RESUMO Nº 8 - DP I TÍTULO III DA IMPUTABILIDADE PENAL INIMPUTÁVEIS Art.

26 - É isento de pena o agente que, por doença mental ou desenvolvimento mental incompleto ou retardado, era, ao tempo da ação ou da omissão, inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento. Redução de pena Parágrafo único - A pena pode ser reduzida de um a dois terços, se o agente, em virtude de perturbação de saúde mental ou por desenvolvimento mental incompleto ou retardado não era inteiramente capaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento. A imputabilidade é um dos elementos constitutivos da culpabilidade. Isso porque, como já foi visto para alguém receber uma pena (sanção penal) há necessidade da existência de três requisitos, quais sejam: a. a imputabilidade; b. a potencial consciência da ilicitude; e c. a exigibilidade de conduta diversa. Como já foi visto também: a. o erro2 exclui a potencial consciência da ilicitude (ressalte-se que o erro de tipo essencial exclui o próprio dolo e, conseqüentemente, o tipo); b. a coação moral irresistível e a obediência hierárquica excluem a exigibilidade de conduta diversa. Agora, será dada ênfase a imputabilidade. Imputabilidade significa a capacidade do agente de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento. Conseqüentemente, denomina-se inimputabilidade a incapacidade do agente de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento, seja em virtude de doença mental ou desenvolvimento mental incompleto (menoridade penal) ou retardado, seja em virtude de embriaguez completa proveniente de caso fortuito e força maior.

o juiz ordenará. o critério BIOPSICOLÓGICO. o crime existe (fato típico e antijurídico). em situação de inconsciência para prática de conduta punível. irmão ou cônjuge do acusado. num segundo momento. Nesses casos. c. como juízo de reprovação social e como pressuposto da aplicação da pena. Exemplo. É toda moléstia que cause alteração na saúde mental do agente. O agente receberá uma medida de segurança. de ofício ou a requerimento do Ministério Público. sabendo que ao dormir poderá subir sobre ele e vir a matá-lo. propositadamente.Quando houver dúvida sobre a integridade mental do acusado. tratou da doença mental como pressuposto biológico da inimputalibilidade. o agente responde normalmente pelo delito. Dispõe o artigo 149 do Código de Processo Penal que: Art.verifica-se se o agente. Neste caso. Aquele que ingere grande quantidade de bebida alcoólica para ficar em estado de inconsciência e praticar o delito. Doença Mental O artigo 26. num terceiro momento. descendente. l. num primeiro momento. a mãe que dorme ao lado do bebe. que é pressuposto de aplicação da pena. b. do ascendente. na época do fato. Causas de excludentes de imputabilidade a. desenvolvimento mental incompleto. era portador de doença mental ou desenvolvimento mental incompleto ou retardado. segundo o qual: a.O nosso código penal adotou. e. embriaguez completa proveniente de caso fortuito ou força maior. faltando ao agente culpabilidade. d. do defensor. 149 . Actio libera in causa A imputabilidade. caput. para aferir a imputabilidade. na embriaguez terá o agravamento da pena nos termos do artigo 61. seja este submetido a exame médico-legal. c. verifica-se se ele tinha capacidade de determinar-se de acordo com esse entendimento. desenvolvimento mental retardado. . do curador. Ocorre a actio libera in causa (ou ação livre em sua causa) quando o agente se coloca. E ainda. doença mental b. II. embriaguez preordenada. verifica-se se era ele capaz de entender o caráter ilícito do fato. deve existir ao tempo da prática do fato.

No curso do processo penal. ficando sujeitos às normas estabelecidas na legislação especial. Semi-imputabilidade Cuida-se de hipótese de redução de pena prevista no artigo 26.O incidente da insanidade mental processar-se-á em auto apartado. MENORES DE DEZOITO ANOS Art. do Código de Processo Penal). de uma presunção absoluta de inimputabilidade do menor de 18 anos. 27 . . será apenso ao processo principal. parágrafo único. Desenvolvimento mental incompleto . em verdade. No caso o agente tem parcialmente diminuída a sua capacidade de entendimento e de determinação.como tal devem ser entendidos aqueles em razão da idade. do Código Penal. o que enseja a redução da pena de um a dois terços.§ 1º . quando determinar o exame. por imposição legal. que só depois da apresentação do laudo. mediante representação da autoridade policial ao juiz competente. ficando suspenso o processo. a perícia é fundamental (artigos 149 a 156. Trata-se. persistindo a culpabilidade do agente e conseqüentemente a aplicação da pena. se já iniciada a ação penal. Não há exclusão da imputabilidade.O exame poderá ser ordenado ainda na fase do inquérito. A caracterização de cada anomalia mental é dada pela medicina forense. salvo quanto às diligências que possam ser prejudicadas pelo adiamento. seja considerado incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento.Os menores de 18 (dezoito) anos são penalmente inimputáveis. do mesmo Código: Art. fazendo com que ele. o artigo 153. § 2º . 153 . O desenvolvimento mental retardado é o estado mental característico dos oligofrênicos.O juiz nomeará curador ao acusado. Ficou adotado o critério biológico para aferição da imputabilidade do menor. E ainda.

faltando-lhe apenas a imputabilidade. e como adolescente quem tem entre 12 a 18 anos de idade incompletos. elencadas no artigo 112 do ECA. a culpabilidade. pelo álcool ou substância de efeitos análogos. A emoção seria um estado emotivo agudo de breve duração. § 1º . ao tempo da ação ou da omissão. que é pressuposto da aplicação da pena. EMOÇÃO E PAIXÃO Art. inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento. ou seja. Emoção e paixão Não excluem a imputabilidade penal a emoção ou a paixão. por embriaguez. 28 . proveniente de caso fortuito ou força maior. por embriaguez completa. e vêm relacionadas no artigo 101. voluntária ou culposa. de duração mais longa.a emoção ou a paixão. § 2º . a plena capacidade de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento. não possuía. ao tempo da ação ou da omissão.069. Embriaguez II . de 13 de julho de 1990). proveniente de caso fortuito ou força maior. em várias passagens do Código como atenuantes ou causa de diminuição pena.É isento de pena o agente que.a embriaguez. O menor de 18 anos está sujeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8.A pena pode ser reduzida de um a dois terços.O menor de 18 anos pratica o crime (fato típico e antijurídico). Estes praticam ato infracional. Embriaguez .Não excluem a imputabilidade penal: I . se o agente. Para a criança infratora há sanções denominadas de medidas específicas de proteção. do ECA. O Estatuto define como criança quem tem até 12 anos de idade incompletos. Ao adolescente infrator há medidas socioeducativas. era. enquanto a paixão seria um estado emotivo de caráter crônico. A emoção ou a paixão funcionam.

Em virtude da embriaguez. com confusão mental e falta de coordenação motora. voluntária ou culposa (não acidental). quando o agente ingere substância alcoólica ou de efeito análogo com a intenção de embriagar-se. Trata-se de capacidade relativa. ou sem a finalidade de embriagar-se. acidental – quando a ingestão de álcool ou de substância de efeitos análogos não é voluntária nem culposa. b. em que há absoluta falta de entendimento por parte do agente. completa. como nos casos de ser forçado a beber e dela fazer uso). . sendo o agente apenado com pena reduzida. podendo ser proveniente de: o caso fortuito (em que o agente desconhece o efeito da substância que ingere ou desconhece alguma condição sua particular de suscetibilidade a ela). § 2º. b. c. No caso de embriaguez acidental incompleta proveniente de caso fortuito ou força maior. esta pode ser: a. incompleta. Tendo em vista o elemento subjetivo do agente em relação à embriaguez. ***Somente a completa exclui a culpabilidade. Estará isento de pena e não será aplicada também medida de segurança. do Código Penal. em que resta ao agente ainda alguma capacidade de entendimento. faltando-lhe culpabilidade. muito embora haja comprometimento relativo da coordenação motora e das funções mentais. deverá ser aplicada a regra do Art. força maior (quando o agente não é responsável pela ingestão da substância alcoólica ou de efeitos análogos. para que haja exclusão da imputabilidade. deve faltar ao agente capacidade de entendimento do caráter ilícito do fato ou capacidade de determinação de acordo com esse entendimento. 28.Embriaguez é a intoxicação aguda e transitória causada pelo álcool ou substância de efeitos análogos. no caso de embriaguez acidental completa proveniente de caso fortuito ou força maior. o o Desta forma. em virtude de embriaguez incompleta. A embriaguez pode ser: a. mas com excesso imprudente. o agente é inimputável. embora pratique um crime (fato típico e antijurídico).

Em face do modo de execução.Se algum dos concorrentes quis participar de crime menos grave. b. de condutas convergentes. segundo Damásio de Jesus. segundo a qual. 137. 288. quando as condutas se manifestam na mesma direção e no mesmo plano. 3 Ou seja. no concurso. o crime pode ser praticado por duas ou mais pessoas. tendo os agentes a intenção de produzir o mesmo evento – exemplo: bando ou quadrilha – art. de qualquer modo. concorre para o crime incide nas penas a este cominadas. plurissubjetivos.TÍTULO IV DO CONCURSO DE PESSOAS CONCURSO DE PESSOAS Art. quando há condutas de auxílio mútuo. § 2º . A forma mais simples de conduta delituosa consiste na intervenção de uma só pessoa pó meio de uma conduta positiva ou negativa. de condutas paralelas. adotando a TEORIA MONISTA (também chamada de teoria unitária ou teoria igualitária). os crimes podem ser classificados em: a. Entretanto. do Código Penal. com o que se constitui a figura típica – exemplo: bigamia (art. existe um só crime. Concurso necessário e eventual Quanto ao número de pessoas. essa pena será aumentada até metade. do CP). do Código Penal.Se a participação for de menor importância. o Código Penal equiparou autores e partícipes. ser-lhe-á aplicada a pena deste. mas tendem a encontrarse. que podem ser cometidos por um só sujeito. do CP) e adultério (art. b. na hipótese de ter sido previsível o resultado mais grave. os crimes plurissubjetivos podem ser classificados em: a. . 240. Exemplo: crime de rixa – Art. Concurso de pessoas é sinônimo de concurso de agentes. monossubjetivos. na medida de sua culpabilidade. todas concorrendo para a consecução do resultado. 29 .Quem. em que todos os participantes respondem por ele. 235. a pena pode ser diminuída de um sexto a um terço. que exigem pluralidade de agentes para a sua prática. § 1º .

Existem duas espécies de concurso: a. concurso necessário. co-autoria. furta etc. O Código Penal adotou a teoria restritiva da autoria. a conduta típica. do Código Penal). Pratica. Aquele que. distinguindo autor do partícipe. Participação Ocorre quando o sujeito concorre de qualquer modo para a prática da conduta típica. que. c. de condutas contrapostas. Há diversos executores do tipo penal. b. atividade que contribui para a realização do delito. sim. Co-autoria Ocorre quando várias pessoas realizam a conduta principal do tipo penal.. b. sem realizar a conduta descrita no tipo. por sua vez. 137. no caso de crimes monossubjetivos. participação. Requisitos do concurso de agentes Para a existência do concurso de agentes. no caso de crimes plurissubjetivos. 213. são necessários os seguintes requisitos: a. do CP. Exemplo: estupro (art.c. Autor é quem executa o tipo penal. O partícipe realiza atos diversos daqueles praticados pelo autor. comporta-se da mesma maneira e é também sujeito ativo do delito – exemplo: rixa –art. É aquele que realiza a conduta principal descrita no tipo incriminador. identidade de infração para todos os participantes. Exemplo: aquele que mata. relevância causal de cada uma. pluralidade de condutas (ou pluralidade de agentes). d. concorre para a sua realização. liame subjetivo entre os agentes (ou vínculo subjetivo – acordo de vontades). não realizando atos executórios do crime. . b. ou seja. concurso eventual. não cometendo a conduta descrita pelo preceito do tipo penal. Formas de concurso de agentes As formas de concurso de agentes são: a. quando os agentes cometem condutas contra a pessoa.

não se sabendo qual deles. o criminoso utilizase de um doente mental para a prática delituosa). mediata – segundo Júlio F. b. 121 do CP = matar Art. quando o agente infunde na mente do autor principal o propósito criminoso (induzimento) ou reforça a idéia já existente na mente do criminoso (instigação). roubam simultaneamente um mesmo estabelecimento. inexiste correspondência direta entre realizando todas as ela e o tipo do art. 121. incerta – quando há dois ou mais agentes. causou o resultado. Neste caso. Exemplo: fornecimento de veículo para o fim delituoso. enquanto partícipe é quem. ou cooperação consciente entre os o . elementares descritas no responderá pelo art. há dois tipos de incerteza o Quando há ajuste participantes. A figura típica diz principal desfere os pontaços. c. concorre de alguma maneira para a produção do resultado ou para a consumação do crime. Como não “matar alguém”. não efetivamente matou. Mirabete ocorre autoria mediata quando o agente consegue a execução do crime valendo-se de pessoa que atua sem culpabilidade (exemplo. Exemplo: A e B.Partícipe é quem concorre de qualquer modo para a realização do crime. matou. 121. vigilância dos arredores. praticando atos diversos dos do autor. com sua ação. enquanto o autor matá-la. sem ajuste prévio. Formas de participação: a. sem que exista liame subjetivo (acordo de vontades) entre eles. entrega da arma para prática delituosa. Exemplo: vigia a rua enquanto o autor furta os bens do veículo. pode-se dizer que autor é aquele que realiza a ação nuclear do tipo (o verbo). Quando não há ajuste. colateral ocorre quando mais de um agente realiza a conduta. No entanto. empresta a arma para Ambrósio matar a vítima. material. quando o agente auxilia fisicamente na prática do crime (auxílio ou cumplicidade). Art. ou seja. moral. sem realizar o núcleo (verbo) do tipo. De acordo com o que dispõe o Código Penal. e o agente realizou a conduta principal. pois contribuiu de modelo incriminador qualquer modo para a sua realização. 29 do CP = norma de extensão alguém Sujeito esfaqueia a vítima até O agente segura a vítima. b. Formas de autoria: a. e.

Nesse caso. Na segunda hipótese (quando não há ajuste) agindo cada um por sua conta (ocorre a autoria colateral). Redução da pena por delação de co-autor . onde um dos concorrentes “quis participar de crime menos grave”. ou seja. o partícipe terá a pena diminuída de 1/6 a 1/3. mesmo que não se saiba de quem partiu o golpe. que deve ser entendida como aquela secundária. a pena que lhe será aplicada consistirá naquela cominada ao crime menos grave que idealizou aumentada até a metade. causando um atropelamento. O § 1º do artigo 29 do Código Penal deu um tratamento especial à participação de menor importância. Se algum concorrente quis participar de crime menos grave. ser-lhe-á aplicada a pena deste. salvo no caso de participação de menor importância em que há redução de pena. Contudo. porém. caput. a pena será a do crime que idealizou. não se poderá condenar nenhum dos dois por homicídio consumado. essa pena será aumentada até a metade na hipótese de ter sido previsível o resultado mais grave. segundo o disposto no artigo 29. Isso porque. respondendo ambos. O § 2º do art.Na primeira hipótese (quando há ajuste ou cooperação consciente entre os participantes) não há autoria incerta. na medida da sua culpabilidade. aquela autoria em que não se sabe qual dos agentes causou o resultado. se era previsível ao participante o resultado mais grave. embora tenha contribuído para a realização do núcleo do tipo penal. para o Código Penal autores e partícipes são iguais. pois todos serão autores ou partícipes. 29 trata da chamada cooperação dolosamente distinta. por tentativa de homicídio.4 Por exemplo: se não se puder atribuir a certeza a morte de C ao tiro de A ou tiro de B. Entende a doutrina que no crime culposo não pode haver partícipe. que. Operários que jogam uma tábua de um andaime atingindo pedestres abaixo. 5 Isso porque. O § 1º do artigo 29 se refere à participação de menor importância. Concurso em crime culposo É admitido o concurso de pessoas em crime culposo. do Código Penal. dispensável. vez que a colaboração consciente para o resultado só existe no crime culposo. a pena é graduada na medida da culpabilidade de cada agente. Ou seja. não foi imprescindível para a prática do crime. Nesse caso. Punibilidade Todos os participantes do crime responderão igualmente. aproximando-se da teoria dualística. todos concorreram com suas vontades para o resultado. Exemplo: o carona que instiga o motorista a correr em excesso de velocidade.

embora concorra para algum resultado Há colaboração unilateral (ou seja. 6 não constitui crime (JTACrimSP 72/231). Contudo. contudo. art. existir outro delito autônomo. conforme a Lei 8. do CP).7 não existe na co-autoria a colaboração unilateral. como por exemplo. do Código Penal. Porém. prática de tortura. Assim. dependente do autor ou co-autor realiza ação diversa da descrita no tipo penal. ou estar de acordo com ele (conivência). o o exerce função secundária. Observações a.No crime de extorsão mediante seqüestro. terá a pena reduzida de um a dois terços (artigo 159. pode ser exercida sem que o autor principal consinta ou saiba do auxílio prestado)8 o o o CIRCUNSTÂNCIAS INCOMUNICÁVEIS . c. § 4º. é possível a participação na forma de instigação. respondendo todos como autores de forma isolada. o co-autor que denunciar o fato à autoridade. sem aviso à autoridade (salvo no caso de obrigação legal). A co-autoria e a participação podem ocorrer até a consumação do crime.072.s 7º e 8º. e. A simples ciência de que um crime será cometido. Aprovar a prática de um crime. b. facilitando a libertação do seqüestrado. na hipótese de bando ou quadrilha. tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins ou terrorismo. 349. podendo. O mesmo benefício se estende ao partícipe e ao associado no crime hediondo. fazer apologia pública a fato criminoso ou de autor de crime é tipo do artigo 287. o favorecimento real (art. Não é possível a co-autoria em crime omissivo. também não constitui ilícito penal (RT425/284). Após a consumação não há mais concurso de agentes. d. do CP). Diferença entre co-autoria e participação Co-autoria o Participação O co-autor é igual a um autor Exerce papel determinante na prática do crime Todos atuam de forma cooperada. mas sem nenhuma participação.

do CP). 123 do CP). salvo nos casos em que o mero ajuste. sem que haja início de execução. por exemplo. BIBLIOGRAFIA . a participação é impunível. Como não houve nenhuma contribuição causal do chaveiro. por si só. 31 . as relações de parentesco. 312. A exceção é a comunicabilidade das circunstâncias e condições de caráter pessoal quando elementares do crime. Em regra. do artigo 288 do CP. CASOS DE IMPUNIBILIDADE Art. sem usar o artefato. embora não imprescindíveis. impunível. comete o furto por escalada. como. este não será considerado partícipe do furto. atos preparatórios. as atenuantes do artigo 65. determinação ou instigação e auxílio. salvo disposição expressa em contrário. É o caso.O ajuste. São atípicos o auxílio.10 a elementar é a qualidade de mãe. Neste caso. Exemplo: no crime de peculato (art. do CP. sendo. Seu auxílio não chegou a ingressar sequer na fase de execução. no entanto. O iter criminis é composto de cogitação. se o crime não chega. sejam puníveis como delitos autônomos. por exemplo. são impuníveis as formas de concurso de pessoas quando o crime não chega à fase de execução. a instigação e o induzimento de fato que fica na fase preparatória. Ressalte-se que tais circunstâncias e condições de caráter pessoal devem ser de conhecimento do partícipe. como. portanto.9 Essas elementares do crime são quaisquer componentes que integrem a figura típica fundamental. A tentativa ocorre quando o agente inicia atos de execução. Condições pessoais é a relação do agente com o mundo exterior – pessoas e coisas -. a elementar é a condição de funcionário público do agente. não atingindo a consumação por circunstâncias alheias a sua vontade. A regra é a incomunicabilidade das circunstâncias e condições de caráter pessoal. quadrilha ou bando. Circunstâncias são elementos que integram a infração penal apenas para aumentar ou diminuir a pena. no crime de infanticídio (art. atos executórios e consumação.Não se comunicam as circunstâncias e as condições de caráter pessoal.Art. a determinação ou instigação e o auxílio. a ser tentado. salvo quando elementares do crime. não são puníveis. por exemplo. pelo menos. 30 . Ex: sujeito pede a um chaveiro uma chave falsa para cometer um furto e é atendido pelo irresponsável profissional.

GASPARI. Manual de Direito Penal: parte geral. Curso de Direito Penal. Tradução: Alex Martins. que faz campanha com a ilusória idéia de que a ameaça de uma nova sanção ou da cominação de uma sanção mais rígida irá diminuir a criminalidade. 123 LOCKE. p. 23 _____. Vera Regina.MIRABETE. p.br/direito25. São Paulo: Martins Fontes. In: http://www.htm.cesec. Elio.htm. 1996.suigeneris. 2004. 1998. p. p.br/artigos/Midia_body_JL10. Julita. 15ª Ed. p. ANDRADE. Rio de Janeiro: Forense. p. 1998. CAPEZ. 2002. Florianópolis: Diploma Legal. In: http://www. Hans.edu. Do controle da violência à violência do controle penal. São Paulo: Martin Claret. 1. 2053: Uma população atrás das grades. 558 KELSEN. Júlio Fabbrini. 22. . Acessado em 04/01/03. Introdução Crítica ao Estudo do Sistema Penal: elementos para compreensão da atividade repressiva do Estado. Da Pena de Prisão às Penas Alternativas . São Paulo: Saraiva. 1999. São Paulo: Companhia das Letras. 82.ucam. Segundo Tratado sobre o Governo. A ilusão de Segurança Jurídica. 2002. Epistemologia Jurídica e Democracia. p. Rio Grande do Sul: Unisinos. São Paulo: Atlas. vol. 1.pro. . Vocabulário Jurídico.Acessado em 04/01/03 PIMENTA. PLÁCIDO E SILVA. Vladia Lelia Pesce. Leonel Severo. A ditadura envergonhada. LEMGRUBER. Porto Alegre: Livraria do Advogado. 2000. ROCHA. 2004. Fernando. 6. 109.714/98. MATERIAL DE APOIO VIOLÊNCIA VIRTUAL E O DIREITO PENAL DE EMERGÊNCIA 11 Por Cecília Reia12 A inflação do direito penal em grande parte é causada pela comoção e pela sensação de insegurança coletiva propagada pela mídia de massa. John. p. Teoria Pura do Direito.Lei 9.

que quando multiplicado e vivido de modo coletivo resulta em angústia e se torna mais temível quanto menos pode ser identificado com clareza. na maioria das vezes. por muitas vezes ao vivo na mídia televisiva. Gera. canalizando o sentimento de inseguridade. dando maior ou menor ênfase dramática às cores de um determinado fato. entre os instrumentos empregados com essa finalidade temos: campanhas de distração. são tendenciosamente selecionadas e necessitam de um requisito básico para serem transmitidas: precisam ser vendáveis. . as informações. Como nos ensina Cervini. sendo o resultado dessa angústia um sentimento global de insegurança [2]. Assim. hoje. Essa sensação de insegurança é usada como mote para o recrudescimento dos instrumentos de controle social. Os meios de massivos de informação. Percebe-se então. a notícia na maioria dos casos não reflete a realidade. Apesar de sempre ter existido. com a transmissão da notícia em tempo real. A violência de massas é assunto sempre atual razão pela qual torna-se fácil perceber que a forma como a informação é transmitida pela mídia. uma sensação de medo. pelas quais se focaliza a atenção da população em determinados assuntos para desviar a atenção de uma crise política ou econômica (política do pão e circo). medidas urgentes para conter a "crescente e assustadora criminalidade". esquecendo-se que com esse comportamento abrem mão instantaneamente de seus próprios direitos.Certamente a mídia de massa com sua quase sempre distorção e potencialização dos acontecimentos não é a única responsável pela sensação de insegurança e pelo expansionismo da lei penal como solução de conflitos das mais variadas naturezas. mas veremos que a força da mídia é fator decisivo para a formação desses fenômenos[1]. a sensação de insegurança gerada pelas incertezas comuns ao regular desenvolvimento da vida moderna somada ao medo da violência vivido coletivamente "põe todos em estado de beligerância" [3]. É sabido que grande parte mídia de massa baliza sua atuação conforme audiência. geram a idéia ilusória de eficiência do direito penal para solução dos conflitos sociais. As pessoas passam a aceitar como possível na "luta contra o crime" a privação de direitos individuais indisponíveis dos agressores em potencial. campanhas conformadoras do esteriótipo do "criminoso" com base no jovem marginalizado. fazendo com que a população passe a pedir por sanções rígidas. penas cruéis. que não são todos os acontecimentos que são passados ao público. a violência criminal passa a ser vivida coletivamente. nessa conjectura. sendo um produto construído de forma com que a massa popular assimile a idéia transmitida como sendo uma "verdade absoluta". pela difusão de determinados tipos de delito. influencia e manipula a opinião popular. como mediadores da realidade [4]. campanhas de "lei e ordem". precisam romper com o cotidiano. Assim.

se. Ademais. As alterações da Lei de Crimes Hediondos se deram em razão de dois fatos de grande repercussão nacional: o primeiro. quando permite que o preso provisório "em . a novelista Glória Perez.792 de 1º de dezembro de 2003. aos olhos da população. mais uma vez pela pressão midiática. A lei que altera a Lei de Execuções Penais e instala o Regime Disciplinar Diferenciado – RDD.695. em sua grande maioria.Referidas campanhas. "Acontece um verdadeiro linchamento midiático. em culpados"[8].transformam . onde "a maioria das informações sobre violência é acolhida acriticamente. Com efeito. que incluiu o homicídio simples quando praticado em atividade típica de grupo de extermínio (mesmo que o grupo seja de apenas uma pessoa) no rol dos crimes hediondos. com altos índices de audiência[6]. criam profecias de impunidade absoluta e indignação moral instigando a autodefesa [5]. esquece da presunção constitucional de inocência. nos lembrando do regime ditatorial. em que suspeitos . das quais os meios de comunicação participam conscientemente. possuem programas de jornalismo investigativo sensacionalista. geram uma inversão da realidade quando destacam o acontecimento de certos (selecionados) crimes.702/90. Surge ainda em 1998 a Lei 9. o segundo fato foi a chacina da Candelária e da favela de Vigário Geral. estão etiquetadas sem ao menos ter o direito a um processo equânime que talvez as rotulariam na forma da lei. O cataclismo da segurança pública hodiernamente vivido. por suas características potencialmente dramáticas e aterrorizantes" [7]. como tema de notícias e matérias curiosas. as pessoas que são vítimas dessas investigações jornalísticas. Para que se tenha idéia do caráter nefasto destas alterações legislativas. têm sua honra maculada e sua reputação destruída. insuflado por um segmento da mídia. que alteraram a Lei 8. cotidianamente transformada em relatos jornalísticos sensacionalistas. No Brasil os canais de televisão aberta.072/90 e 8. a simples falsificação de um batom é crime hediondo com pena mínima de 10 anos [9]. com o auxilio da imprensa para colher assinaturas em favor de uma lei que incluísse o homicídio qualificado no rol de crimes hediondos. a iniciar um forte movimento de manipulação da opinião pública.940/94. a falsificação de remédios e produtos equiparados a medicamentos no rol de crimes hediondos. cria-se uma violência virtual que torna-se real na medida que é assimilada e vivida pela população. de disfunção social. que produzem manchetes baseadas em boatos e desinteressam-se pelo resultado das investigações na polícia ou do processo penal. Recentemente temos o exemplo da Lei 10. que inclui. descomprometido com a realidade fática e. impulsionado por interesses escusos mostra-se claramente presente nas Leis 8. que resulta dos célebres casos da pílula de farinha Microvilar e da falsificação do remédio Androcur.muitos nem acusados formalmente . em 1993. foi o assassinato da atriz Daniela Perez que levou sua mãe.

pois tenta-se inutilmente lutar contra os efeitos da violência esquecendo-se de suas causas. o que de fato não ocorreu. Na mídia o rigorismo do Regime Disciplinar Diferenciado foi amplamente divulgado como solução para o desmantelamento da facção criminosa: Primeiro Comando da Capital[10]. o ordenamento penal torna-se cada vez mais simbólico. com o discurso de lei e ordem cria-se uma hipertrofia no direito penal.br . o princípio da intervenção mínima. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS http://www. que suprime direitos individuais e sociais. proclama a idéia de que a intervenção penal do Estado só se justifica quando é para a prevenção contra o terror do próprio Estado.nome da segurança e da justiça" seja transferido para esse regime disciplinar.com. Esse temor somado a campanhas de "lei e ordem" e ao interesse político do Estado em tentar ocultar sua fragilidade e se mostrar presente na ordem social. entre outras tantas inconstitucionalidades. O direito penal não pode ser usado como forma única de controle social. mostrando eficiência apenas para afirmar o maniqueísmo eterno do Estado. que mesmo após decisão condenatória definitiva permanece com seu direito de integridade física e moral. Assim. colocando o comportamento delitivo (focando no indivíduo e não o fato social) como "o mal" e a intervenção do Estado e supressão de direitos como "o bem" necessário e legítimo. O Direito Penal simbólico é usado como forma de consenso e resulta em leis penais violadoras de direitos individuais indisponíveis afastando o direito penal da consciência comum e da origem contratual que o legitima. só faz aumentar a violência e a sensação de insegurança que acompanha e sufoca a população todos os dias. a emergência está sempre presente. em uma realidade próxima a anomia. sendo a idéia absorvida como forma de desmantelar organizações criminosas. Distanciamo-nos cada vez mais da Constituição Federal de 1988. como limitador do ius puniendi.ibope. É até ingênuo pensar que o isolamento de "cabeças" faria o ritmo dos crimes diminuir. visto que o crime organizado tem por pressuposto a hierarquização de seus membros e a falta de um membro é automaticamente é suprida por um outro integrante. A força midiática provoca a multiplicação emocional do risco existente gerando medo que é vivido de modo coletivo. e uma legislação de pânico. resulta em leis severas e passionais que criam um ordenamento emergencial. da dignidade da pessoa humana do recluso.

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