FEST- Filemom Escola Superior de Teologia “Formando Obreiros Aprovados”

PROFETAS MAIORES

UBERABA – MG – Filemom Escola Superior de Teologia Profetas Maiores Pr. Mateus Duarte

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IN T R O D U Ç Ã O A d iv isãod o s L ivro s

Os 17 livros do Antigo Testamento,de Isa ía sa Malaquias,são classificados como proféticos.Antigoseruditos dividiram estes livros em dois grupos:

a) Os cinco livros: Isa ía s,Jerem ias, Lam entações, Ezequiele Daniel, foram designados como livros dos “Profetas Maiores ”. b) Os outros 12 livros foram designados como livros dos “ProfetasMenores ”.

A divisão entre profetas “Maiores” e “Menores” consiste,não que e sse profeta seja maior ou menor que aquele, mas em que, uns proferiram maior ou menor número de profecias.

Nesta seçãoestudaremosos cham ados“Profetas Maiores”

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Q uem eram e s s e sP ro fe tas?

Os livros dos profetas, formando quase um terço do Velho Testamento, contêm a doutrina e, em certos casos, a história pessoal dos profetas que apareceramisolados,a intervalos ou contemporaneamente, desde o séc. VIII ao séc. IV A. C . Este período é notável pelo largo desenvolvimentodo pensar humano, e pelo aparec imento de ilustres orientadoresdo espírito em todos os paísesdo globo.

QuandoSofoniasprevia a desgraçaque devia cair sobre Jerusalém ,e Naum descreviaa ruína de Nínive,Zoroastro, segundoum cálculo provável,empenhav a‐ se a fundo na reforma da antiga religião iraniana. QuandoJerem iase Ezequielinsistiam na pregaçãodo culto interior e puro a D eus,na conduta sincerae na responsabilidade pessoal,Confúciodava à religião da Chinauma forma definitiva, enquanto Sidartana Índia lançavaos fundamentosdo Budismo.

Na era dos profetas que surgiram depois do exílio, encontrav a‐se em elaboraçãoa antiga religião grega,enquanto os filósofos da Jônia concebiam novos e elevadosconceitos do universo e os dramaturgos da Ática represen tavam os mistérios da vida humana,sem esqueceremo espír ito de justiça a que devia subordinar ‐se.

Atravessav a‐se, então, um período de grandes acontecimentos políticos: Israel, deixava de existir; a Assíria
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vivia um período de ressurgimento nacional. sem que todavia. que foram os profetas de Israel e de Judá. Mateus Duarte Página 4 . Jerusa lém. via‐se a braços com a praga das lutas internas. depois de se libertar galhardamentedo inimigo invasor. após ter sofrido uma destruição total. A Grécia. nenhum sábio. da política e da estratégia. Rom a. nenhum político. UBERABA – MG – Filemom Escola Superior de Teologia Profetas Maiores Pr. Enfim. a expandi r‐se avassaladoram ente. nenhum herói tenham superado e sse s homens de poder e de visão. uma época brilhante em todos os ramos da ciência. Babilônia era submetida pelos persas.perdia a sua independência.

Os profetas. m as não UBERABA – MG – Filemom Escola Superior de Teologia Profetas Maiores Pr. Mateus Duarte Página 5 .A V o ca çã o de um Profeta Os pregadoresdo séc. Mais três nom es vêm‐nos indicar como o profeta recebia a sua mensagem . tal como este patriarca.foram "chamados"por D eus. pois desde os tempos remotos de Abraão se vêm verificandoe ssestestemunhosduma doutrina fixa. O que vinha a ser então o profeta? Primeiramenteum "homem de Deus".e a seguir como a tornava conhecida. Mas.sobretudo.Vêm de longe.que os encarregou duma m issãoaltamente espiritual. que.Finalmenteo profeta é um "homem de Espírito". no sentido que normalmentelhe atribuímos. com uma m issão especi al a cumprir. Os diferentes nomes que a Escrit ura atribui aos profetas dizem algo do caráter e da naturezada obra desseshomens excepcionais. portanto. Em segundolugar o profeta é um "servo D O S E N H O R ". O profeta vê o que não é dado ver aos restantes homens.e. m ais reto e m ais justo do que eles.no dizer de O séias(Veja: Os 9. a de entregar uma mensag em aos povos. podemosainda acre scentar aos epítetos do profeta o de "intérprete". se atendermosao fato de que era e sse homem que explicava aos povos a mensagemdivina. A s su a spalav ra s tinham uma autoridade e uma força que só podiam advir de Deus. D aí ser o profeta o "mensageiro D O S E N H O R ". reveladagradualmente. Isto no que se refere ao poder e à autoridadedo profeta.se baseou.quer dizer m ais intimamente ligado a D eusdo que os outros homens. VIII não foram os primeiros profetas. Dois deles roeh e chozeh significam"vidente".7).na pregaçãode Moisés.

por mérito próprio devido a uma excepcionalperspicácia. pois o objeto dessa visão é revelado por D eus. Dn 9.independente da vontade do mesmo profeta. e dá a entender que a pessoaassim designada é um verdadeirointérprete. é nabi. A "visão" do profeta resulta exclusivamentedum dom sobrenatural. A terceira palavra em questão. que tal subm issãoa D euspode implicar uma passividade absoluta. Mateus Duarte Página 6 .com oração e com rogos (cfr. quando m ais não seja. já que. m ais freqüente e que se traduz por profeta. como se pode deduzir da palavra "vidente". porém. preparando ‐se para ela. a s m ais das vezes.Tam bém não se trata do emprego de meios semelhantesaos que se utilizavam na adivinhaçãoou no ocultismo.3). Não vá julgar‐se.ou a um poder de penetração. a visão exige não pequeno esforço da parte do profeta.O uso das faculdadesnormais do profeta não fica em suspenso. que são apanágio de inteligênciasagudase experientes. UBERABA – MG – Filemom Escola Superior de Teologia Profetas Maiores Pr.

) a A s s íria encontr ava‐se plenamenteabsorvidacom os UBERABA – MG – Filemom Escola Superior de Teologia Profetas Maiores Pr.Por isso. apenasaproxim adas. moral e religiosa da época em que viveram. que podemos agrupar os acontecimentos conforme o período desse domínio exercido.e reforçadasde vez em quando por uma ação simbólica (cfr. a) O Perío do A s s írio Durante a maior parte do reinado de JeroboãoII (783‐743 A. Jr 28. a história de Israel e de Judá foi largamente afetada pelas ambições de três grandespaíses:Assíria.E de tal modo o domínio foi exercido pelos vencedores.os últimos profetas não operavammilagres.10).e por isso não admira que nem sempreconcordema s cronologi as apresentadas.Ao contrário de E lia s e Eliseu. Assim se explicam algum as das descriçõesde reinadossucessivos dos livros dos R e is e das Crôni ca s. Mateus Duarte Página 7 . econômica. C . A s datas são.Confiavaminteiramente nas palavrasescritas ou proferidas. O Que A con te cia Na H istória Durante os vários séculos da atividade dos profetas. a s su a sobras refletem a vida política. a s circunstâncias do presente. social.Babilônia e Pérsia. Em bora unidos ao passado. interessavam ‐lhes. sobretudo. por vezes.

como se depreende da pregação de Am ós e O séias.seus assu ntos internos. de maneiraa não incomodara s pequenasnaçõe s. Mateus Duarte Página 8 . todavia. de acentuar o declínio espiritual e a corrupção dos costum esque então atingiram um nível nunca alcançado. que prosseguiam tranqüilamentena sua política individualista.Este acontecimento.já foi anunciadopor Jo n a s(Veja: 2 R s 14.Este s profetas não deixam.Jeroboãoestenderaa s fronteiras do norte até aos limites do reinado de D avi.foi seguido por um largo período de prosperidadematerial. UBERABA – MG – Filemom Escola Superior de Teologia Profetas Maiores Pr. com exceção de Jud á.25).

após uma série de cam panhas militares. C.e Israel m ais uma vez passou a pagar tributo à Assír ia. acontecimentotambém previsto por Am ós e O séias. pediu socorro à Assíria. Isa ía s. esta prosperidadematerial de conduzir ao esquecimentode Deus. Em 732 A. profetizou a destruição da corte real. capitulou ao seu sucessor SargomII.que começou a sua m issãoprofética no ano da morte de U zias(cfr.Quando.Foi nesta altura que Isa ía s previu a queda de Sam ariae D am asco.porém. por exemplo. o mesmo sucedendodez anos m ais tarde a Samaria. após três anos. oferece ‐nos uma descriçãoreal dos m ales sociaise religiososdo UBERABA – MG – Filemom Escola Superior de Teologia Profetas Maiores Pr. não deixou. Is 6).a que Tiglate‐ Pileser III respondeu com a invasão duma grande parte de Israel.Em 745 A. m as falhou a tentativa de atingir a liberdade. C . todavia. procurou infiltrar‐se na Ásia ocidental.Com a queda da dinastia de Je ú a história de Israel sofreu novas alterações.encorajado pelo Egito.que passoua reinar dez anos. no reinado de Jeroboão.possive lmente por não querer aderir àquela aliança. Coroadasde êxito tais tentativas. Mateus Duarte Página 9 . Com o Israel. não concordandocom a política da Assíria.Não obedecendoaos conselhosdo profeta. revolta‐se contra a Assí ria.formou uma aliançacom a Síria e atacou Judá. o rei da Judéia. embora durante quase cinco pagassetributo à Assíria. Os sobreviventes foram exiladose o reino do norte deixou de existir. Acaz. levando a população dos territórios invadidos e reduzindo o reino do norte a estreitas fronteiras. Judá no tempo de U zias aproveitou a relativa liberdade e independência para desenvolver o poderio militar e intensificar o comércio. O séias. P e ca foi assassinado por O séias. subiu ao trono seu filho Pe ca ías. cabo de um m ês Salum foi assassinado por Menaém.Cinco reis subiram ao trono e em breve espaçodesapareceramAo .após um efêmero reinado de 6 m eses. mercê dos pecados de Israel. Am ós. D am as co sofre a invasão da A s s íria.sucessorde Jeroboão. profecia que se cumpriu quando Zacarias.foi a ssa ssin ado pelo usurpador Salum . A cidade foi cercada pelo exército de Salm ane ser V e. Tiglat e‐PileserIII. uma revolta substituiu‐o por Pe ca que.

Mateus Duarte Página 10 . vai censurara nação por UBERABA – MG – Filemom Escola Superior de Teologia Profetas Maiores Pr.e passou ‐se a confiar no Senhor. C . Morto SargomII em 705 A. seu sucessor.Durante o período difícil.pelo amor que dedicavaà CidadeSanta.12 ‐21). Durante algum tempo.Mais tarde. o usurpadorbabilônicoa Merodaqu e‐Balad ã.tempo de Jotão. causouuma profunda impressão. que eram seus tributários. Judá perdeu a sua independência.. todavia. que terminou pela libertaçãomiraculosade Jerusalém . Ezeq uias continuou a política de sujeiçãode seu pai e. quando o Egito pensou em fomentar uma revolta entre a s naçõesmenores. porém. 2 R s 20. A invas ão de Senaqueribe.Associou. Isa ía sopôs‐se a uma aliança e previu a queda do país. Ezequias revoltou‐se contra a Assíriae atacou os filisteus. Em virtude de Acaz. Isa ía sencorajouo rei e o povo a confiarem sempreno Senhor. depois do que profetizou o cativeiro de Babilônia(cfr.não ouvir a s advertências do profeta na altura da guerra entre a S íria e Efraim. o que veio trazer conseqüências desastrosas para a vida religiosa da nação.

Nabopolassarfundava o Império neo‐babilônico. prestou vassal agem à Assíriae voltou ao paganism o. filho de M anassés. onde a s invasõescitas se tornavam um perigo am ea çador.10‐12).o filho de Amom. C . Nínive foi conquistadapelos medos e pelos babilônios em 612 A. que o Egito podia à vontade consolidara sua posição de reino independente. Jo sia s. Mateus Duarte Página 11 . 2 R s 16. C . S e u filho M anassés. A reforma de Ezequias. porém.eliminou a s práticasintroduzid as por seu pai A caz (cfr. Entretanto. Ao findar o reinado de Assurbanípal (668 ‐630 A. Faraó Neco levou a cabo uma expediçãoao Eufrates. Amom foi assassinadopelo chefe dum partido. em Jud á. C .podia executar a reforma indicadano livro que encontrou no templo e estender a sua atividadeaté Sam aria. b) O PeríodoNeo‐ B ab ilôn ico Em 608 A.receando talvez pela liberdade do seu UBERABA – MG – Filemom Escola Superior de Teologia Profetas Maiores Pr. que poderíam os chamar reformador. efetuada no tempo de Isaía s e Miquéias. o poder da Assíria entrava no seu declínio.não dar glória a Deus. e Jo sia s.).ao profetizar o reinado de Amom.2‐4. Com o causa destes acontecimentos. desta vez acompanhado duma série de perseguições e de atos de violência. O império assírioperdia‐se irremediavelmen te. a atenção do rei de tal modo se concentrava nos acontecimentosdo oriente e do sul.que acabavade derrotar o inimigo. seguindo ‐se o domínio evidente de Babilônia. que tornaram detestávelo seu reinado. C .S ó depois da morte daquele rei em 625 A. Após dois anos de governo.apresen ta‐nos também um esboço da sociedadedo seu tempo. Sofonias.Com o Naum previra.

Depoisda morte de Jo s iassubiu ao trono seu filho Je o c a z.A série de reformas UBERABA – MG – Filemom Escola Superior de Teologia Profetas Maiores Pr.pois após três m esesfoi deposto.povo. S ó um dos quatro restantes reis de Jud á morreu de morte natural. que entregou o trono a seu irmão Jeoaquim. saiu‐lhe ao encontro e deu‐lhe batalha em Megido. assim Jerem iase Ezequielna luta final de Jud á foram os mensageir os da palavra de D eus ao povo.13‐ 19). Os acontecimentosque se seguiram em Judá têm uma estranha sem elhançacom a de Israel nos últimos anos. e exilado por Faraó Neco. Tal como os profeta s O séias e Isa ía s ‐um dentro e outro fora do reino‐estiveram em contato com os acontecimentosde Israel. Mateus Duarte Página 12 .Jerem iascomparaa injustiça deste com o reto procederdo pai em relação aos pobres e necessitados (Veja: Jr 22. que neste reinado também se levantou uma onda de paganismo gigantesca e avassaladora. E das su a s palavras se conclui. num reinado de curta duração.

Faraó. Judá foi subjugadae durante três anos Jeoaquimprestou vassalagem a Nabucodo nosor. Três m esesm ais tarde. Isto deu azo à discussão travada entre Jerem iase Hananias. depressafoi posto de lado o culto D O S E N H O RÉ . filho de Nabopolassar. a s mulhereslogo replicaramque não podiam abandonartal culto. Neco perdeu a vida na batalha de Carquém isem luta com os babilônios. faleceu Jeoaquime subiu ao trono Joaquim. Mateus Duarte Página 13 . seu filho. C .Pouco depois Jud á revoltou‐se. Matanias. em virtude de o primeiro não ser favorável à dita revolta (Veja: Jr 28.promulgadas não alteraram o espírito da nação. foi colocado no trono por Nabucodo nosor que lhe mudou o nome para Zedequias. C.Quando Jerem iasprotestou contra o culto da Rainha do Céu. que imediatamente aproveitou a sua supremaciapara influir nos ânimos m ais tímidos. antes que Nabucodono sor interviesse para dominar a situação.O resto do povo.dirigiu‐se para o Egito e com ele seguiuJerem ias.juntamente com a s p essoas m ais destacadas do país. Quem se beneficiou foi o Egito. Em 594 A. C. em 597 A. m as. porém a suceder mais tarde no tempo de Faraó Hofra com um novo cerco a Jerusalém . Em 605 A. prolongar a vida de Jerusalémpor m ais dez anos. que os espíritos ficaram completamentetranstornadosapós a destruição de Jerusalém . uma UBERABA – MG – Filemom Escola Superior de Teologia Profetas Maiores Pr. tio do rei cativo.. então freqüente entre os judeus no Egito.1‐7). surgem embaixadores dos pequenos estadosvizinhos a solicitarem apoio para uma revolta comum. no entanto. A capitulaç ão do rei de Jud á veio.E s s ecativeiro durou trinta e cinco anos. capitulou e Nabucodonosor levou‐o cativo para Babilônia. Estabelecendo ‐se nas cidades fronteiriças. vindo. No momento o motim não chegou a realizar ‐se. conduzidopor Joanã.

O profeta era um membro desta colônia. levadoscom Joaquim . D os primeiros cativos levadospara Babilôniasalientaram ‐se Daniele seus companheiros.se tinham estabelecido num lugar chamadoTel‐Abibe. desde que seus pais deixaramde o praticar. D a carta que Jerem ias lhes dirigiu (Veja: Jr 29) pode deduzir ‐se que gozavam de grande liberdade.pois é provávelque UBERABA – MG – Filemom Escola Superior de Teologia Profetas Maiores Pr.20)muitos concluemser familiar à história de Danielaos outros exilados. O livro de Ezequiel fala‐nos largamentedum grupo de judeus cativos que.vez que só a adversidade a s persegu ia. apesar de viverem na corte pagã. Mateus Duarte Página 14 .14. e dois passosde Ezequiel(Veja: Ez 14.que lhes servia de exemplo.ficaram semprefiéis ao culto D O S E N H O RD . que.

depois de ásperascontendas com os sacerdotes. Nabon ido.Ciro então voltou a Babilônia.Era o princípio da sinagoga. C . C reso.da Babilôniae do Egito. Mateus Duarte Página 15 .todavia. que prosperavacada vez m ais.pequena província do E lã. revoltou‐se contra Astíages. Os três reis que lhe sucederam reinaram por períodos relativamente curtos. Nada poderia conduz i‐los ao culto dos deusesdos vencedoresassíriose egípc ios. Guardav a‐se o sábado. e iniciou uma série de conquistas. que se apress aram a formar uma coligaçãocontra ele. C.enquanto outros se entregavamlivremente ao comércio. Longe de C a n a ã. o que vinha fortificar os espíritose contribuir para a divulgaçãoda verdade. a ambição desmedida da Lídia. como podemosverificar pelos impostos que m ais tarde foram lançadospara a reconstruçãodo templo. G raçasà eficiente pregaçãode Ezequiel. Julg a ‐se que o último. Em 561 A. Espreitav a‐o.m as a oração substitu í‐los‐ia.Alguns anos antes Ciro.rei da Lídia.depressaera fácil regressarao D eus de seus antepassados. Foram os anciãosque aí organizarama vida social e religiosa. Os sacrifíciosnão poderiam com facilidadeser oferecidosao SEN H O R .rei da Média. governadorde Chuchan.onde não poderiam considerar ‐se prisioneirosno sentido rigoroso da palavra.Provavelmente lia‐se a Bíblia com regularida de e em público.que submeteusem esforço. Tornou‐se co‐regente seu filho Baltasar. se tenha retirado para a Arábi a. S ob o aspectoreligiosofoi maior ainda o progresso. morreu Nabucodono sor. C . O gênio militar e outras virtudes guerreirasdeste monarcaentusiasmaram a imaginaçãodos UBERABA – MG – Filemom Escola Superior de Teologia Profetas Maiores Pr. nunca m ais se deixaram seduzir pelos seus B a as l .e esquecidosos deusesde Babilônia. porém. atreveu‐se sozinhoa enfrentá‐lo e em 546 A.vivessemem bairros próprios ou então num extenso território demarcado.em 539 A. viu a sua capital Sardes invadida e todo o reino devastado.

escritoresantigos. UBERABA – MG – Filemom Escola Superior de Teologia Profetas Maiores Pr. Partiram nesse ano os primeiros cinqüenta mil. chefiados por Sesbazar. C . só porque lhe tinham sido apresentadas a s profeciasde Isaía s. Ciro sim patizava ‐se com a s aspirações religiosas dos diferentes povos do seu império.Em 538 A.E assim termina o período babilônicocom a subida ao poder do grande rei. que chegou a proteger os judeus. c ) O PeríodoP e rs a Inicia‐se este período por um fato importante: o do cumprimento das profecias da restauração. Conta Josefo. Mateus Duarte Página 16 . publicou mesmo um decreto autorizando ‐os a voltar e a reconstruir a sua cidade.

Após sete m esesde trabalhos intensos,estavarestauradoo altar e já ali se ofereci am sacrifíciosao Senhor.Dois anos depois cavavam ‐se a s fundaçõespara a reconstruçãodo templo. Mas, devido à oposição da populaçã o local, a s obras foram interrompidas até 520 A. C ., e só se iniciaram de novo graças aos estímulos dos profetas Ageu e Z a c arias. Zorobabel,neto de Joaquim , passou a governaro reino de Judá.O império persa via‐se agora a braçoscom diversas revoltas que vieram ofuscar o alvorecer do reinado de Dario. Todasa s atividadesinvulgarespassaramentão a ser objeto de suspeita.Tatenai,governador persa da Síria,mandou abrir um inquérito acercada reconstruçãodo templo, e os judeus viram‐se obrigadosa recorrer à autoridade do decreto de Ciro, uma vez que a notícia confirmadacheg ara à corte persa. Dario, porém, atendeu à s reclamaçõesdos judeus,por serem justas e conformesà lei, e o templo ficou concluídoem 516 A. C .

Nada m ais se sabe dos restantesexilados, até que em 458 A. C . chegaE sdra s com um novo grupo vindo de Babilôniae portadoresde consideráveispresentes para o culto do templo. É talvez melhor colocar o ministério de Malaquias neste período desconhecido antes do aparec imento de Esdras, do que propriamente na altura em que Neemias se encontrava ausente na Pérsia. Sendo assim , facilmente se compree nde que a m issão de E sd ra s e a obra reformadora de Neemias vêm completar a doutrina que encerramos livros, cujos autores são aquelesprofetas.

ArtaxerxesencarregaraE sd ra sde organizaro culto do templo e de instruir o povo em conformidade com a Lei de Moisés. Catorze anos após a sua chega da, Neem ias era nomeado governador da província e conseguiu restaurar a s muralhas da cidade no curto espaço de cinqüenta e dois dias. Era o início da cam panhareformadora, em que se
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empenhara, extermina ndo os abusos e fazendo uma aliança solene com o povo. E sta implicava, em princípio, a guardada Lei Mosaica,a supress ão dos casam entos com estrange iros e do comércio ao sábado,e finalmente uma contribuição pecuniáriapara o culto do templo. A relação entre estas reformas,a que o povo se submetia,e a s que Malaquiaslhe pregava,dão a entender que aquela aliançapode ser considerada como o fruto da pregaçãodo profeta.

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S u a sD outrin as

a) A nature za de D e u s

Podem osconsiderara religião como uma tentativa eficaz para estarmos de boas relações com o supremo Poder do Universo.O caráter e o valor d essasrelações,dependemmuito do conceito que formamosdo objeto do culto. Ao tempo da morte de Josué,embora Israel já tivesseentrado na Terra de C anaã, os seus habitantes ainda não tinham sido completamen te dominados.A s grandestribos e muitos outros grupos organizados continuaram a lutar por m ais algum tempo, com m ais ou menos êxito. Mas gradualmenteos invasores estabeleceram ‐se lado a lado com a s outras populaçõese, esquecendo a s ordens D O S E N H O Rcom , elas se misturar am em c a samentos e com eç aram a adorar os seus deuses.Ainda mesmo quando conservavampura a idéia do monoteísmo, os seus pensamentos com eçavama deixar ‐se influenciar pelas opiniõesque os vizinhospagãosformavam das su a s divindades.É muito poss ível que alguns adorassemo verdadeiroD eus,apena s enquanto era um dos muitos a quem podia prestar‐se culto. Pensavam por , exemplo,que para obter o auxílio divino era suficientetransportar a arca para a batalha (Veja: 1Sm 4.5), ou então oferecer sacrifícios, embora com a consciência m anchadapor uma conduta irregular (Veja: Os 8.12‐13). Sendoestes os frutos da primeira apostasia,a m issãodos profetas era a de tornar conhecidaa naturezade D eus, ou antes dirigir de novo a atenção para ela e considerá ‐la melhor. C a d a um utilizava um proces so diferente, porque a s m ensagensdos
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é possívelque se refira a este último caso.a s circunstânciasparticulares de cada caso e a cultura daqueles a quem eram dirigidas. os UBERABA – MG – Filemom Escola Superior de Teologia Profetas Maiores Pr.26). e o comando de tais estrelasimplicava naturalmente a Onipotência (Veja: Is 40.Ele formou os corpos celestese a s m assasrochosas das montanhas.27). Mas há um conjunto de verdades primordiais. Quanto ao significadooriginal desseepíteto. não é fácil descobrirmosse relaciona com o comandodas tropas de Israel ou com os exércitos celestes.E le aciona os ventos. N os últimos tempos. É o D eusou o Senhor dos Exércitos (Veja: Am 5. O poder de D eus não se manifestou só na criação. Mateus Duarte Página 20 . 1) D E U SÉ O L E G IS L A D OO RN IP O T E N TD E O UNIVE R S O. O prado verdejante é um precioso dom de D eus.28).profetas variavam conforme a sua experiência pessoal. A tradução da Septuagintadá um equivalente exato: pantokrator. dirige a luz e orienta a chuva. O míldio.A s miríadesde estrelassimbolizavam os exércitos dos céus.Ele é o Criadordos confins da terra e não se esgota a S u a energia criadora (Veja: Is 40. Todos os dias o podemosadmirar espalhado pela natureza. todavia. que m ais ou menos constituem a doutrina dos profetas.

dizia‐se. Todosos homenssão iguais perante Ele. quem levou o povo da S íria para Quir. é porque existe uma causa grave e não por mera bagatela como sucedia com os deuses olímpicos. enquanto O distingue do homem na sua existê ncia e na sua essênciacomo criatura. e quem cinge Ciro para realizar o que Lhe agradar(Veja: Is 44.gafanhotose outras forças ocultas de destruiçãoobedecemà s S u a sordens (Veja: Am 4).Foi Ele quem retirou os israelitasdo Egito e os levou para além de Dam asco. Am 9. de onde o tinha retirado (Veja: Am 1.5.Tudo contribui para o desenvolvimento do plano que desde a eternidade tem em vista.27). A palavra "santo".6). O poder do Senhormanifesta ‐se ainda. (Veja: H c 1. (Veja: Am 5. em todos os acontecimentos da história humana. e em larga escala.28. justo e misericordi oso. E le está presen te em toda a parte a observar a conduta dos homens.cujos segredosconhece. H á sempreum motivo: a violaçãoda lei da justiça. Is 45.mesm o os m ais íntimos pens amentos (Veja: Am 4.5). Ele é santo. 3) É O D E U S D A A L IA N Ç ACOM IS R A E. Mateus Duarte Página 21 . referindo‐se a Deus.LEnquanto criou e governa todas a s criaturas D eus quis um parentesco UBERABA – MG – Filemom Escola Superior de Teologia Profetas Maiores Pr. que por uma insignificância. A intervenção DO SENHO R na vida dos homense nas naçõesnada tem do caprichoque freqüentementese atribui aos deusespagãos. A Assír ia é a vara da S u a ira (Veja: Is 10.7). reto. que é comum a D eus e aos homens.5). se iravam contra os homens. 2) D E U SÉ QUEM G O V E R N A M ORAL M E N TE O MUNDO . Quando castiga um país ou um indivíduo.atinge nos profetas um significadomoral. Foi E le quem suscitouos caldeuspara realizar os S e u sdesígnios.13).

13. Por isso não o entrega nas m ãos dos inimigos. Mesmo assim não o abandonoue manteve firme o plano previsto (Veja: Is 6. Mq 5.4.senão após inúmeros conselhos(Veja: Jr 25. expondo ‐se a sofrer gravesconseqüências. deu‐ lhes a Lei para os orientar (Veja: Os 8.1‐4). Mas o S eu povo revoltou‐se contra Ele.7). etc. exortou‐os a obedeceremaos mandamentos (Veja: Jr 11.11). UBERABA – MG – Filemom Escola Superior de Teologia Profetas Maiores Pr.12). chamo u‐os do Egito e instruiu‐os paternalmente(Veja: Os 11.7‐ 8).2).especial e único com Israel e os seus habitantes.Vejamos:Escolheu ‐os de entre todas a s naçõesda terra (Veja: Am 3. Mateus Duarte Página 22 . D eus só deseja o bem do S eu povo.

Antes de tudo eram teólogos. Tam bémEzequiel. como Ebed e‐Meleque.os profetas não tinham que escolher entre o seu D eus e a bondad e. para vivificar o espírito dos abatidos. que habita na eternidade. apesar do realce que dá à justiça inexorável. Is 56. Com o orientadores ou chefes espirituais e religiosos.Noutro lugar frisa que D eus é grandiosoem perdoar (Veja: Is 55. podem entrar na aliança e participar das bênçãosdivinas (Veja: Jr 39.7). seguindoa s pisadas de O séias. Am ós.15).habita também com o contrito e abatido de espírito. Isa ía s.proclamaem termos am eaçadores a condescendência e a compaixãode D eus (Veja: Jr 3. Mateus Duarte Página 23 . em nome de D eus incita Israel a procurá‐lo para viver (Veja: Am 5.4). Jerem ias..15 e segs.12). Estranhos.e para vivificar o coraçãodos contritos (Veja: Is 57.23). assevera ‐ lhes que e sse D eus não deseja a morte do ímpio. O séiasalude à bondade divina e apela continuamentepara que voltem para Aquele que é todo bênção e todo perdão (Veja: Os 14).22). m as que se converta dos seus pecadose viva (Veja: E z 18.cujo conceito de D eus é o mais elevado.m as não deixam de insistir no valor do arrependimento.b) O P ecad oE O Arrependim ento Os profetas denunciam o pecado em termos decisivos. A doutrina que pregavam acerca do homem e dos seus problemas dependia diretamente da maneira como criam em D eus.declara que o Alto e o Sublime. Com o UBERABA – MG – Filemom Escola Superior de Teologia Profetas Maiores Pr. T ais mercês nem só a Israel são reservadas.4‐7) e até os confins da terra são convidadosa procurar a salvaçãode D eus (Veja: Is 45. que tão profundamentedescre veu a majesta de e a santidade de Deus para os exilados. e só em segundo lugar mestres e orientadores morais.

Ao tratarmos do aspecto moral dum corpo de doutrina. é costume consid erar‐se o que se entende por sumo‐ bem. Um as vezes. onde se resumem os principais deveresa cumprir. S eja como for.8. que o sumo‐ bem é apresentado sob várias formas. tal como os dos moralistas gregos. a s obras dos profetas não se apresentamcomo tratados sistemáticos.A doutrina dos profetas era de caráter acidental. Mateus Duarte Página 24 . a maior parte das vezesapresen tada negativamente.por exemploem Mq 6. fácil será verificar. graças ao poder divino nele manifestado. UBERABA – MG – Filemom Escola Superior de Teologia Profetas Maiores Pr. ou ideal. Depois de pregarem D eus.parece ser o conhecimento de Deus. Sem o conhecimentode D eus. todos eram pecadores que alcançaram misericórdia e obtiveram o perdão. há uma relação íntima entre todas estas formas. Observando a doutrina moral dos profetas. por virtude e por dever.Isa ía s. outras a justiça. ou a graça divina concedidaaos justos. Por isso.que deviam arrepender ‐se e deixar ‐se guiar pelo caminhoda justiça. numerososos ca so sde afirmações positivas.todavia. na descrição e na denúnciado pecado. S ã o . a sua principal m issão era a de convencer os homens de que eram pecadores.

conduzà idolatria e afasta a s alm as do caminho do bem apontado pelo S E N H O R . S e r justo é obter um voto favorável no tribunal de D eus. afeta o culto e a conduta dos povos. m as nos profetas. a negligênciano cumprimento dos deveresdo culto. falsos profetas.Entre a s personagens de maior destaque. m as material também. Os 6. que vem a ser a graça divina ou seja uma bênção não só espiritual.O Este specadosincluem a idolatria e todas as práticasque com ela andam associadas. 2) P E C A D O D S E O R G U L H . o condizer com o sumo‐bem.13. políticos. ou então uma atençãomeramenteexterna com prejuízo do espírito da Lei (Veja: Ml 1. Passem os agora a enumeraros principaispecadosa que se faz alusão com freqüência: 1) P E C A D O D S O CU LTO D E A D O R A Ç Ã. merecedoras duma espe cial censura devida aos pecados cometidos. nos tempos difíceis uma confiançailimitada nos chefespolíticos e no poderio das nações. O pecado é que impede de se procurar e atingir o sumo‐bem.). comerc iante s e chefes de família. na doutrina pagã não p assaduma virtude de fundo muito variável. Ora.OE ste sconduzemà descrençae à indiferençaem relação à s ordens D O S E N H O Roriginando . Mateus Duarte Página 25 . sacerdotes. Em alguns ca so s a palavra chega quase a ter o significadode "prosperidade". e a profanaçãodo sábado(Veja: Jr 17. contam‐se reis. enquanto a justiça implica a idéia do comportamentodo homem perante o seu semelhante. D aí.6). com desprezoabsoluto pelo poder UBERABA – MG – Filemom Escola Superior de Teologia Profetas Maiores Pr. tem um sentido religioso.não é possívela justiça.19 e segs.

UBERABA – MG – Filemom Escola Superior de Teologia Profetas Maiores Pr. Mateus Duarte Página 26 . Is 9.O Os profetas defendema causadas cla sse sdesprotegidas: os pobres.os órfãos. e falam contra a s prepotênciasdos ricos e dos poderosos.que vem do alto (Veja: Jr 13. a s viúvas. 3) P E C A D O D S E V IO L Ê N C IA E OPRESSÃ .por outro incapacitamos homensde os cumprir devidamente.que por um lado levam ao não cumprimentodos deveres.9). Este A specados. 4) P E C A D O D S E LU XÚ R IA E IN T E M P E R A N Ç .os escravos.

a prosperidadeda vida espiritual. a s virtudes máxim as do crente resumem‐se a três: o arrependimento. Quanto aos deveresa cumprir.8) deve ser também do agrado do homem em obediência à vontade de D eus.enquanto se desvia do caminho da iniqüidade. O conhecimentode D eus como Aquele que executa a paz.que os profetas tanto pregam.lembra‐se que a prática da justiça.e que são os estatutos e juízos" (Veja: Ml 4. UBERABA – MG – Filemom Escola Superior de Teologia Profetas Maiores Pr. que ao mesmo tempo obriga o homem a voltar‐se para o bom caminho de Deus. Pelo primeiro desaparecea confiançapolítica.A confiança em Deus é a fonte de energia s para o cumprimento do dever. a justiça e a bondadena terra e se compraz nessaexecução.Meu servo.24). Mateus Duarte Página 27 .O arrependimento.que são o fecho do Velho Testamento:"Lembra i‐ vos da Lei de Moisés.5) P E C A D O S D E M E N T IR AE D E IM P U R E A Z. é o que se recomendaacim a de tudo (Veja: Jr 9. supõe um pesar por havê‐lo cometido. da misericórdia e da humildade(Veja: Mq 6.4).a fé e a obediênciaa D eus. Segundoos profetas. é o guia nas horas incertas. comercial e social. implica ndo conhecimentodo pecado. o conforto nas horas tristes. Em seguida.arruinam ‐se os fins da vida familiar. a qual lhe mandei em Horebe para todo o Israel. pelo segundo. poder‐se‐ia resumir a doutrina dos profetas com a s palavrasde Malaquias.

A idéia de um "dia do Senhor"em que E le havia de manifes tar‐S e em todo o S eu poder não era nova no séc. Além de lembrarem o passadoe o prese nte. Mateus Duarte Página 28 . Na crençapopular. não deixaramde dirigir a atençãodo povo para o futuro. por outro lado. que não deve ser esquecido.Os profetas.c ) P ro fe c ia s S o b rea Vinda do M ess ia s H á a registrar ainda um aspectoimportante da obra dos profetas. VIII. significavaum tempo quando Israel triunfaria de seus inimigos. todavia. acentuavamque para um povo desobediente UBERABA – MG – Filemom Escola Superior de Teologia Profetas Maiores Pr.se porventura queremos analisaraté que ponto os profeta s contribuíram na preparaçãode Israel para poder participar na redenção da humani dade.

fossem pagãosou israelitas. por causa do pecado.após uma restaur ação vitoriosa. revelava ‐lhe s o plano de D eus em relação ao povo escolhido. não só de Israel UBERABA – MG – Filemom Escola Superior de Teologia Profetas Maiores Pr. uma frecha limpa na aljava do Senhor (Veja: Is 49. e iria instruir os outros povos no conhecimento do Senhor. D eus seria vingado pelo castigo de todas os transgressores. o cumprimento de tais prom essasvem quase sempre associado a uma Pe sso a.o país tivesse de sofrer a perda do território nacional. m as a s que haviam de aludir m ais diretamente ao M essias eram. pelo qual a pregaçãodos profetas chamou a atenção para a verdade ira vocaçãodo país e procurou exaltar os ânimos com a visão dum futuro glorioso.orientando ‐os no caminho da justiça e da paz.1). VIII em diante.ao terem em vista o futuro que apontavam. e ultimamente designadapor M essias(Veja: Dn 9. consideravamainda outro aspecto. Já tinha havido uma série de profecias relativas a essa Pe sso aa começar pelas do Proto‐evangelho (Veja: G n 3. apresentada sob diferentes formas. Sacerdote e Rei.4). O SEN HO R dá‐lhe uma língua erudita.lembrando ‐lhes a justiça retributiva D O S E N H O R m . sem dúvida.1). É sobretudo nos últimos capítulosde Isa ía sque m ais se desenvolvem os dons proféticos do M essias:É chamado desde o ventre (Veja: Is 49. Mateus Duarte Página 29 . que de longe ultrapassariaa história do passado.do templo e da própria independência.embora os privilégiose a s bênçãosprometidos aos cumpridoresda Lei não sejam distribuídossenão com um critério justíssimo.15). a s dos profetas do séc.seria um dia de trevas e não de luz. não tardaria a oportunidade em que o povo seria purificado e enriquecido. como aqueles que aprendem (Veja: Is 50. porque foi enviado a restaurar os contritos de coração e a proclamar a liberdade aos cativos.25‐26). as por outro lado. que não se cansam de O apelidar Profeta. a Sua mensagemé dirigida aos m ansos(Veja: Is 61.também Israel tinha um ideal em vista. no entanto. a S u a boca é uma espada aguda.2). Ora. Os profetas.Como a s outras nações.É que não o faziam com o fim de aterroriz ar os pecadores. para saber dizer a seu tempo uma palavra e todas a s m anhãs Lhe desperta o ouvido para que ouça.Em bora.

sem dúvida. UBERABA – MG – Filemom Escola Superior de Teologia Profetas Maiores Pr. S er profeta entre a s nações era.5‐7). pois. confiado no braço do Senho r. e o profeta por excelência só poderia sair de Israel. Mateus Duarte Página 30 . o M essiasprosseguirá tranqüilamentea m issãode que é incumbido. finalmente. Mas há ainda outro aspecto a considerar. NinguémLhe dará crédito.m as também dos gentios. At 8. será atormenta do pelos pecadosdo povo de Deus.35). Is 50.6). a vocaçãode Israel.É que o Servo sairá vitorioso atravésdo sofrimento e da dor. pois levará a salvaçãoaté à extremidade da terra (Veja: Is 49.e por eles oferecerá a alma ao D eus que o ressuscitará dos mortos para a justificaçãode muitos. apesardo desprezoe das perseguições (Veja: Is 49.7.13‐ 53. m as sem se opor nem defender.12). consideradoum malfeitor. pela morte será. m as sem um protesto. glorificado (Veja: Is 52. será desprezadoe incompreendido.levado à morte.O Novo Testamentoatribui estaspalavrasa um único indivíduo ‐Nosso SenhorJe s u sCristo ‐e não a uma nação inteira (cfr.

a Esperança de Judeus e de Gentios(Veja: Is 11). é cumuladodos sete dons do julga em conformidade com a conduta Espírito. embora em circunstânciashumildes (Veja: Is 11. todavia. Não cava lgará sobre ginetes de luxo. Mateus Duarte Página 31 . que será ao mesmo tempo rei. mal. Ao da terra. E la aparece. reto e fiel. Zacarias fala dum sacerdote. e desde o rio até às extremidade s da terra sim ple s jumentinho e o S e u império estender‐se‐á de um mar a (Veja: Zc 9. por isso só moral.é justo.Depoisdo exílio. nem utilizará carros imponente s. UBERABA – MG – Filemom Escola Superior de Teologia Profetas Maiores Pr.9‐10). como R ei. Montará um outro mar.1). É muito natural que se trate da mesma pessoa. como Ju iz. no S l 110 e é o tema geral da Epís tola aos Hebreus. não usará da força para obter e contrário dos reis defender o seu império.embora os outros profetas não desenv olvam tão largamente esta idéia. que irão sendo eliminadas à subordinará a s forças do medida que o conhec imento de Deus se for espa lhando finalmente será o Salvadorda s naçõe s e pela terra. O rei Davi simbolizadum modo especi al o M essia s‐R ei. Como? O Mess ias nascedum dos ramos da árvore de Davi.

Muitos outros passosdas obras dos profetas aludem às excelsasvirtudes dessegrande Legislador. Isa ía s cham a ‐Lhe o D eus Forte (Veja: Is 9.6); Jerem ias "O Senhor,JustiçaNossa"(Veja: Jr 23.6); Miquéias declara que a s S u a ssa íd a ssão desde os tempos antigos (Veja: Mq 5.2); Daniel vaticina‐Lhe um domínio eterno, que não passar á (Veja: Dn 7.14). Outros textos falam‐nos da missão divina do M essias,sem que por isso impliquem uma realeza no sentido humano. Zaca ria s descreve‐O como o compan heiro do Senhordos Exércitos (Veja: Z c 13.7) e Malaquiaschama‐Lhe o Anjo da Aliança que de repente virá ao Seu templo (Veja: Ml 3.1).

Acaba mos de examinar algum asdas muitas alusõesao Salvadornas obras dos profetas, m ais que suficientes para provarem os traços geraisdas profecias m essiâ nicas, que a partir do séc. VIII começaram a trazer à luz, embora veladamente, a glória e esplen dor celestialdo M essias.

UBERABA – MG – Filemom Escola Superior de Teologia Profetas Maiores Pr. Mateus Duarte

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V erem os A g o raA s P a rticularid a d e De s C a d aProfetaS e gu n d o Um a Fonte S e cu la r de C onh ecim e nto: A E n ciclo p é d ia B a rsa .

L iv r o sprofétic o s .

O último conjunto de livros do Antigo Testamento refere‐se a uma das instituições m ais antig a s da cultura dos povos sem íticos:a profecia. A própria convicçãode acreditar ‐se povo escolhidopor Deus já constituía uma prem issa suficiente para o surgimento de profetas, como intermediários especialmenteenviados para transmitir a palavra divina. Os profetas representar am um papel deci sivo para a propaga ção da moralidade judaica e do monoteísmo. A filosofia m osaica determinou o caráter fundamental das profecias, que é seu conteúdo moralizante. O motivo central do discurso profético é o ataque à corrupção religiosa e social, vista como prenúncio de graves problemas para a nação. Na perspectiva, porém, do castigo anunciado, surge sempre à espera nça de uma futura conversão,e da eterna fidelidade de D eus a sua aliança com Israel, garantia de felicidade perene, na era m essiânica. A s declarações dos profetas eram inicialmenteverbais,m as a partir do séculoVIII a.C. passarama contar com registrosescritos.

O profeta, como homem que tem uma comunicaçãodireta e imediata com Deus,recebe a revelação de seus desígnios, que julga o presente e prevê o futuro, e é enviado por D eus para conduzir os homens a seu amor. É por e ssa s características que se consid era Moisés o primeiro profeta, o maior de todos, que inauguraa linhagem dos herdeiros de seu dom, a começarpor seu sucessor, Josué.O Antigo Testamentoapresentaos profetas em duas grandes divisões:os maiores e os menores. No primeiro grupo figuram Isa ía s,Jerem ias,Ezequiele Daniel. Os profetas menores, assim cham adosnão por serem considerados

de menor importância, m as pela pouca extensão de seus escritos, são O séia s, Joel, Am ós , Abdias, Jon a s, Miquéias, Naum, Habac uc, Sofonias,Ageu,Zacarias e Malaquias.

o livro teve enorme influênciasobre o .Por isso mesmo. porque Iavé me ungiu.C . O livro de Isa ía s compõ e‐se de duas partes: a primeira é uma advertênciaao povo sobre os castigosdecorrentes de sua impiedade.. a curar os quebrantados de coraçãoe proclamara liberdade aos cativos. enviou‐ me a anunciara boa nova aos pobres.m as na verdade levou sobre si o pecado de muitos e pelos transgressores fez intercessão".uma apresentação das revel ações da misericórdiade D eus em prediçãoda vinda de um m essiase seu reino "porque Iavé irá a vossa frente.aos 25 anos Isa ía srecebeu. o D eus de Israel será a vossa retaguarda(.nascidado luxo decorrente da prosperidadeeconômica.o segundoé o da oposiçãoà aliançade Aca z com a Assíriae a retirada de Isa ía sda vida pública.) entregou a sua alma à morte e foi contado com os transgressores. A vida do profeta divide‐se em quatro períodos:o primeiro vai do início de sua vocaçã o até à posse do rei A caz e como principal preocupação à corrupçãodo reino de Judá.. a segunda. a m issãode anunciara ruína de Judá e Israel.o quarto marca ‐se pelo apoio ao rei de Jud á em sua resistência ao inimigo e em seu apoio a Jerusalém .a libertaçãoaos que estão presos..em casti go pelas infidelidadesde seu povo. no templo de Jerusa lém."Nasci do em 765 a .o terceiro é também de oposiçãoa qualqueraliançamilitar..P rofetas Maiores A s palavrasde Isa ía sressoamcomo uma profissãode fé em sua m issãoprofética: "O espírito do SenhorIavé está sobre mim.. e de exortaçãoà confiançaem Deus.

Dirigiu seus oráculosa todas as cla sse s.Novo Testamento.de onde foi obrigado a fugir para o Egito. como nenhum outro profeta. dá a conhecer.C . Jerem iasescreveu su a s profeciasentre os anos 620 e 590 a . que o cita textualmentem ais de cinqüentavezes. S eu drama pessoalestá não somente nos episódioscatastróficosque foi obrigado a . aos sacerdotes. permaneceuna Palestina. embora não constitua uma autobiografia. aos governantes e até à s crianças. pela força de su as profecias. e seu relato. seu caráter e sua vida. Após a tomada de Jerusalém. Os militares acusaram ‐no de derrotismo. Jerem iasviveu no período trágico em que se consumoua ruína do reino de Judá.

"não como a aliança que selei com seus pais. Ezequielfoi um sacerd ote de educaçãoesmer ada. S u a s visões darão origem à corrente escatológica.O livro de Ezequieldivide‐se em quatro partes.m as também na contradiçãoentre sua índole pacíficae terna e a obrigaçãode lutar contra reis. além da introdução: a primeira contém repreensões e am eaçascontra os judeus antes do cerco de Jerusa lém. conseguiu . A importância do texto decorre principalmente de sua concepçãode D eus e da possibilidadede sua íntima união com o homem. Aos trinta anos...prometida por Iavé..com nítida influênciasobre o profeta Daniele sobre o Apocalipsede são João.em virtude da nova aliança. e durante 25 anos exerceu sua m issão. sacerdotese falsos profetas. mandado para o exílio por Nabucodonosor.esse é um dos oráculos do Velho Testamentoque prefiguram a vinda de Cristo.) porque vou perdoar sua culpa e não me lembrarei m ais de seu pecado". a quarta encerra uma previsão da era m essiânica. O livro de Jeremias divide‐se em quatro partes: a s adm oestações e am eaça s. A profecia de maior influência sobre o Novo Test amento é a da nova aliança.C . a s profecias individuais. O profeta D aniel pertencia a uma família importante de Judá. o profeta estende a s maldiçõesdivinas à s naçõesinfiéis e seus cúmplices. a salvaçãouniversal. e a s profecias das nações. em 597 a .) porque esta é a aliança que selareicom a ca sa de Israel depois d esses dias (. na segund a. Deportado para Babel por Nabucodono sor. recebeu o chamado profético.Para os cristãos.a terceira pa ssa ‐se durante e após o cerco e está cheia de consolações.. no dia em que os tomei pela mão e os fiz sair da terra do Egito (.testemunhar. e predizer tanta s desgraças para seu povo.

um posto na corte. Daniel na cova dos leões. foi favorecido com uma grande sabedoria. a interpretação das palavrasaparecidasna parede e a s previsõesda tomada do reino por Dario e da morte de Balta sar.a previsão. . e com a capacidadede interpretar sonhos e mistérios. o sonho de Nabucodono sor e sua interpretação.lançadosna fornalha. e sua caminhada ilesos no meio das cham as.Misac e Abdênago.e sua salvaçãomiraculosa.O principal objetivo do livro foi sustentara fé e a esperançados judeus em meio à s vicissitudes. Daniel com seusam igos Sidrac. o festim de Balta sar com os cálices de ouro saqueadosdo templo. O conteúdo principal do livro de Daniel é a narrativa dos suce sso s por que passou o profeta: a conquista da confiança do rei. a mando de Dario. G raçasa sua fiel observânciada lei de Deus . a partir de outro sonho. da loucura de Nabucodo nosor. por força de intriga palaciana.

que retomou os territórios anexadospela Assíria. porque não há fidedignidade. que na língua aram aica significa12.) aumentam o perjúrio. nem conheci mento de D eus (. sangue derramadosom a ‐se a sanguederramado".religiosose políticos.Na tradição hebraica.em seus aspectossociais.. ‐ ‐ e por isso constituem fonte inestimável para o conhecimentoda antiga civilizaçãojudaica. É nesse ambiente que O séias ‐ ‐como também Am ós ‐ ‐vai exer cer sua atividade profética e anunciar o processo que Iavé vai abrir "contra os habitantes do país.depois . o assassínio.que antes da praga era "como um jardim do Éden. O país.Em nenhumadas três a ordem observadaé a cronológica.C . que faz uma descriçãoda praga de gafanhotosque se abaterá primeiro sobre os cam pose depois sobre a cidade. a mentira. O segundodos profetas menoresé Joel.C. como castigode Iavé. nem amor.o roubo e o adultério. no reinado de Jeroboão II.P rofetas Menores Os 12 livros dos profetas menoresforam escritos durante um período muito extenso‐ ‐ do século VIII ao III a . O séias viveu no século VIII a . apesar da prosperidadeeconômica.são conhecidospelo nome de tere asar.A ordem em que aparecem não é a m esma nas versõescristãsda Bíblia ‐ ‐ a Vulgata e a Setenta ‐ ‐ que por sua vez diferem da adotada pelo texto massorético. e estão colocadoslogo depois do livro de Ezequiel..seu governo foi marca do pela corrupção e pela buscadesenfreada de prazer e lucro.. No plano interno.

"Em seguida. vinho e óleo.vossos jovens terão visões.dele será um deserto desolado".Iavé derramará seu espírito sobre todo o povo: "Vossosfilhos e filha s profetizarão.Mas depois do flagelo." E conclui com a prom essade que "Iavé habitará em Sião". S aciar ‐vos‐ei deles. Iavé terá zelo e piedade: "Eis que vos envio trigo.vossos anciãos terão sonhos. . Não m ais farei de vós um opróbrio entre a s nações.

no último. O livro que contém a s profecias de Abdias. m as ao personagemprincipal. e é o menor da Bíblia. a quem pertenceráfinalmente o reino. repreende as classe sricas. os habitantes "plantarão vinhase beberãoo seu vinho.seca.Jon a s. cultivarão pomarese comerão os seus frutos". não apresentafatos históricos. e os marinheirossuspeitamde que alguém atrai uma maldição divina.anunciadoem pequenosoráculosdispersos pelo livro. Conscienteda corrupçãointerna do reino de JeroboãoII. embora exalte a justiça e o poder de Iavé. para proveito próprio. que exploram os trabalhadores. se revela em seu estilo. m as uma parábola.por dois motivos: seu título não se refere ao autor. cheio de im agensretiradas da naturezae da vida campestre. Vai para Nínive. Constitui na verdadeum clamor de vingança.a vida profissionalde Am ós."porque oprimis o fraco e tomais dele um imposto de trigo". e o dia de Iavé.toma outro destino e embarca para Társis.fome e luto. Jonas acusa ‐se.Pastore podador de sicômoros.Em conseqüência d esses pecados.consisteem um único capítulo. e de que a moralidadesocial é um fator determinante da vida de um povo. em que Israel se vingaráde Edom . O livro de Jo n a sé atípico em relação aos outros profetas menores. em que a s cidadesserão restauradas. . pede para ser lançadoao mar. muitos castigossobrevirão.após a ruína de Jerusa lém. vêm a s perspectivas de recuperaçãoe de fecundidadeparadisíaca.capital da Assíria.terceiro dos profetas menores.quarto dos profetas menores. é engolido por um grande peixe e cuspidona praia.O penúltimo capítulo do livro relata a s visõesde pragasde gafanhotos.Um a tempestadesurpreende o navio. de espírito nacionalista.encarregado por Iavé de pregar a penitênciaem Nínive.S u a profecia se apresentaem duas partes: o castigode Edom .O plano histórico em que desenvolvem e ss asprofeciasé o da invasão do sul da Judéiapelos edomitas.

Miquéias é um homem do campo. Contemporâneode Isa ía s. obtém o arrependimentodo rei e do povo e a ssim evita o castigo. ao D eus que "tira a culpa e perdoa o crime. conhece a s agruras do trabalho na terra e as injustas relaçõesde dominação que os donos impõem aos empregad os. O livro apresenta.oprimem "o homem e sua herança".que roubam os cam pos. arrancaram ‐lhe a pele e quebraram‐lhe os ossos".pela piedade demonstrada em relação a Jon as. que calcaráaos pés a s nos sa sfaltas e lançaráao fundo do mar todos os nossospecados".salvo da morte. e a Nínive.O livro é tido como uma preparaçãoà revelação evangélica do amor de D eus. .e conclui por um apelo ao perdão divino.tomam a s ca sa s. Ameaça os usurários. Por isso.salva da destruição. investe contra "os que comeram a carne do meu povo.onde prega nas ruas.em duas seqüências. a s profecias de castigose a s prom essasde salvação.

aos que ajuntam ganhos ilegítimos e "constroem uma cidade com sangue e injustiça". seguem ‐se um poema satírico contra Judá e Nínive. aos que acumulam o que não lhes pertence. por ele prevista.Naum dirige su a s críticas apenasaos estrangeiros. em forma de duras críticasaos arrogantes. Em atividade no século VII a . entre a queda de Tebas e a de Nínive." Contemporâneo de Naum e dos primeiros anos de Jerem a i s. contra quem roga a vingançade Iavé. Compreendetrês capítulos:o primeiro é um protesto à vitória dos caldeussobre Nínive e ao domínio da iniquidade no mundo. O oitavo profeta menor é Habac uc.S e u livro segue a maior parte dos escritosproféticos. Sofoniasprofetizou em Judá. cuja mensagem é uma profecia de salvação. o terceiro é um apelo à intervençãode Iavé: "Esperotranqüilo o dia da angústia que se levantará contra o povo que nos ataca.com eça por um canto de glorificaçãoa Iavé..apresenta ‐se na forma de um diálogo entre D eus e o seu profeta. o profeta é um apaixo nado cantor da liberdade. oráculoscontra povos estrangeiros e profecias de salvação. de apenas dois capítulos. quando se levantarão urros e gritos. no final. um canto de lamentaçãofúnebre aos assírios. como o deus vingad or.Diferentementedos profetas menoresjá citados. o segundo.com o comentário de que todos os povos aplaudem sua desgraça. com antevisõesde calam idades.pois sobre todos se abateracontinuamentesua maldade. am eaçase palavrasde consolaçãoa Israel. com eça por uma longa série de anunciaçõesdo dia de Iavé em Judá. S e u livro.Em quatro capítulos. ao tempo do rei Jo sia s.C . O segundocapítulo dirige‐se contra a s naçõesdos .também sobre Nínive. e os homensserão castigados. O livro não traz nenhumainformação sobre sua pessoa nem sobre a época em que viveu. e traz uma série de maldições contra o opressor.

sacerdote e penúltimo dos profetas menores. Os oráculos. etíopes no sul e assíriosno norte. amonitas no oriente. no ocidente.filisteus. a terceira prediz que o esplendor do segundo templo será maior que o do primeiro.encontr am eco em seu contemporâneoZ a c arias. A s exortações à reconstruçãodo templo. S eu livro contém três profecias: uma conclam ação à conversão. a quarta é uma consulta aos sacerdotessobre a s im purezasque ameaçamo templo.também em número de três. proferidaspor Ageu.quando então Iavé se voltará para seu povo. comemorativodo incêndio do templo. um apelo à continuaçãodo jejum do quinto m ês. O terceiro concentra su a s im precações contra Jerusalém e o templo. apresenta m‐se nessaordem: a vinda . moabitas. uma profecia da escolhade Zorobabelcomo eleito de Iavé. a última. uma narraçãode visõesnoturnas.

.do reino de Iavé. pontual e integralme nte. promete também que no dia do juízo os justos serão recompensadose os pecadorescastigados. ou pelos sacerdo tes. promete que tão logo os dízim os sejam pagos. grande e terrível". censuraos sacerdotespor seu desleixonos sacrifícios. O diálogo se desenrolaao longo de se is alocuções.finaliza com uma exortaçãoà observância da lei de Moisés e com a previsãoda vinda de Elia s.C . avisa que só virá como juiz depois que seu mensageiro purificar o sacerdócio e o templo.e dois ataquescontra Jerusa lém.de modo m ais categór ico.o profeta. cuja morte iniciará um processodoloroso de purificação.na seguinte ordem: Iavé asseguraseu amor por Israel. uma alegoria. desprez ado pelo rebanho. Fonte: ©Encyclopaedia Britannicado BrasilPublicaçõesLtda. iniciado com a palavra de Iavé.que descre ve o bom pastor.e o mau pastor.e os divórcios. com a aniquilaçãodos poderesterrestres e o recolhimentodos israelitasdispersos. O último dos profetas menores. "antes que chegue o dia de Iavé. com "filhas de um deus estrangeiro". cessarãoa s pragas de gafanhotos e a perda de colheitas. ou um designativoda função de mensageiro. e volta a afirmar o que dissera. viveu por volta do século V a .O livro é um longo diálogo.cens ura os judeus por seus matrimônios mistos. Malaquias. ou de seu profeta. H á dúvidas se e sse era mesmo seu nome. que é contraditado pelo povo.

O seu nome significa "O S E N H O R Salva" ou "O S ENHOR é Salvação" e. Evidentementeque é impossívelalguém pronuncia r‐se com certeza a respeito deste problema.1). Em horas em que a espera nça parecia morta. era uma inspiração e um repto para a coragem desfalecidados homens de Judá: O seu ministério foi longo. A caz e Ezequias.com um possível interlúdio de serviço no tempo de Mana ssés. O nome de seu pai era Am ós (Veja: Is 1. é único no Velho Testamento. exortavaconstantementeà fé nAquele que é o único que nos pode livrar. nesse caso .Nenhum outro profeta há tão digno como ele de ser chamado "o profeta evangélico". desde a sua cham adaà m issãoprofética no reinado de U zias.bem como pela qualidadesuperlativa do seu estilo. que‐ainda segundoreza a tradição ‐levou à sua execução no reinado do ímpio . continuou a ser um sim plese indômito porta‐voz DO S E N H O Rmotivo . Pela elevaçãoe originalidadedo seu pensamento. de entrada imediata e regular na ca sa real. Apesardisso. Is 2. em dias de crise e catástrofe sem precedentes na história do seu povo.O PROFETA IS A ÍA S Q uem era Is a ia s ? Entre a "santa companhiados profetas". Isa ía s seria primo do rei U zia s. Durante todos estes anos revelou‐se um estadista que lia o significado geral dos acontecimentos nos grandes problemas políticos da época e também um profeta verdadeir amente designadoe escolhido pelo Senhor para proclamaro propósito divino com convicçãoinabalávele coração ardente. segu ndo uma tradição judaica irmão do rei Am azias.rei de Judá. além de ter acessoà s p essoasm ais influentes do seu tempo. atravésdos reinadosde Jotão. Isa ía sdestaca ‐se como uma figura majestosa.de fato.1. m as há indicaçõesnítidas de que Isa ía s desfrutava.

3). E ra casadoe cham a a sua mulher "a profetisa" (Veja: Is 8. que. ao décimo quarto ano de Ezeq uiasem 701 a . Fora disto. durante todo este tempo. desde o último ano de U zias.. porém. cujos nom es constituíam prenúncio dos acontecimentos que se avizinhavame reforçavam a mensag em do profeta. e que. sabem os.3) e Maher‐shalal ‐hash ‐baz (Veja: Is 8. continuou ativo. pouco m ais se sabe da sua vida além do que o livro que tem o seu nome nos revela. em 740 a . durante pelo menos 40 anos. S ear‐jasub (Veja: Is 7.3).. fiéis a um propósito sempre claro e bem definido ‐ estabelecera adoraçãodo Senhorem justiça e verdade entre a raça escolhida.M anassés. a sua mensageme o repto que lançavaaos seus contemporâneos foram inalteráveis e persistentes. Não é possíveldeterminar com exatidão a duração do seu ministério.C .C . . teve dois filhos.

os m ísticosserafins. e doravante pousa sobre ele o selo da S u a ordem. Para alguém que .a m issãode que era incumbido. Ao entrar no recinto do templo.S u a Form ação e influência.o "chequiná" da santidade. sem dúvida. a m ensagemdo Senhor.com todo o poder de uma revelação direta. através da voz dos profetas.a voz anunciando ao profeta.Foi deste modo que Isa ía ssaiu do templo com uma nova visão e uma nova noção dos altos e santosperigosda m issãoque lhe fora confiadae da incumbênciaque ficava a seu cargo.houvera sempre em Israel. de súbito. Provavelmentenada há em toda a literatura dos povos do Oriente que exceda a grandezae dignidade deste trecho imortal. houvera o fruto do ministério de Am ós e O séias. a sua chamadapessoale direta ao ministério profético dentro do recinto do templo depois da morte de U zias. não havia que fugir à glória da revelação assim outorgada. e nas palav ra s de Isa ía s descortinam ‐se vestígios dos elementos característicos das su as mensagens. o séquito celeste. Em boraisso significasse que o profeta iria levar aos povos do seu tempo uma m ens agem que não receberiam. em Is 6. Não havia que fugir daí. ele contempla. o qual se devia encontrar ainda bem fresco na memória e experiê ncia do jovem Isa ía s. numa ou noutra conjuntura. Este acontecimentoé registrado com uma beleza e um brilho tais que indicam claramentea forte influência que e ssa visão exerceu sobre ele através de todo o seu ministério. o SenhorD eus entronizadonas alturas. Antes desta experiê ncia notável e decisiva.No meio duma cena política conturbadae incerta. A influência m ais destacadae m ais perdurável na vida de Isa ía sfoi. ao jovem Isa ía sesta visão solene e aterrorizad ora‐ o Senhornas alturas.Em épocasde crise nacional. prostrado perante a majestade assim revelada. depara ‐se. como em Judá.

e a s palavrascalorosase comoventes do profeta evangélico. Durante o reinado do bom rei U zias. e ss a svozes deviam constituir uma inspiração incalculável. Judá esteve em paz durante muitos anos e pouco conheceudas dificuldadesque o reino do norte teve de enfrentar.resolverafirmemente no seu coração percorrer o caminho do Senho r. Externamente havia paz e piedade.havia d esassossego e um afastamentopronunciadoda realidadeda adoração instituída no Concerto.ao apontar para o Redentorde todo Israel fazem lembrar os termos em que e ssesservosm ais antigosDO S E N H O R haviam proclamado a m ensagemdivina. Além dessesfatores.e no próprio âm ago da vida da nação. Isa ía sdeve ter sido profundamenteagitado pelos poderosos movimentos históricos do seu tempo.(Ver .m as por debaixo.

que. no ano em que o rei U ziasmorreu e em que o trono."A Religiãode Israel no Períododa Monarquia"). sob a mão de D eus. se não houvesseum movimento de regressoao Senho r.uma felicidadede expressão e uma penetraçãoque. apesarde todos os eleitos.Apêndice1 de R e is. No caso de Isa ía s.  745‐Tiglat e‐PileserIII ascendeao trono da A ssí ria. a catástrofeera inevitável. o horizonte apresen tava já prenúnciossombrios de invasãoe crise e.temos um dos exemplosm ais frisantesde uma hora grave que encontrou um homem à sua altura. C ro n olo g ia h istórica . Isa ía sdeve ter visto claramente. havia tanto ocupado com tal distinção. .na fase m ais formativa da sua vida. equipado de forma única para o ministério a que era chamado.ou para a enfrentar em toda a sua magnitudee determinar o seu curso.Assim . Fora da pátria.vagou uma vez mais. se deveriam transformar no veículo das verdadesm ais íntim as e profundas da revelação. e não desobedeceu à visão celestial. e de uma voz que se ergueu no próprio momento em que m ais necessárioera proclamar a mensagemde D eus. ou então para serm osmoldadospela sua força titânica. o profeta estavapronto para a alta m issãodo Senhortranscendentenas alturas. todos nós somos produto do nosso ambiente. Em certo sentido. Isa ía spôde trazer à tarefa que foi chamadoa desempenhar um dom extraordinário. e preparadona escolada experiê ncia para a prova que se avizinhava. chegam osà hora de provação.

sendo o profeta incumbido de exercer o ministério do Santo de Israel. A cazsuced e‐lhe no trono.Jotão suced e‐lhe no trono. . Visão de Isa ía s.  736‐Morte de Jotão. 740‐Morte de U zias. O Reino do Norte alia‐se à S íria para atacar Judá.

 709‐Tom a da da Babilônia. Tom adade Sam aria. C ativeiro de Israel. sucedendoa Acaz.  722‐Ascensão de SargomII ao trono da Assíriaem lugar de Salmaneser.  701‐Senaqueribe invade Judá.  705‐Sargomassassinado. . 734‐732‐Tiglate‐Pileserataca e invade Israel e a S íria.  711‐Sargominvade a S íria. suced e‐lhe Senaqueribe. Visita de A caza Dam asco.  727‐Ascensão de Salm aneser ao trono da AssíriasubstituindoTiglat e‐Pileser.  725‐Ezeq uias sobe ao trono.Asdodeé capturada.

em público. subiu ao trono Jotão.O s R e isde Ju d áque Isa ía sconviveu. A ca z empenhou‐se em derrubar a forma estabelecida de adoração.do D eus Santo. "A R eligião de Israel no Tempo da Monarquia"). m as. Trilhou a s m esm as veredas que seu pai. e sob o seu cetro o povo continuou a adorar o Senhor O S E N H O Rde acordo com os mandamentos. Deliberadamente. em tal ambiente.o rei fosse atacado de lepra devido a um ato de orgulho (ver 2C r 26. não era assim .quebrou os mandamentos em quase todos os seus pormenores. que já fora regente durante o isolamento de U zias. Por toda à parte alastravamrápida e espontaneamente o luxo e a sensualidade. as o rei não foi suficientemente forte para conseguirque se destruíssemos altos. censurouo rei . nos seus últimos anos. Durante o seu reinado.16‐21).cujo reinado foi. Promove u‐se a adoraçãoD O S E N H O Rm . do Redentor.e foi no último ano da vida des se monarcaque recebeu a chamadaao ministério profético. conspirou para obliterar a memória do culto do Senhor de todo o Israel. Por consensogeral. seu filho. o caráter de U ziasera exemplar. de princípio a fim.embora se permitisse que continuassemos "aserim" e locais onde se praticava a idolatria. Isa ía snasceuno reinado do bom rei U zias. onde se celebravam práticas idólatras. toda a nação atravessouuma fase de prosperidadee desenvolvimento material e foi com dor que o seu povo o viu desaparecer da cena numa altura em que a sua presen ça pareciam ais necessária. Depois dele.embora. na realidade. não sendo de surpree nder que. Seguiu ‐se‐lhe Acaz. Impetuosamente.Todos os seus atos foram como que um aguilhãopara o caráter devoto e franco do profeta Isa ía sque. mostrando em tudo um espír ito de verdadeira piedadee desejo de honrar a s coisasde Deus. Um observ ador superficialjulgaria ver provas de devoção verdadeirae profunda. o espírito da verdade ira piedadeentrasseem rápido declínio (ver Apêndice I de Reis. O seu reinado classifica‐se necessariamente entre um dos m ais distintos do reino do Sul. uma autêntica crônica de catástrofese de destruição(ver 2 Rs 16). impediu a adoração no templo e acabou por fechar a s portas da C a s a de D eus.

Depois.pelos seus atos extravagantesem matéria de religião.acontecimentohavia muito profetizadopar Isa ía s e que nada poderia deter. à frente da qual se encontrava o rei. sendo ‐lhe dadas todas a s oportunidadesde aplicar a s su a s penetrantese divinamente inspiradasfaculdadesde discernimentoà análisedos fatos da situaçãosua contemporânea.que passou a ser consideradocom grande favor.Ao contrário de seu pai.Estavapróximo o derrubamentode Judá. os seus avisos e conselhos foram desprezados pela nação. fez todos os esforços para abolir a idolatria e para libertar o povo que governavado poder do domínio estrangeiro. reprovando os seus pecados e apontando ‐o ao povo como inimigo do verdadeiro caminho. Ezeq uiasprocurou de muitas formas restaur ar a adoração no santuário. começou ‐se a fazer justiça a Isa ía s. Isto de nada serviu. Mas a s sementesda loucura passadada nação começavamagora a dar fruto.No seu reinado. e era já tarde dem ais para pôr em prática reformas eficazese salutares. veio Ezequias. .

Ver‐se‐á claramente. se põe em dúvida e se nega que tenha sido Isa í as o autor dos capítulos40 a . teve cumprimento cabal.Através de todos aqueles anos sombrios. uma mensagem de condenação. Quem escre v eu este liv ro ? ‐ A Proble mática D o s C ap ítu lo s 40‐ 66 a) A quest ão em d is c u s s ã é. pois. enquanto a nação caminhavasem parar e com rapidez crescente para o abismo e para a catástrofe. A glória da vida de Isa ía sé que não se esquivouao problema quando recebeua cham ada. que não foi fácil à tarefa do profeta durante o seu longo e ativo ministério. pois a mensagem que transmitiu foi. o E sta parte importante do livro de Isa ía shá muitos anos que apresenta espinhosos problemasde ordem crítica.ele continuou a proclamar a mensagem do Senhor.H á quaseum séculoque se afirma. e nenhum estudo do livro no seu conjunto seria completo sem referência a este assunto..mantendo ‐se firme como uma rocha da verdade no meio das marés e redemoinhosda infidelidadee irreligião do mundo. A m issãoque lhe foi confiadano dia da sua cham ada ficou amplamente realizada..e a profecia então feita. de que anunciariaa Palavrado Senhorm as que esta. de fato. embora ouvida seria incompreendida.

B. também.a nossafinalidade será reproduzir tão objetivamente quanto possív el os principaisargumentosaduzidos em apoio das duas teses. não constituindo matéria de fé ou prática".que tal problema "diz exclusiva mente respeito aos fatos e à crítica.visto nada se ganharcom votar ao desprezoa argumentação apresen tada por aquelesque discordam de nós. Nesta breve introdução. . como "o Isa ía sBabilônico". Muitos admitirão prontamente. Admitir‐se‐á talvez. que de ambos os lados o critério tem sido influenciado pela atitude do estudiosoperante a profecia preditiva. E sta seção do livro tem sido designadapor nomes diversos.66. "o Deutero‐Isaías"e "O Grande Anônimo". A. Davidson. com o Prof. que são já lugares ‐ comuns na literatura.

O autor dirige‐se a Israel como se tivessejá passadoo tempo da sua servidãoem Babilônia.No Dictionaryof the Bible.m as como prova do cumprimentode uma predição.Não há dúvida de que o Espíritode D eus se poderia muito bem ter servido de Isa ía s para falar a uma geraçãovindoura e de que a predição constitui um elemento incontroversona profecia. E sta citação apresenta da forma m ais lúcida o problema que tem de enfrentar todo aquele que estuda o livro de Isa ía s. não como predição. Cham aa Ciro o salvador de Israel. Todavia. .levando a uma situação sua contemporâneaà mensagem viva do seu D eus. é apontado como prova insofismável de que se haviam começado a realizar a s velhasprofeciasrespeitantesà libertação de Israel. como parte da argumen tação a favor da divindade única do D eus de Israel. Smith escreve o seguinte:"Os capítulos40 a 66 não têm título nem reivindicamIsa ía scomo autor. data da queda de Babilônia". é evidente que o profeta se dirige à sua própria geração.uma data bem nítida a atribuir a esse s capítulos.S e não tivessejá apareci do em cena.e proclamaa libertaçãodo povo eleito como imediata. G .aquelesque consideramestes capítulos como tendo sido escritospor um autor pertencente a uma data m ais avan çada afirmam que isso é forçar o critério .Ciro. de Hasti ng s. os cativos de Babilônia. grande parte dos capítulos40 a 48 seria ininteligível".C. A.devem eles ter sido escritosentre 555 a. por exemp lo. data do advento de Ciro e 538 a .Além disso. irresistívele já bafejado pelo triunfo.H á. Os capítulos 40 a 48 referem‐se claramente à ruína de Jeru salém e ao exílio como fatos transatos.Ciro é aprese ntado. Em sum a. Nos capítulos 1 a 39.. referindo‐se‐lhe como tivessejá encetadoa sua carreira e sido abençoadocom o êxito pelo S E N H O RPorquanto. assim .C . m as os capítulos 40 a 66 dirigem‐se a uma geração surgidaséculoe meio m ais tarde. é de extrema importância assinalaros diferentes pontos de vista das duas principais divisões do livro.e em vésperasde atacar Babilôniacom todo o prestígio dos seus triunfos constantes.. "vivo.

e contrariar em grande parte o procedimento normal dos profetas de Israel. dizem eles. que a m ensagemdirigida nessesversículosa os filhos de Israel proviessede alguém que vivia no seu seio? . através dos quais a mensagemdivina se fazia ouvir poderos amente em relação com situaçõesvivas. não se deverá aceitar como provável. S e os capítulos 40 a 48 se referem de forma tão evidente à ruína de Jerusalém e ao exílio como fatos já passados.

não há possibi lidade de proceder ao estudo pormenorizadodeste problema. em si. A par disto há que mencionar os muitos trechos do Novo Testamentoonde se faz referênc ia a Isa ía se se citam a s su a s palavras. eis como se lhe chama independentemente da parte do livro citada. e a s coisasescondidas antes de surgirem" (Eclesiástico 48. A evidência externa é toda a favor da unidadedo livro. e confortou aquelesque choravamem S ião.A Septuagintanão contém a menor referência a uma autoria dupla.filho de Am ós.que. sendo a s da parte final ligeiramentem ais num erosas. "viu por um espírito excelente o que se passariano final. todo o livro como procedenteda pena de Isa ía s.Mostrou a s coisasque aconteceriamaté ao fim dos tempos. A favor da unidadede Isa ía s é unânime toda a evidênciainvocável de fontes externa s.Todavia. que não é de naturezaespecificamente crítica. Até então."Isaíaso profeta". E s s aantiga convicçãofoi expre ssa de forma incomparável pelo filho de Siraque. Quanto à s referências.distribuem‐se de forma quase igual entre a s duas partes do livro. a comunidadejudaica e a Igreja C ristã consider avam. confirma a evidência externa e a tradição dos P a is da Igreja. só nos últimos cem anos é que o problema surgiu. Isto.talve z seja proveitoso resumir os aspectosprincipaisde am bos os lados da questão. referindo‐se à história dos dias de Ezequias.b) A rg u m entos a favor da unidade: Dentro do âmbito deste trabalho. diz que Isa ía s.o profeta. sem hesitar.24‐ 25). .

E sta expressão ocorre em ambas à s partes de Isa ía sm as é difícil encontrá‐la alhures no cânon bíblico. e de um assunto de importânciaprimacial. .e muito se tem discutido várias considerações suscitadas por palavrase frases comuns a am basa s partes do livro. É im possívelanalisarm os aqui este aspectodo problema. Trata‐se de uma das designações m ais notáveis de D eus comuns a am bas a s seções.É sempredifícil avaliar a argumentação de base lingüística. bem como a s que são peculiaresa uma ou a outra d essa s partes. embora cumpra fazer algunsbreves comentáriossobre o significadoda alusãoao S E N HO R como "o Santo de Israel".

para o estudioso objetivo. que a palavra que significa "também". Outro elemento a ter presente neste estado e que parece favorecer a unidade do livro é que a cor local da segunda . que escolhedezoito palavrasou frasesnos capítulos40 a 66.desdobrando ‐se nas a sa s de uma harmonia profunda e eterna. Com o em toda a grande poesia. os capítulos 40 a 66 estão impregnadosde emoção e de solene beleza.que a palavra equivalente a "justiça" ocorre cerca de dezessetevezes na segunda parte e apenas quatro ou cinco na primeira. distinta da história direta ou de um rol de castigosque se avizinhavam para a s nações circunjacentes. Na realidade.Ageu.Enquanto que a primeira parte se caracteriza por tremenda energia e vigor. m as. pareceráser suficientepara explicar a s diferenças de estilo e linguagem . visto ser fácil compilar um catálogo de palavras e expressões características de cada uma das partes do livro.Zacariase Malaquias. A própria distinção entre e ssa s duas partes no tocante ao respec tivo tipo de mensagem dá origem a distinções de ordem lingüística.aparecerepetida nada menos de vinte e duas vezes na primeira e não ocorre na segunda. até o Dr. a própria grandezada mensagemda redenção e da esperançam essiânica. ou algo de semelhante. Verific a‐se haver m ais de trezentas palavras e expressõescomuns à s partes supostamente"anterior" e "posterior" de "Isaías"e que não têm qualquer lugar nas profeciasm ais recentesde Daniel.Pelo que respeita ao estilo literário. Driver. por exemplo.dizer tudo isso e muito m ais pouco prova. a crítica sóbria tem afirmado que se exager ou imenso esta questão da diversidade de estilo. há trechos em que se nos deparam repetições e duplicações de frases. que a s palavras correspondentesa "trabalho" ou "recompensa" se encontram cinco vezes na segunda parte e não ocorrem na primeira. tem de largar mão de doze delas por haver trechos paralelos na primeira parte. Dizer.Não se deve confiar demasiadona evidênciabaseadaem sutis e complex a s distinçõesestilísticase lingüísticasentre a s duas partes.

vale a pena reproduzir a seguinte citação do Bible Handbook (página 502) de Angus e Greene (traduçãoportuguesa:"História. os carneiros são os de Nebaiote. os rebanhos são os de Quedar. é principal e notavelme nte a da Judéia. "Como no solo plano. Doutrina e Interpretação da Bíblia"). entre os calhaus do ribeiro".montanhase florestas.se çã o.pinheiros e buxos. da Babilônianão há torrentes m as apena s cana is". no entanto. "também ali não há leitos de torrentes. como na primeira. os carvalhos de B a sã e a s alturas arborizadas do Carmelo. "Na paisagística do profeta entram rochedos. escreveo Deão PayneSmith. sob a s fendas dos rochedos. Sobretudo o terrível trecho que descreve a prolongada idolatria de Jud á (Veja: Is 56. os seus horizontes estendem‐se até às ilhas do mar.9‐57. estes constituem um traço comum na paisagemda Palestinae de todos os países montanhosos". aluvial. .21) enquadra e ssa cena "nos vales das torrentes. a s árvores são cedros e acácias. A este respeito.

É inegável que existiam muitos elementos na história pretérita de Israel e su as relações com a s nações limítrofes que poderiam ser utilizados na elaboraçãodestestrechos terríveis. e a opinião do autor destas linhas é que a cor local presente é tão notavelmente palestinianaque pesa m ais na balançado que quaisqueralusões aparentesa fatos e incidentestípicos da vida babilônicanos últimos capítulos. E sdra se Neem iasfiguravam juntos. Em várias coletâneas.Sem dúvida que seria um dos fenômenosliterários m ais espantosos de todos os tempos se o autor de um livro tão majestosoe tão sublime ficassepor nomear .diga‐se o que se disser acerca do resto dos últimos capítulos. Além disso. m as os judeus jamais os confundiam. e se a raça em cuja língua escreveue cujos escribaseram tão exatos na sua compilaçãode registroso identificassem impensadamente com um dos seus maiores profetas. . conforme se salientou. H á também que enfrentar este outro problema:como foi que um profeta tão distinto como o escritor de Isa ía s40 a 66 desapareceu por completo no ouvido? Os cuidado sos registrosda Igreja Hebraicanada dizem acercade o livro de Isa ía ster ainda outro autor.mantendo a sua identidade separada.Não podemos passarlevianamentepor cima de evidênciacomo esta.os que contêm e ssa seçãomedonha em que se descrevea idolatria carnal de Israel afastam ‐se de forma tão completa de tudo o que sabem osacercada Babilônia e do exílio judaico ali que devem ser identificados com outro local e época.

É claro que não se podem extrair daqui quaisquer conclusõesdefinitivas.até. m as trata‐se de um fato que deve ser considerado importante como ele mento de uma argumentaçãocumulativa. começando.os argumentos a favor da unidade do livro foram reforçados pela descobertados manuscritos do Mar Morto. . o capítulo 40 na última linha da página. nos quais não há qualquersoluçãode continuidadeno manuscritode Isa ía sentre o final do capítulo 39 e o princípio do capítulo 40.Recentemente.

Tudo leva a crer que a s profeciasque ali se iniciam parecemdirigir‐se aos filhos cativos de Israel em Babilôniae numa fase do cativeiro em que a libertação parecia iminente. admitir que a opinião dos críticos é preponderantemente contrária à unidade do livro. S e estas palavrasprocedem da pena de Isa ía s. L .Também João mergulhavao olhar no futuro e registrava o que via.vai ao ponto de dizer acercadestes últimos capítulosde Isaía s:"Nenhumaconclusãocrítica é m ais certa do que a de pertencerem a uma época posterior".tempo e lugar verificadano capítulo 40. lar dos eleitos de Deus".Am eaçadode morte à s m ãos do ímpio M anassés (Veja: 2 R s 21.ser levado pelo Espír ito do Senhora ver e afirmar a espera nça imperecíveldos verdadeirosfilhos de Sião e a proclamaràs geraçõesvindourasa salvaçãoincomparável oferecidapelo seu D eus? c ) A rg um entos contraa unidade: Deve‐se.é muito possívelque se visse forçado a retirar‐se da cena pública para o abrigo de qualquer refúgio obscuro ‐uma situaçãoalgo semelhanteàquela em que João escreveu o livro do Apocalipsena ilha de Patmos. A evidênciaa favor desta opinião pode‐se sintetizar como se segue.Para terminar.filho de Am ós. não sabem osao certo em que circunstâncias decorreramos últimos dias da vida de Isaías. Por que não poderia o profeta Isa ía s. Peake. D e todos. Wardle. é óbvio que ele já não é um pregador da justiça para a sua própria geração. o maior problema reside na mudançade situação. escrevendono "Comentário"do Dr.frente ao declínio da religião autêntica na sua própria cidade de Jerusalém "o . D e fato. m as um vidente . porém. o ProfessorW.16).

embora seja algo diferente da prática costumeira dos profetas. juntamente com os seus irmãos. um autêntico legado para a s gerações vindouras. Numa nota suplementar ao seu trabalho sobre Isa ía s. no entanto parec e‐ lhes que enfrentar assim uma situação que só surgiria volvido século e meio é tão excepcionalque se torna altamente improvável na ausênciade provas concludentesem contrário.arrebatado a um plano de visão de onde contempla os acontecimentosque terão lugar século e meio m ais tarde. e não proclamações inspiradasde um homem arrastado na maré dos acontecimentoscontemporâne os. É óbvio que nada há de im possívelnisto. Enquanto que muitos admitirão prontamente que a predição é parte essenciale integrante da profecia. A s su a s m ensagens proféticas tornam‐se. assim .o .

As vozes que lhe soam aos ouvidos são de homens ainda por nascer.S e os capítulos40 a 48 tivessemchegadoanonimamen te até nós. fotografadospor vezes com a m ais rigorosa exatid ão no seu espírito sensívele com passivo. transplantadonos seus últimos dias pelo Espíritode D eus para uma época e região diferentes das suas. o libertador. em pinceladasfirmes. Quando estudamosos trechos que se referem ao estado contemporâneoda nação.Isaías transforma ‐se no denunciadordos pecadoscaracterísticos de uma geraçãodistante. onde esboça esta opinião preditiva em termos bem vívido s: "O Isaías"..pecado e sofrimento. receios e esperanças. Ciro. e a uma geraçãoque jamais contemplou. e em Is . em 1875.e já não o impelem os interessese paixões a que se consagracom toda a intensidadeda sua raça e caráter. ao que se supõe. é normal presumir que a s palavras que lemos são de alguém que vivia naquela altura.Em visão prolongadae solitária.diz ele.e vive uma segundavida entre acontecimentose pessoas.Reduzem ‐se ao silêncio todos os sons e vozes do presente. é apresen tado como um vulto de projeção mundial. o escritor.. "do tempo crítico e conturbadode A caze de Ezeq uias é.. esperançae anseiosveementes de uma nação exilada. O presente fenecerano horizonte da visão da sua alma.descendente dos homensvivos na altura em que escrevia rodeado da paz profunda de uma prosperidade renovada". é conduzido a um país cujo solo nunca pisou.Desvaneceram ‐se e desapareceram cenase rostos familiares rodeado dos quais vivera e trabalhara. No capítulo 41.. nada m ais natural do que serem atribuídosà época do cativeiro. Mas esta posiçãoinverte‐se por completo se aceitarmosa unidade de Isa ía s.ProfessorCheynecita as palavrasproferidas pelo Deão Bradley perante a Universidade de Oxford. aborda uma situaçãohistórica que é em breve delineada com extrema clareza. e no porta voz da fé.

até. se trata de escritos preditivos do Isa ía s de Jerusalém .obra de um profeta do oitavo século. frisa‐se também que em parte alguma estes capítulosreivindicama autoria de Isa ía s.44. pareciaóbvia a interpretaçãom essiânica do .Enquadram ‐se bem aqui duas citações:"Enquantose julgou que o Livro de Isa ía sera.24‐45. Neste contexto. separados do resto do livro nitidamente seu por uma narrativa histórica de certa extensão.nada m ais natural do que presumir que a s partes que têm o exílio como pano de fundo fossem profecia no sentido preditivo da palavra. Na sua recente análisede todo este assunto.o ProfessorC .Argumenta ‐se que. North estuda em pormenor o Servo Sofredor do "Deutero‐Isaías".25 depara ‐se‐nos toda uma série de profecias que se relacionam com a sua obra e m issão. na sua inteireza. encontrando ‐se.temos aqui uma proclamaçãoabsolutamente excepcional sem paralelo em toda a restante literatura profética. R .Por conseguinte.

e na certeza da realização futura de certa s coisas.a saber. e sse fato é citado como prova da realizaçãode profeciasde longa data. escreve ele: "A objeção fundamental à interpretação tradicional m essiânicaé a de esta se encontrar ligada a uma doutrina dem as iado mecân ica da inspiração. No entanto. Trata‐se de afirmaçõesde amplitude tal que exigem estudo muito mais profundo e pormenorizado do que o pos sível na presente obra.que o Servo era a nação de Israel". o profeta se serve do chamado"perfeito profético" ‐ou seja.Mas. Pode ‐se perguntar com justiça. exprimem de forma sucinta e enfática o ponto de vista da escola crítica a respeito do problema vertente. O profeta é um mero am anuense. (Do capítulo intitulado: "InterpretaçõesCristãs: de Doederleina Duhm"). além de Ciro ser apresentado como um fato da história patente perante os seus olhos . Além disso. porém. o que parece arredá ‐la como indigna de consideraçãoséria.os investigadores cristãos passarama adotar o ponto de vista que havia muito prevalec ia entre os judeus. mal se começou a falar num Isa ía sde Babilônia. aqui. no calor do seu discurso. empregava uma linguagem que implicava terem‐se já cumprido os acontecimentos a que faz referênc ia. É ele que torna difícil aceitar o argumento de que. se deverá consideraradequadauma doutrina da inspiraçãoque não inclui a possibilidadeda visão profética até aos últimos recantos da história. Além disso. surge o difícil problema filosófico da possibilidade ou impossibilidade de uma autêntica previsãoda história".preser varam e purificaram o espírito de Israel? Poderiaexistir tal esperançasem previsãoprofética? Salient a‐se freqüentementeque.Servo. GeorgeAdam Smith formula este argumentocomo se segue: . se isso implica que ele viu antecipadamente Alguém que só nasceria cinco ou seis séculos depois. não foi à espera nça m essiânica uma das m ais poderos as influênciasque moldaram. que.e aquilo que e screve nada tem que ver com as condiçõesdo seu tempo. A página 207.

vivo e irresistível. Em sum a.Ciro é apresenta do. com o que poderia ser mero ardor visionário.m as como prova do cumprimentode uma prediç ão. no decursode sóbria argumentação a favor da divindade única de D eus de Israel ‐argumentação essa que se desenrolados capítulos41 a 48‐Ciro. com Babilôniaprostradaa seus pés.e já bafejado pelo triunfo. .na maré alta da vitória m as que. é apontado como prova insofismávelde que se haviam come çado a realizar a s velhasprofeciasrespeitantes à libertaçãode Israel."Não é só que a profecia.apresentao Persacomo erguendo ‐se já acim a do horizonte. não como predição.

Tudo isto é bem evidente. Isto.. o brilho intolerável que é uma maldiç ão tão freqüente dos céus da Mesopotâmia(Veja: Is 49. O mesmo aconteceriacom os judeus. os adivinhos e astrólo gos.o relampejar de muitas águas e.. cuja beleza e grandiosidade impregnariaa sua alma. cidade do seu Senhor. seria a fonte da sua inspiraçãoquando falavam.a s multidões dos seus mercadores. uma afirmação nesse sentido: ". Os animais que o profeta mencio na têm.10). na sua maioria. pode‐se notar que a própria evidência constituída pela falta aparente de cor local típica de Babilônia é apresentada como um forte argumentoa favor de uma data coinciden te com o exílio. Aqui temos. os deuses e altares especialmentemantidos pelo espírito mercantil característico da terra.. Mas há quem afirme também que se exageroumuito a ausênciade cor local nas profecias de Isaía s.S e não tivessejá aparec ido em cena. O próprio desgos to que lhes pesa no coração torna‐lhes im possível transformarem ‐se em verdadeiros cidadãos de uma cidade estran geira. a navegação daquele empório internacional. grande parte de Isa ía s41 a 48 seria completamenteininteligível". vislumbres constantes de luz e sombra babilônica que se projetam em nosso caminho ‐os templos. até..e em vésperasde atacar Babilôniacom todo o prestígiodos seus tempos constantes. a s c a sasonde se faziam ídolos.e. posto que o mesmo se não poss a dizer das árvores e plantas que . a s procissõesde im agens.do país do seu cativeiro. por exemplo. banidos como foram de Sião. teriam presente grande parte da sua literatura. Os exiladosde todos os tempos e de todas a s raçastêm o costumede viver rodeados do espírito do lar por que anseiam . e instintivamente surgem pensamentosrelacionadoscom uma cena diferente. sido reconhecidos como familiares em Babilônia. e não a s planíciesestéreis. planas.Além disso. Deixandoagora o estudo da citação histórica.

são inteiramente inexplicáveis se estes últimos capítulosde Isa ía stivessem sido já escritos. Jerem iasfalava do exílio e da certeza da libertação. The Book of Isai ah. Finalmen te. segundo se diz. os capítulos 40 a 66 forem anteriores ao exílio. m as com uma reserva e reticência de pormenores que. de fato.).e por um profeta tão destacado. Smith.O apelo do profeta dirige‐se a um povo que sofre há muito sob a mão do Senhor.13 e seg s. págs. Predisseaberta e nitidamente am bos estes acontecimentos. .ele nomeia. assevera ‐se que o contrasteentre Jerem ias e o livro de Isaí as pelo que respeita à forma de prediçãodo cativeiro é inteiramente único se. II. A. observou ‐se que os trechos em que ocorrem são justamente aqueles em que os seus pensament os se encontram fixadosna restaur ação da Palestina"(G . m as sempre no futuro.

proclamadocomo instrumento do seu Deus. d) S ín te se da evid ência A favor de uma autoria dividida. H á um outro problema para o qual alguns estudiososchamaram a atenção ‐o de uma teoria demasiado mecânica da inspiração. que os capítulos40 a 66 em parte algum a reivindicam a autoria de Isa ía s.que há certos passosnos capítulos40 a 66 que. devem ser anteriores ao exílio. a restante evidênc ia existent e‐linguageme estilo.e é a homens e mulheres cuja consciênciafora avivada e tornada sensívelà sua culpa pelo poder punitivo das provaçõese do desgostoque é dada à espera nça da libertação. teologia e ponto de vista da mensagemdo profeta‐de forma algum aentra em conflito com a teoria de uma data ulterior. até do ponto de vista crítico. vim os que o livro não contém qualquer evidên cia diretamente explícita que prove ter sido inteiramente escrito pelo próprio profeta. que o argumento da linguagem milita tanto a favor d essa unidade como do seu oposto. se não m ais. o libertador. m as também como próximo do seu fim. Por outro lado. com Ciro prestes a provocar a queda da Babilônia. que a cor local é predominantementea da Judéia.que põe o profeta a escre ver acercade coisa s sem relação com o seu tempo e a falar do Servosofredor de D eus como Alguém muito distante da cena contemporânea. e que é difícil explicar o desaparecimento de autor tão notável do palco da história e do . não só como um acontecimentotransato.Além disso.sendo Ciro. notamos que a evidência externa favorece inteiramente a unidade do livro.e que aprese ntam o exílio.

Como poderá afetar a condiçãoreligiosade cada um o fato de se crer ou não que seja Isa ía so único autor das profecias que lhe são atribuídas. No primeiro parágrafodesta seção.Eis como ele formula a sua conclusãofinal: "Tais problemasdeveriam ser mantidos o m ais afastadospossívelde toda a interferência com os artigos de religião. B .tivemos ensejo de nos referir ao ponto de vista do Dr.campo da literatura.ou de se lhe acre scentarem outros autores? S e ja ‐me . Davidson. A.

D eus o faz ver antecipadamente o que vai sucederpara que ele possa pregar com maior efeito ao seu povo. página 122).permitido dizer que acho que devíam osrepudiar e sentirmo‐nos ofendidos com a s tentativas que se fazem para transformar este problema num artigo de fé religiosa. se ao dirigir‐se aos seus contemporâneos. Profecias M essiânicas Com o estamosestudandosobre os profetas maiores e. e também para que a crônica de épocas subseqüentes possa autenticar a m ensagemprofética então é inevitável concluir que o livro de Isa ía sé indivisível. "The Unity of Isaiah". T. Allis.durante vinte e cinco séculos. Se aceitar a predição como elemento fundamentalda m ensagemdo profeta.da autoria de Isa ía s para todo o livro conhecidopelo seu nome só pode ser explicadapelo fato de tal opinião estar plenamentede acordo com o conceito da profecia apresentado na Bíblia em geral" (O .permaneceo fato que "a aceitação quase unânime. e se. especi almente o profeta Isaias. Em boraseja assim . para ilustrar os poderosos movimentosprovidenciaisda história.podemosobservarna .e procurar formulá‐lo de modo que se não transforme em tal". ele aponta para Aquele que deveria nascer.

.continuaçãodo estudo. como é que ele fala sobre a vinda do “Messias”.

Jr 23.17‐19 At 13.35 G l 4.5 L c 1.sua vinda e manifestaç ão do Reino dos céus. o M essiasfoi rejeitado e morto pelos judeus.bem como sua obra e sofrimento foram profetizadosmuitos séculosantes do S e u nascimento. A seguir.Observe bem a s passag ens proféticasdo Livro de Isaias. 22.12 S l 132.23.4 G l 3.7.15 G n 17.A Vinda do Senhor Je s u sCristo ‐ o Messia s‐ como salva dor da humanidade. conheçaa s profeciase os livros onde estão narradas.Ressuscitado.18 G n 21.bem como.32.16 Hb 11. D eus usou homenssantospara predizeremdetalhadamen te como seria o M essias. o seu cumprimento descrito no Novo Testamento. P rofecia : O nde: Cum prim ento: Com o Filho de D eus Com o descendente de mulher Com o descendente de Abraão Com o descendente de Isaque Com o descendente de Davi S l 2. Rm 1.11.3 .Com o sabem os.7 G n 3. está ao lado do P a i e em breve retornará para conduzir os eleitos à morada eterna.

23.1 .S u a vinda em tempo certo G n 49.25 L c 2. Dn 9.10.

At 10. 3.1‐3.2 .1.15 Os 11.1. L c 2. 61.2 S l 72.2.22. L c 2. Is 11.7 Mt 1.20‐22 Hb 5.3.18.4 S u a entrada no ministério publico Is 61.1 Dt 18.1‐11 L c 2.23 Mt 2.14 Mq 5.7.16‐18 Mt 2.S eu nascerde uma virgem S er chama do Em anuel Nascerem Belém Grandesviriam adorá‐lo Matança dos meninosde Belém Ter chama do do Egito S er precedidopor Jo ão S u a unção com o Espírito S er profeta semelhantea Moisés Is 7. L c 1.15 Mt 3.16.10 Jr 31.34.16‐21.17 Mt 3.4‐6 Mt 2.38 At 3.15‐18 Mt 1. Ml 3.1 Is 40.6 L c 4.14 Is 7.1 S l 45.5. 43 Jo S er sacerdotesegundoa ordem de Melquisedeque S l 110.

4‐6.35 Mt 11.9 A g 2. 69.7.11. 23 Mt 21.2 Is 42.3 2. 20.17 Mt 13.7.12.15 1Pe 2.19 Mt 12.6 S l 22.2 Z c 9. Hb 4.9 S l 78. L c 9.2 Is 40.27‐ .9. Jo 11.5. L c 32.15.12‐16.15.34. Jo 2.3. 42.9.20 Mt 4.3 Is 53.16.1‐5 Mt 21.1 Is 53.1.S e ministério iniciado na galiléia S u a entrada publica em Jerusalém S u a vinda ao templo S u a pobreza S u a humildadee falta de ostentação S u a ternura e compaix ão S u a ausênc ia de engano S eu zelo S u a pregaçãopor parábola S e u smilagres Ter sido injuriado Is 9.58 Mt 12.9 S l 69.2 Is 35.13‐16 Mc 6.6.22 Jo 2.47 Rm 15. Ml 3.

3 Is 8. At 4.1.25 Mt 21.12 Is 53.27 Jo 13. Is 63.13 S l 22.48 L c 23.42.31 ‐56 Mt 26.Ter sido rejeitado por seus irmãos S er uma pedra de escâ ndalo aos judeus Ter sido odiado pelos judeus Ter sido rejeitado pelos lideres judeus Os judeus e os gentios.12.15 Is 53.44 Mt 20.42.9.14 S l 69. 55.28 Mt 26.2 S l 41.15 Mt 27.7 L c 22.18‐21 Mt 26.63.8. 1 Pe 2.32.7 S l 118.22 S l 2.12 Z c 11.24 .4. Is 49.contra Ele Seria traído por um amigo S e u sdiscípulosO abandonariam Seria vendido por trinta m oedas S eu preço seria dado pelo campo do oleiro A intensidadede seus sofrimentos S eu sofrimento em lugar de outros S u a paciê ncia e silencio sob os sofrimentos S l 69.12‐14 Z c 13.11.8 Jo 15. Jo 7.3 Rm 9. 7.4‐6.14.7 Z c 11.7 Jo 1. 27 12‐14 .

1 Is 52.20 Mt 27.25 Mt 27.16 S l 22.35 Mc 15.7. 20. 53.3 Is 50.S er esbofeteado S u a aparênciamaltratada Terem ‐No cuspidoe flagelado C ravação de seus pés e m ãos à cruz Ter sido esquecidopor D eus Ter sido zombado Mel e vinagreser‐Lhe‐iam dados S u a svestesseriam divididase sortes lançadas Seria contado com os transgressores S u a interce ssão pelos S e u sa ssassin o s S u a morte Nenhum dos S e u sossos seria quebrado Mq 5.1 S l 22.34 Mt 27.39 ‐44 Mt 27.5 Mt 14.50 Jo 19.12 Is 53.46.1 Jo 19.18 Is 53. S l 34.14.30 Jo 19.12 Is 53. Jo 19.18.34 Mt 27.21 S l 22.12 E x 12.65.8 S l 69.33 .46 Mt 27.36 .28 L c 23.6 S l 22.

51.19 S l 68.30.17‐21.45‐47 Jo 5.Seria traspassado Seria sepultadocom o rico Não veria a corrupção S u a ressurreição S u a ascensão S eu assentarà direita de D eus S eu exercer o oficio sacerdotal.6. At 10.10 Is 53.6. Jo 18.34 .6 Is 11.9 S l 16.1 Z c 6.16.9 Hb 1.1 S l 45.7 L c 1.31.33‐37 1.31 L c 2.57 ‐60 At 2. Is 26.11 Mt .16 S l 2. Ap 19.7 Jo 19.10.no céu Seria a pedra principal da igreja Seria Rei em Siã o Conversão dos gentios a E le S eu governo reto Z c 12.13 Is 28.37 Mt 27.34 1Pe 2. 42. Jo 10.3 Rm 8.18 S l 110.6.34 L c 24.10 S l 16.32.10. At 1.

Dn 7. Até onde sabem os.S eu domínio universal A perpetuidadede S e u reino S l 72.A Bíblia que hoje temos foi feita de cópias de cópias. Até a invençãoda imprensa.7.em 1454 d .e ss a scópiaseram feitas à mão.9‐11 L c 1.C .. O s manuscritosmais antigos que temos da Bíblia inteira datam dos séculos IV e V d . O Texto M assorético proveio de uma comparaçãode todos os manuscritos..33 Fonte: Bíblia Vida Nova N O T AA R Q U E O L Ó G ICO A :R O L OD E IS A ÍA S .transcritos de cópias anteriores por muitas linhagens de diferentes escribas. a Septuaginta – uma tradução grega do A T hebraicofeita no século III a.C .14 Fp 2.14 Is 9.8.32. Baseia ‐se neles o que é chamado TextoM assorético . O s livros do A T foram escrit os em hebraico (uns pequenostrechos em aramaico). e a partir destes foram feitas às traduçõesem português dos livros do A T. S ã o escritos em grego e contêm.C . O s livros do N T foram escritos em grego.C . O s manuscr itos mais antigos que conhecem osdos livros do AT foram feitos por volta de 900 d . .todos os exemplares originais da Bíblia foram perdidos. quanto o A T. Dn 7.

.Entre e ss e s manuscritos. conforme atualmente temos. é essencial mente idêntico aos dos próprios livros originais. existem variações tão pequenas que os hebra ístas concordam geralmente entre si no sentido de que o texto bíblico.

em Jerusa lém. de dentre dos quais projetavam ‐se extremida de s de rolos.enquan to levav am mercadorias do vale do Jordão até Belém .6 Km a oeste do Mar Morto. em Ain Fashkha. E s s erolo e outros tantos tinham sido originalmente lacradosem jarros de barro. E s s e s rolos. e outros tantos que posteriormente foram descobertos na m esma vizinhança de Qumran. Trata‐se de um rolo e scrito em hebraico.faziam parte de uma biblioteca judaica que alguém escon dera nessacavernaisolada em tempos de perigo. alguns beduínos. eles depararam com uma caverna parcialmente desmoronada. talvez durante a conquistada Judéiapelos romanos.compostode folhas de 25 por 38 cm costuradasumas as outras. na qual descobriram vários jarros danificados.. . Segundoparece. ao todo. 22 cópias manuscritas do livro de Isaías foram achadas em Qumran. Foi feito no século II a.quase 12 Km ao sul de Jericó e 1. em 1947. com quaseoito metros de comprimento.embora nem todas estejam em perfeito estado de conservação. Ao fazê‐lo.tiveram que procurar uma cabra perdida num uádi (leito de riacho ou rio) que deságuano Mar Morto.Posteriormente. O s beduínosarrancaram os rolos e os passaramadiante ao mosteiro Siro‐Ortodoxo de S ã o m arcos. O s estudiosos bíblicos concluíram que as cópias do livro de Isaías nos rolos do Mar Morto são essencialm ente idênticas ao livro de Isaías das nossas Bíblias – trata ‐se de uma voz proveniente de 2 mil anos atrás que vem confirmar a integridade de nossa Bíblia.usandoletras antigas.um exemplarescr ito há 2 mil anos – mil anos mais antigo que qualquer manuscritoconhecido de qualquer livro do A T hebrai co. que os entregou as escolas americanas de Pesquisas Orientais. são conhecidos por rolos do Mar Morto.C . Um d esse srolos foi identificado como o livro de Isaías.

como saber se o texto foi transmitido com exatidão? A descober ta dos rolos do Mar Morto confirmou que o texto do Antigo Testamento não mudou substancial mente no decorrer dos séculos. .C om freqüência somos indagados:Com osaber se a Bíblia que temos nas mãos chegouaté nós com exatidão? C on s iderando que os m anus critos de hoje são cópias de cópias.

jogou uma pedra para exortar outros animais e ouviu o som de algo quebrar‐se .que os comproupor preço mínimo. e encontraram um comerciantede antiguidades em Belém . Foi buscar um companhe iro. O comerciantecontou a respei to dos rolos a um erudito sírio em Jerusalém . Um professor holandês visitou o mosteiro.Contrabandearam ‐nos pela fronteira entre Israel e Jordân ia que existia naquele tempo. examin ou um dos textos e reconhe ceu tratar‐se de um exemplar antigo do profeta Isaias. dedicada ao estudo bíblico e arqueológ ico.O sírio adquiriu alguns dos manuscritose guardou ‐os no mosteiro de S ã o Marcos na velha Jerusa lém. um pastor bedu íno. É C O L E B IB L IQU E . por isso o assuntofoi abandonado.Em março de 1947. Finalmen te dois bibliotecáriosda Universidade Hebraicade Jerusalém visitam o mosteiro e reconheceram que e sses manuscritosprecisavamser avaliadospor . à procura de uma cabra perdida perto do mar Morto. o qual não consegu iu identificar a idade nem o significadodeles. ‐lhe que nenhum manuscrito tão antigo poderia ainda existir. e juntos entraram em uma caverna onde viram diversosgrandesjarros contendo rolos de couro e papiros enrolados em panos. Quando contou aos colegas da É C O L EB IB L IQ U E garantiram . instituição dominicana francesa em Je ru salém.

.

incluindo a comunidadeessênia. foi criado para preservara pureza do sacerdóc io e o apego à lei de Moisés e aos profetas.C . E foi.L . novembrode 1947.peritos em paleografia(O estudo das formas antigas de escrita).C .C. Em mais ou m enos 60 d.Qumran.como se chamavao local.os mais antigos manuscritosdo Antigo Testamento datavam apenas de 800 d. Rom a cansou ‐s e das rebeliõesdos judeus e decidiu sufoca‐los completamente. aproximadamente..entre elas o que se acreditavaser uma biblioteca .Sukenikda Universidade Hebraica voltou dos EstadosUnidos para Jerusalém em .Quando as tropas romanas saíram de Jeri có em direção a Qumran.assim cham adospor causasde um grupo de intelectuais cham ados“massoretas”. Quandoo professorE . E ssas ediçõesdo Antigo Testamento hebraico são conhecidas como Texto massorético.esperandoescaparà ira dos romanos. um grupo de indivíduoschamado essêniosdeixou a cidade de Je ru salém para viver nas áridas e se ca s cavernasdas montanhasda Judéia. D e on d e vieram e s s e s ro lo s ? Em 140 a. que tomavam grande cuidado ao copiar . os essêniosimediatamente esconderamse u s rolos em cavernaspróximas e fugiram para as montanhas. as cavernasforneceram cerca de catorze descober tas importantes. no interior da caverna. perce beu que “esta pode ser uma das maioresdescobertas já feitas na palestina”. Foi assim que e sses rolos permaneceram nes s a scavernaspor cerca de dois mil anos! Qual a im portância d e le s? Até que e ss e srolos fossem encontrados. Ao todo..

O curioso é que nenhumaobra apócrifa .certificando ‐s e de que correspondesse com os manuscritosmais confiáveis.Foi o que os rolos do mar Morto permitiram fazer. exceto Éste r. Encontr ara‐se porções de cada livro do antigo Testamento. A melhor coisa depois de ter os originais é retroceder às cópiasmais próximas deles. E s s e srolos são cerca de oitocentos a mil anos mais antigos do que os outros m anusc ritos previamente conhecidos.o texto do Antigo testamento.

A s tres letras restante s compreendem a palavra “luz”.Isso tem dado aos eruditos uma oportunidade maravilhosade compararo texto dos rolos com os textos previamente conhecidos. A s c o n c lu sõe s ? Primeira mente. Archer observa que as duas cópias de Isaias encontradasnas cavernasapóiam “a integridade do texto massorético”. {01} Para dar um exem p lo específico: D as 166 palavrasde Isaias53.Mais importante ainda foi o rolo completodo livro de Isaias.. O s restante s 5 % compreendem erros de escrita a variaçõesde ortografia”. G leasonL . os rolos do mar Morto dão confirmações independen te s do texto de nossosatuais livros do Antigo Testamento.foi encontrada.Mais quatro letras são alterações de estilo sem importância. há apenasdezesseteletras [no rolo de Qumran que diferem do texto massoréticopadrão].pois “tal texto concorda com o manuscrito de Isaias encontrado [.{2} Lem bre ‐se. D ez dessaletras são simplesmente uma questãode ortografia.] em 95% de seu conteúdo. que não afetam [o significado]. quando os escrib as transcreviam uma página. e não afeta o significado de maneira especial.o texto de Isaias provou ser substancialmente o mesmo que é conhecido como Texto Massorético..O dr. tais como conjunções. contavam realmente o numero de palavras e . que foi acrescentada no versículo11. Por exem plo.

tais como “o cajado”. Isto mostra que embora a maioria dos judeus no tempo de Cristo aguardasse um Messia s político que os libertaria da ocupaçãoromana. Em segundolugar. G raças a tais padrões de exatidão. {3} . havia alguns que criam que o Messia ssofreria e morreria. o texto hebraico do Antigo Testamento disponível aos estudiosos de hoje é essencialm ente igual ao original. O texto utiliza termos associados com o m essias. “o Renovode Davi” e a “Raiz de Je s sé”.até de letras para certificar de que os manuscritos s e equivaliam entre si. O s rolos do mar Morto simplesmen te confirmarama exatidão geral da transmissãodos escrib as. devem os destacar que o texto de um dos rolos fala sobre “um líder da comunidadeque foi condenadoà morte”.

{1} – Norman I. p. 1968. Introduçãobíblica. 140. 1968. cit. 2 . Handbookof pratical apologetics. p. Podem os com segurançadizer que a Palavra de D eusfoi preservadaao longo dos séculos. de modo que podem osconhecer a vontade de Deus para nós e seus planos para um mundo futuro. 175‐7. 1997. 71‐76. cit. {2} – G E ISER L & N O X . A generalintroduction to the Bible. 263.ed. A generalintroduction to the Bible. p. {3} – B O Y D . Concluocom as palavrasde Millar Burrows:“O leitor comum e o estudanteda Bíblia podem ficar satisfeitos em observar que em tudo isso nada altera nossacompreensão dos ensina mentos religiosos da Bíblia”. Vida.os rolos do mar Morto confirmaram que o que temos em m ãos é um exemplar confiável dos documentosoriginais. Vida. 263. p.S ão Paulo. {4} – G E ISER L & N O X .Resum indo. p. Erwin Lutzer. {4} Bibliografia. Texto Baseado nos e scritos do Livro: 7 R A Z Õ E S P A R AC O N F IA RNA B ÌB L IA . G E IS L E & R William E . N IX .

O império neobabiloni co de 612‐539 a. e seu filho Nabucodonosor passoua ser o governante mais poderosodo novo império (605‐562 5 .de modo sem e lhante ao monte Olímpo para os gregos. também chamadomonte C ássio.C . ficava uns 40 Km a nordes te de Ugarite. de 623 a .A O:MONTES AN T O(Is 14:13) O monte Zafom.A O:E S P L E N D OD RA B A B IL Ô N IA (Is 13:19) A Babilônia com seus templos e palácios veio a ser uma cidade belíssima (ver Dn 4:29‐30) O s jardins suspensos de Nabucodonosor eram uma das sete maravilhas do mundo. O s cananeus o consideravam moradia e lugar de assembléia dos deuses. na Síria.NO T AAR Q U E O L Ó G IC .C. era comandado pelo povo caldeu do sul da Babilôn ia. Nabopo lassar reuniu as tribos caldeias em c. NO T AAR Q U E O L Ó G IC .

contra a Assíria.A S AR : GOM e ASDODE (Is 20:1) SargomII. Azuri.C .C ). Asdode era uma das cinco cidades dos filisteus.A O:TÚMULOD E S E B N A.C.a. com seu rei. É mencionadopor nome somente aqui no A T . que reinou de 721‐705 a.A cidade se rebelara em 713 a. (Is 22) 2 .cerca de 28 Km a nordestede G aza.E m 1963 d. e localizav a‐se perto do mar mediterrâneo.. NO T AAR Q U E O L Ó G IC . citando este rei nominalmente foram encontradosem Asdode. NO T AAR Q U E O L Ó G IC .C três fragmentosde um monumen to comemorativo da vitória de Sargom.

diz (com a ajuda de restauração): “E sse é [o túmulo de sebna]– yahu que é o administradordo palácio [.O túmulo de S ebna que é mencionadonas verso de 15‐25 talvez seja aquele que foi achado a leste do núcleo central de Jerusalémpor Char les Clermont‐Ganneau em 1870. situado na aldeia de Silwan.(N T L H)” ) . A inscrição nesse túmulo.5 mts de espessurae 3 de altura). O mesmotitulo “administradordo palácio” é usadoa respeito de S ebnaem Is 22:15. professorNaum Avigad descobriu as ruínas de um muro enorme (a parte ainda conservada tem mais de 60 mts de comprimento.] maldito o homem que abrir isso”. E sse muro tinha sido edificado encima de casas que tinham sido destruídas– conformeIs 22:10 diz a respeito de E zequias.6. “Examinaramas casasde Jerusalém e derrubaramalgumasdelas a fim de usar as pedras na reconstruçãodas muralhas. conforme a tradução do professor Avigad.(Is 22) No bairro judaico de Jerusalém o ..A O:MURO D E E Z E QU IAS . NO T AAR Q U E O L Ó G IC ..

m as era co‐ regente desde c.Duranteo Reinadode Senaqueribe.Senaqueribe mandou registrar em sua campanha contra a Fenícia.C. Senaqueribe reinou sobre a Assíria de 705 a 681 a.Ele declara em seus anais que conquistou46 das cidadesfortificadas de Ezequias. e ter levado 200150 habitantes para o cativeiro. em 701 a. Judá e o Egito. P rism aTaylororiginário de Nínive. 689 A .C.C onstruída em Barro B .C. Mas não diz que conquistouJerusalém. Declara que fez de E zequ ias “um prisioneirode Jerusalém.C .C.capitalA s s íria (no atual Iraque)no Período Neo‐ assírio. 729 a . como um pássaronuma gaiola”.NO T AAR Q U E O L Ó G IC .A EZ : E Q U IA e S SEN AQ U E R IB(Is E 36:1) E zequias reinou como monarcaexclusivode 715 a 686 a . sua residênciareal.bem como inúmerasaldeiasabertas.

o Rei Senaqueribe registrou oito campanhas militares empreend idas contra vários povos que recusaram submete r‐se à dominação a ssíria.capital de Judá. E le enviou Rabsaqué. conquistou todas as suas cidades fortificadas e cercou Jerusalém . Em todas as instâncias. O exército assí rio tinha passadosobre a Síria e Israel como um rolo com pressor.0 cm Com prado em B ag d á. A conquista assíria de Jerusalém . Rei Judá. e depois atacou Judá. o rei a ssírio. seu principal oficial. a Bíblia narra diferente mente o episódio. parecia inevitável.uma vez que o monarca assírio precisava lutar em outras frentes de batalha. Senaqueribe. 1919 Nos seis lados inscritos deste prisma de barro. Contudo.ele reivindi ca ter sido vitorioso. Confrontando a narrativa no prisma. Como parte da terceira campanha. Medindo38.a ss ad o. ele invadiu Jerusalém e impôs um pesadotributo a Hezequ ias. três capítulos registram o discurso de . escre veu em suas próprias crônicas que tinha fechado E zequias (rei de Judá) como um pássaro numa gaiola. a Jerusalém para começar uma campanha de propaganda destinada a persuadir os homens de Judá a desist ir sem lutar.0 cm x 14. ele preferiu simplesmen te intimidar os israelitaspara que se rende ssem.

O PROFETA JE R E M IA S

IN TR O D U Ç Ã O

O Q ue E s ta v aA conte cen d Na o H istóriaS e cu la r

Quando D eus chamou Jerem iasao ministério profético em 626 A .C., a Assíria,senhora do mundo, sujeitara Judá ao seu domínio, cobrando ‐lhe tributo. Todavia, a própria Assíria gradualmente enfraqueceu, após a morte de Assurbanipalem 633 A. C . Certas provínciasdo império perderam ‐se em 614 A. C ., e outras no cerco final de dois anos. Assurubalutfoi o último monarca reinante, conservando ‐se em Harran durante, pelo menos, dois anos após a destruição de Nínive em 612 A. C .

Potencialmente,o trono da Assíria estava aberto a qualqu er cabo de guerra do tempo. Neco, do Egito, conduziu a s su as forças até ao norte da Palestina, defrontando e matando Jo sia s, rei de Judá, em Megido em 609 A. C ., subjugandoa Síria e pondo‐se novamente em marcha até ao Eufrates. Foi, porém, enfrentado por Nabucodono sor da Babilônia,que desbara tou os seus exércitos na histórica batalha de Carquem ise o obrigou a recuar para a s su a s próprias fronteiras, pondo, a ssim, termo temporário à ambição egípcia de dominar o Oriente. Foi deste modo que Jud á, até ali sujeito à Assíria, passouautomaticamentepara o controle da Babilônia.

Depoisda morte trágica de Jo sia s,o seu povo ungiu Jeo a caz, seu filho, rei em seu lugar. Neco, porém, depô‐lo a favor de Jeoaquim,seu irmão, pensandoque ele serviria melhor os interesses egípcios. Que esta convicção tinha bons fundamentos prova‐o clarame nte o tratamento a que Jeoaquim sujeitou o profeta Jerem ias.Depois de Carquem is,Nabucodono sor interessou ‐se menos por Judá, possivelmente por o descontentamento em Babilônia exigir o seu regresso imediato após ter sido desferido um golpe decisivo contra o Egito. Entretanto, Jeoaquim, confiante nas prom ess as egípcias de auxílio m aciço, fez uma

tentativa de sacudiro jugo de Babilônia. Em resultado disso, em 596 A. C ., Nabucodono sor, consolidadoo seu poder na pátria, atacou Jerusalém , prendeu Jeoaquim,filho do rebelde e agora seu sucessor, e levou‐o com algum do seu povo para o cativeiro. Ao mesmo tempo, pôs Zedequias no trono.

O Egito não ousavaarriscar uma guerra com Babilônia;em vez disso, procuravaenfraquecerpela intriga os laços impostos por Nabucodo nosor à S íria e Palestina.A Neco sucedeuno trono egípcioPsam atiqueII, e presumivelmente foi ele quem procurou persuadirestes países a tomarem parte numa aliança com o Egito contra Babilônia. Zedequiasfoi um dos m onarcas abordados, e parece haver fortes indícios de ter existido um partido pró‐egito na corte. Ananias,o profeta, salientav a‐se bastante nesta conjuntura, m as Jerem ias opôs‐se firmemente à proposta. Ver, por exemplo, o capítulo 28, com o seu oráculo do jugo de ferro.

Jerem iasopunha‐se vigorosamente a estes funcionários da corte. Como porta‐voz D O S E N H O Rdenuncia , va‐os como falsos profetas, afirman do que a s su a satividadespró‐Egito eram contrárias à S u a vontade e teriam um resultado trágico. Sem dúvida se consider avam verdadeiros patriotas, e é evidente que o seu ódio feroz a Jerem iasse fundamentavano fato de, na opinião deles, o profeta ser um traidor confesso.Cham ando ‐ lhes falsos profetas, Jerem ia s não implica necessariamente que fossem homens cruéis, m as antes que a sua intuição ou critério não eram inspira dos pelo S E N H O R A . sua acusaçãocontra os seus adversáriosé que não forao S E N H O R quem os mandara,m as que eles se destacampor iniciativa própria, pelo que a s su a s prediçõesnão se realizarão.Era, pois, aí que residia a falsidade.Falavamem nome do S E N H O R quando,afinal, Ele não lhes tinha ordenadoque o fizessem . D e tudo isto se depreendeque a sinceridadenão basta; só a inspiraçãodivina é que faz de alguém um profeta.

C . em resultado de tramas urdidas em segredo. ou apenas boatos.É pena que. a influência egípcia na corte acentuo u‐se ainda m ais e. O Egito foi lento no seu socorro.. Jerem iasinstava constantementecom o rei para que perm anecesse fiel ao seu compromisso.Zedequias foi finalmente induzido a faltar à sua palavra para com Nabucodono sor.m as quando Hofra se tornou faraó em 589 A C .e o monarcababilônio tornou a pôr cerco a Jerusal ém em 587 A. ao que parece.ele não tivesse a coragem e a força moral para resistir à influência de conspiradorespró‐egipcistascomo Ananiase os seus confederados. O seu regre sso implica que deu garantiasde fidelidade. Por fim. apareceuo exército . sucedendoa Psam atiqueII.É im possíveldizer se Nabucodono sor tinha recebido um aviso direto do descontentamento que grassava. m as o certo é que Zedequias foi intimado a avistar ‐se com ele e a descrever a s condiçõesna sua pátria.

atenuadas. . ora para o outro. com grande desgostoseu.11‐15).egípcioe os babilônioslevantaramo cerco temporariamente. Costum a ‐ se dizer que Zedequiasera um fraco. A confiança no Egito. só poderia abrir caminho à tragédia e ao exílio. A repetição do assédioparece ter provocadouma crise.afirmavam que a atitude e a s palavras de Jerem ias enfraqueciam a vontade nacional de combater.abatem‐se a s trevas sobre o profeta. m as pagou amargame nte a sua decisão e delongas. A batalha foi ganha pelos falsos profetas e Zedequiasarriscou a sua sorte. os inimigos do profeta serviam ‐se do nome do S E N H O R para apóiar a sua política pró‐egipcista.Foi nessaaltura que Jerem ias foi preso como desertor que procuravafugir para os caldeus(ver Jr 37. lapidado em Tahpanhes pelos judeus. Depois. Este livro dá‐nos pormenoresreferentes à vida de Jerem iasaté à sua partida forçada para o Egito. o segundo cerco foi coroado de êxito. Segundouma tradição cristã. que se erguia entre a s duas facções. apenaspor vag astradições. alguns cinco anos depois da queda de Jerusalém foi . Esta luta revela‐se de forma crucial na pessoa de Zedequias. portanto. os babilônios comportavam ‐se de forma desapiedada e.Perceb e‐se que Jerem ias não o conseguiu influenciar de forma a fazê‐lo manter‐se firme no seu juramento de fidelidade para com Nabucodo nosor. mesmo então.sendo atraído ora para um dos partidos.Por conseguinte. se porventura o são.Nada há que permita chegar a conclusões definitivas quanto à sua sorte. se recusavama comungarna sua visão e na sua fé. incapazde tomar uma decisão e enfrentar a s conseqüências. O Egito revelou ‐se uma cana quebrada. Além disso. de que Ele lhe revelara os S e u s propósitos de transformar Babilônia no instrumento da Sua vontade. Jerem iastinha a certeza de que a sua intuição provinha de D eus. Jerem iasassistiu à am arga realiza ção da sua profecia.que.

O Q ue P o d e m o s A pre nder C o m O L iv roD e Je re m ia s .

m as a fé no SENHOR e a fé do S E N H O R no S e u povo escolhidopermane ceriam e sobreviveriamàquele choque crucial. parece evidente que. sempre que um sacrifício não constitui um verdadeiro . emprestando a este a sua influência e auxílio.. que. apesarde a idolatria e a infidelidadeao S E N H O R acarretaramnecessariam ente o castigo. m as espiritualmenteobteve retumbante vitória. Com e sse s profetas. com outros profetas.considerando ‐o o profeta demasiadofácil e superficialpara satisfazer os requisitos do S E N H O RA . acabou por descortinar que O S E N H O R escreveria um novo concerto no coração do "remanes cente". . não totalmente trágico. Pareceigualmenteevidente. considerando ‐o algo que não fora ordenado pelo S E N H O R e que Lhe repugnava. através do qual a religião vital se manteria dinâmica e seria um veículo de bênção para além das fronteiras da nação. confiavaem como. como vimos. de princípio. C . O estado como estado estava condenado.Israel e Judá não seriam destituídosdefinitivamente da graça de D eus. o profeta perdeu.porém. Viu também que o antigo concerto centralizado no templo e no seu cerimonial era ineficaz. Assim . m ais tarde. a sua confiançanesse avivamentocomeçoua enfraquecer. Todavia. Com Am ós e O séias. Muitos comentadores têm afirmado que Jerem ias.Jerem iasvibrou no mesmo entusiasmoque o monarca.a atitude de Jerem ias será melhor interpretada se nós descortinarmosa lição de que. comungava também na fé que o exílio como disciplina seria.Politicame nte. a geraçãode Jerem a i s recusava ‐se a concedere ssa centralidade de fé. mas uma experiênc ia corretiva. se opunha ao ritual de sacrifícios. Quandoo livro da Lei encontradopor Hilquiasnas ruínas do templo provocou a reforma do reinado de Jo s iasem 621 A.só possívelnum povo que depositassea sua fé tão‐somente no S E N H O ROra. grande necessidade era de uma mudançade coração.

portanto. .índice da adoraçãoe arrependimento do indivíduo. um sacrifíciosó poderia ser um meio para atingir o fim espiritual de um regressocontrito ao Senhor. então e sse sacrifício não terá valor. muito. contrário ao desejo e vontade do S E N H O RQuando .jam ais podendo constituir um fim suficienteem si. sendo.

No corpo do comentário. acompanho u‐o até ao Egito (Veja: Jr 43.escreveuas profeciasque Jerem a i s pronunciou (ver especialmente Jr 36. Manley. Para uma breve análisedas discrepâncias e uma hipótese de explicação.apontam‐se sempre os passosem que a versãodos Setentaparece derramar luz sobre o texto hebraico. Q uem E ra Je re m ia s . habituada a encarar tais problemasde uma maneira lógica. o leitor encontrará um esquem a das datas prováveis correspondentesaos vários capítulos. Dum a maneira geral. encontrar ‐se‐á formulada a posição conservadora acom panhada de um sumário das várias correntes críticas. o que pode causar confusão numa mentalidade ocidental. O problema resulta ainda m ais complicado por haver grandes diferenças entre o texto hebraico e o dos Setenta deste livro. Em Introduction to the Old Testament. Em The New Bible Handbook. Young.O Autor Trata‐se de um problema muito compl exo que não pode ser eficazmente abordado numa breve introdução como esta.6).obra a que já se fez referência. de G .32). J.o escriba. E sta s diferenças não dizem respeito apenas à s palavras m as afetam a ordem de apresen tação do conteúdo. Baruqueparece ter sido fiel amanue nse de Jerem ia s e. note‐se. de E . ver Introduction to the Old Testament. A s próprias profecias não vêm em ordem cronológica. J. Young. de E . fenômeno que se verifica m ais nele do que em qualquer outro.O próprio livro diz que Baruque. T. e declara que "ainda se acrescentar am a elas muitas palavrassemelhantes".

portanto. um patriota fiel até à tragédia.a não ser que se verificasseuma conversão. de fato.e previu o exílio como uma punição inevitável e irrevogável.dotado de visão clara e critério cristalino. Não era cego para o pecado e loucura do seu povo.D aí a veemê ncia das su a s em oçõese m ensagens. . S eguiao caminho traçado pelo seu espírito. Não podia ser compra do nem cavilosamente convencido.Foi para a provocar que despendeusem reservastodo o seu esforço. Essencialm ente. Descortinoucom profunda amargurao nexo férreo entre o pecado e o castigo. Foi um homem de D eus do princípio ao fim e. ora intercedendojunto do Senhor. ora contra o seu povo.D aí também o seu isolamento. este sempre apoiado no sentimento de adoraçãoque vivia dentro dele.Jerem iasera.sensívela toda a influência espiritual. um homem de D eus. suscetívelde profunda emoção. foi um mediador impelido pelo patriotismo e pela fé em D eus.

Em D eus leu prom essas.. Haveriaum novo concerto. faraós das III e IV dinastias edificaram em Mênfis monumentos grandiosos. M Ê N F IS Com o outros sítios arqueológicos do antigo Egito. pelo que "ficou firme como vendo o invisível". o faraó que supostamenteunificou a s regiões do alto e baixo Egito. de que derivou o nome atual da cidade. S u a sruínas estão localizadas ao sul do delta do Nilo. É importantev ocê saber. Tanto Israel como Jud á tinham um futuro em D eus. Durante a VI dinastia. m as não a tragédia final.C .o faraó Pepi I mandou construir a pirâmide Men‐nefer. embora tornando‐a desagradá vel. os seus cruciais conflitos íntimos.Mênfis manteve seu prestígioaté o médio . com o nome de Anbu‐hedj ("muros brancos"). e o que um homem assim pode dar. a cerca de 25km do Cairo. Depois de Menés.. Neste vulto descarnado. entre os quais a pirâmide construída em Saqqarahpelo famoso arquiteto Imhotep.. com um comple xo arquitetônico em que se destacavamo palácio real e o grande templo do deus local. Ptah. não futilidade. que proporcionamdescobertas m ais surpreendentes que a própria cidade. Viu a condenação. A sua paixão iluminav a‐lhe os p assos. por Menés. o que facilitou a sua tarefa. Mênfis tornou‐se importante centro político e religioso.o Qual seria a sua justiça.a sua agonia de espírito. a cidade de Mênfis é conhecida sobretudo pela e scavação de su as necrópoles.vem os o que D eus ousa pedir ao homem. Acredita‐se que a cidade tenha sido fundada em 2925 a . Em m eados do terceiro milênio. Em boratenha visto sua importânciadecair à medida que Heliópolisprogredia. no reinado do faraó Djoser. A descobertado Jerem iasautêntico pode bem constituir o renascimentode quem o descobre. Mênfis era capital do antigo Egito durante o terceiro milênio anterior à era cristã. clamante.

império (entre 1938 e 1600 a .C., aproximadamente), graçasà condição de centro religioso. Após um longo período de crises,marcado pela invasãodos povos hicsos,a cidade experimentou uma nova fase de prosperidadee provavelmentese tornou segundacapital do Egito ou capital do norte do país.O templo dedicadoa Ptah passoua ser o local de culto preferido dos faraós e foi ampliado por TutmésI e TutmésIV. Na X IX dinastia, os faraós fixaram residência no delta do Nilo, m as mantiveram o esplendor de Mênfis, com a construçãode estátuas colossaise do templo do Serape um, dedicado ao deus Ápis. Na dinastia seguinte, a unidade do Egito começoua desmoronarnovamente, m as foi restabelecida pelo rei Piankhi,da Núbia, que conquistouo Egito no século VIII a .C . Um século m ais tarde, os assírioscom eçar am a destruir a cidade, processoque foi continuado por invasor es

persase gregos.Com Alexan dre o Grande a cidade transformou ‐se num centro de planej amento para a constru ção de Alexandria,cidade que pôs fim à hegemoniade Mênfis. A cidade recuperou seu antigo caráter cosmopo lita na época ptolomaica e foi m ais tarde transformada pelos romanos numa próspera capital de província. Mênfis começou a decair com a ascensãodo cristianismo, quando fanáticos religiososdestruíram o pouco que restava dos templos, e recebeu o golpe de misericórdiacom a ocupação muçulmana.A s ruínas da cidade foram utilizadas na edificação de outras construçõesem áreas vizinhas, entre a s quais Fustat, que deu origem à cidade do Cairo.Esquecida durante sécul os, Mênfis começoua ser recuperadaem meadosdo século X IX ,com a s escavações arqueológicas.

Jr‐5.27 gaiola. S em dúvida, isto é uma referênciaà uma armadilhaou gaiola armada,como o Dr. Blayneytraduz, na qual caçadores colocamvárias aves am ansadas para atrair outras aves para a armadilha que lhes foi armada.Fonte: ©Encyclopaedia Britannicado BrasilPublicaçõesLtda.

LAM EN TAÇÕ ES

IN TR O D U Ç Ã O Título O título m ais completo, "As Lam entações de Jerem ias"é encontrado nos manuscritosgregose na Septuaginta. Mas o Talmudee os escritoresrabínicosse referem a ele simplesmente como "Lament ações" (qinoth) ou como "Como!" (’ ekhah),a palavra inicial no hebraico.

S u a P o s iç ã o Na B íb lia

Consoante o título m ais longo, a Septuaginta coloca o livro imediatamenteapós a s profeciasde Jerem ias, tal como em nossasversõesportuguesas. Na Bíblia hebraicae sse livro não é encontradoentre os livros proféticos,m as ocupa a posição média entre os RolosFestivos(Megilloth) que seguemimediatamenteos três livros poéticosda Hagiógrafa, ou seja, a terceira divisão do cânon hebreu. C ada um dos Megilloth era lido por ocasiãode uma festividadeanual, sendo que o livro de Lam entações era lido no nono dia de Ab (cerca de meadosde julho), aniversárioda destruiçãodo templo por Nabucodonosor, rei da Babilôni a. No Talmud e, os livros poéticos e o Megilloth aparecemrearranjadosnuma ordem que parece ser a ordem cronológica,a saber,Rute, Salm os, Jó , Provérbios, Eclesiastes, Cantaresde Salom ão,Lam entações, Daniel,Ester, etc.

Autor E Data D a C o m p o s iç ã o .

17. onde é introduzido mediante a s palavras:"E sucedeu. Porém.).10‐18.14.25 é feita referência à s lamentaçõesdesse profeta por causa da morte do rei Jo sia s. é m ais parecido com o estilo de Ezequiel. à sem elhança dele. Jr 15. não fosse o fato de existirem certa s dificuldadespara que se aceite e ssa opinião. muitos consideramque o autor do livro de Lam entações tenha sido um contemporâneo m ais jovem de Jerem ias. do livro de Lam entações. subentendidaem Lm 4.1..e Lamentações". Jerem ias bem poderia ser concebido como autor. Em 2C r 35. e Jerusalémter ficado desolada. e Lm 4.a despeito de sua falta de dignidade (cfr. A atitude para com os poderes estrangeiros. na qualidade de profeta chorão (ver Jr 9. fora testemunhaocular das entristecedoras calam idades que sobrevierama Jerusalémpor ocasiãoda captura efetuada pelos exércitos de Babilônia em 587‐ .20 e Lm 2. R eis. Não obstante. Jr 14.17‐22.A tradição que Jerem iascompôse sse spoem asrecua até à posição e ao título do livro na Septuaginta.e ali se acha escrito que tal lamentaçãofoi registradae ficou como "estatuto em Israel"..6. igualmente.O capítulo 3 faz lembrar S l 119 e 143.20 com igual justiça poderia referir‐se a Zedequias. Lm 4. o qual. O estilo é muito m ais elaborado e artificial que o do próprio livro de Jerem iase.Tam bémé asseverado no Targum Siríacoe no Talmude(BabaBathra)que: "Jerem ias escre veu seu próprio livro. e lamentou com esta lamentação por causa de Jerusa lém e disse.21). nos capítulos 2 e 4. após Israel ter sido levado cativo. etc. com isso cfr. o sentimento em 2Sm 1.que Jerem iasse assent ou a chorar. nosso presente livro gira não tanto em torno da morte de um rei como em torno da destruição de uma cidade. Por conseguinte.". certamente não é a do "colaboracionista"Jerem iase não reflete a própria experiê ncia do profeta.

E s s atécnica. cerca de 580 a .porém. e a oração do capítulo 5. preferem datar a coleção inteira como pertencente a período bem posterior.ou mesmo em 63 a.586 a. por Pompeu. em 170‐168 a. pode ter sido aprendidapelos judeus.. aos quais foram então adicionados.talvez originados em fontes diferentes. Lm 4. o persa.no exílio.em Lm 2. o lamento pessoal do capítulo 3.C .portanto.. isso é altamente improvável.C.. H á também o fato que e sse período particular da história da Babilônia é notório por seus hinos fúnebres em memória de cidades caídas. o lamento nacionaldo capítulo primeiro.C .4‐10).1). por Antíoco Epifânio.C ..19‐20. que sugere um tempo antes do levantame nto de Ciro..de princípio ao fim do livro.11‐12. A data desse material pode ser fixada em cerca de 540 a ." é exortada a lamentar sua sorte (cfr. Lm 2. . Existem inscrições cuneiformesnas quais "a filha de. Outros consideramos capítulos2 e 4 como obra de uma testemunhaocular (note‐se a preocupação do escritor pelo destino das crianças.Em favor da data tradicional que é o período do exílio temos a nota de desânimo. fazendo o livro referir‐se ao cerco de Jerusalém . Alguns.C .porém.

Ishtar era o nome pelo qual os acádios e. e que também se encontra no livro de Jerem ias. a suprema. em lugar de um versículo. É importante você saber. que possui sessentae seis versículos. isto é.de temperamento contraditório: honesta e trapaceira.conhecidocomo canto fúnebre (qinah). de A a Z . IS H T A R .no qual cada letra sucessivaconta com três versículosdedicados à mesm a. retrata uma deusa que era sempre representada como jovem.personificação do planeta Vênus.luz radiante.originalme nte. fazendo exceção o capítulo 3.Tem atributos idênticos aos da . Os quatro primeiros poemasfazem uso do ritmo desigual. D iz‐se que esse arranjo alfabético tem o propós ito de mostrar que "Israel pecou de álefe a tau".alegre e chorosa..2. não são em pregadasa s letras do alfabeto em ordem sucessiva ainda que alguns eruditos afirmem que e sse deve ter sido o caso. posteriormen te." E s s etrecho. assim como em S l 119 a implicaçãoé que a lei deve merecer a atenção e o desejo totais do homem.E ra a deusaprincipal tanto no panteão sumério quanto no acádico. mulher doadora da vida. que correspondem ao número e à ordem das letras no alfabeto hebraico. bela e impulsiva. de um hino a Ishtar. No capítulo 5. amada do céu e da terra. como diríamos."Rainhadas determinaç ões divinas. os assírio ‐babilônioschamavama deusa sumériaInanna. entretanto. Lm 3.a que ateia o fogo e o apaga.C o m p o s iç ã o Os comentadores rabínicos se referem aos "sete acrósticos" e pode ser observado de imediato que cada capítulo tem vinte e dois versículos.. isto é.

. m ais tarde. S eu nome foi também associado a diferentes maridos: Zabadade Kish. A mitologia em torno de Inanna‐Ishtar é extrema mente complexa. ora deusa da guerra. segundo outra. na Grécia.S egundo uma d e ssa stradições.e aos de Vênus . An e Dumuzi(ou Tam m uz). da chuva e do trovão e.Ashur.devido ao sincretismo dos panteõessumério e acádico. descendeda deusa ‐lua Nanna ‐S in e é irmã do deus ‐sol Utu‐Sham ash. D a literatura cuneiformedos acádicose sumériosemergemdiversasimagens de Inanna ‐Ishtar: ora é deusado amor e da sexualida de. a própria rainha do Universo.ela é a filha do deus ‐céu An.deus a fenícia Astartéia. em Rom a.aos de Afrodite.

vários povos de origem semita.antes da era cristã. foi uma colônia comerci al dentro do âmbito econômicosumério. construídosem terraços sobre sa lascom tetos de pedra. E spalhava‐se em torno do Eufratese era protegida por altas muralhas. Fundadapelos acadia nos (ou acádios)fora da zona de poderio sumério. A cidade sagrada. entre a s quais se destacaa de Ishtar.C .foi descobertapor arqueólogosalem ãesno fim do séculoX IX da era cristã. que significa"porta de Deus". m as.C . depois da queda da Sum éria.B A B IL Ô N IA A capital da Mesopotâmiafoi fam osa por seu poderio e esplendorcultural e por seus belos edifícios e construções monumentais. que levou a Babilôniaa seu máximo poder imperial.. graçasao intenso tráfico mercantil e a sua estratég ica posiçãogeográfica.ao sul da futura Bagdá. proceden tes do oeste. A cidade possuíanumerosospaláciose templos. estabelecera m‐se na Babilônia. O principal era o grande templo dedicadoa Marduk. E sag ila("casade teto alto"). .os de caráter religiososobressaíam pela imponênciae elevadonúmero.dispostos em torno de um pátio central e adornadoscom jardins. decoradocom ouro e pedras preciosa s. O nome Babilôniaparece procederdo acád ico Bab‐ilu. No começodo segundomilênio a .Um dess e spovos foi o amorreu (ou amorrita. amorrea no). entre elas os jardins suspensos.D e ssa s portas só se conservar am sete.capaz de impor seu poder sobre o resto da Mesopotâmia. comparávelapenas ao que conseguiu posteriorme nte com os caldeus. Em meio aos edifíciosd essamonumentalcidade. a Babilôniaficava à s margensdo Eufrates. descrita pelo historiador grego Heródoto no séculoV a .. entre os quais se destacavamos cham adosjardins suspensos.em cidade independentee próspera.nas quais se abriam diversasportas de acesso. uma das sete maravilhasdo mundo antigo. Os palácios eram grandes edifícios com muitos aposentos. construídossobre terraços de terra batida ou de adobe. transformou ‐se.Na origem.

Dinastia amorrita. Hamurabiempreendeua conquistada Mesopotâmiae criou o primeiro império babilônico. S e u s sucessores ampliaram os domínios da Babilôniamediante uma política de pactos e aliançascom as cidadesm ais poderosase ricas do território. mostra traços de um homem astuto. Na primeira metade do século X V III a .. alheio a impulsos passionais e. prudente.C . conforme documentos que chegaram até nós. O fundador da dinastia real amorrita foi Sum u ‐abum. . templo escalonadoque possivelmenteseria a torre de Babel citada na Bíblia. diplomático. que governou de 1894 a 1881 a .Ao norte desseficava o Eteme nanki ("templo dos alicercesdo céu e da terra").C .O caráter desse rei.

a cidade continuou sendo um centro cultural. na qualidade de vassalos. arrebatando seus domínios. artístico e comercial de primeira ordem. Este súltimos. assírios. não se impôs de modo arbitrário ou violento. baseadona lei de talião. em seus respectivostronos. Hamurabifoi o primeiro legisladorconhecidoda história. Apesardisso. S eu filho Sam su ‐iluna combateu a s sublevações de Elam.fundamentalmente. O monarca tornou a Babilônia potência hegem ônica da Mesopotâmia. para onde acorriam viajantes e peregrinos de todo o . Quando Hamurabi subiu ao trono.a unidade mesopotâmica desapareceu. Deu impulso à organização judicial e ao trabalho legislativo.ao norte com a região de Eshnunae a leste e sudeste com os domínios de Larsa. Político hábil.como Ammiditana e Amisaduqa. O famoso Código de Hamurabi. Apesar dos denodadosesforços de Sam su ‐iluna para manter o império do pai. Estadistainteligente e civilizado. enfrentou e venceu o rei de Larsa. Sum ériae Assure enfrentou a s invasõesde povos como os hurrianose os cassitas.conseguiramesporádicasvitórias sobre a s cidades rivais. gutis).Rim‐ Sin. Depois combateu encarniçad amente e derrotou uma coalizão de povos e cidades (elamitas. D essa forma a Mesopotâmia tornou‐se subm issa ao poder babilônico e Hamurabi reuniu sob sua autoridade toda a região compreendidaentre o golfo Pérsicoe o rio Habur. Hamurabi conseguiu consolidar seu estado. conservandoos m onarcas derrotados. Com a morte de Hamurabi. m as com Sam suditana o poderio babilônico decaiu por completo. Alguns de seus descendentes. grande conhecedor de sua época. a unidade política se desintegrou. repelidos depois de uma primeira tentativa de colonização. o reino babilônicolimitava‐se a noroeste com a Assíria. penetraramdepois lentamente em território babilônico. indica a preocupação do monarcaem estender o direito sumério a todos os povos que habitavamos territórios do império. alternando conquistas militares com reformas legislativasinternas.Aproveitando a morte de seu inimigo assírio Shamsi Adad I.

ocuparam a Babilônia e introduziram o cavalo e o carro como arm as de guerra. graças ao comércio. S e u s descendentes consolidaram o reino no terreno econômico. dominou Assur. ConquistouEshnuna.procedentesdos montes Zagros.C.A cidade foi arras ada e incendiadae seu rei. Não conheciam a escrita m as aceitaram e assim ilarama superior cultura babilônica. No início do século X V I a. Em 1595.. morreu na luta. o rei hitita Mursilis I atacou a Babilônia. os cassitas. .Oriente Médio.Agum II soergueuo estado. o último da dinastia amorrita. Dinastia cassita. embora no aspecto político a Babilônia se tenha conservado apenas como m ais um estado dentro do univer so mesopotâmico. submeteu os gutis e estendeu seu poder do Eufrates à cordilheira dos Zagros.

C. atraídos por sua prosperidade.foi interrompida pela invasãode Tukulti Ninurta I. empreendeuuma política expansi onista orientada para a recuperaçãodo antigo poderio da Babilônia.C. os assírioscom eç aram a intervir na política interna da Babilônia. Nabucodo nosor II a ssumiu o trono. que conseguiu manter a estabilidade política na cidade. ao norte da Babilônia. que.C.em 1153 a . a paz.‐ e no reino hitita ‐ ‐ agressões externa s ‐ ‐ deram ao rei babilônico Adad‐shun‐natsir a oportunidade para reconstruir seu maltratado império e submeter o estado assírio.que pretendia dominar o território mesopotâmico. dominada sucessivam ente por elamitas e assíriosaté o século VII a . e a Babilôniapôde reconstruir seu antigo império. Em seguida.que arrasou a próspera cidade. que já durava três séculos.Nabopol assar ordenou a conquis ta da S íria a seu filho Nabucodono sor. moveu uma cam panhacontra Assur. Depoisdo reinado de Burnaburia sh II. Depoisda vitória. S ob o reinado de Kashtiliash.. inspira do pelos deuses locais. que. Após a morte do pai (605 a . em 1234 a . auxiliadopelo rei meda C ia x ares.anteriormente em poder dos egípcios.C . empreendeu . Durante seu reinado (604‐562). levando para S u s aa famosa pedra do Códigode Hamurabi. em que Meli‐Shipak devolveu a prosperidadeà Babilônia.A partir da segundametade do séculoX IV a .destruiu C archemish.os hititas também pretenderamimiscui r‐se nos assuntosinternos do império. os dois m onarcaspartilharam a s terras conquistadas. a s relações com a Assíria com eç aram a deteriorar‐se.).conseguindopara a Babilôniaa maior parte da Síria e da Palestina. Marduk e Nabu. O fim do período cassita anunciou uma época obscura para a Babilônia. C rise s no império assírio ‐ ‐ assassinatode Tukulti Ninurta I ‐ .C . O novo império babilônico. O rei assírioSalm anasar I iniciou uma política expansionista e... depois de cruzar rapidamenteo Eufrates.os elamitas invadiram e saquearama cidade. quando os caldeusascenderamao poder.Nabopolassar. Depois de um período de paz. O fundador da dinastia caldéia foi Nabopolassar(reinou de 626 a 605). destruiu seus templos e paláciose prendeu seu rei.

várias cam panhasmilitares que lhe renderamavultadosbutins e glória pessoal. que lideraram uma sublevação. m as. como não era de estirpe real. ano em que destruiu Jerusaléme deportou milharesde judeus (o "cativeiro da Babilônia"mencionadono Antigo Testamento). A queda da Babilôniaem 539 a . e sua incorporaçãoao império persa acarretouo fim da Mesopotâmia como região histórica independente. com o apoio do rei persa Ciro II. Com sua morte (562).Uma sublevação do reino de Jud á obrigou‐o a manter uma guerra cruenta que durou de 598 a 587 a.. Nabucodono sor promoveu um intenso trabalho de reconstrução. encontrou férrea oposição entre os sacerdotesde Marduk e alguns comercia ntes ricos. N os anos seguintes. que lhe concedeuo cargo de governadorde uma região da Pérsia. sucederam ‐se a s lutas internas pelo trono. Derrotado e prisioneiro dos persas.C . . tratado com moderaçãopor Ciro. Nabonido conseguiu o poder em 555 e governou até 539. no entanto. Decadência.C.Nabonidofoi. repara ndo a s cidades devasta da s pela guerra.

A religião babilônicacompreendiaum grande número de deusesque. enquanto Gilgam esh simboliza o herói que busca a imortalidade. é um poema cujas primeiras compilações remontam a 2500 a.C. símbolo religioso da Babilônia. Os funcionários reais.obra‐prima da literatura babilônica. A sociedadebabilônicatinha estrutura piramidal.no topo. C a d a templo era administradopelo sumo sacerdote. A epopéia de Gilgam esh. Cultura e sociedade. morreu no palácio de Nabucodonosor. que lhe descrevea técnica de fabricaç ão da nave que. a cidade manteve seu esplendor.S ob o domínio dos persa s aquemênidas. adivinhose cantores. m ais tarde. a cidade decaiu rapidamente.O templo era a morada da divindade. Durante a época selêucida. Para os babilônios. Os babilônios estenderam seus conhecimentos a todos os ramos do saber. O poder e a s riquezas do soberano tornavam‐no um homem respeitado e temido. e.).enquanto o zigurate (torre) era o lugar destinado ao culto.quando voltava da Índia. Em 522 a .com barro e seu próprio sangue. depois de reconstruir alguns de seus monumentos. veneradosnos templos. misto de epopéia e alegoria. magos.que. devia prestar contas ao rei.. vicário (substituto) da divindade. quando Gilgam esh encontra Utnapishtim. a conselhode E a . m as se destacaram principalmente pelas grandesdescobertasmatemáticase astronômicas..C . seus personagens principais são Enkidu e Gilgam esh. Xerxesreprimiu outra insurreiçãoe ordenou a destruiçãoda estátua de Marduk.o Noé babilônico.o homem foi criado por Marduk. representante do deus Marduk. a sua imagem.O primeiro representa a passagem do estado natural ao civilizado. até desa parecer.Outro poema épico conhecidoé o Enum aelish (Quandono alto..C . ajudado por sacerdotes menores. em muitos ca so sse assem elhavam aos homens.Dario I sufocou uma revolta popular. O dilúvio universaltambém aparecemencionado nesse poema. que trata da origem do mundo. com o rei.Também cultivaram a s artes e a s letras com singular mestri a. os sacerdotes e os ..Alexan dre o Grande a conquistou em 331 a . construiu para salvar ‐se do cataclismo.

A família era monogâmicae a instituição matrimonial se regia por um contrato.embora fossem livres. realizado pelo marido diante de testemunhas.embora pudessecair na escravi dão se não pag a sseno prazo devido a s dívidas contraídas.S u a condiçãolhe permitia pertencer ao conselhoda cidade. O homem livre podia possuir bens. Os escravos eram adquiridos por compra ou como resultado de butim de guerra. contidas no código legislativo de Hamurabi. Todas e ss a s normas.O chefe de família exercia a autoridade e dispunha de total independência no manejo dos bens.consolidarama sociedadede forma estávele duradoura.cuja falta de recursos lhes impedia o acesso à s categoriassuperiores. terras ou dedicar ‐se à indústria ou ao comércio.grandes proprietários constituíam o suporte do monarca e formavam a categoria superior dos homens livres. .no qual se estabeleciamos direitos e obrigaçõesda esposa. Numa terceira categoria social estavam os cidadãoshumildes.

. S u a cultura exemplar e sua organização legal são com paráveis ao brilho m ais tarde alcançado por Atenase Rom a.Com o fim da prósperacivilizaçãobabilônica.a Mesopot âmia deixou de ser terra de grandesimpérios e converteu ‐se em objeto de conquis ta s das novas potênciasdo mundo antigo.

Vira uma m assadisforme. fácies hipocratica (uma face característica do morto. imobilidade. a seguinteordem: 1º) A B IO TIC O S (S EM VIDA) ‐ S ã o fenômenos que ocorrem logo após a morte.de uma forma resumi da.E le s obedecem. . sem expressão). fígado. 2º) P U T R E F A Ç Ã– OÉ a fase quando a s bactériasse reprodu zem e destroem os órgãos do corpo. E tem a C O L IQ U A T IV A em que o corpo perde a forma porque os órgãos vão sendo destruídose não dá m ais para distinguir o que é coração.etc. Fica parecendo um balão.O PROFETA E Z E Q U IE L IN TR O D U Ç Ã O O Q U EO C O R R E Q UAN DOUM S E RHUMANO M O R R E ? Ocorrem vários processosa partir do momento que uma pessoamorre ater chegar ao estado de o ssos secos. E la apresen ta duas subfa se s:a G ASOS A onde ocorre intensa formação de g a se s. inchando o corpo.resfriamento do corpo. Observam os a s seguintes carac terísticas: insensibilidadea dor.rins.falta de respiraçãoe circul ação do sangue. calor ou temperatura.

.mistura do que resta deles com a terra sobrandoapenasos ossos.3º) E S Q U LE E T IZ A Ç Ã O – É a destruiçãototal dos órgãos.

F ase C O L IQ U A T IV :A Nos envolvemostanto com o pecadoe nos afastamosde Deus. Os osso s representavaa sua situação espiritual e política naquelemomento. S u a ação é parecidacom a da morte física. o nosso ego cresce.ocupa todo o nosso corpo.levaria a morte. Mas quando e como eles morreram? O PECADO E A M ORTE O povo de Israel estava exilado quando Ezequielteve a visão do vale dos ossossecos. O povo preferiu desobedecer e se transformou no que E ze quiel viu.observem: 1º) A B IO TICOS (S EM VID A ) – O pecadonos afasta de D eus e com isso. a desobediência (pecado). insensibilidade com a s m azelasdo próximo. que não diferenciamos m ais nada. retira de nós a “vida” (Sl 36:9).20). mortos e sem esperança. 2º) P U T R E F A Ç Ã–O fase G A S O A S: Com a “vida” fora. não distinguimosentre o . D eus os alertou para os perigosdo pecado(Dt 30:15 .Ezequielviu um exercito em estado de esqueletização. A obediênc ia a E le geraria vida. imobilidadeentre outros.frieza nos relacionamentos. E s s ahistoria não começouno exílio.quando fez o pacto com o povo. É só tamanho.19. porque se examinarmos por dentro é só podridão. Os sintomas são a perda da consciência (Não ouvimos m ais o EspíritoSanto). É isso mesmo o que o pecadofaz conosco(Tg 1:15).

. 3º) E S Q U LE E T IZ A Ç Ã O – Depoisde “sugar até os ossos”.tudo de bom que temos. o que sobra de nós é a ossada seca.certo e o errado. E s s eé o “fundo do poço”. Nosso caráter vira uma grande m assadisforme.

atravésdo sacrifíciode Je su s. Aparecem tendões.Mas acabaassim ?Claro que não! A R E C O NTRU S ÇÃO Ezequiel.músculos.fatalmente receberemos esta. D e repente os ossoscom eç am a se juntar. Escolhem os aquele.profetiza (preg a) para os ossos.por ordem de D eus. E s s etexto nos leva a pensarnas seguintesafirmações: 1º) Pecado(desobediê ncia a Deus)e morte espiritual vem no mesmo “pacote”.a pele recobre o corpo e a vida retorna.E o melhor de tudo: E S T AO P O R T U N ID A D EE S T ÁD IS P O N ÍV EP LA R AQ U A LQ U E R UM D E N Ó S ! . S ã o novos sereshumanos. 2º) Só D eus tem poder para recon struir a nossavida a partir dos “ossossecos”que o pecadonos reduz.

. levando cativos os judeus de Jerusalémpara a Babilôniaem três etapas: (1) em 605 a .C . estando Ezequielentre eles.C .C. a s forças de Nabucodono sor destruíram totalmente a cidade e o templo. e a maioria dos sobreviventes foi transportada à Babilônia.). destruiu Jerusalém incendiou .C .C . rei caldeu.em 586 a . . (2) em 597 a .O ministério profético de Ezequielocorreu durante a hora m ais tenebro sa da história do AT: os sete anos que precederam a destruição. e (3) em 586 a . o templo e saqueoua riqueza que ali havia.C.A N A L IS A N D O C O N T E X T O H IS T Ó R IC O O contexto histórico do livro de Ezequielé a Babilônia durante os primeiros anos do exílio babilônico..jovens judeus escolhidosforam deportadospara Babilônia.entre eles Daniel e seus três amigos.000 cativos foram levadosà Babilônia. (593‐586 a. Nabucodo nosor.).e os quinze anos seguintes(586‐571 a .10.

.

S e isanos depois de Ezequielhaver começadoa pregar.C .(E z 8:1. fontes e vales para uma de vastas planícies. uma considerávelparte da populaçãoe Ezequiel. estes israelita s exiladoshaviam completado a sua cansativajornada.e que praticassemo comércio. Jr 29:5‐7. Entre os cativos se achavam a família do rei e os príncipes.filho de Buzi. C airiam nos laços da religião e do materialismo babilônicos? Continuariam rebelde s contra D eus? Aceitari am o seu exílio como disciplina procedente dele? Haviam . os artífices e construtores.É relatado a atividade do profeta Ezequieldurante o exílio na Babilônia. poderosos. Mas. E s 2:65) S e fossem diligentes.servos. poderiam prosperar.que levou para Babilôniaa s pessoas preeminentesdo país e os tesourosda c a sade D eus e da c a sa do rei.que dirige su a s m ensagens a seus compatriotas cativos e também ao povo hebreu que ainda reside na Palestina. no ano de 597 a . e do exílio de Joaquim . de uma terra de colinas. Nabucodo nosor permitiu que os israelitas tivessem a s suas próprias ca sa s.No ano de 586 a .. E z 1:1‐3).Am bos os grupos permaneceramobstinadose impenitentes. a despeito da infidelidadede Israel. D eus mostrou‐se misericordioso. no meio dum poderoso império.Moravam então junto ao rio Quebar. Portanto. Ezequiel recebeu instruçõesno sentido de proclamar a s boa s‐novas de que o exílio terminaria e Israel recuper aria sua posiçãode instrumento da salvaçãode D eus para todos os homens.rei de Jud á. os valentes.Nabucodo nosor destruiu Jerusalém e levou cativos para a Babilôniaquase todos os sobreviventes. Pesarosos. D eus atribuiu a Ezequiela tarefa de denunciara ca sa rebelde de Israel e predizer a destruiçãode Jerusaléme a deportação de um número ainda maior. su a s palavras se cumpriram.mesm o depois da captura de Jerusa lém levada a cabo pelo rei babilônio Nabucodono sor.C . cercados de um povo de costumesestranhose de adoraçãopagã. o sacerdote(2 R e 24:11 ‐17.

Daniel na corte de Babilô nia e Ezequielera o profeta para os exilados judeus em Babilônia.Mt 8:20) . nas Escr ituras G regas. D eus não privou a si nem aos israelitas dos serviços de um profeta. distinção que gozava também Jerem iase. Zacarias.(E z 1:3) Do começo ao fim de seu livro dirige‐se m ais de 90 vezes a ele como “filho do homem”. Durante esse sanos críticos que culminaramna destruiçãode Jerusalém . Ezequielera tanto sacerdotecomo profeta.Je s u stambém é chamadode “Filho do homem” cerca de 80 vezes.de enfrentar novasprovaçõesna terra de seu exílio.(E z 2:1 . porque. mais tarde. um ponto importante quando se estuda a sua profecia. Jeremias atuava na própria Jerusalém .

C . como seus antecessores. D A T AE A U T O R IA E s s e strês problem as estão ligados no que diz respeito a este livro. ver notas no corpo do comentár io). E z 29.em 597 a .a primeira pode ser tratada de modo sumário. (Veja: E z 1. D a s duas principais dificuldadesque aparecem no caminho da aceitação da autenticidade de Ezequiel. por uma razão especi fica. quando foram escritos os capítulos40‐48 (Veja: E z 40. têm servido para apresentarclaramen te a naturezados problem as exibidospor esse livro e têm capacitado seus sucessores a abordarem ‐no com m ais inteligência. no século atual.). porém. (Veja: E z 1.poderia um profeta proclamarnuma ocasiãoa vinda .O C A S IÃ O HIS TÓRICA.17 e seg s. 593 a .C . nesseponto.escritos no ano vigésimo sétimo do cativeiro.A narrativa é pontilhada por avançosprogressivos de tempo.que é identificado como um dos exilados judeus deportados em companhiado rei Joaquim. ele tem provido oportunidade de muitos eruditos demonstraremsua engenhosidade.por outro lado. foram m ais tarde inseridos pelo profeta. é interrogado. S e u strabalhos.foi pregador de condenação. e continuando até a vigésimoquinto ano do cativeiro.1. começandopelo quinto ano do cativeiro.e nada m ais. É afirmado que este profeta. Como.2). Até tempos recentes a autenticidade deste livro era aceita em geral. O livro foi composto principalmentena primeira pessoa e propõe ter sido escrito pelo profeta Ezequiel.1 e segs.. Todos os profetas pré‐exílicos se declararam contra a escatologiapopular de seus dias e pronunciaramapenasjulgamentoscontra Israel.

e ssa espera nça também era indígenaem Israel.S e u discípulo. e tal é a posição de Hölscher.pelo que todas a s passag ens que falam d essaera devem necessariam ente datar de um período posterior ao exílio.e na próxima falar de m aravilhosas prom essas a um povo pecam inoso? Algunsmantêm. A maioria dos eruditos rejeitam a noção de que a espera nça de um reino de D e us era propriedadeexclusivada nação persa. evoca grande admiração em vista da engenhosidade do esquema. além disso que a idéia de uma era abençoadase originou na Pérsia. o processopostulado de edições graduaisdos livros proféticos. nas quais eram feitos "acréscimos" sucessivos ao texto em gerações sucessivas.von Gall. . Segundo esse ponto de vista uma considerávelporção de Ezequiel tem que ser reputada como interpolação posterior. quando os israelitas estiveram em contacto com aquela nação.de julgamentocontra os pecados. aplicou o mesmo critério a todos os profetas. m as é por demais complicadopara ser real.

(A passagem inteira de E z 20. Pode ‐se adicionar que essa posição geral está sendo adotada por um número cada vez maior de eruditos do Antigo Testame nto.por todas a s v ossasm aldadesque tendes cometido". Partindo da evidência bíblica é difícil resistir ao ditado de Gressm ann:"Renovaçãomundial necessariam ente se segue à catástrofe mundial".: "E sabereisque eu sou o Senhor. E ali vos lembrareis de vossoscaminhos.e de todos os vossosatos com que vos contaminastes. pois aqui também se pode observar uma espécie de doutrina sobre a remanescente). quando predisse a destruição de Jerusa lém (Veja: Mc 13. quando eu vos fizer voltar à terra de Israel.. Apesarde que o profeta vivia na Babilônia. o estudante poderá exami nar a s obras padrões sobre a teologia e a escatalogia do Antigo Testamento. A segundaconsideração principal é m ais importante e tem ocasionadoa maior parte das teorias m ais recente s a respeito do livro de Ezequiel. como também não se pode dizer que Je s u svia apenasa ruína para o povo escolhido. e tereis nojo de vós m esmos.42 e seg s . conhecia perfeitamente a situação deles. dirigia‐se constan temente aos judeus deixados em Jerusalém .É difícil de compreenderpor qual motivo os profetas não poderiam ter predito uma restauraç ão após o julgamento. como. não se deve inferir que viam apenaso caos em vista de su as profecias de condenaçã o. quanto a detalhes maiores. e então a consolação(33‐48) ‐ele mistura os dois elementos de tal maneira que cria um senso de vergonhano momento m esmo em que é apresentadaa promessa. por . não podiam ver. O próprio Ezequielprovê a melhor respostapara essa questão:"Como pôde um profeta ligar am eaçarcom prom essas para que e ssa combinação surtisse algum efeito sobre os seus ouvintes?" À parte do desenvolvimento observáv el na tendência geral de sua profecia ‐primeiro o julgamento (1‐32).33‐44 deve ser cuidadosamente lida. E xpedia profecias sim bólicaspara benefício deles. Ver especialmente Ez 20. descre via acontecimentos que testemunhara suceder em Jerusalém e su a scircunvizinhanças..2). a s quais não obstante.

3‐12). por conseguinte.m as a primeira merece consider ável atenção e é aceita por Oesterley (Introduction to the Old Testament. algunsargumentam que deve ser procuradaalgum a outra solução.) e o fato de m ais tarde haver‐se acam pado fora de Jerusalém (Veja: E z 24. 324‐325).13). o fato de Nabucodono sor ter consultadosortes em encruzilhadas de estradasa caminho daquela cidade (Veja:E z 21. e pertenceria. Cooke. à época de Alexan dre (segundo opinião de Torrey). entretanto. é o porta‐voz dos sentimentos de muitos críticos ao dizer que é tão difícil acreditar . a súbita morte de um deles (Veja: E z 11. em realidade. ou a situação inteira é fictícia e a obra é comparávelaos escritos apocalípticos pseudônimos do judaísmo posterior.e seu livro encorpora su a s profeciasgenuínascom a s de um redator posterior que se dizia viver como exilado (conforme opinião de Herntrich).a tentativa de Zedequias para escap ar de Jerusa lém à noite (Veja: E z 12.exemplo.págs. D e s sa sduas alternativas dificilmente alguém leva a sério a segunda.Ou Ezequielrealmente vivia em Jerusalém. Que um homem que vivia na Babilônia pudesse testemunhar acontecimentos dessa ordem em lugar tão remoto como Jerusa lém parece falta de bom senso para uma época científica como a nossa.2). a s idolatria s dos anciãesno templo (capítulo 8).18 e se g s. e não na Babilônia.

parábolas. portanto. Cons eqüentemente.. T E O RD O L IV R O Conformedemonstrao esboçodo conteúdo (ver adiante). 23). além disso.oratória inflamada e declarações lógicas ele reitera seu tema que versa sobre a iniqüidade da .aquele deve ter mantido considerável contacto com este. pois.mesmo assim não terá sido vã. Guillaume tem. do que de destacar o caráter verdadeiramente extraordináriode Ezequiel.o livro foi construídosegundoum plano claramentedefinido. C . Ezequiel. Ezequielse concentraquase exclusiva mente em desnudara iniqüidade de seu povo. S e e ssa controvérsia não tiver servido para outro propósito. e.e até mesmo no moderno mundo beduíno. ver especialmente a s págs. ele aceita a autenticidade do livro nos seus aspectos principais.num redator altamente imagináriocomo aceitar a s declarações contidas no texto (I. Sem dó arrasta seus pecados para debaixo da luz e pronuncia contra eles o julgamento de Deus. Ele era contemporâneom ais jovem de Jeremias. a julgar pelos ecos do profeta m ais idoso no livro de Ezequiel.Após a visão introdutória dos capítulos1‐3. Por meio de ações sim bólicas. 155‐158). tanto para aquela porção que estava no exílio como para aquela outra que permaneceu na pátria. Mediante suas pesquisasele nos tem capacitadoa compreen der melhor um tipo de mente que tem pouco em comum com a moderna civilizaçãoocidental (Prophecy and Divination. C . relacionado e sse extraordinário dom de segunda vista possuído por Ezequiela outros fenômenos semelhantesdo Antigo Testamento. pág. e o escritor aderiu firmemente aos assentosde cada seção. e o consenso da erudição moderna está de seu lado. ministrou para sua nação.

pois am basa s obras exibem.este usualmentese torna vermelho como fogo. A repetição da denúncia e da am eaça de condenaçãoé tão constante a ponto de fazer o leitor recuar horrorizado. . E z 16.como nenhum outro em seus respectivosTestamentos. o insaciávelterror da ira de Deus. pelo que a restauraçãoreferida se torna algo vergon hoso e não algo que ca u sa ssealegria (ver.43‐44).este elemento falta quase inteiramente na primeira se ção do livro de Ezequiel. especialmenteem vista do fato que.Ezequielmostra afinidades com o autor do livro de Apocalips e.nação e sobre sua inevitável destruição.E quando ele permite que brilhe algum raio de esperança. como também em outros aspectos. Nisso. E z 20. por exemp lo.53 ‐58. enquanto que outras obras proféticas iluminam su a s am eaçascom prom essas.

após a restauraçãoda nação na era m essiânica. Pode ‐se sentir que. Existem . É curioso que Ezequielfaça silêncio quanto ao destino da Babilônia. Ezequiel não recebeu qualquer palavra subseqüente a respeito da Babilônia. Agora ele estava livre para entregar ‐se à tarefa de reabilitar a nação espalhada. anunciando a queda da cidade (Veja: E z 33. . assim consideravasu as ações como divinamente ordenadas. Em face do consistente ceticismo do povo para com sua pregação.e por isso deixou a questão nas m ãos de D eus. Aqui a imaginação poética de Ezeq uiel sobe a seu clímax.Ezeq uiel consideravaNabucodo nosor como um servo do S E N H O Re . Alguns acreditam que.Ver a s notas introdutórias a e sse sdois capítulos.o principal poder destruidor de Jerusa lém. Ezequieltenha falado sobre um novo levante de poderesestrangeiroscontra Israel (38 e 39).no corpo do comentário. Não obstante. tanto os estadosvassalos que assaltaramos judeus em sua hora de amarguracomo a s grandesnaçõesda época. e tudo parece apontar contra tal identificação.não obstante. são‐nos dados algunsdos quadrosfaladosm ais vividos do Antigo Testamentoem seus oráculoscontra o príncipe de Tiro e o Faraódo Egito.A segundaseçã o (capítulos 25‐32) limita‐se aos oráculos dirigidos centra a s noções circunvizinhas de Israel. D esdemuito tem sido motivo de perplexidadeo fato que. diferentemente de Jerem ias.porém.30). esse acontecimento constituiu a confirmação divina a seu ministério. e isso forma o tema dos capítulos33‐37.e não podemosver qualquer necessidade de negar sua autoria a Ezequiel. não existe no texto a menor indicaçãod essa possibilidade. na profecia dos capítulos38 e 39. visto que e ssa nação deve ter necessariam ente figurado nas profeciascondenatórias de Ezequiel. O ponto principal do ministério de Ezequielfoi ocasionadopela chega da de um mensageiroenviado de Jerusalém . D aí por diante o povo se reunia para ouvi‐lo (Veja: E z 33. que a Babilôniadeve apareceraqui sob o símbolo de Gogue. à sem elhançade Jerem ias. razões convincentes por detrás desseensino.21).

ele combinavaem si mesmo a s duas grandes correntes da tradição de Israel. N e ssa qualidade. Numa terra purificada de toda impureza. . é exibida a adoração ideal num templo ideal a ser observadapor um povo ideal.A conclusãodo livro (40‐48) é o produto de uma mente devota que por longo tempo e afetuosamenteponderou a respeito da adoração de Israel em sua vindoura era de bênção. Somos aqui fortemente relembrados que Ezequiel era ao mesmo tempo um sacerdote e um profeta.

são dois particularesque devem ser expostosapenaspara uma pessoa prudente.conseqüentemente. 23). Em certas direções Ezequiel foi o pioneiro de movimentos de pensamento que estavam destinados a se desenvolveremcomo características do judaís mo posterior. quantos são os que têm ficado tão perplexos pelo relato de Ezequiel sobre sua visão inaugural. clarividênciae prognóstico. conduziu ao movimento apocalíptico.isto é. Mediante a freqüência de su a s visõe s e a natureza de êxtase de muitas de suas afirmações. com clareza dogmática. como os próprios judeus reconheciam. E z 1. parecemestranhaspara a mente moderna.a verdade da obrigação individual.e especialmente mediante su a s profecias concernentes a Gogue e o reino futuro.no capítulo primeiro. e a Criação. ele moldou um tipo de profecia que. a saber. é a ponte entre a profecia e o apocalipse. E le foi o primeiro a declarar. Ag 2. no tempo devido. de muitos modos. Gn 1.Por exemplo. Além disso. Observ ações semelhantes poderiam ser feitas no tocante a muita s passagens obscurase negligenciadas de Ezequiel. de Isa ía s está quase .pág.E s s a scoisasse combinavamcom um senso avassaladorsobre a transcendência de D eus que pode produzir passagens de literatura que.Ezequiel. tão evidente nos últimos capítulos. citado por Cooke. devido a seu treinamento sacerdotalele se sentia naturalmente m ais interessa do na adoraçãodo que no evangelismo. isto é. a vivacidadede sua im aginaçãoe seus poderes sem paralelo de telepatia.m as que são ricamente recompensador as para o investigador. a ponto de não continuarema leitura de seu livro? No entanto.1. o espírito m issionário.pois. uma vez compreendidoe sse capítulo fica percebido que ele é altamente significativoe dotado de grande valor espiritual.P E C U L IA R ID A D E S D uas características da personalidadede Ezequieljá têm sido mencionadas. (Um a afirmaçãodo Mishnah registra que a Carrua gem.

tal como a lógica de algum as pessoasa s leva até uma posição que a maioria dos crentes cristãos acredita seria rebatida por Paulo. É injusto. que muitos eruditos bíblicos depreciem Ezequiel como retrógrado em sua doutrina. no corpo do comentário).totalmente ausen te nos escritos de Ezequiel.o judaísmose tornou explícito e exagerado. a obrigação individual. a saber. em certas direções produziu. a s anotações introdutórias ao capítulo 18. por exemplo. (Ver. É infeliz em alto grau. culpar E zequiel desses desenvolvimentos infelizes. ou culpar o apóstolo Paulo por causa da doutrina da prede stinação à condenação. realmente. se mostrar am implícitos.ou quando muito. uma caricatura de seu ensinamento.como é injusto culpar Daniel por causa das puerilidadesde alguns escritos apocalíptic os. por conseguinte. a profecia apocalíptica e o esquecimento dos gentios na contemplação de reino de Deus. Pelo .Onde Ezequiele Daniel fizeram silêncio.Em todas e ss as questões. o judaísmo foi muito além de Ezequiel e. todavia.

podemosdeduzir que tipo de pessoaera.Somentea s correções mais importantes tem sido salientadasna exposição. IN D O M Á V EL CABEÇA D U R A/ F A C EIN F L E X ÍV E L Ezequiel tem sido considerado. Finalmen te. mesmo na proclamação da misericórdia. Precisaser estudado com maior simpatia do que algunsestudiososmodernosestão presentementeinclinados a fazê‐lo. C . Os atos simbólicosque ele executa e a s visõesque recebe não são. poderia ser talvez mencionadoque em alguns lugares o texto de Ezequieltem sofrido muito devido à transm issãodo texto. indiferente a seus ouvintes. Tem‐se dito que é impessoal. tal comentário é caracterizado em seu corpo principal pelo menos por uma recomendável sobriedadede julgamento.Conquanto seus sentimentosnão aflorem à superfície.para o desdob ramento da revel ação de D eus na Bíblia. A partir de anotaçõesbiográficasdeixadaspor Ezequiel. Indicar cada uma de ssa sdificuldadesexigiria m ais espaço do que é permitido num comentário desta extensão. e só lhe preocupa a vindicação da glória de D eus. diferentes dos que os outros profetas registram.por G . a afirmativa de que ele não é com passivo equivaleriaa ir além das evidênc ia s. A. insensível. Ao estudanteinteressado é recomendadoum utilíssimocomentário. em essência.contrário.como no caso de Jerem ia s. . Apesarde que em algunsrespeitosultrapassana questão de conjetura além do que os eruditos conservadores geralmentepermitiram.Este escritor não tem hesitadoem aproveitardele freqüentemente.no I. C.na providênciade Deus. seu livro faz importantíssimacontribuição. uma p essoa severa. Cooke. com freqüência.

um indomável cabeça ‐dura. enquanto realizavasua m issãopor ordem de Deus. no dia em que Nabucodonosor começou o seu cerco final de Jerusalém . "o desejo dos teus olhos" lhe foi tirado de um golpe. a dor pela morte da esposa. Farei a tua fronte semelhanteao diamante que é mais duro do que uma rocha” (E z 3. 8‐9).O Senhor lhe disse: “Mas eu tornarei a tua face tão inflexível como a deles (a face dos israelitas) e a tua fronte tão inflexível como a sua. Enfim.Tão inflexível que foi capaz de suportar.18). (24:2. sem nenhum sinal de aflição. capaz das ações mais incompreensíveis para chamara atençãode seu .

m as por causada veemênciae indignaçãodo profeta.rude. Todos os assun tos são abordadoscom diligência.Am ós e Z a c arias) . C o n c lu s ã o O caráter de Ezequielcomo escritor e poeta é admiravelme nte descrito pelo hábil Bispo Lowth da seguintemaneir a: "Ezequielé bem inferior em elegâ ncia do que Jerem a i s. Por isso fica clara a conexão entre um assunto e outro.Repetições são comuns. S e u s sentimentos são de ânimo. S eu estilo é bastante perspicaz. Porém. Mas sua sublimidade é de um tipo totalmente diferente. incisivo. amarrou ‐se com cordas. grandiosas. o ímpeto. No que diz respeito à sublimidade. Em outros aspectos.como quando.Dificilmente deixa de proceder assim .porém.A obscuridadese deve à natureza dos assuntos. inflamação e cheios de indignação. Ezequielnão é sobrepujadonem m esmo por Isaí as. além disso. obedecendo à s ordens de Deus: “Este alimento tu o com erássob a forma de pães de cevada.indelicada. austera. a seriedade e a grandeza ‐nenhum dos escritores sacros é superior a Ezequiel.Visões (como por exemp lo a s de O séias.não para dar graça ou elegância ao texto. entusiasmo.assadosà vista deles com excrement os humanossecos” (E z 4.m as atém‐se aos assuntos.provindas de seus dons naturais‐a força. Imaginema reação dos deportados quando viam esse profeta manter‐se obstinadamente naquelaposiçãoestranhae. ficou deitado por 390 dias sobre o lado esquerdoe 40 dias sobre o direito. Para evitar a tentação de se mover.para expiar a s culpasdos reinos de Israel e de Judá. É profundo. nas peculiaridadesda com posição. 12). talvez Ezequiel seja excedido por outros profetas.S u a linguagemé grandiosa.tomar aquele tipo de refeição.povo para a s m ensage ns do seu Senhor.Agia de maneira muito estranha. e. às vezes. trágico. A s im agens usadas são múltiplas.assustadoras.

ou um moldureiro das visões m ajestosas e impressionantes. na minha opinião. não apenasem diversaspartes que constituem um todo magnífico e uniforme. "Ezequielé um grande poeta. Em geral." Para justificar o seu carácter.A maior parte de Ezequiel.não somente claros.nunca pôde sentir o poder dele. afirmando ser da opinião que "o estilo expressaa época antiga da linguageme composiçãohebraicas(como tem sido alegado). cheio de originalidade. Ezequielpossui o seu.deve ser consid erado um instrumento nas m ãos de D eus. ele não deve ser comparadocom Isa ía se o restante dos profetas antigos.especialmente a parte do meio do livro. Aquelespossuemo seu estilo poético. m as também de diversasmaneir as. Ezequieltambém é.são forçosamenteobscurase confusas. Aquelessão grandes. se alguém o censurarcomo ele fosse apenasum imitador de profetas antigos. que houve por bem revelar‐se durante um longo e sucessivoperíodo de tempo. entre a s quais pela voz. m as sublimes. o sábio prelado se atém às particularidades e dá algunsexemplos adatados. que ele descreveu. por inspiraçãoe por visõe s claras ou enigmáti cas. se considerarmos a naturezada linguagem.fluentes e tensos .é um estilo . por sonhos.E le conclui su as observações sobre o estilo.E . é poética." O arcebispo Newcome observa com razão: O profeta não deve ser considerado simplesmente um poeta.

que ainda estão para se cumprir. Com isso pode‐se descobrira grande extensão e glória da igreja do Novo Testamento.Nada pode ser m ais interessante do que observaro cumprimento exato destas profeciasnos relatos fornecidos por historiadorese viajantes.um novo culto a ser introduzido e uma Nova Jerusaléma ser edificada.firme e vigoroso. E le predissede maneira acuradae minuciosaa sorte e a condiçãode várias naçõese cidades." Com o profeta. uma grande parte do livro de Ezequiel não é obscura. . geraçõesposterioresperceberão a sabedoriaceles te com que este profeta negligenciado falou. m as extremamente edificante.e deveria induzir‐nos a definir a sua infância e maturidadecom a melhor atenção. ele é obscuroem várias partes. destinando ‐se a terra às doze tribos. mas isso é resultado da natureza dos assuntostratados ou dos eventos profetizados. Quando o tempo remover a névoa do futuro. Ezequielnunca deve ser elevadoà uma posiçãomuito elevada.O profeta usa o elegan te símbolo de um novo templo a ser construído. É verdade.Mas poucosprofetas deixaramum tesouro m ais valioso para a igreja do que Ezequiel. No entanto.

Um a noite orou com todo o fervor: "Oh. Depois. profundamente abatido. e ele decidiu que se D eus não S e revelasseaté então. o SenhorapareceuLhe e disse:"Por que me você Me persegue? Lembrese que E u dei a Minha vida por você na cruz.comprou uma Bíblia cristã para poder arrancarpágina por página e jogá‐la no fogo.E orou a noite inteira." O expressode Ludhianapara Lahore passariaà s cinco da manhã. entrou no seu quarto e ficou lá durante vários dias. Contou‐lhe que havia visto uma visão de Je s u se que agora era cristão! . ficou com raiva do mundo. S em espera nça e desanimado. Durante a noite." Quinzeminutos antes das cinco. ele iria aonde o trem passavae colocaria a cabeçanos trilhos para pôr um ponto final na situação.O PROFETA D A N IE L A História D e SundarS ingh O mundo dele se desmoronouquando ele tinha catorze anos de idade e sua mãe mor reu. No seu desespero. D eus ‐ se é que Tu existes ‐ revela Te a mim esta noite. ele saiu do seu quarto correndo para ir acordar o pai.

e não faz nem três dias você queimou o livro cristão! .O pai respondeu: ‐ Você deve estar louco! Vem me acordar para dizer que é cristão.

Mas a morte não o apavorava. Os aldeões lhe recusaram toda e qualquer hospitalidade. embora fosse alvo de perseguições freqüentes. também tinha um grande desejo de evangeli zar o Tibete e era um aventureiro inato. Durante o resto da sua vida. O sadhu.PregarJe s u sno Tibete poderia facilmente representar a morte. Lam ase sacerdotesinstigavama s perseguições que os cam poneses lhe faziam. quase todos os verões ele conseguiude algum a forma chegar ao Tibete. ‐ Foram estas m ãos que fizeram isso. Com o ele queria ganhar a Índia para Cristo e como havia muitos preconceitoscontra tudo o que fosse ocidental. conseguireilimpá‐las dessepecado!‐ depois voltando se para o seu pai disse. ‐ Mas até chegare sse dia. . A comida era e sc a ssa e . olhando para a s m ãos. A s encrencas começaram no dia em que atraves sou a s montanhas. Sundar Singh.ele adotou o traje amarelo de sadhu e o usou até morrer. foi tratado com cruelda de. até ao dia em que eu morrer.Sundarendireitou se. Nunca m ais. S u a única preocupação era ser leal ao seu Senhor. a minha vida pertence a Ele! E assim foi. Um verão a s coisas correram especialmentemal.Sundar Singh quase se afogou na cor rente de um rio gelado.

A s coisasficaram especialmente ruins numa cidade cham a da R a zar. . a curiosidadedas pessoas transformou se em fúria.dormindo à noite no complexodesabrigado onde comerciantese animaisdormiam encostadosuns nos outros para se esquentarem.Mas.a sua pregaçãoatraiu muitas pessoascuriosas.Ele começoua pregar no mercado. No princípio. quando o principal Lam a ouviu falar da pregação dele.

não podia de maneira algum a subir até ao topo.Um a manhã.E . Então. . porque o próprio dalai lama tinha a única chave. O arrastaramaté lá e lhe bateram até que um soco o jogou de cabeçadentro do poço. Escolheram o poço. A s horas passarame viraram dias.O fedor era medonho.pois muitos outros haviam mor rido ali.ou seria jogado num poço profundo e seco em cima dos cadáveresdaquelesque haviam sido atirados para lá antes dele. de repente. ouviu uma chave girar na fechadura. Depoisouviu a tampa sendo trancada. que agora deveria estar tinindo outra vez no molho de chavesdebaixodas su a s vestes. No final da corda tinha uma laçada. Mas quando olhou em volta. Sundar passou três dias e três noites com aquele cheiro insuportável do poço. e o deixariammorrer de fome. e ele sentiu uma corda tocar o seu rosto.Enfiando uma perna na laçada. até o esm agar. segurou a corda com o braço são. que depois costurariam e deixariam no calor do sol para secar e encolher. o seu libertador havia desaparecido. ao olhar para o rosto do dalai lama. sabia que poderia lhe acontecer uma das duas coisas: ou o colocariam dentro da pele molhada de um iaque. não conseguiriasair.o guardano mosteiro agarrou o sadhu e o arrastou para um julgame nto sumário. A tampa foi aberta. Sundarorou para que o Senhoro libertasse. Com o tinha um dos braços quebrados. Ainda que pudesse. guinchando com a sua dobradiça enferrujada.m as não fazia idéia como isso acontecer ia. Lentamente o puxaram até ao topo onde ele caiu no chão e encheu os pulmõescom o ar fresco da noite.

Quandoo dia nasceu. Conseguiu dormir um pouco. o que o renovou. arrastou se até ao lugar onde dormira antes.Devagare penosamente. tomou um banho para se livrar do cheio da morte e voltou ao mercadopara pregar! .

..soltem no. O dalai lama o inter rogou vezessem conta. O lama afastou a s vestes.... fosse quem fosse .levantou se e pegou no molho de chavespreso na cor rente. porque até animais selvagens não lhe faziam mal.para longe desta cidade.e virou se para os m onges. e nunca mais permitam que ponha os pés em Razar! A chave do poço ainda se encontra va no seu molho de chaves! Sundarconfiavaem Deus para tudo: proteção. como é que ele ou ela havia conseguidoa chave?E s s aera a grande questão.comida ou qualquer coisa que ele precisasse. ‐ S ó existe uma chave para o poço. voltou a ser preso por m ongesfuriosos. m as com medo: ‐ Levem este homem embora. Quem a roubou para libertar você? Com o. ele respondeusimplesmente que D eus o protegia. Quandolhe perguntaram qual era o segredoda sua imunidade ao perigo.. D e repente. E era óbvio que D eus realmente o protegia. .S ó havia uma chave e deveria estar na possedo lama..Um a hora depois.furioso.. ficou apavorado. Deveria estar aqui. Quem o havia ajudado a escapa r? Foi homem ou mulher? E .

Numa ocasiãoele estava na ca sa de um amigo.Quandopararam de conversarpor um pouco. nas colinas de Sim la. . Sundarlevantou se e atravessoucalma mente o gramadoem direção à s árvores da floresta que rodeavamo jardim.O jantar havia terminado e os dois se sentaram tranqüilamentena varanda. Ficou ali olhando para a s luzes das aldeiasno outro lado do vale.

O leopardo levantouse.Parou. Saindo lentamente de entre a s árvores apareceuum leopardo. Nunca tinha havido. também por nós ? Com o esta história. levantandoa cabeçapara Sundarde vez em quando.o seu amigo ficou tenso e levantou se de um pulo. E quando o sadhu veio para casa . Não havia necessidadede temer.D e repente.E é este Livro que iremos estudar agora. ainda na varanda. O leopardo ficou ali. que afagou a sua cabeç a como se fosse um animal de estimação. O amigo descontraiu se. S erá que o Deus a quem nós servirmos não seria capaz de operar um livramento igual ou super ior a este. avançou e ficou do lado de Sund ar. Mas também não podia ficar calado. O amigo não se atreveu a gritar com medo que isso fizesseo animal dar o bote. Sundarvirou se calmamente. que é verdade ira.olhou por um momento para o sadhu imóvel e depois começoua avançarpara ele. o profeta Daniel também tem a s su as históriasde livramento e de bênçãos. aterrorizado com o que viu.o robusto leopardo desapareceu por entre a s árvores.viu o animal e estendeu a mão para ele. .

Os autores dos livros proféticos eram homens que ocupavam a posição técnica de profeta.Na qualidade de estadista. entre os escritos de outros hom ens inspiradosque não ocuparamo ofício profético. pelo que também esse livro aparece no "cânon" do Antigo Testamento na terceira divisão. e é nesse sentido. declarandoao povo a s palav ra s idênticas que D eus lhes tinha revelado. eram homens especialmente levantados por D eus para servir de mediadoresentre D eus e a nação. Foi antes um estadistana corte de monarcaspagãos.15).na qual aparecem os livros proféticos. Entretanto. Portanto. e não na segunda.A razão disso não é que Daniel tenha sido escrito depois dos livros proféticos.os Hagiographa.Daniel. Daniel é incluído na segundadivisão do "cânon".IN TR O D U Ç Ã A O O L IV R OD O P R O FE T A D A N IE L S UA P O S IÇ Ã O N A B ÍB L IA Na Bíblia hebraicao livro de Danielse encontra na terceira divisão. Em algum as listas.inspirado por D eus para escrever o livro que tem seu nome. Daniel foi estadista. isto é. o motivo pelo qual Daniel veio a ser colocado na posição que atualmente ocupa depende da posiçãode seu escritor na economiado Antigo Testamento. porém. aparentemente. não foi profeta nessesentido restrito e técnico. embora não tenha ocupado o ofício profético. . pode‐se observar.que o Novo Testamentoo cham a de profeta (Veja: Mt 24.possuíarealmente o dom profético.

Is 6. e então um homem segundoo próprio coraçãode D eus. Am 2. a iniqüidade passoua caracterizaro povo. Os instrumentos que o Deus soberano empregou para realizar S eu propósito de fazer ponto final na teocracia foram os assíriose babilônios.Assim foi estabelecida a teocracia (governo de Deus).Davi. tanto nos reinos do norte como do sul. o D eus do céu e da terra depositou S u a afeição de modo peculiar sobre Israel. Sob o poder d essa snaçõe s o povo teocrático foi levado em cativeiro.D e ssaocasiãoem diante. Foi revelado que um período de setenta vezes sete tinha sido determina do por D eus para a materialização da obra . era homem de guerra. para que fosse semelhante à s nações ao seu derredor. entretanto.6. e o exílio ou período de "Indignação"foi iniciado (Veja: Is 10. etc. renunciandoà s prom essas da aliança.A IN T E N Ç Ã O D O L IV R O No monte Sinai. Dn 8. escolhendo e ssa nação para ser S eu povo e declarandoque Ele seria seu D eus. Depois que já se achava por algum tempo na Terra Prometida. S eu propósito para com e ssa nação era que ela fosse um "reino de sacerdotes"e que D eus fosse seu governante. foi edificado.).Israel deveria ser uma nação santa.11‐12. todavia.D e ssamaneiraentrou em relação de concerto com Israel.manifestan do tal relação por um poderosoato de livramento. uma luz para iluminar os gentios e dar testemunhodo conhecimento salvadordo verdadeiroD eus a todos.19).no deserto. Em primeiro lugar lhe foi dado um homem mau como rei. pelo que não foi senão durante o reinado pacífi co de Salom ãoque o templo. pelo que D eus anunciou S u a intenção de destruí‐los (cfr. Israel. não foi fiel a e sse alto propósito. exibiu insatisfação com os princípios fundamentais da teocracia ao solicitar um rei humano. o símbolo externo do reino de Deus. Os 1. Após a morte de Salom ãorebelaram‐se a s tribos do norte.13‐16.25. O próprio exílio foi seguido por um período de expectativae preparaçãopara a vinda do M essias.

a própria nação que havia conquistado Israel desapareceriada cena da história para ser substituída por outra e. um produto do exílio. seria ao m esmo tempo universal e eterno. entretanto. O livro de Daniel.é ensinar a verdade que.24‐27).m essiânica(Veja: Dn 9. diferentemente dos reinos humanos. serve para mostrar que o próprio exílio não seria permanente.tanto dos indivíduoscomo das nações. o próprio D eus é seu soberano e aquele que em última análisedispõe dos destinos. o D eus do céu erigiria outro reino que. por conseguinte. Pelo contrário. . de fato. Enquanto esse s impérios estivessem em existê ncia. O propósito de Daniel. por três outros grandes impérios humanos. embora o povo de D eus esteja escravi zado em uma nação pagã.

.28.31. Mt 24. por exemplo.. etc. pois.64.m as se eleva muito acima dos apocalipses pós‐ canônicos. A única obra que pode com justiça ser‐lhe comparadaé o livro neo‐testamentáriodo Apocalipse. e o motivo dessacaracterística se encontra no fato que a s revelações feitas a Daniel tiveram a forma de visão.O livro de Daniel reflete ambientes babilônicos e persas.E s s averdadeé ensina da por meio de um rico uso de sím bolose com parações. . que desenvolvem seu conteúdo de modo mais completo e claramente o pressupõem. entretanto.1 e se g s.A s idéias do livro refletem um ponto de vista básico e e ssa unidade literária tem sido reconhecidapor eruditos de diferentes escolas de pensamento. O segundo capítulo. uma aprovaçãoindireta à autenticida de do livro parece encontrar‐se nas seguintespassagens do Novo Test amento: Mt 10.30. QUEM E SCRE V E U O livro de D aniel é um produto do exílio e foi escrito pelo próprio Daniel.). Dn 8.2.Dn 8.27 e segs. Visto.23. Daniel exibe a s qualidadesde um livro verdadeira mente profético e su as comparações são usadastendo em vista um propósito didático. Pode ‐se notar que Daniel fala na primeira pessoa do singular e asseveraque a s revel ações foram feitas a E le (Veja: Dn 7. Mt 25. O livro de Daniel.Mt 19.Finalmen te. Mt 16.e as alegadasobjeçõeshistóricas(que serão discutidasno comentário)não são realmente válidas.4 e seg s . Dn 9. é preparatór io para os capítulos 7 e 8. segue ‐se que o autor da segunda porção (capí tulos 7 a 12) deve também ter composto a primeira (capítulos 1 a 6).15 e seg s. pode assim ser chamado de obra apocalíptica.2 e segs. Mt 26.. Essencialm ente. que e sse livro forma uma unidade.

devido à s reivindicaçõesdo próprio livro. Foi largamente mantido que o livro de Daniel fora escrito por um judeu desconhecido. que o Daniel histórico foi seu autor. que sustentavaque e ssa obra era produto de um judeu que vivera no tempo dos m acabeus. particularmente este último. A primeira dúvida conhecidaa ser lançadasobre esse ponto de vista veio da parte de Porfírio de Tiro (nascido cerca de 232‐233 A. a opinião de Porfírio parece ter ocupado posição proeminente no mundo erudito.igualmente. C . a s supostasinexatidõeshistóricasno livro.Na Igreja Cristã tem sido tradicionalmente mantido.).que vivera no tempo de Antíoco Epifanes. Algum asvezes.Os motivos para tal opinião eram a notável exatidão pela qual aquele período é descrito em Danie l. e a alegada linguagemm ais recente empregadana com posição da profecia. Durante os séculosX VIII e X IX .podia‐se verificar uma atitude de aversão para com o caráter sobrenaturaldo livro. o que evidentemente tinha levado certos homens a procurarem negar seu . um vigoro so oponente do Cristianismo.

A leitura cuidadosada profecia. X C II.113‐138). C . este último uso só teve origem muito depois do tempo de Daniel. a saber.1919. os sábios.. m as que muito de seu material. C .48‐49). Não existe evidênc ia de que ele tenha sido admitido ou iniciado em qualquer casta religiosa. No livro de Daniel esse termo é empregadonum sentido étnico para denotar uma raça e é igualmenteusado de modo m ais restrito para indicar uma classe particular.Em respostapode‐se dizer que Heródoto (cerca de 440 A. S erá útil considerar de passagem algum as das objeçõeshistóricasque têm sido levantadascontra o livro de Daniel. visto que a s referências extra‐bíblicassão tão poucas. entretanto. Recentemente. talvez principalmentecomo resultadodo estudo de Hölscher("Die Entstehungdes BuchesDaniel". em Theologisc he Studienund Kritiken.. págs.Mas até hoje é mantido‐erroneamente. mostra que Daniel meramente exercia autoridade política (Veja: Dn 2. vem desde o segundoséculo A. tem sido m ais evidente a tendência de reconhecera antigüidadede muito material básicoem Daniel. particularmentena primeira porção. Tam bémtêm algunsacusadoque Daniel nunca teria sido admitido no sacerdóciobabilônico nem teria sido feito seu cabeça. C .não sabem osbastante para asseverar que a s represent ações em Danielacham‐se em erro. em sua presente forma. Em primeiro lugar é alegado que o uso do termo "caldeu" deixa entrever uma era posterior ao século VI A.porém. é muito m ais antigo.segundoacreditamos ‐que o livro.S e o livro . contudo.autêntico caráter profético. Mas.) fala dos caldeuscomo uma casta de tal modo que demonstraque assim deveria ser conside rado já desde muito antes dessetempo. Segundoé alegado.

como poderíamosconceber que o autor posterior pintasse D aniel a entrar numa casta pagã? Algum asvezestem sido mantido que não há alusõesextra‐bíblicasreferentes ao relato da loucura de Nabucodo nosor. de Abidenus. Deveria ser salientado.Não obstante. Existemalgum assimilaridades nesse relato com o que é exposto em Daniel. 1. o historiador Eusébiocita. pelo que concluemque e ssa narrativa bíblica não é histórica. Em Berossus. .Contra Apionem.20) há certo reflexo sobre o fato da loucura do rei.uma descriçãosobre os últimos dias de Nabucodono sor na qual a linguagemé tal que subentendeque algo estranho havia ocorrido perto do fim da vida do rei.de Daniel fosse realme nte de data posterior. igualmente (registrado na obra de Josefo.

E s s efato. que mesmo que não houvesseecos extra‐bíblicossobre o fato do desvariode Nabucodono sor. parece muito provável que os caracteres aram aicossão aqueles cham ados aramaico "Reich" ou "Reino". na qual uma porção do livro foi escrita. A objeção a ter sido Daniel autor do livro também tem sido apresentadabaseadano fato que a linguagemaram aica. isto é.entretanto. Apesarde que nada existe no próprio arama ico do livro de Daniel para excluir a autoria de Daniel. . exclui Danielcomo autor? D e maneira algum a. entretanto.É perfeitame nte possívelque o aramaicono qual o livro de D aniel se encontra escrito seja simplesmenteuma modernização do aramaicono qual o livro foi originalme nte composto. por si mesmo isso não significariaque o relato bíblico não é histórico.A questão da autoria do livro deve ser estabelecida sobre outras basesque não a da linguagemem que foi escrito.pertence a um período posterior ao de Daniel. o que foi introduzido no Império persa por Dario I.

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