PROCESSO PENAL RESUMO DE PROCESSO PENAL 4 Rosivaldo Russo

A1 AÇÃO PENAL – 24 A 62 O cidadão exige a tutela jurisdicional do Estado. É o direito público subjetivo de se invocar o Estado-juiz a aplicação do direito objetivo a um caso concreto. CONDIÇÕES DA AÇÃO PENAL – 43 I , 43 II CPP, 546 II CPP, 648 I CPP a) possibilidade jurídica do pedido b) legitimidade para agir – legitimatio ad causam c) interesse de agir CONDIÇÕES DE PROCEDIBILIDADE – 43 III parte 2a CPP, 7 $2 CP, 145 CP, 107 CP Exigidas pela lei para a propositura da ação penal. Ex. requisição do ministro da justiça e representação CONDIÇÕES DE PROSSEGUIBILIDADE – 107 VIII CP Possibilitam o prosseguimento do processo, em casos determinados pela lei. A2 AÇÃO PENAL PÚBLICA - 41 4.1 Momento do início da ação penal = com o recebimento da denúncia. 4.2 Classificação da ação penal Quanto a tutela jurisdicional invocada: a) de conhecimento ou condenatória b) cautelar. Ex. habeas corpus preventivo c) execução. Ex. pena de multa Quanto aos tipos de ação penal: a) pública (a PI chama-se denúncia) b) pública incondicionada (independe da vontade da vítima) c) pública condicionada d) privada (a PI chama-se queixa-crime) e) exclusivamente privada f) privada personalíssima (quem pode exercer a queixa é apenas a vítima – 236 e 240 CP) g) privada subsidiária da pública (que ocorre face a inércia do MP – entra com queixa) Obs.: Não existe ação penal popular em que qq pessoa pode denunciar um crime. A iniciativa é do MP, inclusive nos casos de responsabilidade do Presidente da República (129, I CF). 4.3. Ação penal pública . titular = MP . a regra é ação penal pública, salvo qdo. A lei expressamente declarar privada do ofendido (100 e 145 CP) . seja qual for o crime, quando praticado em detrimento do patrimônio público ou interesse da União, Estado e Município, a ação penal será pública (24 $2 CPP). 4.3.1 Princípios da ação penal pública a) Obrigatoriedade ou legalidade processual: O MP não possui o poder discricionário para apreciar a conveniência ou oportunidade da instauração do processo (CF). Exceção: 76 da 9099/95 – poderá em vez de oferecer denúncia fazer a transação penal. 1

ex. Ação penal pública condicionada e incondicionada Tipos de ação penal (24 CPP): a) Condicionada = depende de representação do ofendido (ou representante) ou de requerimento do Ministro da Justiça. necessário (41 CPP) 4. c) classificação do crime.4 Requisitos da denúncia ou queixa a) exposição do fato criminoso – com todas as circunstâncias. Se comparecer mais de uma. b) incondicionada = só depende do MP. c) ofendido < 18 ou doente mental = após cessar a incapacidade.2. Segundo o STF isso não vale para ação penal pública. b) < 18 = representante. d)rol de testemunhas – qdo.b) Indisponibilidade: o MP não pode desistir da ação proposta após oferecida a denúncia. c) for manifesta a ilegitimidade da parte ou faltar condição de lei para o exercício da ação – nesse caso a rejeição da denúncia ou queixa não obstará ao exercício da ação. juiz ou à autoridade policial. OBS. descendente ou irmão (só as previstas em lei podem). salvo quando (43 CPP): a) o fato narrado evidenciar que não constituiu crime. Titularidade do direito: a) ofendido (regra). Mas a ação pode passar. b) qualificação do acusado – ou esclarecimentos pelos quais se possa identifica-lo. reparação de danos que passam a sucessores. 4. 4.3 Denúncia O que é denúncia: É a peça inicial da ação penal pública. 2 .3. Prazo para representação: a) 06 meses do dia em que se vier a saber quem é o autor da infração (geral).792/03). b) já extinta a punibilidade. Enumeração taxativa: morte do ofendido ou qdo declarado ausente = passa ao cônjuge (companheiro). desde que o acusado se submeta a determinadas regras. c) Indivisibilidade: Não há liberdade para denunciar só alguns réus. d) > 18 = pode representar (revogação do 194 do CPP pela lei 10.: inicia a contagem incluindo o dia do começo e excluindo o dia do final do prazo. c) incapaz e sem representante legal = será nomeado curador especial. ascendente. Exceção: 89 da 9099/95 – o MP oferece denúncia e propõe a suspensão do processo.5 Rejeição da denúncia ou queixa Em princípio o juiz deve receber.3. Crimes políticos e outros: 24 $ 2 CPP 4. Vinculação do MP: Não fica o MP vinculado ao oferecimento de denúncia em face da oferta de representação. É o ato pelo qual o Promotor de Justiça formaliza a acusação perante o juízo competente.3. b) em caso de legitimidade concorrente com idade 18 a 21 = 06 meses do dia em que o legitimado tomou conhecimento da autoria. Destinação da representação: MP. É a manifestação expressa da vontade de que se aplique a lei penal ao provável autor da infração. OBS. pela prescrição ou outra causa. d) sem capacidade com colidência de interesses com seu representante = curador especial. Decadência do prazo para representação: acarreta extinção da punibilidade. c) de 18 a 21 = representação concorrente ao seu representante.3. desde que promovida por parte legítima ou satisfeita a condição. será exercido pelo parente mais próximo (24 $1 CPP).: O curador não é obrigado a representar. d) Intranscendência: A ação não pode passar da pessoa do criminoso.

sua classificação ou fixação da pena. em seguida o parente mais próximo na ordem do art.4.: Qdo. pobreza (tirará $ da ação): a requerimento da parte e prova. . d) Intranscendência – na proposta da ação só entram o partícipe da infração e o autor. se é ação penal privada 3 . 161. O MP não pode aditar a queixa para incluir outros ofensores. Exceção: caso de perdão não aceito (56 CPP). d) perempção.4. prazo: 03 dias contados da data em que o MP receber os autos – se este não se pronunciar dentro do prazo = MP não tem o que aditar = prossegue o processo (46 $2 CPP) . 140. 186. 164 + 167. 4. pois o ofendido pode prosseguir ou não até o final da ação.4. 31 do CPP.3. se comparecer mais de um com direito de queixa = terá preferência o cônjuge (companheiro). o prazo para o oferecimento da denúncia contar-se-á da data em que tiver recebido as peças de informações ou a representação. tem direito de prazo autônomo de 6 meses a partir da data em que completa 18. b) réu solto ou afiançado = 15 dias – se houver devolução às autoridades policiais para novas diligências.4 Prazo para o aditamento da queixa . do mesmo modo que a denúncia pelo MP .6 Prazos para oferecimento da denúncia a) réu preso = 5 dias contados da data em que o MP receber os autos do inquérito policial. A titularidade é da vítima ou seu representante legal. que a peça iniciatória acusatória. 4. morte ou ausência (declarado legalmente) do ofendido = passa ao cônjuge (companheiro). a ação for personalíssima. 179. ou não processa nenhum. descendente ou irmão. Quando completa 18. é o Estado quem julga e pune. . c) perdão.1 Princípios informativos da ação penal privada a) Oportunidade ou convergência – o ofendido tem liberdade para decidir se vai ou não processar o agente do crime. Características da ação penal privada: a) renúncia. podendo qq um seguir caso o querelante desista (36 CPP). Condições de aditamento: na ação penal privada só pode aditar para acrescentar circunstâncias que possam influir na caracterização do crime. Porém.2 Conceito de ação penal privada O interesse do ofendido sobrepõe ao público.4 Ação penal privada 4. A3 4. o MP se vale da indivisibilidade da queixa – entram todos os autores (48 CPP) . a data de início será aquela em que o MP receber novamente os autos (16 CPP). 187. 139.4. b) desistência. Exceção: qdo. 189. Crimes que se procedem mediante queixa-crime (CP): 138. 163. morte do ofendido (38 CPP) = os representantes (31 CPP) terão o mesmo prazo para ofertar a queixa (a partir em que qq dos representantes houver tomado conhecimento da autoria da conduta. o juiz nomeará adv (32 CPP) – o atestado policial vale como prova 4. Porém. . ascendente. c) crime eleitoral ou de imprensa = 10 dias d) se a conduta afrontar a lei de abuso de autoridade = 48 horas e) se afrontar a lei dos tóxicos = 10 dias (preso ou solto) f) contra economia popular = 2 dias OBS. Procedem mediante queixa. o MP dispensar o inquérito policial.3 Queixa . 192 e 196. b) Disponibilidade – no curso do processo. companheiro: está previsto na CF . < 18 = só os pais têm direito de oferecimento de queixa dentro do prazo de 6 meses do conhecimento da autoria. 184. c) Indivisibilidade (48 CPP) – ou processa todos os ofensores.4. .

c) ofendido < 18 ou mentalmente enfermo.4. c) 30 dias a partir da homologação do laudo pericial nos crimes de ação privada d) para ação privada subsidiária = 6 meses ontados do encerramento do prazo para o MP oferecer denúncia. fornecer elementos de prova.792/03 = > 18 já é capaz para ação penal 4. Geral: Os prazos são decadenciais (10 CP): computando o dia do começo e excluindo-se o do final – não se prorroga em face de domingo. .: Revogação do 199 CPP pela Lei 10.5. .5 Possibilidades de extinção da punibilidade na ação penal privada 4.792/03 = > 18 já é capaz para ação penal 4.5 Legitimidade para a ação privada a) ofendido > 21 b) ofendido e seu representante legal 18 a 21 – vale a vontade daquele que deseja a persecução penal. intervir em todos os termos do processo. interpor recurso e.7 Espécies de ação penal privada a) exclusivamente privada b) privada personalíssima c) subsidiária da pública 4. propositura: a) ofendido (> de 21 e capaz). só 2 crimes segundo CP: adultério e induzimento a erro essencial ou ocultação de impedimento . c) representante legal ou ofendido (18 a 21).7. b) se esta não for intentada no prazo legal. e sem sucessão .1 Ação penal exclusivamente privada . por crime de induzimento a erro essencial. admissão: a) crimes de ação pública.4. retomar a ação como parte principal. incapaz (< 18 ou mental) = a queixa não poderá ser exercida – resta aguardar que cesse a incapacidade. 06 meses contados a partir do dia que vierem a saber quem foi o autor do crime (38 CPP) Exceções: a) 3 meses a partir da publicação ou transmissão do fato = crimes previstos na lei de imprensa b) 6 meses a partir do trânsito em julgado da sentença que.subsidiária da pública= o MP poderá aditar. cabe ao MP se esta não for intentada no prazo legal: aditar a queixa.4. retomar ou recorrer (29 CPP). d) cônjuge (companheiro). 4. no caso de negligência do querelante.4.7.4. só é admitida na ação penal privada .7. repudia-la e oferecer denúncia substitutiva.: Revogação do 199 CPP pela Lei 10.6 Prazo para o ajuizamento da ação penal privada . < 18 = apresentada pelo representante legal .1 Renúncia ao direito de queixa . 18 a 21 = qq um. a titularidade cabe somente ao ofendido. a todo tempo. a renúncia a um dos autores se estende a todos (49 CPP) 4 . repudiar. 4. oferecer denúncia substitutiva. Ação privada subsidiária da pública (5 LIX CF e 29 CPP) . 4. ascendente ou irmão (morte ou declaração de ausência) OBS.2 Ação penal privada personalíssima .3. pode ser expressa ou tácita . por motivo de erro ou impedimento anule casamento. ou colidirem interesses deste com aquele = o direito de queixa poderá ser exercido por curador especial nomeado de ofício pelo MP ou juiz (33 CPP). mas se houver conflito vale a vontade do que quiser processar. feriado e férias. b) representante legal (< 18). deve ser feita antes de iniciar a ação . OBS. 4. ou não tiver representante.4.

Concedido perdão mediante declaração expressa = o querelado será intimado a dizer em 3 dias se aceita – o silencia é aceitação. Ambas são unilaterais. procurador com poderes especiais = pode aceitar o perdão . menos ao que recusar (51 CPP) . princípio da divisibilidade = se alguém não aceitar o perdão: a ação ocorrerá contra ele (princípio da divisibilidade) ..2 Decadência na ação penal privada . formas: expresso ou tácito . renúncia tácita e perdão tácito = admite todos os meios de prova . esta se extinguir sem deixar sucessor Extinção de punibilidade e perempção: poderá ocorrer em caso de ação exclusivamente privada. por seu representante legal ou procurador com poderes especiais 4. prazo decadencial geral = 6 meses do dia em que vier a saber quem é o autor do crime. iniciada o querelante deixar de atuar em 30 dias seguidos b) falecimento do querelante (ou sobrevivido com incapacidade) não comparecer qq pessoa a quem couber. .5. Renúncia ≠ perempção: a renúncia ocorre somente antes do início do processo. indenização em delitos de menor potencial ofensivo = renúncia (74 da Lei 9099/95) .5. renúncia na ação p. é unilateral . indenização = não significa renúncia . querelante vs representante: não produz efeito o perdão (52 CPP) . perda do direito de prosseguir na ação penal . ou deixar de formular o pedido de condenação nas alegações finais d) sendo querelante pessoa jurídica. subsidiária da publica = não produz qq efeito face a ação ser primordialmente pública.3 Queixa vs representação – prazo decadencial = mesmo prazo (24 par. querelado enfermo ou representante vs querelado: aceitação cabe ao curador (53 CPP) . p. aceitação do perdão fora do processo = deverá constar de declaração assinada pelo querelado. abrangência: a todos os querelados.5 Perempção . SUJEITOS PROCESSUAIS 5 . querelante não comparecer a qq ato sem motivo justificado. único e 31 CPP) 4. podendo o MP retoma-la.4 Perdão do efundido .. Preclusão ≠ perempção: preclusão é a incapacidade de praticar determinado ato processual. ressalvado 36 CPP – prazo 60 dias c) qdo. A4 9. é bilateral . ações peremptas (60 CPP) – nos casos em que somente se procede perante queixa: a) qdo. ocorre com a inércia do ofendido que não intenta no prazo legal . expressa = declaração assinada (50 CPP) .4. e a perempção ocorre após o início da ação penal. ou no caso do 29 CPP. 18 a 21: pelo querelante ou representante . só cabe em ações privadas . do dia e que se esgotar o prazo para o oferecimento da denúncia (38 CPP) 4. 4. período: durante ação e antes do trânsito em julgado da sentença . direito de queixa na relação menor e representante = nunca cerceará o direito de queixa . extinção da punibilidade = pode ocorrer com o aceite do perdão .5. perda do direito de ação penal . devido a inércia ou negligência do querelante .

ausência do defensor = em nenhum caso determinará o adiamento do processo – o juiz nomeia um substituto nem que seja provisório (defensor ad hoc) – mas a audiência poderá ser adiada se o juiz quiser (discricionariedade).2. função geral = auxiliar na acusação . os assistentes. OS PROCESSOS EM ESPÉCIE – PROCESSOS E PROCEDIMENTOS 15.3. . b) se ele ou parente próximo estiver respondendo por processo análogo. qq das pessoas elencadas no 31 CPP – trata-se do assistente de acusação. reperguntar às testemunhas. nulidade absoluta do processo = impedimentos de caráter objetivo . b) dativo = nomeado pelo juiz .1 Do procedimento ordinário (394 a 502 CPP) 6 . na ação penal pública (titular MP) é possível ao ofendido ou seu representante intervir em todos os termos do processo. todos devem ter defensor (adv) . . < de 18 são inimputáveis = sem legitimidade passiva – só Estatuto da Criança e Adolescente . parentes de juiz = não podem ser defensores 9. . dependem de argüição por parte do interessado . participar de audiências e debates orais. arrazoar e contra arrazoar recursos. não pode: arrolar testemunhas senão no libelo para oitiva em plenário do tribunal do júri.2 O defensor . c) ter atuado no caso em outra instância.3 O acusado e seu defensor (259 a 267 CPP) 9. ou seja. tempo = após recebimento da denúncia e antes do trânsito em julgado da sentença . espécies de defensor: a) constituído = escolhido pelo acusado (procurador). 257 da CF . em geral é realizada na fase policial . recurso a recusa de assistente 273 CPP A5 15. d) se for sócio. etc. os auxiliares (oficial de justiça. acusado < 18 = curador . .1 O acusado ..5 Os assistentes (268 a 273 CPP) .1 O juiz (251 a 256 CPP) . O MP (257 e 258 CPP) . peritos. aditar o libelo. detentor da função jurisdicional e preside o processo .2. mesmas garantias dos juízes 9. imunidade parlamentar ou diplomática = falta de legitimação ad causam = não podem ser acusados 9. o MP.4 Os peritos (275 a 280 CPP) . as partes. 9. a sua falta. nulidade relativa = impedimentos de caráter subjetivo. os seus órgão não funcionarão: mesmas restrições dos juízes . as partes não intervirão na nomeação dos peritos . doentes mentais são inimputáveis = com legitimidade passiva – pode ser aplicada medida de segurança . interpor recursos. c) se tiver aconselhado qq das partes.) 9. o juiz. funções específicas = propor meios de prova. acionista ou adm. juiz suspeito: a) amigo íntimo ou inimigo capital. b) ter servido como testemunha. promover e fiscalizar a execução da lei .. não podem ser peritos – 279 CPP 9. . não pode atuar qdo (impedimentos com caráter objetivo): a) ter grau de parentesco.

.1. recebimento = dá início a ação penal e constitui causa interruptiva do prazo prescricional . não comparece para interrogatório. poderá o próprio réu ou seu defensor apresentar a defesa prévia.2 Recebimento de denúncia ou queixa . o juiz marca o dia e a hora do interrogatório do réu e sua citação 15. será interrogado assim que comparecer em qq dos atos processuais. sob a pena de serem consideradas sanadas .1.1.1.3 A citação e a suspensão do processo . mas nada impede de apresentar sua defesa. requisitos para suspensão do processo (366 CPP) = qdo.15. não vai.6 Audiência para a oitiva de testemunhas de acusação . rol de testemunhas: este é o momento para apresentar o rol. Também. réu citado por edital não comparecer e nem constituir adv . arrolagem = na denúncia ou queixa 15.4 Interrogatório . da data do interrogatório . no caso de defensor dativo. c) réu muda de residência e não comunica ao juiz . rejeição pelo juiz: podem ser rejeitadas nos termos do 43 CPP . 8 testemunhas para o ordinário . recurso contra suspensão = recurso em sentido estrito . citação pessoal = se não comparecer = revelia (367 CPP) . prazo: 3 dias a contar do interrogatório ou da ciência da nomeação. poderá exercer seu direito de auto-defesa 15.5 Defesa prévia . efeitos da suspensão = suspende prazo prescricional – 4 + 4 anos e depois será extinta a punibilidade . a falta da citação acarreta a nulidade absoluta do processo . sem motivo justificado. prazo de 40 dias = réu solto . revelia e presunção de veracidade = no processo penal a revelia não acarreta presunção de veracidade (princípio da verdade real) – e a acusação continua com o ônus da prova . efeito da revelia = único efeito = a partir da sua decretação o acusado não mais será intimado dos demais atos processuais. argüição de nulidades ou oposição de exceções = este é o momento. aplicados a crimes punidos com pena de reclusão para os quais não exista rito especial .7 Audiência para a oitiva de testemunhas de defesa 7 .1 Aplicação e fases do procedimento ordinário .1. também é momento para: requerer matéria de direito e produção de provas (apreciado pelo juiz) .1. desistência (401 CPP) = pode ocorrer aqui 15.1. sob pena de preclusão . 15. contagem do prazo = começa depois dos 3 dias da apresentação da defesa prévia ou se ocorrer desistência desta. b) réu citado pessoal para qq ato e sem motivo justificado. conseqüência da suspensão = prisão preventiva = o juiz pode decretar uma vez decretada suspensão . prazo de 20 dias – réu preso . após. hipóteses para revelia: a) réu citado pessoalmente e. fases do ordinário: a) recebimento de denúncia ou queixa b) citação c) interrogatório d) defesa prévia e) oitiva de testemunhas de acusação f) oitiva de testemunhas de defesa g) pedido de diligências (499 CPP) h) alegações finais (500 CPP) i) sentença 15.

prazo = 24 horas .8 Pedido de diligências . querelante e réu .1. mas o número de testemunhas é de 5 Diferença entre ordinário e sumário Ordinário = crimes de reclusão 1. Sentença – 10 dias ou + 10 Prazo total = 81 dias Sumário = crimes de detenção 1 a 6 é igual. c) defensores do réu ou réus. Interrogatório do réu 5.9 Alegações finais . juiz abre vistas dos autos as partes para alegações finais . AIJ + debates: a) oitiva de defesa. Recebimento pelo juiz = início do processo 3. ordem (se não for respeitada = nulidade): a) MP ou querelante. Oferecimento de denúncia ou queixa com rol máximo de 8 testemunhas 2. ordem: MP. desistência do depoimento (404 CPP. Diligências complementares – 24 horas (499 CPP) 9.1. é uma outra audiência para as testemunhas de defesa . alegações finais = se a defesa não apresentar é causa de nulidade absoluta . ainda que a competência esteja afeta a justiça estadual . Juiz designa AIJ em 8 dias + notificação das testemunhas de defesa 9. mas com 05 testemunhas 7.. 10259/01 = crimes de menor potencial ofensivo são aqueles cuja pena privativa de liberdade máxima é igual ou inferior a 02 anos ou multa. Audiência inquirição das testemunhas de defesa 8. pena privada de liberdade máxima seja de igual ou inferior a 01 ano (61 da 9099/95) . 20d preso 7. rito ordinário = por escrito.2 Procedimento sumário . prazo com mais de 2 réus e adv diferentes = prazo comum . 15. Audiência para inquirição de testemunhas acusação – 40d réu solto. . prazos e números = mesmos da acusação .) – correspondem as alegações finais no ordinário (podem ser substituídas por memoriais) 8 . Citação 4. vista: MP vê depois do querelante nos processos por crime de ação privada ou nos processos por crime de ação pública iniciados por queixa . prazo para realização: contado da data da realização da audiência de oitiva das testemunhas . 209 CPP) Instrução Criminal = se encerra após a oitiva de testemunhas de acusação – reconhecimento de elementos probatórios para aparelhar o juiz. Defesa prévia – 3 dias 6. fases do sumário = idêntica ao ordinário. sentença = após alegações finais A7 15. Despacho saneador 8. b) assistente de acusação. preliminares (matérias que impedem o julgamento imediato da causa) = devem ser alegadas em alegações finais . cabimento = em crimes de detenção para os quais não haja previsão legal de rito especial. prazo de 3 dias. b) debates orais (20 + 10 min. autos vão conclusos ao juiz para que defira ou não tais requerimentos 15. segundo a ordem . Alegações finais – 03 dias (500 CPP) 10.

O promotor poderá oferecer a proposta de aplicação imediata da pena restritiva de direitos ou multa.(Lei 9. competência (63 da 90995/95) = lugar da infração . A10 15. mas apenas será registrada. 72 e 75 da 9099/95 Transação Penal (76 da 9099/95): fase da audiência preliminar. informalidade. essa mudança objetiva o princípio da isonomia . c) quando os antecedentes indicarem que essa pena não é suficiente. . b) crimes cuja pena máxima seja igual ou inferior a 02 anos ou multa (art. característica: órgão do poder judiciário que se caracteriza pela participação popular nos crimes dolosos contra a vida. infração de menor potencial ofensivo: a) as contravenções penais do art. fases: a) denúncia ou queixa até sentença de pronúncia. a autoridade policial toma conhecimento da infração (69 da 9099/95) . instigação. induzimento ou auxílio ao suicídio. 21 jurados sorteados entre os alistados. A6 19. b) tenha sido beneficiado nos últimos 5 anos por pena restritiva ou multa.4 A audiência preliminar .10.4. tentados ou consumados. Homicídio. Impedimentos da transação: a) tenha sido condenado por crime privativo de liberdade por sentença definitiva. prisão em flagrante no JECrim = não existe 19. . apelação = prazo de 10 dias contados da ciência da sentença pelo MP. infanticídio e aborto provocado. da qual constarão as razões e o pedido.1 Tribunal do júri . a qual não importará em reincidência. Os juizados especiais criminais – JECrim . intimação (67 da 90995/95): por correspondência com aviso de recebimento pessoal. composição: juiz presidente. ou firma individual para empresa. Sentença: no item 9 ou em 5 dias OBS. economia processual e celeridade – reparação de danos e pena não privativa de liberdade. critérios (62 da 9099/95): oralidade. pois o réu não poderá receber o mesmo benefício no prazo de 5 anos. 61 da 9099/05. inicia-se qdo. por petição escrita. citação (66 da 9099/95): prevalecerá citação pessoal no próprio juizado ou por mandado . citação do réu por edital = não existe . oferecimento oral da denúncia = 77 .3 Da fase preliminar . pelo réu e seu defensor. sendo no mínimo 15 presentes sob pena de adiamento.4 O procedimento dos crimes da competência do júri (406 a 497 CPP) A8 15. resposta do recorrido = em 10 dias por intimação. único da 10259/01). será submetida a apreciação do juiz. Aceita a proposta pelo autor. .1 Introdução . sempre com adv ou defensor público 19. .2 Da competência e dos atos processuais . b) libelo crime acusatório até julgamento pelos jurados.9055/95) – Sumaríssimo 19. lavrará TCO – termo circunstanciado de ocorrência. 9 . . . que aplicará a pena restritiva de direito ou multa (proferirá uma decisão. que nela será especificada.: acareação (538 $4 CPP). 19. 2 par. dispensando o inquérito policial .

é a decisão do juiz considerando improcedente a denúncia ou a queixa .1 Considerações preliminares .2 Função do jurado (433 a 438 CPP) .4.) .4. etc.3.. É redigido segundo a sentença de pronúncia. o juiz estabelece a existência de um crime e determina quem seja seu autor 15. pronunciar total ou parcial o réu. 15.4. coação irresistível. libelo = é uma peça que resume a acusação feita.4. competência da justiça estadual . o juiz reconhece a existência de excludente de culpabilidade (erro de tipo.4.409/02) Lei 11. d) desclassificar o crime para outro.4. Embarguinhos – só podem ser atacados os embarguinhos (382 CPP) = pedido para o juiz esclarecer a sentença.4.4.4 Desclassificação (74 $1 CPP) .1 Considerações preliminares (424 CPP) .4 Absolvição sumária (411 CPP) . no IP deverá ser feito laudo de constatação – é obrigatório prisão em flagrante para oferecimento da denúncia PROVA: 1.3 Impronúncia (409 CPP) .3. c) absolve sumariamente.4. nenhum doc juntara nesta fase do processo .3 A primeira fase do procedimento do Tribunal do Júri 15. 10 .343/2006 . é a exposição escrita e articulada do fato criminoso na pronúncia.4. pronunciar sobre o veredicto 15. contrario de pronúncia .4.3.4.2 Pronúncia (408 CPP) . desclassificação do delito para outro 15.15. o procedimento sempre será especial . sentença absolutória imprópria e própria 2.3 O procedimento nos crimes de tóxicos (lei 6368/76 e Lei 10.3. recurso (589 CPP) 15. b) ser fonte de quesitos a serem formulados na sala secreta.4 A segunda fase do procedimento do Tribunal do Júri – Judicium causae 15. b) impronunciar o réu.2 O julgamento pelo júri (442 a 496 CPP) A9 15.3. 15. recurso (581 VI CPP) 15. o juiz pode optar por: a) nos termos da denúncia. que não doloso contra a vida. É sua função: a) dar conhecimento ao réu da acusação.

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