Universidade Federal de Juiz de Fora - Faculdade de Enfermagem Departamento de Enfermagem Básica Disciplina: Administração em Enfermagem I Docente: Bernadete Marinho

Bara De Martin Gama ________________________________________________________________________
admIIplan20010/2

Assunto: As Funções Administrativas e o Planejamento em Enfermagem Objetivos: Compreender a importância da aplicação das funções administrativas na administração em enfermagem; Identificar os princípios, as características e os níveis de planejamento; Utilizar o planejamento como instrumento para a administração em enfermagem; Conhecer a Metodologia de Resolução de Problemas e o Planejamento Estratégico Situacional como instrumentos para o gerenciamento em enfermagem. I. Introdução Sempre nos perguntamos porque estudar ou nos dedicar a um determinado conteúdo. Assim, início este estudo sobre as As Funções Administrativas e o Planejamento em Enfermagem, buscando exatamente fazer uma reflexão sobre os motivos que nos levam a esta temática.  Vamos lá. 1º A Lei 7498/86, de 25 de junho de 1986, que dispõe sobre a regulamentação do exercício da enfermagem, e dá outras providências, apresenta em seu Art. 11 - inciso I, as atividades privativas do enfermeiro, cabendo-lhe “a) direção do órgão de enfermag em integrante da estrutura básica da instituição de saúde, pública e privada, e chefia de serviço e de unidade de enfermagem; b) organização e direção dos serviços de enfermagem e de suas atividades técnicas e auxiliares nas empresas prestadoras desses serviços; c) planejamento, organização, coordenação, execução e avaliação dos serviços da assistência de enfermagem;..” e no inciso II , as atividades do enfermeiro como integrante da equipe de saúde, cabendo-lhe: “ a) participação no planejamento, execução e avaliação da programação de saúde; b)participação na elaboração, execução e avaliação dos planos assistenciais de saúde; ...”(BRASIL, 2010). 2º Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem. Resolução COFEN 311/2007, de 08 de fevereiro de 2007, apresenta em seu Preâmbulo “...O Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem leva em consideração a necessidade e o direito de assistência em enfermagem da população, os interesses do profissional e de sua organização..” e no Art. 66, compete ao enfermeiro “ Exercer cargos de direção, gestão e coordenação na área de seu exercício profissional e do setor saúde”. 3º Decisão COREN-MG - 38/95, que baixa normas para definição das atribuições do Enfermeiro Responsável Técnico, apresenta em seu Art. 1º - inciso I: “ Elaborar o diagnóstico situacional do serviço de enfermagem e conseqüente Plano de Trabalho que deverão ser apresentados à instituição e encaminhados ao COREN-MG no prazo de 90 (noventa dias),...”(BRASIL,2010). 4º Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs) para os Cursos de Graduação em Enfermagem, publicadas oficialmente na Resolução CNE/CES Nº 03 de 7/11/2001, página 37, onde se diz que “O Bacharel em Enfermagem ou Enfermeiro, atua no planejamento, organização, supervisão e execução da assistência de enfermagem ao doente, à família e à comunidade” e entre os temas abordados na formação destaca-se entre outros “... Assistência de Enfermagem ao Indivíduo, à Família e à Comunidade nos ciclos de atenção primária, secundária e terciária; Administração de Enfermagem; Bioética;...” 1

coordenação e controle. no sentido de obtenção dos objetivos do grupo. . busca utilizar de forma racional os recursos disponíveis. estabelece as relações existentes dentro desta organização (autoridade e responsabilidade). determina aquilo que deve ser feito e como deve ser feito. estudaremos ao longo das Disciplinas de Administração em Enfermagem I e II as funções administrativas e a articulação e utilização das mesmas para subsidiar o trabalho do enfermeiro. Os resultados desse esforço talvez não sejam percebidos sempre de forma imediata. é o acompanhamento do trabalho que vem sendo realizado.. II. adapta os meios ao fim.Continuando nosso raciocínio.Recorrendo a autores como Kurcgant et al. estas são as 5 funções que constiutuem o processo administrativo: planejamento. trabalharemos o conteúdo de Planejamento em Enfermagem. a experiência mostra que um planejamento bem feito resulta uma série de vantagens que recompensam o tempo e energia nele despendidos. onde aparecerão as relações exiistentes entre os cargos/setores/órgão e as pessoas. pois sincroniza os esforços individuais. é a essência da administração. Controle: avalia e monitora todas essas funções e seus resultados. por conseguinte as funções administrativas. Chiavenato(2001. após ser planejado e organizado. Deve acontecer durante todas as etapas do processo de trabalho. A administração de enfermagem deve saber avaliar o desempenho global de cada trabalhador e do grupo. da às coisas e aos atos as proporções convenientes. Thora Kron e Anne Gray(1994). a 2 . mas a prática tem comprovado que são de longo e largo alcance. através de um processo que seja contínuo e que tenha por base padrões e objetivos predeterminados e que devem ser satisfeitos. Torna-se evidente que nenhuma atuação do enfermeiro pode ter condições de eficiência e eficácia. do propósito fundamental da organização.Na enfermagem.A administração da assistência de enfermagem tem como centro de sua atenção o paciente/cliente/usuário.2010): Coordenação Controle Planejamento Organização Administração Direção -De acordo com estes autores citados anteriormente. harmoniza todas as atividades. Para começar.2006). Organização: define a estrutura da organização (formal e informal).2004. A figura abaixo ilustra a interrelação entre estas 5 funções (GRECO. que se articulam e subsidiam a prática profissional do enfermeiro. se dirigida pela improvisação e pela falta de sistematização. O Planejamento em Enfermagem . e orientada para a assistência que envolve o planejamento. Significa influenciar a equipe para que trabalhe por um objetivo comum (no caso do Serviço de Enfermagem  prestar uma assistência de enfermagem de qualidade).Diante destas considerações.organização. ratifica-se mais uma vez a necessidade de discutir conteúdos da Administração em Enfermagem e. . por cada uma destas funções podese entender que: Planejamento: é a determinação de uma seqüência de ações que tem por objetivo alcançar um resultado desejado. É o desenho de uma organização. une. e mais especificadamente na “administração da assistência de enfermagem”. . Possibilita a condução de todas as atividades da unidade de enfermagem. Coordenação: é uma função que liga. Direção: se constitui na maneira como o trabalho será direcionado e implementado.(1991). direção.

A administração em enfermagem tem como apoio constante. .Para Chiavenato (2004). o planejamento. SANT’ANNA. na produção de ações individualizadas que atendam as necessidades de enfermagem. portanto.“O ato de planejar diferencia o ser humano dos outros animais.38/95  Resolução CNE/CES Nº 03 de 7/11/2001 . pensamento conceitual.“O planejamento é um instrumento do processo de trabalho gerencial e pode ser definido como a arte de fazer escolhas e de elaborar planos para favorecer um processo de mudança. elaboramos na mente a imagem daquilo que desejamos alcançar antes de construir” (Greco.“Planejamento é um processo contínuo envolvendo noções de percepção. É um modelo teórico para a ação futura”. No fim do processo de trabalho obtém-se um resultado que já no início deste existiu na imaginação do trabalhador e. Mas o que distingue. sendo este o ponto de partida em qualquer nível de organização em que venha a se desenvolver. Uma aranha executa operações semelhantes às do tecelão. antes de construí-lo em cera. 2010). . e a abelha envergonha mais de um arquiteto humano com a construção dos favos de sua colméia. comunicação e ação” (KWASNICKA. 1983).MG . . análise. nós trabalhamos tanto quanto uma abelha ou uma aranha. . . Neste sentido. A administração da assistência de enfermagem engloba o planejamento da assistência (sistematização da assistência) e o planejamento das condições que viabilizem a implementação deste assistir (plano de trabalho do enfermeiro – planejamento gerencial em enfermagem)  Lei 7498/86  Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem  Decisão COREN. do paciente/cliente/usuário. O assistir depende basicamente do planejar. o que nos torna diferentes é que. programar as estratégias e as ações 3 . 1991. visando o atendimento das necessidades dessa clientela.direção. 1997). FERREIRA. é pensar sobre aquilo que existe sobre o que se quer alcançar.“Planejar é uma exigência do ser humano: é um ato de pensar s obre um possível e viável fazer. de antemão. 1983).“O planejamento é o contrário de improvisação. vejamos a contribuição de Marx (1983): “Pressupomos o trabalho numa forma em que pertence exclusivamente ao homem. o pior arquiteto da melhor abelha é que ele construiu o favo em sua cabeça. “o planejamento é a função administrativa que determina antecipadamente quais os objetivos a serem atingidos e que se deve ser feito para atingilos. portanto idealmente” (MARX. envolve todos os atos do enfermeiro. ou seja. de sua família e da comunidade. . Planejar. com que meio se pretende agir e como avaliar o que se pretende atingir” (MENEGOLLA. Isto é demonstrado abaixo: Planejamento da Assistência de Enfermagem Administração da assistência em enfermagem Planejamento de recursos da Unidade de Trabalho Ações de Enfermagem para assistência Individualizada Assistência em Enfermagem . se bem elaborado ele é a chave de uma administração eficiente e eficaz” (KWASNICKA. de forma direta e indireta para que o cuidar seja concretizado. uma ação planejada não é uma ação improvisada. a supervisão e a avaliação das atividades desenvolvidas pela equipe de enfermagem. Compreende um conjunto de conhecimentos práticos e teóricos ordenados de modo a possibilitar a interação com a realidade. 1991).

então. a supervisão e a liderança da equipe de enfermagem (GRECO.Para alcançar com sucesso o desenvolvimento dessas atividades. mas principalmente diante de situação que são desejavéisi. Não planejamos apenas diante de situações que não são desejáveis (problemas). materiais e financeiros. . . ele deve planejar (PAIM. ou seja. Deve-se vislumbrar uma interação dinâmica entre as operações de identificar. para alcançar os objetivos e metas desejadas e preestabele cidas” (TANCREDI. avaliar e reajustar suas ações caso necessário. de modo que uma operação implica e condiciona a outra” (Almeida et. reflexão e análise sobre a maneira de realizar determinadas atividades e ações. É através do planejamento que se pode fazer a análise das cadeias de causa e efeito que se desenvolvem no processo de decisão. . . bem com sua abrangência. . prever e decidir. O planejamento envolve. Para Chiavenato (2004). a gerência.Decidir significa necessariamente escolher entre uma ou mais alternativas ou opções com vistas a alcançar um resultado desejado. da decisão em si. 2001). Ao utilizar os conhecimentos administrativos na sua prática. antecipação. o provimento de recursos físicos. bem como a tomada de decisão. sendo este o ponto de partida para o desenvolvimento de suas ações. Portanto para p processo de tomada de decisão. os enfermeiros para realizarem a assistência. raciocínio. Planejar é decidir e decidir significa ir além do momento da escolha. para planejar é preciso: 4 . Adaptado de Chiavenato (2004). analisar. humanos. executar as ações propostas. o enfermeiro deve conhecer a realidade na qual irá atuar formular ações concretas para modificar ou manter a realidade encontrada. Oferece suporte para a tomada de decisão ou implementação de qualquer programa ou proposta a ser viabilizada.Devemos planejar sempre. 1986). que envolvem o planejamento da assistência. com o intuito de mantê-las O planejamento oferece meios para compreensão. 2010).necessárias. necessitam lançar mão da função de planejamento. temos que: maior eficiência Levantar a situação atual Planejar é Estabelecer o que se deseja mudar A fim de se obter maior exatidão e determinação maiores e melhores resultados Organizar a ação futura Maximização dos esforços e gastos .Na Enfermagem.“Planejar é pensar analítica e objetivamente sobre a realidade e sobre sua transformação. o enfermeiro precisa planejar para decidir. buscando as melhores estratégias de ação para o alcance do proposto.O planejamento é baseado em planos. 1998). a investigação e o ensino. Planejamento é o oposto da improvisação. o enfermeiro realiza a gerência da unidade e a gerência do cuidado. cooperação e exploração para as mudanças. que são esquemas que estabelecem antecipadamente aquilo que deve ser feito.

buscando maior eficiência. otimizando ao 5 .Para um planejamento alcançar seus objetivos. princípio é uma afirmação. Ter estabilidade e ao mesmo tempo ser flexível. com precisão. Identificar  Analisar  Prover  Decidir         O que Por que Para que Como Quando Onde (com) quem Para quem Se quer promover II. o planejamento será vago e dispersivo e perderá sua finalidade de direcionamento das ações. . 5.2010). ele deve apresentar as seguintes características. Coordenação: todos os aspectos envolvidos devem ser projetados para um a atuação interdependente. II . sem ambigüidade de interpretação. Ser econômico e realista. Integração: todos os planejamentos dentro de uma mesma organização devem ser elaborados e implementados de forma integrada. para favorecer a implementação do próprio plano. Permanência: nenhum plano mantém seu valor com o tempo. é um guia de ação. de acordo com Ciampone e Melleiros (2005): Ter objetivos claros. sistêmico (globalidade. 4. como: 1. atualizado e replanejado sempre que necessário. refeito em função de alternações e modificações). totalidade). Ser simples.Para Chiavenato (2004). daí ser preciso a manutenção de sua característica de permanência. técnica de alocação de recursos. interativo (flexível. 6. eficácia e efetividade. técnica para implantação de mudanças e inovações(CHIAVENATO.“ Os princípios são a base sob a qual se sustentam às teorias. uma proposição geral válida e aplicável para determinados fenômenos. seleciona entre várias alternativas um determinado curso de ação . . com capacidade de se adaptar a situações prioritárias. tendo como alicerce o bom senso”(GRECO. sendo regularmente avaliado. o planejamento pode e deve ser aplicado em qualquer tipo de atividade ou modalidade de ação do enfermeiro. . não devem ser abordados de forma rígida.O planejamento deve seguir alguns princípios básicos. preocupa-se com a racionalidade da tomada de decisões. sempre voltado para o futuro. como e quando vai ser feito”. 2. de emergência ou mudanças.Como primeira função administrativa. em relação aos recursos necessários.2004). Definição do Objetivo: o objetivo deve ser definido de forma clara. 3. determinando “o que. . o planejamento assume uma situação de maior importância no processo de trabalho. Portanto. mas sim considerados relativamente e flexivelmente. e deve ser: permanente e contínuo. é uma previsão antecipada do que deverá ser feito quando ocorrer àquela determinada situação. Flexibilidade: o planejamento deve ser flexível a fim de poder se adaptar a situações imprevistas. Se o objetivo não for definido com atenção e de forma cuidadosa. O processo de elaboração do planejamento deve envolver todos e ser realizado pelas áreas pertinentes ao processo.O planejamento deve procurar maximizar os resultados e minimizar as deficiências.2 Características do Planejamento . Participação: o principal benefício do planejamento é o processo nele envolvido.1 Princípios do Planejamento .

o perfil de morbimortalidade. aplica-se diretamente a racionalidade. 1994. Estabelecimento de prioridades: a partir da determinação dos objetivos estabelece as prioridades para alcançar o proposto. racional e organizacionais e individuais. Nesta etapa do planejamento. particular e singular de cada serviço (transformando a eficiência potencial em real).máximo os recursos existentes. Estar voltado para o futuro.Reconhecer o sócio-econômico e cultural. 2005. compreender as as dimensões estrutural. financeiros e materiais disponíveis para o serviço de saúde. valores. as recompensas de uma ação de efeitos mais imediatos. 3 Fases do Planejamento a análise das atividades em cada uma das no final. 2. possibilitando uma compreensão clara dos impactos das decisões atuais bem como uma maior consciência das mudanças. Social: necessidade de saúde. crenças e valores da comunidade em que o serviço está inserido.2010): 1.Toda organização. possibilitando e contribuindo para a estruturação e organização de esforços para o seu alcance. Determinação de Objetivos. Amplos Objetivos Gerais Abrangentes Observáveis em longo prazo Concretos Objetivos Específicos Delimitados Observáveis em médio e curto prazo 3. Conhecimento do sistema. são em geral os alvos finais. recursos ambientais. rotinas. 6 . podendo ser alcançados no exercício de uma administração. escolhendo os meios para alcançar os fins. médio e longo prazo).O planejamento é um processo cíclico e contínuo e segue as seguintes fases ou passos (KRON. podem contribuir para que os objetivos de médio e longo prazo sejam alcançados. GRECO. são os resultados finais que se pretendem atingir em um determinado espaço de tempo.  Objetivos em curto prazo: dizem respeito a alvos estabelecidos para serem conseguidos em até um ano. tanto durante sua execução como suficientemente importante. onde destacamos: recursos materiais e equipamentos. apresentando como vantagem em relação ao objetivo de longo prazo. do ponto de vista . Podem ser classificados como: gerais específicos e quanto ao tempo (curto. recursos humanos necessários e disponíveis.  Objetivos em médio prazo: necessitam de um período de tempo para o seu alcance em torno de um a cinco anos.  Objetivos em longo prazo: são aqueles cujo período de tempo para o seu alcance esta acima de cinco anos. 2004. recursos humanos e financeiros. normas. da realidade como um todo (diagnóstico): relação constante do cliente e equipe com o ambiente interno e externo. produtos. para otimizá-los frente às necessidades da comunidade (responsável pela eficiência potencial da organização). CIAMPONE e MELLEIROS. CHIAVENATO. Possibilitar fases. filosofia a aspirações próprias do ambiente. II. os hábitos. GRAY. Ser justificável em relação aos objetivos ambiente organizacional. inclusive as de saúde são compostas por dois sistemas: Técnico: recursos físicos.

As fases/passos do Planejamento podem ser acompanhadas nos dois gráficos abaixo (CHIAVENATO.4. coordenação e a necessária determinação do tempo e espaço. As questões “o que. sendo o estratégico sempre o mais amplo. 6. 7. Aperfeiçoamento: inclui a avaliação durante todo o desenvolvimento do trabalho e replanejamento das ações desenvolvidas. permitindo diagnosticar e implementar outras ações auxiliares. . paralelamente a cada uma das fases/passos. 5. seguido do tático e operacional. Desenvolvimento: envolve ação. por que. Seleção de Recursos a serem Utilizados: levantamento de todos os recursos que irão subsidiar as estratégias possíveis para a implementação do planejamento. 2004): Para planejar é preciso O que Por que Para que Identificar o problema (situação atual) Estabelecendo Quando Como Onde Para quem Caracterizada a situação de fato deve-se Com quem Resultados Mudanças Estabelecer os objetivos: (situação futura desejada) Acréscimos Correções Melhorias Que se pretende atingir 7 . devendo ser contínuo e permanente. do início ao final do processo. Como e quando” são traduzidos e colocados em ação. A coordenação é essencial para definir as responsabilidades de todas as partes envolvidas visando o alcance dos objetivos. quem. Estabelecimento do Plano Operacional : conforme o grau de abrangência deverá ser escolhido o tipo de planejamento a ser aplicado.

É o processo pelo qual as metas organizacionais básicas e diretrizes são determinadas. . visando a implantação de estratégias que serão executadas e detalhadas a nível tático. Abrange determinadas áreas de trabalho. deve proporcionar flexibilidade para adaptar-se às mudanças e responde à questão: o que deve ser feito.4 Tipos ou Níveis de Planejamento . (Ex: Atividades de Enfermagem) 8 . Responde à questão: quem vai fazer o que. . . não é detalhado. É de longo raio de ação e inclui fins e meios. Recursos de avaliação Cronogramas das atividades Montar Instrumentos e critérios de avaliação II. Limites de tempo para a realização da ação 5.Estratégico: de maior abrangência. sintético e abrangente. Responde à questão: como deve ser feito. quando e onde. As restrições existentes (obstáculos) Levantar 4. de médio alcance e geralmente de nível técnico. o campo de ação humanos físicos materiais financeiros 2. Menos genérico e mais detalhado Detalhado.Caracterizada a situação desejada deve-se 1.O quadro abaixo sintetiza os níveis de planejamento segundo Chiavenato(2004): Tipo/Nível do Plano Estratégico Tático Operacional Conteúdo Espaço de Tempo Longo prazo Médio prazo Curto prazo Amplitude Genérico. Os recursos a serem utilizados 3.Tático: de média abrangência. Macro orientado aborda a empresa como um todo. Métodos 7. específico e analítico.Operacional: de curto alcance e trata de ações atuais da instituição. Atividades 6. São mais flexíveis que os estratégicos e criados como suporte de um plano estratégico maior. Abrange de forma específica determinada unidade. prescreve a sequência cronológica das atividades específicas para realização de determinado trabalho. (Ex: Hospital) Aborda cada unidade da empresa separadamente (Ex: Unidade de Internação) Micro orientado aborda cada tarefa ou operação apenas.

de forma simples e organizada.Desenvolver e avaliar o Educação em Serviço 9 .Desenvolver e avaliar o Educação em Serviço Janeiro 2010 X X Fevereiro 2010 X X Março 2010 Abril 2010 Maio 2010 X X X X X X X X X b)Gráfico de Gantt: Henry Laurence Gantt era um engenheiro mecânico que trabalhava como consultor para a indústria. Pode ser utilizado para o planejamento e controle do tempo. No início do século XX ele desenvolveu gráficos com barras horizontais que permitiam monitorar o andamento de um projeto.Elaborar Plano Educação em Serviço 2.Prever Férias da equipe de Enf. 2. mostrando o início e o término de cada atividade através de linhas de linhas. Sua função é relacionar as duas variáveis as atividades em função do tempo. gráfico de Gant. Hoje gráficos Gantt são usados em projetos de desenvolvimento de software para monitorar o tempo de duração das atividades. é mais detalhado. como por exemplo cada mês é dividido em subcolunas que representam às semanas.II. a diferença é que nas colunas relativas ao tempo. PERT (Program Evolution Review Technique) e o COM (Critical Path Method). permitindo que cada atividade seja correlacionada.5 Instrumentos Utilizados no Planejamento . Veja o exemplo: Atividades 1. com tempo disponível. Destes destacamos o cronograma: a)Cronograma: é constituído de um gráfico de dupla entrada: nas linhas horizontais são alinhadas as atividades planejadas.Dentre os instrumentos que são utilizados para auxiliar na sistematização das ações traçadas em um planejamento. enquanto nas colunas verticais são marcados os períodos de tempo considerados como padrão.Fazer Reuniões Equipe Enf 4.Elaborar Plano Educação em Serviço 3. Veja dois modelos abaixo: Atividades/Meses Maio 1ªs 2ªs 3ªs 4ªs Junho 1ªs 2ªs 3ªs 4ªs Julho 1ªs 2ªs 3ªs 4ªs Agosto 1ªs 2ªs 3ªs 4ªs 1. citamos o cronograma. È um gráfico semelhante ao cronograma.

PO2 e eletrólitos 10 Desfibrilação 11 Entubação + ventilação artificial 12 Recuperação do paciente Fonte:adaptado por Greco.Onde cada etapa será executada (local)  WHEN .) Administração em enfermagem. que demonstra as etapas e os procedimentos necessários para o atendimento de uma parada cardiorrespiratória 4 5 9 2 6 10 1 7 3 11 12 8 Nº da etapa 1 2 3 4 5 6 7 Descrição do procedimento Identificação da parada cardiorrespiratória Providenciar material/equipamento de emergência Prestar os primeiros socorros Manter uma via para infusão venosa Aplicar medicamentos Monitorizar Massagem cardíaca 8 Oxigenação 9 Colher sangue para dosagem de O2. através de um questionamento.1991. P. (org.Quanto custa para executa a ação 10 .Quem realizará as tarefas (responsabilidade)  O outro H Foi acrescentado depois para aplicação no ambiente corporativo HOW MUCH . M. T.CIAMPONE.Por que deve ser executada a tarefa (justificativa)  WHERE . d) Gerenciamento via Diagrama de Árvore : O uso do diagrama de árvore é parecido com o do crongrama de gantt. EPU. No caso do Diagrama de Arvore outros elementos úteis são incluídos observando-se a inclusão do Método 5W2H como elemento verificador da consistência do projeto. São Paulo. É um documento de forma organizada que identifica as ações e as responsabilidades de quem irá executar.2010 .Como deverá ser realizado cada tarefa/etapa (método)  WHY .O que será feito (etapas)  HOW . Metodologia do planejamento na enfermagem. se dá prioridade às etapas detalhadas dos prazos como item mandatório na execução do plano." Os elementos podem ser descritos como:  WHAT . In: KURCGANT. atividades e relações.PERT): é um instrumento um pouco mais complexo. H.c) Técnica de Revisão e Avaliação de Projetos ou Programas ( Program Evaluation Review Technique . ou seja. capaz de orientar as diversas ações que deverão ser implementada. que consiste na elaboração de uma rede básica de passos seqüenciais que envolvem eventos.Quando cada uma das tarefas deverá ser executada (tempo)  WHO . Segundo Oliveira (1995) "5W2H deve ser estruturado para permitir uma rápida identificação dos elementos necessários à implantação do projeto. Veja o modelo abaixo.

Ganha-se com a racionalização do trabalho e a operacionalização do MRP tem como objetivo a resolução de problemas ou situações técnicas e/ou administrativas identificados na prática assistencial(Cerqueira (1995).O MASP foi estruturado de maneira a ajudar aquele que administra a solucionar os problemas. Não é um processo rígido e sim um processo flexível em cada caso com que de se defrontar (Mintzberg.1995). sem deduções ou interferências. baseado nos estudos de Descartes. Isto os impossibilita de aplicarem uma metodologia científica para a descoberta de suas causas e consequências. Estabelecer o controle rapidamente em determinada situações. segue as seguintes etapas: a) Identificação e definição do problema: identifica-se um problema pela diferença entre o que está realmente ocorrendo em uma situação (o real) e o que se desejaria que sucedesse (o ótimo) Nem sempre é tarefa fácil distinguir entre o real e o ideal.II. É um processo dinâmico na busca de soluções para uma determinada situação. assim como foi percebida no momento em que ocorreu. análise. O Método de Análise e Resolução de Problemas – MASP constitui um marco de referência sobre o qual se constroem as práticas de gestão. É importante delimitar o problema baseando na situação descrita. .” É importante distinguir o que é causa do que é sintoma. 1995).A prática tem demonstrado que por vezes os enfermeiros reconhecem a existência de problemas que afetam o serviço de enfermagem. Esta descrição deve ser feita por escrito. “Problema é qualquer resultado indesejável de uma atividade ou processo. 11 . universal. Planejar um trabalho que será feito. . Além de facilitar o trabalho do enfermeiro na observação e descrição dos problemas e na tentativa de resolvê-los. com a aplicação do Plano de Ação. É um método científico. as quais podem levar a distorções de percepção do problema real. aplicação.Assim como no Planejamento. estes demostraram ter seguido as etapas de conhecimento. síntese e avaliação. visando mobilizar recursos para a consecução dos objetivos propostos. colocando este assunto dentro de um processo adequado de análise. Para distinguir o que realmente constitui um problema é necessário descrever objetivamente a situação inicial. compreensão.6 Método de Análise e Resolução de Problemas – MASP . Identificar algumas situações que exigem atenção e que às vezes não estão claras. porém não os compreende e equipe. e fornecendo aos gerentes meios para: Analisar e priorizar os problemas. envolvendo clientela e equipe. o MASP (Cerqueira. porém não os compreende sempre em sua amplitude.

. decisões podem ser tomadas com bases factuais. c) Procura de soluções alternativas: Devem-se contemplar as várias soluções alternativas de que dispõe e quais as possíveis conseqüências de casa uma delas. procurando chegar às causas e aos fatores envolvidos no problema. Depois de relacionar as idéias. à luz de novas informações.. Busque acordo. 5) Pode-se trabalhar com sentimentos e opiniões. do serviço. Se tivéssemos. regulamento de pessoal. O método científico deve ser seguido dentro do raciocínio lógico natural. 4) Não use posições pré-concebidas: o que é. a falta de habilidades com ferramentas (recursos de qualidade: Brainstorming. São quase uma conseqüência natural quando o grupo envolvido participa durante a definição e escolha das alternativas para a resolução do problema. a fim de obter informações mais detalhadas sobre a origem do problema.A delimitação do problema e o estabelecimento de objetivos influem no rendimento ao direcionar a atenção. acrescentar ou modificar a natureza do problema definido anteriormente.. consulta a registros e exploração de opiniões diferentes. bem como a criatividade na definição de soluções alternativas. Dentre elas: a falta de tempo. 12 . de qualidade. 3) Cuidado com tendência de adotar soluções prematuras sem base factual para suportá-las. equipamentos e outros. a saber: 1) Não queime etapas. e gerar a conscientização das partes envolvidas. através de sentimentos. Dados isolados nem sempre se constituem em informações passíveis de serem utilizadas. coleta de dados. Além das experiências vivenciadas. . observamos que a aplicação do método científico apresenta algumas considerações que não podem ser desprezadas e requerem análise e reflexão. para ser válida.. A análise dos sintomas requer ampliação do universo de observações sobre o problema. é necessário estudar cada solução para antecipar seus resultados positivos ou negativos. para ampliar o universo de observações.) e a falta de habilidade para atuar com a equipe. podendo às vezes.. 6) Uma informação. deve ser composta de dados e fatos que evidenciem. A escolha de alternativas criativas são menos centralizadoras e mais participativas. etc). Fluxograma. mobilizar o esforço. A partir do conhecimento dos fatos. Para Arndt et al. 7) Prepare-se para implementar as soluções. Estabeleça procedimentos documentados para sua aplicação. A informação subsidiará a decisão sobre o que será feito. Baseando em Cerqueira (1995). de modo que possibilite o estudo da situação. Mantenha registro de tudo o que foi feito. “a coleta de dados sobre um determinado problema deve permitir aos respondentes avaliarem e considerarem pontos como: administração. Teste antes de implementar. etc.. o enfermeiro também utilizar outras fontes como revisão bibliográfica. Nosso problema é a falta de. opiniões. levando a decisões sequenciais para a operacionalização e posterior avaliação prática. condições de trabalho.. utilizando o pensamento criativo.” A análise de dados caracteriza-se pela distinção das informações relevantes ao fato. Planeje e faça provisão de recursos. valorizam o elemento humano no trabalho e na execução de suas tarefas diárias. Tem por objetivo visualizar o problema segundo diversas dimensões. etc. a fim de obter evidências objetivas que possam ser utilizadas no processo de análise. aumentar a persistência e motivar o desenvolvimento de estratégias. deve-se procurar definir novamente o problema. consulta a especialistas. b) Coleta e análise de dados: nesta etapa todos os indivíduos envolvidos na situação deverão ser ouvidos. 2) Observe as grandes barreiras. (1983). 8) Registre todas as fases do método através de um histórico que passa a sustentar uma apresentação para Conselhos (da instituição. 9) Sistematize as atividades da MASP.. a rotina normal. d) Implementação e Avaliação: Sucedem à escolha da melhor alternativa. Entretanto. os hábitos e rotinas passadas. .

9 Considerações Finais . Esses instrumentos/ferramentas específicas compreendem o planejamento. Rio de Janeiro (RJ): Guanabara Koogan. sistematizado originalmente pelo Economista chileno Carlos Matus.15 no. In: Kurcgant P. destacam–se o planejamento. Quando nos perguntamos se estamos caminhando para onde queremos. enquanto pessoas. recomendado pelo COREN MG.7 Planejamento Estratégico Situacional "O Planejamento Estratégico e Situacional. organizador. Gerenciamento em enfermagem. com ênfase nas funções administrativas. diz respeito à gestão de governo.As funções gerenciais apontadas como responsabilidade do enfermeiro." Jackson de Toni . organizações ou países. o Texto “Subsídios para elaboração do Diagnóstico Administrativo em Enfermagem” (Clarice Henriques Santos). O planejamento.8 Elaboração do Diagnóstico Situacional do Serviço de Enfermagem e Plano de Trabalho do Enfermeiro – Planejamento Gerencial em Enfermagem -Para a realização do Diagnóstico Situacional do Serviço de Enfermagem e conseqüente elaboração do Plano de Trabalho do Enfermeiro. insere–se no processo de trabalho "cuidar" que possui como finalidade geral a atenção à saúde evidenciada na forma de assistência (promoção. interagir. prevenção. visto estrategicamente. organização.II. A grande questão consiste em saber se somos arrastados pelo ritmo dos acontecimentos do dia-a-dia. proteção e reabilitação). 2006). à arte de governar. físicos e financeiros (Aida Maris Peres. financeiros. 3 Florianópolis . materiais e os saberes administrativos que utilizam ferramentas específicas para serem operacionalizados. gestão de pessoal. ou se sabemos onde chegar e concentramos nossas forças em uma direção definida. do enfermeiro . direção e controle dos serviços de saúde. II. não é outra coisa senão a ciência e a arte de construir maior governabilidade aos nossos destinos. e sugere o esquema apresentado no Anexo 2. e analisá–los de modo a subsidiar a gestão de recursos humanos. Gerência e competências gerais Enfermagem vol. Peduzzi M. a Disciplina de Administração em Enfermagem I utiliza. Maria Helena Trench Ciampone. II. tomar decisões. os objetos de trabalho do enfermeiro no processo de trabalho gerencial são a organização do trabalho e os recursos humanos de enfermagem. coordenação. Assim nas DCNs. Rev Texto & Contexto 13 . permitem vislumbrar caminhos para compreender com maior clareza que "gerenciar" é uma ferramenta do processo de trabalho "cuidar" ao exemplificar como o enfermeiro pode fazer uso dos objetos de trabalho "organização" e "recursos humanos" no processo gerencial que por sua vez. como a força da correnteza de um rio." Desse modo. recursos materiais. . além dos conhecimentos específicos da área social/econômica que permitem ao gerente acionar dados e informações do contexto macro e micro–organizacional. O trabalho gerencial em enfermagem. 2005). entre outras ferramentas. estamos começando a debater o problema do planejamento. se fazemos o necessário para atingir nossos objetivos. a coordenação.O texto sobre Planejamento Estratégico Situacional é apresentado no Anexo 1. a direção e o controle “(Felli VEA.Para o desenvolvimento da competência administração e gerenciamento são considerados indispensáveis o conjunto de conhecimentos identificados para planejar. Os meios/instrumentos são: recursos físicos.

Pode dizer-me que caminho devo tomar? . Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem. Resolução COFEN 311/2007.38/95. que a publicou a 4 de julho de 1865). 1991). de 25 de junho de 1986. e dá outras providências."O planejamento não diz respeito a decisões futuras. Cãmara de Educação Superior . Ministério da Educação. que dispõe sobre a regulamentação do exercício da enfermagem. . (“Alice no País da Maravilhas” . e seu sucesso depende do reconhecimento de que essas mudanças são necessárias. COFEN. afetando o relacionamento entre os grupos e os líderes destes grupos (KWASNICKA.Lewis Carrol) . publicadas oficialmente na Resolução CNE/CES Nº 03 de 7/11/2001 14 . BRASIL. e muitas vezes geram ansiedade e resistência.Isto depende do lugar para onde você quer ir. Conselho Nacional de Educação.10 Referências BRASIL. II. que baixa normas para definição das atribuições do Enfermeiro Responsável Técnico BRASIL. (Respondeu com muito propósito o gato) . de 08 de fevereiro de 20073º BRASIL. entretanto mudar não é fácil. Diretrizes Curriculares Nacionais para os Cursos de Graduação em Enfermagem (DCENF). . mas às implicações futuras de decisões presentes" (PETER DRUCKER). sob o pseudônimo de Lewis Carroll.. COFEN.A história “Alice no País das Maravilhas” (obra do professor de matemática inglês Charles Lutwidge Dodgson.Outro aspecto muito importante a se considerar é que um planejamento freqüentemente propõe mudanças. Decisão COREN-MG . nos proporciona uma reflexão sobre a importância do planejamento na vida das pessoas e das organizações e certamente nas organizações de saúde e nos serviços de enfermagem.Não tenho destino certo. COREN MG. . Lei 7498/86.Neste caso qualquer caminho serve.

MINTZBERG. Faculdade de Enfermagem da Universidade Federal de Juiz de Fora. EPU. Introdução à administração. M.br/disserta96/rossato/cap3/capitulo3. KURCGANT.GRAY. A. São Paulo. p Projeto de 15 . M.1995. Rio de Janeiro. Planejamento Estratégico. São Paulo. (org. Hucitec. p. I.2010. CHIAVENATO. GAMA. Administração: teoria. M. Cap. 1983. OLIVEIRA.201-217. Publicações Dom Quixote. E. São Paulo. Campus (2006) CHIAVENATO. Curso de Chefia. H. SANT’ANNA. Material Instrucional elaborado para a Disciplina Administração em Enfermagem I Curso de Graduação em Enfermagem. (Org. B. Campus (2004) CIAMPONE. MENDES. T. Atlas S.) Mitos e Realidade da Qualidade no Brasil. I. Paz e Terra. I. Administração nos Novos Tempos. KRON. Campus. As Funções Administrativas e o Planejamento em Enfermagem. O capital. Salvador. 2ª edição .textos básicos.Curso de Graduação em Enfermagem. Nobel. 2001. Metodologia científica em enfermagem.) Gerenciamento em enfermagem.) Administração em enfermagem.htm. V. Vozes. es de poder. Brasil. Interlivros.CHIAVENATO. p.) A organização da saúde no nível local. 1991. As Funções Administrativas e o Planejamento em Enfermagem. In: Brasil. FERREIRA. Rio de Janeiro (RJ): Guanabara Koogan. Metodologia do planejamento na enfermagem. Planejamento sim e não. ISC – Instituto de Saúde Coletiva. Por que planejar? Como planejar? Currículo – área – aula.Ed. 4. Ministério da Saúde. In: KURCGANT. In: SÃO PAULO. 2001. Rio de Janeiro. Portugal. Abril Cultural. K. MARX. P. Introdução à Teoria Geral da Administração. 11º. P. 1991. P.A. p. T. M. C..Ed. F. São Paulo. processo e prática. Faculdade de Enfermagem da Universidade Federal de Juiz de Fora.1999. A. 2001. Lisboa. Ministério da Saúde.. p. Rio de Janeiro. 41-58. R.ufsc. Planejamento Municipal em Saúde.D. Disponível em: http://www. 1994. GRECO. PAIM. I. Petrópolis. 7ª edição . 25-31.eps. L. MENEGOLLA. Espaço e Tempo. (org. F. 1998. Bases conceituais e metodológicas do Planejamento em Saúde. FEKETE. Administração dos cuidados de enfermagem ao paciente. São Paulo. 2005. M. W. 1995. 1986. São Paulo. Rio de Janeiro. H. 1997. 1983. Estrutura e dinâmica das organizações. R. 296-299. Gestão Municipal de Saúde . Material Instrucional elaborado para a Disciplina Administração do Processo de Trabalho em Enfermagem. Acesso em:01 de setembro de 2010. TEIXEIRA.B. 1994 KWASNICKA.M. Prefeitura Municipal Desenvolvimento Gerencial. (org. MANDELLI. E.M. Ed. C.

o enfoque situacional se mostra como um instrumento adequado para o processo de construção de um novo modelo de atenção à saúde. 2001. Assim. O enfoque estratégico pode ser compreendido como uma opção tecnológica para os gestores que estejam comprometidos com a construção de um modelo de atenção á saúde que tenha como premissas à integralidade e a equidade (Teixeira.A compreensão de que os objetos do planejamento são os problemas e as oportunidades reais de intervenção. decorrentes do reconhecimento da existência de um conflito. 2001): . que flexibilizam a organização e possibilitam a participação de distintos atores sociais. Além disso. que faz parte do sistema planejado. pois “planejar também é arte. 2001). 2001). o planejamento estratégico pressupõe que se tenha uma “visão estratégica” que passa pelo conhecimento amplo da realidade sobre a qual se quer intervir. . do Curso de Graduação em Enfermagem. . . 6º período da Faculdade de Enfermagem da Universidade Federal de Juiz de Fora. que apresenta um resultado apenas.Faculdade de Enfermagem Departamento de Enfermagem Básica Disciplina: Administração em Enfermagem I Docente: Bernadete Marinho Bara De Martin Gama ________________________________________________________________________ admIIplan20010/2 Assunto : Planejamento Estratégico Situacional (Este texto foi elaborado como material instrucional para a Disciplina Administração em Enfermagem I. Os elementos comuns que permitem considerar a corrente estratégica de planejamento como um novo paradigma são (Fekete.A aceitação da complexidade dos sistemas sociais. bem como envolve uma “ação comunicativa” que significa que os dirigentes. Rosangela Maria Greco. Teixeira.A concepção do planejamento como sendo um processo composto por momentos que se interpenetram. técnicos e todos os envolvidos no processo de planejamento devem manter um diálogo permanente. Nesse sentido.1º semestre de 2010). 2001).O entendimento de que o planejador é um ator social. o Planejamento Estratégico não deve ser compreendido apenas como teoria e técnica. técnicoorganizacionais e político-institucionais de nosso país (Teixeira. por ser dinâmico e flexível adaptando-se à complexidade das situações epidemiológicas. a criatividade e a sensibilidade dos atores sejam consideradas. conforme os atores que os considerem.O entendimento do plano como sendo composto por módulos operacionais. 2000).” (Sá & Pepe. tampouco como um cálculo determinístico. É importante que as habilidades pessoais. Professor Associado do Departamento de Enfermagem Básica da Faculdade de Enfermagem da Universidade Federal de Juiz de Fora.A compreensão de que existe uma variedade de explicações diagnósticas. para que se possa estar construindo um trabalho coletivo (Teixeira. uma vez que existe mais de uma compreensão da realidade e. ou seja. virtual ou real. Doutora em Saúde Pública. se transformam no decorrer do tempo. . sem seguir uma lógica seqüencial rígida. interagindo com este. portanto visões diferenciadas dos conflitos existentes. 16 . uma vez que o mundo real é histórico e as categorias sobre as quais se pensa a realidade também são históricas. Enfermeira. a experiência. onde os problemas admitem distintas soluções. .ANEXO 1 Universidade Federal de Juiz de Fora . pela Profa Dra.

utilizando-se sempre que possível de indicadores que possam mostrar e/ou medir como ele se manifesta ou aparece.  Momento normativo: proposição de soluções para enfrentar os problemas.  Urgência quanto à resolução do problema.  Momento estratégico: construção de viabilidade das soluções propostas. e elabora-se um Mapa de Soluções. momento estratégico e momento tático-operacional sendo que cada um deles contempla alguma etapas que podem não ser sequencias mas que ocorrem em um processo de ir e vir. pois dificilmente se consegue enfrentar todas ao mesmo tempo. momento normativo. 5º) Elaboração do Plano de Ação – Elabora-se uma planilha com os seguintes pontos:  Resultados a serem alcançados. Podem ser seguidos os seguintes critérios:  Importância do problema – alta. 1998) : 1º) Identificação dos problemas – consiste na descrição das situações consideradas problemas.  Momento explicativo: identificação. capazes de estabelecer uma ordem de prioridades no enfrentamento dos problemas que reflitam o significado destes para o grupo que planeja. um Moderador que deve estar atento para aliviar os conflitos entre os participantes. parcialmente dentro ou fora dessa capacidade.. o que irá possibilitar uma avaliação do impacto do plano sobre o problema.  Descrição do problema . por que (causas) e o que resulta (conseqüências). 1998).busca-se caracterizar a situação como ela se apresenta e é percebida. 1998). o que pode ser feito por exemplo com a utilização da técnica de “brainstorm” (chuva de idéias). média ou baixa. conduzindo os debates por meio de técnicas de visualização (Mendes. Para que se possa realizar e desenvolver o planejamento estratégico é importante que se tenha à definição dos seguintes papéis: uma Coordenação que pode ser uma pessoa ou um grupo que se responsabilize pela preparação e organização dos encontros do grupo.Os passos para a realização de um planejamento estratégico O planejamento estratégico se desenvolve através de momentos. 4º) Propostas de solução – no diagrama de Espinha de Peixe marca-se as causas consideradas mais relevantes. 17 . Os passos a serem seguidos na realização do Planejamento Estratégicos são (Mendes. É importante ainda frisar que este momento permeia todo o processo. onde para cada causa escolhida deve ser apontada uma solução.. 2º) Seleção dos problemas – é a priorização das situações problemas. e não de etapas rígidas. 3º) Análise do problema – os problemas devem ser descritos e explicados.  Momento Tático-Operacional: execução. é importante definir critérios claros. que motive a participação de todos. de modo que cada um possa manifestar seus conhecimentos e opiniões. seleção/priorização e análise dos problemas. acompanhamento e avaliação do plano (Mendes. que podem ser descritos como sendo: momento explicativo.  Capacidade de enfrentamento do problema pelo ator que está planejando: se esta dentro.  Identificação das causas e conseqüências – pode-se começar elaborando uma lista com as causas e conseqüências em seguida construindo o Diagrama de Ishikawa ou Espinha de Peixe. é importante a participação de todos nessa discussão pois essa etapa auxilia na visualização dos pontos críticos nos quais deve estar centrada a solução do problema. identificandose : o que caracteriza (descrição). que cuide para que ocorra a correta aplicação da metodologia adotada e garanta que a análise do problema seja consistente. descrevendo e explicando a forma como se vai trabalhar em conjunto.

o poder administrativo e  a capacidade de motivar. 9. no sentido de se alcançar o objetivo maior da instituição.  Prazo para realização das atividades propostas. filosofias de atuação. 7º) Operacionalização do plano de ação – para colocar o plano em prática o grupo deve perceber as circunstâncias e fazer as correções necessárias.  Utilização de uma planilha para acompanhamento da operacionalização das soluções. uma vez que o Planejamento Estratégico possibilita que se defina de modo participativo uma direção comum a ser seguida. conduzir pessoas a comprometerem-se com determinados objetivos e ações. uma vez que o planejamento estratégico implica no estabelecimento de políticas. as resistências e sua natureza. 6º) Análise de viabilidade – possibilidade de execução das intervenções previstas de acordo com os recursos disponíveis. mas por interesses políticos e ideológicos mediatos (projetos políticos)  A viabilidade pode ser analisada em três planos:  Viabilidade econômica – ou factibilidade. permitindo que se identifiquem os oponentes. :  a capacidade de mobilizar conhecimentos e informações (técnico). mas as ações planejadas é que devem prevalecer. além dos tradicionais recursos humanos. 5. Os passos para o sucesso dessa etapa são:  Discussão do plano com outros atores envolvidos. movidos não só por interesses econômicos imediatos. O processo decisório tende a ser agilizado. pessoal. Desenvolve a capacidade gerencial.  Viabilidade técnico-organizativa – diz respeito à forma de organização dos recursos de infra-estrutura. Estimula a função diretiva. 2. Permite maior interação da empresa com o ambiente. com o registro periódico do cumprimento das atividades. Motiva o comportamento voltado para a eficácia 8. Por recursos deve-se considerar. diz respeito aos recursos de infraestrutura: físico. sempre haverá certo grau de improviso. 7. equipamentos). compara-se os recursos que se dispõe com os necessários. operacionais e organizacionais 18 . Orienta a formulação de planos de longo prazo.  a capacidade de mobilizar recursos (pessoal. Atividades necessárias. contingencial. de ações imediatas.  Viabilidade político-institucional – diz respeito à existência ou não de poder acumulado para que sejam realizadas as intervenções propostas. Força o executivo a desligar-se parcialmente do seu dia a dia e a raciocinar estrategicamente.  Outros atores participantes. Promove a descentralização do processo de planejamento. táticos. Minimiza o cabo de guerra organizacional. material. Agiliza e fortalece o processo orçamentário. 6. enfim no estabelecimento de parâmetros que contribuem para a tomada de decisão. considerando seus respectivos resultados e prazos. identificando “brechas” que serão objeto dos “projetos dinamizadores”. para conseguir a adesão. 10. 11. 3. 1994): 1. Motiva um comportamento iterativo da empresa.  Avaliação do impacto das soluções sobre os problemas. estimular.  Responsáveis pelas atividades.  Recursos necessários . 4.  Em relação aos benefícios que podem ser gerados através da utilização do planejamento estratégico podemos citar (Mandelli. materiais físicos e financeiros. Esta etapa permite que se elaborem táticas e estratégias para o alcance dos objetivos e ações. material e financeiro.