24/6/2011

FÍSICA COMPLETA

Da Mecânica ao Eletromagnetismo | Wellington Fernandes

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Sumário
Mecânica .......................................................................................................................................................................... 3
Cinemática ..................................................................................................................................................................... 4 Dinâmica ...................................................................................................................................................................... 26 Estática......................................................................................................................................................................... 44

Termologia ..................................................................................................................................................................... 58
Termometria ................................................................................................................................................................ 59 Calorimetria ................................................................................................................................................................. 62 Termodinâmica ............................................................................................................................................................ 70 Dilatação Térmica ........................................................................................................................................................ 77 Entropia ....................................................................................................................................................................... 83

Óptica ............................................................................................................................................................................. 84
Fundamentos da Óptica ............................................................................................................................................... 85 Reflexão da Luz ............................................................................................................................................................ 91 Refração da Luz ............................................................................................................................................................ 97 Lentes Esféricas .......................................................................................................................................................... 103 Instrumentos Ópticos................................................................................................................................................. 107

Ondulatória ................................................................................................................................................................. 111
MHS ........................................................................................................................................................................... 111 Ondas ......................................................................................................................................................................... 123 Acústica ...................................................................................................................................................................... 138

Eletricidade e Eletromagnetismo ............................................................................................................................. 145
Eletrostática ............................................................................................................................................................... 146 Eletrodinâmica ........................................................................................................................................................... 158 Campo Magnético ...................................................................................................................................................... 168 Força Magnética ........................................................................................................................................................ 174 Indução Magnética .................................................................................................................................................... 176

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FÍSICA
Mecânica
Na Física, a Mecânica é o estudo do movimento das partículas e dos fluidos. A Mecânica que vamos estudar aqui é conhecida como Mecânica clássica ou Mecânica de Newton, pois as leis de Newton formam a base deste estudo. A Mecânica pode ser dividida em três partes para efeitos didáticos: Cinemática, Dinâmica e Estática.

Cinemática
A cinemática é o estudo descrito dos corpos em movimento, sem se preocupar com as causas destes movimentos. É importante lembrar que um corpo está em movimento quando, à medida que o tempo passa, sua posição varia em relação a um referencial. Na cinemática vamos estudar dois tipos de movimento retilíneo, o movimento uniforme e o movimento uniformemente variado, logo em seguida, vamos estudar o movimento circular que também pode ser dividido da mesma maneira, movimento circular uniforme e movimento circular uniformemente variado.

Dinâmica
A parte da Mecânica que estuda os movimentos e as causas que os produzem ou os modificam, é a dinâmica. Então, na dinâmica vamos estudar os movimentos dos corpos e suas causas, utilizando também os conceitos de cinemática. As idéias de Galileu Galilei sobre a dinâmica, seus estudos sobre os movimentos dos corpos foram precursoras das Leis de Newton. Utilizando os fluxions, Isaac Newton conseguiu dar um enorme salto na ciência, conseguiu o que todos buscavam na época, uma teoria física unificada. Analisando o movimento da lua ele chegou a uma descrição perfeita para os movimentos, uma descrição que poderia ser utilizada tanto para os astros como para objetos menores na terra.

Estática
Na estática vamos estudamos a ação das forças no equilíbrio de um sistema. Utilizando as leis de Newton vamos estudar o equilíbrio e as forças nestes sistemas.

Pode ser considerada a grandeza que mede o quão rápido um corpo se desloca. onde há deslocamento apenas em uma direção. uma direção (Ex... É considerada uma grandeza vetorial. As unidades de velocidade comumente adotadas são: m/s (metro por segundo). ou seja. No Sistema Internacional (S. calcule a velocidade média do carro durante a viagem: = (posição final) – (posição inicial) = (300 km) – (0 km) = 300 km E que: = (tempo final) – (tempo inicial) = (12 h) – (7h) =5h Então: . Porém.: vertical.I.: para frente... A análise da velocidade se divide em dois principais tópicos: Velocidade Média e Velocidade Instantânea. é possível extrair o seguinte fator de conversão: Velocidade Média Indica o quão rápido um objeto se desloca em um intervalo de tempo médio e é dada pela seguinte razão: Onde: = Velocidade Média = Intervalo do deslocamento [posição final – posição inicial ( )] = Intervalo de tempo [tempo final – tempo inicial ( )] Por exemplo: Um carro se desloca de Florianópolis – SC a Curitiba – PR. km/h (quilômetro por hora).. é importante saber efetuar a conversão entre o km/h e o m/s. horizontal. tem um módulo (valor numérico).). a unidade padrão de velocidade é o m/s. . convém tratá-la como um grandeza escalar (com apenar valor numérico). Sabendo que a distância entre as duas cidades é de 300 km e que o percurso iniciou as 7 horas e terminou ao meio dia. para problemas elementares.4 Cinemática Velocidade A velocidade de um corpo é dada pela relação entre o deslocamento de um corpo em determinado tempo. para cima. Por isso. o chamado movimento unidimensional.). que é dada pela seguinte relação: A partir daí.) e um sentido (Ex.

qual deve ser a distância entre o atirador e a parede? Aplicando a equação horária do espaço. quando um corpo se desloca em um sentido que coincide com a orientação da trajetória. pois não haverá variação na velocidade em nenhum momento do percurso.5 Mas. diz-se que este móvel está em um movimento uniforme (MU). Por convenção. Então . Por exemplo: Um tiro é disparado contra um alvo preso a uma grande parede capaz de refletir o som. definimos que. no problema foram usados: S (para deslocamento) e s (para segundo). ao se deslocar com uma velocidade constante. ou seja. Considerando a velocidade do som 340m/s.. basta dividir este resultado por 3. Para que haja essa diferenciação. Uma observação importante é que. A velocidade instantânea de um móvel será encontrada quando se considerar um intervalo de tempo ( infinitamente pequeno. ou seja.. Este é uma unidade de tempo. como por exemplo. a velocidade que o velocímetro do carro mostra é a Velocidade Instantânea do carro. O eco do disparo é ouvido 2. A equação horária do espaço pode ser demonstrada a partir da fórmula de velocidade média. tem-se um movimento retilíneo uniforme. Saiba mais. quando o intervalo de tempo tender a zero ( ). ou seja. teremos: . pois a velocidade média calcula a média da velocidade durante o percurso (embora não seja uma média ponderada. no caso em que ele se desloca com uma velocidade constante em trajetória reta. Então. para frente. as médias de uma prova). você pode se perguntar: “Mas o automóvel precisa andar todo o percurso a uma velocidade de 60km/h?” A resposta é não. a velocidade que o carro está no exato momento em que se olha para o velocímetro.6 e terá: Velocidade Instantânea Sabendo o conceito de velocidade média. se você quiser saber qual a velocidade em m/s. mas o eco só será ouvido quando o som "ir e voltar" da parede.5 segundos depois do momento do golpe. a velocidade instantânea deste corpo será igual à velocidade média. ) Movimento Uniforme Quando um móvel se desloca com uma velocidade constante. É importante não confundir o s que simboliza o deslocamento do s que significa segundo. Particularmente. então ele terá uma v>0 e um >0 e este movimento será chamado movimento .

fica fácil utilizar a equação horária do espaço e encontrar a velocidade do corpo: Saiba mais: A velocidade será numericamente igual à tangente do ângulo formado em relação à reta onde está situada. para trás. Também sabemos que a posição final s=-10m se dará quando t=2s.6 progressivo. Diagrama s x t Existem diversas maneiras de se representar o deslocamento em função do tempo. ou seja. Analogamente. temos um diagrama que mostra um movimento retrógrado: Analisando o gráfico. No exemplo a seguir. . quando o sentido do movimento for contrário ao sentido de orientação da trajetória. desde que a trajetória seja retilínea uniforme. e ao movimento será dado o nome de movimento retrógrado. é possível extrair dados que deverão ajudar na resolução dos problemas: S T 50m 0s 20m 1s -10m 2s Sabemos então que a posição inicial será a posição = 50m quando o tempo for igual a zero. Uma delas é por meio de gráficos. chamados diagramas deslocamento versus tempo (s x t). A partir daí. então ele terá uma v<0 e um <0.

Movimento Uniformemente Variado Também conhecido como movimento acelerado. uma forma de determinar o deslocamento do móvel é calcular a área sob a reta compreendida no intervalo de tempo considerado. O conceito formal de aceleração é: a taxa de variação de velocidade numa unidade de tempo. seu módulo será dado por . difere um pouco do conceito que se tem no cotidiano.7 Diagrama v x t Em um movimento uniforme. quando pensamos em acelerar algo. A velocidade relativa será dada se considerarmos que um dos trens (trem 1) está parado e o outro (trem 2) está se deslocando. então dizemos que este é um Movimento Uniformemente Variado (também chamado de Movimento Uniformemente Acelerado). aceleração instantânea do móvel. Ou seja. Portanto seu gráfico é expresso por uma reta: Dado este diagrama. então como unidade teremos: Aceleração Assim como para a velocidade. acelerar significa basicamente mudar de velocidade. . que tem aceleração constante e diferente de zero. Por exemplo: Considere dois trens andando com velocidades uniformes e que . podemos definir uma aceleração média se considerarmos a variação de velocidade em um intervalo de tempo . quando este intervalo de tempo for infinitamente pequeno. tem-se a . Velocidade Relativa É a velocidade de um móvel relativa a outro. como também menor. Já no cotidiano. a velocidade se mantém igual no decorrer do tempo. Generalizando. tanto tornando-a maior. Na física. e esta média será dada pela razão: Velocidade em função do tempo No entanto. ou seja. estamos nos referindo a um aumento na velocidade. ou seja. podemos dizer que a velocidade relativa é a velocidade de um móvel em relação a um outro móvel referencial. o móvel sofre aceleração à medida que o tempo passa. Mas se essa variação de velocidade for sempre igual em intervalos de tempo iguais. O conceito físico de aceleração. ou seja. consiste em um movimento onde há variação de velocidade.

podemos dizer que seu gráfico será uma parábola. se considerarmos . Onde sabemos que: logo: ou Interpretando esta função. que descreve a velocidade em função do tempo [v=f(t)]: Posição em função do tempo A melhor forma de demonstrar esta função é através do diagrama velocidade versus tempo (v x t) no movimento uniformemente variado. teremos a função horária da velocidade do Movimento Uniformemente Variado. pois é resultado de uma função do segundo grau. a área do trapézio.8 Isolando-se o : Mas sabemos que: Então: Entretanto. ou seja. O deslocamento será dado pela área sob a reta da velocidade. .

Torna-se prático encontrar uma função na qual seja possível conhecer a velocidade de um móvel sem que o tempo seja conhecido. usaremos as duas funções horárias que já conhecemos: (1) (2) Isolando-se t em (1): Substituindo t em (2) teremos: Reduzindo-se a um denominador comum: Exemplo: (UFPE) Uma bala que se move a uma velocidade escalar de 200m/s. que nos permitem associar velocidade ou deslocamento com o tempo gasto. para qualquer uma das funções horárias. se a distância total percorrida em seu interior foi igual a 10cm? Apesar de o problema pedir o tempo que a bala levou. é desacelerada até parar. Para isso. é possível calcular o tempo gasto: .1m) A partir daí. conhecemos duas equações do movimento uniformemente variado. para calculá-la usa-se a Equação de Torricelli.9 Equação de Torricelli Até agora. Qual o tempo que a bala levou em movimento dentro do bloco. precisamos ter a aceleração. ao penetrar em um bloco de madeira fixo sobre um muro. Observe que as unidades foram passadas para o SI (10cm=0.

se colocarmos a pedra e a pena em um tubo sem ar (vácuo). se desprezarmos a resistência do ar.10 Movimento Vertical Se largarmos uma pena e uma pedra de uma mesma altura. Porém. Sua trajetória é retilínea e vertical. o qual chamamos Altura Máxima. sujeito à gravidade. que é orientada sempre na vertical. onde antes era horizontal (S) e com aceleração da gravidade (g). Quando um corpo é lançado nas proximidades da Terra. é tomado como constante e seu valor médio no nível do mar é: g=9. como um bom arredondamento. fica então. O valor da gravidade (g) varia de acordo com a latitude e a altitude do local. portanto. até parar em um ponto. dependendo da direção do movimento: Lançamento Vertical para Cima g é negativo Como a gravidade aponta sempre para baixo. são as mesmas do movimento uniformemente variado. em direção ao centro do planeta. Sendo que g é positivo ou negativo. e. Lançamento Vertical para Baixo g é positivo .80665m/s² No entanto. mas durante fenômenos de curta duração. devido à gravidade. Por isso. cairão com uma aceleração constante: a aceleração da Gravidade. independente de massa ou formato. o movimento será acelerado negativamente. Assim. recebe o nome de Lançamento Vertical. revistas com o referencial vertical (h). todos os corpos. As funções que regem o lançamento vertical. quando jogamos algo para cima. mais rápido ele cairá. observamos que a pedra chegará antes ao chão. o movimento classifica-se com Uniformemente Variado. podemos usar sem muita perda nos valores: g=10m/s² Lançamento Vertical Um arremesso de um corpo. observaremos que ambos os objetos levam o mesmo tempo para cair. concluímos que. com velocidade inicial na direção vertical. pensamos que quanto mais pesado for o corpo.

(b) Qual a altura máxima atingida pela bola? Dado g=10m/s². Recebe também o nome de queda livre. ou então utilizar a Equação de Torricelli. o mais indicado é calcularmos por partes: Movimento para cima: Movimento para baixo: Como não estamos considerando a resistência do ar. Logo. a velocidade final será igual à velocidade com que a bola foi lançada. então t=2s . o movimento é uma combinação de um lançamento vertical para cima + um lançamento vertical para baixo (que neste caso também pode ser chamado de queda livre). o tempo de subida é igual ao de decida. o movimento é acelerado positivamente. que nesta situação. então. Lembre-se de que estamos considerando apenas a subida. Observamos. Exemplo Uma bola de futebol é chutada para cima com velocidade igual a 20m/s. onde a resistência do ar é desprezada. tanto a gravidade como o deslocamento apontam para baixo. podemos utilizar a função horária do deslocamento.11 No lançamento vertical para baixo. Então. (a) Neste exemplo. (a) Calcule quanto tempo a bola vai demorar para retornar ao solo. (b) Sabendo o tempo da subida e a velocidade de lançamento.

A ou . todos os vetores se acham representados naquele conjunto que imaginamos. através de representantes. isto é: o módulo. Um mesmo vetor é determinado por uma infinidade de segmentos orientados. definimos a soma de v e w. a direção e o sentido do vetor são o módulo. estaremos caracterizando.d). Consequentemente.12 ou Vetores Determinado por um segmento orientado AB. chamados representantes desse vetor. Se indicarmos com este conjunto. é o conjunto de todos os segmentos orientados equipolentes a AB. simbolicamente poderemos escrever: onde XY é um segmento qualquer do conjunto.b+d) Propriedades da Soma de vetores . por: v + w = (a+c. a direção e o sentido de qualquer um de seus representantes. um segmento determina um conjunto que é o vetor. e qualquer um destes representantes determina o mesmo vetor. Usando um pouco mais nossa capacidade de abstração. Assim. a totalidade dos vetores do espaço. O módulo de se indica por | | . Soma de vetores Se v=(a. se considerarmos todos os infinitos segmentos orientados de origem comum. os quais são todos equipolentes entre si. cada um destes segmentos é um representante de um só vetor. Ora.b) e w=(c. As características de um vetor são as mesmas de qualquer um de seus representantes. O vetor determinado por AB é indicado por ou B .

b) e w=(c.v = (ca.1) Para construir um vetor unitário u que tenha a mesma direção e sentido que um outro vetor v. então u será o vetor nulo.b) é um vetor e c é um número real. definido por: Vetor unitário Vetor unitário é o que tem o módulo igual a 1. isto é: Observação: Para construir um vetor u paralelo a um vetor v. definimos a diferença entre v e w.cb) Propriedades do produto de escalar por vetor Quaisquer que sejam k e c escalares. Existem dois vetores unitários que formam a base canônica para o espaço R². onde c é um escalar não nulo.d).13 Diferença de vetores Se v=(a. então u terá comprimento menor do que v. Se c > 1. então u terá sentido oposto ao de v.w = (a-c. basta dividir o vetor v pelo seu módulo. Nesse caso. basta tomar u=cv. u e v serão paralelos: Se c = 0. então u terá comprimento maior do que v. Se c < 0. Se 0 < c < 1. definimos a multiplicação de c por v como: c. .b-d) Produto de um número escalar por um vetor Se v=(a.b) é um número real não negativo. que são dados por: i = (1. por: v .0) j = (0. v e w vetores: Módulo de um vetor O módulo ou comprimento do vetor v=(a.

será o componente do eixo z.b) e v=(c. por convenção.d) definimos o produto escalar entre os vetores u e v. Produto escalar Dados os vetores u=(a. ). para que esteja na origem. o vetor utilizado para o plano z é o vetor unitário Então. como o número real obtido por: . é possível redesenhá-lo. o problema a ser resolvido seja dado em três dimensões.14 Decomposição de vetores em Vetores Unitários Para fazer cálculos de vetores em apenas um dos planos em que ele se apresenta. pode-se decompor este vetor em vetores unitários em cada um dos planos apresentados. a projeção do vetor plano será: no eixo x do plano cartesiano será dado por . No caso onde o vetor não se encontra na origem. e sua projeção no eixo y do . Sendo simbolizados. Este vetor pode ser escrito como: =( . respeitando que sempre o primeiro componente entre parênteses é a projeção em x e o segundo é a projeção no eixo y. Caso apareça um terceiro componente. Caso . ou então descontar a parte do plano onde o vetor não é projetado. î como vetor unitário do plano x e como vetor unitário do plano y.

como. =P-O .5) é: u.c + b.(5) = -6+20 = 14 O produto escalar entre u=(1.4) e v=(-2.v = 3. O vetor é chamado vetor deslocamento e possui módulo. u v e w e k escalar: Ângulo entre dois vetores O produto escalar entre os vetores u e v pode ser escrito na forma: u.v = |u| |v| cos(x) onde x é o ângulo formado entre u e v.(2) + 7. Aceleração e Velocidade Vetoriais Vetor Posição Imagine um móvel deslocando-se em uma trajetória aleatória. direção e sentido. então poderemos localizar o móvel nesta trajetória por meio de um vetor. com uma origem O. Se colocarmos um plano cartesiano situado nesta origem.v = a.(-2) + 4.d Exemplos: O produto escalar entre u=(3.-3) é: u. podemos obter o ângulo x entre dois vetores genéricos u e v.v = 1.15 u. desde que nenhum deles seja nulo.(-3) = 2-21 = -19 Propriedades do produto escalar Quaisquer que sejam os vetores.7) e v=(2. Através desta última definição de produto escalar.

. Vetor Velocidade Instantânea: Análogo à velocidade escalar instantânea.16 Velocidade Vetorial Vetor Velocidade Média: Considere-se um móvel percorrendo a trajetória do gráfico acima. ocupando posições e nos instantes e . a velocidade calculada será a velocidade instantânea. pois é obtido quando multiplicamos um número positivo pelo vetor . respectivamente. sua aceleração média será dada por: em ). quando o intervalo de tempo tender a zero ( então: Aceleração Vetorial Vetor Aceleração Média: Considerando um móvel que percorre uma trajetória qualquer com velocidade um instante e velocidade em um instante posterior . Sabendo que a velocidade média é igual ao quociente do vetor deslocamento pelo intervalo de tempo: Observação: O vetor velocidade média tem a mesma direção e sentido do vetor deslocamento.

precisamos decompor os vetores velocidade inicial e aceleração em suas projeções em x e y: Assim. Vetor Aceleração Instantânea: A aceleração vetorial instantânea será dada quando o intervalo de tempo tender a zero ( ). o vetor aceleração terá o mesmo sentido e mesma direção do vetor velocidade. Sabendo esses conceitos. podemos dividir o movimento em vertical(y) e horizontal(x): Em x: Em y: . . pois é resultado do produto deste vetor ( ) por um número escalar positivo. e aceleração constante .17 Observação: Assim como para o vetor velocidade. podemos definir as funções de velocidade em função do tempo. deslocamento em função do tempo e a equação de Torricelli para notação vetorial: Por exemplo: Um corpo se desloca com velocidade descrita abaixo: . da forma como está (a)Qual o vetor velocidade após 10 segundos? (b)Qual a posição do móvel neste instante? (a)Para calcularmos a velocidade vetorial em função de um tempo.

podemos calcular o vetor posição pela equação de Torricelli. . ou pela função horária do deslocamento. o movimento de uma pedra sendo arremessada em um certo ângulo com a horizontal.18 A partir destes valores podemos calcular o vetor velocidade: (b)Sabendo o vetor velocidade. Por exemplo. Movimento Oblíquo Um movimento oblíquo é um movimento parte vertical e parte horizontal. ambas na forma de vetores: Por Torricelli: na mesma direção e sentido dos vetores aceleração e velocidade. Lançamento Oblíquo ou de Projétil O móvel se deslocará para a frente em uma trajetória que vai até uma altura máxima e depois volta a descer. ou uma bola sendo chutada formando um ângulo com a horizontal. o corpo sofre apenas a aceleração da gravidade. Pela Função horária da Posição: na mesma direção e sentido dos vetores aceleração e velocidade. formando uma trajetória parabólica. Com os fundamentos do movimento vertical. sabe-se que. quando a resistência do ar é desprezada.

ou seja. Exemplo: Um dardo é lançado com uma velocidade inicial v0=25m/s. onde y=0. Durante a subida a velocidade vertical diminui. O alcance máximo é a distância entre o ponto do lançamento e o ponto da queda do corpo. com velocidade inicial igual a e aceleração da gravidade (g) Na direção horizontal o corpo realiza um movimento uniforme com velocidade igual a Observações: . chega a um ponto (altura máxima) onde .19 Para estudar este movimento. Na direção vertical o corpo realiza um Movimento Uniformemente Variado. ou seja. A velocidade instantânea é dada pela soma vetorial das velocidades horizontal e vertical. (a) Qual o alcance máximo (b) e a altura máxima atingida? Para calcular este movimento deve-se dividir o movimento em vertical e horizontal. deve-se considerar o movimento oblíquo como sendo o resultante entre o movimento vertical (y) e o movimento horizontal (x). O vetor velocidade é tangente à trajetória em cada momento. formando um ângulo de 45° com a horizontal. . Para decompor o vetor em seus componentes são necessários alguns fundamentos de trigonometria: . e desce aumentando a velocidade.

logo: e: logo: (a) No sentido horizontal (substituindo o s da função do espaço por x): sendo temos: (1) No sentido vertical (substituindo h por y): sendo temos: (2) E o tempo é igual para ambas as equações. e substituir em (2): (1) e . Então temos: mas . então: onde substituindo em (2): (2) e onde o alcance é máximo .20 Genericamente podemos chamar o ângulo formado de Então: . então podemos isolá-lo em (1). então: .

São elas: deslocamento/espaço angular: φ (phi) . y). h. medidas sempre em radianos. mas na análise de movimentos circulares. obtemos: Movimento Circular Grandezas Angulares As grandezas até agora utilizadas de deslocamento/espaço (s. x. que são chamadas grandezas angulares. partindo da equação de Torricelli no movimento vertical: e substituindo os dados do problema na equação.21 resolvendo esta equação por fórmula de Baskara: mas então: mas Então Substituindo os dados do problema na equação: (b) Sabemos que quando a altura for máxima . eram úteis quando o objetivo era descrever movimentos lineares. de velocidade (v) e de aceleração (a). devemos introduzir novas grandezas. Então.

. temos um deslocamento angular se calcularmos a diferença entre a posição angular final e a posição angular inicial: Sendo: Por convenção: No sentido anti-horário o deslocamento angular é positivo. Da definição de radiano temos: Desta definição é possível obter a relação: E também é possível saber que o arco correspondente a 1rad é o ângulo formado quando seu arco S tem o mesmo comprimento do raio R. No sentido horário o deslocamento angular é negativo.22 velocidade angular: ω (ômega) aceleração angular: α (alpha) Saiba mais.. quando um móvel encontra-se a uma abertura de ângulo φ qualquer em relação ao ponto denominado origem. E é calculado por: Deslocamento angular (Δφ) Assim como para o deslocamento linear. Espaço Angular (φ) Chama-se espaço angular o espaço do arco formado..

rev/s. então: Então: Linear S v a Período e Frequência Período (T) é o intervalo de tempo mínimo para que um fenômeno ciclico se repita. Também é possível definir a velocidade angular instantânea como o limite da velocidade angular média quando o intervalo de tempo tender a zero: Aceleração Angular (α) Seguindo a mesma analogia utilizada para a velocidade angular.) Frequência(f) é o número de vezes que um fenômeno ocorre em certa unidade de tempo. Sua unidade é a unidade de tempo (segundo. rev/min. hora. e a derivada da velocidade angular em função do tempo é igual a aceleração angular. Para converter rotações por segundo para rad/s: = = = Angular φR ωR αR .23 Velocidade Angular (ω) Análogo à velocidade linear... Sua unidade mais comum é Hertz (1Hz=1/s) sendo também encontradas kHz. podemos definir a velocidade angular média. MHz e rpm. No movimento circular a frequência equivale ao número de rotações por segundo sendo equivalente a velocidade angular. que no movimento circular é tangente à trajetória. minuto. logo: onde podemos novamente derivar a igualdade em função do tempo e obteremos: mas a derivada da velocidade linear em função do tempo é igual a aceleração linear. como a razão entre o deslocamento angular pelo intervalo de tempo do movimento: Sua unidade no Sistema Internacional é: rad/s Sendo também encontradas: rpm. definimos aceleração angular média como: Algumas relações importantes Através da definição de radiano dada anteriormente temos que: mas se isolarmos S: derivando esta igualdade em ambos os lados em função do tempo obteremos: mas a derivada da Posição em função do tempo é igual a velocidade linear e a derivada da Posição Angular em função do tempo é igual a velocidade angular.

e sofre mudança na sua velocidade angular. aceleração resultante é dada pela soma vetorial da aceleração tangencial e da aceleração centípeta: . Assim: MUV Grandezas lineares MCUV Grandezas angulares E. Esta aceleração é relacionada com a velocidade angular da seguinte forma: Sabendo que angular: e que . que descreve trajetória circular. pode-se converter a função horária do espaço linear para o espaço então: Movimento Circular Uniformemente Variado Quando um corpo. um carrossel ou as pás de um ventilador girando. Embora a velocidade linear seja constante. As formas angulares das equações do Movimento Curvilíneo Uniformemente Variado são obtidas quando divididas pelo raio R da trajetória a que se movimenta o corpo.24 sabendo que 1rotação = 2πrad. chamamos de Aceleração Centrípeta. como uma roda gigante. ou seja. ela sofre mudança de direção e sentido. Movimento Circular Uniforme Um corpo está em Movimento Curvilíneo Uniforme. a mesma em todos os pontos do percurso. observamos muitos exemplos de MCU. e sua velocidade for constante. então este corpo tem aceleração angular (α). logo existe uma aceleração. se sua trajetória for descrita por um círculo com um "eixo de rotação" a uma distância R. No cotidiano. mas como esta aceleração não influencia no módulo da velocidade.

(a) Qual será a sua velocidade angular depois de 10 segundos? (b) Qual será o ângulo descrito neste tempo? (c) Qual será o vetor aceleração resultante? (a) Pela função horária da velocidade angular : (b) Pela função horária do deslocamento angular: (c) Pelas relações estabelecidas de aceleração tangencial e centrípeta: . partindo do repouso.25 Exemplo: Um volante circular como raio 0.4 metros gira. com aceleração angular igual a 2rad/s².

como: Aceleração: faz com que o corpo altere a sua velocidade.Princípio Fundamental da Dinâmica Quando aplicamos uma mesma força em dois corpos de massas diferentes observamos que elas não produzem aceleração igual. e este contorna uma curva. O conceito de força é algo intuitivo. lendo seu livro sob uma macieira. nosso corpo tende a permanecer com a mesma velocidade vetorial a que estava submetido antes da curva. nos sentimos como se fôssemos atirados para frente. A 2ª lei de Newton diz que a Força é sempre diretamente proporcional ao produto da aceleração de um corpo pela sua massa. vieram o entendimento de Força. Quando estamos em um carro em movimento e este freia repentinamente. quando sofre a ação de uma força. estudamos a relação entre a força e movimento.26 Dinâmica Quando se fala em dinâmica de corpos. Repentinamente. cujo enunciado é: "Um corpo em repouso tende a permanecer em repouso. e um corpo em movimento tende a permanecer em movimento. isto dá a impressão que se está sendo "jogado" para o lado contrário à curva. este foi o primeiro passo para o entendimento da gravidade. e as três Leis de Newton. a imagem que vem à cabeça é a clássica e mitológica de Isaac Newton. que atraia a maçã. quando uma força é aplicada. estes e vários outros efeitos semelhantes são explicados pelo princípio da inércia. pode-se basear em efeitos causados por ela. ou alguma coisa aplicar nele uma força resultante diferente se zero. mas para compreendê-lo. Dadas várias forças aplicadas a um corpo qualquer: A força resultante será igual a soma vetorial de todas as forças aplicadas: Leis de Newton As leis de Newton constituem os três pilares fundamentais do que chamamos Mecânica Clássica. Força: É uma interação entre dois corpos. pois nosso corpo tende a continuar em movimento.Princípio da Inércia Quando estamos dentro de um carro. estuda-se o movimento sem compreender sua causa. Deformação: faz com que o corpo mude seu formato. Com o entendimento da gravidade. uma maçã cai sobre a sua cabeça. Força Resultante: É a força que produz o mesmo efeito que todas as outras aplicadas a um corpo. se alguém. Isso porque a velocidade vetorial é tangente a trajetória. 2ª Lei de Newton . Segundo consta. Na dinâmica. conclui-se que um corpo só altera seu estado de inércia. 1ª Lei de Newton . ou seja: . Na cinemática. que justamente por isso também é conhecida por Mecânica Newtoniana." Então.

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ou em módulo: F=ma Onde: F é a resultante de todas as forças que agem sobre o corpo (em N); m é a massa do corpo a qual as forças atuam (em kg); a é a aceleração adquirida (em m/s²). A unidade de força, no sistema internacional, é o N (Newton), que equivale a kg m/s² (quilograma metro por segundo ao quadrado). Exemplo: Quando um força de 12N é aplicada em um corpo de 2kg, qual é a aceleração adquirida por ele? F=ma 12=2a a=6m/s² Força de Tração Dado um sistema onde um corpo é puxado por um fio ideal, ou seja, que seja inextensível, flexível e tem massa desprezível.

Podemos considerar que a força é aplicada no fio, que por sua vez, aplica uma força no corpo, a qual chamamos Força de Tração .

3ª Lei de Newton - Princípio da Ação e Reação Quando uma pessoa empurra um caixa com um força F, podemos dizer que esta é uma força de ação. mas conforme a 3ª lei de Newton, sempre que isso ocorre, há uma outra força com módulo e direção iguais, e sentido oposto a força de ação, esta é chamada força de reação. Esta é o princípio da ação e reação, cujo enunciado é: "As forças atuam sempre em pares, para toda força de ação, existe uma força de reação." Força Peso Quando falamos em movimento vertical, introduzimos um conceito de aceleração da gravidade, que sempre atua no sentido a aproximar os corpos em relação à superficie. Relacionando com a 2ª Lei de Newton, se um corpo de massa m, sofre a aceleração da gravidade, quando aplicada a ele o principio fundamental da dinâmica poderemos dizer que: A esta força, chamamos Força Peso, e podemos expressá-la como: ou em módulo: O Peso de um corpo é a força com que a Terra o atrai, podendo ser váriável, quando a gravidade variar, ou seja, quando não estamos nas proximidades da Terra. A massa de um corpo, por sua vez, é constante, ou seja, não varia. Existe uma unidade muito utilizada pela indústria, principalmente quando tratamos de força peso, que é o kilogramaforça, que por definição é:

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1kgf é o peso de um corpo de massa 1kg submetido a aceleração da gravidade de 9,8m/s². A sua relação com o newton é:

Saiba mais... Quando falamos no peso de algum corpo, normalmente, lembramos do "peso" medido na balança. Mas este é um termo fisicamente errado, pois o que estamos medindo na realidade, é a nossa massa. Além da Força Peso, existe outra que normalmente atua na direção vertical, chamada Força Normal. Esta é exercida pela superfície sobre o corpo, podendo ser interpretada como a sua resistência em sofrer deformação devido ao peso do corpo. Esta força sempre atua no sentido perpendicular à superfície, diferentemente da Força Peso que atua sempre no sentido vertical. Analisando um corpo que encontra-se sob uma superfície plana verificamos a atuação das duas forças.

Para que este corpo esteja em equilíbrio na direção vertical, ou seja, não se movimente ou não altere sua velocidade, é necessário que os módulos das forças Normal e Peso sejam iguais, assim, atuando em sentidos opostos elas se anularão. Por exemplo: Qual o peso de um corpo de massa igual a 10kg: (a) Na superfície da Terra (g=9,8m/s²); (b) Na supefície de Marte (g=3,724m/s²). (a)

(b)

Força de Atrito Até agora, para calcularmos a força, ou aceleração de um corpo, consideramos que as superfícies por onde este se deslocava, não exercia nenhuma força contra o movimento, ou seja, quando aplicada uma força, este se deslocaria sem parar. Mas sabemos que este é um caso idealizado. Por mais lisa que uma superfície seja, ela nunca será totalmente livre de atrito. Sempre que aplicarmos uma força a um corpo, sobre uma superfície, este acabará parando. É isto que caracteriza a força de atrito:

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Se opõe ao movimento; Depende da natureza e da rugosidade da superfície (coeficiente de atrito); É proporcional à força normal de cada corpo; Transforma a energia cinética do corpo em outro tipo de energia que é liberada ao meio. A força de atrito é calculada pela seguinte relação: Onde: μ: coeficiente de atrito (adimensional) N: Força normal (N) Atrito Estático e Dinâmico Quando empurramos um carro, é fácil observar que até o carro entrar em movimento é necessário que se aplique uma força maior do que a força necessária quando o carro já está se movimentando. Isto acontece pois existem dois tipo de atrito: o estático e o dinâmico. Atrito Estático É aquele que atua quando não há deslizamento dos corpos. A força de atrito estático máxima é igual a força mínima necessária para iniciar o movimento de um corpo. Quando um corpo não está em movimento a força da atrito deve ser maior que a força aplicada, neste caso, é usado no cálculo um coeficiente de atrito estático: . Então:

Atrito Dinâmico É aquele que atua quando há deslizamento dos corpos. Quando a força de atrito estático for ultrapassada pela força aplicada ao corpo, este entrará em movimento, e passaremos a considerar sua força de atrito dinâmico. A força de atrito dinâmico é sempre menor que a força aplicada, no seu cálculo é utilizado o coeficiente de atrito cinético: Então:

Força Elástica Imagine uma mola presa em uma das extremidades a um suporte, e em estado de repouso (sem ação de nenhuma força). Quando aplicamos uma força F na outra extremidade, a mola tende a deformar (esticar ou comprimir, dependendo do sentido da força aplicada). Ao estudar as deformações de molas e as forças aplicadas, Robert Hooke (1635-1703), verificou que a deformação da mola aumenta proporcionalmente à força. Daí estabeleceu-se a seguinte lei, chamada Lei de Hooke: Onde: F: intensidade da força aplicada (N); k: constante elástica da mola (N/m); x: deformação da mola (m). A constante elástica da mola depende principalmente da natureza do material de fabricação da mola e de suas dimensões. Sua unidade mais usual é o N/m (newton por metro) mas também encontramos N/cm; kgf/m, etc. Exemplo: Um corpo de 10kg, em equilíbrio, está preso à extremidade de uma mola, cuja constante elástica é 150N/m. Considerando g=10m/s², qual será a deformação da mola?

calcular uma força que assim como a aceleração centrípeta. Força Centrípeta Quando um corpo efetua um Movimento Circular. a força centrípeta também é constante. aponta para o centro da trajetória circular. Exemplo: Um carro percorre uma curva de raio 100m. ou seja: . a qual chamamos aceleração centrípeta. a aceleração centrípeta é constante. pois as forças tem sentidos opostos. um corpo não poderia executar um movimento circular. Sabendo que: ou Então: A força centrípeta é a resultante das forças que agem sobre o corpo. logo. assim como visto no MCU. Sabendo que existe uma aceleração e sendo dada a massa do corpo. Sendo a massa do carro 800kg. com direção perpendicular à trajetória. Como visto anteriormente. quando o movimento for circular uniforme. pela 2ª Lei de Newton. este sofre uma aceleração que é responsável pela mudança da direção do movimento. a soma das forças aplicadas a ela será nula. qual é a intensidade da força centrípeta? Plano Inclinado Dadas duas trajetórias: Em qual delas é "mais fácil" carregar o bloco? .30 Se o corpo está em equilíbrio. podemos. Sem ela. com velocidade 20m/s. A esta força damos o nome: Força Centrípeta.

e têm origem na superfície onde o movimento ocorre. que terá instensidade menor conforme o ângulo formado for menor. que tem origem no centro da Terra. como já vimos. logo tem um ângulo igual ao plano do movimento. Sabendo isto podemos dividir as resultantes da força em cada direção: Em y: como o bloco não se desloca para baixo e nem para cima. é causada pela aceleração da gravidade. apontará para cima. Já no segundo caso. Para que seja possível realizar este cálculo devemos estabelecer algumas relações: Podemos definir o plano cartesiano com inclinação igual ao plano inclinado. A força Normal será igual à decomposição da força Peso no eixo y. O ângulo formado entre a força Peso e a sua decomposição no eixo y. esta resultante é nula. ou seja. A decomposição da força Peso no eixo x será a responsável pelo deslocamento do bloco. esta se oporá ao movimento. a componete horizontal. Já a força Normal é a força de reação. logo a força Peso têm sempre direção vertical. Defermos fazer uma força que seja maior que uma das componentes de seu peso.31 Obviamente. a força Peso. com o eixo x formando um ângulo igual ao do plano. teremos que realizar uma força que seja maior que o peso do corpo. neste caso. Ao analizarmos as forças que atuam sobre um corpo em um plano inclinado. na trajetória inclinada. e o eixo y. será igual ao ângulo formado entre o plano e a horizontal. neste caso. Se houver força de atrito. pois no primeiro caso. temos: A força Peso e a força Normal. usamos muito o plano inclinado para facilitar certas tarefas. não tem o mesma direção pois. então: mas então: Em x: . Por isso. neste caso. perpendicular ao eixo x. no nosso cotidiano.

O coeficiente de atrito dinâmico entre o bloco e o plano é 0. Qual é a aceleração do bloco? Em y: Em x: Sistemas Agora que conhecemos os princípios da dinâmica. elástica. Corpos em contato . centrípeta e de atito e o plano inclinado.32 mas então: Exemplo: Um corpo de massa 12kg é abandonado sobre um plano inclinado formando 30° com a horizontal.2. podemos calcular fenômenos físicos onde estas forças são combinadas. a força peso.

e que a força aplicada ao sistema é de 24N. podemos tratar o sistema como se os corpos estivessem encostados: . podemos calcular as forças que atuam entre eles.33 Quando uma força é aplicada à corpos em contato existem "pares ação-reação" de forças que atuam entre eles e que se anulam. ser inextensível e flexível. Como o fio ideal tem capacidade de transmitir integralmente a força aplicada em sua extremidade. imaginando: Depois de sabermos a aceleração. que é igual para ambos os blocos. é capaz de transmitir totalmente a força aplicada nele de uma extremidade à outra. utilizando a relação que fizemos acima: Exemplo: Sendo e entre os dois blocos? . Podemos fazer os cálculos neste caso. ou seja. qual é a instensidade da força que atua Corpos ligados por um fio ideal Um fio ideal é caracterizado por ter massa desprezível.

Das forças em cada bloco: Como as forças Peso e Normal no bloco se anulam.34 A tração no fio será calculada atráves da relação feita acima: Corpos ligados por um fio ideal através de polia ideal Um polia ideal tem a capacidade de mudar a direção do fio e transmitir a força integralmente. Conhecendo a aceleração do sistema podemos clacular a Tensão no fio: Corpo preso a uma mola Dado um bloco. é fácil verificar que as forças que causam o movimento são a Tração e o Peso do Bloco B. preso a uma mola: .

então: Assim poderemos calcular o que for pedido. conforme a 2ª Lei de Newton: Mas F=kx e P=mg. ou seja. Uma força aplicada em um corpo realiza um trabalho quando produz um deslocamento no corpo. A unidade de Trabalho no SI é o Joule (J) Quando uma força tem a mesma direção do movimento o trabalho realizado é positivo: >0.5m/s² e se desloca por uma distância de 100m? .35 Dadas as forças no bloco: Então. calculamos o trabalho: Exemplo: Qual o trabalho realizado por um força aplicada a um corpo de massa 5kg e que causa um aceleração de 1. o Trabalho Mecânico. o termo trabalho é utilizado quando falamos no Trabalho realizado por uma força. Trabalho Na Física. Quando uma força tem direção oposta ao movimento o trabalho realizado é negativo: <0. o vetor deslocamento e a força não formam ângulo entre si. ou pelo cálculo da força resultante no corpo. ou seja. Força paralela ao deslocamento Quando a força é paralela ao deslocamento. se conhecermos as outras incógnitas. O trabalho resultante é obtido através da soma dos trabalhos de cada força aplicada ao corpo. Utilizamos a letra grega tau minúscula ( ) para expressar trabalho.

Logo: Exemplo: Uma força de intensidade 30N é aplicada a um bloco formando um ângulo de 60° com o vetor deslocamento. Quando o móvel se desloca na horizontal. devemos decompor o vetor em suas componentes paralelas e perpendiculares: Considerando Ou seja: a componente perpendicular da Força e a componente paralela da força. Qual o trabalho realizado por esta força? Podemos considerar sempre este caso. seu ângulo é 0° e cos0°=1. apenas as forças paralelas ao deslocamento produzem trabalho. sendo cos180°=-1 . já que: O cosseno de um ângulo entre 90° e 180° é negativo. já que quando a força é paralela ao deslocamento. que tem valor absoluto igual a 3m.36 Força não-paralela ao deslocamento Sempre que a força não é paralela ao deslocamento. isto pode ajudar a entender porque quando a força é contrária ao deslocamento o trabalho é negativo. onde aparece o cosseno do ângulo.

a força Peso. podemos calcular este trabalho por meio do cálculo da área sob a curva no diagrama Calcular a área sob a curva é uma técnica válida para forças que não variam também. A unidade de potência no SI é o watt (W). Então: Potência Dois carros saem da praia em direção a serra (h=600m). o outro demora 2horas para chegar. que é uma técnica matemática estudada no nível superior. Entretanto. usa-se com frequência as unidades: 1kW (1 quilowatt) = 1000W 1MW (1 megawatt) = 1000000W = 1000kW 1cv (1 cavalo-vapor) = 735W 1HP (1 horse-power) = 746W Potência Média Definimos a partir daí potência média relacionando o Trabalho com o tempo gasto para realizá-lo: Como sabemos que: Então: Potência Instantânea Quando o tempo gasto for infinitamente pequeno teremos a potência instantânea. devemos considerar a trajetória como a altura entre o corpo e o ponto de origem. Um dos carros realiza a viagem em 1hora. e a força a ser empregada. O Trabalho foi exatamente o mesmo. Além do watt. o carro que andou mais rápido desenvolveu uma Potência maior.37 Trabalho de uma força variável Para calcular o trabalho de uma força que varia devemos empregar técnicas de integração. mas para simplificar este cálculo. ou seja: . Qual dos carros realizou maior trabalho? Nenhum dos dois. Trabalho da força Peso Para realizar o cálculo do trabalho da força peso.

sendo que o tempo gasto para percorrê-lo foi 10s? E a potência instantânea no momento em que o corpo atingir 2m/s? Energia Mecânica Energia é a capacidade de executar um trabalho. Energia Potencial Elástica. por um percurso de 30m. Energia Potencial Gravitacional. Energia mecânica é aquela que acontece devido ao movimento dos corpos ou armazenada nos sistemas físicos. . as que veremos no estudo de dinâmica são: Energia Cinética.38 Exemplo: Qual a potência média que um corpo desenvolve quando aplicada a ele uma força horizontal com intensidade igual a 12N. Resulta da transferência de energia do sistema que põe o corpo em movimento. Sua equação é dada por: Utilizando a equação de Torricelli e considerando o inicio do movimento sendo o repouso. Dentre as diversas energias conhecidas. teremos: Substituindo no cálculo do trabalho: A unidade de energia é a mesma do trabalho: o Joule (J) Teorema da Energia Cinética Considerando um corpo movendo-se em MRUV. Energia Cinética É a energia ligada ao movimento dos corpos.

. . ganha Energia Cinética. Enquanto o corpo cai vai ficando mais rápido." Ou seja: Exemplo: Qual o trabalho realizado por um corpo de massa 10kg que inicia um percurso com velocidade 10m/s² até parar? Energia Potencial Energia Potencial é a energia que pode ser armazenada em um sistema físico e tem a capacidade de ser transformada em energia cinética. seu trabalho é calculado através do cálculo da área do seu gráfico. chão de uma sala. cuja Lei de Hooke diz ser: . Conforme o corpo perde energia potencial ganha energia cinética ou vice-e-verso.. e como a altura diminui.39 O Teorema da Energia Cinética (TEC) diz que: "O trabalho da força resultante é medido pela variação da energia cinética. Energia Potencial Elástica Corresponde ao trabalho que a força Elástica realiza. tendo como origem o nível de referência (solo. Energia Potencial Gravitacional É a energia que corresponde ao trabalho que a força Peso realiza. É obtido quando consideramos o deslocamento de um corpo na vertical. ou seja. Como a força elástica é uma força variável.). perde Energia Potencial Gravitacional.

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Como a área de um triângulo é dada por:

Então:

Conservação de Energia Mecânica A energia mecânica de um corpo é igual a soma das energias potenciais e cinética dele. Então:

Qualquer movimento é realizado através de transformação de energia, por exemplo, quando você corre, transforma a energia química de seu corpo em energia cinética. O mesmo acontece para a conservação de energia mecânica. Podemos resolver vários problemas mecânicos conhecendo os princípios de conservação de energia. Por exemplo, uma pedra que é abandonada de um penhasco. Em um primeiro momento, antes de ser abandonada, a pedra tem energia cinética nula (já que não está em movimento) e energia potencial total. Quando a pedra chegar ao solo, sua energia cinética sera total, e a energia potencial nula (já que a altura será zero). Dizemos que a energia potencial se transformou, ou se converteu, em energia cinética. Quando não são consideradas as forças dissipativas (atrito, força de arraste, etc.) a energia mecânica é conservada, então:

Para o caso de energia potencial gravitacional convertida em energia cinética, ou vice-versa:

Para o caso de energia potencial elástica convertida em energia cinética, ou vice-versa:

Exemplos:

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1) Uma maçã presa em uma macieira à 3m de altura se desprende. Com que velocidade ela chegará ao solo?

2) Um bloco de massa igual a 10kg se desloca com velocidade constante igual a 12m/s, ao encontrar uma mola de constante elástica igual a 2000N/m este diminui sua velocidade até parar, qual a compressão na mola neste momento?

Impulso Como já vimos, para que um corpo entre em movimento, é necessário que haja um interação entre dois corpos. Se considerarmos o tempo que esta interação acontece, teremos o corpo sob ação de uma força constante, durante um intervalo de tempo muito pequeno, este será o impulso de um corpo sobre o outro: As características do impulso são: Módulo: Direção: a mesma do vetor F. Sentido: o mesmo do vetor F. A unidade utilizada para Impulso, no SI, é: N.s No gráfico de uma força constante, o valor do impulso é numericamente igual à área entre o intervalo de tempo de interação:

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A = F.Δt = I Quantidade de Movimento Se observarmos uma partida de bilhar, veremos que uma bolinha transfere seu movimento totalmente ou parcialmente para outra. A grandeza física que torna possível estudar estas transferências de movimento é a quantidade de movimento linear , também conhecido como quantidade de movimento ou momentum linear. A quantidade de movimento relaciona a massa de um corpo com sua velocidade:

Como características da quantidade de movimento temos: Módulo: Direção: a mesma da velocidade. Sentido: a mesma da velocidade. Unidade no SI: kg.m/s. Exemplo: Qual a quantidade de movimento de um corpo de massa 2kg a uma velocidade de 1m/s?

Teorema do Impulso Considerando a 2ª Lei de Newton:

E utilizando-a no intervalo do tempo de interação:

mas sabemos que:

, logo:

Como vimos: então:

"O impulso de uma força, devido à sua aplicação em certo intervalo de tempo, é igual a variação da quantidade de movimento do corpo ocorrida neste mesmo intervalo de tempo." Exemplo:

o que sofre alteração é a velocidade deles.43 Quanto tempo deve agir uma força de intensidade 100N sobre um corpo de massa igual a 20kg. Quando os dois se chocarem ficarão presos por um velcro colocado em suas extremidades. Exemplo: Um corpo de massa 4kg. a quantidade de movimento também é mantida quando não há forças dissipativas. o sistema é conservativo. Qual será a velocidade que os corpos unidos terão? . se o sistema é conservativo temos: Como a massa de um corpo. Um outro corpo de massa 5kg é lançado com velocidade constante de 20m/s em direção ao outro bloco. dificilmente varia. ou mesmo de um sistema. se desloca com velocidade constante igual a 10m/s. ou seja. para que sua velocidade passe de 5m/s para 15m/s? Conservação da Quantidade de Movimento Assim como a energia mecânica. fechado ou mecanicamente isolado. Um sistema é conservativo se: Então.

seguindo a condição de equilíbrio: . Sendo: Mas como a força Peso e a força Normal têm sentidos opostos. esteja em equilíbrio qual deve ser a intensidade da força ? ). estes precisam estar em determinada posição para que esta não balance? Por que a maçaneta de uma porta sempre é colocada no ponto mais distante das dobradiças dela? Por que um quadro pendurado em um prego precisa estar preso exatamente em sua metade? Por que é mais fácil quebrar um ovo pelas laterais do que por suas extremidades? Princípio da transmissibilidade das forças O efeito de uma força não é alterado quando esta é aplicada em diferentes pontos do corpo. desde que esta seja aplicada ao longo de sua linha de aplicação.44 Estática A estática é a parte da física que se preocupa em explicar questões como: Por que em uma mesa sustentada por dois pés. Equilíbrio As situações em que um corpo pode estar em equilíbrio são: Equilíbrio estático: Ocorre quando o ponto ou corpo está perfeitamente parado ( Equilíbrio dinâmico: Ocorre quando o ponto ou corpo está em Movimento Uniforme Estática de um ponto Para que um ponto esteja em equilíbrio precisa satisfazer a seguinte condição: A resultante de todas as forças aplicadas a este ponto deve ser nula. Exemplos: (1) Para que o ponto A. Nos três casos o efeito da força é o mesmo. estas se anulam. de massa 20kg. E.

o centro de massa é o próprio centro geométrico do sistema. este ponto será chamado Centro de Massa do corpo. levando em consideração a massa de cada partícula: Então o Centro de Massa do sistema de partículas acima está localizado no ponto (1. Como no caso de uma esfera homogênea. ou seja: . o cálculo do centro de massa é feito através da média aritmética ponderada das distâncias de cada ponto do sistema. cada uma com sua massa.09 . Para calcularmos o centro de massa precisamos saber suas coordenadas em cada eixo do plano cartesiano acima. A resultante total das massas das partículas é a massa total do corpo. que apresentam distribuição uniforme de massa. Para os demais casos.875).45 Estática de um corpo rígido Chamamos de corpo rígido ou corpo extenso. Para conhecermos o equilíbrio nestes casos é necessário estabelecer dois conceitos: Centro de massa Um corpo extenso pode ser considerado um sistema de partículas. Seja CM o ponto em que podemos considerar concentrada toda a massa do corpo. Para corpos simétricos. ou de um cubo perfeito. todo o objeto que não pode ser descrito por um ponto. 0.

este corpo não pode girar. F= Módulo da Força. quando a aplicação da força é paralela à d. O resultante das forças aplicadas sobre seu centro de massa deve ser nulo (não se move ou se move com velocidade constante). pois existe uma grandeza chamada Momento de Força . sen θ=menor ângulo formado entre os dois vetores. se a aplicação da força for perpendicular à d o momento será máximo. Negativo quando girar no sentido horário. Como . Isso acontece. podemos dizer que o módulo do Momento da Força é: Sendo: M= Módulo do Momento da Força. ou seja: A unidade do Momento da Força no sistema internacional é o Newton-metro (N. Por isso precisa satisfazer duas condições: 1. Esta grandeza é proporcional a Força e a distância da aplicação em relação ao ponto de giro. ela precisará fazer mais força se for empurrada na extremidade contrária à dobradiça. onde está a maçaneta. E a direção e o sentido deste vetor são dados pela Regra da Mão Direita. ou no meio da porta? Claramente percebemos que é mais fácil abrir ou fechar a porta se aplicarmos força em sua extremidade. Como . O Momento da Força de um corpo é: Positivo quando girar no sentido anti-horário. Exemplo: Qual o momento de força para uma força de 10N aplicada perpendicularmente a uma porta 1.2m das dobradiças? Condições de equilíbrio de um corpo rígido Para que um corpo rígido esteja em equilíbrio.46 Como forma genérica da fórmula do centro de massa temos: Momento de uma força Imagine uma pessoa tentando abrir uma porta. 2.m) Como este é um produto vetorial. O resultante dos Momentos da Força aplicadas ao corpo deve ser nulo (não gira ou gira com velocidade angular constante). Tendo as duas condições satisfeitas qualquer corpo pode ficar em equilíbrio. como esta caneta: . que também pode ser chamado Torque. onde a maçaneta se encontra. braço de alavanca. o momento é nulo. d=distância entre a aplicação da força ao ponto de giro. além de não se mover.

Um outro integrante do circo puxa uma corda presa à outra extremidade do trampolim.6m . um acrobata de 65kg se encontra em um trampolim uniforme de 1. ou seja. considerando cada força: . A distância entre a base e o acrobata é 1m.47 Exemplo: (1) Em um circo. Então. a 0.2m. seu centro de massa é exatamente no seu meio. que está a 10cm da base. Como o trampolim é uniforme. Qual a força que ele tem de fazer para que o sistema esteja em equilíbrio. a massa do trampolim é 10kg.

A unidade de pressão no SI é o Pascal (Pa). qual a pressão exercida por esta força? . pois ao aplicarmos uma força. Chamamos hidrostática a ciência que estuda os líquidos em equilíbrio estático. a lâmina. Quanto menor a viscosidade. Fluido Fluido é uma substância que tem a capacidade de escoar. que é a atrito existente entre suas moléculas durante um movimento. ao falarmos em fluidos líquidos. quanto menor for o "fio da tesoura" mais intensa será a pressão de uma força nela aplicada. Se estudarmos as propriedades de um líquido em equilíbrio estático. mais fácil o escoamento do fluido. que é o nome adotado para N/m². Isso acontece. No caso da tesoura. Quando um fluido é submetido a uma força tangencial. Podemos considerar como fluidos líquidos e gases. melhor esta irá cortar. ou seja. o meio não interfere no comportamento.3m². provocamos uma pressão diretamente proporcional a esta força e inversamente proporcional a área da aplicação.48 Pela segunda condição de equilíbrio: Hidrostática Até agora estudamos o comportamento dos planos e corpos em um meio onde há ar ou vácuo. Mas e se aplicarmos uma força em um corpo que se encontra sobre a água ou outro fluido qualquer? Sabemos que o efeito será diferente. Particularmente. vemos que o lado onde ela corta. Sendo: p= Pressão (Pa) F=Força (N) A=Área (m²) Exemplo: Uma força de intensidade 30N é aplicada perpendicularmente à superfície de um bloco de área 0. o fluido adquire o seu formato. ou seja. Pressão Ao observarmos uma tesoura. Também sabemos que quanto mais fino for o que chamamos o "fio da tesoura". devemos falar em sua viscosidade. é mais fina que o restante da tesoura. estas propriedades podem ser estendidas aos demais fluidos. quando colocado em um recipiente qualquer. deforma-se de modo contínuo. Matematicamente. a pressão média é igual ao quociente da resultante das forças perpendiculares à superfície de aplicação e a área desta superfície.

mas com um mesmo volume. Onde: d=Densidade (kg/m³) m=Massa (kg) V=Volume (m³) Exemplo: Qual a massa de um corpo de volume 1m³. se este corpo é feito de ferro? Dado: densidade do ferro=7. em um local do planeta onde a aceleração da gravidade é g. como: a massa do líquido é: mas . quando dizemos que um deles é mais pesado que o outro.49 Densidade Quando comparamos dois corpos formados por materiais diferentes.85g/cm³ Convertendo a densidade para o SI: Pressão hidrostática Da mesma forma como os corpos sólidos. os fluidos também exercem pressão sobre outros. A afirmação correta seria que um corpo é mais denso que o outro. Para obtermos esta pressão. consideremos um recipiente contendo um líquido de densidade d que ocupa o recipiente até uma altura h. A densidade é a grandeza que relaciona a massa de um corpo ao seu volume. logo: . A unidade de densidade no SI é kg/m³. A Força exercida sobre a área de contato é o peso do líquido. devido ao seu peso. na verdade estamos nos referindo a sua densidade.

Pressão atmosférica Atmosfera é uma camada de gases que envolve toda a superfície da Terra. Quanto maior a altitude menor a pressão atmosférica e vice-versa. A pressão que o peso do ar exerce sobre a superfície da Terra é chamada Pressão Atmosférica." Através deste teorema podemos concluir que todos os pontos a uma mesma profundidade. Teorema de Pascal . o ar também tem massa e por consequência peso. Aproximadamente todo o ar presente na Terra está abaixo de 18000 metros de altitude. As pressões em Q e R são: A diferença entre as pressões dos dois pontos é: Teorema de Stevin: "A diferença entre as pressões de dois pontos de um fluido em equilíbrio é igual ao produto entre a densidade do fluido. a pressão hidrostática não depende do formato do recipiente. a aceleração da gravidade e a diferença entre as profundidades dos pontos. e seu valor depende da altitude do local onde é medida. da altura do ponto onde a pressão é exercida e da aceleração da gravidade. Teorema de Stevin Seja um líquido qualquer de densidade d em um recipiente qualquer. apenas da densidade do fluido. Como o ar é formado por moléculas que tem massa. em um fluido homogêneo (que tem sempre a mesma densidade) estão submetidos à mesma pressão. Escolhemos dois pontos arbitrários R e T.50 Ou seja.

as pressões no ponto A e B sofrerão um acréscimo: Se o líquido em questão for ideal. ele não sofrerá compressão. Assim: Teorema de Pascal: "O acréscimo de pressão exercida num ponto em um líquido ideal em equilíbrio se transmite integralmente a todos os pontos desse líquido e às paredes do recipiente que o contém. então a distância h. será a mesma após a aplicação da força.51 Quando aplicamos uma força a um líquido. a pressão causada se distribui integralmente e igualmente em todas as direções e sentidos. considerando dois pontos. Pelo teorema de Stevin sabemos que: Então." . A e B: Ao aplicarmos uma força qualquer.

interligados por um tubo. . Isto acontece devido a uma força vertical para cima exercida pela água a qual chamamos Empuxo. Se aplicarmos uma força de intensidade F no êmbolo de área o líquido dado por: . sabemos que este acréscimo de pressão será transmitido integralmente a todos os pontos do líquido.52 Prensa hidráulica Uma das principais aplicações do teorema de Pascal é a prensa hidráulica. nos sentimos mais leves do que quando estamos fora dela. porém transmitindo um força diferente da aplicada: Como o acréscimo de pressão é igual para ambas as expressões podemos igualá-las: Exemplo: Considere o sistema a seguir: Dados: Qual a força transmitida ao êmbolo maior? Empuxo Ao entrarmos em uma piscina. no seu interior existe um líquido que sustenta dois êmbolos de áreas diferentes e . Esta máquina consiste em dois cilindros de raios diferentes A e B. e a representamos por . exerceremos um acréscimo de pressão sobre Pelo teorema de Pascal. inclusive ao êmbolo de área .

. Arquimedes descobriu que todo o corpo imerso em um fluido em equilíbrio. dentro de um campo gravitacional.) quem descobriu como calcular o empuxo. afunda ou permanece em equilíbrio com o fluido: Se: densidade do corpo > densidade do fluido: o corpo afunda densidade do corpo = densidade do fluido: o corpo fica em equilíbrio com o fluido densidade do corpo < densidade do fluido: o corpo flutua na superfície do fluido .56g/cm³.C. inventor e astrônomo grego Arquimedes (287a. Dentro do líquido encontra-se um corpo de volume 1000cm³. Qual o empuxo sofrido por este corpo? Dado g=10m/s² Saiba mais.53 O Empuxo representa a força resultante exercida pelo fluido sobre um corpo. cuja intensidade é igual a intensidade do Peso do fluido que é ocupado pelo corpo. com sentido oposto à este campo.. mas podemos usá-la para saber se o corpo flutua. A unidade de medida do Empuxo no SI é o Newton (N)..C. engenheiro. físico. O valor do empuxo não depende da densidade do corpo que é imerso no fluido. Assim: onde: =Empuxo (N) =Densidade do fluido (kg/m³) =Volume do fluido deslocado (m³) g=Aceleração da gravidade (m/s²) Exemplo: Em um recipiente há um líquido de densidade 2.212a. Como tem sentido oposto à força Peso. Princípio de Arquimedes Foi o filósofo. que está totalmente imerso. aplicada pelo fluido. matemático. causa o efeito de leveza no caso da piscina. fica sob a ação de uma força vertical.

Aceleração da Gravidade (m/s²) 9.80 9. no exemplo dado da piscina. ou seja.8 36. por nos sentirmos mais leves ao submergir. ele necessitou de uma referência para identificar as épocas de plantio e colheita. Lei da Gravitação Universal de Newton: "Dois corpos atraem-se com força proporcional às suas massas e inversamente proporcional ao quadrado da distância que separa seus centros de gravidade.aquele que realmente sentimos. Nas proximidades da Terra a aceleração da gravidade varia." Onde: F=Força de atração gravitacional entre os dois corpos G=Constante de gravitação universal M e m = massa dos corpos d=distância entre os centros de gravidade dos corpos. No caso de um fluido: Força gravitacional Ao estudar o movimento da Lua.83 9. mas em toda a Litosfera (camada em que há vida) esta pode ser considerada constante.54 Peso aparente Conhecendo o princípio de Arquimedes podemos estabelecer o conceito de peso aparente. Newton concluiu que a força que faz com que ela esteja constantemente em órbita é do mesmo tipo que a força que a Terra exerce sobre um corpo em suas proximidades. que é o responsável.70 0.71 8. seus valores para algumas altitudes determinadas são: Altitude (km) 0 8.6 400 35700 Leis de Kepler Quando o ser humano iniciou a agricultura. A partir daí criou a Lei da Gravitação Universal.225 Exemplo de altitude nível do mar cume do Monte Everest maior altura atingida por balão tripulado órbita de um ônibus espacial satélite de comunicação . Peso aparente é o peso efetivo.

Por volta do século XVI. Nicolau Copérnico (1473-1543) apresentou um modelo Heliocêntrico. No século XVII. utilizando anotações do astrônomo Tycho Brahe (1546-1601). o que propiciou a eles obter uma noção de tempo e de épocas do ano. e os planetas descreviam órbitas circulares ao seu redor. foi concluído que o Sol e os demais planetas observados giravam em torno da Terra. 2ª Lei de Kepler . . Johanes Kepler (1571-1630) enunciou as leis que regem o movimento planetário. Primeiramente. Kepler formulou três leis que ficaram conhecidas como Leis de Kepler. em que o Sol estava no centro do universo. os nossos ancestrais perceberam que alguns astros descrevem um movimento regular. Mas este modelo.55 Ao observar o céu. chamado de Modelo Geocêntrico. apresentava diversas falhas.Lei das Órbitas Os planetas descrevem órbitas elipticas em torno do Sol. que incentivaram o estudo deste sistema por milhares de anos. 1ª Lei de Kepler .Lei das Áreas O segmento que une o sol a um planeta descreve áreas iguais em intervalos de tempo iguais. que ocupa um dos focos da elipse.

Unidade Astronômica (UA) É a distância média entre a Terra e o Sol.00 1. Tendo em vista que o movimento de translação de um planeta é equivalente ao tempo que este demora para percorrer uma volta em torno do Sol.53 19. mais longo será seu período de translação e.39 0. É empregada principalmente para descrever órbitas e distâncias dentro do Sistema Solar. Devido à necessidade de unidades mais eficientes são utilizadas: Unidade Astronômica (UA).00 . Unidades Astronômicas No estudo de astronomia muitas vezes as unidades do Sistema Internacional (SI) são ineficientes pois as distâncias que devem ser expressas são muito grandes. Por exemplo: A distância da Terra até Marte é de cerca de 75 milhões de quilômetros. ou seja. Anos-luz (AL) e Parsec (Pc). maior será o "seu ano".72 1. O tamanho médio da órbita dos planetas do Sistema Solar. é fácil concluirmos que.Lei dos Períodos O quociente dos quadrados dos períodos e o cubo de suas distâncias médias do sol é igual a uma constante k.56 3ª Lei de Kepler . em consequência disso.10 30. sua distância ao Sol é: Planeta Distância ao Sol (UA) Mercúrio Vênus Terra Marte Júpter Saturno Urano Netuno Ano-Luz (al) 0.20 9. quanto mais longe o planeta estiver do Sol. que no SI é expresso por 75 000 000 000 metros. igual a todos os planetas.52 5.

22 al Parsec (Pc) É a distância na qual 1 UA é representada por 1'' (1 segundo de arco). Sendo a velocidade da luz c = 299 792. A sua distância ao Sol é de 4. temos que: 1 al = 9 460 536 207 068 016 m = 63241. .458 km/s. entre galáxias ou de objetos muito distantes. no vácuo. no tempo de 1 ano terrestre.57 É a distância percorrida pela luz. como quasares. em uma medição por paralaxe.07710 UA A estrela mais próxima do Sol é chamada Próxima Centauri. como a distância entre estrelas. Esta unidade é usada para distância muito grandes. localizada na constelação de Centauro.

estuda também os gases. Dilatação volumétrica. bem como as características de cada processo de troca de calor. São essas as formas de dilatação que a termologia estuda: Dilatação superficial. assim como os vários outros ramos de estudo da física. adotando para isso um modelo de gás ideal denominado de gás perfeito. quando ela recebe ou perde calor. calor e temperatura são conceitos bem diferentes com os quais a termologia trabalha. ela estuda as manifestações dos tipos de energia que de qualquer forma produzem variação de temperatura. são essas as formas de transferências de calor: Convecção. ou seja. mais precisamente a termodinâmica. como. possibilita entender muitos fenômenos que ocorrem no cotidiano. Dilatação dos líquidos. sempre sendo transferida de um corpo para outro. Irradiação. A termologia. ou seja.58 Termologia O que vem a ser termologia? O que ela estuda? Termologia é a parte da física que estuda o calor. aquecimento ou resfriamento. O estudo da termologia. bem como entender por que elas ocorrem e como ocorrem. Transformação isobárica. A termologia estuda de que forma esse calor pode ser trocado entre os corpos. a dilatação e contração dos materiais. como também as leis que os regem e as transformações termodinâmicas que se classificam em: Transformação isotérmica. ou seja. por exemplo. ou mesmo a mudança de estado físico da matéria. . Condução. é a energia que está sempre em constante movimento. Mas o que vem a ser calor? O que é temperatura? Calor é a energia térmica em trânsito. Já temperatura é o grau de agitação das moléculas. Transformação isocórica.

Analogamente. oficializada em 1742 pelo astrônomo e físico sueco Anders Celsius (1701-1744). Para cada altura atingida pelo mercúrio está associada uma temperatura. Por exemplo. chamado tubo capilar. criada em 1708 pelo físico alemão Daniel Gabriel Fahrenheit (1686-1736). Ao aumentar a temperatura de um corpo ou sistema pode-se dizer que está se aumentando o estado de agitação de suas moléculas. etc. um corpo frio. Temperatura é a grandeza que caracteriza o estado térmico de um corpo ou sistema. resfriamento. também conhecido como Lorde Kelvin. lê-se zero kelvin e não zero grau kelvin. é aquele que tem baixa agitação das suas moléculas. Em comparação com a escala Celsius: -273°C=0K 0°C=273K 100°C=373K Conversões entre escalas Para que seja possível expressar temperaturas dadas em uma certa escala para outra qualquer deve-se estabelecer uma convenção geométrica de semelhança. foi desenvolvido um aparelho chamado termômetro. ambas tendem a chegar à temperatura do ambiente. Escalas Termométricas Para que seja possível medir a temperatura de um corpo. tendo como referência a temperatura de uma mistura de gelo e cloreto de amônia (0°F) e a temperatura do corpo humano (100°F). aquecimento. Ou seja. com alta energia cinética. Quando a temperatura do termômetro aumenta. ou seja. O termômetro mais comum é o de mercúrio.59 Termometria Temperatura Chamamos de Termologia a parte da física que estuda os fenômenos relativos ao calor. A escala de cada termômetro corresponde a este valor de altura atingida. preenchendo o tubo capilar. percebemos que após algum tempo. dizemos que estes corpos ou sistemas estão em equilíbrio térmico. mudanças de estado físico. foi verificada pelo físico inglês William Thompson (1824-1907). mudanças de temperatura. as moléculas de mercúrio aumentam sua agitação fazendo com que este se dilate. Ao tirarmos uma garrafa de água mineral da geladeira ou ao retirar um bolo de um forno. principalmente nos países de língua inglesa. Quando dois corpos ou sistemas atingem o mesma temperatura. ou seja 0K. Escala Celsius É a escala usada no Brasil e na maior parte dos países. Esta escala tem como pontos de referência a temperatura de congelamento da água sob pressão normal (0°C) e a temperatura de ebulição da água sob pressão normal (100°C). Em comparação com a escala Celsius: 0°C=32°F 100°C=212°F Escala Kelvin Também conhecida como escala absoluta. não se usa "grau" para esta escala. Fisicamente o conceito dado a quente e frio é um pouco diferente do que costumamos usar no nosso cotidiano. que consiste em um vidro graduado com um bulbo de paredes finas que é ligado a um tubo muito fino. Escala Fahrenheit Outra escala bastante utilizada. Podemos definir como quente um corpo que tem suas moléculas agitando-se muito. Por convenção. convertendo uma temperatura qualquer dada em escala Fahrenheit para escala Celsius: . Esta escala tem como referência a temperatura do menor estado de agitação de qualquer molécula (0K) e é calculada apartir da escala Celsius. a água "esquenta" e o bolo "esfria".

60 Pelo princípio de semelhança geométrica: Exemplo: Qual a temperatura correspondente em escala Celsius para a temperatura 100°F? Da mesma forma. pode-se estabelecer uma conversão Celsius-Fahrenheit: .

2 136 -128 482 363 620 2795 32 -38.15 Escala Fahrenheit (°F) -38.15 933 5800 0 .15 234 373.67 Escala Kelvin (K) 243 331 184 523 257 600 1808 273.2 212 1220 10000 -459.61 E para escala Kelvin: Algumas temperaturas: Escala Celsius (°C) Ar liquefeito Maior Temperatura na superfície da Terra Menor Tempertura na superfície da Terra Ponto de combustão da madeira Ponto de combustão do papel Ponto de fusão do chumbo Ponto de fusão do ferro Ponto do gelo Ponto de solidificação do mercúrio Ponto do vapor Temperatura na chama do gás natural Temperatura na superfície do Sol Zero absoluto -39 58 -89 250 184 327 1535 0 -39 100 660 5530 -273.

a quantidade de calor que tem como efeito apenas a alteração da temperatura de um corpo.093 . 1 kcal = 10³cal Calor sensível É denominado calor sensível.119 0.219 1. Como 1 caloria é uma unidade pequena.186J Partindo daí.093 0. até o momento em que ambos os corpos apresentem temperatura igual. c (cal/g°C) 0. a transferência de energia é o que chamamos calor.590 0. que diz que a quantidade de calor sensível (Q) é igual ao produto de sua massa.5°C. m = massa do corpo (g ou kg).000 0.550 0. utilizamos muito o seu múltiplo. c = calor específico da substância que constitui o corpo (cal/g°C ou J/kg°C). a quilocaloria.056 0. Este fenômeno é regido pela lei física conhecida como Equação Fundamental da Calorimetria. A relação entre a caloria e o joule é dada por: 1 cal = 4.62 Calorimetria Calor Quando colocamos dois corpos com temperaturas diferentes em contato.031 0. embora sua unidade no SI seja o joule (J). e a do corpo "mais frio" aumenta. Assim: Onde: Q = quantidade de calor sensível (cal ou J). A unidade mais utilizada para o calor é caloria (cal). É interessante conhecer alguns valores de calores específicos: Substância Alumínio Água Álcool Cobre Chumbo Estanho Ferro Gelo Mercúrio Ouro Prata Vapor d'água Zinco Quando: Q>0: o corpo ganha calor. sob pressão normal. de 14. da variação da temperatura e de uma constante de proporcionalidade dependente da natureza de cada corpo denominada calor específico.480 0. Esta reação é causada pela passagem de energia térmica do corpo "mais quente" para o corpo "mais frio". Δθ = variação de temperatura (°C).031 0.033 0. podem-se fazer conversões entre as unidades usando regra de três simples. podemos observar que a temperatura do corpo "mais quente" diminui. Calor é a transferência de energia térmica entre corpos com temperaturas diferentes.5°C para 15. Uma caloria equivale a quantidade de calor necessária para aumentar a temperatura de um grama de água pura.055 0.

2kg = 2000g Calor latente Nem toda a troca de calor existente na natureza se detém a modificar a temperatura dos corpos. Neste caso. 80cal/g 540cal/g -80cal/g -540cal/g Assim: Curva de aquecimento . Por exemplo. este valor numérico depende de cada mudança de estado físico. chamamos a quantidade de calor calculada de calor latente. Exemplo: Qual a quantidade de calor sensível necessária para aquecer uma barra de ferro de 2kg de 20°C para 200°C? Dado: calor específico do ferro = 0.119cal/g°C. para a água: Calor latente de fusão Calor latente de vaporização Calor latente de solidificação Calor latente de condensação Quando: Q>0: o corpo funde ou vaporiza. Em alguns casos há mudança de estado físico destes corpos. A quantidade de calor latente (Q) é igual ao produto da massa do corpo (m) e de uma constante de proporcionalidade (L). Q<0: o corpo solidifica ou condensa. Exemplo: Qual a quantidade de calor necessária para que um litro de água vaporize? Dado: densidade da água=1g/cm³ e calor latente de vaporização da água=540cal/g. Assim: A constante de proporcionalidade é chamada calor latente de mudança de fase e se refere a quantidade de calor que 1g da substância calculada necessita para mudar de uma fase para outra. Além de depender da natureza da substância.63 Q<0: o corpo perde calor.

pode-se expressar esta relação por: . Dentro de um calorímetro. este é realizado dentro de um aparelho chamado calorímetro. observamos que estes não dependem da variação de temperatura. Capacidade térmica É a quantidade de calor que um corpo necessita receber ou ceder para que sua temperatura varie uma unidade. que consiste em um recipiente fechado incapaz de trocar calor com o ambiente e com seu interior. ao absorver calor Q>0 e ao transmitir calor Q<0. Assim podemos elaborar um gráfico de temperatura em função da quantidade de calor absorvida. Chamamos este gráfico de Curva de Aquecimento: rocas de calor Para que o estudo de trocas de calor seja realizado com maior precisão. a soma de todas as energias térmicas é nula.64 Ao estudarmos os valores de calor latente. toda a energia térmica passa de um corpo ao outro. Então. Como. Exemplo: Qual a temperatura de equilíbrio entre uma bloco de alumínio de 200g à 20°C mergulhado em um litro de água à 80°C? Dados calor específico: água=1cal/g°C e alumínio = 0. os corpos colocados trocam calor até atingir o equilíbrio térmico. ou seja: ΣQ=0 (lê-se que somatório de todas as quantidades de calor é igual a zero) Sendo que as quantidades de calor podem ser tanto sensível como latente.219cal/g°C. Como os corpos não trocam calor com o calorímetro e nem com o meio em que se encontram.

Fluxo de Calor Para que um corpo seja aquecido.033cal/g.°C e 1cal=4. Exemplo: Uma fonte de potência constante igual a 100W é utilizada para aumentar a temperatura 100g de mercúrio 30°C. no sistema internacional. A capacidade térmica de 1g de água é de 1cal/°C já que seu calor específico é 1cal/g. Este trânsito de energia térmica pode acontecer pelas seguintes maneiras: condução. quanto tempo a fonte demora para realizar este aquecimento? Aplicando a equação do fluxo de calor: . mesmo não havendo o contato físico entre os corpos. embora também sejam muito usada a unidade caloria/segundo (cal/s) e seus múltiplos: caloria/minuto (cal/min) e quilocaloria/segundo (kcal/s). concluímos que de alguma forma o calor emana desses corpos "mais quentes" podendo se propagar de diversas maneiras. Assim. é possível sentir que algo está mais quente. o fluxo de calor acontece no sentido da maior para a menor temperatura. uma fonte capaz de fornecer uma quantidade de calor por unidade de tempo.°C. Sendo o calor específico do mercúrio 0.186J. Como quando chega-se perto do fogo de uma lareira. que corresponde a Joule por segundo. convecção. ou seja. Definimos fluxo de calor (Φ) que a fonte fornece de maneira constante como o quociente entre a quantidade de calor (Q) e o intervalo de tempo de exposição (Δt): Sendo a unidade adotada para fluxo de calor. normalmente. usa-se uma fonte térmica de potência constante. o Watt (W).65 Sua unidade usual é cal/°C. Transmissão de Calor Em certas situações. irradiação. Como já vimos anteriormente.

e é o princípio fundamental da compreensão do vento. O corpo que emite a energia radiante é chamado emissor ou radiador e o corpo que recebe. ao aquecermos a panela. As moléculas do gás. exercendo uma pressão. chamada de pressão do gás. ao se movimentarem. pois. o receptor. suas moléculas começam a agitar-se mais.66 Condução Térmica É a situação em que o calor se propaga através de um "condutor". Irradiação Térmica É a propagação de energia térmica que não necessita de um meio material para acontecer. Convecção Térmica A convecção consiste no movimento dos fluidos. A maior parte dos elementos químicos nãometálicos conhecidos são encontrados no seu estado gasoso. Por exemplo. Este aparelho aquece os alimentos sem haver contato com eles. se deixarmos uma colher encostada na panela. diminuindo a pressão. ou por outra parte do mesmo corpo. quando colocado em um recipiente. o vento. por exemplo. Este fenômeno acontece. apesar de não estar em contato direto com a fonte de calor um corpo pode ser modificar sua energia térmica se houver condução de calor por outro corpo. o aquecimento dela. e que está mais frio que o das planícies. logo. Ao aumentar o volume do recipiente. Ao ter a temperatura aumentada. aumentando a temperatura. como a panela está em contato com a colher. Também é por este motivo que. e ao contrário do forno à gás. Então as massas de ar que estão nas montanhas. Estes movimentos causam. O ar que está nas planícies é aquecido pelo sol e pelo solo. em temperatura ambiente. Gases Gases são fluidos no estado gasoso. apesar de apenas a parte inferior da panela estar diretamente em contato com o fogo. entre outros fenômenos naturais. as colisões diminuem. não é necessário que ele aqueça o ar. que está sobre o fogo. onde resfriam. . causando aumento de sua energia térmica. Ou seja. provocando mais colisões. este tem a capacidade de ocupa-lo totalmente. e a massa aquecida se desloca até os lugares mais altos. as moléculas em agitação maior provocam uma agitação nas moléculas da colher. logo. convecção é o fenômeno no qual o calor se propaga por meio do movimento de massas fluidas de densidades diferentes. depois de um tempo ela esquentará também. Enquanto o alimento é aquecido há uma emissão de microondas que fazem sua energia térmica aumentar. Esta pressão tem relação com o volume do gás e à temperatura absoluta. Formalmente. assim ficando mais leve e subindo. toma o lugar vago pelo ar aquecido. pois o calor se propaga através de ondas eletromagnéticas. Imagine um forno microondas. as moléculas tem mais espaço para se deslocar. as moléculas do gás aumentam sua agitação. sua parte superior também esquenta. colidem com as outras moléculas e com as paredes do recipiente onde se encontram. enquanto cozinha-se algo. a característica que o difere dos fluidos líquidos é que. Utilizando os princípios da mecânica Newtoniana é possível estabelecer a seguinte relação: Onde: p=pressão m=massa do gás v=velocidade média das moléculas V=volume do gás. Gás perfeito ou ideal É considerado um gás perfeito quando são presentes as seguintes características: o movimento das moléculas é regido pelos princípios da mecânica Newtoniana.

31J/mol. Como esta constante é a mesma para um mesmo gás. o volume de cada molécula é desprezível quando comparado com o volume total do gás.K) T=temperatura absoluta (em Kelvin) O número de mols do gás é calculado utilizando-se sua massa molar. esta transformação pode ser expressa por: Onde: V=volume. Novamente utilizando-se conceitos da mecânica Newtoniana estabelece-se: Onde: n=número molar do gás (nº de mols) R=constante universal dos gases perfeitos (R=8. moléculas desta Transformação Isotérmica A palavra isotérmica se refere a mesma temperatura. Energia cinética de um gás Devido às colisões entre si e com as paredes do recipiente. as moléculas mudam a sua velocidade e direção. Regida pela Lei de Charles e Gay-Lussac. logo uma transformação isotérmica de uma gás. temperatura e natureza do gás. ou seja. encontrado em tabelas periódicas e através da constante de Avogadro.67 os choques entre as moléculas são perfeitamente elásticos. ao ser transformado. . não há atração e nem repulsão entre as moléculas. a pressão é conservada. Utilizando-se da relação que em 1mol de moléculas de uma substância há substância. T=temperatura absoluta. No entanto. quando há uma transformação isobárica. a quantidade de movimento é conservada. é válida a relação: Exemplo: Certo gás contido em um recipiente de 1m³ com êmbolo exerce uma pressão de 250Pa. ocasionando uma variação de energia cinética de cada uma delas.6m³ qual será a pressão exercida pelo gás? Transformação Isobárica Analogamente à transformação isotérmica. ocorre quando a temperatura inicial é conservada. a energia cinética média do gás permanece a mesma. Ao ser comprimido isotérmicamente a um volume de 0. A lei física que expressa essa relação é conhecida com Lei de Boyle e é matematicamente expressa por: Onde: p=pressão V=volume =constante que depende da massa.

Assim. o volume se mantém. Se a pressão exercida no final do processo de aquecimento é 1000Pa. a isométrica se baseia em uma relação em que. quando um mesmo gás muda de temperatura ou volume. a transformação isométrica é matematicamente expressa por: Onde: p=pressão. T=temperatura absoluta do gás.68 =constante que depende da pressão. a constante é sempre a mesma. o primeiro passo para a resolução do exercício é a conversão de escalas termométricas: Lembrando que: Então: Transformação Isométrica A transformação isométrica também pode ser chamada isocórica e assim como nas outras transformações vistas.. qual era a pressão inicial? . se esta transformação acontecer sob pressão constante? É importante lembrarmos que a temperatura considerada deve ser a temperatura absoluta do gás (escala Kelvin) assim. massa e da natureza do gás.5m³ à temperatura de 20ºC é aquecido até a temperatura de 70ºC. é válida a relação: Exemplo: Um gás de volume 0. Como para um mesmo gás. massa e natureza do gás. =constante que depende do volume. sem mudar de volume. Regida pela Lei de Charles. para este caso. garantindo a validade da relação: Exemplo: Um gás que se encontra à temperatura de 200K é aquecido até 300K. Qual será o volume ocupado por ele.

Considerando um estado (1) e (2) onde: Através da lei de Clapeyron: esta equação é chamada Lei geral dos gases perfeitos. em homenagem ao físico francês Paul Emile Clapeyron que foi quem a estabeleceu. V=volume. R=constante universal dos gases perfeitos. n=nº de mols do gás. Exemplo: (1) Qual é o volume ocupado por um mol de gás perfeito submetido à pressão de 5000N/m².69 Equação de Clapeyron Relacionando as Leis de Boyle. T=temperatura absoluta. a uma temperatura igual a 50°C? Dado: 1atm=10000N/m² e Substituindo os valores na equação de Clapeyron: Lei geral dos gases perfeitos Através da equação de Clapeyron é possível obter uma lei que relaciona dois estados diferentes de uma transformação gasosa. . volume (V) e temperatura absoluta (T) de um gás. Esta equação é chamada Equação de Clapeyron. Charles Gay-Lussac e de Charles é possível estabelecer uma equação que relacione as variáveis de estado: pressão (p). desde que não haja variação na massa do gás. Onde: p=pressão.

são consideradas as energias cinéticas de agitação . Como. há uma variação negativa de energia interna E quando não houver variação na temperatura do gás. R: constante universal dos gases perfeitos. Esta variação é no que se baseiam os princípios da termodinâmica. e o êmbolo será deslocado. Se o sistema em que a energia interna está sofrendo variação for um gás perfeito. Para que este somatório seja calculado. sendo calculada através da Lei de Joule: Onde: U: energia interna do gás. n e R são constantes. Quando houver diminuição da temperatura absoluta. provoca-se uma variação na energia interna deste corpo. a variação da energia interna será igual a zero Conhecendo a equação de Clepeyron. . n: número de mol do gás. como é garantido pela Lei de Gay-Lussac. sob pressão constante. Ao ser fornecida a um corpo energia térmica. este sofrerá uma expansão. T: temperatura absoluta (kelvin). Ao ser fornecida uma quantidade de calor Q ao sistema. provido de um êmbolo. e a soma de todas elas é o que chamamos Energia interna de um sistema.70 Termodinâmica Energia Interna As partículas de um sistema têm vários tipos de energia. potencial de agregação. a energia interna será resumida na energia de translação de suas partículas. e assim obteremos: . para determinada massa de gás. ou seja. Trabalho de um gás Considere um gás de massa m contido em um cilindro com área de base A. . de ligação e nuclear entre as partículas. Quando houver aumento da temperatura absoluta ocorrerá uma variação positiva da energia interna . é possível compará-la a equação descrita na Lei de Joule. Nem todas estas energias consideradas são térmicas. a variação da energia interna dependerá da variação da temperatura absoluta do gás.

ou seja. é necessário que o sistema receba um trabalho do meio externo. é dado pelo produto entre a pressão e a variação do volume do gás. ou seja. não há realização de trabalho pelo sistema. Quando: o volume aumenta no sistema. o volume não é alterado. em uma tranformação com pressão constante. o trabalho realizado por um sistema.71 Assim como para os sistemas mecânicos. Qual é o volume do gás quando o trabalho realizado por ele for 2kJ? Diagrama p x V É possível representar a tranformação isobárica de um gás através de um diagrama pressão por volume: . o volume diminui no sistema. permenescendo sob pressão constante igual a 250Pa. Exemplo: (1) Um gás ideal de volume 12m³ sofre uma transformação. o trabalho é negativo. o trabalho é positivo. é realizado sobre o meio em que se encontra (como por exemplo empurrando o êmbolo contra seu próprio peso). o trabalho do sistema será dado pelo produto da força aplicada no êmbolo com o deslocamento do êmbolo no cilindro: Assim.

ou ambas as situações simultaneamente. então. Conhecendo esta lei. . sabendo que a Energia interna do sistema antes de receber calor era U=100J. expressando matematicamente: Sendo todas as unidades medidas em Joule (J). podemos observar seu comportamento para cada uma das grandezas apresentadas: Calor Recebe Cede não troca Trabalho Realiza Recebe não realiza e nem recebe Energia Interna Aumenta Diminui não varia Q/ /ΔU >0 <0 =0 Exemplo: (1) Ao receber uma quantidade de calor Q=50J. esta poderá realizar um trabalho e aumentar a energia interna do sistema ΔU. como trabalho. que consiste em uma aproximação dividindo toda a área sob o gráfico em pequenos retângulos e trapézios. 1ª Lei da Termodinâmica Chamamos de 1ª Lei da Termodinâmica. um gás realiza um trabalho igual a 12J. que é calculado usando esta conclusão. o princípio da conservação de energia aplicada à termodinâmica. pois trata diretamente do rendimento das máquinas térmicas. Com esta verificação é possível encontrar o trabalho realizado por um gás com pressão variável durante sua tranformação. qual será esta energia após o recebimento? 2ª Lei da Termodinâmica Dentre as duas leis da termodinâmica. através de um método de nível acadêmico de cálculo integral. ou seja. o que torna possível prever o comportamento de um sistema gasoso ao sofrer uma transformação termodinâmica. Analisando o princípio da conservação de energia ao contexto da termodinâmica: Um sistema não pode criar ou consumir energia.72 Comparando o diagrama à expressão do cálculo do trabalho realizado por um gás . mas apenas armazená-la ou transferi-la ao meio onde se encontra. ao receber uma quantidade Q de calor. a segunda é a que tem maior aplicação na construção de máquinas e utilização na indústria. é possível verificar que o trabalho realizado é numericamente igual à area sob a curva do gráfico (em azul na figura).

aparentemente diferentes ilustram a 2ª Lei da Termodinâmica. por exemplo. Este enunciado implica que. Máquinas térmicas As máquinas térmicas foram os primeiros dispositivos mecânicos a serem utilizados em larga escala na indústria. estes valores serão negativos. que por sua vez. por volta do século XVIII. de um corpo de temperatura menor. ou seja. capaz de movimentar um pistão. operando em um ciclo termodinâmico. não é possível que um dispositivo térmico tenha um rendimento de 100%.73 Dois enunciados. Enunciado de Kelvin-Planck: É impossível a construção de uma máquina que. Chamamos máquina térmica o dispositivo que. em uma máquina que tem como objetivo o resfriamento. sempre há uma quantidade de calor que não se transforma em trabalho efetivo. logo é necessário que haja um trabalho externo. Neste caso. os enunciados de Clausius e Kelvin-Planck: Enunciado de Clausius: O calor não pode fluir. movimentava um eixo que tornava a energia mecânica utilizável para as indústrias da época. converta toda a quantidade de calor recebido em trabalho. Mas conforme a 2ª Lei da Termodinâmica. utilizando duas fontes térmicas. A fonte térmica fornece uma quantidade de calor que no dispositivo transforma-se em trabalho uma quantidade de calor que não é capaz de ser utilizado como trabalho . o fluxo de calor acontece da temperatura menor para o a maior. de forma espontânea. faz com que a energia térmica se converta em energia mecânica (trabalho). assim: . este fluxo não acontece espontaneamente. era usado o aquecimento para transformar água em vapor. por menor que seja. Tendo como consequência que o sentido natural do fluxo de calor é da temperatura mais alta para a mais baixa. Na forma mais primitiva. para um outro corpo de temperatura mais alta. e que para que o fluxo seja inverso é necessário que um agente externo realize um trabalho sobre este sistema. Assim é válido que: mais Utiliza-se o valor absolutos das quantidade de calor pois.

se fosse possível que a máquina transformasse todo o calor recebido em trabalho. e o máximo 1. isto não é possível. mas como visto. Para sabermos este rendimento em percentual. podemos expressar o rendimento como: O valor mínimo para o rendimento é 0 se a máquina não realizar nenhum trabalho. Mas como constatado: logo. Exemplo: Um motor à vapor realiza um trabalho de 12kJ quando lhe é fornecido uma quantidade de calor igual a 23kJ. =quantidade de calor fornecida pela fonte de aquecimento. multiplica-se o resultado obtido por 100%. =quantidade de calor não transformada em trabalho. = trabalho convertido através da energia térmica fornecida.74 Rendimento das máquinas térmicas Podemos chamar de rendimento de uma máquina a relação entre a energia utilizada como forma de trabalho e a energia fornecida: Considerando: =rendimento. Qual a capacidade percentual que o motor tem de transformar energia térmica em trabalho? Ciclo de Carnot .

independente da substância: Uma expansão isotérmica reversível. que mais tarde passou a ser chamado Ciclo de Carnot. acreditava-se ser possível a construção de uma máquina térmica ideal. Partindo daí conclui-se que o zero absoluto não é possível para um sistema físico. que seria capaz de transformar toda a energia fornecida em trabalho. Para demonstrar que não seria possível. Exemplo: . O sistema não troca calor com as fontes térmicas (O-L) Numa máquina de Carnot. O sistema cede calor para a fonte de resfriamento (N-O) Uma compressão adiabática reversível.75 Até meados do século XIX. assim: Assim. Este ciclo seria composto de quatro processos. a quantidade de calor que é fornecida pela fonte de aquecimento e a quantidade cedida à fonte de resfriamento são proporcionais às suas temperaturas absolutas. O sistema recebe uma quantidade de calor da fonte de aquecimento (LM) Uma expansão adiabática reversível. pois a temperatura absoluta da fonte de resfriamento deverá ser 0K. obtendo um rendimento total (100%). O sistema não troca calor com as fontes térmicas (M-N) Uma compressão isotérmica reversível. o engenheiro francês Nicolas Carnot (1796-1832) propôs uma máquina térmica teórica que se comportava como uma máquina de rendimento total. o rendimento de uma máquina de Carnot é: e Logo: Sendo: = temperatura absoluta da fonte de resfriamento = temperatura absoluta da fonte de aquecimento Com isto se conclui que para que haja 100% de rendimento. estabelecendo um ciclo de rendimento máximo. todo o calor vindo da fonte de aquecimento deverá ser transformado em trabalho.

76 Qual o rendimento máximo teórico de uma máquina à vapor. cujo fluido entra a 560ºC e abandona o ciclo a 200ºC? .

chamada de coeficiente de dilatação linear (α). Quando esta temperatura é aumentada até uma (> ). este é a constante de proporcionalidade da expressão. observa-se que esta barra passa a ter um comprimento (> ). Dilatação Linear Aplica-se apenas para os corpos em estado sólido. coeficientes de dilatação linear diferentes. fazendo com que esta lâmina soldada entorte. Com isso é possível concluir que a dilatação linear ocorre de maneira proporcional à variação de temperatura e ao comprimento inicial .77 Dilatação Térmica Assim como para os gases. um dos efeitos da variação da temperatura é a variação de dimensões em corpos sólidos e líquidos. . cabos e fios. Ao serem aquecidas. . as placas aumentam seu comprimento de forma desigual. em barras. que consistem em duas placas de materiais diferentes. por exemplo. Ao considerarmos uma barra homogênea. Mas ao serem analisadas barras de dimensões iguais. isto porque a dilatação também leva em consideração as propriedades do material com que o objeto é feito. Assim podemos expressar: A unidade usada para α é o inverso da unidade de temperatura. sua variação de comprimento seria diferente. de comprimento a uma temperatura inicial . Esta variação é o que chamamos Dilatação Térmica. Como. e consiste na variação considerável de apenas uma dimensão. soldadas. e portanto. por exemplo. como: Alguns valores usuais de coeficientes de dilatação linear: Substância Chumbo Zinco Alumínio Prata Cobre Ouro Ferro Platina Vidro (comum) Tungstênio Vidro (pyrex) Lâmina bimetálica Uma das aplicações da dilatação linear mais utilizadas no cotidiano é para a construção de lâminas bimetálicas. mas feitas de um material diferente.

esta continua quadrada. podemos elevar toda a expressão ao quadrado. desta forma: O gráfico deve ser um segmento de reta que não passa pela origem. uma peça quadrada de lados que é aquecida uma temperatura . que não podem sofrer um aquecimento maior do que foram construídos para suportar. mas passa a ter lados . Podemos estabelecer que: assim como: E relacionando com cada lado podemos utilizar: Para que possamos analisar as superfícies. Representação gráfica Podemos expressar a dilatação linear de um corpo através de um gráfico de seu comprimento (L) em função da temperatura (θ). Quando é curvada a lâmina tem o objetivo de interromper a corrente elétrica. Considerando um ângulo φ como a inclinação da reta em relação ao eixo horizontal. mas como há dilatação igual para os dois sentidos da peça. de forma que esta sofra um aumento em suas dimensões. por exemplo. Considere. obtendo uma relação com suas áreas: . já que a corrente elétrica causa aquecimento dos condutores.78 As lâminas bimetálicas são encontradas principalmente em dispositivos elétricos e eletrônicos. fazendo com que a lâmina volte ao seu formato inicial e reabilitando a passagem de eletricidade. Podemos relacioná -lo com: Pois: Dilatação Superficial Esta forma de dilatação consiste em um caso onde há dilatação linear em duas dimensões. já que o comprimento inicial não é igual a zero. após um tempo em repouso a temperatura do condutor diminui.

de forma que este sofra um aumento em suas dimensões. Ao ser aquecida 500ºC. Inicialmente o volume do cubo é dado por: Após haver aquecimento. β é o coeficiente de dilatação superficial de cada material. assim: Mas. sendo imensamente menor que α. etc. passando a ter lados . o que nos permite ignorá-lo durante o cálculo. o que ao ser elevado ao quadrado passa a ter grandeza . portanto tem dedução análoga à anterior. Exemplo: (1) Uma lâmina de ferro tem dimensões 10m x 15m em temperatura normal. têm-se que: Observe que esta equação é aplicável para qualquer superfície geométrica. considerando-se: Onde. Como a variação da temperatura (Δθ) dificilmente ultrapassa um valor de 10³ºC para corpos no estado sólido. em particular (circular. mas como há dilatação em três dimensões o sólido continua com o mesmo formato. desde que as áreas sejam obtidas através das relações geométricas para cada uma. qual será a área desta superfície? Dado Dilatação Volumétrica Assim como na dilatação superficial.). este é um caso da dilatação linear que acontece em três dimensões. retangular.79 Mas a ordem de grandeza do coeficiente de dilatação linear (α) é . Consideremos um sólidos cúbico de lados que é aquecido uma temperatura . este passa a ser: Ao relacionarmos com a equação de dilatação linear: . podemos considerar o termo α²Δθ² desprezível em comparação com 2αΔθ. trapezoidal.

é necessário que este esteja no interior de um recipiente. quanto ele terá dilatado? Dado que . a começar pelos seus coeficientes de dilatação consideravelmente maiores e que para que o volume de um líquido seja medido. então: . Sabendo que a área do cilindro é dada por: Dilatação Volumétrica dos Líquidos A dilatação dos líquidos tem algumas diferenças da dilatação dos sólidos. A lei que rege a dilatação de líquidos é fundamentalmente igual à dilatação volumétrica de sólidos. já que estes não podem dilatar-se linearmente e nem superficialmente. Sendo β=2α e γ=3α. podemos desprezar 3α²Δθ² e α³Δθ³ quando comparados a 3αΔθ. Assim a relação pode ser dado por: Podemos estabelecer que o coeficiente de dilatação volumétrica ou cúbica é dado por: Assim: Assim como para a dilatação superficial. esta equação pode ser utilizada para qualquer sólido.80 Pelos mesmos motivos do caso da dilatação superficial. Quando este chegar à temperatura ambiente (20ºC). determinando seu volume conforme sua geometria. podemos estabelecer as seguintes relações: Exemplo: O cilindro circular de aço do desenho abaixo se encontra em um laboratório a uma temperatura de -100ºC.

podemos expressar: . aumentando sua massa específica e tornando-o mais pesado. pessoas pescando em buracos feitos no gelo. Mas como vimos. ou seja. É isto que permite a existência de vida dentro da água em lugares extremamente gelados. Qual foi a dilatação real do álcool? Dados: Dilatação da água Certamente você já deve ter visto. pois em uma temperatura entre 0°C e 4°C há um fenômeno inverso ao natural e esperado. e admitindo que os volumes iniciais do Ou seja. então ocorre um processo de convecção até que toda a água atinja uma temperatura igual a 4°C. então como é possível que haja água em estado líquido sob as camadas de gelo com temperatura igual ou inferior a 0°C? Este fenômeno ocorre devido ao que chamamos de dilatação anômala da água. e são aquecidos em 100ºC. o coeficiente de dilatação real de um líquido é igual a soma de dilatação aparente com o coeficiente de dilatação do frasco onde este se encontra. os líquidos sofrem dilatação da mesma forma que os sólidos. uma redução. Para medir a dilatação aparente costuma-se utilizar um recipiente cheio até a borda.81 Mas como o líquido precisa estar depositado em um recipiente sólido. após isso o congelamento ocorre no sentido da superfície para o fundo. como os líquidos costumam dilatar mais que os sólidos. Assim. em desenhos animados ou documentários. já que ocorre simultaneamente. Podemos representar o comportamento do volume da água em função da temperatura: . esta quantidade mede a dilatação aparente do líquido. é necessário que a dilatação deste também seja considerada. Assim: Utilizando-se a expressão da dilatação volumétrica. como o Pólo Norte. recipiente e do líquido são iguais. sofre uma expansão no seu volume. Neste intervalo de temperatura a água. A camada mais acima da água dos lagos. a dilatação real do líquido é a soma das dilatações aparente e do recipiente. e ao ser aquecida. ao ser resfriada. Exemplo: (1) Um copo graduado de capacidade 10dm³ é preenchido com álcool etílico. Ao aquecer este sistema (recipiente + líquido) ambos dilatarão e. de maneira uniforme. mares e rios se resfria devido ao ar gelado. uma quantidade do líquido será derramada. ambos inicialmente à mesma temperatura.

o menor volume para a água acontece em 4°C .82 Como é possível perceber.

concluindo então que a entropia do Universo está aumentando com o passar do tempo. sua entropia diminui. podemos dizer que o Universo está constantemente recebendo energia. e a medida que ela vai os utilizando e desenvolvendo suas atividades. Utiliza-se a letra S para representar esta grandeza. os corpos alteram o estado de agitação de suas moléculas. ao sofrem mudança de temperatura. seus objetos tendem a ficar cada vez mais desorganizados. quando um sistema cede calor Q<0. Segundo Rudolf Clausius. que utilizou a idéia de entropia pela primeira vez em 1865. o cálculo da variação de entropia envolve cálculo integral. mas não tem capacidade de cedê-la. entropia é a medida de desordem das partículas em um sistema físico. uma pessoa ao iniciar uma atividade tem seus objetos organizados. como sabemos.83 Entropia Em termodinâmica. para o estudo da entropia como grandeza física é mais útil conhecer sua variação do que seu valor absoluto. Para o caso onde a temperatura absoluta se altera durante este processo. Voltando ao contexto das partículas. podemos pensar que. podemos concluir que: quando um sistema recebe calor Q>0. Então ao considerarmos esta agitação como a desordem do sistema. . sua entropia permanece constante. sendo que sua resolução é dada por: Observando a natureza como um sistema. Clausis definiu que a variação de entropia (ΔS) em um sistema como: Para processos onde as temperaturas absolutas (T) são constantes. se o sistema não troca calor Q=0. sua entropia aumenta. Assim. Comparando este conceito ao cotidiano.

os aparelhos de telescópio e microscópio. Óptica física: é a parte da óptica que estuda os fenômenos ópticos. Na construção de instrumentos de observação como. O estudo da óptica divide-se em duas partes: Óptica geométrica: nessa parte são estudados os fenômenos ópticos relacionados às trajetórias seguidas pela luz. . Para isso é necessária a noção de raio de luz e as leis que regulamentam o comportamento desses raios. Utilizado em câmeras fotográficas e na cinematografia. Essa parte da física é muito presente no cotidiano. levando em conta a teoria sobre a composição da luz.84 Óptica Óptica é o ramo da física que estuda os fenômenos relacionados à luz. os telescópios e microscópios. sua aplicação vai desde o uso dos óculos ao uso dos mais eficientes e sofisticados equipamentos utilizados para pesquisas científicas como. por exemplo. Entre muitas outras aplicações. A óptica explica os fenômenos da reflexão. refração e difração. por exemplo. São algumas das aplicações da óptica: Na correção de defeitos visuais.

85 Fundamentos da Óptica A luz. Divisões da Óptica Óptica Física: estuda os fenômenos ópticos que exigem uma teoria sobre a natureza das ondas eletromagnéticas. É o agente físico que. sendo a menor velocidade até hoje medida para tais ondas quando atravessam um composto chamado condensado de Bose-Einstein. Cônico divergente: os raios de luz divergem a partir de um ponto. Feixe de luz É um conjunto de infinitos raios de luz. raios gama. produz a sensação da visão. ou seja: Podendo ter este valor reduzido em meios diferentes do vácuo. radiação ultravioleta e luz visível. raios infravermelho. O estudo em nível de Ensino Médio restringe-se apenas a esta parte da óptica. e não podem ver além desta. atuando nos órgãos visuais.. Fundamenta-se na noção de raio de luz e nas leis que regulamentam seu comportamento. embora apenas alguns deles cheguem a um observador. Cilíndrico paralelo: os raios de luz são paralelos entre si. Conceitos básicos Raios de luz São a representação geométrica da trajetória da luz. radar. como por exemplo. . Por exemplo. Representa-se um raio de luz por um segmento de reta orientado no sentido da propagação. em uma fonte puntiforme são emitidos infinitos raios de luz. dentre as quais se pode destacar as ondas de rádio. a radiação ultravioleta e infravermelha. ou luz visível como é fisicamente caracterizada. microondas. Óptica Geométrica: estuda os fenômenos ópticos em que apresentam interesse as trajetórias seguidas pela luz. Esta faixa é a de maior emissão do Sol. por isso os órgãos visuais de todos os seres vivos estão adaptados a ela. um feixe luminoso pode ser: Cônico convergente: os raios de luz convergem para um ponto. Uma das características das ondas eletromagnéticas é a sua velocidade de propagação. TV. A luz que percebemos tem como característica sua freqüência que vai da faixa de (vermelho) até (violeta). que no vácuo tem o valor de aproximadamente 300 mil quilômetros por segundo. Energia radiante é aquela que se propaga na forma de ondas eletromagnéticas. comprovada em uma experiência recente. Para saber mais. raios X.. é uma forma de energia radiante. indicando sua direção e o sentido da sua propagação.

mas sem nitidez.. o observador vê o objeto através do meio.. são corpos que emitem luz própria. são os corpos que enviam a luz que recebem de outras fontes.. como por exemplo. Meio translúcido É um meio óptico que permite apenas uma propagação irregular da luz. a chama de uma vela. podendo ser fontes primárias ou secundárias. Meios de propagação da luz Os diferentes meios materiais comportam-se de forma diferente ao serem atravessados pelos raios de luz. como por exemplo. uma lâmpada acesa. Extensa: uma fonte com dimensões consideráveis em relação ao ambiente. e por outros instrumentos de fixação de imagens como câmeras fotográficas. vidro comum. Fontes primárias: Também chamadas de corpos luminosos. ou seja. Exemplos: ar. Quanto às suas dimensões. o Sol.... é a luz de corpos luminosos que é refletida de forma difusa pelos corpos que nos cercam. os objetos visíveis que não têm luz própria. os planetas. as estrelas.. Fonte de luz são todos os corpos dos quais se podem receber luz. Meio opaco . etc. papel celofane. as nuvens. a Lua. Fontes secundárias: Também chamadas de corpos iluminados.86 Fontes de luz Tudo o que pode ser detectado por nossos olhos. ou seja. o observador vê um objeto com nitidez através do meio.. por isso são classificados em: Meio transparente É um meio óptico que permite a propagação regular da luz. uma fonte pode ser classificada como: Pontual ou puntiforme: uma fonte sem dimensões consideráveis que emite infinitos raios de luz.

é aquele em que a velocidade de propagação da luz e as demais propriedades ópticas independem da direção em que é realizada a medida. A sombra é a região do espaço que não recebe luz direta da fonte. homogêneo e isótropo. no entanto. os raios incidentes e refletidos são paralelos. Um meio isótropo.. Ocorre em corpos de superfície escura. regularmente. Absorção A luz incide na superfície. Para saber mais. ou seja. sendo absorvida pelo corpo. Fenômenos ópticos Ao incidir sobre uma superfície que separa dois meios de propagação. transparente. ou seja. Ou seja: . ou mais do que um. cada um a sua trajetória. ou isotrópico.. Ambos os raios (incidentes e refratados) são paralelos. Refração A luz incide e atravessa a superfície. os raios refratados seguem uma trajetória inclinada em relação aos incididos. Ocorre em superfícies rugosas. Sombra e penúmbra Quando um corpo opaco é colocado entre uma fonte de luz e um anteparo é possível delimitar regiões de sombra e penúmbra. e é responsável pela visibilidade dos objetos. Reflexão difusa A luz que incide sobre a superfície volta ao mesmo meio. mas os refletidos são irregulares. os raios incidentes são paralelos. ao mesmo tempo. não é possivel ver um objeto através do meio. Um meio homogêneo é aquele que apresenta as mesmas características em todos os elementos de volume. Princípio da independência dos raios de luz Quando os raios de luz se cruzam. estes seguem independentemente. de forma irregular. Penúmbra é a região do espaço que recebe apenas parte da luz direta da fonte. a luz sofre algum. Princípio da propagação retilínea da luz Todo o raio de luz percorre trajetórias retilíneas em meios transparentes e homogêneos. ou seja. como espelhos. Ocorre em superfícies metálicas bem polidas. Um meio ordinário é aquele que é.87 É um meio óptico que não permite que a luz se propague. sendo encontrada apenas quando o corpo opaco é posto sob influência de uma fonte extensa. como por exemplo. continuando a se propagar no outro meio. dos fenômenos a seguir: Reflexão regular A luz que incide na superfície e retorna ao mesmo meio. o vácuo. e aquecendo-o. Ocorre quando a superfície separa dois meios transparentes. no entanto não é refletida e nem refratada.

por exemplo. Ao colocar-se um objeto. Tipos de reflexão e refração Reflexão é o fenômeno que consiste no fato de a luz voltar a se propagar no meio de origem. enquanto durante a refração. um feixe cilíndrico de luz atinge uma superfície totalmente lisa. Reflexão e refração seletiva . logo os raios de luz serão paralelos entre si. nota-se que uma imagem refletida. Reflexão e refração difusa Acontece quando. ou agitada. a partir de uma semelhança geométrica pode-se expressar a seguinta equação: Sendo esta conhecida como a Equação da câmara escura. de frente para o orifício. um feixe cilíndrico de luz atinge uma superfície rugosa. a uma distância p.88 Fonte de luz puntiforme Fonte de luz extensa Câmara escura de orifício Uma câmara escura de orifício consiste em um equipamento formado por uma caixa de paredes totalmente opacas. aparece na face oposta da caixa. Conforme ilustra a figura: Desta forma. Refração é o fenômeno que consiste no fato de a luz passar de um meio para outro diferente. ou tranquila. mas de foma invertida. sendo que no meio de uma das faces existe um pequeno orifício. após incidir sobre uma superfície de separação entre dois meios. de tamanho i. desta forma. de tamanho o. a uma distância p'. apenas a frequência é mantida constante. Durante uma reflexão são conservadas a frequência e a velocidade de propagação. Reflexão e refração regular Acontece quando. por exemplo. os feixes refletidos e refratados também serão cilíndricos. fazendo com que os raios de luz refletidos e refratados tenham direção aleatória por todo o espaço.

principalmente. Ponto imagem virtual (PIV): é o vértice de um feixe de luz emergente divergente. Se um corpo é visto vermelho. ou seja. altamente polidas e com alto poder de reflexão. ele absorve todas as outras cores do espectro. alaranjado. que são superfícies de um corpo opaco.. normalmente acrílica. e as refletem de forma difusa. azul. amarelo. se situa no infinito. relativamente a um sistema óptico. se situa no infinito. já que estas apresentam diferentes cores. é por que ele absorve todas as cores do espectro solar. é policromática. verde. . Quando associados de forma conveniente os dioptros funcionam como utensílios ópticos de grande utilidade como lentes e prismas. ou seja. sendo formado pelo cruzamento imaginário do prolongamento dos raios de luz. que são peças constituídas de dois meios transparentes separados por uma superfície regular. é formada por mais de uma luz monocromática. sendo formado pelo cruzamento efetivo dos raios de luz. Ponto imagem impróprio (PII): é o vértice de um feixe de luz emergente cilíndrico. É muito comum o uso de filtros de luz na astronomia para observar estrelas. ou seja. o vértice do feixe de luz que incide sobre um objeto ou uma superfície. sendo assim. Ponto objeto virtual (POV): é o vértice de um feixe de luz convergente. Ponto imagem e ponto objeto Chama-se ponto objeto. Chama-se ponto imagem. ou seja. após ser incidido. o vértice de um feixe de luz emergente. por exemplo. que deixa passar apenas um das cores do espectro solar. ou de lâmpadas fluorescentes. Chama-se filtro de luz a peça. um objeto ao ser iluminado por luz branca "seleciona" no espectro solar as cores que vemos. refletindo apenas o vermelho. Ponto objeto impróprio (POI): é o vértice de um feixe de luz cilíndrico. Se um corpo é "visto" negro. sendo formado pelo cruzamento imaginário do prolongamente dos raios de luz. Se um corpo é visto branco. sendo dividido em três tipos principais: Ponto objeto real (POR): é o vértice de um feixe de luz divergente.89 A luz branca que recebemos do sol. Sistemas ópticos Há dois principais tipos de sistemas ópticos: os refletores e os refratores. faz com que a única cor refratada de forma seletiva seja a vermelha. anil e violeta. é porque ele reflete todas as cores do espectro solar. conforme sua temperatura e distância da Terra. um filtro vermelho. por exemplo.. ou seja. no caso do sol. Ponto imagem real (PIR): é o vértice de um feixe de luz emergente convergente. vistas por nós. relativamente a um sistema óptico. O grupo dos sistemas ópticos refletores consiste principalmente nos espelhos. Sendo assim. No grupo dos sistemas ópticos refratores encontram-se os dioptros. Para saber mais. as sete do arco-íris: vermelho. sendo formado pelo cruzamento efeitivo dos raios de luz.

O único sistema óptico estigmático.90 Sistemas ópticos estigmáticos. Um sistema óptico é ortoscópico quando uma imagem é conjugada semelhante a um objeto. . Um sistema óptico é aplanético quando um objeto plano e frontal também conjuga uma imagem plana e frontal. aplanéticos e ortoscópicos Um sistema óptico é estigmático quando cada ponto objeto conjuga apenas um ponto imagem. aplanético e ortoscópico para qualquer posição do objeto é o espelho plano.

formado entre o raio refletido e a reta normal. Os espelhos geralmente são feitos de uma superfície metálica bem polida. Os espelhos planos tem utilidades bastante diversificadas. da seguinte forma: AB = raio de luz incidente BC = raio de luz refletido N = reta normal à superfície no ponto B T = reta tangente à superfície no ponto B i = ângulo de incidência. Leis da reflexão Os fenômenos em que acontecem reflexão. formado entre o raio incidente e a reta normal. assim como a reta normal à superfície. É possível esquematizar a reflexão de um raio de luz. são coplanares. Representa-se um espelho plano por: .91 Reflexão da Luz Reflexão da Luz . É comum. i=r Espelho plano Um espelho plano é aquele em que a superfície de reflexão é totalmente plana. pertencem ao mesmo plano. obedecem a duas leis fundamentais que são: 1ª lei da reflexão O raio de luz refletido e o raio de luz incidente. usar-se uma placa de vidro onde se deposita uma fina camada de prata ou alumínio em uma das faces. 2ª Lei da reflexão O ângulo de reflexão (r) é sempre igual ao ângulo de incidência (i). após incidir sobre um objeto ou superfície. Para saber mais.Fundamentos Reflexão é o fenômeno que consiste no fato de a luz voltar a se propagar no meio de origem.. tanto regular quanto difusa e seletiva. r = ângulo refletido. ou seja. desde as domésticas até como componentes de sofisticados instrumentos ópticos. ao atingir uma superfície polida.. tornando a outra um espelho.

Pelo desenho podemos ver que: Que pode ser reescrito como: Mas pela figura. uma reta e marcar simétricamente o ponto imagem. Na parte inferior da figura. para se obter geometricamente a imagem de um objeto pontual. através do espelho. fazendo com que o observador esteja a uma distância do espelho. "atrás" do espelho. ou seja. portanto. isto ocorre pois o prolongamento do raio refletido passa por um ponto imagem virtual (PIV). logo a imagem aparece a uma para a direita.92 As principais propriedades de um espelho plano são a simetria entre os pontos objeto e imagem e que a maior parte da reflexão que acontece é regular. podemos ver que: . basta traçar por ele. quando um é real o outro deve ser virtual. o objeto e a respectiva imagem têm sempre naturezas opostas. Translação de um espelho plano Considerando a figura: A parte superior do desenho mostra uma pessoa a uma distância distância em relação ao espelho. o espelho é transladado do espelho. fazendo com que a imagem seja deslocada x para a direita. Nos espelhos planos. Construção das imagens em um espelho plano Para se determinar a imagem em um espelho plano basta imaginarmos que o observador vê um objeto que parece estar atrás do espelho.

Espelhos esféricos Chamamos espelho esférico qualquer calota esférica que seja polida e possua alto poder de reflexão. Quando o observador também se desloca. nesta configuração são vistas 3 pontos imagem.93 Logo: Assim pode-se concluir que sempre que um espelho é transladado paralelamente a si mesmo. Para se calcular o número de imagens que serão vistas na associação usa-se a fórmula: Sendo o ângulo formado entre os espelhos. ou seja =90°: Portanto. ou seja: Associação de dois espelhos planos Dois espelhos planos podem ser associados. com valores entre 0° e 180°. Por exemplo. já nos casos onde a face refletiva é a externa o espelho é chamado convexo. uma interna e outra externa. a velocidade de deslocamento da imagem é igual ao dobro da velocidade de deslocamento do espelho. a imagem de um objeto fixo sofre translação no mesmo sentido do espelho. Se utilizarmos esta equação. a velocidade ao ser considerada é a a velocidade relativa entre o observador e o espelho. o espelho é chamado côncavo. Por razões de simetria. quando os espelhos encontra-se perpendicularmente. com as superfícies refletoras se defrontando e formando um ângulo entre si. mas com comprimento equivalente ao dobro do comprimento da translação do espelho. podemos escrever a velocidade de translação do espelho e da imagem da seguinta forma: Ou seja. Quando a superfície refletiva considerada for a interna. ao invés da velocidade de translação do espelho. o ponto objeto e os pontos imagem ficam situados sobre uma circunferência. É fácil observar-se que a esfera da qual a calota acima faz parte tem duas faces. . e medirmos a sua taxa de variação em um intervalo de tempo.

V é o vértice da calota. como os espelhos planos. No entanto.o foco principal do espelho. Um espelho astigmático conjuga a um ponto uma imagem parecendo uma mancha. nem aplanéticos ou ortoscópicos. um único ponto como imagem é dito estigmático. as duas leis da reflexão também são obedecidas nos espelhos esféricos. O eixo que passa pelo centro e pelo vértice da calota é chamado eixo principal. esquematizados na figura abaixo: C é o centro da esfera. Um espelho com essas propriedades é conhecido como espelho de Gauss. O ângulo . As demais retas que cruzam o centro da esfera são chamadas eixos secundários. espelhos esféricos só são estigmáticos para os raios que incidem próximos do seu vértice V e com uma pequena inclinação em relação ao eixo principal. refletidos e a reta normal ao ponto incidido. Um sistema óptico que consegue conjugar a um ponto objeto. . O raio da esfera R que origina a calota é chamado raios de curvatura do espelho. Os espelhos esféricos normalmente não são estigmáticos. é a abertura do espelho. Focos dos espelhos esféricos Para os espelhos côncavos de Gauss pode ser verificar que todos os raios luminosos que incidirem ao longo de uma direção paralela ao eixo secundário passam por (ou convergem para) um mesmo ponto F . ou seja. Aspectos geométricos dos espelhos esféricos Para o estudo dos espelhos esféricos é útil o conhecimento dos elementos que os compõe. que mede a distância angular entre os dois eixos secundários que cruzam os dois pontos mais externos da calota. Um espelho que não satisfaz as condições de Gauss (incidência próxima do vértice e pequena inclinação em relação ao eixo principal) é dito astigmático. os ângulos de incidência e reflexão são iguais. e os raios incididos.94 Reflexão da luz em espelhos esféricos Assim como para espelhos planos.

No caso dos espelhos. Um objeto pode ser real ou virtual. A imagem pode ainda aparecer invertida em relação ao objeto. Tudo se passa como se os raios refletidos se originassem do foco. dizemos que o objeto é virtual se ele se encontra “atrás” do espelho. Equação fundamental dos espelhos esféricos . Determinação de imagens Analisando objetos diante de um espelho esférico. em posição perpendicular ao eixo principal do espelho podemos chegar a algumas conclusões importantes. Se não houver sua inversão dizemos que ela é direita. No caso de espelhos esféricos a imagem de um objeto pode ser maior.95 No caso dos espelhos convexos é a continuação do raio refletido é que passa pelo foco. menor ou igual ao tamanho do objeto.

96 Dadas a distância focal e posição do objeto é possível determinar. analiticamente. que é expressa por: . Através da equação de Gauss. a posição da imagem.

a luz amarela emitida por lâmpadas de sódio.69 – 6.03 – 4.20 – 5. e o trecho do espectroeletromagnético abaixo. por exemplo.65 – 6.10 6. Luz Mono e Policromática De acordo com sua cor a luz pode ser classficada como Monocromática ou Policromática.82 4.65 5. Quando recebemos raios de luz de diferentes frequências podemos perceber cores diferentes destas. Comprimento de onda Cor Violeta Anil Azul Verde Amarelo Alaranjado Vermelho ( = ) 3900 – 4500 4500 – 4550 4550 – 4920 4920 – 5770 5770 – 5970 5970 – 5220 6220 – 7800 Frequência ( ) 7. como combinações. Chama-se luz monocromática aquela composta de apenas uma cor. como por exemplo. A luz branca que percebemos vinda do Sol. .97 Refração da Luz Cor e frequência No intervalo do espectro eletromagnético que corresponde à luz visível.20 5.84 Conforme a frequência aumenta.10 – 5.82 – 3. cada frequência equivale à sensação de uma cor.59 – 6.59 6. diminui o comprimento de onda.03 5. assim como mostra a tabela acima. é a combinação de todas as sete cores do espectro visível.

A velocidade da luz no vácuo. Índice de refração absoluto Para o entendimento completo da refração convém a introdução de uma nova grandeza que relacione a velocidade da radiação monocromática no vácuo e em meios materiais. alaranjado. este absorve todas as outras cores do espectro visível. já que a maior velocidade possível em um meio é c. enquanto um corpo de cor preta absorve todas as cores sobre ele incididas. sem refletir nenhuma. azul. sem absorver nenhuma. raios gama. como por exemplo. que é uma experiência composta de um disco com as sete cores do espectro visível. a luz se comporta de forma diferente. amarelo. anil e violeta. Alguns índices de refração usuais: Material Ar seco (0°C. o que não é possível para as cores monocromáticas.000292) ≈ 1 (1. 1atm) n ≈ 1 (1. esta grandeza é o índice de refração da luz monocromática no meio apresentado. formando a cor policromática branca. ondas de rádio e tv. se o meio considerado for o próprio vácuo. chamado de ondas eletromagnéticas. 1atm) Gás carbônico (0°C. refletido de forma difusa apenas o verde. por exemplo.00045) . "recompõe" as cores monocromáticas. Em meios diferentes do vácuo também diminui a velocidade conforme aumenta a frequência. Usando-se um prisma é possível decompor a luz policromática nas luzes monocromáticas que a formam. sendo uma grandeza adimensional.98 Chama-se luz policromática aquela composta por uma combinação de duas ou mais cores monocromáticas. já que interage com a matéria existente no meio. o que torna possível distinguir sua cor. Assim a velocidade da luz vermelha é maior que a velocidade da luz violeta. que ao girar em alta velocidade.Velocidade Há muito tempo sabe-se que a luz faz parte de um grupo de ondas. é caracterizada pela letra c. Cor de um corpo Ao nosso redor é possível distinguir várias cores. e tem um valor aproximado de 300 mil quilômetros por segundo. o que causa aquecimento. e é expressa por: Onde n é o índice de refração absoluto no meio. ou seja: No entanto. por exemplo. sendo uma das características que reune este grupo a sua velocidade de propagação. como o vermelho. a luz branca emitida pelo sol ou por lâmpadas comuns. mas que na verdade se aplica a diversos outros fenômenos eletromagnéticos como raios-x. Por isso. Um exemplo da composição das cores monocromáticas que formam a luz branca é o disco de Newton. Luz . verde. que é branca. Em qualquer um destes meios a velocidade da luz v é menor que c. Para todos os outros meios materiais n é sempre maior que 1. um corpo de cor branca é aquele que reflete todas as cores. Esse fenômeno acontece pois quando é incidida luz branca sobre um corpo de cor verde. É importante observar que o índice de refração absoluto nunca pode ser menor do que 1. mesmo quando estamos sob a luz do Sol. nos meios materiais.

310 1. o etanol é mais refringente que a água. Para se entender melhor este fenômeno.417 2.99 Gelo (-8°C) Água (20°C) Etanol (20°C) Tetracloreto de carbono Glicerina Monoclorobenzeno Vidros Diamante Sulfeto de antimônio 1. conforme mostra a figura abaixo: . imagine um raio de luz que passa de um meio para outro de superfície plana. podemos dizer que um meio é mais refringente que outro quando a luz se propaga por ele com velocidade menor que no outro. de modo que: Mas como visto: Então podemos escrever: Ou seja: Observe que o índice de refração relativo entre dois meios pode ter qualquer valor positivo.470 1.527 de 1.362 1. Com a alteração da velocidade de propagação ocorre um desvio da direção original.7 Índice de refração relativo entre dois meios Chama-se índice de refração relativo entre dois meios. a relação entre os índices de refração absolutos de cada um dos meios. inclusive menores ou iguais a 1. Ou seja. De outra maneira. Leis de Refração Chamamos de refração da luz o fenômeno em que ela é transmitida de um meio para outro diferente. Refringência Dizemos que um meio é mais refringente que outro quando seu índice de refração é maior que do outro. Nesta mudança de meios a frequência da onda luminosa não é alterada.4 a 1.466 1.333 1. embora sua velocidade e o seu comprimento de onda sejam.7 2.

Conhecendo os elementos de uma refração podemos entender o fenômeno através das duas leis que o regem.100 Onde: Raio 1 é o raio incidente. que no caso do desenho acima é o plano da tela. e é expressa por: No entanto. A reta tracejada é a linha normal à superfície. sabemos que: Além de que: Ao agruparmos estas informações.Lei de Snell A 2ª lei da refração é utilizada para calcular o desvio dos raios de luz ao mudarem de meio. com velocidade e comprimento de onda característico. A fronteira entre os dois meios é um dioptro plano. . chegamos a uma forma completa da Lei de Snell: Dioptro É todo o sistema formado por dois meios homogêneos e transparentes. 2ª Lei da Refração . O ângulo formado entre o raio 1 e a reta normal é o ângulo de incidência. com velocidade e comprimento de onda característico. 1ª Lei da Refração A 1ª lei da refração diz que o raio incidente (raio 1). O ângulo formado entre o raio 2 e a reta normal é o ângulo de refração. o raio refratado (raio 2) e a reta normal ao ponto de incidência (reta tracejada) estão contidos no mesmo plano. Raio 2 é o raio refratado.

chamamos então. Formação de imagens através de um dioptro Considere um pescador que vê um peixe em um lago. A aplicação usual dos prismas ópticos é seu uso para separar a luz branca policromática nas sete cores monocromáticas do espectro visível. Conforme mostra a figura abaixo: A fórmula que determina estas distâncias é: Prisma Um prisma é um sólido geométrico formado por uma face superior e uma face inferior paralelas e congruentes (também chamadas de bases) ligadas por arestas. No entanto. O formato mais usual de um prisma óptico é o de pirâmide com base quadrangular e lados triangulares. dioptro plano. para o contexto da óptica. A figura acima representa um dioptro plano. na separação entre a água e o ar. .101 Quando esta separação acontece em um meio plano. é chamado prisma o elemento óptico transparente com superfícies retas e polidas que é capaz de refratar a luz nele incidida. além de que. que são dois meios homogêneos e transparentes. O peixe encontra-se a uma profundidade H da superfície da água. O pescador o vê a uma profundidade h. em algumas situações poder refletir tais luzes. As laterais de um prisma são paralelogramos.

e logo ângulos de refração diferentes. no entanto. Tipos de prismas o Prismas dispersivos são usados para separar a luz em suas cores de espectro. sua velocidade é alterada. cada cor da luz branca tem um índice de refração diferente. o Prismas refletivos são usados para refletir a luz. . chegando à outra extremidade do prima separadas. o Prismas polarizados podem dividir o feixe de luz em componentes de variadas polaridades.102 Funcionamento do prisma Quando a luz branca incide sobre a superfície do prima.

103 Lentes Esféricas Lentes esféricas convergentes Em uma lente esférica com comportamento convergente. a luz que incide paralelamente entre si é refratada. tomando direções que divergem a partir de um único ponto. tomando direções que convergem a um único ponto. Nesse caso. um exemplo de lente com comportamento divergente é o de uma lente bicôncava (com bordas espessas): . Tanto lentes de bordas espessas como de bordas finas podem ser divergentes. um exemplo de lente com comportamento convergente é o de uma lente biconvexa (com bordas finas): Já o caso menos comum ocorre quando a lente tem menor índice de refração que o meio. um exempo de lente com comportamento convergente é o de uma lente bicôncava (com bordas espessas): Lentes esféricas divergentes Em uma lente esférica com comportamento divergente. dependendo do seu índice de refração em relação ao do meio externo. dependendo do seu índice de refração em relação ao do meio externo. Tanto lentes de bordas finas como de bordas espessas podem ser convergentes. Nesse caso. Nesse caso. a luz que incide paralelamente entre si é refratada. O caso mais comum é o que a lente tem índice de refração maior que o índice de refração do meio externo. O caso mais comum é o que a lente tem índice de refração maior que o índice de refração do meio externo.

a uma distância f de um dos focos princiapais (F ou F'). Pontos antiprincipais São pontos localizados a uma distância igual a 2f do centro óptico (O). chamamos vergência da lente ( V) a unidade caracterizada como o inverso da distância focal. esta medida é caracterizada pela letra f. ou seja. Distância focal É a medida da distância entre um dos focos principais e o centro óptico. podendo ser real ou virtual. podendo ser real ou virtual. Foco objeto (F) É o ponto ocupado pelo foco objeto. Vergência Dada uma lente esférica em determinado meio. a distância OF é igual a distância OF'. Foco imagem (F') É o ponto ocupado pelo foco imagem.104 Já o caso menos comum ocorre quando a lente tem menor índice de refração que o meio. Nesse caso. Esta medida é caracterizada por A (para o ponto antiprincipal objeto) e A' (para o ponto antiprincipal imagem). ou seja. um exempo de lente com comportamento divergente é o de uma lente biconvexa (com bordas finas): Focos de uma lente e Vergência Focos principais Uma lente possui um par de focos principais: foco principal objeto (F) e foco principal imagem (F'). ou seja: . ambos localizam-se a sobre o eixo principal e são simétricos em relação à lente.

Quando duas lentes são associadas é possível obter uma lente equivalente. Neste caso. se estiverem encostadas. 1di = 1grau Quando a lente é convergente usa-se distância focal positiva (f>0) e para uma lente divergente se usa distância focal negativa (f<0). Lembrando que se a lente equivalente tiver vergência positiva será convergente e se tiver vergência negativa será divergente. simbolozado por di. Esta terá a mesma característica da associação das duas primeiras. caso haja uma distância d separando-as. Ou seja: Que também pode ser escrita como: . 2) Considere uma lente divergente de distância focal 50cm = 0.5m. Neste caso. ou seja: Uma unidade equivalente a dioptria. Como exemplo de associação justaposta temos: Este teorema diz que a vergência da lente equivalente à associação é igual à soma algébrica das vergências das lentes componentes. Associação de lentes justapostas Quando duas lentes são associadas de forma justaposta. com eixos principais coincidentes.105 A unidade utilizada para caracterizar a vergência no Sistema Internacional de Medidas é a dioptria. Associação de lentes Duas lentes podem ser colocadas de forma que funcionem como uma só. Um dioptria equivale ao inverso de um metro. muito conhecida por quem usa óculos. ou separadas. Neste caso.25m. é o "Grau". desde que sejam postas coaxialmente. Por exemplo: 1) Considere uma lente convergente de distância focal 25cm = 0. utiliza-se o teorema das vergências para definir uma lente equivalente. é possível dizer que a lente tem vergência de +4di ou que ela tem convergência de 4di. Estas associações são importantes para o entendimento dos instrumentos ópticos. isto é. elas serão chamadas de justapostas. é possível dizer que a lente tem vergência de -2di ou que ela tem divergência de 2di.

Um exemplo de associação separada é: A generalização do teorema diz que a vergência da lente equivalente à tal associação é igual a soma algébrica das vergências dos componetes menos o produto dessas vergências pela distância que separa as lentes.106 Associação de lentes separadas Quando duas lentes são associadas de forma separada. utiliza-se uma generalização do teorema das vergências para definir uma lente equivalente. Desta forma: Que também pode ser escrito como: .

No fundo da câmera encontra-se o anteparo no qual a imagem será gravada. que converte as intensidades de luz que incidem sobre ele em valores digitais armazenáveis na forma de Bits (pontos) e Bytes (dados). que pode ser um slide ou filme. Projetor Um projetor é um equipamento provido de uma lente convergente (objetiva) que é capaz de fornecer imagens reais. . assim a imagem projeta será vista de forma direta. invertidas e maiores que o objeto. direta e maior que o objeto. no lugar do orifício uma lente convergente é utilizada. O funcionamento óptico da câmera fotográfica é basicamente equivalente ao de uma câmera escura. Normalmente os slides ou filmes são colocados invertidos. No caso das câmeras digitais. com a particularidade que. uma das partes do anteparo consiste em um dispositivo eletrônico. capaz de conjugar uma imagem virtual. Lupa A Lupa é o mais simples instrumento óptico de observação. conhecido como CCD (Charge-Coupled Device). Uma lupa é constituida por uma lente convergente com distância focal na ordem de centímetros. Nos antigos equipamentos. onde um filme deve ser posto dentro da câmera. Também é chamada de lente de aumento. Quando uma lupa é presa a um suporte recebe a denominação de microscópio simples. No entanto.107 Instrumentos Ópticos Câmera fotográfica A câmera fotográfica é um equipamento capaz de projetar e armazenar uma imagem em um anteparo. o anteparo utilizado é um filme fotossensível capaz de propiciar uma reação química entre os sais do filme e a luz que incide nele. este instrumento se mostra eficiente apenas quando o objeto observado estiver colocado entre o foco principal objeto e o centro óptico.

que funciona como uma lupa. fazendo com que objetos muito pequenos sejam melhores observados. Este microscópio composto também é chamado Microscópio Óptico sendo capaz de aumentar até 2 000 vezes o objeto observado. Olho humano O olho humano é um sistema óptico complexo. A objetiva fornece uma imagem real. direta e maior. o objeto é aumentado duplamente. Esta imagem funciona como objeto para o ocular. Uma luneta é basicamente montada da mesma forma que um microscópio composto. Luneta Lunetas são instrumentos de observação a grandes distâncias. no entanto a objetiva da luneta tem distância focal na ordem de metros. Todo o conjunto que compõe a visão humana é chamado globo ocular. sendo úteis para observação de astros ( luneta astronômica) ou para observação da superfície terrestre (luneta terrestre). formado por vários meios transparentes além de um sistema fisiológico com inúmeros componentes. invertida e maior que o objeto. A lente próxima ao observador é chamada ocular. . Ou seja. A lente mais próxima do objeto observado é chamada objetiva.108 Microscópio Composto Um microscópio composto é um instrumento óptico composto fundalmentamente por um tubo delimitado nas suas extremidades por lentes esféricas convergentes. fornecendo uma imagem final virtual. com objetiva e ocular. e é uma lente com distância focal na ordem de centímetros. formando uma associação de lentes separadas. e é uma lente com distância focal na ordem de milímetros. O funcionamento de um miscroscópio composto é bastante simples. Existem também Microscópio Eletrônicos capazes de proporcionar aumentos de até 100 000 vezes e Microscópios de Varredura que produzem aumentos superiores a 1 milhão de vezes. sendo capaz de observar objetos afastados.

5mm. Já em ambientes mais escuros. Ponto próximo A primeira distância (25cm) corresponde ao ponto próximo. Sendo representado: Tal representação é chamada olho reduzido. têm a capacidade de acomodar objetos de distâncias de 25 cm em média. no entento. Assim a incidência de luminosidade aumenta no globo ocular. protegendo a retina de um possível ofuscamento. até distâncias no infinito visual. atingindo diâmetro de até 10mm. pela equação de Gauss: Considerando o olho com distância entre a lente e a retina de 15mm. que é a mínima distância que um pessoa pode enxergar corretamente. a pupila se dilata. ou seja.109 A luz incide na córnea e converge até a retina. e traz a representação das distâncias entre a córnea e a lente e entre a lente e a retina. formando as imagens. fazendo com que entre menos luz no globo ocular. Adaptação visual Chama-se adaptação visual a capacidade apresentada pela pupila de se adequar a luminosidade de cada ambiente. possibilitando a visão em tais ambientes. Neste caso. O que caracteriza esta situação é que os músculos ciliares encontram-se totalmente contraídos. emétropes. com distância focal variável. comprimindo-se ou dilatando-se. Acomodação visual As pessoas que tem visão considerada normal. Em ambientes com grande luminosidade a pupila pode atingir um diâmetro de até 1. Para esta formação de imagem acontecem vários fenômenos fisiológicos. para o estudo da óptica podemos considerar o olho como uma lente convergente. p'=15mm: . sendo a última a distância da imagem produzida em relação a lente (p').

foi criada em 1915 pelo cartunista W. Uma é uma garota. para determinar o foco da imagem. podendo ser desprezado. Podem ser fisiológicas quando surgem naturalmente ou cognitivas quando se cria com artifícios visuais. teremos que: lusão de Óptica Ilusão de óptica são imagens que enganam momentaneamente o cérebro deixando o inconsciente confuso e fazendo com que este capte idéias falsas. Ponto remoto Quanto a distância infinita. . No entanto. a outra é o rosto de uma senhora idosa que olha para o chão. Nesta figura duas imagens podem ser vistas. E. mas se pensarmos que infinito corresponde a um valor muito alto. podemos utilizar a equação de Gauss. Uma das mais famosas imagens. preenchendo espaços que não ficam claros à primeira vista. que causa ilusão de óptica. Nesta situação os músculos cilires encontram-se totalmente relaxados. corresponde ao ponto remoto.1mm distante da lente. Da mesma forma que para o ponto próximo. Hill. veremos que esta divisão resultará em um valor muito pequeno.110 Neste caso. que a distância máxima alcançada para uma imagem focada. posicionada de perfil olhando para longe. é um valor indeterminado. Assim. o foco da imagem será encontrado 14.

Comparando-se as equações do período e da frequência. Movimento periódico Um movimento periódico é caracterizado quando a posição. É o caso dos pêndulos e das cordas de guitarras e violões. ou seja 1/s que recebe o nome de hertz (Hz) no SI. Além do período. é considerada uma grandeza chamada freqüência (f). porém a trajetória é a mesma para ambos os sentidos. cada vez que a corda passar por esta linha. o movimento do ponteiros dos relógios. que corresponde ao numero de repetições do movimento (n) em um determinado intervalo de tempo (Δt). além de inúmeros benefícios tecnológicos. Da mesma forma que para o movimento periódico. como a invenção dos primeiros relógios mecânicos. Se você já esteve em um prédio alto. Não é só impressão! Algumas construções de grandes estruturas como edifícios e pontes costumam balançar em .111 Ondulatória MHS Movimento Periódico e Oscilatório No estudo dos movimentos oscilatórios estão fundamentados alguns dos maiores avanços para a ciência. Se considerarmos que o corpo começa a vibrar partindo da linha mais escura. seu período será dado pela expressão: Como n é uma grandeza adimensional. Chamamos período do movimento (T) o intervalo de tempo que estes ciclos levam até se repetirem. ou seja: Analisando as unidades da relação. o período tem unidade igual à unidade de tempo. A figura abaixo representa uma corda em vibração. dizemos que ela completou um ciclo. uma oscilação ou uma vibração. No SI. como a primeira medição com precisão da aceleração da gravidade. o intervalo decorrido para que se complete um ciclo é chamado período do movimento (T) e o número de ciclos completos em uma unidade de tempo é afrequência de oscilação. observe que mesmo se deslocando para baixo e para cima do ponto de origem ela sempre mantêm distâncias iguais de afastamento deste ponto. como por exemplo. velocidade e aceleração de um corpo móvel se repetem em intervalos de tempo iguais. podemos definir a relação entre elas como: Movimento Oscilatório Um movimento oscilatório acontece quando o sentido do movimento se alterna periodicamente. a frequência é medida pelo inverso de unidade de tempo. por exemplo. em um movimento periódico. é medido em segundos (s). de um ponto qualquer demarcado em um aro de uma bicicleta que anda com velocidade constante ou até o movimento realizado pelos planetas em torno do Sol. a comprovação científica da rotação da Terra. ao decorrem-se um número (n) de repetições em um determinado intervalo de tempo ( Δt). deve ter percebido que em dias de muito vento a sua estrutura balança. após percorrer todas as outras linhas consideradas. Assim.

Assim: Função horária da elongação Imagine uma partícula se deslocando sobre um circunferência de raio A que chamaremos amplitude de oscilação. Estas vibrações. Para que o estudo desse movimento seja simplificado. Funções horárias do Movimento Harmônico Simples Chamamos um movimento de harmônico quando este pode ser descrito por funções horárias harmônicas (seno ou cosseno). que são assim chamadas devido à sua representação gráfica: Função Seno Função Cosseno Quando isto acontece. é possível analisá-lo como uma projeção de um movimento circular uniforme sobre um eixo. . o que não causa preocupação. Uma construção só poderia ser prejudicada caso tivesse uma vibração natural com período igual à vibração do vento no local. porém. acontecem com período de oscilação superior a 1 segundo. o movimento é chamado Movimento Harmônico Simples (MHS).112 decorrência do vento.

113 Colocando o eixo x no centro do círculo que descreve o Movimento Curvilíneo Uniforme e comparando o deslocamento no Movimento Harmônico Simples: Usando o que já conhecemos sobre MCU e projetando o deslocamento angular no eixo x podemos deduzir a função horária do deslocamento no Movimento Harmônico Simples: Usando a relação trigonométrica do cosseno do ângulo para obter o valor de x: .

podemos substituir esta função na equação do MCU projetado no eixo x e teremos a função horária da elongação. Mas sabemos que em um MCU: e Assim. para o movimento circular. a velocidade linear é descrita como um vetor tangente à trajetória: Decompondo o vetor velocidade tangencial: Repare que o sinal de v é negativo pois o vetor tem sentido contrário ao vetor elongação. lembrando que. se considerarmos que. Função horária da velocidade Partindo da função horária da elongação podem-se seguir pelo menos dois caminhos diferentes para determinar a função horária da velocidade. podemos escrever φ em função do tempo. podemos substituir estas igualdades e teremos a função horária da velocidade no MHS: Função horária da aceleração . usando a função horária do deslocamento angular: Então. Um deles é utilizar cálculo diferencial e derivar esta equação em função do tempo obtendo uma equação para a velocidade no MHS.114 Esta é a posição exata em que se encontra a partícula na figura mostrada. Outra forma é continuar utilizando a comparação com o MCU. no MCU. que calcula a posição da partícula que descreve um MHS em um determinado instante t. este ângulo varia com o tempo. o movimento é retrógrado. logo.

a aceleração centrípeta. é o ângulo de defasagem da onda senoidal. a função horária da aceleração pode ser obtida utilizando cálculo diferencial. uma partícula que descreve um MHS está na posição fase inicial representando o ponto dado projetado no ciclo trigonométrico: . no instante t=0. ou seja. logo. o movimento é retrógrado. então determina-se sua . lembrando que quando o movimento é circular uniforme a única aceleração pela qual um corpo está sujeito é aquela que o faz mudar de sentido. Decompondo o vetor aceleração centrípeta: Repare que o sinal de a é negativo pois o vetor tem sentido contrário ao vetor elongação.115 Analogamente à função horária da velocidade. Mas sabemos que em um MCU: Podemos substituir estas igualdades e teremos a função horária da aceleração no MHS: ou Algumas observações importantes: A fase A pulsação é sempre medida em radianos. Mas também pode ser calculada usando a comparação com o MCU. pode ser definida por: A fase inicial é o igual ao ângulo inicial do movimento em um ciclo trigonométrico. ou seja. Por exemplo. ao derivar a velocidade em função do tempo.

5m. restaurando o movimento anterior. Esta é a característica fundamental que determina se um corpo realiza um movimento harmônico simples. com amplitude 0.116 Exemplos: (1) Uma partícula em MHS. Força no Movimento Harmônico Simples Assim como visto anteriormente o valor da aceleração para uma partícula em MHS é dada por: Então. tem pulsação igual a velocidade e aceleração após 2 segundos do início do movimento? e fase inicial . Chama-se a força que atua sobre um corpo que descreve MHS de força restauradora. Obtendo: Com isso concluímos que o valor algébrico da força resultante que atua sobre uma partícula que descreve um MHS é proporcional à elongação. embora tenham sinais opostos. podemos substituir o produto mω² pela constante k. . sabemos que a força resultante sobre o sistema é dada pelo produto de sua massa e aceleração. denominada constante de força do MHS. pela 2ª Lei de Newton. pois ela atua de modo a garantir o prosseguimento das oscilações. qual sua elongação. logo: Como a massa e a pulsação são valores constantes para um determinado MHS.

Ponto de equilíbrio do MHS No ponto médio da trajetória. Qual a constante da mola e a freqüencia de oscilação? Para um sistema formado por uma massa e uma mola. a frequência é igual ao inverso do período. conseqüentemente a força resultante que atua neste momento também é nula (F=0). podemos chegar a expressão: Como sabemos.117 Sempre que a partícula passa pela posição central. a constante k é equivalente à constante elástica da mola. Como definimos anteriormente: k=mω² A partir daí podemos obter uma equação para a pulsação do MHS: Mas. assim: Oscilador massa-mola . Período do MHS Grande parte das utilidades práticas do MHS está relacionado ao conhecimento de seu período (T). sabemos que: Então. Ao ser posto em movimento o sistema repete seus movimentos após cada 6 segundos. logo: Exemplo: (1) Um sistema é formado por uma mola pendurada verticalmente a um suporte em uma extremidade e a um bloco de massa 10kg. já que experimentalmente é fácil de medi-lo e partindo dele é possível determinar outras grandezas. a força tem o efeito de retardá-la para depois poder trazêla de volta. Este ponto onde a força é anulada é denominado ponto de equilíbrio do movimento. a elongação é numericamente igual a zero ( x=0).

jamais será considerada um corpo sem massa e após determinada deformação perderá sua elasticidade. é deformado. caracterizando um MHS. quando sofre a aplicação de uma força. o período de oscilação do sistema é dado por: Ao considerar a superfície sem atrito. e um corpo de massa mque não se deforme sob ação de qualquer força. Este sistema é fisicamente impossível já que uma mola. regida pela lei de Hooke. conforme mostra a figura abaixo: Como a mola não está deformada. para as condições que desejamos calcular. com muita proximidade. este sofrerá a ação de uma força restauradora. esta é a única força que atua sobre o bloco. ou seja: Como a superfície não tem atrito. Enquanto um corpo de qualquer substância conhecida.118 Um oscilador massa-mola ideal é um modelo físico composto por uma mola sem massa que possa ser deformada sem perder suas propriedades elásticas. postos sobre uma superfície sem atrito. chamada mola de Hooke. que são: Oscilador massa-mola horizontal É composto por uma mola com constante elástica K de massa desprezível e um bloco de massa m. E sob determinadas condições. Sendo assim. o sistema passará a oscilar com amplitude igual à posição em que o bloco foi abandonado em x. Assim podemos descrever dois sistemas massa-mola básicos. Mesmo assim. diz-se que o bloco encontra-se em posição de equilíbrio. um oscilador massa-mola. é possível obtermos. logo é a força resultante. mesmo que seja de medidas desprezíveis. este é um sistema muito eficiente. por mais leve que seja. Ao modificar-se a posição do bloco para um ponto em x. de modo que: .

119

Assim podemos fazer algumas observações sobre este sistema: O bloco preso à mola executa um MHS; A elongação do MHS, é igual à deformação da mola; No ponto de equilíbrio, a força resultante é nula. Energia do Oscilador Analisando a energia mecânica do sistema, tem-se que:

Quando o objeto é abandonado na posição x=A, a energia mecânica do sistema é igual à energia potencial elástica armazenada, pois não há movimento e, consequentemente, energia cinética. Assim:

Ao chegar na posição x=-A, novamente o objeto ficará momentaneamente parado (v=0), tendo sua energia mecânica igual à energia potencial elástica do sistema. No ponto em que x=0, ocorrerá o fenômeno inverso ao da máxima elongação, sendo que:

Assim podemos concluir que na posição x=0, ocorre a velocidade máxima do sistema massa-mola, já que toda a energia mecânica é resultado desta velocidade. Para todos os outros pontos do sistema:

Como não há dissipação de energia neste modelo, toda a energia mecânica é conservada durante o movimento de um oscilador massa-mola horizontal. Oscilador massa-mola vertical

120

Imaginemos o sistema anterior, de uma mola de constante K e um bloco de massa m, que se aproximam das condições de um oscilador massa-mola ideal, com a mola presa verticalmente à um suporte e ao bloco, em um ambiente que não cause resistência ao movimento do sistema:

Podemos observar que o ponto onde o corpo fica em equilíbrio é:

Ou seja, é o ponto onde a força elástica e a força peso se anulam. Apesar da energia potencial elástica não ser nula neste ponto, considerá-se este o ponto inicial do movimento. Partindo do ponto de equilíbrio, ao ser "puxado" o bloco, a força elástica será aumentada, e como esta é uma força restauradora e não estamos considerando as dissipações de energia, o oscilador deve se manter em MHS, oscilando entre os pontos A e -A, já que a força resultante no bloco será:

Mas, como o peso não varia conforme o movimento, este pode ser considerado como uma constante. Assim, a força varia proporcionalmente à elongação do movimento, portanto é um MHS. Tendo seu período expresso por:

Pêndulo Simples Um pêndulo é um sistema composto por uma massa acoplada a um pivô que permite sua movimentação livremente. A massa fica sujeita à força restauradora causada pela gravidade. Existem inúmeros pêndulos estudados por físicos, já que estes descrevem-no como um objeto de fácil previsão de movimentos e que possibilitou inúmeros avanços tecnológicos, alguns deles são os pêndulos físicos, de torção, cônicos, de Foucalt, duplos, espirais, de Karter e invertidos. Mas o modelo mais simples, e que tem maior utilização é o Pêndulo Simples. Este pêndulo consiste em uma massa presa a um fio flexível e inextensível por uma de suas extremidades e livre por outra, representado da seguinte forma:

121

Quando afastamos a massa da posição de repouso e a soltamos, o pêndulo realiza oscilações. Ao desconsiderarmos a resistência do ar, as únicas forças que atuam sobre o pêndulo são a tensão com o fio e o peso da massa m. Desta forma:

A componente da força Peso que é dado por P.cosθ se anulará com a força de Tensão do fio, sendo assim, a única causa do movimento oscilatório é a P.senθ. Então: No entanto, o ângulo θ, expresso em radianos que por definição é dado pelo quociente do arco descrito pelo ângulo, que no movimento oscilatório de um pêndulo é x e o raio de aplicação do mesmo, no caso, dado por ℓ, assim:

Onde ao substituirmos em F:

Assim é possível concluir que o movimento de um pêndulo simples não descreve um MHS, já que a força não é proporcional à elongação e sim ao seno dela. No entanto, para ângulos pequenos, ângulo é aproximadamente igual a este ângulo. Então, ao considerarmos os caso de pequenos ângulos de oscilação: , o valor do seno do

Como P=mg, e m, g e ℓ são constantes neste sistema, podemos considerar que:

a análise de um pêndulo simples nos mostra que. um pêndulo simples descreve um MHS.122 Então. reescrevemos a força restauradora do sistema como: Sendo assim. para pequenas oscilações. Como para qualquer MHS. o período é dado por: e como Então o período de um pêndulo simples pode ser expresso por: .

como explica-se o fenômeno de quebra das ondas do mar. e esta se propaga através de um meio. como as água em um lago quando se joga uma pedra. Alguns exemplos são os que acontecem em molas e cordas. como a luz e o som. ondas de rádio. ondas ultra-violeta e microondas. que é equivalente a 1080000000km/h. de radar. onde o impacto causará uma perturbação na água. Por que as ondas do mar quebram? Sabendo que as ondas em geral têm como característica fundamental propagar energia sem que haja movimentação no meio. sua propagação envolve o transporte de energia cinética e potencial e depende da elasticidade do meio. como a luz e o som. Quanto a direção de propagação as ondas são classificadas como: Unidimensionais: que se propagam em apenas uma direção. por exemplo. Conforme sua natureza as ondas são classificadas em: Ondas Mecânicas: são ondas que necessitam de um meio material para se propagar. Mas o que elas têm em comum é que todas são energias propagadas através de um meio. ondas de televisão. existem alguns tipos de ondas que conhecemos bem. Quanto à direção da vibração as ondas podem ser classificadas como: . fazendo com que ondas circulares se propagem pela superfície da água. mas ao aproximar-se da costa. como. Após serem quebradas.123 Ondas Classificação das ondas Uma onda é um movimento causado por uma perturbação. Um exemplo de onda é tido quando joga-se uma pedra em um lago de águas calmas. Tridimensionais: são capazes de se propagar em todas as dimensões. Por isto não é capaz de propagar-se no vácuo. sons e em superfícies de líquidos. mas que não identificamos normalmente. podendo propagar-se no vácuo e em determinados meios materiais. Alguns exemplos são as ondas de rádio. ou seja. próximo à costa? Em águas profundas as ondas do mar não transportam matéria. como as ondas em cordas e molas esticadas. Também existem ondas que não podemos observar a olho nu. as ondas do mar deixam de comportar-se como ondas. provocando a quebra destas ondas e causando uma movimentação de toda a massa de água e a formação de correntezas. causando movimentação de água. Todas as ondas eletromagnéticas tem em comum a sua velocidade de propagação no vácuo. Além destas. Ondas Eletromagnéticas: são ondas geradas por cargas elétricas oscilantes e sua propagação não depende do meio em que se encontram. há uma brusca diminuição da profundidade onde se encontram. Bidimensionais: são aquelas que se propagam por uma superfície. os raios x e as microondas. e este meio não acompanha a propagação. próxima a 300000km/s.

É denominado comprimento da onda. como as ondas sonoras. a distância entre duas cristas ou dois vales consecutivos. raio de onda: é possível definir como o raio de onda a linha que parte da fonte e é perpendicular às frentes de onda. em uma determinada unidade de tempo. Portanto. como. Para o estudo de ondas bidimensionais e tridimensionais são necessários os conceitos de: frente de onda: é a fronteira da região ainda não atingida pela onda com a região já atingida. em uma corda: Longitudinais: são ondas causadas por vibrações com mesma direção da propagação. indicando a direção e o sentido de propagação. e expresso pela letra grega lambida (λ).124 Transversais: são as que são causadas por vibrações perpendiculares à propagação da onda. . o período e a freqüência são relacionados por: A unidade internacionalmente utilizada para a freqüência é Hertz (Hz) sendo que 1Hz equivale à passagem de uma crista ou de um vale em 1 segundo. Componentes de uma onda Uma onda é formada por alguns componentes básicos que são: Sendo A a amplitude da onda. por exemplo. Chamamos período da onda (T) o tempo decorrido até que duas cristas ou dois vales consecutivos passem por um ponto e freqüência da onda (f) o número de cristas ou vales consecutivos que passam por um mesmo ponto.

se a velocidade desta onde é de 195m/s. mas conhecendo a estrutura de uma onda: Podemos fazer que ΔS=λ e que Δt=T Assim: Sendo esta a equação fundamental da Ondulatória.125 Velocidade de propagação das ondas Como não transportam matéria em seu movimento. é previsível que as ondas se desloquem com velocidade contínua. e o seu comprimento de onda é de 1cm? 1cm=0. já que é valida para todos os tipos de onda. É comum utilizar-se frequências na ordem de kHz (1quilohertz = 1000Hz) e de MHz (1megahertz = 1000000Hz) Exemplo: (1) Qual a frequência de ondas.01m . logo estas devem ter um deslocamento que valide a expressão: Que é comum aos movimentos uniformes.

Reflexão em ondas unidimensionais Esta análise deve ser dividida oscilações com extremidade fixa e com extremidade livre: Com extremidade fixa: Quando um pulso (meia-onda) é gerado. mantendo as características da onda incidente. gerando um pulso refletido. Ao atingir o anel. ao atingir uma extremidade fixa. Com extremidade livre: Considerando uma corda presa por um anel a uma haste idealizada. o módulo da sua velocidade permanece inalterado após a reflexão. Independente do tipo de onda. faz cada ponto da corda subir e depois voltar a posição original. pelo princípio da ação e reação. como uma parede. Assim como mostra a figura abaixo: Para este caso costuma-se dizer que há inversão de fase já que o pulso refletido executa o movimento contrário ao do pulso incidente. apenas no sentido perpendicular a este. a força aplicada nela. reage sobre a corda. com um sentido inverso. Como mostra a figura: . portanto sem atrito. causando um movimento na direção da aplicação do pulso. Então o pulso é refletido em direção da aplicação. mas com sentido inverso. no entanto. já que ela continua propagando-se no mesmo meio. o movimento é continuado. embora não haja deslocamento no sentido do pulso.126 Reflexão de ondas É o fenômeno que ocorre quando uma onda incide sobre um obstáculo e retorna ao meio de propagação.

apenas com sentido contrário. 2ª Lei da Reflexão: Os ângulos formados entre o raio incidente e a reta perpendicular e entre o raio refletido e a reta perpendicular têm sempre a mesma medida. A reflexão dos raios de onda é regida por duas leis da reflexão. que são apresentadas como: 1ª Lei da Reflexão: O raio incidente.127 Para estes casos não há inversão de fase. incide sobre um obstáculo. propagando-se em superfície líquida. já que o pulso refletido executa o mesmo movimento do pulso incidente. então é possível representá-las por seus raios de onda. É possível obter-se a extremidade livre. flexível e inextensível. amarrando-se a corda a um barbante muito leve. Assim: . cada ponto da frente reflete-se. o raio refletido e a reta perpendicular à superfície refletora no ponto de incidência estão contidos sempre no mesmo plano. Reflexão de ondas bidimensionais Quando uma frente de onda.

sua frequência não é alterada na refração. no entanto. como o arco-íris. Considere a reflexão de ondas circulares: Refração de ondas É o fenômeno que ocorre quando uma onda passa de um meio para outro de características distintas. os ângulos têm valor igual. a cor do céu no pôr-do-sol e a construção de aparelhos astronômicos. A refração de ondas obedece duas leis que são: 1ª Lei da Refração: O raio incidente. Lei de Snell: Esta lei relaciona os ângulos.128 Como afirma a 2ª Lei. tendo sua direção desviada. as velocidades e os comprimentos de onda de incidência de refração. sendo matematicamente expressa por: Aplicando a lei: . portanto: Então pode-se imaginar que a reflexão das ondas aconteça como se fosse refletida em um espelho posto perpendicularmente ao ponto de incidência. Independente de cada onda. a velocidade e o comprimento de onda podem se modificar. Através da refração é possíveis explicar inúmeros efeitos. a reta perpendicular à fronteira no ponto de incidência e o raio refratado estão contidos no mesmo plano.

também chamada interferência em alguns casos. ao serem produzidos pulsos de mesma largura. mas de diferentes amplitudes. As ondas diminuem o módulo de velocidade ao se diminuir a profundidade. Superposição de ondas A superposição. . É possível verificar experimentalmente que a velocidade de propagação nas superfícies de líquidos pode ser alterada modificando-se a profundidade deste local. gerando uma onda resultante igual à soma algébrica das perturbações de cada onda. é o fenômeno que ocorre quando duas ou mais ondas se encontram. Imagine uma corda esticada na posição horizontal. podem ser usadas ondas propagando-se na superfície de um líquido e passando por duas regiões distintas.129 Conforme indicado na figura: Como exemplos da refração. poderá acontecer uma superposição de duas formas: Situação 1: os pulsos são dados em fase. nas pontas da corda.

Novamente. já que a superposição faz com que a amplitude seja momentaneamente aumentada em módulo. o pulso resultante terá amplitude igual a diferença entre as duas amplitudes: Numericamente: . Logo. sendo sua amplitude (elongação máxima) a soma das duas amplitudes: Numericamente: Após este encontro. mas podemos observar que o sentido da onda de amplitude é negativo em relação ao eixo vertical. cada um segue na sua direção inicial.130 No momento em que os pulsos se encontram. Este tipo de superposição é chamado interferência construtiva. suas amplitudes serão somadas. com suas características iniciais conservadas. portanto <0. suas elongações em cada ponto da corda se somam algebricamente. ao se encontrarem as ondas. Situação 2: os pulsos são dados em oposição de fase.

Este é um exemplo de interferência construtiva.131 Sendo que o sinal negativo está ligado à amplitude e elongação da onda no sentido negativo. Ondas estacionárias: É o fenômeno que ocorre quando são sobrepostas duas ondas com mesma frequência. com suas características iniciais conservadas. Batimento: Ocorre quando duas ondas periódicas de frequência diferente e mesma amplitude são sobrepostas. Superposição de ondas periódicas A superposição de duas ondas periódicas ocorre de maneira análoga à superposição de pulsos. resultam em uma onda com amplitude equivalente às suas ondas (III). que. . mas em oposição de fase (I e II) que ao serem sobrepostas resultam em uma onda com amplitude nula (III). Causando uma onda resultante. mostra uma interferência destrutiva de duas ondas com mesma frequência e mesma amplitude. na mesma direção. cada um segue na sua direção inicial. mas em sentidos opostos. resultando em uma onda com variadas amplitudes dependentes do soma de amplitudes em cada crista resultante. velocidade e comprimento de onda. Este tipo de superposição é chamado interferência destrutiva. Os principais exemplos de ondas sobrepostas são os fenômenos ondulatórios de batimento e ondas estacionárias. Após o encontro. A figura acima mostra a sobreposição de duas ondas com períodos iguais e amplitudes diferentes (I e II). com pontos de elongação equivalentes à soma algébrica dos pontos das ondas sobrepostas. já que a superposição faz com que a amplitude seja momentaneamente reduzida em módulo. Já este outro exemplo. ao serem sobrepostas.

Considere a esquematização da interferência causada como: .132 Superposição de ondas bidimensionais Imagine duas ondas bidimensionais circulares. com. amplitudes e frequências iguais. geradas respectivamente por uma fonte F1 e F2. e em concordância de fase.

que lhes é característica. Um caso muito famoso deste fenômeno foi o rompimento da ponte Tacoma Narrows. fazendo com que vibre com amplitudes cada vez maiores. cordas de um violão ou uma ponte para a passagem de pedestres sobre uma rodovia movimentada. ou seja. Ressonância É o fenômeno que acontece quando um sistema físico recebe energia por meio de excitações de freqüência igual a uma de suas freqüências naturais de vibração. Em um determinado momento o vento começou soprar com freqüência igual à natural de oscilação da ponte. ou seja. um pêndulo ao ser afastado do ponto de equilíbrio. Todos estes sistemas possuem sua frequência natural. Assim. já que o vento que soprava no dia 7 de Novembro de 1940 tinha uma frequência característica da região onde a ponte foi construída. se a freqüência natural de oscilação do sistema e as excitações constantes sobre ele estiverem sob a mesma frequência. fazendo com que esta começasse a aumentar a amplitude de suas vibrações até que sua estrutura não pudesse mais suportar. logo os engenheiros responsáveis por sua construção falharam na análise das características naturais da região. acontece um fenômeno de superposição de ondas que alteram a energia do sistema. nos Estados Unidos. Por isto. Os círculos preenchidos representam pontos de interferência construtiva. isto é. Quando ocorrem excitações periódicas sobre o sistema. Conforme estudamos anteriormente. que são características do sistema. o sistema físico passa a vibrar com amplitudes cada vez maiores. atualmente é feita uma análise profunda de todas as possíveis características que possam requerer uma alteração em uma construção civil. O caso da ponte Tacoma Narrows pode ser considerado uma falha humana. fazendo com que sua estrutura rompesse. por um vento de freqüência: . onde a amplitude das ondas é somada. Cada sistema físico capaz de vibrar possui uma ou mais frequências naturais. Os círculos em branco representam pontos de interferência destrutiva. a energia do sistema será aumentada. onde a amplitude é subtraída. mais precisamente da maneira como este é construído. modificando sua amplitude. e que sua frequência de oscilação natural é dada por: Ao ser excitada periodicamente. Imagine que esta é uma ponte construída no estilo pênsil.133 Na figura a onda da esquerda tem cristas representadas por linhas contínuas pretas e vales por linhas tracejadas vermelhas e a onda da direita tem cristas representadas por linhas contínuas verdes e vales por linhas tracejadas azuis. em 7 de novembro de 1940. como quando o vento sopra com freqüência constante sobre uma ponte durante uma tempestade. Como por exemplo.

. esta sofrerá danos podendo até ser destruída como a ponte Tacoma Narrows.134 A amplitude de oscilação da ponte passará a ser dada pela superposição das duas ondas: Se a ponte não tiver uma resistência que suporte a amplitude do movimento.

no final do século XVII. em um meio homogêneo e com as mesmas características físicas em toda sua extensão. desde que não haja obstáculos. cada ponto da frente de onda comporta-se como fonte das ondas elementares de Huygens. Para um considerado instante. Sendo esta idéia conhecida como Princípio de Huygens.135 Princípio de Huygens Christian Huygens (1629-1695). propôs um método de representação de frentes de onda. Desta forma: . é possível concluir que. A partir deste princípio. onde cada ponto de uma frente de onda se comporta como uma nova fonte de ondas elementares. a frente de onda se desloca mantendo sua forma. que se propagam para além da região já atingida pela onda original e com a mesma freqüência que ela.

No último. enunciada pelo físico francês Louis-Victor de Broglie.136 Difração de ondas Partindo do Princípio de Huygens. apesar de vários físicos já defenderem a teoria ondulatória da luz. independente da forma geométrica das ondas incidentes. que descrevia a luz como um partícula. com sólidos resultados experimentais. de Albert Einstein. sendo o primeiro composto por um orifício. são utilizados três anteparos. as manchas tornam-se franjas. . causando novas difrações. postos lado a lado. Em 1801. já que a parte que atinge a barreira é refletida. No entanto. facilitando a visualização de regiões mais bem iluminadas (máximos) e regiões mal iluminadas (mínimos). onde ocorre difração da luz incidida. enquanto os raios que atingem a fenda passam por ela. Este fenômeno prova que a generalização de que os raios de onda são retilíneos é errada. a teoria corpuscular de Newton. baseado nas conclusões sobre as características dos fótons. Ao substituir-se estes orifícios por fendas muito estreitas. Thomas Young foi o primeiro a demonstrar. até onde encontra uma fenda posta em uma barreira. há um desvio nas bordas. a teoria aceita é a dualidade onda-partícula. podemos explicar um outro fenômeno ondulatório. com dois orifícios. o físico e médico inglês. a difração. são projetadas as manchas causadas pela interferência das ondas resultantes da segunda difração. era muito bem aceita na comunidade científica. Este desvio é proporcional ao tamanho da fenda. Se esta propagação acontecesse em linha reta. hoje em dia. Para o caso onde esta largura é muito inferior ao comprimento de onda. Imagine a situação em que uma onda se propaga em um meio. Na experiência realizada por Young. o fenômeno de interferência luminosa. o segundo. Experiência de Young Por volta do século XVII. O fenômeno chamado difração é o encurvamento sofrido pelos raios de onda quando esta encontra obstáculos à propagação. os raios continuariam retos. que afirmava que a luz era incidida por ondas. Embora. as ondas difratadas serão aproximadamente circulares. mas nem todas continuam retas. que tem por consequência a aceitação da teoria ondulatória. e a propagação depois da fenda seria uma faixa delimitada pela largura da fenda.

. e outras de mínimos. intercalando-se. existem regiões de menor intensidade de luz.137 Observa-se que o máximo de maior intensidade acontece no centro. e que após este máximo.

São denominadas ondas de infra-som. Quando passa. à 20°C é 343m/s. A propagação do som em meios gasosos depende fortemente da temperatura do gás. é válida a relação da velocidade de propagação: A audição humana considerada normal consegue captar freqüências de onda sonoras que variam entre aproximadamente 20Hz e 20000Hz. T=temperatura absoluta do gás (em kelvin). por exemplo. que tem valor 340m/s. qual será sua velocidade de propagação à 100°C? Lembrando que: 15° = 288K 100° = 373K . Como exemplo podemos tomar a velocidade de propagação do som no ar à temperatura de 15° (288K). é necessário que aconteçam compressões e rarefações em propagação do meio. a onda sonora não arrasta as partículas de ar. De maneira que: A velocidade do som na água é aproximadamente igual a 1450m/s e no ar. se propagando tridimensionalmente pelo espaço e apenas em meios materiais. as ondas que tem freqüência menor que 20Hz.138 Acústica Som e sua propagação O som é definido como a propagação de uma frente de compressão mecânica ou onda longitudinal. como o ar ou a água. e ultra-som as que possuem freqüência acima de 20000Hz. é possível inclusive demonstrar experimentalmente que a velocidade do som em gases é dada por: Onde: k=constante que depende da natureza do gás. Exemplo: Sabendo que à 15°C o som se propaga à 340m/s. Estas ondas se propagam de forma longitudinal. Para que esta propagação ocorra. Como as ondas sonoras devem ser periódicas. apenas faz com que estas vibrem em torno de sua posição de equilíbrio.

este não tem dimensão. mas que são emitidos por instrumentos diferentes. Intensidade sonora A intensidade do som é a qualidade que nos permite caracterizar se um som é forte ou fraco e depende da energia que a onda sonora transfere. A intensidade sonora (I) é definida fisicamente como a potência sonora recebida por unidade de área de uma superfície. intervalo e timbre. Um tom de maior freqüência é agudo e um de menor é grave. Ou seja: Como o intervalo é um quociente entre duas medidas de mesma unidade. uma música executada por um violino e um piano se diferencia pelo timbre. A altura do som depende apenas de sua freqüência. ou seja: Mas como a potência pode ser definida pela relação de energia por unidade de tempo: Então. Na música é dada uma nomenclatura para cada intervalo: Intervalo Acústico Uníssono Oitava Quinta Quarta Terça maior Terça menor Sexta maior Sexta menor Tom maior (M) Tom menor (m) Semitom (s) Razão de freqüência 1:1 2:1 3:2 4:3 5:4 6:5 5:3 8:5 9:8 10:9 16:15 As notas musicais de mesmo nome são separadas por um intervalo de uma oitava (2:1) O timbre de um som é a característica que permite diferenciar dois sons de mesma altura e mesma intensidade. Os intervalos entre dois sons são dados pelo quociente entre suas frequências. sendo definida como a diferenciação entre grave e agudo. .139 Intervalo Acústico A audição humana é capaz de diferenciar algumas características do som como a sua altura. também podemos expressar a intensidade por: As unidades mais usadas para a intensidade são J/m² e W/m². Desta forma.

Tubos sonoros Assim como as cordas ou molas. Nestes instrumentos. Os outros fenômenos acontecem da mesma forma que para as outras ondas estudadas. este é o princípio que constitui instrumentos musicais como a flauta. A este efeito dá-se o nome de reverberação. sendo representado pela equação: A unidade utilizada para o nível sonoro é o Bel (B). uma coluna de ar é posta a vibrar ao soprar-se uma das extremidades do tubo. já que o som vai e volta. chamado som direto.1s) é instintivo perceber que esta reflexão será ouvida como eco. a intensidade sonora ou nível sonoro (β) diminui logaritmicamente. como uma parede. mas mantém a mesma velocidade de propagação. a ar ou gás contido dentro de um tubo pode vibrar com freqüências sonoras. Ao receber um som. Tendo uma utilização bastante conhecida a de interferência do som. ou limiar de dor. onde é possível aplicar uma freqüência anti-ruído. clarinete. Um efeito muito conhecido causado pela reflexão do som é o efeito de eco. o menor valor da intensidade sonora ainda audível: É chamada máxima intensidade física. mas como esta unidade é grande comparada com a maioria dos valores de nível sonoro utilizados no cotidiano. o som ouvido após ser refletido parecerá apenas um prolongamento do som direto. etc. Que consiste na reflexão do som que bate em uma parede afastada. Pela relação da velocidade: Se este intervalo de tempo for inferior à persistência acústica (t < 0. Sabemos que a velocidade é dada pela distância percorrida pelo som em um determinado tempo. Assim: E a velocidade é a de propagação do som no ar. Quando uma pessoa emite um som em direção a um obstáculo. a fim de suavizar o som do ambiente. as ondas sonoras. Reflexão do som Assim como para qualquer outra onda. esta distância é dada por duas vezes a distância ao obstáculo refletor.1s. Para intervalos maiores que a persistência acústica (t > 0. ao atingirem um obstáculo fixo.1s). este som é ouvido no momento da emissão. seu múltiplo usual é o decibel (dB). ou limiar de audibilidade.140 É chamada mínima intensidade física. corneta. que são construídos basicamente por tubos sonoros. sendo este intervalo conhecido como persistência acústica. e no momento em que o som refletido pelo obstáculo retorna a ele. A reflexão do som acontece com inversão de fase. este "permanece" em nós por aproximadamente 0. são refletidas. de maneira que 1B=10dB. que possui os dispositivos vibrantes apropriados. chamada embocadura. o maior valor da intensidade sonora suportável pelo ouvido: Conforme um observador se afasta de uma fonte sonora. . mesma freqüência e o mesmo comprimento de onda do som incidente.

formando um ventre (interferência construtiva) e em uma extremidade fechada ocorre reflexão com inversão de fase.141 Os tubos são classificados como abertos e fechados. partindo destes exemplos. Em uma extremidade aberta o som reflete-se em fase. As vibrações das colunas gasosas podem ser estudadas como ondas estacionárias resultantes da interferência do som enviado na embocadura com o som refletido na outra extremidade do tubo. formando-se um nó de deslocamento (interferência destrutiva). cujas ondas se propagam a uma velocidade v. obtêm-se freqüências naturais de todos os harmônicos. Tubos abertos Considerando um tubo sonoro de comprimento ℓ. . no tubo aberto. sendo os tubos abertos aqueles que têm as duas extremidades abertas (sendo uma delas próxima à embocadura) e os tubos fechados que são os que têm uma extremidade aberta (próxima à embocadura) e outra fechada. Assim as possíveis configurações de ondas estacionárias são: As maneiras de vibrar podem. ser generalizadas como: E a freqüência dos harmônicos será dada por: Como n não tem restrições.

142 Tubos fechados Considerando um tubo sonoro de comprimento ℓ. o efeito Doppler constitui o fenômeno pelo qual um observador percebe freqüências diferentes das emitidas por uma fonte e acontece devido à velocidade relativa entre o a onda sonora e o movimento relativo entre o observador e/ou a fonte. cujas ondas se propagam a uma velocidade v. ser generalizadas como: E a frequência dos harmônicos será dada por: Em um tubo fechado. partindo destes exemplos. Para ondas sonoras. . obtêm-se apenas frequências naturais dos harmônicos ímpares. recebendo o nome Efeito Doppler em sua homenagem. Assim as possíveis configurações de ondas estacionárias são: As maneiras de vibrar podem. Efeito Doppler Este efeito é descrito como uma característica observada em ondas emitidas ou refletidas por fontes em movimento relativo ao observador. O efeito foi descrito teoricamente pela primeira vez em 1842 por Johann Christian Andreas Doppler.

ou seja. de modo que: Substituindo no cálculo da frequência observada: Ou seja: Para o caso onde a fonte se afasta do observador.143 Considerando: Podemos determinar uma fórmula geral para calcular a freqüência percebida pelo observador. No entanto: Então: Podemos escrever uma fórmula geral para os casos onde a fonte se desloque e o observador fique parado. se utilizarmos: Sendo o sinal negativo utilizado no caso onde a fonte se aproxima e positivo no caso em que a fonte se afasta. a freqüência aparente. e a freqüência real será menor que a observada. como a fonte se movimenta. Supondo que o observador esteja em repouso e a fonte se movimente: Para o caso onde a fonte se aproxima do observador. ou seja: Mas. há um alongamento aparente do comprimento de onda. relacionado à velocidade relativa. nesta situação a dedução do cálculo da frequência observada será análoga ao caso anterior. . sua velocidade também deve ser considerada. há um encurtamento do comprimento da onda.

em um mesmo intervalo de tempo ele encontrará mais frentes de onda do que se estivesse parado. Neste caso. no entanto a velocidade de propagação é ligeiramente reduzida.144 Supondo que a fonte esteja em repouso e o observador se movimente: No caso em que o observador se aproxima da fonte. sendo ela: Sendo utilizados os sinais convenientes para cada caso. Assim a frequência observada deverá ser maior que a frequência emitida pela fonte. Conhecendo estas quatro possibilidades de alteração na frequência de onda observada podemos escrever uma fórmula geral para o efeito Doppler se combinarmos todos os resultados. Mas: e Quando estes dois valores são substituídos no cálculo da frequência observada temos: Então: No caso em que o observador se afasta da fonte. Mas: e Quando estes dois valores são substituídos no cálculo da frequência observada temos: Então: Podemos escrever uma fórmula geral para os casos onde o observador se desloque e a fonte fique parada. o comprimento de onda não é alterado. em um mesmo intervalo de tempo ele encontrará menor número de frentes de onda do que se estivesse parado. Assim a frequência observada deverá ser menor que a frequência emitida pela fonte. mas a velocidade de propagação é ligeiramente aumentada. A dedução do cálculo da frequência observada será análoga ao caso anterior. se utilizarmos: Sendo o sinal negativo utilizado no caso onde a fonte se aproxima e positivo no caso em que a fonte se afasta. .

entre muitos outros. os aceleradores de partículas. os transformadores de tensão. o qual revolucionou o estudo do eletromagnetismo. No entanto.145 Eletricidade e Eletromagnetismo O Eletromagnetismo é o nome que se dá ao conjunto de teorias que Maxwell. era transformada em energia elétrica. como o dínamo. O estudo da eletrodinâmica é focalizado nas cargas elétricas e os efeitos que ela produz nos condutores como. além de produzir efeitos no próprio fio. foi possível construir aparelhos que funcionam através da indução eletromagnética e que transformam energia mecânica em energia elétrica. apoiado em outras descobertas. por exemplo. o funcionamento das usinas hidroelétricas. por exemplo. e seu estudo possibilita o entendimento de uma variedade de instrumentos e coisas que fazem parte do nosso cotidiano como. Para produzir energia elétrica é necessário o consumo de uma forma de energia qualquer. por exemplo. por exemplo. o funcionamento dos galvanômetros analógicos. os quais são feitos através da ressonância nuclear. desenvolveu e unificou para explicar a relação existente entre a eletricidade e o magnetismo. os cartões magnéticos. a corrente elétrica faz surgir um campo magnético ao redor do fio condutor de eletricidade. afeta também o espaço ao redor dele. o aquecimento do filamento de uma lâmpada quando percorrida por uma corrente de intensidade i. o eletromagnetismo está aplicado nos diagnósticos por imagem. O assunto do eletromagnetismo é muito vasto. a geração de energia elétrica para alimentar as grandes indústrias. Na época de Faraday. Na área da medicina moderna. . No ano de 1831. Graças a essa descoberta. os motores elétricos. o funcionamento da campainha elétrica. obtida das pilhas e baterias. ou seja. através desse método não era adequado. No estudo do eletromagnetismo é possível ver que a corrente elétrica. Faraday descobriu o fenômeno da indução eletromagnética. somente a energia química.

Esta.146 Eletrostática Cargas Elétricas Toda a matéria que conhecemos é formada por moléculas. a secção transversal de um condutor percorrido por uma corrente igual a 1 ampère. um corpo é chamado neutro se ele tiver número igual de prótons e de elétrons. onde ficam os prótons e nêutrons e uma eletrosfera. Pela mesma analogia podemos definir corpos eletrizados positivamente e negativamente. mas os elétrons têm massa milhares de vezes menor. que são compostos por três tipos de partículas elementares: prótons. por sua vez. os elétrons a uma direção oposta a do desvio dos prótons e os nêutrons não seriam afetados. Esta propriedade de cada uma das partículas é chamada carga elétrica. Os átomos são formados por um núcleo. é formada de átomos. e lançá-los em direção à um imã. O valor da carga de um próton ou um elétrons é chamado carga elétrica elementar e simbolizado por e. onde os elétrons permanecem. Os prótons são partículas com cargas positivas. Sendo m a massa dos prótons. Um corpo eletrizado negativamente tem maior número de elétrons do que de prótons. fazendo com que a carga elétrica sobre o corpo seja nula. os prótons seriam desviados para uma direção. fazendo com que a carga elétrica sobre o corpo seja positiva. fazendo com que a carga elétrica sobre o corpo seja negativa. Os prótons e nêutrons têm massa praticamente igual. Um coulomb é definido como a quantidade de carga elétrica que atravessa em um segundo. os elétrons tem carga negativa e os nêutrons tem carga neutra. embora fora de escala. a massa dos elétrons é aproximadamente 2 mil vezes menor que a massa dos prótons. Por isso. medida em ampère (A). A carga elétrica elementar é a menor quantidade de carga encontrada na natureza. por: Se pudéssemos separar os prótons. podemos representar a massa dos elétrons como: Ou seja. têm-se a relação: A unidade coulomb é definida partindo-se do conhecimento de densidades de corrente elétrica. A unidade de medida adotada internacionalmente para a medida de cargas elétricas é o coulomb (C). Um prótons e um elétrons têm valores absolutos iguais embora tenham sinais opostos. em órbita. Um corpo eletrizado positivamente tem maior número de prótons do que de elétrons. comparando-se este valor com coulomb. Podemos representar um átomo. . nêutrons e elétrons de um átomo. Eletrização de Corpos A única modificação que um átomo pode sofrer sem que haja reações de alta liberação e/ou absorção de energia é a perda ou ganho de elétrons. nêutrons e elétrons. já que suas unidades são interdependentes.

quando não estiver neutro. a soma de todas as cargas existentes será sempre constante.. Esta lista é chamada série triboelétrica: . a qual assegura que em um sistema isolado.C. ficando com menos carga elétrica negativa. enquanto o atrito entre o material é capaz de deixar carregado negativamente e positivamente. atritar um material pode deixar carregado negativamente e com uma material e outro material positivamente. Podemos definir a carga elétrica de um corpo (Q) pela relação: Onde: Q= Carga elétrica. ou seja. O processo de retirar ou acrescentar elétrons a um corpo neutro para que este passe a estar eletrizado denomina-se eletrização. não há perdas. ou seja. porém com sinais opostos. As reações onde as partículas intranucleares (nêutrons e prótons) podem ser modificadas são estudadas na parte da ciência conhecida como Física Nuclear. Processos de eletrização Considera-se um corpo eletrizado quando este tiver número diferente de prótons e elétrons. medida em coulomb no SI n= quantidade de cargas elementares. Convenientemente foi elaborada uma lista em dada ordem que um elemento ao ser atritado com o sucessor da lista fica eletrizado positivamente. ou seja. Foi descoberto por volta do século VI a. Alguns dos processos de eletrização mais comuns são: Eletrização por Atrito: Este processo foi o primeiro de que se tem conhecimento. lembre que a física vista a nível de ensino médio estuda apenas reações elementares e cotidianas. sendo possível comprovar que dois corpos neutros feitos de materiais distintos. Quando na verdade um corpo está positivamente carregado se ele perder elétrons. Posteriormente o estudo de Tales foi expandido. 3. Quando há eletrização por atrito. já que é plausível de se pensar que para que o corpo tenha carga elétrica positiva ele deva receber carga elétrica positiva. os dois corpos ficam com cargas de módulo igual. 2. Eletrizar um corpo significa basicamente tornar diferente o número de prótons e de elétrons (adicionando ou reduzindo o número de elétrons). quando são atritados entre si. o da atração e repulsão de cargas conforme seu sinal (sinais iguais se repelem e sinais contrários se atraem) e a conservação de cargas elétricas. 4 . ganhar prótons. por exemplo.147 Fique atento: É comum haver confusão sobre corpos positivamente carregados. um deles fica eletrizado negativamente (ganha elétrons) e outro positivamente (perde elétrons). que concluiu que o atrito entre certos materiais era capaz de atrair pequenos pedaços de palha e penas. principalmente. como o movimento de elétrons. que é uma grandeza adimensional e têm sempre valor inteiro (n=1.) e= carga elétrica elementar ( ) A eletrostática é basicamente descrita por dois princípios.. Esta eletrização depende também da natureza do material. Para que durante os cálculos você não se confunda. pelo matemático grego Tales de Mileto.

sendo pelo menos um deles eletrizado. neste momento: Após o segundo contato. O cálculo da carga resultante é dado pela média aritmética entre a carga dos condutores em contato.148 Eletrização por contato: Outro processo capaz de eletrizar um corpo é feito por contato entre eles. inclusive com mesmo sinal. tem-se: . são postos em contato. sendo redistribuída entre os dois. após serem separados os dois o corpo A é posto em contato com um terceiro corpo condutor C de carga qual é a carga em cada um após serem separados? Ou seja. a carga elétrica tende a se estabilizar. Por exemplo: Um corpo condutor A com carga é posto em contato com outro corpo neutro carga em cada um deles após serem separados. . Se dois corpos condutores. fazendo com que ambos tenham a mesma carga. Qual é a Um corpo condutor A com carga é posto em contato com outro corpo condutor B com carga .

O processo é dividido em três etapas: . . já que a eletrização ocorre apenas com a aproximação de um corpo eletrizado (indutor) a um corpo neutro (induzido).Primeiramente um bastão eletrizado é aproximado de um condutor inicialmente neutro. Um corpo eletrizado em contato com a terra será neutralizado. no corpo B será -2C e no corpo C será +1C. . . fazendo com que sua única carga seja a do sinal oposto ao indutor. pois se ele tiver falta de elétrons. estes serão descarregados na terra. ainda na presença do indutor.Desliga-se o induzido da terra.O próximo passo é ligar o induzido à terra. estes serão doados pela terra e se tiver excesso de elétrons. os elétrons livres do induzido são atraídos/repelidos dependendo do sinal da carga do indutor. a carga após os contados no corpo A será +1C.149 E neste momento: Ou seja. Eletrização por indução eletrostática: Este processo de eletrização é totalmente baseado no princípio da atração e repulsão. pelo princípio de atração e repulsão.

assim como para a intensidade do campo gravitacional. Lembrando que. Ou seja: Onde a equação pode ser expressa por uma igualdade se considerarmos uma constante k. cargas com sinais opostos são atraídas e com sinais iguais são repelidas. e seu valor é igual a: Então podemos escrever a equação da lei de Coulomb como: Para se determinar se estas forças são de atração ou de repulsão utiliza-se o produto de suas cargas. ou seja. O valor mais usual de k é considerado quando esta interação acontece no vácuo. refere-se às forças de interação (atração e repulsão) entre duas cargas elétricas puntiformes. ou seja: Campo Elétrico Assim como a Terra tem um campo gravitacional. com dimensão e massa desprezível. pelo princípio de atração e repulsão. a intensidade do campo elétrico (E) é definido como o quociente entre as forças de interação das cargas geradora do campo (Q) e de prova (q) e a própria carga de prova (q). ou seja: . O que a Lei de Coulomb enuncia é que a intensidade da força elétrica de interação entre cargas puntiformes é diretamente proporcional ao produto dos módulos de cada carga e inversamente proporcional ao quadrado da distância que as separa.150 Após pode-se retirar o indutor das proximidades e o induzido estará eletrizado com sinal oposto à carga do indutor e as cargas se distribuem por todo o corpo. que depende do meio onde as cargas são encontradas. formulada por Charles Augustin Coulomb. uma carga Q também tem um campo que pode influenciar as cargas de prova q nele colocadas. independente do sentido para onde o vetor que as descreve aponta. podemos encontrar: Desta forma. E usando esta analogia. mas estas forças de interação têm intensidade igual. Lei de Coulomb Esta lei.

151 Chama-se Campo Elétrico o campo estabelecido em todos os pontos do espaço sob a influência de uma carga geradora de intensidade Q. também possibilitando o cálculo de sua intensidade. é definida como um corpo puntual de carga elétrica conhecida. estes são: . O campo elétrico pode ter pelo menos quatro orientações diferentes de seu vetor devido aos sinais de interação entre as cargas. para os fins que nos interessam. utilizado para detectar a existência de um campo elétrico. para as cargas colocadas no seu espaço de atuação. Ou seja: A unidade adotada pelo SI para o campo elétrico é o N/C (Newton por coulomb). de forma que qualquer carga de prova de intensidade q fica sujeita a uma força de interação (atração ou repulsão) exercida por Q. Interpretando esta unidade podemos concluir que o campo elétrico descreve o valor da força elétrica que atua por unidade de carga. quando o campo é gerado por apenas uma carga. Vetor Campo Elétrico Voltando à analogia com o campo gravitacional da Terra. Já uma carga de prova. o campo elétrico é definido como um vetor com mesma direção do vetor da força de interação entre a carga geradora Q e a carga de prova q e com mesmo sentido se q>0 e sentido oposto se q<0.

Para isto. o vetor campo elétrico tem sentido de afastamento das cargas e quando tem sinal negativo (Q<0). Quando duas ou mais cargas estão próximas o suficiente para que os campos gerados por cada uma se interfiram. no ponto P. este é gerado em um espaço que a circunda. com cargas respectivamente. Imaginemos também um ponto P sob a influência dos campos gerados pelas duas cargas simultaneamente. mas sentidos opostos. O vetor do campo elétrico resultante será dado pela soma dos vetores exemplos a seguir: e e . os vetores força e campo elétrico têm mesma direção. imaginemos duas cargas postas arbitrariamente em um ponto A e outro B. Quando uma única partícula é responsável por gerar um campo elétrico.152 Quando a carga de prova tem sinal negativo (q<0). e quando a carga de prova tem sinal positivo (q>0). é possível determinar um campo elétrico resultante em um ponto desta região. cada uma delas gera um campo divergente (de afastamento). Como ilustram os Como as duas cargas geradoras do campo têm sinal positivo. Por exemplo. ambos os vetores têm mesma direção e sentido Já quando a carga geradora do campo tem sinal positivo (Q>0). embora não esteja presente no ponto onde a partícula é encontrada. logo o vetor resultante terá módulo igual à subtração entre os valores dos vetores e direção e sentido do maior valor absoluto. sendo que isto não varia com a mudança do sinal das cargas de provas. . analisa-se isoladamente a influência de cada um dos campos gerados sobre um determinado ponto. Campo elétrico gerado por mais do que uma partícula eletrizada. tem sentido de aproximação.

O módulo. Neste exemplo. ou seja. as cargas que geram o campo resultante têm sinais diferentes. então um dos vetores converge em relação à sua carga geradora ( ) e outro diverge ( ). Como ambas as cargas que geram o campo tem sinais negativos. tem sentido de aproximação. de modo que: . esta soma vetorial é calculada através de regra do paralelogramo. assim como ilustra a figura. ambos os campos elétricos gerados são divergentes.153 Assim como no exemplo anterior. tendo assim o módulo direção e sentido do vetor campo elétrico resultante. a direção e o sentido deste vetor são calculados pela regra do paralelogramo. traçando-se o vetor soma dos dois vetores. cada componente do vetor campo resultante é convergente. mas como existe um ângulo formado entre eles. ou seja. Então podemos generalizar esta soma vetorial para qualquer número finito de partículas.

Utiliza-se o termo médio já que dificilmente as cargas elétricas se distribuem uniformemente por toda a superfície de um corpo. de modo que é possível constatar que o módulo desta densidade é inversamente proporcional ao seu raio de curvatura. de modo que para campos gerados por cargas positivas as linhas de força são divergentes (sentido de afastamento) e campos gerados por cargas elétricas negativas são representados por linhas de força convergentes (sentido de aproximação). pela área de sua superfície A. Quando se trabalha com cargas geradoras sem dimensões. .154 Linhas de força Estas linhas são a representação geométrica convencionada para indicar a presença de campos elétricos. pode ser caracterizado por sua densidade superficial média de cargas definição é o resultado do quociente da carga elétrica Q. Por convenção. . em objetos pontiagudos eletrizados há maior concentração de carga em sua extremidade (ponta). jamais se cruzam. as linhas de força têm a mesma orientação do vetor campo elétrico. as linhas de força são representadas radialmente. Observe que para cargas negativas a densidade superficial média de cargas também é negativa. sendo representadas por linhas que tangenciam os vetores campo elétrico resultante em cada ponto. já que a área sempre é positiva. ou seja. logo. que por Sendo sua unidade adotada no SI o C/m². quando todos possíveis responsáveis por sua eletrização acomodam-se em sua superfície. ou seja. de modo que: Densidade Superficial de cargas Um corpo em equilíbrio eletrostático.

sabemos que para que um corpo adquira energia cinética é necessário que haja uma energia potencial armazenada de alguma forma. o campo elétrico gerado entre elas será uniforme. Ou seja: Logo: . esta carga q. Potencial Elétrico Imagine um campo elétrico gerado por uma carga Q. Quando esta energia está ligada à atuação de um campo elétrico. A unidade usada para a é o joule (J). será atraída ou repelida. o potencial pode ser descrito como o quociente entre a energia potencial elétrica e a carga de prova q. Se as placas forem postas paralelamente. direção e sentido. Uma forma comum de se obter um campo elétrico uniforme é utilizando duas placas condutoras planas e iguais. tendo cargas de mesma intensidade. Pode-se dizer que a carga geradora produz um campo elétrico que pode ser descrito por uma grandeza chamada Potencial Elétrico (ou eletrostático).155 Campo Elétrico Uniforme (CEU) Dizemos que um campo elétrico é uniforme em uma região quando suas linhas de força são paralelas e igualmente espaçadas umas das outras. é chamada Energia Potencial Elétrica ou Eletrostática. mas de sinal oposto. o que implica que seu vetor campo elétrico nesta região têm. e conseqüentemente Energia Cinética. em todos os pontos. mesma intensidade. ao ser colocada um carga de prova q em seu espaço de atuação podemos perceber que. adquirindo movimento. Lembrando da energia cinética estudada em mecânica. simbolizada por . conforme a combinação de sinais entre as duas cargas. De forma análoga ao Campo Elétrico.

então: . maior seu potencial). ou seja: Se imaginarmos dois pontos em um campo elétrico. que são linhas ou superfícies perpendiculares às linhas de força. cada um deles terá energia potencial dada por: Sendo o trabalho realizado entre os dois pontos: Mas sabemos que. ou seja. no SI para o potencial elétrico é o volt (V). em homenagem ao físico italiano Alessandro Volta.156 A unidade adotada. quando a força considerada é a eletrostática. onde quanto mais interna for a casca. o que constitui o chamado efeito casca de cebola. ou seja: Uma maneira muito utilizada para se representar potenciais é através de equipotenciais. Para o caso particular onde o campo é gerado por apenas uma carga. os equipotenciais seriam representados por esferas ocas. Trabalho de uma força elétrica O trabalho que uma carga elétrica realiza é análogo ao trabalho realizado pelas outras energias potenciais usadas no estudo de mecânica. Quando existe mais de uma partícula eletrizada gerando campos elétricos. e a unidade designa Joule por coulomb (J/C). o potencial elétrico é igual à soma de todos os potenciais criados por cada carga. estas linhas equipotenciais serão circunferências. linhas que representam um mesmo potencial. pois caso a representação fosse tridimensional. já que o valor do potencial diminui uniformemente em função do aumento da distância (levando-se em conta uma representação em duas dimensões. em um ponto P que está sujeito a todas estes campos.

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Diferença de potencial entre dois pontos Considere dois pontos de um campo elétrico, A e B, cada um com um posto a uma distância diferente da carga geradora, ou seja, com potenciais diferentes. Se quisermos saber a diferença de potenciais entre os dois devemos considerar a distância entre cada um deles.

Então teremos que sua tensão ou d.d.p (diferença de potencial) será expressa por U e calculada por:

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Eletrodinâmica
Corrente Elétrica
Ao se estudarem situações onde as partículas eletricamente carregadas deixam de estar em equilíbrio eletrostático passamos à situação onde há deslocamento destas cargas para um determinada direção e em um sentido, este deslocamento é o que chamamos corrente elétrica. Estas correntes elétricas são responsáveis pela eletricidade considerada utilizável por nós. Normalmente utiliza-se a corrente causada pela movimentação de elétrons em um condutor, mas também é possível haver corrente de íons positivos e negativos (em soluções eletrolíticas ou gases ionizados). A corrente elétrica é causada por uma diferença de potencial elétrico (d.d.p./ tensão). E ela é explicada pelo conceito de campo elétrico, ou seja, ao considerar uma carga A positiva e outra B, negativa, então há um campo orientado da carga A para B. Ao ligar-se um fio condutor entre as duas os elétrons livres tendem a se deslocar no sentido da carga positiva, devido ao fato de terem cargas negativas, lembrando que sinais opostos são atraídos. Desta forma cria-se uma corrente elétrica no fio, com sentido oposto ao campo elétrico, e este é chamado sentido real da corrente elétrica. Embora seja convencionado que a corrente tenha o mesmo sentido do campo elétrico, o que não altera em nada seus efeitos (com exceção para o fenômeno chamado Efeito Hall), e este é chamado o sentido convencional da corrente. Para calcular a intensidade da corrente elétrica (i) na secção transversal de um condutor se considera o módulo da carga que passa por ele em um intervalo de tempo, ou seja:

Considerando |Q|=n e A unidade adotada para a intensidade da corrente no SI é o ampère ( A), em homenagem ao físico francês Andre Marie Ampère, e designa coulomb por segundo ( C/s). Sendo alguns de seus múltiplos:

Continuidade da corrente elétrica Para condutores sem dissipação, a intensidade da corrente elétrica é sempre igual, independente de sua secção transversal, esta propriedade é chamada continuidade da corrente elétrica. Isto implica que se houver "opções de caminho" em um condutor, como por exemplo, uma bifurcação do fio, a corrente anterior a ela será igual à soma das correntes em cada parte desta bifurcação, ou seja:

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Resistência Elétrica Ao aplicar-se uma tensão U, em um condutor qualquer se estabelece nele uma corrente elétrica de intensidade i. Para a maior parte dos condutores estas duas grandezas são diretamente proporcionais, ou seja, conforme uma aumenta o mesmo ocorre à outra. Desta forma:

A esta constante chama-se resistência elétrica do condutor (R), que depende de fatores como a natureza do material. Quando esta proporcionalidade é mantida de forma linear, chamamos o condutor de ôhmico, tendo seu valor dado por:

Sendo R constante, conforme enuncia a 1ª Lei de Ohm: Para condutores ôhmicos a intensidade da corrente elétrica é diretamente proporcional à tensão (ddp) aplicada em seus terminais. A resistência elétrica também pode ser caracterizada como a "dificuldade" encontrada para que haja passagem de corrente elétrica por um condutor submetido a uma determinada tensão. No SI a unidade adotada para esta grandeza é o ohm (Ω), em homenagem ao físico alemão Georg Simon Ohm. Pode-se também definir uma grandeza chamada Condutância elétrica (G), como a facilidade que uma corrente tem em passar por um condutor submetido à determinada tensão, ou seja, este é igual ao inverso da resistência:

E sua unidade, adotada pelo SI é o siemens (S), onde:

Geradores de corrente elétrica
A corrente sempre existe enquanto há diferença de potencial entre dois corpos ligados, por um condutor, por exemplo, mas esta tem pequena duração quando estes corpos são eletrizados pelos métodos vistos em eletrostática, pois entram rapidamente em equilíbrio. A forma encontrada para que haja uma diferença de potencial mais duradoura é a criação de geradores elétricos, que são construídos de modo que haja tensão por um intervalo maior de tempo. Existem diversos tipos de geradores elétricos, que são caracterizados por seu princípio de funcionamento, alguns deles são: Geradores luminosos São sistemas de geração de energia construídos de modo a transformar energia luminosa em energia elétrica, como por exemplo, as placas solares feitas de um composto de silício que converte a energia luminosa do sol em energia elétrica. Geradores mecânicos São os geradores mais comuns e com maior capacidade de criação de energia. Transformam energia mecânica em energia elétrica, principalmente através de magnetismo. É o caso dos geradores encontrados em usinas hidroelétricas, termoelétricas e termonucleares.

é sempre positiva ou sempre negativa. Quando associados dois. Corrente contínua pulsante . A maior parte dos circuitos eletrônicos trabalha com corrente contínua. Geradores térmicos São aqueles capazes de converter energia térmica em energia elétrica. não variável. por exemplo. ou seja. ou seja: Corrente contínua Uma corrente é considerada contínua quando não altera seu sentido. a tensão e a corrente se comportam da mesma forma como nas associações de resistores. embora nem todas tenham o mesmo "rendimento".160 Geradores químicos São construídos de forma capaz de converter energia potencial química em energia elétrica (contínua apenas). Este tipo de corrente é comumente encontrado em pilhas e baterias. Corrente contínua e alternada Se considerarmos um gráfico i x t (intensidade de corrente elétrica por tempo). ou mais geradores como pilhas. se seu gráfico for dado por um segmento de reta constante. ou seja: Associação em série: corrente nominal e tensão é somada. quanto à sua curva no gráfico i x t. diretamente. ou seja. Associação em paralelo: corrente é somada e tensão nominal. podemos classificar a corrente conforme a curva encontrada. a corrente contínua pode ser classificada por: Corrente contínua constante Diz-se que uma corrente contínua é constante. Este tipo de gerador é muito encontrado como baterias e pilhas.

a corrente medida nas tomada de nossa casa. fazendo com que os elétrons executem um movimento de vai-e-vem. são consideradas as ligações entre eles como condutores ideais (que não apresentam resistência). ora é positiva e ora é negativa. para que seja obedecida a 1ª Lei de Ohm. sendo seus possíveis tipos: em série. são usados como aquecedores ou como dissipadores de eletricidade. esta é invertida periodicamente. Alguns exemplos de resistores utilizados no nosso cotidiano são: o filamento de uma lâmpada incandescente.161 Embora não altere seu sentido as correntes contínuas pulsantes passam periodicamente por variações. assim: . em paralelo e mista. Já a diferença de potencial entre cada resistor irá variar conforme a resistência deste. os filamentos que são aquecidos em uma estufa. Corrente alternada Dependendo da forma como é gerada a corrente. Este tipo de corrente é o que encontramos quando medimos a corrente encontrada na rede elétrica residencial. chamada associação de resistores. Esta forma de corrente é geralmente encontrada em circuitos retificadores de corrente alternada. Resistores São peças utilizadas em circuitos elétricos que tem como principal função converter energia elétrica em energia térmica. ou seja. não sendo necessariamente constantes entre duas medidas em diferentes intervalos de tempo. A ilustração do gráfico acima é um exemplo de corrente contínua constante. ou seja. ou seja. Em circuitos elétricos teóricos costuma-se considerar toda a resistência encontrada proveniente de resistores. Associação em Série Associar resistores em série significa ligá-los em um único trajeto. ou seja: Como existe apenas um caminho para a passagem da corrente elétrica esta é mantida por toda a extensão do circuito. o aquecedor de um chuveiro elétrico. O comportamento desta associação varia conforme a ligação entre os resistores. e utilizamse as representações: Associação de Resistores Em um circuito é possível organizar conjuntos de resistores interligados. entre outros. ou seja.

Usualmente as ligações em paralelo são representadas por: . um modo de se resumir e lembrar-se das propriedades de um circuito em série é: Tensão (ddp) (U) Intensidade da corrente (i) Resistência total (R) Associação em Paralelo: Ligar um resistor em paralelo significa basicamente dividir a mesma fonte de corrente.162 Esta relação também pode ser obtida pela análise do circuito: Sendo assim a diferença de potencial entre os pontos inicial e final do circuito é igual à: Analisando esta expressão. de modo que a ddp em cada ponto seja conservada. é possível concluir que a resistência total é: Ou seja. Ou seja: se divide se conserva soma algébrica das resistência em cada resistor. já que a tensão total e a intensidade da corrente são mantidas.

e para facilitar estes cálculos pode-se reduzir ou redesenhar os circuitos. de associações em série e em paralelo. podemos concluir que a resistência total em um circuito em paralelo é dada por: Associação Mista: Uma associação mista consiste em uma combinação.163 Como mostra a figura. a tensão (U) e intensidade da corrente serão calculadas com base no que se conhece sobre circuitos série e paralelos. ou seja: Pela 1ª lei de ohm: E por esta expressão. já que a intensidade da corrente e a tensão são mantidas. como por exemplo: Em cada parte do circuito. utilizando resistores resultantes para cada parte. ou seja: Sendo: . a intensidade total de corrente do circuito é igual à soma das intensidades medidas sobre cada resistor. em um mesmo circuito.

causando uma excitação que por sua vez irá gerar um efeito de aquecimento.164 Efeito Joule A corrente elétrica é resultado de movimentação de ânions. Potência Elétrica A potência elétrica dissipada por um condutor é definida como a quantidade de energia térmica que passa por ele durante uma quantidade de tempo. que é matematicamente expressa por: Esta relação é valida desde que a intensidade da corrente seja constante durante o intervalo de tempo de ocorrência. A unidade utilizada para energia é o watt (W). então podemos definir duas formas que relacionem a potência elétrica com a . como já vimos. cátions ou elétrons livres. Ou seja: Mas. que designa joule por segundo (J/s) Ao considerar que toda a energia perdida em um circuito é resultado do efeito Joule. admitimos que a energia transformada em calor é igual a energia perdida por uma carga q que passa pelo condutor. A este efeito dá-se o nome efeito Joule. sabemos que: Então: Logo: Mas sabemos que . então podemos escrever que: Por exemplo: Qual a corrente que passa em uma lâmpada de 60W em uma cidade onde a tensão na rede elétrica é de 220V? Pela 1ª Lei de Ohm temos que resistência. Ao existir corrente elétrica as partículas que estão em movimento acabam colidindo com as outras partes do condutor que se encontra em repouso. O aquecimento no fio pode ser medido pela lei de joule. .

que embora não seja adotada no SI. Essa unidade é o quilowatt-hora (kWh). é mais conveniente. o computador de onde você lê esse texto. qual a resistência do filamento interno da lâmpada? Consumo de energia elétrica Cada aparelho que utiliza a eletricidade para funcionar. já que o cálculo acima se refere a apenas um banho de 15 minutos. podemos calcular quanto será gasta em dinheiro por este consumo. por exemplo. se quisermos saber quanta energia gasta um chuveiro de 5500W ligado durante 15 minutos. Para calcular este consumo basta sabermos a potência do aparelho e o tempo de utilização dele. seu consumo de energia será: Mas este cálculo nos mostra que o joule (J) não é uma unidade eficiente neste caso.300710 R$/kWh. se soubermos o preço cobrado por kWh. Para que a energia gasta seja compreendida de uma forma mais prática podemos definir outra unidade de medida. Para calcularmos o consumo do chuveiro do exemplo anterior nesta unidade consideremos sua potência em kW e o tempo de uso em horas. então teremos: O mais interessante em adotar esta unidade é que. então o consumo do chuveiro elétrico de 5500W ligado durante 15 minutos será: . consome uma quantidade de energia elétrica. Por exemplo: Considere que em sua cidade a companhia de energia elétrica tenha um tarifa de 0. imagine o consumo deste chuveiro em uma casa com 4 moradores que tomam banho de 15 minutos todos os dias no mês.165 Então se utilizando do exemplo anterior. como por exemplo.

Este equipamento é capaz de armazenar energia potencial elétrica durante um intervalo de tempo. Para que haja um campo elétrico uniforme é necessário que haja uma interação específica. ℓ= largura do condutor A= área da secção transversal. A resolução deste problema é um dos exemplos da utilidade de um capacitor. depende do material do condutor e de sua temperatura. ele é construído utilizando um campo elétrico uniforme. Sendo expressa por: Onde: ρ= resistividade. chamadas armaduras e um material isolante com propriedades específicas chamado dielétrico. então a unidade adotada pelo SI para a resistividade é . conforme cita seu enunciado: A resistência de um condutor homogêneo de secção transversal constante é proporcional ao seu comprimento e da natureza do material de sua construção. Em alguns materiais também depende de sua temperatura. Como a unidade de resistência elétrica é o ohm (Ω). Um capacitor é composto por duas peças condutoras. enquanto a fonte está ligada em corrente alternada. e é inversamente proporcional à área de sua secção transversal. assim alguns exemplos de capacitores são: Capacitores planos .166 Se considerarmos o caso da família de 4 pessoas que utiliza o chuveiro diariamente durante 15 minutos. limitando os possíveis formatos geométricos de um capacitor. Capacitores Em circuitos eletrônicos alguns componentes necessitam que haja alimentação em corrente contínua. o custo mensal da energia gasta por ele será: Segunda lei de Ohm Esta lei descreve as grandezas que influenciam na resistência elétrica de um condutor.

167 Capacitores cilíndricos .

Um imã permanente é feito de material capaz de manter as propriedades magnéticas mesmo após cessar o processo de imantação. normalmente localizados em suas extremidades. estes materiais são chamados ferromagnéticos. temporais ou eletroímãs. Propriedades dos Imãs Pólos magnéticos São as regiões onde se intensificam as ações magnéticas. normalmente de ferro. como em um imã em forma de disco. Suas características dependem da passagem de corrente pelo condutor. Os imãs artificiais também são subdivididos em: permanentes.168 Campo Magnético Imãs e magnetos Um imã é definido com um objeto capaz de provocar um campo magnético à sua volta e pode ser natural ou artificial. se deve suspender o imã pelo centro de massa e ele se alinhará aproximadamente ao pólo norte e sul geográfico recebendo nomenclatura equivalente. e um imã artificial é feito de um material sem propriedades magnéticas. mas que pode adquirir permanente ou instantaneamente características de um imã natural. Um imã temporal tem propriedades magnéticas apenas enquanto se encontra sob ação de outro campo magnético. ao cessar a passagem de corrente cessa também a existência do campo magnético. Um imã natural é feito de minerais com substâncias magnéticas. Para que sejam determinados estes pólos. exceto quando estas não existirem. o pólo norte magnético deve apontar para o pólo norte geográfico e o pólo sul magnético para o pólo sul geográfico. mas pólos com nomes diferentes se atraem. ou seja: . Isto se deve ao fato de que pólos com mesmo nome se repelem. Atração e repulsão Ao manusear dois imãs percebemos claramente que existem duas formas de colocá-los para que estes sejam repelidos e duas formas para que sejam atraídos. Um imã é composto por dois pólos magnéticos. Desta forma. Um eletroímã é um dispositivo composto de um condutor por onde circula corrente elétrica e um núcleo. norte e sul. Por esta razão são chamados dipolos magnéticos. os materiais que possibilitam este tipo de processo são chamados paramagnéticos. por exemplo. a magnetita. como por exemplo.

E assim sucessivamente. Se pudermos colocar uma pequena bússola em um ponto sob ação do campo o vetor terá direção da reta em que a agulha se alinha e sentido para onde aponta o pólo norte magnético da agulha. já que toda vez que este for dividido serão obtidos novos pólos. Se pudermos traçar todos os pontos onde há um vetor indução magnética associado veremos linhas que são chamadas linhas de indução do campo magnético. então se diz que qualquer novo pedaço continuará sendo um dipolo magnético. chamado vetor indução magnética e simbolizado por . à razão inversa do quadrado da distância entre eles. Ou seja. fazendo com os seus pólos sejam praticamente invertidos em relação aos pólos geográficos. e em cada ponto o vetor tangencia estas linhas. Compare campo magnético com campo gravitacional ou campo elétrico e verá que todos estes têm as características equivalentes. como cobalto e ferro. . ao dobrarmos esta distância a força observada será igual a uma quarta parte da anterior F/4. Na verdade eles se encontram em pontos praticamente opostos.169 Esta propriedade nos leva a concluir que os pólos norte e sul geográficos não coincidem com os pólos norte e sul magnéticos. dependendo de suas características. Campo Magnético É a região próxima a um imã que influencia outros imãs ou materiais ferromagnéticos e paramagnéticos. como mostra a figura abaixo A inclinação dos eixos magnéticos em relação aos eixos geográficos é de aproximadamente 191°. Também é possível definir um vetor que descreva este campo. Inseparabilidade dos pólos de um imã Esta propriedade diz que é impossível separar os pólos magnéticos de um imã. estas são orientados do pólo norte em direção ao sul. se uma força de interação F é estabelecida a uma distância d. Interação entre pólos Dois pólos se atraem ou se repelem.

A parte interna dos imãs em forma de U aproxima um campo magnético uniforme. partículas com uma velocidade inicial no momento da interação. ou seja. interagem com este. ou seja. . Campo Magnético Uniforme De maneira análoga ao campo elétrico uniforme. Assim como as linhas de força. que o vetor campo magnético tempo. em cada ponto não varia com o campos magnéticos estacionários. Assim sua representação por meio de linha de indução é feita por linhas paralelas e igualmente espaçadas. sendo submetidos a uma força magnética Supondo: . Efeitos de um campo magnético sobre carga Como os elétrons e prótons possuem características magnéticas. direção e sentido.170 As linhas de indução existem também no interior do imã. portanto são linhas fechadas e sua orientação interna é do pólo sul ao pólo norte. as linhas de indução não podem se cruzar e são mais densas onde o campo é mais intenso. é definido como o campo ou parte dele onde o vetor indução magnética é igual em todos os pontos. e que o vetor campo magnético no referencial adotado é Podemos estabelecer pelo menos três resultados: Carga elétrica em repouso . tem mesmo módulo. ao serem expostos à campos magnéticos.

Este será o sentido do vetor força magnética. este movimento será desviado de forma perpendicular ao campo e à velocidade. negativa ou neutra. Carga elétrica com velocidade na mesma direção do campo "Um campo magnético estacionário não interage com cargas que tem velocidade não nula na mesma direção do campo magnético. e outro onde a direção do movimento é qualquer. A validade desta afirmação é assegurada independentemente do sinal da carga estudada. exceto igual a do campo. Para cargas positivas este desvio acontece para cima: E para cargas negativas para baixo. e e resultará em um terceiro vetor perpendicular a ambos. . sendo no seu sentido ou contrário. Carga com movimento perpendicular ao campo Experimentalmente pode-se observar que se aproximarmos um imã de cargas elétricas com movimento perpendicular ao campo magnético." Tendo um imã posto sobre um referencial arbitrário R. Carga elétrica com velocidade em direção diferente do campo elétrico Quando uma carga é abandonada nas proximidades de um campo magnético estacionário com velocidade em direção diferente do campo. Então esta força será dada pelo produto entre os dois vetores.171 "Um campo magnético estacionário não interage com cargas em repouso. este interage com ela. ou seja. sendo ela positiva. não há aparecimento de força eletromagnética que atue sobre ela. Um exemplo deste movimento é uma carga que se movimenta entre os pólos de um imã. este é chamado um produto vetorial e é uma operação vetorial que não é vista no ensino médio. Mas podemos dividir este estudo para um caso peculiar onde a carga se move em direção perpendicular ao campo. se uma partícula com carga q for abandonada em sua vizinhança com velocidade nula não será observado o surgimento de força magnética sobre esta partícula. para cima ou para baixo." Sempre que uma carga se movimenta na mesma direção do campo magnético.

se aponta o polegar no sentido do vetor velocidade magnético. então sen = 0. será Para o cálculo da intensidade do campo magnético se considera apenas o componente da velocidade perpendicular ao campo. componente perpendicular teremos: . Para os demais casos a direção do vetor perpendicular ao vetor campo magnético e ao vetor velocidade . é a chamada regra da mão direita espalmada.172 A intensidade de será dada pelo produto vetorial perpendiculares é calculado por: . que denomina homenagem ao físico iugoslavo Nikola Tesla. então F = 0 se se = 0° ou 180°. Com a e os demais dedos na direção do vetor campo . veremos que: se v = 0. ou seja. Consequentemente a força será calculada por: . sendo o ângulo formado entre e então substituindo v por sua Aplicando esta lei para os demais casos que vimos anteriormente. = 1. portanto F = 0 . que para o caso particular onde e são A unidade adotada para a intensidade do Campo magnético é o tesla ( T). em Medida em newtons (N) Carga movimentando-se com direção arbitrária em relação ao campo Como citado anteriormente. portanto Regra da mão direita Um método usado para se determinar o sentido do vetor mão aberta. o caso onde a carga tem movimento perpendicular ao campo é apenas uma peculiaridade de interação entre carga e campo magnético. então sen = 90°.

isto é. Hall percebeu um fenômeno peculiar. No entanto. durante experiências feitas para se medir diretamente o sinal dos portadores de carga em um condutor Edwin H. criando um campo magnético perpendicular ao campo gerado pela corrente principal. o que Edwin Hall descreveu foi o surgimento de regiões com carga negativa e outras com carga positiva no condutor. e seu sentido será o de um vetor Para cargas negativas. e seu sentido será o de um vetor que sai do dorso da mão. vetor que sai da palma da mão. vetor terá a direção de uma linha que atravessa a mão. Em sua homenagem este efeito ficou conhecido como Efeito Hall.173 Para cargas positivas. terá a direção de uma linha que atravessa a mão. . Na época já se sabia que quando o fio percorrido por corrente elétrica era exposto a um campo magnético as cargas presentes neste condutor eram submetidos a uma força que fazia com que seu movimento fosse alterado. Efeito Hall Em 1879. o vetor que entra na palma da mão.

cada elétron sofrerá ação de uma força magnética. Saiba mais. podemos dizer que a interação continuará sendo regida por .174 Força Magnética Força magnética sobre um fio condutor Sempre que uma carga é posta sobre influência de um campo magnético. mas como temos um comprimento percorrido por cada elétron em um determinado intervalo de tempo. e pode ser determinada pela regra da mão direita espalmada. vimos que haverá uma força agindo sobre a carga com intensidade . esta sofre uma interação que pode alterar seu movimento. Se o campo magnético em questão for uniforme. haverá elétrons livres se movimentando por sua secção transversal com uma velocidade . apontando-se o polegar no sentido da corrente e os demais dedos no sentido do vetor . então podemos escrever a velocidade como: Ao substituirmos este valor em teremos a força magnética no segmento. Mas se considerarmos um pequeno pedaço do fio ao invés de apenas um elétron. é o sentido real da corrente ( tem o mesmo sentido da corrente). No entanto. neste caso.. Como todos os elétrons livres têm carga (que pela suposição adotada se comporta como se esta fosse positiva). Se quisermos determinar a força magnética que atua em fio extenso (com dimensões não desprezíveis) . onde Q é a carga total no segmento do fio.. expressa pela notação : Mas sabemos que indica a intensidade de corrente no fio. o sentido adotado para o vetor velocidade. A direção e sentido do vetor serão dadas pela regra da mão direita espalmada. então: Sendo esta expressão chamada de Lei Elementar de Laplace. quando o fio condutor é exposto a um campo magnético uniforme. onde é o ângulo formado no plano entre os vetores velocidade e campo magnético. A direção e o sentido do vetor são perpendicular ao plano determinado pelos vetores e . Para facilitar a compreensão pode-se imaginar que os elétrons livres são cargas positivas. Se imaginarmos um fio condutor percorrido por corrente.

devido à inércia. e a inversão de corrente é obtida através de um anel metálico condutor dividido em duas partes. que é responsável pelo giro. À medida que a espira gira a intensidade da força que atua no sentido vertical. uma forma avançada para se realizar este cálculo é utilizando-se integral de linha. Para o caso particular onde o condutor é retilíneo. de modo que quando a espira tiver girado 90° não haverá causando giro. Com isso o movimento segue até que as forças o anulem e volta a girar no sentido contrário. todos os vetores serão iguais. fazendo com que o giro continue no mesmo sentido. fazendo com que as forças de cada lado do braço de alavanca entrem em equilíbrio. Uma forma de se aproveitar este avanço da posição de equilíbrio é inverter o sentido da corrente. a força magnética que é perpendicular ao sentido da corrente e ao campo magnético causará rotação. . Se esta espira tiver condições de girar livremente. No entanto. diminui. de modo que toda o fio seja descrito. então podemos reescrever a Lei elementar de Laplace como Força magnética sobre uma espira retangular Da mesma forma como um campo magnético uniforme interage com um condutor retilíneo pode interagir com um condutor em forma de espira retangular percorrido por corrente. Quando a corrente passa pelo condutor nos segmentos onde o movimento das cargas são perpendiculares ao vetor indução magnética há a formação de um "braço de alavanca" entre os dois segmentos da espira. fazendo com que esta avance contra as forças . o movimento da espira continua.175 devemos fazer com que os comprimentos sejam cada vez menores e somar os vetores em cada . devido ao surgimento de . e por consequência . passando a exercer um movimento oscilatório. Nos segmentos onde o sentido da corrente é paralelo ao vetor indução magnética não há surgimento de pois a corrente. tem mesma direção do campo magnético. Este é o princípio de funcionamento dos motores de corrente contínua.

e caracteriza tesla por metro quadrado . nenhuma linha de indução o atravessará. em homenagem ao físico alemão Wilhelm Webber. podendo ser a área delimitada por uma espira. desta forma: Então podemos escrever o fluxo de indução magnética como o produto do vetor indução magnética (campo magnético) pela área da superfície A e pelo cosseno do ângulo θ. Esta grandeza é vetorial é simbolizada por Φ. de modo que: Se a reta normal à superfície for perpendicular ao vetor indução magnética. . logo o valor do fluxo será máximo já que e que onde . vamos defini-lo apenas para o caso particular de uma superfície plana de área superficial A. É possível também se associar o fluxo de indução magnética à quantidade de linhas de indução que atravessam a superfície. independente de sua forma ou material. imersa em um campo magnético uniforme. Assim: e uma linha perpendicular à A unidade adotada para se medir o fluxo de indução magnética pelo SI é o weber (Wb). Mesmo que haja fluxo de indução magnética sobre qualquer corpo. portanto o fluxo será nulo. o número máximo de linhas de indução o atravessará. O que é comprovado pela equação do fluxo magnético já que Se a reta normal à superfície for paralela ao vetor indução magnética. formado entre superfície. e como se origina a indução magnética é necessário que definamos uma grandeza física chamada fluxo de indução magnética.176 Indução Magnética Fluxo de Indução Para que se entenda o que é. chamada reta normal.

Sabendo que o fluxo magnético é calculado por: Como a equação nos mostra. menor que a anterior. por exemplo. o fluxo depende de três grandezas. onde veremos a variação do fluxo em função da variação de θ. então podemos montar um gráfico de Φxθ. A. ou seja. por esta área menor é se o vetor indução aumentar. Como as secções transversais no tubo citadas são paralelas entre si. Portanto. pois para que esta exista. de se manter o fluxo.177 Se o vetor indução magnética e a área são valores constante e apenas o ângulo θ é livre para variar. Variação do Fluxo Magnético Saber apenas calcular o fluxo magnético não resolve nossos problemas de indução. em uma senóide defasada de (gráfico do cosseno). Variação do fluxo devido à variação do vetor indução magnética Imagine um tubo capaz de conduzir em seu interior as linhas de indução geradas por um imã. Se em um ponto do tubo houver uma redução na área de sua secção transversal. todas as linhas que passavam por uma área A terão de passar por uma área A'. para que Φ varie é necessário que pelo menos uma das três grandezas varie. é necessário que haja variação no fluxo magnético. e θ. A única forma de todas as linhas de indução passarem. como veremos a seguir. esta afirmação pode ser expressa por: . B. o que nos leva a concluir que as linhas de indução devem estar mais próximas entre si nas partes onde a área é menor.

O nome dado a estas correntes é em homenagem ao físico e astrônomo francês Jean Bernard Léon Foucault. Desta forma. a corrente induzida terá sentido anti-horário. ou seja. Lei de Lenz Segundo a lei proposta pelo físico russo Heinrich Lenz. Como o campo magnético uniforme é bem delimitado. por exemplo. em um forno de indução. e não apenas delimitada por um condutor como foi visto em indução eletromagnética. é possível variar o fluxo de indução magnética movimentandose a superfície perpendicularmente ao campo. a corrente induzida irá criar um campo magnético com sentido oposto ao sentido do fluxo. se pensarmos em um imã qualquer. Portanto. onde a dissipação por efeito Joule é altamente indesejável. já que as linhas de indução são mais concentradas nestes pontos. a área efetiva por onde há fluxo magnético varia. pois é causado por um campo magnético e gera correntes elétricas. Se houver aumento do fluxo magnético.178 Então. pois pode danificar seus componentes. causando grande aumento de temperatura. Este fenômeno é chamado de indução eletromagnética. ainda é possível variar Φ fazendo com que varie o ângulo entre a reta normal à superfície e o vetor . Indução Eletromagnética Quando uma área delimitada por um condutor sofre variação de fluxo de indução magnética é criado entre seus terminais uma força eletromotriz (fem) ou tensão. Se usarmos como exemplo. a fim de diminuir a dissipação de energia. Se for negativo. É frequente a utilização de materiais laminados ou formados por pequenas placas isoladas entre si. Se os terminais estiverem ligados a um aparelho elétrico ou a um medidor de corrente esta força eletromotriz ira gerar uma corrente. Uma maneira prática e possivelmente a mais utilizada para se gerar indução magnética é fazendo com que a superfície por onde o fluxo passa gire. há criação de uma corrente induzida sobre ele como se toda superfície fosse composta por uma combinação de espiras muito finas justapostas. Em circuitos eletrônicos. fazendo com que θ varie. a corrente induzida irá criar um campo magnético com o mesmo sentido do fluxo. Correntes de Foucault Quando um fluxo magnético varia através de uma superfície sólida. a corrente induzida tem sentido oposto ao sentido da variação do campo magnético que a gera. que foi quem primeiro mostrou a existência delas. o que torna possível utilizar estas correntes como aquecedores. a superfície sofre dissipação de energia por efeito Joule. a corrente induzida terá sentido horário. este terá campo magnético mais intenso nas proximidades de seus pólos. Se for positivo. se a fluxo magnético diminuir. entre a parte sob e fora de sua influência. Devido à suas dimensões consideráveis. Variação do fluxo devido à variação do ângulo θ Além das duas formas citadas acima. variando Variação do fluxo devido à variação da área Outra maneira utilizada para se variar Φ é utilizando um campo magnético uniforme e uma superfície de área A. ou seja. A corrente induzida só existe enquanto há variação do fluxo. chamada corrente induzida. . uma espira posta no plano de uma página e a submetermos a um fluxo magnético que tem direção perpendicular à página e com sentido de entrada na folha. Se houver diminuição do fluxo magnético. que têm a passagem de correntes de Foucault como princípio de funcionamento. a partir de resultados experimentais. se a fluxo magnético aumentar. chamado fluxo indutor. uma forma de fazer com que Φ varie é aproximar ou afastar a superfície da fonte magnética.

br pelo auxílio nas introduções de módulos. que diz que a corrente induzida tem um sentido que gera um fluxo induzido oposto ao fluxo indutor. é a tensão no secundário. chamados normalmente de transformadores. feito de um material altamente imantável.brasilescola. e duas bobinas com número diferente de espiras isoladas entre si. A lei de Faraday-Neumann relaciona a força eletromotriz gerada entre os terminais de um condutor sujeito à variação de fluxo magnético com o módulo da variação do fluxo em função de um intervalo de tempo em que esta variação acontece. é o número de espiras do primário.com. . chamadas primário (bobina que recebe a tensão da rede) e secundário (bobina em que sai a tensão transformada). a potência no primário deverá ser exatamente igual à potência no secundário. www. A tensão de entrada e de saída são proporcionais ao número de espiras em cada bobina. Sendo: Onde: é a tensão no primário. Transformadores Os transformadores de tensão. Por esta proporcionalidade concluímos que um transformador reduz a tensão se o número de espiras do secundário for menor que o número de espiras do primário e vice-verso.com. assim: Produzido por Wellington Fernandes da Silva. Franz Ernst Neumann e Heinrich Lenz entre 1831 e1845.179 Lei de Faraday-Neumann Também chamada de lei da indução magnética. Agradecimentos especiais à: www. Um transformador é constituído por um núcleo. é o número de espiras do secundário. quantifica a indução eletromagnética. Meu livro de física do Ensino Médio rsrsrs. esta lei. sendo expressa matematicamente por: O sinal negativo da expressão é uma consequência da Lei de Lenz. a partir da variação de fluxo gerada pelo primário. O seu funcionamento é baseado na criação de uma corrente induzida no secundário. Se considerarmos que toda a energia é conservada. elaborada a partir de contribuições de Michael Faraday.br pela autorização em obter as imagens. são dispositivos capazes de aumentar ou reduzir valores de tensão.sofisica.

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