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SUMÁRIO



1. BREVE HISTÓRICO................................................................................................................... 2
2. O QUE É FOTOGRAFAR?.......................................................................................................... 4
3. A LUZ E AS CORES................................................................................................................... 5
4. EQUIPAMENTOS E FORMATOS (CONVENCIONAIS x DIGITAIS) ........................................... 7
5. COMO A IMAGEM É REGISTRADA?....................................................................................... 12
6. OS DISPOSITIVOS DE EXPOSIÇÃO....................................................................................... 14
7. COMO FOTOGRAFAR? ........................................................................................................... 18
7 A COMPOSIÇÃO DA IMAGEM................................................................................................. 23
8 IMPRIMA E IMPRESSIONE...................................................................................................... 26
9 ESCOLHENDO UM EQUIPAMENTO........................................................................................ 28
10 CUIDADOS ESPECIAIS ........................................................................................................... 29


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1. BREVE HISTÓRICO




1727 – Alemanha – Johann Heinrich. Fenômeno da fotossensibilidade em sais de prata.

1826 – França - Joseph Nicéphore Nièpce. Inventa a Héliographie. Morreu antes de ver seu invento
mundialmente aclamado.












Nièpce (à esquerda). Primeira fotografia, 1827 (à direita), registrada da janela de Nièpce. 8 horas de exposição ao sol.

1835 – William Henry Fox Talbot. Inventa a Calotipia ou Talbotipia (Desenho fotogênico). Fazia uso
de um tipo de negativo de papel = Reprodutibilidade.

1839 – França – Jean Jacques Mandé Daguerre inventa a Daguerreotypie:
- Placa de cobre revestida com prata polida;
- Imagem única e rara;
- Longas horas de exposição (ruim para retratos).











Daguerre (à esquerda) e preparação de placas para registro fotográfico (à direita).

Niépce de Saint Victor (sobrinho de Niépce) - Daguerreótipos com tênue coloração.

1869 – Hauron e Cros – Imagens em cores na mesma época, sem que um tivesse conhecimento do
outro.

1907 – Autochrome Lumiére – Féculas de batata previamente tingidas (RGB) em placas de vidro.

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1935 – Leopold Manner e Leopold Godowsky – Filme diapositivo (slide) – Kodachrome – Emulsões
de sais de prata em 3 camadas independentes (RGB).

1941 – Kodak - Negativo / Positivo em cores.

1947 – Ektacolor – Filme colorido que podia ser processado pelo próprio fotógrafo.

Década 80 – Popularização da revelação em cores (processo C41), com entrega em 24 hs.

Década 90 – Popularização da revelação em cores, processo C41, com entrega em 1 hora.

Início dos anos 2000 - Terceiro milênio – Lançamento da fotografia digital (160 ANOS APÓS). Uma
das principais e mais profundas revoluções tecnológicas.





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2. O QUE É FOTOGRAFAR?




É registrar o cotidiano?

Enxergar detalhes?

Descobrir novos olhares?

Captar flagrantes?

Provocar reações?

É luz e sombra?

Estado da arte?




É tudo isso!

É ter a oportunidade de guardar as boas lembranças (No Japão, chega a favorecer a aprovação de
pedido de casamento);

É memória (Filme Titanic / Rose);

É paixão.

E prática. Muita prática.


Exercício prático 1: Pegar uma revista sobre fotografia e criticar as obras.


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3. A LUZ E AS CORES




LUZ
(Aurélio) Radiação eletromagnética de comprimento de onda compreendido, aproximadamente,
entre 4.000Å e 7.800Å, capaz de provocar sensação visual num observador normal.
VISÃO
O que vemos, portanto, é a reflexão destas ondas diante de uma superfície (Luminância). As cores
(Crominância) que enxergamos acontecem porque estas ondas vibram em freqüências distintas,
após incidirem em superfícies de materiais distintos.

FONTES DE LUZ

NATURAIS:

1) Sol
Direta – Luz “dura”, com alto contraste. Boa para detalhar relevo e texturas.
Indireta – Luz difusa, com baixo contraste. Boa para fotografar pessoas (atenua as marcas de
expressão, imperfeições e rugosidades).

2) LUA – Muito tênue e demasiadamente fraca para registro.


ARTIFICIAIS:

Incandescente, Fluorescente, Vapor de Mercúrio, Vapor de Sódio, Flash (Direta, difusa ou rebatida)
etc.


AS CORES

OLHO HUMANO:
A visão humana é capaz de distinguir cores a partir do infravermelho, até o ultravioleta (as cores
visíveis no arco-íris), a partir de três pigmentos visuais dispostos nas células cones, no fundo da
retina do globo ocular (Hearn e Baker).

CORES PRIMÁRIAS (Cores puras):
POSITIVAS: RGB = Red (vermelho), Green (verde) e Blue (azul).

Gráficas usam o padrão CYMK.
Cyan, Yellow, Magenta e K-Black.

CORES SECUNDÁRIAS ou PRIMÁRIAS NEGATIVAS:
CMY = Cyan (ciano), Magenta e Yellow (amarelo).
Resultantes da mistura entre duas cores primárias.

CORES TERCIÁRIAS são formadas por uma primária e uma secundária.

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A TEMPERATURA DE COR

Cada fonte de luz possui uma freqüência de onda diferente, fazendo com que os objetos sejam
vistos, pelas suas respectivas reflexões, com cores diferentes das originais.

No século 19, o escocês Lord Kelvin criou uma tabela capaz de medir os desvios de proporção da
luz branca, a partir de uma barra de ferro sendo aquecida. Da cor negra, abaixo dos 1000
o
Kelvin, a
medida em que ia aquecendo a barra de ferro, passava a emitir irradiação luminosa, com cores
variáveis, do vermelho (1200
o
K), ao azul (11000
o
K), conforme gráfico abaixo.



Por padrão, imagens iluminadas com fonte luminosa natural, do sol ao meio dia e à sombra, por
exemplo, produz uma imagem tendendo à cor branca. Já ao crepúsculo, produz imagens
avermelhadas. De forma análoga, cada fonte luminosa produz um padrão cromático distinto. Um
bom fotógrafo sabe distinguir quais são essas tendências de aberrações, antes mesmo do registro.
Veja a tabela abaixo com alguns exemplos desses efeitos com as fontes luminosas mais comuns:

















De forma inteligente, o cérebro humano, ao receber os pulsos nervosos normais com a imagem,
automaticamente, ajusta o balanço de cor, fazendo com que as cores pareçam mais reais e naturais,
se baseando nas luminâncias mais altas, deixando-as brancas. Por esse motivo, não percebemos
esses efeitos.

Os filmes fotográficos possuem filtros cromáticos para correção de temperatura de cor, bem como
fazem os equipamentos fotográficos e filmadoras, que corrigem, manualmente ou automaticamente,
essas aberrações naturais, para que as cores pareçam mais reais. Quando esse ajuste é feito
manualmente, usa-se o termo “bater o branco” ou “White Balance setting”.

Exercício prático 2: Ajuste a câmera para posição luz natural, com sol, e fotografe locais com diferentes temperaturas de
cor.
ESVERDEADO 4.500 FLUORESCENTE BRANCA FRIA
TV OU MONITOR
HALÓGENA
FLASH
INCANDESCENTE 100w
À SOMBRA
AMANHECER / ENTARDECER
SOL MEIO-DIA
FONTE DE LUZ
NORMAL 5.500
NORMAL 5.500
AZUL 10.000
AMARELADO 3.400
AMARELO-AVERMELHADO 2.800
ARTIFICIAIS
AZULADO 7.000
AVERMELHADO 3.200
NATURAIS
EFEITO TEMP.COR Kelvin
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4. EQUIPAMENTOS E FORMATOS (CONVENCIONAIS x DIGITAIS)




COMPONENTES BÁSICOS















CLASSIFICAÇÃO DOS TIPOS DE EQUIPAMENTOS

QUANTO AO USO: AMADORES

Dotada de recursos automáticos para facilitar a vida do fotógrafo, tais como foco, velocidade,
abertura e ajuste de ISO automáticos ou fixos.
São muito limitadas.

QUANTO AO USO: PROFISSIONAIS

Uso de recursos manuais e automáticos, respectivamente, para oferecer controle total da exposição
e para facilitar a vida do fotógrafo, tais como ajustes de foco, velocidade, abertura e de ISO ou ASA
automáticos ou fixos.

A maior característica de um equipamento profissional é a presença do SLR - Single Lens Reflex -
(monoreflex), na qual a imagem enquadrada passa pela objetiva e chega, por meio de espelhos, até
visor (ocular). Tal recurso favorece o enquadramento e a certeza do foco, evitando o erro de
paralaxe.

QUANTO A FORMA DE REGISTRO: CONVENCIONAIS

São os equipamentos que fazem uso de películas fotográficas negativas ou positivas (slides e
instantâneos), à base de haleto de prata.
Os filmes deram à fotografia a natureza intrínseca:
a reprodutibilidade.
Quanto maior a área do filme, maior a definição da imagem.






OBJETIVA
Anéis de foco, zoom e diafragma.



CORPO
Botões de obturador, timer e de compensação de
exposição, seletores de funções automáticas e de
velocidade de obturador etc.
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> FORMATOS DE FILMES:
Extintos: 110, 126 etc.
Atuais: APS, 135 (mais usado) e 120 (6x6cm ou 6x7cm) .
> NEGATIVOS OU POSITIVOS (SLIDES)
> PRETO&BRANCO OU EM CORES
> INSTANTÂNEO (Polaroid).



QUANTO A FORMA DE REGISTRO: DIGITAIS

São os equipamentos que fazem uso de sensores eletrônicos (CCD ou CMOS) para registrar a
imagem e gravam em arquivos de formatos binários (JPG, TIF, RAW etc.).
Quanto maior o número de pixels (pontos de imagem) no chip, maior a definição e qualidade da
imagem.










Exercício prático 3: Qual formato é a sua câmera, quanto à forma de registro e quanto ao uso? Como
é feito o ajuste de temperatura de cor da sua câmera?



AS OBJETIVAS

Levam em conta o ângulo da abordagem fotográfica e são classificadas em função da distância, em
milímetros, entre o filme (ou sensor) e a primeira lente do conjunto óptico da objetiva.

Com base em câmeras de filmes 35mm, podem ser:
FISH EYE (Olho de peixe) – Abaixo de 20mm.
GRANDE ANGULAR – Entre 20 e 45mm.
NORMAL – 45 ~60 mm.
TELEOBJETIVA – Acima de 70 mm.
ZOOM – Distância focal variável.
MACRO – Capaz de focar objetos muito próximos (poucos centímetros).
PC – PERSPECTIVE CONTROL – Grande angular com capacidade de corrigir distorções.


CARACTERÍSTICAS FOCAIS:

OBJETIVA – GRANDE ANGULAR
São as objetivas com distância focal entre 20 e 45mm (filme 135);
Oferecem campo de visão ampliado;
Grande profundidade de campo (área em foco);
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Altera a perspectiva gerando distorções na imagem. Os assuntos mais próximos ficam muito maiores
do que os mais distantes.









OBJETIVA - NORMAL
São as objetivas com distância focal aproximada de 50mm (filme 135);
Oferecem campo de visão análogo ao olho humano;
Profundidade de campo moderada (área em foco);
Altera muito pouco a perspectiva.









OBJETIVA - TELEOBJETIVA
São as objetivas com distância focal acima de 55mm (filme 135);
Oferecem campo de visão fechado;
Baixa profundidade de campo (área em foco);
Altera bem menos a perspectiva.




OBJETIVA - ZOOM
São as objetivas com distância focal ou campo de visão VARIÁVEIS;
Profundidade de campo (área em foco) depende do ângulo usado e da abertura;
A distorção de perspectiva altera, também, em função do ângulo.







28mm 200mm

Observação: O Zoom digital é um recurso que deve ser usado de forma muito restrita, pelo fato de
ser mais um mero apelo de venda da indústria do que um útil recurso. O maior problema é que ele
causa deformações na imagem final, ao ampliar os pixels e ao tentar criar novos pontos
semelhantes. Seus efeitos podem ser irreversíveis e nocivos à uma boa imagem.


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Exercício prático 4: Façam 3 fotos com distâncias focais em grande angular, normal e tele e anotem os resultados. Dica:
Cuidado com as gordinhas!


ACESSÓRIOS ÚTEIS

FLASHES

Fornecem luz balanceada (temperatura de cor da luz do dia = cor branca), para situações de baixa
luminosidade. Podem gerar iluminação muito dura (luz “chapada”, com altos contrastes, deixando a
imagem muito plana). Esses efeitos indesejados podem ser atenuados pelo uso de difusores ou de
rebatedores, presentes nos modelos profissionais.

Alguns modelos fazem leitura do ambiente, de sorte a
adequar a intensidade luminosa às condições de
iluminação do ambiente e ao valor do diafragma
previamente escolhido. Outros ainda possuem a
capacidade de ajustar o foco, automaticamente, em
função da distância focal do zoom e, ainda, de trocar
informações com as câmeras monoreflex (sistema TTL –
Through the lens), para garantir um melhor ajuste
automático.

RED EYE REDUCTION: Há um efeito desagradável que ocorre com as câmeras compactas, cujo
flash embutido, por necessidade de projeto de desenho, fica disposto muito próximo da lente, que
deixa as pessoas com os olhos vermelhos. Esse efeito ocorre porque o ângulo de reflexão da luz
está muito fechado, fazendo com que a luz do flash ilumine, diretamente, o fundo do olho e retorne
direto para a lente. Como o globo ocular é irrigado por vasos sangüíneos, resulta na cor vermelha da
pupila. Para evitar esse efeito, algumas câmeras possuem um recurso chamado de Red Eye
Reduction (redutor de olhos vermelhos), que consiste na emissão de um foco de luz ou de pequenas
rajadas de flashes, para que, por esse estímulo, as pupilas se contraiam e atenuem esse efeito.

CARTÕES DE MEMÓRIA (CHIP)

Responsáveis pelo armazenamento da imagem nas
câmeras digitais. É como se fosse a gasolina de um
automóvel, portanto, é indispensável. Quanto maior a sua
capacidade de armazenamento, maior quantidade de fotos
podemos armazenar neles.

Quadro comparativo: Megabytes X Megapixels












•Refere-se a quantidade de pontos para formação da
imagem, em milhões de Pixels.
•Quanto maior o valor em MP, maior a definição da
imagem e maior a qualidade de ampliação.
•Uma foto com 4MP, com qualidade de compressão
ótima, pode ser ampliada, com qualidade fotográfica,
em até 20x25cm.
•Refere-se a capacidade de memória, em milhões
de Bytes, para armazenamento de imagem.
•Quanto maior o valor em MB, maior a capacidade
de armazenamento.
•A quantidade de fotos armazenadas depende de
uma série de fatores, como o formato dos
arquivos, o tamanho em MP das imagens e a
compressão.
MEGAPIXELS MEGABYTES
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OUTROS ACESSÓRIOS:

Oferecem recursos adicionais às fotografias e proteção ao equipamento: tripé, bolsas de proteção,
pilhas recarregáveis, filtros (UV, Polarizador, Close-Up etc.)

FILTRO: POLARIZADOR
Capaz de polarizar a reflexão da luz, eliminando reflexos indesejáveis.










Sem filtro Com filtro

LENTE: CLOSE UP
Lente de aproximação, que amplia a imagem.









Exercício Prático 5: Quantos Megabytes tem o seu cartão de memória e quantos Megapixels tem seu
sensor de imagem? Qual é o zoom óptico e digital de sua câmera.
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5. COMO A IMAGEM É REGISTRADA?




A palavra fotografia deriva do grego Photo (luz), acrescido de Graphos (escrita ou desenho).
Atualmente, fotografias podem ser registradas por meio de filmes ou papéis fotossensíveis
(equipamentos convencionais) ou por sensores de imagem (equipamentos digitais).

CONVENCIONAL: O Filme Fotográfico
O filme negativo fotográfico em cores é composto,
basicamente, por uma base plástica transparente e de três
películas sensíveis à cada uma das cores primárias,
compostas de emulsões à base de sais de prata (virgem),
como elemento fotossensível, e de gelatina, como veículo.
Cada uma dessas películas possui camadas com corantes
com as cores primárias negativas, que atuam como filtros.
Só passam pelos filtros as informações de cores diferentes
da cor do mesmo. Portanto, cada uma das camadas só
registra nuances cromáticas de cores semelhantes à
mesma.

DIGITAL : O Sensor
Nas câmeras digitais, no lugar do filme fotográfico, há um
ou mais sensores de captação de imagens do tipo CCD
(Charged Couped Device) ou CMOS (Complementary
Metal Oxide Semiconductor). No caso do CCD, cada
célula forma um ponto (pixel) sensibilizado
analogicamente, cujo valor é mensurado e convertido para
sinal digital. A imagem final é composta, portanto, pelo
conjunto desses valores e de outros atributos extras
necessários à formação do arquivo. Já o CMOS é
composto por vários transistores para cada pixel que
amplificam e movem a carga por
fios condutores. Como o sinal já é digital, dispensa a conversão e, com efeito, permite captações
mais rápidas (refresh time). Assim como ocorre com os filmes fotográficos, também, há filtros de
cores para captação das cores (em RGB, RGBK etc.).


DIGITAL : Pixel (Picture Element)
É a menor parte de uma imagem. É um microponto, ou um ponto discreto de uma imagem.

DIGITAL : Codificação Analógico > Digital
Como apresentado antes, no caso da captação por CCD há a
necessidade de digitalização da imagem. Cada pixel é formado,
basicamente, pelos valores analógicos de cada uma das cores
(normalmente pelo RGB). Esses valores são digitalizados, de sorte
a amostrar milhões de possibilidades de cores, são agrupados e,
por fim, recebem os cabeçalhos e rabichos de fechamento dos
arquivos digitais, formando o arquivo final, sem compressão.


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DIGITAL : Compressão JPEG
Arquivos de imagem, ou tipo raster, demandam grandes quantidades de memória para amostragem
e formação do conjunto de pixels. Para diminuir o tamanho da informação, em bytes, usa-se
algoritmos de compressão, sendo o JPEG um dos mais usados, por causa da qualidade final dos
arquivos e do alto poder de compressão. Vide no diagrama abaixo, o esquema de compressão e
descompressão JPEG.



DIGITAL : Anti Aliasing
Como o formato original do pixel é quadrado, as imagens digitais formadas tendem a “serrilhar” os
detalhes finos. A solução para disfarçar esse efeito indesejado foi em inserir pixels com valores
intermediários nos contornos dos detalhes, formando uma escala em degradê.

CONVENCIONAL x DIGITAL
Fotógrafos mais conservadores ainda defendem a
qualidade da fotografia convencional como superior, tal
como ocorre, ainda, com outros profissionais ao
preferirem a fotografia em preto&branco. Na verdade,
se levarmos em conta uma mesma resolução e óptica,
a fotografia digital (1:4000 = 12 pontos de f) possui
uma faixa dinâmica bem maior do que a convencional
(1:32 = 5 pontos f), conforme se pode observar na
tabela ao lado, segundo a PMA (Photo Marketing
Association). Essa vantagem para o digital permite
captações com detalhamento mais fino, com sombras
bem mais suaves e menos contrastadas, capazes de
amostrar detalhes antes ocultados pela fotografia em
cores tradicional.


Exercício prático 6: Fazer 3 fotografias com uma mesma câmera digital e de um mesmo assunto e
ângulo, explorando 3 níveis de compressão distintos. Compararem os resultados obtidos.

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6. OS DISPOSITIVOS DE EXPOSIÇÃO




O FOCO
MANUAL:
Pode ser feito com o auxílio de Telêmetro de Imagem Partida ou de Microprismas, que é um recurso
óptico presente em algumas câmeras profissionais e pouco usado, hoje em dia, por ter sido
substituído por sistemas eletrônicos de focalização automática mais eficientes.

AUTOMÁTICO:
Atualmente, são várias as tecnologias de medição de distância, para ajuste de foco, tais como por
emissão de raios infravermelhos, ultra-sônicos etc. São recursos bem desenvolvidos e confiáveis.
Algumas câmeras contam com algoritmos inteligentes, capazes de prever onde (a distância focal)
um dado objeto em movimento estará no momento do registro.


A EXPOSIÇÃO
É o ato de expor o sensor ou o filme fotográfico a uma quantidade exata de luz, de forma a excitá-lo
plenamente e sem excesso, para que uma imagem seja bem registrada, de acordo com a leitura de
fotometria (vide parágrafo abaixo). Caso falte luz (subexposição), as áreas mais escuras da imagem
vão se esmaecendo, proporcionalmente à falta de luz, chegando a não ser sequer registradas. Do
contrário, caso haja excesso, as partes mais claras são sacrificadas, até que cause um quadro
completamente branco.

FOTOMETRIA: É o ato de medir a quantidade de luz, de sorte a informar quais os números de
diafragma e de velocidade do obturador são indicados para o registro da imagem. A fotometria é
realizada pelo FOTÔMETRO (interno), ao se pressionar levemente (na maioria das câmeras) o botão
do obturador (disparo). Os resultados da medição dependerão da sensibilidade de ISO ajustada.
Há equipamentos que permitem a configuração do sistema de fotometria em:
EVALUATIVE = É o modo mais inteligente presente em câmeras avançadas, que avalia
vários pontos no quadro, para analisar o objeto principal, a iluminação de frente e de
fundo, brilho etc., para, então, definir quais regulagens de diafragma e velocidade
deve-se usar, em função do programa definido pelo fotógrafo (P, Green Zone, Av, Tv
etc.);
SPOT (pontual) = Analisa apenas um ponto central do quadro, ignorando as demais áreas;
PARTIAL = É como o SPOT, só que mede uma área maior ao centro (+- 9% da área);
CENTER-WEIGHTED AVERAGE = Calcula a média de iluminação do quadro, mas prioriza a
luz presente no centro (média ponderada).

FOTÔMETRO EXTERNO: Essa medição pode ser, também, realizada por equipamentos
profissionais dedicados, que só são úteis para fotografia profissional. A precisão da leitura de um
fotômetro resulta na qualidade do registro.


CONTROLES BÁSICOS DA EXPOSIÇÃO
As máquinas fotográficas mais avançadas contam com, pelo menos, três recursos essenciais a uma
boa fotografia (diafragma ou íris, cortina do obturador, ajuste de sensibilidade), como forma de ajuste
da exposição do filme ou do sensor à luz. Por razões econômicas ou de desenho, alguns
equipamentos são construídos com um ou mais desses ajustes com valores medianos fixos. Ou
seja, ao invés de contarem com conjuntos eletromecânicos de alta precisão, substituem por circuitos
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eletrônicos que simulam os seus funcionamentos (p.ex. aparelhos celulares), de forma limitada, ou
mesmo não oferecem qualquer ajuste (p.ex. câmeras descartáveis, populares ou falsificadas), tendo
suas funções básicas fixadas em valores medianos. Nesses casos, a qualidade final da exposição à
luz fica limitada às condições às quais esses equipamentos foram pré-programados, não havendo
como o fotógrafo interagir com a exposição.


DISPOSITIVOS MANUAIS DE EXPOSIÇÃO
















CORTINA DO OBTURADOR
É um dispositivo mecânico, controlado eletronicamente nos
equipamentos mais avançados, disposto entre a objetiva e o
sensor ou filme fotográfico, que é responsável por obstruir o
sensor ou filme quando não estiver em registro da imagem e por
abrir a cortina durante o período de tempo definido pelo fotógrafo
ou pelos cálculos automáticos, de sorte a expor o sensor ou filme
à luz necessária ao registro da imagem.

AJUSTE DE VELOCIDADE DO OBTURADOR
Regula a tempo, em frações de segundos, em que a película ou o
sensor será exposto à luz. Quanto maior o número de Velocidade,
mais rápida será a exposição.
Escala geral: 2”, 1”, 2, 4, 8, 15, 30, 60, 125, 250, 500, 1000, 2000.

Velocidades altas, “congelam” a cena.
Velocidades baixas, borram os pontos com movimento. (Usar tripé)

FOTOS EM LONGA EXPOSIÇÃO: São fotos registradas a
velocidades extremamente baixas, capturadas com tripé e propulsor ou com Timer, para cenas com
pouca iluminação (paisagens noturnas) ou quando se pretende enfatizar o movimento.


DIAFRAGMA ou IRIS
Regula a entrada de luz pela objetiva, de forma análoga ao íris do olho humano. Nas máquinas
fotográficas, quanto maior o número de f, mais fechado está o diafragma.
Escala geral: 1.8, 2.8, 4, 5.6, 8, 11, 16, 22.

Foco (Metros ou Feets)
Diafragma ou Iris
(Ajuste dos números de f)
Velocidade do Obturador
(Velocidade em frações de segundo)
Obturador
(Botão de disparo)
Ajuste de sensibilidade
de leitura de fotometria.
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Nota: Relação óptica do diafragma: Quanto mais aberto, menor profundidade de campo, ou seja, a
região em foco limita-se ao plano de foco, borrando os elementos anteriores e posteriores deste
plano focal. O foco, nesta situação de lente muito aberta, fica muito crítico. À medida em que se
fecha o íris ou diafragma, a profundidade de campo em foco aumenta proporcionalmente. Vale
ressaltar que a arte fotográfica depende, em muito, desse conceito. Uma boa composição fotográfica
pode ser conseguida na delimitação das áreas em foco, como meio de guiar o olhar do expectador
para o assunto que o fotógrafo deseja que seja percebido.


SENSIBILIDADE
Calibra a leitura do fotômetro (dispositivo que mensura a quantidade de luz do ambiente), em função
da sensibilidade à luz desejada. Em câmeras convencionais que usam filmes fotográficos, a
sensibilidade é definida em ASA ou ISO e depende da quantidade de prata que foi aplicada neles
durante a fabricação. Já no caso de equipamentos digitais, trata-se de um ajuste eletrônico que
regula o quanto sensível à luz ficará o sensor. Quanto maior a sensibilidade à luz (porque mais sais
de prata há nos filmes ou mais forçados serão os circuitos eletrônicos), menos luz precisará para o
registro da imagem e, em compensação, mais “granulada” ficará a imagem (porque sais de prata não
são translúcidos e o excesso de sensibilidade, ajustado eletronicamente, gera ruídos).
Escala geral: ..., 25, 50, 100, 200, 400, 800, 1600...

Nota: Algumas câmeras convencionais recentes, que fazem uso de filmes fotográficos, eram dotadas
com um sistema de leitura de ASA (ou ISO) automático, chamado de sistema DX. As bobinas dos
filmes fotográficos 135 possuíam um tipo de código de barras, com informações da quantidade de
chapas e da sensibilidade do filme.


DISPOSITIVOS AUTOMÁTICOS

























Compensação de exposição
(Pontos ou Passos)
Funções Automáticas
(P-Programa, A-Automático, Av-
Prioridade Abertura, Tv-Prioridade
Velocidade etc.)
Botão Self Timer e
Exposição Contínua
Funções Automáticas
(Programa, Automático, Prioridade
Abertura, Prioridade Velocidade etc.)
Obturador
Compensação
White Balance
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Notem que, nas ilustrações anteriores, por questões econômicas e/ou de desenho, cada câmera possui uma
localização própria dessas funções, bem como de quais recursos estão disponíveis.



COMPENSAÇÃO
Ajustes finos para compensar aberrações de leitura do sistema de fotometria, principalmente usado
para situações de forte contra-luz ou de objetos muito brancos com fundos escuros. Pode ser
ajustado em passos (pontos) inteiros ou frações de exposição.
Varia, em geral, de -2.0 a +2.0 pontos de exposição. Médio: 0.

WHITE BALANCE: Balanço de Branco.
É o ajuste necessário para que a câmera digital filtre as aberrações cromáticas das fontes de luz
predominantes da cena, de sorte a deixar a imagem com cores mais naturais. Pode ser feito
manualmente (posição set, para “bater o branco”), por ajustes pré-ajustados (lâmpadas
fluorescentes, halógenas, sol, tempo nublado etc.) ou automaticamente.


Exercício prático 7: Anote quais recursos (ajustes) têm em sua máquina fotográfica, manuais e automáticos.
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7. COMO FOTOGRAFAR?




A questão que mais confunde os fotógrafos iniciantes é que, para expor o filme ou sensor, os três
dispositivos básicos utilizados na exposição (diafragma ou íris, velocidade do obturador e ajuste de
sensibilidade) são GRANDEZAS INVERSAMENTE PROPORCIONAIS. Desta forma, para melhor
explicar, apresentamos uma analogia desenvolvida pelo autor, como um interessante recurso
didático: A Caixa D’Água.


ANALOGIA: A CAIXA D’ÁGUA
Tal como ocorre com a exposição de uma imagem durante um registro fotográfico, uma caixa d’água
conta com elementos semelhantes para que fique 100% cheia. Ou seja, o tempo gasto para que uma
caixa se encha plenamente, sem jogar água fora, depende do tamanho do recipiente e de quanto
aberta está a torneira. Certo?

Desta forma, para encher
uma caixa com capacidade
de 1 litro de água, por
exemplo, contando uma
torneira aberta pela metade,
leva-se, hipoteticamente, 3
segundos, para que se
encha sem transbordar.
Caso aumentemos a
abertura da torneira para ¾
de vazão, para encher o
mesmo recipiente, o tempo
reduzirá em 1 segundo. No
mesmo raciocínio, caso
fechemos um pouco a
abertura da torneira para ¼,
o tempo gasto subirá em 1
segundo, conforme se pode
notar na ilustração ao lado.

Portanto, a cada passo que damos na abertura ou fechamento da torneira, diminui ou aumenta em
um segundo, respectivamente, o tempo adequado para enchê-la. Seguindo o mesmo raciocínio,
caso o volume da caixa seja aumentado, ou levará mais tempo para enchê-la com a mesma vazão
ou teremos que compensar com uma maior abertura da torneira. Não é?

Finalmente, pode-se concluir que, com a máquina fotográfica, o registro da imagem ocorre da
mesma forma. Assim como há a abertura da torneira, a máquina fotográfica conta com a abertura da
lente, realizado pelo ÍRIS ou DIAFRAGMA. O tempo em que o sensor ou película fotográfica ficará
exposto é definido pelo ajuste de VELOCIDADE DO OBTURADOR. Já o volume da caixa d’água foi
usado para exemplificar como funciona o ajuste de SENSIBILIDADE, conforme pode-se ver nas
ilustrações a seguir.


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Página: 19











De forma análoga ao enchimento da caixa d’água, o ato de fotografar, também, segue os mesmos
efeitos causados por GRANDEZAS INVERSAMENTE PROPORCIONAIS. A cada passo de
velocidade de obturação que é acrescido, ou seja, que aumenta-se a velocidade de abertura da
cortina, faz-se necessário que compense com um passo de abertura do diafragma ou que aumente
em um passo a sensibilidade.


1
COMO TIRAR UMA FOTOGRAFIA NO MODO MANUAL, SEM FLASH?
1. Ajuste a máquina fotográfica para exposição manual (M).
2. Ajuste a sensibilidade da câmera (valores menores garantem melhores resoluções e os
maiores são mais indicados para ambientes mais escuros ou que não se podem usar
flashes).
3. Escolha se prefere priorizar o valor do diafragma ou da velocidade do obturador e fixe o valor
desejado. Velocidades muito baixas fazem fotos tremidas.
4. Ajuste o balanço de branco, de acordo com a iluminação predominante (só câmeras digitais).
5. Faça o enquadramento da composição.
6. Ajuste o foco.
7. Faça a fotometria, apertando levemente o obturador. (Como cada máquina possui uma forma
de apresentar a leitura, é indicado ler o manual. Em geral, fotometrias com iluminação
deficiente fazem com que o Led verde fique piscando e que apareça uma marca na escala de
compensação indicando a super ou subexposição. Quando a luz está correta, o Led fica
aceso, sem piscar, e a marca de compensação situa-se ao centro.).
8. Ajuste o valor do diafragma (se preferiu fixar a velocidade) ou a velocidade (se fixou o
diafragma) até que o Led verde pare de piscar e permaneça aceso. Caso em todos os ajustes
o LED permaneça piscando, poderá ser necessário abaixar ou aumentar o valor fixado, por
ter sido fixado além do valor possível.
9. Recomponha o enquadramento.
10. Dispare a foto.


2
COMO TIRAR UMA FOTOGRAFIA MANUAL, COM FLASH MANUAL?
1. Ajuste a máquina fotográfica para exposição manual (M).
2. Ajuste a sensibilidade de ASA do flash e o coloque na posição manual (M).
3. Ajuste o balanço de branco para a posição flash (só as câmeras digitais).
4. Saiba qual é a velocidade máxima de sincronismo entre a máquina e o flash e a ajuste com
valor menor ou igual ao limite de velocidade. Velocidades ajustadas acima do limite fazem
com que apenas parte da imagem saia iluminada e muito baixas fazem fotos tremidas.
5. Ajuste o foco e leia qual é a distância aferida.

1
Recomendado para câmeras que possuam posição Manual (M)
2
Recomendado para câmeras que possuam posição Manual (M) e que tenham sapatas para flashes externos.
Caixa D’Água Câmera Fotográfica
Volume do recipiente Sensibilidade (ASA ou ISO)
Abertura da torneira Abertura do Íris ou Diafragma
Tempo de vazão da água Velocidade do Obturador.
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Página: 20
6. Leia a tabela do flash e ajuste o número de diafragma correspondente para a distância do
objeto em foco e em função da sensibilidade do filme ou do sensor.
7. Recomponha o enquadramento.
8. Dispare a foto.


3
COMO TIRAR UMA FOTOGRAFIA MANUAL, COM FLASH AUTOMÁTICO?
1. Ajuste a máquina fotográfica para exposição manual (M).
2. Ajuste a sensibilidade de ASA do flash e o coloque na posição AUTO (M).
3. Ajuste o balanço de branco para a posição flash (só as câmeras digitais).
4. Saiba qual é a velocidade máxima de sincronismo entre a máquina e o flash e a ajuste com
valor menor ou igual ao limite de velocidade. Velocidades ajustadas acima do limite fazem
com que apenas parte da imagem saia iluminada e muito baixas fazem fotos tremidas.
5. Ajuste o diafragma da câmera, de acordo com o valor recomendado na tabela do flash
(posição: automático).
6. Ajuste o foco e confira se a distância encontrada está dentro do limite da escala automática
do flash.
7. Recomponha o enquadramento.
8. Dispare a foto.




4
COMO TIRAR UMA FOTOGRAFIA NO MODO AUTOMÁTICO?
1. Escolha qual programa prefere e que esteja disponível:
a. Green Zone (Quadro verde) – Modo
automático pleno. Basta apontar e
disparar a foto. A câmera,
automaticamente, ajusta o foco, a
sensibilidade, o balanço de branco,
aciona o flash se necessário (com Red
Eye Reduction) e salva na melhor
resolução possível.
b. Program (P): Modo semi-automático. A
câmera tomas as principais decisões
(de velocidade e de abertura de
diafragma), mas o fotógrafo pode
interagir e alterar alguns ajustes
(formato de arquivo a ser salvo, ISO, balanço de branco, acionamento do flash etc.).
c. Shutter-Priority (Tv): Prioridade de velocidade do obturador. O fotógrafo fixa a velocidade
e a câmera encontra qual o diafragma necessário. Todos os demais ajustes podem ser
definidos manualmente.
d. Aperture-Priority (Av): Prioridade de abertura de diafragma. O fotógrafo fixa a abertura e
a câmera encontra qual a velocidade necessária. Todos os demais ajustes podem ser
definidos manualmente.
e. Automatic Deph-of-field (A-Dep): O fotógrafo informa (primeiro toque leve no obturador)
qual é o primeiro plano focal e o último (segundo toque leve no obturador), que a câmera
calcula os ajustes de diafragma e velocidade necessários. Todos os demais ajustes
podem ser, também, definidos pelo fotógrafo.

3
Recomendado para câmeras que possuam posição Manual (M), com flash externo automático.
4
Recomendado para câmeras que possuam, pelo menos, uma das posições automáticas descritas.
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f. Portrait: A câmera toma as decisões essenciais para se tirar uma boa fotografia de
retrato e não permite ajustes manuais de outras funções. Procura por diafragmas mais
abertos para desfocar o fundo.
g. Landscape: A câmera toma as decisões essenciais para se tirar uma boa fotografia de
paisagem e não permite ajustes manuais de outras funções. Procura usar diafragmas
mais altos, para manter em foco o máximo de assunto possível.
h. Close-up: A câmera toma as decisões essenciais para se tirar uma boa fotografia de
retrato e não permite ajustes manuais de outras funções. Procura por objetos a curta
distância.
i. Sports: A câmera toma as decisões essenciais para se tirar uma boa fotografia de ação e
não permite ajustes manuais de outras funções. Procura usar as mais altas velocidades
de obturador possíveis, para congelar a cena.
j. Night Portrait: A câmera toma as decisões essenciais para se tirar uma boa fotografia de
retrato à noite e não permite ajustes manuais de outras funções. Ela procura abaixar a
velocidade de sincronismo e diminuir o diafragma (abrir) para explorar ao máximo a
iluminação local, permitindo que o fundo apareça. É preciso tomar cuidado para não
tremer a foto, como fazer uso de tripé.
k. Flash off: Modo para desabilitar o flash para locais onde não possa ou deva ser usado. A
câmera toma todas as demais decisões. É preciso tomar cuidado para não tremer a foto,
como fazer uso de tripé.
2. Aperte, levemente, o obturador e verifique se o Led indicador de condição de foco e de
exposição sinaliza como situação positiva (aceso, sem piscar), caso contrário, verifique o
problema no manual da câmera e trate-o.
3. Ajuste os itens restantes, caso necessário (ISO, resolução da foto, balanço de branco etc.).
4. Recomponha a foto.
5. Dispare.


COMPENSAÇÃO OU BACK LIGHT
Praticamente, todos os recursos automáticos falham, por mais precisos que sejam os sensores de
distância e de fotometria. Isso ocorre porque, na verdade, a câmera, por mais que seu programa se
esforce, não sabe, exatamente, qual é o objetivo do fotógrafo.

Em composições com predominância de cores
escuras, caso o fotógrafo queira registrar um pequeno
objeto claro, haverá a tendência de “estourar” a luz no
objeto, porque o sistema automático da câmera
tentará clarear o restante da composição (que
preenche a maioria do quadro). De forma análoga,
objetos dispostos diante de uma forte contraluz, a
câmera tenderá cortar o excesso de claridade do
fundo, deixando o objeto principal ainda mais escuro,
conforme se pode notar na foto à esquerda.

Para corrigir essas aberrações de interpretação em
situações críticas, algumas câmeras contam com
recursos especiais, como Anel de Compensação (presente em equipamentos mais avançados, que,
geralmente, permite correções de +2 a –2 pontos de correção) ou com a função Back Light (que,
geralmente, aumenta em 2 pontos a exposição para situações de contra-luz), conforme se pode ver
o resultado na foto à direita.


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Página: 22

DICA 1: FOTOGRAFIA COM FLASH
Nem sempre o flash precisa ser a luz principal e
única de uma cena. Mesmo numa praia
ensolarada, o uso do flash pode ser muito útil para
correção de sombras muito duras. A luz do flash,
portanto, pode e deve ser usada como luz de
enchimento ou de correção de sombras, para
conseguirmos detalhar relevos e texturas ocultas
pela sombra. Explore a iluminação ambiente
interna, à noite, abaixando a velocidade até que
consiga segurar a câmera sem tremer e explore
diafragmas e rajadas de flash mais brandas, para registrar toda a cena, evitando que o fundo fique
escuro demais.

DICA 2: MULTIEXPOSIÇÃO
Para quem não quer usar um editor de fotos, como o Adobe Photoshop, há algumas câmeras
profissionais convencionais (filmes) que contam com recurso de multiexposição. Consiste em um
recurso que, ao sensibilizar a película, a câmera não avança o filme para a próxima chapa, até que o
programa termine, permitindo que, uma mesma chapa seja sensibilizada mais de uma vez. Para tal
recurso, demanda-se muita habilidade do fotógrafo e de conhecimento técnico, para que partes da
composição não saiam “veladas”.



LEMBRETE:
PARA DIMINUIR A PROFUNDIDADE DE CAMPO:
Use a objetiva com distância focal acima de 70mm e/ou
Abra o DIAFRAGMA até conseguir a profundidade desejada, compensando com o aumento da
VELOCIDADE.

PARA CONGELAR A CENA:
Aumente a VELOCIDADE, compensando com a abertura do DIAFRAGMA.

PARA DIMINUIR DISTORÇÕES NA IMAGEM:
Use objetiva com distância focal acima de 70mm.

PARA CAPTURAR CENAS SEM TREMIDOS:
Use sempre um tripé em baixas exposições ou quando estiver usando uma teleobjetiva ou com
zoom muito puxado.


Exercício prático 8: Explore todas as funções automáticas e manuais presentes na sua câmera,
registrando fotos de teste, e eleja as que mais gostou e justifique a resposta.

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Página: 23
7 A COMPOSIÇÃO DA IMAGEM




MARCA DE PARALAXE - EQUIPAMENTOS AMADORES
Como nas câmeras compactas a imagem formada na ocular não passa pela objetiva, podem ocorrer
cortes na composição. A esse erro, chama-se erro de paralaxe. Para evitar esses cortes, essas
câmeras contam com marcas de segurança para delimitação do quadro, chamadas de Marcas de
Paralaxe.











REGRA DOS TERÇOS
A regra dos terços é uma técnica bastante popular e útil para facilitar o enquadramento. Consiste na
divisão imaginária da composição em três partes iguais horizontais e verticais, devendo o fotógrafo
tentar colocar o objetivo principal da foto no quadro central.










DINÂMICA DA DIREÇÃO
Trata-se de uma técnica própria do autor, que
consiste na descentralização do objetivo principal
da fotografia, de sorte a deixar uma margem maior
a favor de um olhar ou de algum objeto em
movimento.

Note que, nas fotos à esquerda, a composição
incomoda, fica estranha. No caso da serpente, o
observador não consegue enxergar o que ela olha.
No caso do ousado piloto, a ausência de espaço no
sentido do movimento corrompe a imaginação,
tanto da altura, quanto para aonde ele vai. Uma
ligeira descentralização, vide imagens à direita,
corrige bem a composição.

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Página: 24
ÂNGULOS DE ABORDAGEM
Durante a composição, tenha em mente que, ângulos de abordagem superiores ao assunto principal,
inferiorizam o assunto. Ao nível do olhar, estabelece-se um padrão de igualdade e respeito mútuo.
Ângulos inferiores ao assunto, crescem a importância do assunto, deixando-os imponentes,
superiores ou realçados.















ENQUADRAMENTO
A seguir, serão expostos alguns enquadramentos muito populares para as técnicas de cinema e de
produção de vídeo: Geral, Médio, Americano, Portrait, Close e Big Close. O corte do enquadramento
leva em consideração o elemento humano. No Plano Geral, interessa é captar o máximo possível da
cena. No Plano Médio, limita-se à altura da pessoa. No Americano, da cintura ao final da cabeça. No
Portrait ou retrato, enquadra-se a partir do peito. No Plano de Close, limita-se o quadro na cabeça e
no Big Close, praticamente, só a expressão.

























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Página: 25
ELEMENTOS DA COMPOSIÇÃO
Apresentaremos alguns elementos que podem ser explorados na composição.

1. FORMA
Para realçar o objetivo principal da composição, busque criar
contrastes entre o objetivo principal e o fundo, de sorte a valorizar a
forma. A clareza da intenção do autor conduz o olhar de quem for
ver a obra.





2. LINHA
Há situações que pode-se descentralizar o assunto principal e,
mesmo assim, chamar a atenção para o objetivo da foto.
Alinhamentos, retas e curvas conduzem o olhar para o ponto
central do assunto.

3. TEXTURA
Enquanto que, no primeiro elemento, o destaque é feito pela forma,
em outras situações pode-se não conseguir essa composição, como
o caso de objetos de mesmas cores, como a natureza morta ao lado.
Uma solução de realce pode se dar na diferença de texturas.
Diferenças de texturas, em geral, aguçam a curiosidade e
ornamentam o quadro.



4. DIMENSÃO E ESPAÇO
Se você olhar bem a foto à esquerda,
tampando a foto da direita, por se tratar de
um objeto desconhecido, percebe-se que
não seria possível ao observador inferir
quanto à sua real dimensão. Objetos
desconhecidos ou fractais (cachoeiras,
árvores, insetos desconhecidos, trincas em
paredes etc.) precisam de alguma referência
conhecida no enquadramento, para que se tenha noção de proporcionalidade
e dimensão.




Exercício Prático 10: Escolha uma das formas de composição, faça uma foto e explique sua
intenção.


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Página: 26
8 IMPRIMA E IMPRESSIONE




IMPRIMIR OU VISUALIZAR?
Graças à evolução tecnológica, os microcomputadores têm se tornado, a cada dia, mais presentes
entre nós e, desde que a fotografia chegou às telas dos micros, a qualidade, o armazenamento e a
facilidade de retoques deram novo salto para seu crescimento e popularização.
Entretanto, a fotografia tem, como uma de suas qualidades intrínsecas, a portabilidade. É de fácil
transporte e, a qualquer momento, em qualquer lugar e sem depender de nenhuma tecnologia
especial ou de energia, podemos vê-la naturalmente. Desde que, é claro, esteja impressa no papel.
Fotos em telas de computador tendem a ficar esquecidas, além de vulneráveis aos ataques comuns
dos hackers e vírus e, então, perder o fio da história.
Imprimir as fotos é necessário.

JATO DE TINTA DOMÉSTICA
As impressoras a Jato de Tinta domésticas, geralmente, não têm boa qualidade de imagem e têm
estabilidade fraca. A qualidade delas tem melhorado, à medida em que são utilizados mais cartuchos
com cores intermediárias (acima de 6 cartuchos de cores). Outras desvantagens são que os
cartuchos são muito caros e a estabilidade da imagem, na maioria, dura pouco mais de 2 anos. Não
são indicadas para impressão de fotos. São indicadas apenas para impressões de documentos.

JATO DE TINTA DE FINALIZAÇÃO
As impressões de finalização apresentam boa estabilidade de imagem (resistência +-5 anos em uso
externo) e menor custo, por serem impressas em materiais plásticos (lonas Night&day e Vinil).
Entretanto, a resolução e a fidelidade de cores são bem inferiores às de Jato de Tinta Fotográficas,
pelo fato de usarem tintas pigmentadas e por usarem materiais mais rústicos.
Por isso que são indicadas para peças publicitárias que precisam de maior resistência em uso
externo e menor custo.
Não são indicadas para substituir as impressões fotográficas.

JATO DE TINTA FOTOGRÁFICA
As impressoras a Jato de Tinta Fotográficas usam tintas
especiais à base de corantes, que oferecem excelente
qualidade e excelente estabilidade. Imprimem em papel ou
em materiais plásticos.
Podem, também, usar tintas à base de Pigmentos.
As tecnologias mais recentes oferecem resistência à água e
durabilidade de até 100 anos (uso interno), desde que se
utilizem insumos originais (pouco mais caros).
Podem imprimir fotos para uso externo.





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Página: 27
IMPRESSORAS DE SUBLIMAÇÃO (DYE SUBLIMATION)
As impressoras de Sublimação Térmica imprimem fotos com qualidade fotográfica,
de excelente resistência e durabilidade.
São bastante rápidas de impressão (menos de 1 minuto) e estão presentes nas
maiorias dos quiosques. São limitadas a larguras mais convencionais (até
15x21cm.). Alguns quiosques oferecem recursos de retoques e recortes básicos
com interface fácil para usuários comuns.
Os insumos são mais caros do que a fotografia convencional (química). Por isso,
devem ser mais usadas quando não houver tempo para espera (impressão em 1
hora).


LASER
As impressoras a Laser, tais como as impressoras usadas em Finalização (lonas Night&day e Vinil)
têm resoluções, em geral, bem menores do que as impressoras a Jato de Tinta Fotográfica.
Apresentam boa estabilidade de imagem (resistência +-5 anos em uso externo). São mais indicadas
para provas de peças publicitárias e para impressão de documentos.


PAPEL FOTOGRÁFICO (Processo C41 - Haleto de Prata)
As impressões realizadas em Minilabs, em papel fotográfico, têm
qualidade consagrada. Apresentam excelente relação
CustoXBenefício. Os custos de impressão são mais baixos, têm
excelente durabilidade (>60 anos), resolução extra e são
resistentes à água.

TABELA BÁSICA DE IMPRESSÃO

Resolução mínima do sensor
(Mega Pixels)
Tamanho máximo de
impressão com qualidade
fotográfica (centímetros)
VGA = 0,48 MP (800x600 pixels) 3x4
1,5 10x15
2.0 12x18
3.0 15x21
4 20x25
6 30x40
8 50x60


Exercício prático 11: Qual é o máximo de ampliação suportada, com qualidade fotográfica, possível de fazer
com sua máquina e com qual nível de compressão de imagem?
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Página: 28
9 ESCOLHENDO UM EQUIPAMENTO




VAI COMPRAR UMA NOVA CÂMERA?
Dê uma olhada nas dicas abaixo e tire suas próprias conclusões. Cuidado com vendedores
preocupados só com a comissão e que não entendem do assunto. Lamentavelmente, pouquíssimos
profissionais de venda dominam o assunto.

1)Qual será o uso?
Se for para uso amador, qual é o sue nível de exigência? Quais recursos mínimos deseja que ela
tenha?
Se for para uso profissional, dê preferência para câmeras do formato SLR, com ajustes manuais e
automáticos.

2)Custo X Benefício
Quanto pretende investir e o que espera do equipamento?

3) Critérios Essenciais:
• Ter Zoom Óptico (zoom digital é embromação!);
• Resolução igual ou acima de 4.0 MP.
Em geral, uma câmera com até uns 6 MP atende perfeitamente à maioria das demandas.
Raramente um usuário amador precisará de imprimir fotos acima de 30x40 centímetros.
Portanto, resoluções acima de 6, podem ser um exagero. Certamente, a indústria fotográfica
conhece bem o perfil do seu consumidor e, mês após mês, vem lançando câmeras com
resoluções exageradas, na tentativa de abocanhar o consumidor desavisado, que compra
câmeras com 12 ou mais MP e se esquece de um bom Zoom ÓPTICO, de recursos
essenciais etc.;
• Ter boa qualidade e precisão eletrônica (Fabricante de 1
a.
linha).



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Página: 29
10 CUIDADOS ESPECIAIS




FOTOGRAFIAS
1) Dê preferência para impressões em papel fotográfico (química ou sublimação ou jato de tinta
fotográfica em papel próprio/original).
2) Se ficar em exposição, coloque-a em moldura com vidro para reduzir a incidência dos raios UV e
para protegê-la de pragas domésticas e ataques de fungos e microorganismos.
3) Evite, ao máximo, a exposição à luz direta do sol.
4) Não as deixem expostas a umidade e ao excesso de calor.

EQUIPAMENTOS
1) Mantenha-os devidamente guardados em bolsas próprias ou Cases;
2) Não os deixem expostos à umidade ou ao excesso de calor (porta-luvas e porta-malas de
veículos);
3) Evite locais com alta incidência de poeira, ácidos ou sal;
4) Quando for guardá-los por muito tempo, retire as pilhas e guarde-as em local separado;
5) Evite tocar nas objetivas e lentes.

REGRAS X ARTE
A fotografia se tornou um dos mais importantes recursos que convivem com o nosso dia-a-dia. Por
meio dela, nós preservamos a nossa história, convivemos com a arte e registramos o cotidiano.
Enxergamos e aprendemos com as últimas descobertas da ciência. Com ela, somos, também,
estimulados ao consumo.

A fotografia já faz parte do acervo cultural humano e é capaz de abranger, desde o real, ao
imaginário. É, sobretudo, arte.

Esperamos que, com este curso, o aluno consiga transcender as técnicas e regras aqui abordadas.
Que não fique totalmente preso a elas, mas que se solte e, por meio delas, consiga aplicá-las em
maior número, com maior domínio possível, de sorte a alcançar novos patamares, ainda não
atingidos.

Imprima o seu estilo pessoal e nos mostre como você enxerga a vida.
Boas Fotos!




© Fernando Martins
HS-PRO
Rua Irmãos D’Caux, 47 / SL16 – Centro
Itabira – Minas Gerais – Brasil
Telefone: +55 021 (31) 2831.2564
www.hspro.com.br

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