipo B, então, com
relação à solicitação original, a razão entre as quantidades de vacinas dos tipos A e B, nesta ordem, é
a)
5
2

b)
7
4

c)
5
3

d)
7
5

e)
5
4


34) Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o Índice de Massa Corporal pode ser calculado pela
expressão IMC =
2
h
P
, em que p é o peso da pessoa em quilogramas e h a medida de sua altura, em metros. Se
para um determinado adulto, que tem 1,80 m de altura e IMC = 25, a massa muscular M é igual a 40% de seu
peso, então M, em quilogramas, é igual a
a) 33
b) 32,4
c) 34
d) 31,6
e) 32

35) Em toda a sua carreira, um tenista já disputou N partidas, tendo vencido 70% delas. Considere que esse
tenista ainda vá disputar, antes de se aposentar, mais X partidas, e que vença todas elas. Para que o seu
percentual de vitórias ao terminar sua carreira suba para 90%, X deverá ser igual a
a) N.
b) 1,2 N.
c) 1,3 N.
d) 1,5 N.
e) 2 N.














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45
Gabaritos – Provas Fundação Carlos Chagas

INTRODUÇÃO Á LÓGICA ARGUMENTATIVA
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16
E A B C E A E C E A B E B A B E

OPERAÇÕES LÓGICAS
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20
C E E A D A E B E C A C E B B E E B B C
21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34
A C D E E A C E A C E B B D

OPERAÇÕES COM CONJUNTOS
1 2 3 4 5 6 7 8
B C E E D D B D


PORCENTAGENS
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20
C A C A A B E D D C B A E B E E E B B E
21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36
C A A C D B B A C D A A D B B E

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46
VALORES SEMÂNTICOS DAS CONJUNÇÕES

CONJUNÇÕES COORDENATIVAS:
- ADITIVAS: e, nem, mas também ...
Ele não respondeu às minhas cartas nem me telefonou.
- ADVERSATIVAS: mas, porém, contudo, todavia, no entanto, entretanto...
A mãe chamou o filho, contudo ele não veio.
- ALTERNATIVAS: ou, ou ... ou, já ... já, ora ...ora...
A moça ora falava, ora chorava, ora resmungava ...
- CONCLUSIVAS: logo, por isso, portanto, por conseguinte, pois (posposto ao verbo)...
Penso; logo, existo.
- EXPLICATIVAS: que, porque, porquanto, pois (anteposto ao verbo)...
Vá rápido, pois vai chover.
CONJUNÇÕES SUBORDINATIVAS ADVERBIAIS:

- CAUSAIS: que (= porque), porque, como, visto que, uma vez que ...
Saiu bem nas provas, porque estudou bastante.
- COMPARATIVAS: como, tanto quanto, tal qual ...
Maria é tão inteligente quanto Ana.
- CONFORMATIVAS: conforme, segundo, consoante, como ...
Agiu como (=conforme) lhe ordenaram.
- CONCESSIVAS: embora, ainda que, mesmo que, se bem que, por mais que, malgrado, conquanto ...
Ela não voltará, por mais que você implore.
- CONDICIONAIS: se, caso, contanto que, salvo se, desde que ...
Se eu tivesse companhia, iria hoje ao teatro.
- CONSECUTIVAS: que (precedido de tão, tal, tanto ou tamanho), de forma que ...
Chorou tanto que ficou com os olhos inchados.
- FINAIS: para que, a fim de que, que ...
Gritou para que todos a ouvissem.
- PROPORCIONAIS: à proporção que, à medida que, quanto mais ...
Quanto mais leio, mais me divirto.
- TEMPORAIS: quando, enquanto, desde que, logo que, mal, apenas ...
Apenas entrei, ele saiu.




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Exercícios
1) “Foi um técnico de sucesso, mas nunca conseguiu uma reputação no campo à altura de sua reputação no
vestiário.”
Começando a frase por:
“Nunca conseguiu uma reputação no campo à altura de sua reputação no vestiário”,
para manter a mesma relação lógica expressa na frase dada inicialmente deve-se continuar com:
a) enquanto foi...
b) na medida em que era...
c) ainda que tenha sido...
d) desde que fosse...
e) porquanto era...

2) Nas frases abaixo, cada ____ corresponde a uma conjunção retirada.
A- Porém já cinco sóis eram passados ____ dali partíramos.
B- ____ estivesse doente faltei à escola.
C- ____ haja maus, nem por isso devemos descrer dos bons.
D- Pedro será aprovado ____estude.
E- ____ chova, sairei de casa.
As conjunções retiradas são, respectivamente:
a) quando - ainda que - sempre que - desde que - como.
b) que - como - embora - desde que - ainda que.
c) como - que - porque - ainda que - desde que.
d) que - ainda que - embora - como - logo que.
e) que - quando - embora - desde que - já que.

3) Em: “... ouviam-se amplos bocejos, fortes como o marulhar das ondas...”, a partícula como expressa uma
idéia de:
a) causa
b) explicação
c) conclusão
d) proporção
e) comparação

4) “Havendo tempo, irei a sua casa.” Comece com: Irei a sua casa, ...
a) se houvesse
b) embora haja
c) exceto se houver
d) desde que houvesse
e) caso haja



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5) Assinale a(s) opção(ões) em que as conjunções ou as locuções conjuntivas estejam corretamente classificadas:
I- Ele não chegou, portanto não podemos começar a reunião. - explicação
II- O dia está agradável; devemos, pois, aproveitá-lo. - explicação
III- Venha urgente, pois sua presença está sendo solicitada. - explicação
IV- Eles não estudaram, entretanto conseguiram boa nota. - conclusão
V- Embora não estudassem, conseguiram boa nota. – concessão

6) Como no exercício anterior:
I- Iremos à praia se fizer bom tempo. - condição
II- Chegou quando a reunião já estava começada. - tempo
III- Como fiquei doente, não pude ir à aula. - conformidade
IV- Desde que era criança, é muito educado. - proporção
V- Desde que seja criança, pode entrar. – condição

7) Assinale a alternativa na qual as partículas de relação completam adequadamente o seguinte período:
_______________ todos pensem o contrário, saiba que lutarei _______________ alcançar meus ideais,
_______________ acredito neles.
a) Embora - porquanto - porque
b) Se bem que - a fim de - portanto
c) Ainda que - para - pois
d) Porque - a fim de - pois
e) Contudo - para - porquanto

8) Observe os seguintes períodos:
I – Desceu do ônibus e abriu o guarda-chuva para longa caminhada.
II – Deitou-se e fechou os olhos para dormir.
III – Esperou pelo sol o dia todo e as chuvas continuaram a cair.
IV – Aguardou toda tarde e as visitas não apareceram.
V – Preparou-se bem e começou o discurso.
O e tem um matiz adversativo nos períodos:
a) II e V
b) I e III
c) I e II
d) IV e V
e) III e IV


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9) “Devem dizer-me a verdade: não gosto de mentiras.”
Os dois pontos (:) do período acima poderiam ser substituídos por vírgula, explicando-se o nexo entre as duas
orações pela conjunção:
a) portanto
b) e
c) como
d) pois
e) embora

10) “ - O ofício rende pouco. Eu que o diga que não faço outra coisa. (...) Canta! Que eu aprecie o teu gorjeio e
farei como for de justiça.”
“... que não faço outra coisa.”
“Que eu aprecie o teu gorjeio...”
Nas passagens, a palavra que pode equivaler, respectivamente, a:
a) já que e a fim de que;
b) se bem que e visto que;
c) posto que e até que;
d) ao passo que e sempre que;
e) desde que e ainda que.

11) I- Fui às Olimpíadas, mas perdi o ano na escola.
II- Perdeu o emprego, mas passou três meses na Europa.
III- Todos ficaram apreensivos, mas a responsabilidade era grande.
A conjunção MAS introduz orações coordenadas adversativas que podem apresentar, no entanto, ideias ou valores
diferentes. Em I, II e III há, respectivamente, idéia ou valor de:
a) compensação, justificativa, contraste;
b) compensação, compensação, justificativa;
c) não compensação, não compensação, objeção;
d) não compensação, compensação, justificativa;
e) comparação, objeção, compensação.






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VERBOS
Formação do Imperativo


Pessoas

Presente do Ind.


Imperativo
Afirmativo


Presente do Subj.

Imperativo Negativo

EU


Amo

_______

Ame

_______

TU


Amas (-s) →


Ama


Ames→


Não ames


ELE
VOCÊ

Ama


Ame


←Ame→


Não ame


NÓS


Amamos


Amemos


←Amemos→


Não amemos


VÓS


Amais (-s)→


Amai


Ameis →


Não ameis


ELES
VOCÊS

Amam


Amem

←Amem→

Não amem

Vozes verbais

São 5 as flexões verbais: pessoas do discurso (eu, tu, ele, nós, vós, eles), número, tempo, modo e vozes (ativa,
passiva e reflexiva).
Ativa: O sujeito pratica a ação verbal;
Passiva: o sujeito recebe a ação verbal (analítica e sintética);
Reflexiva: O sujeito pratica e recebe a ação verbal.
Passagem da voz ativa para a passiva e vice-versa:
José havia comprado os ingressos às dez. (voz ativa)
Obj. direto
Os ingressos haviam sido comprados às dez por José. (voz passiva analítica)
Suj. paciente ag. da passiva

Haviam-se comprado os ingressos. (voz passiva sintética ou pronominal)
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suj.
Partícula apassivadora

Exercícios
17) Transpondo para a voz passiva a oração “Muitos laboratórios não conhecem o emprego de certas ervas”,
obtém-se:
a) são conhecidas
b) devem conhecer
c) é conhecido
d) foram conhecidas
e) serão conhecidas.

18) Assinale a opção que apresenta a voz ativa da oração “As telenovelas têm sido criticadas pelo público”:
a) critica
b) tem criticado
c) são criticadas
d) havia criticado
e) tinha criticado

19) Assinale a única alternativa que não apresenta erro na conjugação verbal.
a) Se tu te dispores, empresta-me o dinheiro.
b) Quando meu advogado soube que o guarda me detera no trânsito, tomou providências.
c) As provas que contessem menos erros seriam premiadas.
d) Se você vir meu amigo, entregue-lhe esta carta.

20) Passe para a forma negativa:
“Sai daqui! Foge! Abandona o que é teu e esquece-me.”



22) Passe as orações do exercício anterior para a 3ª pessoa do singular (imperativo afirmativo) e 2ª pessoa do
plural (imperativo afirmativo e negativo).


________________________________________________________________________________
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52

AULA VIII
Pronomes

PRONOMES PESSOAIS

PESSOAS

RETOS

OBLÍQUOS


SINGULAR

EU

ME - MIM - COMIGO


SINGULAR

TU


TE - TI - CONTIGO


SINGULAR

ELE

SE - SI - CONSIGO - O - A - LHE


PLURAL

NÓS

NOS - CONOSCO


PLURAL

VÓS

VOS - CONVOSCO


PLURAL

ELES

SE - SI - CONSIGO - OS - AS - LHES

Sintaxe dos pronomes:
Complementos verbais:
O – A – OS – AS: objeto direto;
LHE - LHES: objeto indireto.
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53
Ex.: Já não o amo mais. Devo obedecer-lhe.

Trans. direto Trans. indireto

PRONOMES RELATIVOS

QUE, QUEM, QUAL, ONDE, CUJO, QUANTO, COMO

Os pronomes relativos servem para substituir um termo já citado na oração anterior, evitando a repetição do
mesmo.
Há algumas características a serem consideradas:
QUEM: pessoas
ONDE: lugares
CUJO: ideia de posse
Todo pronome relativo exerce função sintática!
Eis os livros de que (dos quais) gosto. Eis os livros que (os quais) adoro.

Objeto indireto objeto direto
Colocação pronominal
Regras gerais:

Próclise
Ocorre a próclise:
- Quando há partícula atrativa:
# advérbios
# pronomes indefinidos
# pronomes demonstrativos
# pronomes relativos
# conjunções subordinativas
Ex.: Aquele sonho jamais se concretizou.

advérbio
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- Em frases exclamativas ou optativas.

Ex.: Deus te ajude!
- Gerúndio precedido da preposição EM.

Ex.: Em se tratando de finanças, dirija-se ao tesoureiro.

gerúndio
Mesóclise

Ocorre mesóclise nos tempos futuros do indicativo, não havendo partícula atrativa.
Ex.: Os jovens apresentar-se-ão amanhã à tarde.
Observação importante!!! Nunca ocorre ênclise com verbos nos futuros do indicativo.
Ex.: Forma errada: Darão-se os braços.
Forma correta: Dar-se-ão os braços.
Ênclise
Ocorre ênclise:
- Com verbos no início do período, pois não se começa frase com pronome oblíquo átono.
Ex.: Sabe-se que a Argentina passa por uma grave crise.
- Com verbos no gerúndio, desde que não venha precedido da preposição EM.
Ex.: Ele falava, fazendo-se de desentendido.
- Com verbos no infinitivo impessoal.
Ex.: Eu não traria o animal aqui para maltratá-lo.
Tempos compostos
Atente-se aos casos:
1- Devo calar + me = Devo-me calar / Devo me calar / Devo calar-me
2- Não devo calar + me = Não me devo calar / Não devo calar-me
3- Estava dizendo + lhe = Estava-lhe dizendo / Estava lhe dizendo / Estava dizendo-lhe
4- Não estava dizendo + lhe = Não lhe estava dizendo / Não estava dizendo-lhe
5- Havia dito + me = Havia-me dito / Havia me dito
6- Não havia dito + me = Não me havia dito
Nunca ocorre ênclise com verbos no particípio!!!
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Regência verbal
- ASSISTIR
(ver) transitivo indireto (preposição: a);
(ajudar) trans. direto;
(morar) intrans. (preposição: em);
(ser cabível a) trans. Indireto (a).
►O verbo ASSISTIR, com o sentido de VER, não admite o pronome oblíquo LHE.
- ASPIRAR
(almejar) trans. indireto (preposição: a)
(sorver o ar) trans. direto.
►O verbo ASPIRAR, com o sentido de ALMEJAR, não admite o pronome oblíquo LHE.
- VISAR
(almejar) trans. indireto (preposição: a)
(mirar) trans. direto
(vistar) trans. direto
►O verbo VISAR, com o sentido de ALMEJAR, não admite o pronome oblíquo LHE.
- OBEDECER – DESOBEDECER - trans. indireto (preposição: a)
- CHEGAR e IR - intransitivo (preposição: a)
- QUERER
(desejar) trans. direto
(estimar) trans. indireto (preposição: a)
- SIMPATIZAR - ANTIPATIZAR - trans. indireto (preposição: com)
* Estes verbos não são pronominais!
- LEMBRAR - ESQUECER - trans. direto
- LEMBRAR-SE - ESQUECER-SE - trans. indireto (preposição: de)
- PREFERIR - trans. direto e indireto (preposição: a)
- PAGAR - PERDOAR
trans direto (complem.: a coisa – objeto direto)
trans. indireto (complem.: o ser – objeto indireto)
trans. direto e indireto.
- IMPLICAR
(acarretar) trans. direto
- CUSTAR
(valor) intrans.
(ser difícil) trans. indireto (o que custa: sujeito; a quem custa: objeto indireto)
- AGRADAR
(acariciar) trans. direto
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(ser agradável a) trans. indireto (preposição: a)
- CHAMAR
(convocar) trans. direto
(apelidar, cognominar) trans. direto ou trans. indireto, indiferentemente. Apresenta, sempre, predicativo do objeto.
Crase
Crase é a fusão escrita e oral de duas vogais idênticas.

A palavra crase nomeia a fusão da preposição A exigida pela regência do verbo ou do nome (substantivo, adjetivo
ou advérbio) com:
- o artigo feminino A (s):
Ele não resistiu à vontade de vingança.
- Os pronomes demonstrativos AQUELE(s), AQUELA(s), AQUILO:
Referi-me àquele rapaz.
- O pronome demonstrativo A(s):
Nossos atletas não estão em condições semelhantes às dos americanos.
Casos especiais:

Ocorre crase:
- em locuções adverbiais e prepositivas femininas:
Vire à esquerda.
Encontraram-se às escuras.
- nas especificações de horas:
Ele voltou às duas da tarde.
- quando se subentender a expressão À MODA (DE):
Ele se veste à imperador.
- antes das palavras CASA, TERRA E DISTÂNCIA, a não ser que venham especificadas:
Cheguei a casa.
Cheguei à casa de João.
É facultativo o uso da crase:
- antes de pronomes possessivos femininos:
Refiro-me a sua madrinha (ou à sua madrinha).
- Antes de nomes próprios femininos:
Refiro-me a Maria das Dores (ou à Maria das Dores).
Se o nome próprio for de consagração nacional ou universal, não ocorrerá crase!
Refiro-me a Joana DArc.
- na locução prepositiva ATÉ A:
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Vou até a e escola (ou até à escola).
Não ocorre crase:
- antes de substantivos masculinos:
Andei a pé.
- antes de verbos:
Rapidamente aprendeu a ler.
- antes do artigo indefinido UMA, antes de pronomes que não admitem o artigo A ( pessoais, indefinidos,
demonstrativos, relativos):
Não me submeto a uma ordem desse tipo.
- entre palavras repetidas:
Os rivais estavam face a face.
- quando o A estiver no singular e a palavra posterior no plural: Não vou a festas.
-
CONCORDÂNCIA NOMINAL

Regras especiais:

1- Adjetivo referente a vários substantivos de gêneros diferentes:
- Quando o adjetivo se antepõe, concorda com o mais próximo.

Vi bela camisa e sapatos.
- Quando o adjetivo se pospõe, concorda com o mais próximo ou fica no masculino plural.
Vi sapato e camisas belas ( ou belos).
2- Quando se refere a sujeito de sentido genérico, o adjetivo sempre fica no masculino singular:
É proibido entrada. Fruta é bom para a saúde.
Mas, se o sujeito for determinado por artigos ou pronomes, a concordância é feita normalmente:
É proibida a entrada. É necessária a compreensão de todos.

Casos específicos:

- ANEXO, OBRIGADO, INCLUSO, QUITE, LESO, PRÓPRIO, MESMO: concordam com o substantivo a que
se referem.
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MEIO: é variável quando adjetivo, numeral ou substantivo; é invariável quando advérbio.
- BASTANTE: é variável quando pronome indefinido; mas é invariável quando advérbio.

CONCORDÂNCIA VERBAL
Regra geral: O verbo concorda com o sujeito em número e pessoa. Eu vou , tu vais...

CASO

REGRA

EXEMPLOS

Haver = existir
Fazer (tempo)


3ª pessoa do singular

Havia pessoas lá fora.
Devia haver pessoas...
Fez duas semanas que ele partiu.
Pode ter feito duas semanas...

Ser (tempo)


Concorda com o numeral.

Hoje são dez de maio.
Hoje é dia dez de maio.
É meio-dia e meia.
Se – partícula
apassivadora
Concorda com o sujeito da frase, que vem,
em geral, após o verbo.
Aluga-se uma casa.
Alugam-se casas.
Se – índice de
indeterminação do
sujeito
Verbo sempre na 3ª do singular.
Acompanha V.I. – V.T.I. – INTR.


Assiste-se a bons programas de
televisão.
Haja vista
Hajam vista

Há várias construções possíveis, não
podendo variar o termo VISTA.

Haja vista os fatos.
Hajam vista os fatos.
Haja vista aos fatos.
Relativo QUE

O verbo concorda com o termo
antecedente.
Fomos nós que fizemos o serviço.
Relativo QUEM 3ª do singular ou termo antecedente. Fomos nós quem fizemos...
“Em anexo” é invariável!
Envio em anexo as fotos.
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Fomos nós quem fez...
Qual de nós
Quem de nós
Alguém de nós

3ª do singular


Qual de nós fará o serviço?
Quais de nós
Quantos de nós
O verbo irá para a 3ª do plural ou
concordará com o pronome pessoal.
Quais de nós farão o serviço?
Quais de nós faremos ...
Substantivos
próprios no plural

Plural, se precedido de artigo no plural.
Singular, se não precedido de artigo no
plural.
Minas Gerais exporta ferro.
As Minas Gerais exportam ferro.

Mais de um
Verbo na 3ª do singular.
Havendo reciprocidade, 3ª do plural.
Mais de um aluno voltou.
Mais de um aluno se abraçaram.

Núcleo coletivo ou
partitivo



Sozinho singular

Especificado 3ª do singular ou do plural

O bando voou.
O bando de pássaros voou (ou
voaram)
A maioria quer...
A maioria dos alunos quer (ou
querem)...

Parecer + infinitivo
a)Flexiona-se o Parecer e não se flexiona o
infinitivo;
b) Flexiona-se o infinitivo e não se flexiona
o Parecer.

Elas parecem estar cansadas.
Elas parece estarem cansadas.
Sujeito composto
resumido por TUDO,
NADA, NINGUÉM...


O verbo concorda com o aposto resumitivo


A sala, os colegas, os professores,
tudo lhe era estranho.

SINTAXE

PERÍODO SIMPLES

TIPOS DE SUJEITO
Para se analisar sintaticamente qualquer oração, deve-se começar, perguntando ao verbo Quem pratica a ação?
ou Quem sofre a ação? ou Quem possui a qualidade? A resposta a essas perguntas denominamos de sujeito.
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São os seguintes os tipos de sujeito:
01) Sujeito Simples
É aquele que possui apenas um núcleo.
02) Sujeito Composto
É aquele que possui dois ou mais núcleos.
03) Sujeito Oculto
É aquele que, embora não apareça na oração, é conhecido através da flexão verbal.
04) Sujeito Indeterminado
É aquele que existe, mas não é conhecido.
Caso I: Qualquer verbo na 3ª pessoa do plural, sem que se acuse um sujeito.
Exemplo: Deixaram um bomba na casa do deputado.
Caso II: Verbo transitivo indireto (TI), ou Intransitivo (INTR.), ou de ligação (VL) – na 3ª pessoa do singular –
mais a palavra SE (Índice de indeterminação do sujeito).
05) Oração Subordinada Substantiva Subjetiva
É o sujeito com verbo, ou seja, uma oração que exerce a função de sujeito.
Exemplo I: É necessário que todos estudem.
Que é necessário? Resp.: Que todos estudem. Sujeito com verbo. Or. Sub. Subst. Subjetiva.
Exemplo II: É preciso estudar mais.
Que é preciso? Resp.: Estudar mais = oração subordinada substantiva subjetiva reduzida de infinitivo.
ORAÇÕES SEM SUJEITO

Haverá oração sem sujeito, ou seja, o verbo será impessoal nos seguintes casos:
Obs.: Os verbos impessoais ficam, obrigatoriamente, na terceira pessoa do singular, com exceção do verbo ser.
a) Verbos que indiquem fenômeno da natureza:
Exemplo: Choveu ontem.
Ventou demasiadamente.
b) Ser, indicando horas, datas e distância. O verbo ser é o único verbo impessoal que não fica
obrigatoriamente na terceira pessoa do singular.
Horas: O verbo ser, ao indicar horas, concorda com o numeral a que se refere.
Exemplo: É uma hora.
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São duas horas.
c) Fazer, indicando fenômeno da natureza ou tempo decorrido.
Exemplo: Faz dias friíssimos no inverno.
Faz três dias que aqui cheguei.
d) Haver, significando existir ou acontecer, ou indicando tempo decorrido.
Exemplo: Houve muitos problemas naquela noite.
Haverá várias festas em Curitiba.
Deve ter havido dúvidas.
Há dois anos ele esteve aqui em casa.

OBJETO DIRETO

Complementa um verbo transitivo direto, sem auxílio da preposição.
Ex. As professoras ajeitaram as crianças carinhosamente.
O diretor demitiu os funcionários corruptos.
Leio, em média, quarenta livros por ano.


Oração Subordinada Substantiva Objetiva Direta
Haverá oração subordinada substantiva objetiva direta, quando o objeto direto for representado por uma oração,
ou seja, quando houver objeto direto com verbo.
Ex. Os atletas disseram que não se doparam.
"Eu sei que vou te amar..."
Constatamos que o pagamento não fora efetuado.
OBJETO INDIRETO
Complementa um verbo transitivo indireto, por meio de uma preposição.
Ex. Assisti a todos os filmes.
Creia em mim, pois sou fiel.
Obedeça aos regulamentos da empresa.
Oração Subordinada Substantiva Objetiva Indireta
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Haverá oração subordinada substantiva objetiva indireta, quando o objeto indireto for representado por uma
oração, ou seja, quando houver objeto indireto com verbo.
Ex. Os professores precisam de que os alunos estejam atentos.
Acredito em que conseguiremos nosso intento.
OBJETO DIRETO PREPOSICIONADO
Complementa um verbo transitivo direto, com auxílio da preposição.
Casos obrigatórios:
a) Pronomes Oblíquos Tônicos: mim, ti, si, ele, ela, nós, vós, eles, elas.
b) O Pronome Relativo Quem.
c) A palavra Deus.
OBJETOS PLEONÁSTICOS

Haverá objeto pleonástico, quando houver duas palavras funcionando como objeto direto, ou como
objeto indireto, representando um elemento só.
Ex. Minhas metas, respeito-as sempre.
Aos amigos, quero dedicar-lhes esta canção.
APOSTO
É o termo que explica, desenvolve, identifica ou resume um outro termo da oração, independente da
função sintática que este exerça. Há quatro tipos de aposto:
Aposto Explicativo
O aposto explicativo identifica ou explica o termo anterior; é separado do termo que identifica por
vírgulas, dois pontos, parênteses ou travessões.
Ex. Terra Vermelha, romance de Domingos Pellegrini, conta a história da colonização de Londrina.
Aposto Especificador
O aposto especificador Individualiza ou especifica um substantivo de sentido genérico, sem pausa.
Geralmente é um substantivo próprio que individualiza um substantivo comum.
Ex. O professor José mora na rua Santarém, na cidade de Londrina.
Aposto Enumerador
O aposto enumerador é uma seqüência de elementos usada para desenvolver uma idéia anterior.
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Ex. O pai sempre lhe dava três conselhos: nunca empreste dinheiro a ninguém, nunca peça dinheiro emprestado a
ninguém e nunca fique devendo dinheiro a ninguém.
• O Escoteiro deve carregar consigo seu material: mochila, saco de dormir e barraca.
Aposto Resumidor
O aposto resumidor é usado para resumir termos anteriores. É representado, geralmente, por um pronome
indefinido.
Ex. Alunos, professores, funcionários, ninguém deixou de lhe dar os parabéns.
VOCATIVO
O vocativo é um termo independente que serve para chamar por alguém, para interpelar ou para invocar um
ouvinte real ou imaginário.
Ex. Teté, dê-me um beijo!
ADJUNTO ADNOMINAL

É o termo acessório que explica, determina ou especifica um núcleo de função sintática. Os adjuntos adnominais
prendem-se diretamente ao substantivo a que se referem, sem qualquer participação do verbo. Isso é facilmente
percebido, quando substituímos um substantivo por um pronome: todos os adjuntos adnominais que gravitam ao
redor do substantivo têm de acompanhá-lo nessa substituição, ou seja, os adjuntos adnominais desaparecem.
COMPLEMENTO NOMINAL

É o termo da oração que completa a significação de um nome (adjetivo, advérbio ou substantivo abstrato), por
intermédio de uma preposição.
Ex.: Tenho confiança em você.
Estou certa de sua honestidade.
PREDICATIVO DO SUJEITO

É o termo que se refere diretamente ao sujeito, qualificando-o ou determinando-o.
Ex.: O rapaz parece honesto.
Maria aplaudiu entusiasmada.
Atravessei a varanda calado.
PREDICATIVO DO OBJETO

É o termo que se refere diretamente ao OBJETO (direto ou indireto), qualificando-o ou determinando-o.
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Ex.: Chamaram-me de indeciso.
Rubião achou excelente a sua voz.
PERÍODO COMPOSTO

Período composto é aquele formado por duas ou mais orações. Há dois tipos de períodos compostos:
1) Período composto por coordenação
Quando as orações não mantêm relação sintática entre si, ou seja, quando o período é formado por orações
sintaticamente independentes entre si.
Ex. Estive à sua procura, mas não o encontrei.
2) Período composto por subordinação
Quando uma oração, chamada subordinada, mantém relação sintática com outra, chamada principal.
Ex. Sabemos que eles estudam muito. (oração que funciona como objeto direto)
Período Composto por Subordinação
A uma oração principal podem relacionar-se sintaticamente três tipos de orações subordinadas: substantivas,
adjetivas e adverbiais.
I. Orações Subordinadas Substantivas
São seis as orações subordinadas substantivas, que são iniciadas por uma conjunção subordinativa integrante
(que, se).
A) Subjetiva: funciona como sujeito da oração principal.
Ex. É necessário que façamos nossos deveres.
Ex. Convém que façamos nossos deveres.
B) Objetiva Direta: funciona como objeto direto da oração principal.
Ex. Todos desejamos que seu futuro seja brilhante.
C) Objetiva Indireta: funciona como objeto indireto da oração principal.
Ex. Lembro-me de que tu me amavas.
D) Completiva Nominal: funciona como complemento nominal de um termo da oração principal.
Ex. Tenho necessidade de que me elogiem.
E) Apositiva: funciona como aposto da oração principal; em geral, a oração subordinada substantiva apositiva
vem após dois pontos, ou mais raramente, entre vírgulas.
Ex. Todos querem o mesmo destino: que atinjamos a felicidade.
F) Predicativa: funciona como predicativo do sujeito do verbo de ligação da oração principal.
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Ex. A verdade é que nunca nos satisfazemos com nossas posses.
Nota: As subordinadas substantivas podem vir introduzidas por outras palavras:
Pronomes interrogativos (quem, que, qual...)
Advérbios interrogativos (onde, como, quando...)
Perguntou-se quando ele chegaria.
Não sei onde coloquei minha carteira.
II. Orações Subordinadas Adjetivas
As orações subordinadas adjetivas são sempre iniciadas por um pronome relativo. São duas as orações
subordinadas adjetivas:
A) Restritiva: é aquela que limita, restringe o sentido do substantivo ou pronome a que se refere. A restritiva
funciona como adjunto adnominal de um termo da oração principal e não pode ser isolada por vírgulas.
Ex. A garota com quem simpatizei está à sua procura.
Os alunos cujas redações foram escolhidas receberão um prêmio.
B) Explicativa: serve para esclarecer melhor o sentido de um substantivo, explicando mais detalhadamente uma
característica geral e própria desse nome. A explicativa funciona como aposto explicativo e é sempre isolada por
vírgulas.
Ex. Londrina, que é a terceira cidade do região Sul do país, está muito bem cuidada.
III. Orações Subordinadas Adverbiais
São nove as orações subordinadas adverbiais, que são iniciadas por uma conjunção subordinativa.
A) Causal: funciona como adjunto adverbial de causa.
Conjunções: porque, porquanto, visto que, já que, uma vez que, como, que.
Ex. Saímos rapidamente, visto que estava armando um tremendo temporal.
B) Comparativa: funciona como adjunto adverbial de comparação. Geralmente, o verbo fica subentendido.
Conjunções: (mais) ... que, (menos)... que, (tão)... quanto, como.
Ex. Mário era mais esforçado que o irmão (era).
C) Concessiva: funciona como adjunto adverbial de concessão.
Conjunções: embora, conquanto, inobstante, não obstante, apesar de que, se bem que, mesmo que, posto que,
ainda que, em que pese.
Ex. Todos se retiraram, apesar de não terem terminado a prova.
D) Condicional: funciona como adjunto adverbial de condição.
Conjunções: se, a menos que, desde que, caso, contanto que.
Ex. Você terá um futuro brilhante, desde que se esforce.
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E) Conformativa: funciona como adjunto adverbial de conformidade.
Conjunções: como, conforme, consoante, segundo.
Ex. Construímos nossa casa, conforme as especificações dadas pela Prefeitura.
F) Consecutiva: funciona como adjunto adverbial de conseqüência.
Conjunções: (tão)... que, (tanto)... que, (tamanho)... que.
Ex. Ele fala tão alto, que não precisa do microfone.
G) Temporal: funciona como adjunto adverbial de tempo.
Conjunções: quando, enquanto, sempre que, assim que, desde que, logo que, mal.
Ex. Fico triste, sempre que vou à casa de Mário.
H) Final: funciona como adjunto adverbial de finalidade.
Conjunções: a fim de que, para que, por que.
Ex. Ele não precisa do microfone, para que todos o ouçam.
I) Proporcional: funciona como adjunto adverbial de proporção.
Conjunções: à proporção que, à medida que, tanto mais.
À medida que o tempo passa, mais experientes ficamos.
IV. Orações Reduzidas
Quando uma oração subordinada se apresenta sem conjunção ou pronome relativo e com o verbo no
infinitivo, no particípio ou no gerúndio, dizemos que ela é uma oração reduzida, acrescentando-lhe o nome
de infinitivo, de particípio ou de gerúndio.
Ex. Ele não precisa de microfone, para o ouvirem.
Período Composto por Coordenação
Um período composto por coordenação é formado por orações coordenadas, que são orações independentes
sintaticamente, ou seja, não há qualquer relação sintática entre as orações do período.
Há dois tipos de orações coordenadas:
1. Orações Coordenadas Assindéticas
São as orações não iniciadas por conjunção coordenativa.
Ex. Chegamos a casa, tiramos a roupa, banhamo-nos, fomos deitar.
2. Orações Coordenadas Sindéticas
São cinco as orações coordenadas, que são iniciadas por uma conjunção coordenativa.
A) Aditiva: Exprime uma relação de soma, de adição.
Conjunções: e, nem, mas também, mas ainda.
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Ex. Não só reclamava da escola, mas também atenazava os colegas.
B) Adversativa: exprime uma idéia contrária à da outra oração, uma oposição.
Conjunções: mas, porém, todavia, no entanto, entretanto, contudo.
Ex. Sempre foi muito estudioso, no entanto não se adaptava à nova escola.
C) Alternativa: Exprime idéia de opção, de escolha, de alternância.
Conjunções: ou, ou...ou, ora... ora, quer... quer.
Estude, ou não sairá nesse sábado.
D) Conclusiva: Exprime uma conclusão da idéia contida na outra oração.
Conjunções: logo, portanto, por isso, por conseguinte, pois - após o verbo ou entre vírgulas.
Ex. Estudou como nunca fizera antes, por isso conseguiu a aprovação.
E) Explicativa: Exprime uma explicação.
Conjunções: porque, que, pois - antes do verbo.
Ex. Conseguiu a aprovação, pois estudou como nunca fizera antes.
A PALAVRA QUE
01) Substantivo
A palavra que será substantivo, quando tiver o sentido de qualquer coisa ou alguma coisa, é sempre antecedida
por artigo, pronome adjetivo ou numeral e é sempre acentuada (quê).
Ex. A decisão do tribunal teve um quê de corrupção.
02) Advérbio
A palavra que será advérbio, quando intensificar adjetivos e advérbios. Nesse caso, pode ser substituída por quão
ou muito; em geral, é usada em frases exclamativas.
Ex. Que linda é essa garota!
Que mal você fez a ela!
03) Preposição
A palavra que será preposição, quando equivaler à preposição de em locuções verbais que tenham, como
auxiliares, ter ou haver.
Ex. Temos que estudar bastante.
Tive que trazer todo o material.
04) Interjeição
A palavra que será interjeição, quando exprimir uma emoção, um estado de espírito; é sempre exclamativa e
acentuada (quê).
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Ex. Quê?! Você não dormiu em casa hoje??
05) Partícula Expletiva ou de Realce
A palavra que será partícula expletiva ou de realce, quando for empregada para realce ou ênfase; sua retirada não
altera o sentido da frase. Pode também ser usada com o verbo ser, na locução é que.
Ex. Nós é que precisamos de sua ajuda.
Eles que o procuraram ontem.
06) Pronome Interrogativo
A palavra que será pronome interrogativo, quando for empregada em frases interrogativas. Quando for antecedida
da preposição por, esses dois elementos ficarão separados (por que) Quando estiver iniciando a frase, não se
deve usar a palavra o, anteriormente ao pronome. Quando estiver em final de frase, será acentuada.
Ex. Que vocês farão hoje à noite?
Vocês farão o quê?
Por que você não vieram aqui ontem à noite?
Vocês não vieram aqui ontem à noite por quê?
07) Pronome Indefinido
A palavra que será pronome indefinido, quando aparecer antes de substantivos em frases geralmente
exclamativas. Pode ser substituída por quanto(s), quanta(s).
Ex. Que sujeira!!
Que bagunça em seu quarto!
08) Pronome Adjetivo
A palavra que será pronome adjetivo, quando aparecer antes de substantivos, apenas modificando-o
Ex. Que mulher linda!!
09) Pronome Relativo
A palavra que será pronome relativo, quando aparecer após substantivos, podendo ser substituída por o
qual, a qual, os quais, as quais.
Ex. Julguei belíssima a garota que (= a qual) você me apresentou.
Os problemas por que (= pelos quais) passamos foram terríveis.
10) Conjunção Coordenativa Aditiva
A palavra que será conjunção coordenativa aditiva, quando iniciar oração coordenada sindética aditiva;
aparece sempre entre duas formas verbais iguais; tem valor bastante próximo da conjunção e.
Ex. Estudava que estudava, mas não conseguia assimilar a matéria.
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11) Conjunção Coordenativa Explicativa
A palavra que será conjunção coordenativa explicativa, quando iniciar oração coordenada sindética
explicativa. Pode ser substituída por pois ou porque.
Ex. Venha até aqui, que precisamos conversar.
12) Conjunção Coordenativa Adversativa
A palavra que será conjunção coordenativa adversativa, quando iniciar oração coordenada sindética
adversativa. Indica oposição, ressalva, apresentando valor equivalente a mas.
Ex. Outra pessoa, que não eu, deveria cumprir essa tarefa.
13) Conjunção Subordinativa Integrante
A palavra que será conjunção subordinativa integrante, quando iniciar oração subordinada substantiva, ou seja,
quando iniciar oração que exerça a função sintática de sujeito, objeto direto, objeto indireto,
complemento nominal, predicativo do sujeito e aposto.
Ex. Julgo que sua ascensão na empresa deu-se muito rapidamente. Oração que funciona como objeto direto
(oração subordinada substantiva objetiva direta)
14) Conjunção Subordinativa Consecutiva
A palavra que será conjunção subordinativa consecutiva, quando iniciar oração subordinada adverbial consecutiva;
aparece, em geral, nas expressões tão... que, tanto... que, tamanho... que e tal... que.
Ex. Ele se esforçou tanto, que acabou desmaiando.
15) Conjunção subordinativa Comparativa
A palavra que será conjunção subordinativa comparativa, quando iniciar oração subordinada adverbial
comparativa; aparece, em geral, nas expressões mais... que, menos... que.
Ex. Ele é mais estudioso que os amigos. .
A PALAVRA SE
01) Pronome Reflexivo
A palavra se será pronome reflexivo quando indicar que o sujeito pratica a ação sobre si mesmo. Nesse
caso, o verbo concordará com o sujeito.
Ex. A menina machucou-se ao cair do brinquedo.
As meninas machucaram-se.
02) Pronome Recíproco
A palavra se será pronome recíproco quando indicar ação trocada entre os elementos que compõem o
sujeito. Nesse caso, o verbo concordará com o sujeito.
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Ex. Sandro e Carla adoram-se.
03) Pronome Integrante do Verbo
A palavra se será pronome integrante do verbo quando aparecer junto de verbos pronominais, que são
os que não se conjugam sem pronome. Por exemplo: suicidar-se, arrepender-se, queixar-se,
zangar-se, ater-se, abster-se ...
Nesse caso, o verbo concordará com o sujeito.
Ex. Genofretildo suicidou-se depois que seus sócios se queixaram dele para o advogado.
04) Pronome Expletivo ou Pronome de Realce
Polícia Rodoviária Federal
Apostila de Português para Concursos 165
A palavra se será pronome expletivo, quando for usado apenas para reforçar a idéia contida no verbo,
sendo, por isso, dispensável na frase. Ocorrerá o pronome expletivo com verbo intransitivo que tenha
sujeito claro. Aparece, em geral, junto aos verbos ir, partir, chegar, passar, rir, sorrir, morrer.
Novamente o verbo concordará com o sujeito.
Ex. As nossas esperanças foram-se para sempre.
As meninas sorriram-se agradecidas.
"Vai-se a primeira pomba despertada". (Raimundo Correia)
05) Pronome Apassivador
A palavra se será pronome apassivador, quando formar, junto de um verbo transitivo direto, a voz
passiva sintética, que pode ser transformada em passiva analítica; indica que o sujeito é paciente e com
ele concorda.
Ex. Compram-se carros usados. = Carros usados são comprados.
Esperou-se o tempo necessário. = O tempo necessário foi esperado.
Alugam-se casas na praia. = Casas na praia são alugadas.
06) Pronome de Indeterminação do Sujeito
A palavra se será pronome de indeterminação do sujeito, quando surgir junto a verbo transitivo
indireto acompanhado de objeto indireto, a verbo de ligação acompanhado de predicativo do sujeito e a
verbo intransitivo sem sujeito claro. Nesse caso, o verbo deverá ficar, obrigatoriamente, na terceira pessoa do
singular.
Ex. Necessita-se de pessoas qualificadas. (VTI com OI)
Aqui se está satisfeito com o governo. (VL com PS)
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Ainda se morre de tuberculose no Brasil. (VI)
07) Sujeito Acusativo
A palavra se será sujeito acusativo quando aparecer em estruturas formadas pelos auxiliares causativos
fazer, mandar e deixar e pelos auxiliares sensitivos ver, ouvir, sentir..., seguidos de objeto direto na forma
de oração reduzida (verbo no infinitivo ou no gerúndio).
Ex. Ela deixou-se levar pelo namorado.
Nós a vimos virando a esquina.
O gerente mandou o garoto buscar os documentos.
Quando o sujeito acusativo for representado por um substantivo plural, o verbo no infinitivo tanto poderá ficar no
singular quanto no plural.
Ex. Mandar as garotas fazer o trabalho.
Mandaram as garotas fazerem o trabalho.
09) Conjunção Subordinativa Integrante
A palavra se será conjunção subordinativa integrante, quando iniciar oração subordinada substantiva, ou
seja, oração que funcione como sujeito, objeto direto, objeto indireto, predicativo do sujeito,
complemento nominal ou aposto.
Ex. Não sei se todos terão condições de acompanhar a matéria. (Oração que funciona como OD)
Sentiremos se vocês não comparecerem à solenidade. (Oração que funciona como OD)
10) Conjunção Subordinativa Condicional
A palavra se será conjunção subordinativa condicional, quando iniciar oração subordinada adverbial
condicional, ou seja, quando iniciar oração que funcione como adjunto adverbial de condição.
Ex. Tudo estaria resolvido, se ele tivesse devolvido o dinheiro.
11) Conjunção Subordinativa Causal
A palavra se será conjunção subordinativa causal, quando iniciar oração subordinada adverbial causal, ou seja,
quando iniciar oração que funcione como adjunto adverbial de causa.
Ex. Se você sabia que eu não conseguiria, por que me deixou sozinho?





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Provas FCC – 2011
(AGÊNCIA DE FOMENTO ADVOGADO 2011 FCC)
Atenção: As questões de números 1 a 10 referem-se ao texto seguinte.

Li que em Nova York estão usando “dez de setembro” como adjetivo, significando antigo, ultrapassado. Como em:
“Que penteado mais dez de setembro!”. O 11/9 teria mudado o mundo tão radicalmente que tudo o que veio antes
– culminando com o day before [dia anterior], o último dia das torres em pé, a última segunda-feira normal e a
véspera mais véspera da História – virou preâmbulo. Obviamente, nenhuma normalidade foi tão afetada quanto o
cotidiano de Nova York, que vive a psicose do que ainda pode acontecer. Os Estados Unidos descobriram um
sentimento inédito de vulnerabilidade e reorganizam suas prioridades para acomodá-las, inclusive sacrificando
alguns direitos de seus cidadãos, sem falar no direito de cidadãos estrangeiros não serem bombardeados por eles.
Protestos contra a radicalíssima reação americana são vistos como irrealistas e anacrônicos, decididamente “dez de
setembro”. Mas fatos inaugurais como o 11/9 também permitem às nações se repensarem no bom sentido, não
como submissão à chantagem terrorista, mas para não perder a oportunidade do novo começo, um pouco como
Deus – o primeiro autocrítico – fez depois do Dilúvio. Sinais de revisão da política dos Estados Unidos com relação
a Israel e os palestinos são exemplos disto. E é certo que nenhuma reunião dos países ricos será como era até
10/9, pelo menos por algum tempo. No caso dos donos do mundo, não se devem esperar exames de consciência
mais profundos ou atos de contrição mais espetaculares, mas o instinto de sobrevivência também é um caminho
para a virtude. O horror de 11/9 teve o efeito paradoxalmente contrário de me fazer acreditar mais na
humanidade. A questão é: o que acabou em 11/9 foi prólogo, exata-mente, de quê? Seja o que for, será diferente.
Inclusive por uma questão de moda, já que ninguém vai querer ser chamado de “dez de setembro” na rua. (Luis
Fernando Verissimo, O mundo é bárbaro)

1) Já se afirmou a respeito de Luis Fernando Verissimo, autor do texto aqui apresentado: "trata-se de um escritor
que consegue dar seriedade ao humor e graça à gravidade, sendo ao mesmo tempo humorista inspirado e ensaísta
profundo". Essa rara combinação de planos e tons distintos pode ser adequadamente ilustrada por meio destes
segmentos do texto:
I. Que penteado mais dez de setembro! e Os Estados Unidos descobriram um sentimento inédito de
vulnerabilidade.
II. um pouco como Deus – o primeiro autocrítico – fez depois do Dilúvio e o instinto de sobrevivência também é
um caminho para a virtude.
III. fatos inaugurais como o 11/9 também permitem às nações se repensarem e não se devem esperar exames de
consciência mais profundos. Em relação ao texto, atende ao enunciado desta questão o que se transcreve em
(A) I, II e III.
(B) I e II, apenas.
(C) II e III, apenas.
(D) I e III, apenas.
(E) II, apenas.

2) Considerando-se o contexto, traduz-se adequadamente o sentido de um segmento em:

(A) significando antigo, ultrapassado (1o parágrafo) = conotando nostálgico, recorrente.
(B) reorganizam suas prioridades para acomodá-las (1o parágrafo) = ratificam suas metas para as estabilizarem.
(C) atos de contrição mais espetaculares (2o parágrafo) = demonstrações mais grandiosas de arrependimento.
(D) teve o efeito paradoxalmente contrário (2o parágrafo) = decorreu de uma irônica contradição.
(E) foi prólogo, exatamente, de quê? (3o parágrafo) = a que mesmo serviu de pretexto?

3) Ao comentar a tragédia de 11 de setembro, o autor observa que ela

(A) foi uma espécie de prólogo de uma série de muitas outras manifestações terroristas.
(B) exigiria das autoridades americanas a adoção de medidas de segurança muito mais drásticas que as então
vigentes.
(C) estimularia a população novaiorquina a tornar mais estreitos os até então frouxos laços de solidariedade.
(D) abriu uma oportunidade para que os americanos venham a se avaliar como nação e a trilhar um novo
caminho.
(E) faria com que os americanos passassem a ostentar com ainda maior orgulho seu decantado nacionalismo
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4) Estão plenamente observadas as normas de concordância verbal na frase:

(A) Sobrevieram à tragédia de 11/9 consequências profundas, como a psicose coletiva a que se ren-deram muitos
cidadãos novaiorquinos.
(B) Agregou-se ao cotidiano de Nova York, a despeito das medidas de segurança, sentimentos de medo e
desconfiança generalizados.
(C) Uma certa soberba, característica dos americanos, mesmo depois do atentado de 11/9 não se aplacaram.
(D) Muitas vezes decorre de uma grande tragédia coletiva, como a de 11/9, sentimentos confusos, como os da
humilhação, da revolta e da impotência. (E) Sobrevivem até mesmo depois de grandes tragédias a tendência dos
homens ao prosaísmo e ao mau gosto, como no uso da expressão dez de setembro.

5) Está adequado o emprego de ambos os elementos sublinhados na frase:

(A) A obsolescência e o anacronismo, atributos nos quais os americanos manifestam todo seu desprezo, passaram
a se enfeixar com a expressão dez de setembro.
(B) O estado de psicose, ao qual imergiram tantos americanos, levou à adoção de medidas de segurança em cuja
radicalidade muitos recriminam.
(C) A sensação de que o 11/9 foi um prólogo de algo ao qual ninguém se arrisca a pronunciar é um indício do
pasmo no qual foram tomados tantos americanos.
(D) Não é à descrença, sentimento com que nos sentimos invadidos depois de uma tragédia, é na esperança que
queremos nos apegar.
(E) Fatos como os de 11/9, com que ninguém espera se deparar, são também lições terríveis, de cujo significado
não se deve esquecer.


6) Está clara e correta a redação deste livre comentário sobre o texto:
(A) De fato, humor ferino e crítica lúcida podem convergir em um mesmo texto, como é o caso dessa crônica
exemplar de Luis Fernando Verissimo.
(B) Há casos exemplares de crônicas como esta, aonde a ironia, a mordacidade e a análise sabem conviver de
modo a que pareçam naturais.
(C) Este autor tem conseguido viver apenas do que escreve, além de eventuais entrevistas em que ele concede,
mesmo se considerando tímido.
(D) O autor equipara o 11/9 ao Dilúvio bíblico, com base na proporção desses fatos e do sentido de autocrítica que
contribui para ambos.
(E) Poucos autores se pronunciaram sobre o 11/9, seja por que em respeito aos sacrificados, ou por que é comum
que as grandes tragédias impliquem em silêncio.

7) Na frase No caso dos donos do mundo, não se devem esperar exames de consciência mais
profundos, é correto afirmar que

(A) a construção verbal é um exemplo de voz ativa.
(B) a partícula se tem a mesma função que em E se ela não vier?
(C) a forma plural devem concorda com exames.
(D) ocorre um exemplo de indeterminação do sujeito.
(E) a expressão donos do mundo leva o verbo ao plural.

8) Em 11 de setembro ocorreu a tragédia que marcou o início deste século, e o mundo acompanhou
essa tragédia pela TV. A princípio, ninguém atribuiu a essa tragédia a dimensão que ela acabou
ganhando, muitos chegaram a tomar essa tragédia como um grave acidente aéreo. Evitam-se as
viciosas repetições da frase acima substituindo-se os elementos sublinhados, na ordem dada, por

(A) acompanhou-a - a atribuiu - lhe tomar
(B) acompanhou-a - lhe atribuiu - tomá-la
(C) lhe acompanhou - lhe atribuiu - tomar-lhe
(D) acompanhou-a - a atribuiu - tomá-la
(E) lhe acompanhou - atribuiu-lhe - a tomar

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9) Está inteiramente adequada a pontuação do seguinte período:

(A) Há eventos que como o 11 de setembro, passam a constituir um marco histórico; seja pela gravidade que
tiveram em si mesmos; seja pelas consequências que dele derivaram projetadas em escala mundial.
(B) Há eventos que como o 11 de setembro, passam a constituir um marco histórico seja pela gravidade, que
tiveram em si mesmos, seja pelas consequências, que dele derivaram, projetadas em escala mundial.
(C) Há eventos que como o 11 de setembro, passam a constituir um marco histórico − seja pela gravidade que
tiveram, em si mesmos, seja pelas consequências que dele derivaram, projetadas em escala mundial.
(D) Há eventos que, como o 11 de setembro, passam a constituir um marco histórico, seja pela gravidade que
tiveram em si mesmos, seja pelas consequências que dele derivaram, projetadas em escala mundial.
(E) Há eventos, que como o 11 de setembro, passam a constituir um marco histórico; seja pela gravidade que
tiveram em si mesmos, seja pelas consequências que, dele, derivaram projetadas em escala mundial

10) A má construção exige que se dê nova redação à seguinte frase:

(A) Por se sentirem donos do mundo, os países mais poderosos não estão habituados a fazer, com humildade,
uma análise crítica de si mesmos.
(B) Uma das consequências do trágico episódio de 11/9 foi o bombardeio a que os Estados Unidos submeteram o
Iraque, país tomado como bode expiatório.
(C) O significado que a expressão dez de setembro passou a ter depois do trágico atentado denota a preocupação
dos americanos com o que está ou não na moda.
(D) Jamais os Estados Unidos haviam tomado consciência de sua vulnerabilidade, que ficou evidenciada com o
bem-sucedido ataque terrorista às torres gêmeas.
(E) Ainda que se considere um episódio obviamente trágico, as torres gêmeas constituíam um símbolo da
opulência capitalista e da alta tecnologia americana.

COPERGÁS Técnico Operacional FCC - 2011
Atenção: Considere o texto a seguir para responder às questões de números 1 a 5.

Há bons motivos para não gostar dos manguezais: são feios, lamacentos, repletos de mosquitos e geralmente
cheiram mal. Mas há também boas – e novas – razões para dar mais valor a esses espaços que misturam água do
mar e de rios em meio a árvores de raízes expostas. Aprofundando a antiga explicação de que os manguezais são
berçários de animais marinhos, uma equipe da Universidade Federal de Pernambuco verificou que várias espécies
de peixes precisam de redutos distintos no mangue, com salinidade maior ou menor, para de-sovar e criar seus
filhotes até que sejam capazes de seguir para o oceano.
“O local de acasalamento dos peixes é um, o de desova é outro e o berçário é um terceiro, às vezes distante entre
si dezenas de metros, tudo dentro do estuário”, diz Mario Barletta, que, com seu grupo, percorre os estuários da
América do Sul. Outra conclusão é que esses locais de reprodução, desova, crescimento, proteção e alimentação
de peixes variam ao longo do ano, de acordo com as fases da lua e o regime de chuvas, com diferentes níveis de
turbidez, salinidade e concentração de oxigênio dissolvido na água. Comuns em todo o litoral brasileiro, exceto no
Rio Grande do Sul, os manguezais são protegidos por lei federal, mas estão perdendo espaço para estradas,
condomínios residenciais e indústrias, e ganhando poluição. Sem seus refúgios, peixes e tartarugas marinhas em
crescimento mudam a dieta e comem até plástico. Fernanda Possato Barleta e outros pesquisadores da UFPE
alertam que não é possível quantificar o alcance desse fenômeno nem as consequências desse tipo de poluição,
mas recomendam mais cuidado para evitar que ela prejudique ainda mais a vida dos peixes e das pessoas.
(Fragmento adaptado de Carlos Fioravanti. “Berçários móveis”.
Pesquisa FAPESP, n. 187, Setembro de 2011. p. 55-7)

1) Os estudos realizados pela equipe da Universidade Federal de Pernambuco em áreas de mangue

(A) vinculam as características comuns dos manguezais – a feiúra, o mau-cheiro, a presença da lama e dos
mosquitos – à poluição causada pela ocupação humana, com suas estradas, condomínios e indústrias.
(B) apontam como o caso mais grave de deterioração dos manguezais o do Rio Grande do Sul, onde, mesmo
protegidos por lei federal, eles desapareceram, dando lugar a indústrias, condomínios e estradas.
(C) contrariam a visão de que o homem é o principal responsável pelas alterações dos manguezais, que têm como
real causa as fases da lua e o regime de chuvas, que alteram os níveis de salinidade e concentração de oxigênio.
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(D) ratificam a importância do papel desempenhado pelos manguezais na reprodução dos animais marinhos e
revelam como os ciclos de vida desses seres se relacionam com a diversidade e a complexidade desse ambiente.
(E) constatam mudanças nos hábitos alimentares de peixes e tartarugas marinhas, que passaram a se alimentar
basicamente de materiais feitos de plástico, descartados diretamente nos manguezais por indústrias e
condomínios.

2) ... Mario Barletta, que, com seu grupo, percorre os estuários da América do Sul. (2o parágrafo)
O verbo que também é empregado no texto com a mesma regência do grifado acima está em:

(A) ... várias espécies de peixes precisam de redutos distintos no mangue ...
(B) ... esses locais de reprodução, desova, crescimento, proteção e alimentação de peixes variam ao longo do ano
...
(C) ... mas recomendam mais cuidado para evitar que ela ...
(D) ... feios, lamacentos, repletos de mosquitos e geralmente cheiram mal.
(E) ... até que sejam capazes ...

3) Os pesquisadores alertam que não é possível quantificar o alcance desse fenômeno nem as
consequências desse tipo de poluição, mas recomendam mais cuidado para evitar que ela prejudique
ainda mais a vida dos peixes e das pessoas. (último parágrafo) Uma outra redação para a frase
acima, que mantém a correção, a lógica e o sentido, em linhas gerais, é:

(A) Ainda que chamem a atenção para a impossibilidade de se mensurar o fenômeno ou os efeitos dessa espécie
de poluição, os pesquisadores sugerem maior cautela para não permitir que ela cause ainda mais prejuízo à vida
dos peixes e das pessoas.
(B) Os pesquisadores advertem de que é impossível avaliar a distância desse fenômeno e nem os efeitos desse
tipo de poluição, porquanto sugerem maior atenção para não deixar que ela provoque mais lezão a vida dos peixes
e das pessoas.
(C) À despeito de chamar a atenção para o quão impossível é avaliar o alcance do fenômeno ou os resultados
dessa espécie de poluição, os pesquisadores aventam mais cautela no sentido de não permitir maior prejuízo a
vida dos peixes e das pessoas.
(D) Os pesquisadores advertem que, embora não seja possível a quantificação do fenômeno nem dos efeitos desse
tipo de poluição, aconcelham maior procedência quanto a não permitir que ela prejudique a vida dos peixes e das
pessoas.
(E) Chamando a atenção para o fato cujo não se pode quantificar o fenômeno ou os resultados dessa espécie de
poluição, os pesquisadores precionam por maior cautela em não deixar que a vida dos peixes e das pessoas
venham a ser mais prejudicadas.

4) ... para desovar e criar seus filhotes até que sejam capazes de seguir para o oceano. (1o
parágrafo) O verbo que se encontra conjugado nos mesmos tempo e modo que o grifado na frase
acima está em:

(A) ... espaços que misturam água do mar e de rios em meio a árvores de raízes expostas.
(B) ... que ela prejudique ainda mais a vida dos peixes e das pessoas.
(C) ... Mario Barletta, que, com seu grupo, percorre os estuários da América do Sul.
(D) ... que várias espécies de peixes precisam de redutos distintos no mangue ...
(E) ... uma equipe da Universidade Federal de Pernambuco verificou que várias espécies de peixes

5) Leia atentamente as afirmações abaixo sobre a pontuação empregada no texto.
I. Na frase inicial do texto – Há bons motivos para não gostar dos manguezais: são feios, lamacentos, repletos de
mosquitos e geralmente cheiram mal –, nota-se emprego indevido dos dois-pontos, já que esse sinal de pontuação
não deve preceder um verbo.
II. Em há também boas – e novas – razões, a substituição dos travessões por parênteses implicaria prejuízo para a
correção e a lógica.
III. As aspas que isolam o segmento inicial do segundo parágrafo indicam que se trata de reprodução literal das
palavras do pesquisador mencionado.
Está correto SOMENTE o que se afirma em


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(A) I e II.
(B) II e III.
(C) II.
(D) I.
(E) III.

Atenção: Considere o texto a seguir para responder às questões de números 6 a 10.

John Cage nasceu em Los Angeles em 1912. Seu pai, um inventor brilhante, e de sucesso intermitente, concebeu
um dos primeiros submarinos funcionais. Cage se aventurou pela arte e arquitetura antes de se decidir pela
música. Na Universidade da Califórnia, teve aulas com ninguém menos que Arnold Schoenberg, o supremo
modernista. Embora rejeitasse a maior parte do cânone germânico que Schoenberg valorizava (Mozart e Grieg
eram os únicos clássicos que ele admitia amar), Cage cumpriu o princípio de Schoenberg de que a música deve
exercer uma função crítica, perturbadora, em vez de confortar o ouvinte. Ele foi para a segunda metade do século
o que Schoenberg foi para a primeira: o agente da mudança. Schoenberg mandou Cage imergir em harmonia.
Cage tratou de ignorar a harmonia nos cinquenta anos seguintes. Ele fez seu nome primeiramente como
compositor de percussão. Transformou o piano em instrumento de percussão, inserindo objetos em suas cordas.
Sob o ruído da percussão de ferro-velho e o repique do piano preparado estava uma ideia nova e inquietante sobre
a relação da música com o tempo. E fez a famosa declaração: “Eu acredito que o uso do ruído para fazer música
continuará e aumentará”. Contudo, a maior parte de suas primeiras músicas, de meados dos anos 1930 até o final
dos anos 1940, fala com uma voz surpreendentemente atenuada. “Quando a guerra chegou, decidi usar apenas
sons tranquilos”, disse Cage mais tarde. “Não parecia haver nenhuma verdade, nada de bom, em nenhuma coisa
grande na sociedade. Mas sons tranquilos eram como amor, ou amizade”. (Adaptado de Alex Ross. Escuta só.
Trad. Pedro Maia Soares. São Paulo, Cia das Letras, 2011. p .303-304)



6) Segundo o texto, o compositor John Cage

(A) teve o apogeu de sua carreira durante a Segunda Guerra, pois a música grandiosa que produziu na época
despertou esperança em meio aos horrores da guerra.
(B) deve seu sucesso ao fato de Schoenberg, seu notável mestre, ter-lhe ensinado a admirar as principais obras da
música clássica.
(C) seguiu com rigor as diretrizes de Schoenberg, cujos ensinamentos lhe permitiram tirar sons inéditos de um
piano.
(D) criava ruídos incongruentes, sem se preocupar com a crítica, que os considerava mais como barulhos do que
música propriamente dita.
(E) acreditava, assim como Schoenberg, que, em vez de tranquilizar o ouvinte, a música deveria despertar nele
algo de incômodo.

7) Seu pai, um inventor brilhante, e de sucesso intermitente, concebeu um dos primeiros submarinos
funcionais. Mantendo-se a correção e o sentido da frase acima, o termo grifado pode ser substituído
por

(A) instantâneo.
(B) constante.
(C) assíduo.
(D) descontínuo.
(E) extraordinário.

8) Contudo, a maior parte de suas primeiras músicas, de meados dos anos 1930 até o final dos anos
1940, fala com uma voz surpreendentemente atenuada. (2o parágrafo)
Com a afirmativa acima, o autor introduz uma

(A) restrição ao que havia afirmado antes.
(B) conclusão dos argumentos anteriores.
(C) condição para que algo aconteça.
(D) hipótese a ser comprovada.
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(E) noção de finalidade.

9) O verbo conjugado no singular que também pode ser corretamente conjugado no plural está em:
(A) Não parecia haver nenhuma verdade, nada de bom, em nenhuma coisa grande na sociedade.
(B) Cage se aventurou pela arte e arquitetura ...
(C) Embora rejeitasse a maior parte do cânone germânico [...], Cage ...
(D) Sob o ruído da percussão de ferro-velho e o repique do piano preparado estava uma ideia nova e inquietante
sobre a relação da música com o tempo.
(E) ... a maior parte de suas primeiras músicas, de meados dos anos 1930 até o final dos anos 1940, fala com uma
voz surpreendentemente atenuada.

10) Segundo Alex Ross, a explicação mais simples para a resistência ...... música de vanguarda é que
os ouvidos humanos possuem uma vulnerabilidade semelhante ...... dos ouvidos felinos ...... sons
estranhos. (Escuta Só, p. 301, com adaptações)
Preenchem corretamente as lacunas da frase acima, na ordem dada:

(A) à - a - a
(B) à - à - a
(C) a - a - à
(D) a - à - a
(E) a - à - à


Infraero - Analista - 2011 FCC

Atenção: As questões de números 1 a 10 referem-se ao texto seguinte.

Os anônimos
Na história de Branca de Neve, a rainha má consulta o seu espelho e pergunta se existe no reino uma beleza maior
do que a sua. Os espelhos de castelo, nos contos de fada, são um pouco como certa imprensa brasileira, muitas
vezes dividida entre as necessidades de bajular o poder e de refletir a realidade. O espelho tentou mudar de
assunto, mas finalmente respondeu: “Existe”. Seu nome: Branca de Neve. A rainha má mandou chamar um
lenhador e instruiu-o a levar Branca de Neve para a floresta, matá-la, desfazer-se do corpo e voltar para ganhar
sua recompensa. Mas o lenhador poupou Branca de Neve. Toda a história depende da compaixão de um lenhador
sobre o qual não se sabe nada. Seu nome e sua biografia não constam em nenhuma versão do conto. A rainha má
é a rainha má, claramente um arquétipo, e os arquétipos não precisam de nome. O Príncipe Encantado, que
aparecerá no fim da história, também não precisa. É um símbolo reincidente, talvez nem a Branca de Neve se dê
ao trabalho de descobrir seu nome. Mas o personagem principal da história, sem o qual a história não existiria e os
outros personagens não se tornariam famosos, não é símbolo de nada. Ele só entra na trama para fazer uma
escolha, mas toda a narrativa fica em suspenso até que ele faça a escolha certa, pois se fizer a errada não tem
história. O lenhador compadecido representa dois segundos de livre-arbítrio que podem desregular o mundo dos
deuses e dos heróis. Por isso é desprezado como qualquer intruso e nem aparece nos créditos. Muitas histórias
mostram como são os figurantes anônimos que fazem a história, ou como, no fim, é a boa consciência que move o
mundo. Mas uma das pessoas do grupo em que conversávamos sobre esses anônimos discordou dessa tese, e
disse que a entrada do lenhador simbolizava um problema da humanidade, que é a dificuldade de conseguir
empregados de confiança, que façam o que lhes for pedido.Adaptado de Luiz Fernando Verissimo, Banquete com
os deuses)

1) O autor do texto considera que, em muitas histórias, certos personagens anônimos

(A) revestem-se de um caráter eminentemente simbólico, ainda que secundário para o desenvolvimento da trama.
(B) representam a desordem do acaso, entendido este como o destino que os deuses escolhem para a história
humana.
(C) equiparam-se a símbolos reincidentes, como o Príncipe, para melhor sublinharem o ensinamento de uma
fábula.
(D) têm crucial relevância para a história, ainda que relegados à obscuridade de transitórios figurantes.
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(E) tornam-se irrelevantes depois de seu desempenho, na sequência de eventos independentes de sua
participação.

2) O autor do texto levanta a seguinte hipótese para justificar o modo pelo qual personagens como o
lenhador são anônimos em muitas histórias: eles seriam vistos como responsáveis por

(A) uma escolha pessoal e independente, que não deixa de afrontar uma instância superior já estabelecida.
(B) atos de subversão e anarquia, dado que, para atender a vontade dos deuses, ignoram a dos homens.
(C) decisões éticas basicamente preocupadas em conciliar a justiça terrena e a vontade divina.
(D) uma escolha irracional, justificável pela precária condição cultural que os caracteriza.
(E) uma reação de tal modo imprevisível que impossibilita uma sequência lógica de eventos.

3) Deve-se deduzir do texto que a razão pela qual os arquétipos não precisam de nome é que

(A) seu papel, tal como o do lenhador, já está estabelecido pelo Destino.
(B) sua importância, como a do lenhador, é casual, servindo para acentuar o realismo da narrativa.
(C) sua significação, tal como a do Príncipe Encantado, já está estabelecida pela tradição das histórias.
(D) sua função, tal como a da imprensa, é oscilar entre a necessidade pública e o interesse privado.
(E) sua relevância, tal como a da rainha má, está em representar uma rápida indecisão

4) Considerando-se o contexto, traduz-se adequadamente o sentido de um elemento do texto em:
(A) dividida entre as necessidades (1o parágrafo) = açodada pelos desejos.
(B) de bajular o poder e de refletir a realidade (1o parágrafo) = de cortejar a instância superior e obliterar o real.
(C) Toda a história depende da compaixão (2o parágrafo) = toda a narrativa suscita um compadecimento.
(D) É um símbolo reincidente (2o parágrafo) = simboliza uma reiteração.
(E) só entra na trama para fazer uma escolha (2o parágrafo) = não participa do enredo senão para assumir uma
opção

5) Para uma das pessoas do nosso grupo, a entrada do lenhador simbolizava a dificuldade de
conseguir empregados obedientes.
Refaz-se a redação da frase acima, mantendo-se a correção, a clareza e a coerência em:

(A) Entendeu uma das pessoas do nosso grupo de que o ingresso do lenhador era para ilustrar a dificuldade dos
serviçais submissos.
(B) A participação do lenhador, segundo alguém do nos-so grupo, indicava o quanto é raro encontrar funcionários
que acatem as ordens.
(C) É a dificuldade de acesso a empregados leais que justifica a entrada em cena da figura do lenhador, conforme
asseverou um de nós.
(D) Manifestou-se uma pessoa do nosso grupo no sentido de esclarecer a entrada do lenhador, símbolo desses
empregados difíceis de obedecer.
(E) O lenhador entrou na história, conforme foi aventado entre nós, para se constituir um exemplo da dificuldade
da insubmissão.

6) As normas de concordância verbal estão plenamente contempladas na frase:

(A) Sempre poderá ocorrer, num espelho mágico ou na nossa imprensa, hesitações entre adular o poderoso e
refletir a realidade.
(B) Assim como o lenhador, outros personagens há, nas histórias de fadas, cujo modesto desempenho acarretam
efeitos decisivos para a trama.
(C) Reservam-se a personagens como o Príncipe Encantado, símbolos reincidentes dessas histórias, uma função
das mais previsíveis.
(D) O autor sugere que, na história da humanidade, exercem papéis da maior relevância quem acaba
permanecendo no anonimato.
(E) Entre as virtudes do lenhador consta, não restam quaisquer dúvidas, a da compaixão, sem falar na coragem de
sua escolha.

7) É preciso corrigir a má estruturação da seguinte frase:
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(A) O generoso lenhador praticamente não hesitou entre cumprir uma ordem cruel ou, num impulso de compaixão,
desobedecê-la.
(B) Embora sua escolha tendo sido decisiva para a trama, o anonimato do lenhador é intrigante, comparado a
outros papéis.
(C) É muito comum surgirem personagens arquetípicos nos contos de fadas, tais como os príncipes encantados ou
as rainhas más.
(D) A compaixão pode ser humildemente anônima, sugere o autor, ao passo que as qualidades dos poderosos
surgem com um brilho ostensivo.
(E) Caso fosse o lenhador um homem submisso, outra história seria narrada, em nada lembrando nossa conhecida
"Branca de Neve".

8) Está correto o emprego do elemento sublinhado em:

(A) O Príncipe é um símbolo reincidente, a cujo nome pessoal talvez nem mesmo a Branca de Neve tenha
conhecimento.
(B) A necessidade de bajular o poder é um vício de que muita gente da imprensa não consegue se esquivar.
(C) A trama com a qual o personagem anônimo participa jamais seria a mesma sem o seu concurso.
(D) Em dois segundos o lenhador tomou uma decisão na qual decorreria toda a trama já conhecida de Branca de
Neve.
(E) Os figurantes anônimos muitas vezes são responsáveis por uma ação em que irão depender todas as demais.

9) Está inteiramente correta a pontuação do seguinte período:

(A) Os personagens principais de uma história, responsáveis pelo sentido maior dela, dependem, muitas vezes, de
pequenas providências que, tomadas por figurantes aparentemente sem importância, ditam o rumo de toda a
história.
(B) Os personagens principais, de uma história, responsáveis pelo sentido maior dela, dependem muitas vezes, de
pequenas providências que tomadas por figurantes, aparentemente sem importância, ditam o rumo de toda a
história.
(C) Os personagens principais de uma história, responsáveis pelo sentido maior dela dependem muitas vezes de
pequenas providências, que, tomadas por figurantes aparentemente, sem importância, ditam o rumo de toda a
história.
(D) Os personagens principais, de uma história, responsáveis pelo sentido maior dela, dependem, muitas vezes de
pequenas providências, que tomadas por figurantes aparentemente sem importância, ditam o rumo de toda a
história.
(E) Os personagens principais de uma história, responsáveis, pelo sentido maior dela, dependem muitas vezes de
pequenas providências, que tomadas por figurantes, aparentemente, sem importância, ditam o rumo de toda a
história.

10) Transpondo-se para a voz passiva a frase Um figurante pode obscurecer a atuação de um
protagonista, a forma verbal obtida será:

(A) pode ser obscurecido.
(B) obscurecerá.
(C) pode ter obscurecido.
(D) pode ser obscurecida.
(E) será obscurecida.

Atenção: As questões de números 11 a 15 referem-se ao texto seguinte.
Uns e outros

Trabalhar em grupo é uma operação tão prestigiada – na escola, no trabalho, no clube – que ninguém a discute. O
que é um perigo: as verdades dadas como indiscutíveis costumam paralisar as iniciativas. Num trabalho em
equipe, valoriza-se tanto o sentido do coletivo que a importância do indivíduo pode acabar subestimada. Tal
depreciação interfere na produção do grupo – o que nos leva à óbvia conclusão de que o sucesso de um trabalho
em equipe supõe a satisfação individual. Reconhecer o rosto de cada membro num time de verdade não é ceder a
algum nefasto individualismo: é saber reconhecer e identificar o valor de cada sujeito. É comum ouvir-se a respeito
de um jogo de vôlei, no qual o Brasil se destaca: “A seleção brasileira não está jogando bem porque está jogando
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80
sem alegria”. Há aqui uma grande verdade: faltando a cada um dos jogadores essa força subjetiva, da vontade
alegre e determinada, o grupo todo se ressente e joga mal. Não se trata de falta de técnica ou de tática, que
costumam sobrar em nossa seleção de vôlei: trata-se do súbito arrefecimento daquela chama interior que, em
qualquer atividade em grupo, promove a motivação do indivíduo à motivação do grupo, da qual resultará um
reforço ainda maior para o desempenho individual. (Nestor Correa Lima, inédito)

11) O autor defende em seu texto uma tese central: nas atividades em grupo,

(A) o que de fato importa é a sensação individual de que o trabalho esteja sendo bem conduzido.
(B) a interação entre os indivíduos não depende da disposição de cada um, mas de todo o conjunto.
(C) a força do trabalho coletivo é basicamente determinada pelo ânimo do empenho individual.
(D) a falta de disposição do conjunto acaba acarretando o arrefecimento do empenho individual.
(E) o valor maior de um trabalho coletivo está em absolutizar a importância do prazer individual

12) Estão empregados com uma significação muito próxima, no contexto em que surgem:

(A) verdades indiscutíveis e iniciativas (1o parágrafo).
(B) importância subestimada e depreciação (2o parágrafo).
(C) satisfação individual e nefasto individualismo (2o parágrafo).
(D) chama interior e súbito arrefecimento (3o parágrafo).
(E) súbito arrefecimento e falta de técnica (3o parágrafo).

13) Está clara e correta a seguinte redação deste livre comentário sobre o texto:

(A) Contra o lugar-comum da indiscutível vantagem do trabalho em grupo, o autor prefere discutir a específica
importância do ânimo individual.
(B) Sendo a favor do ânimo individual, o trabalho coletivo, segundo o autor, acaba dependendo tanto dele que não
há mais como ignorar-lhe.
(C) Ainda que muitos previlegiem o trabalho em grupo, não ocorre o mesmo com a importância do indivíduo, que
tanto concorre para o sucesso coletivo.
(D) O sucesso do grupo não está intrinsicamente alheio ao sucesso individual, ao contrário, este se traduz, em
grande parte, no resultado daquele.
(E) Não há porquê imaginar que a satisfação individual de um promova qualquer embaraço para o sentido do
coletivo, dado que um sem o outro torna-se improdutivo.

14) O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se numa forma do plural para preencher
adequadamente a lacuna da seguinte frase:

(A) Aos esforços de cada um dos indivíduos ...... (competir), muitas vezes, promover as conquistas de um grupo.
(B) Não ...... (cumprir) aos membros de um grupo culpar-se individualmente pelo fracasso de um trabalho.
(C) Sim, a união faz a força, mas a cada um dos indivíduos do grupo ...... (caber) também contar com suas
próprias forças.
(D) Não se imagine que das renúncias pessoais dos indivíduos ...... (depender) o sucesso de um grupo.
(E) Os ganhos que se ...... (obter) com o trabalho de um grupo traduzem o comprometimento de cada indivíduo.

15) Está adequada a correlação entre os tempos e os modos verbais na frase:

(A) Não imaginou que prejudicaria o grupo se atender a uma necessidade que fosse inteiramente sua.
(B) Caso a partida de vôlei terminasse naquele instante, todo o trabalho desenvolvido ao longo do ano restará
prejudicado.
(C) A menos que se promova alguma mudança na condução deste trabalho, nosso grupo estaria fadado a
fracassar.
(D) Ainda que surgissem dificuldades maiores do que as que o nosso grupo enfrentou, elas haveriam de ser
transpostas.
(E) Nenhum de nós teria enfrentado tantos dissabores pessoais, caso os líderes do grupo houverem demonstrado
maior generosidade.


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81
Infraero - Engenheiro Civil -2011 FCC.
Atenção: As questões de números 1 a 10 referem-se ao texto
seguinte.

Os anônimos
Na história de Branca de Neve, a rainha má consulta o seu espelho e pergunta se existe no reino uma beleza maior
do que a sua. Os espelhos de castelo, nos contos de fada, são um pouco como certa imprensa brasileira, muitas
vezes dividida entre as necessidades de bajular o poder e de refletir a realidade. O espelho tentou mudar de
assunto, mas finalmente respondeu: “Existe”. Seu nome: Branca de Neve. A rainha má mandou chamar um
lenhador e instruiu-o a levar Branca de Neve para a floresta, matá-la, desfazer-se do corpo e voltar para ganhar
sua recompensa. Mas o lenhador poupou Branca de Neve. Toda a história depende da compaixão de um lenhador
sobre o qual não se sabe nada. Seu nome e sua biografia não constam em nenhuma versão do conto. A rainha má
é a rainha má, claramente um arquétipo, e os arquétipos não precisam de nome. O Príncipe Encantado, que
aparecerá no fim da história, também não precisa. É um símbolo reincidente, talvez nem a Branca de Neve se dê
ao trabalho de descobrir seu nome. Mas o personagem principal da história, sem o qual a história não existiria e os
outros personagens não se tornariam famosos, não é símbolo de nada. Ele só entra na trama para fazer uma
escolha, mas toda a narrativa fica em suspenso até que ele faça a escolha certa, pois se fizer a errada não tem
história. O lenhador compadecido representa dois segundos de livre-arbítrio que podem desregular o mundo dos
deuses e dos heróis. Por isso é desprezado como qualquer intruso e nem aparece nos créditos. Muitas histórias
mostram como são os figurantes anônimos que fazem a história, ou como, no fim, é a boa consciência que move o
mundo. Mas uma das pessoas do grupo em que conversávamos sobre esses anônimos discordou dessa tese, e
disse que a entrada do lenhador simbolizava um problema da humanidade, que é a dificuldade de conseguir
empregados de confiança, que façam o que lhes for pedido. (Adaptado de Luiz Fernando Verissimo,
Banquete com os deuses)


1) O autor do texto considera que, em muitas histórias, certos personagens anônimos

(A) revestem-se de um caráter eminentemente simbólico, ainda que secundário para o desenvolvimentoda trama.
(B) representam a desordem do acaso, entendido este como o destino que os deuses escolhem para a história
humana.
(C) equiparam-se a símbolos reincidentes, como o Príncipe, para melhor sublinharem o ensinamento de uma
fábula.
(D) têm crucial relevância para a história, ainda que relegados à obscuridade de transitórios figurantes.
(E) tornam-se irrelevantes depois de seu desempenho, na sequência de eventos independentes de sua
participação.

2) O autor do texto levanta a seguinte hipótese para justificar o modo pelo qual personagens como o
lenhador são anônimos em muitas histórias: eles seriam vistos como responsáveis por

(A) uma escolha pessoal e independente, que não deixa de afrontar uma instância superior já estabelecida.
(B) atos de subversão e anarquia, dado que, para atender a vontade dos deuses, ignoram a dos homens.
(C) decisões éticas basicamente preocupadas em conciliar a justiça terrena e a vontade divina.
(D) uma escolha irracional, justificável pela precária condição cultural que os caracteriza.
(E) uma reação de tal modo imprevisível que impossibilita uma sequência lógica de eventos.

3) Deve-se deduzir do texto que a razão pela qual os arquétipos não precisam de nome é que

(A) seu papel, tal como o do lenhador, já está estabelecido pelo Destino.
(B) sua importância, como a do lenhador, é casual, servindo para acentuar o realismo da narrativa.
(C) sua significação, tal como a do Príncipe Encantado, já está estabelecida pela tradição das histórias.
(D) sua função, tal como a da imprensa, é oscilar entre a necessidade pública e o interesse privado.
(E) sua relevância, tal como a da rainha má, está em representar uma rápida indecisão.




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4) Considerando-se o contexto, traduz-se adequadamente o sentido de um elemento do texto em:

(A) dividida entre as necessidades (1o parágrafo) = açodada pelos desejos.
(B) de bajular o poder e de refletir a realidade (1o parágrafo) = de cortejar a instância superior e obliterar o real.
(C) Toda a história depende da compaixão (2o parágrafo) = toda a narrativa suscita um compadecimento.
(D) É um símbolo reincidente (2o parágrafo) = simboliza uma reiteração.
(E) só entra na trama para fazer uma escolha (2o parágrafo) = não participa do enredo senão para assumir uma
opção.

5) Para uma das pessoas do nosso grupo, a entrada do lenhador simbolizava a dificuldade de
conseguir empregados obedientes. Refaz-se a redação da frase acima, mantendo-se a cor-reção, a
clareza e a coerência em:

(A) Entendeu uma das pessoas do nosso grupo de que o ingresso do lenhador era para ilustrar a dificuldade dos
serviçais submissos.
(B) A participação do lenhador, segundo alguém do nosso grupo, indicava o quanto é raro encontrar funcionários
que acatem as ordens.
(C) É a dificuldade de acesso a empregados leais que justifica a entrada em cena da figura do lenhador, conforme
asseverou um de nós.
(D) Manifestou-se uma pessoa do nosso grupo no sentido de esclarecer a entrada do lenhador, símbolo desses
empregados difíceis de obedecer.
(E) O lenhador entrou na história, conforme foi aventado entre nós, para se constituir um exemplo da dificuldade
da insubmissão



6) As normas de concordância verbal estão plenamente contempladas na frase:

(A) Sempre poderá ocorrer, num espelho mágico ou na nossa imprensa, hesitações entre adular o poderoso e
refletir a realidade.
(B) Assim como o lenhador, outros personagens há, nas histórias de fadas, cujo modesto desempenho acarretam
efeitos decisivos para a trama.
(C) Reservam-se a personagens como o Príncipe Encantado, símbolos reincidentes dessas histórias, uma função
das mais previsíveis.
(D) O autor sugere que, na história da humanidade, exercem papéis da maior relevância quem acaba
permanecendo no anonimato.
(E) Entre as virtudes do lenhador consta, não restam quaisquer dúvidas, a da compaixão, sem falar na coragem de
sua escolha.

7) É preciso corrigir a má estruturação da seguinte frase:

(A) O generoso lenhador praticamente não hesitou entre cumprir uma ordem cruel ou, num impulso de compaixão,
desobedecê-la.
(B) Embora sua escolha tendo sido decisiva para a trama, o anonimato do lenhador é intrigante, com-parado a
outros papéis.
(C) É muito comum surgirem personagens arquetípicos nos contos de fadas, tais como os príncipes encantados ou
as rainhas más.
(D) A compaixão pode ser humildemente anônima, sugere o autor, ao passo que as qualidades dos poderosos
surgem com um brilho ostensivo.
(E) Caso fosse o lenhador um homem submisso, outra história seria narrada, em nada lembrando nossa conhecida
"Branca de Neve".

8) Está correto o emprego do elemento sublinhado em:

(A) O Príncipe é um símbolo reincidente, a cujo nome pessoal talvez nem mesmo a Branca de Neve tenha
conhecimento.
(B) A necessidade de bajular o poder é um vício de que muita gente da imprensa não consegue se esquivar.
(C) A trama com a qual o personagem anônimo participa jamais seria a mesma sem o seu concurso.
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(D) Em dois segundos o lenhador tomou uma decisão na qual decorreria toda a trama já conhecida de Branca de
Neve.
(E) Os figurantes anônimos muitas vezes são responsáveis por uma ação em que irão depender todas as demais.

9) Está inteiramente correta a pontuação do seguinte período:

(A) Os personagens principais de uma história, responsáveis pelo sentido maior dela, dependem, muitas vezes, de
pequenas providências que, tomadas por figurantes aparentemente sem importância, ditam o rumo de toda a
história.
(B) Os personagens principais, de uma história, responsáveis pelo sentido maior dela, dependem muitas vezes, de
pequenas providências que tomadas por figurantes, aparentemente sem importância, ditam o rumo de toda a
história.
(C) Os personagens principais de uma história, responsáveis pelo sentido maior dela dependem muitas vezes de
pequenas providências, que, tomadas por figurantes aparentemente, sem importância, ditam o rumo de toda a
história.
(D) Os personagens principais, de uma história, responsáveis pelo sentido maior dela, dependem, muitas vezes de
pequenas providências, que tomadas por figurantes aparentemente sem importância, ditam o rumo de toda a
história.
(E) Os personagens principais de uma história, responsáveis, pelo sentido maior dela, dependem muitas vezes de
pequenas providências, que tomadas por figurantes, aparentemente, sem importância, ditam o rumo de toda a
história.


10) Transpondo-se para a voz passiva a frase Um figurante pode obscurecer a atuação de um
protagonista, a forma verbal obtida será:

(A) pode ser obscurecido.
(B) obscurecerá.
(C) pode ter obscurecido.
(D) pode ser obscurecida.
(E) será obscurecida.

Atenção: As questões de números 11 a 15 referem-se ao texto seguinte.

Uns e outros
Trabalhar em grupo é uma operação tão prestigiada – na escola, no trabalho, no clube – que ninguém a discute. O
que é um perigo: as verdades dadas como indiscutíveis costumam paralisar as iniciativas. Num trabalho em
equipe, valoriza-se tanto o sentido do coletivo que a importância do indivíduo pode acabar subestimada. Tal
depreciação interfere na produção do grupo – o que nos leva à óbvia conclusão de que o sucesso de um trabalho
em equipe supõe a satisfação individual. Reconhecer o rosto de cada membro num time de verdade não é ceder a
algum nefasto individualismo: é saber reconhecer e identificar o valor de cada sujeito. É comum ouvir-se a respeito
de um jogo de vôlei, no qual o Brasil se destaca: “A seleção brasileira não está jogando bem porque está jogando
sem alegria”. Há aqui uma grande verdade: faltando a cada um dos jogadores essa força subjetiva, da vontade
alegre e determinada, o grupo todo se ressente e joga mal. Não se trata de falta de técnica ou de tática, que
costumam sobrar em nossa seleção de vôlei: trata-se do súbito arrefecimento daquela chama interior que, em
qualquer atividade em grupo, promove a motivação do indivíduo à motivação do grupo, da qual resultará um
reforço ainda maior para o desempenho individual. (Nestor Correa Lima, inédito)

11) O autor defende em seu texto uma tese central: nas atividades em grupo,

(A) o que de fato importa é a sensação individual de que o trabalho esteja sendo bem conduzido.
(B) a interação entre os indivíduos não depende da disposição de cada um, mas de todo o conjunto.
(C) a força do trabalho coletivo é basicamente determinada pelo ânimo do empenho individual.
(D) a falta de disposição do conjunto acaba acarretando o arrefecimento do empenho individual.
(E) o valor maior de um trabalho coletivo está em absolutizar a importância do prazer individual.



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12) Estão empregados com uma significação muito próxima, no contexto em que surgem:

(A) verdades indiscutíveis e iniciativas (1o parágrafo).
(B) importância subestimada e depreciação (2o parágra-fo).
(C) satisfação individual e nefasto individualismo (2o parágrafo).
(D) chama interior e súbito arrefecimento (3o parágrafo).
(E) súbito arrefecimento e falta de técnica (3o parágrafo).

13) Está clara e correta a seguinte redação deste livre comentário sobre o texto:

(A) Contra o lugar-comum da indiscutível vantagem do trabalho em grupo, o autor prefere discutir a específica
importância do ânimo individual.
(B) Sendo a favor do ânimo individual, o trabalho coletivo, segundo o autor, acaba dependendo tanto dele que não
há mais como ignorar-lhe.
(C) Ainda que muitos previlegiem o trabalho em grupo, não ocorre o mesmo com a importância do indivíduo, que
tanto concorre para o sucesso coletivo.
(D) O sucesso do grupo não está intrinsicamente alheio ao sucesso individual, ao contrário, este se traduz, em
grande parte, no resultado daquele.
(E) Não há porquê imaginar que a satisfação individual de um promova qualquer embaraço para o sentido do
coletivo, dado que um sem o outro torna-se improdutivo.



14) O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se numa forma do plural para preencher
adequadamente a lacuna da seguinte frase:

(A) Aos esforços de cada um dos indivíduos ...... (competir), muitas vezes, promover as conquistas de um grupo.
(B) Não ...... (cumprir) aos membros de um grupo culpar-se individualmente pelo fracasso de um trabalho.
(C) Sim, a união faz a força, mas a cada um dos indivíduos do grupo ...... (caber) também contar com suas
próprias forças.
(D) Não se imagine que das renúncias pessoais dos indivíduos ...... (depender) o sucesso de um grupo.
(E) Os ganhos que se ...... (obter) com o trabalho de um grupo traduzem o comprometimento de cada indivíduo

15) Está adequada a correlação entre os tempos e os modos verbais na frase:

(A) Não imaginou que prejudicaria o grupo se atender a uma necessidade que fosse inteiramente sua.
(B) Caso a partida de vôlei terminasse naquele instante, todo o trabalho desenvolvido ao longo do ano restará
prejudicado.
(C) A menos que se promova alguma mudança na condução deste trabalho, nosso grupo estaria fadado a
fracassar.
(D) Ainda que surgissem dificuldades maiores do que as que o nosso grupo enfrentou, elas haveriam de ser
transpostas.
(E) Nenhum de nós teria enfrentado tantos dissabores pessoais, caso os líderes do grupo houverem demonstrado
maior generosidade

TCE DO ESTADO DE SERGIPE - TECNICO DE CONTROLE EXTERNO - FCC 2011
Atenção: As questões de números 1 a 7 referem-se ao texto seguinte.

A extinção de espécies animais é natural. De todas aquelas que já viveram neste planeta, 99% estão agora
desaparecidas, e deve-se contar com o sumiço de algumas subespécies. A questão é a rapidez com que isso
ocorre. Estudos mostram que o impacto da humanidade acelerou em 100 vezes o ritmo natural de extinção de
espécies. Muitos cientistas acreditam que estamos assistindo à sexta extinção; as outras cinco ocorreram em
épocas pretéritas. O impacto do homem sobre o ambiente e seu efeito devastador para a sobrevivência de muitos
animais podem ser separados em cinco ameaças, todas elas contornáveis, sem causar a ruína da economia
humana: a perda ou fragmentação de hábitats, a caça predatória (a captura é mais rápida do que a capacidade de
reprodução), a poluição, com destaque para pesticidas agrícolas e efluentes urbanos lançados em águas, a
alteração climática e a introdução pelo homem de animais estranhos a determinado bioma. O principal problema é,
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sem dúvida, a perda do hábitat. Quase 70% dos vertebrados que aparecem na lista de espécies ameaçadas são
vítimas da expansão agrícola. Desmatamento, redução da camada polar, poluição dos oceanos destroem biomas,
tornando a vida difícil ou impossível para os animais que deles dependem para sobreviver. A atual extinção, não é,
felizmente, um destino inevitável. "Tornou-se consenso em boa parte do mundo que devemos nos preocupar com
a natureza e que só assim continuaremos a nos desenvolver", diz a diretora da Global Footprint Network,
organização dedicada a calcular o impacto do homem na biodiversidade. "Há mais engajamento na luta pela
conservação, sobretudo por parte das empresas", completa. (Filipe Vilicic. Veja, Edição Especial, Sustentabilidade,
dez. 2010. p. 60-62, com adaptações)

1) Toda a exposição do texto caminha para a conclusão de que

(A) deve haver maior controle da expansão agrícola para reduzir a degradação do meio ambiente e, por
consequência, a extinção de inúmeras espécies animais.
(B) a tentativa de algumas organizações no sentido de preservar a biodiversidade não tem produzido resultados
relevantes, pois a extinção de espécies animais decorre naturalmente das alterações climáticas do planeta.
(C) já se percebe maior conscientização, em quase todo o planeta, com relação à necessária preservação do meio
ambiente no sentido de minimizar o impacto da ação humana como forma de garantir a biodiversidade.
(D) ainda não há evidências a respeito dos resultados da atividade humana na diminuição da biodiversidade,
embora a ameaça a algumas espécies esteja se tornando o foco principal de estudos científicos mais recentes.
(E) a destruição da biodiversidade será inevitável, em pouco tempo, pois é preciso escolher entre a produção de
alimentos necessários à sobrevivência humana e a destinação de áreas para a conservação de espécies animais.

2) Estudos mostram que o impacto da humanidade acelerou em 100 vezes o ritmo natural de
extinção de espécies. (início do 2o parágrafo) Com a informação acima, o autor

(A) busca comprovar a observação, apoiada em estudos científicos, de que A extinção de espécies animais é
natural.
(B) apresenta um fato que vem justificar a afirmativa expressa anteriormente de que A questão é a rapidez com
que isso ocorre.
(C) assinala certa desconfiança em relação às cinco ameaças para a sobrevivência das espécies, todas elas
contornáveis, sem causar a ruína da economia humana.
(D) condena algumas atividades decorrentes da presença humana, especialmente a expansão agrícola que, no
entanto, considera ser inevitável.
(E) discorda do posicionamento assumido pela diretora da organização dedicada a calcular o impacto do homem
na biodiversidade.

3) O sentido da expressão todas elas contornáveis (2o parágrafo) se relaciona com

(A) o fato já constatado de que atualmente é quase impossível garantir a preservação da natureza em razão do
atual desenvolvimento humano.
(B) a constatação da inevitável extinção de espécies animais decorrente da atividade humana no planeta, que
garante a sobrevivência da humanidade.
(C) a importância da expansão das áreas de cultivo de alimentos, ainda que haja prejuízos a alguns biomas e às
espécies animais que neles vivem.
(D) as evidências trazidas por estudos recentes de que há ciclos naturais de extinção de espécies animais sem
interferência direta da ação humana.
(E) as atividades desenvolvidas por organizações voltadas para a preservação do meio ambiente no sentido de
minimizar a possível extinção de espécies animais.

4) Identifica-se uma opinião pessoal e não um simples fato no segmento:

(A) A atual extinção, não é, felizmente, um destino inevitável.
(B) De todas aquelas que já viveram neste planeta, 99% estão agora desaparecidas, e deve-se contar com o
sumiço de algumas subespécies.
(C) Quase 70% dos vertebrados que aparecem na lista de espécies ameaçadas são vítimas da expansão agrícola.
(D) A extinção de espécies animais é natural.
(E) Desmatamento, redução da camada polar, poluição dos oceanos destroem biomas, tornando a vida difícil ou
impossível para os animais que deles dependem para sobreviver.
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5) Em relação ao emprego de sinais de pontuação no texto, está INCORRETA a afirmativa:

(A) Muitos cientistas acreditam que estamos assistindo à sexta extinção; as outras cinco ocorreram em épocas
pretéritas. (2o parágrafo) O ponto e vírgula surge para separar os dois segmentos do período por meio de uma
pausa mais forte.
(B) O longo segmento introduzido pelos dois-pontos no 2o parágrafo constitui uma enumeração especificativa.
(C) ... tornando a vida difícil ou impossível para os animais que deles dependem para sobreviver. (3o parágrafo) A
presença de uma vírgula após o pronome que seria facultativa, pois não traria nenhuma alteração à estrutura da
frase.
(D) (a captura é mais rápida do que a capacidade de reprodução) O segmento entre parênteses, no 2o parágrafo,
contém sentido explicativo para a expressão caça predatória.
(E) Os segmentos isolados por aspas no último parágrafo correspondem a transcrições das palavras de uma
autoridade envolvida com o problema apontado no texto.

6) ... e deve-se contar com o sumiço de algumas subespécies. (1o parágrafo) A mesma relação
existente entre o verbo e seu complemento, grifados no segmento acima, está em:

(A) ... 99% estão agora desaparecidas ...
(B) ... sem causar a ruína da economia humana ...
(C) O principal problema é, sem dúvida, a perda do hábitat.
(D) ... que aparecem na lista de espécies ameaçadas ...
(E) Desmatamento, redução da camada polar, poluição dos oceanos destroem biomas ...

7) A conservação de espécies animais pode ser considerada uma escolha racional.
O respeito à vida pressupõe uma relação espiritual com a natureza.
A natureza nos cerca. Necessitamos da biodiversidade para nossa sobrevivência.

As frases acima se articulam de modo lógico, claro e correto no período:
(A) Já que a conservação de espécies animais pode ser considerada uma escolha racional, com que o respeito à
vida pressupõe uma relação espiritual na natureza em nossa volta, porque necessitamos da biodiversidade para
nossa sobrevivência.
(B) Além do respeito à vida, que pressupõe uma relação espiritual com a natureza que nos cerca, a conservação
de espécies animais pode ser considerada uma escolha racional, tendo em vista que necessitamos da
biodiversidade para nossa sobrevivência.
(C) Como a natureza nos cerca, e que necessitamos da biodiversidade para nossa sobrevivência, a conservação de
espécies animais vem a ser considerada uma escolha racional, como a relação espiritual com a natureza sendo o
suposto respeito à vida.
(D) A natureza nos cerca, de que necessitamos da biodiversidade para nossa sobrevivência, com a conservação de
espécies animais devendo se considerar uma escolha racional, com o respeito à vida pressupondo uma relação
espiritual com a natureza.
(E) Tendo em vista que a conservação de espécies animais pode ser considerada uma escolha racional, com o
respeito à vida que supõe a relação espiritual com a natureza, é ela que nos cerca, sendo necessário a
biodiversidade para nossa sobrevivência.

Atenção: As questões de números 8 a 15 referem-se ao texto seguinte.

Vivemos na muito alardeada Era da Informação. Por cortesia da internet, temos a impressão de ter acesso
imediato a tudo que alguém poderia querer saber. Certamente somos mais bem informados em história, ao menos
quantitativamente. Há trilhões e trilhões de bytes circulando no éter – tudo para ser colhido e ser objeto de
pensamento. E é precisamente esta a questão. No passado, nós colhíamos informações não só para saber as
coisas. Isso era apenas o começo. Nós também colhíamos informações para convertê-las em alguma coisa maior
que fatos e, em última análise, mais útil: em ideias que explicavam as informações. Buscávamos não só apreender
o mundo, mas realmente compreendê-lo, que é a função primordial das ideias. Grandes ideias explicam o mundo e
nos explicam uns aos outros. Karl Marx chamou a atenção para a relação entre meios de produção e nossos
sistemas sociais e políticos. Sigmund Freud nos ensinou a explorar nossas mentes como meio para compreender
nossas emoções e comportamentos. Einstein reescreveu a física. Mais recentemente, Marshall McLuhan teorizou
sobre a natureza da comunicação moderna e seu efeito na vida contemporânea. Essas ideias permitiram que nos
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desprendêssemos de nossa existência e tentássemos responder às grandes e atemorizantes questões de nossas
vidas. Mas se a informação foi um dia um alimento de ideias, na última década ela se tornou sua concorrente.
Preferimos conhecer a pensar porque o conhecer tem mais valor imediato. Ele nos mantém "por dentro", nos
mantém conectados com nossos amigos e nossa tribo. As ideias são tão etéreas, tão pouco práticas, trabalho
demais para recompensa de menos. Poucos falam ideias. Todos falam informação, geralmente informação pessoal.
[Neal Gabler (The New York Times, trad. de Celso M. Paciornik), A22, Internacional. O Estado de S. Paulo, 21 de
agosto de 2011, com adaptações]

8) No texto, o autor

(A) reconhece a atual facilidade com que as pessoas conseguem obter as mais diversas informações, concluindo
pela real importância desse amplo conhecimento.
(B) lamenta a influência das informações disseminadas pela internet no pensamento dos grandes teóricos da
humanidade.
(C) defende a tese de que, apesar do enorme afluxo de informações, a sociedade moderna desconhece quase
inteiramente os ensinamentos do passado.
(D) condena os avanços tecnológicos, ainda que os meios eletrônicos possam favorecer a difusão de ideias
grandiosas por todo o mundo.
(E) deixa clara a diferença entre o que se percebe apenas como fatos, muitas vezes sem maior relevância, e aquilo
que se entende usualmente por ideias.


9) E é precisamente esta a questão. (2o parágrafo)

A questão apontada refere-se à
(A) superioridade do número de informações trazidas pelos meios de comunicação disponíveis atualmente sobre as
grandes ideias do passado, que perderam parte de seu valor no mundo moderno.
(B) convicção de que será possível retomar as grandes teorias formuladas por célebres pensadores a partir de um
conhecimento histórico mais amplo, a ser oferecido pelos atuais sistemas de comunicação.
(C) observação a respeito da enorme quantidade de informações disponíveis à curiosidade de qualquer pessoa e
da pouca disposição para uma análise mais aprofundada do conteúdo trazido por essas mesmas informações.
(D) valorização de todo o trabalho desenvolvido por grandes pensadores que vêm tentando explicar fenômenos da
realidade que nos cerca, bem como as relações inerentes a toda a vida em sociedade.
(E) importância da internet no mundo moderno, que permitiu a universalização do conhecimento, dando margem
ao aprofundamento das discussões concernentes às relações humanas.

10) O teor do 3o parágrafo

(A) justifica, por meio de exemplos, a afirmativa de que Grandes ideias explicam o mundo e nos explicam uns aos
outros.
(B) confirma a declaração de que Certamente somos mais bem informados em história, ao menos
quantitativamente.
(C) tenta comprovar que Há trilhões e trilhões de bytes circulando no éter – tudo para ser colhido e ser objeto de
pensamento.
(D) leva à conclusão lógica de que Preferimos conhecer a pensar porque o conhecer tem mais valor imediato.
(E) realça a importância do conhecimento, porque Ele nos mantém "por dentro", nos mantém conectados com
nossos amigos e nossa tribo.

11) Isso era apenas o começo. (2o parágrafo)
O sentido da frase acima reitera, no texto, o fato de que

(A) o conhecimento da história deveria permitir aos cientistas a reformulação de suas hipóteses, nem todas
devidamente comprovadas no decorrer do tempo.
(B) a compreensão do mundo atual, movido por um enorme conjunto de informações transmitidas virtualmente,
está além de qualquer tentativa de explicação teórica.
(C) as teorias que explicavam o mundo perderam parte de sua utilidade diante do avanço vertiginoso da
tecnologia, que permite acesso imediato a todas as informações.
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(D) a assimilação de informações, no passado, era o ponto de partida para a formulação de teorias no sentido de
explicar o mundo, o homem e as relações sociais.
(E) a utilização da imensa quantidade de informações trazidas pela internet tornou o homem mais capacitado a
repensar as grandes questões da vida moderna.

12) Por cortesia da internet, temos a impressão de ter acesso imediato a tudo que alguém poderia
querer saber. (1o parágrafo)
Entende-se do segmento grifado acima:

(A) crítica à capacidade e à rapidez na transmissão de informações que caracterizam a internet.
(B) expressão que tenta ignorar a abrangência da internet e sua presença dominante no mundo todo.
(C) aceitação de que o surgimento da internet permitiu a divulgação do conhecimento histórico no mundo todo.
(D) observação irônica do autor, quanto ao acúmulo de informações obtidas facilmente na internet.
(E) pleno reconhecimento da atual importância da internet na obtenção de múltiplas informações.

13) Poucos falam ideias. Todos falam informação, geralmente informação pessoal. (4o parágrafo)
O emprego do verbo falar, nas frases acima,
I. é coerente com o teor do texto, ao realçar o fato de que há interesse no maior número de informações, apenas,
e não no desenvolvimento de ideias.
II. se contrapõe ao que dita a norma culta quanto à regência desse verbo, indicando uso incorreto em um texto
expositivo.
III. indica ausência de clareza na exposição, pois deveria ter sido empregado o verbo dizer, cujo sentido se mostra
mais adequado ao contexto.
Está correto o que consta APENAS em
(A) I.
(B) III.
(C) I e II.
(D) I e III.
(E) II e III.

14) No passado, nós colhíamos informações não só para saber as coisas. O verbo flexionado nos
mesmos tempo e modo em que se encontra o grifado acima está na frase:

(A) Vivemos na muito alardeada Era da Informação.
(B) ... em ideias que explicavam as informações.
(C) ... e nos explicam uns aos outros.
(D) ... que nos desprendêssemos de nossa existência ...
(E) ... nos mantém conectados com nossos amigos e nossa tribo.

15) A concordância verbal e nominal está inteiramente respeitada na frase:

(A) Apesar da grande divulgação de informações pela internet, falta interesse de pensadores que se debruce sobre
as grandes questões do mundo moderno para atribuir sentido a elas.
(B) Na era atual, ciência, argumentação lógica e debate foi suplantado pela quantidade, rapidez e consequente
superficialidade das informações que se encontra sempre à disposição na internet.
(C) É muitos os fatores que impedem um aprofundamento das grandes questões humanas, porque o acúmulo de
ideias privilegiam a superficialidade das relações, ainda que não aceitemos esse fato.
(D) A despeito dos gigantescos avanços tecnológicos, é possível perceber um retrocesso intelectual no modo de
pensar as grandes questões da vida moderna, muitas delas originadas desse mesmo avanço.
(E) Os sites de relacionamento pessoal tornou-se a principal forma de comunicação entre os jovens, e estão
superando os meios impressos, onde geralmente se desenvolve as grandes ideias.

Atenção: As questões de números 16 a 20 referem-se ao texto seguinte.

Entrou na cidade por acaso. Cidade não, cidadezinha, um ovo de codorna, porque era tão pequenina que dava dó.
Cinco ruas, ou quatro, e uma incompleta, uma bodega, um bar, uma padaria e a agência do correio, onde o
funcionário dormia o dia todo por falta de carta e telegrama. Quase ninguém sabia ler, pudera. Missa, uma vez por
mês, quando o padre da paróquia vizinha aparecia e, assim mesmo, com pressa. A praça era tão miúda que a
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igreja lhe tomou toda a área. Na feira, qualquer carneiro que se abatesse, em lugar da vaca, daria para a
população inteira e ainda se jogaria a sobra para os cachorros, que não eram tantos assim. Urubu não aparecia,
porque a carniça era diminuta, não dando para satisfazer a um bando, sendo melhor parar e pairar em lugar
maior. A prefeitura funcionava numa casa alugada, duas salas e o sanitário no fundo do quintal, que, por muito
tempo, foi a única obra erguida no centro urbano, e, assim mesmo, porque o prefeito sofria de incontinência
urinária. Mas o motorista sentiu alguma coisa o atraindo, uma força o puxando para dentro da cidade, talvez um
recado para dar, algo velho, que por ali ainda existisse, para comprar, talvez encomenda de algum doutor da
capital, e entrou, com seu Opala, carro de praça, ruas adentro, nenhuma calçada. Ninguém melhor para fazer
favor que o pessoal do interior. Não sabia ao certo por que deixou a estrada e entrou. (Wladimir Souza Carvalho.
Valor do cão da rapariga do cabo. In: Feijão de Cego. Curitiba: Juruá, 2010. p. 131)

16) Entrou na cidade por acaso.
A mesma ideia está reproduzida, com outras palavras, em:
(A) ... e a agência do correio, onde o funcionário dormia o dia todo por falta de carta e telegrama.
(B) ... quando o padre da paróquia vizinha aparecia e, assim mesmo, com pressa.
(C) Urubu não aparecia, porque a carniça era diminuta, não dando para satisfazer a um bando ...
(D) A prefeitura funcionava numa casa alugada, duas salas e o sanitário no fundo do quintal ...
(E) Não sabia ao certo por que deixou a estrada e entrou.

Atenção: Para responder às questões de números 17 e 18, considere a frase transcrita a seguir.

A praça era tão miúda que a igreja lhe tomou toda a área.

17) Entre as afirmativas que compõem o período acima identificam-se, respectivamente,
(A) noção de causa e de consequência.
(B) um fato real e uma opinião pessoal.
(C) uma constatação e sua razão principal.
(D) certa situação e sua finalidade.
(E) uma observação e uma ressalva.

18) O sentido atribuído à frase pelo pronome lhe está corretamente reproduzido em:

(A) Sem área maior, a igreja tomou a praça.
(B) A igreja tomou toda a diminuta área de sua praça.
(C) A área da praça, com sua igreja, era diminuta.
(D) A igreja, com sua praça tão miúda, estendeu-se por ela.
(E) A praça, com sua área diminuta, tomou a igreja.

20) ... e ainda se jogaria a sobra para os cachorros ...
O mesmo sentido que a forma verbal atribui à frase está corretamente reproduzido em:

(A) e ainda os cachorros se jogariam sobre a sobra.
(B) e a sobra ainda costuma ser jogada para os cachorros.
(C) e ainda seria jogada a sobra para os cachorros.
(D) e com a sobra ainda iria para os cachorros.
(E) e seriam jogados aos cachorros a sobra.

21) Considere:
Na pequena cidade várias pessoas estavam paradas ...... frente de uma casa. O motorista, atento ...... condições
da estrada, resolveu entrar. Pretendia pedir informações ...... algum morador.
As lacunas da frase acima devem ser corretamente preenchidas, respectivamente, por:

(A) a - as - a
(B) a - as - à
(C) à - as - à
(D) à - às - à
(E) à - às – a

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TRE TOCANTINS - TECNICO JUDICIÁRIO - FCC 2011
Atenção:
As questões de números 1 a 4 referem-se ao texto abaixo.
O documentário E Agora? pretende revelar detalhes do tráfico de aves silvestres no Brasil. Segundo o produtor
Fábio Cavalheiro, o longa-metragem apresentará cenas de flagrantes de tráfico, as rotas do comércio ilegal e
entrevistas com autoridades e representantes de ONGs. A Agência Nacional de Cinema (Ancine) aprovou o projeto
e, agora, busca-se patrocínio. A ONG SOS Fauna, especializada em resgates, foi uma das orientadoras para a
produção do filme. O longa também se propõe a discutir outro problema: o fato de que, mesmo quando salvas das
mãos dos traficantes, muitas aves não são reintroduzidas na natureza. Além da versão final editada para o cinema,
as entrevistas e materiais pesquisados estarão disponíveis para pesquisadores que queiram se aprofundar no tema.
A intenção é a de que o filme contribua para a educação – e, por isso, será oferecido para estabelecimentos de
ensino. Entre as espécies mais visadas pelos traficantes estão papagaios, a araponga, o pixoxó, o canário-da-terra,
o tico-tico, a saíra-preta, o galo-de-campina, sabiás e bigodinho.
(O Estado de S. Paulo, A30 Vida, Planeta, 21 de novembro de 2010)

1. O assunto do texto está corretamente resumido em:

(A) Um longa-metragem, em forma de documentário, abordará o tráfico de aves silvestres no Brasil, e terá
objetivos educativos.
(B) A Ancine deverá escolher e patrocinar a realização de alguns projetos de filmes educativos, destinados às
escolas brasileiras.
(C) ONGs voltadas para a proteção de aves silvestres buscam a realização de novos projetos, como a de filmes
educativos.
(D) Várias espécies de aves silvestres encontram-se em extinção, apesar dos constantes cuidados de ONGs
destinadas à sua proteção.
(E) Apesar das intenções didáticas, filme sobre tráfico de aves silvestres não atinge sua finalidade educativa.

2. O texto informa claramente que
(A) o produtor do documentário sobre aves silvestres baseou-se em entrevistas com pesquisadores para
desenvolver o roteiro do filme.
(B) as discussões referentes aos diversos problemas que colocam em perigo as aves silvestres já estão em
andamento na Ancine.
(C) algumas Organizações Não Governamentais estão se propondo a proteger aves silvestres capturadas e a
preparar seu retorno à natureza.
(D) o objetivo principal do documentário será oferecer subsídios a pesquisadores interessados em estudos sobre
aves silvestres brasileiras.
(E) o projeto do documentário sobre o tráfico de aves silvestres já foi aprovado, mas ainda não há patrocinador
para sua produção.

3. O longa também se propõe a discutir outro problema: o fato de que, mesmo quando salvas das
mãos dos traficantes, muitas aves não são reintroduzidas na natureza. Considere as afirmativas
seguintes, a respeito do parágrafo reproduzido acima:
I. Os dois pontos introduzem um segmento que especifica o sentido da expressão anterior a eles, outro problema.
II. O segmento isolado por vírgulas no período tem sentido concessivo.
III. Transpondo para a voz ativa a última oração do período, ela deverá ser: os traficantes não reintroduzem
muitas aves na natureza.
Está correto o que se afirma APENAS em

(A) I e II.
(B) I e III.
(C) II e III.
(D) III.
(E) II.

4. A intenção é a de que o filme contribua para a educação ... (4o parágrafo) O verbo flexionado nos
mesmos tempo e modo em que se encontra o grifado acima está em:

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(A) ... e, agora, busca-se patrocínio.
(B) A Agência Nacional de Cinema (Ancine) aprovou o projeto ...
(C) ... o longa-metragem apresentará cenas de flagrantes de tráfico ...
(D) ... que queiram se aprofundar no tema.
(E) ... e, por isso, será oferecido para estabelecimentos de ensino.

Atenção: As questões de números 5 e 6 referem-se ao texto
abaixo.

A bailarina

A profissão de bufarinheiro está regulamentada; contudo, ninguém mais a exerce, por falta de bufarinhas*.
Passaram a vender sorvetes e sucos de fruta, e são conhecidos como ambulantes.
Conheci o último bufarinheiro de verdade, e comprei dele um espelhinho que tinha no lado oposto a figura de uma
bailarina nua. Que mulher! Sorria para mim como prometendo coisas, mas eu era pequeno, e não sabia que coisas
fossem. Perturbava-me. Um dia quebrei o espelho, mas a bailarina ficou intata. Só que não sorria mais para mim.
Era um cromo como outro qualquer. Procurei o bufarinheiro, que não estava mais na cidade, e provavelmente teria
mudado de profissão. Até hoje não sei qual era o mágico: se o bufarinheiro, se o espelho. * bufarinhas −
mercadorias de pouco valor; coisas insignificantes. (Carlos Drummond de Andrade. Contos plausíveis, in
Prosa Seleta. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2003, p.89)


5. O texto se desenvolve como
(A) depoimento de uma criança sobre o espelhinho que tinha no lado oposto a figura de uma bailarina nua,
registrado em sua memória.
(B) discussão em torno da importância de certas profissões, ainda que se destinem ao comércio de bufarinhas.
(C) crítica a um tipo de vendedores que não se preocupa com valores morais, como no caso da figura da bailarina
nua vendida a uma criança.
(D) relato de caráter pessoal, em que o autor relembra uma situação vivida quando era pequeno e reflete sobre
ela.
(E) ensaio de caráter filosófico, em que o autor questiona o dilema diante de certos fatos da vida, apontado na
dúvida final: Até hoje não sei qual era o mágico.

6. É INCORRETO afirmar que:

(A) A exclamação Que Mulher! cria uma incoerência no contexto, por referir-se a uma figura feminina que era, na
verdade, um cromo como outro qualquer.
(B) Percebe-se, na fala do contista, certa nostalgia em relação aos bufarinheiros, que vendiam sonhos, embutidos
nas pequenas coisas.
(C) Bufarinheiro é uma palavra atualmente em desuso no idioma, porém é possível entender seu sentido no
decorrer do texto.
(D) Uma possível conclusão do texto é a de que a verdadeira mágica estava no encanto da criança, quebrado com
o espelho partido.
(E) No 1o parágrafo o autor constata mudança de hábitos na substituição das bufarinhas por sorvetes e sucos de
fruta.

Atenção:
As questões de números 7 a 10 baseiam-se no texto abaixo.

Na Academia Brasileira de Letras, há um salão bonito, mas um pouco sinistro. É o Salão dos Poetas Românticos,
com bustos dos nossos principais românticos na poesia: Castro Alves, Gonçalves Dias, Casimiro de Abreu,
Fagundes Varela e Álvares de Azevedo. Os modernistas de 22, e antes deles os parnasianos, decidiram avacalhar
com essa turma de jovens, que trouxe o Brasil para dentro de nossa literatura. Foram os românticos, na prosa e
no verso, que colocaram em nossas letras as palmeiras, os índios, as praias selvagens, o sabiá, as borboletas de
asas azuis, a juriti − o cheiro e o gosto de nossa gente. Não fosse o romantismo, ficaríamos atrelados ao
classicismo das arcádias, à pomposidade do verso burilado. Sem falar nos poemas-piadas, a partir de 1922, todos
como vanguarda da vanguarda. Foram jovens. Casimiro morreu com 21 anos, Álvares de Azevedo com 22, Castro
Alves com 24, Fagundes Varela com 34. O mais velho de todos, Gonçalves Dias, mal chegara aos 40 anos. O
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Salão dos Poetas Românticos é também sinistro pois é de lá que sai o enterro dos imortais, que morrem como todo
mundo. (Adaptado de Carlos Heitor Cony "Salão dos românticos". FSP, 16/12/2010)

7. No 2o parágrafo, identifica-se

(A) aceitação, com ressalvas, do fato de a escola romântica ser considerada superior à parnasiana por esta última
não ter sido produzida por jovens
talentos.
(B) elogio à produção literária dos autores parnasianos, cujas obras clássicas teriam inspirado o modernismo de
22.
(C) comparação do movimento de 22 com o romantismo, e conclusão de que o primeiro, mais ousado, é superior
ao segundo.
(D) reflexão a respeito do valor dos poetas românticos brasileiros, que teriam sido injustamente criticados por
parnasianos e modernistas.
(E) constatação dos inúmeros defeitos da produção literária modernista, com base na falta de seriedade de seus
autores.

8. ... pois é de lá que sai o enterro dos imortais, que morrem
como todo mundo. (final do texto)
A frase acima

(A) aponta a desvalorização dos escritores que já foram considerados os melhores do país.
(B) produz efeito humorístico advindo do paradoxo causado por um jogo de palavras com os conceitos de
mortalidade e imortalidade.
(C) conclui que apenas os autores românticos merecem
ser chamados de imortais.
(D) repudia com sarcasmo o privilégio oferecido aos autores da Academia, pois são mortais como os demais
escritores.
(E) estabelece oposição à ideia de que o Salão dos Poetas Românticos teria algo de fúnebre.

9. − o cheiro e o gosto de nossa gente. (2o parágrafo)
O segmento acima configura-se como

(A) ressalva ao que foi afirmado antes.
(B) síntese valorativa da enumeração que o antecede.
(C) causa dos fatos que foram apresentados.
(D) opinião que sintetiza a ideia principal do parágrafo.
(E) explicação que complementa o termo imediatamente anterior.

10. O mais velho de todos, Gonçalves Dias, mal chegara aos 40 anos. O segmento grifado acima
poderia ser substituído, sem alterar o contexto, por:

(A) em breve completaria.
(B) afinal atingia.
(C) havia acabado de completar.
(D) haveria de ter completado.
(E) tampouco atingira.

TRT - ANALISTA JUDICIARIO - FCC 2011
Atenção: As questões de números 1 a 6 referem-se ao texto abaixo.
Política e sociedade na obra de Sérgio Buarque de Holanda
Para Sérgio Buarque de Holanda a principal tarefa do historiador consistia em estudar possibilidades de mudança
social. Entretanto, conceitos herdados e intelectualismos abstratos impediam a sensibilidade para com o processo
do devir. Raramente o que se afigurava como predominante na historiografia brasileira apontava um caminho
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profícuo para o historiador preocupado em estudar mudanças. Os caminhos institucionalizados escondiam os
figurantes mudos e sua fala. Tanto as fontes quanto a própria historiografia falavam a linguagem do poder, e
sempre imbuídas da ideologia dos interesses estabelecidos. Desvendar ideologias implica para o historiador um
cuidadoso percurso interpretativo voltado para indícios tênues e nuanças sutis. Pormenores significativos
apontavam caminhos imperceptíveis, o fragmentário, o não-determinante, o secundário. Destes proviriam as pistas
que indicariam o caminho da interpretação da mudança, do processo do vir a ser dos figurantes mudos em
processo de forjar estratégias de sobrevivência. Era engajado o seu modo de escrever história. Como historiador
quis elaborar formas de apreensão do mutável, do transitório e de processos ainda incipientes no vir a ser da
sociedade brasileira. Enfatizava o provisório, a diversidade, a fim de documentar novos sujeitos eventualmente
participantes da história. Para chegar a escrever uma história verdadeiramente engajada deveria o historiador
partir do estudo da urdidura dos pormenores para chegar a uma visão de conjunto de sociabilidades, experiências
de vida, que por sua vez traduzissem necessidades sociais. Aderir à pluralidade se lhe afigurava como uma
condição essencial para este sondar das possibilidades de emergência de novos fatores de mudança social.
Tratava-se, na historiografia, de aceitar o provisório como necessário. Caberia ao historiador o desafio de discernir
e de apreender, juntamente com valores ideológicos preexistentes, as possibilidades de coexistência de valores e
necessidades sociais diversas que conviviam entre si no processo de formação da sociedade brasileira sem uma
necessária coerência. (Fragmento adaptado de Maria Odila Leite da Silva Dias, Sérgio Buarque de
Holanda e o Brasil. São Paulo, Perseu Abramo, 1998, pp.15-17)

1. Na visão de Sérgio Buarque de Holanda, o historiador deve valorizar
(A) os personagens que tiveram papel preponderante na história nacional, deixando de lado os figurantes a quem
é dado muito espaço na historiografia brasileira tradicional.
(B) o fragmento e o detalhe, contrapondo-se assim à historiografia brasileira tradicional, que privilegia a
totalidade e a síntese.
(C) o inacabado e o imperfeito, convergindo para a historiografia brasileira tradicional, que sempre recusou a
estabilidade e a permanência.
(D) os resultados em lugar do processo, objetivando tornar mais significativas as descobertas da história
tradicional feita no Brasil.
(E) as ideologias e o papel fundamental que desempenham em todo o processo histórico, muito mais importante
que aquele exercido pelos indivíduos.

2. Ao contrapor conceitos herdados e intelectualismos abstratos, de um lado, e a sensibilidade para
com o processo do devir, de outro, a autora afirma a opção de Sérgio Buarque de Holanda
(A) pelo pensamento metódico e consagrado em detrimento da observação sempre enganosa dos fatos.
(B) pela arte, capaz de despertar os sentidos mais em-botados, em detrimento da filosofia, em que a razão
invariavelmente predomina.
(C) pelo trabalho braçal, palpável e concreto, em detrimento do trabalho intelectual, desvinculado da vida e da
realidade.
(D) pelo passado, que se pode conhecer em detalhes e de modo seguro, em detrimento do futuro, que não pode
ser previsto senão especulativamente.
(E) pela apreensão da realidade fugidia e instável em detrimento da teoria inflexível e da especulação vazia.



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3. Destes proviriam as pistas que indicariam o caminho ...
O verbo empregado no texto que exige o mesmo tipo de complemento que o grifado acima está
também grifado em:
(A) ... a principal tarefa do historiador consistia em estudar possibilidades de mudança social.
(B) Os caminhos institucionalizados escondiam os figurantes mudos e sua fala.
(C) Enfatizava o provisório, a diversidade, a fim de documentar novos sujeitos ...
(D) ... sociabilidades, experiências de vida, que por sua vez traduzissem necessidades sociais.
(E) Era engajado o seu modo de escrever história.
4. Tanto as fontes quanto a própria historiografia falavam a linguagem do poder ... Transpondo-se a
frase acima para a voz passiva, a forma verbal resultante será:
(A) eram faladas.
(B) foi falada.
(C) se falaram.
(D) era falada.
(E) tinha-se falado

5. O segmento retirado do texto cuja redação mantém-se correta com o acréscimo de uma vírgula é:
(A) Raramente o que se afigurava como predominante na historiografia brasileira, apontava um caminho profícuo
...
(B) Caberia ao historiador, o desafio de discernir e de apreender ...
(C) Para chegar a escrever uma história verdadeiramente engajada, deveria o historiador ...
(D) Aderir à pluralidade se lhe afigurava, como uma condição essencial para este sondar ...
(E) Desvendar ideologias, implica para o historiador um cuidadoso percurso interpretativo ...

6. Como historiador quis elaborar formas de apreensão do mutável, do transitório e de processos
ainda incipientes no vir a ser da sociedade brasileira.
A frase acima está corretamente reescrita, preservando-se em linhas gerais o sentido original, em:
(A) Às formas de apreensão do mutável, do transitório e de processos ainda incipientes no vir a ser da sociedade
brasileira voltou-se o historiador Sérgio Buarque, com o intento de elaborá-las.
(B) Sérgio Buarque, como historiador, dedicou-se à elaborar formas de apreensão do mutável, do transitório e dos
processos ainda incipientes no vir a ser da sociedade brasileira.
(C) As formas de apreensão do mutável, do transitório e de processos ainda incipientes no vir a ser da sociedade
brasileira o historiador Sérgio Buarque pretendeu dar elaboração.
(D) Em seu trabalho como historiador, Sérgio Buarquetinha como meta chegar à certas formas de apreensão do
mutável, do transitório e de processos ainda incipientes no vir a ser da sociedade brasileira.
(E) O historiador Sérgio Buarque dedicou-se a elaboração de formas de apreensão do mutável, do transitório e de
processos ainda incipientes no vir a ser da sociedade brasileira

Atenção:
As questões de números 7 a 10 referem-se ao texto abaixo.
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A navegação fazia-se, comumente, das oito horas da manhã às cinco da tarde, quando as canoas embicavam
pelos barrancos e eram presas a troncos de árvores, com o auxílio de cordas ou cipós. Os densos nevoeiros, que
se acumulam sobre os rios durante a tarde e pela manhã, às vezes até o meio-dia, impediam que se prolongasse o
horário das viagens. Antes do pôr-do-sol, costumavam os homens arranchar-se e cuidar da ceia, que constava
principalmente de feijão com toucinho, além da indefectível farinha, e algum pescado ou caça apanhados pelo
caminho. Quando a bordo, e por não poderem acender fogo, os viajantes tinham de contentar-se, geralmente,
com feijão frio, feito de véspera. De qualquer modo, era esse alimento tido em grande conta nas expedições,
passando por extremamente substancial e saudável. Um dos motivos para tal preferência vinha, sem dúvida, da
grande abundância de feijão nos povoados, durante as ocasiões em que costumavam sair as frotas destinadas ao
Cuiabá e a Mato Grosso. (Adaptado de Sérgio Buarque de Holanda. Monções. 3.ed. São Paulo, Brasiliense, 2000,
pp.105-6)
7. O segmento cujo sentido está corretamente expresso em outras palavras é:
(A) além da indefectível farinha = sem contar a eventual moagem.
(B) feito de véspera = ritualmente preparado.
(C) tido em grande conta nas expedições = muito caro para as viagens.
(D) arranchar-se e cuidar da ceia = abancar-se e servir o jantar.
(E) impediam que se prolongasse = obstavam que se estendesse.

8. Quando a bordo, e por não poderem acender fogo, os viajantes tinham de contentar-se,
geralmente, com feijão frio, feito de véspera. Identificam-se nos segmentos grifados na frase acima,
respectivamente, noções de

(A) modo e consequência.
(B) causa e concessão.
(C) temporalidade e causa.
(D) modo e temporalidade.
(E) consequência e oposição.

9. Leia atentamente as afirmações a seguir.
I. O segmento grifado em as canoas [...] eram presas a troncos de árvores, com o auxílio de cordas ou cipós
(primeiro parágrafo) pode ser substituído por auxiliadas consoante, sem prejuízo para a correção e a clareza.
II. Em Os densos nevoeiros, que se acumulam sobre os rios (primeiro parágrafo), o segmento grifado pode ser
substituído, sem prejuízo para a correção e o sentido, por acumulados.
III. A expressão De qualquer modo, no último parágrafo, é equivalente a Em todo caso. Está correto o que se
afirma em
(A) I, apenas.
(B) II, apenas.
(C) I e III, apenas.
(D) II e III, apenas.
(E) I, II e III.


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10. O verbo corretamente empregado e flexionado está grifado em:
(A) É de se imaginar que, se os viajantes setecentistas antevessem as dificuldades que iriam deparar, muitos deles
desistiriam da aventura antes mesmo de embarcar.
(B) O que quer que os compelisse, cabe admirar a coragem desses homens que partiam para o desconhecido sem
saber o que os aguardava a cada volta do rio.
(C) Caso não se surtisse com os mantimentos necessários para o longo percurso, o viajante corria o risco de
literalmente morrer de fome antes de chegar ao destino.
(D) Se não maldiziam os santos, é bastante provável que muitos dos viajantes maldizessem ao menos o destino
diante das terríveis tribulações que deviam enfrentar.
(E) Na história da humanidade, desbravadores foram não raro aqueles que sobreporam o desejo de enriquecer à
relativa segurança de uma vida sedentária.

As questões de números 11 a 20 referem-se ao texto seguinte.
Do homicídio*
Cabe a vós, senhores, examinar em que caso é justo privar da vida o vosso semelhante, vida que lhe foi dada por
Deus. Há quem diga que a guerra sempre tornou esses homicídios não só legítimos como também gloriosos.
Todavia, como explicar que a guerra sempre tenha sido vista com horror pelos brâmanes, tanto quanto o porco era
execrado pelos árabes e pelos egípcios? Os primitivos aos quais foi dado o nome ridículo de quakers** fugiram da
guerra e a detestaram por mais de um século, até o dia em que foram forçados por seus irmãos cristãos de
Londres a renunciar a essa prerrogativa, que os distinguia de quase todo o restante do mundo. Portanto, apesar
de tudo, é possível abster-se de matar homens. Mas há cidadãos que vos bradam: um malvado furou-me um olho;
um bárbaro matou meu irmão; queremos vingança; quero um olho do agressor que me cegou; quero todo o
sangue do assassino que apunhalou meu irmão; queremos que seja cumprida a antiga e universal lei de talião.
Não podereis acaso responder-lhes: “Quando aquele que vos cegou tiver um olho a menos, vós tereis um olho a
mais? Quando eu mandar supliciar aquele que matou vosso irmão, esse irmão será ressuscitado? Esperai alguns
dias; então vossa justa dor terá perdido intensidade; não vos aborrecerá ver com o olho que vos resta a vultosa
soma de dinheiro que obrigarei o mutilador a vos dar; com ela vivereis vida agradável, e além disso ele será vosso
escravo durante alguns anos, desde que lhe seja permitido conservar seus dois olhos para melhor vos servir
durante esse tempo. Quanto ao assassino do seu irmão, será vosso escravo enquanto viver. Eu o tornarei útil para
sempre a vós, ao público e a si mesmo”. É assim que se faz na Rússia há quarenta anos. Os criminosos que
ultrajaram a pátria são forçados a servir à pátria para sempre; seu suplício é uma lição contínua, e foi a partir de
então que aquela vasta região do mundo deixou de ser bárbara. (Voltaire − O preço da justiça. São Paulo: Martins
Fontes, 2001, pp. 15/16. Trad. de Ivone Castilho Benedetti)

11. No segundo parágrafo, em sua argumentação contra a pena de morte, Voltaire refuta a tese
segundo a qual
(A) a pena de morte sempre existiu entre os povos, sancionada pelos legisladores mais prestigiados.
(B) as guerras demonstram que a execução do inimigo é uma prática não apenas legítima como também
universal.
(C) os quakers constituem um exemplo de que, surgindo a oportunidade, os medrosos tornam-se valentes.
(D) os homicídios só podem ser evitados quando os responsáveis por eles renunciam a suas prerrogativas.
(E) a execução de criminosos, justificável durante uma guerra, torna-se inaceitável em tempos de paz.

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12. Atente para as seguintes afirmações:
I. O caso dos quakers é lembrado para exemplificar a mesma convicção sustentada por outra coletividade, a dos
brâmanes.
II. A pena de talião é refutada por Voltaire porque ele, a par de considerá-la eficaz, julga-a ilegítima e
excessivamente cruel.
III. O caso da Rússia serve a Voltaire para demonstrar que uma pena exemplar, cumprida em vida, é também
índice de civilização.
Em relação ao texto, está correto o que se afirma APENAS em
(A) I.
(B) II.
(C) III.
(D) I e III.
(E) II e III.

13. Em relação ao quarto parágrafo, é correto afirmar que Voltaire se vale do seguinte procedimento:
(A) formula perguntas retóricas, supondo sempre que se deva responder a elas de modo afirmativo.
(B) imagina os argumentos a que seus leitores poderiam recorrer contra os defensores da pena de talião.
(C) enumera as razões pelas quais são imorais as vantagens advenientes da aplicação da pena de talião.
(D) simula mostrar complacência diante do criminoso, para com isso fustigar os defensores da pena de morte.
(E) tipifica os delitos para os quais se providenciarão a tortura pública e uma reparação pecuniária

14. Considerando-se o contexto, mostra-se adequada compreensão do sentido de um segmento em:
(A) foram forçados a renunciar a essa prerrogativa (2o parágrafo) = os quakers foram obrigados a desistir de
qualquer intento bélico.
(B) é possível abter-se de matar homens (2o parágrafo) = não é verdade que o instinto assassino deixe de
prevalecer, em alguns casos.
(C) que seja cumprida a antiga e universal lei de talião (3o parágrafo) = cumpra-se: olho por olho, dente por
dente.
(D) Não podereis acaso responder-lhes (4o parágrafo) = sereis impedidos de lhes responder ao acaso.
(E) seu suplício é uma lição contínua (5o parágrafo) = é um martírio que se infligem perpetuamente

15. É correto concluir da argumentação de Voltaire, tomando-se o conjunto do texto:

(A) Além de ineficaz, a pena de morte impede uma reparação a quem de direito e impossibilita a aplicação de
uma pena socialmente exemplar.
(B) A pena de morte e a pena de talião são bárbaras, ao contrariarem os desígnios divinos e os impulsos da
natureza humana.
(C) É desprezível a ideia da compensação pecuniária por direitos ofendidos, sendo justo promover a indenização
apenas pelo caráter pedagógico da medida.
(D) Não há lição possível a se tirar da pena de talião, por isso os legisladores devem preocupar-se com a
reparação financeira que redima o criminoso.
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(E) Os bárbaros adotam a pena de talião, que favorece os criminosos, ao invés de adotarem penas exemplares,
que punem a sociedade.

16. As normas de concordância verbal estão plenamente respeitadas na frase:
(A) Havendo quem vos pretendam convencer de que a pena de morte é necessária, perguntem onde e quando ela
já se provou indiscutivelmente eficaz.
(B) Entre os cidadãos de todos os países nunca deixa-rão de haver, por força do nosso instinto de violência, os que
propugnam pela pena de morte.
(C) Destaca-se, entre as qualidades de Voltaire, suas tiradas irônicas e seu humor ferino, armas de que se valia
em suas pregações de homem liberal.
(D) Embora remontem aos hábitos das sociedades mais violentas do passado, a pena de talião ainda goza de
prestígio entre cidadãos que se dizem civiliza-dos.
(E) Opõe-se às ideias libertárias de Voltaire, um lúcido pensador iluminista, a violência das penas irracionais que
se aplicam em nome da justiça.

17. Está adequado o emprego de ambos os elementos sublinhados na frase:
(A) Os argumentos de que devemos nos agarrar devem se pautar nos limites da racionalidade e da justiça.
(B) Os casos históricos em que Voltaire recorre em seu texto ajudam-no a demonstrar de que a pena de morte é
ineficaz.
(C) A pena de talião é um recurso de cuja eficácia muitos defendem, ninguém se abale em tentar demonstrá-la.
(D) Os castigos a que se submetem os criminosos devem corresponder à gravidade de que se reveste o crime.
(E) As ideias liberais, de cuja propagação Voltaire se lançou, estimulam legisladores em quem não falte o senso de
justiça.

18. Deve-se CORRIGIR, por deficiência estrutural, a redação deste livre comentário sobre o texto:
(A) O tratamento de vós, que hoje nos soa tão cerimonioso, ecoa uma época em que se aliavam boa
argumentação e boa retórica.
(B) Voltaire não hesita em lembrar as vantagens reais da aplicação de penas que poupam a vida do criminoso para
que pague pelo que fez.
(C) Como sempre há quem defenda os castigos capitais, razão pela qual Voltaire buscou refutá-los, através de
alternativas mais confiáveis.
(D) Note-se a preocupação que tem esse iluminista francês em escalonar as penas de modo a que nelas se
preserve adequada relação com o crime cometido.
(E) Na refutação aos que defendem a pena de talião, Voltaire argumenta que o mal já causado não se sana com
um ato idêntico ao do criminoso.

19. Está adequada a correlação entre tempos e modos verbais na frase:
(A) Os criminosos que tenham ultrajado a pátria seriam forçados a servi-la pelo tempo que se julgava necessário.
(B) Os que vierem a ultrajar a pátria deveriam ser submetidos a um castigo que trouxera consigo uma clara lição.
(C) Ninguém seria indiferente a uma vultosa soma que venha a receber como indenização ao delito que o
prejudique.
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(D) O próprio criminoso, se mantivesse alguma dose de decência, possa tirar proveito da lição a que seja
submetido.
(E) Sempre houve povos que, por forte convicção, evitaram a guerra, ainda quando fossem provocados

20. Muitos se dizem a favor da pena de morte, mas mesmo os que mais ardorosamente defendem a pena de
morte não são capazes de atribuir à pena de morte o efeito de reparação do ato do criminoso que supostamente
mereceria a pena de morte.
Evitam-se as viciosas repetições da frase acima substituindo-se os elementos sublinhados, respectivamente, por:
(A) a defendem - lhe atribuir - a mereceria.
(B) a defendem - atribui-la - lhe mereceria.
(C) defendem-na - atribui-la - merecer-lhe-ia.
(D) lhe defendem - lhe atribuir - mereceriam-na.
(E) defendem-lhe - atribuir-lhe - a mereceria.
EMPRESA BRASILEIRA DE INFRAESTRUTURAAEROPORTUÁRIA - INFRAERO - FCC 2011
Instruções: As questões de números 1 a 5 referem-se ao texto abaixo.
Durante uma discussão no Studio 35, local onde os jovens pintores nova-iorquinos se reuniam no início dos anos
1950, o debate voltou-se para a questão de qual nome deveriam adotar. Seria o caso de aceitar “expressionismo
abstrato”? Ou deviam inventar outro? Interrogado sobre o assunto, De Kooning respondeu com a seguinte frase:
“Nomear-nos a nós mesmos é catastrófico”. Por que catastrófico? Porque a palavra, qualquer que fosse,
restringiria, simplificaria, criaria obrigações e, logo, uma ortodoxia. Seria necessário, por exemplo, ser abstrato e
proibir-se toda alusão figurativa a fim de merecer o título de moderno. De Kooning recusa sistemas, teorias.
“Espiritualmente falando”, diz ele, “estou ali onde meu espírito me permite estar, e este lugar não é
necessariamente o futuro.” Somente essa liberdade pode lhe permitir realizar rupturas ao longo de toda a sua
obra. Abstrato na segunda metade dos anos 40, ele empreende, de maneira quase clandestina, a série Mulheres.
Ela dura por alguns anos, até 1955, a partir de quando De Kooning experimenta uma espécie de paisagismo
gestual e alusivo. Ele não participa da querela, simplista a seu ver, contra ou a favor da figuração. A questão está
em outra parte: no “conteúdo”, essa “coisa muito, muito sutil” que não se deixa definir facilmente e que não se
pode capturar de imediato. (Adaptado de Jacqueline Lichtenstein (org). A pintura. Vol 6: A figura
humana. Coord. da trad. Magnólia Costa. São Paulo, Ed. 34, 2004, pp. 127-128)

1. Segundo o texto, De Kooning
(A)rejeita definições para a arte produzida por ele e sua geração, porque aceitá-las significaria atrelar essa forma
de arte a normas e padrões preestabelecidos.
(B) propõe a representação de figuras humanas femininas como meio de se diferenciar dos expressionistas, para
os quais apenas formas abstratas seriam aceitáveis.
(C) identifica-se com a ortodoxia dos pintores modernos, cujas diretrizes teóricas foram determinantes para a sua
trajetória artística e sua busca por uma essência verdadeira.
(D) encontra nas alegorias da arte clássica do passado o meio de ir ao encontro daquilo que estimula a sua
imaginação, distinguindo-se, assim, dos pintores de sua geração.
(E) afasta-se das discussões sobre a legitimidade da arte figurativa por acreditar que o objeto artístico não pode
ser definido.

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2. A substituição do elemento grifado pelo pronome correspondente, com os necessários ajustes, foi
realizada de modo INCORRETO em:
(A) Seria o caso de aceitar “expressionismo abstrato”? = Seria o caso de aceitá-lo?
(B) De Kooning recusa sistemas, teorias = De Kooning os recusa.
(C) criaria obrigações = criaria-lhes.
(D) pode lhe permitir realizar rupturas = pode lhe permitir realizá-las.
(E) a fim de merecer o título de moderno = a fim de merecê-lo.

3. ... ele empreende, de maneira quase clandestina, a série Mulheres. (2o parágrafo)
Transpondo-se a frase acima para a voz passiva, a forma verbal resultante será:
(A) foi empreendida.
(B) são empreendidos.
(C) foi empreendido.
(D) é empreendida.
(E) são empreendidas.

4. − A representação da figura humana sempre despertou o interesse dos artistas.
− A representação da figura humana costuma dividir os artistas em dois grupos distintos.
− Alguns artistas buscam uma beleza ideal na representação da figura humana.
− Outros artistas acreditam que a representação da figura humana deveria criar no observador uma
ilusão de realidade.
As frases acima se articulam com correção e lógica em um único período em:
(A) A representação da figura humana, que sempre despertou o interesse dos artistas, costuma dividi-los em dois
grupos distintos: de um lado, estão os que a representam em busca de uma beleza ideal; de outro, aqueles que
acreditam que essa representação deveria criar no observador uma ilusão de realidade.
(B) A representação da figura humana onde sempre despertou o interesse dos artistas, costumando deixá-los
divididos em dois grupos distintos, uns buscam uma beleza ideal, na qual outros acreditam que a representação
da figura humana deveria criar no observador uma ilusão de realidade.
(C) A figura humana, da qual a representação sempre despertou o interesse dos artistas, o qual costuma dividi-los
em dois grupos distintos: o que busca nela uma beleza ideal; e o que acreditam que a representação da figura
humana deveria criar no observador uma ilusão de realidade.
(D) A representação da figura humana, na qual sempre despertou o interesse dos artistas, costuma dividi-los em
dois grupos distintos, onde, de um lado, estão aqueles que a representa em busca de uma beleza ideal; de outro,
aqueles que acreditam que ela deveria criar no observador uma ilusão de realida- de.
(E) A figura humana, cuja representação sempre despertou o interesse dos artistas, costumam dividi-los em dois
grupos distintos: uns a representa em busca de uma beleza ideal; outros são aqueles que acreditam que ela
deveria criar no observador uma ilusão de realidade.

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5. No campo da pintura, o surgimento da fotografia leva vários pintores ...... refletir sobre a
legitimidade de se retratar ...... figura humana e até mesmo sobre a possibilidade de se abandonar
por completo qualquer representação cujo efeito artístico pretenda despertar ...... ilusão do real.
Preenchem corretamente as lacunas da frase acima, respectivamente:
(A) a - à - a
(B) à - à - a
(C) à - à - à
(D) à - a - a
(E) a - a - a

Instruções: As questões de números 6 a 10 referem-se ao texto abaixo.
O interesse de Vieira como escritor decorre do fato de ter praticado com virtuosidade incomparável a arte da
palavra no estilo “conceptista” – como o denominam os manuais de literatura – e de o ter feito com objetivos
práticos, porque para ele a palavra era instrumento de ação. Embora os historiadores de literatura portuguesa e
brasileira considerem Vieira exemplo típico de “barroco”, ele conseguiu ser claro e convincente. Por meio das
mesmas palavras e do mesmo tipo de construção, fazia-se entender tanto por homens da corte como por colonos
analfabetos das aldeias brasileiras. Apesar de “barroco”, nada lhe parecia mais estranho do que o conceito da “arte
pela arte”. Diante disso, um problema a nós se apresenta: como e por que um estilo literário, tido pela opinião
geral como puramente artístico, só acessível aos iniciados e adequado ao gosto de cortes requintadas e de
academias literárias, pode ser usado na prática cotidiana? Como e por que pode ser funcional? (Adaptado de
Antonio J. Saraiva, O discurso engenhoso. São Paulo, Perspectiva, 1980, p. 113)

6. A atenção que Vieira e sua obra despertam justifica-se
(A) principalmente pelo fato de ser considerado, pelos historiadores da literatura brasileira e portuguesa, o maior
expoente da literatura conhecida como “barroca”.
(B) pela maestria com que ele dominava a arte da palavra e, ao mesmo tempo, por tê-la utilizado visando sempre
a obtenção de um determinado fim.
(C) pela clareza que ele logrou obter em sua produção, inteiramente avessa aos maneirismos barrocos e ao
refinamento da arte da palavra.
(D) muito mais pelas ações que ele praticou ao longo de sua vida do que pelo inegável virtuosismo com que
praticava a arte da palavra.
(E) pela elaboração artística incomparável a que ele chegou em sua produção, a despeito de ter sido
originalmente motivada apenas por questões funcionais.

7. Depreende-se do texto que o barroco costuma ser caracterizado como
(A) uma arte sofisticada, mas que ainda assim era acessível ao grande público.
(B) uma escola literária engajada, cujo objetivo maior foi a transformação social.
(C) obscuro, pouco convincente e partidário da “arte pela arte”.
(D) um culto misterioso e secreto, cuja prática só era permitida aos iniciados.
(E) repetitivo e monótono quanto ao vocabulário e à construção das frases.

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8. ... estilo “conceptista” − como o denominam os manuais de literatura...
O verbo que também é empregado no texto com a mesma regência do grifado acima está em:
(A) ... nada lhe parecia mais estranho do que o conceito da “arte pela arte”.
(B) Diante disso, um problema a nós se apresenta: como e por que...
(C) O interesse de Vieira como escritor decorre do fato de...
(D) ... porque para ele a palavra era instrumento de ação.
(E) Embora os historiadores *...+ considerem Vieira exemplo típico de “barroco” ...

9. Quanto aos sinais de pontuação empregados no texto, é correto afirmar:
(A) Os dois-pontos empregados ao final do segmento Diante disso, um problema a nós se apresenta poderiam ser
substituídos por ponto e vírgula, sem prejuízo para a lógica e a correção.
(B) A vírgula colocada imediatamente depois do segmento Embora os historiadores [...] considerem Vieira
exemplo típico de “barroco” poderia ser substituída por dois-pontos, sem prejuízo para o sentido e a correção
originais.
(C) Em ele conseguiu ser claro e convincente, uma vírgula poderia ser colocada imediatamente depois de
conseguiu, sem qualquer prejuízo para a lógica e a correção.
(D) Os travessões que isolam o segmento como o denominam os manuais de literatura poderiam ser substituídos
por parênteses, sem prejuízo para a lógica e a correção.
(E) Em Como e por que pode ser funcional?, o ponto de interrogação poderia ser substituído por um ponto de
exclamação, sem prejuízo para o sentido e a correção originais.

10. Embora os historiadores [...] considerem Vieira exemplo típico de “barroco”, ele conseguiu ser
claro e convincente.
Preservando-se em linhas gerais o sentido original, a frase acima está reescrita com correção, coerência e clareza
em:
(A) A despeito de ter sido claro e convincente, os historiadores consideram Vieira exemplo típico de “barroco”.
(B) Vieira conseguiu ser claro e convincente ainda que os historiadores o consideram “barroco”.
(C) Apesar de os historiadores considerem Vieira exemplo típico de “barroco”, ele conseguiu ser claro e
convincente.
(D) Conquanto ter sido ser claro e convincente, os historiadores consideram Vieira exemplo típico de “barroco”.
(E) Mesmo que os historiadores considerassem Vieira exemplo típico de “barroco”, ele conseguiu ser claro e
convincente.

Instruções: As questões de números 11 a 15 referem-se ao texto abaixo.
O desafio que nos impõem filmes de determinação e luta pela sobrevivência como Caminho da liberdade é aceitá-
los pela chave factível e capacidade de nos absorver na história. Peter Weir é mais feliz neste último apelo, mas
nem tanto no primeiro, ao retratar um grupo de prisioneiros de um gulag que, no início da década de 40, foge
através do território russo gelado e empreende uma jornada pela Mongólia até o Tibete. Alguns chegarão, outros
não. A questão, em princípio, é trabalhar um relato verídico no registro ficcional, já que ao livro de Slavomir Rawics
− com título homônimo − em que se baseia, o cineasta somou outras experiências semelhantes de prisioneiros.
Sentiu-se, assim, mais livre para deixar arestas a certa imaginação e conjecturas dramáticas. Para não
comprometer a saga liderada pelo jovem militar interpretado por Jim Sturgess, é preciso relevar que as limitadas
condições de sobrevida nunca chegam a se esvair por completo, por obra de alguma vocação ao heroísmo também
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nunca bem esclarecida. Assim, no grupo de personagens, composto por um russo escroque (Colin Farrell), um
americano desiludido (Ed Harris) e a única mulher, uma jovem polonesa (Saoirse Ronan), a bandeira será muito
mais de tolerância pelas diferenças sociais e crenças políticas a que se veem obrigados do que pelos instintos
pessoais comuns a situações de limite. É um filme, enfim, sobre a condição de diversos e sua cooperação pela
vida. Weir dá dimensão de grandiosidade quase épica ao intento, característica de parte de seu cinema, mas
demonstra fragilidade ao tratar o microcosmo de seus heróis. (Orlando Margarido. CartaCapital. Bravo! 18
de maio de 2011, p. 72)

11. De acordo com o texto, o filme
(A) relata, com base em depoimentos de prisioneiros russos, as dificuldades que as pessoas habitualmente
enfrentam para sobreviver no território gelado situado entre a Mongólia e o Tibete.
(B) se impõe mais como respeito mútuo dos componentes de um grupo heterogêneo de fugitivos à sua própria
diversidade do que à luta por sua sobrevivência, em situação de limite.
(C) demonstra a capacidade do diretor em convencer os espectadores da veracidade da história narrada, apesar
das condições extremas de sobrevivência no território que serve de ambiente para a ação.
(D) permite acompanhar a evolução psicológica das personagens, bem além do conteúdo verídico da história,
focado na luta pela sobrevivência em condições inóspitas.
(E) convence plenamente o espectador de sua intenção fundamental, ou seja, da supremacia do instinto de
sobrevivência até que todos consigam alcançar a liberdade.

12. É correto afirmar que se evidencia no texto
(A) dúvida acerca das condições da realidade improvável em que se encontram as personagens, ainda que a
história se desenrole de modo convincente para o espectador.
(B) admiração pelo heroísmo das personagens do filme, que conseguem sobreviver, apesar das limitações
inerentes ao grupo e das condições climáticas extremamente desfavoráveis.
(C) comprovação de que a associação entre fatos verídicos e ficção resulta invariavelmente na idealização da
personalidade humana em situações de perigo.
(D) crítica à falta de profundidade das personagens, como também a um certo excesso de imaginação quanto às
reais possibilidades de sucesso do grupo em sua fuga.
(E) valorização do trabalho de um diretor que consegue, a partir de uma história fantasiosa, criar elementos que
dão profundidade às personagens, na defesa de suas vidas.

13. O verbo que, empregado no texto no singular, poderia estar corretamente flexionado no plural,
respeitando a concordância, está grifado na frase:
(A) ... mas demonstra fragilidade ao tratar o microcosmo de seus heróis.
(B) A questão, em princípio, é trabalhar um relato verídico no registro ficcional ...
(C) ... já que ao livro de Slavomir Rawics − com título homônimo − em que se baseia ...
(D) ... a bandeira será muito mais de tolerância pelas diferenças sociais e crenças políticas ...
(E) ... um grupo de prisioneiros de um gulag que, no início da década de 40, foge através do território russo gelado
...


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14. À medida que o grupo ...... em sua fuga, ...... mais acentuadas as diferenças entre seus
integrantes.
As formas verbais que preenchem corretamente as lacunas da frase acima, respeitando a correlação de sentido,
estão em:
(A) avançaria - tornaram-se
(B) avança - iriam se tornando
(C) avançava - iam se tornando
(D) avançasse - irão tornar-se
(E) avançou - se tornariam

15. O período corretamente pontuado é:
(A) Os filmes que, mostram a luta pela sobrevivência em condições hostis nem sempre conseguem agradar, aos
espectadores.
(B) Várias experiências de prisioneiros, semelhantes entre si, podem ser reunidas e fazer parte de uma mesma
história ficcional.
(C) A história de heroísmo e de determinação que nem sempre, é convincente, se passa em um cenário marcado,
pelo frio.
(D) Caminhar por um extenso território gelado, é correr riscos iminentes que comprometem, a sobrevivência.
(E) Para os fugitivos que se propunham, a alcançar a liberdade, nada poderia parecer, realmente intransponível.

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