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Tradução_A CAIXA DE PANDORA

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A CAIXA DE PANDORA – TENDÊNCIAS E PARADOXOS DAS TIC Eduardo A. Vizer: eavizer@gmail.com* Helenice Carvalho helecarvalho@gmail.

com* Resúmen: En las últimas décadas del siglo XX las TIC demostraron la capacidad de convergencia generalizada que les permite expandir exponencialmente una multiplicidad de aplicaciones diferentes, la posibilidad de acceso universal y móvil a redes de información y de comunicación, y la creación y producción colaborativa de contenidos. Ya en la primera década del siglo XXI el celular personal y el desarrollo de aplicativos entre redes y dispositivos de infocomunicación (presentando un cuadro más asimilable a una Sociedad de la Comunicación que de la Información) reinstala al individuo como un agente activo de convergencia entre múltiples sistemas y redes de comunicación. Si el modelo de ser humano en la cultura letrada de la Modernidad era el sujeto lector reflexivo, en la presente modernidad tardía (postmodernidad?) el nuevo modelo vigente es el sujeto móvil e itinerante de la nueva “aldea globalizada” ( y aparentemente desterritorializada). Los avances en la autonomía espacial, temporal y cognitiva de los individuos generan condiciones técnicas para la expansión del acceso universal a la información y la comunicación, y a la vez replantean gradualmente las bases de construcción de los tejidos sociales, políticos y culturales. Las tendencias a la mediatización creciente de nuestras sociedades a través de la universalización de dispositivos tecnológicos nos lleva a escenarios impredecibles y a veces paradojales. Palabras clave: sujeto móvil; aldea globalizada; tendencias; mediatización social; TIC. Summary: In the last decades of the XXth century, ICT´s showed their capacity for generalized convergence, allowing them to expand not only multiple applications, but also the possibility to create and promote universal and mobile access to collaborative production of information and communication through networks. In the first decade of the XXI st. century, personal cell phones allow convergence between networks and infocommunication devices (a picture which resembles more a Communication Society than an Information one) and reinstall the individual as an active agent of convergence between multiple infocommunication systems and networks. If the model of a literate individual in Modernity was that of a reflexive subject – a reader -, in present late modernity (posmodernity?) the new model is that of a mobile and itinerant subject of the globalized (and apparently de-territorialized) village. Advances in spatial, temporal and cognitive autonomy of individuals generate technical conditions for the expansion in universal access to information and communication, and gradually restate the grounds in which the fabric of social, political and cultural processes are established. The tendencies of growing mediatization in our societies through the universalization of technological devices take us to unpremeditated and sometimes paradoxical future scenarios. Keywords: mobile subject; global village; trends; social mediatization; ICT´s.

com> Dra. novas formas de expressão e participação social. CNPq. como McLuhan concebia os meios como extensão do ser humano. Profesora Adjunta de la Carrera de Comunicación de la Universidad Federal del Rio Grande do Sul (Fabico/UFRGS). 1er. Prof. e a crescente explosão da comunicação e serviços de celular. Visitante UNISINOS y UFRGS. todas em 2011 e em conjunturas diferentes). Postdoc. Gino Germani Universidad de Buenos Aires. Tecnologías de Informação e Comunicação e novas práticas sociais O paradigma emergente no século XXI demarca novos modos de relação entre os indivíduos e as tecnologias de informação e de comunicação. telefonia celular integrada. novos aplicativos. etc.0. A juventude cria novas formas de ativismo cultural. Google. Coordinadora del Grupo de Investigación en Inteligencia Organizacional / CNPq. Inst. Segundo declarações de seu criador. Montréal. Communication Depart. videogames. de la Comunicación. mas como um indivíduo relativamente isolado. Tit. . EEUU y Brasil * HELENICE CARVALHO e-mail: <helecarvalho@gmail.EDUARDO ANDRÉS VIZER e-mail: <eavizer@gmail. Consulto e Inv. propõe-se como principal objetivo midiatizar todas as relações sociais através de uma plataforma universal com a meta de estender as redes virtuais a todos os possíveis cenários mundiais. Como um contraponto da visão apocalíptica e pós-humana anterior. Yahoo. Univ. Como uma caixa de Pandora. e também surgem atores políticos conjunturais que se expressam através de multidões convocadas espontaneamente em situações críticas (como as manifestações que atravessam diversas classes e com interesses diversos na crise de 2001 na Argentina e outras recentes como as do mundo árabe ou na Grécia e Espanha. Visiting Professor. também começou a emergir diferentes formas de práticas sociais neopolíticas# no qual a figura do novo militante do século XXI pode se apresentar não apenas como membro de um partido ou uma organização social. 9 libros publicados. Todavia. Todas apresentam em maior ou menor grau mudanças que parecem definitivas. en Sociología. Director carr. O ativismo social atual tende a substituir o modelo político de classes e de massas que surgiu no século XX. Prof. Human Res. e novas formas de apropriação do tempo e do espaço. Canada Fulbright Prog. ele jamais teria imaginado uma situação paradoxal no qual os homens pudessem estar relegados a uma posição inversa: cumprir a função de extensões humanas de sistemas tecnológicos autorregulados e auto-organizados.of Massachussets (UMASS-USA).com> Dr. Canada. Develop. Canada (HRDC). Internat. e-mails. Council Canadian Studies (ICCS). esse novo modelo não está organizado nem requer atos de fé. apesar da fugacidade e da velocidade de substituição de alguns dispositivos técnicos por outros. en Ciencias de la Comunicación.).0. Mc Gill. Brasil. o Facebook. En Alemania. entretanto com capacidade de acesso a um arsenal dos meios: sites. web 3. web 2. tanto quantitativa como qualitativamente. As tendências à convergência entre diferentes tecnologias têm dado espaço a uma crescente (hiper) miditização de toda forma de práticas sociais. y CAPES. formalidades nem rituais. C. de formas organizacionais – e empresariais – do mundo digital por outras (Alta Vista. web 1.0. blogs. Fulbright Fellow.

hoje não se pode proibir ninguém de ter acesso à telefonia móvel e aos seus serviços. apesar que isso não impede cortes e controles nos serviços de Internet. trabalhadores. o que representava a décima parte da população mundial. e o mercado de telefones inteligentes ( smartphones) representa 26% do total na telefonia móvel. contando com opinião pública favorável. políticos e jornalistas. O governo não só perdeu a eleição. Todos têm acesso à telefonia sem fio para difundir ou compartilhar mensagens. faz sete anos – em . Se no ano de 2004. Quem possuía motivos para atuar encontrou um novo meio para obter informações. O processo de apropriação ‘tecnossocial’ dos espaços de comunicação segue uma tendência de crescimento exponencial. comparáveis com certeza ao impacto histórico da criação da imprensa ou do alfabeto. enquanto que o salto dos 5 para os 6 bilhões de usuários ocorreu em apenas 15 meses. a oralidade recupera novamente um papel fundamental na constituição dos processos sociais. a sociedade se sentiu usada para fins eleitorais. apesar dessas manifestações ainda não se traduzam em formas permanentes de organização social. O motivo de esperança mais pragmático é que o novo regime tecnossocial é ainda jovem” (Rheingold. constituem junto com a ação de indivíduos ou grupos. . mas convergindo com ela em novas formas de escrituras audiovisuais. “Com toda certeza não serão pacíficas ou democráticas todas as mobilizações futuras organizadas pela Internet e pelo celular. As manifestações não foram mera consequência das mensagens eletrônicas e de SMS. consumidores. cultural e política#. que controlava a televisão pública e grande parte da privada. convocar ou denunciar situações. organizar e gerar manifestações. podemos dizer que encontramos uma nova modalidade de promover acontecimentos. mas também indignou a sociedade porque além da tragédia e o terror do atentado. Através das TIC.que atribuía ao ETA a autoria do ataque – usaram a Internet e os celulares para empreender mobilizações espontâneas. um potencial de ação e de influência imenso. quase no dia da eleição. injustiças e perigos. Para final de 2011 esperam-se seis bilhões de usuários e o mercado de celulares representa 2% do PIB mundial segundo um estudo realizado pelo grupo Chetman Sharma Consulting. Os cidadãos que não aceitavam as declarações iniciais do partido dirigente. As redes de telefonia sem fio e os sistemas informáticos acessíveis a qualquer usuário. para informação. Prólogo). Na China existem os carregadores públicos de telefone onde ainda não chegou a eletricidade. um terrível ataque pôs um dilema ao partido de direita que governava a Espanha. 2004.Um dos primeiros exemplos nos quais os celulares demonstraram sua eficácia iniciou em março de 2004. sem deslocar a escrita. Com este exemplo. Se hoje a leitura de jornais pela Internet se universalizou. venderam-se no mundo 600 milhões de celulares. Com as mobilizações. ao final de 2008 estimou-se que no mundo havia quatro bilhões de aparelhos (61% da população mundial). Através dos celulares as mensagens de SMS se tornaram a evidência pública da manipulação e da desinformação orquestrados pelo governo. A sociedade da comunicação tem se transformado em um acontecimento (como o oposto “social” da Sociedade da Informação). publicar mensagens. assim como a maioria das rádios. evaporou-se boa parte do capital de credibilidade nos meios de informação massivos. Se na União Soviética de Adropov – nos anos de 1970 – era proibido as fotocópias. Transformações aceleradas estão acontecendo nas rotinas e nas atividades de analfabetos. Essa indústria levou 20 anos de desenvolvimento para chegar a marca de 1 bilhão de dispositivo conectados.

Utilizando uma metáfora marxista. universal e alternativo em relação aos meios dominantes. Por outro lado. até o ponto que já não são poucos que temem seu desaparecimento (ao menos em sua forma tradicional. os leitores de blogs aumentaram em 58% em apenas seis meses. como a infra-estrutura de uma iminente Sociedade da Informação global (uma infra-estrutura hipertecnológica cujas bases se configuram nos dispositivos e nas novas estruturas de produção e circulação capitalista). Paralelamente. A resposta ao desafio das transformações quantitativas e qualitativas que trazem os novos cenários da Cultura Tecnológica tem sido a busca da articulação e a reintegração de todos os meios em complexos sistemas mutuamente interdependentes e em rede. um é econômico e o outro é social. o acesso crescente de usos sociais que as tecnologias permitem. Para pensar esses processos como uma modalização em sua complexidade e sem reducionismos – sobretudo tecnológico -. passando pelo Estado. Dois fatores são tecnológicos. preferimos pensar as possibilidades que abre esse desenvolvimento tecnológico em termos de novas forças produtivas. o jornalismo de opinião (um anátema para o jornalismo institucional clássico) cresce de forma exponencial. muitos programas de televisão a cabo compartilham uma tendência que no mundo anglo-saxão se denomina jornalismo de afirmação. as opiniões e as críticas. mas que sempre devem servir como nós que permanecem permanentemente alerta. assim como decrescem paulatinamente os leitores de jornais. Por outro lado. Deve-se admitir que esses meios configuram a base de uma infra-estrutura informacional que permite pela primeira vez pensar na possibilidade do uso democrático.2004 – apenas 32 milhões de norte-americanos afirmaram obter informação dos jornais na Internet. Redes mais abertas ou mais fechadas. diluem-se frente ao novo cenário social e midiático. educadores e políticos sobre o uso manipulador dos meios. e por último as transformações nas demandas sociais. temos ao menos quatro fatores em jogo que são sobredeterminantes neste novo cenário: a evolução das tecnologias. atualmente. a veloz diminuição dos custos de produção. Os meios estendem-se desde a pequena sala domiciliar. até os cenários mundiais. Há uma consequência central na passagem da sociedade industrial clássica para a sociedade de infocomunicação: não deixa de ser chocante considerar que a revolução industrial foi em apenas dois séculos o motor das transformações em direção à modernidade. a multiplicação das tecnologias dos meios. para tender para novas formas de conservadorismo na figura de uma tecnoutopia e um triunfalismo tecnológico (apesar de ser dependente da produção física e o consumo de recursos naturais). desde que a imprensa se viu obrigada a desenvolver edições digitais). é possível pensar num modelo de sociedade utópica idealizada como uma superestrutura comunicacional. com livre acesso ao conhecimento. e os riscos de certa atitude passiva em frente da tela de televisão. uma Sociedade da Comunicação aberta e democrática. . Com o crescimento da Internet como plataforma aberta ao público#. assim como brindar canais de acesso e participação (ou pseudoparticipação) aberta e acessível. Os medos e as fantasias que suscitaram em especialistas. correndo o risco de perder a exclusividade e a fidelidade de seu público. a miniaturização e a acessibilidade econômica asseguram a criação e a penetração em mercados até poucos anos atrás reservados ao Primeiro Mundo e aos setores de maior poder aquisitivo. Desde fundo do lar até a cabine dos astronautas.

A tradição intelectual tem nos marcado com o desafio de pensar as estruturas e os processos sociais e econômicos a partir da perspectiva de suas condições de produção. não é por falta de recurso físico. e finalmente de muitos para muitos. assim como a distribuição das fontes de informação. agora o processo de circulação da informação abre um espiral de geração de valor por meio da informação: de muitos a um. . atores e processos. ou pela duração decrescente do valor de uma informação. aos dispositivos e às estruturas sobre as quais se produzem a circulação de bens e a informação tem passado a ser uma exigência absolutamente estratégica para a sobrevivência das organizações. Não sabemos ainda que implicações terão essas transformações infra-estruturais na sociedade. circulação e consumo. O exemplo de wikileaks representa um caso exemplar de neojornalismo. na competência econômica. na política e na cultura. logo desse um para muitos. e nunca na história existiram tantas possibilidades e recursos de informação-poder. e centralizador de fontes de micropoderes dissidentes – todo em nome da transparência e da objetividade da informação . Seguramente esse poder multipolar se encontra fragmentado. O cálculo probabilístico. o azar e a incerteza entraram para formar parte dos planos da produção econômica em uma escala sem precedentes. e na “brecha digital” (the digital divide) entre países e setores sociais. inevitavelmente se produzem assimetrias em todo nível. de forma de uma espiral interminável).(se o paradigma da comunicação clássica era de uma fonte para muitos receptores. Jamais na história o valor da informação se encontrava tão determinada pela fugacidade do tempo. é difícil pensarmos nos processos produtivos em termos de circulação apesar de que saibamos que é na própria circulação que o trabalho imaterial de homens e máquinas produz e ao mesmo tempo assegura a reprodução de toda a espécie de valores (econômicos. O acesso aos processos.: quando se produz um apagão de energia elétrica. e a dependência crescente deles para assegurar a sobrevivência da sociedade real (ex. o rádio transistor alimentou expectativas para promover programas de desenvolvimento e modernização rurais promovido pela Escola de . Entre séculos A meados do século XX. Claramente.Essa situação tem profundas implicações não apenas materiais. O modelo da sociedade da informação pressupõe o crescimento exponencial dos fluxos imateriais (informação). isso vê no mundo acadêmico e na investigação científica. Como nem todo mundo pode ou está interessado em correr atrás da informação. Entretanto. introduzindo o passado e o futuro nas equações de um presente contínuo. Os fluxos do capital financeiro constituem nesse sentido exemplo central. A velocidade de circulação da informação condiciona os processos de produção (um exemplo disso é o just in time). Uma forma de determinação linear e por etapas: produção. As tecnologias – e os processos de digitalização em primeiro termo – tem rompido os parâmetros de tempo e espaço. a convergência de multiplicidade de fontes de informação em direção ao ator capaz de representar um contrapoder dos grandes poderes econômicos e políticos. mas também teóricas e epistemológicas.o que se pode prever -. políticos ou culturais). Sabemos que possuir informação é ter poder. mas de uma falha nos sistemas de regulação e de controle de máquinas e processos).

sofrido ou movido. mais concentração de poder. não podemos ainda saber quanto tempo levará esta móvel e "reflexiva" sociedade para formar novas relações de produção-circulação. O paradigma tradicional de organização social. sustentando e regulando a circulação de energia em estruturas físicas de manutenção do habitat humano. pode se juntar às fileiras de uma multidão em uma manifestação. telefonia celular e a convergência digital – entre outras tendências e tecnologias . Um evento tem todas as características de comunicação: é uma expressão emergente das condições e das situações. as cidades). Mas quando termina. compromissos forte e estável.para formar uma multidão# (face teórica de novas propostas de análise política). Da mesma forma que levou séculos que a era industrial pudesse superar a era feudal. Tecnologias da informação e de comunicação têm a virtude de criar novos espaços e tempos.ou convidados .Comunicação e Desenvolvimento. Por outro lado. mas não representa nada além de um convidado ocasional e momentâneo que não altera em nada suas condições objetivas de existência. especialmente. propriedade. Indivíduos se reúnem espontaneamente . é como a representação teatral. distribuição desigual de recursos.que representam a base promissora para criar condições para uma sociedade de comunicação mais democrática e articulada através de dispositivos de circulação social produtivo. Não sabemos se o paradigma dessa nova sociedade (da informação. No início do século XXI é a Internet.em tese . Uma multidão se reúne com uma finalidade precisa de "construir um evento" que pode enquandrar-se tanto em um campo artístico (os happenings dos 1960) como uma política (de protesto das panelas). aplaude. novos dispositivos de percepção e de ação. ou conseguirá uma distribuição mais equitativa dos recursos para garantir um acesso mais equitativo a melhores condições de da vida compartilhada por toda a sociedade.organização. compromissos e identidades fortes. Mas não constroi .consumidor e um público e um militantes em circunstâncias adequadas. emerge e se expressa em ações e manifestações de todos os tipos. também tem parcerias com uma espécie de individualismo ativo que não entra em conflito em tudo com a ideologia liberal clássica. O pária social ou o excluído configura um setor social crescente e já estruturado e na maior parte do Terceiro Mundo. continua a ser o dispositivo social mais adequado para exercer uma pressão. do conhecimento ou da comunicação?) Promoverá mais desigualdade. o público se alegra. Ações. permanência. Todo cidadão pode . A espontaneidade constroi o evento. mediatizadas podem estabelecer em um futuro próximo novas práticas que terminem tecendo as novas ecologias na rede da Sociedade da Informação. como era entendido na sociedade industrial. provavelmente. . Sua especificidade e dinâmica correspondem às lógicas de circulação mais do que as de produção. E o sistema social deixa de estruturar se de acordo com as regras de poder. exige atores sociais em situações e contextos específicos.ou tenta construir . seus valores. Mas devemos esclarecer as limitações que estas inovações dificilmente podem superar.se tornar um produtor . todos retornam para a realidade: os atores descem do palco. Baixa a cortina e tudo voltar para suas casas. expressar as injustiças e construir a demanda dentro de um sistema social. mas também novas formações infraestruturais (no sentido material do termo. e pode ser revelado através da ação direta ou por meio de operações midiáticas com um começo e um fim. Esse cenário tem algumas formas reminiscentes de aspectos anarquistas em sua rejeição das restrições e rigidez nas estruturas organizadas.

e após o fracasso das estruturas burocráticas e de planejamento centralizado. Já na primeira década do século XXI. convergência e hipermediatizacão . Entre a organização rígida ou flexível. a nossa "modernidade líquida" . articuladas em ações físicas e comunicacionais. os indivíduos começam a se movimentar nos trens e as geografias do espaço moderno são preenchidos com ferrovias e canais. a psicanálise introduz o conceito de inconsciente. logo existo). Esse privilégio já tinha se insinuado na Renascença com as primeiras grandes viagens. de dúvida e de suspeita. Não é por acaso que Descartes estabeleceu ontologicamente a consciência individual e o pensamento racional e reflexivo como única fonte de verdade (eu penso. Podemos apenas esperar que as TIC .As últimas décadas do século XX demonstraram a capacidade de convergência das TIC. sobretudo a criação da figura do observador individual. e na pintura através da tomada de consciência do artista como um observador e da descoberta de representação como perspectiva de recriação do espaço visual. o celular pessoal e desenvolvimento de aplicações através de redes e dispositivos infocomunicações (apresentando uma mais comparável a uma Sociedade de Comunicação do que de Informação) relocaliza o indivíduo como um agente ativo de convergência entre vários sistemas de comunicação. finalmente. posicionam a subjetividade criativa do autor. Se o modelo de ser humano na cultura letrada da Modernidade foi o sujeito leitor reflexivo. de uma consciência subjetiva separada epistemologicamente do mundo real dos objetos. enquanto o surgimento das imprensa de massa recria e instala a consciência do tempo presente.Enquanto isso. O romance e a arte do século XIX. mesmo em um campo de batalha simbólica minada por uma série de preconceitos e interesses. que lhe permite expandir exponencialmente não apenas em múltiplos usos.além dos interesses econômicos e geoestratégicos – possam seguir abrindo ainda mais os canais de diálogo. entre a "guerra de posições" e o evento. e. O Romantismo no início do século XIX instala na cultura e na consciência social moderna a história e o passado. A Modernidade gerou mais do que o conjunto de saberes expressados nas bibliotecas e a academia. e a fotografia reproduz a realidade física (objetivada). No século XX. os impressionistas veem a realidade física como impressões subjetivas de luz e cor. entre um monólogo repetitivo ou diálogo aberto.nas palavras de Baumann (2004) . mas também apresentando a possibilidade de criação e de acesso universal às redes de informação e comunicação. No mundo da representação visual. instituem-se. os movimentos sociais parecem ser confrontados com a necessidade de desenvolver estratégias duais. e introduz a palavra como um método refere-se a uma análise permanente do desconhecido. Vale a pena analisar o contexto e as condições históricas que foram moldando o nascimento desse sujeito móvel da (pós) modernidade. e posicionando assim o indivíduo como um observador capaz de medir e recriar a realidade segundo sua própria perspectiva e ponto de vista. no final do século. Já no século XIX. nesta Modernidade tardia (Pósmodernidade?) Novo modelo atual – apesar seja utópico – é o sujeito móvel e intinerante da nova “aldeia global”. O sujeito em movimento: celulares. os meios de comunicação de massa multiplicaram e recriaram diferentes representações .

assegurando a convergência entre diferentes espécies de experiência. Isso terá consequências institucionais sobre os modos em que as sociedades viverão suas experiências políticas – especialmente para as práticas emergentes da democracia participativa e a erosão gradual das formas tradicionais de representação política -. o rádio e a televisão – entre outros dispositivos técnicos -. Uma verdadeira convergência de funções com infinita quantidade de informação e conteúdos referenciais e uma convergência comunicacional interreferencial entre indivíduos e públicos nas relações sociais (criação de vínculos entre sujeitos e participação em comunidades virtuais. A virtualidade digital permite a criação de mundos da vida midiatizada também a partir de uma perspectiva "autoreferencial". Multiplicam-se ad infinitum as representações virtuais através das experiências multimidiáticas. o cinema. Não exageramos ao afirmar que uma das maiores inovações da sociotécnica dos últimos anos se encontra na telefonia celular. Podemos dizer que o sujeito deveria ir a direção ao meio e adaptar-se às condições de funcionamento do dispositivo (rádio. o aqui e agora. E funciona com base em expressões individuais de movimento perpétuo. como sujeito e objeto de novas experiências perceptivas. apesar de que se encontre em parâmetros de tempo e espaço diferentes). da qual o indivíduo dependia de forma praticamente absoluta para suas necessidades de informação e recriação. sem âncoras em um antes ou um depois O ator da nova cibercultura não pensa sobre a informação. posicionando o indivíduo como um observador midiatizado. etc. o auto-emprego. É um novo tipo de experiência de convergência midiatizada#. Os celulares vão superar os computadores porque reúnem a imagem com linguagem. finalmente as TIC se apresentam como as responsáveis de prover mecanismos de convergência necessários para articular uma multiplicidade explosiva de novas fontes de produção e de circulação de informação. televisão. já que diminui a dependência de uma fonte fixa e que permite a mobilidade do usuário. de mensagens e programas. Numa primeira etapa. Essa autorreferencialidade na mídia e na web é revelado no dilúvio de programas. Os meios de comunicação e a publicidade geraram as representações sociais e as motivações adequadas às práticas de consumo de acordo com a criação de mercados para as novas indústrias (lembramos a Ford e o culto ao automóvel popular). apenas processa a informação. mas também a percepção com a ação. ainda se apresentavam na forma de uma fonte emissora fixa. Com as inovações tecnológicas acelerando dia-a-dia a criação e a adoção de novos dispositivos para um mercado global. O fenômeno da convergência deixa de ser apenas uma questão técnica para se tornar múltiplos processos de convergência social. canais e cenários midiatizados cujo leitmotiv a privacidade e a subjetividade (consciência pós-moderna que mantém uma relação de rejeição e revolta com a consciência racional de Descartes e uma negligência deliberada da verdade e da objetividade). Outra consequência inevitável é o aprofundamento e expansão das práticas de trabalho da economia da informação. O pensamento não é mais separado da ação. Sua única preocupação é a expressão e a exibição pessoal. teletrabalho.da realidade. telefone fixo. tanto pessoais como massivas. Um sujeito . Apresenta o sujeito como construtor ativo de significado. usos e situações da vida em contextos de tempo real. etc. a busca do Outro anônimo. no momento. a experiência do presente. O celular torna possível uma convergência social e pública tanto para os indivíduos como para as organizações e a cultura em geral. recriando ambientes e contextos diferentes que têm no indivíduo como eixo central da experiência perceptiva. cultural e político. mas uma função a mais da própria ação.).

Mas hipermidiatizacão não só tende a transformar o mercado de trabalho (como no caso dos teletrabalhadores). eventos públicos e formas espontâneas de organização de grupos e massas em grupos sociais. onde milhares de cidadãos foram repudiar os resultados fraudulentos eleições. como um instrumento de organizacão como de des-organização social. A sociedade tecnológica atual é apoiada por uma complexa articulação entre infra-estrutura informacional e uma superestrutura comunicacional semiótica (como processos de construção de sentido e de valores de troca social como uma das formas específicas de interreferenciacão e criação de processo e conteúdo interativo). dispositivos midiáticos e redes interconectadas. em 2004. uma vez que eles estão em uma posição estratégica. fazem sentido as fantasias depositadas nos meios de informação e de comunicação. construído através de interações. políticas e culturais. Um paradoxo desta parafernália de dispositivos tecnológicos é que as pessoas têm a impressão de estarem conectadas (conexão). e a questão da convergência entre as atividades separadas que podem ser rearticuladas em uma atividade compartilhada e a produção de valores (tanto para o mercado de atividades político. A tradição religiosa eliminou culturalmente a possibilidade de desenvolver uma perspectiva individual e secular do corpo e dos seres humanos nas representações pictóricas e culturais . a idéia de uma sociedade da informação é principalmente uma forma de reducionismo econômico e de engenharia. dentro das organizações e manifestações políticas. criando novas formas de ação coletiva. e inibe ou pelo menos restringe determinados contextos a reprodução da imagem humana (a imagem de Deus) removeu a perspectiva individual sujetocentrismo expressão da Modernidade ocidental em si. uma vez que é o cruzamento da muitas práticas e questões econômicas. comprometendo assim a proibição islâmica). social e cultural). do sexo feminino . em eventos culturais e nos processos simbólicos e imaginários de nossas mentes. diluir a separação entre essas atividades). fluxos de informação. proibe a representação da imagem divina. mas também envolve a mudança das práticas política. Assim. o aprofundamento do controle social. bem como a sua perda. já que estamos imersos em redes de relações que correspondem a um ambiente de comunicações convergentes. Caso do Irã é particularmente interessante porque desta vez o protesto acontece em um país sujeito a um regime islâmico teocrático. tanto para promover atos de violência e de conflitos como a solidariedade social. A religião islâmica.hipermidiatizado capaz de reunir objetiva e subjetivamente tanto sua vida pública como a privada. Se os Taliban proibiram atelevisão (que reproduz infinito número de imagens do corpo humano em gestos e posições diferentes. A penetração irrestrita de dispositvos de informação e comunicação em todas as atividades humanas tendem a gerar processos de convergência crescente no mercado de consumo #. através da capacidade de expressão e de autorreferência dos sujeitos.#. e o telefone celular se tornar um instrumento de livre expressão e autorreferencialidade para qualquer cidadão pode ser alcançado ser considerado quase um instrumento subversivo para um regime teocrático. mas essas ligações não geram uma sensação subjectivamente real e de comunicação no oceano de . através de atividades sociais e econômicas (mais ainda. poucos dias antes da eleição e o caso do Irã após as eleições de 2009.obviamente. Assim. A hipermidiatizacão é um desafio central para as sociedades. Considere novamente o exemplo dos acontecimentos políticos das manifestações em Madrid. Isso nos leva à necessidade de uma redefinição do que é considerado trabalho nesse contexto. Esse será o sujeito do novo capitalismo cognitivo ou informacional e novas formas de trabalho imaterial capazes de gerar valor através da transformação de objetos virtuais e objetos de informação em commodities.

e este último retornando à realidade. Pode se criar e definir lugares. os rituais e os tempos a red tape. 5. tempo e espaço (um chimpanzé "conectado" pode dar ordens cerebrais de movimento a outro chimpanzé também conectado a milhares de quilômetros de distância). A midiatização se confunde com a digitalização. para os mais otimistas. espaços e tempos como eles se movem de realidade virtual para o real (o real se real-iza. criando espaços e lugares. Caminhamos de uma audiência passiva para uma participativa.mensagens #. o desenvolvimento político. 6.Os processos de produção de valor tendem a ser incluídos e re-produzidos através de processos próprios de circulação (como os "derivativos" da economia financeira e as consequências de falsas recuperações e bolhas especulativas). O paradoxo de uma conexão permanente. O tempo do observador é diluído no momento do ator. paradoxalmente eliminando a noção de distância. modificando-o. trabalho e vida na economia global da informação).As TIC hoje tendem a uma re-localização (ex.ainda tendem a manter o antigo paradigma de uma audiência passiva. a bandeira da democracia direta passa através de uma simplificação do problema em termos de simples acesso aos meios de comunicação. O público passa a comprar serviços (e experiência) em vez de produtos físicos. a participação social é difícil porque as pessoas – e a maioria das instituições . tendo considerar suas relações com a hiperconectividade e a hipermidiatizacão da sociedade). No mundo da política e as instituições do Estado. As imagens se tornam parte de diferentes práticas sociais e eventos em ação. como sintetiza o pesquisador brasileiro A. e até mesmo imaginário). Lemos (2002): ele vai de um estágio do upload para uma de download). tecnológicos. Esta tendência uma consequência direta da convergência de redes e conectividade . pessoal e subjetiva. e por isso é imperativo compreender as novas relações entre o mundo capital. sociais e simbólicos realizados na Rede (tudo ao mesmo tempo.Há um processo de aprofundamento e aceleração das mudanças impostas por todas as formas de convergência: a tecnologia.Os mundos tradicionais da vida concebidos por Husserl e a fenomenologia tendem a recriar novas modalidades de trabalho: o próprio ócio pode se transformar em atividades de reprodução econômica através de processos biológicos.tende a uma transformação gradual dos produtos em serviço e valor (com o consequente aumento do PIB global). Os dispositivos de informação ligados aos dispositivos de controle e de manipulação à distância. criando uma ideologia simplista da política em termos de um mero acesso individual a tecnologia. Este processo em espiral entre o real "físico" e o virtual é feito através de: . 2.Vivemos hoje uma crise de passagem de processos de representação (o mundo físico e social. elevando as dificuldades em criar teorias adequadas sobre estas mudanças radicais.1. a burocracia formal. técnica (principalmente digital). e depois volta a um mundo "virtual" (é imperativo não deixar nenhuma dúvida a respeito de que o virtual é real também tanto física como no sentido simbólico. 4.Idas e vindas em espiral e para trás entre o concreto real ao virtual-real. social e cultural. e repensar criticamente a noção de ideologia. de modo que os casos de depressão que invadem as clínicas de saúde mental merecem ser analisados com cautela. No entanto. ao mesmo tempo a sensação de isolamento individual parece que se aprofundou (a mídia está se tornando cada vez mais auto-referencial.: as aplicações de geolocalização). setores e classes sociais) para os processos de presentificação#. 3. Hipermediatização social: algumas tendências específicas associadas às TIC.

como é o caso de organizações públicas e privadas com postos de atendimento automatizado).O aprofundamento cada vez maior da apropriação do mundo da vida. O sentido transcende o signo.Como observado acima a respeito da relação entre o meio e o usuário. Em outras palavras. e os dispositivos de infocomunicação como telefones móveis (interface homemmáquina pode dispensar o corpo e a decisão consciente na medida em que os dispositivos de interface podem ganhar poder e de controle automático .Passagem dos processos de interpretação intelectual e a linguagem natural passam a ser "traduzidos" para o mundo dos códigos. 12. programas.ainda que modestamente . passando pela tela fixa. educação. linguagens operacionais. a tendência de miniaturização e convergência redefinem o papel da tecnologia no sentido de que cada vez mais acompanhar situações. estudo. juntamente com os dispositivos de mediação corporativa e social (um processo que Bauman (2004) . 9. ou o chamado jornalismo 3.O telefone celular foi criado como um dispositivo de comunicação. cérebro.7.o sujeito está em risco para se tornar uma "extensão" dos mecanismos e processos que predeterminam os modos de ação e de resposta dos sujeitos. cultural e participação política). o computador para as telas móveis. 10. passam a ser uma condição necessária para o desempenho em muitas esferas da vida (levamos em conta o crescimento de procedimentos administrativos formalizados através da Internet.parafraseando Marx habilmente nomeou como fetiche da subjetividade. sociais e culturais (por exemplo. 11.Enquanto as ligações entre a tecnologia hard. e a imaginação transcende a imagem). As redes não serão mais opcionais. 8. criatividade e expressão artística tendem a crescer e aprofundar no campo da educação e produção de mídia se destaca como estratégico o desenvolvimento de conteúdo específico (nicho) de inovação e criatividade como áreas de criação dos direitos econômicos.0. lazer.A produção colaborativa de conteúdo digital tendem a crescer exponencialmente. e isso terá consequências fundamentais para o mundo do trabalho. Nas escolas de jornalismo e comunicação é uma história de mídia a partir de seus suportes materiais: o muro da caverna para o papel. e ainda um tanto utópico "telas mental'.A evolução da tecnologia de mídia nos dispositivos midiáticos foi um salto para a ecologia mental. com o consequente risco de substituição física laços sociais através da participação em redes virtuais. mas a evolução da biotecnologia em parceria com as possibilidades infinitas de convergência da nanotecnologia com novos dispositivos e conectividade de redes de TIC e o horizonte promete inovações revolucionárias nas relações entre mente. A maior autonomia de movimentos e acesso a atividades privadas ou públicas. produção e difusão de conhecimento e informação. tende a exacerbar as tendências de individualização e participação social indireta (mediada e não-contato). e um mundo autoreferencial do ego e desejo de forma compulsiva). de percepção e tátil da humanidade.de produção de mídia). o conceito de indústrias culturais tende a ser suplantado pelo setor de conteúdos ou criativo. e dispositivos multiuso às necessidades dos utilizadores na vida diária (trabalho. experiências e aplicações adaptadas às necessidades de autonomia de mobilidade. exposições de privacidade. a substituição das línguas naturais e de comunicação humana por dispositivos de mediação desenvolvidos pela engenharia de informação. onde os leitores fornecer conteúdo e informações participantes . 13. Knowledge Media Design Institute (KMDI) da Universidade de Toronto desde 1997 desenvolve um programa . cultura e subjetividade pelo mercado. como pode ser visto na proliferação de reality shows.

e conhecimento .Computadores tradicionais com certeza a perdem seu papel onipresente #.Um impacto enorme e irreversível é apresentado para as instituições educativas e as modalidades que se colocam rapidamente no processo de aprendizagem ao longo da vida. e praticamente impossível de prever os efeitos finais. Outra declaração 'obscura' de McLuhan diz que significa que o mundo nos leva do mundo dos conceitos ao mundo das "percepções".ou sujeitos controlados indiretamente por grupos . 15.). tradução e multiplicação de todos os tipos de metáforas). onde discrição e sigilo são cada vez mais difíceis de manter.estratégico voltado para aplicações especialmente educação e design em várias mídias. os desenvolvimentos e as multiplicação constante de aplicativos promovem a crescente hipermidiatização social. Ferozmente.. As memórias e resultados do trabalho humano nesses dispositivos . a questão da segurança e acesso privado/público dessas memórias. poder e influência. controle e gestão. Indivíduos tendem a confundir hoje as suas crescentes conectividade e mobilidade com um discurso e uma ideologia de autonomia e liberdade.Como uma caixa de Pandora. restaurando o equilíbrio perdido da hegemonia da leitura linear (o processo de construção de significado não pode ser considerado "puramente" mental nem mundo virtual divorciado do mundo físico).Rapidamente tornar-se uma aplicação mais generalizada de que tem sido chamada a Internet das coisas (roupas. E o célebre "efeito borboleta" foi efetuada através de dispositivos de interconexão. Esses são entendidos como experiências perceptivas que enfraquecem a ideologia secular da separação entre corpo e mente. Podemos dizer que estamos passando de fase metafísica de "tudo está ligado a tudo" no mundo físico para uma fase 'superior' em que tudo tende a ser ligados entre si por meio de informações digitalizadas. Tele-educação e a transnacionalização da educação superior abrem enormes possibilidades de integração e cooperação regional e internacional. Considere as duas seguintes: a mídia são efetivamente "metáforas" pelo seu poder de traduzir a experiência humana em novas formas (podemos dizer que os atuais meios de produção são dispositivos universais. assim como sofisticados métodos de controle sobre as identidades culturais e formas culturais mais fracas. Obviamente. o tráfego e resposta instantânea. 16. são aquelas que se referem a um nível que pode ser considerado epistemológico.não é apenas como um processo autônomo e ideal.ao menos por razões técnicas e econômicas . apresentando o aspecto aparente do discurso oficial de uma verdadeira "aldeia global" (no sentido deque McLuhan concebeu a mídia como extensões do homem). a Sociedade do Conhecimento . mas é também acompanhado de diferentes níveis de hegemonia. 18. a ideia foi rejeitada por seus contemporâneos como irracionais. essas intuições nos permitem agora repensar a sua validade à luz das novas tecnologias e processos de convergência e hipermidiatização (psicológica. social e cultural). resultando em dispositivos mais flexíveis e dispositivos móveis para a busca e processamento de informações como os tablets. e considerada como um meio de conhecimento (Knowledge Media) # 14. 17.Entre as propostas menos discutidas por McLuhan. etc..tendem a ser armazenados em macroreservatórios ('nuvens') que podem ser criados em qualquer lugar na Terra (ou em um espaço virtual). casas e sistemas de monitoramento inteligente. terá uma importância crescente. Mas nunca se imaginou a possibilidade de uma situação inversa: o paradoxo de que o hiper mesmo poderia relegar os homens a desempenhar o papel de "extensões humana" de sistemas tecnológicos autorregulados e auto-organizados.

das corporações. a filosofia. gravuras em pedra ou papiro escrito). Aplica-se a ele o que Esopo respondeu quando perguntado sobre o melhor e o pior dos seres humanos. formação de redes interconectadas fluxo de informações através de um fluxo contínuo de imagens e sons (novo objeto é tecnológico. recriar o mundo material como o tecnobiológico. 2 º.Último paradoxo: se as TIC e a digitalização produzem uma explosão da linguagem e mensagens nos espaços habitados pelos homens. podemos ver: 1º fase préhistórica baseada na pedra. Comunidades humanas introduzir maleabilidade física e portabilidade de objetos(de papiro para as armas e objetos do cotidiano. A longa era dos metais (1.de institucionalizados de poder. 3 º.Se a mobilidade espacial (dos corpos. onde a informação é parte do conhecimento técnico aplicado à produção de artefatos (informações técnicas como um meio de ferramentas de controle de produção e meio ambiente). chegamos a nossas realidades ciberculturais e ciberinformativas do presente (pós-moderno?). da qual McLuhan tem suas metáforas básicas: instantaneidade. o celular toma o lugar da linguagem nas sociedades pré-modernas. bens e informações) é agora uma propriedade dominante da sociedade pós-moderna. Considerações finais Podemos conceber as relações entre as sociedades e os processos de informações e de comunicação numa dupla perspectiva: a informação considerada como "meio instrumental” usado pela sociedade para executar tarefas ou estabelecer relações. 20.). Porque serve para informar e conectar as pessoas.C. do mercado ou da própria sociedade (aversão digital de Orwell cibercultural '1984 '). o sinal se confunde com o valor de uso de objetos). ao mesmo tempo em que ele passa por uma experiência de implosão. ou em outras palavras. de desrealização e esvaziamento dos processos de construção de valor e sentido (experiência de vida pós-moderna?). artes. É uma mudança a partir da era dos metais em um novo estágio de engenharia mecânica (séculos XVII e XVIII. Deus ex machina). A informação e . Multiplicam-se as metáforas do sujeito pós-humano. valores religiosos e humanos. Ele respondeu: a linguagem. A racionalidade instrumental do conhecimento em serviço da dinâmica da produção industrial pressupõe o acúmulo de informações técnicas traduzidas em algoritmos e sinais operacionais repetitivas aplicadas a processos lineares de produção em série (seu apogeu com a cadeia de produção nas fábricas e o Taylorismo)..é a mensagem. a ciência não aplicadas. como o exemplo do celular que promovem tanto o crescimento em autonomia como em controle territorial dos movimentos de usuários.500 a. Se analisarmos a relação entre técnica e informação como estágios e tendências históricas dentro de uma perspectiva antropológica. etc). e este último – apud um McLuhan reducionista . na fixidez e permanência dos sinais. da sociedade e das relações sociais hipermidiatizadas e os paradoxos de controle social e a autonomia individual exacerbada. 19. a educação. eletrodomésticos. assim.. mas também uma arma poderosa. ou pode conceber a informação como um fim em si mesmo (símbolos sagrados. mas também para espionar chantagear e enganar. a mensagem é própria técnica como meio e fim ao mesmo tempo reduzindo o signo a seu de valor de uso técnico) 5 º Finalmente. na qual a digitalização promove a convergência universal da realidade física e da virtual em códigos binários. 4º A era da eletricidade. O telefone celular é agora não apenas um dispositivo de comunicação. moderno e autônomo na cultura: a mídia. quer como meio ou como um fim (pinturas rupestres.

entendendo os espaços simbólicos gerados por um sistema de computador .. especialmente levando em consideração os argumentos apresentados no processo de comunicação humana. Paris. Nós acreditamos que essas observações demonstram a necessidade de manter cautela e aprofundar a revisão de algumas propostas. H. meio e fim ao mesmo tempo. o fazer e o poder? Como as tendências mencionadas anteriormente podem deixar ao leitor algumas impressões de triunfalismo veladas sobre a evolução da tecnologia e da cobertura da mídia social. as teorias e premissas sobre essas realidades. Le discours d’information médiatique. Chang Briankle. e finalmente. 2002. A.. em que o outro é praticamente nós mesmos (alteridade é confiscada pela máquina) "(D. Bs. CNRS. 1996.124). Le bassin de travail immatériel (BTI) dans la métropole parisienne. Bauman. Como contemplar a necessidade de mudanças e adaptações entre as três dimensões de nossos projetos de pesquisa: a realidade objeto de investigação. Cada interação é reduzida a um "diálogo" sem fim com a máquina. ambientes e mundos da vida cada vez mais complexos que se modificam as referências. Politique. algumas questões fundamentais: como e em que medida essas mudanças alteram as formas de organização e produção no capitalismo como um sistema. Este conflito entre não-lugares e corpos reais é o centro gravitacional que gira a reflexão sobre a imaterialidade digital. mas a partir da noção de interreferenciacão (comunicação como um processo de referência mútua entre indivíduos que compartilham ou constroem um contexto comum). Zygmunt. é" interatividade ". Downing. Fondo de Cult. Económica. como a noção de "interação mediada por computador". Paris. Ed. Negri (Org. Essa breve menção de processos e transformações do mundo real-virtual ajuda a compreender de que modos vivemos nas realidades. Univ. Communication.) 1996. mas nossos corpos não pode ser "o não-corpos". Finalmente. As. "{ continua} "A palavra mágica para cybercultura . Charaudeau. Corsani. Le Dispositif: entre usage et concept. muito menos um objeto. O corpo não é um símbolo. os métodos que empregamos para abordar a tripla e complexa relação entre o saber. Paulo: Senac. Interatividade na tecnologia dos computadores tende a neutralizar os Outros.comunicação enraizadas em dispositivos técnicos tornam-se. p. Mídia radical: rebeldia nas comunicações e movimentos sociais. Paris. Lazzarato. Nathan. Levi. . S. P. John D. em vez de interação. os espaços e os tempos: na economia.. adicionamos algumas observações interessantes a partir de um pesquisador cuidadoso e crítico como o argentino Diego Levis : "os mundos virtuais são "não-lugares". moldando e convergindo ambientes físicos com os virtuais. Deconstructing Communication. Hermés 25 : Cognition. 2004 “Modernidad Líquida”. of Minnesota Press. Varios: 1999. Logiques Sociales. e as ferramentas teóricas que utilizamos para compreender e operar em suas condições de trabalho e as leis? Como entender esse tardocapitalismo informacional e cognitivo? Como se modificam as relações subsistentes nas economias e nos modos tradicionais de produção? Quais os impactos sobre a estrutura e a dinâmica dos processos sociais e sobre as idéias e práticas políticas? Referencias Aut. na política e em nossas vidas cotidianas. Edit. La construction du miroir social. 1997. L’Harmattan. 2009.

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