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Os astrônomos na África Subsaariana
seg, 21/01/2013 - 10:31 - Atualizado em 22/01/2013 - 06:10 Adir Tavares

Da Obvious Mag Os antigos astrônomos de Timbuktu
por João Lobato Escondida no extremo meridional do Saara encontramos a lendária cidade de Timbuktu, guardiã de milhares de manuscritos científicos antigos que prometem mudar o modo como olhamos para a história da astronomia. Depois de sobreviverem durante séculos à destruição e pilhagem, o perigo está agora na ponta das metralhadoras Kalashnikov, seguradas por fundamentalistas religiosos.

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© Library of Congress... Fundada há quase 900 anos, por nómadas tuaregues, no Norte do actual Mali, Timbuktu acabou por se tornar num dos principais entrepostos comerciais para as caravanas que atravessavam o deserto do Saara, carregadas de ouro, sal, marfim e escravos. Entretanto, e ao longo das rotas comerciais que percorriam, também viajaram eruditos, académicos e estudiosos, todos eles munidos de livros, manuscritos e muitas ideias. O objectivo que os unia era o de trocar entre si os conhecimentos que traziam.

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e antes de o Renascimento deixar a sua marca na Europa. até cair . no mundo islâmico. com homens dedicados ao intricado processo de copiar à mão os livros que os viajantes traziam. charges e tirinhas 9. foram reduzidas a cinzas e apenas uma pequena parte do espólio se salvou. Económica e intelectualmente arruinada. Tanto assim foi que. Fora de Pauta veja mais publicidade © Library of Congress.Não tardou que inúmeras bibliotecas prosperassem pela cidade. Só que o desastre não se ficou por aqui. Novo Vox Populi dá Dilma no 1o turno 4. um exército de tropas marroquinas. onde estava a maior parte dos livros. Fotos. Timbuktu entrou paulatinamente em declínio. Fotos. o total de livros que a cidade chegou a acomodar foi um dos maiores que até então existiu. de origem africana ou árabe. deu origem. As bibliotecas. Clipping do dia 7. Segundo algumas estimativas. como um dos grandes epicentros de conhecimento científico e de estudos religiosos. invadiu e pilhou Timbuktu. cultural e intelectual sem paralelo na região. Timbuktu conseguiu ganhar renome. Ouro. a uma efervescência comercial. humanidade C ULTURA Leandro Braga interpreta Milton ver todos publicidade mais lidos da semana 1. combinado entre si. Tudo isto. sob a liderança do paxá Mahmud ibn Zarqun. no século XV. apenas superado pelos da antiga Biblioteca de Alexandria. acumulados ao longo de séculos. Clipping do dia 10. conhecimento e espiritualismo. para ficar ao serviço do paxá marroquino. Só a principal universidade. Os eruditos e os académicos que resistiram ao invasor foram chacinados e os sobreviventes deportados para as cidades de Fez e Marraquexe. estripando-a de todas as suas riquezas. Deste modo. O romance gay israelo-palestino ‘Além da Fronteira’ 6. As mudanças no Luis Nassif Online 2. colocando Timbuktu ao nível de algumas das grandes cidades da Europa ou Médio Oriente. A Atualidade Brutal de Hannah Arendt 8. chegou a acolher cerca de 25 mil estudantes. durante o seu período de apogeu. já no século XII. charges e tirinhas 3. Mas a prosperidade acabou por ter um fim. foram aí criadas três universidades de prestígio e cerca de 180 escolas corânicas. Em 1591. Fora de Pauta 5.

estima-se que tenham sobrevivido cerca de 700 mil documentos. estando eles nas bibliotecas privadas de algumas famílias ou guardados na grande biblioteca pública de Timbuktu. © Library of Congress. fluíam incessantemente pela cidade. abrindo as portas para uma nova forma de ver o Cosmos. com o objectivo de identificar e preservar documentos e arquivos de grande valor histórico. O conhecimento aqui produzido. No total. entre os séculos VIII e XVI. alguma vez. No Médio Oriente. assim como os textos traduzidos do grego para o árabe. Este espólio foi um dos primeiros a ser inscrito no Programa Memória do Mundo. a Índia. ficando em 1960 sob influência do recém-independente Mali. ao longo de milénios. carregados de produtos e riquezas. © Library of Congress. acabaram por dar aos cientistas europeus do Renascimento as bases de que tanto necessitavam para novos e revolucionários conhecimentos – incluindo a descoberta de que a Terra orbita o Sol e não o contrário –. os académicos islâmicos foram fortemente influenciados pelos textos gregos e pelas investigações desenvolvidas pelos cientistas do mundo árabe. em lugares como a antiga Mesopotâmia.no esquecimento. quase ninguém acreditava que a África Subsaariana tivesse estado. associada ao conhecimento astronómico que brotou. a China ou então nas cidades da Grécia Antiga. Fez-se ciência na África Subsaariana Antes de se começar a estudar os manuscritos de Timbuktu. uma equipa composta por investigadores da Universidade da Cidade do Cabo (África do Sul) e da Universidade de Bamako (Mali) deu início a um projecto que tentou desmistificar a percepção (ocidental) de que as civilizações a sul do Saara nada construíram em termos de . Longe vão os tempos em que uma fila indiana de camelos. da UNESCO. a cidade acabou mesmo por ser reconhecida como Património Mundial da Humanidade. Em 1998. Em 2006. Em finais do século XIX foi colonizada pelos franceses.

Ao que tudo indica. A par disto. Alguns fenómenos astronómicos. contudo. conseguiram também determinar quais os períodos exactos do dia em que deveriam ser feitas as orações. os estudiosos e os intelectuais da antiga cidade conseguiram criar todo um conjunto de conhecimentos próprios. capazes de estabelecer as localizações dos dois lugares. Para os mais esotéricos. . Neste caso – e uma vez que os relógios que hoje em dia usamos estavam muito longe de serem inventados –. “O conhecimento sobre as movimentações dos planetas. encontram-se igualmente descritos. A base para algumas das investigações. Esta necessidade levou à construção de observatórios astronómicos na cidade e à compilação de muitos livros dedicados à astrologia. referiu na altura o investigador Brian Warner. à revista New Scientist. foi motivada pela astrologia”. O objectivo passou por traduzir e analisar o conteúdo científico dos manuscritos de Timbuktu. havia ainda o contributo para as predições astrológicas. pelo que a tarefa obrigou ao desenvolvimento e utilização de diversos algoritmos e instrumentos. pelo que os modelos utilizados ainda tinham a Terra como centro do Universo. o uso da trigonometria foi fundamental. no campo da astronomia. os quais só puderam ser desenhados através de complexos cálculos matemáticos. e em alguns dos manuscritos. Mas a religiosidade também tinha o seu papel como fonte de saber e descoberta. Mesmo assim. datados de há mais de 600 anos. E isto sem que tivessem estabelecido qualquer contacto com o desenvolvimento científico que entretanto desabrochava na Europa renascentista. a importância de prever onde eles iriam estar e onde estavam naquele momento. Para onde tinham os crentes de se virar caso quisessem contemplar Meca durante as suas orações? Para que lado deveriam estar orientadas as suas mesquitas? A distância entre Timbuktu e a cidade santa do Islão é enorme. permitindo descobrir a que período do dia correspondia determinada posição do Sol no céu. da Universidade da Cidade do Cabo. como é o caso de uma chuva de meteoritos em 1583. © Library of Congress. residia ainda nos antigos textos gregos.conhecimento científico. podemos encontrar diversos e belíssimos diagramas que nos mostram as órbitas dos planetas.

A ameaça é tão séria que a UNESCO colocou a cidade. medicina. climatologia. o mais importante é manter os documentos no estado em que se encontram. . jurisprudência e até astrologia. Contudo. “uma das razões para os africanos subsaarianos estarem sub-representados na ciência é porque não se revêem nos livros de ciência que lêem”. Segundo o astrofísico Thebe Medupe. os manuscritos estão à mercê de uma nova força destruidora: o fundamentalismo religioso. pode-se dizer que têm razão para desconfiar do futuro. As áreas sobre os quais versam os antigos textos são várias. que tem durado várias gerações. Timbuktu. Muitos dos documentos. química. Algo perfeitamente normal tendo em conta que se tem como companhia. para mais tarde serem estudados. Astronomia.tabelas. tratados políticos. que ainda estão em Timbuktu. o Saara. Timbuktu. motivo pelo qual se coloca a questão sobre se não é legítimo inserir o nome de Timbuktu na história da ciência e da astronomia. Neste momento. numa devoção titânica destinada a preservá-los para o futuro. e nos últimos anos. Um argumento forte e que deu alento à tarefa (nada fácil) de tradução e análise dos milhares de textos que existem. © Wikipedia. E até agora. A tarefa tem ficado a cargo de algumas famílias da cidade. O perigo vem agora do fundamentalismo Escritos em delicadas folhas de papel. botânica. geografia. matemática. o estado de conservação dos textos deteriorou-se ao longo dos séculos devido às flutuações climatéricas. ao pó e aos grãos de areia. Mas os que se referem à astronomia são particularmente fascinantes. mantiveram-se escondidos em cavernas no deserto ou enterrados debaixo de algumas casas. óptica. na lista negra do Património Mundial da Humanidade em Perigo. manuscritos de astronomia e matemática. manuscritos de astronomia . biologia. à humidade. num esforço. em 2012.© Wikipedia. também da mesma universidade. ali mesmo ao lado. para as proteger dos invasores marroquinos e europeus que por ali passaram ou de outros potenciais perigos.

Bandarin). O motivo para a destruição. com o Norte do Mali. De facto. ligado ao Islão. embora se suspeite de um outro intuito: o de vender os manuscritos a compradores do exterior. armado de metralhadoras Kalashnikov . Um dos resultados foi a destruição dos mausoléus de diversos santos. O Mali é um dos países mais pobres do Mundo. afirmando que não têm intenção de destruir os textos antigos. são os próprios donos dos manuscritos. Por agora. decidiu seguir à regra uma versão mais austera do movimento Salafista. uma cidade exótica que figura na lista da UNESCO como Património Mundial da Humanidade (UNESCO. muitos deles sob protecção da UNESCO. Com o caos e a miséria instalados. Em Abril de 2012. Mas em pior situação está a população. segundo o Ansar Dine? A idolatria. inclusive em Timbuktu. E dinheiro é mesmo aquilo que mais escasseia nesta região. o grupo rebelde e islâmico Ansar Dine tomou de assalto Timbuktu. O que significa que não são muito dados à tolerância religiosa e cultural. dominado pelos tuaregues. desgastados por uma luta diária pela sobrevivência. A falta de condições que permitam preservar os manuscritos agudiza-se a cada dia que passa.Timbuktu. que já pensam em vendê-los. A acção de conquista ocorreu depois de vários meses de convulsão política. Sua página: . O problema é que este grupo independentista. o que levou as autoridades culturais do Mali a lançarem um alerta a todos os donos de colecções privadas. a pedir a secessão. essa pode ser a intenção. de modo a obter dinheiro que sustente a luta armada dos rebeldes. no sentido de esconderem os documentos. com o actual conflito a agravar a situação. Blog de luisnassif || Comentários Comentar Seu nome: * 8 comentário(s) Email: * O conte údo de ste cam po é privado e não se rá e x ibido ao público. os rebeldes que controlam a cidade tentam sossegar a população. A segurança dos manuscritos poderá estar em risco. F. incluindo as dezenas de milhares de exemplares que se encontram na biblioteca principal da cidade.

21/01/2013 .Assunto: Comentário: * Desabilitar editor de texto CAPTCHA Esta que stão é para te star se você é um visitante hum ano e im pe dir subm issõe s autom atizadas por spam . corruptos . ladrões. Hoje em dia eles seriam considerados perigosos terroristas. — ¨Liberdade é a liberdade dos que pensam diferente¨ -.. Re: Os astrônomos na África Subsaariana .. PIRATA É QUEM PRIVATIZA O CONHECIMENTO HUMANO..17:06 — Acauã Impressionante como em um artigo tão interessante conseguiram não adicionar 1 único mapa com a localização da cidade. Esses historioradores.etc. Se alguem chegava com um manuscrito novo. ele era imediatamente COPIADO.Rosa Luxemburgo Re: Os astrônomos na África Subsaariana seg. Qual é a sequência na imagem?: * Digite o te x to e x ibido na im age m .. Salvar Pré-visualizar +8 comentários Re: Os astrônomos na África Subsaariana seg.18:02 — Edsonmarcon Todo o desenvolvimento de Timbuktu e da ciência que se desenvolveu ali se deveu ao fato de que as informações circulavam livremente. 21/01/2013 .

21/01/2013 .seg. (PS: o teclado tá bem ruinzinho. a margem dos livros de história ? Isso é fato que marca a história da civilização humana. Este é um dos motivos pelos quais. Abs. No Ensino Médio continua do mesmo jeito (e aqui cabe uma ressalva: isso ocorre independentemente da preferencia ideológica do professor.17:27 — RobertoCR Porque a disciplina História de nossas escolas somente permite afirmar que o mundo foi civilizado. um adendo. Re: Os astrônomos na África Subsaariana seg. por exemplo. 21/01/2013 .12:57 Caros.23:07 — Paulo F. seg. mesmo com as já conhecidas excessoes. é tao difícil falar sobre a história de índios ou negros em nossas escolas... consertado. Comentários ao post: Os astrônomos na África Subsaariana . 21/01/2013 . arrumado. Re: Os astrônomos na África Subsaariana seg. Imagine só: o aluno tem aula de História desde a quinta série. 21/01/2013 . criado pelo homem (genero) branco europeu. A pedidos Re: Os astrônomos na África Subsaariana seg.13:23 — fabio pada No século XV uma universidade abrigando 25000 estudantes. mesmo porque esquerda/direita é uma invençao ocidental). Aí ele vai para o faculdade/universidade com todo esse arcabouço e acaba encarando o que aprende como "anexo" a história oficial do mundo. 21/01/2013 . A (Des)Construção da mitológica superioridade eurocêntrica do mundo dos últimos séculos e do "milagre" da civilização grega. Como isso ficou tanto tempo. aprendendo somente sobre a atuaçao européia como consequencia da "herança" greco-romana.11:58 — Oswaldo Conti-Bosso (Des)Construção da mitológica superioridade eurocêntrica Enviado por Oswaldo Conti-Bosso. O outro motivo é a incapacidade do professor em abordar temas que estejam fora do livro didático. beatificado. Pior é que depois retorna a escola como professor e repete o mesmo processo.. O comentário do Oswaldo Conti-Bosso logo abaixo tem detalhes mais técnicos sobre o que falei. por isso os erros de digitaçao).

" o m undo cham am os nós aquilo que entendem os do univ erso" (Agostinho da Silva). desde o fogo que ardeu na biblioteca de Alexandria. sex.17:24): (ver link) — Menino de Engenho . O livro.. ambos para download. Quando ele diz. essa é uma contrução de umn conceito. e o livro. Se os fundamentalistas não os querem.advivo. Re: Os astrônomos na África Subsaariana seg. Tudo isto.Gostaria de adiantar.. claro que sim.. 1991 ). no texto. "A Crista do Pavão . Assirios.engenharia de idéias e laços sociais. é a história contada do ponto de vista da suposto superiridade europeia. Graeber. mas estamos assistindo a mais uma desgraça fruto do fanatismo e da intolerancia. A história e o pêndulo da história ao longo do tempo: É sabido que os principais documentos históricos quardados ao longo dos milênios.). se seu destino é a destruição. principalmente nos últimos. e para quem considera seu valor. os europeus não são os donos da verdade ao longo da história das civilizações. D. New York: Simon & Schuster). menospresando e escondendo os feitos das civilizações mais antigas da humanidade.. ou para qualquer outro lugar seguro na propria Africa. que o mundo que temos hoje é fruto pura e exclusivamente do conhecimento e da sabedoria do mundo eurocêntrico. Quem sou e de onde vim?: http://www. É uma pena. como a civilização Maia foram superiores que a civilização europeia até o renacismento (Teresi.. : Debt -The First 5. 2002. o que não é verdadeira essa afirmativa.11:53 — Maria Izabel L Silva Salvem os documentos. as civilizações do Egito. Quem sou e de onde vim?: http://www. sou partidário da tese do artigo.com. mas que no fundo foi de fato a absorção. “A leitura do mundo antecede a leitura da palavra”. assim como se fez ciência.. combinado entre si. mas o que crítico aqui é a visão eurocêntrica do mundo no texto. Vendam todos ou emprestem aos grandes museus e bibliotecas da Europa.. (Des)Construção da mitológica superioridade eurocêntrica Sds. China. 28/12/2012 ..) " Ouro. Lost discov eries: The ancient roots of m odern science—from the Babylonians to the Maya. mas em inglês: Livros e livros "fashion-trash" (Enviado por Oswaldo Conti-Bosso. cultural e intelectual sem paralelo na região. construção ideológica de visão do mundo dos últimos séculos." Meus caros.Raízes não euroeia da matemática" (The Crest of-the Peacock: NonEuropean Roots of Mathematics. " dev agar com o andor que o santo é de barro".br/blog/oswaldo-contibosso/quem-sou-e-de-onde-vim . Mundo Islâmico-Árabe.000 Years. a uma efervescência comercial. as civilizações Ameríndias da Ámerica inclusive. É uma pena . África. Quando o texto diz. de contar a história do ponto de vista de quem se considera um vencedor nos últimos séculos. conhecimento e espiritualismo. 21/01/2013 . e não que a ciência moderna começou com Galileu. não veem neles qualquer valor cultural. se começõu a ciência no Egito à milênios. deu origem. 2011. "Fez-se ciência na África Subsaariana". colocando Tim buktu ao nív el de algum as das grandes cidades da Europa ou Médio Oriente. em primeira mão que. a certa altura: (. David. Messopotâmia (Babilônia. então o que estão esperando??? Repassem tudo para quem os quer. foram documentos quardados pelo mundo Árabe-Isâmico.15:02 — Oswaldo Conti-Bosso Cara Maria Izabel. — Menino de Engenho .br/blog/oswaldo-conti-bosso/quem-sou-ede-onde-vim Re: Os astrônomos na África Subsaariana seg. a visão eurocêntrica de mundo. o sugar as sabedorias das civilizações de mundo dos povos anteriores. portando.engenharia de idéias e laços sociais.com. India. “A leitura do mundo antecede a leitura da palavra”. no século XV. 21/01/2013 . Persas.advivo.

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