A Parábola do Mordomo Infiel

A Parábola do Mordomo Infiel traz uma grande lição sobre a graça de Deus e o perdão ao próximo, de acordo com a perspectiva do evangelho de Jesus Cristo. É uma parábola poética, que fala da história de um mordomo, que tinha a responsabilidade de administrar os bens de seu Senhor, e multiplicá-los. Jesus contou esta parábola em reposta à murmuração dos fariseus, que viam muitos pecadores e publicanos se converterem aos ensinamentos do Mestre. E o acusavam num preconceito religioso muito forte. Os fariseus não perdoavam aqueles que eram por eles considerados pecadores. Rejeitavam qualquer tipo de contato. Praguejavam juízos eternos sobre a vida daqueles excluídos pela religião. Exigiam julgamento na base do "olho por olho e dente por dente". Isso, porque os fariseus avarentos, achavam-se justos, santos! Estavam convencidos de sua "pureza total". Assim, tinham um coração endurecido, não perdoavam a ninguém. Vemos a resposta de Jesus, da necessidade de amar e perdoar a todos, para que a graça do Pai também nos perdoe.

O Mordomo Infiel Busca a Graça de Deus
Então, na parábola, este mordomo infiel, ao invés de cuidar bem das posses de seu mestre, passa a dilapidar este patrimônio, e a usá-lo em benefício próprio. E o texto do livro de Lucas 16:1-15, informa que esta má administração, por parte do mordomo infiel, chega ao conhecimento do seu Senhor, que logo o adverte a apresentar um relatório de toda a sua administração, de todas as suas atitudes, pois foi achado em falta e não poderia mais continuar na mordomia de seus bens.

"E dizia também aos seus discípulos: Havia um certo homem rico, o qual tinha um mordomo; e este foi acusado perante ele de dissipar os seus bens." Lucas 16:1 "E ele, chamando-o, disse-lhe: Que é isto que ouço de ti? Dá contas da tua mordomia, porque já não poderás ser mais meu mordomo." Lucas 16:2

A Graça de Deus e o Juízo Divino
Jesus revela a necessidade de estarmos preparados para o dia em que as nossas ações serão objetos de escrutínio. Está reservado o dia que passaremos por um exame minucioso de nossas obras. Seremos pesados e medidos. E esta parábola do mordomo infiel muito nos ensina acerca desse dia terrível do juízo.

"E o mordomo disse consigo: Que farei, pois que o meu senhor me tira a mordomia? Cavar, não posso; de mendigar, tenho vergonha." Lucas 16:3
E Jesus advertia com essa parábola, que neste dia daremos conta da administração de nossas vidas e das nossas relações com nosso próximo. Todos enfrentaremos o juízo divino. A verdade é que na existência humana, não há gerenciamento perfeito. Todos cometem erros. Certamente cada ser humano será achado em falta. O fato é que cometemos falhas em tudo que de Deus recebemos. Falhamos na administração da nossa inteligência, da energia e criatividade que recebemos para usá-la a serviço do reino. Igualmente somos imperfeitos nos nossos julgamentos morais e existenciais. Nem sempre usamos o que sabemos ou nossas habilidades psicológicas ou conotações físicas em favor do reino de Deus. Ao contrário, diversas vezes servimo-nos delas para fazer a nossa própria vontade, e satisfazer nossos desejos carnais. Erramos até na administração da nossa cultura, quantas vezes confundidas com preconceitos. Na nossa história, na memória de nossas lembranças, nos sentimentos do nosso coração, examinamos e sentimos o quanto somos administradores infiéis, carentes da graça de Deus. De forma que ao passar pelo escrutínio, exame minucioso divino, se apelarmos para nossas obras, seremos indiscutivelmente achados em falta! Quem poderá subsistir ao juízo divino?

Entendeu que a graça. por isso ele passa a trocar os parâmetros de sua administração. O mordomo infiel. e escreve oitenta. me recebam em suas casas. para que. o mordomo infiel tem essa revelação. quanto deves? E ele respondeu: Cem alqueires de trigo. Ele muda a forma como as dívidas eram vistas e cobradas." Lucas 16:4 Ele entende que suas ações tinham que expressar algo que ia para além daquela simples e fria matemática. O mordomo infiel começa a trocar capital ponderavél por capital imponderável. escreve cinqüenta. mas baseado na GRAÇA de Deus. dessa contabilidade mesquinha. ele não sobreviveria ao absoluto juízo do seu Senhor."Se tu." Lucas 16:7 Ele sabia que se fosse julgado com os parâmetros normais da sociedade humana. e fariam mais diferença na hora do juízo. Relativiza o julgamento e o juízo. que vai além de débitos e crédito. com o modo relacional que a vida humana é regida. se achegando à graça e a misericórdia. Desta forma. quando chegar essa hora de acerto. Compreende assim os parâmetros do reino de Deus. que vai além da matemática. porque os filhos deste mundo são mais prudentes na sua geração do que os filhos da luz. disse ao primeiro: Quanto deves ao meu senhor? E ele respondeu: Cem medidas de azeite. De modo que. relativizada. chamando a si cada um dos devedores do seu senhor. moeda por moeda. e ele começa a distribuir graça e perdão. "E louvou aquele senhor o injusto mordomo por haver procedido prudentemente. para que. se apressa a relativizar suas contas. e relativiza também as dívidas daqueles que as tinham com seu patrão. tão usada na existencialidade humana. sabia que precisava de um julgamento baseado não em erros e acertos. "Eu sei o que hei de fazer. apelando para o que fizemos de certo ou errado. SENHOR. quem subsistirá?" Salmos 130:3-4 A Graça e o Perdão nos Relacionamentos Humanos Assim. não teria chance de sobreviver. observares as iniqüidades. de saldo e dívidas. o mordomo infiel. Quem sabe que não sobreviverá ao julgamento absoluto do seu Senhor. passa a relativizar todos os seus vereditos! Daí. " Lucas 16:8 Jesus traz esse ensinamento que contrasta totalmente com a visão de vida dos religiosos e dos fariseus. E disse-lhe: Toma a tua obrigação. Eles acreditavam somente no "olho por olho e dente por dente". que não entendiam essa graça. de créditos e débitos. de acordo com os padrões da graça. um lindo e maravilhoso ensinamento de Jesus. E disse-lhe: Toma a tua obrigação. quando for desapossado da mordomia. seremos nada mais que mordomos infiéis condenados. que vai muito mais além de erros e acertos. Ele passa a relativizar os seus julgamentos e vereditos. vos recebam eles nos tabernáculos eternos. "E. para os parâmetros do perdão e da GRAÇA. E começa uma nova conta. Senhor. " Lucas 16:5-6 "Disse depois a outro: E tu. o Mestre dos Mestres! . " Lucas 16:9 É assim. "E eu vos digo: Granjeai amigos com as riquezas da injustiça. o mordomo infiel manda chamar todos os devedores do seu patrão. quando estas vos faltarem. Troca o mensurável pela imensurabilidade da graça e da gratidão. Ele muda os parâmetros de dívida e pagamento. se chegarmos a Deus. onde as relações de custo-benefício. de prestação de contas. o perdão e a gratidão eram infinitamente superiores. do que a tentativa de exigir que os devedores de seu Senhor pagassem tudo o que deviam. E ele percebeu que se fosse julgado com essa perspectiva de erros e acertos. a relativização do juízo e do reino. de erros e acertos da nossa existência. e assentando-te já. modelo do "olho por olho e dente por dente". até a última moeda.

para que vosso Pai também vos perdoe! De graça recebestes. de dívidas e pagamentos.Quem sabe que tem falhas e não poderá sobreviver ao absoluto juízo do justo juíz que está nos céus. para os parâmetros do perdão. E muda os parâmetros de erros e acertos. de graça dai! . da misericórdia e da graça de Deus. passa imediatamente a relativizar os seus julgamentos. derramada por nós no calvário! Perdoai a todos.