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Ensaio edométrico e grandezas medidas no ensaio

Amostra montada com índice de vazios inicial ei. Output do ensaio

Deformações calculadas troço a troço
dh ∆e = , H i 1 + ei que é a expressão conhecida ∆e H 0 = ∆σ ' mv H 0 ∆h = 1 + ei dε =
Nota: para o cálculo das deformações, em rigor e0 devia ser o do início de cada carregamento (troço) mas, segundo a definição de deformações da Mecânica dos Meios Contínuos, a deformação é calculada para a posição indeformada inicial, ou seja, e é o do início do ensaio (o da montagem do provete). O erro é muito pequeno comparando as duas alternativas se se admitir a hipótese das pequenas deformações.

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Gráficos mais usuais e grandezas medidas
Pelo referido acima, o gráfico e:σ’ ou e:logσ’é traçado calculando as variações do índice de vazios a partir dos deslocamentos verticais sempre em função do índice de vazios na montagem. Coeficiente de compressibilidade ∆e av = − ∆σ ' Coeficiente de compressibilidade volumétrica ∆e 1 mv = − 1 + einíciodotroço ∆σ ' Módulo de compressão 1 M '= mv

Índice de compressibilidade ∆e Cc = − ∆ log σ ' Índice de recompressibilidade ou de expansibilidade ∆e Cs = − ∆ log σ '

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Cálculo da tensão de cedência σy
(gráfico índice de vazios, log σ’)

Método de Casagrande 1- Identificação do ponto A que é o ponto da maior curvatura no gráfico e traçado da recta horizontal R1 que passa nesse ponto. 2- Traçado da recta R1 tangente à curva no ponto A. 3- Traçado da recta R3 que é a bissectriz enre as rectas R1 e R2, e que passa em A. 4- Traçado da recta R4 que é tangente ao troço mais inclinado da curva. 5- Identificação do ponto Y (intersecção de R3 e R4). Esse é o ponto de cedência.

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Determinação do coeficiente de consolidação e do coeficiente de permeabilidade através de ensaios edométricos em amostras saturadas
Método de Casagrande (gráfico deslocamento vertical, log t)

Para um dado troço de carregamento (tensão vertical constante): 1- Traçado da recta R1 tangente ao troço mais inclinado e da recta R2 tangente ao troço final em que a inclinação é mais suave. 2- Identificação do ponto B (intersecção de R1 com a curva) e do ponto C (intersecção de R1 e R2). 3- Identificação do ponto A, sabendo que tB=4TA. 4- Identificação de a100, que é o deslocamento medido no ponto C. 5- Cálculo de d sabedo que é a diferença entre o deslocamento medido no ponto A, aA, e o deslocamento medido em B. Obtém-se a0 pois a0= aA- d. 6- Cálculo de ∆hcp=a100- a0. Identificação do ponto X que fica na curva na posição correspondente ao deslocamento a50=a0- ∆hcp/2. Obtém-se t50, que é o tempo do ponto X 7- Sendo U=50% no ponto X, sabe-se que Tv=0,196. Obtém-se assim o coeficiente de consolidação Cv (m2/s) através da equação: Ct Tv = v2 h em que t=t50 (s), Tv=0,196 e h é metade da altura do provete no início desse troço de carregamento (m). 8- Cálculo do módulo de compressibilidade volumétrica mv (kPa-1) para esse troço 9- Cálculo do coeficiente de permeabilidade k (m/s) através da equação: k Cv = γ w mv em que mv foi calculado para esse troço, assim como Cv, e γw=10kN/m3

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Método de Taylor (gráfico deslocamento vertical, √t )

Para um dado troço de carregamento (tensão vertical constante): 1- Traçado da recta R1 tangente ao troço mais inclinado e identificação do seu declive m e da ordenada na origem a0. 2- Traçado da recta R2 que tem ordenada na origem a0 e declive m/1,15. 3- Identificação do ponto C, que é quando a recta R2 intersecta a curva. 4- Identificação de a90, que é o deslocamento medido no ponto C, e de t90 que é o tempo nesse ponto. 5- Sendo U=90% no ponto C, sabe-se que Tv=0,848. Obtém-se assim o coeficiente de consolidação Cv (m2/s) através da equação: Ct Tv = v2 h em que t=t90 (s), Tv=0,848 e h é metade da altura do provete no início desse troço de carregamento (m). 6- Cálculo de mv para esse troço (kPa-1) 7- Cálculo do coeficiente de permeabilidade k (m/s) através da equação: k Cv = γ w mv em que mv foi calculado para esse troço, assim como Cv, e γw=10kN/m3

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