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MOVIMENTO DE TERRA

Prof. Marco Pádua O conjunto de operações manuais, mecânicas ou hidráulicas, realizadas no terreno com o objetivo de melhorar sua conformação topográfica, caracteriza as Movimentações de Terra. Dividem-se em: CORTE - é característico de áreas onde encontramos um aclive, ou seja, o perfil do terreno se eleva culminando num ponto mais elevado no fundo. Devemos cortar o excesso de material, remanejando-o. Esta operação gera uma desagregação, ocasionando um aumento no volume que deverá ser computado em valores gastos com transporte. Às vezes, parte deste material fica no local para nivelar áreas com depressões. Como parâmetro de medição do aumento de volume, quando não houver um ensaio em laboratório, adota-se 40 %. ATERRO - se o perfil do terreno declina tornando o fundo mais baixo que a rua nomeamos declive e assim temos que adicionar material até obtermos um platô nivelado. Esta operação demanda uma compactação para melhor acomodação. Alguns itens devem ser observados: - As camadas devem ter no máximo 30 cm; - A compactação pode ser manual através de peso ou mecânica com equipamento próprio; - Adicionamos água para melhor acomodação; - Deve-se evitar mistura com entulho para não gerar espaços ocos; - Para material arenoso adicionamos até 15 % de água em volume; - A proporção de água para material argiloso deve ser até 24 %; - Para cálculo estimativo também consideramos 40 % no aumento de volume necessário. As diferenças obtidas no volume de material escavado ou compactado é conseqüência de um fenômeno conhecido como empolamento. O solo, sendo uma alteração de rochas que ainda se mantém sob forças coesivas naturais geram um aumento no seu volume quando da sua desagregação. Após a execução das operações de terra, criando-se então, as condições necessárias para dar inicio a obra, passamos a fase seguinte, ou seja, iremos locar as futuras paredes da edificação. SITUAÇÕES: Vamos considerar como exemplo, lotes urbanos normalmente encontrados em loteamentos. Relembrando - Quanto ao perfil encontrado temos: Aclive, se o fundo do terreno estiver mais alto que a rua. Declive, se o fundo de terreno estiver mais baixo que a rua. Irregular, se o perfil do terreno intercepta a linha referente ao nível da calçada pelo menos uma vez. __________________________________________________________________________________
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O processo de escavação. As operações de Corte serão baseadas na analise do terreno segundo sua conformação. Marco Pádua ---------------------------------------------MOVIMENTO DE TERRA------------------------------------------------------------------2 . RUA + . Situações como essas são difíceis de encontrar.00 CALÇ. também é importante na questão dos custos dessas operações.80 RUA + . mas é possível que o preço já esteja embutido no valor da venda. ligeiramente mais alto que a rua proporcionando um piso interno elevado de 30 a 50 cm tomando-se por base a calçada.EXEMPLOS: 1) O terreno ideal seria aquele que fosse plano. ACLIVE 25. se manual ou mecânico. facilitando o escoamento do esgoto e protegendo o imóvel da invasão de águas pluviais. +0.0. __________________________________________________________________________________ Prof.0. presença de água. CORTE +0. irá gerar um desmonte do solo existente. A utilização de equipamentos dependerá dos volumes envolvidos.00 3) As depressões encontradas em certas ocasiões caracterizam o declive acentuando a diferença em relação a calçada. Sendo assim as operações de terra criarão um platô nivelado tornando possível iniciar a obra.00 CALÇ.00 2) Nas situações caracterizadas por elevar-se positivamente em relação a calçada a qual denominamos aclive. As operações decorrentes visam aterrar o terreno a fim de obter-se um platô nivelado. Dependendo do loteamento pode estar incluso serviços de terraplanagem. de rochas. etc.30 PLATÔ NIVELADO 25.

elevando o nível através de aterros.0.0.00 CALÇ. sem abrir mão da redução de custos. de obterse um espaço adicional sob a residência.00 4) A situação abaixo não é freqüente. ainda. __________________________________________________________________________________ Prof.RUA + . requer um estudo detalhado. como rebaixar parte da área de maneira a criar vários níveis. dando mais dinamismo ao Projeto. A terceira opção agrega dois partidos.80 25. Dependendo da situação um rebaixamento do existente também poderá gerar um espaço disponível ao Projeto com outras finalidades como garagem ou salão de festas.00 CORTE +0. Em primeiro lugar é preciso saber o custo do material para aterro na região da obra. 25. PLANO SUPERIOR RUA + . Com o passar do tempo a vegetação encobre essa ocorrência. dependendo da profundidade encontrada. Se existir demandará mais de uma decisão.00 CALÇ. como no caso anterior. Porem. Para reduzir custos é possível edificar sem as operações de corte projetando acessos que vençam o desnível. DECLIVE ATERRO -0. normalmente recomendada.80 5) Diferentemente da anterior a situação abaixo é muito freqüente e resulta de loteamentos novos onde são executados arruamentos. Marco Pádua ---------------------------------------------MOVIMENTO DE TERRA------------------------------------------------------------------3 . Normalmente em níveis até -80 cm a melhor solução é o aterro. Qualquer atitude deverá ser bem analisada. Pode-se rebaixar o terreno até obter-se uma base plana. A partir daí a execução de uma laje de piso é mais recomendado com a possibilidade. Nesse caso também há várias atitudes a serem tomadas.

Quando em aclive devemos prever a retirada do solo excedente.00 IRREGULAR -0. Em seguida aplicamos o fator de empolamento para saber os volumes reais a serem movimentados. em pequenas obras. __________________________________________________________________________________ Prof.0. Sabendo a área da figura multiplicamos pela largura do terreno para determinar o volume da seção correspondente. trapézios e retângulos. a principio. A partir do calculo de volumes de corte e aterro será possível verificar se apenas o remanejamento do solo criará o plano nivelado necessário. +0. caracterizando um corte. Tomando-se como base o corte. isto é possível. em planta e em corte para definirmos os volumes resultantes.80 PROCEDIMENTOS: Para calcular os volumes e definir as operações de terra a serem realizadas devemos considerar os dados levantados quando da visita previa que.00 CALÇ. ATERRO 25. Em um desenho simples mostramos o contorno do terreno.0. dividimos o perfil em figuras geométricas que geralmente formam triângulos. Será necessário mostrar os valores obtidos em duas vistas.00 6) A situação a seguir poderá gerar mal aspecto.80 25. são realizados com a mangueira de nível. ou seja.00 CALÇ. utilizando-se caminhões e gerando assim um gasto adicional. Quando as seções do terreno são equivalentes e as diferenças de nível também. Se não.RUA + . a posição da rua e calçada assim como as dimensões e níveis obtidos. demandará volumes de compra ou bota-fora menores que os exemplos anteriores. PLANO INFERIOR ATERRO -0. Marco Pádua ---------------------------------------------MOVIMENTO DE TERRA------------------------------------------------------------------4 .80 CORTE RUA + . porem será economicamente favorável quanto as movimentações de terra.

6 m3 (Corte) __________________________________________________________________________________ Prof.00 + 0.35 RUA + . a quantidade de água necessária para serem espalhadas sobre o solo para facilitar a compactação segundo suas características.00 + 0. Marco Pádua ---------------------------------------------MOVIMENTO DE TERRA------------------------------------------------------------------5 . O material para completar a elevação virá das escavações da fundação. Se não houver arruamento.00 PLANTA 8. assim como o seu armazenamento.00 17. EXERCÍCIOS RESOLVIDOS: 1) Terreno = 10 X 25 m Solo arenoso Empolamento = 40% 10. caracterizando o bota-fora. da água.50 + 0. também deverá ser contabilizado. acrescentar 50 cm ao existente. Se irregular o calculo deverá determinar se o material cortado será suficiente para aterrar as depressões.Quando em declive a compra de material deverá ser prevista para executarmos o aterro. Devemos calcular nesse caso.35 = 1. O nível final do piso interno deverá ficar entre 30 a 50 cm acima da calçada para facilitar o escoamento do esgoto.4 m2 2 (Multiplicar pela largura do terreno) X 10 = 14 m3 (Aplicar o Empolamento) X 1. Esse custo.0.0. IMPORTANTE: O referencial de nível será sempre a calçada (0.00 B1 CORTE V1 H1 V2 B2 H2 V = A X L (Volume = Área da figura X Largura do terreno) Área do Triangulo = B1 X H1 2 Área do Trapézio = (H1 + H2) X B2 2 V1 = (Área do triângulo) 8 X 0. Este também poderá exceder.4 = 19.00 RUA + .00).50 25.35 + 0.

22 m2 2 (Multiplicar pela largura do terreno) X 10 = 72.75 m3 / 10 (Capac.8 m3 (Aterro) __________________________________________________________________________________ Prof.15 m3 (Corte) Conclusão: V1 + V2 = 120. Marco Pádua ---------------------------------------------MOVIMENTO DE TERRA------------------------------------------------------------------6 .4 = 101.50) X 17 = 7.35 + 0.V2 = (Área do trapézio) (0.2 = 1.4 = 16.2 m2 2 (Multiplicar pela largura do terreno) X 10 = 12 m3 (Aplicar o Empolamento) X 1. caminhão) = 12 caminhões / Bota-fora 2) Terreno = 10 X 25 m Solo argiloso Empolamento = 40% V = A X L (Volume = Área da figura X Largura do terreno) Área do Triangulo = B1 X H1 2 Área do Trapézio = (H1 + H2) X B2 2 V1 = (Área do triângulo) 12 X 0.25 m3 (Aplicar o Empolamento) X 1.

85 m3 / 10 (Capac.4 = 28 m3 (Aterro) (Calculando o valor de x .5 m2 (Multiplicar pela largura do terreno) X 8 = 20 m3 (Aplicar o Empolamento) X 1. caminhão) = 7 caminhões / Compra 3) Terreno = 8 X 25 m Arenoso Empolamento = 40% . Marco Pádua ---------------------------------------------MOVIMENTO DE TERRA------------------------------------------------------------------7 .00 d + 0.85 X 0.25 B V1 H1 V2 x d-x V3 V = A X L (Volume = Área da figura X Largura do terreno) Área do retângulo = B X H1 V1 = (Área do retângulo) 10 X 0.25 + 0.2 + 0.5 x 0.4 = 50. 3.35) X 13 = 3.25 = 2.25 .00 15.75 __________________________________________________________________________________ Prof.00 10.0.25 = x então.00 25.00 .75 – 0.75 = 5 m d – x = 15 – 5 = 10 m 0.0.50 RUA 8.25 x = 0.05 m3 (Aterro) (Compactação) Água (24%) = V1 + V2 = 66.congruência de triângulos) _H1_ = __x__ H2 d–x 0.5 15 – x x = 3.0.50 H2 RUA + .24 = 16.04 m3 Conclusão: V1 + V2 = 66.57 m2 2 (Multiplicar pela largura do terreno) X 10 = 35.V2 = (Área do trapézio) (0.75 m3 (Aplicar o Empolamento) X 1.0.

5 = 2.00 d 12.30 RUA + .50 -0. caminhão) = 1 caminhões / Compra EXERCICIOS PROPOSTOS: A seguir vamos sugerir algumas situações para que seja calculado os volumes.V2 = (Área do triangulo) = 5 X 0.00 V1 B H1 10.00 RUA +0. Os dois primeiros exercícios trazem o perfil do terreno e o restante ficará a seu cargo. as operações de terra e o numero de caminhões necessários para compra ou descarte do solo.00 +0.15 = 5. 4) Terreno = 12 X 32 m Argiloso Empolamento = 40% 12.4 = 7 m3 (Aterro) V3 = (Área do triangulo) = 10 X 0.65 m2 2 (Multiplicar pela largura do terreno) X 8 = 5 m3 (Aplicar o Empolamento) X 1.0.50 32.25 = 0.30 -0. Marco Pádua ---------------------------------------------MOVIMENTO DE TERRA------------------------------------------------------------------8 .30 +0.00 10.50 __________________________________________________________________________________ Prof. Considere o volume de transporte para cada caminhão igual a 10 m3.5 m2 2 (Multiplicar pela largura do terreno) X 8 = 20 m3 (Aplicar o Empolamento) X 1.00 V2 x d-x V3 H2 B V4 -0.4 = 28 m3 (Corte) (Compactação) Água (15%) = V1 + V2 = 35 X 0.25 m3 Conclusão: (V1 + V2) – V3 = 7 m3 / 10 (Capac.

60 V4 6) Terreno = 10 X 50 m Argiloso Empolamento = 40 % 10.50 -0.80 RUA +0.5) Terreno = 10 X 25 m Arenoso Empolamento = 40 % 10.00 V1 V2 V3 -0.60 +0.00 14.00 = = = = __________________________________________________________________________________ Prof.00 RUA + .20 -0.0.00 RUA -0.00 4. Marco Pádua ---------------------------------------------MOVIMENTO DE TERRA------------------------------------------------------------------9 .60 -0.00 +0.50 +1.20 -0.20 10.00 -0.80 25.00 7.

b) Nº de caminhões necessários para o material a ser comprado. 3) O material destinado ao aterro (Arenoso) deverá ser comprado. 2) Os volumes resultantes do corte (Argiloso) também serão descartados.00 30.80 (natur. Pede-se: a) Nº de caminhões (10 m3) necessários para bota-fora.50 (natur.50 (natur.0. 10.00 30.00 __________________________________________________________________________________ Prof.) Aterro a ser retirado 100.80 (natur. 4) Após as operações de terra o perfil do terreno deverá coincidir com o nível da calçada.80 (natur.00 (exist.) -0.50 (natur.7) Terreno = 10 X 100 m Argiloso (exist.) +0.) +1.00 10.0.) -0.) +0.) -1. Marco Pádua ---------------------------------------------MOVIMENTO DE TERRA----------------------------------------------------------------10 .: 1) No primeiro trecho do terreno há um aterro ruim que deverá ser retirado.00 20.) + .00 (exist.00 10. c) Volume de água necessário para as operações de aterro.00 RUA + .) – Empolamento (corte) = 35 % Aterro arenoso – Empolamento = 25 % Retirada do existente – Empolamento = 15 % Obs.