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APOSTILA DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA

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Prof. Marcelo Rux marcellorux@gmail.com
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APOSTILA DE
ADMINISTRAÇÃO

FINANCEIRA E
ORÇAMENTARIA

PÚBLICA
O GOVERNO ESTIMA AS SUAS RECEITAS E FIXA EM LEI AS SUAS DESPESAS.

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ORÇAMENTO PÚBLICO Cada pessoa ou grupo familiar, mesmo sem perceber, elabora em diversos momentos de suas vidas um orçamento pessoal ou familiar, conforme o caso. Levantamos, um a um, nossos desejos de gastos com vestuário, alimentação, habitação, saúde, diversão etc., e somamos os respectivos valores. Ao mesmo tempo, somamos a renda que esperamos receber com salário, rendimentos financeiros, dividendos etc. e confrontamos o total apurado com a nossa estimativa de gastos. Como um dos problemas básicos da sociedade consiste na limitação dos recursos frente às suas necessidades, é bem possível que o nosso desejo de realizar despesas seja superior às receitas que esperamos receber. Por essa razão, devemos estabelecer um planejamento de nossos gastos, onde elegemos as despesas prioritárias, ou seja, as mais importantes a serem realizadas, deixando de lado, ou para outra oportunidade, aquelas que não consideramos tão essenciais. No caso do setor governamental, esse planejamento é consubstanciado em lei e recebe o nome de orçamento público. Nessa lei são listadas, para um determinado exercício, todas as despesas eleitas como prioritárias pelos Poderes da República, bem como as estimativas das receitas previstas para serem arrecadadas e que custearão aqueles gastos. Como exemplos de despesas públicas, podemos citar os gastos com a manutenção dos órgãos (ministérios, autarquias etc.), com o sistema de saúde, com a educação, com os investimentos, com o pagamento de juros e amortização da dívida pública. Como exemplos de receitas públicas, temos aquelas originadas dos tributos cobrados das pessoas e das empresas, da exploração do patrimônio, da prestação de serviços etc. e aquelas que envolvem a tomada de recursos de terceiros (empréstimos ou operações de créditos) e as derivadas da venda de ativos governamentais. O orçamento público, juridicamente, materializa-se numa lei ordinária, de validade anual, que exprime, em termos financeiros e técnicos, as decisões políticas na alocação dos recursos públicos, estabelecendo as ações e programas prioritários para atender às demandas da sociedade. Além de permitir o controle das finanças públicas, evitando que sejam realizados gastos não previstos, o orçamento público atua como instrumento da programação de trabalho do governo como um todo, e de cada um de seus órgãos em particular. O orçamento público, e bem dizendo, as despesas e as receitas nele contidas, afeta de várias maneiras a vida dos cidadãos. Do lado das despesas, verificamos que, dependendo do tipo de gasto, pode-se estar beneficiando mais um segmento social do que outro. Por exemplo, os gastos com a saúde atendem mais às camadas sociais de menor poder aquisitivo do que às mais bem
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remuneradas, que contam com planos de saúde particulares. O mesmo pode-se dizer da educação pública fundamental. ORÇAMENTO PÚBLICO NO BRASIL
IMPÉRIO # 1788 – 1789 (Tiradentes) Tiradentes luta contra a arbitrariedade do governo de Portugal pela cobrança de tributos, a qualquer tempo, do Brasil Colônia. A Inconfidência Mineira representou verdadeiro marco na luta pelos direitos civis no orçamento, pois buscava a imposição de limites à cobrança descontrolada de tributos. # 1808 D. João VI criação o Erário Público, uma espécie de Ministério da Fazenda dos dias de hoje, o Conselho da Fazenda e o Banco do Brasil, a fim de administrar as finanças do país. # 1821 Criação da Secretaria de Estado dos Negócios da Fazenda em substituição ao Real Erário Público. # 1824 (Constituição Imperial de 1824) A Constituição Imperial estabelece competência ao Executivo para elaboração da proposta orçamentária e à Assembléia Geral (Câmara dos Deputados e Senado) para aprovação da proposta. A legislação sobre impostos fica a cargo da Câmara dos Deputados. De acordo com o artigo 172 da Constituição de 1824: "O Ministro de Estado da Fazenda, havendo recebido dos outros ministros os orçamentos relativos às despesas das suas repartições, apresentará na Câmara dos Deputados anualmente, logo que esta estiver reunida, um balanço geral da receita e despesas do Tesouro Nacional do ano antecedente, e igualmente o orçamento geral de todas as despesas públicas do ano futuro e da importância de todas as contribuições e rendas públicas." # 1830 Primeiro orçamento aprovado pelo Legislativo. # 1834 Emenda à Constituição confere às Assembléias Legislativas das províncias competência para fixar despesas municipais e provinciais. Determina também a repartição das rendas entre municípios e a fiscalização da aplicação dos recursos. REPÚBLICA # 1891 (1ª Constituição Republicana) Poder Legislativo elabora o orçamento a partir de proposta do Executivo. É instituído o Tribunal de Contas como órgão de controle. “Art 34 - Compete privativamente ao Congresso Nacional: 1º) orçar a receita, fixar a despesa federal anualmente e tomar as contas da receita e despesa de cada exercício financeiro;” # 1934

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A Constituição confere ao Presidente da República competência para a elaboração do orçamento e ao Legislativo para apreciá-lo. Da Elaboração do Orçamento Art 50 - O orçamento será uno, incorporando-se obrigatoriamente à receita todos os tributos, rendas e suprimentos dos fundos e incluindo-se discriminadamente na despesa todas as dotações necessárias ao custeio dos serviços públicos. § 1º - O Presidente da República enviará à Câmara dos Deputados, dentro do primeiro mês da sessão legislativa ordinária, a proposta de orçamento. § 2º - O orçamento da despesa dividir-se-á em duas partes, uma fixa e outra variável, não podendo a primeira ser alterada senão em virtude de lei anterior. A parte variável obedecerá a rigorosa especialização. § 3º - A lei de orçamento não conterá dispositivo estranho à receita prevista e à despesa fixada para os serviços anteriormente criados. Não se incluem nesta proibição: a) a autorização para abertura de créditos suplementares e operações de créditos por antecipação de receita; b) a aplicação de saldo, ou o modo de cobrir o déficit. § 4º - É vedado ao Poder Legislativo conceder créditos ilimitados. § 5º - Será prorrogado o orçamento vigente se, até 3 de novembro, o vindouro não houver sido enviado ao Presidente da República para a sanção. # 1937 (DASP) Criação do Departamento Administrativo do Serviço Público - DASP com atribuições de da elaboração do orçamento e coordenação das ações de planejamento. Art. 67 - Haverá junto à Presidência da República, organizado por decreto do Presidente, um Departamento Administrativo com as seguintes atribuições: a) o estudo pormenorizado das repartições,departamentos e estabelecimentos públicos, com o fim de determinar, do ponto de vista da economia e eficiência, as modificações a serem feitas na organização dos serviços públicos, sua distribuição e agrupamento, dotações orçamentárias, condições e processos de trabalho, relações de uns com os outros e com o público; b) organizar anualmente, de acordo com as instruções do Presidente da República, a proposta orçamentária a ser enviada por este à Câmara dos Deputados; c) fiscalizar, por delegação do Presidente da República e na conformidade das suas instruções, a execução orçamentária. # 1946 A Constituição confirma competência do Executivo para elaboração da proposta orçamentária e admite possibilidade de emendas. # 1964 A Lei nº 4.320 estabelece normais gerais de direito financeiro para a elaboração e controle dos orçamentos e balanços da União, estados, municípios e Distrito Federal, e institui a metodologia do
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orçamentoprograma para todas as esferas públicas. Criação do Ministério Extraordinário de Planejamento e Coordenação Econômica. # 1967 É da competência do poder Executivo a iniciativa das leis orçamentárias, vedado ao Legislativo emendar o orçamento. O Decreto-lei nº 200, de fevereiro de 1967, disciplina a organização administrativa da União e define o planejamento como "princípio fundamental" de administração. # 1988 Com a Constituição Federal de 1988, o sistema orçamentário federal passou a ser regulado por três leis: • a Lei do Plano Plurinanual (PPA); • a Lei de Diretrizes Orçamentária (LDO); e • a Lei Orçamentária Anual (LOA). Possibilita também ao Congresso Nacional emendar restritamente o orçamento. # 2000 Publicação da Lei de Responsabilidade Fiscal – LRF, que dispõe sobre a responsabilidade na gestão fiscal.

Experiência Histórica do Orçamento Público no Brasil
A evolução e o desenvolvimento da técnica orçamentária são recentes no Brasil, o que não significa que o orçamento tenha sido valorizado ao longo da história do país. Ao contrário, reflete uma curiosa tradição de se copiarem modelos. Foi assim no período do Império, quando prevaleceu o modelo do orçamento inglês. No início da República, foi adotado o modelo norte-americano de conferir amplos poderes ao Legislativo para elaborar o orçamento. Na década de 60, o Brasil adotou o modelo do orçamentoprograma, também de inspiração norte-americana. As atividades administrativas brasileiras foram exercidas de forma empírica, apesar da abundância de leis e de regulamentos e do funcionamento de instituições criadas por improvisações mais ou menos felizes. A evolução tecnológica e a expansão econômica mundial forçaram o início da expansão do aparelho administrativo, a criação de novos órgãos e o recrutamento de servidores para funções técnicas. O processo de elaboração foi aperfeiçoado na tentativa de eliminar a prática já tão enraizada nas unidades orçamentárias de elaborar propostas pedindo o máximo de recursos possível, de modo que se pudesse conferir aos órgãos centrais (com poder político-decisório) a faculdade de ajustar o volume das demandas à receita existente, de modo que cada unidade fosse contemplada com um montante de recursos "suficiente" para o desenvolvimento de suas atividades e para os novos projetos.

Devolveu aos parlamentares a prerrogativa de apresentarem emendas ao orçamento. Este impedimento vigorou até 1988. quando do desembolso. mineradores. Ao longo da República. Outra criação importante foi a CPI do Orçamento. o Estado brasileiro se voltava quase que exclusivamente para as ações de manutenção da máquina estatal. corrigiam-se as distorções de preços através de suplementações. o que acabou permitindo às unidades executoras a reavaliação permanente de seus gastos. de fevereiro de 67. promovida pelo Governo Federal para discutir o projeto do padrão orçamentário BRASÍLIA/DF 1º Semestre de 2011 Página(s) Pag. dentro de um determinado período de tempo. ancestral do atual Ministério da Fazenda. o orçamento passou a ser peça estratégica para o controle financeiro. • Império A administração das finanças passou a ser feita no país. • Governo Militar A Constituição de 67. • República Iniciamos com uma nova Constituição. a instituição de tributos continuou nas mãos do Imperador e este outorgou a primeira Constituição Brasileira. com a realização da primeira Conferência de Técnicos em Contabilidade Pública e Assuntos Fazendários. O Poder Executivo elaborava uma proposta que era entregue informalmente ao Congresso como subsídio. Marcelo Rux marcellorux@gmail. com tantas medidas arbitrárias e impopulares. no artigo 67. Ela teve o mérito de levar ao conhecimento da população o estado lamentável das finanças públicas do país. que acabavam sendo mensalmente corrigidas. pelo pagamento dos soldos e pela promoção das transações mercantis. Apesar do papel positivo da CPI do Orçamento para a democratização do país e para a moralização da gestão das finanças públicas. Inicialmente. o orçamento era elaborado a preços correntes e. durante décadas. ela não teve maiores conseqüências na modernização dos mecanismos de gerência orçamentária. Com a redução dos índices de inflação. 4 elaborado pelo Conselho Técnico de Economia e Finanças. . como Administração Geral e Financeira e Segurança. em substituição ao antigo orçamento plurianual de investimentos. e o Banco do Brasil. Através do Decreto-lei 200. proprietários rurais. militares e membros do clero acreditou ter chegado a hora de colocar um fim na opressão metropolitana e criar limites para o governo interferir na vida das pessoas. nova metodologia foi adotada. qual seja a introdução da sistemática de indexação do orçamento à sua execução a preços constantes. O banco respondia pela gerência dos fundos para a manutenção da Corte. Dessa forma. Recriaram o Ministério do Planejamento e elaboraram planos nacionais de desenvolvimento. ao longo da execução. as classificações das despesas do poder público mostram nitidamente a evolução do caráter social do contrato orçamentário. Entretanto. deixando compatíveis receitas e despesas em volume.ALUB CONCURSOS APOSTILA DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA CURSO PREPARATIVO PARA CONCURSOS Prof. sobretudo em face da efetiva disponibilidade de recursos. Foi criado o Erário Público. eliminou qualquer tipo de emenda à peça orçamentária por parte do Poder Legislativo. definiram o planejamento como princípio fundamental de administração pública e elevaram o orçamentoprograma ao status de plano geral de governo. que teve como modelo a inglesa. um grupo integrado por intelectuais. Os militares procuraram valorizar os princípios do planejamento. na qual as taxas parecem ser controláveis. As tentativas para a padronização do orçamento público começaram em 1939.com A principal mudança refere-se à transição entre a época de altos índices de inflação para a realidade atual. embora com restrições. Não havia correspondência entre a realidade da execução orçamentária com a execução financeira das despesas. a novidade foi conferir ao Poder Legislativo a competência para a elaboração dos orçamentos. • Brasil Atual A atual Constituição de 1988 promoveu importantes mudanças na legislação orçamentária. ao montante necessário ao cumprimento da despesa. desmascarando um esquema perverso de benefícios privados em que vários segmentos do próprio governo vinham se envolvendo. como a impossibilidade de alterar a receita proposta e as despesas com pessoal. pois os valores orçados já não correspondiam. No período inflacionário. Criou a Lei de Diretrizes Orçamentárias e o Plano Plurianual de ação governamental. Breve Histórico • Inconfidência Mineira Em 1788.

A premência de obtenção de melhores informações. estaduais e federal. Foram introduzidos modernos recursos tecnológicos na administração pública federal. obstáculos se impuseram. com a introdução de ajustes pontuais. primeiro na condição de Secretário-Geral do Ministério da Fazenda e. Infelizmente. a liderança de Maílson da Nóbrega. Acreditamos que o público em geral poderá. já como Ministro daquela pasta. ao tempo em que se desenvolveram diversos esforços para superar a situação de descontrole que então marcava a gestão das contas públicas no País. imprescindível para que se compreendam a origem e a motivação de alguns dos mecanismos de gestão hoje adotados. processo que conduziu à criação da Secretaria do Tesouro Nacional e a ajustes de contas entre essas instituições. o seu dinheiro. Não se descuidou também da busca pela constituição de um quadro de servidores adequadamente motivado e capacitado para o desempenho das tarefas com o nível de qualidade desejado.com As sucessivas crises que se abateram sobre a economia brasileira. Iniciou-se na ocasião um longo processo de busca por maior conhecimento quanto às origens dos desajustes estruturais de nossa economia. A mobilização dos agentes envolvidos permitiu promover amplo reordenamento institucional do governo federal. depois. nos dois períodos. coincidiu com a introdução das novas tecnologias de informação no setor administrativo. O alcance de todas as mudanças ainda não se encontra devidamente reconhecido.ALUB CONCURSOS APOSTILA DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA CURSO PREPARATIVO PARA CONCURSOS Prof. apesar do longo caminho já percorrido. especialmente quando se trata de assunto de tamanha relevância para a sociedade. fosse acompanhada da implementação de modernas ferramentas de gestão. Como em todos os processos de mudança. como sempre o faz. são relevantes os BRASÍLIA/DF 1º Semestre de 2011 Página(s) Pag. são apresentados detalhamentos de mecanismos operacionais. Nesse sentido. Elencamos princípios. .SIAFI. a elaboração de estatísticas sobre as contas públicas brasileiras tinha como principal deficiência a carência de dados confiáveis acerca da execução orçamentária e financeira dos governos. de forma integrada e automatizada. Realizaram-se modificações profundas no arcabouço normativo. conceitos e fundamentos que norteiam as normas e os procedimentos hoje adotados. do Banco Central e do Tesouro Nacional. em todos os níveis. então promovida. Também os servidores que exercem atividades nas áreas de planejamento. as transações orçamentárias e financeiras e seus respectivos registros contábeis. abrangendo desde a elaboração do planejamento até as execuções orçamentária e financeira. Mas o tempo. Não foi trabalho de um governo. Esse cenário permitiu que a ampla reforma institucional no governo central brasileiro. o problema era agravado pela multiplicidade de peças orçamentárias: o orçamento geral da União. Até meados da década de 1980. No governo federal. o que terminou transformando radicalmente a administração das finanças do País. no início da década de 1980. propiciaram oportunidade para que se promovesse ampla reavaliação dos instrumentos de gestão das finanças públicas até então adotados no País. aqui. ainda não podemos considerar que tal tarefa esteja concluída. Foram reformuladas as funções do Banco do Brasil. nesta apostila pretendemos contribuir para desfazer a impressão de “caixa preta” que tem sido atribuída às contas públicas. Os governantes dos períodos seguintes deram continuidade à tarefa. mas sim de todo o País. assim como o alcance e as limitações das informações e dos dados usualmente divulgados pelos governos municipais. conspirou a favor da mudança. tendo sido fundamental. Para aqueles que devam ou queiram se dedicar com maior profundidade ao mundo das finanças públicas. os profissionais e estudantes de economia e os fornecedores do governo poderão melhor compreender os mecanismos operacionais de gestão. do governo federal. reveses foram necessários. encontrar respostas para alguns dos questionamentos sobre como o governo administra o dinheiro público. e muitas vitórias já podem ser contabilizadas por aqueles que dedicaram esforços no aperfeiçoamento da gestão das finanças públicas brasileiras. ou de simples acompanhamento da despesa pública encontrarão aqui orientações para a realização de suas tarefas. foi instituído o Sistema Integrado de Administração Financeira . de forma que a Lei de Responsabilidade Fiscal é o último grande marco desse processo que ainda hoje continua. de execução. Marcelo Rux marcellorux@gmail. 5 esforços no sentido do aperfeiçoamento dos instrumentos de planejamento e da gestão dos programas governamentais. que abrangeram desde o texto constitucional até as normas operacionais. voltados para a execução das tarefas relacionadas com a gestão das contas públicas. Mais recentemente. A imprensa. ou seja. As poucas informações existentes somente eram disponibilizadas com expressiva defasagem temporal e com níveis de detalhamento inadequados às necessidades de análise. por intermédio do qual passaram a se realizar. E esse não foi um caminho fácil. que propiciassem as condições para o adequado gerenciamento das contas públicas. a partir das crises fiscais vividas na década de 1980. o orçamento da previdência social e o orçamento monetário. Os primeiros estudos para a reforma das finanças do governo federal se iniciaram ainda no governo do General João Figueiredo e tiveram forte impulso no governo do Presidente José Sarney. de controle. Trouxemos um pouco da história recente. Por isso.

dá-se por meio de emendas aos referidos Projetos de Lei. a administração pública brasileira deparou-se com a necessidade de imprimir mudanças estruturais em sua forma de planejar e administrar. para que viessem a constituir verdadeiros instrumentos de gestão da estratégia do governo. No final da década de 1990. • A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e. os poderes elaboram a programação financeira e o cronograma mensal de desembolso. Até 15 de abril de cada ano. como co-responsável e participante na elaboração dos instrumentos de planejamento e orçamento. A Constituição Federal estabelece que o PPA deve conter "as diretrizes.PPA. Assembléias Legislativas. Ciclo de Gestão dos Recursos Públicos A sociedade. 2. A Constituição atribui ao Poder Executivo a responsabilidade pelo sistema de Planejamento e Orçamento. cabe ao parlamento (Congresso Nacional. impondo disciplina fiscal em relação à elaboração e à execução dos orçamentos da União. objetivos e metas da administração pública federal para as despesas de capital e outras delas decorrentes e para as relativas aos programas de duração continuada". LDO e LOA). aperfeiçoar e aprovar os projetos dessas leis. O leitor observará ao longo do livro que muitos dos capítulos farão referência a este que é um dos grandes marcos institucionais da gestão das finanças públicas no país. tem exigido a melhoria da qualidade e a ampliação da abrangência dos serviços prestados pelo Estado. cada vez mais complexas e qualificadas.com BRASÍLIA/DF 1º Semestre de 2011 Página(s) Pag. com um histórico de sua evolução no Brasil. Entao. o Poder Executivo encaminha ao poder legislativo o Projeto de Lei Orçamentária do ano seguinte para ser analisado e aprovado até 31 de dezembro. por exemplo. Câmara Legislativa do Distrito Federal e Câmaras de Vereadores) discutir. é importante destacar que. trata-se da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). assim como as diferentes visões do planejamento governamental. o ordenamento imposto pela Lei de Responsabilidade Fiscal. na medida em que se torna mais esclarecida e ciosa de seus direitos e responsabilidades. o Poder Executivo encaminha ao Poder Legislativo a proposta de lei do PPA para os quatro anos seguintes. do Distrito Federal. 3. Até 30 dias após a publicação do Orçamento. Para atender às novas demandas. A leitura da primeira parte traz ainda alguns conceitos fundamentais ao entendimento das demais etapas do ciclo de gestão dos recursos públicos como. • A Lei Orçamentária Anual (LOA) No que diz respeito a esta parte do livro. Até 31 de agosto de cada ano. A forma constitucional prevista para a atuação legislativa. Até o final de agosto do primeiro ano de mandato. interdependente. A Lei de Responsabilidade Fiscal1 . os conceitos de resultado primário e de resultado nominal. introduziu novas obrigações para o administrador público dos três poderes: Executivo. que identifica os grandes marcos ao longo do ciclo2: 1. Uma visão panorâmica do processo integrado de planejamento e orçamento pode ser representada pela figura a seguir. enquanto que os processos inerentes ao planejamento. o Poder Executivo encaminha ao Poder Legislativo o projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) para o exercício seguinte. que define os rumos do governo para um período de quatro anos. ao orçamento. Marcelo Rux marcellorux@gmail. Legislativo e Judiciário.ALUB CONCURSOS APOSTILA DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA CURSO PREPARATIVO PARA CONCURSOS Prof. em sua participação na elaboração dos planos e orçamentos. Apos serão abordados os aspectos relacionados ao Plano Plurianual . instrumento de governo que estabelece as metas e prioridades .LRF. 4. às finanças e ao controle passaram a conviver sob uma agenda única. a mudança mais evidente foi a transformação da classificação funcional-programática dos orçamentos em estruturas programáticas flexíveis. 6 Conceitos Básicos de Gestão de Finanças São apresentados os fundamentos das finanças públicas. aprovada em 2000 pelo Congresso Nacional. para ser analisado e aprovado até 30 de junho. Dessa transformação derivou a total integração dos instrumentos de planejamento e orçamento (PPA. que tem como principais instrumentos: • O Plano Plurianual (PPA). dos Estados e dos Municípios.

segundo a Lei de Responsabilidade Fiscal . elaborar a programação financeira e o cronograma mensal de desembolso. . dispõe sobre alterações na legislação tributária. desmistificar as rotinas de utilização do Cartão de Pagamentos do Governo Federal . nos quais são estabelecidos limites de gasto em montantes menores que o valor das dotações orçamentárias aprovadas pelo Legislativo. A Lei Orçamentária Anual é o principal instrumento da política fiscal do governo e disciplina todas as suas ações. funcional. Trataremos dos mecanismos e dos principais aspectos que o responsável pela administração do caixa do ente governamental deve levar em consideração a fim de que seja cumprida a meta fiscal para o período. nos aspectos conceituais. o Poder Executivo poderá ser premido a reduzir seus gastos. Se. procuramos oferecer elementos para que o leitor entenda melhor o funcionamento. Por intermédio do Projeto de Lei Orçamentária Anual o governo define. da administração orçamentária e financeira no âmbito do setor público brasileiro.com para o exercício financeiro subseqüente. Abordará a dinâmica da receita pública. os principais instrumentos de pagamentos utilizados. Além disso. os princípios que norteiam sua elaboração e evolução ao longo do tempo. sob o enfoque normativo e operacional. conceitos básicos da estrutura do SIAFI e os impactos do Sistema de Pagamentos Brasileiro . tratando nesse caso dos aspectos sistêmicos. respeitados os limites de endividamento estabelecidos pela LRF. Aborda também aspectos a serem observados para que o ente administre as obrigações a pagar dentro da sua capacidade de arrecadação. assim como as metas a serem atingidas naquele ano. As etapas da execução da despesa também são tratadas desde a geração até o pagamento. adicionalmente. Terminado o exercício. em montantes compatíveis com a previsão de arrecadação. o Poder Executivo pode e deve submeter ao Legislativo projeto de lei de crédito adicional. com destaque para as vinculações constitucionais aos Estados. orienta a elaboração do Orçamento. Caso nova estimativa de arrecadação indique que a receita estimada não será integralmente BRASÍLIA/DF 1º Semestre de 2011 Página(s) Pag. durante o exercício financeiro. no que tange à sua caracterização. Pode ser que os parâmetros macroeconômicos (PIB. Marcelo Rux marcellorux@gmail. É importante destacar que. são editados os chamados Decretos de Programação Orçamentária e Financeira (ou Decretos de Contingenciamento). inclusive quanto aos recolhimentos de retenções. sua caracterização. como aqueles relacionados aos gastos nas áreas de educação e saúde. bem como seus respectivos registros no SIAFI. Com base na LDO.SPB sobre as rotinas de gerenciamento da conta única. incluídos os poderes Legislativo e Judiciário e o Ministério Público. São também apresentados os procedimentos. câmbio) projetados e utilizados para elaboração do orçamento em meados do ano anterior. propicia ao estudante os conceitos básicos para elaboração do Orçamento Público. algumas despesas contratadas ao longo do ano ainda não terão sido pagas. o órgão da administração pública responsável pelo orçamento coordena a elaboração da proposta orçamentária do ente para o ano seguinte. houver necessidade de realização de despesas acima do limite previsto na Lei. trata o capítulo das classificações da receita de acordo com sua origem (natureza da receita) e sua destinação (fonte de recursos). As leis orçamentárias dos entes governamentais brasileiros estimam as receitas e fixam os valores das despesas autorizadas. Parte III: A Experiência do Governo Federal O estudante terá contato com a experiência de gestão dos recursos públicos no âmbito do governo federal. definições e classificações (institucional. Assim. com destaque para o Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal Assim. Municípios e regiões. inflação. apresentem comportamento diferente daqueles inicialmente projetados. 7 arrecadada. as diversas definições e os estágios percorridos até o momento do recolhimento aos cofres públicos. dentre os objetivos do PPA. compreendendo a administração direta e indireta das três esferas de governo. que é utilizado principalmente como forma de adiantamento de recursos a título de suprimento de fundos. orientações normativas e instrumentos utilizados na elaboração da programação orçamentária e financeira.LRF. o estudante poderá conhecer como se processa a arrecadação das receitas federais. econômica. como funcionam os mecanismos de ingresso e saída de recursos da conta única do Tesouro Nacional. Também são tratadas no capítulo 8 as questões relacionadas ao estabelecimento de limites mínimos de aplicação de recursos em determinadas áreas. Abordaremos os procedimentos e normas que tratam desse assunto. juntamente com os demais órgãos e unidades orçamentárias.ALUB CONCURSOS APOSTILA DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA CURSO PREPARATIVO PARA CONCURSOS Prof. SIASG. operacionais e de legislação concernente ao governo federal. e outras).CPGF. Em situações como essa. aqueles que serão priorizados no Orçamento. esta parte do livro abrange todo o setor público. estabelece a política de aplicação das agências financeiras de fomento e as metas fiscais para três exercícios seguintes. Na próxima etapa. Após a aprovação do orçamento. As práticas abordadas ao longo dos capítulos têm relação direta com os principais sistemas estruturantes do governo federal (SIAFI. Cabe ressaltar que nenhuma despesa pública pode ou deve ser executada sem que se encontre prevista no Orçamento. SIDOR. Seus valores constituem os chamados restos a pagar. A execução da despesa pública será abordada. cabe ao chefe do poder. Busca-se. SIGPlan e outros).

A Secretaria do Tesouro Nacional – STN passa a divulgar em conjunto com o Banco Central as informações detalhadas do endividamento do setor público. concessão de garantia e inscrição em restos a pagar. os conceitos de metas fiscais e resultado primário passam a se incorporar à legislação do país. O acordo com o FMI foi implementado a partir de 1983 e desde então houve muitos avanços. em decorrência das dificuldades de mensuração. Marcelo Rux marcellorux@gmail. em 1988. Este processo todo tem seu ápice com a publicação da Lei Complementar 101. e de um modo geral da política fiscal do governo. d) eliminação do orçamento monetário. Resultado Nominal e Resultado Operacional. orçamento e programação financeira na Administração Pública Federal. foi implementado critério de apuração do déficit público. seguridade. dívida. em 1987. o crédito externo ao Brasil ficou escasso.com BRASÍLIA/DF 1º Semestre de 2011 Página(s) Pag. fazendo com que o país tivesse mais uma vez que recorrer ao Fundo Monetário Internacional – FMI. Nesse sentido. de todas as despesas públicas federais. b) ausência de estatísticas fiscais em consonância com as boas práticas internacionais. que tem o objetivo de estabelecer normas de finanças públicas voltadas para a responsabilidade fiscal. extinguindo a conta movimento mantida no Banco do Brasil. mais conhecida como Lei de Responsabilidade Fiscal . A LRF se consagra desde então como principal instrumento da legislação de finanças públicas do país. os principais aspectos relacionados às contas públicas. a variação da dívida. com limites e condições para a renúncia de receita e a geração de despesas com pessoal.OGU.LRF. incorporando suas despesas ao Orçamento Geral da União . Naquela época o cenário fiscal do país apontava para os seguintes problemas: a) déficit público elevado. A partir de 1995. colaborando para um maior controle e transparência das contas públicas. estabelecendo os seguintes postulados: a) ação planejada e transparente.ALUB CONCURSOS APOSTILA DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA CURSO PREPARATIVO PARA CONCURSOS Prof. como por exemplo. a partir de 1988. informando aos agentes econômico e à sociedade. em 1986. inclusive as das autarquias. que possibilitasse respostas imediatas às diretrizes da política econômica. b) criação da Conta única do Tesouro Nacional. no que se refere à eliminação de problemas históricos que contribuíam para a falta de controle da política fiscal. Adiante detalharemos os principais aspectos sobre funcionamento dos atuais instrumentos de planejamento. Os principais avanços aconteceram a partir da segunda metade da década de 80 com a necessidade de manter o endividamento público controlado mediante monitoramento do déficit público. com a eclosão da crise da dívida externa. destacam-se: a) criação da Secretaria do Tesouro Nacional. do Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal – SIAFI. g) transferência da administração da dívida pública para a Secretaria do Tesouro Nacional e incorporação ao OGU das despesas com o pagamento de juros da dívida pública. foi o aparelhamento do Banco Central para registrar as operações de endividamento do setor público. mais conhecido entre os economistas como Necessidades de Financiamento do Setor Público – NFSP. por meio de boletins mensais. negociando uma ajuda financeira. que incluía uma série de compromissos assumidos pelo país. para o OGU. e) transferências das operações de fomento. c) garantia de equilíbrio nas contas. durante a década de 90 as informações relativas às Necessidades de Financiamento do Setor Público ganham uma ênfase cada vez maior dentro e fora do governo. b) prevenção de riscos e correção de desvios que afetem o equilíbrio das contas públicas. o resultado da previdência social e o resultado do Tesouro Nacional. porém com uma grande incerteza sobre o valor exato desse déficit. Dentre as principais medidas. com a finalidade de unificar. até então realizadas pelo Banco Central. A principal tarefa implementada em conjunto com técnicos do FMI e do governo. com submissão ao Congresso Nacional da aprovação dos limites de endividamento. sendo introduzidos no país os conceitos de Resultado Primário. 8 1 INTRODUÇÃO No início da década de 80. como resultado primário e resultado nominal. Assim. de 04/05/2000. operações de crédito. c) inexistência de mecanismo efetivo de controle do gasto público. a partir da assunção de compromissos fiscais com vistas ao equilíbrio orçamentário sustentável. como instrumento para avaliar a sustentabilidade da política fiscal do país. fundações e fundos. c) implantação. no final de 1982. que propiciou o refinanciamento de dívidas de Estados. . quando foi negociado o empréstimo. via cumprimento de metas de resultados entre receitas e despesas. gerir e contabilizar os pagamentos e recebimentos do governo federal. expandindo para Estados e Municípios conceitos até então utilizados apenas pelo governo federal. com o início do Programa de Apoio à Reestruturação e ao Ajuste Fiscal dos Estados. f) incorporação ao OGU.

Lei Orçamentária Anual (LOA) – que discriminará os recursos orçamentários/financeiros para se atingir as metas e prioridades estabelecidas pela LDO e compreenderá: a) O orçamento fiscal referente aos Poderes da União. seus fundos.. as atividades da Administração Federal obedecerão aos seguintes princípios fundamentais: Planejamento Coordenação Descentralização Delegação de Competência Controle Determina ainda que estes princípios devem ser obedecidos na consecução de todas as atividades da administração pública federal. No que se refere ao planejamento reza o seu artigo 7º: A ação governamental obedecerá a planejamento que visa a promover o desenvolvimento econômico-social do País e a segurança nacional norteando-se segundo planos e programas gerais. detenha a maioria do capital social com direito a voto (parágrafo 5º. dinâmico e flexível. direta ou indiretamente. objetivos e metas da Administração Pública Federal para as despesas de capital e outras decorrentes e para as relativas aos programas de duração continuada. através do qual se elabora.1 Das Propostas do PPA e da LDO Com relação ao plano plurianual. executa. o projeto . ao período de tempo em que se processam as atividades típicas do orçamento público. Orientar a elaboração da Lei Orçamentária Anual (LOA). em seu artigo 165. III . inciso XXIII. Inciso III). "(grifos nossos) 2. controla e avalia os programas do setor público nos aspectos físicos e financeiro.4.12 (ver artigo 57 da CF/1988).320/1964. § 2º). eficácia e constância. devemos salientar que o seu encaminhamento para discussão e aprovação do Congresso Nacional deve ser feito até quatro (4) meses antes do encerramento do primeiro exercício financeiro do mandato presidencial e devolvido para sanção até o encerramento da sessão legislativa. isto é. a sessão legislativa poderá ser encerrada sem a discussão.5) antes do encerramento do exercício (15.4 Prazos de encaminhamento Conforme o artigo 84.(com adaptações) De acordo com a Constituição.4. O quadro abaixo identifica as quatro etapas do processo de planejamento: 2. corresponde. b) O orçamento de investimento das empresas em que a União. Sob nenhuma hipótese. Estabelecer a política de aplicação das agências financeiras oficiais de fomento. aprova. abrangendo todas as entidades e órgãos a ela vinculados. votação e aprovação do plano plurianual e a lei de orçamento (Ver artigo 57. II . 2. Marcelo Rux marcellorux@gmail. esta deve ser encaminhada pelo Presidente de República até oito meses e meio (8.Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) – que tem as seguintes funções básicas: Estabelecer as metas e prioridades da Administração Pública Federal para o exercício financeiro seguinte. 9 2 PLANEJAMENTO 2. 2. c) O orçamento da seguridade social.enviar ao Congresso Nacional o plano plurianual.com BRASÍLIA/DF 1º Semestre de 2011 Página(s) Pag. E com relação à lei de diretrizes orçamentárias. sendo o pilar sobre o qual será desenvolvida a previsão orçamentária. Inciso II).04) financeiro e devolvido para sanção presidencial até o encerramento do primeiro período legislativo (30.Plano Plurianual (PPA) – que visa estabelecer. inclusive fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público (parágrafo 5º. Inciso I). os instrumentos de planejamento são: I .ALUB CONCURSOS APOSTILA DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA CURSO PREPARATIVO PARA CONCURSOS Prof. preside e segue a ação individual ou coletiva dos agentes sociais na procura da solução dos problemas aproveitando as possibilidades com eficiência. 2. Todo planejamento tem como foco atingir plenamente os objetivos previamente determinados.2 Da Proposta de Lei Orçamentária Anual De acordo com o § 2º do artigo 35 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias. compete privativamente ao Presidente da República : XXIII .3 Processo de integrado de planejamento e orçamento O ciclo orçamentário ou processo orçamentário pode ser definido como um processo contínuo. portanto. da CF/88. de forma regionalizada as diretrizes. ". da administração direta ou indireta.2 Base legal De acordo com o artigo 6º do Decreto-Lei 200/1967. até 15. bem como os fundos e fundações instituídos e mantidos pelo poder público (parágrafo 5º. órgãos e entidades da administração direta e indireta.06). setoriais e regionais de duração plurianual. Alteração da Legislação Tributária.1 Conceito Planejamento é um processo de análise e decisão que precede. o projeto de lei de diretrizes orçamentárias e as propostas de orçamento previstos nesta Constituição. até a entrada em vigor de lei complementar que substitua a atual Lei nº 4..

". Deve-se destacar também que o Presidente de República poderá rejeitar as emendas do Legislativo ao projeto de lei orçamentária anual (veto parcial ou total). É uma regra um tanto descabida. exposição e justificação da política econômico-financeira do Governo. quadro demonstrativo do programa anual de trabalho do governo em termos de realizações de obras e prestação de serviços.a proposta orçamentária que o Poder Executivo BRASÍLIA/DF 1º Semestre de 2011 Página(s) Pag. Marcelo Rux marcellorux@gmail. saldos de créditos especiais.320/1964. A Lei de Responsabilidade Fiscal – LRF (Lei Complementar 101). Transferências tributárias constitucionais para Estados.. as fontes de recursos e legislação pertinente. devem constar tabelas explicativas com o comportamento da receita e da despesa de diversos exercícios financeiros. excluídas as que incidam sobre: Pessoal e seus encargos sociais. Previsão de reserva de contingência. inclusive por antecipação de receita. trouxe várias alterações na elaboração da lei orçamentária anual dentre as quais a obrigação de: Conter demonstrativo da compatibilidade da programação do orçamento com as metas previstas no Anexo de Metas Fiscais. Finalmente. porém. 2. e. e indiquem os recursos necessários. cuja forma de utilização e montante. Isto se deve a possíveis mudanças nas datas de início e fim do exercício financeiro e da sessão legislativa. que emitirá parecer. da LDO e da LOA deverão ser apresentadas na Comissão mista. sejam relacionados à correção de erros ou omissões e de dispositivos do texto do projeto de lei. em voto secreto. mas prazos.Projeto de Lei de Orçamento : a) texto do projeto de Lei contendo dispositivos que autorizem o Poder Executivo a abrir créditos suplementares até determinado limite. conforme o artigo 35 da Lei nº 4.. 10 encaminhará ao Poder Legislativo nos prazos estabelecidos nas Constituições e nas Leis Orgânicas dos Municípios..5 Emendas aos projetos de PPA. na forma regimental. que a atual Constituição não contemplou tal hipótese. ii . Isto se dá também para o plano plurianual e a lei de diretrizes orçamentárias.320/1964. era permitido enquanto não estivesse concluída a votação da parte de cuja alteração estivesse sendo proposta." Além disto a proposta orçamentária deverá conter diversos quadros demonstrando a receita e despesas de acordo com as categorias econômicas.Mensagem que conterá : exposição circunstanciada da situação econômico-financeira. pertinente ao item a ser alterado. restos a pagar e outros compromissos financeiros exigíveis. só permite que sejam propostas enquanto não for iniciada a votação. obedecida a legislação em vigor. 2. em relação à CF/1969. Municípios e Distrito Federal. particularmente no tocante ao orçamento de capital. § 5º a 7º. As emendas aos projetos de lei do PPA. Caso o Legislativo não receba a proposta de orçamento. de 05/05/2000. Demonstrativo em separado do refinanciamento da dívida pública. na Comissão mista. podendo rejeitá-lo. . quadro das dotações por Órgãos do Governo e da Administração. destinado ao atendimento de passivos contingentes e outros riscos e eventos fiscais imprevistos. pois seria uma aberração administrativa o Executivo deixar de elaborar o projeto de lei orçamentária anual. Observe que não são determinadas datas fixas. mas é a lei. em seu artigo 166. Tal fato. É de se notar. e b) e a efetuar operações de crédito.com de lei orçamentária deverá ser enviado pelo Presidente ao Congresso Nacional até quatro meses antes do encerramento do exercício financeiro e devolvido para sanção presidencial até o encerramento da sessão legislativa (que só assim poderá ser encerrada).. definido com base na receita corrente líquida. pela maioria absoluta dos deputados e senadores.6 Conteúdo e a forma da proposta orçamentária De acordo com combinação dos artigos 2 e 22 da Lei nº 4. documentada com demonstração da dívida fundada e flutuante. admitidos apenas os provenientes de anulação de despesas. justificação da receita e despesa. o que determinará a devolução do projeto anteriormente aprovado pelo Legislativo para promulgação do Executivo. É preciso destacar que as emendas que modifiquem o projeto de lei orçamentária anual só poderão ser aprovadas caso sejam compatíveis com o plano plurianual e a lei de diretrizes orçamentárias. O Congresso Nacional apreciará o veto presidencial. será considerada como proposta a Lei Orçamentária em vigor. e apreciadas pelo plenário das duas Casas do Congresso Nacional.ALUB CONCURSOS APOSTILA DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA CURSO PREPARATIVO PARA CONCURSOS Prof. a CF/1988.LDO e LOA Com relação à emendas ao projeto de lei de orçamento por parte do Presidente.. Serviço da dívida. compor-se-á: i .

2 Os Sistemas de Programação Financeira e Controle Interno O Subsistema de Programação Financeira tem como órgão central a Secretaria do Tesouro Nacional .SFC e é composto das atividades de auditoria com as seguintes finalidades. bem como da aplicação de recursos públicos por entidades de direito privado. orçamento e coordenação têm como órgão central o Ministério do Planejamento Orçamento e Gestão . A nível seccional. a execução dos programas de governo e dos orçamentos da União.MP e divide-se em dois subsistemas: Subsistema de Planejamento O Subsistema de Planejamento tem como órgão central a Secretaria de Programas e Investimentos – SPI com os seguintes objetivos principais: Coordenar a elaboração dos planos e programas gerais de governo e promover a integração dos planos regionais e setoriais. a aplicação de critérios técnicos.1 O Sistema de Planejamento Federal e Orçamento As atividades de planejamento. Subsistema de Orçamento A Secretaria de Orçamento Federal é a unidade administrativa encarregada do subsistema de orçamento. e apoiar o controle externo no exercício de sua missão institucional. Assegurar mediante normas e procedimentos orçamentários. financeira e patrimonial nos órgãos e entidades da administração federal.com BRASÍLIA/DF 1º Semestre de 2011 Página(s) Pag. comprovar a legalidade e avaliar resultados. econômicos e administrativos para o estabelecimento de prioridades entre as atividades governamentais. Empresas Públicas e Sociedades de Economia Mista). Acompanhar a execução desses planos e programas. Marcelo Rux marcellorux@gmail. as propostas orçamentárias. dotando de recursos os programas de trabalho de acordo os objetivos e metas estabelecidos. Fundações. 11 3 OS SISTEMAS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA FEDERAL 3. conforme o artigo 74. temos: os órgãos de funções equivalentes nas Entidades da Administração Indireta (Autarquias. 3. e Estabelecer fluxos permanentes de informações entre as unidades componentes do sistema. temos: as Coordenadorias de Orçamento da Secretaria de Administração Geral dos Ministérios Civis e órgãos equivalentes dos Ministérios Militares e da Presidência da República. que tem a finalidade de orientar e consolidar. quanto a eficácia e eficiência da gestão orçamentária. que visa dar suporte ao Sistema de Planejamento e tem como função elaborar e consolidar o Orçamento Geral da União conforme os objetivos e metas gerais do Governo Federal. . bem como os direitos e haveres da União. exercer o controle sobre as operações de crédito. avais e garantias. O Subsistema de Controle Interno do Poder Executivo é exercido pela Secretaria Federal de Controle . Como órgãos setoriais. a fim de facilitar os processos de decisão e coordenação das atividades governamentais.STN/MF. a nível setorial.ALUB CONCURSOS APOSTILA DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA CURSO PREPARATIVO PARA CONCURSOS Prof. da Constituição Federal: Avaliar o cumprimento das metas previstas no Plano Plurianual.

LDO. revisão e avaliação de todas as despesas propostas e não apenas das solicitações que ultrapassam o nível de gasto já existente. Orçamento Incremental Orçamento feito através de ajustes marginais nos seus itens de receita e despesa. para determinado período. o planejamento e a execução dos projetos estabelecidos nos planos e programas de governo.320/64. assim como a arrecadação das receitas já criadas em lei. todos os programas devem ser justificados cada vez que se inicia um novo ciclo orçamentário. Orçamento de Desempenho Processo orçamentário que se caracteriza por apresentar duas dimensões do orçamento: o objeto de gasto e um programa de trabalho (ainda não vinculado a um sistema de planejamento). .Orçamento com Teto Fixo .unidade administrativa (órgãos responsáveis pelo gasto) . por certo período e em pormenor. geralmente obtido mediante a aplicação de percentual único sobre as despesas realizadas em determinado período. mas somente implantado após a CF/88 com a criação do PPA .Orçamento de Desempenho . contendo as ações desenvolvidas. as despesas destinadas ao funcionamento dos serviços públicos e outros fins adotados pela política econômica ou geral do país. conhecido como “teto inteligente”. Orçamento com Teto Móvel Critério de alocação de recursos que representa uma variação do chamado “teto fixo”. na gíria orçamentária. Orçamento com Teto Fixo Critério de alocação de recursos que consiste em estabelecer um quantitativo financeiro fixo.Orçamento Programa Orçamento Tradicional (Orçamento Clássico) Processo orçamentário que se caracteriza por adotar instrumentos para controlar as despesas por: . Toda a ênfase reside no desempenho organizacional (o que o Estado faz).Orçamento Base Zero .Orçamento Tradicional . isto é. Em gíria orçamentária. TÉCNICAS ORÇAMENTÁRIAS . projetado sem levar em consideração o que ocorreu nos anos anteriores. bem como da aplicação desses recursos por parte do Estado. Em gíria orçamentária. com base no qual os órgãos/unidades deverão elaborar suas propostas orçamentárias parciais. como “teto burro”.objeto de gasto (elemento de despesa) Orçamento Base Zero (OBZ) É uma previsão orçamentária ou um “Budget”.Orçamento Sem Teto Fixo . • Ele abrange a manutenção das atividades do Estado. 12 ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA PÚBLICA CONCEITO • É o ato pelo qual o Poder Legislativo autoriza ao Poder Executivo. Principais características: análise.Orçamento Tradicional . • É um processo de planejamento contínuo e dinâmico de que o Estado se utiliza para demonstrar seus planos e programas de trabalho.com BRASÍLIA/DF 1º Semestre de 2011 Página(s) Pag. evidenciando a política econômica do governo.Orçamento Incremental . conhecido como “o céu é o limite”. órgãos e unidades.Orçamento com Teto Móvel . • Foi instituído pela Lei Nº 4. Marcelo Rux marcellorux@gmail. é um instrumento de atuação governamental voltado para aspectos administrativos e de planejamento. pois trabalha com percentuais diferenciados. procurando refletir um escalonamento de prioridades entre programações. Orçamento Programa • É um plano de trabalho no qual são detalhados os programas e despesas que se pretende realizar durante o exercício financeiro. Também conhecido. PRINCIPAL FUNÇÃO • Controlar os recursos com que a sociedade terá que contribuir para manter em funcionamento os serviços públicos necessários ao atendimento das necessidades econômicas e sociais da população. Orçamento Sem Teto Fixo Critério de alocação de recursos que consiste em conferir total liberdade aos órgãos/unidades no estabelecimento dos quantitativos financeiros correspondentes às suas propostas orçamentárias parciais. sendo também conhecido como orçamento funcional.ALUB CONCURSOS APOSTILA DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA CURSO PREPARATIVO PARA CONCURSOS Prof.

objetivos e metas para as quais a administração solicita os recursos necessários. • É um tipo de técnica de orçamento que mais se aproxima do modelo ideal do orçamento. a partir do estudo de problemas da sociedade. . • Fornece o instrumento necessário para que o administrador público. • O orçamento programa permite: BRASÍLIA/DF 1º Semestre de 2011 Página(s) Pag. – Alocação dos recursos necessários para a solucioná-los.  Os recursos são alocados (orçamento) às ações dos diversos programas (planejamento). Marcelo Rux marcellorux@gmail. √ Atribui responsabilidades ao Administrador Público.  Está intimamente ligado aos problemas que a sociedade pretende ver solucionados. √ Alternativas programáticas.  fornecimento de dados para avaliação do que foi produzido para saber se os objetivos estão sendo alcançados. √ Relação insumo/produto. identificando o um custo dos programas propostos para alcançar tais objetivos e os dados quantitativos que medem as realizações e o trabalho realizado dentro de cada programa. • Lógica do orçamento programa: – Identificar e priorizar os problemas. • Está direcionado para o alcance dos objetivos almejados pela Administração Pública. sendo muito mais do que mero instrumento financeiro.  é o estudo de todas as formas de se alcançar o objetivo do programa.ALUB CONCURSOS APOSTILA DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA CURSO PREPARATIVO PARA CONCURSOS Prof. de forma a maximizar a atuação estatal e o retorno dos recursos investidos pelo setor privado no setor público. – Estudo das alternativas de solução desses problemas. √ Avaliação de resultados. 13 √ Integração do planejamento e orçamento. √ Quantificação de objetivos e metas.  Identifica quanto de meta e de recursos que já foram executados/gastos.com • São demonstrados os propósitos. tornando-se um instrumento fundamental de todo o processo de gestão dos objetivos do Estado.  Deve haver a prestação de contas do responsável/gerente das ações previstas e dos resultados alcançados. √ Acompanhamento físico-financeiro.  escolha da melhor maneira e o menor custo para a resolução do problema. • Todas as decisões sobre a alocação dos recursos são tomadas à luz do planejamento.  Identifica o volume de recurso necessário/utilizado para cumprir objetivos. possa estabelecer políticas públicas que irão solucionar esses problemas.

Assinale a única opção que é pertinente ao orçamento tradicional e não ao orçamentoprograma. b) A utilização de indicadores e padrões de desempenho não é relevante para o setor público. assinale-a.integrado-ao planejamento.ALUB CONCURSOS APOSTILA DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA CURSO PREPARATIVO PARA CONCURSOS Prof. A) A estrutura do orçamento enfatiza os aspectos contábeis de gestão.com Principais Diferenças entre Orçamento Tradicional e visa avaliar a honestidade do .funcional-programáti os para adquirir “meios”.principal critério de classi .No tocante ao conceito de orçamento-programa. e) Existe a utilização sistemática de indicadores e padrões de medição dos trabalhos e dos resultados. D) O processo orçamentário é dissociado dos processos de planejamento e programação. E) As decisões orçamentárias são tomadas tendo em vista as necessidades das unidades organizacionais. 4) (ESAF/TCU . 3) (ESAF/TCI . QUESTÕES DE CONCURSOS 01. B) O principal critério de classificação é o funcionalprogramático. E) Existe utilização sistemática de indicadores e padrões de medição do trabalho e dos resultados. B) Na elaboração do orçamento. Marcelo Rux marcellorux@gmail.controle visa avaliar a eficiência e e governamentais. decisões tomadas tendo em vista as .2000) . James . PROGRAMA . . Fonte: . Os objetivos podem ser classificados em: √ derivados – demonstram quantitativamente os propósitos específicos do governo. evidenciando uma avaliação qualitativa dos objetivos e indicando as orientações para as políticas nas áreas econômica e social. . referentes ao orçamento-programa. a eficácia e a efetividade das ações governamentais.controle Programa agente governamental. √ finais ou básicos – demonstram os fins últimos de toda a ação do governo. a) A alocação dos recursos tem em vista a consecução de objetivos e metas.ênfase nos aspectos administrativos e de planejamentos. 159 extrapolam o exercício. inclusive os que Giacomoni.considera todos os custos dos programas. C) O controle visa avaliar a honestidade dos agentes governamentais e a legalidade no cumprimento do orçamento. A) Os principais critérios classificatórios são unidades administrativas e elementos. d) A estimativa dos custos dos programas é essencial para o seu acompanhamento e avaliação. 02(ESAF/AFC STN 2000 II) . 14 . identifique a opção falsa. essidades financeiras das es organizacionais. nsuração de resultados. . inclusive os que extrapolam o exercício. b) Na elaboração do orçamento-programa são considerados todos os custos dos programas.Somente uma das afirmações a seguir.há mensuração de resultados. C) estrutura do orçamento está voltada para os aspectos administrativos e de planejamento.principais critérios classificatórios : unidades administrativas e elementos. c) O orçamento está inserido num processo mais amplo de planejamento. são considerados todos os custos dos programas. d) O processo orçamentário é dissociado dos processos de planejamento e programação. c) O controle visa avaliar a eficiência. BRASÍLIA/DF 1º Semestre de 2011 Página(s) Pag.decisões tomadas com base em ava técnicas das alternativas po s aspectos contábeis. a) O principal critério de classificação é o funcionalprogramático.(FCC/AFC-TCU/1999) Assinale a única opção correta pertinente ao conceito de orçamento-programa. RADICIONAL do do planejamento. D) alocação de recursos visa à consecução de objetivos e metas. . contribuindo para o alcance dos objetivos finais ou básicos. .13ª Edição pág. necessidades das unidades organizacionais. .PI 2003) . não é verdadeira. inclusive os que extrapolam o exercício.aloca recursos para -atingir objetivos e metas.

Analista) . são consideradas as necessidades financeiras das unidades organizacionais. objetivos e metas.Auditoria e Fiscalização) Indique a afirmativa incorreta com relação ás diferenças entre o orçamento tradicional e o orçamento-programa. possibilitando a integração do planejamento com o orçamento. e) No orçamento-programa. b) No orçamento tradicional. 7) (ESAF . 8) (ESAF . para que vai gastar e por que vai gastar. enquanto no orçamento tradicional os principais critérios classificatórios são as unidades administrativas e os elementos. d) o orçamento tradicional compatibiliza as programações anuais com os planos. enquanto no orçamento-programa a estrutura do orçamento dá ênfase aos aspectos contábeis de gestão. BRASÍLIA/DF 1º Semestre de 2011 Página(s) Pag. c) O orçamento-programa é totalmente dissociado do processo de planejamento. b) Orçamento-programa informa. inclusive os que extrapolam o exercício.Confrontando-se as diferenças entre o orçamento tradicional e o orçamentoprograma. (B) revisão crítica dos gastos tradicionais de cada unidade orçamentária. . c) No orçamento tradicional. b) No orçamento-programa.AFC/CGU 2006 . (C) ênfase aos aspectos contábeis da gestão e controle externo dos gastos.A programação orçamentária. quanto vai gastar. 9) (ESAF . a) No orçamento tradicional. estimativa real de recursos e cálculo real das necessidades. c) O orçamento-programa identifica programas de trabalho. a) No orçamento-programa. as relações insumo. o controle visa avaliar a eficiência e a eficácia das atividades governamentais. a) orçamento de desempenho b) orçamento-programa c) orçamento base-zero d) orçamento tradicional e) orçamento com teto fixo 6) (ESAF. em relação a cada atividade ou projeto. e) Processo de elaboração do orçamento-programa é técnico e baseia-se em diretrizes e prioridades. c) a integração planejamento-orçamento é uma característica básica do orçamento-programa. são respeitadas as necessidades financeiras das unidades administrativas. o orçamento é o elo entre o planejamento e as funções executivas da organização. produto e a avaliação de resultados. a) A integração planejamento-orçamento é característica do orçamento-programa. Marcelo Rux marcellorux@gmail. os critérios de classificação baseiam-se em uni¬dades administrativas. e) o orçamento-programa parte da previsão de recursos para que sejam definidos as atividades e os projetos que serão executados. enquanto no orçamento-programa. o processo orçamentário é dissociado dos processos de planejamento e programação. 10) (FCC) É característica da técnica de elaboração orçamentária denominada orçamento base zero: (A) dissociação dos processos de planejamento e programação. 5) (ESAF/MPU . com base nas metas fiscais.Assinale a única opção incorreta em relação a orçamento-programa. 15 d) Na elaboração do orçamento tradicional.2005) .com e) O orçamento identifica os responsáveis pela execução dos programas. d) O orçamento-programa é o processo de elaboração do orçamento em que é enfatizado o objeto de gasto. a quantificação de objetivos e a fixação de metas. a estrutura do orçamento está voltada para os aspectos administrativos e de planejamento. Identifique qual é o processo que expressa financeira e fisicamente os programas de trabalho de governo.AFC/STN . b) o orçamento-programa é o responsável por apresentar os propósitos. admite vários processos na elaboração do orçamento. não se pode afirmar que a) o orçamento tradicional é o processo de elaboração do orçamento em que é enfatizado o objeto de gasto. assinale a única opção correta. o principal critério de classificação das despesas é o funcional-programático. compatibilizando-os com os planos de médio e longo prazos. e) Na elaboração do orçamento-programa. d) A estrutura do orçamento-programa prioriza os aspectos contábeis da gestão.MPOG/2002) Com relação ao conceito de orçamento-programa. enquanto na elaboração do orçamentoprograma são considerados todos os custos dos programas. objetivos e metas para as quais a administração terá de prover os fundos necessários.2004) .ALUB CONCURSOS APOSTILA DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA CURSO PREPARATIVO PARA CONCURSOS Prof.TCU 2006 . a alocação de recursos visa a aquisição de meios enquanto no orçamento programa a alocação de recursos visa a consecução de objetivos e metas.

orientando a ação governamental apenas dos governos subnacionais. em relação ao ano anterior. 11) (ESAF. D D 10. D 9. e) No Brasil. c) O orçamento incremental é o orçamento elaborado por meio dos ajustes marginais nos itens de receita e despesa. projetos e atividades. orienta a elaboração da Lei Orçamentária Anual. de modo que a administração possa avaliá-la e priorizá-la em relação a outras atividades. B 6. constituindo a principal peça contábilfinanceira para a orientação da ação governamental. BRASÍLIA/DF 1º Semestre de 2011 Página(s) Pag. que deixariam de se preocupar com a priorização de suas atividades. d) O orçamento tradicional destaca as metas. C O pacote de decisão é o documento que identifica e descreve uma atividade específica. A) É uma técnica de elaboração de orçamentos públicos e privados cujo objetivo é eliminar a prática nociva de se alocar recursos a determinada unidade orçamentária ou departamento com base apenas na justificativa do aumento de vendas ou projetos nessas unidades. além do estabelecimento de objetivos e metas a serem implementados. dispõe sobre as alterações na legislação tributária e estabelece a política de aplicação das agências financeiras oficiais de fomento. a Lei nº 4.com (D) avaliação da integridade dos agentes governamentais e legalidade no cumprimento do orçamento.320/64. determinando que a Lei Orçamentária conterá a discriminação da receita e despesa.AFC/STN . Orçamento-programa é um (A) documento que prevê apenas a fixação da despesa e a previsão da receita. b) Os princípios orçamentários estão basicamente definidos na Constituição Federal e na Lei nº 4.ALUB CONCURSOS APOSTILA DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA CURSO PREPARATIVO PARA CONCURSOS Prof. A 13. B 1. na empresa privada Texas Instruments. por meio da identificação dos seus programas de trabalho. de forma regionalizada. Sua metodologia é centrada no conceito conhecido como pacote de decisão. (D) plano de trabalho. Marcelo Rux marcellorux@gmail. identifique a única opção incorreta.320/64 estabelece a obrigatoriedade do orçamento-programa. bem como a previsão dos custos relacionados. 11. B 3. GABARITO 2. além de diminuir a resistência por parte dos indivíduos/grupos. D 4. ao vincular o processo orçamentário ao PPA.D 7. (C) documento que se preocupa com a efetividade e a eficiência dos gastos públicos das estatais. A Constituição Federal de 1988 consolidou definitivamente o orçamento-programa no Brasil. (E) direitos adquiridos sobre verbas orçamentárias anteriormente outorgadas. objetivos e metas da administração pública federal. assinale a opção incorreta. um instrumento de planejamento da ação do governo. à LDO e à LOA. B 12. A 5. Com relação à técnica do orçamento base zero. B Essa técnica foi desenvolvida no final dos anos 60 do século passado. a) Orçamento público é o processo mediante o qual o governo traça um programa de projetos e atividades. D A adoção dessa técnica tende a reduzir os custos e o trabalho de preparação do orçamento.2005) . B .De acordo com o conceito de orçamento. com prévia fixação das despesas.D 8. 16 (E) plano de trabalho que tem por finalidade estabelecer as diretrizes. 12) O orçamento-programa foi introduzido no Brasil por meio da Lei no 4. estimando suas receitas e planejando sua aplicação. (B) programa que compreende as metas e prioridades da Administração Pública Federal. 13.320/64 e do Decreto-Lei no 200/67. consolidando um conjunto de programas a ser realizado durante determinado período. os objetivos e as intenções do governo.

Princípio do Equilíbrio √ Não é mais previsto na Constituição Federal. BRASÍLIA/DF 1º Semestre de 2011 Página(s) Pag. √ Exceções: Créditos adicionais: Especiais e Extraordinários. somente estimativas de receitas ou a fixação de despesas.  Operações de crédito. √ da Não Afetação. √ Princípio orçamentário constitucional que determina que a Lei Orçamentária Anual (LOA) deverá conter os orçamentos:  Fiscal. inclusive as fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público. deve existir apenas um só orçamento para um exercício financeiro. √ Valor da despesa = Valor da receita. o déficit público.  Privadas – aumento da redução da demanda agregada da economia. Marcelo Rux marcellorux@gmail.ALUB CONCURSOS APOSTILA DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA CURSO PREPARATIVO PARA CONCURSOS Prof.  de Investimento das Estatais.Dotação não especificamente destinada a órgão. evitando o excesso de despesas e conseqüentemente. √ Não se pode agregar despesas ou receitas que inviabilize conhecer sua fonte e seu destino. ao máximo para conhecimento das origens e aplicações dos recursos. √ Procura-se eliminar a existência de múltiplos orçamentos (orçamentos paralelos). material. Exceção: créditos adicionais Princípio da Universalidade √ O orçamento deve conter todas as receitas e despesas referentes aos Poderes da União. Exceção: Poderá conter autorizações para:  Abertura de créditos suplementares. √ Coincide com o calendário civil (1º de jan a 31 de dez). √ do Orçamento Bruto. √ Princípio orçamentário constitucional (art 165. programa ou categoria econômica (reservas de contingências). Especialização ou Discriminação. √ da Precedência.com PRINCÍPIOS ORÇAMENTÁRIOS • São premissas a serem observadas na concepção da proposta orçamentária. √ Evita que a arrecadação de algum recurso financeiro. Princípio da Unidade ou da Totalidade √ O orçamento deve ser uno. √ Possibilita o controle sobre os gastos públicos. etc). √ da Universalidade. devem ser consolidados em uma única lei (LOA). órgãos e entidades da administração direta e indireta. Especialização ou da Discriminação √ As receitas e despesas devem ser detalhadas. • São os princípios: √ da Unidade ou da Totalidade. ou seja. √ da Exclusividade. √ da Anualidade ou Periodicidade. seus fundos. Princípio da Exclusividade √ Princípio orçamentário constitucional. √ do Equilíbrio. √ Despesa deve ser discriminada. √ Quando o orçamento atua de forma deficitária.  da Seguridade Social. √ Vigência = 01 ano (exercício financeiro). √ da Unidade de Caixa. 17 √ Propicia a identificação das receitas e despesas de transferências. √ da Legalidade. esse princípio. √ da Programação. √ A Lei Orçamentária deverá tratar de matéria exclusivamente orçamentária. § 5º ). Exceção: Dotações globais . obras. inclusive por Antecipação de Receita Orçamentária (ARO). implícita ou explicitamente expressas na legislação. √ da Publicidade. no entanto. bem como a sua aplicação. unidades orçamentária. √ da Especificação. fuja à competente apreciação e aprovação do Poder Legislativo. Princípio da Especificação. √ Tem a finalidade de impedir que o setor público exerça suas atividades sem a preocupação com os saldos orçamentários (déficits ou superávits) que influenciam nas finanças:  Públicas – aumento do endividamento. informa que deverá existir fonte (operação de . Princípio da Anualidade ou da periodicidade √ O orçamento tem vigência limitada a determinado período. √ Elementos – são os recursos colocados à disposição do estado para a consecução de seus fins. √ da Clareza. √ do Estorno de verbas. √ O princípio da totalidade prevê a coexistência de múltiplos orçamentos que. no mínimo por elementos (pessoal.

√ É vedada a vinculação de impostos a órgão. ressalvadas as autorizadas mediante créditos suplementares ou especiais com finalidade precisa. devido à linguagem específica do orçamento. e  atuar como ferramenta que auxilia de forma fundamental no planejamento e gerenciamento das ações do estado. √ Objetiva garantir o acesso público do conteúdo do orçamento. Marcelo Rux marcellorux@gmail. Receitas Imposto 100. QUESTÕES DE CONCURSOS 01. Princípio da Legalidade √ As receitas e despesas públicas só podem ser efetuadas se autorizadas mediante lei. fundo. São vedados: III . √ Regra de Ouro Art.00 Princípio da Clareza √ O orçamento tem que ser claro e de fácil entendimento. vedadas quaisquer deduções.00 de Renda Despesas R$ Transferência para Estados e Municípios R$ 47. √ Os atos da administração devem ser acessíveis a todos. salvo disposição contrária. A) princípio da discriminação B) princípio da exclusividade C) princípio do orçamento bruto D) princípio da universalidade E) princípio do equilíbrio 02. 18 Operações de Créditos Princípio da Não-Afetação de Receitas de Impostos √ Princípio orçamentário constitucional. e  Garantia de operações de antecipação de receita. (ACE/2002) A ação planejada do Estado materializa-se através do orçamento público. Princípio da Publicidade √ Princípio orçamentário constitucional. Indique o princípio orçamentário que consiste na não-inserção de matéria estranha à previsão da receita e à fixação da despesa. facilitando a administração e o controle de seus respectivos fluxos e estoques.  Prestar garantia à União. √ As alterações na Lei Orçamentária só podem ser efetuadas mediante nova autorização legislativa. √ Princípio de difícil execução. Receitas Despesas BRASÍLIA/DF 1º Semestre de 2011 Página(s) Pag.a realização de operações de créditos que excedam o montante das despesas de capital. Princípio do Orçamento Bruto √ Todas as receitas e despesas constarão da Lei de Orçamento pelos seus totais. Princípio da Precedência √ O orçamento deve ser aprovado antes de iniciar o exercício financeiro.Mare – Analista de Orçamento – 1999) Relacionase diretamente com o princípio da unidade de tesouraria A) a previsão da receita. Princípio da Unidade de Caixa √ Os recursos do governo devem ser recolhidos/depositados em uma única conta. salvo:  Participação de estados. Princípio da Programação √ É o princípio mais moderno.com crédito) que financie o excesso de despesas sobre o montante das receitas. ou despesa. . √ Os valores líquidos impedem:  a averiguação do fluxo/caminho percorrido pelos recursos orçamentários. aprovados pelo Poder Legislativo por maioria absoluta. Princípio da Proibição do Estorno de verbas √ O Poder Executivo não pode desfazer o que o Poder Legislativo discutiu.ALUB CONCURSOS APOSTILA DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA CURSO PREPARATIVO PARA CONCURSOS Prof.  Pagamento de débitos para com a União. apreciou e votou. 167. e  que os recursos sejam disponibilizados de forma transparente. DF e municípios na arrecadação tributária. √ O orçamento deve:  servir como verdadeiro instrumento de administração do governo.  Recursos para saúde e educação. (FCC .

B) Cada orçamento deve se ajustar a um modelo único não querendo dizer que deva compreender todas as receitas e despesas numa única peça. apenas. apenas. porquanto permite que algumas despesas sejam deduzidas de certas receitas. No Brasil. E) da Não-Afetação de Receitas. do orçamento das estatais e do orçamento da seguridade social. 05. conseqüentemente. C) a arrecadação da receita. Marcelo Rux marcellorux@gmail. o orçamento deve conter apenas matéria orçamentária.TRT – 20ª Região – Analista Judiciário – 2006) Em relação ao princípio orçamentário da universalidade.Analista Judiciário – 4ª Região – 2004) O princípio da anualidade estabelece que as autorizações orçamentárias e. (FCC . é correto afirmar que: A) em regra. não se inclui na lei de orçamento. B) a dívida ativa. a prática orçamentária. E) a arrecadação da receita e a liquidação da despesa. C) não respeita o princípio do orçamento bruto.MARE – Analista de Orçamento – 1998) Constitui exceção ao Princípio da Anualidade A) os restos a pagar. quer da Administração Indireta. (FCC . E) O orçamento inclui somente as receitas e despesas da Administração Direta. normas estranhas à previsão de receita e à fixação de despesa. D) da Anualidade. também chamadas princípios orçamentários. C) O orçamento inclui todas as receitas e despesas. o orçamento deve conter todas as receitas e despesas referentes aos poderes da União. 19 06. que é fundamentada nessas regras. constitui EXCEÇÃO ao princípio mencionado A) o processo dos fundos especiais.Analista Judiciário – TRF 4ª REGIÃO/2001) Constitui exceção ao princípio da anualidade: A) os créditos especiais e extraordinários abertos nos últimos quatro meses. quer da Administração direta. segundo a qual a lei do orçamento somente deve veicular matéria de natureza financeira. E) O princípio da unidade recomenda que deve existir apenas um orçamento. BRASÍLIA/DF 1º Semestre de 2011 Página(s) Pag. ordenada e completa. (TCU/1996) Desde seus primórdios. B) a inscrição em restos a pagar processados C) a inscrição em restos a pagar não processados D) a inscrição do serviço da dívida a pagar E) a utilização do superávit financeiro do exercício anterior. D) a liquidação da despesa.ALUB CONCURSOS APOSTILA DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA CURSO PREPARATIVO PARA CONCURSOS Prof. o exercício financeiro no Brasil deve corresponder a doze meses e coincidir com o ano civil. do ponto de vista financeiro.com B) o recolhimento das receitas. 08. C) do Equilíbrio Orçamentário. 04. entre os valores de receita. A) Segundo o princípio da exclusividade. (AFC-TCU/1999) No tocante aos objetivos dos princípios orçamentários. Contudo. E) o plano plurianual. a instituição orçamentária foi cercada por uma série de regras. assinale a opção correta. C) a autorização para os créditos reabertos. (FCC . D) O orçamento deve ser expresso de forma clara. com a finalidade de aumentar-lhe a consistência no cumprimento de sua principal tarefa. dada a existência do orçamento fiscal. que é auxiliar o controle parlamentar sobre os executivos.PMJAB – Auditor Tributário – 2006) Todas as receitas e despesas constarão da Lei Orçamentária pelos seus totais. Trata-se do principio orçamentário A) da Unidade. D) o serviço da dívida a pagar. B) respeita o princípio da universalidade. vedadas quaisquer deduções. (FCC . 09. B) os restos a pagar não processados. . 07. B) do Orçamento Bruto e Universalidade. mesmo não havendo a exigência de inclusão das receitas e das despesas operacionais das empresas estatais. E) o processamento das despesas orçamentárias de exercícios anteriores. 03. D) as receitas vinculadas. C) O princípio da publicidade representa uma regra técnica administrativa.TRF . (FCC . A) não respeita o princípio da unidade. D) O princípio da legalidade determina que o conteúdo do orçamento deve ser divulgado por veículos oficiais de comunicação. e manter o equilíbrio. C) a reabertura de créditos. B) De acordo com o princípio da unidade.

A) De acordo com o princípio da unidade. 10. para abertura de créditos suplementares é exceção ao princípio orçamentário A) da não afetação de receita B) da unidade C) da universalidade D) da exclusividade E) do orçamento bruto 11. 20 D) do orçamento bruto. C) da não afetação da receita. E) exclusividade. D) da exclusividade. 15./2003) O domínio orçamentário próprio e independente pela pessoa jurídica central do Estado. 13. em coexistência com os das suas entidades da administração indireta e a visão geral do conjunto das suas finanças públicas é obtido por consolidação. 17. 14. B) da totalidade. Marcelo Rux marcellorux@gmail. B) da universalidade. BRASÍLIA/DF 1º Semestre de 2011 Página(s) Pag. (TRT 4ª Região – Analista Judiciário – 2006) A autorização. C) universalidade. E) A adoção do princípio da exclusividade condiciona a criação ou aumento de impostos a sua inclusão no orçamento. na lei do orçamento. B) da unidade. 16. constitui enunciado do princípio orçamentário A) da unidade. assim como a redução dessas alternativas de um número muito amplo a um pequeno e. . B) exclusividade. C) da universalidade. a formulação de objetivos e o estudo das alternativas da ação futura para alcançar os fins da atividade governamental. C) da anualidade. (TRF 5ª REG.ALUB CONCURSOS APOSTILA DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA CURSO PREPARATIVO PARA CONCURSOS Prof. C) universalidade. E) da exclusividade. B) unidade. E) especificação. E) os restos a pagar não processados. D) o processo dos fundos especiais. 12. B) Em consonância com o princípio do orçamento bruto. (FCC – TCM/CE – Auditor – 2006) O princípio que estabelece que todas as receitas e despesas do ente público devem constar na elaboração do orçamento é denominado principio da A) unidade. mesmo havendo a possibilidade de o orçamento conter autorizações para a abertura de créditos suplementares. referem-se ao princípio da A) programação. B) as receitas vinculadas. C) o processamento das despesas orçamentárias de exercícios anteriores. vedadas quaisquer deduções”. D) A destinação dos recursos das taxas para o custeio de serviços específicos contraria o princípio da não-afetação de receitas. os orçamentos das três esferas da Administração deveriam ser unificados em um orçamento nacional. D) da não afetação das receitas. E) do orçamento bruto. (TRE-AM/2003) “Todas as receitas e despesas constarão da Lei do Orçamento pelos seus totais. (TRT-21ª REG/2003) A inclusão de dispositivo estranho à previsão da receita e à fixação da despesa na Lei Orçamentária Anual fere o princípio orçamentário A) da não afetação da receita. as transferências no âmbito interno de cada esfera da Administração se anulam. mesmo havendo a exigência de elaboração de planos plurianuais. E) respeita o princípio da exclusividade. (TCU/1996) Assinale a opção correta referente à aplicação dos princípios orçamentários. a prossecução do curso da ação adotada. (TRE-AP/2003) No que diz respeito ao orçamento público. Contudo. D) não afetação. o exercício financeiro no Brasil deve corresponder a doze meses e coincidir com o ano civil. conseqüentemente. segundo o princípio orçamentário A) da anualidade.com D) respeita o princípio da anualidade. finalmente. constitui EXCEÇÃO ao princípio mencionado A) a autorização para os créditos reabertos. C) A existência da conta única encontra respaldo no princípio da unidade de caixa. D) estabilidade orçamentária. (TRF-CE/2004) O princípio da anualidade estabelece que as autorizações orçamentárias e. E) da exclusividade.

E 26. Marcelo Rux marcellorux@gmail. C 22. fundos e a despesas. considerado. B 7.com 18. 19. em função da natural celeridade de sua tramitação no legislativo. (CESPE-STM/Analista/2004) O princípio da legalidade dispõe que o orçamento deve ser objeto de uma lei resultante de processo legislativo completo. (CESPE-Procurador TCDF/2002) Os basilares princípios da universalidade e da exclusividade. C 9. BRASÍLIA/DF 1º Semestre de 2011 Página(s) Pag. D 11. 21 25. 27.Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará) O princípio do equilíbrio surgiu com o objetivo de impedir que a lei de orçamento.ALUB CONCURSOS APOSTILA DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA CURSO PREPARATIVO PARA CONCURSOS Prof. E. (CESPE-Procurador TCDF/2002) O princípio do equilíbrio orçamentário. A partir da Constituição Federal de 1988. todavia. que o orçamento deve conter todas as receitas e despesas. C 8. que comporta exceções. 22. (CESPE-Procurador TCU/2004) Em cumprimento ao princípio da exclusividade. C 12. respectivamente. fundos. fundo ou despesa. E 20. B 3. E 19. manutenção do ensino. 20. 26. E. órgãos e entidades da administração direta e indireta. E 21. D 15.320/1964. A 5. implicam. algumas exceções. nenhum outro princípio poderá ser relacionado ao orçamento público. B 2. veda a vinculação de receita de impostos a órgão. e que o orçamento não conterá dispositivo estranho à previsão da receita e à fixação da despesa. C 27. todas as receitas e todas as despesas dos poderes. 23. (CESPE-TCE-PE/Auditor/2004) Pelo princípio da nãovinculação da receita de impostos. Isso não impede que o orçamento seja às vezes entendido como uma lei especial. Apesar disso. D 14. expressamente definidas. A 18. (CESPE–Anatel/Analista/2004) Com base na Lei nº 4. C 23. expressamente previstos no texto constitucional. (CESPE – Técnico Judiciário – TRE Alagoas – 2004) O orçamento brasileiro tem alto grau de vinculações. inclusive a dos Poderes. em uma concepção clássica. GABARITO 1. E 25. o orçamento não contem dispositivo estranho à previsão das receitas e à fixação das despesas. é proibido vincular a receita de impostos a órgãos. a essa regra geral. (CESPE – 2004 – Contador . (CESPE-Procurador TCU/2004) Em observância ao princípio da especificação. seguridade social e receitas próprias de entidades. órgãos e das entidades da administração pública direta e indireta devem estar incluídos no orçamento anual geral. C 13. ou lei apenas no sentido formal. é admissível a utilização da receita de impostos para a realização de atividades de administração tributária. admitindo. fundos. 21. seja utilizada como meio de aprovação de matérias que nada tenham a ver com questões financeiras. tais como transferências constitucionais para estados e municípios. A 17. a LOA conterá a discriminação da receita e da despesa. obedecidos os princípios da unidade. 24. C. C 24. está expressamente previsto na Constituição da República. universalidade e anualidade. E 6. C. (CESPE-Procurador TCDF/2002) O princípio da nãovinculação ou da não-afetação da receita. E . positivado no texto constitucional. C 4. já que o seu conteúdo guarda mais correlação com os atos administrativos que propriamente com preceitos legais. não incluídas nessa proibição as hipóteses definidas na própria Constituição da República. B 16. de forma a evidenciar a política econômicofinanceira e o programa de trabalho do governo. C 10. como o verdadeiro princípio fundamental dos orçamentos públicos. Essas vinculações tornam o processo orçamentário extremamente rígido.

165. em seu artigo 165.LOA PLANO PLURIANUAL (PPA) A lei que o instituir estabelecerá.São leis apenas no sentido formal. irá dispor sobre o exercício financeiro. O PPA tem a mesma duração do mandato do chefe do Poder Executivo. Esta regra. Os prazos estão dispostos no ADCT art. as diretrizes. de forma regionalizada. De acordo com a Constituição.A CF/88 estabelece que a competência para legislar sobre matéria orçamentária é “concorrente” entre União. porém vigência distinta. 35 do ADCT.(com adaptações) A LEI DE DIRETRIZES ORÇAMENTÁRIAS – LDO A LEI ORÇAMENTÁRIA ANUAL . 22 Orçamento na constituição de 1988: Plano Plurianual (PPA). Lei Orçamentária Anual (LOA) LEIS ORÇAMENTÁRIAS Características . setoriais e regionais de duração plurianual. pelo Poder Executivo. ou sem lei que autorize a inclusão. . Art. é extensiva aos demais entes da Federação. . Marcelo Rux marcellorux@gmail. as atividades da Administração Federal obedecerão aos seguintes princípios fundamentais: Planejamento Coordenação Descentralização Delegação de Competência Controle Determina ainda que estes princípios devem ser obedecidos na consecução de todas as atividades da administração pública federal.São privativas do chefe do executivo. Lei complementar prevista no art. os prazos. Vigência do PPA O ADCT estabelece que o PPA cobrirá o período compreendido entre o inicio do segundo ano do mandato presidencial e o final do 1º exercício do mandato subseqüente. Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). 167.ALUB CONCURSOS APOSTILA DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA CURSO PREPARATIVO PARA CONCURSOS Prof.com BRASÍLIA/DF 1º Semestre de 2011 Página(s) Pag. os instrumentos de planejamento são: Leis de iniciativa do Poder Executivo estabelecerão: O PLANO PLURIANUAL – PPA . LDO e LOA. a elaboração e a organização do PPA. objetivos e metas da administração pública federal para as despesas de capital e outras delas decorrentes e para as relativas aos programas de duração continuada. 35 Base legal De acordo com o artigo 6º do Decreto-Lei 200/1967. São vedados: § 1º . são leis complementares.Nenhum investimento cuja execução ultrapasse um exercício financeiro poderá ser iniciado sem prévia inclusão no plano plurianual. Prazo do PPA O ADCT estabelece que no âmbito federal o projeto de lei do PPA será encaminhado. entretanto. sob pena de crime de responsabilidade. entendida como norma geral. ao Congresso Nacional até 4 meses antes do encerramento do exercício (31/08) e devolvido para sanção ate o encerramento da sessão legislativa (22/12). . No que se refere ao planejamento reza o seu artigo 7º: A ação governamental obedecerá a planejamento que visa a promover o desenvolvimento econômico-social do País e a segurança nacional norteando-se segundo planos e programas gerais. as leis que as regulam. Estados e Distrito Federal. Como ainda não temos esta lei utilizaremos o que está disposto no art.São leis ordinárias. § 9º da CF.

também nos últimos três exercícios. o AMF fixará as metas de Receita. destacando a origem e a aplicação dos recursos obtidos com a alienação de ativos. II – demonstrativo das metas anuais. Marcelo Rux marcellorux@gmail. • avaliação dos riscos fiscais. • as disposições sobre alterações na legislação tributária da União. comparando-as com as fixadas nos três exercícios anteriores. IV – avaliação da situação financeira e atuarial do regime próprio dos servidos públicos e dos fundos públicos e programas estatais de natureza atuarial. •  as disposições relativas à dívida pública federal. • a avaliação financeira do Fundo de Amparo ao Trabalhador e as projeções de longo prazo dos benefícios de amparos assistenciais . .com LEI DE DIRETRIZES ORÇAMENTÁRIAS (LDO) BRASÍLIA/DF 1º Semestre de 2011 Página(s) Pag. primeiramente. 23 Objetivos Instituída pela Constituição de 1988. • as disposições relativas às despesas da União com pessoal e encargos sociais.a avaliação do cumprimento das metas relativas ao ano anterior. o domínio dos conceitos de resultado primário e nominal. A Lei de Responsabilidade Fiscal atribuiu à LDO a responsabilidade de tratar de outras matérias: • estabelecimento de metas fiscais • a fixação de critérios par a limitação de empenho e movimentação financeira. • a publicação da avaliação financeira e atuarial dos regimes geral de previdência social e próprio dos servidores civis e militares. É primordial. Anexo de Metas Fiscais O Anexo de Metas Fiscais – AMF demonstrará como será a condução da política fiscal para os próximos exercícios e avaliará o desempenho fiscal dos exercícios anteriores. • a política de aplicação dos recursos das agências financeiras oficiais de fomento. evidenciando a consistência delas com as premissas e os objetivos da política econômica nacional. Anexo dos Riscos Fiscais Conterá a avaliação dos passivos contingentes e outros riscos capazes de afetar as contas públicas. • a estrutura e organização dos orçamentos •  as diretrizes para a elaboração e execução dos orçamentos da União e suas alterações. Resultado Primário e Nominal e montante da dívida pública a ser observado no exercício financeiro a que se refere. caso se concretizem. • a margem de expansão das despesas obrigatórias de natureza continuada. ainda: I . além de sinalizar com metas fiscais para os dois exercícios seguintes. Para entender a finalidade do Anexo de Riscos Fiscais é necessário. para a elaboração do Anexo de Metas Fiscais. a Lei de Diretrizes Orçamentárias .LOAS. III – evolução do patrimônio líquido. renúncia de receita e margem de expansão.LDO é o instrumento norteador da elaboração da lei orçamentária anual na medida em que estabelece para cada exercício: • as prioridades e metas da administração pública federal. e V – demonstrativo da estimativa e compensação da renúncia de receita e da margem de expansão das despesas obrigatórias de caráter continuado. informando as providências a serem tomadas. O anexo conterá. Despesa. instruído com memória e metodologia de cálculo que justifiquem os resultados pretendidos. Desta forma.ALUB CONCURSOS APOSTILA DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA CURSO PREPARATIVO PARA CONCURSOS Prof.

previamente. As emendas ao projeto da LDO não poderão ser aprovadas quando incompatíveis com o PPA (art. Ressalte-se que. bimestralmente. Definese passivo contingente como uma despesa incerta ou eventual. o mesmo deverá ser capaz de afetar o equilíbrio das contas públicas. conforme o disposto no § 1° do art. no prazo de trinta dias. CF). 5º da Lei de Responsabilidade Fiscal. Prazos da LDO Segundo o ADCT o projeto da LDO deverá ser encaminhado ao Congresso Nacional até 8 meses e meio antes do encerramento do exercício (15/04). deverá constar na Lei de Diretrizes Orçamentárias. O Anexo de Riscos Fiscais resguarda o equilíbrio das contas públicas. desde que se preserve a meta de resultado. 57. Desde já. Vigência da LDO Em relação à execução da LOA: exercício financeiro. as dotações serão recompostas. bem como as destinadas ao pagamento do serviço da dívida. 13 e 8º da mencionada lei. Após a LRF. no caso de restabelecimento da receita prevista na lei orçamentária. Em relação à elaboração e execução da LOA: superior a 1 ano. cabe ressaltar que a LRF Administração Financeira e Orçamentária dispõe que não serão objeto de limitação as despesas originárias de obrigações constitucionais e legais. CF). § 2º. bem como das despesas que ficarão sujeitas à limitação. . respectivamente arts. como a situação de risco que envolve um grau de incerteza quanto à sua efetiva ocorrência. O Poder Executivo. em até trinta dias após a aprovação da Lei Orçamentária. Entretanto. todos os Poderes deverão proceder. § 4º. Marcelo Rux marcellorux@gmail. caso se constate que a realização da receita poderá não comportar o cumprimento das metas de resultado estabelecidas no Anexo de Metas Fiscais. O primeiro período da sessão legislativa somente será encerrado após aprovação da LDO (art. e devolvido para sanção até o encerramento do 1º período da sessão legislativa (17/07). conforme dispõe a alínea "b" do inciso III do art.com BRASÍLIA/DF 1º Semestre de 2011 Página(s) Pag. as medidas que serão adotadas em caso de efetivação da despesa. o Poder Executivo deverá estabelecer as metas bimestrais de arrecadação bem como a programação financeira e o cronograma de execução mensal de desembolso. Por intermédio deste anexo serão determinadas. 24 compreender o que são passivos contingentes. Caso o chefe do Poder deixe de expedir o ato determinando a limitação de empenho e movimentação financeira ficará sujeito à multa de trinta por cento dos seus vencimentos anuais. Destes dispositivos legais inferimos que a execução da despesa deverá ficar atrelada a realização da receita. Critérios e Forma de Limitação de Empenho A Lei de Responsabilidade Fiscal determina que. ainda que parcialmente. 166. 9° da LRF. A data para a informação dos demais poderes. fará a verificação do comportamento da receita e. cabendo ao Poder Executivo informar o montante de limitação para cada Poder. para que conste no anexo. Esse relatório poderá servir como base para a fixação do percentual a ser destinado a Reserva de Contingência. a limitação de empenho e movimentação financeira (contingenciamento) nos montantes necessários para o cumprimento do resultado fixado. ou seja. todos os Poderes são co-responsáveis pelo atingimento das metas fiscais estabelecidas.ALUB CONCURSOS APOSTILA DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA CURSO PREPARATIVO PARA CONCURSOS Prof.

• o orçamento de investimento das empresas em que a União. 167. segundo critério populacional. As emendas ao projeto de lei do orçamento anual ou aos projetos de créditos adicionais somente podem ser aprovadas caso sejam compatíveis com o PPA e com a LDO (art. da administração direta ou indireta. pelo Poder Executivo. inclusive dos mencionados no art. § 3º. De acordo com a CF/88 é vedado o inicio de programas não incluídos na LOA (art. visando ao melhor atendimento e bem estar da comunidade. D) contabilidade pública. C) Estabelece metas de governo para um período de 4 anos. C) orçamento público. XI § 1º . 25 pensionista. tem como função reduzir desigualdades inter-regionais. inclusive por antecipação de receita. seus fundos.com LEI ORÇAMENTÁRIA ANUAL (LOA) A lei orçamentária anual compreenderá: • o orçamento fiscal referente aos Poderes da União.a transferência voluntária de recursos e a concessão de empréstimos. § 5º. E) Propões critérios para limitação de empenho e movimentação financeira e apresenta anexos de metas e . direta ou indiretamente. 167.Nenhum investimento cuja execução ultrapasse um exercício financeiro poderá ser iniciado sem prévia inclusão no plano plurianual. São vedados: VI . dos Estados. . de investimento das empresas estatais e da seguridade social. sem prévia autorização legislativa. sob pena de crime de responsabilidade. D) É integrada pelos orçamentos fiscal. inativo e BRASÍLIA/DF 1º Semestre de 2011 Página(s) Pag. Marcelo Rux marcellorux@gmail. B) cash-flow. (TRE-PE/2004) O instrumento que contém a previsão de receita e a fixação da despesa para um determinado exercício. Exemplo : Saúde. I da CF).LDO B) Orçamento Público C) Plano Plurianual D) Lei do Orçamento Anual – LOA E) Ciclo Orçamentário 03. Previdência e Assistência social.TRE-MG – Analista Judiciário – 2005) Elaborar-se-á no primeiro ano do mandato do Executivo e terá vigência de 48 meses: A) Lei de Diretrizes Orçamentárias . abrangendo todas as entidades e órgãos a ela vinculados. apresentando projetos de forma individual e financeiramente quantificados. segundo critério populacional.a utilização. Art. (FCC .TRT – 20ª Região – Analista Judiciário – 2006) O sistema orçamentário público é composto por três leis de iniciativa do Executivo sendo que a Lei de Diretrizes Orçamentárias A) Constitui-se no instrumento utilizado para a conseqüente materialização do conjunto de ações que foram planejadas. I da CF). para pagamento de despesas com pessoal ativo. órgãos e entidades da administração direta e indireta. IX . 165. (FCC .O exercício financeiro coincide com o ano civil. • o orçamento da seguridade social. fundações e fundos. tem como função reduzir desigualdades interregionais. de recursos dos orçamentos fiscal e da seguridade social para suprir necessidade ou cobrir déficit de empresas.a transposição. pelos Governos Federal e Estaduais e suas instituições financeiras.ALUB CONCURSOS APOSTILA DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA CURSO PREPARATIVO PARA CONCURSOS Prof. é denominado A) leverage financeiro. 166. inclusive fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público. sem autorização legislativa específica. do Distrito Federal e dos Municípios.a instituição de fundos de qualquer natureza. detenha a maioria do capital social com direito a voto. Vigência da LOA Um exercício financeiro (01/01 a 31/12). QUESTÕES DE CONCURSOS 01. o remanejamento ou a transferência de recursos de uma categoria de programação para outra ou de um órgão para outro. X . E) programa de governo. sem prévia autorização legislativa. B) Prevê despesas de capital que não se associam a ações corriqueiras de operação e manutenção de serviços pré-existentes. VIII . ao Congresso Nacional até 4 meses antes do encerramento do exercício (31/08) e devolvido para sanção ate o encerramento da sessão legislativa (22/12). elaborado em consonância com a LDO −Lei de Diretrizes Orçamentárias. Prazos da LOA O ADCT estabelece que no âmbito federal o projeto de lei orçamentária da União será encaminhado. bem como os fundos e fundações instituídos e mantidos pelo Poder Público. ou sem lei que autorize a inclusão. 02.

26 A) semestral. C) Plano Plurianual.TRF . 06. 11. 05. Marcelo Rux marcellorux@gmail. E) da União.LDO. E) De uma categoria de programação para outra ou de um órgão para outro. (FCC . B) dos Estados e dos Municípios. C) proposta orçamentária anual. (FCC . setoriais e regionais. 08. com inicio em 1º de janeiro e término em 31 de junho. com inicio em 1º de janeiro e término em 31 de dezembro. apenas.LOA.com riscos fiscais. C) o projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). (FCC . estatui normas gerais do direito financeiro. estabelecendo as metas de resultados primário e nominal somente para o exercício a que se referir. entre outros conteúdos. 04. com inicio em 1º de fevereiro e término em 31 de janeiro do exercício seguinte. dos Estados e do Distrito Federal. conforme a Lei de Responsabilidade Fiscal. incluindo as despesas de capital para o exercício financeiro subseqüente. D) o plano plurianual. mesmo que não compreendidos nos orçamentos constantes de Lei Orçamentária Anual. (TRT-RN/2003) O exercício financeiro compreende A) 12 meses consecutivos quaisquer. 12. B) mensagem do plano plurianual. B) bimestral. B) o plano plurianual. D) a lei de diretrizes orçamentárias. apenas D) do orçamento fiscal e da seguridade para cobrir déficit de empresas. A) da União. setoriais e regionais. para elaboração e controle dos orçamentos e balanços. apenas. 09. E) 24 meses consecutivos. de recursos orçamentários: A) de uma categoria de programação para outra. C) 18 meses consecutivos. estabelecendo metas de resultados primário e nominal para o seu período de vigência. apenas. E) aplicação dos créditos adicionais. dentre outras situações. conforme art 1º. B) Orçamento Público. B) a lei orçamentária anual. sendo que. (FCC . (TRE-AP) A lei anual que compreende as metas e prioridades da Administração Pública federal. B) de um órgão para outro. dos Estados. B) 12 meses coincidindo com o ano calendário.320/64. dispõe sobre as alterações na legislação tributária.MPPEP – Analista Ministerial – 2006) No Brasil a duração do exercício financeiro é BRASÍLIA/DF 1º Semestre de 2011 Página(s) Pag. (ACE-MA/2005) O Anexo de Metas Fiscais deverá integrar A) o Plano Plurianual (PPA) disposto pela Constituição Federal. E) quadrimestral. despe¬sas. 07.Analista Judiciário – 4ª Região – 2004) Estabelece as diretrizes e objetivos da Administração Pública A) a lei de diretrizes orçamentárias. D) a Lei Orçamentária Anual (LOA). D) anual. (TRE-MG) Elaborar-se.no primeiro ano do mandato do Executivo e terá vigência de 48 meses: A) Lei de Diretrizes Orçamentárias .ANALISTA JUDICIÁRIO – TRF 4ª REGIÃO/2001) É vedada a movimentação sem prévia autorização legislativa. resultado nominal e primário e o montante da dívida pública. fundações e fundos. E) a lei orçamentária anual. D) Lei do Orçamento Anual . D) norma específica de natureza tributária. apenas. E) o Plano Plurianual (PPA) disposto pela Constituição Federal. B) a Lei Orçamentária Anual (LOA). C) a Constituição Federal. C) dos Municípios e do Distrito Federal. D) da União. . apenas. (TRF-CE/2004) Estabelece as diretrizes e objetivos da Administração Pública A) a Constituição Federal. estabelecendo as metas de resultados primário e nominal para o exercício a que se referirem e para os dois seguintes. apenas C) de um poder para outro. diz respeito à A) lei de diretrizes orçamentárias. estabelecendo em valores correntes e constantes a meta para o montante da dívida pública para o exercício a que se referir e para os dois seguintes.MPPEP – Analista Ministerial – 2006) A Lei nº 4. E) os planos e programas gerais.ALUB CONCURSOS APOSTILA DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA CURSO PREPARATIVO PARA CONCURSOS Prof. estabelecendo as metas anuais em valores correntes e constantes relativas a receitas. D) 18 meses coincidindo com o ano civil. E) Ciclo Orçamentário. C) os planos e programas gerais. 10. dos Municípios e do Distrito Federal. C) anual.

É correto o que consta em: A) I. C) Período Trimestral. A Lei de Diretrizes Orçamentárias tem a finalidade de nortear a elaboração dos orçamentos anuais de forma a adequá-los às diretrizes. 15. IV. IV e V. E) leis de iniciativa dos três Poderes estabelecerão o plano anual. o orçamento de investimento das empresas. detenha a maioria do capital social com direito a voto e o orçamento da seguridade social. E) aprovou a Lei de Responsabilidade Fiscal 18. II. conter na lei orçamentária anual dispositivo estranho à previsão da receita e a fixação de despesa. (MPPEP – Analista Ministerial de Planejamento – 2006) Com relação ao Orçamento Público. A Lei Orçamentária Anual compreenderá o orçamento fiscal. III. relatório da execução orçamentária. além do Orçamento Monetário. II. 17. Lei de Responsabilidade Fiscal e Lei nº 8. (MPPEP – Analista Ministerial – 2006) O período no qual se exercem todas atividades administrativas e BRASÍLIA/DF 1º Semestre de 2011 Página(s) Pag. A lei dos orçamentos anuais é o instrumento utilizado para a conseqüente materialização do conjunto de ações e objetivos que foram planejados visando ao atendimento e bem-estar da coletividade. em qualquer hipótese. V. (Fiscal da Receita – Auditoria Tributária – DF – 2001) Em matéria de orçamentos. C) o Poder Executivo publicará. estabelecer normas de gestão financeira e patrimonial da administração direta e indireta. . III e IV. III. disporá sobre as alterações na legislação tributária e estabelecerá a política de aplicação das agências financeiras oficiais de fomento” denomina-se A) Orçamento fiscal B) Plano Plurianual C) Orçamento da seguridade social D) Lei de diretrizes orçamentárias E) orçamento de investimento das empresas estatais.ALUB CONCURSOS APOSTILA DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA CURSO PREPARATIVO PARA CONCURSOS Prof. B) cabe à lei complementar. (FCC – Prefeitura Municipal de Santos – Administrador – 2005) Os princípios básicos que devem ser seguidos para a elaboração e controle do orçamento Público Brasileiro estão definidos pelos seguintes dispositivos legais: A) Constituição Federal do Brasil. D) Exercício Semestral. Lei de Diretrizes Orçamentárias. os orçamentos qüinqüenais e as diretrizes orçamentárias. através do qual procura-se ordenar as ações do governo que levem à realização dos objetivos e metas fixadas para um período de cinco anos. B) concluiu o processo de modernização orçamentária. por meio da criação do Plano Plurianual (PPA) e da Lei de diretrizes Orçamentárias (LDO). apenas B) I. Plano Plurianual. apenas C) II.com 13. entre outros casos. criando. 27 financeiras relativas à execução do orçamento denominase A) Exercício Financeiro. II. até vinte dias após o encerramento de cada trimestre. apenas E) I. o Orçamento Fiscal e o Orçamento da Seguridade social. orientará a elaboração da lei orçamentária anual. apenas D) IV e V. Define corretamente uma dessas inovações: A) Recuperou a figura do planejamento na administração pública brasileira. 16. determinar condições para instituição e extinção de fundos.666⁄93. analise: I. Lei nº 4. O Plano Plurianual é um plano de médio prazo. A Lei de Diretrizes Orçamentárias compreenderá as metas e prioridades da administração pública. direta ou indiretamente. (MPPEP – Analista Ministerial de Planejamento – 2006) A Constituição Federal de 1988 introduziu diversas inovações no processo orçamentário. estabelecidos no plano plurianual. incluindo as despesas de capital para o exercício financeiro subseqüente. B) Período Adicional. é certo que A) cabe à lei ordinária. E) Exercício Contábil. C) Restaurou a prerrogativa do Congresso Nacional de iniciativa de proposição da lei em matéria orçamentária ao longo de todo o ciclo orçamentário. em que o Estado. mediante a integração entre plano e orçamento. D) unificou o processo orçamentário. (TCE – AM – Procurador – 2005) A espécie de orçamento que “compreenderá as metas e prioridades da administração pública federal. objetivos e metas da administração pública. Marcelo Rux marcellorux@gmail.320⁄64. D) é vedado. propondo um PPA válido por 5 anos. III e IV. entre outros casos. IV e V 14.

2004) . (MMA . Plano Plurianual. (MPOG 2003) . (FCC – TCE/CE – Auditor – 2006) Considere as seguintes afirmações: I. A Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). independentemente da duração do mandato do chefe do Poder Executivo. E) Política Fiscal. d) O estabelecimento de prioridades e metas da administração pública federal. os objetivos e as metas da administração pública federal para as despesas de capital e outras delas decorrentes e para as relativas aos programas de duração continuada. estabelece.ANALISTA -2004) . (STJ . de 04 de maio de 2000. Marcelo Rux marcellorux@gmail. de vigência coincidente com a do mandato do chefe do Poder Executivo. Lei de Diretrizes Orçamentárias e Lei de Responsabilidade Fiscal.ALUB CONCURSOS APOSTILA DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA CURSO PREPARATIVO PARA CONCURSOS Prof. pelos governos federal e estaduais e suas instituições financeiras. 29). inativo e pensionista. Lei de Diretrizes Orçamentárias.ANALISTA .2004) .Instituído pela Constituição Federal de 1988. 21).A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) instituída pela Constituição de 1988 é o instrumento norteador da Lei Orçamentária Anual (LOA). Indique qual opção não representou uma responsabilidade adicional é criadas pela LRF. Lei nº 4. D) Constituição Federal do Brasil. 28 b) A fixação de critérios para a limitação de empenho e movimentação financeira.É vedada a utilização.2004) .2004) É vedada a instituição de fundos de qualquer natureza.ANALISTA . com as despesas de capital para o exercício subseqüente. sem autorização legislativa especifica. 28). (TCE-RN . 27). 19.com B) Constituição Federal do Brasil. (STJ . tanto a iniciativa como a competência em matéria orçamentária são do Poder Executivo. Considere as seguintes afirmativas: .2004) . Lei nº 4.No Brasil. 30).AUDITOR . Plano Plurianual. Orçamento pelo regime de caixa e de competência e Fluxo de Caixa. III.Em conformidade com a Constituição da República. 25). inclusive por antecipação de receita. 23). para vigência até o final do primeiro exercício financeiro do mandato presidencial subseqüente. e) O estabelecimento de metas fiscais. Lei de Responsabilidade Fiscal.PROCURADOR . (STJ . 26).320⁄64. 22).ANALISTA . o projeto do plano plurianual. de recursos dos orçamentos fiscais e de investimentos das estatais para suprir necessidade ou cobrir déficit de empresas.As leis do PPA não podem ser de iniciativa popular.2004) . as diretrizes. (TCU .O projeto de lei de diretrizes orçamentárias será encaminhado pelo presidente da República ao Congresso Nacional até oito meses e meio antes do encerramento do exercício financeiro e será devolvido para a sanção até o encerramento do primeiro período da sessão legislativa. O projeto de lei orçamentária da União será encaminhado até quatro meses antes do enceramento do exercício financeiro e devolvido para sanção até o encerramento da sessão legislativa. (TCDF .É vedada a transferência voluntária de recursos e a concessão de empréstimos. Política Regulatória e Política Monetária. para pagamento de despesas com pessoal ativo. Lei de Orçamento Anual e Fluxo de Caixa Governamental. dos estados. será encaminhado até quatro meses antes do encerramento do primeiro exercício financeiro e devolvido para sanção até encerramento da sessão legislativa.2004) . SOMENTE está correto o que se afirma em A) I B) II C) I e II D) I e III E) II e III 20).ANALISTA . C) Plano Plurianual. de forma regionalizada. (STJ . fundações e fundos. o plano plurianual.2004) .PROCURADOR .2002) .ANALISTA . c) A publicação da avaliação financeira e atuarial dos regimes geral de previdência social e próprio dos servidores civis e militares.A LDO deve conter as metas e prioridades da administração pública federal. 24).É vedado o inicio de programas não-incluídos como prioridade na LDO. atribuiu é LDO a responsabilidade de tratar também de outras matérias.320⁄64. Lei de Diretrizes Orçamentárias. (STJ . O projeto de lei de diretrizes orçamentárias será encaminhado até seis meses antes do encerramento do exercício financeiro e devolvido para sanção até encerramento da sessão legislativa. o PPA terá vigência de quatro anos. BRASÍLIA/DF 1º Semestre de 2011 Página(s) Pag.ANALISTA . 31). II. do Distrito Federal e dos municípios. a) A avaliação de riscos fiscais. sem prévia autorização legislativa. (TCE-RN .

A Lei de Diretrizes Orçamentárias tem a finalidade de nortear a elaboração dos orçamentos anuais de forma a adequá-los às diretrizes. C 28. A lei dos orçamentos anuais é o instrumento utilizado para a conseqüente materialização do conjunto de ações e objetivos que foram planejados visando ao atendimento e bem-estar da coletividade. E 26. E 10. Sobre o Orçamento Público no Brasil está correto o que se afirma SOMENTE em (A) II e IV. C 31. E 14. C 32. O Plano Plurianual é um plano de médio prazo. B 19. (B) A lei de diretrizes orçamentárias conterá Anexo de Riscos Fiscais. V. a lei de Diretrizes Orçamentárias e o Orçamento anual são instrumentos relativos ao processo orçamentário. D 24. com a lei de diretrizes orçamentárias e com as normas da Lei de Responsabilidade Fiscal. B 09. C 12. (B) IV e V. E 29. C 05. 32). o orçamento de investimento das empresas em que o Estado. (E) I. E . por meio do qual procura-se ordenar as ações do governo que levem à realização dos objetivos e metas fixadas para um período de dez anos. GABARITO 03. II e V. B 06.com I. IV e V. estabelecidos no plano plurianual. A 11. III e V. detenha a maioria do capital social com direito a voto e o orçamento da seguridade social. onde serão avaliados os passivos contingentes e outros riscos capazes de afetar as contas públicas. III. C 25. E 01. C 07. C 30. (D) A lei orçamentária poderá consignar dotação para investimento com duração superior a um exercício financeiro que não esteja previsto no Plano Plurianual. C 13. B 23. C 15. caso se concretizem. D 20. Marcelo Rux marcellorux@gmail. II. BRASÍLIA/DF 1º Semestre de 2011 Página(s) Pag. A Lei de Diretrizes Orçamentárias compreenderá as metas e prioridades da administração pública. direta ou indiretamente. informando as providências a serem tomadas. (D) I. (C) A lei de diretrizes orçamentárias disporá sobre normas relativas ao controle de custos e à avaliação dos resultados dos programas financiados com recursos dos orçamentos. E 21. D 04. A 16. É INCORRETO o que se afirma em: (A) O projeto de lei orçamentária anual deve ser elaborado de forma compatível com o Plano Plurianual. D 17. A Lei Orçamentária Anual compreenderá o orçamento fiscal.ALUB CONCURSOS APOSTILA DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA CURSO PREPARATIVO PARA CONCURSOS Prof. D 27. objetivos e metas da administração pública. II. 29 (E) O Plano Plurianual. E 02. (C) I. B 18. A 22. E 08. IV.

Limite de crédito consignado na lei de orçamento ou crédito adicional. 167. § 8º . ainda. √ serão autorizados por lei e abertos por decreto executivo. • O ato que abrir crédito adicional indicará: √ a importância. • Classificam-se em: √ suplementares.não especificamente destinada a órgão. basta o decreto. √ dependem da existência de recursos disponíveis e requer indicação destes recursos. ainda.Consta na LOA. Dotação . programa. caso em que reabertos no limite dos seus saldos.  dotação global . considerando-se. até onde for possível.  o excesso de arrecadação é o saldo positivo das diferenças acumuladas mês a mês entre a arrecadação prevista e a realizada. e √ a classificação da despesa. ficarem sem despesas correspondentes poderão ser utilizados.  a anulação parcial ou total de dotações orçamentárias ou de créditos adicionais. a tendência do exercício. 166. Créditos especiais √ os destinados a despesas para as quais não haja dotação orçamentária específica (novas despesas).  os recursos que ficarem sem despesas correspondentes. é a diferença positiva entre o ativo financeiro e o passivo financeiro. * Suplementação automática . caso em que reabertos no limite dos seus saldos. 30 Leis de Créditos Adicionais CREDITOS ORÇAMENTÁRIOS Créditos Orçamentários . salvo se o ato de autorização for promulgado nos últimos 4 meses daquele exercício. √ serão abertos por Medida Provisória (União) ou Decreto (Estados e Municípios. comunicam de imediato ao legislativo √ Não é necessário haver recursos disponíveis nem indicação destes recursos √ Vigência: Exercício Financeiro. para atender determinada despesa. podendo ocorre por MP desde que previsto na Constituição Estadual ou na Lei Orgânica) √ Não precisam de autorização legislativa. emenda ou rejeição do projeto de lei orçamentária anual. Dos recursos disponíveis √ Consideram-se recursos. Créditos suplementares √ são os destinados a reforço de dotação orçamentária. conjugando-se. serão incorporados ao exercício financeiro subsequente. √ serão autorizados por lei e abertos por decreto executivo.  o produto de operações de credito autorizadas. unidade orçamentária.reserva de contingência . √ a espécie. √ extraordinários.Os recursos que. emenda ou rejeição do projeto de Lei Orçamentária Anual. mediante créditos especiais ou suplementares. em forma que juridicamente possibilite ao poder executivo realizá-las. autorizados em Lei. Créditos extraordinários √ os destinados a despesas urgentes e imprevisíveis tais como: as decorrentes de guerra.ALUB CONCURSOS APOSTILA DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA CURSO PREPARATIVO PARA CONCURSOS Prof. Créditos Ordinários: Estão na Lei Créditos Adicionais: • São as autorizações de despesa não computadas ou insuficientemente dotadas na Lei de Orçamento. com prévia e específica autorização legislativa. √ Vigência: Exercício Financeiro. √ especiais. serão incorporados ao exercício financeiro subsequente. Art. Artigos da CF Art. Marcelo Rux marcellorux@gmail.com BRASÍLIA/DF 1º Semestre de 2011 Página(s) Pag.  Operação de crédito é a receita decorrente da colocação de títulos públicos ou de empréstimos obtidos junto a entidades estatais ou particulares internas e externas. comoção interna ou calamidade pública. São vedados: . desde que não comprometidos:  o superávit financeiro apurado em balanço patrimonial do exercício anterior. em decorrência de veto. os saldos dos créditos adicionais transferidos e as operações de crédito a eles vinculadas. conforme o caso. em decorrência de veto.São autorizações constantes na Lei Orçamentária para a realização de despesas. salvo se o ato de autorização for promulgado nos últimos 4 meses daquele exercício. √ dependem da existência de recursos disponíveis e requer indicação destes recursos. √ Vigência: Exercício Financeiro.

despesas eventuais não consideradas na Lei Orçamentária E) reforço de dotações orçamentárias que se acrescem aos valores das dotações constantes da Lei Orçamentária. que dará conhecimento ao Legislativo. B) despesas urgentes e imprevistas. reforço de dotações orçamentárias que se acrescem aos valores das dotações constantes da Lei Orçamentária. (FCC . Créditos especiais. após a sua aprovação em lei. 06. 07. necessitando de autorização por lei. D) reforço de dotações orçamentárias que se acrescem aos valores das dotações constantes da Lei Orçamentária. no seu todo. (TRF . reforço de dotações orçamentárias que se acrescem aos valores das dotações constantes da Lei Orçamentária. reforço de dotações orçamentárias que se acrescem aos valores das dotações constantes da Lei Orçamentária. E) os extraordinários. B) São destinados a despesas para as quais não haja dotação específica. C) despesas para as quais não haja dotação orçamentária especifica. atender a despesas imprevisíveis e urgentes. B) atender a despesas imprevisíveis e urgentes.a abertura de crédito suplementar ou especial sem prévia autorização legislativa e sem indicação dos recursos correspondentes.TRT – Analista Judiciário – 2006) Não são considerados recursos para cobertura de créditos adicionais os provenientes de: A) Operação de crédito realizada para atender insuficiência de caixa. 31 C) Superávit financeiro do exercício anterior apurado em balanço patrimonial. QUESTÕES DE CONCURSOS 01-(ACE/2002) Com relação aos créditos adicionais. (FCC . atender a despesas imprevisíveis e urgentes.Analista Judiciário – 4ª Região – 2004) A reabertura de créditos adicionais abrange. Marcelo Rux marcellorux@gmail. V . (FCC . devendo.com II . não necessitando de autorização por lei. Identifique o único tipo de crédito que já é previsto. B) Anulação parcial ou total de dotações orçamentárias ou de créditos autorizados em lei. mas dispensando Decreto do Executivo para a abertura. D) São abertos por decreto do Executivo. A) os suplementares e especiais. E) Sua abertura depende da existência de recursos disponíveis. C) os suplementares. atender a despesas imprevisíveis e urgentes.PMJAB/2006) São créditos adicionais especiais os destinados a A) reforço de qualquer dotação orçamentária. ser abertos por Decreto do Executivo. D) os especiais e os extraordinários. devendo ser autorizados por lei e abertos por Decreto do Executivo E) despesas urgentes e imprevistas. porém. A) crédito ordinário B) crédito suplementar . B) os especiais. respectivamente. 03.TER-MG – Analista Judiciário – 2005) Na Lei do Orçamento. E) Empréstimos e financiamentos de natureza orçamentária 05. atender a despesas imprevisíveis e urgentes. C) cobertura de despesas eventuais não consideradas na Lei Orçamentária. cobertura de despesas eventuais não consideradas na Lei Orçamentária. (FCC . D) Excesso de arrecadação.a realização de despesas ou a assunção de obrigações diretas que excedam os créditos orçamentários ou adicionais. VII .a concessão ou utilização de créditos ilimitados. cobertura de despesas eventuais não consideradas na Lei Orçamentária. como calamidades públicas. A) São destinados a reforço de dotação orçamentária. poderá sofrer modificações no decorrer de sua execução através do mecanismo de abertura de créditos. extraordinários e suplementares. 02. são autorizados para: A) despesas não consideradas na Lei Orçamentária. aponte a única opção correta pertinente aos créditos extraordinários. BRASÍLIA/DF 1º Semestre de 2011 Página(s) Pag. D) despesas para as quais não haja dotação orçamentária especifica.ALUB CONCURSOS APOSTILA DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA CURSO PREPARATIVO PARA CONCURSOS Prof. (AFC-TCU/1999) O orçamento público no Brasil. as autorizações de despesas não computadas ou insuficientemente dotadas denominam-se: A) Despesas Correntes B) Despesas de Capital C) Despesas Operacionais D) Restos a pagar E) Créditos Adicionais 04.TRT – 20ª Região – Analista Judiciário – 2006) Créditos adicionais são autorizações de despesas nãocomputadas ou insuficientemente dotadas na Lei Orçamentária Anual. possuindo natureza extra-orçamentária. como calamidades públicas. C) São autorizados por lei e abertos por decreto.

. B) $52. denominam-se A) Despesas Correntes. E) $ 2. E) se destinam a despesas urgentes e imprevistas. sendo abertos por Decreto executivo. do qual deixou de ser arrecadado no exercício anterior o valor de $20. autorizados em lei. as autorizações de despesas não computadas ou insuficientemente dotadas. Considerados esses dados. que serão utilizados tão logo se dê sua conversão em receitas orçamentárias E) os créditos extraordinários podem ser abertos independentemente da existência de recursos e da indicação de sua destinação 12. D) $22. 10. aqueles destinados a despesas. B) se destinam a reforço de dotação orçamentária. (TCU/1996) No transcorrer de um exercício financeiro. há a necessidade de adoção dos mesmos procedimentos relativos à administração dos créditos orçamentários. C) extraordinários. C) Despesas Operacionais. A) os suplementares. (TRF/2004) A reabertura de créditos adicionais abrange. E) Créditos Adicionais.TRT – 5ª Região – Analista Judiciário – 2003) Para fins orçamentários. observa-se que.320. (FCC . sendo autorizados por lei e abertos por Decreto executivo. pode ocorrer a necessidade de abertura de créditos adicionais para cobrir despesas não-computadas ou insuficientemente dotadas. comoção intestina ou calamidade pública. B) Despesas de Capital. 32 E) No que se refere às despesas extra-orçamentárias. D) A vigência dos créditos adicionais especiais e extraordinários pode ultrapassar o exercício financeiro em que foram autorizados.TRE – Analista Judiciário – 2002) Quanto aos créditos adicionais previstos na Lei no 4. C) $30. tais como as decorrentes de guerra. (TRF/2003) Quando da apuração do superávit financeiro. 11. devendo ser precedidos de exposição justificativa. A) Créditos extraordinários são os destinados ao reforço de dotação orçamentária já constituída. (TRE-MG/2005) Na Lei do Orçamento. D) dependem da existência de recursos disponíveis para ocorrer a despesa. C) visam a despesas para as quais não haja dotação orçamentária específica. D) especiais. no seu todo. (TCU/1996) Com relação aos créditos orçamentários e adicionais. D) Restos a Pagar. classificam-se como A) comuns. genérica ou específica C) quando a receita arrecadada está aquém da prevista. 13. BRASÍLIA/DF 1º Semestre de 2011 Página(s) Pag. o valor máximo do crédito adicional a ser aberto será A) $80. B) suplementares. Com base na legislação vigente. relativa a esse assunto. Marcelo Rux marcellorux@gmail. para as quais não haja dotação orçamentária específica. que havia sido aberto com recursos de operação de crédito. e um extraordinário pelo saldo de $28. dependendo da existência de recursos disponíveis. E) empenhados. consideram-se créditos extraordinários as autorizações de despesas que A) resultam da anulação parcial ou total de dotações orçamentárias ou de créditos adicionais. C) Os créditos adicionais suplementares são autorizados por lei e abertos por decreto. o balanço patrimonial do exercício anterior indicava para o ativo financeiro o valor de $150 e para o passivo financeiro o de $70. No exercício haviam sido reabertos dois créditos adicionais: um especial pelo saldo de $50. 09. B) Os créditos especiais são os destinados a despesas urgentes e imprevistas. após a apresentação de exposição justificativa. comoção intestina ou calamidade pública. B) os especiais e os extraordinários.com C) crédito especial D) crédito extraordinário E) crédito adicional 08. (FCC . é correta a afirmação de que A) a lei orçamentária pode autorizar o Poder Executivo a abrir créditos suplementares e especiais até determinado limite B) o cancelamento de dotações orçamentárias ou de créditos adicionais exige autorização legislativa. julgue os itens seguintes. em caso de guerra. de 17/03/64.ALUB CONCURSOS APOSTILA DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA CURSO PREPARATIVO PARA CONCURSOS Prof. pode-se abrir crédito suplementar mediante operação de crédito por antecipação de receita D) receitas extra-orçamentárias são utilizadas para a abertura de créditos adicionais. 14.

B) autorizados por decreto e abertos por ato da autoridade fazendária. D) os suplementares e especiais. D) Os créditos extraordinários serão autorizados por lei e abertos por decreto. B) Despesas de Capital.com C) os extraordinários. nos limites dos seus saldos. 33 18. se o ato de autorização for promulgado nos últimos quatro meses do exercício. (TCESP) Os créditos adicionais especiais. D) Restos a Pagar. C) podem constar previamente da lei orçamentária anual. E) os especiais. (FCC – TCM/CE – Auditor – 2006) Os créditos adicionais extraordinários A) precisam ser aprovados pelo Poder legislativo. em caso de guerra ou calamidade pública. a Constituição autoriza sejam reabertos. 15. os créditos adicionais. (FCC – TRT 24ª Região – Analista Judiciário – 2006) A autorização. E) autorizados por decisão judicial e abertos por decreto executivo. C) autorizados por lei e abertos por decreto executivo. E ) extraordinários. 21. A) Especiais B) Suplementares C) Extraordinários D) Especiais e extraordinários E) Suplementares e extraordinários 22. D ) especiais. (TRE-MG) Na Lei do Orçamento. Porém. E) Créditos Adicionais. 17. sendo aberto por lei específica. (FCC – TRT 24ª Região – Analista Judiciário – 2006) Em relação aos créditos adicionais. Marcelo Rux marcellorux@gmail. decorrente de receitas não gastas em períodos anteriores.2006) É recurso de cobertura de créditos suplementares ou especiais. E) destinam-se a cobrir despesas através do excesso de arrecadação. C) Despesas Operacionais. na lei de orçamento. B) destinam-se a reforçar dotação orçamentária já existente. são A) inconstitucionais no regime hoje vigente no Brasil. 19. (FCC – TRF 4ª Região – Analista Judiciário . assim entendidos os destinados a despesas para as quais não haja dotação orçamentária específica. C) São classificados como suplementares quando destinados a reforço de dotação orçamentária e especiais quando destinados a atender despesas urgentes e imprevistas.ALUB CONCURSOS APOSTILA DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA CURSO PREPARATIVO PARA CONCURSOS Prof. (FCC – TRF 4ª Região – Analista Judiciário – 2006) Os créditos orçamentários têm vigência adstrita ao exercício financeiro em que forem autorizados. D) independem da existência de recursos para financiar o gasto. . D) autorizados por decisão judicial e abertos por lei. B) Os créditos extraordinários são destinados a despesas para as quais não haja dotação orçamentária específica. A) o saldo do orçamento B) o superávit financeiro C) o excesso de arrecadação D) a anulação de crédito E) as operações de crédito com amortização e encargos a serem pagos em exercícios financeiros subseqüentes. destinando-se às despesas urgentes e imprevistas em caso de guerra e comoção intestina. denominam-se A) Despesas Correntes. porém será precedida de exposição justificada. (FCC – TRF/1ª Região /2006) Dos Créditos Adicionais abaixo relacionados poderão estar previamente autorizados na Lei Orçamentária Anual (LOA) os A) ordinários B) suplementares. E) Somente os créditos suplementares e especiais dependem da existência de recursos disponíveis para a ocorrência de despesa pública. 16. as autorizações de despesas não computadas ou insuficientemente dotadas. para abertura de créditos suplementares é exceção ao princípio orçamentário: A) Da não afetação da receita B) Da unidade C) Da universalidade D) Da exclusividade E) Do orçamento bruto 20. C ) simples. é correto afirmar: A) A abertura de crédito especial independe da existência de recursos disponíveis para ocorrer a despesa. BRASÍLIA/DF 1º Semestre de 2011 Página(s) Pag.

26). na lei de orçamento. pode editar decreto abrindo crédito extraordinário.TCDF /Procurador/2002) Para a abertura de crédito suplementar ou especial. o presidente da República pode. caso em que. o Poder Executivo federal. (CESPE – Anatel/Analista/2004) O conceito de créditos adicionais está disposto no art. (ESAF . (CESPE . C) Unidade. vigoram. dependendo de seus saldos. 24). amparado nas disposições da Lei nº 4. 33). por meio de créditos extraordinários.Câmara/Consultor/2002) De acordo com a Constituição Federal. 28). E) orçamento Bruto. é possível utilizarem-se. de comoção interna ou de calamidade pública. 34 decorrentes de guerra. impreterivelmente.320/1964. comoção interna ou calamidade pública. os destinados a receitas para as quais não houve dotação orçamentária específica (especiais) e os destinados a receitas urgentes e imprevistas (extraordinários).MC&T/Analista/2004) Classificam-se como créditos adicionais as autorizações de despesas insuficientemente dotadas ou não-computadas na lei orçamentária anual.MPOG/2003) Com base na Constituição Federal de 1988.com 23. recursos que. a quantidade de recursos financeiros com que conta uma unidade orçamentária. 30). B) Não-afetação de receitas. incluem-se os destinados à reversão de dotação orçamentária (suplementares). para abertura de créditos suplementares e contratação de operações de créditos. (CESPE . reabertos nos limites dos seus saldos. (CESPE . . da data em que forem abertos até.TCDF/Procurador/2002) Os créditos suplementares.320/1964. 40 da Lei nº 4. 27). (CESPE . 25). crédito especial e crédito extraordinário. o último dia do respectivo exercício financeiro. e) É vedada a abertura de crédito especial ou extraordinário sem prévia autorização legislativa e sem indicação dos recursos correspondentes. (CESPE . (CESPE . Marcelo Rux marcellorux@gmail. 34)(CESPE . Na classificação desses créditos. (CESPE . inclusive os créditos extraordinários. em razão de veto.ALUB CONCURSOS APOSTILA DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA CURSO PREPARATIVO PARA CONCURSOS Prof. Os créditos especiais e os extraordinários poderão ser reabertos. 35). o limite autorizado. (CESPE -BASA/Técnico/2004) Em caso de relevância e urgência.TCRN/Procurador/2002) De acordo com o texto constitucional. d) O crédito extraordinário destina-se às despesas para as quais não haja categoria de programação orçamentária específica. c) O crédito especial destina-se ao reforço de categoria de programação orçamentária já existente. no exercício seguinte. desde que autorizados pelo Congresso Nacional. serão incorporados ao orçamento do exercício financeiro subseqüente.TCDF/Consultor/2002) Ocorrendo grave acidente natural gerador de situação de calamidade pública.MC&T/Analista/2004) Denominam-se créditos orçamentários.MPPEP – Analista Ministerial – 2006) A autorização. a abertura de crédito extraordinário somente será admitida para atender as despesas BRASÍLIA/DF 1º Semestre de 2011 Página(s) Pag. especiais e extraordinários são sempre adstritos ao exercício financeiro.MC&T/Analista/2004) Machado Júnior e Reis afirmam que o crédito orçamentário seria portador de uma dotação e esta. o presidente da República pode criar créditos especiais por meio de medidas provisórias.Compras Recife/2003) Os créditos adicionais: a) são vedados em qualquer hipótese. (CESPE . 29). constitui EXCEÇÃO constitucional ao principio orçamentário da A) Universalidade.Cearaportos/Analista/2004) Os créditos adicionais terão vigência no exercício financeiro em que forem abertos. não é suficiente apenas a respectiva autorização legislativa. (ESAF .TCU/Analista/2004) Para atender a despesas imprevisíveis e urgentes. 32). ou seja. como as decorrentes de guerra. ficarem sem despesas correspondentes. quantificado monetariamente. dando imediato conhecimento ao Poder Legislativo. sem exceção. por meio da edição de medida provisória. a) Os créditos adicionais são classificados em crédito complementar. 37). por intermédio de decreto. identifique a opção correta com relação aos créditos adicionais. 31). (FCC . visando atender objetivo não previsto no orçamento. D) Exclusividade. salvo se o ato de autorização for promulgado nos últimos quatro meses daquele exercício. proceder à abertura de créditos extraordinários. (CESPE . no entender de Giacomoni. b) Os créditos especiais e extraordinários terão vigência no exercício financeiro em que forem autorizados. 36).

D 12. E 13. E. E 36. B 32. observase que. C 34. E 37. ainda que não excedam os créditos orçamentários ou adicionais. 35 17. D 23.ALUB CONCURSOS APOSTILA DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA CURSO PREPARATIVO PARA CONCURSOS Prof. E 30. A 15. C 29. E 03.320. D 16. A C 08. sem qualquer exceção. d) não se sujeitam ao controle externo. D 11. D D 10. considerada a sua singular natureza. C 26. E 35. qualquer que seja a sua espécie. E 04. para as quais não haja dotação orçamentária específica. E 22. D) especiais. Adm. C. E) empenhados. Marcelo Rux marcellorux@gmail. 39. 38. . E B 09. é vedada. D) transferência. D 20.-TER-PI/2002) Sob o ponto de vista constitucional em relação às finanças públicas. Jud. E 28. E BRASÍLIA/DF 1º Semestre de 2011 Página(s) Pag. a A) assunção de obrigações diretas. e) não admitem para o seu tratamento. B) suplementares. E. os extraordinários e os excepcionais. B 21. (FCC-Anal. Adm. classificam-se como A) comuns. c) compreendem os créditos suplementares. B 07. E 02. GABARITO 01.-TER-PI/2002) Quanto aos créditos adicionais previstos na Lei no 4. por força de sua condição de matéria orçamentária e do princípio da transparência. D 33. em qualquer hipótese. C) extraordinários. A 14. E 18. B) instituição de fundos de qualquer natureza. B 24. E) abertura de créditos extraordinários. aqueles destinados a despesas. C. D 31. E 19. (FCC-Anal. 38. D 25.com b) compreendem os créditos suplementares. C) concessão ou utilização de créditos limitados. de recursos de um órgão para outro . E 05. a adoção de Medida Provisória. que se destinam ao reforço de dotação orçamentária insuficiente. dentre outras situações. sem prévia autorização legislativa. C 06. 39. de 17/03/64. Jud. B 27.

Compatibilização e . Demonstrativo da estimativa da margem de expansão das despesas obrigatórias de caráter continuado . metodologia. √ Discussão.Proposta Orçamentária dos Órgãos Setoriais detalhada no SIDOR . 36 .Montagem da Série Histórica Alinhada BRASÍLIA/DF 1º Semestre de 2011 Página(s) Pag.Rol de metas e :prioridades que terão Prioridades e Metas precedência na alocação de recursos LDO na lei orçamentária e na sua execução. .Parâmetros financeiros para apresentação da proposta orçamentária dos órgãos setoriais. √ Controle e avaliação da LOA. . agentes responsáveis. Ações e Localizadores de Gasto .Fixação de Limites de Despesa . . contendo organização e funcionamento dos órgãos.Alocação Final da Proposta Orçamentária Elaboração e revisão da proposta ETAPAS PRODUTO .ALUB CONCURSOS APOSTILA DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA CURSO PREPARATIVO PARA CONCURSOS Prof.LDO: diretrizes para a elaboração da lei orçamentária. Manuais de Elaboração – MTO.PPA LDO LRF Metas fiscais consolidação ReceitaXDespesa .Proposta SOF de dotações para Pessoal. instrumentos. Cronograma Global de Elaboração. Projetos e Operações Especiais. . Instruções.Processo Decisório .Elaboração da Proposta Setorial . Divida.Definição de Macro Diretrizes . processo decisório.Valor da Execução Provável do e Despesa orçamento vigente (estimativa de Orçamentárias do fechamento da receita e da despesa) exercício anterior . Precatórios.Análise da Proposta Setorial . Objetivos das Políticas Monetárias. prazos.com CICLO ORÇAMENTÁRIO ETAPAS PRINCIPAIS • O ciclo orçamentário apresenta as seguintes fases: √ Elaboração e revisão da proposta da LOA. Programas. Marcelo Rux marcellorux@gmail. alinhada em relação à estrutura programática e classificações orçamentárias vigente. Parâmetros. .Definição de . Base de revisão 2002 e previsão do exercício anterior. Atividades. Dossiê de Informações Setoriais e institucionais. Ênfase nas receitas próprias e vinculadas. Creditícia e Cambiais. votação e aprovação da LOA. Riscos Fiscais.Definição das etapas.Revisão da Estrutura Programática .Série Histórica de execução de exercício anterior.Receitas estimadas para proposta orçamentária.Estrutura Programática do Orçamento. avaliação de desempenho institucional e da programação setorial.Estimativa da Receita . √ Execução da LOA. .Revisão de Receita .Planejamento do Processo Global de Elaboração . . Metas Fiscais.

Legislativo e Judiciário serão encaminhadas ao órgão central do sistema de orçamento da União. a cargo de cada unidade gestora. . • Formalização da proposta de alterações na estrutura programática. √ Agentes envolvidos na tarefa de elaboração: Órgão Central – é a SOF (Secretaria de Orçamento Federal) que tem como função: • Definição de diretrizes gerais para o Sistema Orçamentário Federal. coordenação e supervisão técnica dos órgãos setoriais de orçamento. • Comunicação dos referenciais monetários para apresentação das propostas orçamentárias das unidades orçamentárias. • Formalização da Proposta Orçamentária da União.Formalização . • Análise e validação das propostas orçamentárias provenientes das unidades orçamentárias. coordenado pelas Unidades Orçamentárias. • Fixação de normas gerais de elaboração dos orçamentos federais. •  Coordenação da elaboração da Proposta Orçamentária da União. • Definição das ações orçamentárias de cada exercício que comporão a estrutura programática dos órgãos e unidades orçamentárias.ALUB CONCURSOS APOSTILA DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA CURSO PREPARATIVO PARA CONCURSOS Prof. • Fixação de parâmetros e referenciais monetários para a apresentação da proposta setorial. pelos agentes do Sistema Órgão Setorial O Órgão Setorial desempenha o papel de articulador do processo no âmbito de seus respectivos órgãos. 37 √ Inicia-se com a definição.Projeto de Lei e Anexos BRASÍLIA/DF 1º Semestre de 2011 Página(s) Pag. Marcelo Rux marcellorux@gmail. • Definição de instruções e normas de procedimentos a serem observados no âmbito do órgão durante o processo de elaboração da proposta. • Coordenação da elaboração da Lei de Diretrizes Orçamentárias. • Coordenação do processo de atualização e aperfeiçoamento da qualidade das informações constantes do Cadastro de Programas e Ações. para a revisão e consolidação. • Coordenação das atividades relacionadas à tecnologia de informações orçamentárias necessárias ao trabalho desenvolvido Orçamentário Federal. • Preparação dos projetos de lei de diretrizes orçamentárias e de orçamento anual da União. Sua atuação no processo de elaboração envolve: • Estabelecimento de diretrizes elaboração da proposta orçamentária. através de mensagem. √ As propostas setoriais dos órgãos dos Poderes Executivo. √ Após a consolidação.com . setoriais para • Estabelecimento de prioridades dos programas do órgão e das respectivas ações. • Coordenação do processo de elaboração da proposta orçamentária no âmbito do Órgão Setorial. junto à SOF. o projeto de lei é submetido ao Presidente da República para encaminhamento ao Congresso Nacional. • Análise da Proposta Setorial. Secretaria de Orçamento Federal (SOF) do MPOG. que deverá ser consolidada a nível de órgão ou ministério. • Orientação. • Promoção de avaliação da adequação da estruturação programática e coordenação do levantamento das alterações necessárias. atuando verticalmente com o processo decisório e integrando os produtos gerados no nível subsetorial. da sua proposta parcial de orçamento.

Secretaria de Orçamento Federal. • Formalização da Proposta Orçamentária da Unidade Orçamentária. • Definição de critérios de distribuição dos referenciais monetários para detalhamento das propostas orçamentárias por programas e ações das unidades administrativas. Órgãos Setoriais e Unidades Orçamentárias. • Estudos de adequação da estrutura programática do exercício. Trata-se de momento importante do qual dependerá a consistência da Proposta do Órgão. • Análise e validação das propostas orçamentárias provenientes das unidades administrativas. • Coordenação do processo de atualização e aperfeiçoamento das informações constantes do Cadastro de Ações Orçamentárias. o papel e as responsabilidades de cada entidade interveniente. em termos das metas quantificadas.com • Consolidação e Orçamentária do Órgão. formalização da Proposta BRASÍLIA/DF 1º Semestre de 2011 Página(s) Pag. valores e arrazoado que fundamentam a programação. ação orçamentária e localizador de gasto.ALUB CONCURSOS APOSTILA DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA CURSO PREPARATIVO PARA CONCURSOS Prof. 38 Unidade Orçamentária A Unidade Orçamentária desempenha o papel de coordenador do processo de elaboração da Proposta Orçamentária no seu âmbito de atuação. . • Enviar a proposta ao seu respectivo órgão setorial. • Estabelecimento de prioridades das ações dentro dos programas sob sua responsabilidade. As Unidades Orçamentárias são responsáveis pela apresentação da programação orçamentária detalhada da despesa por programa. a saber. Seu campo de atuação no processo de elaboração compreende: • Estabelecimento de diretrizes no âmbito da Unidade Orçamentária. integrando e articulando o trabalho das Unidades Administrativas componentes. Destaca os eventos na seqüência de sua implementação. Marcelo Rux marcellorux@gmail. • Formalização da proposta de alteração na estrutura programática sob responsabilidade de suas unidades administrativas junto ao Órgão Setorial. O fluxo apresentado a seguir é uma representação esquemática do processo de elaboração do orçamento.

39 FLUXO DA ELABORAÇÃO ORÇAMENTÁRIA O fluxo apresentado a seguir é uma representação esquemática do processo de elaboração do orçamento. SOF ÓRGÃO UNID.com BRASÍLIA/DF 1º Semestre de 2011 Página(s) Pag. o papel e as responsabilidades de cada entidade interveniente. a saber. com adaptações. MPOG INÍCIO Fixa DEFINE: Deretrizes . Destaca os eventos na seqüência de sua implementação.Diretrizes Estrangeiras PROPOSTA Programa Atividade Projeto Compra Limites Atividades Consolidação Localizador Valida Avalia Expansão Proposta Formaliza Formaliza Operação Analisa Ajusta Decide propostas Consolida Encaminha Congresso Nacional . Secretaria de Orçamento Federal.ALUB CONCURSOS APOSTILA DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA CURSO PREPARATIVO PARA CONCURSOS Prof. Órgãos Setoriais e Unidades Orçamentárias. Marcelo Rux marcellorux@gmail. * Fonte: MTO 2004.

dentro de quarenta e oito horas. contados da data do recebimento. o Poder Legislativo deverá emendar o projeto de lei orçamentária. A Casa na qual tenha sido concluída a votação enviará o projeto de lei ao Presidente da República. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 32. o veto será colocado na ordem do dia da sessão imediata. inconstitucional ou contrário ao interesse público. e  transferências tributárias constitucionais para Estados.Decorrido o prazo de quinze dias. caberá ao Vice-Presidente do Senado fazê-lo. a diferença poderá ser utilizada como fonte de recursos para apresentação de emenda de despesa. vetá-lo-á total ou parcialmente. 66. somente poderá fazê-lo se indicar a fonte de recursos que somente poderá ser encontrada na anulação de outras despesas. • A apreciação do projeto de lei orçamentária e das emendas será feita pelo plenário em sessão conjunta. . • São vedados os cancelamentos/anulações de dotações relativas a:  pessoal e seus encargos. no prazo de quinze dias úteis.Se o veto não for mantido. até sua votação final. aquiescendo. § 3º . nos casos dos § 3º e § 5º. em escrutínio secreto. Art.O veto será apreciado em sessão conjunta. que sobre elas emitirá parecer. 40 Discussão.ALUB CONCURSOS APOSTILA DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA CURSO PREPARATIVO PARA CONCURSOS Prof. portanto não necessitando de anulação de outras despesas. priorizados ou não na LDO e quantificados na LOA. e comunicará. • Aprovado pelo Plenário do Congresso Nacional. § 6º Esgotado sem deliberação o prazo estabelecido no § 4º. no todo ou em parte. será o projeto enviado. • A emenda efetuada deve manter a compatibilidade entre o PPA > LDO > LOA. da parte cuja alteração é proposta. Sancionando-o deverá encaminhá-lo para a publicação. ao Presidente do Senado Federal os motivos do veto. votação e aprovação da proposta: • Encaminhado ao Congresso Nacional. cabendo a ela a tarefa de examinar e emitir parecer sobre o projeto. Execução da Lei Orçamentária: • Essa etapa trata das operações que são efetuadas para que se possa ser colocado em prática o plano de governo para o exercício. o projeto será devolvido ao Presidente da República que poderá sancioná-lo ou propor vetos. • É possível apresentar emendas que se destinem a:  alterar dispositivos do texto do projeto de lei. • As emendas serão apresentadas na comissão mista. obedecendo ao regimento comum. § 2º .com BRASÍLIA/DF 1º Semestre de 2011 Página(s) Pag. e exercer o acompanhamento e a fiscalização orçamentária.  correção de erros ou omissões. o Presidente do Senado a promulgará. se este não o fizer em igual prazo. o silêncio do Presidente da República importará sanção. o projeto de lei orçamentária deverá ser apreciado pelas duas casas através de uma comissão mista permanente. • Caso um parlamentar deseje efetuar emendas em despesas constantes no projeto de lei orçamentária. Marcelo Rux marcellorux@gmail.  serviços da dívida.Se a lei não for promulgada dentro de quarenta e oito horas pelo Presidente da República.O veto parcial somente abrangerá texto integral de artigo. na comissão mista.Se o Presidente da República considerar o projeto. • Caso sejam constatados erros ou omissões na previsão da receita orçamentária. só podendo ser rejeitado pelo voto da maioria absoluta dos Deputados e Senadores. que. § 4º . § 1º . • Não cabe ao Congresso Nacional delegar a aprovação das leis referentes ao PPA. e. para promulgação. § 5º . de 2001) § 7º . • É a etapa onde efetivamente serão despendidos os recursos na consecução dos objetivos que foram propostos no PPA. sobrestadas as demais proposições. de parágrafo. • O Presidente da República poderá enviar mensagem ao Congresso Nacional para propor emendas ao projeto de lei orçamentária enquanto não iniciada a votação. Municípios e Distrito Federal. LDO e LOA. de inciso ou de alínea. dentro de trinta dias a contar de seu recebimento. o sancionará. se ocorrer o aumento da receita. ao Presidente da República.

inerentes à execução de receita e da despesa orçamentária tais como:  emissão de empenhos. D) Configura-se na necessidade de que o povo. C) Compreende a fixação de objetivos concretos para o período considerado. a cada mês do exercício financeiro. que impeça a colocação da dotação orçamentária à disposição das unidades. julgue os itens abaixo. bem como o cálculo dos recursos humanos. 32 da Lei n° 4. Esse mecanismo oferece aos órgãos a possibilidade de utilizar.  Externo – está a cargo do Congresso Nacional e será exercido com o auxilio do Tribunal de Contas da União. de acordo com o art. em razão de um possível atraso na aprovação da lei de orçamento. Assinale a única opção correta no tocante à etapa de elaboração do orçamento.320/64. os órgãos lançam mão do mecanismo previsto na lei de diretrizes orçamentárias denominado de duodécimo. 41  Interno – cada um dos Poderes manterá. da gestão orçamentária. quanto a eficácia e eficiência. através de seus representantes.  emissão de ordens bancárias. um sistema de controle interno que terá os seguintes objetivos: • avaliar o cumprimento das metas previstas no PPA. no início do exercício financeiro. • O controle poderá ser: BRASÍLIA/DF 1º Semestre de 2011 Página(s) Pag. . e  facilitar a contabilização. no processo de planejamento integrado. necessários à sua materialização e concretização. previamente. 02.ALUB CONCURSOS APOSTILA DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA CURSO PREPARATIVO PARA CONCURSOS Prof. A) Cada um dos três poderes é responsável pela elaboração da proposta orçamentária a ser encaminhada ao Congresso Nacional. bem como na maneira de alcançá-las. • O registro detalhado dos créditos e respectivas dotações é fundamental para:  identificar claramente as receitas e despesas previstas e autorizadas. relacionadas em anexo próprio. a execução de despesas obrigatórias de caráter constitucional ou legal. Ressalte-se que. materiais e financeiros. (TCU/1996) Em relação aos procedimentos no processo orçamentário. se o Poder Legislativo não receber o projeto de lei de orçamento no prazo fixado nas Constituições ou Leis Orgânicas dos Municípios. Controle e avaliação da Lei Orçamentária: • Essa etapa consiste no acompanhamento e avaliação do processo de execução orçamentária. B) A lei das diretrizes orçamentárias deve ser elaborada em conjunto com a lei orçamentária anual. de modo que não se prejudique totalmente a execução orçamentária daquele exercício. a fiscalização e a avaliação da execução. por meio da concretização de diversos atos e fatos administrativos.com • Ocorre a contabilização do orçamento aprovado. de forma integrada. Caso ocorra algum contratempo no desenvolvimento das etapas do ciclo orçamentário. respectivamente. intervenha na decisão de suas próprias aspirações. o controle. QUESTÕES DE CONCURSOS 01.  liquidação da despesa. (ACE 2002) O Ciclo Orçamentário é a seqüência das etapas desenvolvidas pelo processo orçamentário. e • comprovar a legalidade e avaliar os resultados. de forma a orientar a execução das despesas relativas ao exercício financeiro seguinte.  arrecadação da receita. a LDO também autoriza. B) Constitui a concretização anual dos objetivos e metas determinados para o setor público. • avaliar a execução dos orçamentos da União. A) É fase de competência do Poder Legislativo. • As unidades orçamentárias passam efetivamente a executar os seus programas de trabalho. • avaliar a execução dos programas de governo. no nível federal. Além de adotar esse mecanismo. Marcelo Rux marcellorux@gmail. um doze avos dos valores previstos no projeto de lei orçamentária que está sendo apreciado. etc. pela STN que providencia a consignação da dotação orçamentária a todos os órgãos e ministérios contemplados na lei de meios. E) É a etapa que impõe a necessidade de um sistema estatístico cuja informação básica se obtém em cada uma das repartições ou órgãos. considerará como proposta a lei de orçamento vigente.

devolvido para sanção quatro meses antes do encerramento da sessão legislativa e sancionado no prazo. E) 12 meses. na qual. C) 36 meses. será aplicado por A) 48 meses. 42 B) o Poder Executivo publicará. D) nenhum investimento cuja execução ultrapasse o exercício financeiro poderá ser iniciado sem prévia inclusão no plano plurianual. salvo se o ato de autorização for promulgado nos últimos três meses daquele exercício.com C) O projeto da lei orçamentária anual deve ser enviado ao Congresso Nacional até três meses antes do início do exercício financeiro seguinte. 03. desde que não tenha sido iniciada a votação da parte cuja alteração esteja sendo proposta na Comissão Mista de Deputados e Senadores responsável pela redação final do projeto. dispõe a Constituição Federal que A) compete ao Senado Federal apreciar os projetos de lei relativos ao plano plurianual e às diretrizes orçamentárias e à Câmara Federal a apreciação dos projetos relativos ao orçamento anual e aos créditos adicionais. B) do Senado Federal. Marcelo Rux marcellorux@gmail. B) 42 meses. sob pena de crime de responsabilidade. (TRE 21ª REG. levando-se em conta as despesas correntes já existentes e aquelas a serem criadas é A) Avaliação. sendo votados diretamente no plenário do Congresso Nacional 04. 06. C) Execução. E) A discussão e a votação da proposta orçamentária acontecerão em sessão conjunta das duas casas do Congresso Nacional. segunda discussão em plenário. ou sem lei que autorize a inclusão. D) 24 meses. 07. são fixados os objetivos para o período. é correto afirmar que A) a sessão legislativa só pode ser formalmente encerrada após a aprovação do projeto de lei orçamentária B) matérias orçamentárias são votadas sucessivamente. 08. (TCU/1996) A propósito do ciclo orçamentário./2003) O projeto do plano plurianual de um mandato presidencial com duração de quatro exercícios financeiros. primeira discussão em plenário. será adotada a última lei orçamentária aplicada E) os projetos de créditos adicionais não tramitam pela Comissão Mista./2003) O Poder Executivo pode enviar mensagem ao Poder Legislativo propondo modificação de parte do projeto da lei de diretrizes orçamentárias enquanto não iniciada sua votação na A) comissão permanente de orçamento. D) Análise. E) Estudo e aprovação. B) C) D) E) mesa da Casa. encaminhado para o Poder Legislativo quatro meses antes do encerramento do seu primeiro exercício financeiro. C) os planos e programas nacionais./2003) A lei orçamentária anual.ALUB CONCURSOS APOSTILA DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA CURSO PREPARATIVO PARA CONCURSOS Prof. B) Elaboração. relatório detalhado da execução orçamentária. a lei de diretrizes orçamentárias para o segundo ano é aprovada antes do plano plurianual para o respectivo mandato D) se o veto presidencial à lei orçamentária for total. com base na Lei de Diretrizes Orçamentárias. (TRE 21ª REG. (TRE / SP – 2006) Quanto ao orçamento público. segundo a Constituição. D) O Presidente da República poderá encaminhar mensagem retificativa à proposta orçamentária. comissão de constituição e justiça. até quarenta e cinco dias após o encerramento de cada trimestre. BRASÍLIA/DF 1º Semestre de 2011 Página(s) Pag. E) os créditos especiais e extraordinários terão vigência no exercício financeiro subseqüente ao da autorização. . (TRE/MG) A fase de competência do Poder Executivo. 05. é de iniciativa A) do Congresso Nacional. (TRE 21ª REG. regionais e setoriais serão elaborados em consonância com as diretrizes orçamentárias e apreciados pelo Senado Federal. no âmbito de cada uma das Casas do Congresso Nacional C) no primeiro ano de cada mandato presidencial.

(CESPE . execução orçamentária. 17. O processo orçamentário envolve quatro fases distintas. BRASÍLIA/DF 1º Semestre de 2011 Página(s) Pag. na qual. (CESPE – Anatel/2004) O processo orçamentário pode ser representado como um sistema com quatro fases sucessivas e interligadas para evidenciar o processo orçamentário: elaboração da proposta orçamentária. antes de ser concluída a votação. 20. 19. (CESPE .TCDF/Auditor/2002) O presidente da República poderá. são enviadas à SOF. mediante mensagem enviada ao Congresso Nacional. (CESPE . (FCC . no plenário das Casas do Congresso Nacional.TRT 10ª Reg. D) nas suas unidades de maior porte.Cearaportos/Analista/2004) A Secretaria de Orçamento Federal (SOF) do Ministério do Planejamento. (CESPE . bem como a do Ministério Público da União./Analista/2004) O Poder Judiciário pode encaminhar ao Congresso Nacional. votação e aprovação da lei orçamentária. 12. sobre os serviços da dívida. aos orçamentos anuais e aos créditos adicionais. (CESPE . (CESPE .MC&T/Analista/2004) As emendas ao Projeto de Lei Orçamentária somente podem ser aprovadas caso indiquem os recursos necessários. 15. excluídas as que incidem. a parte cuja alteração é proposta. com força de emenda a projeto de lei. controle de avaliação da execução orçamentária para realimentação do processo. serão recebidas pelo presidente do Senado Federal e encaminhadas à Comissão Mista de Planos. às diretrizes orçamentárias. exclusivamente.Câmara/Consultor/2002) Após a Emenda Constitucional (EC) nº 32. discussão. às diretrizes orçamentárias e ao orçamento anual. em cada unidade orçamentária a elaboração do orçamento deve iniciar-se A) no gabinete de seu dirigente. teoricamente. (CESPE – Anatel/2004) As mensagens do presidente da República. 10. Discussão.MPOG/2000) O orçamento do governo representa um sumário dos planos de receita e gastos para determinado ano. 43 Julgue os itens nas questões seguintes.TRF – Analista Judiciário 1ª Região 2001) Em sua fase ascendente. são fixados os objetivos para o período. admitidos apenas os provenientes de anulação de despesas. Aponte a opção não adequada ao processo orçamentário.com C) do Presidente da República. 13. 18. b) c) d) e) Execução orçamentária. encaminhando os projetos de lei relativos ao plano plurianual. 21.Cearaportos/Analista/2004) As propostas orçamentárias dos Poderes Legislativo e Judiciário. B) nas unidades que integram o gabinete de seu dirigente. 14. E) do Ministro da Fazenda. votação e aprovação da lei orçamentária. Marcelo Rux marcellorux@gmail.TRE-MG – Analista Judiciário – 2005) A fase de competência do Poder Executivo. C) nas unidades imediatamente inferiores às que compõem o gabinete do seu dirigente. E) nas suas unidades de menor nível. entre outras. 09. a) Elaboração da proposta orçamentária. com base na Lei de Diretrizes Orçamentárias.Câmara/Consultor/2002) As emendas parlamentares aos projetos de lei de créditos adicionais devem ser compatíveis com o que dispõe a LDO e a Lei do Plano Plurianual. Orçamentos Públicos e Fiscalização em 48 horas após a comuni¬cação imediata às duas Casas do Congresso Nacional. (ESAF . ficou definido que o projeto de lei . propor modificações nos projetos de lei relativos ao plano plurianual. 16. (FCC .Cearaportos/ Analista/2004) A aprovação do orçamento da União é de responsabilidade do Senado Federal. dispositivo que pretenda ver contemplado na lei de diretrizes orçamentárias (LDO). D) da Câmara Federal. (CESPE .ALUB CONCURSOS APOSTILA DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA CURSO PREPARATIVO PARA CONCURSOS Prof. Orçamento e Gestão é o órgão central do sistema de orçamento. Exposição das técnicas da análise custo-benefício. levando-se em conta as despesas correntes já existentes e aquelas a serem criadas é: A) Avaliação B) Elaboração C) Execução D) Análise E) Estudo e Aprovação 11. (CESPE . que é responsável pela compatibilização final que é encaminhada ao Congresso Nacional. que se refira as suas atribuições. Controle de avaliação da execução orçamentária.

E) segunda discussão em plenário./2003) O Poder Executivo pode enviar mensagem ao Poder Legislativo propondo modificação de parte do projeto da lei de diretrizes orçamentárias enquanto não iniciada sua votação na A) comissão permanente de orçamento. B 12. E 22. C 23. 22.MC&T/Analista/2004) A fiscalização orçamentária é exercida pelo Congresso Nacional. C) amortização da dívida. C) comissão de constituição e justiça. C 21. 44 . 23. E. D) encargos da dívida. E 24. que podem incidir sobre dotações para A) pessoal.ALUB CONCURSOS APOSTILA DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA CURSO PREPARATIVO PARA CONCURSOS Prof. B) encargos de pessoal. E 04. 24. Marcelo Rux marcellorux@gmail. D 07. C 20. (CESPE . C 13. C 15. E 17. A BRASÍLIA/DF 1º Semestre de 2011 Página(s) Pag. E 14. Jud. e pelo sistema de controle interno de cada poder. E.com relativo às diretrizes orçamentárias será apreciado separadamente pelas duas Casas do Congresso Nacional. C 18. E. B 09. C.-21ª Reg. C 08. mediante controle externo. C 05. A 10. C 06. D 16. na forma de seus respectivos regimentos internos. B) mesa da Casa. A 11. E) transferências constitucionais não tributárias. As emendas ao projeto de lei do orçamento anual podem ser aprovadas se indicados os recursos necessários provenientes de anulação de despesa. C 19. D) primeira discussão em plenário. C 03. GABARITO 01. C 02. (TRT/Anal.

Unidade orçamentária (UO): aquela contemplada com dotação diretamente na lei orçamentária. o valor que pode ser gasto em um crédito. em regra geral. Essas unidades administrativas recebem o orçamento por descentralização da unidade orçamentária. as unidades orçamentária.DESTAQUES MINISTÉRIO “B” (Unidade Orçamentária) DESCENTRALIZAÇÃO INTERNA DE CRÉDITOS . ou seja executam a despesa orçamentária. DESTAQUE ou descentralização externa de créditos: quando envolve unidade gestoras de órgão. as quais efetivamente realizam o gasto. Créditos orçamentários: autorização da própria lei orçamentária ou de crédito adicional expressa nos programas de trabalho. ministérios ou entidades de estruturas administrativas diferentes (de um órgão para outro) Para fins didáticos. Orçamento e Gestão – MOG) que denominaremos de “Dotação” ou “Fixação”.PROVISÃO DESCENTRALIZAÇÃO EXTERNA DE CRÉDITOS . necessitam de dotações também. Dotação orçamentária: o montante (limite) da autorização dada na lei orçamentária para gasto. e * b. ainda. ministérios ou entidades integrante dos orçamentos fiscal e da seguridade social. PROVISÃO OU descentralização interna de créditos: quando envolve unidade gestoras de um mesmo órgão. pode ser entendida também como uma transferências de créditos orçamentários e adicionais. por meio de uma unidade executiva no SIAFI (Sistema Integrado de Administração Financeira do governo federal) ÓRGÃO CENTRAL DE ORÇAMENTO (DOTAÇÃO) MINISTÉRIO “A” (Unidade Orçamentária) DESCENTRALIZAÇÃO INTERNA DE CRÉDITOS . Compõem o sistema de orçamento federal. a consignação das autorizações às unidades setoriais de orçamento feita pelo órgão central do sistema de orçamento O fluxo dessa descentralização pode ser definido conforme a seguir: (DOTAÇÃO) BRASÍLIA/DF 1º Semestre de 2011 Página(s) Pag.com EXECUÇÃO DAS DESPESAS DESCENTRALIZAÇÃO DOS CRÉDITOS E DOS RECURSOS DESCENTRALIZAÇÃO ORÇAMENTÁRIA A lei de meios (lei orçamentária contempla as unidades setoriais de orçamento de cada órgão com dotações orçamentárias. A descentralização dos créditos orçamentários ou adicionais poderá ocorrer sob os seguintes títulos: * a. 45 (Secretaria de Orçamento Federal – SOF/Ministério do Planejamento. Unidade administrativa (UA): aquela que recebe autorização por descentralização de uma UO ou outra UA. além do órgão central que é a secretaria de Orçamento federal (SOF) do Ministério do Planejamento. ou seja. as unidades setoriais existentes em cada ministério ou órgão equivalente e. Exemplo: recuperação da pavimentação das rodovias federais.PROVISÃO MINISTÉRIO “A” (Unidade Administrativa) Nota de dotação (ND): documento do SIAFI para contabilização do orçamento aprovado Nota de Movimentação de crédito (NC): documento do SIAFI para contabilização do MINISTÉRIO “B” (Unidade Administrativa) . Entretanto. Marcelo Rux marcellorux@gmail.ALUB CONCURSOS APOSTILA DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA CURSO PREPARATIVO PARA CONCURSOS Prof. por conseguinte. Orçamento e Gestão (MOG). existe um grande número de unidade que realizam gasto e que.

O destaque e a Provisão são realizados por meio do documento chamado Nota de Movimentação de Crédito – NC.ALUB CONCURSOS APOSTILA DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA CURSO PREPARATIVO PARA CONCURSOS Prof. Ambos documentos de entrada de dados do SIAFI a serem examinados em capítulo próprio . Marcelo Rux marcellorux@gmail. 46 A dotação (ou fixação) é materializada num documento denominado de Nota de dotação – ND.com BRASÍLIA/DF 1º Semestre de 2011 Página(s) Pag.

Esses órgãos têm atribuições específias. pelo artigo 1º do Decreto 93. para determinado período.872/86 “A realização da receita e da despesa da União far-se à por via bancária. A programação financeira tem por finalidade assegurar às unidades orçamentárias os recursos financeiros tempestivos e suficiente à execução dos programas de trabalho e manter o equilíbrio entre a receita e a despesa realizada.com BRASÍLIA/DF 1º Semestre de 2011 Página(s) Pag.ALUB CONCURSOS APOSTILA DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA CURSO PREPARATIVO PARA CONCURSOS Prof. aprovação e liberação / recebimento De recursos financeiros de natureza orçamentária ou extra-orçamentária. Marcelo Rux marcellorux@gmail. tendo ainda em sua composição os órgãos setoriais de programação financeira (OSPF) que são as secretarias de administração geral dos ministérios civis e órgãos equivalente da Presidência da República e Ministério Militares e. como conseqüência da aplicação do conceito de caixa único estabelecido: pelo artigo 56 da Lei 4.320/64 “O recolhimento de todas as receitas far-se-à em estrita observância ao princípio de unidade de tesouraria. Conceito e Etapas A programação financeira é o conjunto de ações desenvolvidas com o objetivo de estabelecer o fluxo de caixa da união. o Ministério da Fazenda promoverá a unificação de recursos movimentados pelo Tesouro Nacional através de sua caixa junto ao agente financeiro da União”. 47 PROGRAMAÇÃO FINANCEIRA Introdução. finalmente. vedada qualquer fragmentação para criação de caixa especiais” pelo artigo 92 do decreto-lei 200/67 “Com o objetivo de obter maior economia operacional a racionalizar a execução da programação financeira de desembolso. as unidades executoras. . evitando eventuais insuficiências financeiras. equilíbrio ou superávit) considerada para o mesmo período. A programação financeira compreende os procedimentos referentes à: Solicitação. em estrito observância ao princípio de unidade de caixa”. os limites orçamentários da despesa e sua demanda e a tendência de resultado (déficit. tendo como parâmetros a previsão da receita. O sistema de programação financeira é administrada pela Secretaria do Tesouro Nacional do Ministério da Fazenda (órgão central).

redistribui o valor às suas unidades executoras. emitindo nova PFA onde fica indicado o montante aprovado a ser liberado. à efetiva arrecadação de . sob a forma de: Cota: é a primeira figura da descentralização de • disponibilidades financeiras caracterizada pela transferência do órgão central de programação financeira para os órgãos setoriais do sistema. 3º PASSO: A STN / MF. Com isso. entre os órgãos que compõem o sistema de programação financeira vistos anteriormente. assim como ocorre com os créditos orçamentários (disponibilidades orçamentárias). Descentralização Financeiras (Liberação) COTA Figuras de Descentralização Financeira: REPASSE Após a solicitação e aprovação as disponibilidades financeiras são descentralizadas (Liberadas). Isto é.com Veja a seguir o fluxo da programação financeira.ALUB CONCURSOS APOSTILA DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA CURSO PREPARATIVO PARA CONCURSOS Prof. 2º PASSO: os OSPF consolidam as solicitações das suas unidade executoras e encaminha uma única solicitação referente ao ministério ao órgão central (STN / MF) por meio de nova PPF. fazem nova transferência destinando a cada uma de suas unidades executoras o valor antes aprovado pelo próprio OSPF. em face do montante individual aprovado pela STN / MF. entre outros fatores. 5 PASSO: A STN / MF. emite documentos transferindo para os OSPF as disponibilidades financeiras cuja liberação anteriormente tinha sido aprovada. que começou com a autorização dada na LOA. 6º PASSO: Os OSPF. as disponibilidades financeiras necessárias ao pagamento da despesa chegam até as unidades executoras. emite a PFA aprovando o montante de disponibilidades financeiras que será liberado para cada OSPF. 48 3º MINISTÉRIO 1º 4º (ÓRGÃO SETORIAL) 1º 6º MINISTÉRIO (ÓRGÃO SETORIAL) 6º 4º UNIDADE EXECUTORA UNIDADE EXECUTORA UNIDADE EXECUTORA UNIDADE EXECUTORA ACOMPANHE PASSO A PASSO 1º PASSO: As unidade executoras elaboram a PPF solicitando ao OSPF o montante de disponibilidades financeiras que necessitam para atender seus gastos. ÓRGÃO CENTRAL 2º 5º BRASÍLIA/DF 1º Semestre de 2011 Página(s) Pag. finalizando suas atribuições. após examinar cada solicitação dos OSPF. 4º PASSO: Os OSPF. finalizando todo o processo de programação financeira e depois de receberem as disponibilidade financeiras da STN / MF. Essa movimentação está condicionada. encerrando o processo de execução orçamentária. Marcelo Rux marcellorux@gmail. Essas disponibilidades financeiras são liberadas (últimas etapa da programação financeira). Isso permite a efetuação dos pagamentos das despesas. ocorre quando a STN / MF libera as disponibilidades financeiras vinculadas ao orçamento para qualquer ministério ou órgão.

que os transfere para outro órgão ou ministério. bem como de uma entidade da administração indireta para um órgão da administração direta. ou seja. O sub-repasse é a movimentação interna de disponibilidades financeiras destinadas ao pagamento das despesas orçamentárias. para as unidade executoras (orçamentária ou administrativa) a eles vinculadas.COTA. realizado pelos órgãos setoriais de programação financeira. (COTA $) ÓRGÃO CENTRAL DE ORÇAMENTO (COTA $) MINISTÉRIO “A” (OSPF) (DESCENTRALIZAÇÃO INTERNA SUBREPASSE $) (DESCENTRALIZAÇÃO EXTERNA – REPASSE $) MINISTÉRIO “B” (OSPF) (DESCENTRALIZAÇÃO INTERNA SUBREPASSE $) MINISTÉRIO “A” (Unidade Administrativa) Repasse Administração Repasse MINISTÉRIO “B” (Unidade Administrativa) NOTAS: . É a movimentação externa de disponibilidades financeiras. REPASSE E SUB-REPASSE: são figuras de descentralização financeiras de natureza orçamentária. Pode ocorre entre órgão da BRASÍLIA/DF 1º Semestre de 2011 Página(s) Pag. ou entre estas entidades. recebidos anteriormente sob a forma de “cota” da STN / MF. que faça parte da estrutura do ministério onde se encontra o OSPF. Sub-repasse: é a descentralização de disponibilidade • financeiras vinculadas ao orçamento.com recursos financeiros pelo Tesouro Nacional e ao montante dos compromissos financeiros assumidos pelos órgãos. 49 administração direta.OSPF: Òrgão Setorial de Programação Financeira . o repasse e o sub-repasse representam a disponibilidade financeira. e a cota. sendo de competência dos órgãos setoriais de programação financeira. Repasse: é a descentralização das disponibilidades • financeiras vinculadas ao orçamento. ou seja.ALUB CONCURSOS APOSTILA DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA CURSO PREPARATIVO PARA CONCURSOS Prof. entre ministérios. destinados a atender o pagamento dos gastos orçamentários. . o destaque e a provisão representam disponibilidade orçamentária. ou desta para entidade da administração indireta. Marcelo Rux marcellorux@gmail. ATENÇÃO As figuras da descentralização orçamentária têm uma estreita relação com as figuras de descentralização financeira: a dotação. O repasse é então caracterizado pela transferência de disponibilidades financeiras entre órgãos de estruturas administrativas diferentes.

50 Enquanto a SOF / MOG consigna as “dotações” aprovadas na LOA às unidades orçamentárias. provocará o ‘repasse” ou “sub-repasse”. a STN / MF libera as disponibilidades financeiras sob a forma de “cota financeira”.ALUB CONCURSOS APOSTILA DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA CURSO PREPARATIVO PARA CONCURSOS Prof. de janeiro a dezembro. Ou seja.com BRASÍLIA/DF 1º Semestre de 2011 Página(s) Pag. UNIDADE EXECUTORA . e na transferência de disponibilidades financeiras. e se ocorrer sob a forma de provisão. isto é. a partir da lei orçamentária e conseqüentes alterações por meio de créditos adicionais. que respeitada a ordem anterior. Marcelo Rux marcellorux@gmail. na descentralização orçamentária. serão consignadas dotações para o ano inteiro. DOTAÇÃO ORÇAMENTÁRIA COTA FINANCEIRA Num segundo momento. se ocorrer uma descentralização do orçamento sob a forma de destaque. DESTAQUE ORÇAMENTÁRIO PROVISÃO ORÇAMENTÁRIA REPASSE FINANCEIRO SUB-REPASSE FINANCEIRO ATENÇÃO DISPONIBILIDADE ORÇAMENTÁRIA O orçamento deverá chegar até as unidades executoras de uma só vez. então o OSPF realizará um “sub-repasse”. que pode ser feita sob a forma de “destaque” ou “provisão”. DISPONIBILIDADE FINANCEIRA Os recursos financeiros somente estarão disponíveis para a efetuação do pagamento da despesa orçamentária à medida que se for verificado a arrecadação da receita orçamentária e considerando os compromissos assumidos pelas unidades gestoras. respectivamente. então o OSPF efetuará a descentralização financeira sob a forma de “repasse”. os órgãos setoriais do sistema de orçamento e do sistema de programação financeira estão envolvidos.

“B” MIN. DOCUMENTOS UTILIZADOS PARA FORMALIZAR DESCENTRALIZAÇÃO ORÇAMENTÁRIA E FINANCEIRA . O. “A” DESTAQUE (NC) MIN.ALUB CONCURSOS APOSTILA DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA CURSO PREPARATIVO PARA CONCURSOS Prof. O. “A” REPASSE (PF) MIN. Marcelo Rux marcellorux@gmail.com BRASÍLIA/DF 1º Semestre de 2011 Página(s) Pag. A unidade administrativa (UA) que recebe créditos orçamentários por descentralização de uma U. 51 Para melhor entendimento dessa série de movimentações financeiras entre os diversos órgãos e etapas envolvidos e suas relação com a descentralização do orçamento.NS:Nota de Lançamento de Sistema A . sob forma de provisão receberá as disponibilidades financeiras sob a forma de sub-repasse. “B” OBSERVAÇÃO A unidade orçamentária (UO) que recebe créditos orçamentários sob a forma de dotação (fixação) receberá sob a forma de conta financeira as disponibilidades financeiras. observe o quadro a seguir referente às formas de descentralização orçamentária e de financeira SOF/MPO NIVEL DE DOTAÇÃO (ND) DOTAÇÃO (ND) ÓRGÃO MIN. sob a forma de destaque receberá as disponibilidades financeiras sob a forma de repasse. “B” COTA (NS) COTA (NS) STN/MF NIVEL DE ÓRGÃO PROVISÃO (NC) PROVISÃO (NC) SUB-REPASSE (PF) SUB-REPASSE (PF) SOF/MPO DESTAQUE (NC) NIVEL DE SOF/MPO UNIDADE MIN.PF: Nota de Programação Financeiro . “A” REPASSE (PF) MIN. A unidade administrativa (UA) que recebe créditos orçamentários por descentralização de uma U.NC: Nota de Movimentação de Crédito .ND: Nota de Dotação .

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Prof. Marcelo Rux marcellorux@gmail.com DESPESA PÚBLICA CONCEITO DE DESPESA PÚBLICA • É a aplicação de certa quantia em dinheiro, por parte da autoridade ou agente público competente, dentro de uma autorização legislativa, para a execução de um fim a cargo do governo (Luiz Emygdio F. da Rosa Jr.); • É o conjunto de dispêndios do Estado ou de outra pessoa de direito público para o funcionamento dos serviços públicos. É onde se encontram classificadas todas as autorizações para gastos com várias atribuições e funções governamentais (João Batista Fortes); • São todos os pagamentos efetuados a qualquer título pelos agentes pagadores. • Para efeito de classificação de despesa, considera-se material permanente o de duração superior a 2 anos. • √ √ √ √ √ √ ESTÁGIOS DA DESPESA Os estágios da despesa orçamentária são: Fixação; Programação; Licitação; Empenho; Liquidação; e Pagamento.
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FIXAÇÃO √ Ocorre durante a elaboração do orçamento; PROGRAMAÇÃO Visa compatibilizar as disponibilidades financeiras com os compromissos assumidos, procurando manter o equilíbrio entre receita e despesa de acordo com a LRF. LICITAÇÃO √ Tem a finalidade de escolher a proposta mais vantajosa – princípio da competição ou isonomia;Alguns autores e bancas (Cespe)não considera a licitação como um estágio. ESTÁGIOS DA EXECUÇÃO DAS DESPESAS EMPENHO

√ É o ato emanado de autoridade competente que cria para o Estado obrigação de pagamento pendente ou não de implemento de condição; √ É garantir a um fornecedor de serviços e bens que a repartição pública tem autorização legal para realizar gastos, oferecendo como suporte para essas despesas um documento denominado nota de empenho; √ Não poderá exceder o limite dos créditos concedidos; √ Sem prejuízo da responsabilidade do Prefeito, reputam-se nulos e de nenhum efeito:  O empenho feito pelos Municípios, no último mês do mandato do Prefeito, de mais do que o duodécimo da despesa prevista no orçamento vigente.  O ato de assumir, por qualquer forma, compromissos financeiros para execução depois do término do mandato do Prefeito. √ É vedada a realização de despesa sem prévio empenho;  OBS: • Em casos especiais previstos na legislação específica (ex.: pagamento de pessoal), será dispensada a emissão da nota de empenho. √ Para cada empenho será extraído um documento denominado nota de empenho que indicará:  o nome do credor;  a representação;  a importância e a dedução da despesa do saldo da dotação própria; √ O pagamento da despesa só será efetuado quando ordenado após sua regular liquidação; √ Ao emitir um empenho, o Ordenador de Despesas deve deduzir o seu valor da dotação adequada à despesa a realizar, por força do compromisso assumido, não podendo, jamais, o seu valor exceder o saldo da dotação. √ Orçamentariamente contabiliza a despesa; √ Pertencem ao exercício financeiro:  as receitas nele arrecadadas; e  as despesas nele legalmente empenhadas; √ Modalidades do Empenho:  Ordinário • O montante conhecido e pago de uma só vez;

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Prof. Marcelo Rux marcellorux@gmail.com  Global • O montante conhecido e pago parcelado;  Estimado • Não se pode estabelecer previamente o valor e pagamento único; • Normalmente é realizado um empenho com valor mínimo e ao longo do exercício é realizado o reforço do mês; • Exemplo: Luz, Água, Telefone, Passagens Aéreas, etc. √ Anulação de Empenho:  Ocorrerá quando: • Parcialmente, quando o valor da despesa for inferior ao valor empenhado; Ex.: Empenho estimado R$ 100,00 Montante da despesa R$ 80,00 Será anulado parcialmente R$ 20,00 • Totalmente , quando não liquidados, salvo se satisfizer as condições para serem inscritos em RESTOS A PAGAR √ Limitação de Empenho:  A LRF prevê que os Órgãos do Executivo, Legislativo, Judiciário, MP, TC, Autarquias, Fundações Públicas, Estatais dependentes, devem ajustar a emissão de empenhos às disponibilidades reais. LIQUIDAÇÃO √ Consiste na verificação do direito adquirido pelo credor tendo por base os títulos e documentos comprobatórios do respectivo crédito. √ Essa verificação tem por fim apurar a:  origem e o objeto do que se deve pagar;  importância exata a pagar;  quem se deve pagar a importância, para extinguir a obrigação. √ A liquidação da despesa por fornecimentos feitos ou serviços prestados terá por base:  o contrato, ajuste ou acordo respectivo;  a nota de empenho;  os comprovantes da entrega de material ou da prestação efetiva do serviço. √ A despesa é considerada realizada com a liquidação;
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√ Há a verificação se o contrato foi efetivamente cumprido pelo fornecedor, e nesse momento é feita a contabilização da despesa; √ O ato de liquidar a despesa exige que a mesma seja contabilizada, pois, ao se receber o objeto do empenho, ocorre uma alteração na qualidade ou na quantidade do patrimônio da entidade, que tem que ser registrado na contabilidade; √ Ordem de pagamento  é o despacho exarado por autoridade competente, determinando que a despesa seja paga. PAGAMENTO √ Consiste na transferência de recursos da conta única do Tesouro Nacional para a conta do credor, via ordem bancária;

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Prof. Marcelo Rux marcellorux@gmail.com • RESTOS A PAGAR CONCEITO • São as despesas empenhadas, mas não pagas até o dia 31 de dezembro distinguindo-se as processadas das não processadas. √ Os empenhos que correm a conta de créditos com vigência plurianual, que não tenham sido liquidados, só serão computados como Restos a Pagar no último ano de vigência do crédito. CLASSIFICAÇÃO • De acordo com a Lei 4320/64, os Restos a Pagar classificam-se em: √ Processados (empenhados e liquidados); e √ Não processados (apenas empenhados).
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Não afetam o orçamento do ano em que for pago.

RESTOS A PAGAR PROCESSADOS √ Podem ser representados pelo saldo de despesas empenhadas, liquidadas e não pagas; √ São os valores que atingiram o estágio da liquidação, ou seja, ao final do exercício estavam prontos para pagamento, em razão do credor ter cumprido com as suas obrigações, através da entrega do material, da prestação dos serviços ou da execução das obras, dentro do exercício de emissão do empenho, tendo por conseguinte direito líquido e certo a receber; X1 Empenhada Liquidada (não foi pago até 31/12) Foi escrito em Restos a Pagar X2 Não afeta X 2 X 2 EXTRA-ORÇ. Pagamento de Restos a Pagar X 1

RESTOS A PAGAR NÃO-PROCESSADOS √ Podem ser representadas pelo saldo de despesas empenhadas e não liquidadas; √ São os valores das despesas que estando empenhadas não conseguiram, por algum motivo, atingir o estágio da liquidação até o dia 31 de dezembro; √ Tais despesas ficam na dependência da prestação do serviço, do fornecimento do material ou da execução das obras por parte do credor; √ Não existe ainda, para o credor, o direito de receber e também não há a obrigação do Estado de pagar;

somente poderá ser atendido como despesa de exercício anterior.com INSCRIÇÃO DOS RESTOS A PAGAR • Será feita no encerramento do exercício financeiro de emissão da Nota de Empenho. tendo validade até 31 de dezembro do ano subseqüente. serão cancelados. Observe o quadro a seguir que resume os acontecimentos orçamentários: ORÇAMENTO DO ANO DE X 1 . discriminada por elementos. com saldo suficiente para atendê-las.EMISSÃO DE NOVO . sempre que possível. a área responsável pelo acompanhamento dos serviços não comunicou o fato ao setor de contabilidade que dessa forma providenciou o cancelamento do empenho em X1. assegurado ao credor o direito de receber em 5 anos a contar da data da inscrição. Marcelo Rux marcellorux@gmail.EMISSÃO DO EMPENHO ORÇAMENTO DO ANO DE X2 . • Não necessita de haver recursos para a inscrição. a ordem cronológica: √ as despesas de exercícios encerrados que não se tenham processado na época própria. OCORRÊNCIA • Poderão ser pagos à conta de dotação específica consignada no orçamento. e √ corresponder a compromisso assumido no exterior. DESPESAS DE EXERCÍCIOS ANTERIORES CONCEITO • São as dívidas resultantes de compromissos gerados em exercícios financeiros anteriores àqueles em que devem ocorrer os pagamentos. quando: √ ainda vigente o prazo para cumprimento da obrigação assumida pelo credor. se o fornecedor questionar o pagamento. impedindo a inscrição em restos a pagar. onerando o orçamento do ano de X2. para as quais o orçamento respectivo consignava crédito próprio. * pode ser representada pelo caso de um fornecedor que prestou serviços no ano de X1. • Os empenhos não liquidados somente serão inscritos como restos a pagar. BRASÍLIA/DF 1º Semestre de 2011 Página(s) Pag. Pagamento de Restos a Pagar * Os restos a pagar deverão ser liquidados até 31/12 de X2 caso não sejam serão anulados * Se forem liquidados deverão ser pagos no Extra-orçamento de X2. X1 Empenhada Não-Liquidada Inscreve em Restos a Pagar X 2 X 2 EXTRA-ORÇ. √ destinar-se a atender transferências a instituições públicas ou privadas. entretanto não chegou a emitir o documento fiscal e.ALUB CONCURSOS APOSTILA DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA CURSO PREPARATIVO PARA CONCURSOS Prof. • O credor receberá os valores através de um novo empenho por meio da conta de despesas de exercícios anteriores. até 31/12. ou  seja de interesse da Administração exigir o seu cumprimento. também. obedecida. no ano de X2. PRESCRIÇÃO DOS RESTOS A PAGAR • Os valores não reclamados. 55 √ vencido o prazo para cumprimento da obrigação:  esteja em curso a liquidação da despesa. Logicamente.

*O exemplo a ser citado pode ser o de um empenho emitido por estimativa para atender despesas de telefone no montante de $1. sendo necessária a emissão de empenho com conseqüente liquidação e pagamento dele. pelo prazo de cinco anos a contar da data do fato gerador. √ os compromissos reconhecidos após o encerramento do exercício correspondente.conclusão: o orçamento de X3 é afetado. mais uma vez teremos que recorrer à figura das despesas de exercícios anteriores/Examine a seguir os quadros explicativos: ORÇAMENTO DO ANO DE X1 ANO DE X2 ORÇAMENT O X2 . criados em virtude de lei. a inscrição em restos a pagar é cancelada.ANULAÇÃO DO EMPENHO CONCLUSÃO: não afeta o orçamento de X1 EMPENHO (PARA DESPESA DE EXERC. Como só foi inscrito em restos a pagar o valor de $100. . * A área responsável pelo acompanhamento dos serviços comunicou ao setor de contabilidade acerca da execução dos serviços. Até o final do ano seguinte (X2). então a diferença de $20 que se refere ao ano de X1. . Como permanece o direito do credor de cobrar pelos serviços prestados.PAGAMENTO DO NOVO EMPENHO CONCLUSÃO: o orçamento de X2 é afetado BRASÍLIA/DF 1º Semestre de 2011 Página(s) Pag. As despesas relativas ao ano de X1 somente podem ser pagas no exercício financeiro de X2 por meio de processo próprio à conta de “despesas de exercícios anteriores”. percebe que o seu valor é $120. . mesmo não tendo o fornecedor do serviço emitido o documento fiscal em X1. EXTRAORÇAMENTO .não ocorre a liquidação e o pagamento do empenho de X1 (restos a pagar).100.o empenho é inscrito em restos a pagar. . Com isso.X2 O empenho de X1 é anulado (cancelamento de restos a pagar).não ocorre liquidação nem pagamento do empenho. reconhecido após o encerramento do exercício ao qual pertence. . então o valor a ser inscrito em restos a pagar para esse empenho será de $100. de uma lei que concede gratificação para servidores com efeito retroativo a janeiro de X1. √ Valor inscrito em restos a pagar menor que o valor real da despesa a ser paga.200 durante o ano de X1. no total de $1.ocorre a liquidação do novo empenho.conclusão: afeta o orçamento de X1.em 31.NÃO OCORRE LIQUIDAÇÃO NEM PAGAMENTO DO EMPENHO. Se as faturas dos meses de janeiro a novembro forem liquidadas e pagas em X1. . . Suponha que em X2.emissão de novo empenho (para despesa de exerc.ALUB CONCURSOS APOSTILA DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA CURSO PREPARATIVO PARA CONCURSOS Prof. Apenas o orçamento de X2 foi afetado. no ano X2.conclusão: o orçamento de X2 não é afetado. ORÇAMENTO DO ANO DE X3 . quando o órgão recebe a fatura de dezembro. ANTERIOR) . a contabilidade providenciou a inscrição do empenho emitido em restos a pagar. *Essa hipótese pode ser exemplificada pela aprovação.12. Marcelo Rux marcellorux@gmail.LIQUIDAÇÃO DO NOVO EMPENHO .emissão do empenho (para serviços). dentro da sistemática do SIAFI. se o fornecedor em X3 exigir o pagamento. 56 √ os Restos a Pagar com prescrição interrompida. afetando também o orçamento de X21 Acompanhe o exemplo fornecido acima com mais detalhes no quadro a seguir: . anterior) .ocorre o pagamento do novo empenho. deverá ser paga à conta de despesas de exercícios anteriores.com (PARA SERVIÇOS) . .

02. empenho.320/64 consagrou. prescrevem em 5 anos. pagamento e liquidação. estabelecendo o regime de competência para a despesa e o de caixa para a receita. contados da data do ato ou fato que tiver dado origem ao respectivo direito. E) Empenho. Todavia. o tempo de tramitação burocrática e o de providencias administrativas a que estiver sujeito o processo.novo empenho (despesa exerc.liquidação do empenho . o regime misto. D) São consideradas como despesas de exercícios anteriores aquelas cujo empenho tenha sido considerado insubsistente e . constituem exceções a esse regime A) a aquisição de bens de capital e o recebimento de doações B) os restos a pagar não processados e a inscrição da dívida ativa C) os restos a pagar não processados e o recebimento da dívida ativa D) os restos a pagar processados e a inscrição da dívida ativa E) os restos a pagar processados e o recebimento da dívida ativa 03. PRESCRIÇÃO • As dívidas de exercícios financeiros anteriores. que compreendem procedimentos com finalidade específica. • O início do período da dívida corresponde à data constante do fato gerador de direito. 57 ANO DE X2 ORÇAMENTO DO ANO DE X1 ORÇAMENTO X2 . Marcelo Rux marcellorux@gmail. que dependem de requerimento do favorecido.100 . a exemplo da receita. B) Liquidação. * Exemplos extraídos do Livro Curso Básico de Contabilidade Pública do Professor Francisco Glauber Lima Mota. QUESTÕES DE CONCURSOS 01. a despesa pública passa pelas seguintes fases: A) reserva de dotação orçamentária.emissão do empenho $1. exceto na hipótese de estar tramitando. C) Os valores empenhados não poderão exceder o limite dos créditos concedidos.o saldo de $100 do empenho é inscrito em restos apagar .TRT – 20ª Região – Analista Judiciário – 2006) Na ordem normal de processamento.ALUB CONCURSOS APOSTILA DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA CURSO PREPARATIVO PARA CONCURSOS Prof.ocorre liquidação e pagamento no valor de $1. as despesas relativas à parte a ser executada em X2 serão empenhadas em X2. para a prescrição qüinqüenal.pagamento do empenho .conclusão: o orçamento de X2 é afetado por $20. A) No caso de um contrato com vigência entre 01/07/X1 e 30/06/X2. Pág. discriminados no Regulamento de Contabilidade Pública. julgue os itens seguintes.com BRASÍLIA/DF 1º Semestre de 2011 Página(s) Pag.200 . reserva de dotação orçamentária e pagamento. apresenta diferentes estágios. para a contabilidade pública. (AFC STN / 2000) O art. . em regime de urgência.pagamento do empenho de X1 anterior) por $20 (restos a pagar) por $100 . A propósito desses estágios. na dotação própria. não sendo considerado. (AFCE/1995) A despesa pública. B) O empenho da despesa não-liquidada será considerado anulado em 31 de dezembro sempre que estiver extinto o prazo para o cumprimento da obrigação assumida pelo credor. solicitação de crédito especial. C) Pagamento. 35 da Lei nº 4.conclusão: afeta o orçamento de X1 por $100 EXTRA-ORÇAMENTO . 126127. D) Empenho. (FCC . empenho e pagamento. liquidação e pagamento. empenho e liquidação.

D) licitação. liquidação. liquidação. 04. 11. 06. após reconhecida. D) a ordem de pagamento. liquidação. ordem de pagamento e pagamento. A) a liquidação. empenho. ordem de pagamento. 08. C) despesas de exercícios anteriores. ordem de pagamento.ALUB CONCURSOS APOSTILA DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA CURSO PREPARATIVO PARA CONCURSOS Prof.com anulado no encerramento do exercício correspondente. da prestação do serviço e da ocorrência do encargo. nota de empenho e pagamento. 07. B) licitação. licitação. (TRF 1ª REG. D) restos a pagar restabelecidos. liquidação. C) empenho. pagamento. ordem de pagamento. C) contração de dívida. (FCC . ordem de pagamento. pode ser atendida no exercício subseqüente por A) crédito especial. 58 C) Empenho. (TRF 1ª REG. empenho e pagamento. licitação. BRASÍLIA/DF 1º Semestre de 2011 Página(s) Pag. liquidação e ordem de pagamento. desde a fixação até seu pagamento. ordem de pagamento. D) pagamento. E) licitação. E) empenho. é exigida na fase de . empenho. 2001) Considerando que a despesa do exercício apresenta a seguinte situação: • Fixada 200 • Economia Orçamentária 5 • Liquidada 155 • Paga 125 Os restos a pagar processados têm valor de A) 25 B) 30 C) 35 D) 40 E) 45 09. 05. ordem de pagamento. liquidação. 2001) As etapas a que se submetem as despesas. (FCC . B) a licitação. E) licitação. E) dotação dessa mesma despesa. ordem de pagamento. desde a fixação até seu pagamento. liquidação. E) a ordem de serviço. liquidação. (TRE-PE-2004) Na execução da despesa pública. liquidação. liquidação.TCE – AM – Procurador – 2005) As fases de processamento das despesas públicas seguem a seguinte ordem: A) Ordem de pagamento. empenho. empenho. (FCC . liquidação. ordem de pagamento. C) empenho. o ato que cria uma obrigação de um pagamento a ser efetuado é denominado A) caução.MARE – Analista de Orçamento – 1998) A certificação do recebimento do fornecimento. (FCC . (TRF 1ª REG. D) averbação. liquidação. 12. C) o empenho. 2001) Uma despesa de um exercício nele não processada. E) Despesas empenhadas durante o exercício e não-pagas até 31 de dezembro são consideradas Restos a Pagar. empenho. empenho. B) dotação para isso suplementada no exercício seguinte. A) a liquidação. B) licitação. ordem de pagamento. C) o empenho.TRF – Analista Judiciário 1ª Região 2001) Consiste na verificação do direito adquirido pelo credor. por falta de cumprimento da obrigação pelo credor. Marcelo Rux marcellorux@gmail. E) empenho de despesa. E) a ordem de serviço. licitação. do exercício seguinte. 10. devem necessariamente observar a seguinte seqüência: A) empenho. ordem de pagamento e empenho. ordem de pagamento. B) a licitação. B) Liquidação. (TRF 1ª REG. D) a ordem de pagamento. B) suprimento de fundos. identificando-se tanto as despesas processadas como as nãoprocessadas. D) licitação. 2001) Consiste na verificação do direito adquirido pelo credor. licitação. ordem de pagamento. devem necessariamente observar a seguinte seqüência: A) empenho. embora tivesse saldo suficiente. liquidação. liquidação.TRF – Analista Judiciário 1ª Região 2001) As etapas a que se submetem as despesas.

(FCC – TRF/1ª Região – Analista Judiciário – 2006) A Nota de Empenho contém: I. mas BRASÍLIA/DF 1º Semestre de 2011 Página(s) Pag. 20. (FCC . Em estrita observância dessas disposições. C) empenho. lançamento e pagamento. fixação. empenho. D) empenho. Marcelo Rux marcellorux@gmail. programação e pagamento. D) à licitação. (TRT 21ª REG. programação e pagamento. D) por estimativa anual. B) à fixação. E) pagamento. B) II.com A) fixação. inclusive nos casos cujo montante não se possa determinar o valor exato. nas suas parcelas fixas mensais. programação e pagamento. que gera no sistema financeiro o registro do compromisso decorrente de uma despesa orçamentária adequadamente fixada e processada.MPPEP – Analista Ministerial – 2006) Sobre as fases da despesa.TRF . as despesas de pessoal. o valor do Crédito Orçamentário a que se submete a Despesa. C) A despesa sem prévio empenho não é permitida. C) por estimativa mensal. o nome do credor. os termos contratuais da Despesa: Está correto o que se afirma SOMENTE em A) I. (TRT 21ª REG. II.ALUB CONCURSOS APOSTILA DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA CURSO PREPARATIVO PARA CONCURSOS Prof. devem ser objeto de empenho A) ordinário pelo valor mensal da folha de pagamento. (FCC – TRF/1ª Região – Analista Judiciário – 2006) A seqüência correta de fases da despesa pública é: A) licitação. C) licitação. B) ordinário anual. licitação e programação. E) ao pagamento. 2003) A verificação do direito adquirido pelo credor corresponde A) à liquidação. D) liquidação. B) O empenho da despesa é o ato pelo qual é verificado se o direito adquirido pelo credor é baseado em documentos processados pela Contabilidade. E) pelo empenho 14. (FCC – TCE/CE – Auditor – 2006) O empenho que se destina a atender despesa determinada e quantificada. anulados os valores não remunerados. o pagamento é imediata e necessariamente antecedido A) pela ordem de pagamento. à conta dos mesmos créditos e às dotações disponíveis. é denominado empenho A) Ordinário B) Operacional C) Por estimativa D) Global E) De gestão 17. E) global com projeção até 31 de dezembro do exercício. E) A existência de dotação e autorização na Lei Orçamentária Anual é condição única e suficiente para a aquisição de material. B) pela liquidação. denomina-se A) Licitação B) Empenho C) Entrega da mercadoria ou prestação do serviço ou encargo D) Liquidação E) Ordem de pagamento 19. fornecimento e adjudicação de obras e serviços. 13. 16. B) licitação. 2003) A Lei no 4. (FCC . a despesa empenhada e a realizada. 18. III. C) ao empenho.Analista Judiciário – 4ª Região – 2004) Segundo a Lei no 4320/64. B) empenho.320/64 estabelece no artigo 90 que a contabilidade deve evidenciar os créditos orçamentários vigentes. 15. (FCC – TRF 4ª Região – Analista Judiciário – 2006) A fase da despesa orçamentária. é correto afirmar: A) è composta por: previsão. . D) O empenho da despesa poderá exceder o limite dos créditos concedidos nos casos de assunção de obrigações com vigência superior ao exercício financeiro. C) pela fixação. D) pela licitação. C) I e II. de acordo com a folha de pagamento. 59 a ser liquidada e paga parceladamente durante a fluência do exercício. empenho e pagamento. E) liquidação.

22. A) Consiste na verificação do direito adquirido pelo devedor. a previsão de despesa. 60 E) A anulação de restos a pagar não será considerada como receita no exercício em que se efetivar. E) É vedada. B) É vedada a realização de despesa sem prévio empenho e sob hipótese alguma será dispensada a emissão da nota de empenho. D) Os restos a pagar com prescrição interrompida poderão ser pagos à conta de dotação específica consignada no orçamento. (TRF 4ª REG. pendente ou não de implemento de condição. B) licitação. E) pela liquidação. limitado ao total dos créditos concedidos C) deve ser emitido em momento posterior à realização da despesa . emanado de autoridade competente. a importância que se deve pagar para extinguir a obrigação e a quem se deve pagar. 2004) Segundo a Lei no 4320/64. a especificação. C) Ato emanado de autoridade competente que cria para o Estado obrigação de pagamento pendente ou não de implemento de condição. (TCE-MA) As despesas empenhadas e não pagas até o final do exercício financeiro são consideradas como restos a pagar. D) anulação de empenho. 24. o pagamento de quantia devida ao credor. 2003) Os restos a pagar não processados. tendo por base títulos e documentos comprobatórios do respectivo crédito. B) Compõem-se unicamente de obrigações a longo prazo. 21. B) pela licitação. C) Serão indicados no empenho o nome do credor. B) cria para o Estado obrigação de pagamento. (TCE-MA) Em relação à despesa pública é correto afirmar: A) A ordem de pagamento da despesa será materializada em documentos processados pelo serviço de contabilidade.ALUB CONCURSOS APOSTILA DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA CURSO PREPARATIVO PARA CONCURSOS Prof. C) liquidação. a importância da despesa. 25. extraordinário. C) lança. D) pela ordem de pagamento. D) lança. aquelas que foram empenhadas e pendem de liquidação e as não processadas. E) ordenação de pagamento quando empenhadas. (FCC) Assinale a opção que caracteriza o primeiro estágio da execução da despesa orçamentária: A) cria para o Estado direitos a receber pendentes de verificação de sua Iiquidez e certeza B) implica o comprometimento do crédito orçamentário ou adicional. E) efetiva. a previsão de despesa. na lei orçamentária. C) Os empenhos decorrentes de contratos com vigência plurianual. B) Despacho exarado por autoridade competente determinando a extinção da obrigação. (TCESP) O empenho de despesa é o ato. E) II e III. 27. sob qualquer hipótese. no decreto de execução orçamentária. serão computados pelo valor total como restos a pagar ao final do primeiro exercício financeiro.com D) I e III. concretamente. 23. BRASÍLIA/DF 1º Semestre de 2011 Página(s) Pag. (FCC) Assinale a opção que contém o conceito do segundo estágio da execução da despesa orçamentária. o pagamento é imediata e necessariamente antecedido A) pela fixação. que A) ordena o pagamento de quantia devida ao credor. aquelas que foram empenhadas e pendem de pagamento. caracterizam-se por não terem sido objeto de A) protocolização. Sobre a matéria é correto afirmar: A) Dividem-se em duas categorias: as processadas. D) Verificação do implemento de condição do empenho. Marcelo Rux marcellorux@gmail. tendo por objetivo apurar a origem. C) pelo empenho. (TRF 5ª REG. os comprovantes da entrega de material ou da prestação efetiva do serviço. o objeto. 26. a redistribuição de parcelas das dotações de pessoal de uma para outra unidade orçamentária. D) São tipos de empenhos da despesa: global. que não tenham sido liquidados. estimativo e ordinário.

para as despesas de valor certo e pagamento único. D) corresponde a uma despesa orçamentária. E) diferencia-se de restos a pagar não processado em razão de referir-se a ano encerrado 34. Marcelo Rux marcellorux@gmail. sem manifestação contrária do credor C) ocorre por decreto do Poder Executivo. o gesto r público poderá saldar esse compromisso fazendo uso da figura chamada despesa de exercício anterior D) apresenta-se como uma solução para correção de falhas durante a execução da despesa. pode-se afirmar que (assinale os itens verdadeiros e os falsos): A) representam gastos que não necessitam de autorização orçamentária B) sua execução deverá exigir o mesmo ritual adotado para a despesa orçamentária C) se existir empenho inscrito em restos a pagar com saldo insuficiente para atender a certo gasto. 28. nos casos de conveniência e oportunidade para a Administração D) ocorre quando o credor se tornar inadimplente de suas obrigações contratuais.com D) pode ser feito por estimativa. C) A liquidação é o estágio da despesa em que a autoridade competente efetua o pagamento ao credor. excetuando-se os casos em que haja interrupções. 31. (CESPE) Ao final do ano. (CESPE) Quanto às despesas de exercícios anteriores. julgue os itens. porém dentro do prazo definido o credor tenha cumprido sua obrigação. B) O empenho da despesa não poderá exceder o total da dotação orçamentária. (CESPE) A respeito da prescrição relativa a Restos a Pagar. C) constitui despesa extra-orçamentária do exercício e receita extra-orçamentária no exercício subseqüente. (CESPE) Poderão ser pagos à conta de dotação destinada a despesas de exercícios anteriores: A) despesas cujo empenho considerado insubsistente foi anulado no encerramento do exercício correspondente. (CESPE) Julgue os itens. 29. E) aumenta o montante das obrigações financeiras do balanço patrimonial. 61 A) transfere para o orçamento do exercício subseqüente a responsabilidade pelo seu pagamento. criados por lei D) valores inscritos em restos a pagar superiores ao valor real a ser pago E) despesas que não possam se subordinar ao processo normal de aplicação 33. Julgue esses procedimentos: A) é fruto de determinação legal B) é recomendado pela boa técnica contábil C) gera um passivo de origem extra-orçamentária a ser liquidado ao longo do exercício subseqüente D) em nada afeta o patrimônio público. no casos dos não-processados B) ocorre quanto tiver havido cancelamento da inscrição. 32. O domínio orçamentário próprio e independente pela pessoa jurídica central do Estado. E) É permitido o empenho global de despesas contratuais e de outras sujeitas a parcelamento. B) tem efeito no resultado da execução orçamentária do exercício de emissão de empenho. em coexistência com os das suas entidades da administração indireta e a visão geral . A) ocorre no final do exercício financeiro subseqüente ao da respectiva inscrição. (CESPE) A inscrição de um compromisso em restos a pagar: BRASÍLIA/DF 1º Semestre de 2011 Página(s) Pag. B) restos a pagar já prescritos. onerando o exercício financeiro de sua emissão. por mais de noventa dias E) ocorre após cinco anos contados a partir da data de inscrição. posto que a despesa deverá ser contabilizada pelo regime de caixa E) interfere no cálculo realizado para apuração do superávit financeiro. D) Os empenhos relativos a despesas não pagas são automaticamente anulados no final do exercício. deverão ser inscritos em restos a pagar não processados os saldos de empenhos não liquidados e considerados não insubsistentes. porém liquidados dentro do prazo legal C) compromissos reconhecidos após o encerramento do exercício. ainda que referentes a compromissos assumidos no exterior. 30. A) É vedado o empenho de despesa cujo montante não se possa determinar. definido como a diferença positiva entre o ativo e o passivo financeiro.ALUB CONCURSOS APOSTILA DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA CURSO PREPARATIVO PARA CONCURSOS Prof.

B 24. E) ordenação de pagamento quando empenhadas. 08. Quando da apuração do superávit financeiro. B 09.com do conjunto das suas finanças públicas é obtido por consolidação. No exercício haviam sido reabertos dois créditos adicionais: um especial pelo saldo de $50. B) da totalidade. 32. D 27.C.E . o balanço patrimonial do exercício anterior indicava para o ativo financeiro o valor de $150 e para o passivo financeiro o de $70. A 14.E. C 10. o valor máximo do crédito adicional a ser aberto será A) $80. D) da não afetação das receitas. C.E.C 29. A 12. E 16. C. A 21. A B 05. D 19. e um extraordinário pelo saldo de $28. A 26. D 25. A 20.E. E D 06. 34. D 23. Considerados esses dados. 35. D E. E. D 13. E) da exclusividade. do qual deixou de ser arrecadado no exercício anterior o valor de $20. D) anulação de empenho. C 15.E. A C 07.E.C. 62 18. E E.E.E. C 28. caracterizam-se por não terem sido objeto de A) protocolização. 33. C 22. D) $22.E. 36. E BRASÍLIA/DF 1º Semestre de 2011 Página(s) Pag.E. 36. 01.ALUB CONCURSOS APOSTILA DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA CURSO PREPARATIVO PARA CONCURSOS Prof. C.E.C 04. segundo o princípio orçamentário A) da anualidade.E 03. C GABARITO 11. D 17. C. B 31.C.C. 35. E.E. B) $52. B) licitação. E. E) $ 2.C. C) liquidação. Os restos a pagar não processados. C) $30.C 30.C. que havia sido aberto com recursos de operação de crédito. Marcelo Rux marcellorux@gmail.C 02.C. C) da universalidade. B C.

Programação Quantitativa A programação física define quanto se pretende desenvolver do produto. Marcelo Rux marcellorux@gmail.3. Estrutura da Programação Orçamentária da Despesa 1.ALUB CONCURSOS APOSTILA DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA CURSO PREPARATIVO PARA CONCURSOS Prof. com quais recursos. conforme a tabela a seguir: A programação financeira define o que adquirir. 63 DESPESA PÚBLICA 1. e que esses possuam programação física e financeira.2. conforme detalhado na tabela a seguir: 1. Estrutura Completa da Programação Orçamentária Exemplo: . é composto dos seguintes blocos de informação: Classificação por Esfera. Classificação Funcional e Estrutura Programática.1. Programação Qualitativa A estruturação atual do orçamento público considera que as programações orçamentárias estejam organizadas em Programas de Trabalho.com BRASÍLIA/DF 1º Semestre de 2011 Página(s) Pag. de acordo com a tabela a seguir: 1. Classificação Institucional. que define qualitativamente a programação orçamentária. O Programa de Trabalho.

ALUB CONCURSOS APOSTILA DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA CURSO PREPARATIVO PARA CONCURSOS Prof. Marcelo Rux marcellorux@gmail.com BRASÍLIA/DF 1º Semestre de 2011 Página(s) Pag. 64 .

Orçamento da Seguridade Social. As dotações orçamentárias. 2. conforme disposto no § 5º do art. inclusive fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público. são . direta ou indiretamente. Na base do SIDOR o campo destinado à esfera orçamentária é composto de dois dígitos e será associado à ação orçamentária. previdência social e assistência social. órgãos e entidades da administração direta e indireta. seus fundos. assegurada a cada área a gestão de seus recursos. ou 30 .1. com os seguintes códigos: 10 . 20 . 65 2.ALUB CONCURSOS APOSTILA DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA CURSO PREPARATIVO PARA CONCURSOS Prof. bem como os fundos e fundações instituídos e mantidos pelo Poder Público. detenha a maioria do capital social com direito a voto. da seguridade social (S) ou de investimento das empresas estatais (I). e • o orçamento da seguridade social: abrange todas as entidades e órgãos a ela vinculados. 195 da Constituição estabelece que a proposta de orçamento da seguridade social será elaborada de forma integrada pelos órgãos responsáveis pela saúde. tendo em vista as metas e prioridades estabelecidas na lei de diretrizes orçamentárias.2. especificadas por categoria de programação em seu menor nível.Orçamento de Investimento. Marcelo Rux marcellorux@gmail. Classificação por Esfera Orçamentária A esfera orçamentária tem por finalidade identificar se o orçamento é fiscal (F).Orçamento Fiscal. 165 da Constituição: • o orçamento fiscal: referente aos Poderes da União. O § 2º do art. da administração direta ou indireta. Componentes da Programação Qualitativa – Programa de Trabalho 2. • o orçamento de investimento: orçamento das empresas em que a União.com BRASÍLIA/DF 1º Semestre de 2011 Página(s) Pag. Classificação Institucional A classificação institucional reflete a estrutura organizacional e administrativa governamental e está estruturada em dois níveis hierárquicos: órgão orçamentário e unidade orçamentária.

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consignadas às unidades orçamentárias, que são as Oficiais de Crédito”, “Refinanciamento da Dívida Pública estruturas administrativas responsáveis pelos recursos Mobiliária Federal” e “Reserva de Contingência”. financeiros (dotações) e pela realização das ações. 2.3. Classificação Funcional da Despesa O código da classificação institucional compõe-se de cinco A classificação funcional, por funções e subfunções, busca dígitos, sendo os dois primeiros reservados à identificação responder basicamente à indagação “em que” área de ação do órgão e os demais à unidade orçamentária. governamental a despesa será realizada. Cada atividade, XX XXX projeto e operação especial identificará a função e a 1º / 2º dígitos: identificam o órgão orçamentário; e subfunção às quais se vinculam. A atual classificação 3º / 4º / 5º dígitos: identificam a unidade orçamentária. funcional foi instituída pela Portaria nº 42, de 14 de abril de Um órgão ou uma unidade orçamentária não corresponde 1999, do então Ministério do Orçamento e Gestão, e é necessariamente a uma estrutura administrativa, como composta de um rol de funções e subfunções prefixadas, que ocorre, por exemplo, com alguns fundos especiais e com os servem como agregador dos gastos públicos por área de “órgãos” “Transferências a Estados, Distrito Federal e ação governamental nas três esferas de Governo. Trata-se de Municípios”, “Encargos Financeiros da União”, “Operações uma classificação independente dos programas, e de aplicação comum e obrigatória, no âmbito 0901 Operações Especiais: Cumprimento de Sentenças Judiciais dos Municípios, dos Estados, do Distrito Federal 0902 Operações Especiais: Financiamentos com Retorno e da União, o que permite a consolidação 0903 Operações Especiais: Transferências Constitucionais e as Decorrentes de L nacional dos gastos do setor público. Específica 2.3.1. Função A classificação funcional é representada por 0904 Operações Especiais: Outras Transferências cinco dígitos XX XXX. Os dois primeiros 0905 Operações Especiais: Serviço da Dívida Interna (Juros e Amortizações) referem-se à função, que pode ser traduzida 0906 Operações Especiais: Serviço da Dívida Externa (Juros e Amortizações) como o maior nível de agregação das diversas 0907 Operações Especiais: Refinanciamento da Dívida Interna áreas de atuação do setor público. A função está relacionada com a missão institucional do 0908 Operações Especiais: Refinanciamento da Dívida Externa órgão, por exemplo, cultura, educação, saúde, 0909 Operações Especiais: Outros Encargos Especiais defesa, que guarda relação com os respectivos caso, as ações estarão associadas aos programas do tipo Ministérios. "Operações Especiais" que correspondem aos códigos abaixo A função “Encargos Especiais” engloba as despesas em relacionados e que constarão apenas do orçamento, não relação às quais não se pode associar um bem ou serviço a integrando o PPA: ser gerado no processo produtivo corrente, tais como: dívidas, ressarcimentos, indenizações e outras afins, representando, portanto, uma agregação neutra. Nesse 2.3.2. Subfunção A subfunção, indicada pelos três últimos dígitos da classificação funcional, representa um nível de agregação imediatamente inferior à função e deve evidenciar cada área da atuação governamental, por intermédio da agregação de determinado subconjunto de despesas e identificação da natureza básica das ações que se aglutinam em torno das funções. As subfunções podem ser combinadas com funções diferentes daquelas a que estão relacionadas na Portaria nº 42, de 1999. As ações devem estar sempre conectadas às subfunções que representam sua área específica. Existe também a possibilidade de matricialidade na conexão entre função e subfunção, ou seja, combinar qualquer função com qualquer subfunção, mas não na relação entre ação e subfunção. Deve-se adotar como função aquela que é típica ou principal do órgão. Assim, a programação de um órgão, via de regra, é classificada em uma única função, ao passo que a subfunção é escolhida de acordo com a especificidade de cada ação. A

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exceção à matricialidade encontra-se na função 28 – Encargos Especiais e suas subfunções típicas que só podem ser utilizadas conjugadas. Exemplos:

Na base do SIDOR, existem dois campos correspondentes à classificação funcional, quais sejam:

A seguir encontra-se a íntegra da Portaria nº 42/1999 e se anexo, a qual atualiza a discriminação da despesa por funções.

ANEXO FUNÇÕES E SUBFUNÇÕES DE GOVERNO FUNÇÕES 01 - Legislativa 02 - Judiciária SUBFUNÇÕES 031 - Ação Legislativa 032 - Controle Externo 061 - Ação Judiciária 062 - Defesa do Interesse Público no Processo Judiciário 091 - Defesa da Ordem Jurídica 092 - Representação Judicial e Extrajudicial

03 - Essencial à Justiça 04 Administração

121 - Planejamento e Orçamento 122 - Administração Geral 123 Administração Financeira 124 - Controle Interno 125 - Normatização e Fiscalização 126 - Tecnologia da Informação 127 - Ordenamento Territorial 128 - Formação de Recursos Humanos 129 - Administração de Receitas 130 - Administração de Concessões 131 - Comunicação Social 151 - Defesa Área 152 - Defesa Naval 153 - Defesa Terrestre

05 - Defesa

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Prof. Marcelo Rux marcellorux@gmail.com Nacional 06 - Segurança Pública 07 - Relações Exteriores 08 - Assistência Social 09 - Previdência Social 10 - Saúde 181 - Policiamento 182 - Defesa Civil 183 - Informação e Inteligência
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211 - Relações Diplomáticas 212 - Cooperação Internacional

241 - Assistência ao Idoso 242 - Assistência ao Portador de Deficiência 243 Assistência à Criança e ao Adolescente 244 - Assistência Comunitária 271 - Previdência Básica 272 - Previdência do Regime Estatutário 273 Previdência Complementar 274 - Previdência Especial 301 - Atenção Básica 302 - Assistência Hospitalar e Ambulatorial 303 Suporte Profilático e Terapêutico 304 - Vigilância Sanitária 305 - Vigilância Epidemiológica 306 - Alimentação e Nutrição 331 - Proteção e Benefícios ao Trabalhador 332 - Relações de Trabalho 333 Empregabilidade 334 - Fomento ao Trabalho 361 - Ensino Fundamental 362 - Ensino Médio 363 - Ensino Profissional 364 Ensino Superior 365 - Educação Infantil 366 - Educação de Jovens e Adultos 367 - Educação Especial 391 - Patrimônio Histórico, Artístico e Arqueológico 392 - Difusão Cultural 421 - Custódia e Reintegração Social 422 -Direitos Individuais, Coletivos e Difusos

11 - Trabalho

12 - Educação

13 - Cultura 14 - Direitos da Cidadania

com 423 .Transportes Especiais 811 .Normalização e Qualidade 691 .Organização Agrária 22 .Transporte Rodoviário 783 .Comércio Exterior 694 .Serviços Financeiros 695 .Ciência e Tecnologia 20 .Agricultura 21 .Transporte Hidroviário 785 . 69 16 .Controle Ambiental 543 Recuperação de Áreas Degradadas 544 .Saneamento Básico Rural 512 .Irrigação 631 .Habitação Urbana 511 .Urbanismo 451 .Transporte Ferroviário 784 .Comunicações Postais 722 .Promoção Industrial 662 .Serviços Urbanos 453 .Desporto de Rendimento 812 .Saneamento 18 .Lazer 23 .Refinanciamento da Dívida Externa 843 .Comunicações 25 .ALUB CONCURSOS APOSTILA DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA CURSO PREPARATIVO PARA CONCURSOS Prof.Recursos Hídricos 545 Meteorologia 571 .Defesa Sanitária Vegetal 604 .Refinanciamento da Dívida Interna 842 .Petróleo 754 Álcool 781 .Telecomunicações 751 .Saneamento Básico Urbano 541 .Serviço da Dívida Interna 844 .Difusão do Conhecimento Científico e Tecnológico 601 .Desporto Comunitário 813 .Indústria 661 .Desporto e Lazer 28 .Encargos Especiais 841 .Defesa Sanitária Animal 605 Abastecimento 606 .Produção Industrial 663 .Transporte 27 .Gestão Ambiental 19 .Reforma Agrária 632 .Comércio e Serviços 24 .Desenvolvimento Tecnológico e Engenharia 573 .Promoção da Produção Animal 603 .Transportes Coletivos Urbanos 481 .Comercialização 693 .Energia 26 .Habitação Rural 482 .Transporte Áreo 782 .Energia Elétrica 753 .Promoção Comercial 692 .Serviço da Dívida Externa 845 - .Promoção da Produção Vegetal 602 .Mineração 664 Propriedade Industrial 665 .Preservação e Conservação Ambiental 542 .Extensão Rural 607 .Infra-Estrutura Urbana 452 .Turismo 721 .Assistência aos Povos Indígenas 15 .Habitação 17 .Colonização BRASÍLIA/DF 1º Semestre de 2011 Página(s) Pag.Conservação de Energia 752 .Desenvolvimento Científico 572 . Marcelo Rux marcellorux@gmail.

dará origem à meta. juros.ALUB CONCURSOS APOSTILA DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA CURSO PREPARATIVO PARA CONCURSOS Prof. projetos ou operações especiais. Amortização. 3. Projeto É um instrumento de programação utilizado para alcançar o objetivo de um programa. assistência financeira) reembolsáveis ou não. projetos ou operações especiais. Pagamento de aposentadorias e pensões. Transferências constitucionais ou legais por repartição de receita (FPM. envolvendo um conjunto de operações. Distrito Federal e Municípios. 1. Marcelo Rux marcellorux@gmail. Exemplo: “Fiscalização e Monitoramento das Operadoras de Planos e Seguros Privados de Assistência à Saúde”. financiamentos diretos. limitadas no tempo. qualizações. subvenções. Operação Especial Enquadram-se nessa classificação as despesas que não contribuem para a manutenção. seguros. conforme suas características. Exemplo: “Implantação da rede nacional de bancos de leite humano”. abonos. A cada projeto ou atividade só poderá estar associado um produto. 2. O programa é o módulo comum integrador entre o plano e o orçamento. Salário-Educação. Transferências ao GDF). sentenças contra empresas. inclusive as decorrentes de receitas próprias ou vinculadas. Ação Os programas são compostos de ações. 5. ressarcimentos. 3. . que é de quatro anos. Compensação de Tributos ou Participações aos Estados. visando a solução de um problema ou o atendimento de determinada necessidade ou demanda da sociedade. coberturas de resultados. Reserva de contingência. 3.com Transferências 846 . honras de aval. auxílios. bem como elevar a transparência na aplicação dos recursos públicos. podem ser classificadas como atividades. especificando os respectivos valores e metas e as unidades orçamentárias responsáveis pela realização da ação. predefinidas na listagem a seguir: dos resultados e benefícios gerados para a sociedade. das quais resulta um produto que concorre para a expansão ou o aperfeiçoamento da ação de Governo. envolvendo um conjunto de operações que se realizam de modo contínuo e permanente. Pagamento de indenizações. quantificado por sua unidade de medida. 6. 4. débitos vincendos. sentenças de pequeno valor. que. a expansão ou o aperfeiçoamento das ações de Governo Federal. das quais resulta um produto ou serviço necessário à manutenção da ação de Governo. coberturas de garantias. Programa O programa é o instrumento de organização da atuação governamental que articula um conjunto de ações que concorrem para a concretização de um objetivo comum preestabelecido. A partir do programa são identificadas as ações sob a forma de atividades. Cada programa contém objetivo e indicador que quantifica a situação que o programa tenha como finalidade modificar e os produtos (bens e serviços) necessários para atingir o objetivo. concessão de créditos. FPE. encargos e rolagem da dívida contratual e mobiliária. 70 Despesa Pública 3. benefícios de assistência social.2. A organização das ações do Governo sob a forma de programas visa proporcionar maior racionalidade e eficiência na administração pública e ampliar a visibilidade Atividade É um instrumento de programação utilizado para alcançar o objetivo de um programa. Operações de financiamento e encargos delas decorrentes (empréstimos. que. etc.Outros Encargos Especiais BRASÍLIA/DF 1º Semestre de 2011 Página(s) Pag. benefícios previdenciários.). Cumprimento de sentenças judiciais (precatórios. Estrutura Programática Toda ação do Governo está estruturada em programas orientados para a realização dos objetivos estratégicos definidos para o período do Plano Plurianual – PPA. subsídios. 7. mensurado por indicadores instituídos no plano.1.

4. 5 ou 7. Quando o 1º dígito for: • 1. nomeações. Componentes da Programação Física e Financeira 4. 11. 4. 3. Meta Física Meta física é a quantidade de produto a ser ofertado por ação. a modalidade de aplicação e o elemento.3.1. 12 e 13 da Lei nº 4. atualmente consubstanciados no Anexo II da Portaria Interministerial nº 163. dissolução ou liquidação de empresas. Integralização e/ou recomposição de cotas de capital junto a entidades internacionais. o art. despesa e informa a categoria econômica. de 1964. e 3º /4º dígitos: modalidade de aplicação. 3. Contraprestação da União nos contratos de Parcerias Público-Privadas. Estrutura Programática na Base do SIDOR Programa: Na base do SIDOR. O conjunto de informações que formam o código é conhecido como classificação por natureza de o BRASÍLIA/DF 1º Semestre de 2011 Página(s) Pag. atividades ou operações especiais. a ação corresponde a um projeto. 3º/ 4º dígitos alfanuméricos. 12.1. Ação e Subtítulo (Localizador de Gasto): Na base do SIDOR a Ação é identificada por um código alfanumérico de 8 dígitos: 1º / 2º dígitos numéricos. trata-se de uma atividade. Operações relativas à subscrição de ações. questões previdenciárias ou outras situações em que a União assuma garantia de operação). provimentos. Encargos financeiros (decorrentes da aquisição de ativos. 9. 19. no caso das operações especiais. com os seguintes códigos: . Programação Física 4. num determinado período e instituída para cada ano. o grupo a que pertence.2. 10. mas que participa dos programas do PPA. Participação da União no capital de empresas nacionais ou internacionais. Contribuição à previdência privada. isto é. Complementação ou compensação financeira da União. na forma do Anexo IV dessa Lei. refere-se a uma operação especial. 6 ou 8. e 5º / 6º / 7º / 8º dígitos determinam um subtítulo (localizador do gasto). deve ser caracterizada em relação ao ciclo produtivo objeto de orçamentação. • 2. Desapropriação de ações. Exemplo: No caso da vacinação de crianças.1. de 2001.). 14. Ações de reservas técnicas (centralização de recursos para atender concursos. • 0.320.ALUB CONCURSOS APOSTILA DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA CURSO PREPARATIVO PARA CONCURSOS Prof. Marcelo Rux marcellorux@gmail. 13 serão identificados por números de código decimal.com 8.1. A ausência de produto. programas de garantias de preços.). e 5º / 8º dígitos numéricos. O mesmo ocorre com a distribuição de livros didáticos.2. Assim como no caso da receita. Vale ressaltar que o critério para regionalização de metas é o da localização dos beneficiados pela ação. Na base do SIDOR o campo que se refere à natureza de despesa contém um código composto por seis algarismos: 1º dígito: categoria econômica da despesa.2. 15. Categoria Econômica da Despesa A despesa. o campo que identifica o Programa contém quatro (4) dígitos XXXX. tratam da classificação da despesa por categoria econômica e elementos. e • 9. e 5º /6º dígitos: elemento de despesa.1.1. 2º dígito: grupo de natureza de despesa. 4. etc. 1º / 2º / 3º / 4º dígitos determinam uma ação. 71 16. 13. 4. Contribuição a organismos e/ou entidades nacionais ou internacionais. Componentes da Programação Financeira 4. 8 estabelece que os itens da discriminação da despesa mencionados no art. se for o caso. 1º / 2º / 3º / 4º dígitos determinam um programa. de forma regionalizada. é classificada em duas categorias econômicas. Contribuição patronal da União ao Regime de Previdência dos Servidores Públicos. Natureza de Despesa Os arts. reestruturação de carreiras e etc. ação sem dotação nos orçamentos da União. Indenizações financeiras (anistiados políticos. As metas físicas são indicadas em nível de subtítulo e agregadas segundo os respectivos projetos. a meta será regionalizada pela quantidade de crianças a serem vacinadas ou de vacinas empregadas em cada Estado. assim como a receita. 17. ainda que a campanha seja de âmbito nacional e a despesa paga de forma centralizada. 18. corresponde a uma ação não-orçamentária.

3.Outros Benefícios de Natureza Social 11 .Outras Despesas Correntes.x. ou diretamente para entidades privadas sem fins lucrativos e outras instituições. conforme discriminado a seguir: Tem por finalidade identificar os objetos de gasto. equipamentos e material permanente. 4 .2. 3 .4.yy.Outros Benefícios Assistenciais 09 .yy.Civil 15 .1.Juros sobre a Dívida por Contrato 22 .Outros Benefícios Previdenciários 06 .zz 4.2. Modalidade de Aplicação A modalidade de aplicação destina-se a indicar se os recursos serão aplicados mediante transferência financeira. 6 . amortização e outros que a administração pública utiliza para a consecução de seus fins.Auxílio-Fardamento 20 .Pessoal Militar 13 .Aposentadorias e Reformas 03 . Fundos e Entidades Integrantes dos Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social 99 . principalmente.Transferências a Estados e ao Distrito Federal 40 . 72 4. juros.Pessoal Militar 18 .Diárias .Salário-Família 10 .Vencimentos e Vantagens Fixas . inclusive a decorrente de descentralização orçamentária para outras esferas de Governo. 01 .Auxílio Financeiro a Pesquisadores 21 . tais como vencimentos e vantagens fixas.Encargos pela Honra de Avais.Transferências a Instituições Multigovernamentais 71 .Juros e Encargos da Dívida. diretamente. para a formação ou aquisição de um bem de capital.Encargos sobre Operações de Crédito por Antecipação da Receita 26 . diretamente pela unidade detentora do crédito orçamentário.2.Reserva de Contingência. serviços de terceiros prestados sob qualquer forma. 4.Outros Encargos sobre a Dívida por Contrato 23 . 20 .Outros Encargos sobre a Dívida Mobiliária 25 .Outras Despesas Variáveis .Benefício Mensal ao Deficiente e ao Idoso 07 .Outras Despesas Variáveis . Garantias.x. material de consumo.Despesas Correntes: classificam-se nessa categoria todas as despesas que não contribuem.Transferências a Instituições Privadas sem Fins Lucrativos 60 . ou.Auxílio Financeiro a Estudantes 19 .Obrigações Patronais 14 .2.Obrigações decorrentes de Política Monetária 27 . Elemento de Despesa BRASÍLIA/DF 1º Semestre de 2011 Página(s) Pag.Amortização da Dívida.Pessoal Civil 12 .Transferências a Consórcios Públicos 80 .zz (4).Despesas de Capital: classificam-se nessa categoria aquelas despesas que contribuem. Deságios e Descontos da Dívida Mobiliária 24 .1.Transferências a Municípios 50 . A modalidade de aplicação objetiva.ALUB CONCURSOS APOSTILA DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA CURSO PREPARATIVO PARA CONCURSOS Prof. 1 .Transferências a Instituições Privadas com Fins Lucrativos 70 . diretamente. então.A Definir 4.Transferências à União 30 . 5 . Marcelo Rux marcellorux@gmail.Contribuição a Entidades Fechadas de Previdência 08 .Inversões Financeiras.Diárias . auxílios.3.Aplicações Diretas 91 .Transferências ao Exterior 90 .Juros.Pessoal Civil 17 . e 9 . 2 . para a formação ou aquisição de um bem de capital.Militar 16 .Investimentos.Aplicação Direta Decorrente de Operação entre Órgãos. Seguros e Similares . ou por outro órgão ou entidade no âmbito do mesmo nível de Governo. seus órgãos ou entidades. Grupo de Natureza da Despesa É um agregador de elementos de despesa com as mesmas características quanto ao objeto de gasto.Contratação por Tempo Determinado 05 .1.com (3) . diárias.Pessoal e Encargos Sociais.Pensões 04 . eliminar a dupla contagem dos recursos transferidos ou descentralizados.Vencimentos e Vantagens Fixas . obras e instalações. subvenções sociais.

2.recursos não destinados à contrapartida.Constituição ou Aumento de Capital de Empresas 66 .contrapartida de doações.Auxílio-Alimentação 47 .Pessoa Jurídica 41 . para as doações de pessoas.Subvenções Sociais 45 .BIRD.Contribuições 42 .contrapartida – Banco Internacional para a Reconstrução eo Desenvolvimento .Despesas de Exercícios Anteriores 93 . e 5. 3 ou 4 e o IDOC com o número da respectiva operação de crédito.Outros Serviços de Terceiros .Premiações Culturais.Ressarcimento de Despesas de Pessoal Requisitado 99 .Serviços de Consultoria 36 .Auxílio-Transporte 51 .Indenização pela Execução de Trabalhos de Campo 96 .Correção Monetária ou Cambial da Dívida Mobiliária Resgatada 75 . Marcelo Rux marcellorux@gmail. 0. enquanto que. 73 73 . com ou sem contrapartida de recursos da União.Principal Corrigido da Dívida Contratual Refinanciado 81 .Outros Serviços de Terceiros . 1.Correção Monetária da Dívida de Operações de Crédito por Antecipação da Receita 76 .Aquisição de Títulos de Crédito 64 .contrapartida de outros empréstimos. Desportivas e Outras 32 .IDUSO Esse código vem completar a informação concernente à aplicação dos recursos e destina-se a indicar se os recursos compõem contrapartida nacional de empréstimos ou de doações ou destinam-se a outras aplicações. Nesse sentido.Aquisição de Imóveis 62 . . 4. Os gastos referentes à contrapartida de empréstimos serão programados com o Identificador de Uso – IDUSO – igual a 1. de entidades privadas nacionais e as destinas ao combate à fome.2.Correção Monetária ou Cambial da Dívida Contratual Resgatada 74 . Identificador de Doação e de Operação de Crédito IDOC O IDOC identifica as doações de entidades internacionais ou operações de crédito contratuais alocadas nas ações orçamentárias. Artísticas. 2.Concessão de Empréstimos e Financiamentos 67 .Indenizações e Restituições Trabalhistas 95 .Outras Despesas de Pessoal decorrentes de Contratos de Terceirização 35 .Auxílios 43 .Distribuição Constitucional ou Legal de Receitas 91 .Aquisição de Títulos Representativos de Capital já Integralizado 65 .Material de Consumo 31 .Sentenças Judiciais 92 .BID. juros e encargos contratuais para identificar a operação de crédito a que se referem os pagamentos.Equalização de Preços e Taxas 46 .Remuneração de Cotas de Fundos Autárquicos 30 . BRASÍLIA/DF 1º Semestre de 2011 Página(s) Pag.Pessoa Física 37 .3. Quando os recursos não se destinarem à contrapartida nem se referirem a doações internacionais ou operações de crédito. constando da lei orçamentária e de seus créditos adicionais.Passagens e Despesas com Locomoção 34 .Arrendamento Mercantil 39 .Principal Corrigido da Dívida Mobiliária Refinanciado 77 . deverá ser utilizado o IDOC 9999. O número do IDOC também será usado nas ações de pagamento de amortização.2.Material de Distribuição Gratuita 33 . para as contrapartidas de doações serão utilizados o IDUSO 5 e respectivo IDOC.Outros Auxílios Financeiros a Pessoas Físicas 49 .com 28 . Identificador de Uso . Científicas. 2.Aquisição de Produtos para Revenda 63 .contrapartida de empréstimos com enfoque setorial amplo.ALUB CONCURSOS APOSTILA DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA CURSO PREPARATIVO PARA CONCURSOS Prof.Indenizações e Restituições 94 .A Classificar 4. o IDOC será 9999. 3.Obrigações Tributárias e Contributivas 48 .Principal da Dívida Contratual Resgatado 72 .contrapartida – Banco Interamericano de Desenvolvimento .Depósitos Compulsórios 71 .Obras e Instalações 52 .Locação de Mão-de-Obra 38 .Principal da Dívida Mobiliária Resgatado 4.Equipamentos e Material Permanente 61 .

primária discricionária. de acordo com a metodologia de cálculo das necessidades de financiamento. 0 . 98. contraídos para atender a desequilíbrio orçamentário ou a financeiro de obras e serviços públicos. tem como finalidade auxiliar a apuração do resultado primário previsto na Lei de Diretrizes Orçamentárias devendo constar no Projeto de Lei Orçamentária Anual – PLOA e na respectiva Lei em todos os grupos de natureza da despesa. 2 . III .despesas constantes do orçamento de investimento das empresas estatais que não impactam o resultado primário. DÍVIDA PASSIVA Compreendem a chama da dívida passiva: a dívida flutuante e a dívida fundada ou consolidada. 115. II . excluídos os serviços da dívida. Dívida flutuante Lei 4320/64 Art. excluídos os serviços da dívida. Decreto 93872/86 Art . entre outros) não são contabilizados no cálculo do superávit primário. constante de Anexo específico da Lei Orçamentária Anual.financeira. Dívida Fundada ou Consolidada Lei 4320/64 Art. A dívida pública abrange a dívida flutuante e a dívida fundada ou consolidada. d) as operações de crédito por antecipação de receita. b) os serviços da dívida. assim consideradas aquelas não incluídas no anexo específico citado no item anterior.os depósitos. e) o papel-moeda ou moeda fiduciária. de caráter indicativo. identificando. Disposto na LDO. aquelas que constituem obrigações constitucionais ou legais da União e constem da Seção I do Anexo V da LDO.os débitos de tesouraria. Classificação da Despesa por Identificador de Resultado Primário O identificador de resultado primário. 3 . Decreto 93872/86 Art . A dívida flutuante compreende: I .ALUB CONCURSOS APOSTILA DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA CURSO PREPARATIVO PARA CONCURSOS Prof. débitos de tesouraria • Dívidas a ser paga em até 12 meses BRASÍLIA/DF 1º Semestre de 2011 Página(s) Pag.os serviços da dívida a pagar.despesas relativas ao Projeto Piloto de Investimentos Públicos – PPI. • Oriunda de despesa orçamentária: restos a pagar e serviços da dívida a pagar • Origem extra – orçamentária: depósitos de terceiros. inclusive consignações em folha. 74 Nenhuma ação poderá conter. c) os depósitos. Os investimentos governamentais ao Projeto Piloto de Investimentos Públicos . ou a financiamento de obras e . aeroportos.com 4. § 2º A dívida fundada ou consolidada compreende os compromissos de exigibilidade superior a 12 (doze) meses contraídos mediante emissão de títulos ou celebração de contratos para atender a desequilíbrio orçamentário.os restos a pagar. 115. assim entendidos: a) os restos a pagar. ou seja. cujo pagamento independe de autorização orçamentária. A divida fundada compreende os compromissos de exigibilidade superior a doze meses. cujo demonstrativo constará em anexo à Lei Orçamentária. Marcelo Rux marcellorux@gmail. estradas e ferrovias.4. 92. IV .primária obrigatória. 1 . § 1º A dívida flutuante compreende os compromissos exigíveis. simultaneamente. e 4 .PPI (gastos em infra-estrutura: portos. conforme o art. dotações destinadas a despesas financeiras e primárias.2.

e que dependam de autorização legislativa para amortização ou resgate. BRASÍLIA/DF 1º Semestre de 2011 Página(s) Pag. Marcelo Rux marcellorux@gmail. 75 .ALUB CONCURSOS APOSTILA DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA CURSO PREPARATIVO PARA CONCURSOS Prof.com serviços públicos.

todo o ingresso orçamentário constitui uma receita pública. Só passam pela fase de lançamento as receitas provenientes de tributos. O Código Tributário Nacional. É aquela proveniente das funções próprias do setor público enquanto agente arrecadador. de Serviços. Os ingressos orçamentários são aqueles pertencentes ao ente público arrecadados exclusivamente para aplicação em programas e ações governamentais. . c) identificar o sujeito passivo. isto é. ESTÁGIOS DAS RECEITAS Previsão É a estimativa do que se espera arrecadar durante o exercício. A Receita Pública Não-Efetiva é aquela em que os ingressos de disponibilidades de recursos não alteram a situação líquida patrimonial. estabelece que o lançamento compete privativamente à autoridade administrativa preenchendo as finalidades de: a) verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação.com RECEITA PÚBLICA Receita Pública é a soma de ingressos orçamentários (impostos. b) calcular o montante do tributo devido. conforme o caso.. operações de crédito. Dessa forma. 76 A Lei nº 4. Estes ingressos são denominados recursos de terceiros. geralmente através de estabelecimentos bancários oficiais ou privados. Industriais. É o caso. BRASÍLIA/DF 1º Semestre de 2011 Página(s) Pag. receitas derivadas. pois tem como finalidade atender às despesas públicas.320/64 regulamenta os ingressos de disponibilidades de todos os entes da federação classificando-os em dois grupos: orçamentários e extraorçamentários. d) propor a penalidade cabível. As receitas públicas constituem rendas do Estado e podem ser originárias ou derivadas. Ex. Conforme os efeitos produzidos ou não no Patrimônio Líquido. impostos. Outro conceito para Receitas Públicas são todos os ingressos de caráter não devolutivo auferidas pelo poder público para alocação e cobertura das despesas públicas. b) Receitas Derivadas: São aquelas obtidas pelo Estado mediante sua autoridade coercitiva. a Receita Pública pode ser efetiva e não-efetiva. Ex. que verifica a procedência do crédito fiscal e a pessoa que lhe é devedora e inscreve o débito desta”. É preciso destacar que algumas receitas não estão sujeitas a lançamento e ingressam diretamente no estágio arrecadação. Lançamento De acordo com artigo 53 da Lei nº 4. taxas. das receitas realizadas pelo lado empresarial do Estado. As receitas não-efetivas não partem da arrecadação. por exemplo. o Estado exige que o particular entregue uma determinada quantia na forma de tributos ou de multas. Têm caráter provisório. Agropecuárias. Ex: Patrimoniais.ALUB CONCURSOS APOSTILA DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA CURSO PREPARATIVO PARA CONCURSOS Prof. De acordo com os conceitos contábeis e orçamentários estabelecidos. e. Arrecadação O momento da arrecadação é aquele em que os contribuintes comparecem perante os agentes arrecadadores. A Receita Pública Efetiva é aquela em que os ingressos de disponibilidades de recursos não constituem obrigações correspondentes e por isto alteram a situação líquida patrimonial. Dessa forma. Estes ingressos são denominados Receita Pública. o lançamento da receita é assim definido: ". Os ingressos extra-orçamentários são aqueles pertencentes a terceiros arrecadados pelo ente público exclusivamente para fazer face às exigências contratuais pactuadas para posterior devolução. é o ato da repartição competente. a) Receitas Originárias: São aquelas que provêm do próprio patrimônio do Estado..320/1964. receita originária. contribuições e outras fontes de recursos) arrecadados para atender às despesas públicas. em seu artigo 142. a Receita Pública pode ou não provocar variação na situação patrimonial líquida. Marcelo Rux marcellorux@gmail.

56 e Decreto-lei nº 200/67. 74). Não é demais lembrar que artigo 56 da Lei nº 4. ordinário ou extraordinário e de natureza . Em decorrência dessa determinação diz-se que na contabilidade pública adota-se o regime de caixa para a classificação da receita. é que se pode dizer que os recursos estão disponíveis para a utilização pelos gestores financeiros. § 1º Para os fins deste decreto. devendo o seu produto ser obrigatoriamente recolhido à conta do Tesouro Nacional no Banco do Brasil S. Artigo n. (Decretolei nº 1. º 93. As regras dispondo sobre a unificação dos recursos do Tesouro Nacional em Conta Única foram estabelecidas inicialmente no decreto n. com a promulgação da Constituição. determinou ao Ministério da Fazenda que promovesse a unificação dos recursos movimentados pelo Tesouro Nacional. vedada qualquer fragmentação para criação de caixas especiais”. em nome da União. C. em conta específica.F. A lei 4. Só através do recolhimento. entende-se por receita da União todo e qualquer ingresso de caráter originário ou derivado.com BRASÍLIA/DF 1º Semestre de 2011 Página(s) Pag. Essa determinação legal foi cumprida em setembro de 1988. exercendo o Banco do Brasil a função de agente financeiro do Tesouro Nacional..755/79.320/1964. Marcelo Rux marcellorux@gmail. Tesouro Nacional. de 23 de dezembro de 1986. com o objetivo de obter maior economia operacional e racionalizar a execução da programação financeira de desembolso. A instituição da Conta Única possibilitou a racionalização da administração financeira. 77 devidamente credenciados. Art 2º A arrecadação de todas as receitas da União far-se-á na forma disciplinada pelo Ministério da Fazenda. 1º). Recolhimento Caracteriza-se pela entrega do produto da arrecadação efetuado pelos agentes arrecadadores diretamente ao caixa da União. em seu artigo 35. art. estabelece que pertencem ao exercício financeiro as receitas nele arrecadadas. ao promover a organização da Administração Federal e estabelecer diretrizes para a Reforma Administrativa.872.)”.320/1964. quando todas as disponibilidades do Tesouro Nacional. reduzindo a pressão sobre o caixa do Tesouro. º 164 §3. em uma conta única centralizada.. art. de 25 de fevereiro de 1967. “As disponibilidades de caixa da União serão depositadas no banco central (.320/1964 estabelece que "o recolhimento de todas as receitas far-se-á em estrita observância ao princípio de unidade de tesouraria. existentes nos agentes financeiros.A. a fim de liquidarem suas obrigações para com o Estado. foram transferidas para o Banco Central do Brasil.ALUB CONCURSOS APOSTILA DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA CURSO PREPARATIVO PARA CONCURSOS Prof. nos seguintes termos: “CAPÍTULO I Da Unificação dos Recursos de Caixa do Tesouro Nacional Art 1º A realização da receita e da despesa da União far-se-á por via bancária. em estrita observância ao princípio de unidade de caixa (Lei nº 4. art. Conta única do Tesouro Nacional O Decreto-Lei 200. além de agilizar os processos de transferência de recursos e os pagamentos a terceiros. através de sua Caixa junto ao agente financeiro da União.

§ 1º. parágrafo único do art. ser depositados no Banco do Brasil S. observados os prazos e condições estabelecidos na legislação específica (Decreto-lei nº 1. destinadas aos Estados. 2º). deduzidas as parcelas ou cotas -partes dos recursos tributários e de contribuições.170-36. 92). Art 4º (Revogado pelo pelo § 3º artigo 164 da CF) § 3º Em casos excepcionais e para fins específicos.SIAFI.2001. de 23.. Parágrafo único. obedecidas as normas reguladas neste decreto. ao Distrito Federal. aos Territórios e aos Municípios. ou na Caixa Econômica Federal. bem assim os percentuais de distribuição ou índices de rateio definidos pelos órgãos federais competentes. 164 da CF/1988) Art 3º Os recursos de caixa do Tesouro Nacional compreendem o produto das receitas da União. produzido ou realizado direta ou indiretamente pelos órgãos competentes. .08.805/80. § 3º (revogado pelo § 3º Art. na forma regulamentada pelo Poder Executivo. serão depositados e movimentados exclusivamente por intermédio dos mecanismos da conta única do Tesouro Nacional. será feito mediante saques contra a conta do Tesouro Nacional (Decreto-lei nº 200/67. O Banco do Brasil S.” BRASÍLIA/DF 1º Semestre de 2011 Página(s) Pag. Nos casos em que características operacionais específicas não permitam a movimentação financeira pelo sistema de caixa único do Tesouro Nacional.com orçamentária ou extra-orçamentária. Parágrafo único. Art 5º O pagamento da despesa.A. 78 A conta única do Tesouro Nacional mantida no Banco Central constitui a unificação de todas as disponibilidades financeiras das unidades gestoras do governo federal participantes do Sistema Integrado de Administração Financeira . do art. que tenha sido decorrente.A. excepcionalmente. Marcelo Rux marcellorux@gmail. de 14.1998.. inclusive fundos por elas administrados. as disponibilidades das Autarquias. § 2º Caberá ao Ministério da Fazenda a apuração e a classificação da receita arrecadada. na forma das disposições constitucionais vigentes. com vistas à sua destinação constitucional. o Ministro da Fazenda poderá autorizar o levantamento da restrição estabelecida no caput deste artigo. Fundos e Fundações públicas passaram obrigatoriamente a ser movimentados sob os mecanismos da conta única. .782.ALUB CONCURSOS APOSTILA DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA CURSO PREPARATIVO PARA CONCURSOS Prof. a critério do Ministro de Estado da Fazenda. os recursos poderão. Art. seja geral ou vinculado. A partir da edição da Medida Provisória nº 1. 1º Os recursos financeiros de todas as fontes de receitas da União e de suas autarquias e fundações públicas. fará o crédito em conta dos beneficiários mencionados neste artigo tendo em vista a apuração e a classificação da receita arrecadada.12. atual MP 2..

735.ALUB CONCURSOS APOSTILA DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA CURSO PREPARATIVO PARA CONCURSOS Prof. é um fato de natureza orçamentária e que não altera o patrimônio líquido.1979) § 2º . multa de qualquer origem ou natureza.735. aval ou outra garantia. o que é feito por meio de portaria de classificação orçamentária por natureza de receita. (Parágrafo incluído pelo Decreto Lei nº 1. a partir da conversão. na data da inscrição da Dívida Ativa. às páginas 42 e 43. para compra. e o art. laudêmios. tais como os provenientes de empréstimos compulsórios. em registro próprio. serão escriturados como receita do exercício em que forem arrecadados. bem assim os créditos decorrentes de obrigações em moeda estrangeira. de 11 de dezembro de 1978.12. A classificação da receita por natureza busca a melhor identificação da origem do recurso segundo seu fato gerador. Face à necessidade de constante atualização e melhor identificação dos ingressos aos cofres públicos.orçamentária. à multa e juros de mora e ao encargo de que tratam o art. Já o recebimento da dívida ativa. bem como no Ementário de Classificação das Receitas Orçamentárias. fiança. alugueis ou taxas de ocupação. no âmbito da União.Os créditos de que trata este artigo. de 21 de outubro de 1969.1979) § 4º . 39. à sua falta. de 2006. Natureza da Receita Cabe à Secretaria de Orçamento Federal/MP o detalhamento da classificação da receita a ser utilizado. foros. Marcelo Rux marcellorux@gmail.025. de 20.12. O sistema de classificação de receitas obedecia a seguinte codificação: 1. o .12.735. provoca uma redução no patrimônio líquido representada por uma conta de variação patrimonial diminutiva. conforme consta no Manual Técnico do Orçamento – MTO. de subrogação de hipoteca.735. na data da notificação ou intimação do devedor. 79 § 3º .1979) BRASÍLIA/DF 1º Semestre de 2011 Página(s) Pag. após apurada a sua liquidez e certeza. pela autoridade administrativa. e a respectiva receita será escriturada a esse título. de 20. de 20. exceto as tributárias. de contratos em geral ou de outras obrigações legais.O cancelamento da dívida ativa . (Parágrafo incluído pelo Decreto Lei nº 1. na forma da legislação própria. de acordo com preceitos legais pertinentes aos débitos tributários. exigíveis pelo transcurso do prazo para pagamento.A receita da Dívida Ativa abrange os créditos mencionados nos parágrafos anteriores. Os créditos da Fazenda Pública. (Redação dada pelo Decreto Lei nº 1. de natureza tributária ou não tributária. e Dívida Ativa não Tributária são os demais créditos da Fazenda Pública.1979) § 1º . ou. que formam o código identificador da natureza de receita. (Parágrafo incluído pelo Decreto Lei nº 1. de 20. bem como os valores correspondentes à respectiva atualização monetária.12. 1º do Decreto-lei nº 1. indenizações. (Parágrafo incluído pelo Decreto Lei nº 1.O valor do crédito da Fazenda Nacional em moeda estrangeira será convertido ao correspondente valor na moeda nacional à taxa cambial oficial. preços de serviços prestados por estabelecimentos públicos. nas respectivas rubricas orçamentárias. restituições. de 20.1979) A inscrição da dívida é um fato de natureza extraorçamentária e provoca um aumento no patrimônio líquido representado por uma conta de variação patrimonial aumentativa. 3º do Decreto-lei nº 1. contribuições estabelecidas em lei. esquema inicial de classificação foi desdobrado em seis níveis. como Dívida Ativa.12. incidindo.Dívida Ativa Tributária é o crédito da Fazenda Pública dessa natureza. custas processuais. a atualização monetária e os juros de mora.1979) § 5º . serão inscritos. (Parágrafo incluído pelo Decreto Lei nº 1. de 20.645. alcances dos responsáveis definitivamente julgados.com DÍVIDA ATIVA Art. que também é um fato de natureza extra.735. proveniente de obrigação legal relativa a tributos e respectivos adicionais e multas.735.12.A Dívida Ativa da União será apurada e inscrita na Procuradoria da Fazenda Nacional. reposições.

destinados a atender despesas classificáveis em Despesas de Capital e. Os códigos da origem para as receitas correntes e de capital são respectivamente: Receitas Correntes 1.939. Transferências de Capital 5. Origem A origem refere-se ao detalhamento da classificação econômica das receitas. 1. . com os seguintes códigos: 1. como as derivadas de aplicações no mercado financeiro ou da rolagem e emissão de títulos públicos. e as demais receitas que não se enquadram nos itens anteriores – Outras Receitas Correntes. e 2. apurado na demonstração a que se refere o Anexo nº 1 da Lei nº 4. Receita de Serviços 7. passou-se a denominar como Receitas Financeiras aquelas receitas que não são consideradas na apuração do resultado primário.Tributária e de Contribuições. o Superávit do Orçamento Corrente. não constituirá item de receita orçamentária. Receitas de Capital: de acordo com o art. oriundo de acordos com o Fundo Monetário Internacional . Receita de Contribuições 3. as provenientes de recursos financeiros recebidos de outras pessoas de direito público ou privado. em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir. que não constitua sanção de ato ilícito. Desse modo. são as provenientes da realização de recursos financeiros oriundos de constituição de dívidas. da exploração de atividades econômicas Agropecuária. a mesma foi substituída pela codificação a seguir: Observa-se que esta atual classificação substitui a anterior com relação aos itens Y e Z. em que esses eram classificados como fonte e subfonte. Receita Agropecuária 5. Amortização de Empréstimos 4.320. de bens e direitos. da exploração de seu patrimônio – Patrimonial. A mudança da atual nomenclatura (de “fonte” para “origem”) deveu-se à imprecisão do conceito existente entre a fonte a que se refere esse classificador de receitas e a fonte 1. de 20 de maio de 1982.2.ALUB CONCURSOS APOSTILA DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA CURSO PREPARATIVO PARA CONCURSOS Prof. Categoria Econômica da Receita A receita é classificada em duas categorias econômicas. instituída em lei e cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada. 11. Receita Patrimonial 4. O Superávit do Orçamento Corrente relacionada com o financiamento das despesas constantes da programação orçamentária. ainda. respectivamente. de 17 de março de 1964.1. Industrial e de Serviços.320. Receitas Correntes: classifica-se nessa categoria aquelas receitas oriundas do poder impositivo do Estado . O conceito de Receita Financeira surgiu com a adoção pelo Brasil da metodologia de apuração do resultado primário. Transferências Correntes 9.com Com a finalidade de melhorar o entendimento dessa codificação. em espécie. Receita Tributária 2. de 1964. Outras Receitas de Capital Receita Tributária o De acordo com o art 3 do Código Tributário Nacional (CTN) tributo é toda prestação pecuniária compulsória. Operações de Crédito 2. Receita Industrial 6. com redação dada pelo Decreto-Lei nº 1. Cabe ainda destacar a distinção entre Receita de Capital e Receita Financeira. ao detalhamento das receitas correntes e de capital de acordo com a Lei nº 4. os recursos recebidos de outras pessoas de direito público ou privado. ou seja. da conversão. Outras Receitas Correntes Receitas de Capital BRASÍLIA/DF 1º Semestre de 2011 Página(s) Pag. Marcelo Rux marcellorux@gmail.FMI. Alienação de Bens 3.320/64. 80 CORES RUBRAS C ategoria Econômica OR igem ES pécie RUBR ica A línea S ubalínea resultante do balanceamento dos totais das receitas e despesas correntes. 1. quando destinadas a atender despesas classificáveis em Despesas Correntes – Transferências Correntes. § 2º da Lei nº 4.

a contribuição de melhoria cobrada pela União. As contribuições fiscais são arrecadadas para utilização em fins específicos. Receita Patrimonial . Sesi. que compreende a previdência social. PIS/PASEP. a saúde e a assistência social. sua cobrança só pode ser feita com a utilização efetiva e deve ser proporcional à utilização e não estão sujeitas aos princípios tributários. e álcool combustível.ALUB CONCURSOS APOSTILA DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA CURSO PREPARATIVO PARA CONCURSOS Prof. são instituídos por lei complementar nas seguintes condições: calamidade pública. contribuições do Sistema S. ou a utilização. pelo Distrito Federal ou pelos Municípios. decorrem da autonomia da vontade. Taxas De acordo com o art. temos a CIDEcombustíveis. Sua arrecadação também é vinculada ao custeio da iluminação pública. Conselhos Regionais de Odontologia. Senat. Empréstimos Compulsórios De acordo com a CF. pelos Estados. Estados. As contribuições sociais são destinadas ao custeio da seguridade social. Já as contribuições parafiscais ou especiais são arrecadas pela administração fiscal para órgãos de representação e defesa de interesses profissionais. cuja competência para instituição é exclusiva dos municípios e do Distrito Federal e cujo fato gerador é vinculado à prestação do serviço de iluminação pública. As taxas são tributos vinculados. surgiu uma nova contribuição definida no art. podendo ser administradas por entidades governamentais ou não governamentais e não estão previstas no CTN. são tributos de arrecadação vinculada. entre outros). Como exemplo. As taxas são cobradas coercitivamente. Podem ser vinculados ou não-vinculados. Cabe destacar a diferença entre taxa e preço público ou tarifa. ou seja. de intervenção no domínio econômico e de interesse de categorias profissionais. 81 estabelecida pela lei complementar que o institua. São tributos vinculados. e investimento público de caráter urgente e relevante interesse nacional. no âmbito de suas respectivas atribuições. 149-A. Como exemplo de contribuições parafiscais temos as do Sistema S (Senar. São de competência exclusiva da União. ou seja. mas uma atividade ou situação econômica do contribuinte. é instituída para fazer face aos custos de obras públicas que decorra valorização imobiliária. salário-educação. dependendo da hipótese de incidência BRASÍLIA/DF 1º Semestre de 2011 Página(s) Pag. Sest. As contribuições de interesse de categorias profissionais ou econômicas são de competência exclusiva da União. 81 do CTN. os empréstimos compulsórios. São exemplos de contribuições sociais: contribuições previstas no art. o regime jurídico adotado e o de direito público. de direito privado. pois a aplicação dos recursos obtidos deve estar vinculada á despeça que fundamentou sua instituição. gás natural e seus derivados. As contribuições de intervenção no domínio econômico são resultantes de uma atuação estatal exercida em favor de determinado grupo ou coletividade. etc. Os impostos são tributos nãovinculados. sem qualquer exceção. Senai. 16 do CTN. de acordo com o art. As contribuições ainda podem ser divididas em sociais. pelo Distrito Federal e pelos Municípios. como é o caso da CPMF. Senac. podendo ser cobradas também pela utilização potencial do serviço e sua cobrança não precisa ser proporcional à utilização. COFINS. tendo como limite total a despesa realizada e como limite individual o acréscimo de valor que da obra resultar para cada imóvel beneficiado. Impostos Os impostos. Entretanto. o fato gerador não é uma atividade do Estado. têm como fato gerador o exercício regular do poder de polícia. prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição. 77 do CTN. taxas e contribuições de melhoria) e pelos empréstimos compulsórios. se sujeitam aos princípios tributários. sem exceção. As tarifas utilizam o regime jurídico contratual. guerra externa ou sua iminência. são tributos cuja obrigação tem por fato gerador uma situação independente de qualquer atividade estatal específica relativa ao contribuinte. de serviço público específico e divisível. e sua arrecadação é destinada aos órgãos representativos de categorias profissionais legalmente regulamentadas ou órgãos de defesa de interesse de empregadores ou empregados. as taxas cobradas pela União. admitem rescisão. no âmbito de suas respectivas atribuições. Receita de Contribuições As contribuições arrecadadas pelo poder público podem ser divididas em fiscais e parafiscais. etc. que incide sobre a importação ou comercialização de petróleo e seus derivados. previdência social e Fundo de Combate à Pobreza. cujo produto da arrecadação é destinado à saúde. efetiva ou potencial. são cobrados pelo poder público sem um fim específico definido como contrapartida. 195 da CF. Sebrae. Como exemplo.com As receitas tributárias (receita derivada) são compostas pelas receitas definidas como tributos pelo CTN (impostos. sem qualquer exceção. temos as contribuições dos Conselhos Regionais de Economia. A partir da emenda no 39/2002. Marcelo Rux marcellorux@gmail. tributos de competência privativa da União. da CF: a contribuição de iluminação pública. Contribuições de Melhoria Segundo o art. pois o fato gerador é uma atividade estatal específica.

1. por exemplo. portuários. mas que são considerados receitas de capital. Outras Receitas Correntes São recursos provenientes de outras origens não classificáveis em nenhuma das categorias expostas acima. de saúde. mas sim à classificação adotada pela SOF/STN (classificação discricionária).ALUB CONCURSOS APOSTILA DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA CURSO PREPARATIVO PARA CONCURSOS Prof. A rubrica é o nível que detalha a espécie com maior precisão. especificando a origem dos recursos financeiros. Marcelo Rux marcellorux@gmail. pela entrada do recurso financeiro. o qual recebe o registro de valor. Transferências de Capital Transferências de capital são receitas provenientes de outros órgãos ou entidades.6. No caso dos tributos. Outras Receitas de Capital São recursos provenientes de outras origens não classificáveis em nenhuma das categorias expostas acima. Alínea A alínea é o nível que apresenta o nome da receita propriamente dita e que recebe o registro pela entrada de recursos financeiros. Receita de Serviços A receita de serviço é advinda da prestação de serviços de transporte. Receita Agropecuária A receita agropecuária é oriunda de produtos de origem vegetal. Espécie A espécie constitui um maior detalhamento da categoria anterior (origem). de 1964. sendo proveniente de receitas imobiliárias (aluguéis. de fiscalização. Transferências Correntes Transferências correntes são receitas provenientes de outros órgãos ou entidades. Alienação de Bens É a receita de capital proveniente da alienação de bens e direitos do ativo permanente. financeiros. de transportes. Agrega determinadas receitas com características próprias e semelhantes entre si. quando houver necessidade de maior detalhamento da alínea. 1. 1. A mudança da atual nomenclatura (de “subfonte” para “espécie”) deveu-se também à imprecisão daquele conceito. de construção civil. arrendamentos.com A receita patrimonial é uma receita originária relacionada ao resultado financeiro oriundo da exploração do patrimônio poder público. de comunicação. Essa classificação não está relacionada à Lei nº 4. etc). rendimentos de aplicações financeiras. entre outros. judiciários. taxas de ocupação de imóveis. animal e derivados.7. que são transferidos a entidade recebedora e utilizados em despesas correntes. Amortização de Empréstimos BRASÍLIA/DF 1º Semestre de 2011 Página(s) Pag. Subalínea A subalínea constitui o nível mais analítico da receita. uma vez que alguns entendiam que se tratava de especificação das fontes de recursos relacionadas ao financiamento das despesas constantes da programação orçamentária. que são transferidos a entidade recebedora. da pecuária. a espécie relaciona os tipos de tributos previstos na Constituição Federal. etc. Receita Industrial É a receita proveniente da venda de mercadorias ou serviços relacionados a atividades industriais. como. isto é. de extração mineral. entre outros).5. desde que sejam utilizados em despesas de capital. mas que são considerados receitas correntes.320. receitas de valores mobiliários (juros. comerciais. 82 Amortização de empréstimos corresponde aos recursos obtidos através de recebimento de parcelas de empréstimos ou financiamentos concedidos. receitas advindas de produtos agrícolas. de transformação. etc) e receitas de concessões e permissões (outorga de serviços de telecomunicações. Operações de Crédito As operações de crédito são recursos oriundos da venda de títulos públicos ou contratação de financiamentos e empréstimos junto a outras entidades públicas ou privadas. criação de animais de pequeno porte e das atividades de transformação ou beneficiamento de produtos agropecuários. de inspeção.3. Exemplo de Natureza da Receita . 1. etc.

ALUB CONCURSOS APOSTILA DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA CURSO PREPARATIVO PARA CONCURSOS Prof. Marcelo Rux marcellorux@gmail. 83 .com BRASÍLIA/DF 1º Semestre de 2011 Página(s) Pag.

poderão ocorrer eventualidades (excepcionalidades) que terão de ser atendidas. respeitados os valores de cada natureza. • nos outros serviços e compras em geral. O limite máximo para a concessão de suprimento por meio do Cartão de Pagamento do Governo Federal. não possa subordinar-se ao processo normal de execução de despesas. assim entendidas aquelas cujo valor.648/98. Lei 8.666/93. e • para atender despesas de pequeno vulto. não podendo aguardar o processo normal (procedimento licitatório). de maneira rápida. será de 1% (um por cento) do valor estabelecido na alínea “a” (convite) do inciso “II” do artigo 23. alterada pela Lei 9.648/98. Porém. De acordo com o artigo 45 do decreto nº 93872/1986. será o correspondente a 10% (dez por cento) do valor estabelecido na alínea “a” (convite) do inciso “II” do artigo 23. • quando a despesa deva ser feita em caráter sigiloso.648/98. em cada caso.666/93. que exijam pronto pagamento em espécie. Marcelo Rux marcellorux@gmail. e que a critério do Ordenador de Despesas.666/93. alterada pela Lei 9.com BRASÍLIA/DF 1º Semestre de 2011 Página(s) Pag. e houver a necessidade de atendê-la.ALUB CONCURSOS APOSTILA DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA CURSO PREPARATIVO PARA CONCURSOS Prof. será o correspondente a 1% (um por cento) do valor estabelecido na alínea “a” do inciso “I”(convite) do artigo 23. 84 SUPRIMENTO DE FUNDOS Em face da necessidade de se haver um efetivo planejamento quanto à gestão pública dos recursos diante das demandas surgidas. O Suprimento de Fundos consiste na entrega de numerário a servidor. o suprimento de fundos poderá ser utilizado nas seguintes situações: • para atender despesas eventuais. como em muitas vezes não se pode imaginar todas as possibilidades dessas demandas. alterada pela Lei 9.648/98. conforme se classificar em regulamento. Ao ocorrer uma eventualidade. desde que precedidos dos empenhos nas dotações respectivas. da Lei 8. alterada pela Lei 9. O limite máximo para realização por despesa de pequeno vulto em cada NOTA FISCAL/FATURA/RECIBO/ CUPOM FISCAL: • na execução de obras e serviços de engenharia. inclusive em viagem e com serviços especiais. planejar é preciso. • para outros serviços e compras em geral. Lei 8. quando se tratar de despesa de pequeno vulto: • para obras e serviços de engenharia será o correspondente a 10% (dez por cento) do valor estabelecido na alínea “a” (convite) do inciso “I” do artigo 23. da Lei 8.666/93. uma das possibilidades é atendê-la por meio de um procedimento denominado concessão de suprimento de fundos. O limite máximo para a concessão de suprimento por meio de conta-corrente. sempre precedida de prévio empenho na dotação própria à despesa a realizar. não ultrapassar limite estabelecido em Portaria do Ministro da Fazenda. Os valores de um suprimento de fundos entregues ao suprido poderão relacionar-se a mais de uma natureza de despesa. quando se tratar de despesa de pequeno vulto: • para obras e serviços de engenharia será o correspondente a 5% (cinco por cento) do valor estabelecido . e sob sua inteira responsabilidade. uma vez que o seu não-atendimento poderá ocasionar prejuízos ou conseqüências desastrosas à Administração.

A proposta de concessão de suprimento de fundos deverá conter: • a finalidade. A concessão de SF deverá ocorrer por meio do Cartão de Pagamento do Governo Federal.666/93.000.25% (vinte e cinco centésimos por cento) do valor estabelecido na alínea “a” do inciso “I” (convite) do artigo 23.com BRASÍLIA/DF 1º Semestre de 2011 Página(s) Pag. poderá ocorrer por meio de depósito em conta corrente ou por posse de valor em espécie. para adequação dos valores constantes dos limites máximos para realização de despesa de pequeno vulto em cada NOTAFISCAL/ FATURA/ RECIBO/CUPOM FISCAL. será de 0.00 Compras e serviços R$ 8. Lei 8.666/93.500. Limite máximo para concessão de SF CARTÃO DE PAGAMENTO CONTA-CORRENTE Limite de concessão Obras e serviços de engenharia R$ 15.00 Compras e serviços R$ 800.000. será o correspondente a 0. alterada pela Lei 9. da Lei 8.25% (vinte e cinco centésimos por cento) do valor estabelecido na alínea “a” (convite) do inciso “II” do artigo 23. quando for o caso.00  vedado o fracionamento de despesa ou do documento comprobatório.00 Limite de despesa por NF Obras e serviços de engenharia R$ 1.648/98. da Lei 8. alterada pela Lei 9.ALUB CONCURSOS APOSTILA DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA CURSO PREPARATIVO PARA CONCURSOS Prof.  Excepcionalmente.500. A importância aplicada até 31 de dezembro será comprovada até 15 de janeiro seguinte. • a especificação da ND . sem prejuízo das providências administrativas para apuração das responsabilidades.00 R$ 375.648/98. 85 na alínea “a” (convite) do inciso “I” do artigo 23. alterada pela Lei 9. Marcelo Rux marcellorux@gmail. e • indicação do valor total e por cada natureza de despesa.666/93. indicando fundamento normativo.00 R$ 7. Lei 8.648/98. O servidor que receber Suprimento de Fundos é obrigado a prestar contas de sua aplicação. não podendo em hipótese alguma ultrapassar os limites estabelecidos quando se tratar de despesas de pequeno vulto. será o correspondente a 5%(cinco por cento) do valor estabelecido na alínea “a” (convite) do inciso “II” do artigo 23. procedendo .648/98. • nos outros serviços e compras em geral. A comprovação das despesas realizadas deverá estar devidamente atestada por outro servidor que tenha conhecimento das condições em que estas foram .00 R$ 4.  O valor do Suprimento de Fundos inclui os valores referentes às Obrigações Tributárias e de Contribuições. O limite máximo para realização de despesa de pequeno vulto em cada NOTA FISCAL/FATURA/RECIBO/ CUPOM FISCAL: • na execução de obras e serviços de engenharia.000. • a justificativa da excepcionalidade da despesa por suprimento de fundos. desde que caracterizada a necessidade em despacho fundamentado. onde comprovadamente não for possível a utilização do cartão. • para outros serviços e compras em geral. automaticamente. à tomada de contas se não o fizer no prazo assinalado pelo Ordenador de Despesa. a critério da autoridade de nível ministerial.se. Excepcionalmente.00 R$ 200. poderão ser concedidos suprimentos de fundos em valores superiores aos fixados com os limites máximos.666/93.Natureza da Despesa e do PI – Plano Interno. alterada pela Lei 9.

86 efetuadas. liquidação e pagamento.  a servidor que tenha a seu cargo a guarda ou a utilização do material a adquirir. esgotado o prazo.  A concessão de suprimento de fundos deverá respeitar os estágios da despesa pública: empenho. não tenha prestado contas de sua aplicação. .com BRASÍLIA/DF 1º Semestre de 2011 Página(s) Pag.  vedada a aquisição de material permanente por suprimento de fundos. falta ou má aplicação dos recursos recebidos. Marcelo Rux marcellorux@gmail. Não se concederá suprimento de fundos:  a responsável por dois suprimentos. Obs: o suprimento somente pode ser concedido a servidor público. salvo quando não houver na repartição outro servidor. nunca a terceirizado ou estagiário. em nome do órgão emissor do empenho.  a servidor declarado em alcance. em comprovante original cuja emissão tenha ocorrido em data igual ou posterior a de entrega do numerário e compreendida dentro do período fixado ara aplicação.  a responsável por suprimento de fundos que. desfalque. entendido como tal o que não prestou contas no prazo regulamentar ou o que teve suas contas recusadas ou impugnadas em virtude de desvio.ALUB CONCURSOS APOSTILA DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA CURSO PREPARATIVO PARA CONCURSOS Prof.

inviabilizando o uso das informações para fins gerenciais. Financeiras e Patrimoniais. 87 SIAFI A História do Siafi Até o exercício de 1986. implantando-o em janeiro de 1987. . identificou a necessidade de informações que Objetivos O SIAFI é o principal instrumento utilizado para registro. Hoje o Governo Federal tem uma Conta Única para gerir. o SIAFI tem alcançado satisfatoriamente seus principais objetivos : a) prover mecanismos adequados ao controle diário da execução orçamentária. confiáveis e precisas para todos os níveis da Administração. em 10 de março de 1986. o Governo Federal convivia com uma série de problemas de natureza administrativa que dificultavam a adequada gestão dos recursos públicos e a preparação do orçamento unificado. • Inconsistência dos dados utilizados em razão da diversidade de fontes de informações e das várias interpretações sobre cada conceito. o Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal – SIAFI em menos de um ano. • Falta de informações gerenciais em todos os níveis da Administração Pública e utilização da Contabilidade como mero instrumento de registros formais. O primeiro passo para isso foi dado com a criação da Secretaria do Tesouro Nacional .com BRASÍLIA/DF 1º Semestre de 2011 Página(s) Pag. Exemplo: Conta Bancária para Material Permanente. A STN. para suprir o Governo Federal de um instrumento moderno e eficaz no controle e acompanhamento dos gastos públicos. • Defasagem na escrituração contábil de pelo menos. os controles de disponibilidades orçamentárias e financeiras eram exercidos sobre registros manuais. Marcelo Rux marcellorux@gmail. de gerenciais. otimizando a utilização dos recursos do Tesouro Nacional. através da unificação dos recursos de caixa do Governo Federal. financeira e patrimonial do Governo Federal. Dessa forma.STN. os problemas de administração dos recursos públicos que apontamos acima ficaram solucionados. conta bancária para Material de Consumo. em conjunto com o SERPRO. decorrente da existência de inúmeras contas bancárias. c) permitir que a contabilidade pública seja fonte segura e tempestiva de informações gerenciais destinadas a todos os níveis da Administração Pública Federal. Desse modo. por sua vez. tendo sido essas informações qualificadas. acompanhar e controlar com eficiência e eficácia a correta utilização dos recursos da União. Em cada Unidade havia uma conta bancária para cada despesa. que integrasse os sistemas de programação financeira. • Despreparo técnico de parte do funcionalismo público. financeira e patrimonial aos órgãos da Administração Pública. • Inexistência de mecanismos eficientes que pudessem evitar o desvio de recursos públicos e permitissem a atribuição de responsabilidades aos maus gestores. para auxiliar o Ministério da Fazenda na execução de um orçamento unificado a partir do exercício seguinte. de execução orçamentária e de controle interno do Poder Executivo e que pudesse fornecer informações gerenciais. • Estoque ocioso de moeda dificultando a administração de caixa. Com o SIAFI. comprometendo o processo de tomada de decisões. • Emprego de métodos rudimentares e inadequados de trabalho. optou-se pelo desenvolvimento e implantação de um sistema informatizado. que desconhecia técnicas mais modernas de administração financeira e ainda concebia a contabilidade como mera ferramenta para o atendimento de aspectos formais da gestão dos recursos públicos. A solução desses problemas representava um verdadeiro desafio à época para o Governo Federal. onde.ALUB CONCURSOS APOSTILA DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA CURSO PREPARATIVO PARA CONCURSOS Prof. a STN definiu e desenvolveu. Trata-se de uma ferramenta poderosa para executar.. Conta bancária para Pessoal. à época. que passaria a vigorar em 1987 : permitissem aos gestores agilizar o processo decisório. etc. de onde todas as saídas de dinheiro ocorrem com o registro de sua aplicação e do servidor público que a efetuou. na maioria dos casos. Desde sua criação. b) fornecer meios para agilizar a programação financeira. no âmbito do Governo Federal. acompanhamento e controle da execução orçamentária. 45 dias entre o encerramento do mês e o levantamento das demonstrações Orçamentárias.

pois na democracia o cidadão é o grande acionista do estado. bem como o das transferências negociadas. g) integrar e compatibilizar as informações no âmbito do Governo Federal. no momento do pagamento. • Finanças : agilização da programação financeira. que vários países.000 que hoje estão cadastrados e executam seus gastos através do sistema de forma “on-line”. Sua performance transcendeu de tal forma as fronteiras brasileiras e despertou a atenção no cenário nacional e internacional. e • Fim da multiplicidade de contas bancárias : os números da época indicavam 3. Veja os ganhos que a implantação do SIAFI trouxe para a Administração Pública Federal : • Contabilidade : o gestor ganha tempestividade na informação. no máximo. f) permitir o controle da dívida interna e externa. • Orçamento : a execução orçamentária passou a ser realizada tempestivamente e com transparência. Vantagens O SIAFI representou tão grande avanço para a contabilidade pública da União que ele é hoje reconhecido no mundo inteiro e recomendado inclusive pelo Fundo Monetário Internacional. constatou-se que existiam em torno de 12.700 contas bancárias e o registro de aproximadamente 9. Com a implantação do SIAFI. o SIAFI apresenta inúmeras vantagens que o distinguem de outros sistemas em uso no âmbito do Governo Federal : . além de alguns organismos internacionais. com o propósito de absorver tecnologia para a implantação de sistemas similares. • Auditoria : facilidade na apuração de irregularidades com o dinheiro público. completamente integrada a execução patrimonial e financeira. Hoje a história é outra. • Desconto na fonte de impostos : hoje. otimizando a utilização dos recursos do Tesouro Nacional.000 documentos diariamente.800 gestores. por meio da unificação dos recursos de caixa do Governo Federal na Conta Única no Banco Central. e i) proporcionar a transparência dos gastos do Governo Federal.000 contas bancárias e se registravam em média 33. têm enviado delegações à Secretaria do Tesouro Nacional. Hoje. Marcelo Rux marcellorux@gmail. • Visão clara de quantos e quais são os gestores que executam o orçamento : os números da época da implantação do SIAFI indicavam a existência de aproximadamente 1. 98% dos pagamentos são identificados de modo instantâneo na Conta Única e 2% deles com uma defasagem de. e) permitir o registro contábil dos balancetes dos estados e municípios e de suas supervisionadas.com BRASÍLIA/DF 1º Semestre de 2011 Página(s) Pag. A prática da época era tratar essas despesas como “assunto sigiloso”. já é recolhido o imposto devido. h) permitir o acompanhamento e a avaliação do uso dos recursos públicos. eram mais de 4. 88 d) padronizar métodos e rotinas de trabalho relativas à gestão dos recursos públicos. Na verdade. Além de tudo isso.000 documentos por dia. • Transparência : poucas pessoas tinham acesso às informações sobre as despesas do Governo Federal antes do advento do SIAFI.ALUB CONCURSOS APOSTILA DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA CURSO PREPARATIVO PARA CONCURSOS Prof. sem implicar rigidez ou restrição a essa atividade. qualidade e precisão em seu trabalho. uma vez que ele permanece sob total controle do ordenador de despesa de cada unidade gestora. cinco dias.

simplificação. desde entrada de dados até consultas. patrimonial e contábil dos órgãos da Administração Pública Direta federal.ALUB CONCURSOS APOSTILA DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA CURSO PREPARATIVO PARA CONCURSOS Prof. é que garante o acesso ao sistema às quase 17. a título de . o que permite a padronização de métodos e rotinas de trabalho. Marcelo Rux marcellorux@gmail. Por sua vez. e • Elaboração das Demonstrações Contábeis. a regra de formação do nome do sistema é a sigla SIAFI acrescida de quatro dígitos referentes ao ano do sistema que se deseja acessar : SIAFI2000. • Utilização por todos os órgãos da Administração Direta (poderes Executivo. essa utilização depende da celebração de convênio ou assinatura de termo de cooperação técnica entre os interessados e a STN.874 Unidades Gestoras ativas no SIAFI. que é o órgão gestor do SIAFI. financeira.e estes. ou seja. o SIAFI foi concebido para se estruturar por exercícios : cada ano equivale a um sistema diferente. que é feita pela rede de telecomunicações do SERPRO e também pela conexão a outras inúmeras redes externas. Principais Atribuições O SIAFI é um sistema informatizado que processa e controla. por módulos . Entidades de caráter privado também podem utilizar o SIAFI. consolidadas no Balanço Geral da União. por meio de terminais instalados em todo o território nacional. Dentro de cada módulo estão agregadas inúmeras transações. SIAFI2002. Muitos são as facilidades que o SIAFI oferece a toda Administração Pública que dele faz uso. Nesse nível de transação é que são efetivamente executadas as diversas operações do SIAFI. O sistema pode ser utilizado pelas Entidades Públicas Federais. • Interligação em todo o território nacional. etc. que têm registrada apenas a participação acionária do Governo . Legislativo e Judiciário). para efeito de consolidação das informações econômico-financeiras do Governo Federal .à exceção das Sociedades de Economia Mista. Estaduais e Municipais apenas para receberem. 89 • Sistema centralizado. etc) dos Órgãos que utilizam o sistema. BRASÍLIA/DF 1º Semestre de 2011 Página(s) Pag. energia elétrica. que guardam entre si características em comum. fundações e empresas públicas federais e das sociedades de economia mista que estiverem contempladas no Orçamento Fiscal e/ou no Orçamento da Seguridade Social da União. mas podemos dizer. SIAFI2001. telefone. e O SIAFI é um sistema de informações centralizado em Brasília. cada sistema está organizado por subsistemas atualmente são 21 . Estrutura do Siafi • Utilização por grande parte da Administração Indireta. das autarquias. • Integração periódica dos saldos contábeis das entidades que ainda não utilizam o SIAFI. No entanto.e para proporcionar transparência sobre o total dos recursos movimentados. a execução orçamentária. desde que autorizadas pela STN. pela Conta Única do Governo Federal. Essa ligação.com • Sistema disponível 100% do tempo e on-line. ligado por teleprocessamento aos Órgãos do Governo Federal distribuídos no País e no exterior. Para facilitar o trabalho de todas essas Unidades Gestoras. que essas facilidades foram desenvolvidas para registrar as informações pertinentes às três tarefas básicas da gestão pública federal dos recursos arrecadados legalmente da sociedade: • Execução orçamentária • Execução Financeira. suas receitas (taxas de água.

CONTABIL .Tabelas orçamentárias -TABORC .Dívida Pública .HAVERES .Estados e Municípios .ALUB CONCURSOS APOSTILA DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA CURSO PREPARATIVO PARA CONCURSOS Prof. Principais Documentos GSE Eletrônica GSE é a sigla para Guia do Salário Educação.Documentos do SIAFI .COFIN/STN e os Órgãos Setoriais de Programação Financeira . A GSE é o documento que registra o recolhimento do salário educação destinado aos seus beneficiários e do valor que lhes é pago. 90 .Haveres .Auditoria .Tabelas do cadastro de obrigações .OSPF.DOCUMENTO . mediante transferências intra-SIAFI de recursos entre a Unidade Gestora recolhedora e o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação – FNDE. Marcelo Rux marcellorux@gmail. o comprometimento de despesa.OBRIGACAO .MANUALMF • Execução Orçamentária e Financeira : .ESTMUN. associados a eventos contábeis não vinculados a documentos específicos.Orçamentário e Financeiro . Podemos organizá-los informalmente em cinco grupos principais : • Controle de Haveres e Obrigações : .ADMINISTRA . Nota de Programação Financeira .Administração do Sistema . seu reforço ou anulação.O2C • Administração do Sistema : .Tabelas administrativas .TABRECEITA • Recursos Complementares com Aplicação Específica: .Tabelas de apoio .Programação orçamentária .Controle de Obrigações .PROGORCAM .Convênios . inclusive os relativos a entidades supervisionadas. Orçamentários: Nota de Lançamento por Evento .DIVIDA .CI .NL A Nota de Lançamento é o documento utilizado para registrar a apropriação/liquidação de receitas e despesas.CONVENIOS .Conformidade .CPR .Contas a pagar e a receber .TABADM . envolvendo a Coordenação-Geral de Programação Financeira da Secretaria do Tesouro Nacional .Contábil .Operações Oficiais de Crédito . a . indicando o nome do credor. Nota de empenho – NE A Nota de Empenho é o documento utilizado para registrar as operações que envolvem despesas orçamentárias realizadas pela Administração Pública federal. bem como outros atos e fatos administrativos.PF Cada subsistema tem uma função própria e bem delimitada no SIAFI.TABAPOIO .TABOBRIG .com BRASÍLIA/DF 1º Semestre de 2011 Página(s) Pag. ou seja.CONFORM .Manual .AUDITORIA .ORCFIN • Organização de Tabelas: A Nota de Programação Financeira é o documento que permite registrar os valores constantes da Proposta de Programação Financeira (PPF) e a Programação Financeira Aprovada (PFA).Centro de Informação .Tabelas de receitas orçamentárias .

O DARF eletrônico nada mais é que o instrumento de registro dessas informações no SIAFI. .br Financeiros: DARF Eletrônico DARF é a sigla para Documento de Arrecadação de Receitas Federais.ND A Nota de Dotação é o documento utilizado para registro das informações orçamentárias elaboradas pela Secretaria de Orçamento Federal . GPS Eletrônica GPS é a sigla para Guia da Previdência Social.gov. bem como a dedução desse valor do saldo da dotação própria. Por meio desse documento se registra a arrecadação de tributos e demais receitas diretamente na Conta Única do Tesouro Nacional. sem trânsito pela rede bancária. 91 *As informações sobre o SIAFI foram extraídas do site www.NC A Nota de Movimentação de Crédito é o documento utilizado para registrar a movimentação interna e externa de créditos e suas anulações. Esse documento permite registrar o recolhimento das contribuições para a Seguridade Social por meio de transferências de recursos intraSIAFI entre a UG recolhedora e a Conta Única do Tesouro Nacional. suprimento de fundos. por meio de transferências de recursos intra-SIAFI. Nota de Lançamento por Evento .ALUB CONCURSOS APOSTILA DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA CURSO PREPARATIVO PARA CONCURSOS Prof. Marcelo Rux marcellorux@gmail. repasse. bem como à liberação de recursos para fins de adiantamento. Ordem Bancária – OB A Ordem Bancária é o documento utilizado para o pagamento de compromissos.NL A Nota de Lançamento é o documento utilizado para registrar a apropriação/liquidação de receitas e despesas. BRASÍLIA/DF 1º Semestre de 2011 Página(s) Pag. Também se presta à inclusão de créditos no OGU não previstos inicialmente e ao registro do desdobramento do Plano Interno e do detalhamento da fonte de recursos. em contas bancárias mantidas no Banco do Brasil. ou seja. associados a eventos contábeis não vinculados a documentos específicos. Nota de Movimentação de Crédito .com especificação e o valor da despesa. inclusive os relativos a entidades supervisionadas.tesouro. cota.fazenda. bem como outros atos e fatos administrativos. Nota de Dotação . sub-repasse e afins. dos créditos previstos no Orçamento Geral da União (OGU). ou seja.

A respeito do orçamento. de bens e direitos.320/1964. e os recursos recebidos de outras pessoas de direito público ou privado. B) A lei orçamentária anual compreende os orçamentos fiscais.com BRASÍLIA/DF 1º Semestre de 2011 Página(s) Pag. ainda. de serviços e.320/1964. constitui item da receita orçamentária de capital. A) A destinação de receita proveniente de impostos para custeio de atividades pertinentes à administração tributária viola o princípio orçamentário da não-afetação. Acerca da Lei Federal n.Os créditos suplementares são aqueles destinados a despesas para as quais não exista dotação orçamentária específica. da conversão.O superavit do orçamento corrente é uma receita de capital. São receitas correntes: as receitas tributárias. 31./ 4. A codificação da estrutura programática a seguir corresponde a uma atividade de um programa de serviços ao estado. Na concepção moderna. Exercícios 21. de investimento e da seguridade social. industria l. ressarcimentos. C 28. Os empenhos não liquidados com vigência plurianual só serão classificados como restos a pagar no último ano de vigência do crédito. C) As despesas de custeio são classificadas como despesas de capital. B) Os créditos destinados a reforço de dotação orçamentária são denominados créditos adicionais extraordinários. E 25. via “on line” . as provenientes de recursos financeiros recebidos de outras pessoas de direito público ou privado. C 33. de bens e direitos. o orçamento deixou de ser mero instrumento financeiro de previsão de receitas e fixação de despesas para representar um compromisso político de cumprimento dos objetivos ali consignados. Uma das funções refere-se às despesas às quais não se possa associar um bem ou serviço a ser gerado no processo produtivo corrente. vinculando a ação político-administrativa do Estado na consecução desses objetivos. tai s como d í v i d as.C 27. As receitas de capital podem ser provenientes da realização de recursos financeiros oriundos de constituição de dívidas ou da conversão. E 30. A) O superavit do orçamento corrente é classificado como receita corrente. que resulta do balanceamento dos totais das receitas e despesas correntes. organizar e elaborar a proposta orçamentária. quando destinadas a atender despesas classificáveis em despesas correntes. uma agregação neutra. o orçamento possui características que o diferenciam das leis comuns. E 23. Funcional Programática 10 302 0004 3863 0047 E 22. patrimonial. que passou a ser observada na execução orçamentária de todos os entes da Federação a partir do exercício financeiro de 2002. D) A lei orçamentária anual não pode conter dispositivo que autorize a União a contratar operação de crédito por antecipação de receita destinado a atender insuficiência de caixa durante o exercício financeiro. o que implica. E 34. O superávit do orçamento corrente. A classificação funcional da despesa engloba funções e subfunções e têm por finalidade agregar conjuntos de despesas do setor público . assinale a opção correta. Com base na Lei n. subcategorias econômicas e elementos. Um exemplo é a limitação constitucional do conteúdo das emendas ao projeto de lei do orçamento anual. Marcelo Rux marcellorux@gmail. julgue os itens subseqüentes.º 4. ou seja. O regime de competência exige que as despesas sejam contabilizadas conforme o exercício a que pertençam. C) Apesar de ser considerado lei. A classificação da despesa segundo a natureza.bem como as provenientes da realização de recursos financeiros oriundos de constituição de dívidas. em que foram geradas.em espécie. Como orçamento de investimento. de contribuições. em espécie.SIDOR é um sistema de tecnologia da informação implantado e utilizado pelo Governo Federal para fins de estruturar. por todas as unidades orçamentárias. D) O superavit do orçamento corrente é classificado como receita de capital. são considerados apenas os orçamentos das empresas cuja maioria do capital social com direito a voto pertença à União. que estatui as normas gerais de direito financeiro. indenizações e outras. C 35. assinale a opção correta. portanto. agropecuária. As classificações econômicas da receita e da despesa compreendem as mesmas categorias: correntes e capital. O superávit corrente é destinado a atender despesas classificáveis em despesas correntes. compreende: categorias econômicas. 92 SIDOR O Sistema Integrado de Dados Orçamentários. 32.ALUB CONCURSOS APOSTILA DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA CURSO PREPARATIVO PARA CONCURSOS Prof. Se uma despesa foi empenhada em um .

• foram pagas. Por ter sido realizada no ano anterior.com exercício e somente foi paga no seguinte. Receita orçamentária é a entrada que é acrescida ao patrimônio público como elemento novo e pos i t i v o . O ciclo orçamentário é o espaço de tempo compreendido entre o primeiro dia de janeiro e o dia 31 de dezembro de cada ano. no mesmo exercício X1. E O superavit do orçamento corrente que corresponde à diferença entre receitas e despesas correntes é considerado receita corrente. quando destinadas a atender despesas classificáveis em despesas de capital ou em despesas correntes. do qual R$ 20 mil foram despesas inscritas em restos a • pagar. • foram pagos. segundo a contabilidade pública. a figura dos restos a pagar. assinale a opção correta.320/1964 representa o marco fundamental da receita orçamentária. uma mutação patrimonial da despesa. O resgate de uma dívida contraída pelo poder público constitui. no exercício subseqüente — X2 —. Desconsiderando-se outras transações. 38. condições ou correspondência no passivo. E 39. excluindo-se as provenientes de recursos financeiros recebidos de outras pessoas de direito público ou BRASÍLIA/DF 1º Semestre de 2011 Página(s) Pag.º 4. houve despesas extra-orçamentárias de R$ 15 mil e. de bens e direitos. As despesas efetivamente pagas no exercício X1 totalizaram R$ 145 mil. C As receitas extra-orçamentárias são valores provenientes de toda e qualquer arrecadação que não figure no orçamento. 93 privado.E 37.orçamentária. de R$ 20 mil.ALUB CONCURSOS APOSTILA DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA CURSO PREPARATIVO PARA CONCURSOS Prof. R$ 15 mil de despesas • inscritas em restos a pagar no exercício anterior — X0. no exercício X0. verificou-se que. C 40.E Ao final do exercício X1. integrando-se a ele sem quaisquer reservas. • foram empenhadas e liquidadas despesas no total de R$ 150 • mil. na execução financeira e orçamentária da despesa.C 36. Tal situação é que gera. julgue os itens a seguir. Com base nessa situação hipotética e considerando a apuração dos resultados e a composição das receitas e despesas no balanço financeiro. mas que constitui renda do Estado.A Lei n. no exercício X1. em determinado ente. o eventual pagamento da despesa no exercício seguinte deverá ser considerado como extra-orçamentário. Marcelo Rux marcellorux@gmail. B Os restos a pagar do exercício serão computados na receita extra-orçamentária para compensar sua inclusão na despesa extra . Acerca das receitas orçamentárias e extraorçamentárias.C 41. da conversão em espécie. industrial e diversa. provocando apenas redução equivalente no ativo e no passivo desse ente. . patrimonial. as despesas • inscritas em restos a pagar em X1. . A São receitas correntes as receitas tributária. além dos recursos recebidos de outras pessoas de direito público ou privado destinados a atender despesas classificáveis em despesas correntes. no qual se promovem a execução orçamentária e os demais fatos relacionados com as variações qualitativas e quantitativas que afetam os elementos patrimoniais dos órgãos e entidades do setor público. D São receitas de capital as provenientes da realização de recursos financeiros oriundos de constituição de dívidas. ela deverá ser contabilizada como pertencente ao exercício em que foi empenhada.

13. provocando apenas redução equivalente no ativo e no passivo desse ente. por não terem sido pagas até o dia 31 de dezembro. 07. Os atos que criam ou aumentam despesa corrente obrigatória de caráter continuado devem ser instruídos com a estimativa do impacto orçamentário e financeiro no exercício em que esta deva entrar em vigor e nos dois subseqüentes. De acordo com a LRF. O orçamento base-zero caracteriza-se como um modelo do tipo racional. 15. Acerca d as disposições da Lei Complementar n.320/1964. como . considerando que não houvesse suficiente disponibilidade de caixa para essa finalidade. 03. O regime de competência exige que as despesas sejam contabilizadas conforme o exercício a que pertençam. previsão na receita orçamentária. que resulta do balan ceamento dos totais das receitas e despesas correntes. A codificação da estrutura programática a seguir corresponde a um projeto de um programa de serviços ao estado. as seguinte s : autorização em lei para a contratação. a inscrição em restos a pagar foi irregular. não existe formulário específico para formalizar a fase da despesa denominada liquidação da despesa. julgue os itens a seguir. Considere a seguinte situação hipotética. o eventual pagamento da despesa no exercício seguinte deverá ser considerado como extra-orçamentário. há necessidade da aprovação legislativa de crédito especial. Tal situação é que gera. 11. liquidação até o dia dez de dezembro de cada ano. visando atender a objetivo não previsto no orçamento. para as despesas de uma obra. 10. entre outras exigências. Com base na Lei n. ou da completa habilitação da entidade beneficiada. D) As despesas de custeio são classificadas como despesas de capital. Por ter sido realizada no ano anterior. 05. a unidade gestora providenciará o imediato pagamento da despesa. Marcelo Rux marcellorux@gmail. O superávit do orçamento corrente. não necessitando de autorização orçamentária para seu pagamento. Adota-se. cujo projeto de lei deverá ser de iniciativa do governador do estado.com Lista 6 01. 12. a figura dos restos a pagar. integrando-se a ele sem quaisquer reservas.º 101/2000 BRASÍLIA/DF 1º Semestre de 2011 Página(s) Pag. constitui item da receita orçamentária de capital. em que serão demonstrados os valores bruto e líquido a pagar.ALUB CONCURSOS APOSTILA DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA CURSO PREPARATIVO PARA CONCURSOS Prof. Nessa situação.º 4. Somente após a apuração do direito adquirido pelo credor. Funcional Programática 20 138 0029 4753 0001 02. No decorrer do segundo semestre do último exercício do mandato. Se uma despesa foi empenhada em um exercício e somente foi paga no seguinte. uma mutação patrimonial da despesa. governador ou prefeito municipal. condições ou correspondência no passivo. 14. ao final de um bimestre. destina-se a atender insuficiência de caixa durante o exercício financeiro e deve cumprir. em que foram geradas. A liquidação da despesa far-se-á por meio de exame do próprio processo ou do expediente que verse sobre a solvência do direito creditório. foram inscritas em restos a pagar. segundo a contabilidade pública. determinado titular de poder realizou despesas que. As classificações econômicas da receita e da despesa compreendem as mesmas categorias: correntes e capital. no qual se promovem a execução orçamentária e os demais fatos relacionados com as variações qualitativas e quantitativas que afetam os elementos patrimoniais dos órgãos e entidades do setor público. proibida no último ano de mandato do presidente. na execução financeira e orçamentária da despesa. Receita orçamentária é a entrada que é acrescida ao patrimônio público como elemento novo e pos i t i v o . não haja categoria de programação orçamentária específica na lei orçamentária anual vigente. as despesas destinadas ao pagamento do serviço da dívida não serão objeto de limitação. ou seja. A dívida flutuante corresponde ao passivo financeiro do balanço patrimonial e compreende os saldos das contas que permaneceram abertas no sistema financeiro. O ciclo orçamentário é o espaço de tempo compreendido entre o primeiro dia de janeiro e o dia 31 de dezembro de cada ano. Considere que. 94 Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) —. assinale a opção correta. 06. Nesse caso. A operação de crédito por antecipação da receita orçamentária. Na legislação atual. 08. tendo por base os documentos comprobatórios do respectivo crédito. B) Os créditos destinados a reforço de dotação orçamentária são denominados créditos adicionais extraordinários. ainda que se verifique. 09. ela deverá ser contabilizada como pertencente ao exercício em que foi empenhada. 04. O resgate de uma dívida contraída pelo poder público constitui. em que as decisões são voltadas para a maximização da eficiência na alocação dos recursos públicos. que estatui as normas gerais de direito financeiro. que a realização da receita possa não comportar o cumprimento das metas de resultado primário ou nominal estabelecidas no anexo de metas fiscais. A) O superavit do orçamento corrente é classificado como receita corrente.

estarão ou não sujeitos ao princípio da anterioridade. O veto do presidente da República a determinado programa contido no projeto de lei orçamentária aprovado pelo Congresso Nacional permite a superveniência de recursos que poderão ser utilizados mediante créditos suplementares. tendo função relevante nas políticas de estabilização da economia. Os empréstimos compulsórios são considerados de natureza tributária. O orçamento-programa se diferencia do orçamento incremental pelo fato de que este último pressupõe uma revisão contínua da estrutura básica dos programas. por se tratar de recursos de terceiros que transitam pelos cofres públicos. 21. por influência da doutrina keynesiana. de bens e direitos. o questionamento de todos os programas em execução. da conversão em espécie. um parlamentar tenha encaminhado projeto de lei para abertura de créditos suplementares. com aumento ou diminuição dos respectivos valores.Os recursos correspondentes às dotações orçamentárias destinadas ao Poder Judiciário ser-lhe-ão entregues até o dia 20 de cada mês. a indicação do objeto do gasto ou a natureza da despesa é suficiente para se identificar. excluindo-se as provenientes de recursos financeiros recebidos de outras pessoas de direito público ou privado. 17. Em organizações mais simples. 28. e provocando a ocorrência de deficits ou superavits. Com relação às receitas e despesas públicas e aos créditos orçamentários. 22. Marcelo Rux marcellorux@gmail. Cada ente da Federação deve indicar os resultados fiscais pretendidos para o exercício financeiro a que a LDO se referir e para os dois exercícios seguintes. que. ainda que indiretamente. C As receitas extra-orçamentárias são valores provenientes de toda e qualquer arrecadação que não figure no orçamento. 16. o objetivo dos dispêndios realizados pela unidade responsável. Acerca das receitas orçamentárias e extraorçamentárias.A receita extra-orçamentária é representada no balanço patrimonial como passivo financeiro. industrial e diversa. para todos os fins. A utilização da política orçamentária para os propósitos de estabilização econômica implica promover ajustes no nível da demanda agregada. não estarão sujeitas aos princípios da anterioridade e da anualidade. A São receitas correntes as receitas tributária. expandindo-a ou restringindo-a.com procedimento básico. devem ser objeto de estimativa que acompanha o projeto de lei orçamentária. 27. apesar de não representarem dispêndios de recursos. O orçamento público passa a ser utilizado sistematicamente como instrumento da política fiscal do governo a partir da década de 30 do século XX. Com base nos conceitos e na legislação acerca de orçamentos públicos. quando destinadas a atender despesas classificáveis em despesas de capital ou em despesas correntes. . Dependendo de sua modalidade. diante da existência de excesso de arrecadação no exercício em vias de encerramento. As chamadas renúncias de receitas.orçamentária. julgue os itens a seguir. assinale a opção correta. na proporção das liberações efetuadas pelo Poder Executivo às suas próprias unidades orçamentárias. sua continuidade e possíveis alterações. mas que constitui renda do Estado. 19. patrimonial. na redução ou expansão do nível de atividade.ALUB CONCURSOS APOSTILA DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA CURSO PREPARATIVO PARA CONCURSOS Prof. além dos recursos recebidos de outras pessoas de direito público ou privado destinados a atender despesas classificáveis em despesas correntes. que desempenham uma única função. 23.º 4. é preciso que os juros nominais líquidos sejam inferiores ao resultado primário. Considere-se que. D São receitas de capital as provenientes da realização de recursos financeiros oriundos de constituição de dívidas. estando o produto de sua arrecadação vinculado à despesa que lhe fundamentou a instituição. a Lei de BRASÍLIA/DF 1º Semestre de 2011 Página(s) Pag. em confronto com novos programas pretendidos. 95 Diretrizes Orçamentárias (LDO) disporá sobre as alterações na legislação tributária. em contraposição com os orçamentos tradicionais. 18. B Os restos a pagar do exercício serão computados na receita extra-orçamentária para compensar sua inclusão na despesa extra .320/1964 representa o marco fundamental da receita orçamentária. 26. 20. de forma a se evidenciarem os seus efeitos segundo critério de distribuição regional dessas renúncias. é a ênfase no objetivo — e não no objeto — do gasto. sem necessidade de prévia autorização legislativa. Para se obter superavit nominal. julgue os seguintes itens. A principal característica do orçamento-programa. 25. De acordo com a atual legislação brasileira. 24. A Lei n. E O superavit do orçamento corrente que corresponde à diferença entre receitas e despesas correntes é considerado receita corrente.

Considere-se que um órgão da administração tenha apresentado.00. Em princípio. tradicional. obedecido o teto global de 6% da receita líquida da União para o Poder Judiciário.Os créditos suplementares autorizados na lei orçamentária de 2008. 30. e sabendo-se que os valores de despesas não serão alterados. no âmbito do TST. julgue os itens .00 receita arrecadada R$ 570. 38. 34. 96 Com base na doutrina e nas legislações orçamentária e financeira públicas.000. no orçamento-programa.000. 42. dispensada a manifestação do Conselho Nacional de Justiça. própria do laissez-faire. deixa de caracterizar-se por mera postura de neutralidade. O TCU tem chamado a atenção para o fato de que o Poder Executivo. é instrumento do planejamento e. no sentido de corrigir as imperfeições do mercado e promover o desenvolvimento econômico. corresponde à proporção média que representava no período de 1997 a 1999 no âmbito do Judiciário. quanto maior for a parcela das despesas públicas destinada à produção de bens públicos e semi-públicos. A fixação da meta de superavit primário constitui preocupação inicial dos responsáveis pela formulação orçamentária. e passa a ser mais intervencionista. competência que foi transferida para o Congresso Nacional somente na Constituição de 1934. dependendo de o pessoal ser empregado nas atividades normais. Tem-se observado. serão abertos por ato do presidente do STF. Isso tem levado à inscrição de elevados valores em restos a pagar. Nesse sentido. O orçamento-programa constitui modalidade de orçamento em que a previsão dos recursos financeiros e sua destinação decorrem da elaboração de um plano completo. de manutenção do órgão ou entidade. desde que liquidadas no mesmo exercício em que forem contratadas. porque este inicia-se com a previsão de recursos para a execução de atividades instituídas. como atualmente concebido.000. Com a Constituição de 1891. e. a previsão da receita é a etapa final do planejamento. nos últimos dias do exercício financeiro.º 101/2000 — Lei de Responsabilidade Fiscal —. desde antes do final do século XIX. julgue os itens subseqüentes. as necessidades de financiamento do setor público no conceito primário correspondem ao deficit primário. enquanto. já com as alterações no exercício R$ 500. O limite das despesas de pessoal dos tribunais e juízes do trabalho. Em termos agregados. Para autores como João Angélico. que se seguiu à Proclamação da República.Constituem receitas de capital as receitas imobiliárias e as intergovernamentais das quais não decorra exigência de contraprestação por parte do beneficiário dos recursos.00 Com base nesses dados. tem de integrar-se aos planos e programas governamentais. no afã de assegurar e antecipar o alcance da meta de superavit primário. 35. 37. Marcelo Rux marcellorux@gmail. BRASÍLIA/DF 1º Semestre de 2011 Página(s) Pag. 40. ou alocado a um projeto de que resultará um investimento. 32. 41. 39. As despesas de pessoal permanente de um órgão ou entidade podem ser classificadas como correntes ou de capital. a elaboração da proposta orçamentária passou a ser privativa do Poder Executivo. a situação mostrada na tabela a seguir. notadamente em restos a pagar processados. A esse propósito. totais do orçamento aprovado.000. o orçamento-programa distingue-se do orçamento comum. a distribuição por categoria de gasto depende da distribuição funcional da despesa. que o calendário das matérias orçamentárias e a falta de rigor no cumprimento dos prazos comprometem a integração entre planos plurianuais e leis orçamentárias anuais. desse modo. quanto mais aplicações houver em melhoria e expansão da infra estrutura econômica. O orçamento-programa. 33.00 despesa empenhada R$ 460.ALUB CONCURSOS APOSTILA DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA CURSO PREPARATIVO PARA CONCURSOS Prof. Para fins de cumprimento da chamada regra de ouro da Lei de Responsabilidade Fiscal. 31. computam-se também as operações de crédito por antecipação de receitas. de cujo cálculo se excluem do deficit nominal os efeitos da correção monetária. A adoção do orçamento moderno está associada à concepção do modelo de Estado que.000. mais elevada será a participação dos investimentos. Tendo como referência a Lei Complementar n. maior será a participação das despesas de pessoal. contingencia dotações orçamentárias. é correto concluir que os recursos disponíveis para a abertura de um crédito especial correspondem a R$ 110. uma das condições para a aprovação de emendas aos projetos de lei do orçamento anual e de suas alterações é a de que sejam . 36. promovendo sua descompressão quase ao final do exercício.com 29.00 despesa liquidada R$ 410. no Brasil.

nesse caso. < o saldo. Verificou-se que: < havia insuficiência de arrecadação acumulada. R$ 400 bilhões. 53. 51. simplesmente.Na instalação de um órgão público recentemente criado. que. 49. é correto concluir que seria possível abrir um crédito suplementar de R$ 30.V 9. pois.. A codificação da estrutura programática. admite-se que houve erro de previsão. haverá também predominância de despesas correntes. haverá predominância de despesas correntes. 47. Receitas imobiliárias e de valores mobiliários constituem receita patrimonial. de R$ 45. que tiverem sido autorizados até quatro meses antes do encerramento do exercício.ALUB CONCURSOS APOSTILA DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA CURSO PREPARATIVO PARA CONCURSOS Prof. 46. está condicionada à existência de superavit financeiro apurado no balanço patrimonial. os recursos remanescentes podem. As contas do Poder Judiciário serão apresentadas. A reabertura de créditos especiais não utilizados. no segundo.000. por sua vez. que não podiam ser cumpridas integralmente dentro dele.” 1234567- F F V V F F F 8. em vez de. corretamente.000. no primeiro caso. sem que houvesse suficiente disponibilidade de caixa. 97 enquanto. só que com serviços de terceiros.4 bilhões. a inscrição. ao final desse mesmo exercício. se esses serviços forem terceirizados. durante o exercício.com compatíveis com o Plano Plurianual e com a Lei de Diretrizes Orçamentárias. ser utilizados para abertura de créditos suplementares ou especiais. F V V V . 43. vinculadas. 48 .00. entre as receitas próprias e as receitas de transferências: as primeiras são livres. pela LRF. tinha aumentado em R$ 15. na apreciação das contas do governo relativas ao exercício de 2006. 52. o relator do TCU tiver ressalvado o fato de um tribunal regional ter ordenado ou autorizado a realização de despesas. para qualquer esfera da administração. adquirir um imóvel já construído. Do mesmo modo. Com base nesses dados.V 1011121314- F F. no balanço financeiro. < até então. Marcelo Rux marcellorux@gmail. Se. se o ente público oferece diretamente programas de alfabetização. não havia recursos disponíveis. deve-se optar pela construção de um prédio. das despesas empenhadas e nãoliquidadas estaria limitada ao saldo da disponibilidade de caixa. ou que tinham parcelas a serem pagas no exercício seguinte.000. Uma diferença que usualmente se estabelece entre receitas correntes e receitas de capital é o caráter recorrente das primeiras e esporádico das últimas. 50. em determinado período.00. Suponha a situação em que. para que haja contribuição do setor público para a formação do Produto Interno Bruto. em restos a pagar. pelos presidentes do STF e dos tribunais superiores. referiu-se. e as últimas. Lista 06 “01. por meio de projeto de lei de iniciativa de deputado federal ou senador. Quando o presidente da República veta dispositivo da lei orçamentária aprovada pelo Congresso Nacional. às despesas imprevistas. no âmbito da União. 45. nos últimos dois quadrimestres do mandato de seu presidente. 44. F.00. as despesas não podiam mesmo ser previstas. A forma de execução de determinado programa condiciona a classificação da despesa por categoria econômica. e não às imprevisíveis. A CF. registrava-se uma economia de despesas de R$ 60. que se classifica como receita corrente. ao tratar dos créditos extraordinários. a despesa de pessoal do Poder Judiciário não poderá exceder R$ 14.000. em virtude da criação de um novo órgão. Na hipótese de a receita corrente líquida da União atingir. BRASÍLIA/DF 1º Semestre de 2011 Página(s) Pag.. Por exemplo.00 durante o exercício. com pessoal e encargos. consolidarão as contas dos respectivos tribunais.

d) Classificar os gastos em funções. c) Demonstrar a distribuição funcional da despesa.ACE (ESAF –2002) A classificação da despesa por categoria econômica é inspirada no esquema estabelecido pela Contabilidade Nacional. programas e sub-programas. indique a única opção que não é incluída nas receitas correntes. Questão 10 TCE/SP – Agente da Fiscalização Financeira . 98 1516171819202122232425262728293031323334- V F B V V F F V F V V F V V F V V V F F 35363738394041424344454647484950515253-V F V F V V F V V F F F V V V F F V V Questão 3 MPU – Analista Orçamento (ESAF –2004) ADAPTADA Com base na classificação da receita publica por ORIGEM. d) Receita de Contribuições. Questão 6 TCU . Marcelo Rux marcellorux@gmail. e) Operações de Crédito.ALUB CONCURSOS APOSTILA DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA CURSO PREPARATIVO PARA CONCURSOS Prof. e) Medir a participação do governo federal no PIB (Produto Interno Bruto). Assinale o objetivo da classificação por categoria econômica.Analista de Controle Externo .com BRASÍLIA/DF 1º Semestre de 2011 Página(s) Pag. a) Dimensionar a participação do dispêndio governamental nos principais agregados da análise macroeconômica.Adm. c) Receita Tributária. b) Identificar os principais programas que refletem as prioridades explicitamente estabelecidas pelo governo. Geral (FCC –2005) . a) Receita Patrimonial. b) Receita Agropecuária.

Adm. c) as receitas de contribuição. agropecuária. d) de caráter essencial para manutenção do serviço público.Administrativa (FCC –2001) Na codificação da receita orçamentária os dígitos que correspondem à categoria econômica são os a) b) c) d) primeiros. Questão TCE/SP – Agente da Fiscalização Financeira . correntes e de capital. c) a participação em constituição ou aumento de capital de empresas ou entidades industriais ou agrícolas. b) o superávit do orçamento corrente. Questão TCE/SP – Auxiliar da Fiscalização Financeira V (FCC –2005) 13 De acordo com o disposto na Lei nº 4. Geral (FCC –2005) 11 Constitui-se inversão Financeira a) a aquisição de títulos representativos do capital de empresas já constituídas.320/64. as receitas de serviços e o superávit do orçamento corrente classificam-se. b) a constituição de capital de entidades ou empresas que não visem objetivos comerciais ou financeiros. segundos e os terceiros. correntes e correntes. Questão 12 TCE/SP – Auxiliar da Fiscalização Financeira V (FCC –2005) De acordo com o disposto na Lei nº 4. de capital e de capital. e) a aquisição de equipamentos e instalações ou serviços em regime de programação especial. considera-se material permanente o a) que não seja consumido com o uso. c) que tenha sido adquirido com recursos públicos. para efeito de classificação de despesa. c) de capital. e) de duração superior a dois anos. de serviços e outras. de capital e correntes.320/64. primeiros e os segundos. d) o aumento do capital de entidades ou empresas que não visem objetivos comerciais ou financeiros.São Receitas de Capital a) as receitas tributárias. respectivamente. d) de capital. as receitas tributárias. . d) as provenientes de recursos financeiros recebidos de outras entidades para atender despesas com pessoal. industrial. e) as receitas patrimonial. Questão 24 TRF 1ª REGIÃO – Analista Judiciário . e) correntes. segundos. de capital e correntes. b) que não possa ser alienado. b) correntes. que não importe em aumento de capital. como receitas a) correntes.

às categorias econômicas. às subfunções. não são classificadas como receitas correntes as a) b) c) d) e) receitas receitas receitas receitas receitas de contribuições. de contribuições. a ação orçamentária. Questão 48 MPU – Técnico Judiciário – Controle Interno (ESAF –2004) Entre as despesas de capital do setor público. d) são receitas de capital as receitas tributárias. de serviços e outras. de apoio administrativo. patrimonial. o projeto.Contabilidade (FCC –2004) O instrumento de programação. c) são receitas correntes as provenientes de recursos financeiros oriundos de constituição de dívida. Questão 37 TRF 4ª REGIÃO – Técnico Judiciário . Questão 27 Questão 35 Tribunal de Contas do Estado/SE – Subprocurador (FCC –2002) No que concerne à classificação da receita pública. patrimoniais. Questão 38 TRF 4ª REGIÃO – Técnico Judiciário .e) terceiros. é a) b) c) d) e) o programa. em espécie. de apoio à decisão. de bens e direitos. e) são receitas correntes as provenientes da conversão. industrial. Questão 46 MPU – Técnico Judiciário – Controle Interno (ESAF –2004) ADAPTADA Quanto à origem de receitas orçamentárias. TRT 23ª REGIÃO – Analista Judiciário – Administrativa/Contabilidade (FCC – 2004) As despesas públicas que resultam em oferta de bens e serviços diretamente à sociedade são programas a) b) c) d) e) de gestão das políticas públicas. compreendendo os impostos. provenientes de alienação de bens. agropecuárias.320/64 a) a receita tributária é instituída pelas entidades estatais e autárquicas. a atividade. de serviços aos estados. b) são receitas correntes as receitas tributárias. patrimonial. o qual envolve um conjunto de operações que se realizam de modo contínuo e permanente. não se enquadram as despesas com . aos programas. das quais resulta um produto necessário à manutenção da ação do governo. é correto afirmar que na Lei nº 4. agropecuária. a operação especial. industrial e diversas.Contabilidade (FCC –2004) O maior nível de agregação das diversas áreas de despesa que competem ao setor público é relativo a) b) c) d) e) às funções. finalísticos. às modalidades de aplicação. as taxas e as tarifas. de serviços.

Operações Especiais são as despesas realizadas corretas. Questão 54 Ministério da Cultura – Analista . Questão 50 Ministério da Cultura – Analista . b) o grupo da despesa e o elemento da despesa.a) serviços de terceiros. II. o primeiro dígito representado pelo algarismo "3". d) liquidação. A fase que está ligada aos pagamentos realizados diretamente pelos contribuintes às repartições fiscais e à rede bancária é c) previsão da receita. . c) a modalidade de aplicação e o grupo da despesa. em bens ou serviços. d) aquisição de imóveis. Projeto é o instrumento para alcançar o objetivo de um programa. passa por três fases denominadas de estágios. das quais não corretas. A receita orçamentária. e) a categoria econômica e a modalidade de aplicação. e) totalização. resulta um produto e não geram contraprestação direta e) se todas as afirmativas estiverem corretas. a) se somente a afirmativa II estiver correta. consoante à legislação vigente no b) recolhimento. limitadas no tempo. c) obras públicas. envolvendo um conjunto de operações que se realizam de modo contínuo e permanente. b) material permanente.35. Atividade é o instrumento de programação utilizado para alcançar o objetivo de um programa. expansão ou d) se somente as afirmativas II e III estiverem aperfeiçoamento das ações de Governo. respectivamente: a) a categoria econômica e o grupo da despesa. utilizou o seguinte código: 3. Brasil. ao registrar o seu pagamento. De acordo com a classificação da despesa utilizada atualmente no Orçamento Público. que contribuem para a manutenção. das quais resulta um produto que b) se somente as afirmativas I e II estiverem concorre para expansão ou aperfeiçoamento da ação corretas. e) concessão de empréstimos. denominada Questão MPU – Técnico Orçamento (ESAF –2004) 62 a) arrecadação da receita. envolvendo um conjunto de operações. do Governo. d) o elemento da despesa e a modalidade de aplicação. o terceiro e o quarto dígitos formando o número "90" indicam. analise as seguintes afirmativas: Assinale: I. instituída 63 a partir da Portaria n° 42/1999.90.Administrativo (FGV –2006) Uma determinada Unidade Orçamentária realizou no exercício financeiro vigente uma despesa e. c) se somente as afirmativas I e III estiverem III.Administrativo (FGV –2006) Com base na estrutura programática utilizada atualmente nos orçamentos públicos. Identifique a única opção incorreta com relação à Questão MPU – Técnico Orçamento (ESAF –2004) classificação funcional da despesa pública brasileira.3. das quais resulta um produto ou serviço necessário à manutenção da ação do Governo.

Independe dos programas. respectivamente. subdivide-se em: receitas correntes e receita de capital. Agrega gastos públicos por área de ação governamental. e) corrente e custeio. – Questão TRE RJ .ANALISTA JUDICIÁRIO – 80 CONTADOR (NCE/UFRJ 2001) Os gastos com a construção de rodovias integram o grupo . por categoria econômica. e) investimentos. b) transferências de capital. esta deve ser inscrita em Dívida Ativa. das despesas: a) correntes. Questão 79 a) b) TRE RJ . d) inversões financeiras. Questão MPU – Técnico Orçamento (ESAF –2004) 65 Identifique a única opção correta no que diz respeito a receitas correntes do Estado. Questão MPU – Técnico Orçamento (ESAF –2004) 66 A classificação legal da receita por categoria econômica divide o orçamento em dois grandes grupos: Questão 67 MPU – Técnico Orçamento (ESAF –2004) a) b) c) d) e) a) b) c) d) e) receitas de operações de crédito receitas de alienação de bens receitas de amortização de empréstimos receitas patrimoniais receitas de transferências de capital corrente e capital. pode-se afirmar que: a) as receitas que não constam do orçamento inicialmente aprovado são ditas extraorçamentárias. d) o princípio da unidade de tesouraria se verifica quando do lançamento da receita. em: c) corrente e de capital. Questão 74 TRT DA 21ª REGIÃO – ANALISTA JUDICIÁRIO .CONTABILIDADE (FCC 2003) Na codificação da classificação orçamentária “por natureza da despesa” correspondem à “modalidade de aplicação” os dígitos a) 1º ou 2º Questão AGER/MT . c) de transferências correntes. b) de custeio. ativa e passiva. orçamentária e extra-orçamentária. compulsória e não-compulsória. são denominadas a) transferências correntes. b) após lançamento de determinada receita. Com sua instituição. as receitas de Contribuições e de Alienação de Bens classificam-se. corrente e extra-orçamentária. b) c) 2º ou 3º 3º e 4º d) 4º e 5º e) 5º e 6º c) a receita orçamentária. pecuniária e não-pecuniária. É utilizada na elaboração da proposta e) orçamentária do Governo Federal desde 2000. e) a receita arrecadada só é considerada disponível para a Fazenda Pública após homologação da declaração. c) despesas de custeio.CONTADOR (NCE/UFRJ 2005) 77 Com relação às receitas públicas. Segundo as categorias econômicas.a) b) c) d) É composta de um rol de funções e subfunções prefixadas.ANALISTA JUDICIÁRIO CONTADOR (NCE/UFRJ 2001) orçamentária e extra-orçamentária. d) de capital e não operacional. inclusive as destinadas a atender a obras de conservação e adaptação de bens móveis. Com base na conceituação da despesa orçamentária brasileira. as dotações para a manutenção de serviços anteriormente criados. os programas passaram a ter caráter classificador.

. de transferências de capital.d) e) de investimentos.

000.000. Subprograma. (D) 45. Subprograma. (C) todas as correntes.000. (D) 15. O valor das Receitas de Capital com base no quadro a seguir é: (A) 3. Subprojetos ou Subatividade.000. Subfunção. é dividida em: (A) Função. (A) aluguel ativo e empréstimo contraído (B) pessoal ativo e aquisição de bens (C) alienação de bens e ISS arrecadado (D) IPTU arrecadado e multa arrecadada (E) amortização de empréstimos contraídos e empréstimos concedidos 2. Projeto ou Atividade. respectivamente. c) financeiras e não financeiras. (B) 50. (B) todas as efetivas. Projeto ou Atividade. (C) 5. . De acordo com as informações abaixo. (B) 25. (D) 10. (C) 51. (D) 6% de toda receita. 7.000. uma receita efetiva e uma por mutação. Subprojeto ou Subatividade. (C) 4. de 14/04/99. (E) 10. Projeto.000.000.ANALISTA JUDICIÁRIO – 81 CONTADOR (NCE/UFRJ 2001) As despesas classificadas de acordo com as categorias econômicas podem ser: a) corrente e de capital. (E) Função. (D) Função. (D) 8. 6. d) patrimoniais e extrapatrimoniais. Projeto ou Atividade. Programa.000. As receitas que afetam o resultado econômico do governo apurado na Demonstração das Variações Patrimoniais são: (A) todas as de mutação. Subfunção. Atividade ou Operações Especiais.000.000. o valor a ser inscrito em Restos a Pagar Não Processados é: (A) 5. (B) 25% de toda receita.3% a receita corrente líquida. (C) 10. 5. (E) todas as receitas. A Classificação Funcional-programática definida na Portaria 42. (E) 54% da receita corrente líquida. (E) 65.000. Assinale a alternativa que apresente.Questão TRE RJ . 4.000. O limite legal definido pela LC 101/00 para as despesas com pessoal do Poder Executivo Municipal é: (A) 60% da receita corrente líquida. Projeto.500. (D) todas as de capital. (E) 8. Subprojeto ou Subatividade. (C) 60.000. (B) Função. 3.000. 1.000.000. Observe as informações a seguir: O valor das despesas correntes é: (A) 2.000. (B) 2. (B) 8. Atividade ou Operações Especiais.500. (C) Função. b) orçamentária e extra-orçamentária. sejam correntes ou de capital. Programa. (E) 30. O valor da Dívida Ativa a ser inscrita conforme as informações abaixo é: (A) 25. Subprograma. Programa. Programa. 8. As receitas são classificadas quanto à afetação patrimonial em efetivas e mutações.000. Programa. e) efetivas e por mutação patrimonial.

(E) Lei do Plano Plurianual de Investimentos. A peça orçamentária que compreende as metas e prioridades da administração. na classificação funcional-programática. (D) Executivo. Assinale a alternativa que apresente a ordem correta. Executivo e Executivo. constitui a síntese racional da discriminação mínima exigida para o orçamento. podem-se conjugar programas de diversas áreas com as funções que possibilitem a identificação dos seus objetivos. investimentos devem ser classificados como a) modalidade de aplicação b) categoria econômica c) elemento de despesa d) subelemento de despesa e) grupo de despesa 02. As etapas de elaboração. 3. bem como o estágio em que a Lei 4.9. 5 14. 4. institucional ou. das quais resulta um produto final que concorre para a expansão ou o aperfeiçoamento da ação do governo é: (A) atividade. (B) ordinário. Executivo. de cima para baixo.320/64 considera a receita pública são. ( ) Compõe a programação do orçamento na busca do equilíbrio da execução. Quanto ao orçamento. (3) Alguns projetos. ( ) Tem a finalidade principal de orientar a elaboração do orçamento. O orçamento dos municípios brasileiros envolve os Poderes Executivo e Legislativo. . 5. além de estabelecer a política de aplicação das agências financeiras oficiais de fomento é: (A) Lei de Créditos Adicionais. (E) operações especiais. 12. 10. (C) programa. (5) Se houver necessidade. 4. Legislativo.320/64. (A) a categoria econômica. 2 (C) 2. (2) Programas exclusivos são aqueles que se caracterizam por ações que somente poderiam ser classificadas em uma única ação governamental. (1) Programas e subprogramas típicos são aqueles que se apresentam classificados dentro da função governamental que melhor caracteriza suas ações. 5. 11. Legislativo e Legislativo. 5. (E) competência e caixa. 5 (E) 2. (B) Lei Orçamentária Anual. 03. pela Lei no 4. (4) A discriminação ordenada da despesa pública. (D) caixa e recolhimento. (C) competência e arrecadação. nesta ordem: (A) Legislativo. (B) Legislativo. (C) Executivo. correlacione os conceitos com suas definições correspondentes: (1) INICIATIVA VINCULADA (2) LDO (3) DUODÉCIMO (4) PPA (5) LOA ( ) É o plano de ação governamental de médio prazo. 1. (D) geral. 3. (A) 1. 1. ( ) O Poder Executivo está obrigado aos prazos da lei para apresentação do projeto de lei orçamentária ao Legislativo. 2. De acordo com a classificação funcional-programática da despesa. (B) competência e recolhimento. A respeito da classificação funcional-programática da despesa pública. segundo a sua natureza. mesmo que essa não expresse a melhor caracterização de suas ações. julgue os itens abaixo. 1. (E) subempenho. Executivo. 2. Legislativo. Executivo e Legislativo. execução e controle são de responsabilidade dos seguintes poderes. respectivamente: (A) caixa e arrecadação. (C) Lei de Diretrizes Orçamentárias. 13. 3. (B) projeto. quando de seu término. O tipo de empenho a ser utilizado para um contrato anual com pagamento parcelado é: (A) estimativo. 3. (E) Executivo. O regime da contabilidade pública utilizado para as receitas. visa conjugar as funções do governo com os programas e subprogramas a serem desenvolvidos. Executivo e Legislativo. (D) função. aprovação. ainda. Executivo e Executivo. o item que envolve um conjunto de operações limitadas no tempo. (C) global. Legislativo. podem ensejar a criação de uma nova atividade no âmbito da administração orçamentária. ( ) Prevê receita e fixa despesa. 01-A práxis vigente permite que a despesa pública possa ser classificada de maneira funcional. 4 (B) 4. Relativamente à classificação da despesa orçamentária por natureza. Do ponto de vista da natureza. 1 (D) 4. (D) Lei de Responsabilidade Fiscal. 3.

(E) Encargos Diversos. projeto e atividade. dentre outros. (C) Categorias Econômicas. As despesas de capital. Na codificação da classificação orçamentária “por natureza da despesa” correspondem à “modalidade de aplicação” os dígitos (A) 1º ou 2º (B) 2º ou 3º (C) 3º e 4º (D)4º e 5º (E) 5º e 6º 37. Equipamentos e Instalações. (D) Área beneficiada. a que contém o principal elemento de distinção entre os conceitos de Projeto e de Atividade. Encargos Diversos. considera-se material permanente o (A) que não seja consumido com o uso. 04. 06. podem ser de aquisição de imóveis. subfunção. (D) segundos e os terceiros. 05. (D) Despesas Correntes. (D) de caráter essencial para manutenção do serviço público.(B) o grupo. II. programa. De acordo com a legislação. (E) função. Serviços de Terceiros. dentre as alternativas abaixo. Indique. As despesas correntes. Está correto o que se afirma APENAS em . Material de Consumo. III. pois implicam mutações no patrimônio público. (B) que não possa ser alienado. A despesa orçamentária classifica-se em (A) Categorias Econômicas. (E) Despesas Correntes. a constituição de fundos rotativos e a concessão de empréstimos. As despesas de capital têm natureza econômica produtiva. Em matéria de despesas públicas considere as assertivas: I. programa. Subvenções Sociais. 38. quanto a investimentos abrangem. (B) Despesas Correntes e Despesas de Capital. Material Permanente. Encargos Diversos. Subvenções Econômicas. (C) Objetivo a ser alcançado. (D) pelo seu recolhimento. (E) terceiros. Grupos de Natureza de Despesa e Categorias Econômicas. (C) que tenha sido adquirido com recursos públicos. a aquisição de imóveis. (C) o elemento. subprograma e projeto ou atividade ou operação especial. (B) Bem e/ou serviço associado. 39. programa e projeto ou atividade ou operação especial. (E) de duração superior a dois anos. Subvenções Econômicas. (B) pela sua arrecadação. (C) Serviços de Terceiros. Serviços de Terceiros. função. subfunção e projeto e atividade. 36. A atual classificação funcional-programática segue a seguinte ordem: (A) função. (E) o subelemento. Despesas de Capital. 08. (E) Nível de agregação de despesa. 07. (C) pela sua inscrição como dívida ativa. Dentre outras. Grupos de Natureza de Despesa e Elementos de Despesa. subfunção. (E) pelo seu lançamento. programa e projeto ou atividade ou operação especial.Para efeito de classificação de despesa. quais das despesas abaixo são classificadas como Despesas Correntes? (A) Material de Consumo. (B) primeiros e os segundos. (D) programa. O regime orçamentário da receita é estabelecido (A) pela sua previsão. quanto as de custeio remuneram os serviços necessários ao desempenho do serviço público a teor do pagamento efetuado aos servidores públicos civis e militares. Despesas de Capital e Elementos de Despesa. Na codificação da receita orçamentária os dígitos que correspondem à categoria econômica são os (A) primeiros. (B)função. (B)Material de Consumo. Grupos de Natureza de Despesa e Despesa de Capital. subprograma. (A) Tempo de duração. (C) função. (C) segundos. (D) Subvenções Sociais. Na codificação da classificação orçamentária “por natureza da despesa” correspondem à “modalidade de aplicação” os dígitos (A) 1º ou 2º (B) 2º ou 3º (C) 3º e 4º (D)4º e 5º (E) 5º e 6º 09. (D) a classificação institucional.

este material lhe ajude a obter êxito nas provas. Se você gostou das aulas e do material. (C) II. (B) I e III. elogie uma parte de meu trabalho. Obrigado! .(A) I e II. (D) III. (E) II e III Espero que juntamente das aulas ministradas e explicações apresentadas.

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