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aula 6 história 2010 aula barroco

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O BARROCO , ARTE DO MUNDO MODERNO

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Alguns pensam o século XVII como um intervalo irracional entre um racionalismo e outro. Dar-se-ia entre a Renascença e o Humanismo Iluminista. Parece-me mais prudente pensar como um intervalo entre uma coisa e outra.

Piazza Navona, com a Igreja Santa Angese de Borromini do lado direito.

1) 2) 3) 4) 5) 6) 7)

Novas cidades e o poder do Estado A vida privada e uma arte mais profana (a obra como realização intelectual do artista) A influência dos venezianos (Pictorialismo, Anamorfose) Roma Holanda Velazquez Os novos gêneros da arte

O novo padrão de existência brotava de uma nova economia. principalmente do despotismo ou da oligarquia centralizada. que se derivava da física mecânica. o comércio e a política seguiram seus caminhos separados. Tanto a forma quanto o conteúdo da vida urbana foram radicalmente alterados. a do capitalismo mercantilista. de uma nova estrutura política. 412) .” LEWIS MUMFORD (p.“Entre os séculos XV e XVII tomou forma na Europa um novo complexo cultural. a ordem medieval começou a se desfazer. habitualmente personificada em um Estado nacional. graças à simples corrupção interior. No século XVII. de uma nova forma ideológica. e desde então a religião.

O século XVII assistiu a consolidação de algumas mudanças que aconteciam na Europa desde o século XV . 5) Mudança no padrão de racionalidade 6) Mudança no papel da Igreja e da corte 7) Crescimento das cidades 8) Consolidação do capitalismo . 1) A consolidação dos Estados nacionais 2) Poder monárquico 3) Reestruturação das forças armadas 4) Reestruturação da Igreja com a reforma protestante e a contrarreforma.

a Europa já é um espaço constituído de nações com o poder centralizado e controlada pelos monarcas.a-pouco o poder absoluto substituiu os pequenos poderes locais. as cidades maiores e as exigências de administração. Pela força ou pela aclamação. as cidades e padronizavam moeda. preços e medidas. . de um arquivo e de uma estrutura burocrática. A economia tornava-se mais complexa.No século XVI. pouco. defesa e planejamento necessitavam. Eles organizavam as forças armadas. cada vez mais. de uma administração impessoal.

BASEADA NO PODER MONARQUÍCO. JULGAR E CONDENAR.TRATA-SE DE UMA NOVA FORMA DE SOBERANIA. OS SERVIÇOS PÚBLICOS SÃO CONCENTRADOS NA MÃO DO MONARCA. DIPLOMACIA E COMÉRCIO)DE SEU ESTADO. . ELE AGORA SE FIXA EM UMA CAPITAL PARA DAR CONTA DAS CRESCENTES DEMANDAS NACIONAIS E INTERNACIONAIS (TAIS COMO GUERRA. NA CONCENTRAÇÃO DOS PAPÉIS DE EXPANSÃO E AMPLIAÇÃO ECONÔMICA NAS MÃOS DO ESTADO E NA AUTONOMIA DO PODER LEGISLAR. DEIXA DE EXISTIR UMA CORTE ESPALHADA POR TODOS OS LUGARES QUE O MONARCA GOVERNA E O GOVERNANTE NÃO VIVE MAIS EM TRÂNSITO. NO DIREITO DIVINO DO GOVERNANTE.

Reforma e Contrarreforma .

Venda de indulgências .

Lutero revela-se contrário tanto à venda de indulgências. Lutero publica as suas 95 teses e propõe a reforma da Igreja Católica. garantir o seu lugar no paraíso. O que significa isso: •Não se pode. . Entre as inúmeras reivindicações está a impossibilidade teológica das indulgências dos sacerdotes e a falibilidade do papa.Em 1516. a escritura pode ser interpretada e lida de uma forma diferente da linha romana. •Por isso mesmo. A igreja na época vende o espaço da salvação em troca de “obras cristãs”. a partir de obras no céu.

1)TEORIA DA PREDESTINAÇÃO 2)FALIBILIDADE DO PAPA 3)LIVRE EXAME DO TEXTO RELIGIOSO .

na França. condena as religiões protestantes como heresias. Em 1575. excomunga Lutero Em 1545. os católicos matam cerca de 80 mil protestantes na chamada noite de São Bartolomeu. da perseguição e da condenação para impedir o avanço protestante. . Usa da censura.Roma reage Em 1521.

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Por isso. Com isso o que aproxima os homens de Deus não é mais a razão. Tentam ordenar também os sentidos e as formas de perceber. as cidades. do convencimento. Os artistas dominam a perspectiva e as formas de iluminação. A religiosidade passa a dominar a estrutura das cidades. na ciência a autonomia é crescente. da retórica. Para agravar a crise cientistas como Galileu e Copérnico. uma nova forma de exercer o poder. A liturgia cristã acontece com paramentos de luxo e uma igreja que se mostra poderosa. Este amor é conquistado por meio da persuasão. Todo o raciocínio não se preocupa com as leis divinas. . Os modos de convencimento da fé são espetaculares. colocam o homem no centro da reflexão. O amor ao próximo e o amor à divindade. Embora a fé tome os corações para a guerra. mas o AMOR. A reconstrução de Roma no século XVII é o símbolo desta nova imagem. o teatro e a arte adquirem a forma do que é espetacular. para se inferir as leis da natureza.A igreja Romana reafirma o valor da demonstração visual e sensível dos fatos. bem como o método filosófico de Descartes. mas com as formas que o homem dispõe para produzir um conhecimento para ele. As capitais latinas procuram um novo ordenamento. uma nova forma de mobilizar a economia.

Política .

com elementos de engenharia complexos. tornam-se caras. 5) A nova cidade não é cercada pelas muralhas. exército e finanças transformam a guerra e a conquista em uma forma de organização da sociedade. cercadas de homens armados em posições táticas. 6) Além da defesa. mas cercadas de exércitos. 3) As cidades se tornam congestionadas. estes exércitos são utilizados na expansão do poderio dos monarcas e dos mercados dos capitalistas. Trata-se de outra forma de cidade fortaleza. Em um tripé: Poder. . 4) Um novo efetivo militar com comando único passa a atuar nas cidades. pedem uma reforma imediata.Razões militares também precipitaram o fim da cidade medieval e colaboraram na nova estrutura política: 1) A cidade murada não parecia mais segura 2) As novas fortificações.

JULGAR E CONDENAR. ELE AGORA SE FIXA EM UMA CAPITAL PARA DAR CONTA DAS CRESCENTES DEMANDAS NACIONAIS E INTERNACIONAIS (TAIS COMO GUERRA.TRATA-SE DE UMA NOVA FORMA DE SOBERANIA. DIPLOMACIA E COMÉRCIO)DE SEU ESTADO. NO DIREITO DIVINO DO GOVERNANTE. BASEADA NO PODER MONARQUÍCO. NA CONCENTRAÇÃO DOS PAPÉIS DE EXPANSÃO E AMPLIAÇÃO ECONÔMICA NAS MÃOS DO ESTADO E NA AUTONOMIA DO PODER LEGISLAR. OS SERVIÇOS PÚBLICOS SÃO CONCENTRADOS NA MÃO DO MONARCA. . DEIXA DE EXISTIR UMA CORTE ESPALHADA POR TODOS OS LUGARES QUE O MONARCA GOVERNA E O GOVERNANTE NÃO VIVE MAIS EM TRÂNSITO.

Os modos nobres das cortes ficam feitos de protocolos. Bairros como Saint Germain e Saint Louis são construídos no estilo italiano. Passa existir uma série de padrões novos de conduta. festas e enfeites. seguiam-se novas manias de consumo e novos luxos compartilhados por uma nobreza ociosa. Em Paris se trata do começo do rococó. . A cidade é arruinada no fim do século pelas guerras religiosas e políticas contra os ingleses. Paris já tem quase meio milhão de habitantes. O Louvre é ampliado com o Jardim das Tulleries. No século XVII.PARIS É O QUE EXISTE DE MAIS CARACTERÍSTICO NESSAS MUDANÇAS Entre 1661 e 1714. A partir da segunda metade dos 1600. regrada pela etiqueta e enriquecida pelos caprichos. No século anterior a população havia ultrapassado os 300 mil habitantes. vindos de cortes de outros países. Luis XIV se aproveita dos planos anteriores e transforma a cidade de Paris. Na margem disso. com o poder e o dinheiro da coroa a cidade é novamente reconstruída para se tornar a capital da Europa. formava-se uma burguesia insatisfeita e uma classe operária faminta. A cada reinado. regras de etiqueta. ditos e não ditos.

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Saint Germain. com o palácio ao fundo .

Parque Vaux (1656 – 1660) .

bem como das villas italianas é ter todo o ambiente sob controle.A idéia destes parques. A cultura racionalista francesa. Tratam-se arranjos complexos que lidam com uma gama maior de elementos e estruturam variáveis distintas em um espaço indivisível. A relação entre arquitetura e jardim é uma relação de ambiente. como bem lembra Mumford e Benevolo. É um tempo de modos burgueses e festas de gala. É uma nova forma de se lidar com o espaço. onde cada lugar tem uma função na vida dos aristocratas. reestrutura as formas de se organizar a paisagem. a natureza. . o luxo e os espaços destinados a cada coisa. o bem viver. não de outra coisa.

Que aliás. define a política da Academia de Belas Artes na França O Funeral de Fócion(1648) Nicolas Poussin (1549 – 1665) .Estes ambientes tornam-se tema de um dos artistas mais famosos da época.

Jean-Antoine Watteau. 1721 A corte e os pintores da corte. . Enseigne de Gersaint.

.ROMA Por um lado a arte passa a refletir um novo espírito da sociedade e da religião. mas uma nova forma da arte.

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UMA GRANDE CAPITAL. O PLANO PREVÊ A RESTITUIÇÃO DAS BENFEITORIAS PÚBLICAS (RUAS. ESTA CIDADE SERÁ A CAPITAL DO BARROCO. PONTES. MUROS). O PAPA NICOLAU V DESENVOLVE UM PLANO DE RECONSTRUÇÃO DO PODER CATÓLICO E DE TRANSFORMAÇÃO DE ROMA EM UMA CIDADE MODERNA. A RESTAURAÇÃO E CRIAÇÃO DE NOVOS MONUMENTOS RECONSTRUIR A CIDADE DEPOIS DE SUA RUÍNA NA PASSAGEM DO XV PARA O XVI A CIDADE JÁ TEM 100 MIL HABITANTES.NO SÉCULO XV O PAPADO VOLTA À ROMA. . OS PLANOS PARA A NOVA CIDADE NOS SÉCULOS XVI E XVII PENSAM EM UMA CIDADE GIGANTESCA.

1589 (hoje biblioteca do Vaticano) .Giovanni Fontana Progetto per il palazzo di Sisto V.

Giovanni Fontana Progetto per il palazzo di Sisto V. 1589 .

.446) Bramante (1444 – 1514) projeta o Palácio dos Tribunais que fica na nova e retílinea Via Giulia.” Benevolo (p.SÉCULO XVI “O tecido humilde e emaranhado da cidade medieval é cortado sem hesitações para dar lugar a novas ruas retilíneas e a novos edifícios regulares (é destruído o traçado medieval e os traçados regulares se sobrepõem aos antigos e irregulares). Michelangelo. mas a capital de todos os cristãos. Rafael e Bramante trabalham na obra do Vaticano. Não apenas a capital de um Estado Nacional. A cidade tenta se modificar e tenta ganhar a grandiosidade de uma capital.

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VATICANO .

Roma (s.Basílica de São Pedro. IV) .

Basílica de São Pedro até 1450 .

Michelangelo (1546) .Cupúla.

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Michelangelo: “Piazza do Campidoglio” (Roma. 1538) .

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que articula diversos fenômenos distintos por um projeto. que ao dar uma forma única aos diversos e multiformes prédios do Vaticano retirou-lhes o peso e fez deles uma forma solta. realiza-se aqui. Neste momento. como um organismo íntegro. mas é importante termos em mente que aquele traçado que era buscado desde o século XV. desde as primeiras intervenções de Brunelleschi. a cidade é pensada como uma unidade. A inspiração é a cúpula de Michelangelo.Explicaremos ponto por ponto. .

BERNINI (1598 – 1680)

A intervenção de Bernini traz a dimensão barroca ao Vaitcano. Ele faz a praça do povo em dois sentidos, como fruto de uma racionalidade nova, que dá conta de vários elementos dispersos e os ordena. Cria uma dimensão teatral forte ao projetar a praça do povo. E pensa seu estatuário como um elemento cênico, que acontece diante ao espectador de massa. Em 1633, ele acaba o seu Baldaquino, a cobertura do altar que emoldura e também cria a imagem de um papa teatral.

Santa Teresa em êxtase(1647)

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.Davi de Bernini (Mais teatral que quaquer outro Davi). Bernini se empenha para figurar uma ação em direção ao público.

Praça do povo (1655) .

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. com a Igreja Santa Angese de Borromini do lado direito.Piazza Navona.

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. teatral. A relação entre arquitetura e jardim é uma relação de ambiente. A cultura racionalista. as esculturas interagem como espaço que as circunda e a pintura tenta recriar a ilusão de uma iluminação natural em pontos de vista naturais. o luxo e os espaços destinados a cada coisa. Tratam-se arranjos complexos que lidam com uma gama maior de elementos e estruturam variáveis distintas em um espaço indivisível. não de outra coisa. como bem lembra Mumford e Benevolo. A idéia das villas italianas é ter todo o ambiente sob controle. reestrutura as formas de se organizar a paisagem. onde desde os conflitos políticos.AS VILLAS: O espaço das cidades barrocas torna-se um espaço cênico. o bem viver. a natureza. onde cada lugar tem uma função na vida dos aristocratas. É uma nova forma de se lidar com o espaço. Os arquitetos criam ambientes. até os desfiles de gala. Sua reflexão estética também teatral. o ver e ser visto acontecem. É um tempo de modos burgueses e festas de gala.

O espaço das cidades barrocas torna-se um espaço cênico. onde desde os conflitos políticos. teatral. as esculturas interagem como espaço que as circunda e a pintura tenta recriar a ilusão de uma iluminação natural em pontos de vista naturais Villa Montratto . até os desfiles de gala. o ver e ser visto acontecem. Sua reflexão estética também teatral. Os arquitetos criam ambientes.

Villa Doria Pamphili .

Villa Doria Pamphili .

Caravaggio (Michelangelo Merisi da Caravaggio) (1571 – 1610) .

Baco (1593-1594) .

Caravaggio. Durante a vida demonstrou o seu apreço pela obra de Michelangelo e sua recusa dos efeitos dos maneiristas. provavelmente foi o mais profano. Teve uma vida curta e conturbada. Seu trabalho retratava as divindades como corpos e o divino como uma sensação. todas as percepções em Caravaggio passam pela sensação.Dentre os artistas que pintaram temas religiosos. a alegria e os prazeres gozosos. Aliás. . Foi acusado duas vezes de assassinato e teve malária. A crueldade é dolorosa.

Chamado de São Mateus(1600) .

“Martírio de São Mateus” .

Conversão de São Paulo (1600) .

A conversão de São Paulo (1601) .

Tomé ( c.Caravaggio. 1601-1602). .A incredulidade de S.

Crucificação de São Pedro (1600) .

Davi (1600) .

Davi (1606) .

Davi (1609) .

Ressurreição de Lázaro (1609) .

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1596 .

HOLANDA .

Rembrandt Harmenszoon van Rijn (1606 – 1669) .

Filósofo lendo 1631 .

Lição de Anatomia (1632) .

THE FEAST OF BELSHAZZAR' C.1635 .

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1642 .

Hendrickje se banha no rio (1654) .

O boi esfolado (1665) .

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Auto-retrato do pintor – 1661 .

Autorretrato como Demócrito (1668) .

Rembrandt van Rijn. Deutsche Guggenheim Berlin.Hiroshi Sugimoto. 1999. .

Johanes Vermeer (1632 – 1675) .

Vista de Delft (1660) .

A Leiteira (1658-60) .

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Diego Velazquez (1599-1660) .

Velazquez: 1630 .

Cristo em la Cruz (1631) .

Papa Inocêncio X, 1650

Velazquez: “Las Meninas” (1656-7)

Vénus olhando-se ao Espelho, 1644-48

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Francisco de Zubarán (1598 – 1664) .

Francisco de Zurbarán (1598-1664). "Agnus Dei" (1635-40) .

Francisco de Zurbarán .

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