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Aborto No Inicio Da Gravidez_folha_21!08!13

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21/08/2013 - 21h10

Aborto no início da gravidez é descartado da refor do Código Penal - Folha de São Paulo
http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2013/08/1330012-possibilidade-de-aborto-noinicio-da-gravidez-e-retirada-da-reforma-do-codigo-penal.shtml
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GABRIELA GUERREIRO DE BRASÍLIA

Relator da reforma do Código Penal que tramita no Congresso, o senador Pedro Taques (PDT-AM) retirou do texto a possibilidade de aborto nas 12 primeiras semanas de gravidez. A primeira versão da reforma do Código, aprovada em comissão de juristas, autorizava a interrupção da gravidez até a 12ª semana se médico ou psicólogo atestasse que a mãe não tem condições de arcar com a maternidade ou nos casos de feto anencéfalo. Taques apresentou seu relatório à Comissão do Senado que discute as mudanças no código. O texto ainda precisa ser aprovado pela comissão, depois pelo plenário, para que as mudanças sigam para análise da Câmara. Só depois de aprovado nas duas Casas o novo código passa a vigorar. O senador considera que a possibilidade de aborto até a 12ª semana de gravidez é inconstitucional uma vez que o direito à vida é "consagrado como cláusula pétrea" da Constituição. O relatório de Taques mantém as possibilidades de aborto previstas pela legislação, como nos casos de estupro ou risco à vida da gestante e se comprovada a anencefalia do feto. O relator também retirou do Código Penal a possibilidade de legalização do plantio, compra ou porte de drogas para consumo próprio. O anteprojeto elaborado pelos juristas prevê essa possibilidade, mas criminalizava o consumo de drogas próximo a crianças. Na nova versão, o texto de Taques mantém como crime o porte de pequenas quantidades de drogas, embora quem esteja portando o entorpecente não seja penalizado com detenção. O senador também manteve o sistema atual que permite que o juiz analise o caso concreto e verifique se o agente é ou não exclusivamente usuário de drogas.

como é atualmente. afirmou. O senador também incluiu no relatório a corrupção como crime hediondo. além de milhares de manifestações populares encaminhadas à Ouvidoria do Senado. Atualmente. porque um cidadão que retira a vida de um seu semelhante não pode ficar preso apenas um ano [caso tenha recebido pena de seis anos de prisão]". mas a comissão de juristas ampliou sua gravidade para ser considerada homicídio. Pela legislação em vigor. Outra mudança promovida por Taques é a ampliação do rigor para a progressão de regime no cumprimento de penas. comercializasse pequenas quantidades de drogas dentro de um "suposto padrão" de consumo diário. O texto fixa a pena de corrupção ativa de 4 a 12 anos de reclusão. "Ao meu juízo. o anteprojeto elaborado pelos juristas poderia permitir que o traficante. A mesma punição passa a valer para a corrupção passiva. além de multa. a reclusão é de 2 a 12 anos. ele terá que cumprir um quarto da pena a qual foi condenado. o modelo atual de progressão de regime é absurdo. que elaborou o texto após meses de discussão. passando-se por usuário. O relatório resulta da análise do anteprojeto elaborado por uma comissão composta por 16 juristas. a proposta estabelece aumento de pena para a prática. Taques mantém a eutanásia como crime de homicídio. Para que um preso consiga o benefício da progressão para o regime semi-aberto ou para o regime aberto. os seus integrantes querem discutir e analisar o texto. A comissão especial do Código Penal pretende votar o relatório até o final de setembro. O relatório de Pedro Taques também prevê entre crimes hediondos a concussão (ato de exigir benefício em função do cargo ocupado) e peculato doloso. . já que o Senado aprovou a mudança em julho. assim como a ortotanásia como conduta atípica se for realizada. EUTANÁSIA No texto.Para o relator. e não mais de um sexto. a eutanásia é considerada crime comum. Até lá. Além da inclusão no rol dos crimes hediondos. Foram apresentadas mais de 600 emendas ao anteprojeto.

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