COSTA LIMA

INSETOS DO BRASIL
1.° TOMO

ESCOLA

NACIONAL

DE

AGRONOMIA

SÉRIE DIDÁTICA N.º 2 - 1938

INSETOS DO BRASIL
1.º TOMO

DA COSTA LIMA
Catedrático de Entomologia Agrícola da Escola Nacional de Agronomia Ex-Chefe de Laboratório do Instituto Oswaldo Cruz

INSETOS DO BRASIL
1.º TOMO

CAPÍTULO I - XXI

ESCOLA NACIONAL DE AGRONOMIA
SÉRIE DIDÁTICA N.º 2 - 1938

No p r e s e n t e tomo a c h a m - s e r e u n i d o s os artigos p u b l i c a d o s , c o m o m e s m o titulo, nos n u m e r o s d e Agosto d e 1935 a Julho d e 1937 d e "O C a m p o " . Os He m i pt e r os , cujo e s t u d o já foi i n i c i a d o no n u m e r o d e S e t e m b r o d e 1937 d a c i t a d a revista, os Homopteros, os N e u r o p t e r o s e os Tricopteros constituirão o a s s u n t o dos c a p í t u l o s d o 2 ° tomo. Este, s e g u n do espero, d e v e r á ser p u b l i c a d o o m a i s b r e v e possivel, isto é, logo q u e s e j a m f a c u l t a d o s , n ã o s ó m e n t e a o Diretor da Escola, Prof. H. Grillo - que muito se tem interessado pela edição desta obra - como tambem ao seu autor, os recursos de que ambos puderam dispôr para a publicação deste tomo. Rio de Janeiro, Dezembro de 1938.

CONTEÚDO
PAGINA
PREFACIO .................................................................................................................................................... CAPÍTULO

IX

I.

Classificação Classificação

dos dos

seres insetos

e

nomenclatura e bibliografia

zoológica

....

2
15

II. III.
IV.

entomologica

Ordem THYSANURA ..................................................................... Ordem COLLEMBOLA ................................................................... Ordem EPHEMERIDA ..................................................................... Ordem ODONATA ........................................................................... Ordem PERLARIAE ........................................................................ Ordem EMBIIDINA .......................................................................... Ordem ORTHOPTERA ..................................................................... Ordem GRYLLOBLATTOIDEA ..................................................... Ordem PHASMIDA .......................................................................... Ordem DERMAPTERA .................................................................... Ordem DIPLOGLOSSATA ....................................................................

37 45
55

V.
VI.

71
99 109

VII. VIII. IX. X. XI. XII. XIII. XIV. XV.
XVI.
XVII. XVIII. XIX. XX. XXI.

115
187

189 205
215

Ordem BLATTARIAE ........................................................................
Ordem MANTODEA ............................................................................. Ordem ISOPTERA ........................................................................... Ordem ZOROPTERA ........................................................................ Ordem CORRODENTIA ................................................................... Ordem MALLOPHAGA ........................................................................ Ordem ANOPLURA ......................................................................... Ordem THYSANOPTERA ............................................................... Indice ................................................................................................

217
251

263
329

335 351 379 405
453

PREFÁCIO
Esta obra destina-se áqueles que, tendo conhecimentos basicos de morfologia e de fisiologia dos insetos, desejam ampliá-los, procurando adquirir, no estudo de cada ordem de insetos, os dados mais importantes relativos á biologia das especies mais interessantes encontradas no Brasil, especialmen te em suas relações com a economia humana. Pareceu-me conveniente, antes de desenvolver o plano do trabalho, em que serão estudados todos as ordens de insetos consoante o criterio acima exposto, escrever dois capítulos preliminares, um sobre classificação dos seres e nomenclatura zoologica e outro sobre classificação dos insetos e bibliografia entomologica. Sendo riquissima a literatura sobre entomologia em geral, procurei fazer uma seleção cuidadosa das obras que mais de perto nos interessam. Aliás, identico criterio adotei na escolha dos trabalhos que indico no fim de cada capítulo. Verificar-se-á, entretanto, que muitos dêles não se referem especialmente a insetos existentes no Brasil. Contudo, não podaria omitir-lhes a citação, ou porque são valiosas contribuições á biologia do grupo a que se referem, ou porque apresentam indicações bibliograficas, senão completas, pelo menos suficientes para que, rapidamente, se fique ao par do que até então foi escrito sôbre o assunto. Era meu desejo dar a esta obra uma feição mais atraente, apresentando, no estudo de cada grupo entomologico, uma serie de figuras artísticas, representando fielmente as especies mais comumente encontradas no Brasil. Todavia, como motivos independentes da minha vontade impedem-me realisar esse intuito, farei o possível para ilustrar o exposto no texto com desenhos e estampas fotograficas, que me pareçam indispensaveis para sua melhor compreensão.

X

Nestas condições, não sendo um trabalho completo, julgo-o entretanto suficiente, atendendo ao fim principal a que êle se destina, qual o de auxiliar áquêles que desejam iniciar-se no estudo da entomologia brasileira, sob qualquer dos seus aspetos. Aos que se utilisarem desta obra em seus estudos, peço me apontem os erros que tenha cometido. Não poderia concluir êste prefacio sem nêle deixar consignada a minha gratidão ás pessoas citadas nas linhas seguintes. Ao prof. Cesar Pinto, pelo muito que se interessou para que não mais adiasse a publicação deste trabalho. Ao saudoso prof. Castro Silva, o incomparavel mestre do desenho científico no Brasil, por se ter, bondosamente, prontificado a fazer algumas figuras que ilustram o texto. Ao eximio desenhista C. Lacerda pela confeção de alguns dos desenhos originais. Ao Snr. J. Pinto, fotomicrografo do Instituto Oswaldo Cruz, pelas fotografias estampadas neste volume.

CAPÍTULO I
Classificação dos seres e nomenclatura zoologica
CLASSIFICAÇÃO DOS SERES
Os seres que povoam a Natureza são tão numerosos que, para serem estudados, devem ser grupados convenientemente e denominados, isto é, classificados. Classificá-los, é, pois, distribuí-los metodica ou sistematicamente em grupos formados segundo as afinidades mais ou menos intimas que nos pareçam evidentes entre esses seres. É na biologia que a arte das classificações se acha bem desenvolvida. A parte da biotaxia referente ás classificações e ás regras que determinam o estabelecimento dos metodos e sistemas denomina-se taxionomia ou taxinomia e não taxonomia.

1. Classificações naturais e artificiais - Os taxinomistas, baseando-se em dados fornecidos pela filogenia, pela ontogenia e pela corologia (dados biostratigraficos e biogeograficos), têm-se esforçado em organizar a arvore genealogica dos seres vivos, procurando evidenciar, não sómente as diferenças, como as relações de parentesco entre os pontos extremos dessa arvore, que representam as especies atuais conhecidas, contribuindo, dest'arte, para a resolução de uma das questões

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INSETOS DO BRASIL

mais interessantes da biologia, qual seja a da historia da evolução de tais seres. Torna-se, entretanto, extremamente dificil determinar as afinidades em todos esses pontos extremos, porquanto muitos dos ramos dessa arvore, representando os seres que deram origem áquelas especies, ainda não foram convenientemente estudados. Todavia, tem sido possível organizar-se parcialmente a representação dessa arvore, quasi que exclusivamente pela apreciação dos caracteres de organização dos seres conhecidos, isto é, seriando-os ordenadamente segundo a homologia, de modo a ficarem perto do tronco comum os tipos mais generalizados ou simples; os mais especializados ou complexos nos pontos extremos, e, entre êles, os de caracteres intermediarios. E assim se procede, porque semelhanças morfologicas ou estrutur ais, ou melhor, orgãos homologos nos seres atuais, indicam relações de afinidade ou parentesco e, por consequencia, descendencia de uma forma ancestral comum. Estabelecem-se deste mod o as classificações ou metodos naturais. Destas diferem sensivelmente as chamadas classificações ou sistemas artificiais , f undados em caracteres de certos orgãos, escolhidos arbitrariamente por quem as propõe. 2. Especie - De todos os tipos de organização existentes descendem sempre individuos que lhes são muito parecidos. E não obstante tais descendentes nunca serem absolutamente semelhantes, nem mesmo em se tratando de individuos de uma mesma geração, o grau de variação que nêles se observa é, via de regra, imperceptível. Há, assim, na Natureza um grande numero de grupos de seres vivos, cada qual constituido por esses indivíduos que se parecem muito uns com os outros. Para cada um desses grupos, representantes da unidade zoologica, propoz-se o nome vulga r - especie , correspondente á denominação cientifica -

species.
Desde CUVIER, costuma-se definir especie como sendo uma coleção de individuos que se assemelham tanto entre si como os d a d e s c e n d e n c i a de u m só i n d i v i d u o .

apresentando todos o mesmo conjunto de caracteres específicos não observado nas especies aparentemente mais proximas. Entretanto. que pareciam quasi insuperaveis mediante. porque. devo transcrever o seguinte trecho traduzido da admiravel obra de HURST The mechanism of creative evolution.CLASSIFICAÇÃO DOS SERES 3 Tal definição é geralmente aceita. ou por simples variações dependentes de condições ecologicas ( 1). A ecologia é a ciencia das condíções de existen c ia. A especie é caracterisada pelos traços comuns a todos os individuos que ela encerra. enquanto alguns naturalistas multiplicam o numero de especies. A etologia é a ciencia dos costumes. somente possivel em indivíduos da mesma espécie. Por isto. é o estudo do modo de vida. que fazem desaparecer os limites de especies consideradas perfeitamente distintas. as transições relativamente grandes que pareciam existir entre estas. . considerando-se o estado c o n t e m p o r a n e o dos seres vivos. Cambridge. tão subtis. todo êle relativo. ás vezes. formas aparentemente diferentes. exclusivamente. dos costumes. á medida que novas especies vão sendo descritas e classificadas entre as já estudadas. raramente se vê embaraçado no firmar o valor específico de uma forma ainda não descrita desse grupo. sob o mesmo nome específico. ou ligadas entre si por tipos intermediarios bem definidos. mesmo que não tenha em mãos uma série de indivíduos. é o estudo do meio ambiente e da ação do mesmo sobre os organismos e não das reações por ele produzidas nos orgãos. porém. são facil- ( 1) Deve empregar-se os termos ecologia e etologia nas suas verdadeiras acepções . Esses traços comuns constituem os c h a m a d o s caracteres específicos . A proposito do conceito atual de especie. via de regra. 1933: "Multas dificuldades. sem inconveniencia. outros reunem. dos movimentos dos organismos. graças ás observações e experiências realisadas por gene ticistas. a analise taxonomica. na pratica. criando-as á custa de diferenças morfologicas insignificantes. O valor dos caracteres específicos é. perdeu muito de valor. o taxionomista especializado no estudo de um determinado grupo de sêres organizados. O criterio da fecundidade dos cruzamentos. tornam-se. porém.

singularmente. uma especie deixa de ser uma concepção arbitraria.Muitas vezes. e a especie genetica se nos apresenta como uma unidade mensuravel e experimental da evolução. um caráter excepcional. pecie da fórma específica nestas típica. em termos de genes e de cromosomios. pela combinação dos tres metodos técnicos. ou um conjunto de pequenas diferenças se perpetuam na geração. deve-se sub-esaplicá- . Em condições Sub-especie sinonimo de considera-se o termo rigor. o Ao nom e 4. . correspondendo mais á seção generica do taxonomista nas cinco especies diploides basicas do gênero. Muito se tem feito com varios gêneros. Em muitos casos a especie genetica coincide mais com a velha especie lineana que com as novas micro-especies de JORDAN. mais se aproximam da especie lineana". porém. O estudo de grandes gêneros e famílias. um simples nome ou rotulo. contendo genes espefíficos e homozigos. Verificada e reconhecida. a especie genetica mostra-se maior que a especie lineana.4 INSETOS DO BRASIL mento elucidadas. representados no nucleo de cada celula por grupos de cromosomios constantes e característicos. porém. Variedade e raça . conquanto um tanto lento.Em geral. " acha-se aberta a estrada para o estudo da sua evolução e da sua origem. enquanto que as suas sub-especies e especies poliploides. a verdadeira natureza de uma especie. variedade. genetica ou citologicamente. 3. que pode ser demonstrada experimentalmente. e apezar do assunto ter sido apenas explorado. para se tornar uma entidade específica real. destaca-se um ou mais grupos que apresentam. que dá-se grupo ou grupos de indivíduos de raça ou variedade. em indivíduos de uma mesma especie. é. Encarada sob este ponto de vista. conveniente ao sistematico. com certos caracteres específicos constantes e comuns. quando investigadas genetica e citologicamente. Em alguns casos. delas derivadas por híbridação nos Períodos Plioceno e Pleistoceno. todavia. que ocasionam geralmente intra-fertilidade e inter-esterilidade. é possível ter-se hoje uma ideia mais precisa do que é realmente a especie. Um a especie é um grupo de indivíduos de descendência comum. como no gêne ro Rosa. o unico meio seguro de investigar as relações de parentesco e valores evolucionais.

pelo menos decisivas. exclusivamente por falta de conhecimento dos grupos intermediarios que os ligam. consideradas vizinhas pela comunidade de certos caracteres (caracteres genericos). tanto maior. A cada um desses grupos de especies dá-se o nome de gênero. que corresponde á denominação científica genus. como é arriscado.Os gêneros.Si bem que as especies se diferenciem entre si pelos chamados caracteres específicos. o espefífico. Daí resulta. Gênero . o estabelecimento de divisões genericas perfeitamente definidas. ter de se lhe aplicar. o sub-específico e o da variedade propriamente dita. outros. terão valor. cinco termos: o generico. exclusivamente baseados num ou mais caracteres. reu ne m tai s gêneros. podemos frequentemente distribuí-las em grupos constituidos por duas ou mais especies. procurando interpretar o valor desses caracteres em combinação com alguns não tomados em consideração pelos primeiros. que oferecem um certo numero de traços comuns. senão muito conspicuas. 6. Considerações idênticas ás que foram feitas para a especie podem ser aplicadas ao gênero. quanto mais especializados forem os conhecimentos de quem os estudou. ás vezes. são grupados em familias. 5.especie e variedade. A fa- . enquanto uns estabelecem novos grupos genericos. ao designar-se uma variedade. Quando. até então julgados perfeitamente distintos. Compreender-se-á. exclusivamente formados segundo a interpretação de quem os propôz. só podem advir vantagens da criação de novos gêneros. pois. o numero de especies que se encadeiam fôr consideravel. É obvio que os grupos genericos assim constituidos. possivelmente variaveis até nas proprias especies que os constituem. Grupos superiores . Assim.CLASSIFICAÇÃO DOS SERES 5 lo para um grupo sistematico de grau intermedio entr e . o subgenerico. porém. sendo possível distribuí-las em grupos mais ou menos distintos por diferenças estruturais. quando se examina uma pequena série de especies.

. A sequência dos diferentes grupos taxionomicos vai do de categoria mais elevada....... por sua vez grupados em ramos... Regras de nomenclatura ........................ Sub-classe ... são hoje universalmente adotadas regras de nomenclatura promulgadas pelos Congres- .... mostro como a mesma se acha classificada nesses diferentes grupos: REINO ..... FAMILIA .............. nem sempre suficientes para designar todas as categorias taxionomicas... As familias afins são reunidas e m ordens ......................... estas em grupos de categoria superior chamados classes................ ESPECIE ............... á unidade zoologica........... Animal Arthropoda Hexapoda Pterygota Hymenoptera Clistogastra Formicoidea Formicidae Ponerinae Ectatommini Ectatomma Ectatomma edentatum muticum densestriatum NOMENCLATURA ZOOLOGICA 7....................................................................................................... SUB-GÊNERO ..................................................... SUB-FAMILIA ........Para não haver confusão na designação científica dos animais.............................................. CLASSE ....................................... Para que se possa avaliar a sua importancia....... em geral.. figurei-os em tres tipos de letra..................................... Variedade .. inscritos entre os já citados........ SUB-ORDEM ............. o reino...................... PHYLUM ..... Tomando........................ que apresento linhas abaixo................................ ORDEM . SUB-REINO... a especie.... GENERO ..... como uma especie ou uma variedade................6 INSETOS DO BRASIL milia é..... pois.. A palavr a grupo ........ para exemplo................ tipos ou phyla............................. um conjunto de gêneros que mantêm entre si grandes afinidades.. há outros.......................................................................... uma determinada formiga.................... SUPER-FAMILIA .. é empregada em um sentido pouco preciso.............................................. TRIBU .............................. Além dos termos até aqui mencionados......................... e tanto pode servir para designar uma classe............................... Sub-phylum ............................................ Sub-especie ...

sendo o nome da sub-especie ou variedade acrescentado ao da especie. etc. gêneros e demais grupos superiores (familias. em sua maioria. CAUDELL. Exemplo: Atta sexdens rubropilosa ou Atta sexdens var. hoje acrescidas de varias decisões suplementares. isto é. "sem interposição de qualquer sinal de pontuação". 8. que devem ser bem conhecidas por todos aqueles que estudam a entomologia. cada especie é designada por duas palavras: a primeira que representa o nome do gênero a que pertence e a segunda propriamente o da especie considerada. rubropilosa . A nomenclatura dos sub-gêneros. especie saevissima. Nos Congressos subsequentes foram definitivamente aprovadas as chamadas Regras Internacionais de Nomenclatura Zoologica. proposto por BLANCHARD e adotado no 1. publicada em 1758. Não tendo êle. ) é uninominal. O primeiro Codigo.Solenopsis saevissima gênero Solenopsis. A nomenclatura das especies é latina e binominal. porém.Dos nomes de categorias superiores a gêneros O nome de familia é formado acrescentando-se ao radical do . Exemplo: a formiga de fogo . A nomenclatura das sub-especies e variedades é trinominal. ordens. N. BANKS e A. (LINNAEUS). caráter oficial. Além das Regras Internacionais de Nomenclatura Zoologica os entomologos. . limitar-me-ei apenas a expôr as principais.º Congresso reunido em Paris em 1889.º Congresso reunido em Moscou em 1892. na resolução de questões de sistematica. orientam-se segundo o Codigo Entomologico proposto em 1912 por N. foi novamente adotado no 2. para servir de base e ponto de partida da nomenclatura binaria.NOMENCLATURA ZOOLÓGICA 7 sos Internacionais de Zoologia. mal esclarecidas ou totalmente omissas nas referidas regras. Escolheram os zoologos a decima edição do Systema Naturae de CARL VON LINNÉ. é claro que se não o poderá seguir senão nos casos em que não colidir com as Regras Internacionais de Nomenclatura. Não transcreverei para aqui todas essas regras.

ou tratada como tal. O nome de tribu (a primeira divisão abaixo de sub-familia) deve ser baseado num dos gêneros inclusos e deve terminar em ini. 9. O Codigo Internacional é. em resumo. 10). O nome do sub-gênero. O nome generico passa para a categoria de sub-gênero quando o gênero passa a categoria de sub-gênero e reciprocamente (art. O nome de familia ou de sub-familia deve ser mudado quando fôr mudado o nome do gênero que serve de tipo ( a r t . deve ser colocado entre parentesis entre os nomes generico e específico (art. quando citado na especie. 108): o nome de familia deve ser formado substituindo-se a ultima sílaba do nome generico (de preferência o mais antigo). o que estatue o referido codigo norte-americano: o nome de uma super-familia deve ser formado substituindo-se o idae de um dos nomes das familias inclusas pela terminação oidea. . si ela não deriva do latim. latina ou latinisada. O Codigo de BANKS e CAUDELL. 7). acrescentando-se êsse mesmo radical a desinencia inae (artigo 4).8 INSETOS DO BRASIL gênero que serve de tipo a desinencia idae e o de sub-familia. Uma das tribus de uma sub-familia deve ter por base o mesmo gênero da tribu. tambem omisso quanto á formação dos nomes de super-familia e de tribu. entretanto. palavra simples. Devem tambem ser empregados como substantivos no nominativo singular e "escritos com a primeira letra maiuscula" (art. estabelece o seguinte (art. 5). No que se refere aos nomes de familia e de sub-familia. O mesmo se fará com relação ás sub-familias. Dos nomes de gênero e de sub-gênero . pela terminação idae.Os nomes de gênero e de sub-gênero devem consistir em uma. unica. 9). Eis. 8). Quando um gênero é dividido em sub-gêneros o nome do sub-gênero típico é igual ao do gênero correspondente (art. no genitivo. o Codigo Internacional não é bastante claro.

. n. a menos que seja evidente. acompanhando-o de uma indicação. 14. lateralis. que tenham por fim ou a dedicatoria a uma pessoa cujo nome é duplo. todos os outros nomes específicos deverão ser escritos com a primeira letra minúscula (art. uma definição ou de uma descrição. quer sejam substantivos no nominativo ou no genitivo. 15). sp. Mariae. por excepção. 21). quer adjetivos concordando em gênero com o nome generico. 22). sem interposição de qualquer sinal de pontuação. Neste caso as duas palavras que compõem o nome específico ou são reunidas por um traço de união ou escritas em uma só palavra (art. empregados como nomes específicos. um i ao fôr mulher . c ). cornu-pastoris ou cornupastoris..). 13). Quando se dedica uma especie a uma pessôa um nome moderno. o genitivo. definição ou descrição (art. Quando se tiver de citar o nome do autor com o respectivo nome científico. pelo conteúdo da publicação. viridis. ao envés de seguir da declinação latina. sensu stricto. que uma outra pessoa é a responsavel pelo dito nome. Do nome específico .NOMENCLATURA ZOOLÓGICA 9 Exemplo: Piazurus (Pseudopiazurus) obesus. 11. Quaisquer outras indicações (data. aquele deve ser colocado logo após o nome científico. Todavia.Deve ser considerado autor de um nome científico o que o publicou em primeiro lugar. Exemplos: Cruzi ou cruzi. e de ae se (art. devem igualmente ser univocos. serão admitidas denominações específicas de vocabulo duplo. sua indicação. que tenha as regras. 10. Exemplo: Sanctae-Catharinae ou sanctaecatharinae. porém dêle separadas por uma vírgula (art. devem seguir o nome do autor. podem ser representados com a primeira letra maiúscula.Os nomes específicos. emend. etc. Do nome do autor . será formado pela adição de nome completo da pessôa se fôr homem. ou o estabelecimento de uma comparação com um objeto simples. Sómente os nomes de pessôas. Exemplos: Cruzi.

1758) Fabricius. 1804. para cada gênero e cada especie. 12. o nome do autor que fez essa nova combinação (art. por êle creado.. em 1804. 23). deu o nome de Formica sexdens a uma formiga que. podendo colocar-se. em 1758. descrita em 1758 por LINNEU. Em alguns casos. o nome mais antigo pelo qual foram designados. formas que constituem duas especies distintas.10 INSETOS DO BRASIL Exemplo: o nome científico da mosca domestica. de uma definição ou de uma descrição e quando o autor aplicou os princípios da nomenclatura binaria (art. Quando uma especie fôr transferida para um outro gênero. ou. pois. 1896. 24). abreviando: Atta sexdens (L. não o fizer acompanhar: de um sumario dos (2) Liste der Autoren zoologischer Art-und Gattungsnamen zusamengestelt von den Zoologen des Museum fur Naturkund in Berlin. qualquer nome generico ou específico. 8º. 1758. sem interposição de qualquer sinal de pontuação. pode receber uma notação indicando ao mesmo tempo o nome do autor que estabeleceu a especie primitiva e o nome do que efetuou a divisão dessa especie. a especie restricta a qual fôr atribuído o nome específico. não será valido se o autor. diferente daquele em que ela foi incluída pelo autor. 2. assim faremos: Atta sexdens (Linné. ao apresentá-lo. é Musca domestica Linnaeus. Todavia. Se quizermos.. seguido áquele de uma das expressões: pro parte ou partim (art. 1758) F.Adota-se sempre. autores antigos designaram. sob uma denominação específica unica. logo em seguida. vermehrte Auflage. 25. a e b ). As abreviações dos nomes de autores antigos devem ser feitas segundo a lista de abreviações publicada pelo "Museu Zoologico de Berlim" ( 2 ). Lei da prioridade . Exemplo: LINNEU. publicado depois de 31 de Dezembro de 1930. conserva-se na anotação o nome do autor que descreveu a especie entre parentesis. 1804. escrever o nome desse inseto com todas as notações. quando êsse nome foi divulgado numa publicação em que v e iu acompanhado de uma indicação. . foi considerada por FABRICIUS como pertencente ao gênero Atta . Neste caso. Berlin.

quando uma fase qualquer do ciclo evolutivo foi denominada antes da fase adulta. eventualmente. 25. 28). A lei da proridade deve ser aplicada ou o nome mais antigo deve ser conservado: 1. D iz-se que há tautonomia quando o nome específico e. As aplicações da lei da prioridade devem vigorar da data da publicação da 10.ª edição do "Systema Naturae" de LINNEU. autogenotipo ou ortotipo) (art. quando os dois sexos de uma mesma especie foram considerados como pertencentes a especies ou mesmo gêneros distintos. quando o animal apresenta uma sucessão regular de gerações desemelhantes. 27). A mesma regra deve ser aplicada quando duas ou mais especies ou sub-especies forem reunidas em uma só. ou de uma referência bibliografica precisa de tal sumario de caracteres (diagnose. 4. º . No caso de um nome generico êste deverá ser acompanhado de uma designação precisa da especie típica (genotipo. 34). isto é. o nome sub-especie são idênticos ao nome genérico. 26). c). Um nome generico preocupado) quando já (art. definição ou descrição resumida). 2. nem mesmo pelo autor. êste toma o nome do gênero mais antigo. pão poderá mais ser regeitado. é rejeitado como homonimo (nome foi empregado para outro gênero . º . definição ou descrição condensada). generico ou específico. Uma vez publicado um nome científico. se ambos foram publicados num mesmo trabalho. que foram consideradas como pertencentes a especies ou mesmo a gêneros distintos (art. prevalecerá naturalmente o nome que estiver em primeiro lugar nesse trabalho (art.º. por impropriedade ou tautonomia (arts. Quando dois ou mais gêneros forem reunidos em um só. quando uma parte qualquer de um animal foi denom inada antes do proprio animal.NOMENCLATURA ZOOLÓGICA 11 caracteres (diagnose. 32 e 33). e. de 1758 em d i a n t e (art. que diferencie o gênero ou a especie dos outros gêneros ou especies. 3. º .

35). ou melhor. numero de especimens. italiano ou latim . WATERHOUSE. Si.12 INSETOS DO BRASIL Um nome específico é rejeitado co mo homonimo qua ndo já foi empregado para designar outra especie ou sub-especie do mesmo gênero (art. êstes são o s paratipos . é indispensavel assinalar: a ) a localidade e a data referentes ao material típico.Segundo determinação dos congressos de nomenclatura zoologica. sub-especies e variedades. êste é considera do o tipo . a êste se dá o nome de lectotipo. escrita de preferência em alemão. francês. possue outros exemplares. b ) o que constitue o material típico. depois de feita a descrição original. Para se verificar se um nome que se propõe para um gênero ou sub-gênero está ou não preocupado. pois. o autor da especie. êstes serão os cotipos da especie. nome do colecionador. o autor não escolher um especimen da série típica para servir especialmente de tipo e basear a sua descrição no resultado do exame de todos os especimens da série. convem que qualquer proposta de um novo grupo sistematico seja acompanhada de uma diagnose individual e diferencial. SHERBORN e o Zoological Record. Tipos . no momento de descrevê-la. Dá-se o nome de alotipo a um paratipo do sexo oposto ao . Quando. informações sôbre o sexo desses especimens. isto é. um cotipo fôr escolhido para tipo. porém. Nas descrições de especies. o nome de paratipo a cada um dos especimens da série examinada dentre a qual foi escolhido o tipo. Dá-se. o holotipo da especie. Os diferentes nomes aplicados para um mesmo gênero ou para uma mesma especie são os sinonimos desse gênero ou dessa especie. Quando o autor de uma especie ou de uma sub-especie fundamenta a sua descrição em um especimen unico. c ) em que coleção se acha guardado o material típico e qual o numero de ordem que apresenta. 13. dando-se aos demais cotipos o nome de paralectotipo. além do tipo. inglês. Si. citados na bibliografia deste capítulo. deve consultar-se as obras de SCUDDER.

Metatipo é um especimen comparado pelo autor da especie com o tipo e por êle determinado como sendo da mesma especie.. Para o estudo dos principios gerais de entomologia sistematica recomendo a leitura das obras de FERRIS (1928) e de SCHENK e Mc MASTERS (1936) e para a compreensão dos termos varios. FRIZZEL. rol. é um especimen comparado com o tipo-por outrem que não o autor da especie. L. porém comparado pelo autor da especie. Sc. empregados por diferentes autores. AGASSIZ. Bibliografia. a qualquer indivíduo que servir de base á descrição do sexo oposto ao do holotipo. 4 2 f i g s . Am e r . 3. porém comparado pelo autor da especie. 11 figs. 3 1 0 p . para substituir o holotipo que se tenha estragado ou perdido ou que se ache em máu estado de conservação.NOMENCLATURA ZOOLÓGICA 13 do holotipo. ou melhor. F. 169 pp. e por êle determinado como sendo da mesma especie. Press. ou melhor homeotipo . L' e sp è c e . California. 14. em qualquer época ou por qualquer autor. Topotipo é um especimen coligido no mesmo lugar em que foi encontrado o tipo e com o qual foi comparado por outro especialista. n. 5. Na t . 1933 - . Neotipo é um especimen oriundo da mesma região geografica. L. 2 v o l s . de preferência da localidade em que foi encontrado o tipo. não procedente da localidade em que foi encontrado o tipo. como o define FERRIS. Th e p r i n c i p l e s o f s y s t e m a t i c en t o m o l o g y . Stanford University Publications. Ideotipo é um homoetipo.. 1 4 : 6 3 9 . 1842-1846 CUENOT. escolhido por um especialista ou pelo autor da especie.6 6 8 . G. Pa r i s : D o i n & C i e . L. University Series .. Homotipo . 1936 FERRIS.Biol. e t I n d e x U n i v e r sa l i s. D. ou. um topotipo. que não o autor da especie. Stanford Univ. na designação do s tipos indico os trabalhos de HORN (1920) e de FRIZELL (1933). Terminology of types. 1928 N o m e n c l a t o r z o o l o g i c u s. M i d l . porém.

Biol. SHERBORN. Bd. H. Nomes de 1846 a 1868. 1935. II. E. Anteriormente publicadas nos Proa. annual issues 1-10. vols. 1873 . 1920 - INSETOS DO BRASIL Ueber der musealen Minrauch mit Insekte n "Typen". Inst. Cantabrigiae.Nomenclator zoologicus. Washington. 1902 . C. 8º. Wissenschaften. SCUDDER. H-L. vols. MDCCCII. . n. 72 pp. MARSCHALL. D.Regras internacionais de nomenclatura zoologica. D-G. usque ad finem decembris MDCCC. SCHENK. N. Societatibus eruditorum adjuvantibus a Carolo Davies Sherborn confectus. II. x C ongrès International de Zoologie. 1912 . D. J. Annexe: 1583-1609. International Rules of Zoological Nomenclature. 1758 generibus et speciebus animalium imposita sunt. Washington (1926) 39 : 75-194. Budapest. Zoological Record. Amar. Scudder. 1929. Xe. E. 1936 . S.Lista de novos generos no fim de cada volume.14 HORN. An alphabetical list of all generic names that have been employed by naturalists for recent and fossil animals from the earliest rimes to the close of the year 1879. London.Index zoologicus. H.. W. tenu a Budapest du 4 au 10 Septembre 1927. O-P. KUKENTHAL. do. Verlage der Preussiachen Akademie d. A. T. Q-R-S. Mem. C. Bd. together with names not inciuded in previous nomenclature. In 2 parts: I Supplemental List. II. IV. Sectio prima Kalendis januariis MDCCLVIII. Including a reprint of the International Rules of Zoological Nomenclature with summaries of opinions rendered to the present date. Bd. São Paulo. A-B. Press. An alphabetical list of names of genera and subgenera proposed for use in zoology as recorded in the Zoological Record 1880-1900. Butatan. 1932.Procedure in taxonomy.Nomenclator zoologicus. F-M. 1902 . H. A. by David Sharp. D.Index zoologicus. An alphabetical list of names of genera and sub-genera proposed for use in zoology as recorded in the Zoological Record. 1930 . II Universal Index. V. WATERHOUSE. & HELDER. 1864-1937 . 1882 . Tradução para o português. 38-47 inclusive (1901-1910) and the zoology volumes of the "International Catalogues of Scientific Litterature". together with other names not included in the "Nomenclator zoologicus" of S. London. C. Edit. Bd. Sectio secunda a Kalendis januariis MDCCCLVIII. T-Z e partes XXIX a XXXIII. 1022-1042. Soc. Stanford Univ. M. F. Congrès International de Zoologie. M-N.Nomenclator animalium generum et subgenerum. 1. C-E. Continens nomina systematlca generum animalium taro viventium quam fossilium secundam ordinem alphabeticum disposita. 8º. Vindobonae. 1 vol.Index animalium sive índex nominum quae ab A. 1926-1935 .. & MC MASTERS. W. III. SCHULZE. usque ad finem decembris MDCCC. 1926. ja publicados: A-B. K.

A palavra inseto ( insectum ). isto é. oriunda de intersectum. Posição sistematica dos insetos. cujas especies. 3 pares de pernas toraxicas e. geralmente. ou dos Artropodos. .CAPÍTULO II Classificação dos insetos e bibliografia entomologica CLASSIFICAÇÃO DOS INSETOS 15. (3) Neste trabalho não trato da ordem Protura (Classe Myrientomata ). Como se sabe. Dentre elas a dos Hexapodos ou Insetos é a que compreende exclusivamente os Artropodos eutraqueados. são incluidas por varios autores na subclasse Apterygogenea de Hexapoda.Antes de tratar do assunto principal do presente capítulo. com o corpo dividido em 3 regiões (cabeça. dos animais de apendices locomotores articulados e um esqueleto externo quitinisado. um par de antenas. .000 cspecies descritas (aproximadamente 4/5 do numero de animais conhecidos num total de 840. Compreende esse phylum cerca de 675. torax e abdomen). distribuidas em varias classes.000 especies). desprovidas de antenas. convem dizer sobre a posição sistematica dos insetos em relação com os grupos que lhes são afins. dois pares de azas (3). A parte da zoologia que trata dos insetos é a entomologia. os insetos pertencem ao grande phylum Arthropoda .

devem ser citadas as de: PACKARD (1883 e 1885). Assi m. feita por LINNAEUS em 1735. KRAUSSE & WOLFF (1919). BöRNER (1904). em todo reino animal. nos cursos de entomologia a meu .16 INSETOS DO BRASIL corresponde á denominação grega . foi este o conceito que prevaleceu entre os zoologos. E como calcularam haver. Classificações entomologicas. dada por ARISTOTELES a todos os animais de corpo entrecortado ou segmentado. O s entomologistas atuais ou adotam uma dessas classificações integralmente ou um sistema nas mesmas baseado. a palavra entomologia é empregada para designar exclusivament e a ciencia dos Artropodos Hexapodos. deveria abranger todos os animais articulado s ou Artropodos . CRAMPTON (1924). sob o ponto de vista da quantidade de especies que a constitue. in SCHRÖDER) e de BRUES & MELANDER (1932). é o grupo dominante em toda a escala zoologica. SHIPLEY (1904). ou ciencia dos insetos.A classe dos insetos. foram apresentados sucessivamente outros sistemas compreendendo as novas formas que iam sendo estudadas e que não podiam ser incluidas nas ordens anteriormente estabelecidas. . SHARP (1895-1899). BRAUER (1885). HANDLIRSCH (1904 e 1908). HANDLIHSCH (1930. Enquanto isso não se realizar. cerca de 840. COMSTOCK (1895). BRUES & MELANDER (1915). 16.000 especies. Seria de toda a vantagem que a questão da classificação geral dos insetos fosse discutida nos congressos internacionais de zoologia e especialmente de entomologia. de modo a ficar definitivamente estabelecida uma classificação que fosse aceita por todos os entomologistas. a Entomologia .000 especies descritas. desde LATREILLE. concluir que perto de tres quartas partes desse numero pertencem á classe dos insetos. Aliás. poder-se-á. Depois da primeira classificação dos insetos em 7 ordens. Segundo um computo apresentado por METCALF e FLINT (1928). continuarei a adotar. Todavia. portanto. com maior aceitação. O numero de insetos conhecidos atinge a um total de 625. durante muitos anos. Dentre as classificações propostas.

partim et actorum. Sub-classe: 1. Embioptera Shipley. 1886. 1903. Ambulatoria Westwood. ª Ord. 1796) Grassi.ª Ord. 1792. Apantoptera Shipley. EMBIIDINA (Hagen. 8. Apterygota Lang. Ephemeroptera Shipley. Saltatoria Latr. 1883. 1839. . 1904. PERLARIAE Latreille. Classe: HEXAPODA Latreille. Gressoria Börner.ª Ord. ficação de HANDLIRSCH. ª Ord. 1859. 5. ª Ord. Netica Navas. ORTHOPTERA (Olivier. THYSANURA (Latreille. 1903.ª Ord. Embiaria Handlirsch. APTERYGOGENEA Brauer. 1903. COLLEMBOLA Lubbock. PTERYGOGENEA Brauer. o seguinte sistema. Euplecoptera Westw. 1904. 1802. 1905. 1913. Ephemeroptera Haeckel. 9.1773) Kirby. ª Ord. 1938. 1815.. 1888. . 1838. 1685. 1904.CLASSIFICAÇÃO DOS INSETOS 17 cargo. 1919. Paraneuroptera Shipley. 1869. 1815. 1903. 2. DERMAPTERA (De Geer . EPHEMERIDA Leach. . Phasmodea B u r m . 1885. Sub-classe: 3. 1904. Perlaria Handlirsclh. 1861) Enderlein. Perloptera Krausse & Wolff. 1831. ª Ord. Plectoptera Packard. Phasmatodea Jacobson e Bianchi. 10. Aptera Shipley. 1888. ODONATA Fabricius. 1817. 1903. 1903. 1904. 4. 1904. 1915. Oligoneura Börner. Adenopa Verhoeff. Embiodea Kusnezov. Agnatha Meinert. 1839. 6.. Embioidea Handlirsch.ª Ord. 1904. baseado principalmente na classi- INSECTA Linné. 1896. 1811). GRYLLOBLATOIDEA Brues & Melander. PHASMIDA Leach. ª Ord. 1817. 7. Pterygota Lang. 1888.. Plecoptera Burmeister. Euplekoptera Westwood. 1904. Phasmoidea H a n d l . Euplexoptera Westw.

1885. ª Ord. 1913. Lipoptera Shipley. 1758) Leach. MALLOPHAGA Nitzsch. 20. 1903.. 1836. . 1817) Westw..18 11. ª Ord. . O o t h e c a r i a V e r h . TRICHOPTERA Kirby. Copeognatha E n d e r l e i n . 17. Dermodermaptera Verhoef. Frontirostria Z e t t . Phthiraptera Haeckel. 23. ZORAPTERA Silvestri. ª Ord.. . 1911. 1775. 1818. 1832) Comstock.. 1904. . ª Ord. Lipognatha Börner. ª O r d . ª Ord. Ellipoptera Shipley. ISOPTERA (Brullé. Gulaerostria Z e t t . . . 1902. 1806. Parasita C o m s t . 1902. 1835. 1810. Pseudorhynchota Cholodkowsky. (Incluindo MEGALOPTERA Latr. LEPIDOPTERA L. 1903. ª Ord. 1886. 1896. 25. Psocoptera Shipley. . ª Ord. 15. 1839) H a n d l .. Blattoidea H a n d l . 1829. Anoplura L e a c h . p a r t i m . 1835.. Mantoidea H a n d l . 1879. 1903. 1815. . 1838. INSETOS DO BRASIL DIPLOGLOSSATA Saussure.. 19. . Heteroptera L a t r . 1895. . N'EUROPTERA L. 1903. 12. Mecoptera C o m s t . 1895. Hemimerina Burr. . . 1815). p a r t i m . p a r t i m . . 1802) Brauer. 1840. Rhynchota B u r m . 1903. 1810. Mecaptera Packard. . ª Ord. PANORPATAE (Latr. 1828. HEMIPTERA (L. 16. p a r t i m . 1817. 1904. .. 1802 e RHAPHIDIDES Leach. 1903. 21. 1904. ANOPLURA Leach. 1904. ª Ord. 14. Socialia Börner. 18. Siphunculata L a t r . 1758. MANTODEA Burm. HOMOPTERA (Latr. 1902. ª Ord. 1895. 1828. 24. BLATTARIAE Latr. 22. 1838. . Physapodes Dumeril. .. CORRODENTIA (Bur m . . Rhynchota B u r m . B la tt a r i a B u r m . ª O r d . 1825. ª Ord.ª Ord. 1758. 1836. 1904. Phryganoidea H a n d l . 13. 1813. Physopoda B u r m .ª Ord. Glossata F a b r . Oothecaria V e r h . THYSANOPTERA Haliday..

............. . Halterata Scopoli..... 1825. ª O r d .. Sub-classe Apterygogenea.. Suctoria De G e e r .... ........ June 30.. HYMENOPTERA L ... ª O r d ...... ............. 1758. mu i tas vezes..... 1795.............. de tubo ventral no primeiro esternito Thysanura .............. .. 1758....... ..CLASSIFICAÇÃO DOS INSETOS 26..... .... 1 1' Aparelho bucal constituído por peças livres (ectognato) ou retraídas na cavidade bucal (entognato). 1896.. Sub-classe PTERYGOGENEA... de 6 segmentos............ porém... 26. 1 1' Insetos Insetos apter os ..... 1758) L a t r .......... desprovido................. SIPHONAPTERA L a t r .. abdomen alongado.... Halteriptera C l a i r v ..... ............ A n t l i a t a F a b r .. 1798. 1778........Science. R h i p i p t e r a L a t r .... Sub-classe Pterygogenea....... 1826.. 28. p a r t i m ... Collembola.... STREPSIPTERA K i r b y ... abdomen curto.. apteros.... 2 ....... Eleuterata F a b r .. cujo abdomen apresenta apendices locomotores rudimentares . 703)................ cujo abdomen é totalmente desprovido de apendices locomotores ...... DIPTERA L ......... 29............. um pequeno apendice bifurcado (tenaculum) no terceiro esternito e.. apteros ou alados..... 1922...... L a m b e n t i a H a e c k e l ...... 1763.. para determinação das Hexapoda (4) sub-classes e ordens 19 27..... apresentando de 2 a 8 pares de pernas rudimentares e de 2 a 3 cércos anais........... no quarto ou quinto esternito. ª O r d ....... (4) Na confecção das chaves adotei o metodo numerico preconisado por WILL I AMSON (Keys in systematic work .. 1775... 1825........... um grande apendice bifido (furcula) .... 1796. Sub-classe APTERYGOGENEA. apresentando um tubo ventral no primeiro esternito....... Insetos pauro.......... 1813. 17.... de 11 segmentos...... Chave de (Para as formas adultas) 1 1' Insetos ametabolicos.. 30.. Aparelho bucal entognato.......... ...... .. A p h a n i p t e r a K i r b y .... alad os . p.... ........ COLEOPTERA (L......... ª O r d . hemi ou holometabolicos.... ª O r d ...

........................ Cabeça prolongada inferiormente em uma tromba ou rostrum um pouco mais longo que a cabeça Panorpatae........ ... Diploglossata ).............. 7...... de corpo cilindroide..............20 2(1) INSETOS DO BRASIL Insetos pequenos.... de corpo saciforme...... em geral.... quasi sempre fixos ás partes epigeas ou hipogeas das plantas....... 3....... 9................. não com a forma referida em (8) .................................. semelhante a um casco.... Insetos muito pequenos. Abdomen provido de um par de cércos unisegmentados............ Cabeça não prolongada inferiormente ................. com 1 ou 2 garras vis i veis .................. apresentando um orgão vesiculiforme.............................. porém................. sobre êle disposta com aspéto pulverulento ou de filamentos ou fitas Em todos os casos..... comquanto unisegmentados............ Dermaptera (incl....................... de aspéto anormal......................... com menos de um centímetro de comprimento (Trips) .............................................. Homoptera..... Coleoptera..... Ultimo articulo dos tarsos normal............... o aparelho bucal é do tipo sugador e constituído por um rostrum filamentar (piolhos dos vegetais) ............................. Insetos não muito pequenos..... . Providos de pernas (algumas femeas de besouros) ........................ em geral.............................................. entre duas garras rudimentares..... fortemente chitinisados e em forma de pinça ou forceps....... Aparelho bucal sugador .......... .......... Thysanoptera...................................... incluído em um casulo formado por fragmentos de galhos ligados por fios de seda (femeas de Psychidae) ........... Insetos diferentes dos incluidos nos grupos anteriores 5........ 8.. 6..... 2' 2" 3(2') 3' 4(3') 4' 5(2") 5' 6(5') 6' 7(6) 7' 8(7') 8' (5) Nas especies da sub-ordem Arixenina e da ordem Diploglossata os c é rcos... Aparelho bucal mastigador .. Lepidoptera.... ou simplesmente revestido de secreção cerea............................... são de aspeto diferente e bem menos robustos que nos demais Dermapteros............ Insetos........... Abdomen desprovido de cércos ou.................................................. Sem pernas ..... que vivem parasitariamente no corpo de outros insetos adultos .... Tarsos aparentemente uniarticulados................................... 21.......................... Strepsiptera ......... Tais especies são ectoparasitas de mamiferos..... Insetos larviformes.................................... ord................................... tarsos trimeros (5) .................... quando provido... sem secreção cerea .......... com o tegumento nú ou protegido por uma escama ou por uma carapaça................................................... 4.

............ as do par anterior fossoriais (gafanhotos) ............................................................. Corpo deprimido............ Isoptera.............. raramente de 5 ..... 15' 16(15') 16' 17(16') 17' 18(17) 18' 19(17') 19' 20 (19') ..... Phasmida.................. Embiidina................. ................................. Primeiro artículo dos tarsos do par anterior normal .............................................................. Isoptera................ Insetos pediculoides............. 15...................................... se................... Abdomen (cupins) Abdomen tarsos de Cércos Cércos aderente....................... quando não distintamente deste tipo...................................................... ................... separado do torax por uma constrição na base.......................... Corpo achatado e oval................ isto é.... cércos muito curtos (cupins) ............................................................................................................... Tarsos de 5 articulos.............. 13.................. 11..... Perlariae....... Zoraptera.... 18......................... Corpo não deprimido..................... femures do par posterior não mais dilatados que os das outras pernas........................ 17.................................................................. Tarsos de 2 articulos .................. ........... Pernas posteriores não saltatoriais........ Corrodentia. antenas de 5 segmentos no maximo (piolhos de aves e mamíferos) .... Blattariae................... Tarsos de 4 a 5 artículos . femeas sem ovipositor (baratas) ................ 16......................................................................... cércos mais ou menos alongados 20..................... multi-segmentadas ................... Pernas do par posterior saltatoriais..................................................................... Tarsos de 4 articulos..................... Pernas do par anterior raptoriais (louva-Deus) Mantodea....................................... Pernas do par anterior.... Abdomen provido de cércos ..... tarsos de 4 artículos............................................................... tarsos de 4 a 5 artículos ........... 12 (10') 12' 13(9') 13' 14(13) 14' 15(13') unisegmentados multisegmentados Tarsos de 5 artículos (bichos-páo) ........ Hymenoptera..................... 19...... ou...................................... porém.... Insetos formicoides............. são mais dilatados.......................................... 5 articulos (formigas) ............. ..................... 12............................ Mallophaga............. 14.......... o primeiro articulo dos tarsos das pernas anteriores é mais volumoso que nas demais pernas .................................. tarsos de 1 a 3 artículos ........... Orthoptera...CLASSIFICAÇÃO DOS INSETOS 9(8') 9' 10(9) 10' 11(10) 11' 21 Abdomen sem cércos ... não raptoriais ........................................ antenas filiformes.... Tarsos de 3 artículos ...................... 10............................................................... Primeiro articulo dos tarsos do par anterior muito mais dilatado que nas demais pernas ...................................................................

.... Pernas posteriores normais................................... Grylloblattoidea..................................... Fronte não tocando os quadris das pernas anteriores ............. Aparelho bucal mastigador ................................ 27..... Hemiptera................ sem nervuras (elitros) (bezouros) ............................ Duas asas ........................................... Blattariae.................... 22(21') 22' 23(22) 23' 24(22') 24' 25(24') 25' 26(1') 26' 27 (26) 27' 28(27) 28' 29(28') 29' 30 (29') 30' 31(30') 31' .......................................... Tarsos de 5 articulos ........................................................................................................... 22................... 25............ 23..... 34.... Cércos multi-segmentados (baratas) .................................................................. Peças bucais..... Diptera........... proboscida não enrolada sob a cabeça .............. Aparelho bucal sugador............................................................................. Asas coriaceas ou pergaminhosas ............................................................................................. 21(6') 21' Corpo mais ou menos revestido de escamas e longos pêlos............. Siphonaptera.... Asas coriaceas............... sem labio segmentado 24............................. 32......... com labio segmentado (percevejos) ............................ quando visiveis........................................................... Coleoptera.... Quatro asas .................................... 28................. 31.................................................................. fêmeas com ovipositor bem desenvolvido .................................................. Phasmida......................................................................................................................... Anoplura.......... Homoptera....................................... Proboscida com labio segmentado .................. Asas pergaminhosas.................... 30.............................................................. Corpo fortemente comprimido (pulgas) ........... Tarsos de 1 articulo (piolhos hematofagos.................. Corpo não comprimido ............................................................... 29......................................... Asas membranosas ......................22 INSETOS DO BRASIL Corpo alongado...................................................... com nervuras ............................... Hemiptera............ Céscos unisegmentados (bichos-páo) ........ Corpo sem escamas... .. Pernas do par posterior saltatoriais ou........... ................. de mamiferos) ......... as do par anterior fossoriais (gafanhotos............................ Fronte tocando os quadris das pernas anteriores..................................... quando não deste tipo..........tromba) ................ proboscida enrolada sob a cabeça (espiro..... anteriores não fossoriais...... Orthoptera................ grilos e grilos-toupeira) ................................................................... Lepidoptera....

....CLASSIFICAÇÃO DOS INSETOS 32(27') 32' 33(32') 33' 34(26') 34' 35 (34) 35' 23 Aparelho bucal sugador (moscas e mosquitos) ............ Pernas do par posterior normais................ Asas posteriores consideravelmente mais desenvolvidas que as anteriores e sem nervuras transversais.............. Asas anteriores da mesma estrutura em toda a extensão .............................................................. Aparelho bucal rudimentar ou ausente ........ aparelho bucal mastigador . aparelho bucal sugador (rostrum) com labio segmentado (cigarras e cigarrinhas) ................................. Asas anteriores pergaminhosas (tegminas)................................................................. halteres presentes...................... Blattariae........................................................................... Asas anteriores com a parte basal coriacea e a apical membranosa (hemelitros) (percevejos do mato) Hemiptera.................................. Phasmida...... apresentando nervuras ........ Homoptera........... Pernas anteriores normais ........ Asas da mesma estrutura.................................. Homoptera..... 35.. 36(35') 36' 37(36) 37' 38(37') 38' Ab d om en pr ovi do de cér cos em forma de pi nç a ou forceps ........... quando não desse tipo............ as do par anterior fossoriais (gafanhotos................................................. sem nervuras (eli tros).................................... 40...................... Pernas anteriores raptoriais (louva-Deus) ............................ Asas com multas nervuras. 38....... 37.................................................................................................... Mantodea...................... 42................ Asas com uma nervura apenas.................................................... 39(36') 39' 40(39') 40' 41(40') 41' 42(41') 42' ..................... 36.................................. membranosas .......................... Os dois pares de asas de estrutura diferente ...................... Dermaptera. 33................... Abdomen sem cércos .......................... 43. sem halteres .............. Ephemerida.... Coleoptera.......... Strepsiptera..................................... Asas posteriores não dobradas. Coccidae) .................................... Pernas do par posterior saltatoriais ou........... Asas posteriores dobradas longitudinalmente em leque................. 41....................................................................... Asas posteriores com nervuras longitudinais e transversais.............. Cércos multi-segmentados (baratas) .... grilos..................................................... desenvolvidas ou encurtadas ...... Diptera..................................... Asas anteriores corneas ou coriaceas..... Orthoptera........................... as anteriores não fossoriais .............................. Cércos uni-segmentados (bichos-páo) . grilos-toupeira) ........................... 39................. tarsos providos de garras (bezouros) .................................... (machos da fam.................................... tarsos sem garras ........

..... Asas anteriores sem tal sutura ..................... 48................................24 43(34') INSETOS DO BRASIL Tarsos aparentemente uniarticulados................................. 52............................................ Aparelho bucal representado por um rostrum com labio segmentado .......... Cabeça prolongada em uma tromba ou rostrum................................... apresentando no apice um orgão vesiculiforme........................ Isoptera.......... com as peças bucais no apice Panorpatae. aparelho bucal.................... 43' 44 (43') 44' Asas completamente ou em grande parte revestidas de escamas......................................................................... 46....... 50......... tornando-as muito mais largas na base que as anteriores.. . 49.............. Lepidoptera.............................................. quando................. Tarsos das pernas anteriores normais .. Embiidina.................... entre duas unhas rudimentares.. asas de aspecto diferente .... Fronte não tocando os quadris das pernas anteriores .............. ás vezes atrofiado........................ Asas transparentes......... mandibulado...................... núas ou revestidas de pêlos............. mais longo que a cabeça.......... 45........... 45(44') 45' 46(45) 46' 47 (45') 47' 48 (47') 48' 49 (48) 49' 50 (49') 50' Tarsos das pernas anteriores com o articulo basal (1 º ) bem mais dilatado que nas outras pernas . os tarsos são pentameros (5 artículos) .. representado por uma proboscida enroscada sob a cabeça (espiro-tromba) (borboletas e mariposas) ........ quando de outro tipo.......... permitindo o destacamento facil da maior parte da asa (cupins................................................................................ Hemiptera.... porém........................................... quando visível...... não constituído por um rostrum com labio segmentado ............. Asas anteriores com uma sutura transversal na base................ Asas posteriores geralmente menores que as anteriores.... Cabeça com aspecto diferente ................ 47................................. aparelho bucal de tipo diferente do dos lepidopteros ................ asas muito estreitas com longos pêlos marginais (peniformes) (Trips) Thysanoptera......... aparentemente iguais ou mais desenvolvidas que as anteriores................. Aparelho bucal mastigador............................. Ultimo artículo dos tarsos normal................... ou as posteriores com a área anal muito saliente.............................. tarsos com menos de 5 artículos ........ 51........................ semelhante a um casco........... Fronte tocando os quadris das pernas anteriores (cigarras) ......................................... IIomoptera........ Asas anteriores e posteriores aparentemente iguais....................................... 44.. formigas de Natal) ...

............ Asas núas ou mais ou menos revestidas de pêlos.... 1832-55 ........... Manuais de entomologia....... Asas núas......................... tegumento fortemente esclerosado.. não formando reticulo .......... BURMEISTER......... 53........................................... mandíbulas atrofiadas ou ausentes ..... 54... M...... BIBLIOGRAFIA Citarei rais grupo mais de aqui................ 5 vols................ apresentando nervuras longitudinais e varias nervuras transversais formando um reticulo mais ou menos complicado .................. Tarsos de 2 a 3 articulos ...................................................................................................................... Ephemerida...........................Los insectes.... Asas inteiramente núas ou com pêlos microscopicos..... 56.. por ordem ENTOMOLOGICA apenas de as obras de cap í tulo..... Perlariae.......... l'étude des métamor- .................. H...... unisegmentados .............................. Nos volumes restantes o autor trata de Coleoptera............................................ Neuroptera....... o 2................. Quando especialmente cada mencionarei. insetos..... Tarsos pentameros ......................................... comprenant l'histoire des especes utiles et de leurs produits....CLASSIFICAÇÃO DOS INSETOS 51(50') 51' 5 2 (48') 52' 25 Antenas setiformes...... 53(52) 53' 54 (52') 54' 55(54') 55' 56(55') 56' Insetos cujo aspecto lembra o de pequenas mariposas...................................................................... a parte de Neuroptera............................................... Antenas filiformes......... respetiva bibliografia........ O 1............... Trichoptera.. Traité elémentaire d'entomologie.........º trata de entomologia geral. Corrodentia...... gecada a cronologica...... de Orthoptera e na 3.... 1873-85 . tagumento pouco esclerosado...................................... GIRARD....Handbuch der Entomologie.... abelhas............... Zoraptera Cércos muito longos. quasi invisíveis a olho nú (lavadeiras) ..... de Hemiptera.... Hymenoptera............ Abdome sem cércos . na 2........ com poucas nervuras transversais. alongadas ... Abdome com cércos ................ mandibulas desenvolvidas (vespas.............. 55.... a parte.................. tratar no fim interessantes................ dos especes nuisibles et dos moyens de los détruire........................ 18............... formigas) ...° na la parte............................ com aspecto de filamentos caudais (Efemeras) ...... Odonata... com as asas mais ou menos revestidas de pêlos.... Cércos muito curtos.............

4 ests. Ithaca.The insect book .: The Comstock Publishing Co. 1 atlas de 118 ests. London: W. XVI + 541 p. Ltd.Hymenoptères térébrants. 1898 .The Cambridge natural history. tables and bibliographies. V. XIX + 1044 p. PACKARD. F. J.. C. 264 figs. N.Orthoptères. with full life histories. O.Einführung in die Kenntnis der Inaekten. Morfologia. IMMS. 179 figs. KELLOGG. XII + 727 p. 1924 . ineluding the anotomy. Tome II . 13 ests.. L. Jena: G.Coleopteres. Fiseher. XVI + 560 p. HOWARD.. 1905 . 618 figs. A. 48 ests.American insects. grande n ° de figs. 5 e 6. Est.. J. etologia e ecologia entomo- KOLBE... fisiologia.A text book of entomology.on to entomology. COMSTOCK. MAXWELL-LEFROY. H. physiology. les procédes de chasse et de conservation.). logicas. com o mesmo numero de paginas e de figuras. Dümmler. N ew York: Dutton and Co. e 44 ests.. XXVII + 429 p.Introduction . flies and other north american insects. XII + 1139 pp.A popular account of the bees. H. with special reference to economic entomology. Sydney: Angus & Robertson. e map. New York: Doubleday. 1926 . Color. ants.. moths anal beetles.. A 8. New York: Henry Holt & Co. Berlin: F. J. 1923 . SHARP. 1889-93 . Insects. .. Page & Co. von 1912-30 . 4038 p. 624 figs. exclusive of the butterflies. a edição.Manual of entomology. 812 figs.. 1228 figs. Nevroptères porte-aiguillon. D. Paris: Baillieres & Fila.. 3 vols. embryology and metamorphoses of insectes. XVII + 729 p. grasshoppers.A general textbook of entomology (3 a edição). 2514 figs.Indian Insect life. 324 figs. 1934 . Tome III .The insects of Australia and New Zeland. Hemiptères. VII + 694 p. 536 figs. e 84 ests. Vols. (8 color. 1895-99 . 1909 . MAXWELL-LEFROY. XII + 709 p. Lepidopteres. Tome I . H. foi publicada em 1936. 1901 . S. Y. R.Handbuch der Entomologie. M.. D. TILLYARD.. A. Inc. London and New York: Macmillan & Co. H. London: Eduard Arnold & Co. 3 vols. SCHROEDER.. wasps.26 INSETOS DO BRASIL phoses et des moeurs. & HOWLETT.. New York-London: Macmillan & Co. 65 figs.Ah introducti. 786 p.. Thacker & Co. 19. Diptères et ordres satellites.

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Antenas longas. tarsos uni. um filamento 1 Gr. além destes apendices e para dentro deles. multisegmentadas. em geral pequenos (o maior tem cerca de 5 centímetros de comprimento). Insetos apteros. ou unisegmentados. ecto ou entognato. Em varios urosternitos. .As especies desta ordem são os mais primitivos Hexapodos atualmente existentes. ou sómente nos ultimos (posteriores). com as peças salientes ou escondidas dentro da cabeça. nú ou revestido de escamas. Ocelos geralmente ausentes (presentes em Machilidae). de corpo muito delicado. h a 1 ou 2 pares de pequenos orgãos v esiculiformes r etrateis. Cabeça pro ou hipognata. sob a forma de apendices filiformes caudais. deprimido ou mais ou menos convexo no dorso. tri ou quadriarticulados. o ultimo articulo com 2 garras. um par de apendices curto s ( styli ). entre os dois cércos filiformes. Em muitos Tisanuros. Pernas moderadamente longas. Olhos facetados bem desenvolvidos. distintamente segmentado. reduzidos ou ausentes. thysanos.CAPÍTULO III Ordem THYSANURA 1 27. Caracteres. c o m um par de cércos multisegmentados. com o aspecto de pinça ou forceps. . isto é. quasi do mesmo comprimento. de aspecto variavel nas especies. Aparelho bucal mandibu l ado ou mastigador. bi. franja. Outros Tisanuros apresentam. Abdomen de 11 segmentos. cauda. filiformes ou moniliformes. o u r a. estreito.

1 - Acrotelsa collaris (F. tão ou mais longo longamento do 11º esternito. Os tisanuros A forma que apresentam ao nascer . 1905) são 28. (De E s c h e r i c h . que eles. considerado um pro- Fig.38 INSETOS DO BRASIL cerciforme.) (aumentada). post-embrionario. Desenvolvimento insetos ametabolicos.

. 1905) (a ument. Habitos. diferindo esta das formas jovens apenas pela formação completa do aparelho genital. Fig. 2 - Ctenolepisma ciliata (Duf.Os insetos desta ordem vivem em lugares úmidos em que haja materia organica de natureza vegetal.) 29.) (De E s c h e r i c h .THYSANURA 39 m antem-se essencialmente a mesma durante o correr do desenvolvimento até a fase adulta ou de imago. .

179). em madeira podre acumulam no sólo. sc . Fi g. fig. coxa. 3 . face ventral (foi retirada a metade esquerda da 8ª placa ventral). cércos. coxais. cb . (De Packard.Perna metatoracica de Machilidae. 5 . c . (De Imms. e entre as folhas em decomposição que se . 4 . 1934.Machilis sp. bs styl coxais. c Fig. 225) Fig. s . ovipositor.Abdomen de Machilidae. subcoxa. 1909. c . Encontra-se-os tronco e dos galhos das plantas. fig. vesiculas lr. stylus. sob sob pedras.40 INSETOS DO BRASIL da do qual se alimentam. sob a casca a bainha das folhas .

São . em termiteiros de Anoplotermes tenebrosus e Hamitermes hamifer. gl. figs. v. glandulas dos cércos. (De Silvestri. Fig. 1901).. (De Comstock. prosegps . B. emitindo a creção das glandulas. 1901. 7 . 1901). t. C. em formigueiros de Solenopsis geminata . parte apical de um cérco perfurado. Atelura sinoiketa (Silv. em termiteiros de Eutermes microsoma. com os apendices ancestrais e respetiva musculatur a. Projapygidae. impropriamente chamadas "traças dos livros".Projapyx stylifer Cook. m . s. 1924. segundo Oudemans). 1901). cércos. vesículas coxais retraidas. styli. telson.. Os Tisanuros mais conhecidos em nosso meio são as "lepismas". pr . c. vesiculas coxais protraidas. Brasil.Extremidad e do abdomen de c. extremidade do abdomen. fig. Atelura termitobia (Silv. 8 . Fi g. cércos. Fig. telson.THYSANURA 41 No Brasil. ha especies mirmecofilas e termitofilas. v. t. 6 . a saber: Atelura praestans (Silvestri. musculos. post-segmento. ment o. 12 e 15). 1. 225.Esternitos de Machilidae. como em outros paizes.

No Rio Fig.Aparelho de Berlese para colheita de Thysanura e Collembola. 1973). aliás. 1793) e Ctenolepisma ciliata (Dufour. torneira de descarga. Sob o ponto de vista agrícola. material a examinar. devido ás escamas que revestem o tegumento na parte dorsal. D . E . entre papeis velhos. reciplente contendo agua. de Janeiro as especies mais frequentemente observadas são: Acrotelsa collaris (Fabr. ambas da família Lepismatidae. a importancia dos Tisanuros é nula. G . que. Encontra-se-os nos domicílios. L . M . C .. a . f . cano de borracha ligando o funil interno ao tubo de vidro com alcool. funil para entrada de agua. N . .42 INSETOS DO BRASIL insetos de corpo mole. suporte do aparelho. Provavelmente devem existir no Brasil Lepisma saccharina L. 1831). B . 1758 e Thermobia domestica (Packard. A . prateleira com fundo de tela metalica. ambas encontradas em rodas as regiões do globo e tambem pertencentes á familia Lepismatidae. 9 . fig. principalmente nas bibliotecas. (De Berlese. côr cinzenta e brilho prateado. 1905. que recebe os insetos. bico de gaz. se destacam facilmente. i). tubo condutor.. funil interior.

.. Ectotropha (Ectognatha)2 ..... styli nos quadris meso e metatoraxicos e nos urosternitos 2-9... compostos de poucos omatidios separados e relativamente grandes.... maxila.................................. sem filamento caudal mediano.... distribuídas nos grupos indicados na seguinte chave: 1 Peças bucais salientes...... .................. G r....... mache .. styli sómente nos urosternitos 7-9 ou 8-9..... facetados....... gnathos ............. corpo... Classificação A ordem Thysanura compreende cerca de 500 especies...... G r.................. Campodeidae7 1' 2(1) 2' 3(1') 3' 4(3') 4' Autores recentes (SILVESTRI e outros) consideram as especies da subordem Entotropha ( Entognatha ou Diplura ) em ordem aparte. ........ 4 Cércos curtos....... alimento. 3 pares de estigmas toraxicos e 9 a 10 pares de estigmas abdominais .. ............ Lepismatidae 4 Corpo fortemente convexo no dorso............... G r.... Entotropha (Entognatha)3 ........... perfurados no apice do ultimo segmento..... fóra............. ocelos.............................. enthos .... Podem saltar ................... ocelos presentes... A bibliografia será apresentada com a da ordem seguinte.. não perfurados no apice do ultimo segmento.................................................. 3 Corpo mais ou menos deprimido........... filho de Daedalus......... 2 Peças bucais escondidas dentro da cabeça................................. Japix... sómente 3 pares de estigmas toraxicos .......... came........... Japygidae6 Cércos segmentados mais ou menos longos ........................... filiformes....... G r........... Abdomen provido de um par de cércos e de um filamento caudal mediano......... japyg......... Abdomen provido de um par de cércos ou forceps......... Subord.................... Projapygidae..... lagarta................ Olhos pequenos ou ausentes..... ...THYSANURA 43 30..... lepis ....... Machilidae 5 Cércos unisegmentados com aspecto de praça ou forceps .. 2 3 4 5 6 7 G r.............. Não podem saltar ... mole.. dentro.. l0 urosternito com styli.. trophe ................................. escama.............. relativamente robustos. G r. O lhos grandes... ausentes. ficando Thysanura restricta á Ectotropha ( Ectognatha ) e ás duas familias que a constituem como superfamilias: Lepismoidea ( Lepismatoidea ) e Machiloidea....... 1º urosternito sem styli.... ectos.... Subord.. Cércos longos....

ás vezes. dispostas circularmente. constituindo o chamado orgão post-antenal (LUBBOCK). Quasi todos são densamente pilosos e muitos são revestidos de escamas. ora pigmentares. providos de uma ou duas garras. . branco ou de côr mais ou menos escura. de estrutura semelhante á dos omatidios dos olhos compostos.Insetos muito pequenos (as maiores especies teem cerca de 5 mm.CAPÍTULO IV Ordem COLLEMBOLA8 31. tarsos uniarticulados. represent ado por um simples tuberculo dividido ao meio. embole . Antenas de poucos segmentos. Ocelos laterais. cola. inserção. em algumas especies. o tubo ventral ou coloforo. Não apresentam olhos facetados. desenhos de côres brilhantes. Caracteres. porém. . No primeiro urosternito ha um orgão especial. muito delicado. apresentando. mais ou menos conspícuo. ora exclusivamente estruturais ou fisicas. entre a base da antena e os ocelos. Em muitas especies. formado por sensilios especiais. de aspecto variavel nas especies.). Abdomen de 6 segmentos no maximo. provavelmente com função olfativa. semelhante ao dos Thysanura Entotropha. de corpo sub-cilindrico ou globoso. Pernas moderadamente longas. 8 G r. colla . Aparelho bucal mastigador. h a uma serie de manchas escuras.

A peça basal da furcul a ou manubrium . quando o inseto repousa. Algumas es- . tendo cada um. (Entomobryidae) pousa. ás vezes biarticulad o. o qual retem. que vive sobre a agua do mar. . 32. na Europa. f i g . 3 ) . (De H a n d s c h i n . o tenaculum ( retinaculum ou hamula ). funcionando como estrutura adesiva ou ventosa. no solo. Ha mesma uma. no apice. um processo em forma de garr a ( mucro ). lugares muito úmidos. C. em folhas. g a r r a t a r s a l .46 INSETOS DO BRASIL O referido. bainhas de folhas de plantas e detritos vegetais em decomposição. no terceiro urosternito.Os Colembolos habitam. bifido. permite o prendimento do inseto ao plano em que re- Fi g. Ha especies que habitam a superficie das aguas paradas. Muitos Colembolos apresentam. de preferencia. m u c r o d a f u r c u l a . um grande apendice saltatorio. retida nas depressões dos rochedos á beira-mar. um apendice bifurcado. orgão. Brasil (especie termitofila) B . 1924. 10 - Drepanocyrtus relchenspergeri Handschin A . Habitos. apresenta um par de ramos distai s ( dentes ). que emerge do 4° ou 5° uromero (furca ou furcula).

orgão post-antenal e olhos adjacentes. Para o estudo das especies termitofilas deve ser consultado o trabalho de HANDSCHIN (1924). fimetarius B. 83 e 84). A . Ha ainda a assinalar especies cavernicolas e outras que são mirmecofilas ou termitofilas. A s unicas especies co- Fi g. 12 - Onychiurus (L. 1917. orgão post-antenal. C.COLLEMBOLA 47 pecies podem viver sobre a neve ou gelo. B. orgão senso- . 11 - Hypogastrurida e. (De Folsom. Fig. antena.). rial antenal. figs. 9.

(De Folsom. em ninho s de Camponotus rufipes (Sul de Minas) e Pseudosira eidmanni Stach. 1927. 13 - Lepidocampa zeteki Folsom (Poduridae). desenvolvem-se mediante simples transformações. Panamá (consideravel- 33. . sendo as formas jovens semelhantes aos adultos.Como os Tisanuros. 1924. fig. Estado do Rio). isto é. Estes diferem daquelas . Fi g. os Colembolos são insetos ametabolicos. 1935. 1). mente aumentada). em formigueiros de saúva (Mendes.48 INSETOS DO BRASIL nhecidas como mirmecofilas sã o: Mastigoceras camponoti Handschin. Desenvolvimento post-embrionario.

COLLEMBOLA 49 por serem maiores.000 especies. distribuidas nos grupos referidos na seguinte chave de BÖRNER (1913). 35. segundo SCHÖBOTHAM (1917).. 2........ m u c r o n e s .. ás vezes. d e n t e s ...... Imp ortancia agricol a.. h a m u l a . As especies que atacam as partes epigeas das plantas são destruidas mediante a aplicação da calda de arseniato de chumbo. podem.... Para combater as especies que..... via de regra distintamente segmentado. A importancia economica dos insetos desta ordem é bem maior que a dos Tisanuros.. f u r c u l a .. h . pois as especies que vivem no solo humoso ou em plantas herbaceas. coloforo.. Subord. ... . f .... nos viveiros.. F i g . articulação.. arthron.... bulbos.. pleon. 14 Sminthuridae (consideravelmente aumentada). ás vezes os uromeros 5 e 6 ou 4-6 fundidos. atacam sementes... subcilindrico.. c ... ou porque estas permitam a penetração de fungos ou outros agentes patogenicos. 34. m .Ha na ordem Collembola cerca de 2. Arthropleona9 .. ou exclusivamente pelas lesões que produzem... causar danos apreciaveis ás sementeiras e ás plantas vivas... por terem as antenas e a furcula um tanto modificadas e o aparelho genital completamente desenvolvido... etc. d . abdomen de crustaceo. ou da solução de extrato de fumo a 2%. 1 Corpo alongado..... SILVESTRI aconselha cobrir o terreno com uma camada de cinza de cerca de um centimetro de altura.. Classificação. 9 Gr.

além dos discos sensoriais.Fam..... Manubrium geralmente apresentando pêlos ou escamas na parte ven12 tral. raramente nú (Secçâo Entomobryomorpha) ...... morphe.... Tubo ventral curto ou alongado........... Olhos situados perto do bordo posterior da cabeça. Tegumento geralmente liso e provido de escleritos... Gr. Com ou sem olhos.... Tergum do protorax sempre membranoso e sem pêlos......... Gr...4.. ou a furcula mais ou menos completamente reduzida....... 4° segmento antenal apresentando geralmente uma depressão sensorial subapical . oura... pé. garra... pous.... fino.................... calda . cauda... segmentação do torax e dos 4 primeiros uromeros obsoleta..7..... sempre com saliencia sensorial retratil ... onyx... estes..... Symphypleona10 . Tergum do protorax semelhante ao dos outros segmentos do corpo....... o manu- 10 11 12 13 Gr. Com ou sem olhos... bryon....... Furcula geralmente presente e.. 2(1) 2' 3(2) 3' 4(3) 4' Cabeça hipognata................... Manubrium de aspecto semelhante ao que se observa em Symphypleona..........5.. forma.... unha.... Manubrium sem pêlos na parte ventral (Secção Poduromorpha)11 ..... perfeitamente retos.. inseto........ nas formas mais recentes do grupo. abdomen sub-globoso........ em forma de bolsa de paredes lisas.....50 1' INSETOS DO BRASIL Corpo piriforme.............. Orgão post-antenal geralmente bem desenvolvido. Dentes não anelados.... sempre piloso... anelados para a extremidade. Fam............ Tegumento geralmente granuloso..... papilas externas e cércos salientes.. com uma peça suporte medial para os Poduridae...... raramente com escleritos fortemente quitinisados................ Furcula presente ou ausente. excedendo o tubo ventral.......... disposta sob o 4° uromero... Cabeça obliquamente prognata.. situados adiante do meio da cabeça... Dentes recurvados no plano horizontal.. algumas vezes com um saco lateral......... musgo. crescer juntamente..... Orgão sensorial do 3° segmento antena1 com discos sensoriais.......... Onychiuridae13 ........... 4° segmento antenal sem depressão sensorial subapical...... porém... oura.. dirigida para a região anal......... symphyesthain.. raramente excedendo o tubo ve ntral.. 3.. Sem olhos. dentes .. Com pseudocelos... quando presentes......................... porém sem cones sensoriais e sem papilas externas.......... Orgão sensorial do 3° segment o antenal apresentando de 2 a 3 cones sensoriais e.... entomon......... Tubo ventral sempre curto..... multas vezes......... Gr........... quando presente.............. Subord..... Sem pseudocelos..... quando presente......

.. escondido sob o segmento furcal.......... de 4 segmentos.. e 4° urotergitos aproximadamente do mesmo comprimento ou o 4° mais comprido... sem sulco .... Gr......................... Entomobryidae.... Escamas longitudinalmente estriadas....................... Furcula sempre presente .. Cerdas e escamas (parcialmente........COLLEMBOLA 51 brium é simples.............. com o lado externo consideravelmente mais curto que o interno e que o segmento trocanteriano correspondente.......... presentes ou ausentes............. cauda... Cabeça sem vertex elevado... todos os uromeros livres............ Cabeça com vertex distintamente elevado acima do pescoço.. oura....... Segmento ano-genital não escondido sob o segmento furcal............ Fam...................... Neelidae.............. Escamas quasi sempre ausentes.. 3° urotergito consideravelmente mais longo que o 4o........ sob........ Sminthuridae. do lado externo distintamente mais compridos que o segmento trocanteriano respectivo................... não raro com segmentos subdivididos.... Orgão trocanteriano presente (nos trocanteres das pernas posteriores). quando presentes......... Cerdas abdominais sensoriais presentes ....... Fam..................... rato.. 4° urotergito quasi sempre consideravelmente mais longo que o 3 º .. isos...... Corpus tenaculi geralmente com cerdas............ corno (antena)..... Gr........... . 15 .. lisas ou ciliadas. Antenas inseridas atrás do meio da cabeça.. bordo ventral das garras..... bordo ventral das garras simples.. em geral consideravelmente mais longas que a diagonal da cabeça.... Orgão post-antenal ausente. sminthos ........... Furcula sempre presente .. Isotomidae. gaster.. Fam.......... tome.... 6..... Fam. via de regra.......................................... secção..... Hypogastruridae...... pelo menos) ciliadas............ sem peça suporte medial para os den14 tes ........ porém....... ventre.. 3° 6(5) 6' 7(1') 7' 14 15 16 17 G r.. Cerdas sensoriais........... Tomoceridae... ciliadas.................... Faro.. corte.................. sempre consideravelmente mais curtas que a diagonal da cabeça........... Cerdas sensoriais ciliadas sempre presentes... algumas vezes este (o 4 º ) fundido com o 5° e o 6 º ... tome... Cerdas sensoriais abdominais ausentes .............. keras..... Quadris alongados... com um sulco basal........ 17 ... sem costelas longitudinais.... Corpus tenaculi sem cerdas.... 5(2') 5' Orgão trocanteriano ausente. visto de cima. Fam.. Segmento anogenital.................. 16 ................... ........ igual.... Cerdas sensoriais presentes....................... hypo.. Quadris não alongados. Gr.......

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Cabeça .CAPÍTULO V Ordem EPHEMERIDA18 37. especialmente no macho.Insetos anfibioticos 19 de alguns milimetros a cerca de 4 cms. o olho se apresenta dividido em duas partes inteiramente separadas. Abdomen provido de 2 ou 3 filamentos caudais. Antenas curtas. ephemeros . q u e l h e s f o i a p l i c a d o p o r CUVIER. Neste sexo. tuido por peças mais ou menos atrofiadas. em algumas especies no apice de prolongamentos cela- 18 Gr. reticuladas e de tamanho desigual.i n d e t o a d u l t o . Anatomia externa . 21 Oe metamorfose incompleta. de comprimento. 20 Convem guarda-los na» coleções em liquido conservador. Caracteres. havendo assim 4 olhos facetados: 2 laterais. em multas especies.O aparelho bucal. . são alados ou com 4 asas membranosas. alcool a 70° ou solução de formaldeido a 5 %. é rudimentar. consti22 . 22 D a i o n o m e A g n a t h e s . relativamente pequenos. . de forma normal. conquanto seja do tipo mandibulado. pois os Efemerideos. de corpo muito delicado 20. os adultos. de 2 a 3 segmentos. maiores que as posteriores. . 38. na fase adulta. não esclerosadas o que é natural. Hemitabolicos . sendo o ultimo (flagelo) setiforme e indistintamente segmentado. de um dia. sendo as anteriores em triangulo escaleno. 19 Insetos cujas formas jovens ou larvas são aquaticas e as adultos terrestres. não se alimentam. e dois dorsais volumosos (olhos em turbante). ou diptetos. Olhos facetados bem desenvolvidos. porém com formas jovens bem diferentes do. mais ou 21 menos alongados.

16 .Representado principalmente pelo mesotorax. pernas medias e posteriores rudimentares. 1 5 6 ) . parecem especialmente adaptados á visão ao crepusculo. têm cerca de 3 vezes e meia o comp r i m e n t o do c o r p o . Tais olhos. profundamente diferenciados dos laterais. dois posteriores entre os olhos e um anterior e n t r e as a n t e n a s . os cércos. que é o segmento mais desenvolvido. 1924 (De Fig. f i g . 15 - Cabeça de Pseudocloeon binocularis Needham & N e e d h a m & M u r p h y . 2 ) . . não representados completamente na figura.. 3. 15). f i g .Campsurus sp. 1924. Fig. Pernas dianteiras dos machos longas. Torax.56 INSETOS DO BRASIL licos colunares (fig. (De M o r g a n . Murphy. 1913. ás vezes com a tibia e tarso extraordinaria- . Ocelos.

O tipo de nervação é o mais primitivo que se observa nos insetos atuais. Garras tar- Fig. Fig. . mesmo aumento para as duas asas (aumentada). notações Tillyard (aumentada). Pernas medias e atrofiadas (fig. especialmente as anteriores. Tarsos de 4 a sais ás vezes m o d i f i c a d a s . 1853). 18 - Callibaetis sp. as posteriores sempre menores que as anteriores. das nervuras segundo Asas de aspecto caracteristico.EPHEMERIDA 57 mente alongados. 17 - Hexagenia albivittata (Walker. 18) ou ausentes.. rudimentares (fig. 16). posteriores normais ou 5 articulos.

Decimo uromero terminando geralmente em 3 filamentos caudais multisegmentados: dois laterais ( cerci ou cércos ) mais ou menos alongados.Cilindro-conico. O sistema de TILLYARD pode ser apreciado na figura 17. ás vezes com mais de 3 vezes o comprimento do corpo ( Campsurus ). . tão longo ou mais curto que os cércos. C3 R1 M1 IM1 (Costa) (Subcosta) (Radius 1) (Media 1) (Intercalar M1) costa (1) Subcosta (2) Radius (3) Radius (4) (omitida) (omitida) RS (Sector radial) IRs Intercalar Rs) M2 ( M e d i a 2) M 3 (Media 3) IM 3 ( I n t e r c a l a r M 4 ( M e d i a 4) M3) Cubitus (5) MA1 IMA MA 2 + - + + { { Prébraquial (6) M1+2 IM M3+4 Cu 1 Cu 2 1A - Cu 1 (Cubitus 1) ICu1 (Intercalar Cu1) Cu 2 ( C u b i t u s 2) 1 aA (1ª Anal) 2a A (2ª Anal) 3 a A ( 3ª Anal) Postbraquial (7) + 2A 3A + + + A n a l (8) Anal ( 9 1 ) Anal (9 2 ) Abdomen. pois resultou de um estudo combinado das asas de Efemerideos fosseis e das asas nas técas alares em ninfas de especies arcaicas da família Siphlonuridae na Nova Zelandia. ou mesmo ausente. de 10 uromeros. No quadro abaixo. TILLYARD ( 1922 e 1926) CONVEXA CONCAVA (-) (+) MORGAN ou (1912) (1933) EATON C Sc R1 R2 IR 2 R3a IR3a R3b IR3b R4+5 + - + + + + C. raramente mais longo.58 INSETOS DO BRASIL Dos varios sistemas propostos para notação das nervuras o de TILLYARD (Insects of Australia. . ver-se-á a correspondencia das notações deste sistema comparadamente com as dos sistemas de Moro GAN (1921) e de EATON (1933). 1926) é o mais racional. e um medio ( appendix dorsalis ) ou 11º tergito prolongado.

s. p . isto é. v. n a e x t r e m i d a d e do a b d o m e n .ov. os canais vetores ( c o n d u t o s s e m i nai s e ovidutos) n ã o se r e u n e m n a l i n h a m e d i a n a do corpo f o r m a n d o u m c a n a l c o m u m . H á épocas em que a p a r e c e m em g r a n d e n u m e r o e s v o a ç a n d o ao r e d o r das l a m p a d a s e c a i n d o aos m i r i a d e s sobre as coleções de a g u a e m que se d e s e n v o l v e r a m . c .As efemeras são frequentemente encontradas. . a. Cada c o n d u t o s e m i n a l t e r m i n a . penis. á esquerda: extremidade do abdomen do macho.EPHEMERIDA 59 E m amb o s os sexos o a p a r e l h o g e n i t a l é duplo.o. voando nas proximidades de rios. 39. (De Morgan. É nesse vôo que os machos copulam as femeas..Hexagenia sp. 3). valva ovular. 10. a. Habitos. urotergitos. . no respectivo penis e c a d a ovi dut o n u m póro g e n i t a l s i t u a d o no a n g u l o a n t e r i o r do 8 ° u r o s t e r n i t o ( f i g u r a 19). A cop u l a realiza-se r a p i d a m e n t e . abertura do canal seminal.. lagôas e p a n t a n o s . quasi sempre ao crepusculo. 9. Fig. ond e se c r i a m . abertura do oviducto. fig. 19 . em linhas pontilhadas o contorno dos oviductos. á direita: face ventral da extremidade do abdomen da femea. 1913. riachos. f i cando o m a c h o sob o corpo da ..

quasi sempre terminados por uma estrutura de aspeto curioso (fig. b. Assim ha especies cujas formas jovens (jovens propriamente ditas e ninfas. as femeas morrem. Campy& Murphy. ora este apresenta filamentos mais ou menos alongados. Postura. pantanos ou pequenas coleções. suportes submersos. as femeas se dirigem para os criadouros afim de realizar as posturas. O aspeto desses ovos varia nas diferentes especies. figs. 40. ou. com alguma correnteza. Fig. Ora são normalmente constituidos. diferindo apenas pela escultura superficial do corio. locia ampla (De Campsurus Needham Needham corumbanus Needham & Murphy. ovo (fortemente aumentados). As posturas ou se efetuam de uma massas de ovos que se separam na agua. Realisada a unica ou a ultima postura. como a dos riachos e rios encachoeirados.60 INSETOS DO BRASIL femea. Logo depois de fecundadas.O numero de ovos que as femeas podem pôr depende da especie a que pertencem. 1924. ovo. Os ovos ou são lançados na ou postos sobre pedras ou quaisquer só vez. Os machos morrem pouco tempo depois da copula. em grandes ou são feitas parcesuperficie da agua. 20 . 1924. outras cujos jovens habitam a agua pouco agitada dos lagos. .a. escolhendo sempre cada especie a situação ecologica á qual se adaptaram as respectivas formas jovens. outras podem pôr até 5. ou jovens providas de técas alares) só podem viver em agua bem arejada. . Umas põem cerca de 500 ovos. pelo menos. & Murphy.000 ovos. 1924. 19 e 31). A partenogenese só foi observada por MORGAN numa especie norte-americana. ladamente. 20).

As formas jovens das efemeras têm uma respiração puramente aquatica. porquanto. foi descrito por GEOFFROY como sendo um crustaceo. Alimentam-se principalmente de Diatomaceas. ou se realiza imediatamente após a postura nas especies ovoviviparas. Um dos mais curiosos.Formas jovens. respiram o oxigenio do ar dissolvido nagua. A tais variedades de habitos correspondem tipos morfologicos de adaptação perfeitamente distintos. se deformam ao atravessar os ostiolos ha pouco mencionados. já em 1832 havia notado a dupla corrente circulatoria. no primeiro estadio. A larviparidade ou viviparidade rida é extremamente rara. Outras nadam livremente á procura do alimento (fig. Cada um desses filamentos é. readquirindo rapidamente a forma normal. 21). exterior ao refefido vaso. como as adultas. via de regra. apresentando pertuitos ou ostiolos em toda a sua extensão.EPHEMERIDA 61 41. em relação com o vaso dorsal. executando o corpo.A eclosão das formas jovens. É interessante ver como os amebocitos da corrente sanguínea centrifuga. longitudinalmente percorrido por um verdadeiro vaso sanguineo. conforme foi perfeitamente verificado por ZIMMERMANN (1880). tais formas ainda . . 22). centrífuga e centropeta. isto é. BOWERBANK. As formas jovens das efemeras movem-se na agua mais ou menos ativamente. . Desenvolvimento post-embrionario. sensu stricto em Efeme- As formas jovens são campodeiformes e. observado em Prosopistoma. Mais raras são as que vivem agarradas á pedras submersas. em tais filamentos. variavel segundo as especies. podendo mesmo prolongar-se até 5 ou 6 mezes. A principio as trocas gazosas se fazem atravez do tegumento. geralmente providas de longos cércos e um filamento caudal mediano . Muitas formas jovens de efemeras são fossoriais. estudando a circulação nas formas jovens de uma especie de Ephemera. vivendo em galerias que cavarn no fundo lodoso ou arenoso da agua (fig. logo que entram na corrente centripeta do vaso. movimentos serpentiformes. ou algum tempo depois.

de aspecto variavel nas especies. devem tambem desempenhar papel saliente nos fenomenos respiratorios.Campsurus sp. na maioria apensas aos angulos postero-laterais dos 7 primeiros urotergitos. lamentos caudais. Estas branquias estão quasi sempre em continua vibração no meio liquido. . fig. 1924. 39). 22 . Fig. LESTAGE (1930) e SPIETH (1933). As formas jovens mais desenvoividas e as ninfas (jovens com técas alares) respiram principalmente por traqueo-branquias. que só aparecem nessa fase.. os fi- Fig.62 INSETOS DO BRASIL não apresentam as branquias traqueais. Provavelmente.Ninfa nadadora aumentada). foliaceas ou filamentares. que nas formas mais desenvolvidas funcionam como verdadeiros branquias sanguíneas. ninfa fossorial. 21 . depois da primeira ecdise. (De N eedham & Murphy. Para o estudo das larvas e das branquias dos Efemerideos v.

dependendo naturalmente da especie. Em especies já estudadas da Europa. dura longo tempo. nas formas jovens de algumas efemeras ha branquias traqueais internas ou retais. cujo funcionamento ficou demonstrado. em contraste singular com a vida abreviada ou praticamente efemera da fase adulta. a sub-imago. a ninfa vem á superfície da agua. Alguns Efemerideos dos generos Campsurus e Palingenia não sofrem aquela ultima acdise. ás vezes. impropriamente. Resumindo o ciclo evolutivo dos Efemerideos. A esta forma. Terminado esse desenvolvimento. ou mesmo um ou dois dias conforme a especie. A duração da vida do inseto na fase adulta é de minutos. horas. de condições exclusivamente individuais. Passados alguns minutos.EPHEMERIDA 63 Segundo EATON. deu-se o nome . como elegantemente foi definido por LINNEU na seguinte frase: "Larvae natant in aquis.hemimetabolia. uno soepe eodemque die nuptias. puerperia et exsequias celebrantes". Importancia economica . quando vive em agua mais ou menos agitada. 42. volatiles factae. horas ou alguns dias. graças ás experiencias de DEWITZ (1880). pseudo-imago . porém mais robusta e mais escura. até a fase de ninfa completamente desenvolvida. poder-se-á dizer que estes insetos biologicamente se caracterisam pela longa duração do periodo de desenvolvimento post-embrionario. brevissimo fruuntur gaudio. intermediaria entre a ninfa e a forma adulta. repousando num suporte qualquer. dá-se o nome de sub-imago ou. ou. O desenvolvimento post-embrionario. porém. Rompe-se. En- agricola os . unico em toda a classe dos insetos. ou sáe. então o tegumento do dorso do torax e da ninfa emerge uma forma alada semelhante á forma adulta. exclusivamente destinada á reprodução. permanecendo na fase de subimago. sofre uma ecdise.Sob o ponto de vista Efemerideos não têm a menor importancia. Ao tipo de desevolvimento que acaba de ser exposto. nascendo então a forma adulta ou verdadeira imago . realisa-se em 2 ou 3 anos com mais de 20 ecdises.

raramente divergindo ligeiramente . 1853).. Sc da asa anterior oculta em uma dobra da membrana sob R... duas vezes. aos pares....... segmento basal longo . sob o ponto de vista hidrobiologico. tarso posterior com 4 (ás vezes menos) artículos livres ou moveis. genea. Linhas a seguir transcrevo a parte dessa chave referente á determinação das familias.... Para a determinação das sub-ordens.. cuja area de distribuição se estende das Guianas á Republica Argentina.. segundo exemplares que me trouxe para determinação).... em certas épocas. invisível no apice. 2(1) 23 Gr.. Palingeniidae 23 palin.. quando aparentemente presente inteiramente soldado á tíbia.. apenas 2 filamentos caudais nos dois sexos.. publicada originalmente em 1920 e recentemente revista e traduzida para o inglês (1933). aparece na Lagôa dos Patos (Rio Grande do Sul) em quantidades colossais. para a determinação dos generos e especies (adultos e ninfas) da região netropica..... CESAR PINTO... é indispensavel consultar-se o trabalho de NEEDHAM e MURPHY (1924)... dos machos robustas..... são de grande interesse..Ha na ordem Ephemerida cerca de 900 especies descritas. ambas as asas translucidas. 1 1´ Cu 1 e 1A da asa anterior fortemente divergindo na base.. 5° articulo.. Cu 1 e 1A da asa anterior paralelas na base.. das quais..... porém perfeitamente visível na base.... ramos de R e de M aproximando-se.... apendices genitais de 3 segmentos (excepcionalmente com mais de 2 segmentos terminais)........ Esta especie. sub-familias e generos deve recorrer-se á chave de ULMER....... 43.... .. nascimento. Das especies que se encontram no Brasil........ 5.... uma das mais conhecidas é a Hexagenia albivittata (Walker.... uns dos outros.. Subord.. Ephemeroidea 2..... segundo NEEDHAM e MURPHY (1924)....... pois constituem um dos principais alimentos dos pequenos peixes..64 INSETOS DO BRASIL tretanto........ 127 São da região neotropica. invadindo os navios na travessia (observação do Prof.... Classificação. pernas das femeas curtas e fracas... ....... Todavia. famílias.....

.... inteiramente soldado á tíbia Subord. na asa posterior (R 2 +R 4 ) mais curta que ou tão comprida quanto o respectivo tronco. na femea escuras............................................... ..... oligos..... polymitos........................................ muitos fios. Tarso posterior com 5 artículos livres e moveis... flôr.................. 1A da asa anterior não bifurcada porém unida á margem da asa mediante varias ou numerosas nervuras transversas. pernas posteriores sempre curtas e fracas (exceto em Eucyplocia) ... quando presente..... distinta na base)............... Gr. neuron... Heptagenioidea .............. 7. pernas fracas............ primeiro segmento o mais comprido ................................ asas posteriores sem ou com muito poucas nervuras trans versas na parte basal.... de um dia.. 3....................... asa anterior com 4 a 7 nervuras longitudinais.... Sc da asa anterior completamente visível.................... Oligoneuriidae 27 24 25 26 27 4(3') 4' 5(1') 5' 6' Gr............. 10.... especies grandes ou de porte medio . nervura...... poucas.... sem nervuras intercalares livres na margem posterior da asa....... Baetoidea ................. completamente desenvolvida ... potamos............ numerosas intercalares livres e curtas na margem posterior. 5 o articulo............... asas de côr leitosa ou acinzentadas... apendices genitais (forceps) com segmento basal curto segundo segmento o mais comprido . Polymitarcidae 24 3' Ambas as asas transparentes e brilhantes.. pernas robustas..... arcys. ephemeros.... sempre funcionais .... ... pernas anteriores do macho ás vezes longas............... especialmente das asas posteriores..... Subord..... Potamanthidae 26 Tarso posterior apenas com 4 artículos livres e moveis..... 4. Ambas as asas translucidas.............................. anthos.....EPHEMERIDA 2´ 3(2') Sc 65 da asa anterior visível em toda a extensão............... no macho escuras e brilhantes..... apendices genitais (forceps) sem articulo basal curto... Gr. Sc da asa anterior indistinta (quando muito. rio.. não ha nervuras transversais na margem da asa................................... 6............. bem desenvolvida... Gr. unida com R ou inteiramente ausente.... nervo.......... com nervuras transversais apenas nas 2 a 5 primeiras areas anteriores......... rêde................... na asa posterior a forquilha sectoral interna (R 2 + R 4 ) muito mais longa que o respectivo tronco. de nervação muito simples. Ephemeridae 25 1A da asa anterior em forquilha..... inteiramente separada de R ...

especies pequenas .... Baetidae 28 Asas claras.............. 2A afastada de 3A ...... multas vezes apenas com algumas nervuras transversas. Asas leitosas ou escuras....... apenas com 2 a 3 nervuras longitudinais e geralmente poucas nervuras transversas.......... estas. p r o s o p o n . asas com numerosas nervuras transversas ........... asas claras ...... porém vuras em do-se de da asa anterior muito estreita............. de igual S.......... Ephemerellidae 32 Região 1A apice...... dentro da forquilha subital).... boca. região 1A sem intercalares em com nervuras transversais entre 1A e 2A .. 9. não alargada no 2A e 3A mais ou menos paralelas entre si e comprimento.... M da asa anterior não bifurcada. nerS ou retas... o antepenultimo sendo o mais longo .. asa posterior quasi 8(7) 8' 9(8) 9' 10(5') 28 Etimologia duvidosa. nervura...... stoma. varias (geralmente 2) intercalares entre Cu 2 e 1A e entre a longa intercalar e Cu 2 (isto é. 32 Combinação híbrida de Ephemera......... algumas vezes divididas. 30 G r ........... entre a longa intercalar e Cu 2 apendices genitais (quasi sem exceção) com dois segmentos terminais curtos............ fino... .......... mui raramente ausentes........... 2A aproximada de 3A . nome latino dalquevir...................... leptos...... 31 G r.. Caenidae 29 (Prosopistomatidae) 30 1A da asa anterior geralmente separada de 2A na base... cainos.. com o latino ella... phlebos... 8...... franjadas na margem posterior.. 29 Gr. .. 2A no meio............ veia... sem nervuras intercalares livres........ ás vezes..... de origem grega........ M1 simples. e 1A ....... asas posteriores presentes. a segunda correspondendo a M2 porém não partindo de M1 ......... de Gua- diminutivo .................. ausentes............ 1A ............ quando muito..................................... esbenden3A para a margem da asa............ sem intercalares livres entre Cu 2 . asa anterior geralmente com poucas nervuras transversas........... asa posterior muito pequena e estreita. asas posteriores ausentes (algumas vezes presentes na fase de subimago)..... o primeiro sendo o maior .... Leptophlebiidae 31 1A da asa anterior aproximada de 2A ...... provavelmente de Baetis...... m a s c a r a .66 7(6) 7' INSETOS DO BRASIL M da asa anterior distintamente em forquilha . apendices genitais apenas com 1 segmento terminal curto... branco.... entre 1A e 3A ..... 2 intercalares livres atraz de M1 ..........

. VI....... Trarás.......... siphlos..... 1883-. Bibliografia. pronoto bem desenvolvido .. E.. Soc.... V............ J... Le régime das larves et ales poissons... o ura...... Siphlonuridae 34 Região 1A da asa anterior sem intercalares em S ... Les larves dites fouisseuses.. o mais longo sempre mais proximo de 2A : com 2 filamentos caudais .......... a u s e n t e ..... 34 G r .............. oura............ em alusão ao desaparecimento ... (1930 - Contribution à l'étude ales larves des Éphéméroptères...... com intercalares livres mais curtas entre as presas.................... 35 G r ....... algumas bifurcadas...... pronoto muito pequeno ...... Ecdyonuridae 36 11(10') 11' 12(11') 12' 44.....A revisional monograph of recent Epehmeridae or may-flies. algumas vezes com indicação de um segundo par de intercalares... A.......... 525-531....................... Região 1A da asa anterior com varias ou muitas intercalares curvas em S ......... Ametropidae Região 1A da asa anterior com 2 pares de intercalares longas................. cauda.. larves à tracheo-................. betreffend das gesohlossem Tracheensystem bei Insektenlarven...branchies ventrales...................... a ........ 36 Gr.........EPHEMERIDA 67 10' circular.. 12................... (2) 3:352 p. asa posterior não circular............ 11....... do filamento caudal mediano...... 65 ests................. p r i v a t i v o ..... DEWTTZ... Id......... London.... B elg. dispostas aos pares........ mais ou menos oval ............. Linn. Região lA da asa anterior apenas com um par de intercalares................ alargando-se distintamente para o apice... ..................Einiger Beobachtungen....... protorax bem desenvolvido .... 33 Diminutivo de Baetis................86 .. com 2 a 4 intercalares livres retas. me tron................. com intercalares longas mui numerosas nas areas cubital e anal.. aliás muito curtas e mais proximas de 2A 35 ...... Zool... ecdyo ......... estendendo-se de 1A para a margem da asa................. despojar-se... sórnente 2A e 3A paralelas.. 2A muito mais curta e mais visivelmente encurvada que 1A ... Ent.. Baetiscidae 33 Região 1A da asa anterior sómente estreita na base.......... 1890 . c a u d a ...................... A.................................. Soc. ás vezes............................ H .............. p o u s ... p é ..... Bull....... E A T O N ...................... 70: 78-79........... 69: 433-440.............. Anz......... LESTAGE.....13: 500-504......... Ann. m e d i d a ..

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do Brasil. de envergadura. antenas muito curtas e setiformes. com 15. 1893.5 cm.5 cm. com 14. mais ou menos alongado. "lava bunda" e "cavalo de judeu". de comprimento e 13. Na fase adulta apresentam cabeça grande. da America Central. 1732).Meganeura monyi Brongniart. odous.5 cru. São insetos anfibioticos. quatro asas grandes e reticuladas e abdomen cilindroide.Os Odonatos são os insetos vulgarmente conhecidos pelos nomes: "lavadeira" ou "lavandeira". Na região neotropica encontram-se as lavadeiras de abdomen mais alongado. Todavia estes dois grandes insetos ainda são bem pequenos quando comparados com o Protodonato fossil . que tinha mais de meio metro de envergadura! 37 Gr. . m a x i l a . de comprimento e 16 cm. . de envergadura.CAPÍTULO VI Ordem ODONATA37 45. Caracteres. e MegaIoprepus coerulatus (Drury. d e n t e . cilindrico ou deprimido. hemimetabolicos e predadores. As menores especies medem cerca de 2 centimetros de comprimento. olhos e peças bucais mastigadoras bem desenvolvidos. do Carbonifero Superior de Commentry (França). 1782). gnathos. a saber: Mecistogaster lucretia (Drury.

Lm. nos maiores Anisopteros perto de 30.). O . cabeça de Zigoptero ( Heclipeo com as suas duas partes: post-clipeo. e portanto de omatidios que apresentam. nas da subordem Zygoptera (fig. situados na região post-frontal (vertex. pela Ant . podendo ser subdividido em 4 ou 5 artículos (distalia). (Orthemis sp. Fr.). setiformes. Ocelos.000. Antenas muito curtas.72 INSETOS DO BRASIL 46.Cabeça em geral. provido de mandibulas curtas. é sempre grande. sp. Clp . vertex. nas especies da Fig. a que fica imediatamente atraz do ocelos. linha fronte. mu ito grande. Olhos facetados mui salientes. 2. Aparelho bucal de tipo mastigador. Vx. O numero de facetas. de varios autores). apresentando 3 segmentos distintos. triangulo ocipital.000. Oc . . . taerina marcada labrum. Anatomia externa. olho. bastante movel e mais ou menos escavada na região ocipital. a labro. pontilhada. subordem Anisoptera (fig. denteadas e robustas. livre. nos menores Zigopteros ha cerca de I0. 23-2). e anteclipeo. Cabeça de Anisoptero antena. Oc tr. o intermediario (pedicelo) e o apical ou distal. 3. o basal ou proximal (escapo). 23-1) são aproximados ou contíguos. sempre bem afastados um do outro. 23 - 1.

R 2 . arco A' . Df ( d ) . ramos do radius. C. espaço cubital. apresentando pleuritos e esternitos bem desenvolvidos e dirigidos para diante.Asas de Aeshnidae (notações de Tillyard): A (=Rs + M) . R + M. Ms ( m ). 1R 2 . costa. Rs .Protorax pequeno. N . De ( t ) . ur 2 ur 3. Cu 2 . . 1A.Mecistogaster sp. campo discoidal. 1º. Fig. subcosta. postnoidais. pterostigma. Fig. Cs ( Cu ). supratriangulo. ponte. livre. x . Cn (Cux). . 1ª nervura anal. Sc ( sc ) . Ax ( An ) . nervura obliqua. (Zygoptera. a 1 e a 2 1 º e 2° pares de asas. MA. Pt ( pt ) . R 1. 1R 3 . celula d i scoidal (triangulo). espaço mediano. sn. 25 . Coenagriidae. Pseudostigmatinae). Pn ( Px ) . nó. cubitais ou cubito-anais. ur 1 . Br (bridge). mediana anterior. mesinfraepisternum. R 3 .ODONATA 73 Torax. 2º e 3° uromeros. subnoidal. Mesotorax e metatorax solidamente unidos (synthorax). O . segunda nervura anal. 24 . St ( s ou ht ) . radius. sector radial. epm 2 eepm 3 epimeros do mesotorax e do metatorax eps 2 e eps 3 episternos do mesatorax e do metatorax st 3 . antenodais. radio-mediana. R 4 + 5 . 2 ª cubital. metasternum.

Ora são hialinas. que se disponham formando uma especie de cêsta. como permite. 27 - Asas de Coenagriidae. visto o inseto de perfil (fig. se articulam no torax bem adiante da inserção das azas dianteiras. ora com maculas ou . posição não sómente facilita a pousagem do inseto em suportes verticais. 26 . 24).Asas de Libellulidae.74 INSETOS DO BRASIL Pernas tambem dirigidas para a frente e de tal modo dispostas que. ficando o corpo ás vezes em posição quasi horizontal. Tarsos de 3 artículos. caçam. na qual ficam presos os insetos que Fíg. Azas bem desenvolvidas. Femures e tíbias espinhosos. relativamente longas e estreitas. membranosas e com as nervuras formando um reticulo mais ou menos complicado. Tal dis- Fig. no vôo.

formando o conjunto um sistema de nerração peculiar a estes insetos. havendo Zygopteros que não o apresentam. mais notavel que as demais.ODONATA 75 t o t a l m e n t e coradas. Mero. 9 (3)). mais ou menos extensa. Mus. dispõem-nas l o n g i t u d i n a l m e n t e sobre o a b d o m e n . Ind. 25) . ha numa nervura transversa. ) . organisado por FRASER (1929. Em ambas as asas ha nervuras longitudinais e transversais. No quadro que aqui apresento. em repouso. Partindo do meio do bordo costal. ou melhor . como as asas de u m aeroplano. no ponto em que termina a subcostal. quasi tocando-se. As que possuem asas do primeiro tipo. e s t e n d e m . uma area pigmentada. Fig. mui numerosas. ver-se-á a correspondencia das notações das nervuras no sistema de TILLYARD (v.n a s horizontalmente. q u a n d o p o u s a m . chamada estigma da asa. em relação com o bordo costal. fig.pterostigma. As lavadeiras que apresent a m azas deste tipo. 27 e 28). o u u m pouco m a i s a f a s t a d a s e dirigidas o b l i q u a m e n t e p a r a fóra (especies de Lestes). chamada nó (nodus) e entre o nó e o apice da asa ha. Nas especies da s u b o r d e m Z y g o p t e r a as asas posteriores são do m e s m o t a m a n h o das anteriores (figs. Nas da s u b o r d e m Anisoptera as posteriores são mais largas n a base (figuras 25 e 26). 28 - Asas de Agriidae ( Hetaerina s p . A extensão do pterostigma varia nos diferentes grupos.

embora propriamente represente o supratriangulo St e o triangulo Dc ) Campo Espaço Espaço discoidal costal subcostal d cs sc (Df) c sc m cu Espaço mediano Espaço cubital Campo anal Alça anal Supratriangulo Triangulo anal m (Ms) c u (Cs) a al (Al) s ou ht at (At) - s ou ht - Campo discoidal Espaço costal Espaço subcostal Espaço mediano ou basal Espaço submediano Base da aza posterior Alça a n a l Supratriangulo ou hipertriangulo Triangulo anal .76 INSETOS DO BRASIL com as dos sistemas de COMSTOCK-NEEDHAM e de SELYS LONGCHAMPS. Sector mediano Sector inferior do arco Sector superior do triangulo Sector inferior do triangulo Nervura submediana Nervura subcostal Pterostigma Membranula Nodus Subnodus Nervuras antecubitais Nervuras postcubitais Subcosta Radio-mediana Radius Arco Sector radial Costa Ramos do radius Mediana anterior Primeiro cubitus Segundo cubitus Primeira anal Cubito-anal Anal secundaria Pterostigma Membrana Nó Subnó Antenodais Postnodais Veia oblíqua Nervuras cubitais cubitoanais Ponte Celula discoidal C SC R+M R1 Rs+M Rs R2 1R 2 R3 1R3 MA Cu 1 Cu 2 1A (A) M 1a M2 Rs M3 M4 - - Cu1 Cu2 Cu A st mb N Sn Anq C u 2 + 1A A' pt mb N sn Ax ( A n ) Px ( P n ) O Cux Br (De) t pn o Cuq Nervuras submedianas Sector subnodal na origem Triangulo ou trigono B t (Aqui usada para dignar somente o triangulo.3 Nervura costal Nervura subcostal Nervura mediana Nervura mediana Arculus S e c t o r s u p e r i o r do a r c o Sector principal Sector postnodal Sector nodal Sector subnodal. N o t a ç ã o de Tillyard Notação de ComstockNeedham C SC R+M R1 M M1.

ODONATA 77 Abdomen alongado. Sp. e aquela. a f e m e a pelo pescoço. Na extremidade do ultimo ha um par de cércos uniarticulados em forma de forceps. Coenagriidae). m e d i a n te as peças da terminalia. 29 . Nas femeas as gonapofizes oriundas do 8° e 9° esternitos são mais ou menos desenvolvidas e. 10 t.Parte apical do abdomen da (femea) de Mecistogaster sp. 30). terebra. capaz de perfurar galhos e folhas das plantas (Zygopteros em geral e Anisopteros das subfamilias Aeshninae e Petalurinae) (fig. ora cilindrico ou cilindroide. em algumas especies. 29). As especies de Mecistogaster e generos afins apresentam-no extraordinariamente alongado. 9º e 10º tergitos. do póro genital. Fig. o macho. sobre ele. prende. uma vez agarrada. Val. formam uma terebra ou ovipositor. p a r a copular. o aparelho copulador achase alojado numa fenda longitudinal aberta no 2° e 3° esternitos (fig. apendices anais superiores (cércos). valva. vista de perfil e consideravelmente au m entada. espermat é ca vista atravéz do tegumento diafanisado. ora mais ou menos deprimido. Devido a essa singular disposição anatomica. 31). Ter. (Zygoptera. em vôo. está situado no 9° esternito (fig. Antes da copula o esperma é depositado nesse aparelho pela aplicação. protegido por 2 valvulas. Enquanto que o orificio do canal ejaculador (póro genital ou genopóro). 9 t. Nos machos observa-se uma disposição curiosa do aparelho genital. recur- . As. Constituído por 10 uromeros distintos.

pen. vista. 31 . 30 Parte apical do abdomen do (Fabr. ventral e consideravelmente aumentada. e consideravel- dices anais superiores (céreos) . Gp .78 INSETOS DO BRASIL va a extremidade do abdomen ao aparelho copulador (fig. st. Libellulidae). para diante. (macho) de pela face Orthemis ( epiprocto ). e é no . 32). .Parte pela face basal do abdomen do (macho) de Mecistogaster sp. 10 º 11 º apenes- 47.. 11 ternitos.Os Odonatos Anisopteros vôam vôo que caçam outros insetos. p e n i s . 9º. aplicando a vulva Fig. vista apendice anal inferior mente aumentada. mediano 10 genoporo. 9 º tergito. 1755) (Anisoptera. e st. Ai . ventral e ferruginea As .. 9 t. velmente Habitos. Ha admiraespecies Fig. 9 st.

embora tambem capturem as suas presas voando. principalmente os da subordem Anisoptera. Ha Odonatos . Os grandes Zygopteros do genero Mecis- togaster têm sido vistos voando em plena mata. não se deslocam tão rapidamente como os Anisopteros. É nas horas de sol á pino que os Odonatos aparecem em maior numero.ODONATA 79 extremamente velozes que podem tros á hora (TILLYARD. podem ser encontrados a qualquer hora do dia e em locais mais ou menos distantes dos criad ouros. 32 - Vari o s tempos da copula em Zygoptera (De May. É tambem essa a melhor ocasião para se ver. 1917). Os Odonatos Zygopteros. fazer mais de 80 quilome- Fig. Todavia os Odonatos. voando ou pousados. voando perto das coleções de agua em que se criaram. de agua mais proximas. daí se os poder apanhar com relativa facilidade. a muitos quilometros das coleções de habitos noturnos. casais em copula. 1928).

d e v o r a r 40 moscas e m m e n o s de 2 h o r a s . procuram aguas em que melhor possam viver as formas jovens e aí põem os ovos.s e t a m b e m de H i m e n o p t e r o s e Coleopteros. A postura varia consideravelmente nos diversos g r u p o s de insetos d e s t a o r d e m . Os Zygopteros e muitos Anisopteros (das subfamilias Aeshninae e Petalurinae). Fig. inclusive e x e m p l a r e s m e n o s r o b u s t o s da p r o p r i a especie. Postura. todos os Odonatos que possuem uma terebra ou ovipositor mais ou menos desenvolvido. Nymphaea. 48. D e v o r a m a i n d a o u t r o s O d o n a t o s m e n o r e s . 14). fig.As femeas. BEUTENMÜLLER. . 1913-1914.80 INSETOS DO BRASIL As lavadeiras são mui vorazes. a l i m e n t a m . como as dos Efemerideos. vio u m g r a n d e Anisoptero. nos Est a d o s Unidos. duas 33 ainda Femeas de Zygoptera em postura num pedunculo floral de estão presas ao macho (De Wesenberg-Lund. isto é. perfuram em varios pontos as partes não submersas ou imer- . Além de m os cas e m os qui t os .

mergulhando seguidamente a ponta do abdomen nagua. 34). ás Fig. de folha de Hedychium coronarium (Zygoptera. 33). Pa ra efetuar tais posturas a femea. incluem os ovos 38 Iibelulas Talvez os nomes lavadeira e lava-bunda. Quando mui numerosas.Fragmento tieas de Lestes sp. Muitos Anisopteros. soltam os ovos. vezes. se tenham originado deste habito de muitos Odonatos. tais posturas podem causar a morte das partes atacadas. que se espalham na superficie ou vão para o fundo 38 Outros porém. 35). ou ainda com a cabeça presa ao abdomen do macho (fig. pelos quais são conhecidas as em nosso país. 34 . Coenagriidae) ( pouco mais com posturas endofido tamanho natural). 35 - Ov o s de zygoptero das posturas da figura 34 gados e mais ou menos encurvados (fig. Os ovos das especies que fazem posturas endofiticas são alon- Fig. . é forçada a mergulhar todo o corpo nagua e o faz só.ODONATA 81 sas das plantas aquaticas e nelas depositam os ovos (posturas endofiticas) (fig.

mostrando a mascara (aumentadas). vista . Parte anterior do corpo de baixo.Ovo de Anizoptero (Posturas exofiticas). no fim de algum tempo. Fig.Do ovo. 36). B . 37 - A. ninfa de Anisoptero. Desenvolvimento post-embrionario. 36 . da mesma. que se prendem a um suporte qualquer á superfície dagua (posturas exofiticas). 49.82 INSETOS DO BRASIL em massas gelatinosas. Os ovos de tais posturas são arredondados (fig. . sáe o embrião (proninfa) completamen- Fig.

. ou simplesmente haja- Flg . que. segundos nutos depois. em qualquer dos estadios seu desenvolvimento (odonaiades.ODONATA 83 te envolvido por uma fina membrana. dorso uma odonaiade de Zygoptero (aumentada). tendo sobre do As formas jovens dos Odonatos. 38 - Ninfa de o A nisoptero em repouso no fundo de um vaso. 39 - Ninfa de Anisoptero (aumentada). se rompe deixando sair a forma joven. ou mi- Fig.

distende bruscamente o labio. A vitima. habitam as aguas pouco agi- .84 INSETOS DO BRASIL des). 37. aprisionada entre a face interna das duas garras e posta ao alcance das demais peças bucais. Fig. prende-a entre as peças terminais. é facilmente devorada. As odonaiades são facilmente encontradas em quaisquer aguas. em forma de garras de torquês apensas ao mento. ao capturar uma presa qualquer. 39 e 40). não só pela forma geral o corpo. mas principalmente pela conformação singular do labio (fig. A larva. Esta peça do aparelho bucal das odonaiades apresentase extraordinariamente alongada e com duas articulações principais.). tipo fossorial (aumentada). 38. do mento com o submento e deste com a cabeça. 41). Na maioria das especies. flexiona o mento sobre o submento e este sobre o torax. que permitem a flexão sobre si mesma e sobre a face inferior da cabeça. 40 - Ninfa de Anisoptero ( Progomphus sp. A este tipo especial de labio REAUMUR deu o nome de máscara. são do tipo campodeiforme e de aspeto bem caracteristico (figs.

se acham completamente desenvolvidas. passam a respirar o ar livre. nestas larvas. finalmente. Quando. que as mantem vivas após a ablação acidental ou experimental dos foliolos caudais. deve haver um outro processo de respiração aquatica subsidiario ou talvez mesmo principal. Possivelmente nelas a respiração cutanea ou . vista de baixo e com o labium st. ha 3 grandes foliolos caudais. 41 Cabeça de m odonaiade. Outras. porém. mediante estigmas que se abrem entre o protorax e o mesotorax. Todas respiram o ar dissolvido nagua.. Nas dos Zygopteros.ODONATA 85 tadas dos pantanos. Nas odonaiades dos Anisopteros a respiração do ar dissolvido nagua é feita por traqueo-branquias retais. etc. mento + estirpe. Muitas vivem entre as plantas aquaticas que crescem nas margens dos rios e riachos. podem ser encontradas sob ou sobre pedras. saindo da agua. no meio da correnteza. que funcionam como traqueo-branquias. submento (x4) distendido sa. Todavia. vivendo condidas no fundo ou vása. que não possuem tais branquias. lagôas. sm . ou no meio mais ou menos esda vegetação submer- Fig.

consecutiva a uma contração dos musculos abdominais. que se distribuem nas traqueo-branquias internas: A . mesenteron (intestino medio). v a r i a n d o os foliolos que nela se Fig. . réto. 1869). M . 42 e 43). não só na forma. encontram. troncos traquiais ventrais (De Oustalet. troncos traquiais dorsais. As t r a q u e o . tubos de Malpighi. t d . R . tv. como na disposição das ramificações traqueais em cada foliolo.86 INSETOS DO BRASIL tegumentar deve ser mais importante que a mantida pelos foliolos caudais. Tais movimentos respiratorios são perfeitamente apreciaveis quando a odonaiade se acha parada. que determina a diminuição da cavidade da camara respiratoria.Proctodaeum (intestino posterior) de uma ninfa de Aeshna com a empola fetal recebendo as ramificações dos 2 grossos troncos traqueais dorsais. A agua que os banha é aspirada pela dilatação passiva do abdomen. expelindo deste modo a agua nela contida. anus. m e s m o nos estadios de m a i o r desenvolvimento. 42 . E .b r a n q u i a s i n t e r n a s das odonaiades dos Anisopteros dispõem-se em g r a n d e n u m e r o n a c a m a r a respiratoria ou retal (figs.

ODONATA 87 As contrações do a b d o m e n . como. quando odonaiade (ninfa). as de Anisopteros mais robustos podem mesmo atacar pequenos peixes. sem fazer uso das p e r n a s . Todavia. Tal desenvolvimento se processa mediante uma serie de ecdises. as odonaiades têm tambem os seus inimigos naturais. que cáe mais ou menos longe. sendo mais violentas. não só nas diferentes especies. A ultima alares. como os adultos. apresentando grandes tecas completamente desenvolvida. determ i n a m o deslocamento do inseto. esquematica. 29) teve o ensejo de ver uma odonaiade atacar uma pequena cobra dagua. do réto (De Tillyard. em especies estudadas em outros países. As odonaiades. Alimentam-se de larvas e ninfas de outras especies de insetos. basta retirar-se rapidamente dagua a odonaiade de um Anisoptero. de 1 até 5 anos. Fig. de uma ninfa de libelula Para se avaliar a força destas contrações. de u m a p a r a o u t r a parte. News. numa mesma especie. durando. deixando-a tão lesada que a mesma veio a morrer pouco tempo depois. 43 - Secção transversal. são essencialmente carnivoras. ás vezes. representados por peixes e Hemipteros da família Belostomatidae. sáe da agua an- . cujo numero varia. FROST (Ent. Quasi sempre ela expele a agua contida na camara retal em um jato. O desenvolvimento das odonaiades processa-se mais ou menos lentamente. 1917).

fóra d'gua Depois de um periodo de repouso.. a um suporte. o tegumento da ninfa rompe-se no dorso e dela emerge o inseto adulto. 44). presa (pouco aumentada). 44 - Enxuvia ninfal de Anisoptero. Fig. 45 - L e p t e m i s vesiculosa (Fabr.88 INSETOS DO BRASIL dando pela margem ou se agarrando a um suporte qualquer (fig. 1775) (Libellulidae) . Fig. em geral de algumas horas nas nossas especies.

p a r a s i t a n d o ovos de Agrionidae.ODONATA 89 A este processo de desenvolvimento post-embrionario. dá-se o nome de metamorfose incompleta ou hemimetabolia (HENNEGUY). Fig. 1886 (Coenagriidae) Ha t e m p o s tive o ensejo de t r a t a r do c o m p o r t a m e n t o de a l g u n s destes i n t e r e s s a n t e s m i c r o h i m e n o p t e r o s aquaticos em nosso país. em g r a n d e parte identico ao que se opera nos Efemerideos. Parasitos. 46 - Erythrodiplax umbrata (L. 1758). . 50. (Libellulidae)..Não obstante as posturas endofiticas dos Zygopteros ficarem bem escondidas. . Fig. ha microhimenoptetos da superfamilia Chalcidoidea. cujas femeas mergulham e põem um ovo em cada ovo de Odonata. especialmente das familias Mymaridae e Trichogrammatidae. 47 - Heteragrion aurantiacum Selys.

Tratam-se de exemplares de Pterobosca macfiei Costa Lima. 48 . Importancia economica.Mecistogaster. são por eles devoradas. que lhes sugam a hemolinfa. Fig. Ceratopogonidae). por serem grandes destruidores de mosquitos. 51. pois os mosquitos mais perigosos.90 INSETOS DO BRASIL No Rio de Janeiro não raro se encontram Anisopteros com mosquitos agarrados ao corpo. isto é. Tal julgamento. . 1937 (fam. (Coenagriidae) (pouco mais de 1/2 do tamanho natural). destróem grande numero de insetos prejudiciais á agricultura.Se os Odonatos. na fase adulta. sp. ou têm habitos domiciliares e raramente poderão ser destrui- . é tambem certo que especies uteis ou auxiliares na defesa contra pragas. predadoras e parasitas. não me parece bem fundamentado. porém. Alguns autores os consideram uteis.

A minha convicção.. Entretanto. voam geralmente ao crepusculo ou á noite.. em repouso aproximadas e dispostas sobre o abdomen . ou.. seguramente inferior ao dos peixes larvivoros. por ele cognominado "Demoiselle". quando não ha lavadeiras em atividade. onde realisou as suas memoraveis experiencias. asa.. 52. aliás o nome popular dos Zygopteros na França. como as azas de um aeroplano . não sómente em especies. copula. Zygoptera 39. 2 Azas posteriores com a parte basal mais larga que nas anteriores. prestaram um relevante serviço á humanidade. sendo especies silvestres. isos . Classificação. em repouso dispostas horizontalmente. A seguir apresento a chave para a determinação das subordens e famílias segundo NEEDHAM (1929) e TILLYARD (1917).. como bem disse TILLYARD... união. têm um papel insignificante. 39 40 . Mais tarde. foi essa mesma idéa que orientou o nosso patrício SANTOS-DUMONT na confecção do seu primeiro aeroplano. 3 Gr. igual. Anisoptera 40... inconscientemente... Subord. As odonaiades. Das regiões faunisticas. a neotropica é a mais rica. pteron . Gr.ODONATA 91 dos pelas lavadeiras. constituida por uma especie do Japão e uma forma joven da região do Himalaia.... Compreende 2 subordens principais: Anisoptera e Zygoptera além da pequena subordem Anisozygoptera . é de que tais larvas. como em generos entogenicos ou que lhe são peculiares. como a de outros adquirida na pratica de serviços de combate á febre amarela e á malaria. pteron . têm sido tambem consideradas grandes devoradoras de larvas de mosquitos. pois serviram de modelo natural para o traçado do aeroplano..000 especies descritas. . não.Ha na ordem Odonata cerca de 3.. a . igualmente predadoras. até certo ponto as lavadeiras. zygos . na profixalia anti-culicidiana... Formas adultas 1 1´ Azas semelhantes. Subord. asa. A idéa de se fazer uma maquina de voar modelada nesses insetos foi primeiramente sugerida por AMANS em 1883.

............. cobrindo a face até a base das antenas....... Calopterygidae) 41... internamente munido de cerdas raptorias .. libella......... a primeira com as familias Synlestidae ... Libellulidae 44.. asas pecioladas ................... . passando para familias as respectivas subfamilias....92 2(1) 2' INSETOS DO BRASIL Varias antenodais........ 3(1') 3' Formas jovens 1 1' Abdomen cilindrico.......................... nivel......... sem cerdas raptorias (excepto em Cordulegaster) . a segunda com Corduliidae e Libellulidae ..................... Coenagriidae (Coenagrionidae) 42............. apresentando na traqueo-branquiais ... Apenas 2 antenodais.................. Agriidae (Agrionidae....... Labium chato ou quasi chato..... Abdomen de contorno oval ou oboval........... Triangulos diferentes: o das asas posteriores proximo do arco e alongado em relação ao eixo da asa...... Hemiphlebii - 41 42 43 44 Gr................. agreste. dividem a subordem Anisoptera em 2 superfamilias: Aeshnoidea e Llbelluloidea .. Aeshnidae e Cordulegasteri dae ........................ extremidade foliolos Subord....... Segmento basal da antena curto. a primeira com as familias Petaluridae ......... Zygoptera.................................. Gomphidae . vergonha. branquiais no apice .................. Lat..... Anisoptera................ Aeshnidae (Aeschnidae) 43........ Triangulos semelhantes e igualmente distantes do arco: o das asas anteriores nunca transversalmente disposto em relação ao eixo da asa ........... em geral........ 2 sem foliolos traqueoSubord. Gr................... 3 2(1) 2' Segmento basal da antena muito longo... quando fechado.......... azas....................................... agrion...... koinos................ Talvez corruptela de aichune....... balança........ ..... o das anteriores bem afastado do arculus e transversalmente alongado na direção do eixo ........... Agriidae...... Aeshnidae (Aeschnidae) Labium em forma de colher................ Libellulidae. labio com uma fenda mediana profunda e larga .... 3(1') 3' Autores modernos elevam as familias citadas a categoria de superfamilias......... não pecioladas .............................. .... Assim........... labio inteiro ou quasi inteiro ... Coenagriidae............. Na subordem Zygoptera consideram 2 superfamilias: Coenagrioidea e Agrioi dea ...... comum..............

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apresentando pequenos olhos facetados e 2 ou 3 ocelos. Tarsos de 45 grandes dadeiros De perla. sobretangular ou eliptico. de comprimento. com a região anal formando um lobulo mais ou menos saliente. que se dobra sob o resto da asa. de 30 a 80 segmentos. as posteriores. Pernas normais. rudimentar. Protorax livre. Têm o corpo deprimido. Anatomia externa. apresentam dois pares de asas membranosas. em varias especies. 55. e o abdomen provido de 2 cércos. .Cabeça. Antenas longas. em algumas especies. o tegumento pouco esclerosado. Aparelho bucal de tipo mandibulado. na maioria das especies multisegmentados e mais ou menos alongados.CAPÍTULO VII Ordem PERLARIAE 45 54. São insetos anfibioticos e hemimetabolicos. na maioria das especies. em geral chata. em 1638 ás libelulas. com os quadris bem afastados.5 a 3 c m s. Taeniopteryx ). setaceas. ambutalorias. trapezoide. ou esverdeada. sub-iguais. os quadris são aproximados. quando o inseto repousa. em 1764 restringiu-o pelos aos olhos ver- . geralmente de côr parda mais ou menos escura. Tórax Segmentos toracicos distintamente separados. desenvolvido e funcional ( Gripopteryx. Caracteres. porém.Insetos de 0. . GEOFFROY Perlideos. nome dado por ALDROVANDI e brilhantes que apresentam. porém.

apresentando o ultimo ( pretarso ). em repouso. que são as mais curtas na maioria das especies. apresentam o campo anal muito mais desenvol- Fig. (cerca de X 2. que é o maior. 49 - Anacroneuria s p.100 INSETOS DO BRASIL 3 artículos. As anteriores. mais ou menos escura. As posteriores.5). ou com manchas. um par de garras e entre elas um empodio em forma de crescente ou triangulo chanfrado. cobrem o abdomen. Asas desiguais com a membrana hialina. .

Ao anoitecer.As femeas. observando-se ás vezes. 57. diferentes gráus de micropteria. excetuando as raras especies que possuem peças bucais funcionais. Pousado o inseto. excepto nas especies de Nemouridae cujos cércos são muito curtos e têm de 1 a 3 segmentos.500 a 6. dobrado e pteron. o aspecto das peças bucais em algumas especies de tipo mais generalisado e a constituição do intestino. segundo a especie. 56.000 ovos. . numa mesma especie. NEEDHAM observou-a numa especie norte-americana do genero Capnia . Postura. põem de 1. Os Perlideos adultos. O ultimo uromero apresenta. entretanto. A fórma do penultimo urosternito ( placa subgenital ) da femea oferece bons caracteres para a separação das especies. . não se alimentam.Como os Perlideos voam mal. daí o nome Plecoptera 46 dado a esta ordem por varios autores. Daí serem mais facilmente encontrados quando pousados sobre pedras nas margens dos rios e riachos encachoeirados dos lugares montanhosos. Em muitas 46 Gr. . porém. mostram-se mais ativos.PERLARIAE 101 vido que nas anteriores. Tal disposição das asas posteriores. Daí a copula realisar-se quando a femea se acha pousada. Habitos. o dia Ha. na maioria das especies. Abdomen apresentando 10 uromeros distintos (o 11° reduzido). desprovido de gonapofises. evidenciam uma estreita afinidade destes insetos com os Ortopteros. 2 cércos alongados e pluriarticulados. depois de fecundadas. esta parte fica dobrada sob o resto da asa. algumas especies que voam bem durante entre as plantas situadas á margem das corredeiras. A viviparidade parece ocorrer raramente nos perlideos. podendo então ser apanhados ao redor das lampadas de iluminação. asa. Ha varios Perlideos cujos machos se apresentam micropteros. geralmente provido de cégos gastricos. plecos. raramente se os vê longe dos criadouros naturais. e. vivem pouco tempo. como as Efemeras.

Esta. vão se acumulando em uma massa arredondada. . finda a postura. que fica presa sob a extremidade posterior do abdomen da femea. ao serem postos. e os ovos que a constituiam ou vão para o fundo ou se prendem a qualquer suporte. geralmente por um filamento que se desenrola do polo micropilar do ovo. para destacar a referida massa. mergulha o apice do abdomen na correnteza.102 INSETOS DO BRASIL especies os ovos.

Australia e Nova Zelandia. porém. do Chile. Na maioria das especies as fórmas jovens mais desenvolvidas apresentam traqueobranquias externas cuja posição varia segundo a especie. entre a inserção dos céreos (branquias anais). depois da famosa descoberta de NEWPORT (1844) da existencia de tais orgãos em Pteronarcys regalis. As fórmas mais robustas podem atacar as mais jovens. Desenvelvimento post-embrionario. 51). ou larvas. Nelas. formando. do Canadá. larvas de Dipteros das famílias Simuliidae e Chironomidae e de Trichopteros. de especies diferentes ou da mesma especie. em geral. As pernas. . O seu aspecto é bem semelhante ao das fórmas adultas. finalmente. são providas de franjas de longos pêlos natatorios. As larvas e ninfas dos Perlideos são apneusticas. Muito se tem escrito sobre a persisteneia no adulto das traqueo-branquias larvais. conseguem capturar as presas mais pelo habito de se ocultarem que pela agilidade . principalmente fórmas jovens de Efemerideos.Dos ovos nascem as primeiras fórmas jovens. como tambem são designadas. respirando oxigenio do ar dissolvido nagua principalmente atravez do tegumento. . na prosterno (branquias prosternais). Ora elas se inserem na região pleural (branquias pleurais) ora na extremidade do abdomen (Leptoperlidae). Alimentam-se de outros insetos anfibiotieos. apresentam traqueo-branquias de cada lado dos primeiros uromeros.PERLARIAE 103 58. Encontra-se-as. movem-se lentamente e. As fórmas jovens dos Perlideos mais arcaicos da familia Eustheniidae. sob ou sobre pedras e outros suportes submersos. geralmente. quasi sempre. Na maioria das especies as traqueo-branquias são filamentares ou tubulares. formando a roseta anal (fig. como são predadoras. ora na base dos quadris (branquias coxais). as peças bucais são relativamente robustas e funcionais. As larvas e ninfas dos Perlideos. nas fórmas jovens mais desenvolvidas. pequenos tufos.

As fórmas jovens dos Perlideos. só vivem em e riachos. Daí habitarem rios tes em que a correnteza é mais rapida. sofrem a ultima ecdise fóra dagua. nas parHa. pouco As ninfas. porém. cies europeias de Nemoura que vivem nas agitadas ou mesmo estagnadas dos pantanos. em aguas muito arejadas. que a razão está com LESTAGE (1923). (1918) (cerca de x2). geral. entretanto. 51 - Larva de Gripoptcryx sp. . et cecas de néotenie rest à prouver". concluiu dizendo o seguinte: Fig.104 INSETOS DO BRASIL Parece. depois de completarem o desenvolvimento. "La thèse qui veut que les Perlides conservent à l'état adulte les organes respiratoires larvaires n'est donc qu'une hypothèse. quasi sempre sobre uma pedra. que. saindo da exuvia ninfal o inseto adulto. em criteriosa critica dos trabalhos publicados sobre o assunto. espeaguas calmas.

.... 1909... e. que ataca botões florais... 1 1' Lobulo anal da asa posterior com archedictyon 47 .. assinalou os estragos produzidos por Rhabdiopteryx pacifica (BANKS). empregam. entre as principais nervuras longitudinais........ que ataca de preferencia Rosaceas...... distribuidas em 7 famílias. 1839). Dou...... No combate a esse inimigo.. causa em alguns sítios danos apreciaveis. .. eusthenes.. forte.. folhas tenras e pequenos frutos de varias fruteiras.. ha...... Nas asas destes insetos. . 1841 e Paragripopteryx Enderlein... ao qual TILLYARD deu o nome da archedictyon .. Classificação... Lobulo anal da asa posterior sem arehedietyon. .... O referido inseto.. em seguida. Dentre as especies deste genero...PERLARIAE 105 Quasi nada se sabe em relação ao ciclo evolutivo dos nossos Perlideos... margem externa inteira.. em pomares localizados nas proximidades de rios encachoeirados...... a chave para a determinação das famílias de Perlariae.... sem reintrancia na terminação da Cu 2 ((Regiões australiana e neotropica) ... segundo TILLYARD (1921). dos generos Gripopteryx Pictet. com algum resultado. nos Estados Unidos....... Eustheniidae48... NEWCOMER verificou que as fruteiras tratadas pela emulsão de petroleo e sulfato de nicotina contra o ataque dos pulgões. nigrocincta (Pictet.... caldas arsenicais... Quasi rodas as especies da região neotropica pertencem á familia Perlidae.... citarei: Anacroneuria annulicauda (Pictet. 1842) e A.. são pouco atacados pelo referido Perlideo.. na maioria. 48 Gr........ margem externa com um angulo reintrante na terminação de Cu2 ..... Ha tambem algumas outras especies da familia Leptoperlidae....... 2 47 Gr. ao genero Anacroneuria Klapálek. 60. formando um reticulo ir regular. de tipo mais generalisado.. dilaticollis (Burmeister........ 1842).... 1909. uma trama de nervnras mais finas..... Importancia economica........... A...Ha cerca de 700 especies descritas da ordem Perlariae.......NEWCOMER (1918)....... mais frequentemente encontradas no Brasil. 59..

........... Leptoperlidae 50 Uma verdadeira anastomose ou corda transversal sempre presente........... Pteronarcidae 49 Quadris anteriores bem separados .... fino. 6 Na asa anterior 3A em forquilha............................ archedictyon presente................................................... Gripopterygidae) australiana) ......... Asa anterior com 2 nervuras anais (2A e 3A) ........ 1931 . Capniidae 6(5') 6' 61.. Bibliografia...... nervuras transversais sempre presentes na porção distal das asas (Inclus........... GERAL CLAASSEN................. oura............ ...... .......... holoartica) .... Thomas.... kapnos............ Nemouridae 51 Na asa anterior 3A simples.................. . "Sci.. Mandíbulas............ torpor.................................... ligando as nervuras principais de ambas as asas............... The Ohio Jour...................... cauda.......... cércos vestigiais................................ ultimo artículo dos tarsos não mais comprido que 1 + 2 .. fumaça (cor das asas).... Taeniopterygidae e Leuctridae) ..... pluriarticulados (Reg............... 34: 121-128.. Austroperlidae............ W........................ 4 5(4') ...... cércos longos. (Reg............... R....... Gr............ P........... 199 p... 4 Asas de 2' 3(2') 3' 4( 3 ' ) anterior Cu2 com 3 nervuras anais... ultimo artículo dos tarsos muito mais comprido que 1 + 2 (Inclus.......... Gripopterygidae ) (Reg................... australiana e neotropica) ........ exceto no angulo anal. hema.... uniarticulados (Inel........Plecoptera nymphs of America (North of Mexico)........... 36 ests... fio.................... Perlodidae) .... nervuras transversais nem sempre presentes para fóra (distad) da anastomose .... 1934 ..........The external morphology of Acroneuria. 49 50 51 52 Gr ......... leptos......................... de R a Cu 1 perto do meio da asa........ Gr................................. as a . Gr...... 5 5' Em ambas as asas não ha uma verdadeira anastomose ligando as nervuras principais de R para Cu 1 perto do meio da asa............106 2(1') INSETOS DO BRASIL Quadris anteriores aproximados........ Springfield: C. C...................................................................... ptcron....................... clipeo e labro escondidos sob uma pala frontal.. CLARK. 3 Mandíbulas vestigiais................. narx...... IA muito aproximada (Inclus. 3 ests..... evoluta Klapalek.............. mandíbulas vestigiais ... clipeo e labro normais............................................ Perlidae.

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em geral escuras e com estrias longitudinais claras entre as nervuras. Pernas dianteiras com o 1º artículo tarsal extraordinariamente dilatado. que lembram cupins alados. .Os Embiideos são insetos de 0. consicaracterístico 53 Gr. Cércos. São insetos terrestres e paurometabolicos. vivo . Femeas apteras. . deprimido e mais ou menos da mesma largura em toda a extensão. Fig. (cerca de x3). para se ver o aspecto do 1º articulo tarsal. escuro ou negro.CAPÍTULO VIII Ordem EMBIIDINA 53 62. Os machos. apresentam 4 asas subiguais. lado. . 1832).5 a 2 centimetros de comprimento. assimetricos. embios. de corpo alongado. 52 deravelmente Embia brasiliensis a aumentada. Caracteres. (Gray. ao perna anterior. na maioria das especies.

nos machos. semelhante ao dos insetos ortopteroides.Cabeça relativamente grande. Asas planas. Em geral são escuras e apresentam estreitas faixas claras longitudinais entre as nervuras. 53 Asas de Embla brasiliensis. tarsos de 3 articulos. das tock-Needmam ( x 13). oval. como as asas dos cupins alados. as anteriores um pouco maiores que as posteriores. cobrindo quasi toda a area notal. Olhos ovais. subiguais.110 INSETOS DO BRASIL 63. bem desenvolvido. quasi sempre bisegmentados. Torax apresentando o protorax livre e o mesonotum e metanotum com aspecto diferente nos dois sexos. Em repouso ficam horizontalmente dispostas sobre o abdomen. . Ocelos ausentes. em geral bem mais robustos que os outros. . são assimetricos. em geral. Estes. um scutum triangular. femures posteriores. Ora o segmento basal do cérco esquer- . notação. Aparelho bucal mastigador. um pequeno scutellum e 2 escleritos laterais. de 15 a 32 segmentos. Antenas filiformes. Nas femeas o meso e o metascutum são subretangulares. providos de cércos curtos. deprimida. Pernas curtas. no macho ba. Fig. internamente cheio de glandulas (gl. sendo o l º (proximal) das pernas protoracicas (metatarso) bolbiforme ou escutiforme. em cada um desses segmentos. nervuras segundo Coms- Abdomen de 10 segmentos distintos. granulosos. Anatomia externa. tarsais).

9 º urotergito. hemitergito esquerdo. secretada e tecida pelas pernas anteriores destes insetos. Ha especies que vivem em tais tuneis isoladamente. . isto é. htd . ora se apresenta um tanto claviforme (Oligotomidae). ha no segment o basal um robusto processo copulatorio que não se vê no segmento correspondente do cerco direito. Embiidae). Os machos. habitamnos gregariamente. no solo. 64. alados. da faro. sob a casca ou sobre o tronco de plantas. cérco esquerdo. porém. aí se deslocam com vivacidade. em pedras. vêm aos fócos de iluminação e assim podem ser apanhados dentro de casa. cérco d ireito. formando pequenas colonias constituidas por algumas dezenas de indivíduos (machos. como o do lado oposto (Oligotomidae e generos Antipaluria End.Extremidade do abdomen do de Embia brasiliensis (falta o segmento apical do cérco direito). RIIVISKY-KORSAKOW (1905) e MILLS (1932). 9t. Habitos. ou é inteiro ( Teratembia Krauss e Clothoda Krauss). A seda que forma a parede dos tuneis é. femeas e formas jovens). MELANDER (1902). outras. porém. O 10º urotergito ou se apresenta assimetricamente dividido em 2 hemitergitos. uma ou outra vez. cd . hemitergito direito (10º). e Clothoda End. cilindrico. Fig. ora é normal. ENDERLEIN. 54 .Os Embiideos habitam de preferencia os climas quentes e vivem abrigados sob tuneis ou galerias de seda. revalidando a opinião antiga de . hte . ce .EMBIIDINA 111 do (basipodito) apresenta um lobulo interno mais ou menos saliente (Embiidae). segundo GRASSI (1893-94).

acha que são as peças do aparelho bucal (glossae) que tecem a seda secretada por glandulas cefalicas. acredita que sirva para lubrificar a seda. 55 - Tronco. Fig. após amputaç ã o.112 INSETOS DO BRASIL HAGEN. . Quanto ao fluido secretado pelas glandulas metatarsais. de arvore com um ninho de Janeiro). Embia sp Manguinhos (Rio de A proposito das pernas dos Embiideos devem ser referidos os casos de regenração total da perna anterior. observados por RIMSKY-KORSAKOW (1912). impedindo-a de aderir ás pernas.

.... 35: 166-191.................. estes nunca podem ser de grande importancia...5 m m... em ambas as asas. e R 2 + 3 em forquilha)... Da de 20 especies................... que apresenta 19 milímetros de comprimento...... A maior especie descrita é Embia major Imms.......... besonderes über das Spinnen selben....... De acôrdo com ENDERLEIN e TILLYARD a ordem Embiidina compreende apenas 2 familias que se distinguem pelos seguintes caracteres: 1 R 1 + 5 em forquilha.......... 1º urosternito da femea R 1 + 5 simples muito reduzido ................. 1909 . und der- ENDERLEIN. um Embiideo e sim um Ortoptero Tridactilideo.... segmento....EMBIIDINA 113 Os Embiideos alimentam-se de materia organica de natureza vegetal..Die Klassifikation der Embiidinen. nebst morphologischen physiologischen Bemerkungen..... Após a ecdise.... poucos....... 54 Gr. seja qual fôr a natureza dos danos que produzero.. tome... A zona de especies.. No Brasil a maior especie conhecida é a Embia brasiliensis (Gray. Classificação.... porquanto estes insetos são pouco prolíficos..... G. O desenvolvimento post-embrionario se processa por paurometabolia. 3 figs.... ...... da região do Himalaia. representante da sub-ordem Orythica de Navas.. A ordem compreende apenas os insetos incluidos por NAVAS (1918) na sua subordem Netica .. . em ambas as asas ou pelo menos na asa posterior (exceto em Teratembia Krauss. 1832) com 15............ Ha algumas especies que são fitofagas. a exuvia é comida pela nova forma que dela surgiu. Oligotomidae 54 1' 66. O genero Cylindracheta Kirby...... oligos.. 65..... todavia. que apresenta R 1 + 5 simples. Embiidae.. não é. de comprimento... 10 urosternito da femea normal ... Zool. Bibliografia...... Anz.Não chega a 100 o pecies de Embiidina descritas em todo o intertropical é a que possue o maior numero America do Sul conhecem-se poucos mais numero das esmundo.. 1906.

B. H.. 1932 . H. Bull. et descript. 6 e 7. 4 figs. 17: 141-155. Ent. 19 figs.) 3: 405-444. 79 figs.. Appendice II. 6 figs. 6: 1-78. Zool. Mitt. syst. des Selys-Longchamps. sep. 4 ests. 1906 Zur Biologie der Embiiden. Bruxelles.Monograph of the Embidina. 4 figs. F. A. Arch. MELANDER. K. Verh. VERHOEFF. Catania (4). M. Broteria (Ser. 14 figs. Gioen. Nov. Ann.) 16: 85-ii0. 82 (2): 145-204. Car. Lfg. Kongr. A.. Anz.Monographie des Embien. Ediz. 1911 . HAGEN. Canad. 3: 16-26.Regenerationserscheinungen bei Embiiden. 1902 . Amer. 8 Internat. 171-178. 5 ests. H.Beiträg zur Kenntnis der Embiiden. 23. est. 5 ests. 1904 . FRIEDERICHS. Mus. Bul. 1905 . B. Zool. Biol.The life history anal thoraxic development of Oligotoma texana: (Mel. 29: 433-442.Embiopteros de la America Meridional. Zool.) (Embiidina) . 3. A. KRAUSS. Contribuzione allo studio delle Embidine: 133-150. Osservazioni costumi con un'Appendíce sul Protozoi parassiti dei sui loro Termitidi e sulla famiglia delle Embidine. p. Cat. 6 figs. figs. Fasc. Neue Untersuchungen und Uebersicht ales Bekannten. Natura. 19912 . Ent.Embíidinen monographiseh bearbeitet. Accad. MILLS. 1885 . 1: 120 p. K. 1-11. Catania (1893). 25: 648-654.114 INSETOS DO BRASIL 1912 . mit Beiträgen über alie Systernatik und postembryonale Entwicklung mediterraner Arten. ests. Act. Acad. 1934 . Zool. 4. 4-7.Zur vergleichenden Morphologie und Systematik der Embiiden. W. . Leop. 1893-94 Costituzione e sviluppo della Società dei Termitidi. L. GRASSI. A. 190-199. L. Graz: 609-620. 60. Bd. 206-299. RIMSKY-KORSAKOFF.Two new Embiidae. & SANDIAS. 3: 213-239. 13 figs. Zoologica Hft. 1918 .Das Gemeinschaiftsleben der Embiiden und Näheres zur Kenntntis der Arten. (N. Soe. NAVAS.

Além deste caracter diferencial.Conquanto ainda haja autores modernos que. têm o aparelho bucal mastigador e. como as demais especies ortopteroides (baratas. Caracteres . estudando esta ordem. como grupos exclusivos de Orthoptera. que consideram estes insetos em ordens autonomas. as "esperanças". Estes insetos. pteron. ou elitros como tambem são designadas por alguns autores) e as posteriores. nos acridios. orthos. como orgãos característicos. prefiro seguir o adotado pela maioria dos especialistas atuais. mais notavel e mais constante. situados.CAPÍTULO IX Ordem ORTHOPTERA55 66. Os verdadeiros Ortopteros distinguem-se dos outros insetos ortopteroides por terem as pernas posteriores de tipo saltador. que. os grilos e os grilos-toupeira. devem ser tambem mencionados. os acridios ou verdadeiros gafanhotos. em sua maioria. apresentam 2 pares de asas. em repouso. sendo as anteriores de consistencia pergaminhosa ( tegminas . por serem encontrados em quasi todos os Ortopteros. isto é. os timpanos (orgãos auditivos). distintamente alongadas e com os femures mais robustos que nas outras pernas. deixando. nela incluem as baratas. se dispõem longitudinalmente sob as anteriores. ou gafanhotos de longas antenas filiformes. os louva-Deus e os bichos-páu. de cada lado do uro55 Gr. recta. como as dobras de um leque. . . asa. louva-Deus e bichos-páu). Daí o nome Saltatoria dado por LATREILLE a este grupo de ortopteroides.

deve ser considerada com mais detalhe que as estudadas até agora neste trabalho. como aliás ocorre em todas as especies que se desenvolvem pelo mesmo pro cesso ( paurometabolia ). pouco abaixo da articulação femur-tibial ou do joelho. a forma joven de um Ortoptero.000 especies descritas. As transformações graduais que. incluidas em 2 subordens: Acridodea e Tettigoniodea. separadamente. cujo desenvolvimento postembrionario se processa mediante simples transformações. que surgirá. nelas tambem não se processaro os fenomenos de histolise. á fisilogia e á etologia dos insetos que a constituem. porém. como diz HENNEGUY (1904). tornam o inseto cada vez mais semelhante á forma adulta. fitolagos e paurometabolicos. uma fas e de pupa ou ninfa imovel. Classificação. diferindo por ser menor.116 INSETOS DO BRASIL mero basal e. ao nascer do ovo. o que ha de mais interessante relativamente á morfologia. sem verdadeiras metamorfoses. Todavia. porém. é semelhante á adulta que lhe deu origem. após a ultima muda. isto é. Não ha. nos demais Ortopteros. nas tíbias anteriores. que se passam nas verdadeiras ninfas dos insetos holometabolicos. ás formas providas de asas rudimentares cada vez mais desenvolvidas. De fato. pois. . segundo os grupos sistematicos em que geralmente se a divide. isto é. por convenção. 67. dela. exporei. assim caracterisadas: . tambem chamados de metamorfoses completas. que bem caracterisa o desenvolvimento post-embrionario dos insetos holo-metabolicos. têm exatamente o mesmo genero de vida das formas apteras que as precederam e das adultas que as sucederão. Tratando-se de uma ordem que. finalmente. pela sua importancia. não cessam de se mover e de se alimentar. por não ter asas e por apresentar os orgãos reprodutores em estado rudimentar. Estas pseudo-ninfas. Em sua maioria os Ortopteros são insetos terrestres. é habitual dar-se o nome de ninfas aos ultimos in s tars do desenvolvimento postembrionario dos insetos paurometabolicos. consecutivas á ecdises ou mudas.A ordem Orthoptera compreende cerca de 10. se vão operando. no desenvolvimento destes insetos. ou por analogia com o que se passa nestes ultimos insetos. á seguir.

.. Locustoidea... Ann... Locustoidea)57 Antenas geralmente longas.. Phasgonuroidea)59 68. em muitas especies. Etudes Arch. Recherches sur la conformation et le développement ales niers segments abdominaux chez les Orthoptères. Roy... . Fr. 1923 1920 - COSTA.ORTHOPTERA 1 117 1´ Antenas muito mais curtas que o corpo. 352 p. Gr....... sus- der- Ar- CUENOT.... 623 figs. multisegmentadas. as pernas anteriores são do tipo Tettigoniodea 58 (Ensifera.... 7 ests. dim.. acriclion.. porém..... Mero. raramente muito curtas.. cauda. em forma de sabre reto ou encurvado. com menos de 30 segmentos. A. Musculature et squelete chitineux chez les Orthoptères. l o c usta. J. situados nas tibias anteriores. Nat. Jard.. phasganon. Brux. quando presentes. ... ROSAS Literatura nacional y estranjera producida sobre Ortópteros gentinos. constituido por quatro peças corneas de apices divergentes........ 1897 1900 - CARPENTIER.. quando presentes.. porém.Quasi todos os trabalhos da lista bibliografica que se segue tratam tambem de outros insetos ortopteroides (baratas..... um de cada lado do 1º segmento abdominal...... GERAL BORDAS. com 12 segmentos ou menos.. ... les Orthoptères.. neste caso. Contribution à l'étude du système nerveux sympathique intestinal ou stomatogastrique des Orthoptères. as pernas anteriores são do tipo fossorial.... timpanos... gafanhoto. Zool. 2 esta. comprimidas. geralmente filiformes... Paris. 14: 293-341... Sei.. Bibliografia... Acridodea 56 (Acrydioidea. ovipositor inconspicuo. 1930 - L'appareil digestif des Orthoptères.. timpanos... tettix. ou mesmo claviformes. (8) 5: 1-208. gladiolus.. Thèse Fac.. 2: 72-91. tarsos geralmente de 3 articulos . 1896 - 56 57 58 59 Gr... Belg... 11 figs. F. Rennes... Sci. Gr. ensiformes. Acad. Buli. ou estiliforme.. louva-Deus e bichos-páu).. de acris. ovipositor mais ou menos conspicuo.. Sci. quando invisivel.. perto da articulação do joelho.... 33: 458-482... L.. gafanhoto....... Mem. La Plata... (2) 7 (3): 1-56. oura.... Lat.. physiologiques sur Biol. L. cicada (cigarra).

A. der tympanalen Sin- Beiträge zur Morphologie und Histologie nesapparate der Orthopteren. 33: 251-307. The olfactory sense in Orthoptera. Roy. figs. . 12: 267-316. Thèse da Fac. parts of insects. F. Ann. 118 p. 163 figs. WALKER. 4: 125-154.Investigaciones sobre los Chromosomas la América del Sud. Soe. O. 1924 - INSETOS DO BRASIL A comparative study of the abdominal musculature roid insects.The termina l abdominal structures of Orthopteroid phylogenetic study. 15: 1-76. On the mechanism of respiration in certain Orthoptera. 1923 ITO. Jour. 6 (2) Orthopteros: 214-216. 11 SCHWABE. Orthoptera of Northeastern America with special referente the faunas of Indiana and Florida. of Orthopte- Contribution histologique et physiologique à l'etude des annexes des organes genitaux des Orthoptères. 5 este. M. Nat.118 FORD. 17 ests. 1919 - insects. Carneg. YUASA. Jour. in D'ORBIGNY. Morph. 6 ests. SNODGRASS. La Plata.. Orthopteroiden Insekten. 784 p. 1843 BLATCHLEY. S. 246 figs. 1920 HEBA RD. Amer. Hist. E. Unir. E. R. Bull. 1920 - 22 . 1929 A. 1923 . 127 figs. H. H. Ann. Coll. 20 (3): 125-279. 31: 405-427. 1933 1934 KARNY. N. Comp. Canad. 1906 J. W. ortópteros de LEE. N. Exp. de algunos figs. A Orthoptera and SISTEMATICA BLANCHARD. 92 figs. Indianopolis. 13: 5-91. 59: 103-144. Jour. Mus.. ii ests. The Nature Publishing Co. Inst... 1925 - MCINDOO. 17 figs. Sei. Ent. 2 ests. 9 este. America and the Isle to BRUNER. 32: 317-371. Dermaptera a nd Orthoptera of Illinois. 1937 The mele genitalia of Orthopteroid Smiths. 1920 E. 14: 207-319. M. L. Trans.. Amer. Neurol. 86 (5): 1-107. 3: der 236. Mus. Zoologica. Saltatorial Orthoptera from South Pines.. Soe. 1920 - SAEZ. Rev. Surv. Zool. Ent. M. Paris. Montpellier. The anatomy of the head and mouth Euplexoptera. Misc. Voyage dans l'Amerique Meridionale. 50:154 p. Trans. III. E. H. - of Notes on Panamanian Dermaptera and Orthoptera. Zur Systematik Treubia.

por apresentarem as pernas anteriores semelhantes ás do par medio. Acad. 1873-75 - contribution to the knowledge of the Orthoptera of Argentina. Ent. Handb. 3 vols. Caracteres. des mantes.Os Ortopteros desta subordem são os acrideos. AUDINET Histoire Naturelle des insectes Orthopteres. F. 1913 1917 1918 - Monograph of British Orthoptero. 1839 STAL. Records and descriptions of brazilian Orthoptera. l'Europe. l'Asie. Philadelphia.. 1 (1873): IV + 154 p.. Arner. 14 ests. Recensio Orthopterorum. Ent. Distinguem-se facilmente das "esperanças" e grilos por terem as antenas.Achetidae e Phasgonuridae. Nos acrideos ou verdadeiros gafanhotos os orgãos auditivos (tímpanos) estão situados. in Sorauer. Amer. Paris. 1920 J. Sci.ORTHOPTERA KIRBY. 43: 335-363. On Derrnaptera and Orthoptera from Southeastern Brazil. Proc. 3 des- (1875): STOLL. Pflanzenkr. Trans. Nar. W. 4: 150-237. em quasi todas as especies. Philadelphia. 2 a ed. W. 1787-1813 - Representation exactement coloree d'apres nature des spectres ou phasmes. A. T. des sauterelles. C. G. De Geer et Thunberg.. Nat. os vols. e 3 3 - traLo- LUCAS. Soc. e dos grilos-toupeira. 2 (1874): IV I V + 105 p. l'Afrique et l'Amerique. G. Arnsterdam.. des criquets et des blattes. 3 ests. Locustoidea) 69. um de cada lado. 1 est. Brazil. J. Philodelphia. Sci. 1926 - SUBORDEM ACRIDODEA (Acrydioidea. Orthopteren. 65: 273-379. ZACHER. Nat. 2 tam de Saltatoria (2 . Sci. Acad. não fossoriais. publicado pelo British Museum. A 25 ests.. qui se trouvent dans les quatres parties du rnonde. Geradflügler.. 1918 1920 - SERVILLE. isto é. 72: 214-293. ests. C. Acad. On Orthoptera from the vicinity of Rio de Janeiro. . 2 vols. muito mais curtas que o corpo. Brazil. Proc. Revue critique cripts par Linne. Trans. On a collection of Orthoptera from the State of Para. des + Orthopteres 121 p. 27 figs. vulgarmente conhecidos pelo nome gafanhotos. 1904-10 119 - A synonymie catalogue of Orthoptera. 7: 144-236. Proc. 3 e 4. XVIII + 777 p. 44: 181-222.. 36 figs. 2 ests. Soc. Ray Soc. custidae e Acridiidae). REHN. des grillons. London.. no segmen- . XI + 264 p.

vertex.O aspeto geral da cabeça nos Ortopteros desta subordem acha-se representado na fig. flectida. formando com o plano do vertex um angulo mais ou menos agudo. especialmente das subfamilias Acridinae. palpos labiais. acham-se nas tibias anteriores. Oc . . Fr . Anatomia externa. O . ao envez de ser normalmente de- Fig. carenas laterais . e ás bordas que o limitam lateralmente. olhos. a cabeça apresenta-se consideravelmente prolongada entre os olhos. 67) e em muitas especies da familia Acrididae.Ca beça. Para fóra e um pouco abaixo da metade anterior de cada carena lateral do vertex ha em varios acrideos uma pequena area ou depressão limitada por bordos salientes. é inflectida. mandíbulas. Clp . 56 . cRr . de modo que a fronte. 60). quando presentes. Pyrgomorphinae e Cyrtacanthacrinae. fronte. cujo . maxilas. PlpMx. Todavia na familia Proscopiidae (fig. genae.Cabeça de Schistocerca paranensis vista de perfil e de face: CFr . 56. costa frontal. G . . PlpLb . Md.120 INSETOS DO BRASIL to basal do abdomen (fig. Lm . ocelos. Á porção apical do vertex assim prolongado dá-se o nome de fastigium . 70. Nos demais Ortopteros tais orgãos. Vx. labrum. Mx. palpos maxilares. Tais areas são as foveolas laterais. clypeus. carenas frontais.

labrum.Peças bucais de um gafanhoto. triquetras (com 3 faces) ou mesmo claviformes. Lm . Antenas relativamente curtas. mandibula esquerda. de 30 segmentos no maximo. labial. comprimidas. Cfr. labium. Fig. hipofaringe. que se estende do clipeus ao vertex. Mde . L ig. saliencia longitudinal e mediana da face. 56. Ga. ha 3 ocelos sendo o mediano situado na costa frontal (fig. epifaringe. Lb. fig. PlpLb . 1920. vistas com a boca aberta: Ephy . foveolas. m andibula direita. importancia na classificação desses inse- Fig. do vertex (De Blatchley. ensiformes (em lamina de espada). fastigium. La. Os olhos facetados nada de particular apresentam.). Mdd. segundo Lugger). 4. dis . palpo palpo maxiliar. ligula. PlpMx . . porém. disco. geralmente filiformes. em muitas especies.ACRIDODEA 121 aspeto tem grande tos (fig. galea. fov . 58 . lacinia. 58). 57 . Hphy.Vertex com foveolas laterais: fas.

especialmente do genero Paulinia (fam. que determina a produção de um ruido . em cada lado. roliças e armadas de uma dupla carreira de espinhos agudos. para traz. As tibias.Representado principalmente pelo protorax cujo notum se prolonga. Devido ao consideravel desenvolvimento do pronotum. ao longo da face interna. que protegem a articulação femur-tibial. achatadas ou expandidas para o apice. O prosternum pode ser plano ou apresentar uma saliencia media. Em Cyrtacanthacridae tal saliencia tem a forma de um espinho ou tuberculo espiniforme relativamente robusto.122 INSETOS DO BRASIL Aparelho bucal tipico dos insetos mandibulados ou mastigadores. exceto em Tetrigidae cujas especies são desprovidas de arolium. mais ou menos saliente em quasi todas as especies. constituindo um verdadeiro orgão estridulatorio. Na maioria das especies o pronotum é transversalmente convexo e sulcado no dorso (sulci). subfam. u m disco plantar ou arolium (tambem ch amado empodium ou pulvillus). apresentam os femures consideravelmente alongados e dilatados na parte basal. até á base dos tegminas. de aspeto caracteristico. em muitas. são relativamente tinas. Os femures dos machos de muitos acrideos apresentam. geralmente providos de cristas longitudinais e de arestas transversais. As pernas posteriores. como nas especies de Tetrigidae. mais ou menos saliente. como nos demais Ortopteros. uma serie linear de 80 a 90 denticulos. Oedipodinae). isto é. até a altura da base dos quadris anteriores e. geralmente tão alongadas quanto os femures. apresentando o articulo terminal. terminando. são do tipo saltador. Nas especies semiaquaticas. Acrididae. ou mesmo excedendo-as. Tarsos geralmente trimeros. ao longo do bordo superior. cobrindo-as em extensão mais ou menos consideravel. Torax. elas se apresentam remiformes. entre as duas garras curvas ( ungues ). porém. em 2 lobulos laterais (lobulos geniculares). isto é. . e de apendices terminais moveis ou articulados (esporões tibiais). apresenta uma crista longitudinal e mediana. Em algumas especies ele se apresenta com expansões laterais. só aparecem as pleuras do mesotorax e do metatorax. em muitas especies.

não produzem ruídos.ACRIDODEA 123 especial quando o inseto. subcostal (cerca de x1. pousado. esfrega os femures contra as nervuras esclerosadas das tegminas. c u b i t a i s . As femeas. R . Rs. porém. mediais. em geral desprovidas de tal orgão estridulatorio. 59 Asas de Schistocerca paranensis: A. anais. M . Cu. em muitas especies. . em vôo. radiais. costaI. num ou em ambos os F ig . Além desta estridulação. setor radial. os gafanhotos tambem produzem. C .5). Sc . lobiformes ou reduzidas. a que resulta do atrito da superficie superior da margem costal das asas contra a face inferior das tegminas. Tegminas ou asas anteriores relativamente estreitas (figura 59) tão ou mais longas que o abdomen.

o abdomen termina. mesoepimeron. podem ser rudimentares ou totalmente abortadas. as valvas se apresentam com outro aspeto. Geralmente são as femeas que se apresentam micropteras ou apteras. surgir formas macropteras. 1t-5t . l º estigma abdominal. todavia. fazendo penetrar o abdomen para efetuar a postura. chamado placa supra-anal ou anal. femur mesotoraxico. Abdomen constituido por 10 segmentos distinctos. em especies habitualmente representadas por formas braquipteras. ou mesmo. corneas e de apices divergentes.Parte do torax e do abdomen de um acrideo (vista lateral): Fm 2. estigma mesotoraxico. um cérco curto e unisegmentado. chamadas valvas do ovipositor. Stg 1. em um duplo par de gonapofises curtas. encaixados uns nos outros. com os tergitos bem mais desenvolvidos que os esternitos. Ha. geralmente. As asas. Ha 2 pares de espiraculos ou estigmas toraxicos. eventualmente. como as asas. . Movendo estas peças. É interessante mencionar que. StgMes . MetEps . MesEpm. Ha 8 pares de estigmas abdominais. que é o 12° tergito. o 9° esternito forma a chamada placa sub-genital ou genital (figs. Na femea.124 INSETOS DO BRASIL sexos. De cada lado da placa anal ha. tímpano. totalmente atrofiadas ou ausentes (Proscopiidae e muitas especies de Pamphagidae). 60 . Ambos estes escleritos têm grande importancia na classificação dos acridios. especies em que a redução dos orgãos do vôa se observa em ambos os sexos. podem. Fm 3. metaepisternum. a femea escava o solo. mesmo quando as tegminas não se apresentam atrofiadas. fortemente esclerosadas. Nas raras especies que fazem as posturas no caule das plantas. 1 º -5° urotergitos. na maioria das especies. femur metatoraxico. 61 e 62). Fig. Tymp. Em relação com o 10° tergito ba um esclerito dorsal.

papo extraordinariamente desenvolvido. do 63 . vasos ( De deferentes. placa supranal ou epiprocto (12º tergito). Fig.Extremidade do abdomen da femea de Schistocerca: Eppt. migrato canal 12. fig. 9st. 8st. oviposltor. 1928. porém. Anatomia interna. glandulas acessorias. Vi.Tubo digestivo reto. ou hypandrium (9 º esternito). 62 .ACRIDODEA 125 71. Ovp . valva inferior do ovipositor. Cer . Fig. placa supranal ou epiprocto (12 º tergiPapt. Vs. ventriculo externamente dele nem internamente. testiculos. níto. Uvarov.A p a r e l h o r e p r o d u t o r macho de Locusta E. D. Iwanowa ) . continuando-se com um pro- Fig. culador. bem distinto sempre bem diferenciado. por apresentar uma série . infranal. 61 Extremidade do abdomen do macho de Schistocerca: Eppt. paraprocto. 8º esterto). paraprocto. valva superior do ovipositor. 8st. Papt. pisco infranal ou subgenital (8° esternito). . cerco. placa subgenital. gundo T. ejase- ria: A.

acessorias. G. grupadas em linhas longitudinais. Mesenteron (intestino rnedio. SV. tendo apensos á região cardiaca 6 cegos gastricos. Testiculos muitas vezes reunidos sob um Fig. Na região pilorica inserem-se numerosos tubos de Malpighi. Nos Tetrigideos não ha a porção posterior. porém não chitinisado. mateca. . cada um representado por uma porção anterior alongada e outra posterior curta ou muito curta. segundo Pospelov). 64 . glandulas S. 1928. notavelmente desenvolvidos nas especies migratorias. providas de dentes mais ou menos robustos. estomago ou ventriculo chilifico) longitudinalmente plissado. O papo apresenta rugas transversais.126 INSETOS DO BRASIL de dobras ou pregas. Locusta migrato- oviduto.Aparelho r e p r o d u t o r da ria: femea D. ovarios. 14. Aparelho respiratorio provido de numerosos sacos aereos. Aparelho reprodutor do macho e da femea representados nas figuras 63 e 64. fig. (De Uvarov. sperseminal. vesicula vagina V. de O.

Fig. Fig. A copula se processo geralmente corno na. Estes ficam reunidos e envolvidos por uma substancia secretada pelas glandulas sebificas ou coletericas. na desenvolvimento post-embrionario e habitos. 1928. 66). Conforme a especie. depois de fecundadas. As femeas. o macho pode permanecer sobre. Postura. maioria das especies. a femea horas ou mesmo mais de um dia. que forma uma camada protetora á qual se . põem os ovos no solo (fig. 65. 39. Uvarov. 66 - Gafanhoto em postura (De Gibson. fig. 65 - Casal de Schistocerca em copula (De KünckeI).ACRIDODEA 127 involucro comum. 1918). fig. segundo - 72.

não só sob o ponto de vista agricola. como uma das pragas do Egito. 1925). Divisão etologica. a especie de maior distribuição geografica. 1861). 1758) (= Locusta danica (L. gafanhoto O segundo grupo compreende as demais especies de gafanhotos.128 INSETOS DO BRASIL colam partículas de terra. Deles sáem as formas jovens que. cuja area de distribuição compreende principalmente as regiões secas e montanhosas dos paizes do Mediterraneo. 73. dá-se o nome de cartuchos. não difere essencialmente do que se processa nos demais gafanhotos. Schistocerca gregaria Forsk (= Schistocerca peregrina (Olivier. . A subordem Acridodea é a mais importante da ordem Orthoptera. 1815). de UVAROV). depois de uma serie de transformações ou mudas.. A partenogenese facultativa. de UVAROV) e especies locais. o afamado gafanhoto citado na Bíblia. Schistocerca paranensis emigrante da America. das quais perto de 1500 pertencem a região neotropica. 1767). em linhas gerais. ha nesta subordom cerca de 4500 especies. o processo de desenvolvimento post-embrionario nesta especie. (Burmeister. como pelo numero das especies que compreende. Dociostaurus maroccanus (Thunberg. causa depredações na Europa. . De fato. na Asia. assim protegidos. atingem á fase adulta. com algum detalhe. Como mais importantes citarei as seguintes: Locusta migratoria (L. 1804)). o qual. O primeiro grupo é representado apenas por algumas especies da familia Acrididae. gafanhotos de habitos solitarios. não migratorios ("grass-hoppers". gafanhotos de habitos gregarios e migratorios ("locusts".Sob o ponto de vista etologico os acridios podem ser divididos em 2 grupos: especies emigrantes. descreverei. A tais grupos de ovos.. Quando estudar a biologia do Schistocerca paranensis. na Africa e na Oceania. com produção de femeas. ocorre frequentemente numa especie norte americana da familia Tetrigidae (NABOURS.

..... Acrididae..... formando o apice do fastigium........................................ geralmente fechadas atraz ou inteiramente ausentes...... ................................ corpo aptero ou sub-aptero ............................... porém.................................. entre os quadris................. Acrydiidae) Com arolium entre as garras tarsais...........................6 Fastigium do vertex pouco declive. 1 Sem arolium entre as garras tarsais.........................................5 Prosternum.... ás vezes....... Proscopiidae Cabeça curta comprimida na fronte .... em geral.. face geraimente muito obliqua ......... ausencia ou presença de tegminas rudimentares cobrindo só. no maximo......................................... tegminas lobiformes .... plano .....ACRIDODEA 129 74.. formando........................ Classificação............ Acrididae...................... entre os quadris................... Acridinae (Tryxalinae...................................... nunca formando o apice do vertex.Dou.... ............... Eumastacinae 1' 2(1') 2' 3(2) 3' 4(2') 4' Prosternum................ cobrindo a parte basal do abdomen .. .. com a face... Tetrigidae (Tettigidae. com elevação adiante.................. tuberculo ou espinho ............. pronotum... 4 Cabeça extraordinariamente alongada............... bem pequenas........2 Antenas mais curtas que os femures anteriores ........... especie geralmente apteras ou braquipteras.......... Cyrtacanthacrinae (Acridiinae) A família Tetrigidae é constituida por especies..................... mocropteras . segundo BRUNER (1906).......... ......... prosternum com espinho ou tuberculo 5(4) 5' 6(4') 6' bem saliente Acrididae... ........................... Acrididae..................... Oedipodinae Foveolas do vertex largas e razas........ cobrindo totalmente o abdomen.............. . Pyrgomorphinae Foveolas do vertex laterais ou inferiores...................... contíguas em cima............. esta vertical ou quasi vertical . cobrindo totalmente o abdomen ou mesmo excedendo-o.............. Acrididae........... Truxalinae) Fastigium do vertex arredondado na junção com a face..........3 Antenas tão ou mais longas que os femures anteriores ................. um angulo mais ou menos bem perceptivel........... linhas abaixo......................... pronotum extraordinariamente prolongado para traz..... que se caracterisam principalmente pelo seguinte: pronotum extraordinariamente prolongado para traz... uma chave para a determinação das familias e subfamilias de Acridodea da região neotropica..........

67). desta familia. 1820 (Fam. porém. Ha. pelo seu aspeto. umas 80 especies descritas. Fig. Na região neotropica ba perto de 200 especies descritas. Extremamente curiosas são as especies da família Proscopiidae que lembram. 67 - Corynorhynchus radula Klug. os bichos-páu (fig. proscopidae). nenhuma. . ausencia completa de arolium entre as garras tarsais. de grande importancia economica. todas da America do Sul. São relativamente raras e se encontram isoladamente sobre as plantas.130 INSETOS DO BRASIL mente a base das asas.

Chromacris 131 miles (Drury. Cyrtacanthacrinae). . 1773) (Fam.ACRIDODEA Fig 68 . Acrididae subfam.

a femea é o e braquiptero. Acrididae. 69 tacanthacrinae). Cyrmaior . Elaeochlora trilineata (Serville. 1839) (Fam. subfam.132 INSETOS DO BRASIL Fig. o macho é o exemplar menor e macroptero.

porém. Estado 1909 (Fa m . 1773). varias esA família Pneumoridae é representada exclusivamente por um pequeno numero de especies do Sul da Africa. a mais importante em nosso territorio é a subfam. quasi todas as especies locais que causam danos mais ou menos notaveis ás plantações. Bibliografia. Acrididae. Dentre estas devo citar: as grandes especies de Tropidacris e de Eutropidacris ( Tropidacris grandis (Thunberg. 1755).ACRIDODEA 133 A grande familia Acrididae compreende perto de 4000 especies. 55. . De todas. subfam. B u l . Tropidacris dux (Drury. a especie migratoria da America do Sul.I n s e c t m e t a b o l i s m Biol. do Rio). Eutropidacris cristata (Linne. distribuidas em 9 subfamilias das quais apenas as que se acham na chave têm especies na região neotropica. Cyrtacanthacrinae pois nela se acham. . Cyrtacanthacrinae) Rehn. 75. BODINE 1928 . 1824). além do Schistocerca paranensis. Na seção seguinte direi o que ha de mais interessante sobre o Schistocerca paranensis. 70 - Callonotacris (?) lophophora (Mendes. Fig.

Eleaochlora y Chromacris (Orthop. 3. Ann. Geri. . R ev. Arg. - 1910 1911 1913 forrns. ests. Pamphaginae. Belg. .. P. Soe. 1 est. BRUNNER von WATTENWYL. Esp. Mus. 4 ests. Ann. 15. Soe. Soe. Soc. Rev. Orthoptera 2 342 p. Gen. 40 p. 1 est. 3-5. .. ests. Eumastacidae. Nat. 12 figs. boi. L. 1890. Verh. BURR.E l genero Chromacris en la Argentina y la importancia dei estudio de los Acridios solitarios. 3rd Paper Orthopterous family Acrididae. Amer.L o u i s Bouvier. Geri. Ent. Fam. Subfam. L. Nar. M. p. Gen. Trans. 1 08: 463-499. 1 4 est. Biol. Proc. Argent. 1936 The anatomy and histology of the alimentary tract hopper Melanoplus differentialis Thomas.Las quatro especies del genero Marellia (Acridloidea. Subfam. k. 2 ests. Carn. Ent. Cient. Ann. Pyrgomorphinae. U. Mus. J. 7: 25-50. Paulinidae). 31: 175-313.Monographie der Proscopiden.. M. Mus. Insect. Ges.South American locusts (Acridoidea). I. 170. Insect. 8: 423-506. Diedronotus. Amer. Centr. Chil. 1906 INSETOS DO BRASIL Monografia de los Pirgomorfinos. Ann. HANCOCK. 1936 - LIEBERMANN. generos Prionolophus. Soc. 10-17. 28: 73-112. I est. 48. 1935 . 1906 Subfam. A. Carn. E u g è n e . Acridiidae. Tetriginae. A. Synoptic list of Paraguayan Acrididae with ests. de M . 58 p. 1936 . 13: 1-154. Nat. 1929 Morfologia y sistemática de las Tucuras argentinas (Acridioideos) . Morph. Soe. L. Insect. 7: 89-143. Paris: 223-227. 1934 . Soc. J. Hist. Livre Jubil. of new & - Tettigidae.South American Acridoidea. Rev. S. H. ... 49: 165-313. of the grass LAMEERE. Esp. Hist. MORSE. 1899 1903 Essai sur les Eumastacides. Arg. 1991-1908 BRUNER. Hist. C. Essai sur les Acridiens de la tribu des Ann. Evolution des Orthoptères. Mus. 90.134 BOLIVAR.. 6: 35-36. Acrididae) . 79 HEBARD. Ann. ests. 1884 1887 1909 1916 BRUNER. Ann. ests. 30: 613-694. 59: 423-440. Wien.South American Tetrigidae.Catalogo sistemático y razonado de Acridoideos Argentinos. Ent. 1923 Studies in the Dermaptera and Ort h optera of Colo mbia. Insect. 2 ests. Jour. 8: 5-147.. 39 (1935): 116-124. 23 p. 40: 87-124. Nar. zool. HODGE. descriptions 36-38. 4 ests. Ent. k. Carn.

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No Brasil. Todavia. quando pousam. M. (Orthoptera. Bur. Anualmente a Republica Argentina é invadida por nuvens deste gafanhoto (nuvens ou mangas invasoras). 1933 . Nar. pode ser considerado. 9 ests. Amer. registram-se invasões muito mais calamitosas que as que ocorrem habitualmente.The terminai abdominal structures of orthopteroid insecto. V I N A L .. Rio Grande do Sul. Nessas ocasiões. 71).Studies of the epithelium lining the caeca and mid-gut in the grasshoppers. causando prejuizos mais ou menos vultuosos. 1861). Ent. GAFANHOTO SUL-AMERICANO 76. Jour. 1892. Soc. . Mag. London. A côr dominante. As asas são transparentes. é parda avermelhada. como pertencente á especie. (10) 4: 539-543. 11 ests. Imp. aliás variavel nos exemplares velhos e novos. 1922 . É um acridio que. amareloclaras ou roseas. B. Jour. 15: 1-76. 118 figs. New York Ent. a quantidade de gafanhotos voando é tal que a nuvem por eles constituída pode obscurecer a luz solar e. méde de 45 a 66 m m .The respiratory system of the Carolina locust. salpicadas de manchas castanhas.O gafanhoto que invade o nosso territorio. de comprimento. A handbook for their study and control. C. por enquanto. Para- . Soe. et sp. Ann.Marellia remipes gen. Schistocerca paranensis (Burmeister. H. Lataste. Hist. B. P. As femeas são mais longas que os machos. Morph. 1928 Locusts anal grasshoppers.. c. 1929 . os Estados mais sujeitos ás invasões da praga são: Mato Grosso. S. Ent. 352 p. A phylogenetic study. ocupam leguas quadradas de área. W O O D R U F F . nov. 1 fig. Ann. ests. As tegminas são tambem pardo-avermelhadas. 27: 19-32.136 INSETOS DO BRASIL U V A R O V . que se acha na região habitat temporaria do Schistocerca. periodicamente. 55 : 53-74. E. Acrididae) a new semiaquatic grasshopper from South America. Caracteres e distribuição . W A L K E R . 1919 . Santa Catarina. no estado adulto ou de inseto alado (fig.

em pleno inverno. São Paulo. 1861) Cyrtacanthacrinae). a fe- . 71 - Schistocerca paranensis (Burm. 77. Nessa penetração. distende-se consideravelmente pelo afastamento dos escleritos. Feita a escavação. Para isso a femea. Observa-se tambem um segundo periodo de posturas da segunda quinzena de Janeiro até a primeira de Abril. de profundidade. Estados mais para o Norte podem tambem ser invadidos. As posturas são feitas em terrenos de consistencia média e relativamente limpos de vegetação.As femeas. Fig. Em Junho de 1910. De todos porém o mais assolado é o Rio Grande do Sul. o abdomen. 66). Rio de Janeiro. da segunda quinzena de Outubro á primeira de Novembro. Minas Gerais e Espirito Santo. Na parte superficial o furo tem 6 m m. ás vezes.. (Farn. efetuam as posturas. Excepcionalmente. em maior abundancia. . fazendo um furo que. Postura. atinge a 75 m m. depois de fecundadas. subfam. enterra progressivamente o abdomen no solo. Todavia podem iniciar-se em fins de Agosto e prolongar-se até o começo do verão (Dezembro). Acrididae. quasi sempre obliquamente dirigida para trás (fig. surgiu em Campina Grande (Paraíba do Norte) uma nuvem de gafanhotos. que méde normalmente 34 a 40 m m. de diametro. Na Republica Argentina as posturas se realizam. e no fundo 9 rum. de comprimento. podendo ficar com 120 a 140 mm.SCHISTOCERCA PARANENSIS 137 há. pousando no solo. acionando as gonapofises.

de 45. 50. de 30 a 40 dias. provavelmente depois da derradeira postura. a qual. após curto repouso. muito semelhantes aos grãos de trigo numa espiga (fig. depois de terem atravessado a camada superior do cartucho. Fig. . á medida que o inseto retira o abdomen. Realizando-se a eclosão. secando. 72 . Realizada a postura. no inverno e meiados de Setembro. chegam a superfície do solo ainda envoltas pelo amnios. dependendo da época e lugar em que se efetuam as posturas. A duração do desenvolvimento embrionario varia de 16 a 75 dias. procuram abrigo e alimento. É a este conjunto de ovos e respetiva camada protetora que se dá o nome .cartucho . pois. desde meiados de Novembro e no verão. 75 dias. Assim. 78.Postura de gafanhoto (aumentada). as formas jovens. Desenvolvimento post-embrionario. Nos lugares em que ha posturas de gafanhotos vê-se frequentemente femeas morras. 72). vai tambem obliterando a perfuração com a secreção espumosa ou glutinosa das glandulas coletericas. Libertam-se então deste envoltorio embrionario e. normalmente. uma femea pode pôr de 3 a 5 vezes. forma um tampão protetor e impermeavel.138 INSETOS DO BRASIL mea depõe no fundo de 50 a 120 ovos. de meiados de Setembro a melados de Novembro e de 16 a 25 dias.

Habitos . ás vezes até 3 horas. a ultima ninfa ou forma jovem pendura-se pelas pernas trazeiras a um galho e assim fica. que aparecem cada vez mais desenvolvidas nas mudas seguintes. São eles os voadores outonais ou invernais. de cabeça para baixo. surgindo finalmente as asas após a ultima muda. descendentes dos que constituem as nuvens ou mangas invasoras (voadores estivais). de 10 em 10 dias. Todo o desenvolvimento post-embrionario se processa em cerca de 50 dias. Depois deste estadio já se mostram mais ativos. Quasi sempre vivem gregariamente. Estes gafanhotos. Acre- . com 5 mudas ou ecdises. dá-se o n o m e de saltão .Nos 10 primeiros dias os saltões pouco se movem e mal se alimentam. A primeira se efetua 5 dias depois do nascimento do saltão e as demais. onde passam a noite. formando pequenas aglomerações ( manchas ) faceis de se destruir. 15 dias portanto depois do nascimento. principalmente nas horas de sol pela manhã. pouco mais ou menos. Assim as ultimas ninfas e os gafanhotos adultos são extremamente ativos e vorazes e bem pouco se pode fazer para conte-los em sua marcha invasora. aumentando-lhes a voracidade á medida que crescem. já apresentam técas alares. durante algum tempo. Como uma onda destruidora deixam tudo raso por onde passam. Rompe-se então o tegumento no dorso da parte anterior do corpo e realiza-se a eclosão da i m a g e m . A partir do vigesimo dia de vida começam a se formar bandos de saltões. que ficam cerca de 6 ou 7 mezes na região permanente. 79. poucos dias depois de terem adquirido asas. Obstaculos aparentemente intransponíveis. são por eles facilmente vencidos. como um largo curso dagua. As formas jovens que surgem depois da segunda ecdise. Quando esta se vai processar. ou em quaisquer outros suportes. começam a esvoaçar e por fim levantam vôo definitivo penetrando em regiões mais ou menos distantes. cada vez mais compactos e de movimento continuo.SCHISTOCERCA PARANENSIS 139 A este primeiro instar. reunindo-se novamente á tarde nos galhos das plantas. . Dispersamse então á procura de alimento. como ás demais formas jovens do gaf a n h o t o .

formassem nuvens ou mangas de retorno ou retrocesso. logo discordaram do parecer de ARRIBÁLZAGA. opina lo que transcribiré a continuación. confirmando uma opinião de STUART PENNINGTON. em quasi toda a região por ele demarcada. Refugios invernais . ou zona invernal. assim se manifestou recentemente (1934): "EI sabio acridiólogo UVAROV. Inicia-se então a formação das nuvens ou mangas que invadem novos territorios. viajando á noite e a grande altura. havia observado as citadas nuvens ou mangas de retrocesso e. tal como a que se conhece para o gafanhoto das Montanhas Rochosas (Melanoplus spretus)." LIZER Y TRELLES. fazem as posturas. até então. . de FRERS).140 INSETOS DO BRASIL ditava-se. 80. 10 ou 15 dias depois. verdadeira região permanente do Schistocerca paranensis. viessem de um centro de irradiação (refugio invernal. condições mesologicas e edaficas desfavoraveis á manutenção da vida do gafanhoto. até pouco tempo. Tal região foi mesmo limitada por ENRIQUE LYNCH ARRIBÁLZAGA entre determinados gráus de latitude e de longitude. Ao findar esse longo período em que os gafanhotos se mantêm sexualmente imaturos. concluira que não deve haver para o Schistocerca paranensis uma região de criação natural e permanente. . que tambem acreditava na existencia de tal zona. porém. acha-se tambem concluida a maturidade dos orgãos reprodutores. en su conocido libro. que tais voadores. dizendo: "La opinion opuesta se basa únicamente sobre unas hipotesis poco fundadas por no decir gratuitas y una classificación artificial de las áreas ocupadas de um modo más o menos permanente o simplesmente transitorio. Autoridades paraguaias. a qual se denuncia externamente pela mudança da coloração. que estacionariam na região permanente. Aí tais gafanhotos copulam e. recomeçando assim o ciclo das gerações. Tarobem LAHILLE ha muito ponderára que ninguem.Acreditava-se que os gafanhotos que invadem a Republica Argentina e outras republicas Sul-Americanas. respecto de estas supuestas zonas permanentes. por terem verificado.

alo largo del Pilcomayo. fué considerado suficiente para elaborar hasta los límites exactos de la zona". es perfectamente justificada y razonable. 81. las informaciones de los nativos. es necesario proseguir las investigaciones en forma sistemática y continuada. a la que llegó sin haber encontrado una sola langosta en toda la región atravesada. Es prueba notable del deseo intenso de encontrar a toda costa una "zona permanente de invernación". julgo util transcrever o interessante artigo de CHOPARD (1935) . los primeros balbuceos acerca de la ecología. Referindo-se aos conhecimentos atuais relativos observadas em outras especies migratorias LIZER Y conclue o seu trabalho com os seguintes conceitos: ás fases TRELLES "Para nuestra langosta voladora nos hallamos en la más completa ignorancia en lo atanedero aestos conocimientos. en los que suportemos "focos invernales". contradictorias en sumo grado. solo conocemos a hora. Una de estas expediciones. que existe una zona muy importante de invernación en los límites de la Argentina. y que las zonas trazidos por LYNCH ARRIBÁLZAGA primero y por mí después. a esta zona llegam mangas de langosta desde rodas las direcciones en el otoño y desde ella salen hacia los cuatros cuadrantes en la primavera. son un soberano mito". merced a los entomólogos que el a n o último efectuaron las expediciones referidas anteriormente.SCHISTOCERCA PARANENSIS 141 "En Sud América está firmemente arraigada la idea de refugios especiales de invierno de la langosta. Si queremos llegar a conocer a ciencia cierta el régimen o comportamiento de nuestra langosta. en los cuales permanecen las mangas en estado inmaturo hasta la primavera subsiguinte. y varias veces se ha intentado localizar estas áreas misteriosas. Fenomeno das fases.Une idée nouvelle sur le . clima y movimientos de las mangas en invierno. Paraguay y Bolivia. com ya lo dijo el doctor LAHILLE en 1920: "Es imprescindible determinar durante algunos años y con la mayor exactitud posible las zonas del país en las cuales las langostas permanecen en invierno". . la conclusión antedicha de la expedición. la de 1917.Uma vez que abordei a questão das fases nos gafanhotos. dedujo de informaciones recogidas de los habitantes locales. Declaro paladinamente que la precedente crítica de UVARov. etología.

On doit à la sagacité d'un excellent entomologiste russe. Qu'on admette qu'elle est le résultat de l'influence des conditions ambiantes ou qu'elle se produit par des variations brusques ou mutations.) . le Criquet migrateur (Locusta migratoria L. a été reconnue variable sous l'influence de nombreux facteurs et 1es biologistes seraient tout à fait d'accord s'il ne subsistait des divergences de vues sur la façon dont s'effectue cette évolution. une large distribution géographique. et d'insectes en particulier. minutieux. la découverte ri'une forme de polymorphisme qui ne peut être rattaché à aucun des groupes actuellement reconnus. Pendant une période d'accalmie. le Dr. géographique. et on a ainsi distingué un polymorphisme sexuel. car il dépend avant tout d'une tendance spécifique à former des bandes grégaires. l'espèce se rencontre seulement sous une forme menant une vie solitaire et sédentaire. qui ont permis à UVAROV d'échafauder une hypothèse qui s'est trouvée largement vérifiée par la suite. Si certaines conditions viennent a se . présentant. présentent des formes différentes suivant certaines conditions de sexe.142 polymorphisme INSETOS DO BRASIL spécifique: les phases chez les insectes Or- thoptères (Rev. 2: 57-61)" "On sait combien les idées sur la notion d'espèce ont évolué au cours du siècle dernier. Aussi.. L'espèce. UVAROV. P. Cette phase est un insecte plus ou moins commun. de milieu. mais elles ne manqueront pas d'avoir une répercussion sérieuse sur les études de biologie générale. Non seulement elles ont eu comme résultat de modifier entièrement les méthodes d'attaque des invasions d'Acridiens. On a ainsi constaté que nombre d'espèces animales. actuellement au British Museum. qui peut durer de longues années. la variation spécifique a été étudiée sous toutes ses formes et une place importante a été accordée dans les recherches biologiques aux conditions de formation des espèces nouvelles. suivant le terme créé par UVAROV. Les recherches premières d'UVAROV ont porté sur une grande espèce d'Acridien fort nuisible dans le SudEst de l'Europe. non nuisible. etc. c'est. Et il n'est pas sans intérêt de souligner que ces résultats importants ont été obtenus grâce à des travaux de morphologie estrêmement soignés. en général. autrefois considérée comme une entité immuable. Ent. le fait par lui-même n'est plus guère discuté. saisonnier. la phase solitaria . B. Fr. La genèse d'une grande invasion de Sauterelles et les modifications biologiques qui en résultent chez l'espèce considérée peuvent être schématisées comme suit.

cette phase solitaire va montrer des modifications qui meneront. donneront naissance à d'innombrables Criquets dont les caractères ne feront que s'accentuer. ils rechercheront les lieux de ponte favorables et celles-ci se trouveront rapprochées sur des terrains relativement peu étendus. A l'éclosion de la génération suivante. de plus en plus serrées. les pontes. ils appartienent à une forme intermédiaire qu'on a appelée transiens congregans. supposons les conditions favorables réaLocusta migratoria par lisées pour une espèce donnée. ces Criquets montreront une tendance très marquée à se réunir en bandes de plus en plus serrées. ils obéiront en même temps aux mêmes influences externes. que de grandes pluies . montreront par leur nouvel instinct grégaire que de profondes modifications se sont produites dans leur métabolisme. et elles ne le sont qu'en des régions assez restreintes. le second terme indiquant leur tendance à former des bandes grégaires. lumière.SCHISTOCERCA PARANENSIS 143 réaliser. les nouvelles bandes montreront non plus un grand nombre de .survenant après de longues périodes de sécheresse étaient un des facteurs favorables à la pullulation des Sauterelles. au lieu de se disperser. et alors interviendront à la fois les influences climatiques favorables du début et une sensibilité spéciale de l'espèce à la densité accrue de cette population. qu'on a appelé des zones grégarigènes. dans une zone grégarigène de l'espèce. leurs mouvements deviendront coordonnées. de climat doivent se trouver réunis. et par leur comportement. En effet. température. Parmi ces jeunes Criquets vont apparaitre de nombreux individus différant de leurs parents. les proportions des différentes parties du corps. on a pu vérifier. par exemple. On voit tout de suite l'intérêt que la connaissance de telles zones peut avoir ou point de vue de la destruction des Sautereles. à de telles transformations qu'elles aboutiront à une forme assez differente de la première pour avoir été longtemps considérée comme une espèce tout à fait distincte. variables suivant les espèces. Ces conditions sont encore assez mal connues. Les individus solitaires vont se trouver plus nombreux qu'à l'accoutumée. Les conditions qui ont joué pour la première génération vont maintenant précipiter les choses avec une rapidité extraordinaire. Cette pullulation ne s'effectue d'ailleurs pas sur tout levaste habitar de la phase solitaire. certaines conditions de végétation. au bout de quelques générations. humidité et. Quoi qu'il en soit. Ces Criquets ne sont déjà plus des solitaria typiques. à la fois par certains caractères morphologiques tels que la coloration. les jeunes Criquets seront très nombreux dans ces terrains. mais semblent surtout des facteurs climatiques. le exemple. surtout.

Telles sont les grandes lignes du cycle biologique des Criquets migrateurs qui peut être résumé par le schéma cidessous: transiens solitaria transiens dissocians Pour de fixer les idées. c'est là peut-être le point le plus intéressant de l'histoire des Criquets. A ce moment. car nous allons assister à une transformation inverse de celle qui avait abouti à formation de gregaria. dissocians gregaria transiens . et de nouveau. car. quelques Criquets commencent à prendre leur vol. les terrains où s'abattent les essaims peuvent être peu favorables à la ponte. il faut bien spécifier que les termes ne s'appliquent pas à une forme bien définie. vont appaindividus dissocians. Par suite de cette nouvelle modification. Pour toutes ces raisons. Les vols ne se déclenchent pas brusquement. Les pontes vont être moins nombreuses. car leur instinct vales porter à s'éloigner ]es uns des autres. puis reviennent. l'espèce va redevenir peu commune et se rencontrera seulement sous la phase solitaria. au bout de peu de temps. moins pour la recherche de leur nourriture que poussés par un instinct impérieux. ]es Criquets vont entreprendre leurs migrations. les conditions vont se trouver moins favorables qu'au début de l'invasion et que va-t-il se passer? Or. Quel va être le sort de ces Sauterelles parvenues à la phase gregaria? Plusieurs générations peuvent se produire sans changements notables.144 INSETOS DO BRASIL transiens. la phase les éclosions vont se montrer clairsemées. puis les conditions climatiques peuvent devenir différentes. résultant surtout des modifications physiologiques dues au développement des produits sexuels. la phase gregaria est constituée. nous les appellerons leurs caractères morphologiques soient très comparables á ceux dez congregans. mais. ils sont bientôt imités par leurs voisins qui répondent par une sorte de réflexe à l'envol de l'individu qui se trouve auprès d'eux. mais une totalité d'insectes complètement différents cette fois de la forme initiale. une nouvelle période d'accalmie va commencer. ou encore de nombreux parasites xe développent aux dépens des coques ovigères. bien que raître. ils présentent avec ces derniers une différence considérab l e. des transiens. de plus en plus nombreux. enfin toute la blande xe trouve entrainée etva former les immenses nuages de Sauterelles dont la description a été si souvent donnée.

cerre question de la pigmentation semble avoir une importance capitale dans le comportement des Acridiens. qui sont toujours plus longues chez les grégaires. quoique plus au moins marquées suivant les espèces. en effet. la couleur foncée qui en résulte est. et ce n'est pas diminuer le mérite d'UVAROV de dire que c'est sur cette espèce que le phénomène est le plus net et le plus facile à constater. une raison d'accroissement de la . que Faure reconnut en 1923 deux formes entièrement analogues aux phaLocusta. la découverte des phases a été falte sur le Locusta migratoria. elles montrent naturellement toujours les mêmes différences typiques dans le comportement et. En ce qui concerne les larves non encore ailées. si les pigments sont des produits d'oxydations particulièrement actives. Comine je l'ai dit au début de cet article. les entomologistes. que la phase solitaria. le pigment noir est bien plus abondant.) et enfin sur le CriSud ( Nomadacris septemfasciata Serv. vu l'importance de ces Insectes au point de vue économique. au point de vue morphologique. orientés par les faits découverts chez le Criquet migrateur. d'autre part.) d'Afrique quer nomade australe et centrale. Par la suite. Aussi. Dans toutes les espèces. grand Criquer de la Russie méridionale.. Peu après des phénomènes parallèles furent ses riu observés chez le grand Criquet pélerin de l'Afrique du Nord ( Schistocerea gregaria Forsk. c'est sur les formes nuisibles que les recherches ont porté et elles n'ont pas tardé à être couronnées de succès. il s'agit toujours chez les adultes de différences dans la coloration et dans les proportions des différentes parties du corps.). plus spéciales. Quant à ceux-ci. cerre dernière est-elle plus répandue et il semble légirime de la considérer eomme une sorte de forme de résistance de l'espèce. ils sont souvent assez différents et. se distinguent dans la forme grégaire par une coloration beaucoup plus foncée que dans la forme solitaire. ont cherché à retrouver les phases chez d'autres espèces de grands Acridiens. en particulier des ailes. Ce fut d'abord sur une espèce de l'Afrique du Sub. sur celui de l'Amérique du ( Schistocerca paranensis Burm. il s'agit de grandes espèces migratrices et les différences entre la phase solitaire et la phase grégaire sont de même ordre. Outre le comportement caractéristique des deux phases. ce qui résulte sans doute de changements chimiques dus aux oxydations plus actives par suite des mouvements plus rapides et plus nombreux chez les Criquets grégaires. le Locusta pardalina Walk. on peut dire que la phase gregaria exige des conditions de milieu plus étroites. Dans tous ces cas. en général.SCHISTOCERCA PARANENSIS 145 mais à une série de formes transitoires entre les extrêmes.

dans ces deux cas. mais. des modifications légères. le phénomène des phases semble un phénomène complexe. en Amérique. le Criquet marocain ( Dociostaurus maroccanus Thunb.146 INSETOS DO BRASIL susceptibilité des sauterelles aux variations de température. une influence prédominente dor être accordée à la densité de la population. néanmoins. ont montré que. Pour compléter cet exposé de la question. je rappellerai enfin des observations qui ont été faltes sur deux espèces d'Orthoptères appartenant cette fois à une familie différente des Acridiens.. dont MANEVAL a rencontré des quantités énormes dans la Haute-Loire. assez eomparables aux phases. dans des conditions d'élevage en milieu confiné.) ales recherehes précises. très marqué chez certaines espèces d'Acridiens. le Melanoplus spretus Thomas. Bien que la question ait été peu étudiée encore. au point de vue de la biologie générale. On peut se demander . Or. dépendant à la fois de conditions inhérentes à la nature de l'insecte lui-même et des excitations extérieurs et. appuyées sur des données biométriques rigoureuses. ces insectes anormalement abondants différaient des formes habituelles par une pigmentation noire extremement remarquable. parmi celles-ci. certaines observations permettent de penser que le phènomène est plus répandu qu'on ne croit chez les Orthoptères. le second est Charp. Chez une de ces dernières cependant ( Aiolopus tergestinus Charp. cerre espèce normalement solitaire peut montrer. On a tout d'abord trouvé des formes très analogues aux phases chez divers Acridiens parmi ceux qu'on a appelés des petits migrateurs. il s'agissait de Tettigoniides de la sous-famille des Phaneropterinae. il semble l'autre .) dans la région méditerranéenne. Nous avons vu l'importance que l'on dor attacher à la pigmentation dans les transformations des Acridiens grégaires et on ne peut vraiment manquer d'être frappé de constater que des conditions biologiques analogues ont amené l'apparition d'un pigment noir chez les insectes crés plus haut. toute élévation de celle-ci occasionne des mouvements plus énergiques dont le résultat est l'activation des oxydations et il se constitue ainsi un véritable cercle vicieux. est plus ou moins net chez d'autres espèces du même groupe. I l s'agit toujours là d'espèces nuisibles qui ont été étudiées avec plus de soin que les espèces sans importance économique. Dans les deux cas. si les phases constituent un caractére absolument spécial aux quelques espèces de grands Acridiens migrateurs ou s'il s'agit d'un phénomène d'une portée plus générale. Le premier est un Barbitistes qui fut signalé en 1888 par VALÉRY MAYET comine extraordinairement Orphania denticauda abondant dans le Var. En résumé. Ce phénomène.

quando uma nuvem destes insetos se abate em uma localidade qualquer. y sobre todo por una fase gregaria e invasora la esquistocera del Paraná. tiene que llamarse hoy quién sabe mañana: Schfstocerca americana (Drury. 82. . dias depois deve ser iniciada a destruição das primeiras formas jovens ou mosquitos. 1833. and paranensis would be used for the swarming phase only". 83. Meios de combate. pela ação do ar comprimido. it is sufficient for our purpose to state everything points to the existence in South and Central America of only one species of migratory locust. ou mediante o emprego das "vassouras de fogo". según mi opinión. Schistocerca paranensis (Burmeister. paranensis Burro.SCHISTOCERCA PARANENSIS 147 pari qu'on puísse en trouver des manifestations rudimentaires chez quelques autres Orthoptères. LAHILLE (1935) no seu mais recente trabalho sobre o Schistocerca opina o seguinte: "De todos modos. nuestra langosta. . que. l 7 70) Brun. which may be tentatively called S. 1815 y cancellata Serv. que. Classificação. Sem perda de tempo proceder-se-á em seguida á destruição dos cartuchos. UVAROV diz "At present. Nos terrenos crivados pelas posturas. americana proves to be really only a phase of the same species.Sendo praticamente impossivel combater-se eficientemente os gafanhotos invasores e impedir-se que as femeas desovem. que se llama en Mejico: langosta mexicana o chapulin de peste". o que se segue: Tratando desta questão. 1885. forma representada en el país por dos variedades: pallens Thunb. devem ser marcados os lugares em que ha posturas.. 1861) Lataste. pelo esmagamento. para satisfazer vuestra curiosidad os diré. the latter name should be applied to ir. ou desenterrando-os de modo a ficarem expostos na superficie do solo. en la nomenclatura zológica. 1892.. If S. ou soterrando-os ainda mais profundamente. I1 n'est donc pas exagere fie dire qu'il s'agit d'un fait biologique très important et dont la recherche dans d'autres groupes d'insectes pourrait peut-être apporter de très intéressants résultats"..

Na captura dos saltões e dos gafanhotos em bandos esparsos podem ser empregados. distribuem-na em pequenas quantidades. (27 quilos.60 l b. verde Faris . tangendoos de modo a aí cairem e serem destruidos. gazolina.148 INSETOS DO BRASIL projectem um forte jato de petroleo. constituida pelo verde Paris misturado ao esterco de cavalo. ou internamente.453) e sal . juntando-se a solução 1 quilo de açucar para cada quilo de arsenito. Estes ou atuam externamente. como os arsenicais. e á agua salgada. que se dissolve facilmente em agua quente.1 l b. Para as formas jovens nos primeiros estadios a quantidade de agua pode ser dobrada. as pessôas que fizerem as pulverizações devem ter todo o cuidado em não aspirar o liquido pulverizado. evitando tambem molhar as mãos. tudo dissolvido em meio balde dagua. quando applicados sobre o corpo dos insetos. No combate ás primeiras formas jovens empregam-se tambem pulverizações de liquidos inseticidas. ou simples panos ao redor e por baixo das plantas em que se acham pousados. Preparada a mistura. ou aparelhos colerores especiais. intoxicando-os. As pulverizações devem ser feitas sobre as plantas situadas ao redor ou adiante dos saltões em marcha. a chamada mistura de CRIDDLE. Devido á extrema toxidês dos produtos arsenicais.2 l b. (0. No Canadá empregam. com sucesso. Contra as ninfas ou formas jovens quasi completamente desenvolvidas usa-se uma solução de 1 quilo de arsenito para 90 litros de agua. Tais "vassouras" são tambem usadas na destruição dos saltões de qualquer idade. no combate ao gafanhoto. como a soluçâo de sabão (1 quilo para 40 litros de agua) e a emulsão sabonosa de querozene. pouco mais ou menos). transportam-na para o local infestado e aí. o mais empregado no combate aos gafanhotos é o arsenito de sodio. com uma espatula de madeira. Estes são arrastados de encontro ao movimen- . nas seguintes quantidades: esterco . de preferencia fresco. ou alcool inflamado. (0. Dentre estes. Deve-se tambem impedir a permanencia do gado nos campos recentemente pulverizados.906).

quando já adultos ou sob a forma de ninfas ou de saltões bem desenvolvidos. porém. As barreiras são constituidas por chapas de folha de Flandres ou de zinco. Far m . quando mais pesados. de 50 centímetros de altura e 2 m. estuda- . 73 - Aparelho coletor de gafanhotos usado pelos perdozer) (De Walton. de comprimento. ou para um fosso adrede preparado. (hop- Todavia o melhor meio de capturar e destruir os gafanhotos quando se mostram mais nocivos. aproveitar como adubo os corpos destes insetos depois de desecados. especialmente do genero Sarcophaga .Os principais inimigos naturais do Schistocerca paranensis são algumas moscas da familia Sarcophagidae. articuladas umas ás outras e fixadas ao solo verticalmente por meio de hastes de ferro. As barreiras são dispostas de modo a encaminhar os gafanhotos para um cercado. Inimigos naturais. de modo a impedir a saída dos insetos que nêle caírem. 18). . 84. 747. ou. das que constituem as barreiras. Os gafanhotos aí capturados podem ser destruidos enterrando-os ou queimando-os. isto é. por muares atrelados ás extremidades. cujas bordas devem ser revestidas de placas. Bul l . Melhor será. 1916. A figura 73 representa um desses aparelhos comumente usado nos Estados Unidos e ao qual dão os americanos o nome de "hopperdozer". é o que consiste no emprego de barreiras metalicas e de fossos. Fig.SCHISTOCERCA PARANENSIS 149 to dos bandos por duas pessôas. norte-americanos fig.

Ag ric . . therefore. praticamente ineficientes. Todas as tentativas feitas no sentido de empregar na pratica este germen em larga escala fracassaram por completo. 1933 . Buenos Aires. 1936 - 1936 - Informe preliminar sobre seltonas y langostas de Bowen (Mendoza) y algunas langostas de otras procedencias. Schistocerca paranensis Burmeister. 196 p. Bibliografia. BLANCHARD. Langosta. Investigaciones sobre la langosta en 1« región serrana de Alta Gracia (Provincia de Condoba). Ministerio Agricultura. Ent. as bacterias e dentre estas o famoso Coccobacillus acridiorum D'Herelle. Minist.. Além de fungos entomofitos. Com. Agric. trabalho de ALDRICH (1927): The dipterous parasites of the migratory locust of tropical America. E. Minist. Mens. Com. 86. Buenos Aires: 175-202.150 INSETOS DO BRASIL das por LAHILLE (1907) e BRÈTHES (1920) (V. Invest. Mero. Agric. descoberto por este pesquizador em 1910. 1934. that the view expressed by Pospelov is more acceptable. como agentes destruidores do gafanhoto. Imprimerie de l'Institut International d'Agriculture. Bol. that the coccobacilli are normal symbionts into the blood and normaly play useful pari in the physiology of the host. ha a assinalar. 1934. Jour. Minist. 20: 588-593). Contr. Buenos Aires. Langosta. Buenos Aires: 159-171. 3 ests.Dou apenas uma relação dos principais trabalhos sobre o Schistocerca paranensis. O livro de UVAROV já foi citado na bibliografia de Acridodea. 1916 - 1937 - La lutte contre les sauterelles dans les divers pays. Memoria de la Comision Central de investigaciones sobre 1a langosta correspondiente a1 ano 1935. 17 ests. 126 p. Roma. em Yucatan (Mexico). Econ. E. 10 ests. . UVAROV sobre tais germens diz o seguinte: "I think. Centr. namely. Mero.Parasitos BRUCH. 5 ests. Invest. bur under certain conditions (notably at a low temperature and high humidity) they increase in number to such an extent as to become dangerous parasites and produce a disease of the kind observed by d'Herelle". animales de la langosta. quando causava uma epidemia natural em bandos de Schistocerca paranensis. 34: 247-266. C.

. 136 p.... ovipositor quasi sempre conspícuo. Monogr... LIZER Y TRELLES. Com.. Min. ambulatorias. Gryllotalpoidea 1´ .. 1: 195-240. Arcontra la "Langosta". ests. 172 p. diagr. Agric. que se distinguem seguinte chave: Antenas setaceas. Phasgonuroidea) 87...... SUBORDEM TETTIGONIODEA (Locustoidea. longas antenas setiformes. Argentina.. dos grilos e Gryllotale especies afins. de Buchos Aires BRUNER..... ensiforme ou acicular (estiliforme) ..... 4 Primer informe de la Comissión para la investigación de la del Comércio langosta. mais curtas que o corpo ou mesmo muito mais curtas.... pernas anteriores de tipo semelhante ao das medias.. Classificação... 29 figs.. intitulado: Lucha Nacional 90 p. 2 Antenas filiformes. Veter. M... Informe de la prirnera cornision exploradora. An. invernales. C. 12 figs.. 1907 1920 1935 La langosta y sus moscas parasitarias...... 12 tab..... L. Agric.. completamente diferente do das medias.. 1936 R.. Agric. Min. 2 mapas.. Centr... Nec.. Invest. Argent...... dos grilos-toupeira pelos caracteres referidos na 1 Constituem esta subordem 3 superdas "esperanças" ou gafanhotos de Grylloidea . familias: Tettigonioidea ... C. Instit.. C.... ests.. Agr... An. ests e map. F.. Buenos Aires: 11-52. Acad. Mero... & VARELLA 1925 . da publícação do Ministerio de gentina..SCHISTOCERCA PARANENSIS BRUZZONE.. - 1898 HOFFMANN.. Los refugios Estr. poidea ... visto desde un avion. 46 csts. DAMPF.. Hig.......... Mexico...Informe de la Comissión cientifica exploradora de h plaga de la langosta en el Estado de Veracruz..... 16 figs. La langosta en la Republica Argentina. 151 Minist.. El domínio de las langostas.... 1934 La biologia de la langosta. 1934... Langosta.. 3 nº 4. 3:140 p.. 63-68.. A.... pernas anteriores de tipo fossorial.. A. LAHILLE. ovipositor nulo ... que são ambulatorias. geralmente muito mais longas que o corpo... Agricultura da Rep..

.. ovipositor ensiforme.. de estrutura muito semelhante em rodas elas. e outra vertical. cujos principais caracteres já foram citados na chave precedente. não somente nas tegminas..... isto é. Tettigonioidea Ocelos variareis....... . tarsos de 3 artículos..... com aspecto de 2 estiletes dilatados no apice. na maioria das especies...... 1932.... os das pernas anteriores ou posteriores de estrutura diferente da dos outros...A esta superfamilia.. De fato......... tegminas divididas em duas porções planas em angulo diedro: uma mais extensa. pertencem os Ortopteros vulgarmente conhecidos pelo nome "esperanças"............ 74 - Cerberodon viridis Perty.............. pelo menos nas pernas medias e pos- Fig.. excepcionalmnete ensiforme (Trigonidiidae) . Caracteres. abrangendo os campos anal e discoidal.. com aspeto de lamina de espada ou de foice .... ovipositor quasi sempre acicular.. talvez pela côr verde que apresentam muitos dos seus representantes.. tarsos quasi sempre de 4 artículos..... Grylloidea SUPERFAMILIA TETTIGONIOIDEA 88.......... horizontal...... porção horizontal das tegminas muito pouco extensa em relação com a vertical..... isto é...... é o verde a côr dominante..... 2' teriores..152 2(1) INSETOS DO BRASIL Ocelos geralmente ausentes ou atrofiados...... como no resto do ....... quasi sempre abrangendo apenas o campo anal.......

Excetuando algumas especies de outras regiões (como por exemplo Schizodactylus monstruosus (Drury. em maior ou menor extensão. havendo tambem muitas especies que têm a fronte fortemente flectida e o fastigium do vertex projetado para diante. Ocelos geralmente rudimentares ou ausentes. ficando somente o campo anal. . Certas especies predadoras possuem mandibulas assimetricas. Anatomia externa. quando em repouso. em triangulo mais ou menos alongado. Meso e metatorax menos intimamente fundidos que em Acridodea. com mais de 30 segmentos.Apresenta aspetos até certo ponto semelhantes aos que foram referidos para Acridodea. os palpos maxilares muito longos. como em Acridodea. . em algumas especies. Nas especies macropteras ou as asas ficam completamente escondidas. porém. mais ou menos alongado. frequentemente sob a forma de um cone. Tegminas e asas geralmente bem desenvolvidas. se apresentam total- 89.TETTIGONIOIDEA 153 corpo. exceto as asas posteriores. Torax . tendo em baixo um dente basal (Copiphoridae) (fig. o ocelo mediano se apresenta bem desenvolvido. quando mais curtas que as tegminas. plano e com bordos laterais mais ou menos salientes. 74). Aparelho bucal semelhante ao dos Acrideos. da região Indiana). em muitas especies. mais ou menos atrofiadas ou ausentes. . cobrindo horizontalmente o dorso. setaceas.Cabeça. cujas tegminas têm uma conformação muito parecida com a dos grilos. 1773).Na parte dorsal representado principalmente pelo pronotum. porém. ou sob a forma de escudo mais ou menos convexo. que cobre os outros tergitos. além do apice das tegminas (Phaneropteridae). os campos marginal e discoidal das tegminas se aplicam sobre os lados do corpo. porém. muito mais curtas que o corpo. . que mente hialinas ou com desenhos coloridos. tendo. extraordinariamente robustas ou mesmo disformes (fig. o da tegmina esquerda sobre o da direita. ha especies de outras regiões que as têm. 75). ou aparecem. Antenas quasi sempre muito longas. nos demais Tetigonideos.

são mais alongadas e mais delicadas que nos Acrideos.154 INSETOS DO BRASIL As tegminas apresentam aspetos os mais variados alguns dos quais serão apreciados na seção n° 95. 75 . 90. Nos machos apendices homologos menos conspícuos constituem a genitalia ou terminalia. constituído por 3 pares de gonapofises. de conformação orbicular ou semilunar. Em Stenopelmatidae e Raphidophoridae os articulos tarsais são comprimidos. em relação com o exterior por uma fenda longitudinal. .O estudo da anatomia interna destes insetos revela uma afinidade mais estreita com os grilos que com os verdadeiros gafanhotos. Tibias geralmente apresentando. Tarsos. 75). Abdomen com um par de cércos unisegmentados. ás vezes extraordinariamente alongado (fig. quasi sempre. cujas peças funcionam como orgãos de fixação durante a copula. tetrameros. especialmente nas especies m acropteras. Anatomia interna. As asas. amarelados ou avermelhados. de cada lado e pouco abaixo da articulação do joelho. na maioria das especies. . geralmente hialinas. Nas femeas. um ovipositor ou terebra em forma de sabre ou foice. . tendo tambem grande importancia na distinção das especies. uma membrana timpanica de contorno eliptico. deprim idos e com pelotas em baixo dos articulos. Pernas tambem com aspetos os mais diversos especialmente no que se refere á disposição dos espinhos femurais e tibiais. Fig. ás vezes escondida no fundo de uma cavidade. podem ter desenhos de côr violacea ou purpurea. As posteriores. lembrando os que se encontram nas asas posteriores dos Fulgorideos do genero Laternaria (jequiranaboias). rudimentares ou um tanto desenvolvidos. Copiphoridae.Fam.

As bainhas ovaricas (ovariolos) acham-se dispostas em series paralelas em relação com o calice do respetivo oviduto. Os tubos de Malpighi. sob a forma de filamentos flexuosos. Ao papo segue-se um proventriculo (moela) globoso. ambas em relação com numerosos tubos flexuosos. Anexos ao canal ejaculador ha. ou formam feixes que desembocam em evaginações ou papilas do intestino. além de duas glandulas prostaticas. Os testículos são isolados e compactos. 76 - Tanusia signata Vignon. 1923. depois de uma ou duas circunvoluções. que secretam o involucro ou capsula dos espermatoforos. espessa tunica muscular e intima armada de fortes dentes tinosos. ou se inserem isoladamente em torno da região pilorica. glancom segcom qui- Fig.TETTIGONIOIDEA 155 Anexas á porção anterior do tubo digestivo ha duas dulas salivares em cacho bem desenvolvidas. Na maioria das especies ha apenas 2 cégos gastricos. localizadas nos dois primeiros mentos toraxicos. . O proctodaeum (intestino posterior). termina numa empola retal bem desenvolvida. cada uma o respctivo reservatorio. de natureza glandular. duas vesículas anteriores e duas posteriores. menores.

Como nos demais Ortopteros. especies. . função e modo de implantação na base do ovipositor). dentro dos galhos ou mesmo em cecidias ou galhas. recurva o abdomen para diante e devora a capsula do espermatoforo. . ou uns ao lado dos outros. conquanto não fiquem aglutinados como os do Acrideos. entretanto. levantando o corpo pela distensão das pernas. Tais ovos. 92. na margem das folhas ou ao longo dos galhos. no parenquima foliar. Reprodução. como nos outros Or- . a reprodução sexuada ou anfigonica é a regra. mento 93. insinuando-se sob a femea. Na copula o macho.Os Tetigonideos põem os ovos nas plantas ou no solo. Nas plantas as posturas ou são feitas superficialmente. Postura.156 INSETOS DO BRASIL 91. 78 e 79). ou profundamente. Desenvolvimento post-embrionario. cujos machos são muito raros. eleva o apite do abdomen até atingir e prender o da femea e implanta na vagina o espermatoforo. recomendo a leitura dos trabalhos de GERHARDT (1913) e de BOLDYREV (1915). Pouco tempo depois da copula. são dispostos em séries lineares. Fig. que se reproduzem por partenogenese.O desenvolvipost-embrionário destes insetos. Para um estudo detalhado da copula nestes insetos e do que se refere aos respetivos erpermatoforos (estrutura. 77 - Lutosa brasiliensis (Brunner. . Ha. a femea. parcialmente uns sobre os outros (figs. 1888).

gen. fa m . em cada um. Fig. Entendon ) . Chalcidoidea. Encyrtidae. o grande de saída do microimenoptero que o parasitou (Superfam. microimenopte- parasitaram perfam. da da ros 78 um. furo 79 .. . Eulophidae. vê -se. Chalcidoidea. ve-se. Phaneropteridae. dos que o Folhas pequeno varios o com furo ovos em de de casai(Sufam. Anastatus ).TETTIGONIOIDEA 157 Fig. gen.Galho com ovos de Phaneropteridae.

então. Estas especies são apteras. porém. multas especies que exibem toda a sua atividade durante o dia. observar o habito que têm de lamber os tarsos anteriores e de. surge o inseto adulto. de um modo geral. todavia. Mu i tas especies. Habitos. têm antenas excessivamente longas e são destitui: das de timpanos. que os Tetigonideos são insetos onivoros. Refiro-me especialmente ás especies apteras da familia Gryllacridae. passar as antenas pelas maxilas. 94.As esperanças. Ha. outras ha de habitos subterraneos ou semiaquatieos. acidentalmente podem mostrar-se fitofagas. Relativamente ao regime alimentar. mostramse ativas durante a noite. Nos Estados Unidos os habitos de uma destas especies ( Camptonotus carolinensis (Gerstaecker. Pode-se. As especies de Raphidophoridae são cavernicolas ou habitam lugares escuros e úmidos. Quero referir-me á Eurycorypha fallax (Brunner. 1883).158 INSETOS DO BRASIL topteros. Na maioria das especies. Mesmo as especies estritamente fitofagas podem acomodar-se a um regime mixto de a l imentação: por outro lado. depois da 5 a ecdise. Nada se sabe relativamente á duração do ciclo evolutivo das especies existentes no Brasil. uma especie do Sudão que apresenta um tipo de desenvolvimento semelhante a hemimetabolia. como que proeurando limpa-las. podendo penetrar nos lugares mais iluminados das habitações. Geralmente os Tetigonideos são arboricolas. . Segundo a observação destes . todavia. que será especialmente citada quando tratar do mimetismo nestes insetos. em sua maioria. 1860) foram relativamente bem estudados por CAUDELL (1904) e por METCALF (1908). tambem providas de antenas extraordinariamente longas e sem tímpanos nas tíbias anteriores que vivem solitariamente em ninhos feitos em folhas por elas cortadas e depois dobradas ou enroladas á custa de uma secreção salivar especial. pode dizer-se. Dentre as especies entomofagas ha algumas de habitos singulares. repetida e lentamente. especies habitualmente carnivoras ou predadoras. vivem no meio da vegetação rasteira dos campos ou sobre o solo. Ha. faz-se quasi sempre por paurometabolia.

95. Homocromia. a semelhança com folhas vae ao ponto de parecerem copiadas. no Brasil. ao descolar os bordos. entretanto. principalmente. Noutras. Mimetica. É. como nas descrições e figuras apresentadas por aqueles autores. É na região neotropica que se encontram tais especies dentre as que constituem o grupo Pterochrozae (fam. quer por fungos patogenicos. especialmente dos generos Mimetica e Typophyllum . áreas pardacentas ou denegridas. Em varias especies deste interessante grupo de esperanças.fiquem exclusivamente. curioso que tais entalhes . o inseto. especialmente em Tanusia . Pseudophyllidae) representado. em seus minimos detalhes. em Niteroi. De um desses ninhos. como se tivessem sido roidas por insetos. no bordo da tegmina voltado para o lado ventral do inseto.aliás bem caracteristicos para cada especie . saiu um Grilacrideo braquiptero que me parece ser Neanias brasiliensis Bruner.TETTIGONIOIDEA 159 autores. Tanusia e Typophyllum . Numas as tegminas simulam simplesmente folhas clorofiladas ou secas das plantas em que vivem. ou sejam mais pronunciados. a simulação de folha tolda deixa de ser perceptivel justamente quando o inseto dela mais necessita para se confundir com as folhas que o cercam . apresentam as tegminas com entalhes ou recortes nos bordos. 1915. que . á noite dele sae á procura de alimento. Hipertelia . quando este repousa num suporte qualquer. pelos generos Pterochroza. . com alguma utilidade para a conservação do individuo na luta pela vida. que se mantem quieto durante o dia no seu esconderijo.ase admitir que tal aspeto seja realmente uma simulação. Ha tempos. Alguinas delas. contrastando com o fundo verde das tegminas. Mimetismo. tambem de extensão constante para cada especie. porém. lesões que as mesmas possam apresentar. encontrei uma planta com as folhas cortadas e dobradas. quer determinadas por insetos predadores ou parasitos (partes aparentemente roídas ou minadas). vê-se tambem. Nestas condições. que parece ser constituído principalmente por pulgões (Afideos).Belissimos exemplos de homocromia e de mimetismo são observados em varias especies desta superfamilia.

nigra (Thunberg. têm o aspecto de verdadeiros Fasmideos (bichos-páu). S. Em Pycnopalpa bicordata (Serville. aliás muito semelhante ao de uma barata. quando o roem deixando intactas as nervuras. Tineoidea. Sabe-se hoje que o inseto estudado por BRUNNER é a forma joven de Eurycorypha fallax (fam. são as do genero Scaphura (S. descreveu uma pequena especie aptera do Sudão. que. principalmente pela aparencia pedunculada do abdomen. como foi notado por VIGNON. Varias especies desta superfamilia mimetizam outros insetos. 76).160 INSETOS DO BRASIL ás vezes atingem outras regiões do corpo. BRUNNER VON WATTENWYL (1883). que imitam . porém. destaca-se bem. minadoras do parenquima foliar. apresenta-se i g u a l m e n t e corada de p a r d o . Phasmodidae. o femur posterior cruza uma área pardacenta. dentro da área descorada. Ora. sob o ponto de vista do mimetismo. apresenta aspecto completamente diferente. extraordinariamente semelhante á uma formiga. como o nome está indicando. Em nosso territorio as especies mais interessantes. um aspeto verdadeiramente assombroso. 1834). a côr escura da parte restante. especie relativamente comum em nosso territorio. o excesso de minucias nessa simulação chega ao ponto de haver. pseudo-necrosada. sobre o bordo da tegmina. exclusivamente da região Australiana). da familia Phaneropteridae. Phaneropteridae). com O nome de Myrmecophana fallax. que se alarga para a base. 1824). observadas em outras especies. numa imitação perfeita de partes lesadas por infestação criptogamica (fig. Assim as especies de Phasmodes (fam. partes denegridas parecendo os escrementos que se acumulam nas galerias feitas por tais larvas mineiras. como apresenta uma parte clara na face ventral. Quando o inseto pousa. dando ao abdomen aquela aparencia. ou por bezouros Crisomelideos. Não menos curiosas são pequenas áreas descoradas ou translucidas das tegminas. como em todos os Ortopteros. na fase adulta. 1825). precisamente a parte do femur que a cobre. Em algumas das "esperanças" assim ornadas. Na realidade este é séssil. observa-se. que lembram as lesões produzidas por lagartas de microlepidopteros da superfam. nítida Perty.

ha. a esquerda sobre a direita. sobre as nervuras salientes. identicas ás dessas vespas caçadoras. em seu livro: A naturalist on the River Amazons (1863). segundo o tipo de estridulação que produzem. fazendo o espelho entrar em vibração. fortemente esclerosada e transversalmente sulcada.TETTIGONIOIDEA 161 Himenopteros do genero Pepsis (fam. FABER (1928. Estridulação. Pompilidae). O aparelho estridulante. que corresponde exatamente ao hipermorfismo de BERLESE. 23: 209) publicou uma chave para a determinação das especies que vivem na Alemanha. fam. não somente pela coloração que apresentam. ainda ha bem pouco tempo. Pseudophyllidae). é constituido por uma nervura transversal na face inferior ou interna da tegmina esquerda. limitado á parte basal das tegminas. Zeit. especies cujas femeas tambem o apresentam. Não ha nesta minha afirmação exagêro. O ruido produzido. E assim como para um ouvido educado é facil distinguir as aves pelo canto. para estridular. apreciarem tanto a estridulação produzida pelas "esperanças" de nome "tanáná" ( Chlorocoelus tanana Bates. Para os requintes de simulação ha pouco referidos para as especies de Fterochrozae. . em relação com uma área transparente de forma e dimensões variareis (espelho. com o aspecto de lima. pois. de modo a atritar a lima. 96. 1862. assim tambem é possivel reconhecer as "esperanças" pela respetiva estridulação. refere o fato interessante de indios da Amazonia.Creio nâo haver quem desconheça o ruido estridulatorio carateristico destes insetos. que excedem tudo o que se havia observado em outros casos de homocromia e de mimetismo. é caracteristico para cada especie. como um arco de violino. na época em que êle a percorreu. Em geral só os machos é que possuem tal aparelho estridulatorio. wiss. O inseto. que parece ser um apêlo sexual. e por algumas nervuras salientes na face superior da tegmina direita. porém. BRUNNER V0N WATTENWYL (1883) propoz o termo hipertelia. BATES. afasta um pouco as tegminas e la-las mover rapidamente. que as . speculum). como pelas atitudes que exibem. Insektbiol.

o inseto exibe a forma vesicular. . como se fossem passaros: cantores. após descrever o aparelho estridulatorio do "tanáná" e seu funcionamento. quasi todos os Ortopteros desta superfamilia apresentam. Tais orgãos. observada nas especies cujos machos são apteros. ramos de um tronco traqueal. pouco abaixo da articulação do joelho. em relação com o tronco ou canal traqueal. no qual se pode apreciar o aspeto curioso descrito por BATES. Raphidophoridae e Phasmodidae. em ambos os sexos. acrecenta: " t h e p a r c h e m e n t w i n g . apanhado no Pará. BATES. isto é. coincide com a do aparelho estridulatorio. Possue a coleção do Instituto Oswaldo Cruz um belo exemplar desta especie. mais aberto. por ter as tegminas fortemente abauladas. Provavelmente a função deste canal é identica á da trompa de Eustachio dos animais superiores. o estigma mesotoraxico apresenta-se dividido em 2 orificios. que se abre no estigma mesotoraxico. servindo para igualar a pressão atmosferica nas duas faces das membranas timpanicas. completamente independente do sistema respiratorio. outro posterior.162 INSETOS DO BRASIL aprisionavam em pequenas gaiolas. geralmente com o aspecto de placas membranosas. que termina no orgão timpanico. Internamente os tímpanos se acham em relação com um complicado orgão cordotonal .Excetuando as especies das familias Gryllacridae. Entretanto.e com duas camaras aereas. nestes insetos. Geralmente a ausencia de timpanos. 97. Assim. com peritrema relacionado com um tronco traqueal do aparelho respiratorio. Audição. no fundo de uma cavidade. que comunica com o exterior por uma fenda longitudinal.cuja estrutura foi muito bem estudada em algumas especies europeias por GRABER (1876) e por SCHWABE (1906) . em muitas especies ficam escondidos por uma prega mais ou menos saliente do tegumento. um anterior.c a s e a n d t h e hollow d r u m like space wh i ch t h e y encolse assisting to gire r e s o n a n c e to t h e t o n e s " . nas especies de Lutosa (Stenopel- . quando as asas estão fechadas. 2 orgãos considerados pela maioria dos autores como verdadeiros orgãos auditivos ou timpanicos.

Steirodon e Cnemidophyllum pertencentes ao mesmo grupo daqueles generos. parcialmente embrieados uns sobre os outros. de 5 a 8 vezes. ambos da familia Phaneropteridae. porém. segundo BONDAR (1925. principalmente da familia Phaneropteridae. não ha noticia de terem causado grandes danos. o Meroneidius intermedius Brunner. é um inimigo do cacaueiro de certa importancia. fendem longitudinalmente os galhos. causam notaveis estragos. ficando uma área cancerosa.Nos Estados Unidos algumas especies dos generos Microcentrum e Scudderia. No Brasil as esperanças dos generos Phylloptera. Encyrtidae). poderão tambem danificar as nossas laranjeiras. Eulophidae) e no segundo de Anastatus (fam. Classificação. . Molestias e inimigos dos cacaueiro). As formas jovens produzem estragos insignificantes nas folhas e na casca dessa planta. encontrados no bordo das folhas e sobre os galhos.Ha descritas na superfamilia Tettigonoidea cerca de 4. distribuidas em 11 familias. 99. o que indica terem sido parasitados por microimenopteros (figs. . 78 e 79). em pouco tempo se altera e cáe. porém. e depositam no fundo de cada uma dessas fendas ou incisões. proximo de A n a s t a t u s .TETTIGONIOIDEA 163 matidae) (fig. .500 especies. 1895 (Pseudophyllidae). em ambos os sexos. cerca de 20 a 40 ovos. BONDAR obteve dos ovos desta especie um microimenoptero que parece ser uma especie nova de um novo genero. As femeas. feitas paralelamente e bem aproximadas. . De tais ovos obtem-se Calcidideos. 100. A casca. Parasitos. com o ovipositor.500 pertencem a região neotropica. brotos e folhas de laranjeira. Até agora. na porção ferida. roendo frutos. apteras são bem desenvolvidos. de 6 a 8 centimetros de comprimento. no primeiro caso de um genero proximo de Entedon (fam. 77). na Baía. Importancia economica . das quais perto de 1. frequentemente apresentam um pequeno furo ou um orificio relativamente grande. Entretanto. os tímpanos 98.Os ovos dos Tetigonideos. que frequentemente determina a necrose dos tecidos s u b j a c e n t e s e a m o r t e da p o r ç ã o distal do gal ho.

............... grilo......... 3 Tibias anteriores sem tímpanos ...................... e na chave que se segue quasi todas as subfamilias ba pouco citadas são consideradas como famílias distintas. especies geralmente aladas ............ mordaz.. 2(1) 2' 3 (2) 3' 4(3') 4' 5(4') 5' 60 61 62 63 .... 10 Tibias anteriores com tímpanos ................. Mecopodinae............................ Gryllaeridae 60 1o e 2° articulos t a r s a is n ã o sulcados l a t e r a l m e n t e . Listroscelinae.................. Seguindo....... gafanhoto phaneros....... Gr............................ Alguns autores modernos ainda consideram esta superfamilia constituida pelas seguintes familias: Tetigoniidae (com as seguintes subfamilias........................ Gr.... mecos........... 5 Tíbias anteriores sem espinhos terminais em cima . Stenopelmatidae (com as subfamilias: Anostostomatinae................................. Mimnerminae e Stenopelmatinae)..................... tibias posteriores com u m espinho apical... pteron asa......... prosternum com um par de espinhos ou tuberculos .......... akris........ especies g e r a l m e n t e apteras ........ gryllos..... 1 1' Tarsos mais ou menos deprimidos.................................................. comprimento.......... o criterio de BRUNER......... Conocephalinae.......... Copiphorinae e Tettigoniinae........... em baixo................. ........164 INSETOS DO BRASIL que darei linhas abaixo...... Gr..... longo................................. porém. com especies na região neotropica: Phaneropterinae............. Phaneropteridae 61 1o e 2 ° articulos tarsais l o n g i t u d i n a l m e n t e sulcados de c a d a lado .................. considero Gryllidae como uma superfamilia á parte............................. Agreecinae.... pé... 6 Tíbias anteriores com um espinho terminal em cima e de cada lado.................... .. Rhaphidophorinae...... Mecopodidae 62 F o r a m i n a das tibias a n t e r i o r e s com a a b e r t u r a l i n e a r ou em forma de concha .................. notavel................................................. uma conspicua plantula livre ........................ que se distinguem segundo a chave organizada por BRUNER (1915)................... 1o articulo do tarso posterior tendo................................ dekticos.................. 4 F o r a m i n a ou t i m p a n o s das tibias a n t e r i o r e s expostos....................... Pseudophyllinae......... em c i m a e de cada lado .2 Tarsos d i s t i n t a m e n t e c o m p r i m i d o s .................... pous.... Tettigoniidae (Decticinae) 63 Gr....................... Phasmodidae (com especies da região Australiana) e Gryllidae ....................... Gryllaeridae...

.. Rhaphidophoridae 72 7' 8(7') 8' 9(8') 9' 10(1') 1 0' 64 65 66 67 68 69 70 71 72 Depressões nas quais se inserem as antenas...... espinhos na face externa ou.. Stenopelmatidae 71 Tarsos sem pulvilios em baixo.. Gr. 8 Todos os femures inermes em baixo...................... angulo de inserção dos femures posteriores situado na face interna .... pelma........ pecten............... stenos..... oikeo...... pherein..... trazer...................... conos............................ os do metatarso duplos.. habito...................... Gr....... Pseudophyllidae 65 Margens dos escrobos antenais pouco salientes ...... em ambas as faces (especies de menor porte) ................... ..... ...................................... de tamanho decrescente para o apice ......................................... Listroscelidae 66 Tíbias anteriores e medias armadas de espinhos curtos ou moderadamente longos ................ ou anteriores e medias............ estreito...... 7 Tíbias anteriores............... cephale....... Gr....... ... trazer......... em geral...... Gr...... campo.......... Conocephalidae 67 (Xiphidiidae) 68 Todos os femures geralmente espinhosos em baixo........................... Copiphoridae 70 (Conocephalinae) Tarsos providos de pulvilios...... raphis......... Gr.... Gr................. os posteriores tendo............ planta do pé. xiphidion. Gr......... distintamente mais largo que o segmento basal da antena................. Gr. neste caso o fastigium do vertex ou é bifurcado ou consideravelmente prolongado além do segmento basal da antena (especies de maior porte) ........................................... .......TETTIGONIOIDEA 6(5) 6' 7(6') 165 Margens dos escrobos 64 antenais proeminentes ........ agulha......... espada................ scelis.............. perna......... falsa....... pherein. angulo de inserção dos femures posteriores situados na parte anterior ou externa ......... em geral.... ............ folha............................................................... espada.............. pente......... Agraeccidae 69 Fastigium do vertex................................ listron........... raramente os posteriores armados sómente na face externa............... raramente.................................. phyllon... 9 Fastigium do vertex....... nunca sulcado ..................................... algumas vezes........................... algumas vezes dorsalmente sulcado . copis....... armadas de longos espinhos......... evidentemente mais estreito que o segmento basal da antena....... agros.... ..... pseudes.... cone....................... cabeça..............

Distinguem-se.Constituem esta superfamilia os grilos. Anatomia externa. Ocelos presentes (2 ou 3) ou ausentes. Torax. porém. os chamados "grilos das arvores" (Oecanthidae) apresentam a côr amarela ou verde palida. orgãos estridulantes nas tegminas dos machos e um ovipositor mais ou menos saliente. Os grilos da familia Mogoplistidae têm o corpo mais ou menos revestido de escamas. (Fam. Tegminas.166 INSETOS DO BRASIL SUPERFAMÍLIA GRYLLOIDEA ( Gryllodea. Entretanto. mais ou menos escuros. formando um an- . Gryllidae) (X 2). globulosa. Caracteres. Estes Ortopteros. alongada e plana no vertex (Oecanthidae). no dorso. . dos Tetigonideos. 1775. 80 - Gryllus assimilis Fabr.Grande. Em geral são pardos. Fig. com os campos discoidal (mediano) e anal (dorsal) horizontalmente dispostos sobre o corpo. Achetoidea ) 101. . geralmente convexa no vertex. O tamanho dos grilos varia de alguns milímetros (Myrmecophilidae) a alguns centimetros. . porém. principalmente pelo aspecto das tegminas e dos tarsos.Cabeça. 102. subquadrado. apresentam tambem longas antenas filiformes. .Pronotum subcilindrico e.. em repouso. Antenas muito longas e multiarticuladas. ás vezes. que têm grandes afinidades com os da superfamilia precedente. em Oecanthidae um tanto alongado.

Em alguns grilos da faro. em repouso. atuando sobre a inferior e esta sobre as asas. Abdomen . em ambos os lados. . quasi sempre desiguais. azul. Geralmente é a tegmina direita que se sobrepõe á esquerda. na maioria das especies. por exceção podem apresentar-se confusamente divididos (Myrmecophilidae). do que ocorre em Tettigonioidea. pois. sendo o 2° muito curto. verde ou amarela. acima dos verdadeiros cércos. como os elitros dos coleopteros e apresentam a côr negra. perto da base das tegminas e ocupando as areas anal e discoidal. cilindrico. formado por 2 gonaspofises tinas. conquanto alongados. Trigonidiidae são corneas. como um par de cércos adicionais. dobram-se em leque como nos demais insetos ortopteroides e. não segmentados. Assim. porém. Em algumas especies de Trigonidiidae os tarsos do par posterior apresentam 4 segmentos. com ou sem desenhos. e recurvado para cima. como em Tettigonioidea. As especies cujos machos não estridulam não possuem estes orgãos. As tegminas podem ser mais ou menos reduzidas ou mesmo desaparecer por completo (Mogoplistidae. como em Tetigonoidea. a tegmina superior.TETTIGONIOIDEA 167 gulo diedro com o campo marginal (costal). Tíbias anteriores tendo. em forma de sabre ou cutelo. As asas. ou. . Tarsos trimeros. as asas podem ser mais ou menos abreviadas. Myrmecophilidae).Cércos notavelmente longos. ás vezes na mesma especie. geralmente a direita. cobre os flancos. Ultimo articulo tarsal provido de 2 garras. no lado interno. pilosos. um timpano no lado externo. Femures posteriores geralmente bastante robustos. em Oecanthidae. tambem chamado timpano. porém. porém. Nos machos dos grilos ha um aparelho de estridulação. em Trigonidiidae. situado. mesmo em especies de tegminas desenvolvidas (Trigonidiidae). o aparelho estridulatorio é simetrico. Como as tegminas. e o 3° cordiforme um pouco mais longo. quando bem desenvolvidas. excedem o apice das tegminas. são relativamente finos. é comprimido. exclusivamente. nestes insetos. pouco abaixo do joelho. porém sem arolium ou plantula. o inverso. ficando mais ou menos enroladas. em forma de lanceta. ha uma crista estridulante na face inferior de cada tegmina. ou ausentes. Ovipositor longo. o qual.

porém.Anatomia interna.168 INSETOS DO BRASIL 103. deos. o speculum dividido por (Fam. . com os Tetigonoas glandulas salivares bem desenvolvidas e possuem gastricos (apendices quilificos). Aparelho genital do macho. até certo ponto. Tubos de Malpighi desembocando n u m coletor unico. . 1844. a ventriculo . Estes. têm 2 cégos (papo). Phalangopsitidae) 6 nervuras arqueadas. são mais simples.-Menev. intima provida de dentes quitinosos mais numerosos e conspicuos que nos demais Ortopteros. principalmente quanto ao aspecto dos anexos do canal ejaculador. semelhante ao dos Tetigonideos.Os grilos. 81 No campo Paragryllus martinii dorsal da tegmina vê-se Guér.. Além da ingluvia parte mais desenvolvida do stomodaeum é o pro(moéla) com tunica muscular bastante espessa e Fig.

Fig. 1860. Oecanthidae) davia Os grilos geralmente se reproduzem por via sexuada. toem Myrmecophilidae. Para o estudo do aparelho genital do macho e da femea e da formação dos espermatoforos devem ser consultados os trabalhos de BOLDYREV. 82 - Oecanthus tenuis Walker.TETTIGONIOIDEA 169 e formam espermatoforos tambem menos complicados que os das "esperanças". GEEHARDT e FULTON. (cerca de X 3) (Fam. cujos machos são muito raros ou .

Habitos. é muito mais economico e eficiente o revolvimento do solo. quasi todas da familia Oecanthidae (grilos das arvores). a t a c a n d o n ã o s ó m e n t e as raízes. em geral. quando perseguidas. l a g ô a s e p a n t a n o s e se a l i m e n t a m de p e q u e n o s i n s e t o s q u e t a m b e m aí v i v e m . p o r é m . porém. As vezes. Nadam bem e. Algumas especies. m u d a m de r e g í m e n e se t o r n a m f i t o f a g a s . Meios de combate. As que vivem no solo escavam camaras rasas sob pedras ou perfuram galerias de alguns centimetros de extensão.Os grilos. As especies arboricolas. c o m o as p a r t e s e p i g e a s d a s p l a n t a s . mudam de regimen e são principalmente fungivoras. de couve. Em alguns casos. ou autores. n a s m a r g e n s dos rios. são semi-aquaticas e outras arboricolas. em sua maioria. porém. ás vezes. Importancia economica. cochonilhas e outros pequenos insetos que habitam as folhas e galhos das plantas. 104. Nos grilos. os e s p e r m a t o z o i d e s são i n t r o d u z i d o s n a s vias g e n i t a i s . As especies domesticas escondem-se nas frestas dos muros e são onivoras. n ã o h a u m a v e r d a d e i r a c o p u l a . m e d i a n t e a a p l i c a ç ã o de u m e s p e r m a t o f o r o n a vulva. contra os grilos campestres. vivem no meio da folhagem. alimentando-se de pulgões. Nos ultimos. c o m o nas " e s p e r a n ç a s " .170 INSETOS DO BRASIL d e s c o n h e c i d o s . As femeas destes grilos podem. As especies semi-aquaticas são encontradas sobre as folhas de p l a n t a s a q u a t i c a s . de modo a expôr os ovos e formas jovens á ação dos agentes destruidores do meio exterior. mergulham escondendose n a v e g e t a ç ã o s u b m e r s a . Para combater os grilos. p r e v i a m e n t e t r a t a d o s p o r u m a solução de fluosilicato de bario a 5 % ou arsenito de sodio ou potassio a 3 % massa de farelo ou de farinha de trigo adocicada a qual se junta um arsenical ou composto de fosforo. a c o n s e l h a m o e m p r e g o de iscas e n v e n e n a d a s . Nos primeiros estadios do desenvolvimento são insetivoras. Alimentam-se de materia organica de origem animal e de animaculos que vivem no solo. a p a r t e n o g e n e s e é a r e g r a . i n s i n u a d o o m a c h o sob a f e m e a . t a i s c o m o : f r a g m e n t o s de alface. têm habitos norturnos. causar danos pelas . . encontrandose-os f r e q u e n t e m e n t e no solo e n o i n t e r i o r d a s h a b i t a ç õ e s .

.. na opiniäo de alguns autores. se avultarem os estragos por êle produzidos....TETTIGONIOIDEA 171 lesões resultantes das posturas que fazem nos galhos. Gryllidae)... proximo de Baryconus. BONDAR... d i s t r i b u i d a s p o r BRUNER e m 12 f a m í l i a s . ou porque expôem os tecidos da planta á penetração de bacterias ou fungos patogenicos. na Baía... segundo artículo pequeno com o 2° artículo deprimido. O grilo mais conhecido em toda a região neotropica é o Gryllus assimilis Fabricius. certo ponto compensados pelos beneficios que os grilos das arvores acarretam...... Aliás é este o metodo que ARNDT e DOZIER (1931) preconizaram. para se combater o grilo Cremon repentinus Rehn 1930 (fam... caracterizadas na chave que apresento linhas abaixo. . Eneopteridae).... obteve de ovos de uma especie de Oecanthus......... . no Haiti. um mierohimenoptero parasito do genero Baryconus (superfam. cujas malhas permitam a saída dos parasitos e retenham os jovens grilos que emergirem dos ovos não parasitados... Todavia. a Eneoptera surinamensis (De Geer. sendo os ovos tambem parasitados por um Scelionideo do genero Leptoteleia.. tambem.. 1773) (fam.. Além desta especie.. devorando Afideos e Coccideos em grande quantidade. que danifica o cacaueiro e outras plantas. quando mui abundantes...... é melhor guardar os galhos amputados numa camara fechada á tel metalica fina... Assim... verificando-se que os ovos se acham parasitados. Tibias posteriores finas. encontra-se...... Contudo.. das quais perto de 400 sâo da região n e o t r o p i c a . esses danos seriam até.. Tais lesões. 2 9 3 de 2(1) 2' Tibias posteriores moderadamente robustas .. 1775 (fam.Esta superfamilia compreende cerca de 1.. fam..... cordifo:me .... entre estes os canthi são serrilhados. Eneopteridae)... . pelas posturas endofiticas que nelas faz.. podem determinar a morte do galho ou diretamente. é recomendavel a amputação e queima dos galhos carregados de posturas. 105. analogas ás produzidas pelo Meroncidius intermedius. em quasi todo o Brasil. Scelionidae).... Classificação......200 especies descritas. 1 Tarsos Tarsos comprimidos... Serphoidea.. incluidos em galhos de cacaueiro.. armadas nas margens laterais finos espinhos....

. ............... Mogoplistidae 75 4(3) 4' 5(4) 6(3') 6' 73 74 75 Gr.. aptero....................... porém.. providas no apice de 6 garras..... formiga.............. tibias posteriores sem serrilha e apresentando em cima.................... a p i c e t e n d o a p e nas 3 ou 4 garras . pequenos.................. providas de garras alongadas . ás vezes............. mais curtos que a tibia e tarso reunidos .. as carenas não serrilhadas .. Tíbias posteriores finas.. Antenas robustas....................... Garra superior das tib i a s p o s t e r i o r e s m a i s c u r t a q u e a m e d i a ou t ã o l o n g a quanto ela... sem espinhos nas margens laterais...................... dilatados... .............. eu amo....................... v a r i o s e s p i n h o s m o v e i s ........................... com tegminas membranosas nos machos..................... phileo................................ Metatarsos posteriores em baixo inermes ou providos de uma fileira ou serrilha de denticulos .... Olhos subobsoletos.......... mogis....... myrmex. setaceas.... 7 3(2) 3' Tibias posteriores com duas series de espinhos . duas ou mais nervuras .... subfiliformes Femures posteriores enormes................. Nemobiidae 73 T i b i a s p o s t e r i o r e s a r m a d a s d e r o b u s t o s e s p i n h o s fixos.... Olhos distintos........................ Myrmecophilidae 74 Corpo alongado............ Tíbias posteriores serrilhadas..... mal... 5 Tibias posteriores serradas em ambos os lados da parte basal e espinhosas em ambos os lados da parte apical. nemos boasque?.......... face vertical......... ovais................ Cabeça globosa ou ligeiramente deprimida... 6 Tíbias posteriores armadas de espinhos em ambos os lados.................... oplistes. Tíbias anteriores ás vezes com timpanos............ p e r t o do m e i o ........... Fronte.... bacelo?................ Gryllomorphidae Tibias posteriores armadas de cerdas espinhosas longas e moveis.. Gr........... Antenas finas. Gr..... armado ........ clavados........ bion vivo............... apresentando-os no meio perto do apice ............. Gryllidae (Achetidae) Corpo subesferico..... entre as antenas...... Femures posteriores....... aptero nas femeas.............. não espinhosas.................................... Femures posteriores mais finos.. Tegminas abreviadas ou ausentes ......... não dilatada nem saliente............ 4 Tíbias posteriores com 2 series de serrilhas........................................172 INSETOS DO BRASIL T e g m i n a s do m a c h o c o m o s p e c u l u m d i v i d i d o p o r u m a ........ Corpo coberto de escamas................. Ocelos em triangulo............. á s vezes porém parcialmente moveis...... Tibias anteriores sem tímpanos...

................ tendo o campo lateral dobrado para baixo em angulo diedro reto.................. Trigonidiidae 79 Tibias posteriores geralmente serradas.. Speculum nas tegminas dos machos... habito.......... ang u l o s o s a d i a n t e ............. agudas... Phalangopsitidae 77 Cabeça alongada.. opsis............ Grilos pequenos . a intermediaria......... Eneopteridae 80 Garras das tibias posteriores pequenas no lado externo........ 3 no lado interno e 3 no externo ..... 10 Garras das tibias posteriores alongadas....... Gr............. oikeo..... .. hipognata (peças bucais para baixo)...... 2 no lado interno e 3 no externo ...... Apice do ovipositor com valvas lanceoladas........ dividido por duas nervuras ..... 8 Cabeça vertical... Pronotum fino............ 76 77 pente. não denteadas ..........TETTIGONIOIDEA 7(2') 7' 173 Apice das tíbias posteriores apresentando 5 garras. prognata....... quando desenvolvido.. Todas as tíbias armadas de espinhos moveis (esporões)............ Metatarsos alongados................ 78 G r ........ muito mais longa que a superior........ Autores modernos incluem as es- .. flor......... trigonon...... Pentacentridae 76 Apice das tibias posteriores apresentando 6 garras............... espinhosas em ambos os lados..... Pronotum anteriormente coarctado.......... com duas series de espinhos e tendo de cada lado 3 espinhos moveis...... Ovipositor feto ou ligeiramente curvo. phalags................. speculum da tegmina do macho não dividido................. aculeo. o l h o s l a t e r a l mente proeminentes...... Speculum da tegmina do macho dividido por uma nervura apenas ............... asa......... aspecto..... apite algumas vezes apresentando 2 garras no lado interno............ tegminas moderadas e de forma comum..... lobos laterais oblíquos............ ou g r a n d e .......... Tíbias anteriores e medias sem esporões... pecies desta 74 G r ......... C a b e ç a r o b u s t a ....... mudo........... Oecanthidae 78 Tibias posteriores não serrilhadas...... horizontal........ Ovipositor curto e recurvado.............. apice tendo 3 esporões de cada lado................. enos.. familia em Oecanthidae. vertex curto...... com os angulos um tanto agudos........ no 8(7') 8' 9(1') 9' 10(9') 10' Gr.... nos machos o timpano da tegmina apresentando duas nervuras obliquas e paralelas...... anthos.... falange.............. cinco centron.... com os lobos laterais anteriormente estreitados........... 80 G r .... em cada lado.............. triangulo. Grilos grandes ou de tamanho medio .. mais longo que largo...... speculum da tegmina do macho dividido por 1 ou 2 nervuras....... pteron..................................

grilo......... tendo os femures extraordinariamente desenvolvidos e as tíbias com o aspecto característico representado na figura 86. identicas ás medias. a c u m i n a d a s .... estreito. as - Constituem esta superfamilia........... de comprimento ....................... t e n d o as v a l v a s a p i c a i s d e p r i m i d a s e o a p i c e t r u n cado ... esparsamente denteados na base. t e n d o as v a l v a s a p i c a i s n ã o a c h a t a d a s .............. daetylidae cteres citados na seguinte chave: 1' Gryllotalpidae ( Curtillidae ) .... Ovipositor var i a v e l . Gryllotalpidae Antenas filiformes ou moniliformes....................... 2 grandes ocelos......... que se distinguem pelos 1' Antenas setaceas.............. multiarticuladas.... Gr.... 2 Pernas posteriores distintamente saltadores.......... 3 ocelos ou sem ocelos.... abdomen sem apendices.... c i l i n d r i c o ..... em a m b a s as m a r g e n s .. abdomen terminando num par de cércos longos... stenos... BRUNER......... atenuando-se para o apice........ Autores modernos Eneopteridae... s c i r t a o.. gryllos. p o u s ..... incluem as es- 2(1') 2' 81 82 83 ............. especies de corpo linear...................... 3 ocelos..... tridigitado.... gundo Classificação..... ou r o m b a s e as m a r g e n s d e n t e a das ou crenuladas ...... tarsos trimeros.. cilindrico............ tarsos anteriores e medios dimeros.... abdomen terminado por 4 apendices com menos de 15 mm ............. aptero Cylindraehetidae Gr... O v i p o s i t o r d e l i c a d o .. abdomen terminado por 4 apendices alongados ou sem apendices .... de e s p i n h o s de dois t a m a n h o s . seTri cara- famílias e Cylindraehetidae.... especies desta familia e da seguinte em G r ... I n s e t o s de t a m a n h o v a r i a v e I .................. Metatarsos geralmente curtos. tridactyl o s. I n s e tos g r a n d e s ..... de c o r p o e p e r n a s r o b u s t a s . tarsos com menos de 3 articulos... eu salto............. Stenogryllidae 81 T i b i a s p o s t e r i o r e s s e r r i l h a d a s e e s p i n h o s a s ...... p o r é m a r m a d a s .... especies com mais de 15 rum. Tridaetylidae 83 Pernas posteriores muito curtas..174 INSETOS DO BRASIL lado interno um tanto longas.... muito curtas.. Podoseirtidae 82 SUPERFAMÍLIA GRYLLOTALPOIDEA 106... O v i p o s i t o r r o b u s t o ...... sendo a superior a mais longa e a inferior a mais curta.... ou a c h a t a d o 11 11(10') 11' Tibias posteriores não s e r r i l h a d a s ... sem ocelos.... com 12 segmentos ou menos.... c o m v a l v a s d e n t e a d a s .. de c o r p o g e r a l m e n t e f i n o e p e r n a s v a r i a v e i s .. p é ...... posteriores com 1 artículo ou ausentes..... tarsos dimeros.

tarsos de 3 artículos que se alojam num sulco no bordo externo da tibia. curt os. isto é. "cachorrinhos dagua" e "paquinhas". dispostas como nos grilos. porém com os femures relativamente curtos. estes insetos não só escavam com facilidade galerias no solo. ambulatorias. d i latad o s e c o m p r i m i d o s . 83 - Gryllotalpa hexadactyla Perty. porém não tão desenvolvido como em T e t t i g o n i o i d e a . c o b r i n d o a p e n a s m e t a d e do a b d o m e n . como caudas. 1832 (Fam. que excedem o apice do abdomen. "macacos". Gryllotalpidae) (X 2). p r o n o t u m g r a n de. mais ou m e n o s p r o l o n g a d o p a r a t r a z e a r r e d o n d a d o em cima. aparentemente enroladas.TETTIGONIOIDEA 175 FAMÍLIA GRYLLOTALPIDAE 107. Caracteres. do de uma fenda ( Gryllotalpa ). aparelho estridulatorio presente nos machos. t r a c h a n t e r e s com a p e n d i c e ou processo mais ou m e n o s conspícuo. digitos ou digitulos) e u m timpano na face externa. t e g m i n a s m e m b r a n o s a s . têm em nosso país os seguintes apelidos: "frades". . f e m u r e s robustos. asas a m p l a s e. subpelucidas. devem ser citados os s e g u i n t e s : olhos m u i t o pequenos. p e r n a s a n t e r i o r e s fossoriais. como tambem podem nadar bem. tibias f o r t e m e n t e di l at adas. m u i t o a p r o x i m a d o s . exposto ( Scapteriscus ) ou no fun- Fig. assim designados pela f o r m a c a r a c t e r i s t i c a das p e r n a s a n t e r i o r e s . Além dos caracteres mencionados na chave. que l e m b r a m as pernas dianteiras de uma toupeira. em repouso. quando comparados com os de- . posteriores um pouco mais desenvolvidas que as medias. com q u a d r i s robustos. Pernas medias normais. c o m g r a n d e s d e n t e s apicais (dactilos.Os grilos-toupeira. Graças a esta disposição das pernas anteriores.

didactylus (Latreille. Habitos. Estas especies escavam no solo proximo de rios. Daí. aparecerem em vôo pesado nas imediações dos focos luminosos. . 1832). com 4. 1832). lagôas e pantanos. de comprimento. tetradactylus (Perty. ou menos alongadas. que se distinguem facilmente porque as tíbias anteriores no primeiro têm 4 digitos e no segundo apenas 2. 108. abatendo-se depois no solo. Neocurtilla) e Scapteriscus. tambem da região neotropica. O v i p o s i t o r invisivel. onde correm com facilidade. galerias irregulares. Meios de combate. insetos Ortopteros. o S. Ao primeiro genero pertence a GrylIotalpa hexadactyla Perty. além de outras especies destes generos.176 INSETOS DO BRASIL mais êles. As formas adultas e jovens são onivoras. nos lugares em que se os encontra em abundancia. saltarem tão principalmente bem nas quanto femeas Fig. mais partes mais alargadas ás centenas e reunidos raízes das plantas.5 a 5 cm. roendo e alimentando-se das raizes que encontram no seu trajeto subterraneo e devorando os animaculos que vivem no solo. I m p o r t a n c i a e c o n o m i c a . com 2 a 3 c m . comumente encontrada em toda a America. ao segundo o Scapteriscus oxydactylus (Perty. de comprimento.Ha cerca de 30 especies desta familia na região neotropica. 1804) e o S. Parece que estes insetos são mais ativos durante a noite. . apresentando onde geralmente são depostos os ovos em massa. com 9 uromeros na femea e 7 ou 8 no macho. 1832. pertencentes aos generos Gryllotalpa (= Curtilla. quasi sempre aderentes ás mais ou menos úmido. 84 - T ibia e tarso anteriores de Gryllotalpa hexada c tyla (x 10) cheias de ovos. daí não Abdomen bem desenvolvido. um pouco menores.

o e m p r e g o de i s c a s de c a r n e c r ú a o u s e m e n t e s e n v e n e n a d a s c o m f l u o s i l i c a t o de b a r i o a 5 % ( e m p e s o ) ou.TETTIGONIOIDEA 177 Quando muito podem prejudicar abundantes. O comportamento das femeas de Larra. 1867. Ser. n ã o d e v e m s e r r e c o m e n dados na pratica. c o m u m a r s e n i cal q u a l q u e r . 1869. pois Para Fig. 1728. o m e t o d o de e n t e r r a r v a s o s c o m a g u a n o s l u g a r e s i n f e s t a d o s e o u t r o s m e i o s de c o m b a t e m e c a n i c o s e q u í m i c o s t a m b e m a c o n s e l h a d o s . 1928. . Gryllotalpidae) (X 3) (De f i g .. H a w a i i a n S u g a r P l a n t . 85 didactylus - Larra americana Saussure. A a p l i c a ç ã o de f o r m i c i d a n o s orificios d a s g a l e r i a s . de p r e f e r e n c i a . 1804) (Fam. ás vezes. consideravelmente a horticultura. n. inimigo natural (Latreille.S t u d i e s in t r o p i c a l w a s p s .Larra americana Saussure. E n t . entre o 1° e o 2° segmentos toraxicos. isso a c o n s e l h a . é necessario combate-los. cujas larvas se criam respectivamente. s e g u n d o SILVESTRI p o d e m ser c o n s i d e r a d o s p a l i a t i vos o u p o u c o e c o n o m i c o s e p o r t a n t o . Ambas põem um ovo ao lado da linha mediana do sternum. é identico. W i l l i a m s (1928 . T a i s i s c a s s ã o d i s t r i b u i d a s pelo t e r r e n o i n f e s t a d o .s e . 23). Assoc.. em Scapteriscus didactylus e em Scapteriscus tenuis Scudder. Larridae . ao fazerem as posturas nos grilos toupeira. outro grilo toupeira frequentemente encontrado no Brasil e. Sta. o b s e r vou no Brasil 2 especies de vespas da fam. 1867 e Larra scapteriscica Williams. em companhia de didactylus.Bull. E x p . de Scapteriscus Williams. 19). n a f a l t a d e s t e i n s e t i c i d a .

87). a b d o m e n t e r m i n a d o por 4 apendi ces u m tanto alongados. longas e projetando-se além das tegminas de tal modo que p a r e c e m o a b d o m e n .178 INSETOS DO BRASIL FAMÍLIA TRIDACTYLIDAE 109. dispostos numa linha transversa ( Tridactylus e Ellipes ) ou arqueada ( Rhipipteryx ). daí não haver tímpanos nas tibias anteriores. porém (fig.Além dos c a r a c t e r e s m e n c i o n a d o s n a chave. cobrindo apenas a base do abdomen. não prolongado posteriormente. 86 - Tridactylus lado politus Bruner. tegminas curtas. em geral. . sendo 2 cércos superiores e 2 gonapodos inferiores. em Rhipipteryx. Os machos. filiformes. 1916 (Fam. a tibia posterior. olhos r e l a t i v a m e n t e Fig. . de 11 s e g m e n t o s m o n i l i f o r m e s . (X 14): ao grandes. ás vezes abreviadas e pouco mais alongadas que as tegminas. Caracteres. fortemente Tridactylidae) aumentada . asas mais ou menos alongadas. devo citar mais os seguintes: antenas curtas. pronotum relativamente curto. não têm aparelho estridulatorio nas tegminas. ocelos muito pequenos.

e com maculas mais escuras por todo o corpo. Ha pouco mais de 50 Tridactylideos em todo o mundo e c e r c a de 30 especies n a A m e r i c a do Sul. fig. corno os G r y l l o t a l p i d e o s .s e de u m a p e q u e n a especie (fig. No Brasil. . g a l e r i a s q u a s i s u p e r f i c i a i s e.s e u m a tenue camada de anidrido arsenioso (arsenico branco) sobre o .TETTIGONIOIDEA 179 Estes insetos. e m t o d a s as direções. 86) c o m c e r c a de 5 mm. a t é a g o r a . Quando a encontrei. H a b i t o s . a u n i c a especie a s s i n a l a d a c o m o p r e j u d i c i a l é o T r i d a c t y l u s p o l i t u s B r u n e r . n a d a m t a m b e m c o m f a c i l i d a d e . 1916. S ã o e s s e n c i a l m e n t e fitol a g o s . l a g ô a s e p a n t a n o s . 1910. da Amazonia (De Sharp. r o i a m as raizes das plantas mais tentas determinando-lhes a morte . d i s t r i b u i d a s n o s g e n e r o s T r i d a c t y l u s . a s s i m . de comprimento. O i n s e t o foi c o m b a t i d o e f i c a z m e n t e a p l i c a n d o . q u a n d o m e r g u l h a dos. q u e observei h a a n o s n o H o r t o B o t a n i c o do Rio de J a n e i r o ( G a v e a ) . 110. h a b i t o s fossoriais. t ê m g r a n d e s a f i n i d a d e s c o m os g a f a n h o t o s d a s u b o r d e m Acridodea. I m p o r t a n c i a e c o n o m i c a . e s p e c i a l m e n t e c o m os d a f a m i l i a T e t r i g i d a e . este u l t i m o c o m os m a i o r e s r e p r e s e n t a n t e s d a f a m i l i a . Ellipes e R h i p i p t e r y x . escav a n d o g a l e r i a s n a l a m a o u n a a r e i a ú m i d a d a s m a r g e n s aren o s a s dos rios. Fig 87 - Rhipipteryx sp. a d u l t o s e j o v e n s s o l a p a v a m o solo dos c a n t e i r o s . causando damnos apreciaveis em sementeiras de Eucalyptus. a b r i n d o . P o d e m c o r r e r e s a l t a r c o m g r a n d e a g i l i d a d e n a s u p e r f i c i e d a a g u a e. palida.Os T r i d a c t y l i deos t ê m . T r a t a . de côr de terra. e x c l u s i v a m e n t e d a região n e o t r o p i c a . 210). principalmente as especies de Rhipipteryx.

c a v a n d o o solo n a s p r o x i m i d a d e s de u m a m a t a . 1936 - e sulla armatura ge- Contribuição ao estudo das pragas do tabaco. E n t . Z o o l . H. Neocurtilla hexadactyla Perty. R. Bibliografia. uma estreita afinidade entre êles e os insetos da familia precedente (v. 112. .As e s p e c i e s d e s t a f a m í l i a . H. á c a m a d a de t e r r a superficial.2 4 5 . cit. 1 . 41 ( 6 ) .4 9 2 . A "paquinha". e x p o z u m a c e l u l a q u e c o n t i n h a u m e x e m p l a r d e R h i p i p t e r y x m a r g i n a t a N e w m a n n . a respeito os trabalhos de CARPENTIER (1933) e de ANDER ( 1 9 3 4 ) ) . e m b o r a t a m b e m e n c o n t r a d a s n o s m e s m o s l u g a r e s f r e q u e n t a d o s p o r T r y d a c t y l u s e ElIipes. v i v e m n o solo e b r o q u e i a m o c a u l e de plantas herbaceas. O estudo da anatomia destes insetos revela haver. . 1 f i g . n ã o t ê m h a b i t o s fossoriais. c o m o os gaf a n h o t o s d a f a m i l i a T e t r i g i d a e . B. C a r a c t e r e s . B O L D Y R E V . de fato. BARRADAS. As especies de R h i p i p t e r y x . 1834. A g r i c . M i n i s t . I t a l .o .180 INSETOS DO BRASIL solo e i n c o r p o r a n d o . E n t r e t a n t o WILLIAMS (loc. 1915 . 23: 4 7 9 . B o l . n o P a r á . 6 f i g s . R o s . GERAL BARBAROSSA. FAMÍLIA CYLINDRACHETIDAE ( Cylindrodidae ) 111.). H o r a e S o c . dos q u a i s r e a l m e n t e m u i t o se a p r o x i m a m p o r q u a s i t o d o s os c a r a c t e r e s a n a t o m i c o s . A r c h . v i v e m s o b r e a t e r r a . ao l a d o da respectiva exuvia.Contributions à l'étude de la structure des spermatophores et dos particularites de la copulation chez Locustodea et Gryllodea. ) . 5 d a A u s t r a lia e Nova Guiné do genero Cylindracheta e 1 da Patagonia do g e n e r o Cylindroryctes. pelo r e v o l v i m e n t o . 1936 . 25: 123-136.Osservazioni sulla morfologia dell'abdome mitale d e l G r i l l o t a l p a ( O x t h .

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Vivem no solo e se alimentam têm importancia economica. são insetos bastantes sentam estreitas afinidades com os Ortopteros. ovipositor ensiforme. Importancia economi ca. pernas cursoriais. de 8 ou 9 segmentos. Habitos. com rebordo lateral. o mais desenvolvido dos segmentos toraxicos. todavia. sem pulvilios.CAPÍTULO X Ordem GRYLLOBLATTOIDEA 113.com algumas especies.Insetos de pequeno porte e corpo deprimido.Esta ordem é representada por uma só família . . antenas comprimidas. porém. Caracteres. multi-segmentadas e semelhantes ás dos Embiideos. quadrado. Protorax. livre. de 15 a 30 mm. pertencentes aos g en er os Grylloblatta. logenetico. filiformes. sem ocelos. Cabeça relativamente grande. aparelho bucal semelhante ao dos Ortopteros. tarsos de 5 artículos. filiformes. livre e quasi prognata. 114. Não sob o ponto de vista fiinteressantes porque apreprogenitores das baratas e . o ultimo com 2 garras. Cércos compridos.Grynoblattidae . bem desenvolvido. apteros nos dois sexos. da America do Norte e do Japão. Galloisiana e I s h i a n a . . Olhos pequenos ou ausentes. de outros artropodos.

188

INSETOS DO BRASIL

Fig.

88 -

G r y l l o b l a t t a c a m p o d e i f o r m i s W a l k e r , 1914 Walker) (cerca de x 3)

(segundo

115.

Bibliografia.

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CAPÍTULO XI

Ordem

PHASMIDA

116. Caracteres. - I n s e t o s , e m s u a m a i o r i a , de f o r m a b a cilar, a p t e r o s o u a l a d o s , q u e se c o n f u n d e m , n u m a p e r f e i t a h o m o c r o m i a , c o m g a l h o s v e r d e s o u s e c o s . D a í a d e s i g n a ç ã o de bichos-páu pela qual são vulgarmente conhecidos em nosso p a í s . No B r a s i l n ã o h a a s c u r i o s a s f o r m a s d a f a m í l i a P h y l l i dae, o b s e r v a d a s n a s r e g i õ e s I n d o - M a l a i a e E t i o p i c a , de c o r p o deprimido e alargado, que se parecem extraordinariamente c o m f o l h a s . H a , t o d a v i a , a s e s p e c i e s d e Prisopus, que, p e l o asp e c t o e c o l o r a ç ã o , p o d e m s e r c o n f u n d i d a s c o m os l i q u e n s q u e vegetam sobre o tronco das arvores. É a e s t a o r d e m q u e p e r t e n c e m os i n s e t o s m a i s l o n g o s q u e se c o n h e c e . As n o s s a s m a i o r e s e s p e c i e s s ã o : B a c t r i d i u m grande R e h n , 1920, c u j o t i p o ( f e m e a ) t e m 265 rum., Otocrania aurita (Bruto., 1839), cuja femea pode apresentar até 245 mm., e P h i b a l o s o m a p h y l l i n u m ( G r a y , 1835) c o m f e m e a s q u e a t i n g e m a 220 r u m . de c o m p r i m e n t o . T o d a v i a , é n a r e g i ã o O r i e n t a l q u e v i v e m os v e r d a d e i r o s g i g a n t e s d e s t a o r d e m e a l i á s de t o d a a c l a s s e de i n s e t o s , c o m o s e j a m P h o b a e t i c u s kirbyi B r u n n e r & R e d t e n b a c h e r , 1907, e P h a r n a c i a serratipes ( G r a y , 1835) ambos de Borneo, que podem apresentar até 330 mm. de c o m p r i m e n t o . Se ha nesta ordem insetos tão grandes, encontram algumas especies relativamente nela tambem se pequenas, com

190

INSETOS DO BRASIL

F i g . 89 -

P h i b a l o s o m a p h y l l i n u m ( G r a y , 1835) ( s u b - f a m . P h i b a l o s o m i n a e ) , (foto J. Pinto).

.

PHASMIDA

191

pouco mais de 1 cm. de comprimento, tambem da região Oriental.

do

genero

Abrosoma,

117. Anatomia externa. - Cabeça livre, obliquamente dirigida para baixo. Olhos ,em geral, bem desenvolvidos. Ocelos, quando presentes, em numero de 2 ou 3, Antenas filiformes ou setiformes, de 8 a 100 segmentos. Aparelho bucal de tipo mandibulado e conformado como nos demais insetos ortopteroides. Torax cilindrico, de superfície lisa, granulosa ou espinhosa. Protorax, em geral, pequeno, mais curto que a cabeça. Mesotorax, pelo menos 3 ou 4 vezes mais comprido que o protorax; em Anisomorpha e generos afins relativamente curto. Metatorax semelhante ao mesotorax, geralmente mais curto que este, em algumas especies, porém, mais longo. Tegminas atrofiadas ou ausentes na maioria das especies, mesmo nas que tem asas bem desenvolvidas. Entretanto, nas femeas de Phyllium tais orgãos são bem mais desenvolvidos que as asas e se apresentam com o aspecto de verdadeiras folhas. Nas especies de Prisopus, conquanto as tegminas não sejam tão desenvolvidas como em Phyllium, são relativamente alongadas e cobrem quasi completamente as asas, quando estas se acham dobradas. As asas dos Fasmideos, em repouso e como nos demais insetos ortopteroides, dobram-se radialmente e se dispõem sobre o abdomen, ficando apenas exposta a parte anterior, em relação com o bordo costal, aliás de estructura mais consistente que a do resto da asa. Geralmente as asas são hialinas; algumas especies, porém, apresentam-nas com areas ou maculas escuras, ou mesmo brilhantemente coloridas, como as asas das borboletas e mariposas. Quando numa especie um dos sexos é aptero e o outro alado, este é sempre o macho. P e r n a s do t i p o a m b u l a t o r i o , g e r a l m e n t e l o n g a s e r e l a t i v a m e n t e d e l g a d a s , p r i s m a t i c a s o u s u b - c i l i n d r i c a s , p r o v i d a s de dentes ou saliencias foliaceas, que mais contribuem para aumentar a semelhança destes insetos com galhos. Pernas post e r i o r e s do m e s m o t i p o d a s m e d i a s ; e x c e p c i o n a l m e n t e p o d e m apresentar os femures consideravelmente dilatados. Pernas anteriores tão ou mais longas que as outras, com os femures

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Fig. 1906)

90 Acanthoderus 20-spinosus (Redtenbacher, (Subfam. Pygirhynchinae) (um pouco aumentado; tamanho natural: cerca de 70 mm.).

PHASMIDA

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fortemente arqueados na base, de tal modo que, estando o inseto em repouso, com as pernas estiradas para diante, podem esconder parcial ou totalmente a cabeça. Tarsos, em quasi todas as especies, de 5 artículos, o ultimo com 2 garras, e, e n t r e elas, u m a r o l i u m . Abdomen de 19 uromeros, geralmente cilindrico, com o primeiro tergito confundindo-se com o metanotum, formando o segmento mediano. Cércos geralmente curtos nas femeas, mais desenvolvidos e com a forma de forceps nos machos. Estes sem gonapodos. Femeas com o 8° esternito geralmente muito alo n g ad o e gonapofises c u r t a s . 118. Anatomia interna, - Tubo digestivo sem circonvoluções; glandulas salivares e ingluvia desenvolvidas; proventriculo rudimentar ou ausente, sem apendices quilificos (cégos gastricos); tubos de Malpighi numerosos e curtos. Sistema nervoso central com 3 ganglios toracicos e 5 a 7 abdominais. Testiculos alongados. Ovarios com numerosas bainhas ovaricas. Varios Fasmideos têm o habito de emitir, por orificios situados no protorax, um fluido leitoso e fetido (Anisomorphinae). 119. Reprodução. - O macho, em geral bemmenor que a femea, na copula fica sobre ela. A quem se interessar em saber como se processa, em seus minimos detalhes, a copula nestes insetos, recomendo a leitura das observações feitas pelo Abade FOUCHER (1916). Ha muito tempo que a atenção dos biologistas fôra despertada pelo que SINÉTY chama: "a aptidão dos Fasmideos para a reprodução partenogenetica". De fato, em varias especies, cujos machos são excessivamente raros, a reprodução agamica ocorre frequentemente e dos ovos partenogeneticos quasi sempre se originam femeas ( parthenogenese telitoca ) . Os pesquizadores que estudaram tais especies observaram a reprodução virginal em duas, três ou mesmo quatro gerações sucessivas, com a produção de individuos do sexo feminino. Todavia, de quando em vez, apareciam alguns hermafroditas, monstruosos e incapazes de procrear, e um ou outro macho em perfeitas condições constitucionais. Assim, o ovo parte-

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nogenetico dos Fasmideos tem a aptidão mesmo no sentido de uma ou de outra

de evoluir sexualidade.

por

si

120. Postura. - Ensinam os manuais de entomologia que os Fasmideos são pouco prolificos. Entretanto LING ROTH (1916) verificou que o Carausius morosus, num periodo de postura de 225 dias, poz, em media, 480 ovos, tendo tambem o b s e r v a d o u m m a x i m o de 712 o v o s . No Rio de Janeiro o Sr. CARLOS ALBERTO SEABRA , tendo apanhado a 27 de Setembro, em postura, uma femea de Phi-

Fig. 91 - Ovos de Fasmideos: 1 , de Phibalosoma phyllinum, X 5; 2, de Pseudolcyphides tithonus (Gray, 1835) (sub-fab. Pseudophasminae), X 10; 3 , de Prisopus ohrtmanni (Lichtenstein 1802), X 3,5 (subfam. Pseudophasminae).

balosoma phyllinum e alimentando-a com folhas de Ficus, obteve da mesma 152 ovos. As primeiras formas jovens nasce-

PHASMIDA

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rama 18 de Janeiro do ano seguinte. Por esta observação, rifica-se quão lento é o desenvolvimento embrionario nesta pecie (103 dias para os primeiros ovos colhidos).

vees-

As femeas, em geral, não escolhem um lugar especial para a postura; como se acham quasi sempre pousadas sobre as plantas, deixam cair os ovos no solo. Ha mesmo algumas. especies que os projetam a alguns metros de distancia. Os ovos dos Fasmideos são os que me parecem mais curiosos, lembrando sempre uma produção vegetal. Assim os ovos de Phyllium bioculatum Gray, 1832, da região O r i e n t a l , s e g u n d o HENNEGUY, t ê m a f o r m a d e u m a q u e nio de Umbelifera. Em geral, porém, sâo muito semelhantes a sementes, apresentando, além do operculo num dos pólos, por onde sae a forma joven, uma depressão lateral analoga a uma micropila. O interessante é que, em alguns desses ovos, a estructura do corium, observada ao microscopio, tambem o f e r e c e g r a n d e s e m e l h a n ç a c o m a de u m t e c i d o v e g e t a l ,
" d e t e l l e s o r t e q u e le m i m e t i s m e si i n t e r e s s a n t de l ' i n s e c t a d u l t e e t de s o n o e u f se r e t r o u v e d a n s l a s t r u c t u r e m ê m e de l ' e n v e l o p p e de c e t o e u f " (HENNEGUY, 1904).

As formas singulares de alguns desses ovos podem ser apreciadas no trabalho de KAUP (1871). Das especies brasileiras este autor apenas descreveu os ovos de Phibalosoma p h y l l i n u m , de H e r p u n a n e p t u n u s ( K a u p , 1871) e de P r i s o p u s s p i n i c e p s B u r m , 1839. M a i s t a r d e GOELDI (1886) d e s c r e v e u e figurou os ovos de Phibalosoma phyllinum e de Ceroys perfoliatus ( G r a y , 1835). H a t e m p o s t i v e o e n s e j o de a p r e s e n t a r os d e s e n h o s q u e a q u i r e p r o d u z o , f e i t o s p o r C. LACERDA, d e ovos de P h i b a l o s o m a p h y l l i n u m , de P s e u d o l c y p h i d e s t i t h o n u s ( G r a y , 1835) e d e Prisopus o h r t m a n n i ( L i c h t e n s t e i n , 1802). Os o v o s d e s t a u l t i m a especie s ã o i n t e r e s s a n t i s s i m o s , pois, a o c o n t r a r i o do q u e s u c e d e c o m os d e m a i s F a s m i d e o s , s ã o colados, e m serie l i n e a r , num suporte qualquer. 121. ginam-se

Desenvolvimento post-embrionario. - Dos ovos oriformas jovens semelhantes ás adultas, realisando-

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se o desenvolvimento por paurometabolia. Ao sairem do ovo, os jovens Fasmideos distendem consideravelmente o corpo. Daí apresentarem, quando observados pouco tempo depois do nascimento, um porte que não está em relação com a capacidade do ovo de onde sairam. Vê-se isto muito bem com as formas jovens de P. phyllinum. O fato já fôra observado em 1843 por GOUDOT, numa especie de Autolyca da Colombia, cujos jovens, logo após o nascimento, apresentam 11 mm. de comprimento, isto é, cerca de 4 vezes o diametro do ovo. Os jovens de P. phyllinum e de outros Fasmideos no l° estadio andam com o abdomen voltado para cima. Bem pouco se sabe relativamente á duração do ciclo evolutivo das nossas especies. Conheço, apenas a seguinte observação, feita pelo Eng. Agr. Aristoteles Silva, referente a um Prisopus que determinei como P. ohrtmanni.
"A 5 de Julho do ano passado recebi do Sr. Clarindo Alves Lage, um Fasmideo, apanhado sobre Eucalyptus citriodora do Horto Florestal (Rio de Janeiro). O referido inseto, denominado vulgarmente bicho-páu, tem a coloração identica á dum liquem, mimetisando assim os galhos sobre os quais seu corpo, que é concavo na parte ventral, se adapta perfeitamente. Os femures dos 3 pares de patas são muito dilatados e apresentam-se achatados, justamente para melhor se adaptarem e confundirem com o tronco ou ramo. O dito Fasmideo foi colocado numa de nossas caixas de criação do Serviço Florestal, tendo diariamente dado folhas novas da especie de Eucalyptus sobre o qual foi encontrado. Seis dias depois de capturado, nosso Fasmideo, que era uma femea, fez sobre a tela de arame da caixa uma postura de 6 ovos, colocados em fila, um ao lado do outro, presos á tela e entre si. No dia 23 de Julho realizou nova postura de 7 ovos, tarobem presa á tela da caixa e disposta como a primeira postura. Um dia depois poz 3 ovos, reunidos uns aos outros pelas partes anterior e posterior, como os das 2 posturas anteriores. Quando faltavam 2 dias sómente, para completar um mês que mantínhamos este Fasmideo em cativeiro, isto é, a 3 de Agosto, encontrei-o morto. No dia 1º de Novembro notei que os ovos haviam-se tornado mais escuros, o que antes não se verificara. Finalmente, a 19 de Novembro saíram

bem como 2 dias depois. Convem ler-se a respeito o recente trabalho de UVAROV (1935). Hist. durante o dia. Nat.Os Fasmideos vivem sobre as plantas e se alimentam exclusivamente de folhas e brotos.PHASMIDA 197 as 3 primeiras formas jovens. e ás vezes grotesquando em repouso Habitualmente ficam. podem fazer movimentos. É interessante ver as atitudes cas. mergulhado e agarrado á pedras de um riacho. e as outras pernas distendidas para trás. GAHAN (1912). No dia seguinte saíram outras. 1815). Estes insetos. 1866) sobre os habitos aquaticos de Prisopus flabelliformis (Stoll. que continúa a se alimentar e c r e s c e r a t é a p r e s e n t e d a t a (7 de M a r ç o de 1 9 3 2 ) " 122. que ás vezes os tornam irreconhecíveis no meio em que se acham. dizem alguns tratadistas. Bem que tal observação nunca mais fosse confirmada. dificilmente descobertos quando pousam num tronco revestido de liquens. porém. a colhera de uma pessoa que observara o inseto. entretanto. ou assumir atitudes. Ainda como especies que se confundem perfeitamente com o local em que se assestam. as aladas voam mal. que alguns Fasmideos apteros ou prestes a se mover. foram sucessivamente morrendo. por sua vez. devo citar especialmente os nossos Prisopi. funcionando as asas principalmente como para-quédas. são aquaticos.. com as pernas dianteiras projetadas para diante. até ficar uma só. completamente imoveis. que. fóros de verdade cientifica. cobrindo a cabeça e as antenas. Mag. numa montanha do Brasil. adquiriu. Habitos. curiosas exibem. pelo menos em parte. E mesmo quando elevam o corpo sobre as pernas. . pois os Prisopi apanhados desde então têm sido sempre encontrados sobre o tronco das arvores. As formas jovens conservaram-se vivas por alguns dias. As formas apteras deslocam-se lentamente. A informação foi comunicada a MURRAY por FRY. . porém. horas a fio. depois. demonstrou não haver o menor fundamento cientifico para se acreditar em habitos tão extranhos desses Fasmideos. Esta noção se originou da informação contida num trabalho de MURRAY (Ann.

n.198 INSETOS DO BRASIL Ainda co m o f e n o m e n o s curiosos a assi nal ar. Classificação. De acôrdo com o sistema proposto por KARNY (1923) com as devidas modificações feitas por HEBARD. Anisomorphinae. Cladoxerinae ).. ( Aschiphasmatinae ).o s e m m a i o r q u a n t i d a d e n a s m a t a s de v e g e t a ç ã o l u x u r i a n t e . Importancia economica . SCHMIDT (1913).s e . relativos á biologia dos Fasmideos. Hetedophasminae ropteryginae e Phylliinae. n. A lias: . . a ordem Phasmida compreende 2 grandes familias (elevadas por alguns autores a categoria de superfamilias): Phyniidae ( Areolatae Redt. H eteroneminae ( Diapheromerinae. das quais perto de 800 pertencem á região neotropica. Phasmatinae. Bacunculinae ) . 124. que se cria em ovos de Prisopus ohrtmanni.. superfam. t o r n a r . Prisopinae ). Pygirhynchinae.. Bacterioidea).Sendo os Fasmideos g r a n d e s d ev or a dor es de folhas. f e n o m e n o s estes b e m e s t u d a d o s p o r BORDAGE (1910).s e . g. A familia Phasmidae compreende as seguintes subfamilias: Pachymorphinae ( Clitumninae ) . PseuAschiphasminae ( Phasminae. 123. Talvez s e j a m os m i c r o i m e n o p t e r o s p a r a s i t o s dos ovos que mais contribuam para reduzir consideravelmente a proliferação destes insetos. superfam. porém . e n c o n t r a n d o . família Phyniidae compreende as seguintes subfamiBacillinae.. Ha tempos descrevi um CrysidideoDuckeia cyanea. Phibalosominae ( Bacteriinae.300 especies descritas. r a r a m e n t e a p a r e c e m nas a r eas cultivadas. Phasminae (Acrophyllinae) e Necrosciinae. sp. Prisomerinae ( Lonchodinae ) .Ha nesta ordem cerca de 2. F e l i z m e n t e . Phasmatoidea Brues & Melander) e Phasmidae (AnareoIatae Redt. Deve ser t a m b e m l e m b r a d a a c a t a l e p s i a observada em algumas especies por PIÉRON (1913). d e v e m ser r e f e r i d a s a a u t o t o m i a e a a u t o f a g i a e c o n s e q u e n t e r e g e n e r a ç ã o h i p o t i p i c a dos segmentos ou a p e n d i c e s a m p u t a d o s . . Therameninae ( Obriminae ) .i a m p r a g a s se proliferassem em m a i o r a b u n d a n c i a . e o u t r o s .

Fig. o aptero da direita é a Paradoxomorpha crassa (Blanchard. 1802). Pinto).. .O in s eto alado da esquerda é o Prisopus ohrtmanni (Licht. 1835) (foto J. 1852) (subfam. 92 . Anisomorphinae) e o do meio o Pseudolcyphides tithonus (Gray.PHASMIDA 199 Na chave seguinte serão consideradas exclusivamente as subfamilias que t ê m representantes na região neotropica.

........ da subfamilia Anisomorphinae..... soma.. Rep......... corpo................... produz forte ardor na vista......... mesmo a uma certa distancia................... Gr. femures anteriores comprimidos ou com dilatações foliaceas .. SALVADOR MAZZA.. Gr.................................................. pernas inermes... Pygirhynchinae 86 Segmento mediano tão ou mais longo que o metanotum........... phibalos. tromba..... Gr. espectro........................ especies apteras .......................................... Argent i n a . heteros... figo.. e s t e i n s e t o s e c r e t a u m f l u i d o que. que não se encontra no Brasil.. parte posterior do anisos....................... podice............ S e g u n d o PORTER ( 1 9 2 8 ) ........................... á direita.............. inferior) ........... muito mais longo que (macho) ou quadrado (femea)....... desigual........... especies frequentemente aladas ............ pelo menos muito mais longo que largo... especies sempre apteras ........ pyge.............. 1852)......................................... Phibalosominae 89 6º 2(1) 2' 3 (2') 3' 4(1') 4' Na figura 92.................................. outro.............. folha........ raramente alongado.................. fio................ Phylliidae 84 2 As 4 tibias posteriores sem area triangular no apice (lado......... geralmente mais curto que este......... nem com dilatações foliaceas..... Gr phyllon................. para determinação pelo Prof......................................................... com as tegminas reduzidas . Anisomorphinae 87 6° segmento abdominal mais alongado.... Phasmidae 85 4 Segmento mediano distinto do metanotum............. muito mais curto que o metanotum................ ....... forma. morphe....... O exemplar foi-me enviado de Jujuy....... Heteroneminae 88 Segmento mediano tão ou mais longo que o metanotum........................ especies frequentemente aladas. (lado inferior) .................... 84 85 86 87 88 89 Gr.................200 1 1' INSETOS DO BRASIL As 4 tibias posteriores com uma area triangular no apice... ...... ... vê-se a Paradoxomorpha crassa (Blanchard.. femures nem comprimidos.. especies apteras ..... rhyneos........... Gr.............. Pseudophasminae Segmento mediano curto.... semelhante ao que se experimenta com emanações de f o r m o l ( v e r á r e s p e i t o o t r a b a l h o d e SCHNEIDER ( 1 9 3 4 ) ) .................. corpo...... transverso ou apenas um pouco mais longo que largo............. phasma.... hema........................ 3 segmento abdominal quadrado (macho) ou transverso (femea).....

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atenuando-se ou dilatando-se para a parte posterior. mais raramente. semelhante ao dos Ortopteros. ocelos ausentes. cordiforme. em algumas especies. prognata. pele. de tegumento fortemente esclerosado e brilhante. nas especies. saliente como nos coleopteros e perfeita- 90 Gr.Os insetos desta ordem são facilmente reconhecidos pela presença de uma pinça cornea na extrem i d a d e do a b d o m e n . Olhos compostos bem desenvolvidos. á proporção que o inseto se desenvolve. . de côr parda mais ou menos escura. variando este numero. derma. quasi sempre. horizontal. Corpo estreito. Anatomia externa. mais ou menos deprimido na maioria das especies e.Cabeça. pronotum. protorax livre.5 a pouco mais de 40 mm. Aparelho bucal mastigador. de 10 a 50 segmentos. asa. em algumas especies (Pygidicrana) com um scutellum triangular ou semi-orbicular. mesonotum. 127. partes amareladas ou. variando o comprimento. Antenas filiformes ou quasi moniliformes. . de 2. apresentando. Em geral são de pequeno porte. pteron. numa mesma especie. . em geral. com bordos laterais cortantes. Caracteres.CAPÍTULO XII 90 Ordem DERMAPTERA 126. de outras côres. livre. Torax com os tergitos mais desenvolvidos que os esternitos. o mais desenvolvido dos tergitos dorsais.

esta. tambem. no sentido radial. Asas. formando uma sutura reta. . grandes. Fig. mais quitinizada que a outra. membranosas em sua maior extensão. fica sempre exposta atrás do elitro correspondente. dobram-se. quando reunidos na linha mediana do corpo.Pygidicrana v-nigrum Serville. as asas destes insetos. como nos Coleopteros. transversalmente. O dobramento das asas nestes insetos faz-se de modo singular. duas vezes. porém. tendo. como nos Coleopteros ( elytros ) e por um par de vedapresentadas por um par de apendices anteriores coriaceos. subquadrados. duas partes esclerosadas uma distal e outra proximal. quando as asas se dobram sob os elitros. Graças a esta arrumação. semi-circulares. recurtos. quando presentes. Além de se dobrarem em pregas de leque. truncados posteriormente e. 1839 (tamanho natural: cerca de 40 milimetros).206 INSETOS DO BRASIL mente visivel na base dos elitros. 93 . deiras asas. como nos d e m a i s insetos ortopteroides. na região costal. isto é.

apresentando.DERMAPTERA 207 bastante grandes em relação com os elitros. observando-se. em forma forceps. pouco mais ou menos. Nos machos ha 8 esternitos. um polimorfismo unisexual. as mesmas dimensões em todos os pares.Cylindrogaster ) com os tergitos e esternitos obliquamente imbricados ou cavalgando uns sobre os outros. ou ultimo tergito inserem-se os cércos. o 11° tergito ( pygidium ou placa supra anal ) . mais curtos. cujo aspecto tem grande importancia na classificação destes insetos. Abdomen alongado. Daí os nomes Euplecoptera e Euplexoptera. assim. . de cima para baixo. Os elitros e as asas variam consideravelmente. aplicados para esta ordem de insetos. nas femeas. Pernas do tipo cursorio. Tarsos trim e r o s e g e r a l m e n t e desprovidos de e m p o d i u m ou a r o l i u m . podendo mesmo ter comprimento igual do corpo. Em algumas especies os caliperos grandes. Ha 11 uromeros. chamados caliperos. o metapygidium. nos machos. ha. além de serem armas de defesa e de ataque. além do dimorfismo sexual. ficam quasi inteiramente por êles protegidas. o que permite uma grande flexibilidade desta parte do corpo. O 1º esternito é sempre invisivel. Em algumas especies a pinça dos machos oferece variações consideraveis no tamanho e na forma. . mais ou menos desquitinizados. Abaixo do 10° tergito e em relação com o anus. têm os ramos incurvados e fortemente denteados e. facilitam a arrumação das asas sob os elitros e a aproximação dos sexos na copula. quando não distendidas. constituindo estas peças os chamados opisthomeros . sendo o 1º fundido como o metatorax e o 11° representado por um pequeno pygidium. visiveis (2-9) e na femea apenas 6 (2-7). Em geral. havendo muitas especies completamente apteras. Femeas com ou sem vestigios das gonapofises dos e s t e r n i t o s 8 e 9. que representa o vestigio do 12° tergito e o telson. Os caliperos. No 10° de pinça ou envolvidos e são bastante ao do resto mais longos. paralelos e inermes. aderente. deprimido. exceto em algumas especies ( Diplatys .

Desenvolvimento post-embrionario. mesenteron sem cégos gastricos.5). que terminam num penis simples ou duplo. . ocorre o inverso. vesícula seminal relativamente grande.Stomodaeum com ingluvia e proventriculo desenvolvidos. os 2 individuos se dispõem em linha reta. Reproducção. . 94 - Dermaptero com as asas abertas (X 7. Ovarios de aspecto variavel nas duas principais familias. com os caliperos fechados. um pequeno tuberculo no qual se abre o excretor de glandulas que secretam um fluido fetido. 129. quando estes ficam em contacto. o abdomen da femea de modo a aproximar os orificios genitais. recuando o corpo. Testículos constituidos por um par de foliculos alongados. Tubos de Malpighi mais ou menos numerosos. procura levantar. Ora é a femea que se desloca arrastando o macho.Na copula o macho. alongados e grupados em feixes. Postura.208 INSETOS DO BRASIL Muitos Dermapteros apresentam. Sistema traqueal comunicando com o exterior mediante 2 pares de espiraculos toracicos e 8 abdominais. de cada lado do 3° urotergitos. ou formam um angulo obtuso ou agudo. recebendo os 2 vasos deferentes e dela partindo um ou 2 canais ejaculadores. Anatomia interna. delgados. 128. ora. . e 4° canal Fig.

pela primeira vez. assim. Fig. em lugar úmido. depois de algumas transformações.Desde DE GEER (1773) que se conhece os habitos da Forficula auricularia L. Habitos. e finalmente as formas adultas. cujos jovens têm os cércos articulados). referiu o cuidado com que a Forficula femea trata os ovos e o verdadeiro carinho materno que dispensa para os jovens que deles saem. como as baratas. Realisa-se. . ficam então es- . porém. tambem providas de céreos unisegmentados (excepto em Diplatys. 1924).. e como têm. desprovidos de quaisquer apendices alares. Nada se sabe respeito ao ciclo evolutivo das especies que vivem no Brasil. 1758. As observações DE GEER foram recentemente confirmadas e ampliadas por FULTON (1924) e KERVILLE (1931). 130. um tigmotropismo positivo. 95 - Forficula auricularia L. surgem as ninfas. o desenvolvimento por paurometabolia. Mais tarde. no ninho (De Fulton. Os Dermapteros são insetos de habitos terrestres. Raramente são vistos em atividade durante o dia. Foi esse autor que. um dos mais famosos Forficulideos do mundo. providas de técas alares.DERMAPTERA 209 Os ovos são postos no solo ou sob algum abrigo. Deles se originam formas jovens muito semelhante ás adultas. Importancia economica .

Encontrei-as em material colhido na Ilha da Trindade pelo P r o f . p r i n c i p a l m e n t e de polen e da pol pa de f r u t a s já abertas e em decomposição. i n t r o d u zida nos E s t a d o s Unidos. Q u a n d o as n i n f a s p a s s a m p a r a as flores estas são pulverizadas com uma solução sabonosa de sulfato de n i c o t i n a a 40 %. porém. 1773). Á noite. são hoje cosmopolitas. BRUNO LOBO. . Conquanto os Dermapteros apresentem. 1832) e Labidura riparia (Pallas. . jacobsoni Burr. Esta tem apenas a família Arixeniidae. esau Jordan. de Sarawak e A.s e e n t ã o p r e j u d i c i a i s . 1847). habitos predadores e canibais. deslocam-se agilmente.210 INSETOS DO BRASIL condidos sob a casca dos troncos. habitualmente se nutrem de substancias vegetais. ás vezes. quasi sempre com a extremidade do abdomen voltada para cima e com os caliperos bem afastados. perto de 200 são da regiâo neotropica. 131. segundo BURR. t e m aí c a u s a d o g r a n d e s danos a p l a n t a s h o r t i c o l a s e de j a r d i m . Hemimerina e Arixenina. com 2 especies A. de Java. A ordem. 1909. representada pelo genero unico Arixenia. Frequentemente atacam petalos e o u t r a s p a r t e s das flores. numa gruta cheia de morcegos. mostram-se muito ativos e geralmente vêm aos focos de iluminação. para nós inteiramente inofensiva. A primeira especie citada foi encontrada no saco peitoral de um morcego e a segunda em guano. em atitude ameaçadora. Pousando no solo. B. t o r n a n d o .A m e r i c a n o s combatem as formas jovens e ninfas espalhando no solo infestado fragmentos de massa de farinha de trigo envenenada pelo verde P ar is ou o u t r o a r s e n i c a l . compreende 3 grandes subordens: Forficulina. Assim é que a F o r f i c u l a aricularia. porém. entre pedras ou no solo. em fendas muito estreitas. porém não corneos como nos demais D e r m a p t e r o s . especie européa. de olhos vestigiais e cércos arqueados e pilosos. das quais.Ha na ordem Dermaptera mais de 900 especies descritas. Algumas especies. Anisolabis marítima (Gené. Classificação. ambas apteras. É o que se verifica com Anisolabis annulipes (Lucas. transportadas de um país para outro. Os N o r t e .

................... (podex).. Forficulales 1' 2(1) 2 3(1 ' ) Com especies da região neotropica ha as seguintes subfamílias: Diplatyinae...................... (superfam.. frequentemente com processos complicados.. oura...... muito m e n o r e s que o p y g i d i u m que é r e l a t i v a m e n t e m u i t o g r a n d e . . f e m u r e s não comprimidos ou carinados ............................................. cauda........ biceps forca............. pygidium (10° tergitol simples.... Pygidicranidae 91 .. forficula....... Forfieulidae 94 ....... Fam.... Esphalmeninae..................... presilha... ........ Labidurales) Segundo artículo dos tarsos simples..... p o r é m não emarginada atrás. Sparattinae...... Labiidae e Forficulidae.... 1 Metapygidium (11º tergito) e telson presentes......... Psallidinae... pinça.......... (superfam.............. t r u n c a d a ou c o n c a v a .. Anechurinae....... c a b e ç a d e p r i m i d a .......... labe........... pyge............ 3 Metapygidium (11º tergito) e telson não reduzidos.... Labiduridae. Labiidae 93 ......... femures comprimidos e geralmente carinados ..... Labiduroidea............. que é relativamente peq u e n o ............ A subordem Forficulina compreende as familias Pygidicranidae.................. dicranos............................................ nem lobulado nem dilatado ................. labe........... tesoura pequena................ Pyragrinae (da famíPygidicranidae)..... Fam............... (superfam............ Pericominae. Labiduridae 92 .... Pygidieranoidea.. pínça.. Spongiphorinae (da família Labiidae).......... pygidium bem desenvolvido..... Labioidea...... (superfam........ Labiales) Segundo articulo dos tarsos lobulado ou dilatado .. aedoegus simples ...... Brachylabinae (da família Labiduridae).......... Labidurilia nae.. aedoegus (penis) duplo ................. Strongylopsalidinae........ Pygidicraniales ) M e t a p y g i d i u m e telson muito reduzidos...................................... Parisolabinae................. Lat.............DERMAPTERA 211 A subordem Hemimerina.. sob a forma de duas pêquenas placas atrás do pygidium...... Pygidieraninae. Neolo91 92 93 94 Gr..... a parte posterior do corpo Gr............ nunca com processos complicados..................... é estudada no cap í tulo seguinte como u m a ordem á parte.. Fam..... Fam... 2 Metapygidium (11º tergito) e telson ausentes ou rudimentares... Gr.... que na chave geral das ordens de insetos (secçâo 17) está incluida na ordem Dermaptera............ quasi tão grandes quanto o pygidium.... Forficulinae.......... Forficuloidea.....................

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etc. apteros. ainda por alguns autores considerada como uma subordem de Dermaptera ( Hemimerina ). como as especies do genero Amblyopinus (Coleoptera-Staphylinidae). Segundo alguns autores estes insetos aproveitam-se dos ratos mais como um meio de transporte. hipognato. muito se parecem. aliás. talvez por um fenomeno de convergencia. não se alimentando de qualquer substancia tirada do hospedador. vivendo. livre. pois. Protorax livre. . ectoparasitas dos roedores e Didelfideos. daí o terem considerado como um 2° labium e o nome que foi aplicado a esta ordem. êles se nutrem de produtos epidermicos. compreende a familia Hemimeridae. flexíveis e unisegmentados. tarsos trimeros. Antenas curtas.Insetos pequenos. hipofaringe consideravelmente desenvolvido. para outros. Caracteres. com aspecto de pequenas baratas.CAPÍTULO XIII Ordem DIPLOGLOSSATA 133. Cabeça horizontal. representado por 3 ou 4 especies da Africa equatorial que vivem como ectoparasitos em ratos do genero Cricetomys. Aparelho bucal mandibulado. com as quais. A ordem. Abdomen provido de cércos longos. achatados. relativamente grande. sem olhos. pernas semelhantes entre si. porém. com o unico genero Hemimerus.

realizando-se a maior parte do desenvolvimento post-embrionario dentro dos orgãos genitais maternos. S u p p I . Bibliogr. est. figura 1). 16: 327-330. J a h r b .. que em relação com um diverticulo da cavidade cefalica do brião ou feto. e s t s . 1909 . 1894. 15. H. x 4 (De Hansen.216 INSETOS DO BRASIL Os Hemimerideos são viviparos.V. HANSEN 1894 fica em- - On the structure and habits of Hemimerus E n t . 1912 . 2. 96 - Hemimerus talpoides Walker. 2: 141-184. von Hemimerus . 15: 65-93. Zool. & B O R M A N S . Na parede desses orgãos forma-se uma placenta. 18. Bibliografia. Zool. Fig. talpoides.talpoides. 5 e s t s . 134. est. DE 1900 . 2 e 3. T i d s k r . JORDAN Notes o n t h e a n a t o m y of H e m i m e r u s Nov.- E i n e P l a z e n t a bei e i n e m I n s e k t ( H e m i m e r u s ) . Z o o l . L e i p z i g : 97-107.Ueber den Genitalapparat und die Entwicklung talpoides Walk. HEYMONS 1909 . V e r h . G e s . Dermaptera (secção n° 132). A. K R A U S S . 1877. D .

na maioria das especies. subtriangular. reniformes ou emarginados no ponto de inserção da antena. de corpo ovalar e deprimido. Cabeça curta. . por paurometabolia. nos machos de algumas especies de outras regiões ba ocelos normalmente desenvolvidos. são de côr alaranjada. 136. inseridas entre os olhos.CAPÍTULO XlV Ordem BLATTARIAE 135. quasi tocando o prosternum. de côr amarelada. porém. amaDesenvolvem-se relada ou mesmo esverdeada ( Panchlora ). O tamanho das baratas adultas varia de alguns milimetros ( Attaphila ) a quasi um decimetro ( Megaloblatta ). em quasi todas as especies. A cabeça. fortemente convexo no dorso. Olhos geralmente grandes. situadas perto da base das antenas. com ou sem maculas coloridas. porém. oblíqua ou horizontalmente. São insetos ortopteroides. de comprimento que varia da metade ao dobro do com- . Antenas. na maioria das especies fica coberta pelo pronotum e é tão inflectida que se dispõe. Muitas especies. Caracteres. Ocelos. vulgarmente chamados "baratas". setaceas. ás vezes. que se pode mover facilmente por estar presa a um pescoço membranoso e extensivel. Em geral elas são de côr parda ou negra. Anatomia externa.Não ha quem não conheça os representantes desta ordem. com afronte voltada para baixo e as peças bucais dirigidas para traz. representados por duas pequenas manchas ou placas ( manchas oceliformes ou fenestrae).

labium (só aparecem as paraglossas). palpo maxilar. palpos maxilares. galea. . lacinia (em P. jenestrae. ausLm. tralas i ae labrum (de bordo reintrante no meio). excéto em formas imaturas e algumas especies apteras. 97 . americana). Nas especies dos generos Monachoda. americana ponteaguda. truncada no apite). Quasi sempre o pronotum encobre a cabeça em repouso como um escudo chato ou convexo. PlpMx. Hphy.218 INSETOS DO BRASIL primento do corpo. de angulos posteriores arredondados. F i g . 97). s e m e l h a n t e ao dos d e m a i s insetos o r t o p t e r o i d e s . Monastria e Petasodes êle se apresenta com o bordo anterior mais ou menos fortemente reflectido. Aparelho bucal mandibulado. la. fig. pelos quadris. eliptico ou sub-orbicular. Md. Ga. hipofaringe. olho.C a b e ç a s de P e r i p l a n e t a a m e r i c a n a (1) e de P. agupalpo em Esternitos grande parte toraxicos protegidos rudimentares. com m a n d í bulas curtas e robustas. em P. Torax representado principalmente pelo pronotum. Mesonotum e metanotum moderadamente desenvolvidos. que são grandes. Lb. semi-membranosos. que os apresentam rétos ou agudos e prolongados para traz. labial ( x 56). labiais e hipofaringe bem desenvolvidos (v. O . mandibula (com dentes mais dos em P. Oc . australasiae (2). PlpLb. quasi sempre com uma centena de segmentos cilindricos ou moniformes.

esquamiformes ou não existem. sendo bem desenvolvidas. é a chamada placa ou lamina supra-anal ( lamicuja conformação tem grande importancia na supra-analis ) . em outras se apresentam reduzidas. Abdomen geralmente alargado no meio e deprimido. variando. Nestas o 7° ou ultimo esternito ( lamina subgenitalis ) pode apresentar-se fendido ou bivalvular. podem apresentar-se diferentes. é mais curto que os demais tergitos. Pernas de tipo cursorial. Tegminas e asas. O 1º urotergito. porém. lembrando o aspecto das pernas de Gryllotalpa. tão ou mais extenso que o resto da asa. O 8° e o 9° são extremamente curtos e ficam escondidos sob o 7º. em relação com o metanotum. cripta ou cavidade genital. Em repouso as asas ficam dobradas como nos Ortopteros. respetivamente. Ha 9 esternitos visiveis nos machos e apenas 7 nas femeas. que. O 5° articulo (pretarso) apresenta 2 garras moveis e entre elas um arolium circular ou ovalar. O mesmo se verifica com relação ás asas. ou não possuem empodium ou o apresentam quasi imperceptivel. Femures e tíbias mais ou menos espinhosos. Tarsos pentameros. tambem chamada . dispõem-se sob as tegminas de modo um tanto semelhante ao que se observa nos Dermapteros. permitindo que estes insetos se movam rapidamente. muito grandes em algumas especies. ha especies tetrameras e outras heteromeras. sempre bem desenvolvido. isso porque a zona apical da area é mais ou menos alongada e separada da zona mediana por uma prega. Todavia em especies de Ectobiinae (especialmente em Anaplecta) e de Areolariinae (Plectoptera). No genero australiano Geoscapheus as pernas anteriores são nitidamente fossoriais. permitindo o dobramento daquela parte sobre esta. porém. na classificação destes insetos. Tegminas de forma e consistencia variaveis.BLATTARIAE 219 achatados e livres. apresentam a area ou campo anal lobiforme. nos dois sexos de uma mesma especie. sendo os 4 primeiros articulos comprimidos. Muitas especies. o assoalho e o této da bolsa. O 10º. quando se dobram. daí o nome Cursoria aplicado a este grupo de ortopteroides pelos antigos autores. com 10 segmentos. sexo e conforme se examina o abdomen pela face dorsal ou ventral. este numero segundo a especie. o 8º e 9° esternitos ficam retraídos ou telescopados para dentro do 7º formando.

camdisR. posterior). campo cubital marginal. (campo na asa marginal campo spuria). ou sutura campo campo (ulnaris radio anterior anterior. campo escapular. 98 6. coidal). posterior. M. Cu 2 . + 3. podiscoidaI. campo analis. Cu 1 . Asas 4.220 INSETOS DO BRASIL Fig. de Blaberus anal. sp. (ulnaris 2. (radialis). 5. 1. V e n a d í v i d e n s medial posterior: .

que funciona como camara copuladora e incubadora. 9° esternito e 10 tergito (X 4. e. inseridos no 10° tergito. mais ou menos visiveis e de forma Fig 99 . em geral pequeno. variavel. Em algurnas baratas. sty l i. . Em ambos os sexos ha. 7° esternito. com a intima elevada em 6 dobras fortemente esclerosadas. cércos multisegmentados. 7st. . c é rcos. e um complicado aparelho copulador. quando os sexos diferem pelo aspecto das asas. especialmente os que constituem a genitalia da macho e o ovipositor da femea). obconico.2). S ty. Ovp. papo amplo. proventriculo. Anatomia interna. Em geral êles são menores que as respetivas retocas. expostas na cavidade ou cripta genital. 9st.Eselerites terminais do abdomen em Periplaneta americana (1) e em Periplaneta australasiae ( 2 ) ( e m a m b a s as p r e p a r a ç õ e s os t e r g i t o s f o r a m afastados dos esternitos. Cer. inseridos no 9º esternito ou placa sub-genital. Pen. que funcionam como orgãos olfativos.BLATTARIAE 221 cavidade anal. de modo a ficarem expostos os escleritos que se acham internamente. os dois sexos são tão diferentes que podem ser tomados por especies diversas. 10 t . é sempre o macho que as possue mais desenvolvidas. lóbos falicos que rodei am o gonoporo. 137.Tubo digestivo longo e sinuoso. além dos cércos possuem um par de gonapodos inarticulados (styli). Os machos. valvas ou valvulas do ovipositor. senda o macho alado e a femea aptera.

porém. ha exemplares que têm 8 ou 9 diverticulos quiliricos. Ovarios geralmente constituidos por 8 ovariolos. num póro situado no 8° esternito. Testículos formados por 30 a 40 foliculos curtos em relação com longos vasos deferentes. Glandulas salivares acinosas. porém. relativamente grande. Postura. cujos testículos. que se abre no paramero esquerdo do penis ("conglobate gland" de MIALL e DENNY). Ha. ficando. em relação com a vagina. Sistema traqueal em relação com o exterior mediante 2 pares de espiraculos toraxicos e 6 abdominais. Geralmente 8 cégos gastricos. Ha ainda. 138. aliás este ultimo numero nem sempre é constante. as vesiculas seminais são bem desenvolvidas. por baixo deste canal. finalmente. já perderam a atividade. que desembocam em grandes vesiculas seminais situadas na extremidade interna ou proximal do canal ejaculator.222 INSETOS DO BRASIL formando dentes robustos. que secretam o envoltorio ou capsula da ootéca. O cheiro característico das baratas emana da secreção de glandulas repugnatorias cutaneas. via de regra. que se encontram no meio do lumen. como verificou BORDAS em Epilampra gracilis. uma glandula compacta. No inseto adulto. escondidas por uma massa volumosa de glandulas acessorias. Tubos de Malpighi (60 a 70) distribuídos em 6 grupos. que talvez se reproduzam norma- . especies. cujos tubulos se acham em relação com as vesículas seminais e com o canal ejaculador. pois. que se abre na cripta ou bolsa genital. 9 a 10. situadas entre o 5° e o 6° tergitos abdominais. porém. A espermatéca é constituida por 2 vesiculas ou pares de vesiculas que se abrem no této da bolsa genital (9° esternito). em relação com largos oviductos reunidos numa vagina curta. Ha. bem desenvolvidas e providas de amplos receptaculos. em algumas especies. Reprodução. tubulosas ("the mushroom-shaped gland" de HUXLEY). . um par de glandulas coletericas. Normalmente a reprodução é sexuada. que normalmente apresenta 10 cégos gastricos.A copula nas baratas realisa-se ficando os 2 sexos com o corpo em oposição. em geral mais desenvolvidas nos machos que nas remotas. como Pycnoscelus surinamensis.

como por exemplo. sob as tegminas. Geralmente a barata. dentro de uma capsula de conformação peculiar. chamada ootéca. carrega-a durante horas. só a desprende quando está quasi terminado o desenvolvimento embrionario. O n u m e r o de ovos v a r i a c o m as especies. diferem consideravelmente dos demais insetos relativamente ás posturas. de fe- Fig. presa p a r c i a l m e n t e ao a b d o m e n . f o r m a n d o d u a s series r e g u l a r e s s e p a r a d a s p o r u m s e p t o m e m b r a n o s o . austratasiae. m e s m o sendo muito proximas. . a s s i m a Blatella germanica põe ootécas com 19 a 24 ovos. p o r exemplo. Nelas os ovos são ao mesmo tempo depestos e arrumados na cripta genital. conforme a especie. t e n d o as d a p r i m e i r a 16 ovos e as d a s e g u n d a 26. (1) e de As baratas. em sua maioria.BLATTARIAE 223 mente por partenogenese. assim. Exposta. A B l a t e l l a g e r m a n i c a . Os ovos se alojam em celulas ou compartimentos como numa cartucheira. sp. ou mesmo dias. um tanto variavel nas diferentes especies. As v e z e s o c o r r e m v a r i a ç õ e s n u m e r i c a s n a m e s m a especie. comparado com o de machos. antes de depôr a ootéca numa superficie qualquer. 100 - Asas anteríor e posterior Hypercompsa fieberi de Anaplecta (2) (X 6). tal o numero consideravel meas que se encontra. Periplaneta americana e P. que produzem ootécas bem diferentes.

. 18 3 8). 1826) . . Monastria (?) biguttata (Thunb.... Phoraspis picta (Drury.. Monastria biguttata . . Parahormetica monticollis (Burm. 1838 ) . Blaberus giganteus (L. 1758) 2. 1732). 1753).. 5 (a esquerda). 8. 6. 1826). Phoraspis convexa (Thunb. Brachychola lubereulata (Dalm. 3. Pycnoscelus surinamensis (L. 9. 1864). Rhabdoblatta yers i niana (Sauss. 1823). 101 ..224 INSETOS DO BRASIL Fig.1. (em baixo) Petasodes dominicana (Burm. 4. 7 .

em media. segundo informa SILVESTRI. de inicio mole. Algumas especies domesticas entretanto. segundo WILLE (1920). 51 ootécas. tocando-a repetidamente com as antenas. 1924). As vezes. provavelmente com saliva. Aquele pesquizador poz uma femea de Blatella. . É o que se observa frequentemente com as especies de Periplaneta e com a Blatella germanica. Em Formosa a Periplaneta americana põe. põe. abriu-a longitudinalmente com as mandibulas e. porém depois. a citada femea. etc. cerca de 45 ootécas. Geralmente as formas jovens saem da ootéca sem o auxilio da barata mãe. não somente escolhem reintrancias bem escondidas nos muros e moveis das habitações e aí deixam as ootécas.. especialmente a Periplaneta americana. Depois de ter virado esta ootéca de um para outro lado. Em geral as baratas soltam as ootécas sem o menor cuidado. como tambem as cobrem com particulas de substancias que encontram nesses esconderijos. em presença de uma ootéca recentemente expelida por outra Blatella. esta facilita a emergencia das baratinhas abrindo. numa vida de 13 a 25 mezes (TAKAHASHI. a P. adquire a côr testacea e finalmente parda escura. tais como terra. papel. em seguida. põe em media. Relativamente a esta ultima especie deve ser referida a seguinte observação de HUMMEL. prendendo-a entre as pernas anteriores. 4 ootécas e a Blatta orientalis. que colam a ootéca. em 3 mezes de existencia. batendo-lhes delicadamente o corpo com as antenas e com os palpos. com as mandíbulas. á proporção que fica mais saliente. portadora de uma ootéca. 1934). australasiae e a Blatta orientalis. torna-se por fim quasi coriacea. uma fenda de uma extremidade a outra da ootéca. durante toda a vida. feita em 1821 e citada por BOUVIER (Les communisme chez les insectes. Na Europa a Blatella germanica. porém. não só facilitou a saída das baratinhas como as auxiliou a se libertarem lima das outras.BLATTARIAE 225 a ootéca é á princípio esbranquiçada. Dizem os autores que uma femea pode produzir tantas ootécas quantas vezes fôr fecundada. A consistencia da capsula tambem se modifica com o tempo.

Im . portadora de uma ootéca. ajudar o nascimento da prole de outra femea. intestino posterior (proctodaeum).226 INSETOS DO BRASIL O episodio de uma barata. Ip . Ja. esofago. 1898).Á esquerda. idem. ci. tubos de Malpighi (na figura da esquerda eles são dispostos em varios tufos. Ge. . cégos gastrieos. Ph. ingluvia (trapo). intestino medio (mesenteron). reto. de Blaberus atropos (Stoll. moela ou proventriculo. faringe. tubo digestivo de Periplaneta americana. 1812). glandulas salivares. não será tam- Fig. á direita. R. 102 . com o ser interessante sob o ponto de vista puramente etologico. cégos gastricos. espessamentos longitudinais do feto. Tm. Gr. Oe. Gs. na da direira se dispõem em 3 tufos equidistantes) (De Borda s . Ai.

Nessas especies as formas jovens emergem. 103 Glandulas salivares de Periplaneta americana: a. Em tais especies ou a ootéca não se forma. c o r p o g l a n d u l a r . diretamente da cripta genital. idem. porém de modo imperfeito. reservatorios salivares (De Bordas. como ocorre em Epilamprinae e Panchlorinae. cd. canais eferentes.BLATTARIAE 227 bem. especialmente da região neotropica. pois. h a muitas especies. uma demonstração do que WHEELER (in The social insects) classifica de "vague approach (das baratas) to the social habits of the termites"? F i g . consideravel- . a formação de u m a ootéca. Não obstante observar-se. como se verifica em Blaberus. 1898). Gs. na maioria das especies. Rs . que são ovoviviparas. ou se constitue. canal excretor comum. como sugere SCOTT. formado pela aglomeração de varios cachos. c e.

E m outros países o desenvolvimento post-embrionario das b a r a t a s mais c o m u n s se processa m e d i a n t e 6 ou 7 ecdises. com técas alares cada vez m a i s conspícuas. c a d a vez mais se p a r e c e m com as i m a g e n s . Med. nos varios estadios do seu desenvolvimento. 1925. Trop. na qual se processa todo o desenvolvimento embrionario. 104 - Blatella germanica (De Sambon. & Hyg. F i g. . A principio apteras.228 INSETOS DO BRASIL mente ampliada. chamadas ninfas. Jl .Faz-se por paurometabolia. isto é. Desenvolvimento post-embrionario. a p r e s e n t a m se nas ultimas fases do desenvolvimento. Ciclo evolutivo. exclusivamente mediante simples t r a n s f o r m a ç õ e s . as baratas. cujos jovens diferem consideravelmente dos adultos. 1. 139. 28. x 4. A d u r a ç ã o do ciclo evolutivo depende n a t u r a l m e n t e da especie e das influencias eco- . E x c e t u a n d o a l g u m a s especies. desenho de Terzi).

realisando-se em cerca de 6 meses. segundo TAKAHASHI. referente á Leucophaea maderae: "A copula se processa principalmente na estação quente e chuvosa. se veem as femeas abrirem as azas. . No Brasil quasi nada se sabe relativamente ao ciclo evolutivo das principais especies. nesta epoca. de ovo a adulto. Frequentemente. 105 - Leucophaea maderae. de PESSÔA e CORRÊA. Em Formosa. o desenvolvimento da Periplaneta americana. A unica observação interessante que conheço é a seguinte. mesmo das que foram bem estudadas em outros territorios.BLATTARIAE 229 logicas. O desenvolvimento da Blatella germanica é mais rapido. agitá-las. se processa em 9 a 19 meses. arrastando-as pelo chão em vi- Fig.

..... apezar de a termos conservado por espaço de 18 mezes... em numero de 25. e presença de rudimentos de azas.. com intervallos maiores de 4 a 4 mezes e ½. 20 dias após a postura.. devido ao constante deslocar da femea. "Algumas larvas apresentam a primeira muda. mas antes é collocada no recanto mais escuro da caixa..... coloração mais escura. com intervallos de tres a tres mezes e meio.... Uma vez a união do macho e da femea estabelecida. O macho........ Morphologicamente as nymphas não differem muito das larvas senão. transformando-se então a nympha aptera em insecto alado........... produzindo um leve ruído...... porem se locomovem vagarosamente........ sendo necessario neste caso 16 a 18 mezes para a transformação de uma larva em imago..... Foi este o tempo maximo que observamos para a evolução completa do insecto..... e no maximo quatro mezes as restantes. a copula se processa lentamente.. de 20 a 30 minutos.. Não temos observação exacta do tempo que medeia entre a copula e a postura da ootheca.. em media.... de modo a obtermos o insecto adulto no fim de 12 a 13 mezes.. durando em media... por exemplo.... com pequenas variantes...... Outras larvas...... Não observámos outra postura pela mesma femea sem outra copula. tres mezes após o nascimento.. O ootheca não fica appensa ás vias genitaes da femea por muito tempo.. Observámos.. não ficando os insectos quietos.... Assistimos a uma copula da Parahormetica que durou mais de uma hora....... saem da ootheca as primeiras larvas. apresentam metamorphoses tambem em numero de quatro.... então..... collocando a extremidade posterior do seu abdomen contra a extremidade posterior do abdomen da femea. Na ultima muda passam-se tambem os phenomenos da nymphose... no caso da Phyllodromia.... Depois se estabelecem mudas em numero de quatro... .... de modo a ficarem os corpos em sentido inverso..." ........ adherente á sua parede. como. durante o acto. Parahormetica bilobata Sauss... Constatámos que. processo semelhante numa barata do campo........... porém.. se approxima quieto e a uma certa distancia da femea gira o seu corpo em sentido inverso ao daquella...230 INSETOS DO BRASIL brações continuas... quanto ao tamanho..

1931). castanho escura". Fig. americana etc.BLATTARIAE 231 Como em outros blattideos as azas apparecem primeiro b r a n c a s . . (De P a t t o n . e s o m e n t e m a i s t a r d e d e p o i s de e x p o s i ç ã o á luz t o mam a sua colaração normal. 106 - Periplaneta Insects..

. 1831). após o nascimento. confortavelmente Ceilão alojadas numa especie de camara entre o dorso escavado do abdomen da femea e a face inferior das tegminas. Habitos. 1931). 1838). que são largas e abauladas (as asas nesta especie são atrofiadas). 107 .Periplaneta australasiae Insects etc. . numa delas. dispersam-se no meio em que se encontram. 140.. sob o corpo materno e noutra. (De P a t t o n .Quasi sempre as formas jovens.232 INSETOS DO BRASIL Fig. permanecem. .. menciona duas baratas da subfamilia Epilamprinae cujos jovens. de Java e Borneo ( Pseudophoraspis nebulosa (Burm. do ( Phlebonotus pallens (Serv. se a femea é vivipara. Entretanto SHELFORD (apud SCOTT). ao se libertarem da ootéca ou quando saem da cripta genital.

Parahormetica. são frequentemente encontradas no solo. É esta a unica especie em que observamos uma certa protecção do adulto em relacão ás larvas. uma vez sahidas dos ovos. & H y g . J l . Eventualmente podem penetrar nas habitações. As especies silvestres. sob pedras." As baratas. M e d . segundo se depreende do seguinte trecho de PESSÔA e CORRÊA "Nos primeiros dias.BLATTARIAE 233 Em nosso país as formas jovens de Leucophaea maderae quando nascem. exibem habitos semelhantes. quanto aos habitos. Phyllodromia as larvas. 28. contrastando com a sua lerdeza natural. entre folhas secas e sobre as plantas. podem ser divididas em silvestres ou do mato e domesticas. 108 Blatta orientalis (De S a m b o n . Pertencem tambem a este grupo algumas especies que têm habitos especiais. como sejam as de habitos aquaticos ou Fig. aliás mui numerosas nas regiões neotropica e etiopica. T r o p . 1925) . as larvas livres collocam-se debaixo da femea adulta a qual torna-se esperta e agitada. 1. com a Periplaneta. ficam perfeitamente independentes.

1907). E m geral são o m n i v o r a s . nos quais se acomodam quasi sempre gregariamente e o n d e t a m b e m f a z e m as p o s t u r a s . i n c o n t e s t a v e l m e n t e as mais i n t e r e s s a n t e s são as que se a l i m e n t a m e x c l u s i v a m e n t e . alimentando-se de materia organica de qualquer natureza.5 ( D e W i l l i a m s . 109 á direita o Pycnoscelus surinamensis: á esquerda a ninfa e inseto adulto aumentado c e r c a d e x 2. As especies domesticas. verificou que a Periplaneta americana come percevejos de cama. que tambem infestam as embarcações. F i g . em sua maioria. confirmando uma observação de MARLATT. As baratas. 1931) D e n t r e as que vivem em m a d e i r a . As que habitam os ninhos de formigas do genero Atta alimentam-se do fungo cultivado por essas formigas. as que h a b i t a m n i n h o s de vespas do genero Polybia ( Sphecophila polybiarum Shelford. Mais adiante citarei as principais. frequentemente representados por espaços muito estreitos. As vezes são tambem predadoras e atacam outros insetos. repousando de dia em esconderijos mais ou menos protegidos da luz solar. da região Indo-Malaia. as que vivem e m n i n h o s de f o r m i g a s dos generos Atta ( Attaphila. dando uma chave para a sua determinação. GULATI (1930). Atticola ) e de outros generos ( Myrmec o b l a t t a ) . foram por estas levadas a toda a parte e hoje são cosmopolitas. e finalm e n t e as que vivem em p á u s podr es .234 INSETOS DO BRASIL semi-aquaticos. as especies cavernicolas do genero Nocticola. mostram-se ativas á noite.

i n s e c t s . Cryptocercinae).Panesthia javanica Serv. 1831 (subfam. conseguiram estender ao Cryptocercus punctulatus a condição simbiotiea que aquele autor já havia observado nos cupins inferiores. que possuem uma bizarra fauna de Flagelados altamente complexos. ) . etc. L a c e r d a d e l . poude verificar a ação letal do gaz exclusivamente sobre os Flagelados.. ) Recentemente CLEVELAND e seus collaboradores HALL. A possibilidade da obtenção de cupins desfaunados sem violencia. permitiu a verificação de que tais animais são absolutamente incapazes de operar na digestão da celulose. 1931. capacidade privativa dos habitantes do seu tubo intestinal.8 F i g . CLEVELAND.não somente por apresentarem um esboço de vida social. como porque o alimento é digerido á custa de microorganismos simbioticos. 110 O o t é c a s de P e r i p l a n e t a a u s t r a l a s i a e (C. submetendo ao oxigeneo sob pressão termitas da família Kalotermitidae e alguns Rhinotermitidae ( Reticulitermes ). Identicas experiencias realisadas com a barata xilofaga Cryptocercus punctulatus vieram provar que ela tambem pos- . 1862 (subfam. x 2 x 4. CLEVELAND fez-nos assim conhecer um dos mais perfeitos tipos de simbiose que ocorre na natureza. De fato.BLATTARIAE 235 de celulose . SANDERS e COLLIER. representados por bacterias na primeira especie e por protozoarios na segunda. Panesthiinae) e Cryptocercus punctulatus Scudder. esta dos E. após cinco anos de estudos. Unidos . ( a d a e s q u e r d a ) e de B l a t e l l a g e r m a n i c a ( s e g u n d o P a t t o n .

236

INSETOS DO BRASIL

sue no p r o c t o d a e u m u m a f a u n a de Flagel ados e s t r e i t a m e n t e r e l a c i o n a d a com a dos cupins, Fl agel ados esses i g u a l m e n t e responsaveis pela digestão da celulose. No seu mais r e c e n t e t r a b a l h o , c o m e ç a o n o t a v e l protozoologista da H a r v a r d pelo e s t udo da a n a t o m i a e x t e r n a do hospedeiro. Passa em seguida ao estudo da ecdise e suas consequeneias sobre o estado simbiotico. Neste cap í t ul o u m fat o extremamente interessante deve ser salientado. Enquanto que os cupins pouco antes de sofrerem a ecdise, expulsam seus Flagelados, o Cryptocercus os retem durante esta fase, sob a f o r m a cistica. Foi deste m o d o possivel a d e s c o b e r t a dos cistos de T r i c h o n y m p h a , genero de Fl agel ados H i p e r m a s t i g o tos, h a b i t a n t e s exclusivos dos cupins, cujos cistos e r a m até en tão desconhecidos. Silenciando sobre a parte puramente protozoologica, verd a d e i r a m e n t e not a ve i n a opinião dos críticos, t r o u x e r a m os autores deste t r a b a l h o t a m b e m a pr ova b i o q u i m i c a da condição simbiotica. Consistiu essa p r o v a no i s o l a m e n t o de u m ferm e n t o capaz de d e s d o b r a r a celulose, de u m a celulase, que experiencias b em o r i e n t a d a s p r o v a r a m ser e l a b o r a d a pelos Flagelados. Ou tr o p o nt o da m a i o r i m p o r t a n c i a no t r a b a l h o de CLEVELAND é o das relações filogeneticas entre baratas e cupins. É facil c o m p r e e n d e r a i m p o r t a n c i a da d e s c o b e r t a de u m a bar a t a ap ter a, p r i m i t i v a n a sua m o r f o l o g i a e a p r e s e n t a n d o u m a condição de vida que até e n t ã o era a p a n a g i o dos c u p i n s . T ão estreitas são as relações e n t r e Cryptocercus e K a l o t e r m i t i d a e , que foi possivel obter u m a infecção c r u z a d a e n t r e os Flagelados de Cryptocercus e os de Zootermopsis angusticollis, apezar da rigorosa especificidade p a r a s i t a r i a destes p r o t o z o a r i o s . Tais verificações v i e r a m consolidar a opinião a n t e r i o r m e n t e expressa por varios a u t o r e s de que os c u p i n s n ã o pass am de b a r a t a s socializadas. Q u a n d o t r a t a r desses insetos, terei o ensejo de referir as ideias de CRAMPTON relativas ao assunto, citando, principalmente, um dado palcontologico, recentemente descoberto e publicado por TILLYARD, segundo o

BLATTARIAE

237

qual parece que os insetos da ordem Isoptera v ar am d i r e t a m e n t e da o r d e m das b a r a t a s .

(cupins)

deri-

Fig.

111

-

Euthyrrapha pacifica W i l l i a m s , 1931)

(De

141. I m p o r t a n c i a d o m e s t i c a e agrícola. - Nas h a b i t a ções pouco asseiadas h a b a r a t a s por t o d a a p a r t e , a b u n d a n d o p o r ém n a c o z i n h a ou onde b a generos alimenticios ou restos de co mid a. Não t a n t o pelo que comem, m as pelo cheiro n a u s eab u n d o que de i xa m , i m p r e g n a d o nos a l i m e n t o s e utensilios que sujam, t o r n a m - s e v e r d a d e i r a s p r a g a s d o m e s t i c a s . As vezes, porém, c a u s a m estragos consideraveis r o e n d o capas de livros e o u tr o s objetos de valor. C o n t r a as especies dom est i cas os melhores inseticidas são a m a s s a fosforica, o b o r a x m i st uf ad o com a f a r i n h a de trigo e f l u o r e t o de sodio, al ém de produtos comerciais mais ou m e n o s c o n h e c i d o s . O e x p u r g o (pelo gaz cianidrico, pelo gaz sulfuroso ou pelo gaz Cl ayt on) é indicado nos casos de g r a n d e i n f e s t a ç ã o ( b a r a t a s em a r m a z e n s , em porões de navios, e t c . ) . Sob o p o n t o de vista agrícola a i m p o r t a n c i a das b a r a t a s é r e l a t i v a m e n t e i n s i g n i f i c a n t e . E m o u t r o s países t ê m sitio assinalados estragos nas p l a n t a s pr oduz i d os pelas b a r a t a s . Py-

238

INSETOS DO BRASIL

cnoscelus surinamensis 6 talvez a barata mais citada como c a u s a d o r a de t a i s e s t r a g o s . F o r t e r h a b i t o s f o s s o r i a i s róe r a í zes de p l a n t a s de j a r d i m , t u b e r c u l o s de b a t a t i n h a , r a i z e s de fumo, de cana de açucar, etc. Em Sâo Paulo, segundo PINTO DA FONSECA, a H o r m e t i c a l a e v i g a t a a r r a n h a a c a s c a d a s b a nanas depreciando-as. 142. lmportancia medica. As vezes a Periplaneta a m e r i c a n a , v i n d o a o r o s t o de u m a p e s s o a a d o r m e c i d a p a r a c o m e r a l g u m d e t r i t o a l i m e n t a r d e i x a d o n o s labios, róe a m u cosa labial produzindo erosões mais ou menos extensas. Da irritação da mucosa, resulta uma erupçâo vesiculosa ( herpes blattae). V i v e n d o as b a r a t a s e m c o n t a c t o c o m os n o s s o s a l i m e n t o s é de a c r e d i t a r q u e d e s e m p e n h e m p a p e l s a l i e n t e n a t r a n s m i s são de d o e n ç a s c a u s a d a s p o r b a c t e r i a s e p r o t o z o a r i o s , realiz a n d o - s e a c o n t a m i n a ç ã o dos a l i m e n t o s , o u pelo c o n t a c t o d a s p e ç a s b u c a i s o u de o u t r a s p a r t e s do c o r p o , o u p e l a s fezes de b a r a t a s p o r t a d o r a s de t a i s g e r m e n s p a t o g e n i c o s . H a s o b r e o a s s u n t o t r a b a l h o s de v a r i o s p e s q u i z a d o r e s q u e m o s t r a m a p o s sibilidade das baratas, que ingerirem escarros com o bacilo da t u b e r c u l o s e , c o n t a m i n a r e m os a l i m e n t o s (v. t r a b a l h o s r e c e n tes de AKKERMAN (1933) e de JETTMAR ( 1 9 3 5 ) . T o d a v i a , c o m o p o n d e r a PATTON : "não ha até agora prova alguma de que, em condições naturais, a barata se infecte e contamine o alimento humano, e enquanto não se isolar organismos patogenicos das fezes de baratas vivendo em condições naturais, nos domicilios, restaurantes, padarias, hoteis, cosinhas de hospitais, etc., a barata, como outros insetos domesticos, pode ser considerada apenas com suspeita". Importante é o papel que as baratas desempenham como hospedeiros intermediarios de varios Helmintos, que infestam habitualmente alguns mamiferos e eventualmente o homem. Assim o Acantocefalo Moniliformis moniliformis, parasito de roedores e eventualmente do homem, no estadio larval, foi observado pela primeira vez no Brasil, por SEVERIANO DE MAGALHÃES, em musculos de Periplaneta americana.

BLATTARIAE

239

As baratas tambem são hospedeiras intermediarias de varios Nematodios da superfamilia Oxyuroidea, fam. Thelastomidae. Assim a Blatella germanica pode hospedar Protospirufa columbiana, Gongylonema neoplasticum, que produz um carcinoma no estomago do rato, Gongylonema pulchrum , Nematodio do porco e Gongylonema scutatum, parasito do gado. A Blatta orientalis pode hospedar não somente M. moniliformis e G. neoplasticum, como Spirura gastrophila, parasito do tubo digestivo do ouriço cacheiro e S. sanguinolenta que produz tumores no estomago, esofago e em outras partes do organismo do cão e de outros carnívoros. Finalmente Pyenoscelus surinamensis é hospedador intermediario de Oxyspirura parvorum e de O. mansoni. Sobre o assunto devem ser consultados os trabalhos de HALL e de CHITWOOD. Neste ultimo sâo citados, na bibliografia, os principais trabalhos de autores nacionais que se ocuparam do a s s u n t o .

Fig.

112 -

Podium flavipenne Williams, 1928)

X 2

(De

143. Parasitos. I n i m i g o s n a t u r a i s . - P a r a s i t a m freq u e n t e m e n t e as b a r a t a s , a l é m dos h e l m i n t o s a n t e r i o r m e n t e referidos, varias especies de p r o t o z o a r i o s dos generos Nyctotherus, Lophomonas, Blastocystis e Entamoeba, que h a b i t a m

240

INSETOS DO BRASIL

o tubo digestivo. Não raro, as ootécas de Blatta orientatzs e de Periplaneta são parasitadas por Evania appendigaster (L.) (fam. Evaniidae), criando-se, em cada ootéca, um exemplar deste Himenoptero. Segundo observou no Rio de Janeiro o Eng. Agr. CINCINNATO GONÇALVES, O desenvolvimento de Evania, de ovo a adulto, em ootéca de Periplaneta americana, efetua-se em 34 dias, nos meses de Fevereiro e Março. Das ootécas de Periplaneta, no Rio de Janeiro, costumam sair microhimenopteros da especie Blattotetrastichus hagenowi (Ratzburgh, 1852) (= Tetrastichodes floridanus Ashmead, 1387) (fam. Eulophidae). Nos Estados Unidos GIRAULT em 1910 descreveu Tetrastichus periplanetae, obtido de uma ootéca que deu tambem exemplares daquela especie, e GAHAN, em 1913, descreveu uma outra especie, Tetrastichus australasiae, de exemplares criados em ootécas de Periplaneta australasiae de Sumatra. É possivel que todos estes Chalcidideos sejam parasitos de Evania, sendo, portanto, hiperparasitos e não parasitos primarios de ootécas.

F i g . 113 - P o d i u m h a e m a t o g a s t r u m p o n d o o ovo n u m a b a r a t a s e m i p a r a l i s a d a do genero Epilampra. A cena passa-se sobre u m termiteiro, no qual se vê o orifício do ninho da vespa (X 0,83) (De W i l l i a m s , 1928

F i g . 114 Epilampra sp. parasitada por Podium haematogastrum (E G G , o v o d o p a r a s i t o ) x 3,3 (De W i l l i a m s , 1928)

BLATTARIAE
NO se que ros, com se o na Brasil família os os principais nos ninhos predadores generos com depois estes WILLIAMS de baratas e geralmente as terem deve

241
encontram-

Sphecidae,

Podium
de

Trigonopsis,
imatuparalisado consultar-

aprovisionam da uma família

baratas,

Epilampridae, Sobre de trabalho

ferroada.

Himenopteros (1928).

interessante

144. critas, As FORD 1 1' das

Classificação. quais quasi com

um

Ha

cerca terço

de pertence desta

3.000 á região

especies região podem

desser SHEL-

neotropica.

subfamilias pela e

representantes seguinte,

reconhecidos

chave

organizada

segundo

HANDLIRSCH.

Femures medios e posteriores, ou pelo menos os posteriores, com muitos espinhos marginais em baixo ........................... 2 Femures medios e posteriores inermes, apenas com pêlos e cerdas, ou com 1 ou 2 espinhos apicais ou subapicais 7 urosternito posteriormente fendido, formando um aparelho valvar .............................................................. Blattinae (Periplanetinae) 95 7° urosternito arredondado, sem valvas ............................................................ 3 Especies mirmecofilas, muito pequenos (de 2 a 5 mm. de 7°

2(1) 2' 3(2')

comprimento), apteras ou subapteras, com os segmentos antenais muito mais longos que largos; pernas robustos e fortemente espinhosos; cércos muito curtos ............................................. ................................................................................................................ Attaphilinae Especies com outra combinação de caracteres ............................................... 4 4(3') 10 ° u r o t e r g i t o (placa supra-anal), em ambos os s e x o s , t r a n s v e r s o e e s t r e i t o ; t e g m i n a s c o m os r a m o s d e M e C u quasi sempre dirigidos para a margem posterior; asas com arca triangular, a p i c a l , e n t r e Cu e A; f e m u r e s p o s teriores geralmente com espinhos esparsos em baixo ... ................................................................................................................... Ectobiinae 96 10 ° u r o t e r g i t o , e m a m b o s o s s e x o s , m a i s o u m e n o s s a l i e n t e , triangular ou emarginado; tegminas com os ramos de M e Cu dirigidos para a margem apical; asas sem area t r i a n g u l a r , a p i c a l , e n t r e Cu e A; f e m u r e s p o s t e r i o r e s f o r temente espinhosos em baixo .............................................................................. 5

4'

95 96

Gr. Gr.

periplanes, v a g a b u n d o . ectos, f ó r a ; bioein, v i v e r .

242
5(4') 5'

INSETOS DO BRASIL
10º urotergito saliente ou triangular, com ou sem reintrancia no apice; cércos salientes ................................................. 6 10 o u r o t e r g i t o , n o m a c h o m a i s o u m e n o s q u a d r a n g u l a r , com angulos obtusos, na femea largamente arredondado ou lobado, ás vezes um tanto fendido; tarsos providos de arolium distinto; cércos não mui salientes; pronotum e tegminas não tomentosos ....................................................................................... ............................................................................... Epilamprinae (Phoraspidinae) 97

6(5)

6'

Pronotum e tegminas lisos; asas com a radial emitindo varias nervuras costais paralelas; tarsos sem arolium .... ....................................................................... Pseudomopinae (Phyllodromiinae) 98 Pronotum e tegminas tomentosos; asas com a radial emitindo nervuras costais irregulares; tarsos com arolium .. ............................................................................................................. Nyctiborinae 99

7(1') 7'

Asas com area triangular, apical, entre Cu e A e com grande arca anal; especies pequenas ................................................................... 8 Asas sem area triangular, apical, entre ximo, com indicação de tal area, ou asas Cu e A ou, no mareduzidas ................ 9 para a margem 100 Chorisoneurinae

8(7) 8'

A s a s c o m os r a m o s d e M e C u d i r i g i d o s posterior; area costal curta .......................................

A s a s c o m os r a m o s d e M e C u d i r i g i d o s p a r a a m a r g e m apical; arca costal geralmente longa e estreita .................................... ............................................................................................................ Areolariinae 101 Especies mirmecofilas muito pequenas (de 5 a 7 mm. de comprimento) ........................................................................................................... 10 Especies não mirmecofilas, maiores .................................................................... 11 Baratas estreitas, achatadas, aladas: tegminas bem desenvolvidas, com nervação fraca, pubescentes, ramos de M e Cu paralelos; tibias com cerdas longas; tarsos longos e denteados; cércos longos e articulados ..................... ................................................................................................. Nothoblattinae 102

9(7') 9' 10(9 )

es c udo.

97

Gr.

ept,

em

cima;

lampros,

claro,

brilhante;

gr.

pherein,

trazer;

aspis,

98 99 100 101 102

Gr. pseudomai, engano; ops, facies. Gr. phyllon, folha; dramo, eu corro. Gr. nyctios, noturno, á noite; bora, alimento. Gr. chorizo, separo; neuron, nervo, nervura. Lat. areola, espaço pequeno. Gr. nothos, espurio.

BLATTARIAE
10'

243

Baratas convexas, sem asas; tegminas encurtadas; tibias com cerdas fracas; cercos curtos e largos ............................................ ........................................................................................................... Atticolinae 103 7° urosternito da femea dividido em duas valvas ........................ 12 7° urosternito da femea não formando um par de valvas 14 Especies pequenas, de torax pubescente; asas com espessamento notavel (nodus) abrangendo a extremidade da subcostal encurtada ...................................................... Euthyrrhaphinae 104 Asas sem espessamento nodal na extremidade da subcostal ............................................................................................................ 13 Especies pequenas, delicadas, achatadas; cerdas tibiais fracas; nervuras simples ou pouco ramificadas; cércos longos ...................................................................................................... Latindiinae 105 Especies grandes, com tegminas convexas; cerdas tibiais robustas; nervuras mui ramificadas; cércos muito curtos .................................................................................................. Homoeogamiinae 106 Sem ou com um arolium muito pequeno; 10° urotergito do macho mais ou menos profundamente fendido .............................. 15 Com arolium ................................................................................................. 16 Pronotum liso; campo anal da asa grande, dobrando-se em leque ................................................................................................... Blaberinae 107 Pronotum piloso; campo anal menos desenvolvido, dobrando-se apenas uma ou duas vezes ........................................................... Corydiinae 108 Urotergitos com angulos laterais salientes; 10º urotergito quasi quadrangular, com ou sem entalhe no bordo posterior .................................................................................................. Panchlorinae 109 Urotergitos sem angulos laterais salientes; 10° urotergito transverso, com margem posterior recta ou arrendondada ......................................................................................................................... 17 Asas mais ou menos ponteagudas ou com area anal mui saliente, não invadidas pelos ramos da cubital ................................... .................................................................................................................... Oxyhaloinae 110 Asas com o apice arredondado, sem arca apical especializada ......................................................................................... Perisphaerinae 111 Lat. colo, h a b i t o . Gr. e u t h u s , reto; raphe, s u t u r a . ? Gr. homoios, semelhante; gamos, c a s a m e n t o . Gr. blaberos, pernicioso. Gr. corys, elmo, capacete. Gr. pas, todo; chloros, verde. Gr. oxys, agudo; haloa, area. Gr. peri, ao redor; spha i ra, esfera.

11(9') 11' 12(11)

12'

13(12')

13'

14(11') 14´ 15(14) 15'

16(14 )

16´

17(16)

17'

103 104 105 106 107 108 109 110 111

244

INSETOS DO BRASIL

Á subfamilia Ectobiinae pertencem os generos Ectobia e Anaplecta, de vasta distribuição geografica, com varias especies n a região n e o t r o p i c a . As subfamilias Attaphilinae e Nothoblattinae compreendem algumas especies mirmecofilas, na primeira, dos generos Attaphila e Phorticolea e, na segunda, do genero Nothoblatta. A subfamilia Pseudomopinae ( Phyllodrominae ) tem, como representante mais conhecido, a cosmopolita Blatella germanica ( L . , 1767). Á subfamilia Nyctiborinae pertencem as grandes baratas do genero Megaloblatta, representado no Brasil pela M. regina (Saussure, 1870). A subfamilia Epilamprinae compreende um grande numero de especies, dentre as quais merecem uma menção especial as do genero Phoraspis, de côres vivas e corpo convexo, que muito se parecem com coleopteros da familia Cassididae. A especie tipo deste genero é Phoraspis picta (Drury, 1782), frequentemente encontrada nas coleções, de côr negra e tegminas de côr parda muito escura, com uma faixa humetal vermelha. Na figura 100 acha-se tambem representada Phoraspis convexa (Thunberg, 1826). Uma bela barata desta subfamilia é a Rhabdoblatta yersiniana (Saussure, 1864) (v. mesma figura). A subfamilia Blattinae, além de generos peculiares á região neotropica, abrange os dois generos cosmopolitas Blatta e Periplaneta, com as baratas mais conhecidas em todo o mundo Blatta orientalis L., 1758, PeripIaneta americana (L., 1758), P. australasiae (Fabr., 1775) e P. brunnea Burmeister, 1838. A subfamilia Panchlorinac possue tambem algumas especies cosmopolitas assaz conhecidas, como sejam, a barata cascuda, Leucophaea maderae (Fabr., 1781) e Pycnoscelus surinamensis (L., 1758). É a esta subfamilia que tambem pertencem as baratas verdes ou esverdeadas do genero Panchlora (P. prasina Burmeister, 1838 e outras), frequentemente e n c o n t r a d a s em nossas m a t a s . Na subfamilia Blaberinae ha a considerar, como generos principais: Blaberus com B. giganteus (L., 1758) e outras es-

1839..... 2 Comprimento de 18 a 25 mm. 99).... Periplaneta americana 1' 2(1') 2' 3(2') 3' ... cujas tegminas e asas apresentam um aspecto singular e bem caracteristico.. macho 23................. dubia encontrada no Rio Grande do Petasodes........ area central do pronotum com 2 grandes manchas negras.... cércos lanceolados (fig. c o m p r i m e n t o t o t a l de 13 a 14 m m ........... contrastando com a côr do resto da superficie........... u l t i m o est e r n i t o a b d o m i n a l do m a c h o i n t e i r o . tegminas e asas bem desenvolvidas em ambos os sexos 3 Tegmina com uma faixa amarela submarginal.5-29 mm ......... ultimo esternito abdominal................. côr geral negra ou parda muito escura....... 1865..... cor geral parda avermelhada......... ...... Monachoda............. 1804).. com mais de 2 c m .. Blaptica com B...... ................ pronotum distintamente marginado de a m a r e l o .. p r o notum com 2 faixas longitudinais pardo-escuras.....femea 28-34 ...... como pode ser apreciado na figura 100....... cércos alongados (fig............................. Monastria....femea 24.. e outros.. de côr parda escura com as margens do pronotum e uma macula redonda em cada tegmina de côr alaranjada. frequentemente encontradas no Brasil.. p r o n o t u m m a r c a d o d i f e r e n t e m e n t e .......... 99)............. no macho cobrindo quasi metade do abdomen................... em ambos os sexos......... inteiro .................. na femea as tegminas são muito curtas e as asas quasi completamente atrofiadas .. Á subfamilia Euthyrrhaphinae pertencem duas especies cosmopolitas........ area central do pronotum não denegrida. tegminas e asas abreviadas..BLATTARIAE pecies..5-25.2. . es- Atticolinae é representada por pequenas dos generos AtticoIa e Myrmecoblatta....... d a f e m e a d i v i d i d o longitudinalmente .......5 ....... A primeira Euthyrrhapha pacífica (Coquebert................ A segunda é a Hypercompsa fieberi Brunner... Periplaneta australasiae Tegminas sem a faixa acima referida........ Blatella germanica Baratas de tamanho medio...... Blatta orientalis Comprimento de 28 a 35 mm.......... macho 30-34 mm........ Chave ticas para a determinação das principais baratas domes- (CALVERT): B a r a t a p e q u e n a ...... A subfamilia pecies mirmecofilas 245 Serville.... de comp r i m e n t o ......... que lembra um pequeno coleoptero..... .......... frequentemente Sul... pronotum de côr uniforme.

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Anatomia externa. articulando-se livremente com o protorax. comprimida. linear ou bacilar. 116). em geral bem descoberta.Cabeça. Caracteres.Os Mantideos são bem conhecidos pelo nome de "louva-deus". quasi atingem a 1 decimetro e as menores. acima da inserção das antenas. . Corpo. mantis. profeta. Olhos grandes. como nos Phasmideos ( Ahgela. Brunneria. No Brasil as maiores especies dos generos Stagmatoptera e Zoolea. etc. devido a atitude característica que tomam quando pousados e que lembra a de uma pessoa ajoelhada em oração. Em repouso com a face verticalmente disposta.CAPÍTULO XV Ordem MANTODEA 112 146. hemisfericos. daí se apresentar extraordinariamente movel. 147. em algumas especies ficam assestados em protuberancias ou processos mais ou me- 112 Gr. vista de face. triangular ou subpentagonal. . Acima do labrum um escudo facial mais ou menos saliente. Ocelos (3) bem desenvolvidos. alongado e um tanto achatado. Pernas anteriores raptorias. porém. dos generos Chaeteessa e Mantoidea. pouco excedem de 1 centímetro de comprimento. em alguinas. vista de perfil. Desenvolvem-se por paurometabolia.). . na maioria das especies. situados numa elevação entre os olhos. em algumas especies prolongados para cima e para fóra em saliencia cornea mais ou menos pontuda (fig.

reduzido do tamanho natural (De P a l i s o t . nas especies mais primitivas das subfamilias Chaeteessinae e Mantoidinae. Afr. 1) 1758). setaceas ou filiform e s . pouco Amér. emarginado e lateralmente dilatado adiante. Em geral elas são mais curtas que o corpo nas femeas e tão ou mais longas nos machos. 115 S t a g m a t o p t e r a precaria (Linne. semelhante ao dos demais insectos ortopteroides. n o s m a c h o s de v a r i a s e s p e c i e s c u r t a s e serradas ou pectinadas. Torax . muito mais longo que largo. êle se apresenta extremamente . 12. fig. t . Excecionalmente. m u l t i s e g m e n t a d a s . em quasi todas as especies. Aparelho bucal mandibulado hipognato.Protorax. Antenas inseridas na fronte.252 INSETOS DO BRASIL nos salientes. F i g . na parte correspondente á inserção das pernas anteriores. um Ins..

Fig. E m D e r o p l a t i n a e e C h o e r a d o d i n a e a p r e s e n t a lateralm e n t e expansões foliaceas. invisíveis s u p e r i o r m e n t e q u a n d o as t e g m i n a s e asas se dispõem sobre o cor po. 116 - acanthops jalcataria (Goeze. 1765) x 2. . M e s o t o r a x e m e t a t o r a x rel at i vam e n t e curtos.MANTODEA 253 c u r t o .

tíbias mais curtas que os femures. e m v a r i a s Fig. p e r t o d a base ( espinhos discoidaes ). n a s m a r g e n s e x t e r n a e i n t e r n a e e n t r e elas. Em repouso a tíbia adapta-se perfeitamente ao femur. 117 (Serville. f e m u r e s robustos. angulosos ou triquet r o s .s e c o m a p a r t e a n terior do protorax ha os quadris ( coxae ). aptera e s p e c i e s a r m a d o s n o s b o r d o s de d e n t e s o u e s p i n h o s . Eumusonia livida 1839). Os M a n t i d e o s s ã o os u n i cos i n s e t o s o r t o p t e r o i d e s q u e a p r e s e n t a m p e r n a s a n t e r i o r e s d e s t e tipo. entrecruzando-se os dentes destes 2 segmentos.254 INSETOS DO BRASIL P e r n a s m e d i a s e p o s t e r i o r e s a m b u l a t o r i a s . com fortes dentes em b a i x o . g e r a l m e n t e p r o v i d a s de e s p i n h o s e x t e r n o s e i n t e r n o s n o b o r d o inferior e terminando numa robusta garra ( garra interna ) . de c o m p r i m e n t o q u a s i i g u a l a o dos f e m u r e s . as a n t e r i o r e s r a p t o r i a s . m a i s o u m e n o s r o b u s t a s . a s s i m c o n s t i t u í d a s : a r t i c u l a n d o . mais ou menos alongados. Tarsos quasi sem- .

e m r e p o u s o d o b r a n d o . Asas geralmente mais amplas que as t e g m i n a s . vista de lado As asas. E m v a r i o s M a n t i d e o s as t e g m i n a s e a s a s só s ã o b e m desenvolvidas nos machos. n o s M a n t i d e o s d o s g e n e r o s C h a e t e e s s a e M a n t o i d a a s pernas anteriores são relativamente curtas. nas femeas são mais ou menos atrofiadas. e pela parte posterior . foliaceas. ou são totalmente hialinas ou apresentam desenhos coloridos ás vezes . em geral grandes. as a s a s se a p r e s e n t a m t a m b e m r e d u z i d a s o u a b o r t a d a s . 118 - Acanthops falcataria (Goeze.s e sob e s t a s c o m o n o s demais ortopteroides. 1765). Por exceção.MANTODEA 255 pre de 5 art i culos em rodas as pernas. Fig. não raro se apresentam membranosas e parcialmente tegminosas. Nas especies com tegminas curtas ou a t r o f i a d a s . sem arolium. com arca anal mais ou menos larga. excedendo o abdomen em ambos os sexos. Asas anteriores tegminosas.

pela côr ou forma que com êle se confunde. Nos Mantideos. as valvas de um ovipositor muito curto. podem ser confundidas com pequenos galhos. ou pela semelhança mais ou menos perfeita com especies de outros grupos que nêle habitam. a cripta é muito medos profunda e não funciona como camara incubadora. no fundo. funcionando como orgão tamisador das particulas alimentares.256 INSETOS DO BRASIL bem vistosos. 1758)). 1838) e G.Tubo digestivo muito semelhante ao das baratas.. Nos machos ha um par de estiletes ( styli ) muito mais curtos que os cércos. 143. Todavia. Em geral as tegminas imitam folhas verdes ou secas de plantas. O sistema de nervação das tegminas e das asas lembra o que se vê nos outros insetos ortopteroides. vivem na India e no Ceilão e são as especies do genero Gongylus (G. Abdomen. Varias especies. . isto é. Nas femeas ha. Homeocromia . como nos Tetigonideos. é rudimentar. porém. Estes insetos.Alguns Mantideos oferecem-nos belos exemplos de homeocromia ou de mimetismo. porém. vendo-se. inseridos perto do apice da placa subgenital. Anatomia interna . porque a o o teca se f o r m a f ór a do cor po. pela atitude singular que assumem e sobretudo pelo aspecto e coloração das expansões femurais e laterais do pronotum são tipicos simuladores florais. . que simulam aculeos dos galhos. Em Zoolea Iobipes (Olivier. traehelophyllus (Burm. especialmente nas baratas. apresenta nestes 8 esternitos e naquelas apenas 6. os mais belos Mantideos. recortes nos bordos. sob o ponto de vista da homeocromia. de adaptação ao meio em que vivem. 1792). como nas baratas. ás vezes mesmo exibindo. . Em ambos os sexos ha um par de cércos segmentados inseridos na placa supra-anal. o proventriculo. ha 8 cégos gastricos relativamente finos e alongados e numerosos tubos de Malpighi. de corpo linear ou baciliforme como o dos Fasmidcos. 149. as pernas apresentam expansões lobiformes. geralmente mais largo nas femeas que nos machos. uma cripta genital. gongylodes (L. apresentando glandulas salivares e um papo bem desenvolvidos.

expelindo pelo orifício genital uma certa quant i d a d e de s u b s t a n c i a v i s c o s a . R e p r o d u ç ã o . diferentemente e em maior numero. s e c r e t a d a p e l a s g l a n d u l a s colet e r i c a s . q u e n ã o s o m e n t e s e p a r a s i m e t r i c a m e n t e os o v o s de c a d a c a m a d a u n s dos o u - . os ovos. A proporção q u e os ovos v ã o s e n d o d e p o s i t a d o s e m c a m a d a s s u p e r p o s t a s . i n i c i a a f o r m a ç ã o d a base da ootéca. P o s t u r a . começa a postura. U m a vez c o n solidada essa parte fixadora. c o n t i n u a a ser e x p e l i d a a q u e l a s u b s t a n c i a . P a r a isso.Ootéca de Stagmatoptera Sistema minais. respiratorio com 2 estigmas toraxicos e 8 abdo- Fig. s ã o a r r u m a d o s n u m a o o t é c a . c o m o n a s b a r a t a s . procura confeccionar a o o t é c a . q u e se v a e a c u m u l a n d o s o b r e o g a l h o . p o r é m . A femea. p o u s a d a n u m g a l h o . nervoso com 3 ganglios toraxicos e 7 abdo- 150. N a s p o s t u r a s . N o r m a l m e n t e os M a n t i deos se r e p r o d u z e m p o r a n f i g o n i a .MANTODEA 257 Sistema minais. 119 . depois de fecundada.

ao cheg a r e m ao e x t e r i o r da ootéca. sendo c a r a c t e r i s t i c a p a r a c a d a u m a delas (v. f i c a n d o e n t r e t a n t o s u s p e n s a s por dois fios de seda s e c r e t a d o s por papilas situadas na face ventral do 10° urosternito. figs. Realiza-se então a p r i m e i r a ecdise. Fig.258 INSETOS DO BRASIL tros. C ada ovo fica. c om o as pe c t o de p e q u e n i n a s pupas. 151. como t a m b e m c o n s t i t u e os septos de divisão e n t r e as varias c a m a d a s . é mole. nos países tropicais. 119. da qual r e s u l t a m f ó r m a s jovens com as- . D e s e n v o l v i m e n t o . A f ó r m a das ootécas dos M a n t i d e o s v ar ia s e g u n d o as especies. logo após a confecção. Ciclo evolutivo. assim. al oj ado n u m a p e q u e n a c a m a r a .O desenvolvim e n t o e m b r i o n a r i o efetua-se. . a d q u i r e a n e c e s s a r i a c o n s i s t e n c i a e fica perfeit a m e n t e i m p e r m e a v e l . A ootéca. por onde passam as formas jovens logo depois do nascimento. 120 e 121). que c o m u n i c a com o e x t e r i o r m e d i a n t e u m c o n d u c t o . em cerca de 24 dias. 120 - Ootéca de Mantideo Na f o r m a ç ã o da oot éca é o u l t i m o s e g m e n t o a b d o m i n a l que d e s e m p e n h a o pa pe l p r i n c i p a l n a m o d e l a ç ã o da s u b s t a n cia s e c r e t a d a pelas g l a n d u l a s coletericas. pouco t e m p o depois. de i xa m -se cair. Os a u t o r e s que o b s e r v a r a m a eclosão das f ó r m a s jovens dizem que estas. porém.

as pernas anteriores se distendem um pouco. n ã o somente nas formas adultas. e s p e c i a l m e n t e D i p t e r o s . Quando estes insetos capturam uma presa. p r e n d e n d o a v i t i m a c o m a g a r r a t i b i a l . aliás já bem semelhantes ás adultas. Quando querem passar de u m g a l h o p a r a o u t r o e m p r e g a m t a m b e m as p e r n a s a n t e r i o res. o b s e r v a n d o . T o d a v i a t ê m predileção pelos p e q u e n o s insetos alados. a t é e n t ã o n a a t i t u d e p e c u l i a r de r e p o u s o .s e isto. uma das pern a s a n t e r i o r e s . as tegminas se levantam e as asas . e s t e s i n s e t o s a t i n g e m o c o m p l e t o d e s e n v o l v i m e n t o . d e p o i s d a s e t i m a m u d a e n o f i m de 3 a 4 m e z e s . p a s s a m os t a r s o s a n t e r i o r e s p e l a b o c a . i n c l u s i v e as a s a s . daí serem frequentemente encontrados nas folhas e nos gal h o s d a s p l a n t a s a e s p e r a de v i t i m a s q u e l h e s c a i a m n a s g a r ras. e com certa freq u e n c i a . E m g e r a l .s e p r i n c i p a l m e n t e c o m a g a r r a t i b i a l . n a s f o r m a s j o v e n s . nas regiões secas e arenosas. n e s s a a t i t u d e . p r o v a v e l m e n t e p a r a limpa-los ou umedece-los com saliva. i m e d i a t a m e n t e a t r a n s p a s s a c o m os e s p i n h o s f e m u r a i s e tibiais d e v o r a n d o .MANTODEA 259 pecto formicoide. 152. Os M a n t i d e o s s ã o s e m p r e p r e d a d o r e s . imediatamente tomam a atitude que lhes é tão característica. o u e n t ã o v i r a r a cabeça para qualquer lado. Quando percebem a aproximação de qualquer ser vivo. q u e s ã o t o t a l m e n t e d e v o t a d o s . o s c i l a r o t o r a x . especies que per a m b u l a m n o solo p a r a c a p t u r a r os p e q u e n o s i n s e t o s q u e aí possam encontrar. Os M a n t i d e o s s ã o t a m b e m c a n i b a i s . principalmente nas atitudes que exibem. a g a r r a n d o . pelo afastamento destes segmentos. com certa habilidade. N ã o r a r o se os vê. Os ocelos só a p a r e c e m n a s n i n f a s o u f ó r m a s j o v e n s p r o v i d a s d a s t é c a s a l a r e s e o n u m e r o de s e g m e n t o s d a s a n t e n a s v a e p r o g r e s s i v a mente aumentando nas diferentes mudas. de modo a ficarem perfeitamente visíveis os espinhos dos femures e das tíbias. ha todavia. b r u s c a m e n t e se d i s t e n d e e. Quaisquer insetos em vôo podem ser apanhados pelos Mantideos. pois se a t i r a m c o n t r a o u t r o s i n d i v i d u o s d a m e s m a especie.a i m e d i a t a m e n t e . E m a t i t u d e p r o p r i a m e n t e de defesa e de ataque. o torax ainda fica mais erecto. Tambem. como tambem. H a b i t o s .

deve ser referido o fato das femeas. p o u d e a i n d a e f e t u a r a copula. a g u a r d a a a p r o x i m a ç ã o de u m a v i t i m a .E m b o r a os M a n t i d e o s s e j a m v e r d a d e i r o s insetos p r e d a d o r e s . f i n d a a qual. assim. I m p o r t a n c i a e c o n o m i c a . foi i m e d i a t a m e n t e por ela d e v o r a d o . a imp o r t a n c i a que têm. s a c r i f i c a r e m os m a c h o s depois da copul a. nossas a u x i l i a r e s . mostra seis belissimos instantaneos dessa tragedia sexual em Mantis religiosa L. T a n t o as d e s t r o e m como a t a c a m e d e v o r a m as que lhes são in im i ga s e. Inimigos naturais. se r e a l i z a m i n d e p e n d e n t e m e n t e da i n f l u e n c i a da m a s s a g a n g l i o n a r n e r v o s a cefalica. a p e s a r de já decapit a d o pela femea. é secundaria. A p r o p o s i t o da e x t r e m a f e r o c i d a d e dos Mantideos. 121 . que. em s e m e l h a n t e estado.260 INSETOS DO BRASIL se distendem de modo a aterrorísar o inimigo. Fig. p a c i e n t e m e n t e .D eus " . tamb e m ar tig o de RABAUD ( 1 9 1 6 ) ) . p o r t a n t o . . 1758 (v.Ootéca de Mantideo P o r estas observações e por varias experi enci as realizadas por o u t r o s au t or es . . E m u m a n o t a i n t e r e s s a n t e p u b l i c a d a em 1784 o abade POIRET c o n t a que u m M a n t i d e o m a c h o . pois.. 153. a p a r e n t e m e n t e suplic a n t e do h i p o c r i t a " l ouva. sob o p o n t o de vista economico. em seu livro "Belausehtes Leben". h a b i t u a l m e n t e . A combatividade e ferocidade que então os Mantideos exibem contrastam s i n g u l a r m e n t e c om a a t i t u d e beatica. BEUTELS. ficou d e m o n s t r a d a a e x t r a o r d i n a r i a resist e n c i a que a p r e s e n t a m os M a n t i d e o s após a decapi t ação. a i n d a p o d e m e x e c u t a r m o v i m e n t o s coordenados. p o r q u e n ã o t ê m predileção especial p a r a as especies d a n i n h a s . e n q u a n t o .

Mitt. G e n . saindo de uma ostéca. Zool. . Destas. 36 p . Mantidae Subfam.Classificação. Mantidae. .. 45: 1-21. das quais p e r t o de 400 p e r t e n c e m á região n e o t r o p i c a . . 200. (10) 6: 432-460. 1 fig. 201. 1765). Mantinae. 155. Choeradodinae. Ann. c o l . Mus. Ann.Mantodea. Subfam. Mantidae. e s p e c i e bem c o n h e c i d a pelas expansões i m i t a n d o aculeos na s per na s . devo citar" S t a g m a t o p t e r a precaria ( L . G e n . c om o as das b a r a t a s . 1935 Mantodea.Ergabniss einer zoologischen Sammelraise nach Brasilien insbesondere in das Amazonas Gebiat. Fam. o l ouva-deus folha m o r t a . BEIER. Hist. Callimomidae) e Anastatus (fam. G e n . 1930 New anal tare Mantodea (Orthoptera) in the British Museum. Mantidae . c o l . q u a n d o os ovos for a m p a r a s i t a d o s por m i c r o i m e n o p t e r o s da s u p e r f a m i l i a Chalcidoidea dos generos Podagrion (fam. 8 e s t s . I n s . Ainda b a pouco t e m p o tive o ensejo de observar. naturh. . 1934 Mantodea. Orthoderinae. 1792). Deroplatynae. pelo tam a n h o ou pelo aspecto curioso que a p r e s e n t a m . Mantodea. 203. I e s t . a m b a s da s u b f a m i l i a Vatinae e A c a n t h o p s falcataria (Goeze. Fam. . 2 e s t s . I n s .Subfam. o g r a n d e l ouva-deus verde. Todas as especies estão incluidas n u m a g r a n d e f a m i l i a . 4 p . . 44: 27-32. 1758). t a m b e m se a p r e s e n t a m f r e q u e n t e m e n t e p e r f u r a d a s . . . f a s c . 5 figs.M a n t i d a e . Subfam. Zoolea lobipes (Oliv. 2 e s t s . Nar. Staatsinst. 1935 . 16 n ã o t ê m r e p r e s e n t a n t e s da região neotropica. ausgeführt von Dr.. I n s . 154. G e n . c o l . Zerny. I n s . H. Thespinae.MANTODEA 261 As ootécas dos Mantideos. 1904. B i b l i o g r a f i a . E u p e l m i d a e ) . porém. 1935 Neus und seltene Mantoden aus dem Zoologischen Staatsinstitut und Zoologischen Museum In Hamburg. apanhada em Manguinhos. Fam. 1935 Mantodea. . Hymenopodinae. . da s u b f a m i l i a E p a p h r o d i t i n a e . . Hamburg. . Mag. exemplares de Podagrion c y a n e u m A s hm e a d.subdividida por GIGLIO-TOS (1927) em 32 subfamílias. c o l . IV TaiI. 32 p .Ha na ordem Mantodea cerca de 1500 especies descritas. MAX VON 1930 . Den tr e as especies m ai s i n t e r e s s a n t e s do Brasil. 146 p . Faro. 196.

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. que apresentam. de forma e tamanho variaveis. asa. de 9 a 32 segmentos subiguais. no lugar do ocelo mediano. Olhos facetados geralmente presentes nos individuos alados. Desenvolvem-se por paurometabolia.CAPÍTULO XVI Ordem ISOPTERA113 156. Caracteres. igual. ha. uma depressão.Constituem esta ordem os termitas ou cupins . Todas as especies descritas são sociais. a fontanela ou fenestra. 157. perto da base. Estes ultimos. sub-iguais. de ambos os sexos como aqueles. i n s e r i d a s aos l a d o s d a c a b e ç a n u m a d e p r e s s ã o p o u c o 113 Gr. quando presentes. . nas formas apteras. . representadas por castas de individuos apteros e alados. como nas formas de uma mesma especie. não só nas varias especies. mais ou menos atrofiados. têm quatro asas membranosas. Antenas simples. Ocelos (2) sempre presentes nas formas providas de olhos. isos. apresentando um pequeno orifício ( poro frontal ) em relação com uma glandula cefalica que secreta um fluido espesso e viscoso. pteron. ao nivel da qual se processa o destacamento da asa. insetos assás conhecidos em todo o mundo pelos g r a n d e s prejuízos que c a u s a m . moniliformes. Anatomia externa. uma sutura ou linha de ruptura transversal.Cabeça livre. Nos termitas superiores. vivendo em comunidades mais ou menos populosas.

r e s t a m p r e s o s ao c o r p o 4 m a n g u i t o s c o r i a ceos chamados escamas. Asas (4). de 10 segmentos. . de 1 a 8 segmentos. t a r s o s p e q u e n o s de 4 articulos (pentameros no genero Mastotermes ) . Abdomen volumoso. apresentando um sistema de nervação relativamente simples.264 INSETOS DO BRASIL p r o f u n d a a c i m a d a b a s e d a m a n d i b u l a . apresentando o ultimo um par de cercos curtos. no bordo posterior do 9º esternito. proventriculo relativamente simples.s e h o r i z o n t a l m e n t e os 2 p a r e s e a m b o s e x c e d e n d o o a p i c e do a b d o m e n . labiais de 3. pouco abaixo do joelho. e. não raro. por é m v a r i a v e l n o s d i v e r s o s g e n e r o s . s u p e r p o n d o . consp i c u a s o u m e s m o d i s f o r m e s . Anatomia interna. segundo verificação de FRITZ MÜLLER (1875). 158. subiguais e membranosas (desiguais em Mastotermitidae). apresentam. m e s o t o r a x e m e t a t o r a x m a i s o u m e n o s r e u n i d o s . c u r s o r i a i s .Esofago alongado e fino. p a l p o s m a x i l a r e s longos. T o d a s as p e r n a s s e m e l h a n t e s . em algumas formas ( soldados ) robustas. P e r t o d a b a s e d a s a s a s b a u m a s u t u r a um tanto curvada ( sutura basal ou humeral ) . ao nivel da qual a asa se rompe ao se destacar do corpo do inseto. arolium ou o n y c h i u m somente presente nos tipos mais primitivos. um orgão provavelmente auditivo. N a s f e m e a s de M a s t o t e r m i t i d a e b a u m o v i p o s i t o r r u d i m e n t a r u m t a n t o s e m e l h a n t e ao dos B l a t i d e o s . como na figura 122 (lado esquerdo). Torax geralmente u m t a n t o a c h a t a d o . seguido de um papo mais ou menos do mesmo comprimento. e x c e t o n a s f e m e a s a l a d a s . Daí se acreditar que estes insetos possam comunicar-se mediante vibrações sonoras. Aparelho bucal mastigador. de 5 s e g m e n t o s . mandibulas geralmente bem desenvolvidas. geralmente pres e n t e s e m r o d a s as f o r m a s . com a intima quasi sempre provida de dentes (em Anoplotermes ( Anoplotermes ) pa- . aderente ao torax. e m r e p o u s o elas se dispõem sobre o abdomen. somente presentes nos individuos reprodutores adultos. As tibias anteriores. O n u m e r o de s e g m e n tos é v a r i a v e l n a s d i f e r e n t e s f o r m a s . Após a q u e d a d a s asas. p r o t o r a x distinto. um par de pequenos estiletes ( estiletes subanais ). livre.

a segunda ( vestíbulo ) mais ou menos dilatada e bulbosa. de comprimento variavel e consideravelmente dilatada na porção anterior. Proctodaeum tendo a primeira porção ( post-ventriculo ) relativamente curta e estreita. a quarta muito curta ( colon ) e finalmente a quinta ou terminal ( empola retal ). 122 de - Reprodutor alado Syntermes dirus . É no vestibulo e no grosso intestino que se acumulam os protozoarios. que serão especialmente referidos quando tratar da alimentação destes insetos. Mesenteron longo e incurvado. Glandulas salivares conformadas como nas baratas. Fig. Sistema nervoso apresentando 3 ganglios toracicos e 6 abdominais. s e m r u g a s t r i t u r a d o r a s ) .ISOPTERA 265 cificus F r i t z M ü l l e r . a terceira ( grosso intestino ). . 1873.

No primeiro caso. ou o processo frontal é relativamente longo. O c a n a l e x c r e t o r d e s t a g l a n d u l a t e r m i n a n u m p o r o f r o n t a l . p o d e a t i n g i r d i m e n s õ e s e x t r a o r dinarias ( Coptotermes ). Os orgãos sexuais. mandibula. e m t r o n c o de cone. o u a f o n t a n e l a fica n u m t u b o . fontanela. hipofaringe.266 INSETOS DO BRASIL P o s s u e m os c u p i n s u m a g l a n d u l a q u e lhes é p e c u l i a r . m a i s o u m e n o s saliente ( tuberculo frontal ou nasus ). 122 . que se a p r e s e n t a c o m o u m p r o c e s s o m a i s o u m e n o s a l o n g a d o . med i a n t e u m s u l c o m e d i a n o . a s e c r e ç ã o e s c o r r e a t é as m a n d i b u l a s e p e l a s d e n t a d a s é i n o c u l a d a n o i n i m i g o . dando a cabeça o aspecto de seringa ou retorta. É o q u e se observa em Heterotermes (= Leucotermes ) e outros generos. s i t u a d a n a c a b e ç a e s e m p r e m a i s desenvolvida n o s s o l d a d o s . como se vê em Coptotermes. Aclp. No 2 ° caso.C a b e ç a de r e p r o d u t o r a l a d o d e C o r n i t e r m e s similis . situado acima das peças bucais. font. bem desenvolvidos nas castas reprodutoras. a g l a n d u l a f r o n t a l . hphy. s i t u a d o ao nível d a font a n e l a o u n o a p i c e de u m p r o c e s s o f r o n t a l . E m R h i n o t e r m e s o citado sulco c o n t i n ú a sobre o l a b r u m . apresentando-se então. são mais ou menos atrofiadas nos obreiros e soldados. anteclypeus. ocelo. oc. como um saco que se e s t e n d e a t é o a p i c e do a b d o m e n . como em Nasutitermes . F i g . . md. n o s quais.

Os ovos. sem metamorfoses portanto. e m g e r a i ren i f o r m e s . No 2º estadio. c o n s t i t u i d a s p o r u m n u m e r o m a i o r o u m e n o r de individuos. Os termitas d e s e n v o l v e m . s e m e l h a n t e s a j o v e n s de o u t r a s especies do g e n e r o . nos v a r i o s e s t a d i o s de d e s e n v o l v i m e n t o . .s e p o r p a u r o m e t a b o l i a . Desenvolvimento post-embrionario. Reproduzo aqui (fig. reunidos em massa. c h a m o u a a t e n ç ã o p a r a o aspecto p e c u l i a r d a p r i m e i r a f o r m a j o v e n n e s t a especie e p a r a as m o d i f i c a ç õ e s u l t e r i o r e s .a femea põe 16 a 24 ovos em duas series. a l o j a d o s e m n i n h o s c h a m a d o s termiteiros o u cupinzeiros. E m Mastotermes darwiniensis Froggatt. As formas jovens do 1º estadio são aparentemente iguais. 1858. 1792).V i v e m os t e r m i t a s e m s o c i e d a d e s o u colonias. sâo d e p o s t o s soltos e se a p r e s e n t a m t a n t o m a i o r e s q u a n t o m a i s p r i m i t i v a é a especie. E m t a i s c o l o n i a s . as f o r m a s j o v e n s o u l a r v a s ( c o m o se as c h a m a i m p r o p r i a m e n t e ) de c a b e ç a p e q u e n a e as f o r m a s j o v e n s de c a b e ç a g r a n d e . como nas baratas. Ovarios constituídos por ovariolos em numero variavel segundo as especies. O desenvolvimento de todas estas formas se processa inediante transformações. a q u e las os i n d i v í d u o s r e p r o d u t o r e s . E s t a s d a r ã o os i n d i v i d u o s e s t e r e i s o u n e u t r o s . 160. 136) o quadro esquematico feito por ESCHERICH (1909) representando o desenvolvimento post-embrionario e a diferenciação das castas no Termitideo Reticulitermes lucifugus (Rossi. a l é m d a s f o r m a s j o v e n s h a p o u c o m e n c i o n a d a s .a especie de termita mais primitiva que se conhece . elas já se diferenciam em 2 tipos principais. h a sem- . da Australia . cujo aspecto lembra o das ootécas de a l g u m a s b a r a t a s . FRITZ MÜLLER (1873) e s t u d a n d o K a lotermes rugosus H a g e n . Castas. Ovidutos desembocando na bolsa genital. Anexas ao canal ejaculador ha vesiculas seminais multiplas. 1896. que está tambem diretamente em relação com a esperm a t e c a e c o m o c a n a l e x c r e t o r das g l a n d u l a s c o l e t e r i c a s .ISOPTERA 267 Os testiculos apresentam de 8 a 10 foliculos curtos. 159. porém.

f o r m a d a s por castas bem d i s t i n t a s . de THOMPSON (1917)).268 INSETOS DO BRASIL pre 2 c a t e g o r i a s de individuos adultos. A primeira é constituida pelos individuos reprodutores aos quais cabe a p r o p a g a ç ã o da especie.Cabeça de soldado (grande) ele Hererotermes tenuis. Fig. incumbidos da proliferação . adulto s da 1 ª forma. que propagarão a especie fóra do termiteiro em que nasceram e o casal real primario. de IMMS. 124 . representado pelo rei e pela rainha da colonia. Desta c a t e g o r i a h a a considerar os indiv iduos sexuados a lados. machos e femeas ( formas macropteras.

d e p o i s de v o a t e m a l g u m t e m p o . T a i s i n d i v i d u o s a l a d o s . Desta categoria ha indivíduos neutros de 2 castas: a dos obreiros ou operarios e a dos soldados. adultos. p e r d e m as a s a s e p r o c u r a m f u n d a r novas colonias. nos intermediarios dimorficos. Estes individuos sexuados encontrados. observou 2 o u m a i s r a i n h a s e u m só rei. e n t r e t a n t o . Os obreiros e os soldados são as formas conhecidas pelo nome de cupins e vistas sempre em atividade em qualquer termiteiro. p o u s a m . de o u t r o s t i p o s A s e g u n d a c a t e g o r i a c o m p r e e n d e f o r m a s a p t e r a s de a m bos os sexos. ao r e d o r d a s l a m p a d a s . poss u e m g r a n d e s o l h o s f a c e t a d o s . ela evoluio antes da dos obreiros. a p e n a s nos termitas mais adiantados. em outras especies. são pouco tempo antes da enxa- O rei e a r a i n h a s ã o i n d i v i d u o s s e x u a d o s q u e p e r d e r a m as a s a s ao f u n d a r e m a c o l o n i a e f i c a m s e m p r e e s c o n d i d o s n a s p r o f u n d e z a s do t e r m i t e i r o . b r a q u i p t e r o s e a p t e r o s . M a i s a d i a n t e t r a t a r e i de r e p r o d u t o r e s . p o r q u e os o r g ã o s r e p r o d u t o r e s n ã o se d e s e n v o l v e m c o m p l e t a m e n t e .ISOPTERA 269 d e n t r o do t e r m i t e i r o . De um modo geral pode dizer-se que os soldados nos termitas primitivos são monomorficos. A p r e s e n t a m o t e g u m e n t o b e m mais esclerozado que nos indivíduos das outras castas. magem. voando. . em grande quant i d a d e . sendo novamente m o n o m o r f i c o s n o s m a i s e s p e c i a l i z a d o s . a c h o u n u m a c a m a r a r e a l de Nasutitermes ( Nasutitermes ) rippertii. nos mais adiantados trimorficos. E s t e s f a t o s i n d i c a m . Via de r e g r a h a u m só c a s a i r e a l n o t e r m i t e i r o . já providos de asas. S ã o elas q u e e x e c u t a m todos os outros misteres da colonia. Os i n d i v i d u o s s e x u a d o s a l a d o s s ã o os q u e a p a r e c e m a n u a l mente. HOLMGREN (1906). ocelos b e m d e s e n v o l v i d o s e a n t e n a s c o m o n u m e r o m a x i m o de s e g m e n t o s . no termiteiro. p o r é m estereis. por ocasiâo da enxamagem. u m a maior especialização na casta dos soldados e que. provavelmente. SILVESTRI. c o m o diz SNYDER (1926). Os o p e r a r i o s . apresentam dois tipos: maior e m e n o r . a l i á s c a r a c t e r í s tico p a r a c a d a e s p e c i e . dois casais reais verdadeiros.

por exemplo. na maioria das especies. todavia. São êles que constituem o grosso da população do termiteiro e Fig. formas verdadeiramente grotescas. cimentadas pela saliva.270 INSETOS DO BRASIL Os obreiros. Pinto) vastator. a p t e r o s e g e r a l m e n t e desprovidos de olhos e ocelos. diz o seguinte: . Como geralmente não possuem olhos e são negativamente fototropicos. deles diferem essencialmente por apresentarem a cabeça muito mais volumosa e esclerozada (portanto. porém incapazes de servir na mastigação. bem protegidos da luz. estabelecerem comunicações mediante galerias ou tuneis. elas são torcidas e notavelmente assimetricas (fig. Daí. em geral. São êles. menos o da procreação. são de cór b r a n c a ou a m a r e l a palida. Os soldados. ás vezes. de côr amarela-parda) e as mandíbulas quasi sempre muito mais desenvolvidas. que causam os estragos que bem se conhece. embora um tanto semelhantes aos obreiros. desempenham todos os misteres da comunidade. Em algumas especies os obreiros cooperam eficientemente com os soldados na defesa da comunidade. apteros e cegos. CUNHA (1935) tratando dos soldados de Capritermes e Mirotermes. operam sempre na obscuridade. por serem. Nas especies de Capritermes. 125 - Mandibula de Coptotermes (Foto J. apresentando. ao atacarem um objeto mais ou menos distante do ninho. geralmente construidos de partículas de terra e dejeções. 131).

a m a n d i b u l a . Se o alvo t e m c o r p o m o l e . se d e s a p a r e c e a b r u p t a m e n t e o p o n t o de s u s t e n t a ç ã o d a p o n t a . presentindo perigo e não conhecendo bem a posição do possivel agressor.A s a s d e K a l o t e r m e s . muitas vezes. E s t á a s s i m a p a r e l h a d o o s o l d a d o d e s t a e s p e c i e e de o u t r a s s u b o r d i n a d a s ao g r u p o M i r o . s o f r e p e l a b a s e u m e s f o r ç o de a b e r t u r a . (Foto J. êle atira estocadas a torto e a direito.c a p r i t e r m e s Como o soldado é inteiramente cego. 127 .ISOPTERA 271 " T e m m a n d i b u l a s l o n g a s e e m f o r m a de f l o r e t e t o r t o e p r o v i d o de d i s p o s i t i v o s a p r o p r i a d o s a d a r c u t i l a d a s . quando preso pelas extremidades. U m a d e l a s . numa verdadeira cutilada. e m b o r a algo s i n u o s a . As p e ç a s m a n d i b u l a r e s se e n c o n t r a m m a i s ou m e n o s e m p o s i ç ã o p a r a l e l a . a b r e . r e c u r v a . trás uma protuberancia. propria p a r a p r e n d e r a similar. a b e r t a p o r e s t a a r m a t e r r í v e l . u m a g r a n d e e f u n d a c h a g a logo se m o s t r a . Finto) pontuda. Fig. c o m o que v e r g a . h o r i z o n t a l . geralmente p a r a a d i r e i t a . em sua ponta. j u n t o á p a r t e recurva e ponteaguda. termina com ligeira distorsão para fora. uma saliencia. quando eng a n c h a d o u m n o o u t r o . desprovido de olhos. n ã o q u i t i n i z a d o . veloz. g r a ç a s a a ç ã o de m u s c u l o s c e f a l i c o s . A outra. f e r i n d o o inimigo violentamente. Se r o m p e . e fere o agressor. O conjunto. t a l c o m o l a m i n a de aço f l e x i o n a d a . c o m o q u e a c i o n a d a p o r u m a m o l a . Se coincide uma delas encontrar obstaculo compacto .

U m e x a m e no proprio inseto l e v a . por f a l ta r . r a r a m e n t e saindo em excursões t e m e r a r i a s . ha dois tipos destes sol- . 1926. e quando possuem robustas mandíbulas de bordo cortante agarram-se aos pés descalços de quem tenta desmoronar o ninho. Possivelmente colonia. Fig. de Coptotermes. exibiume este g u e r r e ir o suas proezas. m o m e n t o s de treino capazes de m o d i f i c a r seu corpo. pelo salto. Depois. em seu corpo. deve s e m p r e lhe ter escasseado o p o r t u n i d a d e s de fuga. Daí o n a t u r a l e n g a n o r e f e r i d o . dirigindo os e soldados tambem mantêm a estimulando a atividade dos ordem na operarios. vestigios de u m a f i n a l i d a d e f u n c i o n a l . Pinto) São os soldados que defendem a comunidade contra a agressão de qualquer inimigo. de vida i n t e i r a m e n t e subt e r r a n e a . c a r a c t e r i s t i c o " . Cada c u t i l a d a é a c o m p a n h a d a de um estalido seco. sobre o qual escorre a secreçâo da glandula frontal. latilabrum Snyder. á superfície do solo. o c o n t r a choque é tal que joga o inseto a g r a n d e dist a n c i a ou a l t u r a . estridente. d a n d o . da Amazonia. que é toxica para as formigas.l h e essa p a r t i c u l a r i d a d e . Em Rhinotermes o labrum é prolongado num processo mais ou menos alongado.272 INSETOS DO BRASIL e firme. Em R. conseq u e n t e m e n t e . 126 Asas (Foto J. e. m e t i d o em galerias estreitas.n o s a concluir não estar êle a d a p t a d o ao salto. C e n t e n a s de vezes. golpeando-lhes a pele mais ou menos profundamente.

torio tub. Em certas especies só ha tres castas de neutros: a dos grandes e pequenos soldados e um só tipo de obreiros ou então g r a n d e s e p e q u e n o s o b r e i r o s e u m só t i p o de s o l d a d o s . phar. nervoso in Child. br. rectal Mal- intestinal. esofago.. E m o u t r a s e s p e c i e s h a a p e n a s d u a s c a s t a s de ind i v í d u o s e s t e r e i s : a dos s o l d a d o s e a dos o p e r a r i o s . cinhos negros. intestino symp... de r ectum... sagiz. Nos t e r m i t a s do g e n e r o N a s u t i t e r m e s (s. feixe grasso tubos long. papo do cégos as b o l i n h a s Abreviações: ou ingluvia. pôr ovos. muscular ca ec . vest. duct. fig. rect. s ã o c h a m a d o s n a s u t i f o r m e s o u n a Fig.. podendo. simpatico. 1934. ca ec . gast. l. s. mais .. int.. prolongada numa saliencia ( nasus ou rostrum ). do glandula salivar. principalmente porção não terminal. ) os s o l d a dos. pighi. pro-ventriculo. int. ou res... vestíbulo Kofoid. int. sal. rect. longitudínal. negros zoarios. Mal. U m a m e s m a especie p o d e t e r s o l d a d o s s o m e n t e g r a n d e s o u s o m e n t e p e q u e n o s . oes. gang... gI . suti por apresentarem a cabeça em forma de retorta ou seringa.. livar. sistema (De reservadelgado. canal sal. faringe. 132) .ISOPTERA 273 dados: um de cabeça maior e mandibulas robustas e outro de cabeça menor e mandibulas atrofiadas (v. salivar . ganglio res.. 15). moela cégo crop. a m b o s m o nomorficos. Ocasionalmente os obreiros ou os soldados podem apresentar orgãos reprodutores funcionais. int. digerida. s t r . excepcionalmente. intestino médio.. sal. acumulam-se madeira cerebro. de u m t i p o e s p e c i a l .. de 128 maiores na Tubo e d i g e s t i v o de Z o o t e r a parte é com pontes a pelos que com fica traprotomenores ocupada mopsis nevadensis. fig. mid. intestino. reservatorio gastricos. mus c ..

274

INSETOS DO BRASIL

ou m e n o s a l o n g a d a , d i r i g i d a p a r a d i a n t e e t e n d o n o a p i c e u m p e q u e n o orifício e m r e l a ç ã o c o m a g l a n d u l a f r o n t a l . Os individuos desta casta, que atacam o inimigo lançando-lhe a sec r e ç ã o p e g a j o s a d a g l a n d u l a f r o n t a l , e m g e r a l são m e n o r e s q u e os o p e r a r i o s e t ê m m a n d i b u l a s p e q u e n a s o u a t r o f i a d a s . E m A r m i f e r m e s , p o r é m , os s o l d a d o s n a s u t i f o r m e s são de u m tipo i n t e r m e d i a r i o , a p r e s e n t a n d o n ã o só u m n a s u s , c o m o m a n díbulas bem desenvolvidas. Aliás, em algumas especies deste g e n e r o , as m a n d í b u l a s são m a i s d e s e n v o l v i d a s q u e o n a s u s , e n q u a n t o que em outras ocorre o inverso. Geralmente os nasuti são monomorficos; em algumas especies, porém, ha dois tipos: um maior e outro menor. Nas especies de Spinitermes a cabeça do soldado apresenta um

Fig.

130

-

Soldado de mes dirus.

Synter-

processo frontal, formando um corno mediano, com uma pequena saliencia de cada lado, que nâo deve ser confundido com o nasus ou tubo frontal, nulo neste genero (v. fig. 133). Nas especies primitivas de Archotermopsis, Zootermopsis, Kalotermes e Porotermes, que possuem apenas a casta de sexuados e soldados, são as formas jovens dos individuos sexuados que funcionam corno obreiros. Em KaIotermes os soldados apresentam quasi sempre olhos reduzidos e pouco pigmentados e, frequentemente, rudimentos de asas. Isto porque, como diz SILVESTRI, se trata de um genero filogeneticamente antigo, no qual os soldados ainda mantêm alguns caracteres da sua origem, que são as formas aladas.

ISOPTERA

275

Nos cupins dos mais especializados que existem, do genero Anoplotermes, que vivem ordinariamente associados a especies de outros generos, nâo ba a casta de soldados. Nestes termitas os operarios e os adultos alados frequentemente possuem longas mandíbulas.

Fig. gião de a ron

129

-

Seção

longitudinal do tubo

da

re-

postventricular

digestívo incluindo

Zootermopsis
parte e a extrema anterior chit .,

nevadensis,
posterior do

do m e s e n t e Abre-

vestibulo. quintinosa;

viações:

intima

epith.,
do

epithelium;

lum.

midgut.,

lumen

mesenteron; lum ventriculus; tibulo; post.

p o s t v . , l u m e n do p o s t -

lum. tub.,

vest.,
tubo

lumen de

do

ves-

Mal. valv.,
do

Malpighi;

valvula

postventricular; no vestibulo

Trichon.,

Trichonympha,
proctodaeum.

161. Reprodutores de substituição. Quando num termiteiro falta o casal real, a proliferação da colonia é mantida á custa de individuos que, embora se apresentem corno formas jovens providas de técas alares ( formas braquipteras, de IMMS; adultos da 2ª forma, de THOMPSON) OU mais raramente, desprovidas de tais orgãos (formas apteras, de IMMS; adultas da 3ª forma ) são sexualmente bem desenvolvidos. São, pois, formas neotenicas, que constituem uma outra casta de individuos reprodutores, a dos reis e rainhas de reserva, de substituição, de complemento ou complementares (GRASSI). Originam-se estes individuos de um tipo especial de jovens, diferentes dos que dão origem ás formas aladas. Distinguem-se tais indivíduos das ninfas que darão os reprodutores alados por apresentarem o tegumento menos esclerozado e pigmentado e por terem técas alares mais curtas.

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Além dos reis e das rainhas de substituição deste tipo, ocasionalmente podem ser encontrados num termiteiro indivíduos reprodutores complementares considerados oriundos de jovens de obreiros e até mesmo de soldados. Dos que se originam de larvas de obreiros ba, segundo SILVESTRI, 2 tipos de individuos: ergatoides e ginecoldes, estes apteros e aqueles braquipteros. Como as reprodutoras braquipteras ou apteras nunca atingem o desenvolvimento das verdadeiras rainhas, é natural que tambem não possam produzir uma quantidade igual de ovos. Daí se encontrar algumas ou muitas rainhas de substituição numa só colonia, sempre acompanhadas de um menor numero de machos. As vezes o numero de tais individuos complementares é relativamente grande. SILVESTRI encontrou em Mato Grosso, num ninho de Hamitermes hamifer Silv., 1901, com individuos de outras castas, 126 femeas e 113 machos braquipteros. Quando num termiteiro desaparece tão somente a rainha verdadeira, o rei continuará a desempenhar o seu papel per a n t e as varias r a i n h a s de s u b s t i t u i ç ã o . FRITZ MÜLLER encontrou num ninho de uma especie de E u t e r m e s , u m v e r d a d e i r o rei c om 31 r a i n h a s da 2 ª f o r m a . Se em multas especies a existencia de indivíduos de substituição só ocorre após o desaparecimento de um ou de ambos os representantes do par real, estes, em algumas especies, normalmente são substituídos por individuos sexuados complementares. É o que se observa com o Reticulitermes lucifugus (Rossi), da Europa, segundo verificou GRASSI, e com o A r m i t e r m e s neotenicus H o l m g r e n , 1906, da A m e r i c a do Sul, estudado por HOLMGREN. Em ninhos desta especie este autor encontrou até 100 rainhas de substituição e um só rei verdadeiro. De um modo geral pode dizer-se que os reprodutores de substituição, braquipteros ou apteros, são frequentemente encontrados nos termitas mais primitivos da fam. Kalotermitidae. Reprodutores apteros, habitualmente encontrados em Mastotermes, são mais raros em Kalotermes, porém relativamente comuns em Zootermopsis e em cupins mais adiantados

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da família Rhinotermitidae. É interessante consignar que em Mastotermes não se observam reprodutores braquipteros. Nos termitas mais adiantados (da familia Termitidae) habitualmente ocorrem, em alguns generos ( Armitermes, Nasutitermes e Microcerotermes ), as formas braquipteras ou reprodutoras da 2ª forma Entretanto SILVESTRI, num ninho de Microcerotermes struncki (Sörensen, 1880) encontrou 48 operarios (ginecoides), dos quais 40 femeas e 8 machos (apteros) com os orgãos genitais tão desenvolvidos como nas formas aladas .

F i g . 131 Á e s q u e r d a c a b e ç a e t o r a x d e s o l d a d o de Syntermes brasiliensis Holmgren; á direita, cabeça e protorax de soldado de Capritermes ( Neocapritermes ) brasiliensis Snyder, 1926 (De Snyder, 1926, est. 2, fig. 9 e fig. 3c, no texto) .

162. Enxamagem. - A propagação da especie nos termitas normalmente se realiza mediante a enxamagem. Os reprodutores alados, impropriamente conhecidos pela denominação, "formigas de asas", machos e femeas, produzidos em grande numero e aproximadamente em igual quantidade,

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permanecem no termiteiro, antes da enxamagem, durante algum tempo, ás vezes, até 3 meses, prontos, porém, para sair. Em dado momento, tais formas tornam-se positivamente fototropicas e procuram abandonar o termiteiro. Nessa ocasião os obreiros, após um trabalho ativo de desobstruçâo das galerias, fazem-nas comunicar com o exterior mediante aberturas ao réz do chão, ou situadas no apice de pequenas chaminés por eles construidas. Surgem, então, nessas aberturas, as formas aladas, que imediatamente levantam vôo e abandonam o termiteiro em que se criaram para fundar novas colonias. Durante a saída dos cupins alados, obreiros e soldados ficam de guarda nas citadas aberturas. Terminada a enxareagem, os operarios fecham-nas e retiram-se para o interior da colonia, voltando esta a ter exteriormente a aparencia de inatividade que a caracteriza, não obstante a vida criptica intensa que se mantem em suas entranhas. A epoca da enxamagem varia mita e conforme a região em que especies as formas aladas ficam taneamente, em outras o seu epocas diversas e, daí, saírem em segundo a especie de terse a encontra. Se em muitas adultas e enxameiam simuldesenvolvimento termina em varios enxames.

Tambem, segundo as especies, é variavel o momento do dia em que saem os reprodutores alados. Se na maioria é com bom tempo e ao pôr do sol ou no crepusculo que se realiza a enxamagem, em outras a saída dos cupins alados se verifica, ainda com bom tempo, porém pela manhã, nas horas mais quentes do dia, ou durante a noite. Ha, mesmo, algumas especies que enxameiam com tempo chuvoso. Provavelmente o estimulo que impele todos os termitas alados, de uma dada especie e numa mesma região, a realizar simultaneamente esse exodo, no mesmo dia e á mesma hora, é uma combinação de condições mesotogicas ou atmosfericas favoraveis, especialmente de temperatura e sobretudo de umidade. As formas aladas de um dos termitas mais comuns no Rio de Janeiro, o cupim das casas, que me parece identico a Coptotermes vastator Light, 1930, surgem quasi sempre, em quantidades colossais, de Agosto a principio de Setembro, depois do pôr do sol. Nesta ocasião e durante o começo da noite,

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veem-se miríades de formas aladas desse termita esvoaçando ao r e d o r d a s l a m p a d a s , n a s h a b i t a ç ô e s e n a s r u a s . Em Mato Grosso, segundo SILVESTRI, parece que quasi todas as especies enxameiam de Agosto a Outubro.

Fig. 132 - Cabeças de 2 tipos de soldados encontrados na mesma colonia de Rhinotermes latilabrum Snyder, 1926 da bacia do Ama zonas; em ambas o labrum é consideravelmente alongado e sobre ele escorre a secreção emitida pela fontanela, toxica para as formigas; no soldado de cabeça grande ( a ) as mandibulas são bem desenvolvidas; no de cabeça pequena ( b ) eles são vestigiais, X 20 (De Snyder, in Kofoid, 1934, fig. 2).

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Em geral são os termitas menos elevados, encontrados em madeira, que têm reprodutores alados bons voadores, capazes de se manter no ar por mais tempo e de percorrer maiores dis-

F i g . 133 (á esquerda )

C a b a ç a s d e s o l d a d o s d e C o r n i t e r m e s sp. e de Spinitermes brevi c ornis Silvestri (a direita). (Foto J. Pinto).

tancias, mesmo sem o auxilio do vento. Os cupins da terra, filogeneticamente intermediarios e superiores, via de regra, têm alados máos voadores. Depois de ferem voado durante algum tempo os reprodutores alados, pousam ao chão ou sobre os moveis e começam a andar de um para outro lado. As asas pouco tempo permanecem presas ao corpo. Nos termitas superiores elas facilmente se destacam logo depois do inseto pousar; não raro, porém, um dos pares ou ambos caem durante o vôo. Nas especies primitivas frequentemente o inseto é obrigado a arrancar as asas após te-las prendido a um ponto qualquer, e isto porque nelas não ha uma verdadeira sutura humeral como nas demais especies.

ISOPTERA

281

por

Durante a enxamagem os cupins alados são dizimados um grande numero de animais insetivoros, especialmente

Fig. dutora

135

-

Rainha

ou

forma

reprodo

femea

fisogastrica ou

(oriunda

adulto

alado

macroptero).

por aves e morcegos, que,atraidos pela abundancia de alimento, os devoram em quantidades colossais. Nessa ocasião o homem tambem muito contribue para a destruição das formas sexuadas. A enxamagem não é, como se poderia supor, por analogia com a que ocorre em outros insetos sociais (abelhas e formigas), um vôo nupcial, pois os cupins alados, ao saírem do termiteiro, ainda se acham sexualmente imaturos. Daí a 1ª copula, normalmente, só se efetuar depois de terem perdido as asas e estabelecido uma morada. Os reprodutores que sobrevivem á hecatombe da enxamagem, depois de desalados, tornam-se negativamente fototropicos e fortemente tigmotropicos, isto é, precisam de estar em contacto com a madeira ou com o solo. Assim, reunidos aos pares, isto é, cada femea com o seu macho, formando um casal real, procuram um lugar adequado e iniciam imediatamente a excavação de uma galeria, terminando-a por uma cavidade mais ampla chamada camara nupcial. Nenhum adulto

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c o l o n i z a d o r v o l t a a o n i n h o de o n d e s a i u . D i a s d e p o i s d a p r i m e i r a c o p u l a , q u e se p r o c e s s a c o m o n a s b a r a t a s , isto é, u n i n do-se os dois s e x o s c o m o c o r p o e m o p o s i ç ã o , a f e m e a d e p õ e os p r i m e i r o s ovos n a c a m a r a n u p c i a l . U m m e z depois, p o u c o m a i s o u m e n o s , deles s a e m as p r i m e i r a s f o r m a s j o v e n s , q u e s ã o c r i a d a s pelo c a s a l r e a l . Ulteriormente, o macho, coabitando com a femea na mesm a c e l u l a r e a l , f e c u n d a - a de q u a n d o e m v e z . 163. Formação do termiteiro. - Não obstante FRITZ MÜLLER (1873) t e r n e g a d o a p o s s i b i l i d a d e d a s f o r m a s s e x u a d a s , pelo menos das especies por êle estudadas, fundarem novas colonias, ha uma serie de observações e experiencias de varios autors (PEREZ (1894), J. FEYTAUD (1908-1909), B. FLETCHER (1910-1911) e principalmente G. FULLER (1915-1921)), com termitas de outros territorios, que demonstram exatamente o contrario. No fim de algum tempo, variavel com a especie e com as condições do meio em que vivem, estão mais ou menos desen-

F i g . 134 Rainha ou forma reprodutora femes fisogastrica (oriunda do adulto alado ou macroptero).

volvidas essas primeiras formas jovens de obreiros e soldados, aliás um tanto anãs, quando comparadas com os indivíduos normais das mesmas castas, provavelmente porque estes foram fartamente nutridos por obreiros durante o seu desenvolvimento, enquanto que aquelas são deficientemente alimentadas pelo casal real.

A rainha. Nas especies primitivas as rainhas podem mover-se livremente no termiteiro. Este. porém. o casal real passa a desempenhar exclusivamente o papel que lhe está destinado na sociedade dos termitas. tendo ao lado o rei que a fecunda e estimula. oriundos de uma enxamagem. Aumentando cada vez mais o numero de individuos da progenitura do casal real. a femea e o macho ficam aprisionados. progressivamente alargada pelos obreiros para acomodar o corpo da femea. a principio fica ligado ao ninho principal mediante galerias subterraneas ou tuneis exteriores. aumentam tambem o numero e as dimensões das cavidades dispostas ao redor da celula-real e assim o termiteiro. permanece na celuIa real. mais tarde. não podendo mais dela sair. pouco tempo depois. uma parte dos operarios de uma colonia pode transportar para outro ponto. vae se estendendo ou crescendo. a princípio imperceptivel. cujo abdomen cresce á proporçâo que ela se vai desenvolvendo e se tornando mais prolífica. A fundação de novas colonJas por pares reais. Nos termitas de organização social intermediaria (Rhinotermitidae) ou mais elevada (Termitidae). imediatamente após a sua formaçâo. O termiteiro assim constituido não possue. pelas pequenas entradas dessa camara. pois nelas o abdomen nunca s e distende extraordinariamente. o da procreação. . mais ou menos distante. é o processo normal de propagação da especie em quasi todos os termitas. emparedados vivos na celula real pelos obreiros. que se incumbem tambem da remoção dos ovos á proporção que vão sendo expelidos e distribuição dos mesmos em pontos favoraveis. a primitiva camara nupcial. Todavia. podem apenas passar os obreiros e os soldados.ISOPTERA 283 Logo que as primeiras formas podem caminhar. adquirindo em algumas especies dimensões colossais. por exceção. ovos e formas ainda muito jovens e aí formar um ninho secundario. indivíduos reprodutores. interrompemse as comunicações entre as duas colonias e o ninho secundario se desenvolve independentemente do principal. O alimento lhes é trazido pelos operarios.

cada vez mais cheias de ovos em varios estados de desenvolvimento Todavia. insuladas no resto do tegumento distendido. inconscientemente. Compreende-se que a rainha. ocorre tambem. geralmente á custa de pares reais de substituição. sem afetar os escleritos abdominais. quando completamente desenvolvida. f i g s . não é somente a elasticidade das partes membranosas do abdomen que permite essa distensão. O abdomen da rainha. de um lugar para outro. outras ventrais. . Algumas vezes é o homem que. que aliás só atinge essas partes. Fisogastria e capacidade reprodutora das rainhas . Em algumas especies de Termitidae o desenvolvimento atinge a proporções tão avantajadas que o aspeto da rainha fisogastrica lembra o de um chouriço (v. cerca de 1500 a 2000 vezes o volume do resto do corpo e de 2000 a 20000 vezes o de um obreiro. material infestado por uma parte de uma antiga colonia. aparecendo como 2 séries de placas esclerosadas. transportando. uma enxamagem.284 INSETOS DO BRASIL porém. que se desenvolve no novo habitat. pode. os ou adoram obreiros ou criam reis pares reais oriundos de e rainhas de substituição.A rainha do verdadeiro par real. nestas condições. apresenta quasi sempre o abdomen bastante volumoso ( fisogastria ). Para que o abdomen adquira esse enorme desenvolvimento o tegumento sofre uma distensão extraordinaria pela pressão progressiva e crescente das bainhas ovarianas. 164. de comprimento. que no fim de 2 anos apresenta 80 mm. umas dorsais. segundo SMEATHMAN. simultaneamente. atingir até 15 centimetros. não mais possa deslocar-se. um desenvolvimento post-metamorfico da femea. como ninho secundario. 134 e 135). nos especimens mais desenvolvidos. Provavelmente o mesmo deve ocorrer nas nossas grandes especies do genero Syntermes . 1781). No termita africano Bellicositermes bellicosus (Smeathman. estabelece essa cisâo do ninho primitivo. os quais conservam as mesmas dimensões.

ha na celula real grande numero de operarios e muitos soldados de um ou dos dois tipos assinalados. de a l g u n s m i l h a r e s de m e m bros. cie quando em vez. incumbem-se da alimentação da rainha e do rei e removem os ovos para outras celulas. á proporção que väo sendo deposto. com o abdomen pouco mais volumoso que o dos machos. Syntermes. durante toda a sua vida (uns 10 anos pouco mais ou menos). após contraçöes peristalt i c a s do a b d o m e n . porém. a r a i n h a põe d i a r i a m e n t e u m p e q u e n o n u m e r o de ovos.ISOPTERA 285 Nas especies que formam colonias com um numero relativamente pequeno de indivíduos. que ex- . Uma rainha. Todos. Anoplotermes. as rainhas. como já disse. etc. produz uma enorme quantidade de ovos. aglomerados ao redor dos orifícios intestinal e genital. Todavia. Os machos. Entretanto neles tambem se processa um desenvolvimento post-metamorfico. atingida a maturidade. nas que constroem grandes cupinzeiros ( Termes. A femea expele. Os soldados pequenos parecem dirigir o trabalho dos operarios e os grandes cuidam da proteção da rainha. ingerem avidamente os excreta por ela expelidos. em geral. não ficam enclausuradas numa celula real e andam livremente pelo termiteiro. não deve depôr o m e s m o n u m e r o de ovos e m t o d a s as o c a s i õ e s . O numero de ovos depostos diariamente pela rainha.). Além da rainha e do rei. um ovo. São eles tambem que transportam a rainha por ocasião da mudança de camara real. indicativo da sua fecundidade. Os operarios. a rainha. nâo apresentam maiores dimensões que no inicio da fundação da colonia. depende naturalmente da especie a que ela pertence da idade e de influencias intrinsecas e mesologicas. u n s 12 a p r o x i m a d a m e n t e . Nas especies que f o r m a m p e q u e n a s c o m u n i d a d e s . tambem a secreção exsudada atravez do tegumento da femea e. se bem que insignificante. P o r c e r t o t a m b e m u m a r a i n h a i d o s a n ã o p o d e r á ser t ã o p r o l i f i e a c o m o q u a n d o se a c h a v a e m p l e n a m a t u r i d a d e . quando comparado com o da femea.

e generos afins que Todavia se tem é nas especies de Bellicositermes observado as rainhas mais proli- . f i g . 1909. 136 Quadro esquematico represantando o desenvolvimento postembrionario (nos diversos estadios) e a d i f e r e n c i a ç ã o d a s c a s t a s n u m a e s p e c i e d e t e r m i t a (De E s c h e r i c h . 7. uma rainha põe Fig.286 INSETOS DO BRASIL cede consideravelmente a produção dos animais mais proliticos. segundo observação de EMERSON. Assim em Anoplotermes silvestrii Emerson (especie sulamericana).000 ovos por dia. I 0 ) .

reis e rainhas de complem en to . habitualmente. . bellicosus. A g i g a n t e s c a r a i n h a de B .000 ovos diariamente ou sejam 10. que as r a i n h a s v e r d a d e i r a s . s e g u n d o observação de SMEATHMAN. 165. As femeas suplementares são ás vezes extremamente prolificas e geralmente põem ovos mais rapidamente. dos Estados Unidos. Fig. mit a 187 . pelo m e n o s em colonias artificiais. constituindo possivelmente reservas nutritiv a s (De Snyder. fig. segundo esse autor e ESCHERICH. põe.000 por dia. por exemplo. 30.000 em t o d a a sua existencia. Segundo SNYDER (1935).000 por a no e 100. 1928.ISOPTERA 287 ficas.000. a r a i n h a s u p l e m e n t a r é capaz de pôr m ai s ovos n u m dia que a r a i n h a p r i m a r i a nos 2 p r i m e i r o s anos do d e s e n v o l v i m e n t o da colonia. pode expelir u m ovo por segundo.A populaçâo de um termiteiro varia de acôrdo com a especie e.Nodulos encontrados no ninho de um ternasutiforme. 1934).000. ou mais de 80. Segundo LIGHT (in KOFOID. numa mesma es- . 1935. pelo menos de inicio. População de um termiteiro. em Retieulitermes hesperus Banks. p o d e m viver até 25 anos. no mínimo. porém. 40).

O sexo nada influo nessa diferenciação pois as primeiras f o r m a s jovens são. Alguns autores acreditam que o numero de individuos de u m a colonia vá p r o g r e s s i v a m e n t e a u m e n t a n d o de ano p a r a ano até atingir um maximo. sob a influencia de estimulos externos. De acôrdo com a teoria proposta por GRASSI e SANDIAS (1897) e ainda aceita por varios autores. que.a m e r i c a n o s . m a c h o s e f e m e a s . i n c l u i n d o as f o r m a s jovens. baseado em seus estudos com o termitideo de Java.288 INSETOS DO BRASIL pecie. entra em decadencia e se aniquila em menos de 20 anos. que erigem m o n t i c u l o s ou c o m o r o s no solo. a diferenciação das castas estabelece-se nas primeiras fases do desenvolvimento das formas jovens. Os especialistas americanos. depois da m o r t e do casal real. É desta opinião KALSHOVEN (1930). que as colonias. ha aproximadamente 3. para depois ir tambem progressivamente diminuindo até o aniquilamento do termiteiro. prat i camente incalculavel. tais como: um regimen alimentar apropriado e a presença ou ausencia de protozoarios no saco intestinal posterior.000. acreditam numa imortalidade potencial da colonia. chegou á conclusão de que uma colonia. N u m a colonia de N a s u t i t e r m e s s u r i n a m e n sis Holmgren. determinando estes uma especie de castração parasitaria. Nas larvas . e m pleno desenvolvimento. SNYDER c o n t o u a l g u m a s dezenas de m i l h a res de individuos. Nas velhas colonias de Heterotermes (= Leucotermes ) n o r t e . conforme a idade da colonia e segundo a estação do a n o . É porém nos Termitideos da faro. Kalotermes ( Neotermes ) tectonae Dammerman. Nos ninhos das especies de Kalotermes raramente excede de 1000 individuos. Origem das castas. entretanto. . i n d i f e r e n t e m e n t e . a p r e s e n t a m u m a p o p u l a ç ã o colossal. que se m a n t e m . apesar de possuir reprodutores suplementares.000 de indivíduos segundo c o n t a g e m f e i t a por EMERSON ( s e g u n d o LIGHT: in KOFOID. 1934). 166. Termitidae. á c u s t a dos r e p r o d u t o r e s s u p l e m e n t a r e s .Para explicar a diferenciação das castas nos t e r m i t a s varias hi pot es e s t ê m sido a v e n t a d a s .

resultando de fenomenos comparaveis aos que ocorrem na diferenciação dos sexos. devido á presença de u m a p e q u e n a q u a n t i d a d e de protozoarios no intestino. As larvas dos reprodutores de substituição receberiam uma alimentação especial (saliva). pois. como o couro e a lã. Entretanto as observações de BUGNION (1912). THOMPSON (1917. impediria o seu desenvolvimento. e n t r e t a n t o . Alimentação. s e g u n d o esta teoria. estes r a r a m e n t e h a b i t a m o i n t e s t i n o das especies de Termitidae. 167. comprimindo o aparelho genital. já se a c h a m diferenciadas por caracteres e s t r u t u r a i s i n t e r n o s . não foram observadas diferenças notaveis nos cromosomios das celulas germ i n a t i v a s n a s varias c a s t a s . seria. K a l o t e r m i t i d a e e R h i n o t e r m i t i d a e são e s s e n c i a l m e n t e xilofagas e a p r e s e n t a m o intestino posterior repleto de protozoarios que digerem a celulose. hereditaria.Os cupins são vegetarianos. como o papel. permitindo assim um desenvolvimento rapido do a p a r e l h o g e n i t a l . Apenas algumas especies de Mirotermes hospe- . embora as primeiras formas jovens sejam aparentemente iguais. podendo. se são devidas a estímulos externos. não se sabendo exatamente se elas são determinadas genericamente. até agora. e não trofogenica. inclusive os m a n u f a t u r a d o s . e assim como a determinação do sexo depende dos heterocromozomios.s e de quaisquer p r o d u t o s de origem vegetal. assim tambem as castas dependeriam dos cromozomios somaticos ou pelo menos do seu funcionamento. . Assim. ou se ambas as causas entram em jogo na sua p r o d u ç ã o . A diferenciação das castas. leva-nos a concluir que o problema da origem das castas nos termitas ainda não foi satisfatoriamente elucidado. de natureza blastogenetica. Nos r e p r o d u t o r e s alados o desenvolvimento deste a p a r e l h o seria m a i s moroso. a l i m e n t a r . que expeliria os protozoarios do intestino. pejado de protozoarios. ou de origem animal. Entretanto. a analise das teorias propostas. As especies das familias M a s t o t e r m i t i d a e . 1919) e outros tendem a demonstrar que.ISOPTERA 289 de operarios e soldados o saco intestinal.

apresenta-se ainda mais modificada sob a ação das secreções do tubo digestivo e dos agentes animados que aí se encontram. a menos que não tenha já passado pelo tubo digestivo de outro individuo. F i g . resumidamente. fornecidos pelos ope- .. Segundo GRASSI e SANDIAS (1897). menor Spirotrichon y m p h a s p . ( p r e p . . que estudaram especialmente a especie europeia KaIotermes flavicolis ( F a b r . os cupins a l i m e n t a m . No primeiro caso ( alimento estomodeico ) a substancia alimentar esteve apenas em contacto com a primeira porção do intestino ou intestino anterior. No segundo caso (alimento proctodeico) a substancia alimentar. L a f a y e t t e d e Freitas). 1793).290 INSETOS DO BRASIL dam amebas que ingerem a celulose. que perdeu parte dos seus elementos nutritivos absorvidos no intestino.P r o t o z o a r i o s d e C o p t o t e r m e s v a s t a t o r L i g h t : maior Holomastigotoides sp. sobre tais protozoarios. Essas duas especies de alimentos. Na seção seguinte (168) o Dr. 138 . e f o t m i c r o g r a t . de F .s e de dois modos: ou pela regurgitação ou por defecação. GILBERTO DE FREITAS dissertará.

É provavel. ás vezes. Termes. porque o conteudo do intestino posterior nesses insetos é em grande parte constituído por terra. são expelidos p a r a o exterior. O mesmo sucede com os individuos doentes ou enfraquecidos. Acan- . Odontotermes. além das s u b s t a n c i a s retiradas do meio em que vivem. a l i m e n t a m . para obte-lo em maior abundancia. Até mesmo as exuvias ou peles abandonadas nas mudas são tambem devoradas. segundo aqueles pesquizadores. chegam a escarificar o abdomen da femea. dos generos Bellicositermes. Muitas especies empregam os excreta na construção e r e v e s t i m e n t o dos n i n h o s . é o a l i m e n t o unico das primeiras f o r m a s jovens e é ela t a m b e m que determ i n a a t r a n s f o r m a ç ã o destas em individuos sexuados de substituição. Estes. WHEELER creou.s e das fézes ou excreta de outros individuos. o termo trofolaxia. como pondera HEGH. não se alimentem de substancia proctodeica. q u a n d o já n ã o possuem mais propriedades n u t r i t i v a s . Daí se poder reconhecer u m a r a i n h a já velha pelo a b d o m e n cheio de cicatrizes. Os obreiros. após sucessivas passagens a t r a vez o tubo digestivo de varios individuos. Varias são as especies africanas e do Oriente. Microtermes. Segundo HOLMGREN. sob o aspecto de pequenos grãos de aspecto caracteristico. Aliás o canibalismo ocorre f r e q u e n t e m e n t e em quasi todos os t e r m i t a s . p a r a a t r o c a m u t u a de a l i m e n t o e n t r e formas adultas e jovens. que são quasi sempre despedaçados e devorados pelos soldados. Os obreiros das especies xilofagas. que os obreiros das especies que habitam termiteiros argilosos e que ingerem humus. que abrange tarobem a alimentação com substancias exsudadas atravez do abd o m e n de todas as f o r m a s .ISOPTERA 291 rarios. A saliva. Do aproveitamento completo de todos os resíduos alimentares resulta a excessiva limpeza que se observa no interior dos termiteiros. são as rainhas fisogastricos as formas que emitem exsudato mais copioso e mais apreciado. r e p r e s e n t a m u m papel i m p o r t a n t i s s i m o n a n u t r i ç ã o das f o r m a s jovens.

ni les mycotêtes pour l'alimentation de leur couvain. bellicosus. . mais raramente. Ancistrotermes. Para BUGNION (1914) tal alimento serviria exclusivamente para as formas jovens do casal real. tis n'en sont pas moins constants dans les meules..... puisque n'etant ni utflisés...... Les mycotêtes ne sont pas un aliment de base mais tout du plus un adjuvant. á procura do alimento.. Protermes e Sphaerotermes que vivem em ninhos construidos no solo... comportando-se diferentemente dos demais termitas..... seriam cultivados pelos termitas e por eles utilisados como alimento............ Les Xylaria nous en fournissent la preuve.. Le mycélium se développe naturellemente parce que la termitière et la matière même des meules lui sont un milieu favorable." Dentre os Termitidae nasutiformes ha a mencionar as especies que.......... na opinião da maioria dos autores... la constance des mycotêtes sur les meules n'implique ni un ensemencement intentionnel par le Termite. Les adultes en consomment. Bellicositermes natalensis..... ni "cultivés" par le Termite..." Ainda do mesmo autor são as seguintes conclusões: "Nous ne croyons pas à la culture intentionelle du Champignon par le Termite.. Tout semble se résumer en une action du milieu...... de sementes de gramineas.. de petites quantités..... confirmando observações anteriormente feitas por BATHELLIER....... Il est donc inexact ou au moins abusif de dite qu'il y a des Termites CULTIVATEURS de champignous. declara o seguinte: "Selon nous. Entretanto GRASSE (1937). Synacanthotermes.. Tout se passe en dehors de l'intervention intentionnelle de l'Insecte... ni une association symbiotique riu champignon avec l'Insecte....... em colunas constituidas por milhares de operarios...... au moins dans las espèces observees par nous (Termes minutus.. cujas celulas se apresentam cheias de verdadeiros jardins de cogumelos (Basidiomicetos do genero Volvaria )........ vegetando sobre uma massa constituida por detritos de folhas secas ou.. Microtermes)......" .. Esses cogumelos. saem durante o dia do termiteiro....292 INSETOS DO BRASIL thotermes.. "En effet. les Termitinae n'utflisent ni le velours mycélien....... B............

apresentando os t e r m i t a s variações q u a n t o aos seus h a b i t o s n u t r i c i a i s . A s d e m a i s e s p e c i e s d e T e r m i t i d a e c o n s t r o e m . como a que culminou com o conhecimento da simbiose entre os termitas xilofagos e os protozoarios h a b i t a n t e s do seu tubo digestivo. de cada lado. após as cuidadosas observações e experieneias do grande protozoologista L. o que os coloca numa posição característica em materia de nutrição. Assim. CLEVELAND. Esta hipotese c o n f i r m a d a por uns (IMMS. R. de uma bizarra fauna de protozoarios. Esses animais vivem exclusivamente sob um regímen xilofago. Alimenfolhas em decom- Outras especies nasutiformes. mais primitivas que a faro. logo após ás descobertas iniciais de BESPÈS (1856).uma alimentação de humus. Kalotermitidae e Rhinotermitidae. 1919). o u . m a i s o u m e n o s a f a s t a d a d o solo. . LEIDY (1877). nestes insetos. aprovisionam o ninho com grandes massas ou nodulos de madeira excretada. com o aspecto de p e q u e n a s b a t a t a s (v. q u e l h e s s e r v e d e a l i m e n t o . G. e x c l u s i v a m e n t e . DE FREITAS).ISOPTERA protegidos. 293 de nasuti. É verdade que a xilofagia não é geral. que fazem cupinzeiros chamados cabeças de negro. 168. De modo diverso se comportam os representantes das 3 famílias (Mastotermitidae. Termitidae. ou mesmo habitos micofagos. fig. foi a descoberta. em nada diferentes dos de certas formigas. d e d e t r i t o s v e g e t a i s secos. materia organica em decomposição. atacada por outros (GRASSI e FOÁ teve a sua confirmação definitiva. Termitidae . especialmente de posição. GRASSl e outros. Fato que desde logo deixou antever uma intensa peculiaridade biologica ligada á nutrição dos termitas inferiores. BUSCALONI e COMES (1910) emitiram a hipotese de que tais organismos eram simbiotos responsaveis pela nutrição dos termitas ás custas da madeira. Assim. vamos encontrar entre os mais evoluídos . Protozoarios nos termitas (pelo Dr. "Poucas vezes a descoberta de fatos novos apresentou u m a sequencia tão perfeita de aquisições p r e l i m i n a r e s . q u e s ã o a r m a z e n a d o s . por uma linha tam-se tais especies. o u se a l i m e n t a m d e h u m u s .os da fam. eles seriam capazes de transformar a celulose em açucares assimilaveis pelo inseto. tuneis de terra ou de substancia proctodeica a t é a t i n g i r e m a m a d e i r a . 137). c o m o os R h i notermitidae.

294 INSETOS DO BRASIL Os estudos que foram realizados em Zootermopsis angusticollis (Hagen) (Kalotermitidae) e Reticulitermes flavipes (Kollar) (Rhinotermitidae). q u a n d o s u b m e t i d o s a u m a d i e t a de c e l u l o s e . jejum prolongado. Com a aquisição desses voltava a capacidade de digerir a celulose. estes t e r m i t a s . e d e l a s v i e r a m os metodos de oxigenação sob pressão. a e s t e j e j u m c o r r e s p o n d e o d e s a p a r e c i m e n t o dos flagelados. Assim nas diversas castas de u m a c o l o n i a . Em c o m p e n s a ç ã o . morriam ao cabo de 3 a 4 semanas. s ã o p o r t a d o r e s d e f l a g e l a d o s a p e n a s a q u e l a s que i n g e r e m m a d e i r a . Isto ocorre nos p r i m e i r o s t e m p o s de vida e m todas as castas e. posteriormente. c o m p r o b a t o r i o s t o d o s eles d a i n t e r p r e t a ç ã o s i m b i o t i c a d a s r e l a ç õ e s entre termitas e seus flagelados. á s c u s t a s de o u t r o s i n d i v i d u o s . n e s t a s a p a s s a g e m p a r a d i e t a l i q u i d a . p e l a m o r t e dos p r o t o z o a r i o s . foi por esse mesmo autor demonstrado. na 2ª e 3ª formas gerador a s . T e r m i - . ele n ã o p o s sue f l a g e l a d o s . livres dos seus flagelados. aparentemente. que a possibilidade de uma nutrição celulosica está intimamente ligada á presença dos flagelados intestinais. matava em horas os flagelados de Reticulitermes flavipes. D u r a n t e t o d o o t e m p o e m q u e se p r o c e s s a m os f e n o m e n o s de e c d i s e . lhes foi inocua e que a morte era devida a uma i n c a p a c i d a d e de d i g e r i r a c e l u l o s e . t r o u x e á luz n u m e r o s o s f a t o s i n t e r e s s a n t e s . p o i s b e m . Essas experiencias de defaunação e sequente refaunação. Outras experiencias visando a defaunação sem violencia d o s t e r m i t a s f o r a m r e a l i z a d a s p o r CLEVELAND. visavam destruir as possiveis rel a ç õ e s e x i s t e n t e s . isto prova que a permanencia á temperatura de 36° C. a l i a s n e c e s s a r i a e s u f i c i e n t e p a r a m a n t e r a v i d a de t e r m i t a s d a m e s m a e s p e cie. m o s traram-se aptos a viver sob um regímen de celulose parcialmente digerida. p e r m i t i a a o s t e r m i t a s d e f a u n a d o s a p o s s i b i l i d a d e d e r e a d q u i r i r e m os f l a g e l a d o s que h a v i a m sido d e s t r u i dos p e l o a q u e c i m e n t o a 36 °C. os t e r m i t a s n ã o se n u t r e m . de modo claro. Tais termitas assim defaunados. etc. este autor constatou que a exposição á temperatura de 36° C. sem que. c o i n c i d e c o m o d e s a p a r e c i m e n t o dos p r o t o z o a r i o s . provam. I n i c i a l m e n t e . O e s t u d o d a b i o l o g i a dos t e r m i t a s e m r e l a ç ã o aos s e u s f l a g e l a d o s . que a promiseuidade com indivíduos portadores de sua fauna de f l a g e l a d o s . Posteriormente. nada sofressem os insetos. u m a vez m o r t o s os p r o t o zoarios. desde que exibissem a sua fauna protozoica integra. Q u a n d o u m indivíduo recebe o a l i m e n to d e u m o u t r o sob a f o r m a de s e c r e ç ã o s a l i v a r .

Hoje. com exceção do genero Lophomonas. em suas relações com o inseto hospedeiro. Apropria ordem Hypermastigida. a escola norte-americana. já a olho nú. como p. Esse modo especial de transmissão. aliás já referidos por COSTA LIMA em Blattariae. Assim que se rompe o intestino. são exelusivas dos termit a s . com Trichomonas termopsidis. é a sua notavel complexidade estructural. após os estudos de CLEVELAND no Blattideo primitivo Cryptocercus punctulatus. sabe-se da existencia de numerosos outros flagelados Hipermastigotos em insetos desta ordem. de modo identico procederam elas para com os protozoologistas.. CONNELL e outros da Universidade da California. para que se tenha uma antevisão da beleza do estudo dos flagelados simbioticos dos termitas. Já pelo seu numero prodigioso. o inseto se refauna por coprofagia. já pela morfologia fantastica destes organismos. Uma das principais caracteristicas dos flagelados dos termi t as. pertence m á classe Mastigophora (Flagelados). onde as ciencias biologicas são eultivadas. que são transmitidos pelo regorgitamento. era tida como composta de flagelados exclusivamente de termitas. p. contudo.ISOPTERA 295 nada a ecdise. como aliás acontece com os ciliados da pança dos ruminantes. O imortal descobridor do Plasmodium vivaz. pelos magníficos trabalhos de KOFOID. têm trazido contribuições para o conhecimento da fauna protozoica dos termitas xilofagos. vê-se escapar. algumas das quais. um dos agentes produtores da malaria humana. como as familias Oxymonadidae e Calonymphidae. É suficiente que se disseque um Kalotermitideo qualquer. para que se tenh a uma noção clara desta complexidade. que é considerado um dos Trichomonades mais evoluidos. LIGHT. ex. com duas especies de Blattideos. entretanto. Se os protozoarios dos termitas. extremamente rico em fatos novos. KIRBY JR. Salienta-se. como demonstraram ANDREW e LIGHT (1929). ex. O impulso inicial foi. eles constituíram para os protozoologistas um campo vastissimo de pesquizas. explica a inexisteneia de formas cisticas entre os flagelados dos termitas. foram capazes de oferecer ao biologo os fatos mais interessantes.. Todos os países. Todos os protozoarios simbioticos dos termitas. Basta que se compare Trichomonas ( Trichomonas ) muris parasita do rato. Estão distribuidos em numerosas familias. este Cryptotermes que ataca a madeira protegida aqui no Distrito Federal. como que uma nuvem constituída por milhões de flagelados de rara beleza. SWEZY. dado por GIOVANNI BATTISTA GRASSl. O estudo dos flage - .

se outros aspectos fossem e x a m i nados. como n a f a m . O a s p e c t o e a estrutura dos ninhos dos termitas ( termiteiros ou cupinzeiros ) variam consideravelmente nas diferentes especies Estas. ex. t r o u x e a i n d a i n t e r e s s a n t e s e n s i n a m e n t o s e m relação ao s e n ti d o da evolução f i l o g e n e t i c a nos p r o t o z o a rios. c) t e r m i t a s q u e c o n s t r ó e m m o n t i c u l o s o u c o - .296 INSETOS DO BRASIL lados dos t e r m i t a s . Nos generos Microrhopalodina Grassi & F o á e Proboscidiella Kofoid & Swezy. v a m o s e n c o n t r a r n a f a m . porém. Termiteiros. constituídos por indivíduos p r o t a d o r e s de n u m e r o s o s c a r i o mastigontes. C a l o n y m p h i d a e . a c a d a u m dos quais c o r r e s p o n d e n d o u m c o m p l e x o cinetico co n st i t u í d o de b l e f a roplastos donde partem flagelos. com a excepção do trabalho de HARTMANN (1910) sobre os flagelados de C o p t o t e r m e s sp. um corpusculo parabasal e u m axostilo. o mais p r i m i tivo dos Calonymphideos.. 0 u r r a s vezes se observa u m a v e r d a d e i r a polimerisação. p a r t i n d o do gênero C o r o n y m p h a Kirby. 2° termitas que habit a m o s o l o . se c o n s e g u i r mos dar u m a idéa de c o n j u n t o desses curiosos o r g a n i s m o s . foram por nós observados r e p r e s e n t a n t e s de todas as o u t r a s descritas de t e r m i t a s .s e a im p r e s s ã o de que c a d a individuo é o r e sultado de um g r u p a m e n t o de O x y m o n a s. este t r a balho de m a s i a d o extenso. De v al o r i n e s t i m a v e l são as contribuçiões que os F l a g e l a d o s dos t e r m i t a s t r o u x e r a m á citologia geral dos protozoarios. " 169. C a d a individuo é u m c o n j u n t o desses sistemas e l e m e n t a r e s que JANICKI d e n o m i n o u c a r i o m a s t i g o n t e . O x y m o n a d i d a e . Tipos de habitat. no Brasil. t e m . J u l g a r e m o s a t i n g i d a a nossa f i n a l i d a d e . Aqui. houve como que u m a " r e p e t i ç ã o " dos generos mais simples nos mais complexos. O estudo da f a u n a de Flagelados dos t e r m i t a s brasileiros p a r e c e ser b e m promissor. sob o ponto de vista do habitat ou lugar em que formam o ninho. podem ser grupadas em 2 tipos principais: 1° . b ) t e r m i t a s q u e c o n s t r ó e m n i n h o s a r b o r i c o l a s o u sem i a r b o r i c o l a s .termitas que habitam exclusivamente a madeira. flagelados dotados de n u m e r o s o s nucleos. v a m o s o b s e r v a r u m a i n d e p e n d e n c i a progressiva dos nucleos no genero Calon y m p h a . i n d e p e n d e n c i a que se t o r n a i n t e g r a l no genero S n y derella Kirby. Cyclonymphidae e Dinenymphidae. Pois bem. a b s o l u t a m e n t e n a d a h a feito. c o m p r e e n d e n d o e s t e 2 ° g r u p o : a) t e r m i t a s s u b t e r r a n e o s . que só possuem u m c a r i o m a s t i g o n t e . excepção f e i t a das f a m i l i a s S t r e b l o m a s t i g i d a e . R e s u l t a r i a . Staurojoeninidae. porquanto. e m que esses nucleos estão i n t i m a m e n t e ligados aos complexos cineticos. Assim p. aliãs de todo errado.

c o m v a r i a s e s p e c i e s do O r i e n t e e d a s A m e r i c a s . do Instituto de Biologia Vegetal).ISOPTERA 297 móros de terra. c o m o u t r a s d a A f r i c a . . f i n a l m e n t e . c u j o s n i n h o s s ã o t a m b e m de c a r t ã o . d ) termitas cujos ninhos são constituidos por simples camaras e galerias. c o m e s p e c i e s d a A u s t r a l ia. á direita. p o r é m s u b t e r r a n e o s . nem sempre corresponde a determinados grupos taxionomicos. ou em cupinzeiros de outras especies. F e i t a e s t a r e s s a l v a . para mostrar a estrutura interna (3/4 do tamanho natural). Convem ponderar que esta classificação geral. q u e f a z e m n i n h o s e x p o s t o s de c a r t ã o e m t r o n c o s d e s s e c a d o s . pois n u m m e s m o g e n e r o de t e r m i t a s . sob pedras. p a s s o a c o n s i d e r a r . s u m a r i a m e n t e . 139 Ninho subterraneo d e Cornite rm e s s t r i a t u s ( d a col. os p r i n c i p a i s g r u p o s de h a b i t a t s h a p o u c o r e f e r i d o s . e. H a j a a v i s t a o q u e o c o r r e n o g e n e r o Coptotermes. F i g . troncos de arvores. escavadas no solo. secção mediana longitudinal. p o d e h a v e r e s p e c i e s classificaveis e m d u a s o u m a i s d a s divisões i n d i c a d a s . q u e c o n s t r ó e m m o n t í c u l o s de t e r r a .

Enquadram-se nesta sub-divisão os termitas com ninhos enterrados. e n t r e t a n t o . q u e se a b r i g a m e m c a m a r a s e g a l e r i a s e s c a v a d a s n a m a deita seca ou úmida. p o r é m d e p a r e d e s e s p e s s a s e d u r a s .298 INSETOS DO BRASIL Cupins de m adei r a.A e s t e g r u p o p e r t e n c e m a s e s p e cies de K a l o t e r m i t i d a e . chata e h o r i z o n t a l (De H o l m g r e n . Reticuliterneros da familia Rhinotermitidae: mes e Heterotermes (= Leucotermes ). Raramente estas especies atacam plantas vivas. em cartão muito duro. pertencentes aos tres geCoptotermes. . 140 . constituída por celulas menores que as da camada precendente. Citamse. camada de consistencia variavel de 2 a 5 cm. de espessura. c a s o s de d a n o s c a u s a d o s e m t e c i d o s de p l a n t a s vivas. em varios países tropicais. . Fig. IV. I.Corte esquematico de um ninho arboricola ( cabeça de negro ) de Nasutite r mes rippertii. por especies de Neotermes. Cupins subterraneos. . involucro exterior. no meio a celula real. e m g e r a l p e q u e n a s . c a m a d a e m q u e se a c h a a n i n h a d a . III. n u c l e o central. c o n s t i t u i d a p o r c e l u l a s g r a n d e s e c h a t a s . II. 1906. V. as maiores depredações. constituída por camaras arredondadas. em todo o mundo. genero (para alguns autores subgenero de Kalotermes ) com algumas especies neotropicas. Q 2 ) . c o m c o l o n i a s d i f u s a s . camada quebradiça. f i g . formados por especies que causam.

Miss. 1. 1929. n o segundo. ela fica completamente separada do solo. No p r i m e i r o c a s o a c o l o n i a a i n d a se m a n t e m . n a m a d e i r a a t a c a da. Brési l . citam-se as colonias de Coptotermes encontradas nos navios. 3 9 ) .ISOPTERA 299 O g e n e r o R e t i c u l i t e r m e s . 141 . parte da colonia.Raizes de Ficus sobre um tronco de arvore. geralmente em ninho cartonado. Belg. Como exemplo deste caso extremo. o u m e s m o e x c l u s i v a m e n t e . Ha todavia colonias de Coptotermes cuja atividade se p r o c e s s a quasi. porém. f i g . e m c o n e x ã o c o m o solo. Neste grupo de termitas. não tem representantes no Brasil. fica situada no solo. d a s regiões h o l a r t i c a e n e a r t i c a . c o m o h a b i t u a l m e n t e ocorre. 1858) e o Corni- . ou praticamente toda ela. Biol. a c i m a do solo. Fig. c o m galerias de Nasutitermes. que comunicam a parte subterranea da comunidade com o termiterio (cabeça de negro) assestado na parte superior do tronco (De Massart. No g r u p o dos c u p i n s s u b t e r r a n e o s p o d e m ser i n c l u í d o s o Cornitermes ( Cornitermes ) striatus (Hagen.

concentrados e inteiramente enterrados. de forma cilindrica ou subcilindrica. identicas por SILVESTRI. 139). 1928. descritos e figurados por FRITZ Fig. Cada colonia de Cornitermes striatus compreende cerca de 6 ninhos.300 INSETOS DO BRASIL termes ( Cornitermes ) lespesii Fritz Müller (1872) (familia Termitidae)114. Internamente apresentam-se dividido em camaras sup er p o s tas . São cupinzeiros de terra vegetal. 9 ) . fig. SILVESTRI e ESCHERICH. com cerca de 10 c m . Os 114 DER Estas (1926). SNY- . completamente fechados (exceto nas 2 extremidades) e nitidamente isolados da terra que os envolve. duas porém. especies foram consideradas considera-as diferentes. que se comunicam por meio de galerias. 142 - T e r m i t e i r o arboricola de Microcerotermes bouvieri (De P i c k e l . SãO. MÜLLEE. de altura por 6 de diametro. de a s p e c t o e disposição c a r a c t e r i s t i c o s (fig. os m a i s curiosos de todos os termiteiros sulamericanos. cujos ninhos. sem duvida.

Belg.s e p r i n c i p a l m e n t e h u m u s e de e s t e r c o de m a m i f e r o s h e r b i v o r o s . fig. 1930. Miss. Amitermes e Mirotermes que constróem. 6 2 2 ) . . T o d a v i a b a Microcerotermes. . 2. em Santarem (Pará) (De M a s s a r t . Brésil. 143 G r a n d e t e r m i t e i r o t e n d o o eixo f o r m a d o p o r u m tronco morto. Biol.São principalmente as especies de s.ISOPTERA 301 c u p i n s q u e os c o n s t r ó e m a l i m e n t a m . ou semi-arNasutitermes e s p e c i e s de tambem os . de F i g . q u e f a z e m n i n h o s d e s t e t i p o . s t r . Cupins que constróem termiteiros arboricolas boricolas.

gaster (Silvestri.302 INSETOS DO BRASIL C o m o n o s t e r m i t a s do g r u p o p r e c e d e n t e . 144 mostrando Corte do termiteiro representado na figura precedente. a s g a l e r i a s e o t r o n c o e i x o (De M a s s a r t .. q u a s i s e m p r e b e m a f a s t a d o do solo ( N a s u t i t e r - F i g . fig. m e d i a n t e t u neis ou galerias cobertas mais ou menos extensas e ramificadas. . p o r é m h a s e m p r e u m c u p i n z e i r o c o n c e n t r a d o . 1842)) ou dele um ( Nasutitermes ( Constrictotermes ) cyphertanto aproximado. a s l o j a s . 1901)). idem. g e r a l m e n t e a r b o r i c o l a . mes ( Nasutitermes ) rippertii (Ramb. 623). a c o l o n i a a q u i a i n d a se m a n t e m e m c o m u n i c a ç ã o c o m o solo.

a l t u r a . e m S a n t a r e m ( P a r á ) (De M a s s a r t . fig.ISOPTERA 303 É interessante que as especies que fazem ninhos arboricolas. É o q u e se o b s e r v a c o m o N . ás vezes. r i p p e r t i i . c o n s t r ó e m o c u p i n z e i r o s o b r e o solo o u m e s m o s e m i . i d e m . M u i t o se p a r e c e m c o m os f o r m i - . 5m. estes cupinzeiros são vulgarmente conhecidos pelo nome de " c a b e ç a s de n e g r o " . 145 G r a n d e t e r m i t e i r o c u j o eixo é c o n s t i t u i d o p o r u m a a r v o r e m o r t a . Pela côr escura e forma arredondada que apresentam. F i g .e n t e r r a d o . Apresentam ordinariamente involucro relativamente fino e e s t r u t u r a i n t e r n a a l v e o l a r . 6 2 4 ) .60.

a qual se m i s t u r a m particulas de m a d e i r a ou de t e r r a . 146 - Termiteiro em estrobilo. Azteca ). podem t a m b e m F i g . .304 INSETOS DO BRASIL gueiros arboricolas de certas formigas (Cremastogaster. f i g . como se verifica com Nasutitermes cyphergaster. i d e m . 1904 e o u t r a s especies. A substancia que lhes dá o aspecto cartonado característico (cartão de m a d e i r a ) é de n a t u r e z a proctodeica. com Microcerotermes bouvieri Desneux. Neste grupo de cupins. 2m. Ha porém cupinzeiros arboricolas que são de t e r r a pura. altura. deles porém se distinguindo por terem camara real no centro e não apresentarem entradas no involucro. em Santarem ( P a r á ) (De M a s s a r t .50. 6 2 5 ) .

tão abundantes em certas regiões do sul do Brasil. " t e n h a d o " ou escrobilo. apresento a fotografia de um dos cupinzeiros mais frequentemente encontrados em Tremembé (São Paulo). referidos por HOLMGREN. Co rnitermes. cujos n i n h o s a p r e s e n t a m lojas com m a s s a s de cogumelos. ás vezes cobertos de vegetação e. ao redor dos troncos das arvores. Assim os cupinzeiros de Anoplotermes (Anoplotermes) turricola Silvestri. Bem interessantes. são simples monticulos. são os termiteiros de Cornitermes cumulans Kollar e de C. relativamente baixos e largos. A l g u m a s destas especies fazem. BeIlicositermes e outros generos. às vezes. como os segundos. ( C . Anoplotermes e Armitermes que tambem constróem m o n t i c u l o s m a i s ou m e n o s conspicuos. construções verdadeiramente monumentais. c o n q u a n t o n ã o h a j a a r q u i t e t o s desses generos. Na região neotropica. de aspecto um tanto variavel segundo o tempo de formação. Cupins que constróem comor os ou montículos de terra. em primeiro lugar. de t e r r a c i m e n t a d a com saliva. ao contrario. de 4 a 5 centímetros de diametro interno.) pilosus Holmgren.Como especies desta divisão devem ser citadas. não raro. das regiões O r i e n t a l e Africana. segundo observação do Eng. disposição esta que não se observa nas demais especies de Cornitermes. 148). podem tambem atingir a 2 metros de altura sobre uma base de um metro de diametro. 1901. Agr. n a s florestas d a A m a z o n i a e d a Africa (figuras 143-147). Tanto os primeiros. 1858). ARISTOTELES SILVA. as especies de Acanthotermes. Os cupinzeiros de Syntermes dirus (Klug. ficam em relação com o exterior mediante 2 ou mais chaminés. . nem monumentos tão grandiosos. ha especies de Syntermes. numa base de 20 metros de diametro. com 60 a 70 centimetros de diametro na base.ISOPTERA 305 ser incluidas as especies ( ? Hamitermes ) que constróem ninhos em "chapéo". Na figura 150. além de uma estrutura interna sui-generis. pelo aspecto singular que apresentam. podem elevar-se até 3 metros de altura. 1839) e especies proximas. estudados por SILVESTRI. atingir a altura de 12 metros. 1906. . que podem. situados na base de u m a arvore (fig. Os monticulos de Cornitermes similis (Hagen.

trazendo-me tambem bom material de operarios e soldados. fig. começo da formação das galerias. 147 . e de C. Penso tratar-se de uma nova especie de Cornitermes. Entretanto. trata-se de um ninho do tipo dos cupinzeiros de Cornitermes cumulans do Brasil. . idem. em Santarem (Pará) (De Massart.Termiteiro em strobilo. porém diferente de cumulans. extremamente proxima de pilosus. que será descrita numa nota que pretendo publicar sobre as especies deste genero.306 INSETOS DO BRASIL que o fotografou. Fig. Como se pode ver. 626). examinando o material que me foi entregue. verifiquei tratar-se de uma especie de Cornitermes. pilosus do Perú.

em seu trabalho sobre vespas tropicais (1928. figuras 113 e 114). e como este não tem o aspecto mencio nado por HOLMGREN para o ninho desta especie. que aprovision a m os n i n h o s c om b a r a t a s do genero E p i l a m p r a (v. (pouco Como WILLIAMS diz ser Cornitermes (Cornitermes) pilosus Holmgren (det.ISOPTERA 307 WILLIAMS. F i g . E u m e n i d a e ) e por Pod i u m h e a m a t o g a s t r u m ( H y m . . XXI) de u m c u p i n z e i r o que teve o ensejo de o bservar e m U t i n g a . . c om p e q u e n o s furos n a p a r e d e feitos p o r M o n t e z u m i a br unea ( H y m . é o caso de se averiguar se este termita faz 2 tipos de ninhos ou se ha uma epoca em que o cupinzeiro se apresenta sem as tais chaminées. citado na seção n° 145). S p h e g i d a e ) . 148 - Termiteiro de Syntermes mais de 1 metro dirus. em Manguinhos de altura). . de SNYDER) O construtor do cupinzeiro. nos a r r e d o r e s de Belém ( F a r á ) . apresentou uma fotografia (est.

como inquilinos. 1901. 4 6 ) . varios outros cupins. de Queluz (De F i g . Assim HOLMGREN. Heterotermes tenuis Hagen. mostrando. além do construtor e legitimo proprietario. f i g . 149 - Um termiteiro nos arredores H e g h .308 INSETOS DO BRASIL É interessante referir que nos cupinzeiros desta subdivisão. em corte se. 1858. 150 - Termiteiro de Cornitermes sp. num ninho de Syntermes dirus achou: Anoplotermes reconditus Silvestri. a estrutura interna. Miroter- . mediano longitudinal. encontram- F i g . 1922.

Capritermes opacus H a gen. c o m o A n o p l o t e r m e s . 1906. Cupins cujos ninhos são constituídos por simples camatas e galerias excavadas no solo. . Mereusurpador dos ninhos de Nasutitermes cem tambem uma menção especial os ninhos de Anoploter- . A r m i t e r m e s . 1901 e num cupinzeiro de Syntermes chaquimayensis: 1 Capritermes. . 1 A r m i t e r m e s e 2 A n o p l o t e r m e s . Alguns destes cupins. ou m e s m o na par t e central.. F i g . q u e se e n c o n t r a m v a r i a s e s p e c i e s c o m t a i s t i p o s de habitat. não sómente habitam o ninho de uma outra especie. 151 - T e r m i t e i r o d e C o r n i t e r m e s sp. q u a n d o f o r a m a b a n d o n a d o s pela especie que os construio. 1858 e Nasutitermes microsoma Silv. Mirotermes. sob pedras. O c o l m o de b a m b ú ao lado mede 1 metro. como roubam o alimento.. 1901) cyphergaster.ISOPTERA 309 mes m a c r o c e p h a l u s H o l m g r e n . termes.É nos generos de termitas m a i s a d i a n t a d o s . 3 Nasuti. em troncos de arvores. n a p a r t e periferica basal de cupinzeiros de outras especies. É o que se verifica (segundo SILVESTRI) com Mirotermes fur (Silv. e t c .

O m e s m o d a f i g . são h a b i t a d o s p o r u m a especie de N a s u t i t e r m e s . de forma conica. 151. d e s i g n a d o p o r F . . de bambú da figura anterior. E s t e s n i n h o s . Vê-se ao lado o mesmo colmo. de a l t u r a sobre u m a b a s e de 30 a 4 0 c m . pois de d e s a p a r e c e r e m os seus c o n s t r u t o r e s . 1873. em corte mediano logitudinal para mostrar a estrutura interna. de. E s t a especie é t ã o p a r e c i d a c o m a que l h e c o n s t r u i o a m o r a d a .Abstenho-me de referir os d a n o s c a u s a d o s pelos t e r m i t a s ás c o n s t r u ç õ e s e d e m a i s p r o - F i g . Müller.310 INSETOS DO BRASIL mes pacilicus F. Importancia economica. que p o d e ser c o m ela f a c i l m e n t e confundida. de 40 a 50 cm. . 170. 152 T e r m i t e i r o d e C o r n i t e r m e s s p . MÜLLER c o m O n o m e de i n q u i l i n u s .

a t a q u e m a m a d e i r a morta. n ã o b a q u e m n ã o os c o n h e ç a . figs. r e s u l t a n t e s do cupim. b e s o u r o E s t a f i l i n i d e o t e r m i tofilo do Brasil (com fisogastria excessiva). organizou-se recentemente o "Termite Investigations C o m m i t t e e " no qual a t u a r a m as maiores a u t o r i d a d e s em todos os assuntos relativos á vida e aos d a n o s produzidos pelo cupim. Nas regiões por êles povoadas. F i g . h a algumas especies que prejudicam plantas vivas. roendo-lhe as raizes ou excavando galerias no caule e eventualmente determinando a morte destas plantas. especialmente no Brasil e em grande parte da Africa e da Australia. p a s s a n d o depois p a r a as p a r t e s vivas. Embora os cupins. frequentemente êles iniciam o ataque em tecidos mortos. est. Quando isso ocorre. O relatorio dessa Comissão acha-se condensado n u m a admiravel contribuição e d i t a d a pelo professor KOFOID com a colaboração de LIGHT. 19 e 2 5 ) . em sua maioria. 153 . Nos Estados Unidos.ISOPTERA 311 dutos da i n d u s t r i a h u m a n a .S p i r a c h t h a e u r y m e d u s a . HORNER. HERMS e BOWE. á esquerda. todas as questões concernentes á biologia dos t e r m i t a s e dos metodos de os combater. 1. 1856. RANDALL. que me conste. dado o vulto dos prejuizos. vista dorsal do a b d o m e n c o m os 3 p a r e s de a p e n d i c e s e x u d a t o r i o s (De S c h i ö d t e .. na qual são estudadas. pelos respectivos especialistas. vista lateral do lnseto. . á direita.

Outrosim. cereais. para certos autores. assim se manifestando: "Esta especie é muito commum em ra i zes de café. e que. observou em Minas Gerais o Mirotermes saltans Wasmann. o cultivo da canna foi enormemente damnificado. desempenham. 1858) ataca as seringueiras em exploração. principalmente porque impedem a decomposição daqueles detritos. em Uberlandia. entretanto. GREEN o Coptotermes marabitanas (Hag. segundo se lê no trabalho de BEQUAERT. No mesmo Estado O. o Kalotermes (Neotermes ) castaneus (Burm. no Horto Florestal de Burity. Se os cupins constituem um dos maiores flagelos nas regiões tropicais e subtropicais. autor de uma serie de interessantes artigos sobre os nossos cupins. 1839) causa estragos consideraveis no tronco das goiabeiras. um papel saliente e até certo ponto util na economia da natureza. pois que multas soccas deixaràm de nascer. etc. F. encontramos no interior grande quantidade de cupins e a princípio extranhamos porquanto não existia ninho em montículos ou arboricola por perto e sómente depois que constatamos a especie é que podemos encontrar seus ninhos". MONTE (1931) teve O ensejo de notar os danos causados pelo Cornitermes striatus. Não raro t a m b e m roem toleres de cana. Todavia. OCTAVIO R.. Quero referir-me á ação agrologica destes insetos.. CUNHA (1935-1936).312 INSETOS DO BRASIL Algumas especies de Cornitermes p r e j u d i c a m consideravelmente as sementeiras. Multas vezes temos visto o cafeeiro definhar. Na Amazonia. encontramos as suas raizes carcomidas e brocadas por esta especie. devorando u m a o l h a d u r a ( m u d a ) de c a n a que p l a n t a r a . conforme constatamos em Matheus Leme e Mirahy. tuberculos. d e s t r u i n d o s e m e n t e s ou p l a n t a s novas. Quando as desenterramos. Segundo F. os examinando. mesmo sob este ponto de vista os cupins são prejudiciais. fixando-os em com- . soccas de canna e em abacaxiz. desagregandoos e decompondo a materia organica para a construção dos ninhos. retirando da superficie do solo os detritos vegetais. 1897.

de serem transformadas pelos micro- Fig. . uns. asa posterior (metade basal). 154 .ISOPTERA 313 binações não suscetiveis organismos do solo. . Entre os mamiferos. só os atacam por ocasião da enxamagem. dobra anal. como os tamanduás ( Myrmecophaga tridactyla e Tamandua tetradactyla ). Permiano inferior de Kansas. af. que neles p e n e t r a m p a r a se a l i m e n t a r dos c u p i n s . 1936).1) Pycnoblattina sp.Além do homem. 2) Mastotermes darwiniensis Frog. vivem quasi que exclusivamente de cupins e formigas. Australia septentrional. como os morcegos. Frequentemente observa-se. São buracos feitos por t atú s .. os cupins têm muitos outros inimigos. outros. nos cupinzeiros em monticulo. 171. sutura humeral (De Tillyard. Especie recente. su. uma larga abertura na base. Inimigos naturais.

Excepcionalmente cupins e formigas podem coabitar no mesmo ninho em verdadeira simbiose protetora. do resto do termiteiro por uma camada de propolis mais ou menos espessa e dura. com reprodutores desalados de Anoplotermes morio (Hagen. isolando-o. frequentemente encontrada em cupinzeiros de Nasutitermes e AnopIotermes. do Sul do Brasil. fuscipennis Friese. as formigas. Á este tipo de simbiose WASMANN (1902. e m n i n h o s de Cornitermes. Agr. 1858) e Anoplotermes ater (Hag. 1900 e T. f o r m a s j o v e n s e a d u l t a s de u m R e duviideo ( H e m i p t e r a ) . v e r i f i c o u que os p a p a g a i o s Aratinga aurea e Tirica virescens fazem os ninhos em termiteiros arboricolas. Nesta ocasião. a s a í d a dessas f o r m a s a l a d a s . tambem repteis e sapos do genero Bufo aguardam. aprovisiona os seus ninhos. os dois i n i m i g o s se e n c o n t r e m n a s m e s m a s galerias. que fazem o ninho na parte central ou inferior dos cupinzeiros arboricolas daquela especie. 1900). 1934) deu o guarda e ação de viver). Iatitarsis Friese. O ninho da . exclusivamente. que verifiquei ser o Spi ni ger steini S t a l . T. É o que ocorre especialmente com a chamada "formiga de cupim" Camponotus termitarius Emery. perto dos olheiros dos c u p i n z e i r o s . segundo WASMANN (1897. O Eng. especialmente das subfam i l i a s D o r y l i n a e e P o n e r i n a e . No g r u p o dos A r t r o p o d o s h a a a s s i n a l a r .314 INSETOS DO BRASIL As aves são g r a n d e s p r e d a d o r a s de cupins. nome phylakobiose (de Nessa região do Brasil a vespa social Polybia scutellaris (White. c o m o g r a n d e s predadoras de cupins. Paulo. 1841). os c u p i n s m a s s a c r a d o s p e l a s f o r m i g a s que os h o s p e d a v a m . a m e n o s que. 1900. kohli Friese. p r i n c i p a l m e n t e quando voam os reprodutores.. n a A m a z o n i a . sendo e n t ã o . SILVESTRI observou tambem interessante relação simbiotica entre Nasutitermes rippertii e certas abelhas sem ferrão do genero Trigona ( T. HAGMANN. devido á u m a r u p t u r a ou e s b o r o a m e n t o do cupinzeiro. T o d a v i a h a especies que v i v e m e m n i n h o s de c u p i n s s e m s e r e m p a r a estes i n c o m o d o s e s e m t a m b e m molesta-los. 1858). 1934). ARISTOTELES SILVA encontrou em S. porém.

além do homem. como os Acaros. si. que penetraram acidentalmente. sem que esta entre nos canais e sem viver á custa do primeiro. porém. encontra-se sempre. assim conclue: "A simbiose entre o cupim e Centris se limita á ocupação por meios violentos de uma parte do cupinzeiro pela abelha. O mesmo pode dizer-se com relação á bacterias e fungos entomofitos. representa um fator importante a ser considerado no combate ao cupim. relativas a outras especies de Trigona nidificando em Termiteiros aliás todas referidas no trabalho de SALT (1929). O mesmo se tem observado com outras abelhas. como os Nematodios. devido á uma adaptação mais ou menos perfeita ás condições particulares do meio em que vivem. em interessante artigo. ou endoparasitos. São estes os chamados termitofilos. apoderando-se de um lugar pequeno para a cria e abandona o cupinzeiro". isto é. varios insetos: uns. Além destas observações de SILVESTRI ha outras de VON IHERING e DUCKE. Daí tambem adquirirem formas e estruturas especializadas. incapazes de viver independentemente. vive em cupinzeiros de Microcerotermes bouvieri Desneux. de aspecto quasi sempre bem interessante. são . Vivem juntos em compartimentos separados e sem comunicações entre.Quando se explora um termiteiro. dos generos Megachile. na natureza. por convergencia de adaptação. além do termita legitimo proprietario. isolados de cupins mortos por tais germens. de se manter por si sós. teem-se mostrado ineficientes quando experimentalmente empregados no combate a estes insetos. Nenhum deles. PICKEL (1928). Euglossa e Centris. 172. os principais agentes destruidores dos cupins. . que se estabeleceram definitivamente na sociedade. Os parasitos dos cupins ou são ectoparasitos. que os tornam. que. Si. são.ISOPTERA 315 abelha comunica-se com o exterior mediante uma entrada separada em forma de funil. A Centris é apenas invasora. outros. Termitofilos. descrevendo como a Centris ( MeIanocentris ) sponsa Sm. não raro.

outros. aos varios trabalhos do falecido Padre WASMANN e á n o t a v e l c o n t r i b u i ç ã o do P r o f e s s o r SILVESTRI (1903). ás vezes bem diferentes das que se observam no grupo s i s t e m a t i c o a que p e r t e n c e m (fig. observa-se quasi sempre uma permuta de substancia alimenticia ( trofolaxia ): os cupins alimentam os termitofilos e estes. inimigo). ou parasitos (classificação de WASMANN). Dos termitofilos. bem tratados pelos cupins amigo). de com.Os dados relativos á origem dos Isopteros mostravam que êles só podiam ter descendido de baratas com habitos identicos aos de Cryptocercus e não de Problattoidea. . Na America do Sul. atravez do tegumento ou por apendices ou cerdas ( tricomas ). 153). As especies restantes são insetos de outras ordens e alguns outros Artropodos. sendo 47 exclusivamente da familia Staphylinidae. outros são apenas tolerados ( sinoequetos.316 INSETOS DO BRASIL mais ou menos semelhantes em representantes de varias ordens. . num total de 119 especies termitofilas. Origem . ou são predadores (sinectros. sendo frequentemente perseguidos. exsudam um liquido. Na associação intima de benefícios mutuos entre cupins e seus hospedes ou inquilinos (simbiose). que é avidamente ingerido pelos cupins. deve-se. sobretudo. segundo o computo feito por HEGH (1922) havia. Possivelmente a alimentação especial. O conhecimento dos termitofilos sul-americanos. de com. como acreditavam alguns autores. No estudo das varias ordens terei o ensejo de mencionar os principais termitofilos encontrados no Brasil. os intrusos. das quais 348 pertenc e n t e s á o r d e m C ol eopt er a . deve ser a mesma que determina tambem a fisogastria de alguns termitofilos. uns são verdadeiramente hospedes e são ( sinfilos. casa). 173. que faz crescer monstruosamente o abdomen das rainhas dos cupins. de com. 80 Coleopteros. Segundo WARREN (1919) O numero de termitofilos conhecidos em 1919 atingia a 496 especies.

154). é que ha um distinto lobo anal. . comparando-se. No material estudado. até agora. além disto. situada entre 1A e 2A. mas.pela sua morfologia os mais proximos das baratas . dobrada ao longo de uma prega convexa entre Cu 2 . é o tipo mais arcaico que se conhece. por que não representa essa area completa. o termita gigante da Australia septentrional. um interessante artigo de TILLYARD. Por esta simples comparação chego a concluir que não só Mastotermes. p. aliás não homologo á area anal dos outros insetos Ortopteroides. ninguem conseguiu demonstra-lo definitivamente. Uma feliz descoberta. com o titulo "Os termitas descenderam de verdadeiras baratas?" "Muitos auotres têm opinado que os termitas não são senão baratas socializadas. Como nesse termita o dobramento da asa anterior faz-se de modo singular. na ordem Isoptera. 55).conquanto sejam oriundos de antepassados mui remotos. dobrada ao longo de uma prega ( af. Admite-se universalmente que Mastotermes. numa fauna relativamente pequena de baratas do Permiano Inferior de Kansas. Ver-se-á. permitiu-me resolver o problema. não só o lobo anal desenvolvido e dobrado exatamente como em Mastotermes. As baratas têm uma area anal que se dobra como nos Ortopteroides. publicado no Nature (18 de Abril de 1936. e sim apenas uma area incluindo a nervura 2A e seus ramos. Somente neste genero de termitas. cuja area anal se acha completamente conservada (fig. havia uma grande dificuldade em derivar os Isopteros de qualquer outro tipo de insetos. na qual êle conclue que estes insetos . devem ter evoluido de uma forma que devia diferir muito pouco de Pycnoblattina. CRAMPTON (1913) apresentou uma teoria cientifica da descendencia dos termitas. mas toda a ordem Isoptera. 154). Sendo este aspecto observado em baratas evidentemente mais especializadas que Mostotermes. como tambem uma perfeita correspondencia em muitos outros detalhes de nervação. a parte que abrange a nervura 2A fica dobrada contra 1A sob o resto da asa. e 1A . 1 e 2 (fig.ISOPTERA 317 Sobre o estado atual da questão limito-me a transcrever. parecia impossivel terem os termitas descendido de baratas. encontrei uma de asa posterior do genero Pycnoblattina (uma verdadeira barata da família Spiloblattinae). não descendem de verdadeiras baratas.

estreitamento das partes basais da asa e desenvolvimento da sutura humeral (fig. acapú. MEUR. a principio permaneceram como Mastotermes. Carapa guianensis. determinar qual o tipo de termita causador dos danos observados. como principais madeiras brasileiras resistentes aos cupins. . eliminando ulteriormente o lobo anal completamente". Silvia itauba. no Pará e "ubatan". alongamento das asas. Na Amazonia. angelim (no Pará). poder-se-á então agir contra êle com todas as possibilidades de exito. massaranduba. angelim. diversas especies conhecidas pelos seguintes nomes "aroeira". usa-se frequentemente. desde os tempos Permianos. Andira (muitas especies). que importa. foram: redução do pronotum. Podemos assim compreender que foram as baratas que progrediram. madeiras de lei. o páo amarelo ( Euxylophora paraensis). numa pequena nota (1923. de malha. deve empregar-se. no Rio de Janeiro. além da itaúba e do acapú. 17: 410) citou. peroba. em rodas as construções. Aspidosperma polyneuron. Meios de combate. "muiraquatiara". Feita esta determinação. Hymenolobium. itaúba e Voucapoua americana. antes de tudo. das quais o Brasil é rico. no desenvolvimento do modo de dobrar a asa posterior.No combate ao cupim deve-se. no Nordeste e no Pará. .318 INSETOS DO BRASIL As principais linhas de especialização observadas na evolução de Isoptera. Mimusops (varias especies). CedreIla (todas as especies). Quando não se possa construir em cimento armado. "Chacaras e Quintais". 174. andiroba. por ocasião da enxamagem. as seguintes: Astronium. as casas deveriam ter as portas. afim de impedir a entrada de sexuados alados. numa verificação das condições do reduto em que o inseto prolifera. 2 su) ao longo da qual as asas se destacam. "gonçalo alves". janelas e outras aberturas protegidas por tela de arame de 2 mm. em Minas Gerais. cedro. redução da area anal da asa anterior. Centrolobium (diversas especies). Nas regiões mui infestadas pelos cupins que se criam em madeira. exclusivamente. enquanto que os termitas. em ultima analise. aliás uma das grandes regiões mais infestadas pelos cupins.

etc. etc. o ataque do cupim. São principalmente recomendados os fluosilicatos de sodio e de bario. durante longo tempo. Em Hawaii expurgam moveis. pelo vapor dagua. altamente toxicos para o cupim. o calor que se desprende é suficiente para aniquilar toda a colonia. inseticida em pó. Em alguns lugares atacam estes cupinzeiros abrindo um tunel horizontal na base e ligando-o á uma chaminé. por gases inseticidas (sulfureto de carbono.. não podendo ser totalmente substituida a parte infestada. Queimando lenha no tunel. obtem-se bons resultados tratando-se-a simplesmente pelo carbolineum ou pelo ortodiclorobenzeno. Para destruir os cupins que proliferam na madeira.ISOPTERA 319 Na falta de madeira de lei. ). tratadas por uma solução de cloreto de zinco e depois envernizadas ou revestidas de espessa camada de tinta. As peças de madeira que ficam em contacto com o solo devem ser integralmente impregnadas pelo creosoto ou carbolineum e as que ficam expostas serão. A eficiencia deste metodo resulta do habito que têm os cupins de comerem dejeções e de se lamberem mutuamente. são praticamente inocuos para o homem. 1934). os fluosilicatos. mediante furos que atinjam a colonia em varios pontos. deve injetar-se sob pressão. em camaras fechadas. empregar-se-á qualquer outra previamente tratada ou impregnada por uma substancia que impeça. Os objetos atacados devem ser expurgados.. em seguida. Tais substancias são tambem usadas com exito no combate aos cupins cujos ninhos se apresentam sob a forma de montículos. vagões de estrada de ferro. etc. que. gaz Clayton. Quando a madeira a ser tratada não é muito espessa. Os melhores inseticidas a serem usados. A toxidez do verde Paris é inferior a qualquer destes sais. perfurada de alto a baixo. em camaras de cimento armado. cuja . segundo demonstraram experiencias realizadas nos Estados Unidos (vide livro de KOFOID. de preferencia. alguns arsenicais (arsenico branco e arsenito de sodio) e. são os seguintes: em primeira linha.

que habitam princ i p a l m e n t e c e r t a s p a r t e s d a s r e g i õ e s t r o p i c a i s .. Uma colher rasa desse sal para cada litro dagua.. pôr-se-á mais.. segundo um computo feito recentemente por SNYDER (1935). genitalia bem desenvolvida. deita-se o liquido... Mastotermitidae Tarsos tetrameros. 1 das fa- 1' Tarsos pentameros em todas as castas. Com um simples enxadão arranca-se um pedaço da parte superior do ninho.. em seguida... um pouco de verde Paris..... fontanela ausente em rodas as castas... uma chave para a determinação mílias. E está fatalmente perdido"... 1915 especies descritas.. compreendia... Este arrasta o veneno...... essa dosagem.. e v i d e n t e m e n t e n a d a se c o n s e g u i r á s e m q u e estes s e j a m d e s t r u í d o s pelo s u l f u r e t o de c a r b o n o . Dou. comê-lo. até dois litros.. Agitar no momento da aplicação. por exceção imperfeitamente divididos . E o cupim vem... . contra os "Um simples regador. ocelos presentes .. Descobertas as galerias.. o u p o r q u a l q u e r o u t r a s u b s t a n c i a u s u a l m e n t e e m p r e g a d a n a d e s t r u i ç ã o dos f o r m i gueiros... o n d e se t o r n a m seres dominantes pela quantidade de indivíduos que as representam.. É preciso tê-lo em suspensão. depois. e agua. asa posterior com um lobolo anal bem desenvolvido... ao passá-lo nas galerias. pregando às paredes dos canais. c i a n e t o de p o t a s s i o o u de sodio. Tira-se um "tampo". i n KOFOID). mais ou menos. c u j o s n i n h o s ...... até junho de 1935...320 INSETOS DO BRASIL temperatura. A o p e r a ç ã o d u r a de u m a a u m a e m e i a h o r a s . que vai. O sal não é dissolvido.. se a c h a m n o solo. p o r é m . á medida que desce.. é elevada a 83º.... Cada cupinzeiro requer.... sob uma pressão de 90 libras. C o n t r a os c u p i n s q u e a t a c a m a m a d e i r a .. Na America do Sul é o Brasil o país que possue o maior n u m e r o de especies... CUNHA (1936) recomenda cupinzeiros dos campos: o metodo seguinte... Se muito grande.A ordem Isoptera. b a s e a d a e m LIGHT (1935..... preferivelmente de cobre. 175. Classificação . decanta-se com facilidade..

......... além do grande genero Kalotermes......... Compreende 29 especies asiaticas e 4' Mastotermitidae Mastotermes com uma Froggatt... unica especie viva. escamas das asas anteriores grandes............................. 1910)................ - Kalotermitidae Segundo o computo de SNYDER.. pronotum mais estreito que a cabeça em rodas as castas.... no operario e no soldado... com um lobo anterior levantado ........................................... 3' ................. ... alguns dos quais terão de ser elevados á categoria generica............... sem lobo anterior ....... asas.) 4(2') Mand i bulas do chamado tipo Leucotermes ou Serritermes (ver Holmgren... Rhinotermitidae ..................................... ha 240 especies conhecidas.. darwiniensis Australia (10 especies fosseis). escama da asa a n t e r i o r g r a n d e . brevemente reticuladas..... Zootermopsis. Protermitidae part... .... distribuidas em cerca de 20 generos... 3 Fontanela presente em rodas as castas .......................... em rodas as castas..................... escama da asa anterior pequena................. no soldado e no operario............ 2 2(1') 2' 3(2) Fontanela ausente em todas as castas ........ Porotermes e outros........ Como já tive o ensejo de dizer.. escamas das asas anteriores curtas............... membrana e margem da asa mais ou menos pilosas. chato.. Kalotermitidae (Calotermitidae....... não cobrindo as das asas posteriores ................ quando muito.. genitalia ausente ou vestigial . pronotum geralmente mais longo que a cabeça em todas as castas.... estreito. Rhinotermitidae (Mesotermitidae) Mandibulas nunca do chamado tipo Leucotermes ou Serritermes................. da Hodotermitidae africanas.. M... como Archotermopsis..) Ocelos geralmente presentes................ asa posterior sem lobulo anal.................... representa- . pronotum. subdividido em 14 subgeneros........... cobrindo a base das posteriores ... asa geralmente reticulada e sem pêlos.... 4 Ocelos ausentes.... 1896................................... pronotum..........................A esta familia pertencem 174 especies distribuídas em cerca de 12 generos........ ...........ISOPTERA 321 em 5 artículos... dentre os quais se acham os mais primitivos da ordem (além de Mastotermes ).... dela fazem parte os termitas reputados os mais daninhos em todo o mundo. Hodotermitidae (Protermitidae part...... Termitidae (Metatermitidae) Ha nesta familia 1 genero apenas......

A m e r . M u s . DIETZ e SNYDER. W. onde é tambem uma praga terrível nas habitações. N a t . Z e i t s . H i s t . são o Coptotermes marabitanas (Hagen. 116 Termitidae . 1918 1919 - 51. o Coptotermes vastator. 8 .322 INSETOS DO BRASIL dos no Brasil por especies dos generos Coptotermes e Heterotermes ( = Leucotermes ) 115. r a r a m e n t e se a l i m e n t a m de m a d e i r a sã. Bibliografia. abundantes em outras partes do Brasil. J e n a . c a u s o u prejuizos avaliados em cer c a de 60. e s t .SNYDER calcula em 1392 especies desta familia. A especie do primeiro genero mais abundante no Rio de Janeiro. AHRENS. M u s .1 1 . N a t u r w . segundo me parece. distribuídas e m c e r c a de 100 generos. 1858). Z o o l . The termites of Panama and British Guiana. em T e r m i t i d a e . C o m p . i n t r o d u z i d a n a I l h a de S a n t a Helena. B u l l . Por o u t r o lado c o n q u a n t o os T e r m i t i d a e v i v a m sob os m a i s diversos regimens. ou será o Leucotermes descrito ultimamente por SILVESTRI (1936) ? . 11 f i g s . N. n a t u r a l m e n t e v a r i a n d o c o m a especie a que p e r t e n c e m . Es t a especie. LIGHT et EMERSON admettent actuellement Leucotermes Silv. Monographie des weiblichen Geschlechtsapparates der Termiten (nach Untersuchungen an Termes Redemanni). comine synonyme d'Heterotermes Froggatt. 1935 - B A N K S . que se encontra tambem na America Central e A n t i l h a s . . e s t s . descrita por LIGHT (1929) de exemplares colhidos nas Filipinas. de habitat identico. HILL. B u l l . Outras especies. 38: 659-667. 62: 475-489. 1923).000 libras esterlinas (v. Antillean Isoptera. dos P r o t o z o a r i o s digeridores de celulose. Haverá mesmo esta especie em Santa Helena. é. . 115 A proposito deste genero eis o que disse SILVESTRI recentemente (1936): 116 perfidus "MM. 176. 70: 223-302. 2 e s t s . mais j'estime qu'il ser a i t n e c e s s a i r e de p r o c e d e r a u n n o u v e l e x a m e n de l ' e s p e c e t y p e H e terotermes platycephalus Froggatt avant d'adopter definitivement une telle décision". que enc h e m o i n t e s t i n o p o s t e r i o r das o u t r a s especies. t odas h a b i t a n d o as regiões tropicais e c o n s t r u i n d o os n i n h o s no solo. Para LIGHT a diferença fundamental entre os cupins desta família e os dem a i s reside p r i n c i p a l m e n t e n a ausencia.

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Caracteres. de ambos os sexos. de comprimento). não segmentados. como se pode ver na fig. que são as maiores. Cércos muito 117 Gr. nas formas apteras com o protorax mais desenvolvido que o mesotorax. . apteros e alados. Olhos e ocelos somente presentes nas formas aladas.CAPÍTULO XVII Ordem ZORAPTERA117 177.Cabeça grande. Anatomia externa. zoros . cobrindo as posteriores.Insetos pequenos (2 a 3 mm. 178. com o segmento apical (pretarso) provido de um par de garras e um empodium setiforme. muito simples. que aumentam de tamanho do 1° ao 8°. as anteriores maiores que as posteriores. 156. Antenas longas. com 9 segmentos. Asas membranosas. uromeros 9° e 10 muito pequenos. Torax em geral tão longo quanto o abdomen. as anterioeres. moniliformes. cerda apical mais ou menos alongada. Abdomen de 10 sementos. com indivíduos. . sem asa . em repouso dispostas sobre o abdomen. puro. observando-se o inverso. Pernas ambulatorias ou cursores. apteros . ortognata. tarsos dimeros. Desenvolvem-se por paurometabolia . . em ambas. estes de 4 asas desiguais. Sistema de nervação. com. Aparelho bucal de tipo mandibulado. nas aladas porém. providos de cércos curtos. generalizado.

Tubo digestivo se estende até o 5° uromero. Femeas cerda mais ou sem ovipositor. vasto Anatomia papo. que interna.330 INSETOS DO BRASIL curtos. Penis tendo no apice uma membranoso. um 179. alongada. Fig 155 - Zorotypus sp. apresentando proventriculo . menos não segmentados.

com técas alares mais ou menos desenvolvidas. apresentando 3 ganglios toraxicos e apenas 2 massas ganglionares abdominais. grande. Vaso dorsal bem desenvolvido. 3) . olhos sub-cutaneos. 116) S i lvestri. Formas.. Sistema nervoso especializado. sem cégos gastricos.Formas jovens apteras. Fig. Appl.ZORAPTERA 331 reduzido. com 6 longos tubos de Malpighi.Numa mesma colonia de foram observados os seguintes tipos Zorotypus de hub- individuos: 1) . bardi 180. sem olhos ou ocelos e com antenas de 8 segmentos. muito dade abdominal. como nos termitas. ocelos e técas alares parcialmente desenvolvidos. de Zorotypus hubbardi (De Entom. tendo antenas de 9 segmentos. proctodaeum enrolado. de tegumento esclerosado. Testículos ovoides. 2) .Adultos alados ou de asas cortadas. 1935.Ninfa de tegumento fracamente ou não esclerosado. em relação com os respectivos vasos deferentes e estes com o canal ejaculador. mesenteron. Sistema traqueal com o numero normal de estigmas (2 toraxicos e 8 abdominais). 156 - Asas. ocupando mais da metade da cavi- Fig. . . Ovo. com olhos e ocelos. em forma de saco e obliquamente disposto.

a new species of the order Zoraptera from Hawaii. W a s h . sem olhos ou 181. 5 f i g s .Zorotypus longiceratus. Soc. N. encontrado por EMEHSON em 1920. em pau podre brocado por larvas de Passalidae. W a s h . encontrado no Rio de Janeiro pelo Dr.Zoraptera not an apterous order. no Ceilão. porém até agora só foi assinalado por WHEELER (1923. T r a n s . 22: 84-97. S o c . H.A. Souza LOPES. aliás mui parecidas com Psocideos. Bibliografia. em um termiteiro da Guiana Inglesa. Habitos e importancia economica. Classificação. 346). . em Florida (U. a new species of Zoraptera from Jamaica.Os Zorapteros t ê m h a b i t o s t e r r e s t r e s e gregarios. . . constituem a ordem que estabeleceu a ligação entre os Isopteros e os insetos da ordem seguinte. 18 3. segundo TILLYARD.332 INSETOS DO BRASIL 4) . SILVESTRI. . rodas pertencentes a familia Zorotypidae. Na America do Sul não devem ser raras as especies desta ordem. P r o c . Na figura represento um exemplar de uma especie de Zo- rotypus. 1927 . 29: 144-145. Soc. 48: 133-135. P r o c . nas ilhas Hawaii. que será por êle descrita oportunamente. as m a i s f r e q u e n t e m e n t e e n c o n t r a d a s . E n t . Os Zorapteros. Social life among the insects. 2 Figs. 1920 . ocelos. p o r é m com a n t e n a s de 9 s e g m e n t o s . são ageis e predadoras de acar o s . Remetido um exemplar ao Prof.Ha nesta ordem 8 especies descritas. A.Zorotypus swezeyi. este comunicou ao Dr. um exemplar de uma especie não descrita. A m e r . CAUDELL. 1 e s t . vivem em t e r r a h u m o s a . encontradas na Guiné. 182.) e na America Central. 1923 . p. As f o r m a s a p t e r a s .Adultos de tegumento esclerosado. E n t . na Malasia.S. em p a u s podres e em c u p i n z e i r o s de t e r m i t a s lignivoros. Souza LOPES tratar-se de uma nova especie. E n t .

1920 . Wash.Some anatomical details of the remarkable winged Zorapteron. com figs. 1 fig.ZORAPTERA 333 CRAMPTON. 7. . C. 191 5 .Diagnosi preliminari di una nuova specie di Zorotypus (Insecta. Ent. A.A synopsis of the order Zoraptera with notes on the biology of Zorotypus hubbardi. Gen. F. Agrar. with notes on its relationships. Ent. 22: 98-106. Portici. Zorotypus hubbardi Caudell. Soc. Proc. Soc. B.Descrizione di un nuovo ordine ali insetti. Boll. Zool. 7: 193-209. Proc. Wash. SILVESTRI. 1913 . J. Lab. est. 10: 120. Agrar. Portici. Zool. 40: 57-87. Zoraptera) di Costa Rica. Geri. Boll. Lab. GURNEY. 1937 .

que corroe. 185. grandes. porém. apresentando a prefonte ( post-clypeus. pequenos. cabeça com uma bossa frontal mais ou menos saliente. Maxilas com a galea normal. 15 mm. geralmente dilatada e denteada no apice. assimetricas. principalmente na cabeça e nas asas. .CAPÍTULO XVIII Ordem CORRODENTIA118 184. de alguns autores) notavelmente saliente. as anteriores maiores que as posteriores. . na parte interna de cada galea ha um sulco longitudinal. acinzentada ou parda-olivacea. de 13 a 50 segmentos. mais desenvolvidos nos machos que nas femeas. Aparelho bucal mandibulado.Cabeça relativamente grande. de tipo altamente especializado e caracteristico. uma area mastigadora corrugada. reduzidos a alguns omatidios ( Troctes ). neste caso com 4 asas desiguais. com a base repousando no faringe. algumas especies das regiões tropicais apresentam côres vivas e maculas ou desenhos característicos. palpo grande. hipognata. Mandibulas denteadas. de 4 segmentos e palpifero bem saliente no estipe. tendo. Olhos. de côr esbranquiçada. de comprimento. . Caracteres. Anatomia externa. em geral. corrodens.Insetos. tendo. Ocelos (3) presentes nas formas aladas. Antenas filiformes ou moniliformes. apteros ou alados. em forma de cinzel. no maximo. perto da base. Desenvolvem-se por p a u r o m e t a b o l i a . ás vezes. no qual deslisa uma peça esclerosada. em geral. 118 Lat.

Labium muito curto. caracteristicas da ordem Corrodentia 119 pois não são encontradas no aparelho bucal de mais nenhum inseto.Psocus sp. dado a estes insetos. homologo a uma estrutura semelhante que se observa em Mallophaga. quasi sempre fundido com o mesotorax. porém reduzidas. nas formas aladas escondido por uma projeção do mesotorax. metatorax pequeno. palpos labiais vestigiais ou muito pequenos com um ou dois segmentos. provido de glossa e paraglossas completas. maxillulae ou paragnathas). Torax com protorax pequeno. No assoalho do faringe ha o esclerito post-oral do hipofaringe. Fig. provido de um par de lobos esclerosados ( superlinguae. maxilas. de BADONNEL (esclerito esofagiano. de thos. são consideradas pela maioria dos autores como lacinias altamente especializadas. 157 . de SNODGRAS). podem projetar-se fora da boca numa extensão consideravel. hipofaringe bem desenvolvido.336 INSETOS DO BRASIL Tais peças (apendices estiliformes). kopeus. cinzel e gna- . formando um verdadeiro 119 Dai o nome Copeognatha . (× 6). funcionando mais como peças perfurantes.

Ge . fronte. Fr . nas formas jovens. vertex. á direita. 158 ..Cabeça de Psocus sp. post-clypeus. antena.CORRODENTIA 337 pterothorax. . palpo maxilar (por baixo vêm-se os apendices estiliformes). ás vezes. Tarsos de 3 ou 2 articulos nas formas adultas. ambulatorias. Md . genae. mandibula. as posteriores com os femures notavelmente dilatados na parte proximal ( Troctes ). Plp . Ant . porém. entre elas. geralmente um empo- Fig. vista de perfil. vista de face. Pclp . Aclp . ante-clypeus. á esquarda. oceIo. Oc . Pernas subiguais. Vx. sempre dimeros. pretarso com um par de garras e. porém.

paraglosa. Le. Asas anteriores. as posteriores atrofiadas ou representadas por espansões do tegumento. vista de trás. Md . lacinia. O sistema de nervação.. galea. tais escamas. podem cobrir outras partes do corpo. Hphy. ás vezes revestidas de escamas. e. As asas p o d e m f a l t a r c o m p l e t a m e n t e ou serem mais ou m e n o s reduzidas. hipofa r inge. Todavia. como observou ENDERLEIN (1908) e como tambem verifiquei em Psoquilla. Ga. Slin. notam-se variações considerareis. E m algumas especies as anteriores são desenvolvidas sendo. . palpo maxilar. Plm. em repouso dispostas em telhado sobre o abdomen. Pll. Pgl. em ambas as asas. Lm. quasi invisiveis ( Psoquilla ). é caracteristico. f r e q u e n t e m e n t e com p t e r o s t i g m a esclerosado. as anteriores sempre maiores que as posteriores. como nos Lepidopteros. desiguais. palpo labial. porém. 169 .Cabeça de Psocus sp. mandibula. longitudinalmente estriadas.338 INSETOS DO BRASIL dium de forma variavel nas especies. afim de se poder vêr as superlinguae. o labium ( Pgl + Pll ) acha-se voltado para o buraco ou fora m en ocipital. Asas (4) membranosas. superlinguae. d a r origem a belas côres e s t r u t u r a i s . Fig. labrum.

secreta a saliva e a mais curta o fio de seda com que estes insetos tecem a cobertura dos ninhos. um meso-toracico e um abdominal. Testículos simples ou lobulados. com 4 tubos de Malpighi. em relação com o canal ejaculador ha um par de grandes vesículas seminais e outro de glandulas de mucus que secretam o envoltorio dos espermatoforos. . cobre-os com substancia escrementicial.Tubo digestivo com longo esolago terminando. mesmo quando perseguidas. fica com . que se estendem até a cavidade abdominal. a glandula mais longa. segundo RIBAGA. em relação com a vagina. Femeas sem ovipositor. Sistema glandular representado principalmente por 2 pares de glandulas tubulosas. numa dilatação formada pelo papo e proventriculo. Multas especies. a femea. ba apenas os seguintes centros ganglionares: um protoracico. como nas de um mesmo indivíduo. quasi nunca delas se utilizam. Sistema nervoso altamente concentrado. uma pequena espermateca globulosa. Desenvolvimento. que. geralmente correm ou saltam. ovidutos muito curtos. ventral. mesenteron fortemente curvado em U. desprovido de cércos distintos. que se continua num curto proctodaeum.Os ovos são dispostos isoladamente ou em massas de alguns ou muitos ovos (80 a 90). Abdomen de 9 a 10 segmentos. segundo RIBAGA. de estrutura diferente. 186. no começo do abdomen. depois de seca. providas de asas bem desenvolvidas. Genitalia do macho apenas desenvolvida. com 3 pares de estigmas toracicos e um par em cada um dos 6 primeiros uromeros. Em varias especies. este parcialmente situado no metatorax.CORRODENTIA 339 não somente nas asas de 2 indivíduos da mesma especie. . Anatomia interna. 187. depois de pôr uns 10 ovos. além da massa ganglionar cefalica (ganglios cerebroides e infra-esofagianos). Ovarios representados por 3 a 5 ovariolos. Sistema traqueal.

em geral apteras. . As especies desta ordem alimentam-se de materia organica de origem-vegetal ou animal. Muitas são fungivoras. Ha tempos enviaram-me para determinar exemplares de um Psocideo. Tendo verificado tratar-se de uma especie de Pso- . a primeira especie recebeu o nome cientifico divinatorius.340 INSETOS DO BRASIL o aspecto de um minusculo salpico de lama. As técas alares s u r g e m depois da 2ª muda. somente em Trogium pulsatorium e são produzidos quando o inseto bate a parte saliente do esternito pregenital de encontro a superfície em que repousa. correspondente áquele nome vulgar.) vulgarmente conhecidas na Europa. interpretados pelos supersticiosos como aviso de morte proxima de qualquer pessoa da casa. provavelmente apêlos sexuais da femea. Habitos e importancia economica. são frequentemente encontradas em papeis e livros velhos. produzisse ruídos ritmados. de peliculas do tegumento e de outras produções epiteliais. como Troctes divinatorius (Müller) e Trogiurn pulsatorium (L."relogio da morte". foram verificados por SOLOWIOW (1924) e PEARMAN (1928). Possivelmente aí se criam e se alimentam. feita a postura. "em um muro caiado". á noite. O d e s e n v o l v i m e n t o realiza-se r a p i d a m e n te ( n u m mez a p r o x i m a d a m e n t e ) . Não raro tambem se as encontra nas coleções de insetos mal cuidados. porém. no Rio de Janeiro. h a v e n do de 4 a 6 estadios de f o r m a s jovens. por se acreditar que. As especies da subordem Parapsocida. com um pouco mais de 1 mm. 188. apanhados. nestes elas roem a goma do lombo. por p a u r o m e t a b o l i a . como o tic-tac de um relogio. ela protege os ovos com uma teia de fios de seda. Aliás. como os Malophagos. Tais ruídos. que podem ser por elas totalmente arruinadas. de comprimento e de aspecto pediculoide. Em quasi todos os casos.Quasi nada se sabe respeito á biologia das especies que vivem em nosso territorio. foram introduzidas pelo homem nas demais regiões da terra. pela designação . As especies de Troctidae são tambem encontradiças em péles de mamiferos e entre as penas das aves. Algumas especies da citada subordem.

1915. especie tipo do genero Vulturops . Os nossos exemplares. Ás v e z e s t a i s n i n h o s s ã o bastante grandes e deles emigram. Ap. Tambem Vulturops floridensis Corbett & Hargreaves. As especies da subordem Eupsocida são habitualmente vistas na face inferior das folhas das plantas ou sobre o tronco d a s a r v o r e s . exibem nas asas as variações notaveis que se pode ver na fig. Fig. P t. aliás já assinaladas por ENDERLEIN (1908) para a Psoquilla microps. como numa enxamagem. 1904). 161. 160 - Asas de Psocus sp. 1900 Axinopsocus Enderlein.CORRODENTIA 341 quilla ( =Psocinella Banks. por sua vez tipo da subfamilia VuIturopinae. e m n i n h o s m a i s o u m e n o s p o p u l o s o s . areola postica. c o b e r t o s p o r u m véo o u t e l a de fios de s e d a . as f o r m a s a l a d a s . 1912. Psocidae). q u e p o u s a m g r e g a r i a m e n t e n o s t r o n c o s d a s . apanhados no mesmo local e na mesma ocasião. (Fam. me parece identico a especie descrita por TOWNSEND. p u d e t a m b e m o b s e r v a r n e s s e s e x e m p l a r e s t o d o s os c a racteres de Vulturops termitorum Townsend. p t e r o s t i g m a .

342 arvores. As especies que se encontram sobre plantas ou são saprofagas ou micofagas. pois recebendo a luz solar. causadas por especies de Corrodentia. parcialmente. na Baía. em milho e outras sementes. como tambem eventualmente podem devorar Coccideos. Têm sido. observados danos de alguma importancia.. aí vivendo sem prejudica-las. ou antes queimadas pelo calor. apertadas umas contra as outras. segundo BONDAR. Eventualmente. A influencia do insecto é. antes mecanica. que elle carcome. retorcidas em posições forçadas. A doença manifesta-se em todas as aurantiaceas. com maior intensidade nos limoeiros e nas cidreiras. e logo apparecem activas. Além das aurantiaceas o insecto é encontrado frequentemente nos troncos de oitizeiros. um perto de outro. correndo com ligeireza entre as teias e nas folhas. indirecta. Porém. são alongados. nas folhas verdes ou mortas. O Archipsocus brasilianus prejudica as plantas que êle escreveu respeito a e s t a especie: do genero Citrus. No Estado da Bahia observamos esta enfermidade nos laranjaes da capital. envolvidos na teia. dizem os autores. observado no Pará pelo Dr. limitando-se a fazer suas teias nos troncos. pois não envolve as folhas. As larvas ecloem poucos dias depois da desova. e BORGMEIER (1928) O ninho de Epipsocus borgmeieri Karny. 1907. em ultima analise não se as deve considerar como insetos realmente daninhos. É preciso dizer-se que as lesões causadas pelas mandibulas do insecto em caso algum justificam a morte rapida das folhas e dos galhos envoltos na teia. São depositados em grupos de algumas dezenas ou centenas. Eis o "Os ovos de côr amarella luzidia. 1926. todavia. não se desenvolvem. podem transportar esporos de fungos parasitos. não acarretando entretanto damnos visíveis. por serem tambem carmomidos pelo insecto. . cobrindo-os INSETOS DO BRASIL numa grande extensão ENDERLEIN des- creveu os habitos de Archipsocus brasilianus End. de um terço de millimetro de comprimento. pelo menos. condensam a temperatura nas bolas entre as teias. A folhas presas pelas teias. sendo portanto prejudiciais. morrem asphyxiadas. Assim. no vale do rio Iguape como tambem no Sul do Estado. O insecto alimenta-se principalmente das partes mortas da planta. HAGMANN. Verifica-se frequentemente que os brotos envoltos em teia. que impedem a circulação do ar.

189. A vassoura é melhor embebel-a com carbolineum Kaukmann a 3% na agua. Este ultimo insecticida. ou Nosprasit. 161 Variações no sistema de nervação de Psoquilla sp. pulveriza-se abundantemente a arvore. retirando-se as folhas mortas e emboladas e os galhos seccos.CORRODENTIA 343 Tratamento . envenenando-lhes o alimento". A Classificação . ou solução de Nosprasit. envolvidos em teia. . Psoquillidae) . applicando-se uma solução de emulsão de kerozene e sabão. (Fam. das quais segundo e ordem. Feita esta limpesa. as 2 asas da esquerda são de um mesmo exempIar. Os ramos finos limpam-se. além de matar os insectinhos pelo contacto directo. de outro exemplar apanhado no mesmo local e na mesma ocasião. desta irdens guintes ordem. se 400 da especies região descritas neotropica.O modo de combater este insecto consiste em passar a vassoura de piassava nos troncos e ramos grossos. actuará tambem. tem o aspecto observado em Vulturops . com jacto forte de pulverisador. ou emulsão de kerozene. 2 pelos subse- TILLYARD compreende distinguem Parapsocida Eupsocida . a da direita. Fig. caracteres: perto Ha de cerca 200 que de são (1923). em agua a dois por cento.

... Eupsocida Fig..... antenas com 15 a 47 segmentos. Thyrsophoridae..... subordem Parapsocida compreende Lepidopsocidae....... A lipsoeidae...... Parapsocida.. Á Troctidae... tarsos sempre de 3 segmentos .... familias: giidae... tarsos dimeros ou trimeros .... raramente com outro numero................. Fig.. 163 - Asa anteror ide Thyrsophoridae (x 11)... Myopsocidae... Asas anteriores com Cu 2 e 1A convergentes ou encontrando-se no apice. familias cidae. Eupsocida pertencem Caeciliidae......... Excetuando as Psocidae.. Psoquillidae.. subordem Archipsocidae... Perientomidae subordem Parapsocida e a arcaica família Amphientomidae da . e Amphientomidae Archipsocidae.... antenas com 13 artículos raramente com outro numero......344 INSETOS DO BRASIL Asas anteriores com Cu 2 e 1A divergentes....... as as familias: PhylTroMesopsoe da Perientomidae.. 162 - Asa anterior de Caeciliidae.

.............. de comprimento.. quando presentes............. roo............ Troctidae 120 (Liposcelidae) Asas presentes protorax muito menor que o mesotorax 4 Asas anteriores ausentes ou muito pequenas e sem nervuras............ asas mais ou menos ponteagudas........ 122 Gr........... asas geralmente ausentes................ asas posteriores reduzidas ou ausentes........................ ........ ou trituro......... Psoquillidae 122 Segundo ramo de Cu e lA da asa anterior encontrando-se ou aproximando-se uma da outra no apice . comedor........ roedor......................CORRODENTIA subordem na região sophoridae....... protorax maior que o mesotorax ................................... mesotorax separado do metatorax por uma sutura.................. psoco.. 5 Nervação das asas incompleta. nervuras geralmente muito largas...................... Trogiidae (Atropidae 121.............. nome de uma das Parcas (Mitologia).............. conspicuos atingir 15 Eupsocida.. geralmente alados........ com nervação completa ... 1 1' 2(1) Tarso de tres artículos (Trimera) ................... com com os mais belos e alguns dos quais podem 22 a 25 mm........................ 2 Tarso de dois artículos (Dimera) ......... mesotorax e metatorax fundidos e sem sutura entre si............... 121 De Atropos . Lepidillidae) 2' 3(2) 3' 4(3) 4' Asas bem desenvolvidas... corpo e asas revestidos de pêlos ou escamas.. 10 Torax composto de 3 partes distintas............... sem nervuras em forquilha............... raramente com as asas reduzidas ou ausentes .......................... 3 Torax composto de 2 partes............ asas anteriores ovais ou arrendondadas e muito espessadas......................... sem escamas .... neotropica............... as Peculiar demais a esta familias região é têm a 345 representantes familia Thyr- altamente especializada. asas posteriores ausentes.. troctes... 6 5(4) 5' 120 Gr............ mm........... de envergadas dura de asas...... antenas com mais de 13 segmentos ..... 7 Segundo ramo de Cu e lA da asa anterior divergindo para o apice ou pelo menos não se aproximando uma da outra............................... segundo segmento dos palpos sem orgãos sensoriais claviformes ................ representantes da ordem...... Apresento a seguir a chave para distinção famílias como se acha no livro de BRUES & MELANDER (1932)........

. 164 . numa das folhas vê-se urna postura no ponto indicado pela set a . (fortemente aumentado).Pedaços de folhas com pequenas colonias de Psocideos da familia Caeciliidae..346 INSETOS DO BRASIL Fig. protegidos por fios de seda.

.... Archipsocidae Protorax muito pequeno......... 2 nervuras anais na asa anterior ...................... especies muito pequenas ....................................... escamas das asas simetricas.................................... Perientomidae Asas posteriores sem uma celula fechada.............................. bem desenvolvidas no macho........................................................................................ fechada na base entre M e Cu .................... Mesopsocidae Curvatura de Cu na asa anterior tangenciando M ou fundindo-se com ela numa pequena distancia...................................... 165 Troctes divinatorius (Müller) (Fam... Myopsocidae Protorax bem desenvolvido............ visível de cima....................................... antenas com 26 a 47 segmentos .......................... Fig................................. protorax visível de cima 6' 7(5) 7' 8(7) 8' Corpo e asas sem escamas............ porém com a nervação incompleta ................ E n t o m ..... Amphientomidae Parte apical de Cu na asa anterior curvando-se fortemente para diante em direção a M .............. porém sem toca-la......... 4 4 ) .......... apenas uma nervura anal na asa anterior .................................................................... igualmente curvadas nos 2 lados.... Lepidopsocidae (Empheriidae) Antenas de 13 segmentos ............ antenas de 20 a 25 artículos ......... Troctidae) (D e O s b o r n .................... 8 Antenas de 22 a 25 segmentos..... cego ...... escamas das asas geralmente asimetricas......... corpo e asas sem escamas....... M Phyllipsocidae bi ou trifurcada................... A g r i c ................ 11 9(8) 9 10(1') 10' Fig......CORRODENTIA 6(5') 347 Asas posteriores com uma celula muito estreita............... 1916. asas reduzidas na femea. 123 Lt............................... caecus . 9 Corpo e asas escamosos................... especies maiores .......... invisivel de cima ...................

..... 57: 476-481.348 11(10') INSETOS DO BRASIL Porção apical de Cu da asa anterior não se curvando fortemente para diante ou... Z o o l .... em portuguez no Bol... N a t . 3º e 4° segmentos antenais semelhantes aos apicais ... 2 figs.. H..... 3 .. wiss.. Rio de und BORGMEIER... Z o o l .... 12 f i g s ... Sur l'hypopharynx ales psoques. 24: 81-91. Zool.. M u s .. 1929 - Mandibeln und Rhynchoten. Z o o l . e s t ... 17: 155-161. J a h r b .... no caso de se curvar. Bull.... A n n . 1929 - - BOERNER. 1932 1934 Sur les genitalia ales psoques (Note préliminaire)... Jahrb.......... 18: 351-364... Bost... Bibliografia. Mus.. Über die Variabilität der Flügelgeäders der Copeognathen.......... Fr....... - Ein interessantes Copeognathen-Gespinst Ent... (grande ín- 1936 BANKS.......... . E. 12 fundindo-se com M Segundo ramo do sector radial ( R 4+5 ) ou a ela ligado por uma nervura transversa......... Anz. não tangenciando M ... Mitt....... 14: 133-160. Zur Kenntniss amerikanischer Psociden.. 33: 779-782.. A n z .. 3 aus Nac.The anatomy Proc.. H i s t . 9 e 4 f i g s . este.. eu trago...... 26: 423-437. Janeiro..).. bei 34: Psociden.... 80 figs... BADONNEL.. tocando ou fundindo-se com M numa pequena distancia . haste. 124 Gr... C.... and structure 19: 291-306... Psocidae. 1900 1903 - 1903 1905 1906 1908 - Die Psocidenfauna Perus..... especies grandes ....... N.........1 4 .. Über die Morphologie.. talo. S y s t ...... Thysanopteren figs.. 108-116..... 18:241 p..... Belg........ Bull.. e s t e .. of maxillae in Psocidae. 17 e 18.. Psocidae 11' 12(11') 12' 190... 36: 321-325.. Bull.. N..... 1928 T.... Syst... Soc. e s t a .. Brasilien........ Aussereuropäische Copeognathen aus alem Stettiner Museum. Recherches sur l'anatomie des psoques.. S y s t .. 2 figs... Gruppierung und systematische Stellung der Corrodentien.... Zool.... A classification of the Psyche.... 1878 .. ZoIl. Die Copeognathen ales indo-australischen Faunengebietes.. G..... thyrsus... Suppl... H u n g a r : 1: 179-344..... Maxillen Insektenbiol.. BURGESS............. Zeits. Biol. 3° e 4° segmentos antenais alongados..... (Publ........ Fr.... 8.. .... A. 4 (3): 59-65....... 61: 14-17...... dice bibliografico) .... 6.... J a h r b . Caeciliidae 123 Porção apical de Cu curvando-se para diante.. Zool.... ENDERLEIN....... fereo........ Thyrsophoridae 124 Segundo ramo do sector radial ( R 4+5 ) livre de M ........ mais espessos e mais densamente pilosos que os articulos seguintes. Fr.... Soc.. of the head Soc...

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pêlo. Caracteres. phagos . mandibula. Trb. .Ordem constituida por pequenos insetos. . O . de corpo deprimido. olho. Desenvolvem-se por a p o m e t a b o l i a . esclerito esofagiano ou faringeo. São ectoparasitos de aves ou mamiferos (piolhos das penas das aves e dos pêlos dos m a m i f e r o s ) . apteros. mallos . s u p e r l i n g u a . Ant . palpo labial. com menos de um centímetro de comprimento. Slin.CAPÍTULO XIX Ordem MALLOPHAGA125 191. antena. com tegumento geralmente bem esclerosado e aparelho bucal mastigador. comedor. t r a b e c u l a . pediculoide. Phy . Fig.Cabeça de Trichodectes subrostratus Nitzsch. Pll . 166 . 125 Gr. Md .

em Amblycera horizontais. ligula não dividida ou representada por um par de processos. isto é. de 3 a 5 segmentos. Anatomia externa. Torax apresentando um protorax livre. palpos labiais r u d i m e n t a r e s . com femures e tibias transversalmente sulcadas na face interna. Ocelos ausentes. provavelmente homologos ás paraglossas. Labium curto. situados atrás da inserção antenal. com o condilo ventral e o ginglimo dorsal. mais ou menos rudimentares. mesotorax e metatorax geralmente fundidos em Ischnocera. com o pretarso geralmente provido de uma ou duas garras. ambas inseridas em angulo reto com a cabeça.Cabeça geralmente grande. na sua maioria. com palpos de 4. Boopidae e . Maxilas constituídas por um só lobulo denteado. o que facilita o agarramento do inseto aos pêlos. Antenas com aspecto diferente nas duas subordens: em Amblycera clavadas ou capitosas. achatadas. Excepcionalmente o mesotorax apresenta-se reunido ao protorax. livre. mandibulas com grandes dentes. em Amblycera separados por uma sutura. situado numa escavação na face inferior da cabeça. são dirigidas para diante e servem para levar o alimento á boca. Gyropidae). Olhos. 3 ou 2 segmentos em Amblycera. semelhantes nos dois sexos e escondidas numa fosseta sob a cabeça ( fosseta antenal ). em alguns generos (Gyropidae) um ou mais pares de pernas modificam-se num tipo especial. formando o pterotorax . as anteriores.352 INSETOS DO BRASIL 192. Pernas curtas. constituídos por um pequeno numero de omatidios isolados. porém sempre bem visiveis aos lados da cabeça. parasitam aves (excep. horizontal e hipognata. Aparelho bucal de tipo mandibulado. com o condilo posterior e o ginglimo anterior. em Ischnocera cilindricas. geralmente de 4 segmentos. mesotorax frequentemente pequeno. labrum grande. . em Ischnocera. em muitas especies consideravelmente diferentes nos dois sexos. paralelamente dispostas a superficie da cabeça. Os Mallophagos que têm apenas 1 garra tarsal parasitam mamíferos e os de 2 em todas as pernas. garras tarsais ausentes em Gliricolinae (Fam. Tarsos de 1 a 2 articulos. de tipo ambulatorio ou imperfeitamente escansorial. quando presentes. desprovidas de palpos em Ischnocera. mais curtas que as outras.

em canais deferentes tortuosos e de comprimento variavel. Femeas sem genitalia. ás vezes. respectivamente. Gyropidae) ba somente 5 pares de estigmas abdominais nos segmentos 3-7 e 2-6. Sistema traqueal representado por 2 principais troncos e respectivas anastomoses. semelhantes ás mesmas partes em Corrodentia. Nos generos Macrogyropus e Heterogyropus. situados nos segmentos 3-8 ou nos segmentos 2-7. Ha 2 pares de glandulas salivares ou somente um par com os respectivos reservatorios. os tarsos do par anterior têm 2 garras. um ao lado do outro. Tergitos e esternitos geralmente esclerosados e distintamente separados por areas de tegumento membranoso. 193. separadamente. mesenteron grande com um par de cégos gastricos. estigmas. Amblycera). . Testículos constituidos por 2-3 foliculos piriformes. segundo HARRISON (1916) e 6 abdominais. com os 2 primeiros fundidos (subord. na parte anterior do canal ejaculador. geralmente curtos e largos. Tubo digestivo apresentando um papo representado por uma simples expansão do esofago (Amblycera) ou constituída por um diverticulo mais ou menos desenvolvido (Ischnocera). machos com gonapofizes de estrutura mais ou menos complicada. de 8 ou mesmo de 7 (com os 2 primeiros completamente fundidos) como se observa em Heptapsogastridae. que se abrem. Abdomen geralmente de 9 segmentos nos adultos. Ischnocera) ou separados (subord. onde tambem termina um canal relativamente alongado. em relação com uma ve- . ambos de EWING (subord. que desembocam. Em Heptapsogastridàe os es: tigmas abdominais ficam nos segmentos 1-6. Gyropidae). fam. Amblycera e Trichophilopteridae da subord.Esclerito esofagiano ou faringeo e hipofaringe (com as superlinguae) bem desenvolvidos. 1 mesotoracico (protoracico. Ischnocera). com 4 tubos de Malpighi. porém. Em Trimenoponidae e Gliricolinae (faro. comunicando-se com o exterior por meio de 7 pares de. Amblycera.MALLOPHAGA 353 Trimenoponidae da subord. Anatomia interna. proctodeum curto.

em Copula. tendo. além Sistema nervoso central. 1936 ) .T r i c h o d e c t e s c o r d i c e p s (Mjoeberg. 1910). 194. que faltar e m varias especies. vagina abrindo-se atrás do 7º urosternito.Relativamente à presença de pseudovitelus ou micetoma nos Malofagos da subordem Ischnocera. . altamente especializado. glandulas coletericas e uma espermateca. Micetoma. . 167 . anexos. apenas 3 ganglios toracicos.354 INSETOS DO BRASIL sicula riolos como pode seminal bicapsular. dos ganglios cefaIicos. Ovarios constituidos por 5 a 3 ovacurtos. Fig. o macho com as antenas prende a femea pela base do abdomen (De Werneck. tendo.

Dai as Bacterias penetram nos ovos e. Os m i ce to c it o s l o c a l i z a m . resumindo o resultado das observações de RIES (1930). ordinariamente enchendo a ampola. isoladamente ou em bloco. porém.s e e n t r e o e p i d e r m a e o corpo a d i peso. escreve o seguinte: "Os Malofagos desta categoria vivem em simbiose com B a c t e r i a s cujo papel é desconhecido. fig.MALLOPHAGA 355 LAMEERE (Précis de Zoologie (1935)). cujo conjunto constitue um micetoma. elas emigram e penetram. sem se dispersar. passam para o vitelus. 168 . os micetocitos.Ovos de Mallophaga na base de penas (De Reis & Nobrega. durante a ontogenese. vitelofagos envolvem tais . ou no proprio corpo a d i p o s o No m a c h o estas celulas a í Fig. 305). na femea. permanecem até o estado adulto. 1936. antes da ultima muda. est es microbios o c u p a m celulas. nos orgãos genitais em formação e se alojam no calice dos oviductos.

. O desenvolvimento embrionario dura de 4 a 7 dias. nas regiões em que habitualmente se encontram os piolhos. nestas. na formação do enteron. "seja na base. seja ao longo do canhão. 169 . 307) 195. Por ocasião do desenvolvimento do vitelus.Ovos de Mallophaga ao longo do canhão de uma pena (De Reis & Nobrega. de 15 a 20 dias. esparsos. porém sempre colados ao substrato" (REIS e NOBREGA. Os ovos são postos nos animais hospedadores. constituindo-se então os micetocitos. Reprodução . Fig.356 INSETOS DO BRASIL massas. em grandes massas. porém os micetocitos atravessam a parede e se localizam onde mais tarde são encontrados". 1936. postura e desenvolvimento post-embrionario . o micetoma fica neste aprisionado. 1936). realizando-se a copula segundo se vê na figura 167. pouco mais ou menos. seja nas barbulas. . variando isto de acôrdo com o parasita. fig. geralmente após tres ecdises.Os Malofagos reproduzem-se por anfiogonia. em cadeias. nos pêlos ou nas penas.

. eventualmente ingerem o sangue que aflora no tegumento ferido do hospedeiro. 170 .MALLOPHAGA 357 Os Malofagos desenvolvem-se por apometabolia (pseudoametabolia ou ametabolia adquirida em consequencia do parasitismo). Habitos. porém. 1936. Algumas especies. 308) de 196. Fig. . Deslocam-se mais ou menos rapidamente sobre as penas ou sobre os pêlos.Os Malofagos são ectoparasitos de mamíferos ou de aves. fig.Ovos de Mallophaga aderentes ás bargulas u m a p e n a (De Reis & Nobrega. Os primeiros alimentam-se de escamas epidermicas e de pêlos (especies pilivoras) os segundos de produtos equivalentes retirados das penas (especies penivoras).

como observou THOMPSON (1936). que raramente passam de um para outro animal hospedador e. passam de um para outro. porém. quando 2 animais ficam em contacto. ficam agarradas ao corpo do mesmo. quando este morre. É interessante consignar. ás vezes porém. pertencem sempre a subordem Ischnocera. via de regra as menos ativas. 171 . se procura estudar as afinidades dos hospedadores. morrendo no fim de horas ou . 1936. então.358 INSETOS DO BRASIL sendo.Ovos de Mallophaga na base. Não raro os Malofagos das aves podem tambem emigrar para um hospedador mais ou menos afastado daquele em que viviam. Os Malofagos habitualmente nascem e morrem num mesmo hospedador. f i g . mais ativos os da subordem Amblycera. 3 0 9 ) . sendo. os Malofagos não se conservam vivos por longo tempo. pena Após a morte do hospedador. por eles. de uma (De R e i s & N o b r e g a . Daí estes Malofagos serem muito mais valiosos quando. que todas as especies que se transportam por este meio. Fig. transportados por moscas da familia Hippoboscidae.

PETERS (1928) teve o ensejo de apanhar Malofagos a i n d a vivos em peles de aves m o r t a s h a 6 ou 7 dias. com esta especie. 1921). A morte dos parasitos é principalmente devida á falta do calor que irradia do animal parasitado.MALLOPHAGA 359 de alguns dias. KELLOGG assim se manifesta: "Primitivamente f o r m a r a m . BISHOPP (em Sanitary Entomology. do mesmo genero. em estufa a 33º. Ha um Malofago. via de regra apresentando entre si afinidades mais ou menos estreitas. uma longividade superior a 3 semanas.s e raças geograficas dentro dos limites do hospedador ancestral. 1876). E tanto isto é verdade que WILSON (1934) conseguio cultivar artificialmente Lipeurus heterographus fora do corpo. Por outro lado. que conservou o Menopon gallinae fora do corpo do hospedador durante 9 meses. e não se podendo explicar o fato pela emigração do p a r a s i t o de u m p a r a o u t r o a n i m a l . expostas num trabalho especial (1913) ou condensados em seu livro . de PIERCE. as mais lerdas habitualmente são encontradas na cabeça e no pescoço e as mais ativas nas regiões do peito. assim. quer vivendo em territorios mais ou menos distantes e isolados. Esta ultima ocorrencia é bem interessante porque envolve o problema das relações geneticas desses hospedadores. o Tetrophthalmus bursaepelecanae (Perry. nas mar- . diferenciadas na côr. THEOBALD. sobre penas colocadas em vidros.American Insects. Num mesmo hospedador podem viver varias especies pertencentes a grupos taxionomicos bem diversos. citando a observação do Prof. aliás frequentando determinadas regiões do corpo do hospedador. quer habitando o mesmo territorio. estas raças ou variedades são hoje especies distintas. uma da Europa e outra da America. diz não ter observado. que se encontra exclusivamente na bolsa de um pelicano norteamericano ( Pelecanus fuscus L. A proposito julgo util transcrever as ideas de KELLOGG sobre o assunto.). uma mesma especie de Malofago pode ser encontrada em diversos hospedadores. Depois de citar casos de uma mesma especie de Malofago ser encontrada em 2 hospedadores de especies proximas. das costas e perianal.

1932. e. . 34). penetração das bacterias no vitelus dos ovos. d. 172 .360 INSETOS DO BRASIL Fig. com ampolas ovarianas cheias de micetocitos. com vitelofagos envolvendo as massas bacterianas. femea b.Esquema do ciclo simbiotico de Columbicola columbae: a. c. emfortemente aumentada. nesta fase os brião. est. uma ampola ovariana. vessando a parede do mesenteron e dirigindo-se para os lugares definitivos (De Ries. micetocitos atramicetocitos ainda se acham aprisionados no mesenteron.

identificados por LEUCKART como sendo larvas da referida tenia. empoeirando as penas.MALLOPHAGA 361 cas da plumagem. são os mais prejudiciais. Os Malofagos avícolas. principalmente com as garras tarsais. conservando-os sempre em viveiros expurgados da praga. até ferir a pele. perdení peso. a temperatura do corpo do hospedador. Além do damno direto causado pelos Malofagos. As galinhas. catando-se ou esponjando-se na terra. 197. na cavidade geral do inseto. que. mostram-se inquietas e. os parasitos dos antigos hospedadores permaneceram inalterados. O fato foi pela primeira vez observado por MELNIKOW (1896). - Os Malofagos. Os Maiofagos que vivem em animais domesticos só podem proliferar abundantemente quando estes se acham em estado de miseria organica ou quando maltratados. praticamente todo o ambiente dos parasitos não se alteraram. o primeiro cuidado ase observar no combate aos Malofagos é ter os animais sadios e limpos. daí ela existir ainda hoje na sua forma primitiva. ato que. ficando sempre mais ou menos depauperadas. a plumagem como aumento. Assim. nenhum fator externo atuou no sentido de modificar a especie do parasita. devo referir a possibilidade de Trichodectes canis servir de hospedeiro intermediario da tenia Dipylidium caninum (L. especialmente os que vivem nos galinaceos domesticos. comum aos novos descendentes do antigo hospedador". O outro cuidado é evitar a promiscuidade de animais praticamente não infestados. As aves mais atacadas procuram livrar-se da bicharia. Importancia economica. com animais mais atacados. ou pouco infestados. particularmente a criança. quando muito empiolhadas. etc. frequentemente se desenvolvem em pulgas. ao estudar a embriologia daquele Trichodectes. . em geral. Estas. Meios de combate . que infesta cães e gatos e ocasionalmente o homem. pela irritação continua que produzem. alimentando-se mal. podem determinar intenso prurido que obriga o animal infestado a se coçar frequentemente.). determina a asfixia dos Malofagos que nelas se acham. Daí tambem baixar consideravelmente a produção de ovos. todavia. encontrou. Todavia. quando muito abundantes. alguns corpos de aspecto peculiar.

Menopon gallinae (Linne). placa basal. é o fluoreto de sodio. D . antena. que substitue vantajosamente o pó de Fig. fig.362 INSETOS DO BRASIL Dentre os varios inseticidas usados. bp . por via sêca ou úmida. genitalia do macho. B. á esquerda. 1924. 1) . á direita. aspecto dorsal. C . par. E. idem. femea. aspecto ventral. incontestavelmente. o pequeno piolho da galinha. 173 . para" destruir os Malofagos. paramero (De Ferris. margem lateral da cabeça. A . o melhor. ventral. aspecto dorsal.

para 4 litros de agua).MALLOPHAGA 363 piretro. geralmente empregado em nosso país. c o n h e c i d a como piolho da o r d e m Anoplura. q u a n d o F e r r i s verificou t r a t a r . deve escolher-se um dia quente e fazer a aplicação c o m o liquido tepido. Fig. até 1931. 174 Trimenopon jenningsi (Kellogg & P a i n e ) (Foto J. 198. cerca de 1800 especies d e s c r i t a s . Haematomyzus elephantis Piaget. Rhynchophthirina Ferris 1931. compreende exclusivamente a especie unica da faro. O tratamento deve ser feito de preferencia durante o dia e.s e de u m . das quais uma. P i n t o ) . Ha na ordem Mallophaga. distribuidas em 3 subordens. Classificação . quando realisado por via úmida (3 colheres de sopa ou 28 grs. Haematomyzidae .

364 INSETOS DO BRASIL Fig. á direita.Goniocotes gigas Taschenberg. á esquerda. . N. America". aspecto dorsal. fig. o grande piolho da galinha. de Essig. 78). ventral (desenho de Ferris em "Insects of W. 175 .

. corno..................... aliás facilmente distinguivel dos demais por apresentar a cabeça prolongada num rostro estreito.. Subordem Ischnocera 127 6 Tarsos de todas as pernas com 2 garras: palpos labiais de 1 ou 2 segmentos........... antenas clavadas ou capitosas e.. ops... ........ pterode tal modo fundido como o abdomen que os conlaterais deste se continuam com os daquele............... em repouso................................ com as mandibulas no apice.......... as antenas de 5 segmentos e os tarsos providos de uma garra......... 3 Tarsos das pernas medias e posteriores com 1 garra..... . Infestam mamíferos ................................. Gr................. escondidas em fossetas ....... ou sem garras....... fino...... gyros.... palpos labiais de 1 segmento...... um unico segmento ..... pro e mesotorax nunca fundidos... amblys.......................... pé........ 6 alojando-se em sulcos aos lados da cabeça.... Gr................... 4 situadas em capsulas abertas ventralmente........ 5 2(1) 2' 3(2) 3' 4(3) 4' pares de estigmas abdominais................ antena...... aspecto...... pous..... baseada na de EWING (1925) com a modificação de CARRIKER (1936).......... obtuso. Antenas torax tornos mando................................. Trimenoponidae 5(3') Capsulas laterais antenais não bulbosas e não formando dilatações na cabeça........ Subordem Amblycera 126 2 Sem palpos maxilares......... abdogeralmente largo e sempre com reintrancias latena articulação dos diferentes segmentos ...................... Em aves e marsuPiais australianos .... As duas outras subordens Amblycera e Ischnocera e respectivas famílias são caracterizadas na chave seguinte. palpos labiais de 1 segmento............... labium frequentemente provido de or- 126 127 128 129 Gr........ curvo............ 1 1' Com palpos maxilares..... antenas geralmente filiformes e sempre expostas ... palpos labiais de 2 segmentos............................................... forportanto................ antena... Gyropidae 128 Antenas men rais............... ............................... mesotorax consideravelmente reduzido ou fundido com o protorax.............. ceras........................... robusto..... Menoponidae 129 5 pares de estigmas abdominais... corno....... menos........... Em roedores e marsupiais americanos . ischnos....MALLOPHAGA 365 Malofago..... ceras...... Gr..........

abdomen sem quaisquer reintran130 De Ricinus... ........ vista dorsal 5' Capsulas antenais bulbosas. nome proprio... 176 - Goniodes meleagridis (Linne)........ fig.. abertura bucal moderada ... abdomen as vezes apresentando fracas reintrancias laterais na articulação dos segmentos.. 9). (De Zunker.... formando conspícuas dilatações laterais na cabeça... 1930. Ricinidae 130 Fig...366 INSETOS DO BRASIL gãos com ventosas protraebeis..

....... 1838). amigo..... Heptapsogastridae 135 7(6) 7' 8(7') 8' As especies m a i s i n t e r e s s a n t e s sob o p o n t o de v i s t a economico.............. 1880). crina.. in Burmeister. Trichodectidae 132 Ultimo s e g m e n t o da a n t e n a d i l a t a d o ou clavado.. foveolo...... thrix......... Gr........ ..... .... sete.. meso e metatorax fundidos num perfeito pterotorax ..s e p a r a trás. além d a inserção das a n t e n a s . . E x c l u s i v a m e n t e e m aves da f a m í lia Tinamidae .. pallidum 131 132 133 134 135 Gr. mordedor......... p a r t e a n t e r i o r da cabeça sem ganchos curvos em aves ........... Nitzsch.......... ........... eu coço (sarna)........... Eomenacanthus stramineus (Nitzsch......... .............. Trichophilopteridae 133 Ultimo s e g m e n t o da a n t e n a n ã o clavado..... Laemobothriidae 131 6(1') 6' Tarsos com 2 g a r r a s ................. Citarei aqui as mais frequentemente encontradas nas principais aves e mamiferos domesticos. dectes.......... ventre........ 1874)...... em sua maioria......... comedor.........MALLOPHAGA 367 c i a s i n t e r s e g m e n t a i s ........... .. e x t e n d e n d o ..... . Gr. 8 A b d o m e n t e n d o pelo m e n o s 8 s e g m e n t o s e m ambos os sexos ( á s vezes 9).... laimus......... pteron........................ .. que vivem em animais domesticos são.......... philos...... a b e r t u r a bucal m u i t o g r a n d e . ........ a n t e n a s sempre de 3 s e g m e n t o s n o macho e geralmente na femea....... .. Na galinha (Gallus domesticus) Subordem Amblycera: Família Menoponidae: Menopon gallinae (Linnaeus..... asa. ....... p a r t e a n terior d a cabeça com robustos g a n c h o s curvos.. . Em mamíferos ............ hepta........... bothrion...... 1758) (= M. cabelo................... ..... Gr........................ cosmopolitas.. a n t e n a s de 5 segmentos em ambos os sexos .. ........ ...... in Giebel... E m m a míferos........ ................... est i g m a s pres entes nos s e g m e n t o s 1-6.... crina. garganta.. asa... thrix... (= Menopon biseriatum Piaget... .... pteron..... amigo........... 7 Tarsos c o m 1 g a r r a ..... gaster....... e s t i g m a s presentes nos Segmentos 2-7. cabelo....... philos...... Philopteridae 134 Abdomen a p e n a s com 7 s e g m e n t o s e m a m b o s os sexos... ..... (?) psoo......... meso e m e t a t o r a x n e m sempre f u n d i d o s .... Gr...

Denny. 1912). 1879. 1839). 177 L i p e u r u s gallipavonis (Geoffroy). 1842 nec Nitzsch. hologaster . in Denny. 1842. f i g . F i g . Subordem Ischnocera: Familia Philopteridae: Goniodes dissimilis Nitzsch. 1930. 1 1 ) . (=G. Goniocotes gigas Taschenberg. femea vista dorsal (De Z u n k e r .368 INSETOS DO BRASIL Neumannia pallidula (Neumann.

1839. in Burmeister. 1874. 1838). compar Nitzsch. 1912. in Burmeister. Columbicola columbae (Linnaeus. 1839). in Burmeister. 1763) ( = G . in Burmeister. variabilis. 1839). 1866. Subordem Ischnocera: Familia Philopteridae: Goniodes meleagridis (L. in Burmeister. 1758) ( = L i p e u r u s baculus Nitzsch. scataris . =Esthiopterum columbae (Linnaeus. 1838). 1762) ( = L . Lipeurus caponis (Linnaeus. Lipeurus gallipavonis (Geoffroy. 1874). stylifer Nitzsch. Colpocephalum turbinatum Denny. 1758) ( =T. 1838). 1758). in Giebel. in Giebel. Goniocotes bidentatus (Scopoli. No per ú (Meleagris gallopavo). Lipeurus heterographus Nitzsch. 1758) ( = G . 1880). Quasi todas as especies que infestam mamiferos domesticos pertencem à familia Trichodectidae. Subordem Ischnocera: Familia Philopteridae: Goniodes piageti Johnston & Harrison. Subordem Amblycera: Familia Menoponidae: Menacanthus giganteus (Denny. Dentre as mais importantes citarei os seguintes: No boi (Bos taurus): Trichodectes bovis (Linnaeus. 1842) (=Menopon lat um Piaget. polytrapezius Nitzsch.MALLOPHAGA 369 Goniocotes hologaster (Nitzsch. No pombo (Columba domestica). in Giebel. in Burmeister. Nitzsch. 1866). 1842 (=Colpocephalum longicaudum Nitzsch. Goniocotes hologaster Nitzsch. 1758) ( = L. Subordem Amblycera: Familia Menoponidae: Eomenacanthus stramineus (Nitzsch. in Giebel.

especie tipo do genero Bovicola Fig 178 . fig. W. Mallophago do boi.370 INSETOS DO BRASIL Nitzsch. 1818).Tr i chodectes bovis (Linne). de Essig. 77). America". Ewing. 1929. ventral (desenho de Ferris em "Insects of N. . aspecto dorsal. à esquerda. à direita.

. ambas no genero Bovicola. No carneiro (Ovis aries): Trichodectes ovis (Linnaeus.MALLOPHAGA 371 Na cabra (Capra Trichodectes 1818) e incluidas hircus): caprae Gurlt. 1843 (= T. 1844. outra especie incluida no genero Bovicola por EWING e BEDFORD. sphaerocephalus Nitzsch. Trichodectes limbatus Gervais. 179 - Trichodectes equi (L. 1758) (=T. climax Nitzsch. 1818.) (X 60). Fig.

genero Felicola Ewing. 1758) (= T . 199. No No especie tipo do Na cobaia (Cavia sp. 1758). 12 figs. 81 p. Parasitology. Tese de Doutoramento á Fac. gato (Felis cati) : Trichodectes subrostratus (Nitzsch. 1926 . 8 figs.Goniocotes hologaster Nitzsch. S. 11th & 12th Reps. com descrição de tres especies novas. Biol. A. latus Nitzsch. 1880). de CASTRO MONTEIRO 1933 . 9 ests. Família Trimenoponidae: Trimenopon jenningsi (Kellogg & Paine. parumpillosus Piaget. African Mammalia. Bibliografia. 9 figs. 1935 . 6: 53-62. Afr. Heterodoxus longitarsus (Piaget. 1880) (família Boopidae). 1932 . encontra-se frequentemente em varias localidades dos E. 1910). (Mexico). Biol. Mallophage). que normalmente parasita kangurús. 1818). S. cão (Canis familiaris) : Trichodectes canis (De Geer. Biol.Menopon gallinae Linn. 1929. I .Celumbicola columbae Linn. 1: 705-784.Contribuição ao estudo do genero Esthiopterum (Hexapoda. M. (Mexico). III . 24: 350-364. do Brasil e da Republica Argentina (WERNECK). L. Med.. Gliricola porcelli (Linnaeus.372 INSETOS DO BRASIL No cavalo (Equus caballus) : Trichodectes equi (Linnaeus.Trichodectidae (Mallophaga) found on African Carnivora. 1818). Inst. Ann. Pretoria 10t. (Mexico). BARROS NETTO. 1778) (= T. 11 figs. ANCONA. Inst. Aves and Reptilia.): Família Gyropidae: Gyropus ovalis Nitzsch. H. Paulo. J. Inst. tambem incluída no genero Bovicola por EWING e BEDFORD. . Ann. 6: 119-128. Ann. Ver. II . Esta especie. 5: 341-351. 1818. Unidos (EWING). O. BEDFORD.A check-list and host-list of the external parasites found on S.Contribucion al conocimiento de los piojos de los animales de Mexico. Res.

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assestadas na parte inferior da cabeça. são insetos pequenos. 201 Anatomia externa. provida de cerdas. . apteros. com mandíbulas trituradoras. O tegumento nestes insetos é relativamente espesso. de apice arredondado ou acuminado.Constituem esta ordem os piolhos sugadores de sangue dos mamiferos. os Anopluros têm um aparelho bucal de tipo sugador especial. na ponta do qual ha uma pequena area esclerosada. enquanto que os Malofagos possuem um aparelho bucal mastigador. de comprimento. menos desenvolvida que nos Malofagos e apresentando a porção adiante das antenas geralmente prolongada em saliencia c onica. cauda.CAPÍTULO XX ANOPLURA136 Ordem 200 Caracteres. mais ou menos robustas. que aí se apresenta mais ou menos proeminente. como os Malofagos. Os Anopluros. considerada o labio superior (labrum). sem mandíbulas. . de corpo mais ou menos deprimido e pernas tipicamente escansoriais. tendo no maximo 6 mm. Desenvolvem-se por apometabolia. anoplos .Cabeça horizontal. Todavia. Em relação 136 Gr. sempre situado na parte anterior da cabeça. oura . daí a dificuldade em se os dissecar ou cortar. distinta do torax. inerme. .

n. f. q. tibia. femur. j. i. placa pleural. k. estrutura membranosa circular ou tubuliforme provida de ganchos ou denticulos (denticulos prestomais). m. clypeus. mesotorax. d. polex. b. h. Fig. faixas transversais. 3). r. protorax. est. linha correspondente a sutura ep i craneana. coxa. c.380 INSETOS DO BRASIL Com essa area e ás vezes projetando-se para diante vê-se uma (haustellum). aspecto dorsal. a. 1-6 estigmas abdominais (De Keilin & Nuttall. tarso. estigma.Pediculus humanus Linneaus macho. p. . metatorax. trochanter. o. l. dilator. 1930. cova esternal. e. anus. g. 180 . costela.

sendo o labrum o elemento que forma o této do funil bucal. como demonstrou NUTTALL (1917). constituido pela porção anterior. que se abre adiante no assoalho da boca ou funil bucal e termina atrás em fundo de saco. proeminentes e pigmentados. um anti-coaguleno. durando 3 a 10 minutos cada repasto. Aparelho bucal. com aspecto de crescente em seção transversa (tubo sugador). demonstrou que o estilete dorsal resultou da fusão das maxilas. adatados á perfuração e á sucção. porque neste diverticulo se alojam as peças bucais ou estiletes. ge- . em sua maior extensão. FERNANDO (1933). porém. O estilete ventral. a se ancorarem na pele do animal atacado. O sangue é em seguida aspirado pela bomba faringêa. .ANOPLURA 381 Olhos. para se inserirem no fundo do saco. em forma de calha e onde se alojam os outros estiletes. O estilete medio (hipofaringe) é a parte distal do conduto salivar. a qual PEACOCK (1918) deu o nome de funil bucal. que possue.As mandíbulas são atrofiadas. forçando os dentes prestomais. um mediano e outro ventral. é o chamado saco dos estiletes. ás vezes. O estilete dorsal. com os segmentos fundidos. perfurando-a os estiletes ventrais e penetrando tambem. relativamente pequeno. A abertura bucal ( prestomum ) acha-se em relação com 2 canais superpostos: o superior. Quando o inseto procura sugar. em prolapso. a secreção salivar. Ocelos ausentes. nessa ocasião. do faringe. quando presentes. é constituído por duas peças. Antenas geralmente de 5 segmentos distintos. quasi ao nível da base da cabeça. o haustellum (porção tubulosa ou vestibular da cavidade bucal). porém. cada um tambem preso atrás ao fundo do saco. apresentando apenas um esternito (placa esternal). porém. mediante um par de ramos divergentes. divergindo atrás. a um omatidio. Torax. que o ventral é o labium. baseando-se em dados embriologicos. o inferior. reduzidos. é formado por 2 elementos superpostos. um dorsal. longa invaginação tubuliforme. aparentemente com 3 segmentos (Pedicinus). São então nela introduzidos os estiletes. tubulosa. que se justapõem. relativamente grandes. projeta-se para adiante. segundo PEACOCK. acionado por musculos protratores especiais.

1. de modo a ambos formarem uma especie de pinça. denticulos prestomais. antena. geralmente com os 2 primieros fundidos. Cércos ausentes. podendo aproximar-se de um processo no apice da tibia. são pouco esclerosados. de tipo escansorial. achatada e recurvada. Abdomen.Cabeça de Haematopinus eurysternus (Nitzch). 5. Pernas curtas. nos demais. porém. haustellum. fronte. Fig. principalmente caracterizado pelo aspecto da tibia e da garra tarsal. Genitalia do macho bem desenvolvida. lobulo post-antenal. robustas. Em geral ha pleuritos esclerosados e pigmentados (placas pleurais). Femea apresentando no lado ventral da região . 4. porém. A garra tarsal apresenta-se alongada. 2. os tergitos e esternitos. de 9 segmentos. 3. articulada no articulo tarsal unico. Em Phthirus os 5 primeiros uromeros se reunem num só segmento basal. nos generos mais primitivos.382 INSETOS DO BRASIL ralmente indiviso. de cima. vista 181 . Em muitas especies as pernas do par anterior são notavelmente menos robustas que as outras. ás vezes consideravelmente robusta.

musculos retractores do saco dos estiletes. g a n g l i o frontal. m u s c u l o s dos estiletes. EpS.. e m Weber. em a. faringe posterior. g l a n d u l a de Pawlowsky. estilete c e n t r a l . Ph2. e m b.ANOPLURA 383 caudal um par de gonapodos. dSt. estilete dorsal. Protr. ganglio s u p r a . MH. (De Sikora. Spe. ChS. 1933. musculos protractores do saco dos estiletes. orificio preoral. FrG. faringe a n t e r i o r (sugador) . ganglio infra-esofagiano. na postura. Entom. esfincter faringeo. saco dos estiletes. m e t a d e direita de u m córte l o n g i t u d i n a l e mediano. fig. com os estiletes retraídos e. que. RM. Sub. vista. Retr.Cabeça de Pediculus h u m a n u s Linnaeus. vSt. orgão sensorial epifaringeo. MK. h a u s t e l l u m . festões bucais. f u n i l bucal. P h l . Lehrb. Mu. c a n a l excretor d a s glandulas salivares toraxicas (labiais). 182 . denticulos preorais. d i r i g e m o a l i n h a m e n t o dos ovos. Sch. StDr. Hau.e s o f a g l a n o ( c e r e b r o ) . 73). prendendo o pêlo suporte. c o m os m e s m o s salientes. . Po . g l a n d u l a dos estiletes. KSp. MHD: m e t a d e do t u b o faringeo sugador. Sup. Fig.

Aquelas. Não ha espermatecas. . Os testiculos são constituídos. Acredita-se que a secreção destas glandulas sirva para lubrificar os estiletes. segue-se um esofago curto. reniformes e duas posteriores bitubulosas. Sempre se os encontra com o eixo longitudinal disposto . postura e desenvolvimento post-embrionario. 203 Reprodução. segundo PAWLOWSKY e STEIN (1924). com 4 tubos de Malpighi e 6 papilas retais. Como nos Malofagos da subordem Ischnocera. Proctodaeum quasi reto. Depois do faringe. O mesenteron é simples ou representado por duas porções. bibliografia sobre o assunto no trabalho de PIERANTONI (bibl. localizados na parte dorsal. . fazem as posturas nos pêlos dos mamiferos. por 2 foliculos. apresenta um par de cégos gastricos. separadas por uma valvula. compactas. Na cabeça ha 2 glandulas menores ( glandulas de Pawlowsky ). ha nos Anopluros um micetoma da mesma natureza (v. Os canais escretores destas glandulas reunem-se formando o conduto salivar que se insinua sob o estilete dorsal do aparelho bucal. constituido por 2 partes. Ha geralmente um par de estigmas mesotoraxicos.O stomodaeum não tem ingluvia nem proventriculo. anterior (faringe sugador) e posterior. Sistema nervoso central altamente concentrado. Anexas ao stomodaeum e situadas no torax ha 4 glandulas salivares: 2 anteriores. ficando os ovos (lendeas) grudados ao suporte mediante um cimento especial secretado pelas glandulas coletericas. Os ovarios são formados por 5 ovariolos.A copula realisa-se como nos Malofagos. ganglios toraxicos e abdominais fundidos numa só massa ganglionar. que se nutrem de keratina das penas. cujo canal excretor se abre no saco dos estiletes.384 INSETOS DO BRASIL 202 Anatomia interna. O sistema traqueal é semelhante ao dos Malofagos. pelo menos. além dos artigos citados no fim deste capítulo). e estigmas abdominais situados nas placas pleurais dos uromeros 3-8 ou 2-8. As femeas. em Pediculus . daí a copula realizar-se frequentemente. Mallophaga). depois de fecundadas. secretam o principio irritante da saliva. sendo a anterior bem mais dilatada que a posterior. Esta.

goteira de deslisamento da placa estriada ( " G l e i t r i n n e " dos a u t o r e s a l e m ã e s ) . Assim. m u s c u l o a b d u c t o r (ext e n s o r ) d a tibia. 13. t e n d ã o do l o n g o a d u c t o r (femoral) da garra. A capacidade de proliferação varia nas diferentes especies. num período de . 2. m u s culo a b d u c t o r (extensor) da garra. tibia. 11. enquanto que o piolho do boi. 15. 12. 7. tarso. m u s culo a d u c t o r (flexor) d a tibia. garra tarsal ( u n c u s ) . t e n d ã o d o a d u c t o r (flexor) da garra.P e r n a de Haematopinus suis ( L i n n a e u s ) . 16. 8. 14. 6. 3. f e m u r . 4. polex. t e n d ã o do a b d u c t o r (extensor) da garra. Fig. 5. m u s c u l o a d u c t o r (flexor) da garra. tendão do a d u c t o r (flexor) tibial. 9. dos a u t o r e s alemães (ou p l a c a u n g u i t r a c t o r a dos a u t o r e s ingleses e a m e r i c a n o s ) . placa estriada ( " S t r e c k p l a t t e " . 1. 183 . 10. disco protractil.ANOPLURA 385 quasi paralelamente ao fio suporte e com o polo portador do operculo livremente exposto.

par. B .Pediculus humanus Linnaeus genitalia do macho. 204 Classificação. as primeiras formas jovens. bp. aspecto ventral. C. distribuidos em 3 familias: Echinophthiriidae. fig. porém de tegumento muito mais delicado. 1935. sp. (Desenho e terminologia de Ferris. a "muquirana" ou piolho do corpo do homem. compreen- . segundo NUTTALL. vp. 325). põe de 35 a 50 ovos.386 INSETOS DO BRASIL postura de 10 a 15 dias. aspecto dorsal. geralmente 4 a 8 dias depois da postura. Dos ovos emergem. statumen peanis. quiçá mui semelhantes aos adultos. mediante um processo ametabolico identico ao que ocorre nos Malofagos (apometabolia). pode pôr de 250 a 300 ovos. em prolapso. pseudapenis. A . . pp. vesicula do penis. Fig. penis. num período de postura de 25 dias e em ótimas condições de existencia. 184 . parameros.Ha cerca de 200 Anopluros descritos. p. placa basal. realizando-se o desenvolvimento post-embrionario (aproximadamente num quinzena) exclusivamente por simples transformações.

2. robustos... 3.. Exclusivamente em mamíferos marinhos ...... phtheir... echinos... 9).. formada pelas especies que sugam o sangue dos demais mamiferos. ouriço... segundo FERRIS (1916)..... penis... 6.. endomero posterior.. a chave para a determinação das famílias: Fig..... 5... 1932..... 1........... . Exclusivamente em mamife: ros terrestres . (Desenho e terminologia de Ewing.............. Eis... aspecto dorsal da genitalia do macho. 2 137 Gr.. paramero. jamais possuindo escamas. 185 .ANOPLURA 387 dendo especies que vivem exclusivamente em mamiferos marinhos..... endomero anterior..... mesosoma.. fig.. placa basal......... 1 1' Corpo densamente guarnecido de espinhos mais ou menos curtos. Echinephthiriidae137 Corpo com espinhos ou cerdas sempre em fileiras definidas.. Pediculidae...Pedicinus longiceps Piaget............. 4.. ou com espinhos e escamas.. piolho. constituida pelos piolhos dos Primates (homem e macacos) e Haematopinidae...

........ 1818). do cão.. haima .. Pediculidae139 205... pediculus. ... setosus (Olfers.. Haematopinidae138 Olhos presentes... Exclusivamente em Primates .... do carneiro e o L...... Como representantes da família Haematopinidae de maior interesse economico devo citar algumas especies dos generos Haematopinus e Linognathus.. Assim VON PROWAZEK (1913) demonstrou que Polyplax spinulosa (Burmeister.. pode servir de hospedador intermediario do Trypanosoma lewisi (Kent........ daí concluírem que....... 1896)... o H. suis (L......388 2(1') 2' INSETOS DO BRASIL Olhos ausentes . verificaram que o Polyplax spinulosa facilmente se infecta com o agente causador da doença (? Rickettsia prowazeki). parasito de tais roedores.. 1758). 1839).. do cavalo e outros equideos.. Todos estes piolhos sugadores de animais domesticos... sangue.... transmitir germens que vivem no sangue desses mesmos hospedadores. 1879).... podendo transmiti-lo... bem pigmentados... do porco. na natureza... 1816) (= pililerus Burm..... Especies de maior importancia.... 1838). .. sendo tais roedores um reservatorio importante do tifo endemico... Assim... além dos danos que causam diretamente. A familia Pediculidae é dividida em 2 subfamilias: Pediculinae e Pedicininae.. CASTANEDA e ZINSSER (1931). pino ... Do genero Linognathus merecem menção especial: o Linognathus pedalis (Osborn. de Haematopinus..... do boi e o H. asini (Linnaeus... o H. Lat... eurysternus (Nitzsch....... de rato a rato....... apanhados nas localidades em que se observa tal doença..... bebo.Da primeira família não h a especies no Brasil. eventualmente.... Recentemente MOOSER.... piolho... a primeira constituída por especies su- 138 139 Gr. depois de terem demonstrado a ocurrencia do tifo mexicano ("trabardillo") em ratos silvestres. podem.. resultantes das picadas... o Polyplax spinulosa é o fator importante na manutenção da epizootia........ 1758). piolho do rato. Neste caso os ratos adquirem a tripanosomiase lambendo dejeções de piolhos... normalmente transmissível por varias especies de pulgas...

dissecado. tubo de Malpighi. 12 . 11). (De Keilin & Nuttall. diverticulos anteriores. 23 . dilator. tubo de Malpighi. canais deferentes. 17 . 21 . coração. 13 . disco ventral do mesenteron. 18 . ampola rectal. 5 . 24. placa basal. 2. glandulas salivares anteriores. 10. 1. 16. est. esofago. 186 . 11 . ganglios nervosos. 14 . testiculos. mesenteron.ANOPLURA 389 Fig. canal ejaculador.Pediculus humanus Linnaeus. r ecto. glandulas salivares posteriores. 3 . 19 . 7 e 8 . . 15 . 22 . aorta. macho. 9 . canais deferentes. tubo de Malpighi. 6 . 20 . vesicula do penis. 1930. canal excretor da glandula salivar. anus. 4 . a orta.

macacos prego). porém. 1803) e o piolho do corpo . . apenas 3 especies que se pode considerar validas. sobrancelhas e outras partes do corpo. de macacos do Novo Mundo da fam.Phthirus pubis (Linnaeus. A subfamilia Pedicininae é representada por um genero apenas (Pedicinus) de ectoparasitos de macacos do grupo Cynomorpha (Asia. KEILIN e NUTTALL. levam-nos a concluir que tais piolhos não são senão formas de uma mesma especie. rhesi Fahrenholz. Pediculus humanus Linnaeus. podendo. que. experiencias de hibridação. 1910. Biologia do Pediculus humanus. De fato BACOT (1917) empreendeu. generos Ateles (coatás). Phthirus inguinalis Leach. vestimenti Nitzsch. até 3 gerações. NUTTALL. 1916). importados para experiencias de febre amarela. Cebidae. Todavia as pesquizas de BACOT. 1778 (= P. Alouatta (guaribas) e Cebus (micos. 1759.390 INSETOS DO BRASIL gadoras de sangue do homem e de macacos da região neotropica. 1838).Pediculus humanus. . mjöbergi Ferris. que vive habitualmente na região pubiana. tal como foram considerados por LINNAEUS (1758). do chimpanzé e P. para ambas. aplicou a designação especifica unica . P. ser tambem encontrado nas axilas. relativas a morfologia dos Pediculi. do homem. 1758. Do genero Pediculus ha conhecidos. Africa e Oceania). além do Phthirus. A este genero pertence o "chato" do homem . A subfamilia Pediculinae é constituida pelos generos Pediculus e Phthirus (= Phthirius dos autores). 1916.Pediculus capitis De Geer. schäffi Fahrenholz. segundo FERRIS (1935). 1758) (=Pediculus inguinalis Reichard. cervicalis Latreille.Até bem pouco tempo admitia-se perfeitamente distintas. 1880 (=P. com capitis e corporis. 1778 (=P.Pediculus corporis De Geer. sem observar qualquer redução na fertilidade. No Rio de Janeiro. e as investigações de FERRIS e outros autores. 1815). era frequente encontrar o Pedicinus longiceps Piaget. mais duas especies de piolho do homem: o piolho da cabeça . 206. em macacos rhesus (Macaca mulata).

gonapodos. utero.s.ANOPLURA 391 Fig. estigma respiratorio (espiraculo). ovario. receptaculum seminis. v. sp. est.p. t. vg. oviducto. porção anterior da vagina. porção posterior da vagina. filamento terminal de um ov a riolo. 15). 187 . ovl. od. ov.Pediculus humanus Linnaeus . r. ap.a. ut. gn. (De Keilin & Nuttall. orgãos genitais da femea. ovo.m.f. ovr. glandulas acessorias do utero. . vg. a. pares de ovariolos. apofises quitinosas das inserções musculares.g. 1930. musculos vaginais..

adquirem todos os caracteres morfologicos desta forma. considerando ainda as 2 formas como variedades ou raças. devendo-se tambem banha-los. e aí proliferar. geralmente de 24 a 36 horas depois de emergirem da ultima exuvia. durante a qual pode pôr atè 300 ovos. realizandose toda a operação em cerca de 17 segundos. emite uma goticula do cimento secretado pelas glandulas coletericas e sobre ela põe o ovo. A 37º (centigrados) as posturas se realizam rapidamente. Daí. pode entretanto estabelecer-se em outras regiões pilosas do corpo. agarrada ao fio ou pêlo suporte. entretanto.como o fez DE GEER em 1778 . especialmente nas axilas. as femeas começam a fazer a postura. habitualmente se encontra nas dobras da roupa em contacto com o corpo. cessando. que se conservam além da 4ª geração. criando-o experimentalmente sobre o homem pelo metodo da pulseira. Neste ato a femea. com uma media de cerca de 11 por dia num período de 25 dias. obteve 14 ovos por dia. passando para a pele quando está para sugar. O Pediculus humanus. vivendo perto da pele do homem e alimentando-se regularmente. .). como a pubiana. Sanit. no peito. no combate a muquirana. prende-o tambem com os gonapodos e lobulos posteriores do abdomen. HUTCHINSON (in PIERCE. a 20º. isto é. O piolho do corpo. Todavia. raramente encontrado na cabeça.ao piolho da cabeça o nome Pediculus humanus humanus e ao do corpo Pediculus humanus corporis. criado experimentalmente sobre a pele e em condições especiais que favoreçam a proliferação de corporis. Entom. em condições normais. porém. O piolho da cabeça. não bastar o expurgo de toda a roupa dos individuos infestados. que vive habitualmente na cabeça. todavia a 30° já se efetuam em ótimas condições. tratando-os com um sabão inseticida (sabão de cresol ou querosene). não raro se observam piolhos e ovos da forma corporis em pêlos do corpo. na região pubiana ou em outra parte.392 INSETOS DO BRASIL Por outro lado KEILIN & NUTTALL (1919) verificaram que capitis. Uma vez fecundadas. tem uma existencia de 30 dias. como demonstrou NUTTALL (1917). dão . Alguns autores.

Linognathus pedalis (Osborn). O desenvolvimento post-embrionario. pode fazerse em 4 a 8 dias. com a temperatura do corpo (37º) e em condições normais de umidade. Assim sob as mais favo- . pois. realizadas de 2 em 2 dias. 1920. est. Numa temperatura de 45° todos os embriões morrem.ANOPLURA 393 O desenvolvimento embrionario. mediante 3 Fig. pode. 3). 188 . no fim de uma semana. ecdises. (De Lahille. Eclosão da forma joven. considerar-se completo.

189 - Pediculus humanus Linnaeus. pode completar-se em 3 ou mesmo 2 semanas apenas. Fig. 1930 est.394 INSETOS DO BRASIL raveis condições. & N u t t a l l . (De Keilin . de ovo a ovo. 2). o ciclo. femea.

Acima de 44º os piolhos morrem. periodo pre-ovipositorio. 3 dias. espalhando-se pela roupa. 1 dia. Aumentando a temperatura do portador dos piolhos. 61). 2 dias. 3ª forma joven. 2 dias. 54° durante meia hora ou 60°C.ANOPLURA 395 NUTTALL dá 16 dias para o ciclo em piolhos continuamente mantidos sobre o corpo humano. estes se mostram inquietos e. de Nuttall. fig. Em operações profilaticas. tentam passar para outros individuos. Ha um fato interessante na biologia do Pediculus humanus que deve ser aqui mencionado: se o inseto agarrado aos . 1ª forma joven. . 190 . E n t o m . bastam para destruir o inseto em quaisquer das suas fases de desenvolvimento. assim divididos: ovo (incubação). 8 dias.Metodo d a " p u l s e i r a " . Daí abandonarem os cadaveres logo que começam a esfriar. O mesmo sucede com o abaixamento progressivo da temperatura. total: 16 dias. ( D e H u t c h i n s o n . e m P i e r c e Sanit. 2ª forma joven. Fig. p a r a a criação d o piolho h u m a n o . durante um quarto de hora.

Arthr. 5. 1. ovo preso ao cabelo. gonapofise ou gonopodio. 1930. t i b i a. 191 . I-V. em poucos minutos. 14 . 8 . metapodio. 7 . e Transm. estigma respiratorio. garra ou unha. cabelo.. Paras. I:152. 3. trocanter. . de Doenças. fig. (De Cesar Pinto. 43). 15. 6 . 11 . tarso com um só articulo. 9 . numa distancia igual ao comprimento do corpo de um homem (NUTTALL). femur. olho. 10 .Face dorsal da femca de Phthirus pubis (L. segmentos antenais. 1758). 2. é entretanto incapaz de se locomover numa superfície Fig.396 INSETOS DO BRASIL fios da roupa pode deslocar-se. traqueia. coxa. 4. 12 . 13 . clipeo. espermateca.

da febre recurrente e da febre das trincheiras. principalmente atrás do pescoço e entre as espaduas. Basta lembrar que durante a Grande Guerra mais de 10. .O efeito direto do ataque dos piolhos manifesta-se. . quer pela "muquirana" (pediculosis corporis). Aumentando a infestação. Importancia medica do Pediculus humanus . ás vezes acompanhadas de urticaria e de dermatite por infecções secundarias. fica espessada e caracteristicamente pigmentada (melanodermia). Daí o poder protetor dos uniformes.000. depostas sobre as picadas e escoriações da pele. mesmo pouco inclinada.ANOPLURA 397 lisa não horizontal. que lembra o que se observa na molestia de ADDISON. luvas e botas de borracha usadas por aqueles que lidam com portadores de piolhos em epidemia de tifo exantematico.Efeito direto das picadas. houve uma media de 9.000. adquirindo um tom bronzeado. tem alguma importancia sob o ponto de vista medico. Tambem. 207. permitem a penetração dos germens de tais doenças no organismo humano.Se o Pediculus humanus. quer se trate do ataque pelo piolho da cabeça (pedicutosis capitis). exclusivamente pelas picadas.000 obitos diarios.000 de russos contrairam o tifo exantematico. de inicio e durante algum tempo. no auge da epidemia ocorrida na Servia em 1915. essa é praticamente insignificante quando se encara o papel que ele desempenha na transmissão do tifo exantematico. observam-se pequenas placas hemorragicas. quer pelo "chato" (phthiriasis). São principalmente as fezes dos piolhos infectados que. Nos indivíduos por longo tempo portadores de piolhos a pele das regiões do corpo em que eles abundam.000. tendo morrido mais de 2. pelo prurido. Transmissão de doenças. .

talvez a R. West.O. em Essig. pelas iniciais P. N. fig. 1916. conhecida nos primeiros dias da Grande Guerra. considerado pela maioria dos autores como sendo Rickettsia prowazecki Rocha Lima. Amer. 100). transmitido tambem pelos excreta do P. quintana Topfer. Fig. até agora. O mesmo pode dizer-se com relação a febre das trincheiras. não se sabe de outro transmissor do vírus do tifo exantematico. Aspectos dorsal e ventral (Desenho de Ferris. Ins. 192 . ("pyrexia of unknown origin") e atribuída pelos autores a um organismo do grupo Rickettsia.U. .398 INSETOS DO BRASIL De fato.Haematopinus suis (Linnaeus). humanus..

Ver tambem na bibliografia de Malophaga os trabalhos de: CUMMINGS (1916. m a c h o (á esquerda) e f e m e a (á direita) (Foto J . PIAGET. Realisa-se a contaminação através de uma solução de continuidade na pele.Haematopinus eurysternus (Nitzsch). normalmente transportado por carrapatos da fam. OSBORN. 208. Argasidae. EWZNG (1929). Bibliografia. GROSS. Fig. pode tambem ser transmitido pelo Pediculus humanus. part. 1). PIERANTONI e TASCHENBERG. causador da febre recurrente. GIEBEL. DENNY. . P i n t o ) . . Neste caso. MJÖBERG. a infecção não se processa nem pela picada. 193 .ANOPLURA 399 O Treponema recurrentis (Lebert). nem pelos excreta. pelo conteúdo da cavidade geral do corpo do piolho extravasado quando o inseto é esmagado entre as unhas. porém. KELLOGG & FERRIS (1915).

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formado por peças asimetricas. Antenas filiformes ou moniliformes. 13 mm. . no maximo. com 2 pares de asas membranosas.Insetos conhecidos pelo nome "trips".). pteron. geralmente compouco mais de 1 mm.CAPÍTULO XXI Ordem THYSANOPTERA 209. situados entre os olhos. Aparelho bucal de constituição peculiar. Entre o labrum. tendo.5 mm. alados ou apteros. formando o 140 Gr. asa. Desenvolvem-se por remetabolia (variedade de neometabolia) ou por paurometabolia. hipognata. articulado com clypeus. sensilios. 3 ou 2. de contorno quadrangular. e as maiores. vista de cima. cujo aspecto enumero nos diversos segmentos têm grande importancia na classificação. porém seguramente picador e sugador. Ocelos. de 6 a 10 segmentos. providos de corneas de contorno circular. Olhos desenvolvidos. thysanos. . Anatomia externa. de comprimento (as menores especies têm cerca de 0. muito estreitas e com franja de longas cerdas marginais. na fase adulta de côr negra ou parda mais ou menos escura. dispõem-se lateralmente as maxilas. com as peças bucais numa saliencia conica inferior de apice voltado para trás. . 210. Caracteres. inseridas entre os olhos. e o labium. fimbria. além de cerdas comuns. porém com um numero de omatidios relativamente reduzido.Cabeça. sempre presentes nas formas aladas e quasi sempre ausentes nas formas apteras.

cuja significação morfologica tem sido muito discutida pelos autores. palpo labial. SILVESTRI. palpo maxilar. a mandibula deste lado. Para outros (MUIR & KERSHAW (1911). sendo a peça estiliforme do lado esquerdo o lobo interno da maxila desse lado (lacinia). BORDEN (1915). 6. sendo o ímpar. ou mesmo atrofiada. labrum. PETERSON (1915). esclerito ou placa maxilar. 5. labium. 4. 8. vista pela face inferior. . estilete maxilar. a do outro lado é muito menos desenvolvida. REIJNE (1927). Para alguns (HINDS (1903). area membranosa. 2. MELIS (1935)). encostado á maxila esquerda. 195 .406 INSETOS DO BRASIL conjunto o cone bucal dentro do qual se deslocam 3 estiletes. os estiletes pares é que são as mandibulas. Fig. OS estiletes pares são peças da maxila.Cabeça de Hercothrips ( s u b o r d e m T e r e b r a n t i a ) . 1. estilete maxilar. MOULTON (1932)). 3. 7 . 9 . mandibula. WARDLE & SIMPSON (1927).

labrum. palpo labial. 196 . estiletes maxilares (filiformes e sem estriações). labium. com tergum relativamente grande. uma de cada lado do cone bucal. 4 .THYSANOPTERA 407 As maxilas são as 2 placas triangulares. esclerito ou placa maxilar. 7 . 6. Torax . mandibula esquerda. Fig.Cabeça de Holopothips ananasi (subordem Tubulifera. para se alimentar. . Phloeothripinae). fa m . meso e metatorax reunidos. 8 . subfam. acionado pelos respectivos musculos faringêos. 3 . 1 . Phloeothripidae. com o respectivo palpo de 2 a 8 segmentos. com os estiletes punciona-lhe os tecidos e aspira a selva que extravasa mediante o hipofaringe. O trips. vista pela face inferior. Protorax livre. esclerito ou placa maxilar. 2 . area membranosa. aplica o apice do cone bucal á superficie da planta. palpo maxilar. escutiforme. O labium tem o mento bilobado e apresenta um par de palpos labiais de 1 a 4 segmentos. 5 . 9 .

consideravelmente dilatados e um forte . 1911 (subordem Tubulifera. as anteriores. 197 . labium. palpo labial. labium. palpo maxilar. 1. mandibula. labrum. medias e posteriores. Phloeothripidae. 4. estiletes maxilares (tenioides e estriados). 9. esclerito maxilar.Cabeça de Holothrips ingens Karny. os femures anteriores gancho tarsal. 6. fam. Megathripinae). 5. 8.408 INSETOS DO BRASIL Pernas ambulatorias. 3. subfam. em geral. area membranosa. vista pela face inferior. em muitas especies. 2. Quasi sempre é o macho que apresenta Fig. semelhantes. muito mais robustas que as outras. 7.

de se tratar de um inseto aptero. em ambos os sexos. a ocurrencia de formas braquipteras em certas epocas do ano. lanceoladas ou em lingueta. Quando. portan- 141 Gr. as pontas das cerdas das franjas. 4 nervuras longitudinais nas asas anteriores (inclusive as duas que percorrem os bordos anterior e posterior). existem indivíduos alados e apteros. ás vezes representada somente na parte proximal da asa. deu aos Tisanopteros o nome de Physapodes141 Asas (4) semelhantes entre si. As asas podem apresentar-se consideravelmente reduzidas ou mesmo totalmente abortadas. pous . physa . a vulva fica na base das gonapofises. empola. sobre os bordos do abdomen. . constituído por 2 pares de gonapofises. não havendo. ao longo do dorso escuro do abdomen. Ha. que fazem saliencia numa fenda longitudinal. Observa-se tambem. sempre. vendo-se nas femeas. com franja de longas cerdas numa ou em ambas as margens. 2 pequeninos escleritos. daí o nome atual da ordem. Como em repouso ficam longitudinalmente dispostas. sendo o articulo apical terminado por um arolium vesiculiforme. quando se examina um trips alado. porém. com especies normalmente macropteras. membranosas. talvez os remanescentes de cércos atrofiados. Nas especies da subordem Tubulifera o 10 o uromero.THYSANOPTERA 409 Tarsos de 1 ou 2 articulos. ora para baixo (Thripoidea). umas sobre as outras. Em muitas especies ha 1 nervura apenas. muito estreitas. é tubuliforme (tubus). no maximo (em Aeolothripoidea). numa mesma especie. ora curvada para cima (Aelothripoidea). tumor. mal se distinguindo. retractil. em 1806. Nas especies da subordem Terebrantia o 10° uromero é conico. que funciona como orgão adesivo. totalmente hialinas ou com faixas enfuscadas. Abdomen de 11 segmentos. que é muito reduzido. Foi devido a esta disposição peculiar do pretarso que DUMERIL. entre duas garras rudimentares. As asas posteriores não têm nervuras desenvolvidas. num dos sexos ou em ambos. tem-se a impressão. estes geralmente são machos. distintamente. um ovipositor (terebra). no meio do 8° e 90 esternitos. pé. tendo o ultimo. providas ou não de cerdas curtas.

recebe os canais escretores de um ou 2 pares de glandulas acessorias. desconhecendo-se assim os machos (Heliothrips haemorrhoidalis). consideravelmente mais volumosas que os testiculos. em geral. mesenteron desprovido de cegos gastricos e proctodaeum provido de 4 tubos de Malpighi dispostos em 2 feixes. dilatado em sua origem numa vesicula seminal. Sistema nervoso concentrado. . cada um. SHULL (1927). Ovarios constituidos.Stomodaeum com faringe sugador. isto é. alternando com gerações anfigonicas (partenogenese ciclica irregular). com os ganglios abdominais reunidos num unico corpo ganglionar. Anatomia interna. e outras que normal e exclusivamente proliferam por partenogenese. . verificou que as femeas partenogeneticas só dão machos. mediante curtos vasos deferentes. este.Reprodução. estes provavelmente de ovos não fertilisados. situado ao nível do 7° e 8° uromeros e continuado numa longa aorta. vagina em relação com uma espermateca e com os canais escretores de pequenas glandulas acessorias. Sistema traqueal normal. Postura. Normalmente se observa a partenogenese telitoca. por 4 ovariolos panoisticos. Reprodução. reproduzem-se por via sexuada.Os Tisanopteros. com um canal ejaculador. no 10 e no 8° uromeros. Ha. os indivíduos resultantes da partenogenese são do sexo feminimo. ha 2 ou 3 pares de glandulas salivares. isto é. Possivelmente o mesmo deve ocorrer com outras especies. Testiculos compactos. comunicando-se. 212. entretanto. localizado no 1º uromero. . enquanto que das femeas fecundadas se originam femeas e machos. uma terebra como nos Tisanopteros da subordem brantia e a vulva fica atrás do 8° urosternito. Coração muito curto. havendo porém 1 ou 2 pares de estigmas toraxicos e 2 abdominais. especies nas quais ocorrem gerações partenogeneticas. com um par de ostiolos.410 INSETOS DO BRASIL to. fusiformes. . observando a Neoheegeria verbasci (Osborn). sem celulas nutridoras. entretanto. Tere- 211.

1912). O desenvolvimento embrionario se processa em alguns dias. isoladamente. Postura. sendo imediatamente cobertos com substancia excrementicial. . 198 .THYSANOPTERA 411 A copula realisa-se com o m a c h o superposto a f e m e a . e são depositados. mediante fendas abertas com a terebra. isoladamente ou em grupos. . relativamente volumosos. ou escondidos em quaisquer fendas ou orificios nas partes epigeas da planta. são sempre postos nas plantas.Os ovos. no interior dos tecidos das plantas. Os das especies da subordem Terebrantia têm aspecto mais ou menos reniforme Fig. Os das especies da subordem Tubulifera têm a forma oval alongada e são fixados ás folhas.Antena de Hercothrips phaseol i (Hood) (X 361) (subordem Terebrantia) (De Hood.

de prepupa . tendo sempre no apice uma goticula de liquido. fig. 1912).As formas jovens-que emergem dos ovos tambem chamadas larvas ou ninfas por alguns autores. após a 3ª muda em Tubulifera. ou mesmo totalmente vermelhas. em cima. de Frankliniella insularis (Franklin) (De Franklin. est. 65. . 19). a eles muito se assemelham e têm identico regimen alimentar.Asas anteriores de especies da subordem Terebrantia. com ou sem maculas ou faixas vermelhas. 1908. Tais formas costumam andar com o abdomen voltado para cima. Nesse estadio. conquanto ainda seja relativamente ativo e apresente as antenas livres. No 3° estadio. as formas jovens ou ninfas já apresentam técas alares e antenas semelhantes ás da forma adulta. em baixo. ou no 4°. . Desenvolvimento post-embrionario.412 INSETOS DO BRASIL 213. o inseto. pois são brancas ou amareladas. seios adultos. de Her c othrips phaseoli (Hood) (X 361) (De Hood. conquanto de côr diferente dos in- Fig. 199 . depois da 2ª ecdise em Terebrantia.

até a emergencia da forma adulta. de pupa. nos Tisanopteros um processo original de desenvolvimento post-embrionario. Ocorre. ou que sugam o conteúdo dos ovos de outros insetos e de Acaros. que atacam Acaros. entretanto. Ha algumas especies que vivem entre a bainha das folhas e o caule ou em outros lugares mais ou menos protegidos.THYSANOPTERA 413 não mais se alimenta. habitualmente encontrados sobre as folhas ou nas flores alimentam-se de selva. Afidideos. Aleirodideos. Muitos Tubuliferos (subfam. 1909). Nas formas paurometabolia. Megathripinae) vivem sob cascas e se alimentam de esporos de fungos e principalmente de celulas de algas. ha na ordem Thysanoptera. pois. Assim. Varias especies habitam cecidias produzidas por microimenopteros ou outros insetos produtores de galhas e ha mesmo outras que são cecidogenas (v. . aliás representando as formas mais primitivas. apteras o desenvolvimento se processa a por HATHAWAY (1938). para o qual alguns autores aplicam a denominação especial de remetabolia. de numa especie de Eupatithrips. no qual. além de Franklinothrips vespilormis (Crawford.Os Tisanopteros. Além das especies fitofagas. principais trabalhos sobre o assunto em meu artigo sobre Tisanopterocecídias do Brasil (1935)). Neste ultimo periodo do desenvolvimento post-embrionario as técas alares são bem mais desenvolvidas que no estadio que o precede e as antenas ficam reflectidas sobre a cabeça e pronotum. na Baía. o inseto permanece imovel. recentemente. como especies predadoras. . em repouso mais ou menos prolongado. 1894). Habitos e importancia economica. varias predadoras. BONDAR observou. observou viviparida- 214. que constituem a maioria. Igual comportamento se observa no estadlo seguinte. Scolothrips sexmaculatus (Pergande. como nas verdadeiras pupas dos insetos holometabolicos. Coccideos e até mesmo outros Tisanopteros.

conducens Muitos são os Tisanopteros que atacam as plantas cultivadas produzindo estragos de maior ou menor importancia. como em outros grupos de insetos fitofagos. de um thrips que sugou sangue h u m a n o . que sugam a selva de varias . Em geral. 200 - Asa anterior de Priesner (subordem Phrasterothrips Tubulifera). tais estragos são determinados pelas picadas. bem que as perfurações feitas com o oviscapto tambem produzam lesões apreciaveis. ba especies polifagas. Fig. Em Thysanoptera.414 INSETOS DO BRASIL Ha a observação unica de WILLIAMS (1912).

preferencia para esta ou aquela parte. determinando quasi sempre. que só vivem em certas plantas ou somente numa determinada especie. Fig. São sempre as partes aereas das plantas. e outras oligofagas ou mesmo monofagas. 201 .THYSANOPTERA 415 plantas. nos lugares por . nesse ataque. folhas. tendo cada especie. em consequencia da extração de selva e de granulos de clorofila. mais ou menos extensas. Nas folhas os insetos se localisam na face inferior. e o aparecimento. que sofrem o ataque dos Tisanopteros. a formação de areas descoradas.Ultimos segmentos abdominais do macho de Phrasterothrips conducens (subordem Tubulifera). brotos. botões florais. flores e frutos. galhos.

Figuras e terminologia de De Gryse & Treherne. de pontinhos ferrugineos. h a. Fig. a . 202 1-2. . 1 . aspecto dorsal dos uromeros t erminais. aspecto dor s al do 9° uromero do macho (10° e 11° tergitos retirados). 4-5.416 INSETOS DO BRASIL eles atacados. ex. Leptothirips mali Fitch. orificio anal. IXs-XIs . lobo coxal. 2 . 3-4. per i andrium. aspecto dorsal da genitalia do macho . p. coxito. ep i phallus. Frankliniella insularis (Franklin) (subordem Terebrant i a). ou de côr parda ou negra. 5. dos excrementos depois de secos. exl. genitalia do macho. phallus. eph . 9° . 1924). hypandrium. 9°. 3. hypophallus (parameros de Verhoeff). hph. IXt-XIt. Trichothrips americanus Hood (ambos da suborde m Tubul i fera). 10° e 11° esternitos. 10° e 11° tergitos. pela necrose dos tecidos lesados. pa.

ficando como se fossem queimadas e por fim caem. 3. b . a. 203 . ovo. que em geral não se desenvolvem. antena da 1. forma joven. adulto. p r o n i n f a . Conquanto a presença dos trips nas flores possa até certo ponto ser util para o vegetal. especialmente nos frutos novos. idem do adulto. lª forma joven. ninfa. s e g u n d a f o r m a Joven. as folhas são muito prejudicadas em sua funç ã o. 7. 6.THYSANOPTERA 417 Quando o ataque se manifesta intensamente.Thrips tabaci Lindeman. pois. 4. c . 5. partes do vegetal. 2 . 1 . (De Fedorow. idem da segunda. devem intervir eficiente- . 1930). O mesmo sucede em outras Fig.

sg. h.i. glandula rectal.i. devem ser empregadas caldas que contenham nicotina. intestino anterior (stomodae um) . ilium.i.g. r . Meios de combate . m. parte pre-glandular. parte post-glandular. determinando a esterilidade e impedindo a formação dos frutos. Além da ação direta das picadas há ainda a considerar a possibilidade da penetração de bacterias e fungos patogenicos através das partes lesadas e o papel dos Tisanopteros na transmissão de viros ultramicroscopicos.i. f.m. rectum. canais escretores das longas glandulas salivares. X. . 1933. porção posterior d mesenteron. m. tubo de Malpighi. intestino posterior. mesenteron.g. Esta se emprega ou em simples decocto de folhas de tabaco.i . i.Contra os Tisanopteros podem ser usados quaisquer inseticidas externos. h. (De Sharga. 4).418 INSETOS DO BRASIL mente na polinisação. De preferencia. h.t. er. em agua do extrato comercial de nicotina a 40%. esofago. pr. f. Fig. proventri- culo. fig. l. 215. oe. est. porção anterior do mesenteron. á razão de 500 gramasde folhas para 20 litros de agua. que atuem principalmente sobre o tegumento. 204 - Tubo digestívo de Helio- thrips haemorrhoidalis. g. parte glandular. não raro as danificam. isto é.m. . ou uma diluição a 1/500. rg .

.... de extremidade arredondada... Asas com pêlos microscopicos.. constituído por 2 pares de gonapofizes apendiculadas aos 7° e 8° segmentos abdominais.. Ultimo segmento abdominal raramente tubuliforme nas femeas.... nunca tubular. como a Beauveria (Sporotrichum) globulifera (Speg...... .... Ha tambem Nematodeos e alguns fungos. geralmente tubuliforme....... superfamilias e familias segundo este autor: 1 Femea apresentando um ovipositor em forma de sabre.THYSANOPTERA 419 Empregam-se tambem o "Solbar" a 2% e a solução de Carbolineum a 2%. fechado em baixo. as larvas de Coleopteros da familia Coccinellidae ("joaninhas") e de Neuropteros da fam.. porém.. Os principais parasitos são microimenopteros da superfamilia Chalcidoidea. Hemipteros da fam.... Ultimo segmento abdominal. uma nervura longitudinal atingindo o bordo anterior.Como principais inimigos naturais do Tisanopteras ha a referir... Costa e nervuras langitudinais com cerdas espiniformes.. terebro ... Chrysopidae ("lixeiros")..... 1909). dos generos Tetrastichus. Eis a chave das subordens.... 216. Tripoctenus e Dasyscapus ... Anthrocoridae. .. Inimigos naturais.... em ambos os sexos.. no ma- 1´ 142 Lat. as anteriores apresentam apenas uma nervura mediana rudimentar tendo. eu furo.. do genero Triphleps... Palpos maxilares de 2-8 segmentos... pelo menos.. Classificação. palpo labial de 2-5 segmentos . que parasitam os "trips".. as anteriores com uma nervura marginal e. e alguns Tisanopteros predadores. dos quais mais de 200 da America do Sul foram recentemente revistos no trabalho de MOULTON (1932-1933). .... .. representados principalmente pelo Franklinothrips vespiformis (Crawford..... Asas sem pëlos microscopicos..Ha cerca de 1... em geral.....) Vuill. no macho... 217. Subordem Terebrantia 142 2 Femea sem ovipositor..500 Tisanopteros descritos.... dentre os predadores.... quasi sempre conico e fendido Iongitudinalmente na face ventral....

....... 6 3° segmento antenal cilindrico-alongado..... Franklinothripidae (representada pelo genero Franklinothrips).......... 3 Antena geralmente de 7-8 segmentos........................... Abdomen não consideravelmente estreitado na base .... Superfam.... Fam... 9 Ovip o sitor curvado para cima..........420 ximo... Subordem Tubulifera 143 10 2` Antena normal......... porém................. Fam................. ovipositor curvado para baixo ..... tubular.... 7 Palpo maxilar de 5-8 segmentos............ palpo labial de 3-5 segmentos . Fam......... La t ................................ Asas geralmente estreitadas e ponteagudas no apice.............................. Gr................. 3(2) 3' 4(3) 4' 5(4) 5' 6(5') 6' 143 144 145 .... Gr.... Tarso anterior ger a l m e n t e a p r e s e n t a n d o u m d e n t e e m f o r m a de g a n c h o (ausente em Hemitripotdea) ..... . variegado...... monte.... Palpo maxilar de 3-8 segmentos. com o 2° segmento muito mais longo que o 3º........... tubo..... sempre de 9 segmentos............... palpo labíal de 2 segmentos........ Orothripidae145 (representada pelo genero Stomatothrips) Palpo maxilar de 3 segmentos..... Palpo maxilar geniculado..... fero.......... de 5-8 segmentos ou de 3 segmentos...... Palpo maxilar de 2-3 segmentos............... Aeolothripeidea144 5 Antena e palpos com outro aspecto ..... Palpos maxilares e labiais 2 segmentos . 3° segmento antenal muito longo.......... eu trago.................. palpo labial de 3-5 segmentos ..... 4 Ovipositor curvado para baixo............. oros ........................................ de 6 ou 8 segmentos............ Palpo labial de 3-5 segmentos................. palpo labial de 2 segmentos . tubus.... Tarso anterior sem dente em forma de gancho....... Asas geralmente largas e arredondadas no apice. 3 de 1 a 2(1) INSETOS DO BRASIL cerdas espiniformes............. palpo labial de 3-4 segmentos .... area sensorial nos segmentos 3 e 4 tendo o comprimento destes segznentos.......... Tíbias do par anterior ou os segmentos basais....... 8 Antena com os segmentos 3 e 4 alongados e cilindricos....... Aeolothripidae (representanda pelo genero AeoIothrips)..................... Palpo maxilar de 3 segmentos....... ás vezes........................... a area sensorial nos segmentos 3 e 4 não excedendo 1/2 ou 2/3 do comprimento destes segmentos... Abdomen muito estreitado nos 3 primeiros segmentos ........... aiolos...... da antena nunca armados ................

a. v e s i c u l a s e m i n a l d e c a d a u m t e s t i c u l o . 1935. ampola ejaculadora. can a l e j a c u l a d o r . pelo menos. XXVII. v ' . 205 O r g ã o s genitatis d o m a c h o de u m T i s a n o p t e r o ( Liothrips ). g l a n d u l a s e c e s s o r i a s .THYSANOPTERA 7(4') Antena com os segmentos chatos. 3 verticilos F i g . apresentando cada 421 intermediarios curtos. fig. t . 1). largos e uma. t e s t i c u l o . d. e. g e g' . c a m a r a de c o l e c t a . canal deferente. (De Mel i s. v . .

. varias vezes mais longas que largas. todos os segmentos perfeitamente moveis. (De Melis.. costa espinho- .. Asas estreitas para a base... 206 ....... ovariolos. f.... espermateca.. filamento terminal............ 7' Antena com os segmentos 3 e 4 não cilindricos.......... fig. Superfamilia Mymarothripoidea 145 (não conhecida na America do Sul). 2)....orgãos genitais da femea de um Tisanoptero (Liothrips)...... o.. estilo de 2 segmentos... palpo labial de 4 segmentos.. de apice arredondado.. oviducto. sp. i...... ov. Palpo maxilar com um longo segmento basal e uma serie de 7 segmentos menores.422 INSETOS DO BRASIL de espinhos..... Palpo maxilar de 3 segmentos (o 3° não é notavelmente menor que o 2°)...... 1935. glandula espermofila... gs. .... XXVI. serie costal de cerdas espinhosas continuando ao longo da margem inferior. as anteriores apresentando 2 nervuras longitudinais. não propriamente ciliada ........... v.... palpo labial de 2 segmentos.......... Asas largas. alargando-se e arredondando-se na parte distal. Fig..... vagina.........

..... margem posterior com longa franja ...... pessura da folha....THYSANOPTERA 423 sa e geralmente provida de franja..... 1).. Seção longitudinal mediana um ovo de H..... massa de substancia excre m enticial... Superfam. ...... H e liothrips haemorrhoi d alis (Bouché)................. terebra. Antena com todos os segmentos perfeitamente moveis ........ teesde de ovo (De 8(3') Tarso anterior com garra em forma de gancho........ 207 1......... haemorrhoidalis introduzido no parenqui m a uma folha: a . 2... e. ................. Buffa................ Heterothripoidea147 Gr. 146 147 censura.. com a rebra introduzida no parenquima de uma folha (X 50).. negro.. a........................... especialmente no meio.. c...............Melanothripidae 146 com o genero Dorythrips )..... espessura da folha.... mymar.. orificio de entrada do no parenquima. Gr.. ................... 1911... est. Superfam..... Melanothripoidea (representanda por uma família ........ Fig.. c ... melas...

. 8).......... fig... Antena de 6-9 segmentos... Superfam. Superfam.......... outro.. heteros... Gr......... Thripidae .. Hemithripoidea148 (não conhecida na America do Sul).... Heterothripidae com o genero Heterothrips )... Heliothripinae.... Antena de 8 segmentos................Diagrama da cabeça de um trips sugando uma folha (para mostrar o tamanho da mesma em relação com os tecidos da folha e até onde penetram as maxilas e a mand i bula)..... (De Wardle & Simpson....... segmentos 3 e 4 providos de cones sensoriais....................... Chirethripinae........... Thripinae e Mycertethripinae).............. .... hem i ........ semi... Sericothripinae...... Thripeidea 149 (representada pela fam... Fig...... segmentos 3 e 4 providos. Panehaeto thripinae... geralmente com 6 segmentos principais e um estilo de 1 a 2 segmentos....... . 8 Garra tarsal anterior ausente.................... no apice... que compreende as subfamilias Corynothripinae.424 INSETOS DO BRASIL (representada por uma familia . Antena com todos os segmentos moveis.. 1927.. 208 .. ou os segmentos 7-9 mais ou menos conados ou largamente estiliformes . todos moveis. de sensilios com o aspecto de area tim- 9(2') 9' 148 149 Gr..........

. Palpos bem desenvolvidos.... de largura.... mão.... anus. Gr.... unico 10(1') Asas geralmente desenvolvidas.... Fam. Antenas e tubo ge1 54 ralmente curtos e grossos..... Fam...... Quetotaxia normal.. Superfam. Phloeothripoidea 151 ...... Gr........ meros....... sem areas ou cones sensoriais....... Pygothripidae 153 (representada pelo genero Pygothrips ).... ás vezes... Fam... Gr... 10° uromero fino . porém ausentes.. thrips....... Palpos maxilares e labiais de 1 segmento apenas. em vez de cones sensoriais... cheir. não transcorneo na as subfa- 10' 11(10) 11' 12(11) 12' 10° uromero tubular..... 10° uromero cilindrico ou tubular. 11 Formas verdadeiramente apteras.... Chirothripoidiidae (representada pelo genero Chirothripoides ).......... parte.. Antenas geralmente de 8 ou 7 segmentos. Antena de 4 a 7 segmentos.. Urotergitos 2-9 transversalmente lineares..THYSANOPTERA 425 panica.. cortex..... abdomen rombo........ Gr.. Olhos pequenos e apresentando poucas facetas irregulares. prova150 velmente não funcional.......... 12 10° uromero consideravelmente dilatado.......... 8 ° uromero com apendices corneos dirigidos para trás.... 152 Urothripoidea (representanda pela família Urothripidae) . 8 ° uromero sem apendice margem posterior.. Merothripoidea (representanda pela familia Merothripidae ... ao longo da margem posterior.. visto de cima.. Gr..... thrips........ ovipositor muito fraco... ... Phloeothripidae (com famílias Phloeothripinae e Megathripinae).. não cilindrico.. tendo... cerdas abdominais terminais raramente mais longas que o tubo.... apresentando cones sensoriais nos segmentos 3 e 4.... Superfam. o ura.. 9 o uromero raramente mais longo que o 8°.. cerdas abdominais terminais distintamente mais longos que o tubo. urotergitos 2-9 não transversalmente lineares.. de contorno parabolico.......... Quetotaxia limitada e especial.. cinco vezes o comprimento do segmento no meio.... cauda.... urotergitos 2-9 versalmente lineares. phloios. 150 151 152 153 154 155 Gr... Pronoto com suturas dorsais longitudinais. pyge. 9 o uromero mais longo que o 8°........ femures anteriores e posteriores dilatados.. com o genero Merothrips )..

de preferencia molles e pouco moveis. o segmento abdominal amarellado. . nos Aleyrodideos. As larvas vermelhas. desapparecem devoradas por este auxiliar do cacaoculror. abdominaes brancos. primeiro e quatro ultimos vermelha. Encontramo-los nos acarideos das folhas do feijão. e se encontram ao lado do seu perseguidor. chegando ao ponto dos inimigos naturaes dominarem a prapagação do insecto phytophago. das larvas e nymphas. Elles alimentam-se de pequenos insectos. onde o Franklinothrips dominava a situação. Destróe tambem ovos e larvas de Psyllideos. Os adultos não parecem ser molestados. entretanto que as larvas e nymphas. É possível que o Franklinothrips vespiformis desempenhe um papel importante no apparecimento e desapparecimento da ferrugem no cacao. proprios aos animaes depredadores. de comprimento. uma faixa transversal e um ponto perto da extremidade claros. respeito 1909). Nas folhas e fructas enferrujadas ficaram apenas traços da presença do SeIenothrips e alguns adultos isolados. O segmento primeiro do abdomen vermelho escuro. as antennas braneas na metade basal.2 mm. com a faixa As larvas e os adultos têm movimentos rapidos. Nos thrips Selenothrips rubrocinctus e Heliothrips haemorrhoidalis. com faixa preta na juntura.426 INSETOS DO BRASIL ESPECIES DE MAIOR IMPORTANCIA Subordem TEREBRANTIA Superfamilia AEOLOTHRIPOIDEA Familia Franklinothripidae 218. Multiplicando-se as pragas. ou dos ovos delles. As asas escuras com a base. F r a n k l i n o t h r i p s vespiformis ( C r a w f o r d . ao comporta- Eis o que escreveu BONDAR (1925). nos Tingitideos do algodoeiro. o segundo e o terceiro brancos. multiplicam-se tambem á custa dellas seus parasitas. As larvas e as nymphas foram devoradas. mento deste inseto em nosso país: "Este insecto mede 2. Observamos casos nos pés de cacao. alimenta-se dos ovos. com segmentos ultimo thoracico. é de cor preta.

THYSANOPTERA
restabelecendo-se o equilibrio biologico, sem intervenção guina do lavrador em defesa das suas plantações".

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al-

F a m i l i a Thripidae S u b f a m i l i a Heliothripinae 219. Heliothrips haemorrhoidalis (Bouché, 1833).

Especie polifaga, cosmopolita, que se reproduz exclusivam e n t e por p a r t e n o g e n e s e . A f e m e a põe, de cada vez, u m ovo no p a r e n q u i m a foliar, cobrindo-o com u m a goticula de e x c r e m e n t o . No fim de 10 dias nasce a larva que, 10 dias depois, se transforma em ninfa, a qual, no fim de outros tantos dias, dá o inseto a d u l t o s . Na l a r a n j e i r a o inseto vive n a p a g i n a inferior das folhas e nos frutos. Naquelas os pontos atacados amarelecem, apresentando pequeninas manchas devidas aos excrementos dos insetos. Nos frutos produz alterações epidermicas, que se denunciam como maculas e cicatrizes irregulares, depreciandoos c o n s i d e r a v e l m e n t e . 220. Hercothrips fasciatus (Pergande, 1895).
BONDAR, em 1924 (Thrips da alfafa e ervilha. Cor. Agr., 2: 112-113), assinala a existencia desta especie na Baía. Todavia, mais tarde (1930), estuda seguramente o mesmo inseto com o nome especifico phaseoli Pergande. Assim, parece-me
que BONDAR, no seu primeiro artigo, quiz referir-se a phaseoli

(Hood). Aliás o cotejo das descrições das especies de Hereothrips dá-me a impressão de que ba algumas que se referem a uma mesma especie. Assim, por exemplo, não vejo como distinguir, pelas respectivas descrições, Heliothrips apicalis Bondar, 1931 de Hercothrips femoralis (Reuter, 1893). O mesmo devo dizer relativamente a Hercothrips ipomoeae Moulton, 1932 e a Hercothrips brasiliensis Morgan, 1929. Seria, pois, muito util que um especialista fizesse a revisão do genero Hercothrips, acompanhando-a de boas figuras,

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INSETOS DO BRASIL

de modo ase poder perfeitamente avaliar quais as diferenças entre especies exclusivamente proximas, como phaseoli (Hood: 1912), striatus Hood, 1913, brasiliensis (Morgan, 1929) e ipomoeae Moulton, 1930. Devo dizer que a especie citada em meu Catalogo (1936) com o nome Heliothrips cinctipennis Hood, 1929 (hoje incluida no genero Hercothrips ), aliás muito proxima de Hercothrips fasciatus e das que acabo de mencionar, deve ser refefida a H. ipomoeae Moulton, conforme pude agora verificar, comparando novo material colhido em Dahlia pelo Eng. Agr. J. DESLANDES com OS especimens anteriores, apanhados em arroz pelo Eng. Agr. H. GRILLO. 221. Hercothrips phaseoli (Hood, 1912). Outra especie polifaga, tambem do Norte e em outras regiões. encontrada na America

Observada na Baía po r BONDAR (1930) em Apocinaceas, Convolvulaceas e principalmente em Leguminosas, especialmente amendoim, feijões, ervilhas, soja, alfafa e muitas Leguminosas espontaneas. "As plantas atacadas se reconhecem pelas folhas cobertas de minusculas manchinhas chloroticas, pallidas, que encobrem as folhas desenvolvidas. Observando-se com a lente a pagina inferior da folha doente, notam-se as manchas pallidas das folhas despigmentadas e outras escuras, de excrementos de insectos, que dão á folha um aspecto sujo. Entre os pellos da folha observam-se as larvas, minusculos bichinhos amarellado-claros, de menos de um millimetro de comprimento. Os movimentos da larva são vagarosos. Em cada folha pode-se observar algumas dezenas destes bichinhos. Em numero menor acham-se os adultos. Estes têm movimentos mais rapidos, e quando incommodados dão saltos ou fogem. Encontram-se indistinctamente na pagina superior e inferior.

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São insectinhos pretos, que observados com a lente most r a m duas f a i x a s b r a n c a s n a s asas. No microscopio o insecto mostra a natureza reticulada da cabeça e do t h o r a x . As antennas são de 8 segmentos, delles o 3°, o 4° e o 5° a m a r e l l a d o s , os r e s t a n t e s escuros. As paras são escuras com a extremidade das tíbias claras. O comprimento do insecto é de cerca de um millimetro. Das plantas atacadas, a ervilha soffre mais, e, entre nós, nos mezes seccos do verão, é impossível, cultivar esta planta devido a este insecto; a cultura da alfafa fica tambem muito preju d i c a d a . Seria interessante verificar se o insecto se acha propagado em todo o Brasil ou só a Bahia o possue importado do estrangeiro. Neste caso seria util tomar providencias para evitar a propagação nos outros Estados, para preservar os alfafaes da praga. Suspeitamos, porém, que a especie é nossa, americana, e se acha propagada em todo o Brasil. Tratamento - É muito difficil. A larva estando escondida na pagina inferior, pode ser difficilmente attingida pelos i n s e c ti c i d a s . Como se trata de plantas herbaceas annuaes, será mais facil tomar medidas preventivas: desinfectar as sementes com sulfureto de carbono, evitar que os pés isolados de leguminosas atacadas com o thrips possam servir como fóco de infecção. No tempo chuvoso o insecto é pouco prejudicial". 222. Retithrips aegyptiacus Marchal, 1910. Esta especie, na Baía, segundo BONDAR (1924 a 1928, 1929), ataca de preferencia a roseira, a amendoeira ( Terminalia catappa ). Encontra-se-a tambem em cajueiro ( Anacardium occidentale ) em cafeeiro ( Coffea robusta ), em Eucalyptus, em maniçoba ( Manihot dichotoma ), em pinhão do Paraguai ( Jatropha curcas ) e em Vitis . No Rio de Janeiro, segundo observação do Eng. Agr. MAen-

RIO MARQUES, danifica folhas de roseira.
Nos artigos contra-se-a com em que BONDAR se refere a esta especie, o nome Stylothrips bondari Morgan. no primeiro artigo sobre o inseto

De fato BONDAR, diz o seguinte:

(1924a),

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DO

BRASIL

"Remettido por nós aos especialistas da America do Norte, ella foi baptizada por MORGAN, de Chicago, com o nome Stylothrips bondari Morg., formando um novo genero e uma nova especie".

Conquanto MORGAN, até hoje, não os tenha descrito (genero e especie), não se pode deixar de admitir, tanto para o genero Stylothrips , como para a especie bondari , apesar de sumariamente descritos por SONDAR, a caracterisação deste autor, tanto mais quanto ele apresentou uma figura do inseto.
B ONDAR, entretanto, remetendo depois material tipico de Stylothrips bondari a MOULTON, este autor verificou tratar-se de Retithrips aegyptiacus Marchal, 1910. Assim, o nome Stylothrips bondari comunicado por MORGAN a SONDAR e por este dado á publicidade, cae em sinonimia, prevalecendo pois Retithrips (= Stylothrips Sondar, 1924) e aegyptiacus Marchal, 1910 (= bondari Sondar, 1924).

Como em 1926 KARNY creou um novo genero - Stylothrips para a nova especie brevipalpis , da India (cuja descrição não pude consultar!, deve ser dado um novo nome a este genero, por ser homonimo de Stylothrips , publicado em 1924 p o r SONDAR. 223. Selenothrips rubrocinctus (Giard, 1901).

Especie encontrada em varios países. O nome especifico deriva do aspeto das f ó r m a s jovens, que são de u m a m a r e l a d o claro, com uma cinta ou faixa vermelha, ocupando, princip a l m e n t e , o 2° e 3° u r o m e r o s . Fóra do Brasil, foi muito bem estudada por RUSSELL (1912) e, r e c e n t e m e n t e , por R u s s o (1936). Transcrevo o que, em nosso meio, ZEHNTNER e SONDAR esc r e v e r a m sobre es t a especie. ZEHNTNER (1917), diz o s e g u i n t e :
"Em consequeneia das feridas produzidas pelo thr i ps, apparece sobre os fructos uma côr ferruginosa, pela morte dos tecidos lesados a que se juntam os excrementos líquidos dos insectos que se derramam sobre a casca. Como os insectos são muitos e as feridas numerosissimas, esta côr estende-se

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cada vez mais, até cobrir toda a superficie dos fructos. A praga passa para outro e, com o tempo, toma uma extensão tal, que se encontram plantações inteiras com todos os fructos "ferruginosos", salvo os mais novos, formados depois do ataque. Felizmente a côr de ferrugem é muito superficial; pode facilmente ser removida passando-se a unha do dedo sobre o fructo. Assim se tira a fina camada morta pelo thrips e em baixo apparece a côr da casca sã. Por si mesmo, o ataque pelo thrips não parece prejudicar muito os fructos, mas a côr de ferrugem faz com que seja difficil comprehender-se si os fructos grandes são maduros ou não. Desta circumstancia derivavam já prejuízos para os lavradores, porque o pessoal da colheita corta muitos fructos que, depois, provam não ser maduros ainda. Com alguma pratica porém e mais cuidado torna-se possivel evitar, em grande parte, este mal; porque, nos fructos não maduros, a côr de ferrugem é mais escura, fusca, parecida com a de chocolate, emquanto que, nos fructos maduros ella tira mais para o amarello, pela transparencia das camadas mis profunds e sãs da casca. Dos fructos, a praga passa para os brotos ladrões, e quando as arvores se "renovam", para os renóvos, onde é extremamente prejudicial. Contra o que se observa com a mosquilla, o thrips não ataca as pontas verdes dos galhos novos, mas as suas folhas, mul especialmente as que já têm attingindo o tamanho definitivo e uma certa rigidez. Nas folhas muito novas, tenras e sem rigidez, não encontrei os thrips, mas são atacadas logo que chegam os desenvolvimento indicedo. Nas folhas de edade media, encontram-se ás vezes os thrips, sendo neste caso o ataque menos nocivo, graças á maior resistencia daquellas folhas. As folhas velhas são isentas de ataque. Devido a esta escolha das folhas pelos thrips são as plantações novas as mais "queimadas", as quaes em pleno crescimento, renovam-se mais frequentemente, tendo as respectivas arvores relativamente maior numero de folhas novas do que as velhas. De accordo com isso encontrei plantações novas, de 4 a 8 annos, quasi completamente despidas de folhas, pela acção do thrips. Sendo as pontas dos galhos expostos ao sol e ao vento, morrem depressa na sua parte mais tenra. Em alguns casos, taes roças foram-se renovando outra vez e já os thrips se acham nas folhas desses renovos, de modo que é provavel que venham egualmente a cahir. Si assim acontecer e este jogo se repetir, as arvores vão perder os

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galhos maiores e podem até morrer, por um exgottamento a n a l o g o ao que vimos no caso da mosqufila. São principalmente os thrips adultos, com azas, encontrados nas folhas; mas em muitos casos, observei a hi numerosas larvas. Tambem nas folhas o ataque se manifesta pelo apparec i m e n t o de u m côr f e r r u g i n o s a , m e n o s e s c u r a e m e n o s u n i d a , s u r g i n d o os e x c r e m e n t o s c o m o u m a p o n t u a ç ã o f i n a , d e p o i s d e s e c c o s . As f o l h a s s ã o a t a c a d a s n a f a c e i n f e r i o r e e m b o r a o a t a q u e s e j a m u i t o s u p e r f i c i a l e n ã o se e s t e n d a s o b r e t o d a a superficie, ellas s o f f r e m muito, m u r c h a m e cabem, em grande numero, em estado meio-verde. P o r e m q u a n t o a p r a g a do t h r i p s t e m c o n t r i b u í d o m u i t o m a i s p a r a o " q u e i m a " d o q u e a m o s q u i l l a ; e, c o m o n o c a s o d e s t a u l t i m a , a f a l t a de s o m b r a , a e x p o s i ç ã o ao v e n t o , e t c . , aggravam o mal. As duas pragas parecem excluir-se mutuamente, visto como, neste sentido, as arvores e fructos occupados pela mosquilla não mostram o ataque pelo thrips e viceversa. Por outro lado ellas se encontram simultaneamente quasi em toda a plantação de maior extensão e estão, portanto, muito espalhadas." Eis o que d i z BONDAR ( 1 9 2 5 ) :

"Descripção do insecto - O adulto mede 1,4 millimetros de c o m p r i m e n t o ; a côr g e r a l é p r e t a ou c a s t a n h o - e s c u r a ; n o m i c r o s c o p i o , a c a b e ç a e o t h o r a x são t r a n s l u c i d o s ; a n t e n n a s de 8 s e g m e n t o s , d e l l e s o u l t i m o é c o m p r i d o e f i n o , m u i t o m a i s l o n g o do que o s e t i m o ; a côr é p r e t a , c o m e x c e p ç ã o dos s e g m e n t o s t e r c e i r o , q u a r t o e m e t a d e do q u i n t o , q u e s ã o c l a ros, p i g m e n t a d o s só n a p a r t e g r o s s a . O corpo reticulado em cellulas transversalmente allongadas, d a n d o um a s p e c t o estriado; p a r a s pretas, com tarsos e a s e x t r e m i d a d e s d a s t i b i a s c l a r a s ; a z a s e s f u m a d a s . Nos i n d i v í d u o s r e c e m - n a s c i d o s os p r i m e i r o s d o i s a r m e i s a b d o m i n a e s são v e r m e l h o s . A larva é, em geral, de côr amarello pallida, com uma cinta vermelho-vivo nos dois primeiros segmentos abdominaes. O ultimo segmento coroado de 6 pellos longos, escuros e arqueados. A n y m p h a com r u d i m e n t o s de azas, t a m b e m é a m a r e l l a do-pallida com cinta vermelha no abdomen. O i n s e c t o é q u a s i m i c r o s c o p i c o e só se e n x e r g a p r e s t a n d o m u i t a a t t e n ç ã o á s f o l h a s ou a o s f r u c t o s d o e n t e s . N o t a m - s e

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então minusculos insectinhos amarellos com cinta vermelha (larvas) ou pretos (adultos) que passeiam na fructa com o abdomen levantado.

Fig. 209 - Selenothrips r u b r o c i n t u s ( G i a r d ) . A, a d u l t o , fernea; B , antena; C, parte distal da perna anterior; pr, pretarso; ta, tarso; ti, tibia. (De Russo 1936, fig. 2).

As larvas carregam, entre bolinha de excremento liquido.

os

pellos

terminaes,

pequena

Os ovos são postos sob a cuticula da planta, e encobertos com uma secreção que torna preta. Plantas atacadas - O insecto entre nós é muito commum amendoeira ( Terminalia catappa ), abacateiro ( Persea gratíssima ), goiabeira ( Psidium gayava ), cajueiro ( Anacardium occidentale ), roseira, videira, mangueira, cajaseira, algodoeiro, etc. São sujeitas, principalmente, as amendoeiras e

na

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goiabeiras. Os estragos se manifestam nas folhas que ficam descoloridas e um tanto sujas. Examinadas attentamente nota-se que a pagina inferior é coberta com numerosos pontinhos pretos - excrementos do insecto e pequenas feridi-

Fig. 210 - Dinurothrips hookeri Hood. 1 , cabeça e protorax, femea; 2 , segmentos 6-8 da antena direita, femea; 3, apice do abdomen, femea; 4 , asa anterior direita, femea. (De Hood, 1913).

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nhas que deixam no tecido deteriorado. Perto das nervuras principaes, nos caritos e outros abrigos, acham-se colonias de larvas e nymphas amarellas, com cinta vermelha e adultos, pretos, que passeiam na folha e encontram-se frequentemente na pagina superior da mesma. As videiras e amendoeiras doentes, percebem-se logo pela coloração escura, um tanto côr de tijolo, desnatural das folhas. Estragos no cacaoeiro - Entre nós o insecto se encontra na Capital da Bahia em diversas plantas, e está propagado em toda a zona cacaoeira do Sul. Observamo-lo nos cacaoeiros dos Municipios de Jequiá, Ilhéos, Itabuna, Camamú, Cannavieiras, Belmonte e Mucuri. Os estragos commumente se notam nos fructos que tomam uma coloração de ferrugem, ou antes, uma côr de tijolo.

Fig. 211 - Sericothrips portoricensis Morgan. (De Bondar, 1930, b, fig. 3).

As f r u c t a s v e r d e s n ã o se d i s t i n g u e m d a s m a d u r a s e n a occasião da colheita é preciso que o camarada raspe o cacao p a r a r e c o n h e c e r se e s t á m a d u r o . P a r a e s t e f i m é de u s o g e r a l ferir o fructo com facão ou podão, o que acarreta frequente-

Nem todos os operarios procuram. a doença não repercute sensivelmente na qualidade da amendoa.436 INSETOS DO BRASIL mente a podridão. apenas. servindo a ferida de porta de Lasiodiplodia theobromae e Phytophtora fab eri. para se alimentar. Quando são atacadas as fructas já crescidas. finalmente. aspera. tomando uma côr castanha. certificar-se si a fructa está ou não madura e colhem o cacao verde. entrada á cogumelos O mecanismo do estrago é o seguinte: o insectinho. 212 - Scirtothrips manihoti (Bondar) 1926. o inconveniente de difficultar a colheita e depreciar o producto. pretas. offerecendo. A selva que sae pela feridinha coagula e oxyda-se. a fructa perde o lustro. dão a esta ultima um aspecto ferrugineo. Estas cellulas escuras em conjuncto com os excrementos do insecto na superfície da fructa. conscienciosamente. . fura a cutícula da fructa com as peças buccaes picadoras. tornando-se. agentes communs da podridão do cacao entre nós. Fig. 29). na superficie da fructa. (De Bondar. com aspecto farinhoso ligeiramente esbranquiçado. As vezes a selva fica coagulada em crostinhas pequenas. fig.

os ramos finos ficam esgotados e morrem tambem.THYSANOPTERA 437 Atacando as fructas novas. geralmente perto das nervuras principaes. ficam manchadas. em consequencia disto. Na folha. Outras. Multas fructinhas murcham e morrem. soffre e cede mais facilmente aos inimigos. As folhas pouco soffrem. notou-se que as chuvas excessivas produzem o mesmo effeito.). com as chuvas abundantes e regulares o cacaoeiro soffre pouco. Outras ficam incompletamente desenvolvidas com amendoas pequenas. em parte. ou completamente. o insecto se installa na pagina inferior. Os estragos são maiores. notando-se uma ou outra atacada. de sêcca prolongada o thrips não lavado pela chuva. multiplica-se prodigiosamente e coloniza os fructos e as folhas. Thomé. O viço e architectura do cacaoeiro. As folhas pouco prejudicadas. Repetindo-se o ataque. o insecto prejudica o seu desenvolvimento. ficando as arvores despidas da sua vestimenta. a planta.nas cabeceiras dos outeiros. As primeiras chuvas que caem destroem muitos desses insectinhos. Notamse aqui e acolá. etc.. fructos enferrujados. sofrem muito. nos logares onde a planta soffre mais . é provavel que em dois extremos. numas roças mais. Em diversos paizes (S.o queima das folhas. O logar parasitado torna-se amarellado chlorotico. tambem. formando as larvas e as nymphas colonias. Como se vê. mais esgotadas. de onde a denominação da enfermidade de "queima". Nos annos. pelos excrementos do bichinho. os que restam. e provavelmente favorecido por outras condições. São atacadas as folhas novas que já attingiram crescimento completo. porém. É possível. etc. Nos annos communs. beiras das plantações. porém. pela copa. causando o mal generalizado . condições completamente oppostas. sujo no lado inferior. que contribuem para o seu desenvolvimento ou sua reducção. egualmente. como tambem entre nós. produzero o mesmo effeito. Parcialmente as p!antações são atacadas de tal modo que as arvores morrem. que existam outras condições ainda não estudadas (parasitismo do insecto. mas o mal não se generaliza. em outras menos ou nada. as folhas tomam um aspecto queimado. . etc. A folha do cacaoeiro é muito sensível e a area atacada em pouco amortece e sécca. favorecem o desenvolvimento da doença do queima.). morrem e caem. e os adultos passeando e explorando área maior. bastam para continuar os estragos até o fim da saíra. porém permanecem na arvore.

ipomoeae Bagnall b . para ficar muito reduzido no anho seguinte. enferrujando apenas. esperando occasião propícia para sua expansão . . uma ou outra fructa. Isto não quer dizer que elle não reapparecerá com condições favoraveis ao insecto. Ha mesmo casos interessantes. porém.438 INSETOS DO BRASIL O facto é que. os fazendeiros do Mucuri affirmam que a ferrugem da fructa era muito commum nas suas fazendas. entre nós. quando o insecto se multiplicou prodigiosamente. o mal se manifestou com violencia no anho de 1917. visitando dezenas de roças. só encontramos as fructas enferrujadas. vegetam nas folhas de diversas plantas. no anno seguinte. 213 - Dendrothripoides 1930. não se encontrou fructa nenhuma com a ferrugem! O mal desappareceu de vez. (De Bondar . em numero reduzido. numa fazenda no alto do rio e nas outras num percurso de cerca de 25 leguas. provavelmente. elle poderá desapparecor no anno seguinte. depois de grandes estragos. Assim. 2). fig. As suas colonias. no anno de 1922. Fig.

o insecto poderá multiplicar-se livremente. ou vae se multiplicar de novo ou desapparecerá sem intervenção do homem. nas plantações extensas e antigas. 1936. larvas dos Chrysopideos e o Franlinothrips vespilormis. pois é impossivel para o lavrador vigiar sempre. empregando-se á razão de um quarto de kilo (250 grms.O curativo. conforme as condições do clima. o lavrador que tratou sua roça. é que o pulverizador poderá dar bom resultado. com o pulverizador nas costas. O tratamento preventivo será pouco economico. duvidamos muito do resultado economico da applicação dos insecticidas. é m u i t o p r o b l e m a t i c o . Tratando as plantações no anho. visto as extensões de nossas p l a n t a ç õ e s e escassez da m ã o de obra. b. Só nas plantações isofadas. 1). Taeniothrips inconsequens (De Blanchard. Fig. 214 . Os insecticidas applicados ficarão lavados com as primeiras chuvas e chegando o momento proprio. porém. onde o mal ainda não está propagado. Inimigos naturaes . o lavrador diligente pouco lucrará com os saerificios que fez para combater o mal. fig.Cabeça e torax: a. das m u l t a s d r o g a s e x p e r i m e n t a d a s . se acharão nas mesmas condições . quando o mal grassou. a planta já pouco lucrará para a safra do mesmo anno. bem como aquelle que não o fez." . é difficil p r e v e r a e x p a n s ã o da p r a g a . e para o anno seguinte. Na A m e r i c a Central.) para 200 litros de calda bordaleza. por conseguinte.THYSANOPTERA 439 Tratamento .o insecto. como as joaninhas. Taeniothrips simplex (= gladioli). como temos exemplos no Mucuri e como verificou-se em outros paizes. deu m e l h o r r e s u l t a d o a p u l v e r i z a ç ã o das p l a n t a ç õ e s com su l f at o de nicotina.Os thrips do cacao são perseguidos por diversos insectos carnívoros. o apparecimento da praga.

do hímenoptero Calcidideo Dasyscapus parvipennis Gahan. 215 Antenas: a. Taeniothr i ps simplex ( = gladioli ) . fig. 1913. na Baía (1930 e 1931). em J a v a . b. que é um bom parasito do thrips da Fig. 2). 1936. faixa rubra na Costa do Ouro (introduzido em 1935. . na ilha da Trindade) e do Thrips tabaci. Dinurothrips hookeri H o o d . HOOD descreveu a especie de exemplares colhidos em Porto Rico sobre Ipomoea sp.440 INSETOS DO BRASIL Referindo-se a microímenopteros Russo (1936) diz o seguinte: parasitos desta especie: "Seria de grande utilidade a introdução. Taenioth ri ps inconsequens. 224. " S u b f a m i l i a Panchaetothripinae. SONDAR. no territorio da Republica Dominicana. (De Blanchard.

Larvas e a d u l t o s n a Bahia. 1925. Fig. 1926). foi por ele descrito pela p r i m e i r a vez. vivendo tanto no lado inferior como no superior. Euthrips manihoti Bondar.THYSANOPTERA 441 encontrou-a tambem em Ipomoea batatas .) e lingua de vaca ( Talinum patens ).Asas: a. Scirtothrips manihoti (Bondar. (De Blanchard. 131 ) alimentam-se de folhas de Ipomoea batatas. coerana ( Ces- 225. Taeniothrips inconsequens. . 1924 e 1926. b. Subfamilia Sericothripinae. figurado por BONDAR em 1924. Scirtothrips batatae Bondar. 3). 216 . 226. na revista Chacaras e Quintaes (2(6):174-175). Scricothrips portoricensis Morgan. sem descrição. Taeniothrips simplex ( = gladioli). 1936. em trum sp. s e g u n d o BONDAR (1930b). p r i n c i p a l m e n t e j u n t o ás veias. fig. em 1926. 1930. Este inseto.

e quanto o rendimento em fecula. Visto a tensão da folha crescente. E s t u d a n d o a c a u s a destas a n o m a l i a s . porém. i m p e r f e i t a m e n t e desenvolvido. as p o n t a s o f f e n d i d a s a l a r g a m . n. a n o m a l i a s singulares e c a r a c t e r í s t i c a s n as f o l h a s . e. c o n t r a h i d o e desprovido de chlorophylla. Estas f i c a m m a l desenvolvidas. amarellas. Estas manchas representam um tecido do limbo da folha. f o r m a n d o orifícios a l l o n g a d o s no limbo da folha. prejudica a quantidade das substancias amilaceas elaboradas. v e r i f i c a m o s que existe e n t r e nós. estas areas de tecido c o n t r a h i d o f r e q u e n t e m e n t e r o m p e m . Não tinhamos occasião de verificar se a presença desta doença nas plantações diminue. Os foliolos mastram umas manchas chloroticas. Q u a n d o a f o l h a cresce. as contorsões da f o lha crescente. u m insecto microscopico. as folhas. n a s p l a n t a ç õ e s da m a n d i o c a e aipim.s e . E m outros casos o foliolo f i c a e m b r i o n a r i o ou a b o r t a d o pelo m e s m o m o t i v o dos tecidos c o n t r a h i d o s . O insecto pertence á ordem dos Thysanoptetos. ás vezes e m b r i o n a r i o s ou a b o r t a d o s . e qualquer entrave ao desenvolvimento do systema foliaceo. a m a n c h a a m a r e l l a . Na m a i o r i a dos casos. irregulares allongadas. possuindo o limbo de u m lado só. a n o r m a l . em comprimento do foliolo. denominamo-lo Euthrips manihoti. de p r e f e r e n c i a n a s f o l h a s n a s c e n t e s e t e n r a s . no olho da mandioca. sp. deixa o limbo da f o l h a contorcido. esta se c o n t r a h e do lado da m a n c h a . e q u a n d o está s i t u a d a p er t o da n e r v u r a p r i n c i p a l do foliolo. e que se destacam b e m no c o n j u n c t o v e r d e do limbo do foliolo. larva e adulto. e f o r m a m as t a e s m a n c h a s chloroticas. que j á pela sua presença. m e c a n i c a m e n t e . situados j u s t a m e n t e no l o g ar da m a n c h a c h l o r o t i c a . pelo seu a t r a z o no c r e s c i m e n t o .442 Eis bate-lo a relação dos INSETOS danos DO BRASIL pelo inseto e como com- causados segundo BONDAR: "DOENÇAS MOSAICA NAS FOLHAS DA MANDIOCA No E s t a d o da B a h i a é f r e q u e n t e vêr. novo p a r a a sciencia entomologica. que vive. A planta forma as reservas da fecula pelas folhas. P a r a se a l i m e n t a r . de c r e s c i m e n t o p ar ad o . é facil de presumir que os effeitos della não são em beneficio do lavrador. devido ao . No caso presente. o foliolo fica r e c u r v a d o . pelo a u g m e n t o n a t u r a l do limbo. c a u s a m . sendo uma especie nova. porém. o insecto faz f e r i d i n h a s no tecido da f o l h a e absorve a seiva. diversos foliolos e n tortecidos.

Tratamento - Os lavradores. Plantando a mandioca. fabrica este insecticida). e dilue-se. não presta á planta serviço algum. Heliothrips ipomoeae Bondar. a casa Matarazzo. f i c a m m u i t o p r e j u d i c a d a s no seu d e s e n volvimento. "O insecto se desenvolve nas folhas moea batatas ). produzindo o mesmo effeito. porém. e mesmo o limbo crescido n e m todo é a p r o v e i tado p a r a a assimilação c h l o r o p h y l i a n a . entre nós. é preciso destruir a vegetação espontanea. mais viçosos. de diversas variedades. geralmente." (BONDAR)." basta mergulha-las nesta 227. por acaso. Esta pratica é razoavel no tempo da chuva. e. de São Paulo. Para desinfectar as manivas solução antes de plantarem. e assim mesmo. depois. e com o novo período secco o insecto volta a multiplicar-se. quando o insecto se multiplica e se propaga livremente. os brotos nascidos. Dendrothripoides ipomoeae B agnall. costumam que- brar as pontas das hastes da mandioca com crescimento atrazado. juntando-se 100 grammas de sabão. sempre abrigo para o insecto na parte inferior das folhas novas. Seria muito mais pratico tomar medidas preventivas. Ha. Além da mandioca e aipim.THYSANOPTERA 443 effeito do insecto. 1930. cipaes nervuras que ficam ledeadas de se. em cinco litros d'agua. crescem. recorrer só ás de plantações sadias. da batata doce ( Ipomarginando as prinbranco. muito facilmente dos estragos insectos. principalmente. maniçobas proximas e pés de mandioca que. com quatro partes d'agua. seria bom lava-las numa solução de extrato de fumo. que existe no commercio (agora. 1923. verificamos a presença do mesmo insecto em maniçobas. por precaução. do seguinte modo: fervem-se dois kilos de resíduos de fumo. assim. Escolhendo as manivas. occupado pelas m a n c h a s amarellas. As chuvas reduzem a quantidade do insecto e as plantações da mandioca melhoram. em que f a l t a a chlorophylla. a infusão. distinguindocausados por outros . No tempo secco. A doença se propaga e toma proporções maiores nos mezes seccos. ou feita em casa. terão a mesma sorte do que os quebrados. pois o espaço da folha. para obrigar a planta a dar novos rebentos. sinão consumir a selva.

Paulo). insularis Especie polifaga. 1935. (Franklin.444 INSETOS DO BRASIL Subfamilia 228. 1908). nothrips . nec Priesner. 217 cebi do Instituto Agronomico plares colhidos em f u m o . exem- . fig. a . 1930). nas Antilhas. encontrada no Mexico. (De Costa Lima. Ha pouco tempo te- Fig. 1935. habitadas por EugyPriesnori ( Costa Lima ) ( = Gynaikothrips eugeniae Costa Lima. na America Central e na America do Sul.Cecidias em folhas de Eugenia sp. 1). de Campinas (S. Frankliniella Thripinae.

muito proximo de C. Fig. mexicanus . 1921. Taeniothrips inconsequens (Uzel. (De Costa Lima. apanhado por RONNA. no Rio Grande do Sul..Cecidias em folhas terminais de Myrcia sp. 218 . Trips das flores da pereira. fig. 1935. 1895). . produzidas por Phrasterothrips conducens Priesner. 3).THYSANOPTERA 445 Com este material vieram alguns especimens de um Chirothrips. que me parece uma nova especie. 229. a.

Superfamilia PHLOEOTHRIPOIDEA. todavia. Trips da palma de Santa Rita (Gladiolus sp.446 INSETOS DO BRASIL 229a. Lima. 233. cebola. mesmo ainda não abertas. dando-lhe depois (O Cam - o . Suspeito. Phrasterothrips conducens Priesner. que descrevi (1935 a) com nome de Gynaikothrips eugeniae. gladioli Moulton & Steinwenden. 218). que se trate de especie distinta de minuta. sem se vêr o material típico desta especie. 230. No Brasil já foi observada em alfafa. Outro Tisanoptero cecidogeno. Vive entre as folhas da cana de açucar. não é possível ir além de se considerar o inseto corno uma variedade do que foi descrito em Java. 1906. 1888.). É este o agente causador das cecidias em folhas de Myrcia sp. Mais uma especie polifaga e cosmopolita. Familia Phloeothripidae. Eugynothrips Priesneri (C. 1926. Thrips minuta puttemansi Costa Lima. PRIESNER. Este trips foi considerado por PUTTEMANS (1926) como O agente causador do mosaico da cana de açucar. Taeniothrips simplex (Morison. 1937). 231. porém. confirmou a minha verificação anterior (1937 a ) . Thrips tabaci Lindeman. (fig. 1930). Subordem TUBULIFERA. 1921. examinando recentemente exemplares que lhe enviei desta especie. Taeniothrips 1931. Descrevi-o como um variedade de Trips minuta Deventer. alho. 232. ervilha e feijões cultivados.

ele "eugeniae ( = priesneri ) fits quite well into . diversos abacaxisaes em São Gonçalo. Holopothrips ananasi C o s t a L i m a . de comprimento por pouco mais de 0. Estas lesões são numerosas. cylindricos. inclusive alguns abandonados. sem ter encontrado um só exemplar de Holopothrips ananasi. Os seus ovos são brancos. mas. e. salientes em ambas os paginas da folha. na superticie inferior das folhas. nem tive mais noticias de sua presença em nenhum outro local. por de Gynaikothrips eugeniae P riesner. a murcha gradual das folhas.Eugynothrips P r . Algumas vezes apparecem intumescencias mais ou menos extensas. a genus w h i c h is n o t sorted out definetely. são postos ligeiramente collados á superficie inferior das folhas. Estado do Rio. causando a necrose do parenchyma em redor do furo produzido pelo rostrum. em Julho de 1933. de diametro com o centro mais escuro. a observação seguinte do Transcrevo sobre esta especie.4 mm. que coincidem com o ajuntamento das manchas. muitas vezes. 217). Visitei. Localisa-se. nota-se manchas pardas claras com 2 a 3 mm. e medem 0.THYSANOPTERA po. . de largura. b u r w h i c h comprises all those G y n a i k o t h r i p s forros h a v i n g s l e n d e r a n t e n n a e w i t h long t h i n sensecones a n d ar the same time e n larged fore f e m o r a (with tooth o n t a r s u s i n male or b o t h sexes). recentemente. Resulta do ataque deste thrips. E n g . 1930.1 mm. Trips que ataca as especies de ananaz. CINCINATO GONÇALVES. thus the name eugeniae can remain all right. 1 9 3 5 . em (fig. o depauperamento da planta. a sua morte. por transparencia. . A g r . 447 91) outro nome . pouco visíveis na superfície. esta praga não existe mais em Deodoro. tambem vive em galhas de Eugenia sp. me Tendo enviado exemplares escreveu o seguinte: desta especie a PRIESNER. "Observei esta especie occasionando serios damnos num abacaxisal em Deodoro (Districto Federal).Gynaikothrips Priesneri. esMalaca." 2 3 4 . Felizmente. em grande quantidade. 1937 (8) ser homonimo pecie que. cheias de mucilagem.

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446 Acrotelsa collaris. 119 ADDISON. 105 nigrocincta. 192 Acanthops falcataria. 255. 13 Agnatha. 129 Acridodea. 38. 318 Andiroba. 17 Amendoeira. 163. 433 Abacaxi. 165 Agriidae. 180. 433 Amendoim. 347 A m p h i p t e r y g i d a e . 93 Allium cepa. 261 Acanthotermes. 223.INDICE Abacateiro. 420 Aeschnidae. 318 ANDREW. 31 Andira. 105 dilaticollis. 117. 322 AKKERMANN. 146 Anisolabis annulipes. 301 A m p h i e n t o m i d a e . 92 AHRENS. 292. 426 Aeolothrips. 219. 17 Agnathes. 191 Acanthoderus 20-spinosus. 446 Anacardium occidentale. 129 Acridiinae 129 Acridinae. 420. 428 Ametropidae. 172 Achetoidea. 129 Acrydioidea. 261 A n a r e o l a t a e . 92 AGASSIZ. 312. 446 Algodoeiro. 305 Acapú. 198. 210 marítima. 253. 429. 427. 91. 105 annulicauda. 198 A n c i s t r o g a s t r i n a e . 17. 166 Acrididae. 251 Angelim. 446 sativu m . 312. 433 Anacroneuria. 365 Amblyopinus. 212 Ancistrotermes. 92. 211 Angela. 390 AMANS. 244 Anastatus. 429. 100. 191 A n i s o m o r p h i n a e . 397 Adenopa. 17 Aeolothripoidea. 292 ANCONA. 200 Anisoptera. 157. 238. 92 Aeshnidae. 105 Ananas sativus. 33 Abrosoma. 447 Anaplecta. 447 ABBOT. 116. 92 . 150 Alfafa. 42 Acrydiidae. 428. 215 Ambulatoria. 318 ANDER. 246 ABDERHALDEN. 67 Amitermes. 92 Agrionidae. 102. 198 ALMEIDA. 55 Agraeciidae. 433 Alho. 246 ALDRICH. 295 A n e c h u r i n a e . 91 Amblycera. 18 2 Aiolopus tergestinus. 372 ANDERSON. 12 Alouatta. 93 Agrioidea. 119-151 Acrophyllinae. 92 Aeshnoidea. 344. 318 Achetidae. 212 Alotípo. 210 Anisomorpha.

246 BERLESE. 141 Arthropleona. 443 BATES. 18. 419 BECKER. 287. 304 Bacillinae. 217-250 BARBAROSSA. 140. 198 Aschiphasminae.. 261 BELLECROIX. E.. 180 BARRADAS. 312. 227. 66 Baetiscidae. 19 Apantoptera. 164 Antipaluria. 226 giganteus. 19 Apocinaceae. 27.. 241. 286. 198 BACKOFF. 33. 4{)0 Bacteriinae. 347 Archipsocus brasilianus. 390. 449 BALFOUR-BROWNE. 314 29 Archipsocidae. 180 BARROS NETTO. E. 265. 440. 310 reconditus. 314 pacificus. 106 A r i x e n i n a . 198 ASCHNER. 372 BEIER. 171 ARRIBALZAGA.454 INSETOS DO BRASIL Anoplotermes. 284. 318 Ateles. 243. 52 BECKER. 30. 95 Baryconus. R. 242 Areolatae. 441. 245 Blastocystis. 41 Atropidae. 4 1 turricola.. 390 Atelura praestans. 276 ARNDT. 245 AUDOIN. 4. 52 BEUTELS. 448 Blaptica. 31. 196 Axinopsocus. 314 ater. 20. 210 Armitermes. 162 BATHELLIER. 305. 67 Baetoidea. 291. 19 Apterygota. E. 309 neotenicus. 17 Aphaniptera. 348 Baetidae. 33 BALD. 286 tenebrosus. 314 morio. 292 BEQUAERT. 305 bellicosus. 234. 309. 292 natalensis. 341 Azteca. 348 Baratas. 345 Atta. 292 Arachis hypogea. 16 Arixenia esau. 210 Beauveria globulifera. 189-204 BISHOPP. 244 Atticola. 17 Apterygogenea. 359 Blaberinae. 260 BEUTENMUELLER. 41 termitobia. 322 . 234 Attaphila. 428 Aratinga aurea. 264. 308 silvestri. 67 BAGNALL. 244 Blaberus. 244 atropos. 217. 371.323. 318 Astronium. 111 Antliata. 243. E. 7. 34 BEDFORD. 198 Bacterioidea. 118 BLANCHARD. 400 . BANKS. 22. 448 BALAKOWSKY. 372 BARTENEF. 150. 41 sinoiketa. 321 Areolariinae. 42. 27. 239 Aspidosperma polyneuron. 336. 17 Autolyca. 448 BAILEY. 220. 30 Austroperlidae. 49 Aschiphasmatinae. 285. 210 jacobsoni. 189 Bacunculiae. 323 BERLAND. 234. E. 198 BADONNEL. 245 Atticolinae. 274. 379-404 A n o s t o s t o m a t i n a e . 198 ARISTOTELES. 80 Bibliografia entomologica. 244 A t t a p h i l i n a e . 305 Anoplura. 274. 161. 439. 224 BLANCHARD. 171 B a t a t a doce. 198 Bactridium. 428 Aptera. 275. 17. 344. 25-36 "Bichos-páo". grande. 93 BACOT. 277. 245 dubia. 342 Archotermopsis. 181 Bellicositermes. 305.

401 Blattotetrastichus hagenowi. 29. 57 Callonotacris lophophora. 63 corumbanus. 60 Cana de açucar. 7. 309 CAPE DE BAILL ON. 233. 181 CAMERON. 390 Cedrella. 244 crientalis. 183. 18 BODINE. 240 BYERS. 52 BOERNER. 150 BROCHER. 175-180 Caecilliidae. 348 BURR. 369 BOURCART. 163. 213 BUSCALONI. 423. 429. 31 BUFFA. 29 BORDAGE. 30 CAUDELL. 216 235. 180 BOLIVAR. 118. 52. 182. 372 Capta hircus. 164. 117. 181. 66 Cafeeiro. 194 CARL. 315 sponsa. 56. 429 Cajaseiro. 270 opacus. 118. 160. 52. 446 Cebus. 156. 201 BONPLAND. 244. 201 BORDAS. 28. 18. 21. 22. 436. 129. 225. 403 CASTELNAU. 332 Cavia. 18 244. 121 BURGESS. 93 BROUGHTON. 228. 158. 211 BRAUER. 217-250 Blattinae. 5 Caracteres genericos. 413. 198. 433 Cajueiro. 348 Caenidae. 25 BOS Canis familiaris. 201 CAMPBELL. 181 CARRIKER. 106 Caracteres especificos. 151. 95 Cacaoeiro. 225 Bovicola. 30 BOUVIER. 312. 210. 212. 133 BOELITZ. 321 CALVERT. 244 Blattoidea. 61 Brachycola tuberculata. Blattaria. 95 BRÈTHES. 150 BRUES. 430. 117. 161.INDICE 455 Blatella germanica. 203. 312. 449 BOLDYREV. 96. 348. 222. 406. 373 CARTER. 342. 442. 323 BRUCH. 151 BUCKLE. 250 Brunneria. 449 Bufo. 246. 372 BOWE. 29. 241. 23. 171. 92 Calotermitidae. 292. 251 BRUZZONE. 169. 293 BUXTON. 134. 201 Capniidae. 318 Cedro. 201. 289. 16. 314 Campsurus. 323 BURMEISTER. 315 . 428. 16. 229. 239. 429. 245 CAMERLENGO. 182 BRUNNER. 134. 311. 449 BORGMEIER. 47. 5 Carapa guianensis. 180. 365. 443. 342.325 BOWERBANK. 245 BLATCHLEY. 174. 371 Capritermes. 225. 344. 448 BONET.. 43 Camponotus carolinensis. 314 BUGNION. 348 BORMANS. 134. 226. 212. 158 rufipes. 427. 433 Callibaetis. 133 Calopterygidae. 212. 370. 181. 27. 426. 246. 48 termitarius. 246 Campodeidae. 432. 435 "Cachorrinhos-dagua". 318 Carausius morosus. 446 taurus. 239. 451 CASTANEDA. 224 Brachylabinae. 240. 440. 246 BONDAR. 27 CARPENTIER. 245 Blattariae. 318 Centris. 435. 134. 438. 16. 93. 371. 203. 108 BROWMAN. 345 BRUNER. 372 Cebola. 388. 441. 323 CARPENTER. 62. 58. Blatta. 227 BORDEN. 223.

262 C h o r i s o n e u r i n a e . 17. 300. 28. 188. 323 Cupins. 312. 307 similis. 273. 312 robusta. 174 CUVIER. 234. 93 Cremon repentinus. 297. 299. 270. 424 Chirothripoides. 233. 323. 92 Coenagrionidae. 26. 369 Columbicola columbae. 300 pilosus. 174. 294. 16. 150 Coenagriidae. 55 Cylindracheta. 425 Chirothripoidiidae. 312 Coronympha. 342 aurantium. 305. 296 C o r y n o t h r i p i n a e . 428 CLAASSEN. 304 CREMER. 92 Coerana. 106 CLARK. 23 Corynorhynchus radula. 180 Cylindrodidae. 309. 195 Cestrum. 1 naturais. 246. 163. 314 cumulans. 369 COMES. 360. 113. 310. 1 CLAY. 165 Constrictotermes. 312 Ceroys perfoliatus. 320. 312. 22. 266. 2. 425 Chirothrips. 235. 141. 308. 335-349 Corydiinae. 76 CONNELL. 106 CHOPARD. 312. 93 Coenagrioidea. 251. 92 Cornitermes. 390. 183. 280. 373. 130 COSTA. 295 Cryptotermes. 39. 29. 117 Cotípos. 236. 270. 429 Coleoptera. 299. 215 CRIDDLE.456 INSETOS DO BRASIL Centrolobium. 266. 295. 323 Clitumninae. 306. 15-25 dos seres. 163 Coccidae. 131 Citrus. 219 Curtilla. 399 CUNHA. 171 Cricetomys. 180 Coffea arabica. 369 . 275 C h i r o t h r i p i n a e . 117 CUMMINGS. 263-327 Cursoria. 30. 201. 305. 246 CHIU. 18 Columba domestica. 203. 235 COLLINGE. 180 C y l i n d r a c h e t i d a e . 246. 235. 246. 298. 236. 305 striatus. 52 Colpocephalum Tongicaudum. 318 Cereais. 23 Collembola. 45-54 COLLIER. 20. 161 Chromacris miles. 397 CHILD. 18. 92 Corduliidae. 19. 293 COMSTOCK. 247 Corrodentia. 322 marabitanas. 198 Classificação dos insetos. 374 "Chato". 428 Copeognatha. 19. 441 Cryptocercus punctulatus. 297. 373 Cleveland. 16. 148 Coccobacillus acridiorum. 272. 424 CORRÊ. 302 Convolvulaceae. 445 mexicanus. 243 Chlorocoelus tanana. 181. 198 Clothoda. 441 Chaeteessa. 333 Cremastogaster.A. 293. 322 vastator. 92 Cordulegasteridae. 306 lespesi. 111 Cnemidophyllum. 369 turbinatum. 295 Conocephalidae. 176 Curtillidae. 13. 1-6 Classificações artificiais. 25. 21. 278. 305. 42 CUÉNOT. 18. 12 CRAMPTON. 290 322 Cordulegaster. 41. 336 Coptotermes. 92. 242 Cladoxerinae. 255 CHAPMAN. 295 Ctenolepisma ciliata. 445 CHITWOOD. 229.

242. 117 Entamoeba. 52. 132 Eleuterata. 369 DUMERIL. 111. 19. 164 DE GEER. 286. 367. 205-213 Dermodermaptera. 300. 449 DAVlES. 398. 323 DIETZ. 91 Du PORTE. 178. 25. 342. 370. 347 ENDERLEIN. 399 Dermaptera. 17 Epilampra. 401 Especie. 348. 38. 171 Embiidae. 361 Dociostaurus maroccanus. 324 Empheriidae. 419 parvipennis. 17. 345 Diapheromerinae. 22. 43 Ectotropha. 34. 401 Embia brasiliensis. 146 Eneopteridae. 113. 446 ESCHERICH. 349. 67 Ervilha. 440 Diploglossata. 110. 18 DEWITZ. 23. 95 DAWYDOFF. 63. 52 Dendrothripoides ipomoeae. 400 . H. 428 Cyrtacanthacrinae. 31. 181 DURHAM. 207 Cylindroryetes. 43 DAVIDSON. 267. A. 364. 21. 240 gracilis. 244 Ectognatha. 51 Entomobryomorpha. 211 D'ORBIGNY. 222 Epilamprinae. 213 DONER. 113 Embiidina. 239 Entedon. 373. 33 Elaeochlora trilineata. 27 Decticinae. 173 Ensifera. 244 Eomenacanthus stramineus. 323 DENNY. 324 ESCOMEL. 372 Epallagidae. 215-216 Diplura. 28. 2 "Esperanças". 113. 150 DICKMAN. 443 DENNY. 46 Duekeia cyanea. 17 DOFLEIN. 341. 63. 392 Dasyscapus. 20. 241. 322. 209 Diplatynae. 342 Equus caballus. 180 Dahlia. 18. 323. 198 Dinurothrips hookeri. 427. 43 Diptera. 17 Embioptera. 440 DENIS. 109. 19 Ellipes. 387 Ectobia. 247 DRURY. 207. 247 DESNEUX. 288. 24.INDICE 457 Cylindrogaster. 323 Dimera. 64 Ephemeroptera. 128. 29 Dipylidiurn caninum. 409 DUMONT. 17 ELTON. 17. 401 DAMPF.. 50 Entotropha. 246 EATON.. 93 Ephemerellidae. 67 D'HERELLE. 29 DUBOSQ. 17. 39. 438. 322. 65 Ephemeroidea. 55-69 Ephemeridae. 28 ELTRINGHAM. 179. 286. 211 ESSIG. 20. 17 EMERSON. 244 Ectobiinae. 67 Ecdyonuridae. 118 Dorythrips. 423 DOZIER. 43 Entomobryidae. 43 Eneoptera surinamensis. 151 Echinophthriidae. 107. 315 Drepanocyrtus reichenspergeri. 113 Embiaria. 129. 163 Entognatha. 182 DUCKE. 111. 338. 23. 434. 152-165 Esphalmeninae. 198 Epipsocus borgmeieri. 66 Ephemerida. 52 DAVlS. 157. 373. 323 DOHRN. 287. 58. 30. 209. 180 Ellipoptera. 133 DALLA TORRE. 23 Diplatys. 18 EIDMANN. 222. 428.. 109-114 Embiodea. 113 major.

31 "Frades". 193. 210 Eurycorypha fallax. 373. 33. 169. 401 FABER. 207 Euplexoptera. 13 Frontirostria. 181.. 315 Eugynothrips priesneri. 96 FREITAS. 429 citriodora. 374. 446 Geoscapheus. 254 Eupatithrips. 324 Ficus. 444 FERNALD. 386. 25 GIRAULT. 156. 400. 207 Euplekoptera. 399 GIGLIO-TOS. 417. 449 Feijões. 324 FULMEK. 446 . 237. 416. 243. J. 364. 136 Gafanhotos. 201 FOX. 194. 299 FLETCHER. 426 Franklinothrips. 282. 369 Eucalyptus. M.. 133 cristata. 30 Gliricola porcelli. 47. 96 Genero. 449 F orficula auricularia. A. W. 240 GAHAN. 41 Euxylophora paraensis. 240 E u t h y r r h a p h i n a e . 48. 293 FRERS. 158. 428. 399. 212 F u m o . 276 microsoma. 374 FRIEDERICHS. 118.458 INSETOS DO BRASIL FORD. 426. 446 Felicola. A. 245 Eutropidacris. 401 FERRIS. 375. 314 FOUCHER. 32 EVANS. 207 Euposocida. 419. 196 Eucyplocia. 17. 398. 372 GARMAN. 28. 442 Euthyrrhapha pacifica. 197. 374 FULTON. 439 FRASER. 262 GIBARD. 210. 87 FRY. 381. 211 F o r f i c u l i n a e . 449 EWING. 341. 16. 444 Gafanhoto (praga). 413 Euplecoptera. 401 FEYTAUD. 211 F o r f i c u l i n a . 127 GIEBEL. 209. 18 FROST. J. 129 Forficulales. 17. 105 Eutermes. 387. 372 F r a n k l i n o t h r i p i d a e . 444. 107 FRIZZEL. 371. 93 GIBSON. 5 GEOFFROY. 211 " F o r m i g a de c u p i m " . 240 Gladiolus. 447 Eumusonia livida. 179. 119-151 GAHAN. 33 FERNANDO. 372. 175-180 FRANKLIN. 65 Eugenia. I8 Glycine max. 181 GERICKE. 318 Evania appendigaster. 410 FAVRELLE. 140 FRESCA. 181 FRISON. 52 FONSECA. 13. 428 . 343. 201 Galloisiana. 282 FLINT. 441. 238 F elis eati. 211 Forficuloidea. 344 E u m a s t a c i d a e . 282. C. 363. 61 Gallus domesticus. 211 F o r f i c u l i d a e . 373. 114 FRIEDRICH. 44 7 Euglossa. 187 Frankliniella insularis. 413. 169. 444. 372 Glossata. 161 FAHRENHOLZ. 17. 390. 293 FOLSOM. 201 FEDOROV. 420 vespiformis. B. 362. 209. 367 GERHARDT. 214. 197 FULLER. 370. 75. 245 EVANS. 401 FOÁ. 399. 133 Euthrips manihoti.. 387. 290.. 420. 188 Esthiopterum columbae. 203. 261. 219 GODMAN. 412. 32 FLORENCE. 160 E u s t h e n i i d a e .

427 H e m i m e r i d a e . 374. 369 Gossypium. 290. 53. 426. 212. 316. 172 Gryllotalpa. 24 H e m i t h r i p o i d e a . 30 GUIMIARÃES. 239 Gongylus. 424 HENDRICKSON. 19 Halteriptera. 23. 187-188 Gryllodea. 446. 324 HARRISON. 112. 247 Halterata. 174. 181. 201 G a i a b e i r a . 449 GUÉRIN. 97. 301. 92 H e m i p t e r a . 27. 324 HEBARD. 216 HARE. 398 Hedychium coronarium. 402 GRASSÉ. 324. 171 GRYSE. 32 HATCHINGS. 427 cinctipennis. 369 Goniodes dissimilis. 387. 342 HALL. 368 meleagridis. 305 hamifer. 249 HENNEGUY. 46. 152. 256 Goniocotes bidentatus. 174-180 Grylloidea. 38 8 suis. 198. 29. 116. 27. 369 stylifer. 106 Gripopteryx. 28 HELDER. 249 eurysternus. 47. 388 asini. 388 Haematopinus. 428 Grilos.INDICE GOELDI. 433 C o m p h i d a e . 413. 368 hologaster. 276 HANCOCK. 175. 256 trachelophyllus. 89. 288. 201 GURNEY. 105 GROSS. 151. 3 6 9 gigas. 447 G y r o p i d a e . 176. ipomoeae. 81 HEGH. 372 H a e m a t o m y z i d a e .. 374. 447 priesneri. 428 haemorrhoidalis. 213. assimilis. 41. 18 GULATI. 369 compar. 447 459 Gynaikothrips eugeniae. 166-174 Gongylonema neoplasticum. 324 GRASSl. 363 Haematomyzus elephantis. 203 GREEN. 235. 215 Hemimerus. 51. 324 GRAY. 202 HATHAWAY. 134 HANDLIRSCH. 292. 175-177 G r y l l o t a l p o i d e a . 162. 114. 8. 241 HANDSCHIN. 195. 314. 256 gongylodes. 202 H e l i o t h r i p i n a e . 203. 239 pulchrum. 164. 276. 418. 374. 187 campodeiformis. 219 hexadactyla. 369 piageti. 195 Gryllus. 291. 234. 240. 175. 399 GROSSE. 366. 166 G r y l l o m o r p h i d a e . 184. 216 H e m i p h l e b i i d a e . 349 HAGMANN. 134. 402 HASSAL. 388 HAGEN. 166. 275. 196 GRABER. 368. 296 HASE. 16. 308. 183. 410. 385. 324. 114. 188 G r y l l o b l a t t i d a e . 176 G r y l l o t a l p i d a e . 424 Heliothrips apicalis. 444. 374 Gryllacridae. 187 G r y l l o b l a t o i d e a . 211. 92 GONÇALVES. 166-174 Gripopterygidae. 333 . 433 Gyropus ovalis. 164 Cryllidae. 35. 239 scutatum. 449 HEATH. 293. 104. 17 GRILLO. 312. 365 GOUDOT. 234 GUNTHER . 363 H a e m a t o p i n i d a e . 402 HARTMANN. 172 Grylloblatía. 443 423. 53 HANSEN. 118. 22. 312 Gressoria. 295. 324 HEIDER. 14 HELDMANN. 99. 364. 210. 22. 416. 27. 18. 215 H e m i m e r i n a . 96. 376 Gulaerostria. 19 Hamitermes. 17. 382. 388. 215 talpoides.

151 HOKE. 59 albivittata. 440 batatas. 17 HEYMONS. 315 ILLINGWORTH 247 IMMs. 64 Hexapoda. 325 Herpes blattae. 374 HERRICK. 428 femoralis. 29 HUMMEL. 428 HERMS. 311. 440. 225 HURST. 11 Homoptera. 365 Ishiana. 266. 450 Hormetiea laevigata.404 IHERING. 118 IWANOWA. 31 Hetaerina. 447 ingeris. 276. 34. 134 Hodotermitidae. 216 HEYWOOD. 95 JOHNSTON. 19 Ipomoea. 25 Hypercompsa fieberi. 32. 271. 427. 318 Hymenoptera. 428 striatus. 18 Heteropteryginae. 412. 311. 290 Holopothrips ananasi. 216 JUCCI. 324. 427. 51 Ideotípo. 407. 26 HUMBOLDT. 32 HOULBERT. 35 HOFFMAN. 200 Heteroptera. 434. H. 322 tenuis. 35 HORNER. 428 phaseoli. 26. 161 HODGE. 288 . 212. 275. 424 Heterothripoidea. 298 castaneus. 288. 443 Ischnocera.. 18. 75 Heteragrion aurantiaeum. 34 JANICKI. 290 rugosus. 298. 187 Isoptera. 19. 267 tectonae. 93 Insecta. 429 JETTMAR. 308 Heterothripidae. 293 INGENITSKY. 107 HOLMGREN. 450 JORDAN. 428 fasciatus. 238 Herpuna neptunus. 406 brasiliensis. 274. 424 Hevea. 27 HOWARD. 238 HORN. 198 Heterotermes. 288. 195 HERRICH. 107 KAHLE. K. 234 JOHANNSEN. 411. 402 HINDS. 329. 245 Hypogastruridae. 72. 402 JUNKER. 13 Homoeogamiinae. 47 Heterodoxus longitarsus.460 INSETOS DO BRASIL Heptagenioidea. 3 HUTCHINSON. 449 Hipermorfismo. 28. 402 HUXLEY. 269. 24. 268. 13 IGLESWORTI-I. 296 Japygidae. 222 Hymenolobium. 65 Heptapsogastridae. 427 ipomoeae. 18. 40. 14. 411. 33. 423 Heterothrips. 51 Itauba. 322 platycephalus. 23. 395. 161 Hipertelia. 21. 198. 312 Hexagenia. 427. 93. 372 Heteroneminae. 421 HOEPPLI. 35 Kalotermes. 94 HINDLE. 223. 20. 412. 440. 17 Insetos Classificação geral. 407 Holotípo. 325 Holomastigoides. 305. 263-327 Isotomidae. 449. 34 HOWLETT. 406. 298. 125 JACKSON. 276. 374 JORDAN. 312 flavicollis. 53 JAEGER.. 22. 57. 325 JUNCKE. 441. 243 Homonimia. 321. 427. 308. 21. 12 Homeotípo. 325 HOUARD. 428 cinctipennis. 367 Hercothrips. 202. 3 Jatropha curcas. 13. 291. 318 ITO. 26. 24 HOOD. 15-25 Chave de ordens.

347 L e p i d o p t e r a . 184. 262 KIRBY. 147. 63. 406. 62. 92 LIEBERMANN. 298. 33. 202 KEILLIN. 359. 114. 24 Lepisma saccharina. 213. 93 Libellaginae. 66 Leptoteleia. 416 LESPÈS. 182 L e g u m i n o s a e . 444. 391. 19 LAMEERE. 275. 450 LIMA. 322 Leuctridae. 33 KOFOID. 107 Lestes. perfidus. 375. 203. 93 Labidura riparia. 262 KINGSBURY. 228.INDICE K a l o t e r m i t i d a e . 325 LIMA. 388 pedalis. 216 KRAUSSE. 441 LINNÉ. 374. 81 "Lavandeira". 93 KERSHAW. 171 Leptothrips mali. 450 KERVILLE. 141. 211 L a b i d u r i n a e . 127 KUHL. 367 LAHILLE. 389. 295 KLAPALEK. 311. 118. 295. 71 Lectotípo. 325 KOCH. 393. 16. 43 Leptemis vesiculosa. 92 Libelluloidea. 249. 96. 119. 392. 388 setosus. 288. 211 Latindiinae. 311. 203. 106 322 Lasiodiplodia theobromae. 43 Lepismatoidea. 344. 150. 71. 295. 355 LANBOIS. 177 americana. 375. 14 Labiales. 33 KIRBY. 393 piliferus. 177 scapteriscica. 16. 184 Lepidillidae. 212 KIEFFER. 108 KLEIN. 266. 295. 4. 287. 380. 33 Leucophaea maderae. 345 461 Lepidocampa zeteki. 81 "Lavadeira". 96 KNOWER. 81 Lestidae. 388. 244 Leucotermes. 26. 71. 450 KLOTS. 210 L a b i d u r a l e s . 12 LEE. 211 L a e m o b o t h r i d a e . 394. 428 LEHMANN. 243 LATREILLE. 349 KAUP. 293 LEITÃO. 322. 20. 151. 211 Labicidea. 154 Lathyrus sativus. 134. 18. 287. 11. 321 KALSHOVEN. 115 "Lava-bunda". 288. 436 Laternaria. 422 . 388 Liothrips. 140. 183. 67. 42 L e p i s m a t i d a e . 202 LEIDY. 214. 202. 446 L a r a n j e i r a . 32. 427. 134 LIGHT. 402. 211 L a b i d u r o i d e a . 399 KENNEDY. 402 "Lingua de vaca". 229. 163. 88 L e p t o p e r l i d a e . 427 Larra. 202 LEW. 34 KLOCKE. 390. 288. 212 KUKENTHAL.. ROCHA. 106 L e p t o p h l e b i i d a e . Jr. 231. 195. 22. 28 KRAUSS. 90. 325. 29. 293 LESTAGE. 320. 402 LAING. 445. 93. 402 LANGERON. 10. 16. 181 KORSCHELT. 93 Libellulidae. 247 KOROTNEFF. 421. 29 KUENCKEL. 177 LEUZlNGER. 273. 104. 279. 107. 402 KELLOGG. 48 Lepidopsocidae. 390 Linognathus. 211 Labiidae. 428. 247 Lambentia. 247 KLINCKSIECK. 198. 320. 325 KOLBE. 325 KARNY. 211 L a b i d u r i d a e . 26 KONCEKS. COSTA. 118 LEGER. 209. 319.

255 MARLATT. 16. 18 Mecopodidae. 78. 321 MATHESON. 118 Mc MASTERS. 217. 53 LUCAS. 198 LONGFIELD. 369 Lipognatha. 244 M egaloprepus coerulatus. 200 Mc CLUNG. 247 MAIDL. 390 "Macacos". 18. 369 heterographus. 29. H. 128 migratoria. 77. 146 Mantis religiosa. 94 MAYET. 345 Listroscelidae. 428. 303. 345 Melanocentris. 244 regina. 450 MAC GILLIVRAY. 442 LUCAS. 71 M e g a l o p t e r a . 33 Mc CLURE. 146 dichotoma. 315 Megaloblatta. T. 21. 442 MANN. 369 polytrapezius. 162 brasiliensis. 318. 30 M a s s a r a n d u b a . 332 Lophomonas.. W. 96 LOPES. 23 Melleagris gallopavo. 301. . 304. 18 darwiniwnsis. 21. 261 Melanoplus spretus. M. 95 LOBO. 368. 369 variabilis. 33 MARTIN M. 317. 71 Meclicago sativa. 79. R. 90 lucretia. 369 gallipavonis. 26 MAY. 119. 128. 156 Macaca mulata. 423 M e l a n o t h r i p o i d e a . 267. 306 Mastigoceras camponoti. 95 M a c h i l i d a e . 151 Lonchoclinae. 429 Manihot. 117. 14 Mecaptera. 349 Lutosa. H. 375 M a n t i d a e . 406. J. 142 pardalina. 121 321 M a s t o t e r m i t i d a e . 369 MELNIKOW. 164 Mecopodinae. 14 MARTIN. 251-262 LUNDBLAD. Mecistogaster. 73. 18. 79. 93 M e g a t h r i p i n a e . 313. 239. W. 125. 369 caponis. 450 MENEVAL. 119 LUGGER. 351-378 MALOUEF. 349 Mc INDOO. 359. 27. 299. 315 Mangifera indica. 71 M e g a p o d a g r i i d a e . 40 M a c h i l o i d e a . 251. 260 M a n t o d e a . 140. 446 Megachile.. 165 L i s t r o s c e l i n a e . 361 . 295 LUBBOCK. 302. 96 MARTIUS. 238. 175-180 MAC GILL. 277. 145 Lecustoidea. 18 Meganeura monyi. 425 MELANDER. 375 MARTIN.. 433 M a n i ç o b a . 28 M a l l o p h a g a . 126. 264. 18 Lipoptera.. 43 Machilis. 141. 45. 43 MAGALHÃES. 422.. 94 M a n d i o c a . 151 LLOYD. 18. 320. 318 MASSART. 321 Locusta danica. 48 Mastotermes. 94 LUTAS. 114. 429 MARSCHALL. 13. 30 " L o u v a . 210 Mantoidea. 234 MARQUES. 32 MAXWELL-LEFORY. 423 MELIS. 276. 433 M a n g u e i r a .d e u s " . 421.462 INSETOS DO BRASIL Lipeurus baculus. 35. 18 Liposcelidae. 427. 146 MAZZA. 164 Mecoptera.. 111. 140. 429 M e l a n o t h r i p i d a e . 164 LIZER Y TRELLES.

344. 163 Microcerotermes. 312 MJOEBERG. 445. 32.. 53.. 291. C. 308 saltans. 108. 298. 276. 159 Necrosciinae. 388. 277. 356. 107 NEWPORT. 296 Microtermes. 247 MICKEL. 224 MUELLER. 25 NEWCOMER. 18. 245 biguttata. 95. 450 MUELLER. 234. 399 Mogoplistidae. 238. 397 MURPHY. 313 Myrmecophana fallax. 288 NATH. 94 M u q u i r a n a . 56. 349 Neanias brasiliensis. 302.. 430. 172 Nemoura. 369 pallidum. 369 MENEVILLE. 309 rippertii. 302. 269.. 13 METCALF. 34 MUELLER. 247 Monachoda. 59. 30 Menopon biseriatum. 304. 34. 159 M i m n e r m i n a e . 318 Mirotermes. 314 cyphergaster. 368 N e u r o p t e r a . 313 tridactyla. 113 Neotípo. 318 MUNCHBERG. 113. G. 172 NABOURS. 309 inquilinus. 266. 91. 375. 367 Menoponidae. 104 N e m o u r i d a e . 367 gallinae. 135 Nasutitermes. 273. 31. Neumannia pallidula. 422 Myopsocidae. G. 163. 406. 357. 60. 450 MUIR. 301 microsoma. 64. 358. 64. 326 MONTEIRO. W. 430 MORGAN. 176 Neoheegeria verbasei. 390. 160 M y r m e c o p h i l i d a e . 114 Mimetica. 182. 51 NEL. 198 NEEDHAM. 312 NEUMANN. 419. 114. 245 Mcnastria. 103 Nicotiana tabacum. 450 M u i r a q u a t i a r a . 172 MOHAN. 247 NOBREGA. 304. 264. 68 MORGAN. 301 bouvieri. 62. 76. 56. 68. 111. 213 MORGAN. F. M. 29 Meroncidius intermedius. 134 MOULTON. 359. 222. 365 MENOZZI. 403 MOREIRA. 68 MURRAY. 403 NEUMANN. 355. 309. K. H. 410 Netica.INDICE 463 Menacanthus giganteus. 239 Neotermes. 447 300. 298.. 164 Mimusops. 314 surinamensis. 289. 105. 158 MEUR. 425 MESNIL. 211 MONTALENTI. 16. 267. 347 Myrcia. J. 212 Nemobiidae. 247. 277 Microrhopalodina. 282. 288. 218. 315 struncki. A. 94 MUNSCHEID. 326 NIGAM. 108 Neelidae. 362. 292 MILLS. 247 NAVAS. 13 Moniliformis moniliformis. 347 Mesotermitidae. 301. 128. F. 303. D. 301. 299. 376: . A. 309 macrocephalus. 425 M e r o t h r i p o i d e a . 309 fur. 3 75 N e o l o b o p h o r i n a e . 300. 318 MIALL. 406. 94. 375. 197 M y c e r t o t h r i p i n a e .. 344. 446 Myrmecoblatta.. L. 312. 325 MONTE. 101. 310.. 56. 62. 424 M y m a r o t h r i p o i d e a . 17. 425 Merothrips. 60. 218. 96 Microcentrum. 213 MERIAN. 171 M e r o t h r i p i d a e . 367 latum. 277. 106 Neocurtilla. 372 MOOSER. 33 Mesopsocidae. 212 MORSE. 245 Myrmecophaga. 321 M e t a t í p o .

244 NOYES. 347. 20. 239 P a c h y m o r p h i n a e . 235. 239 Nymphaea. 386. 392. 18 Orphania denticauda. 244 Panesthia javanica. 388. 26. 445 PEREZ. 129 OHMACHI. 390 longiceps. 29. 343. 17 Parapsocida. 80 Obriminae. 105 Paragryllus martinii. 392. 230 monticollis. 344 Parasita. 50 Panchlora. 390 Pedicinus. 390 capitis. 94 Oxyhaloinae. 41 OUSTALET. 244 Nocticola. 233 bilobata. 198 Odonata. 252 OUDEMANS. 217. 86.464 INSETOS DO BRASIL Palma de Santa Rita. 344. 242. 238 PAWLOWSKY. 390. 21. 239 parvorum. 391. 161 PEREIRA. 340. 6 N o thoblatta. 200 Paragripopteryx. 17. 446 Panchaetothripinae. 78 Orthoptera. 17 Oligoneuridae. 28. 390 corporis. 403 Nyctiborinae. 140 Pentacentridae. 198 PACKARD. 383. 291 Oecanthidae. 25. 390 PEHANI. 380. 122 P e d i c i n i n a e . 115185 Orythica. 339 mjöbergi. 388 Pedieulinae. 168 Parahormetica. 243 Otocrania aurita. 28 PAINE. 440 P a n c h l o r i n a e . 175-180 Paradoxomorpha crassa. 390 cervicolis. 398. 64 PALISOT DE BEAUVOIS. 182 Palingenia. 189 Pelecanus fuscus. 6-14 Regras de. 12 Parisolabinae. 12 Paraneuroptera. 282 Perieominae. 396. 243. 199. 249 Onychiuridae. 184 Oligoneura. 403 PEACOCK. 22. 232. 397. 349 PEARSE. 65 Oligotomidae. 146 Orthemis. 231. 394. 235 P a n o r p a t a e . 16. 202 "Pão amarelo". 403 PEARMAN. 47 Oothecaria. 173 Pepsis. 63 Palingeniidae. 390 vestimenti. 71-97 Odontotermes. 390. 384. 32. 113 OLIVEIRA. 173 Oecanthus. 244 Nothoblattinae. 113 OSBORN. 72 ferruginea. 212 Orothripidae. 395. 318 "Paquinhas". 234 NOLAND. 381. 17. 375. 388. 389. 394. 31 Paulinia. 23. 420 Onychiurus fimetarius. 395. 24 PANTEL. 381. 145 N o m e n c l a t u r a zoologica. 244 prasina. 424. 233. 347 . 35. 211 PATTON. 40 PAILLOT. 359 PENNINGTON. 389. 224 Paralectotípo. 242. 375 PALADINO. 399 Oxymonas. 391. 296 Oxyspirura mansoni. 244 Nyctotherus. 349 Nomadacris septemfasciata. 18 Paratípo. 390 Pediculus. 18. 171 tenuis. 387 rhesi. 390 Pediculidae. 390 schäffi. 169 Oedipodinae. 380. 211 P e r i e n t o m i d a e . 387. 29. 390 humanus. 202 Opisthocosminae. 326 NUTTALL. 402.

242. 261 Podium haematogastrum. 200 PHILIPTSCHENKO. 390 pubis. 409 PERROT. 241 P e r i s p h a e r i n a e . 451 POSPELOV. 375 Persea gratíssima. 376 P e t a l u r i d a e . 50 Polybia. 232. 17 196 P h i b a l o s o m i n a e . 428. 400 P o l y t o r i d a e . 151 Phasmatinae. 194. 235. 223. 396 Plectoptera. 198 PIAGET. 200 P h y l l i i n a e . 403 Piolhos. 347 Phyllium. 392. 101 Plectoptera. 390. 65 240. 315. 65 PRIESNER. 240. 101 Phylliidae. 99-108 Perlidae. 321 PORTER. P o d o s c i r t i d a e . Phlebonotus palens. 198 P h a s m i d a . 238. 163 Physapoda. 18 Phthirius. 300. 245 australasiae. 446 Porotermes. 446 Phasgonuroidea. 446. 135. 447. 376. 223. 240 americana. PIZZA. 415. 326 PICKLES. 18. 92 Petasodes. 229. 225. 224 Phytophthora faberi.. 245 dominicana. 200 P h a s m i n a e . 233. 450 P h a l a n g o p s i t i d a e . 184 PIERANTONI. 218. 390 inguinalis. 195. 436 PETERS. 198 Phasmatodea.INDICE 465 Periplaneta. 18 Physapodes. 241 Phibalosoma phyllinum. 25. 433 PERTY. 33. 17. 244. 240. 202. 247 Plecoptera. 53 Philopteridae. 234. 231. 189-204 P h a s m i d a e . 174 P o d u r i d a e . 21. 451 P r i o r i d a d e . 50 P o d u r o m o r p h a . 379-384. 221. 190. 108. 189 Phaseolus. 17. Jr. 396. 106 Perloptera. 189 Phorospidinae. 198. 232 Polyplax spinulosa. 425. 198. 218. 274. 243 Perlaria. 414. 17. 376 PETERSON. 200. 68. 195 Phyllodromia. 446 Phryganoidea. 245 brunnea. 376. 202 P i n h ã o do P a r a g u í . 189. 64. 31. 17 Peroba. 204. 198 Prisopinae. 12 P e r l a r i a e . 429 PINTO. 359. 244 convexa. 198 picta. 244 PhrasterotKrips conducens. 198 Phasmodea. 244 P h l o e o t h r i p i d a e . 233 Phyllodrominae. 225. 406. 229. 93 Phobaeticus kirbyi. 198 P h y l l i p s o c i d a e . 318 Phorticolea. 22. 32. 244. 403 PLATEAU. 425 Phloeothripoidea. 344. 34. 390 Phthirus. 17. 233. 230. 23. 173 P h a n e r o p t e r i n a e . 247. 261 cyaneum. 399 PICKEL. 367 Pharnacia serratipes. 160 P h a s m o d i d a e . 191 bioculatum. 395 PZÉRON. 388. 164 Phasmoidea. 359. 382. 21. 218. 242 Phoraspis. 164 P h a s m a t o i d e a . 106 P e r l o d i d a e . 244 P e r i p l a n e t i n a e . 10 P r i s o m e r i n a e . 224. 425. 18 Phthiraptera. 117. 221. 224. 234 scutellaris. 247. 244 Phylloptera. 198. 226. 30 PESSÔA. 198. 445. 399 PIERCE. 17. 126 P o t a m a n t i d a e . 446 P h l o e o t h r i p i n a e . 314 P o l y m i t a r c i d a e . 384. 244 . 219 Podagrion. 68 PICTET. 17 Phasmodes.

287 lucifugus. 425 Pygothrips. 272 latilabrum. 19 Rhipipteryx. 298. 239 PROWAZEK. 376 Reticulitermes. 247 REAUMUR. 198. 196. 164 Pseudorhynchota. 211 Pygidicranoidea. 340. 213. 68. 244 P s e u d o p h a s m i n a e . 43 199 Pycnoscelus surinamensis. 18 Psocus. 164 Rhinotermes. 276 Retithrips. 317 Rhaphidides. 184. 343 microps. 267.466 INSETOS DO BRASIL Prisopus. 200 Pseudophyllidae. 56 Pseudolcyphides tithonus. 388. 260. 90 Pterochroza. 195. 178. 18 R h a p h i d o p h o r i d a e . 244 Projapyx stylifer. 105 Rhabdblatta yersiniana. 17 PUTTEMANS. 198. 195. 129. 398 RIDGWAY. 357. 159 Pteronarcidae. 197 ohrtmanni. 344. 296 Progomphus. 17. 130 Prosopistoma. 184. 299 flavipes. 191 flabelliformis. 93 P y g i d i c r a n i n a e . 321 Rhipiptera. 451 Pycnoblattina. 430 Pseudocloeon binoeularis. spiniceps. 179. 325 RAU. 446. 61 Prosopistomatidae. 250 RICH. 84 Projapygidae. 4 RADULESCO. 430 aegyptiacus. 425 P y r a g r i n a e . 429. 279 Rhinotermitidae. 198. 339. Pygidicrana v-nigrum. 211 Pyrgomorphinae. 321 Protoneuridae. 93 Psidium guajava. 451 REIS. 224. 224. 337. 18 Pseudophoraspis nebulosa. 444 RABAUD. 195 Proboscidiella. 398 quintana. 189. 199 Pseudomopinae. 135. 363 Rhynchota. 433 Psocidae. 356. 242. 451 RAMBUR. 366 Pycnopalpa bicordata. 292 Protermitidae. 18 RIBAGA. 106 Pteronarcys regalis. 203 REH. 239. 262 REIJNE. 345 Psychidae. 96 RANDALL. 244 Pterobosca macfiei. 194. 194. 41 Protospirura columbiana. 19 Pterygota. 66 Protermes. 313. 165 Pseudophyllinae. 355. 341 Psoquillidae. 262 Raça. 119. 232 Pseudosira eidmanni. 338. 160 Rickettsia prowazeki. 272. 388 Psallidinae. 211 Proscopiidae. 249. 84 REDTENBACHER. 206 238. 235. 248. 94 Ricinidae. 348 Psocinella. 211 P y g i r h y n c h i n a e . 180 marginata. 211 Pygidicranidae. 213. 211 Pygidicraniales. 129 Pyrus communis. 165 R h a p h i d o p h o r i n a e . 234. 34 . 312. 341 Psoquilla. 200 Pygothripidae. 222. 338. 20 Rhabdiopteryx pacifica. 180 R h y n c h o p h t h i r i n a . 311. 406. 349 RIBEIRO. 358. 294 hesperus. 48 P s e u d o s t i g m a t i d a e . 103 Pterygogenea. 341 Psocoptera. 31 REHN. 344.

441 manihoti. 262 SMEATHMAN. K. 13. 14 SCHULZE. 203 Sinonimia. 12. 114 Ris.. 426. 312 Serritermes. 433 SELYS-LONGCHAMPS. 114. 136-151 Sehizodactylus monstruosus. 160 Scapteriscus. 320. 51 SMITH. 188. 163 SEABRA. 118 SALT. 323. 404 SILVA. 441 Serieothrips portoricensis. 14 SHIPLEY. 288. 35 SCHIOEDTE. 250. E. 311. 250. 279. 30 SAMAL. 149 SAUPE. 34. 49. 135. 413 SCOTT. 321 SERVILLE. 287. E. 374 SNYDER. 135. 433. 262 SAYCE. 451 Selenothrips rubroeinctus. 43. 112. 287. 248 ROTH. 175. 277.. 314. 128. 404 SIKORA. 316. 315.. 160 nitida.INDICE 467 RIES. 451 Saccharum of]icinarum. 279. 185. 451 SHARP. 26 SCHULZE. 333. 349. 322. F.194. 274. 204. 326 S m i n t h u r i d a e . 95 RUSSEL. 177 oxydactyIus. 18 SJOESTEDT. 228 SANDERS. 324 SANFORD. 424. 225. 94 RONNA. 76. 435. 331.. J. 153 SCHMIDT. 429.. 314 SILVESTRI. 288. 17. V. 16. 403 SEKIMURA. 430. 326 . 16. 31 ROTH. 14 SCHENKLING. 433 Ross. 441 Seringueira. 118. 34 ROUSSEAU. 248 Sarcophaga. 115 SALVIN. 410 SIKES. 269. 147 paranensis. 176. 332. 418. 406 Silvia itauba. 355. 250 SHELFORD. 198. 300. . 232. 305. 235 SANDIAS. 360. 105 Roseira. 305. 22 Siphunculata. 94 SCHMIDT. 184. 248 SAUSSURE. 94 SCHWABE. 35 SNIPES. 243 SNODGRASS. 322. 29 SHULL. 402. 32 RIMSKY-KORSAKOVv'. 326 Schistocerca. 28. 176 tenuis. 97 S e r i c o t h r i p i n a e . 433 Rosaceae. L. a SCHENK. 200. 284. 120. 406. 162. 446 SAEZ. 429. 35. 241. 451 SINETY. 182 Scaphura nigra. 326 Saltatoria. 307. C. 376. 41. 203 SCHOEBOTHOM. 108 SAMBON. F.. 248. 312. 194 SEGUY. R. 445 Rosa. 430. 27 SHERBORN. 326. 315. 202 ROUDABUSH. 107 SCHOENICHEN. 248 SCUDDER. 123. 49. 31. 32. 202. 67 S i p h o n a p t e r a . 424. 133. 26 SHELFORD. 182 Scirtothrips batatae. 318 SIMPSON. 202 SCHMUTZ. 12 S i p h l o n u r i d a e . 16. 232. 451 SCHNEIDER. 451 RUSSO. 118. 441 Scolothrips sexmaculatus. 28 SCHROEDER. 436. 147 gregaria. 336. 12. E. 147 cancellata. 376. 19. 111. P. 176 SCHAEFFER. 276. 14 Scudderia. 34 SNADECOR.. 119 SHARGA. 53. 400 RILEY. 125 americana. 177 tetradactylus. 96 ROGOSINA. 269. 277. H. 176 didactylus. 290. 430. 53 SCHOENEMUND. 128 pallens. 193.

11 Taxionomia. 164 STERNBERG. 426 Termes. 24. 211 Sphaerotermes. 428 Solenopsis geminata. 239 SPIX. 430 Sub-especie. 285. 116. 129 TetrophthaImus bursaepelecanae. 268. 92 Talinum patens. 240 Tetrastichus. 204. 248 STRINDBERG. 292 Terminalia catappa. 155 TASCHENBERG. 135. 377 THOMSON. 252. 445 simplex. 290 Spirura gastrophila. 111. 135 Syntermes. 1 Teratembia. 274. 446 puttemansi. 152-165 THEOBALD. 33 SWEZY. 229. 31 S p a r a t t i n a e . 119 Stomatothrips. 240 periplanetae. 435 T h e r a m i n a e . 151-185 Tettigonioidea. 39 Spondias. 20. 424 Thrips. 430 brevipalpis. 151. 250. 23 Strongylopsalidinae. 165 S t e n o p e l m a t i n a e . 433 Termitas. 129 Tettigoniidae. 262 STEIN. 251. 234 SPIETH. 348 Thysanoptera. 327 Strepsiptera. 403 Steirodon. 384. 211 STUART. 429. 405-452 minuta. 308 Taeniopterygidae. 203 STAL. 417. 106 Taeniopteryx. 439. 174 Stenopelmatidae. 439. 275. 440. 429. 440. 99 Taeniothrips gladioli. 376. 358. 62. 419 australasiae. 420 STREBEL. 430 bondari. 359 Theobroma cacao. 68 STILES. 349 SORAUER. 211 Sporotrichum. 18 Soja. 18. 427 Thripinae. 198 Thermobia domestica. 419. 441 Tamandua tetradactyla. 94 Thripidae. 4 Suctoria. 446 TAKAHASHI. 313 Tanusia. 311 Spirotrichonympha. 292 Sphecophila polybiarum. 280 Spirachtha eurymedusa. 225. 19 SWEETMAN. 248 T a u t o n o m i a . 240 Tetrigidae. 446 inconsequens.468 INSETOS DO BRASIL Snyderella. 265. 424. 440. 439. 292 Synlestidae. 376 STOLL. 41 SOLOWIOW. 327. 309 dirus. 20. 289. 376 Stylothrips. 446 Thyrsophoridae. 284. 164 Tettigoniodea. 163 Stenogryllidae. 419 Stagmatoptera. 119. 433 Spongiphorinae. 239 sanguinolenta. 291 minutus. 53 STRELNIKOW. 340. 68 Spiniger steini. 446 tabaci. 440. 314 Spinitermes brevieornis. 32 STOBE. 359 Tettigidae. 424. 42 THOMPSON. 296 Socialia. 263-327 Tetrastichodes floridanus. 50 Synacanthotermes. 240 hagenowi. 399 TAUBER. 159 signata. 285 chaquimayensis. 19. 405-452 . 257 precaria. 35. 113 T e r e b r a n t i a . 261 STAHN. 344. 295 Symphypleona. 444 Thripoidea.

341 termitorum. 317. 341. 341 Vulturops. 173 Trigonopsis. 327 WHEDON. 248. 372. 275 Trichophilopteridae. 248 Tomoceridae. 378. 292 Voucapoua. 27. 185 VINAL.INDICE 469 T h y s a n u r a . 31. 12 Tirita virescens. 399 Trichodectes bovis. 150. 314 TODA. 51 Topotípo. 136. 451 VALETTE. 372 scalaris. 87. 354. 372 evis. 26. F. E. 129 Tubulifera. 126. 332. 12. 419 Troctes divinatorius. 25 Trichothrips americanus. 365 Trimera. 424. 28. 151 Variedade. 135 TILLYARD. 145. 91. 429. 318 UCHIDA. 425 UVAROV. 35 Treponema. 420. 241 Trimenopon jenningsi. 314 kohli. 202 WlGGLESWORTH. 32 WALKER. 178-180 Tridactylus. 377 ULMER. 142. 372 latus. 452 WEBER. 416 Tridactylidae. 404 Volcaria. 178.. 160. 133 grandis. 95 WESTWOOD. 344. 314 Trigonidiidae. 94. 34 VARELLA. 28. 345 Trogium pulsatorium. 108 WALLENGREN. 4 VELANDO. 351. 341 WALCOTT. 179. 113. 227. 291. 316. americana. 314 latitarsis. 114 VICHET. 64. 372 Trimenoponidae. 75. 383. 404 WERNECK. 340. 178. 314 fuscipennis. 125. 18. 79. 28. 344. 203 UZEL. 347 Troctidae. 127. 129 Trypanosoma lewisi. 118. 433 VOGEL. 68 TREHERNE. 433 VIGNON. 133 dux. 188 WALKER. 108. 406. 367 Trichoptera. 201 Videira. 107. 13 TORRE-BUENO. 446 Typophyllum. 452 TOWNSEND. 369 sphaerocephalus. 37-43 TIETZ. 371. 174. 372 cordiceps. 327. 451 WARREN. 345 Triphleps. 197. 180 politus.. 147. 378 . 404 WERNER. 367 Trichomonas muris. 140. 372 Trichodectidae. 425 Urothripoidea. 388 Tryxalinae. 313. 419 Tripoctenus. 345 Trogiidae. 354 equi. 416. 80. 14 WATSON. 204. 133 Truxalinae. 159 Ubatan. 295 termopsidis. 349. 371 subrostratus. 128. 349 TRAVER. 58. 35 TORREND. 343 floridensis. 332 WlESMANN. 236. 262 WEYER. 401 VERHOEFF. 340 Tropidacris. 95 WHEELER. 318 Vulturopinae. 369. 179 Trigona. 371 parumpillosus. 314. 105. 363. 262 WESENBERG-LUND. 377. 370 canis. 343 Típos. 361. 149 WARDLE. M. 68 Urothripidae. recurrentis. 136. 327 WATERHOUSE. 53. 449 TRELEASE. 327 WASMANN. 32. 95 WALTON. 136 Vitis. 17. 295 Trichonympha.

. 378 WILSON. 30 Xiphididae. 366. 292 YEAGER. 118 YULE. 388. 248. 250. M.21. 68 YUASA. 359. 251 lobipes.. 276. . 185 ZIMMERMANN. 294 nevadensis. 95 WOLFF. 241. 177. 403 Zoolea. 92 FIM DO 1° TOMO . 414. 165 Xylaria. 18. 136 WU. F. 273. 91. 430. 61. 95 ZEHNTNER. 330.. 368. 275 Zoraptera. C. 16. 452 ZEUNER. 321 angusticollis. 182. F. 29 WOLF.. 332 hubardi.. 331 ZUNKER.470 INSETOS DO BRASIL WILLE. H. 274.. 236. 29 WOODRUFF. 452 WILLIAMS. 378 Zygoptera. 329-333 Zorotypidae. 248 WILLIAMS. 107 WUNDRIG. 35 ZACHER. 256. X. 25. 378 WYTSMAN. 240. 213 ZAWARZIN. 68 ZINSSEN. 261 Zootermopsis. 239. 332 Zorotypus. 234. B. 237. H. 119. H. 19 WILSON. 307 WILLIAMSON. F. 249 YIN-CHI Hsu. 180.

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