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FACULDADE ANHANGUERA DE ANÁPOLIS

CURSO DE ENGENHARIA MECÂNICA





SÉRGIO LUCAS BORGES SOARES GALVÃO
JEFERSON GOMES DE FREITAS SANTOS
DAVY FÉLIX VAZ DA SILVA




OTIMIZAÇÃO DO PROJETO ESTRUTURAL DE
UM MEZANINO











Anápolis-GO, Janeiro de 2013

SERGIO LUCAS BORGES SOARES GALVÃO
JEFERSON GOMES DE FREITAS SANTOS
DAVY FÉLIX VAZ DA SILVA






OTIMIZAÇÃO DO PROJETO ESTRUTURAL DE
UM MEZANINO





Trabalho de conclusão de curso apresentado à banca
examinadora da Faculdade Anhanguera de Anápolis, como
requisito obrigatório para a obtenção do título de Bacharel em
Engenharia Mecânica.
Orientador: Prof. Esp. Agnaldo Antônio M. T. da Silva








Anápolis-GO, Janeiro de 2013

FACULDADE ANHANGUERA DE ANÁPOLIS
CURSO DE ENGENHARIA MECÂNICA



SERGIO LUCAS BORGES SOARES GALVÃO
JEFERSON GOMES DE FREITAS SANTOS
DAVY FÉLIX VAZ DA SILVA



OTIMIZAÇÃO DO PROJETO ESTRUTURAL DE
UM MEZANINO



Trabalho de conclusão de curso aprovado em ____/____/_____ para obtenção do título de
Bacharel em Engenharia Mecânica.



Banca Examinadora:

____________________________________
Orientador: Prof. Esp. Agnaldo Antônio M. T. da Silva

____________________________________
Examinador: Prof. Esp. Igor Silva Guimarães

____________________________________
Professor Convidado: xx


V





AGRADECIMENTOS

Agradecemos primeiramente a Deus, por permitir que
todas essas etapas nos fossem possível concedendo a
nós luz e entendimento para discernir qual caminho
proceder para a conclusão vitoriosa de nossos idéias
segundo o querer de Deus.
Segundo, agradecemos aos nossos familiares e
companheiras que em todos os momentos estiveram nos
apoiando e acreditando na realização do que hoje tem se
concretizado.
Agradeço também em especial ao Sr. Agnaldo Antonio
que despendeu grande parte do seu tempo nos
conduzindo para a melhor configuração deste projeto.
Por fim agradecemos a todos aqueles que de alguma
forma ou em algum momento contribui para que os
resultados desta etapa de nossas vidas até aqui
apresentados fosse positiva.

VI

RESUMO
Este trabalho trata da apresentação de um projeto estrutural de um mezanino de médio
porte destinado à otimização de espaço de interiores com a finalidade de área de deposito.
Sobre esta perspectiva de concepção do projeto arquitetônico é idealizado três
configurações de projeto a fim de obter a que melhor se adéqua em critérios econômicos e/
ou de resistência.
Por fim é feito uma analise comparativa gráfica sobre quais perfis são mais viáveis se
solicitados a tensões de flexão e compressão tendo como critério de resultados os
fundamentos anteriormente descritos.

Palavra-chave: Projeto de Mezanino, Otimização de Projeto.

VII

ABSTRACT
This paper deals with the presentation of a structural design of a mezzanine midsize
designed to optimize interior space for the purpose of storage. On this view of the
architectural design is conceived three design configurations in order to get the one that best
fits on economic criteria and / or resistance.
Finally a comparative analysis is made on graphical profiles which are more viable if asked to
bending stresses and compression test results as having the fundamentals described above.

Keyword: Mezzanine Design, Optimization Project.

VIII

LISTA DE FIGURAS
Figura 1 – Peça estrutural sujeita a tração e compressão ....... Error! Bookmark not defined.
Figura 2 – Peça estrutural sujeita a forças cortantes............... Error! Bookmark not defined.
Figura 3 – Peças estruturais Sujeitas a momento fletor. ......... Error! Bookmark not defined.
Figura 4 – Peça estrutural sujeita a Torção ............................. Error! Bookmark not defined.
Figura 5 – Flambagem de Colunas ......................................... Error! Bookmark not defined.
Figura 6 – Vista Isométrica do Projeto .................................... Error! Bookmark not defined.
Figura 7 – Planta Baixa do mezanino com disposição dos perfis estruturaisError! Bookmark
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Figura 8 – Coeficiente de Flambagem por flexão de elementos isoladosError! Bookmark
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Figura 9 – Lajes de painéis tipo “wall” (Gerdau, Oliveira) ........ Error! Bookmark not defined.
Figura 10 – Fluxograma de Dimensionamento de Seção EstruturalError! Bookmark not
defined.
IX

LISTA DE GRÁFICOS
Gráfico 1 – Analise de Peso das Estruturas Propostas ........... Error! Bookmark not defined.
Gráfico 2 – Analise de Custo dos projetos Apresentados ....... Error! Bookmark not defined.
Gráfico 3 – Comparação de Tensão na Configuração 1 ......... Error! Bookmark not defined.
Gráfico 4 – Comparação de Tensão na Configuração 2 ......... Error! Bookmark not defined.
Gráfico 5 – Comparação de Tensão na Configuração 3 ......... Error! Bookmark not defined.
Gráfico 6 – Comparação de Deformação na Configuração 1 .. Error! Bookmark not defined.
Gráfico 7 – Comparação de Deformação na Configuração 2 .. Error! Bookmark not defined.
Gráfico 8 – Comparação de Deformação na Configuração 3 .. Error! Bookmark not defined.

X

LISTA DE TABELAS
Tabela 1 – Deformações Admissíveis de Projeto ................... Error! Bookmark not defined.
Tabela 2 – Propriedade dos Aços Estruturais ......................... Error! Bookmark not defined.
Tabela 3 – Configurações Propostas para Otimização ........... Error! Bookmark not defined.
Tabela 4 – Classificação de Peças Estruturais ....................... Error! Bookmark not defined.
Tabela 5 – Projeto com Configuração 1 .................................. Error! Bookmark not defined.
Tabela 6 – Projeto com Configuração 2 ................................. Error! Bookmark not defined.
Tabela 7 – Projeto com Configuração 3 .................................. Error! Bookmark not defined.
Tabela 8 – Resultados Gerais do Projeto ................................ Error! Bookmark not defined.














XI

LISTA DE SÍMBOLOS
o
Tensão normal
F
Força normal média interna resultante
A
Área da seção transversal da peça estrutural
t Tensão de cisalhamento no ponto estudado
V
Força de cisalhamento interna resultante
Q
Multiplicação da área da seção transversal a distancia do ponto analisado até
o centróide
I
Momento de inércia da área da seção estrutural
t
Largura da área da seção transversal do elemento
K
Fator de concentração de tensão a flexão
M
Momento fletor atuante
c
Centróide da seção estrutural
o
Deformação Resultante
' s A
Secção Deformada
s A
Secção sem Deformação
max f
Flexão Máxima
L
Comprimento da Peça Estrutural sem Apoio
q
Carga distribuída
E
Modulo de Elasticidade
P
Carga Pontual
XII

LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS
VM 01 Viga principal
VM 02 Viga principal
VM 03 Viga principal
VM 04 Viga principal
VM 05 Viga secundaria
VM 06 Viga secundaria
PM Pilar


XIII


Sumário
RESUMO .......................................................................................................................... VI
ABSTRACT ...................................................................................................................... VII
LISTA DE FIGURAS ....................................................................................................... VIII
LISTA DE GRÁFICOS ....................................................................................................... IX
LISTA DE TABELAS .......................................................................................................... X
LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS ............................................................................ XII
1. INTRODUÇÃO .................................................................................................................. 1
1.1 CONSIDERAÇÕES INICIAIS ....................................................................................... 1
1.2 OBJETIVOS ................................................................................................................. 2
1.2.1 OBJETIVO GERAL ................................................................................................ 2
1.2.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS .................................................................................. 2
1.3 JUSTIFICATIVA ........................................................................................................... 2
1.4 METODOLOGIA ........................................................................................................... 3
2. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA ............................................................................................. 4
2.1 Tensão: ........................................................................................................................ 4
2.2 Deformação: ................................................................................................................. 8
2.3 Flambagem: ............................................................................................................... 10
2.4 Definições de Elementos Estruturais: ......................................................................... 11
2.4.1 Viga: .................................................................................................................... 11
2.4.2 Pilar: .................................................................................................................... 12
2.4.3 Laje: ..................................................................................................................... 12
2.5 Otimização: ................................................................................................................ 13
3. METODOLOGIA .............................................................................................................. 14
3.1 Materiais: .................................................................................................................... 15
3.2 Configurações do Projeto: .......................................................................................... 16
3.3 Analise das Vigas Principais e Secundárias: .............................................................. 16
3.3.1 Dimensionamento de Vigas: ................................................................................ 17
3.3.1.1 Flambagem Lateral das Peças: ......................................................................... 17
3.3.1.1 Apoio Lateral das Vigas: ................................................................................... 18
3.3.1.3 Tensão Admissível à Flexão: ............................................................................ 19
3.3.1.4 Flambagem Local (Q): ...................................................................................... 22
3.3.1.5 Peças Esbeltas: ................................................................................................ 24
XIV

3.4 Pilares: ....................................................................................................................... 25
3.4.1 Dimensionamento dos Pilares .............................................................................. 25
3.4.1.1 Tensão Admissível de Compressão: ................................................................. 26
3.4.1.2 Flambagem Local: ............................................................................................ 28
3.5 Laje: ........................................................................................................................... 29
3.6 PROGRAMA Desenvolvido: ....................................................................................... 29
4. RESULTADOS ................................................................................................................ 31
4.1 Configuração 1: .......................................................................................................... 31
4.2 Configuração 2: .......................................................................................................... 32
4.3 Configuração 3: .......................................................................................................... 32
4.4 Analise de Custo ........................................................................................................ 33
4.5 Analise de Tensões .................................................................................................... 36
5. CONCLUSÃO .................................................................................................................. 41
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ................................................................................. 42
ANEXO A – Custo do aço gerdau® .................................................................................. 43
ANEXO B – Memorial de calculo do projeto ..................................................................... 44

1
Capítulo 1 – Introdução
1. INTRODUÇÃO
1.1 CONSIDERAÇÕES INICIAIS
Tendo como referencia a resistência dos materiais destinadas a projetos estruturais em
estrutura metálica, está sendo possível por meio desse demonstra a importância do
conhecimento sobre os diversos conceitos abordados ao tema proposto
O trabalho aqui apresentado demonstra as etapas necessárias para a projeção de um
mezanino de médio porte tendo como elemento de analise as vigas e pilares da estrutura.
Inicialmente o projeto é concebido por meio do fornecimento de um projeto arquitetônico que
delineará todo o fator de forma do projeto buscando unir a necessidade do cliente ao layout
mais eficiente. Uma vez concebido o projeto arquitetônico é possível determinar as
premissas de projeto que nortearam todas as etapas para a conformação estrutural do
mesmo.
Tendo as considerações iniciais feitas o projeto é analisado sobre a perspectiva de três
configurações possíveis, onde através da variação de seção transversal dos elementos
estruturais deste é possível proceder uma analise de viabilidade estudando o que será mais
adequado ao cliente tendo visto critérios econômicos e de resistência.


2
Capítulo 1 – Introdução
1.2 OBJETIVOS
1.2.1 OBJETIVO GERAL
+ Demonstrar as possibilidades de desenvolver um projeto em estruturas metálicas
apresentando com isso a eficiência que pode ser gerada, em termos do custo
benéfico, quando da utilização de elementos estruturais adequados.
1.2.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS
+ Demonstrar a aplicação de resistência dos materiais voltada a projetos em
estruturas metalicas;
+ Apresentar valores numéricos de tensão, deformação e custo de projeto;
+ Demonstrar as possibilidades construtivas de um projeto;
+ Fornecer referencia para projetistas na escolha de elementos de viga e pilar;
1.3 JUSTIFICATIVA
Visto o grande espaço que projetos em estruturas metálicas tem alcançado e a alta procura,
principalmente no seguimento industrial, de profissionais que possuam tais habilidades de
projeto, motivou-se ao desenvolvimento deste trabalho de modo a apresentar uma analise
sobre as etapas necessárias para concepção do projeto de um mezanino, bem como da
melhor configuração deste visto em termos econômicos.

3
Capítulo 1 – Introdução
1.4 METODOLOGIA
Neste capítulo é descrita a metodologia utilizada neste trabalho, sendo formada
basicamente pela revisão bibliográfica, pelo estudo do projeto proposto, e as análises das
configurações estabelecidas.
Na primeira etapa, referente à revisão bibliográfica, foi feita a seleção do material que será
abordado no trabalho proposto tendo como objetivo conceituar e fundamentar os métodos
de engenharia empregados a resistência dos materiais com enfoque a estruturas metálicas.
Na segunda etapa, foi realizado um estudo do projeto proposto apresentando com isso três
possíveis configuração para a concepção de um projeto destinado a mesma especificação
de funcionalidade.
Por fim, chegou-se a etapa de resultados onde é feita a analise sobre a estrutura que possui
maior viabilidade olhando sobre critérios econômicos e de resistência.
4

2. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
2.1 TENSÃO:

Tendo a resistência dos materiais como o seguimento da engenharia
responsável pelo estudo das relações de cargas externas aplicadas a corpos deformáveis e
a sua reação mediante as forças internas, é necessário inicialmente que se tenham
considerações a cerca dos princípios básicos que norteiam o tema proposto. Para tanto,
inicialmente é imprescindível o conhecimento sobre as tensões atuantes em um sistema
estrutural.
Conforme a disposição da força externa aplicada a uma determinada secção
estrutural, pode-se notar a presença de diferentes reações, o que gera na estrutura esforços
internos variáveis. Assim sendo, os esforços estruturais internos classificam-se em esforços
solicitantes e resistentes – solicitantes são os esforços normais de tração ou compressão,
cortante, flexão e torção, enquanto que os resistentes são as tensões normais e tensões de
cisalhamento.

Força Normal – é a componente perpendicular à seção transversal das peças,
que podem ser de tração se é dirigida para fora da peça ou de compressão se é dirigida
para dentro da peça. Essas forças serão equilibradas por esforços internos (esforços
resistentes) e se manifestam sob a forma de tensões normais, que serão de tração ou
compressão segundo a força seja de tração ou de compressão (Cantusio, 2008). Estas por
sua vez podem ser de simples compreensão e expressas pela equação 2.1.

A
F
= o
(2.1)
Onde:
o = Tensão normal média
5

F = Força normal média interna resultante
A = Área da seção transversal da peça estrutural

A figura 1 demonstra esquematicamente solicitações de esforço normal em
perfis estruturais.


Figura 1 - Peça estrutural sujeita a tração e compressão (Cantusio, 2008)

Força Cortante – é a componente que tende a fazer deslizar uma porção da
peça em relação à outra e por isso mesmo provoca corte. Essa força será equilibrada por
esforços internos e é denominada tensão de cisalhamento (Cantusio, 2008). Esta por sua
vez pode ser representada pela equação 2.2.

It
VQ
= t
(2.2)
Onde:
t = Tensão de cisalhamento no ponto estudado
V = Força de cisalhamento interna resultante
Q= Multiplicação da área da seção transversal a distancia do ponto analisado até o
centróide
I = Momento de inércia da área da seção estrutural
t = Largura da área da seção transversal do elemento
6


A figura 2 representa de forma esquemática a atuação de peças estruturais
sujeitas a forças cortantes.








Momento Fletor – é a componente que tende a curvar o eixo longitudinal da peça
e será equilibrada por esforços internos que são tensões normais (Cantusio, 2008). Tais
tensões podem ser dados pela equação 2.3 que determina a tensão máxima admissível
para seções lineares.

I
MC
K = o
(2.3)
Onde:
o = Tensão máxima admissível a flexão
K = Fator de concentração de tensão a flexão
M = Momento fletor atuante
C = Centróide da seção estrutural
I = Momento de Inércia da Seção Estrutural


A figura 3 representa de forma esquemática a atuação de peças estruturais
sujeitas ao momento fletor.
Figura 2 - Peça estrutural sujeita a forças cortantes (Marcus Alessandro, 2010).
7






Momento Torsor – é a componente que tende a fazer girar a seção da peça em
torno do seu eixo longitudinal e serão equilibradas por esforços internos denominados
tensões de cisalhamento (Cantusio, 2008). A figura 4 demonstra peças estruturais sujeitas
ao momento torsor.
Para determinarmos a tensão resistente máxima admissível ao cisalhamento
proveniente do momento torsor tem-se a equação 2.4.

I
Tc
K = t
(2.4)

Onde:
t = Tensão cisalhante máxima admissível
K = Fator de concentração de tensão por torção
T =Tensão Cisalhante Atuante
c = Centróide da Seção Estrutural
I = Momento de Inércia da Seção Estrutural

Figura 3 - Peças estruturais Sujeitas a momento fletor (Fonte: Autor).
8


Figura 4 - Peça estrutural sujeita a torção (El Rincón Del Vagos, Pablic).

2.2 DEFORMAÇÃO:

Uma vez solicitadas a forças externas, designadas por cargas atuantes, as
peças estruturais reagem, conforme descrito anteriormente, mediante esforços resistentes.
Ainda sobre o influxo dessas forças a uma alteração da forma inicial da peça estrutural. Tais
mudanças são denominadas deformação e podem ser perfeitamente visíveis ou
imperceptíveis sem o uso de equipamentos específicos para fazer medições precisas.
A deformação em peças estruturais pode se dar pelo alongamento ou redução
da seção longitudinal da peça, tida como deformação normal, e também pela mudança de
ângulo ocorrida entre dois segmentos de reta originalmente perpendiculares entre si,
denominada assim deformação por cisalhamento. Sua formula pode ser expressa pela
subtração da seção deformada a peça original, em um determinado eixo, pela divisão da
seção original. Como resultado tem-se a equação 2.5.

s
s s
A
A ÷ A
=
'
o

(2.5)
Onde:
o = Deformação Resultante
' s A = Secção Deformada
9

s A = Secção sem Deformação

As deformações resultantes em peças estruturais possuem limitações toleráveis
de acordo com a norma pertinente ao país onde o projeto é desenvolvido. Neste trabalho
será empregada como referência a norma brasileira NBR8800 – Projeto de Estruturas de
Aço e de Estruturas Mistas de Aço e Concreto de Edifícios – onde esta delimita os valores
máximos para deslocamentos verticais (flechas) e horizontais conforme apresentado na
tabela 1.

Tabela 1- Deformação admissíveis de projeto (NBR8800, 2008)
Descrição δ
Travessas de Fechamento
L/180
L/120
Terças de Cobertura
L/180
L/120
Vigas de Cobertura L/250
Vigas de Piso L/350
Vigas que Suportam Pilares L/500
Vigas de Rolamento:
Deslocamento vertical para pontes rolantes com capacidade nominal
inferior a 200 kN. L/600
Deslocamento vertical para pontes rolantes com capacidade nominal
igual ou superior a 200kN, exceto pontes siderúrgicas. L/800
Deslocamento vertical para pontes rolantes siderúrgicas com
capacidade nominal igual ou superior a 200kN. L/1000
Deslocamento horizontal, exceto para pontes rolantes siderúrgicas L/400
Deslocamento horizontal para pontes rolantes siderúrgicas L/600
Galpões em geral e edifício de um pavimento:
Deslocamento horizontal do topo dos pilares em relação a base H/300
Deslocamento horizontal do nível da viga de rolamento em relação à
base H/400
Edifícios de dois ou mais pavimentos:
Deslocamento horizontal do topo dos pilares em relação a base H/400
Deslocamento horizontal relativo entre dois pisos consecutivos h/500

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Para a determinação da flecha resultante das cargas atuantes sobre perfis
estruturais, adota-se como referencia o emprego de duas formulas padrões sendo estas
apresentadas para cargas pontuais e cargas distribuídas respectivamente conforme
equação 2.6.


I E
L q
f
. . 384
. . 5
max =
I E
L P
f
. . 48
³ .
max =

(2.6)

Onde:
max f = Flexão Máxima;
L = Comprimento da Peça Estrutural sem Apoio;
q = Carga distribuída;
E = Modulo de Elasticidade;
I = Momento de Inércia;
P = Carga Pontual.

2.3 FLAMBAGEM:

A flambagem é o fenômeno onde à flexão da secção longitudinal de peças
estruturais devido à presença de cargas axiais de compressão. O fenômeno é apresentado
em peças que possuem seção transversal consideravelmente inferior a secção longitudinal,
sendo estas classificadas como peças esbeltas. É considerada uma instabilidade elástica,
ou seja, a peça pode perder sua estabilidade sem que o material atinja a sua tensão de
escoamento. O fenômeno ocorre sempre na direção do eixo de menor momento de inércia
em relação a sua seção transversal onde a tensão critica para ocorrência está diretamente
relacionada ao seu módulo de Young conforme exemplificado na figura 5.

11

Para o dimensionamento de peças sujeitas a flambagem é adotada como
referencia o método desenvolvido por Leonhard Euler, em meados do século XVII, cuja
formula comanda a carga crítica de flambagem para peças estruturais esbeltas.
Nas seções seguintes será demonstrada a formulação necessária para o
dimensionamento de vigas e pilares resistentes a flambagem.

Figura 5 - Flambagem de colunas (Maria da Penha, 2011).


2.4 DEFINIÇÕES DE ELEMENTOS ESTRUTURAIS:

São considerados elementos estruturais todas as peças e componentes que
darão forma a estrutura. Destacam-se neste trabalho os principais elementos para a
construção de um mezanino de médio porte.

2.4.1 Viga:

Vigas são peças submetidas à solicitação de flexão onde à atuação de carga no
comprimento perpendicular de sua seção transversal com tendência de curvatura no eixo
longitudinal da peça, e que serão equilibrados por tensões de flexão admissível
desenvolvidas pela peça.
12

Na grande maioria dos casos ocorre uma combinação de esforços de tração e
compressão, pois nas vigas quando a mesa superior é comprimida, a inferior é tracionada.
Como conseqüência, por se tratar de elemento sujeito a esforços de
compressão, a flambagem local assim como a flambagem lateral desses elementos
estruturais deverão ser levados em conta como os dois fatores que comandam a resistência
dessas peças estruturais (Cantusio, 2008).

2.4.2 Pilar:

Pilares são elementos estruturais usados para receber esforços verticais de uma
edificação e transferi-los para outros elementos, como fundação. Como conseqüência,
pilares são solicitados a uma força normal de compressão o que leva as peças a tenderem
em gerar curvaturas no seu eixo longitudinal, conforme apresentado anteriormente,
denominado flambagem.
Somente peças muito curtas podem sofrer cargas de compressão até o
escoamento do aço sendo a ocorrência mais comum a flambagem ou flexão súbita antes
mesmo que o material atinja seu limite de resistência a compressão.

2.4.3 Laje:

As lajes em engenharia são elementos estruturais de edificações destinados a
transmissão das forças que nelas chegam para as vigas ou pilares de acordo com o tipo de
estrutura. São também elementos bidimensionais, caracterizadas por apresentar espessura
muito menor do que as outras dimensões. Outra característica que diferencia as lajes é o
fato das forças atuantes estarem perpendiculares ao seu plano médio.

13

2.5 OTIMIZAÇÃO:

O conceito de otimização voltado a projetos estruturais esta fundamentado em
duas idéias principais: a redução de custos sem que haja instabilidade ou minoração da
resistência da estrutura do projeto e o aumento da resistência sem que haja com isso
acréscimo de valor.
Sabe-se também que em projetos construídos por meio de estruturas metálicas
o fator fundamental para a determinação de custos esta diretamente relacionada ao peso
que a estrutura vira a ter, visto o valor atribuído hoje a perfis estruturais ser basicamente
estabelecido de acordo com o peso da peça por metro linear, podendo sofrer alterações
menos expressivas também de acordo com o método pelo qual a peça foi obtida.

















14

3. METODOLOGIA

O projeto estudado neste trabalho tem como referencia o estudo desenvolvido
pelo professor Cantusio (2008), onde, por meio deste são apresentadas as premissas para a
elaboração do projeto de um mezanino, sendo estas:

+ Carga Acidental: 4,00 KN/m²
+ Peso Próprio da Estrutura: 0,40 KN/m²
+ Forro: 0,20 KN/m²
+ Altura do Mezanino: 3,40m

Uma vez estabelecidas às premissas é por meio do fornecimento de um projeto
arquitetônico é possível demonstrar e ter uma concepção da forma do projeto, como
resultado tem-se a figura 6.

Figura 6 - Vista isométrica do projeto (Fonte: Autor).
15

Ainda se tratando em concepção de forma, é necessário apresentar a disposição
estrutural que terá melhor eficiência para dar conformidade ao projeto arquitetônico
estabelecido, conforme apresentado na figura 7, onde as seções estruturais são
demonstradas por:

+ VM 05 e VM 06 – Vigas Secundárias
+ VM 01, VM 02, VM03, VM 04 – Vigas Principais
+ PM.1, PM.2, PM.3, PM.4, PM.5, PM.6, PM.7, PM.8 – Pilares


Figura 7 - Planta baixa do mezanino com disposição dos perfis estruturais (Cantusio, 2008).

3.1 MATERIAIS:
Para a analise de custo do aço aqui apresentado é tomado como referência os
produtos fornecidos pelo Grupo Gerdau® S.A, presente no anexo a, sendo neste trabalho
16

utilizado dois padrões de aço para o desenvolvimento do projeto, o aço ASTM A-36 e ASTM
A-572 com propriedades apresentadas na tabela T2.

Tabela 2- Propriedade dos aços estruturais (Gerdau, 2012)
Material
Peso
especifico
(KN/m³)
Tensão de
Ruptura
a Tração
(KN/cm²)
Tensão de
Escoamento
a Tração
(KN/Cm²)
Modulo de
Elasticidade
(KN/cm²)
Coeficiente
de
Poisson
Coeficiente
Dilatação
Térmica (°C)
Valor
(R$/Kg)
AÇO ASTM-A36 78,60 40,00 25,00 20500,00 0,30 12x10-5 3,50
AÇO ASTM-A572 77,00 48,00 34,50 20500,00 0,30 12x10-5 3,92

3.2 CONFIGURAÇÕES DO PROJETO:

Visando analisar o projeto proposto no intuito de obter o projeto que apresente
melhor custo e resistência, serão idealizadas três configurações de projeto, onde, o estudo é
feito tendo como referencia as vigas secundárias, primarias e os pilares. As configurações
propostas são apresentadas na tabela T3.

Tabela 3 - Configuração proposta para otimização
Descrição Configuração 1 Configuração 2 Configuração 3
Viga Secundária V06 Perfil U Perfil I Perfil I
Viga Secundária V05 Perfil U Perfil I Perfil I
Viga Principal V01 / V04 Perfil W Perfil W Perfil Caixa
Viga Principal V03 Perfil W Perfil W Perfil Caixa
Viga Principal V02 Perfil W Perfil W Perfil Caixa
Colunas Perfil CS Tubo Circular Perfil Caixa

3.3 ANALISE DAS VIGAS PRINCIPAIS E SECUNDÁRIAS:

Inicialmente a otimização das vigas será feita por meio de uma pré-analise onde
é definido o modulo de resistência a flexão de projeto de acordo com o momento máximo
17

estabelecido no vão estudado em relação ao limite de resistência do material empregado na
peça estrutural. Uma vez definido o módulo de resistência a flexão do projeto é possível
determinar quais os perfis de diferentes seções poderá ser adotado, tendo como critério de
escolha o modulo de resistência do perfil desejado superior ou igual ao módulo de
resistência encontrado na pré-analise de projeto.
Após a pré-seleção dos perfis estruturais é necessário proceder na ordem
respectiva estudando a resistência a flexão do perfil estrutural, a resistência ao
cisalhamento, e a flecha máxima obtida devido às cargas atuantes.
Neste trabalho para a seleção da viga mais adequada são estudados perfis de
seção I, U e tubos de secção quadradas (perfil caixa). O memorial de calculo, apresentado
no anexo b, demonstra todos os passos necessários para a obtenção do perfil mais
adequado de acordo com a seção analisada.

3.3.1 Dimensionamento de Vigas:


3.3.1.1 Flambagem Lateral das Peças:

As seções das peças quanto a suas condições de flambagem lateral, podem ser
classificadas em compactas, não compactas e esbeltas. Para a identificação do tipo de
estrutura trabalhada é necessário proceder à verificação da mesma conforme apresentado
na tabela T4.






18


Tabela 4 - Classificação de peças estruturais (Cantusio, 2008)
Descrição do Elemento Relação
Tipo de Seção
Compacta
Não
Compacta
Mesa de Perfil I e U

Alma de Perfil I e U


As seções que não atenderem o limite estabelecido na tabela T3 serão
denominadas esbeltas.

3.3.1.1 Apoio Lateral das Vigas:

Elementos flexionados estão sujeitos a sofrer flambagem lateral por compressão,
oriundo da flexão, a fim de evitar essa ocorrência pode ser necessária a criação de apoios
laterais diminuindo assim essas influências (Cantusio 2008).
Para determinarmos a necessidade de contenção lateral deve se determinar o
intervalo de distância entre apoios laterais da peça (Lb) e este deve passar pela verificação
condicional das equações 3.1 e 3.2, onde só será admitida contenção lateral caso o valor de
Lb exceda ou iguale o valor indicado em ambas as condições.

Fy
Af
d
LB
|
|
.
|

\
|
s
14060
1
(3.1)
Fy
Bf
LB
. 62
2 s
(3.2)

s
tf
b
s
tw
h
Fy
54
Fy
80
Fy
632
Fy
540
19


Onde:
LB = Condição de Necessidade de Contenção Lateral
Af = Área da Alma do Perfil Estrutural
d = Altura Do Perfil Estrutural

Fy= Tensão Limite de Resistência a Tração do Material Utilizado
Bf : Comprimento da Mesa do Perfil Estrutural

3.3.1.3 Tensão Admissível à Flexão:

De acordo com a seção a ser dimensionada (compacta, não compacta ou
esbelta) e da existência ou não de apoio lateral os valores para as tensões admissíveis à
flexão serão dados conforme as equações de 3.3 a 3.8. Assim sendo:

a. Elementos com seção compacta e apoio lateral completo:



(3.3)
Onde:
Fbx = Tensão Admissível a Flexão

b. Elementos com seção não-compacta e apoio lateral completo:

Fy Fy
tf
b
Fy Fbx 60 , 0 0024 , 0 79 , 0 s
(
¸
(

¸

|
|
.
|

\
|
÷ =


xFy Fbx 66 , 0 =
20

(3.4)

Onde:
tf = Espessura da Mesa do Perfil Estrutural

c. Elementos com seção compacta ou não-compacta e sem apoio lateral:

Fy x Fb
Fy
Cb
rt
Lb
60 , 0 '
71710
= ¬ <
(3.5)
Fy Fy
Cb
rt
Lb
Fy
x Fb
Fy
Cb
rt
Lb
Fy
Cb
60 , 0
1075670
2 ^
67 , 0 '
358580 71710
s
(
(
(
(
¸
(

¸

|
.
|

\
|
÷ ¬ s s
(3.6)
Fy
rt
Lb
Cb
x Fb
Fy
Cb
rt
Lb
60 , 0
2 ^
119520
'
358580
s
|
.
|

\
|
= ¬ >
(3.7)
Para qualquer valor de Fy
Af
d Lb
Cb
x Fb
rt
Lb
60 , 0
.
8430
" s = ¬

(3.8)
Onde:
Cb = Coeficiente de Flexão
rt = Raio de Giração
Af = Área da Mesa do Perfil Estrutural

21

O valor a ser utilizado como tensão admissível à flexão será o maior entre Fb’x e
Fb”x. O coeficiente de flambagem e o raio de giração podem ser estabelecidos conforme as
equações 3.9 e 3.10.

a. Raio de Giração:
|
.
|

\
|
+
=
6
2
Aw
Af
Iy
rt
(3.9)
Onde:
Iy = Momento de Inércia em Relação ao Eixo Y

b. Coeficiente de Flambagem:

30 , 2 2 ^
2
1
3 , 0
2
1
05 , 1 75 , 1 s
|
.
|

\
|
+
|
.
|

\
|
+ =
M
M
M
M
Cb

(3.10)
Onde:
1 M = Menor Momento Fletor da Seção Estudada
2 M = Maior Momento Fletor da Seção Estudada

Quando o momento fletor em qualquer ponto dentro do intervalo sem contenção
é maior que na extremidade, ou seja, no caso de vigas bi-apoiadas, o valor do coeficiente de
flambagem será 1 (Cantusio 2008).



22

3.3.1.4 Flambagem Local (Q):

Peças estruturais sujeitas a flexão, assim como as comprimidas podem sofrer
deformações por meio da flambagem local. Para que esta flambagem local não ocorra antes
da flambagem lateral os valores de tensão admissível a flexão deverão ser multiplicados por
valores, determinados neste trabalho por Qa ou Qs, no intuito de minorar as tensões
admissíveis na peça.
Para determinação do valor Qa é necessário a verificação das relações de altura
pela espessura da alma onde o valor a ser utilizado estará condicionado a um fator de
calculo pelo quociente da raiz quadrada da tensão limite de resistência a tração do material
conforme apresentado na equação 3.11. Sendo este valor sempre inferior ou igual a um,
visto o seu objetivo de minorar as tensões admissíveis.


1
540
= ¬ s Qa
Fy tw
h

Wx
Wef
Qa
Fy tw
h
= ¬ s
540

(3.11)

Onde:
Qa= Fator de Minoração a Tensão Admissível de Flexão
Wef = Módulo de Resistência Efetivo
Wx = Módulo de Resistência em Relação ao Eixo X

Para os valores da relação altura e espessura da alma, superiores aos limites
propostos pelo fator de calculo, é necessário a determinação do modulo de resistência
efetiva, equação (3.12), bem como para obtenção desse, a altura efetiva da alma do perfil,
equação (3.13), que poderá ser encontrada conforme a formula apresentada:

a. Modulo de Resistência Efetivo:
23

( )
(
¸
(

¸
÷
÷ =
6
²tw hef h
Wx Wef

(3.12)

b. Altura da Alma Efetiva:
(
(
(
(
¸
(

¸

|
.
|

\
|
÷ =
Fy
tw
h
x
Fy
tw
hef
37
1
210

(3.13)

Onde:


hef = Altura Efetiva da Alma do Perfil Estrutural

Os Valores de Qs serão adotados através da verificação da base do perfil
estrutural em relação a sua espessura onde o resultado obtido estará condicionado à
equação 3.14 a 3.16.

1
80
= ¬ s Qs
Kc
Fy tf
b

(3.14)
(
¸
(

¸

÷ = ¬ s >
Kc
Fy
tf
b
Qs
Kc
Fy tf
b
Kc
Fy
0036 , 0 293 , 1
168 80

(3.15)
2 ^
842 , 1
168
|
|
.
|

\
|
= ¬ >
tf
b
Fy
Kc
Qs
Kc
Fy tf
b

(3.16)
Onde:
24

Qs = Fator de Minoração a Tensão Admissível de Flexão
Kc = Coeficiente de Ponderação

Onde o valor Kc é determinado pela relação da altura da alma do perfil pela sua
espessura e não deve exceder o fator de calculo conforme apresentado nas equações 3.17.
1 70 = ¬ s Kc
tw
h

46 , 0 ^
05 , 4
70
|
.
|

\
|
= ¬ >
tw
h
Kc
tw
h

(3.17)

O coeficiente de flambagem local Q será dado pelo produto de Qa por Qs sendo
este sempre menor ou igual a um, visto o seu objetivo de minoração nas tensões
admissíveis.

3.3.1.5 Peças Esbeltas:

Nas peças estruturais sujeitas aos efeitos de flexão, quando os valores dos
limites impostos de seção não-compacta não forem atendidos é necessário verificar outro
coeficiente de minoração das tensões admissíveis à compressão, cuja denominação será
dada pelas iniciais Qe que estarão condicionados as equações 3.18 e 3.19.

1
632
= ¬ s Qe
Fbx tw
h

(3.18)

1
632
0005 , 0 1
632
s
(
¸
(

¸

|
.
|

\
|
÷
|
|
.
|

\
|
÷ = ¬ >
Fbx tw
h
Af
Aw
Qe
Fbx tw
h

(3.19)
Onde:
Qe= Fator de Minoração para Peças Esbeltas
25

3.4 PILARES:

Para o dimensionamento dos pilares adotaremos a pior situação, ou seja, a de
maior carga, escolhendo com isso o pilar “PM05” para ser estudado. Uma vez selecionado o
perfil estrutural é necessário a determinação de sua área de influencia, ou seja, a área de
superfície que resultara em tensão no pilar.
A área encontrada é multiplicada a carga atuante por metro quadrado na
superfície da estrutura de modo a definir a tensão atuante de compressão no pilar. Após
esta definição é utilizada a formula da tensão (força sobre a área), onde isolando a área se
tem a tensão atuante dividida pela tensão admissível que neste caso é dada pelo limite de
resistência a tração do material adotado no projeto, reduzido por um fator de minoração para
estruturas sujeitas a compressão.
Uma vez encontrada a área é possível escolher diferentes perfis estruturais que
possuam seção transversal com área superior ou igual à imposta pelo pré-dimensionamento
dos pilares.
Neste trabalho para a seleção do pilar mais adequada são estudados perfis de
seção I, tubos de secção quadradas (perfil caixa) e Tubos de seção circular. O memorial de
calculo, apresentado no b, demonstra todos os passos necessários para a obtenção do perfil
mais adequado de acordo com a seção analisada.

3.4.1 Dimensionamento dos Pilares

Para o dimensionamento de pilares sobre a ação de forças de compressão
inicialmente é necessário determinarmos as condições de fixação da peça analisada bem
como seu respectivo valor conceituado aqui como sendo o coeficiente de flambagem e
representado pela letra K conforme demonstrada na figura 8.

26


Figura 8 - Coeficiente de flambagem por flexão de elementos isolados (NBR8800, Anexo E).

Uma vez determinado o coeficiente de flambagem da peça estrutural, pode-se
determinar o seu comprimento de flambagem que é dado pelo valor “k” multiplicado ao
comprimento da peça estrutural.

3.4.1.1 Tensão Admissível de Compressão:

Para obtenção da tensão admissível de compressão é necessário que se
verifique inicialmente duas condições que relacionam o comprimento de flambagem com o
raio de giração da peça estrutural onde este resultado é comparado com um fator de
controle que delineara qual formula indicara o resultado mais adequado para a estrutura
analisada conforme apresentada na equação 3.20 e 3.21.


27



(3.20)

2 ^ 23
² 12
|
.
|

\
|
= ¬ >
r
KL
E
Fa Cc
r
KL t

(3.21)
Onde:

Cc = Coeficiente de Compressão
Fa = Tensão Admissível a Compressão
Fs = Fator de Segurança
K = Coeficiente de Flambagem
r = Raio de Giração em Relação ao Maior Eixo de Solicitação
L = Comprimento da Secção Analisada


Para a determinação da tensão admissível se faz necessário a determinação do
coeficiente de compressão, equação 3.22, bem como do fator de segurança, equação 3.23.

(3.22)


Fs
Fy
Cc
r
KL
Fa Cc
r
KL
(
(
(
(
¸
(

¸

|
.
|

\
|
÷ = ¬ s
² 2
2 ^
1
Fy
E
Cc
² 2t
=
28

³
3 ^ 125 , 0
375 , 0
667 , 1
Cc
r
KL
Cc
r
KL
Fs
|
.
|

\
|
÷ + =

(3.23)

Por motivos de segurança o índice de esbeltez da peça, que é dado pelo
comprimento de flambagem dividido pelo raio de giração da peça, não deverá ultrapassar
200, visto que estudos demonstram que ao exceder este valor os esforços tendem a ampliar
excentricidades construtivas (Cantusio, 2008).

3.4.1.2 Flambagem Local:

Conforme já estudado no tópico sobre elementos flexionados para evitarmos que
a flambagem local aconteça antes da flambagem global é necessário que os valores da
tensão admissível de compressão sejam reduzidos. Para essa redução é necessário a
multiplicação da tensão admissível por fatores de minoração, no nosso trabalho dados por
Qa e Qs. O valor Qs pode ser obtido conforme estudo do tópico anterior, entretanto para o
valor Qa se faz necessário algumas alterações conforme equação 3.24.

1
215
= ¬ s Qa
Fy tw
h

Ag
Aef
Qa
Fy tw
h
= ¬ >
215

(3.24)
Onde:
Aef = Área Efetiva da Seção Transversal do Perfil Estrutural
Ag = Área Total da Seção Transversal do Perfil Estrutural
O valor da área efetiva pode ser obtido por meio da equação 3.23, onde a altura
efetiva é dada pela formula anteriormente apresentada sendo agora substituída a tensão
limite de resistência a tração pela tensão admissível de compressão.

( ) | | tw hef h Ag Aef ÷ ÷ =

29

(3.23)
3.5 LAJE:

Para projetos em estruturas metálicas e especialmente mezanino, projeto
abordado neste trabalho, recomenda-se a utilização de painéis laminados tipo “wall”. O
mesmo é de simples montagem e excelente custo beneficio. A figura 9 apresenta as
especificações para a utilização deste painéis bem como todas as informações técnicas
necessárias para a concepção do projeto.




3.6 PROGRAMA DESENVOLVIDO:

Figura 9 - Lajes de painéis tipo "wall" (Gerdau, Oliveira).
30

Em busca da redução de tempo de trabalho na determinação do projeto
otimizado, foi feita a automatização do processo de calculo dos perfis estruturais por meio
da elaboração de uma planilha no Excel, fornecido pela desenvolvedora de software
Microsoft®, onde seu principio de funcionalidade é demonstrado aqui conforme o fluxograma
apresentado na figura 10.


Figura 10 - Fluxograma de dimensionamento de seção estrutural (Fonte: Autor).
31

4. RESULTADOS

Tendo vista as configurações propostas, os resultados obtidos são apresentados
de acordo com cada configuração definida no capitulo 3. Após apresentada às três
configurações é feito uma analise de viabilidade tendo como referencia fatores econômicos
e de resistência.

4.1 CONFIGURAÇÃO 1:

Para a primeira configuração foi estabelecido para as vigas secundárias perfis
estruturais de seção transversal U, vigas primarias perfis estruturais de seção W e para os
pilares utilizados perfis CS. Os resultados obtidos são apresentados na tabela T5 e
validados por meio do memorial de calculo apresentado no anexo b.

Tabela 5 - Projeto com configuração 1
Configuração 1
Descrição
Perfil
Escolhido
Aço
Peso/Metro
(Kg)
Metragem No
Projeto (m)
Peso Total
(Kg)
Custo
(R$)
Viga Secundária V 06 U152X19,4 ASTM A-36 19,4 33 640,2 2240,70
Viga Secundária V 05 U254X22,7 ASTM A-36 22,7 28 635,6 2224,60
Viga Principal V 01 / V04 W410X38,8 ASTM A-572 38,8 15 582 2281,44
Viga Principal V3 W410x53,0 ASTM A-572 53 7,5 397,5 1558,20
Viga Principal V2 W250X17,9 ASTM A-572 17,9 10 179 701,68
Pilar CS150X25 ASTM A-36 25 27,2 680 2380,00
Peso Total (Kg): 3114,3 Valor Total 11386,62




32

4.2 CONFIGURAÇÃO 2:

Para a segunda configuração foi estabelecido para as vigas secundárias perfis
estruturais de seção transversal I, vigas primarias perfis estruturais de seção W e para os
pilares utilizados perfis CS. Os resultados obtidos são apresentados na tabela T6 e
validados por meio do memorial de calculo apresentado no anexo b.

Tabela 6 - Projeto com configuração 2
Configuração 2
Descrição
Perfil
Escolhido
Aço
Peso/Metro
(Kg)
Metragem No
Projeto (m)
Peso Total
(Kg)
Custo
(R$)
Viga Secundária V 06 I101,60x11,46 ASTM A-36 11,46 33 378,18 1323,63
Viga Secundária V 05 I152,40X18,60 ASTM A-36 18,6 28 520,8 1822,80
Viga Principal V 01 / V04 W410X38,8 ASTM A-572 38,8 15 582 2281,44
Viga Principal V3 W410x53,0 ASTM A-572 53 7,5 397,5 1558,20
Viga Principal V2 W250X17,9 ASTM A-572 17,9 10 179 701,68
Pilar
Tubo Ø 10 e
5mm
ASTM A-36 11,51 27,2 312,8 1095,75
Peso Total (Kg): 2370,28 Valor Total 8783,50

4.3 CONFIGURAÇÃO 3:

Para a terceira configuração foi estabelecido para as vigas secundárias perfis
estruturais de seção transversal I e para os pilares e vigas principais utilizados perfis caixa.
Os resultados obtidos são apresentados na tabela T7 e validados por meio do memorial de
calculo apresentado no anexo b.





33

Tabela 7 - Projeto com configuração 3
Configuração 3
Descrição
Perfil
Escolhido
Aço
Peso/Metro
(Kg)
Metragem No
Projeto (m)
Peso Total
(Kg)
Custo
(R$)
Viga Secundária V 06 I101,60x11,46 ASTM A-36 11,46 33 378,18 1323,63
Viga Secundária V 05 I152,40X18,60 ASTM A-36 18,6 28 520,8 1822,80
Viga Principal V 01 / V04
Caixa
23x23x1,35
ASTM A-572 90,2 15 1353 5303,76
Viga Principal V3
Caixa
25x25x1,92
ASTM A-572 137,34 7,5 1030,05 4037,80
Viga Principal V2
Caixa
15x15x1,25
ASTM A-572 53,27 10 532,7 2088,18
Colunas
Caixa
10x10x5mm
ASTM A-36 14,66 27,2 398,75 1395,63
Peso Total (Kg): 4213,482 Valor Total 15971,80

4.4 ANALISE DE CUSTO

Com as configurações apresentadas é possível determinarmos por meio do
método comparativo a estrutura que terá maior peso, bem como a estrutura de menor peso,
o que resultara em um projeto econômico. Os Gráficos G1 e G2 Demonstram tal analise.












34

Gráfico 1 - Analise de peso das estruturas propostas


Gráfico 2 - Analise de custo dos projetos apresentados



6
4
0



6
3
6



5
8
2



3
9
8



1
7
9



6
8
0



3
7
8



5
2
1



5
8
2



3
9
8



1
7
9



3
1
3



3
7
8



5
2
1



1
,
3
5
3



1
,
0
3
0



5
3
3



3
9
9


-
200
400
600
800
1,000
1,200
1,400
1,600
Viga
Secundária
V6
Viga
Secundária
V5
Viga
Principal
V1 / V4
Viga
Principal
V3
Viga
Principal
V2
Colunas
Peso Total ( Kg )
Configuração 1
Configuração 2
Configuração 3

2
,
2
4
1



2
,
2
2
5



2
,
2
8
1



1
,
5
5
8



7
0
2



2
,
3
8
0



1
,
3
2
4



1
,
8
2
3



2
,
2
8
1



1
,
5
5
8



7
0
2



1
,
0
9
6



1
,
3
2
4



1
,
8
2
3



5
,
3
0
4



4
,
0
3
8



2
,
0
8
8



1
,
3
9
6


-
1,000
2,000
3,000
4,000
5,000
6,000
Viga
Secundária
V6
Viga
Secundária
V5
Viga
Principal
V1 / V4
Viga
Principal
V3
Viga
Principal
V2
Colunas
Preço Total ( R$ )
Configuração 1
Configuração 2
Configuração 3
35

Tendo visto os gráficos demonstrados e as três configurações de projeto
propostas é nítido que em todos os elementos estruturais analisados a configuração 2
apresenta maior viabilidade. O fato se da devido ao critério de seleção dos perfis estruturais
empregado na concepção do projeto. Estes apresentam uma geometria mais adequada às
cargas solicitadas, como tal pode-se dizer:
+ Na escolha de elementos de viga entre perfis caixa, “I” e “U” o perfil que
apresenta menor custo se comparado a cargas de mesma intensidade é
o perfil I. O fato se deve a suas características geométricas que
apresenta como elemento vertical uma alma com altura
consideravelmente superiora a sua espessura, o que possibilita elevada
resistência a flexão com uma reduzida quantidade de peso por metro
linear.
+ Na escolha de elementos para pilares entre perfis caixa, I padrão CS e
Tubo circular o que apresenta menor custo se comparado as cargas de
mesma intensidade é o perfil tubular circular. O Fato se da devido a sua
simetria geométrica o que possibilita uma distribuição mais uniforme das
cargas de compressão impostas na superfície da peça estrutural.
Como resultados gerais, conforme tabela T8, pode-se verificar a distinta
configuração de preço e peso para projetos que tem como objetivo atender as mesmas
especificações de cargas e uso.

Descrição Peso do Projeto (Kg) Custo do Projeto (R$)
Configuração 1 3114,30 11.386,62
Configuração 2 2370,28 8.783,50
Configuração 3 4213,48 15.971,80
Tabela T8 – Resultados Gerais do Projeto.

Em termos percentuais o projeto que possui melhor configuração, configuração
2, apresenta redução de 45% em relação ao projeto de configuração 3 e 22,86% em relação
ao projeto de configuração 1. Analisando entre o projeto de pior resultado, configuração 3,
em relação ao projeto intermediário tem se uma discrepância de 28,70% no custo total.


36

4.5 ANALISE DE TENSÕES

Por meio da analise de tensão é possível determinarmos qual configuração terá
melhor resistência frente às cargas atuantes. Para isso é demonstrado por meio dos gráficos
3 a 8 a relação dos elementos estruturais com sua tensão atuante e tensão admissível a
flexão, visto esse ser o critério predominante para o dimensionamento de vigas. Por fim a
uma abordagem sobre deformação, que é dado pela “flecha” perpendicular a seção
longitudinal, onde, é feita a comparação com a norma brasileira NBR8800 gerando assim,
conformidade ao projeto.

Gráfico 3 – Comparação de Tensão na Configuração 1






8.82
6.08
20.50
22.77
20.70
8.43
7.10
5.43
18.96
12.71
12.23
3.24
Viga Secundária
V 06
Viga Secundária
V 05
Viga Principal V
01 / V04
Viga Principal
V3
Viga Principal
V2
Pilar
Configuração 1
Tensão (kN/cm²)
Tensão Flexão Admissivel
(kN/cm²)
Tensão Flexão Atuante
(kN/cm²)
37



Gráfico 4 – Comparação de Tensão na Configuração 2


13.88
10.66
20.50
22.77
20.70
8.22
13.58
9.95
18.96
12.71
12.23
7.04
Viga Secundária
V 06
Viga Secundária
V 05
Viga Principal V
01 / V04
Viga Principal
V3
Viga Principal
V2
Pilar
Configuração 2
Tensão (kN/cm²)
Tensão Flexão Admissivel
(kN/cm²)
Tensão Flexão Atuante
(kN/cm²)
38

Gráfico 5 – Comparação de Tensão na Configuração 3


Gráfico 6 – Comparação de Deformação na Configuração 1


13.88
10.66
18.12
18.26
17.55
6.95
13.58
9.95
8.46
9.30
7.72
5.52
Viga Secundária
V 06
Viga Secundária
V 05
Viga Principal V
01 / V04
Viga Principal
V3
Viga Principal
V2
Pilar
Configuração 3
Tensão (kN/cm²)
Tensão Flexão Admissivel
(kN/cm²)
Tensão Flexão Atuante
(kN/cm²)
0.86
1.14
2.14 2.14
1.43
0.43
0.35
2.13 2.13
1.42
Viga Secundária V
06
Viga Secundária V
05
Viga Principal V 01
/ V04
Viga Principal V3 Viga Principal V2
Configuração 1
Deformação (cm)
Deformação Admissível (NBR8800)
(cm)
Deformação
(cm)
39

Gráfico 7 – Comparação de Deformação na Configuração 2


Gráfico 8 – Comparação de Deformação na Configuração 3


0.86
1.14
2.14 2.14
1.43
0.42
1.06
2.13 2.13
1.42
Viga Secundária V
06
Viga Secundária V
05
Viga Principal V 01
/ V04
Viga Principal V3 Viga Principal V2
Configuração 2
Deformação (cm)
Deformação Admissível (NBR8800)
(cm)
Deformação
(cm)
0.86
1.14
2.14 2.14
1.43
0.42
1.06
2.10 2.12
1.30
Viga Secundária V
06
Viga Secundária V
05
Viga Principal V 01
/ V04
Viga Principal V3 Viga Principal V2
Configuração 3
Deformação (cm)
Deformação Admissível (NBR8800)
(cm)
Tensão Flexão Atuante
(kN/cm²)
40

Tendo vista as configurações de tensão proposta, se olhada a otimização de
pilares sobre critérios de resistência pode se dizer que a melhor configuração proposta é a
apresentada na configuração 1 com pilares Cs, pois o perfil apresenta a maior tensão
admissível a compressão. Em contra partida o perfil possui elevado peso por metro linear se
comparado as seções de perfil tubular e caixa o que gera como conseqüência aumento no
custo da concepção do projeto.
Procedendo a analise para elementos de viga é possível perceber a
superioridade das seções no padrão I se comparados aos perfis U e caixa considerando a
conclusão sobre o aspecto das tensões. Já analisando sobre o aspecto das deformações
geradas é possível identificar a superioridade de perfis caixa em elementos que possuam
maior comprimento de viga, onde, para elementos de comprimento de viga inferiores a 4
metros a utilização de perfis U apresentou maior desempenho se comparado as seções de
perfis I e Caixa.












41

5. CONCLUSÃO

Hoje nas mais diversas áreas do conhecimento esta sendo vivenciada a
concorrência implacável de profissionais a um espaço no mercado de trabalho. No
seguimento de engenharia não seria diferente, com a alta difusão do conhecimento no país,
as universidades tem formado cada vez mais profissionais, o que tem um aspecto
extremamente positivo para o desenvolvimento do país mais que ao mesmo tempo tem
afunilado as oportunidades profissionais.
Visto tamanha competitividade é imprescindível que o engenheiro de projetos
tenha um conhecimento bem fundamentado nos conceitos de engenharia para que possa
fornecer projetos seguros e economicamente viáveis.
O projeto aqui apresentado demonstrou que para a conformação de um projeto
arquitetônico, previamente estabelecido, são possíveis diferentes configurações estruturais,
e que tais configurações se bem escolhidas podem levar a uma redução considerável nos
custos. Como resultados foi possível verificar dois extremos de projeto, cabendo destacar
que ambos são destinados a mesma funcionalidade, onde na configuração 2, melhor
configuração econômica, comparada a pior configuração de projeto, configuração 3, foi
possível obter a incrível redução percentual de 45% dos custos no projeto. Já em relação à
configuração intermediaria, configuração 2, o projeto mais econômico apresentou uma
redução percentual de 22,86% de custos. Em contrapartida se olhado o projeto sobre o
aspecto de tensões e deformações a escolha da viga e pilar pode não ser a mesma sobre a
ótica de custo.
Mediante tais informações pode-se fundamentar a idéia de que o profissional
mais preparado terá melhor condição de expor propostas que estejam otimizadas sobre os
fundamentos da resistência de materiais e custo, sendo assim, este estará passos à frente
quando deparado as oportunidades do mercado de trabalho, visto o mesmo poder
apresentar melhores resultados no que lhe for proposto.




42

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BEER, Ferdinand P. e JOHNSTON JR., E. Russell. 1995. Resistência dos Materiais. 3ª ed.
São Paulo : Pearson Prentice Hall, 1995.
HIBBELER, R. C. 2010. Resistência dos Materiais. 7ª ed. São Paulo : Pearson Makron
Books, 2010.
CANTUSIO, AUGUSTO NETO 2008 .Apostila Estruturas Metálicas 01








43

ANEXO A – CUSTO DO AÇO GERDAU®

44

ANEXO B – MEMORIAL DE CALCULO DO PROJETO