TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO

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PROCESSO

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Administração Direta Municipal. PRESTAÇÃO DE CONTAS ANUAIS do EXERCíCIO de 2006, da MESA DA CÃMARA MUNICIPAL DE LOGRADOURO, da responsabilidade do Senhor IVAN FERNANDES CARNEIRO FALTA DE RETENÇÃO E RECOLHIMENTO DAS CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS DOS VEREADORES - MÁCULA COM REFLEXOS NEGA TlVOS NAS CONTAS PRESTADAS APLICAÇÃO DE MULTA -IRREGULARIDADE DAS CONTAS. Atendimento integral às exigências da Lei de Responsabilidade Fiscal.

ACÓRDÃO APL TC
Vistos, relatados e discutidos os autos do PROCESSO TC- 02793/07; e CONSIDERANDOos fatos narrados no Relatório; CONSIDERANDOo mais que dos autos consta; ACp)RDAM os Membros do TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DA PARAíBA (TCE-Pb). à unanimidade, na Sessão realizada nesta data, de acordo com a Propostíl de Decisão do Relator, em: 1.• JULGAR IRREGULARES as contas da Mesa da Câmara Municipal de LOGRADOURO,relativas ao exercício de 2006, sob a responsabilidade do Senhor IVAN FERNANDES CARNEIRO, considerando na decisão o atendimento integral às disposições da Lei de Responsabilidade Fiscal; 2. APLICAR multa pessoal ao Senhor IVAN FERNANDES CARNEIRO,no valor de R$1.000,00 (mil reais), em virtude da não retenção/não recolhimento das contribuições previdenciárias, incidentes sobre os subsídios dos vereadores, configurando, portanto, a hipótese prevista no artigo 56, inciso 11, da LOTCE (Lei Complementar 18/93); :1. ASSINAR-LHE, também, o prazo de 60 (sessenta) dias para o recolhimento voluntário, do valor da multa antes referenciado, sob pena de cobrança executiva, desde já recomendada, inclusive com a interveniência da Procuradoria Geral do Estado ou do Ministério Público, na inação daquela, nos termos dos parágrafos 3° e 4°, do artigo 71 da Constituição do Estado, devendo a cobrança executiva ser promovida nos 30 (trinta) dias seguintes ao término do prazo para recolhimento voluntário, se este não ocorrer.
Publique-s, ti e-se, registre-se e cumpra-se. Sala das Sessõe do -Pb, Plenário Ministro João Agripino João ess -Pb, de junho de 2.008.

Presente:

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TRIBUNAL

DE CONTAS DO ESTADO

PROCESSO TC 02793/07

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Administração Direta Municipal. PRESTAÇÃO DE CONTAS ANUAIS do EXERCíCIO de 2006, da MESA DA CÃMARA MUNICIPAL DE LOGRADOURO, da responsabilidade do Senhor IVAN FERNANDES CARNEIRO FALTA DE RETENÇÃO E RECOLHIMENTO DAS CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS DOS VEREADORES MÁCULA COM REFLEXOS NEGA TlVOS NAS CONTAS PRESTADAS - APLICAÇÃO DE MUL TA -IRREGULARIDADE DAS CONTAS. Atendimento integral às exigências da Lei de Responsabilidade Fiscal.

RELATÓRIO
Senhor IVAN FERNANDES CARNEIRO apresentou, dentro do prazo legalmente estabelecido, ;3 Prestação de Contas Anual da Mesa da Câmara Municipal de LOGRADOURO, relativa ao exercício de 2006, sob a sua responsabilidade, cuja documentação foi encaminhada e analisada pela DIAFI/DIAGM li, que emitiu Relatório, com as seguintes observações, que a seguir se fez resumir: 1. No orçamento estimou-se a receita e previu-se a despesa em igual valor de R$ 233.790,00, sendo efetivamente transferidos 97,94% da receita prevista e a despesa realizada foi de 97,83% da fixada; 2. A remuneração de cada Vereador durante o exercício foi de R$ 9.000,00, e a do Presidente da Câmara foi de R$ 18.000,00, estando dentro do limite es.abelecido na legislação local específica; 3. A despesa com pessoal correspondeu a 3,87% da Receita Corrente Líquida do e :ercício de 2006, cumprindo o art. 20 da LRF; 4. P folpa de pagamento do Legislativo atingiu 64,95% das transferências recebidas, cumprindo o artigo 29-A, parágrafo primeiro da Constituição Federal; 5. ,\ despesa total do Poder Legislativo Municipal foi de 7,18% da receita tributária e transferências realizadas no exercício anterior, cumprindo o art. 29-A da Constituição Federal; 6. Quanto à gestão fiscal, consignou-se o atendimento integral às disposições da LRF; 7. Referentemente às disposições constitucionais, legais e demais aspectos examinados, constatou-se: 7.1. Divergência entre os registros das receitas e despesas extra-orçamentárias que foram contabilizados no Balanço Financeiro, quando confrontadas com o Anexo 17 - Dívida Flutuante; 7.2. Não retenção e não recolhimento das contribuições previdenciárias, incidentes sobre os subsídios dos vereadores (fls. 86/110); 7.3. Ausência da cópia da Lei nO 125/04, que fixou os subsídios dos vereadores, com a devida publicação. Hegularmente intimado para o exercicio do contraditório, o Chefe Legislativo apresentou a defesa de fls. 123/133, que a Auditoria nalisou

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TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO

PROCESSO TC 02793/07

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mantendo a irregularidade referente a não retenção das contribuições previdenciárias, incidentes sobre os subsídios dos vereadores Remetidos os autos à consideração do Parquet, a ilustre Procuradora Geral Ana Terêsa Nóbrega, após considerações opinou pela: 1. Irregularidade das contas da Mesa da Câmara Municipal de LOGRADOURO, relativas ao exercício de 2006; 2. Atendimento integral às disposições da Lei de Responsabilidade Fiscal. Por proposta da defesa do gestor, acatada, à maioria, pelo Tribunal Pleno, o julgamento dos autos foi adiado para esta sessão, advertindo-se acerca da manutenção das anteriores comunicações regularmente efetuadas. É o Relatório.

PROPOSTA DE. OECtSÃO

o Relator entende, tal qual o Parquet, que permaneceu a infringência à Lei nO 10.887/94, relacionada à obrigatoriedade da contribuição previdenciária dos agentes públicos (fls. 86/110), ensejando, além da aplicação de aplicação de multa a desaprovação das contas, de acordo com o Parecer Normativo PN Te 52/04. Com efeito, propõe no sentido de que os integrantes deste egrégio Tribunal Pleno: 1. JULGUEM IRREGULARES as contas da Mesa da Câmara Municipal de LOGRADOURO,relativas ao exercícío de 2006, sob a responsabilidade do Senhor IVAN FERNANDESCARNEIRO,considerando, também, na decisão o atendimento integral às disposições da Lei de Responsabilidade Fiscal; 2. APLIQUEM multa pessoal ao Senhor IVAN FERNANDES CARNEIRO, no valor de R$ 1.000,00 (mil reais), em virtude da não retenção/não recolhimento das contribuições previdenciárias, incidentes sobre os subsídios dos vereadores, configurando, portanto, a hipótese prevista no artigo 56, inciso 1/, da LorCE (Lei Complementar 18/93); 3. ASSINEM-LHE, também, o prazo de 60 (sessenta) dias para o recolhimento voluntário, do valor da multa antes referenciado, sob pena de cobrança executiva, desde já recomendada, inclusive com a interveniência da Procuradoria Geral do Estado ou do Ministério Público, na inação daquela, nos termos dos parágrafos 3° e 4°, do artigo 71 da Constituição do Estado, devendo a cobrança executiva ser promovida nos 30 (trinta) dias seguintes ao término do prazo para recolhimento voluntário, se este não ocorrer. É a Proposta.

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