Faculdade e Escola Técnica Egídio José da Silva FATEGÍDIO

APOSTILA DE ANATOMIA E FISIOLOGIA HUMANAS

MAIO/2009

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Organizador: Prof. MSc. RODRIGO ANTONIO MONTEZANO VALINTIN LACERDA Colaboradores: Prof. Esp. ADRÉ LUIS VELANO Prof. Esp. FABIANA PARO PEREIRA Prof. Esp. FABRICIO BRITO MUNIZ Prof. Esp. LEONARDO FIGUEIREDO SANTOS Capa: Prof. MSc. RODRIGO ANTONIO MONTEZANO VALINTIN LACERDA e Secretário SERGIO TELES

Citações: Esta Apostila foi baseada em texto da Professora MSc. Maria Luisa Miranda Vilela,
Licenciada em Ciências Biológicas pela PUC/MG, tem especialização nos cursos de Biologia dos Vertebrados pela PUC/MG e Genética Humana pela UnB e mestrado em Microbiologia pela UFMG (defesa de dissertação em genética molecular de Leishmania). Atualmente é doutoranda no Curso de Pós-Graduação em Biologia Animal da UnB, pelo Dept° de Genética e Morfologia, Laboratório de Genética.Lecionou Ciências no Ensino Fundamental, Biologia no Ensino Médio e Citologia nas Faculdades Metodistas Isabela Hendrix, em Belo Horizonte/MG. Em Brasília/DF, leciona biologia no ensino médio, desde 1994: em 1994 e 1995, nos Centros Educacionais La Salle e Sagrada Família; de 1996 até agora, no Centro Educacional Leonardo da Vinci. Cursos de atualização: Genética e Sociedade (UnB); Bioquímica, Nutrição e Saúde (UnB); Ecologia e Gestão Ambiental (UFMG).

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Aos alunos:

O mestre disse a um dos seus alunos: Yu, queres saber em que consiste o conhecimento? Consiste em ter consciência tanto de conhecer uma coisa quanto de não a conhecer. Este é o conhecimento..

.............. 6 1.....................................................NORMAL E VARIAÇÃO ANATÔMICA ..............................27 3 .........TERMOS DE POSIÇÃO E DIREÇÃO........................................... 11 2....7 1.........................................SISTEMA ARTICULAR ............10 1............................72 7 ........................SISTEMA NERVOSO ...........................................2 ...........7 ...............................1 .............................3 ...........5 SUMÁRIO 1 ...................................21 2....PLANOS ANATÔMICO ...........85 10 ...................................................................................................10 2 – SISTEMAS DE SUSTENTAÇÃO.......79 8 ........................MÉTODOS DE ESTUDO ..............6 1........SISTEMA REPRODUTOR MASCULINO ............2 .....................VARIAÇÕES ANATÔMICAS NORMAI ..................110 ......................................................5 ..........................SISTEMA REPRODUTOR FEMININO .......................SISTEMA ESQUELÉTICO..........57 5 .NOMENCLATURA ANATÔMICA ................................SISTEMA URINÁRIO/EXCRETOR .........66 6 .......... 9 1...................................................TERMOS DE RELAÇÃO ANATÔMICA ...................................DIVISÃO DO CORPO HUMANO......................................................................99 12 .....................................................6 .....SISTEMA MUSCULAR ...................................................................... 6 1.......................8 1.....................................................................................CONCEITO DE ANATOMIA ...................83 9 ....................9 1.........INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA ANATOMIA ...................PLANOS DE DELIMITAÇÃO E SECÇÃO DO CORPO HUMANO.......10 ...SISTEMA ENDÓCRINO .............................SISTEMA RESPIRATÓRIO ...8 1.............SISTEMA CIRCULATÓRIO ................................................. 11 2....................3 ...............................................................1 ..8 .........................................................SISTEMA TEGUMENTAR ..........O SISTEMA DIGESTÓRIO ........................................................................36 4 ..... 6 1....................9 .........7 1.............................POSIÇÃO ANATÔMICA ....................................................4 ...11 .........95 11 – SISTEMA SENSORIAL .................

a Anatomia pode ser subdividida em três grandes grupos: Anatomia macroscópica. Anatomia microscópica e Anatomia do desenvolvimento. A Anatomia Macroscópica é o estudo das estruturas observáveis a olho nu. em geral. Inicialmente limitada ao observável a olho nu e pela manipulação dos corpos. 1. Ela engloba a Embriologia que é o estudo do desenvolvimento até o nascimento. Um excelente e amplo conceito de Anatomia foi proposto em 1981 pela American Association of Anatomists: anatomia é a análise da estrutura biológica. passando pelas das mudanças de duração intermediária em desenvolvimento. em alguns indivíduos esta divisão ocorre ao nível da axila. Este grupo é dividido em Citologia (estudo da célula) e Histologia (estudo dos tecidos e de como estes se organizam para a formação de órgãos). A palavra Anatomia é derivada do grego anatome (ana = através de. Dissecação deriva do latim (dis = separar. é uma monstruosidade. a descoberta da base estrutural do funcionamento das várias partes e a compreensão dos mecanismos formativos envolvidos no desenvolvimento destas. utilizando ou não recursos tecnológicos os mais variáveis possíveis. associadas com fases diferentes de atividade funcional normal. a Anatomia é a ciência que estuda. Seu estudo tem uma longa e interessante história. A amplitude da anatomia compreende. atualmente.1 . Atualmente. Embora não sejam estanques. até as mudanças de curto prazo. Em termos do tamanho da estrutura estudada vai desde todo um sistema biológico. 1. no curso de evolução.NOMENCLATURA ANATÔMICA . ao longo do tempo. secare = cortar) e é equivalente etimologicamente a anatomia. ou seja. Variação anatômica é qualquer fuga do padrão sem prejuízo da função. Tem como metas principais a compreensão dos princípios arquitetônicos da construção dos organismos vivos. expandiu-se. o que é encontrado na maioria dos casos. como lupas. tome = corte). microscópios ópticos e eletrônicos. Este é o padrão. incompatível com a vida. crescimento e envelhecimento. sendo. passando por organismos inteiros e/ou seus órgãos até as organelas celulares e macromoléculas. Contudo. genéticos e ambientais. a constituição e o desenvolvimento dos seres organizados.NORMAL E VARIAÇÃO ANATÔMICA Normal. macro e microscopicamente. em termos temporais.3 .2 .CONCEITO DE ANATOMIA No seu conceito mais amplo. graças a aquisição de tecnologias inovadoras. a complexidade destes grupos torna necessária a existência de estudos específicos.INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA ANATOMIA 1. a artéria braquial mais comumente divide-se na fossa cubital. desde o estudo das mudanças a longo prazo da estrutura. Se a anomalia for tão acentuada que deforme profundamente a construção do corpo. sua correlação com a função e com as modulações de estrutura em resposta a fatores temporais. Entretanto. A Anatomia do desenvolvimento estuda o desenvolvimento do indivíduo a partir do ovo fertilizado até a forma adulta. é o estatisticamente mais comum. para o anatomista. enquanto a Anatomia Microscópica é aquela relacionada com as estruturas corporais invisíveis a olho nu e requer o uso de instrumental para ampliação. desde os primórdios da civilização humana. Anatomia é a ciência. Assim. enquanto dissecar é um dos métodos desta ciência. Como não existe perda funcional esta é uma variação. Quando ocorre prejuízo funcional trata-se de uma anomalia e não de uma variação.6 1 .

posição ortostática ou bípede). As porções superiores do trato respiratório e digestivo passam pelo pescoço em direção ao tórax e abdome. É suportado pela coluna cervical que abriga no seu interior a porção cervical da medula espinhal. Tronco O tronco é dividido em pescoço. sua função (m. a nomenclatura procura utilizar termos que não sejam apenas sinais para a memória. denominada posição de descrição anatômica (posição anatômica). 1965 e 1970.POSIÇÃO ANATÔMICA Para evitar o uso de termos diferentes nas descrições anatômicas. Cabeça A cabeça é dividida em duas partes: crânio e face. As lesões da face podem ameaçar a vida devido ao sangramento e obstrução das vias aéreas. (Paris Nomina Anatomica). optou-se por uma posição padrão. Nela o indivíduo está em posição ereta (em pé. A face é a sede dos órgãos dos sentidos da visão. Dentro deste princípio. com a face voltada para a frente. A primeira tentativa de uniformizar e criar uma nomenclatura anatômica internacional ocorreu em 1895. a sua relação com o esqueleto (artéria radial). com as pontas dos pés dirigidas para frente. França. a sua posição ou situação (nervo mediano). mais de 20 000 termos anatômicos chegaram a ser consignados (hoje reduzidos a poucos mais de 5 000). A língua oficialmente adotada é o latim (por ser “língua morta”). podendo ser sempre criticada e modificada. na chamada cavidade craniana. 1. as mesmas estruturas do corpo humano recebiam denominações diferentes nestes centros de estudos e pesquisas. 2. referem-se ao objeto de descrição considerando o indivíduo como se estivesse sempre na posição padronizada.1. Em sucessivos congressos de Anatomia em 1933. critério misto (m. audição. quando escrevem seus textos. membros superiores estendidos. em Paris. Revisões subseqüentes foram feitas em 1960. graças aos trabalhos de importantes “escolas anatômicas” (sobretudo na Itália. 1936 e 1950 foram feitas revisões e finalmente em 1955. Com o extraordinário acúmulo de conhecimentos no final do século passado. porque estão consagrados pelo uso. conhecida sob a sigla de P. foram abolidos os epônimos (nome de pessoas para designar coisas) e os termos indicam: a forma (músculo trapézio). olfato e paladar. mas tragam também alguma informação ou descrição sobre a referida estrutura. porém cada país pode traduzi-la para seu próprio vernáculo. visto que a nomenclatura anatômica tem caráter dinâmico. flexor superficial dos dedos – função e situação). levantador da escápula). Deste modo.4 . 2. foi aprovada oficialmente a Nomenclatura Anatômica. Abriga as aberturas externas do aparelho respiratório e digestivo. Em razão desta falta de metodologia e de inevitáveis arbitrariedades. os anatomistas. As lesões crânioencefálicas são as causas mais freqüentes de óbito nas vitimas de trauma.5 . membros inferiores unidos.2. abdome e pelve.1. o seu trajeto (artéria circunflexa da escápula). há nomes impróprios ou não muito lógicos que foram conservados.DIVISÃO DO CORPO HUMANO O corpo humano divide-se em cabeça. considerando-se que a posição pode ser variável. Ao conjunto de termos empregados para designar e descrever o organismo ou suas partes dá-se o nome de Nomenclatura Anatômica. Entretanto. 1. 2. a Anatomia tem sua linguagem própria. O crânio contém o encéfalo no seu interior. tronco e membros. Pescoço Contém varias estruturas importantes. Inglaterra e Alemanha). desde que haja razões suficientes para as modificações e que estas sejam aprovadas em Congressos Internacionais de Anatomia .7 Como toda ciência.A.2. Uma linha imaginária passando pelo topo das orelhas e dos olhos é o limite aproximada entre estas duas regiões. as suas conexões ou inter-relações (ligamento sacroilíaco). o olhar dirigido para o horizonte. Contém também vasos .N. tórax. aplicados ao tronco e com as palmas voltadas para frente. Ao designar uma estrutura do organismo.

Duas estruturas localizadas em um plano sagital serão chamadas de anterior (ou ventral) e posterior (ou dorsal) conforme estejam. ou seja. para as faces desse sólido. um paralelepípedo. podálico e caudal são horizontais. As lesões do tórax são a segunda causa mais freqüente de morte nas vítimas de trauma.PLANOS DE DELIMITAÇÃO E SECÇÃO DO CORPO HUMANO Na posição anatômica o corpo humano pode ser delimitado por planos tangentes à sua superfície. inferiormente. É possível traçar também planos de secção: o plano que divide o corpo humano em metades direita e esquerda é denominado mediano. Estruturas situadas ao longo do plano mediano são denominadas de medianas. 1.2.8 sangüíneos calibrosos responsáveis pela irrigação da cabeça. sendo este um conceito absoluto. o esterno. ou entre uma superior e outra inferior. os pulmões. dois planos verticais tangentes aos lados do corpo – planos laterais direito e esquerdo e. Uma terceira estrutura situada entre uma lateral e outra medial é chamada de intermédia. Tem-se assim. mais próxima ou mais distante do plano mediano do corpo. na chamada cavidade torácica. determinam a formação de um sólido geométrico. uma estrutura mediana será sempre mediana. o osso que no homem é o vestígio da cauda de outros animais. os termos proximal e distal referindo-se às estruturas respectivamente mais próxima e mais distante da raiz do membro. duas estruturas dispostas em um plano frontal serão chamadas de medial e lateral conforme estejam. respectivamente.2. o esôfago. pelo plano horizontal que tangencia o vértice do cóccix. O tronco isolado é limitado. as costelas. Nos outros casos (terceira estrutura situada entre uma anterior e outra posterior. por serem paralelos à “fronte”. As lesões do pescoço de maior gravidade são as fraturas da coluna cervical com ou sem lesão medular. ou entre uma proximal e outra distal ou ainda uma oral e outra aboral) é denominada de média. os planos de secção que são paralelos aos planos cranial. Por esta razão. 1. respectivamente. ou seja. A secção é denominada transversal. os planos de secção que são paralelos aos planos ventral e dorsal são ditos frontais e a secção é também denominada frontal (corte frontal). dois planos horizontais. mais próxima ou mais distante do plano anterior. Tórax Contém no seu interior. as clavículas e a escápula. este plano é denominado caudal. 2. com suas intersecções. comumente. o coração e os grandes vasos sangüíneos que chegam ou saem do coração. Os planos descritos são de delimitação. Para o tubo digestivo emprega-se os termos oral e aboral. um tangente à cabeça – plano cranial ou superior – e outro à planta dos pés – plano podálico – (de podos = pé) ou inferior. referindo-se às estruturas respectivamente mais próxima e mais distante da boca. É sustentado por uma estrutura óssea da qual fazem parte a coluna vertebral torácica. Para estruturas dispostas longitudinalmente nos membros emprega-se.6 . finalmente. Para estruturas dispostas longitudinalmente. Estes e outros a eles paralelos são também designados como planos frontais. os seguintes planos correspondentes: dois planos verticais. Toda secção do corpo feita por planos paralelos ao mediano é uma secção sagital (corte sagital) e os planos de secção são também chamados sagitais. os termos são superior (ou cranial) para a mais próxima ao plano cranial e inferior (ou caudal) para a mais distante deste plano. Assim. a parte inferior do trato respiratório (vias aéreas inferiores).TERMOS DE POSIÇÃO E DIREÇÃO A situação e a posição das estruturas anatômicas são indicadas em função dos planos de delimitação e secção. as lesões do trato respiratório e as lesões de grandes vasos com hemorragia severa. enquanto os . um tangente ao ventre – plano ventral ou anterior – e outro ao dorso – plano dorsal ou posterior. os quais.7 .

tórax e membros curtos. 4. dentre outras coisas. como o desenvolvimento de uma estrutura no reino animal (filogenia). que estuda os vários sistemas separadamente e (2) anatomia topográfica ou cirúrgica. . ausculta: ouvindo determinados órgãos em funcionamento (Ex. A anatomia macroscópica pode ser estudada de duas formas: (1) anatomia sistemática ou descritiva. sexo: no homem a gordura subcutânea se deposita principalmente na região tricipital. acontece quando dois órgãos tem funções semelhantes e diferentes origens embriológicas. Aqui as vísceras costumam estar dispostas mais horizontalmente.9 outros termos de posição e direção são relativos.8 . 5. ORIGEM EMBRIOLÓGICA Quanto à origem. pois baseiam-se na comparação da posição de uma estrutura em relação a posição de outra A anatomia é o estudo da forma e da constituição do corpo. 3. por sua vez.VARIAÇÕES ANATÔMICAS NORMAIS Existem algumas circunstâncias que determinam variações anatômicas normais e que devem ser descritas: 1. tórax e membros longos. os membros superiores do homem e as asas dos pássaros. Diz-se que dois órgãos são homólogos quando possuem a mesma origem embriológica mas diferentes funções. com pescoço. entre a segunda e a terceira vértebra lombar. ressonância nuclear magnética e tomografia computadorizada.longilíneo: indivíduo alto e esguio. 4.: coração. intestino). por exemplo. 6. 1. A analogia. 2. os tendões musculares e as saliências ósseas. 4. que estuda todas as estruturas de uma região e suas relações entre si. percussão: através de batimentos digitais na superfície corporal podemos produzir sons audíveis. palpação: analisando através do tato é possível verificar a pulsação. A análise pode ser de órgãos externos (ectoscopia) ou internos (endoscopia). que ajudam a determinar a composição de órgãos ou estruturas (gases. como. Nessas pessoas o estômago geralmente é mais alongado e as vísceras dispostas mais verticalmente. como ocorre com os pulmões humanos e as guelras dos peixes. mensuração: permite a avaliação da simetria corporal e de eventuais megalias. dissecção: consiste na separação minuciosa dos diferentes órgãos para uma melhor visualização. 7. pré-requisito indispensável para o estudo da fisiologia dos órgãos. 2. 4.MÉTODOS DE ESTUDO 1. líquidos ou sólidos). métodos de estudo por imagem: inclui o raioX. os órgãos podem ser classificados em homólogos ou análogos. Seu estudo compreende tanto a evolução do indivíduo desde a fase de zigoto até a velhice (ontogenia). raça: nos brancos a medula espinhal termina entre a primeira e segunda vértebra lombar.a. 1. tipo morfológico constitucional: é o principal fator das diferenças morfológicas.c.brevilíneo: indivíduo baixo com pescoço. pulmão. enquanto que nos negros ela termina um pouco mais abaixo.b. idade: os testículos no feto estão situados na cavidade abdominal. migrando para a bolsa escrotal e nela se localizando durante a vida adulta. ecografia.mediolíneo: características intermediárias. inspeção: analisando através da visão.9 . enquanto na mulher o depósito se dá preferencialmente na região abdominal. 3. Os principais tipos são: 4.

Homolateral ou ipsilateral: do mesmo lado do corpo.TERMOS DE RELAÇÃO ANATÔMICA Inferior ou caudal: mais próximo dos pés. dividindo o corpo em duas metades aparentemente simétricas. 1. Existem quatro planos principais: 1. o plano frontal ou coronal. a direita do baço e a esquerda do fígado. formado pelo deslocamento do eixo de largura ao longo do eixo longitudinal. Ex.: o estômago está abaixo do diafragma. denominadas antímeros.: o fígado está localizado no abdômen. o eixo de largura ou transversal. 3. Idiotopia: relação entre as partes de um mesmo órgão. Ex. quarta e quinta costelas. Holotopia: localização geral de um órgão no organismo. Proximal: mais próximo do ponto de origem. Uma série sucessiva de planos transversais divide o corpo em segmentos denominados metâmeros.10 .: ventrículo esquerdo adiante e abaixo do átrio esquerdo. dividindo o corpo em porções chamadas de paquímeros. Anterior ou ventral: mais próximo do ventre. Ex. 3. 4. Sintopia: relação de vizinhança. que une o lado direito ao lado esquerdo. classificado como heteropolar. 2. formado pelo deslocamento do eixo de largura ao longo do eixo ântero-posterior.11 .PLANOS ANATÔMICOS O corpo humano é dividido por três eixos imaginários: 1. o plano transversal ou horizontal. Contra-lateral: do lado oposto do corpo. o plano sagital mediano. Profundo: mais afastado da pele. o eixo de profundidade ou ântero-posterior.: coração atrás do esterno e da terceira. o plano sagital. que une a cabeça aos pés. 1. Posterior ou dorsal: mais próximo do dorso. Superficial: mais próximo da pele. Superior ou cranial: mais próximo da cabeça.10 A identificação do tipo morfológico é importante devido às diferentes técnicas de abordagem semiológica. o eixo vertical ou longitudinal. classificado como homopolar. 2. . Esqueletopia: relação com esqueleto. formado pelo deslocamento do eixo ântero-posterior ao longo do eixo longitudinal na linha mediana. No momento em que projetamos um eixo sobre outro temos um plano. que é sabidamente mais comum em brevilíneos. Ex. avaliação das variações da normalidade e até mesmo maior incidência de doenças. Distal: mais afastado do ponto de origem. Medial: mais próximo do plano sagital mediano. formado pelo deslocamento do eixo ântero-posterior ao longo do eixo longitudinal. como por exemplo a hipertensão. Lateral: mais afastado do plano sagital mediano. classificado como heteropolar. que une o ventre ao dorso.

occipital. formada pelas escápulas e clavículas. O esqueleto humano pode ser dividido em duas partes: 1-Esqueleto axial: formado pela caixa craniana. Imagem: AVANCINI & FAVARETTO. Biologia – Uma abordagem evolutiva e ecológica. malares ("maçãs do rosto" ou zigomático). Moderna. . Vol. maxilar superior e mandíbula (maxilar inferior). Imagem: AVANCINI & FAVARETTO. Ed. Moderna.1 . coluna vertebral caixa torácica.SISTEMA ESQUELÉTICO Além de dar sustentação ao corpo. 1997. nasal. cintura pélvica. 2. que formam um sistema de alavancas movimentadas pelos músculos. Ed.1-Caixa craniana Possui os seguintes ossos importantes: frontal. 1997. esfenóide. São Paulo. lacrimais. Ele constitui-se de peças ósseas (ao todo 208 ossos no indivíduo adulto) e cartilaginosas articuladas. 1-Esqueleto axial 1. formada pelos ossos ilíacos (da bacia) e o esqueleto dos membros (superiores ou anteriores e inferiores ou posteriores). São Paulo. 2-Esqueleto apendicular: compreende a cintura escapular. 2. temporais.11 2 – SISTEMAS DE SUSTENTAÇÃO 2. parietais. o esqueleto protege os órgãos internos e fornece pontos de apoio para a fixação dos músculos. Vol. Biologia – Uma abordagem evolutiva e ecológica.

sendo as 7 primeiras verdadeiras (se inserem diretamente no esterno).2-Coluna vertebral É uma coluna de vértebras que apresentam cada uma um buraco.12 Observações: Primeiro . não se fixando ao esterno). que são em número de 12 de cada lado. coluna cocciciana (coccix).no osso esfenóide existe uma depressão denominada de sela turca onde se encontra uma das menores e mais importantes glândulas do corpo humano . no centro geométrico do crânio. osso esterno e costelas. coluna lombar. 1. é dividida em regiões típicas que são: coluna cervical (região do pescoço). Segundo . 3 falsas (se reúnem e depois se unem ao esterno). e 2 flutuantes (com extremidades anteriores livres.Fontanela ou moleira é o nome dado à região alta e mediana. que se sobrepõem constituindo um canal que aloja a medula nervosa ou espinhal. 1. após o nascimento. coluna torácica. da cabeça da criança.a hipófise. será substituída por osso.3-Caixa torácica É formada pela região torácica de coluna vertebral. . coluna sacral. que facilita a passagem da mesma no canal do parto.

A cintura superior se chama cintura torácica ou escapular (formada pela clavícula e pela escápula ou omoplata). nelas os ossos estão firmemente unidos entre si. perna.Juntas e articulações Junta é o local de junção entre dois ou mais ossos. . formam o tornozelo. como as do crânio. denominadas articulações. tornozelo e pé. são fixas. Em outras juntas. O pulso constitui-se de ossos pequenos e maciços. O osso da coxa é o fêmur. A primeira sustenta o úmero e com ele todo o braço.13 2. pelas falanges. a segunda dá apoio ao fêmur e a toda a perna. os ossos são móveis e permitem ao esqueleto realizar movimentos. No joelho. formado por quatro a seis vértebras rudimentares fundidas). pulso e mão. a inferior se chama cintura pélvica. A região frontal do joelho está protegida por um pequeno osso circular: a rótula. O osso do braço – úmero – articula-se no cotovelo com os ossos do antebraço: rádio e ulna. Algumas juntas. Ossos pequenos e maciços. pelas falanges. A palma da mão é formada pelos metacarpos e os dedos. antebraço. o mais longo do corpo. os carpos. Os membros estão unidos ao corpo mediante um sistema ósseo que toma o nome de cintura ou de cinta.Esqueleto apendicular 2-1. A planta do pé é constituída pelos metatarsos e os dedos dos pés (artelhos).Membros e cinturas articulares Cada membro superior é composto de braço. Cada membro inferior compõe-se de coxa. ele se articula com os dois ossos da perna: a tíbia e a fíbula. popularmente conhecida como bacia (constituída pelo sacro .osso volumoso resultante da fusão de cinco vértebras. 3 . chamados tarsos. por um par de ossos ilíacos e pelo cóccix.

úmero. O interior dos ossos é preenchido pela medula óssea. Biologia – Uma abordagem evolutiva e ecológica. em parte é amarela. com adaptações B. Vol. enquanto a epífise e a metáfise. Moderna.responsável pelo crescimento em espessura do osso e também pela consolidação dos ossos após fraturas (calo ósseo). escápula. cordões resistentes constituídos por tecido conjuntivo fibroso.14 4 . tarsos. São Paulo. 1997. Os ligamentos estão firmemente unidos às membranas que revestem os ossos. que. entre a diáfise e cada epífise fica a metáfise. carpos. por tecido ósseo esponjoso. As superfícies articulares são revestidas por cartilagem.Planos ou Chatos: são formados por duas camadas de tecido ósseo compacto. ossos do crânio. ossos da bacia.Ligamentos Os ossos de uma articulação mantêm-se no lugar por meio dos ligamentos.Classificação dos ossos Os ossos são classificados de acordo com a sua forma em: A . Revestindo o osso compacto na diáfise. C . Entre as epífises e a diáfise encontra-se um disco ou placa de cartilagem nos ossos em crescimento. Imagem: AVANCINI & FAVARETTO. Exemplos: fêmur. tendo entre elas uma camada de tecido ósseo esponjoso e de medula óssea Exemplos: esterno. Ed. funcionando . A diáfise é formada por tecido ósseo compacto. 2.o periósteo . existe uma delicada membrana . Exemplos: calcâneo.Longos: têm duas extremidades ou epífises.Curtos: têm as três extremidades praticamente equivalentes e são encontrados nas mãos e nos pés. tal disco é chamado de disco metafisário (ou epifisário) e é responsável pelo crescimento longitudinal do osso. o corpo do osso é a diáfise. São constituídos por tecido ósseo esponjoso. 5 .

Nos ossos longos. constituindo o local de formação das células do sangue. destacam-se os seguintes tipos celulares típicos: • Osteócitos: os osteócitos estão localizados em cavidades ou lacunas dentro da matriz óssea. Destas lacunas formam-se canalículos que se dirigem para outras lacunas. o tecido adiposo também vai se acumulando dentro dos ossos longos. é vermelha e gelatinosa. A extrema rigidez do tecido ósseo é resultado da interação entre o componente orgânico e o componente mineral da matriz.TECIDOS QUE FORMAM O ESQUELETO 6. As maiores quantidades de tecido hematopoético estão nos ossos da bacia e no esterno. Os ossos ainda são grandes armazenadores de substâncias. Os osteócitos têm um papel fundamental na manutenção da integridade da matriz óssea. No tecido ósseo.1 . sobretudo de íons de cálcio e fosfato. suas principais funções estão relacionadas à proteção e à sustentação.O TECIDO ÓSSEO O tecido ósseo possui um alto grau de rigidez e resistência à pressão. Por isso. de hematopoiese. Com o envelhecimento. Também funciona como alavanca e apoio para os músculos.15 como depósito de lipídeos. a medula óssea vermelha é encontrada principalmente nas epífises. aumentando a coordenação e a força do movimento proporcionado pela contração do tecido muscular. e. O tecido hemopoiético é popularmente conhecido por "tutano". A nutrição das células que se localizam dentro da matriz é feita por canais. no restante. substituindo a medula vermelha que ali existia previamente. Diferenças entre os ossos do esqueleto masculino e feminino: 6 . . ou seja. tornando assim a difusão de nutrientes possível graças à comunicação entre os osteócitos.

através da sua ação enzimática. formado pelo canal central . até que o citoplasma finalmente se torna acidófilo (com afinidade por corantes ácidos). além dos canalículos. Cada conjunto deste. O tecido ósseo compacto praticamente não apresenta espaços medulares. que dão aspecto poroso ao tecido. Dilatações dos osteoclastos. quando estes são envolvidos completamente por matriz óssea. Nos osteoclastos jovens. no entanto. cora-se com os corantes específicos do colágeno (pois ela é composta por 95% de colágeno tipo I). glicoproteínas e proteoglicanas. Esses canais comunicam-se com os canais de Havers. O tecido ósseo esponjoso apresenta espaços medulares mais amplos. Essas variedades apresentam o mesmo tipo de célula e de substância intercelular. quando o osso se apresenta descalcificado. os ossos apresentam grande sensibilidade e capacidade de regeneração. Por ser uma estrutura inervada e irrigada. Os osteócitos inclusive originam-se de osteoblastos. derivadas de monócitos que atravessam os capilares sangüíneos. diferindo entre si apenas na disposição de seus elementos e na quantidade de espaços medulares. A matriz orgânica. um conjunto de canais que são percorridos por nervos e vasos sangüíneos: canais de Volkmann e canais de Havers. participando da mineralização da matriz. A classificação baseada no critério histológico admite apenas duas variantes de tecido ósseo: o tecido ósseo compacto ou denso e o tecido ósseo esponjoso ou lacunar ou reticulado. que percorrem o osso longitudinalmente e que podem comunicar-se por projeções laterais. pode-se observar várias lamelas concêntricas de substância intercelular e de células ósseas. o citoplasma apresenta uma leve basofilia que vai progressivamente diminuindo com o amadurecimento da célula. formando depressões conhecidas como lacunas de Howship. Durante a alta atividade sintética. composta por colágeno tipo I. possuindo uma trajetória perpendicular em relação ao eixo maior do osso. Osteoclastos: os osteoclastos participam dos processos de absorção e remodelação do tecido ósseo. Também concentram fosfato de cálcio. sendo formado por várias trabéculas. São células gigantes e multinucleadas. • Matriz óssea: a matriz óssea é composta por uma parte orgânica (já mencionada anteriormente) e uma parte inorgânica cuja composição é dada basicamente por íons fosfato e cálcio formando cristais de hidroxiapatita. existindo. Então.16 • • Osteoblastos: os osteoblastos sintetizam a parte orgânica da matriz óssea. extensamente ramificadas. Os canais de Volkmann partem da superfície do osso (interna ou externa). Possuem sistema de comunicação intercelular semelhante ao existente entre os osteócitos. escavam a matriz óssea. Ao redor de cada canal de Havers. os osteoblastos destacam-se por apresentar muita basofilia (afinidade por corantes básicos). sua síntese protéica diminui e o seu citoplasma torna-se menos basófilo.

Ambas as membranas são vascularizadas e suas células transformam-se em osteoblastos. Tecido ósseo compacto Tecido ósseo esponjoso Os tecidos ósseos descritos são os tecidos mais abundantes dos ossos (órgãos): externamente temos uma camada de tecido ósseo compacto e internamente. que pode ser: vermelha: formadora de células do sangue e plaquetas (tecido reticular ou hematopoiético): constituída por células reticulares associadas a fibras reticulares. amarela: constituída por tecido adiposo (não produz células do sangue). Além disto. de tecido ósseo esponjoso.17 de Havers e por lamelas concêntricas é denominado sistema de Havers ou sistema haversiano. . nas regiões articulares encontramos as cartilagens fibrosas. os ossos apresentam grande sensibilidade e capacidade de regeneração. são importantes na nutrição e oxigenação das células do tecido ósseo e como fonte de osteoblastos para o crescimento dos ossos e reparação das fraturas. Os ossos são revestidos externa e internamente por membranas denominadas periósteo e endósteo. respectivamente. Portanto. Por ser uma estrutura inervada e irrigada. No interior dos ossos está a medula óssea. Os canais de Volkmann não apresentam lamelas concêntricas.

costelas. a medula óssea vermelha presente no fêmur e no úmero transforma-se em amarela. 6. às vértebras e às epífises do fêmur e do úmero (ossos longos).2 . reveste superfícies articulares onde absorve choques. toda a medula óssea é vermelha. a medula vermelha fica restrita aos ossos chatos do corpo (esterno.18 No recém-nascido. facilita os deslizamentos e é essencial para a formação e crescimento dos ossos longos. A cartilagem é um tipo de tecido conjuntivo composto exclusivamente de células chamadas condrócitos e de uma matriz extracelular altamente especializada. Com o passar dos anos. Já no adulto. Desempenha a função de suporte de tecidos moles. não possui vasos sanguíneos. É um tecido avascular. sendo nutrido pelos capilares do conjuntivo envolvente (pericôndrio) ou através do líquido sinovial das . ossos do crânio).O TECIDO CARTILAGINOSO O tecido cartilaginoso é uma forma especializada de tecido conjuntivo de consistência rígida.

As cartilagens basicamente se dividem em três tipos distintos: 1) cartilagem hialina. é a precursora dos ossos que se desenvolverão a partir do processo de ossificação endocondral. também está presente como unidade esquelética na traquéia. que é constituída por colágeno ou colágeno mais elastina. Por toda cartilagem há espaços. sendo responsável pelas suas propriedades elásticas.19 cavidades articulares. Em alguns casos. As cartilagens (exceto as articulares e as peças de cartilagem fibrosa) são envolvidas por uma bainha conjuntiva que recebe o nome de pericôndrio. vasos sanguíneos atravessam as cartilagens. e à grande quantidade de moléculas de água presas a estas glicosaminoglicanas (água de solvatação) que conferem turgidez à matriz. a cartilagem hialina está presente somente na superfície articular. na laringe. Dessa forma. A matriz extracelular da cartilagem é sólida e firme. Durante o desenvolvimento ósseo endocondral. No adulto. 2) fibrocartilagem ou cartilagem fibrosa. a cartilagem hialina funciona como placa de crescimento epifisário e essa placa continua funcional enquanto o osso estiver crescendo em comprimento. em associação com macromoléculas de proteoglicanas (proteína + glicosaminoglicanas). homogênea e amorfa (figura ao lado). embora com alguma flexibilidade.Cartilagem hialina Distingue-se pela presença de uma matriz vítrea. As propriedades do tecido cartilaginoso.1 . nos brônquios. relacionadas ao seu papel fisiológico. chamados lacunas. a matriz extracelular serve de trajeto para a difusão de substâncias entre os vasos sangüíneos do tecido conjuntivo circundante e os condrócitos.2. no nariz e nas extremidades das costelas (cartilagens costais). indo nutrir outros tecidos. a qual tem dois componentes: fibrilas de colágeno e matriz fundamental Essa cartilagem forma o esqueleto inicial do feto. O tecido cartilaginoso também é desprovido de vasos linfáticos e de nervos. o qual continua gradualmente com a cartilagem por uma face e com o conjuntivo adjacente pela outra. são chamadas lacunas. dependem da estrutura da matriz. No osso longo do adulto. uma lacuna pode conter um ou mais condrócitos. 6. no interior das lacunas encontram-se condrócitos. . 3) cartilagem elástica. As cavidades da matriz. a consistência firme das cartilagens se deve às ligações eletrostáticas entre as glicosaminoglicanas das proteoglicanas e o colágeno. Essas lacunas são circundadas pela matriz. Como o colágeno e a elastina são flexíveis. ocupadas pelos condrócitos.

20 Pericôndrio: a cartilagem hialina geralmente é circundada por um tecido conjuntivo firmemente aderido. em lesões pequenas. é mais rico em células. chamado pericôndrio. como a que se pode ver no pavilhão da orelha. A presença desse material elástico (elastina) confere a esse tipo de cartilagem uma cor amarelada. Sua função não é apenas a de ser uma cápsula de cobertura. oxigenação. à medida que se aproxima da cartilagem. No adulto. É rico em fibras de colágeno na parte mais superficial. ou mesmo. algumas vezes. O pericôndrio não está presente nos locais em que a cartilagem forma uma superfície livre.2. 3) a cartilagem hialina de todo o corpo se calcifica como parte do processo de envelhecimento. Ela pode ser encontrada . quando examinado a fresco. de modo incompleto. salvo em crianças de pouca idade. 6. Como a cartilagem hialina. A cartilagem elástica pode estar presente isoladamente ou formar uma peça cartilaginosa junto com a cartilagem hialina. como nas cavidades articulares e nos locais em que ela entra em contato direto com o osso. a elástica possui pericôndrio e cresce principalmente por aposição. O material elástico confere maior elasticidade à cartilagem. células derivadas do pericôndrio invadem a área da fratura e dão origem a tecido cartilaginoso que repara a lesão. Regeneração: a cartilagem que sofre lesão regenera-se com dificuldade e. Havendo fratura de uma peça cartilaginosa. além de ser fonte de novas células cartilaginosas. Calcificação: a calcificação consiste na deposição de fosfato de cálcio sob a forma de cristais de hidroxiapatita. porém. Quando a área destruída é extensa. A matriz da cartilagem hialina sofre calcificação regularmente em três situações bem definidas: 1) a porção da cartilagem articular que está em contato com o osso é calcificada. em vez de formar novo tecido cartilaginoso. a regeneração se dá pela atividade do pericôndrio.2 . 2) a calcificação sempre ocorre nas cartilagens que estão para ser substituídas por osso durante o período de crescimento do indivíduo.Cartilagem elástica Esta é uma cartilagem na qual a matriz contém fibras elásticas e lâminas de material elástico. tem também a função de nutrição. além das fibrilas de colágeno e da substância fundamental. freqüentemente. precedida por um aumento de volume e morte das células. forma uma cicatriz de tecido conjuntivo denso. A cartilagem elástica é menos sujeita a processos degenerativos do que a hialina. o pericôndrio.

Quando parte desta última matriz é secretada. Isso é possível porque os condrócitos ainda são capazes de se dividir e porque a matriz é distensível. Com a continuidade da secreção da matriz. Os feixes colágenos colocam-se paralelamente às trações exercidas sobre eles. Além disto. Essas uniões não só colocam as peças do esqueleto em contato. na sínfise púbica. capacitam que partes do corpo se movimentem em resposta a contração muscular. Na cartilagem do adulto. a cartilagem elástica não se calcifica.Crescimento A cartilagem possui dois tipos de crescimento: aposicional e intersticial.3 . Há pouca produção de matriz adicional e os condrócitos permanecem em íntima aposição. Essa orientação depende das forças que atuam sobre a fibrocartilagem.SISTEMA ARTICULAR Articulação ou juntura é a conexão entre duas ou mais peças esqueléticas (ossos ou cartilagens). Embora as células-filhas ocupem temporariamente a mesma lacuna. O crescimento intersticial ocorre no interior da massa cartilaginosa. os condrócitos freqüentemente estão situados em grupos compactos ou podem estar alinhados em fileiras. Em todos estes locais há pericôndrio circundante. a presença de fibrocartilagem indica que naquele local o tecido precisa resistir à compressão e ao desgaste. nos discos articulares das articulações dos joelhos e em certos locais onde os tendões se ligam aos ossos. nas paredes do canal auditivo externo. 2.2 . Diferentemente da cartilagem hialina. As células empenhadas nesse tipo de crescimento derivam do pericôndrio. as numerosas fibras colágenas constituem feixes. Crescimento aposicional é a formação de cartilagem sobre a superfície de uma cartilagem já existente.21 no pavilhão da orelha. separam-se quando secretam nova matriz extracelular. Na cartilagem fibrosa. as articulações possuem certos aspectos estruturais e funcionais em comum que permitem classificá-las em três grandes grupos: fibrosas.2. 6.Fibrocartilagem ou Cartilagem fibrosa A cartilagem fibrosa ou fibrocartilagem é um tecido com características intermediárias entre o conjuntivo denso e a cartilagem hialina. Embora apresentem consideráveis variações entre elas. Esses grupos de condrócitos são formados como conseqüência de várias divisões sucessivas durante a última fase de desenvolvimento. 6. que seguem uma orientação aparentemente irregular entre os condrócitos ou um arranjo paralelo ao longo dos condrócitos em fileiras. cada célula ocupa sua própria lacuna. como também permitem que o crescimento ósseo ocorra e que certas partes do esqueleto mudem de forma durante o parto.3 . cartilaginosas e . as células ficam ainda mais separadas entre si. Geralmente. forma-se uma divisão entre as células e. neste ponto. Tais grupos são chamados de grupos isógenos. É uma forma de cartilagem na qual a matriz contém feixes evidentes de espessas fibras colágenas. Na fibrocartilagem não existe pericôndrio. A fibrocartilagem está caracteristicamente presente nos discos intervertebrais. na tuba auditiva e na laringe.

Disco intervertebral) -Contigüidade (Ex. sindesmose e gonfose.QUANTO A DURAÇÃO -Temporárias (Ex. sutura denteada.Quanto ao número de ossos. suturas escamosas (união em bisel) e suturas serreadas (união em linha “denteada”). A maneira pela qual as bordas dos ossos articulados entram em contato é variável.QUANTO A MANEIRA DE FIXAÇÃO AOS OSSOS -Continuidade (Ex. e. sendo a união suficientemente íntima de modo a limitar intensamente os movimentos. As suturas.Quanto a maneira de fixação aos ossos. d. depende do comprimento das fibras interpostas. Existem três tipos de articulações fibrosas: sutura. Linha epifisiária) -Permanentes (Ex.Quanto a duração. reconhecendo-se suturas planas (união linear retilínea ou aproximadamente retilínea). Articulação do ombro 2.Quanto a natureza do tecido interposto.1.1 .QUANTO A NATUREZA DO TECIDO INTERPOSTO .C . que são encontradas somente entre os ossos do crânio.A .22 sinoviais. 2. c. O grau de mobilidade delas. entre os parietais.CLASSIFICAÇÃO DAS ARTICULAÇÕES a. .1.B . são formadas por várias camadas fibrosas. O critério para esta divisão é o da natureza do elemento que se interpõe às peças que se articulam.Cartilaginosas ou cartilagíneas (SEMI-MÓVEIS) .1.Fibrosas (IMÓVEIS) . embora confiram uma certa elasticidade ao crânio. Articulação do cotovelo) 2.Sinoviais (MÓVEIS) Articulações fibrosas (móveis) As articulações nas quais o elemento que se interpõe às peças que se articulam é o tecido conjuntivo fibroso são ditas fibrosas (ou sinartroses). No crânio. escamosa. 2. b. entre o parietal e o temporal. a articulação entre os ossos nasais é uma sutura plana. sempre pequeno.Quanto ao número de eixos.

Na idade avançada pode ocorrer ossificação do tecido interposto (sinostose). no plano mediano. seja fibroso ou cartilagíneo. Em virtude deste revestimento as superfícies articulares se apresentam lisas. nas sínfises a cartilagem é fibrosa. a elasticidade do crânio. constituindo a sínfise púbica. Em ambas a mobilidade é reduzida. CLASSIFICAÇÃO DAS ARTICULAÇÕES CARTILAGÍNEAS (semi-móveis) SINCONDROSE SÍNFISE . o que condiciona um menor ou maior grau de movimentação. Exemplos típicos são a sindesmose tíbio-fibular e a membrana interóssea radio-ulnar. em muitas articulações. As sincondroses são raras e o exemplo mais típico é a sincondrose esfeno-occipital que pode ser visualizada na base do crânio. as articulações sinoviais possuem três outras características básicas: cartilagem articular. Exemplo de sínfise é a união. Esta redução de volume facilita a expulsão do feto para o meio exterior.Fribro-cartilagem Nas articulações cartilaginosas o tecido que se interpõe é a cartilagem. formando ou um ligamento interósseo ou uma membrana interóssea. Nas sindesmoses os ossos estão unidos por uma faixa de tecido fibroso. o elemento que se interpõe às peças que se articulam é um líquido denominado sinóvia. São elas que permitem. fazendo com que as suturas. Quando se trata de cartilagem hialina.23 No crânio do feto e recém-nascido. respectivamente de menor ou maior comprimento das fibras. ou líquido sinovial. Gonfose é a articulação específica entre os dentes e seus receptáculos. Estas áreas fibrosas são denominadas fontículos (ou fontanelas). no momento do parto. a quantidade de tecido conjuntivo fibroso interposto é muito maior. a cartilagem articular é a cartilagem do tipo hialino que reveste as superfícies em contato numa determinada articulação (superfícies articulares). explicando a grande separação entre os ossos e uma maior mobilidade. nos casos.o disco intervertebral. A presença de movimentos nesta articulação significa uma condição patológica. entre as porções púbicas dos ossos do quadril. a cartilagem articular é a porção do osso que não foi invadida pela ossificação. Articulações sinoviais CLASSIFICAÇÃO DAS ARTICULAÇÕES SINOVIAIS PLANA GÍNGLIMO TROCÓIDE CONDILAR SELAR ESFERÓIDE A mobilidade exige livre deslizamento de uma superfície óssea contra outra e isto é impossível quando entre elas interpõe-se um meio de ligação. uma redução bastante apreciável do volume da cabeça fetal pela sobreposição dos ossos do crânio.Cartilagem Hialina . polidas e . Para que haja o grau desejável de movimento. desapareçam e. cápsula articular e cavidade articular. Além da presença deste líquido. temos as sincondroses. pouco a pouco. uma vez que se interpõe entre eles um disco de fibrocartilagem . relativamente longa. ou seja. com elas. os alvéolos dentários. onde a ossificação ainda é incompleta. O tecido fibroso do ligamento periodontal segura firmemente o dente no seu alvéolo. Também as articulações que se fazem entre os corpos das vértebras podem ser consideradas como sínfise.

em várias delas encontram-se formações fibrocartilagíneas. interpostas às superfícies articulares. realizou-se a extensão. não se usa a expressão extensão do pé: os movimentos são definidos como flexão dorsal e flexão plantar do pé. portanto. Meniscos. é precária. isto é. que são comuns a todas articulações sinoviais. em direção ao plano mediano ou em direção oposta. por ligamentos . estando preenchido pelo líquido sinovial Ligamentos e cápsula articular têm por finalidade manter a união entre os ossos. movimentos das articulações sinoviais As articulações fibrosas e cartilagíneas tem um mínimo grau de mobilidade. Neste caso. aparecem também ligamentos intra-articulares. afastando-se dele. neles ocorre uma diminuição ou um aumento do ângulo existente entre o segmento que se desloca e aquele que permanece fixo. Além destas características. Quando ocorre a diminuição do ângulo diz-se que há flexão. exceto para o pé. com sua característica forma de meia lua. principalmente nas áreas mais centrais. adução e abdução que são movimentos nos quais o segmento é deslocado. Discos são encontrados nas articulações esternoclavicular e temporomandibular. a verdadeira mobilidade articular é dada pelas articulações sinoviais. Apresenta-se com duas camadas: a membrana fibrosa (externa) e a membrana sinovial (interna). em alguns pontos. somente o suficiente para revestir delgadamente as superfícies articulares e localiza-se na cavidade articular. sendo encarregada da produção da sinóvia (líquido sinovial). É abundantemente vascularizada e inervada. Os movimentos executados pelos segmentos do corpo recebem nomes específicos e aqui serão definidos. Os movimentos angulares de flexão e extensão ocorrem em plano sagital e. o eixo desses movimentos é láterolateral. A membrana sinovial é a mais interna das camadas da cápsula articular. o que torna a regeneração. apenas os mais comuns: flexão e extensão são movimentos angulares. denominado eixo de movimento. em torno de um eixo. o qual tem consistência similar a clara do ovo e tem por funções lubrificar e nutrir as cartilagens articulares. ou seja. a determinação do eixo de movimento é feita obedecendo a regra. em caso de lesões. Em muitas articulações sinoviais. a seguir. A direção destes eixos é ântero-posterior. A cartilagem articular é avascular e não possui também inervação. A primeira é mais resistente e pode estar reforçada. todavia. obrigatoriamente. quando ocorre o aumento. Estes movimentos ocorrem. a cápsula articular é uma membrana conjuntiva que envolve a articulação sinovial como um manguito. Na análise do movimento realizado. impedem o movimento em planos indesejáveis e limitam a amplitude dos movimentos considerados normais. são encontrados na articulação do joelho. agindo como amortecedores. como na do joelho. Para os dedos prevalece o plano mediano do membro. Os . os discos e meniscos. seguindo a regra. a direção do eixo de movimento é sempre perpendicular ao plano no qual se realiza o movimento em questão. cavidade articular é o espaço existente entre as superfícies articulares. mas além disto. látero-lateral e longitudinal. Sua nutrição. todo movimento é realizado em um plano determinado e o seu eixo de movimento é perpendicular àquele plano. destinados a aumentar sua resistência. O volume de líquido sinovial presente em uma articulação é mínimo. segundo a qual. de função discutida: serviriam à melhor adaptação das superfícies que se articulam (tornando-as congruentes) ou seriam estruturas destinadas a receber violentas pressões. respectivamente.24 de cor esbranquiçada. mais difícil e lenta. Assim. Assim. existem ligamentos independentes da cápsula articular e em algumas.

quando a face anterior do membro gira em direção ao plano mediano do corpo. as articulações que só permitem a flexão e extensão. Classificação morfológica das articulações sinoviais O critério de base para a classificação morfológica das articulações sinoviais é a forma das superfícies articulares. um cone. cujo vértice é representado pela articulação que se movimenta. existem divergências entre anatomistas quanto não só a classificação de determinadas articulações.BI-AXIAL . essencialmente. -TRI-AXIAL . mas também quanto à denominação dos tipos. diz-se que é mono-axial ou que possui um só grau de liberdade.Planas (deslizamento) -UNI-AXIAL . e tri-axial se eles forem realizados em torno de três eixos (três graus de liberdade). Assim. Neste tipo de movimento. Assim. as que além de flexão. aquelas que realizam extensão.Esferóide (Circundução) (TODOS OS EIXOS) (FLEXÃO/EXTENSÃO. permitindo deslizamento de uma superfície sobre a outra em qualquer direção. Além disto. extensão.Condilar (flexão/extensão. Este é o critério adotado para classificá-las funcionalmente. no movimento oposto. A rotação é feita em plano horizontal e o eixo de movimento. como a do cotovelo.CLASSIFICAÇÃO QUANTO AO NÚMERO DE EIXOS -NÃO AXIAL . deve-se ressaltar que pequenos deslizamentos entre . Entretanto. 2. permitem também a rotação. são bi-axiais.Selar (flexão/extensão. abdução e adução. são uniaxiais. adução/abdução) (EIXOS TRANSVERSAL e SAGITAL). adução e abdução. da forma das superfícies que entram em contato e dos meios de união que podem limitá-lo. rotação que é o movimento em que o segmento gira em torno de um eixo longitudinal (vertical).Gínglimo (flexão/extensão) (EIXO TRANSVERSAL) . será biaxial a que os realiza em torno de dois eixos (dois graus de liberdade). fazendo com que a amplitude do movimento seja bastante reduzida. os tipos morfológicos de articulações sinoviais são: plana. Contudo. dois ou três eixos. ROTAÇÃO MEDILA/LATERAL) O movimento nas articulações depende. e uma rotação lateral.25 movimentos da adução e abdução desenvolvem-se em plano frontal e seu eixo de movimento é ântero-posterior. finalmente. como a radiocárpica (articulação do punho). nos membros. cujos exemplos típicos são as articulações do ombro e do quadril. Na dependência destes fatores as articulações podem realizar movimentos em torno de um. extensão. abdução. adução/abdução) (EIXOS TRANSVERSAL e SAGITAL). circundução. A articulação acromioclavicular (entre o acrômio da escápula e a clavícula) é um exemplo. Quando uma articulação realiza movimentos apenas em torno de um eixo. pode-se reconhecer uma rotação medial. . na qual as superfícies articulares são planas ou ligeiramente curvas.Trocóide (rotação medila/lateral) (EIXO LONGITUDINAL) . é o resultado do movimento combinatório que inclui a adução. a extremidade distal do segmento descreve um círculo e o corpo do segmento.1. flexão e rotação. flexão. às vezes é difícil fazer esta correlação. são ditas tri-axiais. ADUÇÃO/ABDUÇÃO. De acordo com a nomenclatura anatômica. Deslizamento existe em todas as articulações sinoviais mas nas articulações planas ele é discreto. perpendicular a este plano é vertical.D .

Todavia. extensão. extensão. abdução e adução. É interessante notar que esta articulação permite flexão. único. apresentando concavidade num sentido e convexidade em outro. sendo portanto bi-axiais. gínglimo. também circundução) mas é classificada como biaxial. as articulações entre as falanges também são do tipo gínglimo e nelas a forma das superfícies articulares não se assemelha a um carretel. A articulação carpo-metacárpica do polegar é exemplo típico. nas articulações entre os ossos curtos do carpo. cujas superfícies articulares são de forma elíptica e elipsóide seria talvez um termo mais adequado. as superfícies articulares são segmentos de cilindro e. rotação e circundução. Estas articulações permitem flexão. na qual. cilindróides talvez fosse um termo mais apropriado para designá-las. Estas articulações permitem rotação e seu eixo de movimento. abdução. Realizando apenas flexão e extensão. abdução. adução. mas não a rotação. na qual a superfície articular de uma peça esquelética tem a forma de sela. e se encaixa numa segunda peça onde convexidade e concavidade apresentam-se no sentido inverso da primeira. apresenta-se em forma de carretel. A articulação radio-cárpica (ou do punho) é um exemplo. Este é um caso concreto em que o critério morfológico não foi rigorosamente obedecido. adução e rotação (conseqüentemente. é vertical: são mono-axiais. Na pronação ocorre uma rotação medial do rádio e. a articulação do ombro). selar. A articulação do cotovelo é um bom exemplo de gínglimo e a simples observação mostra como a superfície articular do úmero. ou dobradiça. Assim. condilar.SIMPLES 2 ossos . ulna e rádio). que entra em contato com a ulna. que apresenta superfícies articulares que são segmentos de esferas e se encaixam em receptáculos ocos. rotação lateral.1. trocóide.26 vários ossos articulados permitem apreciável variedade e amplitude de movimento. as articulações sinoviais do tipo gínglimo são mono-axiais. É isto que ocorre. O suporte de uma caneta de mesa. extensão. por esta razão. tri-axial. sendo que os nomes referem-se muito mais ao movimento (flexão e extensão) que elas realizam do que à forma das superfícies articulares. quando três ou mais ossos participam da articulação ela é denominada composta (a articulação do cotovelo envolve três ossos: úmero. esferóide. sendo portanto. na supinação. por exemplo.COMPOSTA (ou complexa) 3 ou mais ossosComplexidade de organização Quando apenas dois ossos entram em contato numa articulação sinovial dizse que ela é simples (por exemplo. que pode ser movimentado em qualquer direção. a articulação do ombro (entre o úmero e a escápula) e a do quadril (entre o osso do quadril e o fêmur) permitem movimentos de flexão. Um exemplo típico é a articulação radio-ulnar proximal (entre o rádio e a ulna) responsável pelos movimentos de pronação e supinação do antebraço. Este tipo de articulação permite movimentos em torno de três eixos. Inervação .E – CLASSIFICAÇÃO QUANTO AO NÚMERO DE ELEMENTOS ARTICULADOS (OSSOS) . O fato é justificado porque a rotação isolada não pode ser realizada ativamente pelo polegar sendo só possível com a combinação dos outros movimentos. do tarso e entre os corpos das vértebras. Na posição de descrição anatômica o antebraço está em supinação. 2. é um exemplo não anatômico de uma articulação esferóide. Possuem dois eixos de movimento. Outros são a articulação temporomandibular e as articulações metacarpofalângicas.

chama-se músculo voluntário.27 As articulações sinoviais são muito inervadas. o que determina a movimentação dos membros e das vísceras. o principal tipo de sensibilidade é a propriocepção. Contudo. O estímulo para a contração dos músculos lisos é mediado pelo sistema nervoso vegetativo. como este se encontra em parte sob controle consciente. estriado esquelético e estriado cardíaco. Há basicamente três tipos de tecido muscular: liso.3 . O músculo cardíaco carece de controle voluntário. aparelho reprodutor. órgãos internos. essas informações são inconscientes. As vezes.SISTEMA MUSCULAR O tecido muscular é de origem mesodérmica. do grau e direção de movimento. e atuam em nível de medula espinhal para controle dos músculos que agem sobre a articulação. Músculo liso: o músculo involuntário localiza-se na pele. sendo caracterizado pela propriedade de contração e distensão de suas células. 2. As contrações do músculo esquelético permitem os movimentos dos diversos ossos e cartilagens do esqueleto. Os nervos são derivados dos que suprem a pele adjacente ou os músculos que movem as articulações. As terminações nervosas sensíveis a dor são numerosas na membrana fibrosa da cápsula e nos ligamentos e são sensíveis ao estiramento e à torção destas estruturas. Músculo cardíaco: este tipo de tecido muscular forma a maior parte do coração dos vertebrados. É inervado pelo sistema nervoso vegetati . grandes vasos sangüíneos e aparelho excretor. Músculo estriado esquelético: é inervado pelo sistema nervoso central e. Das terminações proprioceptoras da cápsula – fusos neurotendinosos – partem impulsos que interpretados no sistema nervoso central informam sobre a posição relativa dos ossos da articulação.

multinucleados (núcleos periféricos). Essa musculatura recobre totalmente o esqueleto e está presa aos ossos. Contração rápida e voluntária Miócitos alongados. que se unem por estruturas especiais: discos intercalares. . Contração involuntária. irregularmente Contração involuntária e lenta. sendo responsável pela movimentação corporal. transversais. ramificadas.1 . 2. Miócitos estriados com um ou dois mononucleados e sem estrias núcleos centrais. vigorosa e rítmica.Musculatura Esquelética O sistema muscular esquelético constitui a maior parte da musculatura do corpo.3. formando o que se chama popularmente de carne.28 Estriado esquelético Estriado cardíaco Liso Miócitos longos. Células alongadas. Miofilamentos organizam-se em estrias longitudinais e transversais.

A distribuição dos filamentos de actina e miosina varia ao longo do sarcômero. denominadas sarcômeros. chamado endomísio. Filamentos de actina e miosina dispostos regularmente originam um padrão bem definido de estrias (faixas) transversais alternadas. O revestimento dos feixes menores (primários). . que percorrem o músculo de ponta a ponta. terciários). cujas extremidades são formadas por filamentos de actina e miosina sobrepostos. A faixa central. o perimísio.29 Os músculos esqueléticos estão revestidos por uma lâmina delgada de tecido conjuntivo. No citoplasma da fibra muscular esquelética há muitas miofibrilas contráteis. contêm apenas filamentos de actina. os quais são por isso chamados músculos estriados. Dentro da banda A existe uma região mediana mais clara – a banda H – que contém apenas miosina. é chamada banda A. que manda septos para o interior do músculo. A fibra muscular é uma célula cilíndrica ou prismática. fundindo-se umas com as outras. manda para o interior do músculo membranas delgadíssimas que envolvem cada uma das fibras musculares. secundários. Em torno do conjunto de miofibrilas de uma fibra muscular esquelética situa-se o retículo sarcoplasmático (retículo endoplasmático liso). que corresponde a várias uniões entre dois filamentos de actina. de modo que se tem a idéia de ser a fibra constituída por várias células que perderam os seus limites. Dentro da banda I existe uma linha que se cora mais intensamente. constituídas por filamentos compostos por dois tipos principais de proteínas – a actina e a miosina. septos dos quais se derivam divisões sempre mais delgadas. denominada linha Z. o seu diâmetro é infinitamente menor. As faixas mais extremas e mais claras do sarcômero. Um sarcômero compreende o segmento entre duas linhas Z consecutivas e é a unidade contrátil da fibra muscular. O músculo fica assim dividido em feixes (primários. variando de 20 a 100 mícrons (milésimos de milímetro). pois é a menor porção da fibra muscular com capacidade de contração e distensão. longa. tendo um aspecto de filamento fusiforme. Dessa forma. especializado no armazenamento de íons cálcio. claras e escuras. As miofibrilas são constituídas por unidades que se repetem ao longo de seu comprimento. de 3 a 12 centímetros. chamadas banda I. No seu interior notam-se muitos núcleos. Essa estrutura existe somente nas fibras que constituem os músculos esqueléticos. mais escura. podemos dizer que um músculo esquelético é um pacote formado por longas fibras.

3.2 . pois as invaginações são perpendiculares as miofibrilas.Núcleos periféricos. A contração do músculo esquelético é voluntária e ocorre pelo deslizamento dos filamentos de actina sobre os de miosina.30 1.Contração Ocorre pelo deslizamento dos filamentos de actina sobre os de miosina c sarcômero diminui devido à aproximação das duas linhas Z. 3. o sarcômero diminui devido à aproximação das duas linhas Z. Durante a contração muscular. capazes de formar ligações com certos sítios dos filamentos de actina. 2. Essa rede foi denominada sistema T. com linha Z central).Faixas claras (isotrópicas – banda I. que o sarcolema (membrana plasmática) da fibra muscular sofre invaginações. formando túbulos anastomosados que envolvem cada conjunto de miofibrilas.Bandas escuras (anisotrópicas – banda A). através de microscopia eletrônica. e a zona H chega a desaparecer. 2. forçando-os a deslizar sobre os filamentos de miosina. Nas pontas dos filamentos de miosina existem pequenas projeções. Isso leva ao encurtamento das miofibrilas e à contração muscular. Esse sistema é . quando o músculo é estimulado. Constatou-se. e a zona H chega a desaparecer. Essas projeções de miosina puxam os filamentos de actina.

2. O impulso nervoso propaga-se pela membrana das fibras musculares (sarcolema) e atinge o retículo sarcoplasmático. iniciando a contração muscular. produzindo-se o estado de rigidez cadavérica (rigor mortis). 2. a fibra muscular mostra. A energia para a contração muscular é suprida por moléculas de ATP produzidas durante a respiração celular. causando enrijecimento muscular. ao receber um estímulo nervoso. a miosina mantém-se unida à actina. Para isso utilizam o glicogênio armazenado no citoplasma das fibras musculares como combustível. Assim que cessa o estímulo. Dessa forma.3. grupos fosfatos ricos em energia são transferidos da fosfocreatina para o ADP. Quando o trabalho muscular é intenso. A principal reserva de energia nas células musculares é uma substância denominada fosfato de creatina (fosfocreatina ou creatina-fosfato). fazendo com que o cálcio ali armazenado seja liberado no hialoplasma. as células musculares repõem seus estoques de ATP e de fosfocreatina pela intensificação da respiração celular. não ocorrendo nas fibras lisas e sendo reduzido nas fibras cardíacas. isto é. Quando a fibra muscular necessita de energia para manter a contração. O retículo sarcoplasmático e o sistema T liberam íons Ca++ e Mg++ para o citoplasma. A quantidade de ATP presente na célula muscular é suficiente para suprir apenas alguns segundos de atividade muscular intensa. que se transforma em ATP. o que faz cessar a contração. Em presença desses dois íons. É o que acontece após a morte. os seguintes eventos: 1. O ATP atua tanto na ligação da miosina à actina quanto em sua separação. em seqüência. que ocorre durante o relaxamento muscular. a miosina adquire uma propriedade ATP ásica.3 .A química da contração muscular O estímulo para a contração muscular é geralmente um impulso nervoso. Quando falta ATP. o cálcio desbloqueia os sítios de ligação da actina e permite que esta se ligue à miosina. que chega à fibra muscular através de um nervo. o cálcio é imediatamente rebombeado para o interior do retículo sarcoplasmático.31 responsável pela contração uniforme de cada fibra muscular estriada esquelética. liberando a energia de um radical fosfato: . podemos resumir que a energia é inicialmente fornecida pela respiração celular é armazenada como fosfocreatina (principalmente) e na forma de ATP. Ao entrar em contato com as miofibrilas. Uma teoria simplificada admite que. desdobra o ATP.

32 3. que se chamam. portanto. Esse complexo ativa uma enzima que fosforila a miosina e permite que ela se ligue à actina. sua contração é involuntária. a calmodulina. um só núcleo e não são comandados pela vontade. vasos e nervos sensitivos e motores provenientes do sistema nervoso autônomo. os íons cálcio armazenados no retículo sarcoplasmático são então liberados para o citoplasma e se ligam a uma proteína. Têm. caracterizando o encurtamento das miofibrilas. Embora a contração do músculo liso também seja regulada pela concentração intracelular de íons cálcio. 2. típicos da musculatura cardíaca. ao microscópio óptico comum. Quando há uma excitação da membrana. na verdade. intermediárias entre os dois outros tipos de tecido muscular As fibras que formam o tecido muscular estriado cardíaco dispõem-se em feixes bem compactos. As fibras lisas recebem. resultando então na contração muscular. também. um tamanho que varia de 30 a 450 mícrons.5 . Apesar de apresentar estrias transversais. músculos lisos. formando os chamados discos intercalares. 2. a resposta da célula é diferente da dos músculos estriados. suas fibras contraem-se independentemente da nossa vontade. A actina e a miosina interagem então praticamente da mesma forma que nos músculos estriados. dando a impressão. características estas. ou seja. ao microscópio eletrônico podemos notar que suas fibras são alongadas e unidas entre si através de delgadas membranas celulares. . Entretanto. além de lenta. A energia liberada provoca o deslizamento da actina entre os filamentos de miosina.Musculatura Cardíaca O tecido muscular cardíaco forma o músculo do coração (miocárdio).3. de que não há limite entre as fibras. mas muito mais curtas do que as fibras musculares esqueléticas: têm. de forma rápida e rítmica.4 .Musculatura Lisa A estriação não existe nos músculos viscerais. Os músculos viscerais são também constituídos de fibras fusiformes. além disso.3.

típicos da musculatura cardíaca. retículo sarcoplasmático menor. intermediárias entre os dois outros tipos de tecido muscular As fibras que formam o tecido muscular estriado cardíaco dispõem-se em feixes bem compactos. . com algumas diferenças : • • • • os túbulos T são mais largos que os do músculo esquelético. as células musculares cardíacas possuem reservas intracelulares de íons cálcio mais limitada. Entretanto. formando os chamados discos intercalares. características estas. voluntária do ramificada Características Forma Tamanho (valores médios) Estrias transversais Núcleo Discos intercalares Contração Apresentação Diâmetro: 7mm 30mm centímetros Comprimento: 100mm Não há 1 central Não há Lenta. tanto o cálcio intracelular quanto o extracelular estão envolvidos na contração cardíaca: o influxo de cálcio externo age como desencadeador da liberação do cálcio armazenado na luz do retículo sarcoplasmático. os músculos envolvendo órgãos coração (miocárdio) esqueléticos 2. Apesar de apresentar estrias transversais. ao microscópio óptico comum. de forma rápida e rítmica. de que não há limite entre as fibras. suas fibras contraem-se independentemente da nossa vontade. dando a impressão. Lisa Fusiforme Estriada Esquelética Filamentar Estriada Cardíaca Filamentar (anastomosada) 15mm 100mm Há 1 central Há Rápida. provocando a contração ao atingir as miofibrilas e levando ao relaxamento ao serem bombeados de volta para o retículo. involuntária Há Muitos periféricos (sincício) Não há Rápida.6 .3.Musculatura Cardíaca O tecido muscular cardíaco forma o músculo do coração (miocárdio). voluntária Formam pacotes bem Formam camadas Formam as paredes definidos.33 A contração muscular segue praticamente os mesmos passos da contração no músculo estriado esquelético . ao microscópio eletrônico podemos notar que suas fibras são alongadas e unidas entre si através de delgadas membranas celulares.

7 . Elasticidade – capacidade do tecido de voltar a sua forma após uma contração ou extensão. as células musculares cardíacas possuem reservas intracelulares de íons cálcio mais limitada.8 – TIPOS DE MÚSCULOS . 1.3. retículo sarcoplasmático menor. provocando a contração ao atingir as miofibrilas e levando ao relaxamento ao serem bombeados de volta para o retículo. com algumas diferenças : • • • • os túbulos T são mais largos que os do músculo esquelético.Característica do Tecido Muscular O Tecido Muscular possui quatro características principais que são importantes na compreensão de suas funções: Excitabilidade – capacidade do tecido muscular de receber e responder a estímulos.34 A contração muscular segue praticamente os mesmos passos da contração no músculo estriado esquelético . Contratilidade .3. tanto o cálcio intracelular quanto o extracelular estão envolvidos na contração cardíaca: o influxo de cálcio externo age como desencadeador da liberação do cálcio armazenado na luz do retículo sarcoplasmático.capacidade de encurta-se e espessar. Extensibilidade – capacidade do tecido de distender-se. 2.

rotador medial. Ação: dependendo da ação principal resultante da contração do músculo ele pode ser classificado como flexor. é o braço que se flete sobre o antebraço e a peça óssea em deslocamento é o úmero. Exemplo: músculo flexor longo dos dedos do pé. quando normalmente o músculo braquial prende-se na face anterior do úmero e da ulna atravessando a articulação do cotovelo. Porém existem situações em que o músculo pode alterar seus pontos de origem e inserção. supinador. diz-se que apresentam mais de uma cabeça de origem. Exemplos clássicos encontramos na musculatura dos membros e a nomenclatura acompanha a classificação. músculos flexores e extensores dos dedos da mão. agora sua extremidade ulnar será a origem e a extremidade umeral será a inserção. Inserção: do mesmo modo os músculos podem inserir-se por mais de um tendão. ao contrair-se executa a flexão do antebraço e consideramos sua extremidade umeral como origem e sua extremidade ulnar como inserção. rotador lateral. extensor. . Inserção (ponto móvel) é a extremidade do músculo presa à peça óssea que se desloca. 3 ou 4 cabeças de origem. geralmente a origem de um músculo é proximal e a inserção distal.35 2. São então classificados como músculos bíceps. Quando há dois tendões são bicaudados. conforme apresentam 2. tríceps ou quadríceps. flexor plantar flexor dorsal etc.ORIGEM E INSERÇÃO Origem (ponto fixo) é a extremidade do músculo que fica presa à peça óssea que não se desloca. pronador. músculo quadríceps da coxa. Considerando –se a ação do músculo braquial.3. Exemplo: quando um atleta eleva seu corpo numa barra. Origem: quando os músculos se originam por mais de um tendão. abdutor. músculo tríceps da perna. Nos membros.9 . adutor. quando possuem três ou mais policaudados. Exemplo: músculo bíceps braquial.

Estudamos os grupamentos musculares normalmente de acordo com a sua distribuição e respectivas funções: os músculos da região Ântero-medial do antebraço são flexores da mão ou dos dedos e pronadores. Os neurônios são as células responsáveis pela recepção e transmissão dos estímulos do meio (interno e externo). Quando o músculo tríceps braquial se contrai para fazer a extensão do antebraço. tal fato não ocorre porque outros músculos.3. Essa propriedade é inerente aos vários tipos celulares do organismo. Irritabilidade é a capacidade que permite a uma célula responder a estímulos. juntamente com o sistema endócrino. No entanto. porém quando o músculo trabalha a fim de eliminar algum movimento indesejado que poderia ser produzido pelo agonista ele passa a se chamar sinergista. irritabilidade não é uma resposta. se contraem e desta forma estabilizam a articulação do punho. São os sistemas envolvidos na coordenação e regulação das funções corporais. Para exercerem tais funções. capacitam o organismo a perceber as variações do meio (interno e externo). Exemplo: o músculo braquial quando se contrai é o agente ativo na flexão do antebraço sendo um agonista. o músculo braquial se opõe a este movimento retardando-o para que ele não execute bruscamente atuando como antagonista.SISTEMA NERVOSO O sistema nervoso.36 2. possibilitando ao organismo a execução de respostas adequadas para a manutenção da homeostase. normalmente a ação envolve a ação de vários músculos e a ação em conjunto desses músculos damos o nome de coordenação motora. o movimento principal e dos dedos da mão só que para que o objeto seja pego é necessário que vários outros músculos sejam solicitados a fim de realizar a função. os músculos flexores dos dedos são os agonistas.Ação Muscular A analise do movimento é extremamente complexa. sejam eles internos ou externos. a difundir as modificações que essas variações produzem e a executar as respostas adequadas para que seja mantido o equilíbrio interno do corpo (homeostase). mas a propriedade que torna a célula apta a responder. Portanto. a tendência natural é provocar também a flexão da mão.10 . impedindo assim aquele movimento indesejado sendo o sinergista. contam com duas propriedades fundamentais: a irritabilidade (também denominada excitabilidade ou responsividade) e a condutibilidade. Exemplo: os músculos acionados para manter a estabilidade quando nos abaixamos para pegarmos algum objeto. 3 . No movimento voluntário há um grande numero de ações musculares que são automáticas e semi-automáticas. No sistema nervoso diferenciam-se duas linhagens celulares: os neurônios e as células da glia (ou da neuróglia). as respostas emitidas pelos tipos celulares distintos também diferem umas das . Quando o músculo é o principal na execução de um movimento ele é chamado de agonista e quando ele se opõe ao trabalho muscular de agonista (seja para regular a rapidez ou a potencia de ação deste agonista) é chamado de antagonista. como os tendões de inserção destes músculos cruzam a articulação do punho. como os extensores do carpo. Na flexão dos dedos. ao passo que os da região póstero-lateral são extensores da mão ou dos dedos e supinadores.

A região de passagem do impulso nervoso de um neurônio para a célula adjacente chama-se sinapse. que podem ser subdivididos em dendritos e axônios.37 outras. o citoplasma e o citoesqueleto). Em axônios mielinizados existem regiões de descontinuidade da bainha de mielina. como "antenas" para o neurônio. O terminal axonal é o local onde o axônio entra em contato com outros neurônios e/ou outras células e passa a informação (impulso nervoso) para eles. Estas ramificações são chamadas coletivamente de arborização terminal. Os dendritos são prolongamentos geralmente muito ramificados e que atuam como receptores de estímulos. onde estão o citoplasma e o núcleo desta célula.invólucro principalmente lipídico (também possui como constituinte a chamada proteína básica da mielina) que atua como isolante térmico e facilita a transmissão do impulso nervoso. Às vezes os axônios têm muitas ramificações em suas regiões terminais e cada ramificação forma uma sinapse com outros dendritos ou corpos celulares. Esse fenômeno deve-se à propriedade de condutibilidade. Do sistema nervoso central partem os prolongamentos dos neurônios.por toda a sua extensão em grande velocidade e em um curto espaço de tempo. A resposta emitida pelos neurônios assemelha-se a uma corrente elétrica transmitida ao longo de um fio condutor: uma vez excitados pelos estímulos. No caso dos axônios mielinizados envolvidos pelas células de Schwann. um meio (o axônio propriamente dito) e um fim (terminal axonal ou botão terminal). O axônio está envolvido por um dos tipos celulares seguintes: célula de Schwann (encontrada apenas no SNP) ou oligodendrócito (encontrado apenas no SNC) Em muitos axônios. ou nos gânglios nervosos. constitui o chamado neurilema. que acarretam a existência de uma constrição (estrangulamento) denominada nódulo de Ranvier. que formam o Sistema Nervoso Central (SNC). . Os axônios podem se ramificar e essas ramificações são chamadas de colaterais. esses tipos celulares determinam a formação da bainha de mielina .chamada de impulso nervoso . Para compreendermos melhor as funções de coordenação e regulação exercidas pelo sistema nervoso. a parte celular da bainha de mielina. e de finos prolongamentos celulares denominados neuritos. formando feixes chamados nervos. os neurônios transmitem essa onda de excitação . localizados próximo da coluna vertebral. que constituem o Sistema Nervoso Periférico (SNP). Os corpos celulares dos neurônios são geralmente encontrados em áreas restritas do sistema nervoso. precisamos primeiro conhecer a estrutura básica de um neurônio e como a mensagem nervosa é transmitida. Todos os axônios têm um início (cone de implantação). funcionando portanto. Os axônios são prolongamentos longos que atuam como condutores dos impulsos nervosos. Um neurônio é uma célula composta de um corpo celular (onde está o núcleo.

apenas dois íons potássio são bombeados para o líquido intracelular. Membrana é praticamente impermeável ao sódio. se difunde livremente para o meio extracelular. enquanto o potássio é bombeado ativamente para dentro.octopus.furg. impedindo que esse íon se mova a favor de seu gradiente de concentração (de fora para dentro). favorecido pelo gradiente de concentração e pela permeabilidade da membrana. em repouso a membrana da célula nervosa é praticamente impermeável ao sódio. Sódio é bombeado ativamente para fora .Porém esse bombeamento não é eqüitativo: para cada três íons sódio bombeados para o líquido extracelular.38 O impulso nervoso A membrana plasmática do neurônio transporta alguns íons ativamente. Assim funciona a bomba de sódio e potássio. que.br/ensino/anima/atpase/NaKATPase. de volta ao líquido extracelular. e outros. que bombeia ativamente o sódio para fora.html Somando-se a esse fato. porém. impedindo sua difusão a favor do gradiente de concentração. Imagem: www. é muito permeável ao potássio. Em repouso: canais de sódio fechados. do interior. do líquido extracelular para o interior da fibra.

estabelece-se uma diferença de cargas elétricas entre os meios intra e extracelular: há déficit de cargas positivas dentro da célula e as faces da membrana mantêm-se eletricamente carregadas. então. e todo esse processo é denominado onda de despolarização.yahoo. o sódio atravessa a membrana no sentido do interior da célula. então. Após a repolarização. que se torna temporariamente mais negativo do que o normal. Devido à alta concentração desse íon no interior. são de tamanho e duração fixos. então. Como a saída de sódio não é acompanhada pela entrada de potássio na mesma proporção. A repolarização normalmente se inicia no mesmo ponto onde se originou a despolarização. fazendo com que a membrana se torne novamente impermeável a esses íons.htm#impulsos Imediatamente após a onda de despolarização ter-se propagado ao longo da fibra nervosa. o interior da fibra torna-se carregado positivamente. que a membrana está polarizada. Dizemos. Como a concentração desse íon é maior fora do que dentro da célula.br/jcc5001pt/museuelectrofisiologia. . Isso cria novamente eletronegatividade no interior da membrana e positividade no exterior – processo chamado repolarização. O potencial eletronegativo criado no interior da fibra nervosa devido à bomba de sódio e potássio é chamado potencial de repouso da membrana. A eletronegatividade excessiva no interior atrai íons potássio de volta para o interior (por difusão e por transporte ativo). ficando o exterior da membrana positivo e o interior negativo. Esta inversão vai sendo transmitida ao longo do axônio. porque um grande número de íons sódio se difundiu para o interior. a bomba de sódio bombeia novamente os íons sódio para o exterior da membrana. Os impulsos nervosos ou potenciais de ação são causados pela despolarização da membrana além de um limiar (nível crítico de despolarização que deve ser alcançado para disparar o potencial de ação). Por esta razão. a membrana torna-se ainda mais permeável ao potássio. propagando-se ao longo da fibra. diz-se que os potenciais de ação obedecem à "lei do tudo ou nada". Imagem: geocities. Por outro lado. o processo traz as diferenças iônicas de volta aos seus níveis originais. que migra para o meio interno.39 Imagem: www. Essa positividade determina a parada do fluxo de íons sódio para o interior da fibra. A entrada de sódio é acompanhada pela pequena saída de potássio. Ao ser estimulada. ou seja.br/cm/n10/fundamentos/animation. pelo qual se reestabelece a polaridade normal da membrana. Os potenciais de ação assemelham-se em tamanho e duração e não diminuem à medida em que são conduzidos ao longo do axônio.org. muitos íons se difundem.com. criando um déficit extra de cargas positivas no interior da membrana. surja o potencial de ação. A aplicação de uma despolarização crescente a um neurônio não tem qualquer efeito até que se cruze o limiar e. Assim. para o lado de fora.html pela bomba de sódio e potássio. uma pequena região da membrana torna-se permeável ao sódio (abertura dos canais de sódio).epub.

ao que chamamos condução ortodrômica. o potencial de ação se propagará sem decaimento. Conseqüentemente.40 Para transferir informação de um ponto para outro no sistema nervoso. Um potencial de ação iniciado em uma extremidade de um axônio apenas se propaga em uma direção. por sua vez. Nesses de axônios. Axônios com menor diâmetro necessitam de uma maior despolarização para alcançar o limiar do potencial de ação. Uma vez que a membrana axonal é excitável ao longo de toda sua extensão. A velocidade com a qual o potencial de ação se propaga ao longo do axônio depende de quão longe a despolarização é projetada à frente do potencial de ação. não retornando pelo caminho já percorrido. depende de certas características físicas do axônio: a velocidade de condução do potencial de ação aumenta com o diâmetro axonal. seja conduzido ao longo do axônio. os potenciais de ação são unidirecionais . é necessário que o potencial de ação. presença de bainha de mielina acelera a velocidade da condução do impulso . o que. uma vez gerado.

O Sistema Nervoso Central O SNC divide-se em encéfalo e medula. É o local onde ocorre a tomada de decisões e o envio de ordens. situado cranialmente. Nas regiões dos nódulos de Ranvier.DIVISÃO DO SISTEMA NERVOSO: 3. situada entre ambos. 3. e PONTE. diencéfalo (tálamo e hipotálamo). que se divide em: BULBO.1 .1. não acontecendo em toda a extensão da região mielinizada (a mielina é isolante). O encéfalo corresponde ao telencéfalo (hemisférios cerebrais). O SNP carrega informações dos órgãos sensoriais para o sistema nervoso central e do sistema nervoso central para os órgãos efetores (músculos e glândulas). situado caudalmente.1 . O SNC recebe. Fala-se em condução saltatória e com isso há um considerável aumento da velocidade do impulso nervoso. analisa e integra informações.41 nervoso. . e tronco cefálico. cerebelo. MESENCÉFALO. O percurso do impulso nervoso no neurônio é sempre no sentido dendrito corpo celular axônio. a onda de despolarização "salta" diretamente de um nódulo para outro.

o córtex ganha diversos sulcos para permitir que o cérebro esteja suficientemente compacto para caber na calota craniana. a substância cinzenta ocorre mais externamente e a substância branca. por seus prolongamentos. Em seu desenvolvimento. situadas sob a proteção esquelética: dura-máter (a externa). A substância cinzenta é formada pelos corpos dos neurônios e a branca. localizado mais abaixo. Os órgãos do SNC são protegidos por estruturas esqueléticas (caixa craniana. protegendo a medula . no cérebro adulto.1. aracnóide (a do meio) e pia-máter (a interna). protegendo o encéfalo. mais internamente. que não acompanha o seu crescimento. e coluna vertebral. Por isso.1. O telencéfalo ou cérebro é dividido em dois hemisférios cerebrais bastante desenvolvidos. . existem as chamadas substâncias cinzenta e branca. apenas 1/3 de sua superfície fica "exposta". (LÍQÜOR). Entre os hemisférios. ao nível do tronco encefálico. contamos ainda com um quarto ventrículo. participando na nutrição. Nestes.4 kg. o restante permanece por entre os sulcos. 3. proteção e excreção do sistema nervoso. Com exceção do bulbo e da medula.também denominada raque) e por membranas denominadas meninges. situam-se as sedes da memória e dos nervos sensitivos e motores.O TELENCÉFALO O encéfalo humano contém cerca de 35 bilhões de neurônios e pesa aproximadamente 1. Entre as meninges aracnóide e pia-máter há um espaço preenchido por um líquido denominado líquido cefalorraquidiano ou líquor.42 No SNC. estão os VENTRÍCULOS CEREBRAIS (ventrículos laterais e terceiro ventrículo).1 . São reservatórios do LÍQUIDO CÉFALO-RAQUIDIANO.

43 O córtex cerebral está dividido em mais de quarenta áreas funcionalmente distintas. . Cada uma das áreas do córtex cerebral controla uma atividade específica. sendo a maioria pertencente ao chamado neocórtex. localiza-se medialmente ao ventrículo lateral. apresenta duas ou três camadas celulares. 1. 2. hipocampo: região do córtex que está dobrada sobre si e possui apenas três camadas celulares. córtex olfativo: localizado ventral e lateralmente ao hipocampo.

Parece que os gânglios da base participam também de um grande número de circuitos paralelos. apresenta muitas camadas celulares e várias áreas sensoriais e motoras. constitui o córtex cerebral. formado a partir da fusão das partes superficiais telencefálicas e diencefálicas.44 3. Outros circuitos estão envolvidos em certos aspectos da memória e da função cognitiva. PUTAMEN. 2002. As áreas motoras estão intimamente envolvidas com o controle do movimento voluntário. GLOBO PÁLIDO e NÚCLEO SUBTALÂMICO. formado por fibras axonais (substância branca). São Paulo. Como o cérebro funciona. que acomoda bilhões de corpos celulares de neurônios (substância cinzenta). Publifolha. sendo apenas alguns poucos de função motora. Em meio a este centro branco (nas profundezas do telencéfalo). envolvidos em conjunto. O córtex recobre um grande centro medular branco. Série Mais Ciência. . Imagem:McCRONE.CAUDATO. JOHN. separa-se do córtex olfativo mediante um sulco chamado fissura rinal. há agrupamentos de corpos celulares neuronais que formam os núcleos (gânglios) da base ou núcleos (gânglios) basais . A região superficial do telencéfalo. neocórtex: córtex mais complexo. no controle do movimento.

M.W. para controlar diversos padrões de movimento. M. putamen: funciona em conjunto com o núcleo caudato no controle de movimentos intensionais grosseiros. 2002. núcleo caudato: controla movimentos intencionais grosseiros do corpo (isso ocorre a nível subconsciente e consciente) e auxilia no controle global dos movimentos do corpo. se uma pessoa deseja executar uma função precisa com uma de suas mãos. & PARADISO. Artmed Editora. quando uma pessoa inicia um movimento complexo. Portanto. faz conexões inibitórias com células do tálamo (núcleo ventrolateral . deve primeiro colocar seu corpo numa posição apropriada e. Estas células estabelecem sinapses inibitórias em neurônios do globo pálido. Essa via origina-se com uma conexão excitatória do córtex para as células do putamen. Neurociências – Desvendando o Sistema Nervoso. Ambos os núcleos funcionam em associação com o córtex motor. Evidências indicam que a via motora direta funciona para facilitar a iniciação de movimentos voluntários por meio dos gânglios da base. Acredita-se que essas funções sejam iniciadas. Ela facilita o disparo de células relacionadas a movimentos na área motora do córtex. contrair a musculatura do braço. núcleo subtalâmico e áreas associadas: controlam possivelmente os movimentos da marcha e talvez outros tipos de motilidade grosseira do corpo. A conexão do tálamo com a área motora do córtex é excitatória. principalmente. 2. por sua vez. globo pálido: provavelmente controla a posição das principais partes do corpo. Algumas das funções mais específicas dos gânglios basais relacionadas aos movimentos são: 1. Porto Alegre 2ª ed. B. Isto é. 4..A. . pelo globo pálido.VL). a conseqüência funcional da ativação cortical do putâmen é a excitação da área motora do córtex pelo núcleo ventrolateral do tálamo.F. 3.45 Imagem: BEAR. que. então. CONNORS.

A. O hipotálamo. & PARADISO. 2002.1. Especificamente.F. Neurociências – Desvendando o Sistema Nervoso. ainda. a participação do hipotálamo é menor na gênese (“criação”) do que na expressão (manifestações sintomáticas) dos estados emocionais. Porto Alegre 2ª ed. as partes laterais parecem envolvidas com o prazer e a raiva. O tálamo atua como estação retransmissora de impulsos nervosos para o córtex cerebral. É o hipotálamo que controla a temperatura corporal. o sono e está envolvido na emoção e no comportamento sexual.O DIENCÉFALO (tálamo e hipotálamo) Todas as mensagens sensoriais. contudo. .2 . Artmed Editora. também constituído por substância cinzenta. Ele faz ligação entre o sistema nervoso e o sistema endócrino.46 Imagem: BEAR. O tálamo também está relacionado com alterações no comportamento emocional. Aceita-se que o hipotálamo desempenha.. ao desprazer e à tendência ao riso (gargalhada) incontrolável. um papel nas emoções. é o principal centro integrador das atividades dos órgãos viscerais. não só da própria atividade. regula o apetite e o balanço de água no corpo. sendo um dos principais responsáveis pela homeostase corporal.W. Tem amplas conexões com as demais áreas do prosencéfalo e com o mesencéfalo. mas também de conexões com outras estruturas do sistema límbico (que regula as emoções). M. com exceção das provenientes dos receptores do olfato. Esta é uma região de substância cinzenta localizada entre o tronco encefálico e o cérebro. M. Ele é responsável pela condução dos impulsos às regiões apropriadas do cérebro onde eles devem ser processados. De um modo geral.1. que decorre. enquanto que a porção mediana parece mais ligada à aversão. atuando na ativação de diversas glândulas endócrinas. 3. B. passam pelo tálamo antes de atingir o córtex cerebral. CONNORS.

separados por uma rede de fibras nervosas que ocupa a parte central do tronco encefálico). do encéfalo para a medula espinhal (lado esquerdo do cérebro controla os movimentos do lado direito do corpo. que. as várias divisões do tronco encefálico desempenham funções motoras e sensitivas específicas. fascículos ou lemniscos. função esta que é mediada pela formação reticular (agregação mais ou menos difusa de neurônios de tamanhos e tipos diferentes. Dos 12 pares de nervos cranianos.O TRONCO ENCEFÁLICO O tronco encefálico interpõe-se entre a medula e o diencéfalo. situando-se ventralmente ao cerebelo.1. em direção contrária.1. .3 .47 3. Possui três funções gerais. Estes elementos da estrutura interna do tronco encefálico podem estar relacionados com relevos ou depressões de sua superfície. (2) contém circuitos nervosos que transmitem informações da medula espinhal até outras regiões encefálicas e. Além destas 3 funções gerais. se agrupam em feixes denominados tractos. (1) recebe informações sensitivas de estruturas cranianas e controla os músculos da cabeça. (3) regula a atenção. por sua vez. Muitos dos núcleos do tronco encefálico recebem ou emitem fibras nervosas que entram na constituição dos nervos cranianos. Na constituição do tronco encefálico entram corpos de neurônios que se agrupam em núcleos e fibras nervosas. lado direito de cérebro controla os movimentos do lado esquerdo do corpo). 10 fazem conexão no tronco encefálico.

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Imagem: ATLAS INTERATIVO DE ANATOMIA HUMANA. Artmed Editora.

3.1.1.4 - O CEREBELO Situado atrás do cérebro está o cerebelo, que é primariamente um centro para o controle dos movimentos iniciados pelo córtex motor (possui extensivas conexões com o cérebro e a medula espinhal). Como o cérebro, também está dividido em dois hemisférios. Porém, ao contrário dos hemisférios cerebrais, o lado esquerdo do cerebelo está relacionado com os movimentos do lado esquerdo do corpo, enquanto o lado direito, com os movimentos do lado direito do corpo. O cerebelo recebe informações do córtex motor e dos gânglios basais de todos os estímulos enviados aos músculos. A

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partir das informações do córtex motor sobre os movimentos musculares que pretende executar e de informações proprioceptivas que recebe diretamente do corpo (articulações, músculos, áreas de pressão do corpo, aparelho vestibular e olhos), avalia o movimento realmente executado. Após a comparação entre desempenho e aquilo que se teve em vista realizar, estímulos corretivos são enviados de volta ao córtex para que o desempenho real seja igual ao pretendido. Dessa forma, o cerebelo relaciona-se com os ajustes dos movimentos, equilíbrio, postura e tônus muscular. Algumas estruturas do encéfalo e suas funções

Córtex Cerebral Funções:

• • • • •

Pensamento Movimento voluntário Linguagem Julgamento Percepção

A palavra córtex vem do latim para "casca". Isto porque o córtex é a camada mais externa do cérebro. A espessura do córtex cerebral varia de 2 a 6 mm. O lado esquerdo e direito do córtex cerebral são ligados por um feixe grosso de fibras nervosas chamado de corpo caloso. Os lobos são as principais divisões físicas do córtex cerebral. O lobo frontal é responsável pelo planejamento consciente e pelo controle motor. O lobo temporal tem centros importantes de memória e audição. O lobo parietal lida com os sentidos corporal e espacial. o lobo occipital direciona a visão.

Cerebelo Funções:

• • • •

Movimento Equilíbrio Postura Tônus muscular

A palavra cerebelo vem do latim para "pequeno cérebro”. O cerebelo fica localizado ao lado do tronco encefálico. É parecido com o córtex cerebral em alguns aspectos: o cerebelo é dividido em hemisférios e tem um córtex que recobre estes hemisférios.

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O Tronco Encefálico é uma área do encéfalo que fica entre o tálamo e a medula espinhal. Possui várias estruturas como o bulbo, o mesencéfal o e a ponte. Algumas destas áreas são responsávei s pelas funções básicas para a manutenção da vida como a respiração, o batimento cardíaco e a pressão arterial. Bulbo: recebe informações de vários órgãos do corpo, controlando as funções autônomas (a chamada vida vegetativa): batimento cardíaco, respiração, pressão do sangue, reflexos de salivação, tosse, espirro e o ato de engolir. Ponte: Participa de algumas atividades do bulbo, interferindo no controle da respiração, além de ser um centro de transmissão de impulsos para o cerebelo. Serve ainda de passagem para as fibras nervosas que ligam o cérebro à medula. O tálamo recebe informações sensoriais do corpo e as passa para o córtex cerebral. O córtex cerebral envia informações motoras para o tálamo que posteriormente são distribuídas pelo corpo. Participa, juntamente com o tronco encefálico, do sistema reticular, que é encarregado de “filtrar” mensagens que se dirigem às partes conscientes do cérebro.

Tronco Encefálico Funções:

• • •

Respiração Ritmo dos batimentos cardíacos Pressão Arterial

Mesencéfalo Funções:

• • • •

Visão Audição Movimento dos Olhos Movimento do corpo

Tálamo Funções:

• •

Integração Sensorial Integração Motora

regula funções como pressão e temperatura e transporta sinais originados no cérebro até seu destino. Da medula partem 31 pares de nervos raquidianos que se ramificam. A medula funciona como centro nervoso de atos involuntários e. o sistema ascendente transporta sinais sensoriais das extremidades do corpo até a medula e de lá para o cérebro. A medula possui dois sistemas de neurônios: o sistema descendente controla funções motoras dos músculos.5 . O hipocampo também é importante para a memória e o aprendizado. excreção etc.primeira vértebra .até o nível da segunda vértebra lombar. tálamo.1. os corpos mamilares e o giro do cíngulo. também. desde a região do atlas . hipocampo. amígdala. como veículo condutor de impulsos nervosos. Ocupa o canal vertebral. .51 Sistema Límbico Funções: • • • • • Comportamento Emocional Memória Aprendizado Emoções Vida vegetativa (digestão. circulação. Por meio dessa rede de nervos.A Medula Espinhal Nossa medula espinhal tem a forma de um cordão com aproximadamente 40 cm de comprimento. 3. Todas estas áreas são muito importantes para a emoção e reações emocionais.) O Sistema Límbico é um grupo de estruturas que inclui hipotálamo. a medula se conecta com as várias partes do corpo. recebendo mensagens e vários pontos e enviando-as para o cérebro e recebendo mensagens do cérebro e transmitindo-as para as várias partes do corpo.1.

Cada . na medula espinhal a massa cinzenta localiza-se internamente e a massa branca. os axônios levando sinais para “cima e para baixo” através da área branca adjacente continuariam trabalhando. que impedem os axônios lesados de crescerem e reconectarem. O vírus da poliomielite causa lesões na raiz ventral dos nervos espinhais. Em comparação. que afetam células vizinhas.1. que podem ser formadas de axônios ou de dendritos. Dessa forma. Durante uma fratura ou deslocamento da coluna. o trânsito dos sinais será interrompido até o ponto da fratura. sem perder a capacidade de andar ou o controle sobre as funções intestinais e urinárias. as vértebras que normalmente protegem a medula podem matar ou danificar as células. Por exemplo. na área adjacente – a massa branca. 3. Teoricamente. As duas regiões também abrigam células da Glia. Nesse caso. o que leva à paralisia e atrofia dos músculos. formadas pelos prolongamentos dos neurônios (dendritos ou axônios) e seus envoltórios. se a massa cinzenta do segmento da medula onde os nervos rotulados C8 for lesada.52 Os corpos celulares dos neurônios se concentram no cerne da medula – na massa cinzenta. impedindo a entrega de oxigênio e nutrientes para as células não afetadas diretamente. externamente (o contrário do que se observa no encéfalo). os distúrbios musculares e sensoriais poderão estar apenas nos tecidos que recebem e mandam sinais aos neurônios “residentes” no nível da fratura. se a área branca for lesada. Infelizmente. Cada feixe forma um nervo. células do sistema imunológico iniciam um quadro inflamatório no local da lesão. As fibras nervosas. células da Glia proliferam criando grumos e uma espécie de cicatriz. as células lesadas extravasam componentes citoplasmáticos e tóxicos. que acabam morrendo. a lesão original é só o começo. NERVO é a reunião de várias fibras nervosas. Os danos mecânicos promovem rompimento de pequenos vasos sangüíneos.O Sistema Nervoso Periférico O sistema nervoso periférico é formado por nervos encarregados de fazer as ligações entre o sistema nervoso central e o corpo. o paciente só sofrerá paralisia das mãos. antes intactas. Os axônios ascendentes e descendentes.2 . se o dano for confinado à massa cinzenta. organizam-se em feixes.

Quando partem do encéfalo. da pupila e do cristalino. Em nosso corpo existe um número muito grande de nervos. os nervos são chamados de cranianos. dos músculos esternoclidomastóideo e trapézio. quando partem da medula espinhal denominam-se raquidianos. Percepções sensoriais da face. Controle da movimentação do globo ocular. tórax e vísceras. laringe e palato. laringe. formados por axônios de neurônios sensoriais e por neurônios motores. Controle da movimentação do globo ocular. Percepção postural originária do vestibular). Nervo craniano I-OLFATÓRIO II-ÓPTICO III-OCULOMOTOR IV-TROCLEAR sensitiva sensitiva motora motora mista motora Função Percepção do olfato. . laringe. Seu conjunto forma a rede nervosa. Aqueles que transmitem impulsos do SNC para os músculos ou glândulas são nervos motores ou eferentes. da laringe e da língua. Cada feixe é envolvido por uma bainha conjuntiva denominada perineuro. percepções sensoriais da faringe. Controle dos movimentos da mastigação (ramo motor). cinco são motores e os quatro restantes são mistos. Controle motor da faringe. Percepção visual. Inervação das vísceras torácicas e abdominais. feixe de axônios de neurônios motores (centrífugos). Percepções sensoriais da orelha. Controle da movimentação do globo ocular. Existem ainda os nervos mistos.53 fibra nervosa é envolvida por uma camada conjuntiva denominada endoneuro. Três deles são exclusivamente sensoriais. que são formados por prolongamentos de neurônios sensoriais (centrípetos). Do encéfalo partem doze pares de nervos cranianos. Os nervos que levam informações da periferia do corpo para o SNC são os nervos sensoriais (nervos aferentes ou nervos sensitivos). Vários feixes agrupados paralelamente formam um nervo. Controle dos músculos faciais – mímica facial (ramo motor). Controle dos músculos da faringe. faringe. Percepção auditiva (ramo coclear). palato. seios da face e dentes (ramo sensorial). labirinto (ramo V-TRIGÊMEO VI-ABDUCENTE VII-FACIAL mista VIII-VESTÍBULOCOCLEAR sensitiva IX-GLOSSOFARÍNGEO mista X-VAGO XI-ACESSÓRIO XII-HIPOGLOSSO mista motora motora Percepção gustativa no terço posterior da língua. Percepção gustativa no terço anterior da língua (ramo sensorial). O nervo também é envolvido por uma bainha de tecido conjuntivo chamada epineuro.

doze pares de nervos dorsais. os nervos raquidianos são todos mistos. Os corpos celulares dos neurônios que formam as fibras motoras localizam-se na medula. Eles se formam a partir de duas raízes que saem lateralmente da medula: a raiz posterior ou dorsal. Os corpos dos neurônios que formam as fibras sensitivas dos nervos sensitivos situam-se próximo à medula. Desse modo. os 31 pares de nervos raquidianos distribuem-se da seguinte forma: • • • • oito pares de nervos cervicais. reunindo-se em estruturas especiais chamadas gânglios espinhais. o sistema nervoso periférico pode ainda subdividir-se em duas partes: o sistema nervoso somático e o sistema nervoso autônomo ou de vida vegetativa. que é sensitiva. . Essas raízes se unem logo após saírem da medula. De acordo com as regiões da coluna vertebral. seis pares de nervos sagrados ou sacrais. porém fora dela.54 Os 31 pares de nervos raquidianos que saem da medula relacionam-se com os músculos esqueléticos. O conjunto de nervos cranianos e raquidianos forma o sistema nervoso periférico. Com base na sua estrutura e função. que é motora. cinco pares de nervos lombares. e a raiz anterior ou ventral.

como o próprio nome diz. Esses ramos são formados por pequenas dilatações denominadas gânglios. também chamado involuntário ou visceral. Já as ações involuntárias resultam da contração das musculaturas lisa e cardíaca. um neurônio préganglionar e outro pós-ganglionar. 3. Um conjunto de nervos comunicantes que ligam os gânglios aos nervos raquidianos. excretor e endócrino.2. O corpo celular de uma fibra motora do SNP voluntário fica localizado dentro do SNC e o axônio vai diretamente do encéfalo ou da medula até o órgão que inerva. O corpo celular do neurônio pósganglionar fica no interior do gânglio nervoso e seu axônio conduz o estímulo nervoso até o órgão efetuador.1. O corpo celular do neurônio pré-ganglionar fica localizado dentro do SNC e seu axônio vai até um gânglio. O sistema nervoso autônomo compõe-se de três partes: • • • Dois ramos nervosos situados ao lado da coluna vertebral.SNP Autônomo ou Visceral O SNP Autônomo ou Visceral.1. como o estômago. Um nervo motor do SNP autônomo difere de um nervo motor do SNP voluntário pelo fato de conter dois tipos de neurônios.55 As ações voluntárias resultam da contração de músculos estriados esqueléticos. 3. o coração e os pulmões. onde o impulso nervoso é transmitido sinapticamente ao neurônio pós-ganglionar. Ele é constituído por fibras motoras que conduzem impulsos do sistema nervoso central aos músculos esqueléticos. cardiovascular.2.1 . Um conjunto de nervos que liga os gânglios nervosos aos diversos órgãos de nutrição. controladas pelo sistema nervoso periférico autônomo. num total de 23 pares. que pode ser um músculo liso ou cardíaco.SNP Voluntário ou Somático O SNP Voluntário ou Somático tem por função reagir a estímulos provenientes do ambiente externo. fazendo com que os sistema autônomo não seja totalmente independente do sistema nervoso cefalorraquidiano. funciona independentemente de nossa vontade e tem por função regular o ambiente interno do corpo. que estão sob o controle do sistema nervoso periférico voluntário ou somático. . controlando a atividade dos sistemas digestório.2 . Ele contém fibras nervosas que conduzem impulsos do sistema nervoso central aos músculos lisos das vísceras e à musculatura do coração.

As fibras adrenérgicas ligam o sistema nervoso central à glândula suprarenal. Uma das principais diferenças entre os nervos simpáticos e parassimpáticos é que as fibras pós-ganglionares dos dois sistemas normalmente secretam diferentes hormônios. 3. Por exemplo. pelo aumento da pressão arterial.2.2. 2002.2. o sistema parassimpático entra em ação. o parassimpático entra em ação para diminuir as contrações desses órgãos.São Paulo. O hormônio secretado pelos neurônios pós-ganglionares do sistema nervoso parassimpático é a acetilcolina. Bio 2. A acetilcolina e a noradrenalina têm a capacidade de excitar alguns órgãos e inibir outros. promovendo aumento da secreção de adrenalina. razão por que a maioria deles é chamada neurônios adrenérgicos. de maneira antagônica.1 – Sistema Nervoso Autônomo Simpático O SNP autônomo simpático. Os neurônios pós-ganglionares do sistema nervoso simpático secretam principalmente noradrenalina. Por exemplo. como as reduções do ritmo cardíaco e da pressão arterial.56 Imagem: LOPES. entre outras. SÔNIA. razão pela qual esses neurônios são chamados colinérgicos. se o sistema simpático acelera demasiadamente as batidas do coração.1. Ed.2. 3. da concentração de açúcar no sangue e pela ativação do metabolismo geral do corpo. Saraiva. Órgão Olho: pupila Músculo ciliar Glândulas gastrointestinais Glândulas sudoríparas Coração: músculo (miocárdio) Coronárias Vasos sistêmicos: Abdominal Músculo Pele sanguíneos Efeito da simpática Dilatada nenhum vasoconstrição sudação Atividade aumentada Vasodilatação Constrição Dilatação Constrição ou dilatação estimulação Efeito da parassimpática Contraída Excitado Estimulação de secreção Nenhum Diminuição da atividade Constrição Nenhum Nenhum Nenhum estimulação Pulmões: brônquios Vasos sangüíneos Tubo digestivo: luz Esfíncteres Fígado Dilatação Constrição moderada Diminuição do tônus peristalse Aumento do tônus Liberação de glicose e da Constrição Nenhum Aumento do tônus peristaltismo Diminuição do tônus Nenhum e do . permitindo ao organismo responder a situações de estresse. Um corrige os excessos do outro. De modo geral. esses dois sistemas têm funções contrárias (antagônicas). hormônio que produz a resposta de "luta ou fuga" em situações de stress.1.2 – SISTEMA NERVOSO AUTÔNOMO PARASSIMPÁTICO Já o SNP autônomo parassimpático estimula principalmente atividades relaxantes. Se o sistema simpático acelera o trabalho do estômago e dos intestinos. o sistema simpático é responsável pela aceleração dos batimentos cardíacos. O sistema nervoso autônomo divide-se em sistema nervoso simpático e sistema nervoso parassimpático. estimula ações que mobilizam energia. de modo geral. diminuindo o ritmo cardíaco.

4 . algumas condições fisiológicas podem estimular partes localizadas desse sistema. sangue. aumentando a sua permeabilidade aos íons sódio. Quase imediatamente após ter a acetilcolina estimulado a fibra muscular. Também o aquecimento do sangue que passa através do centro de controle térmico do hipotálamo aumenta o grau de vasodilatação superficial. dilatando os vasos sangüíneos cutâneos. o que permite a despolarização da membrana. preparando o corpo para a atividade. porém. Nos dois casos. o metabolismo aumentado nos músculos tem um efeito local de dilatação dos vasos sangüíneos musculares. Exercícios: durante o exercício físico. ela é destruída. a substância neurotransmissora é a acetilcolina. vasos linfáticos e linfa. quando os centros simpáticos cerebrais se tornam excitados. . Esse mediador químico atua nas dobras da membrana.SISTEMA CIRCULATÓRIO Componentes do Sistema Cardiovascular Os principais componentes do sistema circulatório são: coração. quase todos os nervos simpáticos. • Nas junções neuro-musculares. simultaneamente.57 Rim Bexiga: corpo Esfíncter Ato sexual masculino Glicose sangüínea Metabolismo basal Atividade mental Secreção da medula suprarenal (adrenalina) Diminuição da produção de urina Inibição Excitação Ejaculação Aumento Aumento em até 50% Aumento Aumento Nenhum Excitação Inibição Ereção Nenhum Nenhum Nenhum Nenhum Em geral. A vasodilatação muscular permite que o sangue flua facilmente através dos músculos. tanto nos gânglios do SNPA simpático como nos do parassimpático. estimulam. Essa despolarização local promove um potencial de ação que é conduzido em ambas as direções ao longo da fibra. ocorrem sinapses químicas entre os neurônios pré-ganglionares e pósganglionares. que passa para o interior da fibra. exceto no coração e no cérebro. ao mesmo tempo. Duas das condições são as seguintes: • Reflexos calóricos: o calor aplicado à pele determina um reflexo que passa através da medula espinhal e volta a ela. determinando uma contração muscular. enquanto a vasoconstrição diminui o fluxo sangüíneo em todas as regiões do corpo. vasos sangüíneos. Além do mecanismo da descarga em massa do sistema simpático. sem alterar os vasos profundos. despolarizando essa área da membrana do músculo. o sistema simpático tem efeito vasoconstritor para a maioria das outras regiões do corpo.

que acontece entre uma sístole e a seguinte. é a diástole. Em uma pessoa adulta. . O átrio esquerdo. comunica-se com o ventrículo esquerdo através da válvula bicúspide ou mitral. O coração humano. O relaxamento. sempre dos átrios para os ventrículos. por sua vez.A função das válvulas cardíacas é garantir que o sangue siga uma única direção. As câmaras cardíacas contraem-se e dilatam-se alternadamente 70 vezes por minuto. denominadas ventrículos. em média. apresenta quatro cavidades: duas superiores.1 .CORAÇÃO O coração é um órgão muscular oco que se localiza no meio do peito.58 4. tem o tamanho aproximado de um punho fechado e pesa cerca de 400 gramas. denominadas átrios (ou aurículas) e duas inferiores. O processo de contração de cada câmara do miocárdio (músculo cardíaco) denomina-se sístole. como o dos demais mamíferos. sob o osso esterno. O átrio direito comunica-se com o ventrículo direito através da válvula tricúspide. ligeiramente deslocado para a esquerda.

Devido ao fato do nódulo sinoatrial possuir uma freqüência rítmica mais rápida em relação às outras partes do coração. Vol. os impulsos originados do nódulo SA espalham-se para os átrios e ventrículos. por isso é chamado marcapasso. de modo que o ritmo do nódulo SA torna-se o ritmo de todo o coração. . Moderna. enquanto o músculo atrial se contrai cerca de 60 vezes por minuto e o músculo ventricular.A atividade elétrica do coração Nódulo sinoatrial (SA) ou marcapasso ou nó sino-atrial: região especial do coração. 2. Ed. estimulando essas áreas tão rapidamente. Imagem: AVANCINI & FAVARETTO. que controla a freqüência cardíaca. cerca de 20 vezes por minuto. 1997. A freqüência rítmica dessa fibras musculares é de aproximadamente 72 contrações por minuto.59 a. Biologia – Uma abordagem evolutiva e ecológica. São Paulo. Localiza-se perto da junção entre o átrio direito e a veia cava superior e é constituído por um aglomerado de células musculares especializadas.

dizendo-se que a estimulação parassimpática diminui todas as atividades do coração. razão pela qual são denominados colinérgicos. algumas vezes aumentando a capacidade de bombear sangue em até 100 por cento. relaxamento muscular e outros efeitos antagônicos aos da adrenalina. A estimulação dos nervos parassimpáticos causa os seguintes efeitos sobre o coração: (1) diminuição da freqüência dos batimentos cardíacos. (2) aumento da força de contração. acarreta efeitos opostos. a eficácia da ação cardíaca pode ser muito modificada pelos impulsos reguladores do sistema nervoso central. O neurotransmissor secretado pelos neurônios pós-ganglionares do sistema nervoso parassimpático é a acetilcolina. Em geral. A estimulação dos nervos simpáticos apresenta efeitos exatamente opostos sobre o coração: (1) aumento da freqüência cardíaca. composto de fibras musculares cardíacas especializadas. em contraste com 0. (3) diminuição na velocidade de condução dos impulsos através do nódulo AV (átrio-ventricular) . aumentando o período de retardo entre a contração atrial e a ventricular. tornando mais forte o batimento cardíaco quando necessário. Isso talvez ajude a preservar os recursos do coração. sem quaisquer influências nervosas. juntamente com o restante do corpo. pois. Os neurônios pós-ganglionares do sistema nervoso simpático secretam principalmente noradrenalina. e (3) aumento do fluxo sangüíneo através dos vasos coronários visando a suprir o aumento da nutrição do músculo cardíaco. os efeitos simpáticos sobre o coração constituem o mecanismo de auxílio utilizado numa emergência. a função cardíaca é reduzida pelo parassimpático durante o período de repouso. na porção anterior do hipotálamo. a estimulação parassimpática do cérebro promove bradicardia (redução dos batimentos cardíacos). .Controle Nervoso do Coração Embora o coração possua seus próprios sistemas intrínsecos de controle e possa continuar a operar. geralmente com efeitos antagônicos aos neurônios adrenérgicos. da glicose sangüínea e da atividade mental. além da constrição dos vasos sangüíneos da pele. diminuição da pressão arterial e da freqüência respiratória. dizendo-se que a estimulação simpática aumenta a atividade cardíaca como bomba. Por conseguinte. ou outras condições que exigem um rápido fluxo sangüíneo através do sistema circulatório. Todos esses efeitos podem ser resumidos. Esses efeitos podem ser resumidos. durante os períodos de repouso. (2) diminuição da força de contração do músculo atrial.60 Sistema De Purkinje ou fascículo átrio-ventricular: embora o impulso cardíaco possa percorrer perfeitamente todas as fibras musculares cardíacas. Dessa forma. e (4) diminuição do fluxo sangüíneo através dos vasos coronários que mantêm a nutrição do próprio músculo cardíaco. A adrenalina é responsável pela taquicardia (batimento cardíaco acelerado). razão pela qual são denominados neurônios adrenérgicos. enquanto que a estimulação da área pré-óptica. cerca de 2 m por segundo. os sistemas parassimpático e simpático. Esses efeitos são transmitidos através dos centros de controle cardiovascular da porção inferior do tronco cerebral. aumento da secreção do suor. e daí passam a ser transmitidos através do sistema nervoso autônomo.3 m por segundo no músculo cardíaco. tais como exercício. b. Usualmente. doença. aumento da pressão arterial e da freqüência respiratória. indubitavelmente há um menor desgaste do órgão. que transmitem os impulsos com uma velocidade aproximadamente 6 vezes maior do que o músculo cardíaco normal. determinando notável diminuição da freqüência cardíaca e da pressão arterial. calor excessivo. o coração possui um sistema especial de condução denominado sistema de Purkinje ou fascículo átrioventricular. A estimulação simpática do cérebro também promove a secreção de adrenalina pelas glândulas adrenais ou supra-renais. a estimulação do hipotálamo posterior aumenta a pressão arterial e a freqüência cardíaca. Esse efeito é necessário quando um indivíduo é submetido a situações de estresse. O sistema nervoso é conectado com o coração através de dois grupos diferentes de nervos. ou fibras de Purkinje (Feixe de Hiss ou miócitos átrio-ventriculares).

No entanto.61 Fatores que aumentam a freqüência cardíaca Fatores que diminuem a freqüência cardíaca Queda da pressão arterial inspiração excitação raiva Aumento da pressão arterial dor expiração hipóxia (redução da disponibilidade de oxigênio para as tristeza células do organismo) exercício adrenalina febre 4. a insuficiência cardíaca e o infarto.2 .braile. Para isso. não existem seqüelas.com.Infarto do miocárdio É a morte de uma área do músculo cardíaco. . que mostra o fluxo sangüíneo dentro do coração. o médico precisa ver o que está provocando o problema antes de iniciar o tratamento — que vai desde simples medicamentos até intervenções cirúrgicas para conserto ou substituição das válvulas.ALGUNS DISTÚRBIOS CARDÍACOS 4.br/saude/hospital1. realizando exames de check-up. decorrente de lesões nas paredes das câmaras. O problema pode ser diagnosticado de maneira mais precisa pelo exame de ecocardiograma. é importante que você saiba se tem ou não o problema. que podem modificar as válvulas.pdf Sintomas: Sopros são caracterizados por ruídos anormais. cujas células ficaram sem receber sangue com oxigênio e nutrientes. Algumas pessoas já nascem com válvulas anormais.2. quando o sopro é muito forte. ele certamente precisará ser tratado. Mas existem formas de evitar que ele se agrave.1 . Prevenção: Não há uma maneira de prevenir o sopro. pois um volume considerável de sangue sem oxigênio irá se misturar com o sangue que já foi oxigenado. 4. percebidos quando o médico ausculta o peito e ouve um som semelhante ao de um fole. Na maioria das vezes. que poderão ser de material biológico ou fabricadas a partir de ligas metálicas. Imagem: www. Tratamento: Como existem várias causas possíveis.Sopro no coração É uma alteração no fluxo do sangue dentro do coração provocada por problemas em uma ou mais válvulas cardíacas ou por lesões nas paredes das câmaras.2.2 . Outras vão apresentar esse tipo de alteração por causa de males como a febre reumática.

Imagem: www. Ali. ele infla para eliminar o obstáculo gorduroso. Com o tempo. ou seja. Prevenção: Evite o cigarro. as células no trecho que deixou de ser banhado pela circulação acabam morrendo. deve-se correr contra o relógio. Tratamento: Em primeiro lugar. o estresse. procurando um atendimento imediato — a área do músculo morta cresce feito uma bola de neve com o passar do tempo. Conforme a situação. os alimentos ricos em colesterol e o sedentarismo. impedindo que o sangue flua livremente.quando as placas de gordura entopem completamente a artéria. Também não deixe de controlar a pressão arterial. Dessa forma.br/dmed/cardio/ch/cardio.unifesp. o coração não terá a menor chance de se recuperar. pode acontecer por entupimento . formam-se placas. Outra saída é a cirurgia: os médicos constroem um desvio da área infartada — a ponte — com um pedaço da veia safena da perna ou da artéria radial ou das artérias mamárias.saludhoy.html . o sangue não passa.com/htm/homb/articulo/infarca1. que pode se irradiar pelo braço esquerdo e pela região do estômago. os médicos podem optar pela angioplastia. Imagem: www.htm Sintomas: O principal sinal é a dor muito forte no peito. Se ficar grande demais.62 A interrupção do fluxo de sangue para o coração pode acontecer de várias maneiras. que são os principais fatores de risco. A gordura vai se acumulando nas paredes das coronárias (artérias que irrigam o próprio coração). Também pode ocorrer da placa crescer tanto que obstrui o caminho sangüíneo completamente. A interrupção da passagem do sangue nas artérias coronárias também pode ocorrer devido contração de uma artéria parcialmente obstruída ou à formação de coágulos (trombose). basta um espasmo — provocado pelo estresse — para que a passagem da circulação se feche. Então. em que um catéter é introduzido no braço e levado até a coronária entupida.

html Cateterismo (angioplastia por stent): .com/HotSprings/Villa/1298/heartmate.com.63 Revascularização do miocárdio: durante a cirurgia um vaso sangüíneo. formando uma ponte para normalizar o fluxo sangüíneo. dependendo da necessidade do paciente.braile. Imagem: www. que pode ser a veia safena (da perda).pdf Imagens: www.br/saude/hospital1.geocities. a artéria radial (do braço) e/ou as artérias mamárias (direita ou esquerda) são implantadas no coração. O número de pontes pode variar de 1 a 5.

a combinação do cálcio dos líquidos orgânicos com gordura forma compostos sólidos de cálcio que. parar de fumar. Os componentes alterados dão origem a uma resposta inflamatória que altera progressiva e perigosamente os vasos.br/dmed/cardio/ch/cardio. cada um dando uma ordem para ele bater de um jeito. mas também pequenas quantidades de fosfolipídios e gorduras neutras (placas de ateroma). o principal sintoma é a palpitação.3 . Os batimentos perdem o compasso de diversas maneiras. Já na taquicardia chegam a acontecer mais de 100 batimentos nesse mesmo período. 4. onde seus componentes se oxidam e sofrem outras alterações. fazer exercícios físicos. mas nos estágios terminais os vasos podem tornar-se extremamente fibróticos e contraídos. por exemplo. A bradicardia ocorre quando o coração passa a bater menos de 60 vezes por minuto — então.htm Descobertas recentes indicam que os efeitos protetores do HDL colesterol (“bom colesterol”) derivam não só da remoção do LDL colesterol dos vasos. Várias doenças podem dispará-la. Ela ocorre tanto em indivíduos saudáveis quanto em doentes.2. Gradualmente desenvolve-se fibrose dos tecidos situados ao redor ou no interior dos depósitos gordurosos e. No caso. freqüentemente. Às vezes surgem novos focos nervosos no músculo cardíaco. também pode surgir a parada cardíaca. . Nas bradicardias ocorrem tonturas e até desmaios. pode ficar lento a ponto de parar. provocando infarto do miocárdio ou "ataque cardíaco". diz-se que há uma arritmia. assim como fatores emocionais — o estresse. Imagem: www. se desenvolve em placas duras. em vez de contrair e relaxar normalmente. de depósitos contendo principalmente LDL colesterol (“mau colesterol”). ou mesmo de consistência óssea dura.4 . mas também por interferirem na oxidação de LDL. nas paredes das artérias. paralisado. Dessa forma. A agitação costuma fazê-lo tremer.2. eventualmente. é capaz de alterar o ritmo cardíaco. Imagem: Revista Saúde é Vital Sintomas: Na taquicardia.64 4.unifesp. no estágio inicial da aterosclerose aparecem apenas depósitos gordurosos nas paredes dos vasos. semelhantes aos ossos.Arritmia Toda vez que o coração sai do ritmo certo. A aterosclerose muitas vezes cauda oclusão coronária aguda. caracterizando uma condição chamada arteriosclerose ou endurecimento das artérias. Prevenção:Reduzir o peso e a ingestão de gorduras saturadas e colesterol (presente apenas em alimentos de origem animal). Trabalhos recentes indicam que o LDL se acumula no interior das paredes dos vasos.Aterosclerose Doença devida ao aparecimento.

também favorece a formação de placas de ateroma (aumento de radicais livres). fazendo-as se fecharem cada vez mais (fator genético). Depois empatam ou pode haver até ligeira predominância feminina. parar de fumar. os fumantes têm risco entre 100% e 800% maior de contrair infecções respiratórias bacterianas e viróticas. Além disso. Pode surgir como conseqüência da aterosclerose (estágios terminais) ou devido ao tabagismo. Causas da hipertensão: o conceito mais moderno e aceito de hipertensão defende que a doença não tem uma origem única.Hipertensão O termo hipertensão significa pressão arterial alta. câncer da boca. rins. causando cegueira.Reduzir o peso e a ingestão de gorduras saturadas e colesterol (presente apenas em alimentos de origem animal). O cigarro contrai as artérias coronárias e.6 . Sexo:Os homens têm mais propensão à pressão alta do que as mulheres antes da menopausa. Hoje os cirurgiões conseguem implantar no coração um pequeno aparelho. exercendo ação recíproca e sinérgica. O cigarro. que é decorrente do enrijecimento das artérias. fazer exercícios físicos. sexo e idade. Prevenção: Procure um médico ao sentir qualquer sintoma descrito acima. tirando-lhes a elasticidade. porém. como também doenças do sistema circulatório.Arteriosclerose ou Arterioesclerose Processo de espessamento e endurecimento da parede das artérias. 80% dos casos de câncer do pulmão e 25% dos casos de infarto do miocárdio. A hipertensão pode romper os vasos sangüíneos cerebrais (causando acidente vascular cerebral ou derrame). parar de fumar. Decorre de proliferação conjuntiva em substituição às fibras elásticas. a hipertensão incida mais e de forma mais severa sobre negros. Idade:A maioria dos estudos mostra que a hipertensão afeta 50% da população com idade acima de 60 anos. bexiga e colo do útero. Além disso. com perigos genéticos. como faz com outras doenças cardiovasculares e com a osteoporose. Isso depende do grupo étnico e do sexo. surdez etc. o marca-passo. Os especialistas estão cada vez mais convencidos de que a reposição hormonal de estrógenos após a menopausa pode prevenir a hipertensão.2. 5 . . O mais comum nesses casos é a elevação da pressão máxima. fazer exercícios físicos. Investigações epidemiológicas mostram que esse vício é responsável por 75% dos casos de bronquite crônica e enfisema pulmonar. 4. sem que ocorra o aumento da mínima. Como fatores genéticos. Caracteriza-se por uma pressão sistólica superior a 14cm de mercúrio (14 cmHg = 140 mmHg) e uma pressão diastólica superior a 9 cm de mercúrio (9 cmHg ou 90 mmHg). como arteriosclerose. •aumento da concentração de sódio nas paredes das artérias. o que diminui a passagem de sangue. Prevenção: Reduzir o peso e a ingestão de gorduras saturadas e colesterol. Pode também determinar uma sobrecarga excessiva sobre o coração. os médicos simplesmente receitam remédios. fazendo-as se fecharem. Em outros. podemos citar: •alta concentração de cálcio na membrana das células (defeito primário): aumenta a contração da musculatura lisa das artérias. excita excessivamente o coração. mas é fruto da associação de vários fatores. laringe. alguns deles incontroláveis: hereditariedade.65 Tratamento: Em alguns casos. além da nicotina responsável pela dependência. capaz de controlar os batimentos cardíacos. As causas se combinam. tente diminuir o estresse no seu dia-a-dia. renais (causando insuficiência renal) ou de outros órgãos vitais. esôfago. tem cerca de 80 substâncias cancerígenas e outras radioativas.2. causando sua falência. é necessário apelar para a operação. pâncreas. ao mesmo tempo. 4. raça. A probabilidade de aparecimento desses distúrbios tem relação direta com o tempo do vício e sua intensidade. segundo pesquisas. genéticos podem predispor à Etnia ou raça:Por motivos também de ordem genética talvez. resultando na hipertensão essencial ou primária (fator genético. aneurisma da aorta e problemas vasculares cerebrais. Veja na tabela a seguir o “peso” de cada um desses ingredientes: Genética: fatores hipertensão.

Sedentários devem procurar um cardiologista antes de iniciar qualquer tipo de exercício. Pessoas diabéticas têm tendência a desenvolver hipertensão e outras doenças que atingem o coração. dieta balanceada rica em vegetais e frutas frescas e pobre em gorduras saturadas e colesterol. medir periodicamente (a cada seis meses) a pressão arterial e tratar o diabetes (quando for o caso). redução de peso. os brônquios. a faringe. nos casos de mulheres hipertensas. estresse e taxas elevadas de colesterol (LDL) são fatores que favorecem a elevação da pressão arterial. vida sedentária. fumo. a traquéia. descritos anteriormente. álcool. . O restante provém da alimentação. a laringe. Por isso. impede o fluxo sangüíneo na região. de causa genética. obesidade. que dificulta ou. eliminar o uso de contraceptivos orais (são uma bomba para o coração quando associados ao cigarro). reduzir a ingestão de bebidas alcoólicas. Prevenção: • • • • • • • • dieta hipossódica (com pouco sal) e hipocalórica (sem excesso de calorias). consultar o médico regularmente 5 . A conseqüência direta é a aterosclerose. dos produtos de origem animal. a boca. O uso abusivo de descongestionantes nasais e medicamento em spray para asma também aumentam as chances de hipertensão. excesso de sal. os bronquíolos e os alvéolos. os três últimos localizados nos pulmões. às vezes. o distúrbio pode ter origem externa. O uso de anticoncepcionais orais (pílulas anticoncepcionais) também é um fator que predispõe mais as mulheres à hipertensão. eliminar ou reduzir o fumo e. no fígado. O cigarro e níveis elevados de colesterol (LDL) também estão entre os elementos de risco: cerca de 70% do colesterol existente no homem é produzido pelo próprio organismo. prática de exercícios físicos aeróbicos (de baixa intensidade e longa duração) ou isotônicos (com grande movimentação dos membros).66 Além dos fatores incontroláveis. resultante principalmente de dietas erradas e vida sedentária.SISTEMA RESPIRATÓRIO O sistema respiratório humano é constituído por um par de pulmões e por vários órgãos que conduzem o ar para dentro e para fora das cavidades pulmonares. ou interna. Esses órgãos são as fossas nasais.

antes de atingir a laringe. originando os brônquios. Bifurca-se na sua região inferior. a laringe sobe e sua entrada é fechada pela epiglote. brônquios e porção inicial dos bronquíolos. O pomo-deadão. como traquéia.67 Fossas nasais: são duas cavidades paralelas que começam nas narinas e terminam na faringe. No teto das fossas nasais existem células sensoriais. Seu epitélio de revestimento mucociliar adere partículas de poeira e bactérias presentes em suspensão no ar inalado. cujas paredes são reforçadas por anéis cartilaginosos. faz parte de uma das peças cartilaginosas da laringe. Em seu interior há dobras chamada cornetos nasais. O ar inspirado pelas narinas ou pela boca passa necessariamente pela faringe. Elas são separadas uma da outra por uma parede cartilaginosa denominada septo nasal. saliência que aparece no pescoço. Quando nos alimentamos.5 cm de diâmetro por 10-12 centímetros de comprimento. Laringe: é um tubo sustentado por peças de cartilagem articuladas. que forçam o ar a turbilhonar. O epitélio que reveste a laringe apresenta pregas. Possuem um revestimento dotado de células produtoras de muco e células ciliadas. Têm as funções de filtrar. Acima dela existe uma espécie de “lingüeta” de cartilagem denominada epiglote. as cordas vocais. também presentes nas porções inferiores das vias aéreas. que penetram nos pulmões. A entrada da laringe chama-se glote. em continuação à faringe. que são posteriormente varridas para fora (graças ao movimento dos cílios) e engolidas ou expelidas. responsáveis pelo sentido do olfato. Isso impede que o alimento ingerido penetre nas vias respiratórias. situado na parte superior do pescoço. capazes de produzir sons durante a passagem de ar. umedecer e aquecer o ar. . que funciona como válvula. Traquéia: é um tubo de aproximadamente 1. Faringe: é um canal comum aos sistemas digestório e respiratório e comunicase com a boca e com as fossas nasais.

órgão músculo-membranoso que separa o tórax do abdomen. dando origem a tubos cada vez mais finos.FISIOLOGIA DA RESPIRAÇÃO Ventilação pulmonar A inspiração. promovendo. o nervo frênico controla os movimentos do diafragma (ver controle da respiração) 5. dá-se pela contração da musculatura do diafragma e dos músculos intercostais. O diafragma abaixa e as costelas elevam-se. O conjunto altamente ramificado de bronquíolos é a árvore brônquica ou árvore respiratória. denominadas alvéolos pulmonares. Nos pulmões os brônquios ramificam-se profusamente. . Cada bronquíolo termina em pequenas bolsas formadas por células epiteliais achatadas (tecido epitelial pavimentoso) recobertas por capilares sangüíneos. que promove a entrada de ar nos pulmões. sendo envolvidos por uma membrana serosa denominada pleura. com conseqüente redução da pressão interna (em relação à externa). forçando o ar a entrar nos pulmões. os movimentos respiratórios. Diafragma: A base de cada pulmão apóia-se no diafragma. promovendo o aumento da caixa torácica. presente apenas em mamíferos. Localizado logo acima do estômago. juntamente com os músculos intercostais.68 Pulmões: Os pulmões humanos são órgãos esponjosos.1 . com aproximadamente 25 cm de comprimento. os bronquíolos.

69 A expiração.1 . que promove a saída de ar dos pulmões. Cada molécula de hemoglobina combina-se com 4 moléculas de gás oxigênio. dá-se pelo relaxamento da musculatura do diafragma e dos músculos intercostais. formando a oxi-hemoglobina. proteína presente nas hemácias. o que diminui o volume da caixa torácica. forçando o ar a sair dos pulmões. com conseqüente aumento da pressão interna.1. Nos alvéolos pulmonares o gás oxigênio do ar difunde-se para os capilares sangüíneos e penetra nas hemácias. onde se combina com a hemoglobina. O diafragma eleva-se e as costelas abaixam. enquanto o gás carbônico (CO2) é liberado para o ar (processo chamado hematose).Transporte de gases respiratórios O transporte de gás oxigênio está a cargo da hemoglobina. . 5.

atingindo as células. Veja as tabelas abaixo. que logo se dissocia e dá origem a íons H+ e bicarbonato (HCO3-). a freqüência respiratória é da ordem de 10 a 15 movimentos por minuto. Os sinais nervosos são transmitidos desse centro através da coluna espinhal para os músculos da respiração. retiradas da prova do ENEM de 98: Um dos índices de qualidade do ar diz respeito à concentração de monóxido de carbono (CO). que deixa a medula espinhal na metade superior do pescoço e dirige-se para baixo. A tabela abaixo mostra a relação entre a qualidade do ar e a concentração de CO. pois esse gás pode causar vários danos à saúde. o diafragma. a hemoglobina fica impossibilitada de transportar o oxigênio. recebe os sinais respiratórios através de um nervo especial. podendo levar à morte por asfixia. Qualidade do ar Inadequada Péssima Crítica Concentração de CO – ppm* (média de 8h) 15 a 30 30 a 40 Acima de 40 * ppm (parte por milhão) = 1 micrograma de CO por grama de ar 10 –6 g Para analisar os efeitos do CO sobre os seres humanos. o nervo frênico. Os sinais para os músculos expiratórios. O restante dissolve-se no plasma. através do tórax até o diafragma. A maior parte do gás carbônico (cerca de 70%) liberado pelas células no líquido tissular penetra nas hemácias e reage com a água.Controle da respiração Em relativo repouso. especialmente os músculos abdominais. A respiração é controlada automaticamente por um centro nervoso localizado no bulbo. são transmitidos para a porção baixa da medula . Desse centro partem os nervos responsáveis pela contração dos músculos respiratórios (diafragma e músculos intercostais). combina-se com a hemoglobina de uma maneira mais estável do que o oxigênio. formando o ácido carbônico. Dessa forma. formando o carboxiemoglobina. formando a carboemoglobina. liberado pela “queima” incompleta de combustíveis fósseis e pela fumaça dos cigarros entre outros. Cerca de 23% do gás carbônico liberado pelos tecidos associam-se à própria hemoglobina. onde ajudam a manter o grau de acidez do sangue. 2 . fraqueza muscular Inconsciência Morte 5. O mais importante músculo da respiração. difundindo-se para o plasma sangüíneo.70 Nos tecidos ocorre um processo inverso: o gás oxigênio dissocia-se da hemoglobina e difunde-se pelo líquido tissular. OBS: O monóxido de carbono. dispõe-se dos seguintes dados: Concentração de CO (ppm) 10 15 60 100 270 800 Sintomas em seres humanos Nenhum Diminuição da capacidade visual Dores de cabeça Tonturas.

eliminando grande quantidade de dióxido de carbono. Isso ocorre especialmente quando se sobe a lugares muito altos. há retenção de CO2 e maior produção de íons H .71 espinhal. O aumento da concentração de CO2 desloca a reação para a direita.3 . o centro respiratório induz a aceleração dos movimentos respiratórios. com a depressão do CR. freqüentemente levam também à hiperventilação. resultando. onde a concentração de oxigênio na atmosfera é muito baixa ou quando uma pessoa contrai pneumonia ou alguma outra doença que reduza o oxigênio nos alvéolos. tanto a freqüência quanto a amplitude da respiração tornam-se aumentadas devido à excitação do CR. o centro respiratório é deprimido. e é dentro de seus limites que a respiração pode acontecer. resta nas vias aéreas cerca de 1 litro de ar. Quando o sangue torna-se mais ácido devido ao aumento do gás carbônico. o centro respiratório (CR) produz. Caso o pH do plasma esteja acima do normal (alcalose). Existem algumas ocasiões em que a concentração de oxigênio nos alvéolos cai a valores muito baixos. o que corresponde à capacidade vital. enquanto sua redução desloca para a esquerda. A respiração é ainda o principal mecanismo de controle do pH do sangue. outras conseqüências extremamente danosas podem ocorrer. algumas vezes. algumas vezes de tal intensidade que o indivíduo torna seus líquidos orgânicos alcalóticos (básicos). aumentando a freqüência e a amplitude dos movimentos respiratórios. Mesmo no final de uma expiração forçada. em tetania (contrações musculares involuntárias por todo o corpo) ou mesmo convulsões epilépticas. apenas meio litro é renovado em cada respiração tranqüila. Em situação contrária. o volume residual. a cada 5 segundos. assim. Impulsos iniciados pela estimulação psíquica ou sensorial do córtex cerebral podem afetar a respiração. 5. Dessa forma. diminuindo a freqüência e a amplitude dos movimentos respiratórios. ocorre diminuição da freqüência e amplitude respiratórias. . Sob tais condições. o centro respiratório é excitado. quimiorreceptores localizados nas artérias carótida (do pescoço) e aorta são estimulados e enviam sinais pelos nervos vago e glossofaríngeo. O CR é capaz de aumentar e de diminuir tanto a freqüência como a amplitude dos movimentos respiratórios. Dessa forma. Se a concentração de CO2 diminui. Desse volume. Esse volume renovado é o volume corrente Se no final de uma inspiração forçada. o pH do plasma sangüíneo tende a se tornar mais básico (ou alcalino). Se a concentração de gás carbônico cair a valores muito baixos. além de remover adequadamente o gás carbônico. Com a + diminuição na ventilação pulmonar. precipitando. executarmos uma expiração forçada. fazendo-nos inspirar. Essa capacidade permite que os tecidos recebam a quantidade de oxigênio que necessitam. como o desenvolvimento de um quadro de alcalose que pode levar a uma irritabilidade do sistema nervoso. um impulso nervoso que estimula a contração da musculatura torácica e do diafragma. estimulando os centros respiratórios no sentido de aumentar a ventilação pulmonar.A capacidade e os volumes respiratórios O sistema respiratório humano comporta um volume total de aproximadamente 5 litros de ar – a capacidade pulmonar total. o aumento da concentração de CO2 no sangue provoca aumento de íons H+ e o plasma tende ao pH ácido. Se o pH está abaixo do normal (acidose). para os nervos espinhais que inervam os músculos. Em condições normais. contrações dos músculos de todo o corpo. A ansiedade e os estados ansiosos promovem liberação de adrenalina que. de repouso. o que eleva o pH do plasma ao seu valor normal. o que determina queda no pH plasmático até seus valores normais. O aumento da ventilação pulmonar determina eliminação de maior quantidade de CO2. pois possui quimiorreceptores que são bastante sensíveis ao pH do plasma. conseguiremos retirar dos pulmões uma quantidade de aproximadamente 4 litros de ar.

intestino delgado.O SISTEMA DIGESTÓRIO O sistema digestório humano é formado por um longo tubo musculoso. portanto. Apresenta as seguintes regiões. misturando-os à saliva. que preparam o alimento para a digestão. boca.1 . muscular e adventícia. A parede do tubo digestivo. A ventilação pulmonar.72 Nunca se consegue encher os pulmões com ar completamente renovado.BOCA A abertura pela qual o alimento entra no tubo digestivo é a boca. . aumentando a renovação. por meio da mastigação.5 litros Portanto: volume-minuto respiratório = 12 x 0. Os dentes reduzem os alimentos em pequenos pedaços. intestino grosso e ânus. submucosa. Aí encontram-se os dentes e a língua. dilui esse ar residual no ar renovado. 6 . já que mesmo no final de uma expiração forçada o volume residual permanece no sistema respiratório. No final de cada expiração. o que irá facilitar a futura ação das enzimas. contraem os músculos intercostais internos. colocado em seu interior O volume de ar renovado por minuto (ou volume-minuto respiratório) é obtido pelo produto da freqüência respiratória (FR) pelo volume corrente (VC): VMR = FR x VC. faringe. Em um adulto em repouso. que abaixam as costelas e eliminam mais ar dos pulmões. estômago. temos: FR = 12 movimentos por minuto VC = 0. ao qual estão associados órgãos e glândulas que participam da digestão. esôfago.5 = 6 litros/minuto Os atletas costumam utilizar o chamado “segundo fôlego”. do esôfago ao intestino. é formada por quatro camadas: mucosa. 6.

Sob o esmalte. azedo ou ácido (B). de forma direta.1. A amilase salivar digere o amido e outros polissacarídeos (como o glicogênio). reduzindo-os em moléculas de maltose (dissacarídeo).Características dos dentes Os dentes são estruturas duras. Na superfície da língua existem dezenas de papilas gustativas. As coroas dos dentes permanentes são de três tipos: os incisivos. 6.Tipos de dentes Em sua primeira dentição. o ser humano tem 20 peças que recebem o nome de dentes de leite. calcificadas. está situada uma camada de substância óssea chamada dentina. não é homogênea. Atrás dele. A mais externa. que têm uma superfície de mastigação relativamente plana. na superfície da língua. 6. o que permite triturar e moer os alimentos. A cavidade pulpar é ocupada pela polpa dental. penetram vasos sanguíneos. Através de um orifício aberto na extremidade da raiz. Um tecido duro chamado cemento separa a raiz do ligamento peridental. Estão implicados. cuja atividade principal é a mastigação. Três pares de glândulas salivares lançam sua secreção na cavidade bucal: parótida. circulando a polpa. para que seja engolido. estimulam as glândulas salivares a secretar saliva. A distribuição dos quatro tipos de receptores gustativos. dispõe-se como uma fina camada sobre as raízes dos dentes. um tecido conjuntivo frouxo.3 . cada um com duas cúspides. os caninos ou presas e os molares. além de sais e outras substâncias. há dois dentes chamados pré-molares. na estrutura e composição química assemelha-se ao osso. há três peças dentais usadas para rasgar. A primeira tem uma única cúspide pontiaguda. ricamente vascularizado e inervado. 6. submandibular e sublingual: . assim como sua visão e cheiro.A língua A língua movimenta o alimento empurrando-o em direção a garganta.2 . Atrás ficam os molares. salgado (C) e doce (D). da coroa até a raiz. presas ao maxilar superior e mandíbula. De sua combinação resultam centenas de sabores distintos. Em seguida. estes dentes são substituídos por outros 32 do tipo permanente. o esmalte.1. que contém a enzima amilase salivar ou ptialina.As glândulas salivares A presença de alimento na boca. Os nervos sensitivos e os vasos sanguíneos do centro de qualquer dente estão protegidos por várias camadas de tecido. Os incisivos têm a forma de cinzel para facilitar o corte do alimento. À medida que os maxilares crescem. cujas células sensoriais percebem os quatro sabores primários: amargo (A). na articulação das linguagens. que prende a raiz e liga o dente à gengiva e à mandíbula.2 .1 .73 6. é a substância mais dura. nervos e tecido conjuntivo.

situada no final da cavidade bucal. Glândula submandibular . um pH neutro (7. na boca.Com massa variando entre 14 e 28 g.webciencia. mais ou menos do tamanho de uma noz.74 • • • Glândula parótida . Imagem: CD O CORPO HUMANO 2. impulsionado pelas ondas peristálticas (como mostra a figura do lado esquerdo). localizada no lado esquerdo abaixo do abdome. Quando está vazio. mesmo assim. e o ar.7). 6. Globo Multimídia. que existe na parte inferior. possibilitando que não se tenha que ingerir alimento de pouco em pouco tempo. localiza-se entre os pulmões. 6. cujas duas partes se unem por ângulos agudos.htm . que separa o tórax do abdômen. www. atrás do coração. e atravessa o músculo diafragma.5 . Quando a cárdia (anel muscular. O bolo alimentar leva de 5 a 10 segundos para percorre-lo. canal que liga a faringe ao estômago. é um canal comum aos sistemas digestório e respiratório: por ela passam o alimento.É arredondada. Entra em ação um mecanismo para fechar a laringe. evitando que o alimento penetre nas vias respiratórias. situa-se na parte lateral da face.4 . É um órgão muscular que liga o esôfago ao intestino delgado. tem a forma de uma letra "J" maiúscula. sendo encaminhado para o esôfago.É a menor das três. seu alimento chegará ao intestino. ideal para a ação da ptialina.ESTÔMAGO E SUCO GÁSTRICO O estômago é uma bolsa de parede musculosa. fica abaixo da mucosa do assoalho da boca. que se dirige à laringe.com/11_09estom. abaixo e adiante do pavilhão da orelha. Sua função principal é a digestão de alimentos protéicos. esfíncter) se relaxa. Através dos peristaltismo. você pode ficar de cabeça para baixo e. Um músculo circular. que se dirige ao esôfago. é a maior das três.webciencia. permite a passagem do alimento para o interior do estômago.FARINGE E ESÔFAGO A faringe. logo abaixo das últimas costelas. O esôfago.htm O sais da saliva neutralizam substâncias ácidas e mantêm. que se transforma em bolo alimentar. permite ao estômago guardar quase um litro e meio de comida. O alimento.0. www. é empurrado pela língua para o fundo da faringe. Glândula sublingual .com/11_11glandula. levando entre 5 e 10 segundos para percorrer o esôfago.0) a levemente ácido (6.

O estômago tem movimentos peristálticos que asseguram sua homogeneização. Segmento inferior: é denominado "porção horizontal".0. facilitando a ação de outras enzimas proteolíticas. Seu papel é o de flocular a caseína. a grande tuberosidade. é produzida pela mucosa gástrica durante os primeiros meses de vida. Este compreende. Passando por um esfíncter muscular (o piloro). é secretada na forma de pepsinogênio. A mucosa gástrica produz também o fator intrínseco. O bolo alimentar pode permanecer no estômago por até quatro horas ou mais e. é dita grande curvatura. ao ser lançado na luz do estômago. muscular (muito desenvolvida). Apesar de estarem protegidas por essa densa camada de muco.INTESTINO DELGADO O intestino delgado é um tubo com pouco mais de 6 m de comprimento por 4cm de diâmetro e pode ser dividido em três regiões: duodeno (cerca de 25 cm). que termina pela pequena tuberosidade. Também dissolve o cimento intercelular dos tecidos dos alimentos. e o corpo do estômago. abaixo. transforma-se em uma massa cremosa acidificada e semilíquida. uma das proteínas do leite. Portanto. que contêm ácido clorídrico. Por isso. A borda direita. necessário à absorção da vitamina B12. enzima mais potente do suco gástrico. côncava. submucosa (tecido conjuntivo) e mucosa (que secreta o suco gástrico). liberado no intestino delgado. ao catalizar a hidrólise de proteínas.6 . auxiliando a fragmentação mecânica iniciada pela mastigação. A pepsina. enzima que age sobre a caseína. Estima-se que nossa superfície estomacal seja totalmente reconstituída a cada três dias. A renina. Por ação do ácido cloródrico. chamado "porção vertical". altamente ácido. Quando está cheio de alimento. que a protege da agressão do suco gástrico. está separado do duodeno pelo piloro. duas partes superpostas. por sua vez. transforma-se em pepsina. a mucosa está sempre sendo regenerada. jejuno (cerca de 5 . convexa. no alto. o resultado do trabalho dessa enzima são oligopeptídeos e aminoácidos livres. Como nem todas as ligações peptídicas são acessíveis à pepsina. Eventualmente ocorre desequilíbrio entre o ataque e a proteção. é chamada pequena curvatura. serosa (o peritônio). que é um esfíncter. enzimas e sais. o que resulta em inflamação difusa da mucosa (gastrite) ou mesmo no aparecimento de feridas dolorosas que sangram (úlceras gástricas).75 Segmento superior: é o mais volumoso. O orifício esofagiano do estômago é o cárdia. As túnicas do estômago: o estômago compõe-se de quatro túnicas. muco. muitas permanecem intactas. O estômago produz o suco gástrico. A mucosa gástrica é recoberta por uma camada de muco. ao se misturar ao suco gástrico. enzima que catalisa a digestão de proteínas. A pepsina. um líquido claro. transparente. o pepsinogênio. bastante corrosivo. o estômago torna-se ovóide ou arredondado. onde ocorre a maior parte da digestão. promove o rompimento das ligações peptídicas que unem os aminoácidos.9 e 2. as células da mucosa estomacal são continuamente lesadas e mortas pela ação do suco gástrico. o quimo vai sendo. aos poucos. Como este é inativo. auxiliado pelas contrações da musculatura estomacal. a borda esquerda. o quimo. 6. não digere as células que o produzem. O ácido clorídrico mantém o pH do interior do estômago entre 0.

solução rica em enzimas e de pH aproximadamente neutro. produzido pelo pâncreas. formas inativas em que são secretadas as enzimas proteolíticas tripsina e quimiotripsina. Na luz do duodeno.5. A amilase pancreática fragmenta o amido em moléculas de maltose.5 cm). separando seus nucleotídeos. Os sais biliares têm ação detergente. o tripsinogênio entra em contato com a enteroquinase. convertendo-se me tripsina. No duodeno atua também o suco pancreático. originando glicerol e álcool. Sendo produzidas na forma inativa.76 m) e íleo (cerca de 1. produzido pelo pâncreas. Outra secreção que atua no duodeno é a bile. as proteases não digerem suas células secretoras. produzida no fígado e armazenada na vesícula biliar. O suco pancreático. transformando-os em oligopeptídeos.0 e 8. esfíncter muscular da parte inferior do estômago pela qual este esvazia seu conteúdo no intestino. emulsificando ou emulsionando as gorduras (fragmentando suas gotas em milhares de microgotículas). enzimas e grandes quantidades de bicarbonato de sódio. resultando em aminoácidos. Uma dessas enzimas é a enteroquinase. O pH da bile oscila entre 8. a lípase pancreática hidrolisa as moléculas de um tipo de gordura – os triacilgliceróis. lactase. No suco entérico há enzimas que dão seqüência à hidrólise das proteínas: os oligopeptídeos sofrem ação das peptidases. A pepsina. que hidrolisam dissacarídeos em monossacarídeos (sacarase. que contêm diversas enzimas digestivas. como carboidratos. O pH do suco pancreático oscila entre 8. as nucleases atuam sobre os ácidos nucléicos. A tripsina e a quimiotripsina hidrolisam polipeptídios. gorduras e ácidos nucléicos. enzima secretada pelas células da mucosa intestinal. proteínas. A digestão do quimo ocorre predominantemente no duodeno e nas primeiras porções do jejuno.5 e 9. O suco pancreático contém ainda o tripsinogênio e o quimiotripsinogênio. contém água. . maltase). Sua secreção digestiva é responsável pela hidrólise da maioria das moléculas de alimento. Outras enzimas são as dissacaridades. a tripsina e a quimiotripsina rompem ligações peptídicas específicas ao longo das cadeias de aminoácidos. A mucosa do intestino delgado secreta o suco entérico. que por sua vez contribui para a conversão do precursor inativo quimiotripsinogênio em quimiotripsina. enzima ativa. A porção superior ou duodeno tem a forma de ferradura e compreende o piloro.

então. Imagem: www. por sua vez. O intestino delgado também absorve a água ingerida. transferidos para os vasos linfáticos e. chamadas vilosidades. sendo transformado em quilo. Nas células da mucosa. dobrinhas microscópicas denominadas microvilosidades. Glândulas da mucosa do intestino grosso secretam muco. A absorção dos nutrientes ocorre através de mecanismos ativos ou passivos.77 Suco digestivo Saliva Suco gástrico Enzima Ptialina Pepsina Quimiotripsina Tripsina Amilopepsina Rnase Dnase Lipase pH ótimo Substrato neutro ácido alcalino alcalino alcalino alcalino alcalino alcalino alcalino alcalino alcalino alcalino alcalino alcalino Produtos polissacarídeos maltose proteínas proteínas proteínas polissacarídeos RNA DNA lipídeos oligopeptídeos oligopeptídeos dipeptídeos maltose sacarose lactose oligopeptídeos peptídeos peptídeos maltose ribonucleotídeos desoxirribonucleotídeos glicerol e ácidos graxos aminoácidos aminoácidos aminoácidos glicose glicose e frutose glicose e galactose Suco pancreático Carboxipeptidase Aminopeptidase Dipeptidase Suco intestinal ou entérico Maltase Sacarase Lactase No intestino. formando os quilomícrons.7 . nas regiões do jejuno e do íleo. ou mucosa.htm Os nutrientes absorvidos pelos vasos sanguíneos do intestino passam ao fígado para serem distribuídos pelo resto do organismo. 6. facilitando seu trânsito e eliminação pelo ânus. As membranas das próprias células do epitélio intestinal apresentam. A superfície interna. enzimas e outras secreções. movimentam o quimo. armazenados. ao mesmo tempo em que este é atacado pela bile. Os produtos da digestão de gorduras (principalmente glicerol e ácidos graxos isolados) chegam ao sangue sem passar pelo fígado. que se une a 8 ou 9 litros de água das secreções. para os vasos sangüíneos.5 litros de líquidos por dia. Uma pessoa bebe cerca de 1. um traçado que aumenta a superfície de absorção intestinal. essas substâncias são reagrupadas em triacilgliceróis (triglicerídeos) e envelopadas por uma camada de proteínas.webciencia. apresenta.com/11_13intes. dessas regiões. sendo. como ocorre com outros nutrientes. . as contrações rítmicas e os movimentos peristálticos das paredes musculares. onde alcançam as células gordurosas (adipócitos). além de inúmeros dobramentos maiores. em seguida. milhões de pequenas dobras (4 a 5 milhões).INTESTINO GROSSO É o local de absorção de água. os íons e as vitaminas. tanto a ingerida quanto a das secreções digestivas. que lubrifica as fezes.

de um corpo e de uma cauda afilada. superfície lisa e recoberta por uma cápsula própria. É a mais volumosa de todas as vísceras. A secreção externa dele é dirigida para o duodeno pelos canais de Wirsung e de Santorini.78 Mede cerca de 1. Como o intestino grosso absorve muita água. que desemboca no duodeno.Fígado É o maior órgão interno. durante a digestão. o esfíncter anal.5 m de comprimento e divide-se em ceco. O pâncreas endócrino secreta os hormônios insulina e glucagon. em quantidade bastante consideráveis.4 kg. em estruturas reunidas denominadas ácinos.htm O pâncreas exócrino produz enzimas digestivas. O pâncreas comporta dois órgãos estreitamente imbricados: pâncreas exócrino e o endócrino. Imagem: www. reforçar o movimento intestinal e proteger o organismo contra bactérias estranhas. localizada transversalmente sobre a parede posterior do abdome.webciencia.Pâncreas O pâncreas é uma glândula mista. Os ácinos pancreáticos estão ligados através de finos condutos. principalmente a celulose. Tem cor arroxeada. cólon descendente. O pâncreas é formado por uma cabeça que se encaixa no quadro duodenal. e na mulher adulta entre 1. . 6.8. e é ainda um dos mais importantes.2 e 1. sob o estômago. de mais ou menos 15 cm de comprimento e de formato triangular.8 . Como retêm água. Numerosas bactérias vivem em mutualismo no intestino grosso. cólon sigmóide e reto. que são evacuados.1 . já trabalhados no sistema endócrino. O intestino grosso não possui vilosidades nem secreta sucos digestivos. O canal de Wirsung desemboca ao lado do canal colédoco na ampola de Vater.2 . contribuindo com porcentagem significativa da massa fecal. Está situado no quadrante superior direito da cavidade abdominal.com/11_17pancreas. não são digeridas nem absorvidas. cólon ascendente. normalmente só absorve água. cólon transverso. Seu trabalho consiste em dissolver os restos alimentícios não assimiláveis.5 kg no homem adulto.8. pesa cerca de 1. A saída do reto chama-se ânus e é fechada por um músculo que o rodeia. na alça formada pelo duodeno. 6. As fibras vegetais.GLÂNDULAS ANEXAS 6. sua presença torna as fezes macias e fáceis de serem eliminadas. geradoras de enfermidades. por onde sua secreção é levada até um condutor maior. o conteúdo intestinal se condensa até formar detritos inúteis.

nos momentos de necessidade. Cada rim é formado de tecido conjuntivo. secretada pelos hepatócitos. localizados na região renal. nessa posição estão protegidos pelas últimas costelas e também por uma camada de gordura.mais externo. como a cirrose. transformando sua hemoglobina em bilirrubina. e a medula . O termo hepatite é usado para definir qualquer inflamação no fígado. pela bexiga urinária e pela uretra. a ação da lipase. denominada cápsula de Bowman. pelos quais passa a bile.79 O tecido hepático é constituído por formações diminutas que recebem o nome de lobos. logo abaixo do diafragma. Têm a forma de um grão de feijão enorme e possuem uma cápsula fibrosa. cobre e vitaminas.2. em uma das extremidades.8. • • • • • 7 . estrógenos e outros hormônios. de fatores imunológicos e de coagulação e de substâncias transportadoras de oxigênio e gorduras. um de cada lado da coluna vertebral. o glicogênio é reconvertido em moléculas de glicose. compostos por colunas de células hepáticas ou hepatócitos. que é armazenado. As células hepáticas ajudam o sangue a assimilar as substâncias nutritivas e a excretar os materiais residuais e as toxinas.Funções do fígado: • • Secretar a bile.SISTEMA URINÁRIO/EXCRETOR O sistema excretor é formado por um conjunto de órgãos que filtram o sangue. rodeadas por canais diminutos (canalículos). o pigmento castanho-esverdeado presente na bile. junto com o ducto procedente da vesícula biliar. Sintetiza também o colesterol e purifica muitos fármacos e muitas outras substâncias. Metabolizar lipídeos.mais interna. assim. É constituído por um par de rins. ferro. este desemboca em um tubo Imagem: . Remover moléculas de glicose no sangue. Os rins situam-se na parte dorsal do abdome. e lipídios a partir de carboidratos ou de proteínas. produzem e excretam a urina . auxiliando na desintoxicação do organismo. Produz carboidratos a partir de lipídios ou de proteínas. que se conecta com o túbulo contorcido proximal. reunindo-as quimicamente para formar glicogênio. que sustenta e dá forma ao órgão. bem como esteróides. O néfron é uma longa estrutura tubular microscópica que possui. que continua pela alça de Henle e pelo túbulo contorcido distal. facilitando. e por milhares ou milhões de unidades filtradoras. Sintetizar diversas proteínas presentes no sangue. líquido que atua no emulsionamento das gorduras ingeridas. que descarrega seu conteúdo no duodeno. 6. uma expansão em forma de taça.1 . Estes canais se unem para formar o ducto hepático que. forma o ducto comum da bile. Destruir hemácias (glóbulos vermelhos) velhas ou anormais.o principal líquido de excreção do organismo. Armazena glicogênio. os néfrons. que são relançadas na circulação. que protege o córtex . Armazenar ferro e certas vitaminas em suas células. um par de ureteres. Degradar álcool e outras substâncias tóxicas. O fígado é um órgão muito versátil.

Fisiologia Humana.com. São responsáveis pela filtração do www. reabsorção ativa de aminoácidos e glicose. Imagem: GUYTON. há passagem de água por osmose do líquido tubular (hipotônico) para os capilares sangüíneos (hipertônicos) – ao que chamamos reabsorção. ele perde ainda mais água para os tecidos. a concentração do líquido tubular é alta. a urina entra nos dutos coletores. incapazes de atravessar os capilares glomerulares. O filtrado glomerular passa em seguida para o túbulo contorcido proximal. que leva o sangue para fora do rim. 5ª ed.1 . o que significa que aproximadamente 99% do filtrado glomerular é reabsorvido. Ao passar pelo túbulo contorcido distal. que normalmente é de 70 a 80 mmHg. ocorre remoção ativa de sódio. O ramo descendente percorre regiões do rim com gradientes crescentes de concentração. Os capilares que reabsorvem as substâncias úteis dos túbulos renais se reúnem para formar um vaso único. Dessa forma. . ocorre. de forma que. Ed. cuja parede é formada por células adaptadas ao transporte ativo.drgate. no final do túbulo distal. Esse líquido muito concentrado passa então a percorrer o ramo ascendente da alça de Henle. Ao sair do néfron. a veia renal. 1981. onde ocorre a reabsorção final de água. que se ramifica muito no interior do órgão. A. onde cada uma ramifica-se no interior da cápsula de Bowman do néfron. Interamericana. ao plasma sanguíneo.Como funcionam os rins O sangue chega ao rim através da artéria renal. ficando o líquido tubular hipotônico..htm sangue e remoção das excreções. tem intensidade suficiente para que parte do plasma passe para a cápsula de Bowman. Nesse túbulo.br/almanaque/atlas/excretor/excretor.C. quando o líquido percorre o ramo descendente da alça de Henle. Conseqüentemente. ocorre reabsorção ativa de sódio. fazendo com que a concentração do líquido dentro desse tubo fique menor (hipotônico) do que do plasma dos capilares que o envolvem. Essa pressão. processo denominado filtração. originando grande número de arteríolas aferentes. que é formado por células impermeáveis à água e que estão adaptadas ao transporte ativo de sais. em composição química. A saída desses íons provoca a remoção de cloro. queé semelhante. Essas substâncias extravasadas para a cápsula de Bowman constituem o filtrado glomerular. ao longo dos túbulos renais. Além desses processos gerais descritos. ocorre reabsorção por osmose para os capilares sangüíneos. Desse modo. O sangue arterial é conduzido sob alta pressão nos capilares do glomérulo. essas substâncias já não são mais encontradas. na curvatura da alça de Henle. que é permeável à água. formando um enovelado de capilares denominado glomérulo de Malpighi. Com isso. estima-se que em 24 horas são filtrados cerca de 180 litros de fluido do plasma. Nessa região. 7. com a diferença de que não possui proteínas. porém são formados apenas 1 a 2 litros de urina por dia.80 coletor. Rio de Janeiro. em direção ao coração.

C. produzido no hipotálamo e armazenado na hipófise. 5ª ed. Ed. Essa substância estimula as glândulas Imagem: GUYTON. Rio de Janeiro. conseqüentemente. há outro hormônio participante do equilíbrio hidro-iônico do organismo: a aldosterona. inibem a secreção de ADH.. esses osmorreguladores estimulam a produção de ADH. Fisiologia Humana. 5ª ed. supra-renais a produzirem a aldosterona. indo atuar sobre os túbulos distais e sobre os túbulos coletores do néfron.. Dessa forma. havendo excesso de água no corpo. a urina fica menos concentrada. Ed. Havendo necessidade de reter água no interior do corpo. Além do ADH. Certas substâncias. A.81 7. há inibição da produção do ADH e. como é o caso do álcool. tornando as células desses tubos mais permeáveis à água. que age sobre uma proteína produzida no fígado e encontrada no sangue denominada angiotensinogênio (inativo). Esse hormônio passa para o sangue. Ela aumenta a reabsorção ativa de sódio nos túbulos renais. Havendo aumento na concentração do plasma (pouca água). ocorre maior reabsorção de água e a urina fica mais concentrada.Regulação da função renal A regulação da função renal relaciona-se basicamente com a regulação da quantidade de líquidos do corpo. em função da menor reabsorção de água. A. Interamericana. 1981. 1981. possibilitando maior retenção de água no organismo. Interamericana. . Imagem: GUYTON.C. a urina fica mais concentrada. em função da maior reabsorção de água.2 . A produção de aldosterona é regulada da seguinte maneira: quando a concentração de sódio dentro do túbulo renal diminui. Fisiologia Humana. produzida nas glândulas supra-renais. menor absorção de água nos túbulos distais e coletores. convertendo-a em angiotensina (ativa). A concentração do plasma sangüíneo é detectada por receptores osmóticos localizados no hipotálamo. Quando a concentração do plasma é baixa (muita água). aumentando a produção de urina. possibilitando a excreção do excesso de água. Rio de Janeiro. O principal agente regulador do equilíbrio hídrico no corpo humano é o hormônio ADH (antidiurético). o que torna a urina mais diluída. o rim produz uma proteína chamada renina.

na mulher. que se unem para formar canais cada vez mais grossos.São Paulo. 7. Saraiva. cuja função é acumular a urina produzida nos rins. dotada de musculatura lisa. a bexiga pode conter mais de ¼ de litro (250 ml) de urina. na região vulvar e. no final do túbulo distal essas substâncias já não são mais encontradas. Desse modo. . aumenta a absorção ativa de sódio e a secreção ativa de potássio nos túbulos distal e coletor. que deixa o rim em direção à bexiga urinária. Uretra A uretra é um tubo que parte da bexiga e termina.resumo HORMÔNIO ANTIDIURÉTICO (ADH): principal agente fisiológico regulador do equilíbrio hídrico. Ed. ALDOSTERONA: produzida nas glândulas supra-renais. A fusão dos dutos origina um canal único. Concentração do plasma baixa (muita água) e álcool  inibição de ADH  menor absorção de água nos túbulos distal e coletor  urina mais diluída.82 Imagem: LOPES. Sua comunicação com a bexiga mantém-se fechada por anéis musculares . também. na extremidade do pênis. SÔNIA. denominado ureter.3 . no homem. OBS: Ocorre. ao longo dos túbulos renais. 2002. Quando a musculatura desses anéis relaxa-se e a musculatura da parede da bexiga contrai-se. urinamos. reabsorção ativa de aminoácidos e glicose. produzido no hipotálamo e armazenado na hipófise. A ELIMINAÇÃO DE URINA Ureter Os néfrons desembocam em dutos coletores.chamados esfíncteres. Bexiga urinária A bexiga urinária é uma bolsa de parede elástica. Bio 2. Aumento na concentração do plasma (pouca água)  receptores osmóticos localizados no hipotálamo  produção de ADH  sangue  túbulos distal e coletor do néfron células mais permeáveis à água  reabsorção de água  urina mais concentrada. que é eliminada periodicamente através da uretra. Quando cheia.Regulação da função renal .

Cada testículo é composto por um emaranhado de tubos. Estimulam o crescimento das glândulas sebáceas e a elaboração do sebo. Em meio aos ductos seminíferos. os ductos seminíferos Esses ductos são formados pelas células de Sértoli (ou de sustento) e pelo epitélio germinativo. Produzem o aumento de massa muscular nas crianças durante a puberdade. glândulas bulbouretrais. • • • • . pelo aumento do tamanho das fibras musculares. Testículos: são as gônadas masculinas.83 SISTEMAS REPRODUTORES 8 . Ampliam a laringe e tornam mais grave a voz. sobretudo a testosterona.SISTEMA REPRODUTOR MASCULINO O sistema reprodutor masculino é formado por: •Testículos ou gônadas •Vias espermáticas: epidídimo. uretra. onde ocorrerá a formação dos espermatozóides. protegendo contra a osteoporose. responsáveis pelo desenvolvimento dos órgãos genitais masculinos e dos caracteres sexuais secundários: • Estimulam os folículos pilosos para que façam crescer a barba masculina e o pêlo pubiano. vesículas seminais. canal deferente. •Pênis •Escroto •Glândulas anexas: próstata. Fazem com que o desenvolvimento da massa óssea seja maior. as células intersticiais ou de Leydig (nomenclatura antiga) produzem os hormônios sexuais masculinos.

Próstata: glândula localizada abaixo da bexiga urinária. com sangue. Glândulas Bulbo Uretrais ou de Cowper: sua secreção transparente é lançada dentro da uretra para limpá-la e preparar a passagem dos espermatozóides. dentro da bolsa escrotal.cabeça do pênis. Com a manipulação da pele que a envolve . onde desembocam as vesículas seminais. que consiste principalmente em células epiteliais descamadas que se acumulam debaixo do prepúcio). PUBERDADE: os testículos da criança permanecem inativos até que são estimulados entre 10 e 14 anos pelos hormônios gonadotróficos da glândula hipófise (pituitária) O hipotálamo libera FATORES LIBERADORES DOS HORMÔNIOS GONADOTRÓFICOS que fazem a hipófise liberar FSH (hormônio folículo estimulante) e LH (hormônio luteinizante). Vesículas seminais: responsáveis pela produção de um líquido. Também tem função na lubrificação do pênis durante o ato sexual. mas os músculos na entrada da bexiga se contraem durante a ereção para que nenhuma urina entre no sêmen e nenhum sêmen entre na bexiga. Todos os espermatozóides não ejaculados são reabsorvidos pelo corpo dentro de algum tempo. e no orgasmo. onde os espermatozóides são armazenados. . com considerável aumento do tamanho (ereção). O prepúcio deve ser puxado e higienizado a fim de se retirar dele o esmegma (uma secreção sebácea espessa e esbranquiçada. O líquido das vesículas seminais age como fonte de energia para os espermatozóides e é constituído principalmente por frutose.84 Epidídimos: são dois tubos enovelados que partem dos testículos. Eles não podem se desenvolver adequadamente na temperatura normal do corpo (36. circundam a bexiga urinária e unem-se ao ducto ejaculatório. Pênis: é considerado o principal órgão do aparelho sexual masculino. juntamente com o líquido prostático e espermatozóides. apesar de conter fosfatos. outras atuam promovendo vasodilatação em artérias do cérebro.5°C). Canais deferentes: são dois tubos que partem dos testículos. mantendo-os a uma temperatura geralmente em torno de 1 a 3 °C abaixo da corporal. cloretos. os testículos se localizam na parte externa do corpo. o que talvez justifique as cefaléias – dores de cabeça – da enxaqueca. sendo formado por dois tipos de tecidos cilíndricos: dois corpos cavernosos e um corpo esponjoso (envolve e protege a uretra). ocorre a inundação dos corpos cavernosos e esponjoso. Saco Escrotal ou Bolsa Escrotal ou Escroto: Um espermatozóide leva cerca de 70 dias para ser produzido. que será liberado no ducto ejaculatório que. nitrogênio não protéico. A uretra é comumente um canal destinado para a urina. diz-se que a pessoa tem fimose. com forte odor. colina (álcool de cadeia aberta considerado como integrante do complexo vitamínico B) e prostaglandinas (hormônios produzidos em numerosos tecidos do corpo. Na extremidade do pênis encontra-se a glande . São formados a partir de ácidos graxos insaturados e podem ter a sua síntese interrompida por analgésicos e antiinflamatórios).o prepúcio acompanhado de estímulo erótico. Secreta substâncias alcalinas que neutralizam a acidez da urina e ativa os espermatozóides. tornando-se rijo. FSH à estimula a espermatogênese pelas células dos túbulos seminíferos. entrarão na composição do sêmen. Algumas prostaglandinas atuam na contração da musculatura lisa do útero na dismenorréia – cólica menstrual. Assim. que tem a função de termorregulação (aproximam ou afastam os testículos do corpo). Quando a glande não consegue ser exposta devido ao estreitamento do prepúcio. onde podemos visualizar a abertura da uretra.

a testosterona também promove uma secreção anormal das glândulas sebáceas da pele. Na puberdade. se a produção de testosterona pelo feto é insuficiente. Estimula um aumento na deposição de proteína nos músculos. quando tem poucas semanas de vida apenas. Faz com que os pêlos cresçam na face.SISTEMA REPRODUTOR FEMININO O sistema reprodutor feminino é constituído por dois ovários. a calvície nos homens que tenham predisposição hereditária para ela. antes que a espermatogênese se complete. a testosterona faz com que os testículos desçam da cavidade abdominal para a bolsa escrotal. A pelve constitui um marco ósseo forte que realiza uma função protetora. então. aproximadamente mais 10 vezes. no púbis e no tórax. Além dos efeitos sobre os órgãos genitais. fazendo com que se desenvolva a acne pós-puberdade na face. os testículos não conseguem descer. Os testículos. pele. auxilia o feto a desenvolver órgãos sexuais masculinos e características secundárias masculinas. dos ductos deferentes e dos outros órgãos sexuais masculinos. Ele está localizado no interior da cavidade pélvica. TESTOSTERONA Efeito na Espermatogênese. Estimula o crescimento da laringe. elevação do desejo sexual. uma vagina. . permanecem na cavidade abdominal. formado na placenta durante a gravidez. dos caracteres diversos Testículos Testosterona Sistema Reprodutor induz o amadurecimento dos órgãos genitais. A secreção da testosterona pelos testículos fetais é estimulada por um hormônio chamado gonadotrofina coriônica. Isto é. a bolsa escrotal e o pênis crescem. Depois que um feto começa a se desenvolver no útero materno. porém. de modo que os testículos deixam de secretar testosterona. um útero. Efeito nos caracteres sexuais masculinos. a testosterona exerce outros efeitos gerais por todo o organismo para dar ao homem adulto suas características distintivas. da próstata. Origina. então. Efeito nos caracteres sexuais secundários. Algumas vezes. promove o impulso sexual e controla a produção de espermatozóides 9 . a perda de conexão com a placenta remove esse feito estimulador. junto com o folículo estimulante. Na ausência de testosterona. Além disso. Imediatamente após o nascimento da criança. duas tubas uterinas (trompas de Falópio). A testosterona faz com que os testículos cresçam. ‾Hormônios Sexuais Masculinos Glândula Hipófise Hormônio FSH e LH Órgão-alvo testículos Principais ações estimulam a produção de testosterona pelas células de Leydig (intersticiais) e controlam a produção de espermatozóides. o reaparecimento da secreção de testosterona induz os órgãos sexuais masculinos a retomar o crescimento. nessa fase. após a puberdade fica com a voz mais grave. também. Ela deve estar presente. as características sexuais secundárias não se desenvolvem e o indivíduo mantém um aspecto sexualmente infantil. estimula o aparecimento sexuais secundários. acelera a formação do pênis. de maneira que o adolescente do sexo masculino se torna geralmente maior e mais musculoso do que a mulher. das vesículas seminais. ossos e em outras partes do corpo. Essa testosterona. da bolsa escrotal. ao longo da linha média do abdome. Em conseqüência. as características sexuais interrompem seu desenvolvimento desde o nascimento até à puberdade. de maneira que o homem. seus testículos começam a secretar testosterona. uma vulva.85 LH à estimula a produção de testosterona pelas células intersticiais dos testículos à características sexuais secundárias.

o hímen . duas glândulas denominadas glândulas de Bartholin. que secretam um muco lubrificante. Ovários: são as gônadas femininas. outra prega cutâneo-mucosa envolve a abertura da vagina . homólogo ao pênis do homem. que liga o colo do útero aos genitais externos. na hora do parto.que fecha parcialmente o orifício vulvo-vaginal e é quase sempre perfurado no centro. rompendo-se e liberando o ovócito secundário (gaemta feminino): fenômeno conhecido como ovulação. Após seu rompimento. Os folículos em desenvolvimento secretam o hormônio estrógeno. sob ação hormonal. Além de possibilitar a penetração do pênis. de paredes elásticas. ela já tem todas as células que irão transformar-se em gametas nos seus dois ovários.que protegem a abertura da uretra e da vagina. o corpo lúteo regride e converte-se em corpo albicans ou corpo branco. uma pequena cicatriz fibrosa que irá permanecer no ovário. podendo ter formas diversas. Mais internamente. a massa celular resultante transforma-se em corpo lúteo ou amarelo. Contém de cada lado de sua abertura. Produzem estrógeno e progesterona. os folículos ovarianos começam a crescer e a desenvolver. apenas um folículo geralmente completa o desenvolvimento e a maturação. A vagina é o local onde o pênis deposita os espermatozóides na relação sexual. formado por tecido esponjoso erétil. A partir da adolescência. que passa a secretar os hormônios progesterona e estrógeno. a saída do bebê. Com o tempo. Estas células . porém internamente. hormônios sexuais femininos que serão vistos mais adiante. os grandes lábios são recobertos por pêlos pubianos. Na vulva também está o clitóris. A genitália externa ou vulva é delimitada e protegida por duas pregas cutâneomucosas intensamente irrigadas e inervadas . essa membrana se rompe nas primeiras relações sexuais. No final do desenvolvimento embrionário de uma menina. Mensalmente.86 A vagina é um canal de 8 a 10 cm de comprimento.os grandes lábios. possibilita a expulsão da menstruação e.os pequenos lábios . .os ovócitos primários encontram-se dentro de estruturas denominadas folículos de Graaf ou folículos ovarianos. A entrada da vagina é protegida por uma membrana circular . Geralmente. Na mulher reprodutivamente madura.

estriol e estrona. o estrogênio e a progesterona. como um único hormônio. O estrogênio também provoca o aumento da vagina e o desenvolvimento dos lábios que a circundam. ovidutos ou trompas de Falópio: são dois ductos que unem o ovário ao útero. a musculatura lisa do útero. dando-lhes o arredondamento típico do sexo. na mulher. que auxilia no controle do ciclo menstrual. mesmo. Seu epitélio de revestimento é formados por células ciliadas. finalmente. Por esse motivo. todas as características que distinguem a mulher do homem são devido ao estrogênio e a razão básica para o . que inicia a vida sexual na menina em crescimento. como os hormônios adrenocorticais e o hormônio masculino testosterona. realmente. É revestido internamente por um tecido vascularizado rico em glândulas . e.as fímbrias. Tubas uterinas. mais tarde. vários hormônios diferentes chamados estradiol. levando as cavidades foliculares a desenvolverem-se e a crescer. a proliferar. começa a secretar dois hormônios gonadotrópicos. em vez de afunilada como no homem. A pituitária (hipófise) anterior das meninas. Os batimentos dos cílios microscópicos e os movimentos peristálticos das tubas uterinas impelem o gameta feminino até o útero. os quadris se alargarem e o estreito pélvico assumir a forma ovóide. secreta o harmônio luteinizante (LH).o endométrio. por essa época. são ambos compostos esteróides. isto é. a aumentar em número. mas que têm funções idênticas e estruturas químicas muito semelhantes. Funções do Estrogênio: o estrogênio induz as células de muitos locais do organismo. de um lipídio. formados. leva o tecido adiposo a concentrar-se. No inicio.87 O gameta feminino liberado na superfície de um dos ovários é recolhido por finas terminações das tubas uterinas . Em resumo. provoca o desenvolvimento das mamas e a proliferação dos seus elementos glandulares. após a puberdade. Por exemplo. Hormônios Sexuais Femininos Os dois hormônios ovarianos. são considerados juntos. Hormônio Folículo-Estimulante: causa a proliferação das células foliculares ovarianas e estimula a secreção de estrógeno. de parede muscular espessa (miométrio) e com formato de pêra invertida. estimulando a ovulação. Esses hormônios. em áreas como os quadris e coxas. chega a duplicar ou. não secreta praticamente nenhum hormônio gonadotrópico até à idade de 10 a 14 anos. Os estrogênios são. secreta principalmente o hormônio foliculo-estimulante (FSH). Útero: órgão oco situado na cavidade pélvica anteriormente à bexiga e posteriormente ao reto. Entretanto. aumenta tanto que o órgão. como a dos meninos. principalmente. o colesterol. Hormônio Luteinizante: aumenta ainda mais a secreção das células foliculares. são responsáveis pelo desenvolvimento sexual da mulher e pelo ciclo menstrual. faz o púbis se cobrir de pêlos. a triplicar de tamanho.

88 desenvolvimento dessas características é o estímulo à proliferação dos elementos celulares em certas regiões do corpo. de forma que o crescimento. inibiria a secreção dos hormônios folículoestimulante e luteinizante. É nesse momento que a menstruação se inicia. O estrogênio também estimula o crescimento de todos os ossos logo após a puberdade. a pituitária anterior secreta maiores quantidades de hormônio folículo-estimulante juntamente com pequenas quantidades de hormônio luteinizante. o surgimento de numerosas glândulas produtoras de glicogênio. 2. também se diferenciam os dois sexos. conduz ao desenvolvimento do corpo lúteo ou corpo amarelo. a progesterona inibe as contrações do útero e impede a expulsão do embrião que se está implantando ou do feto em desenvolvimento. pára. cresce mais rapidamente que o homem. o endométrio. Em geral. então. fazendo com que as partes dos ossos que crescem se "extingam" dentro de poucos anos. iniciando um novo ciclo. O processo de ovulação. 5. está principalmente relacionada com a preparação do útero para a aceitação do embrião e à preparação das mamas para a secreção láctea. a pituitária anterior. mas pára após os primeiros anos da puberdade. determina. . nesse ponto. provocada por esse súbito declínio na secreção de ambos os hormônios. O ciclo de fenômenos que induzem essa alternância tem a seguinte explicação: 1. acentuando o espessamento do endométrio e fazendo com que ele seja intensamente invadido por vasos sangüíneos. que ocorre por volta do décimo quarto dia de um ciclo normal de 28 dias. Sem esses hormônios para estimulá-lo. de modo que a secreção de estrogênio e progesterona cai para níveis muito baixos. já o homem tem um crescimento menos rápido. No começo do ciclo menstrual. porém mais prolongado. 4. pela pituitária (hipófise) anterior (adenohipófise). subitamente a pituitária anterior começaria a secretar quantidades muito elevadas de ambos os hormônios mas principalmente do hormônio luteinizante. de modo que ele assume uma estatura maior que a da mulher. diminuindo a taxa de secreção dos hormônios folículo-estimulante e luteinizante. a progesterona aumenta o grau da atividade secretória das glândulas mamárias e. efeitos muito importantes no revestimento interno do útero. Depois. que estava inibida pelo estrogênio e pela progesterona. Nessa ocasião. isto é. O estrogênio e a progesterona secretados pelo corpo lúteo inibem novamente a pituitária anterior. CICLO MENSTRUAL O ciclo menstrual na mulher é causado pela secreção alternada dos hormônios folículo-estimulante e luteinizante. Acredita-se que o estrogênio tenha. Finalmente. mas promove rápida calcificação óssea. outrossim. 3. nessa fase. o corpo lúteo involui. e dos estrogênios e progesterona. no ciclo menstrual. dois efeitos seqüenciais sobre a secreção da pituitária anterior. começa a secretar outra vez grandes quantidades de hormônio folículoestimulante. Funções da Progesterona: a progesterona tem pouco a ver com o desenvolvimento dos caracteres sexuais femininos. e. pelos ovários. Esse processo continua durante toda a vida reprodutiva da mulher. A mulher. Juntos. ainda. Primeiro. quando a menstruação se inicia. O estrogênio tem. É essa fase de aumento súbito da secreção que provoca o rápido desenvolvimento final de um dos folículos ovarianos e a sua ruptura dentro de cerca de dois dias. também. então. das células que revestem a parede uterina. que secreta quantidades elevadas de progesterona e quantidades consideráveis de estrogênio. esses hormônios promovem o crescimento de diversos folículos nos ovários e acarretam uma secreção considerável de estrogênio (estrógeno). fazendo com que suas taxas declinassem a um mínimo por volta do décimo dia do ciclo.

considerando n = dia da próxima menstruação. Apesar de em um ciclo de 28 dias a ovulação ocorrer aproximadamente na metade do ciclo. que atinge a concentração máxima por volta do 7º dia do ciclo. Generalizando. pode-se dizer que.  amadurecimento dos folículos ovarianos  secreção de estrógeno pelo folículo em desenvolvimento  concentração alta de estrógeno inibe secreção de FSH e estimula a secreção de LH pela hipófise / concentração alta de estrógeno estimula ocrescimento do endométrio. espesso e vascularizado começa a descamar  menstruação  hipófise aumenta a produção de FSH. resolveu iniciar um relacionamento íntimo com seu namorado.  concentração alta de LH estimula a ovulação (por volta do 14º dia de um ciclo de 28 dias)  alta taxa de LH estimula a formação do corpo lúteo ou amarelo no folículo ovariano  corpo lúteo inicia a produção de progesterona  estimula as glândulas do endométrio a secretarem seus produtos  aumento da progesterona inibe produção de LH e FSH  corpo lúteo regride e reduz concentração de progesterona  menstruação Exemplo: determinada mulher. da ovulação até a próxima menstruação decorrem 14 dias. se o ciclo menstrual tem uma duração de n dias. calcule seu período fértil. Dessa forma. o período de tempo a partir do pico de LH até a menstruação está constantemente próximo de 14 dias. Considerando que a mulher é fértil durante aproximadamente nove dias por ciclo e que o último ciclo dessa mulher iniciou-se no dia 22 de setembro de 2006. com ciclo menstrual regular de 28 dias. . nas mulheres que têm ciclos regulares.89 OBSERVAÇÃO: a ovulação ocorre aproximadamente entre 10-12 horas após o pico de LH. 1º dia do ciclo  endométrio bem desenvolvido. onde a mulher calcula o período fértil em relação ao dia da ovulação. o possível dia da ovulação é n – 14. não importa a sua duração. optaram pelo método da tabelinha. Como não planejavam ter filhos. o dia da ovulação pode ser calculado como sendo o 14º dia ANTES do início da menstruação. No ciclo regular.

A principal função fisiológica deste hormônio é a de manter o corpo lúteo. subtraindo 14 dias do ciclo mais longo: 30 a ovulação deverá ter ocorrido no 16° dia do ciclo mais longo. subtrair pelo menos 3 dias do dia da ovulação do ciclo mais curto e somar 3 dias ao dia da ovulação do ciclo mais longo. Como seu período fértil aproximado localiza-se 4 dias antes e 4 dias após a ovulação. dor nas mamas. O cálculo do período fértil será feito assim: 1. subtrair 14 dias do ciclo mais longo (dia da ovulação). de 30 dias. esta se dará no dia 05/10 (considerando a fórmula n . Resposta: 45. Fase secretora ou lútea: o final da fase proliferativa e o início da fase secretora é marcado pela ovulação. 3. subtraindo 14 dias do ciclo mais curto: 26 a ovulação deverá ter ocorrido no 12° dia do ciclo mais curto. 2. 2. HORMÔNIOS DA GRAVIDEZ Gonadotrofina coriônica humana (HCG): é um hormônio glicoproteíco. 2. o período fértil ficará entre o 9° e o 19° dia de qualquer ciclo menstrual desta mulher. geralmente. de modo que as taxas de progesterona e estrogênio não . 4. Fase menstrual: corresponde aos dias de menstruação e dura cerca de 3 a 7 dias.90 Resposta: Considerando o primeiro dia do ciclo como 22 e que seu ciclo é de 28 dias. 09/10. podendo ser acompanhada por dor de cabeça. primeiramente a mulher deverá anotar o 1° dia da menstruação durante vários meses e calcular a duração de seus ciclos (cada um deles contado do primeiro dia da menstruação). Neste caso. Os dias restantes serão os dias não-férteis.14 = 5. alterações psíquicas. temos: 22 23 24 25 26 27 28 29 30 [01 02 03 04 05 06 07 08 09] 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 Menstruará novamente no dia 19/10 (n). o cálculo para o período fértil deverá compreender o ciclo mais curto e o mais longo. após nidação (implantação) do blastocisto (*). deverá proceder da seguinte forma para calcular o período fértil: 1. Como é comum em algumas mulheres uma pequena variação no tamanho do ciclo menstrual. Fase pré-menstrual ou isquêmica: período de queda das concentrações dos hormônios ovarianos. A partir daí. dia 05 será seu provável dia de ovulação). subtraindo 3 dias do dia da ovulação do ciclo mais curto (12 e somando 3 dias ao dia da ovulação do ciclo mais longo (16 + 3 = 19). Concluindo. Fase proliferativa ou estrogênica: período de secreção de estrógeno pelo folículo ovariano. quando a camada superficial do endométrio perde seu suprimento sangüíneo normal e a mulher está prestes a menstruar. Ocorrendo a ovulação 14 dias ANTES da menstruação. o ciclo menstrual pode ser dividido em 4 fases: 1. OBSERVAÇÃO: os cálculos acima só funcionam para mulheres com ciclos regulares (ou que sofrem apenas pequenas variações nos ciclos). 3. como irritabilidade e insônia (TPM ou Tensão Pré-Menstrual). 3. que se encontra em maturação. Exemplo: suponha que o ciclo mais curto da mulher exemplificada anteriormente tenha sido de 26 dias e o mais longo.14. ou seja. subtrair 14 dias do ciclo mais curto (dia da ovulação). Essa fase é caracterizada pela intensa ação do corpo lúteo. Dura cerca de dois dias. então o início dos dias férteis será 01/10 e o término. teremos: 19 . secretado desde o início da formação da placenta pelas células trofoblásticas.

Estes receptores vão aparecendo gradativamente no decorrer da gravidez. É encontrado no plasma da gestante a partir da 4ª semana de gestação. Hormônio melanotrófico: atua nos melanócitos para liberação de melanina. além de estimular o centro respiratório no cérebro.que está na corrente fetal. pelo útero. poderá ocorrer um aborto natural ou o blastocisto se implantar (nidação) além do endométrio. Quando inicia a gravidez. fazendo com que a mãe mande mais oxigênio para o feto. assim. promovendo o crescimento dos elementos glandulares. o desenvolvimento do epitélio secretor e a deposição de nutrientes nas células glandulares. aumenta a resistência materna à ação da insulina e estimula o pâncreas na secreção de insulina. Aumenta o endométrio. de modo que. Hormônio lactogênio placentário humano: é um hormônio protéico. para não ter a expulsão do feto. fazendo com que aumente a ventilação. (*) O blastocisto é um estágio inicial do desenvolvimento embrionário. e estriol . estimulação da produção de prostaglandinas. até completar-se o parto. a manutenção da gravidez (inibição da menstruação) e a ausência de nova ovulação. quando a produção de leite for solicitada a matériaprima já esteja presente. Por volta da 15ª semana de gestação. de estrutura química semelhante à da prolactina e da somatotrofina hipofisária. pois proporciona maior quantidade de glicose e de nutrientes para o feto em desenvolvimento. e conseqüentemente. grande desenvolvimento do sistema vascular do útero.que estão na corrente materna. formado por uma camada de células denominada trofoblasto ou células trofobláticas que envolve o botão embrionário. Quando a ocitocina se liga a eles. ocorre declínio acentuado na concentração de HCG e involução do corpo lúteo. Complementa os efeitos do estrogênio nas mamas. com a placenta já formada e madura produzindo estrógeno e progesterona. Este hormônio é importante para o equilíbrio hidro-eletrolítico. Dividido em estradiol e estrona . tem atividade tireotrófica e também estimula a produção de testosterona pelo testículo fetal (estimula as células de Leydig a produzirem maior quantidade de androgênios). que ativará o músculo liso uterino. Progesterona: relaxa a musculatura lisa. para que ela não rejeite o embrião (inibe a produção de anticorpos pelos linfócitos). importante para a diferenciação sexual do feto do sexo masculino. aumentando a pigmentação da aréola. causa a contração do músculo liso uterino e também. e a aldosterona promove sua reabsorção. HORMÔNIOS DO PARTO A ocitocina é um hormônio que potencializa as contrações uterinas tornando-as fortes e coordenadas. proporcionando uma via mais ampla para o parto. é medido para avaliar a função feto-placentária e o bem estar fetal. contribui ainda para a manutenção hídrica e aumenta a circulação. Tem efeito lipolítico. pois a progesterona estimula a eliminação do mesmo. garantindo. rápido aumento das mamas. principais responsáveis pela produção de HCG.91 diminuam. o que diminui a contração uterina. Após a nidação o trofoblasto forma projeções na mucosa uterina chamadas vilosidades coriônicas. abdomên e face. Estrogênio: promove rápida proliferação da musculatura uterina. não existem receptores no útero para a ocitocina. O HCG também concede uma imunossupressão à mulher. ajudando no crescimento fetal. Aldosterona: mantém o equilíbrio de sódio. aumento dos órgãos sexuais externos e da abertura vaginal. pois se o endométrio não estiver bem desenvolvido. .

Ainda não se sabe o que impede o parto prematuro.embarazada. não haverá a adequada dilatação do colo do útero e conseqüentemente. hormônio produzido pelo corpo lúteo do ovário e pela placenta. Estas promovem contrações da musculatura lisa do útero. Existem possíveis fatores inibitórios do trabalho de parto. estimula a hipófise fetal a liberar ACTH. inibindo o músculo liso uterino e bloqueando sua resposta a ocitocina e as prostaglandinas. . o parto não irá progredir normalmente. Agindo sobre a adrenal do feto. esse hormônio aumenta a secreção de cortisol e outros hormônios. mas sabe-se que. o que faz com que o útero consiga ter uma contratilidade maior. antes do fim total da gravidez. o que poderia ocasionar o início do trabalho de parto. que estimulam a placenta a secretar prostaglandinas. o estrogênio tende a aumentar mais que a progesterona. A progesterona mantém seus níveis elevados durante toda a gravidez.com O parto depende tanto da secreção de ocitocina quanto da produção das prostaglandinas. como a proporção estrogênio/progesterona e o nível de relaxina. há uma elevação do nível de ocitocina e de seus receptores. Não são bem conhecidos os fatores desencadeantes do trabalho de parto. quando o hipotálamo do feto alcança certo grau de maturação.92 Imagens: www. O estrogênio aumenta o grau de contratilidade uterina. uma vez que nas fases finais da gravidez. porque sem estas. Na última etapa da gestação.

o que continua até a expulsão do feto. e é aumentado. haverá a secreção e liberação do colostro. A prolactina começa a ser produzida ainda na puberdade. fazendo com que o leite caminhe até o mamilo. além de produzir um ligeiro amolecimento das articulações pélvicas (articulações da bacia) e das suas cápsulas articulares. aos corticosteróides adrenais e a insulina. mas em pequena quantidade. O estrogênio. conseqüentemente. Enquanto houver a sucção do mamilo pelo bebê. Este hormônio é o responsável pela ejeção do leite. A produção de leite só irá diminuir ou cessar completamente se a mãe não amamentar seu filho. dando-lhes a flexibilidade necessária para o parto (por provocar remodelamento do tecido conjuntivo. a produção de leite. elevando muito sua secreção. ocasionando um aumento nas quantidades de prolactina e lactogênio placentário. O lactogênio placentário age como a prolactina. que ocorre nos alvéolos das glândulas mamárias. que é um líquido aquoso. . Ao final do trabalho de parto. a medida em que o bebê cresce. mas uma vez que ele tenha iniciado. Durante a gravidez. pois neste caso. não haverá mais a estimulação decorrente da sucção do mamilo. mantendo seus níveis e. há um aumento no nível de ocitocina. que contém anticorpos maternos. Ainda não se conhecem os fatores que realmente interferem no trabalho de parto. gradativamente. O lactogênio placentário e a prolactina também são muito importantes na preparação das mamas. Isto acontece porque quando o bebê faz esta sucção nos mamilos. associado aos hormônios da tireóide. porém suas quantidades não são aumentadas. que também estimula a proliferação dos dutos. devido a inibição causada pelos altos níveis de progesterona e estrogênio. O leite sai dos alvéolos e caminha até o mamilo através dos seios lactíferos.93 A relaxina aumenta o número de receptores para a ocitocina. a prolactina continuará produzindo leite. durante a amamentação. há uma queda nos níveis destes dois últimos hormônios. Isto ocorre devido à ação dos hormônios progesterona e estrogênio. A sucção do mamilo também estimulará a hipófise posterior. há a necessidade de uma proliferação dos alvéolos e dos dutos para a lactação. O leite só começa a ser produzido depois do primeiro dia do nascimento. Até este período. afrouxa a união entre os ossos da bacia e alarga o canal de passagem do feto). OS HORMÔNIOS E OS MECANISMOS DA LACTAÇÃO O início da lactação se dá com a produção de leite. O nível de relaxina aumenta ao máximo antes do parto e depois cai rapidamente. o que possibilita o início da produção de leite. Estes dois hormônios estão presentes durante toda a gravidez. desenvolvendo os alvéolos. Tal mecanismo ocorre porque a ocitocina contrai os músculos ao redor dos alvéolos. Tal hormônio é responsável pelo crescimento e pela atividade secretora dos alvéolos mamários. estimula o hipotálamo a secretar o fator liberador da prolactina. O surto deste hormônio acontece em decorrência da gravidez. promovem o desenvolvimento das mamas. que irá secretar ocitocina. de cor amarelada. Tem ação importante no útero para que ele se distenda. Este desenvolvimento vai ser acentuado pela ação da progesterona.

FSH ovário LH ovário Hipófise Prolactina mamas Ocitocina Útero e mamas diversos Estrógeno hipófise Sistema Reprodutor Ovário hipófise útero Progesterona mamas Placenta HGC corpo lúteo . inibe a produção de FSH e estimula a produção de LH estimula a maturação dos órgãos reprodutores e do endométrio. inibe a menstruação e nova ovulação. . estimula o desenvolvimento das características sexuais secundárias.secretado em quantidades moderadas durante a última fase da gravidez e em grande quantidade durante o parto. estimula a produção de progesterona e estrógeno. Promove a contração do útero para a expulsão da criança.94 Glândula Hormônio Órgão-alvo Principais ações estimula o desenvolvimento do folículo. estimula a secreção das glândulas endometriais e mantém o útero preparado para a gravidez. estimula o desenvolvimento das glândulas mamárias para secreção láctea. .promove a ejeção do leite durante a amamentação crescimento do corpo e dos órgãos sexuais. preparando o útero para a gravidez inibe a produção de LH completa a regeneração da mucosa uterina. a secreção de estrógeno e a ovulação estimula a ovulação e o desenvolvimento do corpo amarelo. estimula a produção de leite (após a estimulação prévia das glândulas mamárias por estrógeno e progesterona).

a tireóide. dividindo-as em lobos. o pâncreas e as gônadas. Nos seres humanos tem o tamanho aproximado de um grão de ervilha e possui duas partes: o lobo anterior (ou adenohipófise) e o lobo posterior (ou neuro-hipófise).SISTEMA ENDÓCRINO Dá-se o nome de sistema endócrino ao conjunto de órgãos que apresentam como atividade característica a produção de secreções denominadas hormônios.o que caracteriza um tecido. Freqüentemente o sistema endócrino interage com o sistema nervoso. Os hormônios influenciam praticamente todas as funções dos demais sistemas corporais. .95 10 . as supra-renais. o sistema endócrino. o hipotálamo.Hipófise ou pituitária Situa-se na base do encéfalo. 10. em uma cavidade do osso esfenóide chamada tela túrcica.1 . Constituição dos órgãos do sistema endócrino Os tecidos epiteliais de secreção ou epitélios glandulares formam as glândulas. Elas estão envolvidas por uma cápsula conjuntiva que emite septos. atuam na coordenação e regulação das funções corporais. formando mecanismos reguladores bastante precisos. que são lançados na corrente sangüínea e irão atuar em outra parte do organismo. As glândulas pluricelulares não são apenas aglomerados de células que desempenham as mesmas funções básicas e têm a mesma morfologia geral e origem embrionária . São na verdade órgãos definidos com arquitetura ordenada. ao passo que o sistema endócrino regula a resposta interna do organismo a esta informação. Dessa forma. juntamente com o sistema nervoso. Os órgãos que têm sua função controlada e/ou regulada pelos hormônios são denominados órgãos-alvo. Alguns dos principais órgãos produtores de hormônios Alguns dos principais órgãos produtores de hormônios no homem são a hipófise. as paratireóides. que podem ser uni ou pluricelulares. fornecendo alimento e estímulo nervoso para as suas funções. O sistema nervoso pode fornecer ao endócrino a informação sobre o meio externo. controlando ou auxiliando o controle de sua função. Vasos sangüíneos e nervos penetram nas glândulas.

São Paulo. 2002 10. alguns hormônios. Também aumenta a utilização de gorduras e inibe a captação de glicose plasmática pelas células. Adrenocorticotrópicos: atuam sobre o córtex da glândula endócrina adrenal (supra-renal) Gonadotrópicos: atuam sobre as gônadas masculinas e femininas. São eles: • • • • Tireotrópicos: atuam sobre a glândula endócrina tireóide.Hipotálamo Localizado no cérebro diretamente acima da hipófise. Somatotrófico: atua no crescimento. Ed Saraiva. aumentando a concentração de glicose no sangue (inibe a produção de insulina pelo pâncreas. Imagem: CÉSAR & CEZAR. predispondo ao diabetes). Biologia 2.2 .96 Além de exercerem efeitos sobre órgãos nãoendócrinos. promovendo o alongamento dos ossos e estimulando a síntese de proteínas e o desenvolvimento da massa muscular. produzidos pela hipófise são denominados trópicos (ou tróficos) porque atuam sobre outras glândulas endócrinas. é conhecido por exercer controle sobre ela por meios de conexões neurais e substâncias semelhantes a hormônios chamados fatores desencadeadores (ou de liberação). o meio pelo qual o sistema nervoso controla o comportamento sexual via sistema endócrino. comandando a secreção de outros hormônios. .

armazenados e secretados pela neurohipófise. estando relacionados ao crescimento. são os testículos. Ed Saraiva. São Paulo. no homem. inibindo a liberação de mais hormônio pituitário. Os hormônios gonadais são detectados pela pituitária e pelo hipotálamo.Tireóide Localiza-se no pescoço. estando apoiada sobre as cartilagens da laringe e da traquéia. aumentam a velocidade dos processos de oxidação e de liberação de energia nas células do corpo. participa do controle da concentração sangüínea de cálcio. pode-se dizer que o sistema endócrino é subordinado ao nervoso e que o hipotálamo é o mediador entre esses dois sistemas. elevando a taxa metabólica e a geração de calor. por feed-back. Imagem: CÉSAR & CEZAR. 2002 O hipotálamo também produz outros fatores de liberação que atuam sobre a adeno-hipófise. estimulando ou inibindo suas secreções. que atuam sobre as gônadas. estimulando a liberação de hormônios gonadais na corrente sanguínea. Biologia 2. triiodotironina (T3) e tiroxina (T4). por sua vez.3 . 10. ao sistema nervoso. maturação e desenvolvimento. Produz também os hormônios ocitocina e ADH (antidiurético). estimulando sua incorporação pelos ossos. A calcitonina. Como a hipófise secreta hormônios que controlam outras glândulas e está subordinada. Na mulher a glândula-alvo do hormônio gonadotrófico é o ovário. Estimulam ainda a produção de RNA e a síntese de proteínas.97 O hipotálamo estimula a glândula hipófise a liberar os hormônios gonadotróficos (FSH e LH). outro hormônio secretado pela tireóide. Seus dois hormônios. . inibindo a remoção do cálcio dos ossos e a saída dele para o plasma sangüíneo.

o cálcio é importante na contração muscular. a absorção de cálcio dos alimentos pelo intestino e a reabsorção de cálcio pelos túbulos renais.98 10.4 . comportandose como duas glândulas. 10. . O córtex secreta três tipos de hormônios: os glicocorticóides. localizadas na região posterior da tireóide. Secretam o paratormônio.São duas glândulas localizadas sobre os rins. na coagulação sangüínea e na excitabilidade das células nervosas. os mineralocorticóides e os androgênicos. geralmente em número de quatro. aumentando a concentração de cálcio no sangue. divididas em duas partes independentes – medula e córtex secretoras de hormônios diferentes.Adrenais ou supra-renais .Paratireóides São pequenas glândulas.5 . Neste contexto. que estimula a remoção de cálcio da matriz óssea (o qual passa para o plasma sangüíneo).

2) Proprioceptores: os receptores proprioceptivos encontram-se no esqueleto e nas inserções tendinosas.visão. . AUDIÇÃO. audição. contribuindo para a nossa sobrevivência e integração com o ambiente em que vivemos.6 .99 10. 3) Interoceptores: os receptores interoceptivos respondem a estímulos viscerais ou outras sensações como sede e fome. tato. 11 – SISTEMA SENSORIAL OS SENTIDOS: VISÃO. Tipos de receptores: 1) Exteroceptores: respondem a estímulos externos. a tensaõ e o estiramento musculares. chamados receptores sensoriais. Por meio dos sentidos.Pâncreas É uma glândula mista ou anfícrina – apresenta determinadas regiões endócrinas e determinadas regiões exócrinas (da porção secretora partem dutos que lançam as secreções para o interior da cavidade intestinal) ao mesmo tempo. A estrutura e o modo de funcionamento destes receptores nervosos especializados é diversa. originados fora do organismo. gustação ou paladar e olfato . que atuam no metabolismo da glicose. As chamadas ilhotas de Langerhans são a porção endócrina. onde estão as células que secretam os dois hormônios: insulina e glucagon. capazes de captar estímulos diversos.constituem as funções que propiciam o nosso relacionamento com o ambiente. nos músculos esqueléticos (formando feixes nervosos que envolvem as fibras musculares) ou no aparelho vestibular da orelha interna. o nosso corpo pode perceber muita coisa do que nos rodeia. são formados por células nervosas capazes de traduzir ou converter esses estímulos em impulsos elétricos ou nervosos que serão processados e analisados em centros específicos do sistema nervoso central (SNC). altamente especializados. Detectam a posição do indivíduo no espaço. assim como o movimento. onde será produzida uma resposta (voluntária ou involuntária). OLFATO E TATO Os órgãos dos sentidos Os sentidos fundamentais do corpo humano . Existem determinados receptores. Tais receptores. PALADAR.

providos de sofisticados sistemas funcionais. Dessa maneira: è pelo tato sentimos o frio. è as fossas nasais . è pelo olfato sentimos o odor ou cheiro. 2001. Editora Moderna. è os olhos . as formas. è pela visão observamos as cores. è a língua . a pressão atmosférica. em nosso corpo os órgãos dos sentidos estão encarregados de receber estímulos externos.para o olfato. formados por elementos nervosos interconectados ou órgãos complexos. mais complexos. è pela gustação identificamos os sabores. Imagem: AMABIS & MARTHO.1 . os receptores sensitivos podem ser simples.VISÃO ANATOMIA DO OLHO . o calor. Esses órgãos são: è a pele . Conceitos de Biologia Volume 2.para a audição.para a visão. è pela audição . etc. São Paulo.para o tato.captamos os sons. è os ouvidos . os contornos.100 Em geral. Portanto. como uma ramificação nervosa. etc. 11.para a gustação.

Túnica resistente de tecido fibroso e elástico que envolve externamente o olho (globo ocular) A maior parte da esclerótica é opaca e chama-se esclera. denominada camada de células ganglionares. a ação do sistema nervoso parassimpático acarreta diminuição do diâmetro da pupila e da entrada de luz.túnica fibrosa externa: esclerótica (branco do olho). É a membrana mais interna e está debaixo da coróide. São Paulo. Ed.O Corpo Humano. que projeta axônios através do nervo óptico. A camada mais interna. a qual é dotada de um orifício central cujo diâmetro varia.túnica interna nervosa: retina. zigomático. 2000. onde estão inseridos os músculos extra-oculares que movem os globos oculares. o diâmetro da pupila aumenta e permite a entrada de maior quantidade de luz. A coróide está situada abaixo da esclerótica e é intensamente pigmentada. Em locais muito claros. 3. Acha-se intensamente vascularizada e tem a função de nutrir a retina. Em ambientes mal iluminados.101 Os globos oculares estão alojados dentro de cavidades ósseas denominadas órbitas. etmóide. conjuntiva. Ática. CRUZ. designadas de acordo com sua relação ao centro do globo ocular. única fonte de sinais de saída da retina. dirigindo-os a seu objetivo visual. contém os corpos celulares das células ganglionares. Ao globo ocular encontram-se associadas estruturas acessórias: pálpebras. supercílios (sobrancelhas). esfenóide. modificando sua forma. evitando sua reflexão. Esse mecanismo evita o ofuscamento e impede que a luz em excesso lese as delicadas células fotossensíveis da retina. 2. Possui uma estrutura muscular de cor variável – a íris.túnica intermédia vascular pigmentada: úvea. de acordo com a iluminação do ambiente – a pupila. Esses pigmentos absorvem a luz que chega à retina. maxilar. A coróide une-se na parte anterior do olho ao corpo ciliar. Cada globo ocular compõe-se de três túnicas e de quatro meios transparentes: Túnicas: 1. Na retina encontram-se dois . músculos e aparelho lacrimal. É transparente e atua como uma lente convergente. lacrimal e palatino. Daniel. por ação do sistema nervoso simpático. É composta por várias camadas celulares. A parte anterior da esclerótica chama-se córnea. o corpo ciliar e a íris. compostas de partes dos ossos frontal. Compreende a coróide. estrutura formada por musculatura lisa e que envolve o cristalino.

Os bastonetes não têm poder de resolução visual tão bom. mas são mais sensíveis à luz que os cones. com luz azul. Quando excitados pela energia luminosa. maximizando a acuidade visual. É a região da retina mais altamente especializada para a visão de alta resolução. é circular no seu contorno e de espessura uniforme. A fóvea está no eixo óptico do olho. Meios transparentes: . A imagem fornecida pelos cones é mais nítida e mais rica em detalhes. a qual depende de diversos fatores. outro com luz verde e o terceiro. em que se projeta a imagem do objeto focalizado. Sua superfície é lubrificada pela lágrima. Há duas regiões especiais na retina: a fovea centralis (ou fóvea ou mancha amarela) e o ponto cego. A fóvea contém apenas cones e permite que a luz atinja os fotorreceptores sem passar pelas demais camadas da retina. A deficiência alimentar dessa vitamina leva à cegueira noturna e à xeroftalmia (provoca ressecamento da córnea. No fundo do olho está o ponto cego. que fica opaca e espessa. gerando um impulso nervoso que se propaga pelo nervo óptico. insensível a luz. . Acuidade visual A capacidade do olho de distinguir entre dois pontos próximos é chamada acuidade visual. ausentes na fóvea. Em situações de pouca luminosidade. Do ponto cego. em um raio de 10 graus a partir da fóvea. porém transmitem informação diretamente para as células ganglionares.102 tipos de células fotossensíveis: os cones e os bastonetes. e a imagem que nela se forma tem grande nitidez.Córnea: porção transparente da túnica externa (esclerótica). são encontrados principalmente na retina periférica. emergem o nervo óptico e os vasos sangüíneos da retina. Há três tipos de cones: um que se excita com luz vermelha. São os cones as células capazes de distinguir cores. a visão passa a depender exclusivamente dos bastonetes. em especial do espaçamento dos fotorreceptores na retina e da precisão da refração do olho. podendo levar à cegueira irreversível). secretada pelas glândulas lacrimais e drenada para a cavidade nasal através de um orifício existente no canto interno do olho. Nos bastonetes existe uma substância sensível à luz – a rodopsina – produzida a partir da vitamina A. É a chamada visão noturna ou visão de penumbra. Os bastonetes. No ponto cego não há cones nem bastonetes. Os cones são encontrados principalmente na retina central. estimulam as células nervosas adjacentes.

cristalino: lente biconvexa coberta por uma membrana transparente. preenchida pelo humor aquoso e (2) a câmara posterior. ao que chamamos catarata. Situa-se atrás da pupila e e orienta a passagem da luz até a retina. Também divide o interior do olho em dois compartimentos contendo fluidos ligeiramente diferentes: (1) a câmara anterior. . . e as sobrancelhas impedem que o suor da testa entre neles. preenchida pelo humor vítreo. . O cristalino fica mais espesso para a visão de objetos próximos e. As pálpebras são duas dobras de pele revestidas internamente por uma membrana chamada conjuntiva. Esse líquido. preenchendo a câmara anterior do olho. porque é preso ao músculo ciliar. o cristalino pode perder a transparência normal. o globo ocular apresenta. Com o envelhecimento.humor vítreo: fluido mais viscoso e gelatinoso que se situa entre o cristalino e a retina. as sobrancelhas ou supercílios.103 . em direção ao exterior do nariz. tornando-se opaco. os cílios. lava e lubrifica o olho. Sua pressão mantém o globo ocular esférico. Pode ficar mais delgado ou mais espesso. mais delgado para a visão de objetos mais distantes. anexos: as pálpebras. Os cílios ou pestanas impedem a entrada de poeira e de excesso de luz nos olhos. que pode torna-lo mais delgado ou mais curvo. o excesso de líquido desce pelo canal lacrimal e é despejado nas fossas nasais. As glândulas lacrimais produzem lágrimas continuamente. ainda. preenchendo a câmara posterior do olho. as glândulas lacrimais e os músculos oculares.humor aquoso: fluido aquoso que se situa entre a córnea e o cristalino. Como já mencionado anteriormente. Quando choramos. Essas mudanças de forma ocorrem para desviar os raios luminosos na direção da mancha amarela. A essa propriedade do cristalino dá-se o nome de acomodação visual. permitindo que nossos olhos ajustem o foco para diferentes distâncias visuais. espalhado pelos movimentos das pálpebras. Servem para proteger os olhos e espalhar sobre eles o líquido que conhecemos como lágrima.

Dentro dela estão três ossículos articulados entre si. Além da função de ouvir. cujos nomes descrevem sua forma: martelo. Todo o pavilhão auditivo (exceto o lobo ou lóbulo) é constituído por tecido cartilaginoso recoberto por pele. 2002 a) ORELHA EXTERNA A orelha externa é formada pelo pavilhão auditivo (antigamente denominado orelha) e pelo canal auditivo externo ou meato auditivo. A maior parte da orelha fica no osso temporal. Esses ossículos encontram-se suspensos na orelha média. o ouvido também é responsável pelo equilíbrio. Ed Saraiva. A orelha média comunica-se também . denominada cerume ou cera.2. chamado anel timpânico. tendo como função captar e canalizar os sons para a orelha média.tímpano ou membrana timpânica .2 . de um espaço aéreo – a cavidade timpânica – no osso temporal. O cabo do martelo está encostado no tímpano. Tanto os pêlos como o cerume retêm poeira e micróbios que normalmente existem no ar e eventualmente entram nos ouvidos. em sua totalidade.ANATOMIA DA ORELHA O órgão responsável pela audição é a orelha (antigamente denominado ouvido). A orelha está dividida em três partes: orelhas externa. O canal auditivo externo estabelece a comunicação entre a orelha média e o meio externo. bigorna e estribo. através de ligamentos. Imagem: CÉSAR & CEZAR. É revestido internamente por pêlos e glândulas. tem cerca de três centímetros de comprimento e está escavado em nosso osso temporal. um dos orifícios dotados de membrana da orelha interna que estabelecem comunicação com a orelha média. b) ORELHA MÉDIA A orelha média começa na membrana timpânica e consiste. São Paulo.AUDIÇÃO 11. O outro orifício é a janela redonda. ouvido médio e ouvido interno). o estribo apóia-se na janela oval. média e interna (antigamente denominadas ouvido externo. que fabricam uma substância gordurosa e amarelada.firmemente fixada ao conduto auditivo externo por um anel de tecido fibroso. O canal auditivo externo termina numa delicada membrana .1 . que se localiza na caixa craniana. Biologia. também chamada órgão vestíbulo-coclear ou estato-acústico.104 11.

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com a faringe, através de um canal denominado tuba auditiva (antigamente denominada trompa de Eustáquio). Esse canal permite que o ar penetre no ouvido médio. Dessa forma, de um lado e de outro do tímpano, a pressão do ar atmosférico é igual. Quando essas pressões ficam diferentes, não ouvimos bem, até que o equilíbrio seja reestabelecido.

c) ORELHA INTERNA
A orelha interna, chamada labirinto, é formada por escavações no osso temporal, revestidas por membrana e preenchidas por líquido. Limita-se com a orelha média pelas janelas oval e a redonda. O labirinto apresenta uma parte anterior, a cóclea ou caracol relacionada com a audição, e uma parte posterior - relacionada com o equilíbrio e constituída pelo vestíbulo e pelos canais semicirculares.

11.2.2 - O MECANISMO DA AUDIÇÃO
O som é produzido por ondas de compressão e descompressão alternadas do ar. As ondas sonoras propagam-se através do ar exatamente da mesma forma que as ondas propagam-se na superfície da água. Assim, a compressão do ar adjacente de uma corda de violino cria uma pressão extra nessa região, e isso, por sua vez, faz com que o ar um pouco mais afastado se torne pressionado também. A pressão nessa segunda região comprime o ar

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ainda mais distante, e esse processo repete-se continuamente até que a onda finalmente alcança a orelha. A orelha humana é um órgão altamente sensível que nos capacita a perceber e interpretar ondas sonoras em uma gama muito ampla de freqüências (16 a 20.000 Hz - Hertz ou ondas por segundo).

A captação do som até sua percepção e interpretação é uma seqüência de transformações de energia, iniciando pela sonora, passando pela mecânica, hidráulica e finalizando com a energia elétrica dos impulsos nervosos que chegam ao cérebro.

11.3 – A GUSTAÇÃO (PALADAR)
Os sentidos gustativo e olfativo são chamados sentidos químicos, porque seus receptores são excitados por estimulantes químicos. Os receptores gustativos são excitados por substâncias químicas existentes nos alimentos, enquanto que os receptores olfativos são excitados por substâncias químicas do ar. Esses sentidos trabalham conjuntamente na percepção dos sabores. O centro do olfato e do gosto no cérebro combina a informação sensorial da língua e do nariz.

Imagem: www.msd.es/publicaciones/mmerck_hogar/seccion_06/seccion_06_072.html, com adaptações

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O receptor sensorial do paladar é a papila gustativa. É constituída por células epiteliais localizadas em torno de um poro central na membrana mucosa basal da língua. Na superfície de cada uma das células gustativas observam-se prolongamentos finos como pêlos, projetando-se em direção da cavidade bucal; são chamados microvilosidades. Essas estruturas fornecem a superfície receptora para o paladar. Observa-se entre as células gustativas de uma papila uma rede com duas ou três fibras nervosas gustativas, as quais são estimuladas pelas próprias células gustativas. Para que se possa sentir o gosto de uma substância, ela deve primeiramente ser dissolvida no líquido bucal e difundida através do poro gustativo em torno das microvilosidades. Portanto substâncias altamente solúveis e difusíveis, como sais ou outros compostos que têm moléculas pequenas, geralmente fornecem graus gustativos mais altos do que substâncias pouco solúveis difusíveis, como proteínas e outras que possuam moléculas maiores.

Imagem: GUYTON, A.C. Fisiologia Humana. 5ª ed., Rio de Janeiro, Ed. Interamericana, 1981.

A gustação é primariamente uma função da língua, embora regiões da faringe, palato e epiglote tenham alguma sensibilidade. Os aromas da comida passam pela faringe, onde podem ser detectados pelos receptores olfativos.

As Quatro Sensações Gustativas-Primárias
Na superfície da língua existem dezenas de papilas gustativas, cujas células sensoriais percebem os quatro sabores primários, aos quais chamamos sensações gustativas primárias: amargo (A), azedo ou ácido (B), salgado (C) e doce (D). De sua combinação resultam centenas de sabores distintos. A distribuição dos quatro tipos de receptores gustativos, na superfície da língua, não é homogênea.

. Entretanto.O OLFATO O olfato humano é pouco desenvolvido se comparado ao de outros mamíferos. Sabese agora que todas as papilas gustativas possuem alguns graus de sensibilidade para cada uma das sensações gustativas primárias. o cérebro interpreta a sensação como de salinidade. Muitas comidas têm um sabor distinto como resultado da soma de seu gosto e cheiro.br/svol/sentidos. A sensação de dor também é essencial para sentirmos o sabor picante e estimulante das comidas apimentadas. cada qual com seis pêlos sensoriais (um cachorro tem mais de 100 milhões de células sensoriais. Isto é.nib. em menor extensão.4 . se uma papila que detecta principalmente salinidade é estimulada com maior intensidade que as papilas que respondem mais a outros gostos. como a textura e a temperatura dos alimentos. 1.108 Até os últimos anos acreditava-se que existiam quatro tipos inteiramente diferentes de papila gustativa.Papilas fungiformes 3. Além disso.html O sabor diferente das comidas Cada comida ativa uma diferente combinação de sabores básicos. Os receptores olfativos são neurônios genuínos. com receptores próprios que penetram no sistema nervoso central. 11.unicamp. ajudando a torná-la única. cada papila normalmente tem maior grau de sensibilidade para uma ou duas das sensações gustativas. percebidos simultaneamente. O epitélio olfativo humano contém cerca de 20 milhões de células sensoriais. O cérebro detecta o tipo de gosto pela relação (razão) de estimulação entre as diferentes papilas gustativas. Papilas filiformes Imagem: www. cada qual com pelo menos 100 pêlos sensoriais). ao mesmo tempo. outras modalidades sensoriais também contribuem com a experiência gustativa. embora outras papilas tenham sido estimuladas.html /sentidos.Papilas circunvaladas 2. cada qual detectando uma das sensações gustativas primárias particular.

A integração desses estímulos seria feita numa região localizada em áreas laterais do córtex cerebral. Dessa forma. que mantém úmida a região. Os produtos voláteis ou de gases perfumados ou ainda de substâncias lipossolúveis que se desprendem das diversas substâncias. cada uma com receptores para um tipo de odor. Fisiologicamente essa convergência aumenta a sensibilidade olfatória que é enviada ao Sistema Nervoso Central (SNC). Os milhares de tipos diferentes de cheiros que uma pessoa consegue distinguir resultariam da integração de impulsos gerados por uns cinqüenta estímulos básicos. Se os capilares se dilatam e o muco é secretado em excesso. Os dendritos das células olfativas possuem prolongamentos sensíveis (pêlos olfativos). que se comunicam com o bulbo olfativo. e contém glândulas que secretam muco. que são conduzidos até o corpo celular das células olfativas. o nariz fica obstruído.109 A cavidade nasal. Contém os órgãos do sentido do olfato. onde convergem para formar estruturas sinápticas chamadas glomérulos. ao serem inspirados. umedece e esquenta. que constituem o centro olfativo. onde o processo de sinalização é interpretado e decodificado. de onde atingem os axônios. está situada em cima da boca e debaixo da caixa craniana. Estas se conectam em grupos que convergem para as células mitrais. que começa a partir das janelas do nariz. A mucosa amarela é muito rica em terminações nervosas do nervo olfativo.que cobre a parte inferior. Os axônios se agrupam de 10-100 e penetram no osso etmóide para chegar ao bulbo olfatório. geram impulsos nervosos. . para distingui-la da vermelha . no máximo. O órgão olfativo é a mucosa que forra a parte superior das fossas nasais chamada mucosa olfativa ou amarela. entram nas fossas nasais e se dissolvem no muco que impregna a mucosa amarela. atingindo os prolongamentos sensoriais. sintoma característico do resfriado. Aceita-se a hipótese de que existem alguns tipos básicos de células do olfato. que ficam mergulhados na camada de muco que recobre as cavidades nasais. o ar se purifica. e é forrada por um epitélio secretor de muco. Ao circular pela cavidade nasal. A mucosa vermelha é dessa cor por ser muito rica em vasos sangüíneos.

mas. Enquanto mastigamos.SISTEMA TEGUMENTAR Estrutura do tegumento (pele) O tegumento humano. A camada de células mais interna. O olfato. Se tanto um odor pútrido quanto um aroma doce estão presentes no ar. as novas células geradas empurram as mais velhas para . o olfato tem uma nítida vantagem em relação ao paladar: não necessita do contato direto com o objeto percebido para que haja a excitação. Contudo. o dominante será aquele que for mais intenso. aproximadamente. Porém. produzindo a sensação de odor. ao contrário da visão. 12. A sensação será tanto mais intensa quanto maior for a quantidade de receptores estimulados. 12 . o que depende da concentração da substância odorífera no ar. um odor percebido pode ser a combinação de vários outros diferentes. Do ponto de vista adaptativo. denominada epitélio germinativo. O olfato tem importante papel na distinção dos alimentos. é formado por duas camadas distintas. se ambos forem da mesma intensidade. sentimos simultaneamente o paladar e o cheiro. capaz de perceber um grande número de cores ao mesmo tempo. o sistema olfativo detecta a sensação de um único odor de cada vez. a sensação olfativa pode ser bastante forte também.1 .Epiderme A epiderme é um epitélio multiestratificado. o odor será quase imperceptível. a sensação olfativa será entre doce e pútrida. mais conhecido como pele. conferindo maior segurança e menor exposição a estímulos lesivos. firmemente unidas entre si: a epiderme e a derme. é constituída por células que se multiplicam continuamente. possui uma enorme capacidade adaptativa. ou.110 A mucosa olfativa é tão sensível que poucas moléculas são suficientes para estimula-la. após um minuto. formado por várias camadas (estratos) de células achatadas (epitélio pavimentoso) justapostas. No início da exposição a um odor muito forte. dessa maneira. como a visão.

é envolta por várias camadas que correspondem a diversas células de sustentação. Estes discos estão englobados em uma célula especializada. Os nutrientes e oxigênio chegam à epiderme por difusão a partir de vasos sangüíneos da derme. Os terminais de Ruffini. por sua vez. em direção à superfície do corpo. 5) Bulbos terminais de Krause: receptores térmicos de frio. ainda. 3) Terminações nervosas livres: sensíveis aos estímulos mecânicos. Porém na epiderme não existem vasos sangüíneos. que é transmitida para as outras camadas e enviada aos centros nervosos correspondentes. ambos envolvidos por uma membrana basal. mecânicos ou dolorosos. Uma fibra aferente costuma estar ramificada com vários discos terminais destas ramificações nervosas. denominado camada queratinizada ou córnea. térmicos e especialmente aos dolorosos. As células mais superficiais. a queratina. amielínica. Toda a superfície cutânea está provida de terminações nervosas capazes de captar estímulos térmicos. RECEPTORES DE SUPERFÍCIE Receptores de Krause Receptores de Ruffini Discos de Merkel Receptores de Vater-Pacini Receptores de Meissner Terminações nervosas livres SENSAÇÃO PERCEBIDA Frio Calor Tato e pressão Pressão Tato Principalmente dor . captam as forças mecânicas aplicadas contra o pêlo. as células epidérmicas tornam-se achatadas. são receptores térmicos de calor.Situam-se nas regiões limítrofes da pele com as membranas mucosas (por exemplo: ao redor dos lábios e dos genitais). Essas terminações nervosas ou receptores cutâneos são especializados na recepção de estímulos específicos.São formados por uma fibra nervosa cuja porção terminal. ao se tornarem repletas de queratina. Na pele desprovida de pêlo e também na que está coberta por ele. A camada terminal é capaz de captar a aplicação de pressão. morrem e passam a constituir um revestimento resistente ao atrito e altamente impermeável à água. Não obstante. cujas ramificações terminais se entrelaçam com células acessórias. formadas por axônios que envolvem o folículo piloso. Na pele sem pêlo encontram-se. Nas regiões da pele providas de pêlo. À medida que envelhecem. cuja superfície distal se fixa às células epidérmicas por um prolongamento de seu protoplasma. com sua forma ramificada. Assim. alguns podem captar estímulos de natureza distinta. os movimentos de pressão e tração sobre epiderme desencadeam o estímulo.111 cima. encontram-se ainda três tipos de receptores comuns: 1) Corpúsculos de Paccini: captam especialmente estímulos vibráteis e táteis. 2) Discos de Merkel: de sensibilidade tátil e de pressão. São formados por uma fibra nervosa cuja terminação possui forma de clava. As primeiras. São formadas por um axônio ramificado envolto por células de Schwann sendo. Estão nas saliências da pele sem pêlos (como nas partes mais altas das impressões digitais). existem terminações nervosas específicas nos folículos capilares e outras chamadas terminais ou receptores de Ruffini. outros receptores específicos: 4) Corpúsculos de Meissner: táteis. São formados por um axônio mielínico. e passam a fabricar e a acumular dentro de si uma proteína resistente e impermeável.

sais e um pouco de uréia) é drenado pelo duto das glândulas sudoríparas. a substância amorfa. responsáveis pela produção de fibras e de uma substância gelatinosa. fibras colágenas (resistência). 12. enquanto a secreção sebácea (secreção gordurosa que lubrifica a epiderme e os pêlos) sai pelos poros de onde emergem os pêlos. As principais células da derme são os fibroblastos. ao aumento da atividade física.2 . O suor (composto de água. na qual os elementos dérmicos estão mergulhados. Na derme encontramos ainda: músculo eretor de pêlo. é um tecido conjuntivo que contém fibras protéicas. 12. A epiderme penetra na derme e origina os folículos pilosos. o tecido subcutâneo.112 Nas camadas inferiores da epiderme estão os melanócitos.3 . pigmento que determina a coloração da pele. há uma camada de tecido conjuntivo frouxo. A transpiração ou sudorese tem por função refrescar o corpo quando há elevação da temperatura ambiental ou quando a temperatura interna do corpo sobe.Tecido subcutâneo Sob a pele. órgãos sensoriais e glândulas. por exemplo. rico em fibras e em células que armazenam gordura (células adiposas ou adipócitos). A camada .Derme A derme. As glândulas anexas – sudoríparas e sebáceas – encontram-se mergulhadas na derme. vasos sangüíneos. vasos sangúíneos e nervos. glândulas sebáceas e glândulas sudoríparas. fibras elásticas (elasticidade). terminações nervosas. embora tenham origem epidérmica. localizada imediatamente sob a epiderme. devido. células que produzem melanina.

B. que permite sua movimentação. Histologia Básica. A. atua como reserva energética. Fundamentos da Biologia Moderna. 05. São Paulo. Biologia – Uma abordagem evolutiva e ecológica.LOPES. Pp.JUNQUEIRA. proteção contra choques mecânicos e isolante térmico. & CARNEIRO. 18. 15 – VILELA.GUYTON. 10. Biologia Integrada. M.SÉRIE ATLAS VISUAIS.F. 1997.A.CHEIDA. Moderna.W.E. 14. . 13. Bio 1. Vol. JOHN. Ática. Artmed Editora. Porto Alegre 2ª ed. Cada pêlo está ligado a um pequeno músculo eretor. HALL. Ed Saraiva. Como o cérebro funciona. Interamericana.Planeta DeAgostini . denominada hipoderme. FTD. 8ª Edição. 02. Ed. Ed.BEAR.McCRONE. 2002. J. L. Editora Médica Panamericana. Globo Multimídia. Publifolha. Saraiva. Neurociências – Desvendando o Sistema Nervoso. LUIZ EDUARDO. 1995. Bio 2.Unhas e pêlos Unhas e pêlos são constituídos por células epidérmicas queratinizadas. Biologia 2. 2. 04. mortas e compactadas. M. & ROWRELL.LOPES.AMABIS & MARTHO. SÔNIA. Fisiologia Humana. 2006. Na base da unha ou do pêlo há células que se multiplicam constantemente.0. BIBLIOGRAFIA 01. SÔNIA. 2002 07. Estas. O corpo Humano. 2009. Rio de Janeiro. São Paulo. ao acumular queratina. A.AMABIS & MARTHO. morrem e se compactam. & PARADISO. Biologia dos organismos. Elsevier Ed. São Paulo.br/varios/analuisa. 2002. 08. Editora Guanabara Koogan. 11. 1993. 03.São Paulo. Artmed Editora. São Paulo. J. Editora Moderna. C.. 1981. 06. 1997. Rio de Janeiro.CÉSAR & CEZAR. 12. Prof. Ed. Ana Luiza Miranda. Lynn J.GUYTON. 16. 2002. 11ª ed.113 subcutânea. CONNORS.afh.. Ed.. 2002.C. Volume 2. empurrando as células mais velhas para cima. Série Mais Ciência. 123:129.São Paulo.bio.asp. 17. Moderna. http://www. 09. 12. São Paulo. Planeta do Brasil Ltda. São Paulo. Rio de Janeiro. Michael H. Pp. UFMG. 2002. 5ª ed. Histologia Texto e Atlas. São Paulo.CD O CORPO HUMANO 2.ROSS. 2ª Edição.ENCICLOPÉDIA MULTIMÍDIA DO CORPO HUMANO . Ed.. Ed. 100:108. e a uma ou mais glândulas sebáceas. Ed. originando a unha ou o pêlo. Saraiva. que se encarregam de sua lubrificação.ATLAS INTERATIVO DE ANATOMIA HUMANA. Tratado de Fisiologia Médica. 1995.AVANCINI & FAVARETTO.C.4 . Volume único.Ed.

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