Relatório da aula prática 3

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Padronização de solução de AgNO3 0,1N pelo método de MOHR

Professora: Drª Zaíra Maria Sant’Anna Disciplina: Análise Quantitativa

Alunas: Bruna F. Castro Juliana Tinoco Marcela Saldanha Priscila Freitas

o sal que começa a precipitar é aquele cujo produto de solubilidade é sobre passado em primeiro lugar. No método de Mohr. O método de Mohr é um método com formação de um sólido colorido. corado. O uso do cromato de potássio baseia-se no princípio da precipitação fracionada. Se o precipitado formado pelo segundo íon é corado. O método Mohr não pode ser usado na determinação de iodetos em virtude do iodeto de prata ser. desde que se possam ajustar as condições. também. e garantindo a repetibilidade dos resultados da análise do teor de Cloreto. Faz-se necessária a padronização da solução de AgNO 3. I. na presença de cromato de potássio (K 2CrO4) como indicador. o cromato de prata que é vermelho.para garantir a precisão da análise. A solução neutra é titulada com nitrato de prata e em presença de cromato de potássio que atua como indicador. tal que o composto corado somente comece a se formar depois que o outro tenha sido precipitado completamente. No ponto final. aplicável à determinação de cloretos e brometos. Introdução Aplicabilidade para o farmacêutico da Padronização de solução de AgNO3 0. Quando se adiciona um íon a uma solução contendo dois outros grupos capazes de formar sais pouco solúveis com o primeiro.cosméticos e medicamentos. A padronização é realizada através princípio da volumetria de Precipitação e pelo método de Mohr que baseia-se em titular o nitrato de prata com solução-padrão de cloreto de sódio (padrão primário). 27 de abril de 2011. então pode servir de indicador para a reação de precipitação do primeiro.Rio de Janeiro. o íon prata combina-se com o cromato formando um segundo precipitado com coloração distinta. usando solução de cromato de potássio como indicador.1N pelo método de MOHR: Esta solução de AgNO3 é aplicada rotineiramente no controle de qualidade para a detecção do grau de pureza do cloreto de sódio comercial em amostras na indústria de alimentos. Evitando equívocos. os íons cloreto são titulados com solução padronizada de nitrato de prata (AgNO3). O ponto final da titulação é identificado quando todos os íons Ag+ tiverem se depositado 2 .

pois. REAÇÃO: NaCl + AgNO3  AgCl +NaNO3 2 AgNO3 +K2CrO4  Ag2CrO4 +KNO3 3 . Ni3+. a concentração do íon cromato é de tal ordem que o produto de solubilidade do cromato de prata. A solução neutra é titulada com AgNO3. tais como cloreto de alumínio. CrO42.5.sob a forma de AgCl. Co2+. o pH da solução não deve ser superior a 10. Existem fatores importantes a serem considerados no método de Mohr.+ H+  HCrO4- O método não deve ser utilizado para a determinação de cloretos de cátions que hidrolisam originando soluções ácidos. o indicador deixa de funcionar. Ba2+ e Pb2+. etc. conseqüentemente. Mohr que é aplicável à determinação de cloreto (Cl–) e brometo (Br–). uma vez que este sal é muito solúvel em solução ácida. o cromato de prata é mais solúvel que o cloreto de prata. já não é mais atingido e.5. Se o pH da solução for inferior a 6. zinco. ferro. logo em seguida haverá a precipitação de cromato de prata (Ag2CrO4) de coloração marrom-avermelhada. Além disso não devem estar presentes cátions como Cu2+. em presença de K2CrO4. Por outro lado. porque então precipita hidróxido de prata que posteriormente se decompõem em Ag 2O (precipitado preto). são elas a concentração do indicador e o pH da solução. que atua como indicador.

Métodos Para realização de todos os métodos.II. Objetivo Padronizar uma solução de nitrato de prata aproximadamente 0. Materiais e Reagentes Materiais: Reagentes:  Béquer  Bureta  Erlenmeyer de 250. sendo essa limpeza realizada 3 vezes para garantir a total remoção das impurezas e após essa limpeza todas as vidrarias devem ser rinsadas com o reagente utilizado. todas as vidrarias devem passar por um processo de limpeza.  Solução de Nitrato de Prata aproximadamente 0. III.1M  Solução de Cromato de Potássio 5% p/v. 4 . no qual se utiliza sabão neutro.00 mL  Pissete  Suporte universal  Água destilada  Detergente  Solução de Cloreto de Sódio 0. IV.1 M.00mL  Garra para bureta  Pipeta volumétrica de 10.1M.

V.1M Volume Gasto Teórico = 10.00mL de AgNO3 Volume gasto de AgNO3 na titulação: V1 = 17.60ml -Cálculos: Molaridade AgNO3 x Volume Gasto = Molaridade NaCl x Volume NaCl Molaridade AgNO3 = 0.20mL V2 = 6.1M: Adicionou-se 10 mL de NaCl ao erlenmeyer de 250mL juntamente com 2 gotas do indicador K2CrO4.00mL 11.0mL Média dos volumes = 11.60mL 5 .1M x 10.1M x 10.Padronização com Cloreto de Sódio 0. Repetiu-se a titulação 2 vezes afim comprovar a repetibilidade do resultado. Resultados e Cálculos -Cálculo da Molaridade teórica: Molaridade AgNO3 Teórica x Volume Gasto Teórico = Molaridade NaCl x Volume NaCl Volume Gasto Teórico = Molaridade NaCl x Volume NaCl Molaridade AgNO3 Teórica Volume Gasto Teórico = 0.00mL 0. Titulou-se com o AgNO3 para obtenção da real normalidade da solução.

0% VI. o primeiro excesso de Ag+ reagiu com o indicador.25 x 10-5 mol L-1 Substituindo este valor na expressão do produto de solubilidade do AgCrO4 obtém-se: [Ag+]2 [CrO4-2] = 1. o que não ocorreu.56 x 10-10 [Ag+] = [Cl-] = 1.Molaridade AgNO3 = 0.60 ml x 100 = 86.20 % Fc = NAgNO3(teórico)/ NAgNO3(experimental) = 0.0862N -Fator de correção: Fc = VEsperado/VReal = 10 ml / 11.0862N x100 = 116.3 x 10-12 6 . Pois teoricamente o Ag2CrO4 no ponto de equivalência deveria começar a precipitar quando a concentração do Ag+ fosse igual a seu Kps que é 1.1 N/ 0.25 x 10-5: Ag+ + Cl.↔ AgCl(s) [Ag+][Cl-] = [Ag+]2 = 1. quando a precipitação do cloreto foi completa. Discussão e Conclusão O AgNO3 reagiu com NaCl gerando AgCl e NaNO3: AgNO3 + NaCl ↔ AgCl + NaNO3 No ponto final. ocasionando precipitação do cromato de prata de coloração vermelha (vermelho tijolo): 2Ag+ + CrO42.↔ Ag2CrO4 Obteve-se um erro nas duas titulações pois o Ag 2CrO4 deveria precipitar no ponto de equivalência (10 ml aproximadamente).

já na segunda titulação. o AgCrO4 começará a precipitar quando a [Ag+] for menor que 1.8 x10-2 mol L-1 Analisando-se este valor nota-se que:  Se [CrO4-2] >0. Supõe-se que se fossem adicionadas. VII. que não foram o suficientes e o AgCrO 4 precipitou bem depois da faixa de viragem ideal. a faixa de viragem atingiria um valor próximo ao esperado.25 x 10-5)2 x [CrO4-2] = 1. depois do ponto de equivalência. em 17.0 ml  Se [CrO4-2] <0. pois na primeira titulação foram adicionadas apenas 2 gotas. o AgCrO4 começará a precipitar quando a [Ag+] for maior que 1.8 x10-2 mol L-1. Isso ocorreu na segunda titulação onde houve um aumento da concentração do indicador.8 x10-2 mol L-1. aproximadamente.25 x 10-5 mol L-1. 10 gotas do indicador.3 x 10-12 [CrO4-2] = 0.20 ml. Bibliografia 7 . resultando em uma faixa de viragem tardia. ou seja. mais de 10 gotas. e o AgCrO4 precipitou um pouco antes da faixa de viragem. antes do ponto de equivalência.25 x 10-5 mol L-1. Isso ocorreu na primeira titulação em que a concentração do indicador era menor do que a pretendida. resultando em uma faixa de viragem em 6. Portanto concluiu-se que obteve-se um resultado com uma diferença de 16% do esperado.(1. A prática colaborou para o entendimento de um método de volumetria de precipitação que pode ter aplicação na determinação de cloretos e brometos em água . que pode ter sido ocasionado devido à concentração do indicador não ter sido ideal ou o mesmo não ter se apresentado no seu estado íntegro. ou seja. adicionou-se gotas em excesso.

5. R.. MENDHAM. Por Marco Tadeu Grassi. GODINHO..J. Editora LTC.M. SKOOG. Douglas A.. VOGEL. S. N. Brasil. São Paulo: Edgard Blücher. Rio de Janeiro. M. Química Analítica Quantitativa. A. New York. BACCAN. 2nd ed. e JONES. Fundamentos de Química Analítica. ROCHA. BARNES. H MORITA. Editora Edgard Blücher Lda.V. ASSUMPÇÃO. W. 1999. Editora LTC. 2002. 10-11. (2001) Química Analítica Quantitativa Elementar. S. J.D. DENNEY. I. P. THOMAS.ATKINS. Tradução da 8ª edição Norte Americana.K. Editora THOMSON. 3 ed. J..C. Análise Química Quantitativa. (1972).. ANDRADE. Paulo. 6ª Ed. Chemical Principles. Analise Química Quantitativa. J. T.. ROSA. 8 . J. reagentes e solventes. 5ª Ed... L. VOGEL. 5ª ed. Rio de Janeiro: LTC Editora. E.. VOGEL. R. (1992). C. Caps.H. Freeman & Co.C. A. O. 2002.. Manual de preparação de soluções.