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Micropigmentao:

Colorimetria Aplicada a Pigmentos

Para que a tcnica de micropigmentao seja bem aplicada de extrema importncia o conhecimento da cor e sua utilizao a cada tipo de pele, o que iremos estudar a seguir a teoria da cor e suas aplicaes nos variados tons de peles. A cor um dos elementos mais importantes da imagem. Na micropigmentao trabalhamos principalmente com a imagem facial, portanto essencial saber como a cor funciona e como us-la para conseguir seus diversos efeitos. preciso lembrar que a pele j pigmentada pela melanina, ento necessrio saber como as cores do pigmento reagem com a cor da pele, e como isto ser transmitido.

Primeiramente iremos a um estudo bsico da cor e como ela percebida, sua teoria e reao dos pigmentos.

Luz e cor
A luz branca composta por ondas que vibram em diversas freqncias. Cada freqncia corresponde a uma das cores do arco-ris, que obtido atravs de um clculo de diviso entre a velocidade da luz pelo comprimento dela. O olho humano consegue apenas visualizar um pequeno aspectro de cor que vai do violeta, passando pelo verde at o vermelho.

A ausncia de luz o preto, portanto no vemos cor e sim a sensao de cor registrada pelo nosso crebro.

Percepo de cor
Quando uma luz incide sobre um objeto, o ilumina resultando em sua visualizao, somente as ondas que correspondem a cor do objeto so refletidas. As outras so absorvidas numa reao qumica. Segundo a teoria tricromtica o olho humano capta as ondas de luz vermelha, laranja, amarela, verde, azul e violeta em trs categorias de fibrilas nervosas na retina do olho. A 1 fibrila capta a luz vermelha, a 2 fibrila capta a luz verde e a 3 fibrila capta a luz violeta. A luz refletida estimula as fibrilas de maneira que temos a sensao de cor do objeto.

Cor energia e cor pigmento


de importncia saber diferenciar cor de pigmento. Cor energia so as cores obtidas pelo padro RGB (red-green-blue - vermelho-verde azul), pois no h pigmento nem matria, j pigmento o material qumico que tinge uma superfcie.

Mistura de pigmentos
Segundo a teoria das cores, quando misturamos as cores primrias, novas cores so obtidas. Porm convm lembrar que o resultado da mistura, ir depender da qualidade do pigmento, do material qumico utilizado (pureza da cor) e do processo de aplicao. Quando um desses fatores interfere na mistura, o resultado da cor comprometido.

Classificao dos pigmentos


Os pigmentos so classificados em: 1- Acromticos: branco, preto e cinza - no contm cor. 2- Cromticos: contm cor e so classificados em trs categorias: a) Primrios: so os pigmentos puros, todas as outras cores so obtidas atravs de sua mistura. As cores primrias so azul amarelo vermelho, para se obter a cor preta, necessrio que se misturem as trs cores, assim originando um preto cromtico. b) Secundrios: a mistura de dois pigmentos primrios puros ( saturados) Amarelo + vermelho = laranja. Vermelho + azul = roxo. Azul + amarelo = verde.

Cor complementar
Na cor o todo compreendido pelas cores primrias. O complemento aquele que falta para completar o todo. Como duas cores primrias formam uma secundria, ento a cor complemento a cor primria ausente na mistura. c) Tercirias: so obtidas pela mistura de pigmentos das cores complementares ou dois pigmentos secundrios.

Marrons
Para a micropigmentao as marrons so as mais utilizadas, uma vez que todo tom de pele marrom. H uma variedade de marrons que vai dos tons quentes ou frios e claros e escuros. O bege uma variao de marrom que obtido pela mistura de amarelo, roxo e branco, considerado um pigmento frio.

Contrastes de tons intensidade


Tons claros contrastam com tons escuros e vice-versa. So eles: Tons claros: amarelo, laranja e verde-amarelado. Tons escuros: vermelho, roxo, azul e verde.

Contrastes de temperatura
As cores nos passam sensaes de frio e quente, por isso a classificamos assim: Cores quentes: amarelo, vermelho e laranja. Cores frias: azul, verde e roxo. Conclumos que uma imagem ser quente ou fria de acordo com a cor primria ou secundria predominante.

Tipos cromticos
Para a micropigmentao a temperatura das cores fundamental, pois o tom de pele tambm classificado de acordo com a temperatura das cores de sua tez, dos cabelos e dos olhos. A pele tem uma tonalidade de base, que azulada (fria) ou dourada (quente), e uma intensidade que vai do claro ao escuro. As cores frias so azuladas que harmonizam com o vermelho. As cores quentes so douradas que harmonizam com o laranja. A partir dos tipos cromticos, a classificao das cores da pele, cabelos e olhos foram divididos por estaes: primavera, vero, outono e inverno. Esta classificao aplicada para peles claras, as peles negras, por serem de maior diversidade de tons

recebem outra classificao: nilo, blues e saara para as frias e calipso, jazz e spike para as quentes. Convm lembrar que para o Brasil, estas classificaes podem sofrer variaes, devido a mistura racial existente no pas.

Classificao dos tipos cromticos e as cores de pigmentos utilizadas:


1- Peles claras: Primavera: esta categoria pertence as cores quentes, e a tonalidade bsica um dourado-amarelado. Esta uma caracterstica de ingleses, franceses, italianos e portugueses. O pigmento castanho claro ideal para sobrancelhas, castanho escuro para os olhos (devido a alta concentrao de azul no pigmento preto, ele no indicado para peles muito claras) e vermelho-alaranjado para os lbios. Outono: este tipo de pele tambm quente, com predominncia do vermelho. O irlands ruivo tem esta caracterstica. O pigmento avel com castanho claro para sobrancelhas, castanho escuro para os olhos e vermelho-alaranjado para os lbios. Vero: as cores deste tipo so frias, caracterizadas pelo rosa, so pessoas muito loiras dos pases nrdicos e Europa. O pigmento castanho claro indicado para sobrancelhas, castanho escuro para os olhos e vermelho e natural para os lbios. Inverno: as cores deste tipo so frias das categorias doa azuladas, so os orientais e rabes. O pigmento castanho mdio para sobrancelhas, preto para os olhos e cermica para os lbios.

2- Peles negras:

As peles negras so de uma variedade muito grande. Vo desde as mais claras, que so acinzentadas, passando por claras amareladas, mais escuras avermelhadas, at o muito escuro, que azulado. Portanto, tambm so classificados em tipos frios e quentes. Nilo: Este tipo de pele clara amarelada e fria. O pigmento castanho mdio para sobrancelhas, preto para os olhos e cermica para os lbios. Blues: Este tipo de pele acinzentado, o mais escuro das peles negras, tambm classificada como fria. O pigmento castanho avermelhado + castanho escuro para sobrancelhas, azul reflexo para os olhos (pelo seu brilho) e magenta ou violeta para os lbios. Saara: tipo de pele clara e amarelada, e quente . O pigmento castanho mdio para sobrancelhas, preto para os olhos e vermelho-rubi ou cermica para os lbios. Calipso: uma pele de tom mdio, com caractersticas quentes e frias, por isso combina com quase todas as cores. Devido a presena do amarelado o ideal o pigmento castanho mdio para sobrancelhas, preto para os olhos e tons marrons a vermelhos para os lbios. Jazz: Este um tipo de pele escura do tipo fria, porm no tanto quanto a do tipo blues. O pigmento castanho avermelhado para sobrancelhas, preto para os olhos e bord para os lbios. Spike: trata-se de uma pele de tom mdio, mas quente e avermelhada. No Brasil chamamos de jambo. O pigmento castanho mdio + castanho avermelhado para sobrancelhas, preto para os olhos e bord para os lbios. Para se descobrir o tom de pele, alm da prtica de trabalho de aplicao de pigmentos, uma regra nos auxilia: Peles frias combinam com o branco, enquanto peles quentes combinam com o bege.

Abaixo segue uma tabela de cores de pigmentos utilizados para micropigmentao, e sua combinao com as peles quentes e frias. Cores para pele quente: castanho-escuro castanho-mdio castanho-claro vermelho vermelho-rubi natural bege amarelo verde oliva azul prpura Cores para pele fria: castanho avermelhado avel bord cermica natural branco verde azul azul reflexo Cores utilizadas para pele negra: sobrancelhas e pele: castanho avermelhado + castanho escuro se necessrio escurecer olhos: azul reflexo, pois contm mais brilho e ressalta sobre o azul da melanina. lbios: tons arroxeados magenta, violeta e bord. bom lembrar que esta tabela so as cores indicadas para as peles frias e quentes, e nem sempre classificamos o tom corretamente, devido a mistura racial presente em nosso pas, algumas vezes nossos olhos no conseguem enxergar a melanina predominante. Conhecer a classificao dos tipos cromticos nos auxilia muito na escolha do pigmento a ser aplicado, assim como lembrar que a melanina que da cor a pele, olhos e cabelos tambm tem predominncia das cores primrias e secundrias, ficando mais fcil de ser reconhecer seu tipo cromtico. Em um prximo encontro iremos explicar o que resulta quando colocamos pigmentos inadequados na pele e como podemos corrigir. 8

DESIGN DE SOBRANCELHAS
A sobrancelha uma pequena poro de plos que protege os olhos de alguns mamferos, localizando-se logo acima da celha, de onde vem seu nome (sobre a celha). A sobrancelha um dos itens mais importantes da beleza, pois considerada a moldura do rosto. Ao contrrio do que muitas pessoas pensam, uma vez retirados, os plos voltam a crescer. A modelagem da sobrancelha no um trabalho simples que deve ser feito de maneira adequada e segura. Uma sobrancelha bem feita deve ser retirada de 15 em 15 dias, no necessrio mais que isso. O design de sobrancelhas deve traar um modelo adequado para cada tipo de rosto, embora siga as medidas e o modelo ideal exato para cada rosto, o profissional deve sempre respeitar a vontade da cliente. Muitas pessoas consideram as sobrancelhas apenas um detalhe mas, no conjunto fazem uma boa diferena. Elas equilibram as linhas do rosto e qualquer mudana nesta regio altera a expresso. Se no forem bem cuidadas e o excesso de plos no for retirado, o rosto fica com o aspecto pesado. Uma pessoa pode ter um ar agressivo, triste, arrogante, entediado ou envelhecido por um desenho de sobrancelha imprprio ao seu rosto. Para tirar a sobrancelha no existe segredo e sim tcnica. Precisa ter noo de proporo do rosto, habilidade com a pina e saber o que o rosto esta precisando: Grossas, curvadas, fininhas. O que importa que as sobrancelhas so a moldura dos olhos e devem, por este motivo, realar e enobrecer o olhar e nunca o contrrio. incrvel como uma sobrancelha bem delineada faz a diferena. Alm de dar um aspecto mais clean aparncia, sobrancelhas com tracejado bem feito so fundamentais para o bom resultado de uma maquilagem. E se voc no foi abenoada como a atriz charmosa, Malu Mader, referncia nacional quando o assunto sobrancelha, a soluo recorrer a um profissional, pois somente um profissional pode garantir que seu olhar fique to bonito quanto o da atriz em referncia. A moda agora sobrancelha mais grossa e dando movimento. Alm de dar um aspecto mais bonito aparncia, sobrancelhas com tracejado bem feito e natural so fundamentais para valorizar os traos da pessoa e do olhar. As sobrancelhas durante as dcadas j foram finas, grossas, mais ou menos arqueadas, so vrios os modelos e possibilidades de desenhos de sobrancelha. Mas isso no quer dizer que voc poder escolher livremente um desenho ou mais ainda ficar mudando de uma para outro: Depender do que a natureza te ofereceu de antemo, ou seja seu modelo de rosto.

Apesar de parecer uma tarefa fcil, um erro na hora de tirar os plos dessa regio pode causar um estrago. O resultado ser uma aparncia pssima. Alm disso, os plos demoram muito para crescer. Pode levar at um ano para as sobrancelhas voltarem ao normal. Seguem abaixo algumas tcnicas para definir as sobrancelhas: Para definir o desenho da sobrancelha, a profissional utiliza os parmetros do visagismo (da palavra visage, rosto em francs), arte de embelezar ou transformar o rosto, estudando o formato dele. De acordo com esse ponto de vista, no existe um padro de beleza, e sim padres de esttica e harmonia.

A figura ao lado mostra os pontos chaves de uma sobrancelha: Os pontos A e C so chamados de limites externos; O ponto B chamado ponto alto.

Como achar estes pontos: Com um lpis voc traa a linha vertical saindo do canto do nariz, seguindo reto para cima, para o canto interno do rosto, voc acaba de achar o ponto A. Os plos que estiverem antes do ponto A devem ser retirados.

Ponto A

IMPORTANTE Voc tem que encostar o lpis reto, empurrando a sua narina, para que fique reto.

Com o lpis faa a mesma coisa, mas agora saindo do canto da narina, passando pelo canto externo do olho at a sobrancelha (ponto C) que ser o final da sobrancelha. Os pelos que estiverem depois deste ponto C devem ser retirados.

Ponto C O ponto alto B, o mais importante, vai do canto da narina e passa pelo meio da pupila, onde chega ao foco mais alto dela. Este ponto dar a expresso maior dos olhos, e deve estar acompanhando o resto da sobrancelha, porm evidenciado.

Ponto B Caso retire plos que estiverem dentro dos pontos A e C a sobrancelha ficar curta deixando uma expresso estranha como se fosse de uma boneca de plstico... Ruim, no ? Se depois do ponto C existir plos os olhos parecero mais cados, entretanto rostos redondos tero mais harmonia. Tudo depende do tipo de rosto. De frente ao espelho note que os pelos esto alinhados por fileiras, penteie sua sobrancelha toda para cima e veja de perto que quando voc depila deve tirar uma careira de cada vez, se retirar plos de fileiras diferentes, ou seja, se no seguir uma linearidade, a sobrancelha formar buracos. Um erro comum no ponto alto. As pessoas retiram mais plos nessa rea que nas demais tentando levant-las, mas isso s vai dar um efeito de sobrancelha torta. Deve-se retirar a fileira que acompanha esse plo.

Comece sempre pelo canto interno, onde h maior concentrao de plos. O formato vai aparecendo sozinho. Interessante reparar bem nesses pontos para maquilagem tambm. Abaixo da sobrancelha sempre ter uma cor clara para que ela levante, iluminando o olhar, caso prefira o efeito contrario use tons escuros.

O USO DO PAQUIMETRO

Passo 1: Limpe a pele com adstringente para retirar a oleosidade da pele. Ento, utilize o paqumetro e um lpis de maquilagem para fazer as marcaes. Passe o lpis no paqumetro, para que as marcaes possam ser feitas somente com o encostar do equipamento na pele. Ache o terceiro olho (parte central do rosto). Desse ponto, mea 1,5 cm para cada lado, dessa forma possvel marcar o ponto inicial das sobrancelhas.

Passo 2: Posicione o paqumetro no incio da sobrancelha e mea 5 cm. Repita o mesmo procedimento do outro lado. Se o rosto for quadrado (veremos formatos de rostos mais adiante), aumente essas medidas em 0,5 cm.

Passo 3: No ponto central, coloque o paqumetro e marque onde comea a curvatura. Para marcar a espessura das sobrancelhas, atente-se para o fato: se os olhos estiverem abertos a medida ser de 2 cm; Fechados de 2,5 cm.

Passo 4: Utilize o pente para colocar os fios para fora das marcaes. Utilize a pina para retirar o excesso de fios.

Passo 5: Passe um lpis branco para definir melhor a forma e apare os plos mais longos com a tesoura. Passo 6: Utilize um lpis universal que vale para todos os tons de pele para definir o formato das sobrancelhas, penteando os fios no sentido do plo. Para iluminar o olhar, passe lpis branco embaixo e esfume, fazer desaparecer ou esvair.

OUTRAS TCNICAS

CERA Tambm muito comum a retirada, da sobrancelha, com cera. Mas, apenas, um erro pode comprometer todo o trabalho. Designer de sobrancelhas e maquiladores, afirmam que atendem sempre vontade das clientes. A escolha bastante pessoal porque algumas mulheres tm muita sensibilidade. A cera di menos e retira tudo de uma vez, por outro lado, um errinho fatal. Prefira usar a cera apenas para os plos mais finos e distantes da linha da sobrancelha. De qualquer maneira, impossvel dispensar a pina para retoques. Alguns profissionais afirmam que a depilao com cera pode causar flacidez na plpebra.

O Fio egpcio - a tcnica iraquiana milenar e promete maravilhas, especialmente no que diz respeito ao rosto. A depiladora trana os fios nos plos que, com movimentos rpidos, so arrancados pela raiz. A tcnica no quebra os plos e que por isso eles no engrossam. Desvantagem: se voc parar de fazer como se nunca tivesse retirado um fio sequer A dor, segundo os profissionais depende da sensibilidade de cada cliente. No h muitos profissionais que utilizam essa tcnica para sobrancelhas por isso no uma tcnica com custo acessvel.

Depilao a laser - O mtodo no dos mais baratos, mas est entre os mais eficazes. De acordo com os dermatologistas, por definio os plos no voltam mais com o mtodo. No entanto, o resultado depender do aparelho. A depilao a laser ideal para um trabalho mais perifrico porque a ponteira do laser no pequena suficiente para garantir total preciso. um procedimento delicado porque fcil pegar reas que no deveriam ser depiladas. Os dermatologistas revelam que o procedimento di um pouco e d a sensao de queimadura. ideal para plos escuros e pele clara, visto que o laser vai buscar as razes justamente pela cor. preciso usar culos de proteo durante o procedimento e tomar cuidado com o sol, mesmo antes do tratamento. Em geral, so necessrias entre quatro e seis sesses.

Implante de fios - Ideal para sobrancelhas com plos escassos. Sob anestesia, retira-se uma faixa mnima de couro cabeludo prxima das orelhas (os cabelos desta regio so mais finos) e implantam-se os fios um a um. Os fios implantados caem e nascem aps dois ou trs meses. Custo mdio: R$ 1 500 (para as duas sobrancelhas). Os resultados so definitivos. Inconveniente: como crescem continuamente, os fios precisam ser aparados.

TIPOS DE SOBRANCELHAS Sobrancelhas fazem a expresso do rosto! Elas mostram as emoes que sentimos, do a moldura dos seus olhos e a harmonia dos seus traos faciais.

Se a sobrancelha cada ou falhada, da para deix-la bonita do mesmo jeito. Este formato, abaixo, deixa a expresso do rosto nervosa. O olhar fica tenso.

Este formato, abaixo, aumenta os olhos e ilumina o olhar. Serve para qualquer tipo de rosto porque valoriza os traos.

A ponta desta sobrancelha muito cada, o que faz o olhar parecer sempre triste. O rosto fica envelhecido.

Outro trunfo, este tipo de sobrancelha cai bem para todos os rostos. O olhar fica mais selvagem e tem inspirao nos anos 80.

Esta sobrancelha muito curta e o formato no favorece o rosto porque aumenta os olhos.

Esta sobrancelha, ilustrada abaixo, , tambm, muito curta e o formato no favorece o rosto porque aumenta muito os olhos.

Este formato, abaixo, um dos mais usados porque valoriza os traos e pode ser usado em quase todos os rostos.

ERROS QUE SALTAM AOS OLHOS Para consertar uma sobrancelha que foi depilada sem critrio, preciso trabalhar nela de quinze em quinze dias at acert-la. Isso pode levar seis meses. Seguem os erros mais comuns:

ARQUEAR DEMAIS - Nem todos rostos ficam bem com o ar misterioso e fatal desse desenho de sobrancelha. Se voc j nasceu com ela, timo. Caso contrrio, no force a barra. O resultado certamente ficar artificial;

AFINAR MUITO - Atitudes tpicas de modelo, que vive com as sobrancelhas maquiladas. Se as suas so grossas, remova os plos fora da linha e explore esse visual poderoso.

SIMETRIA - (sobrancelhas iguaiszinhas) - Um lado do seu rosto normalmente no igual ao outro, portanto as sobrancelhas no precisam ser tambm.

ENCURTAR - Tirar alguns fios a mais no incio ou no fim da sobrancelha pode ser fatal. Retire apenas o que est sobrando

AFINAR DE REPENTE - Para um resultado natural, essa reduo na espessura tem que ser gradual, sem ficar evidente.

CORRIGINDO AS SOBRANCELHAS A forma das sobrancelhas pode depender da forma dos olhos. Caso haja algum dos seguintes problemas, use estes truques para equilibrar:

PLPEBRAS PESADAS Arranje as sobrancelhas o mais leve e arqueadas possvel, seguindo a forma natural; OLHOS PEQUENOS Opte por espessura mdia nunca grossas e levemente arqueadas, mantenha a parte de baixo das sobrancelhas sempre limpas, para levantar o olhar; OLHOS GRANDES Levemente arqueada mais direita e mais grossa; OLHOS CADOS O arco deve ser mais acentuado, a linha mais curta; OLHOS SEPARADOS Deixe o canto interno mais grosso do que o externo. Retire os plos da linha exterior das sobrancelhas e aumente o interior com o lpis, evite arquear a sobrancelha (deve ficar quase reta) e limpe apenas o necessrio nos cantos; OLHOS FUNDOS E JUNTOS Prefira traos mais finos e deixe um espao maior entre as sobrancelhas. Retire os plos do canto interior das sobrancelhas e, com lpis, alongue as em direo as tmporas, limpe bem os cantos internos para dar a sensao de que os olhos esto mais separados.

TIPOS DE ROSTOS Formato do Rosto - O primeiro passo observar as linhas que compem o formato do rosto, destacando alguns tipos: quadrando, oval, retangular, redondo, losangulo, hexgono, tringulo e triangulo invertido. Cada formato possui caractersticas prprias. O hexagonal, por exemplo, o tipo de Gisele Bndchen e o mais comum entre as modelos. O redondo tem um ar angelical e infantil, o retangular transmite seriedade e o oval delicado e feminino. Os formatos que mais se beneficiam de uma variedade de cortes e estilos so os que tm a proporo regular, com os ovais e hexagonais com linhas retas.

Para analisar seu rosto, divida-o em trs partes iguais: 1) Da testa ao meio dos olhos; 2) Do meio dos olhos ao final do nariz; 3) Do final do nariz ao queixo.

A proporo ideal diz que duas dessas partes devem corresponder medida que vai do meio do nariz ma do rosto. Se for menor do que isso, o rosto fino.

Tipo Oval

So divididos simetricamente em 3 partes: 1 - linha dos cabelos - sobrancelhas; 2 - sobrancelhas - ponta do nariz ; 3 - ponta do nariz - queixo;

So caracterizados por serem mais largos nas mas-do-rosto e se estreita ligeiramente em direo ao queixo. A testa um pouquinho mais larga do que o queixo. Os ossos da face so dominantes e o rosto diminui abaixo das maas do rosto, em direo a um queixo oval. Esse o rosto mais comum que existe e se voc reparar bem, a maioria das pessoas tem esse formato, Considerado geralmente como o formato ideal e tambm favorecido por virtualmente qualquer tipo de estilo.

Tipo Redondo

Um rosto sem ngulos definidos com tendncia a ser mais largo na linha das mas-dorosto e com "cantos" mais suavizados ao longo do maxilar e fronte. O rosto redondo caracteriza-se por uma testa ampla, no sentido horizontal e curto na vertical. Passa a impresso de que est acima do peso, mesmo no estando, o que faz o pescoo parecer curto. A iluso ocorre porque a face larga. O objetivo para um rosto arredondado adicionar altura, fazendo com que o mesmo parea mais "comprido", evitando volume.

Tipo Triangulo O rosto de formato triangular tem uma testa mais estreita que se torna gradualmente mais cheia nas reas do queixo e da face. Queixo fino, testa larga e o rosto um pouco saliente nas laterais.

Tringulo Invertido / Corao

Este formato est caracterizado por uma fronte larga e uma linha do maxilar e queixo estreito. Aumentar o volume no queixo, trar equilbrio ao rosto.

Tipo Losango O rosto losango tem queixo e testa estreitos com maas do rosto largas. Esse tipo de rosto pede laterais baixas e volume na altura do queixo.

Tipo Pra O rosto pra caracteriza-se por uma testa pequena e estreita e uma linha de maxilares largos e arredondados. O volume deve se concentrar da altura dos olhos at a testa. Tipo Quadrado O rosto quadrado caracteriza-se pela testa e maxilar larga. O que mais caracteriza um rosto quadrado a largura do osso maxilar angulares, que regula com a testa e a linha do queixo.As mandbulas so mais largas, em outros casos chegam a ter a mesma dimenso das mas da face. Deve ser evitada linha reta principalmente na direo das sobrancelhas.

Tipo Retngulo O rosto retangular caracteriza-se por uma estrutura ssea alongada e estreita. Geralmente as pessoas com este tipo de rosto tem pescoo longo e fino.

Tipo Longo Ao contrrio do tipo oval, mais estreito nas mas, com um maior comprimento entre a testa e o queixo.

O formato e o tamanho ideais para o seu tipo de rosto. Sobrancelhas bem desenhadas realam o olhar e deixam o rosto mais bonito. Alm de mant-las limpas, sem fios sobrando e sem falhas, imprescindvel determinar o formato ideal para seu tipo de rosto. Voc vai precisar traar linhas imaginrias e de uma pina de ponta quadrada, que segura melhor os fios, para arrancar os excedentes.

Determine o tamanho Trace uma linha imaginria da lateral do nariz at o canto interno do olho, e outra do mesmo ponto inicial at a ponta externa do olho. A sobrancelha no deve ultrapassar os limites estabelecidos por essas linhas imaginrias.

ACERTE O FORMATO:

Rosto redondo: direcione a ponta externa da sobrancelha para a extremidade superior da orelha. Rosto quadrado: direcione a ponta externa da sobrancelha para a metade da orelha. Rosto oval: direcione para baixo a extremidade externa da sobrancelha. A curvatura mais acentuada do que nos outros tipos de rosto.

Preencha as falhas: Com uma escova de cerdas macias, penteie a sobrancelha no sentido contrrio raiz e, em seguida no sentido natural, levantando os fios. Faa riscos delicados nas falhas com um lpis do tom dos fios e outro de cor um pouco mais escura.

A henna sobrancelhas a mais recente novidade para quem quer aumentar o volume das sobrancelhas. Este mtodo natural, cobre fios brancos, e encobre falhas nos plos, alm de dar um efeito encantador no rosto. O procedimento demora de 40 minutos uma hora, e antes de passar a tintura, preciso acertar a sobrancelha com pina para o efeito ser perfeito.

DICAS PARA O CORPO EM GERAL

Todos os dias aps o banho deslize um cubo de gelo pelo rosto, principalmente na rea ao redor dos olhos. Alm de descansar a pele a deixar mais firme. Faa uma massagem nos ps, antes de dormir, com creme base de silicone. Isso deixa a pele macia, hidratada e estimula a circulao depois de horas de salto alto. Quando perceber que esta com olheiras e a aparncia cansada, aplique uma compressa de gua boricada gelada sobre os olhos e deite por alguns minutos.

Antes de malhar passe um creme que, com o aquecimento do corpo, queima a gordura localizada e melhora a celulite. Estimule o intestino e ainda cuide da pele tomando trs vezes por semana a mistura de uma colher (sopa) de grmen de trigo com um copo de suco de mamo e laranja. Em nome da boa forma, aprenda a fazer trocas inteligentes no cardpio: substituir o queijo amarelo pelo branco; o salame por peito de peru; e a manteiga por margarina base de iogurte. Quando sair noite direto do trabalho, passe o dia com o cabelo preso num rabo-decavalo e s solte na hora da balada. Assim os fios no ficam engordurados e revoltos. No frio, quando os lbios esto muito rachados, use uma espcie de gloss de lanolina pura, encontrado em lojas de artigos para bebs. Passe durante a noite pois, no dia seguinte, a boca est nova. No calor, troque o creme hidratante por um cosmtico em gel, que refresca o corpo e no deixa a pele pegajosa. Nunca v para a cama sem retirar o make com gel demaquilante. Depois lave o rosto com bastante gua fria e passe um creme nutritivo. Para pele seca, uma vez por semana espalhe uma camada fina de mel no rosto, deixe por vinte minutos e retire. Alm de hidratar e dar um toque macio, cicatrizante. Fazer um refeio levinha noite. Quer dizer, consumir pouco carboidrato e dar preferncia s protenas e aos legumes. Assim, voc ficar satisfeita e no sentir o estmago pesado nem vontade de assaltar a geladeira de madrugada.

Receita de mascaras caseiras (aquelas da vov) Pele mista e com acne: misture meio pepino fatiado com meia colher de maisena no liquidificador. Equilibra e revitaliza a pele. Anti-idade: meio mamo papaia amassado, misturado com uma colher de sobremesa de mel. Auxilia tambm no tratamento de peles com manchas. Hidrata, rejuvenesce e ajuda a atenuar linhas de expresso. Pr-festa: duas claras de ovo bem batidas. Melhora o aspecto na hora. tima para situaes inesperadas ou up antes de uma festa.

Peles bronzeadas: meio copo de gua de coco, uma colher de sobremesa de maisena e uma colher de sobremesa de mel. Deixa a pele mais luminosa, suave e hidratada. Ajuda a manter o bronzeado. Serve tambm como relaxante. Esfoliantes: duas colheres de aveia com meia colher de mel. Ajuda a remover as clulas mortas. Clareia a pele e colabora na penetrao de outros componentes. Tira-olheiras: compressa de ch de camomila seguida da mscara de papaia e mel (antiidade) colocada ao redor dos olhos. Fecha-poros: cinco morangos amassados com duas colheres de mel e uma fatia de mamo papaia. Pele Seca: esmague uma banana e misture com uma colher de mel. tima para peles secas no inverno.

COMPLEXO DO AREOLO MAMILAR


A tcnica de micropigmentao que definida como a implantao de pigmentos (corantes) na camada subepidrmica da pele com o auxlio de um dermgrafo e agulhas apropriadas. Trata-se de uma tcnica de permanncia temporria da pigmentao, variando de 10 a 18 meses, necessitando de retoques a cada perodo destes, assim garantindo a proximidade e adequao da cor depositada com a cor da pele. As possibilidades de utilizao da tcnica so variadas, desde realar os traos naturais de olhos e sobrancelhas, como reconstruir sobrancelhas e lbios naturalmente inexistentes ou perdidos por acidentes que lavaram a conseqentes cicatrizes. O que iremos abordar nesta edio a micropigmentao do complexo arolo/mamilar ps mastoplastia e ps mastectomia. A sociedade atual est centrada em um padro de beleza voltado para um corpo estruturalmente bem formado, levando o indivduo a procurar recursos para uma melhor adaptao ao meio. Houve ento uma disparada aos atendimentos especializados em esttica como: dermatologistas, esteticistas e principalmente cirurgies plsticos. Os seios: Os seios pela sua especial anatomia, so alvo privilegiado de envelhecimento prematuro, com perda de turgor e tons. Na mulher jovem as mamas so duras e elsticas, mas paulatinamente perdem seu vio pela gravidez seguido de perodos de amamentao, emagrecimento bruscos, envelhecimento, fatores estes que modificam sua firmeza levando ao aparecimento da chamada ptose. A mama normal um cone glandular, coberto por pele e tecido glandular subcutneo, onde os vasos e nervos correm da base para o pice, no muito superficiais, formando uma verdadeira malha.

A mamoplastia pode intervir em diversas alteraes estticas como no volume,

forma, relao entre pele e glndula, dimetro e projeo do complexo arolo/mamila, ou em qualquer combinao. Atualmente, as diversas tcnicas redutoras visam obter cicatrizes menores na resseco de excessos cutneos, glandulares e adiposos, sendo que a escolha do tipo de abordagem cirrgica depender do tipo de alterao apresentada.Contudo, a mamoplastia traz consigo a temvel cicatriz, aqui que a micropigmentao esttica oferece um papel preponderante, da dando cor e efeito ptico porm no projeo. Alm da cirurgia plstica puramente esttica, outra forma de aplicao da micropigmentao nas cirurgias de mastectomia. Devido ao cncer de mama ser o de maior incidncia entre as mulheres no Brasil, em que boa parte dos casos seu tratamento cirrgico, levando a mastectomia parcial ou total, dependendo da extenso da neoplasia. Seja qual for sua extenso, quando a mastectomia necessria traz consigo a reconstruo mamria que devolve volume e forma para as mamas, e para a obteno da cor, utiliza-se tcnica de enxertia, que trata-se de uma tcnica muito dolorida e de resultado pouco satisfatrio, em sua substituio hoje muitos cirurgies optam pela micropigmentao, que mostrou-se mais eficaz nos resultados com muito menos trauma ao paciente, alm de uma uniformidade na cor.

A- mama aps mastectomia; B- mama aps reconstruo mamria, seguida de enxertia, perceba a diferena de pigmentao entre uma arola e outra

Tcnicas de execuo: O primeiro passo buscar a simetrizao entre as duas arolas, o que na grande maioria das vezes encontram-se j prontas para micropigmentao, principalmente nos casos de mastectomia onde previsto o uso da tcnica. A medio se realizar em posio semi-sentada, se verificar com uma rgua passando pelos pontos A e A`, observando rigorosamente a boa horizontalidade, para evitar um resultado inesttico das arolas. Antes de efetuar o trao nas arolas inspecionar detalhadamente as imperfeies assim como as cicatrizes periareolares, enxertos cirrgicos e outros. Os dois crculos devem ser simtricos e situados no cone mamrio.

Se foi produzido uma ptose secundria, ou se a cirurgia no devolveu sua forma cnica, ser necessrio efetuar a medio antes descrita para que as arolas fiquem bem posicionadas. Ser conveniente assinalar que o dimetro da arola no ultrapasse 5 a 5,5 cm.

O traado areolar se efetuar com um lpis de dureza mdio e de cor marrom. A perfeio do desenho se verifica observando atravs de um espelho vertical, levando em considerao que nem sempre o trao uniforme.

Preparao do pigmento: A mistura do pigmento estar condicionado pela cor da pele, incrementando a este tom mais escuro do que se observa na arola normal, dado que o resultado final sempre mais claro. A mistura se verifica topicamente ao lado da arola, ao se chegar na cor correta preparar quantidade suficiente, a fim de se ter a mesma mistura at o final do atendimento. Para se obter o efeito mais claro ao redor da arola e o mais escuro do centro (bico), devemos usar tcnica adequada assim criando uma iluso de projeo.

Desenvolvimento prtico: Antes de se iniciar a aplicao da tcnica de micropigmentao, devemos aplicar uma poro generosa de anestsico tpico do tipo lidocana, e deixar agir por cerca de 40 minutos coberto por um filme osmtico para assegurar sua penetrao e uma sedao mais eficaz. Nos casos de mastectomia esta etapa deve ser pulada, uma vez que o paciente mastectomizado no possui sensibilidade local. Para se conseguir o efeito degrade da pigmentao (halo mais claro e centro mais escuro) ser utilizada agulha linear de 5 pontas e aparelho posicionado a 45 em relao da pele, o que levar a pintura da arola, partindo com uma presso moderada para o halo mais claro e aumentando a presso conforme ir de encontro ao centro. Para se obter um efeito de projeo para o bico utilizaremos agulhas triponta circular, e aparelho posicionado a 90 o que escurecer a cor do pigmento sem que este necessite de um novo preparo. O aparelho deve permanecer em velocidade de mdia a alta e movimentos curtos e lentos, seguindo o trajeto das arolas.

Ao trmino da tcnica a higienizao local e aplicao local de uma pomada cicatrizante indicada aps os 08 dias posteriores a aplicao, assim como evitar banhos de mar e piscina, sol, vapor e no coar ou remover as crostas que surgiro durante a cicatrizao,

Tambm pode ser usado um curativo do tipo micropore sobre a pomada, para evitar que a mesma seja removida. A verificao do trabalho realizado ser a partir dos quinze dias posteriores a pigmentao aplicada, observando-se a densidade da cor. A cliente dever fazer uma reviso. Um ms aps, para um possvel retoque ou a confirmao de um excelente trabalho.

As possibilidades de utilizao da micropigmentao no campo da dermatologia ou cirrgica cosmtica so praticamente ilimitadas, dependendo em muitos casos da criatividade do cirurgio e do pigmentador, assim como da disponibilidade do equipamento para poder realizar uma determinada tcnica.

VISAGISMO

Visagismo: a arte ressaltar a beleza prpria de cada indivduo


O termo visagismo surgiu no final dos anos 30 e é uma palavra derivada de visage que em francês significa rosto. O  conceito oferece meios para trabalhar uma imagem pessoal personalizada, valorizando as próprias características, seguindo o princípio que cada indivíduo tem sua própria beleza. O visagismo se aplica não só à beleza e estética, mas também a inúmeras áreas como moda, artes cênicas e visuais, esporte, educação e até mesmo a medicina. Na moda, por exemplo, a imagem do indivíduo é completada pela roupa e os acessórios, que devem estar em harmonia com o cabelo e a maquiagem. Desde o surgimento do conceito de visagismo, muitos profissionais se encarregaram de fortalecêlo. Johanness Itten, artista e professor da escola de Bauhaus, descobriu que havia uma relação entre as cores que seus alunos usavam e a cor da pele. Ele percebeu que a cor que cada aluno mais utilizava era aquela que se assemelhava à sua cor de pele. A partir daí Robert Dorr criou o Color Key System, que revolucionou a indústria de cosméticos, por classificar os tons de pele em quentes ou frios. Mais recentemente, Claude Juillard tem se dedicado a difundir o conceito pelo mundo. Aqui no Brasil, o principal representante do visagismo é o artista plástico Philip Hallawell, autor do livro Visagismo: harmonia e estética (lançado em 2003 pela Editora Senac-SP). Nos últimos anos, Philip tem trabalhado intensamente para difundir o conceito em todo o Brasil, em workshops, congressos e palestras. No início de setembro de 2006, o artista ministrou uma palestra sobre o tema para mais de 500 pessoas durante a edição 2006 do Beauty Fair Summer Collection. Nesta entrevista exclusiva, Philip Hallawell diz porque o conceito do visagismo é tão importante, não só para os profissionais da beleza, mas também para a população em geral. Confira. Beauty Fair - Como surgiu o conceito do Visagismo? Philip Hallawell - O visagismo surgiu em 1937. É uma das conseqüências das grandes transformações pelas quais as sociedades passaram desde a Revolução Industrial, que proporcionou acesso à educação e à informação, inclusão social, poder econômico, mobilidade e comunicação a milhões de pessoas. Com tudo isso foi criado o desejo de se expressar como um indivíduo e ter um estilo personalizado. Por isso, a grande tendência atual é a customização e a despadronização. Beauty Fair - Em que o conceito se baseia? Philip Hallawell - O visagismo é baseado no princípio que cada pessoa é

única e tem sua própria beleza e oferece os meios para criar uma imagem pessoal personalizada. E para criar beleza na imagem pessoal, é preciso expressar qualidades do caráter da pessoa com harmonia e estética. Portanto, a beleza vem de dentro da pessoa e cada pessoa tem sua própria beleza única, e isso define como a imagem deve ser criada.      Beauty Fair - Quem foi o pioneiro? Philip Hallawell - Fernand Aubry, um cabeleireiro e maquilador francês, que percebeu a necessidade de personalizar a imagem e harmonizar todos os seus aspectos de acordo com uma única intenção. Ele alinhou a arte da criação da imagem pessoal a todas as outras artes visuais aplicadas, que trabalhavam de acordo com o conceito "a função define a forma", criado pelo arquiteto Louis Sullivan e estabelecido pela famosa escola de arte Bauhaus. Certa vez ele disse que "não há mulher sem beleza; só há belezas que não foram reveladas". Beauty Fair - Quem foram os primeiros a aplicar este conceito? Philip Hallawell - O primeiro a aplicar o conceito mais amplamente foi Vidal Sassoon, que, nos anos 60 e 70 revolucionou o meio, mostrando que era possível personalizar a imagem. O francês Claude Juillard foi responsável por divulgar o conceito mais amplamente em cursos e palestras. Aqui no Brasil, no entanto, o meu livro foi o primeiro a explicar o conceito, os fundamentos da linguagem visual e fornecer os meios para que qualquer profissional possa, com estudo e prática, aplicar o visagismo. Também foi o primeiro a explicar como a imagem afeta as pessoas emocionalmente, mostrando que toda a imagem, inclusive o rosto, contém símbolos arquetípicos na sua estrutura. Beauty Fair - Qual a importância no Visagismo hoje para o profissional da beleza? Philip Hallawell - O rosto é a identidade de uma pessoa. Toda mudança, no rosto ou no cabelo, altera seu senso de identidade. Por isso, é muito importante que o profissional de beleza tenha consciência do que as linhas, as formas, as cores e outros elementos da imagem expressam e como afetam emocional e psiquicamente as pessoas e saiba qual a imagem mais adequada para cada momento da vida de seu cliente. Com o visagismo ele tem consciência que seu trabalho não se resume somente à estética e a criar uma imagem bonita, porque saberá que uma imagem bonita, que não seja adequada, pode fazer muito mal. O visagismo permite que o profissional de beleza customize seus serviços, transformando-os em experiências únicas para seus clientes, porque consegue adequar a imagem delas de acordo com suas características físicas, seu temperamento, sua profissão, seu estilo de vida, suas necessidades e seu momento. O visagista usa o conhecimento da linguagem visual para analisar as características físicas de uma pessoa, sua personalidade, seu comportamento e sua imagem atual. Sabe como expressar uma intenção visualmente, sem depender unicamente da sua intuição, e consegue explicar como seu trabalho afetará a pessoa e seus relacionamentos. Com tudo isso, ele tem condições de atender às necessidades de seus clientes e satisfazê-los, criando uma beleza que revela as qualidades de cada pessoa. Os clientes tornam-se muito mais

fiéis e percebem que estão investindo nas suas imagens e não simplesmente gastando dinheiro em algo supérfluo. Beauty Fair - Ao usar o conceito do Visagismo, qual deve ser o principal objetivo deste profissional? Philip Hallawell - Ajudar seu cliente a definir o que ele deseja expressar através de sua própria imagem. Beauty Fair - Qual a importância para a população? Philip Hallawell - O visagismo conscientiza as pessoas da importância da imagem pessoal, que é tão importante que só deve ser tratada por um profissional bem treinado. Os resultados vão muito além da estética, principalmente criando harmonia entre a imagem externa, o comportamento e a identidade. Isso traz benefícios à saúde, tanto física quanto psíquica, aos relacionamentos e ao trabalho. Beauty Fair - Quantos profissionais são certificados em Visagismo hoje? Philip Hallawell - Cerca de 200 profissionais já fizeram o meu curso, que são os que posso dizer que estão certificados. Mas há também milhares que compraram o livro e que freqüentaram os workshops, palestras e congressos onde apresento o conceito. Também há profissionais de outras áreas que estão usando o conceito; psicólogos, médicos, profissionais de moda entre outros. No ano que vem vou palestrar no Congresso Mundial de Medicina Estética. Beauty Fair - Em que o profissional deve se atentar para obter o conhecimento do conceito do Visagismo?  Philip Hallawell - Ele precisa dominar os fundamentos da linguagem visual e os princípios de harmonia e estética, consciente de que são princípios e não regras. Isso requer estudo e prática. Também precisa aprender alguns princípios de psicologia e saber identificar a personalidade de uma pessoa pelas suas características físicas e analisar o comportamento pela leitura dos gestos e porte físico. O mais importante é que precisa aprender a conversar com o cliente e fazer a consulta, o que requer que mude radicalmente sua atitude. A maioria dos profissionais pensa somente na parte estética - o que ficará esteticamente bem no cliente. No visagismo, isso vem por último. Primeiro se pensa no que a pessoa deseja ou precisa expressar e, para poder fazer isso, é preciso pensar em quem a pessoa é, o que faz e como é seu estilo de vida. O visagismo é uma arte e, como qualquer arte, exige disciplina, concentração, prática e paciência para que se obtenha domínio. Beauty Fair – No Brasil existem muitos salões que atuam fundamentados neste conceito? Quais são os principais? Philip Hallawell - Apesar do conceito ter sido criado há mais de 70 anos, o profissional dependia da sua intuição, sensibilidade e inteligência visual para exercê-lo. Os cursos existentes aqui e na Europa somente ensinavam as técnicas de analisar o formato do rosto e cor da pele. Nos cursos mais avançados do Claude Juillard ensina-se a analisar o comportamento, mas nenhum ensina a linguagem visual, nem

a analisar a personalidade. Só agora o profissional tem acesso aos conhecimentos necessários, além das técnicas de análise. Esses cursos estão sendo administrados há somente dois anos. Mesmo assim, alguns salões estão trabalhando com este conceito: Cabelaria, de André Mateus; Hugo Beauty, de Hugo Moser; Bessa; HairStyles, Dress Up Beauty, Frank Provost, e Gê Beleza. Há ainda vários outros se preparando para adotar essa nova estratégia que é um grande diferencial para o cliente e que dá um enorme retorno para o salão. Beauty Fair - Existem quatro tipos de personalidade definidos por Hipócrates. É possível que uma única pessoa apresente características pertinentes a mais de uma personalidade? Philip Hallawell - Cada pessoa é uma mistura única dos quatro tipos. Na maioria das pessoas predomina um ou dois tipos, mas há outras pessoas que têm um equilíbrio de características de três. Beauty Fair - Neste caso, o que o profissional deve fazer? Philip Hallawell - O importante para o profissional é identificar aonde cada tipo se manifesta e quanto. Ele precisa identificar como cada tipo se manifesta na emoção, na vontade, no pensamento e na intuição e se a pessoa deseja evidenciar ou diminuir essas características. Uma pessoa predominantemente sangüínea, por exemplo, extrovertida, comunicativa e alegre, pode sentir necessidade de revelar um lado mais sério, enquanto uma pessoa mais melancólica, introvertida e reflexiva, pode precisar se soltar mais. Beauty Fair - Pelos seus estudos, qual o tipo de personalidade mais comum entre os brasileiros? A que você atribui este fato?  Philip Hallawell - Pelo fato de haver uma grande miscigenação no Brasil, não há um tipo predominante. No entanto, ainda há muitos falsos fleumáticos, especialmente fora das grandes cidades e no Nordeste do País. Temperamentos O Visagismo segue quatro tipos de personalidade definidos por Hipócrates, o pai da Medicina: • Beleza Sangüínea – é caracterizada pela extroversão e energia. Pessoas com esse temperamento gostam de se destacar em relação aos outros, gesticulam muito, são inquietos e falam e riem alto. São curiosos e não gostam de rotina, por isso preferem trabalhar fora de escritórios. O formato do rosto é hexagonal com lateral reta, com olhos amendoados, boca larga e nariz pronunciado, o cabelo é louro dourado. A cor desse temperamento é o amarelo. • Beleza Colérica – expressa muita atitude, força e decisão. Os indivíduos coléricos são objetivos e obstinados e têm tendência a serem teimosos. Têm o rosto retangular, com olhos expressivos, lábios grossos e queixo pronunciado, o cabelo é ruivo. A cor que os representa é o vermelho. • Beleza Melancólica – é elegante, charmosa, sofisticada e artística. Os melancólicos são sensíveis, quietos e introvertidos, são profundos pensadores e têm

um gosto refinado. O rosto tem um formato oval, com feições delicadas e regulares, o cabelo varia entre o louro cinza e o castanho claro. O elemento principal é a água, por isso a cor é azul. • Beleza Fleumática – de temperamento sereno, espiritualizado, os fleumáticos são constantes, fiéis, pacificadores e diplomáticos, além de amorosos e flexíveis. O formato do rosto pode ser quadrado ou redondo, com olhos cerrados, feições irregulares, queixo pequeno e cabelo escuro. A beleza fleumática é ligada ao éter, portanto sua cor é o roxo.

Visagismo

O visagismo um termo que deriva do francs visage, que traduzido significa para o rosto. Essa tcnica consiste em aplicar fundamentos da beleza para criar uma imagem pessoal adequada personalidade do indivduo, analisando os componentes do seu rosto. A tcnica do visagismo oferece uma direo aos profissionais da rea da beleza (cabeleireiros, maquiadores, esteticistas), indicando todas as possibilidades de correes adaptveis ao cliente, ou seja, pela geometria possvel obter a melhor soluo em cores, coloraes e at mesmo na maquiagem. A filosofia do visagismo baseia-se em acentuar o que belo e disfarar o que no . Alguns focos do visagismo que devem adaptar-se a uma avaliao do cliente: A Tipo Tipo Formato do Estrutura do fio de cabelo (e suas Testar cortes e cores em Experincia comprovada dos assessores importncia do visagismo na escolha do fsico cromtico rosto possibilidades) modelos (auxiliares) penteado

O visagismo pode contribuir para um penteado ideal, de acordo com o tipo de rosto, dando equilbrio e harmonia s formas de cada perfil. Na anlise do perfil levado em conta o estilo e personalidade do cliente. Dicas sobre visagismo

Avaliao do formato do rosto visualizando o excesso. Para uma melhor anlise divida o rosto em trs camadas: Nascente Da linha Da ponta do da do cabelo at a sobrancelha at a ponta nariz at a ponta sobrancelha. do nariz. do queixo.

Um rosto simetricamente perfeito possui em cada camada aproximadamente 7,5cm. Fora desse padro, sugere-se um penteado personalizado para cada tipo de rosto

Os benefcios do visagismo
Na rea da beleza, o visagismo, ou seja, ter um estilo prprio que ressalte a beleza individual sem se apegar a modismos muito importante. Cada pessoa tem de analisar suas caractersticas fsicas positivas e negativas e sua personalidade antes de fazer um corte de cabelo ou escolher uma tintura, por exemplo, pois deve saber que o formato do rosto, os formatos e propores das feies, a cor da pele e outras caractersticas fsicas revelam seu temperamento e precisam estar em harmonia com o visual escolhido. O visagismo surpreende e encanta. A percepo de que sua imagem revela tanto de si mesmo faz com que valorize a criao consciente de um tipo de maquiagem, de cabelo, de roupa. Recentes pesquisas neurobiolgicas comprovam que toda imagem cria um impacto emocional antes que seu significado seja compreendido racionalmente. por isso que se diz que a primeira

impresso que vale. Saber o que as linhas, as cores, os formatos e outros elementos visuais expressam e como us-los para criar uma imagem o ideal, pois essa imagem afetar as pessoas, com quem se relaciona, emocionalmente, criando sensaes positivas ou negativas. Alm disso, tambm afeta a prpria pessoa, seu comportamento e sua auto-estima. Por isso, deve-se perceber que, para cada ocasio preciso ter uma imagem adequada e como importante que seja tratada corretamente. Tambm devemos ter conscincia que a imagem deve refletir as mudanas que ocorrem ao longo de nossas vidas. Independente da poca do ano cada pessoa deve utilizar a maquiagem, o corte e tonalidade de cabelo que melhor se adapte ao seu estilo de vida, de humor, de trabalho e a cada ocasio. Muito cuidado com modismos e exageros. Enfim, no se preocupe se est ou no na moda, se ou no o ltimo lanamento, hoje isso no importa mais. Devemos sim procurar produtos que alm de embelezar tambm tratem e protejam a nossa pele, olhos e boca. Seja autntico!

VITILIGO
RESUMO
O vitiligo uma dermatose caracterizada por mculas acrmicas que resultam em hipopigmentao da cor natural da pele podendo surgir em qualquer parte do corpo, sendo sua etiopatogenia desconhecida. Sabe-se que uma vez instalada, pode provocar alteraes emocionais, comprometimento da autoestima e das relaes sociais do indivduo com vitiligo. Trata-se de um estudo exploratrio descritivo qualitativo, desenvolvido com o objetivo de conhecer como o vitiligo influencia na auto-estima das pessoas por ele acometido. Foi realizado no municpio de Ipatinga/MG, em janeiro de 2009, utilizando-se como instrumento para coleta de dados uma entrevista aplicada a 12 pessoas acometidas por vitiligo. Os resultados evidenciaram algum grau de comprometimento emocional nos participantes, como tristeza, preocupao, constrangimento na sociedade, falta ou dificuldade de recursos financeiros para tratamentos adequados, mas, tambm o enfrentamento e superao foram perceptveis, que vo desde a aproximao com outros portadores de vitiligo, assim como a busca por apoio e conforto religioso. Ressalta-se a importncia de desenvolvimento de polticas pblicas voltadas para este segmento da populao assim como a necessidade de assistncia multiprofissional, onde o enfermeiro tem papel fundamental no acompanhamento aos portadores de vitiligo desenvolvendo aes que privilegiem tambm o suporte emocional.

INTRODUO
O vitiligo foi descrito h mais de 3500 anos, primeiramente, no Egito (no Papiro de Ebers), na ndia (no livro sagrado Atharva Veda) e na Bblia, no antigo Testamento, era chamada de Zaraat. Quanto etiologia, o vitiligo ainda uma doena de causa desconhecida. No se pode afirmar que tenha origem na predisposio gentica, uma vez que esta s observada em apenas 30% dos casos (SANTANNA et al, 2003). Existem, porm, algumas hipteses etiolgicas que veem o vitiligo como uma resposta autoimune ou associado a fatores neurognicos. uma dermatose que se caracteriza por manchas acrmicas, geralmente bilaterais e simtricas, que acomete o maior rgo do corpo humano a pele (SILVA; MULLER, 2007). Como patologia autoimune, o prprio corpo gera uma reao que faz com que haja destruio das clulas melancitos, causando assim, extino da pigmetao natural da pele. Os melancitos podem ser destrudos pela ao dos radicais livres ou de componentes txicos do ambiente externo. A existncia de uma reserva de melancitos nos folculos pilosos, constituindo a rea no afetada pelo vitiligo, um fator que deve ser considerado no processo de repigmentao natural da pele (FONSECA; PRISTA, 2000; ELDER; LEVER, 2001; STEINER et al, 2004).

O vitiligo acomete cerca de 0,5 a 4% da populao mundial, sendo que 50% dos casos se iniciam antes dos 20 anos e 25% antes dos 10 anos. Seu aparecimento pode ser precoce, com alguns relatos de casos com incio nos primeiros seis meses de idade (SILVA et al, 2006). Muitas teorias tentam explicar a doena e, por isso, vrias so as propostas de tratamento que vo do uso de esterides, fotoquimioterapia, terapia tpica, micropigmentao at terapia cirrgica. A terapia integral deve envolver o tratamento clnico e psicoterpico que contribuiro eficazmente no processo de repigmentao da pele. Sendo que a psicoterapia consiste num tratamento de distrbio psicolgico ou emocional mediante o estabelecimento de uma relao entre profissional treinado e um ou mais pacientes, ajudando-os a tomarem condutas frente s situaes de estresse, para melhoria da qualidade de vida e at da prpria pele (KANTORSKI et al, 2005; SILVA; MULLER, 2007). Revista Enfermagem Integrada Ipatinga: Unileste-MG-V.2-N.2-Nov./Dez. 2009

A pele formada por trs camadas, epiderme que a camada mais superficial, composta de queratincitos e melancitos, a derme a camada intermediria, composta de fibras colgenas e elsticas que do sustentao pele e, ainda vasos sanguneos, nervos, e a hipoderme que a camada profunda, composta de gordura, que auxilia na regulao da temperatura corporal. Dentre as funes da pele tem-se sensibilidade cutnea, defesa imunolgica atravs de clulas imunes, proteo para as estruturas internas do corpo, proteo contra os raios ultravioleta, sntese de vitamina D, defesa contra corpos estranhos e, produo de queratina (KEDE; SABATOVICH, 2004). A pele transmite informaes sensoriais atravs de nervos nela situados, sendo que a inter-relao pele-psiquismo estreita, desde a sua origem embrionria, pois tanto a epiderme quanto o sistema nervoso tm sua origem no folheto embrionrio, ectoderma. As ligaes existentes entre o sistema nervoso e a pele fazem com que esta seja muito sensvel s emoes, independente da conscincia; as alteraes dermatolgicas, muitas vezes, causam impactos psicossociais nas pessoas que apresentam vitiligo, levando ao comprometimento psicossociocultural (HOFFMANN et al, 2005). O vitiligo uma dermatose que no leva incapacidade funcional, mas causa grande impacto psicossociocultural. Pode ser desfigurante, influindo negativamente na autoestima da pessoa, sobretudo nos casos extensos e em pessoas de pele negra. Existem queixas de discriminao social, sendo que muitas vezes as pessoas que apresentam vitiligo chegam a ser estigmatizadas, retardando ainda mais o tratamento (SILVA et al, 2006). A sociedade atual est sempre buscando novidades e inovaes de rtulos de vaidade quanto aos caracteres corporais fazendo com que grande parte das pessoas esforce-se em alcanar um padro de beleza nico e aceitvel por muitos. O estresse emocional gerado por esta presso social costuma acompanhar os problemas dermatolgicos e, influenciar as alteraes da pele. Com isso, o problema de pele, acaba gerando na pessoa frustrao, descontentamento, rejeio quanto aparncia fsica e, at mesmo naquelas que se encontram em fase de recuperao, pois o fato ainda insuficiente para amenizar a insatisfao quanto ao ideal esttico exigido pela sociedade (KEDE; SABATOVICH, 2004; FONSECA; PRISTA, 2000). 2

De acordo com Muller; Ramos (2004), o vitiligo causa grande impacto na vida da pessoa acometida, levando o sujeito a afastar-se da sociedade. Sendo que, muitas pessoas com vitiligo, apresentam reao negativa de constrangimento mediante a dermatose. Por isso, muitos usam produtos para tampar as manchas, evitam atividades, se envergonham e se isolam. Este estudo se justifica devido importncia que a enfermagem tem na assistncia s pessoas que apresentam vitiligo, atuando com alternativas e estmulos de forma a ajudar e encorajar a pessoa a uma viso positiva e esperanosa deste evento produtor de estresse e, ainda promovendo aes
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360 preventivas para diminuir os agravos psicolgicos, emocionais e sociais. dentro da temtica descrita, que este trabalho teve como objeto de estudo a percepo das pessoas que apresentam vitiligo quanto dermatose e sua influncia na auto-estima das mesmas O caminho a ser percorrido a partir do objeto de estudo se aportar ao seguinte objetivo: conhecer como o vitiligo influencia na auto-estima das pessoas por ele acometido.

METODOLOGIA
Trata-se de um estudo exploratrio descritivo com abordagem qualitativa. Estudos qualitativos, segundo Minayo (1999), oferecem entre outras possibilidades, a decodificao do significado das informaes, sem quantificao das mesmas, respeitando a experincia natural do pesquisado com o tema em estudo. Pesquisa exploratria descritivo estuda com detalhe um ambiente, um sujeito ou mesmo uma determinada situao, levando em considerao, a opinio dos sujeitos contextualizados nessa realidade (GODOI, 1995 apud DUBY, s.d.). Para elaborao deste estudo foi realizada entrevista com 12 pessoas moradoras do municpio de Ipatinga MG, no perodo de 13 a 31 de janeiro de 2009. A amostragem da pesquisa do tipo bola de neve ou amostragem de rede, que consiste em uma tcnica de amostragem no probabilstica em que um grupo inicial de entrevistados selecionado aleatoriamente. Selecionam-se entrevistados subseqentes com base em informaes fornecidas pelos entrevistados iniciais. Assim, foram entrevistadas primeiramente pessoas j conhecidas das autoras que apresentavam vitiligo, e em seguida outras pessoas indicadas pelos primeiros entrevistados. Os critrios de incluso na pesquisa foram pessoas que apresentavam vitiligo, com idade igual ou superior a 18 anos que aceitaram participar.

O estudo utilizou os seguintes instrumentos para coleta de dados: formulrio para caracterizao da amostra, abrangendo as categorias sexo, idade, raa, escolaridade, emprego, renda, situao conjugal, filhos, religio, participao em grupo de apoio, tratamento. E uma entrevista semi-estruturada, que abordou as perguntas: o vitiligo trouxe ou trs para voc alguma alterao no seu cotidiano? Qual o seu sentimento sobre o vitiligo? J fez ou est fazendo tratamento? Cada pessoa foi abordada uma nica vez, com tempo estimado de 1 hora para durao do encontro. Como forma de resguardar o conforto, segurana e liberdade dos participantes, as entrevistas foram realizadas no prprio domiclio, com horrio disponvel ou compatvel ao tempo do entrevistado. Na anlise dos dados da pesquisa foram feitas leituras repetidas das respostas obtidas, identificao das argumentaes presentes no contedo das respostas, que resultou em duas grandes categorias de anlise: vitiligo alterando o cotidiano e recursos de apoio e tratamento que foram discutidas de acordo com a literatura pertinente. Partes dos discursos foram selecionados e transcritos no texto como forma de elucidao das respostas abertas. Visando preservar a identidade dos participantes, optou-se por nome-los com codinomes de pedras
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361 preciosas. Previamente coleta de dados, os participantes deste estudo assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido que continha informaes sobre os objetivos da pesquisa, a garantia do anonimato e o uso dos dados obtidos somente para fins da pesquisa. Esta pesquisa contemplou a Resoluo n. 196 de 10 de outubro de 1996 do Conselho Nacional de Sade, que regulamenta pesquisa com seres humanos. RESULTADOS E DISCUSSO A TAB. 1 apresenta os dados de caracterizao da amostra. Dos 12 participantes, 10 (83,4%) eram do gnero feminino. As mulheres so geralmente mais acometidas do que os homens, porm estudos mais recentes sugerem que o vitiligo pode acometer tanto homens quanto mulheres na mesma proporo (STEINER et al, 2004). A faixa etria que predominou na pesquisa foi de 41 a 60 anos, sendo que oito (66,6%) participantes relataram que apresentam o vitiligo desde a infncia, com a idade de incio da doena variando de cinco a onze anos de idade. O resultado condiz com estudos de Silva et al (2006) no qual afirmam que o aparecimento do vitiligo pode ser precoce, ou seja, trabalhos demonstram que 25% dos casos de vitiligo se iniciam na infncia, antes dos 10 anos, e 50% dos casos se iniciam antes dos 20 anos de vida. Dos entrevistados, cinco (41,7%) consideraram-se de etnia parda seguido de quatro (33,3%) mulatos. O vitiligo afeta todas as etnias, mas acredita-se que nas pessoas de pele escura, como a despigmentao causa maior destaque na pele, isto gera maior impacto neste grupo (SILVA et al, 2006). A maior ocorrncia do vitiligo em pessoas pardas e mulatas, desta pesquisa, provavelmente reflete as caractersticas da cor da pele do maior conjunto racial da populao brasileira. Em relao escolaridade, seis (50%) pessoas tinham feito at o ensino fundamental incompleto, uma (8,4%) era analfabeta e uma (8,4%) ps-graduada.

Participantes da pesquisa relataram que a dermatose as impediam de irem com freqncia escola, porque tinham vergonha de estar em pblico e, ainda sofriam discriminao por parte de alguns colegas, fato este que pode ter contribudo para o baixo nvel de escolaridade apresentado por metade da amostra. Dos participantes, sete (58,4%) so casados e 10 (83,4%) tm filhos. A partir destes dados possvel afirmar que a presena do vitiligo no foi fator de impedimento para o estabelecimento de relacionamento estvel e exerccio da maternidade ou paternidade. Quanto ao emprego, sete (58,3%) j exerceram atividades no mercado formal de trabalho e, se encontravam aposentados no momento, inferindo-se assim, que essas pessoas no se ausentaram de atividades profissionais na fase adulta devido dermatose vitiligo. Em relao renda 11 (91,6%) participantes possuam renda entre um a trs salrios mnimos. Foi demonstrado que cinco (41,7%) nunca fizeram tratamento e quatro (33,3%) no faziam o tratamento no momento da entrevista, mas que j o fizeram; os dois grupos justificaram a
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362 ausncia ou interrupo da teraputica por questes financeiras. A questo da renda familiar pode ter influenciado na auto-estima destas pessoas, pois a renda no oferecia condies financeiras para manter um tratamento adequado, devido ao alto custo dos medicamentos e do tratamento no geral. Os 12 participantes da entrevista relataram nunca ter participado de grupos de apoio, porm quando questionados sobre a prtica religiosa seis (50%) disseram que so evanglicos e seis (50%) relataram que so catlicos, demonstrando assim que a participao freqente na igreja, mesmo no tendo sido por eles considerada como um grupo de apoio ofereceu conforto e suporte emocional.

TABELA 1 Caracterizao da amostra


Variveis Freqncia Percentual (%) Gnero Masculino 2 16,6 Feminino 10 83,4 Faixa etria 21 40 1 8,4 41 - 60 8 66,6 61 80 3 25 Etnia Branco 3 25 Pardo 5 41,7 Mulato 4 33,3

Escolaridade Analfabeto 1 8,4 Ensino Fundamental Incompleto 6 50 Ensino Fundamental Completo 1 8,4 Ensino Mdio Incompleto 1 8,4 Ensino Mdio Completo 2 16,6 Ps-Graduao 1 8,4 Emprego Sim 4 33,3 No 1 8,4 Aposentada (o) 7 58,3 Renda 1 3 Salrios Mnimo 11 91,6 7 9 Salrios Mnimo 1 8,4 Situao Conjugal Solteiro (a) 3 25 Casado (a) / Unio estvel 7 58,4 Vivo (a) 2 16,6 Revista Enfermagem Integrada Ipatinga: Unileste-MG-V.2-N.2-Nov./Dez. 2009 Filhos Sim 10 83,4 No 2 16,6

Religio

Evanglica 6 50 Catlica 6 50 Participao em Grupo de Apoio No 12 100 Tratamento Sim 3 25 No 5 41,7 J fez 4 33,3

Com base nos relatos e informaes dos participantes, foi possvel identificar aspectos importantes dos informantes que originaram dois temas principais para discusso.

Vitiligo alterando o cotidiano


A convivncia com doenas crnicas como o vitiligo modifica o cotidiano das pessoas fazendo surgir sentimentos como vergonha e culpa que podem trazer conseqncias sobre a percepo da qualidade de vida por parte dos acometidos e de suas famlias. Os entrevistados relataram que sentiam constrangimento de interagir na sociedade, sentiam-se rejeitados pelas pessoas, enquanto outros disseram que com o passar do tempo, aprenderam a superar a dificuldade que sentiam para realizar as atividades do cotidiano devido doena.
[...] por no ter que sair no sol, se saio no sol fico descascando, com bolhas e, sei que no tem cura ainda [...]. (Quartzo) [...] continua trazendo alterao no cotidiano, sinto muita vergonha de ter essas manchas, eu me sinto uma pessoa rejeitada, fico perto das pessoas e, sinto vergonha delas pensarem que contagioso. (Rubi) No comeo fiquei constrangido, com medo de ir em cachoeiras, piscinas, as pessoas, ficavam me olhando retradas, fazendo brincadeiras, piadas, as pessoas brincam maldosamente, pensam que micose e, falam que contagioso. (Berilo)

Uma doena de pele causa impacto na pessoa acometida alterando no s sua estrutura fsica como a emocional e social. Dias et al (2007), relacionam casos de dermatoses que levam a privao do sono, mudanas nas rotinas familiares, prejuzo de socializao e perdas de forma geral. Quanto s alteraes da convivncia familiar preciso verificar como o ambiente pode ter colaborado na
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condio de adoecimento. Uma das entrevistadas exemplifica esta situao:


[...] aps cinco anos de tratamento ininterrupto, eu cheguei a ficar sem nenhuma mancha, a teve um final de ano, que eu me lembro que passei por uns problemas familiares, que abalou o meu emocional, a as manchas voltaram [...]. (Ametista)

Estudos recentes apontam dados sobre estresse psicolgico e outros fatores estressantes da vida como desencadeadores ou agravadores do vitiligo (PICARDI et al, 2003 apud MULLER, RAMOS, 2004; TABORDA, WEBER, FREITAS, 2005). Estes autores avaliando a prevalncia de sofrimento psquico em pacientes com dermatoses psicocutneas, as que constavam em seus estudos foram acne vulgar, vitiligo, psorase, urticria, dermatite atpica e alopcia areata, apontaram que as doenas crnicas, de longa durao e inestticas, como o vitiligo, podem estar associadas a maior grau de sofrimento psquico com prejuzo emocional destes pacientes. Cada pessoa acometida pelo vitiligo tem uma percepo da doena que nica. Diferentes reaes emocionais foram manifestadas de acordo com a forma de enfrentamento, positivo ou negativo, ao vitiligo. Sentimentos como tristeza, melancolia, preocupao, mas tambm superao foram perceptveis nas falas.
[...] tem pessoa que repara a pigmentao da pele da gente, a a pessoa acha estranho, a auto-estima abaixa muito [...]. (Berilo) Acho triste, [...]. (Diamante) De espalhar para todo corpo, me preocupo com isso. (Esmeralda) [...] aprendi a conviver, aprendi a superar a situao com o tempo. (Prola)

As pessoas que apresentam vitiligo tm suas prprias crenas sobre a identidade, causa, durao e at mesmo cura de sua doena, que refletem em respostas emocionais diversas como sentimentos autodepreciativos, vergonha, medo e estigma social, estresse psicossocial e baixa autoestima que podem causar ou agravar distrbios emocionais (LEVENTHAL, s.d, apud HOFFMANN et al, 2005). Nesse sentido, deve-se levar em considerao a singularidade de cada pessoa, pois a forma de interpretar a sua doena e de lidar com a mesma depende tambm de aspectos muito individuais, o que reforado pelo estudo de Silva et al. (2006), que avaliaram stress e estratgias de coping em pacientes com psorase, buscando identificar as diferentes formas do paciente perceber e lidar com as situaes de vida.

Recursos de apoio e tratamento


So vrias as opes para o tratamento do vitiligo. Nesta pesquisa a terapia
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365 combinada, oral e tpica, foi relatada como sendo a mais utilizada pelos participantes. Foi marcante nos relatos a necessidade de interromper o tratamento por dificuldades financeiras dos entrevistados. Verifica-se que os medicamentos para controle do vitiligo possuem custos altos e so ainda de difcil acesso aos usurios, fato que dificulta ou limita o tratamento das pessoas que apresentam vitiligo. Os fatores mencionados acima podem ser claramente percebidos nos relatos de alguns participantes:
Comecei a fazer o tratamento e parei, por causa financeira e, tempo para relaxar, fiz o tratamento na poca com medicamentos oral e pomada. (Safira) Eu pagava os medicamentos, agora ta sendo financiado pela prefeitura de Ipatinga, meu tratamento oral e pomada. (Turquesa) H muito tempo se achava o Vitcromin s em BH, ento voc imagina, muito difcil, a gente tinha que ir em BH, encomendar o remdio, comprar o remdio, ento havia muita dificuldade. (Turmalina)

A literatura da rea expe que a terapia oral oferece melhores resultados e com menos efeitos colaterais. J a terapia tpica tambm eficaz no tratamento do vitiligo, apresentando como principal complicao o aparecimento de reaes bolhosas fototxicas (STEINER et al, 2004). O tratamento de doenas crnicas sobrecarrega o Sistema Pblico de Sade, pois tanto as consultas recorrentes quanto os medicamentos para controle apresentam custos elevados o que contribui para o agravamento do sofrimento psquico, social, econmico e cultural da pessoa acometida, gerando um desequilbrio do estado de sade (SILVA; MULLER, 2007). Devido ao alto custo do tratamento, tanto dos medicamentos e das consultas recorrentes, percebe-se que de grande importncia que o governo desperte para incluir o tratamento do vitiligo nas polticas pblicas de sade, ou seja, o Sistema nico de Sade (SUS).

As formas de enfrentamento das doenas de pele podem ser classificadas em formas ativas ou de aproximao que esto relacionadas aos esforos cognitivos ou condutas para manejar diretamente o fator estressante, e a outra forma seria evitar o problema, ou seja, estabelecer aes para no confrontar com o problema, atravs de condutas de fuga (SILVA; MULLER, 2007). O vitiligo causa respostas de estresse pessoa acometida, assim, o ideal que esta procure recursos para enfrentar as situaes que lhe exige adaptao, no qual ajudariam a ter xito com a sade. Foi marcante nos relatos dos entrevistados a aproximao com outros portadores de vitiligo e procura por apoio e conforto religioso, na figura de Deus e nos membros da Igreja a qual freqentavam para lidarem com a dermatose. Nos relatos fica claro a ajuda da Igreja, seja atravs de recursos financeiros ou pelo apoio espiritual, exemplificados abaixo:
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366
[...] tinha irmos da Igreja que me ajudava a comprar uns creme pra mim, a eles ajudavam [...]. (Rubi) [...] se no fosse Jesus, para mim dar foras, para mim sustentar esses anos todinho, porque na palavra de Deus a gente acha conforto, para no olhares as complicaes da vida, porque todo mundo tem aflies e complicaes. (Turmalina) [...] todas as vezes que a gente vai igreja, a gente nem lembra de ter esse problema, se sente vontade. (gata)

Em momentos de fragilidade, o apoio de outras pessoas fortalece a autoconfiana, o que possibilita um melhor enfrentamento das situaes de sofrimento. Existe uma comunidade virtual, cujo endereo eletrnico o www.vitiligo.com.br, que tem como objetivos a ampliao da rede de relacionamentos entre pessoas que convivem com este problema dermatolgico, dando-lhes a oportunidade de elevarem a auto-estima, a partir do compartilhamento de experincias; colaborar para ampliar divulgao de informaes corretas sobre a doena, inibindo os inexplicveis preconceitos e rejeies sociais a esta dermatose; proporcionar comunidade esclarecimentos que possibilitem a convivncia amistosa, harmoniosa e saudvel entre as pessoas que apresentam vitiligo e a sociedade em seus mais variados segmentos enfrentar de maneira adequada.

CONCLUSO

As pessoas acometidas pelo vitiligo em geral sofrem impactos psicossociais que desequilibram o organismo, trazendo alteraes fsicas, emocionais e sociais. A pesquisa confirmou esta afirmativa, pois os participantes relataram ter tido mudanas em vrias reas de suas vidas relacionadas ao surgimento da dermatose. Notou-se que todos os participantes tiveram algum grau de comprometimento na auto-estima, pois a doena trouxe constrangimento, tristeza e preocupao com a avaliao de outras pessoas quanto modificao da esttica da pele. Alm disso, a falta de recursos financeiros para realizao de tratamento adequado foi outro fator presente nos depoimentos que tambm contribuiu negativamente para o emocional dessas pessoas. Por fim, os resultados desta pesquisa reforam a necessidade de uma assistncia psicoteraputica e equilbrio emocional, alm da terapia medicamentosa, para que tenha eficincia o tratamento. O acompanhamento multiprofissional tem como objetivo a busca por um estado de sade integral dentro das possibilidades individuais e coletivas. O enfermeiro, membro da equipe multiprofissional para melhor assistir ao indivduo portador desta dermatose, deve buscar embasamento cientfico que norteie o conhecimento do vitiligo, estabelecendo orientaes corretas e tem como maior desafio tentar enxergar este indivduo para alm da sua pele, assim como auxili-lo para que ele prprio consiga fazer o mesmo.

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REFERNCIAS
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O PAQUMETRO
Paqumetro

O paqumetro um instrumento usado para medir as dimenses lineares internas, externas e de profundidade de uma pea. Consiste em uma rgua graduada, com encosto fixo, sobre a qual desliza um cursor. 1. orelha fixa 8. encosto fixo 2. orelha mvel 9. encosto mvel 3. nnio ou vernier (polegada) 10. bico mvel 4. parafuso de trava 11. nnio ou vernier (milmetro) 5. cursor 12. impulsor 6. escala fixa de polegadas 13. escala fixa de milmetros 7. bico fixo 14. haste de profundidade O cursor ajusta-se rgua e permite sua livre movimentao, com um mnimo de folga. Ele dotado de uma escala auxiliar, chamada nnio ou vernier. Essa escala permite a leitura de fraes da menor diviso da escala fixa. O paqumetro usado quando a quantidade de peas que se quer medir

pequena. Os instrumentos mais utilizados apresentam uma resoluo de: 0,05 mm, 0,02 mm, 1/128" ou 0,001" As superfcies do paqumetro so planas e polidas, e o instrumento geralmente feito de ao inoxidvel. Suas graduaes so calibradas a 20C. H vrios tipos de paqumetros para possibilitar medidas em peas de caractersticas diferentes. Alguns exemplos so: Tipo de paqumetro Paqumetro universal Utilizao utilizado em medies internas, externas, de profundidade e de ressaltos. Trata-se do tipo mais usado. Paqumetro universal com relgio Paqumetro com bico mvel (basculante) Paqumetro de profundidade O relgio acoplado ao cursor facilita a leitura, agilizando a medio. Empregado para medir peas cnicas ou peas com rebaixos de dimetros diferentes. Serve para medir a profundidade de furos no vazados, rasgos, rebaixos etc. Esse tipo de paqumetro pode apresentar haste simples ou haste com gancho. Paqumetro duplo Paqumetro digital Serve para medir dentes de engrenagens. Utilizado para leitura rpida, livre de erro de paralaxe, e ideal para controle estatstico. NNIO: O nnio a parte do paqumetro cuja finalidade proporcionar uma medida com uma resoluo menor (mais precisa) do que a feita somente com a escala fixa.

A escala do cursor chamada de nnio ou vernier, em homenagem ao portugus Pedro Nunes e ao francs Pierre Vernier, considerados seus inventores. O nnio possui uma escala com n divises para X mm da escala fixa.

No caso da figura ao lado, o nnio est dividido em 10 partes iguais para 9 mm. Cada diviso do nnio possui 9/10 mm, portanto o 1 trao do nnio est a 1/10 mm do prximo trao na escala fixa (comprimento esse que a resoluo do paqumetro), o 2 trao do nnio est a 2/10 mm do seu prximo trao na escala fixa e assim sucessivamente.

CLCULO DE RESOLUO: A resoluo de um paqumetro a distncia compreendida entre a 1 subdiviso do nnio e a subdiviso subseqente na escala fixa.

Se o nnio mede X mm, e dividido em n partes iguais, o comprimento compreendido entre duas subdivises consecutivas do nnio X/n. Este valor tem o seguinte formato em notao decimal: I,D. I representa a parte inteira do nmero decimal e D representa a parte fracionria. Por exemplo: X=39 mm e n = 20, X/n = 1,95. I=1. Resoluo = (I+1)-X/n Exemplos: Nnio de 9 mm com 10 divises X/n = 0,9 Resoluo = 1 0,9 = 0,1 mm Nnio de 39 mm com 20 divises X/n = 1,95 Resoluo = 2 1,95 = 0,05 mm Nnio de 49 mm com 50 divises

X/n = 0,98 Resoluo = 1 0,98 = 0,02 mm

LEITURA DA MEDIDA: 1. Posicione o bico mvel de forma tal que a pea a ser medida se adapte com folga entre os bicos fixo e mvel (medida externa) ou entre as orelhas (medida interna) ou entre a haste de profundidade e a escala fixa (medida de profundidade) 2. Mova as partes mveis com o polegar atuando no impulsor at que a parte mvel (bico, orelha ou haste) encoste suavemente na pea. 3. Leia na escala fixa o nmero de milmetros inteiros ( esquerda do zero do nnio). 4. Leia a parte fracionria da medida observando qual trao do nnio coincide com algum trao da escala fixa e calcule o valor da frao multiplicando o nmero desse trao pela resoluo.

TECNICAS PARA NEUTRALIZAR

Aquela tcnica de neutralizar esquentando as cores( como no caso do preto e outros tons escuros ) misturado aos tons mandarim ,avel ou vermelho funciona no caso da pessoa querer um tom bem escuro mesmo e se neutraliza as que foram feitas e se tornaram azuladas?No caso seria usado uma gota de um desses tons para 5 do preto ou outras tonalidades escuras.

REMOO / DESPIGMANTAO

DERMODESPIGMENTA O A REMOO DAS CELULAS PIGMENTADAS, ATRAVS DE PROCESSO QUMICO.


Atualmente nos deparamos com um nmero cada vez maior de clientes insatisfeitos, apresentando trabalhos grotescos de maquiagem definitiva, sem qualidade e harmonia, o que gera preconceito contra um trabalho que s deveria facilitar a vida das pessoas. No intuito de amenizar os maus resultados, e em alguns casos, san-los completamente, temos a dermodespigmentao, uma tcnica capaz de remover os pigmentos implantados na pele atravs da maquiagem definitiva. Por ser um procedimento traumtico, antes de ser indicado, feita uma avaliao detalhada, para que a tcnica somente seja realizada em casos inevitveis, pois a esta tcnica pode ser aliada a correo de cor, onde se faz a micropigmentao do novo formato, mais adequado, e a remoo feita somente nos locais que ficarem fora deste novo formato.

Esta tcnica pode ser usada para remoo de pigmentos de sobrancelhas, plpebras, lbios e outras pigmentaes semelhantes 1

SISTEMA TEGUMENTAR
A Dermodespigmentao aparentemente um procedimento simples, onde ns utilizamos solues qumicas chamadas, cidos gliclicos. No caso de dermodespigmentao, esses cidos so inseridos na pele de forma subcutnea. Utilizando o mesmo aparelho que utilizamos na Micropigmentao, neste caso, o dermgrafo.

TEMOS DOIS TIPOS DE CIDOS GLICLICOS NO MERCADO OS CIDOS SUPERCUTANEOS EM FORMA DE CREMES, LOES, POMADAS...

E OS CIDOS GLICLICOS DERMATOLGICOS

ESSES CIDOS SO UTILIZADOS, PARA TRATAMENTOS ESTTICOS E NO TEM PODER DE REMOVER UMA PIGMENTAO SUBCUTNEA

OS CIDOS GLICLICOS DERMATOLGICOS, SO ELABORADOS ATRAVS DE MANIPULAO QUMICA, ESTES CIDOS GERALENTE NO SO VENDIDOS NO MERCADO, NECESSRIO QUE UM MDICO DERMATOLOGISTA, EMITA UMA RECEITA, PARA QUE O PROFISSIONAL MICROPIGMENTADOR, POSSA ADIQUIRIR EM UMA FARMCIA DE MANIPULAO. TAMBM NO EXISTE UMA FRMULA PADRONIZADA, EXISTEM VARIOS TIPOS DE MANIPULAO DESSES CIDOS, MAS, O RESULTADO FINAL O MESMO EM TODOS OS CASOS. EXISTEM CASOS DE SEREM MANIPULADOS EM ETAPAS EXEMPLO: APENAS 1 FRASCO DE CIDO GLICLICO OU 2, AT MESMO 3, ISTO VAI DEPENDER DA FORMA QUE O DERMATOLOGISTA PEDIR ESTA MANIPULAO. POR ISSO IMPORTANTE QUE O PROFISISONAL MICROPIGMENTADOR, CONVERSE E EXPONHA AS SUAS NECESSIDADES PARA O MEDICO, A FINALIDADE QUE ESTE CIDO SER USADO, PARA QUE ELE POSSA ELABORAR A MANIPULAO DA FORMA MAIS ADEQUADA. 5

A FUNO DO CIDO GLICLICO CELULAS MORTAS


O CIDO IR ELIMINAR (MATAR) AS CLULAS PIGMENTADAS.

CELUAS NOVAS OU RENOVAO CELULAR

AS CELULAS PIGMENTADAS J MORTAS, SERO ELIMINADAS DO ORGANISMO, ACONTECER O PROCESSO DE RENOVAO CELULAR, ONDE NASCERO NOVAS CLULAS. MAS, ESTE PROCESSO, NO ACONTECE COM UM PASSE DE MGICA, TODOS SABEM QUE NOSSAS CLULAS, SO FISICAMENTE MICROSCPICAS. ENTO PRATICAMENTE IMPOSSIVEL, QUE TODAS AS CELULAS SEJAM ALCANADAS, EM UM NICO PROCEDIMENTO. A DERMODESPIGMENTAO UM TRATAMENTO, GERALENTE SO NECESSRIOS 2 OU 3 PROCEDIMENTOS, PARA QUE SE TENHA UM BOM RESULTADO. LEMBRANDO QUE A DERMODESPIGMENTAO, UM PROCEDIMENTO A PARTE DA MICROPIGMENTAO. E COMO FEITO ESTE PROCEDIMENTO? ESSE UM PONTO MUITO COMPLEXO, O IDEAL QUE VOC PEA AO DERMATOLOGISTA QUE IR TE PASSAR A FRMULA , TE ORIENTE NA FORMA DE UTILIZAO DO CIDO. POIS, COMO J FALAMOS ANTERIORMENTE, EXISTEM

DIFERECIADAS FORMAS DE MANIPULAO DESSES CIDOS, BEM ASSIM COMO A FORMA DE SER UTILIZADA ENTO O QUE EU DEVO PERGUNTAR AO MDICO, QUAIS AS INFORMAES QUE EU PRECISO TER? 12345A FORMA CORRETA DE UTILIZAO OS CUIDADOS E CICATRIZAO O TEMPO DE ESPAO, PARA UM NOVO PROCEDIMENTO OS RISCOS AS CONTRA INDICAES

E TODAS AS INFORMAES POSSIVEIS, PARA QUE VOC POSSA FAZER O PROCEDIMENTO DE FORMA SEGURA. TENHO UMA DUVIDA ? ESSE TIPO DE PROCEDIMENTO S PODE SER FEITO POR MDICOS DERMATOLOGISTAS? NO! HOJE OS PROFISSIONAIS DA AREA DE ESTTICA E MICROPIGMENTAO, PODEM FAZER ESTE TIPO DE PROCEDIMENTO, DESDE QUE, ELES COMPROVEM QU ESO PROFISSINAIS CAPACITADOS PARA ISSO. (VOC DEVE LEVAR O CERTIFICADO DE CONCLUSO DO SEU CURSO) O MEDICO DERMATOLOGISTA, TEM OBRIGAO DE ME FORNECER A RECEITA? NO! MAS, A GRENDE MAIORIA, FORNECE SEM PROBLEMAS, DESDE HAJA BOM SENSO, ELE TE CONSIDERE APTO, NESSE CASO BOM VOC ESTAR PREAPADO, POIS ELE PODE TE SUBMETER A UMA ENTREVISTA PARA TESTAR SEUS CONHECIMENTOS

DICAS MUITO IMPORTANTES REMOO INSTANTANEA


O PROCEDIMENTO DE DERMODESPIGMENTAO PODE DEIXAR SEQUELAS, COMO CICATRIZES. DEVE- SE TER MUITO CUIDADO NA HORA DE MANIPULAR O CIDO, AO CAIR NOS OLHOS, ELE PODE CAUSAR CEGUEIRA, DEVE-SE TER CUIDADO NA SUA INALAO E INGESTO. NO RECOMENDADO O PROCEDIMENTO PARA REMOVER CONTORNO DOS OLHOS E PREENCHIMENTO LABIAL. OS MAIS INDICADOS, SO, CONTORNO E PREENCHIMENTO DE SOBRANCELHAS E CONTORNO LABIAL. S FALA O RPOCEDIMENTO EM MICROPIGMENTAO PARAMDICA, COM INDICAO MDICA (O CLIENTE DEVE TER UMA DECLARAO MDICA, AUTORIZANDO O PROCEDIMENTO) S USE O PROCEDIMENTO DE DERMODESPIGMENTAO, CASO SEJA EXTREMAMENTE NECESSRIO, EM CASO DE CORREES E NEUTRALIZAO DE CORES. NO PODER SER FEITO O PROCEDIMENTO DE MICROPIGMENTAO, ENQUANTO O CLIENTE, ESTIVER EM TRATAMENTO DE REMOO, PARA SE INCIAR O PROCEDIKENTO DE MICROPIGMENTAO, A ETAPADA DE REMOO DEVE TER SIDO TERMINADA E O LOCAL TOTALENTE CICATRIZADO. TRATA-SE DE OUTRO TIPO DE DESPIGMENTAO AONDE UTLIZAMOS AGUA OXIGENADA LIQUIDA, 40 VOLUMES ESTE PROCEDIMENTO, S RECOMENDADO, NA HORA QUE O PROFISSIONAL ESTIVER PIGMENTANDO, E APENAS FUNCIONA, PARA REMOVER INSTANTANEAMENTE E EM PEQUENA PROPORO. EXEMPLO: O PROFISSSIONAL COMETE UM PEQUENO ERRO, NA HORA EM QUE ESTIVER FAZENDO UM CONTORNO, NESSE MOMENTO, ELE IR PARAR O PROCEDIMENTO E UTILIZAR A AGUA OXIGENADA PARA REMOVER. EM CASO DE PRENCHIMENTOS, OU GRANDE PARTE PIGMENTADA, O PROCEDIMENTO NO ADIANTAR, SOMENTE EM TRAOS DE APROXIMADAMENTE MILMETRO, NO MAXIMO.

MAIS DUVIDAS ENTRE EM CONTATO!

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OS CUIDADOS E

PERGUNTAS FREQUENTES

Cuidados Ps-Pigmentao
1) No molhar por 48 horas no caso de sobrancelhas. 2) No tomar sol direto durante 30 dias 3) No usar sauna, no frequentar piscina e mar, nos primeiros 7 dias. 4) Nunca utilizar cremes contendo cidos sobre o local. 5) Ter cuidados com calor de forno, secador de cabelos, vapor de panela... 6) Passar vaselina pomada para manter hidratada. 7) Passar Maravilha Curativa ao limpar. 8) No usar maquiagem at completa cicatrizao. 9) No arrancar a casca que se forma, deix-la cair naturalmente. 10) No ingerir frutos do mar. 11) No beijar ou tocar os lbios no travesseiro, em caso de lbios. 12) S lavar a rea com soro fisiolgico ou gua boricada nas primeiras 24 horas. 13) Fazer retoque entre 25 a 40 dias. Aps 40 dias perder o direito ao retoque. 14) Se perdeu o direito a retoque, at 90 dias da data da pigmentao, o mesmo poder ser feito sendo cobrado 1/3 do valor do servio.

15) Aps 90 dias no ser mais considerado como retoque e sim como novo servio

1) Quanto tempo dura a micropigmentao? A micropigmentao pode durar muitos anos, mas a renovao celular constante, atualmente mais acelerada em funo do uso de cidos rejuvenescedores, e tambm pela ao direta dos raios solares, contribuem para o desbotamento do pigmento, precisando refazer a tcnica aps dois anos em mdia. 2) Quais as precaues que se deve tomar aps o processo de micropigmentao? necessrio usar durante a primeira semana uma pomada lubrificante, para ajudar a fixar o pigmento. Neste mesmo perodo evitar sauna, coar, vapores de panela, banho quente, sol, mergulho no mar ou piscina. Para aplicao nos lbios, alm desses j descritos evitar tambm beijar na boca e ingerir crustceos. 3) Micropigmentao e Tatuagem, so a mesma coisa? Inicialmente a tcnica era a mesma. Atualmente no. Na Micropigmentao usamos um aparelho chamado dermgrafo, prprio para trabalhos sensveis e delicados. As agulhas e os pigmentos foram desenvolvidos especialmente para este fim o que fez com que a tcnica evolusse, traduzindo um trabalho mais suave e delicado, o que antes era mais agressivo e grosseiro, deixando marcas irreversveis, pois a tatuagem uma tcnica de alta penetrao, que atinge a terceira camada da pele e s pode ser removido com laser. 4) E se eu no gostar? Como uma tcnica de penetrao de pigmentos, a mesma ter um tempo de durao na pele, mas considerando que ela s atinge a segunda camada da pele, podemos dizer que um processo reversvel. Para no reforar esta maquiagem, basta no fazer os retoques de manuteno e poder tambm, serem utilizados produtos que descamam a pele, acelerando a renovao celular, e em ltimo caso recorrer ao processo de despigmentao. Nestes ltimos casos sempre buscando a orientao de um especialista. 5) Quem pode fazer a micropigmentao? Quase todas as mulheres e homens podem se submeter a tcnica, sendo contra-indicado para os portadores de diabetes, hemofilia, cncer de pele, herpes labial, alergias tpicas, urticria fsica (dermografismo), telangiectasias, portadores de marca-passo, grvidas ou no perodo pr menstrual.

6) O que so aquelas sobrancelhas azuladas que as vezes vejo em algum? Pode ser corrigido?

Tcnicas ainda pouco difundidas e o prprio desconhecimento de reaes que se poderia obter no uso de algumas tonalidades, assim como pigmentos imprprios para este tipo de trabalho, foram fatores que propiciaram esses trgicos efeitos. Muitos deles irreversveis, e outros com alguma possibilidade de melhora. Hoje um bom profissional, com bons conhecimentos de colorimetria no tem praticamente chances de errar em um resultado desejado. Podem ser corrigidas, sim, passando por um processo de camuflagem da cor antiga e aplicao do novo e adequado tom para aquela pele. 7) Quem escolhe a cor? Tanto a cor como o design so bastante discutidos entre a cliente e a profissional. A cliente com sua idia j pr-concebida e a profissional com sua experincia, iro trocar idia e encontraro a melhor opo unindo o desejo da cliente com a tcnica da profissional. 8) preciso fazer alguma manuteno? Hoje j contamos com pigmentos que dispensam o retoque, porm ainda h casos que no processo de cicatrizao, ao desprender uma casquinha, fica uma falha na absoro do pigmento, ento neste caso necessrio que entre 25 a 40 dias no mximo, a cliente retorne para avaliao. 9) Quanto tempo tenho que dispor para me submeter a tcnica? Depende do que a cliente deseja fazer, mas para fazer a maquiagem completa, boca, olhos e sobrancelha, leva cerca de 4 horas. 10) Que riscos so oferecidos a sade? So premissas bsicas para o completo sucesso do trabalho: Material de qualidade, material de uso individual descartvel e principalmente assepsia do local. Com esses cuidados rarsssimo ocorrer situaes de infeco, lembrando que a cliente tambm responsvel pela manuteno e cuidados no processo de cicatrizao, devendo seguir rigorosamente as orientaes dadas pelo profissional. 11) Este procedimento esttico gera dor como na tatuagem? A aplicao praticamente indolor, pelo uso de cremes anestsicos antes do incio da sesso que dura em mdia uma hora e meia. Na maquiagem definitiva utiliza-se um aparelho chamado dermgrafo, que possui uma agulha na sua extremidade e o pigmento aplicado na segunda camada da pele, por isso no agride a derme e evita sangramento e dor acentuada. J na tatuagem, o trauma drmico chega a ser dez vezes maior, porque a profundidade da agulha na pele tambm muito maior, j que atinge a terceira camada da pele.

12) Quem est habilitado a fazer este trabalho? Como qualquer trabalho esttico, a micropigmentao deve ser feita por profissionais formados, treinados e experientes, que tenham conhecimento sobre pele, colorimetria, desenhos, assepsia, entre outros conhecimentos importantes ligados a tcnica e a aplicao.

PASSO A PASSO COLORIMETRIA

1 - AQUECIMENTO DAS CORES

PARA QUE SERVE :

Evitar as famosas sobrancelhas azuladas ou desbotadas O Aquecimento feito com mesclagem de pigmentos que agem, eliminando as substancias que causa a alterao do Pigmento na Micropigmentao

AQUECIMENTO DO PIGMENTO PRETO :

Pra cada batoque de tinta preta, devemos acrescentar uma gora de tinta vermelha , misturar bem, antes de aplicar. Esta regra, utilizada em todos os procedimentos de Miropigmentao

AQUECIMENTO DO PIGMENTO MARROM :

Pra cada batoque de tinta marrom, devemos acrescentar uma gora de tinta ocre , misturar bem, antes de aplicar. Esta regra, utilizada em todos os procedimentos de Miropigmentao

NEUTRALIZAO

PARA QUE SERVE : NEUTRALIZAR, UMA PIGMENTAO J EXISTENTE EXEMPLO : QUANDO UM CLIENTE NOS PROCURA PARA CONCERTARMOS UM TRABALHO QUE ESTA DESPIGMENTADO, COMO POR EXEMPLO UMA SOBRANCELHA QUE J ESTEJA AZULADA. SE NS NO NEUTRALIZARMOS ESTE PRIMEIRO TRABALHO, ANTES DE INICIARMOS O PROCEDIMENTO AS SUBSTANCIA QUE J ESTO NA PELE QUE CAUSARAM A DESPIGMENAO, IR INTERAGIR COM O PIGMENTO DO NOVO PROCECIMENTO

PARA NEUTRALIZARMOS MUITO SIMPLES. Antes de iniciarmos o procedimento, ns iremos neutralizar o procedimento anterior, utilizando o pigmento LARANJA. Iremos passar o Pigmento Laranja, em toda camada do trabalho anterior , aguardar 20 minutos e inciarmos o novo procedimento, lembrando que o novo procedimento j dever ser feito com a cor devidamente aquecida, para no repedirmos o erro do profissional que executou o procedimento anterior de forma errada, ou seja, sem aquecer a cor, fato que causou o desbotamento do trabalho

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